Direito civil – Questionário
1. Fatos Jurídicos – art. 104 a 188 - Código Civil
São fatos jurídicos todos os acontecimentos que de forma direta ou
indireta acarretam efeito jurídico, ou seja, todos os fatos capazes de
produzir: aquisição, modificação, conservação ou extinção de
direitos.
Fatos jurídicos são aqueles que produzem efeitos jurídicos
independente da vontade humana (ex: o fato de nascer, morrer, etc.).
Existem dois tipos de fatos jurídicos:
1. Os naturais (ordinários)
2. E os extraordinários
Os fatos jurídicos naturais não dependem da vontade humana (ex:
nascimento, morrer, etc.). Os fatos jurídicos extraordinários também
não dependem da vontade humana e se caracterizam por casos fortuitos e
de força maior (ex: cair um raio sobre uma pessoa, uma enchente de
grandes proporções, etc.).
Assim, os fatos jurídicos não dependem da vontade do agente
2. Os atos jurídicos
Ao contrário dos fatos jurídicos, os atos jurídicos dependem da
vontade humana, ou seja, são acontecimentos que produzem efeitos de
acordo com a vontade das pessoas. (ex: comprar, vender, trocar, adquirir,
etc.).
Os atos jurídicos são divididos em:
1. Atos lícitos
2. Atos ilícitos
3. Negócios jurídicos
a. Os atos lícitos – são aqueles previstos na lei
b. Os atos ilícitos – são aqueles não previstos na lei e em
desacordo com os bons costumes
c. Negócios Jurídicos – para que ocorra o negócio jurídico é
necessário que o fato ou o ato jurídico produza um desse efeitos: adquirir,
modificar, conservar ou extinguir direitos.
Para que exista o negócio jurídico é necessário que exista pelo
menos um destes requisitos: aquisição, conservação, modificação ou
extinção de direitos
• Teorias do negócio jurídico:
Existem duas teorias para os atos jurídicos: a unitária e a dualista.
1. Teoria unitária – essa é a teoria do Código Civil de 1916, que
entendia que o ato jurídico e o negócio jurídico eram a mesma coisa.
2. Teoria dualista - essa é a teoria adotada no Código Civil de
2002, que conceitua que o negócio jurídico é uma espécie e o ato
jurídico um gênero.
Teoria dualista: ato jurídico é uma espécie e negócio jurídico um
gênero (jurídico)
3. Negócios Jurídicos
Negócio jurídico é a declaração da vontade emitida em obediência
aos seus pressupostos de validade e eficácia com o propósito de
produzir efeitos admitidos pelo ordenamento jurídico pretendido pelo
agente.
Assim, o negócio jurídico é a declaração da vontade do agente
que visa os pressupostos de validade e eficácia no negócio jurídico.
Obviamente, que o negócio jurídico depende da vontade humana.
3.1 – Requisitos para a existência do negócio jurídico
Para que ocorra o negócio jurídico são necessários três requisitos:
1. Manifestação da vontade da pessoa
2. Idoneidade do objeto
3. Finalidade negocial
3.1 – Manifestação da vontade
a. Manifestação da vontade – é o que exterioriza a vontade de
compor o negócio jurídico. A vontade uma vez manifestada obriga o
contratante e significa que o contrato faz lei entre as partes. A declaração
da vontade é o instrumento da manifestação da vontade.
A manifestação da vontade (subjetiva) – gera a declaração da
vontade (objetiva)
A diferença entre a “manifestação da vontade” e a “declaração da
vontade” é que a manifestação da vontade é a forma de exteriorizar a
vontade de compor o negócio jurídico. Já a declaração da vontade é a
forma que se utiliza para expressar a vontade.
Existem três tipos de manifestação da vontade: a manifestação
expressa, tácita e presumida.
• Manifestação da vontade expressa: é a que se realiza por meio
de palavra falada ou escrita (documentos), sinais ou mímicas de
modo explícito.
• Manifestação da vontade tácita: é a que se revela pelo
comportamento do agente (por dedução, ela pode ser
subentendida).
• Manifestação presumida: é aquela que a própria lei determina
(deduz pelo comportamento do agente). A manifestação presumida
pode ocorrer em virtude do silêncio ou por reserva mental (ler art.
