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UNIVERSIDADE ESTACIO DE SÁ

PCC-ASPECTOS SOCIOLÓGICOS -2019

Graduação em Matemática

Professora: Joana Darc Venâncio

Aluno: Ricardo Luiz Pereira Lima

Matricula: 201904062253

Turma: Aspectos Antropológicos e Sociológicos da Educação (CEL0466/3255515) 9004

ASPECTOS ANTROPOLÓGICOS E SOCIOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO


OBSERVAÇÃO E ANÁLISE SOCIOLÓGICA REFLEXIVA DAS RELAÇÕES
ENTRE A SOCIEDADE E O MEIO AMBIENTE.

OBJETIVOS:

 Estabelecer relações adequadas entre a sociedade e o meio ambiente,


considerando a importância da educação de modo a contribuir para convivência
responsável entre os indivíduos comprometidos com equilíbrio entre a sociedade
e o meio ambiente.
 Demonstrar através de relatos e evidências que a cultura ocidental construiu, ao
longo do século XX, uma falsa e imensa distância entre a sociedade humana e o
meio ambiente, tomando por base a observação do cenário do espaço geopolítico
e sociocultural da localidade onde vive.

INTRODUÇÃO:
Os impactos ambientais negativos causados pelas milhões de toneladas de
resíduos produzidos no mundo todos os dias são imensuráveis. As alterações biológicas
e físicas que ocorrem no meio ambiente no decorrer dos séculos, principalmente após a
era industrial, têm modificado as paisagens e comprometido ecossistemas. (MUCELIN
& BELLINI, 2008).
Diante disso, há uma inegável necessidade de reflexão para modificar as formas
de pensar e agir em torno das práticas socioambientais. Jacobi (2003) citando Leff
(2001), fala que é impossível resolver os crescentes e complexos problemas ambientais
sem antes promover uma mudança drástica nos sistemas de conhecimentos, valores e
comportamentos presentes na sociedade. A compreensão das consequências desses
impactos para o planeta é de extrema importância para que atitudes sejam tomadas
diante do que vem acontecendo.

OBSERVAÇÃO DIRETA:
Na cidade de Fortaleza no estado do Ceará a situação na comunidade Cidade
Jardim obra do Governo Federal do projeto Minha Casa Minha Vida, identificada no
bairro Prefeito Jose Walter, podemos ver um exemplo claro de que na busca pela
sobrevivência o homem degrada o ambiente em vive gerando uma poluição ambiental e
visual para a comunidade em geral. Comunidades que por sua vez foram deslocadas de

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locais de extrema pobreza, em que os riscos a saúde eram comum, devido à falta de
saneamento básico, riscos de alagamentos e contaminações dos rios e dos grandes lixões
aonde muitos residiam.

DESENVOLVIMENTO:
O catador, Garcia Ribeiro da Silva de 38 anos, morador do bairro relata que foram
feitos apartamentos pensando em suas moradias, mas sem preocuparem com as suas
rotinas de trabalho, por isso os objetos agora recolhidos do lixo acabam entulhado,
acumulado e armazenados ali mesmo em pleno céu aberto. A reciclagem é sua única
fonte de renda, o esforço no recolhimento e separação das matérias primas considerando
o deslocamento que ainda é transportado no uso da força braçal, em carrinhos adaptados
e carroças puxadas por animais. Para sobreviver os filhos e esposa trabalham para
ajudar no sustento de toda a família, segundo Garcia Ribeiro seria necessário à
construção de um galpão para poder realizar a separação dos resíduos adequadamente, e
espera que os órgãos públicos encontre uma solução definitiva para o eles e o bem estar
de toda a comunidade.

Real situação no bairro cidade Jardim em Fortaleza/CE. | Foto: Ricardo Luiz

REFLEXÃO:
A importância do educador e o interesse das instituições públicas e privadas com
a educação da sociedade tornam-se fundamental para a transformação e a
conscientização da humanidade no ambiente em que vive outrora muitas vezes
interpretado com discriminação e preconceito, o documentário de ‘O Lixo
Extraordinário’ como também em a ‘História das Coisas’ é possível identificar que
muitas pessoas que vivem nessas condições são tratadas como se fosse o próprio lixo,

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sendo que muitos consideram o lixo como uma forma de sobrevivência e um trabalho
honesto, sujeitam-se a todos os tipos de contaminações químicas e orgânicas e querem
alertar com isso as autoridades e as comunidades em que vivem, para que tenham
condições de amanhã viverem uma vida com mais dignidade e assim poderem
contribuir para um ambiente mais sustentável para toda a humanidade.
Essa realidade implica na necessidade e ampliação de práticas sociais que
forneçam acesso à informação e à educação ambiental, como também o papel do poder
público nos conteúdos educacionais, como caminhos possíveis para alterar o quadro
atual de degradação socioambiental. Deve-se haver um crescimento da consciência
ambiental, tornando os indivíduos corresponsáveis pelo controle dos agentes que
degradam o meio ambiente. (JACOBI, 2003). O desafio é tornar os sujeitos autônomos
e críticos para pensar e agir sobre sua própria realidade, a fim de assumir um papel mais
ativo frente às questões sociais e questionar, de forma concreta, a falta de iniciativa do
governo na de políticas publicas de sustentabilidade e os impactos desse
posicionamento na qualidade de vida das pessoas e do ecossistema.

REFERÊNCIAS:
O DUALISMO HOMEM/NATUREZA E SUAS IMPLICAÇÕES À EDUCAÇÃO
AMBIENTAL Ana Tereza Reis da Silva – UnB Agências Financiadoras: Programa de
Educação Tutorial MEC e CAPES, 2013.

HOGAN, D. J., Cunha, J. D., Carmo, R. D., & Oliveira, A. D. (2001). Urbanização e
vulnerabilidade sócio-ambiental: o caso de Campinas. Migração e ambiente nas
aglomerações urbanas. Campinas: NEPO/UNICAMP, 395-418.

Jacobi, P. R. (2003). Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de


pesquisa, (118), 189-205.

Site IBGE - https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18313-


populacao-rural-e-urbana.html

Relatório da ONU - https://www.unric.org/pt/actualidade/31537-relatorio-da-onu-


mostra-populacao-mundial-cada-vez-mais-urbanizada-mais-de-metade-vive-em-zonas-
urbanizadas-ao-que-se-podem-juntar-25-mil-milhoes-em-2050

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