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ESMERALDAS

O DESVELAR DE UM TESOURO

RECIFE
2018
ANINHA BARBOSA
UM ESPETÁCULO ESMERALDA PRODUÇÕES

0
OS TESOUROS DE

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1
ABERTURA

SONHOS DE ESMERALDAS

Toda criança traz um segredo


Uma paixão que dói no peito
Que acelera o coração
O segredo da criança
Quase sempre vira paixão

Sonhos de Esmeraldas
Tesouros de sentimentos
Força que rasga por dentro

É poesia viva no meio das flores


É música que soa na pele nua
Sonho de Cigana do brinco de Ouro
Do véu verde que perfume exala

Ela é filha do vento e do clã Tarin


Seus sonhos entre fitas do pandeiro
Música entre o ódio e o amor dançada
Esse é o verdadeiro tesouro,
Da Cigana Esmeralda

Aninha Barbosa
DANÇA ESMERALDA

2
O TESOURO DA ALMA

Ela vai de encontro ao infinito


Em busca de seu sonho seu grito
Sua ancestralidade, história, sua cor.
Seu amor pela dança, amor pela vida.
Entre o corpo e a alma a essência divina.

A busca desesperada, o afã de vencer.


Mesmo quando o passo lhe faz doer
A bailarina segura o sorriso
O fazer bonito, só pra ver o sorriso,
Daqueles que vem lhe ver.

A bailarina que entre o riso e o choro


No palco se derrama em vários traços.
Mostra ao público seu maior tesouro
A Esmeralda brilhando nos seus passos

Aninha Barbosa
DANÇARINA: ANINHA TOLEDO

3
MANDALA DE SONHOS

De círculos, flores e ritmos,


Um amor sem explicação
Uma força manifestada na alma
Cortando a veia do coração

A força e a história de um povo


O clã Cigano que pertenço
O Tesouro da minha tradição

União, Dedicação e Resistência,


Fé, amor, justiça e paciência.
Seu mantra, suas palavras de fé;
A magia acontecendo no palco

Um amor de patamar desconhecido


Desvelado em uma fusão de ritmos
Que imitam as ondas do mar

Salve a Cigana do Oriente


Com a dança do Ventre
Sua história veio contar.

Aninha Barbosa
ESTÚDIO MANDALA

4
AS ANDALUZAS

Sobre sonhos de liberdade vos digo


Mesmo fáceis caminhos ou duras penas
Oh morena flor das Andaluzas
És tu a tradução de meus poemas.

És a dança que brinca com palavras


Alma Cigana que o peito aflora
A imponência do olhar no leque
Na outra mão segura uma rosa

Sapateia meu coração Deusa cigana.


Vem os teus tesouros buscar.
Oh Morena flor da Andaluzia,
Baila pros meus sonhos embalar.

Aninha Barbosa
PATRÍCIA PIETRO

5
ESSA MENINA QUER SER BAILARINA

Os olhos acompanham
Os primeiros passos da menina
A energia alucinante da música
O rodar da saia desde pequenina
Lágrimas escorridas entre pálpebras
Revelam o seu sonho de bailarina.

Uma busca incessante pelo amar


A vontade de crescer e reflorestar
A dança é semente tão traquina
Que mesmo no sonho essa menina
Enrama e enfeita todo lugar.

A leveza dos seus passos revelam,


Sua generosidade, seu amor e dedicação.
A grandeza de sua alma cigana
A essência de uma grande paixão.
Dançar sozinha, dançar junta,
Dividir o palco com quem ama
A grande arte de emocionar.
O tesouro mais caro da bailarina
É o choro e o aplauso de quem lhe vê dançar.

Aninha Barbosa
Dupla SOTHYS

6
ALMA CIGANA

De terras distantes elas chegam


Palmas, pandeiros, fitas e rosas.
As ciganas Balcãs com sua alegria
Trazendo no peito a tradição
A história de uma cultura
De ancestralidade e paixão.

Um sentimento puro de sua essência


A revelação da sua verdadeira face
A cigana quando dança encanta
Mostrando ao mundo sua arte.
Sensação plena de felicidade e amor.
É bálsamo para quem assiste e dança
É unguento Curando a alma doente.
É perfume irradiando a alma
É pura expressão de resistência
Sorrindo a Cigana dança e bate palma.

Quem ousa seu movimento acompanhar


Quem ousa seu chamado ouvir e calar
Dança cigana mulher, dança pra revelar
Teus tesouros, tuas buscas e sonhos,
Teu lado menina, bruxa e fada.
Dança Cigana Menina, mostra tua Esmeralda.

