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PAULO EDUARDO ASSUNÇÃO ENGLEITNER

FUNDIÇÃO E PROCESSOS SIDERÚRGICOS


TRABALHO AVALIATIVO

GOIÂNIA
ABRIL – 2019
PAULO EDUARDO ASSUNÇÃO ENGLEITNER

FUNDIÇÃO E PROCESSOS SIDERÚRGICOS


TRABALHO AVALIATIVO

Trabalho de fundição e processos siderúrgicos,


referente ao conteúdo mostrado em sala para
desenvolvimento, pelos alunos do curso de
Engenharia Mecânica da Faculdade Pitágoras.

Orientador: Professor Fillipe Albuquerque.

GOIÂNIA
ABRIL – 2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO..............................................................................................4
2.1 Raios de concordância........................................................................................4
2.2 Seções mínimas...................................................................................................5
2.3 Ângulos de inclinação.........................................................................................6
2.4 Furos de alívio......................................................................................................7
2.5 Pontos críticos......................................................................................................8
2.6 NBR 16350.............................................................................................................9
2.7 NBR 10004...........................................................................................................10
3 CONCLUSÃO.........................................................................................................11
REFERÊNCIAS..........................................................................................................12
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1 INTRODUÇÃO

Neste trabalho serão abordados os seguintes pontos: definição, exemplos e


faixas; referentes aos raios de corcondancia, seções mínimas, angulos de
inclinação, furos de alívio, pontos críticos e bem como as normas NBR 16350 e NBR
10 004(F005 à F015). Depois da apresentação dos dados, acredita-se que o leitor
poderá ter uma base teórica para entender os pontos levantados.
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2 DESENVOLVIMENTO

Analisando aspectos do ponto de vista de fundição, podemos entender melhor


os raios de concordancia, seções mínimas, ângulos de inclinação e etc conforme
citado na introdução deste trabalho. Agora, poderemos verificar, na medida do
possível para cada tema, suas: definições, exemplos e faixas.
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2.1 Raios de concordância

Os raios de corcondância são utilizados para reduzir a quantidade de cantos


vivos e, consequentemente, reduzir concentrações de tensões na peça em serviço.
As imagens abaixo representam perfeitamente a utilização dos raios de
concordância.

• Projetos inadequados que resultam em fragilidade estrutural localizada e/ou


rechupe.
• Projetos otimizados de forma a assegurar maiores resistência e sanidade
nos fundidos.
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2.2 Seções mínimas

Nas confecções dos modelos a serem fundidos existem um fator de contração


volumétrica e o sobremetal para usinagem que deve ser considerado, ao fabricar
esse modelo da peça é necessário aumentar a dimensões da peça para compensar
os efeitos de contração, assim obedecendo às espessuras mínimas que cada
material tem.
Se a seção de um fundido é fina demais ou se a sua extensão é relativamente
grande, podem surgir defeitos como junta fria. As seções mínimas para diferentes
materiais e processos de moldagem foram definidas empiricamente. Assim, para aço
fundido admite-se 6 mm, mínimo, 3 mm para ferro A fluidez fundido aconselha-se
espessuras do metal e sua temperatura parâmetros que limitam a espessura mínima
de um fundido.
EX:
Seção mínima em areia o alumínio é de 3,18 a 4,76mm, o cobre é 2,38mm,
ferro fundido de 3,18 a 6,35mm, o aço de 3,76mm.
A tolerância de contração prevê a compensação necessária a diminuição de
tamanho que acontecem com todos os metais que solidificam e esfriam, essas
tolerâncias geralmente são:
Aço fundido..: 2%
Ferro fundido: 1%
Alumínio........:1,25%
Bronze...........: 1,2%
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2.3 Ângulos de inclinação

Nos processos de fundição com a utilização de moldes, é necessário se


aplicar, em pontos específicos do próprio molde, inclinações para facilitar a retirada
do material à ser moldado após o seu resfriamento. Para tanto, trabalha-se com
ângulos de inclinação(ou àngulos de saída), permitindo a retirada adequada da peça
do molde. A ausência desta ângulação, pode gerar grandes dificuldades ou até
mesmo reter o modelo, no momento da expulsão do molde. Na imagem à seguir,
podemos verificar um exemplo, onde, dependendo dos rebaixos, se faz necessário o
uso de um macho específico que contemple os ângulos de inclinação do modelo.
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2.4 Furos de alívio

