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Lição 1 – E recebereis a virtude do

Espírito Santo
06/10/19
TEXTO DO DIA
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins
da terra.” (At 1.8)
SÍNTESE
A virtude do Espírito Santo é a promessa que Deus fez ao crente fiel, cumprida no
dia de Pentecostes.
Agenda de leitura
SEGUNDA – Jl 2.28,29: A promessa da efusão do Espírito Santo
TERÇA – At 1.4: O local do cumprimento da promessa
QUARTA – At 1.12,14: A condição para o cumprimento da promessa
QUINTA – At 2.4: Todos ficaram cheios do Espírito Santo
SEXTA – At 2.1,2: Um derramamento repentino
SÁBADO – At 2.14: Poder para testemunhar
Objetivos
I – APRESENTAR o livro de Atos e suas características principais;
II – MOSTRAR as promessas acerca da vinda do Espírito Santo no Antigo e Novo
Testamento;
III – DESTACAR o propósito da promessa da virtude do Espírito Santo na vida
do crente.

Interação
Antes de Jesus ser levado para o céu, instruiu seus discípulos a evangelizarem e
ensinarem todas as nações (Mt 28.19,20). O livro de Atos detalha o testemunho dos
primeiros cristãos e o crescimento da Igreja. Contudo, Jesus também ordenou que
eles ficassem na cidade de Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder
(At 1.8). Eles obedeceram e no dia de Pentecostes todos foram cheios do Espírito
Santo e equipados para espalhar as Boas Novas pelo mundo. Atos é o único livro
bíblico que narra a história da Igreja após a ascensão de Jesus e o derramamento do
Espírito Santo.
Era um pequeno grupo de crentes temerosos, mas depois do cumprimento de
Atos 1.8, os crentes movidos pelo Espírito Santo, espalharam o Evangelho por toda
a terra com demonstrações de poder e milagres. Que neste trimestre sejamos todos
cheios do Espírito Santo e que venhamos experimentar os milagres do Senhor em
nossas vidas.
Orientação Pedagógica
Caro professor (a), inicie a aula fazendo a seguinte pergunta: “Qual é o papel do
Espírito Santo na vida do crente e na Igreja?” Palavras como “poder”, “consolo”,
“santificação”, “instrução” poderão ser ditas. Depois os indague novamente
perguntando: “Que poder o Espírito Santo nos dá especificamente?” Embora sejam
verdades fundamentais de nossa fé e pareçam óbvias, é importante essa discussão
inicial para despertar a conscientização dessas questões. Explique, na primeira
aula, que o livro de Atos não é apenas um livro histórico sobre o início da Igreja.
Nele encontramos verdades que contribuem para o consolo, a edificação e
exortação da Igreja atual.
Texto bíblico
Atos 1.1-14
1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só
a fazer, mas a ensinar,
2 até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos,
pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;
3 aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e
infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que
respeita ao Reino de Deus.
4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém,
mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.
5 Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o
Espírito Santo, não muito depois destes dias.
6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor,
restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?
7 E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai
estabeleceu pelo seu próprio poder.
8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-
me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos
confins da terra.
9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o
recebeu, ocultando-o a seus olhos.
10 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles
se puseram dois varões vestidos de branco,
11 os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu?
Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para
o céu o vistes ir.
12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está
perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.
13 E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e
André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote,
e Judas, filho de Tiago.
14 Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as
mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos.
INTRODUÇÃO
Estudaremos neste trimestre o livro de Atos dos Apóstolos, em especial os milagres
que aconteceram na Igreja Primitiva. Este livro é singular para o crente e para a
Igreja, pois nele recebemos, de Jesus, suas últimas palavras ainda aqui na terra e o
que devemos fazer até que Ele volte.
Obedecendo as às instruções do Mestre, os discípulos aguardam a promessa da
vinda do Espírito Santo (At 1.4) e com o Pentecostes nasce à Igreja de Cristo. Sinais
e maravilhas acompanharam o início da Igreja, apesar das dificuldades e
perseguição. Cremos que o Espírito que realizou grandes coisas, por meio da Igreja
naquele tempo, é o mesmo que está disponível para nós hoje. Estudemos este livro
com apreço e fé, crendo que o Senhor deseja derramar seu poder em nosso meio.
I – O LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS
1. Aspectos gerais. Atos dos Apóstolos retrata o início da Igreja a partir da descida
do Espírito Santo. O livro registra a promessa de que Jesus voltará, mas essa
promessa mostra algo que precisava ser realizado, pelos seus discípulos, antes do
seu retorno: a expansão do Evangelho em Jerusalém e até os confins da terra (At
1.8). Para contribuir de modo efetivo com a expansão do Evangelho, os discípulos
poderiam contar com a capacitação proveniente do Espírito Santo, além da
operação de milagres que glorificaria o nome do Senhor Jesus. Alguém já sugeriu
que o nome do livro poderia ser “Atos do Espírito Santo” em virtude da sua atuação
constante por toda a obra. Os personagens principais do livro são: Pedro, Filipe,
Estêvão e Paulo. Esses homens foram poderosamente usados por Deus para a
expansão do Reino de Deus aqui na terra.
2. Gênero literário. O livro de Atos é uma continuidade de um dos quatro
Evangelhos, a saber, o de Lucas. Na verdade, o Evangelho de Lucas e Atos são dois
volumes de uma mesma obra, demonstrado no início dos dois livros nas
dedicatórias e na referência ao “primeiro relato” em Atos 1.1. Os outros Evangelhos
não relatam muito sobre o que ocorreu depois da ressurreição de Jesus, mas apenas
Lucas nos dá mais detalhes como a ascensão e o que seguiria (Lc 24.52). Isso nos
mostra que o autor de Lucas, o mesmo de Atos, está interessado no que acontece
depois, e vai abordar isso no livro de Atos.
3. Autoria e data. O autor do livro de Atos é Lucas, o mesmo que escreveu o
terceiro Evangelho. Lucas, o “médico amado”, provavelmente de Antioquia, foi
companheiro de viagem de Paulo. Homem culto, escreveu o Evangelho com mais
detalhes a respeito da vida de Jesus em um grego versátil com finezas gramaticais.
Embora não tenha sido um apóstolo nem tenha conhecido a Jesus pessoalmente,
seus escritos são fonte de uma “acurada investigação de tudo desde o princípio”,
como ele mesmo diz em Lucas 1.3.
O livro foi escrito, provavelmente, entre os anos 69-79 d.C., no Império Romano
na liderança de Vespasiano.
Pense
Por que o livro de Atos não se encaixa nas outras categorias de livros do Novo
Testamento?
Ponto Importante
O livro de Atos é fundamental para conhecermos como se deu o início da Igreja
Primitiva e a expansão do Reino de Deus no primeiro século.
II – A PROMESSA DA VINDA DO ESPÍRITO SANTO
1. Promessa feita no Antigo Testamento. Deus já havia falado séculos antes, por
meio do profeta Joel, que derramaria seu Espírito sobre toda carne. Os filhos e filhas
profetizariam, os velhos sonhariam e os jovens teriam visões. Sobre servos e servas,
Deus derramaria do seu Espírito (Jl 2.28,29). Isso aconteceria “depois”, ou seja,
nos últimos dias. Esses últimos dias iniciaram-se justamente com a vinda, morte e
ressurreição de Jesus. Então vivemos esses “últimos dias” independentemente de
quão longe de fato eles estejam. O fato é que o profeta do Antigo Testamento alerta
de que nos últimos dias haveria um derramamento do Espírito de Deus. Logo após
o Pentecostes, Pedro confirma essa promessa quando, em seu discurso, explica ao
povo que tudo que tinham visto e ouvido era apena o cumprimento da promessa
(At 2.14-26).
2. Promessa feita no Novo Testamento.
Quando João Batista apareceu em cena falando de seu propósito, deixou claro ao
povo que ele batizaria com água para arrependimento, mas aquele que viria depois
dele batizaria com o Espírito Santo e com fogo (Lc 3.16). Quando Jesus foi até João
para ser batizado no rio Jordão, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma
corpórea, como uma pomba (Lc 3.21,22).
Jesus também fez menção da descida do Espírito Santo quando estava no último
dia da Festa dos Tabernáculos. Nesta ocasião, Ele fez um convite a todos que
tinham sede, pois quem nEle crê, como diz a Escritura, rios de água viva correram
do seu ventre (Jo 7.37). Jesus estava se referindo ao Espírito Santo, pois Ele ainda
não havia sido glorificado (Jo 7.37-39. Deus cumpre suas promessas e sua Palavra
não falha.
3. Orientações sobre o cumprimento da promessa. No início do livro de Atos,
o autor narra que Jesus, depois de ter ressuscitado, apresentou-se aos apóstolos com
muitas provas incontestáveis e falou a respeito do Reino de Deus, determinando
que não se ausentassem de Jerusalém até que a promessa do Pai se cumprisse (At
1.3,4). Jesus deu uma ordem e a obediência é sempre necessária para que suas
promessas se cumpram em nossas vidas, como aconteceu com aqueles discípulos
de Jesus.
Mediante a orientação de Jesus aos seus discípulos para que ficassem na cidade
de Jerusalém até que fossem do alto revestidos de poder, os discípulos perguntam
se era naquele tempo que Jesus restauraria Israel. Não entenderam a amplitude da
promessa. Não era sobre quando nem apenas sobre Israel. Então Jesus explica que
a promessa não era sobre ficar especulando tempos e datas, mas se tratava de poder
para testemunhar as Boas Novas até os confins da terra.
Pense
Deus não retarda as suas promessas. Ele faz tudo no tempo certo.
Ponto Importante
Deus é senhor do tempo. Ele cumpre com as suas promessas, ainda que alguns não
creiam.
III – O PROPÓSITO DA PROMESSA
1. Poder para testemunhar. Jesus deixa claro aos seus discípulos que a virtude,
ou poder do Espírito Santo que receberiam, era para conceder poder para
testemunhar. Sem poder não há testemunho eficaz. Não podemos confundir poder
divino com barulho ou movimentação. Nem sempre cultos e pessoas “barulhentas”
estão realmente cheias do Espírito Santo. Ser cheio do Espírito Santo é viver uma
vida de santidade, cujas ações glorificam o nome de Jesus.
Em um julgamento, a testemunha só fala quando solicitada. Embora
compreendamos que devemos, sim, falar de Jesus Cristo sempre que tivermos a
oportunidade, uma vida de poder começa pelo testemunho mediante o
comportamento, as ações. Tomemos como exemplo a mulher sunamita em relação
a Eliseu. A mulher disse ao seu marido que aquele que sempre passava por eles era
um santo homem de Deus (2 Rs 4.9).
2. Alcançar todos os povos.Quando Jesus ordenou aos discípulos pregarem na
Judeia, Samaria e até aos confins da terra, Ele estava mostrando como alcançar o
mundo de forma simultânea e constante. Os crentes que foram dispersos pela
perseguição que se dera no primeiro século, espalharam, mediante a pregação da
Palavra, o Evangelho até os confins da terra (At 8.4-6). Hoje não é diferente. Deus
deseja que sejamos cheios do Espírito Santo para transpormos as barreiras culturais
e, independentemente de onde estivermos, alcancemos pessoas para Cristo. Isso
não é uma tarefa apenas dos missionários, mas de todos que fazem parte da Igreja
de Cristo (Mt 28.19,20).
3. Perseverar em oração. Depois que receberam de Jesus a promessa do
Espírito Santo os discípulos voltaram para Jerusalém e foram diretamente para o
cenáculo. Ali, juntamente com as mulheres, se reuniam para orar e buscar ao Senhor
(At 1.14). É interessante notar que eles não ficaram ociosos enquanto esperavam a
promessa. Eles se entregaram à oração. Algumas pessoas erroneamente
pensam: Se Deus prometeu Ele vai cumprir, não importa o que eu faça. Não! A
promessa os impulsionou a buscar mais ao Senhor e perseverar em oração. Essa
deve ser a atitude de cada crente que já recebeu as muitas promessas registradas na
Bíblia. Uma vida de busca ao Senhor, em oração, deve ser o desejo do jovem que
almeja que os planos de Deus se cumpram em sua vida (1 Ts 5.17).
Pense
Por que Jesus fez a promessa do recebimento da virtude do Espírito?
Ponto Importante
Jesus já tinha avisado aos seus discípulos que eles receberiam o Espírito Santo e
poder para testemunhar por todo o mundo (At 1.8).

