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Associação Brasileira de

Psicoterapia Reencarnacionista TEXTO 4

O MAPA DO EGO
Logo que essa micropartícula divina, que chamamos de Espírito, chega na
Terra, como ela vem simples (de simplicidade e ingenuidade) e ignorante (das
coisas da Terra), entra em uma frase de estranheza e medo. Com isso, necessita
criar uma estrutura terrena para lhe defender e proteger, que é o ego. Então,
inicialmente, o ego é nosso defensor e protetor, mas, aos poucos, essa
micropartícula, que havia esquecido que era o Todo em uma micro-manifestação,
começa a identificar-se com o ego e, gradativamente, vai sentindo-se ele e
esquecendo sua natureza e essência divina. Com isso, a sua Consciência vai
passando para ele

O EGO INFANTIL

Um Espírito de ego predominantemente infantil inferior é um (a) crianção


(criançona), uma pessoa boa, ingênua, não faz mal para ninguém, é movida pelos
seus instintos, não gosta de compromissos, responsabilidades, horários, não se
importa de ser dependente de outra pessoa (psicologicamente ou financeiramente),
geralmente seus pais ou outros familiares, parece que seu cérebro funciona de uma
maneira irracional, pode ter sonhos ou ambições mas não duram muito tempo, logo
esvanecem-se, ou faz castelos no ar e fica apenas na ideção. Depois de um tempo
em que seus pais e parentes e amigos tentam com que mude, cresça, amadureça,
começam a desistir e o conceito que adquire é de que "Fulano (a) é assim mesmo",
e como a vida não para, vão todos cuidando de suas coisas e o (a) "crianção"
(criançona), fica lá, viajando em sua infantilidade consciencial, imaginando sabe-se
lá o quê, ideias estapafúrdias, atitudes algumas vezes totalmente incompreensíveis,
o tempo vai passando, vai ficando mais velho, pode ir amadurecendo com o passar
da vida ou pode permanecer assim até ficar velho e morrer e voltar para o Astral. Na
próxima encarnação lá vem ele novamente e assim vai indo. Como ajudar um ego
infantil a amadurecer, nem que seja um pouco? O que não pode ser feito é
conformar-se e deixar por isso mesmo, pois é isso que ele deseja, ficar assim. Essa
pessoa deve receber responsabilidades, claro que adequadas ao seu nível infantil,
deve ter tarefas a cumprir, como zelar pelo seu quarto, pela sua higiene, colaborar
em casa, não esporadicamente, de vez em quando, mas como um compromisso
diário, como se fosse um trabalho a ser realizado, deve ser elogiado quando se sai
bem nessas atribuições, para que vá pegando o gosto por fazer as coisas e fazer
bem feito, deve ser amorosamente mas firmemente admoestado quando não
cumpre o que foi estabelecido.
Não se pode querer que um ego infantil torne-se um ego adulto sem passar
pela fase de ego adolescente, por isso devemos ficar atentos quando começam a
surgir manifestações adolescentes em uma pessoa de ego infantil, é bom sinal,
embora, muitas vezes, “incomode” mais do que antes. Outro tipo de ego
predominantemente infantil é das pessoas que com tudo se magoam, se sentem
rejeitadas, tem baixa autoestima, necessitam de apoio, alguém que lhes incentive,
estimule, tem uma dependência de outra (s) pessoa (s), psicológica e/ou financeira,
enfim, são como crianças em um mundo de adultos.

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Os Espíritos de ego infantil superior, são as pessoas que vivenciam a


ludicidade, a arte, a beleza, o encantamento, o maravilhamento, a alegria saudável,
o prazer de viver. Evidentemente, esses aspectos não só devem ser mantidos como
incrementados. Os Espíritos de ego ancião mantêm essas características. Não
necessariamente um ego infantil é de um Espírito novo, no sentido de ter chegado a
esse planeta mais recentemente. Pode ser isso, esse Espírito ainda estar no início
dessa jornada em que todos estamos, por exemplo, uma criança de 4 anos
comporta-se de uma maneira compatível com sua idade, e não podemos querer que
ela comporte-se como se já tivesse 10 ou 12 anos, (a não ser que seja um Espírito
ancião, esses desde pequenos comportam-se como se já tivessem uma idade mais
avançada). Mutras, outras vezes, é um Espírito que já poderia estar no estágio de
ego adolescente ou adulto, mas vem aproveitando pouco as suas encarnações e ao
invés de ir avançando consciencialmente com o passar das encarnações, mantém-
se infantil.
Os Espíritos de ego infantil geralmente são simpáticos desde crianças, são
crianças que dão a sensação de que estão sempre atrasadas em relação a sua faixa
etária, mas raramente são agressivas ou cometem atos que causem uma
perturbação maior em sua casa ou na Escola. Muitas vezes são distraídas,
desatentas, e recebem o diagnóstico de TDA, algumas vezes associa-se uma
inquietação porque não conseguem adaptar-se à normas, à regras, ou mesmo ficar
muito tempo sentadas ou seguindo os rituais caseiros ou escolares, e então
recebem o diagnóstico de TDAH.
A Investigação do Inconsciente pode auxiliar esses pessoas de ego infantl.
Se ainda forem crianças, até uma certa idade (5-6 anos) pode-se utilizar, à distância,
a Investigação do Inconsciente Não Pessoal (IINP), com o procedimento sendo
realizado em um dos pais ou algum familiar ou amigo da família, ou, se for solicitado,
por um membro da nossa Escola. Uma criança maiorzinha já pode realizar uma
Investigação do Inconsciente através de desenho, em que, estimulada pelo
psicoterapeuta, vai contando e desenhando uma vida passada, até o seu final e sua
volta para o Mundo Espiritual (período inter-vidas). Com 10-12 anos, e daí em
diante, pode realizar a Investigação do Inconsciente deitada, como é feito com os
adultos. A Investigação do Inconsciente é uma grande oportunidade de ampliação
do auto-conhecimento e promove o desligamento de vidas passadas, nos
desconectando de épocas em que demonstrávamos, na imensa maioria dos casos,
um padrão comportamental similar ao apresentado hoje, e esse desligamento nos
faz estar mais na vida atual e menos nessas vidas passadas. O trabalho com a
Investigação do Inconsciente é como um trabalho artesanal, vida a vida, desde o
momento em que os Mentores oportunizaram para iniciar a recordação até o que
chamamos "Ponto Ótimo" no inter-vidas quando já não éramos mais um
personagem terreno e, sim, um Espírito. Nas crianças maiores, além da recordação
e consequente desligamento, pode-se conversar sobre as vidas acessadas, como
elas eram, suas características de personalidade, tendências de sentimentos,
atitudes, posturas etc. (benefício conscencial). Nas crianças pequenas isso não
pode ser feito com elas, é feito com seus pais, em sessões de conversa. No caso de
Investigação do Inconsciente Não Pessoal (IINP) com o pai ou a mãe, isso já foi
detectado por quem realizou o procedimento, o que facilita as conversas pós-
Investigação do Inconsciente Não Pessoal, com outra pessoa é conveniente que os
pais estejam na sala, assistindo e já entendendo certas características de seu filho.

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Para um Espírito de corpo adulto mas de grau evolutivo ainda infantil, o


acesso à vidas passadas mostra há quanto tempo é assim, como vem evoluindo
pouco com o passar das encarnações, e essa recordação, aliada ao desligamento
promovido dessas vidas passadas acessadas, tornando-se o norte do Tratamento
com a Psicoterapia Reencarnacionista, vai aumentando a sua conscientização a
respeito de sua proposta de Reforma Íntima e um incremento, gradual e continuo,
nesse sentido.
Não devemos confundir Espíritos de ego infantl com crianças biológicas. A
pessoa de ego infantil comporta-se sempre como se tivesse uma idade menor que a
que apresenta, seja uma criança, seja um adolescente, adulto ou já esteja velho. Os
seus pais podem ajudá-los a crescer, a amadurecer, e para colaborar com eles, veio
a Psicoterapia Reencarnacionista para a Terra. Após a fase infantil do ego, a
caminho da fase adulta e anciã, vem a fase adolescente e embora isso seja uma
evolução, as coisas muitas vezes pioram, pois enquanto um Espirito de ego infantil
comporta-se como uma criança, um Espírito de ego adolescente comporta-se como
um adolescente e todos nós conhecemos e sabemos como, geralmente, com
exceções, os adolescentes são.