Nos processos de fundição, podem ser utilizados dispositivos chamados:


machos; estes, por sua vez, possuem a finalidade de formar os vazios, furos e
reentrâncias da peça. Com a utilização destes machos, podem ser incluídos no
projedo de fundição os chamados furos de alívio, estes, que tem a função de reduzir
o volume de material no processo, auxiliar no processo de resfriamento e reduzir(se
for uma vantagem para o projeto) a massa do modelo. Na imagem que segue,
podemos obervar a utilização dos furos de alívio em diferentes tipos de junções.
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2.5 Pontos críticos

Em qualquer que seja o processo de fundição, é sempre necessário verificar


os pontos críticos que podem estar vinculados ao mesmo, sendo estes: composição
química do metal, características mecânicas, ensaios não destrutivos, formato e
tolerâncias dimensionais (sobremetal, precisão e variações dimensionais),
características superficiais (rugosidade), tratamentos térmicos, testes hidráulicos,
padrões de recuperação, referência para usinagem e montagem. Considerando
cada um destes pontos sobre o projeto do processo de fundição, será possível
trabalhar, de forma mais acertiva, sobre como conduzir o processo.
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2.6 NBR 16350

Esta NBR trata do seguinte tema: ‘’preparação da mistura-padrão para


ensaios de resina fenólica líquida para fundição do processo de areia coberta –
Procedimento’’. Portanto, descreve um procedimento, e para compreende-lo, é
possível analisar o seguinte exemplo: CEMP 023 - RESINA FENÓLICA PARA O
PROCESSO DE AREIA COBERTA PARA FUNDIÇÃO - PREPARAÇÃO DA
MISTURA PADRÃO COM RESINA LÍQUIDA OU EM ESCAMA. Onde é necesssário
consultar as documentações: CEMP E-01 e CEMP 152, que tratam,
respectivamente, da areia padrão para ensaios de fundição e de amostragens de
materiais para fundição na forma líquida ou lama; realizada a consulta, o processo
necessita de diversos itens, que podem ser consultados facilmente na
documentação já citada, dentre eles temos: 01 misturador de laboratório do tipo mós
verticais e fundo liso, com ou sem câmara de aquecimento, 01 balança analítica,
com uma resolução mínima de 0,0001 g e areia padrão conforme especificação
CEMP E-01. Após obtidos todos os dados e itens necessários, basta seguir as fases
do processo, onde serão pesados de adicionados materiais; sendo possível realizar-
se à morno, ou à quente

Exemplo de misturador para preparo da mistura, e suas partes.


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2.7 NBR 10004

Esta norma, válida à partir de 30.11.2004, apresenta diversos tipos de


classificações, baseadas em resíduos sólidos, definindo os perigos(risco à saúde
pública e risco ao meio ambiente) vinculados á cada material presente na norma.
Analisando os códigos de identificação F005 até F015, presentes na tabela do anexo
A da norma, que trata dos resíduos perigosos de fontes não específicas, podemos
verificar que o cianeto(sais) esta presente em maioria como constituinte perigoso,
também é possível observar que todos são tóxicos, alguns são reativos e apenas um
é inflamável(F005). A seguir, um trecho do anexo da norma onde estas informações
podem ser consultadas.
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3.0 CONCLUSÃO

Este presente trabalho teve por objetivo de pesquisa explanar o conhecimento


do leitor para que ele possa compreender melhor os pontos tratados, tendo em vista
as definições, exemplo e também as documentações que agregam uma quantidade
enorme de conhecimento, não devendo ser deixadas de lado durante os processos
de fundição.
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REFERÊNCIAS

http://analiticaqmcresiduos.paginas.ufsc.br/files/2014/07/Nbr-10004-2004-
Classificacao-De-Residuos-Solidos.pdf
https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=330682
http://www.tecnofund.com.br/cemp/normas/023.pdf
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/verran/materiais/Aula_09_Projetos_0
2_Projetos_de_Pe_as_Fundidas.pdf
http://mmborges.com/processos/Conformacao/cont_html/fundicao.htm

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