SUBSÍDIO
“Paulo acreditava que ‘tudo que dantes [isto é, no Antigo Testamento] foi escrito
para nosso ensino foi escrito’ (Rm 15.4), também os pentecostais acreditam que
tudo que está registrado em Atos, nos Evangelhos ou nas Epístolas, tem o propósito
de instruir. Há motivo suficiente, portanto, para concluir que Lucas pretendia
ensinar a Teófilo um modelo que este podia considerar normativo para a
formulação de doutrina, prática e experiência.
Os pentecostais não estão sozinhos na posição teológica quanto às narrativas
históricas. I. Howard Marshall, evangélico não pentecostal de destaque, propõe que
Lucas era tanto historiador quanto teólogo. Sendo correta a opinião de Marshall, o
material de Lucas, da mesma forma que o dos demais teólogos do Novo
Testamento, é fonte válida para as normas de doutrina e prática cristãs. Menzies
observa que há ‘um corpo crescente de erudição substancial que aponta na direção
de uma nítida teologia lucana do Espírito em Lucas/Atos, apoiando o conceito da
‘normatividade’. Gary B. McGee cita mais estudiosos com opiniões semelhantes a
respeito da natureza teológica dos escritos de Lucas. Conclui: ‘Hermeneuticamente,
portanto, os pentecostais fazem parte de uma linhagem respeitada e histórica de
cristãos evangélicos que têm reconhecido legitimamente que Atos dos Apóstolos é
um repositório vital de verdades teológicas'” (HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática. Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996).