110, CC).
3.2. Idoneidade do objeto
O objeto (bem / objeto / patrimônio) do negócio jurídico deve ser apto
para à criação do negócio que se pretende. Se o objeto for diferente,
subsiste a inexistência do negócio jurídico por lhe faltar esse requisito.
3.3 – Finalidade Negocial
O que caracteriza a finalidade negocial é o propósito de:
1. Aquisição de direitos
2. Conservação de direitos
3. Modificação de direitos
4. Extinção de direitos
Só existe o negócio jurídico ou a finalidade negocial se houver um
desses quatros requisitos.
O simples fato de manifestar a intenção de adquirir um direito já
previsto em lei, não que dizer que houve um negócio jurídico. Pois, um
dos requisitos dos atos jurídico é a finalidade negocial.
4. Detalhes dos requisitos da finalidade negocial
Como estudamos no último tópico, para que haja o ato jurídico e, por
conseguinte, a finalidade negocial é necessária a presença de pelo
menos um desses quatro requisitos: aquisição, conservação,
modificação ou extinção de direitos.
Nesse tópico vamos estudar cada um desses requisitos da finalidade
negocial.
1° - Aquisição de direitos:
Ocorre quando um direito é incorporado ao patrimônio e a
personalidade do titular.
A aquisição de direitos pode se dá de modo originário ou derivado>
Aquisição de direito de modo originário: nasce sem que tenha a
transferência de outra pessoa. Dá-se sem a interferência de um titular
anterior.
Aquisição de direito de modo derivado: ocorre quando houver a
transferência de uma pessoa para outra.
2° - Conservação de direitos:
Ocorre quando o titular da direito objetiva resguardar seus direitos.
Às vezes, é necessário que isso ocorra através de medidas
preventivas judiciais ou extrajudiciais.
Medidas judiciais – quando o direito for garantido
através de medidas cautelares previstas em lei, tais como: penhora,
arresto, busca e apreensão, interditos proibitórios, etc. (art. 1210, CPC).
Medidas extrajudiciais – quando o direito for conservado
através de garantias reais, tais como hipotecas, penhor, alienações,
fianças, cláusulas contratuais, etc.
Medidas repreensivas – quando visar conservar o direito
adquirido, através de ação judicial de cobrança, execução, etc.
3° - Modificação de direitos:
É possível que os direitos subjetivos sofram alterações com o decorrer
do tempo sem que haja modificação em sua essência. Essas
modificações em virtude do tempo, e de caráter subjetivo são
classificadas de modificações objetivas e subjetivas.
As modificações objetivas ocorrem em virtude da quantidade
e da qualidade (que podem sofrer alterações com o passar do tempo).
Ex: um rio pode diminuir o leito d’água com o passar dos anos.
As modificações subjetivas – são aquelas que dizem respeito
ao titular do direito. (ex: o exame de paternidade pode alterar um
inventário – direitos na sucessão)
5. Extinção de Direitos:
Significa o fim da relação jurídica. (ex: quitar uma dívida, a morte de
uma pessoa, a extinção de uma empresa, etc.). Se a extinção do direito
for subjetiva indica que o titular do direito, por alguma razão, não pode
exercer seu direito subjetivo. Se a extinção for objetiva se dá quando há
a perca do objeto que recai o direito subjetivo.
A extinção pode se dá por:
a. Alienação – alienar é transferir por vontade própria o direito
subjetivo do qual é titular (ex: vender, permutar, doar, etc.).
b. Renúncia – acontece quando o titular atual do direito declara sua
vontade de desfazer dele, sem transferir a quem quer que seja (ex:
renúncia a herança. Se um herdeiro renúncia a sua herança, ele não
pode voltar mais atrás, é um ato irrevogável.
VALIDADE DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS (art. 104, CC)
As condições de validade no negócio jurídico estão explicitas no
art. 104, do Código Civil que diz: “a validade do negócio jurídico requer:
agente capaz, objeto lícito possível, determinado ou determinável e
forma prescrita ou não defesa em lei”.
