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Associação Brasileira de

Psicoterapia Reencarnacionista TEXTO 7

PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA PARA


CRIANÇAS
A Psicoterapia Reencarnacionista para crianças é realizada como para as
demais faixas etárias: consultas e Sessões de Investigação do Inconsciente.
Evidentemente, as conversas são feitas com a criança e com seus pais ou quem a
traz para tratamento. Frequentemente, as pessoas têm procurado a Psicoterapia
Reencarnacionista confundindo-a com a Terapia de Regressão, preocupados com
os sintomas que a criança apresenta: medo, fobia, transtorno do pânico, depressão,
inquietude, agressividade, tendência de sentir-se rejeitada, tendência de isolamento,
apego demasiado a seus familiares, baixa autoestima etc. Com a ampliação do
conhecimento da Terapia de Regressão como uma possível solução para essas
questões inexplicáveis, ou após tentativas de tratamento psicológico e psiquiátrico,
muitas crianças têm sido trazidas para tratamento com a Psicoterapia
Reencarnacionista.
O ponto forte do nosso tratamento para esses casos será a Investigação do
Inconsciente, visando o acesso e o desligamento das situações traumáticas de
encarnações passadas e/ou de vidas passadas com o mesmo padrão
comportamental. Através de duas, três ou quatro Sessões de Investigação do
Inconsciente, que podem ser feitas diretamente na criança ou à distância (em algum
familiar ou pessoa interessada em ajudá-la), a melhora é muito grande ou consegue-
se a solução do motivo da vinda da criança à tratamento. A eficácia da Investigação
do Inconsciente, principalmente pelo seu aspecto de levar a recordação até o Ponto
Ótimo é um dos motivos para a vinda cada vez maior de crianças com esses
sintomas, na grande maioria das vezes oriundos de suas encarnações passadas,
nas quais ainda estão sintonizadas.
Mas, além do aspecto do desligamento, podemos aproveitar e procurar
perceber algumas características de sua personalidade nas vidas acessadas, para
que possamos levar esse entendimento aos seus pais, a fim de que eles comecem a
saber a proposta de Reforma Íntima da criança e, procurem, gradativamente, com o
passar de sua encarnação, orientá-la nesse sentido.
Respeitando a Lei do Esquecimento, nós nunca atendemos a pedidos dos
pais ou da pessoa que trás a criança a tratamento, de procurar saber assuntos
relativos ao “Karma” entre elas, por que estão próximas, o que podem ter sido em
outras vidas, explicações sobre conflitos entre a criança e um dos pais, um irmão,
outro familiar etc. Essa regra ética da Psicoterapia Reencarnacionista é mantida em
qualquer Investigação do Inconsciente, sendo o comando do que será encontrado, o
direcionamento da recordação, deixado a cargo dos Mentores Espirituais da criança.
É conveniente conversas com os pais sem a presença da criança, para podermos
falar mais abertamente sobre Reencarnação.
Atualmente, cada vez mais temos sido procurados por pessoas interessadas
em ajudar crianças com esses sintomas, que residem em outras cidades ou estados
do Brasil e em outros países. Nesse caso, sendo inviável o tratamento presencial, os
casos são encaminhados aos diversos Grupos de Investigação do Inconsciente Não-
Presencial gratuitos que estão sendo formados em vários locais onde estamos já
representados.

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Nunca devemos retirar um ou mais medicamentos que a criança venha


utilizando, deixando isso a cargo da família e o psiquiatra. A nossa função é
encontrar a origem dos sintomas e procurar desliga-la de lá, a questão
medicamentosa não é de nossa alçada. Não devemos nos colocar contrários ao seu
uso pois isso pode induzir a família a retirá-lo e provocar uma alteração no quadro
da criança, fazendo com que, desgostos com o resultado e receosos de uma piora
(que podem atribuir à Regressão), abandonem o tratamento, prejudicando a criança
que havia sido encaminhada pelo Mundo Espiritual para nós. Os terapeutas
alternativos devem procurar ser respeitosos em relação aos psicólogos e
psiquiatras, se queremos ser, por eles, respeitados.
A critério dos Mentores Espirituais da criança podem advir, das recordações,
entendimentos de situações que acontecem nas famílias, certos comportamentos,
tendências, conflitos, etc., que a Psicologia tradicional, não-reencarnacionista, não
consegue entender por partir do “início” da vida, que é uma continuação de histórias
antiquíssimas, entre nós, Espíritos que vamos nos reencontrando, mudando apenas
as “cascas” e, com elas, os rótulos.
As crianças que apresentam medos, timidez intensa, magoam-se facilmente,
sentem-se rejeitadas de maneira desproporcional aos fatos, que revelam fobias ou
pânico, que são tristes, ou revelam uma tendência de reagir com raiva ou
agressividade intensa, são muito beneficiadas pela Investigação do Inconsciente,
realizada nelas ou à distância em sua mãe ou seu pai, algum familiar que tenha
afinidade com a criança ou alguma pessoa que se disponha a isso mesmo sem
conhecê-la, mas sempre dentro dos critérios éticos que caracterizam a nossa
Escola. E se o psicoterapeuta reencarnacionista achar conveniente, pode
encaminhar para uma consulta em Centro Espírita ou Espiritualista gratuitos para
descartar a hipótese de uma influenciação espiritual.
O que são filhos? Com a prevalência, por enquanto, no lado ocidental do
nosso planeta de uma visão não-reencarnacionista, devido à influência religiosa que
nos enxerga a partir da infância, que chama equivocadamente de "o início da vida”,
e com o engano das ilusões dos rótulos, os nossos filhos são considerados "nossos"
"filhos". Mas quem está realmente atento ao fato de que são Espíritos que estão
retornando? E que vêm com uma historicidade muito antiga de vivências e
experiências? E quantos aqui chegam e são abortados, rejeitados, abandonados,
maltratados, quantos vivem situações de abuso físico, abuso sexual, falta de estudo,
falta de um verdadeiro lar etc.
Todos conhecemos um pouco a respeito das leis do “Karma”, os resgates, a
oportunidade que certas condições traumáticas do início dessa vida representam
para o aprendizado de antigas lições, e sabemos que muitas vezes necessitamos
passar por carências e traumas, que visam servir de estímulo para o nosso
crescimento e evolução consciencial e a ampliação da nossa capacidade de amar.
Mas se nós lembrássemos vivamente que entremeado naquele corpinho de nenê,
de criança, existe um Espírito retornando cheio de esperança, ansioso por essa
nova oportunidade, que está voltando para cá, indefeso, frágil e extremamente
vulnerável, característica do filhote do homem, ou então com medo dessa nova
experiência, de sofrer ou errar novamente e, às vezes, até relutante, teríamos muito
mais cuidado e preocupação com o que fazemos, ou não fazemos, com eles.
Um dia a humanidade atingirá um estágio maior de entendimento e, através
do conhecimento do nosso caminho evolutivo, saberá que estamos todos em busca
de crescimento, de expansão, retornando à lembrança de nossa Perfeição. E nesse
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dia, a Terra deixará de ser um "campo de testes e de provas" e atingirá um grau


mais elevado, o que pode ocorrer ainda nesse milênio. Devemos nos empenhar no
projeto de evolução da humanidade e, para isso, é fundamental que passemos a
enxergar os Espíritos recém-chegados ("crianças") como alunos que entram em uma
Escola, e nós, que estamos aqui há mais tempo, como seus professores,
orientadores. Embora, muitas vezes, Deus envia um filho mais evoluído do que nós
para nos ensinar, para nos dar aula de amor, de humildade, de espiritualidade, de
desapego, mas poucos pais e mães conseguem aprender com eles.
A maioria de nós, mesmo reencarnacionistas, caímos na ilusão de “pai”,
“mãe” e “filho”. Mas através um profundo trabalho de crescimento e
desenvolvimento, que atinja a nossa família, o nosso entorno e a sociedade como
um todo, em seus valores morais, sociais e culturais, conseguiremos enxergar
igualmente os nossos filhos e os filhos dos outros, as crianças ricas e as pobres, os
nascidos no nosso país ou nos outros, os de "casca" branca, preta ou amarela.
Quando conseguirmos vislumbrar Espíritos encaixados dentro desses pequeninos
invólucros, escondidos sob tantos rótulos ilusórios, poderemos ser seus instrutores
espirituais aqui no planeta.
Muitos de nós temos sido muito egoístas, tendendo a pensar que a
responsabilidade é das autoridades, é dos outros, que não somos culpados de nada,
que em nada colaboramos para que exista e perpetue-se essa miséria, essa
injustiça cometida contra esses pequenos corpinhos que perambulam pelas ruas,
pelas sinaleiras, que nos chamam de tio, de tia, e aos quais, de vez em quando,
magnanimamente, oferecemos algumas moedas ou uma bala, um pirulito, ou um
brinquedo que o nosso filho, limpinho e perfumado, bem cuidado e alimentado, não
quer mais.
Muitas vezes temos sido muito hipócritas. Nos enganamos que não temos
tempo para nos juntarmos e acabarmos com esse atestado de nossa pobreza
espiritual, de nossa pequenez moral, fazendo discursos em frente à televisão, nos
indignando com os políticos, com as notícias, criticando os "culpados", estatelados
no sofá, ao som dos jogos dos computadores e dos videogames dos "nossos" filhos,
sofrendo pelos que não são nossos, são dos outros, num contraste que evidencia
claramente os responsáveis por tudo isso: todos nós.
Mas com o decorrer dos séculos isso vai mudar e um dia o "Reino dos Céus"
estará aqui, e nesse dia, nós estaremos nos dedicando prioritariamente aos outros,
à saúde e ao conhecimento, e não mais, como hoje, preferencialmente a nós
mesmos e aos nossos, ao superficial e ao temporário. A cura da humanidade é a
cura do egoísmo e da ignorância de cada um de nós.

