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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Unidade 4
Comunicação de Dados

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Conceito Básico
Fatores
Ruídos
Externos

Fonte Transmissor Canal Receptor Destino

Mensagem Sinal Sinal Mensagem


Transmitido Recebido Recuperada

Modem Modem

Rede de Transmissão

Conceitos Básicos de Rede

Uma rede de telecomunicações é composta de elementos básicos que a compõe.

Fonte/Destino – origina e recebe a informação a ser transmitida.

Se a informação originada for Voz, a fonte será um aparelho telefônico e a rede que atende este tipo de informação/
fonte é uma Rede Telefônica Publica Comutada (RTPC).

Se a informação originada for do tipo, “Dados”, a fonte será um equipamento terminal de dados – ETD – que pode ser
um PC, por exemplo, e a rede mais apropriada para atender tais sinais/equipamentos é uma Rede de Dados.

Fonte/ Destino na rede de dados

Na figura acima está representada uma rede de dados genérica onde aparecem duas distintas áreas de equipamentos:

– Área interna do cliente – Fonte (PC’s, Modens, Servidores...).

– Área externa da operadora – que fornece a conexão entre a origem e o destino (redes), Transmissores,
receptores, Canal, Transporte.

Qualquer rede de telecomunicações possui uma Fonte que origina a transmissão de informações e outra que recebe as
informações no Destino.

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Anotações
Comunicação de Dados
Conceito
• Transferência de informação digital entre dois
equipamentos.
ETD ETD

MEIO
INTERFACE
INTERFACE INTERFACE COM O MEIO DIGITAL
DIGITAL ANALÓGICA OU DIGITAL

ECD ECD

ETD, ECD e o MEIO:

Equipamento Terminal de Dados (ETD)

Definimos como Equipamento Terminal de Dados (ETD) os pontos terminais de comunicação, ou seja, a origem e o
destino da informação, como por exemplo, um micro como origem e uma impressora como destino, o teclado de um
terminal como origem e o Servidor como destino ou o Servidor como origem e o vídeo do terminal como destino, ou ainda
entre CPU e CPU para compartilhamento de dados.

Equipamentos de Comunicação de Dados (ECD)

Representam o conjunto de recursos (equipamentos, redes) para prover a transmissão dos sinais e pacotes de
informação através de uma rede física e lógica entre origem e destino. Estes recursos promovem o tratamento dos sinais
e a estruturação das mensagens para que possam chegar aos destinos.

Meio

O meio representa o conjunto de recursos tecnológicos para a condução dos sinais que representam os dados. Estes
sinais podem estar no formato digital ou analógico, podem ser elétricos, ópticos ou eletromagnéticos (ondas de rádio).

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Sistema de Comunicação de Dados


• ETD – Equipamento Terminal de Dados
– São os pontos terminais da comunicação, pode ser um computador em uma
ponta e uma impressora na outra.
• ECD – Equipamento de Comunicação de Dados
– São os equipamentos responsáveis pela transmissão dos dados em uma rede.
• CPE – Customer Premisse Equipament
– É o equipamento ou acessório que compõe a solução técnica utilizada na
terminação de um circuito de dados. Interliga a rede de acesso com o
equipamento do cliente (computador, servidor etc). Pode ser de propriedade
do cliente, alugada da empresa prestadora de serviço. Interfaces são
conectores ou cabos utilizados para efetuar a conexão dos equipamentos.
Podem ser digitais ou analógicos.

Anotações

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Anotações
Sistema de Comunicação de
Dados
• Analógico ou Digital.
• Digitalizar os sinais sempre que possível.
• Analógica ainda é vantajosa em alguns casos.
• Dados.
• Sinais.
• Tipo de Transmissão.

Técnicas de Comunicação

Que tipo de sinal o cabo de rede transporta? Analógico ou digital? Além de encontrar a resposta para estas questões,
também será possível compreender termos básicos da teoria de redes.

Desde que meios de comunicação eletrônica foram estabelecidos, não cessou mais o desenvolvimento de tecnologias
para transportar os sinais. A tendência recente é de digitalizar os sinais sempre que possível, entretanto a transmissão
analógica ainda é vantajosa em alguns casos.

O uso indiscriminado da terminologia torna a compreensão dos assuntos relacionados com redes, muito mais
dificultoso do que ele pode ser. É importante ter definições e empregos bastante claros para cada termo.

Em comunicação de dados, há pelo menos três termos bastante triviais. São eles: dados, sinais e tipo de transmissão
ou simplesmente transmissão.

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Dados Anotações

• Dados e Sinais confundem-se freqüentemente;


• Dados em si não são as informações;
• Dados, são formas de representar as
informações;
• Informações são resultados da interpretação de
Dados;
• Digitais e Analógicos;
• Ondas Sonoras;
• Números Inteiros.

Dados

Os dados e os sinais confundem-se freqüentemente, porém fica mais claro separá-los. Dados, são formas de
representar as informações. Uma seqüência de caracteres, por exemplo, é um conjunto de dados. Os dados em si não
são as informações. As informações são resultados da interpretação de dados. Um mesmo conjunto de dados pode ser
interpretado de maneiras diferentes dependendo da aplicação, ou seja, eles podem representar diferentes informações
dependendo do contexto.

Os dados podem ser de diferentes naturezas, dependendo da informação a ser representada. Em geral, em
comunicação de dados, empregam-se dados binários. Para comunicação de voz, por exemplo, os dados são ondas
sonoras. Classificam-se os dados em digitais e analógicos. As ondas sonoras são exemplos de dado analógico, assim como
qualquer outra grandeza física, como pressão, temperatura e energia, enquanto que qualquer tipo de dado discreto,
como a marcha de um carro, números inteiros e caracteres são exemplos de dados digitais. Note que os dados digitais
não se referem unicamente a dados binários como muitos podem concluir.

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Anotações
Sinais
• Sinal é uma maneira de representar os dados.
• Sinais são ondas eletromagnéticas.
• Sinais digitais são representados por uma
seqüência de pulsos, cuja amplitude só varia
entre dois valores.
• Sinais analógicos são representados por uma
variação de tensões.
• Amplitude, freqüência e fase.

Sinais
Se os dados representam as informações, os sinais representam os dados. Em comunicação de dados, os sinais,
invariavelmente, são ondas eletromagnéticas de características muito bem conhecidas. Eles também são propriamente
chamados de digitais ou analógicos. Sinais que representam dados digitais não precisam ser necessariamente digitais, o
mesmo valendo para dados analógicos.
Os sinais digitais são representados por uma seqüência de pulsos com tensões no qual o sinal varia continuamente
até atingir um entre dois dos possíveis estados discretos. A amplitude dos pulsos só varia entre dois valores, sejam eles,
positivos, nulos ou negativos ou uma combinação deles. Na teoria, pode-se supor que um pulso é imediatamente
concebido, entretanto, na prática, isso não é possível (por exemplo, uma onda perfeitamente "quadrada" não existe). É
necessário um pequeno intervalo de tempo para que o sinal mude de uma tensão para outra, ou seja, variações
realmente discretas não são possíveis na prática. Felizmente isto não invalida os conceitos teóricos, mas complica um
pouco as implementações práticas.
Já os sinais analógicos são representados por uma variação de tensões dentro de um período de 1 segundo,
estabelecidas entre uma tensão mínima e máxima, por exemplo, entre 0 V e 48 V. Num sinal analógico, três de suas
características são relevantes: amplitude, freqüência e fase. Note como um sinal analógico pode ser muito mais
explorado do que um digital, cujas características úteis são a freqüência e a amplitude, sendo que esta última pode ser
apenas restritamente explorada.

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Anotações
Sinais
• A Informação é convertida em sinais para
transmissão através de um meio de comunicação:
– Expediente convencionado para se
transmitir um evento.
– É limitado pelo meio.
– É limitado pelo tipo de transmissor e pelo
tipo de receptor.

A voz humana é convertida em sinal elétrico através de interfaces, como o microfone, por exemplo, que ao ser
excitado pelas ondas sonoras (ondas mecânicas), geram na sua saída uma representação elétrica desta onda sonora
(sinais elétricos), que podem ser transmitidos até um receptor, que converte o sinal elétrico em sinal sonoro novamente.
Dependendo do tipo do transmissor, do meio (pares de fios, por exemplo), e do receptor, o sinal elétrico será limitado
em seus parâmetros (altura, amplitude e fase) pela resistência, capacitância e indutância, impostas ao sinal, conforme
cada tipo de material.

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Anotações
Tipos de Sinais
• Sinais elétricos
– São sinais gerados por uma fonte de
corrente elétrica através de um condutor.

• Sinais eletromagnéticos
– São sinais magnéticos irradiados pela
movimentação de elétrons em um dipolo
através do espaço aéreo.

Anotações
Tipos de Sinais
• Sinais ópticos
– São sinais de luz gerados por um emissor de luz
(diodo foto-elétrico) através de um cabo de fibra
óptica.

• Sinais laser ou infravermelho


– São sinais de luz com freqüências focalizadas em
ondas de laser ou infravermelho e irradiados por
um emissor de luz (diodo foto-elétrico), através
do espaço aéreo.

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Anotações
Tipos de Transmissão
• Sinais Digitais:
Sempre estão relacionados com transmissões digitais.
• Sinais Analógicos:
Podem estar envolvidos com ambos os tipos de
transmissão.

• A diferença básica está no tipo de manutenção


empregada para manter a integridade dos sinais ao
longo dos meios de transmissão.

Tipos de Transmissão

Também é possível classificar o tipo de transmissão como digital ou analógico, porém este aspecto é muito menos
relevante. Os sinais digitais sempre estão relacionados com transmissões digitais, mas os analógicos podem estar
envolvidos com ambos os tipos. A diferença básica está no tipo de manutenção empregada para manter a integridade dos
sinais ao longo dos meios de transmissão. A transmissão digital emprega repetidores, enquanto que a analógica emprega
amplificadores.

Os sinais eletromagnéticos que são capazes de se propagar por diversos meios físicos podem também carregar
informações. Os modos, pelos quais os sinais são codificados para carregar as informações, determinam eficiência e
confiabilidade da transmissão.

As informações podem se apresentar basicamente como sinais analógicos (contínuos) ou digitais (discretos).

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Anotações
Transmissão
Analógica X Digital
• Transmissão analógica
– A atenuação é compensada pela utilização de
amplificadores que reforçam o sinal, mas amplificam
também o ruído.

• Transmissão digital
– Utilização de repetidores para cobrir grandes distâncias.
– O repetidor recupera o conteúdo de uns e zeros e
retransmite um novo sinal.
– Ruído e distorção não são cumulativos, acarretando uma
maior confiabilidade.

Analógico X Digital

Os termos analógico e digital correspondem à variação contínua e discreta de sinais, respectivamente. Esses termos
são freqüentemente utilizados em comunicação de dados para qualificar tanto a natureza das informações quanto a
característica dos sinais utilizados para a transmissão através de meios físicos.

Computadores, por exemplo, são equipamentos que armazenam, processam e codificam informações em bits que
correspondem a dois níveis discretos de tensão ou corrente, representando os valores lógicos “0” ou “1”. Chama-se
esse tipo de informação de digital. Já informações geradas por fontes sonoras, apresentam variações contínuas de
amplitude, constituindo-se no tipo de informação que, comumente, denominamos analógica.

Podemos então classificar em dois tipos os sinais gerados para transmissão: sinais analógicos e sinais digitais.

Denomina-se banda passante de um sinal o intervalo de freqüências que compõem esse sinal. A largura de banda é o
tamanho de sua banda passante, ou seja, a diferença entre a maior e a menor freqüência que compõem o sinal.

Sempre que a banda passante de um meio físico for maior ou igual à banda passante necessária para um sinal,
podemos utilizar esse meio para a transmissão do sinal. Na prática, a banda passante necessária para um sinal é, em
geral, bem menor que a banda passante dos meios físicos disponíveis.

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Anotações
Técnicas de Modulação e
Codificação de Sinais
• Conceitos básicos.
• Técnicas de modulação AM, FM e PM.
• Técnicas de modulação por chaveamento ASK, FSK, PSK
e QAM.
• Codificação de canal.
• Codificação de forma de onda.
• Tipos de Codificação RZ, NRZ, AMI, HDB3, 2B1Q.

Anotações
Conceitos Básicos da Modulação
• Modulação é uma técnica que consiste em inserir um
sinal sobre uma onda portadora (senóide). Desta forma
o sinal pode ser transportado através de um meio (por
exemplo, espaço aéreo) na mesma banda da portadora.
• A modulação provoca a alteração da portadora em um
dos seguintes aspectos: amplitude (AM), freqüência
(FM) ou fase (PM).

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Anotações
Modulação AM

SINAL

PORTADORA

SINAL
MODULADO

Anotações

Modulação FM

SINAL
MODULADO

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Anotações
Modulação PM

SINAL

SINAL
DEFASADO DE
180º

SINAL
MODULADO

Anotações

Modulação por Chaveamento


• Técnica de inserir sinais digitais em uma
onda portadora (sinal analógico) mediante a
variação periódica (na taxa de sinalização,
chamada baud) da amplitude ou freqüência
ou fase da portadora.

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No ASK os dois valores


Anotações
binários são representados por
Técnicas de Modulação duas diferentes amplitudes da
portadora. Em alguns casos,
uma das amplitudes é zero, ou
• Amplitude (ASK – Amplitude Shift Keying) seja, um bit é representado
pela presença de a uma
amplitude constante, da
0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 0 portadora e, o outro, pela
ausência da portadora. Esta
técnica de modulação não é
muito interessante, pois em
linhas de voz a taxa de
transmissão atingida é de, no
máximo, 1200 Bps. Este tipo
de modulação não é mais
empregado em sistemas de
comunicação digital, no
entanto, é apresentado aqui
para dar uma noção de suas
características básicas.

Anotações
No FSK, os bits '0' e '1' são
Técnicas de Modulação representados por duas
diferentes freqüências próximas
• Freqüência (FSK – Frequency Shift Keying) à portadora. Esta técnica de
modulação é menos susceptível
a erros que a ASK, contudo, em
0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 0 comunicações de dados em
linhas telefônicas comuns a taxa
de transmissão de dados não
passa de 1200 Bps. FSK
encontra maior aplicação para
transmissão de rádio em altas
freqüências (4 a 30 MHz).

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No PSK, à portadora sofre um


Anotações
deslocamento de fase para codificar
Técnicas de Modulação os dados. Aqui há duas formas de
ondas distintas em oposição de fase
para representar os dígitos
• Fase (PSK – Phase Shift Keying) binários. Esta técnica de modulação
é mais imune aos ruídos que as
anteriores. A taxa de transmissão
0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 0 que se pode atingir em linhas
telefônicas comuns é de 9600 Bps.
As técnicas apresentadas até
aqui podem ser combinadas. A
combinação mais comum é de ASK
(Amplitude Shift Keying) com PSK
(Phase Shift Keying) dando origem
ao APK (Amplitude Phase Keying).
Nesta técnica, existe deslocamento
de amplitude e fase, ou seja, alguns
ou todos os deslocamentos de fase
podem ocorrer em uma ou duas
amplitudes. Com esta técnica mais
complexa, as taxas de transmissão
de dados em linhas telefônicas de
voz ultrapassa a marca dos 19,2
KBps.

Anotações

Codificação de Canal
• Técnicas que permitem o controle da informação
digital binária que trafega por meio de um canal
para evitar perda de sincronismo, deslocamento
de bit, etc...
• Consiste em formatar a cadência de bits de
dados em quadros binários, mediante acréscimo
de bits de controles que permitem entre outras
funções: delimitar o quadro, distribuir em
octetos, classificar o tipo e determinar o
alinhamento do quadro.

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Anotações
Codificação de Interfaces
• Entre um equipamento e outro, onde a distância é
maior, mas ainda de âmbito local, e as perdas são
maiores, a codificação escolhida pelas normatizações
V10, V11 e V28 é a NRZ de Dupla Corrente:

Anotações
Codificações de Linha
• Entre equipamentos com distâncias maiores,
mas dentro de perímetro urbano, onde se faz
uso de LP’s sem pupinização, deve-se escolher
uma codificação que apresente menor perda, no
caso a Codificação HDB3 é a escolhida pelas
normatizações V35 e V36 para modem banda-
base e a 2B1Q para modem HDSL.
• No entanto, a HDB3 é oriunda da codificação
AMI, que é um exemplo de codificação bipolar
orientada ao bit marca.

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Anotações
G 703
• Outra codificação de interface digital é a
codificação G703 para voz digitalizada a 64 KBps:
– É baseada em grupos de bit’s, chamados
símbolos:
• Símbolo marca (1100)
– É usado para representar o bit
marca;
• Símbolo espaço (1010)
– É usado para representar o bit
espaço.

Anotações
Codificação 2B1Q
• Técnica que consiste em adaptar o sinal
digital binário em níveis de tensão.
• Com dois bits podemos representar
quatro níveis diferentes de tensão.

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Anotações
Unidades de Medidas
• Baud é uma unidade de medida da taxa de
sinalização.
• Bit é a menor unidade de informação contida em
um sinal digital binário.
• Bits por segundo ou Bps é o valor da taxa de
transferência de um sinal digital binário.
• Byte é o número de bits necessários para
compor um caracter.