Aninha Barbosa
Lya Azeviche

7
DIVERGÊNCIAS

No plano das ideias onde nada é concreto


Urgências, emergências, tantas divergências
Que o tempo não dá conta de nos prestar conta
E muitas vezes começamos a fraquejar.
Urgências, Emergências, Divergências
Clemências, Indulgências, Desistências

O artista sabe o que veio ao mundo buscar.


Sua alma vagueia para lhe lembrar
Ondas, ventos, tempestades, calmaria,
O riso, a lágrima, a espera do grande dia.

O transbordar em flor tão raro,


O momento que brilhou num estalo,
Raio de sol no horizonte singular,
Brilho plural, no ato de dançar;
Crescer, adaptar, moldar, transformar,
Essa é a beleza da arte de bailar.

Senhoras e senhores A vida pede passagem


Para declamar com o corpo em movimento
A poesia da alma e sua história de superação
O profano e o sagrado, o eu louco derramado,
Nas Divergências do coração.

Aninha Barbosa
Bruno Borges ( Divergências )

8
A BAILARINA:

Entre flores e espinhos


Grandes foram as lutas
Maiores são as vitórias
Longos são os caminhos
Pedras que pisamos ao passar
Poços de lágrimas cavados
Com os dedos doloridos
Com a ansiedade do ensaio
Na busca do movimento perfeito
A bailarina não desiste
Ela cai, levanta e insiste
Mesmo que os quartos doloridos
Não queiram colaborar
Mesmo que as pernas cansadas
Peçam pra ela parar
Por amor e compromisso ela,
Passa por cima da dor e vence
Porque nada é maior
Que o seu amor pela dança
O olhar encantado da criança
Acompanhando seus movimentos
Pupilas cerradas fazem cachoeira
No momento do aplauso
E aí a bailarina esquece que o dedo lateja
Esquece que a flor caiu antes do previsto
Que o lenço enrolou onde não era pra enrolar
Ela apenas chora, Porque fez o que mais amava
E o que ela mais ama na vida é dançar.

Aninha Barbosa CIA Simone Mahayla

9
CIGANA MENINA

Cigana nasci, vivi, me perdi


Entre mulheres me reencontrei
Sagrado feminino, sagrado da lua,
Menina vestida de sol
Mesmo quando está nua
Ela é estrela reluzente
É música no infinito soando.
É pé dágua, de cachoeira
É flor que nasce quando ninguém tá olhando.

Pés descalços menina faceira


Vem no vento vem brincar
Ela é cigana estradeira
No peito traz uma canção
Coração Selvagem
Lua que brilha caminho da paixão.
Iluminando a todos que buscam
A cura, a prosperidade e a união,
Corpo, mente, alma e coração.
Gitana soy, gitana sempre serei,
Enquanto houver um sopro de vida
Rodando a saia eu bailarei.
Opthá.

Aninha Barbosa
Andreia Garcia

10
REVELAÇÃO

Quando o amor transborda


É que nascem os sonhos.
Dizem que numa casinha
De chocolate e algodão.
Ás vezes um simples acaso
Ou grande revelação.
A bailarina experimenta
No peito essa emoção.
Como se fosse a primeira vez
A cada vez que estende a mão.

Uma busca incessante


Pelo movimento perfeito
O olhar fixo sobre o passo,
O movimento preciso,
Sob olhares apaixonados
Ela brinca com sua imaginação.

Na intimidade do palco,
O amor, o som e o corpo.
Em um movimento sinuoso,
Revelando sua face e expressão.
Ela é única nesse momento
Ela é o que deseja ser.
Olhe, sinta, perceba,
Esse é um presente pra você.

Aninha Barbosa
Larhan

11
LUZ E VIDA (CIGANINHA)

Cigana ciganinha ê
Da sandália de Pau
Chega na roda menina
Pra dançar no meu quintal
Cigana, ciganinha baila
Roda a saia pra alegrar
Luz e Vida e magia
Chega agora pra bailar
Mulheres ciganas da estrada
Vem da mata, vem do mar
Sua força, sua fé,
Vem do Pai Obatalá
Chama de vida, luz da fogueira
Elas chegam pra dançar

Véus e leques vem faceira


Nossa vida iluminar
Chega agora ciganinha
Vamos juntos vem rodar
Roda a saia ciganinha
Vamos todos festejar
Fitas, pandeiros e rosas
Santa Sara a abençoar
Música ao fundo chegam elas
Vem comigo, vem dançar
Roda a saia ciganinha
A festa vai começar .
Optchá

Aninha Barbosa ( Luz e Vida )

