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FACULDADE MADRE THAÍS

CURSO: ENFERMAGEM

FÁBIO NASCIMENTO DE JESUS

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE


PARA ADESÃO DOS PACIENTES IDOSOS
AO PROGRAMA HIPERDIA

ILHÉUS - BAHIA
2015
FÁBIO NASCIMENTO DE JESUS

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE


PARA ADESÃO DOS PACIENTES IDOSOS
AO PROGRAMA HIPERDIA

Artigo apresentado à Faculdade Madre Thais como requisito


à obtenção do grau de bacharel em Enfermagem
Orientador (a): Renata Couto

ILHÉUS - BAHIA
2015

FÁBIO NASCIMENTO DE JESUS


A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA
ADESÃO DOS PACIENTES IDOSOS
AO PROGRAMA HIPERDIA

Artigo apresentado à Faculdade Madre Thais – FMT como


requisito para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem

Aprovado em:_____/_____/______

COMISSÃO EXAMINADORA

________________________________________
Orientadora

________________________________________
Examinador I.

________________________________________
Examinador II

ILHÉUS – BAHIA
2015
Jesus, Fábio Nascimento de
J58i A importância da educação em saúde para adesão dos
pacientes idosos ao Programa Hiperdia/Fábio Nascimento
de Jesus.- Ilhéus-BA: FMT – Faculdade Madre Thaís,2015.
20f.;
Orientadora: Prof.ª. Renata Couto
Artigo (Graduação em Enfermagem) – Faculdade
Madre Thaís

1. Acolhimento 2. Acompanhamento 3. Educação 4.


Hábitos 5. Hiperdia 6. Hipertensão 7. Tratamento 8.
Inclusão
I. Fábio Nascimento de Jesus II. Faculdade Madre Thaís III.
Título

CDD – 610.73

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA ADESÃO DOS


PACIENTES IDOSOS AO PROGRAMA HIPERDIA
Fábio Nascimento de Jesus1
1
Faculdade Madre Thaís. Avenida Itabuna, Gabriela Center, 45650-000
Ilhéus - BA.

RESUMO

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma patologia crônica que


acomete idosos de ambos os sexos no Brasil, muitos são pessoas com
hábitos de vida irregulares. Possui tratamento e o seu controle se faz com
a adoção de hábitos saudáveis, através de dieta balanceada, prática de
exercícios físicos, eliminação do uso de bebidas alcoólicas, tabagismo e
na ausência de sucesso com a adoção das práticas anteriores, uso de
medicamentos. O acolhimento e acompanhamento dos idosos no
Programa HIPERDIA se fazem importantes dentro e fora das unidades de
saúde, buscando-se estratégias de inclusão aos tratamentos propostos.
Conhecer o perfil do idoso no atendimento individualizado e em grupos de
ajuda é fundamental para o sucesso do tratamento e ajuda no
autocuidado. O presente estudo trata-se de uma pesquisa descritiva,
realizada através, de revisão bibliográfica e tem como objetivo, identificar
a importância da educação em saúde aos idosos portadores da
hipertensão pelos profissionais da saúde.

Palavras-chave: Acolhimento. Acompanhamento. Educação. Hábitos.


HIPERDIA. Hipertensão. Inclusão. Tratamento.

SUMÁRIO
RESUMO
1. INTRODUÇÃO 6
2. METODOLOGIA 8
3. REFERENCIAL TEÓRICO 9
3.1. Educação em saúde 9

3.2 Modelos de educação em saúde 10

3.3. Educação em saúde para adesão dos idosos ao HIPERDIA 12

4. CONCLUSÃO 14

5. ABSTRACT 16

6. REFERÊNCIAS 17

7. AGRADECIMENTOS 19

8. DEDICATÓRIA 20

1. INTRODUÇÃO

Este artigo busca realizar educação em saúde para a recuperação e


manutenção da saúde de idosos hipertensos. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)
é a mais frequente das doenças cardiovasculares e, além disso, apresenta-se como
principal fator de risco para complicações como acidente vascular encefálico (AVE),
infarto agudo do miocárdio (IAM) e doença renal crônica (DRC) (BRASIL, 2006b).