BAUD
O número de Bauds indica a quantidade de elementos de sinalização em um intervalo de tempo.
Pode ser necessária mais de uma amostragem para caracterizar um dígito binário, portanto o número de Bauds em
uma transmissão não é sempre igual ao número de bits por segundo.
BIT
É a menor unidade de informação contida em um sinal digital binário.
BITS/SEGUNDO
Bits por segundo ou Bps é o valor da taxa de transferência de um sinal digital binário.
BYTE
É o número de bits necessários para compor um caracter.

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Velocidade
• A velocidade de transmissão de dados pode ser expressa como:
– Taxa de modulação
- Descreve o número de alterações que pode haver nas condições de um circuito em
um intervalo de tempo;
- Expressa em Bauds.
– Taxa binária
- Indica a velocidade com que os dados são propagados em um meio;
- Expressa em bits por segundo (Bps).
– Taxa de transferência de dados
- Descreve a velocidade de chegada dos dados depois da transmissão;
- Expressa em bits por segundo;
- Velocidade de eficiência (Troughput).

Anotações

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Anotações
Banda Passante
• Define a capacidade de transporte em um canal
de comunicações;
• Indica o limite de freqüências que um canal pode
transportar sem interferência ou perda de sinal;
• Em comunicação de dados a banda é especificada
em bits por segundo (Bps).

Largura da Banda Passante


A largura da banda de um canal de comunicação é uma medida da taxa máxima de informações que pode transitar por
ela. Diferentes tipos de sinais necessitam de diferentes capacidades de canal, as quais são indicadas em termos de
largura de banda, ou espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir.
Por exemplo, o equipamento usado para transmitir a voz através da rede telefônica limita a sua largura de banda,
aproximadamente, desde 300 Hz até 3400 Hz. Esta largura de banda de 3100 Hz é a efetiva capacidade do canal de voz.
Conhecida a largura de banda de um canal de comunicação, pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização que o
mesmo pode conduzir sem erro, denominada, CAPACIDADE.

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Anotações
Códigos de Transmissão
• A troca de dados entre dois equipamentos exige que
ambos implementem e utilizem o mesmo código;
• Se não houver esta possibilidade, são necessários
conversores para viabilizar a Comunicação;
• Os códigos consistem de padrões de bits diferentes
para cada texto, gráfico ou caracter de controle
utilizado na troca de informações;

Anotações

Códigos de Transmissão
• A informação trafega codificada em padrões de zeros e
uns;
• Cada 1 ou 0 é chamado de bit;
• Oito bits consecutivos formam um byte ou caracter de
dados, e são administrados como uma unidade lógica;
• Um código define um formato padronizado de
mensagens e um conjunto de regras para a colocação
e uso de caracteres de controle em uma mensagem;

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Códigos de Transmissão
• O código American Standard Code for Information Interchange (ASCII), é
um código de sete bits;

• A combinação de sete bits 0s e 1s representam os diferentes caracteres;

• Pode conter um oitavo bit utilizado para verificação de erros (bit paridade).

Anotações

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Anotações
Códigos de Transmissão
Representação digital da letra “A”

EBCDIC 1100 0001


ASCII 100 0001
Baudot 0 0001

O código ASCII consiste de:


• Caracteres alfanuméricos;
• Caracteres gráficos;
• Caracteres de controle.
O ASCII é o código utilizado na Internet.
O Baudot (criado por Emile Baudot em 1874) utiliza cinco bits por caracter e é o padrão dos terminais da rede Telex.
O código Baudot não contempla meios de identificar se a informação foi recebida.
O EBCDIC é um código criado pela IBM para equipamentos síncronos.
Utiliza caracteres de oito bits.
Possibilita até 256 diferentes combinações.
Por sua complexidade exige processadores mais elaborados.

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Anotações
Tipos de Transmissão
• Existem dois tipos de transferência de dados:
– Serial;
– Paralela.

Os sinais, que compõe a informação num computador (bits), são transmitidos por um hardware denominado de
Interface ou Porta de Comunicação que pode ser serial ou paralela. O termo serial indica que a transferência da
informação será feita bit a bit e, portanto, necessita de apenas dois fios. Paralela significa que a transferência se fará por
caracteres, utilizando para tanto, um fio para cada bit do caracter referente ao código do computador.
Os sinais que compõe a informação num computador (bits) são combinados por códigos que podem ser de 7 ou 8 bits
(outros equipamentos utilizam códigos de 5 bits, como é o caso das máquinas telex, cujo código é denominado Baudot).
Exemplos de códigos são o ASCII CCITT nº 5 de 7 bits, o ASCII Estendido (que é o código utilizado nos PC's) de 8 bits e o
EBCDIC da IBM, também de 8 bits. As tabelas desses códigos indicam a combinação de bits para cada caracter. Assim,
por exemplo, se tivermos o caracter A (a maiúsculo) armazenado na memória de um PC, esse caracter terá a
combinação 10000011 (combinação de bits que representa o caracter A no código ASCII Estendido).
Portanto, para interligar dois computadores numa pequena sala, basta que se conectem suas portas (serial ou
paralela), através de um cabo. Para a troca de informações entre os computadores será necessário "rodar" um software
de comunicação em cada um deles e indicar a porta utilizada.

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Este tipo de transmissão é


Anotações
inviável para redes WAN (Wide
Transmissão de Dados Paralela Area Networks), devido ao
custo dos meios de
transmissão.
Interface de comunicação
Bit 01
com um conjunto de fios cada
Bit 02 um com uma finalidade
Bit 03
Bit 04
específica.
Bit 05 O cabo paralelo tem fios para
Bit 06
Bit 07 controles e oito fios para os
Bit 08 dados.
Bit 09
Bit 10 Dados e controles
transferidos simultaneamente.
Transmissão limitada a
curtas distâncias.
Se ocorrerem retardos, os
dados dos oito fios podem não
chegar simultaneamente
impossibilitando a recuperação
do caracter.

Anotações

Transmissão de Dados Serial

Bit 8 Bit 7 Bit 6 Bit 5 Bit 4 Bit 3 Bit 2 Bit 1

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Anotações
Modens

Modem
É a junção das palavras que compõe as funções de modulação e demodulação suportadas pelo equipamento que
adapta o sinal digital do ETD ao meio de comunicação.
Temos dois tipos de modens - analógico e digital - que será conectado dependendo do meio de transmissão (rede
analógica ou rede digital):
– O equipamento do usuário (computador) pode transmitir dados pela porta paralela ou serial, sendo a porta serial
a utilizada quando a transmissão envolve longa distância (lembre-se que nesse tipo de transmissão apenas dois
fios são necessários, e sendo assim, a economia é bem grande);
– Além disso, o equipamento pode transmitir no sentido half ou full-duplex de modo síncrono ou assíncrono.
Sendo assim, os modens têm que abranger essas características além da característica de velocidade.

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Anotações
Modens Analógicos
• Opera no canal de voz - 300 a 3400 Hz.
• O Sinal é tratado pela rede telefônica.
• Emprega técnicas de modulação:
– FSK, DPSK, QAM
• Linhas comutadas ou privativas urbanas ou
interurbanas.
• Segue as padronizações do ITU-T Série V.
• Velocidade até 56 KBps.

Modens Analógicos
Essa função é realizada pelo "MODEM ANALÓGICO" e tem por objetivo "enganar" a Rede de Telefonia.
Para adaptar o sinal digital na Rede Telefônica, os modens analógicos utilizam uma técnica de
Modulação/Demodulação, que de forma geral, consiste na impressão do sinal da informação num outro sinal bem mais
forte (modulação), chamado de "onda portadora" e a retirada do sinal de informação da onda portadora na recepção
(demodulação). A freqüência da onda portadora estará dentro da faixa do canal de voz (300 a 3400 Hz).
Empregam o processo de modulação.
Normalmente associados a canais FDM.
Ex.: canal de voz (sistema telefônico) em linhas comutadas ou privativas.
Suportam comunicação síncrona e assíncrona.
Operação full-duplex:
Se transmissor e receptor transmitirem, simultaneamente, na mesma faixa de freqüência, são necessários dois
caminhos (ex.: dois pares trançados - 4 fios) se transmissor e receptor transmitirem, simultaneamente, em faixas de
freqüência distintas, é necessário apenas um caminho (ex.: um par trançado - 2 fios).
Operação full-duplex ocorre quando há transmissão e recepção simultâneas.
Operação half-duplex:
É quando a transmissão e recepção não ocorrem simultaneamente.

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Modens Analógicos
• Modens dialup
– Contêm circuitos similares aos de um telefone (discagem,…).
– Portadora(s) encontra(m)-se dentro da faixa de voz:
• Tom audível.

Anotações

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Anotações

Modens Analógicos

ETD
ETD MODEM MODEM
REDE TELEFÔNICA COMPUTADOR
COMPUTADOR

RS-232 RS-232
P/ EXEMPLO P/ EXEMPLO

Modens Analógicos Padronizados


Os modens analógicos, com modulação de áudio no canal de voz telefônico, foram padronizados pelo ITU para
assegurar comunicação de dados pela rede telefônica comutada internacional. Esta comunicação se dá de forma
completamente transparente ao tráfego de voz da rede telefônica, com a diferença de que, a comunicação humana por
voz, homem a homem, se dá numa taxa equivalente de, aproximadamente, 45 Bps, enquanto, os computadores
comunicam-se, pelo mesmo canal de voz, a 56.000 Bps.
Cabe aqui uma observação: como os modens analógicos são ligados na Rede de Telefonia e esta tem uma abrangência
mundial, esses modens são normatizados, ou seja, se os fabricantes são diferentes, mas eles seguem a mesma norma, os
modens conseguem se comunicar, fato este que não ocorre com os modens banda base (digitais). No Brasil os
fabricantes de modens analógicos seguem as normas do ITU-T conhecidas como normas “V”.
Três famílias evolutivas de modens (ITU-T) para canal de voz:
Modens de baixa e média velocidade para operação em linhas privativas ou comutadas:
– V.21, V.23, V.26.
Modens de alta velocidade para operação em linhas privativas:
– V.27, V.29, V.33, V.90.
Modens de média e alta velocidade para operação em linhas comutadas:
– V.22, V.22bis, V.32, V.32bis , V.34, V.90.

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Anotações
Modens Banda Base
• Utilizam exclusivamente o processo de
codificação:
– Ocupam toda a banda do meio.
• Alcance limitado.
• Normalmente associados a linhas físicas:
– Pares metálicos, cabos coaxiais, fibra
óptica.
• Suportam comunicação síncrona e assíncrona.

Modens Digitais
Não ligamos computadores somente na Rede de Telefonia. Hoje, já existem redes preparadas para trafegar com o
sinal do computador (Redes Digitais) que oferecem serviços de interligação de computadores em diversas velocidades.
Assim, utiliza-se o "MODEM DIGITAL" para interligar dois ou mais computadores nestas redes, também conhecido, como
"MODEM BANDA BASE".
Os modens banda base fazem a adaptação do sinal do computador pela técnica de Codificação/Decodificação, que não
utiliza o conceito de onda portadora, gerando dessa forma um sinal com freqüências superiores às freqüências do canal
de voz.

4-31
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Modens Banda Base
Operação full-duplex: requer dois caminhos de
transmissão separados (4 fios).

Conexão de longa distancia


(4 fios)

ETD ETD
Computador Computador

Operação half-duplex: requer um único caminho (2 fios).

MODENS BANDA BASE


Os MODENS BANDA BASE, ou MODENS DIGITAIS, ou DATA SETS, transformam o sinal digital em sinal digital
codificado, para que este possa ser transmitido a maiores distâncias através do meio de comunicação.
Os circuitos utilizados são dedicados, ou seja, não utilizam os serviços da Rede Pública de Telefonia. Nos circuitos
urbanos, utilizam LPCDs (Linhas Privativas de Comunicação de Dados) do tipo B (Banda de Base) e nos circuitos
interurbanos são utilizados apenas nos trechos urbanos.
O MODEM BANDA BASE é utilizado apenas em distâncias curtas (alguns quilômetros), pois a faixa de freqüência
disponível nos meios de comunicação é limitada (ocupam um espectro de freqüência muito maior que 4 KHz, disponíveis
em um canal de voz), devendo ser mantido em uma faixa de freqüência com pouca DC (corrente contínua).
Outros aspectos importantes são:
- Utilizam como suporte de transmissão apenas par de fios, portanto não utilizam canal de rádio, multiplex etc.
- Devido às características dos sinais dos modens banda base, seu custo é muito menor que os modens analógicos.
- Não são padronizados pelo ITU, possuindo diversos tipos de codificação, de acordo com o fabricante.
Emprega técnicas de codificação e decodificação.
Uso em par trançado com alcance limitado.
Não seguem uma padronização internacional.
Modens Banda Base de 64, 128 e 256 KBps.
Modens xDSL.

4-32
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Modens xDSL
• DSL - Digital Subscriber Line
– Transporte digital sobre as linhas de cobre
existentes.

• Benefícios:
– Uma solução de acesso a redes de banda larga.
– Utiliza os fios de cobre existentes.
– Pode ter o uso simultâneo de voz.

Anotações
O HDSL por ser
Modens xDSL transparente ao sinal ou
serviço, pode ser usado em
linhas E1 estruturado.
• HDSL
– Modem simétrico;
– Taxa de até 2 MBps para ambos os
sentidos;
– Transmissão apenas de dados em 2 pares
de fios;
– Circuitos ponto-a-ponto de alta velocidade.
Suporte a canais E1.

4-33
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Aplicação de Modens HDSL

P
Operadora A
HDSL
HDSL B
X

Assinantes

Modens HDSL
– Tecnologia alternativa para suportar serviços E1/T1;
– Velocidade a 2,048 MBps;
– 30 canais de 64 KBps;
– 2 pares de fio de cobre (0,4mm);
– Ligação ponto-a-ponto, multiponto e fracional;
– Interligação de centrais telefônicas;
– CAP - Carrierless Amplitude/Phase Modulation;
– Distância de 4 Km sem repetição;
– Hight bit-rate Digital Subscriber Line;
– Padrão que define o acesso a uma rede digital de alta velocidade;
– Especifica uma interface digital de acesso de 2 MBps a rede ISDN;
– Sistema que define a transmissão de dados full-duplex de alta velocidade sobre pares de fios metálicos;
– Padrão ETSI (ETR152);
– LTU - Unidade de Terminação de Linha;
– Define uma unidade que fica na terminação junto a rede digital;
– Unidade Master de um sistema HDSL;
– Implementa Interfaces G703/G704 E1.

4-34
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Modens ADSL
ADSL
– Modem assimétrico;
– Taxa de até 8 MBps no sentido “down stream” e até 512 KBps
no sentido “up stream”;
– Transmissão simultânea de voz e dados sobre a linha telefônica
do assinante (2 fios);
– Serviços interativos para a residência: VoIP e Acesso Internet.

Anotações

4-35
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Aplicação de Modens ADSL


NI
CENTRAL 1.5 to 6 Mbps Usuário

16/64 Kbps
1.5 to 6 Mbps
ADSL-C ADSL-R
Video/Data Voz
Fonte
VideoSpan VideoSpan
16/64 Kbps

2 WIRE

Voz
Telefone
Comutação
Telefônica

Modens ADSL
– Tecnologia alternativa para suportar serviços interativos compartilhados com a telefonia convencional;
– Fluxo de dados (upstream) do assinante ao provedor a 512 KBps;
– Fluxo de dados (downstream) do provedor ao assinante de 256 KBps a 8 MBps;
– Acesso à Internet;
– 1 par de fios.

Esse é o meio de acesso de banda larga, mais comentado no momento. Com o lançamento do Velox da Telemar,
usuários e provedores estão interessados nesse sistema de alto desempenho e fácil instalação a partir dos fios
telefônicos existentes. Nos Estados Unidos, a TeleChoice, Inc. prevê mais de um milhão de linhas DSL instaladas até o
final deste ano em seu país.
Esse sistema possui diferentes modos de funcionamento, por isso sua denominação genérica é DSL ou xDSL. O
esquema lançado no Brasil é o Asymmetric Digital Subscriber Line (ADSL), mas pode ser adotada uma de suas variações
RADSL, HDSL, SDSL e VDSL, com diferenças em capacidade e método de tratamento de dados. O ADSL é assimétrico,
isto é, possui diferentes faixas para downstream (entre 1,5 MBps e 8 MBps) e upstream (entre 16 KBps e 512 KBps).
É importante destacar que o splitter permite o uso do seu aparelho de telefone e do acesso à Internet
simultaneamente.

4-36
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Cable Modem
• Características
– 30/3 MBps - Assimétrico.
– 10/10 MBps - Simétrico.
– Interface do PC sobre 10baseT.
– Interface da rede usa modulação digital.

• Modem Head-end
– Concentrador para vários cable modens.
– Interface para o servidor: ATM ou FDDI.
– Usa modulação digital.

Cable Modem
Tirando proveito do cabeamento existente das TVs por assinatura, esse tipo de conexão oferece dois estímulos
irresistíveis ao consumidor final: conexões velozes a preços mais acessíveis (quando comparados com RDSI e ADSL).
Em relação aos modens convencionais, os modelos a cabo conectam-se de um modo bem diferente. Eles necessitam
de uma ramificação do sinal que distingue os sinais que devem ir para a televisão dos que vão para o computador. Por
isso, após a solicitação do serviço, um técnico visita o local para acoplar um aparelho chamado splitter, caso ele
encontre a linha em condições adequadas de qualidade. (É esse dispositivo que possibilita o uso do acesso à Internet sem
interferir na programação da TV). Outra diferença é a necessidade de uma interface de rede Ethernet 10BaseT para
poder utilizar o sistema coaxial do serviço da empresa provedora.

