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Circuitos em Corrente Contínua e Prof. Dr. Devair A.

Arrabaça FEl JAN/2010

CAPÍTULO 01

Circuitos em Corrente Contínua


Neste capítulo será estudado o comportamento de circuitos elétricos com
carga puramente resistiva e alimentada por um gerador elétrico de corrente contínua.
Serão introduzidos conceitos sobre: corrente, tensão e potência elétrica, característica de
bipolos elétricos, as leis de Kirchhoff e análise de malhas. Para fixar os conceitos
introduzidos serão apresentados exercícios com respostas, propostos e de provas antigas.
pelo fato de não ser o escopo aqui desejado, não é apresentada uma sucinta demonstração
das equações e métodos utilizadas.
1-01 DEFINIÇÕES BÁSICAS E ANÁLISE DE CIRCUITOS ELÉTRICOS

DEFINIÇÕES BÁSICAS E CONVENÇÕES.

⇒ Bipolo Elétrico: Qualquer componente elétrico com apenas dois terminais de acesso é
denominado de bipolo elétrico. O bipolo é classificado como ativo quando gera a potência
elétrica (fontes ou geradores) e como passiva quando absorve a potência elétrica (cargas
ou receptores).
⇒ Circuito Elétrico: É uma associação qualquer de bipolos elétricos. No exemplo
apresentado na FIG. - 1.1 abaixo, temos um circuito formado pela associação de quatro
bipolos, onde B1 é um bipolo ativo (gerador ou fonte) e B2, B3 e B4 são bipolos passivos
(receptores ou cargas).

FIG. - 1.1 Exemplo de Circuito Elétrico

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⇒ Nó: O encontro de dois ou mais bipolos elétricos definem um nó no circuito. O circuito
da FIG.-1.1 possui três nós, (1,2 e 3).
⇒ Laço: Qualquer caminho fechado percorrido no circuito define um laço. No circuito da
FIG.-1.1 podemos localizar três laços: (B1, B2 e B3), (B3 e B4) e (B1, B2 e B4).
⇒ Malha: Qualquer laço que não possui no seu interior um ou mais bipolos é definido
como malha. No circuito da FIG. - 1.1 podemos localizar duas malhas: (B1, B2 e B3) e (B3
e B4), observe que o caminho formado pelos bipolos (B1, B2 e B4) é laço porem não é
malha, pois no seu interior contem o bipolo B3.
⇒ Gerador Ideal de Tensão: É um bipolo elétrico que mantém a tensão nos seus
terminais qualquer que seja a corrente elétrica solicitada. Na FIG. – 1.1 o bipolo B1
simboliza um gerador ideal de tensão. A tensão também é denominada de diferença de
potencial (DDP) sendo representada no circuito por uma flecha, cuja seta indica sempre o
potencial positivo do bipolo. A unidade básica da tensão é o Volts (V) e os seus derivados
mais comuns que estão indicados na tabela abaixo:

Derivado MV KV mV µV

Valor 10 6 V 10 3 V 10 − 3 V 10 − 6 V

⇒ Corrente Elétrica (Ampère): é um movimento ordenado de cargas elétricas no


interior de um condutor elétrico, provocada pela presença de diferença potencial (DDP)
criada por um gerador de tensão e aplicada nos seus terminais. No gerador de tensão, a
corrente convencional (carga positiva) sempre sai do terminal de potencial positivo e entra
pelo terminal de potencial negativo. A unidade básica da corrente é o Ampère (A) e os seus
derivados mais comuns estão indicados na tabela abaixo:

Derivado MA KA mA µA

Valor 10 6 A 10 3 A 10 − 3 A 10 − 6 A

⇒ Característica Elétrica: Qualquer bipolo elétrico é caracterizado pela sua função


característica dada por V = f(I), onde a variável “V” é a tensão e a variável “I” é a corrente
aplicadas nos seus terminais. Por este motivo, analisar um circuito elétrico corresponde a

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determinar as tensões e as correntes em cada bipolo deste circuito. Por exemplo, analisar
o circuito da FIG.-1.1 acima, corresponde à encontrar os valores das correntes I1, I2, I3 e
I4 e das tensões V1, V2, V3 e V4.

⇒ Potência Elétrica (Watts): Em qualquer bipolo elétrico o produto da tensão pela


corrente nos seus terminais, define a potência elétrica por ele fornecida ou recebida. A
potência será fornecida ou gerada quando o bipolo for gerador e recebida, dissipada ou útil
quando o bipolo for receptor. A unidade básica de potência é o Watts (W) e os seus
derivados mais comuns estão indicados na tabela abaixo:

Derivado MW kW mW µW

Valor 10 6 W 10 3 W 10 − 3 W 10 − 6 W

⇒ Convenção de Gerador: O bipolo será considerado um gerador se a corrente entrar


pelo seu terminal de potencial negativo, (Corrente e tensão no mesmo sentido).
Observando a FIG. – 1.1, conclui-se que apenas o bipolo “B1” é gerador ou fonte.

⇒ Convenção de Receptor: O bipolo será receptor se a corrente entrar pelo seu terminal
de potencial positivo, (Corrente e tensão em sentidos opostos). Observando a FIG. – 1.1,
conclui-se que os bipolos “B2, B3 e B4” são receptores ou cargas.

⇒ Associação Série de Bipolos: Dois ou mais bipolos estão associados em série quando
forem atravessados pela mesma corrente elétrica. Na associação série a tensão é dividida
entre os bipolos, porisso esta associação é denominada de divisor de tensão. Analisando a
FIG. – 1.1, os bipolos B1 e B2 estão associados em série, pois são atravessados pela
mesma corrente elétrica, (I1 = I2).

⇒ Associação Paralelo de Bipolos: Dois ou mais bipolos estão associados em paralelo


quando estão submetidos à mesma tensão. Na associação paralela a corrente se divide
pelos bipolos, porisso esta associação é denominada de divisor de corrente. Analisando
FIG. – 1.1, os bipolos B3 e B4 estão associados em paralelo, pois estão submetidos à
mesma tensão, (V3 = V4).

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ANÁLISE DE CIRCUITOS E AS LEIS DE KIRCHHOFF

Dimensionar um circuito elétrico corresponde a determinar a potência em cada


bipolo deste circuito, ou então determinar a tensão e a corrente em cada bipolo. Sempre a
soma das potências geradas ou fornecidas é igual à soma das potências dissipadas ou
recebidas.
Na teoria (análise qualitativa), estudo contemplado nas aulas teóricas, a análise de
circuitos é feita utilizando os conceitos básicos das duas leis de Kirchhoff e da característica
elétrica de bipolos, com estes conceitos é possível analisar qualitativamente qualquer
circuito elétrico. Na prática (análise quantitativa), estudo contemplado nas aulas de
laboratório, a análise de circuitos é feita utilizando instrumentos de medidas adequados,
por exemplo o “Multímetro” que é um instrumento que permite realizar vários tipos de
medidas elétricas, dentre elas as seguintes:
a) Tensão contínua: Nesta condição ele é denominado de “Voltímetro” e deve ser
inserido em paralelo com o bipolo no qual se deseja determinar a tensão. Na maioria
das aplicações ele pode ser considerado ideal, ou seja, um bipolo com resistência
interna infinita (Rint = ∞) ou um circuito aberto (corrente nula).
b) Corrente Contínua: Nesta condição ele é chamado de “ Amperímetro ” e deve ser
inserido em série com o bipolo no qual se deseja determinar a corrente. Na maioria
das aplicações ele é considerado ideal, ou seja, um bipolo com resistência interna
nula (Rint = 0) ou um curto-circuito (tensão nula).

⇒ 1o. Lei de Kirchhoff: Em um nó (encontro de dois ou mais bipolos) qualquer do


circuito a soma algébrica das correntes é sempre igual à zero, ou seja, em qualquer nó do
circuito a soma das correntes que entram é igual a soma das correntes que saem. No
exemplo ilustrado na FIG. – 1.1 existem os nós “1, 2 e 3”, portanto aplicação desta lei
fornece as seguintes equações de correntes:

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Nó 1 ⇒ I1 = I2 ⇒ I2 – I1 = 0
Nó 2 ⇒ I2 = I3 + I4 ⇒ I2 - I3 - I4 =0
Nó 3 ⇒ I1 = I2 + I3 ⇒ I1 - I2 - I3 = 0

⇒ 2o. Lei de Kirchhoff: Em um laço (caminho fechado) qualquer do circuito a soma


algébrica das tensões é sempre igual à zero, ou seja, adotando-se um sentido de percurso
no laço o sinal será positivo se entrar pelo potencial positivo do bipolo e negativa caso
entre pelo potencial negativo. Durante o curso o sentido de percurso adotado será sempre
o “sentido horário”, observar que inverter este sentido corresponde a multiplicar por “-1” a
equação obtida. No exemplo ilustrado na FIG.-1.1 existem os laços “B1, B2 e B3”, “B3 e
B4” e “B1, B2 e B4”, portanto a aplicação desta lei fornece as seguintes equações de
tensões.

Malha (B1, B2 e B3) ⇒ - V1 + V2 + V3 = 0


Malha (B1, B2 e B4) ⇒ - V1 + V2 + V4 = 0
Malha (B3 e B4) ⇒ - V3 + V4 = 0

Os circuitos (considerados no curso) serão constituídos por fontes reais de tensão


contínua (bipolo ativo) e por resistores (bipolos passivos) associados em série, paralelo ou
misto. Portanto para representar as correntes e as tensões no circuito, basta lembrar que
na fonte a corrente e a tensão concordam em sentidos e no resistor discordam.
⇒ Característica elétrica do Resistor: O resistor é sempre um bipolo elétrico receptor
ou passivo, cuja equação característica V = f(I) é definida pela lei de Ohm que estabelece
V
a seguinte relação: R =
I
A tabela abaixo apresenta, de forma resumida, as principais considerações atribuídas
ao bipolo resistor:

Bipolo Característica = Potência VI Símbolo

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Resistência V2
(Ohm - Ω)
V = R⋅I P = V⋅I = = R I2
R

⇒ Fonte Real de Tensão Contínua: A fonte real de tensão contínua é um bipolo ativo
que corresponde à associação série de uma fonte ideal com um resistor (perdas), conforme
ilustra o desenho da FIG. – 1.2 abaixo desenhado:

FIG. - 1.2 – Fonte Real de Tensão Contínua

A partir das duas leis de Kirchhoff e da característica elétrica de bipolos, pode-se


escrever as seguintes equações:

V = E − Vr (1)

Vr = r ⋅ I (2)

Associando as equações (1) e (2) , obtêm-se a equação característica elétrica de


uma fonte real de tensão, estabelecida pela seguinte equação:

V = E−r⋅I (3)

A partir desta equação obtêm-se as seguintes conclusões:


i) Pode-se afirmar que em uma fonte real de tensão, a tensão fornecida ou útil (E) é igual
a tensão gerada (V) menos a tensão perdida internamente (Vr).
ii) Multiplicando-se a equação característica (3) pela corrente “I”, obtêm-se as expressões
que representam as potências presentes na fonte real de tensão contínua, ou seja:
Obtém a tabela abaixo desenhada.

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Equação das Potências ⇒ V ⋅ I = E ⋅ I − r ⋅ I2

Potência útil ⇒ Pu = V ⋅ I

Potência gerada ⇒ Pg = E ⋅ I

Potência dissipada internamente ⇒ Pd = r ⋅ I2 = Vr ⋅ I

1-02 APLICAÇÕES DOS CONCEITOS INTRODUZIDOS


A-01 Dado o circuito elétrico abaixo, pede-se:
a) Indicar no circuito os sentidos e valores das correntes e tensões.
b) O valor da potência dissipada no resistor de 10Ω .
c) O valor da potência total gerada.

Inicialmente adota-se (chute) um sentido para a corrente no circuito, em seguida


indicam-se os potenciais nos terminais de cada bipolo, respeitando a convenção de que no
receptor a corrente entra pelo terminal de potencial positivo.
Em seguida são escritas as equações correspondentes a cada malha obtendo-se
assim o sistema de equações que permite dimensionar o circuito. Neste caso o circuito é
composto por uma malha fornecendo uma equação, apresentada a seguir.
[5 ⋅ I + 5 ⋅ I + 5 ⋅ I + 10 ⋅ I − 60 − 40] = 0 → [25 ⋅ I] = 60 + 40 → I=+4

Como o sentido da corrente “ I “ foi “chutado” o sinal positivo (+) indica que o
“chute” foi no sentido correto, ou seja: I = 4A no sentido indicado. Com este valor
determina-se todas as tensões e potências necessárias para o dimensionamento do circuito,
conforme os resultados apresentados a seguir.

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a) Indicação e valores das correntes e tensões no circuito.

b) Potência dissipada no resistor de 10 Ω .


P10 = V ⋅ I → P10 = 40 ⋅ 4 → P10 = 160W

c) Potência total gerada: PTg = 60 ⋅ 4 + 40 ⋅ 4 → PTg = 400W

OBS:
a) Como a potência total gerada ou fornecida (bipolos geradores ou fontes) é sempre
igual à potência total recebida (bipolos receptores) é possível verificar se a solução
está correta: PTr = 4 ⋅ 20 + 4 ⋅ 20 + 4 ⋅ 20 + 4 ⋅ 40 → PTr = 400W .

b) Como os resistores são percorridos pela mesma corrente estão associados em série e
podem ser substituídos por um único resistor de 25Ω . Generalizando pode-se
afirmar que na associação série o resistor equivalente é igual à soma dos resistores
individuais, ou que: R eq = ∑ R série .
c) No circuito existem 6 bipolos: 2 geradores e 4 receptores, pode-se afirmar que as
potencias fornecidas pelos geradores são recebidas (utilizadas) pelos receptores.
1-03 ANÁLISE DE KIRCHHOFF E ANÁLISE DE MAXWELL

Qualquer circuito elétrico pode ser analisado e dimensionado, conhecendo-se a


característica elétrica de cada bipolo e aplicando-se as duas leis de Kirchhoff. Assim sendo,
considere o circuito desenhado a FIG. – 1.3 e, a partir da aplicação deste conceito obtenha
o sistema de equações que permite dimensionar este circuito e em seguida os valores das
correntes assinaladas.

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FIG. – 1.3 – Circuito com cinco bipolos, dois nós e duas malhas

Sistema de equações:

1° lei: Ib = Ia – Ic (4)
2° lei: E = V1 + V2 → característica → 10K Ia + 2K Ib = 110 (5)
2° lei: V2 = V3 + V4 → característica → 1k Ic + 1k Ic - 2K Ib = 0 (6)
Resolvendo o sistema obtêm-se os seguintes valores de correntes:
Ia = 10 mA, Ib = 5 mA e Ic = 5 mA.
Nota-se que foram adotadas três correntes de ramos e que porisso resolveu-se um
sistema com três equações a três incógnitas. É notório que em um circuito mais elaborado,
onde há maior número de ramos, o sistema de equações fica mais complexo e portanto
mais difícil de resolver.

A análise proposta por Waxwell minimiza este inconveniente através do estudo das
correntes fictícias de malhas, permitindo montar um sistema matricial de equações
linearmente independentes e minimizado, obtido diretamente do circuito dado. A partir do
sistema de equações obtido por análise de Kirchhoff, constituído pelas equações (4), (5) e
(6), é possível mostrar como obter as equações aplicando a análise de Maxwell, em
seguida apresentada.

Eliminando-se por substituição a corrente “Ib” das equações (5) e (6), obtém-se o
seguinte sistema de equações:

12K Ia – 2K Ic = 110 (7)


-2K Ia + 4K Ic = 0 (8)

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que disposto na forma de matrizes fornece o seguinte sistema matricial de equações:
12K − 2K  Ia 110 
 − 2K 4K  ⋅ Ic  =  0  (9)
     
A solução deste sistema fornece os valores das correntes de ramos Ia e Ic, obtendo-
se em seguida o valor da corrente de ramo Ib.
A análise de malhas proposta por Maxwell permite obter este sistema matricial de
equações (9) diretamente a partir do circuito dado, para isso ao invés das correntes reais
de ramos, consideram-se as correntes ( α e β ) fictícias de malhas, procedendo-se da

seguinte maneira: (considere o circuito desenhado na FIG. 1.4).

FIG. – 1.4 – Representação das Correntes de Malhas


1) Identificam-se todas as Malhas do circuito. (Malha α e Malha β )
2) Adotam-se obrigatoriamente todas as correntes fictícias de malhas no sentido horário
(correntes α e β ).
3) Obtém-se um sistema de duas equações a duas incógnitas (menor que o de Kirchhoff),
apresentado a seguir:

 + R αα − R αβ  α  E α 
 ⋅ =  (10)
 − R βα + R ββ   β  Eβ 

Aonde os elementos em cada matriz correspondem aos valores dos resistores e


geradores que formam o circuito, assim considerados:

“ R αα ” é um elemento sempre positivo e igual a SOMA das resistências que pertencem a

MALHA " α ". No caso: R αα = 10K + 2K = 12K

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“ R ββ ” é um elemento sempre positivo e igual a SOMA das resistências que pertencem a

MALHA " β ". No caso: R ββ = 1K + 1K + 2K = 4K

“ R αβ = R βα ” são elementos sempre negativos e iguais à resistência comum às MALHAS

" α ” e “ β ". No caso: R αβ = R βα = 2K

“ E α ” é um elemento sempre igual à soma algébrica das fontes de TENSÕES que pertencem

à malha " α ", sendo positivo se a corrente da malha sair pelo POSITIVO da fonte e
negativo caso contrário. No caso: E α = + 110 V.

“ Eβ ” é um elemento sempre igual a soma algébrica das fontes de TENSÕES que pertencem

à malha " β ", sendo positivo se a corrente " β " sair pelo POSITIVO da fonte e negativo caso

contrário. No caso: Eβ = 0. (não há gerador na malha " β ").

As fictícias correntes " α ” e “ β " podem ser relacionadas com as verdadeiras correntes

de ramos (Ia, Ib e Ic) da maneira como segue:

Ia = Iα → pois o ramo “a” pertence apenas à malha “ α ”

Ic = Iβ → pois o ramo “c” pertence apenas à malha “ β ”

Ib = Iα − Iβ → pois o ramo “b” pertence simultaneamente às malhas “ α ” e “ β ”,

sendo que o sentido da corrente no ramo “b” concorda (sinal +) com o sentido da corrente
da malha “ α ” e discorda (sinal -) do sentido da corrente de malha “ β ”.

Substituindo-se estes valores nos elementos do sistema de equações (10), obtém-se


o sistema de equações (11) que é o mesmo que o sistema de equações (9) obtido pela
análise de Kirchhoff, com a vantagem de ser construído diretamente a partir do circuito.

12K − 2K  Ia 110 


 − 2K 4K  ⋅ Ib =  0  (11)
     

Cuja solução fornece os valores das correntes do circuito:


Ia = 10 mA, Ib = 5mA e Ic = 5 mA

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Para verificar se os resultados encontrados estão corretos, se realiza o balanço das
potências do circuito, obtém-se os seguintes resultados:

No bipolo de 110V ⇒ P = 110x10-2 ⇒ P = 1,1W (gerada)


No bipolo de 10k ⇒ P = 104 x 10-4 ⇒ P = 1,0W (recebida)
No bipolo de 2k ⇒ P = 2x103x25x10-6 ⇒ P = 0,05W (recebida)
No bipolo de 1k ⇒ P = 103x25x10-6 ⇒ P = 0,025W (recebida)
No bipolo de 1k ⇒ P = 103x25x10-6 ⇒ P = 0,025W (recebida)
Como a potência fornecida pela fonte é igual à potência recebida pelos resistores,
conclui-se que, provavelmente, os resultados estão corretos.

1-04 EXERCÍCIOS COM NÍVEL CRESCENTE DE DIFICULDADE.

A) – Circuitos com uma malha.


A–01 Dado o circuito elétrico abaixo, pede-se:
a) Indicar no circuito os sentidos e valores das correntes e tensões.
b) O valor da potência dissipada no resistor de 10Ω.
c) O valor da potência total gerada.
Solução:

[15 + 10] ⋅ α = +60 + 40 → α = + 4 → I = 4A

a) Indicação e valores das correntes e tensões no circuito.

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b) Potência dissipada no resistor de 10 Ω.


P10 = V ⋅ I → P10 = 40 ⋅ 4 → P10 = 160W

c) Potência total gerada


PTg = 60 ⋅ 4 + 40 ⋅ 4 → PTg = 400W

OBS: A potência total gerada ou fornecida ( bipolos geradores ou fontes) é sempre igual a
potência total recebida (bipolos receptores).
A–02 Dado o circuito elétrico abaixo, sabe-se que o resistor de 15Ω dissipa 240W, pede-
se determinar:
a) O valor da força eletromotriz “E”.
b) O valor da tensão (VAB ) entre os pontos A e B.

c) O valor da tensão (VCA ) entre os pontos C e A.

d) O valor da potência total dissipada.

