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INSTRUÇÃO DE TRABALHO

Código Título Data

IT.SA.MC.42-00 TRANSFORMADOR DE CORRENTE TIPO QDR Agosto/2012

1. Objetivo

Este documento tem por objetivo descrever os procedimentos básicos a serem adotados para a instalação dos
Transformadores de Potencial Capacitivo (TIPO QDR) nas subestações do projeto SE/LT Samarco.

Para detalhes mais específicos do equipamento é necessário consultar o Manual do Fabricante (ALSTOM
Brasil).

2. Aplicação

Esta Instrução de Trabalho aplica-se a instalação dos Transformadores de Potencial Capacitivo (TIPO QDR)
nas subestações do projeto SE/LT Samarco (SE Germano e SE Barro Branco).

3. Responsabilidade

3.1. Da Segurança do Trabalho:

 Treinar os funcionários nos itens a que se refere esta instrução;


 Acompanhar as atividades para bom funcionamento da instrução e realizar as revisões se necessário;
 Elaborar e disponibilizar as, em suas ultimas revisões;
 Realizar inspeções de segurança mensais em ferramentas elétricas portáteis, andaimes e tábuas,
escadas manuais, cinto de segurança e cabos de aço e estropos, equipamentos e veículos através de
check-list específico. Os objetos e equipamentos inspecionados devem ser sinalizados com a cor
determinada para aquele mês.

3.2. Da Supervisão / Encarregado:

 Seguir e executar a instrução de trabalho;


 Não autorizar a atividades que conflitem com instrução;
 Auxiliar na implantação da instrução de trabalho.

3.3. Da Gerencia e coordenação da Obra

 Disponibilizar recursos para implantação da instrução de trabalho.

3.4. Técnico de Qualidade

 Inspecionar as atividades sob ótica da qualidade, tomando ações pertinentes; realizar


monitoramentos da execução dos processos conforme descritos nos procedimentos; arquivar e
organizar documentos e registros.

Nota: É de responsabilidade de todos os envolvidos cumprirem os requisitos ambientais e de segurança e


saúde no trabalho, conforme item 5 desta instrução.

4. Descrição do Procedimento

DESIGN E CONSTRUÇÃO

A CONTRUÇÃO INVERTIDA E O CIRCUITO PRIMÁRIO

A parte ativa do transformador de corrente QDR situa-se acima do isolador de porcelana. As vantagens desta
construção estão ligadas à concepção do circuito primário.

O circuito primário é curto, rígido e retilíneo, o que minimiza o aquecimento e suporta facilmente forças
eletrodinâmicas. Assim, o QDR tem um excelente comportamento contra os efeitos eletrodinâmicos e térmicos
nas correntes de curto-circuito.

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A barra primária (simples ou múltipla relação) com os circuitos magnéticos completamente centrados assegura
um fluxo magnético que se reparte de modo uniforme e evita saturações locais.

Esta disposição permite, sobretudo, obter melhores precisões também em condições transitórias.

Estes aparelhos não podem ficar em posição horizontal por mais de que quatro meses a partir da saída do
produto. Se o tempo de transporte e de armazenamento exceder a quatro meses, é preciso desembalar e
armazenar em posição vertical, retirando o bloqueamento de membrana metálica.

Atenção: O corpo do isolador é de porcelana, por conseguinte convém evitar choques violentos e / ou
pancadas.

O CIRCUITO SECUNDÁRIO

Os circuitos magnéticos em forma toroidal são de chapa de aço-silício de alta permeabilidade de grãos
orientados ou de Mumetal.

Para o funcionamento em regime transitório, os núcleos podem ser providos de entreferros.

