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Nr.

10695

CEAGESP
Silo Jaguaré (SP)
Julho/2012
CLIENTE:  CEAGESP   
 
UNIDADE:  Silo Jaguaré 
ESCOPO:  Todo o Silo Jaguaré 
CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS COM PRESENÇA DE POEIRAS COMBUSTÍVEIS 
O.S. :   1.201.201.30 
RESP. TÉCNICO:   Josias Abimael Costa  CREA N°:   063519‐7 

CONTROLE DE REVISÕES 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

  REV. 0  REV. 1  REV. 2  REV. 3  REV. 4  REV. 5  REV. 6 


DATA:  02/07/2012             
EXECUTADO POR:  Stefan             
VERIFICADO POR:  Josias             
APROVADO POR (Cliente):  Paulo Eduardo             
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA CEAGESP, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE. 
ÍNDICE

1  Introdução ......................................................................................................... 4 
2  Termos e Definições ........................................................................................... 5 
3  Documentos de Referência ................................................................................. 7 
4  Metodologia ........................................................................................................ 8 
4.1  Estimativa das Áreas Classificadas ...................................................................... 8 
4.1.1  Cenários Analisados ..................................................................................... 8 
4.1.2  Considerações ............................................................................................ 9 
4.2  Designações para Áreas Classificadas .................................................................10 
4.2.1  Grupo .......................................................................................................10 
4.2.2  Tipo de Zona .............................................................................................10 
4.2.3  Classe de Temperatura ...............................................................................11 
4.2.4  Temperatura de superfície máxima permissível para equipamentos em atmosfera
de poeira .............................................................................................................11 
5  Estudo de Classificação de Área........................................................................ 13 
5.1  Lista de Produtos Avaliados ...............................................................................13 
5.2  Lista de Dados para Classificação de Áreas ..........................................................13 
5.3  Plantas de Classificação de Áreas .......................................................................18 
6  Classificações Adicionais .................................................................................. 19 
7  Observações ..................................................................................................... 20 
8  Recomendações e Possibilidades de Melhoria................................................... 21 
9  Equipamentos e Instalação............................................................................... 24 
10  Equipe Técnica.................................................................................................. 26 
ANEXOS .................................................................................................................... 27 
Anexo I – Levantamento Fotográfico ........................................................................ 28 
1 Introdução

Os equipamentos elétricos, por sua própria natureza podem constituir fontes de ignição
quando operando em uma atmosfera potencialmente explosiva. Essa fonte de ignição pode ser
ocasionada por centelhamento normal devido à abertura e fechamento de contatos, ou ainda
por superaquecimento de algum componente elétrico devido ao próprio funcionamento deste,
ou ainda, provocado por correntes de defeito.

Porém, a utilização de equipamentos elétricos é indispensável na indústria e requer


especial atenção para que possam cumprir seu papel sem constituir o risco de desencadear
incêndios ou explosões. Sendo assim, os equipamentos e dispositivos elétricos devem possuir
características inerentes que os tornem capazes de operar, também, em atmosferas
potencialmente explosivas, com o mínimo risco de causarem a inflamação do ambiente onde
estão instalados. Para isto é necessário identificar as áreas sujeitas à formação de atmosfera
explosiva e consequentemente definir equipamentos/dispositivos elétricos que possuam
características construtivas com tipo de proteção adequado, de forma a reduzir o risco de
explosão e/ou incêndio provocado pela sua operação.

Além dos equipamentos elétricos, os equipamentos não elétricos (mecânicos) devem ser
observados, pois podem constituir fontes de ignição como, por exemplo, no caso de
aquecimento de partes que sofrem atrito ou descargas por eletricidade estática.

Neste estudo serão definidos os locais onde, em condições normais de operação do


equipamento de processo, há possibilidade de formação de atmosferas potencialmente
explosivas, seguindo as orientações da norma NBR IEC 61241-10 (Equipamentos elétricos para
uso na presença de poeiras combustíveis - Parte 10: Classificação de áreas onde poeiras
combustíveis estão ou podem estar presentes).

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2 Termos e Definições

Para os efeitos deste estudo, aplicam-se os seguintes termos e definições, conforme NBR
IEC 61241-10.

 área: região ou espaço tridimensional.