4-37
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Cable Modem
• Características do Canal
– Opera em um canal de TV de 6 MHz.
– Canal compartilhado por todos os assinantes do segmento de rede.
– Os fluxos são criptografados.

• Aplicações
– Acesso a Servidores Internet.
– O Servidor deverá estar na própria operadora de TV a cabo ou ligada
a ela através de um canal de alta velocidade.

Anotações
Cable Modem
Usa cabeamento existente das TVs por assinatura;
Utiliza um aparelho chamado splitter;
Necessidade de uma interface de rede Ethernet 10BaseT;
Utiliza o sistema coaxial do serviço da empresa provedora.

4-38
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Cable Modem

Características
A velocidade de conexão varia muito, dependendo do sistema de cable modem adotado, da arquitetura da rede de TV a
cabo e do tráfego em si. O fluxo de dados downstream pode atingir velocidades de até 27 MBps, o que resulta em
velocidades de recebimento de dados de cerca de 1 a 3 MBps, se for considerado o fato da largura de banda ser
compartilhada por vários usuários. Na direção de envio dados, as velocidades podem atingir até 10 MBps. O modelo mais
comum é o assimétrico, devido à própria natureza assimétrica das aplicações.
O termo cable modem se refere a um “modem” que opera sobre a rede de TV a cabo. Na verdade, a denominação
modem é equivocada, pois este atua mais como uma interface de rede do que como modulador/demodulador. Ele acumula
funções associadas a um modem, sintonizador, encriptador/decriptador, bridge, roteador, interface de rede, agente
SNMP e hub Ethernet.
Como os assinantes compartilham a largura de banda disponível durante suas sessões, existe a preocupação de que o
desempenho da rede caia à medida que mais usuários se conectam. Em um primeiro momento, pode-se pensar que
quando 200 usuários compartilharem uma largura de banda de 27 MBps sobrará cerca de 135 KBps para cada um –
ligeiramente maior que os 128 KBps de uma conexão ISDN. Isto não é, necessariamente, verdade. Diferentemente da
rede telefônica comutada, onde é alocada uma conexão dedicada para cada usuário, os usuários do cable modem não
ocupam uma parcela fixa da largura de banda durante o tempo em que permanecem conectados. Os recursos da rede
são alocados somente na transmissão e recepção de dados em rajadas.

4-39
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Conceito de Protocolos Protocolo
É uma descrição formal de
formatos de mensagem e das
regras que dois computadores
devem obedecer ao trocar
mensagens. Um conjunto de
Filósofo Filósofo regras padronizado que
Japonês Húngaro especifica o formato, a
sincronização, o
seqüenciamento e a verificação
de erros em comunicação de
dados. O protocolo básico
Intérprete Intérprete
Húngaro/Brasileiro
utilizado na Internet é o TCP/IP.
Japonês/Brasileiro

meio de transmissão

Anotações
Protocolo Orientado a
Conceito de Protocolo Conexão: a troca
informações entre as partes
de

• Protocolo orientado à conexão tem por objetivo estabelecer,


manter ou desconectar uma
conexão entre o usuário lado A
e usuário lado B sobre a qual
Alô
posteriormente serão
Alô
transmitidos os dados entre os
Envie arquivo
usuários.

A Arquivo A
Qual ?
B
Envia arquivo A
OK
Algo mais?
Não
Tchau
Tchau

4-40
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Conceito de Protocolo Protocolos não Orientados
a Conexão: não estabelecem,
• Protocolo sem conexão mantêm ou desconectam
conexões. Os dados entre os
usuários são carregados junto
ao próprio protocolo desde a
primeira mensagem enviada.
Envie arquivo

A Arquivo A
Qual ?
B
Envia arquivo A
Tchau

Anotações
Conceito de Protocolo
• Estabelecimento de conexão

Pedido de
Conexão
Indicação de
Conexão

REDE

Resposta
Confirmação

4-41
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Modelo de Referência OSI

Sub-rede Aplicação
Aplicação

Apresentação Apresentação

Sessão Sessão
Sub-rede de comunicação
Transporte Transporte

Rede Rede Rede Rede

Enlace Enlace Enlace Enlace

Física Físico Físico Física

Rede 1 Nó 1 Nó 2 Rede 2

O relacionamento de duas redes no Modelo OSI da ISO


Com o objetivo de facilitar o processo de padronização e obter interconectividade entre máquinas de diferentes
fabricantes, a Organização Internacional de Normalização (ISO - International Standards Organization), uma das principais
organizações no que se refere à elaboração de padrões de comunicação de âmbito mundial, aprovou, no início da década
de 1980, um modelo de arquitetura para sistemas abertos. Seu objetivo foi permitir a comunicação entre máquinas
heterogêneas e definir diretivas genéricas para a construção de redes de computadores independente da tecnologia de
implementação.
Esse modelo foi denominado OSI (Open Systems Interconnection), servindo de base para a implementação de qualquer
tipo de rede, seja de curta, média ou longa distância.
Da evolução das redes de computadores, vários princípios surgiram, possibilitando que novos projetos fossem
desenvolvidos de uma forma mais estruturada que os anteriores. Dentre esses princípios se destaca a idéia de
estruturar a rede como um conjunto de camadas hierárquicas, cada uma sendo construída utilizando as funções e
serviços oferecidos pelas camadas inferiores. Cada camada (ou nível) deve ser pensada como um programa ou processo,
implementado por hardware ou software, que se comunica com o processo correspondente na outra máquina. As regras
que governam a conversação de um nível “N” qualquer são chamadas de protocolos de nível “N”.
O modelo OSI propõe uma estrutura com sete níveis como referência para a arquitetura dos protocolos de redes de
computadores, sendo que nos equipamentos que fazem o roteamento dos dados em uma rede aparecem apenas até o
segundo ou terceiro nível. Os roteadores, comutadores e switches não possuem as camadas superiores a camada de
rede, ou seja, não é possível implantar um protocolo da camada de aplicação nesses equipamentos.

4-42
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
As funções das sete camadas do modelo OSI
7- Aplicação - Todos os aplicativos são tratados pela camada de aplicação.
A função desta camada é verificar se aplicativos como: Correio eletrônico, transferência de arquivos (FTP), emulação
de terminais (Telnet), estão disponíveis.
6- Apresentação - Esta camada garante que os dados sejam legíveis para o receptor (negocia a sintaxe). Se
necessário faz compactação, criptografia, conversão de imagens gráficas para linhas de bits.
5- Sessão - Abre, gerencia e fecha sessões entre aplicativos (exemplo: verifica a identificação do usuário, sua senha
de acesso, suas características).
4- Transporte - Responsável pela confiabilidade e se necessário faz um controle de fluxo (é como um AR que
acompanha uma carta enviada pelo correio) entre origem e destino. A segmentação dos dados ocorre nesta camada.
O TCP é um protocolo da camada de transporte. Faz controle de fluxo fim a fim.
O UDP também atua na camada de transporte, porém é mais simples porque não faz controle de fluxo.
Observação: O controle de fluxo é um mecanismo adotado pelo protocolo para cadenciar o envio dos pacotes na rede
e garantir que o pacote chegou ao destino. Pelas regras do controle de fluxo o pacote seguinte só será enviado depois
que o recebimento do anterior foi confirmado.
3- Rede - Responsável pela seleção de caminhos, roteamento e endereçamento. O endereçamento é feito por
endereços lógicos, como por exemplo, o IP.
Nesta camada, a informação é organizada em pacotes. Roteadores são dispositivos da camada de rede.
Protocolos da camada 3:
– X25;
– IP (endereçamento em redes IP);
– ICMP (utilizado pelo ping).
2- Enlace - Controla o acesso das informações ao meio através do endereço físico da placa de rede (endereço MAC).
Aqui a informação é organizada em quadros ou frames. Faz controle de erros na rede (poucos protocolos atuais
implementam esta função).
Placas de rede, bridges, switches são dispositivos da camada de enlace.
Protocolos da camada de enlace:
– Frame Relay - Não utiliza mecanismos de controle de erros;
– HDLC (compatível com diversos fabricantes) - é utilizado pelo Frame Relay e por outros protocolos para fazer
o enquadramento de dados;
– PPP - utilizado pelos roteadores da Cisco para se comunicar com roteadores de outros fabricantes;
– LAPB - utilizado pelo X25 - tem extensos recursos para verificação e controle de erros;
– BSC3 (protocolo IBM para computador de grande porte).
1- Física - Transmissão binária. Padrões dos meios (fios, conectores, interfaces, equipamentos).
A camada física fornece as características mecânicas, elétricas, funcionais e de procedimentos para ativar e desativar
conexões físicas. Fornece também as regras para montagem das topologias físicas de redes.
Cabos, Repetidores, Hubs, conectores são dispositivos de camada 1.

4-43
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 1 FÍSICA
• Trata das estruturas de rede
Aplicação
físicas.
• Das especificações mecânicas/ Apresentação
elétricas da mídia de
Sessão
transmissão.
• Da codificação de transmissão Transporte
de Bits e regras de
Rede
sincronização.
Enlace

Física

Camada 1 – Camada Física


A camada física fornece as características mecânicas, elétricas, funcionais e de procedimento para ativar, manter e
desativar conexões físicas para a transmissão dos bits entre entidades de nível de enlace (ou ligação), possivelmente
através de sistemas intermediários. As implementações do protocolo da camada física do OSI coordenam as regras para
a transmissão dos bits. A camada define:
– As estruturas de rede físicas;
– Especificações mecânicas/elétricas do meio de transmissão;
– A codificação de transmissão de Bits e regras de sincronização.

4-44
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 1
• Características elétricas
– Envolve a especificação dos níveis de voltagem,
do código utilizado (NRZI, por exemplo) e a
duração de bit.
• Características funcionais
– Especifica o significado ou função de cada
circuito da interface.
• Características procedurais
– Especifica o protocolo, ou seja, as seqüências de
eventos permitidas ou desejadas, de acordo com
as características funcionais da interface.

Anotações

Camada 1 Interfaces Digitais


Conexão física com o ECD,
Interfaces Digitais Equipamento de Comunicação de
Dados. É o primeiro nível em que
um ETD, Equipamento Terminal
de Dados, precisa de um
ETD ECD ECD ETD protocolo para enviar os dados
Equipamento
Equipamento
Terminal de Dados
Equip Equip
Terminal de Dados
a outro ETD.
Com de Dados Com de Dados

REDE

4-45
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Conceito de Interface
de Comunicação
Interface de Comunicação:
– Padrão de interligação entre equipamentos para transmissão de dados;
– Garante a compatibilidade física, elétrica e funcional desta interligação;
– Algumas interfaces conhecidas são: V.24/V.28, V.35, V.36, G703,
RS232, USB. RS422, RS485.

Anotações

4-46
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Protocolos de Camada 1
• Correspondem às características elétricas, mecânicas e
funcionais de uma porta (interface) de comunicação.
• No caso da RS 232 temos:
– Sinais elétricos correspondentes aos bits;
– Conector mecânico ISO 2110 (DB 25);
– Principais sinais funcionais são:
• DTR - Terminal pronto
• DSR - Modem pronto
• CTS - Modem pronto para transmitir
• DCD - Portadora Detectada
• TxD - Dados Transmitidos
• RxD - Dados Recebidos

RS-232
É um conjunto de normas que definem a comunicação serial ponto-a-ponto entre dois dispositivos. A norma RS232
define os níveis de tensão, a temporização, o protocolo de troca de dados e a disposição mecânica dos conectores.
A interface RS232 tem como principal atrativo a sua implementação simples e barata, sendo disponível como padrão
na maioria dos computadores atuais e antigos. As principais limitações da interface RS232 se devem ao fato da mesma
operar por níveis de tensão, sendo, extremamente, suscetível a ruídos, o que inviabiliza a comunicação de maneira
confiável em distâncias superiores a 10 ou 15 metros. Outra limitação é que o padrão RS232 foi desenvolvido para ser
uma comunicação ponto-a-ponto, não permitindo que mais de dois dispositivos usem a mesma “linha de dados”.
A RS 232 define uma interface utilizada para ligar um computador a um modem que por sua vez pode ser usado para
permitir o acesso a redes públicas de transmissão de dados. Também pode ser usada para ligar dois computadores ou
um computador a um dispositivo periférico.
Apresenta características mecânicas com a especificação das dimensões (altura, comprimento e largura) de um
conector com 25 pinos. As características elétricas definem a voltagem do 0(zero) e 1 lógico. Definem que a
transmissão é balanceada, isto é, circuitos compartilham uma terra comum. As características funcionais definem as
funções que são executadas pela interface, atribuindo significado aos sinais transmitidos e recebidos através de seus
pinos.
As características funcionais definem as funções que são executadas pela interface, atribuindo significado aos sinais
transmitidos e recebidos através de seus pinos.
As características procedurais definem a seqüência de eventos que deve ocorrer para que os dados sejam
transmitidos corretamente.

4-47
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
Com o objetivo de aumentar os limites de velocidade e distância impostos pelo RS-232, o EIA elaborou o padrão
RS-449.

Anotações
RS 232

Anotações
Sinais Funcionais da RS-232
HOST MODEM MODEM TERMINAL
DTR DTR

DSR DSR

RTS
DCD

CTS

TxD
RxD

4-48
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Características Mecânicas

Anotações
Conector de 25 Pinos lado ETD
1 Terra de Proteção
2 Dados Transmitidos (TD) {ETD ECD}
3 Dados Recebidos (RD) {ETD ECD}

4 Solicitação p/ enviar (RTS) {controlado pelo ETD}

5 Pronto p/ enviar (CTS) {controlado pelo ECD}

6 ECD pronto (DSR) {handshake ECD}

7 Terra de referência
8 Detetor de portadora (CD) {enviado pelo ECD}

20 ETD pronto (DTR) {handshaking ETD}

22 Indicador sonoro (RI) {enviado pelo ECD}

4-49
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Conector de 9 Pinos lado ETD

Pino Direção do sinal:

1 Carrier Detect (CD) { do ECD) sinal do modem


2 Received Data (RD) {Dados do ECD
3 Transmitted Data (TD) {Dados para o ECD}
4 Dado do ETD pronto (DTR) {sinal handshaking}
5 Terra de referência
6 ETD pronto (DSR) {sinal handshaking}
7 Solicitação p/ enviar (RTS) {sinal de controle}
8 Pronto para enviar (CTS) {signal de controle}
9 Indicador de campanhia (RI) {sinal do ECD}

Anotações
Características Funcionais

4-50
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Características Procedurais

1. EDT A liga o pino (20) que sinaliza ao Quando o Modem B avisa seu ETD da
seu modem que ele deseja iniciar uma chamada entrante via o pino (22) de Ring
transferência de dados. Enquanto este Indicator, ETD B liga seu pino (20) de ETD
sinal está ativado, EDT A transmite um Ready. Modem B então gera um sinal de
número de telefone via pino (2) de Tx para portadora para ser usado na transferência e
que o modem A disque. liga o pino 6, para sinalizar que está pronto
para recepção.

ETD A ETD B

Anotações

4-51
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
RS 232/RS 422

RS 422
É uma evolução do padrão RS232 e tem como principal novidade a implementação de linhas de transmissão
balanceadas, o que torna a comunicação extremamente imune a ruídos, permitindo o envio de informações a distâncias
de até 1200 metros de maneira extremamente confiável. O padrão RS422 é mais utilizado em comunicações ponto-a-
ponto, embora seja possível utilizar o mesmo em pequenas redes. Para operação em rede o número máximo de
dispositivos que podem ser conectados é limitado, pois cada circuito de saída RS422 pode ser ligado no máximo a 10
entradas. Também não é possível a utilização de um único par de fios para operar como "barramento", ou seja, os dados
são transmitidos por uma linha e recebidos por outra.
O principal uso do padrão RS422 é para estender a comunicação RS 232 a grandes distâncias, de maneira
transparente ao usuário sem a necessidade de alterar programação e protocolos.

4-52
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
RS 485 RS 485 é uma evolução do
padrão RS422, tendo como
principal enfoque a
comunicação em rede, ou seja,
com apenas um par de fios é
possível se comunicar com
diversos equipamentos em rede
usando o mesmo barramento.
Assim como o RS422, o RS485
utiliza linha de dados
balanceada, bastante similar às
linhas de dados da interface
RS422, logo também permite
comunicação em distâncias de
até 1200 metros de maneira
extremamente confiável.