Solução:
Equação obtida a partir da malha “ α ” → [15 + 2 + 8] ⋅ α = +60 + E (1)
Equação obtida a partir da potência → PR = R ⋅ (I)2 → 240 = 15 ⋅ (α )2 (2 )
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Cuja solução fornece duas respostas: α = +4 ou α = −4
É necessário verificar se as duas respostas são possíveis:
(I) - Para α = +4 → [15 + 2 + 8] ⋅ 4 = +60 + E → E=40V

(II) - Para α = −4 → [15 + 2 + 8] ⋅ (− 4) = +60 + E → E=-160V como “E” deve assumirr um

valor positivo esta resposta deve ser descartada.


a) Cálculo do valor da tensão entre os pontos A e B. (VAB )

Separando o circuito em duas partes, conforme figura acima, e adotando o sentido de


percurso horário, obtêm-se os seguintes resultados:
Circuito 1 → + VAB + 15 ⋅ 4 + 8 ⋅ 4 − 60 = 0 → VAB = −32 V

Circuito 2 → 2 ⋅ 4 − 40 − VAB = 0 → VAB = −32 V

Os resultados são iguais, mostrando que uma vez dividido o circuito em partes, no caso
duas, o resultado independe da parte selecionada para análise, bastando equacionar uma
delas para obter a resposta procurada. Escolher para análise a parte mais simples, que
neste caso é o circuito 2.
b) O valor da tensão entre os pontos C e A. (VCA )

Adotando o sentido horário para analisar o


circuito, obtém-se o seguinte resultado:
− VCA − 60 + 15 ⋅ 4 = 0 →

VCA = 0 V

OBS: Verifique que o resultado se mantém


caso se faça a análise utilizando a outra parte
do circuito.

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c) O valor da potência total dissipada.

PTd = (15 + 8 + 2 ) ⋅ (4)2 → PTd = 400W .

A–03 No circuito abaixo a potência dissipada no resistor de 10Ω é igual a 160W. Pede-se
determinar a polaridade do bipolo ideal ligado entre os pontos “A e B” e o valor da sua
força eletromotriz “E” indicada. Sinalize a corrente e as tensões nos circuitos resultantes.

Solução:
Equação obtida a partir da malha “ α ” → [7 + 8 + 10] ⋅ α = +40 + E
Equação obtida a partir da potência → P10 = 10 ⋅ (α )2 → 160 = 10 ⋅ (α )2 → α = ±4

(I) - Para α = +4 → [7 + 8 + 10] ⋅ (+ 4) = +40 + E → E=60V

(II) - Para α = −4 → [7 + 8 + 10] ⋅ (− 4) = +40 + E → E=-140V

Resultam então dois circuitos que satisfazem as condições do enunciado. Na figura abaixo
desenhada estão esquematizados esses circuitos e a indicação das respectivas correntes e
tensões.

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A–04 Calcule o valor do resistor “R” no circuito abaixo para que este dissipe 240W.

Solução:
Equação obtida a partir da malha “ α ” → [R + 4 + 6] ⋅ α = +60 − 160 (1)

Equação obtida a partir da potência fornecida → PR = R ⋅ (α )2 → 240 = R ⋅ (α )2 →

240
(α )2 = (2)
R
A equação (1) pode ser assim desenvolvida:

[R + 10]2 ⋅ (α )2 = 10000 → substituindo pela equação (2) resulta a seguinte expressão:

[R + 10]2 ⋅ 240 = 10000 → 240 ⋅ R 2 + 4800 ⋅ R + 24000 = 10000 ⋅ R →


R

240 ⋅ R 2 − 5200 ⋅ R + 24000 = 0 → 3 ⋅ R 2 − 65 ⋅ R + 300 = 0 →

65 ± (65)2 − 4 ⋅ 3 ⋅ 300 65 ± 25
R= → R= obtendo-se os seguintes resultados:
6 6

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20
R = 15Ω ou R= Ω e como ambos são positivos atendem a exigência do enunciado.
3
OBS: Verifique que substituindo “R” pelos valores encontrados a potência nele dissipada é
igual a 240W.

A–05 Considere o circuito do exercício anterior e determine qual o valor da potência que o
resistor “R” deve dissipar para que se tenha uma única resposta.
Equação obtida a partir da malha “ α ” → [R + 4 + 6] ⋅ α = +60 − 160 (1)

PR
equação obtida a partir da potência → PR = R ⋅ (α )2 → R= (2)
(α )2
Substituindo a equação (2) na equação (1) obtém-se a seguinte expressão:
 PR   P + 10 ⋅ (α )2 
 + 10 ⋅ α = −100 →  R  ⋅ α = −100 →
 (α )2   (α )2 

 P + 10 ⋅ (α )2 
 R  = −100 → 10 ⋅ (α )2 + 100 ⋅ α + PR = 0 →
 α 

2 − 10 ± (10 )2 − 4 ⋅ 0 ,1 ⋅ PR
α + 10 ⋅ α + 0,1 ⋅ PR = 0 → α = →
6
Então para que a resposta seja única o discriminante “ ∆ ” da equação deve ser nulo,
obtendo-se o seguinte resultado:

(10)2 − 4 ⋅ 0,1 ⋅ PR = 0 → 0.4 ⋅ PR = 100 →

PR = 250W.

OBS: Como exercício, desenhe o circuito correspondente e indique o valor da corrente e


das tensões nos bipolos.

B) – Circuitos com duas malhas.


B–01 Dado o circuito elétrico abaixo, pede-se:
a) Indicar no circuito o sentido e o valor da corrente e da tensão em cada bipolo.
b) O valor da potência dissipada no resistor de 10 Ω .
c) O valor da potência total gerada.

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Equações de malhas: (10 + 15) ⋅ α − (0) ⋅ β = +60 + 40 (1)

− (0 ) ⋅ α + (12 + 8 ) ⋅ β = −60 − 40 (2)

Cuja solução fornece o valor das correntes de malhas: α = 4 e β = −5

Obtendo-se os seguintes valores para as correntes de ramos:


I1 = α → I1 = 4 A
I2 = −β → I2 = 5A

I3 = α − β → I3 = 9 A

a) Indicação das correntes e tensões:

b) Potência dissipada no resistor de 10Ω.

P10 = R ⋅ (I1)2 → P10 = 10 ⋅ (4 )2 → P10 = 160 W

d) Calculo do valor da potência total gerada.


Há três geradores portanto a potência total gerada é obtida somando-se a potência em
cada gerador:

CC_18
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PTg = 60 ⋅ 4 + 40 ⋅ 9 + 60 ⋅ 5 → PTg = 900 W

OBS: Como exercício, verifique o balanço de potências.

B–02 Determine o valor da resistência “R” no circuito abaixo, de forma que a tensão sobre
ela seja igual a 25V.

Há dois casos a serem considerados: Chamando de “A” e “B” os terminais do resistor “R” a
tensão sobre ele será:
a) VAB = 25V

b) VBA = 25V

Equações de malhas: (25) ⋅ α − (0 ) ⋅ β = +10 + 50 + 40 (1)

− (0 ) ⋅ α + (R + 15 ) ⋅ β = −60 − 40 (2)

Para a condição a) obtém-se a equação: VAB = R ⋅ β → 25 = R ⋅ β (3)

Combinando as equações (2) e (3) obtém-se a seguinte equação:

(R + 15) ⋅ 25 = −100 → 25 ⋅ R + 375 = −100 ⋅ R → R = −3Ω → Impossível.


R
Para a condição b) obtém-se a equação: VAB = R ⋅ (− β ) → 25 = R ⋅ (− β ) (4)

Combinando as equações (2) e (4) obtém-se a seguinte equação:

(R + 15) ⋅ (− 25) = −100 → − 25 ⋅ R − 375 = −100 ⋅ R → R = 5Ω .


R
OBS: Como exercício, verifique o balanço de potências e determine a tensão (VCA ) entre

os pontos “C e A”.

CC_19
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1-04 EXERCÍCIOS PROPOSTOS COM RESPOSTAS.


E–01 Dado o circuito abaixo pede-se determinar:
a) Os valores das correntes Ia e Ib.
b) O valor da tensão Va.
c) A potência dissipada em cada resistor.
d) A potência fornecida pela fonte de 50V.

Resp: Ia = 0.5 mA, Ib = 2.0 mA, Va = 160 V


E–02 Qual a potência total fornecida no circuito abaixo.

Resp: Pg = 2160 W

E–03 Dado o circuito abaixo e o valor das correntes indicadas, pede-se:


a) Os valores das correntes de malhas.
b) A tensão no resistor de 800 Ohms.
c) A potência na fonte de 23 V.
d) A potência total dissipada.

CC_20
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Resp: α = 0,338A β = 0,039A φ = 0,528A

E–04 Dado o circuito abaixo, utilize análise de malhas, e determine o valor do resistor “R”
para que a tensão sobre ele seja 3,69V.

Resp: R = 1K Ohm

E–05 – Dado o circuito abaixo calcule a tensão sobre o resistor de 4 Ohms.

CC_21
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Resp: V = 62,77 V
E–06 - Dado o circuito abaixo, calcule a corrente no resistor de 10K Ohms.

Resp: I = 10 mA
E–07 – Dado o circuito abaixo, determine a tensão VAB.

Resp: V = 75V
E–08 - Dado o circuito abaixo, calcule a corrente no resistor de 200 Ohms.

CC_22
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Resp: I = 35,69 mA
E–09 Dado o circuito abaixo, calcule a tensão VAB.

Resp: VAB = 10,28V


E–10 Dado o circuito abaixo, calcule a corrente no ramo A e B.

Resp: I = 60 mA

E–11 Dado o circuito abaixo, calcule a tensão VAB.

CC_23
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Resp: VAB = 91,95V


E–12 Dado o circuito abaixo determine os valores das correntes Ia e Ib.

Resp: Ia = 2.0 mA, Ib = 8.0 mA, Va = 80 V


E–13 Qual a potência total recebida no circuito abaixo.

Resp: Pg = 864 W

E–14 Dado o circuito abaixo calcule a tensão sobre o resistor de 4 Ohms.


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Resp: V = 8,24 V
E–15 Dado o circuito abaixo e o valor das correntes indicadas, pede-se:
a) Os valores das correntes de malhas.
b) A tensão no resistor de 800 Ohms.
c) A potência na fonte de 23 V.
d) A potência total dissipada.

Resp: α ≅ 79 mA β ≅ 175 mA φ ≅ 300 mA

1-05 EXERCÍCIOS DE PROVAS ANTERIORES.


P–01 Dado o circuito pede-se:

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a) O valor da tensão “E”. (1.5 Ptos)
b) O valor da tensão VBA. (1.5 Ptos)
c) A potência total gerada. (1.0 Ptos)

Solução:
+ (7) ⋅ α - (4 ) ⋅ (− 8 ) - (0 ) ⋅ µ = 25 + 42

− (4 ) ⋅ α + (15) ⋅ (− 8 ) - (6 ) ⋅ µ = -57 - 70 - 25

− (0 ) ⋅ α - (6 ) ⋅ (− 8 ) + (13 ) ⋅ µ = 70 + E
Resolvendo o sistema obtém-se:
α = 5A
µ = 2A e

a) E = 4 V
b) − VBA − 4 + 2 + 5 = 0

VBA = + 3V
c) PTg = 13 ⋅ 25 + 5 ⋅ 42 + 8 ⋅ 57 + 4 ⋅ 2 + 10 ⋅ 70

PTg = 1699 W

P–02 Dado o circuito pede-se:


a) O valor da tensão E. (1.0 Pto)
b) O valor da corrente IX. (1.0 Pto)
b) O valor da tensão VBA. (1.0 Pto)

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Resp: a) E= 40V
b) IX = -1A
c) VBA = 57,5V
P–03 Dado o circuito pede-se:
a) O valor da tensão “E” (1.5 Ptos)
b) O valor da tensão VBA. (1.5 Ptos)
c) A potência total gerada. (1.0 Ptos)

Resp: a) E= 50V
b) VBA = -5,76V
c) PTg = 184 W

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P–04 Considere o circuito abaixo desenhado. Sabendo que a tensão “ VAD ” é igual

a 40V, calcule os seguintes valores:


a) Do resistor “R”. (1.5 Ptos)
b) Da tensão “ VDB ”. (1.5 Ptos)

c) Da potência total gerada. (1.5 Ptos)

Resp: a) R=
b) VDB =

c) VBA

P–05 Dado o circuito abaixo, pede-se:


a) O valor da tensão Vx . (2.0 Ptos)

b) O valor da tensão VBA . (2.0 Ptos)

Resp: a) VX = 50V

b) VBA = -4V

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P–06 Dado o circuito pede-se:
a) O valor da resistência “R” para que a tensão “VX” seja igual a “–116V”. (2.0 Ptos)
b) A potência total gerada. (2.0 Ptos)

Resp: a) R = 3Ω
b) PG = 28.635W

P–07 Dado o circuito pede-se calcular os valores aproximados da:


a) Potência total fornecida. (2.0 Ptos)
b) Tensão VBA . (2.0 Ptos)

Resp: a) Pf = 2,7W

b) VBA = 90,31V

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P–08 Dado o circuito determine e sabendo que a corrente “I X“ é igual a 2,68 A,
determine:
a) O valor da força eletromotriz “E”. (2.0 Ptos)
b) O valor da potência total recebida. (3.0 Ptos)

Resp: a) E ≅ 60V
b) PR ≅ 211,4W

P–09 Considere o circuito abaixo desenhado. Sabendo que a corrente “Ix”


indicada é igual a zero, pede-se calcular:
a) O valor da tensão “E”. (1.5 Ptos)
b) O valor da tensão VAB (1.5 Ptos)
c) A potência total gerada. (1.5 Ptos)

Resp: a) E = 37,5V b) VAB = 325V c) PG = 1.137,5W

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CAPÍTULO 02
Circuitos em Regime Monofásico
Senoidal Permanente
Neste capítulo será estudado o comportamento de circuitos elétricos com carga,
composta por uma associação qualquer de resistores, capacitores e indutores, alimentada
por uma fonte monofásica senoidal em regime permanente. Serão introduzidos conceitos
sobre: potência aparente, potência ativa, potência reativa e correção do fator de potência
através da análise de circuitos elétricos e diagramas de fasores.
2-01 CARACTERÍSTICA ELÉTRICA DA FONTE DE ALIMENTAÇÃO
A tensão fornecida pela fonte de alimentação é do tipo senoidal cuja expressão geral
matemática é dada pela seguinte função:

V(t) = Vp sen (wt + φ) onde define-se:


Vp → valor máximo ou valor de pico, expresso por VP = 2 ⋅ Vef ( Vef =Valor eficaz).

w → freqüência angular ( w = 2 ⋅ π ⋅ f ) expressa em radianos por segundo


φ → fase inicial expresso em radianos.
t → Tempo expresso em segundos

A função seno pode ser representada por um fasor que considera o módulo (valor de
pico ou eficaz) e a fase inicial da tensão de alimentação, assim representado:

FIG. - 2.1 A função V(t) senoidal e sua representação fasorial.


CA_1
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Na FIG. – 2.1 tem-se representado a função V(t) = VP ⋅ sen(w ⋅ t ) e o seu respectivo

diagrama fasorial, como um ciclo ou período da função senoidal é formada por semi-ciclos
positivo e negativo, os circuitos elétricos neste regime são denominados de circuitos em
corrente alternada (CA). As diversas funções senoidais podem ser representadas pelos
seus respectivos fasores, assim como indica as funções da tabela abaixo.

Função no tempo Fasor correspondente

V(t) = 100 ⋅ sen(377 ⋅ t + 30°)

V(t) = 400 ⋅ sen(377 ⋅ t − 120°)

V(t) = 400 ⋅ 2 ⋅ sen(400 ⋅ t)

2-02 CARACTERÍSTICA ELÉTRICA DOS BIPOLOS RECEPTORES

♦ Característica elétrica do Resistor em CA: A característica elétrica do resistor é dada

pela seguinte função: v(t) = R ⋅ i(t) - como “R” é uma constante real, denominada de

impedância resistiva, afirma-se que no resistor a corrente está em fase com a tensão.
Na FIG. – 2.2 estão ilustrados o circuito, os fasores e funções no tempo da tensão e
corrente no resistor.

FIG. - 2.2 Circuito, funções e fasores de corrente e tensão no resistor


podem-se escrever as seguintes equações fasoriais:

CA_2
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♦ Característica elétrica do Capacitor em CA: A característica elétrica do capacitor é

d v(t)
dada pela função i(t) = C ⋅ , como “C” é uma constante real denominada de
dt
capacitância, se a tensão é senoidal a corrente é cossenoidal, afirma-se que no capacitor a
corrente está em adiantada de 90º da tensão. Na seqüência obtém-se a expressão
associada à impedância do capacitor, denominada de reatância capacitiva:

v(t) = Vp ⋅ sen(wt)

dVp ⋅ sen(wt)
i(t) = C ⋅
dt

i(t) = w ⋅ C ⋅ Vp ⋅ cos(wt)

i(t) = Ip ⋅ sen(wt + 90) e portanto no capacitor a corrente adiantada 90° da tensão.

Ip = (w ⋅ C) ⋅ Vp , fazendo-se analogia com a Lei de Ohm, no capacitor a reatância

capacitiva “ X C ” é dada pela seguinte expressão:

Vp 1 1
XC = = = (Ω
Ω)
Ip w⋅C 2⋅π⋅f⋅C

Na FIG. – 2.3 estão ilustrados o circuito, os fasores e as funções no tempo da tensão


e corrente no capacitor.

FIG. - 2.3 Circuito, funções e fasores de corrente e tensão no capacitor


pode-se escrever as seguintes equações fasoriais:

CA_3
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♦ Característica elétrica do indutor em CA: A característica elétrica do indutor é dada

d i(t)
pela função v(t) = L ⋅ , como “L” é uma constante real denominada de capacitância,
dt
se a corrente for senoidal a tensão será cossenoidal, afirma-se que no indutor a corrente
está em atrasada de 90º da tensão. Na seqüência obtém-se a expressão associada à
impedância do indutor, denominada de reatância indutiva:

i(t) = Ip ⋅ sen(wt)

d Ip ⋅ sen(wt)
v(t) = L ⋅
dt

v(t) = w ⋅ L ⋅ Ip ⋅ cos(wt)

v(t) = Vp ⋅ sen(wt + 90) , fazendo-se analogia com a Lei de Ohm, no indutor a reatância

indutiva “ X L ” é dada pela seguinte expressão:

Vp
XL = = w ⋅ L = 2 ⋅ π ⋅ f ⋅ L (Ω
Ω)
Ip
Na FIG. – 2.4 estão ilustrados o circuito, os fasores e as funções no tempo da tensão
e corrente no indutor.

FIG. - 2.4 Circuito, funções e fasores de corrente e tensão no indutor


pode-se escrever as seguintes equações fasoriais:

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2-03 TRIÂNGULO DAS IMPEDÂNCIAS, DAS TENSÕES E DAS POTÊNCIAS

Considere o circuito R,L,C série desenhado na FIG – 2.5 percorrido pela corrente
indicada e com X L > X C .

FIG. - 2.5 Circuito R,L,C série

♦ Triângulo das impedâncias

Analisando o circuito conclui-se que a impedância total é a soma de cada uma das
impedâncias dos bipolos, como ilustra o diagrama de fasores desenhado na FIG – 2.6,
obtendo-se como resultado um triângulo retângulo com um cateto igual a soma das
impedâncias reativas e outro cateto igual a impedância resistiva, cuja hipotenusa é igual a
impedância total do circuito, definido como triângulo das impedâncias.

FIG. - 2.6 Triângulo das Impedâncias


Obtém-se as seguintes equações:

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♦ Triângulo das Tensões
Multiplicando-se o triângulo das impedâncias pela corrente que circula pelo circuito
obtém-se o triângulo das tensões, como ilustra o diagrama fasorial desenhado abaixo na
FIG – 2.7.

FIG. - 2.7 Triângulo das Tensões


Obtém-se as seguintes equações:

♦ Triângulo das Potências


Multiplicando-se o triângulo das tensões pela corrente que circula pelo circuito,
obtém-se o triângulo das tensões, como ilustra o diagrama fasorial desenhado na FIG – 2.8.