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PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA PARA


ADOLESCENTES
Enquanto que no tratamento psicoterápico de crianças, o raciocínio
reencarnatório somente pode ser aplicado nas conversas com seus pais, através da
noção da Personalidade Congênita, das relações karmáticas, da relatividade dos
rótulos, da finalidade da encarnação etc., ao lidarmos com adolescentes, podemos
falar abertamente com eles sobre Reencarnação, o Espírito, sobre a "casca" e o
aproveitamento da encarnação. O endereçamento da nossa Psicoterapia para a
libertação do comando do seu ego pode ser realizada, dependendo do grau de
evolução do ego do adolescente, como ocorre também com os adultos que
atendemos. Mas o principal trabalho psicoterápico com adolescentes é o da
descontaminação.Numa sociedade como a nossa, uma sociedade materialista, uma
sociedade-passatempo, francamente estimuladora dos falsos valores, numa
apologia escancarada do fútil e do superficial, do imediatismo e do prazer
temporário, sensorial, é de fundamental importância que os nossos jovens que,
geralmente, estão caminhando cegamente para dentro das armadilhas, percebam o
que é real e o que é ilusório, o que é verdadeiro e o que é falso, o que é digno de
sua atenção e o que deve ser descartado.
As vitrines das livrarias transbordam de mensagens espiritualistas, Clínicas e
cursos dos assuntos energéticos proliferam de uma maneira impressionante, seja na
área do autoconhecimento, seja nas Terapias Alternativas, os canais das televisões
abrem espaço para o debate e a divulgação dessas antigas verdades, as revistas e
os jornais rendem-se ao crescimento inevitável do interesse das pessoas a esse
respeito, tudo sinaliza para a chegada da Nova Era, mas o velho paradigma,
teimosamente, insiste em fazer de conta que isso é apenas uma moda passageira,
algo que irá passar. Mas não, a Era de Aquárius chegou, é o amor humanitário que
está chegando e, indiferente aos que não acreditam nessas coisas, ela estabeleceu-
se definitivamente, de um modo irreversível. E assim como é impossível impedir a
chegada do amanhecer, o novo dia da humanidade começa a raiar no horizonte,
sinalizando o desabrochar do novo Homem, mais sábio, mais profundo, mais
engajado, mais consciente do seu papel transformador, de sua responsabilidade
consigo mesmo, com os outros e com todo o planeta.
E quando um adolescente começa a pensar no que vai ser na vida, em que
vai trabalhar, o que vai fazer para ganhar dinheiro, é muito importante que primeiro
passe um pano e retire a poeira mofada dos velhos valores que lhe obscurecem a
visão. Precisa ser estimulado a realizar um profundo trabalho interno de limpeza e
descontaminação de tudo que lhe poluiu desde que retornou a este mundo, das
mensagens subliminares, consumistas e sexuais dos programas "infantis" das
televisões, que seus pais lhe incentivavam a assistir, quando era apenas uma
criancinha, da violência dos "inocentes" jogos eletrônicos que estimularam seus
instintos inferiores, dos sutis decretos consumistas que lhe dizem o que deve ou não
usar, o que está ou não na moda, da obscura imposição, aparentemente vinda de
lugar nenhum, que lhe diz o que deve ou não fazer, o que é certo ou errado,
conveniente ou não, adequado ou não.

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Inserido numa sociedade que prioriza o passar o tempo, o bem-estar, o viver


sem rumo e sem finalidade, que cria e adora falsos ídolos, falsos heróis, tão
instantâneos e sem conteúdo como ela própria, em que as Escolas trabalham
prioritariamente o hemisfério esquerdo, estimulando em seus alunos apenas o lógico
e o racional, sem perceber o quanto é perigoso acreditar-se demais nesse
hemisfério. E as diversões são apenas isso, diversões, as noites são para curtir, as
férias são para curtir, a vida é para curtir, e durante o dia - que saco! - tem que
estudar, como querer que nossos adolescentes tornem-se adultos que irão melhorar
o mundo? O mais provável, e é o que se verifica, é que alguns adultos parecem
mais crianças ou adolescentes do que realmente adultos!
Mas, de qualquer maneira, e apesar de tudo, o mundo vem melhorando,
passando por cima das forças que querem nos idiotizar, nos robotizar, nos manipular
como a um rebanho cordato e passivo, graças ao enorme impulso criativo inato do
ser humano e à energia transformadora que ecoa por todo o planeta, que faz com
que, aos poucos, a raça humana vá evoluindo e chegando cada vez mais perto de
um nível superior de consciência. Mas que podíamos ir mais depressa, claro que
podíamos, mas a Inquisição ainda não acabou, ela agora traveste-se, não "purifica"
mais no fogo, mas ainda acredita que tem o poder, não percebeu que não é dona de
mais nada, além dos seus ranços acadêmicos e de seus raciocínios machistas e
separatistas.
Uma boa tática que recomendamos aos adolescentes que desejam aproveitar
a sua encarnação, é evitar cair em estados negativos de pensamentos e
sentimentos a respeito de seu pai, sua mãe e outros familiares. Tenho tratado
psicoterapicamente muitos jovens que se queixam, e com razão, do seu pai ou da
sua mãe, deles serem agressivos, ausentes, materialistas, autoritários, pouco
carinhosos, etc. Após conversarmos sobre a finalidade da encarnação, a
Personalidade Congênita e a ilusão dos rótulos, recomendamos a eles que "não se
estraguem", ou seja, que comprometam-se mais com o seu Espírito, no seu objetivo
pré-reencarnatório de auto-evolução e purificação, do que com outro Espírito
encarnado, tenha o rótulo familiar que tiver, perdendo-se em mágoa, raiva, tristeza,
autodestruição etc. A prioridade deve ser dada à melhoria das próprias
características negativas, à responsabilidade e compromisso de sua "casca" com
seu Espírito.
Um filho que sentir mágoa e ressentimento em relação a seu pai, por ser
ausente, não participativo, ou agressivo, autoritário, apesar de ter razão nesses
sentimentos, não deve estragar a sua encarnação por causa disso. Deve
comprometer-se com o seu projeto evolutivo, raciocinando que a mágoa é sua, que
o ressentimento é seu, além de que, talvez, tenham resgates kármicos de outras
épocas. Um filho que se queixa de seu pai ou de sua mãe sabe o que pode ter feito
para eles em outras encarnações? Sabe se não fez até algo pior?
Aliás, sempre que uma pessoa, adolescente ou não, queixa-se do seu pai ou
da sua mãe, e nos diz ser reencarnacionista, nos perguntamos: E por que pediu
esse pai ou essa mãe? Por que estão ligados?
A Psicoterapia Reencarnacionista, trabalhando em cima do real
aproveitamento da encarnação, prioriza mais o Espírito do que o eu encarnado,
propondo que esse coloque-se sob a orientação daquele e então, sentimentos
negativos, como, no exemplo, mágoa e ressentimento, devem ser melhorados, de
preferência eliminados, mesmo que acredite ter razão de senti-los, para que não
atrapalhem a encarnação e possamos aproveitar essa passagem para evoluir.
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Quem tem pai e mãe é o eu encarnado e não o Espírito, ou seja, isso faz
parte das ilusões dos rótulos, pois na verdade pais e filhos são Espíritos
encarnados, e quando apresentam dificuldades de relacionamento entre si, devem
procurar harmonizar-se, pois quase certamente já vêm conflitando-se há muito
tempo e, então, aí está um dos seus objetivos pré-reencarnatórios.
Muitas vezes, jovens que referem mágoa em relação a um dos seus pais, nas
Sessões de Investigação do Inconsciente descobrem que já eram pessoas
magoadas lá atrás, ou seja, que a sua mágoa é congênita, já vem de outras
encarnações, então por isso reagem com mágoa aos fatos da atual encarnação. E
viram que a principal finalidade dessa sua atual encarnação é, justamente, a
melhoria, ou a cura, deste sentimento. É um grande erro alguém cair na mágoa, que
veio para curar e não está curando, e com isso estragar a sua encarnação. Qualquer
pessoa que sinta uma relação conflituosa com seu pai ou sua mãe, deve olhar por
traz desses rótulos, e pensar que se existe desconforto na relação, uma raiva, uma
mágoa, um medo, e são dois Espíritos que estão se encontrando, isso deve ser
antigo, deve vir lá de trás. E então tentar resolver este conflito, melhorar a relação,
botar em ação uma prática constante de busca de harmonização com aquele irmão
de jornada, o que passa, obrigatoriamente pela melhoria dos seus próprios defeitos.
Uma boa maneira de alcançar isso, é olhar os pontos positivos do nosso
conflitante, ao invés de ficar preso apenas ao que não gosta nele(a), como se fosse
o dono da razão, o perfeito, o apóstolo da virtude, esquecendo o que nos disse o
Divino Mestre: "Não fazei aos outros o que não queres que te façam!" Todos amam
Jesus, mas quem realmente pratica isso? E quem ama ao seu próximo como a si
mesmo? Quantos tratam os outros como querem ser tratados?
Numa consulta com um jovem que sente raiva, revolta, aversão, sugerimos
que, mesmo tendo razão, que seu pai ou sua mãe "mereçam", não estrague a sua
encarnação, não prejudique sua evolução por isso, e que pense que provavelmente
precisou passar por essa situação, a fim de poderem aflorar esses sentimentos, que
são seus, brotaram de dentro de si, para tratar deles, para eliminá-los do seu ego.
Uma situação que o eu encarnado entende como negativa e prejudicial, pode ser
potencialmente positiva para o Eu Superior, dentro do seu projeto de evolução. O
mais importante para a evolução não é o que nos fazem, mas o que aflora de
negativo de nós, isso é o que devemos melhorar.
E até parece que somos puros, perfeitos, condenando nosso pai, nossa mãe,
nosso ex-marido, nossa ex-esposa etc., como se não fossemos ainda tão inferiores,
tanto ou às vezes, até mais do que eles. Um atestado da nossa inferioridade
consciencial é justamente ainda possuirmos esses sentimentos negativos, pois se
fossemos Espíritos superiores teríamos o amor suficiente para entender os outros,
para compreender, para perdoar. Se cada queixoso ou raivoso olhasse para dentro
de si, analisasse os seus próprios defeitos, sentiria vergonha de queixar-se ou sentir
raiva de alguma pessoa que lhe tenha feito mal. E o mal que fazemos aos outros? E
o mal que fizemos em encarnações passadas? Apenas alguém completamente puro
e perfeito poderia ter o direito de criticar, de apontar o dedo, de atirar uma pedra,
mas um ser desse grau evolutivo não critica, não aponta o dedo, não atira uma
pedra. O consultório de um psicoterapeuta é um desfilar de pessoas imperfeitas
falando, com mágoa ou com raiva, das imperfeições de outras.
Mas, voltando aos adolescentes, e o álcool? E as drogas? Bem, aí é outra
questão que devemos abordar. Geralmente, o exemplo para seu uso é dado pelos
próprios pais, em sua casa, nas festas, com seu cigarro, o seu whisky, sua
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agressividade, sua ausência, sua falta de orientação espiritual, o incentivo dos falsos
valores, da materialidade, da futilidade, gerando em seus filhos uma falta de sentido
para a vida. E os jovens, que naturalmente anseiam por uma finalidade, que buscam
um caminho, criam-se recebendo exemplos de desperdício da encarnação, seja dos
seus pais, seja da televisão, seja dos programas "jovens" das rádios, de todos os
lados sofrem o bombardeio da nossa sociedade-passatempo. Os mais sensíveis não
resistem e querem fugir nessas "viagens", e aí são chamados de drogados.
Devemos ficar atentos ao exemplo que estamos dando para nossos filhos. É
realmente positiva a nossa mensagem? Estamos mostrando o valor da honestidade,
da moral, da ética, do amor, da doação? Estamos realmente caminhando em linha
reta, com simplicidade, igualdade, sinceridade, fraternidade, justiça, ou estamos, na
verdade, passando a esses irmãos que chegaram depois de nós um exemplo de
hipocrisia, de raiva, de impaciência, de tristeza, de desânimo, de falta de
perspectiva, de vícios como beber, fumar, e outros menos explícitos?
Tratamos jovens que bebem, que se drogam, e na maior parte das vezes são
pessoas boas que não estão adaptando-se a este lugar, e frequentemente não
receberam uma orientação moral e espiritual, por parte dos seus pais a respeito de
evolução, da finalidade da encarnação, de todas essas questões que a nova
Psicoterapia Reencarnacionista vem agregar à Psicologia e à Psiquiatria. Muitos
jovens que estão perdendo-se por aí recebe de seus pais um mau exemplo, seja no
aspecto moral, seja na visão materialista da realidade, seja na falta dos verdadeiros
valores do amor e da caridade.
Alguns jovens que se drogam, que estão autodestruindo-se, são Espíritos
cujo ego infantil ou adolescente que ainda não têm condições de entender o lado
espiritual da existência, e nesse caso a nossa sociedade materialista estimula ainda
mais os seus aspectos inferiores. Mas a maior parte dos adolescentes são pessoas
sensíveis, em bom grau de evolução, que estão desorientados, pois, desde sua
infância, receberam uma orientação contrária aos verdadeiros ideais espirituais.
Foram sendo, aos poucos, contaminados com informações vazias e superficiais, em
casa, nas Escolas, nos clubes, nos meios de comunicação, e essas contaminações
atuaram de tal maneira que desenvolveram neles a vontade de destruir-se, de ir
embora daqui, desse mundo construído por seus pais e, para sermos sinceros, não
podemos mesmo afirmar que nos orgulhamos de nossa obra.
Nós somos os verdadeiros responsáveis por essa epidemia de drogas entre
os jovens e para acabarmos com isso devemos, antes de tudo, modificarmos o
nosso interior, fazer uma mea culpa, reconhecer os nossos erros, nossos equívocos,
na educação que temos dado a eles. Hoje em dia, muitos pais não bebem e nem
fumam, e esses estão certos, pois estão dando um bom exemplo para seus filhos.
Todos somos contrários ao uso de drogas, mas não podemos aceitar a
condenação dos jovens que as usam, pois enquanto a nossa sociedade for uma
droga, o nosso telhado de vidro não autoriza a nos arvorarmos defensores da moral
e dos bons costumes. Eles necessitam de orientação a respeito da Reencarnação,
devem ser instruídos sobre a evolução, saber da inferioridade do nosso Plano,
aprender que são a "casca" que recobre um Espírito que está passando um tempo
aqui, e que, ao invés de perderem-se nas armadilhas dessa sociedade terrena,
devem colaborar com as forças do Bem que estão, aos poucos, desativando essas
armadilhas, através da implantação no nosso planeta do Reino dos Céus.
Os nossos filhos, na medida em que vão crescendo e começando a pensar
que profissão irão seguir, devemos orientar que, em primeiro lugar, encaminhem-se
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para uma atividade que lide com o que eles mais gostam de fazer e que seja
benéfico para as demais pessoas, aí passarão a vida trabalhando no que lhes
entusiasma, no que lhes motiva, visando o bem comum. Assim terão motivação para
pular da cama de manhã, passar o dia inteiro trabalhando, com alegria, com amor, e
esforçando-se sempre e sempre para evoluir, para crescer. Lembrar a eles que a
finalidade única de uma encarnação é a evolução, um trabalho a ser realizado pela
"casca", e então devem ficar atentos a isso, na obediência aos ditames superiores,
na limpeza das suas inferioridades. E sempre endereçarem o seu trabalho, o seu
esforço, a sua dedicação, para os seus irmãos de jornada, para o bem dos outros,
para a evolução da humanidade.
Não devemos falar para ganharem dinheiro, viver para adquirirem bens
materiais, alcançar uma posição social, inflarem o seu ego, competirem com os
outros, pelo contrário, devemos mostrar a eles como realmente aproveitar sua atual
encarnação. Claro que cada um vai aproveitar essa orientação de acordo com o
grau evolutivo do seu ego, com suas tendências inatas, como vem sendo nas suas
últimas encarnações, mas devemos fazer a nossa parte, passando a eles uma
educação espiritualista, fraterna, evolucionista.

