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Boletim j

Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros
Fascículo No 21/2014

Maranhão

// Federal Veja nos Próximos


IOF Fascículos
Operações de crédito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
a IPI - DIPJ 2014
// Estadual
ICMS
Sped - Escrituração Fiscal Digital (EFD). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 07

// IOB Setorial
Federal
Informática - Simples Nacional - ISS - Tributação da atividade de supor-
te técnico em informática. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

// IOB Comenta
Estadual
Aproveitamento de crédito fiscal devido à revogação do regime de subs-
tituição tributária nas operações com materiais elétricos e com materiais
de construção, acabamento, bricolagem ou adorno. . . . . . . . . . . . . . . . 14

// IOB Perguntas e Respostas


IPI
Alíquota - Fixação - Critério. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Regime de drawback integrado - Modalidades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
IOF
Operações de crédito - Mútuo de recursos financeiros - Base de cálculo. 16
ICMS/MA
Crédito outorgado - Investimento em infraestrutura - Valor do crédito. 17
Isenção - Pilhas e baterias usadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
© 2014 by IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE

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0800-724-7900 (Outras Localidades)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

ICMS, IPI e outros : IOF : operações de


crédito.... -- 10. ed. -- São Paulo : IOB
Folhamatic, 2014. -- (Coleção manual de
procedimentos)

ISBN 978-85-379-2162-3

1. Imposto sobre Circulação de Mercadorias -


Brasil 2. Imposto sobre Produtos Industrializados -
Brasil 3. Tributos - Brasil I. Série.

14-03809 CDU-34:336.223(81)
Índices para catálogo sistemático:
1. Brasil : Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços : ICMS : Direito
tributário 34:336.223(81)
2. Brasil : Imposto sobre Produtos
Industrializados : IPI : Direito tributário
34:336.223(81)

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meio ou processo, sem prévia autorização do autor (Lei no 9.610, de 19.02.1998, DOU de 20.02.1998).
Boletim IOB

Impresso no Brasil
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a Federal
IOF mercantis a prazo ou de prestação de servi-
ços (factoring); e
Operações de crédito c) entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídi-
SUMÁRIO ca e pessoa física.
1. Introdução
2. Incidência (RIOF/2007, art. 2º, caput, I, § 2º)
3. Fato gerador
4. Contribuintes 2.1 Abrangência
5. Alíquota máxima A expressão “operações de crédito” compreende
6. Base de cálculo e alíquotas
as operações de:
7. Isenção
8. Cobrança e recolhimento a) empréstimo sob qualquer modalidade, inclusi-
9. Soluções de Consultas Cosit ve abertura de crédito e desconto de títulos;
1. Introdução b) alienação, à empresa que exercer as ativida-
des de factoring, de direitos creditórios resul-
O Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio
tantes de vendas a prazo; e
e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores
Mobiliários (IOF) é um tributo com múl- c) mútuo de recursos financeiros entre
tiplas hipóteses de incidência, tais pessoas jurídicas ou entre pessoa
como: operações de crédito, de jurídica e pessoa física.
São contribuintes do IOF
câmbio e de seguro, relativas as pessoas físicas ou jurídicas (RIOF/2007, art. 3º, § 3º)
a títulos e valores mobiliários e tomadoras de crédito ou as
operações com ouro ativo finan- alienantes de direitos creditórios 3. Fato gerador
ceiro ou instrumento cambial. resultantes de vendas a prazo a O fato gerador do IOF
Examinaremos, neste texto, empresas de factoring ocorre na entrega do montante
a tributação do IOF incidente nas ou do valor que constitua o objeto
operações de crédito, com base no da obrigação ou na sua colocação à
Regulamento do IOF, aprovado pelo Decreto disposição do interessado.
nº 6.306/2007. Entende-se ocorrido o fato gerador e devido o
(RIOF/2007) IOF sobre a operação de crédito:
a) na data da efetiva entrega, total ou parcial, do
2. Incidência valor que constitua o objeto da obrigação ou
O IOF incide nas operações de crédito, excluído na sua colocação à disposição do interessado;
o externo, realizadas: b) no momento da liberação de cada uma das
a) por instituições financeiras; parcelas, nas hipóteses de crédito sujeito,
contratualmente, à liberação parcelada;
b) por empresas que exerçam as atividades de
prestação cumulativa e contínua de serviços c) na data do adiantamento a depositante, assim
de assessoria creditícia, mercadológica, ges- considerado o saldo a descoberto em conta
tão de crédito, seleção de riscos, administra- de depósito;
ção de contas a pagar e a receber, compra d) na data do registro efetuado em conta deve-
de direitos creditórios resultantes de vendas dora por crédito liquidado no exterior;

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e) na data em que se verificar excesso de limite, 4.1 Responsáveis


assim entendido o saldo a descoberto ocorri- São responsáveis pela cobrança e pelo recolhi-
do em operação de empréstimo ou financia- mento do IOF:
mento, inclusive sob a forma de abertura de a) as instituições financeiras que efetuem opera-
crédito; ções de crédito;
f) na data da novação, composição, consolida- b) as empresas de factoring adquirentes do direi-
ção, confissão de dívida e dos negócios asse- to creditório, na hipótese descrita na letra “b”
melhados; e do item 2; e
g) na data do lançamento contábil, em relação c) a pessoa jurídica que conceder o crédito, nas
às operações e às transferências internas operações de crédito correspondentes a mú-
que não tenham classificação específica, mas tuo de recursos financeiros.
que, pela sua natureza, se enquadrem como (RIOF/2007, art. 5º)
operações de crédito.
5. Alíquota máxima
Nota
A alíquota máxima do IOF é de 1,5% ao dia, inci-
O débito de encargos não configura entrega ou colocação de recursos
à disposição do interessado, exceto quando apurado pela soma dos saldos dente sobre o valor das operações de crédito.
devedores diários (Decreto nº 6.306/2007, art. 3º, § 2º, art. 7º, § 12).
O IOF é um dos tributos denominados “regulatórios
(RIOF/2007, art. 3º, §§ 1º e 2º, e art. 7º, § 12) de mercado”, pois, além da finalidade arrecadatória,
tem a função de regular o mercado financeiro por meio
4. Contribuintes de política fiscal, sendo, ainda, facultado ao Poder Exe-
cutivo, atendidas as condições e os limites estabeleci-
São contribuintes do IOF as pessoas físicas ou
dos em lei, alterar as suas alíquotas, não se aplicando
jurídicas tomadoras de crédito ou as alienantes de
a ele os princípios constitucionais da anterioridade e o
direitos creditórios resultantes de vendas a prazo a
da anterioridade nonagesimal ou noventena.
empresas de factoring.
(Constituição Federal/1988, art. 150, III, “b” e “c”, § 1º, e
(RIOF/2007, art. 4º) art. 153, V, § 1º; RIOF/2007, art. 6º)

6. Base de cálculo e alíquotas


A base de cálculo do IOF sobre operações de crédito e as respectivas alíquotas reduzidas vigentes, de
acordo com o tipo de operação, são as indicadas no quadro a seguir.
OPERAÇÃO BASE DE CÁLCULO ALÍQUOTA
a) empréstimo sob qualquer modali-
dade, inclusive abertura de crédito
a.1) valor do principal não definido a soma dos saldos devedores diários apurado no último dia de cada - mutuário pessoa física: 0,0041%
ser utilizado pelo mutuário mês, inclusive na prorrogação ou renovação - mutuário pessoa jurídica: 0,0041%
a.2) valor do principal definido a ser o principal entregue ou colocado à disposição, observando-se, quan- - mutuário pessoa física: 0,0041% ao dia
utilizado pelo mutuário do previsto mais de um pagamento, o valor do principal de cada uma - mutuário pessoa jurídica: 0,0041%
das parcelas ao dia
b) desconto, inclusive alienação de valor líquido obtido (valor nominal deduzidos os juros cobrados ante- - mutuário pessoa física: 0,0041% ao dia
direitos creditórios a empresas de cipadamente) - mutuário pessoa jurídica: 0,0041%
factoring ao dia
c) adiantamento a depositante soma dos saldos devedores diários apurado no último dia de cada - mutuário pessoa física: 0,0041%
mês - mutuário pessoa jurídica: 0,0041%
d) empréstimos, inclusive sob a forma valor do principal de cada liberação, ainda que o pagamento seja par- - mutuário pessoa física: 0,0041% ao dia
de financiamento, sujeitos à liberação celado - mutuário pessoa jurídica: 0,0041%
dos recursos em parcelas ao dia
e) excessos de limite, ainda que o
contrato esteja vencido
e.1) valor do principal não definido a valor dos excessos computados na soma dos saldos devedores diá- - mutuário pessoa física: 0,0041%
ser utilizado rios apurado no último dia de cada mês - mutuário pessoa jurídica: 0,0041%
e.2) valor do principal definido a ser valor de cada excesso apurado diariamente, resultante de novos valo- - mutuário pessoa física: 0,0041% ao dia
utilizado res entregues ao interessado - mutuário pessoa jurídica: 0,0041%
ao dia
f) financiamento para aquisição de valor da operação de crédito (contrato) - mutuário pessoa física: 0,0041%
imóveis não residenciais ao dia