FIG. - 2.8 Triângulo das Potências


Obtêm-se as seguintes equações:

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2-04 FATOR DE POTÊNCIA

A relação entre a potência ativa e a potência aparente é definido como fator de


potência (FP). O fator de potência é um número ≤ 1 que exprime a relação entre a
potência paga (KW) e a potência solicitada (KVA) pelo consumidor.
Em um circuito puramente resistivo o fator de potência é unitário (φ = 0º) e assim

sendo, a potência paga é igual a potência solicitada. Porem, na industria a carga instalada
em geral é indutiva (motores) fazendo com que o fator de potência diminua ou que a
potência solicitada seja maior que a potência paga onerando a concessionária, por este
motivo o fator de potência é padronizado pelas normas brasileiras em um valor mínimo
igual a 0.92 (φ = 23º) , obrigando o consumidor a instalar uma potência ativa igual ou

maior que 92% da potência solicitada, ou que na sua instalação exista no máximo 8% de
reativos instalados. A partir do triângulo das potências pode-se concluir que o fator de
potência pode ser expresso pela equação:
P
FP = ou FP = cos(φ ) normalizado em FP ≥ 0.92 ou φ ≤ 23º.
S
Em um circuito R,L,C série alimentado por uma fonte monofásica senoidal pode-se
obter as seguintes relações:
♦ Se XL > XC ⇒ circuito indutivo ⇒ Q > 0 ⇒ PR < P ⇒ “I” atrasada de “V”.
♦ Se XL = XC ⇒ circuito resistivo ⇒ Q = 0 ⇒ PR = P ⇒ “I” em fase com “V”.
♦ Se XL < XC ⇒ circuito capacitivo ⇒ Q< 0 ⇒ PR < P ⇒ “I” adiantada de “V”.
Nas indústrias de grande e médio porte, a potência total instalada é relativamente
grande, motivo pelo qual as concessionárias obrigam as indústrias a respeitar a norma e
manter o fator de potência ≥ 0,92 , caso contrário são penalizadas com aplicação de altas

multas ou corte do fornecimento de energia. O propósito desta exigência é diminuir a


corrente total da instalação, diminuindo a bitola do fio de transmissão e
conseqüentemente diminuindo os custos envolvidos.
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Desta forma, caso o fator de potência seja inferior a 0,92 o consumidor é obrigado a
fazer a sua correção, obedecendo a norma, alterando a potência reativa instalada, sem
alterar a potência ativa necessária para alimentação das máquinas e luminárias. Em linhas
gerais, pode-se afirmar que corrigir o fator de potência equivale a minimizar os reativos
ou os “kVArs” instalados. São válidas as seguintes observações:
♦ Se a instalação possuir um fator de potência indutivo ou atrasado e menor que o
exigido, a sua correção pode ser feita adicionando-se capacitores, em série ou paralelo,
com a carga, para assim diminuir os reativos e aumentar o fator de potência final.
♦ Se a instalação possuir um fator de potência capacitivo ou adiantado e menor que o
exigido, a sua correção pode ser feita adicionando-se indutores, em série ou paralelo, com
a carga, para diminuir os reativos e aumentar o fator de potência final.
O típico é ter cargas indutivas (motores) instaladas, sendo necessário adicionar
bancos de capacitores em paralelo com a carga para a correção do fator de potência. Os
capacitores são colocados em paralelo com a carga para manter inalterada a potência
ativa. No decorrer será considerado este tipo de carga, portanto a correção do fator de
potência será realizada com a colocação de um capacitor, previamente calculado, em
paralelo com a carga para que o fator de potência final seja igual ou maior que 0.92.
2-04 CÁLCULO DO CAPACITOR PARA CORREÇÃO DO FP.
Considere o circuito desenhado na FIG-2.9 abaixo.

FIG. 2.9 – Circuito Indutivo com o capacitor de correção do FP


Supondo que a carga R,L série (equivalente a impedância de um motor) tenha um
fator de potência menor do que o padronizado pelas normas brasileiras, então para fazer a
correção do fator de potência, dimensiona-se um capacitor de capacitância igual a “C”,
que colocado em paralelo com a carga aumenta o fator de potência para o valor igual a
0.92conforme exige a norma.

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Com auxílio do triângulo das potências, pode-se deduzir a equação que permite
encontrar o valor de “C” responsável em absorver a potência reativa “QC”, que corrige o
fator de potência para o valor desejado, assim sendo considere o triângulo das potências
desenhado na FIG – 2.10, onde se destacam as seguintes variáveis:

P → Potência ativa da carga (não se modifica com a ligação do capacitor de correção)


QL → Potência reativa da carga
QC → Potência reativa do capacitor ligado em paralelo com a carga

QF → Potência reativa final da instalação


S → Potência aparente antes da correção
S’ → Potência aparente após a correção
φZ → Ângulo antes da correção (fase da impedância ZR,L)
φC → Ângulo após a correção. (fase da impedância Zeq)

FIG. 2.10 – Triângulo das potências com correção do FP


Seguem na seqüência as etapas para se obter a equação que fornece o valor da
capacitância “C” procurada:
A potência reativa final é igual a diferença entre a potência reativa do indutor e do
capacitor, ou seja,
QF = QL − Q C e portanto

QC = QL − QF (1)

QC =
(V )2 → QC =
(V )2 → Q C = (2 ⋅ π ⋅ f ⋅ C ) ⋅ (V )
2

XC 1
2⋅π⋅f ⋅C
QL = P ⋅ tag(φ Z ) e QF = P ⋅ tag(φ COR )
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Substituindo-se os valores das potências reativas na equação (1) obtém-se a expressão:

(2 ⋅ π ⋅ f ⋅ C) ⋅ (V )2 = P ⋅ tag(φ Z ) − P ⋅ tag(φ COR )

De onde resulta a expressão que fornece o valor de “C” procurado:

P ⋅ [tag(φ Z ) − tag(φ COR )]


C=
(2 ⋅ π ⋅ f ) ⋅ (V )2
Onde: C = Capacitância, em Farad (F).
φ Z = ângulo de fase da carga sem correção, em graus.

φ COR = ângulo de fase da carga final com correção, em graus. (máximo 23º)

P = potência ativa, em Watts (W).


f = freqüência do circuito, em Hertz (Hz).
V = tensão eficaz da fonte de alimentação, em Volts (V).
Exemplo: Um determinado motor exige, para funcionamento normal, uma corrente de 5
Aef quando conectado à uma rede de alimentação de 220 Vef e freqüência de 60 Hz, com
um fator de potência atrasado igual a 0,65. Pede-se:
a) Qual o capacitor que colocado em paralelo com este motor corrige o fator de potência
para 0,92?
b) Desenhe o circuito elétrico que represente a instalação, com o capacitor de correção do
fator de potência.
c) Qual o novo valor eficaz da corrente no gerador após a correção do fator de potência?
Comente este resultado.
Solução:
a) Cálculo do capacitor.
P = Vef ⋅ I ef ⋅ cos(φ Z ) →

P = 220 ⋅ 5 ⋅ 0.65 →

P =≅ 715W
Antes da correção do FP tem-se: cos(φ Z ) = 0.65 , portanto φ Z = 49.45º
Após a correção do FP tem-se: cos(φ COR ) = 0.92 , portanto φ COR = 23º
P ⋅ [tag(φ Z ) − tag(φ COR )]
C=
(2 ⋅ π ⋅ f ) ⋅ (V )2

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715 ⋅ [tag(49.45) − tag(23)]
C= 2
→ C ≅ 29 µF
2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ (220)

b) Circuito elétrico que representa a instalação.


Determinação das impedâncias:
• •
V •
220
z RL
= ZRL ∠φ → z RL
=
I
∠φ → z RL
=
5
∠49.45 →
• •

z RL
= 44∠49.45 → z RL
= 28.6 + 33.43J → R = 28.6Ω e X L = 33.43Ω

XL 33.43
L= → L= → L ≅ 88 mH
2⋅π⋅f 2 ⋅ π ⋅ 60
O circuito elétrico que representa a instalação é aquele desenhado FIG - 2.11.

FIG. 2.11 – Circuito que representa a instalação do motor com correção do FP

b) Cálculo da corrente no gerador após a correção do FP.

A potência ativa não se modifica então:

Antes da correção do FP → P = V ⋅ I ⋅ cos(φ Z )

Após a correção do FP → P = V ⋅ I'⋅ cos(φ COR )

V ⋅ I ⋅ cos(φ Z ) = V ⋅ I'⋅ cos(φ COR ) , portanto

cos(φ Z )
I' = ⋅I
cos(φ COR )

0,65
I' = ⋅ 5 , resulta:
0.92

I' ≅ 3,53 A

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Comentários: Após a correção do fator de potência a corrente na fonte CA diminuiu 30% e
no motor a corrente permanece igual a 5 AEF. Conclui-se que após a correção do fator de
potência a concessionária fornece uma potência aparente menor e o consumidor utiliza a
mesma potência ativa.
2-05 EXERCÍCIOS
2.01 → No circuito abaixo a impedância Z& é composta por dois bipolos associados em
série. Determine os elementos que compõem Z& sabendo que a corrente está atrasada da
tensão e as potências valem 90VA e 72W.

Resp: R=72Ω e L=270mH

2.02 → Uma bobina real (R,L série) quando alimentada por um gerador senoidal de 100V
500
e Hz consome 10A e 400W, determine:
π
& sobre o resistor e a tensão V
a) A tensão V & sobre o indutor.
R L

b) O valor da indutância L.
c) O valor do resistor R.
d) Qual o elemento que colocado em série com a bobina coloca tensão e corrente em fase.

. .
Resp: VR = 40∠0º V, VL ≅ 91,63∠90º V, L ≅ 24,3 mH, R = 4 Ω e C ≅ 290µF

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2.03 → No circuito abaixo a tensão da fonte CA é igual a 5 ∠53º e a corrente igual a
2 ∠0º . Pede-se:
a) Os valores de “R” e “L”.
b) Desenhar os triângulos das impedâncias, das tensões e das potências.
c) O valor do fator de potência instalado.

Solução:

• V •
5∠53º • •
Z= •
→ Z= → Z = 2,5∠53° → Z = 1,5 + 2,0J , portanto:
2∠0°
I
XL 2
R = 1,5Ω e X L = 2Ω → L = → L= → L ≅ 5,3 mH .
2πf 2π60
• • • •
V R = R ⋅ I → V R = 1,5 ⋅ 2∠0º → V R = 3∠0º V
• • • • •
V XL = X L ⋅ I → V XL = 2∠90º⋅2∠0º → V XL = 4∠90º V
• • • • •
P = V R ⋅ I → P = 3∠0º⋅2∠0º → P = 6∠0º W → P = 6 W
• • • • •
QL = V XL ⋅ I → QL = 4∠90º⋅2∠0º → QL = 8∠90º VA R
• • • • •
6
S = V⋅ I → S = 5∠53º⋅2∠0º → S = 10∠53º VA → S = 10VA e FP = → FP = 0,6
10

CA_13
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2.04 → Dado o circuito abaixo desenhado, pede-se determinar:



a) O valor da corrente “ I ” no circuito.
b) Os valores de “R” e “L”.
c) Desenhar os triângulos das impedâncias, das tensões e das potências.
d) O valor do fator de potência instalado.

• • •
Resp: I = 10∠ − 37° A , R = 8Ω e L = 16 mH , VR = 80∠ − 37° V , VXL = 60∠53° V ,
P = 800 W , QL = 600 VA R , S = 1000 VA e FP = 0,8 atrasado.
2.05 → Dado o circuito abaixo, pede-se determinar os seguintes valores:
• •
a) Das tensões VR e VL .

b) Das potências.
c) Do fator de potência.

• •
Resp: VR = 300∠ − 16° V , VL = 400∠74° V , P = 600 W , QL = 800 VAR , S = 1000 VA e
FP=0,6 atrasado.
2.06 → No circuito abaixo a corrente está atrasada de 30º da tensão de alimentação CA,
pede-se determinar os seguintes valores:
a) Da tensão da fonte CA de alimentação.
b) Do resistor “R” e do indutor “L”.
c) Das potências e Do fator de potência.

CA_14
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• •
Resp: V = 50∠0° V , R = 2,16 Ω e L = 3,3 mH VL = 400∠74° V , P = 864 W ,

QL = 500 VA R , S = 1000 VA e FP=0,86 atrasado.

2.07 → Dado o circuito abaixo e sabendo-se que a tensão na fonte CA de alimentação é



igual a V = 220∠60° V , a potência ativa é igual a P = 2500 W e o fator de potência vale
0,5 atrasado, pede-se determinar:
a) Os valores de “R” e “L”.
• •
b) Os valores das tensões VR e VL .

c) Os valores das potências.

• •
Resp: R = 4,84 Ω , L = 22 mH , VL = 190 ,4∠90° V , VR = 110∠0° V , QL = 4330 VA R e

. S = 5000 VA .

2.08 → No circuito abaixo a tensão da fonte CA é igual a 5 ∠ − 53º e a corrente igual a


2 ∠0º . Pede-se:
a) Os valores de “R” e “C”.
b) Desenhar os triângulos das impedâncias, das tensões e das potências.
c) O valor do fator de potência instalada.

CA_15
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Solução:

• V •
5∠ − 53º •
Z= •
→ Z= → Z = 2,5∠ − 53° →
2∠0°
I

Z = 1,5 − 2,0J , portanto:
1 1
R = 1,5Ω e X C = 2Ω → C = → C= → C ≅ 1,33 mF .
2 πf ⋅ X C 2 π60 ⋅ 2
• • • •
V R = R ⋅ I → V R = 1,5 ⋅ 2∠0º → V R = 3∠0º V
• • • • •
V C = X C ⋅ I → V C = 2∠ − 90º⋅2∠0º → V C = 4∠ − 90º V
• • • • •
P = V R ⋅ I → P = 3∠0º⋅2∠0º → P = 6∠0º W → P = 6 W
• • • • •
Q C = V C ⋅ I → Q C = 4∠ − 90º⋅2∠0º → Q C = 8∠ − 90º VA R → Q C = − 8 VA R
• • • • •
S = V⋅ I → S = 5∠ − 53º⋅2∠0º → S = 10∠ − 53º VA →
S = 10 VA e
P 6
FP = → FP = → FP = 0 ,6 adiantado.
S 10

CA_16
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2.09 → No circuito abaixo a corrente está adiantada de 30º da tensão CA de alimentação,
pede-se determinar os seguintes valores:
a) Da tensão da fonte CA de alimentação.
b) Do resistor “R” e do capacitor “C”.
c) Das potências
d) Do fator de potência.

• • •
Resp: V = 500∠0° V , R = 21,65 Ω , C = 21,22 mF , VC = 250∠ − 60° V , VR = 433∠30° V ,

QL = −5000 VA R , P = 8660 W e FP = 0,866 adiantado.

2.10 → Dado o circuito abaixo e sabendo-se que a tensão na fonte CA de alimentação é



igual a V = 220∠ − 30° V , a potência ativa é igual a P = 2500 W e o fator de potência vale
0,5 adiantado, pede-se determinar:
a) Os valores de “R” e “C”.
• •
b) Os valores das tensões V R e V C .
c) Os valores das potências aparente e reativa.

• •
Resp: R = 4,84 Ω , C = 316 µF , VC = 190∠ − 60° V , VR = 110∠30° V , Q C = −4326 VA R e

P = 5000 VA .

CA_17
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2.11 → Considere o circuito abaixo desenhado e calcule os valores:
a) Da corrente no circuito.
• •
b) Das tensões V R1 e V R 2 nos resistores.
c) Das tensões no indutor e no capacitor
d) A potência no capacitor.
e) O fator de potência e as potências instaladas.

• • • •
Resp: I C = 6∠ − 37° A , VR1 = 300∠ − 37° V , VR 2 = 180 ∠ − 37° V , VL = 600∠63° V ,

VC = 240∠ − 127 ° V , Q C = −1440 VA R , PT = 2880 W , Q T = 2160 VA R , S T = 3600 VA e
FP = 0 ,8 atrasado.
2.12 → Considere o circuito abaixo desenhado e calcule:
a) Os valores das correntes no circuito.
b) O valor da impedância equivalente do circuito.
c) Os valores das tensões no indutor e no capacitor.
d) O valor do fator de potência e os valores das potências totais.
e) O valor do fator de potência em cada ramo do circuito.

• • • •
Resp: I = 20,61∠ − 39° A , I1 = 20∠ − 53° A , I2 = 100∠ − 37° A , Z eq = 24,26∠39° Ω
• •
VC = 300∠ − 53° V , VL = 400∠37° V , Q T = 6500 VA R , PT = 2880W , S T = 10305VA ,
FP1 = 0,6 atrasado, FP2 = 0,16 adiantado e FPT = 0,78 atrasado.

CA_18
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2.13 → Considere o circuito abaixo desenhado e calcule:
a) Os valores das correntes no circuito.
b) O valor da impedância equivalente do circuito.
c) Os valores das tensões no indutor e no capacitor.
d) Os valores das potências totais.
e) O fator de potência instalado.

• • • •
Resp: I = 2,2∠ − 37° A , I1 = 3.11∠ − 82° A , I2 = 2,2∠53° A , Z eq = 100∠37° Ω
• •
VC = 132∠ − 37° V , VL = 189 ,67∠8° V , Q T = 290 ,4 VA R , PT = 387,2 W , S T = 484 VA e

FPT = 0,8 atrasado.

2.14 → Dado o circuito abaixo:



a) Especifique o elemento que colocado em série ( ZS ) com a carga (R,L), coloca a
corrente em fase com a tensão e determine os reativos absorvidos por este elemento.

b) Especifique o elemento que colocado em paralelo ( Z P ) com a carga (R,L), coloca a
corrente e a tensão da fonte em fase e determine os reativos absorvidos por este
elemento.

• • •
Resp: I = 2,2∠ − 37° A , I1 = 3.11∠ − 82° A , I2 = 2,2∠53° A ,

CA_19
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2.15 → Dois motores ( M1 e M 2 ) de indução iguais e de potência 27,5W cada, são ligados
em série sob uma tensão de 220V e 60 Hz. O conjunto solicita uma corrente de 0,5 A
atrasada em relação à tensão. Pede-se:
a) O fator de potência de cada motor.
b) O fator de potência do conjunto.
c) Ligou-se em paralelo com a fonte CA de alimentação um capacitor “C” que tornou fator
de potência unitário. Determine o valor de “C” e os reativos absorvidos pelo capacitor.
Res: cosφ T = 0,5 , C ≅ 4µF

2.16 → Dois motores ( M1 e M 2 ) de indução iguais, de potência 35W cada, estão ligados
em paralelo numa rede de 140V e 60Hz, absorvendo uma corrente total de 1A. Pede-se:
a) O fator de potência do motor M1 .

b) O fator de potência do motor M 2 .

c) O fator de potência da associação.


d) O valor do capacitor ideal que colocado em paralelo com a fonte CA de alimentação
torna o fator de potência unitário. Determine o valor dos reativos absorvidos pelo capacitor.
Res: cosφM1 = cosφM1 = cosφ T = 0,5 e C ≅ 12,4µF
• • •
2.17 → Considere as impedâncias: Z1 = 10∠53º Ω , Z2 = 2 2∠ − 45º Ω , e Z3 = 2∠90º Ω
mais os circuitos a seguir e determine:
a) O elemento que colocado em série com a carga total, torna unitário (ressonância) o
fator de potência da instalação.
b) O elemento que colocado em paralelo com a carga total, torna unitário (ressonância) o

fator de potência da instalação.

1) 2)

CA_20
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3) 4)

• • • •
Res: 1) Zeq = 10∠37º Ω , 2) Z eq = 1,77∠82º Ω , 3) Zeq = 8 2∠45º Ω e 4) Z eq = 2,83∠29º Ω

2.18 → Uma fábrica funciona normalmente quando alimentada por uma linha monofásica
de transmissão assim especificada: 13.200V, 100A e 60Hz. Sabendo que o fator de
potência instalado é cosφ=0,64 atrasado, pede-se:
a) O valor do capacitor que colocado na entrada da fábrica torna unitário o FP.
b) Qual a corrente no capacitor.
c) Qual a corrente final na linha.
d) Desenhe o circuito representando a instalação com as indicações das correntes na
fonte, no motor e no capacitor.
e) Qual o valor dos reativos absorvidos pelo capacitor?
• •
Res: C ≅ 12,4µF , IC ≅ 76,84∠90º A , IL ≅ 64∠0º A e QC ≅ −985.354VA R .

2.19 → Uma fábrica solicita de uma linha; 25.000V, 60Hz e 90A com um fator de
potência de 0,75 atrasado. Qual a capacitância do capacitor que colocado em paralelo com
a fábrica, eleva o fator de potência para 0,92 atrasado? Qual a porcentagem de queda da
corrente na linha? Qual o valor do kVAR absorvido pelo capacitor?
Res: C ≅ 82µF, ∆I = 90 - 73,4 = 16,6A ou 18,4%, Qc ≅ 770kVAr

2.20 → Uma fábrica alimentada por uma linha de 13.200V, 60Hz e 20MW, tem o seu
fator de potência corrigido para 0,92 atrasado mediante a colocação de um banco de
capacitores de, aproximadamente, 230µF. Determine o fator de potência da carga
instalada sem a correção do fator de potência e o valor dos kVARs absorvido pelo
capacitor.
Res: 15MVA e 0,65

CA_21
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2-06 DESAFIOS
1 → Deseja-se ligar uma lâmpada incandescente de 60W e 110V/60Hz numa rede elétrica
de 220V/60Hz. Para proteger a lâmpada, de sobretensão, coloca-se em série um bipolo
ideal divisor de tensão. Pede-se determinar:
a) O valor R da resistência, caso o bipolo divisor seja um resistor.
b) O valor Xc e C do capacitor, caso o bipolo divisor seja um capacitor ideal.
c) O valor XL e L do indutor, caso o bipolo divisor seja um indutor ideal.
d) Analise as potências nos casos anteriores e indique o caso mais dispendioso para o
consumidor (justificar).
Res: R ≅ 201,66Ω , C ≅ 7,6µF e L ≅ 926mH

2 → Dado o circuito abaixo determine os valores das correntes nos bipolos, o valor do
fator de potência instalado e os valores das potências totais no circuito.