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PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA PARA ADULTOS


A maior parte das pessoas que buscam tratamento com a Psicoterapia
Reencarnacionista é constituída de adultos, pessoas que já estão com uma família
formada, uma profissão, e outras características sociais dessa faixa etária. Grande
parte deles está frustrada e refere uma insatisfação, um descontentamento, que é
projetado no casamento, na sua atividade profissional, ou algumas vezes, não
conseguem entender o que lhes está incomodando, apenas sentem que não estão
satisfeitos.
O que observamos, quase como regra geral, mesmo nos reencarnacionistas,
é que não estão realmente direcionados para a principal finalidade da encarnação -
a evolução - e sim para atividades terrenas, corriqueiras, cotidianas, num viver meio
às tontas, sem um rumo definido, sem um sentido existencial. Muitas pessoas vão
vivendo, acordam de manhã, vivem os dias, as noites, comem, trabalham, divertem-
se, dormem, amam, correm, lutam, vão sobrevivendo, a vida vai passando, sem um
planejamento coerente com um propósito maior, pois os seus sonhos e ideais,
geralmente, não estão conectados com os anseios superiores do seu Espírito. O
resultado dessa desconexão com o Eu Superior, são vidas terrenas às tontas, com
sucessos e fracassos terrenos, com vitórias e derrotas terrenas, sem a participação
efetiva do seu Orientador Interno, do seu Eu divino, que saberia lhes guiar pelas
armadilhas e pelos labirintos da encarnação.
Mas como acessar esse Guia Interior, se a maior parte das pessoas acredita
que Ele está fora de si, nos Centros, nas Igrejas, nos cultos, nos livros, no "céu"? Até
a Oração do Pai Nosso, que muitos de nós rezamos diariamente, diz: “Pai nosso que
estais no céu...”, quando o mais correto seria “Pai/Mãe nossos que são o Todo, que
também somos...”.
As crianças, que estão recém chegando, já vão sendo desviadas do caminho,
os adolescentes lutam para reencontrar esse caminho, frequentemente sem
sucesso, pois lhes fizeram esquecer dele e os adultos, que poderiam já estar lá na
frente, trilhando-o vitoriosamente, comumente estão muito ocupados, correndo para
lá e para cá, sem saber exatamente para onde, e não têm tempo para isso. Pergunte
a um adulto para o que está vivendo e você receberá muitas respostas, mas nunca a
resposta correta: Estou vivendo para servir à minha Essência. E o que é viver
assim? É melhorarmos as características negativas congênitas de personalidade do
nosso ego, nos harmonizarmos com Espíritos conflitantes (que geralmente estão por
perto) e trabalharmos para ajudar os outros. Estamos fazendo isso? O nosso dia-a-
dia é uma Escola onde estamos sendo aprovados com louvor? Em nossas auto-
avaliações, estamos cada vez melhor, mais puros, mais evoluídos, mais próximos do
nível dos Mestres Espirituais? O nosso corpo físico está funcionando bem, sem
gastrite, sem rinite, sem asma, sem reumatismo, sem câncer? Não estamos
dormindo demais, vendo televisão demais, nos divertindo demais, perdendo tempo
demais? Não fumamos? Não bebemos? E como estão os nossos pensamentos? E
os nossos sentimentos?
O nosso Espírito desce para cá para limpar-se e não para poluir-se. É correto,
então, nos intoxicarmos com pensamentos poluentes, com sentimentos poluentes,
com álcool, com nicotina, com drogas? Aquela "casca" que nasceu cheia de
esperanças, esperava que aos 40, 50, 60 anos estaria quase que aos pedaços,
barriguda, flácida, neurótica, doente? Foi para isso que foi feita? O nosso Espírito
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esperou um tempo, lá no Astral, o momento de voltar para cá, é justo a sua "casca"
realizar um trabalho oposto, perdendo-se na preguiça, no passatempo, no
materialismo, no egoísmo, na tristeza, na raiva?
A nossa encarnação deve ser analisada como um todo, desde o dia em que
voltamos para cá até o dia da volta, e então devemos ter em mente quanto tempo
nos resta, para realizar o trabalho que nosso Espírito espera de nós. Graças à
evolução da Medicina, o ser humano está desencarnando cada vez mais tarde e
isso vai ampliar-se ainda mais. Calculando uma idade média de desencarne aos 80
anos, quem tem, por exemplo, 50 anos, tem ainda uns 11.000 dias para evoluir a
cada dia, o que é tempo de sobra. Quem tem 60 anos, ainda tem uns 7.000 dias
para isso, não é bastante tempo? Quem tem 70 anos, tem uns 3.600 dias, com
certeza é tempo suficiente. Quem já chegou nos 80, vá em frente, vá evoluindo cada
vez mais, pois o verdadeiro reencarnacionista olha sempre para a frente, rumo ao
infinito, rumo à sua Perfeição. Só devemos olhar para traz para aprender com
nossos erros e tratar de corrigi-los, nunca nos prendermos lá atrás.
A maneira reencarnacionista de enxergar uma encarnação é olhar-se de cima
e não horizontalmente. Por exemplo, se uma pessoa está com 40 anos (o que quer
dizer que sua “casca” atual está com 40 anos), se olhar de maneira horizontal, pode
dizer: “Já estou com 40 anos!”; e concluir que está ficando velho(a), que o tempo
passou, que o que não fez não dá mais para fazer, não dá mais tempo etc. Se olhar
de cima, pode dizer: “Estou reencarnado há 40 anos, estou chegando na metade,
ainda tenho mais toda a metade dessa encarnação para evoluir!”, e perceber, então,
que o que veio para fazer, mudar, melhorar em si, e ver que ainda dá tempo.
Aos adultos que estão descontentes e pensam em mudar de profissão, de
atividade, dizemos que devem mudar se entenderem, após examinar bem, que
realmente não estão no caminho certo. Sempre é hora de mudar para melhor,
corrigir o rumo, retificar o caminho, e então uma mudança sempre é bem-vinda,
desde que preencha os requisitos da evolução. Mas o mais importante não é em que
trabalhamos e, sim, como trabalhamos. O mais importante não é o que somos e,
sim, quem somos. Os rótulos, os títulos, os diplomas, ficarão aqui esquecidos
quando partirmos, pois apenas essa micropartícula divina, que chamamos de
Espírito, empreenderá a viagem de volta, sem nada material acoplado a ele, e no
Mundo Espiritual se sentirá realizada ou frustrada, agradecida à sua descartada
"casca", ou não.
Além do trabalho interno de evolução, os adultos devem conscientizar-se do
compromisso que têm com seus filhos, no sentido de mostrar-lhes o caminho certo,
a linha reta, a responsabilidade com seus atos, com suas palavras. Os pais, e os
demais adultos, devem servir como um farol, orientando essas naus que vagam
pelos mares revoltos e enganosos da nossa sociedade materialista, fútil, apelativa,
procurando, com muito amor, com muita luz, encaminhá-las a um porto seguro, com
a segurança da orientação superior, com o amparo do Amor Divino.