CONCLUSÃO
A promessa do recebimento da virtude do Espírito foi afirmada no Antigo
Testamento e ratificada no Novo. Tal revestimento de poder não foi somente para
as pessoas nos dias de Jesus, mas para todos que creem até os dias de hoje. Deus
deseja que recebamos essa virtude para sermos suas testemunhas até os confins da
terra.
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HORA DA REVISÃO
1. Por que o livro de Atos é diferente dos demais?
Porque ele é o único livro que trata especificamente do que aconteceu depois da
ascensão de Jesus. Ele não é um Evangelho e também não é uma Carta, mas é um
livro histórico e ao mesmo tempo doutrinário.
2. Cite um exemplo da promessa do derramamento do Espírito Santo feita no
Antigo Testamento.
O profeta Joel fala da promessa de Deus sobre a vinda da virtude do Espírito (Jl
2.28,29).
3. Quais as instruções de Jesus para se cumprir a promessa?
Que eles, os discípulos, ficassem em Jerusalém.
4. O que os discípulos fizeram enquanto aguardavam a promessa?
Eles ficaram em Jerusalém conforme Jesus havia pedido e perseveraram em oração
(At 1.12-14).
5. Por que é importante o crente buscar a virtude do Espírito?
É importante, pois o revestimento de poder do alto nos ajuda a sermos testemunhas
de Cristo e a realizarmos sua obra.
fonte: CPAD

Lição 2 – E todos foram cheios do


Espírito Santo
13 de outubro 2019
TEXTO DO DIA
“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”
(At 2.4)
SÍNTESE
Conforme havia prometido Jesus, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio,
todos foram cheios e falaram em novas línguas.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – At 2.1 A união de propósitos
TERÇA – Mc 16.17 A promessa de falar novas línguas
QUARTA – At 2.4 Falando em outras línguas
QUINTA – Lc 24.49 O Espírito Santo como revestimento de poder
SEXTA – Rm 15.19 Pregando no poder do Espírito Santo
SÁBADO – Gl 5.16 Andando no Espírito
DOMINGO – 1 Jo 3.24 O Espírito Santo como um presente divino
OBJETIVOS
I – MOSTRAR a expectativa da promessa no Pentecostes;
II – DESTACAR os sinais que ocorreram no Pentecostes e que evidenciaram que
todos foram cheios do Espírito Santo;
III – MOSTRAR o propósito do Espírito Santo na vida do crente. Interação
INTERAÇÃO
No dia de Pentecostes, marcado pela descida do Espírito Santo, um novo tempo
foi estabelecido para os cristãos. Naquele dia algo sobrenatural aconteceu e
transformou todos aqueles que estavam orando no cenáculo. Muitos na atualidade,
infelizmente, não acreditam que o que aconteceu no Pentecostes é para os nossos
dias. No entanto, o Senhor Jesus continua curando, salvando e batizando com o
Espírito Santo. Na aula desse domingo, estudaremos a respeito da descida do
Espírito Santo no dia de Pentecostes.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Inicie a aula fazendo as seguintes perguntas: “O que o Espírito Santo realiza na
vida do crente?” Como era sua vida antes do batismo com o Espírito Santo e como
ficou depois?” Deixe-os falar e pergunte se lembram de textos bíblicos que apóiem
suas respostas. Estimule-os a refletirem a respeito das características que uma
pessoa cheia do Espírito Santo deve ter. Peça que destaquem pessoas que eles
consideram serem cheias do Espírito Santo.
TEXTO BÍBLICO
Atos 2.1-13
1 Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e
encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram
sobre cada um deles.
4 E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações
que estão debaixo do céu.
6 E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada
um os ouvia falar na sua própria língua.
7 E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são
galileus todos esses homens que estão falando?
8 Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
9 Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e
Capadócia, e Ponto, e Ásia,
10 e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos
(tanto judeus como prosélitos),
11 e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das
grandezas de Deus.
12 E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que
quer isto dizer?
13 E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
INTRODUÇÃO
Conforme Jesus havia prometido, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi
derramado sobre aqueles que aguardavam a promessa. Esse evento foi a
confirmação de que os discípulos seriam cheios de poder para poderem testemunhar
com ousadia e impactar seus ouvintes acerca do que conheciam. Alguns sinais
foram experimentados apenas naquele dia, como o som semelhante a um vento
impetuoso e as línguas partidas como que de fogo sobre a cabeça deles, mas a
promessa da vinda do Espírito Santo como revestimento de poder, com o falar em
línguas estranhas, continua real em nossos dias. A descida do Espírito Santo marcou
o início de um novo tempo em que aqueles primeiros cristãos seriam capacitados e
impelidos a levaram o Evangelho. A divulgação das Boas Novas não ficaria restrita
a Jerusalém ou somente a Israel, mas para toda a terra (At 1.8). A vinda do Espírito
tem essa finalidade na vida do crente, de fazê-lo testemunhar do amor de Cristo a
todos, sem distinção.
I – A EXPECTATIVA PARA A PROMESSA
1. Unidos no mesmo propósito. A partir do momento que Jesus ordenou que os
apóstolos não se ausentassem de Jerusalém, eles permaneceram unidos ali.
Voltaram para a cidade juntos, foram ao cenáculo juntos, decidiram o substituto de
Judas juntos (At 1.24,25) e continuaram juntos no dia de Pentecostes quando desceu
o Espírito Santo.
Há poder na unidade. O salmista declara que “quão bom e quão suave é que os
irmãos vivam em união!” (Sl 133.1). Deus se agrada quando seus filhos estão
unidos, e Ele se manifesta quando estão imbuídos no mesmo propósito. Certa vez,
Jesus afirmou: “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca
de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus”
(Mt 18.19). No cenáculo, todos estavam no mesmo propósito, em concordância
aguardando a promessa do Espírito Santo.
2. Oração, indispensável para o cumprimento da promessa. Alguém já
sugeriu que a oração é a forma que temos de tocar os céus. Sim, a oração do crente
é ouvida por Deus, mesmo naqueles momentos que nos sentimos fracos
espiritualmente, o Senhor está com seus ouvidos atentos à nossa voz. O profeta
Isaías nos lembra: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não
possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir” (Is 59.1).
A Bíblia relata que aqueles homens e mulheres “perseveraram unanimemente
em oração e súplicas” depois de ter recebido do próprio Jesus a certeza da vinda do
Espírito Santo. Nunca devemos pensar que somente pelo fato de termos recebido
uma promessa divina não precisamos mais orar. Ao contrário, a oração deve ser a
“mola propulsora” do crente que deseja que Deus realize todos os seus planos em
sua vida. Mesmo aquela oração breve, mas com fervor, é válida. Como disse o
pregador e escritor John Bunyan: “Na oração, é melhor ter um coração sem palavras
do que palavras sem um coração”.
3. A imprevisibilidade da sua chegada. O texto nos mostra que aqueles
homens e mulheres estavam numa grande expectativa pelo cumprimento da
promessa. Todos juntos no mesmo lugar, em oração, e restava apenas a vinda
daquEle que é o Consolador e que os encheria de poder. E, de repente, sem aviso
prévio, veio um som do céu “como de um vento impetuoso” (At 2.2). Embora
aquelas pessoas aguardassem a promessa, elas não tinham ideia de quando ia
acontecer de fato. Deus age assim em nossas vidas; de repente, Ele cumpre e envia
sua bênção sobre nós. E muitas vezes isso acontece quando apenas descansamos
nos seus braços e aguardamos o seu tempo.
Pense
Qual deve ser nossa atitude enquanto aguardamos uma promessa de Deus em
nossas vidas?
Ponto Importante
A busca contínua por Deus deve caracterizar nosso viver enquanto aguardamos
algo da parte do Senhor. Uma vida piedosa de oração nos dará mais paz no período
de espera.
II – CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO
1. Sinais da presença do Espírito Santo. Quando da descida do Espírito Santo no
dia de Pentecostes, alguns sinais sobrenaturais aconteceram. Primeiro um “som”
do céu como de um vento. Depois do som, diz o texto diz que foram vistas “língua
repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” (At 2.3).
João Batista já havia falado do batismo “com o Espírito Santo e com fogo” (Mt
3.11). Na Bíblia, o fogo simboliza “purificação” e é um sinal da atuação divina.
2. Falando em outras línguas. A Bíblia relata que “todos foram cheios do
Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo
lhes concedia que falassem”. Esse sinal, as línguas estranhas, demonstrou
claramente que era algo divino acontecendo naquele local, pois aqueles homens, de
repente, começaram a emitir palavras de uma língua desconhecida. Falavam aquilo
que o Espírito Santo concedia que proferissem. O termo usado no grego refere-se a
um falar inflamado ou entusiasmado. Eles não estão pregando, mas exaltando a
Deus no poder do Espírito naquele momento especial. Não foi a jubilosa oração em
línguas do grupo de discípulos que levou aquelas pessoas ao arrependimento, mas
a pregação poderosa de Pedro. Porém as línguas foram sim um sinal de que aquele
acontecimento era divino. Por isso, afirmamos que o batismo no Espírito Santo tem,
como evidência inicial, o falar em novas línguas.
3. Alcançando outras nações. Interessante perceber que havia naquele dia
pessoas de muitas nações, em torno de 15 regiões do vasto Império Romano. E eles
entenderam o que fora dito em suas línguas maternas. Aquele episódio marcou o
começo da Igreja cristã e o início de uma obra multilíngue de âmbito internacional
que continua até os nossos dias. Mais tarde Pedro, cheio do Espírito Santo, profere
um sermão poderoso que atinge o coração daqueles homens e ao final quase 3 mil
pessoa creem e foram batizadas (At 2.41)