• • •
Res: I1 = 10 ,54∠ − 34 ,72° A , I2 = 8 ,38∠ − 100 ,78° A , I 3 = 10,48∠12,22° A

2-07 EXERCÍCIOS DE PROVAS ANTIGAS


1 → Dado o circuito abaixo, pede-se:
a) O valor da capacitância “C” do capacitor que colocado em paralelo com a fonte
corrige para 0,92 o fator de potência instalado. ( C ≅ 54 µF )

Iantes da correçãs
b) O valor de K = ( K ≅ 0,65 )
Iapós a correçã

CA_22
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Solução:
XL = W ⋅ L , portanto:

−3 −3
XL1 = 2 ⋅ π ⋅100 ⋅250 ⋅10 = 50Ω e X L2 = 2 ⋅ π ⋅100 ⋅ 75 ⋅10 = 15Ω
π π
• • 50 ⋅ 50 j • 2500 ∠90° •
Z1 = 50 // 50 j ⇒ Z1 = ⇒ Z1 = ⇒ Z1 = 35,35∠45 °
50 + 50 j 50 ⋅ 2 ∠45°

ou Z1 = 25 + 25 j

• • •
Z eq = 15 j + 5 + 25 + 25 j ⇒ Z eq = 30 + 40 j ⇒ Z eq = 50 ∠53° Ω

Calcula-se então o módulo da corrente na fonte CA, antes da correção:


200
Iantes = ⇒ I antes = 4A
50

Calcula-se a potência ativa solicitada: P = 30 ⋅ 42 ⇒ P = 480W

O valor do capacitor é obtido pela equação: C=


[ ( )
P ⋅ tag φ Zeq − tag (φ c ) ] ⇒
w ⋅ V2
480 ⋅ [tag (53) − tag (23)]
C= ⇒ ∴ C ≅ 54 µF
2 ⋅ π ⋅ 100 ⋅ (200 )2
π
Cálculo da corrente após a correção do fator de potência:
A potência aparente final é obtida pelas relações:
P P 480
S= e S = V ⋅ Iapós ⇒ Iapós = ⇒ Iapós =
cos(φ c ) V ⋅ cos(φ c ) 200 ⋅ 0,92

⇒ Iapós ≅ 2,61 A , portanto

CA_23
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2,61
K= ⇒ K ≅ 0,65
4
2 → Dado o circuito abaixo determine os seguintes valores:
a) Das potências instaladas.
b) Das correntes indicadas.

• • • •
Res: Zeq = 50 ∠53° Ω , I1 = 4 ∠ − 98° A , I2 = 2,89 ∠ - 143° A e I3 = 2,89 ∠ - 53° A

3 → Dado o circuito abaixo, pede-se calcular:


a) O valor da reatância capacitiva.
b) O valor da corrente na fonte alternada.
c) O capacitor que colocado em paralelo com a fonte corrige o
fator de potência para 0,92.
d) O valor dos reativos absorvidos pelo capacitor de correção.

• •
Res: X C ≅ 400 ∠ - 90° Ω I ≅ 91 ∠ - 53° Ω C ≅ 10µF e QCabs ≅ −656.885VAr

2o. QUESTÃO: Dado o circuito abaixo, adote como referência a tensão da fonte de
alimentação e calcule:
a) Os valores das potências instaladas.
b) Os valores das correntes indicadas.

CA_24
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c) O valor da tensão sobre o capacitor.
d) O valor da potência ativa apos corrigir o fator de potência.


Res: S T ≅ 1201464VA, PT ≅ 724565W, QT ≅ 958395VAr, I1 ≅ 91,02 ∠ - 52,91° A ,
• • •
I2 ≅ 26,40 ∠53,13° A , I3 ≅ 101,54 ∠ - −67,38°A , V C ≅ 10560 ∠ - 36,87° V e

PT ≅ 724565W

4 → O circuito abaixo corresponde à planta de um galpão contendo 4 lâmpadas


incandescentes e 1 motor CA monofásico, pede-se determinar:
a) O valor do fator de potência da instalação.
b) O valor do capacitor que colocado em paralelo com a fonte corrige o fator de
potência para 0.92.
c) O valor da corrente no motor

Res: FP ≅ 0,78 e C ≅ 17 µF

5 → Dado o circuito abaixo desenhado, considere a tensão da fonte como


referência e determine os seguintes valores:
a) Da impedância equivalente do circuito.

CA_25
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b) Das correntes em cada ramo do circuito.
c) Das potências instaladas.

• • • • •
Res: Zeq = 46,52∠39° Ω , I1 = I2 = I4 ≅ 0,46 ∠0° A , I3 = 3,67 ∠ - 53,13° A e

S = 1040,60VA, P = 808,7W e Q = 654,87VAr

6 → Um motor CA monofásico é alimentado por uma tensão de 380V e 60Hz,


solicitando 20KVAr com um fator de potência igual a 0,5. Pede-se:
a) O valor de “C” que colocado em paralelo com o motor corrige o fator de
potência para 0,92.
I
b) A relação ( K = antes ) entre as correntes na fonte CA após e antes da correção.
I após

Dados

Potência Reativa: → QL = 20kVar

Fator de Potência: → cos(φ Z ) = 0,5

portanto φZ = 60°

Fator corrigido: → cos(φc ) = 0 ,92

Solução:
a)
QL = S ⋅ sen(φ Z ) → 20000 = S ⋅ sen(60 ) →
S ≅ 23.094VA
P = S ⋅ cos(φZ ) → P = 23094 ⋅ 0 ,5 → P ≅ 11547W

CA_26
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P ⋅ (tgφ Z − tgφ c ) 11547 ⋅ (tg60 − tg23)
C= → C= → C ≅ 277 µF
w ⋅ (V )2 377 ⋅ (380 )2

b)
- Antes da Correção
23094
S = V ⋅ Iantes → Iantes = →
380
Iantes ≅ 60,77 A

- Após a Correção

S' = V ⋅ Iapós e P = S' ⋅ cos(φ c ) →

11547
S' = portanto:
0,92

11547
Iapós = → Iapós ≅ 33,09
0,92 ⋅ 380

60,77
Resulta: K = → K ≅ 1,84
33,09

7 → O circuito abaixo corresponde à planta de um galpão contendo lâmpadas e 1


motor CA monofásico, com as seguintes características elétricas:
- Motor “M” -> 220V, 60Hz, 1200W e cos φ M = 0,6 atrasado.

- Uma lâmpada fluorescente “ L1 ”->220V, 60Hz, 100W e cos φL1 = 0,8 atrasado.

- Um conjunto de lâmpadas incandescentes “ L2 ” -> 220V e 1660W.


Pede-se:
a) A potência aparente total instalada.
b) O valor da capacitância “C” do capacitor que colocado em paralelo com a
fonte CA corrige o fator de potência da instalação para 0,92.

CA_27
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Res: S ≅ 3400VA e C ≅ 23 µF

8 → Dado o circuito abaixo e sabendo-se que: i) O fator de potência da carga Z1 é


0,6 e da carga Z2 é 0,384, ambos atrasados. ii) O amperímetro A1 indica 78A e o
amperímetro A2 indica 30A. Adote a tensão na fonte como referência e calcule:
a) Os valores dos elementos (R1,L1) que compõe Z1.
b) O valor do capacitor que colocado em paralelo com a fonte torna o fator de
potência instalado igual a 0,92 atrasado
c) O valor indicado pelo amperímetro “A” após a correção.

Solução:
Resulta o seguinte circuito elétrico:

CA_28
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Obtêm-se as seguintes impedâncias:


• 390 •
Z1 = Z1∠φ1 onde: Z1 = = 5Ω e φ1 ≅ 53,13° → Z1 = 5∠ + 53,13 = 3 + 4J
78
• 390 •
Z2 = Z2∠φ2 onde: Z2 = = 13Ω e φ2 ≅ 67,42° → Z2 = 13∠ + 67,42 = 5 + 12J
30
a) R1 = 3Ω e X L1 = W ⋅ L1 → L1 = 4 → L1 ≅ 10,61 mH
377
b) P1 = 390 ⋅ 78 ⋅ 0,6 → P1 = 18.252 W e P2 = 390 ⋅ 30 ⋅ 0,384 → P2 = 4.493 W

PT = P1 + P2 → PT = 18.252 + 4.493 → PT = 22.745 W

Q1 = 390 ⋅ 78 ⋅ 0,8 → Q1 = 24.336 VAr e Q2 = 390 ⋅ 30 ⋅ 0,923 →

Q2 = 10.803 VAr

Q T = Q1 + Q2 → Q T = 10.803 + 24.336 → Q T = 35.139 VAr

ST = (PT )2 + (Q T )2 → ST = (22.745)2 + (35.139)2 → S T ≅ 41.858 VA

PT 22.745
(
cos φ zeq = ) ST
(
→ cos φzeq = )
41.858
→ ( )
cos φ zeq ≅ 0,543 → φ zeq ≅ 57,08°

(
PT ⋅ tagφ zeq − tagφ cor ) → C=
22.745 ⋅ [tag(57,08 ) − tag(23 )]
C= →
W ⋅ V2 377 ⋅ 3902

C ≅ 445 µF

c) Como a potência ativa não se altera, pode-se escrever a seguinte igualdade:

( )
S T ⋅ cos φ zeq = V ⋅ IF ⋅ cos(φ cor ) → IF =
(
S T ⋅ cos φ zeq ) →
V ⋅ cos (φ cor )

41.858 ⋅ cos (57,08 )


IF = →
390 ⋅ cos (23)

CA_29
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IF ≅ 63,4 A

9 → Dado o circuito abaixo e sabendo-se que: i) O fator de potência da carga Z1 é


0,6 e da carga Z2 é 0,384, ambos atrasados. ii) O amperímetro A1 indica 30A e o
A2 indica 78A. Adote a tensão na fonte como referência e calcule:
a) O valor da impedância equivalente.
b) O valor do fator de potência instalado.
c) Os valores das potências instaladas.


Res: Zeq = 3,635∠57,12° Ω , FT=0,54, S T ≅ 41795 VA, PT ≅ 22678 W e Q ≅ 35109 VAr

10 → No circuito “A”, abaixo desenhado, o fator de potência é igual a 0,5


adiantado e a corrente solicitada é 500A. Determine o novo fator de potência e a
nova corrente solicitada, considerando o circuito “B”.

A) B)

Res: FP ≅ 0,43 e IB ≅ 433A

11 → No circuito abaixo a fonte CA é representada pela seguinte função de tempo:


e(t) = E ⋅ sen(500 ⋅ t ) e o fator de potência da carga é igual a 0,3 . Sabendo que o
voltímetro indica 250V e o indutor possui indutância igual a 100mH, pede-se
determinar:

CA_30
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a) O módulo e a fase da tensão sobre o resistor.
b) O valor do capacitor que colocado em paralelo com a fonte CA torna o fator de
potência instalado igual a 0,92 atrasado.


RES: C ≅ 31,5µF e V R ≅ 78 ,6 ∠ - 72,54 ° V

12 → No circuito abaixo a fonte CA é igual a e(t) = Esen(500t ) e o FP instalado vale


0,3. Sabendo que o voltímetro indica 79V e a reatância indutiva é igual a 50Ω,
pede-se determinar:
a) O módulo e a fase da tensão sobre o resistor.
b) O valor do capacitor que colocado em paralelo com a fonte CA torna o fator de
potência unitário.


RES: C ≅ 31,5µF e V L ≅ 250 ∠90° V

13 → Dado o circuito abaixo desenhado, pede-se calcular:


a) O valor da resistência “R”.
b) A potência reativa total instalada.

CA_31
Circuitos em Regime Senoidal Permanente Prof. Dr. Devair A. Arrabaça FEl JAN/2010

RES: R ≅ 2 ,19Ω e Q = 800VAr

14 → Considere o circuito abaixo desenhado e determine:


a) O valor da impedância equivalente.
b) O valor da fase da tensão na fonte.
c) O valor do capacitor que colocado em paralelo com a fonte CA torna o fator de
potência igual a 0,92.


RES: Zeq ≅ 2,97 ∠42 ,4° Ω

φ V ≅ 42,4°
C ≅ 322µF

CA_32
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CAPÍTULO 03
Circuitos Trifásicos Equilibrados
Regime Senoidal Permanente
Neste capítulo será estudado o comportamento dos circuitos trifásicos equilibrados
em regime senoidal permanente, objetivando o estudo das potências envolvidas e a
correção do fator de potência, através da colocação de bancos de capacitores em
paralelo com a linha trifásica de alimentação. Será apresentado os principais tipos de
conexão das fontes e das cargas, triângulo ou estrela, bem como o estudo das tensões e
correntes envolvidas, com ênfase no cálculo dos capacitores para a correção do fator de
potência de uma carga indutiva (motor). Os conceitos utilizados serão, quando
necessário, demonstrados e fortemente reforçados com a apresentação de exercícios
resolvidos ou exercícios propostos com respostas.

3-01 INTRODUÇÃO.
A importância dos circuitos trifásicos é marcante em sistemas de potência elétrica,
uma vez que a grande parte da energia elétrica gerada é transmitida e distribuída aos
consumidores utilizando este sistema.
Os circuitos trifásicos é um caso particular dos circuitos polifásicos de alimentação
e por razões econômicas e técnicas tornou-se um padrão mundial, pois possuem a
flexibilidade de poder atender cargas monofásicas, bifásicas e trifásicas sem qualquer
alteração em sua configuração, embora isto ocasione o desequilíbrio do sistema.
Em um sistema trifásico a potência é fornecida por um gerador de corrente
alternada (CA) que produz três tensões senoidais iguais em módulo e freqüência, porem
defasadas entre si de 120°, conforme ilustra o desenho da FIG_3.1. As tenões assim
geradas, podem ser representadas pela seguintes funções de tempo:

v1 (t ) = Vp ⋅ sen(w ⋅ t + φ )

v 2 (t ) = Vp ⋅ sen(w ⋅ t + φ − 120 ° )

v3 (t ) = Vp ⋅ sen(w ⋅ t + φ − 240º)

Podem-se conceituar circuitos trifásicos como sendo a reunião de três geradores


monofásicos que fornecem mesma tensão e freqüência, defasados de 120º ( 2π
π 3 rd)
entre si.

TRI_1
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FIG. - 3.1 Sistema senoidal trifásico.


Assim como no sistema monofásico é possível representar estas tensões pelos
seus respectivos fasores e coloicá-los no diagrama de fase, conforme mostra o
desenho na FIG – 3.2.

FIG. - 3.2 Fasores e diagrama fasorial das tensões trifásicas.


Para mesma especificação de potência o sistema trifásico exige condutores com
menor peso em cobre que o sistema monofásico, alem disso as cargas (motores
elétricas) trifásicas são de menores dimensões, mais leves e mais eficientes que as
correspondentes monofásicas. As três tensões geradas (fases) podem ser ligadas de
duas maneiras:

♦ Se existir um terminal comum entre as três fases (nó), a ligação é denominada de


estrêla ou Υ e o terminal comum denominado de neutro (N), vide FIG – 3.3a.
♦ Se as três fases forem em série para formar um percurso fechado (malha), a ligação é
denominada de triângulo ou ∆, vide FIG – 3.3b.

FIG. - 3.3 Tipos de ligação: a) estrêla e b) triângulo.

TRI_2
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A transmissão de energia elétrica é feita pela linha de transmissão, transportando
energia elétrica da usina geradora até os grandes centros consumidores. Se as cargas
trifásicas alimentadas forem iguais entre si o sistema é denominado de trifásico
equilibrado. Para diferenciar os valores de corrente e tensão na linha dos valores nos
bipolos, adota-se a seguinte nomenclatura:

♦ No Bipolo: Tensão de fase e corrente de fase.

♦ Na linha: Tensão de linha e corrente de linha.

3-02 FASORES DE TENSÕES E CORRENTES TRIFÁSICOS.


Assim como no sistema monofásico é possível representar as tensões e correntes
trifásicas por fasores, e colocar estes fasores no plano de fase. Para tanto considere as
tensões de fase V1 , V2 e V3 na seqüência 1, 2 e 3, adotando-se a tensão de fase V1

como referência ( θ = 0° ), obtém-se o diagrama de fasores desenhado na FIG - 3.4 onde


é possível afirmar que: para t = 0 o fasor V1 está sobre o eixo horizontal e orientado no
sentido da direta para a esquerda, o fasor V2 está 120° atrás de V1 e o fasor V3 está

120° atrás de V2 ou 240° atrás de V1 , vide FIG – 3.4.

FIG. - 3.4 Tensões de fase e Diagrama de fasores com V1 como referência.

Da mesma maneira feita para as tensões, pode-se também fazer um diagrama


fasorial para as correntes trifásicas. Por exemplo, vide FIG – 3.5, o diagrama fasorial das
correntes de fase I1 , I2 , I3 , defasadas (adiantadas) de “θ“ das tensões V1 , V2 , V3 .

FIG. - 3.5 Correntes de fase e Diagrama de fasores com defasagem igual a θ.

TRI_3
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3-03 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÂO.


Complete as expressões matemáticas e os respectivos diagramas fasoriais, dos
sistemas trifásicos equilibrados e com seqüência 1, 2, e 3 abaixo indicados.
a) I1(t) = Ip sen(wt)

I2(t) =

I3(t) =

b) V1(t) =

V2(t) = Vp sen(wt - 90°)

V3(t) =

Complete as expressões matemáticas e os respectivos diagramas fasoriais, indique


a defasagem entre corrente e tensão, bem como a natureza da carga, dos sistemas
trifásicos equilibrados considerando a seqüência 1, 2, e 3, abaixo indicados.

a) V1(t) =
V2(t) = Vp sen(wt - 45°)
V3(t) =

I1(t) =
I2(t) =
I3(t) = Ip sen(wt + 150°)

b) V1(t) = Vp sen(wt + 90°)


V2(t) =
V3(t) =
I1(t) = Ip sen(wt + 60°)
I2(t) =
I3(t) =

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3-04 TIPOS DE ASSOCIAÇÔES EM UM SISTEMA TRIFÁSICO.


A seguir é apresentado os possíveis tipos de ligações entre três geradores, em
regime senoidal trifásico, e três cargas genéricas e iguais entre si (Equilibradas).
• Ligação YY → Gerador em estrela e carga em estrela.

FIG. - 3.6 Ligação YY – Gerador e carga ligadas em estrela.

• Ligação Y∆ → Gerador em estrela e carga em triângulo.

FIG. - 3.7 Ligação Y∆ – Gerador ligado em estrela e carga em triângulo.


• Ligação ∆Y → Gerador em triângulo e carga em estrela.

FIG. - 3.8 Ligação ∆Y – Gerador ligado em triângulo e carga em estrela.

TRI_5
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FIG. - 3.9 Ligação ∆Y – Gerador ligado em triângulo e carga em triângulo.

As grandezas medidas sobre os bipolos são denominadas de “fase” e fora isso são
denominadas de “linhas”, portanto em uma ligação trifásica existem correntes e tensões
de fase, na carga e na fonte, bem como correntes e tensões de linha, na carga e na
fonte. Dependendo do tipo de ligação realizada, estas grandezas são iguais entre si ou
então proporcionais e defasadas uma da outra.
A seguir são apresentadas as expressões matemáticas que relacionam os valores
de linha com os valores de fase, para cargas ligadas em estrela ou em triângulo.

3-05 TENSÕES E CORRENTES DE LINHAS E DE FASES.


♦ Carga ligada em estrêla.

Considere o circuito elétrico desenhado na FIG - 3.10, onde a carga ligada em

estrela é alimentada por uma linha trifásica. Podem-se escrever as seguintes equações

relacionando valores de fases com valores de linhas.

Obs: Como o foco de estudo é a carga não há preocupação se a fonte está associada em
triângulo ou em estrela.

FIG. - 3.10 Alimentação trifásica de cargas associadas em estrela.

a) Tensões de fase considerando a fase 1 como referência.


TRI_6
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VF1 (t ) = Vp ⋅ sen(wt + 0° ) → VF1 = Vp∠0°


VF2 (t ) = Vp ⋅ sen(wt − 120° ) → VF2 = Vp∠ − 120°


VF3 (t ) = Vp ⋅ sen(wt + 120° ) → VF3 = Vp∠120°

b) Relações entre as tensões de linha e as tensões de fase.

Como existem três tensões de linha com mesmo valor máximo e defasado de 120º
entre si, encontrando a expressão associada a uma delas, automaticamente encontra-se
as expressões associadas às outras duas.
Considerando o circuito desenhado na FIG – 3.10, aplicando a análise malhas
obtêm-se as seguintes equações:
• • •
Malha 1,N,2 → VL1 = VF1 − VF2
• • •
Malha 2,N,3 → V L2 = V F2 − V F3
• • •
Malha 3,N,1 → V L3 = V F3 − V F1
Desenvolvendo a equação obtida da análise da malha 1,N,2 obtém-se a função de
tempo associada à tensão de linha 1, conforme mostra o desenvolvimento a seguir:
• • •
VL1 = VF1 − VF2

VL1 = Vp∠0° − Vp∠ − 120°


VL1 = Vp [cos(0° ) + j ⋅ sen(0° )] − Vp [cos(− 120° ) + j ⋅ sen(− 120° )]

•  1  3 
VL1 = Vp  1 +  + j ⋅  

 2   2
  
•  3   3 
VL1 = Vp   + j ⋅  
 2   2  
 

 2
 3 
• 2    
 
3 3
VL1 = Vp ⋅    +   ∠tag− 1  2 
 2  2    3 
     2 
  

VL1 = 3 ⋅ Vp∠30° ∴

Acrescentando a função de tempo obtém-se a expressão procurada.

