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Exame Nacional de Economia – Unidade 2

1. Em 2014, a Ana gastou 5000 euros em despesas de alimentação e 20 000 euros nas
restantes despesas de consumo, não tendo efetuado qualquer poupança. Em 2015, o
rendimento disponível da Ana aumentou 10%, em termos nominais, e a sua poupança
manteve-se nula. De acordo com a lei de Engel, será de esperar que, em 2015, a Ana
tenha gastado

(A) 20% do seu rendimento disponível em despesas de alimentação.


(B) 75% do seu rendimento disponível em despesas de consumo não alimentares.
(C) mais de 25% do seu rendimento disponível em despesas de alimentação.
(D) mais de 80% do seu rendimento disponível em despesas de consumo não alimentares.

2. Considera-se que existe um consumo final quando os bens são

(A) incorporados pelos produtores no processo produtivo de bens essenciais.


(B) utilizados pelas famílias na satisfação das suas necessidades.
(C) incorporados pelas indústrias no processo produtivo de bens duradouros.
(D) utilizados pelas empresas ao longo de vários ciclos produtivos.

3. A vigilância das águas territoriais portuguesas, efetuada pela Marinha Portuguesa,


com o objetivo de garantir a segurança dos cidadãos residentes, satisfaz uma
necessidade

(A) intermédia.
(B) terciária.
(C) coletiva.
(D) individual.

4. Uma das características da sociedade de consumo atual é o endividamento excessivo


dos particulares. A Tabela 1 apresenta dados relativos à dívida total dos particulares, em
Portugal, no período de 2008 a 2012.

Com base na Tabela 1, podemos afirmar que, em Portugal, a dívida total dos particulares

(A) diminuiu, em percentagem do rendimento disponível, entre 2010 e 2011, refletindo o


decréscimo no
valor da dívida total.
(B) diminuiu, em percentagem do produto interno bruto, entre 2009 e 2010, apesar do aumento
do valor da dívida total.
(C) aumentou, em percentagem do rendimento disponível, entre 2008 e 2009, traduzindo o
decréscimo
no valor da dívida total.
(D) aumentou, em percentagem do produto interno bruto, entre 2011 e 2012, devido ao
aumento do valor da dívida total.

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5. A Tabela 2 apresenta dados relativos ao consumo das famílias de um determinado


país, no período de 2013 a 2015.

Com base na Tabela 2, podemos afirmar que, neste país,

(A) em 2015, face a 2014, a taxa de variação das despesas em alimentação foi 17%.
(B) em 2015, face a 2014, a taxa de variação do total das despesas de consumo foi 20%.
(C) em 2014, face a 2013, a taxa de variação das despesas em alimentação foi 8%.
(D) em 2014, face a 2013, a taxa de variação do total das despesas de consumo foi 16%.

6. O Quadro 1 refere-se ao rendimento e à despesa das famílias, em Portugal, em 2005/2006.

6.1. Relacione, com base nos dados apresentados, o rendimento das famílias, em Portugal, em
2005/2006, com as suas despesas de consumo, considerando:
– o rendimento e a despesa anuais médios, totais e por regiões;
– o peso das despesas de consumo em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas no total
de despesas.

7. Leia o texto que se segue.


Para analisar as alterações no consumo, à medida que um consumidor vai ficando mais rico,
é preciso saber o que acontece ao total das despesas de consumo e ao peso de um certo
bem no total dessas despesas. Será que, por exemplo, à medida que o rendimento aumenta,
considerando os preços constantes, o consumidor vai comprar mais pão? E será que o peso do
pão no total das despesas de consumo aumentará?
João L. César das Neves, Introdução à Economia, Lisboa, Verbo, 1997, p. 125 (adaptado)

- Explicite, com base no texto e na lei de Engel, as alterações esperadas no nível e na estrutura
do consumo das famílias, na sequência do aumento do respetivo rendimento.

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Soluções:

1. (D) mais de 80% do seu rendimento disponível em despesas de consumo não


alimentares.

2. (B) utilizados pelas famílias na satisfação das suas necessidades.

3. (C) coletiva.

4. (B) diminuiu, em percentagem do produto interno bruto, entre 2009 e 2010, apesar do
aumento do valor da dívida total.

5. (C) em 2014, face a 2013, a taxa de variação das despesas em alimentação foi 8%.

6. Na resposta é relacionado o rendimento das famílias com as suas despesas de


consumo, em 2005/2006, sendo referidos, de forma correcta1, os seguintes
aspectos, ou outros considerados relevantes:
•• no período em análise, a região de Lisboa era a que apresentava níveis de
rendimento e de despesa anuais médios mais elevados e acima das médias
nacionais;
•• o Alentejo, o Norte e o Centro apresentavam um rendimento e uma despesa
anuais médios abaixo da média nacional;
•• o Algarve apresentava um rendimento anual médio abaixo da média nacional,
mas uma despesa total anual média acima da média nacional;
•• no mesmo período, a região de Lisboa era aquela em que o peso das despesas
em alimentação, no total das despesas de consumo, era o mais baixo — 14,0%
— e abaixo da média nacional — 16,0%;
•• o Alentejo e o Norte eram as regiões onde o peso das despesas em alimentação,
no total das despesas de consumo, era o mais elevado — 17,0% — e acima da
média nacional — 16,0%;
•• verifica-se que quanto menor é o rendimento anual médio das famílias, maior é
o peso das suas despesas em alimentação, no total de despesas de consumo
(em alternativa, quanto maior é o rendimento anual médio das famílias, menor é
o peso das suas despesas em alimentação no total de despesas de consumo).

7. O acréscimo do rendimento das famílias provoca, em geral, o aumento (do total) das
despesas de consumo, considerando-se tudo o resto constante (ou considerando-se os
preços constantes);
• o aumento do rendimento das famílias (de acordo com a lei de Engel) vai reduzir o peso
das despesas em alimentação, nomeadamente em pão, no total das despesas de
consumo, aumentando, por sua vez, o peso das despesas dos outros grupos de bens.

Bom estudo!!

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