O EGO ADOLESCENTE

No atual estágio evolutivo da humanidade, grande parte das pessoas são


Espíritos de ego predominantemente adolescente, uma menor parcela são Espíritos
de ego adulto e poucos já são Espíritos de ego ancião. Como a humanidade ainda é,
basicamente, infantil e adolescente, os hábitos e os costumes são adolescentes.
Então podemos entender o que causa a desigualdade social, o que é sinônimo de
acúmulo da riqueza em poucas mãos e a miséria na maior parte da humanidade. É
que, em todos os países, uma minoria de Espíritos adolescentes vive
exclusivamente para ter o poder, o comando, alcançar um status superior aos
demais, buscando freneticamente alcançar os postos mais altos na pirâmide social,
na área política e na área financeira. A sua mente adolescente mente para eles que
isso é importante, e, mais do que isso, é fundamental para usufruírem seus sonhos e
desejos adolescentes de fama, conquistas e bens materiais. Os Espíritos de ego
adolescente geralmente alcançam o que almejam, mesmo que para isso necessitem
utilizar práticas e métodos não éticos ou morais. Para eles o fim justifica os meios,
eles querem ser famosos, querem ter o poder, querem ser ricos, querem ser
vencedores, querem ser admirados ou temidos, e geralmente alcançam essas
metas, quer seja na área legalizada da sociedade, quer seja na área ilegal, o que
não faz muita diferença para a maioria dos demais Espíritos encarnados que estão
sob seu poder, é só raciocinarmos se o tráfico de drogas ilícitas adoece e mata mais
do que o comércio lícito das drogas (bebida alcoólica e cigarro) socialmente aceitas
ou a mesma coisa ou até menos? Alguns Espíritos de ego adolescente sequiosos de
dinheiro e poder lidam com o lado legalizado de drogas, outros lidam com o lado
ilegal, marginalizado, delas, qual a diferença?
Uma grande parcela do chamado "povo" são Espíritos adolescentes que não
têm esse desejo e nem essa maldade em seu coração, querem apenas ter uma vida
normal, ser como os demais, viver sua vida da melhor maneira possível, e a maioria
consegue isso. Mas os Espíritos de ego adolescente são como os adolescentes,
querem pertencer a um grupo, querem fazer parte, identificam-se com modelos e
tendem a imitá-los, parece até que possuem uma consciência de grupo e não uma
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consciência individual, essa só é alcançada quando, mais tarde, após superar essa
fase, chegarem ao estágio de ego adulto do Espírito. Os adolescentes dividem-se
em grupos homogêneos, as chamadas "tribos", e nelas inseridos parecem todos
iguais, vestem-se igual, falam igual, pensam igual, fazem as mesmas coisas,
frequentam os mesmos lugares, curtem as mesmas músicas, parecem todos,
psicologicamente falando, gêmeos univitelinos. Isso não teria um efeito socialmente
inadequado se não servisse como uma brecha, habilmente utilizada pela nossa
sociedade capitalista adolescente, seus líderes e seus parceiros, uma parcela do
pessoal da mídia, que sabe como agradar os desejos e os sonhos adolescentes dos
Espíritos adolescentes.
Então, dentro de uma sociedade adolescente, mantida assim por uma
minoria de Espíritos de ego adolescente mais “espertos”, os donos do poder
financeiro e midiático, interessados apenas em manter as coisas como estão pois
estão dando certo (para eles), como podem os Espíritos de ego adolescente
“comuns” (a maioria) encaminharem-se para a próxima fase de sua evolução, o
estágio adulto egóico? É saber disso, reconhecer que ainda é um adolescente
consciencial, perceber esse mesmo grau na humanidade como um todo, detectar as
manhas e artimanhas dos “espertos” para mantê-los adolescentes (mesmo que já
sejam adultos na idade), entender a tática dos donos das moedas de perpetuar a
adolescência de uma maneira psicopatológica, levando milhões de pessoas de 30,
40, 50 anos a ter desejos, vontades e gostos adolescentes, coerentes com
adolescentes de 16, 18 anos, mas incompatíveis com adultos (na idade).
Essa fase adolescente do ego, uma transição da fase infantil para a fase
adulta, é caracterizada por posturas e atitudes, metas e objetivos, oriundos do seu
próprio umbigo, alinhado à outros umbigos, visando conquistas e vitórias ilusórias e
superficiais, alcançar patamares e posições basicamente egóicas e individualistas. O
endeusamento de pseudo-heróis, a inveja de pseudo-vitoriosos, faz parte disso. Um
Espírito de ego adolescente que já começa a enxergar e entender essas nuanças,
irá enfrentar um dilema: fingir que ainda é igual ou assumir que está pensando
diferente dos demais. E então começa o drama dos Espíritos de ego adolescente
que estão ficando adultos, uma parte assume que está amadurecendo, outra parte
acha melhor manter as coisas como estão. Aí entra um novo paradigma, uma nova
Psicologia que vem surgindo, por enquanto na área das terapias alternativas, longe
da Academia, que ainda mantém-se atrelada a um conceito religioso não-
reencarnacionista, acreditando-se científica, quando é uma vertente psíquica das
religiões não-reencarnacionistas. Essa nova Psicologia lida com a Reencarnação,
entende os graus egóicos de todos nós, lida com o antes dessa atual encarnação,
lida com o depois dela, baseia-se na missão única de uma descida para a Terra:
aprender a respeito das ilusões terrenas, Iibertar-se delas e alinhar-se com o Divino
em si.

O EGO ADULTO

Depois de milhares de anos, de inúmeras encarnações, após ter


ultrapassado a fase infantil e a fase adolescente espiritual, alguém chega à fase
adulta do Espírito. Quando era infantil só queria brincar, quando chegou à
adolescência só queria competir, agora, alcançando a fase adulta, as coisas serão
encaradas de uma maneira mais séria, mais responsável, mais profunda. Ainda não
é um ancião, ainda não chegou na sabedoria, está conhecendo a inteligência, e
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essa ainda está bastante atrelada ao ego, à sua persona, enquanto que aquela está
sintonizada com seu Eu Superior.
Um ego adulto não acha mais que a vida é para aproveitar com
brincadeiras e inconsequências, não acha mais que é importante querer ser mais do
que os outros, seja no que for, já entendeu, nas suas vivências terrenas nesses
milhares de anos, que isso tudo faz parte das bobagens terrenas, pois, sempre que
morreu e voltou para o Astral, lá encontrou um socialismo espiritual, onde todos são
iguais, uniformes, as prioridades são o estudo e o trabalho, as brincadeiras são
como oásis para aliviar a sede e a única competição é para ver quem ama mais aos
demais.
O risco que corre um Espírito que alcançou o estágio egóico adulto é o de
ficar sério demais, levar a vida de uma maneira excessivamente pesada, sem
alegria, sem sorrisos, sem abraços. Pode tornar-se crítico, intolerante, intransigente,
rígido, que é, na verdade, uma tristeza que carrega dentro de si, que pode melhorar
bastante com o entendimento a respeito do que estamos aqui abordando e os
desligamentos promovidos pelas recordações de vidas passadas. Mas um Espírito
de ego adulto ainda carrega, dentro de si, resquícios da fase infantil e da fase
adolescente e, eventualmente, afloram pensamentos, sentimentos, atitudes e
posturas delas advindas, que, para quem convive com ele parecem incoerentes e
fora de propósito, senão incompatíveis. E isso, frequentemente, tende a reforçar
uma rigidez super-compensatória que visa impedir a eclosão dessas manifestações,
o que pode ocorrer, mas não as elimina, apenas as esconde dos outros e de si
mesmo.
Embora, para fins didáticos, raciocinemos em 4 graus de ego, 4 fases do
processo evolutivo do nosso ego, o ego adolescente ainda apresenta traços da fase
infantil, o ego adulto, das fases infantil e adolescente, enquanto que o ego ancião já
libertou-se, ou quase, dessas fases retrógradas, já é um sábio, já sabe tudo e vive
apenas para servir, não mais para servir-se.
Então, uma pessoa de ego adulto, de vez em quando, parece uma criança,
principalmente em situações que envolvem sentimentos, vida afetiva,
relacionamentos pessoais. E surge um apego, uma posse, uma carência, um ciúme,
um desequilíbrio verbal, características umbilicais em quem já quase ultrapassou
esse limite, não ainda totalmente, ainda mantém alguns laços na sede do eu. E as
pessoas com quem convive admiram-se, negativamente, de algumas atitudes, de
algumas falas, de algumas posturas de criança naquela pessoa que, geralmente, é
tão adulta, tão séria, tão responsável, como é que pode? É que ainda apresenta
resquícios da fase infantil do seu ego dentro de si, que, com o tempo, irão
desaparecer, mas enquanto não desaparecerem totalmente, de vez em quando
surgirão, para espanto, ou nem tanto espanto, de quem convive com ele,
acostumado com esses "surtos infantis", e provocando o reforço de máscaras e
couraças que um adulto vai colocando quando não quer que apareça na superfície o
que ainda existe profundamente. É uma repressão, não uma resolução, e, como
uma panela de pressão, em ocasiões propícias, o vapor tem de ser eliminado pela
válvula de segurança, e aí então o adulto vira criança. Com o passar do tempo, os
aspectos psíquicos infantis vão sendo, naturalmente, eliminados, e os "surtos" vão
rareando, até que da criança interior fique apenas a alegria, a leveza, a ludicidade.
Enquanto isso, de vez em quando também ocorrem "surtos adolescentes" e
aí a pessoa de ego adulto parece um adolescente, aparece uma rebeldia, uma
irreverência, desejos e quereres "jovens", que podem manifestar-se em ideias e
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opiniões revoltadas, agressivas, no vestuário, no cabelo, em recaídas de alguns


vícios como beber, fumar, usar drogas, enfim, coisas de adolescente, digamos que
“aceitáveis” nessa fase mas não mais pertinentes a um adulto. Para quem lhe
conhece, quem convive com ele na intimidade, são apenas "surtos" que em breve
vão passar, já houveram outros antes, para quem o conhece apenas exteriormente,
provoca espanto e até uma certa perda da credibilidade.
Ao cabo de séculos ou milênios, um Espírito de ego adulto vai eliminando os
resquícios da fase infantil e da fase adolescente, ficando um adulto de verdade,
rumando para a última fase evolutiva nesse planeta, a fase anciã.

O EGO ANCIÃO

Aqui, a viagem está chegando ao fim, o ego já foi infantil, já foi adolescente,
já foi adulto, ficou um ancião, aproxima-se o momento de poder libertar-se das
amarras que o prenderam tanto tempo nesse planeta, já sabe tudo que diz respeito
a esse local do Universo, já estudou todas as matérias nessa Escola, foi aprovado
em todas elas, já é professor, o seu centro gravitacional não está mais no chakra
básico, já ultrapassou o nível genital, já libertou-se do domínio umbilical, vive agora
no coração, e daí, dirige suas palavras, sua visão e sua conexão com o Alto, seu
campo de interesse está mais no Astral do que na Terra, mesmo estando encarnado
é quase como se estivesse desencarnado, é um especialista em paciência, em
compreensão, em benevolência, em humildade, em caridade, é bem quisto e
admirado por todos que conseguem lhe entender mas raramente é imitado e,
mesmo quem tenta, pouquíssimos conseguem alcançar seu grau de sabedoria, isso
não é coisa que se queira, é coisa que se conquista, com muito esforço e dedicação,
não apenas com vontade e desejo.