O QDR pode comportar vários núcleos de medição ou de proteção com diferentes cargas e diferentes classes
de precisão. As bobinas secundárias são regularmente enroladas em volta dos núcleos toroidais e são
fornecidas derivações, caso aconteçam múltiplas relações. Os enrolamentos secundários estão alojados numa
caixa de alumínio que os protege das perturbações de alta freqüência e serve de eletrodo de baixa tensão. Um
tubo de alumínio prolonga esta caixa e contém os fios secundários ligados aos terminais de baixa tensão
situados no pé do aparelho. A seção das conexões de terra está prevista para suportar as correntes de defeito.
Os terminais de baixa tensão estão fundidos num bloco de resina protegido por uma caixa de alumínio
equipada com uma tampa. A caixa é hermética e tem cones ventiladores para evitar a condensação.

A ISOLAÇÃO PAPEL-ÓLEO

A isolação entre primários e secundários é constituída por várias camadas de papel isolante, que se situam
entre dois eletrodos, ou seja, a caixa de baixa tensão e a tela exterior ligada à alta tensão. O papel de alta
rigidez dielétrica é seco a vácuo. Em seguida, é impregnado a vácuo por óleo mineral de alta qualidade. Este
tratamento é efetuado segundo um processo controlado em cuba aquecida e sob vácuo.

Para proteger o óleo do meio ambiente, fecha-se o transformador em uma cabeça de resina epóxi, com uma
membrana metálica no topo. Graças à maneira como foi construída, esta membrana pode acompanhar as
modificações do volume de óleo sem produzir o menor aumento ou diminuição de pressão interna. O papel-
óleo assim protegido resiste perfeitamente ao envelhecimento.

Dois outros fatores contribuem para a longevidade da isolação. O aquecimento do transformador invertido é
muito pequeno em condições normais de utilização.

Os transformadores de medida ALSTOM não apresentam descarga parcial acima da tensão de serviço, sempre
atendendo as normas mais rígidas.

A CABEÇA DE RESINA EPOXI

A parte ativa do TC está encapsulada e moldada em resina epóxi de alta qualidade e estanque, mantendo a
rigidez mecânica necessária ao TC.

AS PARTES METÁLICAS EXTERNAS

As partes metálicas externas não necessitam de nenhuma revisão e estão protegidas contra os efeitos da
corrosão. Os flanges, a base e os terminais primários são feitos de materiais adequados as mais diversas
situações ambientais.

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TRANSPORTE, RECEPÇÃO, DESEMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

TRANSPORTE

O transformador deve ser transportado em posição horizontal (ou na vertical se a altura do TC assim o permitir)
sobre uma embalagem adequada. Se for transporte marítimo, o aparelho deve ser protegido com uma caixa de
madeira fabricada segundo as normas SEI (cat. 4). Caso necessário solicite da ALSTOM o desenho
dimensional da embalagem.

Desaconselhamos o empilhamento das embalagens durante o armazenamento, mesmo que por pouco tempo.

RECEPÇÃO

Mesmo que o transporte seja coordenado pelo fabricante ou pelo cliente, o inspetor deve respeitar as seguintes
regras:

Se as caixas apresentam golpes, amolgaduras, fraturas, ou os transformadores tenham partes arrancadas, ou


marcas de óleo, o inspetor ou o serviço de recepção do material deve fazer uma observação escrita nos
documentos de transporte. A inspeção na recepção, sobretudo do isolador de porcelana e da caixa de terminais
secundários, deve, se possível, ocorrer na presença do transportador.

As observações sobre o estado do material devem esclarecer sobre os danos encontrados durante o
desembarque.

A desembalagem e a inspeção dos transformadores devem ser efetuadas num prazo de oito dias a contar da
recepção da mercadoria.

Em caso de danos encontrados, o inspetor da recepção avisa a ALSTOM e o representante da companhia de


seguros indicados no certificado de seguro de transporte. O representante da companhia de seguros faz uma
vistoria do material e um relatório ao beneficiário indicado no contrato de seguro.

Se a ALSTOM for a responsável pelo transporte, esta deve ser avisada para que se contate a companhia de
seguros. Para efeitos legais, isto deverá ocorrer num prazo máximo de oito dias a partir da recepção do
material.