12
O TEMPO E A PAIXÃO

Quanto tempo demora o tempo


Quantos sonhos cabem dentro
Turbilhão de pensamentos
Ideias e coisas tão valiosas junto.
A bailarina não tem pressa
Ela sabe seu lugar no mundo.
Quando a mente pede calma
A dança pede sua alma
Ela acalma o corpo e desacelera.
O balançar de seu quadril
A base presa ao chão
Não seguram seu espírito
Leve, livre, sua louca paixão.
Sente mais uma vez a música
Um leve compasso
Entre o salto e o véu.
Uma música que toca
Elevando o espírito
Um prazer revelado
No início do seu caminhar.
Respeito pelo outro
Bendito seja o corpo
Que me lhe permite dançar.
Dança por libertação
Por resistência e paixão
Pelo simples prazer de dançar.

Aninha Barbosa
Carol Hani

13
FREVENTRE

Eu quero frevo, frevo


Pernambuco terra de tantas belezas
Salve o frevo vivo e toda natureza
Salve o seu povo e a cultura popular
Esse sangue quente fervente
Que a gente encontra por lá.
Essa mistura de cor diferente
Uma história de amor e paixão.
O frevo e a dança do ventre
Na batida de um só coração.
O sabor arretado, daqueles que dá
Um prazer danado, gostoso de se ver.
A morena de véu, com as mãos pro céu,
E os pés fervendo de tanto frevar.
No meio desse balancê.
O movimento que faz o corpo vibrar.
Entre o shimie e a tesoura no ar,
Ela bate palmas e se coloca a dançar,
Tá no chão fervente, é frevo, é ventre,
É uma mistura de cor e emoção.
Ressignificar uma grande tradição.
Dançando de sobrinha na mão
A cultura de uma terra distante
Com sabor da minha terra
É ferrolho na ponta do pé
É a dança do ventre
É a fusão de Pernambuco com o Oriente.

Aninha Barbosa
Neffertiti Coutinho Freventre

14
CANTO DE AXÉ

Oro mi má, Oro Mi Má Yò


Oro mi má, Oro Mi Mà Yò

A força das águas que dançam


Rolando pedreiras, são as águas de Oxum
Rainha das Cachoeiras.
Aquela que encanta com seu bailar
O canto mais bonito que ouvi
É teu canto, oh Oro Mi Mà,

Salve a força que vem de dentro


Do sagrado ventre da mãe
Do amor sem julgamentos
A espera da temperança
Salve a força do feminino
Salve a força sagrada da dança
E a sua expressão de louvor.

Salve aquela que baila sorrindo


E aquela que chora se desbravando.
Transbordada de tanto amor.
Salve a moça que chega com sua luz
A união do povo e de sua fé
Salve a dança força matriz que lhe conduz
Salve os nossos irmãos de Axé.

Aninha Barbosa
Neffetiti Coutinho

15
SONHOS E SEGREDOS

Toda mulher tem uma história


De alegrias, lutas, vitória e superação.
Mas aquela que trilha no caminho da arte
Tem uma carta a mais na palma da mão.

Ela acredita que dançando com amor


É capaz de concretizar, os sonhos de algodão
E assim ela dança com sua alma e coração.
Onde a dificuldade não mais existe
Apenas ela, a plateia e a canção.

Uma força sem tamanho lhe doma


E liberta suas asas para voar
Luz divina, seu segredo revelado,
A força que vem da vibração do palco.

Sua busca é pela liberdade


Dançando ela livre para voar
Os tesouros mais precisos são aqueles
A quem ela escolheu para amar.

Aninha Barbosa
Luh Barcelos

16
POESIA EM MOVIMENTO

Bendita a alma que pela música ganha movimento


Bendita seja aquela que se deixa levar pelo momento
Benditas sejam os passos que nela se encontram a
voar
Fogo, água, luz, terra e ar
Bendita seja a alma que se permite flutuar
Bendita seja a dança que a todos encanta
Que convida a sonhar e assim espalha magia
Bendita seja o sorriso que inspira poesia
Bendita seja tu filha de Ísis deusa bailarina
Que se permite virar menina
Que se traduz que me ensina
Que encanta com sua luz
Que traz a deusa dentro de si
Bendita a tua coragem que não conhece limite
Nem inferno, nem céu
Apenas o corpo e alma
A rosa púrpura e o leque
A espada e o xale
No balanço do teu véu.

