Você está na página 1de 336

S I

por Rudyard Kipling

Si és capaz de manter a tua calma quando


Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crêr em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Si és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou. ser.do odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretencioso;

Si és capaz de pensar — sem que a isso só te atires;


De sonhar — sem fazer dos sonhos teus senhores;
Si encontrando a Desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma form a a esses dois impostores;
Si és capaz de sofrer a dôr de vêr mudadas
Em armadilhas as verdades que dissestes,
E as coisas por que destes a vida estraçalhadas,
E refazedas com o bem pouco que te resta;

Si és capaz de arriscar numa única parada


Tudo quanto ganhaste em tôda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que fôr que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exhaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena, “ Persiste” ;

Si és capaz de, entre a plebe, não te corromperes


E, entre Reis., não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus te defenderes,
Si a todos pódes ser de alguma utilidade;
E si és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra contudo o que existe no mundo
E — o que é mais — tu serás um homem! meu filh o !

Trad. por Guilhervie de Almeida


Ano I — N.° 1 Janeiro de 1948

“A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias da Vida Eterna)

Órgão Oficial da Missão Brasileira da Igreja de Jesus Cristo


dos Santos dos Últimos Dias

Í N D I C E

ED ITORIAL
Mensagem do Presidente ............................... Presidente Harold M. Rex 2
“ Dois Mestres” ............................................................do “ D eseret New s” Capa
“ Ovos de Pithon” ..........................................................Marvin O. Ashton
ARTIGOS E SPECIAIS
O Resumo de uma Vida Pura ....................................... C. Elmo Turner 4
Concretização dum Sonho ........................................... Alfredo Lima Vaz 6
“ Nosso Completo Dever ...........................Pres. George A lbert Smith 7
À Espera do Fim ................................................... Marquerite J. Griffin 8
A U X IL IA R E S
Escola Dominical
Como Jesus Ensinou ....................................... Marion G. M erkley 12
Verso Sacramental ................................................................................
Primária
Quanto Custou uma Bola ...........................Daisy W right Field 15
Sociedade de Socorro
Saudações a Todos ............................................... Diania H. R ex 17
SACERDÓCIO
Carta da Primeira Presidência ................................................................ jg
VÁRIOS
A Consciência Acusadora ........................................... Richard L. Evans 19
Enfrentamos a Incerteza ........................................... Richard L. Evans 19
Evidências e Reconciliações ....................................... John A. Widtsoe 20
“ O Rumo dos Ramos” ................................................... C. Elmo Turner 22
Você Sabia q u e ...? ...................................................................................... Capa
S i . . . (Poesia) ................................................................Rudyard Kipling Capa

Assinatura Anual no Brasil . Cr$ 20,00


D iretor: . . . Cláudio Martins dos Santos
Assinatura anual do Exterior CrS 40,00
R e d a to r:.....................................João Serra
Exemplar In d iv id u a l.............. Cr$ 2,00
Tôda correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviados a
“A G A I V O T A ”
Caixa Postal 862 São Paulo — Brasil
EDITORIAL * * * * * * * * * * * * * * *Jjy

Mensagem do Presidente

A publicação de “ A G A IV O T A ” é a realização de algo que temos


desejado por muito tempo, e também a resposta de orações de mui­
tos membros e missionários desta Missão. Temos desejado há
muito tempo uma publicação que possa ser uma mensagem mensal
a todos os membros e investigadores do Brasil. Acreditamos que os
membros e os investigadores devem ter oportunidades de aprenderem
em cada mês um pouco mais do Plano de Salvação e assim achar
um novo guia que possa conserva-los naquele Caminho estreito e
reto. Sinceramente acreditamos que A GAIVOTA será a realização
deste desejo.

A s Autoridades Gerais da Igreja frequentemente apresentam


nos Estados Unidos mensagens em forma de sermões ou artigos
escritos, dando assim oportunidades a todos os membros da Igreja
de os ouvirem ou lerem. Assim pretendemos trazer-lhes na
GAIVOTA estas mensagens inspiradoras.

Como membros da Igreja restaurada de Jesus Cristo acreditamos


fóra de qualquer dúvida que somos filhos de um Deus vivo. Sob
tal crença devemos nos unir estreitamente não dando a distancia
a menor consideração. Nós esperamos que A GAIVÚTA fará os santos
do Brasil sentirem-se mais chegados um ao outro e os constituirá
em uma força de maior expressão.

E ’ de máxima importância a todos os membros e investigadores


a leitura e estudo mensal deste pequeno magazine. O Senhor tem
revelado que nenhum homem pode ser salvo em ignorância. Assim
sendo devemos todos os dias de nossa vida aprender mais e mais
do Senhor e seus caminhos.

E sejamos pois todos diligentes no trabalho do Senhor.

Harold M. Rex.

rjnrSn rínr^rirfn
M é «Sm yjw
rin rin rín
vjw wjy tJJv* wjw wgw wjw wjw wjw wjw wjw vp* wjw
'SprSt' rSnrjnrift rtnrin
wjw v f * wjw wjv wjw v|w
0 Resumo de Uma Vida Pura
O nosso querido Presidente e pro­ velha loja cooperativa de departamen­
feta, George Albert Smith, cuja foto­ tos da America, e organizada pela Igre­
grafia embeleza a capa de nossa pri­ ja. Mas foi desobrigado deste serviço
meira edição, é um homem bem qua­ quando, no dia 1 de Setembro de 1891,
lificado para tal posição. É com as Autoridades chamaram-no para uma
grande orgulho que oferecemos um missão de 3 meses para servir nas Es­
resumo da sua vida; uma existência tacas de Juab, Miljard, Beaver e Pa-
abundante e cheia de serviço à Igre­ rowan, no estado de Utah para traba­
ja e também aos seus companheiros e lhar com a mocidade em conjunção da
irmãos do mundo. É nossa intenção A.M.M. (Associação de Melhoramento
publicar a fotografia e curta história M utuo).
da vida de todas as Autoridades Ge­ Quando voltou desta, sua primeira
rais nos seguintes números da G aivo­ missão, casou-se com a sua namorada
ta. Seria interessante si você guar­ de meninice, L ucy Emily W oodruff, no
dasse todos os exemplares desta revis­ templo de Manti, Utah, no dia 25 de
ta para referência futura. Maio, 1892. Uma semana mais tarde,
O Presidente Smith nasceu num m o­ no dia 1 de Junho, partiu para uma
desto lar e de humildes pais, no dia missão de 2 anos à Missão dos Sul-
4 de Abril, 1870. Nasceu ao oeste Estados nos E .E .U .U . Isto mostra
do templo em Lago Salgado, donde grande fé da parte do Presidente Smith.
vem as doutrinas e revelações da Igre­ Mais tarde a sua jovem espcsa jun­
ja, e ele nunca se desviou destas dou­ tou-se com ele quando ele se tornou
trinas. O pai dele era John Henry secretário da Missão. Estes foram
Smith, uma vez Apóstolo e mais tarde abençoados com 2 filhas e 1 filho e
um conselheiro do Presidente Joseph viveram muito alegres com a sua fa -
F. Smith, e também o Presidente da milia. Ela morreu no dia 5 de Novem­
Missão Europêa. O avô do Presiden­ bro, 1937.
te Smith, George A . Smith, era tam­ Depois de sua missão ele tornou-se
bém um apóstolo e um conselheiro de muito ativo, aceitando posições civis e
Brigham Young, de sorte que ele vem posições na Igreja. Foi o Presidente
duma linhagem de antepassados fieis geral da, “ Associação de Melhoramen­
e retos. to Mutuo dos M cços” e tambem traba­
lhou na curadoria geral da organização
Quando o Presidente Smith fala da
da Escola Dominical. Foi escoteiro e
sua mãe, fala com grande deferência,
agora possue a maior honra dos esco­
respeito e' amor. Ela çhama-se Sarah
teiros, “ The Silver Beaver A w ard”
Farr, uma mulher bondosa, prudente,
(A Medalha do Castor Argenteo).
carinhosa e verdadeira mãe pioneira.
Hoje, ele é o presidente ou alto oficial
Ccmo todos os outros jovens, ele foi de várias organizações nacionais. Nas
a escola e obteve uma firme base para suas jornadas e viagens tem visitado
o seu grande serviço futuro, cursando diversos presidentes dos E .E .U .U . e
à Academia de Brigham Young (agora foi amigo pessoal do Presidente Theo-
a Universidade de Brigham Young) e dore Roosevelt.
à Universidade de Utah. Foi abençoa­ Foi ordenado Apóstolo em 8 de Ou­
do ele com um espirito independente tubro de 1903 pelo Presidente Joseph
e quis ganhar o seu próprio sustento; F. Smith quando tinha apenas 33 anos.
assim, com a idade de 19 anos ele dei­ Serviu com o apóstolo para 42 anos e
xou a escola e começou a sua carreira seus deveres o levaram a todas as par­
como negociante para Z.C.M.I., a mais tes do mundo. Durante este tempo,
presidiu à Missão Europêa para 3 anos depois de um dia de jejuarem , ora­
(1919-1922) no difícil período de re­ rem, prestarem os testemunhos e pro­
construção depois da primeira guerra curarem o guia divino, escolheram e
mundial. Quando o Presidente Grant ordenaram George Albert Smith o P ro­
o ordenou Presidente do Conselho dos feta, Vidente, Revelador e oitavo P re­
Doze, no dia 8 de Julho de 1943, fôra sidente da Igreja de Jesus Cristo dos
apóstolo para 40 anos e trouxe muita Santos dos Últimos Dias.
experiência à posição. O Presidente tem sido muito ativo
desde a sua ordenação à esta posição
Durante a guerra ocorreram duas
sagrada. Numa visita ao M exico pre­
catástrofes em sueeSsão, a morte do
gou com tanto poder e espírito que
Presidente Franklin D. Roosevelt e,
1.200 membres da Igreja que se apar­
uma semana mais tarde, a do Pre­
taram durante a guerra, voltaram à
sidente Heber J. Grant no dia 14
comunhão completa. Tambem visitou
de Maio de 1945. Estes choques foram
o Presidente do M exico e lhe apresen­
rudes para todos os santos fieis por­
tou um Livro de Mormon especial­
que eles honravam o Presidente R ocse-
mente encadernado.
velt como presidente dos E .E .U .U . e
amavam e reverenciavam o Presidente Sim, meus irmãos e irmãs, somos
Grant como o profeta e presidente da abençoados com um grande e inspira­
Igreja de Jesus Cristo. Mas apenas dor lider, em verdade um “ homem de
uma semana mais tarde, segunda-feira, Deus” e certamente podemos ser or­
dia 21 de Maio de 1945, no templo de gulhosos dele.
Lago Salgado, as Autoridades Gerais, C. Elmo Turner

“ Ovos de Pithon”
por Marvin O. Ashton

Quando eu era jovem , um educador transformará em um monstro que de­


veiu ao Lago Salgado, e fez um dis­ pois irá devorar o seu carinhoso cor­
curso intitulado “ Ovos de Pithon” . Não deiro. ou a sua cabra, e muitas vezes
é de admirar que eu o lembre tão bem. poderá enlaçar sua própria Irmã ou
Relatou-nos que na Índia as Pithons irm ão. Não, é de admirar que quando
roubam cada ano milhares de vidas hu­ o jovem destroi o ovo da Pithon, ecôa
manas. Costumam pôr seus ovos na na selva ym grito de triu n fo.
selva, que se transformam depois em Isso me faz recordar uma interessan­
pequenos demônios que se arrastam pe­ te história de uma Pithon. Os nativos,
la relva e com o tempo chegam a ser cientes dos poderes desse demônio da
tão grandes como a perna de um ho­ índia, estavam apavorados Mas a sua
m em . Quando adulta, sebe a uma captura, quando devidamente feita, era
arvore, espreita dentro a ramagem e fácil. Este era o plano. Na localida­
estrangula as suas vítim as. Como des- de onde a Pithon havia sido vista pela
truidora de vidas o seu único com pe­ última vez, colocar-se-ia uma cabra
tidor na índia, é o tigre de B engala. amarrada à um poste. Não fo i neces­
O jovem nativo da índia é ensinado des­ sário esperar muito tempo — Ouviram
de cedo a procurar sempre os ovos de o gemido da pobre cabra — Correram
Pithon. Quando encontra o ovo do à cer_a, e lá estava a Pithon amarrada
réptil aplica-lhe o. tacão e dá um cor- ao poste — Sim, com o um Truta que
rupio em sinal de triunfo. Si não o acaba de fisgar o anzol, caira conquis­
destruir, com o tempo aquele ovo se tada.
Os monstros dentro de nós que nos resolvido a fazê-lo beber. Finalmente,
destroem, começam com o esses oves ino­ decididos, dizem -lhe que si não lhes fi­
fensivos. Si não usarmos nele, vitorio­ zer a vontade, o atirarão ao solo e lhe
sos, os nossos tacões, como o rapaz ao deitarão o vinho por entre os dentes.
achar o ovo de Pithon, eles nos des­ Nesse momento o jovem aproveita a
truirão . ocasião e como um guerreiro, enfrenta
os seus inimigos. Tem uma arma se­
O licor é com o a Pithon. O egoís-
creta com a qual eles não contavam.
mo, também, põe seus ovos na selva.
É esta, quandoi terminar, cairão venci­
O ódio começa com o uma pequena e in­
dos.
significante semente. A avareza, não
“ Um momento, diz ele, vejamos si
para, faz-se grande e põe-se à espreita
vocês o deitarão por entre os meus den­
para nos destruir. A desonestidade
tes. Eu quero contar-lhes uma histó­
tem suas garras e também reclama v i­
ria.
das e si não fôr destruida na casca,
“ Há alguns anos atraz, um rapaz ti­
envolve-nos e nos estrangula até a m or­
nha saído com o eu, hoje à noite. O fe-
te. Cada vício começa com o uma se­
receram -lhe uma bebida e ele recusou.
mente posta na terra. Não a deixe
Insistiram e ele enfraquecendo, cedeu,
germ inar.
e tomou naquela noite, apenas a quan­
Ainda me recordo de um conto re­ tidade de um dedal cheio. Na semana
latado por minha mãe: Um jovem foi seguinte, tom ou-a mais prontamente.
levado ao patíbulo pronto para ser en­ Depois disso não precisavam mais ofe­
forcado. Antes que lhe pusessem o la­ recer-lhe. Jovens, ele tornou-se um
ço sobre a cabeça lhe é concedido o últi­ bêb a d o. A paixonou-se depois por uma
mo d esejo. Ele pede por sua mãe e ela linda moça e certamente, deixou de be­
vem . Vai para abraça-lo. A o em vez ber enquanto a cortejava. Sabia que
de beijá-la, ele a morde arrancando-lhe ela e sua família eram contra a bebi­
uma parte da face. Então com toda da. Casaram-se. Um ano depois des­
a angústia de sua alma, grita: “ Mãe, ta união, nasceu-lhe uma creança, mas
porque não m e ensinaste quando eu nesse tempo ele já havia voltado à be­
roubei aqueles lápis na escola? Porque bida e principiava a voltar bêbado para
não me repreendeste? Passei aos li­ casa. Numa dessas noites fo i adverti­
vros e dos livros aos cavalos e agora do por sua boa esposa. Ela tinha atu­
mãe, vou m orrer. Porque não me en­ rado quasi tudo o que podia. Em de­
sinaste?!” Sim, oi tirar aqueles lápis era sespero lhe disse: “ Bill, si voltares no­
o ovo da P ith on . Deixaram que desen­ vamente assim, para casa, eu levarei a
volvesse! creança comigo para a casa de minha
O bêbado começa com um trago, mas mãe!” O demenio dentro dele, soltou-
esse trago é o ovo de Pithon. Uma jo ­ se. Agarrou-a pelo braço e atirou-a
vem da Estaca de Wayne (nos E. E. para fora na tempestade de W yoming
U . U . ), relatou o seguinte fatoi que me (estado nos E .E .U .U .) . Ela, agarran­
impressionou profundamente Trata-se do o filhinho e também um casaco que
de um jovem que fo i à uma festa onde estava junto da porta, saiu. Ele esta­
lhe é oferecido um “ cocktail” . (Não va tão bêbado que quando se encontrou
um cocktail de frutas, mas de licores) . ao travesseiro, dormiu, e morreu pa­
Ele recusa. O bando insiste, mas ele ra o mundo. A compreensão do que
também. É, somente a quantidade de havia feito, na manhã seguinte, quasi
um dedal, mas ele continua a recusar. eletrificou -o. Estava horrorizado! Agar­
Chamam-lhe “ maricas” , “ filhinho da rou-se à porta, quasi arrancando-a de
mamãe” , mas ele mostra-se firm e. Di­ seus caixilhos, saindo como louco atra­
zem -lhe que deve beber com o grupo vés da neve. Estava quasi louco! Há
e cheirar como homem. O bando está uns 180 metros de casa ele deparou um
pequeno mente na neve e com os olhos prontos a passar esse líquido pelos meus
fora das orbitas, desesperado mas cau­ dentes, estou esperando. Eu sou aque­
telosamente, com eçou a cavar na neve. la crea n ça .”
Sim, ali estava a sua amada, a mãe de A Pithon naquela noite roubou a vida
seu filho; estava fria, na morte! O fi­ uma mãe querida, arruinando aquele
lho, protegido pelo calor do corpo de lar. Si ao menos o demonio da bebi­
sua mãe e do sobretudo que ela pegara da tivesse sido destruido na casca! Si o
ao sair, tinha ainda uma centelha de tacão tivesse sido manejado no devido
vida. A creança foi sa lv a .” tempo! — Sim, foi um ovo de Pithon!
Desafiando-os, o nosso heroi enfren­
tou o bando. “ Agora, jovens, si estão Trad. por Alfredo Lima Vaz

“A Concretização de Um Sonho
por A lfredo Lima Vaz

Dividindo, as águas de dois gigantes, elas e que tenham o seu rebanho, e um


o P acífico e o Atlântico, acham-se ages- pastor que dará a vida pelas suas o v e ­
tosa e graciosamente colocadas pelas lhas” ! Sim, o Mestre esteve em tuas
mãos do incomparável Arquiteto, três terras! Foi Ele mesmo quem ajuntou
grandes terras que se assemelham àque­ em ti o Seu novo rebanho deixando
las três amigas inseparáveis que en­ designado o. seu pastor, e preparado o
chem de poesia as nossas noites sere­ seu papel nos Últimos Dias. És, sem
nas, as “ Tres Marias” que diuturna- dúvida, a Terra Prometida! De ti ha­
mente aparecem brilhantes no melan­ veria de sair, o que começa já a ser
cólico azul do nosso firmamento. Essas feito, os raios de luz que iluminariam
três terras assim dispostas no meio da mais uma vez nos últimos tempos, os
imensidão nas águas, são três presen­ caminhos estreitos e então escuros,
tes divinos, são as Américas, a Terra que conduzem à Salvação!
Prometida que o Creador deu aos fi­ Essa era a tua missão, America! E
lhos de Israel, em cumprimento de Sua tu a estás cumprindo. Partindo do
palavra. Norte, os teus mensageiros de luz, já
Américas, do Norte, Central e do Sul! alcançaram as paragens mais longín­
Um mundo novo, um continente de flo ­ quas do Sul, e dos demais continen­
res em cujas pétalas podem -se ainda tes do mundo, e ao passar pelo sul,
sentir o perfum e e os cuidados D ivi­ nessa ânsia incontida de iluminar o.
nos, pois nem siquer foram atingidas mundo inteiro, talvez guiados por uma
por essas ondas desencadeadas com cruz brilhante, de estrelas que todas
tanta fúria, que recentemente engolfa­ as noites aparece no céu de uma das
ram o mundo! Tu és a Terra Prom e­ suas terras, uma terra bonita, toda
tida! És a Jerusalem de onde, uma vez verde como que a simbolizar esperan­
mais, haveria de sair para o mundo a ças no futuro, cujo céu é mais azul,
fulgurosa luz do verdadeiro Evangelho! nas palavras do poeta, os teus m en­
A s tuas terras foram preparadas para sageiros chegaram-se a ela, encon­
isso! O próprio Creador enviou a ti o trando o BRASIL! Um Brasil m eni­
Seu Filho para que isso fizesse. L em - no ainda, mas na idade exata quan­
bra-te, America, que ao deixar as ve­ do os caminhos da vida se tornavam
lhas ovelhas, Ele mesmo, falou: “ Te­ escuros e confusos, quando a luz por­
nho outras ovelhas que não são deste tanto, se tornava sumamente neces­
aprisco, convém que m e vá também a sária .
Há 12 anos que os teus mensagei­ jo dos membros começa a ser reali­
ros aqui chegaram! Há 12 anos que zado. Sim, esse elo sonhado, começa
as palavras que haveriam que sair do a se materializar, graças ao nosso atual
pó da terra, estão sendo aqui prega­ e incansavel chefe da Missão Brasilei­
das! Há 12 anos que o segredo da ra, Presidente Harold M . Rex, que
felicidade e do bem estar na vida, es­ viu logo essa lacuna aberta, tratando
tão sendo aqui desvendados! Primei­ de satisfazer uma das nossas grandes
ramente aos povos alemães no sul do necessidades. “ A Gaivota” é o orgão
Brasil, e recentemente, aos po-vos bra­ que levará aos brasileiros de norte a
sileiros de outras partes deste imenso sul, a mensagem de amor, o sublime
território. evangelho de Jesús Cristo, pela últi­
Mas, nesses anos foi-se abrindo uma ma vez restaurado, o seja, o segredo
lacuna grande entre as ovelhas que da única, verdadeira e duradoura feli­
iam surgindo e que hoje já formam cidade .
um regular rebanho. Essa lacuna Unir os membros, levando-lhes men­
nada mais era do que a falta de um sagens dos nossos líderes, ensinando
contacto entre uns e outros membros, tudo> o que fo r possível, e especial­
o que se tornava humanamente im ­ mente, levar alguma luz aos corações
possível, devido as grandes distâncias brasileiros que ainda se acham nas
que os separavam. Para que todos trevas, é a finalidade principal desta
fossem unidos num só pensamento, revista que agora iniciamos e que
num só sentimento de irmandade, ardentemente desejamos, seja carinho­
para que, apezar das distâncias, os samente acolhida por todos.
membros das diversas cidades e esta­ “ Ide por todo o mundo, pregai o
dos, se sentissem mais aproximados evangelho a toda a creatura, e aquele
entre si, um elo qualquer deveria ser que crer e fôr batisado, será salvo,
engenhado. mas o que não crer será condenado.
Porém, Deus nunca deixou de aju­ A judar nessa tarefa que nos foi con­
dar a resolver os problemas de Seus fiada pelo Salvador do mundo, é o
filhos. Pois eis que agora esse dese­ principal objetivo da “ Gaivota” .

Nosso Completo Dever


por Pres. G eorge A lbert Smith

Existe uma disposição da parte dos outra obrigação, ao cumprirem suas


que possuem o sacerdócio e de alguns obrigações nesses referentes setores
que possuem posições na Igreja, pa­ consideram feitos todos os seus de-
ra descuidar-se das reuniões sacra­ v eres.
mentais e outras importantes obriga­ Ainda que amemos e abençoemos
ções, e dedicar-se à algum chamado todas essas pessoas pelos serviços que
especial. Eles pedem ser oficiais e eles prestam, sentimo-nos na obriga-
mestres na Escola Dominical, e quan­ çãO' de recordar que nos é requerido
d o performam seus dominicais labores viver todas as palavras que procedem
escolares, consideram isso suficiente; da boca do nosso Pai no céu.
ou, quando trabalham para a A ssocia­ Geralmente falando, cargos especiais
ção de Melhoramentos Mutuos, Curso não nos dispensam de nossas demais e
Primário, Genealógico, para o progra­ especiais reuniões usualmente não
ma do Bem-Estar, ou tem qualquer substituem as réuniões gerais da Igre­
ja . E além de nossos cargos, obriga­ em vossas próprias vidas que ocasio­
ções esperam de nós que nos conduza- nam essas dúvidas. O tentador está
mos dia por dia como santos dos últi­ trabalhando na sua mente, causando
mos dias na mais larga expressão da em voz as dúvidas de que talvez Sion
palavra, para que si virmos a aflições não será vitorioso.
e misérias, ou necessidade de adver- Quando estiveres fazendo o seu de­
sões e conselhos em qualquer ocasião, ver completo, sabereis assim com o sa­
possamos agir com o servos verdadei­ bes que vives, que este é o trabalho
ros do Senhor. do Pai, e que Ele o fará triunfante. E
E ainda existem aqueles que acei­ si existem entre nos os indiferentes e
tam o seu nome entre os membros na descuidados é nosso dever chamar
Igreja, mas que parecem sentir-se bondosamente as suas atenções às
isentos de prestar qualquer espécie de escrituras e traze-los face a face com
serviço. Mas mais cedo ou mais tar­ os mandamentos de nosso Pai Ce­
de eles achar-se-ão com cs seus cora­ lestial .
ções enfraquecidos, e os pensamentos “ E ainda vos digo, si observardes e
em dúvidas, assim com o todos de nos fizerdes tudo o que vos ordeno, Eu,
quando falhamos em fazer aquilo que o Senhor, afastarei de vós toda a có­
sabemos ser o nosso dever com pletc. lera e indignação, e as portas do in­
Um homem que esteja vivendo de ferno nãoi prevalecerão contra vós.
acordo com o evangelho de Jesús Cris­ (D . & C . 9 8 :2 2 ).
to nunca duvida dos seus sucessos; Esta é a palavra do Pai do Céu pa­
mas o homem que esquece o seu de­ ra nos. Si viverm os de acordo com
ver, que falha em guardar cs Seus esta lei cresceremos em graça e força
mandamentos perde o espírito do Se­ dia por dia e ganharemos favores de
nhor, e consequentemente começa a nosso Pai Celestial. Si form es cuida­
pensar naquilo que poderá acontecer à dosos e cumprirmos com o nosso com ­
Sion. pleto dever, a fé crescerá nos cora­
Quando sentires, meus irmãos de ções dos nossos filhos. Eles nos ama­
trabalho, que existe algo errado com a rão pela retidão e integidade de nossas
Igreja, recolhais aos teus aposentos e vidas, e regosijar-se-ão por sermos
ajoelhei-vos diante do Senhor, exam i­ seus pais.
nai os vossos corações e todas as v e­
zes descobrireis que há alguma coisa Trad. por A lfredo Lima Vaz

A Espera do Fim
por Marguerite J. Griffin

A velhinha era tão pequena e ma­ muito tempo, sabe? Está muito v e­
gra, que mal se pedia notar as suas lhinho, tem quasi 95 anos! Não está
form as por entre as cobertas da ca­ doente, mas o seu corpo está desapa­
ma. Eu estava preocupada com o que recendo acs poucos, ronando-se cada
deveria dizer a ela, ao vê-la pela pri­ dia mais fraco. Nada se pode fazer,
meira vez, e em tão tristes condições a não ser esperar assim; e ela que
A sua neta, a quem fora visitar, não sempre amou as pessoas! Sei que ao
deixar-m e-ia sair sem que primeira ver você, ficará feliz o dia inteiro.”
fosse vê-la. Esta sugestão não me pareceu mui­
“ Venha vê-la, pediu-m e a moça, to boa. Eu não tinha coragem para
porque ela não estará conosco por entrar no quarto. Sempre imaginei
que a velhice seria uma época trágica seus pensamentos estivessem viajando
da nossa vida, e agora, ter que enca­ longe e apressadamente, e então
rar um ser humano que só estava recuperou as forças para voltar à con­
esperando o seu maquinismo parar de versa. Rapidamente começou a falar
funcionar, que só esperava a hora em em outro assunto. “ Jenny,” disse ela
que a morte iria entrar pela sua por­ à sua neta, “ mostre à senhora o meu
ta, fazia-m e desencorajada. Mas eu vestido” !
não podia fazer nada. Não podia Um vestido novo na sua idade, e
recusar, sabendo que faria alguém fe ­ especialmente nas suas condições! Era
liz nos seus últimcs momentos. Mas fantástico! Será que ainda restavam
como? Que deveria eu dizer a ela? vaidades, depois de tantos anos, nesta
Preocupei-me desnecessariamente. enrugada creaturinha?
Isso compreendi, no momento em que Jenny trouxe-o como si nada fera
ví naquelas faces completamente en­ do natural houvesse no pedido. Era
rugadas pelos anos, dois brilhantes um crepe de seda branca, delicada­
olhos castanhos, que viareiros, pro­ mente bordado. Eu sei que a surpre-
curaram-me. Aqueles olhos disseram- za estampou-se em minha face, pois a
me imediatamente que no interior da­ velhinha disse: “ Não se assuste, são
quele corpo fragil, estava um espírito minhas vestes fúnebres, sabe? Eu as
bem vivo e alerto. As suas mãos sô- usarei bem breve.”
bre a colcha, eram tio brancas quan­ As palavras foram tão graciosas que
to esta, e tão transparentes que as nada pude dizer, apenas meu coração
veias azues eram completamente visí­ bateu mais apressadamente. Era a
veis. Seus cabelos eram com o o mais coisa mais estranha que eu houvera
macio e ondulado fio de seda, bem visto até então. Um lindo enxoval co­
escassos, mas graciosamente dispostos mo os enxovais das noivas, e a velhi­
ao redor de seu rosto. Quando entrei nha positivamente estava antecipando
os seus olhos brilhantes procuraram - o seu u so. . .
me àncicsamente. Um sorriso trans­
“ M ostre-lhe o resto, Jenny,” disse
portou aquelas rugas para novos lu­
ela. “ M ostre-lhe a combinação e as
gares, fazendo com que seu semblan­
meias.” Virando-se para mim disse:
te se enchesse de um encantador bri­
“ Você parece surpreza. Talvez você
lhantismo.
não tenha pensado que a ressurreição
“ Sente-se minha querida, disse ela. seja úm fato, mas esteja certo que sim.
A sua voz era macia e trêmula. Sin­ Não há realmente morte, c que há é
to-me tão feliz em vê-la, continuou; uma separação, uma mudança. O es­
você parece tão cheia de vida! A pos­ pírito deixa o corpo até a manhã da
to que tem filhos para cuidar.” ressurreição.”
“ Sim ” , respondi, “ Tenho três filhos. Foi então que compreendi a razão
Mas algumas vezes não me sinto tão daquela calma e daquela filosofia.
cheia de vida” . Compreendi porque é que sua neta
“ São danados, esses pequerruchos,” mantinha-se tão carinhosa, tãc- pacien­
disse-me ela. “ Mas é o tempo mais te em suas atenções para com a ve­
feliz da sua vida. Eu não sei, acho lhinha .
que tudo na vida é bom. E olha, te­ “ É uma maravilhosa crença,” disse
nho visto muito dela. Não existe eu.
nada semelhante a netos, bisnetos e “ Não uma crença, minha querida,”
mesmo tataranetos. Oh! estou muito disse ela, “ mas uma verd a d e.”
velha, tenho vistoi muitas e muitas As suas palavras eram calmas e sua­
mudanças. . . ” ve. Não se via nela uma centelha de
A sua voz silenciou-se como si os fanatismo, mas apenas r. seguridade de
suas convições. E além disso, eu não ver isso pela maneira como ela cari­
queria argumentar com ela. Invejava nhosamente vira as suas páginas. Não
a sua paz de pensamento, as suas con­ há dúvida de que ela gastou grande
vições tão seguras. parte da sua vida lendo aquelp Livro,
“ É uma maravilhosa história, a his­ pela maneira com que tão facilmente
tória de um homem,” ela continuou. acha as suas passagens.
“ É a história de mudança e progressão, “ Ouça as palavras do Senhor a
e nós devemos estar sempre prontos Job” , disse-me ela. — “ Onde estava
para todas as coisas novas. Nós vive­ tu, quando eu fundei a mundo? D e­
mos antes de vir para cá, sabe? A n ­ clare si m e entendeste” . A doce ve­
tes mesmo deste mundo ter sido cons­ lhinha olhou-m e por sôbre os óculos
truído. Nossos espíritos foram filhos como si esperasse de mim .uma res­
e filhas de Deus, nosso. Pai Eterno, e posta. Continuando, leu: “ Quando as
nós antes vivíamos com Ele.” estrelas da manhã cantaram juntas, e
todos os filhos do Senhor foram cha­
Havia um brilho macio nas suas fa ­
mados para alegrarem” . — “ Nós esta-
ces. Os seus olhos iluminavam-se
vamos lá” , ajuntou ela, “ e estavamõs
quasi com o si a 'v isã o estivesse diante
contente por causa da terra que Deus
dela, ou com o si por estar da morte,
estava construindo para nós.” Fechou
retornando ao lugar de onde veio, ela
então o Livro e pôs de lado os óculos.
pudesse pegar a luz do entendimento,
"P ois é, minha querida, mas o tempo é
e pudesse lembrar daquilo que para
pouco. Nós nascemos, vivem os e cres­
tantos é m istério.
cemos e justamente quando alcança­
Então ela olhou para mim rapida­ mos a m elhor parte de nossa vida,
mente, com o si sentisse os meus pen­
quando os nossos poderes mentais
samentos. “ Está tudo na Bíblia, sabe?
alcançam um nível mais alto, nossos
Não é nada que eu mesma tenha in­ corpos mirràm-se, enfraquecem -se, e
ventado. Está lá, mas o mundo, ten­ nós morremos.” E ’ como Paulo -disse:
ta explicá-lo de outra maneira. Os
. .. E aqui começou a cotar as escri­
homens pensam que são tão grandes,
turas de memória:
e em serem filhos de Deus, eles tem
“ Pois si não há ressurreição de m or­
realmente uma grande herança. Mas
tos, nem Cristo ressu scitou . . . E si
podem eles compreender os negócios
Cristo não ressuscitou, então é vã a
de nosso Pai celestial, mais do que
vossa fé . . . Si nesta vida tão som en­
uma creança pode entender os traba­
te esperamos em Cristo, somos nós os
lhos de seu pai, na terra? Uma crean­
mais infelizes de todos os homens.
ça não pode compreender com o é que
Mas agora ressuscitou Cristo d’entre os
sua mãe faz as suas bolachas, mas ela
mortos, sendo Ele as prmicias dos que
aceita-as pelo menos, e mastiga-as com
d orm em . . . então se cumprirá a pala­
facilidade. Portanto, comeremos nós
vra que está escritas “ Tragada foi a
do Pão da vida? Portanto, aceitare­
m orte na vitória. Oh! m orte, ande
mos nós esse Pão, sem nos preocupar­
está o teu aguilhão? Oh! sepulcro,
mos com a maneira pela qual fo i
onde está a tua vitória?”
feito?
Ouvindo estas coisas fiquei sem sa­
“ Deus falou. Isso devia ser bastan­ ber o que falar. Eu, que tinha vindo
te. Jenny, traga a minha Bíblia e os para dar alegria aos últimos momen­
meus oculos.” tos da velhinha, descobri que ela é
O que? pensei eu. Poderá esta quem tinha muito para dar.
exausta creaturinha usar ainda os Ela compreendeu o meu silêncio, e
seus brilhantes clhos para ler? É disse: “ Mas, sinto muito. Eu cancei
admiravel! E que benção maravilhosa você com as minhas pregações, você
para ela que tanto o Livro! pode-se deve perdoar-m e.”

— 10 —
“ Oh! não, por favor,” respondi eu. pureza de sua cor e na simplicidade
Eu sou quem deve agradecer à senho­ de seu corte. Cada cacho de seus pra­
ra, muito, muito!” teados cabelos estava carinhosamente
Desde então, eu sabia que jamais arrumado. Suas mãos sem adorno
me esqueceria daquela creatura m a­ algum, com exceção de seu doirado
ravilhosa. Que glória poder chegar- anel nupcial, estavam quietas e des­
se à velhice tão cheia de fé e de gra­ cançavam para sempre. A morte ali-
ça, e mesmo assim fraca ser uma veia zara a sua face, com o si a fizesse ben-
fortalecedora àqueles que atravessam vinda. Nenhuma noiva jamais pare­
o seu caminho! ceu-m e tão linda! Era como si esti­
A próxima vez que a vi, e não foi vesse dormindo graciosamente, e espe­
muito tempo depois, ela repousava pa­ rando somente a voz do Mestre que
ra sempre, vestida delicadamente na­ haverá de acordá-la.
quele enxoval cuja beleza estava na Trad. por A lfredo Lima Vaz

D 1 T i M E S
' “ O exame de consciência esclarece-te “ Muitos de nós perdemos confiança
cada noite, a respeito dos teus defeitos? em oração porque não reconhecemos
o julgamento dos outros e particular­ as respostas. Pedimos força e Deus
mente o de teus inimigos, informa-te nos dá dificuldades, o que nos faz
informa-te ainda melhor.” fo rte s. Oramos por sabedoria e
Deus nos envia problemas, cujas solu­
.. .D escon hecido... ções desenvolvem a sabedoria. Pedi­
mos prosperidade e Deus dá-nos inte­
* * * ligência e braços para trabalhar. A pe­
lamos por coragem e Deus dá-nos pe­
“ São os tolos que dizem que a moci­ rigos para serem enfrentados. Pedi­
dade é o tempo de nos divertirmos. A m os favores e Deus dá-nos oportuni­
juventude é o período em que é preciso dades” .
adquirir bons hábitos que serão uteis (D o “ Improvement Era” )
durante todo o resto da vida.”

— J. B. Say

* * * ANEDOTA

“ Dinheiro pode comprar a casca de CUSPA-O !


muitas coisas, mas não o caroço. Êle
vos traz alimento mas não apetite, re­ Professor: “ Que significa a fórm u­
médios mas não saúde, amizades mas la H2S04?”
não amigos, criados mas não fidelidade, Aluno: “ A a — ei — u — eu tenho
dias de alegria, mas não paz ou felici­ na ponta da língua.”
dade.” Professor: “ Cuspa-o pronto, desven-
— Henrik Ibsen turado, porque é ácido sulfúrico.”

— 11 —
ESCOLA DOMINICAL
E ’ aqui, meus imãos da Escola Do­ O VERSO SAC RA M E N TAL POR
JAN EIRO E F E V E R E IR O !
minical, que se encontrará o Verso Sa­
cramental e outras informações perten­ “ Deus, nosso Pai, ouça-nos orar
E sôbre êste dia, derrame teu amor
centes à Escola. Esta é sua coluna —
A o tornarmos do Emblema abençoado
aguardem-na bem! Exulte-nos na paz do Salvador” .

COMO JESUS ENSINOU


por Marion G. M erkley

Ainda m ais. . . os m estres desta Igre­ tar, \>erícia em motivar o interêsse, pe­
ja ensinarão os princípios do meu Evan­ rícia em valorizar o progresso.
g e lh o ... E observarão os convênios e Interessemo-nos mais pelas A T IT U ­
cumprirão os artigos da Igreja, e isto D E S. O mestre preparado crê em si
será os seus etisinamentos, quando di­ mesmo, na habilidade dos mestres efei-
rigidos pelo E sp írito ... e si não rece- tuarem mudanças na vida do povo, mu­
berdes o Espírito, vós não ensinar eis. danças na natureza humana, como tam­
(Doutrinas e Convênios 42:12-14.) bém mudanças no ambiente.
O mestre preparado realiza que é sua
Introdução responsabilidade fornecer o conhecimen­
to. cultivar as habilidades e construir as
Atravez do ensino damos os braços
atitudes. Tornemos à vida de Jesus para
aos líderes do mundo na tarefa criadora
as demais chaves necessárias em tor-
de melhoramento não só dos materiais,
nar-se um mestre preparado.
dos processos, e das coisas, mas o me­
lhoramento das pessoas: alunos — nos- Preparação
os irmãos e irmãs. Neste trabalho o A Bíblia contém 200 referências a
mestre preparado é sustentado pelo po­ Jesus como mestre; e o verbo “ ensinar”
der da fé e os sinais seguem o minis­ é usado tão frequentemente como todos
tério de tal mestre. os outros. Jesus foi um mestre proemi­
Em um dos textos dos ditos de Jesus nentemente. Ensinava nas colinas, nas
encontra-se a chave do melhor no ensi­ sinagogas, e passou muitas horas ensi­
no evangélico: Pede e dar-se-vos-á; bus- nando aos discípulos fiéis.
cae e achar eis; batei e abrir-se-vos-á. Jesus levou tempo preparando-se para
(M at. 7 :7 .) P -B -B : Pedir — buscar — ensinar. Passaram-se trinta anos e Êle
bater. Três objetivos do bom ensino con­ ia crescendo em sabedoria (intelectual­
cernem-se com as 3 seguintes palavras: mente), estatura (fisicam ente), em fa ­
atitudes, perícia, conhecimento. vor de Deus (espiritualmente) e do ho­
Precisamos SABER as respostas. Je- mem (socialmente) .
su perguntou: Como é que não enten­ A sua preparação inicial fo i num lar
des? Com que autoridade fazes estas ideal, rodeado pelos irmãos e irmãs, e
com as? E tu, Pedro, quem dizes que ensinado por uma mãe que obedecia ao
sou Eu? mandamento das Escrituras: Estas pa­
Precisamos de perícia para fazer o lavras com que eu hoje te admoesto, es­
trabalho de ensinar: Perícia em pergun­ tarão sôbre o teu coração; tu as inclui-
— 12 —
rás em teus filhos, e delas falarás, sen­ ligiosas; pelas grandes experiências es­
tado em tua casa, e andando pelo ca­ pirituais e visitas pessoais ao Templo;
minho e ao deitar-te e ao levantar-te. e por meio da meditação quando no de­
(Deuteronômio 6:6-7.) serto. (Livros, pessoas, meditação — es­
Na idade de seis anos, provavelmente tes recursos são aproveitáveis a todos
êle freqüentava a “ Casa do Livro” , onde os mestres.)
estudava o Velho Testamento; aprendeu Jesus ensinou com convicção: tinha
os hinos que foram ensinados aos alun- uma mensagem vital. Nada podia pará-
nos na escola Judaica. Mais tarde, pro­ Lo — a influência da família, o ridícu­
vavelmente entrou no colégio dos escri- lo, a oposição dos líderes sectários, in­
bas aonde era o mais zeloso aluno de li­ terferência do governo, estratigemas
teratura religiosa. contra a sua vida. Nada havia que O
Na idade de doze anos ouvimos da podia desviar de seu objetivo.
sua visita ao Templo, aonde as suas O reino de Deus era o tema! Cada
perguntas penetrantes, e sua profunda exemplo, cada história, cada ilustração,
curiosidade intelectual espantou os sá­ e cada pergunta relacionava-se ao tema.
bios rabinos.
Princípios do Ensino
Os pais judeus eram obrigados pela
lei a ensinar um ofício aos filhos. Jesus Jesus usou princípios de ensino que
tornou-se carpinteiro; mas enquanto tra­ eram psicologicamente corretos e peda-
balhava nesta ocupação, ia enchendo a gogicamente aprovados.
sua memória com cenas do campo: na­ 1. Percepção: Mudou o conhecido para
vios, pessoas, condições sociais, observa­ o desconhecido. Com os Judeus, êle era
ções sôbre os homens e a natureza — Judeu trabalhando com os Judeus; e
circunstânçias que mais tarde deram pro­ baseou os ensinamentos nas familiares
fundidades aos sentidos religiosos. leis e profecias judaicas: Ouvistes que
Jesus aprendeu muito das escrituras. tem sido d ito. . . Êle deu aos velhos
Facilmente combinava Deuteronômio 6:5 mandamentos novos significados, cen­
com Levítico 19:18, para responder à trando atenção nas profundas interpre­
pergunta: “ Qual é o maior mandamen­ tações espirituais muito mais que na ob-
to? servança superficial das letras da lei.
Isto é suficiente da preparação de 2. Diferenças individuais: adatou a
Jesus. instrução às capacidades e às necessi­
dades da oeasião. Falando do divórcio
Objetivos
uma vez disse: “ Todos Os homens não
Jesus não deixa nenhuma dúvida que podem receber estas palavras. Numa ou­
o tema de seus ensinos é O Reino de tra ocasião observou concienciosamente:
Deus. Nem usa êle apenas uma apro­ Tenho muitas coisas a dizer-vos mas
ximação; mas três: não podeis suportá-las agora.
O Reino de Deus está no meio de vós. Lucas 19:1-8 dá-nos a história dum
O reino de Deus será estabelecido na pequeno homem chamado Zaqueus, um
terra quando, fo r feita a vossa von­ coletor de taxas. Jesus convidou-se a fi­
tade, assim na terra, como no céu. car com Zaqueus por chamá-lo onde
O reino de Deus é para receber os achara um conveniente ponto de obser-
dignos, e foi preparado antes de serem vancia numa árvore. H oje, permaneço,
lançadas as fundações do mundo. contigo. Seria interessante saber exata­
Quando falhava uma aproximação êle mente como apresentou Jesus o seu
tentava outra. tema, fazendo Zaqueus a declarar: Ora,
Os seus objetivos tornaram-se mais metade de meus bens vou dar aos po­
claros quando começou seu trabalho: bres e si em alguma coisa defraudei a
através dos estudos das escrituras re­ alguém, lh’ o restituir ei quadruplicado.

— 13 —
3. Psicologicamente lógico: Jesus usa 4. Êle usa a aproximação variada.
símbolos lingüísticos que são compreen­ Com a mesma facilidade Jesus usa
síveis: Uma galinha e pintos — não Provérbios: O homem que pôs sua
ajunteis para vós tesouros na terra — mão no arado” e “ vinho novo em odres
ovelhas perdidas, moeda perdida— semen­ velhos.
tes e o semeador — grão de mostarda Paradoxos: Bem-aventurados os man­
— fermento — rêdes — casa sôbre a sos, porque êles herdarão a terra.
areia e sôbre a rocha — lírios — vir­ Exagerism o: Pois, mais fácial é pas­
gens, sábias e tolas — credores — sal sar um camelo pelo fundo de uma agu­
— festas de casamento — tesouros en­ lha, do que entrar um rico no reino de
terrados . Deus. (Lucas 18:25.)
Jesus desafia-os a verdes com vossos 5. Êle usa o humor.
olhos; ouvirdes cora vossos ouvidos; e Sem dúvida os seus ouvidores riram
estenderdes com vossos corações e ser- quando fez delicadamente as seguintes
des convertidos. (M at 13:13-15). Sen­ referências irônicas às pessoas que to­
tidos, intelecto, e inspiração — tudo em dos conheciam tão bem : Aqueles ju s­
harmonia. tos que não necessitam de arrependia
mento. (Lucas 1 5 :7 ); e os que com con­
Métodos de ensinar
fiança escolhem os primeiros lugares a
Jesus mostra-nos como usar os melho­ uma festa, e depois são pedidos a ocupar
res métodos e técnicas de ensino. um lugar inferior. (Lucas 14:7-14.)
1. Êle ataca os problemas reais. 6. Êle não se desanima pela falta de
Quando os seus discípulos se queixa­ apreciação.
vam entre si, próprios a respeito de Salientes em Jesus são as qualidades
quem seria o maior no Reino, ensinou de brandura, varonilidade, doçura, ter­
que “ Aquele que se humilha a si mesmo nura, perdão. Mas ficou firm e em ju s­
como uma criança será o candidato tiça e para os princípios.
aprovado para possuir a cidadania do Quando os mensageiros informaram-
Reino. lhe que Herodes procurava tirar-lhe a
“ Quem é meu próxim o? Desta pergun­ vida, e O mataria se não partisse de
ta surgiu a inesquecível história do bom Peréa, Êle anunciou acridamente: Ide di­
Samaritano. zer a esse Raposo que hoje e amanhã ex­
E nós todos relembramo-nos da lição pulso os demônios e faço curas, e no
dada pela pergunta: Quantas vezes per­ terceiro dia serei consumado. (Lucas
doarei eu? 13:32.)
2. Era habil em responder de ime­
Avaliação
diato .
Relembramo-nos de dois incidentes: E ’ coisa emocionante contemplar o po­
Primeiro, a conversa d’Êle com a mulher der do Mestre — poder para transfor­
Samaritana à quem pediu um pouco de mar a vida do povo.
água. (João 4 :6 -3 0 ). E segundo, a sua O mestre preparado é : absorvido na
respôsta ao desafio, E ’ lícito pagar tri­ sua tarefa; atento ao povo, e a obra
buto a César? de edificar atitude salutar (ela é mais
3. Êle usa argumentos desafiantes. facilmente apanhada do que ensinada) ;
Mesma a mais fraca imaginação fi­ avaliador cuidadoso do motivo, do inten­
caria impressionada com a história do to e dos objetivos alcançados.
publicano e o pecador, quando entraram Possivelmente dia virá quando as esco­
no templo para o ra r. las seculares de treinamento dos mestres
Jesus desperta a atenção; estimula o não esquecerão de dar sua atenção a
pensamento; impressiona a memória; Jesus como o Mestre dos mestres, justa­
eleva ao mais alto da espiritualidade. mente como nas classes do treinamento

— 14 —
dos mestres da Escola Dominical, Êle suais, instrumentos de aprendizagem, e
é nosso exemplo e modêlo. técnicas de ensino.
Conclusão Bater, vigorosamente: ao êrro, à in­
diferença, ao mal e edificar agressiva­
Precisa você de ajuda para se tornar
mente para a vida bôa.
A Força da Escola Dominical — O Mes­
Que o Senhor abênçoe os trabalhos de
tre Preparado?
vós, os mestres; pois, vós sois, “ a força
Pedir, em humildade: “ o que devo eu da Escola Dominical.”
fazer agora?” •

Buscar, ardentemente: auxílios vi­ Trad. por C. Elmo Turner.

PRIMÁRIA
QUANTO CUSTOU UMA BOLA
por Daisy W right Field

Ralph Wheeler era apenas um men- qualquer maneira não há nada que im­
sageirinho, empregado no escritório dum porta.”
advogado rico. Um mal dia, ao espanar Todavia^ êle saiu do escritório com
a escrivaninha do seu mestre, descobriu um ar de condenado, diferente do que a
uma moeda de 2 cruzeiros meia-escondi- livre e leve maneira usual, e entrou na
da sob o canto dum grande livro de di­ loja de brinquedos na esquina, onde ha­
reito, encadernado de couro. Hesitou um via certas bolas de borracha muito bem
minuto, pegou a moeda, tornou-a por no feitas por apenas Cr$ 2,00. Presente­
lugar, e continuou a espanar. Mas a mente êle saiu da loja com uma nas mãos
tentação era muito fo r te . Quando se revolvendo-a e a admirando enquanto
aprontou para sair do escritório, êle dei­ andava na rua apertada de gente.
xou cair a moeda no bolso, tentando si­ “ Essa é uma linda bola que você tem
lenciar a voz de consciência com o pen­ aí.”
samento que não se podia saber a quem Ralph saltou como se tivesse sido ba­
pertencia, porque o mestre recebia tan­ tido. Era a voz bondosa e simpatêtica
tos freguêses na escrivaninha durante de seu patrão, mas pela primeira vez na
o dia. história da sua amizade, Ralph não pôde
“ Ninguém sentirá falta duma moeda encontrar os olhos bondosos e morenos.
tão pequenina” , pensou êle, “ que real­ ■“ S-Sim, senhor” , êle gaguejou, e se
mente não vale a pena devolve-la. De apressou para ir embora quando seu

— 15 —
mestre acrescentou a pergunta, ‘'Quan­ “ Muito mais do que você jamais pode­
to pagou pela bola?” ria pagar, e por isso eu resolvi o assun­
“ Doi-Dois cruzeiros, senhor” , hesitou to. Mas daqui em diante, mestre Ralph,
o envergonhado menino e logo correu da deixe que seus esportes sejam um pou­
presença de seu espantado amigo. co menos caro.”
Havia um lugar vazio em baixo do “ Ora, não, não posso permitir que o
escritório do mestre, onde os meninos senhor pague, não posso, não posso” , ex­
jogavam diversos esportes, e aí Ralph clamou Ralph, dominado por remorso e
passou a próxima meia hora, e não mui­ vergonha.
to feliz, pois Ralph nunca tinha feito
qualquer coisa antes que pesasse tanto “ O senhor tem que me deixar pagar,
sôbre sua mente. Primeiro, achou que o senhor tem que — ou e u . . . ” .
a bola tinha custado muito barato, por­ Então, de repente o miserável segre­
que na verdade era muito boa, mas iria do tornou-se muito grande para o seu
ser o brinquedo mais caro que jamais guarda, e saiu à luz do dia. Era mara­
conhecera. Pois que tinha vendido o seu vilhoso, a que proporções medonhas pa­
estrito senso de honestidade pela bola e recia ter crescido em constrangimento
isto não era pouca coisa. — a história daquele pequeno roubo que
êle primeiramente pensara não ser nada
Repentinamente, a bola subiu muito
de importante.
e mudando de direção, inesperadamente,
entrou e espatifou uma janela do escri­ O seu ouvidor parecia triste em vez
tório próximo ao do seu mestre. Po­ de espantado. Ralph pensou ser despedi­
bre Ralph saiu dali com o coração pe­ do, peremptóriamente. Mas este homem
sado, pois bem sabia a natureza do ran­ usou métodos estranhos para efetuar a
coroso homem que ocupava o aparta­ sua vontade.
mento, e que teria de pagar pelos estra­
gos o qual tomaria o seu magro salário Tirou uma chave das muitas que êle
duma semana, pelo menos. tinha no bolso do seu colete e abriu uma
gaveta na qual havia uma quantidade
Quando entrou no escritório do seu de moedas soltas.
mestre na manhã seguinte, esse virou
com leve sinal de amolação, e entregou “ Eu vou fazê-lo o guarda desta gave­
a bola perdida. ta” , disse a Ralph, pondo a chave em um
outro chaveiro, o qual deu ao menino.
“ O velho Sr. Seeley informou-me que "N ela se guarda o dinheiro para as des­
você quebrou a sua janela ontem de tar­ pesas pequenas do escritório. A s vezes,
de” , êle anunciou. em minha ausência entregam-se livros e
papelaria que tem que se pagar no mo­
“ Eu-Eu quebrei, sim senhor” , admitiu
mento e você encontrará aí o dinheiro
Ralph.
para tôdas as contas.
“ Com certeza insistiu no pagamento
completo das despesas. Parece que a Ralph não podia achar palavras para
bola golpeou um tinteiro e ruinou um exprimir sua gratidão. Mas quando si­
tapete valioso.” lenciosamente deitou sua magrinha mão
ao alcance do seu mestre, aquele sabia
“ Quanto é que custará, senhor?” per­ que êle seria digno de confiança.
guntou Ralph tremendo e agora muito
pálido. Trad. por C. Elmo Tum er

— 16 —
SOCIEDADE DE SOCORRO
SAUDAÇÕES A TODOS, DA
SOCIEDADE DE SOCORRO!
por Diania Rex

Quando a primeira cópia da Gaivota


vai ser impressa, sentimos que nós tam­
bém devemos ter um artigo para enviar Êle deu ainda as seguintes instruções:
o nosso amor e amizade a todos os mem­ Esta sociedade caridosa está de acor­
bros de nossa maravilhosa e bela reli­ do com a natureza das mulheres, pois é
gião. As mulheres de nossa Igreja sem­ natural para elas terem sentimentos de
pre representaram uma parte muito im­ caridade. Vocês estão agora colocadas
portante em tôdas as atividades, e tem numa situação onde podem agir de acor­
havido muitas vezes quando sem a aju­ do com as simpatias que Deus plantou
da, o amor, caridade e fé de nossas mu­ em seus corações. Si viverem para esses
lheres o trabalho da nossa Igreja teria princípios, quão grande e glorioso será!
fracassado. Si viverem, para esses privilégios os an­
Damos graças a Deus por ter sido per­ jos não poderão ser impedidos de se­
mitido a nossa vinda a esta terra para rem seus associados. E sta sociedade não
criarmos famílias, fazermos lares, para é só para socorrer os pobres mas para
os nossos esposos no sacerdócio, e seus salvar almas. Deixem seus trabalhos se­
filhos. Damos graças a Deus pelo rem limitados àqueles que se acham ao
evangelho e oramos todos os dias para seu redor em seu próprio círculo. Vo­
que tenhamos força e coragem, e, mais cês deviam estar sempre armadas de
importante de tudo. fé, para levarmos misericórdia. Si quizerem que Deus te­
avante as nossas obrigações e vivermos nha misericórdia por vocês, tenham mi­
mais chegados ao nosso Pai nos céus. sericórdia pelos outros. Sejam puras
A primeira Presidente da Sociedade de coração. Por união de sentimentos
de Socorro disse o seguinte a respeito obteremos poder de Deus.
dos objetivos desta organização: Eu oro para que possamos viver em
Procurai e socorrei os desgraçados... paz, amor e amizade, que possamos vi­
que os membros deviam ter a ambição ver em caridade um com os outros, que
de fazer o b e m ... que os membros de­ possamos tentar compreender os pro­
viam repartir francamente uns com os blemas de todos e prestar mutuamente
outros, vigiar a moral e serem muito qualquer assistência possível quando ne­
cuidadosos com o seu caráter e a sua cessária. Eu rogo com todos para vi­
reputação. vemos em felicidade. Não procure fa l­
O profeta José Smith disse o se­ tas em seus semelhantes e, especialmen­
guinte concernente à nossa grande or­ te, nos membros da sua e nossa Igreja.
ganização : Somos poucos aqui no Brasil, e precisa­
As mulheres que trabalham na So­ mos uns dos outros. Necessitamos co­
ciedade de Socorro devem ser devotadas operação. Sem amizade, amor e bonda­
à Igreja — devem viver os ensinamen­ de não podemos p rogredir'e fazer cres­
tos e honrar o santo sacerdócio da mes­ cer a nossa Igreja . Como irmãos e ir­
ma. Nós devemos estar preparados para mãs, trabalhemos e vivamos em paz e
ambas as coisas: Aprender o Evange­ amor.
lho e vivê-lo. Trad. por Alfredo Lima Vaz.

— 17 —
SACERDÓCIO
2 de Maio de 1946 à autoridade que está presidindo, os que
o oficiam podem passa-lo consecutivamen.
Aos Presidentes das Estacas e te aos membros da Igreja que estiverem
Bispos dos Ramos sentados no púlpito e na audiência.
Queridos Irmãos, Foi também determinação do conselho
recomendar à Superintendência e ao Co­
Informações recebidas no escritório da
mitê Geral da União das Escolas Do­
Primeira Presidência revelaram o fato
minicais do Deseret que as escolas do­
de que existem divergências de opiniões
minicais do lugar sejam informadas de
e diferentes práticas entre os oficiais dos que o significado da repartição do sacra­
ramos com respeito à espécie de música
mento será realçado si não houver músi­
e qual delas deveria ser usada durante a
ca naquele período. Indubitavelmente,
administração do sacramento.
existirão os que reclamarão dizendo que
Esta questão foi recentemente apre­
a música suave é apropriada e contribue
sentada à Primeira Presidência e aos
para melhor ordem; mas uma cuidado­
Doze, que aprovaram unanimemente a
sa consideração da instituição e do pro­
recomendação de que a condição ideal é
pósito do sacramento trará à conclusão
ter absoluto silêncio durante a passa­
que nada que distraia o pensamento do
gem do sacramento, e que são desacon-
comungante, dos convênios que êle ou
selhaveis os solos vocais, duetos, grupos
ela estejam fazendo não estará de acor­
de vozes, ou música instrumental du­
do com a condição ideal que deveria exis­
rante a administração dessa sagrada or­
tir sempre que esta ordenança sagrada
denança. Não há objeção em haver
e comemorativa seja administrada aos
música apropriada durante a prepara­
membros da Igreja.
ção dos emblemas sacramentais mas de­
Reverência a Deus e às coisas sagra­
pois que a oração seja oferecida, perfei­
das é fundamental na religião pura.
to silêncio deverá prevalecer até que o
Deixemos que cada rapaz ou moça, cada
pão e a água tenham sido repartidos
homem ou mulher na Igreja, manifeste
entre todos os congregados.
esse princípio por manter perfeita or­
E ’ sugerido, além disso, e de acordo
dem na sua comunhão sempre e em qual­
unanime, que o sacramento seja dado
quer lugar onde seja administrado o
primeiro à autoridade presente à reu­
sacramento.
nião. Este poderá ser o bispo, talvez
Sinceramente seus,
um da presidência da paróquia, ou um
George A lbert Smith
dos visitantes das Autoridades Gerais.
J. Reuben Clarli, F .°
E ’ o dever do sacerdote oficiante, de­
David O. M cKay
terminar quem é no momento a autori­
(Prim eira Presidência)
dade que preside, assim sendo, mesmo
que não haja administração do sacra­ Sejamos fiéis a estas recomendações
mento, os membros oficiantes do Sacer­ para que se melhorem cada vez todos os
dócio Aarónico terão uma lição de di- ramos da Missão e que todos os ramos
ciplina na Igreja. sejam uniformes na administração des­
Quando o sacramento é dado primeiro ta ordenança sagrada.

— 18 —
A Conciência Acusadora
por Richard L. Evans

Muitas vezes vemos homens de tes influências que retardam os ho­


muita promessa que avançam muito mens em alcançar completa eficiência
na vida e então aparentemente falham são as que involvem a conciência.
em cumprir a sua promessa. Muitas Os homens muitas vezes tem apren­
vezes vemos homens, os quais, por to­ dido a viver mais ou menos conten­
das gs indicações exteriores, parecem tes com doenças físicas ou em condi­
ter muitas das qualidades que produ­ ções desvantajosas; muitos tem apren­
zem felicidade, incentivo e propósito, dido a ser filósofos mesmo com a in­
mas, todavia, caem em desalento, in­ fidelidade dos amigos, muitos tem se
quietação e até em profundo» deses- reconciliado com o pesar que a perda
pêro. Alguma coisa acontece, a causa dos amados traz. Mas ninguém pode
a qual não é sempre aparente ao viver em paz com uma conciência
observador casual, mas os resultados acusadora. A inquietação que vem
retardados estão claramente aparentes. com a acusação íntima ou com o som­
É claro que há muitas razões possiveis brio receio da desgraça iminente cor­
porque os homens falham em cumprir ta mais cruelmente do que o fracasso
a completa promessa de seus poderes físico ou outros pesares que nos suce­
e possibilidades. Para alguns é a má dam. Com a conciência livre um
saúde; para alguns é a discriminação homem pode enfrentar qualquer acusa­
feita pelos outros; para alguns é a p o­ dor ou combinação de acusadores,
sição imprópria, sendo forçado pelas ainda incluindo a hostilidade da opi­
circunstâncias a trabalhar muito tem­ nião pública. Mas sem conciência
po num serviço ao qual não esteja livre ele não pode enfrentar nem a si
adatado; para alguns é muito cedo pa­ mesmo nem os amigos. Talvez o pre­
ra tanta responsabilidade, uma carga ço. dè tal paz seja caro, mas sempre
demais pesada e que quebra a costa é muito bom negócio, pois teremos que
ou o espírito, antes que tenha sido possui-la para alcançar completa e fi­
preparado para tal esforço; para alguns ciência e felicidade nesta vida. P er­
é a desventura de perder amados; pa­ tence àqueles que tenham ganhado o
ra alguns é a infidelidade de amigos. direito para viver livre de receio de
E muitas mais razões poderiam ser acusação exterior ou interior.
mencionadas. Mas entre as frequen-
Trad. por C. Elmo Turner

Enfrentamos Incerteza
por Richard L. Evans

Com u m . outro novo ano que logo na mais em nossas mentes é a sua in­
se tornará uma parte da realidade das certeza — todos os seus acontecimen­
nossas vidas, contemplamos outra vez tos desconhecidos. Algumas vezes pen­
as coisas que pertencem ao imutável samos que si apenas soubéssemos, p o­
passado, e as coisas que ainda hão de deríamos suportar tudo — mas essa
surgir. E enquanto que olhamos ao nãoi é a maneira desta vida. Depois
prospectoi do ano que fica em nossa de nos fortificarm os à nossa melhor
frente, talvez a coisa que se impressio- habilidade e de acordo com o melhor

— 19 —
conhecimento que possuímos, temos imortal ainda há apenas um grupo de
que aceitar o que vier — sem saber­ regras para seguir. Regulações cor­
m os. rentes podem mudar; os hábitos exte­
Mas os anos novos sempre tem guar­ riores de nossas vidas podem ser m o­
dado os seus próprios segredos e não dificados, se fôr necessário; mas em
se importa que o mundo espere que paz ou em guerra, em casa ou fora,
o ano novo lhe dê, há alguma finali­ não deitemos perder a vista dos últi­
dade no pensamento, e talvez algum mos objetivos, nem os princípios, nem
conforto também, que sempre hcuve a as padrões, nem as crenças, nem as
incerteza. Neste respeito o ano novo ideais, e nenhuma benevolência da v i­
não é diferente dos outros. No ano da. Podemos passar pelo fogo, mas
passado haviam incertezas, também, e fazendo assim, não devemos nos fazer
não gostávamos doi prospecto, mas te­ com o espuma.
mos comportado o ano, com muitas E assim, com o temos suportado os
compensações para aliviar o quadro ancs que se passaram e achado que a
sem atrativos. vida é bôa apesar de todas as coisas
E agora, outra vez, com o sempre, não desejadas, também podemos supor­
enfrentamos a incerteza — mas só a tar os anos vindouros, até o tem po que
incerteza em que se concernem os nos fôr dado, até que sejamos chama­
acontecimentos correntes, além dos dos outra vez àquele lar donde v ie -
quais ficam certezas fundamentais e mcs, onde os anos não mais se con­
imutáveis; e as circunstâncias dum dia tam e onde a varredoura de tempo
não devem ser permitidas a confun­ mede-se somente pela eternidade da
dir os fundamentos que regem nossas imortalidade.
vidas. Na longa vista do homem Trad. por C. Elmo Turner

Evidências e Reconciliações
(do ERA, Janeiro de 1943)
Por João A. W idtsoe

LXI — O Que é a verdade ?


A verdade é o objetivo desejado de ter sido um apêlo sincero para a de­
toda ação humana racional. Ciência e finição de Jesus; mas provavelmente
religião edificam -se na verdade. Jesus, fo i uma exclam ação zombeteira ou de
o Cristo, francamente declarou a P i- dúvida, com o si dissesse, "Ninguém
latos que, “ Eu para isso nasci e para sabe o que é a verdade!”
isso vim aa mundo, afim de dar tes­ Uma definição muito simples mas
temunho da verdade” . (João 18:3 7 ). compreensivel ocorre numa revelação
O significado de uma palavra co- ao profeta José Smith. “ A verdade é
mumente usada deve ser corretamente o conhecim ento das coisas com o são,
compreendido. Todavia, a verdade, e como eram, e como serão” (D. & C.
posta à especulação filosófica, frequen­ 93:24) — isto é, a verdade é sinônimo
temente tem se dado significados di­ do conhecimento exato ou produto
versos, ou esquecido nas escuras nu­ desse mesmo conhecimento.
vens de abstração. Não se pode achar a verdade sem
Pilatos mesmo pareceu confundido. conhecimento. A verdade é revelada
Sua resposta à declaração do Senhor pelo conhecimento; e o conhecimento
foi, “ Que é a verdade?” Esse podia é ganho pelo homem através dos vá­

— 20 —
rios sentidos, esclarecidos por outros lógico. O homem e o universo exter­
auxilioS' que obtenha. Isto é, os fatos no não podem estreitarem-se dentro
de observação, no mundo visivel ou dcs limites do materialismo. Portanto,
invisível, conduzem à verdade; e a o homem, em busca da verdade, pode
verdade tem que se conformar à e x ­ chegar à fonte da vida, assim como a
periência humana. Ao pesquizador do pedra imóvel; o eterno passado como
conhecimento, a verdade constante­ também o eterno futuro; o Senhor dos
mente revela-se. céus, tanto com o o mais humilde de
Numa de suas diversas definições, o Suas criaturas; o mundo espiritual
dicionário concorda bem com a do como o material.
Profeta: “ A verdade conforma com o É claro que na busca da verdade
fato ou com a realidade; concordância torna-se evidente que há divisões de
exata daquilo que é, era ou será” . Esta conhecimento. Uma pertence somente
definição também exprime o pensa­ aos fatos; outra ao uso dos fatos para
mento qúe a verdade vem do conhe­ o bem ou o mal; ainda outra, aos que
cimento . crêm em Deus, com a conformidade
das exposições ou ações •às leis d ivi­
Isto lança no indivíduo o fardo de
nas.
descobrir a verdade. Quando obtem
Num mundo de criaturas vivas, o
conhecimento em qualquer campo, ga­
conhecimento que ajuda ao homem é
nha verdade. Porém, o conhecimento
da maior importância e do maior va­
tem que ser correto ou não conduz à
lor. Realmente, o conhecimento tem
verdade.
somente valor quando ajuda ao ho­
Tem se falado e escrito infinitamen­ mem em sua jornada progressiva. As
te sobre a verdade. Deve ser admiti­
verdades de religião ficam dentro des­
do agora, e sem reservas, que o ho­ ta elocução e ali a importância da re­
mem mortal, enquanto adquire conhe­ ligião torna-se evidente. Apenas obter
cimento pelos sentidos imperfeitos — a verdade sem respeito ao bem-estar
seus únicos meios a chegar à verdade
do homem, denota uma vida vazia.
— tem que ficar contente, em muitos Ou, adquirir a verdade para prejudi­
campcs de esforço, com verdade par­ car o homem, faz do tal pesquizador
cial. Os olhos do homem, contemplan­ da verdade um demônio. Somente os
do os céus, obtem algum conhecimento que tentam achar o uso da verdade
do universo; adquirem ainda mais com para o melhoramento do homem, são
o auxílio do telescópio e do espectros- aceitos pesquizadores da verdade.
cópio; mas completo conhecimento do No sentido mais nobre, a verdade é
céu estrelado fica ainda longe do alcan­ conhecimento obtido e usado para o
ce do homem. Contudo, o conhecimento bem-estar da humanidade.
ganho pelo olho nú, ou com o auxilio A verdade é a mais preciosa pos­
de instrumentos, revela a verdade — sessão do homem. A luz acompanha
parcial mas nobre verdade, digno de sempre essa verdade. Ele que conhe­
ficar ao lado de toda a outra verda­ ce essa luz caminhará inteligentemen­
de. Com o decorrer do tempo o ho­ te e em segurança (D. & C. 93:29,36.)
mem — pesquizador de conhecimen­
Ali, também, é prova à verdade (D.
to e amante da verdade, — sempre & C. 50:23,24.)
aproximará à plenitude da verdade.
* * *
Já foi tentado limitar ao mundo ma­
terial a busca do homem à verdade. " E ’ preciso saber calar, tanto quanto
Isto implica que não haja outro uni­ saber fa la r . Tu te arrependerás rara­
verso, ou que o homem seja incapaz mente de haver falado pouco; frequen- ’
de explorar o domínio espiritual. A m ­ temente, de haver falado demais.”
bas alternativas são inaceitáveis ao — La Bruyére.

— 21 —
“ 0 Rumo dos Ramos ”
Este cantinho da Gaivota é reservado começar a mútuo e outras reuniões em
às informações e notícias dos ramos da português.
Missão e seus missionários. Este mês
apresentamos todos os ramos e os mis­ Ribeirão Preto
sionários que neles trabalham. Já sa­
* Elder Grant C. Tucker
bemos que muitos dos membros estão
Elder Sanford S. Walker
pensando a respeito de alguns Elders
e esta é a oportunidade informarem-se Este é um ramo reaberto mas es­
deles e apanhar as novidades dos ramos tes missionários aplicados estão cons­
da Missão. truindo uma base firm e alí e lhes dize­
Estamos contentes em noticiar que to­ mos: Bôa sorte. Eles também procuram
dos os missionários estão bem e alegres. sala. Não há membros lá ainda.
Elder Rubens e Elder Fowles recente­
mente foram operados de apêndice, e Piracicaba
após rápida convalescença acham-se no­
vamente fortes. * Elder Jay R. Fowles
Elder Rubens Pellegrini foi desobriga­ Elder Harry Maxwell
do da sua missão em Dezembro. Cum­ Elder Fowles já voltou a trabalhar
priu uma missão de um ano e trabalhou depois da sua operação e por isso o tra­
em diversos ramos. Os membros e mis­ balho estava restringido mas daqui em
sionários aprenderam a amá-lo e apre­ diante, aguarde Piracicaba. Ambos deles
ciar seu caráter maravilhoso. Êle reali­ possuem vozes lindas e atrairão muita
zou um trabalho formidável e nós todos atenção nesse particular.
vamos sentir muito a sua falta. Unimo-
nos em lhe exprimir a nossa profunda Campinas
gratidão pelo serviço dele e sabemos
que continuará ativo na Igreja. Que * Elder Wayne M. Beck e sua espôsa
Deus o abençoe! / Irmã Evelyn M. Beck, e a família deles
Os missionários se encontram longe e § Elder Arnold E. Maas
dispersados agora porque o trabalho Elder Joseph William Lewis
cresce e novos ramos foram abertos há
Sendo que Elder Beck, o primeiro con­
pouco tempo. Começemos ao norte do
selheiro do Presidente Rex, é o responsá­
país e desçamos:
vel em Campinas e com estes outros mis­
sionários sabemos que Campinas está
Rio de Janeiro
“ O. K.” . Este talvez seja o mais vivo
ramo da missão. Dois missionários bra­
* Elder Wallace Lynn Pinegar
sileiros. desobrigados, Elder Alfredo e
Elder Blaine Orson Tew
Elder Remo, apoiam a organização e
um corpo de jovens membros ativos au­
Há dois gigantes agora no Rio e eles xiliam a fazer este ramo um dos melho­
estão fazendo um gigante serviço lá.
res.
Quasi todos os membros são Americanos
e os que não são Americanos falam in­ São Paulo (D istrito)
glês, de sorte que a reunião de domingo
(Centro)
se fala em inglês. Esta reunião reali-
za-se nas casas dos membros; um domin­ * Elder Warren J. Wilson
go aqui, outro alí etc. Mas os missio­ Elder Jesse L . McCulley
nários procuram sala e esperam logo Elder W alter J. Boehm

— 22 —
Estes irmãos estão desempenhando bem zação da Igreja lá. Isto é devido, e de
o seu trabalho e o maior ramo na mis­ um modo acentuado, ao grupo de apli­
são (em população) está bem cuidado. cados missionários que se encontram lá
Os missionários são aplicados. Já acha­ e também aos membros firm es.
ram outra casa e abriram um novo dis­
trito para distribuir folhetos. As coi­ Ipomeia (? )
sas estão progredindo. A média de fre ­ * Elder Dale S. Bailey
quência às reuniões sacramentais é cer­ Elder Floyd A. Johnson
ca de 50 pessoas.
Muitas pessoas imaginam onde fica
Santo Amaro (Ram o) "Ipom eia” — e poucas realmente sa­
bem. Algumas pessoas contam que é “ No
§ Elder John A . Alius fim do mundo.” Mas onde quer que seja
Elder Dean Clark estes irmãos podem lhe dizer. Sabe-se
Encontra-se funcionando aqui um que fica lá no interior do Estado de San­
ramo muito bom com Escola Dominical, ta Catarina e é- quasi isolada. Porém,
Mútuo, Sociedade de Socorro e tudo. há alguns membros lá, quasi todos ale­
Esse é um progresso real e eles mere­ mães, e são fiéis. Estes Elders estão fa ­
cem congratulações de coração! zendo um trabalho esplêndido, não só
de dirigirem as atividades da Igreja
mas também de ensinarem uma escola
Santo André (Ram o)
da Igreja . Os membros possuem uma
§ Elder Cecil J . Baron Igreja própria e há uma boa organiza­
Elder Raymond Maxwell ção funcionando lá.

Eles procuram sala, mas até agora en­ Joinville


contram muitas dificuldades. Eles são
ótimos missionários e desejamos-lhes su­ * Elder Thayle Nielsen e sua espôsa
cesso ! / Irmã René Johnson Nielsen
§ Elder Walter T. Wilson
Santoe Elder Kent B. Tyler

* Elder Bynon D . Thomas Como o outro conselheiro do Presiden­


Elder Lavern E. Smith te Rex, Elder Thayle Nielsen é respon­
sável pela Igreja em Joinville, e o tra­
Mais um ramo, e quasi novo, está ten­ balho é bem cuidado. Corre boato que
do suas dificuldades. Os irmãos tentam um jeep foi encomendado para Joinvil­
localizar uma sala e rodearem-se de um le! Será! Joinville está progredindo
núcleo de pessoas interessadas e boas a bem!
fim de conseguirem uma organização
definida. Porto A legre

Curitiba * Elder George H. Bowles


Elder John B. Hilton
* Elder Franklin Ross Jensen § Elder Milton R. Bloomquist
Elder Weldon B. Jolley Elder Merrill Worsley
§ Elder Mareei Nielson
Porto Alegre é o lugar mais ao sul
Elder Joseph M. Heath
do Brasil que tem missionários e, talvez
Elder Robert F. Gibson
tenha o tempo mais frio (São Paulo de­
Cada um que já esteve em Curitiba, safia isso) na Missão mas tem um ramo
diz que é uma cidade bonita. Cada um bem quente para contrabalançar e tem
diz também que existe uma bôa organi­ Elders bem esquentados que estão fa ­

— 28 —
zendo um grande serviço para derreter A missão funcionava com eficiência
o gêlo de indiferença. antes desta mudança e agora espera­
mos que opere ainda melhor.
Novo Hamburgo
* * *
§ Elder Richard K. Sellers
Elder Harries A. Lloyd * Presidente do Distrito
§ Companheiro Senior
Talvez seja um ramo pequeno mas os / C hefe da Casa
esforços destes missionários são gran­
des e a autoridade deles é grande e en­ * * *

viamos os desejos que o seu sucesso


Porto Alegre —
seja grande também.
Realizou-se no dia 27 de Dezembro de
No Escritório da Missão 1947, o enlace matrimonial do jovem
p ar: João Torgan e W ilma B ing. Os
(Casa da Missão)
festejos transcorreram cheios de acon­
tecimentos. As 9,00 horas, João e Wilma
Elder Donald F. Gold — Secretário da
foram casados pelas autoridades civis,
Missão
e logo após foi oferecido em casa da
Elder Joseph R. Smith — Guarda-livros noiva, um lauto almoço, ao qual foram
da Missão convidadas as testemunhas, o Presiden­
te Rex com os missionários deste dis­
Elder Jack A. Bowen — Diretor dos trito e os parentes mais próximos de
Auxiliares ambas as partes.
A s 17,00 horas, o Presidente Rex rea­
Elder C. Elmo Turner — Editor da
lizou o casamento religioso, na Igreja
“ Gaivota”
sito à Rua Santos Dumont, o qual foi
Elder Robert F . Pool — verdadeiramente maravilhoso e senti­
mental .
Estes estão fornecendo os materiais, Os festejos foram celebrados na So­
as informações, as lições e outras coi­ ciedade Gandoleiros, para onde se diri­
sas necessárias para o trabalho normal giram todos os convidados após às 19,00
da missão. Há bastante trabalho nos horas, na mesma foram servidos bolos,
escritórios e estes irmãos estão fazendo doces, sandwiches, bebidas refrigerantes
a sua parte. e outras iguarias deliciosas. Os festejos
transcorreram com música, baile e ale­
Presidência da Missão gria geral.
Olga C. Bing
Há pouco tempo que a primeira Pre­
* * *
sidência da Igreja pediu que os Presi­
dentes de tôdas as missões formassem “ A natureza deu-nos um só órgão para
“ Presidência da Missão” . Em concordân­ fa la r; a língua, dois, porém para ouvir;
cia ao pedido, Presidente Rex escolheu os ouvidos. E ’ preciso, pois, mais ouvir
os seguintes Elders como conselheiros, e do que falar.”
agora a Presidência da Missão Brasi­ ...N a b i e Niffendi.
leira é :
* * *
Presidente: Harold M . Rex “ Aquele que deu, cale-se; e o que re­
1.° Conselheiro: Wayne M. Beck cebeu, fale.”
2.° Conselheiro: Thayle H. Nielsen . . .Máxima Hespanhola.
Você Sabia Que...?
1. São Salvador da Bahia, fundado com a maior capacidade de população
em 1549, foi a primeira capital do Bra­ no mundo, tendo dentro de seus limites
sil — e a primeira capital nas Américas? territoriais tôda a terra, e outros fato­
2. A costa do Brasil tem mais do que res indispensáveis para acomodar . . .
6400 quilômetros e, portanto, é mais lon­ 900.000.000 pessoas (depois do Brasil é
ga que a do Pacífico e Atlântico dos os E . E . U . U . com capacidade de . . .
E .E .U .U .? 500.000.000; a China, com 475.000.000; a
3. A Independência em 1822 e a Re­ índia com 400.000,000; a Rússia com
pública, proclamada em 1889, foram con­ 220.000.000)?
seguidos por revoluções mas sem a per­
7. Há 106 ilhas dentro da enseada
da de uma vida?
do Rio de Janeiro?
4. O Rio de Janeiro foi assim cha­
8. O Brasil nunca tomou parte em
mado porque sua enseada foi descoberta
guerras de conquista?
em 1 de Janeiro, 1521 e foi tomada como
um rio e que o nome oficial é Cidade de 9. O Rio Amazonas tem 180 milhas
São Sebastião do Rio de Janeiro? (288 quilômetros) na sua desembocadu­
5. O território do Brasil é maior do ra?
que o dos E .E .U .U ., sem o alaska? 10. A população dos índios no Bra­
6. Conforme às estimações de auto­ sil avalia-se em 400.000 — menos do que
ridades desinteressadas, o Brasil é o país a centesima parte dos habitantes?