DESEMBALAGEM

A desembalagem do transformador deverá ser feita com cautela.

NUNCA levantar um transformador pelos terminais primários. Levantar o TC com auxílio de cintas de nylon da
base até a cabeça do TC e cordas que abraçam a parte superior, que é mais pesada.

Levantar o transformador com a ajuda de uma ponte rolante ou Munck. As marcas sobre a caixa indicam a
posição correta para as cintas de nylon reforçadas. Evitar golpes e vibrações.

Levantar lentamente o transformador.

Com referência ao lado da base do TC colocar dois apoios de madeira, com alturas diferentes, para evitar que
o TC avance para o outro lado, após ultrapassar o CG – Centro de Gravidade.

Obs: Outra maneira de içar o TC será levantar a embalagem completa e depois retirar o TC, soltando as
amarras, levando-o diretamente para o pedestal.

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ARMAZENAMENTO

As unidades podem ser armazenadas:

Até quatro meses a partir da saída do produto


 Na posição horizontal.
 Em uma superfície plana em local protegido.
 Temperatura mínima e máxima segundo as especificações do aparelho.

Acima de quatro meses a partir da saída do produto


 Em uma superfície plana em local protegido.
 Desembalar as unidades
 Colocar o transformador na a posição vertical.
 Remover o bloqueio da membrana conforme descrito no item específico.

NOTA: As unidades armazenadas verticalmente ao tempo, sem a embalagem, devem ser aparafusadas ao solo
(superfície plana e estável), mesmo que a armazenagem seja de curta duração.

SISTEMA DE BLOQUEIO E MONTAGEM EM ESTRUTURA

SISTEMA DE BLOQUEIO DE MOVIMENTO DA MEMBRANA METÁLICA

Durante o transporte do transformador a membrana metálica deverá estar bloqueada por uma almofada de
espuma sintética levemente pressionada pelo domo. Uma proteção composta por uma folha de plástico
também está colocada sobre a periferia da membrana (Ver figura abaixo).

Com o transformador na posição vertical e apoiado ao chão, deve-se retirar o sistema de bloqueio de
movimento da membrana metálica. Para tanto realize os seguintes passos:

1 - Marque a posição do domo com um traço a lápis na junção do domo com a cabeça do transformador.
2 - Retire todos os parafusos de fixação do domo.
3 - Levante lentamente o domo, apoiando firme, tomando todas as precauções para não causar danos às
ondulações da membrana metálica. Manter sempre o movimento do domo na vertical.
4 - Retire o sistema de bloqueio da membrana (as almofadas de espuma sintética e a proteção cilíndrica).
5 - Verifique visualmente se a membrana está em bom estado, ou seja, sem amassamento que poderá causar
vazamento. NUNCA APOIAR QUALQUER MATERIAL/OBJETO SOBRE A MEMBRANA, POIS PODERÁ
DESALINHAR OU DEFORMAR A MEMBRANA, DANIFICANDO-A.
6 - Recoloque o domo, procurando verificar através da janela transparente se a membrana está livre em
relação ao domo e com a tampa da membrana está na posição horizontal e plana.
7 - Recolocar os parafusos de fixação do domo. A rosca dos parafusos deve ser recoberta de massa
lubrificante do tipo « MOLYKOTE P37 » ou modelo equivalente (torque de aperto 20Nm)
Obs: Para o modelo QDR o domo não tem o olhal de içamento.

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MONTAGEM EM ESTRUTURA

O transformador deve ser montado em posição vertical.

É muito importante que a superfície sobre a qual o TC vai ser montado seja completamente plana e lisa
(tolerância de mais ou menos 1 mm).

Verifique se os quatro pés apóiam completamente sobre a estrutura; se não, deve-se inserir um calço antes de
colocar e apertar o quarto parafuso.

Retirar o tampão inferior de plástico preto se for o caso, da caixa de terminais secundários, que é utilizado
somente para transporte. Não poderá ser usado como guia de eletroduto.