 condições atmosféricas (condições de entorno): condições que incluem variações de
pressão e temperatura acima e abaixo dos níveis de referência de 101,3 kPa (1.013
mbar) e 20ºC (293 K), assegurando que tais variações têm efeito desprezível nas
propriedades explosivas da poeira combustível.
 mistura híbrida: mistura de substâncias inflamáveis em diferentes estados físicos, com
o ar.
NOTA Um exemplo de mistura híbrida é uma mistura de metano, poeira de carvão e ar.
 poeira: pequenas partículas sólidas, incluindo fibras, em suspensão na atmosfera que
assentam devido ao próprio peso, mas que podem permanecer suspensas no ar por
algum tempo (inclui poeira e flocos conforme definido na ISO 4225).
 atmosfera explosiva de poeira: mistura com ar, sob condições atmosféricas, de
substâncias inflamáveis na forma de poeira, fibras ou flocos, na qual após a ignição, a
combustão é propagada por toda a mistura não consumida.
 poeira combustível: poeiras, fibras ou flocos que podem queimar ou incandescer no ar,
bem como formar misturas explosivas com o ar na pressão atmosférica e temperatura.
 poeiras condutivas: poeiras, fibras ou partículas em suspensão com resistividade
elétrica igual ou menor que 10³ Ω.m;
 ambiente área classificada (poeira): região em que a poeira combustível em forma de
nuvem está, ou pode vir a estar, presente em quantidades tais que requeira precauções
especiais para a construção e uso de equipamento elétrico para prevenir a ignição de
uma mistura explosiva poeira/ar.
NOTA Áreas classificadas são divididas em zonas baseadas na freqüência e duração da
ocorrência da mistura explosiva poeira/ar.
 área não classificada (poeira): região em que a poeira combustível não está presente
em quantidade suficiente para formar uma mistura explosiva poeira/ar.
 sistema de contenção de poeira: partes internas dos equipamentos de processo, onde
as substâncias são manuseadas, processadas, transportadas ou estocadas, projetadas
para evitar a liberação de poeiras para a atmosfera ao redor.
 fonte de liberação de poeira: ponto ou local que a poeira combustível pode ser liberada
para a atmosfera.
NOTA 1 Esta pode ocorrer a partir de um sistema de contenção de poeira, ou de uma
poeira em camada.
NOTA 2 Fontes de liberação são classificadas nos seguintes graus, em ordem de
severidade decrescente:
a) formação contínua da nuvem de poeira: local em que a nuvem de poeira possa
existir continuamente, ou que possa ser liberada por longos períodos ou por curtos
períodos que ocorram frequentemente;
b) grau primário de liberação: uma fonte que possa ocasionalmente liberar a poeira
combustível em operação normal;

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c) grau secundário de liberação: uma fonte que não possa liberar a poeira
combustível durante operação normal; se liberada,ocorrerá apenas de forma não-
frequente e somente por curtos períodos.
 zonas: áreas classificadas para atmosferas explosivas de pós são divididas em zonas,
baseadas na freqüência e duração da ocorrência das atmosferas explosivas de
ar/poeira.
 extensão da zona: distância em qualquer direção a partir da borda da fonte de liberação
até o ponto onde o perigo associado com a liberação seja considerado extinto.
 operação normal: situação quando os equipamentos de processo estão operando dentro
dos parâmetros de projeto.
NOTA Liberações de poeira em pequena quantidade que possam formar uma nuvem ou
camada (por exemplo, a partir de filtros), podem ocorrer em operação normal.
 operação anormal: falha no processo, previsível e que não ocorre frequentemente.
 equipamento: máquinas, dispositivos fixos ou móveis, componentes de controle e
instrumentação e sistemas de detecção ou prevenção que, separadamente ou juntos,
são necessários para a geração, transferência, estocagem, medição, controle e
conversão de energia ou processamento de substâncias, e que são capazes de causar
uma explosão através de suas próprias fontes potenciais de ignição.
 equipamento elétrico: itens aplicados como um todo ou em parte para utilização da
energia elétrica.
NOTA Estes incluem entre outros, itens para geração, transmissão, distribuição,
armazenamento, medição, regulação, conversão e consumo da energia elétrica e itens
para telecomunicações.
 temperatura mínima de ignição de uma camada de poeira: menor temperatura de uma
superfície quente, em que ocorra a ignição de uma camada de poeira de espessura
especificada, depositada sobre a superfície aquecida.
 temperatura mínima de ignição de uma nuvem de poeira: menor temperatura da
parede quente interna de um forno onde ocorra a ignição da nuvem de poeira no ar
contido no interior do forno.

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3 Documentos de Referência

Para elaboração deste estudo foram consideradas informações passadas por operadores
e engenheiros da ‘CEAGESP’, bem como a utilização dos seguintes documentos e normas:

- NBR IEC 60079-0 - Atmosferas explosivas - Parte 0: Equipamentos - Requisitos


gerais.
- NBR IEC 61241-10 - Equipamentos elétricos para uso na presença de poeiras
combustíveis - Parte 10: Classificação de áreas onde poeiras combustíveis estão ou
podem estar presentes.
- NBR IEC 60079-14 (Atmosferas explosivas - Parte 14: Projeto, seleção e montagem
de instalações elétricas).
- NBR 15615 – Equipamentos elétricos para utilização em presença de poeira
combustível – Seleção e instalação.

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4 Metodologia

Este trabalho tem como objetivo à “Classificação de Áreas” que apresentam o risco de
formação de atmosferas explosivas de poeira e camadas de poeira combustível, que em
contato com uma fonte de ignição, podem vir causar incêndios e/ou explosões, levando em
consideração o tipo de substância e os limites da área na qual existe a probabilidade de
formação de atmosfera explosiva.

A estimativa destas áreas e a elaboração do estudo são realizadas conforme orientações


das normas relacionadas no item 3 deste estudo.

As principais etapas deste trabalho são:

- Identificação dos produtos utilizados, e caracterização de suas propriedades tais como


granulometria, umidade, temperatura de ignição e resistência elétrica;
- Possibilidade de formação de nuvem ou camadas de poeira;
- Situação do produto em relação ao processo;
- Locais de armazenamento (pontos frágeis em relação ao meio ambiente);
- Avaliação das áreas de riscos;
- Avaliação das áreas passíveis de desclassificação mediante pequenas alterações;
- Plotagem das áreas classificadas; e
- Orientação para a aquisição de equipamentos elétricos nas áreas classificadas, quanto
ao tipo e grau de proteção.

4.1 Estimativa das Áreas Classificadas

4.1.1 Cenários Analisados

Os cenários identificados “in loco” serão utilizados para quantificar a área sujeita a
formação de nuvens, formando uma mistura poeira-ar em concentrações ideais para
combustão, bem como as áreas onde existe o acúmulo de camadas de poeira nas quais
possam em decorrência de algum tipo de turbulência inadvertida (vento, movimentação de
equipamentos, etc.) formando nuvens explosivas.