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Além das alíquotas descritas neste quadro, haverá assemelhados. Nessa hipótese, será cobrado
sobre as operações de crédito a aplicação da alíquota IOF complementar, relativamente ao período
adicional de 0,38%, independentemente do prazo da de suspensão da sua exigência, mediante a
operação, seja o mutuário pessoa física ou jurídica. aplicação da mesma alíquota sobre o valor
não liquidado da obrigação vencida, até atin-
Nas hipóteses descritas nas letras “a.1”, “c” e
gir o mencionado limite;
“e.1”, a alíquota adicional incidirá sobre a soma men-
sal dos acréscimos diários dos saldos devedores. c) no caso de adiantamento concedido sobre che-
que em depósito, a tributação será feita na forma
Nota estabelecida para descontos de títulos; contudo,
O Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 40/2011 estabelece que a uti- a alíquota será de 0% se remetido à compensa-
lização de cartão de crédito, para pagamento de contas, está sujeita à inci-
dência do IOF à alíquota prevista na alínea “b” do inciso I do art. 7º do RIOF, ção nos prazos e nas condições estabelecidas
ou seja, 0,0041% ao dia. pelo Banco Central (veja a letra “v” do subitem
(RIOF/2007, art. 7º, I a V e VII, §§ 4º, 15 e 16; Ato Declara-
6.3); caso o cheque seja devolvido por insufici-
tório Interpretativo RFB nº 40/2011) ência de fundos, a base de cálculo do IOF será
igual ao valor a descoberto, verificado na res-
6.1 Optantes pelo Simples Nacional pectiva conta, pelo seu débito, na forma estabe-
Nas operações de que trata o item 6, caso o lecida para o adiantamento a depositante;
mutuário seja pessoa jurídica optante pelo Simples d) na prorrogação, renovação, novação, com-
Nacional, instituído pela Lei Complementar nº posição, consolidação, confissão de dívida e
123/2006, em que o valor seja igual ou inferior a R$ nos negócios assemelhados de operação de
30.000,00, a alíquota do IOF é de 0,00137%, se não crédito em que não haja substituição do deve-
definido o valor do principal a ser utilizado, ou de dor, a base de cálculo do IOF será o valor não
0,00137% ao dia, se definido. liquidado da operação anteriormente tributa-
da, sendo essa tributação considerada com-
Nesse caso, o tomador do crédito deverá apre- plementar à anteriormente feita, aplicando-se
sentar à pessoa jurídica que o conceder declaração, a alíquota vigente à época da operação ini-
em 2 vias, de que se enquadra no Simples Nacional, cial, sem o acréscimo da alíquota adicional de
que o signatário é seu representante legal e que está 0,38%, salvo se houver entrega ou colocação
ciente de que a prestação de informação falsa o sujei- de novos valores à disposição do interessado;
tará, juntamente com as demais pessoas que para
e) no caso da letra “d”, se a base de cálculo ori-
ela concorrerem, às penalidades relativas à falsidade
ginal for a soma mensal dos saldos devedores
ideológica e ao crime contra a ordem tributária.
diários, a base de cálculo será o valor rene-
(RIOF/2007, art. 7º, VI, e art. 45, II) gociado na operação, com exclusão da parte
amortizada na data do negócio;
6.2 Disposições específicas f) sem exclusão da cobrança do IOF indicada
Na determinação da base de cálculo e da apli- na letra “d”, havendo entrega ou colocação de
cação das alíquotas, deverão ser observadas as novos valores à disposição do interessado, es-
seguintes disposições específicas: ses valores constituirão nova base de cálculo;
a) quando a base de cálculo do IOF não for apu- g) no caso de novação, composição, consolida-
rada pela soma de saldos devedores diários, ção, confissão de dívida e negócios asseme-
não excederá o valor resultante da aplicação lhados de operação de crédito em que haja
da alíquota diária a cada valor de principal, substituição de devedor, a base de cálculo do
multiplicada por 365 dias, acrescida da alí- IOF será o valor renegociado na operação;
quota adicional de 0,38%, ainda que a opera- h) nos casos das letras “e”, “f” ou “g”, a alíquo-
ção seja de pagamento parcelado; ta aplicável é a vigente na data da novação,
b) no caso de operação de crédito não liquida- composição, consolidação, confissão de dívi-
da no vencimento, cuja tributação não tenha da ou do negócio assemelhado;
atingido o limite de 365 dias, a exigência do i) os encargos integram a base de cálculo quan-
IOF fica suspensa entre a data do vencimento do o IOF for apurado pela soma dos saldos
original da obrigação e a da sua liquidação, ou devedores diários;
a data em que ocorrer as hipóteses de pror- j) nas operações de crédito decorrentes de re-
rogação, renovação, novação, composição, gistros ou lançamentos contábeis ou sem
consolidação, confissão de dívida e negócios classificação específica, mas que, pela sua

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natureza, importem colocação ou entrega de f) realizada por instituição financeira, referente a


recursos à disposição de terceiros, seja o mu- repasse de recursos do Tesouro Nacional des-
tuário pessoa física ou jurídica, as alíquotas tinados a financiamento de abastecimento e
serão aplicadas conforme descrito nas letras formação de estoques reguladores;
“a” a “e” do quadro constante no item 6 e no g) realizada entre instituição financeira e outra
subitem 6.1, conforme o caso; instituição autorizada a funcionar pelo Banco
k) nas operações de crédito contratadas por pra- Central do Brasil, desde que a operação seja
zo indeterminado e definido o valor do princi- permitida pela legislação vigente;
pal a ser utilizado pelo mutuário, será aplicada h) em que o tomador seja estudante, realizada
a alíquota diária prevista para a operação e a por meio do Fundo de Financiamento ao Estu-
base de cálculo será o valor do principal mul- dante do Ensino Superior (Fies);
tiplicado por 365 dias; i) efetuada com recursos da Agência Especial
l) no caso de operação de crédito cuja base de de Financiamento Industrial (Finame);
cálculo seja apurada pela soma dos saldos
j) realizada ao amparo da Política de Garantia
devedores diários, constatada a inadimplên-
de Preços Mínimos - Empréstimos do Governo
cia do tomador, a cobrança do IOF apurado a
Federal (EGF);
partir do último dia do mês subsequente ao da
constatação de inadimplência ocorrerá na data k) relativa a empréstimo de título público, quan-
da liquidação total ou parcial da operação ou do este permanecer custodiado no Sistema
da ocorrência de qualquer das hipóteses pre- Especial de Liquidação e de Custódia (Selic)
vistas no § 7º do art. 7º do RIOF (prorrogação, e servir de garantia prestada a terceiro na exe-
renovação, novação, composição etc.); e cução de serviços e obras públicas;
m) na hipótese da letra “l”, por ocasião da liquida- l) efetuada pelo Banco Nacional de Desenvol-
ção total ou parcial da operação ou da ocor- vimento Econômico e Social (BNDES) ou por
rência de qualquer das hipóteses de prorroga- seus agentes financeiros, com recursos desse
ção, renovação, composição etc., o IOF será banco ou de fundos por ele administrados ou
cobrado mediante a aplicação das alíquotas por intermédio da empresa pública Financia-
previstas para a respectiva operação, vigentes dora de Estudos e Projetos (Finep);
na data de ocorrência de cada saldo devedor m) relativa a adiantamento de salário concedido
diário, até atingir a limitação de 365 dias. por pessoa jurídica a seus empregados, para
(RIOF/2007, art. 7º, §§ 1º a 3º, 4º a 14 e 17 a 19) desconto em folha de pagamento ou qualquer
outra forma de reembolso;
6.3 Alíquota zero n) relativa a transferência de bens objeto de alie-
A alíquota do IOF é reduzida a 0% na operação nação fiduciária, com sub-rogação de terceiro
de crédito: nos direitos e nas obrigações do devedor, des-
a) em que figure como tomadora cooperativa, de que mantidas todas as condições financei-
cabendo ao responsável pela cobrança e pelo ras do contrato original;
recolhimento exigir declaração firmada pelo o) realizada por instituição financeira na qualidade
mutuário, em 2 vias, de que atende aos requi- de gestora, mandatária, ou agente de fundo ou
sitos da legislação cooperativista; programa do Governo federal, estadual, do Dis-
b) realizada entre cooperativa de crédito e seus trito Federal ou municipal, instituído por lei, cuja
associados; aplicação do recurso tenha finalidade específica;
c) à exportação, bem como de amparo à produ- p) relativa a adiantamento sobre o valor de resga-
ção ou estímulo à exportação; te de apólice de seguro de vida individual e de
d) rural, destinada a investimento, custeio e co- título de capitalização;
mercialização; no caso de comercialização na q) relativa a adiantamento de contrato de câmbio
modalidade de desconto de nota promissória de exportação;
rural ou duplicata rural, a alíquota de 0% so- r) relativa a aquisição de ações ou de participa-
mente será aplicável quando o título for emitido ção em empresa, no âmbito do Programa Na-
em decorrência de venda de produção própria; cional de Desestatização;
e) realizada por caixa econômica, sob garantia s) resultante de repasse de recursos de fundo
de penhor civil de joias, pedras preciosas e ou programa do Governo federal vinculado à
outros objetos; emissão pública de valores mobiliários;