Anotações
Cabos de Conexão RS 232
• Interligação ETD - ECD conector DB 25
• Interligação ECD - ECD conector DB 25
• Interligação ETD - ETD conector DB 25
• Interligação ETD conector DB 9 - ECD DB
25
• Interligação ETD - ETD conector DB 9

4-53
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interligação ETD - ECD conector DB 25
Circuito ETD (DB 25 fêmea) ECD (DB 25 macho)
TD 2 2
RD 3 3
RTS 4 4
CTS 5 5
DSR 6 6
GND 7 7
DCD 8 8
RET 15 15
RER 17 17
DTR 20 20
RING 2 2
REX 24 24

Anotações
Interligação ECD - ECD conector DB 25
Nesta aplicação, os modens
devem, obrigatoriamente, ser
Circuito ECD (DB 25 macho) ECD (DB 25 macho) configurados para Relógio
Externo.
TD/RD 2 3
RD/RD 3 2
RTS/DCD 4 8
DCD/RTS 8 4
DSR/DTR 6 20
DTR/DSR 20 6
GND 7 7
RER/REX 17 24
REX/RER 24 17

4-54
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interligação ETD - ETD conector DB 25
Nesta aplicação, os modens
devem, obrigatoriamente, ser
Circuito ETD (DB 25 fêmea) ETD (DB 25 fêmea) configurados para Relógio
Interno.
TD/RD 2 3
RD/RD 3 2
RTS-CTS/DCD 4 5-8
CTS/DCD-RTS 5-8 4
GND 7 7
DSR/DTR 6 20
DTR/DSR 20 6
REX-RET/RER 24 15-17
RET/RER-REX 15-17 24

Anotações
Interligação ETD conector DB 9 - ECD conector DB 25

Circuito ETD (DB 9) ECD (DB 25)


RD 2 3
TD 3 2
DTR 4 20
GND 5 7
DSR 6 6
RTS 7 4
DCD 1 8
RI 9 22
CTS 8 5

4-55
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interligação ETD - ETD conector DB 9
Circuito ETD (DB9) ETD (DB9)
RD/TD 2 3
TD/RD 3 2
DTR-DCD/DSR 4 1-6
DCD/DSR-DTR 1-6 4
GND 5 5
RTS/CTS 7 8
CTS 8 7

Anotações
Cabos de Conexão V. 35
• Interligação Modem Banda Base a ETD
• Interligação ECD - ECD Crossover
• Interligação ETD - ETD Crossover

4-56
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interligação Modem Banda Base Cabo adaptador para
Modem Banda Base Digitel
a ETD DT64SW-U.

Interligação Modem Banda Base a ETD Anotações


Pino do Conector DB Pino no conector 34 Função
25 – Modem pinos – V.35 Os pinos sem função devem
1 A CT101 ser deixados abertos.
2 P CT103A
3 R CT104A
4 C CT105
5 D CT016
6 E CT107
7 B CT102
8 F CT109
9 X CT115B
10
11 W CT103B
12 AA/a CT114B
13
14 S CT103B
15 Y CT114A
16 T CT104B
17 V CT115A
18 L CT141
19
20 H CT108
21 H CT140
22 J CT125
23
24 U CT113A
25 NN/N CT142

4-57
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interligação ECD - ECD Crossover
ECD 1 ECD 2
MB 34 macho DB 25 macho ISSO 2110 MB 34 macho DB 25 macho ISSO 2110
A 12 A 12
B 7 B 7
C 4 D 5
D 5 C 4
F 8 H 20
H 20 F 8
P 2 R 3
S 14 T 16
R 3 P 2
T 16 S 14
V 17 U 24
X 9 W 11
U 24 V 17
W 11 X 9

Anotações
Interligação ETD - ETD Crossover
ETD 1 ETD 2
MB 34 fêmea DB 25 fêmea ISO 2110 MB 34 fêmea DB 25 fêmea ISO 2110
A 12 A 12
B 7 B 7
C 4 D 5
D 5 C 4
F, E 8,6 H 20
H 20 F,E 8,6
P 2 R 3
S 14 T 16
R 3 P 2
T 16 S 14
V-Y 17-15 U 24
X-AA(a) 9-12 W 11
U 24 V-Y 17-15
W 11 X-AA(a) 9-12

4-58
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interface RS 442 - V.35
• DESCRIÇÃO FÍSICA
– Conector retangular 34 pinos (MB
34).
• DESCRIÇÃO ELÉTRICA
– Define valores de tensão para bit
marca e espaço.
– Define especificação elétrica V.28.
• DESCRIÇÃO FUNCIONAL
– Tabela de funções dos pinos.

Anotações
Interface V.35 / ISO 2593

4-59
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Equivalência Funcional
V.24/V.35/V.36

Anotações
Interface X.21 Interface X.21
Descrição Física
Conector hexagonal de 25
pinos - DB 15.
Descrição Elétrica
Define as especificações
elétricas da V.11.
Descrição Funcional
Tabela de funções dos pinos.

4-60
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interface G 703
• DESCRIÇÃO FÍSICA
– Conector de linha para 4 fios.
• DESCRIÇÃO ELÉTRICA
– Simbologia para representação dos bits marca e
espaço.
• DESCRIÇÃO FUNCIONAL
– 75 Ohms – em cabos coaxiais tipo BNC F duplo
(TX/RX);
– 120 Ohms – em par trançado em conectores RJ
45.

O propósito da Recomendação G.703 é fornecer as especificações necessárias para habilitar a interconexão de


componentes de redes digitais em um link digital internacional.
A Recomendação G.703 define os princípios aplicáveis às interfaces de 64, 1544, 6312, 8448, 32604, 34368,
97728, 139264 e 155520 KBps, assim como a interface de sincronização a 2048 KHz.

Interface de 64KBps
Exigências Físicas
Em ambas as direções podem ser transmitidos os seguintes sinais:
– Sinal de Informação de 64 KBps (obrigatório);
– Sinal de temporização de 64 KHz (obrigatório);
– Sinal de temporização de 8 KHz (não obrigatório; geralmente é gerado por algum equipamento de controle);
– A interface deve ser independente da seqüência de bits a 64 KBps.
Três tipos de Interface Possíveis:
– Interface Codirecional;
– Interface de Clock Centralizado;
– Interface Contradirecional.

4-61
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Interface G 703
Interface a 64 KBps Codirecional
– Interface através da qual a informação, e seu sinal
associado de temporização, é transmitida na mesma
direção.

Características Elétricas da Interface de 64 KBps Codirecional


Razão Nominal de bits: 64 KBps.
Máxima tolerância a sinais transmitidos através da interface: 100 ppm.
Sinais de temporização de 64 KHz e 8 KHz serão transmitidos com o sinal de informação.
Um par proporcional para cada direção da transmissão o uso de transformadores é recomendado.

4-62
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 2 – Camada do Enlace de Dados
• Organizar os bits da camada física (0s e 1s) em grupos
lógicos de informações chamados frames (quadros).
• Detectar (e, às vezes, corrigir)
Aplicação
erros (CRC - Cyclic Redundancy
Check). Apresentação
• Controlar o fluxo de dados. Sessão
• Identificar os computadores da Transporte
rede.
Rede
• Faz operação ponto-a-ponto
entre os equipamentos
Enlace
fisicamente conectados.
Física

Camada 2 – Camada do Enlace


A camada de Enlace de Dados tem por objetivo principal a transmissão dos dados organizados em frames (quadros) de
um ponto a outro. Não há qualquer preocupação com os enlaces anteriores, nem posteriores.
A camada de Enlace, conforme originalmente concebida (arquitetura X.25), tinha funções de controle de fluxo e
correção de erros ocorridos na camada física e das transmissões dos dados pelo meio físico. Posteriormente, essas
funções foram abandonadas por questões de performance e também considerando a alta qualidade das linhas digitais.
O objetivo desta camada é detectar e, opcionalmente, corrigir erros que porventura ocorram na camada física. A
camada de enlace vai assim converter um canal de transmissão não confiável em um canal confiável para o uso da
camada de rede. A técnica utilizada para conseguir isso é a partição da cadeia de bits a serem enviados à camada física,
em quadros, cada um contendo alguma forma de redundância para correção de erros.
Como a maioria das outras camadas, a camada de enlace de dados acrescenta suas próprias informações de controle
à frente do pacote de dados, informações sobre início e fim do frame e uma indicação dos protocolos da camada superior
envolvidos.

4-63
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Protocolos de Enlace de
Dados
Camada 3 Camada 3

Protocolo camada 2
Camada 2 Camada 2

Protocolo camada 1
Camada 1 Camada 1

Meio físico

Enlace: caminho lógico entre estações.


Função básica: fornecer serviços de comunicação de dados confiável à camada de rede.

Características:
Organizar os bits da camada física (1s e 0s) em grupos lógicos de informações chamados frames (quadros);
Como o byte, o frame é uma série de bits agrupados como uma unidade de dados;
Detectar (e, às vezes, corrigir) erros;
Controlar o fluxo de dados;
Identificar os computadores da rede.

Controle da camada de enlace


Controle de erros;
Frame Check Sequence (FCS);
Reconhecimento de quadros;
Retransmissão de quadros com erro;
Controle de fluxo;
Janela deslizante (Sliding window);
Janelas de transmissão e recepção;
Controle de acesso ao meio.

4-64
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Protocolos da Camada 2 Protocolos ditos orientados
“a caracter” são aqueles em
Enlace de Dados que os controles das funções
são todos expressos em
Protocolos encontrados na Camada 2 de Enlace caracteres (bytes). Já nos
protocolos orientados “a bit”
• Protocolos orientados a caracter: esses controles são expressos
– BSC (Binary Synchronous Communication) IBM; em configurações de bit, além
de diferenças significativas na
– ANSI X3 e X.28 American National Standard formação do quadro.
Institute.
O LLC e o LAP-B são
• Protocolos orientados a bit: subconjuntos do HDLC.
– SDLC: Synchronous Data Link Control – IBM;
– LLC: Logical Link Control – IEE 802.2;
– LAP-B: Link Access Procedure Balanced – ISSO;
– HDLC: High Data Level Link Control – CCITT.

Anotações
Protocolos orientados a caracter
• DESVANTAGENS
– Reconhecimento dos Caracteres de Controle;
– Necessidade de alternância (são HDX);
– Difícil transparência;
– Alta dependência do código.

• EXEMPLO: BSC
– Utiliza o procedimento “Stop and Wait” (bit alternado);
– É um protocolo síncrono;
– Transmite HDX nos códigos EBCDIC e ASCII.

4-65
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Protocolo BSC
Estação A Estação
ENQ B
ACK0
STX DADOS1 ETB
BCC ACK1
STX DADOS2 ETX BCC
ACK0
EOT
Caracteres de Controle
ENQ ENQUIRY (INTERROGAÇÃO)
ACK0/1 AFIRMATIVE ACKNOWLEDGEMENT
STX START OF TEXT
ETB END OF TRANSMISSION BLOCK
ETX END OF TEXT
EOT END OF TRANSMISSION

Anotações
Protocolos orientados a bit Protocolos orientados a bit
Não existem caracteres de
Protocolo HDLC controle.
• Estrutura de quadro HDLC Os controles são em nível de
bit.
O quadro é delimitado por
Flag Header Camada 2 Dados Flag “flags”.
01111110 Endereço Controle Informação FCS 01111110 Independência de códigos.
8 bits 8 bits 8 bits n x 8 bits 16 bits 8 bits Confiabilidade - Verificação de
erro para qualquer tipo de
Frame.
– Delimitador Flag Eficiência - Half e Full-Duplex.
– Técnica de “bit stuffing” Flexibilidade - Aplicáveis em
todas as classes de
– Tipos de quadros implementação de rede.

4-66
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Camada 2 Anotações

Detecção e Correção de Erros


• Técnicas de Detecção de Erros
– VRC
• Verificação da paridade do caracter;
– LRC
• Verificação da paridade do bloco;
– CRC
• Verificação de redundância cíclica em um bloco
ou quadro.
• Técnicas de Correção
– Sistemas de correção por Retransmissão
• ARQ Stop and Wait;
• ARQ Contínuo;
– Conceito de janelas de correção.
– Sistemas com Códigos para Auto-Correção no Destino
• FEC.

Anotações
Camada 2
Confirmação de Quadros Recebidos
• Confirmação quadro a quadro
– Transmissões Half-Duplex (HDX).

• Confirmação Mediante definição de Janelas


– Janela: Nº de quadros transmitidos sem a
necessidade de confirmação;
– Há a necessidade de numerar os quadros
transmitidos.

4-67
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Confirmação Quadro a Quadro

ETD A ETD B

Quadro de INFO
Confirmação
Quadro de INFO
Confirmação
Quadro de INFO
Confirmação

Anotações
Confirmação Através de uma
Janela

ETD A ETD B
Quadro de INFO 1
Quadro de INFO 2
Quadro de INFO 3 Confirmação 1
Quadro de INFO 4 Confirmação 2
Confirmação 3
Confirmação 4

4-68
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 2
Controle de Fluxo
• Protocolos Orientados a Byte
– Mediante caracteres de confirmação: ACK.
• Protocolos Orientados a Bit
– Mediante seqüências numéricas de quadros: NS
e NR.

Camada 2 - Correção de Erro CK Anotações

• CK: bits de verificação


• São 16 bits inseridos na SU para possibilitar a verificação do
recebimento correto da mensagem.
• Isto é feito através da propriedade segundo a qual toda
informação binária pode ser expressa através do polinômio.
Por exemplo, a informação 10101101 pode ser representada
através do polinômio:
1.x7 + 0.x6 + 1.x5 + 0.x4 + 1.x3 + 1.x2 + 0.x1 + 1.x0 =
x7 + x5 + x3 +x2 + 1

• Os bits de verificação, inseridos no ponto de origem da


mensagem, são calculados através do procedimento a seguir.

4-69
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 2
Correção de Erro CK
Transmissão
Informação
D (x) x 16

÷ R1 (x)

G (x)

+ CK Informação

x K .p 15 (x)

÷ R2 (x)

G (x)

1) É calculada a divisão módulo 2 de D(x) pelo polinômio gerador


x16 + x12 + x5 + 1,
onde D(x) é o polinômio obtido com os bits entre o ‘flag’ e o campo CK, obtendo-se o resto (R1);
2) É calculada a divisão módulo 2 do polinômio
xk (x15 + x14 + x13 + ... + x2 + x + 1)
pelo polinômio gerador
x16 + x12 + x5 + 1,
onde k é o número de bits entre o flag e o campo CK (bits de verificação), obtendo-se o resto (R2);
3) Os bits de verificação são obtidos através do complemento de 1 da soma módulo 2 de R1 com R2.
Os bits de verificação são agregados então à SU, em posição determinada, e o conjunto é enviado.
No destino, é gerado um polinômio com os bits entre os flag (inclusive os bits de verificação) e este polinômio é,
então, dividido pelo polinômio gerador
x16 + x12 + x5 + 1,
e o resto é comparado ao padrão 0001110100001111, caso seja igual, a SU é aceita, caso contrário, a SU é
rejeitada, seno, então, solicitada a retransmissão da mensagem.

4-70
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Camada 2
Correção de Erro CK
Recepção

CK Informação

Informação
OK
SIM

Igual a
÷ R (x) 0001110100001111

NÃO
Informação
ERROR
G (x)

Anotações

4-71
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 2
Correção de Erro CK
• D(x): polinômio cujos coeficientes (0 ou 1) correspondem
aos bits entre o flag de abertura e o CK.
• G(X): polinômio gerador, no caso x16 + x12 + x5 + 1.
• R1(x): polinômio resto da divisão de D(x) por G(x).
• xk.p15(x): polinômio obtido com a multiplicação de xk por
p15(x) onde este último é um polinômio completo de
grau 15 e k é o número de bits entre o flag de
abertura e o CK.
• R2(x): polinômio resto da divisão de xk.p15(x) por G(x).
• p15(x): x15 + x14 + x13 + ... + x2 + x1 + 1.

Anotações
Características da
camada de rede
• É responsável por transportar pacotes da origem para
o destino.
– Existência de dispositivos intermediários ao longo
do caminho.

4-72
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 3
Camada de Rede
• Introduz o conceito de
interligação de redes. Aplicação
• É responsável por transportar Apresentação
pacotes da origem para o
destino. Sessão
• Responsável pelo roteamento. Transporte
• Responsável pelo
endereçamento lógico. Rede

• Endereçamento: X.25, IP. Enlace

Física

Camada 3 - Camada de Rede


É a camada responsável pelo endereçamento, roteamento dos pacotes, controle de envio e recepção (erros,
bufferização, fragmentação, seqüência, reconhecimento, etc.), etc.
Na camada de Rede existe a visão completa dos nós da rede, com o objetivo de roteamento desde o ponto de entrada
na rede até o ponto de saída.
Dentre os protocolos da Camada de Rede, destacamos o X.25, usado na rede de comutação de pacotes EWSP da
Telemar, e o IP (Internet Protocol). O protocolo IP funciona de maneira relativamente simples usando mensagens
divididas em datagramas de no máximo 64 Kbytes cada um. Cada datagrama é transmitido (possivelmente fragmentado
em unidades menores), sendo reagrupadas quando chegam ao destino. Este processo de fragmentar e remontar as
mensagens, também, fica a cargo da camada de transporte (TCP).
O objetivo do nível de rede é fornecer ao nível de transporte uma independência quanto a considerações de
chaveamento e roteamento associadas ao estabelecimento e operação de uma conexão de rede. Existem duas filosofias
quanto ao serviço oferecido pelo nível de redes: datagrama e circuito virtual.
DATAGRAMA - (serviço não orientado à conexão), cada pacote (unidade de dados do nível 3) não tem relação alguma
de passado ou futuro com qualquer outro pacote, devendo assim carregar, de uma forma completa, seu endereço de
destino. Neste tipo de serviço, o roteamento é calculado toda a vez que um pacote tem que ser encaminhado por um nó
da rede.
CIRCUITO VIRTUAL - (serviço orientado à conexão), é necessário que o transmissor primeiramente envie um pacote
de estabelecimento de conexão. A cada estabelecimento é dado um número, correspondente ao circuito, para uso pelos
pacotes subseqüentes com o mesmo destino. Nesse método, os pacotes pertencentes a uma única conversação não são
independentes.