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PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA PARA CASAL


A Psicoterapia Reencarnacionista direcionada a um casal é a mesma
Psicoterapia Reencarnacionista, ou seja, visa mostrar para ambos que o importante
é a evolução de cada um, e que a união entre duas pessoas, seja um reencontro,
seja um resgate de vidas passadas ou seja um primeiro encontro entre aqueles dois
Espíritos, deve colaborar para a evolução de ambos.
Uma das melhores maneiras de encontrarmos as inferioridades do nosso ego
é através de uma relação afetiva estável com alguém, pois aí revela-se com mais
clareza o que cada um apresenta de superior e de inferior em sua personalidade, em
seus sentimentos, em sua conduta, em suas palavras, em sua maneira de ser e de
viver.
A relação afetiva entre duas pessoas é constituída de 3 fases:
1ª) A fase da ilusão: nessa fase a sensação que ambos têm é de que Deus
escutou as suas preces e lhe trouxe uma pessoa perfeita, um par ideal, aquilo que
sempre pediu e precisou. Finalmente a felicidade está batendo a sua porta!
2ª) A fase da des/ilusão: nessa fase começamos a perceber que nem tudo são
flores na relação, que amamos a pessoa mas ela tem certas características,
algumas tendências de sentimentos, algumas atitudes, que não nos agradam, e
parece que nosso castelo de cartas vai desabando... Não era mais como antes.
3ª) A fase da realidade: nessa fase já sabemos como é a outra pessoa, as suas
qualidades positivas, as suas inferioridades, o que gostamos nela, o que não
gostamos, e a relação torna-se mais madura, menos adolescente, menos fantasiosa.
Atualmente poucas vezes uma relação chega a essa 3ª fase.
Muitas vezes, o que um não gosta no outro é justamente o que esse tem de
melhorar, mas é difícil nós percebermos isso. Numa relação afetiva estável, cada um
serve de gatilho para o outro se isso não for percebido, e a Psicoterapia
Reencarnacionista enfatiza bastante a importância dos gatilhos em uma encarnação,
a tendência é a relação esfriar e, com alguma possibilidade, terminar, privando a
ambos de enxergar-se melhor, de conhecer-se melhor, de saber quais algumas de
suas características que reencarnou para melhorar. Uma boa relação é quando
existem gatilhos superiores e inferiores. Se houverem apenas gatilhos superiores, as
superioridades que afloram podem diminuir as inferioridades ou a relação ser ótima
mas lá na vida continuam aflorando as inferioridades de ambos pela ação dos
gatilhos inferiores do dia-a-dia. Se, numa relação, predominarem os gatilhos
inferiores, dificilmente os personagens aguentam ou aguentam e acabam
adoecendo.
Durante a relação, os gatilhos funcionam, mas o mesmo acontece se ocorre a
separação. A Psicoterapia Reencarnacionista de casal é uma boa oportunidade para
cada um encontrar a sua proposta de Reforma Íntima. Mas é importante que o
psicoterapeuta mostre a ambos que, nesse mundo transitório, de relações fadadas
ao seu término (bastando para isso que ocorra o desencarne de um deles), é
interessante a melhoria de suas próprias inferioridades, por exemplo, uma tendência
autoritária, uma tendência de submissão, uma tendência de excesso de
organização, ordem e limpeza, uma tendência de desorganização, uma tendência de

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necessitar exageradamente de pessoas, uma tendência de isolar-se, enfim, cada um


mostra, durante uma relação, o que é, como é, o que veio melhorar.
Numa relação afetiva ocorre, frequentemente, o que se chama
psicologicamente de Projeção, ou seja, projetar-se o pai no namorado ou no marido
e a mãe na namorada ou na esposa, com mágoa, raiva, tendência de
enfrentamento, ou carência, posse, necessidade exagerada de atenção. São
situações bem conhecidas pela Psicologia, como outros mecanismos egóicos, que
devemos conhecer bem, para entendermos as nossas próprias relações afetivas e
as das pessoas que nos procuram.
Em um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista para casal, devemos
intercalar:
1. Sessões de conversa com o casal.
2. Sessões individuais com cada um.
3. Sessões de Investigação do Inconsciente individuais.
Devemos ter o cuidado de não comentar o conteúdo acessado nas Investigações
do Inconsciente para o outro, a não ser que seja autorizado pela pessoa ou que ela
mesmo conte e queira conversar a respeito. Não devemos permitir que um membro
do casal assista às Investigações do Inconsciente do outro, pois isso pode impedir
que o Mundo Espiritual mostre o que pretende revelar à pessoa ou que o
Inconsciente de um afete o Inconsciente do outro, atrapalhando a Investigação do
Inconsciente.
Devemos ter muito cuidado para não opinar sobre manterem a relação, sobre
separarem-se, pois isso não é da nossa alçada, devemos ser neutros, escutarmos
sem partidarismo, cuidando com nossas próprias opiniões a respeito de
manter/separar, todos temos nossas ideias, nossos conceitos e pré-conceitos,
dificilmente não projetamos coisas nossas numa Terapia de Casal, mas naquele
momento não somos uma pessoa, somos um profissional que foi procurado para
auxiliar um casal em dificuldades e devemos nos abster completamente de opinar,
de dar a nossa maneira de ver a situação.
Toda Terapia de Casal é semelhante em sua finalidade: ajudar aquelas duas
pessoas a viverem melhor ou separarem-se bem, entendendo os aspectos inferiores
da personalidade de cada um, a dificuldade de se enxergar, de só ver os defeitos do
outro, a ruína do castelo quando a relação passa da fase de ilusão para a de
des/ilusão e dessa para a fase da realidade etc. Mas a Psicoterapia
Reencarnacionista vai além, ao abordar o real aproveitamento da encarnação, e isso
é individual de cada membro do casal, por isso o tratamento é de cada um,
individualmente, e o quanto a relação pode colaborar para a ampliação do
autoconhecimento e o crescimento pessoal de cada um deles, literalmente até que a
morte os separe.
Como com todas as pessoas que vêm a tratamento, seja na Psicoterapia
Reencarnacionista, seja em qualquer linha psicológica, em um tratamento de casal
geralmente ambos se consideram vítimas do outro, ambos estão certos e o outro
está errado, e ambos desejam que o terapeuta lhe dê razão. Um é infeliz porque o
outro é muito autoritário, um é infeliz porque o outro é muito ciumento, um é infeliz
porque o outro não trabalha, não tem responsabilidade, um é infeliz porque o outro
só pensa em sexo, um é infeliz porque o outro não gosta de sexo, enfim, cada um
atribui a sua infelicidade ao outro como, provavelmente, já atribuiu ou ainda atribui
parcela disso a seu pai, a sua mãe ou outras pessoas, a sociedade ou ao mundo em
geral.
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Iniciamos a Terapia com uma conversa com ambos e, aos poucos, vamos
vendo características da Personalidade Congênita de cada um, vamos vendo o grau
de entendimento de cada um, de superficialidade ou de profundidade, vamos
conhecendo-os melhor, escutando os relatos de suas infâncias (como as
interpretaram), de suas famílias, relações afetivas anteriores (se houveram),
enxergando como cada um lida com o outro, quem é agressivo, quem é submisso,
quem se faz de vítima, quem é o vilão, quem é organizado, quem é bagunceiro,
quem é esforçado, quem é relapso, enfim, vamos conhecendo cada um deles, e
vendo o que, provavelmente, reencarnou para melhorar e que a relação, como um
ótimo gatilho, está mostrando, mas como todos nós, eles não estão gostando do que
aflora de si.
Nas reconsultas, vamos aprofundando a Psicoterapia Reencarnacionista, nas
Investigações do Inconsciente individuais cada um deles vai acessando o Telão,
conversamos com ambos, conversamos individualmente com cada um, a Terapia vai
avançando, mais conversas, mais Investigações do Inconsciente, cada um vai
percebendo o que veio melhorar nessa atual encarnação, vai entendendo que isso é
o que o outro não gosta nele(a), ambos começam a ver que a maneira inferior como
enxergam o outro, muitas vezes, é o que precisam melhorar, o que sentem é o que
devem transformar em si, enfim, é a Psicoterapia Reencarnacionista para cada um
deles, Espíritos encarnados configurados como casal.
Com bastante frequência, uma Terapia de Casal transborda para uma Terapia
Familiar ou uma Terapia entre o pai ou a mãe e um(a) filho(a) com quem apresenta
uma dificuldade de relação, sempre nos moldes da Psicoterapia Reencarnacionista,
abordando as relações entre Espíritos encarnados, com certos rótulos, de passagem
pela Terra em busca de mais evolução.
E, como sempre, nós vamos aproveitando esse tipo de terapia para ir
avaliando como está a nossa relação afetiva estável com nosso companheiro(a), em
que nos identificamos, que podemos usar em nossa própria Reforma Íntima, quais
inferioridades nossas vão aflorando em nossos pensamentos e em nossos
sentimentos durante a terapia, enfim, vamos aproveitando para fazer a nossa auto-
terapia. Um deles é autoritário, prepotente, e nós? Um deles se magoa por tudo, e
nós? Um deles é muito carente, abandônico, e nós? Um é muito crítico, e nós? Um
deles é agressivo, impulsivo e nós? Um deles é submisso, não sabe se defender, e
nós?
E assim vai transcorrendo a Terapia do casal e a nossa. Os Mentores ali,
olhando, observando, se eles estão aproveitando a terapia e se nós também
estamos.