Pense
Por que ocorreram aqueles sinais no dia de Pentecostes?
Ponto Importante
Os sinais, no dia de Pentecostes, demonstraram que aquele evento se tratava de
algo divino. Quando buscamos ser continuamente cheios do Espírito Santo as
pessoas veem Deus em nossas vidas.
III – O PROPÓSITO DO ESPÍRITO SANTO
1. Toda pessoa nascida de novo tem o Espírito Santo. Toda pessoa que aceita a
Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador passa a ser templo, morada do
Espírito Santo (1 Co 6.19). É o Espírito Santo que nos dá a certeza de que somos
filhos de Deus pelo amor que nos foi derramado (Rm 5.5). Não existe a
possibilidade de ser um crente sem ser a morada do Espírito Santo. Segundo Tiago,
o Espírito Santo tem ciúmes daqueles em quem habita (Tg 4.5).
2. O batismo com o Espírito Santo como revestimento de poder. No
Evangelho de Lucas, Jesus afirma aos seus discípulos que eles receberiam a
promessa do Pai e seriam revestidos de poder (Lc 24.49). Esse poder os ajudaria a
cumprir a missão de pregar a Palavra de Deus a todas as nações sem a presença
visível de Cristo, mas com a presença invisível do Espírito Santo (Mt 28.18-20).
Myer Pearlman declara que “a característica principal dessa promessa é o poder
para o serviço, e não a regeneração para a vida eterna”. Cremos no batismo com o
Espírito Santo como uma experiência distinta da salvação e que tem o objetivo de
capacitar o crente com poder para que ele testemunhe de Cristo e sirva à Igreja para
a edificação do Corpo de Cristo.
3. O Espírito Santo como guia e santificador. Jesus disse aos seus discípulos
que o Espírito da Verdade os ensinaria todas as coisas e os faria lembrar-se de tudo
que Ele havia dito (Jo 14.26). Ele também disse que o Espírito Santo os guiaria em
toda verdade (Jo 16.13). Em um mundo com tantas atrações, ventos de doutrina e
filosofias, como é bom saber que o Espírito Santo, que habita em nós, nos guia
àquilo que é verdadeiro e que agrada a Deus. Esse mesmo Espírito também nos
santifica, nos alertando toda vez que corremos perigo de pecar contra Deus. E toda
vez que queremos e realizamos algo que agrada ao Senhor sabemos que não é por
vontade nossa, mas procede do próprio Espírito Santo que efetua em nós tanto o
querer como o realizar (Fl 2.13). Que maravilha sabermos que temos esse tesouro
habitando em nós, nos santificando, guiando e nos ajudando em momentos de
fraqueza. E até mesmo quando não sabemos orar Ele nos ajuda levando ao Pai
nossas orações e súplicas (Rm 8.26,27).
Pense
O que o batismo com o Espírito Santo faz na vida crente?
Ponto Importante
O batismo com o Espírito Santo é um revestimento de poder na vida do crente para
testemunhar o Evangelho, e as línguas estranhas são a evidência inicial desse
batismo.

SUBSÍDIO
“Este dom inaugural do Espírito Santo no dia de Pentecostes é um evento
fundamental na teologia da história da salvação apresentada por Lucas. Não admira
observar que Lucas oferece uma descrição de muitas partes para a transferência do
Espírito. Devido à dimensão carismático-profética do Pentecostes, a expressão
favorita de Lucas, ‘cheio do Espírito Santo’, aproxima-se melhor do pleno
significado do dom do Espírito. Contudo, nenhuma expressão isolada é
suficientemente abrangente para transmitir de maneira adequada o significado
completo do evento. Portanto, na narrativa, de Lucas, temos ao mesmo tempo um
revestimento, um batismo, uma capacitação, um enchimento e um derramamento
do Espírito. Conforme Lucas usa as expressões, vemos que são essencialmente
sinônimas. Cada expressão fornece nuances distintivas e importantes para o
significado do fenômeno complexo” (STRONGSTAD, R. A Teologia Carismática
de Lucas. Trajetórias do Antigo Testamento de Lucas-Atos. 1.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 1995).

