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PROPRIEDADES ANTI-INFLAMATÓRIAS DA CÚRCUMA LONGA E

PRINCIPAIS INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

Rosane Krauze Vieira Alba1

RESUMO
Este estudo investiga as indicações de utilização da Cúrcuma longa em diversas
patologias humanas, a partir de suas propriedades farmacológicas e de seus mecanismos de
ação. Considerando que a Cúrcuma longa L., é comumente utilizada na culinária como
especiaria, esta planta também apresenta diversas propriedades terapêuticas e nutracêuticas na
qualidade de alimento funcional. Na saúde, apresenta ação anti-inflamatória, antibacteriana,
antiviral, antifúngica, antilipidemiante, anticolesteremica, antiespasmódica, anticarcinogênica,
hepatoprotetora, imunoestimulante, antioxidante, neuroprotetora, antidepressiva,
anticoagulante e cicatrizante. A Cúrcuma foi incluída na RENISUS em 2009, porém já era
utilizada na Medicina Chinesa e Ayurvédica. A realização deste trabalho compreemde uma
revisão bibliográfica em artigos localizados nos repositórios científicos da internet e em livros
que abordaram os mecanismos de ação da cúrcuma, suas principais propriedades, sua
classificação e características botânicas. Novos estudos tem surgido, ampliando a gama de
possibilidades de uso da Cúrcuma longa L., e identificando novas propriedades e ação dos
princípios ativos, como o óleo essencial que confere um aroma marcante e sabor picante e a
Curcumina, responsável pela coloração amarelo alaranjado.
Palavras-chave: Cúrcuma longa, Açafrão da Terra, Curcumina, fitoterápico, anti-inflamatório.

ABSTRACT:
This study investigates the indications for the use of Turmeric longa in various human
and animal pathologies, from its pharmacological properties and its mechanisms of action.
Considering that Turmeric L. is commonly used in cooking as a spice, this plant also has several
therapeutic and nutraceutical properties in the quality of functional food. In health, it has anti-
inflammatory, antibacterial, antiviral, antifungal, antilipidemic, anticolesteremic,
antispasmodic, anticarcinogen, hepatoprotective, immunostimulant, antioxidant,
neuroprotective, antidepressant, anticoagulant and healing action. Turmeric was included in
RENISUS in 2009, but was already used in Chinese and Ayurvedic Medicine. This work
comprises a bibliographical review in articles located in the scientific repositories of the Internet
and in books that deal with turmeric action mechanisms, its main properties, its classification
and botanical characteristics. New studies have emerged, expanding the range of possibilities
for use of Turmeric longa L., and identifying new properties and action of the active ingredients,
such as the essential oil that gives a striking aroma and spicy flavor and Curcumin responsible
for the orange-yellow color.

1
Graduada em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas de Informação pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS e Licenciada Plena em Matemática pela Universidade
Luterana do Brasil – ULBRA/RS. Pós Graduada em Administração de Recursos Humanos pela Fundação de
Desenvolvimento de Recursos Humanos – FDRH/RS, em Mídias na Educação pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul – UFRGS, em Diversidade na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
e em Educação à Distância pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC/RS. Endereço eletrônico
krauzealba@gmail.com.
KEYWORDS: Turmeric Long, Turmeric, Curcumin, Herbal, Anti-inflammatory.