4-73
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Serviço orientado à conexão
Serviço orientado à conexão:
• Pacotes trafegam sempre pelo mesmo caminho. - Caminho da origem ao
• Exemplo: X.25. destino é decidido antes do
envio dos pacotes de dados.
- Pacotes de dados não
precisam ter endereço
destino, sendo que o
número do circuito virtual é
suficiente.

Anotações

Serviço sem conexão Serviço sem conexão


– Análogo ao sistema postal;
– Endereço de destino
• Pacotes podem chegar fora de ordem. completo em cada pacote
de dados;
• Exemplo: IP. – Baseado no endereço, cada
roteador decide o próximo
passo (next hop).

4-74
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Datagrama
1
S2 S4
4 1
1

4 3 2 1 2 4 3 1
4 2
A S1 S6 B
2

3 2
2 4 3

S3 S5
4 3

No exemplo acima, uma mensagem foi dividida em 4 pacotes (numerados de 1 a 4) e transmitida pelo nó A tendo por
destino o nó B. De acordo com suas respectivas tabelas de roteamento, cada nó decide fazer o seguinte:
– O nó S1 envia os pacotes 1 e 4 para o nó S2 e os pacotes 3 e 2 para o nó S3;
– O nó S2 envia o pacote 1 para o nó S4 e o pacote 4 para o nó S3;
– O nó S3 envia os pacotes 3 e 4 para o nó S5 e o pacote 2 para o nó S4;
– O nó S4 envia o pacote 1 para o nó S6 e o pacote 2 para o nó S5;
– O nó S5 envia os pacotes 3, 4 e 2 para o nó S6;
– O nó S6 recebe os pacotes na ordem 1, 3, 4 e 2 e entrega para o nó B.
A responsabilidade de colocar os pacotes na seqüência correta e entregar para a aplicação é do protocolo das
camadas superiores (acima da camada de rede) do nó B.

4-75
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Controle da camada de rede
• Controle fim a fim dentro da rede.
• Procedimentos:
– Estabelecimento e encerramento de chamadas
virtuais;
– Gerenciamento de PVCs;
– Controle de Fluxo;
– Recuperação de condições de erro;
– Seqüenciação;
– Controle de Congestionamento.

Camada 4 Anotações

Camada de Transporte
• Garante o transporte confiável
dos dados: Aplicação
– Entrega das mensagens
Apresentação
na ordem de envio;
– Sem perdas, duplicações Sessão
ou troca de ordem; Transporte
– Os dados são repartidos
em segmentos; Rede

– Controle de fluxo e Enlace


integridade das
Física
mensagens;
– Conexões de transporte.

4-76
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
O Nível de Transporte Serviço de conexão
• Serviço de conexão. A camada de transporte
• Pode combinar várias mensagens pequenas em um também pode combinar várias
mensagens pequenas em um
segmento único. segmento único para melhor
eficiência da rede. Como
• Identificador de conexão (CID).
mostra a figura, cada
componente de mensagem é
identificado por um
identificador de conexão (CID).
FFF- 00001D0026A3-A12 CID1 DADOS CID2 DADOS O CID permite que a camada de
transporte do dispositivo de
recebimento transmita cada
Informações de Várias mensagens combinadas mensagem para o processo
Endereçamento em um único segmento apropriado.

Anotações
Camada de Transporte
• Isolar das camadas superiores, a parte de transmissão
da rede.
• Dividir as mensagens grandes em segmentos
apropriados para a transmissão em rede.
• Endereçamento.
• Resolução de endereço/nome.
• Desenvolvimento do segmento.
• Serviço de conexão.

4-77
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Camada 5
Camada de Sessão
• Administração da sessão.
• Diálogo formal entre o Aplicação
solicitante de serviços e um Apresentação
provedor de serviços.
Sessão
• Estabelecimento da conexão.
• Transferência de dados. Transporte
• Liberação da Conexão. Rede

Enlace

Física

Camada 5 – Camada de Sessão


A Camada 5 ou Nível de sessão gerencia os diálogos entre dois computadores, estabelecendo, gerenciando e
encerrando as comunicações. Também fornece mecanismos que permitem estruturar os circuitos oferecidos pelo nível de
transporte. Os dois assuntos a seguir sobre a camada de sessão são:
Controle de diálogo
• Diálogo Simplex – Transferência de dados em mão única. Um exemplo é o alarme de incêndio, que envia uma
mensagem de alarme ao corpo de bombeiros, mas não pode (e não precisa) receber mensagens do corpo de
bombeiros.
• Diálogo Half-Duplex – Transferências de dados em mão dupla, nas quais os dados fluem em apenas uma direção
por vez. Quando um dispositivo termina uma transmissão, ele deve “mudar a direção” da mídia de forma que o
outro dispositivo tenha a sua vez de transmitir. Os operadores de radioamador conversam no mesmo canal de
comunicação. Quando um operador termina de transmitir, ele deve liberar o seu botão de transmissão de forma
que o outro operador possa enviar uma resposta.
• Diálogo Full-Duplex – Permite a transferência de dados simultâneos em mão dupla, tendo cada dispositivo, um
canal de comunicação separado. Os usuários em uma conversação telefônica podem falar ao mesmo tempo, pois
os telefones são dispositivos do tipo “full-duplex”.

4-78
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
Administração da sessão
Uma sessão é um diálogo formal entre o solicitante de serviços e um provedor de serviços. As sessões têm pelo
menos três fases:
– Estabelecimento da conexão – Um solicitante de serviço pede a inicialização de um serviço. Durante o
processo de configuração, são estabelecidas a comunicação e as normas sobre ela.
– Transferência de dados – Como houve um acordo quanto às regras durante a configuração, cada parte do
diálogo sabe o que esperar. A comunicação é eficiente e os erros são de fácil de detecção.
– Release da Conexão – Quando a sessão é encerrada, o diálogo termina de uma forma sistemática.

Estabelecimento de Conexão
Quando uma sessão é iniciada, várias tarefas podem ser realizadas:
Especificação dos serviços que são obrigatórios:
– Autenticação do Login do usuário e outros procedimentos de segurança.
– Negociação de protocolos e parâmetros do protocolo.
– Notificação de identificadores de conexão.
– Estabelecimento do controle do diálogo, bem como confirmação da numeração e dos procedimentos de
transmissão.

Transferência dos Dados


Quando uma conexão está estabelecida, os dispositivos envolvidos podem iniciar um diálogo. Além de trocar dados,
esses dispositivos trocam informações e outros dados de controle que gerenciam o diálogo.

4-79
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Camada 6 Anotações

Camada de Apresentação
• Conversão de dados
– Ordem dos Bits.
Aplicação
– Conversão da Ordem de Bytes.
– Conversão de Código de Apresentação
Caracteres.
– ASCII / EBCDIC. Sessão
• Conversão da Sintaxe do Arquivo
Transporte
– Quando os formatos de arquivos
são diferentes entre os
computadores, é preciso
Rede
convertê-los.
Enlace
• Criptografia de Dados
– Garantir que os dados na rede Física
local estejam absolutamente
seguros.

Camada 6 – Camada de Apresentação


Conversão de dados
Uma meta de trabalho importante durante o projeto de redes é permitir que tipos diferentes de computadores
troquem dados. Embora essa meta seja raramente atendida por completo, o uso eficiente das técnicas de conversão de
dados pode possibilitar a comunicação entre muitos tipos de computadores. As quatro formas de conversão de dados
são:
• Ordem dos Bits – Quando números binários são transmitidos por uma rede, eles são enviados um bit por vez.
Considere o número binário 11110000. O computador transmissor pode começar por qualquer extremidade do
número:
– Ele pode começar pelo dígito mais significativo (MSD), o dígito de maior valor, e enviar primeiro um 1.
– Ele pode começar pelo dígito menos significativo (LSD), o dígito de menor valor, e enviar um 0 primeiro.
• Conversão da Ordem de Bytes – Uma lógica parecida se aplica à ordem de bytes. Os valores complexos
geralmente devem ser representados por mais de um byte, mas cada computador usa uma convenção diferente
em relação a que byte deve ser transmitido primeiro:
• Conversão de Código de Caracteres – A maioria dos computadores usa um dos seguintes esquemas de
numeração binária para representar conjuntos de caracteres:
– ASCII / EBCDIC

4-80
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Camada 7 Anotações

Camada de Aplicação
• Refere-se ao fornecimento de
serviços na rede.
Aplicação
• Fornece uma interface, para
que os aplicativos se Apresentação
comuniquem com a rede.
Sessão
• Funções relacionadas à
utilização dos serviços da rede: Transporte
– Serviços de Divulgação;
Rede
– Divulgação de Serviço Ativo;
– Divulgação de Serviço Enlace
Passivo.
Física

Camada 7 – Camada de Aplicação


A camada de aplicação se refere ao fornecimento de serviços na rede. Entre eles estão os serviços de impressão,
serviço de banco de dados e outros serviços. A camada de aplicação é comumente mal interpretada como sendo
responsável por executar aplicativos de usuários, tais como processadores de texto. Não é esse o caso. Entretanto, a
camada de aplicação fornece uma interface, para que os aplicativos se comuniquem com a rede. A camada de aplicação
realiza duas funções relacionadas à utilização dos serviços da rede. Uma função envolve a divulgação dos serviços
disponíveis e a outra, o uso dos serviços.
Serviços de Divulgação
Serve para informar os clientes sobre os serviços que estão disponíveis, a camada de aplicação divulga os serviços na
Rede. Você encontrou a utilidade dos endereços de serviço quando falamos sobre a camada de rede. Esses endereços de
serviço fornecem o mecanismo, que permitem os clientes comunicar com os serviços. A camada de aplicação pode
empregar métodos ativos e passivos de serviços de divulgação.
• Divulgação de Serviço Ativo – Quando os servidores divulgam ativamente os serviços, eles enviam um
broadcast anunciando os serviços que oferecem. A maioria dos protocolos considera essas divulgações de
serviços válidas por um tempo limitado.
• Divulgação de Serviço Passivo – Os servidores também podem listar seus serviços e endereços com um
registro central de serviço. Os clientes consultam o diretório para determinar quais serviços estão disponíveis e
como acessá-los – esse processo é chamado de divulgação de serviço passivo.

4-81
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Arquitetura TCP/IP
• Conjunto de protocolos desenvolvido para a
Internet.
• Padrão concebido mundialmente.
• Solução concebida para interconexão de redes
heterogêneas.
• Arquitetura definida em 4 camadas.
• É o protocolo utilizado nos produtos Velox e
demais suportados pela Rede IP.

Arquitetura TCP/IP
A arquitetura TCP/IP originou-se da rede Arpanet, a rede precursora da Internet, desenvolvida a partir do início dos
anos 70. Como a Arpanet era uma rede com fins estratégicos do governo americano, pouco se sabia da rede e de seus
protocolos.
Em 1983 a rede Arpanet foi dividida e criada a rede Internet para fins de pesquisa entre as universidades a nível
mundial.
A partir de então suas tecnologias e protocolos passaram a ser conhecidos pelo mercado. Com a necessidade de
definir uma arquitetura para interconexão de sistemas heterogêneos o mercado que, até então aguardava uma definição
da arquitetura OSI, passou a adotar a arquitetura da internet, baseada nos seus protocolos mais conhecidos TCP e IP.

4-82
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Modelo TCP/IP
Aplicação Aplicação
Apresentação

Sessão

Transporte Transporte

Rede Rede

Enlace Enlace

Física de Dados

Modelo
Modelo TCP/IP
OSI

A Arquitetura TCP/IP é largamente utilizada na interconexão e na interoperação de sistemas computacionais


heterogêneos. Na época de seu surgimento, a Arquitetura TCP/IP era a única alternativa para fazer frente aos protocolos
proprietários de fabricantes de equipamentos, tornando-se assim, um padrão de fato no mercado. TCP/IP (Transmission
Control Protocol/Internet Protocol) é na verdade o nome comum para uma família de dezenas de protocolos de
comunicação de dados.
A grande característica da Arquitetura TCP/IP é a simplicidade de implementação dos seus protocolos, que, mesmo
assim, atendem aos requisitos de interconexão exigidos pela maioria dos sistemas.
Assim como o Modelo de Referência OSI da ISO, a Arquitetura TCP/IP também é organizada em camadas, não
existindo, contudo, uma estruturação formal como a definida para o Modelo de Referência OSI. Primando pela
simplicidade e pela funcionalidade, a Arquitetura TCP/IP é composta por dois protocolos principais: o IP (Internet
Protocol), responsável pelo encaminhamento de pacotes de dados entre diversas sub-redes desde a origem até o seu
destino e o TCP (Transmission Control Protocol), que tem por função o transporte fim-a-fim confiável de mensagens de
dados entre dois sistemas.

4-83
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Transmissão TCP-IP
• Na ORIGEM, a aplicação, por exemplo, FTP ou E-MAIL,
entrega uma mensagem para o TCP transportar.
• O TCP por sua vez divide a mensagem em datagramas.
• O IP transporte até a rede onde está o computador
destino.
• Informando apenas o seu endereço Internet.
• Envia seus datagramas através de dispositivos
especiais (roteadores).

Transmissão TCP-IP
Ao mesmo tempo em que presta o serviço de transporte para aplicações, o protocolo TCP utiliza os serviços de
outros protocolos, como o protocolo IP (Internet Protocol). O IP oferece serviços de roteamento. Os datagramas
gerados pelo TCP são transportados por datagramas IP até que cheguem na rede destino.
Uma vez que os dados cheguem na rede destino, o protocolo IP utiliza, por sua vez, os serviços de outros protocolos
capazes de transmitir os dados através do meio físico de transmissão utilizado na rede, como por exemplo o protocolo
Ethernet.
Na ORIGEM, a aplicação, por exemplo, FTP ou E-MAIL, entrega uma mensagem para o TCP transportar. O TCP por sua
vez divide a mensagem em datagramas e entrega cada datagrama individual para que o IP transporte até a rede onde
está o computador destino, informando apenas o seu endereço Internet . Note que esta é a única informação que o IP
precisa - o protocolo IP sequer toma conhecimento do conteúdo do datagrama TCP que está transportando, ele se ocupa
apenas em encontrar a melhor rota para que o datagrama possa chegar ao seu destino.
O datagrama do TCP é colocado dentro do campo de dados do datagrama do protocolo IP e enviado através do meio
de transmissão da rede ORIGEM com direção ao seu DESTINO. Caso o DESTINO pertença a uma rede diferente, o
protocolo IP é capaz de enviar seus datagramas através de dispositivos especiais (roteadores), fazendo com que os
mesmos cheguem na rede destino.

4-84
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Recepção TCP-IP
• Padrão Ethernet como protocolo de transmissão
no meio físico (cabo coaxial, par trançado).
• Números de 48 bits que já vêm gravados de
fábrica nas placas de rede (endereços Ethernet).
• Protocolo, chamado ARP (Address Resolution
Protocol) - end. IP X Ethernet.
• Os datagramas IP são transportados no cabo da
rede por pacotes Ethernet.

Recepção TCP-IP
Quando o datagrama roteado pelo IP chega à rede onde está o computador-destino, mais um problema precisa ser
resolvido. Ocorre que, a maioria das redes modernas usa o padrão Ethernet como protocolo de transmissão no meio
físico (cabo coaxial, par trançado, etc). O padrão Ethernet possui seu próprio esquema de endereçamento, baseado em
números de 48 bits que já vêm gravados de fábrica nas placas de rede (endereços Ethernet). Portanto, um computador
em rede TCP/IP que utilize o padrão Ethernet, além de ter um endereço IP de 32 bits, possui também um endereço
Ethernet associado à sua placa de rede.
Retornando ao conceito do modelo de camadas, dizemos que o protocolo IP requisita os serviços do protocolo
Ethernet, para que seu datagrama seja transportado através do meio físico da rede e entregue no computador-destino.
No caso, os datagramas IP são transportados no cabo da rede por pacotes Ethernet. Como não há nenhuma relação
entre o endereço Ethernet de destino e o endereço IP de destino, é preciso existir um meio de se saber qual é o
endereço Ethernet que corresponde a qual endereço IP. Este problema é resolvido com a ajuda de um outro protocolo,
chamado ARP (Address Resolution Protocol), que basicamente utiliza uma tabela que associa o endereço IP ao endereço
da placa Ethernet para cada computador na rede.
Com o auxílio do protocolo ARP, o endereço Ethernet do computador-destino correspondente ao endereço IP de
destino pode ser resolvido, e os pacotes Ethernet contendo os datagramas IP podem ser enviados pelo meio de
transmissão para o computador-destino.

4-85
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Circuito de Transmissão de Dados


• Em relação à aplicação, os circuitos se dividem
em dois tipos:
– Comutado ou Estatístico;
– Dedicado ou Determinístico.

Anotações

Circuito de Transmissão de
Dados
• Comutado:
– É o tipo de aplicação onde o caminho da origem
até o destino é feito através de circuitos
estabelecidos durante a conexão, de forma a
compartilhar fisicamente o meio com vários
usuários.