O Espírito de ego ancião entende os Espíritos de ego infantl, sabe que eles
estão no início da jornada, são bonzinhos e queridos, como bichinhos, brincam de
viver e vivem para brincar. São até úteis de vez em quando, para os Espíritos de ego
adolescente desarmarem-se um pouco, aquietarem-se, para os Espíritos de ego
adulto relaxarem um pouco, deixarem de ser tão sérios e sisudos, sorrirem,
descontrair.

O Espírito ancião entende os Espíritos adolescentes, sabe que já estão


ultrapassando essa fase espiritual, indo para a fase adulta, mas ainda necessitam
aprender as lições da rebeldia, do exibicionismo egóico, do trancar-se dentro de si,
do olhar do umbigo para dentro, do querer ser diferente e igual ao mesmo tempo,
individualizar-se dentro do grupo eleito para ser mais um não querendo ser mais um,
mas um, enfim, a fase gênito-umbilical da evolução espiritual com todas as
confusões e contradições inerentes à essa fase intermediária entre a inocência da
criança e a adultez da maturidade. Ele já viveu tudo isso, já foi criança, só queria
brincar, já foi rebelde, com ou sem causa, já foi adulto, já foi solteiro, já foi casado,
descasado, já foi viúvo, já foi alienado, já foi engajado, já foi comunista, capitalista,
socialista, já foi hiperativo, hipoativo, pró-ativo, positivo, negativo, otimista,
pessimista, niilista, já foi carnívoro, vegetariano, já comeu de tudo, já fez dieta, já foi
gordo, já foi magro, já foi branco, negro, amarelo, já foi indígena, "civilizado", já foi
homem, mulher, gay, assexuado, já foi oriental, ocidental, em tantos países já
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encarnou, tantos rótulos, tantas cascas, tantas vidas, tantas mortes, já foi para o
Umbral, já ficou na Terra obsidiando alguém, já ficou perdido, flutuando no espaço,
já subiu direto, e quando lá estava falou tantas vezes "Ah, se eu soubesse" e "Ah, se
eu lembrasse", ouviu tantas vezes "Não se preocupe, terás uma nova oportunidade",
enfim, já viveu todas as novelas, assistiu a todas as novelas dos outros, já viu todos
os filmes, já sabe o que vai dar certo, o que não vai, o que leva para a frente, e para
trás, o que faz evoluir, ou estagnar, sabe o que é aproveitar o tempo e o que é
passar o tempo, não tem mais novidades, o Caminho é apenas um, é reto, é direto,
é aberto, não tem pedras nem espinhos, tem apenas flores, está logo ali, bem
pertinho, não tem pressa, sabe que está chegando, mas carrega uma espécie de
tristeza dentro de si, mas não é triste, é apenas como é, olha para os lados, não tem
ninguém ao seu lado, todos estão lá atrás, brincando, rindo, pulando, gritando,
revoltando-se, instigando-se, lutando, fugindo, exibindo-se, escondendo-se, uns
sérios, amargurados, divididos, tentando, conseguindo, não conseguindo, vencendo,
perdendo, como um grande baile de máscaras, cada um escolhe a sua, e a veste, e
passa a acreditar que é a máscara, e a produção oferece fantasias gratuitamente,
faz parte do pacote, e todos aproveitam e se fantasiam, e, magicamente, passam a
acreditar que são a fantasia, esquecidos de quem são, qual a sua verdadeira
natureza, a sua essência, a Luz que, na verdade, são, restringe-se agora a uma
pequeníssima luzinha escondida dentro de si, esmaecida, enuviada, como um
arremedo de si mesma.
E o nosso ancião para, olha para trás, suspira, sorri, despede-se, atravessa o Portal
e adentra na Grande Luz, que sempre esteve ali, sempre está ali, apenas
esperando, aguardando, que termine o baile, e os atores retirem a fantasia, retirem a
máscara, liberem a sua Luz e avancem.

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A RELEITURA DA INFÂNCIA SOB A ÓTICA


REENCARNACIONISTA
A Psicologia tradicional procura a causa de tudo na infância de seus pacientes.
Nós procuramos entender a infância das pessoas sob a ótica reencarnacionista.
Para a visão oficial, ela é o início da vida, para nós, é a continuação, e sendo uma
continuação, tem uma estrutura organizada pelo Universo, segundo as Leis Divinas.
Nós devemos entender e conversar com as pessoas no consultório sobre isso. O dia
de amanhã é aleatório ou é a continuação de hoje? O ano que vem não é a
continuação desse ano? A nossa próxima encarnação é a continuação dessa. Se
alguém não gostou de sua infância, por que a precisou? Por que a mereceu? Tudo
na nossa vida é feito por nós mesmos e a nossa infância é o que necessitamos para
começarmos a perceber nossas inferioridades, é onde começamos a nos (re)
conhecer.
Por que um nasce em uma família rica? E outro em uma favela? Muitas
pessoas referem que sua infância foi muito dura, que passaram por dificuldades,
quer seja de ordem afetiva, quer seja de ordem financeira, problemas com um dos
pais, ou com ambos, ou com outras pessoas. Muitas permanecem com esses
traumas pelo resto de sua encarnação, influenciando gravemente seu
comportamento. A maioria dos doentes de doenças crônicas como asma,
reumatismo, problemas cardíacos, digestivos, renais, etc., criam essas doenças em
si por sofrerem por essas questões da infância, e encontramos neles, por trás dos
sintomas físicos, questões emocionais como mágoa, ressentimento, medos, raiva,
tristeza e insegurança. E os sentimentos vêm dos pensamentos, e esses vêm do
ego, ou seja, são a ilusão da ilusão. E enquanto isso, a Medicina do corpo físico fica
tratando apenas os órgãos, as partes, e buscando os seus vilões: as bactérias e os
vírus.
Os doentes, mesmo os reencarnacionistas, acreditam que os sintomas
emocionais têm sua origem lá no início dessa atual trajetória terrena. Mas a
experiência das Investigações do Inconsciente mostra que se esses sentimentos e
essas tendências são intensas, já nasceram conosco e foram aflorados, não
gerados, na infância pelas situações "injustas". Sabemos que a mágoa, a raiva, o
medo, a insegurança etc. são os fatores causais mais frequentes das doenças
crônicas, então como resolver isso? Aí entra a Psicoterapia Reencarnacionista para
ajudar no nosso esclarecimento de nossas questões kármicas e reencarnatórias.
Devemos ajudar as pessoas em tratamento a fazer uma releitura de sua infância, a
entender as Leis que estruturam uma infância, a Lei do Merecimento, a Lei da
Finalidade, a Lei da Necessidade, a Lei do Retorno, a Lei do Resgate e a Lei da
Similaridade. Essas Leis fazem com que passemos por situações que provocamos
em outras vidas, vivenciemos o que fizemos a outros, passemos pelo que
merecemos, pelo que precisamos.
Devemos lembrar para as pessoas em tratamento que não nascemos
perfeitos, e, sim, trazemos sentimentos e características inferiores para tentar aqui
melhorá-los, ou eliminá-los. Devemos mostrar-lhes que não devem continuar
acreditando que toda aquela sua mágoa, aquela sua raiva, aquele medo,
insegurança, iniciaram na infância, como se tivessem nascidos perfeitos, que não
trouxessem esses sentimentos consigo ao nascer. A Psicologia oficial criou uma
concepção (não-reencarnacionista) de que tudo surgiu na infância, e fazer as

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pessoas libertarem-se dessa inverdade não é uma tarefa fácil. É como o mito da
pureza da criança, mas que pureza? Apenas um Ser perfeito, como Jesus, pode ter
sido uma criança pura, nós não temos essa pureza, apenas as nossas imperfeições
e inferioridades ainda estão latentes, aguardando as armadilhas e os gatilhos para
manifestarem-se.
O psicoterapeuta reencarnacionista deve saber e lembrar para as pessoas
que pai e mãe são também Espíritos e, mais do que provavelmente, vimos nos
encontrando frequentemente nessas passagens terrenas, e que eles também aqui
estão tentando eliminar suas imperfeições, tentando purificar-se. Devemos
reconhecer em nós e falar sobre os rótulos temporários e ilusórios da encarnação
pois é preciso entender que ninguém é pai, mãe, filho, irmão, marido, esposa, etc.,
apenas as Personalidades terrenas acreditam que são. Relembrando para as
pessoas essas verdades óbvias, e eles entendendo que não nascemos puros e
estando cientes da relatividade dos rótulos, vamos conversando sobre o por que ter
nascido naquela família, naquele ambiente, filho daquele pai, daquela mãe, estar
passando por tal ou qual situação. O objetivo da Psicoterapia Reencarnacionista é
ajudar as pessoas a entenderem o que é estar encarnado aqui, em um Plano Físico,
de natureza passageira, ajuda-las a enfrentar essas situações, superá-las, e
mostrar-lhes que, em tornando-se vencedores de seu destino, alcançarão a meta
única da Reencarnação: a evolução. E isso é atingido ou não, dependendo da
atuação da nossa Personalidade Inferior, o que é diretamente proporcional aos
nossos pensamentos e sentimentos, e ao alinhamento com a nossa Essência,
através da rendição do nosso ego.
O grande erro é esquecermos de quem na realidade somos e cairmos na
vitimização, no sentimento de "coitadinho de mim", de injustiçado, a grande causa
das doenças emocionais e mentais e suas posteriores repercussões físicas. Nós
temos a infância que precisamos e essa é uma das tarefas do psicoterapeuta
reencarnacionista: ensinar para as pessoas como reler sua infância sob a ótica da
Reencarnação. A infância é a continuação da vida anterior e ela é o que a Perfeição
quer que nós vivenciemos aqui na Terra, dessa vez. Os gatilhos começam na
infância e se nós descemos lá da Luz para vivenciarmos os gatilhos necessários
para mostrar o que temos de melhorar em nós, aí está o primeiro palco onde
vivenciaremos os gatilhos. A maior parte dos doentes tropeçam nos gatilhos pois
lêem sua infância como um início e, freqüentemente, não se conformam com ela,
não a aceitam, mas não se perguntam: Por quê vim filho desse pai? Por que Deus
me enviou para essa mãe? Por que sou bonito? Por que sou feio? Por que sou alto?
Por que sou baixinho? Por que sou branco? Por que sou negro?
A pergunta “Por quê?” nos ajuda a entender um pouco da nossa infância e
das pessoas que nos procuram no consultório. Essa visão da Psicoterapia
Reencarnacionista amplia muito a nossa possibilidade de realmente aproveitarmos
uma encarnação. Mas lembrem-se: primeiro em si, depois nos outros.
Mas devemos lembrar que embora a Programação seja sempre correta, entra
em ação o Livre-Arbítrio de todas as pessoas envolvidas e, com grande frequência,
ele não é usado adequadamente. Todos nós descemos para mais uma vida na Terra
para evoluirmos e esse processo cria uma infância adequada a essa meta.
Aqui chegando esquecemos a Programação e mantemos os nossos antigos
hábitos e tendências de nos magoarmos, nos sentirmos rejeitados, de ficarmos
tristes, de nos isolarmos, de sentirmos raiva, de criticarmos, nos sentirmos mais que
os outros, nos sentirmos menos, etc.
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Lembremos que estamos preparando a nossa próxima infância. O que iremos