Portanto, são três as condições p/ validade do negócio jurídico:
1ª – agente capaz
2ª – objeto lícito determinado ou determinável
3ª – forma prescrita ou não defesa em lei
Vejamos cada um desses requisitos:
a. Agente capaz – o agente tem que ser absolutamente capaz
(capacidade de direito + capacidade de fato. (art. 1° a 4° do código civil.).
Se o agente for incapaz, o negócio jurídico será nulo. Se o agente
for relativamente incapaz, o negócio jurídico será anulável (mas,
pode ser convalidado). Mas, nos casos de incapacidade do agente
(absolutamente e relativamente incapaz) a lei prevê os institutos da
assistência e da representação judicial.
Assim, para que o negócio jurídico seja válido o agente tem que ser
absolutamente capaz ou nos casos de incapacidade (relativa ou
absoluta), o mesmo deve ser assistido ou representado judicialmente.
De tal modo, a incapacidade deverá ser suprida por meios legais (tutor,
curador, pais, etc.).
Incapaz = assistência ou representação judicial
b. Objeto lícito possível, determinado ou determinável:
Objeto lícito é o que não atenta contra a lei, a moral e os bons
costumes. A impossibilidade do objeto pode ser física ou jurídica
(física quando o compromisso não pode ser cumprido por nenhuma pessoa).
A impossibilidade jurídica ocorre quando o compromisso esbarra numa
proibição expressa em lei (ex: arts. 243, 426, do Código Civil).
c. Forma prescrita e não defesa em lei:
No direito brasileiro a forma é, geralmente, livre. O consensualismo é a
regra (art. 107, CC). Existem três tipos de formas: 1. Livre (qualquer forma
de manifestação da vontade não imposta pela lei); 2. Especial (é a exigida
pela lei); 3. Contratual (convencionada ou acordada entre as partes)
Então, a validade do negócio jurídico requer três requisitos: agente
capaz, objeto licito, determinado e determinável e forma prescrita
em lei ou não.
Por outro lado, a incapacidade jurídica pode ser suprida por meios legais
previstos na lei que são a assistência e a representação judicial. De tal
modo, o incapaz exerce os seus direitos desde que assistido ou
representado.
DIREITO CIVIL - Questionário
1. As formas de “manifestação da vontade” são:
( ) literal, gramatical e presumida
( ) manifestação expressa, tácita ou presumida
2. A manifestação presumida pode ocorrer através do:
( ) somente através do silêncio
( ) do silêncio e da reserva mental. A própria lei determina a manifestação
presumida.
3. “Aquisição originária” é aquela que:
( ) deriva de um vinculo contratual anterior
( ) A aquisição será originária quando a coisa for adquirida pela primeira
vez, sem que tenha havido nenhum proprietário anterior. Ex: encontrar um
objeto que nunca pertenceu a alguém – concha na areia do mar.
4. O direito a usucapião é considerada uma aquisição:
( ) originária ( ) derivada
5. “Aquisição derivada” é aquela que:
( ) em que não há transmissão de patrimônio de uma pessoa para outra.
( ) ocorre quando há transmissão de propriedade, de um dono anterior
para outrem.
6. “Aquisição gratuita” é aquela que:
( ) não depende de doações, heranças, etc. * Principal exemplo: doação.
( ) aumenta o patrimônio do adquirente sem que tenha ocorrido uma
contraprestação . Ex: uma pessoa aumenta seu patrimônio através de
doação, herança, legado, etc. O seu patrimônio é acrescido, mas sem que a
mesma tenha pagado algo para aquilo.
7. “Aquisição onerosa” é aquela que:
( ) é necessário alguma contraprestação do adquirente para que ele possa
ter aumentado seu patrimônio. Ex: comprar um imóvel, um lote, uma casa,
um carro.
( ) não é necessária alguma contraprestação para se aumentar o
patrimônio.
8. “Aquisição a título universal” é aquela que:
( ) envolve a história da humanidade
( ) A propriedade adquirida vai se referir a uma universalidade, ou seja, a
um montante de bens não especificado. (exemplo: herança, acervo, etc).
9. Aquisição a titulo singular é aquela em que:
( ) a propriedade vai ocorrer de forma específica ou determinada
( ) a propriedade vai ocorrer de forma universal.