INTRODUÇÃO

A Cúrcuma longa é uma planta de origem asiática, nativa da Índia (KINUPP, 2014) cuja
produção esta adaptada ao Brasil e é amplamente cultivada em território brasileiro, em quintais
domésticos (KINUPP, 2014), e sua utilização na Fitoterapia e na Medicina Ayurvédica
contribuiu para a ampliação de seu consumo. A Cúrcuma longa tem sido utilizada como
auxiliar no tratamento de diversas doenças, devido a ação da Curcumina, princípio ativo
encontrado na Cúrcuma longa, que apresenta propriedades anti-inflamatória, antioxidante, anti-
carcinogênica, hipocolesterolêmica, antibacteriana, antiespasmódica, anticoagulante,
cicatrizante, imunoestimulante e hepatoprotetora.
A utilização de plantas medicinais como “remédio” remonta aos povos mais antigos, os
Hindus, Chineses e Egípcios foram povos pioneiros na catalogação de plantas medicinais,
classificando-as de acordo com suas características e principalmente com relação as suas
capacidades de cura. Esse conhecimento foi inicialmente transmitido através da oralidade e
mais tarde escrito, constituindo as bases do conhecimento tradicional em Fitoterapia (LIMA,
2006).
No Brasil a utilização das plantas medicinais teve origem com os Índios da Região
Amazônica. Foi o Padre José de Anchieta, Jesuíta, que relatou em suas cartas a Companhia de
Jesus, em Portugal, a existência de várias plantas medicinais e comestíveis na Flora Brasileira.
Ele identificou no período entre 1560 a 1580, algumas plantas medicinais usadas pelos
indígenas para aliviar alguns tipos de dores e indigestão. As plantas relacionadas pelo Padre
Anchieta foram hortelã-pimenta capim rei, ruibarbo do brejo, ipecacuanha-preta, cabriúva-
vermelha, ―erva boall (SILVA, 2004).
Da Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde em setembro de 1978,
realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Alma-Ata no Cazaquistão, resultou a
conhecida resolução de Alma-Ata, que expressa a “necessidade de ação urgente de todos os
governos, de todos os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento e da
comunidade mundial para promover a saúde de todos os povos do mundo”.
A Constituição de 1988, a Constituição Cidadã, no art 6º. determina os Direitos Sociais
básicos do cidadão, entre eles encontra-se a Saúde e no art. 29, define como responsabilidade
dos Municípios, com colaboração da União e dos Estados, a oferta dos serviços de Saúde, o que
cria as condições para a instituição do SUS, o Sistema Único de Saúde. Com a realização da 8ª
Conferência Nacional de Saúde torna-se urgente a implantação e ampliação das Práticas
Integrativas e Complementares em Saúde, visando a construção de uma nove cultura em saúde.
Em 2006, é instituído no SUS, a Política Nacional da Práticas Integrativas e Complementares
(PNPIC), que visa suprir as demandas da Atenção Básica em Saúde. Para tanto, foram
instituídas 29 Práticas Integrativas, a Apiterapia, Aromaterapia, Arteterapia, Ayurveda,
Biodança, Bioenergética, Constelação Familiar, Cromoterapia, Dança Circular, Geoterapia,
Hipnoterapia, Homeoterapia, Imposição de Mãos, Medicina Antroposófica, Medicinal
Tradicional Chinesa, Meditação, Naturopatia, Osteopatia, Ozonioterapia, Quiropraxia,
Reflexologia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa, Terapia de Florais,
Crenoterapia, Yoga e Fitoterapia. Em março de 2009, o SUS divulga a lista das 71 plantas de
interesse do SUS, incluindo a Cúrcuma no RENISUS2, como planta com potencial terapêutico
e de interesse em pesquisas (MINISTÈRIO DA SAÙDE, 2009).
Estando a Fitoterapia entre as PICs instituídas pelo Sistema Único de Saúde, faz-se
urgente a ampliação da oferta desta forma de terapia, a difusão do conhecimento das plantas
medicinais como complementares aos tratamentos convencionais e a divulgação de ervas
medicinais que podem ser utilizadas no dia a dia, na forma de chás e temperos, como uma
poderosa forma preventiva a doenças, acessíveis as populações menos favorecidas e ajudando
na busca do equilíbrio da saúde.
O Curry, tempero a base de Cúrcuma, é uma especiaria utilizada no cardápio diário de
muitos brasileiros. Utilizado, preferencialmente, como tempero, é encontrado nos
Supermercados e Comércio de Alimentos na forma de pó e nas feiras orgânicas em sua
apresentação “in natura”. Sua ingesta se dá pelo sabor que proporciona aos alimentos, podendo
ser usado na forma de chá, como colorizante ou ralado cru em saladas, entre outras formas de
preparo. Embora tenham sido encontrados artigos e monografias relevantes, a divulgação da
Cúrcuma longa e seus efeitos benéficos a saúde ainda preconiza divulgação e expansão do uso.
Além do emprego da Cúrcuma na alimentação foram encontrados trabalhos que
apontam para suplementação nutricional e terapêutica, destacando a sua poderosa ação anti-
inflamatória em algumas patologias. Esta ação, comprovada, em processos inflamatórios tem
sido objeto de estudo em pesquisas científicas no mundo inteiro. Sua indicação terapêutica tem
apresentando-se como alternativa ao uso de corticoides, sem o inconveniente dos efeitos
colaterais dos medicamentos sintéticos.