TRI_7
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VL1 (t ) = 3 ⋅ Vp ⋅ sen(wt + 30° )

Pode-se então escrever as seguintes relações:


• • 
VL1 (t ) = 3 ⋅ Vp ⋅ sen(wt + 30° ) → V L1 = 3 ⋅ Vp ∠30° →  V L1 = Vp ∠0° − Vp ∠ − 120° 

 
• • 
VL2 (t ) = 3 ⋅ Vp ⋅ sen(wt + 150° ) → VL2 = 3 ⋅ Vp∠150° →  VL2 = Vp∠ − 120° − Vp∠120° 
 
 
• • 
VL3 (t ) = 3 ⋅ Vp ⋅ sen(wt + 270° ) → VL3 = 3 ⋅ Vp∠270° →  VL3 = Vp∠ − 120° − Vp∠0° 
 
 

c) Relações entre as correntes de fase e de linha.

As correntes de linha e de fase são, respectivamente, iguais entre si e podem ser


calculadas pela lei de Ohm, ou seja:
• • 
Vp • • Vp  • VF1 
IL1 (t ) = IF1 (t ) = ⋅ sen[wt + (0° − φ)] → IL1 = IF1 = ∠ (0° − φ) →  IL1 = IF1 = 
Z Z •
 
 Z 

• • 
Vp • • Vp  • VF2 
() ()
IL2 t = IF2 t = [ ( )]
⋅ senwt + − 120° − φ → IL2 = IF2 = (
∠ − 120° − φ →  IL2 = IF2 = )
• 
Z Z  
 Z 

• • 
Vp • • Vp  • VF3 
IL3 (t) = IF3 (t) = ⋅ sen[wt + (120° − φ)] → IL3 = IF3 = ∠ (120° − φ ) →  IL3 = IF3 = 
Z Z •
 
 Z 

d) Conclusões:

Generalizando, na ligação de fontes ou de cargas em estrela, pode-se

fazer as seguintes afirmações:

• •
- As correntes de fase e de linha são iguais entre si: IL = IF

- As tensões de linha estão adiantadas de 30º das tensões de fase e o seu

• •
módulo é 3 vezes maior, ou seja: V L = V F ∠ + 30°

♦ Carga ligada em triângulo.

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Considere o circuito elétrico desenhado na FIG - 3.11, onde a carga ligada em
triângulo é alimentada por uma linha trifásica. Podem-se escrever as seguintes
equações relacionando valores de fases com valores de linhas.
Obs: Como o foco de estudo é a carga não há preocupação se a fonte está associada em
triângulo ou em estrela.

FIG. - 3.11 Alimentação trifásica de cargas associadas em triângulo.

a) Correntes de fase considerando a fase 1 como referência.


IF1 (t ) = Ip ⋅ sen(wt + 0° ) → IF1 = Ip∠0°


IF2 (t ) = Ip ⋅ sen(wt − 120 ° ) → IF2 = Ip∠ − 120°


IF3 (t ) = Ip ⋅ sen(wt + 120 ° ) → IF3 = Ip∠120 °

b) Relações entre as correntes de linha e as correntes de fase.

Considerando o circuito desenhado na FIG – 3.11, aplicando a análise nó obtêm-se

as seguintes equações:

• • •
Nó de número “1” → IL1 = IF1 − IF3
• • •
Nó de número “2” → IL2 = IF2 − IF1
• • •
Nó de número “1”1 → IL1 = IF3 − IF2
Desenvolvendo a equação obtida da análise do nó número “1”, obtém-se a função
de tempo associada à corrente de linha 1, conforme mostra o desenvolvimento a seguir:
• • •
IL1 = IF1 − IF3

TRI_9
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IL2 = Ip∠0° − Ip∠120°


IL2 = Ip [cos(0° ) + j ⋅ sen(0° )] − Ip [cos(− 120° ) + j ⋅ sen(− 120° )]

•  1  3 
IL2 = Ip  1 +  − j ⋅  

 2   2
   
•  3   3  
IL2 = Ip   + j ⋅  −
 2   2  
 

 

 2  
2 − 3 
  3  3   
IL1 = Ip ⋅    +  −  ∠tag
 
− 1 2
  3 
  
2  2  
  2
 

IL1 = 3 ⋅ Ip∠ − 30° ∴

Acrescentando a função de tempo obtém-se a expressão procurada.

IL1 (t ) = 3 ⋅ Ip ⋅ sen(wt − 30° )

Pode-se então escrever as seguintes relações:


• • 
IL1 (t ) = 3 ⋅ Ip ⋅ sen(wt − 30° ) → IL1 = 3 ⋅ Ip∠ − 30° →  IL1 = Ip∠0° − Ip∠120° 

 

• • 
IL2 (t ) = 3 ⋅ Ip ⋅ sen(wt − 150° ) → IL2 = 3 ⋅ Ip∠ − 150° →  IL2 = Ip∠ − 120° − Ip∠0° 
 
 
•  • 
IL3 (t ) = 3 ⋅ Ip ⋅ sen(wt − 270° ) → IL3 = 3 ⋅ Ip∠ − 270° →  IL3 = Vp∠120° − Ip∠ − 120° 
 
 
c) Relações entre as tensões de fase e de linha.

As tensões de linha e de fase são, respectivamente, iguais entre si e podem ser


calculadas pela lei de Ohm, ou seja:
• • • • • • 
VL1(t) = VF1(t) = Z ⋅ Ip ⋅ en[wt + (0° + φ)] → VL1 = VF1 = Z ⋅ Ip∠(0° + φ) →  VL1 = VF1 = Z⋅ IF1 
 
 
• • • • • • 
VL2(t) = VF2(t) = Z ⋅ Ip ⋅ sen[wt+ (− 120° + φ)] → VL2 = VF2 = Z ⋅ Ip∠(− 120° + φ) →  VL2 = VF2 = Z⋅ IF2 
 
 
• • • • • • 
VIL3(t) = VF3(t) = Z ⋅ Ip ⋅ sen[wt + (120° + φ)] → VL3 = VF3 = Z ⋅ Ip∠(120° + φ) →  VL3 = VF3 = Z⋅ IF3 
 
 
d) Conclusões:

TRI_10
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Generalizando, na ligação de fontes ou de cargas em triângulo, pode-se fazer
as seguintes afirmações:
• •
- As tensões de fase e de linha são iguais entre si: V L = V F
- As correntes de linha estão atrasadas de 30º das correntes de fase e o seu
• •
módulo é 3 vezes maior: IL = 3 ⋅ IF ∠ − 30°

Sugestão: Demonstre as expressões que relacionam as tensões de linha


V L2 (t) e V L3 (t) com as tensões de fase, para cargas ligadas em estrela e as

expressões que relacionam as correntes de linha IL2(t) e IL3(t) com as correntes

de fase, para cargas ligadas em triângulo.


3-06 → POTÊNCIA NO SISTEMA TRIFÁSICO.
Fazendo analogia com o sistema monofásico, a potência no sistema trifásico pode
ser determinada calculando-se a potência em uma das cargas (fase) e multiplicando-se
por 3 este resultado. Desta forma obtêm-se os seguintes resultados:
Potência total aparente → S = 3 ⋅ VF ⋅ IF (VA )
Potência total ativa → P = 3 ⋅ VF ⋅ IF ⋅ cos(φ ) (W )

Potência total reativa → Q = 3 ⋅ VF ⋅ IF ⋅ sen(φ ) (VAr )

Exemplo 01 Um sistema trifásico com tensão de linha igual à 380V, alimenta um carga
resistiva composta por três resistores de 100Ω conectados em Y. Pede-se determinar:
a) Os fasores das correntes e das tensões de fase e de linha.
b) As potências totais e a potência dissipada em cada resistor.
Solução → Como o módulo (380V) das tensões de linha é conhecido, adotando-se como
referência a tensão de linha 1 resulta o circuito desenhado na FIG – 3.12:

FIG. - 3.12 Circuito correspondente ao exemplo 03.

De onde se obtém os seguintes valores:

TRI_11
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a) Tensões e correntes de fase:
• •
380∠0º = 3 ⋅ VF1 ∠30º obtendo-se os valores VF1 = 220∠ − 30º

VF1 = 220∠ − 150º

VF1 = 220∠ − 270º

• VF1 • 220∠ − 30º •
IF1 = → IF1 = → IF1 = 2,2∠ − 30° A
• 100∠0º
Z

IF2 = 2,2∠ − 150° A

IF3 = 2,2∠ − 270° A
b) Tensões e correntes de linha:
• •
VL1 = 380∠0° V IF1 = 2,2∠ − 30° A
• •
VL2 = 380∠ − 120° V IF2 = 2,2∠ − 150° A
• •
VL3 = 380∠ − 240° V IF3 = 2,2∠ − 270° A

c) Potências
Potência total aparente → S = 3 ⋅ VF ⋅ IF → S = 3 ⋅ 220 ⋅ 2,2 → S = 1452 VA

Pot. total ativa → P = 3 ⋅ VF ⋅ IF ⋅ cos(φ ) → P = 3 ⋅ 220 ⋅ 2,2 ⋅ cos(0 ) → P = 1452W

Pot. total reativa → Q = 3 ⋅ VF ⋅ IF ⋅ sen(φ) → Q = 3 ⋅ 220 ⋅ 2,2 ⋅ sen(0) → Q = 0 VA r

Potência dissipada em um resistor.


PR = VF ⋅ IF → PR = 220 ⋅ 2,2 → PR = 484 W
Exemplo 02 Um sistema trifásico alimenta uma carga composta por três indutores de

100Ω conectados em ∆. Sabendo que a tensão de fase vale 380V, pede-se determinar:

a) Os fasores das tensões de linha e da carga.

b) Os fasores das correntes de linha e da carga.

c) As potências totais (módulos).

d) A potência em cada indutor.

Solução → Como é conhecido o módulo da tensão de fase (380 V), é conveniente adotar

a fase 1 como referência , φ = 0°, pode-se desenhar o circuito da FIG – 3.13.

TRI_12
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FIG. - 3.13 Circuito correspondente ao exemplo 04.


De onde se obtém os seguintes valores:
a) Tensões e correntes de fase:

VF1 = 380∠0º V

VF2 = 380∠ − 120º V

VF3 = 380∠120º V

• VF1 • 380∠0º •
IF1 = → IF1 = → IF1 = 3,8∠ − 90° A
• 100∠90º
Z

IF2 = 3,8∠ − 210° A

IF3 = 3,8∠ − 330° A
b) Tensões e correntes de linha:
• •
VL1 = VF1 = 380∠0° V
• •
VL2 = VF2 = 380∠ − 120° V
• •
VL3 = VF3 = 380∠ − 240° V
• • •
IL1 = 3 ⋅ IF1 ∠ − 30° = 3,8 ⋅ 3∠(− 30 − 90 )° → IL1 = 3,8 ⋅ 3∠ − 120° A

IL2 = 3,8 ⋅ 3∠ − 240° A

IL3 = 3,8 ⋅ 3∠ 0° A
c) Potências

Pot. total aparente → S = 3 ⋅ VF ⋅ IF → S = 3 ⋅ 380 ⋅ 3,8 → S = 4332 VA

Pot. total ativa → P = 3 ⋅ VF ⋅ IF ⋅ cos(φ ) → P = 3 ⋅ 30 ⋅ 3,8 ⋅ cos(90 ) → P = 0W

Pot. total reativa→ Q = 3VFIFsen(φ) → Q = 3 ⋅ 380 ⋅ 3,8 ⋅ sen(90) → Q = 4332VAr

TRI_13
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d) Potência em um indutor

QL = VF ⋅ IF ⋅ sen (φ) →
Q = 380 ⋅ 3,8 ⋅ sen(90 ) →

Q = 1440 VAr

3-06 → CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA NO SISTEMA TRIFÁSICO.


No sistema trifásico corrige-se o fator de potência em cada impedância do sistema
de maneira análoga ao que se faz no sistema monofásico. Assim sendo, quando a
impedância for indutiva adiciona-se em paralelo com a carga um capacitor, cujo valor é
calculado utilizando-se a mesma fórmula deduzida para o sistema monofásico, com a
diferença que no sistema trifásico são necessários três capacitores. Portanto o cálculo do
capacitor para a correção do fator de potência atrasado no sistema trifásico é feito
usando a seguinte fórmula:

PZ ⋅ [tag(φZ ) − tag(φcor )]
C=
(2 ⋅ π ⋅ f ) ⋅ (VF )2
onde,
C = Capacitância, em Farad (F).
φ Z = ângulo da impedância “Z” sem correção, em graus.
φC = ângulo da impedância “Z” com correção, em graus.
PZ = potência ativa da impedância “Z”, em Watts (W).

f = freqüência do circuito, em Hertz (Hz).


VF = tensão eficaz de fase, em Volts (V).

Exemplo 01: Calcule e adicione os capacitores em paralelo com as cargas do circuito


abaixo desenhado, de maneira que o fator de potência final seja corrigido para 0,92
atrasado,

TRI_14
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Solução:

- Cálculo da tensão de fase:


380
VF1 = →
3
VF1 ≅ 220V

- Cálculo da corrente de fase:


VF1 220
IF1 = → IF1 = →
Z 40
IF1 = 5,5A

-Cálculo da potência ativa em “Z”:


PF = VF ⋅ IF ⋅ cos(φZ ) →

PF = 220 ⋅ 5,5 ⋅ cos(45 ) →

PF ≅ 855W

Cálculo da capacitância “C”:

855 ⋅ [tag(45) − tag(23 )]


C= →
(2 ⋅ π ⋅ 60 ) ⋅ (220 )2
855 ⋅ [1 − 0.424 ]
C=
18.246 ,80

C ≅ 27µF

Resposta: Utiliza-se três capacitores de capacitância igual a 27µ


µF cada em paralelo com

a fonte trifásica, como ilustra o circuito abaixo:

TRI_15
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Exemplo 02: Dado o circuito abaixo corrija o fator de potência para 0,92, adicionando
capacitores em paralelo com a carga.

Solução:

- Cálculo da tensão de fase: VF1 = VL1 → VF1 = 380V


VF1 380
- Cálculo da corrente de fase: IF1 = → IF1 = → IF1 = 9,5A
Z 40
- Cálculo da potência ativa em “Z”:
PF = VF ⋅ IF ⋅ cos(φZ ) →

PF = 380 ⋅ 9,5 ⋅ cos(45 ) →

PF ≅ 2553W

- Cálculo da capacitância “C”:


2553 ⋅ [tag(45 ) − tag(23)]
C= →
(2 ⋅ π ⋅ 60) ⋅ (380 )2
2553 ⋅ [1 − 0.424]
C=
45.438,80
C ≅ 27µF

Resposta: Utiliza-se três capacitores de capacitância igual a 27µF cada em paralelo com

a carga trifásica, como ilustra o circuito abaixo:

TRI_16
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3. 7 → EXERCÍCIOS COM RESPOSTAS.


3.01 → Dado o circuito abaixo adote a tensão de linha “1” como referência e sabendo

que Z = 500 ∠0º Ω e VL1 = 400V determine os valores:

a) Das tensões e correntes de linha e de fase.


b) Das potências totais.
c) Da potência em cada resistor.

Resp:

3.02 → Dado o circuito abaixo adote a tensão de fase “1” como referência e sabendo

que Z = 500∠45º Ω e VL1 = 400V determine os valores:

a) Das tensões e correntes de linha e de fase.


b) Das potências totais e em cada resistor.

Resp:

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3.03 → Dado o circuito abaixo adote a tensão de linha “2” como referência e sabendo

que Z = 500∠ − 45º Ω e VL1 = 600 V determine os valores:

a) Das tensões e correntes de linha e de fase.


b) Das potências totais.
c) Das potências em cada resistor.

Resp:

3.04 → Dado o circuito abaixo adote a tensão de linha “1” como referência e sabendo

que Z = 50∠0º Ω e VL1 = 400V determine os valores:

a) Das tensões e correntes de linha


b) Das tensões e correntes e de fase.
c) Das potências totais e em cada resistor.

Resp:

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3.05 → Dado o circuito abaixo adote a tensão de fase “2” como referência e sabendo

que Z = 100∠60º Ω e VL1 = 3200V determine os valores:

a) Das tensões e correntes de linha e de fase.


b) Das potências totais.
c) Das potências em cada resistor.

Resp:

3.06 → Dado o circuito abaixo adote a tensão de linha “3” como referência e sabendo

que Z = 40∠ − 35º Ω e VL1 = 800 V determine os valores:

a) Das tensões e correntes de linha


b) Das tensões e correntes e de fase.
c) Das potências totais.
d) Das potências em cada resistor.

Resp:

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3.07 → Dado o circuito abaixo, adote a tensão de fase “3” como referência e
responda as seguintes perguntas:
a) Os valores das correntes indicadas.
b) Os valores das potências totais no lado das fontes e do lado da carga..
c) A potência ativa em cada impedância.

Resp:

3.08 → Considere no circuito abaixo a tensão de fase “1” como referência. Sabendo
que o fator de potência é 0,5 atrasado, responda as perguntas:

a) Determine a impedância Z .
b) Determine os valores das correntes indicadas.
c) Determine as potências totais.
d) Escreva a função de tempo da tensão V31(t).

Resp:

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3.09 → No circuito abaixo o voltímetro indica 2200V e o amperímetro 200A, sabendo


que o fator de potência é igual a 0,6 adiantado, responda as seguintes perguntas:
a) O valor da impedância e da corrente na linha “3”.
b) Os valores das potências totais.

Resp:

3.10 → No circuito abaixo a tensão de fase na fonte é igual a 2500V e a corrente na


carga é igual a 125A. Determine os valores indicados pelos aparelhos de medida. Qual o
valor da impedância para que o fator de potência do circuito seja 0,65 adiantado?

Resp:

3.11 → Uma carga trifásica equilibrada com impedâncias iguais à Z& = 10∠35º Ω é
alimentada por um gerador trifásico com freqüência igual a 60 Hz, como indica o

circuito abaixo desenhado. Sabendo-se que V31 = 220∠60º V , determine as tensões e

correntes indicadas e as potências totais.

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Resp:

3.12 → Uma carga trifásica equilibrada com impedâncias iguais à Z& = 60∠ − 30º Ω é
ligada em estrela e alimentada por um gerador trifásico. Dado que c, pede-se

determinar os valores das tensões e correntes de fase e de linha, bem como as


respectivas potências totais.

Resp:

3.13 → Refazer, caso seja possível, os exercícios propostos nos itens anteriores
calculando o valor “C” dos capacitores que colocados em paralelo com a carga, corrija o
fator de potência para 0.92, caso não fornecida, considerar a freqüência igual a 60Hz.
Resp:

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3. 8 → EXERCÍCIOS PROPOSTOS.
3.14 → Uma carga equilibrada trifásica com impedância igual a 1.5+2J Ω por fase é
alimentada por uma rede de 220V/3ф/60Hz. Determinar o valor de “C” que colocado em
paralelo com a carga corrija o fator de potência para 0,92 e as potências totais
associadas à carga, considerando que a mesma está conectada em: a) estrela e b)
triângulo.
Resp: a) CT ≅ 192 µF , ST ≅ 6452 VA , PT ≅ 3871 W, QT ≅ 5161 VAR .
b) CT ≅ 192 µF , ST ≅ 19360 VA , PT ≅ 11616 W, QT ≅ 15488 VAR .
3.15 → Um motor de indução trifásico de 11kW opera em plena carga com um fator de
potência igual a 0,85 em atraso e rendimento η = 90%, sendo alimentado por uma rede
de 380V. Determinar a acorrente nominal deste motor e o valor de “C” que colocado em
paralelo com ele, corrija o fator de potência para 0,92.
Resp: INom ≅ 34 A e C ≅ 48 µF
OBS: Para motores o “C” de correção é calculado pela fórmula abaixo, onde " η" é o

PZ ⋅ [tag(φZ ) − tag(φcor )] o / °C arg a


rendimento. C = ⋅
(2 ⋅ π ⋅ f ) ⋅ (VF )2 η

TRI_23
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CAPÍTULO 04
Transformador Ideal de Tensão
Monofásico e Trifásico
Neste capítulo será estudado o comportamento do transformador ideal de tensão
utilizado para adequar tensões em circuitos monofásicos e trifásicos, alimentando uma
associação qualquer de cargas monofásicas ou cargas trifásicas equilibradas. Será
considerado o sentido de enrolamento das bobinas para determinar o módulo e a fase
correta da tensão transformada.
4-01 INTRODUÇÃO.
O transformador desempenha um papel fundamental nos sistemas de distribuição de
energia elétrica, assim como na grande maioria dos circuitos eletrônicos e aparelhos de
medidas elétricas. Embora os transformadores sejam amplamente empregados em
circuitos monofásicos de alimentação residencial (110V ou 220V), são vitais na aplicação
de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica desempenhando o fundamental
papel de elevar ou abaixar a tensão e/ou corrente elétrica, permitindo que a energia
elétrica da usina geradora possa chegar com qualidade até ao consumidor final.
Toda a energia elétrica gerada para atender a um sistema elétrico industrial em
território brasileiro, por decreto governamental, é feito sob a forma trifásica alternada
senoidal com freqüência de 60 Hz. Está representado em diagrama de blocos na FIG - 2.1,
um sistema simplificado de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Fig – 4.1 Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica


A seguir é apresentado um resumo das funções de cada bloco:
i) A geração de energia elétrica ocorre utilizando-se instalações hidráulicas, térmicas e
nucleares. No Brasil predominam as instalações hidrelétricas de geração (2,2 a 20kV), que
podem ser divididas em duas grandes categorias:
• Instalações a água corrente, nas quais não existe possibilidade de acumulação e a água
que chega é imediatamente utilizada.

