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Abordagem Geral

de Noções Básicas de Primeiros


Socorros
8 horas

1
Objetivos Gerais
Os (as) Formandos (as) no final do curso
deverão ser capazes de:
1. Prestar a primeira assistência a vítimas
de acidente ou de doença súbita, até à
chegada dos meios de socorro;
2. Reconhecer os limites da sua atuação.

2
Objetivos Específicos
Os (as) Formandos (as) no final do curso deverão
ser capazes de:
1. Reconhecer situações de emergência;
2. Saber fazer o pedido de ajuda, prestar
primeiros socorros gerais e colaborar com as
equipas de emergência;
3. Identificar os riscos envolvidos na prestação de
primeiros socorros e atuar em segurança.
4. Conhecer as manobras de SBV e de
desobstrução da via aérea.
3
Avaliação de Conhecimentos

➢ 25% - 2 Fichas de avaliação


➢ 75% - Avaliação Contínua/Exercícios Práticos

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Conteúdos

1. Sistema Integrado de Emergência


Médica (SIEM)
2. Exame da vítima
3. Hemorragias
4. Queimaduras
5. Ferimentos
6. Suporte básico de vida
7. Limites de atuação em caso de acidente

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1. SIEM
Sistema Integrado de Emergência Médica

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SIEM
Sistema Integrado de Emergência Médica
Switch On · Janeiro 2016

É uma intervenção ativa dos vários elementos comunitários, individuais e coletivos, sejam eles

extra-hospitalares, hospitalares ou inter-hospitalares, programados de modo a possibilitar

uma ação rápida, eficaz e com economia de meios, em situação de doença súbita, acidente ou

catástrofe, cujo objetivo final é o restabelecimento total da vítima.

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SIEM
Sistema Integrado de Emergência Médica
Switch On · Janeiro 2016

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SIEM
Sistema Integrado de Emergência Médica
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Deteção: momento em que alguém se apercebe da existência de uma situação em que é


necessário socorro, e toma atitudes com o objetivo de evitar o seu agravamento;

Alerta: fase em que se contactam os meios de socorro;

Pré-socorro: conjunto de gestos realizados até à chegada de socorro especializado;

Socorro: início do tratamento efetuado às vítimas, com o objetivo de melhorar o seu estado
ou evitar que este se agrave;

Transporte: transporte do doente para a unidade de saúde, garantindo a continuação dos


cuidados de emergência necessários;

Tratamento: tratamento no serviço de saúde adequado.

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SIEM
Sistema Integrado de Emergência Médica
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O que dizer no Alerta

• Situação (doença, acidente)


• Identificar-se
• Localização exata e/ou pontos de referência
• Número, sexo e idade da(s) pessoa(s) a socorrer
• Queixas principais, alterações que observa e condições em que se encontra
• Mencionar a existência de qualquer situação que exija outros meios para o local (libertação
de gases, perigo de incêndio,…)
• Qualquer outro dado solicitado
• Só desligar quando pedido

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2. Exame da vítima

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Abordagem à vítima
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A Abordagem inicial da vítima inclui as seguintes etapas:

1. PREPARAÇÃO (após o acionamento do meio de emergência pelo CODU);


2. AVALIAÇÃO DO LOCAL E SEGURANÇA;
3. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA;
4. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA;
5. TRANSPORTE;

• O início do transporte da vítima para a Unidade de Saúde deve ocorrer o mais


precocemente possível. (Se vítima CRÍTICA até 7-10 minutos);
• Reavaliar a vítima regularmente, seguindo o esquema ABCDE.

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Abordagem à vítima
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Avaliação da vítima: Abordagem abcde

Uma vez verificada a segurança do local, deve ser realizada de forma célere uma
avaliação inicial.

A avaliação da vítima divide-se em duas partes: avaliação primária e avaliação


secundária.

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Abordagem à vítima
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Avaliação da vítima: Abordagem abcde

As prioridades durante a avaliação de uma vítima são as seguintes:

1) Garantir a segurança da vítima, de terceiros e da equipa durante toda a intervenção;


2) Identificar e corrigir as situações que implicam risco de vida;
3) Não agravar o estado da vítima;
4) Limitar o tempo no local ao mínimo necessário para estabilizar a vítima, iniciar a
correção das situações que carecem de intervenção e preparar o seu transporte em
segurança;
5) Recolher informações relevantes: CHAMU (Circunstâncias, História, Alergias, Medicação
e Última refeição).

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Abordagem à vítima
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Avaliação primária

As seguintes 5 etapas constituem a avaliação inicial ou primária da vítima, pela


seguinte ordem de prioridade:

Airway: Permeabilização da Via Aérea com controlo da coluna Cervical;


Breathing: Ventilação e Oxigenação;
Circulation: Assegurar a Circulação com controlo da Hemorragia;
Disability: Disfunção Neurológica;
Expose/Environment: Exposição com controlo de Temperatura.

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Abordagem à vítima
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Airway

As vítimas inconscientes e em decúbito dorsal, podem apresentar obstrução da


via aérea (OVA). Anteriormente, pensava-se que a língua era a principal
responsável por esta situação mas estudos recentes revelaram que as estruturas
que condicionam a OVA superior são fundamentalmente o palato mole e a
epiglote que perdem o seu tónus habitual nas vítimas inconscientes (isto é,
relaxam). Se a vítima está alerta e fala normalmente, assume-se que a via aérea
(VA) está permeável e deve-se prosseguir para a avaliação do B (Ventilação e
Oxigenação).