ANEDOTAS
Hoje meu coração palpitou 103.389 SABEDORIA
vezes; meu sangue circulou 269.000.000
— Mas filhinho, como é que adian­
quilometros; respirei 23.040 vezes;
ta tão pouco em teus estudos? Eu, à
inhalei 48 metrcs cúbicos de ar; comi
tua idade, já lia rapidamente.
um quilo e meio de comida; bebi um
— V ê-se que você teve melhor mes­
litro e um quarto de líquido; transpi­
tre do que e u . ..
rei 3/4 litros; deixei sair 35 centígra­
dos de calor e produzi 450 toneladas
DIMINUTO
de energia. Falei 4.800 palavras;
movi 750 músculos maiores; minhas Um negrinho estava passando mui­
unhas cresceram 0,00115 m .m .; meus to trabalho tratando de comer um
cabelos cresceram 0,4285 m .m .; exer­ enorme melão.
citei 7.000.000 células dos miolos. “ Demaisiado melão, não é m enino?”
Estcu cansado. . . — disse-lhe um homem.
Bob Hope “ Não senhor, mui pouco negrinho.” !
D OI MESTRES
f Uma das mais conhecidas passagens os inimigos do Senhor^ conforme acre­
na Bíblia é aquela em que disse o Se­ ditava êle. Em vez de indicar aberta­
nhor: “ Ninguém pode servir a dois se­ mente ao Senhor, Judas empregou a
nhores; pois ou há de aborrecer a um traição. Empregou o beijo para parecer
e amar ao outro, ou há de unir-se a qomo devoto ao Senhor, ao mesmo tem­
um e desprezar ao outro. Não podeis po que era o sinal à turba que aquele
servir a Deus e as riquezas.” que beijara dessa maneira seria o Se­
nhor a quem prenderiam. Dizendo, “ Sal­
Judas Iscariotes havia sido chamado
ve, Mestre” , quis que o Senhor acreditas­
com os demais dos doze, e havia sido
se que todavia era um dos seus fiéis
mandado sair com a mesma instrução
seguidores; não obstante, havia combina­
recebida pelos demais, para curar os
do com os traidores para que este fosse
infermos, levantar os mortos, mesmo de
o sinal de traição. Faltando-Jhe a cora­
lançar demônios. A êle foi dada a mes­
gem para declarar-se inimigo do Senhor
ma promessa de ajuda divina, e lhe foi
ou talvez não desejando fazê-lo, tratou
explicado que seria aborrecido e perse­
guido, mas também lhe foi assegurada a de receber o dinheiro da traição e ao
salvação si perservasse até o fim . mesmo tempo sustentar sua amizade
Mas Judas era um homem que ten­ com Cristo.
tou servir a dois mestres — Deus e Ma- Tais eram os pensamentos dele que
mona. Evidentemente êle desejava con­ traiu ao Senhor. Não obstante, seus
tinuar viajando com o Senhor, e ainda três anos de ensinamentos que não po­
sair a pregar quando era mandado. dia servir a dois mestres; o quis fazer.
Ladrão, um “ amante da bolsa” ; co­ Havendo sido ensinado quê “ não podia
biçava o conteúdo valoroso e o queria servir a Deus e a Mamona” , sau
vender por dinheiro o que roubara. Êle Senhor, o beijou enquanto apertava em
amava as coisas deste mundo e sem em­ sua mão as trinta peças de
bargo se ostentava embaixo da capa
Muitos são os que nesta vi
de justiça. Enquanto era um ladrão de
o exemplo de Judas, que am:
coragem, êle se aderia ao Mestre e aos
sas do mundo, que seguem concupiscên\
Doze.
cias mundanas e depois tentam
Em Gethsemane, aquela noite fatal, se com as vestes da espiritualidade. ^
Judas quis navegar outra vez em baixo
Como disse o Senhor, nenhum
das bandeiras. Havia tratado com os
pede servir a Deus e a Mamona
crucificadores do Senhor. Estava dis­
mos que escolher a quem servir,
posto a entrega-Lo em suas mãos. Não
guém se engane em pensar que ps de
obstante, aparentemente tinha medo de
servir a dois Senhores. Judas quis e
declarar-se na frente do Mestre. No
fracassou. Não sigamos seu exemplo.
mesmo ato de traição Judas quis pare­
cer amigo de Jesus, não como um trai­ Do “ Deseret N ew s”
dor. A traição era segredo entre êle e Trad. por C. Elmo Turner
Esquecimento e Saudade

Ao soltar uns gem idos de am argura


Que a cada peito num m om en to arranca,
Eu vi pousada uma pom bin h a branca
Na cruz singela de uma sepultura.

Em derredor brotara o triste goivo


E lá dentro dorm ia o etern o sono;
Fazia um mês apenas, n o abandono,
Um pobre m oço que m orrera noivo.

Mas quem gem ia assim a sua desdita


Naquela cruz de m árm ore pousada?
Era a alm a desse noivo tran sform ada
No corp o esbelto da pom binh a aflita.

A noiva lhe fizera uma prom essa


Que o con solou bastante na agonia
Ir visita r-lh e a ca m p a ; e já n ão ia
E squecera-o por outro bem depressa.

E assim fica v a alí horas inteiras


Sem pre a carp ir a luz enegrecida
Da própria sepultura hora esquecida
E quase ocu lta pelas trepadeiras.

Passa o m orcego; as azas ru flam n o ar


V endo a pom binh a para a cruz investe
E firm a n d o-se no ga lh o dum cipreste
Assim pergunta num sorriso alvar:

O que fazes aí nesse retiro?


Sem pre a gem er, gem er constan tem en te
“ Fala.” E a pom binh a branca em voz dolente
R espon deu : Tú n ão vês? G em o e suspiro!
Ora d eix a -te d is s o ... que lem brança;
V a i-te em bora daqui, disse o m orcego;
Não vês que me perturbas o socego
Que aqui dentro n ão há m ais esperança?

Não. Nunca mais. Aqui apenas m edra


O esquecim ento em tod o o seu requinte.
Quem entra cá no dia esguinte
F ica esquecido sobre a fria pedra.

Disse e fugiu. D eixando em grande assom bro


A pom bin h a a gem er ju n to ao salgueiro.
C antarolan do além vinha o coveiro
T razendo a pá sinistra e a en xada ao om bro.
F icou deserta a cruz. Na im ensidade
p ou co à p ou co perdeu -se ainda um lam ento
Era esse atroz m orcego o “ E squecim ento”
E essa p om binh a bran ca era a “ S audade” .

Olegário M ariano
Ano I — N.° 2 Fevereiro de 1948

"A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias do Eterno Evangelho)

órgâo Oficial da Missão Brasileira da Igreja de ,Jesus Cristo


dos Santos dos Últimos Dias

ÍNDICE

E D ITO R IA L
Oração Familiar ............................................................Presidente Harold M. R ex 26
Muitos Chamados, Poucos Escolhidos ................................... do “ D eseret New s” Capa

ARTIGOS ESPECIAIS

Presidente J. Reuben Clark, J r ....................................................C. Elmo T um er 27


O que Trouxeram os Pioneiros ............................... Elder Stephen L. Richards 28
Lembrança do Monte Cumorah — l.a Parte . . . . ................ Robert. W. Smith 33
A Bondade Mais Forte do que A Força ............................... Marvin O. Ashton 3&
Você Sabia Que. . . ? ............................................................................................................ 3T

A U X IL IA R E S
Escola Dominical
............................................................. •....................... Elder Jack A. Bowen
Primária
O Éco ........................................................................ do “ Children’s Friend” 3&
" A Oração do Senhor” (peça para Páscoa) .............. Helena Cheever 40
Sociedade de Socorro
Mensagem do Presidente Smith ...................Pres. George A lbert Smith 4!>

SACERDÓCIO
Os Cargos do Sacerdócio ............................................... Elder C. Elmo Tum er 46'

VÁRIOS
Evidencias e Reconciliações ................................. ..........Elder João A. Widtsoe ’ 47

Assinatura Anual no Brasil . C rf 20,00 Diretor -....Cláudio Martins dos Santos


Assinatura anual do Exterior Cr$ 40,00
R ed a tor:.....................................João Serra
Exemplar In d iv id u a l.............. Cr$ 2,00
Tôda correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviados a:.
“A G A I V O T A ”
Caixa Postal 862 São Paulo — Brasil'
EDITORIAL
*í v

ORAÇÃO FAMILIAR
e$n
«B»

A prática mais valiosa que os Santos dos Últimos Dias na


Missão Brasileira podem adotar é a oração familiar. Por oração
familiar eu quero dizer reunirem-se duas vezes ao dia e ajoelha­
rem -se na presença do Senhor para expressarem seus agradeci­
mentos pelas muitas bênçãos recebidas e pedir pela Sua contínua
proteção e guia em todos os nossos bons trabalhos. ;
É costume entre os Santos do mundo todo ajoelharem -sé em
oração familiar. As orações tomam lugar geralmente antes do
alm oço e antes do jantar. As cadeiras ao redor da mesa são v i­
radas e a família toda se ajoelha. O Senhor quer que Seus

filhos sejam valentes e corajosos mas também quer que êlés sé- '
jam humildes. Ajoelhar em nossos lares com nossa família para
orar faz-nos humildes.
A s crianças também devem ter oportunidades para oferece­
rem as orações. Isto os ajudará a desenvolverem -se espiritual-
mente, ensina-os a compreenderem a importância de oração e. os
unirá mais a família. Inicialmente talvez cs pais tenham que|;'!
ensiná-los porque êles sentem medo de orar na frente da família,
e possivelmente na frente de hospedes, mas êles aprenderão. Os
hospedes devem ser convidados a tomarem parte nas orações. A
oração nunca deve ser cheia de repetições.
Irmãos, irmãs e amigos, vamos orar frequentemente com nos­
sas famílias, para ganhar a recompensa de viver perto do Senhor.

Presidente — HAROLDO M. REX

. Ü T . f i f l r S n r S n r S n r ín r S n r je * r í n r í n r j n r f a r f a r f a r f c r f c r f a r j n r S n r 3 f t r í n r 3 n r 9 n r j n r $ n r S f t r i n r j n
Wjv WjW WjW Wjv JJV WjW WjW tjjw fc/jw t/gé WjW WjW WjW fcTJW fc/jw W j w wjw wjw «JJw v j w V j W t Wjt#
•i\i
Presidente J. Reuben Clark Jr.
■ . *...
Adorna a capa de Gaivota deste Estado, em 1928 (resignou como se­
mês a fotografia do primeiro conse­ gundo secretário do Estadoi para
lheiro da Primeira Presidencia, J . voltar ao M exico e servir como
Reuben Clark, Jr. Presidente Clark conselheiro do Embaixador M or­
tem prèstado e continua a prestar óti­ row )
mo serviço à Igreja. A sua vida, — Apontado Embaixador no; M exico
rica de experiencia e cheia de sabe­ em 1930 e ficou assim até resignar
doria, representa uma coluna de fô r- Março de 1933 para voltar ao Lago
çà para a Igreja. Salgado e tcrnar-se segundo conse­
Nasceu em primeiro de Setembro de lheiro do Presidente Heber J .
1871, em Grantsville, Utah e é um G rant.
d-os 10 filhos de Josué Reuben Clark
A sua vida é uma vida de devoção e d e
e Maria Lôuisa W ooley Clark. O pai
exem plo para os outros membros da
era Javrador e professor e o filho pas­
Igreja. Em 1913 começou a praticar
sou a juventude em preparação para
o direito por si mesmo em Washington
a carreira de educação.
D .C . e mais tarde abriu escritorio em
Formou-se na Universidade de
Nova York, mantendo cs dois escrito-
Utah, em Lago Salgado, em 1898. De-
rios até 1921 quando voltou ao Lago
poiá de servir quatro anos com o pro­
Salgado e começou a praticar lá. Ele
fessor e diretor de duas escolas, re-
rejeitou poisção lucrativa e de alta
gistrou-se na escola de direito da Uni­
influencia no gcverno para devotar o
versidade de Columbia no estado de
Nova York. Foi admitido no corpo tempo à Igreja, por menos dinheiro e
menos honra nos olhos dos hom ens.
dos Advogados de Nova York em 1905
É um testemunho para todo o mundo'.
e no ano seguinte obteve o gráu de
Mas nestes dias de complexidades e
bacharel de direito em Columbia. Logo
depois, começou uma carreira brilhan­ problemas; decisões e responsabilida­
des, o Presidente Clark usa muito o
te em serviço do governo dos Estados
seu profundo conhecimento do direita
Unidos.
e da lei internacional. Ele é notadoi
Apresentamos algumas posições que
e respeitado sobre o mundo inteiro»
ocupou no governo. Ele foi:
como autoridade de lei internacional..
— Assistente, Procurador em 1906 Casou-se com Luacine Savage Clark
e eles criaram três filhos, Luacine,
-— Procurador Geral em 1910 (ao
Mariahne e J. Reuben Clark, III. T o­
mesmo tempo foi professor assis­
dos os filhos são. muito ativos na Igre­
tente de direito na Universidade de
ja. Marianne Clark Sharp é agora a
George Washington, de 1907 a 1908).
primeira conselheira na Curadoria da'
—- Apontado para diversas posições de Sociedade de Socorro, e é a editoria
importância pelo: Presidente Taft da revista, “ The R elief Society Maga­
(Presidente dos E .E .U .U .) em zine” . J. Reuben, III, é um professor
1912 e 1913. da Universidade de Brigham Young, a
— Conselheiro especial dos E.E.U.U. universidade da Igreja.
diante da Comissão de Reclamações Presidente Clark era membro da
dos E.E.U.U. e do M éxico, em 1926. Curadoria geral da Y .M .M .I .A . (As­
— Chamado ao M exico pelo Embaixa­ sociação de Melhoramento Mútuo dos
dor M orrow como o seu conselhei­ M oços) de 1925 até ser ordenado à Pri­
ro particular legal em 1927 meira Presidencia. Ele fo i um devota­
— Apontado segundo secretário do do professor da Escola Dominical por

— 27 —
muitos anos e atribue o seu profundo e sagrada posoção, ele tem cumprido
conhecimento do Evangelho a este e com diversas missões importantes para
outros semelhantes privilégios de en­ o Governo e agora é possuidor da “ M e­
sinar na Igreja. dalha por serviços importantes” a qual
Foi ordenado segundo conselheiro da recebeu em 1922 pelas suas atividades
Primeira Presidencia, sob o Presiden- legais para os E .E .U .U . durante o
té Heber J. Grant, em 7 de Abril de tempo de guerra.
1933, quando tinha sessenta è um anos. O Presidente Clark tem se provado
Foi ordenado Apóstolo por Presidente um habil e devoto servo de Deus e
Grant em 11 de Outubro de 1934, e também do governo. Mas ele é sem­
no mesmo dia foi ordenado primeiro pre e primeiramente um humilde ser­
■conselheiro na Primeira Presidencia. vo do Todo Poderoso e neste cargo
Quando Presidente Grant faleceu ele faz muito para guiar os mem bros
no dia 14 de Maio de 1945 a Presi­ da Igreja e a humanidade em geral
dencia dissolveu-se e o atual Presiden­ à luz da verdade que se encontra no
te, George A lbert Smith, fo i ordena­ eterno Evangelho. Rendamos graças
d o , Ele escolheu o Pres. Clark ccm o pelo guia de Presidente J . Reuben
primeiro conselheiro, e o ordenou no Clark, Jr.
dia 21 de Maio, sendo mais um tri­ C. E. T.
buto à sua fidelidade e habilidade e
uma clara amostra da fé * que P res. É mais fácil suprir o primeiro de­
Sm ith e todos os membros tem nele. sejo do que satisfazer todos os que o
Desde que foi chamado a esta alta seguem. — Benjamin Franklin.

0 que Trouxeram os Pioneiros


Discurso Proferido No Tabernáculo,
Na Tarde de Sábado, De 5 De Abril
de 1947
Por Stephen L. Richards,
do Conselho dos Doze

Eu penso meus irmãos, irmãs e am i­ tornou a sua busca a preocupação d o­


gos que não são necessárias desculpas minante do povo. A colonização fo r­
pela repetição durante esta conferên­ mou a Am érica, e a extensão de suas
cia. O tema “ Pioneiros” domina tan­ fronteiras foi uma emprêsa de todos.
to o momento e o nosso' pensamento Houve, . é verdade, muitas circuns­
que nós dificilm ente podemos pensar tâncias fora do comum com respeito
noutra coisa a não ser falar acêrca à fixação dos pioneiros, que agora co ­
dele. De maneira que m e proponho a memoramos. A distância das com u­
falar sôbre “ O que trouxeram os pio­
nidades estabelecidas percorrida pelos
neiros” . emigrantes e a sua penetração no proi­
O movimento de pioneiros em busca bido e inexplorado paiz eram muito
'de novos territórios não era raro na maiores do que a média de outros.
Am érica há uma centena de anos. A O número de pessoas que se transpor­
terra era a .mais comum form a de bens tava e colonizava era excepcionalm en­
aceita, e a utilidade de novas terras te grande; o território procurado para

— 28 —
ser incluido no empreedimento era Estava gravado nos seus próprios
vasto; a expulsão do povo dos seus sêres que suas maiores bênçãos viriam
lares e o seu cruel tratamento, num com o abençoar outros. Êles sabiam
país democrático servia para caracte­ que tinham uma mensagem que era
rizar esta emigração. A contínua per­ uma dádiva para a humanidade; êles
seguição do povo depois do seu esta­ sabiam estar sob a orientação de pro­
belecimento aqui e a adversa atitude pagar aquela mensagem entre os po­
do seu governo eram itens incomuns. vos do mundo; e êles nunca, nem por
Todas estas circunstâncias poderiam um momento, perdiam de vista essa
bem servir para focalizar atenção sô­ obrigação e o seu empenho em cu m -
bre 0 movimento dos pioneiros de prí-la. Nos processos de submeter
1847, como sendo invulgar e distinto um país tão refratário com todos c s
entre empreendimentos da mesma na­ seus desencorajamentos, desaponta­
tureza de gente das fronteiras do nosso mentos, exigências de tempo, de ener­
país, mas, em minha opinião, estas con­ gia, de paciência e coragem, êles ja ­
dições, por si mesmas, não dão conta mais cessaram de dar liberalmente da
da localidão histórica da colonização sua substância, tão dificilmente obtida,
mormon do oeste como o primeiro en­ e do seu limitado poder humano em
tre todos os movimentos de pioneiros levar aos outros os sagrados princípios
e conquistas na América, isto do pon­ que dominavam suas vidas.
to de vista dos recursos utilizados e As primeiras companhias de emi­
resultados atingidos. grantes em sua longa marcha através
Para se compreender os pioneiros e das campinas encontravam missioná­
suas realizações devemos examinar os rios em penosa contramarcha, de vol­
seus motivos. E nisso nós acharemos ta, pela mesma rude estrada que êles,,
a diferença entre êles e outros pionei­ tão recentemente, palmilharam com a
ros e homens da fronteira do nosso mesma determinação, igual expectati­
país. Êles vieram em busca de liber­ va e esperança e, muitas vezes, com
dade e paz como outros fizeram. Êles comparável sacrifício como quando
vieram para construir seus lares como êles tomaram a longa trilha para o
outros fizeram. Êles vieram para ado­ Oeste. E assim os pioneiros vinham
rar a Deus e praticar sua religião de e voltavam como nenhum outro povo-
maneira a satisfazer sua consciência jamais fêz, e seus descendentes tem
como outros fizeram, mas aqui está conservado, o processo por um século..
uma cousa pela qual êles vieram, e Qual era a fôrça impulsora que os,
tanto quanto eu saiba, não teve para­ levou a tal sobrehumano esrfôrço e
lelo em qualquer outro movimento de tão enormes sacrifícios? Estranho
pioneiros. Êles vieram com o assencial com o possa parecer, era a sua literal
propósito de estabelecer uma socieda­ aceitação de uma antiga profecia re­
de que trouxe de volta à civilização vivida por moderna revelação. . . Su­
da qual êles haviam fugido, sim, mes­ cederá nos dias vindouros que o mon­
mo para os seus perseguidores, os te da casa de Jeová será estabeleci­
princípios de vida e conduta que eram do no cume dos montes, e será exal­
a fonte de sua inspiração, união, su­ tado sôbre os outeiros; e concorrerão
cesso e felicidade. Não quero dizer a êle todas as nações; irão muitos po­
que esforços missionários não tivessem vos e dirão; Vinde e subamos ao mon­
sido empreendidos por outros grupos, te de Jeová, a casa de Deus de Jacob;
mas por puro altruísmo cristão em dê-nos êle a lição dos seus caminhos
propóstito e ato, eu coloco os funda­ e andaremos nas suas veredas, porque
dores desta comunidade no pináculo de Sião sairá a lei e de Jerusalém a
te todos os esforços cristãos. palavra de Jeová. (Isaias 2 :2 ,3 ).

— 29 —
Cada Pioneiro acreditava nessa pro­ raramente tem sido igualada. Êles
fecia com todo o seu coração. Êle via ensinaram e praticaram o evangelho
a visão do seu cumprimento em todos do trabalho para o sucesso e felicida­
os seus labores, experiências e priva­ de. Êsse evangelho fo i talvez mais
ções. Êle desejava um lar com con­ largamente aceito nos seus dias d o que
forto para sua família, sem dúvida. hoje, infelizmente. Êles demonstraram
Êle queria uma boa sociedade e pros­ sua eficácia, e suas demonstrações
peridade, mas tudo isso subordinado permanecem hoje como u mexemplo e
ao cumprimento desta profecia — o incentivo ao mundo.
--estabelecimento de Sião. Êles trouxeram educação e um amor
ííó s todos nos regosijamos com a pelo belo e artístico. Apenas alguns
geral alta estima dedicada a Brigham deles eram intelectuais. Suas oportu­
Young com o um grande colonizador, nidades para estudos tinham sido p o­
^estadista e construtor de império. Êle bres, porém, cada um deles tinha den­
e considerado inteiramente merecedor tro de si um inato anhelo pela verda­
dêste reconhecimento peles seus con - de, que é, acima de tudo, a real base
sjidadões, porém, não muitos além dos para a educação. Era uma integral
seus .'seguidores, compreenderam o se­ parte de sua concepção do propósito
gredo real do seu sucesso. da vida, o desenvolver a inteligência
É verdade que êle era prático, de e o adquirir conhecim ento.
'am pla visão, e organizador, mas aque­ Inteligência era adornada com os
les que conhecem as fôrças interiores, maiores atributos e proclamada a m aicr
Ujue impeliam suas realizações, lhe d i- glória de Deus. Era natural, portan­
rã c que seu poder era mais espiritual to, que educação e sua cultura, com
d o que temporal. A unidade tão es­ suas influências purificadoras deviam
sencial ao cooperativo esforço do povo receber seu ardente apôio. A educa­
era uma unidade espiritual, nascendo ção que êles preconizavam não era es­
d e uma convicção universal da sagra­ treita e restrita como as vezes é pra­
da natureza da causa que êles espou- ticada. Ela era dirigida para a aqui­
saram e uma comum aceitação das sição de conhecimentos em todas as
responsabilidades inerentes. fases da vida e do universo; e fêz uma
Em todos os trabalhos e ministra- cousa que infelizmente a educação m o­
ções de Brigham Young havia outro, derna nem sempre faz — ela não su­
em espírito, sempre ao seu lado, sem­ bordinou essa qualidade de inteligên­
pre ajudando-o e inspirando-o, cujos cia essencial para compreender as cou -
conselhos e direção êle sempre reco- sas do espírito à ordem de inteligência
Mheceu. Era o seu predecessor, José necessária para a aquisição de outros
Smith, o fundador terreno da causa fatos. Com êste altruístico conceito
que êle representava, o inspirador de de inteligência veio um profundo as­
seu povo através de quem seus des- sento de amor do belo que é a base
Hinos tinham sido revelados. Brigham para a arte criativa, tanto quanto para
nunca esqueceu e nunca ignorou José, uma apreciação artística. Êste amor
nem tampouco o povo o esqueceu. do belo nem sempre achou expressão
Éles lutaram com todas as suas fô r­ tangível, mas êle criou muitos valores
ças para levar a bom termo a missão e algumas vezes altos empreendimen­
que êle lhes havia dado. tos em arquitectura, música, drama, e
Essa missão era tanto temporal outros projetos culturais.
'quanto espiritual, porém predominan­ Foi naturalmente êste profundo
tem ente espiritual. Então, o que amor pelo conhecimento e pela verda­
trouxeram os pioneiros? Êles trouxe­ de a causa, em sucessivas gerações, da
ra m indústria em uma medida que alta posição que o nosso estado tem

— 30 —
atingido no campo da literatura e edu­ Primeiro — considere o corpo do
cação e da porcentagem de sua popu­ homem. Todos querem um corpo são.
lação que tem ganho reconhecimento Nem todos estão inclinados a tomar os
no campo científico e outros ramos de passos para assegurar tal coisa. Os
conhecimentos. A êsse respeito eu pioneiros trouxeram um novo conceito
creio que Utah tem sido um dos prin­ que o reveste de sagrada significação.
cipais se não o primeiro dos estados Êles ensinaram que o corpo é o ta-
da União. bernáculo terreno onde o espírito do
Êles trouxeram consigo um alto con­ homem, 0 literal filho de Deus, tem
ceito de lealdade e uma grande capa­ sua habitação e que o corpoi não pode
cidade de devotamente à causa que ser corrompido ou poluido ou de qual­
êles espousaram. Nos escassamentos quer maneira abusado, introduzindo-
podemos julgar o que isso significava se-lhe veneno e substâncias deletérias
para o sucesso de seus empreendi­ sem oferecer afronta a Deus, cujo es­
mentos. pírito habita nele. Neste conceito, in­
Êles, eram, sobretudo, indivíduos frações das leis de saúde são atendi­
fortes, homens livres, e muitos dos das não somente com penalidades fí­
seus imediatos ascendentes tinham lu- sicas, mas, também, com conseqüências
tadoi pela liberdade. E êles estavam espirituais. Há um duplo dever em pre­
ainda cheios de boa vontade e ansiosos servar a salubridade do corpo; e para
para se consagrarem, com tudo o que guia dêste dever, êles trouxeram con­
possuiam, à causa que os trouxeram sigo um código de regras de saúde,
aqui — a causa que êles amavam. Êles que, apezar de dado há mais de uma
tinham a altruística devoção que rea­ centena de anos, tem tido a sanção e
liza com sucesso as grandes cousas do a colaboração das pesquisas científicas,
mundo. Sem essa devoção nenhuma nunca sequer pensadas no tempo de
liderança, embora competente, podia sua origem.
ter obtido sucesso. Aqui estava o ensinamento acêrca
Agora eu aponto a maior cousa de do corpo, e as contribuições que vem
todas as que os pioneiros trouxeram ao povo dêsse ensinamento sjío inco-
consigo, e isso eu caracterizo com o sa­ mensuráveis.
bedoria; sabedoria acêrca das im por­ Segundo — Caráter ou personalida­
tantes cousas da vida. Os aspectos de, com o queiram. Eu vejo apenas
realmente vitais e fundamentais das pequena diferença. Eu defino caráter
nossas vidas e modo de viver podem com o a soma total de todos os atri­
ser classificados sob bem poucos títu­ butos incorporados dentro da estrutu­
los. Eu penso que cêrca de quatro ra da vida do^ homem, e a compleição
seriam suficientes — O corpo, caráter, de seu caráter é determinada pela pre­
a familia, e ordem social. Se todas ponderância das boas ou más qualida­
as cousas estivessem de acôrdo com des. Ora, o ensinamento que veio
estes quatro itens, o mundo estaria acêrca do caráter não era novo. Êle
em bôa ordem, e o conhecimento des­ era muito antigo, mas, teve uma nova
tas cousas é e sempre tem sido a maior e muito especial ênfase. Êle não so­
necessidade da humanidade. Os p io­ mente ensinava que o homem é filho
neiros trouxeram com êles êste indis­ de Deus, da mais nobre linhagem mas
pensável conhecimento. Êle não era que êle é destinado, também, se êle
sua criação. Êle lhes foi dado antes vive de acôrdo com êsse conhecimen­
que êles aqui chegassem. De fato, êle to, a ser associado com seu pai celes­
não era criação do homem, pois era tial, conduzindo suas obras eternas
a sabedoria antiga legada a êles pela por todo o sempre. Podia haver um
Divina Providência. maior incentivo para uma vida digna

— 31 —
e criteriosa, sem incerteza quanto as o conforto e felicidade e progresso da
regras sôbre as quais todas eleições e humanidade.
escolhas devem ser feitas? Eu não Finalmente — a ordem social que
sei de nada mais estimulante para a eu tenho em mente inclue a arte de
obtenção de caráter elevado nos ho­ reunir os homens confortavelmente
mens e mulheres do que um conceito numa vida de paz.
claro de sua divina origem e destino. A sábia contribuição que os pionei­
Terceiro — a família. Que mundo ros trouxeram sôbre êste tão im por­
de alegria, tristeza, tragédia e imen­ tante aspecto da vida pode ser dito
surável felicidade essa palavra traduz em uma simples palavra — Fraterni­
para nós! Ela enche as páginas de li­ dade. Êles ensinaram, no mais realís-
vros sem número. Êle é 01 assunto de tico modo, o conceito de todas as na­
artigos, orações, detates, e controvér­ ções, raças, línguas, e povos pertence­
sias, de ligação e decisão judicial, e, rem a família de Deus. Toda dou­
hoje mesmo, eu ouvi de um articulis­ trina do parentesco cristão, altruismo,
ta de revista que indaga da necessida­ e serviço, pode ser contido na desig­
de da instituição e, levianamente, pre­ nação “ meu irmão” “ minha irm ã” .
diz sua extinção num futuro bem pró­ Êles criam, hà cem anos, que sómente
ximo. Qual foi ensinamento que os uma substancial esperança pela paz
pioneiros trouxeram acêrca da família? universal repousa unicamente na e x ­
Ora, êles revistiram-na com os mais tensão desta doutrina de irmandade
nobres e exaltados atributos que ja ­ através do mundo.
mais lhe foram concedidos em toda a Muitos outros, em tempos idos, e no
história da humanidade. Êles ensina­ presente, têm proclamado esta doutri­
ram que ela não é sómente uma uni­ na. Eu me sinto satisfeito que seja
dade básica para uma vida feliz e pro­ assim. Eu conto que suas proclam a­
gressiva aqui na terra, mas que ela ções ajudem, porém, sinto-m e pes­
constitue também uma verdadeira simista quando vejo a recepção que
base de nossa esperança de uma su­ esta doutrina recebe.
prema exaltação no reino celestial de Hà alguns meses eu ouvi um dis­
Deus. Jtfa verdade, o céu que nós curso pelo rádio, por um eminente pre­
procuramos é pouco mais do que a lado, o arcebispo de Canterbury, fa ­
projeção de nossos lares na eternida­ lando de Filadélfia. Fraternidade e
de. Quão diferentes dêsses elevados paz era o seu tema. Agradou-m e ou vi-
conceitos do lar e família são o trá­ lo fazer a declaração de que havia
gico demônio da vida doméstica de pequena probabilidade para o estabe­
hoje — divórcios, lares desfeitos, crian­ lecimento da fraternidade sem o reco­
ças abandonadas, negligenciadas e de- nhecimento da paternidade de D eu s.
sencaminhadas, mais merecedoras de No dia seguinte li um relato de seu
piedade do que de censura por causa discurso na imprensa, e, algumas se­
da desintegração da vida de fam ília. manas mais tarde, li um relato dele
A meu ver esta desintegração tem sido em uma revista. Em nenhum dos dois
a causa, em não pequena escala, do havia qualquer menção que fôsse desta
desenvolvim ento de desordens e declaração, que eu considero com o a
“ ismos” no governo e sociedade, o que coisa mais importante e vital em seu
tanto mal tem causado, ao mundo e discurso.
que hoje constitue nossa maior amea­ O que o mundo precisa para reso­
ça. Oh! se os ensinamentos que estes lução das suas dificuldades e o esta­
humildes pioneiros trouxeram pudes­ belecimento de uma paz duradoura não
sem sómente ser aplicados pelas fam í­ é meramente a chamada fraternidade
lias do mundo, que dádiva seria para espiritual que forma uma bonita e so-

— 32 —
nante frase, mas também uma frater- dos montes” . Foi uma grande coisa
nidade dos filhos de Deus nesta terra, instalar uma comunidade e transfor­
traduzida em termos de mútuo e prá­ mar um deserto- em cidades, vilas, e
tico aaxiiio. Êsse era o ensinamento aldeias com lares, escolas, e facilida­
acerca da ordem social e paz que os des que agora gozamos. Foi uma mui­
pioneiros trouxeram e demonstraram tíssima maior realização o estabelecer
quando êles chegaram a esta terra. o reino de Deus e espalhar de Sião
Todos os meus companheiros, mem­ essa salutar e divina mensagem de es­
bros da Igreja, prontamente com pre­ perança e fé e eternal sabedoria a
enderão que essas sábias contribuições, todo o gênero humano. Esta foi a real
das quais eu falo, e muitas outras, não herança que os nobres pioneiros trou­
eram mais do que princípios do evan­ xeram com êles e deixaram para nós
gelho do Senhor Jesus Cristo que tem e para os amigos que vieram se reu­
sido restaufado, através do profeta José nir a nós nesta amável terra, que cha­
Smith, apenas pouco antes do evento mamos a Sião de Nosso Senhor. E’ a
que nós comemoramos neste ano. Por mais preciosa dádiva da vida. Deus nos
causa da implícita fé dos pionei­ ajude a prezá-la, vive-la e dessiminá-
ros nesta transcendente mensagem de la, eu humildemente rogo, no nome de
vida e verdade foi que êles estabele­ Deus — Amém.
ceram a casa do Senhor em “ O cume Trad. por Cícero Proença Lana

Lembrança do Monte Cumorah


( I a p arte )

Trad. por Carmen Simões Pfister

Privilégio de Impressão
per Robert W. Smith

Esta miniatura, facsimile das origi­ As placas originais foram um livro


nais placas de ouro do Livro de M or- de mais ou menos 18 por 20 cms. com
mon, foi feita para dar uma idéia ge­ quasi 15 cms. de grossura, feitas de
ral da aparência, tamanho aproximado, finas placas de ouro juntadas de um
parte selada, modo de encadernação ladoi por 3 anéis, antecipando por mui­
e também para dar uma breve descri­ tos anos as atuais encadernações pa­
ção do L ivro de Mormon, sua origem, tenteadas.
conteúdo e com o José Smith as rece­
Mais ou menos 2/3 do livro era se­
beu.
lado e quando o Profeta José com ple­
De acôrdo com o Profeta José Smith,
tou a tradução das placas o A njo M c­
a capa do livro era a última das pla­
roni tom ou-as novamente afim de que
cas e eram lidas da direita para a es­
estivessem protegidas de roubo, per­
querda de acôrdo com as escrituras
judaicas as quais são1 abertas e lidas da ou estrago até que chegasse o tem­
ao contrário dos nossos livros. p o para a tradução da parte selada.
A s placas de ouro foram dadas aos A s placas de curo foram mostradas,
cuidados de José Smith por um ser por Moroni, para 3 testemunhas e mais
ressuscitado chamado M croni o qual tarde 8 pessoas testemunharam haver
era o guardião das placas nos dias an­ visto e tocado as placas, cujo depoi­
tigos . mento foram suficientes para estabele­

— 33 —
cer o fato de sua existência perante mes, mais duráveis e geralmente úteis
a lei se necessário. para serem trabalhadas a mão. Se as
Nenhuma dessas testemunhas nega­ placas fossem feitas de ouro de 18 qu i-
ram seu depoimento mesmo sendo que, látes, que é o ouro atualmente usado
algumas delas foram afastadas da nas joalherias e descontando. 10 l>or
Igreja, por não se comportarem de cento de espaço entre as folhas, o peso
acôrdo com as leis da Igreja; mesmo total das placas não seria mais do que
assim mantiveram a fidelidade ao seu 117 libras, um peso que facilmente
relatório e mais tarde duas delas v o l­ poderia ser carregado por um homem
taram à Igreja. forte como José Smith. Elder J. M .
Sjodahl, baseou suas conclusões em
experiências com moedas do ouro e
chegou à conclusão de que as placas
pesavam menos do que 100 libras. O
peso provável das placas também apa-
rece cem evidência na verdade do L i­
vro de Mormon.

CAPACIDADE DAS PLACAS


A primeira vista alguem não fam i­
liarizado com o assunto questiona a
possibilidade de escrever 522 páginas
do Livroí de M ormon sobre uma série
de placas de ouro com um total de
grossura de 5 cms. (um terço do v o ­
lume total das placas). Êste assunto
foi inteiramente investigado e as pre­
tensões de José Smith foram provadas
ser verdade.
A questão diante de nós é: pede um
PESO DAS PLACAS
terço, (dois terços estando selado), de
As placas sobre as quais foram gra­ volume de folhas de metal 15 por 20
vadas o LIVRO DE MORMON eram por 15 (o profeta J osé), ou 20 por 18
feitas de ouro e foram descritas como por 10 (Orson Pratt), ccnter um su­
tendo 15 cms. de largura por 20 cms. ficiente número de placas, cada folha
de comprimento e 15 cm s. de grossura. tão grossa como o pergaminho ou es­
Um sólido cubo de ouro. daquele ta­ tanho, para dar o espaço necessário
manho, se o ouro fôsse puro, pesaria para o inteiro texto; do Livro de M or­
200 libras o que seria um peso difícil mon? Assim sendo que tal seu gran­
para um homem carregar. Êste foi de peso? Sobre uma folha de papel
um dos pontos em que se pegaram 20 por 18 cms., uma tradução hebrai­
para negar a veracidade do LIVRO DE ca de 14 páginas de texto americano
MORMON, pois sabe-se que, per d i­ do Livro de Mormon foi escrito em
versas vezes, o Proféta as carregou. letras hebraicas, de uso; comum, qua­
Não é provável, contudo, que as pla­ dradas e modernas. É demonstrada
cas fossem feitas de ouro puro. Se­ nesta folha que, todo o texto do Livro
riam então muito moles e corriam o de Mormon, tal qual têm os leitores
perigo de se retorcerem. Para regis­ americancs poderia ter sido escrito em
tros, placas de ouro misturadas com hebraico em quarenta e três sétimos
certa quantidade de cobre seria m e­ de páginas — 21 placas ao todo. (S jo ­
lhor pois assim tais placas seriam fir­ dahl página 3 9 ).
(Cont. no p. número)

— 34 —
A Bondade mais Forte do que a Força
Por Marvin O. Ashton

Estas duas ilustrações indicam uma construíram as paredes desse fa rol. O


história muito velha. O sol e o vento farol de “ Bell R ock” fica em torna d e
um dia tiveram uma forte discussão. 16 quilômetros da costa. Mesmo nuir*
De fato, argumentavam quem era o dia claro, vê-se da costa só uma pe­
mais poderoso — o sol ou o vento. quena agulha saliente d ’agua. Quando
Se usemos a imaginação, a conversa a maré vasa, a pedra expõe-se fora
correu mais ou menos assim: d ’agua a sua cabeça medonha, parece
O sol disse, “ A í tem um homem an­ que mostra os dentes. Mas quando a
dando na estrada. Vamos v er quem maré sobe, a sua traidora se esconde.
pode fazê-lo tirar a capa primeiro. Muitos barcos bons, em tempo de tem­
Sr. Vento, tenta prim eiro.” pestade, fenderam-se de pé a p é e ©
O vento tentou. Soprou tão forte seu conteúdo de vidas e m ercadoria
no homem que o quasi arremessou fo i tragado aos fundos do oceano.
fora da estrada, e quanto mais o ven­ Alguns monges cuidadosos determi­
to soprava, mais o nosso amigo em ­ naram a salvar vida e propriedade.
brulhava-se em seu capote. Construíram um barco semelhante um
A força fracassou. berço e ligaram-no um sino e p ren -

" Agora” , disse o sol, “ d eixe-m e ten­


ta,*.”
Ele com eçou a aquecer-se. Lançou
os seus raios na costa daquele homem,
e num momento o nosso amigo tirou
o capote e o levou no braço. A bran-
dura venceu.
Nunca ouviu você da história do
farol de “ Bell R<»ck” ? Eu ouvi-a en­
quanto encravava os olhos no farol da
costa pedrosa de Escócia. No museu
de Edingburgh vi o esqueleto do cavalo
que puxou as pedras das quais se

— 35 —
deram o barco às pedras. Quanto do. O sapo estava pronto para fazer
mais revoltas as ondas tanto mais to­ a brincadeira. Ele deu um pulo gran­
cava o sino. Soou por milhas sobre de e entrou na agua. O rato pesa só
o mar — “ A cautele-se! A cautele-se! uma décima parte do sapo, e por isso
A ca u tele-se!” Muitas vidas foram sal­ o rato voou no ar propelado por seu
vas. Porém, alguns piratas que apro­ “ cortez” amigo. Ainda estavam amar­
veitaram dos marinheiros naufragados rados juntos. O rato logo deixou esta
•decidiram a silenciar esse sinal. Quan­ vida e flutuava em cima d ’agua — o
to mais naufragos tanto mais dinheiro sapo gargalhava da sua brincadeira.
por eles! Eles arrancaram o barco- (V ocê sabe que o sapo é anfíbio e pode
berço e também a corrente que o se­ respirar em baixo d ’agua, assim como
gurou. Muitas vidas foram perdidas ao relen to).
novamente, e os piratas aproveitaram. Assim encerra o capítulo dois.
Mas esta história tem dois capítulos. Capítulo três: O jogo não acabou
A qui é o segundo: Estes mesmos ga­ ainda. (Isto não é o fim da história).
tunos, no mesmo lugar poucos meses Um falcão veio circando o pântano pro­
mais tarde foram apanhados por uma curando o seu almoço. Os seus olhos
terrivel tempestade. Ai, se apenas o agudos viram o rato flutuando. Ele
sino soasse! Mas não soeu. A maré mergulhou na agua e subiu com c: rato
subiu e as pedras se esconderam. Ba­ nas prêsas, mas havia um barbante
teram nas pedras e todos se naufra­ atado ao sapo. O falcão com eu um
garam! Agora, quando a luz brilha rodente ao café e um anfíbio ao al­
em cima daquele farol histórico, pa­ moço.
rece dizer: “ Aqui tem a evidência, Hitler desempenhou bem o papel do
fria e lúgubre, que ser m alévolo, não sapo. Mussoline desempenhou bem o
adianta. ” seu papel também. Os Japoneses,
Eu acho que fei Aesopo que contou também, tinha atado ao seu pé um
a seguinte história: barbante quando se abaixaram sobre
Sr. Sapo encontrou Sr. Rato um dia. “ Pearl H arbor.”
Disse o sapo ao seu novo amigo, ‘‘Va­ Quem tenta a prejudicar os outros
mos dar uma volta” . O rato aceitou, prejudica-se a si mesmo com o seu
e cs dois encontraram-se o dia seguin­ próprio plano.
te no lugar marcado no campo. O A melhor arma que você leva é a
rato tinha completa confiança em seu Bondade. A maior fôrça no mundo é
novo amigo e concordou com qualquer as coisas boas que você pratica aos
sugestão, porém o sapo estava deter­ outros.
minado a fazer brincadeira com o seu Minha mãe uma vez, contou-m e uma
inocente amigo. Vejamos o que ele ia história que nunca esqueci. R elacio-
fazer. nava-se a um rapaz que tinha dedos
Disse o sapo, ‘‘Consigamos um p e ­ viscosos. (Tentarei me esclarecer a
dacinho de barbante com mais ou m e­ m im ). Entrou numa loja, e, quando
nos 50 centím etros; então vamos atar pensou que o mercador não estava
um fim ao seu pé e outro ao m e u .” O olhando, furtou um quilo de mantei­
rato, tendo ainda confiança no seu co­ ga . Escondeu-o por baixo de um
lega, concedeu. Acharam o barbante grande, chapéu rijo que usava. Esta­
e a operação fo i feita com o em cima va no tempo de chapéus de castor.
explicada. Este é o primeiro capítulo. Alguns mercadores _pareciam -se com
Capítulo dois: Com o barbante alguns professores — tem olhos atraz
assim ligado, continuaram o seu pas­ da cabeça — o mercador sabia onde
seio. Após alguns instantes aproxi- estava o quilo de manteiga.
m aram -se a um tanque pouco profun­ Agora, ele vai chamar a policia —

— 36 —

ele apanhou-o no ato. Isto é o que João ficou também. Agora João co­
você pensa. Mas o mercador tinha meçou a suar. Não era questão de
outro modo' de ensinar a lição ao ra­ render toucinho, ele rendia benevolên­
paz. Sim, ele ia pedir contas do ra­ cia.
paz mas com bondade. Era o inver­ Bem, o mercador recebeu de volta
no. O mercador conduziu o amigo ao a sua manteiga. Eu admito que seja
fogo e com toda a afecção de hospi­ uma história forjada na imaginação,
talidade cham ou-o ao fogão. “ S ente- mas João nunca mais, “ mundos sem
se perto do fogão, João; o dia é fim ” , fará uma despensa do seu cha­
f r i o ," Sim, ele pôs mais carvãc. O péu.
fogão ficou um brilhante vermelho — Trad. por C. Elmo Turner

ocê Sab 1 a Qu
1. Scientistas Brasileiros, como dos experimentos da Universidade Ju­
Oswaldo Cruz, Vital Brasil, Car­ daica em Jerusalém.
doso Fontes, e Carlos Chagas são re­
conhecidos no mundo pelas suas con­ 8. O Brasil foi descoberto por
tribuições à sciência médica? um Português 120 anos antes dos
peregrinos desembarcarem em “ P ly-
2. Há 106 ilhas dentro da en­ mouth R ock” (nos E .E .U .U .)?
seada do Rio de Janeiro?
9. Vidro, diz-se, é trezentas ve­
3. Santos Dumont foi o prim ei­
zes mais liso do que cetim e
ro homem a voar em volta da
quatrocentos e setenta e cinco vezes
torre Eiffel?
mais liso do que seda?
4. Que o nome original do Bra­
10. Enche-se um novo traves­
sil fo i A Terra da Santa Cruz?
seiro com linhas de fibra de v i­
5. Cerca de 90 por cento do dro em lugar de penas. É mais leve
peso dum aeroplano, e 50 por e supõe-se ser mais durável e também
cento do peso do seu motor, é alumí­ mais seguroí pelos que sofrem de aler­
nio? gias de penas?
6. Foi descoberto que a form i­ 11. Iniciaremos uma coluna in­
ga é capaz de espalhar a disen­ titulada “ Cartas ao Redator” ?
teria? Se você tiver uma dúvida ou pergun­
7. As mesquitas acham as suas ta sobre o Evangelho, ou se tiver su­
vítimas humanas pelo odor do gestão qualquer, estaremos contentes
bafo humano? Esta conclusão vem ao recebê-las.

— 37 —
ESCOLA Do m i n i c a l

Neste mundo sempre-movendo e às reuniões e assim colher as bênçãos


depressa-mudando, às vezes olvidamos do Senhor.
o nosso sentido de valor. Queremos Conforme os relatórios do anoi d e
gozar o privilégio de viver num país 1947 recebidos das Escolas Dominicais
democrático-, mas não temos a von­ na Missão Brasileira, achamos que
tade de fazer os sacrifícios necessários apenas 30% dos membros da Igreja
para conservar nossa liberdade. A l­ frequentou a Escola D om inical. De
guns de nós queremos ser hábeis em cada 3 membros da nossa Igreja aqui
tocar instrumentos musicais, ou can­ só um comparece à Esccla D om in ical.
tar; porém recusamos praticar as mui­ A Escola Dominical é a organização
tas longas horas requeridas para aper­ instituída pela Igreja, onde todos os
feiçoar estas obras de cultura. membros, jovens e velhos, devem
Muitos de nós estames aplicando aprender o Evangelho.
esta teoria de “ alguma coisa para É nosso dever e nosso prazer, com o
nada” em nossas vidas religiosas. Ora­ Santos dos Últimos Dias e pesquizado-
mos ao Pai nos céus que fortaleça os res da verdade, a atender às reuniões
nossos testemunhos, mas não devota­ e aprender mais do Evangelho. Pode­
mos mesmo um pouco- de nosso tem­ mos somente progredir neste mundo,
po de lazer, ainda que de quando em com o também no além-túmulo, tão-
vez, em estudar a palavra do Senhor, rapidamente cc-mo ganhamos conheci­
e as escrituras sagradas, para que mento e depois o aplicamos às nossas
nossos testemunhos cresçam e se fo r­ vidas.
tifiquem. Rezamos por guia e ajuda Pelas Doutrinas e Convênios somos
em nossas vidas quotidianas afim de mandados a ir aos lugares de adora­
não cairmos em tentação; mas semos ção e pagar ao Senhor os nossos res­
renitentes em frenquentar as reuniões peitos. Se quisermos ser numerados
da Igreja de Jesus Cristo, onde pode­ entre os “ Santos” e gozar as bênçãos
mos adquirir o conhecimento neces­ prometidas a eles, então devemos vi­
sário a dirigir bem as nossas vidas. ver os mandamentos. Se não, O S e­
O Senhor fez a sua parte — Ele res­ nhor dir-nos-á com o disse à Igreja em
taurou o Evangelho na terra pela úl­ Laodicéa: “ Sei as tuas obras, que não
tima vez. Reinstituiu na terra o Sa­ és nem frio nem quente; oxalá foras
cerdócio, assim dando ao homem o p o­ frio ou quente! Assim porque tu és
der e a Autoridade para administrar morno, e nem és frio nem quente, es­
nas ordenanças do Evangelho; e fala­ tou para te vomitar da minha b o c a .”
rem seu nome. Temos tudo isso e ain­ (Apocalipse 3 :1 5 -1 6 ).
da temos má vontade em comparecer Por Elder Jactc A . Bowen

Aquilo que mantêm um vício cria­ “ Põe tuas economias no cérebro, nos
ria dois filhos. músculc-s e nos pulmões de teu filho;
— Benjamin Franklin.. . é aí que elas fornecerão os maiores
dividendos sem nada dever ao físico” .
— Dr. Victor P a u ch et.. .

— 38 —
PRIMARIA
O ECO ao bonitoi lago próximo. Sentia-se
muito feliz e se foi gritando. Repen­
Do "Childrerís Friend”
tinamente, pensou estar ouvindo al­
Havia uma vez, um menino isolado, guém a chamá-lo. Escutou, porém
cujo nome era Eduardo. Não tinha não houve som algum. Estava suges-
irmãos com quem brincar, e porisso tionado. Então gritou novamente
sentia-se aborrecido. Seus pais faziam "A lô ” . Com certeza, alguém respon­
todo o possivel para alegrá-lo, porém, deu “ A lô” , ao longe veio uma fraca
o que ele queria era brincar com ou­ voz. Eduardo estava encantado e
tros meninos. pensou haver outro menino na flores­
Eduardo tinha 6 anos, quando seus ta. Ele, admirado, pensou quem podia
pais foram morar perto de umas mon­ ser, e perguntou: “ Quem és?”
tanhas. Quanto; ele gostava de con­ Em vez de ouvir um nome ou a res­
templa-las! Tão altas e escarpadas posta, voltou a pergunta que ele ha­
eram! Às vezes, as nuvens baixavam via proferido. “ Quem és?”
tanto que não se podia ver os cumes. Eduardo estranhou não receber a
Em dias claros, porém, avistavam-se resposta e contou-lhe o seu nome.
pequenas capas de neves, ao alto. E “ Cham o-m e Eduardo, e tú, como te
o sol as fazia lindas! Era um espe­ chamas?” Mas as palavras voltaram:
táculo magnífico! “ Cham o-m e Eduardo, e tú, como te
Cada montanha tinha um nome, e chamas?”
pela manhã, ao cumprimentá-las, Pobre Eduardo! Pensou que o me­
Eduardo chamava-as como si fossem nino o estivesse ridicularizando e zan­
pessoas. gando-se, disse, “ Vôce é um menino
— “ Bom dia, montanha escapalada! m au. ”
Bom dia capa de n eve!” E a voz voltou, “ Você é um menino
De quando em vez, Eduardo e seu mau” .
pal escalavam -nas. Podiam vê-las ao Lágrimas saltaram-lhe aos olhos e
seu redor, a quilômetros de distância, ele gritou, “ O deio-o!”
e então a cidadezinha parecia tão lon­ A resposta tornou: “ Odeioi-o!”
ge e as pessoas pareciam bonecas, de Eduardo correu à sua mãe e, solu­
tão minúsculas. çando, contou-lhe a história. Sua mãe
Eduardo fez muitas amizades com os ouviu-o e respondeu-lhe:
pássaros e pequenos animais; estes “ Volte outra vez, fale carinhosamen­
vieram a saber que ele era seu amigo te e v eja que o seu amiguinho d irá.”
e vinham consigo brincar, porém não Então Eduardo voltou novamente e
estava completamente satisfeito. Que­ disse, “ A lô” . “ A lô” , disse a voz.
ria mais colegas e ansiava por brincar “ Eu te amo!” gritou Eduardo. “ Eu
com os outros meninos. te amo!” respondeu a voz.
U ’a manhã, saiu de casa e correu Trad. por C. Elmo Turner

— 39 —
A ORAÇÃO DO SENHOR
/ Per Helena C heever

Queridos meninos: Sabemos que o Cristo visitou a este continente depois


da ressurreição e que Ele abençoou as crianças, curando muitas que estavam
doentes. Porém, não sabemos que nunca existiu um menino como este, mas
talvez ele existisse.

CARACTERES

Samuel ...............................Um pequeno aleijado


Clio ....................................Sua irmãzinha
Am ai ..................................)
Laia ....................................) Meninos Nephitas
Nemhi ............................... )

SCENA: A scena é um simples corte. O lar nephita que fica perto do corte é
fora da vista. Pelas vivas flores e plantas, sabe-se que esta é a Terra da
Abundância. (O palco pode ser enfeitado facilm ente com flores curtas e hor­
taliças).
e / -
(Quando subir a cortina, Clioi está sentada perto de Samuel, fazendo-lhe
tortas de lama e explicando-lhe em voz mansa).

Clio: Então, você veja que não há nada de que ter medo, Samuel. Nunca
precisa ter medo de nada se fôr tão bondoso e bom com o souber ser.

Samuel (tocando, hesitantemente, a mão de C lio): Mas a escuridão, Clio. A


escuridão que cobriu por três dias a face da terra.

Clio: Não se lembra, Samuel; Papai nos disse antes dele ir embora, que a
escuridão viria sinal a nós.

Samuel: Mas tenho medo, Clio. Por uma razão, não gosto de sinais.

Clio (ainda form ando o bôlo de lama com dedos aptos): Vai ser um lindo
bôlo não é, Samuel? Sinto que papai tivesse que ir ao Templo, mas Nephi
mandou que ele fosse, e tinha que ir.

Samuel (insistentemente): Porque papai tinha que ir, Clio, porquê?

Clio (sua paciência dim inuindo): Por causa do sinal! O Pai Celeste disse-
nos que quando Jesus falecesse haveria 3 dias de escuridão — dia em que
haveria terremotos e trovões e muitas outras coisas para punir os injustos.

Samuel (questionando): Jesus — Jesus?

Clio: Ai, Samuel você sabe de Jesus. Suponhamos que alguem lhe dissesse,
“ Samuel, o que quer mais do. que qualquer outra coisa no mundo? Pode
ter um desejo. O que qu er?” O que diria você?

— 40 —
Samuel: Eu diria, “ Não quero um desejo só. Quero dois!”

Clio (virando a cabeça mas rin d o):E qual seria ó desejo?


)
Samuel: Primeiro, desejaria que pudesse correr comci todo o mundo. Dese­
jaria que a perna aleijada me sustente a mim afim de eu brincar com os
outros meninos, e . . .

Clio: Eu sei disto, S a m u e l...

Samuel: Em seguida desejaria que eu vivesse para sempre. Talvez não aqui
na Terra da Abundância, mas num outro lugar! Há tanto que fazer, tan­
to que ver — Ai, não sei — mas eu acho que preferiria isto primeiro e
minha perna consertada depois.

Clio: Sabe, Samuel, quasi todo o mundo quer isso. Quasi todos querem v i­
ver para sempre, e porisso, o Pai C e le s te ... (pausa um mom ento').

Samuel: Porque, o Pai Celeste. ..

Clio: E’ porisso que o Pai Celeste mandou Seu filho unigênito, Jesus, para
viver aqui na terra. Se não tivesse mandado Jesus então você e eu e o
restei do mundo não poderíamos nem esperar viver para sempre.

Samuel: Mas você já disse que os três dias de escuridão deram a entender
que Jesus Falecera.

Clio: Jesus morava muito longe daqui. Havia algumas pessoas lá que recea­
vam d’Ele. Pois, tiraram-lhe a vida. Colocaram-No en’um sepulcro de­
pois de o tirarem da cruz. Enquanto ficou no sepulcro houve escuridão
aqui. Agora há luz outra vez, mostrando que o sepulcro não fora feito
para conserva-lo. Quer dizer que Jesus vive outra vez, e . . .

Samuel: Clio, com o é que você sabe disto?

Clio: Escutei a papai. Algumas vezes eu mesmo ouvi Nephi falar dos anti­
gos profetas e com o eles prediziam tudo que já aconteceu.

Samuel: Tem certeza? Tem certeza que viverem os para sempre? Tem, Clio?

Amai e Laia (vem correndo, sem fôlego, cs olhos b rilh a n d o ).

Clio: O que é, Amai? Que aconteceu, Laia? Não podem falar? O que
aconteceu?

Amai (com esforço): Ele já veio! já veio!

Clio: Quem veio? Depressa, Amai, Diga-nos, o que está falando?

Amai: Laia e eu já tínhamos saidoi — Ó Clio, é Cristo! Está nas escadas do


Templo!

Clio (repetindo, como se fosse difícil de entender): Cristo? Nas escadas do


Templo?

Laia: Am ai e eu já tínhamos ido ao Templo para ver se Papai estava ali com
a multidão que falava dos três dias de escuridão. De repente tudo ficou
silento. Todo o mundo ficou ali, olhando^ para o céu.

— 41 —
A m ai: Não sabíamos o que acontecera. Eu receiava, você também, Laia?

Samuel: Cristo estava no céu?

Amai: Primeiramente, não. Houve uma voz clara, mas não alta — só clara,
que disse, “ Eis aqui, meu Mui A m ado Filho, no qual me alegro, no qual
glorifiquei meu nome; a ele deveis ou vir” .

Laia: A cho que nunca nos esqueceremos dessas palavras!

Clio (com atenção): E que aconteceu em seguida?

Amai: Então veio uma nuvem de luz branca do céu e quando aproxim ou-se
de nós, vimos que era um homem — tãc branco como — Ó, nunca se viu
coisa tão branca!

Laia: Pensámos a princípio que fosse um anjo.

Clio (quasi demasiada atenta para fa la r): Mas não era. Foi Jesus!

Amai e Laia (dão sinal afirmativo de c a b e ç a ).

Laia: Estendeu sua mão — assim — e Ele disse, “ Eis-Me, sou Jesus Cristo,
cuja vinda ao mundo foi anunciada pelos profetas” .

Clio: E se irá novamente! Oh! tenho que vê-L o. Ele se foi novamente?

Amai: Estava quando viemos para cá.

Samuel: Porque vieram de lá! Se fosse eu, teria ficado lá.

Laia: Ele é tão form oso! Quasi não pedia fixá-L o. É bondoso, também; É
tão bondoso co m o . ..

Amai: Ele disse, “ Há algum enfermo entre vós? Trazei-o aqui. Há entre
vós pessoas que estejam aleijadas, ou cegas, ou coxas, ou defeituosas, ou
leprosas, ou surdas, ou aflitas por qualquer coisa? Trazei-as aqui e eu as
curarei” .
Laia: Então pensámos em você, Samuel, e vimos buscá-lo.

Samuel (gritando de a leg ria ): Ó Clio! Talvez Ele faça com que eu ande ou­
tra vez! (De repente sua face se nubla): Mas, como é que vou lá? P a­
pai não está para me levar.

Clio: Talvez, nós o carreguemos. Amai, você e L a ia . . .

Nemhi: De pressa, de pressa, vais perder tudo!

Laia: Nemhi, Ele está ainda?

Nemhi: Sim, Ele chamou o povo para que Lhe trouxessem as crianças para
uma benção. Meu pai m andou-me procurar você quanto antes.
-V
Amai: Viemos buscar Samuel para que seja curado, e agora não sabemos como
carregá-lo.

Nemhi: D eixa-m e levá-lo. Estou forte, {hesitante, tenta levantar S a m u el).

A ch o que só pensei que estava forte.

— 42 —
Clio: Digo-lhes. Talvez nós quatro possamos carregá-lo neste cobertor. (Ten­
taram issi mas não p u d e ra m ). Nemhi, vamos fazer uma cadeira com as
mãos, então Am ai e Laia podem ajudá-lo. (Fazem a cadeira de mãos e
se ajoelham para que Samuel ponha-se na cadeira de m ã o s ).

Samuel (seu lábio de baixo dentre os dentes): Não posso faze-lo. Não su­
porto me mover. Dóe muito minha perna.

Clio: Ánimo, Samuel. Vamos tentar. Seja tão bravo quanto possivel.

Samuel (puxa-se pelas suas m ãos): Não adianta. Não suporto, Clio. Clio,
você vai e me deixa. Não adianta que todos fiquem aqui. Vão, eu estou
bem.

Nemhi: Talvez você ache seu pai na multidão. Poderia p ed ir-lh e. . .

Clio: Por esse tempo seria tarde. Samuel, você não acha que pode pôr os
braços em volta de meu pescoço e d eix a r-m e. . .

Samuel (dando sinal de cabeça): Não suporto, Clio. Nem para ver Jesus,
não posso.

Clio (senta-se ao lado de Samuel outra v e z ): Voltem ao Tem plo. Muito obri­
gada — de qualquer maneira!

Samuel: Clio, você vai, também. Estarei bem. Em verdade estou bem. Você
vá e depois volte e me diga o que Ele disse. Faça o favor, C lio.

Clio (sendo persuadida): Não fico muito tempo, Samuel.

(Os quatro meninos saem, deixando Samuel só. Samuel senta-se um m o­


mento. Em seguida, deitando-se de lado, apoiado pelo cotovelo, levanta a ca­
beça em atitude de oração. Um curto espaço de tem po denote o decorrer do
tempo. Quando a luz se acender outra vez, Samuel descansa outra vez. Os
meninos vem correndo, suas faces ardentes).

Clio: Samuel, Samuel, tudo foi tão maravilhoso!

Amai: Devia ter visto, Samuel. Todo o mundo — todas as pessoas adultas
— moveram-se para traz para que nós meninos pudessemos aproximar-
nos. Todos nós ajoelhamos ali, e fora do círculo de crianças, os adultos
ajoelhavam -se também, e . . . ■ *

Nemhi: E Jesus ia de um ao outro de nós, dando-nos uma benção. E Ele me


disse. . .

Clio (muito intensa): Samuel, quando Jesus me tocou na cabeça com sua mão1,
eu pensei em você. Pensei em sua perna fraca e aleijada. Em meu cora­
ção disse, “ Jesus, não quero nada para mim, mas dê a Samuel duas pernas
boas, em vez de só uma? Faça o fa v o r?” Não disse uma palavra em voz
alta, mas Ele fixou meus olhos com o — mais profundo olhar — e em
seguida — em seguida inclinou a cabeça em sinal. Seu olhar disse-me tão
claro como palavras, “ A sua oração foi atendida, menina. Nem Ele nem
eu dissemos uma palavra, mas falámos um ao outro.

Samuel: Você orcu para mim! Você sente que a oração fo i respondida! Ó
Clio! (D e vagar Samuél fica em pé. Com as mãos estendidas para fren­

— 43 —
te, ande uns poucos passos): Ai, Clio, posso andar! (Estranhamente sua
voz tem lágrimas. Por um momento ninguém fala. Todcs ficam com o se
estivessem sem movimentos pelo m ila g re ).

Samuel: Clio, preciso ir e agradecer-Lhe. Onde está?

Clio: Já foi. Foi com o veio — numa nuvem de luz.

Samuel: Mas queria tanto agradecer-Lhe. Como é que nunca posso agrade-
cer-L he agora?
Nem hi (m uito sériam ente): Eu sei, Samuel. Há uma oração que Ele nos
ensinou. Poeríamos nós todos rezá-la e então Ele saberá.
(Todos a joelh a m -se).

Todos: “ Pai nosso que estás nos céus; santificado seja o teu nome; venha o
teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, com o no céu. O pão
nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dividas, assim como
nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair
em tentação, mas livra-nos do m al” .

CAI DEVAGAR A CORTINA

NOTA: Se esta peça fôr usada com o numero de um programa de uma


reunião da Igreja, deixe que a oração seja o final. Descer o pano imediata­
mente após.
E’ sugerido que as Primárias usem esta peça por um programa especial de
Páscoa.
Trad. por C. Elmo Turner

Seja civil a todos; sociável a muitos; PECADO


familiar com poucos; amigo; a um; ini­
migo a ninguém. Se quiser ter por certo a justiça ou
— Benjamin Franklin. . . injustiça de um prazer, tome esta re­
gra. A quilo que debilita a razão, d e ­
Poeira, pela sua própria natureza, teriora a brandura da consciência, faz
só pode se erguer à uma certa altura
obscuro o sentido de Deus, ou tira o
da estrada, e os pássaros que voam
mais alto nunca a tomam em suas azas. gozo das coisas espirituais; aquilo que
Assim o coração que sabe voar bas- aumenta a autoridade do corpo; sobre
tente alto, escapará sempre às peque­ a mente — aquela coisa, para você, é
nas perturbações e tristezas que b ro­ um pecado.
tam constantemente na superfície da
terra. — Desconhecido. — A Mãe de João W esley . .,

— 44 —
SOCIEDADE DE SOCORRO

MENSAGEM DO PRESIDENTE
GEORGE ALBERT SMITH

Trad. por Alfredo Lima Vaz

A cs membros da Sociedade de Socorro tia no vestir-se e no viver com o o


da Igreja de Jesus Cristo dos Santos m undo. E’ vossa responsabilidade
dos Últimos Dias, criar os vossos filhos para serem mo­
destos, bondosos e retos, e deveis en­
Envio saudações e congratulações a
corajar todos os pais para deixarem
vós que pertenceis a única sociedade
exemplos dignos para serem seguidos
de mulheres no mundo, organizada por
por seus filhos. Em poucos anos a
um profeta do Senhor. José Smith
vossa oportunidade de exem plificar os
não viveu para vê-la crescer e ser
ensinamentos do Mestre, terá passado
grande em número, mas si ele puder
e vossa felicidade eterna será propor­
olhar para baixo agora, e ver mais de
cional naquilo que tiverdes feito em
cem mil membros que se estão d ev o­
prol de um mundo melhor, enquanto
tando à benção das mulheres, da m a­
viverdes em mortalidade.
neira que ele planejou ser feito, estou
certo que o fará feliz. Todas as bênçãos que são, realmen­
te, dignas de serem gozadas pelas mu­
O vosso, não é somente um progra­
lheres do mundo, vós podeis gozar,
ma para educar as jovens mulheres,
mais ainda os frutos do evangelho de
da Igreja, as de meia idade e as mais
Jesus Cristo e a companhia do mais
velhas, nas matérias pertencentes à
lindo grupo de mulheres que poderá
cultura e requinte, mas é esperado
ser encontrado em qualquer parte do
que vós sejais exemplos para todas as
mundo. Si fizerdes o vosso dever, sa-
mulheres, sustentando alto as manei­
bereis que o nosso Pai Celestial ficará
ras de viver para que as gerações fu ­
orgulhoso de vós, e derramará sobre
turas possam vir à terra, e entrar num
todas, o Seu amor e os Seus favores.
ambiente que enriqueça as suas v i­
Desejando-vos todas as bênçãos que
das enquanto estiverem passando pe­
desejardes, e confiando que a alegria
las experiências da mortalidade.
de vosso sucesso será tudo que podeis
Modéstia é semelhante à virtude e desejar, sou
é parte do plano do nosso Pai Celes­
Vosso irmão, no Evangelho,
tial. Muitas mulheres perdem os seus
encantos quando, sacrificam a modés­ (as.) Gearge A lbert Smith

— 45 —
Sendo que ainda As Doutrinas e antigos, chamava esse sacerdócio se­
Convênios não foram traduzidas e que gundo Melquisedec ou o Sacerdócio de
não há cutras publicações da Igreja Melquisedec. Toda a autoridade e to­
traduzidas em Português, senão a Bí­ dcs os ofícios na Igreja são apêndices
blia e o Livro de Mormon, é de admi- a este S a ce rd ó cio ... O Sacerdócio de
ar que todos os membros do Sacerdó­ Melquisedec possue o direito de pre­
cio conheçam os ofícios dcs dois sa­ sidir, e tem o poder e a autoridade
cerdócios e os seus respectivos deve- sobre todos os ofícios da Igreja em
res. todas as épocas do mundo, para admi­
É dever de todos saber os diferentes nistrar nas coisas espirituais. A Pre­
ofícios e os seus deveres. Si não os sidência do Alto Sacerdócio, (a P ri­
sabe ainda, leia e estude bem esta co ­ meira Presidência) segundo a ordem
luna . de Melquisedec, tem o direito de o fi­
ciar em todos os cargos da Ig r e ja .”
Os dois Sacerdócios: (D . & C . 1 07:2-9).
“ Ò segundo sacerdócio chama-se o
SACERDÓCIO DE MELQUISEDEC
Sacerdócio de Aarão, porque fo i con­
(O M AIOR) ferido a Aarão e seus descendentes,
através de todas as suas gerações. A
1. Sumo-Sacerdote - ) razão porque é chamado o Sacerdócic
2. Setenta ) Ofícios menor é porque é apêndice do maior,
3. Ancião (Elder) ) ou o Sacerdócio de Melquisedec, e tem
poder para administrar nas ordenan­
SACERDÓCIO AARÓNICO ças temporais. O Bispado é a Presi­
(O MENOR) dência deste Sacerdócio, e possue as
chaves ou a autoridade do m esm o.. .
O poder e a autoridade do menor, ou
1. Sacerdote )
Sacerdócio Aarónico, é possuir as cha­
2. Mestre ) Ofícios
3. Diácono ) ves d o ministério dos anjos, e para
administrar em ordenanças temporais;
a do Evangelho, o batismo de arrepen­
“ A razão porque o primeiro é cha­
dimento para a remissão dos pecados,
mado o Sacerdócio de Melquisedec
conform e áos convênios e mandamen­
é porque Melquisedec era um grande
to s .” (D . & C . 107:13-15,20) .
Sumo-Sacerdote. Antes dele, foi cha­
mado o Santo Sacerdócio>, segundo a O mês que vem discutiremos os de­
ordem do Filho de Deus. Mas em res­ veres individuais dos cargos no Sacer­
peito ou reverência ao nome do Ser dócio de M elquisedec.
supremo e para evitar repetir muitas
vezes o Seu nome, a Igreja, em dias Elder C. Elmo Turner

— 46 —
«

Evidências e Reconciliações
Por Elder João A. Widtsoe

LXIX — ’ stn ada aos Homens de Alegria aqui . ü Terra ?

O antigo profeta Americano, Lehi, Isto é, ao homem ,tem sido dado o


Tedigiu a doutrina que, “ os Homens poder de sujeitar a terra, e dirigir to­
existem para que tenham alegria” . das as coisas sobre ela. Ela pode ser
(II Nephi 2: 25) . José Smith, fàlando uma terra obstinada, mas apesar do
do mesmo tema, declarou que a “ F e­ vento e do tempo, o homem pode fa -
licidade é o objetivo e desígnio da ze a terra lhe dar sustento. Tem o
nossa existência” . As escrituras, anti­ poder de converter a opinião em co ­
gas e modernas, oferecem a prbrhessa operação, como, por exemplo, quando
da alegria e da felicidade aos que obe­ obriga a cachoeira barulhenta e des-
decem aos mandamentos do S enhor. truidora a gerar, quietamente, a cor­
Tem sido a peculiaridade de muitas rente elética para o calor, a luz, e a
pessoas aplicarem esta doutrina ape­ força mecânica. Além disso, tem sido
nas na vida futura. Gerações dè ho­ demonstrado plenamente que a terra
mens tem sido ensinadas que õs ho­ é bemfazeja, amplamente capaz de su­
mens existem na terra para qUe so­ prir a todos as necessidades físicas do
fram infelicidade. Os Santos dos Úl­ homem se apenas se usar propriamen­
timos Dias tomam o caminho oposto. te, os seus poderes. Claramente, o
Eles crêm que o Senhor deseja que os poder e domínio prometido refere à
filhos d’Ele gozem felicidade onde quer vida na terra, assim com o no além-*
que seja — na vida pre-existente, m or­ túmulo.
tal ou futura. Neste sentido, a doutri­ A tristeza do homem parece dizer
na de Lehi torna-se iluminaritè e re­ melhor de seus trabalhos e fadigas em
volucionária. ■; fazer a terra produzir em seu bene­
É verdade que o Senhor disse -aos fício. De fato, muitos modernos tra­
primeiros pais, Adão e Eva: dutores da Bíblia traduzem a palavra
“ Maldita è a terra por tua cansa: original“ trabalho” em vez de “ fadiga”
em fadiga tirarás dela o sustento to­ como- mais certo. Tal “ maldição”
dos os dias da tua vida. Ela te produ­ realmente é uma benção, pois sem es­
zirá também espinhos e abrolhos, e forço, não haveria nem crescimento
comerás as hervas do campo. No suor nem progresso. A assim-chamada mal­
do teu rosto comerás o teu pão” '. (G ê ­ dição, com certeza, promoverá a ale­
nesis 3 :1 7 -1 9 ). - gria humana, e é a única maneira pela
Mas é igualmente verdade que an­ qual se alcança a alegria verdadeira.
tes disto o Senhor, falando dfe! uma O pão é doce apenas quando é ganho
lei mais alta, disse: pelo “ suor do rosto” daquele que o
“ Criou, pois o homem à sua' ima­ come.
gem , à imagem de Deus o criou, h o­ No entanto, para ganhar a vitória
mem e mulher os criou. Deus os aben­ sobre as condições hostis e para fa ­
çoou e lhes disses Frutificai, multipli­ zer da luta contra os “ espinhos e abro­
cai-vos, enchei a terra e sujeitai^a; do­ lhos” um meio à felicidade humana,
minai sobre os p eixes do mar, sobre há certas leis definidas que devem ser
as aves do céu e sobre todos os ani­ obedecidas. Toda a natureza sujeita-
mais que se arrastam sobre a terra” : se à lei. Plante sementes e haverá
(Gênesis 1:27-28). colheita; não plante sementes e não

— 47 —
t
haverá colheita. As leis sob as quais da outras condições semelhantes que
vive toda a criação são imutáveis. O causam a infelicidade são desagrada-
homem poderoso e dominante, por veis perante o Senhor.
melhor que seja, pode segurar seus O esquecimento da doutrina de Lehi
desejos apenas por obediência à lei. que "os homens existem para que te­
Portanto, José Smith, no seu discurso, nham alegria” é a causa de muita in­
acrescentou que a felicidade será ga­ felicidade na terra. Disputas e guer­
nha só “ Sc perseguimos o caminho que ras vem deste esquecimento. Há gran­
guia a ela; por guardarmos todos os de fom e no mundo por pão; a pobre­
mandamentos de Deus” . za marcha descuidada nas ruas de
O Profeta logicamente continua, nossas cidades; somente a poucos tem
"mas não podemos guardar todos os sido dado a visão do grande progresso
mandamentos sem primeiro conhecê- intelectual através dos séculos; e ain­
los” . Por conseguinte, o Senhor em da menos tem vindo a estimar a ver­
varios tempos tem revelado os meios dade além de tudo. Mas fica ainda
de felicidade do corpo, da mente e do no coração do homem uma fom e in­
espirito. Em tempos modernos tem sistente pelas condições da alegria.
nos dado a Palavra de Sabedoria para Todos os homens sentem, em harmo­
a saúde do corpo, claramente mostran­
nia com a doutrina de Lehi, que é di­
do o desejo divino de que os homens
reito adquirir bastante da abundância
devem ter corpos sãos. Várias leis
da terra para satisfazer cada neces­
tem sido reveladas para o econômico
sidade natural e justa. Em tentar sa­
bem-estar da sociedade humana. A
tisfazer este desejo ardente, inato e
ordem foi dada para procurar todo o
normal, tronos foram assolados, gover­
conhecimento, descobrir as leis do
nos derrubados, e guerras sanguinárias
bem-estar humano, para que seja útil
existiram entre a irmandade d o h o­
a mente na busca à felicidade. A di­
mem. O amor foi derribado e o ódio
reção e a guia espiritual tem sido pro­
videnciada para assegurar a mais com ­ encorajado.
pleta felicidade ao homgm. Cada ne­ A história do mundo reflete o em ­
cessidade terreal foi ocasião para re­ preendimento do homem em prol da
velação divina. Certamente, esses dons felicidade. A história dos trezentos
são para c gozo do homem na terra anos próximos passados da crescente
com o também no céu. O ensinamento civilização é a história das demandas
que o homem na terra deve viver em do homem para que a doutrina de Lehi
doença, em inópia, e miséria geral tem seja cuidada. Primeiro, o povo cla­
vindo da região do mal. mou pelo direito de pensar e falar li­
A miséria humana aqui nesta bem - vremente. Longas guerras se segui­
fazeja terra pode apenas entristecer o ram, pois reis e igrejas receavam os
nosso Pai no céu. Doença e sofrim en­ resultados. Mas a batalha pela alegria
to do corpo não podem ser a fonte da intelectual fo i ganha. Em seguida, o
alegria divina. A fom e e todas as povo clamou pela igualdade p olitica .
formas de penúria econômica que se Dizia-se que o homem comum era ser
encontram largamente sobre a terra humano tão importante ccm o o rei.
não estão em harmonia com o amor Mais sangue foi derramado; mas o go­
divino. A ignorância, e a conseqüen­ verno pelo povo foi estabelecido entre
te superstição, e toda espécie de tre­ a maioria das nações. Agora, há al­
vas são opostas a divina verdade, a gumas décadas, a batalha pela sufi­
qual é a luz do eterno evangelho. Ido­ ciência econômica com eçou a ascen­
latria é negação ao Senhor, e assim der-se. A guerra II mundial tem rai­
guia à morte espiritual. Estas e ain­ zes econômicas. Sob a lei de Deus.

— 48 —
esta batalha será ganha para todos os base para qualquer reforma social
homens. Outras batalhas, por outros Qualquer governo, ou organização que
direitos, estão para vir. não providencie para que o homem
Nenhuma paz segura será ganha na tenha alegria está destinado a falhar
terra, senão pelos termos da doutrina redondamente.
que, “ os homens existem para que te­
nham alegria” . Essa tem que ser a Trad. por C. Elmo Turner

NOTICIA!
No dia 27 de Janeiro um Apóstolo do Senhor, Elder Stephen L.
Richards, e sua gentil esposa, desceram do navio, “ S .S . ARGENTINA” ,
no Ric. de Janeiro. Eles ficaram apenas 1 dia lá, continuando, em se­
guida para Santos onde puseram os pés na terra do Brasil pela segun­
da vez. O Presidente Rex encontrou-se com eles no Rio assim com o
em Santos e os trouxe à São Paulo onde almoçaram na Casa da Missão.
O navio continuou a jornada para Buenos Aires na madrugada do dia
seguinte e Elder e irmã Richards voltaram no mesmo dia à Santos
e foram à Buenos Aires. Eles farão uma viagem de inspeção à Missão
Argentina e à Missão Uruguaia e na sua volta virão até a Missão Bra­
sileira. Provavelmente, estão aqui no com eço de Março e iniciarão a
viagem de inspecção à Missão em Pôrto Alegre, lá pelo dia 6 de Março.
Todcs nós devemos pensar neste grande privilégio e fazer o sacrifício
necessário para ver e ouvir este servo do Deus vivo.
Presto testemunho que o Apóstolo é escolhido de Deus; é humil­
de, inteligente e tem uma mensagem de tremenda importância para
todo o mundo.
C. E. T.

ANEDOTAS
O homem com olhos faiscantes e bi­ O indivíduo de aspecto assustador
gode de vilão de film e em série ficou sorriu diabolicamente e concluiu:
com dureza o seu auxiliar. — Muito bem, aplique-lhe o “ p er­
— Os ferros estão prontos? pergun­ manente” de três dólares.
tou. De “ Seleções” . . .
por Bennett Cerf
— Estão, respondeu balbuciando o
rapaz, — estão em braza. O mais lógico erro que já vimos,
%
— O óleo está quente? foi feito recentemente por um homem
— Está, sim senhor, fervendo. procurando serviço numa fábrica. Ele
— A vítima está bem amarrada? esforçcu-se com aplicação e chegou à
pergunta:
— Não pode nem se m exer.
“ Pessoa para notificar em caso de
— A toalha está bem presa por cima acidente?”
dela? Ele respondeu: “ Qualquer pessoa
— Está, sim senhor. em vista!”
Muitos Chamados,^Poucos Escolhidos
Está escrito que “ muitos são chama­ cer controle, dominio ou compulsão
dos, mas poucos são os escolhidos” sobre as almas dos filhos do homem,
(D; & C. 121;34). O qi^e quer dizer? em qualquer gráu de injustiça, eis que
chamados para que? escolhidos para os céus se retiram, o Espirito do Se­
que? nhor fiçp ofendido; e quando este es­
Assim como muitos dos depoimentos pirito fôr retirado, amem ac Sacerdó­
claros de Cristo este é um capaz de cio ou à Autoridade daquele hom em .
mutas aplicações apropriadas. Diga- Eis que antes que saiba estará deixa­
. mos que muitos são çhamados para do-a si mesmo, para dar ponta-pés nos
; aceitar o Evangelho Restaurado, p o­ espinho^, para perseguir aos Santos,
rém poucos crêem na mensagem e e para lutar contra Deus. Temos
assim são escolhidos para ser mem­ aprendido, pela triste experiência, que
bros no reino do Senhor aqui na terra. é a natureza e disposição de quasi to­
Muitos são chamados a abandonar o dos os homens, logo que obtenham
máu caminho, mas poucos limpam as um pçuco de autoridade, imediatamen­
suas almas bastante para serem esco­ te começam a exercer domínio injus­
lhidos a ter a companhia do Espírito to. Por isso muitos são, chamados mas
Santo. Muitos são chamados a ser poucos são escolhidos” .
membros no reino de Deus na terra, Uma outra vez o Senhor dissera aos
mas poucos continuam no amor de Santos: “ Há muitos ordenados entre
Cristo e assim se aprontam para ser vós, cs quais eu chamei, mas poucos
escolhidos membros do reino do céus: deles são escolhidos. Os que não são
“ porque estreita é a porta e apertada escolhidos tem cometido um pecado
a estrada que conduz à vida, e poucos muito grave, pois que andam em es­
são os que acertam com Ela.” curidão ao m eio-dia. . . Se não guar-
t O Profeta José Smith aplicou este dardes os meus mandamentos, o amor
versiculo àqueles que são chamados a do Pai não continuará convosco, por­
possuir aquele sacerdócio o qual, tanto andareis em escuridão” .
quando usado e magnificado, faz com Parece que muitos são chamados ao
que os possuidores sejam chamados a Sacerdócio, mas poucos tem a vonta­
herdar “ tudo que tem o M eu Pai.” Da de de aumentar a chamada de tal m a­
cadeia em Liberdade, (uma cidade nos neira que sejam escolhidos para a
E . E . U . U . ) onde foi prêso e amarrado vida eterna. Muitos são chamados a
pelo testemunho de Cristo, ele escre­ ser herdeiros de glória e honra, de
veu as seguintes palavras aos Santos: poder e dominio nos mundos eternos,
“ Eis que muitos são chamados, mas mas poucos guardam os mandamentos
poucos são escolhidos. E porque não com grande cuidado que os habilitará
são escolhidos? Porque os seus cora­ a serem escolhidos para tal exaltação.
ções estão postos nas coisas do mundo Ainda que muitos tem recebido a luz
e invejam tanto as honras dos homens, do céu que nos veio por revelação
que não aprendem esta lição — que nestes dias alguns continuam a andar
os direitos do Sacerdócio estão ligados em t' evas ao m eio-dia porque “ não
inseparávelmente aos poderes do céu, guardam os meus mandamentos.”
e que os poderes do céu não podem “ Havia sido um dia de chamada” ,
ser nem controlados nem usados se­ disse o Senhor, “ mas o tempo para es­
não pelos pricípios da retidão. Que colher já chegou, e d eixe que os dig­
sejam conferidos em nós, é verdade; nos sejam escolhidos. E será . mani­
mas quando começam a cobrir os festado ao meu servo, pela voz do Es­
.nossos pecados, a agradar o nosso or­ pirito, os que são escolhidos; e serão
gulho, ou a nossa ambição vã, ou exer­ santificados.” (D o “ D eseret Netos” )
/í Vitona da Vida ■■■—.......

Pobre de ti se pensas ser vencido!


Tua derrota é caso decidido.
Queres vencer, mas como em ti não crês,
Tua descrença esmaga-te de vez.

Se imaginas perder, perdido estás.


Quem não confia em si, marcha para trás;
A fôrça que te impele para a frente
É a decisão firmada em tua mente.

Muita emprêsa esborôa-se em fracasso


Inda antes do primeiro passo;
Muito covarde tem capitulado
Antes de haver a luta começado.