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t) relativa a devolução antecipada do IOF indevi- a projetos de engenharia, à inovação tecno-


damente cobrado e recolhido pelo responsá- lógica, e a projetos de investimento destina-
vel, enquanto aguarda a restituição pleiteada dos à constituição de capacidade tecnológica
e desde que não haja cobrança de encargos e produtiva em setores de alta intensidade de
remuneratórios; conhecimento e engenharia e projetos de in-
u) realizada por agente financeiro com recursos fraestrutura logística direcionados a obras de
oriundos de programas federais, estaduais rodovias e ferrovias objeto de concessão pelo
ou municipais, instituídos com a finalidade de Governo federal, a que se refere o art. 1º da
implementação de programas de geração de Lei nº 12.096/2009, e de acordo com os crité-
emprego e renda; rios fixados pelo Conselho Monetário Nacional
v) relativa a adiantamento concedido sobre che- e pelo Banco Central do Brasil; e
que em depósito, remetido à compensação ab) contratada pela Câmara de Comercialização
nos prazos e condições fixados pelo Banco de Energia Elétrica (CCEE), destinada à co-
Central do Brasil; bertura, total ou parcialmente, das despesas
w) realizada por instituição financeira, com recur- incorridas pelas concessionárias de serviço
sos do Tesouro Nacional, destinada ao finan- público de distribuição de energia elétrica nos
ciamento de estocagem de álcool etílico com- termos do Decreto nº 8.221/2014.
bustível, na forma regulamentada pelo Conse- Nota
lho Monetário Nacional; A Instrução Normativa RFB nº 1.402/2013 acrescentou o art. 5º-A, bem
como o Anexo Único à Instrução Normativa RFB nº 907/2009, que tratam da
x) realizada por instituição financeira, para co- declaração à instituição financeira, pelo tomador do crédito, com as informa-
bertura de saldo devedor em outra instituição ções sobre a destinação dos recursos do financiamento, de que trata o art.
8º, XXVIII, do Decreto nº 6.306/2007.
financeira, até o montante do valor portado e
(Lei nº 10.735/2003; Lei nº 12.096/2009, art. 1º; RIOF/2007,
desde que não haja substituição do devedor; arts. 8º e 45, I; Decreto nº 6.453/2008; Decreto nº 7.975/2013;
y) relativa a financiamento para aquisição de mo- Decreto nº 8.221/2014; Instrução Normativa RFB nº 1.402/2013;
tocicleta, motoneta e ciclomotor, em que o mu- Portaria MF nº 301/2006)
tuário seja pessoa física;
6.3.1 Hipóteses específicas
z) realizada por instituição financeira pública fe-
deral em que sejam tomadores de recursos Na aplicação da alíquota de 0%, deverão ser
pessoas físicas com renda mensal de até 10 observadas as seguintes hipóteses específicas:
salários-mínimos, desde que os valores das a) o descrito na letra “x” do subitem 6.3 não se
operações sejam direcionados exclusivamen- aplica nas hipóteses de prorrogação, renova-
te para a aquisição de bens e serviços de tec- ção, novação, composição, consolidação, con-
nologia assistiva destinados a pessoas com fissão de dívidas e negócios assemelhados, de
deficiência, nos termos do parágrafo único do operação de crédito em que haja ou não subs-
art. 1º da Lei nº 10.735/2003; tituição do devedor ou de quaisquer outras alte-
rações contratuais, exceto taxas, hipóteses em
Notas
(1) Apesar de as operações descritas neste subitem sujeitarem-se à
que o IOF complementar deverá ser cobrado à
alíquota de 0% do IOF, foi instituída, independentemente do prazo da opera- alíquota vigente na data da operação inicial;
ção, a alíquota adicional de 0,38% do imposto sobre o valor das operações
de crédito descritas nas letras “a”, “b”, “d” a “f”, “j”, “k”, “n”, “p”, “r”, “s”, “u” e b) na hipótese de desclassificação ou de desca-
“y” (Decreto nº 6.306/2007, art. 8º, § 5º). racterização, total ou parcial, de operação de
(2) Por meio do Decreto nº 6.453/2008, foi excluída, desde 13.05.2008, crédito rural ou de adiantamento de contrato de
a exigência do adicional de 0,38% nas operações descritas nas letras “i” e
“l”. Por meio do Decreto nº 6.655/2008, foi incluída a exigência do adicional câmbio, tributada à alíquota de 0%, o IOF será
nas operações descritas na letra “y”. devido a partir da ocorrência do fato gerador e
aa)
realizada por instituição financeira, com re- será calculado à alíquota correspondente à ope-
cursos públicos ou privados, para financia- ração, incidente sobre o valor desclassificado ou
mento de operações, contratadas a contar de descaracterizado, sem prejuízo da pena criminal
02.04.2013, destinadas a aquisição, produção cabível e da multa prevista na legislação; e
e arrendamento mercantil de bens de capital, c) na falta de comprovação ou o descumprimen-
incluídos componentes e serviços tecnoló- to da condição, ou desvirtuamento da finalida-
gicos relacionados, e o capital de giro asso- de dos recursos, total ou parcial, de operação
ciado, a produção de bens de consumo para tributada à alíquota de 0%, o IOF será devido
exportação, ao setor de energia elétrica, a es- a partir da ocorrência do fato gerador e será
truturas para exportação de granéis líquidos, calculado à alíquota correspondente à opera-