precisar nela? Que pai ou tipo de pai? Que mãe ou tipo de mãe? Que família ou tipo
de família? Que cor de “casca”? Que classe social? Em que país?

A INFÂNCIA QUE CO-CRIAMOS


É dito que existem duas maneiras de aprendermos e evoluirmos
consciencialmente: através do amor ou através da dor. Mas sempre raciocinamos
isso em relação a nós mesmos, ou seja, auto-evolução através do nosso amor ou da
nossa dor, mas não tem sido suficientemente abordado que ela pode ocorrer
também através da dor dos outros ou do amor dos outros.

Os tipos de possibilidade de evolução, por ordem de frequência, são:

1. Através da nossa dor


2. Através da dor dos outros
3. Através do amor dos outros
4. Através do nosso amor

A nossa infância e vida atual podem ter várias possibilidades de estruturas,


assim como a nossa próxima infância e vida terrena:

1. Através da nossa dor - Uma infância e uma vida co-criadas por nós, em
parceria com Deus, através das 6 Leis Divinas (Necessidade, Finalidade,
Merecimento, Resgate, Retorno e Similaridade), com a finalidade de fazerem
aflorar características prejudiciais a nós e/ou aos outros, que viemos
demonstrando há séculos ou milênios, através da ação potencialmente
benéfica dos gatilhos e das armadilhas, para que saibamos que as temos e
podermos, um dia, reconhecer que elas não nos são úteis nem produtivas e
começarmos a modificá-las, ou não. Gatilhos são pessoas, situações ou
circunstâncias que visam fazer aflorar nossas seculares inferioridades, para
que as reconheçamos. Armadilhas são pessoas, situações ou circunstâncias
que agradam ao nosso ego, mas não colaboram para a nossa evolução, são
as ilusões da Terra.
Esse tipo de busca de evolução consciencial com grande frequência
provoca pouca evolução e muita dor em nós. A maioria dos Espíritos
encarnados esqueceu que descemos novamente para a Terra com apenas
uma finalidade, a busca de mais evolução, e são frequentemente absorvidos
pelo hipnotismo terreno, o que, alia-se às duas principais características do
nosso ego: sempre acreditarmos que temos razão e nos sentirmos vítima.
Isso geralmente faz com que vivamos às cegas, comandados pelo raciocínio
infantil ou adolescente do nosso ego, voltando a abrir os olhos somente após
desencarnarmos, lá no Mundo Espiritual, de volta para Casa, quando o nosso
Espírito começa a retomar o comando do nosso raciocínio e o ego vai
enfraquecendo, chegando à estatística oficial do Mundo Espiritual de uma
grande maioria de fracassos, vergonha e arrependimento, pelo que fizemos
quando estávamos na Terra e, principalmente, pelo que não fizemos.

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Então, a evolução pela dor é muito lenta, gradativa e, como o nome


indica, muito dolorosa, para tão pouco resultado positivo. Passamos séculos e
milênios nesse processo e, olhando para nós, a infância que co-criamos,
como estão os nossos pensamentos e sentimentos, atitudes e posturas, como
estamos nos saindo em relação à Missão (busca de mais evolução), devemos
reconhecer que a evolução pela dor não está funcionando, trazendo, com
bastante frequência, ainda mais dor para nós.

2. Através da dor dos outros – É uma maneira de evoluirmos quando, após


muitas vidas em que nos sentimos vítimas, nos queixando de tudo e de todos,
parece que sempre faltou alguma coisa para termos sido felizes, para termos
dado certo, percebemos que, ao mesmo tempo em que sofremos, fizemos
outras pessoas sofrer o mesmo ou até mais do que nós. Essa constatação
pode ocorrer enquanto ainda estamos encarnados, aqui na Terra, geralmente
mais para o final de uma encarnação ou, mais frequentemente, após
voltarmos para Casa, quando das conversas com Seres superiores, ou em
Grupos de Estudos, ou vendo o Telão, percebemos o quanto fomos egoístas,
auto-centrados, sentindo-nos vítimas quando fomos, na verdade, muito mais
algozes do que vítimas. Essa constatação, somando-se a outras que tivemos
mais no passado e que jaziam escondidas dentro do nosso Inconsciente, vai
aumentando uma misteriosa sensação quando reencarnamos de medo de
fazer algo errado, medo de soltarmos o nosso poder, uma idéia de culpa,
muitas vezes, sem motivo aparente, afloram nossas antigas inferioridades
mas, concomitantemente, surgem como se fossem freios, bloqueios, em sua
exteriorização ou após terem sido expressadas, um desconforto muito grande
por isso ter acontecido, e somos tomados por um conflito interno entre nossos
instintos, nossa capacidade de cometermos maldades, e uma espécie de
Conselheiro interno, que são as antigas constatações e decisões que
tomamos em épocas pretéritas quando essas mesmas maldades foram
exercidas, lá com a concepção de que estávamos certos, agora com a
dicotomia de parecer que estamos corretos aliado a algo que nos diz que não
devemos ser assim, que devemos sentir mais amor, termos mais paciência,
aprender a controlar nossos impulsos, sermos mais fraternos e generosos. É
o combate entre nossa Consciência divina e nossos instintos, é o início da
nossa cura.

3. Através do amor dos outros – Bem menos frequente. Recebermos a


oportunidade de termos pais e irmãos e um entorno familiar e social que nos
sirva como um exemplo de como não devemos ser. Por exemplo, um Espírito
que venha há milhares de anos demonstrando rebeldia e agressividade e não
venha aproveitando as infâncias-gatilho e vidas anteriores-gatilho que
visaram fazer aflorar essas suas características para reconhecê-las, pode, um
dia, receber o oposto, uma infância em que possam aflorar as suas
superioridades e, essas, façam, então, gradativamente, irem enfraquecendo e
desaparecendo suas antigas inferioridades. É como se a presença de uma luz
constante fosse fazendo desaparecer uma escuridão renitente.
Evidentemente, durante o restante dessa vida, essa pessoa irá deparar-se
com gatilhos que servirão, como testes, para fazer aflorar as inferioridades
que veio eliminar e armadilhas para testar o seu Espírito, mas o exemplo que
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recebeu na sua infância poderá ser a força que necessita para evitar a sua
eclosão ou engano ou, se isso ocorrer, reconhecer que está equivocado.
Esse Espírito está recebendo a oportunidade de evoluir pelo amor que
recebeu em sua infância, mas, dependendo de seu livre-arbítrio, isso poderá
ocorrer ou não e se desperdiçar essa oportunidade, talvez programe, para os
próximos séculos, novamente infâncias e vidas-gatilhos e infâncias e vidas-
armadilhas, pela culpa que sentirá quando retornar para Casa e encontrar-se
com sua Consciência.
A busca de evolução pelo amor dos outros algumas vezes tem dado mais
certo do que a evolução pela dor própria ou pela dor causada a outras
pessoas, mas, mesmo assim, ainda com resultados acanhados.

4. Através do nosso amor – Esse é o ponto final da finalidade de estarmos


nesse planeta, encontrarmos nossas superioridades em meio às
inferioridades vigentes, nossas e dos outros. Os Espíritos encarnados que já
são Mestres e Mestras alcançaram esse patamar, mas são uma
pequeníssima parcela dos Espíritos encarnados. São faróis para nós, nos
mostrando como encontrarmos nossa luz interior em meio a um oceano
escuro e assustador. São Espíritos que venceram os seus egos e
aproximaram-se tanto de Si que superaram a necessidade de evoluir pela dor
ou pelo amor dos outros, Eles já são Mestres na arte de evoluir cada vez mais
através do seu próprio amor. Muitos, talvez, nem necessitariam mais descer
para a Terra, mas movidos pelo seu amor, optam por essa Missão divina, com
uma finalidade: servir aos seus irmãos, dar um exemplo, mostrando assim o
Caminho da Salvação.

