Você está na página 1de 35

curso sobre

Transtorno do Espectro
Autista - TEA

Ler Ebook
ETAPA 1

QUEM SÃO OS AUTISTAS?


ASPECTOS TEÓRICOS

Autor: Marcelo Martins


Organização: Ana Clarisse Alencar Barbosa
Apoio: NUAP - Núcleo de Apoio Psicopedagógico, NIA -
Núcleo de Inclusão e Acessibilidade e
Grupo de Apoio Educacional AutismoS
Continue Lendo
1
INTRODUÇÃO

1 INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
2
COMPREENSÕES Estamos iniciando o curso livre “Transtorno do Espectro Autista – TEA”.
DO CONCEITO
AUTISMO Neste primeiro momento queremos que você possa familiarizar-se com uma
compreensão melhor a respeito do conceito que envolve o TEA, e também com as
características históricas da nomenclatura e definições do termo autismo. Ainda
que esta etapa inicial seja mais teórica, ela é extremamente importante e nos
3
CARACTERÍSTICAS
facilitará na compreensão de muitos aspectos do TEA. 

HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA Assim, convidamos você a trilhar este caminho na compreensão do
E DEFINIÇÕES DE Autismo. Vamos lá!
AUTISMO

REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 3
1
INTRODUÇÃO

2 COMPREENSÕES DO CONCEITO AUTISMO


Autismo é um dos problemas atuais que mais tem levantado questiona-
2 mentos e intrigado famílias, pesquisadores, médicos, educadores e o mundo de
COMPREENSÕES
DO CONCEITO uma forma geral. Mas, afinal, o que é autismo?
AUTISMO
Para Ana Elizabeth Cavalcanti, nada mais difícil de conceituar que o autis-
mo. Enquanto a neurologia o descreve como uma síndrome, enfatizando o déficit
da capacidade afetiva, da comunicação e da linguagem, insistindo em sua deter-
3
CARACTERÍSTICAS
minação puramente orgânica, a psiquiatria divide-se entre as tendências a con-

HISTÓRICAS DA siderá-lo um distúrbio psicoafetivo ou uma doença geneticamente determinada


NOMENCLATURA (CAVALCANTI, 2007).
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO
Conforme Eliana Rodrigues Boralli Lopes, autismo é considerado uma síndrome
comportamental com etiologias múltiplas e distúrbio de desenvolvimento, algumas
vezes combinado com dificuldades de linguagem e alterações de comportamento. O
REFERÊNCIAS
autismo é caracterizado por um déficit na interação social que se demonstra através
da dificuldade de relacionar-se com outras pessoas (LOPES, 1997).

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 4
1
INTRODUÇÃO

O Transtorno do Espectro Autista trata-se de uma síndrome intrigante, com-


plexa e que, apesar de enormes avanços alcançados por meio de estudos, pesqui-
sas, descobertas etc. ainda carece de algumas respostas. Por isso, pode ser com-
2 parado a um grande quebra-cabeça.
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO FIGURA 1 - QUEBRA-CABEÇA

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

REFERÊNCIAS

MATERIAIS FONTE: <http://bit.ly/2YLDBKp>. Acesso em: 18 jan. 2019


COMPLEMENTARES Continue Lendo 5
1
INTRODUÇÃO

2 Quebra-cabeça é um dos símbolos do Autis-

CA
mo por causa da sua complexidade. A cor símbolo do
COMPREENSÕES

DI
Autismo é azul, por causa do fato de a incidência ser
DO CONCEITO
AUTISMO maior em meninos do que meninas (uma proporção de
uma menina para quatro meninos).

Pesquisas apontam que o TEA afeta mais meninos que meninas. Ou seja,
3
CARACTERÍSTICAS
uma proporção de uma menina para quatro meninos. Conforme Carlo Schmidt,
HISTÓRICAS DA há maior severidade dos sintomas de autismo e deficiência mental em mulheres,
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE ocorrendo em 36% destas, em comparação a 30% no caso dos homens (BLACHER;
AUTISMO
KASARI, 2016 apud SCHMIDT, 2017).

REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 6
1
INTRODUÇÃO
FIGURA 2 – PROPORÇÃO DE MENINAS E MENINOS

2
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO

FONTE: Grupo Autismos, 2018. Acesso em 22.01.2018.

3
CARACTERÍSTICAS Quando vamos verificar a construção da palavra autismo, descobrimos que
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA esta palavra deriva da junção de dois radicais gregos: “autos” e “ismo” (PEREIRA,
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO 1969). Se traduzido literalmente, a formação da palavra, com base na língua grega,
em si, quer dizer “orientação para si mesmo, ou situação voltada para si mesmo”.

