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CUIDE DE VOCÊ E DA DOUTRINA!

I Timóteo 4.16 – Cuide de você mesmo e tenha cuidado com o que ensina. Continue fazendo
isso, pois assim você salvará tanto você mesmo como os que o escutam.
RA: Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo
assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.
Todo líder enfrenta desafios acima da média dos liderados. Há diferentes tipos de liderança
na igreja. Irei abordar sobre três tipos de líderes:
O mentor ou conselheiro ministerial responsável por vários pastores de igrejas;
O pastor titular que responde pela instituição e pelo pastoreio de todos os membros;
O líder de ministério local.
Toda liderança na igreja envolve o pastoreio de pessoas. Se você lidera um pequeno ou
grande grupo certamente irá tratar com pessoas e espiritualmente será responsável por elas
no presente e na eternidade. Exemplos:
O mentor ou conselheiro tem a missão de motivar, orientar, treinar, aconselhar, exortar e
guiar outros líderes ministeriais. A sua palavra tem grande valor para que as ouve e uma
palavra incorreta pode provocar perdas espirituais e físicas irreparáveis.
O pastor de uma igreja tem a dura missão de velar pelas almas que Deus lhe confiou e terá
que prestar conta delas na eternidade. O pastor pode traçar o destino de uma pessoa tanto
positiva quanto negativamente.
O líder ministerial local tem a missão semelhante ao pastor. Ele é visto como o especialista
em determinada área e responsável pelo seu desenvolvimento em todos os sentidos.
Nos três exemplos citados, a pressão é enorme. Quanto mais responsabilidade, maior é a
tensão e o desafio que o líder enfrenta no dia a dia.
Em alguns casos, quando o líder se sente pressionado ele desiste ou transfere a
responsabilidade para outro líder. O mentor pode encaminhar seus liderados para outro
mentor mais capacitado; o pastor pode abrir mão da vocação; o líder pode pedir sua
substituição.
A desistência do líder gera novas pressões ministeriais, familiares e pessoais, principalmente
quando os ex-liderados respondem positivamente a nova liderança. Questionamentos
comuns de ex-líderes:
Quais seriam os resultados se eu tivesse perseverado por mais um tempo?
Será que tomei a melhor decisão?
Por que as pessoas estão reagindo bem a nova liderança?
Aonde eu falhei?
O sentimento de desistência é um opressor mental para muitos líderes. Qualquer pessoa tem
o direito de desistir quando entende que não deve continuar liderando ou quando decide
priorizar outras áreas na vida. O que não podemos ignorar é que a desistência de um líder
provocará reações sobre liderados e organização, sejam positivas ou negativas. Cabe ao líder
saber como lidar com as reações internas e externas no pós-decisão. Exemplos:
A reação das pessoas e os resultados organizacionais podem gerar no ex-líder a síndrome de
fracasso, insegurança, orgulho, prepotência, etc.
Mesmo quando a desistência é justa, o líder sentirá na alma o peso da sua decisão:
Conheci líderes que nunca mais se reergueram por causa de uma decisão ministerial errada.
Eles se tornaram pessoas amargas e frustradas. Também conheci líderes que se libertaram
de pessoas e organizações e decidiram desistir de tudo para recomeçar, hoje são pessoas
alegres e confiantes.
Todo líder passa por pressões onde desistir parece ser a melhor decisão. Muitos heróis da
Bíblia passaram por esses processos. O segredo para vencer não é pensar sempre
positivamente, mas tomar as melhores decisões. Antes de dizer eu desisto, pergunte a Deus
o que Ele planejou para a sua vida no futuro.
Nós, não agimos impulsivamente pelo que vemos ou ouvimos, mas pela fé.
Elias quase desistiu quando se refugiou na caverna;
Yeshua quase desistiu quando enfrentou a agonia da morte no Getsemani;
Pedro quase desistiu quando foi questionado sobre a sua fé no pátio;
Moisés quase desistiu quando viu os bezerros de ouro que o povo fez;
A SUA DECISÃO É MAIS IMPORTANTE DO QUE SEUS PENSAMENTOS.
O desejo de desistir surge por causa das pressões ministeriais enfrentadas pelo líder. Ser
pastor é mais difícil do que liderar uma empresa ou negócio próprio. Nas empresas o que
importa são os resultados financeiros. Na igreja o que importa é o compromisso com a
Palavra de Deus. Vamos falar sobre algumas pressões enfrentadas pelos líderes cristãos:
1º. O que é mais importante: igreja lotada ou comprometimento com as escrituras? O desejo
dos líderes é ver seus templos abarrotados de pessoas. Quanto mais gente, mais
representatividade e respeito de outros líderes. Às vezes, ter uma igreja lotada de pessoas
significa deixar de pregar o evangelho.
2º. Abrir mão de princípios bíblicos ou ser rigoroso nas escolhas dos líderes locais? Alguns