Recordemos que estamos preparando, além do nosso futuro nessa atual


encarnação, a nossa próxima infância, e que isso é elaborado não em como
gostaríamos que fosse e, sim, no que necessitaremos, lembremos que poderemos
necessitar gatilhos para serem os testes necessários para o afloramento das nossas
inferioridades, para ver se venceremos as armadilhas terrenas e para o resgate e
busca de harmonização com outros Espíritos, ou teremos o merecimento de
recebermos um exemplo positivo que possa fazer revelarem-se as nossas
superioridades, contrapondo-se às nossas inferioridades, para que aquelas
sobrepujem essas.

Quando decidimos, lá no período inter-vidas, que devemos evoluir pela dor,


devido a uma crença nossa de que devemos pagar, sofrer, pelo que fizemos no
passado, se Deus concordar, a programação da nossa infância será regida:

1. Pela Lei da Necessidade (Por que acreditamos que precisaremos passar


por algo)
2. Pela Lei do Merecimento (O que acreditamos que merecemos receber)
3. A Lei do Retorno (Retornar para nós o similar ao que fizemos para outros
no passado)

As demais Leis são:

4. A Lei da Finalidade (Para evoluirmos o nosso ego)


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5. A Lei do Resgate (Nos harmonizarmos com Espíritos com os quais temos


tido desavenças em encarnações anteriores)
6. Lei da Similaridade (É a Lei da Atração, pela qual Espíritos parecidos se
atraem: é a “Lei do Espelho”).

Quando decidimos que poderemos buscar evoluir pelo amor é um presente


do Amor Universal, uma oportunidade que recebemos raramente e que devemos
aproveitar. Quando decidimos que merecemos evoluir pelo amor, a nossa infância
tem a estrutura maravilhosa que todos almejamos, mas isso pode dar certo ou não,
dependendo do nosso livre-arbítrio.
Aqui no Ocidente, por uma visão ainda infantil e patriarcal de Deus, de
religiões machistas e paternalistas, atribuímos essa Programação a um Pai mas no
Oriente nos ensinam que somos e estamos em Tudo, somos a parte mas também o
Todo, somos o filho/a e o Pai/Mãe, somos um e Um, como as gotinhas do mar são,
ao mesmo tempo, o Mar. E então somos co-criadores da nossa próxima infância,
como o fomos dessa atual. Pedir a Deus significa pedirmos a nós mesmos, daí a
importância do sabermos pedir, poucas pessoas sabem pedir, querem que o
Universo adivinhe o que elas desejam, enviam duplas mensagens, pedem uma
coisa, pedem outra diferente, demonstram não saber realmente o que querem, o
Universo, então, não compreendendo o que desejam, aguarda que se definam.
Daí a importância do nosso pensamento estar mais sintonizado no Todo do
que em nós, expandirmos nossos horizontes conscienciais, rumo ao infinito, nos
recordarmos quem realmente somos e o que sempre acreditamos ser, perceber
nossa pequenez de visão e abrirmos nossos olhos espirituais para que possamos
sobrepujar o pequeníssimo alcance dos nossos olhos carnais. Essa é a Missão da
Psicoterapia Reencarnacionista.
Se decidirmos, lá no período inter-vidas, que queremos evoluir pelo amor,
aceitando nossos equívocos do passado, nos perdoando, entendendo que ninguém
nos julga e condena, a não ser nós mesmos, que Deus é realmente um Pai/Mãe
amoroso e carinhoso, se Ele/Ela concordar, a programação da nossa infância será
regida:

7. Pela Lei da Necessidade (necessitaremos uma infância em que


aprenderemos a amar através do exemplo dos nossos pais e familiares)
8. Pela Lei do Merecimento (somos filhos do Um e merecemos receber essa
oportunidade)
9. A Lei do Retorno (não necessitamos nem merecemos receber de volta o
que fizemos de equivocado no passado, pelo contrário, temos o direito de
receber o oposto positivo)

A Programação da nossa infância e da nossa vida sempre é correta e


perfeita, mesmo que seja baseada em culpa/castigo, o que pode atrapalhar a
Programação é o nosso livre-arbítrio e dos demais coadjuvantes. Daí a importância
de procurarmos sintonizar com nossos aspectos superiores, com Seres superiores e
para isso, a Psicoterapia Reencarnacionista, a mesma Terapia utilizada no período
inter-vidas, veio para a Terra, para podermos entender o raciocínio falível da nossa
“versão-persona”, o equívoco da nossa interpretação da infância que co-criamos, e
podermos nos libertar de nossa pequenez consciencial e nos dirigirmos para a a
“Versão-Espírito”. Essa é a finalidade maior da Psicoterapia Reencarnacionista, é a
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diretriz em um Tratamento com essa nova Psicologia, é o que os nossos Mentores


desejam de nós e, aprendendo como se faz, possamos ajudar os Mentores das
pessoas que nos procuram a alcançar o mesmo. Melhorar ou curar Fobias, Pânico e
Depressão é muito fácil, isso é Terapia de Regressão. Mas a Terapia de Regressão
está recebendo a oportunidade de evoluir para uma Psicoterapia com Investigação
do Inconsciente e a Psicoterapia Reencarnacionista sinaliza nesse sentido.
Um Tratamento de Terapia de Regressão pode ter 2 ou 3 meses de duração.
Um Tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista e Investigação do Inconsciente
deve perdurar até que a “Versão-Espírito” demonstre que está firmemente
sobrepujando a “versão-persona”. Já a Reforma Íntima completa (amadurecimento
do nosso ego até sua completa re-integração à nossa essência divina) pode levar
dezenas de milhares de anos. A Libertação completa, talvez centenas de milhares
de anos. Mas tempo não nos falta, até porque ele não existe, está tudo funcionando
perfeitamente no Universo.

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O PASSO-A-PASSO NO TRATAMENTO COM A PSICOTERAPIA


REENCARNACIONISTA
O Tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista segue um passo-a-
passo, e é fundamental que os alunos e os psicoterapeutas já formados nos nossos
Cursos tenham uma exata noção disso, para que ele possa transcorrer fielmente,
cumprindo a sua finalidade: ajudar as pessoas a encontrarem a sua Personalidade
Congênita e então, recordando para o que vêm reencarnando há séculos e para o
que reencarnaram desta vez, possam, finalmente, cumprir essa Missão, e,
concomitantemente, iniciarem firmemente, um avanço real na libertação do comando
do seu ego sobre seus pensamentos.
Esse texto é sobre esse passo-a-passo, a maneira correta de realizar-se um
Tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista. Como todo tratamento, ele
começa com a captação dos dados da pessoa. Pode-se usar um envelope branco,
individual, para cada pessoa, para guardar as folhas utilizadas nas suas consultas e
Investigações do Inconsciente, onde anotamos a 1ª consulta, as reconsultas e o
conteúdo das Sessões de Investigação do Inconsciente. Os envelopes devem ser
guardados em um arquivo, de A a Z, para facilitar o seu acesso. Ou fazer isso de
uma maneira digitalizada.
Na 1ª consulta, as personas vêm trazer as suas queixas, nos revelam o
motivo da consulta e a sua necessidade de Tratamento. Com bastante frequência,
dizem que já realizaram alguns tratamentos psicológicos antes, mas que nenhum
lhes trouxe o resultado que almejavam. Nesse 1º encontro, é a nossa 1ª
oportunidade de conhecer um pouco a seu respeito, da sua história de vida (sua
infância e seu momento atual), mas, mesmo nas pessoas que acreditam na
Reencarnação, vamos conhecer é a visão, a interpretação, que a sua persona atual
deu a essas situações (“versão-persona”).
As pessoas chegam a um Tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista
absolutamente convictas de que a história foi assim, que sua infância foi assim como
nos contam, que sua vida é assim como nos referem, sem perceber que caíram na
maior armadilha da vida terrena: enxergar esses fatos e situações com os olhos de
sua persona e não com os olhos do seu Eu Superior, ou seja, enxergam e entendem
a sua infância e a sua vida como ela se apresenta, geralmente com a ótica da
vitimização, da mágoa e da raiva, e não como frutos de uma viagem kármica. Ajudar
as pessoas que nos procuram a irem mudando essa visão limitada de sua persona
para a visão ampla e libertadora do seu Deus interno (“Versão-Espírito”) é o modus
operandi da Psicoterapia Reencarnacionista.
Mas isso não pode ser feito apenas nas consultas (conversas), senão a
nossa Terapia seria apenas teórica, exige as Sessões de Telão aqui na Terra
quando os seus Mentores irão mostrando, gradativamente, sessão após sessão, as
suas encarnações anteriores mais significativas, para o desligamento delas e para a
sua conscientização a respeito da sua história milenar, quando o seu Espírito
habitou vários personagens, diferentes na roupagem mas todos eles unidos por um
fio comum: a sua personalidade, a sua maneira de ser, o seu padrão
comportamental, na imensa maioria dos casos, repetitivo encarnação após
encarnação, século após século, e como ainda é hoje.