O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea define autismo como


REFERÊNCIAS
“fenômeno patológico mental, caraterizado pela tendência para o alheamento
da realidade exterior e uma constante introspecção” (DICIONÁRIO, 2001, p. 37).

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 7
1
INTRODUÇÃO

Outros dicionários da língua portuguesa, como o de Antônio Houaiss,


seguem na mesma direção. Sendo assim, se aplicarmos estritamente o sentido
da palavra na língua portuguesa, pode-se dizer que a pessoa com autismo é
2 aquela pessoa que tem grande dificuldade de distinguir sua própria identidade
COMPREENSÕES
DO CONCEITO e, de forma similar, a daqueles que estão ao seu redor.
AUTISMO

Abrindo mais o leque e consultando alguns autores e pesquisadores que


estudam e escrevem sobre autismo, podemos observar alguns conceitos que
cooperam para o nosso início de compreensão.
3
CARACTERÍSTICAS Conforme Steiner (1998, p. 14), autismo é:
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA Uma deficiência incurável que afeta a maneira como a pessoa se comunica
E DEFINIÇÕES DE
e relaciona com quem está à sua volta. As crianças com autismo têm
AUTISMO
dificuldades em se relacionar com os outros de forma significativa. A sua
capacidade de desenvolver amizades geralmente é limitada, bem como sua
capacidade de compreender as expressões emocionais de outras pessoas.
Algumas crianças, mas não todas, também apresentam dificuldades de
aprendizagem. Todas as crianças com autismo têm dificuldades com a
REFERÊNCIAS interação social, comunicação social e imaginação. Estas dificuldades são
conhecidas como a ‘tríade de dificuldades´.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 8
1
INTRODUÇÃO

A autora Adriana Yudit Chadarevian afirma que autismo é um transtorno


de desenvolvimento em que se produzem alterações de diferentes gravidades
em áreas como a linguagem e a comunicação, e no campo da convivência social
2 e na capacidade de imaginação (CHADAREVIAN, 2009, p. 17).
COMPREENSÕES
DO CONCEITO Christian Gauderer (1997, p. 3) destaca alguns aspectos que vão além do
AUTISMO
conceito e que apresentam de forma mais clara alguns dos “sintomas” do autismo.
Segundo o autor, alguns destes “sintomas” são:
1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e
linguísticas.

3
CARACTERÍSTICAS
2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são:
visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o
corpo.
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA 3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do
E DEFINIÇÕES DE pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de
AUTISMO ideias. Uso de palavras sem associação com o significado.
4. Relacionamento anormal com os objetos, eventos e pessoas. Respostas
não apropriadas a adultos ou crianças. Objetos e brinquedos não usados
de maneira devida.

REFERÊNCIAS Na perspectiva de Gilberg, pode-se considerar que o autismo é uma sín-


drome comportamental com múltiplas etiologias e com um distúrbio de desen-
volvimento, caracterizado por um déficit na interação social, com perturbações de
linguagem e alterações de comportamento (GILBERG, 1990).
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 9
1
INTRODUÇÃO

TE
Autismo é um transtorno neurológico caracter-

AN
izado por comprometimento da INTERAÇÃO SOCIAL,
2

RT
PO
comunicação VERBAL e NÃO VERBAL e pelo compor-

IM
COMPREENSÕES tamento RESTRITO e REPETITIVO (GRUPO AUTISMOS,
DO CONCEITO 2018, p. 2).
AUTISMO

A definição aceita pela National Society for Autistic Children e pela OMS
é a seguinte:
3
CARACTERÍSTICAS
Autismo é uma síndrome presente desde o nascimento e se manifesta
invariavelmente antes dos 30 meses de idade. Caracteriza-se por respostas
HISTÓRICAS DA anormais a estímulos auditivos ou visuais, e por problemas graves quanto à
NOMENCLATURA compreensão da linguagem falada. A fala custa a aparecer, e, quando isto acontece,
E DEFINIÇÕES DE nota-se ecolalia, uso inadequado dos pronomes, estruturas gramaticais imaturas,
AUTISMO inabilidade de usar termos abstratos. Há também, em geral, uma incapacidade
na utilização social, tanto da linguagem verbal como da corpórea. Ocorrem
problemas muito graves de relacionamento social antes dos cinco anos de idade,
como incapacidade de desenvolver contato olho a olho, ligação social e jogos
em grupo. O comportamento é usualmente ritualístico e pode incluir rotinas de
REFERÊNCIAS vida anormais, resistência a mudanças, ligação a objetos estranhos, e um padrão
de brincar estereotipado. A capacidade para pensamento abstrato-simbólico ou
para jogos imaginativos fica diminuída. A inteligência varia de muito subnormal,
anormal ou acima. A performance é com frequência em tarefas que requerem
memória simples ou habilidade visuoespacial, comparando-se com aquelas que
requerem capacidade simbólica ou linguística (CAMPELO, 2016, p. 3).
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 10
1
INTRODUÇÃO