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PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA PARA PAIS


A maior responsabilidade que assumimos com outro Espírito numa
encarnação, é trazê-lo do Astral para a Terra. E ao tomarmos essa decisão, cada
um de nós deve ter em mente que, escondido por traz do rótulo "pai" e do rótulo
"mãe", aquele a quem chamamos de "filho" é, na realidade, um companheiro de
jornada, alguém que nós trouxemos lá de cima, que geralmente sabemos quem é,
de antigas encarnações. Pode ser um amigo que vem chegando para continuarmos
a caminhada juntos ou um antigo conflito que veio para perto de nós para nos
harmonizarmos e, com isso, crescermos, alguém que nos fez mal em outras vidas,
alguém que nós fizemos mal, ou uma alternância disso, quem sabe? Os Mentores
sabem, e podem mostrar nas Sessões de Telão, se entenderem que está na hora.
Esse Espírito tem a ver conosco, estamos unidos por sentimentos superiores
ou inferiores. No primeiro caso, tendemos a nos dar bem, no segundo caso, é quase
inevitável desencadear-se um conflito, maior ou menor, entre nós. E nesse conflito
podemos, cada um, perceber o que temos de mudar, de melhorar, como, por
exemplo, a impaciência, a crítica, a raiva, a mágoa, a rejeição, o medo, etc. Essa é a
Psicoterapia Reencarnacionista para Pais: ajudar Espíritos conflitantes a pensarem
que se estão perto é porque isso é necessário, que pediram isso, e que devem
aproveitar essa oportunidade. A Lei da Atração funciona ininterruptamente no mundo
invisível e nenhum Espírito vem para perto de nós sem que ela esteja atuando.
Os pais têm a oportunidade de melhorarem no contato com seus filhos e de
ajudar esses Espíritos cumprirem a sua missão de evolução. As negatividades dos
nossos filhos podem aumentar ou diminuir desde a infância, de acordo,
principalmente, com nossa atuação. Devemos desenvolver mais amorosidade, mais
firmeza, mais atenção a eles, mais orientação positiva, dar o bom exemplo, mostrar
o caminho do Bem, e estarmos atentos ao que surge de negativo de dentro deles
desde pequenos. Um filho vem com uma tendência a ser autoritário, outro a ser
submisso, um vem com uma tendência materialista, outro de ser “aéreo”, um é
egoísta, outro desde cedo gosta de bebida alcoólica, de cigarro, enfim, o papel dos
pais numa encarnação é de fundamental importância na evolução dos seus filhos,
no sentido de ajudá-los a crescerem, e irem eliminando as suas imperfeições.
Mas muitas vezes esquecemos que o nosso filho, por traz da sua "casca", é
um Ser como nós que descemos antes, e que está agora chegando para cumprir as
suas Missões, entre elas, frequentemente, a busca de um resgate e harmonização
conosco. Como nós também um dia chegamos para os nossos pais, e eles também
chegaram, e os antes deles, e aí por diante. E continuaremos todos chegando, em
"cascas" diferentes, em locais diferentes, em épocas diferentes, e assim iremos indo,
sempre para a frente, para a frente... O progresso é a meta de todo ser vivo, a
Purificação é o objetivo.
Na verdade, o que é um filho? Por traz desse rótulo, naquele corpinho de 3
Kg, indefeso e à mercê, está um velho amigo e companheiro ou alguém com o qual
temos tido problemas e conflitos há algumas encarnações? Pode ter sido nosso pai
ou nossa mãe, pode ter sido nosso marido ou esposa, nosso filho ou filha etc., mas
sempre está chegando perto de nós por divergência ou por afinidade. E,
principalmente, está chegando para evoluir, como nós e todos os que aqui estão.
Nunca deve ser esquecido que a finalidade única da Reencarnação é a evolução
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consciencial. Mesmo dois Espíritos cujos egos são inimigos, se reencarnam perto, é
para oportunizar a evolução de ambos, mas quase inevitavelmente terminam por
perder-se na raiva e na mágoa, e, com isso, não alcançam a meta almejada antes
de descer.
As reencarnações ocorrem naturalmente pela ação do Poder Superior, com
as pessoas ligadas entre si, negativa ou positivamente. Existe um retorno da
Harmonia Universal aos nossos pensamentos, nossos sentimentos e nossas ações
concretas, atuais e passadas. O "nós atraímos", funciona desde antes de chegarmos
aqui em baixo, já vem na aproximação com nossos pais, familiares e outras pessoas
que vão entrando em nossa vida, durante a encarnação. E também somos atraídos.
Nós devemos aceitar nossos filhos do jeito que forem, mesmo que revelem,
desde pequenos, ou mais tarde, defeitos e características de personalidade que nos
incomodem ou incomodem os outros, e mesmo que sejam imperfeições muito
sérias. Geralmente está ocorrendo a Lei de Ação e Reação, implicitando uma
tentativa de resgate e harmonização conosco, visando a elevação dele e a nossa.
Ou, então, se formos Espíritos de ego um tanto mais elevado, podemos estar
recebendo uma incumbência de auxiliar um irmão menos evoluído, em seu caminho
de ascensão.
Alguns pais relatam, algumas vezes envergonhados, que o seu filho ou filha
apresentam desvios de conduta, mostrando, por exemplo, uma personalidade fútil,
volúvel, agressividade, egoísmo, racismo, delinquência, hipersexualidade etc., e
perguntam-se aonde erraram na sua educação, o que fizeram de errado para que
eles sejam assim? Por que ficaram assim?
Dentro do pilar básico da Psicoterapia Reencarnacionista básica - a
Personalidade Congênita – lembramos que eles já possuíam, ao reencarnar, essas
características de personalidade, que estão se evidenciando (Personalidade
Congênita). Que sabiam que seu filho(a) era assim quando pediu para Deus lhe
enviar esse Espírito. E o que pode ter havido entre eles em encarnações passadas?
Por que estão próximos? Observamos frequentemente que um filho com tendência
agressiva, tem um pai ou uma mãe também com essa característica, então devemos
sempre pensar o que já houve antes entre eles, em outras épocas, com rótulos
diferentes. Como foi numa vida passada quando o atual filho era o pai e o pai de
hoje era o filho? Um pai ou uma mãe com características de agressividade e
violência, devem sempre questionar-se o que podem ter feito para o Espírito que
hoje é seu filho em encarnações passadas.
Mas dentro da Terapia, no aqui-e-agora, devemos estudar bem as relações
familiares, na infância e atualmente, dos pais entre si, com os filhos, analisar o que
os pais praticaram, ou praticam, as condutas equivocadas e inadequadas, desde a
gestação até hoje, como agressividade, rejeição, abandono, falta de um bom
exemplo, falta de diálogo etc., pois as características negativas congênitas dos
nossos filhos, principalmente os problemáticos, pioram com esses gatilhos. E, pelo
contrario, tendem a melhorar com o amor, o carinho, a atenção dos pais e outras
pessoas envolvidas, embora, geralmente lá pelo meio da encarnação, lá pelos 30 ou
40 anos é que a grande crise de consciência irá manifestar-se, oportunizando a
mudança. Mas, muitas vezes ela não ocorre, e então fica para a próxima.
Nós, pais, devemos ter paciência com os defeitos dos nossos filhos, dar amor,
dar o bom exemplo, e esperar que a vida vá ensinando a eles as mudanças
necessárias. O que nunca devemos fazer é dar mau exemplo! Como querer mudar
uma personalidade agressiva de um filho agredindo, batendo? Como ajudar um filho
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triste, desanimado, com um modo nosso de ser deprimido, preguiçoso,


desmotivado? Como querer que um filho seja caridoso, espiritualizado, em um
ambiente egoísta, superficial, materialista? Muitas vezes, um Espírito vem para
perto de alguém motivado pela Lei da Semelhança e aí um enxerga-se no outro,
como em um espelho. O que pode ocorrer, é o filho(a) piorar diante do espelho-pai
ou espelho-mãe ou resolver ser o contrário.
Algo muito importante, é que durante a gestação de um filho, os pais devem
ter muito cuidado com o que pensam, o que sentem, o que falam, como agem em
relação ao filho que está construindo seu corpo físico lá dentro da barriga, pois
observamos nas Investigações do Inconsciente a capacidade que o Espírito tem de
perceber, sentir, o seu ambiente familiar, em minúcias. Isso é um cuidado
extremamente importante que devemos ter, pois os pensamentos, sentimentos e
atos dos pais e demais familiares, quando negativos ou assustadores,
permanecerão em seu Inconsciente, somando-se ao que já vêm trazendo consigo,
de antes, e poderão, então, amplificarem-se tendências congênitas que o filho tenha,
de sentir-se rejeitado, de raiva, de autodestruição etc.
Algumas vezes as Investigações do Inconsciente mostram que um
comportamento delinquente, marginal, uma tendência a atos anti-sociais, e até
criminosos, é o mesmo praticado por aquele Espírito nas últimas encarnações, e
justamente a finalidade desta nova encarnação é a busca da melhoria dessas
questões. Em algum momento, na infância ou na adolescência, elas irão revelar-se,
e a Psicologia e a Psiquiatria tradicional iniciarão uma busca desesperada no "início"
da vida, na personalidade dos pais, no ambiente familiar, nas relações familiares,
etc. para encontrar a "causa" de tais condutas. Frequentemente, isso foi
incrementado por uma ação irresponsável dos pais, ou um deles, mas algumas
vezes surgiu mesmo com os pais sendo responsáveis, atenciosos, amorosos. Se um
Espírito (filho) cujo ego apresenta essas tendências tender a aproximar-se de outros
(pai, mãe, algum irmão) similares, provavelmente o que veio para melhorar tenderá a
agravar-se, mas pode melhorar se houver um trabalho de conscientização a respeito
dessa questão, se não, a tendência é isso manter-se durante toda a encarnação e
só tomar conhecimento disso lá no Mundo Espiritual, após morrer, em um Grupo de
Estudos, durante uma Sessão de Telão ou em uma conversa com um Ser Superior.
Mas pode ocorrer de um Espírito com uma má tendência pedir e receber o aval de
Deus para ter a oportunidade de reencarnar perto de pessoas dignas, corretas,
honestas, e a sua tendência perversa poderá ter, então, a possibilidade de ser
corrigida, embora, algumas vezes, isso não ocorra, são os casos de marginais,
delinquentes, em famílias bem constituídas, para o que a Psicologia não encontra
explicação e rotula como “genético”, mas não é, e sim, pré-genético.
A "causa" para certas características de personalidade que destoam da
família, é a Personalidade Congênita, e os fatores externos podem ser agravantes
ou curadores. As ações dos pais e da família serão decisivas para começar a
melhorar as tendências congênitas ou para mantê-las, e até piorá-las. Por isso,
sempre devemos orientar e conscientizar os pais sobre como lidar com seus filhos,
sejam eles como forem, com amor, com paciência, com compreensão e,
principalmente, com muita amizade e companheirismo. O que nós, pais, devemos
dar aos nossos filhos é o bom exemplo, mostrar o caminho reto, a ação correta, e
esperar que eles assimilem aos poucos, cuidando, claro, das contaminações da
nossa sociedade.