O produto resultante da identificação destas áreas, plotadas sobre as plantas do local,


será utilizado como base para estabelecer critérios de segurança para a instalação,
montagem, operação e manutenção de equipamentos/componentes elétricos e não elétricos.

Para identificação e avaliação da extensão das zonas para atmosferas explosivas de pó


foram seguidas as orientações estabelecidas na norma NBR IEC 61241-10 (Equipamentos
elétricos para uso na presença de poeiras combustíveis – Parte 10: Classificação de áreas
onde poeiras combustíveis estão ou podem estar presentes), onde foram avaliados os
seguintes aspectos:

- Produto (granulometria, temperatura de ignição e resistência elétrica);


- Umidade;
- Forma de armazenamento e manipulação;
- Inventário;
- Dimensões do equipamento (silo, correia transportadora, etc.);
- Elevação do equipamento em relação ao solo;
- Pressão no interior do equipamento;

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- Localização (área externa ou interna);
- Condições para formação de nuvem (desprendimento de equipamentos, turbulência
em camadas de poeira, etc.);
- Limpeza das áreas com presença de poeiras combustíveis.

Os produtos utilizados neste estudo foram selecionados com base em suas


características e nas informações fornecidas pela ‘CEAGESP’ sobre os produtos utilizados no
processo.

Os equipamentos e instalações a serem considerados na classificação, são aqueles


que manipulam poeiras combustíveis de forma constante. Abaixo citamos os principais
pontos a serem avaliados:

- Silos de armazenagem;
- Moegas;
- Moinhos;
- Correias transportadoras;
- Filtros;
- Ciclones (sistemas de despoeiramento).

4.1.2 Considerações

Para a avaliação dos cenários analisados, são consideradas as condições normais de


operação do equipamento de processo, isto é, cuja liberação de produto para o meio
externo somente se daria em situações de falhas em cenários “previstos e/ou previsíveis” dos
equipamentos de processo (silos de armazenagem, moinhos, correias transportadoras, filtros,
etc.).

O termo “falhas previstas e/ou previsíveis” neste contexto tem o seguinte significado:
refere-se aquela operação em que a liberação de produto inflamável para o meio externo se dá
de forma controlada, em pequenas quantidades. Como exemplo, mencionamos: pontos de
transferência, falha de filtros, etc.

Portanto, excluem-se deste conceito aquelas situações catastróficas, que devem ser
contempladas nos planos de respostas à emergências. Por exemplo: Ruptura total da
tubulação, impactos mecânicos (como em carretas) etc.

As áreas classificadas neste estudo são válidas somente para as condições de processo
apresentadas neste estudo. Nos casos de alterações no processo, tais como novos
equipamentos, outros produtos envolvidos, ampliações, alteração de layout ou
outras mudanças que alterem os valores considerados neste estudo, deve-se realizar
uma revisão neste estudo, considerando as novas características do processo.

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4.2 Designações para Áreas Classificadas

O presente estudo apresentará o mapa das áreas classificadas conforme denominação


adotada pela norma brasileira/internacional, sendo que a mesma apresenta as seguintes
designações.

4.2.1 Grupo

A norma NBR IEC 60079-0 classifica os equipamentos referidos ao ambiente onde serão
utilizados, sendo que em locais com uma atmosfera explosiva de poeiras outras que não minas
susceptíveis a grisu são classificados como Grupo III. Este grupo é subdividido de acordo com
a natureza da atmosfera explosiva de poeira para o qual ele é destinado, conforme
apresentado na Tabela 1.

GRUPO IIIA Fibras combustíveis.

GRUPO IIIB Poeiras não condutoras.

GRUPO IIIC Poeiras condutoras.


Tabela 1 – Classificação de poeiras conforme o grupo.

4.2.2 Tipo de Zona

Para designar o grau de risco encontrado no local, a norma baseia-se na probabilidade e


no tempo de duração de uma mistura inflamável no local, conforme descrição abaixo:

Área na qual uma atmosfera explosiva, em forma de uma nuvem


de poeira combustível em mistura com o ar, está presente
ZONA 20
continuamente, ou por longos períodos ou frequentemente por
curtos períodos.
Área na qual uma atmosfera explosiva, em forma de uma nuvem
ZONA 21 de poeira combustível em mistura com o ar, é esperada que
ocorra em condições normais de operação.
Área na qual uma atmosfera explosiva, em forma de uma nuvem
de poeira combustível em mistura com o ar, não é esperada que
ZONA 22
ocorra em condições normais de operação mas, caso ocorra,
persistirá apenas por um curto período.
Tabela 2 – Definição para os tipos de Zona para poeiras.

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4.2.3 Classe de Temperatura

A classe de temperatura de um equipamento informa a máxima temperatura que a


superfície ou qualquer parte do equipamento pode atingir em operação normal ou de
sobrecarga prevista, considerando a temperatura ambiente máxima igual a 40ºC.

A designação adotada pela NBR IEC 60079-0 quanto à classe de temperatura é a


seguinte:

ABNT/IEC
Temperatura máxima de
Classe de Temperatura
superfície (ºC)
T1 450

T2 300

T3 200

T4 135

T5 100

T6 85
Tabela 3 – Limites de classe de temperatura conforme NBR IEC 60079-0.