No ano de 1994 (data da publicação do DSM-IV, Manual Estatístico e


Diagnóstico de Transtornos Mentais), Salomão Schwartzman destacou algumas
características importantes na compreensão das crianças com autismo:
2 Bastante comum encontrarmos, entre crianças autistas, movimentos repetitivos
COMPREENSÕES
DO CONCEITO tais como flapping das mãos (movimentos de bater as asas); balanceio do corpo;
AUTISMO girar em torno do seu eixo; ficar olhando para as mãos enquanto se movimentando;
movimentos estereotipados dos dedos; hábito de morder as mãos ou de ficar
puxando os cabelos. Estas crianças tentam impor rotinas a todas as atividades
de vida diária e reagem, de forma muito veemente, a alterações (por vezes sutis)
no ambiente. Uma simples alteração num percurso habitual, uma modificação na
forma como os móveis são arranjados ou a modificação da disposição de alguns

3
CARACTERÍSTICAS
brinquedos podem desencadear uma reação intensa, aparentemente imotivada.
Sua forma de brincar demonstra falta de criatividade, e utilizam-se dos brinquedos
de forma peculiar e, às vezes, bizarra. É bastante frequente que explorem os
HISTÓRICAS DA objetos e brinquedos cheirando-os, levando-os à boca etc. Podem entreter-
NOMENCLATURA
se durante horas seguidas passando a mão sobre uma superfície qualquer ou
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO repetindo a mesma tarefa, como montar um mesmo quebra-cabeças, ouvir uma
mesma música ou assistir a um mesmo filme (SHWARTZMAN, 1994, p. 27).

A figura na sequência exemplifica essas características comportamentais.


REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 11
1
INTRODUÇÃO
FIGURA 3 – CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS

2
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

REFERÊNCIAS
FONTE: <http://bit.ly/2TWCRhM>. Acesso em: 16 jan. 2018.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 12
1
INTRODUÇÃO

O DSM-5 (versão mais atual do Manual Estatístico e Diagnóstico de


Transtornos Mentais) descreve autismo da seguinte forma:

2
O transtorno do espectro autista caracteriza-se por déficits persistentes na
comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, incluindo
COMPREENSÕES déficits na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de
DO CONCEITO comunicação usados para interação social e em habilidades para desenvolver,
AUTISMO manter e compreender relacionamentos. Além dos déficits na comunicação
social, o diagnóstico do transtorno do espectro autista requer a presença de
padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
Considerando que os sintomas mudam com o desenvolvimento, podendo
ser mascarados por mecanismos compensatórios, os critérios diagnósticos
podem ser preenchidos com base em informações retrospectivas, embora a

3
CARACTERÍSTICAS
apresentação atual deva causar prejuízo significativo (DSM-5, 2013, p. 31).

HISTÓRICAS DA Conforme estudos e pesquisas, o TEA pode se manifestar já nos primeiros


NOMENCLATURA meses de vida ou se apresentar após o período inicial de desenvolvimento apa-
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO rentemente normal seguido por regressão do desenvolvimento (autismo regres-
sivo), o que ocorre em cerca de 30% dos casos diagnosticados (CAMINHA, 2016).

O tal hoje chamado de “Espectro” dos autismos ampliou-se tanto que a


REFERÊNCIAS quantidade de sujeitos supostamente afetados multiplicou-se por dez em apenas
20 anos, até atingir a frequência de uma criança em cada 100. Se incluirmos nesse
espectro aqueles ditos “não especificados”, esse número cresce ainda mais. Em
dez anos, o número de crianças que entraram em categorias psicopatológicas
aumentou 35 vezes! Mas é no campo do autismo que o ritmo é mais intenso.
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 13
1
INTRODUÇÃO

A OMS através do CID divulga que hoje a incidência é de 1 autista para


cada 100 neurotípicos. Alguns outros órgãos chegam a colocar a porcentagem
para 1 a cada 80 crianças, e outros ainda uma porcentagem menor. A última
2 pesquisa foi realizada em 11 estados daquele país e organizada pelo Autism and
COMPREENSÕES
DO CONCEITO Developmental Disabilities Monitoring (ADDM), utilizando registros da avaliação
AUTISMO
de crianças até oito anos de idade com diagnóstico de autismo, Asperger ou
TGD-SOE (U.S. Department of Health and Human Services, 2014). O resultado
confirmou que a cada mil nascidos, 14,7 crianças apresentam autismo, ou seja,

3
CARACTERÍSTICAS
uma pessoa com autismo a cada 68 (CHRISTENSEN et al., 2016 apud SCHMIDT,
2017). A dificuldade de precisão se estabelece por causa de diversos fatores, por
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA exemplo: quem se enquadra exatamente dentro deste espectro.
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO
É importante lembrar que os casos de autismo têm sido relatados em
todos os grupos étnicos, raciais e socioeconômicos.

REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 14
1
INTRODUÇÃO

FIGURA 4 – Autism Society

CA
DI
2
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO Nome original é Sociedade Nacional para Crianças Autis-
tas; o nome foi mudado para enfatizar que as crianças com autis-
mo crescem.

FONTE: <http://bit.ly/2TUYGyn>. Acesso em: 28 jan. 2019.

3
CARACTERÍSTICAS
FIGURA 5 – OMS

HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

FONTE <http://bit.ly/2G09Yh4>. Acesso em: 28 jan. 2019.

REFERÊNCIAS Organização Mundial da Saúde é uma agência especializada


em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organi-
zação das Nações Unidas. 

FONTE: <http://bit.ly/2FZswyb>. Acesso em: 28 jan. 2019.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 15
1
INTRODUÇÃO

3 CARACTERÍSTICAS HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA E DEFINIÇÕES DE AUTISMO
2 Visitando a história, descobre-se que a primeira vez que a palavra autismo
COMPREENSÕES
DO CONCEITO aparece na literatura foi em 1906. Ela foi usada por Plouller ao introduzir o
AUTISMO
adjetivo autista na literatura psiquiátrica quando estudava pacientes que
tinham diagnóstico de demência precoce. Depois, em 1911, o psiquiatra Bleuler
definiu o termo autismo como perda de contato com a realidade, causada pela
impossibilidade ou grande dificuldade na comunicação interpessoal (CAMARGOS
3
CARACTERÍSTICAS
JUNIOR et al., 2005).
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA No ano de 1943, um austríaco naturalizado americano chamado Léo Kanner,
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO que naquele momento era psiquiatra infantil da John Hopkins University (E.U.A.),
fez um trabalho que posteriormente se tornaria muito conhecido e relevante,
denominado de: “Autistic Disturbance of Affective Contact” (“Distúrbio autístico
de contato afetivo”). Nesse trabalho Kanner usou o termo autismo, empregado
REFERÊNCIAS
por Plouller, para descrever a qualidade de relacionamento daquelas crianças.
A contribuição principal do trabalho de Kanner foi em diferenciar o autismo de
outras psicoses graves na infância.
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 16
1
INTRODUÇÃO
FIGURA 6 – LÉO KANNER

2
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA FONTE: <http://bit.ly/2CWO7W1>. Acesso em: 10 jan. 2019.
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE Tamanha foi a importância do trabalho de Kanner e todos os
AUTISMO
desdobramentos que vieram após ele, que o autor Gauderer salienta que,
Em um período de dois anos, Kanner criou o substantivo e passou a falar
em autismo primário (aquele que ocorre desde o nascimento) e secundário
REFERÊNCIAS (aquele que se manifesta após alguns anos). Durante algum tempo chegou-se
inclusive a chamar essa entidade de síndrome de Kanner, em sua homenagem,
ressaltando-se sua seriedade, honestidade e, principalmente, flexibilidade. Ele
considerou, a princípio, a causa dessa entidade como física, depois psicológica
e, posteriormente, novamente física, sempre deixando bem claro que isto era
resultado de teorias e que, como tal, pode mudar (GAUDERER, 1997, p. 06).
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 17
1
INTRODUÇÃO

Marion Leboyer ressalta também que

A primeira definição de autismo foi dada por Leo Kanner em 1943 no artigo
intitulado “Distúrbios autísticos do contato afetivo” (Autistic disturbances
2 of affective contact). São chamadas autistas as crianças que têm inaptidão
para estabelecer relações normais com o outro; um atraso na aquisição da
COMPREENSÕES linguagem e, quando ela se desenvolve, uma incapacidade de lhe dar um
DO CONCEITO valor de comunicação. Essas crianças apresentam igualmente estereotipias
AUTISMO
gestuais, uma necessidade imperiosa de manter imutável seu ambiente
material, ainda que deem provas de uma memória frequentemente notável.
Contrastando com esse quadro, elas têm, a julgar por seu aspecto exterior, um
rosto inteligente, e uma aparência física normal (LEBOYER, 1985, p. 9).