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Ao contrário das críticas que nos fazem, de que só lidamos com as vidas
passadas e com o "espiritual", a Psicoterapia Reencarnacionista lida intensamente
com a infância e os fatos da vida atual, pois é na encarnação que o nosso ego
evolui, e então como não iremos valorizar a vida atual? A principal diferença da
Psicoterapia Reencarnacionista e a Psicologia tradicional, é que lidamos com a
Personalidade Congênita. Nós somos o somatório dela com a infância na vida atual
e, nunca, como afirma a Psicologia tradicional, não-reencarnacionista, uma
consequência de nossa infância. A infância é que é uma consequência nossa, pois
ela é formatada segundo os nossos méritos, merecimentos e necessidades,
segundo nossas crenças ou de através de um Decreto divino.
A nossa personalidade é nossa, encarnação após encarnação, por isso não é
correto dizer-se que um filho "puxou" o pai, outro "puxou" a mãe etc., na verdade
cada um de nós "puxou" a si mesmo das vidas passadas. E lembremos sempre da
Lei da Semelhança atraindo Espíritos um para perto do outro.
Muitas vezes encontramos, nas conversas com os pais, referências de
rejeição à gravidez, tentativas ou pensamentos de abortamento, carências,
abandonos, agressividade entre os pais durante a fase intrauterina, alcoolismo,
drogadição, visão materialista da vida etc. que parecem ter provocado o surgimento
daquelas condutas patológicas em um filho(a). Mas não é assim, na verdade, esses
fatores patogênicos serviram de gatilho, causaram o afloramento do que já vinha de
negativo na personalidade daquele Espírito recém chegado, fizeram vir à tona
justamente o que veio para ser curado, ou melhorado, nessa nova tentativa e,
muitas vezes, agravaram-nas.
O ideal seria que nós tratássemos muito bem os nossos filhos, com respeito,
com amor, desde o útero e após sua saída, durante sua estada perto de nós, mas
muitos pais, covardemente, batem neles, gritam, xingam, ofendem, maltratam, lidam
asperamente, na verdade mostrando, assim, as suas próprias imperfeições e
defeitos, que necessitam curar. Cada ser humano faz brotar no outro as
características internas, negativas ou positivas, e assim, nós podemos reforçar o que
nosso próximo tem de negativo, com as nossas próprias negatividades, ou ajudar a
curar as suas inferioridades, fazendo aflorar o que eles têm de positivo.
O amor dos pais é a grande alavanca para ajudar a curar as negatividades do
ser que estão trazendo do Astral, e na sua atitude e postura, com o seu filho ou filha,
sejam como forem, os pais poderão colaborar intensamente para que aquele
Espírito reencarnante possa realmente aproveitar essa passagem terrena.
Os pais precisam ficar atentos a duas coisas:
1. O que pensam, sentem e fazem, para não prejudicarem seu projeto de
cuidar e ajudar aquele irmão que receberam.
2. O que seu filho(a) mostra de negativo congenitamente, para perceber qual
a sua proposta evolutiva ao reencarnar.
Embora essas noções reencarnacionistas sobre as relações entre pais e
filhos sejam estudadas nas Religiões reencarnacionistas, agora, com a Psicoterapia
Reencarnacionista, começam a ser analisadas do ponto de vista psicoterapêutico.
Então, aos pais que acreditam que erraram com seu filho(a) durante a gestação, nos
primeiros anos de sua vida extra-uterina, ou mesmo agora, dizemos que a grande
vantagem da encarnação ser longa, é que isso nos dá muitas oportunidades de
corrigirmos nossos erros, de retificarmos nossa conduta, de corrigirmos o que
fizemos de errado. Qualquer hora é a hora de passarmos a fazer as coisas certas. E
o amor por um filho é sempre a melhor solução. Quem acredita que deu pouco até
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agora, que passe a dar o dobro para compensar. Quem bateu, agrediu, comece a
alisar, a acariciar. Sempre é tempo para revisar o que erramos.
Mas não culpem-se demasiadamente, acreditando que aquele filho(a) ficou
assim por sua causa, que se não o tivessem rejeitado, pensado em abortar, se
tivessem sido mais carinhosos, atenciosos, se não tivessem dado um exemplo de
alcoolismo, de agressividade, de materialismo etc., tudo seria diferente. Talvez em
intensidade, mas as inferioridades trazidas em nós transparecem, mais cedo ou
mais tarde. O importante é que tenhamos a disposição de sermos colaboradores na
evolução almejada por quem veio como nosso filho(a) e não mantenedores ou
reforçadores das suas inferioridades congênitas.
Se eles vieram até nós, atraídos por conflitos conosco, por desavenças muito
antigas, então está na hora de acabarmos com isso, reconciliarmo-nos e, se
possível, até nos amarmos. Se não der para chegar a tanto, pelo menos, devemos
tentar chegar o mais perto possível disso. Quem conseguir amar alguém, ou pelo
menos gostar, quando antes sentia uma repulsa, além de estar libertando-se, e
libertando um outro ser, está ampliando a sua capacidade de amar, o que significa
mais maturidade do nosso ego. Com isso melhora o seu “Karma” e aumenta a sua
luz. Ser pai e mãe é uma grande prova, pois aí podemos mostrar se somos,
realmente, capazes de amar, ou não. É na prática que mostraremos, para nós
mesmos, quem nós somos, e um filho "problemático" muitas vezes pode aí estar,
entre outras coisas, para nos ajudar a evoluirmos, a termos mais paciência, mais
compreensão, mais capacidade de doação.
Evolução consciencial é a ampliação da nossa capacidade de amar. A quem
não nos incomoda, a quem admiramos, é fácil, mas e a quem apresenta
imperfeições graves, age errado, comete deslizes, a quem nos incomoda, a quem
nos enfrenta? Uma boa maneira dos pais perceberem o que devem melhorar em si é
ver o que aparece de negativo em si no contato com um filho “problemático”. Ao
invés de só criticá-lo, olhar para si mesmo. Ao apontar-lhe o dedo, perceber os
demais dedos apontando para trás...
Escutando os relatos das pessoas em tratamento para seus conflitos com um
filho(a), avaliando a sua atuação enquanto pai ou mãe, para os psicoterapeutas
reencarnacionistas que são pais, é uma ótima ocasião para avaliarmos a nossa...
Ouvindo-os falando de sua impaciência, de sua crítica, da sua tristeza, vamos vendo
nossas coisas... E quando vamos dar um conselho, não esquecer que, invisível, ao
nosso lado, está o nosso Mentor, só nos olhando...

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PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTAPARA VELHOS


Chamar-se uma pessoa de velha é uma ilusão pois muitas crianças são
Espíritos de ego mais evoluído do que seus avós ou seus pais, mas aqui na Terra as
pessoas ainda se enxergam como “cascas” e enquanto no Oriente ficar velho,
muitas vezes, é motivo de admiração por parte das pessoas, que aproveitam a
sabedoria apreendida em mais tempo de vida e buscam conselhos e orientações,
aqui no Ocidente, dominados por um sistema capitalista baseado no ter e adquirir,
ficar velho é motivo até de pânico por parte de muitas pessoas e as pessoas que
reencarnaram há mais tempo do que as demais são algumas vezes até motivo de
ironia, de chacota, por parte das que reencarnaram há menos tempo.
E devido a uma Medicina que trata apenas do corpo físico, esquecendo da
origem das doenças, que está nos pensamentos e nos sentimentos, e a uma visão
limitada que estipula a morte do corpo físico como o fim da vida, grande parte dos
nossos velhos estão muito mal, física e psicologicamente falando. Poucas pessoas
de 70 ou 80 anos estão realmente saudáveis, fisicamente, emocionalmente,
espiritualmente. Quando encontramos alguém assim, nos admiramos por sua
disposição, por sua alegria e otimismo. Ou seja, o que deveria ser a regra é a
exceção.
Hoje em dia, já se sabe que as doenças do corpo vêm de dentro das pessoas,
da sua personalidade, dos seus sentimentos, da sua vida. As antigas Medicinas, que
estão voltando, como uma alternativa para a Medicina oficial, apenas orgânica,
estão desempenhando um papel importantíssimo nesse sentido, de resgatar a
humanização, a visão integral do ser humano. Os seus métodos vêm do
conhecimento milenar da cultura oriental, enquanto que a nossa Medicina tradicional
é uma herdeira direta da Ciência materialista, reducionista, que não acredita em
nada que não vê, e mesmo com a Física Quântica apontando o caminho do
"invisível", permanece na postura do avestruz, escondendo a cabeça,
ridicularizando, negando, combatendo o que veio, na verdade, para lhe ajudar a
evoluir, a libertar-se.
E os nossos velhos, após uma vida inteira tratando o estômago, o pulmão, o
fígado, a bexiga, a próstata, as articulações, o coração, e não as mágoas, as
tristezas, as frustrações, as raivas, estão aí, sobrevivendo, acreditando que estão
sendo tratados quando, na verdade, estão apenas sendo mantidos vivos. A Alopatia
não é uma Medicina curativa, nunca foi e nunca será, justamente por sua visão
materialista, que enxerga apenas o corpo físico, acreditando que a doença está nele
e é causada pelas bactérias, pelos vírus, pelo frio, sempre por algo externo. É uma
Medicina salva-vidas, apropriada para isso, para as urgências e emergências, aí ela
é soberana e, felizmente, existe e está evoluindo cada vez mais. Mas para tratar um
ser humano, para cuidar dele, para manter a sua saúde, para evitar a doença, para ir
fundo, aí entram as Medicinas energéticas.
O que vemos no consultório são pessoas velhas, com doenças físicas
também velhas, que vêm de situações traumáticas de suas vidas passadas,
somadas aos traumas de sua infância atual, de uma atividade profissional não-
gratificante, do seu casamento fracassado, das preocupações com os filhos, com
dinheiro etc. E daí vem a asma, os distúrbios digestivos, os problemas cardíacos, o
reumatismo, o câncer, e tudo o mais que aparece na "casca", que não está
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cumprindo sua Missão, que não colocou-se verdadeiramente a serviço da sua