Pessoas acometidas por níveis pressóricos constantemente acima dos


140 x 90 mmHg são consideradas hipertensas. Sendo as doenças acima
relacionadas, consequências que podem ser relacionadas à hipertensão em
idosos.
O Programa HIPERDIA se destina ao cadastramento e acompanhamento de
portadores da hipertensão arterial e/ou diabetes mellitus atendidos na rede
ambulatorial do Sistema Único de Saúde – SUS, permitindo gerar informação para
aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos de forma regular e
sistemática a todos os pacientes cadastrados.

O sistema envia dados para o Cartão Nacional de Saúde, funcionalidade que


garante a identificação única do usuário do Sistema Único de Saúde – SUS.

Orienta os gestores públicos na adoção de estratégias de intervenção, permite


conhecer o perfil epidemiológico da hipertensão arterial e do diabetes mellitus na
população.

Cadastra e acompanha a situação dos portadores de hipertensão arterial e/ou


diabetes mellitus em todo o país, gera informações fundamentais para os gerentes
locais, gestores das secretarias e Ministério da Saúde, disponibilizam informações
de acesso público com exceção da identificação do portador, envia dados ao
CADSUS, Ministério da Saúde / DATASUS - Departamento de Informática do SUS.

As práticas de educação devem estar presentes em todas as instituições onde


os grupos de idosos acompanhados pelo programa HIPERDIA estejam presentes,
sempre oportunizando aos hipertensos, a participação ativa na busca pelas
melhores alternativas para o tratamento da hipertensão.

A manutenção da saúde dos hipertensos deve respeitar suas opiniões,


sentimentos, frustações, decepções, dúvidas, bem como suas perspectivas em curto
prazo na capacidade de interferirem frente aos desafios que enfrentarão na
convivência com os fatores associados à patologia, todas as informações
pertinentes devem ser transmitidas com respeito pelo cidadão que tiver de conviver
com os métodos de tratamentos propostos.

A educação em saúde promovida pelos profissionais da saúde deve ser


estimulada pelas autoridades públicas, equipes multiprofissionais devem
desempenhar o trabalho de educar e trocar conhecimentos com a população de
maneira constante, fazendo-se uma reflexão crítica sobre os métodos empregados,
visando à maneira mais prática para o alcance da promoção, prevenção e proteção
à saúde.
A análise crítica do ambiente e da maneira como as práticas educacionais
estão sendo adotadas, ajuda a população a ter sua privacidade respeitada, bem
como a sua cultura, conhecimentos sobre a doença, a sua religiosidade quanto a
algum procedimento necessário por agravos à saúde em consequência da patologia.
Homens e mulheres são susceptíveis a diferentes níveis de acometimento pela
hipertensão e os fatores de agravos decorrentes dos diferentes conhecimentos
adquiridos durante o HIPERDIA, fazem enorme diferença para a manutenção dos
autocuidados.
O estudo tem como objetivo demonstrar que as ações desenvolvidas pelas
equipes de saúde, apesar dos desafios encontrados para a adoção das práticas
preconizadas pelo ministério da Saúde através, das normas que regulamentam o
trabalho dos profissionais no HIPERDIA, têm fortalecido o trabalho desempenhado
pelos médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, agentes comunitários de saúde,
etc. No alcance de melhor qualidade de vida para os idosos assistidos.