Pensa em grande, e os teus feitos crescerão;


Pensa em pequeno, e irás depressa ao chão.
O querer é o poder arquipotente,
É a decisão firmada em tua mente.

Fraco é aquele que fraco se imagina,


Olha ao alto o que ao alto se destina,
A confiança em si mesmo é a trajetória
Que leva aos altos cimos da vitória.

Nem sempre o que mais corre a méta alcança,


Nem mais longe o mais forte o disco lança.
Mas o que, certo em si, vai firme e em frente,
Com a decisão firmada em sua mente...
Ano I — N .° 3 Março de 1948

“A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias do Eterno Evangelho)
Órgâo Oficial da Missão Brasileira da Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias

Í N D I C E

E D ITO R IA L
Vós sois a Luz do Mundo ................................... Presidente HaroIcL M. R ex 50
Progresso de Nossos Semelhantes ....................................... Richard L. Evans Capa

ARTIGO S ESPECIAIS
Cavalheiro e Fazendeiro
O Presidente David O. M aKay ............................. W arren J. Wilson 51
A Gaivota ........................................................................................ Johannes Alius 52
Lembrança do Monte Cumorah .................................................... . . . 2.a Parte 55
Os Frutos Da Igreja de Cristo ............................................... W ayne M. Beck 53
0 Manto do Pessimismo ....................................... Trad. por C. Elmo Tum er 57
Quereis Deixar de Fumar? ...............................Trad. por Alfredo Lima Vaz 58
Evidencias e Reconciliações ................................................... John A. Widtsoe 59

A U X IL IA R E S
Escola Dominical:
A Letra Mata mas o Espírito V ivifica ....................................... “ Era” 62
“ Entrai pela Porta Estreita” : .............................................Robert Pool 63
Ptíraaria:
Aquele que Caiu ........................................... Mildred Houghton Com fort 64
Sociedade de Socorro:
“ A Parabola da Joia” ....................................................... Nephi Jensen 66

SACERDÓCIO
Sacerdócio de Melquizedec ................................... .................... W. J. Wilson 68

VÁRIOS
“ O Rumo dos Ram os" ........................................................... Warren J. Wilson 71
Você Sabia q u e . . . ? ....................................................... ............................................ Capa
“ & Vitoria da V ida” (Poesia) .............................................................................. Capa

Assinatura Anual no Brasil . Cr$ 20,00


Diretor: . . . Cláudio Martins dos Santos
Assinatura anual do Exterior Cr$ 40,00
R ed a tor:..................................... João Serra
Exemplar In d iv id u a l.............. Cr$ 2,00
Tdda correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviados a:
“A G A I V O T A ”
Caixa Postal 862 São Paulo — Brasil
<§»$$$
«Sa
EDITORIAL
Jfj
ím
*&£*
ii
«■
w&
jw*

im
«A»
Fon Sois a Luz do Mundo75
*£p
vBj
«a »
w^v
m Um dos acontecimentos mais importantes do século 19 foi a
«Sl
restauração do Santo Sacerdocio. Os povos do mundo foram
imensamente abençoados por causa desta restauração feita pelo
<^ài
Senhor.
**'«'“
O “ Poder do Sacerdocio,” como foi dado aos homens nestes
yjy
<-?í* últimos dias, possue os direitos de cumprir todas as obras neces-

♦sJU sarias para trazer a justiça de Deus aos filhos dos homens. O
l« f
ifflj Sacerdocio é o poder de Deus dado ao homem para agir em Seu
nome.
<J$J
Para aqueles que recebem -no, é uma grande responsabilida­
*!í* de. Deve ser respeitado com o uma joia do maior valor.

Sjr
#jSí% Todos os membros que foram ordenados ao Santo Sacerdocio
devem ser um bom exem plo para todos os homens. O Salvador
A
<j|a disse aos antigos que possuiram o sacerdocio. “ de tal modo brilhe
a vossa luz diante dos homens, que eles vejam as vossas boas
m obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos ceus.” Um grande
*jJí» profeta dos últimos dias disse: “ até o tempo chegar em que o
Ogj interesse proprio e egoista seja banido de nossos pensamentos, e
«ff» nos tornemos interessados no bem estar geral, nunca poderemos
4jR#
4«» engrandecer o nosso dom do Santo Sacerdocioi tanto como deve­
m os.” Ele falou tambem que “ as mulheres devem dar o respeito
li* merecido ao sacerdocio e aos possuidores d o mesmo e devem en­
sinar e treinar seus filhos e filhas a reconhecerem e honrarem essa
autoridade.”
Irmãos e irmãs vamos honrar e respeitar o sacerdocio que
Sir possuirmos e o que possuem aqueles que presidem sobre nós.
Aprendamos a sustentar aqueles que tem nos seus ombros esta
grande responsibilidade. Nós, que somos possuidores do sacerdo­
«Al cio, devemos aprender a desenvolver o sacerdocio que nos fo i dado.
seja em qualquer oficio dos dois — O Melquizedec ou Aaronico.
Sinceramente, seu irmão,

hÉa
Harold M. R ex

S&p.rjr* Jfé rfcfc


Jjvr ír ^ f^ r ^ tjn ryjv
tn r jn r íg % ■
rJQ
S* eJJv
< rjnr3e>rSrir3í>
vJC Jf* Jfé Jf* yjw cjc*
Jjf.
CAVALHEIRO E FAZENDEIRO
0 Presidente David 0. McKay
Vinte quilometros a nordeste da cida­ Diretoria de Educação do Colégio Nor­
de de Ogden ( E .E .U .U .) está um mal de Weber.
lindo vale largp e verde entre duas c a ­ As atividades dele não foram lim ita­
deias de montanhas. O vale, rico e dos somente a educação civil, mas Pre­
plano com suas numerosas ribeirinhas sidente McKay cresceu constantemente
de agua pura e corrente é um lugar na Igreja e nos campos de educação
muito interessante e agradavel. Esse é religiosos. Em 1899 tornou-se membro
Ô Vale de Ogden — o primeiro povoa­ da diretoria da esçola dominical da es­
do no outono de 1860 por meia duzia taca de Weber. Seis anos mais tarde
ou mais de famílias de colonos pionei­ tomou-se segundo assistente geral da
ros Mormons. Proeminente entre esses Superintendencia da “ Deseret Sunday
era o capitão Jefferson H unt do Bata- School Union” (União da Escola Domi­
lião Mormon por quem a cidade de nical Deseret) da qual o Presidente Jo^é
“ Huntsville” foi nomeada -— e ali es­ F. Smith era Superintendente Geral. Em
tava o lar dos McKays desde os pri­ 1908 tornou-se primeiro assistente e em
meiros dias da colonização. Foi alí em 1918 foi designado Superintendente Ge­
“ Huntsville, U tah” no dia 8 de Setem­ ral. Foi tambem designado Comissário
bro de 1873 que O Presidente David de Educação para as escolas da Igreja
Oman McKay nasceu. E ra o terceiro em 1919. Em todos estes oficios o
filho e primeiro menino de David e .Je- Presidente McKay contribuiu muito pa­
nette Evans McKay que foram abençoa­ ra o melhoramento das lições da esco­
dos com nove filhos ao todo. Quatro la dominical.
filhos e cinco filhas. No ano 1906, aos 32 anos, ele foi cha­
O pai do Presidente McKay era um mado a ser um apostolo e foi ordena­
homem honesto e aplicado que tomou do por José F . Smith no dia 9 de abril
parte ativa tanto nos fazeres cívicos e de 1906 na Cidade do Lago Salgado.
educacionais como religiosas. Ele se r­ Progrediu neste chamado e foi designa­
viu vinte anos como bispo do ramo df do segundo conselheiro do Presidente
“ Huntsville.” Heber J . Grant, no dia 6 de Outubro
de 1934 e tambem do Presidente Geor-
O Presidente McKay cresceu no lindo
ge Albert Smith em 21 de Maio de
vale de Ogden onde recebeu sua primei­ 1945.
ra educação e trabalhou na fazenda do
Durante a sua carreira como aposto­
seu pai. Alí ele cresceu perto da n a ­
lo O Presidente McKay teve duas no­
tureza e aprendeu a am ar os campos
táveis designações missionárias.
que continua forte ainda hoje.
A Prim eira destas foi uma viagem
O Presidente McKay formou-se na do mundo inteiro para visitar as missões
universidade de U tah em 1897. Antes da igreja. Isto foi feito em 1921-22 em
de ir à universidade ele ensinava em companhia de Hugh J . Connon. Foi o
'‘Huntsville” e depois de form ar-se acei­ primeiro apostolo da igreja a desembar­
tou a posição de diretor dessa escola. car nas muitas missões das ilhas do Pa­
Ao voltar da sua missão na Scocia co­ cífico e durante esses treze meses elo.-:
meçou a ensinar na Academia de Weber viajaram 62.500 milhas, (101.625 quilo­
e três anos mais tard e tomóu-se dire­ metros) . Estiveram cinco meses so­
tor da escola. bre o mar e navegaram todos os ocea-
Em 1908 foi designado Presidente da (Continue na página 53)
A GAIVOTA
por Elder Johannes A. Alius

Depois dos meses de fome pelo qual chados e cansados de manejar pás, e
os Pioneiros Mormons tinham passado vasouras, e ancinhos num esforço de­
no inverno depois de sua chegada no sesperado para esm agar os destruido­
vale do Lago Salgado, a primavera de res. Mas tudo foi em vão.
1848 alegrou seus corações: O deserto, Repetidas vezes os Santos rogaram
como os profetas tinham profetizados, ao Senhor seu Deus para lhes salvar 1
começava “ a florescer como a rosa.” do que prom etia ser inanição completa
Por distancias em todas as direções, num vale a centenas de milhas fora da
lindas e verdes germinações de trigo, civilização, mas a luta continuou até
centeio, cevada, e outros grãos cobriam Junho.
a terra. E os Santos, felizes com a Vagarosamente, os pioneiros começa­
indicação que isto seria um ano me­ ram a desistir do combate, quando reu­
lhor, ajoelhavam-se perante Deus e da­ niram-se mais uma vez para humilha­
vam suas graças. rem-se perante Deus.
Então, um dia em Maio, quando um Mas seu desespero cresceu mais ainda
dos Pioneiros levantou seu rosto ao sol, quando viram outra nuvem, levantan­
que estava escurecendo de uma manei­ do-se da direção do Lago Salgado e
ra singular, seu coração ficou parali- voando aos campos.
zado com o choque. As imensas e ne­ Os Santos jogaram fora suas armas
gras nuvens de grilos estavam descen­ com clamores de desespero, mas num
do sobre suas colheitas aos milhões. momento, eles tornaram -se gritos de
Ele chamou sua família, seus vizinhos, alegria: A nuvem consistia de inume­
e começou uma luta, ja perdida, con­ ráveis Gaivotas, as quais desceram po­
tra a horda preta. Conforme eles iam bre os grilos. E, enquanto os Pionei­
se retirando passo a passo viam com ros dobravam seus joelhos para dar
horror como os campos atraz dos g ri­ graças fervorosas pela sua salvação, os
los ficavam tão tosados como a cabe­ pássaros começaram a luta de extermi-
ça dum rapaz que apanhou feridas na nação.
cabeça. As Gaivotas tinham um padrão defi­
nido de luta. Elas enchiam-se de g ri­
Mais e mais colonos entravam na lu­
los, voavam ao rio mais perto, bebiam,
ta enquanto mais e mais campos iam
e vomitavam fora os grilos, e volta­
se estragando.
vam novamente à cena do combate.
O a r tomou-se pesado com o cheiro
Em poucos dias, a luta foi ganha.
de grilos queimados quando os Santos
tentaram assim parar o avanço do Os pioneiros foram salvos por um mi­
exército preto — porém, o exército ne­ lagre de D eus.
gro continuou a avançar. Os colonos No dia 13 de Setembro, de 1913, no
cavaram fossos largos e encheram-nos terreno do Templo na Cidade do Lago
com agua, mas depois que milhares de Salgado foi erigido um monumento às
grilos afogaram -se os outros atravessa­ Gaivotas — um tributo e um símbolo
ram sobre suas carcassas. .. e continua­ à obra de Deus, como é, tambem " A
ram a atacar. Braços tom aram -se in- GAIVOTA” de hoje.

— 52 —
Os Frutos da Igreja de Cristo
por Wayne M. Beck

“Guardae-vos dos falsos profetas, da cristandade trabalha poderosamen­


que veem a vós com vestes de ove­ te.
lhas, mas por dentro são lobos vora­ “Pelos seus frutos os conhecereis.”
zes. Pelos seus frutos os conhece/eis. Aqui estão alguns frutos:
Coilhem-se, porventura, uvas dos espi- (1) Educação e a proporcionalidade

w
nheiros, ou figos dos abrolhos? Assim entre homens de méritos; (2) Saúde;
toda a arvore boa dá bons frutos, po­ (3) Moralidade; (4) Sistema missio­
rém a arvore má dá maus frutos. nário; (5) O trabalho da Sociedade
Uma arvore boa não pode dar maus de Socorro; ( 6 ) Program a da prospe­
frutos, nem uma arvore má dar bons ridade ou “W elfare Plàn;” (Plano do
frutos. Toda a arvore que não dá bom Bem E star); (7) Expressão de talen­
fruto, é cortada e lançada no fogo. tos.
Logo pelos seus frutos os conhecereis. Façamos separadam ente sobre cada
Nem todo o que me diz; Senhor, Se­ um desses pontos uma explanação.
nhor, entrará no reino dos ceus, mas
Prim eiro: EDUCAÇÃO E A PRO­
aquele que faz a vontade de m eu Pai
PORCIONALIDADE ENTRE HOMENS
que está nos ceus.”
DE MÉRITOS. Segundo à porcenta­
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos
gem de freqüência escolar da popula­
dcs Últimos Dias tem uma união de
ção branca, nativa e rural de 16 a 17
um milhão de piembros batizados.
anos de idade, nos anos de 1930 e 1940.
Eles são um povo proprio. Eles são
Utah còlocou-se em 1.° lugar com uma
um povo sobre o qual a energia vital
porcentagem de 7,5 perante os demais
estados norte-americanos.
Pres. David O. McKay O doutor Edward I. Thorndike, pro­
fessor emérito da Universidade de Co­
nos do globo, atravessando o equador lumbia, encarregou-se de estabelecer a
três vezes. origem dos homens da ciência e ho­
A sua segunda missão especial foi a mens mais memoráveis. O trabalho
de presidir sobre as missões Europeas. foi feito segundo a solicitação da So­
Presidiu em Lçndres desde Novembro ciedade “Fundação Carnegie para O
de 1922 até Dezembro de 1924. Progresso Educacional.” Ele empre­
O Presidente McKay tem se devota­ gou para isso as tres classicas compi­
do diligentemente ao serviço da igreja lações “Qual é um escolhido na A m é­
durante os treze anos passados nos seus rica”, “Liders na Educação,” e “Ho­
cargos como 2o conselheiro. Um ho­ m ens de ciência na America.”
mem com altos ideais e com fé sincera Todos aqueles que tem sido dignos
no Senhor — Trabalhando sempre para de serem incluidos nesses livros foram
a edifieação do Reino de Deus — um classificados de acôrdo com o lugar
verdadeiro servo de Deus. Por isso, dcs seus nascimentos. O número de ho­
sentimo-nos muito orgulhosos em apre­ mens dignos de admiração, os homens
sentar-lhes na capa da Gaivota deste de ciência ou aiftda, pertencentes a
mês a fotografia do 2 o conselheiro da ambas as classes, na proporção segun­
l.a Presidencia — O PRESIDENTE DA- do à população, foi determinado em
VID O. McKay. todos os estadcs da confederação norte
W árren J. Wilson americana. O estado de Utah estava

— 53 —
em primeiro lugar de homens dignos Unidos a média foi 40,4 e entre 21 na­
de adm iração e o estado Massachu- ções civilizadas, foi 74 — sete vezes
setts em segundo lugar com vinte por mais entre as nações civilizadas do
cento menos do que Utah. mundo em relação a Utah e Idaho.
Pertence a U tah o prim eiro lugar Quarto: SISTEMA MISSIONÁRIO.
no índice dos homens de ciência, e No sistema missionário da Igreja de
Colorado, o estado mais proximo de Jesus Cristo, são 5.000 pessoas dando
Utah, estava com 30% menos do que todo o seu tempo para pregar o Evan­
este último. gelho. As despeza,s são pagas pelos
Segundo a uma estatística nacional, proprios missionários ou pelas suas
coube a U tah o maior índice de edu­ familias.
cação individual para indivíduos de Quinto: O TRABALHO DA SO­
mais de 25 anos, índice esse igual a CIEDADE DE SOCORRO. A Socieda­
9 Vi anos de educação. de de Socorro da igreja, nossa orga­
Segundo: ESTADO DE SAÚDE: nização das mulheres, fez a contribui­
No ano 1849, dois anos depois da en­ ção seguinte durante o ano passado:
trada dos pioneiros mormons nos 121.705 visitas aos doentes; 12.677
Cumes das Montanhas, quando o esta­ dias de trabalho dedicado aos doentes:
do de privação e de perigo era enor­ 240.269 peças de costura, gastando
me, a proporção de falecimentos, en­ 880.150 horas de trabalho. Esta cos­
tre eles, foi 21,0 obitos por mil pessoas tura com punha-se de 13.270 cobertas
em -um ano. Isto queria dizer uma para cama, 9.043 outras peças para o
longevidade media de 24 anos. Nos mesmo uso, 47.934 peças de vestidos
Estados Unidos a media foi de 13,9 por para crianças, 35.837 peças de vesti­
mil pesscas. dos para m ulheres, 13.064 peças de
No ano 1860, o índice de m ortalida­ roupas p ara homens e 1 2 1 .1 2 1 peças
de entre os Mormons abaixou para 9,3 variadas. A sociedade contribui . . . .
e nos Estados Unidos para 12,5. 339.784 horas de trabalho para o pro­
Desde o ano 1860 a proporção de fa­ gram a de prosperidade, explicado a
lecimento, entre os Mormons, tem sido seguir e serviu 3.530 fam ilias nas es­
sempre mais baixo do que a dos E sta­ tacas e 490 fam ilias nas missões in ­
dos Unidos, até 1944, quando a media cluídas neste mesmo programa. A so­
nacional foi 10,6, para o estado de Utah ciedade até o ano findo acumulou uma
7,6 e para os Santos dos Últimos Dias renda liquida de 1.616.098,51 dólares
6,4, dando aos Mcrmons um a probabi­ representados por ações e reservas ali­
lidade de uma vida media de 78 anos. mentícias.
Na conferencia geral da Igreja, em Sexto: SISTEMA DE PROSPERI­
Abril 1947, a proporção de falecim en­ DADE- O Sistema de prosperidade
to entre os Mormons foi calculado em da igreja estipula que todo homem
5,9. Isto é um período media de 85 sadio, deve trabalhar e que todo indi­
anos de vida. É isto impossível? — víduo nas estacas da igreja pode ter
NÃO. É uma realidade. alimentação, vestuário* casa e educa­
Terceiro: MORALIDADE. A pro­ ção. Nenhum homem, m ulher ou
porção de nascimento entre Os Santos criança deve pedir esmola ou pedir
dos Últimos Dias em 1946 foi 33,8 na- assistência duma outra organização.
saturos por mil pessoas contra 20,0 nos Desde a guerra passada, a greja m an­
Estados Unidos. tem um interesse grande nos Santos
A média de ilegitimidade entre os dos Últimos Dias, da Europa. O sis­
pcvos de U tah e Idaho foi 10,4 por mil tema consequentemente m andou 14.924
nascimentos. U tah e Idaho tem uma pacotes de alimentos e roupas pesan­
percentagem alta em relação aos San­ do 68.000 quilos, ajudando 6.872 pes­
tos dos Últimos Dias. Nos Estados soas em sete missões da Europa: for-
- - 54 —
Lembrança do Monte Cumorah
(2.a Parte)
Trad. por Carm en Simões Pfister

José Smith nasceu em 23 de De­ seguir a religião que praticavam. En­


zembro de 1805, em Sharon, Condado quanto o pensava sobre a situação ele
de Windsor, Vermont. Come a maio­ veio a ler o- versículo 5 cap. primeiro
ria das pessoas daquele logar, seus de Tiago, que diz:
pais também eram pobres, honestos, “E, se algum de vós tem falta de
bons fazendeiros, os quais mais tarde sabedoria, peça-a a Deus, que a todos
mudaram -se para Palm yra, Condado dá liberalmente, e o não lançu em
de Wayne, Nova York. rosto, e ser-lhe-á dada” .
Na idade de 15 anos, José foi im ­ * Ele ficou profundamente impressio­
pressionado pelo fervor religioso mos­ nado por isso e retirando-se para um
trado por alguns de seus parentes e pequeno grupo de árvores de sua casa,
amigos nas reuniões de restabeleci­ (atualm ente chamado “Bosque Sagra­
mento, que estavam sendo realizadas do” ) ajoelhou-se e pediu esclareci­
por várias seitas da localidade. Uma mento sobre, qual Igreja deveria se­
das coisas que o deixava perplexot era guir.
o fato de que das pessoas de quem O jovem disse mais tarde cjue quan­
ouvia declarar que estavam “salvas”, do em meio de suas preces, ficando
eram m uitas vezes membros de reli­ subjugado pelas forças da escuridão,
giões opostas, de fato, membros de sua ele pediu ajuda a Deus. Gradualm en­
própria família seguiram outras Igre­ te a ferça maligna foi vencida e ele
jas e cada uma delas incitaram -no a contemplou uma luz maior que a do

Os Frutos da Igreja auxilia a expressão de declamação, de


necendo 100 quilos de alimento e rou­ canto, a oportunidade para se tornar
pa a cada pessoa. um instrum entista, orotoria e tambem
Neste sistema compreende são 105 tem a maior federação atlética compe­
armazéns instalados em 141 edifícios tidora do mundo.
cujo valor é 2.289.408,00 dólares. Eles Todo homem honrado pode possuir
são providos de toda necessidade vi­ o sacerdócio com tanto, que ele p rati­
tal. Para produzir todas as provisões que boas obras; toda m ulher deve cons­
necessarias a esses armazéns, o siste­ tituir um lar, caso impossível para si
ma estabeleceu 160 projetos perm a­ própria, tem por obrigação auxiliar a
nentes da igreja. Os projetos incluem outrem.
cultura de hortaliças, sementes e tri­ O trabalho da igreja é de prover
go.; pomares cultura algodoeira, ex tra­ toda necessidade fisica, espiritual e
ção do leite e fabrico de queijo, cen­ cultural para os seus membros e aju­
tros de costura, 66 fabricas de laticí­ da recíproca entre eles. O propósito
nio de peixes, de verduras e de carne, da igreja é ensinar o indivíduo, para
fabricas de sabão e vitaminas, quatro que tenha um a liberdade completa de
reservatorios especiais para trigo, o ação e bem estar conforme a verdade.
que tem capacidade de milhões de “Pelos seus frutos os conhecereis
quilos e um moinho de farinha. Os frutos são bons. Eis a Igreja de J e ­
Setimo: EXPRESSÃO DE TALEN­ sus Cristo. Deus no,s abençoe, peço
TOS. Todo. homem, m ulher e criança em nome de Cristo. Amem.
na igreja tem oportunidades iguais de
expressão dos seus talentos. A igreja Trad. por José Camargo
*

sol do meio-dia, em cuja luz estavam tes deste continente e sua origem; e
dois gloriosos sêres vestidos de b ran ­ que o livro continha a plenitude do
co e de fisionomias resplendentes. Um, Eterno Evangelho. O mensageiro deu
apontandc para o outro disse: "José, outras instruções, e a fim de que José
êste é o Meu Filho bem-amado, ouça-o”. não as esquecesse, voltou mais duas
Assim êste jovem recebeu a notável vezes na mesma noite, repetindo as
visão do Pai e do Filho, a maior m a­ mesmas ccisas que já disséra pela p ri­
nifestação de Deus ao homem desde meira vez.
os tempos de Adão, Abrahão, Enoch e Novamente no dia seguinte ele apa­
Moysés, em dispensação prévia. De receu a José e a mensagem foi repe­
fato, é a m aior revelação de qualquer tida. N aturalm ente José foi impelido
história que se recorda de Deus tra ­ a contar tudo ao seu pai. Êste último
tando com os homens, assim é porque aconselhou-o a fazer conforme m an-
ordenava a restauração do Evangelho, dára o mensageiro, sabendo que ele
nesta- a últim a dispensação da Pleni­ era um Mensageiro Celeste.
tude dos Tempos. Perto da vila de M anchester no con­
Muitos, naturalm ente, duvidarão da dado de Ontario, Nova York, em um
história de José; durante toda sua vida, monte de altura considerável, mais
porém, ele nãc somente m anteve a tarde chamado pelos Mormons, Cumo-
verdade da mesma, porém quando rah, seguindo C' nome antigo dado nas
abandonado pelos seus amigos e acon­ placas de ouro. Foi no lado oeste
selhado por pastores da localidade a dêste monte, não longe do cume, debai­
negar sua história sob a dôr de ser xo de um a enorme pedra como o m en­
“voltado a Satan”, sua única defesa sageiro havia explicado, que José en-
era dizer: “Quem sou eu para negar ^ controu as placas escondidas num a
isso, se o» próprio Deus ma revelou?” caixa feita de pedras, fixadas com uma
Contudo, sua história é a MAIOR especie de cimento. Havia vários ou­
VERDADE jam ais dada ao homem ou tros artigos, um a espada antiga, uma
a MAIOR MISTIFICAÇÃO jam ais bússola esquisita e um par de pedras
perpetrada, porém, pelos seus frutos transparentes montadas com grossos
qualquer homem honesto está apto a arcos suportadas per peitoral, as quais
determ inar, o que, com certeza Deus foram escritas por Moroni como "Vrim
tem demonstrado, através da Igreja de e T hum m im ” ou intérpretes.
Jesus Cristo, em seu crescimento, em
seus ensinamentos, se foi ou não d ’Ele. José estava para re tirar as pedras,
Considerando a sinceridade de José porém, foi retido por Moroni. que lhe
Smith; ele nunca exitou — ele nunca disse que se passariam ainda m ais 4
vacilou — ele nunca negou sua histó­ anos antes que lhe fosse permitido obter
ria, porém, estava pronto quando che­ as placas e aconselhou José a encon­
gou a época de Selar seu testem unho trá-lo um ano após aquela data, o que
com sua vida e seu sangue. foi feito.
Voltando à visão, foi dito a José Encontraram -se anualm ente por 4
para não seguir nenhum a das religiões anos consecutivamente, recebendo ins­
e instruções foram -lhe dada em con­ truções do seu angélico professor.
sideração a sua posição e vocação na Imaginem o conhecimento que um jo­
vida. vem impressionável, livre de qualquer
Mais ou menos 3 anos mais tarde o preconceito e com mente clara, pode­
Senhor mandou do céu um mensagei­ ria receber em 4 anos de um mestre
ro, Moroni, que falou de um livro divino! Não adm ira o sobressalto do
gravado sobre placas de ouro, que con­ munde quando no fim daquele período
tinha uma história dos antigos habitan­ de estudos, o jovem trouxe à luz re-,

— 56 —
A
0 M anto d o P essim ism o
indubitavelm ente um m anto de pes­ que todos os fatores para a felicidade
simismo peneira-se sobre o povo — que jam ais estiveram na terra estão
um pessimismo vindo depois da guer­ aqui agora. Todos os fatores e as for­
ra, nascido da falta de um a completa ças do; conforto, beleza, propósito e
promessa de paz. É o pessimismo da providência, estão sempre conosco.
falta d e fé. É profundam ente danoso Deus, a natureza, o sol e a terra tem
perder a fé nos outros. Mas é ainda prestado bom serviço. E seria um
mais danoso perder fé em nós mes- mundo de paz e abundância se os ho­
mcs. A vontade para viver tem le­ mens fizesse bem o seu trabalho. Mas
vado muitos homens a um a condição os homens dão muito inquietação ao
crítica, quando outros com m aior for­ mundo. E quando os homens não
ça física mas menos fé tem falhado em cuidam, quando os homens não crêm,
sobreviver. A falta da fé torna os quando os homens tornam -se cínicos
homens sem esperança, e homens sem e desiludidos, quando cessam de levan­
esperança estão, praticam ente perdidos tar m ais alta e mais alta a vista, eles
—- até acharem a fé outra vez. Uma caem mais e mais para baixo. Mas
parte deste pessimismo, uma parte há tanto de valor, para ser salvo como
desta, falta da fé, é gerada pelos que jam ais houve. Hã tanto de promessa
acreditam que os seus próprios propó­ como jam ais houve. Mas não podemos
sitos prosperarão pelo completo deses­ salvar a nós mesmos nem quaisquer
pero dos outros. E assim apenas uma outros enquanto não movermos o m an­
razão urgente para lutar contra a fal­ to de pessimismo, pois não subimos
ta da fé. Àqueles, portanto, que se além de que pensamos, além de que
encontram participando voluntária- planejamos, além do nosso propósito,
mente ou involuntariam ente neste es­ além da nossa fé, Mas se crermos em
pirito de pessimismo, lem brem -se de Deus e Sua bondade, e em nós mes­
mos, não há razão embaixo do céu ou
na te rra porque não possamos ter um
Lembrança do Monte Cumorah
futuro melhor como nunca tivemos, se
marcaveis ensinamentos, conforme ele
fez. tivermos fé no futuro, vontade, e pron­
Por meio de extranhos “intérpretes" tidão para trabalhar. E por estas ra ­
(tal qual Aarão, o antigo Sumo-Sacer- zões, e per muitas outras, devemos
dote recebeu as revelações através do lutar contra a falta de fé.
t/rim e Thm m nirn), José Smith estava
Trad. por C. Elmo Turner
apto a traduzir os estranhos caracté-
res dêste maravilhoso documento, o
doeumento de Deus tratando com seu “Quereis estar sempre sereno e cum­
povo neste Continente Americano, nos prir o vosso dever? Evitai tudo quan­
dias passados. to não pudesseis dizer diante de tes­
(Continua no próxim o núm ero) tem unhas” — LacorcLaire.

— 57 —
Quereis Deixar de Fumar ?
Do “Im provem ent Era”

Coronel Elmer G. Tomaz, agora ofi­ da Prim eira Presidência, a respeito da


cial reformado do exército Norte-A m e­ observância à Palavra de Sabedoria.
ricano, e membro do alto conselho da Esse artigo deu-m e a ideia definitiva
“Ensign S ta ke”, escreve 01 seguinte de deixar os maus hábitos e respeitar
artigo para a coluna “No Liquor-To- a Palavra de Sabedoria.
bacco” da revista, “The Im provem ent O artigo: em questão, dizia m ais ou
Era”, o quç deve ser lido com provei­ menos o seguinte.
to por todos: “Quereis realm ente deixar o licor, o
“A maioria dos Santos dos Últimos tabaco, o chá, o café, e outros hábi­
Dias guardam a Palavra de Sabedoria tos?” Si quereis, não achai que ten­
jnas muitos não o fazem, rejeitando des a fôrça de vontade è a ajuda de
portanto as grandes bênçãos há muito Deus, p ara poder passar sem o vosso
predicadas. liccr, charuto, ou cigarro, ou o seu
Muitcs tem tentado, sem sucesso, chá, ou café, por apenas um dia —
deixar os hábitos do licoí-, tabaco, chá Amanhã? — diremos por amanhã? Ou
ou café. Eu os compreendo porque eu devereis adm itir que a vossa fôrça de
comecei a usar tabaco quando tinha vontade é tão fraca que não podereis
apenas 10 ou 12 ancs de idade. Re­ passar sem estas coisas por apenas um
trocedendo àqueles tempos eu lembro dia, por apenas vinte quatro horas,
que eu era um rapaz de recados que por apenas amanhã, sem prom eter a
trabalhava num escritório para um si próprio ci que fará depois de am a­
doutor. Um dos meus deveres, bem nhã, mas apenas amanhã?
me lembro, era esperar o leite na p a r­ “Resolvi, firm em ente, que não bebe-
te oeste da cidade e entregá-lo à re ­ reis ou fum areis um cigarro, ou que
sidência do doutor, na avenida e me não fareis qualquer que seja o teu ví­
era dadc dinheiro de condução para cio, mas esta promessa a vós mesmo
fazer essa entrega. Mas, ao invés de seja cum prida por apenas amanhã.
tom ar o bondo, eu fazia o serviço- a "Agora, amanhã à noite devereis
pé, e com o dinheiro comprava três fazer um exame em vós mesmos e ver
Virginia Cheroots, um cigarro muito como realm ente atravessastes oi dia
popular naquele tempo. Esses cigar­ sem bebér ou fum ar e como sobrevi-
ros eu poderia fum ar na viagem de veste a esse sacrifício, pois foi, um
ida e volta para a residência do Dou­ sacrifício. Podereis ficar surpresos ao
tor. Daquele tempo até mais ou me­ ver que fostes capazes de abster-se
nos 1925, com excessão de mais ou destas coisas muito melhor do que vós
menos um ano, eu fui um inveterado julgastes capazes, e então, será a oca­
fumante, fumando dez ou mais cigar­ sião para decidir resolutam ente que
ros por dia. Eu nãc; somente fumava “amanhã” novamente não bebereis ou
cigarros, mas também usava o tabaco fum areis”.
de outras maneiras. “Passaram -se cêrca de vinte anos
Tentei muitas e muitas vezes que­ desde que li esse artigo, e conquanto
b rar o hábito, mas sem sucesso. o desejo de tabaco não tenha talvez
Mais ou menos em 1925, enquanto sido completamente vencido, eu não
estava estacionado em Forte Sam tenho fumado ou bebido desde esse
Houston, Texas, estava lendc “A tempo, e prometo-me a mim mesmo
Liahona”, e neste jornal estava um que novamente amanhã, não vou fu ­
artigo que eu acredito ter sido escri­ m ar ou beber.”
to por Pres. David O. MacKay, agora Trad. por Alfredo Tiima Vaz
Evidências e Reconciliações
Por Elder João A. Widtsoe
LXX: Porque e Como Se Deve Pagar e aos bens materiais que se pode com­
O Dizimo? . .. p rar é um dos mais poderosos objeti­
O dizimo significa a doação volunta- vos do homem. Quando este ámor ven­
ria da décima parte do seu Salario, ce os outros desejos normais, então o
renda, oú juros, para a manutenção do dinheiro verdadeiramente tom a-se “ a
trabalho do_ Senhor na terra. É uma raiz de todos os males” . Os homens
lei antiga e divina, que foi praticada devem aprender os valores relativos das
em todas as dispensações do evange­ coisas da te rra e do espírito. A sepa­
lho. Em quase todos os paises, cris­ ração de nossos bens terrenos parece-
tãos ou pagãos, ela foi reconhecida e nos ser um sacrifício — mas o sacrifí­
praticada de alguma forma. cio sempre traz bênçãos. A primeira
A lei do dizimo foi reafirm ada pelo lição na arte da feli.cidade é a do sa­
Senhor em nossos dias. (D. C ., se­ crifício. Quem eleva as suas afeições
ção 119) Ela é um mandamento obri­ acima das coisas terrenas desenvolve-
gatório da igreja. se no espirito e começa a crescer. Os
Como todos os mandamentos divinos, Santos dos Últimos dias são um povo
a lei do dizimo é para o benefício da­ feliz porque crescem e progridem. Eles
queles que a praticam. Grandes re­ devem ser capazes de controlar e su­
compensas seguem a observância ho­ bordinar o amor às coisas terrenas si
nesta desta exigencia. quizerem alcançar a grandiosidade.
Primeiro, o pagador do dizimo soli­ Senão, se tornam perigosos à sociedade
difica a sua lealdade a igreja. Torna- e destruidores dos seus próprios melho­
se atentam ente identificado com o mo­ ramentos. O pagamento regular do
vimento dos Últimos Dias. D’aqui por dizimo afasta o egoismo e ergue o ho­
diante ele tem interessa nas muitas mem acima do sedimento da te rra. A
atividades da igreja. Templos, escolas sua capacidade de fazer o bem aumen­
e todos os program as da igreja são ta-se. A sua visão está livre da man­
proporcionados tanto como a alimenta­ cha das coisas materiais. Ele adquire
ção e o cuidado para com os pobres, as uma perspectiva verdadeira da vida.
viuvas, e os orfãos por ele em conjun­ Os outros reconheceu nele a qualida­
to com os demais pagadores do dizimo. de subtil da grandiosidade ; o produto
Ele coopera com o Senhor em alcançar da abnegação. Ele ganha uma liber­
seus propósitos poderosos. Ele suporta dade nova e maior. Paz o aguarda.
definitivamente uma grande causa. Sua vontade está disciplinada para a
Ele enfrenta o sacrifício pelas crenças ju stiça.
que tem para seu objetivo, o bem estai Terceiro, o pagador do dizimo é le­
de todos os homens. Coragem e poder vado para mais perto do Senhor. A
vêm a cada homem que se sacrifica por oferta é um reconhecimento de que a
uma cousa nobre. Toma-se um homem terra pertence a Deus e que os homens
maior. O mundo precisa de homens são apenas administradores do que
que creiam e que tenham coragem para possuem. O Senhor é o doador de to­
dar de seus bens e de si mesmo pelas das as coisas boas. Da semeadura e
suas convicções fundadas. da colheita. Pagamento do dizimo é a
Segundo, a lei do dizimo prepara a admissão pelo pagador do mesmo de
vontade humana para mais do que os que seu salario vem do Senhor. O dar
lucros m ateriais. O amor ao dinheiro de volta em dizimo é dizer, “ como evi­
dencia que este dom é de ti, eu dou de dizimo não há de se queimar. . . eis que
volta assim uma décima parte.” depois de hoje vem o fogo.” (D. C.
E sta fé dos Santos dos Últimos Dias 64:23-24) O Senhor pela sua miseri­
estabelece uma aproximidade entre córdia abre as janelas dos ceus sobre
Deus e o homem. Todo o pagamento seus filhos fieis e repaga mil vezes
de dizimo constroe uma fé viva. Tor­ mais de acordo com suas necessidades.
na-se um testemunho da realidade do As bênçãos prometidas ao pagador
vivo Deus e de Seu parentesco com os do dizimo são grandes.
filhos dos homens. E ao assim teste­ Quinto, o pagador do dizimo sente o
munhar o Senhor e suas bondades gozo no coração que vem por obedecer
aum enta o poder espiritual. Todo o os mandamentos do Senhor. Pela obe­
pagador de dizimo aumenta na fé e diencia às leis do ceu ele consegue h ar­
recebe a paz e o gozo prometidos. A monia com o mundo celestial. Ele
oração torna-se mais facil; a duvida passa atravez das tarefas do dia, en­
desaparece; a fé avança. A certeza e frentando o mundo corajosamente. Ele
a coragem suportam a alma. O senso sabe o seu rumo e o seu destino. Ele
espiritual torna-se afiado; a voz eterna tem toda certeza que tudo vai bem .
é ouvida mais facilmente. O homem Isso, o maior efeito de pagar dizimo,
torna-se mais semelhante a seu Pai glorifica a vida no meio das tribulações
Celestial. do mundò. Somente quando uma pessoa
Quarto, o fiel pagador do dizimo tem devota-se em tudo ao Senhor, pela li­
uma direita sobre as bênçãos necessa- vre e completa aceitação da lei divina,
rias da vida. Recompensas, espirituais pode te r comunião completa com as
e temporais, escorrem abundantemente coisas celestiais.
da obediencia à lei. As bênçãos ta l­ Tais são alguns dos benefícios que
vez não venham sempre como se de­ recebe ao p agar o dizimo.
seja, mas vêm e são para o benefício Cada membro da igreja que rece­
do homem. Seja talvez de uma n atu ­ be uni salário, ou ganha dinheiro
reza m aterial ou espiritual, como O Se­ ou o equivalente, deve p raticar a lei
nhor designe; mas sempre trazem os do dizimo. O presidente da igreja
gozos mais altos da vida. No entan­ tanto como o membro mais novo está
to pode se dizer com segurança que sob esta mesma obrigação. Todos as
quem quer que seja que pode deixar meninas e os meninos devem ser ensi­
ao lado o amor pelas coisas terrenas nados a d ar um decimo da sua renda
tem os dons da te rra aos seus pés. ao Senhor. Deve ser como um privi­
As bênçãos da igreja são, necessaria­ legio alegre, uma expressão de g ra ti­
mente, retiradas daqueles que não ade­ dão e confiança no Senhor, para con­
rem a essa lei. Assim tem dito O tribuir para a manutenção da igreja, a
Senhor. Eles “ não achar-se-ão, nem os promulgação do evangelho; e o bem
nomes dos pais, nem os nomes dos fi­ estar dos necessitados.
lhos escritos no livro da lei de D eus.” O DIZIMO significa um decimo.
(D. C. 85:5). Aqueles que dão menos realmente não
Nos últimos dias há tambem gran­ pagam dizimo; são contribuidores me­
des turbações. Destruição e morte an­ nores ao trabalho do Senhor. Dizimo
dam nas estradas da terra. H á perigo significa uma décima parte do salario,
por todos os lados. Mas, o pagador do dos juros ou rendas da pessoa.. O mer­
dizimo tem o privilegio da proteção, cador deve pagar dizimo na renda li­
■‘Em verdade ele é um dia de sacrifício, quida da sua loja, o fazendeiro na ren­
e um dia para requerer o dizimo do da liquida da fazenda; o empregado no
meu povo; eis que aquele que paga seu salario ganho por ele. Dos nove deci-

— 69 —
mos que sobram pode-se pagar as des­ agentes autorizados da igreja — O bis­
pezas correntes, taxas, economicas, etc. po presidindo, aos bispos das paróquias,
Para deduzir da renda as despezas de aos presidentes dos ramos e aos presi­
viveres, taxas, e despezas semelhantes dentes das missões. Tecnicamente de­
e então p agar dizimo do resto não con­ ve ser pago em bens. O que é, o fa­
forma com o mandamento do Senhor. zendeiro daria de suas searas e reeba-
Sob ta l sistema a maior parte das nhos, o profissional de sua renda. To­
pessoas não teriam nada sobre qual davia, as inconveniencias do transpor­
pudessem pagar dizimo. Em verdade, te, armazenamento, e disposição cau­
não há argumento neste ponto. sam alguma perda o que tom a per-
O dizimo deve ser dado na base da missivel e frequentemente mais deseja­
renda inteira. Se a natureza do co­ do pagar o dizimo em dinheiro.
mercio requer interpretação especiai, o O Dizimo é uma lei menor. A lei
pagador do dizimo deve consultar o maior e mais perfeita é a lei da con­
pai do Ramo, O Bispo. sagração, tambem conhecida como &
Quando o dizimo está pago não se ordem de Enoch ou a ordem unida. Os
deve te r questão alguma sobre seu uso. Santos dos Últimos dias não alcança­
Aqueles que são mantidos como lideres ram ainda o grau de perfeição que
da igreja reencaminham as ofertas ao torna possivel o cumprimento desta lei
povo p ara varios propósitos. O dizi­ mais compreensiva. Até aquele tempo
mo dos membros capacitam a igreja a chegar o Senhor requer a obediencia à
cumprir seus deveres a ela confiados lei do dizimo — uma lei equitavel sob
pelo Senhor no desenvolvimento do a qual a oferta da viuva pobre vale
"Plano de Salvação” . Pela revelação tanto .como a do rico com seus milhões.
moderna os dizimos do povo são' admi­ Quando todos os membros da igreja
nistrados pela presidencia da igreja, tornam-se honestos pagadores do dizi­
assistido pelo conselho dos doze e pelo mo, podemos começar a olhar para c.
bispo presidindo. Estes homens exer­ estabelecimento da lei da consagração
cem um cuidado devocional no uso dos Então o Senhor restabelecerá essa lei
dizimos. Eles são distribuídos com maior.
escrupuloso cuidado, pois eles são sa­ É o testemunho invariavel de milha­
ciados. Nenhum dinheiro no mundo res que a obediencia a esta lei do di­
todo é mais honestamente administrado. zimo traz grande felicidade, o poder de
Os curiosos sobre a parte financeira solver os problemas da vida, uma pro­
da igreja são geralmente aqueles que ximidade a Deus. Todos devem fazei
não pagam dizimos. A fé que conduz um convênio individualmente com o Se
a uma tal contribuição voluntaria inclue nhor o qual nos deu vida e tudo que te ­
fé em outros princípios do evangelho; mos, um convênio que obedeceremos to­
incluindo confiança nos servos escolhi­ das as suas leis, incluindo a do dizimo.
dos e mantidos do Senhor. Tenhamos confiança no Senhor. Ele
O dizimo deve ser pago somente aos não nos falha. Trad. por W. J. Wilson

O pecado é prim eiram ente agradavel, Adão caiu para que o homem exis­
em seguida torna-se fácil, então delei- tisse, e o homem existe para que te­
tavel, então freqüente, então habitual, nha alegria”. II Néphi 2:25
então firme; depois o homem é impe-
nitente, então é obstinado, então deci­ “Prefiro o testemunho de -minha
dido a nunca se arrepender, e aí ele consciência às opiniões alheias a meu
egtá ruinado. — Leighton . respeito” —- Cícero.

— 61 —
ESCOLA

É aqui, meus irmãos da Escola Do­ O VERSO SACRAMENTAL POR


minical, que se encontrará o Verso MARÇO E ABRIL
Sacram ental e outras informações per­ “Que grande sabedoria
A Corte Celestial deveria ter
tencentes à Escola. Esta é sua coluna Em m andar-nos um Salvador
— aguardem -na bem! Para Sofrer, sangrar, e morrer.”

“ . . . A LETRA MATA, MAS O ESPI­


RITO VIVIFICA”
O antigo Israel tentou definir em trabalhava num a fazenda era o costu­
grande detalhe aquilo, que era legal e me desse irm ão avisar o bispo quando
aquilo que podia ser considerado não podia assistir a próxima reunião
transgressão. O resultado disso foi ao domingo, pois seria sua vez de ir­
uma multiplicidade de regulam entos e rig ar a terra, e não podia fugir desta
definições os quais merecerem a re ­ tarefa. As devoções dominicais tinham
primenda do Salvador em m uitas oca­ que ser abandonadas justamente.
siões, durante o seu ministério. O Aos Sabados o time de baseball sem­
apostolo Paulc. resum iu a atitude do pre jogava. Ele era um dos jogado­
Mestre quando escreve: “O qual tam ­ res entusiásticos. Um domingo quan­
bém nos fez idoneos ministros de uma do se preparava para ir avisar o bispo
nova aliança, não da letra, mas do es­ para que o desculpasse da reunião
pirito; Pois a letra mata, mas o espi­ outra vez, para poder cuidar da irriga­
rito vivifictí” (II Cor. 3 :6 ). ção, ele refletiu e lembrou-se de que
Às vezes perguntam -nos “o que cons- quando a sua vez para o serviço caia
titue um a desculpa válida para não nos sabados, sempre arranjava um jei­
assistir às reuniões da igreja?” to para ir jogar baseball, pelo menos
Si começarmos a classificar descul­ por tres ou quatro horas. Repreen-
pas ou definir limitações, o espírito, o dsu-se então cham ando-se de "hipó­
qual vivifica, gradualm ente tornar-se- crita!” E daquele dia em diante ele
ia extinto. Em vez de sentir desapon­ sempre arranjou tempo para cum prir
tamento e tristeza por causa da inca­ com seus deveres com a igreja.
pacidade em fazer as coisas que o Se­ É suficiente dizer que os membros
nhor considera vitais, logo nós nos que verdadeiram ente querem bem ao
acharíamos procurando justificar o en­ Senhor e sentem suas responsabilida­
cobrir a nossa negligência. O Senhor des, como seus servos sobre a terra,
indicou a sua posição declarando: “Eu, acharão poucas ocasiões para qual­
O Senhor, sou obrigado a vos aben­ quer tipo de desculpa. Com bastante
çoar quando fizerdes o que eu digo, vontade e alegria deixarão de lado
mas quando não o fizerdes não tenhais outros deveres para fazer o trabalho
esperanças.” do Senhor. Chegará o tempo quando
Talvez eu possa ilustrar, por uma faltar à igreja será inevitável então
experiencia, quão facilmente achamos uma desculpa talvez seja justificável,
desculpas. se a pessoa envolvida pode verdadei­
Anos atraz enquanto uma pessoa ram ente sentir que colocou a coisa

— 62 —
mais importante em primeiro lugar e nho apertado e estreito chegará ao
que o Senhor está satisfeito com essa grau de gloria celeste!
decisão.
Trad. por W. J. Wilson Ama o Senhor teu Deug de todo o
(“The Im provem ent E ra” ) teu coração e de toda a tua alma e de
todas as tuas forças?
Ama o teu proximo como a ti mes­
“ENTRAE PELA PORTA mo?
E ST R E IT A .. Faz para outros assim como você
quer outros façam para vccê?
Frequentem ente pensamcs na morte, Já recebeu o batismo na Igreja de
como uma coisa que acontece a ou­ Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
tras pessoas. Nunca pensamos que Dias, E vivem de acordo com o com­
eventualm ente aconteça para nós. Por promisso assumido?
causa disto, nós esquecemos de pre­ Se você fc r homem, recebeu o sa­
parar-nos para este evento. Nosso cerdocio de Melchizedek?
tempo aqui nesta vida é bem curto G uarda a palavra de sabedoria?
em comparação, com a vida eterna. Ajuda aqueles que são menos fortu-
Mas o que temos feito para ganhar nados do que você.
este premio? Fala sempre bem sobre os outros?
Se você morresse no proximo m o­ G uarda santo o dia do Senhor?
mento, estaria pronto para encontrar Assiste as reuniões da Esecla Domi­
seu Senhor? Estaria pronto para re­ nical, Sacramental, Sociedade de So­
ceber o juizo dele, sabendo que esta corro, Mutuo, Sacerdocio?
determ inaria sua felicidade para a Paga um decimo de toda a sua Ren­
eternidade? Para sempre é um tem ­ da?
po muito longo, gostaria de passa-lo Estimula a igreja em todas as suas
no grau de gloria celestial ou em ou­ funções com a sua contribuição e com
tro inferior? Se não, de que qualifi­ a sua presença?
cação especial tornar-se-ia você m ere- Você tenta am ar seu proximo em vez
cedorp de sentir ciumes x u inveja dele?
Nossc. Senhor tem dito, “Entrae pela Prega o evangelho para todos os
porta estreita (Larga é a porta e es­ seus amigos e conhecidos quando vacê
paçosa a estrada que conduz à perdi­ tem a oportunidade?
ção e m uitos são os que entram por Sacrificaria você tudo até a própria
ela). Porque estreita é a porta e aper­ vida na causa do seu Salvador e de
tada a estrada que conduz à vida, £ sua igreja?
poucos são os que acertam com ela.” Ao realizar cs pedidos de sua igreja
Mat. 7:13-14. você sempre os faz com boa vontade?
Milhões de pesscas tem vivido des­ Elder Robert Pool
de o começo dos tempos. O Senhov
disse que somente poucos entrarão pela
porta estreita. Porque você pensa que
“O tagarela, querendo fazer-se amar,
será um destes poucos?
Em baixo estão algumas perguntas.' faz-se odiar. Quer obsequiar e é im ­
Examine-se e veja se está em harm o­ portuno. Quer fazer-se adm irar e tor­
nia ccm a vontade de seu Deus em na-se ridículo. Despende sem pagar.
relação a Ele proprio e a seu proximo Ofende aos amigos, presta serviços aos
por responder as perguntas abaixo, e
inimigos e esforça-se por perder-se”.
se você puder responder afirm ativa e
honestamente, então você, neste cam i­ — Plutarcha

— 63 —
PRIMÁRIA
A Q U E L E QU E C A I U
por Mildred Houghton Comfort

Bobby lavou suas mãos na pia da e assim que tentou mover-se escor­
ccsinha e enxugou-as num a toalha que regou e b u m p . .. Caiu pesadamente no
estava pendurada ao lado do espelho. gelo.
Pos seu gorro e luvas de lã. Sorriu, Os gemeos quando viram isso, cor­
não à sua pessoa bem vestida e tão reram rapidam ente para ele, patinan­
agasalhada, mas ao espelho. do.
“ESPELHO”, disse ele, “você é tão “Não chore, Bobby”. Pedia Claire.
liso e brilhante como um rinque de “Nós o ajudaremos”.
patinação, sómente que você não é tão A judaram Bobby a por-se de pé no­
grande”. vamente e amparando-o começaram a
O rinque ficava no parque, do ou­ patinar. Era engraçado!'
tro lado da rua; e Bobby sempre es­ “Estou patinando!” G ritava B obby.
perava por Claire e Clarence, os ge- “Estou patinando!”
meos que moravam visinho, para aju ­ Mas depois de certo tempo os .ge­
da-lo. Chegaram cedo hoje, porque meos cançaram-se de tanto puchar
era Sabado e não hayia aula. Cami­ Bobby e disseram, “tente patinar sost-
nhavam os tres de mãos dadas, fican­ nho”.
do Bobby entre os dois. Colocou os “Por favor, tente,” dizia Claire com
patins sobre os ombros da mesma m a­ seus doces olho 5 azuis a implorar.
neira que os gemeos faziam. Seus pa­ •M as, novamente caiu Bobby pesada­
tins eram novinhos e brilhavam como mente sobre o gelo.
prata. “Não posso,” soluçou ele, “por favor,
Chegando lá, Bobby sentou-se num me ajudem .”
banquinho que ficava ao lado do rin ­ E os gemeos mais uma vez o a ju ­
que, colocou os patins da mesma m a­ daram , mas agora já não precisava
neira que seu pai lhe havia ensinado. agarrar-se fortemente a eles; já podia
Seus patins eram do tipo tre»ó, com firm ar-se melhor, e mesmo deslisar.
lam inas duplas. Foi divertido quan­ “Você já está patinando sosinho-,”
do pos-se de pé sobre eles. Sua mãe disse-lhe Claire encorajando-o.
lhe havia dado uma velha peça de “Eu sei que estou,” disse Bobby.
oleado, para que assim ele não riscas­ “Bem, agora vá sosinho,” grita-lhe
se o assoalho. O rinque de patinação Clarence.
era tão liso quanto o oleado. “Vamos!” “Tente!”
Bobby ficou de pé, deu um passo, Ele e Claire largaram Bobby ao

— 64 —
mesmo tempo. E, B um p. . . caiu Bobby so que quem os está ajudando é você,”
mais uma vez achatando-se no rinque repetiu ele.
gelado. Estaria Ned brincando? Não, não
“Ah! não posso mesmcy,” soluçava seria possivel que ele fizesse isso.
outra vez *Bobby, “venham m e ajudar, Bobby disse: “Muito bem, nós to­
por favor”. mamos conta um do outro e talvez
Mas os gemeos estavam cansadís­ assim não cairemos,” e dizendo isso,
simos de tanto levantar Bobby das enfiou o braço no de Ned e para sua
quedas e perderem tanto tempo ensi­ própria surpresa verificou que podia
nando-o. O que eles queriam era p a­ ficar de pé e mesmo mover-se.
tinar sosinhos sem amolações. “A qui vamos nós,” gritou ele.
Por alguns dias os gemeos dexaram Ele já pedia patinar. Ajudando al­
de ir cham ar Bobby, mas foram m ui­ guém, fez com que ele soubesse que
to gentis em ir busca-lo no proximo podia.
SabadO'. “Olhe só o Bobby,” gritou Clarence.
Um novo rapazinho de nome Ned, “Agora ele tem Ned para ajuda-lo a
estava no rinque naquele dia. Seus patinar.”
patins eram tão novinhos e brilhantes “Aquele não pode ser o rapaz que
como os de Bobby e isso fazia-os crer vivia caindo,” diz Claire ironicamente.
que lambem nunca tinha tentado pa­ “Sim , é ele mesmo,” responde-lhe
tinar antes. Seus olhos castanhos Bobby vivamente.
acompanhavam Bobby patinando entre “E foi Ned que m e ajudou a ter con­
Claire e Clarence. E quando Bobby fiança em m im fazendo-me ver que
sentou-se ao seu lado, para descançar, eu posso patinar.”
Ned disse: Na hora do jan tar Bobby sorria na
“Você não quer me ajudar a pati­ frente do espelho.
nar?” — “Puxa, o que faz você pensar “ESPELHO,” diz ele, “você é tão
que eu sei patinar?” — Perguntou brilhante e liso como o rinque de pa­
Bobby espantado. “Eu o vi,” diz Ned. tinação. . . Disse-lhe eu, que. já posso
“Mas os gemeos estavam me ajudan­ patinar???
do,” explicou Bobby. E cs olhos de
Ned brilharam sabiamente. “Eu pen­ Trad. por Léa Albuquarqtie

A repetição dos atos form a o hábito; o hábito forma o ca­


ra ter, o carater forma o destino.

“ DINHEIRO”
Dinheiro pode comprar a casca de muitas coisas, mas não o
caroço. Ele vos traz alimentos, mas não apetite; remédios, mas não
saúde; amizades, mas não amigos; creados, mas não fidelidade; dias
de alegria, mas não paz ou felicidade.
Henrik Ibsen

Ensine uma creança a andar no caminho certo, e ande nele


tambem de vez em quando.
Joseph Bitlings

— 65 —
SOCIEDADE DE SOCORRO
Há cento e seis anos A Sociedade de Socorro
Feminino de Nauvoo (The Female Relief Society of
Nauvoo) foi organizada pelo profeta José Smith. Emma
Sm ith foi escolhida como presidente da organização
com Elizabeth Ann W hitney e Sarah M. Cleveland como
conselheiras. Essa foi a prim eira organização de m u­
lheres no mundo, segundo a historia registra.
O Propósito da Sociedade é fornecer às irm ãs da igreja uma organização
pela qual possam cuidar do bem estar dos membros. Trabalhando sob a di­
reção* do bispo ou presidente do distrito seus deveres são de auxiliar os po­
bres, trata r dos doentes e aflitos e, numa m aneira geral, trabalhar por todos
os que precisam de auxilio.
No dia 17 de Março de 1948, celebramos o aniversario da fundação desta
organização maravilhosa. Grandes obras de caridade e amor já foram feitas
pelas irm ãs da Sociedade de Socorro e sabemos que o trabalho vai continuar
assim sob a direção de m ulheres bondosas e justas.

“ A PARABOLA DA JOIA”
por Nephi Jensen
Havia certa vez um certo homem “Trago uma joia para o nobre do
rico que tinha uma joia preciosa, a castelo.”
qual desejava entregar a um nobre “Porque a trazes?”
que residia em um castelo no cume “Porque sou um escravo e sou obri­
de um a aUa montanha. gado a traze-la.”
Chamou um de seus escravos e disse “O nobre não aceitará um presente
— “Tome esta joia e leve-a depressa de um escravo.”
ao alto da montanha, e entregue-a ao Assim, voltou o escravo ao seu se­
nobre do castelo.” nhor, com a joia.
O escravo, mau humorado, tomou a O homem rico chamou então um de
Joia, e começou a subir montanha seus empregados livres, e perguntou-
acima. Cada passo que dava, uma lhe si queria fazer a entrega da jo ia .
sombria e odiosa ideia atravessava a “Sim ,” replicou o ambicioso jovem.
sua mente. “Sou um escravo,” dizia, “Quanto queres pelos seus serviços?”
“odeio meu senhor, porque me obriga “Cem libras.”
a servi-lo.” O negocio foi feito, e o ambicioso
Assim pensando quando alcançou o jovem começou a subir a montanha
topo da montanha, estava mais zanga­ com a joia. Cada passo que dava um a
do e tinha mais odio do que quando egoista ideia assaltava a sua m ente.
começou a subir pela mesma. Porque “Quando eu tiver entregado esta joia,1'
assim é; há uma lei estabelecida de pensava ele, “receberei cem libras.”
natureza hum ana, que quanto mais Assim, quando alcançou o cume da
fazemos com espirito de odio, mais montanha, sentia-se m ais avarento e
rancorosos nos tornamos. egoista do que quando começou a su­
Quando o escravo chegou à entrada bida. Porque há um a lei estabelecida,
do castelo, foi interpelado por um dos de natureza hum ana, que quanto mais
guardas que lhe disse: fazemos com espirito de avareza, mais
“Que te traz aqui?” egoistas nos tornamos.

— 66 —
Quando chegou à entrada do castelo, fação a joia para cie, sem remunera­
ele, também, foi interpelado pelo guar­ ção.”
da, que lhe disse: E assim o jovem cristão começou a
“Que te traz aqui?” subir a montanha com a joia. A cada
“Trago uma joia preciosa para o no­ passo que dava, tornava-se uma mais
bre.” bela e mais nobre alma. Porque eis
“Porque a trazes?” que há uma lei estabelecida, de natu­
“Parque sou pago para traze-la.” reza humana, que quanto mais faze­
“O nobre não aceitará um presente mos com espirito de amor, mais no­
de um mercenário.” bre nos tornamos.
O homem rico depois, então, pediu Quando o jovem cristão alcançou a
a um jovem cristão, de coração gene­ entrada do castelo, ele também foi in­
roso, para que fizesse a entrega da terpelado peto guarda que lhe disse:
joia. “Que te traz aqui?”
“Quanto cobrarás pelos teus servi­ “Trago uma joia preciosa para o no­
ços?”, perguntou. bre.”
“Nada,” respondeu o jovem. “Eu “Porque a trazes?”
conheço o nobre. Encontrei o seu “Porque amo o nobre.”
único filho que é o mais gentil dos Então o jovem foi admitido no cas­
gentis e o mais puro dos puros. Eu telo, e graciosamente entregou a joia
acho que o nobre é igual aquele filho. ao nobre que convidou-o a vir e mo­
E porque ele é igual aquele filho eu ra r no castelo para sempre.
amo a nobre como amo o seu filh o .
E porque o amo, eu levarei com satis­ Traduzido por Alfredo L. Vaz

O CAMINHO

Só passarei por este mundo uma vez.


Qualquer bôa ação que eu possa praticar,
Ou qualquer gentileza que para o meu
semelhante eu possa ter,
Deverei sem demora praticar.
Não deverei adiar nem negligenciar o
bem que deva fazer,
Pois não tornarei este caminho a percorrer.

Olhar a Deus atravéz de aborrecimentos, O faz dificilmente


visivel. Olhar aos aborrecimentos, atravéz de Deus, os faz com­
pletamente invisíveis.
H. B. Brown

“Grandes homens discutem ideias.


Homens médios discutem fa to s .
Homens baixos discutem a vida do proximo.”

Os caminhos de Jehovah são direitos, e os justos andarão


neles.
H oséa 14:9

— 67 —
SACERDÓCIO

SACERDOCIO DE MELQUIZEDEC
Por W. J. Wilson restaurar este poder na terra nesta
dispensação da* plenitude dos tempos.
Quando José Smith recebeu sua Não podemos fixar a data exata
prim eira grande visão do Pai e do F i­ quando este Sacerdocio foi restaurado
lho, não havia o Sacerdocio verdadei­ mas aconteceu mais ou menos entre
ro entre as igrejas do mundo. Hou­ 15 de Maio de 1829 e 6 de Abril de
vera apostasia da verdade desde os 1830. Podemos imaginar alguns m e­
primeiros séculos depois de Cristo e ses do tempo exato, m as não mais, se­
seus apostolos. Consequentemente, foi gundo 03 registros da igreja. José, o
necessário que a ordem verdadeira profeta, designa o lugar onde suas or­
fosse restaurada dos ceus, por aqueles denações aconteceram, no seu discurso
que previam ente possuiram as chaves aos santos escrito em 1842 corno segue:
da autoridade. Assim, o mensageiro “E outra vez o que ouvim os? . . . A
celestial Jcão Batista, apareceu no dia voz de Pedro, Tiago, e João, no de­
15 de Maio de 1829, e empôs as mãos serta entre Harmony, condado de Sus­
sobre as cabeças de José Smith e Oli- quehanna, e Colesville, condado de
ver Cowdry, e os ordenou ao Sacer­ Broome, no Rio Susquehanna decla­
docio Aaronico. Algum tempo depois, rando-se como possuidores das chaves
os antigos apostclos, Pedro, Tiago, e do Reino e da dispensação da plenitu­
João apareceram a eles e os ordena­ de dos tempos.” Sem sombra de du­
ram ao Sacerdocio de Melquizedec. vida 0 Sacerdocio de Melquisedec foi
restaurado na terra.
Esse evento tão sagrado e im portan­
te, acima citado, aconteceu perto de O QUE E ’ O SACERDOCIO?. . .
um lugar chamado Harmony, no con­ Ele é o governo de Deus, quer na
dado de Susquehanna, estado de terra ou nos ceus, pois é por esse po­
Pennsylvania, enquanto José Smith es­ der, ou principio que todas as coisas
tava morando 3 IÍ, fazendo a tradução são governadas na terra e nos ceus,
do Livro de Mormon, e Oliver Cow­ e por esse poder é que todas as coisas
dry estava escrevendo para ele. Ina- são mantidas e sustentadas. Ele go­
fortunadam ente não temos um relato verna todas as coisas — dirige todas
tão definido, da recepção do Sacerdo­ as coisas — sustenta todas as coisas
cio de Melquizedec por José e Oliver, — e toma parte em todas as coisas
como temos da confirmação do Sacer­ associadas com Deus e a verdade. Ele
docio Aaronico. Mas temos inform a­ é o poder de Deus delegado às inte-
ção positiva e conhecimento que eles ligencias no ceu e ao húm em na terra.
receberam esse Sacerdocio das mãos (John Taylor).
de Pedro, Tiago e Jcão. Esses tres E ’ o canal pelo qual o Todo Pode­
receberam as chaves e o poder d ’essas roso começou a revelar a Sua Gloria
do Senhor Jesus Cristo aqui na terra, no começo da criação, deste mundo, e
e depois, foram comissionados para pelo qual Ele continua a revelar-íe

— 68 —
aos filhos dos homens até o tempo Elder Richards. Assim tambem com
presente, e pelo qual Ele revelará os os Setentas e sumo Sacerdotes. O ti­
seus propósitos até o fim. tulo geral “Elder” é frequentem ente
O Sacerdocio de Melquisedec distin- empregado ao fazer um relatorio de
gue-se do Sacerdocio Aaronico pela seus trabalhos.
sua autoridade sobre as ordenanças Quem quer que seja que é ordena­
espirituais da igreja. Ele pode fazer do ao oficic de um Elder possue as
todos os deveres que cabe no Sacer­ chaves do Sacerdocio de Melquizedec.
docio menor e, suplem entam ente, pode Somente existe um poder, mas diver­
adm inistrar nas outras ordenanças. sas chamadas, chaves e graus de res-
Ele “possue o direito de presidir, e ponsibilidade; suponha que somente
tem O1 poder e a autoridade sobre to­ um Elder sobrevivesse na terra, podia
dos os oficios da igreja em todos os ele ir e arrum ar o Reino de Deus na
tempos do mundo, para administrar terra? Sim, por revelação.
nas coisas espirituais.” O Elder é um ministro permanente
A obra designada à igreja é tão va­ da igreja. O Elder está designado a
riada e extensa que, necessariamente, prestar serviço' espiritual. Sob a di­
deve haver um a divisão do trabalho reção legitima ele pode confirmar
entre os que possuem o Sacerdocio. aqueles que são batisados, “pela im ­
Consequentemente, há oficios no Sa­ posição das mãos para o batismo de
cerdocio. fogo e do Espirito Santo.” Pode cr- ,
No Sacerdocio de Melquisedec há denar outros Elders, Sacerdotes, Mes­
tres divisões principais com outras tres e Diaconos; ungir e abençoar os
chamadas especiais: doentes pela imposição das mãos; pre­
gar o evangelho em seu país ou fora,
O Elder (ancião) e adm inistrar as ordenanças d ’esse.
O Setenta Ele é autorizado a dirigir reuniões
O Sumo Sacerdote sob a própria direção; e pode fazer
tudo que cabe ao Sacerdocio Aaroni­
O Patriarca (Sum o Sacerdote)
co. Um quórum de Elders completo
O Apostolo (Sum o Sacerdote)
A Presidencia do Santo Sacer­ enclue noventa e seis membros, tres
docio (Sum o Sacerdote) dos quais fcrmam a presidencia do
quórum.
Qualquer homem que possue o sa­ E ’ o dever deste corpo de homens
cerdocio de Melquisedec tem o poder, (Os Elders) serem ministros perm a­
quando chamadc pela autoridade legi­ nentes; e quando chamados pelos ofi­
tima, de ajudar nas m uitas atividades ciais da igreja, estarem prontos para
que necessariamente surgem na igreja. trabalharem no ministério em seu
país, e oficiarem em qualquer cham a­
OS ELDERS (ANCIÕES) da requerida deles, quer seja trabalho
nos templos, ou trabalho no país. ou
O termo “Elder” como é usado na quer seja nas missões junto com os
igreja é ao mesmo tempo específico e setentas, para pregarem o evangelho
geral. No seu uso específico é em­ ao mundo.
pregado como o primeiro oficie no A diferença entre os Elders e os Se­
Sacerdocio de Melquizedec. Mas no tentas é que os setentas viajam conti­
seu uso geral é empregado para refe­ nuam ente e os Elders presidem sobre
rir a qualquer grau desse Sacerdocio. as igrejas de tempo em tempo: um
Assim, frequentem ente ouvimos falar tem a respcnsibilidade de presidir de
de um apostolo como Elder Smith ou tempc ém tempo, e o outro não tem

— 69 —
responsibilidade de presidir, disse o conseguinte, devem estar prontos sem­
Senhor. pre para responder à chamada do Sa-
cerdocio Presidindo.
OS SETENTAS
OS SUMO SACERDOTES
Os setentas são chamados a pregar
o evangelho tambem, e para serem Os Sumo Sacerdotes segundo a or­
testem unhas especiais aos gentios e dem do Sacerdocio de Melquizedec
para todo o mundo — assim sendo têm o direito de oficiar sob a direção
diferente dos outros oficiais da igreja da presidencia em adm inistrar nas
nos seus deveres e chamadas. Eles coisas espirituais, e tambem ncs ofí­
formam um quórum, igual em 'autori­ cios de um Elder, Sacerdote (da ordem
dade àquele dos doze testemunhos es­ Levitica), Mestre, Diacono, e membro.
peciais ou Apostolos. Do corpo dos Sumo Sacerdotes são
A ordem dos setentas é uma cha­ escolhidos aqueles que tomam posições
mada especial dos Elders para pregar de presidir na igreja. Sumo. Sacerdo­
o Evangelho em todo o mundo, scb a tes são, em via de regra, homens de
direção dos doze Apostolos. Um quó­ experiencias variadas, que já cum pri­
rum form a-se de setenta membros, ram missões, que já pregaram o evan­
dos quais sete são escolhidos como gelho às nações do mundo, e que ti­
presidentes. veram experiencias que os fazem dig­
Os setentas possuem a mesma au­ nos de tomar posições de presidir.
toridade: Possuem as chaves de esta­ E’ o dever do Sumo Sacerdote pos­
belecer, edificar, dirigir e ordenar o suir mais qualificações para ensinar
Reino de Deus na terra. os princípios e dotrinas, do que os
A respeito do tipo dos homens re­ Elders; pois o oficio do Elder é um
comendados ao oficio dos setentas: apêndice ao Alto Sacerdocio.
Primeiro: Somente devem ser cha­ Sumo Sacerdotes tem a responsibi­
mados a este oficio os homens que lidade particular de presidir, quando
mostrem evidencias de habilidade assim chamados. Todos os Bispados,
para expor as escrituras e apresenta­ os Conselheiros, as Presidencias das
rem, numa m aneira convincente, o estacas e a prim eira presidencia são
poder salvador do evangelho de Jesus formados de Sumo Sacerdotes. Há
Cristo. um quórum dos Sumo Sacerdotes para
Segundo: Podem ser chamados ho­ cada • estaca de Sion, incluindo todos
mens que já cum priram missões e os Sumo Sacerdotes da estaca. E ’ es­
dem onstraram que são dignos e que perado daqueles que gão ordenados
podem cum prir outras missões. neste oficio do Sacerdocio que provem
Terceiro: Frequentem ente . acham- sua fé e devoção à igreja de tal m a­
se jovens que podem servir muito bem neira que possam ganhar a confiança
no serviço missionário. Quando este é e permaneçam firmes e verdadeiros sob
o. caso, sua idade não deve ser um obs­ todas as circunstancias.
táculo à sua ordenação. Os Quórums dos Sumo Saeerdotes
Quarto: A todos recomendados ao devem realizar $uas reuniões regula-
oficio dos setentas, o termo “Minute- res. Eles devem reunir-se frequente­
M an” (Homem do minuto) deve ter mente. Devem estabelecer suas esco­
profunda significação., pois sobre os las de instrução; pois é o dever dos
setentas descansa a responsibilidade Sumo Sacerdotes ensinar os princípios
direta de pregar o evangelho, no país do governo, da união, da progressão e
e fora dele. Todos os setentas, por do desenvolvimento nc Reino de Deus.

— 70 —
Porto Alegre ço para a casa da missão em São Pau­
lo. Parabéns, Irmão Camargo. Que
Parabéns aos membros de Porto Deus lhe abençoe durante sua missão.
Alegre e especialmente ao Elder Bowles Campinas talvez será a pioneira em
e os demais Elders que procuraram, adquirir seu predio proprio para a igre­
trabalharam e pelejaram para obter a ja. P ara tanto, varias reuniões e fes-
nova sala. Finalmente, depois de qua­ tinhas já foram realizadas, com o fito
se dois anos, conseguiram uma boa sala de form ar a caixa que financiará as
para realizar as varias reuniões ne- obras. Que as bênçãos de Deus esteja
cessarias pelo progresso do individuo sobre este empreendimento para que
e do ramo. Que continue o bom tr a ­ ele se corôe de exito.
balho em Porto Alegre.
Belo Horizonte
No dia 26 de Fevereiro, ao subir no
Sorocaba
trem , O Elder Donald Gold deu as cha­
No dia 7 de Fevereiro dois missioná­ ves do escritorio ao novo secretario da
rios corajosos partiram de São Paulo missão Elder B. Orson Tew. Elder Gold
em viagem a “ partes desconhecidas” . e um dos novos missionários, Elder Rex
Quer dizer que Elders Bynon Thomas J. Faust, partiram de São Paulo para
e Robert F . Gibson foram a Sorocaba reabrir o distrito de Belo Horizonte,
para abrir um novo distrito lá. Elder Minas Gerais. (Que Sorte) Tenham
Thomâs já teve experiencias em abrir um bom trabalho Elders Gold e Faust!
um novo campo missionário. Foi o Que Deus esteja Sempre convosco!
primeiro missionário mormon que tr a ­
balhou em Santos, há 8 meses, e agora São Paulo
como um verdadeiro pioneiro do trab a­ Chegaram dos Estados Unidos no dia
lho do Senhor está trabalhando em So­ 27 de Fevereiro mais dois missioná­
rocaba. Boa Sorte, Elder Thomas e rios. Elder Ross G. Viehweg e Elder
Elder Gibson. Que Deus esteja consi­ Lowell T. Polatis. Os dois do estado
go sempre. de Idaho. Viajaram para cá em um
dos novos navios Moore-McCormack, o
Campinas " U .S .S . U raguay.” Sejam Bem vin­
dos Elders Viehweg e Polatis.
Irmão José Camargo foi chamado a
ser missionário para servir na missão Irm ã Magdalena Pilo, partiu dia 3
Brasileira durante um ano. Ele é o quar­ de março para os Estados Unidos. Ela
to Brasileiro a ser chamado e o pri­ irá m orar com sua filha na cidade de
meiro a sustentar-se por si mesmo. Chicago. Tão moça ainda, com 80 anos
Depois da festa e reunião de despedida de idade, ele vai d’aqui a Chicago, Illi­
“Joe” partiu no primeiro dia de Mar­ nois, de avião. Boa viagem, Irmã Pilo.

— 71 —
Irmão Cláudio M artins dos Santos e a Taylor, e Alberta — foram enviados aos
sua família mudaram de São Paulo a Santos na Alemanha, como parte do
Campinas no dia 28 de Fevereiro. Já plano de bem estar. O trigo foi pôsto
sentimos a falta desta boa família aqui. em pacotes de seis libras, quinze paco­
São Paulo Perde — Campinas Ganha. tes por saco, para facilitar a distribui­
ção no seu destino.
Foi anunciado ao mesmo tempo que
Santa Barbara um vagão de leite condensado foi en­
caminhado a Europa da região de Los
Enchendo de profunda magoa tantos Angeles, Califórnia, fazendo um g ran ­
os amigos como toda a igreja no B ra­ de total de mais, de noventa vagões de
sil, deu-se o passamento no dia 25 de
alimentos doado pela igreja às vítimas
Fevereiro p .p . de nossa querida irmã
da guerra na Europa.
Aunt Sally. Irm ã Sally veio dos E . E .
U . U. em um barco a vela, e foi uma
das primeiras colonizadoras de Ameri­
cana C .P . Sua vida foi um exemplo Em Novembro passado O Presidente
de fé e trabalho e ao p artir de encon­ George Albert Smith mandou caixas de
tro as glorias do além, deixou no cora­
aipo ao Presidente H arry S. Truman
ção de todos os que a conheceram mui­ em Washington, D .C ., e ao Presidente
tas saudades. Que Deus a guarde em Miguel Aleman na cidade de Mexico.
sua gloria. Aipo é um dos melhores produtos de
U tah e é conhecido em todos os E sta­
Noticias da Cidade do Lago Salgado
dos Unidos. São realmente deliciosos,
Três vagões de trigo, produzido pelas e em novembro, o climax do inverno,
três estacas Canadenses — Lethbridge, são verdadeiras preciosidades.

DESIGNAÇÕES DOS NOVOS MISSIONÁRIOS

Elder W arren L. Anderson Rio de Janeiro


Elder Jam es H. Barwick São Paulo
Elder Leonard D. Benson São Paulo
Elder Richard P . Boyce Piracicaba
Elder Fred Dellenbach Campinas
Elder Rex J. Faust Belo Horizonte
Elder G rant H. Kunzler Ribeirão Preto
Elder Daniel B. Larson Curitiba
Elder Gerald L. Little Escritorio da Missão
Elder H erbert R. Ludwig Ipomeia
Elder Henry B. Stringham Joinville
Elder Stanford P. Sorenson Campinas
Elder Lowell T. Polatis Ribeirão Preto
Elder Ross G. Viehweg São Paulo
Irmão José Camargo Rio de Janeiro

A alma não tem segredo que a conduta não revele.

— 72 —
Você Sabia Que...?
Em 1945, o prim eiro dia do ano foi $ * ❖
designado em 1 de Janeiro para aque­ Alguns germes infecciosos, levados
les que usam o calendário Georgian, pelo ar, podem sobreviver dois dias
em 2 de Fevereiro para os Chineses, ou mais. Assim, não é impossível a
em 8 de Setembro para os Judeus, 6 adquirir uma doença infecciosa de al­
de Dezembro para 03 Muçulmanos e guém que espirrou hà dois dias.
em 20 de Março para os Persas. * * *
❖ * v
As antigas damas egípcias eram tão
Orrin P crter Rockwell, famoso pio­ interessadas em sua aparência pessoal
neiro, quando era menino, colheu mo­ quanto as de hoje. Elas usavam pre­
ras ao luar para vender no proximo parações para sombrear os olhos hoje
dia para que pudesse ajudar José em dia chamado kohol de galena ou
Smith na publicação do Livro de Mor- malachite. A intensidade do calor e
* * * da luz tornou os cosméticos uteis para
protejer e lubrificar a pele. P ara os
Shanghai, China, com mais de três labios usavam preparação ochre ver­
milhões de habitantes, e o porto na­ melho, e tinta henna para as unhas
tural e principal para o ricc. vale de (usado em partes do oriente hoje) e
Yangtze com a população de duzentos cabelo (ambos o oriente e ocidental
milhões de pessoas e uma area de três- hoje). Por rouge ou pó de arroz elas
quartos de um milhão de milhas qua­ tinham uma grande variedade de pre­
dradas é a cidade proeminente do to, atravéz de cinzentos, castanho, la­
continente asiatico. Shanghai que quer ranja, e verde até branco. Os cremes
dizer “acima do m ar” data de 1280 eram feitos de cera, azeite, ou gordu­
D .C ., mas a aldeia não tinha muros ras de animais em combinação com
até 03 ataques dos piratas Japoneses, algumas re jn a s aromaticas. Um bom
em 1554, quando se fizeram necessá­ numero de perfumes era tambem usa­
rios. do.

A N E D O T A S
“O CUMULO DA PREVIDENCIA”
“O cachorro de estimação da Sra.
Certa vez uma garotinha foi ao F ru -F ru foi atropelado. Ela vai chorar
zoologico com seu pai. Pararam em imensamente.
frente a gaiola do gorila, e então o “É melhor você não dizer a ela de
pai começou a explicar como os gori­ um modo bruto.”
las são fortes e selvagens, e como eles “Não, eu começarei dizendo que foi
frequentemente atacam e devoram a o marido dela.”
gente. :!= * $
A garo‘.inha tim idam ente mediu 0
animal da cabeça aos pés, então olhou Vendedora, a uma freguesa mal en­
para o pai pensativam ente e disse: carada, diante do espelho: “Mas tam ­
“Papai, se o gorila saisse da gaiola e bem a senhora não ajuda nada o cha­
te devorasse, que onibus eu devia to­ péu.”
mar para voltar para casa?” Seleções
Progresso de Nossos Semelhantes
Por Richard L. Evans
“ Improvement E ra”

Talvêz entre a nossa maioria, si não poder tornar-se igualmente jeitoso e ca­
todos, sentimos em nossos corações uma pacitado. Com raras excessões todos
afeição ao aperfeiçoamento. podem aprender a se conduzirem na vid .
Sempre estamos tentando galgar mais e serem elementos proveitosos entre os
rapidamente a escala da ascenção para que os cercam. Mas o melhor sucedi­
que nossas condições de vida redundem do de todos os dirigentes entre os ho­
sempre em bons resultados. Às vezes mens será aquele que descobrir m uit,»
sentimo-nos descontentes com nós mes­ cedo que não há resultado em se colo­
mos, mas talvez o nosso descontentamen­ car estacas quadrada? em buracos re­
to e impaciência com a fraqueza, fra ­ dondos. O homem tem diferentes don ;
casso e erros dos outros seja muito e habilidades, diferentes ambições e
maior. Quando combinamos com alguém objetivos, e livrar-nos-emos de m uito;
para fazer alguma coisa, sentimo-nos desapontamentos se aprendermos a dei­
bastante aborrecidos se o que resolve­ x ar de assistir a parte final de uni:',
mos não é feito a nosso contento. P er­ corrida de cavalos sabendo que não há
turbar-nos o que se nos parecem ser de­ animais velozes.
cisões erradas. Incomodamo-nos quando Temos que considerar o homem tal
notamos que alguém deixa passar uma como ele é, e ajuda-lo a ser util de acor­
oportunidade, ou falha em qualquer do com a sua habilidade. Nunca encon­
empreendimento ou não se sobresae em trarem os alguém que possa fazer unri
suas atividades. A maioria sempre se coisa exatamente como nós a faríamos.
encontra inclinada a bancar juiz de uma Nem mesmo Deus faria exatam ente co­
partida e fazer crítica daqueles que mo nós, mas Ele respeita os esforços
participam da mesma. Não nos é sinceros de cada um. E tornando-nos
possivel ficar . inativos ao notarmos impacientes, procurando perfeição nos
alguém tentando fazer algo, quando outros, talvês possamos freiar nossa im­
estamos convencidos de que poderíamos paciência com a lembrança dos versos
fazer em menos tempo e com mais p e ­ abaixo mencionados:
rícia, o que esse alguém está fazendo.
Em alguns casos é mesmo dificil dei­ Se em dedução própria descobrires
xar nossos filhos fazerem coisas, por­ Que aos dos outros os teus feitos são
que nossos dedos sentem-se desejosos [ superiore*.
de fazer por eles o que sabemos poder Para tí a Providência foi generosa
fazer melhor. Porém, cada homem e Como deverias ser aos inferiores.
criança deve ter uma oportunidade de O exemplo esparrama um raio genial
pensar, decidir e realizar. A vida deve De luz, da qual o homem se apropria
ser conhecida de todos. Assim, primeiro melhore hoje
Se somente aos jeitosos e capazes E auxilie seu amigo noutro dia.
fosse permitido executar um trabalho,
não haveria chance para mais ninguein Trad. poi\ Elder Remo Roselli
ANO I-NUM. 4 Q aiuota ABRIL
Livre é a alma no seu destino —
Grande e nobre, ou pequenino;
A lei suprema, certo, é esta,
E contra ela, Deus não contesta.