CONCLUSÃO
O Espírito Santo desceu para cumprir a promessa de que seriam cheios de poder
para testemunhar por toda a terra. Essa promessa ainda é válida para a Igreja hoje,
pois Deus deseja encher e capacitar seus filhos para que cumpram a Grande
Comissão.
HORA DA REVISÃO
1. Quando ocorreu a descida do Espírito Santo?
A descida do Espírito Santo ocorreu no Dia de Pentecostes, festa judaica
importante, 50 dias após a Páscoa (At 2.1).
2. O que significou aqueles sinais da vinda do Espírito no Dia de Pentecostes?
Significou que aquele acontecimento era, de fato, de origem divina. Aqueles sinais
deixaram claro às pessoas que Deus havia realizado algo (At 2.2).
3. Por que é importante para o crente ser cheio do Espírito Santo?
É importante para que viva de forma plena e santa, a fim de que possa ser uma
testemunha eficaz de Cristo.
4. Quais são algumas das atribuições do Espírito Santo na vida do crente?
O Espírito Santo tem o propósito de nos ensinar todas as coisas e nos fazer lembrar-
se de tudo que Ele havia dito (Jo 14.26). Ele também nos guiaria em toda verdade
(Jo 16.13). Também nos santifica levando-nos a parecer cada vez mais com Cristo
(1 Co 11.1).
5. Como podemos identificar que uma pessoa está deixando o Espírito Santo guiar
sua vida?
Por manifestar no seu dia a dia o fruto do Espírito.
FONT: CPAD
Lição 3 – A Cura do Coxo e seus
efeitos
20 de outubro 2019
TEXTO DO DIA
E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome
de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. (At 3.6)
SÍNTESE
Aqueles que têm a Cristo possuem um tesouro de valor inestimável, e este tesouro
precisa ser compartilhado.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Mc 16.17 Estes sinais seguirão aos que crerem
TERÇA – 2 Co 4.7 Temos um tesouro em vasos de barro
QUARTA – Fl 2.9 O nome de Jesus é sobre todo o nome
QUINTA – Sl 9.11 Louvai ao Senhor e anunciai os seus feitos
SEXTA – Rm 11.36 Toda a glória a Jesus
SÁBADO – 1 Co 1.23 Devemos pregar a Cristo crucificado
OBJETIVOS
I- MOSTRAR a condição do coxo que era colocado todos os dias à porta
do Templo chamada Formosa;
II – DESTACAR a ousadia dos apóstolos e a cura do coxo;
III- RESSALTAR o discurso de Pedro no Templo após ter ocorrido o milagre.
INTERAÇÃO
Querido (a) professor(a), depois da descida do Espírito Santo, estudaremos os
milagres ocorridos no livro de Atos. Qual foi a reação dos seus alunos nas primeiras
duas aulas? Cremos que o livro de Atos tem um poder singular de fazer uma “ponte”
com a Igreja dos dias atuais. Vivemos circunstâncias parecidas em que a promessa
do batismo com o Espírito Santo ainda é válida para nós. Deus deseja nos revestir
de poder do alto para dar cumprimento à missão que Jesus nos incumbiu. No
decorrer da aula, reforce a ideia de que precisamos estar em comunidade, ajudando
um ao outro em amor para que o mundo veja que somos discípulos de Cristo. Diga
que mesmo enfrentando perseguições, tenhamos fé naquele que nos chamou, pois
Jesus continua realizando milagres. Converse com seus alunos e destaque que o
livro de Atos não é apenas uma obra histórica sobre a Igreja Primitiva. Cremos nele
como algo normativo para a nossa vivência de fé. Em um mundo cada vez mais
racionalista, humanista e materialista, ressalte que podemos mergulhar nesses
relatos de fé, poder e agir do Espírito Santo e buscarmos sua atuação nos dias de
hoje.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Mostre aos seus alunos um exemplar do jornal Mensageiro da Paz. Diga que ele é
um órgão de comunicação oficial da Assembleias de Deus no Brasil. O Mensageiro
da Paz tem uma página exclusiva para testemunhos. Embora pareça que não vemos
muitos milagres acontecendo, Deus nunca parou de realizar curas e maravilhas e
demonstrar seu poder. Abra um espaço para um momento de testemunhos em que
os alunos possam compartilhar algum milagre que Deus realizou em suas vidas. No
entanto enfatize que Deus não deseja que venhamos buscá-lo apenas pelos
milagres, como acontecia com muitos na época de Jesus, mas que busquemos a Ele
como Senhor de nossas vidas.