Aninha Barbosa
Simone Mahayla

17
O SER MULHER

O ser mulher, divina natureza humana,


Tão santa, tão livre, tão pura e profana,
O ser mulher que guia a estrela que guiava
O seu parir alumia o céu da estrela d´lva.
A personificação divina em seus movimentos
Singular e plural como as fases da lua,
A bailarina entra no palco vestida
Mas sua alma estará sempre nua.
As cinco pontas da estrela rainha
As faces da Deusa em sua expressão maior
A jovem linda e doce, sensual conjunto da obra,
A mulher mãe, diva, sensata e dedicada
A face da sabedoria, na fonte da filosofia bebida
A menina brincante que se esconde na criança
Que tudo guarda em sua memória
A guerreira que comanda com mãos fortes
E com tão grande amor, docemente humana.
Mulheres em círculos de flores e espinhos,
Dançando vem pra mostrar sua força
Todas juntas no mesmo caminho.
No prazer de dançar no próprio ninho.
E espalhar pelo mundo sua arte.
Arte feminina, sabor de vento no rosto,
Cabelos voando, por acaso maravilhoso,
Revelam o sorriso embalado em poesia
De tudo que foi sonhado e construído um dia.
Ela sabe que o corpo sem o todo não é nada
E com amor cuida dos seus Tesouros de Esmeralda.

Aninha Barbosa ( KARINE SADALA )

18
VERSOS INSAIADOS

Onde está o amor, diga-me que irei buscar,


Onde andas ser divino, selvagem ato de amar,
Se o vires por aí, diga que venha tomar um trago,
Tantas coisas ensaiei pra dizer e agora me pergunto!
O que raio há de se fazer com o discurso ensaiado?
Meia luz no palco, seu corpo despido no alto
Na cabeceira de meus sonhos mais profundos
Quisera eu não saber quanta dor existe nesse mundo,
No transcorrer de pernas, rolando pelo frio chão,
A beira de minha cama chorando a tua traição.
Me vejo agora sozinho, onde juntos estávamos
A menos de uma semana atrás,
E mesmo que já tenha tudo ensaiado,
Mesmo que a história tenha mudado,
Não deixarei de contar jamais,
Quero levar cada vez longe, fora das frias paredes
De uma sala de aula qualquer,
Esse amor desgrenhado, em um corpo que dança,
Mesmo quando o seu coração sangra,
E o corpo livre parece preso no mesmo lugar,
Mesmo quando sua alma pede calma
A força do universo maior lhe chama
E lhe liberta de ser apenas um ser
E lhe une ao que há de mais sagrado
Mesmo que pareça o amor ter acabado
E a terra dura pareça não deixar brotar,
A dança nos dá a chance de recomeçar.

Aninha Barbosa.
EDUARDO CHARLES

19
JÓIA RARA

De tudo ao despertar estarei atento


Antes e com tal pressa como vivo,
Grão de areia arrastado pelo vento
Pressionado pelo fogo da terra,
Rumo a um eterno infinito.

Desbravando-me, como um parir,


Com alegria de alimentar,
Sou eu a filha da poeira e do vento,
A rocha que se permitiu lapidar.
Rompendo a casca do tempo,
Sou druza de cristal, jóia tão rara,
Que preço ninguém ousa botar.

O tempo que consome a lenha


Que queima em brasa a terra
Que ferve o mesmo grão.
Tá nas mãos da benzedeira,
Da mulher arteira, rendeira,
Que seus tesouros ver nascer.

Dançando se descobre
Para seus talentos conhecer,
Sonhos e buscas que tinha
Esfoliados em versos de poesia,
A Esmeralda que não sabia
Mas que sempre foi minha.

PATRÍCIA PAVANELLI
JÓIA RARA

20
ROSA NEGRA

Se acreditas em sonhos de princesa,


Se te deixas levar pela imaginação,
Observas tu também a Rosa Negra,
Sua elegância, pureza e sofisticação. .
Ela é mulher de decidida, sem medos,
Reinando absoluta no campo dos desejos.
É dama do amor e da sedução,
É a Rainha da Noite, dama de véu,
Que sorrindo encanta a lua que brilha no céu,
Deixando uma leve saudade,
Instigando a vontade de ter um pouquinho mais.

Rosa Negra com sua beleza infinda,


No pôr do sol o olor embriagante,
Sua dança é magia que inspira,
As poesias mais delirantes.

Oh Rainha da Noite protetora


Dos segredos e dos amantes.
És tu solitária caminhante,
Terra fértil, que te produz flor,
Com perfume que vem do Oriente,
Ela é Deusa consagrando o ventre
Aves flores de Santa Maria das águas,
Desvelando no palco
Seus Tesouros e Esmeraldas.

Aninha Barbosa
CYSSA ANANIAS

21
A CIGANA

Uma rosa cor de sangue


Uma malícia no andar,
Seus olhos são punhais de prata,
Prontos para perfurar.
Toda porta, todo coração fechado,
Que não se permite dançar.