Apenas mostra o reto caminho;


Prudente dá bênção, luz, carinho
Guia com zêlo, benevolência,
Mas nunca força a conciência.

E ’ o homem — razão, liberdade.


Sem . isso, é iniqüidade,
Irracional, besta horrorosa
Do céu, inferno, vil asquerosa.
Ano l — N.° 4 Abril de 1948

“A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias do Eterno Evangelho)
Órgão Oficial da Missão Brasileira da Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias
Registrado sob N.° 66, conforme Decreto N.° 4857, de 9-11-1939.

A ssinatura Anual no B rasil . Cr? 20,00 D ireto r: . . . Cláudio Martins dos Santos
A ssinatura anual do E xterior Cr$ 40,00
R e d a to r:.................................... João Serra
Exemplar In d iv id u a l.............. Cr$ 2,00
Tôda correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviados a :
• “A G A I V O T A ”
Caixa Postal 862 São Paulo — Brasil
* — -----------------------------

Í N D I C E
Editorial .......................................................... * ............................. Joseph F. Sm ith 74
O Lado da Linha do Senhor .......................................... George Albert Sm ith Capa

ARTIGOS ESPEC IA IS
Linhagem Nobre ............................................................ .. .Johannes A. A lius 75
Prenuncio Promissor .............................................................Elder Remo Roselli 77
A Palavra De Sabedoria ...........................................Elder Merril E. Worsley 78
Personalidade ........................ .................................................................. João Serra 80
Lembrança do Monte Cumorah ...............................................................3.a Parte 81
AUXILIARES
Escola Dominical
Só p ara esta vez ........................................................................ R.L. Evans 84
Verso Sacram ental ........................................................................................... 84
Sociedade De Socorro
P razer versus Felicidade .......................... (Do The Improvement Era) 85
Prim ária
A Decisão de Rickey .......................................................... Sylvia Próbst 88
SACERDÓCIO
O Sacerdócio Aaronico ...........................................................Warren J. Wilson 86
VÁRIOS
Evidencias e Reconciliações
LXVI Como se Pode Obter um Testemunho da
Veracidade do Evangelho? .......................................................J. A. W. 90
Abril em Revista N a H istória Da Ig reja .............................................................. 92
Rumo dos Ramos ........................ ................................................................................ 96
Você Sabia Q u e ...? .................................................................................................. Capa
História do Cão que Falava .................................................................................... Capa
EDITORIAL

yá R e s s u r r e i ç ã o

No Novo Testamento, a ressurreição do homem não é somente


tomada por uma garantia, mas tambem forma uma parte do sis­
tem a doutrinai de Cristo.
São tantas as provas nas escrituras que testificam que Jesus
levantou dos mortos, e assim tornou-se um exemplo do que todos
temos que fazer, que nenhum crente poderia jam ais duvidar desse
fato. O anjo testificou às m ulheres no sepulcro — “Ele não está
aqui, porque ressuscitou, como Ele disse”' (Mat. 28:6). Ele mos­
trou-se a muitos em Jerusãlenfi, e em adição, manifestou-se aos
Nephitas neste continente onde profetas ensinaram % doutrina e
predisseram Sua ressurreição. Do Livro de Mormon temos m ui­
tos dos mais fortes testem unhos do fato de um a ressurreição com­
pleta, e esses fatos são confirmados com seguridade por revelações
modernas ao Profeta José Smith.
A través do testemunho do Novo Testamento, os ensinamentos
pessoais e exemplo de Jesus Cristo, Sua aparição entre Seüs dis­
cípulos antes de Sua assenção, e, neste continente, as declarações
escritas dos profetas no Livro de Mormon e as revelações de Deus
ao Profeta José Sm ith testificam, em voz unida, o fato. da com­
pleta ressurreição do corpo.
Guiado pelo Espirito do Senhor, pela fé em Deus, no testem u­
nho de Seus profetas e nas escrituras, Eu aceito a doutrina da
ressurreição com todo o meu coração e regosijo-me com a natureza
que isso confirma com o despertar de cada prim avera.
O Espirito de Deus a mim testifica e a mim se revelou para
m inha completa satisfação pessoal, que há vida depois da morte
o que o corpo que aqui deixemos, será reunido ao nosso espirito
p ara se tornar uma alm a perfeita, capaz de receber alegria com­
pleta na presença de Deus.

Presidente, Joseph F. Sm ith


Trad. por A. L. Vaz

v*3?
R J eJR
ín* rSf*
JR * vjy wjv wjw vjw wjw */Jw rir* rír>
vjw rir* rJW
wjw kíjw h
wJU wjw rir*
vjw rfir*
*/Jw rlf* *«
Linhagem Nobre
Por Johannes A. Alius

Eram quase cinco horas da tarde, e O Apostolo Richards, enquanto jo­


a pequena vila de Carthage, Illinois, vem, teve a oportunidade de dispen-
estava em reboliço. Homens, pinta­ der frequentem ente muitas horas com
dos de escuro, uns 200 deles, rodea- seu avô. E um pouco antes do velho
vaxp a prisão, do município gritando gentU-hcmem m orrer, ele uma vez re­
pelo sangue do Profeta José Smith, latou ao jovem a historia da prisão de
porém sem saber porque! Carthage. E, mais importante, deixou
Finalmente, tiros rasgaram o ar, e com ele um testemunho que José era
no sobrado da prisão, Hyrum Smith realm ente um profeta de Deus; que a
caiu lentam ente sobre o assoalho e cal­ Igreja de Jesus Cristo dos Santos Dos
mamente disse: . .“Sou um homem Últimos Dias era a Igreja de Deus no­
morto.” Uma outra pessoa apareceu vamente restaurada na terra.
na janela da cela e uma bala lhe pe­ E esse testemunho tem sido uma das
netrou o corpo. E assim, em 27 de luzes guiadoras da vida do Apostolo
Junho de 1844, a mob tinha comple­ Richards dos nossos dias.
tado seu trabalho: José Sm ith m orreu Elder Richards nasceu na peque­
alguns minutos após ter sido atingido, na povoação de Mendon, Utah, no dia
exclamando, “O’ Senhor, Meu Deus.” 18 de Junho de 1879. Seus pais não
Dois homens foram deixados vivos foram ricos, mas ele recebeu uma boa
na cela. Ambos eram. do conselho dos educação, e logo tornou-se um advoga­
Dcze Apóstolos. Um era John Taylor, do de prim eira classe.
que estava gravem ente ferido, o outro Mas, mais importante, para ele, do
era W illard Richards, que, pela graça que sua profissão, tem sido os traba­
de Deus, escapou sem um a rra n h ã o . lhos da igreja, nos quais ele tem sido
Assim que José entrara pelo cami­ muito' ativo. E assim, não foi surpre­
nho de Carthage, tres dias antes, para sa a ninguém quando, com somente 37
dar-se como resgate pelo seu povo, o anos, ele recebeu um a chamada para
mesmo povo que num futuro não mui­ ser um dos Doze Apostolos da Igreja.
to distante havia de ser jogado de ci­ No espaço de tempo entre o fim de
dade em cidade, ele dissera para o seus estudos e a sua chamada, ele ca­
Apostolo Richards ficar atrás. “Eu sou-se e com mais nove crianças cons­
vou,” disse Jcsé, “como uma ovelha tituiu sua família, das quais duas já
para o matadouro.” Ele não queria faleceram .
que nenhum outro sangue inocente Desde seu engajamento como um dos
fosse derramado. doze apostolos, Elder Richards tem es­
Mas Richards replicou: “Eu irei tado viajando a varias partes do m un­
com voce, José. Eu quero somente que do, cumprindo seu dever como está
a minha vida seja tomada e a sua pou­ delineado: Isto é: ser um testem unha
pada.” de que Deus vive; e esse seu Evange­
Dçssa linhagem, então, descende o lho está na terra.
Apostolo Richards — Apostolo Stephen Estas viagens, finalm ente o trouxe­
L. Richards — dos dias presentes, ram ao Brasil no ultimo mes. Depois
cuja fotografia a Gaivota tem o p ri­ de passar pelas missões da Argentina
vilégio de apresentar na sua capa des­ e do Uruguai juntam ente com sua es­
te mes. Ele é um neto de W illard posa, Sra. Irene M. Richards, chega­
Richards. ram em Santos no sexto dia do mes

— 75 —
de Março — o prim eiro apostolo a vi­ pessoas compareceram. Nos outros
sitar a Missão Brasileira desde a sua ramos — principalm ente em Joinville,
organização em 1935. — as conferencias tiveram grande su­
Embora não estando no melhor de cesso.
sua saude, apostolo Richards insistiu O Apostolo Richards e sua esposa
em ser escoltado pelo presidente da que já voltaram aos Estados Unidos,
missão Harold M. Rex a todos os Ra­ tendo ficado no B rasil 16 dias, gosta­
mos aonde foi possível ir. E em cada ram deste país; disseram que, pelo
um dos ram os por ele visitado, o mes­ pensamento deles, o Brasil tem una
mo foi honrado com a presença de um grande futuro.
grande num ero de pessoas, a despeito Ficaram especialmente im pressiona­
do mau tem po reinante além da con­ dos com a mocidade, dizendo que com
siderável atenção dada pela imprensa os moços e as moças de hoj.e, perm a­
a este advento. nece a possibilidade de um continuo
O teor de seus discursos na sua crescimento do Brasil.
tourné é tipico de um homem de amor, Se assistirem as Mutuos, as aulas
tal como ele o é, e, ao mesmo tempo de Ingles, e, especialmente as reuniõess
reflexivo das palavras dirigidas pelas da Igreja, disse Apostolo Richards, a
autoridades gerais da Igreja a todas mocidade pode crescer, espiritual e in­
as Nações: A necessidade do amor de telectualm ente, e se a mocidade cres­
Deus e do homem, da fé, da hum il­ cer nestas coisas, o país tam bem cres­
dade e do arrependimento. cerá.
"Deus,” disse ele a uma centena de Do Brasil, mesmo, o Apostolo R i­
pessoas que assistiram à conferencia chards não viu muito. “Nosso propo-
realizada em São Paulo num dia de sito em estar aqui,” disse ele, "não é
condições climatericas adversas, “será para passear — embora fosse bem in ­
o nosso melhor amigo, se nos tornar­ teressante — mas saber qual é a m e­
mos Seu amigo. E isto o fazemos por lhor maneira em que o trabalho da
aceitar Seus ensinamentos e por che- igreja pode avançar neste grande pais;
garmo-nos a Ele por oração.” ver que melhoramento pode ser feito
P alavras difíceis? Não! Mas pala­ em espalhar as palavras de Deus e fa ­
vras dadas por um humilde homem zer conhecido Seu Evangelho ao povo
inspirado na mais urgente necessida­ do Brasil.”
de do d ia . . . Palavras que tocaram o E como membro doi Conselho dos
coração de todos os seus ouvintes, os Doze Apostolos, e do Comitê Missioná­
quais voltaram para seus lares com rio da igreja, ele relatoriará no seu
um profundo sentimento de alegria por regresso ao lar, algo que indubitavel­
terem ouvido um homem de Deus. mente trará grande impeto ao tra b a­
Uma das mais memoráveis reuniões lho aqui
foi realizada em Campinas, aonde Quis deixar com todos os membros
quase 200 pessoas compareceram. Lá, e amigos da Missão Brasileira seus p a ­
Irm ão e Irm ã Richards testem unha­ rabéns, acrescentando que alem de ficar
ram o batismo de cinco pessoas nos impressionado com a mocidade, gostou
bancos do lindo rio Atibaia a poucos muito das lindas paisagens arquitetô­
quilom etros de cidade. nicas, especialmente as do Rio de J a ­
Ainda no estado de São Paulo, em neiro.
Ribeirão Preto, um a inspirada reunião Mas suas impressões sobre o Brasil
foi realizada. Quatro missionários não foram maior do que a dos brasi­
tem estado trabalhando lá por alguns leiros que tiveram oportunidade de co­
meses e sem a igreja ter um membro nhece-lo: Um verdadeiro homem de
siquer, m ais do que sessenta e cinco Deus.

— 76 —
PRENUNCIO PROMISSOR j •J&LiU

Nos momentos mais interessantes de Toda a hum anidade depende enor­


nossa vida, mesclam-se os aconteci­ m em ente dessas simpaticas figuras de
mentos mais extranhos e os desejos de barbas brancas e calvas luzidas que
grandes realizações. P ara se alcançar m ilitam nos laboratorios, nas universi­
a realização dos maiores ideais é ne­ dades, nos hospitais e em m uitas ocupa­
cessário despreendímento, força de ções. São essas figuras adoradas —
vontade e um a paciência inexgotavel. os idosos e experimentados — que tra ­
Todos os grandes cometimentos exi­ zem para m uitos sofredores e desen­
gem sacrificio 3 e antes que os nossos ganados o consolo e alivio das suas
esforços sejam coroados de exito, inú­ descobertas, das suas curas milagrosas
meros e quasi intransponíveis serão os e dos seus ensinamentos bem alicer­
obstáculos a serem vencidos. Nos es- çados .
critorios comerciais, nas nossas vidas Contudo não é somente com essas
conjugais, na quietude e silencio dos venerandas personagens que nos en­
lares, e afinal, em todos os setores das contramos em debito. A mocidade es­
atividades hum anas, se nos deparam tudiosa e entusiasmada da atualidade
precalços os m ais diversos, que inúm e­ tem em prestado o seu valioso concurso
ras vezes nos trazem desanimo e im ­ para a progagação de um grande ideal
paciência. Contam -se às centenas e e para a concretisaçãc’ de sonhos ou-
milhares 03 que não se atrevem a dar trora irrealizáveis. Um jovem brasi-
um passo para a frente temerosos de sileircf revolucionou o mundo com sua
que ele lhes traga fracasso. pasmosa descoberta pertinente à ener­
E ’i impossível termos sucesso na vida gia atômica. Seu nome figura atual­
se não procuramos nos esforçar. A fé mente entre os dos maiores fisicos exis­
tentes. Um jovem membro de nossa
sem obras é m orta, a estático signi­
Igreja nos Estados Unidos, ao esperar
fica estagnação e esta por sua vez tra -
duz-se para deterioração. Tudo nesta navio que o levaria à Europa para
cum prir u ’a missão foi cientificado de
vida tem que ter inicio e se formos
que o governo Americano lhe pagava
possuidores de fibra veremos nossas
cinco milhões de dólares por um a sua
vidas atingir o>s planos mais elevados.
im portantíssima invenção, importancia
Se titubearm os ante as vicissitudes já
essa que em moeda corrente nacional
podemos nos considerar irrem ediavel­
eqüivale à fantastica soma de cem m i­
mente perdidos. Quando os nossos
lhões de cruzeiros. Isso é mais doi que
passos para as grandes realizações fo­
um testemunho de que a nova gera­
rem tolhidos pelas reviravoltas da vida,
e nossa m archa for interrom pida, re^ ção faz com que a hum anidade p a r­
encetemo-la com redobrado animo pois tilhe do resultado dos seus esforços.
isso talvez não passe de um a peque­ Rico como está, seguiu êle sua viagem
nina prova da nossa fé e coragem . sem se im portar com a imensa fortu­
na que o aguardava e hoje se encon­
Quão vitoriosa seria a hum anidade, se
tra na Europa cumprindo sua gloriosa
os seus representantes, — nós os ho­
missão.
mens — pudéssemos rep etir diaria­
mente o exemplo de abnegação e es- Aliás, não é sobre os ombros da mo­
toicismo que p artiu de Job, o, grande cidade que pesa a enorme responsabi­
sofredor cuja vida é narrada na Bí­ lidade de proclam ar o Evangelho so-
blia. (Cont. na página 79)

— 77 —
A Palavra de Sabedoria
Todos nós somos filhos e filhas de são alguns dos conselhos de Deus, não
Deus, nosso Pai Celestial, como foram do homem mas de Deus. Ele prom e­
Adão e Eva. Deus nos ama e quer teu-nos e promete-nos agora as cousas
que todos possamos voltar à sua p re­ seguintes, da secção 89:
sença mais um a vez. E todos os Santos que se lembram
Por esta razão Ele tem nos dado de guardar e cumprir estes m anda­
mandamentos e conselhos, pelos quais mentos, andando em obediencia aos
poderemos ganhar nossa exaltação. mesmos, receberão saude nos seus co­
Deus falou a Adão, Noé, Moisés e a rações e tutano aos seus ossos; e acha­
todos os profetas antes de Moisés e rão Sabedoria e grandes tesouros de
após dele. As palavras de Deus são conhecimentos, mesmo tesouros desco­
eternas, e homens em todos os séculos nhecidos; e correrão e não ficarão fa ­
são beneficiados pelas mesmas. Nós tigados e andarão e não desmaiarão.
cremos, como membros da Igreja de E Eu o Senhor dou-lhes uma promessa,
Jesus Cristo, em tudo o que Deus tem que o anjo destruidor passará como
revelado, em tudo o que Ele revela aos filhos de Israel e não os matará.
agora e cremos que Ele ainda revela­ A m ém .”
rá m uitas grandes coisas pertencentes Agora sobre que falou Deus, quan­
ao Reino de Deus. Porque ciemos do disse: “O anjo destruidor passa­
rá . . . ” Nós bem sabemos que é só
como Deus disse em Amos: “Certa­
m ente o Senhor Jehovah não fará cou- preciso olhar ao redor e veremos como
sa alguma, sem revelar o seu segredo a sua espada goteja com sangue. Este
Anjo é o câncer, tuberculose, falha do
aos seus servos, os profetas.” E mais
coração, doença do figado, cegueira,
uma vez em Provérbios capitulo 29:18,
loucura, artrite, doença do sangue,
“Onde não há revelação, o povo fica
doença dos ossos e m uitas outras mais.
sem freio; mas aquele que guarda a
Lembremo-nos que somos filhos e
lei, esse é feliz.”
filhas de Deus. Quando Deus pôs
No dia 21 de Fevereiro de 1833, José Adão e Eva aqui na terra disse-lhes:
Sm ith recebeu uma revelação, conhe­ “Frutificai, multiplicai-vos, enchei a
cida como “A PALAVRA DE SABE­ terra e sujeitai-a; dominai sobre os
DORIA.” Foi dada como aviso, por peixes do mar, sobre as aves e sabre
causa das consequencias dos males e todos os animais que se arrastam so­
desígnios, os quais existem e existi- bre a terra.” Deus deu-lhes também
rãci nos corações dos homens conspi- hervas e frutos pelo bem do hom em .
rantes nos últimos dias. E sta “Pala­ Ainda o mundo permanece assim?
vra” diz que as bebidas fortes não são Quem é o m estre o bêbado ou a bebi­
para o estomago, mas sim para a la ­ da? O fum ante ou o> cigarro? A pes­
vagem do corpo. O tabaco não é para soa que bebe café ou o café?
o corpo nem para o estomago, mas é Estas são pequeninas cousas talvez,
um a herva para contusões e todos os m as impedem-nos de entrar no Reino
gados doentes. Diz que grãos são para de Deus. Porque? Porque Deus está
o uso do homem, como é a carne, mas nos experimentando. Se não podemos
a carne deve ser usada com prudên­ viver as leis da te rra pêla escolha não
cia e só nos tempos de fome. Estes poderemos viver as leis dos céus.

— 78 —
Lembrem-se, temos o nosso livre a r­ tai-vos cedo, não comei demais, não
bítrio para escolher o bem ou o mal. bebei bebidas estimulantes, nem comei
Se escolhermos o bem, somos livres, demais carne, etc.
mas se escolhermos o mal ficaremos A cousa mais im portante é conhecer­
*escravcs. Somos nós escravos do ta ­ mos o bem e o mal. Se escutarmos a
baco, do álcool ou do café ou somos esta voz pequenina e silenciosa do. Es­
nós cum pridores das leis Divinas por pirito Santo então saberemos.
vivermos os seus mandamentos: “Do­ Vamos tentar viver de acordo com
minai sobre toda a terra.” a vontade de Deus como. está sendo
Estes tres exemplos que eu dei, não revelada pelo Profeta George Albert
são toda a parte da “PALAVRA DA Smith. Isto eu peço a Deus o nosso
SABEDORIA.” “Cremos em tudo o Pai, humildemente, em nome de Jesus
que Deus revela agora.” Prudência Cristo. Amém.
em todas as cousas é sabedoria. Dei­ por Elder Merril E. Worsley

Prenuncio Promissor
bre a Terra? Não são jovens de 20, conferencia publica atrair mais de 170
21 e 22 anos que aos m ilhares estão pessoas para ouvi-lo? Não foi desse
se espalhando por todas as partes do mesmo ramo que já sairam 3 missio­
mundo p ara levar a todos os seus r e ­ nários Brasileiros para a nossa missão?
cantos a gloriosa mensagem do E van­ Não é tudo isso um prenuncio mais
gelho restabelecido? E alem desses do que promissor?
seus esforços titanicos, seja dito de Num culto Dominical foi apresenta­
passagem, não foram eles mesmos que do o projeto de construção da sua p ri­
se voluntariaram , para, nesse exército m eira capela. Ser-lhes-ia necessário
glorioso, levar com amor e carinho e que arranjassem 20 mil cruzeiros para
mensagem de paz ao mundo? os fundos iniciais da tão almejada igre­
Seria interessante contar sem maio­ ja. Sabem os queridos rmãos e am i­
res detalhes um fato que aconteceu no gos leitores que nessa mesma noite
Ramo de Campinas um dos baluartes entre as ofertas de uns e de outros foi
da Missão Brasileira. Não foram os imediatamente levantada a im portan-
jovens desse ram o que nas comemora­ cia de Cr$ 3.900,00? E que algo que
ções do Dia dos Pioneiros em 1945 le­ nos compungiu o coração foi o exem ­
varam para o Teatro M unicipal da ci­ plo de uma senhora da igreja que não
dade um a pequena multidão caulcula- podendo contribuir monetariamente,
da em 2 m il pessoas? E que nesse ofereceu 1 maravilhoso jogo de poltro­
grande palacio da arte, prenderam eles nas e sofá cujo valor sobe a mais de
a atenção de toda aquela enorme pla­ Cr$ 700,00?
téia com a representação de uma peça Sejamos sinceros irmãos e concorde­
em homenagem aos pioneiros e outros mos que isso tudo é um prenuncio pro­
números variados pelo espaço exato de missor e os alicerces de uma missão
quatro horas? fortíssima estão sendo construídos. E
Outras festas antecederam a essa esses alicerces não serão construídos
com grande brilho e diversas ainda se sobre a areia sujeitos a serem der­
seguiram com ruidoso sucesso. A fé rubados pelos vendavais e chuvas, mas
e as obras realizam milagres! Com a sim sobre uma rocha inexpugnável.
tão esperada vinda do apóstolo Richards
(Cont. na página 80)
não conseguiram os Campineiros èm
P E R SO N A L ID A D E
A grande diferença entre o homem tuem igualmente forças de atração,
e os animais irracionais, é a faculdade quando são sentimentos fortes. Q uem »
do pensamento, sendo esta portanto, o busca acha e quem senha com as
fator predom inante da personalidade. grandes coisas, encontra-as. Mas nâo
O homem é o que é o pensamento. basta sonhar, é preciso procurá-las ou
Pode-se com parar a mente a um ja r­ iniciá-las. Como realizar 05 desejos.
dim que é inteligentem ente cultivado Todos conhecem a história do espe­
ou entregue à desordem. O agricul­ lho mágico. A pessoa que nele se
tor sabe que se plantar bôa semente, mirava, ternava-se conforme a im a­
colherá o bom fruto, mas se semear gem refletida, e esta era sempre de
a má semente, o resultado será m áu. acôrdo com os seus desejos. Certo
O mesmo se pode dizer do pensam en­ dia, um homem, chegou-se ao espe­
to, que é a origem dos atos. Todo e lho e nele se mirou. Era um indiví­
qualquer áto tem como origem o pen­ duo vulgar, de posição humilde e re­
samento, produzindo o bom pensam en­ cebia minguado salário, um desses ho­
to, as belas ações e o máu pensamento mens que não têm confiança em si
e as ações más. Uma das maiores mesmes e sofrem de um complexo de
descobertas da psicologia m cderna é inferioridade. Tinha plena consciência
esta: O homem é o senhor dos seus do seu estado, não obstante via, de
pensamentos, o formador de seu ca- todos os lados, pessoas que vinham
rater e até mesmo o delineador de seu lhe suplicando auxílio e ele era um
destino. Os hábitos influenciam o ca- varão robusto. Era este exatam ente,
rater, a personalidade e até mesmo' as o homem que ele queria ser se não
circunstancias da vida. A mente pode tivesse medo de m anifestar o seu de­
ser comparada a um íman que magne- sejo. Qual o pensamento íntimo., tal
tize tem porariam ente o aço, o ferro e o homem. A jovem bela, ativa, que
outros metais, atraindo por exemplo, sonha com a elegância e a graça, não
uma agulha ou um alfinete, mas não poderá andar desairosamente Nem
um pedaço de papel. E p o rque?. . . poderá o hcmem que m edita na bra­
Porque o semelhante atrai o seme­ vura, agir como um covarde.
lhante, tanto no mundo fisico como no O segredo todo, será em sáber apli­
mental. O desejo e o temor •consti- car a atenção, que é o fator por exce­

lência. Ele realiza a obra; quero ser,
penso s e r. . . . sê-lo-ei. Quando a von­
Prenuncio Promissor tade está em luta ccm a imaginação,
sempre acaba vencendo a imaginação.
Tudo tem incio, e fortes seremos se
A vontade é governada e dirigida pela
conseguirmos levar de vencida os ini­ faculdade conciente, mas a im agina­
migos que se emboscam à nossa espe­ ção, pelo sub-conciente.
ra . Trabalhemos todos unidos, ho­
Este age com o m aterial que lhe é
mens e mulheres, crianças e velhos e fornecido pelo conciente, e nunca ques­
tenhamos sempre em nossos labios as tiona. O sub-conciente recebe o m a­
palavras dos hinos mais significativos terial (sugestões e pensamentos) que
que possuimos: Para levantar os nossos lhe é transmitido pelo conciente e com
ânimos “Mãos ao Trabalho” e para os ele elabora de modo sem elhante a um
momentos dificeis e tristes "Tudo Bem, construtor que segue a linha e a cons­
Tudo Bem .”
trução da planta. Todos sabem que a
Pelo Elder Remo Roselli (Cont. n a página 83)

— 80 —
Lembrança do Monte Cumorah
(3.a Parte)

Fac-smile de Alguns dos Caracteres das Plantas do


LIVRO DE MORMON
O que segue é um a cópia dos caracteres tirados das placas das quais foi
traduzido o Livro de Mormon; as mesmas foram submetidas ao Professor
Mitchel e mais tarde ao Professor Anthon de Nova York, por M artin H arris
em 1827.

&muiL7At*a,W7*&í$gz» .

n 3) VTTl% L Pcc 'mm»*


O segundo grupo veio a este Conti­
QUE É O LIVRO DE MORMON? nente, 600 anos A .C ., conduzidos por
um profeta chamado Lehi, que foi avi­
O Livro de Mormon é um documen­
to de Deus tratando ccm o povo da sado. pelo Senhor da em inente destrui­
ção de Jerusalem e levou sua familia
Antiga América, mais ou menos no
e um ou dois vizinhos eom .ele atra-
tempo da construção da Torre de Ba­
vez do deserto, viajando para o Sul
bel a 420 anos depois do nascimento
de Jerusalem , e finalm ente em barcan­
de Cristo.
do para a América.
Ele fala de 3 separadas especies de O terceiro grupo deixou Jerusalem
povos que vieram do hemisfério pelo ano 588 A .C ., no tempo que o
oriental, atravéz do oceano e se esta­ rei Zedekiah foi capturado pelo Rei
beleceram em várias partes da Amé­ da Babilônia e seus filhos foram as­
rica Central e do Sul. Um dos grupos sassinados em sua presença, menos um
que se transform ou em grande e po­ de nome Múlek, este escapou com a
pulosa nação esíendeu-se tanto para o ajuda de amigos e e^ta ccmpanhia,
leste, mesmo até os Estados do Leste guiada pela mão de Deus tambem cru­
dos EE. Unidos. zou as grandes aguas para o hemis­
Um grupo, dirigido; por um homem fério ocidental, aportando em algum
chamado Jared e seu irmão, veio do lugar da parte norte, perto do que é
país da Babilônia, os quais foram es­ hoje a América Central.
palhados naquele tempo pela confu­ O Livro de Mormon trata principal­
são das linguas na época da destruição mente da história da Colonia de Lehi,
da Torre de Babel. Com a guia do a qual é geralm ente referida como. a
Senhor fcram trazidos à parte nordes­ dos “Nephitas” pois que era dirigida
te do hemisfério ocidental e ocuparam por Nephi, filho de Lehi, após a morte
grande parte da América do Norte. deste ultimo.

— 81 —
Uma das partes mais interessantes Foi este ultimo sobrevivente e guar­
do Livro de Mormon é conhecida ccmo dião das placas que foi escolhido para
3 ° NEPHI. Nesta parte está a n ar­ aparecer ao Profeta josé, para ensinar
ração da visita de Cristo, após sua o jovem, em consideração à vocação
ressurreição, aos habitantes deste con­ que lhe fizera o Senhor, preparou-o
tinente Americano. Assim preenchen­ para a tradução do livro e depois en­
do o misterioso relatorio que Ele fez tregou as placas, Urim e Thummim,
como está registrado em João 10:16 aos seus cuidados até que a tradução
“Tenho tambem. outras ovelhas que não chegasse à parte selada. Depois, como
são deste aprisco; preciso conduzi-las guardião dos documentos o Anjo Mo­
tambem, elas ouvirão minha voz, e ha­ roni novamente tomou posse das pla­
verá um só rebanho e um só pastor.” cas e interpretes, afim de que fossem
A vinda do Salvador, grandes des- protegidos até que chegasse o tempo
truições cairam sobre a terra, e os que para a tradução da parte selada. Na
eram m áus fcram destruídos, porém, ultim a placa da coleção de placas en­
os justos sob seus ensinamentos tor­ tregues à Moroni por seu pai, Mormon
naram -se um povo maravilhoso, por (de quem o livro leva o nom e), Mo­
mais de 300 anos viveram sob sua lei, roni gravou um titulo explicativo, o
e transfom aram -se em um a opulenta, qual o Profeta José traduziu, e usou
civilizada e grande nação. Como sem­ como titulo da pagina de frente do
pre acontece, sua opulência foi sua Livro de Mormon. Como era usado
ruína, pois que gradualm ente afasta­ em hebraico, este titulo, assim como
vam -se dos ensinamentos que tão todo livro, lia-se da direita para a es­
grande os havia feito, tornaram -se, fi­ querda em vez da esquerda para di­
nalmente, máus e idólatras. Seus an­ reita, como os nossos, o que mantêm
tigos inimigos, os Lamanitas, um ramo sua origem israelita, e é outra evidên­
dos primeiros Nephitas, os quais, por cia da verdade da história do menino
sua desobediência tinham sido m aldi­ José. '
tos com uma pele côr de cobre, agora
tornando-se fortes, atacaram seus (Cont. no próximo núm ero).
prósperos vizinhos, enxotando-os de
suas casas e cidades até que uma guer­
ra contínua os fez deseparecer de ci­ Personalidade
vilização, porém, destruiu somente os
nephitas brancos, deixando apenas os causa produz o efeito e que não há
barbaros e incivilizados Lamanitas, efeito sem causa. O eonciente forne­
cujos descendentes são os atuais Índios ce a causa, o sub-conciente o. efeito.
americanos. Todos somos sujeitos a sugestão, sem
Os últimos sobreviventes dos Nephi­ exceção alguma, sendo a diferença em
tas foram Mormon e seu filho Moroni. questão de grau. Se todos me dizem
O primeiro sendo a guarda dos do­ que estou pálido e com aparência doen­
cumentos dos Nephitas, escondeu-os tia, começarei a ficar pálido, e doente,
no Monte Cumorah, menos o resumo mas se, ao contrário, dão-me parabéns
dos ànais, que deu aos cuidados do pela boa saúde que se traduz no meu
seu filho Moroni. Depois Moroni re­ rosto, a sugestão não deixará também
gistra a morte de seu pai e a extin­ de produzir efeito e começarei a sor­
ção do seu povo e fecha os documen­ rir saudavelmente. As gargalhadas
tos; possivelmente foi ele morto pelos dos outros fazem-nos rir, o chôro é
L am anitas após haver escondido os comunicativo, como o é tam bém o bo­
ultimas documentos no Monte Cumo­ cejo, o nojo, o enjoo e o enfado.. “O
rah. conciente age, o sub-conciente reage.

— .82 — * . .
O conciente fala, o sub-conciente res­ salinho, não barbeado, os sapatos ro ­
ponde, o conciente é a causa, o su-ccn- tos e os bclsos atualhados como sa­
ciente o efeito. M uitas pessoas dissi­ cos, essa pessoa não poderá esperar
pam a sua energia em temores e que a respeitemos, porque, evidente­
preocupações, entregando-se assim, a mente, não parece respeitar-se a si
emoções im produtivas e prejudiciais. mesma. Quem não sé enfeita por si se
Pessoas há que não podem sentir-se engeita. A boa aparência é essencial
felizes se não têm algo que as preocupe. a quem deseja ter uma personalidade
A vida em comunidade exige distra­ agradavel. O asseio pessoal reflete-se
ções, compensações. Que influência no trabalho, nos pensamentos e em
terão os alimentos sobre a personali­ todos os átos. A pessoa cuidadosa ba-
dade? Influem mais do que o vestuário nhar-se-á diariamente, pois que o suor,
ou a beleza, pois afetam o tem pera­ não obstante ser mais abundante no
mento, as emoções, a vitalidade intei­ calor, verifica-se em todas as estações
ra. Os melhores alimentos são. os me­ do ano. E ’ muito desagradavel estar
nos temperados. G rande quantidade perto de alguem que transpira muito
de frutas e vegetais, tanto crús como e não tem o hábito de banhar-se. Os
cozidos. O corpo é servo do pensa­ dentes devem ser escovados duas ou
mento. O corpo se tornará o que pen­ três vezes por dia, mormente de m a­
sarmos, porque tal o pensamento, tal nhã ao levantarmos. As unhas devem
o homem. ser limpas e tratadas. E’ um prazer
a convivência com pessoas em que
Como aumentar a popularidade tudo é harmonioso; corpo, rosto, cabe­
, p lo, mãos, unhas dentes, traje, voz, pos­
Somos julgados pelas nossas pala­ tura, maneiras. Há algumas pessoas
vras e pela m aneira como as proferi­ que tem dois procedimentos, aos quais
mos, muito mais do que pelos trajes podem chamá-los procedimentos casei­
ou beleza física. A fala revela o ca- ros e sociais, visto que quando, rece­
rater e a vida emocional, sendo esta bem visitas ou fazem visitas, não é a
uma razão pela qual deveríamos sem­ mesma que adotam no trato com a
pre ser sinceros. A verdade e a sin­ família. Há senhoritas que andam
ceridade exaltam a personalidade. A vagarosas e descuidadas na presença
conversação deveria ser sempre entabo- de senhoras, mas diligentes e ativas
lada na base de d ar e receber, nunca quando se encontram diante de ho­
se deveria, nem monopolisar a con­ mens. Elas têm também dois proce­
versação nem ficar calado quando é a dimentos: Um para com as pessoas de
nossa vez de falar. No falar ponha- seu sexo e outro para com as do sexo
se o coração no que se diz, pois que contrário — o que significa falta de
a simples palavra do coração é mil sinceridade.
vezes preferível às regras estudadas e Podemos cultivar os hábitos e disci­
afetadas. E ’ de bom tom não falar de pliná-los pelo dominio do. pensamento.
si mesmo, mais do que o estritam ente Assim se governa o procedimento e se
necessário. Quem só pode interessar- constroi a personalidade.
se por si mesmo, deveria ficar em casa, Que é realm ente, esse estranho enig­
pois que, na sociedade civilizada não ma a que chamamos personalidade?
têm lugar os egoístas e os incultos. E ’ o conjunto de ações e reações m a­
nifestadas pelo indivíduo., no processo
Como dar um a boa impressão de adaptação da sua herança mental
ao ambiente social que o cerca.
Se alguem nos aparece com uma
roupa m al cuidada, os cabelos em de­ João Serra

— 83 —
ESCOLA Do m in ic a l

É aqui, meus irmãos da Escola Do­ O VERSO SACRAMENTAL POR


minical, que se encontrará o Verso MAIO
Sacram ental e outras informações per­ “Ajuda-nos, ó Deus, trazer lembrado
O grande sacrifício redentor!
tencentes à Escola. Esta é sua coluna
Dádiva de Teu Filho m uito amada,
— aguardem -rja bem! Príncipe da vida, Nosso Senhor.”

<•(*
Só p a r a e s t a v e z ”
Por Richard L. Evans

Há um a frase bem conhecida e m ui­ te vai, às vezes, de uma indulgência,


to perigcsa, pela qual algumas pessoas ou excesso, ao outro, sempre dizendo
persuadem a jogar fora seus princípios. — “Só esta vez, Am anhã eu começa­
É a frase: “SÓ PARA ESTA VEZ” . rei a fhe pôr em dieta”. Amanhã,
“Só para esta vez” tem um engôdo amanhã, amanhã!!!” '
como uma sirena. É o pai da frase, “Só esta vez” torna-se especialmente
“Só mais um a vez”. — E’ a voz dum serioso quando uma pessoa persuade
amigo falso, quem nos dirige da se- uma outra que um princípio é uma
guança "a um a posição falsa e insegu­ questão de frequência, em lugar de
ra, prim eiram ente, “Só esta vez” e, uma coisa clara de o que é direita ou
depois, “Só mais um a vez” . errada. É verdade que uma pessoa
“Mais uma vez” diz a gente “não que faz o que não é direito é consi­
fará diferença”. “Mais uma vez, e eu derado com mais clemencia do que o
vou deixar”. E, assim, nós podemos ofensor de m uitas vezes. Mas, rou­
andar de um passo m au até o outro, bando “só esta vez” e mentindo “só
sempre pensando que é para a últim a esta vez” ou qualquer outro ato de
vez. im oralidade bem longe — mas “só mais
um a vez” é um passo mais fácil. E
Em algumas coisas sociais e pessoais,
muitos de nós vivemos assim: Nós assim, homens frequentem ente forjam
poderíamos saber, por exemplo, que suas próprias cadeias de elo a elo. Se
estamos vivendo a nessa vida mais de­ uma coi a não é direita, não a toque!
Não faça “Só esta vez” o que nunca
pressa, mas não gostamos de recusar
deveria ser feito!
ao convite dum amigo. E assim, va­
mos de uma obrigação à outra, cada Trad. por Clarice Licetti
vez dizendo “sim ” ao amigo, e “só
para esta vez” a nós mesmos, e “ama­ Jam ais dês férias completas ao es­
nhã será melhor”. pirito, afim de evitar seja preciso pôr
Mas o am anhã raram ente é melhor. de nove a memória em movimento” .
Na questão de comer e apetite, a gen­ Do livro, "Conservai a Mocidade”
— 84 —

»
SOCIEDADE DE SOCORRO
voltorio? Certamente esperava en­
contrar de pronto a tão desejada Fe­
licidade, porém qual não é a sua de­
cepção quando descobre apenas uma
classe inferior de prazer, muitas vezes
nauseabundo.
A felicidade é ouro puro; o prazer
PKAZER vrs. FELICIDADE é um latão dourado que se corrce em
(De “The Im provement E ra ” ) nossas mãos e se converte em planta
venenosa.
O presente é uma época de buscar
A felicidade é um diam ante ligitimo,
prazeres, e os homens perdem sua
quer bruto ou polido, brilha com bri­
compostura na louca carreira em bus­
lho proprio; o prazer é como uma pas­
ca das sensações que só prejudicam e
ta de imitação que brilha artificial­
desiludem.
mente.
O diabo está m ais ocupado que n un­
ca, no decorrer da historia humana, A felicidade é um alimento verdadei­
em fabricar prazeres, velhos e novos; ro, nutritivo e saboroso; fortifica o
e oferece ao publico, com m aneiras corpo e dá energia fisica, m ental e es­
mais atrativas, com um a falsa etique­ piritual. O prazer é um estimulante
ta onde se lê: “FELICIDADE” . enganador que como a bebida alccoli-
Na arte de destruir almas não tem ca, faz crer que a criatura está bem
rival. Ele tem tido séculos 'de expe- forte, quando na realidade está debil.
riencia e pratica, e por isso com sua A felicidade não deixa mau sabor,
destreza controla os mercados. Co­ nem reação deprimente. Não traz re ­
nhece bem o tino comercial e sabe bem morso nem arrependimento. O prazer
çomo cham ar a atenção e despertar os varia constantemente deixando na sua
desejos de seus freguezes. passagem o arrependim ento, contrição
Ele oferece a sua m ercadoria em pa­ e sofrimento, e levado ao extremo, traz
cotes coloridos e brilhantes, atados degradação e destruição.
com fios prateados. As multidões Um momento de prazer profano pode
correm a estas liquidações, procurando, deixar um aguilhão, como um espinho
salientar-se um dos outros na sua lou­ na carne, tornando-se uma fdnte cons­
cura de com prar maior quantidade. tante de angustia.
Sigamos a um desses compradores, Por ultimo, a felicidade provém das
no momento em que ele se afasta or­ profundezas de nossa alma e frequen­
gulhosamente com seu vistoso pacote, tem ente acompanhada de lagrimas.
e observemos quando o abre. O que Você nunca chegou a chorar de felici­
encontrará ele dentro do dourado en- dade- Eu j á . .

— 85 —
SACERDÓCIO
Há dois Sacerdocios mencionados “Mais tarde o Senhor escolheu a tri-
nas escrituras, a saber, o de Melqui­ bu de Levi para auxiliar Aarão nas
zedec e o Aaronico ou Levitico. Con­ funções Sacerdotais, sendo os deveres
tudo o Sacerdocio de Melquizedec in- especiais dos Levitas guardar os ins­
clue o Sacerdocio Aaronico ou Levi­ trum entos e atender os serviços do ta-
tico, e é o principal. O Profeta José bernaculo. Os Levitas eram para to­
Smith uma vez disse que todo o Sa­ m ar o lugar do primogênito de todas
cerdocio é de Melquizedec. Isso quer as tribus, o qual o Senhor requereu
dizer que o Sacerdocio de Melquizedec para seu serviço desde a ultim a hor­
abraça todos os oficios e autoridades rível praga no Egito, quando o prim o­
do Sacerdocio. Isto se encontra m ui- gênito de todas as casas Egipcias fo­
I to claro no livro das Doutrinas e Con­ ram mortos, enquanto o mais velho em
vênios, Sec. 107:5. todas as casas dos Israelitas foi santi­
“Todos os outros oficios e autorida­ ficado e salvo. A comissão assim
des da igreja são apêndices a este dada aos Levitas é chamada, as ve­
( i.e. Melquizedec) Sacerdocio.” zes, O Sacerdocio Levitico, não incluin­
Esse Sacerdocio autoritario é culcula- do os poderes sacerdotais m ais altos.
do para auxiliar os homens em todos O Sacerdocio. Aaronico, como foi res­
os esforços da vida, ambos os tem po­ taurado na terra nesta despensação,
rais e os espirituais. Por conseguinte, inclue a ordem Levitica.” (Jam es E.
há divisões ou oficios do Sacerdocio, T alm ag e).
cada um encarregado com um dever O poder e autoridade do Sacerdocio
definido, apropriado a uma necessida­ menor ou Aaronico, é possuir as cha­
de hum ana especial. Porem, essas di­ ves do ministério dos Anjos, e adm i­
visões não são separadas mas são p ar­ nistrar nas ordenanças tem porais — as
tes coerentes. Os deveres e autorida­ regras do evangelho — o batismo de
de de cada um a combina e torna-se arrependim ento pela remissão dos pe­
parte dos meios para promover os pro­ cados, de acordo com os convênios e
pósitos de Deus no grande Plano. mandamentos. (D. & C. 107:20-21).
“O Sacerdocio Aaronico chama-se Na parte espiritual: (1) Este Sacer­
segundo Aarão, que foi dado a Moi­ docio possue as chaves do ministério
sés como sua boca, para agir sob sua dos anjos; isso é, o direito de possuir
direção em cum prir os propositos de esse poder e conferi-lo sobre outros;
Deus a respeito de Israel. Por esta (2) ele dá tambem a autoridade para
razão é chamado, as vezes, O Sacerdo­ pregar o arrependim ento ao mundo, e
cio Menor; ainda que seja “m enor” batisar por imersão pela remissão dos
ele não é pequeno nem insignificante! pecados; (3) de fato, ele autoriza os
Enquanto Israel viajou no deserto, que possuem este poder a serem m i­
Aarão e seus filhos foram chamados nistros perm anentes para o povo e
pela profecia e foram designados para cuidarem das necessidades do povo,
cum prir os deveres do oficio' do Sacer­ tânto as tem porais como as espirituais.
docio. Na parte temporal: (1) Cabe ao

— 86 —
Sacerdocio o dever de receber e de­ dos oficios mais altos do Sacer­
sembolsar os dizimos do povo sob a docio, enquanto assim auxiliando.
direção da presidencia da igreja; (2) Eles não tem autoridade particular
construir templos, casas de adoração, para fazer as ordenanças nem carregar
casas de instrução, e equipá-las, em ­ as responsabilidades diretamente; isto
belezá-las e adorná-las; (3) comprar vem depois. Ao fazer os deveres, os
terrenos e auxiliar os santos a coloni­ quais são autorizados, o Diacono deve
zá-los, ou em outras palavras, “A ju­ observar muito e m ostrar boa vontade.
dar em construir os alicerces de Sion;” Um quórum de Diaconos inclue doze
(4) “arran jar terrenos tidos como he­ membros, dos quais tres formam a pre­
ranças dcs Santos;” (5) negociar pela sidencia. ( D .& C . 20:57; 84:30,111;
igreja; e (6) cuidar dos pobres, das 107:85).
viuvas e dos orfãos.
Os oficios do Sacerdocio Aaronico OS MESTRES
são os seguintes: O dever dos Mestres é para zelar a
O Diacono, que é para zelar a igreja igreja sempre, e para estar consigo e
e ser um m inistro perm a­ reforçá-la.
nente da mesma. E ver que não haja iniqüidade na
igreja, nem dureza um com o outro,
O Mestre, que é para zelar a igreja nem m entira, difamações, nem calunia.
sempre, e para estar con- . E ver que a igreja se reune frequen­
sigo e reforçá-la- temente, e ver tambem que todos os
O Sacerdote, que é para “pregar, ensi­ membros fazem seus deveres.
nar, expor, exortar, bati­ E o Mestre dirige as reuniões na au­
zar e adm inistrar o sacra­ sência do Elder ou Sacerdote.
mento, e visitar todos os E estará auxiliando sempre, em to­
membros.” dos os seus deveres da igreja, pelos
Em pratica geral da igreja, o oficio Diaconos, se requer a ocasião.
do diacono é o prim eiro a ser confe­ Mas nem os Mestres nem os Diaco­
rido sobre um homem ou moço quan­ nos têm autoridade para batisar, ad­
do ele aprende e compreende os de­ m inistrar o Sacramento, ou impôr as
veres deste oficio, e tem provado ser mãos;
fiel e digno; mais tarde é ordenado Devem, \ porem, prevenir, expôr,
ao oficio de Mestre, e então ao de Sa­ exortar, e ensinar, e convidar todos a
cerdote. Assim, a ordem da igreja vir ao Cristo. (D. & C. 20:53-59).
fornece êxperiencia progressiva e de­ Os Mestres são oficiais locais, que
senvolvimento para aqueles que pos­ visitam os Santos ou membrcs, exor­
suem o Sacerdocio. Alem disso, des­ tando-os a cum prir os seus deveres.
de que todos os homens que são dig­ O oficio do Mestre é um dos oficios
nos podem possuir o Sacerdocio, os mais im portantes no Sacerdocio, pois
benefícios do sistema são disponíveis a os Mestres são os vigilantes imedia­
todos, e a responsabilidade pelo bem tos da igreja. Em pratica, os Mestres
estar da igreja torna-se um interesse visitam as casas dos membros da igre­
comum. ja uma vez por mês, para consultar
sobre as condições e necessidades das
OS DIACONOS
familias e tambem para ensinar-lhes a
Os Diaconos são, prim eiram ente a ju ­ vontade de Deus.
dantes dos Mestres, Sacerdotes e os Os Mestres e os Diaconos podem ser
homens que possuem o Sacerdocio de chamados: (1) para distribuir o Sa­
M elquizedec. E ’ sua oportunidade cramento aos membros depois de ser
aprender os deveres e autoridade (Conti. na página 93)

— 87 —
PRIMÁRIA
A Decisão de Rickey
Por Sylvia Probst.

Logo no p rim eiro dia que Ricky coisa, Ricky desejava ser como ele.
D ean foi à Escola “L yn d en ”, ele se n ­ Porisso, ele guardou seu p u n h o n o
tiu que D an Y ates ia tra z e r in co n ­ bolso, e às ofensas de D an Y ates, ele
veniências p a ra ele. D an estav a lá sim plesm ente re sp o n d eu :
fóra, no p átio do Colégio, fazendo bo­ “Se você n ão gosta d a m in h a a p a ­
las de neve, n e sta m a n h ã de seg u n ­ rên cia, e n tã o m e deixe sozinho” ; e ele
d a-fe ira, e q u ando ele viu Ricky c h e ­ se apressou em vo ltar p a ra d e n tro do
gar, deu um grito, “E ntão , vejam colégio.
quem está chegando, m eninos, o n o ­ “E spere um pouco”, alguem c h a m a ­
vo aluno que m udou-se p a ra a casa va, e ele olhou p a ra tra z e viu um
do velho W ilson. “Que ta l um a m a ­ m enino de pulôver verm elho, ch e g a n -
çã de in v ern o ?” E ele jogou um a do-se p a ra ele. “Ouvi o que D an d is­
bola de néve congelada em Ricky, se a você, m as n ã o p reste a te n ç ã o a
quando este n ã o presto u a te n ç ã o . . . ele. Ele é o cap an g a do sexto ano,
“Diga, o que é que tem no seu ro s­ e isto porque seu pai é o hom em m ais
to ? ”, disse ele com sarcasm o, quando rico d a cidade, e ele ac h a que pode
Ricky vin h a se aproxim ando, “p a re ­ b a te r em todo m undo — “Q ual é o
ce que am a ç a ram bolachas n a su a c a ­ seu nom e?”
r a . . . bolachas, esta é b o a ”, e ele riu Ricky sorria, ele ia go star daque­
alto. le m enino. “Bom, m eu verdadeiro
Ricky sen tiu a raiv a subir d en tro nom e é R ichard M aurice D ean, m as
de si e com o p u n h o no bolso, ele d e­ todos m e ch am am de R icky”. “Meu
sejava jog ar-se em cim a do outro, e nom e é T hom as B ronson”, e o ou tro
d a r-lh e um bom soco no n a r iz . . . m as sorriu, “m as todos m e ch am a m de
ele se conteve. Talvez seja porque Tom m y”. E stou no sexto ano, você
ele se lem brou de que isso e stav a e r ­ ta m b é m ? ” Ricky confirm ou.
rado, ou talvez seja tam b ém porque “Estou m orando p e rtin h o de você,
se lem brou daquele q uadro acim a de n aq u ela casa b ran ca, grande. V enha
sua c a m a. E ra um q uadro que seu me v isita r e sta noite, e podem os d a r
avô tin h a dado a ele, o q u ad ro de um passeio n a s colinas de Mill Creek.”
A brahão L incoln. Ele lia tudo sobre Tom m y foi p a ra d e n tro do prédio
L incoln — todo livro que ach a v a a com ele, e Ricky estava co n ten te de
seu respeito — sobre sua h o nestidade, te r ach ad o um am igo. D an Y ates, p o ­
su a bondade, su a coragem e b ra v u ­ rém , p arecia d eterm in ad o a ser seu
ra . E m ais do que qualquer o u tra inim igo. Na h o ra do almoço ele es-

— 88 —
tava esperando n a esquina do colé­ sa n te s acontecim entos do d ia. O
gio: vencedor d a corrida sem pre gan h av a
“B olachas”, ele gritou, “C abeça V er­ um a bela fita verm elha e b ra n ca n a
m elha, B o lach as!” qual estavam im prim idos seu nom e e
“Porque você n ã o sóbe e d á um so­ o titu lo de cam peão de patin ação . A
co nele?” sugeria Tom m y. m aio ria dos alunos concorria p a ra o
“É, porque é que ele n ão v e m ? ... prem io e a n d a v a p ratican d o m uito
porque sou m aio r do que ele, e ele tem po a n te s do dia.
está com m edo de m im . . . “B ola­ Ricky estav a m uito entusiasm ado.
ch a s” . . . D an c a ç o a v a . Ele gostava m uito de p a tin a r e em
Antes de Ricky m esm o percebe-lo, casa em Willow Creek ele e ra o que
seu punho e n c o n tra v a -se em baixo do m elhor p a tin a v a de sua classe. P o r­
nariz de D an. Num segundo os dois ta n to , ele, Tom m y e m ais alguns m e­
m eninos estavam rolando pela neve. ninos. p ra tica v am sem pre que lhes
A lu ta não d u ro u m uito porque a l­ era possível no pequeno Lago de Mill
guém g ritav a que o d ireto r v in h a v in- C reek H ill.
io, m as os dois rap azes fo ram em bora Alguns dias a n te s da corrida a p ro ­
com sangue no n ariz, c a ra verm elh a fessora en tro u n a classe com um a v i­
e suas ro u p as cobertas de neve. so m uito especial. Ela dizia: já que
Ricky se n tia m u ita vergonha. Ele n ã o rep resentam os coisa algum a no
desejava n ão te r batid o no D ean, m as N atal, penso que seria m uito in te re s­
n ão a g u e n ta v a ser cham ad o “b ola­ sa n te rep resen tarm o s um a peça no
c h as” e “g ato m edroso” . S ua m ãi próxim o mês. Em fevereiro serão os
não disse m uito quando ele te n to u aniv ersários de dois dos nossos m aio­
explicar p a ra ela. Ela n u n c a p u n ia . res h om ens do país W ashington e L in­
“Ele n ã o se c a n sa rá de ch am á-lo por coln. Possuo um a pequena peça sobre
estes no m es”, disse ela sim plesm ente; A brah am Lincoln. Vou lê-la p a ra vo­
“n ão te n h a m edo de coisa algum a, cês e e n tão poderem os decidir.
m as não seja c a p a n g a ” . Ricky p resto u m u ita atenção; D u­
Antes de v o ltar ao colégio, ele su ­ ra n te a le itu ra d a professora ele es­
biu ao seu q u a rto e olhou o q uadro ta v a se im aginando no papel de A bra­
de Lincoln acim a da cam a. “S into h a m Lincoln, o m enino do cam po —
m uito”, disse ele em voz a lta . “Foi o vendedor n a lo ja — o advogado —
um m au começo p a ra m eu prim eiro o len h a d o r — e o presidente lib e rta ­
dia; te n ta re i n ão faze-lo de novo”. E dor dos escravos. Ele desejava m ais
ele tin h a a im pressão que o rosto no do que qualquer o u tra coisa re p re ­
quadro lhe so rria. s e n ta r o papel de L incoln.
D u ran te os d ias que seguiram , R i­ Q uando a professora term inou, p e r­
cky evitava D an, n ia s o m enino m aior g u n to u qual seria o m enino que a
continuava c h a m a -lo “b o lach as” e classe a ch av a m ais ap to p a ra re p re ­
ten ta v a de tô d as as m a n e ira s possí­ s e n ta r um bom Lincoln. V ários n o ­
veis to rn a r as coisas d esagradaveis m es foram m encionados. Alguem di­
p a ra ele. zia Ricky D ean e um alto riso foi ou­
Mas todos os alunos estav am am i- vido nos fundos d a sala. E ra Dan
gaveis e Ricky n ã o le v á ra m u ito te m ­ Y ates. "B olachas”, resm ungava ele, é
po p a ra sab er a respeito do m aior pequeno dem ais. Ele n ã o servirá. O
acontecim ento do an o que ia re a liz a r- rosto de Ricky a rd ia e a professora
se brevem ente. m an d o u que D an ficasse depois da
Todos os anos a 5.a e a 6.a série d a aula. “Não escolherem os ninguém
Escola L ynden faziam u m a fe sta de in ­ h o je disse ela. Que vocês acham si es­
verno no Lago M adsen. A corrid a de p erarm os a té a sem an a vindoura, po-
p atin a ç ã o e ra um dos m ais in te re s­ (Cont. na página 94)
— 89 —
Evidências e Reconciliações
Por Elder João A. Widtsoe
LXVI: Como se Pode Obter um Tes­ quentem ente ele requer uma luta com
temunho da Veracidade do opiniões anteriores, tradições, apetites,
Evangelho? e uma longa provação do evangelho
por todos os fatos e padrões disponí­
Membros da igreja, frequentem ente veis. “A fé é um dom de Deus,” mas
“prestam testem unhos,” uns aos ou­ a fé tem que ser usada para ser util
tros. Eles declaram saberem que o ao homem. O Senhor deixa cair a
evangelhc restaurado é o verdadeiro; e chuva sobre os justos e cs injustos,
falam da alegria que se encontra na mas somente aquele que tem seu cam­
possessão do mesmo. po bem arado recebe o beneficio da
Tais testemunhos são' declarações de hum idade do ceu.
certeza e crença. Esses implicam que Exatam ente, o que deve uma pessoa
os poderes e experiencias unidos; do fazer na sua busca para um testem u­
homem ou da m ulher confirmam a ve­ nho?
racidade do evangelho. A duvida de­ 1.°) Tem que haver úm desejo pela
saparece. A fé torna-se o poder go­ verdade. Esse é o começo de todo o
vernante . progresso humano. O desejo para sa­
Um testem unho consiste de fé em ber a veracidade do evangelho deve
Deus como o Pai dos espirites dos ho­ ser insistente, constante, esmagador,
mens; então num plano divino de Sal­ ardente! Deve ser um a força im pe-
vação para todos os homens; com J e ­ lente. Uma atitude como: “deixe fi­
sus, O Cristo, à cabeça; e enfim na car como está, para ver como fica”
restauração do evangelho ou o plano e não serve. Do contrario, o procurador
autoridade do Sacerdocio através à não pagârá o preço requerido pelo tes­
instrum entalidade do Profeta José temunho.
Sm ith.
Um testemunho vem para aqueles
O instruido e o analfabeto, o jovem que desejam-no. Saul, como inimigo
e o veterano-, o elevado e o humilde de Cristo, era sincero nas suas perse­
podem prestar tal testem unho do mes­ guições. Quando seu desejo pela ver­
mo modo. Cada um aprende a v er­ dade desenvolveu, então o Senhor pou-
dade através de seus proprios poderes. de trazer-lhe à convicção* do seu e r ro .
Pode vir a cada pessoa a convicção
O Desejo deve preceder tudo para
de que a verdade é a substancia do
ganhar um testemunho.
evangelho e as suas pretensões. O ho­
mem, rico em instrução* e experiencia, 2.°) O procurador de um testem u­
talvez possa a rran jar mais evidencias nho tem que reconhecer seus proprios
pela sua crença do que um jovem ado­ lim ites. Há verdades fora do univer­
lescente; porem, desde que os dois te­ so m aterial. Verdadeiramente, um tes­
nham provado o evangelho com os temunho, pode-se dizer, começa com a
meios à seu comando, e acharem -no aceitação de Deus, que transcende
sem uma falta, eles podem exigir res­ tanto como abrange as cousas m ate­
peito por seus testemunhos individuais. riais. O procurador de um testem u­
A convicção da veracidade do evan­ nho sente a necessidade de um aux-
gelho, um testemunho, tem que ser lio alem dos seus proprios poderes,
procurado se quizer ser achado. Ele Como o astrônomo usa o telescopio
não vem como orvalho do ceu. F re­ para aum entar sua visão natural. O
! '
— 90 —
procurador de um testemunho suplica ser provado em pratica. O evangelho
ao Senhor por auxilio. Tal oração tem que ser usado na vida. Essa é a
deve ser tão insistente e constante ultim a prova para ganhar um teste­
como o desejo. Eles devem continuar munho.
juntos como a palma e as costas da A aceitação teórica da lei do dizimo
mão. Então o auxilio virá. Muitos não tem significação na vida. Somen­
homens tem se extraviado do caminho te quando se obedece a lei se pode
porque seus desejo não tem sido acom­ julgá-la. A Palavra de Sabedoria pode
panhado com a oração. ser discutida a favor ou contra mas a
A oração tem que acom panhar o de­ obediencia dela revelará o seu valor
sejo na busca de um testemunho.. verdadeiro. A unica maneira de pro­
3.°) Tem que se esforçar para var o valor de assistência às reuniões
aprender o evangelho, entende-lo, e é assisti-las. Uma pessoa tem que
compreender a conexão .dos seus “viver o evangelho” para aprender a
princípios. O evangelho deve ser es­ sua veracidade.
tudado, do contrario não se pode, in­ Certamente, a experiencia dos ou- ,
teligentemente, pôr à prova a sua ve­ tros que obedeceram constantemente os
racidade. Esse estudo tem que ser requerimentos do evangelho tem valor
profundo e contínuo, pois o conteúdo ao procurador de um testemunho. Os
do evangelho é ilimitado. filhos agem inteligentemente quando
E ’ um paradoxo que os homens de­ aproveitam as experiencias dos pais.
votam alegremente m uitas horas todos Os principiantes agem bem em confiar
os dias por m uitos anos p ara aprender naqueles que tem m uita experiencia
uma ciência ou uma arte, mas ainda em viver o evangelho. Mas, o tempo
esperam ganhar um conhecimento do
vem quando todas as pessoas terão de
evangelho, o qual inclue todas as ciên­
sentir por si mesmo, na sua vida diá­
cias e artes, por d ar olhadinhas per-
funtórias nos livros sagrados ou por ria, o valor do evangelho. Um teste­
escutar um sermão de vez em quando. m unho suficiente virá apenas àqueles
O evangelho deveria ser estudado mais que “rem am o seu proprio barco!”
intensamente do que qualquer curso Há aqueles que presumem julgar o
da escola ou universidade. Aqueles evangelho e os testemunhos dos mem­
que formam uma opinião sobre o evan­ bros da igreja por motivos puramente
gelho sem lhe ter dado estudo cuida­ teóricos. Eles não tem um desejo for­
doso e íntimo não são amantes da ver­ te p ara a verdade, não oraram nem
dade, e suas opiniões são sem impor- estudaram suficientemente o sistema
tancía. da igreja, pouco ou nada eles prati­
Tão im portante é o evangelho, o guia cam cs preceitos do evangelho. Tais
da conduta hum ana, que seria bom juizes talvez mereçam mais a pieda­
para todos os am antes da vardade de do que o ridículo. Os Seus méto­
m arcar diariam ente quinze ou trin ta dos ficam sem honra no salão da ver­
minutos para, o estudo do evangelho. dade.
tal estudo regular produzirá, dentro de Um testemunho da veracidade do
poucos anos, um conhecimento profun­ evangelho vem, então pelo: (1.°) de­
do dos princípios do evangelho. sejo, (2.°) oração, (3.°) estudo, e (4.°)
Para obter um testemunho, então, o prática.
estudo deve acom panhar o desejo e a Esta é realm ente a forma dada por
oração. Moroni, o Profeta Nephita:
4 .°) O evangelho deve ser en tre­
laçado no arcabouço da vida. Ele deve (Cont. na página 96)

— 91 —
ABRIL EM REVISTA
NA HISTORIA DA IGREJA
Durante o mês de Abril de 1828, "Uma proclamação a todos cs Reis
M artin H arris voltou da cidade de do mundo, e ao Presidente dos Esta­
Nova York, onde encontrara o Doutor, dos Unidos” foi publicada pelos doze
Professor Charles Anton, e começou a Apostolos, em 6 de A bril de 1845.
escrever para José Smith, o qual con­ Garden Grove, uma das povcações
tinuou a traduzir das placas até 14 de tem porarias na viagem para o oeste
Junho. foi estabelecida em 24 de A bril de
Oliver Cowdry foi apresentado a 1846.
José Smith pela prim eira vez no Do­ O Apotsolo Heber C. Kim ball m u-
mingo, dia 5 de Abril de 1829. Oli­ dou-se 7 kilometros de WinteT Quar-
ver começou como escriba do profeta ters, em 5 de Abril de 1947. Alí ele
na terça-feira seguinte. Mais tarde formou o núcleo, o qual a companhia
foi chamado pela revelação para ser dos pioneiros podiam se colocar.
o escriba do Profeta. O Presidente Brigham Young e os
A Seção vinte do livro das Doutri­ outros partiram de W inter Quarters,
nas e Convênios, sobre o Sacerdocio e em 14 de Abril. Juntaram -se com o
o governo da igreja, foi recebida em acam pam ento pioneiro perto do Rio
Abril de 1830. Elkhorn.
A igreja foi organizada com seis No dia 16 de Abril a companhia
pessoas no dia 6 de A bril de 1830. Pioneira foi organizada. Form ou-se
O primeiro discurso publico sobre o de 143 homens, tres mulheres, e dois
evangelho restaurado foi dado por Oli­ m eninos.
ver Cowdry, dcmingo, dia 11 de Abril Os povoadores do vale do Lago Sal­
de 1830. gado construíram um fortim perto do
Brigham Young foi batizado no dia Sitio atual da cidade de Provo du ran ­
14 de Abril de 1832, na cidade de Men- te o mes de Abril de 1849.
don, estado de Nova York, por Eleazer A Prim eira Epístola para a igreja
M iller. foi publicada pela prim eira presiden­
A Seção oitenta e tres do livro das cia, em 9 de Abril de 1849.
Doutrinas e Convênios, concernente A vigessima prim eira coníerencia
aos direitos das m ulheres e das crian­ anual geral da igreja começou no dia
ças foi recebida no dia 30 de Abril 6 de Abril de 1851, mas foi transferi­
de 1832. - da para o dia 7 por causa da chuva.
A visão do Salvador apareceu a Na coníerencia os Santos votaram pela
José Smith e Oliver Cowdry, no dia construção dum templo e acéitaram
3 de Abril de 1836, no Templo de K ir- um novo Bispo presidindo, Edwardo
tland. Esta visão foi seguida por vi­ H unter. A população de Utah naque­
sitas de Moisés, Elias, e Elijah, para le tempo era cerca de trinta m il.
conferir as chaves do Sacerdocio. O velho tabernáculo na praça do
(D&C 110). templo foi dedicado ao trabalho do
As Pedras do angulo do Templo de Senhor em 6 de Abril de 1852.
Nauvoo foram postas no dia 6 de Abril As pedras do angulo do Templo de
de 1841. Salt Lake foram postas no dia 6 de
Na Coníerencia de 6 de Abril de Abril de 1853. O edifício foi dedica­
1844, o Profeta declarou que toda a do quarenta anos mais tarde.
America do Norte e do Sul é Sion. O Governador Alfred Cumming e o

— 92 —
Coronel Thomas L . Kane partiram OS SACERDOTES
de Fort Scott, estado de Wyoming, em
viagem para a cidade do Lago Salgado Os deveres dos Sacerdotes são pre­
em 5 de A bril de 1858. Em 19 de gar, ensinar, expôr, exortar, e batisar,
Abril ç. Governador viu por si mesmo e adm inistrar o Sacramento.
que os registros do tribunal não fo­ E visitar as casas de todos os mem­
ram destruídos, como foi acusado. bros, e os exortar a orar em voz alta
O prim eiro Pony Express (Expresso e em segredo a atender os deveres da
de Pônei) do oeste chegou em Salt familía.
Lake City (Cidade do Lago Salgado)
E podem tambem ordenar outros Sa­
dia 7 de Abril de 1860. O primeiro
cerdotes, Mestres e Diaconos.
Pony Express do leste chegou em 9
de Abril. E dirigirá as reuniões quando não
houver um Elder Presente.
Uma conferencia especial realizada
na cidade do Lago Salgado em 10 de Mas quando houver um Elder pre­
Abril de 1865 votou pela construção sente, o Sacerdote, está somente para
de um a linha telegráfica pelas povoa- pregar, ensinar, expôr, exortar, e ba­
ções de Utah. tisar.
A galeria do tabernáculo de Salt Lake O oficio do. Sacerdote é o mais alto
foi acabada em A bril de 1870. no Sacerdocio Aaronico. Ele difere
O terreno para o Templo na cidade dos do Diacono e M estre particular­
de M anti foi dedicado pelo Presidente m ente por possuir a autoridade para
Brigham Young, dia 25 de A bril de batizar, e para adm inistrar o Sacra­
1877. As pedras do angulo foram mento, e tambem em ordenar outros
postas em 14 de A bril de 1879. Sacerdotes, Mestres e Diaconos.
A prim eira reunião publica na ‘Ca­ Quarenta e oito Sacerdotes formam
pela da Assembleia (Assembly Hall) um quórum. Diferente da organização
da praça do templo foi realizada no dos Mestres e dos Diaconos, o presi­
dia 4 de A bril de 1880. dente não é um dcs quarenta e oito,
mas é um Sacerdote que possue o ofi­
cio de bispo.
(C ontinuação do SACERDOCIO) Warren J. Wilson
abençoado pelos Sacerdotes, ou aque­
les de autoridade m aior no Sacerdocio;
(2) para serem porteiros, quando de­
P E N S A M E N T O S
signados; (3) p ara recolher as ofertas
de jejum ; (4) p ara ajudar na coleção
“Q uando com preenderá você, que é
de dinheiro; (5) para visitar os mem­
bros do quórum; (6) para lim par e m uito m ais im p o rta n te o que se leva
arrum ar o salão e o terreno da igre­ d e n tro d a cabeça do que se coloca em
ja; (7) para ser um mensageiro para cim a d e la?”
o bispo; (8) para falar nas reuniões
Sacramentais; e (9) p ara ser oficiais “Não podem os ev itar que os p á s­
ou professores nas organizações auxi­ saros de a m a rg u ra voem sobre a n o s­
liar es. sa cabeça, m as podem os ev itar que
Vinte e quatro M estres formam um eles façam n in h o em nossos cabelos”.
quórum, com tres desses como a p re­
sidencia do quórum, tambem ha um “A tristez a pode d u ra r um a noite;
secretario do quórum. m as a aleg ria vem pela m a n h ã ”.

— 93 —
de ser que n e sta ocasião possam os m esm a m a n eira com que você tra to u
decidir a respeito do m en in o que Ricky. Além disso não tem os tem po,
m áis m erecer o p apel. Não querem os perd er a corrida. Ve­
O m uito esperado dia da co rrid a no n h a Ricky. “Espere, gritou Ricky, n ão
gelo chegou enfim . E ra um sábado podem os deixá-lo aqui; e stá m uito
perfeito, claro e frio. O gelo no L a­ frio. Ele ficará gelado”.
go M adsen e stav a bem como devia. “Bem, e n tã o deixem os o tre n ó e ele
A classe tin h a em pregado o sr. Wil­ pod erá v o ltar o m elhor possivel.
son p a ra co n d u zi-la no ônibus da es­ Tom m y tiro u o relógio do bolso e dis­
cola e eles ia m p a r tir d a fa rm á c ia a se: tem os que a n d a r, fa lta m a p en as
1 h o ra em ponto. As doze e q u a re n ta 7 m in u to s p a ra um a h o ra. M ais sete
Ricky paro u em fre n te da casa de m inutos e o ônibus ia p a rtir p a ra o
Tommy. Seus p a tin s estav am p en ­ Lago e e ra m ais de um a m ilh a até a
durados sobre seus hom bros e ele es­ casa de D an. Ricky sabia que não po­
ta v a p u ch an d o seu tre n ó com um a d ia conduzir D an p a ra casa e a in d a
g ran d e caix a em cim a. É a ro u p a l a ­ ch eg ar em tem po p a ra to m a r o ô n i­
vada d a velh a sra. Claipon, ele ex p li­ bus n a farm acia. Bem, ele deix aria
cou p a ra Tom m y. mesm o o tre n ó . D an Y ates devia f i­
M inha m ãe estav a fazendo isto, e n ­ c a r co n te n te em ser aju d ad o d esta
q u a n to aquela sen h o ra esteve d o en ­ m an eira, depois de te r agido daquele
te e pediu p a ra que eu entregasse; modo.
pensei que pudessem os p a ssa r n a Co­ Vamos, Tom m y lem brou, e eles
lin a de Mill Creek, d an d o bem p a ra p a rtira m . Ricky andou alguns p a s­
chegarm os a tem po p a ra a co rrid a. sos e depois parou. Ele lem brou-se
Os m eninos e n tre g a ra m a roupa. E do q uadro acim a de sua cam a e im a ­
do alto d a colina Ricky deitou-se no ginou ve-lo olhando p a ra ele um
tre n ó e Tom m y após d a r um p eque­ pouco triste . Ele virou e viu D an Y a­
no im pulso pulou em cim a tam b em . tes te n ta r s e n ta r no trenó. L incoln
O tre n ó desceu a colina feito um a fle- n ão te ria deixado D an sozinho como
xa, o a r c o rtav a-lh es o rosto. Eles eles deixaram . U m a vez ele a té e s tra ­
estavam quasi chegando lá em baixo gou suas roupas p a ra a ju d a r um p o ­
quando pelo a r ouviu-se um grito . bre porco sa ir d a lam a. Ricky sabia
Os m eninos d irig iram -se p a ra um a que Lincoln te ria ficado. M as que seria
pequena poça gelada no sul d a colina. da corrida se ele ficasse p a ra a ju d a r
Alguem estav a sen tad o no gelo e f a ­ D an? Ele p erd eria sua chance p a ra
zendo sinais p a ra eles. Eles se a p re s­ g a n h a r a fita. Algum a coisa d e n tro
sa ra m p a ra ch eg ar no lu g a r e ao se de si p arecia dizer “ele é seu in im i­
aproxim arem p u d eram ver que e ra go, n ão seja bobo, vai a n d a n d o ”, m as
D an Y ates. O que aconteceu? — a m ­ o u tra voz dizia: “Si você fic a r você
bos p e rg u n ta ra m ao m esm o te m p o . m o stra rá ao seu inim igo que é capaz
O m enino m aio r baixou a cabeça de p erd o ar o m a l. Você fa rá o que
q u ando viu que eram os dois. “E s ta ­ L incoln te ria feito ”. E ra como se
va m e esq u en tan d o um pouco a n te s d e n tro dele houvesse um a lu ta , m as
da co rrid a e n ão sei como eu caí. P e n ­ de re p e n te ele en d ireitou os om bros
so que torci m eu tornozelo, em todo e disse reso lutam ente. “Vai a n d a n ­
caso e stá in ch an d o e n ã o posso a n ­ do Tommy, eu vou voltar e a ju d a r a
d a r.” Não sab ia quem vocês eram , D an ” .
m as ag o ra penso que vocês n ã o têm Tom m y dizia que ele era m aluco,
g ra n d e in teresse em a ju d a r-m e a ir discutia e in sistia, m as fin alm en te foi
p a ra c a sa . sozinho. D an viu Ricky parado, e m al
“Não, n ã o tem os m esm o,” Tom my h u m o rad o disse: vai andando, eu n ão
disse ra p id a m e n te , n ã o depois da m ereço su a a ju d a . M as Ricky ficou.
— 94 —
Ele esperoti a té que Tom m y d e sa p a ­ peito e m e pediu p a ra c o n ta r a vocês,
recesse d a vista, depois voltou e aju d o u a fim de saberem porque foi que R i­
D an p a ra cim a do trenó. N enhum cky falto u à fe sta.
dos m eninos dizia coisa algum a. R i- A professora n ão disse m ais nada,
cky p ensava sobre a corrida e ele p o ­ m as alguns dos m eninos fa la ra m p a ­
deria te r g an h o ; p arecia ouvir u m a ra Ricky depois d a aula. “Puxa, R i­
baixa voz d e n tro de si, dizendo: Seu cky, você foi form idável em te r feito
bobo, e ele se n tia v o n tad e de ch o rar, isto por D an, depois dele te r-lh e t r a ­
m as não chorou, sóm ente as crian ças ta d o daquela m a n e ira ”. E um outro
choram e ele n ã o e ra u m a c ria n ç a . disse: “Não penso que mesmo o m e­
Ah, si existisse alg u m a m a n e ira de lh o r am igo de D an tivesse perdido a
chegar ao Lago, m as co n tin u av a a co rrid a p a ra a ju d á -lo ”.
p u ch a r o tre n ó em silêncio. “Esqueçam disso”, disse Ricky. Mas
De rep en te D an ch am o u -o pelo ele m esm o não podia esquece-lo. Ele
nom e. Ele p aro u e virou-se p a ra viu a fita, H ow ard Wade g a n h o u -a;
traz; D an n ão o lhava p a ra ele. “T ra ­ e ele tin h a corrido com W ade m ais
te i-te m al, D an falou com voz baixa. de u m a vez, e b a te u -o . Mas, assim
Não sei porque você foi tã o bom p a ra m esm o, foi deveras gentileza de D an
mim, a ponto de p erd er a corrid a p a ra te r contado tudo à professora.
a ju d a r-m e ; poderia você esquecer Pouco a n te s das au las acabarem , a
como te tra te i e fazer as pazes? Ele segu n d a coisa in esp erad a acontecera.
estendeu sua m ão e Ricky to m o u -a. A professora disse: “Faz hoje um a se­
Ele sen tiu -se m u ito m elh o r ag o ra . m a n a que li p a ra vocês aquela peça
Em bora tendo perdido a fe sta n o L a­ que iam os rep resen ta r. Vocês lem ­
go M adsen, D an Y ates to rn o u -se seu b ram -se que decidim os e sp erar algum
am ig o . tem po p a ra v o tar n a pessoa que ach a s-
N esta ta rd e Tom m y veio à su a casa sem os m ais a p ta p a ra o papel. Quem,
è contou-lhe tu d o a respeito d a fes­ a c h a m vocês, deve ser ela?
ta. H oward W ade tin h a sido o v e n ­ Ricky ouvia alguem dizer seu nom e.
cedor da fita, e Ricky sab ia que p a ti­ Ele se n tiu um a sensação d en tro de si.
n ava bem, senão m elhor do que H o­ Dois nom es foram m encionados, e e n ­
ward. Ele achou que assim m esm o tã o a* classe votava. Ele ouviu a p ro ­
tin h a sido m uito bobo em te r ficado fessora ch am á-lo pelo nom e, e os a lu ­
e ajud ad o D an. nos a se le v a n ta re m . . . n ão sóm ente
Mas n a se g u n d a -fe ira de m a n h ã , um ou dois, m as quasi todos.
coisas bem in esp erad as aco n teceram “P arece que Ricky é o ta l”, disse a
n a escola. Logo depois dos prim eiros professora. E todos os alunos b a te ­
exercícios, a professora disse que t i ­ ra m palm as. Ricky n ã o sabia o que
n h a algo a c o n ta r p a ra a classe: — dizer; ele se n tia v o ntade de rir, ch o ­
“Sábado passado, todos dem os pela ra r, c a n ta r ou qualquer cousa. Ele
fa lta de dois m eninos da n ossa c la s­ n u n c a tin h a sido tão feliz d u ra n te
se lá no lago. Um desses m eninos to d a sua vida. Ele tin h a sonhado
torceu o tornozelo ju sta m e n te quando que h av ia de re p re se n ta r esse papel...
o ônibus ia p a rtir. Ele estav a caído, e a g o r a ... agora a classe v o tá ra nele.
sçm nin g u ém p a ra a ju d á -lo a ir p a ra A f ita n ão im p o rta v a . . . n a d a im por­
casa. O o u tro m enino, o qual é m u i­ ta v a , senão isto, que ele ia ser L in­
to bom p a tin a d o r p erd eu a sua ch ance coln n a peça. Ele olhou p a ra a pro­
de concorrer à prova p a ra a ju d a r o fessora, e ela sorriu p a ra ele.
outro a ir p a ra casa. Vocês todos s a ­ “F a re i o m elhor possivel”, disse ele,
bem de quem estou f a la n d o . . . D an b aixinho.
Y ates e Ricky D ean. A’ n o ite p a ssa ­
Trad. por Léa Albuquerque
da, D an m e contou tu d o a este re s­
— 95 —
Joinville ças em prestam suas vozes e diverti­
ram -se a procurar ovos e a comer os
Os recentes acontecimentos do ramo deliciosos doces fornecidos pelas Se­
de Joinville dão a impressão que a nhoras do Ramo. A prim eira está
Igreja vai sendo reconhecida cada vez sendo bem dirigida por Elder S trin-
mais. Os Elders T urner e Tyler con­ gham. Estamos orgulhosos dos quase
cederam uma entrevista ao diretor e 60 alunos que comparecem regular­
ao redator de “A Noticia,” o m aior m ente às aulas de inglês, m uitos dos
jornal do. estado de Santa C atarin a. quais nas terças-feiras ficam para a
Essa noticia foi publicada naquele Jo r­ Mútuo e nas sextas-feiras para o Coro.
n al com grande destaque contendo in-
teresssantes dados sobre a coníerencia
do distrito e a visita do Apostolo Ri­ Campinas
chards. A Radio de Joinville anun­
ciou por varios dias a realização da Acha-se enriquecido o lar do S r.
coníerencia convidando todos os que José Prestello e sua Exma. esposa D.
quizessem assistir. Cento e vinte sete Rosa Gargaro Prestello com o nasci­
pessoas form aram a m aior assistência mento no dia 6 de Abril de um lindo
que a igreja de Joinville já teve des­ pimpolho que receberá o nom e de
de a guerra. M uitas pessoas perm a­ Claudinei. De parabéns portanto o
neceram em pé por falta de lugares. feliz casal com a feliz herança que
lhes foi legada por Deus. Congratu­
lações da direção de “A G aivota” . O
A escola prim aria recomeçou no dia Sr. Prestello é cunhado do irmão Azar
27 de Março com uma festa "pascal Gargaro, membro do corpo Sacerdotal
apresentada pelas crianças. 58 crian­ do Ramo de Campinas.