3
CARACTERÍSTICAS
Kanner descreveu o Autismo como “um distúrbio autista inato do contato
afetivo”, tendo como aspecto relevante uma anormalidade social. Deu ênfase
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA que este distúrbio se apresentava nos primeiros estágios do desenvolvimento
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO (ROSENBERG, 2003).

A partir deste momento na história houve diversas revisões do termo,


baseadas nos resultados de numerosas investigações. O próprio Kanner revisou
REFERÊNCIAS
seu conceito várias vezes, mas sempre enquadrou o Autismo Infantil (AI) dentro do
grupo de psicoses infantis. Mas, segundo alguns autores, além de uma síndrome,
Kanner acabou criando um campo de controvérsias (CAVALCANTI, 2007).
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 18
1
INTRODUÇÃO

Foi Kanner também quem desenvolveu o pensamento de que o problema


advinha de um relacionamento entre mãe e filho. Este pensamento ficou conheci-
do como “mãe-geladeira”, ou uma “relação gélida”. Segundo Kanner, essas “carac-
2 terísticas” dos pais vão permanecer por muito tempo como um traço a ser levado
COMPREENSÕES
DO CONCEITO em conta para o diagnóstico do “Autismo infantil precoce”. De acordo com Kanner,
AUTISMO
por mais de 30 anos estabeleceram-se ligações entre essa patologia e “pais in-
telectuais”, tanto em neuropsiquiatria como em psicanálise (CAVALCANTI, 2007).

Entretanto, esta ideia tem sido descartada pela grande maioria dos
3
CARACTERÍSTICAS
estudiosos e pesquisadores da área. Tratando desta questão, o neuropediatra
HISTÓRICAS DA Fernando Gustavo Stelzer afirma:
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE Cabe finalizar esta seção destacando que não se defende mais ideias de que
AUTISMO o autismo tenha qualquer origem psicogênica, como se acreditava no passado.
Desta forma, as teorias psicogênicas, das “mães-geladeira” ou outras, que
tinham por base a rejeição dos pais, especialmente da mãe, em relação à
criança autista, não merecem qualquer menção como causa do autismo, por
serem equivocadas e terem sido completamente abandonadas. Assim como
REFERÊNCIAS estas hipóteses foram derrubadas, foi também o tratamento psicoterápico
do autismo. Infelizmente, deve-se mencionar estas ideias neste texto, com a
esperança de que não se repita mais este triste capítulo da história do autismo
(STELZER, 2010, p. 25).

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 19
1
INTRODUÇÃO

Colabora com este pensamento o psicanalista Éric Laurent, ao afirmar que


“fazemos parte de uma geração de psicanalistas que já se livrou há um bom
tempo da absurda hipótese de que o autismo seria culpa dos pais, especialmente
2 das mães” (LAURENT, 2014). Schwartzman lembra que, graças a esta hipótese
COMPREENSÕES psicogênica, os pais de crianças autistas passaram a carregar a culpa pelo quadro
DO CONCEITO
AUTISMO da criança, e toda uma série de tratamentos foi e continua sendo utilizada partindo-
se desta hipótese etiológica que nunca chegou a ser claramente demonstrada
(SCHWARTZMAN, 1994, p. 25). Segundo ele, nas últimas décadas esta visão tem
sido rechaçada por grande parte dos autores que estudam autismo.

3
CARACTERÍSTICAS
Paralelamente aos estudos e pesquisas de Kanner, havia um outro
estudioso austríaco que era médico psiquiatra e professor, chamado Hans
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA Asperger (1906-1980), que também se debruçava na busca por um entendimento
E DEFINIÇÕES DE melhor das crianças que apresentavam estes problemas.
AUTISMO
Ele divergia de Kanner em alguns aspectos, mas trouxe grandes
contribuições também na questão do TEA. Conforme Schmidt (2017, p. 222),
assume- se que as diferenças entre as descrições realizadas por Hans Asperger
REFERÊNCIAS
diferem daquelas explicitadas no artigo de Kanner apenas por intensidade e
frequência dos mesmos sintomas, sendo pertencentes predominantemente às
mesmas áreas: sociocomunicativa e comportamental.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 20
1
INTRODUÇÃO
FIGURA 7– HANS ASPERGER

2
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO
FONTE: <http://bit.ly/2UhIBIe>. Acesso em: 28 jan. 2018.

REFERÊNCIAS
Em 1967, baseado na escola inglesa, O’Gorman organizou determinados
critérios para um possível diagnóstico de autismo caracterizado por:

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 21
1
INTRODUÇÃO
Dificuldades em relacionar-se com as pessoas; complicado retardo mental;
dificuldades no desenvolvimento da linguagem ou na manutenção da fala já
aprendida; respostas diferenciadas a sons; maneirismos (exagero) ou distúrbios
do movimento; grande resistência psicológica a mudanças (BIHR, 2003, p. 07).