Com o objetivo de evitar-se o risco de incêndio nas instalações com presença de poeira
combustível, deve-se observar o acúmulo de poeira sobre os equipamentos instalados, a fim
de se determinar corretamente a classe de temperatura destes. Esta observação se faz
necessária, pois a temperatura de ignição da poeira diminui com o aumento da espessura da
camada acumulada.

Para acúmulo de camadas de poeira com até 50 mm de espessuras, são utilizados


dados existentes em bibliografias e referências normativas como um guia semi-quantitativo
para determinação da Classe de Temperatura do equipamento. Em casos de acúmulos
maiores que 50 mm, são necessários testes laboratoriais para determinação da temperatura
de ignição da substância, de acordo com a norma NBR IEC 61241-10 (Equipamentos elétricos
para uso na presença de poeiras combustíveis – Parte 10: Classificação de áreas onde
poeiras combustíveis estão ou podem estar presentes).

4.2.4 Temperatura de superfície máxima permissível para equipamentos em atmosfera


de poeira

4.2.4.1 Limitações de temperatura devidas a presença de nuvens de poeira

Conforme a 60079-14 a temperatura máxima do equipamento é definida conforme a


Equação 1 abaixo.

Tmáx = 2/3 TCL (Equação 1)

Onde: TCL é a temperatura de ignição mínima da nuvem de poeira (Retirada de


bibliografias e referências normativas).

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4.2.4.2 Temperatura de ignição da substância em camadas

- Até 5 mm de espessura:

Conforme a 60079-14 a temperatura máxima do equipamento é definida conforme a


Equação 2 abaixo.

Tmax = T5 mm – 75 °C (Equação 2)

Onde: T5 mm é a temperatura mínima de ignição de camada de poeira de 5 mm (Retirada


de bibliografias e referências normativas).

- Acima de 5 mm de espessura:

Onde existir a possibilidade de formação de camadas de poeira excedendo 5 mm sobre


equipamentos, a temperatura de superfície máxima permissível deve ser reduzida.

Em ambiente onde se observe essa condição, primeiramente devem ser avaliadas as


causas do acúmulo excessivo de poeira e implantadas medidas para eliminação ou redução da
quantidade de poeira no ambiente.

Dentre as diversas medidas para eliminação ou redução da quantidade de poeira no


ambiente, podem ser destacadas as seguintes:

 Intensificar a frequência de limpeza da área, evitando processos de limpeza que


provoquem a elevação de poeiras depositadas;
 Vedar pontos de vazamentos de pó existentes no processo (intensificar a
manutenção dos equipamentos);
 Utilização de sistemas de coleta em ponto de liberação de pó do processo.

Caso as medidas para redução da quantidade de poeira no ambiente não sejam


suficientes para manter as camadas de poeira com espessura de até 5 mm, a determinação da
temperatura de superfície máxima permissível dos equipamentos deverá seguir os requisitos
estabelecidos na norma NBR IEC 60079-14.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 12


5 Estudo de Classificação de Área

5.1 Lista de Produtos Avaliados

A Tabela 4 apresenta as características e classificação das substâncias avaliadas com


relação as suas características.

Máxima Temperatura de
operação do equipamento
Produto Grupo
Camada
Nuvem
(T5mm)
Trigo IIIB T287 ºC T155 ºC
Aveia IIIB T287 ºC T155 ºC
Cevada IIIB T267 ºC T175 ºC
Tabela 4 – Características das substâncias avaliadas

Obs.: Na aquisição de equipamentos para utilização em áreas sujeitas a presença de poeira


combustível, deve ser observada a temperatura de superfície máxima dos mesmos. Para
determinação dessa temperatura, atentou-se para o atendimento dos requisitos descritos no
item 4.2.4 deste relatório.

5.2 Lista de Dados para Classificação de Áreas

A lista de dados para classificação de áreas apresenta os cenários avaliados, dados de


processo utilizados e descrição das áreas classificadas.

Em decorrência de todos dos produtos apresentados na lista de dados (Tabela 4) serem


passíveis de armazenamento no silo Jaguaré, considerou-se o trigo, como sendo o principal
produto de utilização no silo, devido as características da classe de temperatura do produto.

Com o objetivo de melhor caracterizar cenários avaliados, o Anexo I apresenta o


levantamento fotográfico dos equipamentos listados para a classificação de áreas.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 13


Lista de Dados de Classificação de Áreas com a Presença de Poeiras Combustíveis
Equipamento de Processo Fonte de Risco Ventilação Formação Extensão da Zona(1) (m) (2)
Pó em Nível de M.T.O.
Produto de Observação
o suspensão Limpeza (ºC) / Grupo
N Descrição Descrição Grau Grau Disponibilidade Camadas Zona 20 Zona 21 Zona 22
MOEGA RODOVIÁRIA

Interior de
Toda área
toda a área Recomenda-se a
Área de Recebimento e de 5mm < C < T155 °C
1 Trigo Primário Baixo Satisfatória Sim Regular - de - instalação de um sistema
Expedição recebimento 50mm /IIIB
recebimento de exaustão no local.
e expedição
e expedição

Interior da 5mm < C < Interior da T155 °C


2 Moega 1 Trigo Primário Baixo Pobre Sim Regular - - -
moega 50mm moega /IIIB
MOEGA FERROVIÁRIA

Interior de
Toda área
toda a área Recomenda-se a
Área de Recebimento e de T155 °C
3 Trigo Primário Médio Satisfatória Sim C < 5mm Regular - - de instalação de um sistema
Expedição recebimento /IIIB
recebimento de exaustão no local.
e expedição
e expedição