Evidências e Reconciliações
“E, quando receberdes estas cousas, form ula em busca da verdade; e tem
peço-vos que pergunteis a Deus, o Pai achado os testemunhos procurados.
Éterno, em nome de Cristo, se estas Até agora, ninguém que tenha procura­
cousas são reais; e, se perguntardés do a verdade de “Mormonismo” com
com um coração sincero e com boa desejo ardente, oração sincera, estudo
intenção, tendo fé em Cristo, ele vos aplicado, e prática sem medo, falhou
m anifestará a verdade delas pelo po­ em achá-la. Alguns, por falta de co­
dei- do Espírito Santo. ragem, ainda que a verdade lhe tenha
E pelo poder do Espirito Santo po­ encarado, tem -na guardado por si mes­
deis saber a verdade de todas as cou­ mo. Mas, a form ula jam ais falha, as­
sas.” (M oroni 10:4,5). sim declara sem medo a Igreja de J e ­
M ilhares de pessoas tem usado esta sus Cristo dos Santos dos Ultimes Dias.
Trad. por W. J. Wilson
— 96 —
Você Sabia Que...?
As florestas do Brasil tem mais de do mundo, é dificil escrever. Com mi­
dois mil e quinhentcs especie de arvo­ lhares de caracteres diferentes, a im­
res diferentes? prensa tem requerido grandes núme­
* * * ros de tipo, e para escrever à m aqui­
Pela prim eira vez na sua historia a na era impossível até recentem ente.
praça do templo (Temple Square, Salt The International Business Machine
Lake City) teve mais do que um m i­ Corporation (S/A Internacional de Ma­
lhão de visitas no ano passado. O quinas do Comercio) desenvolveu uma
Presidente Richard L. Evans, D iretor m aquina eletrica que tem cinco mil
do Museu e centro de Informações e quatrocentos caracteres gravadas so­
disse que o total do ano alcançou . . . . bre um grande tambor. Para elimi­
1.003.218, em comparação com o total nar o uso de tal numero de teclas,
de 719.765 em 1946. O mês mais cada caráter é identificado por quatro
popular foi o de Agosto quando 221.418 números, e tem que se tocar nas qua­
pessoas visitaram a praça do Templo. tro teclas juntas para cada caráter.
# * * Dizem-se que uma boa datilografa
O idioma Chinês, ainda que seja fa­ pode escrever quarenta e cinco pala­
lado por mais ou menos 1/5 do povo vras por minuto.

História do Cão que Falava


Um ventríloquo que ha muito tempo “Estou satisfeito” foi a pronta res­
não trabalhava, encontrou-se subita­ posta do animal.
mente sem dinheiro quando de pas­ “ O cavalheiro,” disse o encarregado
sagem por uma cidade do interior. do bar, '“quanto o S r. quer por esse
Acompanhava-o um cãozinho de pas­ cão?”
sado muito duvidoso, o qual havia sido “Oh, não ha dinheiro que possa
encontrado vagando pela estrada. O compra-lo” disse o ventríloquo,” mas
nosso bom homem aventurou-se a pedir como estou meio ‘Q uebrado’ agora, se
uma cerveja em um bar. Então vi- o Sr. me em prestar mil cruzeiros, dei-
rou-se para o seu cãozinho e pergun­ xa-lo-ei aqui como garantia.”
tou-lhe: “O que queres?” Mais do que depressa o negociante
Aceito um sandwiche de presunto” retirou o dinheiro de sua caixa regis­
foi a resposta do animal. tradora, desejando que o exausto dono
O dono do b ar encarou-o. sem acre­ do cão nunca mais voltasse para re­
ditar, “Você ouviu isso?”, perguntou ao clama-lo. O ventríloquo amarrou-o
ventríloquo. , dentro do bar com um pedaço de cor­
“Certamente” replicou o freguês. da e começou a sair. À porta voltou-
“Este, meu amigo, é o unico cão do se para lançar um derradeiro olhar ao
mundo que fala.” anim al que ficava. O cão olhou com
O negociante finalm ente sentiu-se um ar de censura, “Homem ingrato!
como que acordado de um sonho, trou­ Depois de tudo o que lhe fiz, o senhor
xe o sandwiche e ficou apreciando o me abandona por am a miséria1.!! Mas
cachorro a come-lo. eu me arrumat-ei com o senhor, nun­
“Alguma coisa m ais?” perguntou o ca mais falarei até m orrer!”
ventríloquo ao cão. E nunca mais falou.
Trad. por Remo Roselli
0 Lado da Linha, do Senhor
por Presidente George Albert Sm ith

Um bem homem, que era conselhei­ época do mundo, entendamos isso. Ne­
ro do Presidente Brigham Young, disse nhum homem pode fazer o que é er­
certa ocasião: “Ha uma linha divisó­ rado e ficar no lado da linha, perten­
ria nas nossas vidas, bem d efinida. cente ao Senhor. Nós escolhemos ò
Num lado dessa linha é o território do que seremos. Deus deu-nos nosso a r­
Senhor, e no outro lado, o território bítrio; se fizermos o que é errado e
do diabo. Se ficardes no lado do Se­ penetrarm os no território' do diabo, nós
nhor, estareis salvos. Mas, se pene- o fazemos porque temos vontade e po­
trardes uma única polegada, no lado der para faze-lo. Não podemos cul­
pertencente ao diabo, estareis em seu par a outrem pelo que escolhemos.
território, estareis em seu poder; ele Si decidirmos guardar os m andam en­
esforçar-se-á para arrastar-vos o mais tos de Deus, viver como devemos vi­
longe possivel da linha divisória, sa­ v er e ficarmos no território do Senhor,
bendo que se ele puder conservar-vos receberemos as nossas bênçãos por
em seu território, ele vos terá para isso.
sempre em seu poder.” Não nos deveria ser difícil guardar
Em tudo que fazemos na vida, nun­ os mandamentos do Senhor porque
ca deveríamos esquecer que o único que-emps ser felizes. Não* deveria ser
lugar següro é no lado do Senhor. difícil para os esposos e esposas se
Honrando nossos pais e nossas mães, am arem m utuam ente e serem fieis uns
estaremos no lado da linha pertencen­ aos outros, porque isso é estar no lado
te ao Senhor. Sendo sempre verda­ do Senhor. Não nos deveria ser di­
deiros, e honestos p ara com o nosso fícil obedecer a Palavra de Sabedoria.
próximo, estaremos no lado do Senhor. Não deveria ser dificil para moços e
Obedecendo à Palavra de Sabedoria moças am arem seus pais e honrá-los,
estaremos no Seu território. Pagando porque tudo isso significa estar no te r­
os nossos dízimos e as nossas ofertas, ritório do Senhor.
estaremos em terras d ’Ele. Eu poderia prosseguir e enum erar
Honrando nosso bispo e seus conse­ m uitas outras coisas, mas posso
lheiros, honrando aqueles que são cha­ resum ir tudo, dizendo: Tcdgs as boas
mados a presidir nos demais cargos da coisas são do lado do Senhor, e toda
paróquia, honrando aqueles que pre­ a felicidade digna do neme, felicidade
sidem sobre nós em nossos ram os e que se goza neste mundo e na eter­
distritos, apoiando-os e ajudando-os nidade, se encontra no território a Ele
estaremos no lado do Senhor. H onran­ pertencente.
do* e apoiando os líderes da Igreja, — Porisso, sugiro não só aos nossos
não a m inha Igreja, ou a vossa Igreja, meninos e meninas, não só aos nossos
m as a Igreja de Jesus Cristo dos San­ moços e moças, mas a todes, que o que
tos dos Últimos Dias, da qual temos devemos fazer si quizermos ser felizes
a ventura de ser membros — estare­ é viver em retidão; si isso fizermos,
mos no território do Senhor. estaremos no lado do Senhor e o ad­
Aqueles que desobedecem os m an­ versário não será capaz de levar-nos
dam entos de nesso Pai Celestial, não à tentação que nos viria destruir. Deus
im porta quão pequena seja essa deso­ proteger-nos-á si seguirmos sua ad-
bediência, penetram no território do moestação e conselho, e haverá de pro­
diabo, e é tempo que nós, como mem­ videnciar tudo, para que sejamos fe­
bros da Igreja, vivendo neste dia e lizes. Traduzido por Alfredo L. Vaz
ANO I-NUM. 5 ,V 7 H aiüota M A I O - 19'
^A lãe
G O NÇ ALVES CRESPO

Ela velava perto


Do filho que dormia
E candida sorria
Ao lírio entreaberto
Da lua um raio incerto
No quarto se perdia:
E a mãe olhava o Dia
E a Luz do seu deserto.

No berço flutuante
Moveu-se agora o infante
E acorda pranteando. . .

Não há quadro mais belo


Que a mãe, solto o cabelo,
0 filho acalentando!

GOMES L E A L

Repele alguém do Mestre, brutalmente


Os louros querubins de rostos finos
Mas o sábio Rabbi lhes diz, clemente:
“Deixai vir à mim os pequeninas. —

“Deixai-os vir à mim. Sou o ceifqiro


Que nada perde, e os mundos vü-m ceifar.
Feliz de quem como estes é* rüsteiro.
A i d’aquele, cruel, qU'e os 'ifíolestarj,,- .
Ano I — N.° 5 Maio de 194<S

“A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias do Eterno Evangelho)
Órgão Oficial da Missão B rasileira da Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias
Registrado sob N.° 66, conforme Decreto N.° 4857, de 9-11-1939.
A ssinatura Anual no Brasil . CrS 20,00 D iretor: . . . Cláudio M artins dos Santos
A ssinatura anual do Exterior CrS 40,00
Exemplar In d iv id u a l.............. CrS 2,00 R ed ato r:.................................... João Serra
i
Tôda correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviados: a :
• “A G A I V O T A” f
Caixa Postal 862 São Paulo — Brasil

ÍI MDI CE

Costum e^ Conveniencia e. Conduta ................................. Richard L. Evans ; 98


O Dia Desta Vida .............................................................. T rad. por A . L . Vaz ejiça
Brado à Mocidade ...................................................... Trad. por Remo Rosselli :10&
ARTIGOS ESPECIA IS
O Apóstolo Harold B. Lee .............................................. Warren J. Wilson i 99
Profanai Vosso Tabernáculo e Deus Castigará ....................................................100-
Lembrança do Monte Cumorah ..............................................................4.a P arte 101
Se Eu Fosse um a Jovem Noiva ........, .................................... Mary Brentnall 103

AUXILIARES
Escola Dominical:
O Verso Sacram ental por Junho .................................................................. 107
Os Sinais dos Tempos .................................................. Robert F. Pool 107
Primária:
A Pulseirinha Diferente .............................................................................. 108
Sociedade de Socorro:
A M ulher e o Casamento entre os Mormons .......................................... 109

SACERDÓCIO
Estejai Também Preparados .................................................................. W. J. W. 112

VÁRIOS
Evidências e Reconciliações:
CXIX Qual é m aior — o Sacerdócio cu a Igreja . . João A. Widtsoe 114
O Rumo dos Ramos ............................................................................................. 120
Você Sabia Q ue. . . ? ................................................................................... .. capa
Poesia ............................................................................................................... .. capa
EDITORIAL

•«§**%*"«‘j*
Costumes, Conveniência e Conduta

"Sa* ‘%*
rír>
tj>fá

por Richard L. Evans

Frequentemente tem sido expresso o pensamento de


que não há moral basica; de que as leis às quais os homens
sujeitam-se para sua conduta, mudam como quaisquer leis,
de vez em quando e de lugar para lugar, conforme os cos­
tumes e a conveniencia.
Mas embora pareça ser assim, vamos ver onde»iria-
mos parar: dizer isto seria afirmar que qualquer coisa que
uma sociedade decida fazer seria a acertada. E afirmar
isto, seria dizer que não há direitos inalienaveis, onde o
homem se restringe, e que qualquer costume que um povo
aceite estará certo para êle.
Porém, podemos nós imaginar que desonestidade, o
roubo, a violência, o assassinato e outras imoralidades se­
jam declaradas legais?
Contudo em substancia, seria isto o que quizemos
dizer, quando falamos que cada geração pode redigir as
suas próprias regras concernentes à todos os assuntos, e
que as leis de moralidade são somente questão de costumes.
E assim vemos onde uma falsa concepção poderia
'^S* ^ •5^’

nos levar, se continuássemos com ela


Citemos um sábio e antigo filósofo no assunto: 4iA
opinião que todos os homens possam ter, não é critério su­
ficiente para determinar a verdade. Temos de nos restrin­
gir à pergunta: são certas as nossas opiniões? Faz o lou­
•í1]* •<1j ’

co qualquer coisa sem que a ache bôa? Bastará portanto


este critério ? . . . N ão. . . Ides portanto à uma coisa
mais alta do que sua própria opinião” . . . E se há uma lei
mais alta que a opinião de um homem, há também uma lei
que sobrepuja a opinião de todos os homens.
"S»*

Assim sendo os homens terão que se submeter às


leis mais altas do que as que eles próprios estabeleçam
para servir a sua própria conveniencia.
^

Trad. por CET.

v.'ÍW
P. rif* ^ífl^3í,r íc 'r3r'ríí''3
«'J* wjy vjw wjw yJVr^ 3 c i^3e' rwjw
fa r in r«JJw
ín rwjv
in rwjw
fa rJJw
fa r fa r fa r Swjw
n rwjw
jn rvjw
in w wjw
0 APÓSTOLO HAROLD B. LEE
Por W arren J. W ilson

m em bro d a p re fe itu ra da Cidade do


Lago Salgado. Serviu como su p erin ­
te n d e n te das au la s religiosas n a es­
ta c a de Pioneer e m ais ta rd e to rn o u -
se su p e rin te n d en te d a Escola Dom i­
nical d a E staca. Ao mesmo tem po
e ra m em bro do alto conselho d a Es­
ta c a . Aos 30 anos, em 1929, foi dç-
signado segundo conselheiro n a p re ­
sidência d a E staca e um ano deppis
to rn o u -se p residente d a m esm a.
Q uando o P lano do Bem E sta r co­
m eçou n a prim av era de 1936 — doze
anos a tra z — E lder Lee, sob a desig­
n ação da P rim eira P residência, v ia ­
jou por to d a a Ig re ja organizando r e ­
giões e arru m an d o o m aquinism o pejo
qual o pro g ram a tem operado. Elder
Lee en tro u n e sta ta re fa do P lan o do
Bem E sta r da Ig re ja com b a sta n te ex­
periência p ra tic a e com um a com pre­
ensão do problem a do g ran d e n ú m e ­
ro dos pobres e n tre os m em bros da
Ig re ja . Ele foi presid en te de um a
esta c a n a Cidade do Lago Salgado
O APÓSTOLO HAROLD B. LEE d u ra n te os anos d a depressão, q u a n ­
do 60 por cento dos m em bros e ram
Querem os a p re se n ta r-lh e s n a G a i­ to ta lm e n te ou em p a rte necessitados.
vota deste m ês um dos Apóstolos m u i­ Ele e os seus colegas o rg anizaram -se
to ativo no W elfare Plan, (O P lan o p a ra a u x iliar as pessoas d a estaca,
do Bem E star) — o apóstolo H arold fornecendo tra b a lh o p a ra que o povo
B. Lee. pudesse c u id ar de si mesmo, e com
Elder Lee é um dos m ais jovens dos e sta experiência, n a sc id a da necessi­
apóstolos a tu a is. No tem po d a sua dade, E lder Lee qualificou-se p a ra d i­
designação ao conselho dos doze, em rig ir o plano do Bem E sta r.
Abril de 1941, ele tin h a som ente 42 E lder Lee te m o u tra s responsabili­
anos, porém ele chegou à e sta posi­ dades nos diversos com itês da Igreja.
ção rico de experiência, sabedoria e Um o rad o r a p to e um e stu d a n te a r ­
enten d im en to acim a da sua id a d e . d en te das E scrituras, E lder Lee tem -
Sua designação veio como um clím ax se to rn a d o caro aos corações dos m em ­
de um a c a rre ira p ro em in en te. J á foi bros por seu serviço e devoção à
o d ire to r de u m a escola em Id a h o e Ig re ja .
m ais ta rd e , d ire to r no D istrito da E s­
cola G ra n ite do C ondado do Lago “O pessim ism o a tra e a adversi­
Salgado. P or q u a tro anos ele foi dad e.”
99 —
PROFANAI VOSSO TABERNÁCULO
E DEUS CASTIGARÁ
Essas são as p alav ras proferid as c) C ada indivíduo passou a p e n a s
pelo apóstolo Paulo e elas p e rm a n e ­ pela ação física de fum ar.
cem como um desafio pelo desagrado d) Em cada indivíduo foi in je ta d a
de Deus p o r aquelas coisas que te n ­ p equena q u a n tid ad e de n ico tin a, n a
dem a d e stru ir nossos corpos e des- veia.
q u alificar-n o s à v ista do nosso C ria ­ Os q u a tro te stes acim a fo ram c o n ­
dor. E m bora sejam os nascidos n a duzidos em cad a indivíduo, sob as se ­
sem elhan ça do nosso P a i dos Céus, nós g u in tes condições:
devem os seguir os sãos princípios de
saúde que. Êle nos deu, se quiserm os 1) Em posição de descanso.
conservar nossas aptidões físicas. R e ­ 2) S en tado.
cen tem en te u m a convenção m édica 3) A ndando vagarosam ente.
endossou e registrou o fato de que “o 4) Em atividade n o rm al.
alcool e n c u rta a vida do hom em , 5) Vestido com roupas leves.
p reju d ica seu cérebro, coração, p u l­ 6) Vestidos com roupas pesad as.
mões e tecidos do corpo” . Uma
extensiva investigação d a ação p e­ Os testes fin ais pro v aram conclusi­
lo uso do fum o sôbre o co r­ v am en te que ca d a indivíduo que f u ­
po h u m a n o m o stra que se um rap az m ou os cigarros com uns ex p erim en ­
de vinte anos fu m a r dois cigarros c o ­ to u q u a tro m u d an ç as físicas:
m uns, êle te r á im e d ia ta m e n te u m a P rim eiro — D im inuição n a te m p e ­
pressão san g u ín ea e pulsações de um r a tu r a c u tâ n e a dos dedos dos pés de
hom em norm al de 35 a 40 anos, e um 0.7 a q u a tro g ráus centigrado. (D i­
hom em de 40 anos que fu m a r te rá m inuição m édia 1.8.° C ).
pressão n o rm al de um hom em de 60 Segundo — D im inuição n a te m p e ­
anos. E sta investigação foi conduzi­ r a tu r a c u tâ n ea dos dedos d as m ãos,
d a por G race M. R oth, d o u to r em f i­ de um e um quinto a seis e meio
losofia, Jo h n B . M ac D onald, capitão gráus C. (D im inuição m édia de 3.2.°
m édico do exército am erican o e C h a r­ C ) . E stas m u d an ças de te m p e ra tu ­
les S heard , dou to r em filosofia, de Ro- ra d u ra ra m cerca de 30 m in u to s a
chester, M innesota; e os resu ltad o s duas h o ra s.
foram publicados no “A m erican Me­ T erceiro — A pressão san g u ín ea
dicai Jo u rn a l” . a u m en to u de dez a 35 pontos (m édia
O grupo de indivíduos escolhidos do au m en to 19 pontos) sístole (ação
p a ra os testes eram de am bos os se­ c o n tra tiv a do coração e a rté ria s ), e
xos, de v árias idades, todos com s a ú ­
(C ontinue na pág. 113)
de norm al. As experiências foram
conduzidas com todos os d etalh es, e
de acôrdo com os m ais exatos req u i­
sitos d a ciência. Em resum o, fo ram
os seguin tes os resu ltad o s:
a) C ada indivíduo fu m av a dois ci­
g arro s com uns, sucessivam ente.
b) C ad a indivíduo fu m av a cig ar­
ros feitos de o u tro in g red ien te, que
não fosse ta b a c o .
— 100 —
Jp
Lembrança do Monte Cuniorah
4.a. PARTE

O PROPOSITO DO LIVRO DE MORMON

E stá explicado n a p á g in a fro n teira, “B íblia”, usando a expressão “registro


a qual, em form a condensada é su - que vem dos Ju deus aos gentios” .
m áriam en te como segue:
É um re la to escrito por um antig o EVIDENCIA EM FAVOR DO LIVRO
p rofeta, M oroni, sobre p lacas tira d a s DE MORMQN
de o u tra s p lacas de um o utro an tig o
lider ch am ad o N ephi; e é um resum o A seguinte inform ação é reem pri-
do reg istro dos N ep h itas e do o u tro m id a p o r perm issão do livro, com d i­
ram o dos N ep h itas ch am ados L am a- reito s reservados: “M istério dos T em ­
n ita s (que se to rn a ra m nossos a tu a is pos” .
ín d io s). O livro é escrito aos L am a-
nitas que são rem an escen tes d a casa JOSÉ DO EGITO
de Israel e tam b ém aos Ju d eu s e G en ­
tios; escrito p a ra ser ap resen tad o p o r Q uão longe via o P ai Celestial
interm édio de um G entio e ser in te r ­ quando perm itiu aos irm ãos de José
p retad o p o r d ádiva de Deus. vende-lo no Egito. O próprio Josc
Contém ta m b é m um resum o de um disse aos seus irm ãos, quando se deu
livro ch am ad o E th er, que é o registro a conhecer quando vieram p rocurá-lo
de um povo ‘ch am ad o Ja re d ita s, que no tem po de fom e: “Deus enviou-m e
vieram da B abilônia n a época da co n ­ a d ia n te de vós, p a ra que vos fique
fusão d a s lín g u as. um resquício sôbre a te rra , e p a ra
O livro é p a ra convencer a am bos, conservar-vos em vida por um a g ra n ­
Gentios e Judeus, que Jesu s é o Cristo, de lib e rtaç ão ” .
o Deus Eteríio, e que se m a n ife sta à Q uando Jacob ju n to u seus filhos e
tôdas as nações. os abençoou, disse: “José é um ram o
Num a posterior revelação ao p ro ­ fru tífe ro ju n to à fonte, seus ra m i­
fe ta José S m ith em Ju lh o de 1828, foi- nhos se extendem sobre o m uro” . —
lhe d ita as razões p ela qual o livro (G enesis 49:22).
foi escrito. O m uro e ra o g ran d e oceano, os r a ­
1.° — que o conhecim ento de um m inhos que extendem -se sobre o m u ­
Salvador v iria e n tre os rem an escen tes ro era m os filhos de Lehi, d a tríb u
da casa de Israel, no hem isfério oeste. de M anassés, que nav eg ariam p a ra
2.° — que os L a m a n ita s (índios) f i­ este co n tin en te, d esta m a n eira c ru ­
caram sabendo de su a origem . zando o g rande “m u ro ” ou oceano.
3.° — que os L a m a n ita s sab eriam Sendo José educado n a linguagem
das prom essas do S en h o r visando seus e a rte s dos egípcios, a fim de que m e­
pais e a si p róprios. lh o r pudesse cu id ar dos negócios de
O próprio M orm on em seus escritos faraó , n ão som ente to rn o u -se fa m i­
afirm a que o livro iria aos d escrentes lia r com a linguagem egípcia, m as
Judeu s a fim de que convencessem de com su a linguagem escrita, arte s e
que Jesu s é o Cristo, Filho de Deus ciências, e a seus irm ãos foi dado se­
Vivo, e tam b ém que o P a i r e s ta u ra ­ m e lh a n tes privilégios e educação.
rá a casa de Isra e l ao país de sua S abe-se que os egípcios u sa ra m 3 es­
h e ra n ç a . M ais ta rd e ele a firm a que pécies de escrita, e os Toltecs da Amé­
o livro de M orm on foi tam b ém escri­ rica C en tral tin h a m duas escritas, a
to p a ra ser u m a te ste m u n h a p a ra a h ie rá tic a u sada pelos sacerdotes e a
101
m ilitar, en q u a n to suas inscrições e lav ras de certos p ro fetas como Isaías
m anuscrito s em pap el é su p o stam en ­ e o u tro s .
te em cara c tere s com uns. T rab alh ad o res em la tã o sabem
T hom as W . B rockbank, e stu d a n te quão b rilh a n te ele pode se to rn a r e,
das língu as h eb ra ic a e in d ia n a , tem em Isa ía s 8:1, 2, o S enhor disse: “To­
provado que, os Israelitas, n ã o só­ m ai um polido ta b le te de la tã o e es­
m en te tin h a m registros em p ap iru s crevei nele à m a n e ira do hom em .” A
como os egipcios, m as tam b ém em seqüência do p en sam en to d á a idéia
placas de chum bo e placas de rocha, de que o ta m a n h o do rolo ou ta b le ­
m ais ou m enos em 1520 A. C .. M ais te n ão seria do ta m a n h o de um t a ­
ta rd e u sa ra m p ergam inho, véu e b a- blete, porém , de u m a série de ta b le ­
sil p re p a ra d o d a pele de carn eiro e tes ou um livro de tab lete s ou placas,
cabras enrolados em páu, d aí o nom e isto é afirm ad o pelo D r. A dam Clarke,
'“p a u ” . u m a au to rid ad e m u ndial em in te rp re ­
tações h ebráicas. Ele a firm a que
No Exodo 28:36, lem os a ordem : “E
essas placas podem d u ra r e te rn a m e n ­
vós fa re is p lacas de ouro p u ro e g ra -
te. No e n tre ta n to nem Ju d eu s n em
vareis sobre elas como a gravação de
G entios podem explicar o que a c o n ­
um sinete, “S a n tid a d e ao S e n h o r”.
teceu a estas placas, não é razoavel
E tam b ém o m odo de o rn a m e n ta ­
concluir que as placas desap areceram
ção, as “lig ad u ras de ouro” são re fe ­
quando Lehi as trouxe a este c o n ti­
rid as ta n to q u a n to as m u ita s o u tra s
n e n te ?
a rte s n ecessárias n a co n stru ção do
Si e sta s p lacas fo ram feitas n a épo­
tabernáculo .
ca re fe rid a e conteem as e sc rita s sa ­
Não é possível que eles que fizeram g rad as de Isaías, h á razão p a ra su ­
este tra b a lh o tivessem anos de expe­ por que estas placas fo ram escritas
riência sujeito s aos egípcios? As m a s­ em ca ra c tere s egípcios como a firm a
sas Isra e lita s eram -obrigadas ao t r a ­ o Livro de M orm on.
balho penoso; e porque n ã o o m ais D uzentos anos e n tre os egípcios
intelig en te p a ra ex ecu tar N tra b a lh o sig n ificaria que, em vez dos egípcios
m ais fino? a p ren d erem a língua dos seus esc ra ­
O Senhor, em m a n d an d o José a n ­ vos, os egípcios fo rçariam a e stu d a r
tes de seus irm ãos ao Egito tin h a p la ­ su a p ró p ria língua.
nos de um g ran d e tra b a lh o p a ra um Im ag in e nossa posição como e sc ra ­
g ran d e povo e causou su a associação vos por um espaço de 209 anos e n tre
com um a ra ç a a lta m e n te civilizada, u m a n ação dom inadora, su bsistiria
afim de que pudessem absorver as a r ­ nossa lín g u a e escrita ou seriam os a b ­
tes e educação daquele povo, em p re ­ sorvidos pelos nossos dom inadores?
p aração ao tem po quando L ehi in ic ia ­ Tom em os a condição do n egro e s­
ria o povo deste país da A m érica — cravo, vindo d a A frica, e m esm o d a s
a T e rra P rom etida. tríb u s ind ígenas que fre q ü e n ta ra m
Os in stru íd o s e stu d a n te s de h e b rá i- escolas dos brancos. Assim, podem os
co vieram te r m u ita s vêzes à p a la v ra deduzir que os isra elitas tiv era m c o ­
“G illayon”, n a Bíblia, a qual tr a d u ­ n h ecim en to e uso dos c a rac teres eg í­
z ira m como “rolo” ; contudo, a e x a ta pcios .
tra d u ç ã o é “um ta b le te polido” ou Si estas p lacas de la tã o e ram escri­
“espelho de m e ta l” . ta s em c a rac teres egípcios, que m ais
No Livro de M orm on, u m a d as cou­ poderíam os esp erar que os registros
sas que Deus ordenou a Lehi a fazer dos N ephitas o fossem tam b ém .
era o b te r posse d as P lacas de L atão, O ouro e ra enco n trad o em g rande
contendo a genealogia de Lehi, os r e ­ q u an tid ad e pelos N ephitas e, se p a ra
gistros dos seus an tep assad o s e a s p a ­ (C ontinue na pág. 115)
— 102 —
SE EU FOSSE UMA JOVEM NOIV A
Por Mary Brentnall.

Se eu fosse um a jo­ Teria fé em meu m a­


vem noiva, nêste novo rido, no casamento e
ano de 1948, tentaria em Deus.
ser uma ótim a espôsa, Tendo esta fé, ten­
criaria um am ável lar ta ria fazer de m inha
e fa r ia do meu casa­ religião uma força do­
mento um grande su­ m inante em meu la r.
cesso; então, tentaria Reconheceria as bên­
descobrir os princípios çãos e poder do Sa­
básicos da vida, e co­ cerdócio.
mo aplicá-los ao casa­ Incentivaria m eu
mento. m arido para a a tiv i­
coração e meus dade dentro da Igreja.
ços de acôrdo com T rábalharia pessoal­
estes princípios, então mente, auxiliando na
adicionaria u m pouco organização da Igreja.
de alegria com toque Estabeleceria cômo­
pessoal a este c a s a m e n to . F a r ia isto, dos e básicos hábitos, tais como: pagar
com a m e s m a fa c ilid a d e com que es­ dízimos, orar em comunidade com meu
co lheria u m vestido sim ples p a r a uso marido, ir regularm ente às reuniões sa­
geral, d a nd o- lhe v id a , o rn a m e n ta n - c ra m e n ta is , g u a r d a r a p a la v r a d a s a ­
do-o com jo ias, u m a fa ix a ou u m a bedo ria, e c o n fia r iá que po r esse m eio,
flo r. o b te ria a nece ssária in s p ir a ç ã o e fo r ­
Se eu fôsse u m a jo v e m n d iv a , t e n ­ ça p a r a s u p o rta r os g ra n d e s s o fri­
ta r ia ser g ra ta , po r ter e n c o n tra d o m e n to s e ale g ria s d a nossa v id a co n ­
m eu a m o r e m e u c o m p a n h e iro , e p o r ju g a l.
estar v iv en do n u m p a ís r e la tiv a m e n ­ Se eu fosse u m a jo v e m n o iv a , te n ­
te livre, onde pudesse tr a b a lh a r de ta r ia s im p lific a r m in h a v id a . In v e s ­
acôrdo com m in h a s idéias. E m reco­ t ig a r ia 99% de tu d o que fizesse ou
n h e c im e n to pe las im e n sas b ê n ção s d a com prasse, p a r a saber se re a lm e n te
lib erdade c o n fia d a s a m im , t e n ta r ia v a lia a p e n a. N ão to m a r ia m e u te m ­
m o strar a m im m e s m a e a to d o m u n ­ po n e m m e u la r co m cousas fúteis.
do, que m a ra v ilh o s o s resu ltad os p o ­ Por exem plo, se v e rd a d e ira m e n te
dem ser obtidos, q u a n d o colocam os gostasse de fig u rin o s — deleitando-
nossas a lm a s n a e s p o n tâ n e a v o n ta d e m e n a s delicadezas de seus de talh e s —
de u m co ração liv re . eu os te r ia diversos; se eu tivesse
Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a , j a ­ m eios p a r a com prá-los e te m p o p a r a
m ais m e p re o c u p a ria , p e n s a ria o u p l a ­ ze la r deles, m as, an te s de com prá-los
n e ja r ia ler sôbre co m o “P re n d e r” ou te n ta r ia d e cid ir co m to d a h o n e s tid a ­
“G o v e rn a r” m e u m a rid o . R e s p e ita ria de q u a l deles c o n tr ib u ir ia m a is p a ra
a d ig n id a d e d a nossa prom essa de c a ­ a m in h a p e rso n a lid a d e , ou q u a l deles
sam e nto e, te n h o p le n a certeza de que eu d e se ja ria .
m eu m a r id o seria sem pre m e u e que E u te ria m e u p ró p rio la r, tã o cedo
nosso m ú t u o a m o r e c o n fia n ç a , a u ­ q u a n to possível'. N ã o m o r a ria com
m e n ta r ia m d u r a n te os an os e d u m a pare nte s, u m d ia a m a is do que fosse
ex tre m id ad e a o u tr a d a e te rn id a d e . a b s o lu ta m e n te necessário, porém , se

— 103 —
por a lg u m te m p o isto fòsse necessá­ ra c io c in a n d o os processos e a r r a n jo s .
rio, t e n ta r ia a d a p ta r- m e àqu e le la r T e n ta r ia ser ord eira .
ale grem e nte, le m b ra n d o que ele seria N ão p e rd e ria m e u te m p o ir r e g u ­
e r /olvido p o r todos, po rém , te n ta r ia la rm e n te , p re p a ra n d o custosos e c o m ­
fí> er u m q u a r to ou d iv isão inviola- p lic ad o s alim e n to s, m as e s tu d a r ia n u ­
v e lm en te nosso. N ão m o r a r ia n u m a tr iç ã o e m e d ita r ia sôbre as c o n tín u a s
casa a lu g a d a u m d ia a m a is do que in v estig açõe s dos avisos da do s n a p a ­
o necessário p a r a de cidir on d e dese­ la v r a d a sabedoria. G a s ta r ia m e u
jasse m o r a r ; n ã o m o r a r ia u m d ia a d in h e ir o em alim e n to s, te n d o e m v is ­
m a is do que o necessário, p a r a e sta­ t a a saúde, u s a n d o m in h a in g e n u id a ­
belece os p la n o s d a m in h a p r ó p r ia de n a c o sin h a, p a r a fazê-los a p e tito ­
casa, u m d ia a m a is do q u e o neces­ sos.
sário p a r a e n c o n tr a r u m m e io satis- Se eu fosse u m a jo v e m n o iv a , abs-
fa to r io p a r a a c o n stru ção d aqu ele la r ter-m e-ia de d ív id a s . T e n ta r ia g a s­
— m esm o que fôsse p e qu en o . t a r s a b ia m e n te m e u d in h e iro , t r a t a n ­
do-se de co m pras, espe raria ta n to
Se e u fósse u m a jo v e m n o iv a , e n ­ q u a n to possível — in v e s tig a n d o tu d o
q u a n to estivesse espe ran do pe lo m e u o que quisesse — pois do c o n tr á r io
la r, p a s s a ria tod o o te m p o disp o n íve l arriscava- m e a c o m p ra r a lg u m a cou-
que pudesse p la n e ja n d o este la r. C om sa in ú t il que m a is ta rd e a c h a r ia s u ­
respeito a o ed ifício , p e n s a ria n o l u ­ p é r flu a .
gar, t e n t a r ia e n c o n tr a r u m b o m te r ­ Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a , n ã o
re n o . V e ria a p o ssib ilid ad e de a m ­ g a s ta r ia m e u d in h e ir o e m d iv e r ti­
p lia r u m a casa p e qu en a. E s tu d a ria , m e n to s co m u ns, ta is com o u m a sec-
p e r g u n ta r ia e v eria, o que é comu- ção de c in e m a todos os sábado s à n o i­
m e n te desenvolvido n o m u n d o d a te, seguido p o r u m la n c h e , isto é 'm o r ­
p ré- fab ricação . O ra ria , p a r a que o t a l p a r a o esp írito e p a r a as fin a n ç a s .
m é to d o dispen dioso e restrito, désse Se tivesse u m a o p o r tu n id a d e p a r a
c a m in h o à c o n stru ção do nosso la r , ver u m a boa p e ça ou film e , o u v ir u m
d ia n te d a nossa u rg e n te necessidade co n c e rto 'e sp e cia l, d a r u m prese nte de
d a casa. In v e s tig a r ia as p o s sib ilid a ­ a n iv e rsário , o u c o m p ra r u m b o m l i ­
des das h a b ita ç õ e s a n tig a s — p a r t i­ v ro o u u m á lb u m de discos, c o n ­
c u la rm e n te se o m a io r tr a b a lh o de s id e ra ria isto m e d ita d a m e n te — d a n ­
ren o v ação pudesse ser fe ito p o r nós do a id é ia ou in d o a d e a n te co m ela.
m e sm o s. com o parecesse m e lh o r — m a s eu n ã o
Se e u fôsse u m a jo v e m n o iv a , d e ­ d e s p e rd içaria u m a c o n je c tu ra , o u ãez
s e ja ria possuir a lg u m a e d u c a ção d o ­ tostões em u m a diversão, a p e n a s p a r a
m é stic a p a r a c u id a r d a casa, po rém m a t a r o te m p o . A c h a r ia m e lh o r e
se n ã o fôsse possível, ex p o ria a m im m a is alegre passear, é m en o s d is p e n ­
m e s m a as m elho res id é ia s e m com o dioso — a n ã o ser que o p re ço dos
c u id a r de u m a casa. A p re n d e ria a sap a to s co n tin u asse a s u b ir.
ser e ficie n te ; f a r ia tô d o o possível M as, se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a ,
p a r a te r sem pre m in h a casa asseada, n ã o d a r ia p o r te r m in a d o os d iv e r ti­
c o n fo rtá v e l e feliz. S e ria asseada e m e n to s . E scolhe ria, e sele cio na ria, e
lim p a se isto n ã o in terferisse com creio que a in d a seria b a s ta n te jo v e m
cousas m a is im p o r ta n te s ; p o ré m eu p a r a m e d iv e rtir u m a ta rd e e m u m
seria o rd e ira , pois se n ã o fosse, sei pic- nic, e n tre am ig o s que fossem a le ­
que n ã o p o d e ria desenvolver estas gres, jov e ns e a p a ix o n a d a s .
cousas, c h a m a d a s im p o rta n te s . S a b e ­ E u os c o n d u z iria à m in h a casa p a r a
r ia que o asseio é sobre a su perfície u m a ta ç a de s a la d a e u m a x íc a ra de
d a te rra m a is que a o rd e m : é a base, cho co late e depois u m a p e q u e n a r e u ­
e te m que ser fe ito in te lig e n te m e n te n iã o de c a n to .

— 104 —
O r g a n iz a r ia a lg u n s ja n ta r e s em m e n ta r a p e q u e n a c e n te lh a e m u d a r
c o n ju n to co m m e u s am igos, u m q u a r ­ o aspecto d a v id a que se conserva em
teto o u u m tr io e nos d iv e rtiría m o s co n s ta n te m e la n c o lia . N ão h á razão
p r a tic a n d o ju n to s . p a r a que isto n ã o seja o r ig in a l com igo.
Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a , se­ Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a , te n ta r ia
r ia m u it o a p lic a d a e h a b ilid o s a n o ser u m pouco o r ig in a l e m m in h a c a ­
m eu te m p o v ag o . A p re n d e ria a m a ­ sa, com m in h a s roupas, m eu s a lim e n ­
n e ja r u m p in c e l de p in t u r a e u m tos, m in h a p e rso n a lid a d e . T e n ta ria
m a rte lo tã o b e m com o u m a a g u lh a . ser eu m e s m a .
A p re n d e ria a faze r c o rtin a s e p e n d u ­ S im , ir ia m a is longe. T e n ta ria ser
rá-las d ir e ito . T e n ta r ia faze r tô d a s m u it o h o n e sta com igo, co m m e u m a ­
as cousas que achasse possível, p a r a rid o e com m in h a v id a .
m im e p a r a m e u la r — desde os pães
M as, ta m b e m eu te n ta r ia ser bela
até as casas de botões — desde os
— t ã o bela, q u a n to eu pudesse, sem
capachos a té os qu e b ra luzes. A p r e n ­
faze r “fe tic h e ” de beleza. T rajar-m e-
de ria a solver, re p a ra r e r e s ta u ra r.
ia c o n v e n ie n te m e n te q u a n to possível.
A p re n d e ria m u ito sôbre o tr a b a lh o
J a m a is p e r m itir ia a m im m e sm a ter
de m e u m a rid o , que r fôsse fa z e n d e i­
p re v a le cim e n to . T e n ta r ia ser b o n d o ­
ro ou g uarda- liv ros; p o lític o o u pin-
sa, p o n d e ra d a , m e d ita tiv a e genero­
cheleiro; p in to r ou d e n tista . T e n ta ­
sa. C u ltiv a r ia m in h a in te lig ê n c ia
r ia e n c o ra ja r seu progresso d e n tro do
t ã o a ss id u a m e n te q u a n to m e u corpo.
cam p o escolhido. A ju d á- lo - ia em
L e ria bons livros e o u v iria b ô a m ú s i­
seus d e s a p o n ta m e n to s e c o n g r a tu la ­
ca, t e n ta r ia desenvolver m e u s t a le n ­
va-me e m seus sucessos.
tos. S im , t e n ta r ia ser b e la .
Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a , te n ­
Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a , te n ­
ta r ia conhecer a m in h a c o m u n id a d e ,
t a r ia ser p e rfe ita — e m tod o o s e n ti­
"m over-m e-ia” n a m in h a v is in h a n ç a
do . E e x ig iria isto do m e u m a r id o e
e a p re n d e ria s u a h is tó r ia , v is ita r ia os
p ara fô r ç a de exem plo, ta m b é m dos
lugares que m e interessassem e m m i ­
m eu s a m ig o s .
n h a v is in h a n ç a e a c h a r ia isto m a r a ­
v ilho so. C o n h e ce ria suas colinas, Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a , que
florestas e regatos, veria-as e n tã o ao tivesse de tr a b a lh a r , p o r ser m e u m a ­
b rilh o do sol e das som bras, p e la m a ­ rid o u m e stu d a n te , co m p e q u e n a ou
n h ã e ao lu a r. E n c o n tr a r ia o r o m a n ­ n e n h u m a re n d a , f a r ia isto o m e lh o r
ce do m e u v ale . possível, m a s p e n s a ria n is to ap e n a s
Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a, t e n ­ com o cousa pro visória.. F a r ia d a m i­
ta r ia p ro g re d ir co m m e u m a r id o . T a n ­ n h a casa u m la r tã o h a b itá v e l q u a n ­
to q u a n to possível, fa r ia dos seus d i ­ to possível — u s a n d o m in h a in g e n u i­
v ertim e nto s, os m eus d iv e rtim e n to s; d a d e p a r a renová- la. N ã o g a s ta ria
dos seus interesses os m eu s; das suas d in h e ir o n e n h u m p o r coisas in ú te is .
esperanças e aspirações, m in h a s es­ R e c o n h e c id a m e n te a c e ita r ia a ju d a
peranças e aspiraçõe s. A ju d á- lo - ia o dos m eu s p a is e dos p a is de m e u m a ­
m e lh o r possível e m seus p ro b le m as e rido, se eles fizessem isso co m c o n ­
esperaria que ele m e aju d a sse nos te n ta m e n to . T e n ta r ia d e m o n s tra r m i­
m eus. N ã o te r ia segredos p a r a ele e n h a g r a tid ã o , sendo feliz, afe tu o sa e
fa r ia m eu s p la n o s em c o m u m e m e ­ co n sid e ra d a p o r eles. E n q u a n to es-
d ia n te acôrdo ge ral — depois de c u i­ tisse tr a b a lh a n d o , t e n t a r ia dispensar
dadosa c o n s u lta . T e n ta r ia s u p o rta r a d e v id a a te n ç ã o à f a m ília p rim o ro ­
ju n to s nossos p ro b le m a s. sa m e n te de ac ô rd o co m o tem po e as
Se eu fôsse u m a jo v e m n o iv a fa r ia posses en tre eu e m e u m a rid o . P o ­
da m o d a a m in h a a m ig a e n ã o m in h a ré m recon hece ria a s itu a ç ã o com o n ã o
m estra. A m o d a fo i cre ad a p a r a a u ­ <C o n tin u e na pág . 119-

105 —
BRADO À MOCIDADE
T r a d . po r R e m o R oselli.

N ã o parece n a d a lóg ico f a la r à m o ­ r ia tu d o o que te n h o ou que m a is a l ­


c id ad e co m term o s a b s tra to s; c o n tu ­ m e je i possuir, p a r a que pudesse re ­
do, épocas ex istem q u a n d o as a b s tr a ­ to r n a r àqueles d istra íd o s e felizes dias
ções são rec o n h e cid a s com o os m a io ­ que pre c e d e ram ao p rim e iro pecado
res ca racterístic o s que a h u m a n id a d e que a tin g iu o m e u coração.
pode desenvolver. D ific ilm e n te recon heci que escorre­
A tu a lm e n te , n a s nossas t ã o tr a n s ­ g a v a em a lg u m a cousa que po d e ria
to r n a d a s condições, a m o c id a d e ca re ­ tra ze r t a n t a triste za e r u in a à v id a de
ce de p e n s a r n a s suas ações. Os j o ­ u m a pessoa. D e s e ja ria po der revelar-
vens são esse ncialm en te bons, e in d u ­ lh e a a n g ú s tia e o s e n tim e n to que
b ita v e lm e n te corajosos. P re d o m in a h o je e n c h e m o m e u coração, e faze-
n a s m e n te s d a m a io r ia o desejo de los reconhecer que o m a is precioso dos
faze r o que é direito. D e s e ja m eles dons d a te rra escapoliu-se de m im .
e n c a ra r os fa to s — e sab em o que são E n tr e i n e g lig e n te m e n te n o m u n d a n is -
os fatos. T od a v ia, a lg u n s desses jo ­ m o e x c ita n te e n a s ale grias d a v id a ,
vens ex istem que p re c is a ria m ser p re ­ e de tu d o isso, som e nte cinzas r e s ta ­
v enidos de qu e a d issip a ção de suas r a m n a s m in h a s m ão s .
necessidades em o cio na is em face d a M O Ç A S ! A p r e n d a m a viver p lá c i­
presente e m e rg ên cia n ã o lhes t r a r á a d a e sim p le sm e n te e deleitem -se c o m ­
de se jad a e p r o c u ra d a co m pen sação. p le ta m e n te co m as do çu ras dos bons
P o r e starm o s ag o ra n u m a s itu a ç ã o livros, co m a c o n v iv ê n cia de suas
alg o c a ó tic a o ú n ic o c a m in h o p a r a se am ig a s , sua m ã e e sua f a m ília . Si
seguir é esquecer as condições c o n f u ­ se conservarem am o rosas e m e ig as, as
sas e a c h a r alg o que nos ab sorv a m e n ­ ale grias e em oções d a v id a v ir ã o em
ta lm e n te , que nos canse fis ic a m e n te sua época p ró p ria . N ão se apressem
e nos acorde e s p iritu a lm e n te . A lg u n s p a r a ir ao seu e n c o n tro ou elas m u r ­
h a v e rão que d ir ã o n ã o que re rem ser c h a r ã o e m suas m ão s, m irra n d o -
que stion ado s q u a n to a ta is n e ce ssid a­ se com o u m a flo r a r r a n c a d a p e la g e a ­
des, p r o c la m a n d o que d e se ja m viver d a an te s que tivesse te m p o de flo re s­
p a r a o te m p o presente, e d e ix ar que cer.
o fu tu r o cuide de s i. É im possível Oh! Se pelo m enos as m o ça s o u ­
ex istir u m a s a tis fa çã o d u r a d o u r a e vissem os conselhos p a te rn a is.
u m a fe lic id a d e g e n u ín a seguindo-se E sta jo v e m ap re n d e u , — assim co­
esse ra c io c ín io . m o a p re n d e rã o tô d a s as que escolhe­
T alvez a seg u in te c a r ta d it a r á u m a re m o m a u c a m in h o — que o arreba-
m e n sag e m àqueles que a n s e ia m por ta m e n to p r e m a tu r o d a fe lic id a d e pa- '
u m b o m a u x ílio . A jo v e m que nos ra a nossa possessão n ã o nos asse gu ­
m a n d o u a c a r ta de sejava que usásse­ r a r á a su a p e rm a n ê n c ia . A o c o n t r á ­
m os p a r a a u x ilia r a lg u n s outros in e x ­ rio, o oposto é o v erd ad e iro : a fe lic i­
p e rie n te s a a p re n d e re m o s ig n ific a d o d a d e p a r a ser d u r a d o u r a precisa ser
de re s triç ão . n u t r id a p a c ie n te e d ilig e n te m e n te .
Escrevo esta c a rta das p ro fu n d e za s N a verdade, isso d e m a n d a r á sa c ri­
de u m co ração q u e b ra n ta d o , n a espe­ fícios, e g a r a n tid a m e n te m u ita s d o ­
r a n ç a de q u e ela seja u m a adm oesta- res de cabeça sobrevirão.
ção , p a r a que o u tra s m oças n u n c a p a r ­ M as o certo é que, essas jov e ns que
tic ip e m , n e m e x p e rim e n te m d a m es­ p e rm a n e c e m consistentes, fiéis e re-
m a a m a r g u r a que veio a m im . E u da- (Continue na pág. 115)
— 106 —
ESCOLA DOMINICAL

O VERSO SACRAMENTAL
POR JUNHO

“Venho à Ti. todo penitente


Sinto Teu amôr por mim.
Querido Salvador neste Sacramento
Lembro-me de Ti.”

OS S IN A IS DOS TEM POS

P o r R o b e rt F. Pool.
' “C h e g a ra m os fariseus e saduceus Q u a n d o isto aconteceu, D eus a fa s to u
e, p a r a e x p e rim e n ta r a Jesus, p e d ir a m a a u to r id a d e do s a n to sacerdócio d o
que lhes m ostrasse u m s in a l do céu m undo.
M as ele re sp o nd e u: À ta rd e dizeis: P o r ca u sa di^to, Jesus C risto disse
Terem os b o m tem po , po rque o céu que ele r e s ta u r a r ia este sacerdócio e
está a v e rm e lh a d o ; e p e la m a n h ã : su a ig r e ja n o m u n d o d u r a n te os ú l ­
H o je terem os tem p e stad e , p o rqu e o tim o s d ia s . E ag ora, po rque estam os
céu está de u m v e rm e lh o s o m b r io . nós su rp re e n d id o que Jesus apareceu
Sabeis, n a verdade, d isce rn ir o aspec­ p a r a José S m it h e d e u a ele a u to r i­
to do céu, e n ã o podeis d isc e rn ir os d a d e p a r a re s ta u ra r a ig r e ja dele?
sin ais dos te m p o s ? ” (M a te u s 16:1-3). Jo ã o , ta m b é m , escreve que “v iu
• Dois m il an o s depòis, estas p a la ­ u m a n jo v o a n d o n o céu, p r o c la m a n d o
vras fo ra m fa la d a s , n ó s a in d a p o d e ­ o e v a n g e lh o e te rn o ” . U m a n jo a p a ­
m os ou v ir o cla m o r, “M ostra-m e seus receu p a r a José S m it h e co nto u- lhe
sinais, se vocês são d a ig r é ja v e rd a d e i­ o n d e fic a v a m as p la c a s de ouro que
ra de D e u s” . E a in d a n ó s estam os d i ­ c o n t in h a o e v a n g e lh o v erd ade iro de
zendo, “Vocês n ã o p o d e m d isce rn ir os D e u s. O n ze ou tro s h o m e n s v ir a m
sin ais dos te m p o s ? ”. estas p la c a s e três deles v ir a m t a m ­
A fim de que possam os co m pree nde r b é m este a n jo .
a verdade desta ig r e ja em re la ç ã o ao Is a ía s disse que nos ú ltim o s dias
c u m p r im e n to às p ro fe cia s que nosso S iã o seria estabelecida n o “ cu m e dos
* S en ho r disse, deve preceder a s e g u n ­ m o n te s ” . N a visão, B r ig h a m Y o u n g
d a v in d a dele, v am o s ver, q u a is são v iu a te rra d a p ro m issão n a s “M o n ­
estes sin ais dos te m p o s . * * ta n h a s R o c h o sas” . E n t ã o q u a n d o ele
P rim e ira m e n te , ele disse que h a v e ­ che go u n o v ale do L ag o S a lg a d o ele
r ia u m a g ra n d e apo stasia. T rezentos reconheceu esta te rra com o aq u e la que
an os depois de C risto, os povos que v iu n a v isão . Eles q u ize ra m c h a ­
se c h a m a v a m eles p róp rio s cristãos, m a r esta te rra Deseret, m a s o governo
tro c a ra m as p a la v ra s e q u e b r a r a m o dos E stados U n id o s troc ou p a r a U ta h .
co nv ên io eterno. Eles p a r a r a m de v i­ U ta h é u m a p a la v r a in d íg e n a que si­
ver os m a n d a m e n to s de D eus e co­ g n ific a o cu m e dos m o n te s. Assim.
m e ç a ra m a viver em in iq ü id a d e . (C o n tin u e n a p á g . 116 )
— 107 —
pri m A ri a
A P U L S E IR IN H A D IF E R E N T E

U m a vez, h a m u ito s an o s a trá s , em to n a v e lh a c a ix a de jó ia s . Com o é


u m a te r r a do o u tro la d o do m a r , v i­ triste esperar.
via, m u ito s o litá ria , u m a p u ls e ir in h a U m d ia , ap a re ce u n a L o ja u ’a m o ç a
de ouro , n u m escuro e p o e ire n to c a n ­ que p a re c ia ser e m p re g a d a de f a m í ­
to de u m a ca ix a de jó ia s . A ntes, ela lia re a l.
m o ra v a n u m a lin d a v itr in e e n tre o u ­ “Q uero vêr suas m elho res p u ls e ira s ’*,
tras jó ia s ta m b é m lin d a s , m a s q u a n ­ disse ela g e n tilm e n te ao jo a lh e iro .
do n in g u é m a q u is co m p ra r, o jo a lh e i­ Este m ostro u- lhe tô d a s as p u lse ira s
ro a tiro u p o n d o em seu lu g a r u m de b a n d a lin d a m e n te tr a b a lh a d a s ,
c o la r . d ize n d o : “A q u i estão a lg u m a s p u ls e i­
ras m u it o fin a s . Todos g o sta m m u i ­
E n tr e ta n to , ela era m e sm o lin d a
to d e la s ” .
esta p u ls e ir in h a , m a s n in g u é m a q u e ­
P a r a sua surpresa, a m o ç a pare ce u
r ia p o r ser tã o d ife re n te . T ôdas as
d e s a p o n ta d a : “E stas p u ls e ira s são
o u tra s p u lse iras t in h a m la rg a s b a n ­
ig u a is a tô d a s as o u tr a s ”, disse ela.
das de ouro, f in a m e n te esculpidas. A
“E u quero u m a cousa b e m d ife r e n ­
p u ls e ir in h a s o litá r ia t in h a som e nte
te ” .
u m a t r a n c in h a de ouro com u m a pla-
“S in to m u it o ”, com eçou a d ize r o
q u in h a c h a ta n o m eio. E la estava
jo a lh e iro , e n q u a n to a e m p re g a d a se
m u ito triste, po rque seu m a io r dese­
d ir ig ia p a r a a p o rta . M a s de r e p e n ­
jo era ser ig u a l as o utras. “N in g u é m
te ele se le m b ro u d a p u ls e ir in h a de
m e q u e r” , p e n sa v a ela. “Q u e m m e
t r a n ç a e c o n tin u o u : “ Q u a s i m e es­
dera ser ig u a l às o u tr a s ” . Q u a n d o o
queci, eu te n h o m a is u m a p u ls e ir a .
jo a lh e ir o v iu o q u a n to a p u ls e ir in h a
Espere u m m o m e n to que v ou m o strá-
estava triste, consolou-a d ize n d o lie-
la ” .
g re m e n te : “T e n h a p a c iê n c ia e espe­
A p u ls e ir in h a triste, p ro c u ro u f ic a r
re, que a lg u e m v ir á b u sc ar você q u a l­
ale gre. E la n u n c a estivera t ã o b o ­
quer d ia destes. Você é m u ito b o n i­
n it a com o q u a n d o o jo a lh e ir o a tir o u
t a ” . È n tã o a p u ls e ir in h a triste t r a ­
d a ca ix a p a r a m ostra- la. A e m p r e ­
to u de te r p a c iê n c ia . E la esperou, es­
g a d a fic o u t ã o c o n te n te q u a n d o v iu
p e ro u e e s p e r o u ...
a p u ls e ir in h a , que n e m sa b ia o q u e
O jo a lh e ir o m o s tra v a a p u ls e ir in h a d ize r.
d ife re n te p a r a todos os que e n tr a v a m “ C o m o é lin d a ! e que d ife r e n te !” e la
n a lo ja , m a s to d o o m u n d o dizia, s a ­ ex clam o u . “É e x a ta m e n te a p u ls e ira
c u d in d o a cabeça: “ N ão, n ã o gosto, é q ue eu p r o c u ra v a h a t a n t o te m p o ” .
m u it o d ife r e n te ” . E tô d a s as vêzes Q u e r faze r o fa v o r de g r a v a r n a p l a ­
a p u ls e ir in h a , triste, su sp ira v a e v o l­ ca do ce ntro o n o m e : P rin ce za Eli-
ta v a p a r a seu c a n to escuro e p o e ire n ­ (Continue na pág. 117)

— 108 —
SOCIEDADE DE SOCORRO
O Profeta dá à Mulher
os Direitos adquiridos
por Nascença

A e m a n c ip a ç ã o d a m u lh e r d a Ig r e ­
ja de Jesus C risto dos S a n to s dos Ú l ­
tim o s D ias an tece de u em v á ria s d é ­
cadas a e m a n c ip a ç ã o d a m u lh e r em
A MULHER E O CASAMENTO , o u tra s c o m u n id a d e s e Ig re ja s m o d e r­
ENTRE OS MORMONS n a s.
A ig u a ld a d e religiosa fo i re c o n h e ­
cid a pelo p ro fe ta José S m ith . A m u ­
A Posição da Mulher lh e r recebeu o d ire ito de m a n ife star-
se e de faze r o u v ir a su a voz n o p r ó ­
A P o sição d a M u lh e r no la r, n a so­ p rio d ia d a o rg a n iz a ç ã o d a Ig r e ja em
ciedade e p e ra n te a lei é co nsiderada 6 de A b ril de 1830. E desde e n tã o a
com o u m excelente p a d r ã o pelo q u a l m u lh e r te m exercido sua lib e rd a d e
se pode m e d ir o g r a u de progresso de religiosa e seu voto é tã o poderoso
q u alqu e r povo ou n a ç ão . A ssim sen ­ q u a n to o do h o m e m n o m iste r de ele­
do, a Ig r e ja M o r m o n pode ser classi­ ger e a p o ia r as a u to rid a d e s d a Ig r e ­
fic a d a e n tre as g ra n d e s in stitu içõ e s ja . N a verdade, essa d o u tr in a , e n ­
de todos os tem pos. Porque em n e ­ tão re v o lu c io n ária , dos d ireito s f e m i­
n h u m a o u tr a p a r te do m u n d o a m u ­ n in o s fo i in s t it u id a pelo P ro fe ta com o
lher é m a is a lta m e n te p r e s tig ia d a ou u m d ire ito in a lie n á v e l, in e re n te da
sua' in d e p e n d ê n c ia a c e ita e re c o n h e ­ m u lh e r com o ser h u m a n o .
cida d a m a n e ir a m a is c o m p le ta .
Igualdade Moral
A ig u a ld a d e m o r a l dos sexos fo i u m
A Mulher na Antiguidade re su ltad o a in d a m a is assom broso do
m in is té rio d o P ro fe ta . N a Ig r e ja M o r­
D u r a n te a id a d e m é d ia as m u lh e re s m o n os m e n in o s são educados desde
v iviam , p o r assim dizer, ac o rre n tad a s a m a is te n r a in f â n c ia a preservar
e e ra m po u co m e n o s do que escravas suas v irtu d e s e seu c a rá te r tã o c u id a ­
nas m ão s de seus m a rid o s e senhores, d o sam e n te com o o são as suas irm ãs.
os quais t in h a m o po der de a c a r ic ia r A c a stid a d e de p e n sa m e n to s e de atos
e a m a r, c a s tig a r o u to r tu r a r e des­ é in c u lc a d a a am b o s os sexos in d is t in ­
tru ir co nfo rm e lh e s aprouvesse. ta m e n te e q u a lq u e r v io la ç ão assum e
A esposa era co n sid e ra d a p a r te da os m esm os aspectos de g ra v id a d e t a n ­
pro pried ade do h o m e m ; e a m u lh e r to p a r a u m com o p a r a outro. U m p a ­
era v ir tu a lm e n te escrava do seu p a i d r ã o ú n ic o de m o r a l deve ser sem pre
até passar, pe lo m a tr im ô n io , ao seu parte in te g r a l d o verdadeiro E v ang e­
m a rid o e s e n h o r. lh o e te m sido m a n tid o pelo povo des­
D u r a n te séculos v iveu ela sob c o n ­ ta Ig r e ja j á h á um a" c e n te n a de anos.
dições de po uco m en o s do q ue c o m ­ U m re su ltad o d a ob ediência a esta
pleta serv id ão. lei f u n d a m e n t a l fo i a fo rm ação , sem

109 —
precedentes, de u m a m b ie n te de p az Ig r e ja se o r g a n iz a r a m e m u m a Sociè-
e a le g ria n a fa m ília , co m o co nse qüe n ­ d ade de A ú x ílio s que te m p o r o b je ti­
te fo r ta le c im e n to d a fo rç a físic a e vos a elevação d a m u lh e r e a p r á tic a
p u re za m o r a l. d a doce ca rid a d e . As jov e ns tê m , n a
Ig r e ja , a o p o r tu n id a d e de se p r e p a ­
Igualdade Cívica ra re m p a r a u m a m a tu r id a d e ú t i l co­
m o m e m b ro s d a A ssociação F e m in i­
A ig u a ld a d e cívica seria fo rço sa­ n a de M e lh o r a m e n to M ú tu o . As crian-*
m e n te co n c e d id a à m ulher* po r u m
ças estão ig u a lm e n te sob os c u id ad o s
povo que co m p re e nd e o E v a n g e lh o em
d a A ssociação P r im á r ia , cujo s m e m ­
to d a a s u a p le n itu d e . P ro v a v e lm e n ­
bros são pequenos de 6 a 14 a n o s e
te, as p r im e ir a s m u lh e re s, nos tem po s
que n e la e n c o n tr a m a s a tis fa ç ã o dos
m odernos, a exercer in te g r a lm e n te a
seus ju sto s anseios. C a d a u m a destas
lib e rd a d e cív ic a fo r a m as m u lh e re s da
Associações F e m in in a s acha-se filia - '
Ig r e ja M o r m o n . E m 1849, q u a n d o o
d a aos C onselhos N a c io n a l e I n t e r ­
povo v iv ia e m u m a c o m u n id a d e is o ­
n a c io n a l .
la d a n o lo n g ín q u o te r r itó r io do oes­
N ó te rre n o d a m ú s ic a e d a lit e r a ­
te, c o lo n iza n d o os postos a v an çad o s
tu r a a m u lh e r M o r m o n sem pre teve
d a e n tã o c h a m a d a “ c iv iliz a ç ã o ” , n a
p ap e l de g ra n d e destaque, sendo-lhe
A m é ric a O c id e n ta l, procedeu-se a
d a d a s tô d a s as o p o rtu n id a d e s p a r a
u m a eleição p a r a p r e e n c h im e n to de
c u ltiv a r seus ta le n to s n a tu r a is , em
v ário s cargos civis, n a q u a l as m u lh e ­
todos os setores d a a tiv id a d e h u m a ­
res v o ta r a m la d o a la d o co m seus p a is
n a . E ducação in te n s iv a , desde o
e m arid o s. “Esta é provavelmente a
p r in c ip ia n te ao u n iv e rs itário , sem pre
primeira vez nos Estados Unidos em fo i o p r o g r a m a de a ç ã o d a Ig r e ja . E m
que foi permitido o sufrágio femini­ su m a, as m u lh e re s tê m e s tím u lo p a ­
no.” — ( B a n c r o f t ) . r a se elevarem , pois com o m ã e s ou
Ig u a l s u frá g io fo i co ncedido em
fu tu r a s m ães, sua necessidade de f i r ­
1870 p e la le g islação te r r ito r ia l de
m e za de c a rá te r e vigor in te le c tu a l
U ta h e m a is ta rd e in c lu íd o n a C o n s­
sem pre fo i re c o n h e cid a e p r o c la m a d a .
t itu iç ã o E s ta d u a l. E desde e n tã o as
m u lh e re s tê m exercido cargos p ú b li­
O Casamento à Luz do
cos, n a s escolas, com o m e m b ro s do
j u r i com o senadores, e e m u m a das
Evangelho Restaurado
cidades d o sul de U t a h de 1910 a 1913
O E v a n g e lh o de Jesu s C risto, t a l
fu nções de p re fe ito e de to d o o corpo
com o é in te r p r e ta d o pelos S a n to s dos
a d m in is tr a tiv o e ra m exercidos e x c lu ­
Ú ltim o s D ias, e n s in a que o h o m e m é
siv a m e n te po r m u lh e re s.
u m ser eterno. “No p r in c íp io o H o ­
T o d a v ia as m u lh e re s que p re e n c h e m
m e m estava com D e us” . E s ta v id a ,
fu nçõ e s p ú b lic a s c o n s titu e m exceção,
p o r ta n to , n ã o pode ser o com êço d a
p o rq u a n to as m u lh e re s “Mormons”
ex istência, pois o que é im o r ta l q u a n ­
p re fe re m os deveres de esposa e de
to ao f im deve ta m b é m ser im o r ta l
m ãe , e se n te m que u m voto in te lig e n ­
q u a n to ao p r in c íp io . O po der de
te m e lh o r e x prim e s u a re sp o n sa b ili­
progressão e te rn a é in e re n te a to d a
dade cívica. C onsideram -se felizes
in te lig ê n c ia e te rn a .
e m c u ltiv a r u m a e le vada m o r a l do
O s filh o s e s p iritu a is do nosso P a i
dever cívico.
C e lestial, n a m a r c h a do progresso
eterno, devem se to r n a r possuidores
Organização para o
de ta b e rn á c u lo s m o rtais. Eles n ã o
Progresso da Mulher
p o dem p assar d a v id a a n te r io r à t e r ­
A tra v é s d a in s tr u m e n ta lid a d e do ra às g ló rias d a v id a f u t u r a sem as
P ro fe ta José S m ith , as m u lh e re s d a ex periências d a m o rta lid a d e . O nas-

— no —
c im e n to p a r a a v id a te rre n a co m as com o p o d e ria o h o m e m ser o filh o es­
experiências d a v id a m a te r ia l, é p o r ­ p ir itu a l de seu P a l C e le stial? M u ito
ta n to u m p riv ilé g io pe lo q u a l os es­ m enos, e n tão , p o d e ria esse p a re n te s ­
p írito s pre-existentes estão a n s io s a ­ co in c o m p a rá v e l extinguir-se co m a
m en te espe rando ; e h á u m sem n ú ­ presente v id a .
m ero de filh o s e s p iritu a is de nosso As E scritu ras e n s in a m que as co i­
P a i C e le stial a g u a r d a n d o a o p o r tu ­ sas te rre n as te m “ aspectos típ ico s”
n id a d e de u m possível progresso a t r a ­ das coisas celestiais. P o rta n to , o c a ­
vés de u m a v id a te rre n a, revestidos sa m e n to na Ig r e ja re s ta u ra d a é
de u m corpo m o r ta l. O re c o n h e ci­ “ p a r a o te m p o e p a r a to d a a e te r n i­
m e n to destas verdades to r n a o c a s a ­ d a d e ”.
m e n to e a p a te r n id a d e p riv ilé g io s s a ­ A f a m ília é a u n id a d e das ex istê n ­
grados aos m e m b ro s d a Ig r e ja de cias te rre n a e celestial e a form ação-
C r is to . de u m a f a m ília de nobres p rin cíp io s
é a fo n te d a m a io r e m a is gloriosa
ex p e riên cia te rre n a .
P o lig a m ia
O p riv ilé g io d a p a te r n id a d e torna-
se o id e a l de c a d a m e m b ro d a Ig r e ja
A p r a tic a d a p o lig a m ia com o a to
de C risto, pois nessa m issão de g r a n ­
religioso fo i s a n c io n a d a pelos P a t r ia r ­
diosa re sp o n sa b ilid ad e c h e g a m êles
cas do P assado e a c e ita p o r pequen o
qu asi a assem elhar-se ao P a i Celestial.
n ú m e ro de m e m b ro s d a Ig r e ja d a q u e ­
E n c a r a d o sob esse aspecto, o c a sa m e n ­
la época (n ã o m a is de 2 % ), co m o
to se to r n a v e rd a d e ira m e n te u m s a ­
propósito de d a r ta b e rn á c u lo s m o rta is
c r a m e n to e o p riv ilé g io d a p a t e r n i­
aos espíritos pre-existentes. E n c a r a ­
da d e u m a to de asso ciação co m o
d a sob q u a lq u e r o u tro p o n to de v is­
S e n h o r.
ta, esta p r á tic a n ã o e n c o n tra j u s t if i­
O co ntro le pessoal n a e x tin ç ã o d a
cativ a a lg u m a . Q u a n d o a" C ôrte S u ­
pro le n a tu r a lm e n te não é pra­
prem a dos E stados U n id o s estabele­
tic a d o n e m to le ra d o por aqueles que
ceu que a p o lig a m ia t in h a u m c a r á ­
co m p re e n d e m as gloriosas verdades do
ter m a is civil que religioso, d e c la r a n ­
E v a n g e lh o de C risto .
do-a p o r ta n to ile g al, o povo ac e ito u o
decreto com o d o u trin a i fin a l. E m
O L u g a r d a M u lh e r
1800 o costum e fo i ab o lid o e d e c la r a ­
do ilíc ito pelo corpo d a Ig r e ja , pois
A m u lh e r n ã o exerce o sacerdócio,
que era c o n tr á r io às leis do p a ís e
o q u a l é p r a tic a d o po r todos os h o ­
p o r ta n to às d a Ig r e ja .
m e n s ju sto s d a Ig r e ja ; p o ré m com o
U m dos p rim e iro s p r in c íp io s d a Ig r e ­
p a r tic ip a n te s d a verd ade restab ele ci­
ja é h o n r a r e p re s tig ia r as leis d a te r ­
d a e la c o m p a r tilh a co m seu p a i ou
ra que a m p a r a o seu povo. Q u a lq u e r
m a r id o de tô d a s as b ê n ção s que dela
in fra ç ã o a esta le i é p u n id a p e la Ig r e ­
d e riv a m . A sua m issão é a d a M a ­
ja com a p e n a de e x c o m u n h ão .
te rn id a d e , co m o sag rad o p riv ilé g io
de m o ld a r as a lm a s p lá s tic a s dos f i ­
As Relações de F a m ília lh o s nos seus an os m a is favoráveis,
são E te rn as in f lu in d o desse m o d o e de fo r m a i n ­
d iscu tív e l nos destinos d a h u m a n id a ­
As relações de f a m ília n a te r r a n ã o de. N a verd ade esse p riv ilé g io é tã o
são sen ão u m tip o de v id a in te r m e ­ g ra n d e e absorv en te que, se ela o acei­
d iá r io e n tre as ex istê nc ias a n te r io r t a em to d a a su a extensão, n ã o lhe
e po sterio r à v id a te r r e n a . As f u n ­ sobra te m p o e m en o s in c lin a ç ã o p a ra
ções de p a te r n id a d e n ã o co m e çam a s s u m ir q u a lq u e r fu n ç ã o sacerdotal.
neste m u n d o , po is de o u tro m o d o (C o n tin u e n a p á g . 118)

111 --
i
t

SACERDÓCIO
ESTEJAE TAMBEM PREPARADOS
J á houve um a época de cham ar, mas P ai Celestial e Seu grande poder. De­
chegou o tempo p ara um a época de es­ vem ter aprendido a amá-Lo com tôdas
colher; e deixem ser escolhidos aqueles as suas forças. O temer a Deus é o
que são dignos. ( D . C . , 105:35). amor a Deus — um am or tão forte que
Os privilégios especiais, as bênçãos os homens tem am ofende-Lo desobede­
relativas à Ig re ja e o direito de pos­ cendo as Suas Leis.
suir e usar o Sacerdócio com suas pos­ 2.°).— A M O R : H á um a outra q u a li­
sibilidades ilim itadas e poderes eternos, dade principal requerida p ara m in is tra r
pertencerão, assim como agora, aqueles com a autoridade do Sacerdócio. O Pai,
que entrem no convênio e tornem-se por causa do am or pelos Seus filhos, es­
membros da Ig re ja de Jesus Cristo. tabeleceu o plano de Salvação, e deu
Tôdas as pessoas j á batizadas n a Ig re ­ aos seus filhos o privilégio de um a vida
ja deviam estar preparando e a rru m a n ­ m ortal e entregou Seu F ilho unigenito
do a sua vida de acordo com as leis di­ a um a morte terrena, para que os ho­
vinas p ara que possam merecer um a boa mens pudessem ganhai* a vida eterna.
recompensa no Reino de nosso Pai. E s­ Desde que o plano do evangelho está
pecialmente os homens deviam estar se fundado no amor, o Sacerdócio, O Pa-
preparando p ara receber o Sacerdócio der do Todo Poderoso, deve tam bém
e se treinando p ara o trabalho do Se­ m ostrar o amor profundo. N ão sendo
nhor aqui na te rra. feito isso, o Sacerdócio é vasio e perde
Os homens deviam ser dignos para o seu poder e vigor.
receber o Sacerdócio. Êles devem pro­
3 .°)— D E V O Ç Ã O A O T R A B A L H O :
var pelas suas vidas que são merecedo­
U m homem pode mostrar-se digno de
res do mesmo. A p tidão para receber o
receber o Sacerdócio dem onstrando sua
Sacerdócio foi definida pelo Sacerdote
devoção ao Senhor. O Evangelho tem
Jethro quando disse: "A lé m disso procu-
que ser compreendido. Portanto, os can­
rarás dentre o povo homens capazes, te­
didatos ao Sacerdócio deviam ser estu­
mentes a Deus, homens de verdade, que
dantes das escrituras e das palavras de
aborrecem a avareza.” Isto é, um ho­
Deus, e deviam fam iliarizar-se com os
mem, p ara receber o Sacerdócio deve ser
princípios, ordenanças e organizações
capaz e temente a Deus — um homem
da Ig r e ja . Deviam tam bém aprender
de verdade, que aborrece a avareza.
como o conhecimento do evangelho pode
ser adm inistrado nas coisas temporais
C O M O P O D E S E T O R N A R D IG N O ?
e espirituais do homem; e acim a de
1 .°)— F E ’ E M D E U S : Os homens tudo, deviam tra b a lh a r diligentemente
tornam-se dignos de receber o Sacerdó­ no Evangelho de Jesus Cristo.
cio por temer a Deus. Isso significa que 4 .°)— H U M IL D A D E : O Senhor orde­
os candidatos p ara receber o Sacerdócio nou que nenhum homem receberá os be­
devem reconhecer a existencia de nosso nefícios do Santo Sacerdócio sem h u m i­

— 112 —
lhar-se perante Êle, e dar-Lhe gló ria pe­ que virei rapidam ente, e vos receberei.
los ensinamentos dados a fim de que pos­ Amém. ( D . C . 88:123-126).
sa testem unhar a todo o m undo a vera­ O Sacerdócio im plica liderança. As
cidade do evangelho. Tem que reconhe­ Revelações do Senhor declaram repeti­
cer Deus como o doador de tôdas as coi­ damente que aqueles que receberam o
sas boas. E isso se faz por gu a rd ar to­ Sacerdócio levam a responsabilidade de
dos os Seus m andam entos. ser um bom exemplo e um líder trab a­
Sejais limpos, vós que levais os vasos lhando pelo progresso e crescimento da
do Senhor. ( D . C . 38 :42). Ig re ja de Cristo restaurada.
C uidai que vós ameis uns aos outros; O homem que pensa que devia ser ele­
cessai de ser cubiçosos; aprendei a dar, vado a um grau m ais alto no Sacerdó­
um ao outro como requer o evangelho; cio do que j á ocupe não compreende a
parai de procurar as fraquezas dos ou­ sua posição e cham ada, e não é capaz de
tros; cessai de do rm ir mas do que seja m elhorá-la. Não tem ele já o privilégio
necessário; deitai-vos cedo, que não es- de m ostrar todos os talentos que pos­
tejais fatig ad os; levantai-vos cedo, que sua? — O privilégio de fazer todo o pos-
seus corpos e suas mentes podem ser sivel neste Reino? Sim , e é seu dever
estimulados. E acim a de tcdas as coi­ sagrado ser um bom exemplo e trab a­
sas, vesti-vos com o vínculo de caridade, lh ar diligentem ente para a edificação
como se fosse um m anto que é o vínculo do Reino de Deus aqui na te rra.
da perfeição e da p a z . O ra i sempre, que
não desmaiardes, até que E u venha. E is W arren J . W ilson.

Profanai Vosso Tabernáculo T odav ia, aqueles que fu m a m , b a ix a m


a te m p e r a tu r a dos seus d íg ito s de dois
de 6 a 20 p o n to s (m é d ia do a u m e n to a seis g ráu s, e a lg u n s d ize m n ã o hav e r
catorze po ntos) d iásto le (período de m a l em f u m a r u m o c asio na l cig arro .
d ila ta ç ã o do c o r a ç ã o ) . A c iê n c ia m é d ic a po uco pode fazer
Q u a r to — M é d ia de p u lsa ção a u ­ pe la pressão a lta , e esta c o n d iç ão re ­
m e n ta d a de v in te a c in c o e n ta e du as c la m a m u ita s v id as e m c a d a a n o .
p a n c a d a s por m in u t o (a u m e n to m é ­ A in d a assim a lg u n s dos que f u m a m
dio, t r in t a e du as pulsações i . e x p e rim e n ta m consolar-se a c h a n d o
O re s u lta d o das ex periências c o n ­ que de dez a t r in t a e cinco p o n to s de
du zid a s cc m m a te r ia l d ife re n te de a u m e n to n ã o p o d e m c a u sa r m a l. E
tabaco, n ã o p r o d u z ir a m os m esm os p o r ú ltim o , m a s n ã o m en o s im p o r t a n ­
resultados ou m esm o u m a p a r te das te, a m e n o r m u d a n ç a em nosso c o ra ­
m u d a n ç a s físicas. C o n tu d o , o siste­ ção alarm a- n o s. C o n tu d o f u m a r dois
m a do n ervo s im p á tic o m o stro u u m a cigarros c a u sa rá u m a u m e n to de v in te
fra ç ão de 1 g r á u de m u d a n ç a de t e m ­ a q u a r e n ta e q u a tr o pulsações p o r m i ­
p e ra tu ra , nos dedos das m ão s e pés, n u to . D eixem os àqueles que f u m a m ou
em a lg u n s dos in d iv íd u o s . z o m b a m co m a id é ia de u m ocasio nal
As a tiv id a d e s físicas e posições dos cigarro , p o n d e ra re m esses fa to s c ie n ­
in d iv íd u o s n ã o c a u s a r a m m u d a n ç a , tíficos. Nós devem os ler e reler os
n e m ta m b é m o aspecto m e n ta l, m a s fa to s po rque os m édico s te m p ro v a ­
o f u m a r cau so u tô d a s as m u d a n ç a s do que o ta b a c o n ã o é bo m p a r a o
em todos os in d iv íd u o s sob os testes. hom em .
A te m p e r a tu r a n o r m a l do corpo é T ra d . p o r C ícero P ro ença L a n a .
de 36.7 gráus, e se esta aum enta ou
b a ix a de dois a três g ráus, n ó s im e ­ “ O céu é sem pre firm e , as n u v e n s
d ia ta m e n te c h a m a m o s nosso m éd ico . é que p a s s a m ” .
Evidências e Reconciliações
P or E lder Jo ã o A . W idtsoe

C X IX — Qual é maior — o Sacerdócio ou a Igreja?