2
RENISUS: Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS.
A Curcumina apresenta as propriedades de bloquear fatores pró-inflamatórios e de
induzir a produção de mediadores de inflamação. O que resulta em uma resposta anti-
inflamatória em diversos tipos de doenças, entre elas estão a Disbiose, artrites e artroses,
doenças respiratórias, cardiovasculares, câncer e doenças degenerativas.
No Brasil o Curry, tempero a base de Cúrcuma é utilizado na alimentação,
principalmente no preparo de arroz e carnes, sendo encontrado no comércio com a apresentação
em pó ou “in natura”. Não são muito conhecidas outras formas de preparos utilizando a
Cúrcuma, além do seu caráter de especiaria. Já na Medicina Ayurvédica uma alternativa,
bastante apreciada, ao consumo da Cúrcuma é no preparo de chás.

1. METODOLOGIA

A pesquisa bibliográfica foi realizada na base de dados de sites de publicações


cientificas Lilacs, Pubmed, Scielo, Google Acadêmico e em alguns sites e blogs de profissionais
relevantes nas áreas da saúde e agraria. Inicialmente o foco centrou-se no tema Cúrcuma e em
um refinamento, buscou-se propriedades anti-inflamatória da Cúrcuma longa, formas de
cultivo, sistemas de produção e ações esperadas. Avaliou-se artigos e dissertações que
permeavam o tema. Foram incluídos artigos científicos que abordavam os itens pontuados no
presente trabalho. Foram selecionados artigos que tinham como temática os termos Cúrcuma,
anti-inflamatório, benefícios para saúde e propriedades da Cúrcuma.

2. CARACTERÍSTICAS CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

A Cúrcuma longa é uma herbácea rizomatosa, perene, ereta, cespitosa3, aromática,


vigorosa, de 40-80 cm de aLtura, nativa da Índia (KINUPP, 2014. P.724) e do sudoeste da Ásia,
mais tarde se difundiu pela América e Europa (ALONSO, 1998) e hoje encontra-se muito bem
adaptada em regiões de clima tropical e subtropical. Apresenta folhas em tufos, decíduas4 no
inverno, laminares e cartáceas5 de superfície marcada por nervuras de 25-45 cm de
comprimento com pecíolo (bainha), envolvendo a haste (KINUPP, 2014. P.724). As flores
apresentam coloração branco-esverdeadas, conforme a Figura 3, de 20-30 cm de comprimento