Interior da 5mm < C < Interior da T155 °C


4 Moegas 2 e 3 Trigo Primário Baixo Pobre Sim Regular - - -
moega 50mm moega /IIIB
PORÃO

Interior do Interior do Interior de T155 °C


5 Redler (TR-3) Trigo Primário Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular - OBS: Verificar item 8
redler redler todo o porão /IIIB

Interior do Interior do Interior de T155 °C


6 Redler (TR-4) Trigo Primário Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular - OBS: Verificar item 8
redler redler todo o porão /IIIB

Interior do Interior do Interior de T155 °C


7 Redler (TR-5) Trigo Primário Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular - OBS: Verificar item 8
redler redler todo o porão /IIIB

Esteira transportadora (das Interior do Interior de T155 °C


8 Trigo Primário Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular - - OBS: Verificar item 8
moegas 2 e 3) porão todo o porão /IIIB

Interior do Interior do Interior de T155 °C


9 Redler (TR-1) Trigo Primário Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular - OBS: Verificar item 8
redler redler todo o porão /IIIB

Interior do Interior do Interior de T155 °C


10 Redler (TR-2) Trigo Primário Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular - OBS: Verificar item 8
redler redler todo o porão /IIIB

9° PISO (Topo dos elevadores)

(1)
Distância considerada a partir do ponto de desprendimento.
(2)
Máxima Temperatura de Operação do equipamento para camada de poeira. 14
Lista de Dados de Classificação de Áreas com a Presença de Poeiras Combustíveis
Equipamento de Processo Fonte de Risco Ventilação Formação Extensão da Zona(1) (m) (2)
Pó em Nível de M.T.O.
Produto de Observação
o suspensão Limpeza (ºC) / Grupo
N Descrição Descrição Grau Grau Disponibilidade Camadas Zona 20 Zona 21 Zona 22
Interior do
Contínuo / Interior de
Elevador de Caneca (EL- elevador / Interior do T155 °C
11 Trigo Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 9° OBS: Verificar item 8
3) Janelas de equipamento /IIIB
o piso
inspeção
Interior do
Contínuo / Interior de
Elevador de Caneca (EL- elevador / Interior do T155 °C
12 Trigo Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 9° OBS: Verificar item 8
2) Janelas de equipamento /IIIB
o piso
inspeção
Interior do
Contínuo / Interior de
Elevador de Caneca (EL- elevador / Interior do T155 °C
13 Trigo Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 9° OBS: Verificar item 8
1) Janelas de equipamento /IIIB
o piso
inspeção
8° PISO

Distribuidores giratórios Interior dos Contínuo / Interior dos Interior de


T155 °C
14 dos elevadores de Trigo distribuidore Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Baixo equipamento - todo o 8° OBS: Verificar item 8
/IIIB
canecas (EL-1, EL-2, EL-3) s e dutos o s piso

Interior dos
Contínuo /
ciclones / Interior de
Primário / Interior do T155 °C * Ao redor da boca de
15 Ciclones 1 e 2 Trigo Boca de Médio Pobre Sim C < 5mm Baixo 1,5 * todo o 8°
Secundári equipamento /IIIB saída dos ciclones
saída dos piso
o
ciclones
7° PISO

Interior das Contínuo / Interior dos Interior de


T155 °C
16 Válvulas (VB-1 e VB-2) Trigo válvulas e Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular equipamento - todo o 7° OBS: Verificar item 8
/IIIB
dutos o s piso

Interior do Contínuo / Interior de


Interior do T155 °C
17 Depósito Trigo depósito e Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 7° OBS: Verificar item 8
depósito /IIIB
dutos o piso

6° PISO
Primário / Interior de
Interior do Interior do T155 °C
18 Redler (TR-10) Trigo Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 6° OBS: Verificar item 8
redler redler /IIIB
o piso
Interior de
Esteira transportadora (TR- Interior do Secundári T155 °C
19 Trigo Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - - todo o 6° OBS: Verificar item 8
9) 6° piso o /IIIB
piso

(1)
Distância considerada a partir do ponto de desprendimento.
(2)
Máxima Temperatura de Operação do equipamento para camada de poeira. 15
Lista de Dados de Classificação de Áreas com a Presença de Poeiras Combustíveis
Equipamento de Processo Fonte de Risco Ventilação Formação Extensão da Zona(1) (m) (2)
Pó em Nível de M.T.O.
Produto de Observação
o suspensão Limpeza (ºC) / Grupo
N Descrição Descrição Grau Grau Disponibilidade Camadas Zona 20 Zona 21 Zona 22

Interior dos Contínuo / Interior dos Interior de


Distribuidores giratórios do T155 °C
20 Trigo distribuidore Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular equipamento - todo o 6° OBS: Verificar item 8
6° piso /IIIB
s e dutos o s piso

5° PISO
Interior dos Interior dos Interior de
Distribuidores giratórios do Contínuo / T155 °C
21 Trigo distribuidore Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular equipamento todo o 5° - OBS: Verificar item 8
5° piso Primário /IIIB
s e dutos s piso

Interior das Interior de


Topo das 24 Células e 12 Interior das Contínuo / T155 °C
22 Trigo Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular células e todo o 5° - OBS: Verificar item 8
Entre-células células Primário /IIIB
entre-células piso

4° PISO

Contínuo / Interior de
Ciclones da máquina de Interior dos Interior dos T155 °C
23 Trigo Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 4° OBS: Verificar item 8
pré-limpeza ciclones ciclones /IIIB
o piso