9. Aquisição simples:
10. Aquisição complexa:
* Obs: toda vez que falar de tipo de aquisição, lembrar das palavras
patrimônio e adquirente.
11. Quais são os elementos essências do negócio jurídico: (Art. 104, CC).
( ) boa-fé, má-fé, idoneidade , precariedade, cheque pré-datado
( ) Agente capaz; objeto lícito, possível e determinável; forma prescrita ou não defeso em lei;
manifestação da vontade.
12. Qual o propósito da finalidade negocial:
( ) Contabilizar, contratar, investir e adquirir
( ) adquirir, conservar modificar ou extinguir direitos
13. Quanto a “idoneidade do objeto” o mesmo deve ser apto à criação do negócio. Se o objeto
for diferente o que ocorre:
( ) a existência do negócio jurídico, pois, negócio não pode ser desfeito.
( ) a inexistência do negócio jurídico por lhe faltar este requisito
14. Qual a diferença entre a “manifestação da vontade” e “declaração da vontade”?
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15. Para que haja o fato jurídico é necessário quais requisitos:
( ) inovação, renovação, criação e importação
( ) a vontade de adquirir, conservar, modificar ou extinguir direitos
16. Para que haja o negócio jurídico é necessário existir:
( ) falta de interesse das partes.
( ) a manifestação da vontade, a idoneidade do objeto e ao finalidade negocial.
17. O que a “aquisição de direitos”?
( ) é o fato de extinguir direitos indevidos
( ) é o fato de incorporar a outro o patrimônio e a personalidade do titular
18. Quanto ao patrimônio a finalidade negocial se divide em:
( ) originária e derivada
( ) principal e secundária
19. A finalidade negocial origináira é:
( ) aquela que ocorre de forma indireta
( ) aquela que ocorre de forma direta, ou seja, o titular se apropria do bem de forma direta. Ex:
primeiro dono. “res nellius” - coisa abandonada.
20. A finalidade negocial derivada é aquela:
( ) em que o titular se apropria do bem de maneira indireta, configurando a relação jurídica
entre o antigo proprietário e o novo. (ex: compra e/ou venda de uma casa, loto, carro, etc.).
*algo que tem dono, mas, passa de uma pessoa p/ outra.
21. Quais os tipos de finalidade negocial quanto à extensão?
( ) a titulo universal e a titulo singular
( ) a titulo patrimonial e a titulo de relevância
22. A finalidade negocial a “título universal” ocorre quando:
( ) o adquirente substitui o seu antecessor na totalidade de seus direitos (ex: herança)
( ) o adquirente substitui o seu antecessor parcialmente nos seus direitos
23. A finalidade negocial a “titulo singular” ocorre quando:
( ) se adquire coisa determinada apenas no que concerne aos direitos
( ) se adquire coisa determinada na sua totalidade
24. Se não existir pelo menos um dos requisitos da finalidade negocial (aquisição, modificação,
exitinção ou conservação de direitos) o negócio jurídico será:
( ) anulável ( ) nulo
REQUISITOS P/ A VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO
De acordo com o artigo 104, do Código Civil, existem os seguintes requisitos para que a
finalidade negocial seja considerada válida: agente capaz, objeto licito determinado e
determinável e forma prescrita ou não na lei. (Ler artigo 104, CC)
1. Marque v para verdadeiro e f para falso: a “validade” do negócio jurídico
requer:
( ) agente incapaz
( ) agente capaz
( ) objeto ilícito, impossível, determinado ou indeterminável
( ) objeto lícito, possível, determinado ou determinável.
( ) forma prescrita ou não defesa na lei
( ) não depende de forma prescrita na lei
2. A capacidade do agente (agente capaz) que requer a validade do
negócio jurídico, de acordo com o art. 104, CC, está disciplinada em qual
artigo do código civil:
( ) 1°,CC ( ) 5°, CC ( )20°, CC
( ) 150°, CC
3. O incapaz (incapacidade civil) exerce seus direitos desde que:
( ) tenha atestado psiquiátrico comprovando sua incapacidade mental
( ) assistido ou representado.