S e g u n d o J o ã o T aylor, terceiro p r e ­ Isso fic o u b e m claro n o p r in c íp io
sid en te d a Ig r e ja , o S ace rdócio “ . . . é d a Ig r e ja re s ta u r a d a . No d ia 25 de
o po der de D eus, d a d o a in te lig ê n c ia s M a io de 1829, a n te s d a Ig r e ja ser o r ­
nos céus e ao h o m e m n a te r r a .” E sta g a n iz a d a , José S m it h e O liv e r Cow-
d e fin iç ã o te m sido c o n fir m a d a pelos dery fo r a m o rd e n ad o s po r J o ã o B a ­
líderes d a Ig r e ja . P o r exem plo, José tista , u m ser ressuscitado, à a u t o r id a ­
F . S m ith , sexto preside nte d a Ig r e ja , de do S acerdócio de A a r ã o ou S ace r­
disse: “ O S ace rdócio é n a d a m a is ou d ócio m e n o r . Sob a q u e la a u to rid a d e ,
m en os do que o po der de D eus dele­ eles fo r a m b a tiz a d o s . P o u co te m p o
gado ao h o m e m pelo q u a l o h o m e m depois, os apóstolos ressuscitados,
pode a g ir n a te rra p a r a a s alv ação Pedro, T iag o e J o ã o c o n fe rir a m o S a ­
d a f a m ília h u m a n a . Sob esta d e f in i­ cerdócio de M elquizedec, o u o S a c e r­
ção, n a d a pode ser m a io r do que o d ócio M a io r sobre os jo v e n s . O ra
S ace rd óc io . N a d a pode exceder o eles fo r a m b a tizad o s, e t in h a m tod o
po der de D e u s. T u d o deve ser p r o ­ o po der do sacerdócio necessário; t u ­
d u to deste p o d e r. do que o S e n h o r a c h a r ad e q u a d o p a r a
N a tu r a lm e n te , o h o m e m n ã o pos- ser c o n fe rid o a q u a lq u e r pessoa sobre
sue tod o o po der de Deus. E le te m o a te rra .
b a stan te , p a r a c u m p r ir tô d a s as obras M a s a Ig r e ja de C risto n ã o t in h a
re la c io n a d a s co m o p la n o de s a lv a ­ sido a in d a o rg a n iz a d a . P o r ta n to , cer­
ção d a f a m ília h u m a n a . N a te rra , o ca do m esm o te m p o D eus in s t r u iu a
h o m e m n ã o precisa m a is . José e O liv e r p a r a que o rg a n iza sse m
P o rém , q u a n d o a Ig r e ja de Jesus a Ig r e ja de C risto . F o r a m in s t r u í­
existe n a te rra, tô d a s as a tiv id a d e s do dos a faze r isso sob a a u to r id a d e c o n ­
S acerdócio o p e ra m d e n tro d a I g r e ja . fe rid a sobre eles. P o rém , fic o u be m
S ó q u a n d o a Ig r e ja n ã o existe n a te r ­ claro que, q u a n d o a Ig r e ja fosse o r ­
ra p o d e m os h o m e n s te r o sacerdócio g a n iz a d a , esses dois jov e ns d e v ia m ser
d ifu sa m e n te . N o m o m e n to e m que a b a tiza d o s n a Ig r e ja , e o rd en ado s
Ig r e ja é o r g a n iz a d a , todos os p o ssu i­ com o E lders n a Ig r e ja . As in stru çõe s
dores do sacerdócio p o d e m usá-lo so­ fo r a m e x p lícitas: “ . . . A p a la v r a de
m e n te sob a a u to r id a d e e d ire ção d a D eus veio a n ó s n o q u a rto , co m an-
Ig eJa . Isso que r dizer que, q u a n d o d and o- no s que eu ordenasse O liv e r
a Pyreja está o r g a n iz a d a , n u n c a p o ­ Cow dery com o u m E ld e r n a Ig r e ja de
d e m h a v e r n a te r r a d u a s classes de Jesus C risto, e que ele ta m b e m m e
possuidores d o sacerdócio: aqueles ordenasse ao m esm o ofício; e, e n tã o ,
que u s a m seu po der d e n tro d a Igreja-, o rd e n a r outros, seg u nd o as revelações
e aqueles que u sa m - n o fo r a d a Ig r e ­ que receberíam os de te m p o e m t e m ­
ja . po . F om os, p o ré m , c o m a n d a d o s a
De fa to , a Ig r e ja é u m p ro d u to do a d ia r nossa o rd e n a ç ão a té q u a n d o
sacerdócio, e pode ser o r g a n iz a d a só fosse possível te r nossos irm ã o s que
p o r aqueles que te m o sacerdócio. É t in h a m sidos, e que d e v ia m ser b a t i­
o in s tr u m e n to pelo q u a l o sacerdócio zados, re u n id o s conosco, e e n tã o n e ­
fu n c io n a . N a v erdade, a q u i n a te rra, ce ssitaríam os de a p ro v a ç ão p a r a o r ­
o S ace rd óc io e a Ig r e ja c o n s titu e m d e n a rm o s u m ao o u tr o ” .
u m a u n id a d e — u m n ã o p o de f u n c io ­ Isso fo i c u m p rid o , p o rque n o d ia 6
n a r sem o o u tro . de A b r il de 1830, a Ig r e ja fo i o r g a n i­
— 114 —
zada-, os seis org an izad o re s in clusiv e to à im p o r ta n c ia r e la tiv a do S ac e rd ó ­
José S m it h e O liv e r Cow dery, fo r a m cio e a Ig r e ja n ã o te m s ig n ific a ç ã o
batizad os na Ig r e ja , c o n firm a d o s p a r a o h o m e m m o r ta l.
m em bros d a Ig r e ja , receberam o d o m H á aqueles que, te n d o sido exco­
do E sp írito S a n to , e ordenado s a u m m u n g a d o s, p e n s a m que eles a in d a te m
ofício n o sacerdócio. o S ace rdócio que eles receberam sob
“Eu, e n tã o , im p u z m ão s sobre O l i­ a a u to r id a d e d a I g r e ja . Isso é u m
ver Cowdery, e ordenei-o u m E lder d isp arate . O que fo i recebido sob a
da Ig r e ja de Jesus C risto dos S a n to s a u to r id a d e d a Ig r e ja e tira d o d u m
dos Ú ltim o s D ias; depois do q u a l ele h o m e m q u a n d o é ex c o m u ng ad o só f i ­
me ord en ou ta m b é m ao ofício de E l­ ca a m e m ó r ia p a r a vexar sua a lm a .
der. H á outros que, d e s e n c a m in h a d o s pelo
“ . . . A gora c h a m a re m o s e o rd e n a ­ po der do m a l, p e n sa m que a Ig r e ja
rem os a lg u n s de nossos irm ã o s a d i ­ está e rra d a em u m a m a n e ir a ou o u ­
ferentes ofícios do sacerdócio, com o o tra , e que re m m u d a r as condições, i n ­
E sp írito m an ifôstou - se a n ó s ” . de p e n d e n te m e n te , com a u x ílio do s a ­
O b a tis m o e ordenações j á recebi­ cerdócio que eles receberam d a Ig r e ­
das, a u to r iz a r a m José e O live r, sob ja . E stas pessoas são ig u a lm e n te
u m m a n d a m e n to de D eus, a o r g a n i­ to las. Se a Ig r e ja está e rrada, seus
zar a Ig r e ja , m as, d a í, p o r ta n to , seu do ns n ã o são a u to r ita tiv o s e estes re ­
poder e a u to r id a d e po de ser u sad o só fo rm ad o re s que se q u a lific a m a si m es­
d e n tro d a Ig r e jà , e sob a a u to r id a d e e m os devem p ro c u ra r a u to r id a d e em
direção. N in g u é m na m o r ta lid a d e o u tr a p a r te .
pode exercer os d ireito s do sac e rd ó­ Todos os v ia ja n te s n a e strad a d a
cio fo ra d a Ig r e ja . fa ls id a d e p o d e m ser avisados que eles
Assim , sem o S acerdócio, n ã o pode estão a g in d o sob a in s p ir a ç ã o do
existir u m a Ig r e ja . S e m a Ig r e ja n ã o p r ín c ip e d a escuridão , o in im ig o i n ­
pode h a v e r u m sacerdócio em p le n a telig en te sem consciência, m a s im i t a ­
operação n a te r r a . S acerdócio e Ig r e ­ d o r e e n g a n a d o r d a verdade, e que
ja c o n stitu e m u m a u n id a d e , são i n ­ n ã o t ê m o Sacerdócio, a n ã o ser o
separáveis. P o r ta n to , a qu e stão q u a n ­ de s a ta n a z . T rad, J . A lius

Brado A Mocidade be m v iv id a , de sacrifícios in te lig e n ­


te m e n te feitos, e a certeza d a posses­
verentes a essas verdades, e n c o n tr a ­ são de espíritos e te rn a m e n te e n riq u e ­
rão ale grias que n ã o e sta rão u n id a s cidos .
a n e n h u m s e n tim e n to de c u lp a b ilid a ­
de, a fliç ã o n e m rem o rso .
T ôdas as m aio re s fig u ra s desde o Lembrança do Monte Cumorah
p rin c íp io dos tem po s, c o n se g u ira m p ro v a r isso n ã o quize rm os to m a r a
en co n trar atrav é s dos sacrifícios o p a la v r a do L iv ro de M o rm o n , que m e ­
poder p a r a d ir ig ir su a en e rg ia d a f o r ­ lh o r e v id ên cia precisam o s que o fa to
ça p r im itiv a p a r a a c u ltu r a e s p iritu a l. de q u a n d o o c o n q u is ta d o r Pizzaro
P a r a os jov e ns de h o je , v irã o o te s­ p re n d e u o che fe In c a , A ta h u a lp a .
te do sac rifíc io , a p e rd a de seus e n ­ com o refe m , este lh e ofereceu, p a ra
tes queridos, e sonho s irre alisad o s. re cob rar su a lib e rd a d e ta n t o ouro
M as àqueles que p e rm a n e c e m leais que e n c h e ria u m q u a r to de 6 m etros
aos seus ideais, id ea is legados p o r a n ­ p o r 7, a té a m e ta d e d a parede.
tepassados de coragem , fib r a e deno-
do, v ir á a em o ção de u m a ex istê nc ia ( C o n tin ú a n o p ró x im o n ú m e ro ).

115 —
Os Sinais dos Tempos disse que nos ú ltim o s dias, u m pouco
a n te s de sua v in d a a te r r a p e la se­
eles c u m p r ir a m esta p ro fe c ia de g u n d a vez, h a v e r ia gra nd es carestias
I s a ía s . e pe stilências. N ão está se c u m p r in ­
Is a ía s , ta m b é m , disse que “o deser­ do esta pro fecia?'
Estes, m eus irm ã o s , são os sin a is
to e x u lta r á e florescerá com o a rosa."
N a verdade, q u a n d o B r ig h a m Y o u n g dos te m p o s. P o rque é d ifíc il p a r a os
povos do m u n d o reconhecer esta v e r­
v iu p r im e ir a m e n te o vale do L ag o S a l­
d a d e . D eus deu-nos estas p ro fe cia s
gado, ele v iu u m deserto estéril em
p a r a guiar- no s nos ú ltim o s dias. P a r a
árvores, sem g r a m a e sem q u a lq u e r
coisa que pudesse servir de susten to a ju d a r- n o s a reconhecer a ig r e ja v e r­
Os h o m e n s que e s ta v a m com ele n e s­ d a d e ir a e a c e itá - la . M a s o m u n d o
c o n tin ú a n o c a m in h o do pecado. Eles
te tem po , c e rta m e n te p e n s a r a m que
n ã o te m interesse e m C risto. Eles
ele d e v ia esta r e rra d o po rque n ã o h a ­
n ã o te m te m p o p a r a o S e n h o r a té que
v ia p o ssib ilid a d e de viver n aq u e le l u ­
e s te ja m n a h o r a d a m orte, q u a n d o
g a r e sté ril. M as êles tiv e ra m fé em
e n tã o r e a liz a m o que estão n o lim ia r
B r ig h a m Y o u n g co m o p ro fe ta de
d a e te rn id a d e e se e n c o n tr a m sem
D eus e c o m e ç a ra m a c u ltiv a r a terra.
q u a lq u e r p re p a ra ção .
H oje , n a verdade, o v ale do L ag o S a l­
gado floresce com o u m a rosa. * Q ue p re p a ra ç ã o j á fez você p a r a a
e te rn id a d e ? Serve o S e n h o r e g u a r d a
* C risto disse: “N a verd ade E lias h á
os m a n d a m e n to s dele? Se sua res­
de vir, e r e s ta u r a r á tô d a s as coisas".
po sta n ã o é u m “ s im ” e n tã o p r o v a ­
E lia s ap a re ce u p a r a José S m it h e O li­
v e lm e n te você e s ta rá en tre aqueles
ver C o w dry e deu a eles as chaves do
que fic a r ã o “ o nde h á ch ô ro e r a n ­
tr a b a lh o nos tem plo s. Assim , q u a n ­
ger de de nte s” .
do José S m it h estabeleceu a o r g a n i­
zação o r ig in a l de C risto co m o san to O pe rigo é real e m u ito g ra n d e
sacerdócio, ele re sta u ro u tô d a s as Pode acontecer p a r a você. H á m u it a
coisas com o elas j á e x is tira m nos p o s s ib ilid a d e .
dias de C risto . , “C o m o posso eu o b te r a v id a e te r­
n a ? ” p e r g u n ta r á você? Assiste su a
f» T ôdas estas coisas j á acontece ram .
Ig r e ja em tô d a s as suas re u n iõ e s . S u ­
M as, a lg u m a s pro fe cias de C risto a i n ­
po rte sua Ig r e ja e m tô d a s suas a t i ­
d a n ã o se c u m p r ira m . P o rém , n ós ve­
v id ade s. P ag u e seu d ízim o . G u a r ­
m os o c u m p r im e n to destas h o je .
de a p a la v r a d a sab ed o ria e g u a rd e
A p ro fe cia d iz que nos ú ltim o s dias tô d a s as leis d a ig r e ja . f
os ju d e u s se riam a ju n ta d o s em J e r u ­
U m a vez eu e n c o n tre i u m a m u lh e r
s a lé m . O que é que nós podem os ler
que disse; “a c re d ito que s u a ig r e ja é
nos jo r n a is todos os dias; G u e r r a n a
v e rd a d e ira e que José S m it h fo i u m
P a le s tin a porque os ju d e u s estão v o l­
p ro fe ta verd ade iro de Deus. P o ré m
ta n d o . É o c u m p r im e n to d a p r o fe ­
n ã o filiar-m e-ei à ig r e ja p o rq u e eu
c ia ? |
quero fic a r co m m eus a m ig o s ” .
Todos os d ia s lem os nos jo r n a is so­
bre a g u e rra n a C h in a e n a G re c ia . E u p e rg u n te i a ela, “ Q u e r fic a r co m
É isto o c u m p r im e n to d a p ro fe c ia que seus am igos, m esm o que eles este ja m
nos ú ltim o s dias “hav e is de o u v ir f a ­ n o IN F E R N O ? ” E la teve u m teste­
la r de gu e rras e ru m ore s de g u e rra s ? ” m u n h o do E v a n g e lh o e n ã o o aceitou.
Po rque e n v iam o s ro up a s, m e d ic a ­ É preciso escolher ag ora, Jesus C risto
m e n to s e c o m id a p a r a a E u ro p a e ou s a ta n a z !
A sia? N o ú lt im o an o, g ra n d e n ú m e ­ Q u a n d o vocês n ã o g u a r d a m os
ro de pessoas, nestes c o n tin e n te s, m o r ­ m a n d a m e n to s de D eus, vocêè estão
re ra m de c a re stia e p e stilê n c ia . C risto a g in d o c o n tr a seu S alv ad o r. Sóm en-

— 116 —
te os pe rfe itos p o d e m ser q u a lific a d o s “ Deixe-nos ve-la, deixe-nos ve-la”
m o ra r n a sua presença n a e te r­ g r ita v a m tôd as, e se esqueceram de
n id a d e . o lh a r os balões coloridos, as la n te rn i-
E s tá você se q u a lific a n d o ? n h a s de p ap e l cre pon e as fita s de
s e t im .
Depressa a e m p re g a d a a b r iu a c a i­
A Pulseirinha Diferente x a e lá , n o seu berço de alg odão , b r i­
lh a n d o com o a lu z do sol, está a l i n ­
z a b e th ? ” A p u ls e ir in h a riu-se ale gre­
d a p u ls e ir in h a de ouro. Q ue su rp re ­
m e n te do e sp a n to do jo a lh e iro . “E n ­
sa p a r a tôd as!
tã o é p a r a a f ilh a de nosso r e i? ” ele
P o r u m seg und o a p u ls e ir in h a teve
p e r g u n to u .
m ed o de que a P rin ce za n ã o gostasse
“S im , é”, disse a em p re g a d a. “E la
dela. A id é ia de ter que v o lta r p a r a
v ai d a r u m g ra n d e ba ile a m a n h ã ,
a v e lh a ca ix a de joias, fe-la sentir-se
n o p a lá c io , e m b e ne fício das cria n ça s
m u ito s o zin h a de n o v o . M a s e n tão ,
pobres e pe diu- m e que lh e e n c o n tra s ­
e la o u v iu a P rin ce za e x c la m a r: “J u s ­
se u m a p u ls e ira de ouro d ife re n te de
ta m e n te o que eu q u e ria ” , “E x a ta ­
tôdas as o u tra s, p a r a u sar n a festa.
m e n te o que eu q u e ria ”, e de t a n t a
E stou tã o c o n te n te de ter e n c o n tra d o
a le g ria a P r in c e z in h a a té b a te u p a l­
esta, porque sei que a P rin ce za v ai
m a s.
gostar m u it o d e la ” .
“É l in d a ”, disse u m a de suas a m i­
“E u ta m b é m estou m u ito c o n te n te ”
gas.
disse o jo a lh e iro . “V ou ag o ra m esm o
“S im ”, e v e ja com o é d ife re n te ",
g ra v a r “P rin ce za E liz a b e th ” n a p la c a
disse o u tr a .
do m e io ” . E le ta m b é m q u e ria a g r a ­
d a r a P rin c e za . “É tã o b o n ita e tã o d ife re n te , que
eu vou g u a rd a - la em m in h a m e lh o r
A ntes d a p u ls e ir in h a de ix ar a lo ja ,
c a ix a de jó ia s ” , re p lico u a P rin ce za,
ela fo i c u id a d o s a m e n te po sta e m u m a
“e fe c h are i a ca ix a co m a m in h a cha-
c a ix in h a ch e ia de a lg o d ã o . T in h a m
v in h a de ouro, p a r a que n u n c a se
da d o ta n t o b r ilh o e m sua t r a n c in h a
p erca.”
de ouro, que ela b r ilh a v a com o o sol
E n a festa, n o o u tro d ia , todos os
e n a p la c a c h a ta do m e io estava a le ­
nobres do re in o f a la r a m sobre a p u l­
grem ente g ra v ado “P rin c e za E liza-
b e th ”. s e ir in h a d ife re n te que a P rin c e za u sa ­
v a. E tod o o povo d aquele re in o o u ­
P e la p r im e ir a vez em to d a a sua
v ir a m f a la r n e la ta m b é m . E depois
vida, a p u ls e ir in h a triste sentiu-se
disso, sem pre que a P rin ce sa d a v a u m a
m u ito im p o r ta n te . N ão m a is te ria
festa, v in h a m v is ita n te s de tô d a s as
que m o r a r n a v e lh a e b o lo re n ta c a i­
p arte s do m u n d o p a r a ver a p u ls e ir i­
xa de jo ia s .
n h a que era tã o dife re n te . E m u ito
“A P rin ce za m e que r! A P rin ce za
d in h e ir o fo i a r r a n ja d o p a r a a ju d a r as
me q u e r !” c a n ta v a p a r a si d u r a n te o
crin ças pobres.
c a m in h o . E ra n a verdade, a p u ls e i­
E vocês p o d e m te r a certeza de que
r in h a m a is feliz do reino. A P rin c e za
a p u ls e ir in h a de t r a n ç a de ouro e pla-
E liza b e th e suas a m ig a s e sta v a m
q u in h a c h a ta n o m eio, n u n c a m a is
o lh a n d o os em pregados e n fe ita r e m os
teve te m p o de se n tir s o z in h a .
ja r d in s , q u a n d o a e m p re g a d a chegou.
“Q ue b o m que é p e rte ncer a a lg u e m ”
“P rin c e za E liz a b e th ”, c h a m o u ela,
pe nsou ela m u ita s vezes, “m a s m u ito
encontrei-a. E n c o n tre i a p u ls e ir in h a
m e lh o r a in d a é po der a ju d a r alg uem .
d ife re n te ” .
C o m o estou c o n te n te de te r tid o p a ­
C o n te n tís s im a , correu a P rin ce za
c iê n c ia e espe rad o” .
E lizab e th seg u id a de suas am ig a s, ao
e n co n tro d a e m p re g a d a . T rad. po r S ílv ia Courrege.

117 —
(C o n tin u a ç ã o ) bons cid a d ão s de D eus e d a P á t r ia .
Q u a n d o , po r fatore s a lh e io s à sua
m esm o que isto fosse possível. E la
v o n tade , a m u lh e r n ã o pode a lc a n ­
co m pree nde tã o b e m a im p o r tâ n c ia
ça r esse su prem o id e a l d a fe lic id a d e
e n orm e e a re sp o n sa b ilid ad e do seu
fe m in in a , e n tã o ela se e n tre g a in t e i­
glorioso p riv ilé g io de ge rar novos se­
r a m e n te ao t r a b a lh o de e d u c a ç ã o e
res e m o d e la r o c a rá te r e a a lm a dos
ap e rfe iç o a m e n to do p ró x im o ; e nessa
h o m e n s que se to r n a h u m ild e e feliz
ta re fa , r e a liz a d a co m ale g ria , e la e n ­
de viver d e n tr o de su a p r ó p r ia esfera
c o n tr a sua p r ó p r ia fe lic id a d e e c u m ­
e p o d e r e n g ra n d e c e r a sua m issão .
pre de m a n e ir a d ig n a e lo u v áv e l o seu
U m a d m ir á v e l t r a b a lh o de c o n ju n ­
de stin o n a te rra. N ã o se pode p r o ­
to re s u lta destas relações en tre o h o ­
c la m a r que as m u lh e re s M o rm o n s são
m e m e a m u lh e r : êle assum e a res­
p e rfe itas, m a s que elas po ssa m t r ilh a r
p o n s a b ilid a d e de a g ir em n o m e de
c o n s ta n te m e n te a e stra d a que le v a à
seu P a i C e le stial em tô d a s as neces­
p e rfe ição — eis o o b je tiv o e o id e a l
sidades d a Ig r e ja ; é o ch é fe d a sua
de seus líderes.
p r ó p r ia f a m ília , deven do o lh a r pelo
su ste n to e be m -estar. E la assum e o
p riv ilé g io d a m a te r n id a d e e d a a d m i­ Tirando a Prova
n is tr a ç ã o do la r assim com o de u m a
Q u a is os re su ltad o s a té a g o ra o b t i­
p a r tic ip a ç ã o a tiv a e m tô d a s as o r g a ­
dos p e la Ig r e ja a trav é s de tod os os
nizações que a Ig r e ja ge ne rosam e nte
esplêndidos e n s in a m e n to s q u e v isa m
fu n d o u e m a n te m p a r a a ele vação d a
a elevação m o r a l e in te le c tu a l d a
m u lh e r .
M u lh e r ? A té que p o n to t ê m eles i n ­
N ã o h á p ro b le m as de superio rid ad e flu e n c ia d o os lares e as fa m ília s ?
ou in fe r io r id a d e — tu d o se resum e T êm estas ev o luido p a r a m e lh o r ? V e ­
n u m a q u e stão de o rg a n iz a ç ã o p a r a o ja m o s a lg u n s fa to s que p o d e rão res­
progresso h u m a n o . p o n d e r a essas p e rg u n ta s :
N a v e rd a d e ira Ig r e ja de C risto os “O s re la tó rio s d a Ig r e ja M o rm o n
direito s d a M u lh e r n ã o estão e m d e ­ re v e la m que os m e m b ro s d a Ig r e ja
sacordo com os direito s h u m a n o s , p o r ­ te m u m a m é d ia de c a sam e n to s b a s ­
que u m sexo é c o m p le m e n to do o u ­ t a n te a lta , a c im a d o n o r m a l e q u e o
tro; o que f a lt a a u m o o u tro pro vê; ín d ic e de divórcios é e x tre m a m e n te
onde u m revela fra q u e za o o u tro a p re ­ baixo. As fa m ília s , e m geral, c o m ­
sen ta fo rç a — a m b o s re a liz a n d o a põe-se de num e roso s m e m b ro s. A
u n id a d e d a v id a te rre n a e f u t u r a . m é d ia de n a s c im e n to s é su perior em
m a is d a m e ta d e à m é d ia dos países
Os Direitos da Mulher civilizad os, e n q u a n to que a p ro p o rç ão
M u ito se f a la e se discu te sobre os de ób itos n ã o che ga à m e ta d e dos í n ­
direito s d a m u lh e r e s u a esfera de dices apre sen tado s p o r esses paises.
ação . O d ire ito d a m u lh e r consiste A p en as u m a d é c im a p a r te de ile g it i­
e m p a r tic ip a r o m b ro a o m b ro com m id a d e é observada e m c o m p a r a ç ã o
seu m a r id o o u ir m ã o do g ra n d e jog o co m as nações m a is im p o r ta n te s . O
d a v id a , s u p o r ta n d o co m v a lo r sua n ú m e r o de divórcios é in s ig n ific a n te .
p a rte n a s d ific u ld a d e s, d iv id in d o co m A v id a e m f a m ília é fe liz e a pobreza
ele as preocupações e cuidad os, co m ­ p r á tic a m e n te n ã o existe.
p a r t ilh a n d o de suas ale g ria s e triu n - Estas co m paraçõe s são assom brosas
fos. e m o s tr a m que as m u lh e re s estão r e a l­
M u lh e r fe liz é a q u e la q u e p ree nc he m e n te a g in d o com o faze doras do la r e
in te ir a m e n te su a m issão de c ria r e preservadoras d a m o r a l d o m é s tic a .
ed u c a r u m a f a m ília de filh o s sadios E n q u a n to as m u lh e re s se ape garem
e fortes, esforçando-se p o r to m a - lo s a o id e a l do la r e à doce v id a em f a ­

— 118 —
m ília , e n q u a n to ex e cu tare m sua p a r ­ sos filh o s, q u a n to s e q u a n d o n ó s os t e ­
te com o e d ific a d o ra s do verd ade iro ríam os.
lar, e n g ra n d e c e n d o o a lto p riv ilé g io S a b e n d o que esta c o n sta n te fe lic i­
que D eus lhes concedeu p a r a b e n e fí­ d a d e n ã o seria rec o n hecida , n ã o es­
cios de seus filh o s e ta m b é m dos f i ­ p e ra ria ser fe liz a tod o m in u to . N ão
lhos alheios, e n tã o a Ig r e ja e a N a ­ espe raria ser liv re de pe nas e p r o ­
ção e sta rão salvas e seu fu tu r o asse­ b le m a s o u a lg u m a s das v ita is expe­
gurado . riê n c ia s d a v id a ; m a s espe raria que
Assim t ê m a g id o as m u lh e re s Mor- co m orações, a m ô r e p a c iê n c ia , com
m o n s de h o je e esperam os que assim jo v ia lid a d e e b o m h u m o r , assim e n ­
pro ssigam p a r a sem pre. c o n tr a r ia as necessidades de ca d a d ia.
S a b e ria que eu e m e u m a r id o te r ía ­
m os desacordo de vez e m q u a n d o .
M as eu t e n ta r ia a c o m p a n h a r a regra
Se eu fosse uma noiva d a m o d a a n tig a ; que o f im do d ia en-
co ntrassem -nos e m ac ôrd o e o sôno
desejável e m e rg ên cia, e c o n c lu ir ia seria dôce porque, eu se g u iria d e sin ­
isto tã o cedo q u a n to possível. teressada à bu sca d a co m pree nsão e
Se e u fôsse u m a n o iv a que t r a ­ r e c o n c ilia ç ão m ú t u a .
balhasse e m e u m a r id o ta m b é m e fô s ­ S im , se eu fôsse u m a n o iv a , cons­
se possível viver de seu s a lário , pa- t r u ir ia m e u c a sam e n to , baseado e m :
r a r ia de t r a b a lh a r de u m a vez, isto é fé, a m ô r e tr a b a lh o ; a d ic io n a n d o m e u
— a m e n o s que eu fôsse pessôa de a m á v e l toque pessoal. E sei que se­
tã o r a r a ca p a c id a d e , c u ja in te r r u p ç ã o r ia m a ra v ilh o s o — v e rd a d e ira m e n te
de m in h a ca rre ira fôsse u m a p e rd a belo.
p a r a o m u n d o e o re su lta d o desastro­ Trad. Odon dos Santos.
so p a r a m im . A ra z ã o que m e le v a ­
ria a a g ir assim j n ã o é que e u espe­
rasse descansar, p o rém , s im p le sm e n te
porque este d u p lo tr a b a lh o estabele- O hom em que destribue bondades
ria u m falso senso de v alor, p r o d u ­ deve ficar quieto a seu respeito; aque­
zin d o ao m esm o te m p o u m a in d e v id a le que as recebe deve espalhá-las.
tensão e fa d ig a , nos p rim e iro s m êses
— S e n e c a ...
de c a sam e n to , q u a n d o seria essêncial
u m descanso físico e m e n ta l, p a r a
assegurar u m a in d is p e n sáv e l e s tr u tu ­ D ê trabalho antes que esmolas ao
ra de u m a casa, do c o n tr á r io seria pobre; aquele lança fora a idolência,
desastroso o nosso c a s a m e n to . U m a m as estas expulsam a indústria.
n o iv a te m as m ã o s che ias de t r a b a ­ — Tryon E d w a rd s. ..
lh o p a r a estabelecer o básico v a lo r
do seu c a s a m e n to .
M as de tu d o , se eu fôsse u m a jo v e m
Devo m eu feliz êxito n a vida ao fato
noiva, te n ta r ia p re p arar- m e eu m e s m a
de, em todas as cousas, sempre e em
p a r a u m a b ô a m ã e de fa m ília . C o n s­
toda parte, estar adeantado u m quarto
tr u ir ia m e u la r do com êço co m am o r,
de ho ra” .
seg uran ça e s im p lic id a d e . C o n s tr u ir ia
— N e ls o n ...
m e u c a s a m e n to co m am o r, a le g ria e
sim p lic id ad e . C o m fé, d a r ia fôrças
a m in h a v id a , fé e m m e u la r, em m e u “E ’ im possível a fa s ta r de nossa casa
m arid o , n o a m o r e n o c a s a m e n to . E tô d a s as co n tra rie d a d e s e todos os
com esta fé, eu d e ix a ria que m e u P a i ab orrecim en tos, m a s n ã o sois ob rig a­
E te rn o , decidisse a respeito dos n o s ­ do a lhes oferecer p o ltr o n a s ”.

U9 —
São Paulo São Pau,lo

D u ran te os anos da guerra, os m e m ­ Realizou-se no dia 8 de M aio u m


bros do D istrito de S. P aulo reuniram-se batismo* de seis pessoas aqui em São
nu m a só sala no centro da C idade. Paulo. F oi u m a reunião lin d a n a pe­
Esses anos eram tristes às vezes, mas, quena picina do C lube Floresta. “E n ­
com corações corajosos e u m a grande trai pela porta estreita,. . . porque es­
fé no Senhor, os mem bros fieis pas­ treita é a porta e apertada a estrada
saram , triunfantes, pelas dificuldades. que conduz à v id a,” disse o nosso
M ais u m a vez, com a volta dos m is­ Salvador, e assim fizeram essas seis
sionários, a lu z do evangelho verda­ pesosas entrando n a água do batism o,
deiro está se espalhando por todo o que é a porta ao R eino de D e u s . . .
B rasil e é fá c il ver que o trabalho do Resta somente um a v id a justa na es­
Senhor está crescendo como u m a onda trada apertada para ganhar ao fim a
do m a r aq u i em São Paulo. exaltação no Reino, do Pai.
Nc ano passado organizaram-se, sob P lan e jam realizar um outro batism o
a direção de nosso am ado Presidente, logo em Ju n h o .
H arold M . Rex, u m a Escola D om inical
em São M ig u el na casa do nosso bon­
Novas do D istrito de São Paulo
doso irm ão D om ingo Conto, o qual
ofereceu a casa e seus serviços para
Cada M arço na cidade de Lago S a l­
este fim . Desde então, a Escola D o­
gado, realiza-se o m aior cam peonato
m in ical lá tem crescido m uito. As
do m u n d o inteiro com o m aio r n u m e ­
crianças, e mesmo os adultos vêm de
ro de jogadores participando. E ’ a
todo lado sôbre as colinas verdes e
grande “ M -M en” Cam peonato da Igre­
lindas para aprender sobre os ca m i­
ja de Jesus Cristo dos Santos dos
nhos felizes da v ida eterna.
Ú ltim os Dias. Neste cam peonato os
A irm ã M argaret B ent ofereceu a
m elhores jogadores de cada estaca da
sua casa e sob a direção dos m issioná­
Igreja — de H aw a ii, C anadá, M exico,
rios e o trabalho diligente de M argaret,
— reunem-se na cidade de Lago S a l­
existe um a bela Escola D o m inical na
gado para lá participarem ju n to s neste
F abrica com m ais de vinte crianças
grande certame que ganha p u b lic id a ­
entusiasm adas.
de em todo o m undo.
O trab alho aqui em São Paulo, pe­
gou fogo e atualm ente temos quatro
Escolas D om inicais aq u i na capital O rganização de u m tim e de Bola ao
Bandeirante: N a casa do irm ão C o n ­ Cesto entre os M issionários Brasileiros
to; na casa da irm ã Bent; no centro e
no R am o de Santo Amaro.. P lan ejam Com eçando no m ês de A b ril, os M is ­
começar u m a outra na L ap a e u m a na sionários deste distrito in ic iaram como
Mooca bem em breve. A v ante m oci­ um novo projeto para espalhar o evan­
dade B rasileira, estejai preparados gelho entre o povo Brasileiro o esta­
para o encontro com Jesus. belecimento de u m tim e de Basketball.

— 120 — —
E ’ nosso desejo irmos jogar Bola ao sa, amaVel, oü louVavel, nós a procura­
Cesto com cs diversos clubes da cidade remos.
de São Paulo e tam be m das cidades E ’ nosso proposito tentar m ostrar ao
vizinhas de um a m an eira que agrade povo brasileiro o que significa a Igre­
e assim esperamos poder fazer contato ja dos Santos dos Ú ltim o s Dias, a Igre­
com a mocidade. T am bem é nosso ja da q u al em dois dos últim os tres
desejo tentar m ostrar ao povo u m pou­ anos, times de Basketball compostos
co m ais do que eles já conhecem so­ de todos os “Santos” vindos da U n i­
bre a Igre ja de Jesus Cristo dos S an ­ versidade de U ta h ganharam c. cam ­
tos dos Ú ltim o s Dias. P ara fazer isto peonato dos Estados U nidos inteiro.
queremos ser bons exemplos em tudo Estes jogadores m ostraram pelas vidas
que fizerm os seja o que for. Talvez deles que h á numerosas bênçãos rece­
tenhamos a oportunidade de apresen­ bidas por viverm os os ensinamentos
tar u m pequeno program a de m usica contidos na “P ala vra de Sabedoria” e
cu coisa semelhante antes de um jogo. nos outros ensinamentos inspirados.
Por esse meio queremos dem onstrar Que nós possamos tam bem m ostrar
que somos representantes de um a os frutos do Evangelho, oremos.
Igreja que oferece desenvolvim ento
não somente espiritual como tam bem B. Orson Tew
físico e intelectual. Querem os mos­
trar que a Igreja R estaurada trate de F ilh in h o : “M am ãe, nós vam os b rin ­
todas as coisas boas da vida, como a car como elefantes no circo e quere­
u ltim a regra de fé diz: Cremos em mos que a senhora nos aju d e ” .
sermos honestos, verdaderos, castos, M am ãe: “ P ux a, o que é que posso
benevolentes, virtuosos e em fazer o fazer?”
bem a todos os homens; n a realidade
F ilhin ho : “Pode ser a senhora que
podemos dizer que seguimc-s a admoes-
dá am endoins e bolas aos elefantes” .
tação de Paulo: “Cremos em todas as
— The Instructor
coisas e confiam os em todas as coisas,”
temos suportado m uitas coisas e con­
fiamos na capacidade de tudo supor­ “E ’ n o c a m in h o a m a r g o d a expe­
tar. Se houver qualquer coisa v irtu o ­ r iê n c ia que se a p r im o r a o c a r á te r ”.

*£♦*»* *»* *í< *2* >t4*í**2*♦£* *£**í**£* *£♦♦£****♦**♦í**2* *£**$ * **♦*•** *** •*$* *$* ♦£*+** -O O •**

Você Sabia Que... 'I


A biblia, pelo m enos em parte, tem d®' ar para cada quatro litros de gâzo-
sido pub licada em 1051 linguas dife­ lin a .
rentes, doze pela prim eira vez em H á cerca de cinco m ilhões de libras
1940. U m a grande parte deste trab a­ de ouro em cada m ilh a cúbica da agua
lho foi feito pela Sociedade B ib lic^ do m ar. A tu alm e nte o custo para ex­
Britanica e Estrangeira a q u a l têm tra ir o ouro por ele.rolisis vale cinco
distribuído m ais de quatrocentos m i­ vezes m ais do que o ouro.
lhões de livros no século e um quarto Os babilonios em tempos antigos de­
antes de 1930. m an dav am 20% e às vezes mais do
O m otor de um autom cvel com um que 33 1/3% por ano como renda de
usa mais de trezentos metros cúbicos dinheiro emprestado.
O DIA DESTA VIDA
0 passar do temjio, medido por um a mo­ 6am su rg ir. Aparecem então à luz, estas
nótona invenção mecanica, impulsiona- palavras dos regitros sacros:
ncs atravez de modos estranhos. A lguns P or isso estais vós também apercebi­
deles entendemos mas outros são pro fu n ­ dos; porque não sabeis em que hora tem
dos enigm as para nós. M u i gradativa, de v ir o F ilho do Homem. M as daquele
mas tão rapidam ente envelhecemos que dia, nem daquela hora, ninguém sabe,
enquanto sentimo-nos ainda jovens, já nem os anjos dos céus, senão só o Pai.
somos vistos como velhos, pelos olhos Porque assim como nos dias de Noé, as­
dos que são m ais jovens ain d a . Na sim será a vinda do F ilho do homem.
juventude, com nossa visão ilim itada, Pois assim como naqueles dias antes do
aspiramos grandes realizações, e enquan­ dilúvio comiam e bebiam, casavam-se e
to supomos possuir a nossa mocidade, ou- davam-se em casamento, até o dia, em
v tros existem que, m ais jovens, come­ que Noé entrou na arca e não o perce­
çam a olhar-nos como se j á m uito além beram senão quando veiu o dilúvio, e os
a tivéssemos deixado. levou a todos; assim será também a v in ­
Tão rapidam ente passamos por essas do do F ilho do homem. A vida não res­
cenas paradoxais, tão rapidam ente pas­ peita as pessoas exceto se lhe dermos o
samos da juventude p ara a m aturidade, respeito merecido. N ão possuimos g a ­
que, quando principiam os a reconhecer rantia de tempo. N inguém a possue. P ara
a lentidão com a qual alguns de nós to­ todos nós um term ino pode v ir inespe­
m am decisões vitais, a indiferença com radamente. P a ra uns pode acontecer
que alguns de nós adiam as prepara­ hoje — p ara outros am anhã. E conser­
ções p ara os profundam ente sérios pro­ vando-nos sempre em retidão e honestos
blemas da vida, perturba de certa m a­ para com os homens e com Deus nosso
neira, o nosso pensamento, e m om enta­ Pai encontraremos segurança e felici­
neamente cientificamo-nos que não exis­ dade. “ Pois que, nesta vida, é o tempo
te no mundo ninguém tão jovem que que o homem tem p ara se prep arar p a ra
não esteja em tempo de se preparar para o encontro com D eus; sim, nesta vida é
a vida, e nem velhos ou moços que não que o homem deve executar a sua obra.”
devam viver em constante prontidão,
para quaisquer eventualidades que pos- Trad. por Alfredo L . Vaz

NOSS A S MÃES
H á em inglês u m provérbio tão bo­ Isto não quer dizer que esses anjos
nito como conhecido, o qu al diz: “Não m aravilhosos sejam esquecidos nos de­
podendo Deus estar em todos os lu g a­ m ais dias do ano, a razão é que elas
res ao mesmo tempo, criou as m ães.” exercem tam anha influe ncia nas vidas
M ãe... Ser sublim e, toda entendi­ que trouxeram ao m und o que são ti­
m ento e afetuosidade criado pelo Todo- das como partes dessas mesmas vidas;
Poderoso. São ainda, m uitas vezes as O provérbio acim a tem m uitos sen­
pessoas m ais esquecidas da terra, mas tidos: Deus sabendo do am or que h a ­
mesmo assim ainda houve alguem que bita nos seus corações, e- do senso de
não as esqueceu, de todo, e teve a ju s ­
responsabilidade que elas possuem,
ta ideia de criar u m dia em cada ano
entre os quais se acha o dever de en ­
especialmente dedicado a elas. Gesto
sinar seus filhes, que espiritualm ente
benigno e m agnifico sim bolizado num
são filho> d ’E le tam bem , as elegeu
dia do mês de M aio. E é no segundo
dom ingo do citado mês que a h u m a­ para serem nossas mães, dando assim
nidade toda, de u m m odo geral, pres­ Ele propi io o valor que elas merecem
ta a devida hom enagem , que na sua bem ante;; que a própria hum an id ade
grandiosidade é ainda singela e simples. o pudesse compreender.
ANO I-NUM. 6 Q aiuota JUNHO - IS
PADRE NOSSO
J oão de D eus

P ai nosso, de todos nós, Seja feita, assim n a terra

Que todos somos irm ãos; Como no céu onde habita,

A ti erguemos as mãos Esse, cuja m ão encerra

E levantam os a voz: A criação in fin ita !

A ti, que estás lá no céu, O pão nosso, nesta lida

E nos lanças com clemência, De cada dia, nos dá

Do vasto estrelado véo, H oje, e basta. . . a luz da v id a

Os olhos da Providência! Q uem sabe o que durará!

Bendito, santificado, E perdôa-nos, Senhor,

Seja o teu nome, Senhor! As nossas dividas; sim!

Invioláv el, sagrado, Grandes são, mas é m aior

Na boca do pecador! Essa bondade sem fim !

E venha a nós o teu reino, Assim como nós (se é dado

Acabe o da v il cubiça! Julgar-nos tam bém credores)

Reine o am or à justiça Perdoamos de bom grado

Que pregava o Nazareno; Cá aos nossos devedores.

De modo que seja feita E não nos deixes, bom Pai,

A tua santa vontade, C air nunca em tentação;

Sempre a expressão perfeita Que o H om em , por condição,

Da justiça e da verdade! Sem o teu au x ilio cái!

Mas tu, que não tens segundo

E m u ito menos igual,

Dá-nos a m ão neste m undo,

Senhor! livra-nos do m al!


Ano I — N.° 6 Junho de 1948

“A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias do E terno Evangelho)
Órgão O ficial da M issão B rasileira da Ig re ja de Jesus Cristo
dos Santos dos Ú ltim os Dias
Registrado sob N .° 66, conforme Decreto N .° 4857, de 9-11-1939.

A ssinatura A n u al no B rasil . Cr$ 20,00


D ire to r: . . . C láudio M artin s dos Santos
A ssinatura an ual do E xterior C r f 40,00
R e d a to r :...................................... João Serro
Exem plar I n d iv id u a l ........ .. Cr$ 2,00
Tòda correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviados a :
“A G A I V O T A ”
Caixa Postal 862 São P aulo — B rasil

Í N D I C E

E d ito r ia l... “Buscai o R eino de D eus” ........................... Pres. H arold M . R ex 122


A Força de S u p o r t a r .......................................................................... R. L. Evans capa

A R T IG O S E S P E C IA IS
O Apostolo Spencer W . K i m b a l l ......................................... W arren J . W ilson 123
Os Nossos Corpos como Templos de D e u s ................................ R ich ard Sellers 124
Se E u S o u b e s s e .................................................................................. Haydee H ube rt 125
Se E u Fôsse u m Jo v e m M a r i d o ..................................Jo h n e M ary B re ntnall 126
L em brança do M onte C u m o r a h .......................................................... (5.a Parte) 129

A U X IL IA R E S
Escola D om inical:
Nossa m aior O b r ig a ç ã o ......................................... Elder Robert F. Pool 132
Verso Sacram ental por Ju lh o e A g o s t o ..................................................... 132
P rim ária:
Os Sete Q uadradinho s de um A v ental . . . . Trad. por S ilv ia Courrege 133
Sociedade de Socorro:
O L a r ........................................................................................... D ian ia Rex 135

S A C E R D Ó C IO
Arrependim ento ....................................................................... W a rre n J . W ilson 137

V Á R IO S
Evidências e Reconciliações:
C V . Pcde-se acreditar nos testemunhos
do L iv ro de M o r m o n ? ........................................ Jo ão A. W idtsoe 138
Resposta à Confusão ................................................................... R. L. Evans 131
A C apa ....................................................................................................... W . J . W . capa
O R u m o dos Ram os ................................................................................................ .... . 144
Poesia ................................................................................................... João de Deus capa
EDITORIAL ípípípíp & ípípípíp IpípIpíp&I p

“...Buscai o Reino de Deus...


rif>
ijnt

A despeito de suas convicções pessoais e suas crenças re li­


giosas, um grande num ero de pessoas ad m iram os m issionários dos
Santos dos Ú ltim os Dias pelo tempo, dinheiro e esforço que eles
gastam, desinteressados, para espalhar o evangelho. O esforço
acum ulado dos m issionários dos Santos dos Ú ltim o s Dias é tre­
m endo. O trabalho parace ganhar ím peto e está crescendo com
o tempo. A o v oltar aos seus lares, depois de com pletar a missão,
os m issionários relatam suas experiencias; os m em bros e os outros
notam que eles foram m u ito abençoados por sua missão, e daí
rom eçam a procurar estas mesmas bênçãos.
M as vam os parar u m pouco e perguntar a nós mesmos, “P or­
que é assim ?” O Salvador disse: “N ão andeis cuidadosos da vossa
vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo
qr.e haveis de vestir; o lh a i p ara as aves do céu, que não semeiam
nem ceifam, nem aju n ta m em celeiros, e vosso Pai Celestial as
a lim e n t a ... Considerai como crescem os lirio s do campo: eles
não trab alh am nem fia m , contudo vos digo que nem S alom ão em
toda a sua gloria se vestiu como u m deles.. . buscai prim eiram ente
o R eino de Deus e a S ua justiça, e todas estas coisas vos serão
acrescentadas.”
Talvez o m issionário, durante sua missão, viv a m ais perto a
este grande e lin do ensinam ento do que qualque r ou tra pessoa
no m undo. O resultado ao cu m prir a lei é obter a benção. As
bênçãos derram adas sobre aqueles que façam o trabalho m issioná­
rio é aquilo que atrai os ou tro s.
Este é u m exem plo m aravilhoso para toda a hum anidade. N ão
precisamos pensar tanto em “ como conservarei m eu em prego” ou
“com o posso obter emprego m elhor.” N ão devemos ser egoistas,
cubiçosos nem ávidos. Ao contrario, o Senhor nos disse que de­
vemos aprender a dar, um ao outro como requer o evangelho; e
vcstir-nos com o v ínculo de caridade, e assim estaremos abençoa­
dos nas necessidades da vida. Vam os prim eiram ente viver o ev an ­
gelho de Jesus Cristo e deixar todas as outras coisas p ara o se­
gundo lugar, e fazendo assim teremos as bênçãos tam bem para as
coisas tem porais desta vida. 4

Presidente H aro ld M. Rex

•ir.rSri rüh b r3r,rir<r3(' r3r>r3 (''3 f rfnrinrSn r3nrínr9nrínrínr§n


Vç* yJV "V* "V* "v* "v* "v* *Ur' *¥* *ur *yr V «i**
0 Apostolo Spencer IV. K im ball
Por W arren J. W ilson

Spencer W . K im b a ll é um decenden-
te de Heber C . K im b a ll, que era apos­
tolo do Senhor, am igo e discipulo de
José S m ith, conselheiro do Presidente
Y o u n g e um m issionário extraordina-
rio para a Igreja. F c i Heber C. K im ­
ba ll que a b riu a Missão B ritanica da
Igre ja em 1837.
O avô do lado da mãe foi E d w in D.
W oolley, u m grande lider na Cidade
do Lago Salgado. Gerente dos nego-
cios para o Presidente B rig ham Y oung
e grande Bispo, por 40 anos, da paró­
q uia treze. S em pre zeloso e m u ito fiel
na Igreja ele fez m u ito pela edifica­
ção da Ig re ja no oeste, especialmente
na A rizona e Texas ocidental.
Desta linhagem nasceu Spencer W .
K im b a ll no dia 28 de m arço de 1895,
na Cidade do Lago Salgado.
Cedo na vida, E lder K im b a ll apren­
deu o valor de u m a v ida justa. A p ren ­
deu, tam bém , a trab alh ar e econom i-,
zar, sendo diligente e consciencioso em
tudo que fazia.
O apóstolo Spencer W. Kimball
Por m uitos anos ele assistiu todas as
E ra um dia tipico da Arizona em reuniões da Escola D o m inical e da P r i­
m aio de 1898, o scl brilhante n u m ceu m aria, sem um a falta. U m a segunda-
azul, quando A ndrew K im b a ll e sua feira quando estava au x iliand o os seus
estimada esposa O live, e sua fami- irm ãos na colheita, o sino tocou para
lia descerem do trem em Thatcher ir à reunião da P rim a ria.
A rizon a. A prim e ira presidencia cha­ “ Tenho que ir à P rim a ria ,” disse ele,
mara-o para suceder Christcpher tim idam ente.
Layton como presidente da estaca de “ Não podes ir hoje; precisamos de
São José, no grande vale de G ila , na ti,” disseram seus irm ãos.
A rizona. E ra um a fa m ilia interessan­ “Mas, pap ai m e deixaria ir, si esti­
te — os pais bondosos e nc florescer vesse aq u i,” replicou o rapaz.
da vida — os filhos inteligentes e fo r­ “P ap ai não está a q u i,” disseram eles,
tes — Devia ter sido u m a experiência “e tu não irás.”
agradavel para os Santos que estavam
C o ntinuou a trab alhar, m as fin a l­
lá na estação para recebe-los. Mas,
m ente conseguiu deixar seus irm ãos e
talvez, ninguém daqueles presentes sa­
estava quasi chegando: à igreja antes
bia nem sonhava, que Spencer, o f i ­
que eles notassem sua ausência, e as-
lho de três anos, seria algum dia um
apostolo do Senhor. (C o n tin u a n a p á g . 130)

— 123 —
Os Nossos Corpos como Templos de Deus
R ich ard Sellers

Nos Estados Unidos os Santos dos das, assim devemos nós agir com re­
Ú ltim os D ias têm seis Templos de lação ao nosso tem plo ou corpo. Nossas
Deus; tam be m possuem u m no C a na­ roupas devem ser bem lim pas, bem
dá, ç outro no H a w a ii. . . Todos são como nossos quartos e casas. E n fim
conservados e bonitos; o terreno que todas as coisas necessarias a v id a dia-
os circunda é bem cuidado e agrada- ria deveriam estar nas m esm as co nd i­
vel. Porem estas condições de ordem ções. Tenham os tam bem um lin d o
e asseio são encontradas de u m a m a ­ ja r d im circundando, nosso t e m p lo ...
neira m ais assentuada nos seus inte­ não é dificil!
riores, atestando o progresso do trab a­ E ntrem os agora no interior de nos­
lho de Deus. sos tempos. O que vam os achar? \
P orem não h á necessidade de ir-se Doenças? Infecção? Corrupção? Se este
m u ito longe para encontrar esses tem ­ é o seu estado é porque n ão tem os obe­
plos; temo-nos aqu i mesmo no B rasil decido as leis do bem viver e a P a ­
ou em qualque r outra parte, porque la v ra de S ab e d o ria. . . Nós não v ie ­
câda um de nós temos o nosso pro- mos a q u i p ara ser fonte de pestilen-
p rio tem plo, o qual está sempre co­ cia e infelicidade! “ O hom em existe
nosco em todos os momentos de nossa p ara que tenha alegria” . Se u m m o ­
y id a . . . Estes são cs tem plos de nos­ tor não fu nc ion a bem é porque não
sas alm as; estes são o nosso proprio tem sidoi cuidado como devia, e o m es­
corpo, e do mesmo modo. como são m o acontece com o corpo. Se n ão co­
cuidados os Templos nos Estados U n i­ m erm os alim entos saudaveis, nos en­
dos devemos nós cuidar dos nossos, fraqueceremos, e a doença é in e v itá ­
cònservando-os lim pos e bonitos, por­ v e l. ., Portanto cuidemos d.e ter o in ­
que sem estas condições o trabalho de terior de nosso tem plo tam bem em o r­
Deus em nós não pode progredir. dem.
Q uando vim os a este m u nd o, rece­ Finalm ente, entremos no u ltim o
bemos u m corpo, o qu al é dado como quarto de nosso tem plo, que é o m ais
u m la r para o espirito nele habitar, im portante de todos, “nossa m e n te ” .
qu ando o recebemos, ele é lim po, per- A q u i costumamos decidir os ca m i­
íeito sem pecado e m aldade. M as por­ nhos que seguimos. A q u i decidim os
que o; recebemos? Sim plesm ente para pelo privilegio de aceitar e tam bem de
que por interm edio dele, possamos recusar os ensinam entos recebidos. So­
progredir, desenvolver e trab alh ar no bre este lugar Satanaz terá poder se
necessário para nossa salv ação . . . Em o deixarm os a li e n t r a r ... Portanto
outras palavras, ganham os u m tem plo, vêde quão im portante é esse com par­
dentro do qual nosso espirito pede p ro ­ tim ento, e quanto m ais im po rtante é
var a Deus que é u m digno filh o d ’Ele. conserva-lo lim po. Vam os varrer dali
Sabemos perfeitam ente que o Espi­ todos os m aus pensamentos, e vam os
rito de Deus não habita em lugar sujo enche-lo do E spirito e dos ensin am en ­
e contam inado, e para que possamos tos de Deus.
progredir no cam inho da retidão, te­ Obedeçamos e sigamos Seus m a n d a ­
m os necessidade de que Seu Espirito mentos, vam os ter u m tem plo digno
perm aneça conosco. da habitação de Deus, para que assim
C om o as terras que circundam os possamos gozar de suas m elhores bên ­
Templos, são bonitas e bem a rru m a ­ çãos.

— 124 —
)
Se Eu Soubesse Discurso proferido pela irm ã
Haydee H ube rt no Ram o de São
Paulo, no dia 25 de A b ril p. p.

Quando a R a in h a V itória de In g la te r­ U m a carruagem do palácio real apro-


ra, era j á de idade avançada, sentia ximava-se vagarosamente da porta da
grande prazer em andar incógnita pe­ casa do operário, onde na vespera a r a i­
las ruas de Londres. U m a tarde passa­ nha V itó ria pedira o guarda-chuva.
va sozinha por um bairro pobre, hab i­ D a carruagem saltou u m mensageiro
tado por operários, quando repentina­ corretamente vestido que bateu à porta.
mente caiu um a chuva torrencial. Quando a dona da casa abriu a janela,
N ão querendo demorar-se em voltar, ficou assustada, e tôda afobada pergun­
ela aproximou-se da casa de um operá­ tou o que é que se passava.
rio e pediu um guarda-chuva empresta­ O mensageiro, m ui gentilm ente per­
do. guntou se fora ela quem no d ia anterior
A mulher, dona da casa, abriu a j a ­ emprestava um guarda-chuva. A m u ­
nela e atendeu-a meio desconfiada, pois lher respondeu que sim, indagando quem
sem saber quem era, não sabia com quem era aquela senhora que pedira o g u a r­
estava fa la n d o . da-chuva emprestado, ao que o mensa­
Depois de atende-la com pouca von­ geiro descobrindo-se respondeu: “ M inha
tade, voltou ao interior da casa dizendo senhora, quem esteve ontem aqui a sua
consigo m esm o; “ Tenho dois guarda-chu­ porta, foi sua magestade a ra in h a V i­
vas; um j á velho e furado, e um novo tó ria .” Entregando-lhe o guarda-chuva,
que uso aos domingos em passeios. Vou o mensageiro passou tam bém as mãos da
emprestar-lhe o velho, porque certamen­ pobre m ulher um envelope dizendo: “ Se­
te não voltará m ais.” E dizendo estas nhora, aqui está o guarda-chuva que a
palavras, pegou o guarda-chuva velho senhora emprestou a R a in h a . E la m a n ­
que estava em um canto da casa, e vol­ dou-lhe agradecer m uitissim o pelo favor
tou com um a desculpa nos seguintes ter­ e enviou-lhe este presente que tenho a
mos: “ A senhora me descupe, mas tudo honra de lhe entregar.”
o que lhe posso a r r a n ja r é este guarda- Inclinando-se saudou a pobre m ulher
chuva um pouco usado.” e entrou no carro que rodou de volta
A ra in h a recebendo o guada-chuva ve­ p ara o palácio r e a l.
lho e furado abriu-o e disse que estava A m ulher abriu o envelope e viu que
m uito bom. Agradeceu e prometeu que a ra in h a lhe m andara um presente em
no -dia seguinte m an daria um portador dinheiro que v alia m ais do que cem g u a r­
trazê-lo de volta. Despediu-se com m il da-chuvas. A pobre m ulher ficando tôda
agradecimentos e um grande sorriso. cercada de vizinhos curiosos exclamou,
(N ão esqueceu-se de tom ar nota do nome cheia de emoção.
da rua e do número da casa.) “ A h ! A m in ha rainh a , a m in h a >ra i­
A m ulher fechou a jan ela resm ungan­ n h a . Se eu soubesse que era ela teria
do entre os dentes: " A h . . . eu sei que dado o m elhor. SE E U S O U B E S S E .”
esse não volta m a is . . . vá l á . . . fazes o Porém suas lamentações e lágrim as
bem não olhes a q u e m . . . ” . foram em vão. N unca mais ela teve
No dia seguinte notou-se um m ovi­ oportunidade de ver a rainha, de pres­
mento extraordinário no bairro pobre dos tar-lhe um fav o r. E la perdera a única
operários. Todos se achegavam as ja n e ­ oportunidade de sua vid a.
las p ara saber o que acontecera. (C ontinua na p ág. 142)
— 125 —
Se EU Fôsse um
Se eu fôsse u m jovem m arido, a p li­ tras despezas e planos, porque todas
caria o “Novo Ponto de V ista” . T al­ as fases de problem as da v id a c o n ju ­
vez apenas os j á iniciados o reconhe­ gal, tem seus aspectos financeiros e
ceriam , m as creio que eu o sentiria não pode ser d iv idido como as despe­
in tu itiv a m e nte porque seria composto zas da casa, m as requer cuidadosa
to em prim e iro lugar: do orgulho de com paração e avaliação.
que m in h a jov e m espôsa, m ais encan­ D iscutiria com ela perfeitam ente l i ­
tadora do que ning u ém , acha-me o ho­ vre, os problem as de impostos, ren­
m em m ais perfeito do m und o ; em se­ das, seguros etc., não somente po r­
gundo: da determ inação de justificar que u m com pleto conhecimento e av a­
e m an te r sua confiança; em terceiro: liação de tais assuntos a ju d a m uito ,
da gratidão devida ao C riador de to­ sobretudo, nos planos de um a v ida em
das as coisas pela m aio r op o rtunida­ com um , mas tam bem porque isto a
de que temos n a vida: a oportunidade a ju d a ria m aterialm ente se, alg u m dia,
de realizar u m casamento feliz, e que ela tivesse que arcar com estes assun­
está em m in has mãos. tos sosinha.
Se eu fôsse u m jovem m arido, ten­ N ão esperaria que m in ha esposa
taria conhecer-me. Conheceria m i­ fôsse um a experiente agente de nego-
nhas fraquezas e sôbre elas edificaria cios no começo. Porem ficaria sur­
a h u m ild ad e e o arrependim ento. P ro­ preso e contente se ela esperasse a ser
curaria m eus pontos bons, e sôbre eles u m dia tanto quanto .e u — sábia e
edificaria o respeito proprio e a fid e ­ cuidadosa, sobretudo generosa. Se
lidade. Conheceria m in h a religião e a houvesse alg um a dificuldade fin an cei­
viveria ativam ente. Com preenderia ra, tentaria ser paciente e trab alhar
m eu Sacerdocio, e que ele quer dizer fora do nosso tem po de folga juntos,
“ Ser exercido ju stam ente” . Conhece­ e reduziria ao m in im o os nossos gas­
ria as ordenanças do m eu Sacerdocio tos desnecessários.
e seria capaz de exercê-las. P ratica­ E m m in h a profissão tentaria selecio­
ria os deveres concernentes ao m eu n a r u m trabalho, o q u al oferecesse
lar, direito desde o ccmêço, e os faria oportunidade para progredir-mos ju n ­
tão n a tu ra l e n o rm al nesta parte do tos, não somente porque seria o p ortu­
m eu casamento, como u m a outra f u n ­ no, m as tam bem porque quando nossas
ção qualqu e r. D eix aria meus senti­ necessidades financeiras tcrnassem-se
mentos espirituais prevalecer sôbre maiores, nossa renda, tam bem logica­
m in h a vida fisica e m ental. m ente e perfeitam ente tornar-se-ia
Se eu fôsse u m jovem m arido, d i­ m aior com elas. A ceitaria, n a tu ra l­
v id iria com pletam ente m in h a v id a com m ente, m enos dinheiro e u m a oportu­
m in h a esposa, não teria segredos para n idade para desenvolvim ento do- que
ela — incluindo os segredos fin an cei­ u m a posição lucrativa, sem n e n hum a
ros. Saberia que esta divisão seria evidencia de futuro.
um a compreensão m útu a dos nossos Se fôsse necessário ou proveitoso
problem as financeiros. Não daria a para m in h a esposa trab alh ar, tentaria
ela u m a im po rtancia estipulada para esclarecer que seria apenas p ara a ju ­
governar a casa e deixá-la com pleta­ dar nas nossas responsabilidades. E
m ente a sós atendendo a todas as ou­ veria para que a renda adicional, se-

— 126 —
Jovem MARIDO
Por J o h n e M ary B rentnall

ria usada para u m proposito especial constantemente e não desdenharia do


im préte rivelm e nte. Reconheceria o desenvolvim ento de outros talentos e
fato, que o m aior tem po que nos ti- habilidades que eu pudesse possuir.
vessemos duas rendas, seria depois T rabalharia n a igreja, para o bem da
mais d ificil viver sobre u m a apenas e m in h a própria alm a. Seria ativo fis i­
trazia tam bem m aior tentação para camente — com m in h a saúde e inte-
adiar as responsabilidades p a te rn a is . ligencia. Desenvolveria talentos cria­
Tentaria viver dentro do m eu salário, dores — para satisfação pessoal e sa­
mesmo que não parecesse bastante, e beria u m pouco das artes m anuais
tentaria tam bem guardar u m pouco. concernerites a sim ples reparos e m a ­
Reconheceria o fato de que poucas pes­ nutenção do m eu la r — para a garan­
soas, se nenhum a, acham que eles tem tia de m in h as recentes e insuficientes
um salario adequado. A lg u em disse finanças.
que quase todas as pessoas — a des­ Se eu fôsse um jov e m m arido, colo­
peito de seu salario, seja pouco ou caria raizes n a perm anente construção
bastante, sentem que precisam até v in ­ da nossa casa, tão cedo; quanto possí­
te por cento m ais do que o necessário. vel — preferivelm ente, é natural, um
Se eu fôsse um jovem m arido, seria la r que eu pudesse expandir. E, se
um “ aprendiz de tu d o ” e especialista comprasse u m a casa já construída, ten­
de um a. Esforçar-me-ia p ara chegar taria encontrar u m a que tivesse os ele­
ao alto, no m eu campo escolhido — mentos de bôa visinhança, e u m a cons­
fôsse ele qu al fôsse, mas estim aria in- trução solida p ara que se m ais tarde

— 127 —
não servisse para nós, poderiam os ven­ ja-la-ia a fazer isto e tam bem espera­
de-la sem prejuízo. N ão consideraria ria apoiá-la onde dois” fossem preci­
m eu la r como um bem negociável, po­ sos.
rem tentaria traze-lo em bôas condi­ Seria afetuoso para com a fa m ilia
ções, saberia que um a casa tem ele­ de m in h a esposa. F aria com que eles
mentos intangíveis que fazem nela fossem benvindos a m in h a casa. Seria
certos característicos de grande valor. considerado por eles, generoso para
Se eu fôsse um jovem m arido seria eles. E seria m uito feliz se m in h a es­
tão atencioso, quanto o meu tempo e posa tomasse a mesma atitude para com
capacidade pen-pitisse, em fazer do m in h a fam ilia.
nosso la r u m am avel lugar que refle­ Se eu fôsse um jovem m arido, faria
tisse nosso próprio gosto, sentimento, um inteligente esforço para reconhecer
interesse e atividade. Seria atencioso os elementos emocionais e m entais en­
em construi-lo confortável, e hospita­ tre nós, os quais faria m a v id a seguir
lar, para que não procurasse conforto igualm ente. T entaria aum e ntar estas
fora dele. situações bôas, as quais conduz à h a r­
T entaria não trazer pára casa, m u i­ m onia, do contrario conduz a um m a l
tas das dificuldades e desagradaveis entendido. Se diferentes indiferenças
trívialídades dc dia. T entaria le m ­ se desenvolvesse, tentaria rapidam ente
brar-m e das alegres e vitais novidades tranquilizá-las e não as p e rm itiria cres­
p a ra o deleite de m in h a esposa. Não cer, e inflamar-se.
m e sentiria restrito ou constrangido. Se eu fôsse um jovem m arido, ten­
E u saberia que m in h a esposa deseja­ taria lem brar, que aquilo que parece
ria saber o peor — porque eu estava alegre para u m a pessoa, nem sempre
preocupado, para que ela nâo se sen­ é o mesmo para outra, e que u m a jo ­
tisse tam bem infeliz ou a n g u stia d a. vem esposa é provavelm ente m ais em o­
Saberia que agora m in h a v ida era de cionalm ente envolvida e afetiva por
m in h a esposa e a dela a m in h a ; que u m a alteração do que seu jov e m m a ­
m eus planes eram dela e que ela aju- rido, porque seus interesses são exten­
dar-me-ia, trazendo-os à frutificação, sivam ente agrupados em seu la r e m a ­
que m inhas preocupações eram delas rido.
e que ela ajudar-me-ia a reduzi-las
Esperaria participar em algum a das
ao m in im o .
tarefas da casa, seria tão apaixanado
Se eu fôsse um jovem m a rid o se­ que divertir-me-ia trab alhando com
ria leal para m in hq esposa, jam ais dis­ m in h a esposa, tanto como se estivesse
cu tiria ccm qualque r pessoa os assun­ brincando, e desejaria tam bem sermos
tos concernentes a nós proprios. E livres para outras tantas atividades
saberia que ela ter-me-ia a mesm a que pudessemos participar. T entaria,
lealdade. Ja m a is faria u m a deprecia­ tam be m conseguir dela aju d a p ara
ção ou um a rid icula observação a ou­ m im , no ja rd im , cu na p in tu ra ou tudo
tros referentes a m in h a esposa. que precisasse fazer quando estives-
Não esperaria continuar juntam e nte semos juntos.
com ela os esportes e atividades com Se eu fôsse u m jovem m arido, seria
os quais estava acostum ado, m as ten­ generoso em louvar reconhecidamente
taria achar outras cousas que pudes- u m bom trabalho feito po" m in h a es­
semos fazer juntos e as colocaria em posa — quer fôsse tocando violino< ou
prim eiro plano, porem não m e envol­ fazendo biscoutos.
veria em dispendiosas atividades.
Esperaria aceitar e arcar com m i­
Esperaria que .m in h a esposa tivesse
nhas responsabilidades de esposo, mas
tam bem algum a associação e atividade
p rópria que ela mantivesse, e encora­ ( C o n tin u a n a p á g . !40)

— 128 —
Lembrança do Monte Cumorah
(5.a Parte)

E ’ exibido, hoje em dia, em alguns do” ou com binação de caracteres que


museus da A m erica do Sul, placas de os descendentes daqueles Israelitas,
ouro fino em algum as das quais se vê que tin ham sido escravos no Egito, n a­
gravados hieroglifos, outras aind a lisas turalm ente assim ilaram e m isturaram
prontas para serem gravadas. depois de haverem estado em contacto
E ldsr M e lv in B a lla rd da Igreja dos com a escrita egipeia.
Santos dos U ltim es Dias d á um a a r­ A folha solta, presa com aneis, que
rebatadora descrição de algum as p la ­ hoje favorece alguns magazines comer­
cas de ouro vistas em L im a, Peru, con­ ciais, catálogos, cadernos, etc., foi des­
tando ser seu tam an ho de 7 x 8 po­ crita há m ais de 100 anos pelo profeta
legadas, o que é aproxim adam ente o m orm on, José S m ith, que disse que as
tam anho descrito por José S m ith das placas de ouro do L iv ro de M orm on
placas do L iv ro de M orm on. As p la ­ eram presas entre si na parte de fora,
cas exibidas neste M useu são finas por aneis, os quais p e rm itiam ser as
como papel, e toda a p ilh a m edia 3 placas abertas com o u m livro.
centímetros de grossura, mais ou menos
o tam anho de u m livro, porem nada E M B L E M A S C R IS T Ã O S E E G ÍP C IO S
havia dos lados, como si estivessem ENCO N T RA DOS ENTRE AS
prontas para u m trabalhei como o L i­ A N T IG U ID A D E S M A Y A S
vro de M orm on.
E lder B a lla rd com entando o fato Os H espanhois registraram o encon­
disse que tin h a m ouro em grande abun- tro de escritas Mayas, porem , queima^-
dancia e sabia como faze-lo flexivel; ram-nas pensando estar assim pondo
com sua hab ilid ad e em esculpir duras fim aos livros heréticos. L a n d a conta
pedras não seria m u ito d ifíc il gravar que os nativos encheram-se de dôr e
sobre placas de ouro. E lder B a llard tristeza quando seus livros foram quei­
disse tam bem que v iu figuras de ouro mados. Assim, m u ita evidência na
• de grande valor e de form as exquisi- form a dos livros, rolos de pergam inho
tas, as quais proclama-se serem supe­ e placas gravadas foram destruidas,
riores a qualquer coisa encontrada no contudo alguns desses m anuscritos es­
Egito. tão expostos em museus da Espanha
Isto juntar-se-ia perfeitam ente ao e m uitos museus do México.
relato do profeta José S m ith quando Vera C ruz é c> nom e da cidade cons­
disse que o L iv ro de M orm on ou “Bi- tru ída pelos hespanhois, onde eles p r i­
blia de O u ro ” como foi apelidado, é m eiram ente aportavam . O nom e fo i ins­
um a historia dos antigos habitantes pirado pelo fato de haver sido encon­
deste continente que feram os precur­ trada u m a enorm e Cruz de pedra n a ­
sores dos índios A m ericanos e que eles quele lugar. M uitas outras foram en­
eram descendentes dos Israelitas da contradas em varios lugares, um as eri­
Casa de Jacob. Antigos lideres deste gidas, outras esculpidas nas paredes
povo, chamados M orm on e M oroni, es­ dos templos.
creveram a 'h is to r ia de seu povo em A cruz é vista adornando o peito de
placas de curo e depois de se d irig i­ estatuetas em P alenque e outras ve­
rem da A m erica do S u l à região do lhas cidades de G u atem ala, Nicaragua
Estado de Nova Y o rk enterraram seus e outras localidades da A m erica Cen­
registros no M onte C um orah, onde José tral.
S m ith os encontrou. Os caracteres ali Rem esal e T orquem ada contam em
gravados eram em “Egipcio reform a­ seus respectivos livros que quando

— 129 —
Córtez e suas tropas hespanholas apor­ m eira letra do alfabeto dos antigos
taram n a Ilh a Cozum el encontraram os M ayas e Egipcios. A palavra “m a ”
nativos adorando cruzes e deuses nos em am bas as linguas significa “ Terra
seus templos. ou região” .
Na verga de um a porta de u m an ­ No jo rn a l “Deseret News” de 30 de
tigo p alácio em Chichen-Itza está a a b ril de 1932, na secção “ Ig re ja ” é
im agem perfeita de u m a crQz, na f a ­ m ostrada u m a comparação' entre os a l­
chada leste. fabetos M aya e Egipcio, e sendo colo­
Q u e m pode d u v id a r da relação en­ cados lado a lado a sem elhança é enor­
tre os antigos egipcios e antigos Mayas, me, de fato, as letras B - H - K - L -
quando se com para os seguintes fatos: M- N - P - T - T H - Y - C H - TZ são exa­
Os egipcios são famosos pelas suas tam ente as mesm as para am bos os ca­
grandes pirâm ides. A s pirâm ides do sos.
M exico, deixadas pelos antepassados
N a introdução doi liv ro de Desire
cobrem área m aior que as do Egito.
C harney, M r. A . T. Rice diz:
O A n tig o hierático alfabeto egpcio e
“A n tig uidade s S u l A m ericanas p ro ­
o antigo alfabeto M ay a são m uito p a ­
v am conecção entre Israelitas e os a n ­
recidos e pelos séculos de separação
tigos habitantes; entre arq u ite tu ra e
é facilm ente compreensível ccmo se
esculturas babilonicas e egipeias como
deu a m odificação, pois a v elha escri­
a dos antigos nativos am ericanos e M e ­
ta inglesa de Chaucer é hoje em dia
xicanos.”
dificilm ente decifrada per u m leigo.
O circulo com u m ponto no centro O extenso trab alho de L o rd Kings-
é encontrado entre os m onum entos berough é u m arsenal de analogias em
Mayas, especialmente n o tronco dos favor da teoria da origem hebraica dos
elefantes, nas fachados dos Templos nativos americanos.
M ayas e em ,o utro s edificios. E ’ a pri- (C o n tin u a no proxim o n u m e r o ) .

Apóstolo Kimball As Escrituras nos diz que D a n ie l


quando era jovem “ assentou no cora­
sim conservou a assistência na P r im a ­
ção não se co ntam inar com as ig u a ­
r ia perfeita em assiduidade.
rias reais nem com o v in ho que o rei
O jovem Spencer cresceu à m a tu r i­
bebia.” Com o D aniel, E lder K im b a ll
dade em Thatcher, Estado de A rizona
e aò com pletar sua educação nas es­ jam ais tem se contam inado. S i pe rg un ­
colas publicas ele entrou na Academ ia tassem a ele si tem guardado sempre
de G ila , o instituto que foi estabele­ a palavra de Sabedoria, ele lhes d i­
cido pela Igreja nos prim eiros dias da ria, com modéstia, que nu nca experi­
colonização do vale. E m 1914 formou- m entou chá, café, licor nem tabaco.
se com as honras m ais altas e como E lder K im b a ll com pletou u m a m is­
presidente da classe. E le fo i u m cam ­ são nos estados centrais dos E E .U U .
peão do tim e de basket-ball, e muitos A o fim dessa missão ele era o presi­
jogos eram ganhos por sua pexácia. dente da conferencia de M issouri com
E lder K im b a ll possue um corpo fo r­ trinta m issionários servindo sob a sua
te e sadio per causa de um a vida lim ­ lid e ra n ç a .
pa, anos de trabalho e a vida nos cam ­ O sucesso du m hom em depende gra n ­
pos. Tem um a personalidade m uito demente de sua espôsa! E lder K im ­
agradavel e am igavel e está sempre b a ll tem um a esposa bondosa e encan­
pronto a servir para o bem estar da tadora. E la tem sido u m a com panhei­
hum anidade. Possue a firm eza e dig­ ra paciente, am avel, cheia de enten­
nidade de u m hom em forte e u m sor­ dim ento e an im ação para com seu m a ­
riso e otim ism o de um rapaz alegre. rido. C a m illa é a filh a de Edw ardo

— 130 —
Respostas à Confusão
R . L. Evans
A cena m u n d ia l que vemos agora e sua sabedoria não regula m inuciosa­
aqueles acontecimentos os quais a pre­ m ente cada particularidade de nossas
cederam, tem trazido u m cinism o e vidas, assim como nossos pais terrenos
um a incredulidade crescentes. Nos l á ­ não nos ditam todas as coisas que fa ­
bios de m u itas pessoas, em todas as n a ­ zemos. Ensinam-nos o que deveríamos
ções e entre todos os povos, achamos a fazer, a despeito do que, usando as
questão prim o rd ia l: Porque pe rm itiria nossas próprias liberdades e exercen­
u m Deus onipotente e to d o s áb io e ju s ­ do nossa própria vontade, colocãmo-
to e misericordioso tais acontecimen­ nos em diversas e m u itas contrarieda­
tos?” N ão conseguindo achar um a des. O P a i de todos os homens nos
resposta que traga paz aos seus cora­ d á m andam entos, principios, regras de
ções confusos, hcm ens, em num ero vida, os quais, observados, conduzirão
sempre m aior perdem fé e esperança às nossas m ax im as possibilidades. E n ­
e compreensão e clam am com amar- tre tanto, o C riador deixa a cada ho­
gor contra Deus. M as aqueles que se m em determ inar até que ponto viverá
acham nesta condição de pensam ento de acôrdo com estes principios e m a n ­
deveriam ser lem brados que u m dos damentos.
prim eiros principios do plan o de v id a Q ue os principios fund am en tais não
é livre arb ítrio — o privilégio de esco­ foram observados, os acontecimentos
lha. Foi assim nos céus antes de co­ de nossos dias a í estão para testemu-
m eçar o tem po e co ntinuará a ser nhá-lo, m as não podemos culpar ao
assim nos m undos sem fim . V erda­ Senhor. As dificuldades são nossa
deiram ente, o desafio p ara este p r iv i­ obra, tanto coletiva como in d iv id u a l­
legio de determ inação p róp ria foi a m ente em m uitos casos. P or quanto
causa da guerra no céu e fo i u m a das tem po será pe rm itido o curso atu a l dos
causas provocadoras de todas as guer­ acontecimentos, nen hum hom em pode­
ras desde aquele tempo. E m outras r á saber, m as de u m a coisa temos cer­
palavras o Senhor Deus, nosso P a i no teza: os inocentes que sofrem com os
céu não força o hom em a ser bom . Si culpados n ão serão esquecidos; o Se­
E le fizesse isso, não haveria recom pen­ n h o r Deus é onipotente para, no de­
sa por ser bom , e não haveria progres­ vido tempo, p ô r fim às coisas para
são das almas. As alm as dos homens m elhor; e cada hom em 'será recompe/i-
estão reprim idas quando são forçadas sado de acôrdo com a escolha que ti­
a viver de acordo com u m modelo de ver feito. Nesse ínte rim , os justos não
alguem mais, ou forçada dentro de um a devem temer, pois “ os julgam entos do
outra form a. E ’ por isso que Deus em Todo-Poderoso são sempre certos.”
Trad. por W . J . W ilson

C hristian E y rin g e C aroline Rom m ey. E lder K im b a ll possue tantas q u a lid a ­


Eles foram deM ex ico à A rizona em 1912 des que qualificam -no para ser um
por causa da revolução M exicana. Foi lider na Igreja, que é d ifíc il dizer qual
em 1917 quando ela era professora n a delas é a m aior. Assim , u m lider de
A cadem ia de G ila que se encontrou m u ita experiencia, E lder K im b a ll foi
com Spencer, e não levou m u ito te m ­ escolhido e cham ado pela Prim eira
po até o casamento. Presidencia da Ig re ja em 8 de Ju lh o
O Elder. e a irm ã K im b a ll são os de 1943 para ser um Apostolo do Se-
pais de quatro filhos: Spencer L eV an; nhcr. U m a posição de alta responsa­
O liv e Beth; A n d re w E y rin g e E dw ard bilidade — u m grande e apto homem ,
Lawrence. o Apostolo Spencer W . K im b a ll. . .
— 131 —
ESCOLA Do m i n i c a l
V ERSO SACRAM ENTAL VERSO SACRA M EN TA L
P O R JU L H O PO R AGOSTO

E u sei que vive m eu Senhor; Que vive, ó! louvores dai;


Consolo é a m im , saber E sempre o Cristo elogiai!
Q ue vive, aind a que m orreu; Tão grato é ouv ir falar:
E sempre seu am or terei. “ E u sei que vive m eu S enhor” .

Nossa M aior Obrigação por E lder Robert F. Póol

M uitas pessoas pensam, quando ção sem conhecimento esta seria a si­
aceitam o batism o, que eles devem sa­ tuação que encontraríam os do outro
ber tudo sobre o evangelho e todas as lado se esta le i não existisse.
suas complexidades. Que quando eles
Se vam os ter a com panhia do P ai
são batisados o u ltim o obstáculo para
Celestial, devemos procurar fazer nos­
ganhar salvação foi transposto.
sas vidas perfeitas e ganhar o conhe­
M uito poucas pessoas na terra, se é
cim ento que ele já ad qu iriu. A d ife ­
que existe alguém , sabem tudo sobre
rença entre o hom em e D us é o co-
o evangelho. Este objetivo não se
nhcim ento. “Com o c hom em é Deus
realizará até que nós residamos com
foi u m a vez, como Deus é o hom em
o P ai. M as batism o é essencial para
pode tornar-se.”
que possamos aprender m u ito m ais do
O relatorio de nossa Escola D o m i­
que seus fundam entos básicos. Por
nical m ostra um a grande falta do de­
exem plo, m u ito pode ser aprendido no
sejo de nossos m em bros para ganharem
tem plo da m an eira plan ejad a pelo Se­
m ais conhecimento. A Escola D o m in i­
nhor, m as até que um m em bro tenha
cal é essencialmente o lu gar onde m u i­
sido batisado e vivido justam ente ele
to deste conhecimento precisado para
n ão é elegivel p a ra admissão ao tem ­
salvação pode ser ganhado.
plo. Aprender o evangelho é um a
obra do tem po da v id a que a pessca Se nós não assistimos estas classes,
deve fazer por si proprio se ele quiser como podemos esperar ganhar este co­
ganhar salvação no reino do Pai. nhecim ento que é m u ito preciso para
M uitos quererão saber porque o co­ a nossa salvação?
nhecim ento é preciso para a salvação. A Escola D o m inical só existe com o
Porque “n ing uém pode ser salvo em intento de aum entar o nosso conheci­
ig no ran cia” ? Para que respondamos a mento. Com o o estudo n a escola é
isto, nós perguntam os a questão, “ O necessário para ganhar o conhecimento
que gozaria u m bobo se tivesse que suficiente para graduar-se e entrar em
passar a eternidade na com panhia de um a universidade, assim o estudo do
doutores de filoso fia?” Em com para­ evangelho de Jesus Cristo é preciso

— 132 —
PRIMÁRIA
OS SETE Q U A D R A D IN H O S DE UM
AVENTAL

K aren está sosinha em seu quintal, So hav ia u m a cousa de que ela gos­
escondida atraz de u m grande arbus­ tava entre tudo o que tinha. E ra um
to. As seis m eninas que estavam d a n ­ “avental da am izade” , isto é, u m aven­
do um a festa no q u in ta l visinho, não tal feito de quadradinhos, e em cada
podiam ve-la, mas ela as podia ver e quad radinh o estava bordado o nom e de
ouvir suas vozes e alegres risadas. u m a das sócias de u m pequeno clube
Como K are n g o s a r ia de estar entre a que ela pertencia. K are n o estava
elas! O ntem ela sorrira para Betsy, a usando hoje, porque parecia-lhe que
m enina que m orava ao lado e que es­ assim suas am igas estavam m ais per­
tava dando a festa, mas Betsy fu gira to. D evagarinho ela passou u m dedo
correndo, perseguindo seu gatinho e sobre cada nome bordado em seu aven­
cham ando: “Volte, Pisca-pisca, volte” . tal. De repente ela gritou “ A i” ! e p u ­
K aren achou que ela n ão era nada lou para traz, esfregando a perna, mas
amiga. logo so-riu, porque debaixo do grande
Ka-en sentia-se tão sosinha e com arbusto, espiando por entre os ramos
tantas saudades de suas companheiri- estavam o gatinho da Betsy, o Pisca-
tihas queridas, que seus olhos se en­ pisca.
cheram de lagrim as. Apesar de terem “Ele arranhou você” ? K are n olhou
m ais dinheiro agora, ela bem queria para cim a depressa, ouvindo a voz.
que o pap ai não tivesse arranjado o Perto da cerca, olhando ansiosa para
novo emprego, nesta cidade nova Que a perna de K aren estava a Betsy e ao
adianta ter dinhe iro quando não se lado dela as outras cinco m eninas.
tem amigos? As roupas e brinquedos K are n sorriu para Betsy, apesar dela
novos que a m am ãe e o pap ai davam n ão lhe ter sorrido no dia anterior e
a K aren não conseguiam faze-la feliz. disse: “ Oh, n ão ” e abaixou-se para

Nossa maior obrigação tes da aula e assistir nossas aulas na


Escola D om inical.
para ganhar o conhecimento que é re­ A responsabilidade de vossa salva-
querido para entrar no R eino do Céu. çãoi fica convosco, porque “E m igno-
Vamos então apressar-nos em nossos rancia n ing uém pode ser salvo.” Na
esforços nos meses que vêm para ob­ verdade, para ganhar conhecimento e
termos conhecimento por estudar o aplicar-se em nossas vidas é nossa
nossas lições da Escola D o m in ical an- m aior obrigação.

