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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 02ª VARA DO TRABALHO DE

MARINGÁ - ESTADO DO PARANÁ

Autos nº 0100-10.2019.5.09.0002

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL SOSSEGO ‐ ME,


pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n. 30.300.300/0001‐30, com
endereço constante na Avenida Canção, n. 50, Parque do Mar, Maringá ‐ PR, CEP n. 87777‐
070, vêm respeitosamente à presença de Vossa Excelência, através de seus advogados ao
infra assinado, com escritório profissional Av. Sete de Setembro, n. 00001, Curitiba – Paraná,
onde recebem intimações, apresentar

CONTESTAÇÃO À RECLAMATÓRIA TRABALHISTA

Em face de GABRIELA BRAGA BRAGANÇA, também já


qualificada nos autos, com expõem-se a defesa:
I. PRELIMINARES

1. INÉPCIA DA INICAL – FALTA DE REQUERIMENTO

Anteriormente à discussão do mérito, insta destacar que os


requisitos mínimos necessários ao prosseguimento do feito, à luz da legislação trabalhista
em vigor e aplicável ao caso em tela, não foram preenchidos, carecendo a presente
reclamatória de extinção, sem resolução de mérito.

Isto porque, o advento da Lei 13.467/2017 reafirmou em seu §1º


do Art. 840 da Consolidação das Leis do Trabalho, o elemento necessário à reclamação
escrita a indicação do pedido, qual seja certo e determinado.

Vislumbra-se, portanto, a inobservância do autor ao disposto no


artigo supra, na medida em que não requereu, com exatidão, o pedido de indenização acerca
da perda da chance, se restringindo a mera menção, sem qualquer preencher os requisitos
legais, conforme artigo 330, §1º, II do Código de Processo Civil.

A reclamatória trabalhista em apreço carece de respaldo jurídico


para prosseguir, sendo certo que “os pedidos que não atendam ao disposto no §1º deste
artigo serão julgados extintos sem resolução de mérito”, na exata previsão estabelecida pelo
§3º do Art. 840.

Desta feita, requer-se a extinção da ação, visto que não foram


preenchidos todos os requisitos legais, conforme CPC, art. 330, § 1, I, e o art. 840, §3, por
falta de requerimento expresso.

No mais, se não for este o entendimento o MM. Juízo, requer-


se a intimação do reclamante para emenda a inicial, para que faça constar a correta liquidação
dos pedidos contidos na inicial.

II. MÉRITO

2. VÍNCULO EMPREGATÍCIO

Requer a reclamante o reconhecimento do vínculo empregatício


entre as partes no período compreendido entre 01/10/2018 à 22/02/2019, bem como a
anotação da CTPS e o pagamento de décimo terceiro salário, férias proporcionais com 1/3,
FGTS e multa de 40% e aviso prévio proporcional.

Primeiramente, ressalte-se que, a Autora não foi empregada


das Ré, nos termos estabelecidos pelos artigos 2º e 3º da Consolidação das Leis do Trabalho.
A propósito, registre-se que a Ré apenas mantive relação societária com a autora.

Dessa forma, o contrato social em que a autora é integrante


deve ser reconhecido como válido por esse M. Juízo, o que se reforça pelo princípio da livre
iniciativa, previsto no caput do artigo 170 da CF.
No caso dos autos, o que se verifica é que os moldes fáticos
pelos quais se delineou a relação jurídica não Autorizam a caracterização do vínculo de
emprego, mas mera relação cível entre a Reclamada e a Autora.

Assim, inadmissível a Justiça do Trabalho modificar a natureza


da relação jurídica entre a Ré e a reclamante e declarar uma relação de emprego
absolutamente inexistente.

Tais fatos, sem sombra de dúvidas, por si só, justificam a


improcedência do pleito de reconhecimento do vínculo de emprego.