TEXTO BÍBLICO
Atos 3.1-16
1 Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.
2 E era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os
dias punham à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que
entravam.
3 Ele, vendo a Pedro e a João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem
uma esmola.
4 E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.
5 E olhou para eles, esperando receber alguma coisa.
6 E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome
de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.
7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e tornozelos se
firmaram.
8 E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e
saltando, e louvando a Deus.
9 E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;
10 e conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à Porta
Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro pelo que lhe acontecera.
11 E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles
no alpendre chamado de Salomão.
12 E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos
maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria
virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?
13 O Deus de Abraão, e de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a
seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo
ele determinado que fosse solto.
14 Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem
homicida.
15 E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós
somos testemunhas.
16 E, pela fé no seu nome, fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis;
e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.
INTRODUÇÃO
Depois da efusão do Espírito Santo e as primeiras conversões, o livro de Atos vai
discorrer a respeito dos vários milagres realizados pelos apóstolos e discípulos de
Cristo. Maravilhas aconteciam pelas mãos dos discípulos. No relato bíblico que
estudaremos na lição deste domingo, Pedro e João sobem ao Templo e se deparam
com uma cena até comum naqueles tempos – pedintes na porta do Templo. Pedro
e João, crendo no que possuíam, ofereceram ao homem aquilo que lhe era mais
valioso. Que essa lição contribua para nos conscientizar de que temos um tesouro
de valor inestimável que deve ser partilhado com todos que não o
possuem. Embora devamos também ajudar as pessoas em suas necessidades físicas
precisamos apresentar Jesus aos necessitados, pois Ele pode tanto curar os
sofrimentos físicos como salvar um pecador.
I – UM COXO À PORTA DO TEMPLO
1. Uma porta chamada Formosa. Quando Pedro e João subiram ao templo na
hora nona, ou seja, três da tarde, eles se depararam com um homem coxo que ficava
na Porta Formosa. Essa porta era provavelmente a porta Nicanor, feita de bronze e
que ficava entre o pátio dos gentios e o das mulheres. Flavio Josefo indica que a
principal e maior porta do Templo era feita do mais caro bronze, mais belo que o
ouro. Essa porta podia ser acessada pelo pórtico de Salomão.
2. Uma vida de exclusão. Junto a esta linda e pomposa porta, vemos uma cena
triste e desanimadora. Um coxo de nascença que era colocado ali todos os dias para
pedir esmolas aos que entravam. Segundo o professor de Novo Testamento, Craig
S. Keener, a organização do Templo, concentrada na questão da pureza, teria
excluído os fisicamente incapacitados dos pátios internos. Essa é, infelizmente,
uma cena um tanto comum no Brasil, onde vemos muitos excluídos da sociedade
em razão de suas limitações físicas e mentais. Mas, como cristãos, devemos sempre
lembrar de que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34). Jesus mesmo deu
atenção àqueles considerados indignos e desprezados pela sociedade (Jo 5.1-9).
3. Um pedido e um olhar. O coxo, vendo que Pedro e João iam entrar no templo,
pediu-lhes uma esmola (v.3). Pedro e João não apenas olharam para o coxo com
compaixão, mas fitaram os olhos nele. Fitar que dizer “mirar”, “firmar” os olhos
em alguém. É o olhar de misericórdia que os crentes devem ter para com os
necessitados. Cheios da autoridade do Espírito Santo, Pedro e João compeliram o
coxo a olhar para eles (v.4). Jesus declarou que somos a luz do mundo (Mt 5.14).
As pessoas vão até à luz para poderem enxergar. Que sejamos como os dois
apóstolos e que venhamos oferecer aos necessitados o que há de melhor nesta vida:
Jesus Cristo.
Pense
O que podemos fazer em prol dos necessitados?
Ponto Importante
Deus não faz acepção de pessoas.
II – A CURA DO COXO
1. O dinheiro não resolve tudo. O coxo olhou para Pedro e João esperando
receber deles alguma coisa (v.5). Quando estamos na presença de Deus, como os
dois apóstolos que iam orar no Templo, as pessoas olham para nós esperando
receber algo diferente. O dinheiro pode e muito ajuda os carentes e necessitados,
contudo há muitas situações em que o dinheiro não pode resolver problema algum.
O dinheiro não pode comprar a salvação da alma (Mc 8.36-38). Ele também não
pode curar determinadas doenças, como no caso de Naamã. Ele era rico, chefe do
exército da Síria, porém leproso (2 Rs 5).
2. Compartilhando Jesus. Após deixar claro ao coxo de que não possuíam ouro
nem prata, Pedro e João compartilharam aquilo que possuíam. Eles não foram
indiferentes à necessidade do coxo, nem egoístas. Eles disseram: O que tenho, isso
te dou (v.6). Só podemos dar aquilo que temos e a Bíblia diz que é melhor dar do
que receber (At 20.35). Sempre haverá oportunidades para compartilharmos Jesus.
As pessoas estão carentes de algo que lhes dê sentido e propósito de vida. Sem
Jesus as pessoas ficam sem rumo e sem esperança, mas Jesus veio para dar vida e
vida com abundância (Jo 10.10).
3. O milagre da cura. Pedro e João estavam tão convictos do poder de Deus e
tão cheios do Espírito Santo que não fizeram uma extensa pregação, nem fizeram
uma longa oração. Eles apenas disseram: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno,
levanta-te e anda” (v.6). Crendo no milagre tomaram-no pela mão e o levantaram.
O texto então relata que os pés e tornozelos do homem se firmaram, e ele começou
a saltar. Que maravilha, aquele homem que nunca havia entrado no templo agora
entra andando, saltando e louvando ao Senhor. O nome de Jesus é poderoso para
salvar, libertar e curar. E Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8).
Deus deseja operar milagres no meio do seu povo e você têm um papel fundamental
nisso, pois sua coragem e fé serão canais para que as maravilhas continuem
acontecendo. Que venhamos crer e tomar posse da autoridade que o Senhor Jesus
nos outorgou.
Pense
Você crê que Deus continua operando milagres e maravilhas na atualidade?
Ponto Importante
A Bíblia afirma claramente que Jesus não mudou (Hb 13.8), portanto Ele continua
a realizar maravilhas. Precisamos crer.
III – O DISCURSO DE PEDRO NO TEMPLO
1. Glória somente a Deus. Logo após ter recebido o milagre da cura, o homem
entrou no templo louvando a Deus (v.9). Ele sabia que quem havia feito aquilo era
Deus – o único digno de louvor. Em momento algum o texto nos relata que ele
exaltou a Pedro e João, os instrumentos de Deus para que o milagre acontecesse.
Quem é de Deus jamais toma a glória para si. Porém, o povo começou a olhar para
Pedro e João como se eles tivessem realizado aquilo. Mais uma vez os discípulos
transferem a glória somente a Deus, dizendo que não foi a virtude nem santidade
deles que havia realizado o milagre, mas apenas a fé no nome de Jesus fez aquele
homem ter perfeita saúde (v.16). Em tempos em que se exalta tanto o homem por
seus dons, é bom relembrar que mesmo sendo usados por Deus, não somos nada, e
que a glória é somente do Senhor.
2. Pregando a Cristo. Pedro não se aproveitou da situação para se promover,
mas aproveitou aquela oportunidade para pregar a Cristo. Ele começou discorrendo
acerca do Deus de Abraão, de Isaque e Jacó, que glorificou o seu filho Jesus, a
quem eles rejeitaram (v.13). Mas esse Jesus, que eles haviam crucificado,
ressuscitou e realizou aquele milagre. O apóstolo continua seu sermão falando que
tudo era plano de Deus, mas que deveriam se arrepender e se converter ao Senhor
para que seus pecados fossem perdoados. Todo milagre deve ser uma oportunidade
para irmos além e pregarmos o caminho da salvação.
3. Salvação, o maior milagre. A pregação de Pedro enfatizou que o maior
milagre é a conversão das pessoas ao Cristo ressurreto. Porém, vemos que os
sacerdotes e saduceus ficaram ressentidos pelo ensinamento deles e os prenderam.
Isso nos mostra que nem sempre, aqui na terra, teremos boas recompensas por
pregar o Evangelho, mas devemos pregá-lo “a tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2).
No entanto, podemos ver que muitos dos que ouviram a palavra creram, e chegou
o número desses a quase cinco mil (At 4.4).
Pense
Você crê que Deus continua operando milagres e maravilhas na atualidade?
Ponto Importante
A Bíblia afirma claramente que Jesus não mudou (Hb 13.8), portanto Ele continua
a realizar maravilhas. Precisamos crer.

SUBSÍDIO
A Porta Chamada Formosa
“Não há referência a essa porta em textos judaicos. Josefo, no entanto, se refere a
uma porta feita de bronze sólido que era muito superior às outras nove portas, que
eram apenas cobertas de prata e ouro, sem bronze. A porta poderia ser a Porta de
Nicanor, tendo recebido o nome do homem que a financiou, e levava do átrio dos
gentios ao átrio das mulheres.
Josefo também nos diz que, enquanto as outras portas tinham duas folhas de 30
côvados, 13 metros de altura e 15 de largura, esta porta tinha 15 metros de altura.
O ouro e a prata dessa porta, doados por Alexandre, pai de Tibério, eram muito
mais espessos do que os das outras portas. A tradição cristã, no entanto, a identifica
como a Porta Susa ou a Porta Dourada” (BEERS, Gilbert V. Viaje Através da
Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 346).
CONCLUSÃO
A cura do coxo causou grandes efeitos não apenas naquele homem que sofria há
tanto tempo, mas também proporcionou uma rica oportunidade para Pedro pregar
para muitas pessoas. Os milagres são prova do poder de Deus, mas precisamos
sempre colocar Cristo e seu plano de salvação além das maravilhas que Ele faz.
HORA DA REVISÃO
1. A Porta Formosa dava acesso para qual local?
Dava passagem entre o pátio dos gentios e o das mulheres.
2. Por que o coxo não adentrava no Templo?
Segundo o professor de Novo Testamento Craig S. Keener a organização do
Templo, concentrada na questão da pureza, teria excluído os fisicamente
incapacitados dos pátios internos.
3. Segundo a lição, o que o dinheiro não pode comprar?
Ele não pode comprar a salvação.
4. O que temos de mais precioso para oferecer às pessoas?
Jesus Cristo.
5. O que aconteceu com Pedro e João depois do milagre e da pregação na porta do
Templo?
Pedro e João aproveitaram aquela oportunidade para pregar a Cristo.
FONT: CPAD

LIÇÃO 4 – ANANIAS E SAFIRA


E A MENTIRA AO ESPÍRITO
SANTO
27 DE OUTUBRO 2019
TEXTO DO DIA
“Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que
mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?” (At 5.3)
SÍNTESE
A mentira é algo abominável para o Senhor.
Agenda de leitura
SEGUNDA – Êx 20.15 Não furtarás
TERÇA – Pv 9.10 “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”
QUARTA – Ef 4.25 Abandonemos a mentira
QUINTA – Sl 101.7 O que usa de engano não ficará na casa do Senhor
SEXTA – Cl 3.9 Não mintais uns aos outros
SÁBADO – 1 Cr 29.17 Deus se agrada de um coração sincero