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ção, acrescido de juros de mora, sem prejuízo b) na data da prorrogação, renovação, consolida-
da pena criminal cabível e da multa prevista ção, composição e negócios assemelhados;
na legislação. c) na data da operação de desconto;
(RIOF/2007, art. 8º, §§ 2º a 4º, e art. 54) d) na data do pagamento, no caso de operação
de crédito não liquidada no vencimento;
7. Isenção
e) até o 10º dia subsequente à data da carac-
É isenta do IOF a operação de crédito:
terização do descumprimento ou da falta de
a) para fins habitacionais, inclusive a destinada comprovação do cumprimento de condições,
à infraestrutura e ao saneamento básico rela- total ou parcial, de operações isentas ou tri-
tivos a programas ou projetos que tenham a butadas à alíquota zero ou da caracterização
mesma finalidade; do desvirtuamento da finalidade dos recursos
b) realizada mediante conhecimento de depósi- decorrentes das mesmas operações;
to e warrant, representativos de mercadorias f) até o 10º dia subsequente à data da desclassi-
depositadas para exportação, em entreposto ficação ou da descaracterização, total ou par-
aduaneiro; cial, de operação de crédito rural ou de adian-
c) com recursos dos Fundos Constitucionais de tamento de contrato de câmbio, quando feita
Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste pela própria instituição financeira ou do rece-
(FNE) e do Centro-Oeste (FCO); bimento da comunicação da desclassificação
d) efetuada por meio de cédula e nota de crédito ou da descaracterização;
à exportação; g) na data da entrega ou da colocação dos re-
e) em que o tomador de crédito seja a entidade cursos à disposição do interessado, nos de-
binacional Itaipu; mais casos.
f) para a aquisição de automóvel de passagei-
ros, de fabricação nacional, com até 127 HP O IOF deverá ser recolhido ao Tesouro Nacional por
de potência bruta (SAE) para uso como táxi ou meio do Documento de Arrecadação de Receitas Fede-
por pessoas portadoras de deficiência física; rais (Darf) até o 3º dia útil subsequente ao decêndio da
g) em que os tomadores sejam missões diplo- sua cobrança ou do registro contábil do imposto, com
máticas, repartições consulares de carreira, utilização de um dos seguintes códigos de receita:
representações de organismos internacionais a) 6895 - IOF - Factoring (Lei nº 9.532/1997, art. 58);
e regionais de caráter permanente de que o b) 7893 - IOF - Operações de Crédito - Pessoa
Brasil seja membro, não se aplicando aos con- Física;
sulados e cônsules honorários; e c) 1150 - IOF - Operações de Crédito - Pessoa
h) contratada por funcionário estrangeiro de mis- Jurídica.
são diplomática ou representação consular,
(Lei nº 9.532/1997, art. 58; Lei nº 11.196/2005, art. 70, II;
não se aplicando aos consulados e cônsules RIOF/2007, art. 10; Listagem de Especificações de Receitas
honorários e aos funcionários que tenham resi- emitida pela SRF/Cosar em 1º.02.2001)
dência permanente no Brasil. A isenção do IOF
aplica-se também aos membros das famílias 9. Soluções de Consultas Cosit
dos funcionários, desde que com eles mante-
A Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), por
nham relação de dependência econômica e
meio da Solução de Consulta Cosit nº 25/2014, refor-
não tenham residência permanente no País.
mulou a solução de consulta SRRF/08 Disit nº 110/2008,
A isenção do IOF se aplica, ainda, aos organismos no sentido de que não incide o IOF nas operações
internacionais e regionais de caráter permanente de que de cessão, sem coobrigação, de direitos creditórios
o Brasil seja membro e aos funcionários estrangeiros de decorrentes de vendas a prazo, quando o cessionário
tais organismos, nos termos dos acordos firmados. for instituição financeira. Todavia, quando do estabe-
(RIOF/2007, art. 9º) lecimento de cláusula de coobrigação do cedente (ou
seja, em operações de cessão de direitos creditórios a
8. Cobrança e recolhimento
instituição financeira com coobrigação), incide o IOF/
O IOF sobre as operações de crédito será cobrado Crédito sempre que restar a operação caracterizada
pelos responsáveis descritos no subitem 4.1: como desconto de títulos, na forma estabelecida pela
a) no 1º dia útil do mês subsequente ao da apura- Solução de Divergência Cosit nº 16/2011.
ção, nas hipóteses em que a apuração da base
de cálculo seja feita no último dia de cada mês; Veja, a seguir, a íntegra dessa Solução de Consulta:

21-06 MA Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 - Boletim IOB


Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 25, DE 23.01.2014 - DOU 1 Transcrevemos, a seguir, a íntegra dessa Solução
DE 30.01.2014 - RET. DOU 1 DE 04.02.2014 de Consulta:
ASSUNTO: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio
SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 59, DE 20.02.2014 -
e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF)
DOU 1 DE 10.03.2014
EMENTA: CESSÃO DE CRÉDITOS. INSTITUIÇÃO FINAN-
CEIRA. Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio
e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários
INCIDÊNCIA. - IOF
REFORMA A SOLUÇÃO DE CONSULTA SRRF08/DISIT Nº Ementa: CESSÃO DE CRÉDITOS - INSTITUIÇÃO FINAN-
110, DE 2008. CEIRA - INCIDÊNCIA.
Não incide o IOF nas operações de cessão, sem coobriga- A operação de cessão de direitos creditórios na qual
ção, de direitos creditórios decorrentes de vendas a prazo, figure instituição financeira na qualidade de cessionária
quando o cessionário for instituição financeira. Todavia, não está sujeita à incidência do IOF sobre operação de
quando do estabelecimento de cláusula de coobrigação crédito, salvo se, quando do estabelecimento de cláusula
do cedente (ou seja, em operações de cessão de direi- de coobrigação, restar a operação caracterizada como
tos creditórios a instituição financeira com coobrigação), desconto de títulos.
incide o IOF/Crédito sempre que restar a operação carac-
terizada como desconto de títulos, na forma estabelecida OPERAÇÃO DE CRÉDITO PARA FINS HABITACIONAIS.
pela Solução de Divergência Cosit nº 16, de 2011. CESSÃO DE CRÉDITOS. ANTECIPAÇÃO DE RECEBÍVEIS
IMOBILIÁRIOS. ISENÇÃO
DISPOSITIVOS LEGAIS: Decreto nº 6.306, de 14 de dezem-
bro de 2007, art. 2º, inciso I, alíneas “a” e “b” e art. 3o, § 3º; Configura operação de crédito para fins habitacionais,
Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 58; Lei nº 9.249, para efeito da isenção de IOF prevista no art. 1º do
de 26 de dezembro de 1995, art.15, §1º, inciso III, alínea d. Decreto-Lei nº 2.407, de 5 de janeiro de 1988, a cessão
de direitos creditórios a instituição financeira, inerentes
CLÁUDIA LÚCIA PIMENTEL MARTINS DA SILVA a contratos de compra e venda de imóveis residenciais
Coordenadora-Geral da Cosit Substituta. a concluir, adquiridos por pessoas físicas, vendidos pela
construtora cedente dos direitos.
A Solução de Consulta Cosit nº 59/2014 trata
Dispositivos Legais: Decreto-Lei nº 2.407, de 1988; Decreto
da não incidência sobre a cessão de crédito em nº 6.306, de 2007, art. 2º, I, “a”, art. 3º, § 3º, I, e art. 9º, I;
que a instituição financeira figure como cessionária, Solução de Divergência Cosit nº 16, de 2011.
exceto quando a operação ficar caracterizada como (Soluções de Consultas Cosit nºs 25/2014 e 59/2014)
desconto de títulos, bem como sobre a isenção da
operação de crédito para fins habitacionais. N

a Estadual
ICMS 1. Introdução
O projeto do Sistema Público de Escrituração
Sped - Escrituração Fiscal Digital (EFD) Digital (Sped), instituído pelo Decreto nº 6.022/2007,
SUMÁRIO faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento
1. Introdução do Governo Federal (PAC 2007-2010) e constitui mais
2. Objetivo um avanço na informatização da relação entre o Fisco
3. ICMS - Escrituração Fiscal Digital (EFD) e os contribuintes.
4. Arquivos digitais
5. Assinatura digital
6. Obrigatoriedade O projeto consiste, de modo geral, na moderniza-
7. Especificações técnicas ção da sistemática atual do cumprimento das obriga-
8. Geração, transmissão e guarda do arquivo ções acessórias, transmitidas pelos contribuintes às
9. Envio do arquivo digital
10. Recepção e retransmissão dos dados pela administrações tributárias e aos órgãos fiscalizado-
administração tributária res, utilizando-se da certificação digital para fins de
11. Penalidades assinatura dos documentos eletrônicos, garantindo,

Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 MA21-07


Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros

assim, a validade jurídica apenas na sua forma digital. Observados os padrões fixados para o ambiente
É composto por 3 grandes subprojetos: Escrituração nacional Sped, em especial quanto à validação, dis-
Contábil Digital, Escrituração Fiscal Digital e a Nota ponibilidade permanente, segurança e redundância,
Fiscal Eletrônica (NF-e) - Ambiente Nacional. é facultada às Secretarias Estaduais de Fazenda,
Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do
Distrito Federal a recepção dos dados relativos à EFD
2. Objetivo diretamente em suas bases de dados, com imediata
retransmissão ao ambiente nacional Sped.
O Sped tem como objetivos, entre outros:
(Decreto nº 6.022/2007; Convênio ICMS nº 143/2006, cláu-
a) promover a integração dos Fiscos, mediante sula primeira; Resolução Administrativa nº 10/2011)
a padronização e o compartilhamento das in-
formações contábeis e fiscais, respeitadas as 4. Arquivos digitais
restrições legais;
A EFD compõe-se da totalidade das informações
b) racionalizar e uniformizar as obrigações aces-
necessárias à apuração do ICMS e IPI, bem como de
sórias para os contribuintes, com o estabeleci-
outras informações de interesse do Fisco, em arquivo
mento de transmissão única de distintas obri-
digital, e será utilizada pelo contribuinte para a escri-
gações acessórias de diferentes órgãos fisca-
turação do:
lizadores;
c) tornar mais célere a identificação de ilícitos a) livro de Registro de Entradas;
tributários e evitar a evasão de receita, com b) livro de Registro de Saídas;
a melhoria do controle dos processos, a rapi-
dez no acesso às informações e a fiscalização c) livro Registro de Inventário;
mais efetiva das operações com o cruzamento d) livro Registro de Apuração do IPI;
de dados e a auditoria eletrônica.
e) livro Registro de Apuração do ICMS;