2
COMPREENSÕES No ano de 1977, a “Board of Directors of the National Society Autistic
DO CONCEITO
AUTISMO Children”, também denominada de ASA, dos USA, deu a seguinte declaração
resumida sobre autismo:
O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de
maneira grave, por toda a vida. É incapacitante, e aparece tipicamente nos três
primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada dez mil nascidos e é
3
CARACTERÍSTICAS
quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrada
em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.
HISTÓRICAS DA Não se conseguiu provar até agora qualquer causa psicológica no meio ambiente
NOMENCLATURA dessas crianças que possa causar autismo (GAUDERER, 1997, p. 22).
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO
O interesse e pesquisa em torno do tema autismo despertaram diversas
eixos e áreas de estudos para conhecer melhor a temática. De acordo com
Rosenberg, o autismo no início da década de cinquenta tornou-se objeto de
REFERÊNCIAS
investigação de diversas disciplinas (psicanálise, psiquiatria, neurociências,
educação, psicologia) e até 1978 já haviam sido publicados 75 livros e 1.281
artigos sobre o assunto (ROSENBERG, 2007).
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 22
1
INTRODUÇÃO

Em 1979 houve um fato muito importante. Conforme o autor Ian Hacking,


“o autismo estava associado à esquizofrenia infantil. Esses dois conceitos se
separaram em 1979” (LAURENT, 2014).
2
COMPREENSÕES No ano de 1980, autismo foi considerado uma entidade clínica diferente
DO CONCEITO
AUTISMO e inserido na terceira edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais (DSM – III), quando foi revisado em 1987. Posteriormente, o DSM-IV-TR,
publicado em 1994, enquadrou autismo na categoria de “Transtornos Globais do
Desenvolvimento”, que se caracterizam por um comprometimento grave e global
3
CARACTERÍSTICAS
em diversas áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca;
HISTÓRICAS DA habilidades de comunicação ou presença de estereotipias de comportamento,
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE interesses e atividades (DSM-IV-TR, 2002). Conforme o DSM-IV-TR de 1994, o
AUTISMO
Transtorno Autista era assim caracterizado:
As características essenciais do Transtorno Autista consistem na presença de
um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação
social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e
REFERÊNCIAS interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo
do nível do desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. O Transtorno
Autista é chamado, ocasionalmente, de autismo infantil precoce, autismo da
infância ou autismo de Kanner (DSM-IV-TR, 2002, p. 99).

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 23
1
INTRODUÇÃO

Conforme já destacado, autismo se enquadrava dentro dos chamados


TGD – Transtornos Globais do Desenvolvimento. O diagnóstico dos TGD era
baseado em uma tríade de características na interação social, comunicação e
2 comportamentos.
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO Avançando na história, em 2013 foi publicado o Manual Diagnóstico
e Estatístico de Transtornos Mentais - DMS-5 -, o mais atual. Nele, autismo é
agora enquadrado dentro do chamado “Transtorno do Espectro Autista (ou do
Autismo)” - TEA -, que por sua vez faz parte dos chamados “Transtornos do
3
CARACTERÍSTICAS
Neurodesenvolvimento”.
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA Segundo o mesmo manual, o Transtorno do Espectro Autista somente
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO é diagnosticado quando os déficits característicos de comunicação social são
acompanhados por comportamentos excessivamente repetitivos, interesses
restritos e insistência nas mesmas coisas (DSM-5, 2013, p. 31).
REFERÊNCIAS
Dessa forma, houve, nesta última edição do DSM-5, uma alteração na
forma de compreensão destas características, conforme ressalta Caminha:

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 24
1
INTRODUÇÃO
Enquanto do DSM-IV-R (1994), os critérios diagnósticos incluíam prejuízos
na interação social, comportamento e comunicação, na proposta atual são
enfatizadas duas destas características, ou seja, as desordens da interação
e do comportamento. No que se refere ao comprometimento da interação,

2 enfatizam-se os prejuízos persistentes na comunicação e na interação social


em vários contextos, e no que tange ao comportamento, citam-se padrões
COMPREENSÕES repetitivos e restritos dos comportamentos, interesses ou atividades. Como
DO CONCEITO mencionado acima, há referências à hipo e hiperatividade a estímulos
AUTISMO sensoriais ou a intenso interesse nos aspectos sensoriais do ambiente (Grifo
nosso) (CAMINHA, 2016, p. 47).