CONEXÕES

TERMINAIS PRIMÁRIOS - Ver o conjunto de desenhos nos anexos deste manual.

Ligar a linha de alta tensão aos terminais primários com conectores adequados para que assegurem um bom
contato.

Quando do fornecimento de conectores de linha, os parafusos de conexão a linha de transmissão NÃO fazem
parte do fornecimento.

Tipo barra primária – Se aplicável.

A barra primária sempre está completamente montada quando da entrega do TC. Limpar os terminais primários
como se explica na « preparação das superfícies de contato ».

Nos terminais primários utilizam-se parafusos M12, para o modelo QDR (torque de aperto 50Nm) e parafusos
M10, para o modelo QDR/2 ( torque de aperto 50N.m).

Observação: A rosca dos parafusos deve ser untada de graxa do tipo MOLYCOTE P37. Não aplicar esta graxa
às superfícies de contato.

Todo transformador sempre sai de fábrica ligado na maior religação primária. Antes de colocar o TC em
funcionamento, verificar a posição correta das barrinhas primárias de reconexão correspondentes a relação
desejada. Um esquema da conexão das barrinhas de religação, para o projeto em questão, está fixado numa
placa na lateral do domo. O desenho desta placa faz parte do conjunto de desenhos, citado anteriormente.

Todas as superfícies de contato são de cobre estanhado; deve-se ter todo cuidado na limpeza destas
superfícies para não danificar a camada protetora.

Limpar e engraxar unicamente a superfície de contato de alumínio como se explica na « Preparação das
superfícies de contato ».

ATERRAMENTO

A base do transformador tem uma ou duas placas que devem ser ligadas ao sistema de aterramento da
subestação.

MARCAÇÃO DOS TERMINAIS

A marcação dos terminais primários e secundários faz-se de acordo com as normas solicitadas e conforme o
conjunto de desenhos nos anexos deste manual.

O esquema da ligação dos terminais primários e secundários está indicado nas placas esquemáticas, fixadas
sobre o TC.
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PREPARAÇÃO DAS SUPERFÍCIES DE CONTATO

Para os contatos em alumínio, eliminar a camada de oxidação e limpar perfeitamente as superfícies de contato
com lixa de granulometria 150. Esfregar as superfícies de contato com uma escova metálica (diâmetro do fio
0,3mm) impregnada de graxa do tipo “PENETROX” ou equivalente. As superfícies devem estar completamente
recobertas de graxa.

Para contatos estanhados ou prateados, somente limpar (não usar lixa) e engraxar o lado do alumínio (do lado
primário-jogo de barras). A limpeza com lixa das superfícies estanhadas ou prateadas pode danificar a camada
protetora.

INDICADOR DO NÍVEL DE ÓLEO

A posição do indicador de óleo pode ser verificada através da janela retangular do domo.

A placa do indicador está dividida em três zonas. A zona central, que mostra a faixa verde e a superior e
inferior, vermelhas. Em condições normais de funcionamento, o indicador estará mostrando a faixa verde do
indicador.

Caso o indicador do nível de óleo esteja em uma das zonas vermelhas, o transformador deve ser retirado de
operação e o fabricante informado imediatamente.

TERMINAIS SECUNDÁRIOS

Ligar os instrumentos de proteção e / ou de medida aos terminais secundários como indicado nas placas de
sinalização (torque de aperto 2,0 kgf x m ou 20Nm).

Um ponto de cada bobina secundária deve ser ligado a terra no interior da caixa de terminais secundários, de
modo a fixar o potencial.

As bobinas secundárias que não forem utilizadas devem ser curto-circuitadas e ligadas à terra.

O tampão de plástico preto, na parte inferior da caixa de terminais secundários, é utilizado somente para
transporte.