Na eventualidade, cumpre à Ré ressaltar que para a


configuração de um contrato de trabalho necessário se faz a presença concomitante dos
cinco requisitos essenciais à relação empregatícia, quais sejam, o ANIMUS CONTRAHENDI,
a ONEROSIDADE, a NÃO EVENTUALIDADE, a PESSOALIDADE e a SUBORDINAÇÃO.

Nossos Tribunais Regionais do Trabalho corroboram com esse


entendimento. Vejamos:

“VÍNCULO DE EMPREGO – NÃO RECONHECIMENTO – Para


reconhecimento do vínculo empregatício, necessária a presença de todos os
requisitos constantes no art. 3º da CLT, quais sejam: prestação pessoal de
serviços, não eventualidade, subordinação jurídica e pagamento de salário.
Outro elemento que deve ser observado é a intenção das partes em
formalizar contrato de emprego, ou seja, o animus contrahendi”. (TRT 5ª R.
– RO 00271- 2004-022-05-00-7 – (31.146/04) – 3ª T. – Relª Juíza Lourdes
Linhares– J. 30.11.2004) JCLT.3

In casu, inexiste absolutamente a reunião de todos esses


elementos, o que seria necessário e imprescindível à caracterização da relação empregatícia,
conforme veremos:

2.1 DO ANIMUS CONTRAHENDI

Em relação ao requisito do animus contrahendi, cumpre à Ré


asseverar que uma pessoa pode trabalhar e prestar serviços movida por diversas razões.

Ora, é fato comum empresasse instituírem com mais de um


sócio, sem que exista relação de emprego entre eles de uma para com a outra parte, bem
como sem que exista relação de emprego entre o prestador de serviços de uma para com a
outra parte.

No caso em tela, o elemento subjetivo que é necessário para a


configuração do vínculo de emprego, qual seja, a intenção de firmar um contrato de emprego
está ausente.

Isto porque, a reclamada e a autora jamais manifestaram a


intenção de firmar um contrato de trabalho nos termos do texto celetário entre si, tanto é
verdade que firmou o incluso contrato através de contrato social.
Observe-se que a remuneração recebida pela Reclamante era
muito maior do que seria se fosse empregada das Rés, Assim, era evidente o desinteresse
da Reclamante em constituir vínculo de emprego, vindo maliciosamente somente após a
saída do contrato social requerer reverter a situação em seu favor.

Diante do exposto, percebe-se, facilmente, que o animus


contrahendi está completamente ausente, o que por si só já é suficiente para a improcedência
do pedido de reconhecimento da relação de emprego, haja vista que para a declaração do
vínculo de emprego todos os requisitos do contrato de trabalho precisam estar presentes de
forma concomitante.

2.2 DA SUBORDINAÇÃO

Quanto ao requisito da subordinação jurídica, ressalta a Ré que


o mesmo também não se faz presente.

De qualquer forma, saliente-se que a palavra subordinação vem


do latim sub (baixo), ordinare (ordenar). Subordinação significa, portanto, estar sob ordens,
sujeitar- se ao poder, ao comando ou ao controle de outra pessoa.

No caso dos autos, a Autora jamais esteve sujeito a qualquer


controle, comando ou ordens das Rés, inexistindo qualquer prova nos autos nesse sentido.
A vasta documentação trazida pela Reclamante com a inicial apenas comprova a relação
empresarial contratual havida entre a ré e a autora, nos exatos termos propostos nas
cláusulas contratuais.

Registre-se que nenhum empregado tem plena liberdade para


fazer o que bem entender, da forma como achar melhor e sem qualquer prazo.

Ademais, a reclamante tinha poder de mando para selecionar


funcionários da empresa como professores e profissionais de outras áreas, conforme
apontado em exordial.

Ao contrário do que quer fazer crer a Autora, ela possuía plena


liberdade para administrar e gerenciar a empresa, tanto com independência de horários. O
contrato social expressa a participação da reclamante no quadro societário, não estando
submetida e ao Reclamado.