3
Cespitosa é o vegetal em que da mesma raiz lança vários troncos. (Dicionário Candido de Figueiredo, 1913).
Crescimento cespitoso é um termo botânico que se refere ao modo como algumas plantas crescem lançando novos
brotos ou caules de maneira aglomerada, geralmente formando uma touceira ou espesso tapete (DICIONÁRIO
INFORMAL).
4
Decíduas ou caducas, são plantas que perdem suas folhas durante o período de seca (DICIONÁRIO
INFORMAL).
5
Cartácea são folhas com a consistência quebradiça, semelhante a um pergaminho (SAUERESSIG, 2009).
com brácteas6 branco-esverdeadas com garganta amarela (LORENZI, 2008, P. 541). Embora
as flores sejam usadas na decoração, a parte utilizada da planta é a raiz, formada por um Rizoma
elíptico, com ramificações em rizomas menores, todos marcados em anéis de brácteas secas,
medindo até 10 cm de comprimento (LORENZI, 2008, P. 541), apresentando gemas ao longo
da raiz.
As raízes “in-natura” apresentar cor amarelo alaranjado, com cheiro marcante, forte e
agradável e sabor aromático picante (KINUPP, 2014. P.724). A Cúrcuma é em atividades
ligadas a área têxtil, cosmética, perfumaria (CECILIO FILHO, 1996), artes e artesanato, como
corante natural na pigmentação de tintas ou tingimento de tecidos, o principal constituinte é a
Curcumina, que lhe confere a coloração, e o aroma é proveniente dos óleos essenciais.
Pertencente à família das Zingiberácea (GRANDI, 2014) é conhecida por diversos
nomes populares, dependendo da região do pais, tais como Açafrão, Açafrão-da-Terra,
Açafrão-da-Índia, Açafroa, Açafroeira, Açafroeiro-da-Índia, Batata-Amarela, Gengibre
Amarelo, Gengibre-Dourada, Mangarataia, Tumeric (LORENZI, 2008, P. 541), Açafrão-
Indiano, Açafrão da Conchinchina ou Raiz-do-Sol (KINUPP, 2014. P.724). Além destes nomes
conhecidos no Brasil, alguns nomes populares em outros lugares são, Yuquilla em Cuba,
Turmeric na Grã-Bretanha, Kurkuma na Alemanha, Haridra e Haldi na Índia (MARCHI, et al.
2017 apud ALONSO 1998; ALONSO 2016).

Figura 1: Rizomas (KINUPP, 2014, p. 725) Figura 2: Seco Triturado (KINUPP, 2014, p. 725)

6
Brácteas são cada uma das pequenas folhas, diferentes das folhas normais na forma, consistência e cor, que si -
situam-se próximo das flores e as cobrem antes delas se abrirem (DICIONÁRIO INFORMAL).
Figura 3: Inflorescência (LORENZI, 2008, p. 542)

3. INDICAÇÕES DE USO

A Cúrcuma longa é uma planta utilizada na alimentação como tempero devido ao seu
aroma, sabor picante e suas propriedades flavorizantes, corante e conservante (PERES, 2015).
O seu consumo se dá na forma seca e triturada constituindo um pó amarelo alaranjado, ou “in-
natura”, ralada, picada ou em chás por decocção. Na forma “in-natura” seu aroma é mais
marcante e o sabor, ligeiramente diferente, do pó. Além do uso culinário como especiaria
também é empregado na nutrição funcional como suplemento alimentar (PERES, 2015).
Sendo uma das 71 plantas do RENISUS, a Cúrcuma apresenta as seguintes
propriedades: antiparasitária, antiespasmódica, antibacteriana, antioxidante, anti-inflamatória,
anti-carcinogênica, hepatoprotetora, antitrombótica, antilipídica (PERES, 2015 apud PR
VADECUM, 1998), neuroprotetora, antiproliferativa (GRASSO, apud AGGARWALL;
HARIKUMAR, 2008), antidepressiva (PERES, 2015 apud CECILIO FILHO, 2000), antiviral,
antifúngica (MARMITT, 2016 apud LEON, 2001), cicatrizante, anticolesteremico e
anticoagulante (PROPKIPCHUK, 2016).
Além das propriedades terapêuticas listadas a cima, foram encontrados artigos
científicos do uso da Cúrcuma longa na Odontologia e na Medicina Veterinária, no tratamento
da Síndrome da Tríade Felina, uma desordem metabólica que provoca Disbiose em Gato, no
tratamento da Displasia Coxofemoral do Trem Posterior em cães de grande porte e outros
trabalhos em saúde.
4. MECANISMOS DE AÇÃO