Classificação dos negócios jurídicos
Quanto à manifestação da vontade os negócios jurídicos se dividem
em: unilaterais, bilaterais e plurilaterais
a. Manifestações unilaterais:
Ocorrem quando a declaração da vontade emana de uma ou duas
convergem na mesma direção culminada num único objetivo.
* Unilaterais receptivas: a declaração da vontade tem que se
tornar conhecida do destinatário para produzir efeitos.
* Unilaterais não-receptivas: o conhecimento da outra parte é
irrelevante.
b. Manifestações Bilaterais:
Ocorrem quando a declaração da vontade emana de duas
manifestações da vontade, sem sentido oposto, mas coincidem sobre o
objeto.
* Bilaterais simples: beneficia uma das partes e gera encargos
sobre a outra
* Bilaterais sinalagmáticas: gera vantagens e obrigações p/ ambas
as partes.
c. Manifestações plurilaterais:
São os contratos que envolvem mais de duas partes.
Manifestação da vontade quanto às vantagens
Quanto às vantagens as manifestações da vontade se dividem em:
gratuitas e onerosas.
• Manifestação gratuita: é aquela em que somente uma das partes
obtém vantagens.
• Manifestação onerosa: é aquela em que ambas as partes possuem
vantagens e obrigações.
Negócios Jurídicos - quanto ao tempo:
Quanto ao tempo em que devam produzir efeitos, temos dois tipos de
negócios jurídicos: inter-vivos e causa mortis.
1. Negócios jurídicos “inter-vivos” são aqueles destinados a:
( ) produzir efeitos após a morte do declarante
( ) produzir efeitos durante a vida dos interessados (ex: compra e venda
de uma casa)
2. Negócios jurídicos “causa mortis” são aqueles destinados a produzir
efeitos:
( ) durante a vida do declarante
( ) após a morte do declarante / interessado (ex: herança, testamento,
etc.)
Negócio jurídico - quanto aos efeitos:
Quanto aos efeitos os negócios jurídicos podem ser: constitutivos ou
declarativos.
1. Os negócios jurídicos constitutivos são os que:
( ) são aqueles que retroagem de acordo com a situação
( ) seus efeitos se constituem “a partir do início do negócio” e não
retroage
2. Os negócios jurídicos constitutivos são “ex nunc”. O que significa “ex
nunc”?
( ) efeitos que podem retroagir.
( ) efeitos a partir daquele momento.
3. Os atos jurídicos “ex nunc” retroagem:
( ) depende do caso
( ) não. Valem a partir do momento em que são estabelecidos. Por
exemplo: um contrato de compra e venda de um imóvel
4. Os negócios jurídicos com efeitos declarativos:
( ) produzem efeitos a partir do momento em que são estabelecidos
( ) produzem efeitos a partir da manifestação da vontade e podem
retroagir. (ex: reconhecimento de paternidade).
5. Os negócios jurídicos declarativos dependem da manifestação da
vontade e podem retroagir. Eles são chamados “ex tunc”. O que é “ex
tunc”?
( ) efeitos a partir daquele momento
( ) efeitos declarativos que podem retroagir
“ex nunc” – a partir daquele momento. Seus efeitos não retoragem.
“ex tunc” – produzem efeitos a partir da manifestação da vontade. Mas,
podem retroagir.
Negócios jurídicos quanto à subordinação
Quanto à subordinação os negócios jurídicos se dividem em: principal
e acessório.
Os negócios jurídicos principais são aqueles que têm existência própria
e não dependem de qualquer outro. (Ex: contrato de aluguel sem
fiador).
Os negócios jurídicos acessórios têm a sua existência subordinada a do
contrato principal. (ex: contrato de aluguel, que tem fiadores)
1. O negócio jurídico principal:
( ) depende de outro negócio
( ) tem existência própria e não dependem de qualquer outro
2. O negócio jurídico acessório:
( ) não depende de outro contrato
( ) depende de um contrato principal (ex: fiador de aluguel)
3. Não depende de outro contrato:
( ) negócio jurídico principal
( ) negócio jurídico acessório
4. Depende de outro contrato:
( ) negócio jurídico acessório
( ) negócio jurídico principal
Negócio Principal: tem existência própria e não depende de outro
contrato. Ex: é o contrato principal
Negócio Acessório – não tem existência própria. Pois, depende de um
contrato principal. Ex: é a parte contratual que depende do contrato
principal.