A simples menção de que o reclamado precisava de um sócio


para instituir a empresa não é suficiente para caracterização de vínculo.

O contrato social é claro na divisão das cotas da sociedade, a


remuneração da reclamante não foi específica de R$ 5.000,00, mas sim estabelecida em 20%
da receita líquida, portanto variável de acordo com o rendimento da empresa. Não se
enquadrando com um rendimento fixo.

A jurisprudência TRT da 14° região exemplifica a situação atual:

VÍNCULO EMPREGATÍCIO. SÓCIO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS


DO ART. 3º DA CLT. IMPROVIMENTO. Constatada a ausência de
comprovação dos requisitos ensejadores à caracterização do vínculo
empregatício previstos no art. 3º da CLT. , e demonstrado que o autor
da ação atuava como um sócio da empresa, não deve ser reconhecido
o vínculo de emprego entre as partes.

(TRT-14 - RO: 00107894620145140004 RO-AC 0010789-


46.2014.5.14.0004, Relator: CARLOS AUGUSTO GOMES LOBO,
SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: 05/06/2015)

Assim, resta clara a ausência do requisito da subordinação


jurídica no caso em comento, razão pela qual, o vínculo de emprego não pode ser
reconhecido.

Nossos Tribunais Regionais do Trabalho corroboram com esse


entendimento. Vejamos:

“VÍNCULO EMPREGATÍCIO – SUBORDINAÇÃO – AUSÊNCIA – NÃO-


CARACTERIZAÇÃO – A não-comprovação do trabalho subordinado afasta
o reconhecimento do vínculo empregatício”. (TRT 15ª R. – RO 13961/2000 –
Rel. Juiz Luiz Antônio Lazarim – DOESP 28.01.2002)

Diante do exposto, e porque ausente o requisito da


subordinação, deve o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego ser julgado
improcedente.

2.3 – DA PESSOALIDADE

Outro requisito necessário para a configuração da relação de


emprego diz respeito à pessoalidade. Ou seja, para que o vínculo empregatício possa ser
reconhecido é necessário que o empregador conte com pessoa específica e determinada
para lhe prestar serviços, não podendo o trabalhador se fazer substituir por outra pessoa.

In casu, o requisito da pessoalidade está ausente, haja vista que


não existindo a intenção da Autora de prestar serviços sob a forma de emprego, até porque
a relação contratual é empresarial, por consequência, conclui-se que o requisito da
pessoalidade também está ausente.

Observa-se, também, que a autora seria a responsável pelo


cumprimento das obrigações trabalhistas decorrentes da contratação da equipe, assim como
o reclamante. Outrossim, quaisquer obrigações empresariais, trabalhistas e demais também
deveriam ser suportados pela autora.

Diante do exposto, constata-se que o requisito da pessoalidade


também se faz ausente no caso em apreço, de modo que deve ser declarada a inexistência
de vínculo de emprego entre a Autora e a Ré.

2.4 - DA ONEROSIDADE
Em relação ao requisito da onerosidade, esclarece as Rés que
o mesmo também está ausente no caso em apreço. Isto porque, a ré jamais pagou ou
convencionou salário com a Autora.

Insta esclarecer que o “pagamento” mencionado pela autora era


correspondente a sua quota parte convencionada em contrato social, como confessa o
própria Autora. Registre-se, apenas, que não se pode aqui confundir salário com o valor pago
à sócia em decorrência do contrato social.

O requisito da onerosidade a que a alude a legislação trabalhista


diz respeito à ocorrência de contraprestação à pessoa que presta serviços em razão da
natureza da relação. No caso dos autos, não havia contraprestação para a Autora, mas
apenas o pagamento correspondente a quota parte.