As dificuldades sociais recebem destaque nesse novo formato, em que


todos os três critérios para comunicação social agora devem ser preenchidos,
3
CARACTERÍSTICAS
e não apenas a metade dos itens da comunicação e um quarto dos itens da
HISTÓRICAS DA interação, conforme propunha o DSM-IV (SCHMIDT, 2017).
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

A versão mais atual do DSM-5 apresenta as


A
OT

REFERÊNCIAS características centrais do autismo como perten-


centes a duas dimensões: a comunicação social e
N

interação social e os comportamentos. Note que a


comunicação e a interação social foram agrupadas.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 25
1
INTRODUÇÃO

No DSM-5, o transtorno do espectro autista engloba transtornos


antes chamados de Autismo infantil precoce, Autismo infantil, Autismo de
Kanner, Autismo de alto funcionamento, Autismo atípico, transtorno global do
2 desenvolvimento sem outra especificação, transtorno de Asperger (DSM-5,
COMPREENSÕES 2014, p. 50-53). Todos eles agora fazem parte do TEA.
DO CONCEITO
AUTISMO

FIGURA 8 - ESPECTRO AUTISTA

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

REFERÊNCIAS

FONTE: disponível em: <http://bit.ly/2TVNIZi>. Acesso em 20.11. 2018.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 26
1
INTRODUÇÃO

Os primeiros sinais do autismo, que anteriormente tinham seu aparecimento


circunscrito até os três anos de idade, agora podem estar presentes ao longo do
período da infância (SCHMIDT, 2017).
2
COMPREENSÕES Dentre as características relatadas no DSM-5, destaca-se uma delas que,
DO CONCEITO
AUTISMO apesar de ser descrita historicamente em diversas autobiografias e filmes sobre
o autismo, apenas na última versão do manual é que passou a ser considerada
como critério diagnóstico. Trata-se das alterações sensoriais que se manifestam
como hiper ou hiporreatividade a estímulos do ambiente e que podem ocorrer
3
CARACTERÍSTICAS
em quaisquer modalidades dos sentidos, seja tátil, visual, olfativa ou auditiva
HISTÓRICAS DA (BARANEK et al., 2014 apud SCHMIDT, 2017).
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO A figura na sequência faz uma comparação da antiga classificação do
DSM-IV e o atual, o DSM-5, e compara também o CID-10, em vigência, com a
projeção do CID-11 para 2022.
REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 27
1
INTRODUÇÃO
FIGURA 9 – CLASSIFICAÇÃO DO AUTISMO

2
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

FONTE: disponível em:<http://bit.ly/2Udyowp>. Acesso em 22. 01. 2019.



REFERÊNCIAS
Na próxima etapa do nosso curso você irá aprofundar seu conhecimento
especificamente sobre o DSM-5.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 28
1
INTRODUÇÃO

Percebe-se então que nos últimos 80 anos (especialmente nos últimos 50


anos) houve um grande avanço em vários aspectos do que hoje é denominado
TEA. Desde uma compreensão melhor do conceito “autismo”, sua nomenclatura e
2 definições, passando por um entendimento melhor das possíveis causas, assim
COMPREENSÕES
DO CONCEITO como do diagnóstico e tratamento, que serão mais explorados nas próximas
AUTISMO
etapas do curso.

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 29
1
INTRODUÇÃO

REFERÊNCIAS
BIHR, Cleide. A educação especial e o autismo infantil: um estudo de caso
2 a partir de uma abordagem etnográfica. São Leopoldo: 2003, p. 07, (Trabalho
COMPREENSÕES 490) – Escola Superior de Teologia.
DO CONCEITO
AUTISMO
CAMARGOS Jr., Walter et al. Transtornos invasivos do desenvolvimento. 3.
ed. Brasília: Terceiro Milênio, Corde, 2005.

CAMINHA, Vera Lúcia Prudência dos Santos. [et al.] Org. Autismo: vivências e

3
CARACTERÍSTICAS
caminhos [livro eletrônico]. São Paulo: Blücher, 2016.

HISTÓRICAS DA CAMPELO, Marilene Consiglio. Autismo: Transtorno Invasivo do


NOMENCLATURA Desenvolvimento. Instituto Indianápolis. Disponível em: http://www.
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO indianapolis.com.br/artigos/autismo-transtorno-invasivo-desenvolvimento/.
Acesso em: 15 ago. 2016.

CAVALCANTI, Ana Elizabeth; ROCHA, Paulina Schmidtbauer. Autismo:


REFERÊNCIAS Construções e desconstruções. 4. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007.

CHADAREVIAN, Adriana Yudit. Torrentes de Vida: una forma diferente de ser


padres. Uruguay: Montevidéu. Editorial ACUPS, 2009.

MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 30
1
INTRODUÇÃO

SCHMIDT, Carlo. Transtorno do Espectro autista: onde estamos e para onde


vamos. Psicologia em estudo, Maringá, v. 22. p. 221-230, abr./ jun. de 2017.
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/34651/pdf.
2 DSM-IV-TR. Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.
COMPREENSÕES
DO CONCEITO 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
AUTISMO
(APA) American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais - DSM-5.  5ª ed., Porto Alegre: Artmed, 2014 [Tradução:
Maria Inês Corrêa Nascimento...et al.]

3
CARACTERÍSTICAS
DICIONÁRIO da Língua Portuguesa Contemporânea. Lisboa: Academia das
HISTÓRICAS DA Ciências de Lisboa e Editorial Verbo, 2001.
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE GAUDERER, Christian. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento - guia
AUTISMO
prático para Pais e Profissionais. Rio de Janeiro: Livraria e Editora Revinter, 1997.

GILBERG, C. et al. Under age 3 Years: A Clinical Study of 28 cases Referred for
Autistic Symptons in Infancy. Jornal of Child Psychology and Psychiatry. 31,
REFERÊNCIAS
1990, 99-119.

GRUPO AUTISMOS. Austismo - causas, diagnóstico e tratamento. Timbó, SC.


2018.
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 31
1
INTRODUÇÃO

LAURENT, Éric. A batalha do autismo: Da clínica à política. Rio de Janeiro: Jorge


Zahar Editor Ltda., 2014.

2 LEBOYER, Marion. Autismo Infantil: Fatos e Modelos. Campinas: Editora


Papirus, 1985.
COMPREENSÕES
DO CONCEITO
AUTISMO LOPES, Eliana Rodrigues Boralli. Autismo: Trabalhando com a criança e com a
família. 2. ed. São Paulo: Edicon, 1997.

PEREIRA, Isidro. Dicionário Grego-Português e Português-Grego. 4. ed. Porto:


1969.
3
CARACTERÍSTICAS ROSENBERG, Raymond. A evolução do autismo no mundo e no Brasil. In: Anais
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA do VI Congresso Brasileiro de Autismo, São Paulo, 2003.
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO ROSENBERG, Raymond. Autismo: histórico e conceito atual. Temas sobre
desenvolvimento, 1(1), 1991, p. 04. In: CAVALCANTI, Ana Elizabeth; ROCHA,
Paulina Schmidtbauer. Autismo: Construções e desconstruções. 4. ed. São
Paulo: Casa do Psicólogo, 2007.
REFERÊNCIAS
SCHMIDT, Carlo. Transtorno do Espectro autista: onde estamos e para onde
vamos. Psicologia em estudo, Maringá, v. 22. p. 221-230, abr./ jun. de 2017.
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/34651/pdf.
MATERIAIS
COMPLEMENTARES Continue Lendo 32
1
INTRODUÇÃO

SCHWARTZMAN, José Salomão. Autismo Infantil. Brasília: Corde, 1994.

STEINER, Carlos Eduardo. Aspectos Genéticos e Neurológicos do Autismo:

2 Proposta de abordagem interdisciplinar na avaliação diagnóstica do Autismo


e distúrbios correlatos. 1998. p. 14 (Dissertação) - Instituto de Biologia da
COMPREENSÕES
DO CONCEITO Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 1998.
AUTISMO
STELZER, Fernando Gustavo. Aspectos neurobiológicos do autismo. São
Leopoldo: Editora Oikos, v. 2, Cadernos Pandorgas, 2010.

3
CARACTERÍSTICAS
HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES 33
1
INTRODUÇÃO

MATERIAIS COMPLEMENTARES
Clique aqui e assista ao vídeo complementar “Você sabe o que é Autismo?”.
2 Clique aqui e assista Outro vídeo bem bacana é “Ensinando o que é Autismo”.
COMPREENSÕES
DO CONCEITO Indicamos a você o site Autistologos.com que oferece várias dicas de livros, aplica-
AUTISMO
tivos, músicas, filmes e outros itens que buscam auxiliar o autista em seu dia a dia.
Para acessar o site clique aqui.

Como indicação de leitura para esta etapa, há o artigo intitulado Transtorno


do Espectro autista: onde estamos e para onde vamos, do autor Carlo Schmidt.
3
CARACTERÍSTICAS
Clique aqui para ler o artigo.

HISTÓRICAS DA
NOMENCLATURA
E DEFINIÇÕES DE
AUTISMO

REFERÊNCIAS

MATERIAIS
COMPLEMENTARES 34