3. ICMS - Escrituração Fiscal Digital (EFD) f) documento Controle de Crédito de ICMS do


Ativo Permanente - Ciap - modelos “C” ou “D”.
No âmbito do ICMS, de competência dos Estados
(RICMS-MA/2003, art. 321-B)
e do Distrito Federal, foram celebrados o Convênio
ICMS nº 143/2006, que instituiu a Escrituração Fiscal
Digital (EFD) e o Ajuste Sinief nº 2/2009, com poste- 5. Assinatura digital
riores publicações dos Protocolos ICMS nº 77/2008 e
nº 3/2011, que tratam sobre a obrigatoriedade e prazo Para garantir a autenticidade, a integralidade e
da EFD. a validade jurídica da EFD, as informações a que se
refere o tópico 4, serão apresentadas em arquivo digi-
tal com assinatura digital do contribuinte ou do repre-
A EFD, materializada em arquivo digital, se sentante legal, certificada por entidade credenciada
constitui em um conjunto de escrituração de docu- pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira
mentos fiscais e outras informações de interesse dos (ICP-Brasil).
Fiscos das Unidades da Federação e da Secretaria
da Receita Federal do Brasil, bem como no registro (RICMS-MA/2003, art. 321-B, § 1º)
de apuração de impostos referentes às operações e
prestações praticadas pelo contribuinte. 5.1 Cadastramento de Procuração Eletrônica
Poderão assinar a EFD, com certificados digitais
Considera-se válida a EFD, para efeitos fiscais,
ICP-Brasil do tipo A1 ou A3:
após a confirmação do recebimento do arquivo que a
contém. A recepção e a validação dos dados relativos
a) o e-PJ ou e-CNPJ que contenha a mesma
à EFD serão realizadas no ambiente nacional Sped,
base do CNPJ (8 primeiros caracteres) do es-
instituído pelo Decreto nº 6.022/2007 e administrado
tabelecimento;
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com
imediata retransmissão à respectiva Unidade da b) o e-PF ou e-CPF do produtor rural ou do repre-
Federação. sentante legal da empresa no CNPJ;

21-08 MA Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 - Boletim IOB


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ICMS - IPI e Outros

c) a pessoa jurídica ou a pessoa física com pro- c) os contribuintes que tenham voluntariamente
curação eletrônica cadastrada no site da RFB, optado por utilizar a EFD;
por estabelecimento.
Nota

Para realizar o cadastramento no site da RFB Cumpre ressalta que o contribuinte que não esteja obrigado à EFD,
poderá optar por utilizá-la, de forma irretratável.
(http://receita.fazenda.gov.br), na aba “Empresa”,
clicar em “Todos os serviços”, selecionar “Procuração d) desde 1º.01.2012, as empresas não alcança-
Eletrônica e Senha para pesquisa via Internet”, “pro- das pelas letras “a” e “c” e que se enquadram
curação eletrônica” e “continuar” ou opcionalmente em pelo menos umas das seguintes situações:
https://cav.receita.fazenda.gov.br/scripts/CAV/login/
login.asp. Nota
Excepcionalmente, os arquivos da EFD das empresas obrigadas con-
forme a letra “d”, referente ao período de janeiro a abril/2012, poderiam ser
a) login com certificado digital de pessoa jurídica entregues até o dia 31.05.2012.
ou pessoa física (produtor rural);
d.1) com faturamento anual acima de R$
b) selecionar “Procuração eletrônica”;
5.000.000,00;
c) selecionar “Cadastrar Procuração” ou outra
d.2) cadastradas com pelo menos um dos se-
opção, se for o caso;
guintes CNAE:
d) selecionar “Solicitação de procuração para a d.2.1) distribuidoras de combustível;
Receita Federal do Brasil”;
d.2.2) atacadista de medicamento ou
e) preencher os dados do formulário apresenta- equivalente;
do e selecionar a opção “Assinatura da Escri-
turação Fiscal Digital (EFD-ICMS/IPI) do Siste- d.3) detentoras de pelo menos um dos se-
ma Público de Escrituração Digital”, constante guintes benefícios:
do quadro “Destinados tanto a Pessoa Física
quanto a Pessoa Jurídica”; d.3.1) crédito presumido para atacadista;

f) para finalizar, clicar em “Cadastrar procura- d.3.2) Sistema de Apoio à Indústria e ao


ção” ou “Limpar” ou “Voltar”. Comércio Exterior do Estado do
Maranhão (Sincoex);
(RICMS-MA/2003, art. 321-B, § 2º; Guia Prático EFD - Ver-
são 2.0.13, site da Secretaria da Receita Federal do Brasil - d.3.3) Programa de incentivo às Ativida-
http://www1.receita.fazenda.gov.br/sistemas/sped-fiscal/down- des Industriais e Tecnológicas no
load/Guia_Pratico_da_EFD_Versao_2.0.13.pdf) Estado do Maranhão (PROMARA-
NHÃO);

6. Obrigatoriedade d.4) constituídas na forma de sociedade anô-


nima;
A EFD é de uso obrigatório para:
e) desde 1º.01.2013, todas as empresas do regi-
a) os contribuintes do Estado do Maranhão rela- me normal.
cionados no Anexo IX do Protocolo ICMS nº
Nota
77/2008;
Os arquivos digitais da EFD, referentes ao período de janeiro a
maio/2013, das empresas obrigadas na letra “e” acima, poderiam ser entre-
b) desde 1º.01.2011, os contribuintes listados gues até o dia 28.06.2013.
para consulta Sintegra, conforme Portaria nº
446/2011;
Vale esclarecer que no caso de fusão, incorpora-
Notas ção ou cisão, a obrigatoriedade se estende à empresa
incorporada, cindida ou resultante da cisão ou fusão.
(1) Em relação à obrigatoriedade prevista na letra “b”, o prazo de entre-
ga dos arquivos da EFD relativos ao ano de 2011, foi até 31.05.2012.

Ainda, tendo a pessoa jurídica mais de um esta-


(2) Excepcionalmente, os arquivos da EFD das empresas obrigadas
conforme letra “b”, referente ao período de janeiro a abril/2012, poderiam ser
belecimento, a obrigatoriedade da EFD de um deles
entregues até o dia 31.05.2012. atinge aos demais.

Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 MA21-09


Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros

Por fim, cumpre ressaltar que o contribuinte obri- to do contribuinte declarante, ou fora do esta-
gado à EFD está dispensado de entregar os arquivos belecimento e em poder de terceiros;
estabelecidos no Convênio ICMS nº 57/1995 (Sinte-
gra) desde o mês de competência janeiro/2012. c) qualquer informação que repercuta no inven-
tário físico e contábil, na apuração, no paga-
(RICMS-MA/2003, art. 321-D) mento ou na cobrança de tributos de compe-
tência dos entes conveniados ou outras de in-
teresse das administrações tributárias.
6.1 Dispensa da obrigatoriedade
Nota
Ficam dispensadas da obrigatoriedade da entrega
da EFD as microempresas e as empresas de pequeno Qualquer situação de exceção na tributação do ICMS, tais como isen-
porte, optantes pelo Regime Especial Unificado de ção, imunidade, não incidência, diferimento ou suspensão do recolhimento,
também deverá ser informada no arquivo digital, indicando-se o respectivo
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos dispositivo legal.
pelas microempresas e empresas de pequeno porte
(Simples Nacional) para todos os tributos. (Convênio ICMS nº 143/2006, cláusula quarta; Ato Cotepe/
ICMS nº 9/2008; RICMS-MA/2003, art. 321-E, §§ 1º e 2º)
(RICMS-MA/2003, art. 321-D, § 5º)