INSPEÇÃO ANTES DA PRIMEIRA ENERGIZAÇÃO

Depois de colocar o aparelho em posição vertical, espere no mínimo 48 horas antes de colocá-lo em operação.
Verificar as ligações dos terminais para se assegurar sobre os torques de aperto, conforme citados
anteriormente.

Verificar se os enrolamentos secundários estão conectados à carga (relés) ou estão curto-circuitados.


Verificar se ao menos um ponto de cada enrolamento secundário está refereciado à terra.
Verificar as conexões à terra da estrutura suporte, da base do transformador.
Verificar a posição correta das reconexões primárias (transformador com enrolamento primário religável). Ver o
conjunto de desenhos nos anexos deste manual.

Importante: As ligações dos terminais primários são de importância capital para o bom funcionamento da
instalação.

Verificar o indicador do nível de óleo se o mesmo encontra-se na faixa verde de operação.


Os aparelhos são completamente testados na fábrica e nenhum controle elétrico é necessário.
Apesar de todas as precauções tomadas na fábrica quando do enchimento de óleo, a superfície em volta das
juntas e da membrana de expansão pode estar um pouco oleosa. Isto não deve ser confundido com vazamento
de óleo. Atentar para a posição da membrana metálica, na janela do domo.

Não é necessário retirar amostras de óleo para análise. O TC é hermético.


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Se for o caso, as amostras podem ser retiradas com um sistema (existente, se solicitado) de amostragem de
óleo e em pequenas quantidades. Sempre verificar o indicador de nível de óleo antes de retirar amostra. Nunca
repor ou completar o óleo sem a consulta ao fabricante.

ACOMPANHAMENTO PÓS ENERGIZAÇÃO

Os aparelhos não necessitam de nenhuma revisão particular. No entanto sugerimos efetuar uma inspeção
visual durante as primeiras semanas de serviço.

Controle a posição do indicador do nível de óleo; os transformadores nos mesmos circuitos devem ter níveis de
óleo semelhantes. Se o indicador estiver muito abaixo ou, por outro lado, muito acima do nível médio, em
comparação com os outros TC’s, recomendamos verificar se não há vazamento e, se for o caso, retirar o
transformador de operação, avisando o fabricante.

Verificar se não há vazamento de óleo em volta da base e da caixa de terminais secundários.

Com um infravermelho (Termovisor), verificar se os terminais primários não possuem aquecimento exagerado.
Comparar com os valores das conexões de outros TCs, para ambos os lados.

Após um ano de funcionamento, aconselha-se uma inspeção detalhada e posteriormente de dois em dois anos,
segundo o contrato de manutenção da subestação. Caso possível a ALSTOM sugere desenergizar o TC e
realizar:

1) Isolador: Se necessário limpar a porcelana, dependendo do nível de poluição.


2) Componentes: as partes metálicas resistem a corrosão.
3) Torque de aperto das ligações primárias. Se o torque não for suficiente, proceder tal como está descrito no
parágrafo “Terminais primários”.
4) A resistência às intempéries e a ventilação da caixa de terminais: limpar por dentro, se necessário.
5) Apertar os terminais secundários e as tomadas de terra.
6) Procurar sinais de fugas de óleo.
7) Controlar a posição do indicador do nível de óleo; os indicadores no mesmo circuito devem ter níveis
semelhantes, conforme citado anteriormente.
8) Retirar o domo para ter acesso à membrana e verificar se não há vazamentos de óleo à volta da fixação da
membrana de expansão e / ou se a membrana está em bom estado.

ENSAIOS

Recomenda-se depois das primeiras horas de operação e sempre que se realizar uma troca na relação de
corrente (nas barras de religação), fazer uma verificação da temperatura dos terminais primários com um
Dispositivo de Termovisão.