Objetivos
1 ANALISAR a fraude de Ananias e Safira;
2 DESTACAR as consequências da mentira;
3 RESSALTAR que o cristão deve viver de maneira reta e íntegra em todas as
áreas de sua vida.
Interação
Parece-nos, às vezes, que existem “pecadinhos” e “pecadões”. Na verdade não
existe! O que diferencia os erros são as consequências. Você já contou uma
mentirinha? Quais foram as consequências? Na lição desse domingo veremos que
uma mentira custou a vida de um casal. Isso pode parecer cruel, mas ao longo da
lição veremos que a falta de temor a Deus e a mentira podem trazer sérios danos e
graves consequências para o crente. Que a lição de hoje possa conscientizar seus
alunos de que o temor a Deus evita que o crente peque.
Orientação Pedagógica
Pergunte aos seus alunos quais as mentiras mais comuns que eles constumam ouvir.
Depois de ouví-los, sugira que falem a respeito de alguma técnica que podemos
utilizar para saber se alguém está mentindo. Em seguida faça a seguinte
pergunta: “Como podemos vencer a tentação de mentir ou de não falar toda a
verdade?” Faça-os refletirem a respeito do fato de que podemos cair no mesmo
pecado que tanto condenamos em outras pessoas. Oriente-os a discutirem a respeito
de como a mentira pode causar sérias consequências às pessoas, sejam crentes ou
não. Finalize explicando que o jovem crente deve ser padrão dos fiéis em tudo, por
isso deve sempre falar a verdade (1 Tm 4.12).
Texto bíblico
Atos 5.1-13
1 Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma
propriedade
2 e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a
depositou aos pés dos apóstolos.
3 Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que
mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?
4 Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que
formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
5 E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre
todos os que isto ouviram.
6 E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o
sepultaram.
7 E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não
sabendo o que havia acontecido.
8 E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim,
por tanto.
9 Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o
Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também
te levarão a ti.
10 E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta e a
sepultaram junto de seu marido.
11 E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas
coisas.
12 E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos.
E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão.
13 Quanto aos outros, ninguém ousava ajuntar-se com eles; mas o povo tinha-os
em grande estima.
INTRODUÇÃO
Os relatos a respeito dos acontecimentos sobrenaturais no livro de Atos continuam
no capítulo cinco. A comunidade dos crentes do primeiro século crescia e todos
estavam em comunhão. Havia um compartilhamento dos bens materiais naquele
momento a fim de que ninguém passasse necessidade. Os apóstolos testemunhavam
com poder a respeito do Cristo ressurreto. O ambiente era tão fraterno que muitos
vendiam suas propriedades e davam à Igreja para abençoar os mais carentes.
Contudo, nesse ambiente, ainda havia os falsos irmãos em Cristo. Por falta de temor
e verdade, um casal quis enganar os apóstolos e entregar apenas parte do dinheiro
de uma venda como se fosse o valor total. Isso trouxe terríveis consequências para
o casal e em um temor muito grande sobre o Corpo de Cristo.

I – O ENGANO NA OBRA DE DEUS


1. A comunidade cristã. O capítulo quatro do livro de Atos diz que era um o
coração e alma da multidão dos que criam (v.32). Tudo era em comum, pois as
pessoas que possuíam propriedades vendiam e traziam o valor aos apóstolos que o
distribuíam entre os necessitados (At 4.32-35). A igreja de Jerusalém era realmente
uma família, de forma que as necessidades de qualquer irmão, principalmente das
viúvas sem sustento, foram supridas por essa arrecadação central. A generosidade
era o traço principal daqueles irmãos que não colocavam os bens materiais, o
dinheiro, como prioridade em suas vidas (1 Tm 6.10).
2. Dando lugar ao Diabo.Mesmo em meio a um ambiente fraterno no qual temos
o belo exemplo de Barnabé, que vendeu sua propriedade e colocou o dinheiro aos
pés dos apóstolos (At 4.36,37), houve um casal que deu lugar ao Diabo. Os nomes
deles eram Ananias e Safira. O texto nos diz que eles venderam uma propriedade e
retiveram parte do valor (At 5.1,2) e levaram, então, uma parte aos apóstolos. O
apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, logo o repreendeu dizendo que ele
(Ananias) tinha dado lugar ao Diabo. A Bíblia diz: “Sede sóbrios, vigiai, porque o
diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem
possa tragar” (1 Pd 5.8). Temos de estar em constante vigilância para não darmos
lugar ao Diabo em nossas intenções ou atitudes. Cuidar do coração, pois é enganoso
(Jr 17.9) e fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22) são atitudes que todos devem
praticar.
3. A mentira. Ananias e Safira mentiram em relação à quantia da venda da
propriedade. O que se destaca no texto é que Pedro afirma que o casal não mentiu
aos homens, mas mentiram e tentaram enganar a Deus (At 5.4). O ato deles foi uma
fraude. Um ditado popular diz que “a mentira tem pernas curtas”. Porém, mais do
que isso, sabemos que a mentira é uma afronta ao Espírito Santo de Deus e que o
pai da mentira é o Diabo (Jo 8.44). Apocalipse 22.15 afirma que “ficarão de fora os
cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e
qualquer que ama e comete a mentira”. Dizer que é crente e burlar contas, fraudar
governo, empresas ou igreja, é um ato abominável diante de Deus. Nossa palavra
deve ser sim, sim, ou, não, não. O que for fora isso é de procedência maligna (Mt
5.37)
Pense
Por que em uma comunidade de pessoas cristãs havia um casal que se deixou
corromper?
Ponto Importante
Mesmo nos ambientes cristãos haverá pessoas que não foram transformadas pelo
Espírito Santo.
II – AS CONSEQUÊNCIAS DA FRAUDE
1. Morte do casal. A consequência da fraude foi a pior possível para o casal.
Assim que Pedro repreendeu Ananias, a respeito da mentira a Deus, ele caiu e
morreu. Três horas depois, sua esposa Safira aparece e Pedro a questionou. Porém,
ela também mentiu (v.8). Assim sendo, a sentença de morte é pronunciada, e ela,
da mesma forma, caiu e morreu. A mentira sempre trará consequências terríveis.
Paulo diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23) e embora Deus perdoe
aqueles que se arrependem de seus pecados (1 Jo 1.9), eles terão sempre que encarar
as consequências. O rei Davi, mesmo reconhecendo e recebendo o perdão do
Senhor pelo seu adultério e homicídio, enfrentou duras consequências no meio de
sua família.
2. Temor entre o povo. Podemos questionar o fato de que esse casal mereceu a
morte por causa de uma mentira. Atualmente, não seria muita gente morta em
virtude do mesmo pecado? Talvez tal punição tenha se dado por se tratar de uma
situação singular. A Igreja estava no seu nascedouro e a hipocrisia e o engano, sem
punição, poderiam causar grande estrago àquela primeira comunidade. A Palavra
de Deus diz que assim que Ananias caiu e expirou, veio um grande temor sobre
todos os que ouviram; da mesma forma aconteceu quando Safira morreu (vv.5,11).
Esse juízo rápido e severo da parte do Senhor ajudou os crentes a manter o respeito
pelas coisas de Deus. Infelizmente vivemos dias em que o temor a Deus e às suas
coisas está longe de muitas pessoas. Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7); e não
há nada escondido que não venha ser revelado (Lc 12.2). Por isso andemos com
temor e tremor diante do Senhor, com zelo pela sua obra (Jr 48.10).
3. Continuação dos milagres. É Interessante notar que aquele trágico episódio
não causou uma evasão na igreja, ou uma repreensão aos apóstolos de que estavam
sendo duro demais com as pessoas da comunidade. Pelo contrário, logo após o triste
episódio, podemos ver que muitos sinais e prodígios eram feitos pelas mãos dos
apóstolos (v. 12). Aquela severa punição causou um grande temor entre todos
(v.11) e muitos sinais e prodígios eram feitos fazendo aumentar o número de crentes
(v.14). Quando há temor a Deus a glória do Senhor desce. Portanto, precisamos nos
despir do velho homem e estar na presença do Senhor com integridade para vermos
a sua glória (Cl 3.9,10).
Pense
Você já pensou nas consequências que a mentira pode trazer para a sua vida?
Ponto Importante
Através de uma mentira, pessoas, relacionamentos e instituições podem sofrer
duramente. O cristão deve evitar a mentira sob quaisquer circunstâncias.
III – SINCERIDADE, INTEGRIDADE E VERDADE COMO TRAÇOS DO
CARÁTER CRISTÃO
1. O cristão precisa ser sincero. O vocábulo sincero vem de duas palavras
latinas, “sine” sem e “cera”. Alguns trabalhadores cobririam imperfeições nas
esculturas com cera. O senado romano teria decretado que toda escultura deveria
ser entregue “sine cera”, ou seja “sem cera”. A partir daí, o termo teria assumido o
significado de “sem trapaça”, e posteriormente, sincero. O crente em Cristo também
precisa viver uma vida “sem cera”, ou seja, deve ser autêntico. Muitos hoje em dia
são como aquelas esculturas da Roma antiga, querem maquiar suas ações
reprováveis. Jesus disse que somos a luz do mundo (Mt 5.14), e que nossas obras
devem resplandecer para glorificarem a Deus Pai (Mt 5.16). O oposto de sincero é
falso, fingido, hipócrita. Jesus chamou de hipócritas os mestres da Lei e fariseus
que exigiam das pessoas coisas que eles não conseguiam fazer, além da vaidade
exterior que se esforçavam em possuir, mas cujo interior era como um sepulcro (Mt
23.1-31).
2. Integridade em todo o tempo. Em tempos difíceis como esses, em que há
falta de integridade e caráter, precisamos prezar por uma vida íntegra em todo o
tempo. Sejamos como Daniel, cuja integridade e lealdade eram tão pungentes que
os seus inimigos não encontravam nada de que pudessem acusá-lo.
3. A verdade acima de tudo. Jesus disse que conheceríamos a verdade e ela
nos libertaria (Jo 8.32). Ele é a própria verdade (Jo 14.6). O mesmo apóstolo João,
em suas cartas, escreve: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua,
mas por obra e em verdade” (1 Jo 3.18). A vida do cristão deve ser um exemplo de
alguém que anda na verdade. Mesmo que ela custe caro, como Daniel que, por
andar na verdade de Deus, foi parar na cova dos leões. Contudo, o Senhor esteve
ali com ele. Mesmo que custe o desprezo desse mundo que jaz no maligno (1 Jo
5.19). Mesmo que custe o abandono de amigos e a incompreensão da família. No
entanto, a verdade deve sempre ser seguida em amor.
Pense
Você está disposto(a) a não negociar a verdade, custe o que custar?
Ponto Importante
Deus revela a sua vontade para aqueles que andam em sinceridade.