— 133 —
pegar o gatinho e entrega-lc. a Betsy todas se ju n ta m e cada um a dá um
por cim a da cerca. M as como u m quadrado em troca de u m de cada
raio ele passou por um b u ra q u in h o na um a de suas amigas. E m seguida,
cerca e fu g iu para casa. Betsy riu-se costuram-se os sete quadrados, seis
e disse: “ P or isso é que eu o cham o para fazer o avental e u m para fazer
de Pisca-pisca. Como u m a estrela ele o peitinho. C ada m en in a deve cortai
pisca e . .. desaparece! F iqu e i com pena os quadrados do m esm o ta m a n h o que
de não ter falado com você ontem, os das outras, p ara que o ave ntal f i ­
m as qu an d o eu voltei depois da per­ que direito” .
seguição toda, você já tin h a ido para “V ai ser u m clube m arav ilh o so ” ,
casa” . disse Susana, a m e n in a de n arizm h o
Todas as m eninas lhe sorriam ago­ arrebitado.
ra e K are n sentiu u m calorzinho gos­ “Devemos fazer tudo para que seja
toso de p u ra felicidade. assim ” , disse K aren. “E m m eu outro
“O h, não faz m a l” disse ela, “mas clube, nós n unca falam os m a l u m a das
é que eu estava m e sentindo' m uito outras. Se alguem faz alg um a cousa
sosinha e queria que você viesse b r in ­ de que nós n ã o gostamos, nós falam os
car com igo” . com essa pessoa quando ela estiver so­
sinha, m as nunca perdemos a paciên ­
Betsy olhou para suas com panheiras
cia e contamos às outras.”
e perguntou então: “Você quer v ir à
Susana disse em voz baixa: “ eu te­
m in h a festa, agora? E u faço dez anos
nho m u ito m a u genio, mas v ou fazer
ho je ” .
o possivel para m elho rar.”
“ O h, sim , que bom , m as prim eiro
“ E eu tam bem , e eu ta m b e m ” , dis­
tenho que pedir licença à m a m ãe ” ,
seram todas as m eninas ju nta s e riram -
disse K aren, com cs olhos brilhand o
se felizes.
de felicidade.
Corn u m começo tão bom , pensou
Logo, ela voltou correndo. A m a ­ K aren, com certeza o clube v a i ser
m ãe estava m u ito contente dela ter otimo.
arranjado novas amigas. Trad. por S ilv ia Courrege
K are n aind a estava com o “ avental
d a am izade” e quando as outras o v i­
ra m quiseram saber tudo a respeito do “A alma não teria arco-iris se os
clube de K aren. olhos não tivessem lágrimas”.
“V e ja” , disse Betsy, contando os
quadradinhos brancos, “ h á sete nomes, Freguês: “ Aquele frango que m e
justam ente o num ero de m eninas de vendeu para o ja n ta r de dom ingo foi
nossa festa. nada m ais do que pele e ossos” .
E ntão A n a M aria, u m a lin d a more- F rangueiro: "P u x a , senhora, queria
nin h a, disse: “Q ue bom , então nós tam bém as penas?”
tam be m podemos fazer u m clube igual- — Ja ffo d ills
sinho” .
--- x---
“E tam bem fazer “aventais da ami-
zadede” como o de K aren, sugeriu “Tuas faculdades au m e ntam com o
Betsy, se ela quiser nos ensinar” , con­ exercicio e se atro fiam pela inacção.’’
tinuou.
K a re n sorriu. “E ’ m u ito facil. Cada
m en in a precisa arran jar sete quadrados, “Faze o teu program a de ação quo­
todos do m esm o tam anho, bordando tidiano, coloca a cada cousa em seu
seu nom e em cada u m deles. Depois lu g a r.” »

— 134 —
SOCIEDADE DE SOCORRO
O L A R

Por D ian ia Rex

“A libérdade que nasce no berço da


fa m ilia sã não é a liberdade da an ar­
quia. É a liberdade do respeito m u ­ votos serão oferecidos em retidão, to­
tuo, da caridade de tra b alh ar com os dos os dias e a todos os tem pos”
outros e para os outros, da tolerância, (D. & C. 59 :11).
da cooperação, de superar os instintos
interesseiros no interesse de todos. É C O RA G E M ATRAVÉS DO A M O R
o tipo de liberdade que nossos ante­ E E N T E N D IM E N T O
passados conheceram. É a liberdade
baseada nos princípios cristãos” . (M . Lem os em G aiatas que “o frutoi do
L. W ils o n ) . Estas sãci as qualidades e E spirito é a caridade, o gozo, a paz,
praticas do la r que devemos tentar a longanim idade, a benignidade, a bon­
conservar p ara fazer do lar, o lugar dade, a fidelidade, a m ansidão, a tem ­
m ais querido de todos. H á alguns anos perança; contra tais cousas não h á le i.”
que varias pessoas foram inqueridas E tam bem em E fésios.. . “ Tornai-vos,
pelo radio para fazerem lista das dez porem, bondosos uns para com os ou­
m ais lindas palavras. N ão é de a d m i­ tros, compassivos, perdoando-vos uns
rar due quando os vetos foram conta­ aos outros, como tam bem Deus em
dos a palavra “la r ” colocava-se a fre n ­ Cristo vos perdoou.”
te da lista m ais vezes do que as outras. A fé em si mesmos renova-se q u a n ­
“O L a r ” quer dizer m u ita coisa para do o in d iv íd u o sente que aqueles pro-
inúm eras pessoas, mas hoje é p ro v á­ xim os dele o am am e o entendem.
vel que deva ocupar o lugar de alen­ A atitude e o espirito de cada lar
to para todos os mem bros do grupo. deve ser o de tentar compreender os
A palavra “ alento” prim eiram ente veio im pulsos e sentimentos que in flu e n ­
da palavra “ coração.” c ia m os varios m em bros da f a m ilia .
“Sejais hum ildes; e o Senhor vosso D o lar, que an im a ou encoraja a se­
Deus guiar-vos-á pela m ão e vos dará gurança do in div íd u o, v irá a caridade
a resposta de vossos corações” (D . & C. e o am or para com o vizinho e isto
112:10) . é resultado do am biente du m lar.
Nas orações da fa m ilia , existe g ra n ­ Os pais devem saber inspirar nos f i­
de oportunidade p ara cim entar a u n i­ lhos, u m sentim ento de segurança com
dade da fa m ilia . A oração é u m m eio respeito a eles proprios. R epartir o
de obter poder de Deus. José S m ith recreio como tam bem o tem po de tra ­
disse: “Por un ião de sentim ento obte­ balho é benefico aos pais e aos filhos.
mos poder de Deus.” A oração secre­ A m bos precisam do descanso para re­
ta como tam be m a oração da fa m ilia cuperar novas energias. Cada fam ilia
poderá dar aos in dividuo s, força espi­ cooperando e d iv id in d o o trabalho, po­
ritu a l in fle x íve l para suportar as vi- derá fazer suas próprias tradições. As
cissitudes. da vida. tradições surgem de personalidades e
“E ensinarão aos seus filhos orar, e m antem um a curiosa m odalidade delas
an dar em retidão perante o Senhor” mesmas. L er em voz alta depois de
(D . & C. 68 :28). “Todavia, os vossos jan tar, contar anedotas em fa m ilia .

— 135 —
um pic-nic que não ge esperava, um Na? escrituras somos ensinados que
dia de pescar, — estas e m uitas ou­ “Nem a m ulher é independente do ho­
tras coisas pequenas, tornam-se as que m em , nem o homem é independente *
se lem b ra m no coração. da m ulher, no Senhor” , dando a conhe­
cer que os dois form am u m a unidade
DE Q U A N T A IM P O R T A N C IA na S ua presença.
É A C A S T ID A D E ? Na escritura m oderna lemos: “ Pois
que esta é m in h a obra e m in h a gloria
“N ão sabeis vós que sois c tem plo — trazer a im ortalidade e v ida eterna
de Deus, e que o Espirito de Deus h a ­ ao h o m e m ” (Moisés 1 :3 9 ). '
bita em vós? Se alguem destruir o C om binando estes pensamentos, che­
tem plo de Deus, Deus o destruirá; por­ gamos a entender que nosso prim eiro
que o tem plo de Deus, que sois vós, interesse na vida terrena, é mostrar-
é santo.” nos dignos de a ju d a r nosso P ai Celes­
J á sabemos que é um grande p r iv i­ tial a ad ian tar o seu trabalho, a fim
légio e bênção receber u m corpo m or­ de que o hom em possa ter alegria. E
tal, pois que sem o corpo não pode­ “o que tem a castidade com tudo isso” ?
ríam os progredir. T am bem sabemos Sim plesm ente isto: A castidade g u a r­
que possuiremos nossos corpos, para da pura a fonte da v ida para que cs
eternidade. O que, então poderá ser filhos espirituais do Nosso P a i possam
mais im portante do que guardá-los li­ ter tabernaculos dignos de serem h a ­
vres de polução? J á se reconheceu bitados quando forem m andados para
que a d im in u ição da crença xeligiosa esta terra.
e a decadência da v ida do lar desen­ Q u a l é o unico padrão de m o ra li­
volvem-se sim ultaneam ente. A força dade? U m a m ax im a distinta dos “ S a n ­
da civilização1 relaciona-se diretam en­ tos dos Ú ltim os Dias é a nossa crença
te com a estabilidade dos seus lares e aceitação do principio que se cham a,
individuais. E o vigor do lar repou­ “O unico padrão de M oralidade.” Por
sa em grande m edia, na sua fidelidade este padrão queremos dizer que o mes­
e m oralidade. mo grau de pureza e castidade é ex i­
D u ran te o século passado, os padrões gido dos homens como tam bem das
de higiene e saude tem m elhorado m u i­ mulheres. Os hom ens são tão respon­
to. H oje em dia exigim os que a agua sáveis pela conduta m oral como as
seja pura, que o leite seja pasteuri m ulheres e o m esm o padrão aplica-se
zado, que a com ida na feira seja ins- a ambos. Nossos filhos, como tam bem
peccionada pela sua pureza por causa nossas filhas são ensinados a observar
da lei. Queremos somente a m elhor, a a mesm a pureza de vida.
sadia na dieta. Q uanto m ais, então,
devemos exigir a pureza do corpo e Q U A IS S Ã O O S B E N E F ÍC IO S D E R I­
do espirito. E cada vez m aior é a ne­ V A D O S D E U M A V ID A C A ST A ?
cessidade de prevenir a “erosão da al-
Os beneficios são espirituais e fisi-
■m a ” , e conservar a castidade. A edu­
cos. U m a consciência clara, u m a paz
cação a respeito da pureza da v ida não
de espirito, u m contentam ento intim o,
tem recebido a atenção que foi dada
em saber que não temos deshonrado a
a assuntos de menos im portancia.
nós mesmos, nem a nossa fa m ilia , nem
Como Santos dos Ú ltim o s Dias, res­
a q u alqu e r outra pessoa; u m a satisfa­
peitamos o casamento fu nd am en tal
ção pessoal ao ganhar o poder de resis­
para o m aior desenvolvim ento e exal­
tir à tentação da carne.
tação do hom em e da m ulher. Mas
A vida casta guarda-nos ctfntra o pe
por outro lado, a perversão ou o abuso
cado e o sofrim ento fisico. G u ard an -
a respeito do casamento é u m dos pio ­
res pecados. (C o n tin u a n a p á g . 141)

—- 136 —
SACERDÓCIO
A R R E P E N D IM E N T O

por W arren J . W ilson

0 homem não foi pôsto na terra p ara Deus que vos criou, e vos tem guardado
andar as apalpadelas n a escuridão. e conservado, e fez com que vos regosi
Grandes homens e profetas têm sido es­ jasseis e vivêsseis em paz uns com os
colhidos pelo Senhor em diversos tem ­ outros; E vos digo que se servirdes ao
pos para g u iar o povo no caminho da que vos criou desde o comêço, e vos está
felicidade e salvação. Por isso agrade­ conservando de dia p a r a dia, dando-vos
cidos devemos ser em vista da m iseri­ alento, p a ra que possais viver, mover e
córdia que tem tido o Senhor para com faze r as cousas segundo vossa vontade,
os filhos dos homens desde a fundação e até vos suportando a todo momento;
do m undo. E agradecidos devemos ser digo-vos, se o servirdes com tôda a vos­
por Deus nos ter enviado o Profeta José sa alm a, aind a assim sereis servidores
S m ith nestes últim os dias para que pos­ inúteis.
samos ouvir o puro evangelho e que pos­ E is que Êle sómente requer que g u a r­
samos compreender o plano de Salvação deis seus m andam entos; e Êle prometeu
de nosso Senhor e Salvador. A única que, se guardardes seus mandamentos,
m aneira de agradecer a Deus é fazer a prosperareis na terra; e Êle é in v a riá ­
sua vontade aqui na te rra . vel sobre o que diz; portanto, se g u a r­
O Rei B e njam im nos deu um a boa ex­ dardes seus mandamentos, Êle vos aben­
plicação de nosso dever p a ra com o Se­ çoará e vos f a r á prosperar. E agora,
nhor e como temos que ser hum ildes pe­ em prim eiro lugar, Êle vos criou, e vos
rante Deus, o Rei dos Reis. “ E is que concedeu vossas vidas, pelo que lhe sois
ora vos digo ao afirmar-vos ter empre­ devedores. E m segundo lugar, Êle re­
gado meus dias em vosso serviço, que quer que façais o que Êle ordena; e, se
não é meu desejo vangloriar-me, pois que assim o cumprirdes, sereis im ediatam en­
só estive ao serviço de Deus. M as eis te abençoados; e, portanto, vos terá
que vos digo estas cousas p a r a que apren­ pago. E vos aind a assim lhe sereis de­
dais; e p a ra que saibais que, quando es­ vedores, o sois e o sereis p ara sempre;
tais a serviço de vosso próximo, estais portanto, de que vos vangloriais?
sómente a serviço de vosso Deus. E is E agora vos pergunto; poderei eu algo
que me haveis chamado re i; e se eu, a dizer por vós mesmos? E u vos digo; Não.
quem chamais rei, trabalhei p a ra vos N ão podereis até dizer que sois tanto
servir, não deveis vós tam bém trab a­ como a poeira da terra; ainda assim,
lhar p ara servir uns aos outros? E eis fostes criados do pó da terra; eis, po­
também que, se eu, a quem vós chamais rém, que o pó pertence àquele que vos
vosso rei, tendo empregado todos os meus criou.” (M osiah 2:16-25).
dias em vosso serviço, e assim estive a Vemos que somos devedores — somos
serviço de Deus, mereço vossos agrade­ e seremos sempre. Porém, para ag ra­
cimentos, óh quanto deveis agradecer ao decer à Deus nós temos que servir em
vosso eterno R e il E u vos digo, meus ir ­ tudo possivel, confessando os nossos pe­
mãos, que se renderdes todos os vossos cados e as nossas fraquezas — tendo
agradecimentos e louvores que vossas cuidado que não sejamos inclinados a
alm as tem , o poder de possuir, àquele (Continua na pág. 141)
— 337 —-
Evidências e Reconciliações
Pcr Elder João A. Widtsoe

CV. Pode-se acreditar nos testemu­ m ente ao proposito divino ao q u a l o


nhos do L ivro de M orm on? Profeta disse que fo i cham ado.
2. São descritos em detalhe cir­
Três homens, e m ais tarde m ais oito cunstancial os acontecimentos que
homens, declararam por dois depoi­ g uiaram as testemunhas a d a r os de­
mentos form ais e assinados, que v iram poimentos.
e ap a lp aram as placas das quais foi Logo após a advertência, os três h o ­
traduzido o L iv ro de M orm on. m ens que se tornaram o prim e iro g ru ­
A grande im portancia destes depoi­ po de testemunhas — O live r Cow dery,
m entos em estabelecer fé na missão D a v id Whit-mer, e M a rtin H arris —
d iv in a de José S m ith, o Profeta, tem pediram que fossem escolhidos para
sido reconhecida por todos os estudan­ ver as placas. E nquanto estes eram
tes do evangelho restaurado. P ara os m u ito diferentes de tem peram ento,
Santos dos XJltimos D ias estes ju r a ­ eram iguais, tendo suas próprias m e n ­
m entos, publicados em toda a edição tes e suas próprias dúvidas. Q ueriam
autorizada do L iv ro de M orm on, têm saber por si mesmo se a historia de
sido e continuam a ser fonte de fé . v Jcsé era verdadeira.
C ontudo, os que não crêm na o ri­
Cerca de dois meses m ais tarde, em
gem d iv in a do L iv ro de M orm on f i ­
J u n h o de 1829, as placas foram m os­
cam embaraçados e confundidos pe ran ­
tradas às três testemunhas. No desig­
te os depoim entos dessas testemunhas.
nado dia, José S m ith e as três teste­
As evidências pela veracidade dessas
m unhas, O live r Cowdery, D a v id Whit-
testemunhas são convincentes, e não
mer, M a rtin H arris, procuraram vim
podem ser negadas. Conhece-se a lg u ­
lu gar retirado na floresta. D epois de
mas das provas:
cada u m orar e n ada acontecer, M a r­
1. Foi profetizado que três tefctemu-
tin H arris retirou-se, declarando que
nhas veriam as placas e d a ria m teste­
a sua fa lta de fé era a causa de não
m u n h o dessa experiência.
obterem a m anifestação. Depois de
E ' u m fato notável que a seguinte
sua retirada, u m mensageiro celeste
profecia foi recebida pelo Profeta em"
ficou n a frente deles no m eio de u m a
M arço de 1829, antes do L iv ro de M o r­
luz brilhante, segurando as placas nas
m on ser traduzido. U m a parte é a se­
mãos. V irou as folhas, e falou-lhes.
guinte:
E m seguida, eles ouviram u m a voz de­
“A le m de seu testemunho, o teste­
clarando que:
m u n h o de três de meus servos, os
quais cham arei e ordenarei, e aos “Estas placas foram reveladas pelo
quais m ostrarei estas coisas, sairão com poder de Deus e foram traduzidas pelo
as m in h a s palavras dadas através de m esm o poder. A sua trad ução que vós
você. S im , eles saberão com certeza vistes está certa e vos ordeno a tes­
que estas coisas são verdadeiras, pcds. tem unhar o que agora vistes e ouvis-
dos céus lhas declararei. Dar-lhes-ei tes.”
poder em que verão e exam inarão es­ E ntão José foi à procura de M artin
tas coisas” ( D .C . 5:11-13). H arris, e quando o encontrou, juntou-
O depoim ento unido das três teste­ se com ele em oração. P ara a grande
m unhas é cum prim ento lite ra l dessa alegria de M a rtin H arris, a m esm a v i­
profecia. N ão se pode racionalizar isto, são lhe foi aberta. Assim , ós três rea­
pois a profecia e seu cum prim ento lizaram os seus desejos.
realm ente ocorreram . C onduz direta- E ’ verdade que o relatório deste
acontecimento foi escrito por José Nephitas. O live r Cowdery praticava a
S m ith, porém as testemunhas ainda es­ lei. Diversas vezes, perante tribunais,
tavam vivas, e poderiam ter corrigido a sua integridade foi im pug nada por
q u alqu e r erro na relação. M as assim causa de sua aceitação do L iv ro de
não fizeram . M crm on. De cada vez prestou teste­
U m a narração detalhada de qualquer m u nho poderoso da verdade do regis­
acontecimento sempre é um a evidên­ tro dos Nephitas. O nde quer que fôsse,
cia da sua veracidade. Impostores gozava de m u ita honra. Faleceu com
sempre cuidam de escrever poucos de­ o seu testemunho nos labios.
talhes e m uitas generalidades. Esse D avid W hitm er’ ficou em R ichm ond,
completo acontecimento ocorreu em no Estado de M issouri, até o fim da
pleno dia. Todos os homens eram jo ­ sua vida. Chegou a ser u m hom em
vens e vigorosos de saúde. m uito velho. M uitas pessoas vinham-
3. M ais oito testemunhas corrobo­ lhe perguntando a respeito de seu tes­
raram o depoim ento das três testemu­ tem unho do L iv ro de M crm on. Orson
nhas. Pratt, Joseph F. S m ith , Jam es H . Moy-
Para assegurar duplam ente, as p la ­ le, e C. C. Richards eram alguns des­
cas foram m ostradas m ais tarde a mais ses visitantes. A todos ele reafirm ava
oito homens. Se todos os oito v iram as seu testemunho. Faleceu com o seu
placas aot mesmo tempo não se sabe. testemunho nos labios.
Porém, os homens, C hristian W hitm er, M a rtin Harris, depois de varias des­
Jacob W hitm er, Pedro W hitm er J r . , venturas ficou por m uitos anos na
Jo ão W hitm er, H iram Page, José S m ith parte leste dos E E .U U . perto do te m ­
Sr., H y ru m S m ith, e S am uel H. S m ith, plo de K irtla n d (no Estado de O h io ).
ju ntam e nte redigiram o depoim ento L á visitantes inquiriam -no à respeito
em que descreveram as placas e as da sua crença no L iv ro de M o rm o n.
suas gravações, aind a mais declarando Entre esses estavam E dw ardo Steven-
que realmente pegaram e apalparam son e W . H. H om er. A resposta de
as placas. M artin H arris era in v ariave l, que ele
Tal corroboração do depoim ento dos tin ha tanta certeza do seu testemunho
três homens, sob condições e tempos quanto a do sol nos altos céus. F i­
diferentes, atesta à verdade dos acon­ nalm ente, n a sua velhice, repousou em
tecimentos. Clarkston, no Est. de U ta h . Faleceu
4: As testemunhas ficaram fieis aos com o seu testemunho nos labios.
seus testemunhos até o fim da sua A v id a das oito testemunhas conta
v id a . a m esm a historia. U m a dessas, Jo ã o
A lgum as das testemunhas sairam da W hitm er, foi excom ungado da Igreja.
Igreja, outras foram excomungadas, M ais duas, Jacob W h itm e r e H iram
porém os seus testemunhos da verdade Page, afastaram-se dela. As outras
do L iv ro de M o rm o n ficaram firm es cinco, C hristian W hitm er, Pedro W h it­
e sem m udança. m er Jr., José S m ith Sr., H y ru m S m ith,
Das três testemunhas, O liv e r C ow de­ e S am uel H. S m ith ficaram membros
ry e D a v id W h itm e r foram excom un­ fieis, servindc à Igreja durante a sua
gados. M artin H arris afastou-se. C ow ­ vida inteira.
dery, de inteligência alta e indiscutível, Todas as oito testemunhas, quer na
e H arris, m antendo pertinazm ente as Igreja ou fora, a firm a ra m até o u lti­
suas ideias, ambos v oltaram e foram mo suspiro que v ira m e apalparam as
batisados na Igre ja outra vez. W hitm er, placas das quais fo i traduzido o L ivro
conservando os seus queixum es, e f i­ de M orm on.
cando desafeto à Igreja, dava freqüen ­ 5. Apenas a explicação pelas tes­
te testem unho da verdade da tradução tem unhas é aceitavel.
do L iv ro de M orm on, das placas dos Os fatos concernentes às testemunhas
do L iv ro de M orm on são tão irre fu­ Mesmo o crente confirm ado do h ip n o ­
táveis que têm sido e continuam a ser tism o quasi não ousa afirm a r tanto po­
tropeços perturbantes aos incrédulos. der. Outrossim , aind a que se conceda
Críticos desfavoraveis usualm ente ten­ que o Profeta tin ha personalidade m ag ­
tam desviar a atenção deles, como sen­ nética, não há nada na sua v id a bem-
do de póuca im portancia. docum entada que lhe dê tanto ou q u a l­
Os incrédulos m ais honestos ten ta­ quer poder hipnótico.
ram duas explicações, e apenas duas. Q u a n to m ais se estuda as testem u­
A prim e ira sugestão, é que as teste­ nhas tanto m ais se tornam os seus tes­
m unhas eram deshonestas, e estavam tem unhos verdadeiros e irrefutáveis.
em conluio com o Profeta. Isto é, a Eles eram homens honestos, pensa­
com pleta historia das placas foi in v en ­ dores, intrépidos, e não eram fa c ilm e n ­
tada, e não tinha base de fato. Essa te influenciados. Eles v ira m e ap a l­
explicação caiu por terra h á m uito param as pláCas dos Nephitas." Eles
tempo. Isto é ad m itido per m uitos es­ ouviram um a voz dos céus, declarando
critores anti-M ormons. A bem-atesta- ser verdadeiro o T rabalho. Eles n ão
da historia da v ida das oito testemu­ podiam fázer outra coisa senão a de
nhas mostra que cada um a delas era dar testem unho a esta experienria glo­
honesta e digna nos seus negocios com riosa. O testemunho das testem unhas
os homens. Se os seus testemunhos do L iv ro de M orm on é u m a prova ir ­
não fossem verdadeiros, u m ou outro refutável à missão d iv in a do Profeta
teria revelado a sua perfidia. M uitas José S m ith.
oportunidades deram-se a eles. O liver
Trad. por C. E lm o T urner
Cowdery, D av id W h itm e r e Jo ão Whi-
tm er foram excom ungados da Igreja e
eles pensaram que isto era injusto. E n ­ Se fôsse um jovem marido
tão ficaram zangados com o Profeta e
com a Igreja. Assim, lhes foi dada a tam bem esperaria ser consideravelm en­
oportunidade de declarar tudo um a te alegre durante todo tempo. Esperaria
fraude. E m vez disso fica ram fieis aos perm anecer sempre ativo.
seus testemunhos. Mesmo anti-M or­ D eix aria m in h a jov ialidade, quando
m ons concederam que u m concluio en­ se tratasse de cousa de im portancia.
tre José S m ith e as testem unhas é não seria egoista, exigente ou irres­
m uito im provável. ponsável, mas manter-me-ia firm e m e n ­
A segunda explicação, concebida em te no que contribuísse para a alegria,
desespero pelos que não acreditam na jo v ialidade, arrojo e coragem.
verdade, é que José S m ith foi dotado Seria interessado nas preocupações
com grande poder hipnótico, que o tor­ de m in h a esposa, e esperava que ela
n ou capaz de fazer as onze testemu­ gostasse de ter-me com o a ju d a n te nas
nhas pensar que v iram ccisas que real­ escolhas de suas cousas, como no tr a ­
m ente não existiam . Essa explicação jar-se, se m eu tem po permitisse, não
parece u m homem se afogando e agar- estaria indisposto para ir com ela e
rando-se a u m a palha’. dar-lhe m eu palpite e juizo. Saberia
Essa explicação absurda pede-nos que, fund am en talm en te ela vestia-se
acreditar que onze hom ens m u ito dis- para agradar-me acim a de tudo o
semelhantes, todos questionando as mais.
pretensões do Profeta, podiam ser o b ri­ Se eu desejasse asseio e higiene em •
gados a ver, ouvir, e tocar, ig ualm en ­ m in h a esposa, manter-me-ia assim
te, um a coisa fabulosa. E ’ pedido ab­ tam bem , p u n h a meus predicados como
surdo para pessoas inteligentes. O um bom exemplo.
testemunho das testemunhas repousa Se eu fôsse u m jov e m m arido, ten-
em três sentidos: ver, ouvir, tocar. (C o n tin u a n a p á g . 143)
Arrependimento “ .. .e perdoa-nos as nossas dividas,
obedecer ao m au espírito, do qual os assim como nós também temos perdoado
profetas nos falarem . “ Porque há um a aos nossos devedores” . (M at. 6 :1 2 ). Por
desgraça prom etida a quem quer que se certo não obteremos perdão a menos que
incline a obedecer a esse espirito; por­ perdoemos os nossos semelhantes —
" P o is ” , disse Êle, “ se perdoardes aos ho­
que todo aquele que se inclina a essa
mens as suas ofensas, tam bém vosso P a i
obediencia, permanecendo e morrendo em
celestial vos pe rd oará; m as se não per­
seus pecados, esse bebe a condenação
doardes aos homens, tão pouco vosso
para sua p ró p ria a lm a ; porque recebe
P a i perdoará as vossas offensas” . (M at.
em recompensa u m eterno castigo, por
6:14-15).
ter transgredido a lei de Deus sabendo
o que fa zia .” (M osiah 2 :3 3 ). Confiança no sacrifício expiatório de
“ Se dissermos que não cometemos pe­ Cristo constitue u m a condição essencial
cado, a nós mesmos nos enganamos, e a em obter a remissão dos peccados. O
verdade não está em nós.” ( I João 1 :8 ). nome de Jesus Cristo e o único nome
Sim, cometemos pecados e por isso nós abaixo dos céus pelo qual o homem pode
temos que nos arrepender. Verdadeiro ser salvo. M as nenhum a pessoa pode
arrependimento, deixando os caminhos verdadeiram ente professar fé em Cris­
do pecado e desgraça e destruição e “ se to e negar-se a obedecer os Seus m anda­
confessarmos os nossos pecados, Êle é mentos; Portanto, obediencia e essencial
fie l e justo p a ra nos perdoar os mes­ p ara remissão do pecado; e o peeador
mos, e p a ra nos p u rific a r de tóda a in ­ verdadeiram ente penitente procurará
ju stiça.” ( I Jo ão 1 :9 ). “ Aquele que en­ aprender o que é requerido dele.
cobre «s suas transgressões, não prospe­ O Apóstolo Orsen P r a tt disse: “ seria
r a r á ; m as quem as confessa e abandona, in ú til p a ra o pecador confessar seus pe­
alcançará m isericórdia.” (P ro v . 28:13). cados à Deus a menos que êle tenha de­
Podereis saber se um 'homem se arre­ term inado deixá-los: N ão seria benefício
pende de seus pecados — se êle se con­ alg um sentir pena dos erros, a menos
fessa/r e deixar de pecar.” (D&C 58:43). que pretenda não errar n unca m ais. A r ­
O ra o pecador tem que perdoar os ou­ rependimento, então, não é sómente a
tros se deseja obter perdão. O arrepen­ confissão dos pecados, com um coração
dimento do homem é apenas superficial hum ilde e penitente, mas u m a forte de­
se não tiver tolerância pelas fraquezas terminação a deixar o m au caminho.”
do seu próxim o. O Salvador ensinou-nos Arrependimento é essencial para a sal­
a orar ao P ai assim: vação .

O lar trib u irão para esta im portante parte


da educação dos filhos. P rim eira, o
do-se castidade, obedece-=e à u m dos am biente do lar deve confirm ar aos f i­
maiores m andam entos da lei de Deus. lhes que o casamento é u m a in stitu i­
A obediencia a este preceito e aos ou­ ção sagrada, que a felicidade habita
tros m andam entos, assegura-nos a he­ ali, e que existem am or e considera­
rança da m aior gloria que existe para ção entre pai e mãe. E nquanto os f i­
os homens: o Reinei dos Ceus. Estas lhos crescem, deve se cham ar a aten­
dadivas valem qualque r sacrifício. ção ao fato de que as m ães e as filhas
COMO PODEREM OS E N S IN A R são protegidas pelos homens na fa m i­
N O S SO S F IL H O S a ser estritamente lia. Q u an do os moços tem idade su­
virtuosos? H á m uitas coisas que con­ ficiente, devem ser ensinados a sentir

— 141 —
que é sua obrigação como a do pai, e tabaco é u m dos maiores meies nas
acom panhar ou v oltar para buscar a m ãos do adversário pelo qu al ele pode
m ãe ou as irm ãs quando elas tem que desvirtuar a mocidade do bem . Q uasi
sair de noite sozinhas. Deve-se c u lti­ sempre acontece que os que perdem a
var o sentim ento de confiança entre os virtude, prim eiram ente tom am das
pais e os filhos para que os filhos te­ coisas que excitam as paixões ou d i­
n h am liberdade de ir a seus pais com m in u em a resistencia e a n u v iam a
perguntas e problem as e receber justa m ente."
consideração. A m ocidade deve ser ensinada a im ­
Os colegas de nossa juv en tud e tem portancia de ter pensamentos puros,
grande in flu e n c ia nas ideias e na con­ porque atraz de cada ato m a u está o
duta dela especialmente durante a ado- m au pensamento. “ Porque, como (o
lescencia. Os pais podem a ju d a r m u i­ hom em ) im aginou na sua alm a,
to sugerindo certos amigos e certas a ti­ assim é.”
vidades.
H oje em dia m uitas tentações e m ás
O Presidente J . Rueben C lark deu
sugastões defrontam a m ocidade por
u m a vez m uito bons conselhos às m o­
tedo lado através de revistas vulgares,
ças e senhoras. E le referiu-se ao as­
correntes livros de ficção, o cinem a,
sunto da in d u m e n taria das m ulheres e
etc. Pais diligentes logo verificá&i que
esepcialmente a m an eira com que se
a m aior proteção vem do proprio tre i­
vestem na p raia e lugares de recreio.
nam ento no lar. U m a boa m an eira de
E le disse que afin a l de contas o h o ­
despertar interesse para a boa leitura é
m e m e só hu m an o e que tem emoções
in tro d u zir cedo o habito de ler livros
hum anas, que ele não é feito de ferro,
bons em voz alta no seio da fa m ilia .
e que n e n h u m a moça tem o direito de
Assim os m eninos adquirem gosto para
tentá-lo alem do poder de resistir pela
a m elhor literatura. H istorias suges­
m aneira em que se expõe. A m odés­
tivas, anedotas m eio vulgares não tem
tia continua a ser u m a virtude, e a
lugar no lar, e os filhos devem rece­
m oça é responsável pela sua ccnduta
ber instrução para não escutarem-nas
e em grande parte pela conduta de
fora dele.
seu com panheiro.
O Presidente G ra n t disse o seguinte Nós somos mães e pais — nós temes
sobre a influencia do tabaco e licor a responsabilidade bem grande de en ­
na vida quotidiana: “E u quero que sinar nossos filhos os cam inhos m e lh o ­
fique bem claro de que o uso do licor res, e m ais certos.

Se eu soubesse remos também a nossa única oportunida­


de, quem sabe única em tôda a v id a.
Q uantos de nós já tivemos u m a opor­ E ntão diremos. “ S E E U S O U B E S S E .”
tunidade e soubemos aproveita-la? Pensemos um pouco. A lguem entre
Os m issionários nos visitam por in ­ nós teria coragem de deixar o la r e os
termédio de Jesus Cristo, e se o receber­ bem amados p ara pregar um a missão
mos não ganharemos um envelope con­ de dois anos?
tendo dinheiro, mas receberemos a E m S. Lucas, 16:19-31, lemos:
G L Ó R IA E T E R N A que dinheiro ne­ O ra hav ia um homem rico, e vestia-
nhum pode com prar. se de linho e p u rp u ra e v iv ia todos os
Q uando os missionários baterem em dias regalada e explendidam ente. H a ­
nossas portas, vamos recebe-los e ouvir via tam bém um certo m endingo chamado
sua mensagem, porque se dissermos que Lázaro, que ja z ia cheio de chagas a por­
não temos tempo para atende-los perde­ ta daquele: e desejava alimentar-se com

— 142 —
as m igalhas que caiam da mesa do rico. profetas; ouçam-nos.” E disse êle ‘ Não,
e os próprios cães vinham lhe lamber pai A b raão ; mas, se algum dos mortos
as chagas. fosse ter com êles, arrepender-se-iam.”
E aconteceu que o mendigo morreu e Porém A braão lhe disse: “ Se não ou­
foi levado pelos anjos p ara o seio de vem a Moisés e aos profetas, tão pouco
A braão; e morreu tam bém o rico e foi acreditarão, ainda que algum dos m or­
sepultado. E no Hades ergueu os olhos, tos ressuscitem.”
estando em tormentos, e v iu ao longe Tôdas as vezes que tivermos uma opor­
Abraão, e Lazaro no seu seio. tunidade de prestar algum serviço a
“ Pai A braão, tem m isericórdia de m im , Cristo, por m ais pequenino que seja, não
e manda a Lazaro, que molhe na ág u a a devemos re je ita r. Devemos nos enfor-
ponta de seu dedo e me refresque a lín ­ çar pela Ig re ja , esforçar é apenas um
gua, porque estou atormentado nesta hábito de fa la r, porque servir a Cristo
cham a.” em nossa vida aqui não pode ser consi­
Disse porém A b raão : "P ilh o , lembra- derado um esforço é sim um prazer.
te que recebeste os teus bens em tu a Portanto vamos ser mais humildes e
vida, e Lazaro sómente males; e agora m ais perseverantes p ara que possamos
este é consolado e tu atorm entado; e além seguir o verdadeiro Evangelho de Jesus
disso está posto um grande abismo en­ Cristo.
tre nós e vós, de sorte que os que qui- E u tenho um forte testemunho da
zessem passar daqui p r á vos não pode­ Ig re ja dos Santos dos Ú ltim os D ias.
riam , nem tão pouco os de lá passar E u sei que Deus vive, e que José Sm ith
para cá.” foi um verdadeiro pro feta. E sei ta m ­
E disse êle: 'Rogo-te pois, o pai, que bém que se vivermos vidas lim pas tere­
o mandes a casa de meu p a i. Pois tenho mos como recompensa a G L O R IA E T E R ­
cinco irm ãos; p ara que lhes dê testemu­ NA.
nho, a fim de que não venham tam bém Estas são m inhas humildes palavras
para este lu g a r de torm ento. que deixo em nome de Jesus Cristo.
Disse-lhe A b raão : “ Tem Moisés e os Am ém .

Se fôsse um jovem marido ridade, veria que mesmo zangados, h a ­


veria elementos de beleza e de gracio­
taria m anter o cavalherism o e as con­ sidade. Sustentaria nossas tradições
siderações que ativa o coração. Se me —• aniversarios, festas fam iliares e n a­
afastasse de casa, escreveria a ela to­ tal.
dos os dias — mesmo que fôsse um a A rra n ja ria um circulo de amigos —
linha. Na volta traria um presente, nem sempre da m in h a idade, nem das
mesmo que pequeno. Ajuda-la-ia a mesmas condições — mas sempre es­
sentar-se para c. ja n ta r e ab riria a por­ tim u lan do , encorajando e sendo fiel
ta do carro para ela. p ara com os ideais para os quais v i­
Jam ais pensaria por um m om ento vemos. A charia m u ita cousa que p u ­
que alg um a cousa alem da morte, p u ­ desse fazer com estes amigos.
desse nos separar, e a morte, somente F aria preces para que não houvesse
tem porariamente. Pensaria como per- doenças, adversidades ou outras quais­
tencendo-nos m utu alm e n te e eterna­ quer dificuldades e que se houvesse,
mente, e em construir a especie de encontrasse-me sempre firm e.
vida que quizem cs viver eternamente. Lembrar-me-ia que o am or aum en­
V iveria simples, mas de m aneira bela. ta com expressões am aveis; guardaria
Se alg um a cousa levasse-nos a auste­ (Continua na 3 * capa)

— 143 —
SÃO PAULO ANIVERSÁRIO
No Dom ingo, dia 30 de M aio, re a li­ E ’ de interesse para todos os m e m ­
zou-se a reunião que começou de novo bros e amigos da Igreja de Jesus Cristo
o ram o da Mooca, na C apital B ande i­ dos Santos dos Ú ltim os D ias a q u i no
rante. Brasil que saibam que a M issão B r a ­
Os Elders R ich ard Sellers e Ross sileira fez trese anos no dia 25 de M aio.
V iehw eg estão atualm ente trabalhando
na Mooca, e h á pouco tempo acharam O Presidente R u lo n S. H ow ells acom ­
u m a bela sala para lá realizarem as panhado pelos E lder E m il, A. J . Schin-
reuniões — os nossos parabéns, Elders dler, M erlin Palm er, no sábado dia 25
Selleres e Viehweg! de Maici de 1935, em Jo in v ille , Est. de
A reunião foi assistida pelo Presi­ S anta C atarina, decidiram que esta foi
dente da Missão, H aro ld M. Rex e a data do principo ativo da Missão
sua esposa e fam ilia. Brasileira. A prim e ira conferencia foi
O Presidente Rex presidiu na reu­ realizada no dia seguinte n a nossa
nião e o E lder Sellers D irig iu o pro- Igre ja em Jo in v ille dia 26 de M aio.
I grama.
F oram cerca de trin ta e seis pessoas A prim e ira reunião dos m issionários
que assistiram esta prim e ira reunião. foi realizada '-na segunda-feira d ia 27
Foi um bom começo e temos confiança de Maic: de 1935 com o Presidente R u ­
de que este ram o v ai ser u m dos m e­ lon S. H ow ells assistindo. Todos os
lhores do Distrito de São Paulo. missionários no B rasil estavam presen­
T am bem presentes, estiveram o Bis­ tes, quais foram E lder E m il A . C.
po Grover C. D u n fo rd e sua esposa. Schindler, E lder P a u l Stoll, E lder Mel-
Eles estão visitando a A m erica do S u l v in C. Cannon, Elder Reed E. Bayles,
depois de assistirem a conferencia do Elder P h illip G. Patterson, E lder D av id
R otary In te rn a tio n al no R io de Janeiro. H. S m ith, E lder J . H. H enry H unger,
E lder D u n fo rd falou na reun ião tra ­ e E lder M e rlin Palm er. Todos presta­
zendo saudações de Los Angeles, C a­ ram seus testemunhos com espirita h u ­
lifórn ia. Ele relatou que o trabalho lá m ild e e sincero.
está progredindo cada vez m ais nas
estacas e paroquias. Disse tam bem que Antes daquele tem po o B rasil foi u m
gosta m u ito do B rasil e que tem cer­ distrito da Missão Sul-A m ericana com
teza de que o trabalho do Senhor vai escritorio central da Missão, em Bue-
progredir aqui com a m ocidade brasi­ nos^Aires, Argentina.
leira.
W . J . W. T. Nielsen

D IT A M E S
“S i queres a d q u irir a estima dos ou- “H á, na vida, tantas cousas uteis e
tros, deves poder estimar-te a ti mes- agradaveis que é pena perder o tem-
m o” . po com atos inúteis.”

— 144 —
Se fôsse um jovem marido responsabilidade e persuadiria m inha
esposa a sentir do mesmo modo. J a ­
portanto a sensibilidade da béleza de m ais insistiria para que ela votasse
m inha esposa, que fôsse de carater de para os meus candidatos simplesmente
inteligencia, de coração, de beleza fi- porque eu o tivesse feito. Mas dese­
sica, etc. E a deixaria saber que sen­ ja ria conversar sôbre nossas ideias e
tia isto. tom ar conhecimentos por interm edio
Desejaria conservar-me estudando e de publicações e pessoas, pois assim
tentaria dessnvolver o interesse nas não agiríam os inconcientemente a este
cousas que pudessemos estuder juntos. respeito.
T entaria pensar sobre as noções po pu­ Consideraria que u m dos grandes
lares da epoca — politicam ente e eco­ objetivos do nosso casamento seria a
nom icam ente — e as provaria pelos consolidação de todcs os nossos esfor­
principios de vida dos quais tivesse ços, m ediante a unidade.
aceitado e assim esperava ficar fora Se eu fôsse u m jovem m arido, con-
das fraudulosas e errôneas doutrinas. servar-me-ia unicam ente para m in ha
Tornar-me-ia vitalm ente interessado esposa. Seria m oralm ente lim po, v ir­
em adm inistração de assuntos m u n ic i­ tuoso, e casto. Agradeceria ao m eu
pais, escolares. P ai nos Céus por esta solida rccha so­
bre a qual construiria m eu casamento.
Consideraria o vóto, não como um a
cousa sem im portancia mas como um a Trad. por O don dos Santos

A CAPA
Apresentamos, na capa da “G A IV O T A ” deste mês, u m a vista do
famoso órgão no tabernáculo da Cidade do Lago Salgado, tirada d u ­
rante a coníerencia de O u tu b ro passado.
O órgão foi construído sob a direção do Presidente B rig h am Y oung,
e o Elder Joseph Ridges, nativo da Ing laterra que filiou-se à Igreja na
A ustralia, foi escolhido para realizar a grande tarefa.
A construção levou oito anos. E lder Ridges zelou pelo trabalho
cuidadosam ente durante todo este tem po e m an dav a quasi diariam ente
u m relatorio ao Presidente Y ou n g.
Ao descrever ssu trabalho, ele disse que cs tubos variavam de dez
metros de altura e u m metro e m eio quadrado no interior, até o ta m a ­
nho do seu dedo.
O órgão o riginal tinha dois teclados, vinte e sete pedais, trinta e
cinco registres e dois m il tubos.
Enorm es assopradores eletricos fornecem a força do órgão que an ­
tigam ente era fornecida por meio de fóles e m ais tarde por um assopra-
dor m ovido per u m a roda de água.
A tualm ente, estão adicionando sete secçôes de tubos novos e assim
o órgão ocupará sua posição entre os melhores órgãos do. m u n d o .
O Bispo Thorpe B. Isaacson, diretor das renovações, explicou que
a lin d a aparência exterior do grande instrum ento m usical não. será
m udada.
W. J. W.
A FORÇA DE SUPORTAR
M uitas vezes consideramos as des­ fazer a respeito delas, tam bem porque
venturas alheias e nos adm iram os cctno cremos que haverá um fim aos nossos
os outros as suportam . Vemos os que sofrimentos e porque temos convicção
foram derrepente acometidos por tris­ que a v id a tem seu direito de ser v i­
tezas. acidentes por qualquer ação de­ vida; porque existe um a justiça e um a
satinada ou m a l intencionada, ou pela compensação eventual e que não falha.
perda de alg um ente querido' e nos De3ta form a nós aprendem os a viver
adm iram os como lhes sãc: fortes em su­ dia após dia, isto é o que cada homem
portar. Vemos outrossim os que têm so­ deve fazer e de fato todos nós pode­
frid o longas provações e desenganos, mos fazer. N ão podemos viver a vida
talvez anos seguidos e ncs m a ra v ilh a ­ m ais depressa que ela exigir, mas po­
mos como continu am a encarar a vida demos -ivê-la e devemos como ela exi­
com denodo e coragem. gir, e encontraremos em forças im pre­
Supondo-nos em tais circunstâncias vistas auxílio, compreensão e reconci­
somos levados a pensar, que possivel­ liação de acordo com nossas necessida­
m ente não conseguiriamos aguentar se des e isso se dará até nos transes e
tais tragédias nos tivessem ating ido . desenganos m ais dolorosos. Assim so­
M as o fato é que nós não sabemos até mos levados além do lim ite que não
que ponto poderiam os suportar. A v i­ esperávamos passar, e é com um perce­
da não nos indaga sobre o tempo, o ber que não será o lim ite fin al. A cha­
lugar, o modo ou o grau de provação remos tam bem a força de praticar o
que ela vai m andar. H á incalculáveis que temos de praticar e de suportar
m ilhares de homens e m ulheres que o que devemos suportar. O saber que
passaram pelas m ais am argas espécies m uitas vezes acontererá isso nos liv r a ­
de provações, pensando de antem ão rá de m uitas preocupações desneces-
que jam ais as teriam podido suportar. sarias, por cousas que jam ais aconte­
A o chegarem porém as dificuldades, cerão, e isto nos da rá m ais coragem
nós naturalm ente fazemos algo para para enfrentar os fatos que nos acon­
suportá-las. Nós as aturam os, por­ tecem .
quanto às vezes nada m ais existe a R. L . Evans

ENSINO DAS CRIANÇAS


E ’ o dever de todos os pais ensinar suas crianças o cam inho que devem
ir, instruindo-os em todos cs princípios corretos, tão depressa quanto estejam
capazes de receber, e estabelecendo u m exem plo digno de im itação; pois o Se­
nhor considera os pais responsáveis pela conduta de seus filhos, até que tenham
atineido a idade da compreensão perante Ele: e os pais terão que responder
por todos os delitos originados de sua negligência. As mães devem ensinar
seus filhinho s a orar logo que sejam capaz de falar. Os Elders que presidem
devem ser meticulosos em instruir os pais com respeita aos seus deveres, e
mestres e diaconos devem ver que eles os. c u m p re m .

— Epistola G eral do Conselho, dos Doze


Apostolos à Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Ú ltim os Dias. D atada
W in te r Quarters, 23 de Dezembro, 1847.
ANO I-NUM. 7 > 7 i J C L L Ü O L C l JULHO - 1
0 SONO D UM ANJO
Por Luiz Guimarães.

Quando ela dorme como dorme a estrela


Nos vapores da tímida alvorada,
E a sua doce fronte extasiada
Mais -perfeita que um lírio, e tão singela,

Tão serena, tão lúcida, tão bela


Como dos anjos a cabeça amada,
Repoisa na cambrais perfumada,
Eu vejo absorto o puro sono dela.

E rogo a Deus, enquanto a estrela brilha.


Deus que protege a planta e a flôr obscura
E nos indica do futuro a trilha,

Deus, por quem toda a Creação se humilha,


Que tenha pena d’essa creatura,
Desse botão de flôr que é minha filha.
Ano I — N.° 7 Julho de 1948

«A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias do E terno Evangelho)
Órgão O ficial da Missão B rasileira da Ig re ja de Jesus Cristo
dos Santos dos Ú ltim os Dias

Registrado sob N .° 66, conforme Decreto N .° 4857, de 9-11-1939.

A ssinatura A n ual no B rasil . Cr$ 30,00


D i r e t o r .C láudio M artins do» Santos
Assinatura an u al do Exterior Cr$ 40,00
R e d á to r :...................................... João Serra
Exem plar In d iv id u a l ............. Cr$ 3,00
T6da correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviadou a :
“A G A I V O T A ”
Caixa Postal 862 São Paulo — B rasil

Í N D I C E

E d ito r i& l... Proteção D iv in a ............................................ Pres. H arold M. Rex 146

A R T IG O S E S P E C IA IS
E z ra T. Benson do Conselho dos D oze.................................... W arren J. W ilson 147
Depois D a Tempestade vem a bo nança................................Johannes A. A liu s 148
Lem brança Do Monte Contorah ............................................................. (6.a parte) 151

A U X IL IA R E S
Escola D o m in ic a l:
Ensaio de Canto para Julh o & Agosto ................................B. Orson Tew 153
P rim á ria :
O E m pate — H istória de U m Menino de coração de ouro. .S a ra O. Moss 155
Sociedade de Socorro:
A V ida de U m a Recem-Casada
E ntre os Pioneiros ................................................................. R. C. Atwood 157

S A C E R D Ó C IO
Instruções .........................................................................................W a ffe u -/. W ilsmi 160
C arta da Presidencia da Missão
Aos membros do Sacerdócio Aaronico ..................................................................... 161
Referências p ara “ A P ala vra de Sabedoria” ......................................................... 163

V Á R IO S
A C apa .............................................. .............................................................W. J. W. 164
O Rum o dos Ramos ..................................................................................................... 168
Poesia .....................................................................................................L uiz Guim arães capa
e d it o r ia l

Proteção Divina ...


r$n
tà^W

Há cem anos os Santos dos Últimos dias regosijavam-


se no vale do Lago Salgado enquanto o trabalho quotidiano
progredia cada vez mais: Suas casas foram construídas; mais
membros estavam chegando no vale, depois de longa viagem;
e a plantação estava crescendo linda e verde.
Os pioneiros tinham arado o árido solo do vale e tinham
semeiado cinco mil cento e trinta e tres acres de terra. Quasi
novecentos destes acres foram plantados de trigo.
Os pioneiros dependiam desta plantação para alimentar-se
e também os membros em caminho para "O Cume dos Montes."
Se a colheita falhasse não sobreviveriam ao inverno vindouro.
Durante estes lindos dias de verão os pioneiros descobri­
ram que sua provação ainda estava por terminar. . Enxames de
gafanhotos desceram das montanhas e começaram a devorar a
colheita. Vieram como nuvens escuras, aos milhões, arrasando os
campos verdes até ficarem como cinzas. Os Santos pelejaram
de tôdas as maneiras possíveis mas os milhares de insetos iam
ganhando a luta.
O Senhor foi chamado em oração comum e particular. Fi­
nalmente, quando em profundo desespero pela colheita, o céu
encheu-se de nuvens de aves, que desceram sobre os campos de
trigo. Os pioneiros pensaram que isto fosse o fim — mas logo
descobriram que estas aves lindas e brancas de azas cinzentas
estavam comendo os gafanhotos. Comeram-nos até ficarem
cheios e então voaram ao lago para vomitá-los, voltando a re­
petir o mesmo. Isto continuou até que as gaivotas destruíram
completamente os gafanhotos.
A colheita foi bôa aquele primeiro ano no vale, e com
grande fé e muito trabalho os pioneiros tornaram-se um povo
poderoso no cume das montanhas rochosas.
Neste ano de 1948 as “Gaivotas”' estão fazendo uma bôa
obra no Brasil. Agora ela é uma linda e importante revista em
vez de uma linda ave branca e cinza. Ela está trazendo a
mensagem alegre do evangelho restaurado. Vamos apreciar e
usar estas mensagens em nossas vidas diárias.

P residente H a ro ld M. Rex.

W4'-* wjv* WÜp


r $ n
vjy rSW ráf* ríf» rwjy wy*
ê p r fe t
vjw i/Jw wJÇ* r vjw vjw ríW
fo y r f i n
«JJw r ft r \ e & y rjW r 9 r \
vjw r fa
JJO vgb
e fir .
EZRA T. BENSON
DO C O N S E L H O DOS DOZE
A
Por W arren J . Wilson

coragem de grande homens. Seu bis­


avô, para quem foi nomeado, viajou as
planícies com os primeiros pioneiros na
com panhia do Presidente B righam
Y oung.
Este grande homem um apostolo do
Senhor, voltou a W in te r Q uarters no
outono de 1847 com B righam Y oung e
foi designado p ara presidir sobre os san­
tos em P ottaw attam ie County. E m 1849
ele voltou à cidade do Lago Salgado e
serviu no governo do Territorio de U tah.
M ais íárd e ele presidiu, temporanea-
mente, sobre a missão H a v aian a . Ver­
dadeiram ente um grande homem que
sempre trabalhou pela construção do
Reino de Deus aqui na te rra .
E zra T . Benson nasceu no dia 4 de
Agosto de 1899. Foi um a prece do pai
e dos avós que o salvou quando o médi­
co disse “ a situação é m uito grave.”
Seus pais, George T , J r . e Sarah
B a llif Benson m oravam n um a fazenda
em W hitney, Idaho e seus avos. George
T. e Louisa D unkley Benson, estiveram
Apóstolo E Z R A T. B E N S O N entre os prim eiros povoadores daquela
re g ião .
, Recentemente um homem m uito apto Mesmo como os fazendeiros das qua­
foi chamado e designado para ser mem ­ tro gerações antes dele, “ T.” - como foi
bro do Comitê Regional Executivo da apelidado pela fa m ília , cresceu forte e
Região Doze, Escoteiros da A m érica. sadio, trab alhando com seu pai nos cam­
O Elder E zra T. Benson foi eleito a pos. Aos cinco anos ele sabia m ontar à
esta posição na reunião em Los Ange­ cavalo e arrebanhar o gado. E le quer
les no d ia 28 de A b ril. m uito bem aos cavalos e ainda hoje diz:
E sta é um a posição im portante, não " prefiro andar a cavalo m ais do que
sómente para E lder Benson mas tam ­ g u ia r o melhor automovel do m undo.”
bém para a mocidade do oeste — os E lder Benson trabalhou diligentemen­
escoteiros e os demais rapazes que se­ te na fazenda e quando seu pai aceitou
rão os homens e os líderes de am anhã. u m chamado para ser missionário, ele e
E lder Benson possue as qualificações ne­ seus irm ãos tiveram um a bôa porção da
cessárias para ser um líder da mocida­ responsabilidade da fazenda e gado.
de — para g u iar os jovens nos caminhos Aqueles anos eram dificeis para uma
da felicidade na vida. mãe e oitò filhos, m as os princípios fu n ­
Ele tem um a herança nobre, porque dam entais de cooperação e fé religiosa
seus antepassados possuiram a fib ra e a (Continua na pág. 152)

— 147 —
DEPOIS DA TEMPEST/
Linguas de chamas, altas e brilhantes, B righam Y oung, Presidente dos Doze
lam beram o ceu da noite, e n a cidade Apostolos, à quem, juntam ente com os
de Nauvoo, reinou terror e confusão. A outros, foi conferido os poderes de guia
cidade m aior e mais linda, do novo esta­ da Igre ja com todas as chaves, sob as
do de Illino is, construida com trabalho, mãos de José S m ith foi escolhido como
suor, e lág rim a s dos Santos dos Ú lt i­ presidente da Ig re ja pelo Senhor e pe­
mos Dias, foi devastada outra vez. los membros.
E nos Estados Unidos da A m érica do Diversos tributos e apelações foram
Norte, onde a constituição inspirada g a ­ doados a B righam Y oung. “ Am erica
rante a liberdade religiosa, zombando nunca produziu um homem m aior,”
dela, surgiram homens aos m ilhares para disse o secretario do estado do G abi­
expulsar de suas casas os acom panhan­ nete do Presidente A braham L incoln. . .
tes do Profeta José S m ith. Com arm as, " U m Moisés Moderno,” diziam outros. . .
cacetêtes, e 'tochas, procuravam os San­ “ Sem ele, o ‘ M ormonism o’ teria f a lh a ­
tos, e estes, não querendo r e s id ir aos do.” Mas nada talvez, foi mais conve­
ataques, fu g ira m , d’esta vez pará ficar niente do que; “ O Leão M órm on.”
fora dos seus lares com os poucos bens A té mesmo sua fisionom ia falav a de
que puderam salvar. coragem e destemor. Sua testa alta
dava indicação de sua inteligencia.
Atravez do Rio M ississippi — gelado,
Este, então, aos 46 anos de idade, era
como se o Senhor tivesse preparado uma
o homem que iria liv rar os Santos do
ponte para eles, como fêz para os Israe­
cativeiro do odio e do ciume, dizendo
litas fugitivos h á milhares de anos —
calmamente as suas palavras de conse­
eles se apressaram procurando um a se­
gurança tem poraria no Estado de Iowa. lho, ou bramando como faz o leão, caso
fosse necessário, em palavras inspirada?
E , das margens, cheias de neve, onde
eles se ju n ta ra m aos m ilhares, cansa­ •—• “ Não cuide do corpo, nem da vida do
corpo, mas cuida da alm a e da vida da
dos, de corações quebrados, m as corajo­
a lm a ” — encorajados, os Santos tom a­
sos e fieis, olharam o seu antigo ceu
ram os seus bens, arrumaram-nos em
tornar-se um verdadeiro inferno por ho­
mens ignorantes e barbaros, que não carroças puxadas à mão ou por bois, e
souberam porque destruiram , nem por­ deixaram as margens do Mississippi.
que pilharam . E assim começou a mais longa, e a
m ais histórica peregrinação jam ais vis­
Isso fo i no dia quatro de Fevereiro,
ta pelo mundo desde que os Israelitas
1846. Naquela noite; em abrigos r u ­
deixaram o Egito.
des, tendas, ou carroças, nove crianças
Deus era o lider; B righam Y oung o
nasceram. N inguém sabe exatamente
pilar.
quantas pessoas m orreram.
Cristo dissera aos Santos pelo p r i­
Claram ente, o tempo chegára em que meiro profeta dos últim os dias, que Ele,
a profecia feito por José S m ith deve­ o Senhor abençóá-los-ia quando tivesse
ria ter o seu principio. Ele tinha pro­ feito o que Ele dissera. Disse tambem
fetizado que os Santos deveriam ir ao h á m uitos anos;
(u m e dos montes para refugio. “ Bemaventurados sois vós, quando vos
Mas o Lider José, já tin ha sido raav- in ju riare m e perseguirem, e mentindo,
tirizado ; m atado à sangue frio em C a r­ disseram todo o m al contra vós por
thage, Illinois, algum tempo atraz. m inha causa.”

— 148 —
>E VEM A BONANÇA
■ por Johannes A. Alius

Eles obedeceram os seus m andam en­ um a carroça rangia suavemente dei­


tos, e sabiam que o Senhor não esque­ xando um a pequena sepultura que m ar­
ceria suas palavras. cou o u ltim o repouso m ortal de um
Porem, os sonhos dum fu turo bem- amado m arido, filho ou esposa. Não
estar parecia dificil de gozar enquanto havia cruz nem marco, — a pressa era
um homem peregrinava ^ n um a nuvem grande demais. N ada, só um reparo
de pó, ao ladp dum a carroça, a qual de pedras, para que os lobos não pu­
carregava sua esposa, com seu filhinho dessem mexer no c o r p o ...
ainda por nascer. E le sabia que ela A peregrinação levou mais ou me­
m ordia os labios de dor, cada vez que nos tres ou quatro meses — muitos dos
um a roda encontrava-se com as m uitas pioneiros tocaram para a frente com
pedras do caminho. apenas um quarto de kilo de fa rin h a e
Breve, o filho nasceria. O trem de um pouco de toucinho para lhes susten­
carroças pararia, e um a das irm ãs v i­ tar. U m a vez, ao chegar num a povoa-
riam ajudar o nascimento. Talvez, cho­ ção, um a m ulher que trouxera suas joias,
vesse, e assim, m ais pessoas entrariam vendeu-as por toucinho e 300 kilos de
na pequena carroça com panelas para farinha. E dividiu tudo com os outros.
pegar a agua ao cair pela lona estra­ Sonhos do fu tu ro são verdadeiros,
gada a fim de que não pudesse m olhar quando você sacrifica o bem-estar de
a mãe e o filhinho. E poucos dias de­ hoje.
pois, a m ulher corajosamente sairia da E sendo assim é claro que as visões
carroça para andar ao lado do marido, de grandes recompensas não eram a
fazendo assim m ais leve a lotação para força que m ovia a histórica peregrina­
os bois f a tig a d o s ... ção, m as sim um verdadeiro e poderoso
Os sonhos dum futuro bem-estar ta m ­ desejo de adorar a Deus em paz, e um a
bem parecia dificil de gozar enquanto fé ardente no Evangelho de Jesus Cristo.

149 —
E fieis eles eram com um fervor não Chegando a morte, tudo irá bem,
sobrepujado na historia: Vamos paz, todos ter;
Ter fé quando para continuar a v ia ­ Livres das lutas e dores tam bém ,
gem depois que a fu g a geral de um re­ Com os Justos viver.
banho de búfalos quasi destruiu um trem Mas se a vida, Deus nos guardar,
de carroças puxadas à m ão . . . Ter fé Bem alto poderemos cantar,
para continuar, depois que os indíoí E num a só voz entoar:
roubaram o gado dum a com panhia. . Tudo bem! Tudo bem!
Ter fé p ara descer um a carroça pelas
M ilhares e m ilhares de Santos sobre­
encostas dum a m ontanha, ou guiá-la
viveram à peregrinação, mas muitos
atravez de u m rio turbulento.
m orreram antes do term ino da viagem .
Foi dito que o Senhor form a os seus
Dezesete de um a só companhia foram
servos n a fo rja da adversidade. As f a ­
tristemente enterrados num sepulcro n u ­
digas que os Santos passaram nas pe­
m a noite. E um dos mortos a ju d a ra a
regrinações queimou toda a escoria quo
escavá-lo na noite anterior.
talvez existisse antes nas suas alm as,
Estiveram eles n um a com panhia que
e deixaram só o que havia de melhor
atravessou o deserto com carroças p u ­
pelas; tornou-os m ais capazes nos seus
xadas à mão. E desde aquele tempo,
oficios, quer fossem cozinheiros, ferrei­
os lideres da expedição foram criticados
ros, ou poetas. U m homem, W illiam
por terem deixado os membros a tra ­
Clayton, escreveu durante a viagem , sem
vessar as planícies assim.
duvida, o hino m ais tocante dos Santos
U m a vez, um velho homem, que este­
dos Ú ltim os Dias:
ve naquela mesma turm a, disse a uir.
critico:
Vinde, ó! Santos, sem medo e temor
“ Peço-te çjue pares , com estas criti­
Mas alegres, andai;
cas. Falas de um a coisa sobre a qual
D uro é o caminho ao triste viajor,
não sabes nada. Fatos historicos e frios
Mas com fé cam inhai.
nada querem dizer, porque não dão um a
É bem melhor encorajar
interpretação real das questões envolvi­
E o sofrimento elim inar;
das. Foi erro m andar aquela com panhia
E m paz podereis entoar:
atravez do territorio, tão tarde naquela
Tudo bem! Tudo bem!
estação do ano? Sim. Mas, eu e m i­
nha esposa nela estivemos. Sofremos
P or que dizeis: é dura a porção?
m ais do que podes im aginar, e m uitos
Tudo é bom, não temais;
Por que pensais em grande galardão, m orreram de fome e sofrimento, jam ais
Se a luta evitais? ouviste um dos que ficaram vivos dizer
N ão deveis desanim ar; um a palavra de critica? N enhum a d a ­
Se tendes Deus para vos am ar, quelas pessoas da com panhia, deixou a
Bem alto podereis cantar: Igreja, porque cada um de nos ganhou
Tudo bem ! Tudo bem! um testemunho absoluto que Deus vive,
porque O conhecemos em nossos sofri­
Sem aflição, em paz e sem temor mentos.
Encontrám os um lar; “ Puxei meu carro quando estava tão
J á libertos do pezar e dor, cansado e fraco de doença e fome que
V am os todos cantar, quasi não podia colocar um pé a frente
P artind o de nosso coração do outro. T inha olhado para a frente,
Bem alto e com emoção, e visto um m uro ou m ancha de areia, e
O nosso glorioso refrão: tinha dito, eu só poderei ir até lá, e en-
Tudo bem ! Tudo bem! (C o n tin u a na pág . 163)

— 150 —

i
Lembrança do Monte Cumorah
(6.a PARTE)

E M B L E M A S DOS T E M P L O S M AYAS P A R E C E M - S E COM OS DO T E M P L O


DO R E I S A L O M Ã O

Os habitantes tinham conhecimento da dental por algum sacerdote que estava


cruz e do Salvador m uito tempo antes fam iliarisad o com eles e intitulado a
dos Hespanhóis invadirem a terra. Nas construir templos e continuar este tra ­
paredes do Templo do Sol há cruzes de balho no novo mundo. No livro de Mór-
5 pés de altura por 3 de largura escul­ mon, 2o Nephi, 5:16 diz:
pida sobre pedras. A qui, em um a das “ E eu, Nephi, construi um tem plo; e
paredes há u m a bússola tão clara como construi-o segundo o modêlo do templo
uma moderna, 17 polegadas de ponta de Salom ão, só não tendo como esse
a ponta. H á tam bem gravações de es­ tantas cousas preciosas. . . mas o plano
quadros e no centro da côrte do templo de sua construção era igual ao do tem ­
há uma prancha de pedra para sacrifi- plo de Salom ão.”
cios, de 9x7 pés, encaixada de tal m a ­ E sta é mais u m a evidência de que a
neira que o sangue dos anim ais sacri­ historia do Livro de M órmon, quanto
ficados cairia num a grande bacia de à origem dos antigos deste continente,
pedra pretejada por anos de fogo. é verdadeira e que o profeta judeu, Lehi,
Quem já viu as ruinas destes templos veio e pelo seu filho Nephi estabeleceu
tem que concluir que seus edificadores templos segundo a m aneira do Rei S a­
tinham conhecimento do Templo de S a­ lomão.
lomão, pois, todo ele é simbolos, m a r­ E m fav or da ligação dos Israelitas
cas e desenhos semelhantes aos descri­ com os achados arqueologicos na A m eri­
tos naquele templo de Jerusalem, tanto ca Central e do Sul, particularm ente nas
quanto a evidência de que os antigos íu in a s de Chi-Chen-Itza em Yucatan, T.
habitantes da Am erica conheciam a lei A . W illa r d em sua descrição do trab a­
do sacrifício. lho de Edwardo Herbert Thompson,
O livro de Mormon, impresso m uito ( “ Cidade da Fonte S agrada” ) descreve
antes destas descobertas serem conheci­ na pag ina 36, um baixo relevo em um
das conta que quando o povo chegou a dos templos mostrando um a foto grafia
este continente americano, construiu de um a das fig ura s com acentuado
templos à m aneira do Templo de S a­ tipo de rosto Judeu e M r. Edward
lomão. H unting ton, no Sem anario H arper refe­
re ao tipo característico de Judeu dos
Certos emblemas como: colmeia;
modernos M ayas.
bússola e esquadro, mãos postas, etc.,
eram, estranho relatar, encontrados em T R A D IÇ Ã O À R E S P E IT O D A A P A R I­
ambos os templos no antigo do Rei S a­ ÇÃ O D E G R A N D E S M E S T R E S DO
lomão e nos templos dos antigos hab i­ T IP O DO M E S S IA S . . .
tantes da Am erica do Sul, p articu lar­ Tradições dos nativos da America Cen­
mente nos associados com as a n tig u i­ tral e mexicanos à respeito da repen­
dades Mayas. Portanto a conclusão é tin a aparição e repentino desapareci­
que, se estes emblemas eram associa­ mento de grandes reformadores e civi­
dos ao Templo de Salomão, foram , evi­ lizadores que m ais tarde foram conside­
dentemente, trazidos ao hemisfério oci­ rados deuses ou herois cultuados, tem

— 151 —
sido sempre e continuam sendo enigmas. tudo que uir. homem podia carregar;
Quetzacoatl entre os Mexicanos, Votan melões m ediam tanto quanto 4 pés o
entre os Usum ancitas, Cukulcan e tin ta era desnecessaria pois a cór era
Itza n n a entre os Mayas de Y ucatan e dada pela própria natureza.
Gucum atz com as tribus de Guatem ala, De acordo com as lendas, todo o povo
(apoiam o Livro de M órm on). era rico, era a idade dourada. E n q u a n ­
É relatado no L ivro de M órm on como to o país estava no cume de sua pros­
quando Cristo falou à grandes massas peridade eles declararam que E le p a r­
populares, Sua voz foi ouvida por todo?. tir a para outro reino a m andado de
Os que fize ram criticas antecipadas de­ um Deus m ais alto, porem, promete­
clararam ser um a coisa impossivel, pois ra que no fu tu ro v oltaria. Com o
os que estavam perto ficariam surdes correr dos anos e de um a trib u para
caso Sua voz fosse tão alta a ponto de outra, a historia transformou-se um ta n ­
ser ouvida pelos que estavam bem lon­ to e misturou-se com outras tradições,
ge (d ’E le ). porem é inegável que Ele creou um a
De acordo com as lendas nativas, religião baseada em jejum , penitência e
quando Quetzacoatl desejava prom ulgar virtude, e que E le pertencia à um a outra
um a lei, ele m andava um heroi, cuja raça que E le visitou e civilizou.
voz podia ser ouvida a 100 léguas de N ão h á de que se ad m irar que os
distancia, proclamá-lo do cume de Hespanhóis tenham conquistado os
Tzatzitepetl (m ontanha dos clam o res). Aztecas, pois que estes estavam espe­
Isto hoje nos lem bra os am plificadores rando a volta do “ Deus branco” e to­
usados nas modernas transmissões de um m aram os invasores como representan­
discurso para um a enorme massa popu­ tes desse Deus, quando estes produzi- '
lar, em amplos salões e reuniões ao ar ram fogo e raios com suas espingardas-
livre. e apareceram montados à cavalo como
Sob os ensinamentos e sabedoria de homem e an im al combinados.
Quetzacoatl, o m ilho indiano ating iu tal
tam anho que um a simples espiga era (C ontinua no proximo num ero)

Ezra T. Benson
criou um lar que venceu todas as d ifi­ p rim ária , escola dominical, A . M . M .,
culdades . Sacerdocio, etc. E le tin h a um grande
As raízes de sua carreira religiosa e desejo de ser um líder entre os moços
sua carreira profissional entrelaçaram- e enquanto ainda jovem começou a en­
se nos prim eiros anos da sua vida, e sinar na escola dom inical, A . M . M . , e
enquanto ainda no colégio “ T ” resolveu escoteiros. “ M in h a m aior satisfação e
ga nh a r não somente um a educação cien­ gozo daqueles anos” , — disse ele, “ veiu
tific a da plantação mas tambem um a m im quando meu coro de vinte e q u a ­
chamado p ara ser m issionário. Seus de­ tro escoteiros da paróquia de W h itn e y
sejos religiosos predom inaram e ele ganhou prim eiro lu g a r na competição da
procurou e trabalhou com todas as suas estaca e m ais tarde cantou no taber-
forças p ara se tornar digno de um cha­ naculo de Logan, ganhando prim eiro lo-
mado . g a r outra vez.”
E lder Benson recorda m uito bem sua A in d a que E lder Benson tenha tr a ­
juventude — assistindo as reuniões da balhado diligentem ente e tenha se e»-

( C o n t in u a n a p á g . 1 © )

— 152 —
ESCOLA D o m inical
Por Elder B. Orson Tew

Todos os Domingos na Escola D om i­ quer outra canção ou hino que jam ais
nical h á dez minutos designados para o foram escritos, e a sua missão não ter­
ensaio dos hinos da Igre ja. Nesta colu­ minou com o período das “ Carroças Co­
na da Gaivota designaremos os hinos bertos” . A popularidade dele parece a u ­
para ensaiar e queremos publicar tam ­ m entar com o tempo.
bem um a pequena historia sobre o hino
escolhido. Damos-Te Graças

P ara o mês de Agosto temos para en­


Knsaio de Canto para Julho saio de canto um H ino em m em ória es­
Vinde O ! Santos pecial do Profeta Joseph S m ith. As suas
Ensaio de Canto para Agosto palavras aplicam-se a todos os profetas,
Damos-Tc Graças videntes e reveladores da Ig r e ja d a q u e ­
le tempo, mas foi escrito por W illia m
Vinde O ! Santos Fowler, tendo em mente o profeta J o ­
seph .
De tcdos os Hinos da coligação e v ia­ Frequentemente este hino é usado pela
gem p ara Sion, provavelmente o mais congregação no tabernaculo em Salt
conhecido e talvez o m ais amado de to­ Lake p a ra começar ou term inar as
dos é o hino que foi escrito à pedido grandes reuniões das cor.ferencias se­
especial do profeta B rig ham Y ou n g. m estrais. Im aginem um a congregação
de dez m il pessoas cantando louvores a
Os santos; rejeitados pela "C iv iliz a ­
Deus nas seguintes palavras:
ção” com m uito pouco o que comer e o
que vestir; com poucas expressões de
Damos graças a Ti, Senhor nosso
aym patia e menos ainda de auxilio ex-
Por nos mandares com sua luz,
tendido em sua direção, era n a tu ra l que
U m profeta com Teu Evangelho
eles no deserto as vezes estivessem des­
Que ao céu, nossas mentes conduz!
contentes. Qentro do prazo de duas ho­
E graças por todas as bênçãos
ras, em resposta ao pedido do profeta
Que recebemos de Tuas mãos,
feito a .ele pessoalmente, W illia m Clay-
Nós temos prazer em servir-Te
ton, um homem de grandes conhecimen­
E queremos cum prir Tuas leis.
tos de música, deu aos Santos este H ino
animado e cheio de alm a.
Quandos nos sobrevier perigo
Que a nossa paz ameaçar
Vinde, OJ Santos, sem medo e temor
E m Ti, nós temos confiança
Mas alegres, andai; (Vide página 150) Pois do m al, poderás nos liv rar.
Conhecemos Teu grande amor
• E bem verdade dizer-se que este H ino Ajuda-nos sempre, Senhor.
tem trazido m ais alegria aos corações Certamente serão punidos
dos Santos dos Ú ltim os Dias do que q u al­ Todos que renegaram Sião.

— 153 —
De Deus cantaremos a glória 2.°— N ão cremos em ditadores m usi­
E o louvaremos com amor cais. Um bom maestro d irig irá branda­
Gozamos do Seu Evangelho mente como um bom pastor. N unca usa­
Que nos dá vida, com seu calor. rá a força da sua batuta arb itraria m e n ­
Os justos e fieis terão, te. U m a vez que o povo começou a can­
A gló ria da Salvação, tar, nunca deve pedir para m udar o
M as aos que negarem a mensagem, ritm o e p ara cantar m ais depressa. Isto
Tambem será negada a paz. simplesmente não é feito pelos melho­
...CANTO CONGREGATIVO res diretores. Simplesmente deverá con­
servar o compasso um pouco adiante dos
Como m odo de adorar a D e u s. . .
cantores para que o tempo do hino não
Por A lexander Schreiner
se retarde demais.
O rg an ista do Órgão do Tabernaculo
O D outor H am ilton C . M acD ougall
Canto congregativo é um modo de ado­ de Wellesley College, um a autoridade
r a r . A im portancia deste modo é bem nacional escreve: "N ã o é incomum para
grande para o membro ordinário d a con­ um organista ou maestro acossar e im ­
gregação. P a ra extrangeiros e v isita n ­ pelir u m a congregação. N ão é isso um a
tes o ato de cantarm os juntos deve pa­ demonstração nociva, destruidora da bôa
recer a parte mais efetiva do serviço in ­ interpretação de um hino? Por esta r a ­
teiro. As emoções excitam-se; os cora­ zão acho-me m uitas vezes incapaz de
ções estão tocados e a coragem renovada cantar os hinos n a Ig r e ja . Quando era
pelo canto dos hinos. jovem tive a idéia de que o canto dos
O canto- é a unica oportunidade per­ hinos era um a execução m usical, mas
m itida à congregação para participa r a ti­ agora quando me ju lgo m ais sabido no
vamente na adoração. Consequentemen­ assunto, sou fortemente da opinião de
te os músicos devem fazer todo o pos­ que o hino cantado é em prim eiro lu g a r
sível para fazer disto um a inspiração e’ um modo e parte da adoração.
um a parte do program a agradavel à Os nossos melhores diretores profissio­
todos. Como isto pode ser feito? Consi­ nais quando dirigem a congregação nos
deremos somente tres itens. hinos dirigem brandam ente de acordo
1.°— Vamos diferenciar claramente os com os ensinamentos do Bom P astor cujo
dois tipos da canção liderança — recrea­ exemplo estamos tentando seguir.
tiv a e devota. A prim eira é quando o
3.°— A ind a precisamos d a r algum a
grupo canta só para divertimento. C an ­
atenção à seleção das canções. H á cer­
tando p ara divertimento, os olhos do
tas canções designadas especialmente
diretor b rilh a rão . U sa rá a personalida­
para as crianças. Estas não deveriam
de dele e a tr a ir á a atenção dos seus
ser usadas p ara criar um espírito de
cantores a si. O diretor fa la r á m uito
adoração p ara os adultos. ,
com esse proposito, mas nenhum a des­
tas técnicas é boa para um grupo que Líderes as vezes escolhem canções de
grande efeito sonoro, evitando as de
está reunido p ara adoração no domingo.
poder e s p iritu a l. M uitas pessoas concor­
Os melhores diretores nada dirão e
darão que aquilo que toca o coração é
não desejarão a atenção dos cantores,
de mais influencia do que aquilo que
pois a atenção deles deve ser dirig ida
aos hinos pelos quais estão adorando. produz um som estrondoso. N ão negli­
Q uando a congregação dirige-se a D i­ genciamos os hinos de significado es­
vindade cantando “ O Meu P a i” , “ Re­ p iritu a l.
dento r de Israel” , ou “ Suave é o T ra­ Esperemos que a aplicação destes tres
balho” , então o diretor fa r á bem em d i­ princípios aumente o gozo, a qualidade
rig ir com ta l modéstia que as ações dele espiritual, e força do nosso canto con­
não perturbem a devoção. gregativo .

— 154 —
PRIMARIA
O EMPATE — História de um menino
de' coração de ouro
Por Sara O. Moss.

D ick e J a c k a r r a s t a r a m se u c a r ­ em su a bolsa. “N ão, eu a c h o que


rin h o p a r a o g ra m a d o d a f re n te d a não, m a s do g e ito qu e vam os, le v a re i
F a z e n d a T ay lo r. E ra um g ra n d e to d o o v e rã o p a r a j u n t a r b a s ta n te
c a rro “E x p re sso ”, p in ta d o de verd e, e p a r a p o d e r c o m p ra r u m a b ic ic le ta ”.
nele e s ta v a m os re sto s de um c a r r e ­ J a c k o lh o u parçi a s n u v e n s co m u m
g a m e n to de v e rd u ra . H a v ia m aços a r p re o c u p ad o . “E u a c h o q u e ta m ­
d e ra b a n e te s , a lg u n s n a b o s, u m a s b ém c o n tin u a r e i a n d a n d o a p é no
p o u ca s e rv ilh a s e u m a c a ix a de m o ­ p ró x im o v erão , D ick. E u n ã o co n si­
ran g o s, que j á a g o ra p a re c ia m u m go j u n t a r d in h e iro com o você.
ta n to m u rc h o s. “O ra J a c k ”, d isse D ick, e ele p a r e ­
“Bem , h o je q u asi v en d e m o s tu d o ” cia m u ito a b o rrec id o . “Você n e m
disse J a c k , jo g a n d o -se n a g r a m a h ú ­ t e n t a e a in d a p o r c im a você d á p a r a
m ida, à so m b ra, e d e ita n d o -se com os o u tro s m e ta d e d a v e rd u ra . E u n ã o
p raz er. vejo p o rq u e você n ã o c o b ra do velh o
“S im ”, c o n tin u o u D ick, sem e n t u ­ S r. P e rk in s o q u e ele re c e b e ” .
siasm o, “m a s eu g o s ta ria que tiv e s-
J a c k so rriu , q u a n d o se le m b ro u do
sem os v en d id o o r e s to . G a n h a r í a ­
p o b re v elh o so litá rio . “O ra, eu n ã o
m o s pelo m e n o s u n s dez cru z eiro s
posso D ick”, d isse ele. “E u sei que o
m a is p a r a c a d a u m ” .
p ouco d in h e iro q u e ele te m só d á
“O ra, que é q u e te m ”, riu -s e J a c k , p a r a c o m p ra r m a n tim e n to s , e além
“n o ssa s m ã e s p o d e rã o u s a r tu d o o disso, a s s e m e n te s p a r a o ja rd im n ã o
qu e ficou n o c a rro p a r a o alm oço. sã o c a r a s e n ó s n ã o se n tim o s f a lta
N ad a f ic a r á p e rd id o . d a s v e rd u ra s q u e eu d o u ao S r. P e r­
M as D ick p a r e c ia d esco n so la d o . k in s. A m a m ã e diz que e la ta m b é m
“Sim , é v e rd a d e , m a s isso n ã o f a r á s e n te p e n a dele, e d e vez em q u a n d o
com que m in h a s e c o n o m ia s p a r a c o m ­ a té lh e m a n d a p ã o fresco e b isco u -
p r a r a b ic ic le ta a u m e n te m . A m a ­ tos. E u a c h o qu e ele é m esm o m u i­
m ã e n ã o v ai c o m p ra r v e rd u ra de seu to p o b re ” .
p ró p rio ja r d im ” .
“P o is eu n ã o ”, disse D ick se c a m e n ­
“E sta é b o a ”, riu -s e J a c k . “E é te. “E u a c h o qu e ele n ã o é n a d a p o ­
claro que você n ã o po d e e s p e r a r que b re . A m in h a m ã e disse que ele te m
e la fa ç a isso, q u a n d o n ó s m e sm o s é u m filh o n a c id a d e que te m u m ó ti­
q u e v am o s c o m e -la s” . m o e m p re g o e u m a f ilh a que ta m b é m
D ick com eçou a c o n ta r os to stõ es m o ra n a c id a d e .”