TR_1
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• Instalações com reservatórios, os quais permitem a acumulação da água e o seu
emprego no momento desejado.
ii) TRAFO-1: Como devemos vencer grandes distâncias para o transporte da energia
desde a geração até os grandes centros de consumo é conveniente que a transmissão seja
feita em alta tensão, diminuindo assim a corrente e as perdas por aquecimento que variam
com o quadrado da corrente, utilizando-se um transformador elevador para 69 a 500 kV.
iii) Transmissão de Energia: As linhas de transmissão têm a finalidade de transportar
grande potências desde a geração até os centros de consumo, com segurança e
confiabilidade. As tensões mais usuais em corrente alternada nas linhas de transmissão
são 69, 138, 230, 400, 500 kV.
iv) TRAFO-2: Nos grandes centros de consumo as subestações abaixadoras são
implantadas com a finalidade de transformar a tensão de transmissão para o nível de
distribuição primária (11 a 35 kV) tensão que tem condições de percorrer as zonas urbanas
com total segurança.
v) TRAFO-3: Para segurança do consumidor a colocação do transformador, no próprio
poste que segura a linha urbana de distribuição, abaixa a tensão para níveis desejáveis e
pronto para o consumo (110 a 380V).
O exemplo abaixo ilustra o motivo pelo qual se faz a transmissão de energia elétrica
elevando-se a tensão e não a corrente elétrica.
Exemplo: Deseja-se transmitir uma potência de 4400 kW à uma distância de 10 km, com
um fator de potência unitário e 10% de perda em tensão. Determine as respectivas
correntes e seções retas dos condutores de cobre considerando: a) Va = 220 V; b) Vb =
220 kV. (Dado resistividade do cobre valendo ρ = 0.018 Ω mm2/m).
V l
Solução: Formulário → P = V ⋅ I - R = - Área = ρ ⋅
I R
a)
4400000
Ia = = 20 kA (corrente no condutor de cobre)
220
44
10% de perda → V% = 44V → Rcobre = = 2,2 mΩ
20000
10000x2
Areaa = 0,018 = 163636 mm2 (l = 2x10 km → ida e volta)
−3
2,2x10

TR_2
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b)
4400000
Ib = = 20 A (corrente no condutor de cobre)
220000
44x103
10% de perda → V% = 44kV → Rcobre = = 2,2 Ω
20000
10000x2
Areab = 0,018 = 163 mm2 (l = 2x10 km → ida e volta)
2,2
Conclusão:
No caso b) a seção do condutor é mil vezes menor que a do caso a), pois a tensão Vb
é mil vezes maior que Va, portanto se não fosse utilizado transformadores esta
transmissão seria inviável.
4-02 TRANSFORMADOR IDEAL MONOFÁSICO
Considere o desenho da FIG-4.2 abaixo desenhada, onde está representado um
transformador e seus principais parâmetros.

Fig – 4.2- Transformador monofásico e seus principais parâmetros


Embora possa ser construído com mais de dois enrolamentos (Bobinas) acoplados
magneticamente, o transformador típico possui apenas dois enrolamentos, sendo um o
enrolamento primário alimentado pela fonte elétrica de alimentação e o outro enrolamento
secundário onde se encontra a carga à ser alimentada.
dφ(t)
De acordo com a Lei de Faraday/Lens (V(t) = N ) a tensão nos terminais de um
dt
enrolamento é igual ao número de expiras (N) multiplicado pela variação do fluxo induzido,
que permite fazer as seguintes afirmações:
• Se o número de espiras no enrolamento secundário for menor que no enrolamento
primário o transformador é abaixador.
• Se o número de espiras no enrolamento secundário for igual ao do enrolamento primário
o transformador é isolador.

TR_3
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• Se o número de espiras no enrolamento secundário for maior que no enrolamento
primário o transformador é elevador.
Analisando a Lei de Faraday, o estudo sobre os transformadores depende de
grandezas de naturezas elétrica (tensão) e eletromagnética (fluxo).
Considerar que o transformador é do tipo ideal, é afirmar que a potência elétrica de
saída (secundário) é igual à potência elétrica de entrada (primário) ou que são
desprezadas as perdas por efeito joulle “R I2” (resistências elétricas nulas) e as perdas
eletromagnéticas “1/µ” (permeabilidade eletromagnética do núcleo infinita).
Pode-se então equacionar o transformador ideal da maneira como segue:
A potência do primário é igual à do secundário ( P1 = P2 ) portanto,

V1 ⋅ I1 = V2 ⋅ I2 (1)

Substituindo (1) na equação de Faraday obtém-se as seguintes expressões:


dφ1 d φ2
P1 = N1 ⋅ e P2 = N2 ⋅ (2)
dt dt
Como não há perdas, os fluxos nos enrolamentos primário e secundário são iguais
entre si e portanto “ φ1 = φ2 = φ ” obtendo-se as seguintes igualdades:

V1 I2 N1
= = =r (3)
V2 I1 N2

onde a constante “r”, relação entre espiras, é conhecido como relação de transformação.
Este equacionamento considera apenas o módulo das grandezas, porem como estas
variam com o tempo, existem também os respectivos sentidos à serem considerados,
então estabelece-se regras que permitam indicar o sentido correto de enrolamento das
bobinas primárias e secundárias.
De acordo com a indução do fluxo, invertendo-se o sentido de enrolamento das
espiras da bobina, inverte-se o sentido do fluxo induzido, e conseqüentemente inverte-se
a polaridade da tensão induzida nos extremos da bobina, conforme a regra da mão direita,
assim enunciada:
“A direção do fluxo produzido pela corrente elétrica que passa num enrolamento é o
mesmo que o indicado pelo dedo polegar da mão direita, quando esta abraça o condutor
com os dedos coincidindo com o sentido da corrente no enrolamento.” O desenho feito na
FIG-4.3 ilustra esta regra.

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Fig – 4.3- Figura ilustrando a regra da mão direita


4-03 SIMBOLOGIA E CONVENÇÃO DE PONTOS.
De acordo com a convenção de pontos indicados nos terminais dos enrolamentos,
tem-se a orientação dos sentidos de enrolamentos. Desta forma; quando dois
enrolamentos têm mesmo sentido as marcas coincidem e os fluxos são aditivos e quando
dois enrolamentos têm sentidos opostos as marcas discordam e os fluxos são subtrativos.
Para simplificar a representação dos enrolamentos e das marcas, a simbologia
utilizada para representar os enrolamentos do transformador, é a mesma utilizada para as
bobinas, indicando com uma marca a polaridade da bobina (sentido de enrolamento),
como ilustram os desenhos da FIG-4.4 a seguir.

Fig – 4.4- Enrolamentos. a) sentidos iguais e b) sentidos opostos

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4-04 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.


R-01 Indique os sentidos (Horário ou Anti-horário) dos fluxos induzidos pelas correntes
no núcleo do transformador abaixo.

Solução:
A corrente I1 induz um fluxo no núcleo do transformador, no sentido horário.
A corrente I2 induz um fluxo no núcleo do transformador, no sentido anti horário.
A corrente I3 induz um fluxo no núcleo do transformador, no sentido anti horário.
A corrente I4 induz um fluxo no núcleo do transformador, no sentido horário.

R-02 O transformador abaixo é usado para acoplar energia elétrica de uma linha de
transmissão, com o objetivo de distribuir esta energia de um para três ramais. O primário
está ligado à uma linha com 13800V e possui 10000 espiras. Calcule o número de espiras
ou a tensão nos secundários.

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Solução:
V12 N12 N ⋅ Vab 10000 ⋅ 100
= → Nab = 12 → Nab = → Nab = 80 espiras
Vab Nab V12 13800

V12 N V ⋅ Ncd 13800 ⋅ 160


= 12 → Vcd = 12 → Vcd = → Vab = 220 V
Vcd Ncd N12 10000

V12 N N ⋅ Vef 10000 ⋅ 380


= 12 → Nef = 12 → Nef = → Nab = 275 espiras
Vef Nef V12 13800

4-05 EXERCÍCIOS PROPOSTOS.


E-01 Indique os sentidos (Horário ou Anti-horário) dos fluxos induzidos pelas correntes
no núcleo dos transformadores abaixo.

a) b)

c) d)

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E-02 O transformador abaixo é usado para acoplar energia elétrica de uma linha de
transmissão, com o objetivo de distribuir esta energia de um para três ramais. O primário
está ligado à uma linha com 13200V e possui 6600 espiras. Calcule o número de espiras ou
a tensão nos secundários.

Resp: Nab=64esp, Vcd=1320V e Nef=220esp.

E-03 Determine a relação de transformação dos transformadores (Tr1, TR2 e TR3) do


sistema de transmissão e distribuição abaixo. Qual o número de espiras de cada
transformador, considerando que no primário do TR1 há 20.000 espiras.

E-04 Dado os circuitos contendo um transformador monofásico ideal, calcule o valor das
grandezas solicitadas.

a) Tensão no secundário
b) Número de espiras do secundário
c) A corrente no primário
d) O fator de potência da carga
e) As potências no secundário

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a) Tensão no secundário
b) Número de espiras do secundário
c) A corrente no primário
d) O fator de potência da carga
e) As potências no secundário

a) Os valores de R e L

b) O valor de “C” para que FP seja 0,92

c) “S” no primário antes da correção do FP.

d) “S” no primário após a correção do FP.

E-05 Considere o esquema trifásico abaixo.

Pede-se:
a) Faça a ligação: Primário em triângulo, secundário em triângulo e carga em triângulo.
b) Faça a ligação: Primário em triângulo, secundário em estrela e carga em triângulo.
c) Faça a ligação: Primário em triângulo, secundário em estrela e carga em estrela.
d) Faça a ligação: Primário em estrela, secundário em estrela e carga em estrela.
e) Faça a ligação: Primário em estrela, secundário em triângulo e carga em triângulo.
f) Faça a ligação: Primário em estrela, secundário em estrela e carga em triângulo.

TR_9
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E-06 Considerando que no exercício “E-05” sabe-se que:


i) A tensão de entrada VL = 380V

ii) A relação de transformação a = 3 : 2


iii) A carga é um motor que absorve 20kW sob um fator de potência igual a 0,6.
Pede-se determinar para cada caso (itens a...f) o valor de “C” para corrigir o fator de
potência para 0,92 e as correntes nos secundários e primários dos transformadores antes e
após a correção.
4-06 EXERCÍCIOS DE PROVAS ANTERIORES.
P-01 (P2_2S_2007) 2o. QUESTÃO: Dado o circuito abaixo onde:
i) "M" representa um motor monofásico que absorve 7920W com fator de potência igual a
0,6.
ii) "L" representa um conjunto de lâmpadas incandescentes (Resistivas) que absorve um
total de 1210W.
Pede-se:
a) O valor da resistência (R) e da indutância (L), interna do motor. (2.0 Ptos)
b) O valor da corrente em uma das lâmpadas. (1.5 Ptos)

RES:

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P-02 (P2_2S_2006) 1o. QUESTÃO: Dado o sistema trifásico abaixo: Pede-se:

a) Interligue os componentes de forma que a fonte trifásica alimente o primário do


transformador trifásico ligado em estrela e o secundário em triângulo, alimentando a carga
indutiva ligada em estrela. (1.5 ptos)
b) Sabendo que VRS = 38.105V , R = 5Ω e XL = 12Ω pede-se:

i) O valor “C” do capacitor que corrige o F.P. para 0,92. (1.0 ptos)
ii) A corrente na rede antes a correção do F.P. (1.5 pto)

P-03 (P2_2S_2008) 1o. QUESTÃO: No circuito abaixo o transformador é ideal, a


corrente “IX“ é igual a 200A e o fator de potência é igual a 0,6 atrasado. Pede-se:
.
a) O valor da impedância “ Z ”. (1.5 Ptos)
b) O valor da corrente IX após corrigir o fator de potência para 0.95. (1.5 Ptos)

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P-04 (P3_2S_2008) 2o. QUESTÃO: No circuito abaixo o transformador é ideal, a


freqüência é 60 Hz e a carga equilibrada. Pede-se calcular:
.
a) O valor da impedância “ Z ”. (1.5 Ptos)
b) O módulo da tensão de linha no primário. (1.5 Ptos)
c) O valor do capacitor que colocado em paralelo com a carga,
torna o fator de potência unitário. (2.0 Ptos)

Solução:

Após referenciar os valores de correntes e tensões para o índice “1”, obtém-se o circuito
abaixo desenhado.

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Cujo equacionamento é apresentado a seguir:

. . . .
IL1 = 3 ⋅ IF1 ∠ − 30° → 173∠ − 30° = 3 ⋅ IF1 ∠ − 30° → IF1 = 100∠0° A

.
. V F1 . 220∠53º .
a) Z = → Z= → Z = 2,2∠53º Ω (1.5 Ptos)
. 100∠0º
IF1

VF1 220
b) VS = → VS = → VS = 127 V
3 3

VP NP VP 2
= → = → VP = 254 V (1.5 Ptos)
VS NS 127 1

P ⋅ [tag(Φ Z ) − tag(Φ cor )]


c) C= onde:
W ⋅ (VF )2

P = VF ⋅ IF ⋅ cos Φ Z → P = 220 ⋅ 100 ⋅ 0,53 → P = 13.240 W

tag(Φ Z ) = tag(53) ≅ 1,327

como o fator de potência é unitário → tag(0) = 0

W = 2⋅π⋅f → W = 2 ⋅ π ⋅ 60 → W = 377 rad/seg

VF = 220 V , então:

13240 ⋅ 1,327
C= →
2
377 ⋅ (220 )

C ≅ 963 µF (2.0 Ptos)

P-05 (P3_1S_2008) 1o. QUESTÃO: Dado 0 circuito abaixo desenhado, pede-se


determinar.
a) A tensão “V” no primário do transformador ideal. (1.0 Pto)
.
b) O valor “R” da resistência da impedância “ Z ”. (1.5 Ptos)
.
c) O valor da capacitância “C” do capacitor que, inserido em paralelo com Z , torna o fator
de potência (FP) igual a 0,92. (1.5 Ptos)

TR_13
Transformador Ideal Prof. Dr. Devair A. Arrabaça FEl JAN/2010

Solução:
.
cos(Φ Z ) = 0.64 → Φ Z = 50° → Z = Z ⋅ ∠50 Ω

S = V1 ⋅ I → 120000 = V1 ⋅ 200 → V1 = 600V

V 1 600
a) = → V1 = →
V1 2 2

V1 = 300V
. . .
b) V1 = Z⋅ I → 600∠Φ V1 = Z∠50 ⋅ 200∠ − 50 →
. .
Z = 3∠50 → Z = 1,93 + 2,30 ⋅ J →

R ≅ 1,93Ω

c) P = S ⋅ cos(Φ Z ) → P = 120000 ⋅ 0,64 → P = 76,8kW

P ⋅ [tag(Φ Z ) − tag(Φ C )]
C= →
2 ⋅ π ⋅ f ⋅ (V )2

76800 ⋅ [tag(50 ) − tag(23)]


C=
2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ (600 )2

76800 ⋅ [1,19 − 0,42]


C= →
4
377 ⋅ 36 ⋅ 10

c ≅ 436µF

TR_14
Transformador Ideal Prof. Dr. Devair A. Arrabaça FEl JAN/2010

P-06 (P2_1S_2009) 2o. QUESTÃO: Dado o circuito abaixo pede-se calcular:


a) O valor da corrente indicada pelo amperímetro “A”. (2.0 ptos)
b) O valor da capacitância “C” do capacitor que ligado entre os pontos “1” e “2” torna
unitário o fator de potência. (1.5 ptos)

RES:
P-07 (P2_1S_2009) 2o. QUESTÃO: No circuito abaixo o transformador trifásico é ideal
e alimenta uma carga com fator de potência igual a 0,5. Pede-se:
a) O valor do capacitor que colocado em paralelo com a carga, corrige
o fator de potência para 0.92. (1.5 Ptos)
b) O novo valor do módulo da corrente “Ix” após a correção. (2.0 Ptos)

RES:

TR_15
LABORATÓRIO DE
ELETRICIDADE BÁSICA

EL 4110 EL 7110 NE 9110

1. CIRCUITOS EM CORRENTE CONTÍNUA

data: / / turma:

número: nome:

RECUSADO ACEITO

HUGO BUTKERAITIS

FEV/07
ATENÇÃO: antes de montar qualquer circuito, verifique se o seletor de tensões do
gerador DC está todo girado no sentido anti horário, ou seja, na posição de
mínima tensão.

a-) coloque a chave seletora do multímetro na região de corrente contínua e


escolha o fundo de escala 200mA . Com o gerador DC desligado, monte na placa
didática o circuito da fig. 1;

fig. 1

b-) ligue o gerador DC e ajuste sua tensão para 12V;

c-) anote na tab. 1 o valor da corrente I , completando o preenchimento da tabela ;

d-) desligue o gerador DC;

VALOR MEDIDO VALOR CALCULADO


( mA ) ( mA )
tensão do gerador
I = = =
R1 + R 2 + R 3

= ……………mA
tab. 1

e-) compare os valores medido e calculado e explique os motivos de uma eventual


discrepância;

Resp.:

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (01) Página 2 / 7


f-) coloque a chave seletora do multímetro na região de tensão contínua e escolha
o fundo de escala 2 V . Com o gerador DC desligado, monte o circuito da fig.2;

fig. 2

g-) ligue o gerador DC e ajuste sua tensão para 12V;

h-) anote a leitura do voltímetro na linha correspondente da tab. 2;

i-) sem desligar o gerador, retire com cuidado o voltímetro dos terminais de R1,
mude seu fundo de escala para 20 V, e passe para os terminais de R2 a fim de obter
leitura positiva. Repita o item anterior. Idem para R3 e para a tensão nos terminais
do gerador DC . Desligue o gerador DC e complete o preenchimento da tab. 2;

MEDIDA
TENSÃO CALCULAR
(V)

VR1
VR1 + VR2 + VR3 =
VR2
VR3
= ……………V
VGERADOR tab. 2

j-) o que você pode concluir pelos resultados obtidos na tab. 2 ?

Resp.:

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (01) Página 3 / 7


k-) coloque a chave seletora do multímetro 1 na região de corrente contínua e
escolha , o fundo de escala 200mA . Para o multímetro 2 coloque a chave seletora
o
na região de tensão contínua , escolhendo fundo de escala 20V . Com o 2 gerador
DC desligado, monte o circuito da fig. 3;

l-) ligue o gerador e anote as leituras dos multímetros no lugar apropriado da tab. 3;

m-) desligue o gerador;

n-) abra o circuito entre A e B e refaça os itens l-) e m-);

o-) refaça os itens k-) a n-) para o circuito da fig. 4 trocando o fundo de escala do
multímetro 1 para 20 mA e do multímetro 2 para 2 V;

p-) refaça o item anterior para o circuito da fig. 5;

TENSÕES CORRENTES
TRECHO AB
(V) ( mA )

VG = I2 =
FECHADO V1 = I3 =
V5 = I4 =

VG = I2 =
ABERTO V1 = I3 =
V5 = I4 = tab. 3

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (01) Página 4 / 7


fig. 4

fig. 5

q-) explique o significado da tensão VG com o trecho AB em aberto e fechado;

Resp.:

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (01) Página 5 / 7


r-) calcule os valores dos cinco resistores utilizados nos últimos três circuitos;

cálculos: Respostas
(Ω)

R1 =

R2 =

R3 =

R4 =

R5 =

s-) calcule a potência consumida em cada resistor;

cálculos: Respostas
( mW )

PR1 =

PR2 =

PR3 =

PR4 =

PR5 =

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (01) Página 6 / 7


t-) calcule a potência total consumida , a potência gerada e a potência perdida
internamente no gerador;

cálculos: Respostas
( mW )

PCONSUMIDA =

PGERADA =

PPERDIDA =

u-) calcule a resistência interna do gerador;

cálculos:

Resp.: r = ................. Ω

v-) calcule o rendimento do gerador;

cálculos:

Resp.: η = ................. %

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (01) Página 7 / 7


LABORATÓRIO DE
ELETRICIDADE BÁSICA

EL 4110 EL 7110 NE 9110

2. ANÁLISE DE MALHAS

data: / / turma:

número: nome:

RECUSADO ACEITO

MARIA ANGELA SAVARESI

FEV/07
Fazendo medidas no Multisim

1-) Montar os circuitos abaixo, preenchendo as leituras dos instrumentos:

+ -
0.606m A

+
20kohm 11.879 V 20kohm
-

12V 12V

200ohm + 200ohm
0.121 V
-

O que você observou, comparando as medidas do amperímetro e voltímetros com as medidas dos
multímetros?