SUBSÍDIO 1
Ananias…caiu e expirou
“Deus feriu com severidade a Ananias e Safira (vv. 5,10), para que se
manifestasse sua aversão a todo engano, mentira e desonestidade no reino de Deus.
Um dos pecados mais abomináveis na igreja é enganar o povo de Deus no
tocante ao nosso relacionamento com Cristo, trabalho para Ele, e a dimensão de
nosso ministério.
Entregar-se a esse tipo de hipocrisia significa usar o sangue derramado de Cristo
para exaltar e glorificar o próprio eu diante dos outros.
Esse pecado desconsidera o propósito do sofrimento e da morte de Cristo (Ef
1.4; Hb 13.12), e revela ausência de temor do Senhor (vv. 5,11) e de respeito e
honra ao Espírito Santo (v. 3), e merece o justo juízo de Deus” (Bíblia de Estudo
Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1638).
SUBSÍDIO 2
“E não se achava nele nenhum vício ou culpa” (6.4)
Quando abrimos os jornais ou constatamos na mídia televisiva a realidade das
confabulações mentirosas, caluniosas envolvendo nossos políticos podemos
entender como é difícil a vida política. […] Daniel foi alvo dessa maldade dos seus
pares dentro do palácio da Babilônia. Aqueles se tornaram inimigos de Daniel, sem
que ele tivesse ofendido a qualquer um deles. Confabularam contra Daniel
buscando alguma falha moral, material e mesmo religiosa, mas foram frustrados
pela integridade dele (Dn 6.4,5). Osvaldo Litz escreveu em um livro: A Estátua e a
Pedra, que o ‘sucesso sempre exige um tributo’. Também o sucesso conseguido
através da fidelidade e do esmero. A intenção do rei de promover a Daniel para o
posto de maior poder no governo suscitou a inveja dos outros presidentes. Eles
seriam passados para trás e um estrangeiro teria poder sobre eles. A integridade
moral e política de Daniel para com o rei eram incontestáveis. Porém, destacava-
se, também, a fidelidade de Daniel para com o seu Deus” (CABRAL, Elienai.
Integridade Moral e Espiritual: O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje.
1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 92).

CONCLUSÃO
O triste episódio de Ananias e Safira nos traz importantes lições a respeito do temor
e do andar em verdade. Em um mundo mergulhado na corrupção e no engano, Deus
ainda nos chama para ser pessoas sinceras e íntegras, um exemplo de boas obras e
a fim de que ninguém tenha nenhum mal para dizer de nós (Tt 2.7,8).

HORA DA REVISÃO
1. Cite algumas características dos irmãos da Igreja Primitiva.
O coração e alma deles era um só. Tudo era em comum. Não havia necessitado
entre eles. Vendiam suas propriedades e colocavam aos pés dos apóstolos.
2. Qual foi a mentira que o casal Ananias e Safira contaram?
Eles venderam uma propriedade e retiveram parte do valor quando foram entregar
aos apóstolos (v.2).
3. Cite as consequências da fraude de Ananias e Safira.
A morte do casal e um temor muito grande que caiu sobre todos (vv. 5,10,11).
4. Segundo a lição, cite um exemplo bíblico de integridade.
A sinceridade e integridade devem ser valores inegociáveis na vida de todo crente.
João e Paulo nos exortam a viver uma vida regida pela verdade em todos os
momentos.
5. Como permanecer sincero em um mundo corrompido?
Resposta pessoal.
FONTE: CPAD