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Auxiliar os Mentores de cada pessoa a mostrar isso, é a função maior de um


psicoterapeuta reencarnacionista em uma Sessão de Investigação do Inconsciente,
somente assim o Tratamento pode realizar-se. Mas, pelo nosso Método, a pessoa
também recorda os períodos inter-vidas subsequentes a cada vida acessada, tendo
a oportunidade, então, de relembrar hoje os insights que teve naquela ocasião, os
ensinamentos lá recebidos, os arrependimentos e frustrações a respeito de sua
atuação na vida terrena anterior àquele período inter-vidas, a sua programação para
a próxima descida para a Terra, o que estudou e aprendeu nos Grupos de Estudos
que lá frequentou, e a sua proposta de mudança e transformação interior, que é o
motivo maior das sucessivas encarnações, num longo Caminho de retorno à
lembrança de que somos Puros e Perfeitos, apenas esquecemos disso.
Na 1ª consulta, a persona daquela pessoa se revela, nós a observamos e
escutamos, anotando em folhas A4, em uma prancheta em nosso colo, frente a
frente com a pessoa, amigavelmente, fraternalmente, mas profissionalmente, o que
está nos dizendo, no que ela acredita, como ela viu, entendeu e interpretou a sua
infância, e como vê, entende e interpreta o seu momento atual de vida, e vamos
percebendo as ilusões nas quais caiu, como, por exemplo, pertencer a uma certa
família, ser de uma certa raça e nacionalidade, o seu gênero sexual, a sua cor de
pele etc., e percebendo como, imerso na Grande Armadilha, isso amplifica e
mantém os sentimentos, atitudes e posturas congênitas, de séculos de duração, que
veio aqui para melhorar, como uma antiga tendência de magoar-se, de sentir-se
rejeitado (a), de sentir raiva, de isolar-se, de achar-se mais ou menos que os outros
etc., compatíveis e justificadas pela versão de sua persona mas evidenciando,
quando começa a despertar, a abrir os seus olhos espirituais durante a encarnação,
o que veio aqui fazer, qual a sua proposta de diminuição ou eliminação dessas
inferioridades, alimentadas pela versão de sua persona mas passível de ser
realizada pela sua mudança de raciocínio (que também podemos chamar de
Raciocínio X Contra-Raciocínio).
Na 1ª consulta não fazemos diagnóstico, não damos o nosso parecer, não
falamos o que achamos que ela veio fazer na Terra, o que pensamos a respeito de
sua proposta de Reforma Íntima etc. Apenas, de vez em quando, após a sua
persona ter falado, ali pela metade do horário (entre 20-30 minutos), aos poucos,
vamos colocando elementos da Reencarnação na sua história, a respeito de sua
infância (baseado no "Por quê?" e no "Para quê?"), a respeito de pessoas, fatos e
situações de seu momento atual de vida, começando, assim, a mudança gradativa
de sua “versão-persona” para a versão verdadeira de sua história: a “Versão-
Espírito”. Para qualquer pergunta, questionamento, necessidade de entendimento,
de explicação, de uma resposta, de um entendimento, respondemos da mesma
maneira: “Vamos aguardar as Investigações do Inconsciente, as “Sessões de Telão”
aqui na Terra, quando possivelmente os teus Mentores Espirituais irão começar a te
mostrar e tu irás me contando, o que tens de começar a recordar, a entender, para
que possamos ir entendendo o que Eles querem te mostrar e assim, Investigação do
Inconsciente após Investigação do Inconsciente, irmos encontrando as respostas, os
entendimentos, o que necessitas para poderes aproveitar essa atual encarnação da
melhor maneira possível, com mais sucesso, mais evolução.” E aguardamos a 1ª
Sessão de Telão (e as demais) para começarmos efetivamente a Terapia. Por isso
nós dizemos que não trabalhamos com Terapia de Regressão e, sim, com
Investigação do Inconsciente para a Terapia.

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A 1ª Sessão de Telão: após a leitura absolutamente fiel da Meditação inicial


contida no Manual de Investigação do Inconsciente, palavra por palavra, sem
nenhuma alteração ou improvisação, em um certo momento, após aquietar-se a
mente da pessoa, os seus Mentores disponibilizam uma vida passada (ou um pós-
vida) e aí começam a mostrar para ela, e ela contando para nós, o que é importante,
o que é relevante, o que ela deve recordar, o que deve entender, e vamos anotando
no papel (e gravando para depois enviar pela Internet para a pessoa salvar e ter
consigo), para termos esse material registrado, para, quando das reconsultas,
conversarmos a respeito. Geralmente, os Mentores oportunizam uma, duas ou três
situações/sessão e todas elas são recordadas até a rememoração ter chegado ao
momento em que já estava de volta ao Mundo Espiritual, ter chegado ao Ponto
Ótimo ou o melhor que lá esteve naquela ocasião. Devemos ser perfeccionistas e
super-exigentes quanto a esse aspecto da nossa Investigação do Inconsciente, não
nos contentarmos com pouco, com apenas a situação traumática ter passado, a
pessoa referir já estar bem, estar vendo ou sentindo uma Luz, estar aliviada, isso vai
lhe fazer um bem, lhe trazer alívio, mas para a Psicoterapia Reencarnacionista ainda
é pouco. Para a TVP clássica já está bom, porque lida basicamente com a catarse,
esvaziamento das emoções e sensações daquela situação na qual estava
sintonizada, reprogramação etc., mas para nós é pouco, é necessário que a pessoa
recorde a sua estadia no período inter-vidas e que a recordação termine lá, com a
pessoa sentindo-se muito bem ou ótima. É de fundamental importância as pessoas
recordarem o período inter-vidas, pois lembram como são quando voltam para Casa,
para compararem-se como são quando estão aqui na Terra.
Após a Sessão, temos a Conversa pós- Investigação do Inconsciente, e ela é
da maior importância, pois aí o nosso papel é, com humildade, com obediência, com
submissão, auxiliar a pessoa a assimilar o que os seus Mentores (que continuam do
seu lado querendo manter o comando do Telão) estão pretendendo lhe ensinar, o
que querem lhe fazer entender, quais as lições e aprendizados devem ser
aprendidos nessa “viagem no tempo”. Mas, nessa Conversa pós- Investigação do
Inconsciente, podemos ter sucesso ou fracassar, podemos continuar sendo
auxiliares dos Mentores ou o nosso ego tomar conta e assumir o comando da
conversa, e fazermos, então, o “nosso” diagnóstico, darmos a “nossa” opinião, o que
“nós” achamos, e os Mentores, ali, ao lado, olhando, balançando a cabeça, e
pensando: “Não foi nada disso que mostramos, isso é do ego do terapeuta, isso é
uma projeção dele mesmo, é o que ele precisa melhorar, mudar, e não o meu
discípulo. Se disciplinasse o seu ego e nos permitisse continuar intuindo,
comandando, dirigindo a Conversa pós- Investigação do Inconsciente, poderíamos
continuar o nosso trabalho, mas a vaidade imperou, o ego do terapeuta tomou conta,
ele (a) sempre se achou mais do que os outros, sempre achou que sabe mais, que
tem o direito de interpretar o que mostramos, tornou-se terapeuta para perceber o
que deve melhorar em si, mas não está vendo. Nada podemos fazer, a não ser,
talvez, encaminhar nosso discípulo para outro psicoterapeuta reencarnacionista que
realmente nos obedeça, que realmente queira desenvolver a humildade, que cumpra
o que aprendeu no Curso, o que aconselha aos alunos enquanto monitor, o que
ensina enquanto Ministrante.”

Reconsulta: Nesse novo encontro, de 1 hora de duração, continua a


mudança da versão daquela persona, a correção do seu raciocínio equivocado.
Conversamos sobre a Investigação do Inconsciente realizada, o que a pessoa,
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nessa semana ou 10 ou 15 dias que se passaram, pensou a respeito, o que


entendeu, o que está clareando para ela. Geralmente, nessa ocasião, nos conta
mais coisas a respeito de sua infância ou do seu momento atual de vida, e já
notamos que a sua persona está, aos poucos, dando lugar ao seu Eu divino no
comando da interpretação que dá a isso, vamos percebendo que ela está mudando,
enxergando um pouco mais com seus olhos espirituais e menos com os olhos da
persona atual.

2a Sessão de Telão: Mais uma oportunidade de aprendizado, de


entendimento, de recordação e de desligamento.

E assim, gradativamente, Sessão de Telão após Sessão de Telão, reconsulta


após reconsulta, a “versão-persona” vai enfraquecendo, a “Versão-Espírito” vai
começando a imperar, e os sentimentos, posturas e atitudes, inferiores e
equivocados, linkados à antiga “versão-persona” vão enfraquecendo, mudando,
melhorando, naturalmente, alinhando-se, pouco a pouco, com o seu Eu Superior.
Por isso, a Psicoterapia Reencarnacionista não lida com os sentimentos e, sim, com
a mudança do “Raciocínio” para o “Contra-Raciocínio”. Os Mentores sorriem,
finalmente, depois de tanto tempo, tantas encarnações, esse Espírito está
começando a cumprir a sua Missão e promover uma verdadeira maturação em seu
ego, que é um descascamento das couraças que foi criando com o tempo, há
milhares e milhares de anos, afastando-o, cada vez mais, de sua Essência real, de
ser uma gotinha de Luz, imersa dentro da Grande, Eterna, Infinita e Impassível Luz,
que aqui na Terra chamamos de Deus.
A Missão do psicoterapeuta reencarnacionista com essa pessoa está sendo
cumprida, mas e a sua Missão consigo mesmo? Dentro de nossa área de atuação,
devemos de vez em quando nos perguntar “Por que a minha persona precisa ser
terapeuta?”, “Por que o meu ego necessita disso?”.