2)

1kohm

1kohm 560.7ohm 250ohm

MARIA ANGELA SAVARESI FEV / 07 (02) Página 2 / 6


3)

25ohm Key = B 25ohm


Key = A

24V

+ -
0.320 A -0.320 A
- +
-
0.640 A
+
25ohm +
8.000 V
-

A fechada A aberta A fechada


B aberta B fechada B fechada
I1 (A)
I2 (A)
I3 (A)
V (V)

MARIA ANGELA SAVARESI FEV / 07 (02) Página 3 / 6


4.a)

I
6V
100ohm 30ohm

Com base nestas leituras, qual o valor de I?

4,b) Para o circuito abaixo, semelhante ao anterior, o que você conclui quanto ao valor de V?
Justificar.

+ -
0.780 A

V 100ohm 30ohm

MARIA ANGELA SAVARESI FEV / 07 (02) Página 4 / 6


5) Usando o método de Análise de Malhas, calcular as correntes do circuito abaixo

I2

I4 10ohm
I1 12V

A I6 B
10ohm
2.0ohm
12V

I5
I3
2.0ohm

I1 = I2 = I3 =
I4 = I5 = I6 =
VAB =

Montar o circuito anterior, ligando adequadamente amperímetros e voltímetro, anotando os


valores medidos:

I1 = I2 = I3 =
I4 = I5 = I6 =
VAB =

MARIA ANGELA SAVARESI FEV / 07 (02) Página 5 / 6


6) Fechando a chave, descreva o que ocorre com a lâmpada em cada um dos circuitos abaixo:

Key = A Key = B Key = C

10V 14V 20V


1W 10V 1W 10V 1W 10V

MARIA ANGELA SAVARESI FEV / 07 (02) Página 6 / 6


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ELETRICIDADE BÁSICA

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3. MEDIDAS EM CORRENTE ALTERNADA

data: / / turma:

número: nome:

RECUSADO ACEITO

HUGO BUTKERAITIS

FEV/07
MEDIDAS EM CORRENTE ALTERNADA

ATENÇÃO: antes de montar este circuito, verifique se o seletor de tensões do variac


está todo girado no sentido anti horário, ou seja, na posição de mínima tensão; só
ligue o variac à rede após a montagem e conferência do circuito.

a-) com o ohmimetro, meça os valores dos resistores Raux1 , Raux2 e Raux3
fornecidos.

Resp.: Raux1 = Ω Raux2 = Ω Raux3 = Ω

b-) monte o circuito da fig.1;

fig. 1

c-) observe as polaridades das pontas de prova do osciloscópio;

d-) ajuste a tensão do variac para que o CH2 do osciloscópio indique ≅ 30VPP ;

e-) no osciloscópio, inverta o sinal da tensão sobre a impedância Z1 ;

f-) desenhe, na fig. 2 , as formas de onda dos canais 1 e 2 , dividindo os valores das
tensões do canal 1 por Raux1 (medido) , para que a mesma corresponda a corrente
do circuito ( represente apenas 1 a 2 períodos);

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (03) Página 2 / 8


vZ1(t) i(t)
(Volts) (mA)
Z1

t (ms)

fig. 2

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (03) Página 3 / 8


g-) adote a fase inicial da tensão VZ1 igual a zero. A partir dos valores eficazes da
• •
tensão e da corrente, escreva os fasores V Z 1 e I ;

• •
Resp.: V Z 1 = ............... / 00 (V) I = ............... / ( mA )

h-) calcule a impedância Z1 ( módulo e argumento );

Resp.: Z1 = ............ / (Ω)

i-) que tipo de elemento é a impedância Z1 ? Por que?

Resp.:

j-) gire o seletor de tensões do variac todo para a esquerda;

k-) substitua a impedância Z1 por Z2 e Raux1 por Raux2;

l-) observe as polaridades das pontas de prova do osciloscópio;

m-) ajuste a tensão do variac para que o CH2 do osciloscópio indique ≅ 1,5 VPP ;

n-) no osciloscópio, inverta o sinal da tensão sobre a impedância Z2 ;

o-) desenhe, na fig. 3 , as formas de onda dos canais 1 e 2 , dividindo os valores das
tensões do canal 1 por Raux2 (medido) , para que a mesma corresponda a corrente
do circuito ( represente apenas 1 a 2 períodos);

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (03) Página 4 / 8


vZ2(t) i(t)
(Volts) (mA)
Z2

t (ms)

fig. 3

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (03) Página 5 / 8


p-) adote a fase inicial da tensão VZ2 igual a zero. A partir dos valores eficazes da
• •
tensão e da corrente, escreva os fasores V Z 2 e I ;

• •
Resp.: V Z 2 = ............... / 00 (V) I = ............... / ( mA )

q-) calcule a impedância Z2 ( módulo e argumento );

Resp.: Z2 = ............ / (Ω)

r-) que tipo de elemento é a impedância Z2 ? Por que?

Resp.:

s-) gire o seletor de tensões do variac todo para a esquerda;

t-) substitua a impedância Z2 por Z3 e Raux2 por Raux3;

u-) observe as polaridades das pontas de prova do osciloscópio;

v-) ajuste a tensão do variac para que o CH2 do osciloscópio indique ≅ 30 VPP ;

x-) no osciloscópio, inverta o sinal da tensão sobre a impedância Z3 ;

z-) desenhe, na fig. 4 , as formas de onda dos canais 1 e 2 , dividindo os valores das
tensões do canal 1 por Raux3 (medido) , para que a mesma corresponda a corrente
do circuito ( represente apenas 1 a 2 períodos);

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (03) Página 6 / 8


vZ3(t) i(t)
(Volts) (mA)
Z3

t (ms)

fig. 4

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (03) Página 7 / 8


y-) adote a fase inicial da tensão VZ3 igual a zero. A partir dos valores eficazes da
• •
tensão e da corrente, escreva os fasores V Z 3 e I ;

• •
Resp.: V Z 3 = ............... / 00 (V) I = ............... / ( mA )

w-) calcule a impedância Z3 ( módulo e argumento );

Resp.: Z3 = ............ / (Ω)

w1-) que tipo de elemento é a impedância Z3 ? Por que?

Resp.:

w2-) gire o seletor de tensões do variac todo para a esquerda.

w3-) desmonte o circuito.

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (03) Página 8 / 8


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ELETRICIDADE BÁSICA

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4. R - C - L EM CORRENTE ALTERNADA

data: / / turma:

número: nome:

RECUSADO ACEITO

HUGO BUTKERAITIS

FEV/07
ATENÇÃO: antes de montar este circuito, verifique se o seletor de tensões do variac
está todo girado no sentido anti horário, ou seja, na posição de mínima tensão; só
ligue o variac à rede após a montagem e conferência do circuito.

1. RESISTOR - RESISTÊNCIA ( R )
a-) Com a saída do variac inicialmente em zero, monte o circuito da fig. 1

fig. 1

b-) após conferir o circuito, ajuste a tensão do variac como indicado na tab. 1, anotando
na mesma as medidas efetuadas pelo alicate multifunção;

AJUSTAR VALORES LIDOS

V I P S Q
cos ϕ
(V) (A) (W) ( VA ) (VAR )

60
70
80
90
100

tab. 1

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (04) Página 2 / 8


c-) na fig. 2 construa o gráfico que mostra V = f( I );

I(A)

V(V)

fig. 2

d-) calcular graficamente o valor de R , observando que:

∆V
R = L(Ω) ⇒ R = ................ Ω
∆I

e-) na tab. 1 calcular o valor médio de cos φ ⇒ cos φ = ............ ⇒ ϕ = ............ 0

f-) lembramos que, teoricamente, R = R / 00 ; podemos dizer que em


nosso caso:
R = .............. /............0 Ω

g-) que conclusão podemos tirar a respeito das potências num circuito puramente
resistivo?

Resp.:

2 CAPACITOR - REATÂNCIA CAPACITIVA ( XC )

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (04) Página 3 / 8


2. CAPACITOR - REATÂNCIA CAPACITIVA ( XC )

a-) Retorne a saída do variac para zero e monte o circuito da fig. 3

fig. 3

b-) após conferir o circuito, ajuste a tensão do variac como indicado na tab. 2, anotando
na mesma as medidas efetuadas pelo alicate multifunção;

AJUSTAR VALORES LIDOS

V I P S Q
cos ϕ
(V) (A) (W) ( VA ) (VAR )

60
70
80
90
100

tab. 2

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (04) Página 4 / 8


c-) na fig. 4 construa o gráfico que mostra V = f( I );

I(A)

V(V)

fig. 4

d-) calcular graficamente o valor de XC , observando que:

∆V
XC = L(Ω) ⇒ XC = ................ Ω
∆I

e-) na tab. 2 calcular o valor médio de cos φ ⇒ cos φ = ............ ⇒ ϕ = ............ 0

f-) lembramos que, teoricamente, XC = XC / - 90 ;


0
podemos dizer que
em nosso caso:

0
X C = .............. /............ Ω

g-) que conclusão podemos tirar a respeito das potências num circuito puramente
capacitivo? Calcular o valor de C.

Resp.:

1 1
XC = ⇒ C = = ..................... µF
2⋅π⋅ f ⋅C 2⋅π⋅ f ⋅ X C
3. INDUTOR - REATÂNCIA INDUTIVA ( XL )

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (04) Página 5 / 8


a-) Retorne a saída do variac para zero e monte o circuito da fig. 5

fig. 5

b-) após conferir o circuito, ajuste a tensão do variac como indicado na tab. 3, anotando
na mesma as medidas efetuadas pelo alicate multifunção;

AJUSTAR VALORES LIDOS

V I P S Q
cos ϕ
(V) (A) (W) ( VA ) (VAR )

60
70
80
90
100

tab. 3

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (04) Página 6 / 8


c-) na fig. 6 construa o gráfico que mostra V = f( I );

I(A)

V(V)

fig. 6

d-) observamos que o indutor em estudo é feito de fio de cobre, o qual


apresenta uma resistência ôhmica ( Rb = Rbobina ); podemos, pois,
representá-lo como uma associação série de uma indutância pura ( L )
com sua resistência ôhmica ( Rb ) , como mostra a fig. 7;

fig. 7

e-) calcular graficamente o valor de Z, observando que:

∆V
Z = L(Ω) ⇒ Z = ................ Ω
∆I

f-) na tab. 3 calcular o valor médio de cos φ ⇒ cos φ = ................ ⇒ ϕ = ................ 0

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (04) Página 7 / 8


g-) lembramos que, no caso de uma bobina ideal, X L = X L / 900 ; mas,
para a bobina estudada, considerando sua parte resistiva, podemos escrever:

Z = .............. / ............0 Ω

h-) pela fig. 7 podemos escrever:

Rb = Z . cos φ = ................ ⇒ Rb = ................ Ω

XL = Z . sen φ = ................ ⇒ XL = ................ Ω

ainda:
se X L = 2 ⋅ π ⋅ f ⋅ L
com f = 60 Hz
L = ............... mH

i-) explique porque a bobina consumiu potência ativa;

Resp.:

j-) mostre num diagrama fasorial as componentes Rb , XL e Z da bobina ensaiada;

Resp.:

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (04) Página 8 / 8


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5. CIRCUITOS EM CORRENTE ALTERNADA

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HUGO BUTKERAITIS

FEV/07
ATENÇÃO: antes de montar este circuito, verifique se o seletor de tensões do variac
está todo girado no sentido anti horário, ou seja, na posição de mínima tensão; só
ligue o variac à rede após a montagem e conferência do circuito.

a-) Com a saída do variac inicialmente em zero, monte o circuito da fig. 1 com um
capacitor de 20 µF;

fig. 1
b-) anote os valores nominais dos elementos:

R= Ω Rb = Ω L= mH

c-) após conferir o circuito, ajuste a tensão do variac em 100 V e anote as medidas
efetuadas pelo alicate multifunção na tab. 1;

VALORES LIDOS

I VR VB VC P Q S
cos ϕ
(A) (V) (V) (V) (W) (VAR ) ( VA )

tab. 1

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (05)Página 2 / 6


d-) no circuito acima ( VR + VB + VC ) = 100V ? Explique.

Resp.:

e-) explique onde foi consumida a potência ativa ( P );

Resp.:

f-) com a saída do variac inicialmente em zero, monte o circuito da fig. 2

fig. 2

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (05)Página 3 / 6


g-) após conferir o circuito, ajuste a tensão do variac em 100 V; varie o capacitor como
indicado na tab. 2, anotando na mesma as medidas efetuadas pelo alicate multifunção;

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

g1-) após o preenchimento de cada linha, retorne o variac a zero;


g2-) coloque o novo capacitor;
g3-) ajuste novamente a tensão do variac em 100 V;
g4-) complete o preenchimento da linha.

AJUSTAR VALORES LIDOS

V C I I1 I2 P Q S
cos ϕ
(V) ( µF ) (A) (A) (A) (W) (VAR ) ( VA )

SEM
10
20
100
30
40
50

tab. 1

h-) qual a impedância do circuito antes da colocação do capacitor ( 1a linha ) ?

Resp.:
100 100
Z= = ⇒ Z = ................ Ω
I1

cos φ = ................ ⇒ ϕ = +................ 0 ∴ Z = .............. / ............0 Ω

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (05)Página 4 / 6


i-) esta impedância calculada no item anterior atende as normas da concessionária de
energia quanto ao fator de potência? Explique.

Resp.:

j-) na fig. 3 construa o gráfico que mostra I = f( C );

I(A)

C ( µF )

fig. 3

k-) a partir do gráfico anterior, determine o capacitor que provoca a ressonância


paralelo, bem como a corrente nestas condições;

Resp.:

I = Imin = A C= µF

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (05)Página 5 / 6


l-) usando os valores nominais dos elementos, calcule o capacitor que provoca a
ressonância paralelo.

Resp.:

C = 10 6 .L =
(R B + R) 2 + X 2L

C= µF

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (05)Página 6 / 6


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6. CIRCUITOS TRIFÁSICOS I

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HUGO BUTKERAITIS

FEV/07
1. OBSERVAÇÕES:
a-) todos os circuitos deverão ser montados com o disjuntor trifásico ( que faz a
proteção da bancada) desligado;
b-) o wattímetro instalado na bancada é trifásico, e fornece a leitura da
potência ativa total consumida pela carga trifásica;

2. CARGA RESISTIVA EM ESTRELA

a-) monte o circuito da fig. 1 :

fig. 1

b-) após conferir o circuito, ligue o disjuntor trifásico;


c-) efetue as leituras dos dois Voltímetros, do Amperímetro e do Wattímetro
trifásico, preenchendo a tab. 1 ;

V1 = VLINHA V2 = VFASE I1 = ILINHA =IFASE W=P


(V) (V) (A) (W)

tab. 1

d-) desligue o disjuntor trifásico;


e-) desmonte o circuito.

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (06)Página 2 / 4


3. CARGA RESISTIVA EM TRIÂNGULO

a-) monte o circuito da fig. 2 :

fig. 2

b-) após conferir o circuito, ligue o disjuntor trifásico;


c-) efetue as leituras do Voltímetro, dos dois Amperímetros e do Wattímetro
trifásico, preenchendo a tab. 2 ;

V1 = VLINHA =VFASE I1 = ILINHA I2 = IFASE W=P


(V) (A) (A) (W)

tab. 2

d-) desligue o disjuntor trifásico;


e-) desmonte o circuito.

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (06)Página 3 / 4


f-) a partir dos valores obtidos nas tabelas 1 e 2, qual a relação entre a tensão
de linha e a de fase na ligação estrela? E na ligação triângulo, qual a relação entre
a corrente de linha e a de fase?

Resp.:

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (06)Página 4 / 4


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7. CIRCUITOS TRIFÁSICOS II

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HUGO BUTKERAITIS

FEV/07
1. CARGA INDUTIVA
a-) todos os circuitos deverão ser montados com o disjuntor trifásico ( que faz a
proteção da bancada) desligado;

b-) monte o circuito da fig. 1, onde as bobinas representadas são as três bobinas
do estator do motor de indução trifásico:

fig. 1

c-) curto-circuite os terminais do amperímetro;


d-) após conferir o circuito, ligue o disjuntor trifásico;
e-) retire cuidadosamente o curto dos terminais do amperímetro;
f-) efetue as leituras do Voltímetro, do Amperímetro e do Wattímetro trifásico,
preenchendo a tab. 1;

V1 = VLINHA I1 = ILINHA =IFASE W=P


(V) (A) (W)

tab. 1

g-) desligue o disjuntor trifásico.

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (07)Página 2 / 4


2. ASSOCIAÇÃO DE CARGAS

a-) monte o circuito da fig. 2

fig. 2

b-) curto-circuite os terminais do amperímetro;


c-) após conferir o circuito, ligue o disjuntor trifásico;
d-) retire cuidadosamente o curto dos terminais do Amperímetro;
e-) efetue as leituras do Voltímetro, do Amperímetro e do Wattímetro trifásico,
preenchendo a tab. 2 ;

V1 = VLINHA I1 = ILINHA W=P


(V) (A) (W)

tab. 2

f-) desligue o disjuntor trifásico;


g-) desmonte o circuito.

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (07)Página 3 / 4


h-) no espaço abaixo calcule o fator de potência do circuito das fig. 2

Resp.:

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (07)Página 4 / 4


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8. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

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HUGO BUTKERAITIS

FEV/07
8. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

8.1 INTRODUÇÃO

Praticamente toda a energia elétrica que dispomos no Brasil provém da energia


mecânica obtida da conversão da energia hidráulica existente em várias regiões do país;
porém devemos observar que estes recursos hídricos geralmente se encontram distantes
dos grandes centros consumidores distribuídos ao longo da costa brasileira.
O que leva à escolha da energia elétrica ser obtida a partir de nossos recursos
hídricos está basicamente ligado à existência do transformador aliado ao custo
relativamente baixo da transmissão dessa energia.
Observado que devemos vencer grandes distâncias para o transporte da energia,
desde a usina geradora até o centro de consumo, é conveniente que a transmissão seja
feita em alta tensão, diminuindo com isso a corrente, pois as perdas na linha dependem do
quadrado desta última.
Restrições técnicas fazem com que os geradores forneçam tensões relativamente
baixas, se comparadas com os valores necessários à transmissão.
O problema pode ser resolvido com o emprego do transformador junto à estação
geradora, que elevará a tensão até um valor conveniente, chamado tensão de transmissão,
usado para chegar até uma subestação abaixadora, já próxima do centro consumidor, e aí
outro transformador, num processo inverso, abaixará a tensão para um valor conhecido
como tensão de distribuição primária.
Esta rede primária poderá atingir diretamente grandes consumidores, ou, através
de transformadores abaixadores colocados em postes, fornecer através de rede própria a
tensão de distribuição secundária que alimentará os consumidores residenciais, e o
pequeno comércio e indústria, para os quais supõe-se uma carga total instalada inferior a
75 kW.
A figura 8-1 ilustra, de uma forma bem simples o processo descrito anteriormente.

DISTR. DISTR.
GERADOR TRANSM.
TR TR PRIMÁR. TR SECUND.
2,2 a 20kV 40 a 500 2,2 a 35 110 a 380
kV kV V

figura 8-1

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (08)Página 2 / 19


8.2 TENSÕES DISPONÍVEIS PARA O USUÁRIO

No nosso curso trataremos unicamente da distribuição secundária de energia. Na


figura 8-2 representamos um dos possíveis sistemas usados pelas concessionárias de
distribuição de energia e as tensões nominais de fornecimento de energia elétrica, na
freqüência de 60 Hz.

v V

115 230

127 220

220 380

figura 8-2

HUGO BUTKERAITIS FEV / 07 (08)Página 3 / 19


A tabela 8-1 mostra um dos possíveis tipos de atendimento feitos por uma
concessionária.

TIPO NO DE FIOS NOME DOS FIOS

A 2 FASE E NEUTRO

B 3 DUAS FASES E NEUTRO

C 4 TRÊS FASES E NEUTRO

tabela 8-1

As limitações impostas para os diversos fornecimentos encontram-se descritos em


normas as quais levam em conta a carga instalada e o local de atendimento.
Observamos, finalmente, que se o consumidor possui equipamentos com carga de
flutuação brusca ( máquinas de solda, raio X, etc. ), estas serão tratadas como cargas
especiais que poderão exigir a instalação de equipamentos corretivos e/ou obras
necessárias, que evidentemente exigirão pagamentos extras à concessionária.