— 155 —
“Talvez, mas o Sr. Perkins é mui­ JacTi le v a n to u -s e d ecid id o , d iz en d o :
to o rg u lh o so e eu creio que ele não “A n d a re i d e p re ssa e e n c o n tr a r -m e - e i
c o n ta ao s filhos tôdas as suas difi­ com você d e n tro de u m a h o r a , t a m ­
c u ld ad e s. Ele é formidável”, conti­ bém , D ick ”.
n u o u J a c k com entusiasmo. M as n a bô ca de D ick d e s e n h a ra m -
Os dois m e n in o s f ic a ra m em silê n ­ se s in a is de o b stin a ç ã o . “E u n ã o vou,
cio p o r a lg u n s m in u to s, até que fo ­ d isse ele com fin a lid a d e . “N ão vou
ra m d e s p e rta d o s de seu s o n h a r- d e - p a g a r dois cru z eiro s de p assag e m , e
o lh o s-a b e rto s pelo b a ru lh o de alg u em p o r ta n to , n a d a fe ito ”.
c o rre n d o . M ais u m in s ta n te e Lee J a c k a b r iu m u ito os o lh o s e disse
G ra y so n d e ix o u -se c a ir ao la d o deles, d e s a p o n ta d o : “M as D ick, você n ã o
tra z e n d o n o ro sto s in a is e v id e n te s de pode d e ix a r d e ir. Você é q u em m e ­
g ra n d e s n o v id a d es. J a c k fico u logo lh o r “s a lta - c a r n iç a ”. Você p re c is a
a le r ta . “Você d esco b riu se a L iga vai ir ”, te rm in o u , q u e re n d o co n v en ce-lo .
h o je ao vale, L ee ?” “T alvez, m a s eu é que n ã o vou g a s ­
Os o lh os de Lee b r ilh a ra m . “Sim , t a r m e u d in h e iro em p a s s a g e n s ”.
vão s a ir a u m q u a r to p a r a a s trê s, J a c k com eço u a f a la r, m a s m u d o u
•m a s c a d a u m m e n in o p re c isa p a g a r de id é ia, le v a n ta n d o -s e e p o n d o se u
d o is cru z eiro s de p a s sa g e m . O S r. c h a p é u d e a b a s la rg a s. “S in to m u i­
C reb b s n ã o po d e le v a r os m e n in o s n o to você n ã o i r ”, fo i só m e n te o qu e
c a m in h ã o , p o r isso a L ig a a lu g o u um disse, ao d irig ir-s e p a r a c a s a .
. c a m in h ã o ” .
F oi u m a ta r d e c o m p rid a p a r a D ick,
“.Você v a i? ” p e rg u n to u J a c k . so zin h o em c a sa . E le te n to u ler, m a s
“ N ão”, disse Lee, m u ito tr is te . “A seu p e n s a m e n to d irig ia -s e se m p re
m a m ã e n ã o po d e m è d a r os dois c r u ­ p a r a o p a rq u e do v ale o n d e os r a p a ­
zeiro s p a r a a p a s sa g e m ”. A m ã e de zes d a L iga e s ta v a m se d iv e rtin d o ,
Lee e r a viu v a e h a v ia pouco d in h e i­ n a d a n d o , p u la n d o e jo g a n d o b o la. Ao
ro em c a sa . a n o ite c e r, eles s e n ta r - s e - ia m a o re d o r
J a c k le v a n to u -s e e a p a lp o u seus d a fo g u eira, co m en d o e c o n ta n d o
bolsos. “O lhe aq u i Lee, disse ele, e n ­ h is tó ria s e n g ra ç a d a s, e seu c h e fe , o
tre g a n d o -lh e dois crueziros. D eixe- S r. H olden, e n c a n tá - lo s - ia co m s u a s
m e p a g a r - lh e a p a s sa g e m h o je ”. M as h is tó ria s de a v e n tu ra s . Em to d o o
Lee re c u so u -se sa c u d in d o a ca/beça. v aie n ã o h a v ia lu g a r m e lh o r q u e esse
“N ão posso, Ja c k . V ocê p asso u a m a ­ p a rq u e e n e n h u m a c o m p a n h ia p o d ia
n h ã to d a v en d e n d o v e rd u ra s e a s d u a s se c o jn p a ra r a dos ra p a z e s d a L iga.
p a s sa g e n s f a r ã o com q u e você fique “M as eu e sto u d ecid id o a c o m p ra r
sem d in h e iro a lg u m . N ão faz m a l. a q u e la b ic ic le ta ”, to rn o u a d iz e r D ick,
Ire i n a p ró x im a vez”, disse ele e sp e ­ m a s d e s ta vez p a r a su a m ãe, “e se
ra n ç o so . • J a c k n ã o d e ix a r de g a s ta r co m o ele
J a c k p en so u p o r u m m o m e n to . faz, n u n c a c o n se g u irá c o m p ra r a s u a ”,
'“V am os fa z e r u m a cousa, in s is tiu elé. te rm in o u ele im p la c a v e l.
p o n d o o d in h e iro n o bolso de L ee. E u A S ra . T a y lo r so rriu p a c ie n te m e n ­
p a g o s u a p a s sa g e m h o j^ e a m a n h ã te, e n q u a n to b a tia o bolo q ué e s ta ­
cedo você vem m e a ju d a r a t i r a r o v a fazen d o . “Você a c h a que J a c k g a s ­
m a to do ja r d im . E s tá b em ? A gora t a seu d in h e iro em b o b ag en s, D ick ” ?
c o r r s .s e a p r o n ta r , que n ó s v am o s n o s “O ra, n ã o sei o q ue você p o d e ria
e n c o n tr a r d e n tro de u m a h o r a ”. c h a m a r o qu e ele faz; pelo m e n o s ele
“M u ito ob rig ad o , d isse Lee, você é n ã o ee o n o m isa m u ito , a p e s a r de
um e m ig ã o ” , e sa iu c o rre n d o , c o n te n ­ que eu s u p o n h o q ue eu d iria q ue
tíssim o , le v a n ta n d o u m a n u v e m de
p o e ira à s u a p a s sa g e m . (C ontinua na pág. 166)

— 156 — t
SOCIEDADE DE SOCORRO
A VIDA DE UMA RECEM -CASADA
EN TR E OS PIO N E IR O S

P o r K. C. Atw ood.

E n tr e os p io n e iro s que v ie ra m p a r a
e s ta re g iã o em 1847, e v o lta ra m p a r a
W in te r Q u a rte rs no C ou n cill B lu ffs No d ia 23 d e D ezem bro m u d arn o -
n esse m esm o an o , a c h a v a -s e o h o ­ n os p a r a n o ssa h u m ild e re sid ê n c ia ,
m e m que logo depois ,to rn o u -s e m eu ch eio s de g ra tid á o p a r a com o nosso
m a rid o . Nós n o s vim os p e la p r im e i­ P a e C eleste, qu e n o s p e rm itiu te rm o s
r a vez n o com eço d a p rim a v e ra de u m a h a b ita ç ã o que n o s p ro te g e ria
1848', e p ouco depois nos c a sa m o s. c o n tra o frio p e n e tr a n te e as te m p e s ­
D en tro de u m m ês a c h a v a m o -n o s a ta d e s de in v e rn o . E n q u a n to isso v i­
c a m in h o do v ale d a C o m p a n h ia do vem os em n o ssa ca rro ç a . A n ev e já
P re sid e n te B rig h a m Y o u n g . No d ia h a v ia co m eçad o a c a ir e co b ria to d a
19' d e S e te m b ro fa z ia e x a ta m e n te 4 a te r r a n u m a p ro fu n d id a d e d e t r in ta
m ezes que le v am o s p a r a c h e g a r a té c e n tím e tro s ou m ais, e os e sfa im a d o s
a q u i. T in h a m o s u m a p e q u e n a r e s e r ­ lobos p o d ia m se r ouvidos u iv a n d o à
v a d e provisões, a lg u m a ro u p a , n o sso n o ite à p r o c u ra de a lim e n to . U m a
e q u ip a m e n to e n o ssa s m ã o s com as n o ite eles c h e g a ra m tã o p e r to q u e p u ­
q u ais c o n ta m o s p a r a n o s a ju d a r . F a ­ d e ra m r o u b a r u m a g a lin h a d a p a r ­
zen d o u m a ex ceção s u rg ia m a lg u n s te p o ste rio r do c a rro , e n q u a n to e s ta -
r e ta lh o s de g r a m a .que os p io n eiro s v am o s d o rm in d o . Os ín d io s se lv a ­
h a v ia m con seg u id o p la n ta r , e r a r a ­ g en s ta m b é m v a g a v a m p e d in d o co­
m e n te a p a r e c ia à n o ssa v ista u m a á r ­ m id a. Nosso esto q u e d e p ro v isõ es co­
vore ou a rb u sto . A p en as u m a o u d u a s m eçou. a se to r n a r escasso, e tiv em o s
ca sa s e n c o n tra v a m -s e fo ra d a f o r ti­ que n o s im p ô r u m a se v era d ie ta de
fica çã o . p e q u e n a s ra ç õ e s. De a lg u m a m a n e i­
M eu m a rid o fez os tijo lo s su fic ie n ­ r a se m p re o b tiv em o s u m p o uco d e f a ­
te s p a r a le v a n ta r u m a c a s a de dois r in h a de m ilh o m o íd a, qu e serv iu
c o m p a rtim e n to s, e com m u ita d ific u l­ p a r a p o u p a r n o ssa f a r in h a de trig o .
d a d e c o n seg u iu o b tè r a m a d e ira p a r a O co m b u stív el e ra m a d e ira do d e s fi­
fa z e r o te lh a d o , co b rir o c h ã o e f a ­ la d e iro ; n o ssa p a r e lh a com eço u a d e ­
zer a s p o rta s. N a c o n s tru ç ã o desse f in h a r , h a v ia p o u c a co m id a p a r a eles,
tr a b a lh o fo ra m e m p re g a d o s e x c lu si­ e e ra com d ific u ld a d e que c o n se g u ía ­
v a m e n te crav o s de m a d e ir a em vez m os a té a m a d e ira .
d e pregos, pois e s te s e r a m d ific ílim o s D avam o s g ra ç a s à D eus de te rm o s
de se r conseguidos. A c la rid a d e p e ­ velas d e sebo com o ilu m in aç ão .
n e tra v a a tra v é s de seis v id ro s de j a ­ Q u a n d o a p rim a v e ra ch eg o u , e n -
n e la q u eb rad o s, que ele obtev e de um c o n tro u -n o s in te ir a m e n te sem m a n ­
v izinho, re b o c a n d o p a r a este a luz de tim e n to s e tiv e m o s que n o s a lim e n ­
v e la . t a r p o r a lg u m ,te m p o , ex c lu siv am e n ­
N ossa m o b ília c o n s istia n u m a c a ­ te de h e rv a s e r a íz e s .’ A ch av am o -
d e ira com a s s e n to de couro crú , u m a n os n o c o ra ção do d eserto , a m il m i­
©ama fe ita à m a c h a d o , u m g u a r d a - lh a s d a civilização, s e m . a lim e n to ou
loiv*a com tr e s g ro sse ira s p r a te le ira s coisa p a re c id a , o solo arid o e p ro ib i­
à u m c a n to d a sa la , e u m a m e s a . tiv o . N essa ép o ca de n ecessid ad e e
f a lta d e a lim e n to s e v e stu á rio , H eber A n tes c u rv a m o -n o s p e r a n te o
C. K im b a ll e rg u e u -se n o m eio do S e n h o r e im p lo ra m o s s u a b ê n ç ã o .
povo e p ro fe tiz o u que d e n tro de seis S eu E sp írito d esceu a té n ó s p ro d ig io ­
m ezes, ro u p a s e p rovisões se ria m v e n ­ sa m e n te , n a d á d iv a d a lin g u a g e m e
didos em S a lt L ake C ity tã o b a ra to s in te r p r e ta ç ã o d a m e sm a . M eu m a r i­
q u a n to em S t. L ouis. Nós n o s m a r a ­ do c o m e ç a ra a r e z a r n a s u a m a n e ir a
v ilh a m o s e fica m o s a d m ira d o s de que h a b itu a l, e d e r e p e n te ele com eço u
isso fosse possível. a f a la r n u m a lin g u a g e m d e s c o n h e c i­
P o r m a is e s tr a n h o que p a re ç a , em d a . Eu e n te n d i o que ele d izia. A
m e n o s d e seis m ezes v ie ra m os im i­ p rin c íp io foi u m a re p re e n ç ã o do
g r a n te s dos e s ta d o s que ia m à c a m i­ S e n h o r p e la n o ssa in c re d u lid a d e . F oi
n h o d a s reg iõ es o u rífe ra s d a C a lifó r­ e x a ta m e n te isto : “N ão vos tro u x e E u
n ia , c a r re g a n d o a p e tre c h o s de la v o u ­ a tra v é s d esse lo n g o . c a m in h o , d a t e r ­
ra , u te n sílio s de c o z in h a e o u tro s a r t i ­ r a de vossos in im ig o s p a r a e s ta b õ a r e ­
gos de u tilid a d e d o m é stic a , n ã o n e ­ gião? E E u a b e n ç o a re i e s ta t e r r a
cessá rio s n u m a jo r n a d a . p a r a o b em do m e u povo, se eles t i ­
S u a s p a r e lh a s e s ta v a m e x a u s ta s e v ere m fé. em M im , e e la t r a r á u m
assim eles fo ra m o b rig ad o s p a r a a l i­ f u tu ro de g r a n d e a b u n d â n c ia , d e p a s ­
v iá -la s, a v e n d e r s u a c a rg a p o r b a i­ to, c e reais, e v e g e ta is d e to d a a e s ­
xo p reç o . pécie, fru to s ta m b é m d a m e lh o r q u a ­
lid a d e , e su a s m e sa s se rã o se rv id a s
A lg u n s v e n d e ra m seu s c a rro s e r e u ­
dos m e lh o re s f ru to s qu e e x is te m .
n ir a m se u s a n im a is p a r a a c o n tin u a ­
A p en a s co n fie m em M im . P la n ta i e
ção d a jo r n a d a .
co lh e re is. ”
A esse te m p o a p ro fe c ia do Irm ã o
K im b a ll h a v ia sido c u m p rid a p le n a ­ E rg u e m o -n o s e r e tira m o -n o s p a r a
m e n te . d e s c a n sa r, m a s n ã o p a r a d o rm ir. O
Aqui re la to u m in c id e n te do nosso sono fu g ira d e n o sso s o lh o s. E s ta -
te m p o d e p la n tio : M eu m a rid o h a v ia vam os ch eio s de e s p a n to , a m o r e a d ­
fica d o co m u m lo te d e t e r r a p e r to do m ira ç ã o . N ão m a is p o d ía m o s d u v i­
local c h a m a d o a tu a lm e n te “p a ró q u ia d a r . V oltam o s ao tr a b a lh o co m r e ­
n o v a d a corag em . A te r r a p ro d u z ia
de S u g a r H ouse. Ele a p re s to u su a
p a r e lh a e foi a r a r e p r e p a rá -lo p a r a c a d a vez m ais, e n o a n o de 1850, m e u
a s e m e n te ira . N a d ev id a ép o c a foi m a rid o co lh eu q u a r e n ta saco s d e t r i ­
p la n ta r o m ilh o e e n c o n tro u a te r r a go p o r ac re. N essa h o r ta ta m b é m p r o ­
se ca com o c in za a té u m a g ra n d e p r o ­ du ziu v e g e ta is esco lh id o s. M as q u a n ­
fu n d id a d e . P a re c e u -lh e im possível do o solo com eço u a v ic e ja r, d esco ­
q ue u m a s e m e n te ira g e rm in a sse em b rim o s que n o ssa p ro v a ç ã o a in d a e s ­
s e m e lh a n te solo. E le p la n to u a s se­ ta v a p o r te rm in a r . Os g a f a n h o to s
m e n te s a p e z a r disso, le m b ra n d o -s e a p a r e c e ra m em n ú m e ro a l a r m a n te e
d e “q u em n ã o p la n ta n ã o c o lh e ”. R e ­ a r r a s a r a m n o ssa c o lh e ita . U m c a m ­
po d e trig o q u e s u rg ia fresco e p r o ­
g resso u à c a s a esfo m ead o , a b a tid o e
m issor, fico u em p o u ca s h o r a s d e s ­
e x a u sto . E u ta m b é m e s ta v a c a n s a ­
p ido com o u m a r u a .
d íss im a p elo tr a b a lh o do dia. H a v ía ­
m o s p la n ta d o u m a h o r ta p e r to d a M eu m a rid o foi c h a m a d o p a r a u m a *
c a s a e e u h a v ia b a ld e a d o á g u a do m issão n a I n g la te r r a em 1852, e d e i­
r ia c h o d a cid a d e d u r a n te to d o o d ia x o u -m e e m c a s a com u m a p e q u e n in a
p a r a r e g á -lo (o re g a to d esc ia à le ste de dois an o s. O m a is v elho d e n o s ­
d a r u a M a in e) e a á g u a to r n a r a a sos filh o s fa le c e ra d evido à g r a v id a ­
t e r r a , d u r a com o u m tijo lo . R e p a r ti­ de de u m a q u e im a d u ra , q u a tro m ezes
m os n o s s a e x ig u a ra ç ã o e n o s r e t i r a ­ a n te s . M eu m a rid o e m a is tr e s E l­
m os p a r a d e s c a n s a r. d e rs a p r e s e n ta r a m seu s a n im a is p a r a

— 158 —
a tra v e s s a re m as p la n ícies. D epois de a g ra d e c id o s. As irm ã s ao m esm o
bem prov id o de v íveres e ro u p as, so­ te m p o m in is tr a r a m - n o s p a la v r a s de
b ro u -lh e s o ito c e n ta v o s q u e ele m e c o n fo rto e b ên ção s, e p ro fe tiz a ra m
deu, se g u in d o v ia g em de bolsos v a ­ que aq u e le d ia s e ria o início de m e ­
zios. lh o re s te m p o s; e v e rd a d e ira m e n te
No o u tro v erã o eu m a n tiv e u m a p e ­ a ssim foi p a r a m im , pois n o m e u r e ­
q u e n a esco la em m in h a c a sa p a r a m e gresso p a r a c a sa , e n c o n tre i um saco
a u x ilia r a v iv e r. T a m b é m tin h a o de f a r in h a de m ilh o , o u tro d e b a t a ­
m eu lo te se m ea d o de trig o q u e j á p r o ­ ta s, e a m in h a v a c a q u e h a v ia d e s a ­
m e tia m u ito . M as u m belo d ia , os p a re c id o h á a lg u m te m p o , e sp erav a -
g a fa n h o to s a p a re c e ra m e se i n s t a la ­ m e n o q u i n t a l .. .
ra m n o m e u tr ig a l. E u s a b ia q u e a l ­ Q u a n d o já tin h a m o s a s n o ssa s c a ­
g u m a co isa tin h a que se r fe ita , se ­ sa s c o n s tru íd a s, c o stu m a v a m o s r e u ­
n ã o eles tu d o d e v o ra ria m . A cu d iu - n ir - n o s n a s n o ite s fria s de in v e rn o
m e u m p e n s a m e n to ; o de r e u n ir as p a r a c a n ta r e re z a r, e às vêzes n o s
c ria n ç a s d a escola e fo rm a n d o u m a d iv e rtirm o s d a n ç a n d o . I m a g in a v a -
fila, de m ã o s d a d a s, fiz com q u e c a ­ m o -n o s bem v e stid a s, em m o d e sto s
m in h a sse m a tra v é s do trig o . O s v o ­ v estid o s de p e rc a l e c h a p é u s d e sol.
razes in se to s f o rm a r a m com o que u m
A n te s q ue os irm ã o s p u d essem
só corpo, e s e g u ira m n a d ire ç ã o do
c o n s tru ir u m lu g a r p a r a o cu lto , f a ­
n o rd e ste , d e s a p a re c e n d o a t r a z d a s
zíam o s a s re u n iõ e s do d ia do S e n h o r
m o n ta n h a s p a r a n ã o m a is v o lta r.
a o a r liv re q u a n d o o te m p o p e rm itia .
O trig o cre sce u e a m a d u re c e u , e N a p rim a v e ra , d ep o is qu e as c o lh e ita s
q u a n d o foi seg ad o se m p re tiv e alg u m te rm in a r a m , os h o m e n s s a íra m com
p a r a e m p re s ta r ao s m e u s v iz in h o s. su a s p a r e lh a s e a r r a s t a r a m tro n c o s
A té e ssa ép o c a h a v ia e n c o n tr a d o e v erd e s g alh o s do d esfilaie ro . Com
m u ita d ific u ld a d e em o b te r in g r e ­ isso u m c a r ra m a n c h ã o fo i fe ito p a r a
d ie n te s p a r a fa z e r pão. S u b sisti m u i­ p ro te g e r-n o s c o n tr a os a b r a z a n te s
tos d ia s sucessivos com a p e n a s u m a r a io s do sol. Isso e r a tu d o q u e se
co lh er de m in g a u de f a r in h a de m i­ ti n h a a fa z e r e m a n te v e a to d o s o c u ­
lho p o r dia. T in h a a lg u m a f a r in h a pados. N ão e x istia m p a r a s ita s , e r e a l­
de trig o que g u a rd a v a p a r a m in h a m e n te o lu g a r p o d e ria se r c h a m a d o
filh a . “a co lm eia do d e s e re t” (1). T u d o foi
N essa ocasião a lg u m a s b o as irm ã s re a liz a d o sob a d ire ç ã o do n o sso n o ­
o rg a n iz a ra m u m p ic -n ic p a r a a s se ­ b re e m u i a m a d o p re s id e n te e lid e r
n h o r a s dos m issio n ário s. E u fu i u m a B rig h a m Y o u n g .
das fa v o re c id a s c o n v id a d a s. E ste
foi u m d ia de que n u n c a m e e sq u e­ Trad. por Dulce Aguirre.
cerei. A m e sa e s ta v a c o b e rta d a s
m ais v a r ia d a s e m e lh o re s ig u a ria s ( í) D eseret: P alavra Ja re d ita — (Veja
Nós tu d o re p a rtim o s com corações Livro de Mormon. paJ. 534, verso 3)

“ Se cada homem fosse obrigado pela


sociedade á ap re n d er um ofício lu c ra ti­
vo, não h averia pobres, nem ladrões, nem
descontentes.”
SACERDOCIO
. Iniciam os neste num ero da "G aivota” 7. Instruções sobre os deveres e sobre
o p ro g ram a do Sacerdocio que os diver­ o cum prim ento das designações
sos g rupos sacerdotais na m issão devem 8. A tividades sociais e fra te rn a is
seguir p a ra o progresso coletivo e pes­
soal . (B ) PER ÍO D O DA LIÇÃO:
A presentarem os instruções, sugestões
e auxilios cada mês nesta coluna p a ra Lição S acerdotal da sem ana — In s­
que os grupos possam crescer e se de­ truções por um membro da presidencia
senvolver no trab alh o do Senhor. do Ramo sobre hábitos e v irtu d es.
“ . . . E é expediente que a ig reja se
reu n a fre q u e n te m e n te ...” foram as pa­ MAIS IN ST R U Ç Õ E S E D ETALHES
la v ra s do Senhor ao p ro fe ta José Smith...
" E agora, eis que E u vos dou um m anda­ (A ) PER ÍO D O DE A T IV ID A D E :
mento, que quando estejais reunidos,
in stru ire is e edificareis uns aos outros, 1. Hino — P a ra e n tra r no espirito
que possais saber d irig ir m inha Ig re ja da reunião e p a rtilh a r na irm andade do
e saber como se age nos pontos dos meus Sacerdocio, é sem pre bom com eçar a
m andam entos e leis, os quais vos tenho reunião com um hino da I g re ja . Que
dado. E assim tornar-vos-eis instruídos lu g a r tris te seria este mundo sem m usica.
na lei da m inha Ig re ja, e estareis sa n ­ 2. O ração — pelos membros do g ru ­
tificados por aquilo que tendes recebido, po em rotação de sem ana em sem an á.
e obrigar-vos-eis a a g ir em toda S an­ E ’ muito im portante que todos os mem­
tidade d iante de mim.” bros do grupo saibam a o ra r em publicu
As reuniões do Sacerdocio deviam ser tanto como na intim idade.
realizad as um a vez por sem ana d u ran te 3. O propósito d e um a C ham ada é
o ano in teiro . N estas reuniões deve se cham ar a atenção de todos os membros
Considerar os problem as do Ramo e re ­ do grupo p a ra aqueles que estão e àque­
solver a solução delas. les que não estão presentes à reu n ião ..
A reunião está dividida em duas p a r­ Um esforço devia ser em pregado p a ra
tes como se g u e: term os todos os membros do gru p o p re ­
sentes, porque a reunião S acerdotal é
(A ) PER ÍO D O DE A T IV ID A D E : um a d as m ais im portantes da Ig re ja .
Aqueles que não podem assistir n a re u ­
1. Hino nião devem m an d ar um recado p a r a o
2. O ração P residente do Ramo ou os E ld ers p re­
3. Cham ada sidindo, explicando as razões p o r sua
4. Relato scbre as designações execu­ ausência. A reunião Sacerdotal deve
ta d a s d u ran te a sem ana tom ar o prim eiro lu g a r em nossas vidas,
5. Consideração das m aneiras p ara porque o Sacerdocio é o alicerce da Ig re ­
a t r a ir os membros ;ausentes ja — o governo do ram o, d istrito , p a ­
6. D esignação dos deveres p a ra todos roquia ou estaca.
os m em bros' 4. Relato sobre as Designações — N a

— 160 —
i
E sc ritó rio 'd a M issão.
1 d e J u lh o de 1948.

C a rta d a P re sid ê n c ia d a M issão


Aos m e m b ro s do S ace rd ó cio A aro n ico .

C aro s Irm ã o s :

P a r a o m e lh o r d esen v o lv im en to de vossos ta le n to s e p o d er do
S a n to S acerdócio, d e se ja m o s in ic ia r ju n to com o cu rso d a s re u n iõ e s
S a c e rd o ta is, um p r o g ra m a c h a m a d o “A N ossa S a ú d e e a P a la v ra de
S a b e d o ria ” .
N este p ro g ra m a q u ere m o s que to d o s vós te n h a is a o p o rtu n id a d e
d e f a la r d iv e rsa s vêzes sobre sa ú d e e a " P a la v r a d a S a b e b d o ria ” n a s
re u n iõ e s S a c r a m e n ta is .
T odos os dom ingos, c o m eç an d o d ia 18 de J u lh o v in d o u ro , d e ­
se jam o s que u m dos m e m b ro s do S ace rd ó cio A aronico, em ro ta ç ã o ,
d ir ija u m d isc u rso de 5 a 8 m in u to s sô b re o a s s u n to a c im a m e n ­
cionado. É o d ev e r do p ro fe sso r ou p re s id e n te do g ru p o fa z e r d e ­
sig n a çõ e s c a d a s e m a n a . N a tu r a lm e n te e s ta o p o rtu n id a d e é v o lu n ­
tá r i a dé vossa p a r te . As d e sig n aç õ es d ev e m e s ta r p ro n ta.s com u m a
s e m a n a de a n te c e d ê n c ia e e s c rita s n o liv ro ou re g istro do grupo;
ta n to a d esig n aç ão q u a n to o c u m p rim e n to d a m e sm a .
S a irã o n a G a iv o ta de c a d a m ez, u n s a rtig o s, re fe rê n c ia s e in s ­
tru ç õ e s p a r a a j u d a r n e s ta e a s d e m a is fu n çõ e s do S ace rd ó cio .
V am os a p r o v e ita r este g ra n d e p riv ilég io e o p o rtu n id a d e d e d e ­
sen v o lv er os nossos ta le n to s e a j u d a r n o tr a b a lh o do S e n h o r. V a ­
m os m o s tra r ao m u n d o q u e som os d ig n o s de p o ssu ir o S acerd ó cio —
O p o d er de D eus que sig n ific a lid e r a n ç a ! !!
Q ue D eus vos a b e n ço e n e s te p ro g ra m a .

S in c e ra m e n te ,

Harold M. Rex.
Wayne Beck.
Thayle Nielsen.

Chamada, cada membro, ao responder, do grupo como m issionários p a ra v sitar


deve tam bem r e la ta r em poucas p a la ­ os ausentes d u ran te a sem ana; convites
vras as designações executadas d u ra n ­ especiais da presidencia do ram o : conta­
te a sem ana: Ou um a reportagem das to com os p ais; e o u tras m an eiras bôas,
■designações executadas pode seguir a m ostrando sem pre o am or e carinho que
Cham ada. A coisa im p o rtan te é obter vêm no evangelho de Jesu s C risto.
um relato das designações realizadas
cada sem ana por todos os mem bros. 6. D esignação dos deveres p a ra to­
5. Consideração das m aneiras p a ra dos os membros — U sando o livro de
conseguirmos que os membros ausentes cham ada como guia, os varios deveres
assistam as reuniões regularm ente. M a­ devem ser designados p a ra todos os
neiras efetivas incluem ; en v iar membros membros do grupo em rotação.

— 161 —
Designações para os Diaconos grupos ou g rau s do Sacerdocio. V isi­
tando os doentes, ajudando os membros
A) D istrib u ir o Sacram ento e compadecendo-se em tempo de co n tra­
B) F a la r num a reunião S acram ental riedades^ desenvolvem o espírito f r a te r ­
C) Porteiro nal .
D) L im par a sala ou Ig re ja — os copos
e bandejas do Sacram ento—recolher (B ) PER ÍO D O DA LIÇÃO:
os hinarios
E ) A ju d ar o P residente do Ramo 9. Rever a Lição do Sacerdocio p a ra
F ) A visar os membros sobre as reuniões a Sem ana: C ada lição deve ser designa­
da p a ra ler, pelo menos um a vez em
Designações para os Mestres c asa. O professor, depois de p rep aração
m eticulosa, deve rev e r a lição n a aula
G) P re p a ra r o Sacram ento p a ra desenvolver as m ensagens im por­
ta n te s da liç ão . O tempo lim itado na
H,i V IS IT A R OS M EM BROS COMO aula faz necessário e im p o rtan te que
P R O FE S SO R V IS IT A N T E os membros leiam a lição em casa e o
professor p re p a ra -a intensivam ente
Designações para os Sacerdotes p a ra obter os m elhores resu ltad o s.
10. Instruções sobre hábitos e v irtu ­
I) A d m in istrar e abençoar o S acra­ des por um membro da presidencia do
mento ram o. C ada membro da presidencia deve
J ) A ju d ar os m issionários num a " re u ­ p re p a ra r algum as sugestões e instruções
nião em ca sa’' a respeito dos hábitos pessoais, padrões
K ) B atizar da I g re ja de Je su s C risto dos S antos dos
L) T razer um membro novo à reunião Últim os dias, etc. U m a p a le stra breve,
M ) R eativar um mem bro inativo . dada cada sem ana estim u lará pensamen-,
N ) F azer ordenações rio Sacerdocio tos e atos bons e a ju d a rá os m em bros a
Aaronico e v ita r as tentações.
(vide "A G aivota” Num. 4, página
93, ‘'D everes dos Sacerdotes) Lições para os Grupos Sacerdotais
Deve se lem brar que ps Sacerdotes e
os M estres podem e devem, quando fo r T erceira Sem ana de Ju lh o :
necessário, faz er as designações dos "A fundação d a Ig re ja no Tem po do
oficios m ais baixos. Rei M osiah”
7. Instruções sobre os deveres e so­ C apítulo 25 de Mosiah — Livro de
b re o cum prim ento d a s designações: Mórmon
U m a das obrigações principais dos ofi­ Q uarta Sem ana de Ju lh o :
ciais do grupo sacerdotal é en sin ar a "Instruções do Senhor sôbre os
cada membro os seus deveres e encorajá- Incrédulos e M alfeitores”
lo a cum pri-los. Os membros novos, p a r­ C apítulo 26 d e Mosiah — Livro de
ticularm ente, devem receber instruções Mórmon
m eticulosas sobre seus deveres e res­ P rim eira Sem ana de A g o sto :
ponsabilidades e devem se r iniciados nos “ Perseguição no Tempo dos N ephitas
métodos melhores p a ra re a liz a r as coi­ e H oje em D ia”
sas a eles designadas. C apítulo 27 de Mosiah, versículos 1 a
8. A tividades Sociais e fra te rn a is : A 7 — Livro de Mórmon
unidade e o m oral podem ser estim ula­ Segunda Sem ana de A gosto:
dos p o r um pro g ram a social e fra te rn a l “ Conversão M ilagrosa”
definido — excursões ou diversões de­ C apítulo 27 de M osiah, versículos 8 a
vem ser realizadas frequentem ente pelos 19 — L ivro de Mórmon

— 162 —
Depois da Tempestade Ele o conheceu quando o viu. A
carroça parou alguns momentos, e de­
táo devo desistir, pois não posso puxar pois de olhar fixo o vale lá em baixo,
mais. E quando alcancei este ponto, o B righam disse as palavras agora tã<
carro começou a puxar-m e. Tendo o lha­ m em oráveis:
do p ara tra z m uitas vezes, p ara ver
quem em purrava o carro, meus olhos “ É b astan te. E ste é o lu g a r certo.
nunca viram ninguém . Sabia que os C ontinuem . ”
anjos de Deus estavam lá. Sua esposa, Clara, ouvindo as pala­
vras, chorou, pois pareceu-lhe que o lu­
“ E stave eu triste porque escolhi para
g a r era o lugar m ais desolado em todo
v ir assim ? Não. Nem naquele tempo,
o mundo.
nem em qualquer momento da m inha
vida desde então. O preço que p a g a ­ Mas com estas lágrim as vieram ta m ­
mos p ara nos to rn a r m ais proxim os de bem lágrim as de a le g ria . . . lágrim as
Deus foi um privilegio p ag a r, e estou que b ro taram pela realização da profe­
g rato porque tive o privilegio de v ir.” cia de que finalm ente, depois de sem a­
nas cansativas de viagem e queim adu­
Porem, tudo não foi m orte, tra b a ­ ra s do sol, fome e sede, Jeová tin h a
lho. e lá g rim as. guiado o seu povo ao seu destino. Ao
H avia noites em que, ap ezar de b ra ­ novo la r deles. E, não h á lu g a r como
ços e p ern as inchados, eles dansavam , o la r.
cantando o lindo hino do Irm ão Clayton L igeiram ente as p alav ras p assaram
e outros cantos. Tinham declamações pelo tre m de carroças. E daquele trem
historias e poesias. p a ra um outro e assim por deante.
E houve o dia 24 de Julho, 1847!! ‘‘E ste é o lu g a r!” . . . “ Chegam os” . . .
"H o san n a” . . . “ E ste é o lu g a r!!” . . .
N aquele dia, a carroça trazendo o P ro ­ “ Os prim eiros- Santos ch egaram nos
fe ta B righam Young — que estav a de cumes dos m ontes” . “ H osanna!”
cam a com febre — chegou ao cume dum Homens e m ulheres cairam de joelhos
pequeno m onte e parou. Em baixo jazia em agradecim entos alegres, e oração.
o que parecia ser um vale árido, onde
se divisava um espelho de agua — o “ E ste é o lu g a r .”
grande Lago Salgado. Foi um a cena N aquela noite, o corpo principal do
de desolação; um lu g a r onde, pelos pou­ prim eiro trem dos pioneiros reuniu-se
cos exploradores que o viram , nada cres­ junto àqueles poucos que ch egaram no
ceria. E B righam disse: “ Si há um lu ­ vale o dia an terio r, e descansaram , to ­
g a r tão pobre que ninguém quer, aque­ caram , e can taram como não faziam há
le é o lugar p ara n ó s .” a n o s.

Referencias para "A Palavra de Sabedoria”

Gênesis 1:29 Livro de Mórmon "A G aivota” : *


Genesis 3:18 M osiah, capítulo 22 Ano I Num. 3 — página 54
página 58
Deut. 14:3-20 Num. 4 — p ág in a 78
Juizes, 13:13-14 Doc. & Conv. Num. 5 — pág in a 98
página 100
página 113
I Coríntios 3:16-17 Sec. 89 Num. 6 — pág in a 124 , página 142
— 1-63 —
Mas não foi um Eden, e no dia se­ tem plo lindo, com suas espirais, foi de­
guinte o trab alh o p ara to m a r o lugar dicado ao Criador.
assim , cómeçou. Um rio foi represado, * Mas com o fim da viagem não te rm i­
a te rr a reg a d a e arada. Porem , a épo­ n aram as provações. Veio a p ra g a dos
ca da plantação já havia passado; e as gafanhotos, da qual os Santos foram sal­
b a ta ta s que cresceram não eram m aiores vos pelo m ilag re moderno das G aivotas.
do que nozes. No dia 24 de Julho, 1947, no mesmo
P a ra os m ilhares de Santos que p assa­ lugar em que B righam Young e seus
ram aquele prim eiro inverno no vale do conselheiros fieis, H eber C. Kimball e
Grande Lago Salgado — cham ado por W ilford W oodruff, tin h am visto o vale
exploradores a te rr a que Deus esqueceu do Lago Salgado cem anos a tra z , foi
— a vida e ra dura. E m uitos comeram erigido um m onum ento. N a sua coluna
raizes das p la n tas que lá havia. m ais a lta, estão as fig u ra s daqueles tre s
homens.
“ Não som ente de pão vive o homem,”
eram as p alavras inspiradas do P ro fe­ N a sua base e lados estão outros ho­
ta B righam Young e seus conselheiros m ens, m ulheres e filhos, exploradores e
que fala ra m frequentem ente em nome d t pioneiros. E em le tra s g randes se 5ê:
Deus, e festa s espirituais existiram em E ST E É O LUGAR.
abundancia. Escolas, em tendas, em
b arracas, em carroças, levantaram -se O m onum ento tem a fre n te não p ara
como cogum elos. um vale deserto, m as um deserto que
Na prim avera seguinte, os pioneiros tem florescido como um a ro sa.
viraram o curso dos riachos, construí­ N aquele vale fica um a das m ais belas
ram rep resas e com eçaram o sistem a de cidades da A m erica, rodeada por m oi­
irrigação da te rr a seca. No outono a ta s outras igualm ente convidativas,
colheita foi bôa.
igualm ente ind u strio sas e igualm ente
A te rra que Deus esqueceu? N ão. conhecidas por sua m anutenção da lei e
A te rr a que Deus reservou p a ra os seus da ordem, e de um povo divino.
filh o s. * O lu g a r tornou-se um Im pério in te ­
rio r sem com paração.
“ E ste é o lu g a r . *’
V erdadeiram ente, os hum ildes — os
Em fim , m ilhares de Santos chega­ m altratados — e ainda os fo rte s e co­
ram no vale, e extenderam -se p ara os
rajosos tem herdado a te rra .
vales vizinhos. A Cidade do Lago Sal­
gado foi planejada, e o trabalho, num TUDO BEM! TUDO BEM!

A /" i A T» A Apresentamos na capa deste mês um retrato das figuras


■A. v ^A Jr A do monumento erigido em Julho do ano passado. Esquerda à
direita: — HEBER C. KIMBALL, BRIGHAM YOUNG e
WILFORD WOODRUFF.

O que és é dádiva divina, o que fazes


de ti mesmo é tu a dádiva a D eus.

— J64 —
Ezra T. Benson Desde aquele tempo ele tem recebido
v a ria s designações im p o rtan tes n a ig re ­
j a . Em Ja n eiro de 1946 foi designado
forçado p ara g a n h a r um a bôa educa­ p a ra presid ir na missão E uropéia. Foi
ção, sem pre tem achado tem po p ara ser g rande sua responsabilidade naqueles
alegre — rindo com seus am igos — d i­ dias de sofrim ento de após g u erra, p a ra
vertindo-se num baile ou f e s ta . Um ho­ re-org an izar os d istrito s e paróquias e
mem alegre é sem pre amigo e líder da colocar os Santos, organizando auxilios
m ocidade. e planejando alivio p a ra o sofrim ento
O cham ado tão desejado p a r a servir — comida, roupas, roupa da cam a, se­
como m issionário veiu quando E lder m entes, etc. — tudo fdrnecido pelo a r ­
Benson estava na U niversidade A gríco­ mazém do "P la n o do Bem e s ta r” (Wel-
la do E stado de U tah, e deixou a esco­ fa re P lan ) que tin h a sido instalado des­
la p a ra se rv ir na G rã-B retan h a de 1921 de o ano de 1936, preparando-se p ara
a 1923. Suas qualidades esp iritu ais e ta is acontecim entos.
sua habilidade de liderança desenvolve­ E lder Benson foi escolhido p a ra re a ­
ram -se logo n a m issão e foi escolhido lizar esta g ran d e ta re fa e sob sua di­
como presidente da conferencia (d istri­ reção o trab alh o avançou e m uito foi
to) de N ew castle. feito p a ra os membros de lá .
Em Ju n h o de 1946 m ais de 500 santos
Depois de cum prir a m issão na In g la ­
reuniram -se em H am burgo onde foi rea-
te rra ele voltou a escola, m as ja m ais es­
zada um a conferência. H av ia cinco m is­
queceu seu trab alh o na ig re ja . Serviu
sionários trab alh an d o alí e espalhando
n a d ireto ria da escola dominical da e s ta ­
o E vangelho R estau rad o . E ld er Benson
ca, tam bem na d ireto ria da A . M . M . e
disse que muitos daqueles que assistiram
na superinteudencia da estaca prog res­
a conferencia eram m agros, fraco s e p as­
sivam ente .
sando fome, m as nos seus olhos b rilhava
No Templo de S alt Lake, no dia 10 a luz da verdade e de suas bocas saiu
de Setembro de 1926, E lder Benson ca­ um testem unho de fé e devoção que devia
sou-se com F lo ra Sm ith Amussen, filha ser um exemplo p a ra toda a ig reja. Não
mais jovem de C arl C hristian Amussen, havia nenhum a expressão de desalento
joalheiro proem inente da Cidade do Lago nem a m arg o r: Sómente um sentim ento
Salgado. Depois do casam ento eles en­ de am or e g ratid ão pelo evangelho de
tra ra m na U niversidade A grícola do E s­ Jesus C risto e p a ra seus irm ãos e ir ­
tado de Iowa, num a bolsa de estudos, mãs que nas suas vidas m ostram o es­
onde E lder Benson ganhou um diploma p irito verdadeiro do "M orm onism o.”
em ciência e foi eleito à sociedade Gama E ld er Benson viajou pelos países da
Sigma D elta, a sociedade de honra na E u ropa visitando os Santos em Cope-
a g ric u ltu ra . nhagen, E sb jerg , Kiel, H am burgo, Bre-
E lder Benson teve m uitas o u tras posi­ men, H anover, B erlin e m uitos outros
ções e h o n rarias, tan to na vida civil lu gares do continente.
como na ig re ja — trab alh o que o levou V erdadeiram ente ele fez m uito p a ra
p a ra todas as p arte s do oeste e a W as­ aliv ia r um pouquinho o sofrim ento nes­
hington D . C . ses países, e o mundo está sem pre me­
Em O utubro de 1943 E zra T . Benson lhorado por homens como E zra T . Ben­
recebeu o cham ado da p rilh e ira presi­ son. A fo rtu n ad o é o povo que o tem es­
dencia p a ra ser um apostolo e membro colhido como líd er. A vida do E lder
do conselho dos doze. S ua vida ativ a e Benson tem sido e sem pre será um a luz
ju s ta qualifica-o p a r a esta grande po­ aos santos dos últim os dias e ao mundo
sição na Ig re ja do Senhor. in te iro .

— 165 —
0 Empate c ic le ta de D ick — a b ic ic le ta p e la
q u al ele h a ta n to te m p o v in h a t r a ­
ele " d á ” se u d in h e iro . H oje ele deu b a lh a n d o e e c o n o m is a n d o . E J a c k
do is c ru z eiro s a L ee G ra y so n p a r a p a ­ d esejo u , ta m b é m , a rd e n te m e n te , es­
g a r a p a s sa g e m e o n te m d e u dez c e n ­ t a r c o m p ra n d o u m a b ic ic le ta .
ta v o s à m e n in in h a dos N o lan d , p a r a “M as n ã o a d i a n ta n a d a s u s p ira r ”
c o m p ra r so rv ete, p o rq u e e la e s ta v a ti n h a ele d ito a D ick, q u a n d o se d i­
c h o ra n d o . E depois, o o u tro d ia , ele rig ia m p a r a a lo ja . “E u n ã o g u a rd e i
co m p ro u u m a v a r a de p e s c a r p a r a o b a s ta n to d in h e iro e a c h o qu e se p a s ­
B a rto n , p a r a ele p o d er nos se g u ir e s a r á m u ito te m p o a n te s qu e eu p o s­
fin g ir q u e p escâ v a, e eu j á lh e c o n ­ s a ”, m a s assim m esm o ele e n tro u n a
te i so b re o velh o S r. P e rk in s , m a ­ lo ja, com D ick, ex c ita d íssim o com a
m ã e, com o o J a c k o e n c h e de v e r d u ­ p e rsp e c tiv a d a co m p ra .
r a s e f ru ta s , fin g in d o que n ã o pode Os m e n in o s e x a m in a ra m tô d a s a s
v e n d e -la s, e diz ao velh o que de q u a l­ b ic ic le ta s e f in a lm e n te D ick d e c id iu -
q u e r m odo e la s vão se p e rd e r. se p o r u m a . E ra u m a b ic ic le ta l i n ­
E ste foi u m d isc u rso m u ito c o m p ri­ d a, lo n g a , de lin h a s a e ro -d in a m ic a s ,
do p a r a D ick, e ele se n to u -s e e sp e ­ com to d o s os in s tru m e n to s n e c e s s á ­
ra n d o p a r a o u v ir o que su a m ã e d i­ rios p a r a fa z e r d e u m p asseio u m a
r ia . a l e g r ia .
A S ra . T a y lo r c o n tin u o u a b a te r “É fo rm id á v e l”, disse J a c k com e n ­
o bolo p o r u m m o m e n to ; d ep o is vi- tu siasm o , e e n t ã o - u m a e x p re ssão de
ro u -se p a r a D ick e disse p e n s a tiv a ­ s u rp re s a a g ra d á v e l e s p a lh o u -se p o r
m e n te : “J a c k é u m m e n in o m u ito su a s feições ao v e r e n t r a r n a lo ja o
bom D ick, e s u a m a n e ir a de d a r S r. P e rk in s .
q u a n d o a p a re c e m o casiões que m e ­ “Com o vai, S r. P e r k in s ”, disse ele,
rec em , m o s tra u m m a g n ífic o tra ç o de “v e n h a v er a b ic ic le ta que o D ick e s tá
se u c a r a te r ”. c o m p ra n d o ” .
D ick p e n so u p o r u m m o m e n to . “Sim , O v elh o se n h o r veio e x a m in a r a
m a m ã e , q u a n d o é que você p e n s a que b ic icleta, s u a n o b re ca b e ç a m a n tid a
ele v ai p o d e r c o m p ra r a b ic icleta , se o rg u lh o sa m e n te e r e ta em se u s o m b ro s
ele d á tu d o q u a n to g a n h a ? ” um pouco cu rv o s. Ele p a r e c ia m u i­
“E u se m p re digo D ick, que “d a r s a ­ to d ig n o e a r is to c rá tic o em s u a s r o u ­
b ia m e n te é u m a o u tr a m a n e ir a de p a s n o v a s e b em c o rta d a s , e os m e ­
e c o n o m is a r”, re sp o n d e u su a m ã e e n in o s n o ta r a m q u e seu s s a p a to s e s ta ­
te rm in o u tía co b rir o bolo, g u a r d a n - vam e n g ra x a d o s e qu e seu novo c h a ­
d o -o p a r a o j a n t a r . p éu cin z a c o m p le ta v a su a a p a r ê n c ia
D u ra n te o v erã o todo, os m e n in o s d is tin ta .
c o n tin u a r a m a v e n d e r su a s v e rd u ra s P o r e x tra n h o acaso , eles s e n tir a m
e f ru ta s . E les tr a b a lh a r a m d ilig e n ­ m a is f o rte m e n te n esse d ia , a p e rs o ­
te m e n te , le v a n ta n d o -s e cedo n o s d ia s n a lid a d e fo rte do S r. P erk in s.
q u e n te s p a r a co lh e r v e rd u ra s, fa z e n ­ “B em , m e u filh o , é re a lm e n te u m a
do m a ço s e la v a n d o - a s a n te s q u e o ó tim a b ic ic le ta a qu e você e s c o lh e u .
sol to r n a - s e d e m a sia d o q u e n te . Eles E u só d e s e ja ria e s ta r a q u i p a r a v er
m a n tiv e r a m seu s c lie n te s su p rid o s e você u s á -la ”.
sa tis fe ito s , com a lfa c e fre s c a e verdi- O s m e n in o s fic a ra m a d m ir a d o s .
n h a , b e te r ra b a s te n ra s , e rv ilh a s e m i­ “M as o S e n h o r n ã o v ai em b o ra , v ai
lh o e a s m a is gosto sas f r u ta s . S r. P e r k in s ? ”, d iss e ra m ju n to s.
F o i em fin s de S e te m b ro e n u m s á ­ “Sim , v o u -m e e m b o ra e s ta ta r d e .
b a d o de m a n h ã que os dois m e n in o s Eu a lu g u e i m in h a c a sa p o r to d o o i n ­
se d ir ig ir a m à lo ja p a r a e sco lh e r a b i­ verno. v e n d i m in h a v a c a e a g o ra vou

— 166 —
v o lta r p a r a a cid ad e m o ra r com m eu vou fa z e r com o m e u c a v a lin h o . S e rá
filh o e m in h a f ilh a . E les e s tã o es­ q u e você g o s ta ria d e to m a r c o n ta dele
p e ra n d o que eu a c a b e m e u s negócios. d u r a n te e ste in v e rn o ? T e n h o fen o lá
Vocês sab em , c o n tin u o u ele rin d o , eles em c a sa , que você p o d e ir b u scar".
a c h a m que eu n ã o to m o b em c o n ta “G o s ta ria m u ito , disse Ja c k , e eu
de m im , a q u i. to m a re i m u ito b em c o n ta d ele”.
Os m e n in o s rira m - s e ta m b é m com “T e n h o c e rte z a de qu e você to m a rá .
êle, m a s n ã o p u d e ra m d e ix a r d e p e n ­ E eu q u e ro re c o m p e n sá -lo pelo fav o r
s a r que seu s filh o s tin h a m raz ão , ao q u e m e p re s ta . Q ue a c h a você d isto ?
le m b ra re m -se d a m a n e ir a e n g ra ç a d a disse ele, com b rilh o tra v a s s o n o s
com que o S r. P e rk in s to m a v a co n olhos, m o s tra n d o a b ic ic le ta que D ick
t a d a c a s a e do g eito com q u e êle co ­ ia c o m p ra r.
z in h a v a . M as de re p e n te , J a c k s e n ­ “M as S r. P e rk in s, eu — n em sei
tiu -s e m u ito o rg u lh o so de s u a a m iz a ­ o q u e d izer, ex c la m o u Ja c k , m a s o
de co m o S r. P e rk in s, e o lh o u -o com S r. P e rk in s j á tin h a d ad o o rd em ao
m u ita p e n a de p e rd e r tã o b om a m i­ v e n d e d o r p a r a d o b ra r o p ed id o de
go . E D ick s e n tiu ta m b é m u m a p e n a D ick.
a p e r ta r seu co ra ção , p e n a p o rq u e ele Q u a n d o d iss e ra m a d e u s ao S r.
d eseja v a a g o ra , a rd e n te m e n te , te r P e rk in s, fic a ra m n a esq u in a, c a d a u m
sido u m p ouco m e n o s e g o ísta p a r a com s u a b ic icleta , o lh a n d o p a r a o v e­
com o S r. P e rk in s, e q u e ta m b é m lh o s e n h o r qu e se d is ta n c ia v a .
pud esse te r a seu c ré d ito a lg u n s a to s “É e n g ra ç a d o , d isse D ick, d u r a n te
de b o n d a d e ju n to ao velh o se n h o r, de to d o o v erã o , eu g u a rd e i d in h e iro
que ele p u d esse se re c o rd a r q u a n d o com o u m louco, e fiq u ei em casa, p a r a
estiv esse de v o lta à c id a d e . p o d e r c o m p ra r e s ta b ic ic le ta , e você
“S in to m u ito que o s e n h o r v á e m ­ d eu q u a si to d o o seu d in h e iro , d iv e r­
b o ra, d isse J a c k , sé rio . V am os s e n tir tiu - s e a v a le r e a f in a r a c a b a m o s g a ­
m u ito a su a f a l t a ” . n h a n d o a m e sm a c o u s a ”, ele riu -s e
“V am os m esm o, a c re s c e n to u D ick de bom h u m o r. “A cho. q ue é com o
com h o n e s tid a d e . N a d a p a r e c e r á d i­ a m a m ã e diz: “d a r s a b ia m e n te é u m a
re ito sem a s u a p re s e n ç a a q u i.” o u tr a m a n e ir a de e c o n o m is a r”.
“E eu vou s e n tir f a lta de vocês t a m ­ J a c k n ã o disse n a d a p o r u m m o ­
bém , m e n in o s. Vou s e n tir f a lt a de m e n to , m a s e n q u a n to o lh a v a p a r a a
vocês com o se fossem m e u s p ro p rio s fig u ra do S r. P e rk in s q u e se d e sv a ­
n eto s. E vocês f o ra m tã o b o n s p a r a n e c ia ao lo n g e, e qu e e r a u m d e seu s
m im , disse ele o lh a n d o firm e p a r a m e lh o re s am igos, a s u n ic a s p a la v r a s
Ja c k , m a s v o lta re i n a p rim a v e ra , t e r ­ que a c h o u p a r a d izer fo ra m : — "Ele
m in o u a le g re m e n te , e vocês v ão m e é u m velh o fo rm id á v e l”.
e n s in a r a p la n ta r d e n o v o . E J a c k ,
h á a in d a u m a cousa. N ão sei o que T ra d . p o r S ilv ia C ourrege.

"N ão há, quasi, desgraças na te r r á ; há principalm ente, obstáculos; a vonta­


de sem pre os vence.”

— 167 —
Jo in v ille Depois de um dia em São Paulo E lder
Lee foi a Cam pinas. E stá atu alm en te
No dia 15 de maio de 1948, precisa­ trabalhando com os E lders em C u ritib a .
m ente 119 anos depois da restau ração do Sede Bemvindo ao B rasil, E ld er Lee!!!
Sacerdocio A aronico por João B atista,
realizou-se em Joinville, o m aior b a tis­
mo de um ram o n a h isto ria da Missão C u ritib a
B rasileira. N aquele dia m aravilhoso 12
pessoas en tra ra m nas aguas do rio Os fru to s do trab alh o estão se mos­
Cubatão e foram b atisadas — aum entan­ trando em C uritiba. No dia 27 de maio
do assim o num ero de membros em Jo in ­ p p. realizou-se um grande baile naque­
ville a quasi 110. Mais de 50 pessoas le Ram o. Dizem-se que foi um grande
assistira m o batism o e ficaram assom ­ sucesso com m ais de 250 pessoas p re ­
b rad as pela beleza e sim plicidade da ce­ sentes. As senhoras da Sociedade do
rim onia. Logo após a cerim onia tiv e­ Socorro forneceram e serviram sanduí­
ra m um “ pic-nic” . Fez-se um a foguei­ ches, doces e refrescos.
r a e todos assaram “cachorros quentes” Muitos moços e moças assistiram —
e beberam refrescos. O grupo foi e m ostrando que a mocidade B rasileira
voltou de càminhão, cantando e gozan­ está interessad a em divertim ento de um
do o trajeto . Foi um dia inesquecível alto nivel.
para todos os assisten tes. — C. E . T. Os nossos parabéns, Curitiba.

Novo Missionário
São Miguel
E lder Boyd H . Lee, de S alt Lake City,
desceu do N avio “ SS A rg e n tin a” em Houve dois batism os em São Paulo no
S antos no dia 4 de Junho pp. Chegou mês passado. No dia 5 foi realizado o
aqui na Casa da Missão à tarde do m es­ batism o de três pessoas n a piscina do
mo dia. Muito contente de e s ta r na bôa Club F loresta. Foi um lindo dia e um
te rr a novam ente, depois de 13 dias nr, lindo batismo.
alto m ar, ele disse que está gostando do Mais seis pessoas foram batisad as 110
B rasil m as quer conhecer m ais deste dia 12 de junho n a lagoa do B airro do
g ran d e P aís. Limoeiro. T iveram um pequeno p ro g ra ­
E lder Lee é sobrinho do Apostolo Ha m a de hinos e orações an tes de e n tra r
rold B. Lee. (G aivota de M aio). N as­ na agua. Depois da cerim onia, foram
ceu em S a lt Lake City e foi edueado todos p ara a casa do irm ão Conto e foi
alí tam bem . servido um pequeno e delicioso lanche.

— 168 —
Você Sabia Que ?

1. O prim eiro discurso em publico so­ ses depois, no dia 24 de Ju lh o . Cento e


bre o evangelho por um E lder nesta dis- qu are n ta e oito pessoas fo rm aram esta
pensação foi proferido no dia 11 de abril pequena e corajosa com panhia. <145
de 1830 por Oliver Cowdery, que falou homens, 3 m ulheres e 2 meninos);
num a reuniáo na casa de Pedro W hit­
m er, em F ay ette, Nova York, cinco dias 5. E zra T. Benson, apostolo do Se­
depois d a fundação da Ig re ja . nhor e bisavô do apostolo E z ra T . Ben­
son de nossos dias, foi um dos homens
2. E stá escrito em Isa ía s: "E acon­ da p rim e ira com panhia dos pioneiros.
tecerá nos últim os dias que o m onte da (V eja pág in a 147).
casa de Jeová será estabelecido no cume
dos m ontes, e se rá exaltado sobre os 6. Os pioneiros v ia jaram 3.367 kilo­
outeiros; e concorrerão a ele todas as m etros sobre as planícies, desertos, mon­
nações. ta n h as, e atra v essaram m uitos rios e
ribeiros p a r a chegarem ao vale do Lago
E virão m uitos povos, e dirão: Vinde, Salgado, no “cume dos M ontes.”
e subamos ao Monte do Senhor, à casa
de Deus de Jacó, p ara que nos ensine o 7. A m aior p a rte dos pioneiros via­
que concerne aos seus caminhos, e ande­ ja ra m a pé e h av ia as com panhias de
mos nas suas veredas; porque de Sião carroças de mão (h an d -ca rt com panies)
sa irá a lei, e de Jerusalém a p a la v ra do que cam inharam toda a d istan cia pu­
S enhor!” xando su as p ró p rias carroças. Em duas
destas com panhias fo rm ad as de 1026 pes­
3. E dw ard P a rtrid g e foi designado,
soas, 220 m o rreram no cam inho p o r cau­
pela imposição das mãos, como o p ri­
sa dos sofrim entos e tem po frio .
meiro bispo presidindo a Ig re ja em 4
de fevereiro de 1831. 8. A p a la v ra " U ta h ” é um a p a la v ra
da língu a dos índios e ela significa *'0
4. A prim eira com panhia dos pionei­
Cume dos M ontes.”
ros p a rtiu de W in ter Q u arters em abril
de 1847 e chegou ao "cum e dos mon­ 9. O preço da "G aiv o ta” aum entou
te s” (o vale do Lago Salgado) trê s me­ ao com eçar este m ês.

D ITA M E S

Quando retrib u es in jú ria s por in jú ria , "Q uasi todos os inales não tem fu n ­
pôe-te abaixo do teu inimigo, quando dam ento senão n a nossa im aginação.
dele te vingas, a ele te assem elhas, quan­
São os nossos tem ores do fu tu ro que os
do, porém, perdoa-lhes, colocas-te acim a
■dele. — Benjamin Franklin. aguçam . O sofrim ento presente, g eral­
* ;i * m ente bem leve, não nos b a s ta . Q uere­
Quando vires o mal, combate-o — mos sofrer, além disso, no passado e no
Lincoln fu tu ro .” — Lamemiais.
A MENSAGEM
DA PRIMEIRA “PRESIDENCIA
AOS MEMBROS DA IGREJA
“ O LA R ”

O la r é considerado a residencia do As forças do m al estão trabalhando


homem. É de origem divina e é, po r­ ag o ra p ara d e stru ir o san tu ario do la r.
tanto, um a instituição sagrada. O lar Com o pensam ento que o la r pode for-
é, há m uito tempo, reconhecido como o tificar-se dentro de si mesmo, a Ig re ja
alicerce da sociedade e da nação. “ No está recomendando a adoção de um a
am or do la r nasce o am or à p a tria .” “ noite do la r ”, um a vez p o r sem ana.
A civilização atu al é um produto As instruções da P rim eira Presidenr
do lar, da escola e da ig reja. O cia são as seguintes:
la r é o m ais im portante desses f a ­ Pai’a esse fim aconselham os a inau­
tores. McCullock em seu livro, O L ar, guração da “ N oite do L a r” atrav ez de
O Salvador da Civilização, diz: De todos toda a Ig re ja , ocasião essa em que os
os fato res que entram no am biente da pais e as m ães podem reu n ir seus f i­
criança, ou de qualquer outra pessôa, o lhos e filh as com eles no lar, e ensi­
la r é o m ais poderoso, tan to assim que ná-los a palav ra do S en h o r. . . “ N oite
se pode dizer que o la r faz ou põe a do L a r” deve ser devotada a oração,
perder o ca ráter. A criança desde o hinos, canções, m usica in stru m en tal, le i­
dia de seu nascim ento, du ran te pelo m e­ tu r a das escritu ras, tem as fam iliares, e
nos doze anos, é tão dominada pelas in­ instruções específicos nos princípios do
fluencias do lar, bôas ou m ás, que ela evangelho, e sobre os problem as éticos
é absolutam ente im possibilitada de r e ­ da vida, tão bem como os deveres e as
sisti-las . obrigações dos filhos p a ra com os pais,
Uma responsabilidade definitiva cabt o lar, a ig reja, a sociedade e a nação.
aos pais em prover um la r ideal. U m a prom essa é fe ita às fam ilias qne
A travez das facilidades do la r desen­ desejam ad o tar este plano:
volvem-se todos os virtudes de um a so­ Si os S antos obedecerem este conse­
ciedade nobre; perpetua-se a raça h u ­ lho, prom etem os que serão g randem en­
m ana; constroem -se as bases do c a rá te r; te abençoados. O am or no la r e obe­
promove-se a diligencia; acum ula-se a diencia aos pais crescerão. A fé se
riqueza; cultiva-se a a rte e m antem -se desenvolverá nos corações da juventude
a religião. O ensino no la r é o fa to r de Israel, e g an h arão poder p ara com­
que determ ina praticam ente o fu tu ro de b ater as m ás influencias e tentações que
quasi to d a a hum anidade. Nos lares os ro d eiam .
onde m antem -se ideais elevados, os pais Deve-se lem brar que se o ensino que
e não os professores construirão o a li­ uma criança deve receber no la r fo r n e­
cerce do ca ráte r, os princípios da eco­ gligenciado, a Ig re ja e a escola não pode
nomia, e fé em Deus nos corações de de modo algum com pensar pela perda.
seus filh o s. Os pais devem viver de acordo a
Desde o inicio, a edificação do la r tem adm oestação divina, “ E eles tam bem e n ­
sido um dos principais objetivos desta sinarão seus filhos a o rar e an d ar em
Ig re ja . É considerado tão vital que to r­ retidão perante o S e n h o r.” (D&C
na-se um a instituição perm anente, espe­ 6 8 :2 8) .
rado d u rar p ara a eternidade. Trad. José Cam argo
ANO 1 -NUM . 8 Q aioota AGOSTO -1 9
Primeiro Salmo de David
João de Deus.

Bendito o que não cái em se guiar


Por conselhos de gente depravada,
E em vendo que vai mal, muda de estrada,
E nunca se demora em mau lugar.

Que o seu empenho é só unicamente


A lei de Deus, que estuda noite e dia.
Como a árvore ao pé d’agua corrente,
Dá à seu tem po o fruto que devia.

Nunca lhe cái a folh a: empresa sua


Sai por força conforme o seu intento;
Enquanto o ímpio, o m au trabalha e sua,
E é sempre como o pó, que espalha o vento!

No tribunal, onde há-de ser ouvido,


Não conte com sentença a seu favor;
Que não entra no número escolhido
Dos justos, dos amigos do Senhor.

O justo, Deus bem sabe o seu caminho,


E guia-o não o deixa andar sozinho;
E o caminho do mau, pelo contrário,
E’ beco sem saída e solitário.
Ano I — N.° 8 Agôsto de 1948

“A GAIVOTA”
(T razendo N otícias do E te rn o E vangelho)
ó rg ão
O ficial da M issão B ra sile ira da Ig re ja de Je su s C risto
dos S antos dos Último? D ias
R egistrado sob N .° 66, conform e D ecreto N .° 4857, de 9-11-1939.
Á aainatura A nual no B rasil . Cr$ 30,00 D i r e t o r .Cláudio M artins dos Santos
A ssinatura anual do E x te rio r Cr$ 40,00
R e d a to r:....................................... João Serra
Exem plar Individual ............. Cr$ 3,00
Tôda correspondência, a ssin atu ra s, e rem essas de dinheiro devem ser enviados a :
“A G A I V O T A ”
Caixa P o stal 862 São Paulo — B rasil

ÍNDICE
ED ITO RIA L — Conselho sobre o Conselho ................ Richard L. Evans 170
H om ens e P a la v ra s .......................... .................................................................................caga
A RTIG O S E S P E C IA IS
A lb ert E. B ow en — Um L id e r de Isra el M o d e r n o .............. W arren J. W ilson 171
L em brança do M onte C um orah ........................................... .. . . . . (7.a p a rte ) 172
O Poder da V erdade ........................................... Presidente Heber J. G rant 174
A U X IL IA R E S
Escola D om inical:
V erso S acram en tal p a ra o mês de S etem bro ............................................. 177
E nsaio de Canto p a ra o m ês de S etem bro ................................................ 177
O P rofessor P re p arad o é o S ustentáculo
d a Escola D om inical ...................................... Joseph K. Nicholes 178
P rim á r ia :
A m m on, o F ilho de um Rei ......................................... Lowell Bennion 181
Sociedade de Socorro:
A C aridade T udo E spera, T udo S u p o rta ..................................................... 183
SACERDÓCIO
Serviço do Sacerdocio ........................................................ .... . John A. Widtsoe 185
Lições p a ra os G rupos S acerdotais ................................... W arren J. Wilson 185-6
VÁRIOS
E videncias e Reconciliações:
P orq u e são os S antos dos Ú ltim os D ias
considerados um povo estranho? ............................. João A. Widtsoe 187
Você Sabia Q u e ...? .................................................................. Warren J. Wilson 182
A C apa .............................................................................................. Alberto Valeixo 191
C a rtas ao E ditor e Q uero S a b e r ...! ............................ ............................................. 192
Poesia • • • ........................................................ ................................ João de Deus caj>a
T D i n i T n r N n v T r a ir a ir r& >* $ ? * <r& > r J ^ » ■ & > r fa *■&■><*&><*&><•&*»
JC /JU I l 1 J K J A JL,
%
fftm

%>
rSf% a

| Conselho sobre o Conselho


$
djç, rIr*
fln wt*
i» l
*Jr*
<$, U m a coisa que faz com q u e a m a io r p a r te d a s p esso as se a b o r r e ­
ç a m é re c e b e r u m co n selh o q u e - e la s n ã o d e s e ja m e n ã o p e d ira m
U m a vez ou o u tra , ta n to n a in o c ê n c ia d a ju v e n tu d e , com o n a m a ­
tu r id a d e a u to -s a tis fe ita , n ã o é r a r o p a r a n ó s p re su m irm o s q u e p o d e ­
m os p ro g re d ir se m n e n h u m co n selh o .
P a r a a lg u n s de nós, le v a m u ito te m p o a té q u e a p re n d a m o s que.
o r d in a r ia m e n te te m o s m a is de que a r r e p e n d e r -n o s , q u a n d o n ã o p o ­
m os os nossos co n selh e iro s ao p a r de n o ssa s c o n f id ê n c ia s . E q u a n
. do a lg u e m o ferec e u m c o m e n tá rio ca u te lo so , n ó s, m u ita s vêzes, im -
*£• p a c ie n te m e n te , p e n s a m o s que sa b em o s tô d a s a s re s p o s ta s e n a o n e -
^ c e ssitam o s a d m o e s ta ç õ e s .
jtj. É e s p e c ia lm e n te d ific u lto so p a r a os p a is fa z e r com q ue os filh o s
*** se d e m o re m o te m p o b a s ta n te p a r a o u v ir a s p re c a u ç õ e s d ita s pouco
4Jçj a n te s deles p a rtire m , p o rq u e os jo v e n s a b re m , ra p id a m e n te , o c a m i­
* n h o em d ire ç ã o à s a íd a m a is p ró x im a .
U m a fra s e de u m velh o filósofo e x p re ssa e ssa a titu d e q u asi que
Cf, u n iv e rsa l: “Q u a lq u e r q u e s e ja o se u co n selh o , f a ç a - o b re v e ” . E n -
«jjp tre ta rito , o u tr a c ita ç ã o c h e g a a in d a m a is p e r to do m io lh o do a s s u n -
jb to : “O co n selh o n ã o se to r n a a n tip á tic o sim p le sm e n te p o r se r c o n -
se lh o ; m a s p o rq u e m u ito p o u c a s p esso as sa b e m com o d á - lo ”. O f a to
de qu e o conselho, a s m a is d a s vêzes, n ã o é a p re c ia d o p o d e se r t a n to
p ela f a lta de q u em o d á com o de qu em o re c e b e . S i ele é d a d o com
* excesso de c o n fia n ç a , de u m a m a n e ir a j á b a s ta n te c o n h e c id a , o u com
$ a rro g â n c ia , ele te m p o u c a p ro b a b ilid a d e de a c e ita ç ã o . O co n selh o
o ferecid o em u m a c o n v e rsa ç a o m o d e ra d a te m m u ito m a is possibili -
♦ d a d e s de se r ouvido do q u e o co n selh o q u e n o s é d a d o em fo rm a de
se rm ã o . O co n selh o que d e ix a tr a n s p a r e c e r q u e sa b em o s a lg u m a
i co isa so b re o a s su n to , te m , p ro v a v e lm e n te , m u ito m a is p o ssib ilid a d es
*3* d e se r ouvido do que o co n selh o q u e p re su m e se rm o s in te ir a m e n te
«Jf-» ig n o r a n te s de seu c o n te ú d o . C om "efeito, m u ito s b o n s co n selh o s sã o
re g e ita d o s p o rq u e a lg u e m p re su m e q u e ele p o d e s e r m e tid o à fo rç a
^ n a c a b e ç a de o u tr a p e sso a . N ão to le ra m o s o co n s elh o d essa fo rm a ,
«3jC> n e m m esm o q u a n d o ele é b o m . U m h o m e m q u e tr a z u m a m e n s a -
jf r gem , deve o fe re c e r m a is do q u e u m a sim p les m e n sa g e m . Ele deve
^ p o ssu ir u m p e rfe ito e n te n d im e n to d a s n e c e ssid a d e s e d esejo s d a s o u -
Cfc t r a s p esso as e r e s p e ita r os seu s p o n to s de v is ta : E a q u i e s tá o u tr a
* f ra s e de u m sábio filósofo p a r a to d o d o a d o r de b o n s co n selh o s: —
“Q u a n d o a v id a de u m c o n se lh e iro é c o n h e c id a com o e s ta n d o ac o rd e
<$> co m su a s p a la v ra s, é im possivel que seu s co n selh o s n ã o te n h a m g r a n ­
d e p re p o n d e râ n c ia .” M u ito s b o n s co n selh o s se p e rd e m pelo em p re g o
d e tá tic a s e rrô n e a s, m o m e n to s in o p o rtu n o s, m á u g ê n io . E m u ito s
m á u s co n selh o s são a c e ito s p o rq u e são, a g ra d a v e lm e n te a p re s e n ta d o s .
E m co n clu são , vam o s c ita r dois sin a is in fa liv e is d e sa b e d o ria : U m é
$ a p r e n d e r com o d a r co n selh o s e o o u tro é a p r e n d e r com o rec eb ê-lo s

ELD ER R ICH A RD L . EVANS.


*
v jv v jy wjw wjv wTJw vjw wjv JJw wjw
rJS rír>r&
wjw
>r$í> efoffaefa
wjw «^y «JJw wjv b
ALBERTO E BOWEN
Um dos L ideres de Israel M oderno

P or Warren J. Wilson

a tra b a lh a r p ara g an h ar a vida q u o ti­


diana. F oi seu trab alh o co n stan te e
sua econom ia q ue tornou possivel sua
aspiração: a de obter um a educação
profissional.
E lder Bowen ganhou um diplom a
na U niversidade de B righam Young.
(N aquele tem po a u n iv ersid ad e esteve
na Cidade d e Logan. A tu alm en te está
em Provo, U ta h ). Depois de fo rm a r-
se, E lder Bow en foi cham ado a cum ­
p rir um a m issão na A lem anha. Ficou
lá tres anos pregando o Evangelho
R estaurado.
Ao v o ltar p ara os Estados U nidos,
ele aceitou um a posição n a u n iv e rsid a­
de e ensinou p o r diversos anos. Isto
foi o começo' de um a possivel ca rre ira
n otável como educador, porem , ele de­
cidiu estu d ar a lei. Em 1911 ele se
form ou n a U niversidade de Chicago
com a distinção de D outor da Lei.
V oltou a L ogan e com eçou sua ca r­
re ira de advogado, m orando ali até
1920 quando m ud o u -se p ara a Cidade
ALBERT E. BOWEN do Lago Salgado.
E lder Bow en foi e é um m em bro
O nascim ento de um filho abenço&u m uito ativo na Igreja. S erviu q u atro
o la r hum ilde de D avid e A nnie Sha- anos como su p erin ten d en te da Escola
ckleton Bowen, no dia 31 de O utubro D om inical e em 1922 foi designado
de 1875. N aquele dia o setim o íilho m em bro d a D iretoria G eral da Escola
desse am avel casal nasceu em H ender- Dom inical, onde p resto u ótim o serviço
son C reek no estado de Idaho. até a designação à su p erintendencia da
A infancia e a ju v e n tu d e de A lbert A .M .M . em 1935.
E. Bow en foram vividas num am bien­ Em A bril de 1937 ele foi escolhido
te p ioneiro na fazenda de seu pai. Os e cham ado p ara ser um m em bro do
pais foram convertidos à Ig re ja n a In ­ conselho dos doze apostolos.
g la te rra e v ia jaram atra v és as p la n í­ E ’ com m uito orgulho que lhes a p re­
cies p a ra ju n ta rem -se com o corpo da sentam os neste num ero da “A G aivota"
Ig reja na C idade do Lago Salgado. o nosso A postolo bem am ado, o E lder
Logo na vida E lder B ow en aprendeu A lbert E. Bowen.

— 171 —
Lembrança do Monte Cumorah
A B íblia rela ta a p artid a do S alv a­ abandonar os seus m aravilhosos T em ­
d o r d eix ando seus discípulos n a P a ­ plos, palacios e g ran d es cidades, p ara
lestina. Ele lhes diz que v ai v isitar escapar dos L am an itas, chegando' atè
o utro reb anho, não do aprisco d e J e - m esm o tão longe como o Estado de
rusalem . Sem duvida este rebanho' era Nova York, onde e n te rra ra m algun*
o povo das regiões do L ivro de M ór­ dos seus reg istro s no M onte C um orah,
mon, e o rela to no T erceiro N ephi r e ­ os q uais fo ram encontrados pelo P ro ­
g istra os te rrív e is acontecim entos que feta Jo seph Sm ith.
p reced eram a vin d a de C risto, tais
como g ran d es m odificações no contor­
no d a te rra , cidades incendiadas, la ­ OS IN D ÍG EN A S MODERNOS P A R E ­
gos ap arecendo em lu g ares onde a CEM-SE COM OS ANTIGOS
te rra era árid a e grandes m on tan h as HEBREUS
tom ando lu g ares de planícies. G eólo­
gos ad m item agora que os A ndes são N um artigo da A ssociated P re ss d a ­
de origem recente, possivelm ente de 3 tado d e I de Maio d e 1931, d á um a
o u 4 m il anos atrás. As convulsões na descrição d o encontro p o r V enturello
n atu reza, d escritas pelo L ivro de M ór- (de T urim , Ita lia ) , de u m a trib u de
m on d atam de ap ro x im ad am en te 2 m il indios conhecidos como os A ruacos em
anos atrás. M adalena, um dos m aiores estados da
Colombia.
As tradições dos nativos em m uitas
E sta tr ib u tem os costum es e vestes
regiões testem u n h am este período de
idênticas aos h eb re u s d a P alestina. As
d estru ição com a vinda de Q uetzalcoatl
m ulh eres usam v éu s e os chapéus dos
acom panhando-o tre s dias e tre s noi­
hom ens são sem elhantes ao do c e ri­
tes d e trev a s ta l como relatad o no L i­
m onial ju d eu , u m a especie de tu r b a n ­
vro de M órmon.
te. Os hom ens usam cabelos co m p ri­
dos e p en tea m -se cuidadosam ente.
E sta p ergunta é sem pre feita pelos S uas vestes p are cem -se com as dos po­
arqueólogos: “O que causou o rep en ­ vos que vivem n a A sia M enor, e as­
tino fim de um a g ran d e civilização sem elha-se tam bem no colorido.
com o m o stra o abandono de grandes
cidades e regiões in te iras do p aís?” RELAÇÃO EN TRE AS PALAVRAS
A lguns respondem esta p erg u n ta su­ HEBRAICAS E INDÍGENAS
gerindo a possibilidade de prag as ou
g ran d es secas que os fizessem m u d a r E stu d an tes d as linguas de v aria s tri-
p a ra o u tras regiões. Nós sabem os a b us indigenas tem afirm ad o q u e m u i­
resposta pelo L ivro de M órm on: tas p alav ras são de construção hebraica.
Q uando o povo se esqueceu do g ra n ­ A lista que segue m o stra a sem elh an ­
d e exem plo dado pelo S alvador, q u a n ­ ça em significado e pron u n cia d e m u i­
do Ele os visitou e depois de 400 anos tas p alav ras ju d aicas e indigenas, e a
d e v iv er, de acordo com os Seus en ­ sem elhança é ta n ta que elas não pen­
sinam entos, eles to rn aram -se d esleix a­ dem ser assim construídas p o r m era
dos e indiferentes caindo novam ente coincidência. E sta p ro v a d a v eracid ad e
em pecado. E ntão veiu o castigo con­ do L ivro de M órm on com u m a p re ­
form e o. prom etido, pois o ataq u e dos p o n d eran te peso, pode-se a v a lia r le­
L am an itas em p u rro u os N ep h itas de vando-se em consideração tudo o que
um a região p ara o u tra, fazendo-os lemos.

— 172 —
INDÍGENA HEBRAICO SIGNIFICADO

Yáoewawk Jehovah Jeová


Ale Ale Deus
Abba Abba Pae
Phale Phalae Rezar
Nichir Neher Nariz
Korah Kora Inverno
Na Na Agora
Awah Eweh Esposa
Tsa Tsur Pedra
Y u lik Illek Estes
Heru hara Hara hara Muitoi quente
Kesh Kish Retaguarda
Phaube Phaubac Soprar

H á centenas de nom es indios, p a la ­ C risto en tre os n ativos da A m erica


vras e frases que são sem elhantes em afim de estabelecer S ua Igreja.
som e significado, porem o espaço não E ld e r T en n y v isitou esta trib u m e­
perm ite m ais reproduções. As acim a xicana afim d e ap re n d er seus costu­
são suficientes p ara p ro v a r conexão m es e fazer-lh es algum as pregações.
e n tre as linguas hebraicas e indias (o u ­ Eles vivem em m o n tan h as e flo restas
tra p ro v a de que os heb reu s tinham em S onora e em regiões de dificil aces­
conexão com os prim eiros h ab itan tes so q u e as vezes se to rn a im possível
deste C ontinente. vê-los.
No m useu de G oshoctcn, Ohio, estão Sendo n aq u ela epoca a religião Ca­
as “P ed ras S agradas d e N ew ark ” , as tólica a religião do E stado e p ra tic a ­
quais contem inscrições hebraicas. Fo­ da pelos serviços públicos, onde tudo
ram descobertas p o r D avid W yrick, era Católico, os nativos tin h a m um a
perto de N ew ark, E stado d e Ohio, em religiãoi sag rad a e culto sagrado, a
1860 e varios peritos tendo-a ex a m i­ q ual eles p raticav am em segredo. E l­
nado dem crad am en te d eclararam sua d er T enney re la ta que p a ra sua g ra n ­
autenticidade. Mr. W yrick declara ser de surpresa, eles tin h am um “q u o ru m ”
esta um a prova de que foram os h e­ de 12 apostolos, o q u al eles diziam te r
b reu s os construtores dos trab alh o s d e sido organizado e n tre eles p o r Jesu s
te rra e m u ralh as do Oeste. Em um a C risto em pessoa, q uando E le esteve
das p ed ra s está desenhada um a figura no C ontinente, e o q u al sem pre esteve
que rep resen ta Moisés, em o u tra está organizado desde aq u ela época. Eles
um ex tra to dos 10 m andam entos. A clam am ferv o ro sam en te que este apos-
segunda p ed ra foi encontrada a 22 q u i­ tolado lhes foi d ado d u ra n te u m a v i­
lôm etros da p rim e ira e em cim a de sita pessoal de Je su s C risto e n tre eles.
um m onticulo de te rra. Q uando perguntado' se tudo isto não
lhes te ria sido ensinado pelos p rim ei­
OS DOZE A PO STA LO S OU OS DOZE ros p ad res espanhóis, responderam :
DISCÍPU LO S DE CRISTO AINDA SÃO “N ão” , que C ôrtês e seu povo não vie­
CONHECIDOS DOS IND IG EN A S ram a té eles e que sua religião era
YANQUIS m uita antiga, an tes m esm o de Côrtês
h av e r chegado.
A Seção da Ig re ja no D eseret News, Dissecam que ela v iera de um a d i­
em 16 de Ja n e iro de 1932, nos d á a re ta v isita de Cristo., que organizou os
evidencia quanto ao aparecim ento de (C ontinua na pág. 180)

— 173 —
0 PODER I
“ P ara o indivíduo não h á ta l cousa como verdade te ó rica;
um a g ran d e verdade que não é inteiram ente absorvida pela
nossa m ente e vida, e que não se tornou um a p a rte in sep ara-
vel de nossa vida não é um a verdade rea l p a r a nós” .

William George Jordem.

“ Se conhecemos a verdade e não a vivemos, nossa vida é


j um a m e n tira ” .
William George Jordan.

E u me correspondi por m uitos anos, viver corajosam ente nossas vidas em


até a sua m orte, com um homem que harm onia com nossos ideais; é sem pre
acudia pelo nome de W illiam George Jo r- — poder” .
dan e que escreveu um livro intitulado “ A verdade sem pre d esafia com pleta
"O Poder da V erdade” . definição. Como a eletricidade ela só­
Caiu-me po r sorte num ano d istrib u ir m ente poder se r explanada notando-se
m ais de sete mil cópias do prim eiro en­ suas m anifestações. E la é a bússola da
saio deste livro dos quais m ais de cinco alm a, o g u ard ião d a conciência, a p ed ra
m il foram por mim auto g rafad o s e caiu- de toque fin al do d ire ito . A verdade é
m e por sorte a u to g ra fa r en tre 2500 a a revelação do ideal; m as é tam bém um a
3000 exem plares do livro. E u comprei v inspiração p a ra re a lis a r esse ideal, um
4.000 exem plares da edição inglesa des­ constante im pulso p a ra vive-lo” .
te livro quando me achava em missão na
E u ro p a, h á tr in ta e cinco anos passados. “ P a ra o indivíduo não h á ta l cousa
E u tin h a um a c a rta do a u to r expres­ como verdade teó rica; um a g ran d e v er­
sando a opinião de que ele si tin h a con­ dade que não é absorvida in teiram en te
vencido, por investigação pessoal, que pela nossa m ente e vida, e que não se
m ais de que qualquer o u tra religião com tornou um a p a rte inseparavel do nosso
a qual ele e ra fam iliar, a religião que modo de viver, não é um a verdade rea l
temos adotado e sabemos ser verdadeira, p a ra n ó s. Se conhecemos a verdade é
produz dividendos de m elhores vias in- não a vivemos, nossa vida é um a m en­
. ividuais, e um a religião é de valor até tir a ” .
ao ponto em que m elhora a condição do “ Se nós, porém, vivemos pela verdade
homem que a adota. que conhecemos, e sem pre procuram os
E u su g e riria a todos os jovens que sa b er m ais, nós nos pomos n a atitu d e
aprendessem decor pelo menos os p ri­ e sp iritu al de receptividade p a ra conhe­
m eiros q u atro p a ra g ra fo s im pressos cer a verdade n a intereza de sua fo r­
abaixo, e eu espero que eles lhes sejam ça”.
um a estre la g u ia atrav és da jo rn a d a da
v id a. * * *
“ A verdade é o alicerce de rocha de
todos os gran d es c a racteres. E ’ lealda­ “ E nsine a crian ça em m il m aneiras,
de ao d ireito como nós o conhecemos; é d iré ta e indirétam ente, o poder da ver-

— 174 —