4-86
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Serviço de Dados Dedicado
Serviço de Apresenta a característica
de alocação permanente de
Dados Dedicado recursos da
estabelecendo uma conexão
rede,

origem-destino com capacidade


disponibilizada 24h. Em função
da alocação (reserva) dos
recursos de rede
Backbone permanentemente, é em geral
Cliente – Site 1
Determinístico utilizada na conectividade para
suportar aplicações com
tráfego constante (alta
capacidade de tráfego).

Circuitos de Acesso
Cliente – Site 2

Anotações
Comunicação Ponto-a-Ponto Comunicação
Multiponto
Ponto-a-Ponto e

e Multiponto Um modem local pode ser ligado


a um outro distante através de um
meio de transmissão. A esse
• Comunicação quanto ao tipo de ligação física: conjunto MODEM A - MEIO DE
TRANSMISSÃO - MODEM B,
– Multiponto: presença de três ou mais dispositivos de chamamos de LINK DE
comunicação com possibilidade de utilização do mesmo COMUNICAÇÃO DE DADOS, que
enlace. pode ser ponto-a-ponto, se interliga
apenas dois computadores, ou
multiponto, se interliga mais de dois.
Backbone
Determinístico
Conexão ponto-a-ponto
Ponto-a-ponto
2M
A maneira mais fácil de ligar dois
dispositivos é via uma conexão
ponto-a-ponto.
Nem sempre isto é viável, devido a:
- Distância entre os dispositivos;
Multiponto
- Dispositivos precisam ser
Ponto-Multiponto
ligados a vários outros.
Solução: Anexar o dispositivo a
uma rede de comunicação.

4-87
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Serviços Dedicados
• O cliente paga a locação da linha.
• Acesso em tempo integral.
• Acesso exclusivo a um caminho de dados.
• Alto volume de dados a serem transmitidos.
• Linha dedicada por meio de leasing.

Serviços Dedicados
Quando os clientes exigem acesso em tempo integral a um caminho de comunicação, uma alternativa é obter uma
linha dedicada por meio de leasing. Vários níveis de serviço estão disponíveis. As linhas dedicadas permitem que um
cliente faça o leasing de uma banda passante específica entre dois pontos específicos.
São várias as organizações que precisam comunicar entre diversos pontos. Fazer o leasing de uma linha entre cada
par de pontos pode ser caro demais. Agora, diversos serviços que fazem o roteamento de pacotes entre sites diferentes
estão disponíveis. Dentre os serviços disponíveis estão o X.25, Frame-Relay, ATM, etc. Cada um desses serviços tem
características que se adaptam a usos específicos e todos eles estão disponíveis, podendo ser obtidos com os
provedores de serviços por leasing. Uma organização que precise se comunicar entre vários sites só precisará pagar
para conectar cada site ao serviço. O serviço assumirá a responsabilidade de rotear os pacotes. A despesa de operação
da rede é compartilhada entre todos os assinantes da rede.

4-88
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Redes de Anotações

Comunicação de Dados
1 1
Redes Determinísticas
2 2
3 3
1 2 3 4
4 4

1 1
Redes Estatísticas
2 2
3 3
4
1 3 4

Redes Determinísticas:
Empregam técnicas de multiplexação de tempo fixo, ou seja, cada canal recebe uma banda pré-determinada e
permanente.

Redes Estatísticas:
Empregam técnicas de multiplexação de tempo aleatória, ou seja, os canais ocupam a banda disponível sob demanda.

4-89
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Estatística x Determinística
Rede Determinística
• Conexões ponto-a-ponto;

• Transparente a protocolo;

Rede Estatística

• Conexões ponto-a-ponto
e ponto-multiponto;

• Depende de protocolo;

Rede Determinística
É a Rede mais segura que existe.
Não possui atrasos e o seu tempo de resposta é previsível.
Comunicação é transparente a protocolos.
A comunicação geralmente é feita de forma ponto-a-ponto.
Não há compartilhamento dos recursos de Rede.
Os recursos da Rede ficam alocados durante todo o tempo para o cliente (24x7).
Custo maior para operadora e clientes.
Viabiliza aplicações de tempo real.
Comunicação feita por meio de um protocolo.
Comunicação feita fim-a-fim.
Rede Estatística
Mensagens são divididas em pedaços chamados de pacotes.
Assim como uma carta, os pacotes precisam de remetente e destinatário para ser encaminhados.
Compartilhamento de Meios.
Clientes da rede não usam todo recurso durante todo o tempo.
Menores custos para operadora e clientes.
Viabiliza aplicações de baixo tráfego e baixo custo.

4-90
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Estatística x Determinística
Rede Determinística
• Recursos dedicados;
• Banda da rede = Soma da
banda dos clientes;

Rede Estatística

• Recursos compartilhados;
• Banda da rede menor que
soma da banda dos clientes;
• Otimização de recursos e
redução de custos;

Rede Estatística
Encaminhamento das Informações nas Redes.

Serviço orientado à conexão: X.25 e Frame Relay


Análogo ao sistema de comutação telefônica;
Caminho da origem ao destino é decidido antes do envio dos pacotes (Circuito Virtual);
Pacotes não precisam ter endereço destino.

Serviço não orientado à conexão: IP


Análogo ao sistema postal;
Endereço completo em cada pacote;
Baseado no endereço, cada roteador decide o próximo passo (Datagrama).

4-91
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Determinística
t1 t2
A

PARA O MEIO FÍSICO


C

Dados Banda Desperdiçada

A1 B1 C1 D1 A2 B2 C2 D2 ...

Primeiro Ciclo Segundo Ciclo

Redes Determinísticas:
– Empregam a multiplexação por divisão de tempo (TDM) fixa;
– São redes orientadas à conexão.
Vantagens:
– Atrasos baixos e constantes;
– Banda reservada independente do tráfego;
– Não há concentração o que torna os atrasos baixos;
– Possibilidade de integração de tráfego de voz, dados e vídeo;
– Gerenciamento mais simples da rede.
Desvantagens:
– Largura de banda independente do tráfego, banda ociosa para tráfego baixo;
– Rede de multiplexadores muito sensível ao sincronismo;
– O custo de um serviço baseado em redes determinísticas independe do volume de dados transmitidos.

4-92
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
O atraso nas redes
Características de Tráfego determinísticas é constante
independente do tráfego, como
Redes Determinísticas mostra a figura ao lado. Os
serviços baseados nestas redes
são indicados para aplicações
que exijam baixos atrasos e
Atraso com grandes volumes de
transferência de dados.

Tráfego

Características de Tráfego O atraso de redes estatísticas


Anotações
é variável em função do tráfego.
Quanto maior o tráfego maior o
Redes Estatísticas atraso. Com isto, se observa três
momentos das redes estatísticas:
normal, congestionamento e
colapso.
Atraso
Normal Congestionamento Colapso Na situação normal, há
escoamento para o tráfego de
entrada e, por conseguinte, os
atrasos aumentam pouco.
Na situação de
congestionamento, nem todo o
tráfego de entrada consegue ser
escoado pela rede, ocasionando a
formação de filas e tornando o
atraso elevado.
Na situação de colapso, o
Tráfego tráfego de entrada não consegue
ser escoado e, portanto, o atraso
tende a infinito.

4-93
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Estatística
t1 t2
A

PARA O MEIO FÍSICO


C

Cabeçalho Capacidade Extra Disponível

A1 B1 B2 C2 ...
T

Redes Estatísticas:
– Empregam a multiplexação por divisão de tempo (TDM) estatística;
– As redes podem ser orientadas a conexão (X.25) ou não orientadas a conexão (IP);
– Cada usuário ocupa o canal de acordo com a demanda;
– O usuário pode ou não ter um tráfego garantido;
– A banda não é fixa e é dependente do uso;
– Há concentração de dados e os atrasos são aleatórios.
Vantagens:
– Largura de banda dependente do tráfego, melhor otimização da banda;
– Rede não é sensível ao sincronismo;
– O custo de um serviço baseado em redes estatísticas depende do volume de dados transmitidos.
Desvantagens:
– Atrasos altos e variáveis;
– Banda varia conforme o tráfego;
– Há concentração, o que torna os atrasos altos;
– A integração do tráfego de voz, dados e vídeo é de difícil implementação para atender os requisitos de QoS
exigidos pelo mercado.

4-94
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Redes X.25
• É uma rede estatística.
• Tecnologia de comutação de pacotes largamente usada
na década de 80.
• Os acessos podem ser discados ou dedicados.
• Não possui garantia de banda. IBM S/370

VAX 7000
• Velocidade máxima Pena que o
de 64 KBps. Frame Relay só
será inventado X.25
nos anos 90.

A Rede de Pacotes X.25 tem uma arquitetura em três níveis:


– Físico: responsável pela transferência dos bits no meio físico.
– Enlace de dados: responsável pelo agrupamento dos bits em quadros e sua transferência isenta de erros.
– Rede: responsável pela transferência ordenada de pacotes desde a origem até o destino em uma rede,
através de circuitos virtuais.
O serviço é orientado a conexão, ou seja, estabelece um circuito virtual entre a origem e o destino na rede e mantém
esse circuito durante toda a transferência dos dados.
O controle de erros emprega técnicas de detecção e correção de erros baseado em CRC.
Emprega técnicas de controle de fluxo em caso de congestionamento.
A comutação dos pacotes ocorre no nível 3 (rede). Os pacotes são comutados baseados na porta física e no canal
lógico de entrada, sendo determinado qual o canal lógico de saída e a porta física associada por meio de uma tabela de
comutação em cada nó da rede.
No nível 2 os quadros têm 6 bytes de controle, no nível 3 os pacotes têm 3 bytes de controle e são trocados quadros
e pacotes de controle entre os nós, gerando um alto overhead na rede, agravado pelos mecanismos de controle de erro.

4-95
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Serviços X.25
Acesso Comutado X.28 Acesso Comutado X.32

Terminal
Terminal Rede Telefônica X.25
X.28
Acesso Dedicado X.28

PAD Terminal
X.28
Acesso Dedicado X.25
Rede de
Pacotes
Terminal Acesso Dedicado X.25
X.25 CVP
Terminal
X.25
Acesso Dedicado SDLC
Terminal
SDLC

A Família X.25 é uma linha de serviços voltada para a interligação de terminais e consulta a bases de dados, ideal para
aplicações com baixo ou médio volume de informações. Por meio do protocolo X.25, as empresas podem enviar e receber
dados de maneira rápida e segura. A principal finalidade do serviço é acessar informações de terminais,
microcomputadores e computadores de grande porte, bem como transmitir arquivos e interligar redes locais. Uma das
aplicações mais conhecidas do X.25 é a validação de cheques e cartões de crédito, por meio de conexões com empresas
e associações como Visanet, Redecard e Serasa. Baseado em plataforma de rede, o serviço é caracterizado pelo uso de
aplicações tipicamente interativas de consulta a bases de dados e pelo tráfego de mensagens de tamanho limitado. Isto
não impede que grandes mensagens sejam transmitidas, mas elas são divididas em blocos de tamanho igual ao máximo
permitido. O cliente pode requisitar a plataforma X.25 nas seguintes modalidades: Dedicado: interligação privativa
permanente entre o cliente e a Telemar. Indicado para aplicações de alto e médio tráfego.

4-96
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Redes Frame Relay


Características
• Opera na rede estatística;
• Protocolo mais simples, pela redução dos controles de correção de erros e fluxo;
• Muito utilizado para Interligação de LANs;
• Transmissão em velocidades de até 2 MBps;
• Múltiplas Conexões Lógicas no mesmo acesso físico (CVP);
• Usa identificador de CVP, chamado DLCI (Data Link Connection Identifier).

Anotações

4-97
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Topologia Frame-Relay

LAN 4

LAN 3 CIR
64Kbps
CIR
LAN 5
64Kbps
LAN 2 CIR CIR
128Kbps 64Kbps

CIR
Matriz 384Kbps

Switch Backbone

Concentrador

CIR
64Kbps
WS
WS
WS

LAN 1

O serviço Frame Relay surgiu para atender à demanda por serviços públicos de transmissão de dados com tarifa
proporcional ao tráfego efetivo e com tempo de resposta inferior ao das redes de pacotes X.25.
A técnica de Frame Relay é, no final das contas, uma versão "diet" da comutação de pacotes, sem o processamento
de nível 3 e sem algumas funções do nível 2.
O principal segmento de mercado atendido pelo serviço Frame Relay é o da interligação de Redes Locais a longa
distância.
Além do crescimento do volume e na velocidade do tráfego de dados, outros fatores vieram a justificar a alternativa
de "emagrecer" a comutação de pacotes. Por um lado, os meios de transmissão digital, apresentam taxas de erros muito
melhores do que as das linhas analógicas, para as quais o X.25 foi desenvolvido. De outro lado, os terminais ligados em
rede são hoje estações de trabalho com capacidade e inteligência incomparavelmente maiores do que há duas décadas.
Ora, essa maior capacidade de processamento pode ser usada para realizar funções que antes eram deixadas aos níveis
inferiores e à própria rede. Por exemplo, se a rede não garante a entrega de pacotes sem erros, cabe ao nível de
transporte o serviço de confirmação de mensagens de forma a evitar a perda de dados. Vários protocolos de transporte
fazem estas funções, sendo o TCP, o mais famoso (e utilizado) deles.

4-98
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Medindo e Garantindo o Throughput
• Committed Information Rate (CIR)
– É a largura de banda garantida para um CVP.
• Bc = Committed Burst
– Número de bits contratados
que podem ser transmitidos
sobre um intervalo de
tempo, sem descarte, se a
rede não estiver
congestionada.
– O Bc é equivalente ao
EIR Excess Information
Rate, seu valor pode ser
contratado em
percentuais, chegando
no máximo igual ao CIR.

Para minimizar a probabilidade de congestionamento a rede Frame Relay possui um mecanismo de controle e de
sinalização de congestionamento. Este mecanismo é opcional para facilitar a implementação de interfaces Frame Relay
nos equipamentos de acesso. Entretanto, o tratamento desta sinalização é importante para o desempenho da rede. Esta
importância é, melhor, entendida, ao analisarmos a curva da vazão (quadros efetivamente escoados pela rede) em função
da demanda de tráfego de uma rede estatística.
Outros parâmetros importantes também são definidos entre a administração da rede e o assinante no momento da
contratação, influindo no preço do serviço.
Primeiro, tem-se a Taxa de Informação Comprometida (CIR - Committed Information Rate) que é a taxa de
transferência de informação (bits por segundo), medida sobre um determinado período de tempo, que a rede se
compromete a transportar sem descarte de dados. O CIR é fornecido pelo usuário como uma estimativa do seu tráfego
"normal" em períodos de pico. Se a taxa efetiva demandada pelo usuário durante a operação superar o CIR, o nó de
entrada da rede irá ligar o bit DE no cabeçalho de todos os quadros entrantes, até que a sua taxa média volte a baixar.
Os quadros que têm o bit DE (Discard Eligibility) ligado são aqueles que serão descartados em primeiro lugar pela rede
caso ocorra congestionamento. Note-se que se a rede não estiver congestionada, mesmo que o usuário ultrapasse
instantaneamente o CIR contratado, seus quadros serão transportados sem descarte. Em segundo lugar, uma taxa
máxima também é definida, a partir da qual o próprio nó de entrada descarta os quadros. Este parâmetro, definido na
contratação, é o Tamanho de Rajada Comprometido (Bc - Committed Burst Size), que é o maior número de bits
consecutivos que a rede se compromete a transportar sem descarte.
Estes parâmetros são importantes para evitar que um usuário mais “pesado” tome conta da capacidade da rede,
provocando o descarte de dados de outros usuários mais comportados.
Benefícios
– Redução dos custos de conexões dedicadas;
– Redução dos custos com acessos, roteadores e firewall;
– Possibilidade do cliente em aproveitar os circuitos de dados para o tráfego de voz;
– Possibilita que seja criada a rede corporativa, pois permite agregar vários protocolos.

4-99
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
ATM
Asynchronous Transfer Mode
• Protocolo de transporte baseado na tecnologia de
comutação de pequenas células através de um circuito
virtual.
• Permite taxas de 155 MBps.
• Surgiu no inicio dos anos 90 através do ITU-T.
www.atmforum.org.
• Muito utilizado em backbones das operadoras de
telecomunicações e de grandes empresas.