2. METODOLOGIA
O presente estudo foi elaborado com base em uma pesquisa
exploratória de revisão bibliográfica, no intuito de analisar a importância
da educação em saúde para adultos portadores de hipertensão arterial na
adesão ao programa HIPERDIA do Ministério da Saúde, junto a essa
população nas unidades de atendimento encontradas no Brasil.
Para o desenvolvimento desse estudo foram utilizadas as
seguintes bases de dados Scielo (Scientific Eletronic Library Online) a
Brime/BVS (Biblioteca Virtual em saúde) Google Acadêmico, Medline no
período de (fevereiro a outubro de 2015) sendo o desenvolvimento deste
trabalho realizado em quatro fases distintas, compreendendo-se:
Na primeira etapa foi realizada a busca por fontes de dados na
literatura pertinente sobre pesquisas descritivas em revisões bibliográficas
sobre a importância da educação em saúde para adesão dos idosos
portadores da hipertensão ao programa HIPERDIA na internet, revistas,
periódicos, artigos científicos. Foram utilizados os seguintes descritores
para a busca: “Adesão”. “Educação”. “Enfermeiros”. “Equipe”. “HiperDia”.
“Hipertensão”. “Idosos”. “Saúde”.
A segunda etapa foi à seleção do conteúdo a ser utilizado para a
revisão da literatura.

3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1. EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Educar para a saúde significa priorizar as intervenções


preventivas, não se atendo somente às ações curativas, podendo esse
processo ser desenvolvido em diversos espaços como na consulta
individual no consultório, ou na visita domiciliar (ALVES, 2005).
O profissional da saúde pode e deve instituir diferentes modelos
de abordagem da educação voltada à melhoria das condições de vida dos
usuários dos programas assistências, como o HIPERDIA e sua atuação
deve ser feita além, dos ambulatórios.
Muitos profissionais da saúde apresentam em sua prática
cotidiana maior abertura para a realização de atividades educativas e
surpreendem-se com os resultados positivos [...] (GAZZINELLI; REIS;
MARQUES, 2006).
Quando o profissional está bem preparado para lhe dar com a
comunidade onde trabalha, ouvindo os anseios da população, utilizando
linguagem acessível nas abordagens, resultados positivos acontecem.
O trabalho com grupos é reconhecido como estratégia de
promoção da saúde (...) favorecendo, assim, a adesão ao tratamento
proposto (VICTOR et. al; 2007; SILVA et al., 2003).
Nos grupos, as experiências adquiridas com os tratamentos
propostos, ajudam os idosos, familiares e cuidadores a terem um suporte
mais amplo na convivência com a doença e os desafios decorrentes dela.
Em seu estudo, Guedes (2005) contempla as ações educativas
como importantes instrumentos para a melhoria no quantitativo de
pessoas que aderem aos tratamentos após, terem orientações sobre
educação em saúde.
A pessoa idosa muitas vezes é tratada como “frágil”, “indefesa”,
“dependente” e até “doente” (...) muitas vezes, determinantes no processo
saúde-doença (TOLEDO; RODRIGUES; CHIESA, 2007).
Muitas práticas educacionais realizadas pelas equipes de saúde
em muitos Postos de Saúde da Família e Unidades Básicas de Saúde,
etc. Ainda são voltadas para modelos já ultrapassados, onde o cidadão
não é visto como um ser capaz de realizar o seu autocuidado.
Em estudo realizado por Besen et al. (2007) relacionado com a
educação em saúde em ESF, a formação dos profissionais de saúde
consagrou-se como uma das problemáticas centrais.
Nesse tipo de educação, as causas que podem ter levado o
cidadão a ser acometido pela hipertensão e os fatores relacionados a ela,
são deixados de lado, já que a cura é voltada a doença e o conhecimento
é transmitido de maneira passiva, onde os envolvidos no processo de
recuperação dos acometidos têm que observar a fala dos profissionais da
saúde.
Segundo Oliveira e Marcon (2007) essas práticas são realizadas
pela maneira como os profissionais foram formados e no contato com os
clientes, geram uma imposição onde só o enfermeiro que é um dos
principais responsáveis pelas Estratégias de Saúde da Família (ESF)
transmite o seu conhecimento e os demais participantes ficam como
meros ouvintes em relação às melhores maneiras de cuidar da sua
saúde.
Muitos desajustes nas condutas individualizadas ou em grupo,
realizadas pelos profissionais, entre eles, os enfermeiros, reflete a falta de
compromisso dos gestores das unidades de saúde com a população,
refletindo também a falta de compromissos dos centros de formação.
Com a liberação desses profissionais para o mercado de trabalho,
apegados a sistemas de assistência ineficientes e geradores de custos,
fazem as populações atendidas por eles se sentirem abandonadas e
frustradas.
3.2 MODELOS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Existem diversas proposições de definição para educação em saúde na
literatura (...) o modelo tradicional de educação em saúde, ou preventivo; e o
modelo radical de educação em saúde, ou dialógico (SOUZA et al., 2005;
OLIVEIRA, 2005).
Os modelos de educação instituídos devem ser do conhecimento dos
profissionais da saúde na aplicação durante as abordagens no HIPERDIA de
acordo com o nível de compreensão dos usuários nas diferentes unidades de
saúde atendidas pelo SUS.
O modelo tradicional de educação em saúde, também chamado de
preventivo (...) tinha sua ação focada na tentativa de mudança de
comportamento individual (SOUZA et al., 2005).
Na educação tradicional que é praticada muitas vezes pelos enfermeiros
no HIPERDIA, o acompanhamento da hipertensão é feito de maneira
unicamente curativa, o enfermeiro aborda os idosos acometidos e estabelece
planos de cuidados baseados em sua experiência em sala de aula e no seu
próprio nível cultural e social, estabelecendo metas inadequadas para a
promoção, prevenção e proteção à saúde dos idosos.
Esse modelo (...) tem como uma de suas principais concepções o fato de
que os modos de vida da pessoa, considerados insalubres é por causa da falta
de informação adequada (OLIVEIRA, 2005).
Quando o indivíduo, seus familiares e cuidadores são abordados de
maneira ineficiente em relação aos cuidados que deve estabelecer para a
melhoria da sua saúde, ele passa a se sentir confuso, desrespeitado, ignorado,
constrangido, desestimulado em consequência da maneira como é visto pela
equipe da enfermagem e demais profissionais em saúde, já que a visão é de
equiparação dos meios e metas a serem atingidas coletivamente.
Educar em saúde deve significar ouvir a todos os envolvidos no processo
saúde-doença.