8. Geração, transmissão e guarda do


7. Especificações técnicas arquivo

A cláusula quarta do Convênio ICMS nº 143/2006, Para a geração do arquivo digital relativo à Escri-
na redação dada pelo Convênio ICMS nº 13/2008, turação Fiscal Digital, o contribuinte deverá adotar o
estabelece que Ato Cotepe específico definirá os leiaute correspondente ao perfil “A”, conforme esta-
documentos fiscais e as especificações técnicas belecido no Ato Cotepe/ICMS nº 09/2008.
do leiaute do arquivo digital da EFD, que conterá
informações fiscais e contábeis, bem como quaisquer
outras informações que venham a repercutir na apu- A pessoa jurídica que possuir mais de um esta-
ração, no pagamento ou na cobrança de tributos de belecimento, seja filial, sucursal, agência, depósito,
competência dos entes conveniados. fábrica ou outro qualquer, deverá prestar as informa-
ções relativas à EFD em arquivo digital individualizado
por estabelecimento.
Nesse sentido, o Ato Cotepe/ICMS nº 9/2008, que
dispõe sobre as especificações técnicas para a gera-
ção de arquivos da EFD instituiu o Manual de Orien- O contribuinte deverá armazenar o arquivo digital
tação do Leiaute da EFD, que deve ser observado da EFD, observando os requisitos de segurança,
pelos contribuintes do ICMS e do IPI para a geração autenticidade, integridade e validade jurídica, pelo
de arquivos digitais, com a totalidade das informa- prazo decadencial.
ções econômico-fiscais e contábeis correspondentes
ao período compreendido entre o primeiro e o último Vale ressaltar que a geração, o armazenamento
dia do mês. e o envio do arquivo digital não dispensam o contri-
buinte da guarda dos documentos que deram origem
Considera-se totalidade das informações: às informações nele constantes, na forma e nos pra-
zos estabelecidos pela legislação aplicável.
a) as relativas às entradas e saídas de mercado-
(RICMS-MA/2003, arts. 321-F, 321-G e 321-H)
rias bem como aos serviços prestados e toma-
dos, incluindo a descrição dos itens de merca-
dorias, produtos e serviços;
9. Envio do arquivo digital
b) as relativas a quantidade, descrição e valores
de mercadorias, matérias-primas, produtos in- O leiaute do arquivo digital da EFD será estrutu-
termediários, materiais de embalagem, produ- rado por dados organizados em blocos e detalhados
tos manufaturados e produtos em fabricação, por registros, de forma a identificar perfeitamente a
em posse ou pertencentes ao estabelecimen- totalidade das informações a que se refere o tópico 7.

21-10 MA Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 - Boletim IOB


Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros

Nota b) quando a adesão ocorrer no mês de janeiro, o inventário dos es-


toques existentes em 31 de dezembro do ano anterior deverá ser
Os registros a que se refere o parágrafo anterior constituem-se da gra- escriturado no arquivo digital referente ao último mês de obrigatorie-
vação, em meio digital, das informações contidas nos documentos emitidos dade de realizar a EFD;
ou recebidos, a qualquer título em meio físico ou digital, além de classifica-
ções e ajustes efetuados pelo próprio contribuinte e de outras informações c) a obrigatoriedade relativa à EFD será restabelecida a partir da data
de interesse fiscal. em que o estabelecimento for excluído do Simples Nacional, deven-
do, neste caso, o Registro de Inventário ser escriturado no arquivo
digital referente ao primeiro mês de obrigatoriedade de realizar a
O arquivo digital da EFD gerado pelo contribuinte EFD.

deverá ser submetido à validação de consistência de (RICMS-MA/2003, arts. 321-I ao 321-K e 321-M)
leiaute efetuada pelo software denominado Programa
de Validação e Assinatura da Escrituração Fiscal
9.1 Recepção do arquivo
Digital (PVA-EFD) que será disponibilizado na Internet
nos sítios da RFB. O arquivo digital da EFD, após ser enviado, será
recepcionado e precedido no mínimo das seguintes
Vale ressaltar que o PVA-EFD também deverá ser verificações:
utilizado para a assinatura digital e o envio do arquivo
por meio da Internet. a) dos dados cadastrais do declarante;
b) da autoria, autenticidade e validade da assina-
Ainda, considera-se validação de consistência de tura digital;
leiaute do arquivo: c) da integridade do arquivo;
a) a consonância da estrutura lógica do arquivo d) da existência de arquivo já recepcionado para
gerado pelo contribuinte com as orientações e o mesmo período de referência;
especificações técnicas do leiaute do arquivo
digital da EFD definidas em ato Cotepe; e) da versão do PVA-EFD e tabelas utilizadas.

b) a consistência aritmética e lógica das informa- Efetuadas as verificações, o arquivo será automa-
ções prestadas. ticamente expedido pela RFB, por meio do PVA-EFD,
comunicando ao respectivo declarante quanto à
O procedimento de validação e assinatura deverá ocorrência de um dos seguintes eventos:
ser efetuado antes do envio do arquivo ao ambiente
nacional do Sistema Público de Escrituração Digital a) falha ou recusa na recepção, hipótese em que
(Sped). a causa será informada;
b) regular recepção do arquivo, hipótese em que
Nota será emitido recibo de entrega.
Fica vedada a geração e entrega do arquivo digital da EFD em meio ou
forma diversa da prevista neste artigo.
Ressalta-se que consideram-se escriturados os
livros e o documento no momento em que for emitido
O arquivo digital da EFD deverá ser enviado até o o recibo de entrega.
dia 20 do mês subsequente ao encerramento do mês
da apuração, ainda que não tenham sido realizadas
Cumpre esclarecer que a recepção do arquivo
operações ou prestações no período que compreende
digital da EFD não implicará o reconhecimento da
a periodicidade prevista para a sua entrega, mediante
veracidade e legitimidade das informações presta-
utilização do software de transmissão disponibilizado
das, nem na homologação da apuração do imposto
pela RFB.
efetuada pelo contribuinte.
Notas (RICMS-MA/2003, art. 321-L)
(1) A cada mês de março deverão ser enviadas as informações do
Registro de Inventário do ano anterior.
9.2 Retificação do arquivo
(2) Na hipótese de adesão ao Simples Nacional, o contribuinte fica dis-
pensado da EFD, observado o seguinte: O contribuinte poderá retificar a EFD:
a) quando da opção pelo regime do Simples Nacional deverão as infor-
mações do Registro de Inventário ser escrituradas no arquivo digital
a) até o dia 20 do mês subsequente ao encerra-
referente ao último mês de obrigatoriedade de realizar a EFD; mento do mês da apuração;

Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 MA21-11


Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros

b) até o último dia do terceiro mês subsequente cada período apenas uma única vez, salvo a entrega com finalidade de retifi-
cação.
ao encerramento do mês da apuração, inde-
pendentemente de autorização da administra- (RICMS-MA/2003, arts. 321-N e 321-O)
ção tributária;

c) após o prazo de que trata a letra “b”, mediante


autorização da Secretaria de Fazenda, nos ca- 10. Recepção e retransmissão dos dados
sos em que houver prova inequívoca da ocor- pela administração tributária
rência de erro de fato no preenchimento da A recepção do arquivo digital da EFD será cen-
escrituração, quando evidenciada a impossi- tralizada no ambiente nacional do Sped, administrado
bilidade ou a inconveniência de saneá-la por pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.
meio de lançamentos corretivos.

Com a recepção do arquivo digital pela Secretaria


Nota
da Receita Federal, será gerado recibo de entrega
O disposto nas letras “b” e “c” não se aplica quando a apresentação do com número de identificação somente após o aceite
arquivo de retificação for decorrente de notificação do Fisco.
do arquivo transmitido.

A retificação será efetuada mediante envio de


outro arquivo para substituição integral do arquivo Os arquivos recebidos no ambiente nacional do
digital da EFD regularmente recebido pela adminis- Sped serão imediatamente retransmitidos ao Estado
tração tributária. do Maranhão.

A geração e o envio do arquivo digital para retifi- Para garantir a autenticidade, a integridade e a
cação da EFD deverá observar o disposto no tópico 9, validade jurídica do arquivo, este será assinado digi-
com indicação da finalidade do arquivo. talmente pelo remetente.