Interior do Contínuo / Interior de


Depósito da máquina de Interior do T155 °C
24 Trigo depósito e Secundári Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 4° OBS: Verificar item 8
pré-limpeza depósito /IIIB
dutos o piso

3° PISO
Interior de
Secundári T155 °C
25 Toda a área do 3° piso Trigo Toda a área Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - - todo o 3° OBS: Verificar item 8
o /IIIB
piso
2° PISO
Interior das Interior dos Interior de
Máquinas de pré-limpeza 1 Contínuo / T155 °C
26 Trigo máquinas e Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular equipamento todo o 2° - OBS: Verificar item 8
e2 Primário /IIIB
dutos s piso
1° PISO
Interior de
T155 °C
27 Toda a área do 1° piso Trigo Toda a área Primário Baixo Pobre Sim C < 5mm Regular - todo o 1° - OBS: Verificar item 8
/IIIB
piso
TÉRREO
Interior de
5mm < C < toda a área T155 °C
28 Área acima do Porão Trigo Toda a área Primário Baixo Pobre Sim Regular - - OBS: Verificar item 8
50mm acima do /IIIB
porão

(1)
Distância considerada a partir do ponto de desprendimento.
(2)
Máxima Temperatura de Operação do equipamento para camada de poeira. 16
Lista de Dados de Classificação de Áreas com a Presença de Poeiras Combustíveis
Equipamento de Processo Fonte de Risco Ventilação Formação Extensão da Zona(1) (m) (2)
Pó em Nível de M.T.O.
Produto de Observação
o suspensão Limpeza (ºC) / Grupo
N Descrição Descrição Grau Grau Disponibilidade Camadas Zona 20 Zona 21 Zona 22
Interior de
Toda área restante do piso Secundári toda a área T155 °C
29 Trigo Toda a área Médio Pobre Sim C < 5mm Regular - - OBS: Verificar item 8
térreo o restante do /IIIB
piso térreo
Interior de
todo vão de
Interior do 5mm < C < Interior do T155 °C
30 Redler (TR-6) Trigo Primário Baixo Pobre Sim Regular passagem - OBS: Verificar item 8
redler 50mm redler /IIIB
ao redor do
redler
Interior de
todo vão de
Esteira transportadora (TR- Junto a 5mm < C < T155 °C
31 Trigo Primário Baixo Pobre Sim Regular - passagem - OBS: Verificar item 8
7) esteira 50mm /IIIB
ao redor da
esteira

(1)
Distância considerada a partir do ponto de desprendimento.
(2)
Máxima Temperatura de Operação do equipamento para camada de poeira. 17
5.3 Plantas de Classificação de Áreas

Com base nos resultados apresentados na lista de dados para classificação de áreas
(item 5.2), foram elaboradas as documentações das áreas classificadas.

A Tabela 5 apresenta a relação de desenhos que ilustram as áreas classificadas.

Nº Desenho Descrição
10785 Silo Jaguaré – 9° Piso
10786 Silo Jaguaré – 8° Piso
10787 Silo Jaguaré – 7° Piso
10788 Silo Jaguaré – 6° Piso
10789 Silo Jaguaré – 5° Piso
10790 Silo Jaguaré – 4° Piso
10791 Silo Jaguaré – 3° Piso
10792 Silo Jaguaré – 2° Piso
10793 Silo Jaguaré – 1° Piso
10794 Silo Jaguaré – Térreo (área acima do porão)
10795 Silo Jaguaré – Piso Térreo e Porão
10796 Silo Jaguaré – Corte
Tabela 5 – Relação de desenhos das áreas classificadas.

Os desenhos de classificação apresentados são resultantes da análise dos resultados, ou


seja, permitem uma visualização gráfica dos resultados tabelados na lista de dados para áreas
classificadas. Portanto, é de extrema importância a observação de todo o descritivo deste
estudo.

Quando da indisponibilidade de algum desenho, as informações das áreas classificadas


encontram-se nos itens 5.2 e 6 deste estudo.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 18


6 Classificações Adicionais

Em complementação a Lista de Dados apresentada no item 5.2, a seguir são descritas


classificações adicionais ao estudo:

- Todos os volumes no interior de equipamentos, como por exemplo, em silos, filtros ou


outros equipamentos similares que contenham poeiras combustíveis, são considerados
Zona 20, sendo que a classe de temperatura desta área deve ser verificada na Tabela
4 deste estudo, de acordo com o produto existente no equipamento.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 19


7 Observações

A seguir são apresentadas as observações pertinentes ao estudo de classificação de


poeiras combustíveis:

- Este estudo não avaliou condições durante processo de parada de equipamentos para
manutenção. Visto ser essa uma atividade programada, medidas para controle do
risco devem ser tomadas, tais como interdição da área, desligamento dos
equipamentos elétricos e outras.

- Observou-se que o sistema de captação de poeira utilizado no piso térreo está


expelindo a poeira diretamente para a área de recebimento e expedição da moega
rodoviária, sem a utilização de qualquer tipo de filtro. Com o objetivo de diminuir a
quantidade de poeira presente na área da moega rodoviária; recomenta-se a
instalação de um sistema de exaustão com filtro de poeira.

Sistema de captação de poeira dentro da moega rodoviária.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 20


8 Recomendações e Possibilidades de Melhoria

Avaliando os resultados desse estudo, podemos observar algumas situações específicas


(cenários, produtos e equipamentos) que podem levar a áreas não classificadas ou redução do
risco atual.