evolução, um serviço que necessita ser realizado com alegria, com entusiasmo, com
prazer, e nunca com mágoa, com tristeza, com raiva, com ansiedade.
Em certos casos, o que pode ser feito é tirar a lição e tentar, na próxima
encarnação, não repetir o mesmo erro, não sendo novamente triste, magoado,
autoritário, agressivo etc. Em alguns casos, pode-se remediar um pouco, tratando os
pensamentos e os sentimentos negativos, com alguma repercussão positiva no
físico. Eventualmente, acontecem melhoras e até curas maravilhosas mas, sempre,
associadas a uma conscientização profunda, a um entendimento elevado do que é
uma encarnação, da responsabilidade e compromisso da "casca" com o Espírito.
Na evolução da humanidade, tudo deve servir de estímulo para a melhoria e o
aprimoramento e, então, constatando a dificuldade da Medicina orgânica em tratar o
ser humano como um todo, em procurar curar a doença em sua origem, isso sinaliza
para a necessidade da associação da Medicina tradicional com a nova/antiga visão
das Medicinas energéticas, potencialmente curativas, e isso é o que propõe o
Holismo. Nós que atuamos nas Terapias Energéticas, alternativas, estamos
trabalhando no embrião da Medicina do futuro, quando os médicos e os terapeutas
estarão capacitados a entender e tratar a Bioenergia, a energia humana. A doença
física é uma alteração energética, de acúmulo ou deficiência, e isso vem dos
pensamentos e dos sentimentos, o que afeta os chakras e daí atinge os órgãos.
Os nossos velhos, infelizmente, tiveram que passar por isso, mas os futuros
velhos poderão evitar isso e não chegar à reta final da encarnação em tão más
condições. Daí o nosso compromisso com a evolução da Medicina, da Psicologia e
da Psiquiatria, pois se enxergarmos e cuidarmos do aspecto espiritual, dos
pensamentos, dos sentimentos e do físico das pessoas, nessa ordem, aí sim
poderemos dizer que estamos cuidando delas. Tratar apenas do físico é um
processo paliativo, caridoso, mas é ajudar apenas a sobreviver.
E o que devem fazer as pessoas que estão com o seu corpo físico numa
idade mais avançada? Quem for reencarnacionista, deve olhar para a frente e
esforçar-se para purificar-se ao máximo, entendendo que a encarnação só acaba
quando termina, que toda melhoria alcançada é benéfica, que toda evolução soma
pontos, que cada degrau que subir estará lhe aproximando mais do alto, e então não
deve esmorecer, entregar-se, e, sim, manter-se no caminho, o mais firme e forte que
conseguir. Quem errou, não erre mais, quem pecou, não peque mais, quem perdeu-
se, procure encontrar-se e quem iludiu-se, descubra a Verdade, e ela está no
Espírito, na Reencarnação, na busca da recordação de sua Perfeição.
A idade é apenas a idade do corpo físico atual, o tempo contado do momento
em que nosso Espírito voltou para a Terra, desta vez. Isso faz parte das ilusões das
"cascas", e muitas pessoas julgam-se, e aos outros, pela idade. São crianças,
adolescentes, adultos, velhos etc., mas dentro de cada um de nós existe um
Espíritoque está tentando voltar para a agradabilíssima sensação de ser o Todo.
Espíritos de "casca" velha, encarnados há mais décadas, aproveitem os seus
últimos cinco a dez mil dias aqui na Terra, para evoluírem mais e mais o seu ego,
tudo o que não conseguiram até agora. Nada de aposentar-se da vida, nada de
dormir muito, ver muita televisão, ficar esperando a visita dos filhos e dos netos,
nada de morrer por aqui! Vamos estudar, vamos trabalhar, vamos ajudar os pobres,
os necessitados, os carentes, esqueçam essa concepção equivocada de "fim da
vida" e entreguem-se, de corpo e alma, literalmente, à sua finalidade evolutiva.
Sejam fiéis aos seus propósitos evolucionistas e dediquem-se a essa encarnação,
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com otimismo, com vontade, com força, com amor e fé. Isso é saber envelhecer,
tornar-se cada vez mais sábio, mais profundo, mais verdadeiro.
Numa encarnação, quanto mais velho se fica, melhor devemos ficar, do ponto
de vista físico, psicológico e espiritual. Uma coisinha aqui, outra ali, uma
enferrujadinha, são coisas normais, mas ir ficando velho e ficando pior, é o contrário
do que viemos fazer aqui nessa Terra. O correto é voltarmos para o Mundo
Espiritual melhor do que descemos, e para isso existem as Terapias Energéticas,
alternativas para a imediatista Medicina orgânica, existem as diversas Psicologias e
a novíssima Psicoterapia Reencarnacionista, que vem para relembrar aos velhos
que são Espíritos eternos, no 1/3 final dessa atual viagem, e que devem aproveitar o
restante dessa encarnação para evoluir ainda mais e não ficarem presos à ilusão da
idade de sua “casca”.
E nós, psicoterapeutas reencarnacionistas, quando atendemos uma pessoa
velha, podemos ir imaginando a nós mesmos com aquela idade, como estaremos?
Do ponto de vista físico, psicológico, espiritual? A mágoa que essa pessoa nos
conta, também temos essa tendência de senti-la? E a sua rejeição, é parecida com a
nossa? E a sua tristeza, lembra a nossa? E a sua crítica, irritação, impaciência, com
algumas pessoas, com o mundo, também a sentimos? E a sua solidão? O seu
autoritarismo? A sua falta de confiança? O seu medo? Vamos conversando com
essa pessoa velha, vamos lembrando que nosso cabelo está branqueando (ou já
branqueou), vemos as suas rugas, lembramos das nossas, dentro de apenas duas
ou três décadas estaremos nessa faixa etária, como estaremos?

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PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA PARA FAMÍLIA


Essa é uma boa oportunidade para colaborarmos com o Mundo Espiritual na
busca de harmonização e resgate entre Espíritos conflitantes, que geralmente
reencontram-se na mesma família. Em praticamente todas as famílias, observa-se
membros que se dão muito bem e membros que mal se toleram, alguns chegando
ao ódio ou a completa aversão! Para nós que lidamos com a Reencarnação, torna-
se evidente do que se trata.
Compete, então, ao psicoterapeuta reencarnacionista, durante uma Terapia
de Família, colaborar com esse Plano Divino, ajudando através das conversas com
os membros da família e através das Investigações do Inconsciente (individuais), a
entenderem o que estão fazendo próximos, porque Deus os aproximou, mas sempre
com extremo cuidado, nunca falando coisas como “Você sabe se não matou seu pai
em outra vida?” ou “Quem lhe garante que em outra vida você não era a mãe dele?”
ou coisas desse tipo.
O correto na Psicoterapia Reencarnacionista é aguardar as Investigações do
Inconsciente e ver o que os Mentores de cada um querem lhe mostrar (e para nós) e
só comentar com essa pessoa o que for mostrado, nunca o que o psicoterapeuta
acha ou o que crê que pode ser. Devemos seguir as “pistas” que o Mundo Espiritual
mostra para um membro dessa família durante as suas Investigações do
Inconsciente, lembrando-lhe que o mais importante é que se desenvolva o amor e o
respeito entre os familiares (Espíritos) conflitantes, procurando ajudar a recordar que
antes de sua fecundação, todos estavam lá no Mundo Espiritual, haviam tantos pais
e mães, tantos irmãos aqui na Terra... O Exercício “Conte a sua história de vida a
partir de 1 ano antes de sua fecundação” ou utilizar alguns de seus elementos é
ótimo para mostrar aos membros em conflito como deve raciocinar uma pessoa
reencarnacionista a respeito da infância, da sua família, e de si mesmo.
Geralmente, nós nos esquecemos que uma família é um agrupamento de
Espíritos reunidos para continuarem uma relação boa entre alguns e conflitante
entre outros, e em ambos os casos, são reencontros de séculos, e estamos
novamente juntos, com outros rótulos, outra configuração, mas somos nós mesmos,
novamente perto, para nos amarmos, para nos respeitarmos, para crescermos
juntos, para aproveitarmos essa oportunidade, para um dia retornarmos para o
Mundo Espiritual vencedores do nosso destino.
E em uma Terapia de Família, enquanto vamos ajudando o Mundo Espiritual
a harmonizar os membros conflitantes, através da mudança de raciocínio a respeito
de certas pessoas, fatos ou situações, vamos lembrando da nossa própria família,
dos nossos próprios conflitos familiares, entendendo melhor a configuração co-
criada por nós da nossa infância, com quem não nos dávamos bem (ou ainda não
nos damos), o que aflorou de dentro de nós diante de alguns gatilhos ou resgates
(ou ainda aflora), se estamos cumprindo essa Missão de busca de harmonização
entre Espíritos conflitantes, se estamos praticando o que aconselhamos,
aproveitando para realizar a nossa própria auto-terapia familiar.
A Terapia de Família é a mesma Psicoterapia Reencarnacionista mas, nesse
caso, voltada para a busca de resgate e harmonização entre Espíritos conflitantes (a
2ª Missão), e sabemos que ela será muito facilitada com a mudança da “versão-
persona” de um membro que sente mágoa, rejeição ou raiva de um familiar, para a
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“Versão-Espírito”, baseada no “Por quê?” e no “Para quê?”. Geralmente, todos os


membros de uma família que não se dão bem, trata-se de um reencontro, planejado
e organizado por eles mesmos, quando no Mundo Espiritual, em conjunção com a
Grande Lei Universal (Deus), mas sempre esquecido aqui na Terra, quando a nossa
Consciência assume o nosso corpo físico e caindo nas “ilusões dos rótulos das
cascas”, começamos a sentir, agir e reagir da mesma maneira como há muitas e
muitas encarnações, mostrando o que devemos melhorar em nós (Reforma Íntima).
A Psicologia oficial e os psicoterapeutas em geral, mesmo reencarnacionistas
(não em seu consultório) tratam os conflitos familiares como iniciando na infância,
nós tratamos com a forte hipótese de terem iniciado há séculos atrás. A maneira
tradicional parte da premissa vítima-vilão, a Psicoterapia Reencarnacionista lida com
a responsabilidade da co-criação.

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TIPOS DE CRIANÇAS SOB A ÓTICA


REENCARNACIONISTA
A noção da Reencarnação traz um entendimento a respeito da personalidade,
características e tendências observadas nas crianças, completamente diferente do
que a Psicologia tradicional, não reencarnacionista, aborda e utiliza. Sob a ótica da
Reencarnação, uma criança é um Espírito que reencarnou e que é, simplesmente, a
continuação de si mesma da encarnação anterior, e esta, das anteriores. Podemos,
então, a partir desse pressuposto, iniciar um estudo dos tipos de crianças do ponto
de vista reencarnacionista, que, certamente, expande enormemente a compreensão
a respeito do assunto. Por que cada criança é diferente das outras? Por que irmãos
são, muitas vezes, tão diferentes entre si? A Psicologia tradicional, herdeira da
crença não-reencarnacionista advinda da decisão católica do II Concílio de
Constantinopla de 553 d.C, atribui essa circunstância a fatores genéticos,
hereditários e ambientais, quando a explicação para isso é muito simples ao
entendermos um dos pilares básicos da Psicoterapia Reencarnacionista, a
Personalidade Congênita, que diz simplesmente que "Somos como somos pois
nascemos assim.", e aí, então, podemos pretender entender, até onde é possível, os
diversos tipos de crianças e suas características de personalidade. Vamos analisar
alguns tipos de meninos e de meninas à luz da Reencarnação:

1. Meninos que foram homens na encarnação anterior


a) E tinham características de "macho", baseadas na força física. Esses meninos
que nasceram masculinos, provavelmente foram desse gênero sexual em várias
vidas passadas e trazem esse hábito, uma tendência a serem autoritários,
dogmáticos, fortes fisicamente, apreciarem esportes em que esses valores tenham
importância, aventuras, correr riscos, competições egóicas, vencer os demais,
exibicionismo, machismo, hiper-sexualidade. Do ponto de vista evolutivo, talvez
venham reencarnando para minimizarem essas características e tornarem-se mais
femininos, mais gentis, mais sensíveis, mais delicados, e os pais que eles
escolheram para essa atual encarnação podem auxiliá-los nesse objetivo.
Dependendo das Leis Divinas que regem a aproximação entre Espíritos ao
reencarnar, que recebem então os rótulos de "pai", "mãe" e "filho", as características
dos eleitos pais podem facilitar ou retardar esse objetivo.
b) E tinham características mais intelectuais do que físicas. Esses meninos tendem a
ser mais estudiosos, compenetrados, reservados, apreciarem esportes e atividades
mais mentais do que corporais, destacarem-se nos estudos e optarem por atividades
e, mais tarde, por profissões que priorizem o intelecto. Talvez tenham reencarnado
para libertarem-se um pouco do jugo do intelecto sobre as emoções e seus pais
podem colaborar nesse projeto, dependendo de sua própria Personalidade
Congênita.
c) E tinham uma vida solitária, ensimesmada, mais espiritual do que terrena. Esses
meninos tendem a se isolar, gostarem do silêncio, terem poucos amigos, serem mais
calados, com frequência são respeitosos e formais. Por uma sensibilidade
exacerbada em relação à vida terrena, podem confundir paz com isolamento e seus
pais podem ajudá-los a encontrar um ponto de equilíbrio, em que a paz que buscam
seja encontrada também na convivência com as pessoas. Os ambientes espirituais,
as práticas meditativas, os estudos mediúnicos, a Yoga, podem fazer com que esses
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meninos percebam que podem encontrar a paz interior em meio à agitação e aos
ruídos externos.
d) E tinham hábitos autodestrutivos, como entregarem-se para a depressão,
tendência suicida, alcoolismo, tabagismo, uso de substâncias. Como, de uma
encarnação para outra, só mudamos de "casca", os eleitos pais desses Espíritos
podem detectar essas tendências precocemente e ajudá-los a curar-se delas. Se um
dos pais também tiver essas tendências, o seu exemplo poderá servir para aflorar
ainda mais o que seu filho traz de tendências negativas consigo do passado.
e) E tinham hábitos excessivamente terrenos, materialistas. Esses meninos, desde
pequenos, demonstram que dão preferência aos bens materiais, à aparência, à
busca de excessivo conforto ou luxo, o prazer pessoal, muitas vezes, atitudes
desonestas, de levar vantagem sobre as outras crianças, podendo demonstrar até
tendências psicopáticas. A classe social da família que escolheram para reencarnar
pode determinar a atitude que escolherão para atingir seus objetivos egóicos.

2. Meninos que foram mulheres na encarnação anterior


a) E tinham características de sensibilidade, gentileza, criatividade. Esses meninos
muito provavelmente terão uma enorme dificuldade de adaptação ao gênero
masculino e, desde pequenos, serão mais femininos do que masculinos (segundo os
padrões estabelecidos pela nossa sociedade machista), terão preferência pela
companhia das meninas, gostariam de ser com elas, sofrerão bullying, e poderão,
até, optar, inconscientemente, pela homossexualidade, procurando um "marido
macho". Os seus pais, se forem reencarnacionistas, poderão minimizar um provável
sofrimento desse filho que não consegue entender o que acontece com ele, porque
olha-se no espelho e não sente afinidade com aquele corpo masculino.
b) E tinham características de rebeldia contra a discriminação e prepotência
masculina contra as mulheres naquela época. Esses meninos poderão optar pelo
mesmo modelo machista que tanto condenavam quando eram mulheres no passado
ou tornarem-se defensores da causa feminista pela igualdade de direitos. Os seus
pais, sendo reencarnacionistas, poderão ajudá-los a encontrar a maneira correta de
lidar com essa mudança de gênero sexual da encarnação anterior para a atual,
entendendo essa dificuldade como natural pela mudança de gênero sexual de uma
encarnação para outra.
c) E tinham características masculinas. Esses meninos terão fácil adaptação ao
gênero masculino atual, pois eram mulheres yang na vida anterior. Provavelmente
não serão trazidos a tratamento psicoterápico, estarão sentindo-se bem como
meninos.

3. Meninas que foram mulheres na encarnação anterior


a) E tinham características femininas de maternidade, suavidade, doçura. Essas
meninas, desde bem pequenas, revelarão essas características, adorarão brincar de
boneca, e suspirarão ao imaginarem-se casadas com o príncipe encantado. Se na
vida anterior foram casadas com um homem "príncipe encantado", ansiarão em
encontrá-lo novamente, em uma busca que pode ou não concretizar-se, e com isso
elas realizarem seu sonho ou passarem toda essa encarnação sentindo um vazio,
uma frustração, uma busca de algo que não entendem mas que lhes faz sofrer e
sentir uma melancolia e uma saudade indecifrável. Se na vida anterior foram

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casadas com um homem "sapo", nascerão tristes e magoadas, candidatas à magoa


e à depressão.
b) E tinham características masculinas de autoritarismo e força física. Quase
certamente não se sentirão confortáveis novamente em um corpo feminino e desde
pequenas irão preferir a companhia dos meninos, esportes e atividades masculinas,
querer ser com eles e até melhores, e não gostarão de olharem-se no espelho e não
terem pinto. Talvez optem pela homossexualidade, escolham uma menina que foi
uma mulher feminina na encarnação anterior, na qual sentia-se magoada com os
homens daquela época.
c) E tinham uma tendência à religiosidade. Como algumas religiões confundem
castidade com pureza e acreditam que essa está no hímen ou no pênis, as meninas
que foram, por exemplo, freiras na vida passada, podem trazer consigo, dentro de
seu Inconsciente, um conflito a esse respeito, um bloqueio na sexualidade, como se
fosse uma coisa "suja" e, talvez, uma culpa por seus pensamentos "pecaminosos"
naquela vida. Os pais reencarnacionistas, percebendo esse conflito trazido do
passado, podem ajudar sua filha a encontrar a pureza em seus pensamentos e
estudar o que levou certas religiões a determinarem o que era castidade e a
finalidade escusa disso.

4. Meninas que foram homens na encarnação anterior.


a) E tinham características de homem "macho". É praticamente o mesmo caso das
meninas que foram mulheres "masculinas", mas talvez ainda mais radical. Desde
pequenas querem ser como o papai, vestir as suas roupas, jogar futebol, arrotar,
beber cerveja, enfrentar os costumes machistas da nossa sociedade, depreciar sua
mãe, inconscientemente queriam continuar sendo como aquele homem, mas vieram
mulher. Os pais reencarnacionistas podem entender o caráter de transição da atual
encarnação e ajudar essas meninas a adaptarem-se, gradativamente, a essa nova
realidade, mas não será fácil. Com alguma frequência, elas podem optar pelo
lesbianismo e procurarem uma esposa dócil e submissa.
b) E tinham características femininas. A mudança de gênero sexual será bem fácil
pois já vêm femininas, e provavelmente se sentirão até bem mais confortáveis nesse
papel de mulher do que na vida anterior quando eram homem. Se foram um homem
"feminino" que achava-se menos que os outros, terão de lidar com certas
características como sensação de inferioridade, dificuldade de impor sua vontade,
submissão, etc.
c) E tinham uma tendência de isolamento, solidão. Essas meninas, além da
dificuldade inerente à mudança de gênero sexual da encarnação anterior para essa,
terão de lidar com essa tendência, o que será prejudicado pelo ensimesmamento,
pela introversão, guardar suas coisas apenas para si. Necessitarão aprender a abrir-
se e, concomitantemente a isso, a adaptarem-se ao gênero feminino, o que não será
fácil.

Evidentemente, um estudo a esse respeito, como estamos propondo aqui,


sob a ótica reencarnacionista, é bem mais profundo do que uma mera tentativa de
classificar alguns tipos de crianças em algumas opções e sub-opções. Cada menino
e cada menina tem uma história kármica própria, vidas passadas inteiramente
diversas uns dos outros, traumas, dores psíquicas, sofrimentos, alegrias, prazeres,
vitórias, derrotas, conquistas, perdas, absolutamente individuais, e que jazem
adormecidas, ou não, dentro do seu Inconsciente, e que a originalidade de alguns
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pesquisadores do passado, o Dr. Freud como o mais conhecido deles aqui no


Ocidente, anteviu como um material de pesquisa e busca de entendimento da maior
importância a respeito das características demonstradas pelas crianças, incluindo a
sexualidade infantil. Esses pesquisadores que, por limitações próprias, limitaram seu
campo de pesquisa à crença religiosa vigente na época, não-reencarnacionista,
chegaram a conclusões superficiais, muitas vezes travestidas de uma aparente
profundidade, baseadas na genética, em hipotéticas causas inconscientes como o
"Complexo de Édipo" e "O Complexo de Electra" e, frequentemente, e que continua
até os dias de hoje, atribuindo a responsabilidade ou a "culpa" disso aos pais e
outros coadjuvantes da infância de crianças com características difíceis de entender,
pela ótica psicológica oficial não-reencarnacionista.
A grande colaboração que a noção da Reencarnação traz para a
compreensão a respeito dessas crianças e, principalmente, o seu braço
psicoterapêutico, a Psicoterapia Reencarnacionista e a recordação de vidas
passadas, chamada, por força do hábito, de "regressão" a vidas passadas, é a
possibilidade, acessando o registro de algumas encarnações anteriores dessas
crianças, como se fosse o Telão no período inter-vidas, termos a possibilidade, nós
e seus pais, de entendermos o que jaz submerso em um baú fechado dentro do
subsolo de sua Consciência e, com isso, podermos lidar bem melhor com essa
questão, no sentido de estabelecermos uma orientação em relação a essas
crianças, sem preconceito, sem crítica, sem condenação, sem nenhuma postura ou
procedimento que infrinjam a Ética do Amor e do Respeito.
Esse pequeno esboço aqui apresentado é uma sinalização de algo muito
maior, um campo infinito de pesquisa, entendimento e ajuda. Mas para que essa
investigação seja coerente com a Ética espiritual e não infrinja a Lei Divina do
Esquecimento, é obrigatório que seja dirigida, comandada, por Seres superiores,
seguindo a orientação de Kardec, no "Livro dos Espíritos", na questão 399, a
respeito do Esquecimento do passado. Somente assim, teremos a garantia de que o
acesso ao passado dessas crianças lhes será de utilidade evolutiva e um benefício
para elas e, muitas vezes, para seus pais e, somente assim, o terapeuta terá a
garantia de que a sua boa intenção não será um fator de agravamento para si
próprio, que ficará registrado no Grande Livro do “Karma”, plasmado no Universo, e
que atende fielmente a Lei do Retorno para quem macula suas páginas.

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