critérios para escolha de obreiros foram substituídos pela simpatia, economia e posição
social dos membros. Líderes que traem suas convicções e certezas bíblicas para garantir a
permanência de pessoas no ministério.
3º. Pregar tudo o que a Bíblia ensina ou pregar somente aquilo que lhe convém? A falta de
legalidade em diversas áreas tem levado muitos líderes a pregar uma mensagem bíblica
parcial. Eles têm receio de serem confrontados em seus padrões morais.
4º. Aceitar recursos desonestos ou viver pela fé nos dízimos e ofertas de cristãos piedosos?
Não podemos negar a importância do dinheiro para manutenção e sustentação da igreja e
líderes. Porém, até que ponto devemos aceitar recursos escusos em nossos caixas apenas
para satisfação pessoal do tipo, novos carros e casas, viagens nacionais e internacionais,
status, etc…?
5º. Criar programas de incentivos para atrair membros ou simplesmente pregar o evangelho?
Já ouvi líderes dizer que a Bíblia é um livro descontextualizado que deve ser substituído por
novos autores com pensamentos contemporâneos. Há um esvaziamento nas reuniões de
oração e ensino nas igrejas, enquanto novos programas atraem mais e mais pessoas. Algumas
vezes, os frequentadores dos cultos são, na maioria, membros de outras igrejas ou migrantes
evangélicos consumidores de bênçãos.
6º. Ceder às pressões de líderes e liderados ou conviver com as pressões defendendo a visão
que Deus lhe deu? contribuições de membros em troca de posições; famílias impõe suas
regras para permanecer na igreja; grupos que ameaçam sair se não aceitar suas imposições;
desrespeitos de membros e líderes a fim de descredenciar o líder; etc.
7º. Cuidar da família ou da igreja? Essa é a maior de todas as pressões. Muitos líderes
interrompem seus ministérios sob pretexto de salvar a família. Em alguns casos, ambos se
perdem. Outros, sob alegação de estar cumprindo seu ministério, abandonam suas famílias.
I – TEM CUIDADO DE TI MESMO
A instrução de Paulo para Timóteo é clara: o líder precisa se preocupar com duas coisas
importantes: a sua vida e a doutrina que ensina.
Em que consiste a sua vida? Me refiro as pessoas, coisas e sentimentos que compõem sua
vida. Você não precisa morrer para salvar a igreja. Yeshua já morreu e pagou o preço do
resgate.
Muitos líderes vivem sob constantes conflitos porque não tem clareza do seu chamado.
Alguns foram chamados por Deus para ser como Paulo, Pedro e João, enquanto outros foram
chamados para ser como André, Filipe e Barnabé.
Não importa o que as pessoas dizem sobre você, seu ministério e suas realizações no reino.
Deus não vê e julga como as pessoas naturais.
O segredo para a realização pessoal e ministerial é saber quem você é aos olhos de Deus.
Seja feliz cumprindo o teu ministério. Não seja infeliz comparando a tua liderança com a de
outro líder.
Cuide bem da sua família, mas não os obriguem a ser como você. O sucessor de Moisés não
foi nenhum de seus filhos, mas um homem chamado Josué. Nem sempre a esposa ou filhos
serão teu sucessor, o reino de Deus não é carne e sangue. Seja um bom pai, boa mãe e filho.
Ah…. e seja um bom líder em teu ministério.
Cuide da sua saúde física, mental e espiritual. Moisés tinha seus momentos a sós com Deus
no monte; Paulo instruiu o jovem presbítero Timóteo cuidar da saúde; o mesmo Paulo
orientou os cristãos em Roma renovar suas mentes, ou seja, não se prenda a conceitos
passados, seja um líder contemporâneo com uma mente renovada.
II – TEM CUIDADO … DA DOUTRINA
O segundo cuidado que todo líder deve ter é com a Palavra que prega. Deus não precisa de
um novo evangelho para comunicar a sua graça a humanidade. Não precisamos ser duros
aos extremos a fim de mostrar as pessoas seus pecados. Mas, também, não precisamos
flexibilizar a Bíblia para garantir acessos de pecadores ao céu.

PARADOXOS DO NOSSO TEMPO:


Vivemos uma época onde se prega um Deus ‘paz e amor’, mas se fala pouco sobre a justiça
de Deus.
Falamos muito sobre riquezas terrenas e pouco sobre a riqueza eternal.
Pregamos sobre a deificação do eu e quase nada sobre a soberania de Deus.
Queremos uma geração que se revolta contra as mazelas do mundo ao mesmo tempo em
que nos associamos com ímpios a fim de tirar proveitos.
Salvamos pessoas praticantes de pecados graves com a mesma intensidade que enviamos
pessoas que não gostamos para o inferno.
Qual a doutrina que devemos pregar? Que tipo de evangelho devemos anunciar? Pense, o
mesmo Deus que declara seu amor a humanidade, condenará toda alma que pecar.

Pense, Reflita e faça uma autoanálise do seu cuidado pessoal quanto a estas questões

Shalom!!

Pr. Odilon Andrade

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