(RICMS-MA/2003, art. 321-P)


Ressalta-se que não será permitido o envio de
arquivo digital complementar.
11. Penalidades
Ainda, deve ser observado que não produzirá Conforme a legislação tributária do Estado do
efeitos a retificação de EFD: Maranhão, o contribuinte que cometer afronta à
legislação Estadual estará sujeito às sanções legais.
a) de período de apuração que tenha sido sub- Assim, entre as penalidades cabíveis, destacamos:
metido ou esteja sob ação fiscal;

b) cujo débito constante da EFD objeto da retifi- a) multa de 30% do valor do imposto, quando
cação tenha sido enviado para inscrição em deixar de recolher no prazo legal, no todo ou
Dívida Ativa, nos casos em que importe altera- em parte, o imposto correspondente, tendo
ção desse débito; emitido documentos fiscais e efetuado os lan-
çamentos no livro próprio;
c) transmitida em desacordo com as disposições
legais. b) multa de 60% do valor do imposto, quando
deixar de recolher o imposto, em virtude de
haver registrado de forma incorreta o valor real
Notas da operação e/ou prestação.
(1) A EFD de período de apuração anterior a dezembro/2013 poderá
ser retificada até o dia 30.06.2014, independentemente de autorização do Ressalta-se que o contribuinte que cometer
Fisco. infrações cuja penalidade não esteja especificada
será punido com multa equivalente ao valor de
Esse prazo não se aplica às situações em que, relativamente ao pe-
ríodo de apuração objeto da retificação, o contribuinte tenha sido submetido R$ 106,00.
ou esteja sob ação fiscal.
(RICMS-MA/2003, art. 561, I, “a”, III, “a”, e art. 563)
(2) Para fins do cumprimento das obrigações a que se referem este
procedimento, o contribuinte deverá entregar o arquivo digital da EFD de N
21-12 MA Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 - Boletim IOB
Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros

a IOB Setorial
Federal tivas e permitidas à inclusão no regime simplificado
do Simples Nacional, dentre os quais destacamos o
código 6209-1/00, com a seguinte descrição “Suporte
Informática - Simples Nacional - ISS técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia
- Tributação da atividade de suporte da informação”.
técnico em informática
Esses serviços são tributados exclusivamente
O Regime Especial Unificado de Arrecadação de pelo ISS, na forma do subitem 1.07 da Lista de
Tributos e Contribuições devidos pelas microempresas Serviços anexa à Lei Complementar nº 116/2003
(ME) e empresas de pequeno porte (EPP), denomi- (suporte técnico em informática, inclusive instalação,
nado “Simples Nacional”, instituído pelo art. 12 da Lei configuração e manutenção de programas de compu-
Complementar nº 123/2006, implica o recolhimento tação e banco de dados).
mensal mediante documento único de arrecadação
dos seguintes impostos e contribuições: No entanto, as ME e as EPP optantes pelo Simples
Nacional deverão observar disciplina própria relativa
a) Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica a esse regime, para efeito de recolhimento dos impos-
(IRPJ); tos e das contribuições, inclusive do ISS.
b) Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
c) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido A tributação dos serviços de suporte técnico em
(CSLL); informática pelos contribuintes optantes pelo Simples
Nacional, portanto, está disciplinada pelos arts. 15, §
d) Contribuição para o Financiamento da Seguri-
2º, VI e 25, III, “b” da Resolução CGSN nº 94/2011,
dade Social (Cofins);
ou seja, mediante a aplicação das alíquotas indicadas
e) Contribuição para o PIS/Pasep; no Anexo III dessa Resolução sobre a receita bruta
f) Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) apurada pela prestação dos referidos serviços.
para a Seguridade Social, a cargo da pes-
soa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei nº Nesse sentido, transcrevemos, a seguir, texto
8.212/1991, exceto no caso da microempresa da Solução de Consulta nº 40, de 04.02.2010 -
(ME) e da empresa de pequeno porte (EPP) DOU 1 de 04.03.2010, da Divisão de Tributação da
que se dediquem às seguintes atividades de Superintendência Regional da 9ª Região Fiscal da
prestação de serviços: Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), que,
f.1) construção de imóveis e obras de enge- embora editada com base na legislação passada,
nharia em geral, inclusive sob a forma de serve de parâmetro para a correta aplicação da legis-
subempreitada, execução de projetos e lação vigente:
serviços de paisagismo, bem como de-
coração de interiores; e Assunto: Simples Nacional

f.2) serviços de vigilância, limpeza ou con- Simples Nacional. Informática. Suporte e manutenção.
servação;
g) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e O suporte técnico em informática - assessoramento ao usuário
na utilização de sistemas, remotamente ou em suas instala-
Prestação de Serviços de Transporte e de Co- ções, de modo a superar qualquer perda de performance ou
municação (ICMS); e dificuldade de utilização (help-desk) - não é atividade vedada
h) Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza ao Simples Nacional, desde que prestada pela empresa que
produz o hardware, elabora, licencia ou cede o direito de uso
(ISS).
do software. Receitas de suporte técnico são tributadas pelo
Anexo III da Lei Complementar nº 123, de 2006.
O Anexo VII da Resolução CGSN nº 94/2011
relaciona os códigos previstos na Classificação A manutenção de sistemas de informática é atividade per-
Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) que mitida aos optantes pelo Simples Nacional e tributada pelo
abrangem concomitantemente as atividades impedi- Anexo III.

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ICMS - IPI e Outros

Contudo, caso a manutenção se faça mediante a elabora- pela empresa produtora do hardware, ou que elabora,
ção de nova versão de programas de computadores, no licencia ou cede o direito de uso do software à tomadora
estabelecimento da optante, ela é tributada pelo Anexo V. do serviço, não pode ser considerado como impeditivo ao
Simples Nacional, dado o caráter acessório do serviço em
Dispositivos Legais: Lei Complementar nº 123, de 2006, relação ao produto (principal) e, por óbvio, a sua gratuidade.
art. 17, XI, §§ 1º e 2º, art. 18, § 5º-B, IX, § 5º-D, IV, § 5º-F;
Resolução CGSN nº 6, de 2007, Anexo II.
MINISTÉRIO DA FAZENDA
Marco Antônio Ferreira Possetti SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL
Chefe.
SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 152 de 05 de Agosto de 2013
Posteriormente, a Receita Federal posicionou-se
________________________________________
sobre o assunto por meio das Soluções de Consultas
a seguir transcritas: ASSUNTO: Simples Nacional

MINISTÉRIO DA FAZENDA EMENTA: SIMPLES NACIONAL. REPAROS E MANUTEN-


SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL ÇÃO. Os serviços de reparos e manutenção em geral são
tributados pelo Anexo III da Lei Complementar nº 123, de
SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 136 de 30 de Julho de 2013
2006, salvo se constituírem uma obra de engenharia, tribu-
________________________________________ tada pelo Anexo IV

ASSUNTO: Simples Nacional (Lei Complementar nº 116/2003, Anexo - Lista de Servi-


ços, subitem 1.07; Lei Complementar nº 123/2006, arts. 12, 13,
EMENTA: SIMPLES NACIONAL. INFORMÁTICA. SUPORTE. 18, § 5º-B, IX, Anexo III; Resolução CGSN nº 94/2011, arts. 4º,
De acordo com a Solução de Divergência Cosit nº 4, de 15, § 2º, VI e 25, III, “b”, Anexos III e VII; Solução de Consul-
18 de março de 2013, o suporte técnico em programas e ta nº 40/2010 - 9ª Região Fiscal; Solução de Consulta RFB nº
sistemas de computador é atividade intelectual de natureza 136/2013; Solução de Consulta RFB nº 152/2013)
técnica que impede a opção pelo Simples Nacional. Nada
obstante, o suporte técnico prestado sem ônus adicionais N

a IOB Comenta
Estadual tendo a relação de todos os produtos disponíveis em
estoque na data de 31.12.2013.
Aproveitamento de crédito fiscal
A planilha em questão deverá conter os seguintes
devido à revogação do regime de campos:
substituição tributária nas operações
com materiais elétricos e com materiais a) O campo “01 - código do produto” deverá ser
preenchido com a mesma informação registra-
de construção, acabamento, bricolagem da nos arquivos Sintegra e/ou nos arquivos da
ou adorno EFD - Escrituração Fiscal Digital;
b) O campo “02 - descrição do produto” deverá
A Resolução Administrativa Gabin nº 96/2013
ser preenchido com a mesma informação re-
revogou os Anexos 4.43 e 4.44 do RICMS-MA/2003,
gistrada nos arquivos Sintegra e/ou nos arqui-
os quais tratavam do regime de substituição tributária
vos da EFD - Escrituração Fiscal Digital;
nas operações com materiais elétricos e com materiais
de construção, acabamento, bricolagem ou adorno, c) O campo “03 - quantidade do produto” deverá
respectivamente. ser preenchido com a quantidade do produto
disponível em 31.12.2013;
Para fins de aproveitamento dos créditos fiscais d) O campo “04 - valor unitário da última aquisi-
acumulados pela mudança do regime de operação ção” deverá ser preenchido com o valor con-
em decorrência dos efeitos da revogação dos Anexos, tábil unitário da última aquisição até a data de
o contribuinte deverá gerar planilha eletrônica con- 31.12.2013;