Quanto ao ponto, importante destacar que, em que pese a


relação da Autora com a sua empresa não fosse de natureza empregatícia, sabe-se que a
remuneração paga já englobava todas as parcelas de natureza trabalhista, como salário base,
DSR, FGTS, férias proporcionais, 13º salário proporcional, eventuais horas extras,
contribuições previdenciárias, etc.

Inexiste, portanto, o pagamento de salário diretamente à


Reclamante, ausente o requisito da onerosidade, o que também autoriza seja o pedido de
vínculo de emprego julgado improcedente.

2.5 DA NÃO EVENTUALIDADE

Quanto ao requisito da não eventualidade, ressalte-se que os


serviços desempenhados pela Autora enquanto sócia eram de administração da empresa, de
modo que não se pode afirmar que o trabalho da Reclamante estivesse inserido na cadeia
produtiva não eventual da Reclamada.

Todo sócio possui necessidade de organizar sua atividade


internamente e, em alguns casos, com a participação ativa nas atividades.

Assim, pode-se dizer que o serviços desempenhados pela


Reclamante era essencial à estrutura operacional da empresa em que a própria autora é
sócia.

O fato de ter havido considerável lapso temporal também não


representa verdadeira habitualidade, uma vez que a empresa da Autora apenas tinha a
obrigação de organizar a como sócia a realização dos serviços.

Assim, não havendo que se falar em não eventualidade ou


habitualidade, não pode ser reconhecido o vínculo de emprego.

3. DO PRÍNCÍPIO DA EVENTUALIDADE – CONTRATO DE TRABALHO


Em face do princípio da eventualidade vigente no Direito
Processual do Trabalho, na hipótese desse MM. Juízo desconsiderar o acima esposado, o
que se admite apenas por força do argumento, cumpre da mesma forma à Ré impugnar os
fatos relativos à suposta relação de emprego alegada com a ré.

Por isso, cabe à Reclamada impugnar desde logo a alegação


de existência de vínculo de emprego entre a Reclamante e a Ré, bem como o valor da
remuneração de R$ 5.000,00 citada na exordial, pois absolutamente inverídica, abusiva e
desprovida de qualquer plausibilidade.

Assim, na hipótese de reconhecimento do vínculo de emprego,


requer-se seja a remuneração da Autora apurada com base nas notas fiscais pagas a autora.

4. DAS VERBAS CONSECTÁRIAS

Ainda na remota hipótese de ser reconhecido o vínculo de


emprego, os demais pedidos haverão de ser julgados improcedentes, conforme será
demonstrado.

Conforme já foi amplamente demonstrado anteriormente, o


valor ajustado em contrato social não correspondia ao salário da Reclamante, mas
compreendia um pagamento global que já incorporava todos os encargos pela participação
societária, inclusive 13º salário proporcional, férias proporcionais acrescidas de 1/3, FGTS,
contribuições previdenciárias, etc.

Portanto, ainda que se reconheça o vínculo de emprego, não há


que se falar em, férias integrais e proporcionais e FGTS, uma vez que a verba já foi
devidamente quitada em conjunto com o pagamento do contrato de prestação de serviços.

No que diz respeito especificamente à férias, há que se


esclarecer que a Reclamante era dona do próprio tempo de trabalho, sendo que possuía
autonomia para determinar as suas próprias férias, tendo a Autora plena autonomia para se
ausentar pelo período que melhor entendesse, como restou demonstrado.

5. DA PERDA DA CHANCE

Embora esse pedido não tenha sido formulado pela parte, sendo
necessário a exclusão. Mas, no caso em que excelência entenda que não se trata de caso
de exclusão, ainda não se deve conceder essa indenização.

A autora afirma que perdeu uma chance de trabalhar com o PSS


ao aceitar ser sócia do reclamado. Contudo, o PSS, como alegado é temporário, e a
reclamante não especificou o tempo de serviço deste concurso. Simplesmente alegando que
perdeu o ano letivo pelas dificuldades de ser contratada na metade do ano. Não especificando
o tempo de trabalho e salários que receberia no PSS.
Também questiona o valor dessa indenização, R$ 5.000,00 por
mês o que equivale ao rendimentos que ela ganhava como sócia, não os valores de PSS.
Assim, não estaria recebendo os valores perdidos pela chance, mas os rendimentos de sócia,
não sendo compatível com a teoria alegada.