8.3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Com o objetivo de fornecer apenas noções básicas de instalações elétricas,


abordaremos no que segue apenas as instalações elétricas residenciais, deixando as
instalações industriais para cursos específicos dentro do curso de engenharia elétrica.
Frisamos ainda que pretendemos mostrar apenas noções muito simples destas
instalações, o que permitirá ao aluno projetar ou mesmo providenciar alguns reparos em
pequenos ambientes, familiarizando-se com a maioria das instalações que o cerca
A figura 8-3 ilustra um diagrama de blocos elementar, onde pretendemos mostrar
as principais partes constituintes de uma instalação elétrica residencial.

CIRC. 1
ENTRADA PROTEÇÃO QUADRO
E E ALIMENT. DE CIRC. 2
MEDIÇÃO COMANDO DISTRIB. :
CIRC. N

figura 8-3

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Entende-se por entrada o circuito compreendido entre o ponto de entrega e o
medidor de energia elétrica; o ponto de entrega é considerado como o ponto até o qual a
concessionária se obriga a fornecer energia elétrica. A entrada poderá ser aérea ou
subterrânea.
A medição deve ser vista como a área que compreende o medidor propriamente
dito, bem como dispositivos necessários ao registro do consumo de potência ativa ou
reativa; a instalação de equipamentos é de competência da concessionária.
A execução das obras necessárias à entrada e medição são de responsabilidade do
consumidor, que deverá seguir normas estabelecidas e, em funcionamento terá o acesso
permitido apenas aos técnicos da companhia de eletricidade.
O setor que abrange o dispositivo de proteção e comando se situa ao lado do ponto
de medição. É constituído de uma chave seccionadora capaz de interromper o
fornecimento de energia a toda a instalação, propiciando uma manutenção de toda a rede
com segurança. Além da chave são também colocados dispositivos de proteção
dimensionados para proteger o alimentador contra eventuais sobrecargas. As duas ações
descritas, ou seja, o comando e a proteção, poderão ser realizadas por um único
dispositivo, um disjuntor.
Alimentador é o nome dado aos condutores encarregados de transportar a energia
do ponto de comando e proteção até o quadro de distribuição principal que deverá estar
localizado no centro de cargas, e, preferencialmente colocado num local de fácil acesso,
pois é a partir do mesmo que se comanda toda a instalação interna; este quadro é dotado
de um barramento conveniente para permitir uma divisão do circuito de entrada em vários
circuitos parciais.
A utilização de circuitos parciais se justifica pela possibilidade de utilização de
condutores com bitolas menores nos diversos ramais, propiciando um menor custo, bem
como, num eventual acidente em um circuito os demais permanecem funcionando
normalmente.
A idéia para a definição dos circuitos parciais é dividir a residência em setores
específicos ( social, serviço, etc. ) ou a divisão da carga total instalada em frações
convenientes. As normas recomendam a separação dos circuitos de iluminação dos de
força. É comum também reservar circuitos parciais para o atendimento isolado de
equipamentos mais sofisticados como computadores ou grandes consumidores de energia,
como aquecedores centrais.

8.4 CONDUTORES ELÉTRICOS EM INSTALAÇÕES RESIDENCIAIS

O material mais empregado atualmente na fabricação de condutores elétricos para


uso residencial é o cobre, o qual ficará subentendido em tudo o que segue.
Utilizamos a designação fio para um condutor sólido, maciço, com seção
geralmente circular, o qual será utilizado nas instalações como condutor de eletricidade,
devendo, portanto, ser envolvido por uma camada de material isolante.
O termo cabo é reservado para designar um conjunto de fios não isolados
individualmente e que, encordoados se encarregarão de transportar eletricidade e, como
tal, receberá uma isolação externa
Se comparado ao fio, o cabo possui uma maior flexibilidade o que justifica seu
emprego em instalações elétricas, uma vez que os condutores devem ser instalados em
eletrodutos, onde curvas e emendas nem sempre favorecem a passagem dos mesmos.

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A isolação dos condutores é feita revestindo-os externamente com material
adequado, por exemplo o PVC, o que criará uma elevada resistência elétrica entre os
diversos condutores e entre estes e as superfícies constituintes da instalação.
Comercialmente os condutores elétricos são encontrados em diversas cores e
bitolas.
As cores tem como objetivo uma fácil construção e identificação dos condutores em
qualquer parte da instalação. Algumas concessionárias de energia padronizam para a
entrada a utilização de condutor azul claro para designar o neutro, devendo o verde ser
reservado para circuitos de proteção. Entendemos que é razoável continuar com esta
padronização para o restante dos circuitos internos e indicamos como sugestão a
utilização das cores vermelha, preta e amarela para os condutores fase, bem como
reservar a cor branca para os retornos.
As bitolas, que num passado não muito distante seguiam o padrão AWG (American
Wire Gage), são atualmente fornecidas numa escala milimétrica. A bitola mínima
recomendável para uso em instalações elétricas é 1,5 mm2 para iluminação e 2,5 mm2
para tomadas; bitolas menores são permitidas apenas em circuitos de sinalização e
controle. As diferentes bitolas são encontradas em valores padronizados, e, as mais
utilizadas em instalações residenciais são: (1,5), (2,5), 4, 6, 10, 16, 25, 35, e 50 mm2.
O critério para o dimensionamento de condutores elétricos leva em conta, entre
outros fatores, a tensão de trabalho, as correntes envolvidas, as quedas de tensão
admissíveis, local e forma de instalação, etc.; em nosso estudo simplificado adotaremos
como critério apenas as correntes máximas admissíveis por bitola, observado que
trataremos de um pequeno ambiente, onde os ramais de entrada serão supostos muito
curtos.
Para projetos mais elaborados, existem disponíveis no mercado softwares voltados
para o dimensionamento de instalações elétricas, o que vem a facilitar enormemente o
trabalho dos profissionais do setor.

8.5 UM PROJETO ELÉTRICO SIMPLES

O objetivo principal deste item é familiarizar o aluno com os principais elementos


constituintes de um projeto elétrico, tornando-o capaz de compreender as instalações
elétricas que o circundam, além de possibilitar que o mesmo projete e até mesmo execute,
por exemplo uma pequena ampliação em sua residência. O computador que deve ser
instalado, ou qual o motivo do chuveiro desligar na metade do banho poderão ser
resolvidos.
Com este pensamento simples, deixaremos de lado fatores como a demanda, ou a
adoção de critérios mais cuidadosos para o estudo luminotécnico, ou da distribuição de
pontos de tomadas dentro do projeto. Evidentemente quando se faz necessário um
refinamento no projeto, há a necessidade de consulta a normas técnicas específicas, bem
como a obras especializadas no assunto.
Ao iniciarmos um estudo para uma instalação elétrica, é conveniente dispormos de
uma planta do local, na qual deverão ser localizados os diversos pontos de atendimento,
além das características das cargas a serem instaladas.
O trabalho pode ser iniciado com a determinação de uma iluminação adequada
para cada ambiente, levando-se em conta principalmente a utilização de cada local. Se

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adotarmos iluminação incandescente e locais com paredes claras e pé direito da ordem de
2,5m, a tabela 8-2 dá uma idéia razoável da potência necessária para a iluminação de
diversos cômodos de uma residência.

ÁREA DO POTÊNCIA ( W )
AMBIENTE SALA / COPA /
DORMITÓRIO BANHEIRO
( m2 ) COZINHA
até 6 60 60 60
de 6 a 8 100 100 60
de 8 a 12 150 100 100

CORREDOR até 3 m de comprimento 40 W


E de 3 a 5 m de comprimento 60 W
ESCADA de 5 a 7 m de comprimento 100 W

tabela 8-2

O próximo passo consiste na distribuição de tomadas pelo ambiente. Neste ponto é


conveniente fazer uma distinção entre as tomadas:
a-) as tomadas de uso específico, para o atendimento de equipamentos fixos tais como
chuveiros, lavadoras de louça e roupa, condicionadores de ar, etc.; estas possuem
quantidades, potências e locais determinados;
b-) as tomadas de uso geral, para o atendimento de aparelhos portáteis, como os
eletrodomésticos, aparelhos de som, etc., para os quais devemos prever um
número mínimo de pontos tendo em vista um razoável conforto. Para efeito de
levantamento de cargas, a cada um destes pontos atribuiremos 100 W .
Como ponto de partida podemos adotar o seguinte critério para determinar
o número mínimo de tomadas, considerando a potência de cada uma de 100W:
b1-) dependências com área inferior a 8 m2: 1 tomada;
b2-) dependências com área acima de 8 m2:
b2.1-) salas, dormitórios e corredores: 1 tomada para cada 5m
lineares ou fração;
b2.2 ) banheiros: 1 tomada alta perto da pia;
b2.3) copa e cozinha: 1 tomada alta a cada 3,5m lineares ou fração.
Ressaltamos que a norma recomenda que para a primeira tomada
destinada à cozinha seja atribuída a potência de 600W;
b2.4) subsolos, sótãos, garagens e varandas: 1 tomada.
Em seguida devemos providenciar um levantamento da potência total instalada, a
partir da qual podemos determinar um número conveniente de circuitos para o
atendimento total, sendo este critério muito pessoal, e levará a um maior ou menor valor a
ser desembolsado em função da comodidade proporcionada. Neste ponto convém ressaltar
que o equilíbrio das fases deve ser buscado.

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Na posse da quantidade de circuitos parciais podemos escolher um quadro de
distribuição adequado, não esquecendo de prever uma folga técnica para futuras
ampliações.
A localização do quadro é de suma importância, pois se colocado convenientemente
no centro de cargas, proporcionará uma boa economia de condutores, sem contar que um
fácil acesso ajudará na hora dos problemas, que estatisticamente sempre ocorrem nos
momentos mais impróprios, e portanto apesar de sua aparência nem sempre muito
simpática, atrás da geladeira nem sempre é recomendável sua colocação.
A partir da tensão e da potência de cada circuito, determina-se as correntes em
cada um deles, valores que levados a uma tabela de condutores levará às bitolas dos
diversos circuitos parciais. Nos ANEXO 1 e ANEXO 2 transcrevemos dados que poderão
ser utilizados para o trabalho proposto no final deste assunto.
Os dispositivos de proteção a serem colocados em cada circuito parcial deverão ser
dimensionados para uma corrente nominal que não ultrapasse a capacidade de corrente
dos condutores utilizados. O ANEXO 3 fornece disjuntores e fusíveis Diazed ou NH
atendendo este requisito.

8.6 DIAGRAMA UNIFILAR

Um diagrama unifilar é uma apresentação do projeto onde, através de uma


simbologia própria, são mostrados os diversos pontos de atendimento interligados por
eletrodutos contendo o número de condutores com as respectivas bitolas.
Na tabela 8-3 indicamos alguns símbolos mais comumente utilizados em diagramas
unifilares.

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SÍMBOLO SIGNIFICADO

Eletroduto no teto ou parede

Eletroduto no piso

Eletroduto de 1” contendo um neutro, dois fases, um retorno e


um terra, todos na bitola 2,5mm2 e pertencentes ao circuito
no 5

Disjuntor de 10A

Fusível de 30A

Chave de faca monofásica

Quadro de distribuição no 4

Ponto de luz incandescente no teto para 100W, pertencente ao


circuito no 5

Ponto de luz fluorescente no teto para 4 lâmpadas de 40W,


pertencente ao circuito no 7

Interruptor simples unipolar

Interruptor simples bipolar

Interruptor paralelo

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Interruptor intermediário

Tomada baixa para 127V

Tomada alta para 127V

Tomada baixa para 220V

Tomada alta para 220V

tabela 8-3

8.7 EXEMPLOS DE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

a-) uma lâmpada de 127V comandada por um interruptor simples, conforme mostra as
figuras 8-4a e 8-4b:

figura 8-4a

O esquema da figura 8-4a não é recomendado, pois o condutor fase estará


permanentemente ligado à lâmpada e o operador corre o risco de choque elétrico ao
trocar uma lâmpada. O circuito correto é o representado na figura 8-4b:

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figura 8-4b

b-) circuito de 127V contendo uma tomada, uma lâmpada e um interruptor simples,
mostrado na figura 8-5:

figura 8-5

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c-) circuito contendo um chuveiro de 220V, como na figura 8-6:

figura 8-6

d-) circuito de 127V contendo uma lâmpada comandada por dois interruptores
paralelos e um intermediário, figura 8-7:

O esquema elétrico correspondente é:

figura 8-7

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8.8 LIGAÇÃO À TERRA

De uma maneira geral as carcaças dos equipamentos elétricos são


superfícies com possibilidade de acesso ao usuário, portanto em condições normais
de funcionamento as mesmas não devem estar sujeitas à tensões elétricas.
Na eventualidade de um defeito, algum condutor energizado poderá vir a
tocar ou mesmo ficar muito próximo da carcaça de um aparelho, além da
possibilidade de uma descarga atmosférica atingir a rede elétrica e equipamentos
ligados a ela ficarem submetidos a tensões elevadas, ou mais especificamente como
ocorre em chuveiros, cargas elétricas poderão migrar, através da água, para a
superfície externa; em qualquer destes casos o operador, que geralmente está em
contato com a terra, poderá vir a tocar num ponto energizado e portanto estará
sujeito a correntes algumas vezes perigosas.
A fim de evitar este tipo de problema, as instalações elétricas devem possuir
um circuito especial chamado circuito de aterramento que é constituído de um
eletrodo fincado na terra ao qual será conectado o fio terra que será levado ao
quadro de distribuição, e deste a todos os equipamentos em que se julgar
conveniente este tipo de proteção.
De uma maneira geral, motores, chuveiros, torneiras elétricas microondas e
equipamentos de informática necessitam de um aterramento, e, especialmente neste
último recomenda-se uma resistência de terra nunca superior a 5 ohms.
Convém periodicamente medir a resistência de terra, e, sempre que este
valor ultrapassar 25 ohms uma correção se faz necessária. Para a correção podem
ser adicionados nas proximidades do eletrodo de aterramento produtos específicos
ou mais simplesmente a colocação de sal de cozinha, porém observando que este
último é levado facilmente pelas chuvas.

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8.9 PARTE PRÁTICA

Com base nas informações fornecidas, e dada a planta do ANEXO 4,


construir o diagrama unifilar correspondente, do qual deverão constar a
iluminação, as tomadas de uso geral e específico, conforme relação fornecida pela
tabela 1-4, ficando a definição da localização das mesmas por conta do aluno;
observamos que os circuitos de iluminação deverão estar separados dos circuitos de
tomadas.

QUANT. APARELHO V W

1 CHUVEIRO 220 4400


1 TORNEIRA ELÉTRICA 220 3500
1 CONDICIONADOR DE AR 220 1800
1 LAVADORA DE ROUPAS 127 1500
1 FREEZER 127 500
1 GELADEIRA 127 400
1 MICROONDAS 127 1200
1 FERRO DE PASSAR ROUPAS 127 1200
1 COMPUTADOR 127 300

tabela 1-4

Fica a critério do aluno acrescentar outras tomadas de uso específico que


julgar conveniente ao projeto.
A residência em questão está localizada numa região onde suporemos que a
concessionária fará o atendimento pelo sistema estrela com neutro, no tipo B.
Indicar a localização do quadro de distribuição, bem como um detalhe do
mesmo com os dispositivos de proteção.
O projeto deverá ser feito numa planta na escala 1:50, bem como ser
fornecida a relação de cargas por circuito e a apresentação do quadro de
distribuição.

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ANEXO 1

Capacidade de condução de corrente de um circuito utilizando condutores de cobre


recobertos com PVC à temperatura de 30oC, instalados em eletroduto:

CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE
CORRENTE ... ( A )
SEÇÃO
( mm2 ) 2 CONDUTORES 3 CONDUTORES
CARREGADOS CARREGADOS
1,5 17,5 15,5
2,5 24 21
4 32 28
6 41 36
10 57 50
16 76 68
25 101 89
35 125 111
50 151 134
70 192 171
95 232 207
120 269 239
150 309 272
185 353 310
240 415 364
300 473 419

Fatores de correção a serem empregados para agrupamento de circuitos:

NÚMERO DE CIRCUITOS 2 3 4 5
FATOR 0,80 0,70 0,65 0,60

Obs.: considerar como condutor carregado os condutores fase e neutro, exceto


quando este último fizer parte de um circuito trifásico equilibrado.

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ANEXO 2

Ocupação máxima sugerida para eletrodutos de PVC

NÚMERO DE CONDUTORES NO ELETRODUTO


SEÇÃO
( mm2 ) 2 3 4 5 6 7 8 9 10
TAMANHO NOMINAL DO ELETRODUTO ... ( mm )
1,5 16 16 16 16 16 16 20 20 20
2,5 16 16 16 20 20 20 20 25 25
4 16 16 20 20 20 25 25 25 25
6 16 20 20 25 25 25 25 32 32
10 20 20 25 25 32 32 32 40 40
16 20 25 25 32 32 40 40 40 40
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50
35 25 32 40 40 50 50 50 50 60
50 32 40 40 50 50 60 60 60 75
70 40 40 50 50 60 60 75 75 75
95 40 50 60 60 75 75 75 85 85
120 50 50 60 75 75 75 85 85 -
150 50 60 75 75 85 85 - - -
185 50 75 75 85 85 - - - -
240 60 75 85 - - - - - -

Obs.: conversão do tamanho nominal do eletroduto( mm para polegada)

mm 16 20 25 32 40 50 60 75 85
pol. ½ ¾ 1 1¼ 1½ 2 2½ 3 3½

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ANEXO 3

Corrente nominal de disjuntores ( D ) e fusíveis Diazed ou NH ( F ) para


proteção de condutores instalados em eletrodutos na temperatura de 30oC:

SEÇÃO CORRENTE NOMINAL MÁXIMA DOS


NOMINAL DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO ... (A)
DOS 2 CONDUTORES 3 CONDUTORES
COND. CARREGADOS CARREGADOS
VIVOS
( mm2 ) D F D F

1,5 15 12 15 12
2,5 20 16 20 16
4 30 25 25 20
6 40 36 35 32
10 50 50 50 40
16 70 63 60 50
25 100 80 70 80
35 125 100 100 100
50 150 125 125 100
70 175 160 150 125
95 225 200 200 160
120 250 200 225 200
150 300 250 275 250
185 350 315 300 250
240 400 315 350 315
300 450 400 400 315

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ESCALA 1:100
ANEXO 4

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SEQÜÊNCIA SUGERIDA PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO PROPOSTO

1-) Providenciar a planta do local na escala 1:50 ;

2-) Localizar em planta os diversos pontos de consumo fornecidos na página 14 ;

3-) Iluminação ⇒ ver tabela 8-2, página 7;

4-) TUG ⎫
⎬ ⇒ ver regras, página 7;
TUE ⎭

5-) Providenciar o levantamento da carga total instalada, preenchendo tabela própria;

6-) Tipo de atendimento ⎫


Comodidade ⎬ ⇒ determinar o número de circuitos parciais;
Equilíbrio de fases ⎭ ( separar iluminação e força )

7-) Iniciar o preenchimento da tabela CIRCUITOS PARCIAIS;

8-) Localizar o QD no centro de cargas, observando ser um local de fácil acesso;

9-) Elaborar o diagrama unifilar usando a simbologia da tabela 8-3, páginas 9 e 10;

10-) Para cada circuito parcial:


U⎫
⎬ ⇒ I
P ⎭

11-) Verificar os possíveis casos de fator de correção para as bitolas dos condutores
devido à ocupação dos eletrodutos, conforme ANEXO 1;

I CALCULADA
12-) Calcular as novas correntes nos circuitos atingidos: I CORRIGIDA = ;
FATOR

13-) Conforme ANEXO 1, determinar as bitolas dos condutores ( observar bitola mínima
de 2,5 mm2 para os circuitos de tomadas ) ;

14-) Estabelecer os condutores a serem utilizados pelo circuito ( F1 , F2 , N , T ) ;

15-) Com base no ANEXO 2, dimensionar os eletrodutos;

16-) De posse do ANEXO 3, mencionar os disjuntores necessários.

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LEVANTAMENTO DA CARGA TOTAL INSTALADA

DIMENSÕES ILUMINAÇÃO TUE TUG


ΣP ΣP ΣP
O O O
AMBIENTE ÁREA PERÍMETRO N DE N DE N DE
( m2 ) (m) PONTOS (W) PONTOS (W) PONTOS (W)

SUB- TOTAIS: c← d↑ e→

TOTAL: c+d+e

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CIRCUITOS PARCIAIS

TENSÃO CIRCUITO
ILUMINAÇÃO TUG TUE Σ ( ΣP )
AMBIENTE
ΣP ΣP ΣP
O
(V) N O N DE NO DE NO DE
(W)
PONTOS (W) PONTOS (W) PONTOS (W)

127

220

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CONDUTORES
TENSÃO CIRCUITO NOVA DISJUNTORES
FATOR DE BITÓLA UTILIZADOS
I CORRENTE SIMPLES
CORREÇÃO ( mm2 ) CORRENTE
(V) NO (A) (A) F1 F2 N T OU
(A)
DUPLO

127 SIMPLES

220 DUPLO

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