A Origem do ATM
Por volta de 1984, por iniciativa do ITU e alguns fabricantes de equipamentos de telecomunicações, começaram a ser
formados grupos de estudos para tentar delinear um novo conceito de telecomunicações que ficou sendo conhecido como
Integrated Service Digital Network ou simplesmente ISDN. A partir de 1988 começaram a surgir os primeiros resultados
destes grupos sob forma das recomendações da série I do ITU (antigo CCITT). As características deste novo conceito
ISDN podem ser resumidas em três aspectos fundamentais: serviços integrados em um suporte único, transmissão e
comutação digital ponta a ponta, e padrões universais nos seus aspectos técnicos e interfaces de acesso.
O surgimento, em 1991, do ATM Forum - um consórcio de companhias e organizações interessadas em acelerar o
desenvolvimento e implantação da tecnologia ATM - deu origem a um conjunto de "acordos para implantação" de
equipamentos ATM. Embora não tenha autoridade para a produção de padrões, sendo essa tarefa reservada a órgãos de
domínio internacional, o ATM Forum é uma organização importante no desenvolvimento da tecnologia ATM, contando com
a representação significativa de quase todas as grandes empresas de telecomunicações e informática do mundo inteiro.
No inicio dos anos 90 a situação do consumo de banda foi dramaticamente alterada a partir de um fenômeno
imprevisto chamado Internet. O crescimento explosivo desta rede trouxe consigo a disseminação e popularização dos
serviços de informática. O surgimento do world wide web (www) a partir de 1992, que permite o acesso rápido e fácil a
seus recursos por qualquer pessoa não especializada, tornaram a Internet a primeira rede com características de um
sistema global de informação. Paradoxalmente, porém, foi também a partir do seu enorme sucesso que ficaram mais
expostas as limitações inerente ao protocolo IP da Internet, que não foi previsto para integração em tempo real de
múltiplos serviços como voz dados e imagens animadas.
Pesquisadores em todo mundo voltaram seus esforços e estudos no sentido de avaliar antigas e novas propostas que
viabilizassem a integração de múltiplos serviços em uma rede única. O objetivo principal destes estudos era desenvolver
um novo serviço de transporte, digital e de alta velocidade e que atendesse todos os serviços, atuais e futuros, de uma
forma integrada. A tecnologia que atualmente está mais próxima de um consenso entre os pesquisadores e usuários é
sem dúvida o Asynchronous Transfer Mode (ATM), desenvolvido originalmente pelos grupos de estudos do ITU-T para B-
ISDN.
ITU-T neste texto corresponde ao Telecommunication Standards Sector do ITU.

4-100
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
ATM
Modo de Transferência Assíncrono
• ACESSO ASSÍNCRONO
– Tráfego de entrada na rede é aleatório.
– O nó de entrada armazena os dados no buffer.

• MULTIPLEXAÇÃO ESTATÍSTICA
– As fatias de tempo não são fixas.
– O tamanho das fatias é de acordo com a
demanda.

A comutação de circuitos é indicada para aplicações que tenham um fluxo contínuo de dados e requeira um atraso
constante (independente do volume de tráfego), como é o caso da transmissão de voz digitalizada ou videoconferência
digital. Entretanto, o STM (Modo de Transferência Síncrono) revela-se ineficiente para a maioria das aplicações típicas de
comunicação de dados, com elevada intermitência, pois a capacidade da rede é desperdiçada nos períodos de silêncio.
O Modo de Transferência Assíncrono (ATM) está baseado na multiplexação estatística adaptativa e na comutação de
pacotes, isto é, transportar as informações agregadas em fatias de tempo endereçadas de forma a maximizar o
aproveitamento da banda, distribuindo-a apenas aos canais ativos.
A diferença entre o ATM e a comutação de pacotes convencional consiste em que, no ATM, as fatias de tempo têm
tamanho fixo, chamadas de células. Estas células são multiplexadas e comutadas em circuitos virtuais, conforme o
conteúdo de seus cabeçalhos. Outra diferença é que a rede ATM não faz controle de fluxo ou controle de erros enlace a
enlace, o que caracteriza as técnicas Fast Packet. O objetivo é diminuir a latência característica da comutação modo
pacote de forma a permitir o transporte de serviços em tempo real.

4-101
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Backbone ATM

As redes corporativas começam a experimentar um esgotamento de capacidade devido ao grande desenvolvimento de


aplicações cliente-servidor, aplicações gráficas e multimídia. O ATM colocou-se então como uma tecnologia alternativa
para o backbone de redes locais corporativas e diversos fabricantes passaram a oferecer comutadores ATM para estas
aplicações. Em outubro de 1991 estas empresas constituíram o ATM Fórum, uma associação das organizações
interessadas em acelerar o desenvolvimento e a implantação da tecnologia ATM, de forma independente do ITU-T. O ATM
Fórum não tem autoridade para a produção de padrões, mas tem demonstrado maior agilidade e trabalha de forma
cooperada com o ITU-T, já que todas as grandes empresas de telecomunicações participam das duas associações. O ATM
Fórum tem focado a definição dos aspectos relativos à interface do usuário (UNI privativa) para ambientes de acesso
múltiplo (redes locais). Todas as especificações de interoperabilidade são produzidas pelos sub-grupos de trabalho dos
Comitês Técnicos. Atualmente, há nove sub-grupos de trabalho: sinalização, interface entre redes banda larga, camada
física, gerenciamento de tráfego, NNI privada, LAN Emulation, aspectos de serviços e aplicações (SAA), gerenciamento de
rede e teste.

4-102
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Redes IP
• Tecnologia de comutação de pacotes utilizada na
internet;
• Os pacotes IP são encaminhados através dos
protocolos PPP, Frame Relay, ATM, HDLC, etc;
• Permite interligação de Intranets e Extranets;
• Rede estatística, sujeita a congestionamentos;
• Os acessos podem ser discados ou dedicados;
• Permite acesso à conexão mundial, via rede Internet.

Redes IP
O IP é um protocolo do tipo datagrama, operando, portanto, no modo não orientado a conexão, enquanto o TCP é um
protocolo de transporte orientado a conexão. O conjunto TCP/IP pode, desta forma, oferecer um serviço de alta
confiabilidade. Para uso em redes de alta qualidade, onde o problema de confiabilidade não assume grande importância, foi
definido o protocolo UDP (User Datagram Protocol) que opera no modo não orientado a conexão e possui serviços bem
mais simplificados que o TCP.
Outro conceito, adotado nesta arquitetura diz respeito à não necessidade de se utilizar sub-redes padronizadas. Deve-
se apenas implementar interfaces do IP necessárias para sua comunicação com as sub-redes disponíveis no mercado,
sejam elas redes locais ou de longa distância, ficando a compatibilização entre tais sub-redes a cargo dos Gateways.
Completando a Arquitetura TCP/IP, é especificada uma camada usuária do TCP ou do UDP, referente às aplicações,
tais como, correio eletrônico, transferência de arquivos, terminal virtual, entre outras. Além disso, é permitido ao
usuário o desenvolvimento de suas próprias aplicações através da utilização de primitivas.
Na Arquitetura TCP/IP é também implementado o conceito de portas (TCP ports) que são endereços associados às
aplicações operando em um sistema. Os endereços destas portas são especificados pela aplicação em seu domínio de
abrangência (well known port) para as aplicações globais no domínio Internet.

4-103
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Redes IP
• As Redes IP são redes estatísticas não orientadas à conexão.
• Não existe um caminho dedicado e fixo entre a origem e o
destino (datagrama).
• Numa rede IP os pacotes transitam independentemente dos
demais e podem chegar ao destino fora da ordem. A ordenação
dos pacotes e feita pelo aplicativo do cliente.
B
B3 B2
B1
Rede IP

B3 B2
B1

Qual é o caminho? C2 C3 C1

TCP
C3 C2 C1 IGRP
A IP
C
UDP
FTP

Redes IP
As redes TCP/IP deixaram de ser sinônimo de redes inseguras para se tornarem sinônimo de redes flexíveis com
possibilidade de permitirem a oferta de todo tipo de serviço e atenderem os mais diferentes perfis de tráfego.
TCP/IP é um padrão de comunicação entre diferentes computadores e diferentes sistemas operacionais e aplicativos.
Na verdade TCP/IP não é um, mas um conjunto de padrões e protocolos de comunicação utilizados na interconexão e
endereçamento de computadores e redes.
A maioria dos sistemas operacionais e equipamentos de comunicação fabricados hoje, possuem interface para
comunicação com redes TCP/IP, ou seja, são capazes de se comunicar com outros equipamentos e redes que também
utilizam o padrão TCP/IP.
Atualmente é possível interligar equipamentos dos mais diversos tipos como: celulares, computadores, POS, Palms,
leitoras ópticas, medidores de energia, etc., através de redes e protocolos TCP/IP.

4-104
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Redes IP
• Roteadores são dispositivos fundamentais em redes IP.
• Escolhem os caminhos onde a informação vai trafegar.
• Rede IP e Rede Internet não são sinônimos.

Qual o
caminho?

Redes IP
Importante:
Redes IP e Internet não são sinônimos. A Internet mundial é baseada nos protocolos da família TCP/IP, entretanto nem
toda rede IP é Internet. Mesmo dentro da Internet, que é uma grande rede aberta e, a princípio, muito sujeita a
invasões, é possível criar ilhas de segurança.
Quando a rede IP é a base de uma rede corporativa é chamada de Intranet.
Quando a rede IP é a base para a comunicação entre a rede interna de um cliente e de seus parceiros de negócios é
chamada de Extranet.

4-105
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Redes IP Anotações

Roteadores
FLASH ROM
RAM NVRAN
(S.O)

console interfaces
Serial (WAN)
Ethernet (LAN)
Fast Ethernet (LAN)
Gigabite Ethernet

• Encaminham as informações (pacotes) entre as redes,


escolhendo o melhor caminho para atingir o destino dos
pacotes.
• Utilizam endereços IP e tabelas de roteamento.
• Podem suportar voz.

Roteadores
Os roteadores são dispositivos, que entre outras funções, oferecem interconectividade entre redes locais (LAN) e
entre rede locais e redes de longa distância (WAN). São largamente empregados quando há a necessidade de interligação
entre redes com protocolos diferentes.
Os roteadores suportam vários dispositivos de redes locais e podem empregar uma variedade de protocolos entre
redes e esquemas de endereçamento.
São providos de inteligência para entender uma rede inteira, não apenas os dispositivos conectados em âmbito local, e
rotear informações baseadas em vários fatores, por meio do melhor caminho. Uma larga utilização dos roteadores é feita
na Internet, onde muitos deles são utilizados para permitir o acesso dos usuários aos servidores espalhados pelo mundo.

Algumas considerações na escolha de um roteador


• Número de portas WAN (seriais) e LAN (Ethernet, Fast Ethernet, etc).
• Velocidade do link de acesso.
• Protocolos de dados envolvidos (podem impactar no sistema operacional do roteador).
• Aplicações que envolvem matriz e filiais.
• Tipo de interface - V35, G703, E1, Ethernet, etc.
• Se deve suportar voz (modelos Cisco 805 e 1720, por exemplo, não suportam voz).
• Uso ou não de criptografia. Isto porque a criptografia acarreta aumento no processamento.

4-106
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Redes IP Anotações

Identificação dos seus componentes


• Toda rede IP precisa de endereços para identificar a si própria
e para identificar os seus equipamentos (Hosts).
• Endereços IP são baseados nos conceitos de Host e Rede.

10.50.0.1 Internet

Endereço Interno 10.50.0.2


Rede 10.50.0.0
(não válido) 10.50.0.3 10.50.0.6

10.50.0.4
210.30.40,10
10.50.0.5 (Endereço registrado
na Internet para acesso externo

Redes IP
Todo equipamento que precisa ser encontrado numa rede TCP/IP precisa de um endereço. O endereço utilizado neste
caso é chamado de endereço IP (Internet Protocol). IP (Internet Protocol) é o protocolo responsável pelo endereçamento
nas redes, de forma que os dados cheguem a seu destino de acordo com o endereço fornecido.
Os endereços IP das redes locais não precisam ser válidos. Basta que os equipamentos, que se comunicam com o
mundo externo, tenham endereços válidos.
Para oferecer suporte às necessidades da comunidade Internet o endereço IP é dividido em cinco classes: Classe A,
Classe B, Classe C e Classe D e E. As classes A, B e C são conhecidas como classes de endereços principais e são as que
são distribuídas para uso em redes comerciais. As classes D e E são reservadas.
Um endereço IP tem 32 bits divididos em 4 bytes ou octetos. Fazendo todas as combinações possíveis (envolvendo as
classes A, B e C) teremos disponíveis endereços no intervalo de: 0.0.0.0 a 255.255.255.0.
Nem todos os endereços neste intervalo serão considerados válidos. Alguns são reservados para aplicações especiais.
Faixas de Endereços IP:
– Classe A = 0 a 126;
– Classe B= 128 a 192;
– Classe C= 193 a 223.
Host é qualquer equipamento com capacidade de transmitir e receber pacotes IP em uma rede como, por exemplo,
roteadores e estações de trabalho.

4-107
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Redes TCP/IP Anotações

Serviços
DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol)
• Configuração e geração automática de endereços IP na rede.
NAT (Network Address Translation)
• Tradução de endereço IP não válido para endereço IP válido e vice-
versa.
DNS (Domain Name System) Internet ou
outras redes DNS
• Tradução de nomes para números IP. Externas

Servidor
DHCP

240.30.40.1
240.30.40.3
Rede
210.30.40.0

240.30.40.2
240.30.40.4

Redes IP
Componentes da arquitetura IP

DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol)


Toda máquina ao ser configurada numa rede IP precisa receber um endereço IP e um outro endereço chamado
máscara de sub-rede. Esta configuração pode ser estática - feita por um operador, ou dinâmica.
A geração e a administração de endereços IP, podem ser bem trabalhosas. Imagine uma rede IP com 500 máquinas.
Para automatizar esta tarefa foi criado o protocolo DHCP, que distribui os endereços, máscaras e gateway padrão
automaticamente. Funciona na filosofia Cliente/ Servidor. Para funcionar é preciso um servidor DHCP e as máquinas das
redes precisam ter um software DHCP para se comunicar com o servidor.

NAT (Network Address Translation)


O NAT tem a função de traduzir os endereços válidos e registrados de acesso a Internet para os endereços
reservados da rede interna e vice-versa. O NAT pode ser implementado num roteador ou num computador junto com o
firewall.

DNS (Domain Name System)


O DNS é um sistema de tradução de domínio (WWW) para os seus respectivos endereços IP que trafegam na rede.
Os nomes e endereços IP ficam em tabelas nos servidores DNS.

4-108
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Redes IP Anotações

Formação de VPN

IP
IP

CPE Based
Network Based
• Implementação pelo cliente.
• Transfere as funções de QoS e
segurança para a rede da
Operadora.

Uma VPN é uma rede corporativa apoiada numa infra-estrutura pública compartilhada, empregando a mesma
segurança, gerenciamento e políticas de desempenho aplicadas numa rede privada. Utiliza protocolos que fazem a
criptografia e a segurança dos dados entre a origem e o destino. Existem várias opções de formação de VPN baseada em
IP que podem ser divididas em dois grandes grupos:
• IP VPN baseada em rede (Network Based): Nas soluções desse tipo, a VPN e as características de segurança
estão na rede do provedor, mais precisamente na ponta do backbone. A empresa não precisa de nenhum
equipamento extra.
• IP VPN baseada em CPE (CPE Based): A segurança e a gerência da VPN é feita nos CPEs do cliente. Um exemplo
de tecnologia dessa categoria é o IPSec.
O que é MPLS (Multiprotocol Label Swtching)?
O MPLS é um protocolo que torna a rede mais inteligente incorporando gerenciamento baseado em políticas para
garantir a qualidade dos serviços (QoS).
Siglas:
QoS = Quality of Service (qualidade de serviço).
CPE = Customer Premisse Equipament (equipamento do Cliente).
VPN = Virtual Private Network.

4-109
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Redes IP Anotações

Formação de VPN
IP Origem Como Funciona: Comutação de Pacotes Tradicional
IP Destino
IP Origem
IP Origem IP Origem IP Destino
A IP Destino IP Destino
1 Backbone IP

1
1 C
2 3 2 1
B 1 IP DEST PORTA
IP DEST PORTA
IP DEST PORTA C Local
IP DEST PORTA A 1 A 2
A 1
B Local B 2 B 2
B 1
A 1 C 3 C 1
C 1

Para entender melhor o MPLS, vamos ver como são comutados os pacotes IP, tradicionalmente:
• Consideremos um backbone como o representado acima. Num backbone IP, todos os roteadores possuem
tabelas com as informações de todos os roteadores da rede.
• Os roteadores A,B e C são os roteadores de borda, onde os clientes estão conectados.
• Uma empresa está conectada no Roteador B e deseja trocar informações com um computador de sua filial que
está conectado no Roteador C.
• É enviado um pacote. Este pacote, além de conter a informação que está sendo trocada, contém também alguns
dados importantes para a rede, como por exemplo, o endereço IP destino, o endereço IP de origem.
• O Roteador B recebe o pacote, abre o mesmo e lê as informações relevantes para o roteamento. Verifica em sua
tabela qual o caminho que deve ser seguido, fecha o pacote e envia para o próximo roteador.
• O roteador seguinte faz a mesma coisa, abre o pacote, lê as informações, faz uma busca em sua lista, fecha o
pacote e encaminha.
• O processo é repetido até o pacote chegar ao seu destino.

Siglas:
VPN = Virtual Private Network.
MPLS = Multi-Protocol Label Switching.

4-110
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

MPLS: MultiProtocol Label Anotações

Switching
• MPLS significa MultiProtocol (entenda-se, IP) Label
Switching, ou seja, uma técnica de comutação de
pacotes centrada em labels (rótulos);
• MPLS é uma unificação de várias técnicas de
comutação IP, notadamente sobre ATM;
• O MPLS é neutro (MultiProtocol) quanto a tecnologia
de rede, ou seja, pode ser implantado sobre redes
ATM, DWDM, Frame-Relay, Ethernet, etc.