Acende a fogueira, toca o violino,


A cigana tem segredos meninos,
Sonhos de criança girando na ponta do pé.
A cigana tem segredos.
Que só passa para outra mulher.

Seu encantamento é a arte,


Seu feitiço maior é dançar.
Quem encara a moça bonita
Quem lhe chama para dançar

Aninha Barbosa
Luh Barcelos

22
EMPREENDER

A beleza da arte e sua produção,


Na ponta da caneta e do pé,
É garra, foco e determinação.
É brincar com os ritmos,
Sem esquecer que artista é profissão.

Empreender com a alma,


Quando a vida pede calma,
Ele lembra que o tempo é seu amigo,
Mesmo quando o tempo falta,
E parece ser seu maior inimigo.
O mestre sabe o que busca,
Nessa constante evolução.
Ensinar, aprender, empreender.
Com grande amor e dedicação.
Mesmo quando o tempo falta
Sempre há tempo para brilhar no salão.

Seu sonho é realizar sonhos,


É construir desde a base raiz,
Seu tesouro mais caro está,
Nos primeiros passos do seu aprendiz.

Salve os professores de dança,


Aqueles que sonham e realizam
Salve o mestre e a sua longa estrada
Salve o desbravador do campo das Esmeraldas.

Aninha Barbosa
ARY BUARQUE

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AURORA DA MINHA VIDA

Florescia na aurora de sua vida


Entre flores e canções de amor.
Uma ideia que começou pequenina
E cresceu na batida do tambor.
Um encontro marcado nas estrelas
Verdade, Justiça, Paz e Amor.

Um círculo de mulheres vividas,


Que comungam um grande tesouro,
A dança como veículo de superação,
O segredo da bailarina e manter o sorriso,
Mesmo quando o coração está na mão.

A Belly Dancer entende,


Que errando também aprende,
E ela ama o ato de aprender.
Quando a dança entra na sua vida,
Ela cicatriza as feridas,
Que um dia permitimos abrir.
Abençoada seja a dança,
Das bruxas, princesas e damas,
Em uma espiral de energia sem mim.
Abençoado seja seu tesouro,
Que o círculo de ouro, jamais tenha fim.

Aninha Barbosa
CIA ARABESCK

24
FILHO DE AXÉ

Ele dança com o espírito livre,


Conectado com a força ancestral
A beleza dessa cultura viva
A alma que dança é imortal.

Salve a grandeza do bailarino.


Que se permite reconhecer
Sua raiz, sua força, sua história,
A alma que dança tem memória.

Bendita seja a música


Que acelera o coração,
Transborda sentimento e fé,
A alma que dança tem Axé.

Aninha Barbosa
DIEGO BERNARDES

25
O PALCO

Seja na rua, na praça,


Ou um grande Teatro
A casa do artista é o Palco
É lá que sua alma canta
Dança, chora, dramatiza
E declama luta em poesia
O público é o espelho
A provação do nosso trabalho
O aplauso é a melhor paga
O artista sozinho não é nada
Além de rio vazio e deserto
Sem emoções e sem histórias
Histórias contadas na rua
Em um beco, ou mesa de bar
Lida em um livro ou carta sua
Memórias que viram arte
Contadas através do corpo
Lidas com a alma e com gosto
É no palco que choramos de verdade
Como se fosse de mentira ou não
É no palco que somos sem mascaras
É no palco que vivemos a ilusão
De uma vida perfeita,
Um amor de longe
Uma história perdida
É no palco que o artista quer morrer
E lá onde vive os melhores momentos
De toda sua vida.

Aninha Barbosa

26
A luz que você emana através da sua arte, é capaz de
iluminar a vida de todos aqueles que recebem com
amor e gratidão.
A poesia é pra minha vida, o que a dança representa
pr@ bailarin@, realização.
Um trabalho feito com amor, dedicação, tempo, com
elementos mágicos que persigam sonhos e insistam
em emocionar.
Quando uma alma é tocada pela sua energia, você a
recebe de volta, por tanto cuidar do que produzimos,
emanamos é talvez a tarefa mais difícil para o
artista.
Meus sinceros votos de felicidades e sucesso, para
todos aqueles que me permitiram penetrar nessa
energia e viver um momento tão mágico quanto o
que vivemos em uma linda tarde de julho.
Gratidão é o sentimento.
Feliz encontro, feliz partida, para o feliz reencontro.
Gratidão Sempre.
Blessed Be.
Meu nome é Aninha Barbosa, Eu Sou Poeta.

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