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A DURAÇÃO DE UM TRATAMENTO COM A PSICOTERAPIA


REENCARNACIONISTA
Passados duas décadas desde que a Psicoterapia Reencarnacionista chegou
em nosso planeta, em 1996, sinalizando a Psicologia do futuro, começamos agora a
enxergar que, sem perceber, ela sofreu uma grande influência da Terapia de
Regressão (TVP), no seu aspecto dessa ser uma “Terapia breve”, de dois ou três
meses de duração. E com isso as pessoas chegando para curar sintomas focais
como as Fobias, o Transtorno do Pânico, as Depressões severas, as suas dores
físicas crônicas etc., a imensa maioria oriundas de vidas passadas, e sabendo que é
realmente possível curar ou melhorar a maioria desses transtornos com algumas
Sessões de Regressão em poucos meses, o Tratamento com a Psicoterapia
Reencarnacionista passou a ter, para nós, o aspecto de ser uma “Terapia breve”.
Com o imediatismo que caracteriza o ser humano, a possibilidade de resolver
ou amenizar significativamente transtornos que, com as Terapias tradicionais e
mesmo com Terapias alternativas, levaria anos para acontecer ou nem haveria um
resultado realmente satisfatório, os psicoterapeutas reencarnacionistas do início
gostaram da ideia e começaram a proporcionar-lhes muito mais Terapia de
Regressão (como chamávamos naquele tempo) do que Psicoterapia
Reencarnacionista. Com poucas Sessões de Regressão e poucas reconsultas,
acontecendo uma melhora bastante satisfatória ou a remissão total dos sintomas de
suas fobias, pânico, depressão, dores físicas etc., elas estavam muito satisfeitas, e
nós também. E mesmo que soubéssemos que o trabalho estava apenas
começando, pois aí seria realmente iniciada a Psicoterapia Reencarnacionista, com
frequência, as pessoas abandonavam o tratamento, não por estarem descontentes
com ele, pelo contrário, por estarem muito satisfeitas com o resultado das
Investigações do Inconsciente em seus sintomas.
Mas e a Reforma Íntima? E a libertação do comando do seu ego? E a
releitura reencarnacionista de sua infância? E a mudança da “versão-persona” para
a “Versão-Espírito” (“Raciocínio” x “Contra-Raciocínio”)? E o entendimento dos
gatilhos inferiores e das armadilhas como situações necessárias para o afloramento
de nossas inferioridades e intensificação de nossa evolução consciencial? Enfim, as
pessoas e nós muito satisfeitos com o resultado das Investigações do Inconsciente,
mas e a Psicoterapia Reencarnacionista?
A nossa Escola não veio para ser mais uma Escola de Terapia de Regressão,
a intenção é muito maior, ela veio para trazer a evolução para a Terapia de
Regressão, uma expansão para a Psicologia e a Psiquiatria, veio para ser uma
Psicoterapia com Investigação do Inconsciente. Ela veio para salvar almas, para nos
ajudar a enxergar a nossa vida (começando pela nossa infância) com os olhos
espirituais e não mais com os olhos da persona, para colaborar com os resgates
entre Espíritos conflitantes, para nos ensinar a retificar nosso Caminho, para nos
ajudar a evitar desenvolvermos desnecessariamente doenças físicas, psicológicas e
psiquiátricas devido a equívocos na maneira de enxergarmos os fatos, situações e
os personagens de nossa vida.
Psicoterapia Reencarnacionista não é TVP, ela é a evolução da TVP, é a
utilização das Investigações do Inconsciente com uma finalidade muito maior do que

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apenas melhorar ou curar sintomas focais, é a possibilidade da conscientização


salvadora, do entendimento retificador, dos insights transformadores.
Ela é a mesma Terapia utilizada no período inter-vidas (lá ela não tem o nome
de Psicoterapia Reencarnacionista, é chamada de “Terapia”) e, como lá, as Sessões
de Telão tem um efeito clarificador e esclarecedor, mas não são a Terapia em si,
essa inicia olhando o Telão e mantém-se por muito tempo, até a pessoa dizer para si
mesma: “Tudo foi certo em minha vida anterior, tive a infância que precisei, recebi os
gatilhos que necessitei, enfrentei as armadilhas que solicitei, Deus me deu tudo que
eu precisava e merecia, o enredo foi escrito com esmero, o Autor é Mestre no Amor
e na Justiça, tudo foi correto, onde eu errei? Na minha maneira egóica e egocêntrica
de enxergar. E o que posso fazer agora além de me envergonhar, me arrepender,
me sentir profundamente frustrado e aguardar a próxima vida terrena, para ver se,
dessa vez, me liberto de mim, me endereço ao meu Eu Superior, enxergo as coisas
como são realmente, de uma maneira adulta, e, finalmente, começar a aproveitar
essas descidas para a Terra?”
Isso é a Psicoterapia Reencarnacionista no Mundo Espiritual e é a mesma
aqui na Terra. É muito mais do que as Sessões de Telão na Terra, é a releitura
madura de nossa infância, é a visão clarificada dos fatos/situações/coadjuvantes de
nossa vida atual, é a preparação de nosso futuro (nessa e nas próximas
encarnações), é a subida do foco no umbigo para o coração, é aprender a falar e a
pensar sem dizer “eu”, “meu” e “minha”, é ser uma gotinha no mar e, ao mesmo
tempo, sentir-se o Mar, irmos nos tornando um auxiliar de Deus em seu projeto para
a humanidade, para, um dia, podermos ser um Seu verdadeiro representante.
E isso pode ser obtido em dois, três ou quatro meses? Impossível! É
necessário que conversemos com as pessoas que nos procuram (geralmente para
“fazer Regressão”) sobre como é a nossa Psicologia, o que ela visa, o que as
Investigações do Inconsciente proporcionam (o aspecto do desligamento e o
aspecto consciencial), explicar que faremos um trabalho em conjunto com sessões
de conversa e Sessões de Investigação do Inconsciente, que o Tratamento tem a
duração de vários meses ou anos, que podem ser encontros semanais, a cada 10
dias ou quinzenais, e qual a finalidade disso. As pessoas devem entender, ao final
da 1ª consulta, que Psicoterapia Reencarnacionista não é sinônimo de Terapia de
Regressão, que melhorar ou curar sintomas focais não significa evolução, que
libertar-se de uma Fobia, Pânico, Depressão, é uma caridade dos Mentores, e é
muito fácil, basta encontrar as situações originárias e desligar-se delas. Mas
recordar qual a nossa programação pré-reencarnatória, qual a nossa proposta de
Reforma Íntima, qual o nosso caminho nessa atual encarnação, recordar para o que
reencarnamos, por que co-criamos nossa infância, por que atraímos tudo em nossa
vida (o aparentemente positivo e o aparentemente negativo), aproveitarmos
realmente essa passagem pelo Astral Inferior, retornarmos para o Plano Astral da
Terra como um vencedor de nós mesmos, chegarmos lá em cima como alguém que
conseguiu, que sofreu mas venceu, sermos parabenizados e não novamente
consolados, chegarmos prontos para o trabalho e não necessitarmos ser buscados
no Umbral ou encaminhados em uma maca para um hospital, tudo isso necessita
um Tratamento longo. E isso o psicoterapeuta reencarnacionista deve entender e
saber explicar para as pessoas que chegam em seu consultório.

Um esboço de Tratamento de Psicoterapia com Investigação do Inconsciente:

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1. Fase 1 - 6 Encontros (1ª consulta e mais 2 reconsultas intercalando com 3


Sessões de Investigação do Inconsciente). No 1º encontro, na 2ª metade da
sessão, explicamos, em uns 10 minutos, o que é a Psicoterapia
Reencarnacionista e o que é a Investigação do Inconsciente e a sua Ética, e
no 6º encontro combinamos como continuaremos o Tratamento, se
necessitaremos de mais Sessões de Telão ou não, se iremos conversar
semanalmente, a cada 10 dias ou quinzenalmente, até quando precisaremos
nos encontrar, antes da alta, e essa ser condicionada à mudança profunda
que iremos sentindo na maneira da pessoa de pensar, sentir, enxergar a sua
vida, entender a sua infância, para o que está endereçando a sua vontade e
energia, como está evoluindo em seu grau de libertação.
2. Fase 2 – Sessões semanais ou quinzenais de conversas de 1 hora e, se
necessário, mais 2 ou 3 Sessões de Telão na Terra, até a alta.

Quando uma pessoa vai realizar um Tratamento com um psicólogo ou um


psiquiatra, sabe que a duração será de vários meses ou anos, no nosso caso deve
ser a mesma coisa, mas diferentemente dessas Terapias não-reencarnacionistas, a
nossa alcança uma muito maior profundidade e abrangência e pode necessitar até
mais tempo.
Mas para que possamos ser eficientes e competentes nesse tipo de
Tratamento, no qual somos escolhidos pelo Mundo Espiritual para auxiliá-los junto
aos seus discípulos, que estão perdidos aqui na Terra, precisamos iniciar tudo isso
conosco mesmos, praticar em nós todos os princípios da Psicoterapia
Reencarnacionista, mas, infelizmente, não é o que acontece em uma parcela dos
psicoterapeutas reencarnacionistas, alguns apenas concordando com os textos,
admirando a clareza dessa Psicologia, achando tudo muito lindo e evidente, mas
não colocando em prática os Ensinos. A nossa Escola necessita de muitos
monitores e Ministrantes para que possa cumprir a sua Missão de abranger todos os
estados do Brasil e outros países. Queremos milhares de psicoterapeutas
reencarnacionistas em todos os estados, em centenas de cidades, colaborando com
esse Projeto do Mundo Espiritual para seus filhos que estão vagando, adoecendo-se
desnecessariamente, conflitando-se, brigando, magoando-se, isolando-se, trilhando
desvios e atalhos escuros, quando o Caminho da Luz é tão lindo e tão claro!
Vamos fazer da Psicoterapia Reencarnacionista a Terapia da Libertação que
ela é, começando por nós mesmos e estendendo-a aos irmãos e irmãs que nos
procuram. Somente quando a nossa “Versão-Espírito” realmente sobrepujar a
“versão-persona” na maior parte do nosso dia-a-dia, do nosso cotidiano, é que
poderemos realmente a começar nos sentir capacitados para sermos auxiliares dos
Mentores, até lá, continuemos tentando, seguindo em frente, pois apenas isso já
demonstra para os Seres a pureza de nossa intenção.