21-14 MA Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 - Boletim IOB


Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros

e) O campo “05 - regime de apuração” deverá ser Para empresa tributada pelo Simples Nacional, os
preenchido com os termos: NOR - se produto su- valores apurados no campo “09” deverão ser regis-
jeito ao regime normal de apuração ou - ST - se trados no Rudof e utilizados, até o seu limite, men-
produto sujeito ao regime de substituição tributária; salmente na Dief a título de “Dedução” para abater a
f) Os campos “06” a “09” somente deverão ser diferença de alíquota e a substituição tributária.
preenchidos para os produtos sujeitos ao regi-
me de Substituição Tributária relacionados nos Opcionalmente, no campo “07”, o contribuinte
Anexos 4.43 e 4.44, revogados; poderá utilizar como margem de valor agregado o
g) O campo “06 - alíquota” deverá ser preenchi- percentual de 30% sobre todos os produtos sujeitos à
do com a alíquota aplicada ao produto; substituição tributária.
h) O campo “07 - margem de valor agregado”
deverá ser preenchido com a margem de va- Os valores retidos a título de substituição tributária
lor agregado aplicada ao produto; referentes às notas fiscais que deram entrada no
i) O campo “08 - base de cálculo do ICMS-ST” de- estabelecimento após 31.12.2013 deverão ser adicio-
verá ser preenchido com o valor da multiplica- nados no campo “09” referente ao crédito apurado do
ção dos valores dos campos “03”, “04” e “07”; levantamento do estoque.
j) O campo “09 - crédito apurado” deverá ser
preenchido com o valor da multiplicação dos Os valores apurados nos termos ora descritos
valores dos campos “06” e “08”. serão homologados pela Sefaz.
Para empresa tributada pelo regime normal, os
(Resolução Administrativa Gabin nº 16/2014)
valores apurados no campo “09” deverão ser lança-
dos na Dief a título de “Outros Créditos”. N

a IOB Perguntas e Respostas


IPI Regime de drawback integrado - Modalidades

Alíquota - Fixação - Critério 2) O que é o regime de drawback integrado?

1) Qual é o critério utilizado para a fixação de alí- O regime aduaneiro especial de drawback pode
quotas do IPI? ser aplicado, no âmbito da Secretaria de Comércio
Exteior (Secex), nas seguintes modalidades:
A fixação de alíquotas do IPI deve respeitar ao
critério da seletividade, em função da essencialidade a) drawback integrado suspensão - caracteri-
do produto, conforme disposto no art. 153, caput, IV, zado pela aquisição no mercado interno ou
§ 3º, da Constituição Federal. a importação, de forma combinada ou não,
de mercadoria para emprego ou consumo
Vale dizer que os produtos considerados essen-
na industrialização de produto a ser exporta-
ciais aos consumidores são tributados por alíquota
do, com suspensão dos tributos exigíveis na
menor enquanto os supérfluos têm alíquota maior.
importação e na aquisição no mercado inter-
(Constituição Federal/1988, art. 153, caput, IV, § 3º) no na forma do art. 12 da Lei nº 11.945/2009,

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do art. 17 da Lei nº 12.058/2009 e da Portaria mente adquirida no mercado interno ou importada


Conjunta RFB/Secex nº 467/2010; e sem fruição dos benefícios de que se trata.
b) drawback integrado isenção - caracterizado
pela aquisição no mercado interno ou a im- Admite-se também como equivalente a merca-
portação, de forma combinada ou não, de doria adquirida no mercado interno ou importada com
mercadoria equivalente à empregada ou con- fruição dos benefícios referidos no inciso II do art. 67
sumida na industrialização de produto expor- da Portaria Secex nº 23/2011 (drawback integrado
tado, com isenção do Imposto de Importação isenção), desde que se constitua em reposição numa
(II), e com redução a zero do Imposto sobre sucessão em que a primeira aquisição ou importação
Produtos Industrializados (IPI), da Contribui- desta mercadoria não tenha se beneficiado dos cita-
ção para o PIS/Pasep, da Contribuição para o dos benefícios.
Financiamento da Seguridade Social (Cofins),
da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação Poderão ser reconhecidas como equivalentes, em
e da Cofins-Importação, na forma do art. 31 da espécie e qualidades, as mercadorias:
Lei nº 12.350/2010 e da Portaria Conjunta RFB/
Secex nº 3/2010. a) classificáveis no mesmo código da Nomencla-
tura Comum do Mercosul (NCM);
O regime de drawback integrado suspensão
aplica-se também: b) que realizem as mesmas funções;
a) à aquisição no mercado interno ou à importa- c) obtidas a partir dos mesmos materiais; e
ção de mercadorias para emprego em repa-
ro, criação, cultivo ou atividade extrativista de d) cujos modelos ou versões sejam de tecnologia
produto a ser exportado; e similar, observada a evolução tecnológica.

b) às aquisições no mercado interno ou importa- (Leis nº 11.945/2009, art. 12; Lei nº 12.058/2009, art. 17;
Lei nº 12.350/2010, art. 31; Portarias Conjuntas RFB/Secex nºs
ções de empresas denominadas fabricantes-
3/2010 e 467/2010; Portaria Secex nº 23/2011, arts. 67 e 68)
-intermediários, para industrialização de pro-
duto intermediário a ser diretamente forneci-
do a empresas industriais-exportadoras, para
emprego ou consumo na industrialização de
produto final a ser exportado (drawback inter- IOF
mediário).
Operações de crédito - Mútuo de recursos financeiros
O regime de drawback integrado isenção aplica- - Base de cálculo
-se também à aquisição no mercado interno ou à
importação de mercadoria equivalente à empregada: 3) Qual é a base de cálculo do IOF nas operações
de mútuo de recursos financeiros por meio de conta-
a) em reparo, criação, cultivo ou atividade extra- -corrente?
tivista de produto já exportado; e
A Solução de Divergência Cosit nº 31/2008
b) na industrialização de produto intermediário
esclarece que nas operações de crédito por meio de
fornecido diretamente à empresa industrial-
conta-corrente, para apuração da base de cálculo
-exportadora e empregado ou consumido na
do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e
industrialização de produto final já exportado.
Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários
O beneficiário do drawback integrado isenção (IOF), é preciso identificar a modalidade da operação
poderá optar pela importação ou pela aquisição no contratada: crédito fixo ou rotativo.
mercado interno da mercadoria equivalente, de forma
combinada ou não, considerada a quantidade total Nas operações de crédito realizadas por meio de
adquirida ou importada com pagamento de tributos. conta-corrente sem definição do valor de principal
(crédito rotativo), decorrentes de mútuo de recursos
Considera-se como equivalente à empregada ou financeiros entre pessoas jurídicas, ou entre pessoa
consumida, na industrialização de produto exportado, jurídica e pessoa física, a base de cálculo será a
a mercadoria nacional ou estrangeira da mesma soma dos saldos devedores diários apurada no último
espécie, qualidade e quantidade daquela anterior- dia de cada mês.

21-16 MA Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 - Boletim IOB


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ICMS - IPI e Outros

No caso em que for definido o valor do principal hipótese alguma, o valor do investimento realizado
(crédito fixo), a base de cálculo será o valor de cada prin- pela contratada.
cipal entregue ou colocado à disposição do mutuário.
(RICMS-MA/2003, Anexo 1.5.1, art. 1º, § 2º)
(Decreto nº 6.306/2007, art. 7º, caput, I, “a” e “b”, §§ 12,
13, 14, 15 e 16; Solução de Divergência Cosit nº 31/2008) Isenção - Pilhas e baterias usadas
5) Há previsão de benefício fiscal nas saídas de
pilhas e baterias usadas?
ICMS/MA Ficam isentas do ICMS as saídas de pilhas e
baterias usadas, após seu esgotamento energético,
Crédito outorgado - Investimento em infraestrutura -
que contenham em sua composição chumbo, cád-
Valor do crédito
mio, mercúrio e seus compostos e que tenham como
4) Qual é o limite de crédito outorgado referente ao objetivo sua reutilização, reciclagem, tratamento ou
financiamento de investimento em infraestrutura? disposição final ambientalmente adequada.
(RICMS-MA/2003, Anexo 1.1, art. 31)
O valor total do crédito outorgado para inves-
timento em infraestrutura não poderá exceder, em ◙

Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/2014 - Fascículo 21 MA21-17