A ideia aqui é educar para prevenir a doença (...) construção de uma


sociedade cada vez mais dependente dos serviços de saúde que supervaloriza
o cuidado médico e a tecnologia médica de alto custo (BESEN et al., 2007).
Na transmissão de conhecimentos realizados durante as ações do
Programa HIPERDIA o conhecimento tradicional e impositivo é realizado como
a melhor estratégia para evitar complicações decorrentes da hipertensão e
dessa maneira, questões importantes são ignoradas pelos enfermeiros por não
conhecerem e não darem importância aos aspectos sociais, culturais,
econômicos que norteiam a vida dos indivíduos fora das unidades do SUS.
Quando os idosos são convidados para os atendimentos individuais, em
grupo e palestras que fazem parte do modelo tradicional, se não seguirem as
receitas prontas para o cuidado que deverão adotar contra a hipertensão e
suas agravantes, já passam a serem vistos de maneira desumana e antiética
pelos profissionais despreparados que os atendem, haja vista, os mesmos não
se sensibilizarem com os fatores psíquicos, sociais e demais demandas que
podem ter gerado o desajuste nos níveis de controle e assim, são castigados
pelas equipes de atendimento de maneira impiedosa e sentenciosa.
(GAZZINELLI; REIS; MARQUES, 2006).
A fala do usuário, muitas vezes, só é considerada quando relacionada à
descrição de sintomas ligados à doença (ALVES; NUNES, 2006).
Quando essas abordagens ocorrem, já desconsideram os direitos dos
cidadãos a terem além, de informações sobre sua saúde, o direito de participar
ativamente dela, independente às suas condições particulares, não as obtendo,
cabe ao profissional entrar em contato com alguém que cuide do idoso ou
alguma instituição pública para auxiliarem nos autocuidados, mas, jamais
deixa-lo como mero espectador do seu bem estar e saúde.
Quando a saúde é vista como mercadoria, a população padece, os custos
se elevam e as consequências são prejudiciais para todos os envolvidos,
principalmente os idosos que são os grupos que mais necessitam dos
atendimentos em saúde nas unidades que atendem pelo SUS, o HIPERDIA.