Aconselha-se a realização dos seguintes ensaios antes da entrada em operação e de 4 e 4 anos, dependendo
da disponibilidade do cliente:

a) Relação (T.T.R)
b) Polaridade (Polarímetro)
c) Tensão de Saturação (Fonte de Tensão, Voltímetro e Amperímetro).
d) Resistência Ohmica dos Enrolamentos (Ponte Wheatstone).
e) Resistência do Isolamento com C.C. (Megger) e Termovisão.
f) Fator de Potência do Isolamento (Ponte Doble M.E.U. 2500).

Observação Importante: Durante os ensaios de comissionamento se faz os registros dos valores encontrados,
para cada tipo de testes citados acima e para testes de Tangente Delta.

Sugerimos que sejam montadas planilhas com os valores, para cada aparelho, para comparações com os
resultados a serem obtidos nos próximos testes. Os valores obtidos nos ensaios de fábrica são importantes,
mas também importantes são os resultados de comissionamento, para cada TC.
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As comparações entre os resultados dos testes têm sentido para os dados obtidos em campo, pois determinam
o acompanhamento e a evolução dos valores e do desempenho de cada TC, quando se poderá ter um histórico
da vida útil dos mesmos.

Em caso de dúvidas, favor entrar em contato com a Assistência Técnica da ALSTOM.

MEDIDA DO FATOR DE PERDAS DE ISOLAÇÃO HT (MEDIDA DA Tg )

A medida do fator de perdas de isolação HT do TC pode ser feita através de pontes


especiais
« DOBLE » ou similar (10kVAc).

Esta medida « delicada » permite a verificação da evolução da qualidade de isolação


em função da vida útil de cada aparelho.

A tensão primária deve ser desligada e os dois conectores AT (lado linha e lado
subestação) abertos. O aterramento e as ligações secundárias são mantidos.

A ligação à ponte deve ser feita no terminal de potencial.

Observação: A medida pode ser influenciada pelas linhas e ruídos ambientes.

DISPOSIÇÃO FINAL DE TRANSFORMADORES PARA INSTRUMENTOS DE ALTA TENSÃO APÓS VIDA


ÚTIL

Os transformadores para instrumentos de alta tensão, são compostos pelos seguintes componentes que, após
vida útil, requerem que sejam dispostos de maneira adequada, visando à prevenção da poluição ao meio
ambiente:

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É proibido o descarte de óleo e componentes contaminados com óleo diretamente no solo ou na água.

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Medidas Prevencionistas de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente

4.1. Meio Ambiente

Os resíduos gerados durante a execução das atividades devem ser gerenciados conforme o procedimento
PA.SA.MA.01 - Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes.

4.2. Segurança e saúde no Trabalho

Para acompanhamento das atividades deve ser observado o uso adequado dos Equipamentos de Proteção
Individual (EPI´s), conforme estabelece a IT.SA.SST.02 - Equipamento de Proteção Individual (EPI) e
Coletivo (EPC).

Devem ser tomados cuidados especiais de segurança, emitindo-se previamente uma APR conforme
IT.SA.SST.01 - Análise Preliminar de Riscos - APR, abordando as principais etapas do trabalho e medidas
preventivas a serem implementadas, observando- se a análise de risco abaixo.

5. Controle de Registros

Não aplicável

6. Anexos

Não aplicável

7. Glossário

Não Aplicável

8. Referências

IT.SA.SST.01 - Análise Preliminar de Riscos - APR


IT.SA.SST.02 - Equipamento de Proteção Individual (EPI) e Coletivo (EPC).
PA.SA.MA.01 - Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes.
Manual de Instrução – Transformador de Potencial Capacitivo – Tipo QDR (ALSTOM Brasil).

9. Prazo de validade

Este documento passa a vigorar a partir de sua aprovação, devendo ser reemitido após dois anos se não
houver revisões anteriores.

10.Histórico

Histórico

Data Revisão Modificação


09/08/2012 00 Emissão Inicial

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11. Formalização do documento

Mariana-MG, 09 de agosto de 2012

Técnico de Qualidade Coordenador da Qualidade Gerente da Obra


Elaborador Análise Crítica Aprovação

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