Observamos que as recomendações relacionadas a seguir visam orientar a ‘Ceagesp’ com


relação à redução dos riscos relacionados a formação de atmosferas explosivas, no entanto,
não representam à íntegra ou a verdade absoluta. Portanto, as recomendações apresentadas
não eximem a ‘Ceagesp’ de realizar, preliminarmente, uma análise técnico-financeira
apropriada para cada uma das não-conformidades identificadas.

A classificação de áreas tem caráter de ação preventiva, e a posterior participação da


HERCO na solução das recomendações poderá ser solicitada na forma de assessoria e
consultoria.

- Em áreas com presença de poeira combustível, o acúmulo de poeira pode ocasionar


riscos como o de incêndio e até mesmo explosão, o que dependendo das
características do local, pode acarretar em mais áreas classificadas.
Com o intuito de se evitar esses riscos adicionais, recomenda-se que todas as áreas
possuam programa de limpeza, objetivando a redução da formação de camadas de
poeira, principalmente sobre equipamentos que produzam superfícies quentes.
A limpeza deve ser realizada sem que haja a suspensão das partículas depositadas,
sendo que a forma mais indicada é através da aspiração da poeira.

- Toda a área caracteriza-se pela presença de poeira, desta forma, para evitarem-se
danos aos equipamentos instalados, mesmo em áreas não classificadas, recomenda-se
a utilização de equipamentos com grau de proteção mínimo IP-5x, conforme orienta
norma NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão).

- Observou-se que em vários locais no interior do Silo Jaguaré há a presença de


exaustores (sistema de despoeiramento), entretanto verificou-se que este sistema
possui apenas ciclones sem qualquer tipo de filtro. Desta forma recomenda-se a
instalação de um sistema de despoeiramento (ciclone com filtro manga) adequado em
todas as áreas do silo (desde o porão até o 9° piso), evitando que a poeira seja
expelida diretamente na atmosfera e melhorando a qualidade do ar para todas as
pessoas que trabalham junto ao silo.

- Verificou-se que vários dutos e equipamentos presentes no interior do Silo Jaguaré,


apresentam buracos (aberturas) em suas estruturas, que permitem a presença de
poeira em várias área do silo; dificultando o trabalho em seu interior.
Recomenda-se desta forma, a realização de uma reforma geral em todos os dutos e
equipamentos presentes no interior do silo.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 21


- No 5° piso (topo das células e entre-células), observou-se que as tampas de acesso a
cada uma das células e entre-células ficam abertas durante o procedimento normal de
trabalho do silo, acarretando na presença de uma grande quantidade de poeira no
interior de todo o 5° piso. Com o objetivo de amenizar a quantidade de poeira
combustível presente no ambiente; recomenda-se o fechamento de todas as tampas
no topo das células.

Tampas abertas, localizadas no 5° piso.

- Na sala de máquinas do elevador, localizado no 9° piso do prédio do Silo Jaguaré,


observou-se a presença de vários equipamentos comuns instalados em seu interior.
Em decorrência de todo este andar ser classificado como Zona 22, a sala de máquinas
do elevador também se enquadraria na mesma classificação.
Entretanto com o objetivo de desclassificar a sala de máquinas do elevador, e não
precisar substituir todos os equipamentos instalados em seu interior, recomenda-se:
 Substituir a atual janela e porta existentes junto à sala, garantindo uma
vedação adequada, que impeça a entrada de poeira combustível em seu
interior.
 Prover abertura (janela) na parede voltada para a área externa do prédio.
Garantindo uma ventilação adequada no interior da sala, sem a presença de
qualquer poeira combustível.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 22


Sala de máquinas do elevados (9° piso). Interior da sala.
(Porta e janela em má estado de conservação)

Equipamentos comuns encontrados no interior da sala.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 23


9 Equipamentos e Instalação

Como resultado do estudo de classificação de áreas obtém-se a determinação dos locais


específicos onde existe o risco de formação de atmosfera potencialmente explosiva, desta
forma os equipamentos elétricos instalados nestes locais devem possuir proteções adequadas
que evitem que os mesmos proporcionem o contato de fontes de ignição - associadas ao seu
funcionamento - com a atmosfera explosiva.

Os tipos de proteções adequadas para a utilização em atmosferas explosivas possuem


uma denominação específica, relacionada ao funcionamento da proteção, e uma sigla com
caracteres que servem para identificar a proteção e diferenciá-la de equipamentos comuns.
Esta sigla é constituída dos caracteres “Ex” adicionada de uma letra que especifica o tipo de
proteção. Com a sigla identifica-se imediatamente o tipo de proteção sem necessidade da
descrição da mesma.

A maior parte dos tipos de proteções existentes para equipamentos elétricos para
instalação em áreas classificadas por poeiras são os mesmos dos equipamentos para gases,
porém a simbologia do mesmo acompanha a letra “D”.

Os principais tipos de proteção existentes, conforme norma NBR IEC 60079-14


(Atmosferas explosivas - Parte 14: Projeto, seleção e montagem de instalações elétricas) são
os seguintes:

 Invólucros Protegidos Contra o Ingresso de Poeira (Ex-tD)


 Equipamentos Protegidos por Encapsulamento (Ex-mD)
 Invólucros Pressurizados (Ex-pD)
 Equipamentos de Segurança Intrínseca (Ex-iD)

Para cada tipo de proteção existem as Zonas nas quais estes podem ser instalados. A
norma brasileira que regulamente este tipo de instalação é a norma NBR IEC 60079-14
(Atmosferas explosivas - Parte 14: Projeto, seleção e montagem de instalações elétricas), na
qual apresenta os tipos de proteção pertinentes para cada Zona e a maneira como estes
equipamentos devem ser instalados.