Falta a materialidade tanto do tempo que trabalharia quanto o


rendimentos que receberia no PSS. Se o trabalho como sócia, a reclamante teve ganhos
maiores do que o PSS, não ocorrerá a perda de uma chance.

A jurisprudência do TRT-1 também aborda outros requisitos que


são necessários para essa teoria, como a diferença da expectativa de direito

RECURSO DA RECLAMADA. TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE.


DANO MORAL. NÃO CONFIGURAÇÃO. A Teoria da Perda de uma Chance
desenvolvida na França (la perte d'une chance) ou da que é denominada na
Inglaterra como loss-of-achance, encontra-se fundada na responsabilização
do agente causador pela perda da possibilidade concreta de se buscar
posição mais vantajosa que muito provavelmente se alcançaria ou de se
evitar um prejuízo, não fosse o ato praticado pela outra parte. Na hipótese
dos autos, inexiste prova de que a ré tenha garantido a contratação do
recorrente. Ainda que restasse demonstrado que foram cumpridos todos os
procedimentos necessários à seleção do trabalhador, sua contratação não
passaria de mera expectativa de direito, de modo que, se frustrada, apesar
de poder lhe causar transtornos e se não demonstrada a atitude ilícita da
empresa, não ensejaria nenhuma reparação por danos morais. Recurso
provido.

(Processo: RO - 0000688-72.2015.5.06.0412, Redator: Paulo Alcantara,


Data de julgamento: 04/08/2016, Quarta Turma, Data da assinatura:
04/08/2016)

Sendo assim, carece de materialidade para aplicação da teoria


de perda de uma chance, requer que não seja concedida.

Caso seja concedida, esta deve ser diminuída dos valores


apresentados pela reclamante, devido a indenização ser valor baseado nos rendimentos
como sócia e não como PSS.

6. REQUERIMENTOS:

Diante do exposto, requer seja acolhida as preliminares de


inépcia da petição inicial e justiça gratuita, extinguindo o processo sem resolução de mérito
em relação à mesma.
Considerando o mérito alegado, requer sejam julgados
totalmente improcedentes os pedidos formulados pela reclamante na exordial, condenando-
o nas custas processuais e honorários advocatícios. Não sendo constituído vínculo
empregatício, por faltarem os elementos previstos no art. 3. Além de não ser compatível a
indenização por perda de uma chance por falta de materialidade para aplicação desta.

Outrossim, protesta-se também pela produção de todos os


meios de prova em direito admitidos, em especial o depoimento pessoal da autora, sob pena
de confissão, oitiva de testemunhas, perícia técnica e juntada de novos documentos, na
hipótese do artigo 435 do Código de Processo Civil.

Ainda, no que tange a aplicação do art. 400 do Código de


Processo Civil, cabe ressaltar que aguarda a Reclamada a manifestação deste douto juízo.
Isto porque a exibição de documentos (e a pena pela não juntada) depende de determinação
judicial, nos precisos termos dos artigos 396 e 397 do Código de Processo Civil.

Por fim, requer-se que todas as intimações à Reclamada,


mediante publicações em Diário da Justiça, sejam realizadas em nome de seu procurador,
Dra Milena de Souza, OAB/PR xx.xx, sob pena de nulidade, nos termos da Súmula 427 do
TST.

Nestes Termos,
Pede Deferimento.
Curitiba, XX de outubro de 2019.

MILENA DE SOUZA
OAB/PR Nº XX.XXX
MADEL RAINHA
OAB/PR Nº XX.XXX
LUCAS SALMORIA
OAB/PR Nº XX.XXX