O MultiProtocol Label Switching - MPLS


A partir do ano de 1995, a Internet Engeneering Task Force (IETF) e o ATM Fórum começaram a desenvolver
propostas para integrar protocolos baseados em roteamento, como o IP, sobre a estrutura de comutação da tecnologia
ATM. Buscava-se uma rede que oferecesse simultaneamente facilidade de gerenciamento, reserva de largura de banda,
requisitos de QoS e suporte nativo a multicast. Como resultado deste trabalho surgiram protocolos como o
Multiprotocol Over ATM (MPoA) e o Integrated Private Network to Network Interface (I-PNNI). Mas ambos são
bastante complexos e de difícil implementação e gerenciamento.
Durante o ano de 1996 algumas empresas de informática sugeriram as primeiras soluções para integrar as vantagens
das redes comutadas à família de protocolos IP. O pioneiro nesta tendência foi a Ipsilon, que desenvolveu o IP Switching.
O IP Switching utiliza comutadores ATM, determinando fluxos de pacotes com endereços similares e verificando se tais
fluxos devam ser roteados ou comutados. A Cisco propôs o Tag Switching, que adiciona a cada pacote de dados um
label, chamado tag, permitindo sua transmissão através de um circuito virtual. Desta forma, não é necessário uma
análise das informações de roteamento em cada etapa do percurso, uma vez que a decisão do próximo nodo é baseada
apenas no tag e não no conteúdo de cabeçalho dos pacotes. Ao final de 1996, a Toshiba e a IBM criaram variantes do
Tag Switching, chamadas respectivamente de Cell Switched Router (CSR) e Aggregate Route-Based IP Switching
(ARIS).

4-111
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Redes IP/MPLS
• QoS por conta de rede.
• Políticas de prioridade para garantir a qualidade de
serviço.
• Prioridades diferentes para tráfegos diferentes.

Rede
IP/MPLS

Qos

Anotações
Redes MAN

4-112
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Redes MAN
Topologia
Filial Niterói
Matriz Rio de Janeiro

RedeTelemar
Servidor

Filial Duque de Caxias

Redes MAN – Metropolitan Area Network


MAN (Metropolitan Area Network) é qualquer rede que atue dentro de uma área metropolitana.
As redes metropolitanas tipicamente tem uma cobertura de 2 a 100 Km.

As redes MAN trabalham tipicamente em ambientes urbanos. Isso traz algumas dificuldades para uma rede sem fio,
que tipicamente necessita de visada direta para trabalhar. Assim uma rede sem fio para área metropolitana deve ser
capaz de trabalhar, de alguma maneira, sem a necessidade de visada (por exemplo, o sinal refletido em outros edifícios
devem ser o suficiente para que o receptor recupere o sinal transmitido).

4-113
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede WDM

Metropolitanas ("Metro")
As redes WDM Metro são utilizadas como captação de acesso para suporte de serviços.
Elas são usadas nos seguintes tipos de aplicações:
– Meio físico para redes de Transporte Metro, baseadas nas tecnologias PDH e SDH;
– Meio físico para redes Multisserviço Metro, baseadas nas tecnologias ATM, Frame Relay e IP;
– Meio físico para interligação de Centrais Telefônicas para serviços de Voz Local;
– Meio físico para interligação de equipamentos "Cross-connect" para redes de Transporte Metro com alto
grau de proteção automática;
– Meio físico para interligação de CPD's, em conexões dedicadas ou compartilhadas, com interfaces dos tipos
ESCON, FICON, Fast Ethernet, Gigabit Ethernet e Fiber Channel, entre outras.
Essas redes WDM possuem as seguintes características:
– Pequenas distâncias físicas entre equipamentos, demandando amplificadores ópticos de baixa potência.
– Para os equipamentos de nova geração a camada de aplicação passa a ser inserida no próprio WDM através
do uso de transponders que possuem interfaces dedicadas para esse tipo de serviço. Hoje existem
transponders com interfaces Fast Ethermet, Gigabit Ethermet, ESCON, FICON, Fiber Channel, e outros com
interface óptica variável (STM-1 a STM-16), com a configuração de banda da porta executada de forma
remota a partir do sistema de gerência.

4-114
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
– Uso de equipamentos de derivação óptica, para extrair ou inserir poucos Lambdas (comprimentos de onda)
definindo segmentos de rede com maior concentração de tráfego entre origem e destino.
– Uso de proteção na camada de aplicação, através dos mecanismos existentes nas redes de transporte ou
multisserviço e, mais recentemente, com opção de proteção na camada óptica (WDM).

Metro Ethernet Telemar


Redes metropolitanas: tráfego de dados urbano com altíssima velocidade.
Vantagens
– Controle: cada modalidade de serviço METRO ETHERNET possui nível próprio de complexidade,
Escalabilidade, segurança e qualidade de serviço, permitindo total controle de sua eficiência.
– Customização: a solução está disponível em inúmeras modalidades, totalmente adaptadas, às necessidades
de tráfego do cliente.
– Flexibilidade: a METRO ETHERNET permite a criação de Redes Privativas Virtuais (VPNs) de altíssima
performance.
– Integração: é possível criar interfaces entre a rede metropolitana e serviços IP e ATM.
– Liberdade: você pode escolher o formato ideal, ponto-a-ponto ou multiponto, para sua rede e montar sua
infra-estrutura de dados em um só provedor de soluções.
– Confiança: a Telemar garante a integridade na transmissão de dados de sua empresa, disponibilizando mais
tempo para que você dê foco ao seu negócio.
– Economia: a tecnologia aplicada pela Telemar, nesta solução, dispensa investimentos em equipamentos de
informática e softwares para segurança e gerenciamento.
– Pioneirismo: a Telemar foi a primeira empresa a oferecer uma solução com a abrangência e as
características do METRO ETHERNET, graças à capilaridade de sua rede de fibra óptica.

Aplicações:
– Instituições privadas e governamentais com grandes redes corporativas.
– Prefeituras municipais, especialmente as Secretarias de Saúde e de Educação.
– Operadoras de call center.
– Empresas com necessidade de circuitos backup.
Funcionamento
O METRO ETHERNET é uma solução baseada na tecnologia Ethernet e na rede de fibras ópticas da Telemar, com
velocidades entre 10 MBps e 1 GBps, possibilitando transporte de dados, voz e imagens. Podem-se acessar aplicações
de dados em alta velocidade por meio de uma interconexão metropolitana, com uso de equipamentos e estrutura
exclusivos para a aplicação do cliente. Seu funcionamento é semelhante ao de uma rede local, mas com amplitude muito
maior, podendo conectar pontos espalhados pela cidade ou entre centros metropolitanos. Seu alto desempenho, grande
largura de banda e baixo tempo de resposta em aplicações cliente/servidor, responde à mudança em antigas regras,
como a que estabelecia que 80% do tráfego eram restritos à rede local e apenas 20% saia da empresa, utilizando o
backbone. Hoje, esta proporção está se invertendo.

4-115
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Wireless Anotações

• Comunicação sem fio


– Transmissão de sinais através do espaço sem a
necessidade de meios físicos;
– Utiliza tecnologias de infravermelho, laser, microondas e
de rádio.

Redes Sem Fio


Microondas - A comunicação através de sistemas de microondas existe sob duas formas: sistemas terrestres, e sistemas
baseados em satélites. Embora apresentem um funcionamento similar, essas duas formas possuem características próprias e devem
ser aplicadas em situações distintas. Na primeira o fluxo do sinal dá-se através de antenas convencionais, sendo muito indicado na
troca de informações entre dois ou mais edifícios nos casos em que a instalação de cabos seria problemática ou dispendiosa.
Antenas também são muito empregadas em regiões remotas, não só com redes de computadores como também na transmissão de
canais de telefone e/ou televisão, através de áreas inóspitas como desertos e regiões montanhosas. Antenas comuns não são
eficientes se a distância entre o emissor e o receptor for muito extensa, chuva, neblina e outros desvios do tempo tornam-se um
problema já que há uma grande chance do sinal transmitido atenuar-se. A transmissão por satélite é feita a partir de antenas
parabólicas, localizadas no solo e no próprio satélite, possibilitando um vasto escopo de atuação. Os sistemas de transmissão por
satélite são indicados no tráfego intercontinental de dados, ou até mesmo em regiões muito distantes como um país e outro. A
conexão por satélite exige modernos sistemas espaciais, ela introduz longos períodos de transmissão adequados às distâncias pelas
quais o sinal deverá trafegar. Por isso, este tipo de tecnologia permite comunicação com regiões remotas. Ela requer uma licença
especial.
Laser - Um estreito feixe de luz (normalmente luz infravermelha) é modulado em pulsos para transmitir dados na forma de bits.
A transmissão a laser é mais rápida e direcionável do que a transmissão por microondas, mas tem um escopo de atuação limitado e
também é relativamente sujeita às variações do tempo (por isso, a instalação dos equipamentos deve seguir determinadas regras).
O laser também apresenta o problema de ser potencialmente prejudicial à nossa saúde (uma vez que emite um baixo nível de
radiação), logo os equipamentos de transmissão e recepção devem ser encapsulados de acordo com as normas de segurança,
também estando o seu uso regulamentado pela lei.
Raios Infravermelho - Constituída de um sistema simples, e conseqüentemente de baixo custo, a transmissão de dados através
de raios infravermelho apresenta um sério problema: o sinal é obstruído com facilidade por superfícies sólidas, barreiras essas que
podem ser desde uma parede (dificultando a comunicação entre salas) e, quando o transceiver é mal posicionado, até mesmo o
corpo de alguém. O alcance dos raios infravermelho também é muito pequeno, além do sinal ser facilmente atenuado por condições
atmosféricas desfavoráveis. É por esses fatores que este tipo de tecnologia praticamente não é utilizado, embora possibilite altas
taxas de transmissão.
Rádio - Sistemas de radiofonia não são muito utilizados em redes de computadores, mas se apresentam como uma alternativa
viável em lugares afastados dos grandes centros, já que o seu custo de implementação é inexpressivo se comparado com os
modernos recursos oferecidos pelos satélites. As estações de transmissão e/ou recepção aplicam determinados tipos de
freqüências, de acordo com as necessidades impostas: sistemas globais usam ondas curtas, que são propagadas a longas
distâncias, e sistemas locais normalmente se comunicam utilizando sinais de VHF ou UHF.

4-116
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
WLL - Wireless Local Loop ou Serviço de acesso baseado
na transmissão de dados
Rede de Acesso Local sem Fio através de um link de rádio.
O canal de dados é dedicado.
A velocidade do canal pode
ser de até 11 MBps.
Necessário ter visada direta
até a estação central.
Custo do serviço é fixo e de
acordo com a velocidade do
Provedor acesso.
Cliente Rádio
Internet Internet

Operadora

Objetivo:Anotações

WLL - Wireless Local Loop Prover serviços


voz/dados sem a utilização de
de

rede física externa (ou parcial),


com uma qualidade e opções de
serviços próximos a telefonia
rádio fixa.
Acesso É o uso da tecnologia de
Lado fibra rádio enlace para prover
Central ERB conexão telefônica entre um
CENTRAL cobre Rx
assinante e um equipamento
comutador.
Vantagens:
• Despesas operacionais
(O&M) - menos da
metade da rede
cabeada.
• Prazo de implantação -
10% do tempo que a
rede cabeada.

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
WLL – Aplicações
WLL
WLL
PÚBLICA WLL

CORPORATIVA
A
LIC
PÚB
VI A
WLL PABX

Companhia X
REDE
PÚBLICA

WLL

WLL PABX WLL

Companhia Y Residencial

Vantagens (cont.):
• Flexibilidade de atendimento - devido à versatilidade de topologias é fácil o remanejamento em casos de
atendimentos emergenciais ou não previstos em projeto, (sazonalidade, calamidades, eventos temporários ou
áreas congestionadas) e crescimento da planta de acordo com a demanda (rapidez).
• Gerência de rede - controle total dos serviços e equipamentos, tornando o sistema confiável e ágil.
• Plataforma atualizável - Qualidade de voz, taxa de transmissão, gerência de rede e prover novos serviços.

4-118
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
LMDS (Local Multipoint
Distribution Service)

LMDS
O LMDS é um sistema sem fio de faixa larga operando de modo semelhante aos sistemas celulares, ponto-multiponto
com a possibilidade de prover serviços de voz, dados e vídeo diretamente aos usuários.

O Serviço de Distribuição Multiponto Local funciona de forma similar às células de telefonia móvel e tem a capacidade
de atingir uma área de 3 a 5 Km, dependendo da topologia.
Este sistema pode prover dados, voz e imagens para até 80000 assinantes, de acordo com a distribuição de banda
para cada assinante.
Assim como a estrutura das operadoras de celular o LMDS é divido em três componentes de rede:
– Assinante, células de rádio-base e backbone.

Os equipamentos dos assinantes são geralmente compostos por Sistema de RF (RTU) responsável pela transmissão e
recepção do sinal, e as interfaces de comunicação com o usuário provendo interfaces V.35, G703, LAN e etc.
As células de rádio base são os nós de transmissão e recepção proporcionando conexões com switches de nível 2 e 3.
As opções desta arquitetura variam de acordo com as necessidades de mercado de cada região.

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
O Backbone similarmente refletirá com uma grande variedade de possibilidades técnicas que dependerão da estratégia
de negócios de cada operadora, mas o LMDS pode estar conectado a centrais telefônicas, rede de dados, Internet ou até
mesmo operadoras de telefonia celular.

Anotações
MMDS

MMDS

O Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanais - MMDS é uma das modalidades de serviços
especiais, regulamentados pelo decreto nº 2196, de 08 de abril de 1997, que se utiliza de faixa de microondas para
transmitir sinais a serem recebidos em pontos determinados dentro da área de prestação do serviço.

MMDS - Multichannel Multipoint Distribuition Service ou serviço de distribuição multiponto e multicanal. Sistema de
distribuição e comunicação de sinais, adotado por operadoras de TV por assinatura.
O MMDS utiliza uma rede similar às utilizadas tradicionalmente em UHF e VHF, porém a freqüência de trabalho é da
ordem de 2,625 GHz. Alguns utilizam a banda Ku (10.7 a 13 GHz), que é a mais utilizada na Europa para transmissão por
satélite. As potências requeridas são da ordem de 100 W, muito menores que em UHF e VHF.

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Acesso via Satélite

Acesso a Internet Satelital: É um serviço de Internet rápido que utiliza um satélite para permitir a descarga de
programas a uma velocidade de até 500 KBps.
Esta nova forma de comunicação lhe permite aceder à informação em tempo real, descarregar grandes arquivos, ou
simplesmente navegar velozmente pela Web. Apesar de não ser tão fácil de instalar e de não ter um baixo custo igual aos
sistemas de DSL e Cable modem, em alguns aspectos é a melhor opção.
O acesso satelital à Internet é bastante similar à televisão satelital: Um satélite que rodeia a terra expande a
informação e a envia a antena que se encontra no seu lar. Esta antena é capaz de transmitir 500 KBps de informação por
segundo, até um modem satelital especial conectado ao seu computador.
Quando se conecta a Internet, primeiro comunica-se ao seu fornecedor de serviços mediante seu modem. Enquanto
você está navegando em qualquer site, clique sobre um link para ver uma página Web. O software do seu PC adere uma
porção de código ao seu pedido. Em vez de pedir o arquivo diretamente ao servidor Web, este pedido vai até o Network
Operations Center do serviço satelital (NOC). Depois, este serviço demanda a página pedida; e o servidor Web a envia.
Uma vez que se encontra a página solicitada no NOC, o serviço a expande ao satélite, que lhe envia novamente o
pedido à antena do cliente. Este satélite a transmite através do modem satelital e a página chega ao seu PC. Todo este
processo deveria ser menor a meio segundo.

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Via Satélite

internet
Provedor
Internet Cliente Satélite

Acesso Via Satélite


Satélites Geo-estacionários:
Transmissão de rádio e TV;
Transmissão de voz;
Transmissão de dados.
Satélites de baixa e média órbita - LEO e MEO:
Global Positioning System - GPS;
Sistemas de comunicação global: Globalstar, Orbcomm;
Sistemas de Navegação;

Upstream é transmitido pela linha telefônica;


Downstream é transmitido via Satélite;
Velocidade de downstream até 400 KBps com antenas VSAT e velocidade de upstream até 33,6 KBps via modem
V.34 ou V.90;
Ligação do PC ao codificador através da placa de rede Ethernet.

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Acesso Via Satélite


• Satélite
– Transmissão de sinais através do espaço sem a necessidade de meios
físicos.

Anotações
Similar aos acessos feitos para televisão.
Velocidades em torno de 500 KBps downstream e de 80 KBps upstream.
Custo mensal em torno de R$ 1.500,00.

4-123
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Satélite

• Um satélite de comunicação é basicamente um repetidor de


sinais:
– Repetidor ativo:
• Recebe, trata, amplifica e retransmite o sinal;
– Repetidor passivo:
• Recebe e reflete o sinal.

Sistema Satélite
Segmento espacial
Composto pelo satélite e os equipamentos de operação, telemetria, rastreio, controle e monitoração.

Segmento terrestre
Composto pelas estações terrestres e pelo centro de operação e controle.

Métodos de Acesso
Define a forma como os sinais das estações terrestres acessam o satélite e compartilham-no.
• FDMA (Frequency Division Multiple Access);
• TDMA (Time Division Multiple Access);
• CDMA (Code Division Multiple Access).

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Infravermelho e Laser

• Utilizam sinais de luz focados em ondas de infravermelho ou laser:


– Transmissor e receptor em visada direta;
– Para transmissões digitais;
– Direcional, praticamente imune a grampos ou interferências;
– Sensível a condições meteorológicas (chuvas e neblinas);
– Distâncias típicas de 1 Km.

Anotações

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