Negócio jurídico quanto às formalidades
Quanto às formalidades os negócios jurídicos podem ser: solenes ou não
solenes.
Os negócios solenes (também chamados “formais”) obedecem a uma forma
prescrita em lei. (Ex: casamento, contrato de aluguel, etc).
Os negócios não solenes (também chamados de “forma livre”) são aqueles
considerados informais perante a lei. Ex: compra de um celular.
1. O negócio jurídico solene (ou formal) é aquele:
( ) não previsto na lei (informal)
( ) previsto na lei (ex: casamento, aluguel, etc)
2. O negócio jurídico não solene (forma livre):
( ) são os formais previstos na lei
( ) são os informais (não previstos na lei – ex: compra de um celular
usado)
Negócio solene – formal
Negócio não solene – são os informais
Negócios jurídicos quanto às pessoas
Quanto às pessoas os negócios jurídicos podem ser: impessoais ou
intuitu personac. Sendo que os impessoais independem de quem sejam as
partes (pode ser qualquer pessoa). E o intuitu personac é o que se realiza
em função das qualidades especiais de uma pessoa
1. Quanto às pessoas, os negócios impessoais são aqueles que:
( )dependem de quem são as partes
( ) independem de quem são as partes (podem ser realizados p/ qualquer
pessoa)
2. Quanto ao intuitu personac o negócio depende:
( ) independem de quem são as partes
( ) qualidades especiais de uma pessoa (é aquele que a pessoa declarou).
Direito Civil 2 (questionário 2)
1. Negócio Jurídico quanto à causa
Ocorre quando uma coisa está vinculada a outra. Ex: a compra de um
imóvel está vinculada ao registro ou e escritura do imóvel. Uma coisa
vincula-se a outra coisa.
2. Negócio jurídico abstrato
Ocorre quando o ato jurídico (por exemplo, a compra de uma casa)
está desvinculado de qualquer outro negócio jurídico (por exemplo, a casa
foi comprada com um cheque). Nesse caso a compra da casa é um negócio
e o cheque é outro negócio.
• A compra ou venda da casa é um negócio.
• A forma de pagamento é outro negócio
Observação: Com relação ao negócio jurídico é necessário que exista
pelo menos um destes requisitos: modificação, aquisição, conservação ou
extinção de direitos, se não houver um desses requisitos o negócio jurídico
será nulo.
É importante que a conservação, extinção, modificação, aquisição de
direitos existem por si só. Independente do negócio jurídico. Mas, não existe
negócio jurídico sem um desses requisitos.
3. Formas de extinção de direitos
Os direitos podem ser extintos (acabar) em caso de: morte, perecimento do
objeto (ex: remédio vencido) falência de uma empresa, prescrição,
decadência, perempção (que são prazos judiciais que extinguem direitos),
etc.
4. Da representação
Representar alguém é praticar atos jurídicos em nome de outra
pessoa, ou seja, substituindo outra pessoa.
* Existem duas espécies de representação: a legal e a voluntária.
a) Representação legal – é a representação que se fundamenta na
própria lei.
b) Representação voluntária – é a representação advinda de negócios
jurídicos específicos. Ex: uma procuração a um advogado, a fim de que o
mesmo represente, auxilie a pessoa nos seus interesses específicos.
Por outro lado existem três espécies de representantes:
1. O representante legal
2. O representante judicial
3. O representante condicional
a) Representante legal – é o responsável constituído pela lei que lhe
outorga poderes para administrar bens e interesses alheios – ex: os pais
representando os filhos (art. 164, 1690, CC)
b) Representante Judicial – é o representante constituído pela autoridade
judicial para exercer poderes de representação em processos judiciais. Ex: o
juiz concede autorização para o advogado dativo representar alguém.
c) Representante condicional – é o representante que recebe mandato
pelo credor em termos gerais ou com poderes especiais. Ex: sindico de
massa falida
Observação:
No caso dos capazes (pessoas normais, que preenchem os requisitos legais)
a representação é direcionada a instituições com legalidade para tal (ex:
advogados, procuradores, etc.).