Os curcuminóides são os principais constituintes da Cúrcuma longa sendo a Curcumina,


a desmetoxicurcumina e bisdesmetoxicurcumina os compostos que confere a coloração aos
rizomas. Essa coloração é resultado de um pigmento fenólico amarelo alaranjado, presente na
planta (MARCHI, et. al. 2017). O aroma característico da planta é oriundo do óleo essencial
que em sua composição apresenta tumerona e cetonas aromáticas (PERES, 2015).
Os mecanismos terapêuticos diferem segundo a patologia tratada. A ação esperada como
hepatoprotetora é inibição da toxidade de alguns compostos, como antitrombótico inibe a
agregação plaquetária, como antilipídico, o extrato etanólico reduz o colesterol e os lipídios
totais (PERES 2015 apud PR VADECUM, 1998).
A ação anti-carcinogênica induz a apoptose das células cancerígenas, reduz a
disponibilidade sanguínea para as células tumorais, bloqueando o seu crescimento e a formação
de metástases (PERES apud BÉ LIVEAU E GINGRASS, 2007).
Nas doenças cardíacas regula a pressão arterial e diminui a permeabilidade capilar
(PERES apud SILVA FILHO, et al. 2009).
O seu potencial antidepressivo decorre do aumento da disponibilidade dos
neurotransmissores cerebrais como a Serotonina e a Dopamina, induzindo ao sono e
melhorando a sensação de bem-estar (PERES apud CECILIO FILHO, et. Al. 2000).
Os Curcuminóides são compostos fenólicos (MARMITT, et. al. 2016 apud LEON,
2001) que inibem as espécies reativas de oxigênio (MARMITT, et. al. 2016 apud
SREEJAYAN, 1994) protegendo o organismo do estresse oxidativo (MARMITT, 2016),
conferindo a Cúrcuma longa características antioxidantes.
E como anti-inflamatório, a elevação dos níveis de NFkβ induzem a produção dos
mediadores da inflamação como as Citocinas (PROKIPCHUK, 2016), ou seja, provoca a
inibição da produção das Citocinas inflamatórias (MARMITT, 2016), interferindo na cascata
do ácido araquidônico e bloqueando o fator de transcrição celular, NFkβ.
A Cúrcuma tem uma boa resposta nos processos anti-inflamatórios crônicos por atuar
interrompendo a cascata inflamatória e emular a imunidade. Segundo Béliveau e Gringas, as
doenças degenerativas onde estão presentes processos inflamatórios como o Alzheimer e
Parkinson, as “ites” e “oses”, como artrite, artrose, osteoartrite, rinites e sinusites, Disbiose e a
obesidade por tratar-se de um quadro inflamatório no organismo, principalmente no tecido
adiposo (PERES, 2015 apud FELIPE, 2015). A Cúrcuma interrompe a biossíntese de elementos
pró-inflamatórios (PERES, 2015) resultando em uma ação satisfatória nestes processos.
CONCLUSÃO

Na busca a artigos, monografias e dissertações em alguns dos repositórios científicos na


internet, nos quais o objeto de estudo fosse a Cúrcuma longa, foram encontrados trabalhos
investigando as propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, anti-carcinogênica,
hipocolesterolêmica, antibacteriana, antiespasmódica, anticoagulante, cicatrizante e
hepatoprotetora hipolipidemiante, na suplementação nutricional em humanos, na Odontologia,
na Medicina Veterinária, na área têxtil, cosmética, perfumaria, artes e artesanato.
O amplo uso da Cúrcuma na saúde, demonstrou os diversos benefícios que o seu
consumo em formulações farmacêuticas e nutracêuticas, ou como chá e tempero.
A produção no Brasil tem se ampliado em várias regiões do país. O seu valor comercial
e o aumento do consumo estimularam o aumento da produção, disponibilizando maior volume
do produto no mercado, tornando-se mais acessível a um número maior de pessoas.
Os estudos já realizados, a aplicação em várias áreas do conhecimento, o aumento do
consumo na alimentação e na saúde, tanto de seres humanos como de animais, os benefícios
comprovados da sua utilização nas patologias inflamatórias, doenças degenerativas, crônicas e
o câncer, demandam mais estudos de suas potencialidades ainda não conhecidas.

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