A Tabela 6 apresenta de forma resumida os tipos de proteção e as Zonas onde estes


podem ser instalados:

Grau de Risco
Tipo de Proteção
Zona 20 Zona 21 Zona 22
Ex-tD X X X

Ex-mD X X

Ex-pD X X

Ex-iD X X X
Tabela 6 – Matriz de utilização.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 24


Para seleção do equipamento a ser instalado em áreas classificadas devido à presença de
poeiras combustíveis, é necessária uma avaliação quanto à possibilidade de acúmulo de poeira
sobre o equipamento, conforme orienta a norma NBR IEC 60079-14 (Atmosferas explosivas -
Parte 14: Projeto, seleção e montagem de instalações elétricas).

A seleção de equipamentos para áreas classificadas também pode ser feita através do
nível de proteção de equipamentos (EPL). O nível de proteção EPL é atribuído ao equipamento
baseado em sua probabilidade de se tornar uma fonte de ignição.

A Tabela 7, abaixo, apresenta a relação entre níveis de proteção de equipamento (EPL) e


zonas.

Níveis de proteção de
Zona
equipamento (EPLs)
20 ‘‘Da’’
21 ‘‘Da’’ ou ‘‘Db’’
22 ‘‘Da’’, ‘‘Db’’ ou ‘‘Dc’’
Tabela 7 - Relação entre níveis de proteção de equipamento (EPL) e zonas.

Vale observar que os equipamentos instalados em áreas classificadas devem ostentar a


identificação de Certificação do Sistema Brasileiro de Certificação – SBC, em conformidade com
a Regra Especifica para a Certificação de Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas e
emitidos por Organismo de Certificação Credenciado pelo INMETRO, conforme determina
Portaria n. 179, de 18 de maio de 2010. O certificado deve ser fornecido pelo fabricante do
equipamento e mantido disponível no Prontuário de Instalações Elétricas.

Por serem equipamentos especiais e estarem instalados em locais de alto risco, a


manutenção destes equipamentos deve ser realizada por profissionais capacitados, com
treinamento sobre Instalações e Manutenções em Atmosferas Explosivas e permissão para
trabalho formalizada, conforme determina a NR-10.

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 25


10 Equipe Técnica

Nome Título Assinatura

Engenheiro Eletricista /
Josias Abimael Costa
Segurança

Suelen Mass Analista de Riscos

Engenheiro Eletricista /
Stefan Siegle
Riscos

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 26


ANEXOS

Anexo I – Levantamento Fotográfico

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 27


Anexo I – Levantamento Fotográfico

Levantamento Fotográfico

Estudo de Classificação de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 28


As descrições dos equip pamentos aapresentados abaixo se enconttram relacionados na
Lista de D
Dados para
a Classificaç
ção de Área
as descrita no item 5.2
2 deste esttudo.

ento 1 - Área
Equipame a de Recebimento e Ex pedição

Equipame
ento 2 - Moe
ega 1

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 29
Equipame
ento 3 - Área
a de Recebimento e Ex pedição

Equipame
ento 4 - Moe
egas 2 e 3

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 30
3
Equipame
ento 5 - Red
dler (TR-3)

Equipame
ento 6 - Red
dler (TR-4)

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 31
3
Equipame
ento 7 - Red
dler (TR-5)

Equipame
ento 8 - Este
eira transpo
ortadora (das
s moegas 2 e 3)

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 32
3
Equipame
ento 9 - Red
dler (TR-1)

ento 10 - Redler (TR-2)


Equipame

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 33
3
Equipame
ento 11 - Ele
evador de Caneca (EL-3
3)

Equipame
ento 12 - Ele
evador de Caneca (EL-2
2)

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 34
3
Equipame
ento 13 - Ele
evador de Caneca (EL-1
1)

Equipame
ento 14 - Dis
stribuidores
s giratórios d
dos elevado
ores de cane
ecas (EL-1, EL-2, EL-3)

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 35
Equipame
ento 15 - Cic
clones 1 e 2

ento 16 - Válvulas (VB-1


Equipame 1 e VB-2)

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 36
3
Equipame
ento 17 - Depósito

ento 18 - Redler (TR-10))


Equipame

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 37
Equipame
ento 19 - Estteira transportadora (TR
R-9)

Equipame
ento 20 - Dis
stribuidores
s giratórios d
do 6° piso

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 38
3
Equipame
ento 21 - Dis
stribuidores
s giratórios d
do 5° piso

Equipame
ento 22 - Topo das 24 Células
C e 12 Entre-célula
as

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 39
3
Equipame
ento 23 - Cic
clones da máquina
m de p
pré-limpeza

Equipame
ento 24 - Depósito da máquina
m de p
pré-limpeza

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 40
Equipame
ento 25 - Tod
da a área do
o 3° piso

Equipame
ento 26 - Má
áquinas de pré-limpeza
p 1e2

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 41
Equipame
ento 27 - Tod
da a área do
o 1° piso

Equipame
ento 28 - Áre
ea acima do
o Porão

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 42
Equipame
ento 29 - Tod
da área resttante do pis
so térreo

Equipame
ento 30 - Redler (TR-6)

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 43
Equipame
ento 31 - Estteira transportadora (TR
R-7)

Estudo de Classificaçã
ão de Áreas – nr. 10695 – rev. 0 44

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