No caso dos “incapazes” a representação é obrigatória e intransferível.
Representação:
Em tese estamos falando de duas manifestações: a de uma pessoa, sendo
representada p/ outra pessoa.
Vontade – é algo subjetivo, abstrato, intrínseco à pessoa – ex: quero
comprar uma casa
Manifestação da vontade – é algo objetivo, manifesto de alguma forma.
Ex: comprei a casa
Validade do negócio jurídico – art. 104, CC
Art. 104, CC: “A validade do negócio jurídico requer:
I – agente capaz
II – objeto lícito, possível, determinado ou determinável
III – forma prescrita ou não em lei
Com relação a validade do negócio jurídico, é importante ressaltarmos que:
1. A manifestação da vontade é requisito de existência e não da validade do
negócio jurídico. Já a declaração da vontade é fundamento para a validade
do negócio jurídico.
2. O agente pode até ter capacidade de fato e de direito, mas em algumas
situações é necessário que ele tenha capacidade específica. Essa
capacidade extra é chamada de legitimação.
LEGITIMAÇÃO
Legitimação não se trata de incapacidade para os atos da vida
negocial, mas de aptidão específica para a prática de determinados
atos (que pode cessar em certa época, como pode perdurar durante toda a
existência do agente).
2. Qual a diferença entre capacidade e legitimidade?
Capacidade fala de aptidão para praticar atos jurídicos. Legitimidade diz
respeito a posição de competência caracterizada pelo poder de realizar atos
jurídicos.
Ex: legitimação normalmente diz respeito a “autorização
judicial” para a realização de determinado negócio.
Ex: inventário. O inventariante pode ter a capacidade de
fato e de direito, mas precisa da legitimação para administrar o espólio.
Portanto, legitimidade no direito fala de uma capacidade extra.
Observação:
A manifestação da vontade não é requisito para a validade do negócio
jurídico, mas a declaração da vontade sim.
Manifestação da vontade – exterioriza a vontade (abstrata e subjetiva)
Declaração da vontade – é a forma como a manifestação da vontade
torna-se real (objetiva)
Elementos acidentais do negócio jurídico (artigo
121, CC)
São considerados “elementos acidentais” do negócio jurídico, as
“cláusulas acessórias” que subordinam a eficácia do negócio jurídico a
um acontecimento futuro e incerto.
Negócio jurídico + cláusulas acessórias que subordinam o negócio a
acontecimentos futuros e incertos = elementos acidentais.
• Elementos acidentais = ACONTECIMENTOS
FUTUROS E INCERTOS
Fundamentos:
O próprio caput do artigo 121 define quais são os fundamentos
dos elementos acidentais do negócio jurídico. Diz assim, o artigo:
“Considera-se condição à cláusula que, derivando exclusivamente da
vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e
incerto” (art. 121, CC).
Cláusulas acidentais - Elementos acidentais do negócio jurídico
Os elementos acidentais do negócio jurídico são as “cláusulas
adicionadas” ao negócio estabelecido no sentido de modificar as
conseqüências do mesmo. São chamadas “cláusulas acidentais”, pois o
negócio se realiza de forma completa sem a presença delas.
Cláusulas acidentais – são adicionadas ao negócio – mas, o negócio se
realiza sem as mesmas.
As cláusulas acidentais subordinam a eficácia do negócio a um
acontecimento FUTURO E INCERTO.
Cláusulas acidentais – subordinam o negócio a um evento futuro e
incerto.
1. Condições para as cláusulas acidentais:
1. Aceitação voluntária – deve haver um acordo entre as partes.
2. Futuridade do acontecimento – deve referir-se a um evento futuro.
3. Incerteza do acontecimento – o acontecimento/ evento poderá
acontecer ou não (incerto)
** Aceitação voluntária + evento futuro e incerto
Condição incerta – pode acontecer ou não.
As cláusulas acidentais não são condições necessárias p/ realização
do negócio jurídico, pois não interferem na validade do mesmo. Mas, podem
interferir na eficácia do negócio jurídico se tais cláusulas não forem
cumpridas.
Incertus an incertus – não sabe nem se acontecerá nem quando.