3.3. EDUCAÇÃO EM SAÚDE AOS IDOSOS PARA ADESÃO AO HIPERDIA

A educação em saúde é uma ferramenta de transformação da realidade


de milhares de pessoas através, do HIPERDIA onde os enfermeiros têm um
contato mais próximo com diversos idosos e a possibilidade de modificar a
realidade dos mesmos no enfrentamento à doença.
As V e VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (V DBHA, 2006)
orientam a utilização da educação em saúde, realizada individualmente ou em
grupo, como estratégia a ser utilizada pelos profissionais durante o
acompanhamento da pessoa com HAS. Destacar a importância de ouvir os
usuários e estimular as atividades físicas, mudanças na alimentação, estímulo
à perda de peso, redução do consumo de sódio, evitar o tabagismo, fazer uso
adequado das medicações e vivenciar experiências com outros hipertensos,
através, da formação de grupos, são algumas das atividades que os
enfermeiros e demais membros da equipe de saúde podem desenvolver junto
aos homens e mulheres hipertensos acima dos sessenta anos de idade e
assim, ajudá-los a terem uma vida melhor, mesmo sendo acometidos pela
doença, fazem do enfermeiro o profissional mais próximo aos usuários dos
serviços do HIPERDIA, já que ele é o gestor das ESF, USF, UBS e coordena as
equipes de agentes de saúde que podem facilitar o trabalho junto às
comunidades atendidas pelo programa.
Como o acompanhamento efetuado por muitos profissionais é baseado em sinais e
sintomas físicos, pode-se, a partir dessa constatação, prever em vários casos um
acompanhamento dos níveis de saúde e qualidade de vida que deixa a desejar (ALVES;
NUNES, 2006).
A adesão ao tratamento é considerada um ponto preponderante na terapêutica da HAS.
A adesão pode ser considerada um processo comportamental complexo que se mostra
bastante influenciado por fatores socioculturais, econômicos e pelo próprio sistema de
atenção à saúde (TAVEIRA; PIERIN, 2007).
A educação exercida aos usuários no HIPERDIA é fundamental para o
sucesso do cadastramento e acompanhamento dos usuários, se bem praticada
pode reduzir atendimentos pelas mesmas causas e em idosos já informados
sobre os riscos com o descontrole da pressão arterial e suas consequências,
além de gerar melhores resultados nos tratamentos propostos, vai melhorar a
qualidade do autocuidado e consequentemente a qualidade de vida de todos
os envolvidos.