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A ALTA NO TRATAMENTO DE PSICOTERAPIA


REENCARNACIONISTA
Em um Tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, após alguns meses
ou anos de conversas e de Sessões de Telão (com os desligamentos e os
entendimentos), vai aproximando-se o momento em que o psicoterapeuta
reencarnacionista percebe que a pessoa já consegue diferenciar a “versão-persona”
da “Versão-Espírito” a respeito de sua infância e da sua vida. Vamos vendo que,
além da grande melhoria dos sintomas que trouxeram aquela pessoa a nos procurar,
seja uma Fobia, o Pânico, uma Depressão, uma dor física crônica, uma forte
sensação de solidão, de abandono, uma forte tendência de magoar-se, de sentir-se
rejeitada, de sentir raiva etc., observamos, com o passar do tempo, que vai
mudando a maneira como a pessoa enxerga a sua vida e os coadjuvantes dela,
como já vê de maneira muito diferente os fatos e as situações de sua infância, ela
vai direcionando essa atual encarnação para o seu real aproveitamento, vai focando
mais a sua atenção em sua Reforma Íntima, para a melhoria de suas inferioridades,
para a Libertação do comando do ego.
Como saber se a pessoa está aproveitando o Tratamento? Percebendo,
durante o tratamento, que a pessoa está desligando o “piloto automático” (o ego no
comando), e está passando a direção de sua vida para o seu Eu Superior e para
seus Mentores Espirituais, aprendendo a lição indispensável da humildade e do
desapego. Esse é o principal critério para avaliarmos como está indo uma pessoa
durante um Tratamento e a evolução disso vai sinalizando uma futura alta.
Algumas pessoas desejam apenas curar Fobias, Pânico ou Depressão, e
mesmo com o entendimento de que a Psicoterapia Reencarnacionista vai além, elas
querem apenas focar nisso. Devemos respeitar o seu nível de entendimento e
necessidade, e realizar o número necessário de Sessões de Investigação do
Inconsciente, sempre dentro da nossa Ética, e ao final delas, a pessoa manifestando
a vontade de ter alta, por estar satisfeita com o resultado obtido, estar muito melhor
ou curada do que lhe incomodava, devemos acatar sua decisão. Mas, após cada
Sessão, conversamos sobre o que acessaram nas vidas passadas, a origem do que
lhes incomoda mas também as características congênitas de personalidade, as suas
seculares tendências de sentimentos e de atitudes, e na Sessão derradeira fazemos
um apanhado geral de tudo o que já havíamos conversado com ela nas Conversas
pós- Investigação do Inconsciente, escrevemos tudo em uma folha de papel,
colocamos a data, ressaltamos o que ficou entendido a respeito de sua proposta de
evolução e libertação, e entregamos a ela para que, de vez em quando, leia e reflita
a respeito.
Ali estará o resumo das vidas passadas acessadas, a origem da Fobia,
Pânico ou Depressão, mas também características marcantes de sua personalidade,
o seu congênito padrão comportamental, as suas tendências crônicas de
sentimentos, que, provavelmente, ela apresenta ainda hoje e que constitui o que
chamamos de Personalidade Congênita, onde encontramos a nossa proposta de
Reforma Íntima, a principal finalidade de nossa atual encarnação. Também ali
lembrará que, vida após vida, e ainda hoje, foi e continua sendo sempre comandada
pelo seu ego e não pelo seu Deus Interior.

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Pedimos para guardar cuidadosamente esse registro para que,


eventualmente, releia e perceba como vem sendo a sua transformação, a sua
mudança comportamental, com o passar dessa atual encarnação. Talvez ainda não
fosse o momento para ela perceber a importância disso, mas mais adiante, com o
passar dos anos, quando ela encontrar e reler esse registro, pode começar a dar a
devida importância para o que acessou nessas Sessões de Investigação do
Inconsciente realizadas conosco há anos atrás, o que seus Mentores já haviam lhe
mostrado lá naquela época. E aí entenderá que a cura das Fobias, do Pânico e da
Depressão é muito fácil, é só abrir a porta do alçapão onde esses fatos escondem-
se e permitir a sua exoneração, mas o real aproveitamento de uma encarnação é
muito mais do que isso, é um processo de autotransformação, de subida do
predomínio do “eu” para o “nós”, um esforço contínuo e sem vacilação de libertação
de si mesmo, o endereçamento do nosso interesse prioritariamente para os outros.
Mas a maioria das pessoas com a explicação que damos a respeito da
Psicoterapia Reencarnacionista na 1ª consulta, entende a sua importância e deseja,
além de Investigações do Inconsciente, fazer um Tratamento com essa nova
Psicologia. Com o passar do tempo, ajudando uma pessoa a reler a sua infância sob
a ótica reencarnacionista, vemos que ela vai gradativamente modificando a
interpretação que sua criança biológica ou seu adolescente interno fez de sua
infância e a visão que tem de seu momento atual de vida e das pessoas envolvidas.
Percebemos com o Tratamento que ela está libertando-se do comando de sua
persona sobre Si. Ela vai vendo-se em outras “cascas” em vidas passadas, vai
libertando-se das ilusões dos rótulos das “cascas”. E vai curando seus medos,
tristezas e bloqueios, pelo desligamento de fatos de encarnações passadas. Vai
relembrando suas estadias no Mundo Espiritual (períodos inter-vidas). Vai
comparando-se como é quando está lá em cima e quando está aqui em baixo. Vai
comparando o sistema de vida lá vigente e o daqui. Vai enxergando tudo diferente. A
sua concepção de vítima de sua infância vai transformando-se na de co-criadora
dela. Vai entendendo a ação necessária e potencialmente benéfica dos gatilhos
inferiores. Vai percebendo com mais clareza as armadilhas da vida terrena. Os
conselhos e orientações que recebeu de Mentores Espirituais ao final das
Investigações do Inconscientes continuam vivas em sua mente e em seu coração. A
maneira habitual de enxergar essa jornada como “a vida” vai adquirindo o sentido
real de “mais uma passagem pela Terra”. Vai aumentando o compromisso e a
responsabilidade de sua persona atual com o seu projeto evolutivo.
E assim, conversa após conversa, Investigação do Inconsciente após
Investigação do Inconsciente, vamos vendo uma transformação naquela pessoa, na
sua maneira de pensar, de sentir, de falar sobre a sua vida, de recordar a sua
infância, vamos vendo a diminuição de suas tendências inferiores, a ampliação de
suas características superiores, o seu “eu e eu e eu” vai desativando-se, quer
crescer, amadurecer, não quer mais perder tempo, quer aproveitar essa encarnação,
quer ser mais útil, mais produtiva, está mais amorosa, menos egoísta, já está
entendendo para o que reencarnou, sente que está fazendo a sua Reforma Íntima,
percebe como vem mudando em relação a si mesmo, está mais livre, mais leve,
mais feliz, quer que seus familiares, amigos e conhecidos conheçam essa maravilha
que é a Psicoterapia Reencarnacionista. Está aproximando-se a hora de dar alta
para essa pessoa.
Chegando nesse ponto, e não vendo mais necessidade de Investigações do
Inconsciente, podemos propor conversarmos mais alguns meses quinzenalmente e
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se tudo continuar evoluindo como está, ela poderá, mais adiante, receber alta. A
cada conversa nesse final de tratamento, vamos observando se realmente a
“Versão-Espírito” continua predominando sobre a “versão-persona” e nos deslizes
devemos alertá-la para a resistência de seu ego de abrir mão do comando. Vamos
observando se realmente saiu da posição de vítima e como está se relacionando
com os que antes considerava como “vilões”, e como está o seu empenho na busca
de resgate e harmonização com Espíritos conflitantes. Vamos vendo como está indo
a sua Reforma Íntima, se está acelerando ou se estacionou, se está ficando cada
vez mais livre, menos materialista, mais espiritualista, menos egocêntrica, mais
generosa, se não tem recaídas.
Um Tratamento completo de Psicoterapia Reencarnacionista exige meses ou
anos de duração. Se percebermos que a pessoa realmente mudou o seu raciocínio,
está cada vez mais liberta de si, corrigiu o seu rumo, está indo no caminho certo, e
não há mais necessidade de Investigações do Inconsciente, podemos ir combinando
a sua alta. Na derradeira conversa lhe parabenizamos pelo seu esforço e força de
vontade, pela sua disposição em realizar um Tratamento completo de Psicoterapia
Reencarnacionista, e na despedida lhe recomendamos que se, passados alguns
meses ou anos, ela perceber um retrocesso em sua evolução, um retorno de antigos
pensamentos, sentimentos e atitudes, se voltar a achar que “tem razão” para
externar inferioridades, que retorne para mais alguns meses de reforço com a
Psicoterapia Reencarnacionista, para que possa retomar o caminho que estava
antes trilhando.
O Tratamento é muito profundo, pode acelerar a nossa evolução e nos
oportunizar um salto evolutivo, mas infelizmente algumas pessoas mesmo tendo
entendido o que visa essa Psicologia, o quanto ela pode lhes beneficiar no sentido
de um real aproveitamento da encarnação, abandonam o Tratamento quando acham
que já estão suficientemente bem, ou quando desaparecem os sintomas focais que
lhes incomodavam, que motivaram a sua vinda a tratamento, ou quando não vêm
evolução em si na rapidez que acreditavam que deveria ocorrer ou quando estão
acomodadas em sua condição e seu ego não deseja mudanças. É uma pena, e o
que podemos fazer é contatá-las e conversar sobre isso, mas uma parte delas não
deseja continuar e devemos, então, respeitar a sua vontade, mesma lastimando a
perda da oportunidade que o Mundo Espiritual lhes deu de crescer, de amadurecer,
de libertar-se do jugo do seu ego. Cada encarnação é como um dia e se nesse dia
elas não quiseram aproveitar a oportunidade, um dia isso acontecerá, terão sofrido
mais do que necessitavam, mas o livre arbítrio é sempre soberano.
É o mesmo caso de alunos que abandonam o Curso de Formação em
Psicoterapia Reencarnacionista, numa decisão motivada pelas inferioridades que
vieram melhorar, ou que passam por ele sem um real aproveitamento, sem perceber
que essas suas inferioridades é que lhes impediram isso. Em ambos os casos, as
inferioridades responsáveis por isso são a vaidade, o autoritarismo, a solidão e a
crítica, todas essas inferioridades, filhas diletas do auto-centramento.

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