Incertus an certus – não sabe se acontecerá, mas se sabe quando
Certus an incertus – sabe-se que o fato ocorrerá, porém não quando
Certus an certus – sabe-se que o fato acontecerá e quando acontecerá
*Incerteza – fala de condição (condicional – se isto ocorrer, quando ocorrer
isto, etc.).
Espécies de condições nas cláusulas acidentais
1. Quanto à possibilidade:
As condições são possíveis e impossíveis.
a. Condições possíveis – são aquelas perfeitamente
realizáveis física e juridicamente.
b. Condições impossíveis – são aquelas irrealizáveis física e
juridicamente.
2. Quanto à licitude:
As condições podem ser lícitas ou ilícitas
a. Condição lícita – são aquelas que estão de acordo com a lei e os bons
costumes
b. Condição ilícita – são as contrárias às leis e aos bons costumes
3. Quanto a natureza:
As condições podem ser necessárias ou voluntárias
a. Condições necessárias – são aquelas inerentes a natureza do ato
b. Condições voluntárias – são as condições gerais, isto é, um acréscimo
aposto (complementar) ao ato jurídico pelo vontade das partes.
4. Quanto ao modo de atuação:
As condições podem ser suspensivas ou resolutivas
a. Condições suspensivas – são aquelas cuja eficácia do ato ficam
proteladas até até a realização do evento futuro e incerto.
b. Condições resolutivas – são aquela s cuja eficácia do ato operam
desde logo e se resolve c/ a ocorrência de evento futuro e incerto.
Situações que não se admite cláusulas acidentais
** Só existem duas condições: Direitos personalismos e Direito de família
Termo
Termo é o dia em que nasce e se extingue o negócio jurídico. O
termo produz aquisição e extinção de direitos. É a cláusula que subordina
a eficácia de um negócio jurídico a um evento futuro e certo.
Termo – dia que nasce e se extingue o negócio jurídico
Vincula – o negócio jurídico a um evento futuro e certo.
Espécies de termos:
O termo é sempre certo, podendo haver imprecisão apenas quanto ao
momento.
O termo diz respeito ao início e ao término do negócio.
O termo inicial suspende a eficácia do negócio jurídico. O termo final não
destrói o negócio jurídico apenas a eficácia do mesmo.
Obs: o termo é certo. A Condição é incerta.
O termo – e o prazo (tempo) – art. 132, CC
Prazo é o lapso de tempo entre a manifestação da vontade e a
superveniência do tempo
Lapso de tempo diz respeito a dois termos – o inicial e o final
Observações:
O ano no negócio jurídico é o período de 12 (doze) meses do
início do mês correspondente do ano seguinte.
Na contagem dos prazos exclui-se o dia do começo e inclui-se o do
vencimento
Ex: Contrato realizado: dia 10/janeiro/2010
Início da eficácia: dia 11/janeiro/2010 (um dia depois)
Término do contrato: 10/janeiro/2011 (doze meses depois)
Os prazos dos meses expiram no dia de igual número ou imediato se
faltar exata correspondência.
** Feriados – são datas festivas em que em tese não se trabalha. Não se
incluem ponto facultativo e dia santo.
Encargo
Encargo é uma punição que estipulada no negócio jurídico. Nesse
caso, a eficácia do negócio jurídico esta vinculada ao cumprimento do
encargo
O encargo é coercitivo, isto é, não se pode se eximir de cumprir o
encargo, pois se o mesmo não for cumprido ocorrerá a nulidade do negócio
jurídico.
O encargo é uma situação específica e normalmente envolve
situações específicas e negócios gratuitos (ex: doações, herança, etc.).
O encargo estabelece uma punição para o não cumprimento de uma
condição imposta
Tipos de encargos:
a. Encargo propriamente dito – é aquele compreendido na não
ocorrência da suspensão do direito enquanto não cumprido o encargo (a
condição previamente imposta).
b. Encargo condicional – é uma condição cujo evento apresenta como
elemento de fato uma certa modificação de alguma vantagem conseguida
pela parte.
c. Encargo impróprio – se caracteriza como um mero conselho ou
recomendação.
d. Encargo impossível – é aquele que a modificação da vantagem
conseguida implica numa prestação impossível.