4. CONCLUSÃO
Com este trabalho busca abordar a importância da educação em saúde
através, do Programa HIPERDIA para a adesão ao tratamento pelos idosos
hipertensos e designa algumas das dificuldades encontradas pelos
profissionais e usuários dos serviços de saúde quando o assunto é o
autocuidado.
Muitos procedimentos podem ser adotados para o alcance das metas de
redução dos índices alarmantes de idosos acometidos pela hipertensão, umas
das saídas que podem ser encontradas pelos gestores públicos é a valorização
das normas preconizadas pelo Ministério da Saúde em relação à maneira como
as práticas de orientação em saúde devem ser realizadas frente aos idosos e
de que maneira estabelecer o diálogo para o alcance dos objetivos propostos
de acordo com cada usuário.
Diferentes modelos podem utilizados e todos devem ter como orientação
a aproximação dos hipertensos ao Programa HIPERDIA para que a população
e os profissionais de saúde possam vivenciar as mesmas experiências durante
o tratamento dos mesmos, é importante que população seja participe direta dos
cuidados que devem ser utilizados para a manutenção da sua saúde.
Muitas dificuldades surgem durante o acompanhamento e cadastramento
de muitos hipertensos porque a população se sente insegura e despreparada
para auxiliar o seu próprio tratamento, pois, existem barreiras na comunicação
entre os enfermeiros e os atendimentos que prestam aos idosos.
Algumas abordagens são ineficientes e não atingem o objetivo do
governo no HIPERDIA, mas, se houver comprometimento de alguns
profissionais e aprimoramento dos métodos de aproximação com as
comunidades atendidas, consequentemente os objetivos serão alcançados e
os custos com a saúde serão reduzidos e a população sentirá mais confiança
no atendimento prestado pelos enfermeiros e demais membros da equipe de
atendimento.
O HIPERDIA é o programa que contempla o atendimento aos portadores
do Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e oportuniza tanto
aos idosos hipertensos, quanto aos profissionais da saúde à aproximação para
um diálogo mais esclarecedor onde o usuário sendo prestigiado com a
observação dos seus anseios se sentirá mais capacitado para colaborar com
as equipes de saúde e assim, diminuir atendimentos e agravamentos à sua
saúde pelos aspectos desencadeados pela hipertensão, devendo o profissional
trabalhar com a opinião dos usuários, seus familiares e acompanhantes para a
resposta mais propicia aos tratamentos propostos.
A participação da família, dos cuidadores, da sociedade e dos membros
da equipe de trabalhos nas unidades de saúde deve ser estimulada não
apenas no HIPERDIA pelos profissionais, mas em todos os locais possíveis,
respeitando-se a privacidade dos cidadãos e o seu direito às melhores formas
de tratamento da hipertensão, observando-se sempre sua capacidade social,
psíquica, econômica para que o alcance dos objetivos propostos sejam
consequência de uma relação de respeito mútuo e satisfação para a equipe de
saúde e todos os idosos atendidos por ela dentro e fora do Programa
HIPERDIA e assim, consequentemente haver uma maior adesão ao programa
por todos os demais envolvidos e acometidos pela hipertensão que são
abrangidos pelas unidades de saúde.
Dessa maneira, será melhor a adesão ao tratamento da hipertensão e as
pessoas se sentirão capazes de realizarem o autocuidado e serem
protagonistas das suas próprias vitórias em relação à melhoria da sua saúde.

EDUCATION IMPORTANCE OF HEALTH FOR MEMBERSHIP OF


ELDERLY PATIENTS TO HIPERDIA PROGRAM

Fábio Nascimento de Jesus1


1
Faculdade Madre Thaís. Avenida Itabuna, Gabriela Center, 45650-000,
Ilhéus-BA.

ABSTRACT

Systemic arterial hypertension (SAH) is a chronic condition that affects older


men and women in Brazil; many are people with irregular living habits. It has
treatment and its control is done with the adoption of healthy habits through balanced
diet, physical exercise and elimination of the use of alcohol, smoking and lack of
success with the adoption of the above practices, drug use. The care and supervision
of the elderly in HIPERDIA program to make important inside and outside of health
facilities, seeking to inclusion strategies, the proposed treatments. Knowing the
profile of the elderly in individualized care and support groups is critical to the
success of treatment and helps in self-care. This study deals with a descriptive
research held through a literature review and aims to identify the importance of
health education for the elderly patients with hypertension by health professionals.

Keywords: Home. Side dish. Education. Habits. HIPERDAY. Hypertension. Inclusion.


Treatment.

REFERÊNCIAS

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DIRETRIZE BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO. Rev. Bras. Hipertens. v.17, n.1. , 64p.
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Victor J. F.. VASCONCELOS FF, ARAÚJO R.R. XIMENES LB, ARAÚJO TL. Grupo
Feliz Idade: cuidado de enfermagem para a promoção da saúde na terceira idade.
Revista da Escola de Enfermagem da USP 2007; 41(4):724-730.
AGRADECIMENTOS

A Deus por ter me dado saúde e força para superar as


dificuldades.
A esta universidade, seu corpo docente, direção e administração
que oportunizaram esse momento.
E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha
formação, o meu muito obrigado.
DEDICATÓRIA
A todos aqueles qυе de alguma maneira estiveram próximos a
mim, me incentivando, encorajando a vivenciar momentos especiais em
minha vida acadêmica e pessoal.

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