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Abordagem à vítima
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Breathing

Uma vez garantida a VA permeável avalia-se a Ventilação da vítima determinando se:

1. A Respiração é adequada ou inadequada


2. Há necessidade de administração de Oxigénio?

Se vítima inconsciente, após o primeiro pedido de ajuda, efetuar VOS.

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Abordagem à vítima
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Circulation

Uma vez garantida a avaliação e abordagem do B “Respiração e Oxigenação”, é


importante determinar o estado de perfusão/oxigenação da vítima. A oxigenação
dos glóbulos vermelhos do sangue sem o seu transporte para as células dos
tecidos não traz qualquer benefício para a vítima.

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Abordagem à vítima
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Circulation

Com esta etapa pretende-se:

- Identificar e Controlar Hemorragia (Interna ou Externa: Venosa ou Arterial). Se


visível, comprimir o local da hemorragia;
- Avaliar Perfusão (Débito Cardíaco e Volume de Sangue): O estado de perfusão
da vítima pode ser obtido pela caraterização do pulso, coloração, temperatura e
humidade da pele e pelo Tempo de Preenchimento Capilar (TPC).

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Abordagem à vítima
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Circulation

O controlo da hemorragia é prioritário, o rápido controlo da perda de sangue é


um dos objetivos mais importantes na vítima de trauma. A avaliação primária não
deve prosseguir para as componentes subsequentes se a hemorragia (externa)
não está controlada.

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Abordagem à vítima
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Disability

Deve avaliar o estado de consciência utilizando a escala mnemónica de AVDS


(A=Alerta, V=Responde a estímulos Verbais; D=Responde a estímulos Dolorosos;
S=Sem resposta).

Exemplos de condições que podem influenciar o nível de consciência: Fatores


ambientais como a Hipertemia e Hipotermia; Hipoglicemia; Hipotensão; Drogas
(ex. overdose por opiáceos) e álcool; Convulsões; AVC; Entre outros

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Abordagem à vítima
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Expose/Environment

Em ocorrências na via pública, sempre que possível, esta fase deverá ser realizada
com a vítima no interior da ambulância. Expor a vítima, removendo a sua roupa,
com o objetivo de identificar outras lesões. No que se refere ao trauma
penetrante (ex. arma branca) é fundamental avaliar precocemente não só as
axilas mas também a região posterior com o objetivo de identificar lesões que
colocam em risco a vida (ex. pneumotórax aberto). Ter particular atenção à
necessidade de controlo da temperatura, especialmente no caso de crianças e
idosos. O uso da manta isotérmica apenas isola, não aquece, a célula sanitária
deve ser aquecida.
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Abordagem à vítima
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Qualquer condição com risco de vida deve ser imediatamente abordada e se


possível resolvida antes de continuar o processo de avaliação. Ou seja, não
deverá avançar para o passo seguinte da avaliação sem antes resolver a condição
que põe em risco a vida (ex. não é útil avaliar o B se não for resolvida uma
condição de OVA superior no A).

A única exceção a esta regra é perante uma lesão de uma artéria de grande
calibre em que a prioridade é o controlo imediato através da compressão manual
direta ou com o uso do garrote caso a primeira medida se revele ineficaz.

A avaliação inicial deve demorar apenas 60-90 segundos a realizar, no entanto, se


forem necessárias intervenções e/ou procedimentos poderá levar mais tempo.
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Abordagem à vítima
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Em situações de TRAUMA a decisão de categorizar a vítima como crítica deverá


ter por base não só a avaliação ABCDE, mas também o mecanismo de lesão.

Os seguintes mecanismos/evidências podem potenciar e/ou aconselhar a que a


vítima seja abordada como crítica:

• Impacto violento na cabeça, pescoço, tronco ou pélvis;


• Incidente de aceleração e/ou desaceleração súbita (colisões, explosões e outros;
sobretudo se resultante desse incidente existir alguma vítima cadáver);
• Queda superior a 3 vezes a altura da vítima;
• Queda que envolva impacto com a cabeça;
• Projeção ou queda de qualquer meio de transporte motorizado ou a propulsão;
• Acidentes de mergulho em águas rasas.

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Abordagem à vítima
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AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA

A avaliação secundaria só deve iniciar-se após conclusão da avaliação primária,


em vítimas estáveis demonstrando normalização de sinais vitais (quando
alterações da ventilação e hipovolémia controladas).

Parâmetros vitais
Devem ser (re)avaliados os parâmetros vitais (FR, FC, PA, oximetria, sempre que
justificado, Temperatura).

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Abordagem à vítima
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Recolha de informação
Deve tentar recolher, através da vítima, familiares, testemunhas ou outros,
algumas informações importantes que podem ser lembradas pela referência
CHAMU:
C: Circunstâncias do acidente;
H: História anterior de doenças e/ou Gravidez;
A: Alergias;
M: Medicação habitual;
U: Última refeição.

A Avaliação Secundária tem por base uma observação sistematizada que deve
incluir um exame objetivo, feito por segmentos corporais, da “cabeça aos pés”
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Vídeo – Abordagem á Vitima

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Vamos Praticar?

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3. Hemorragias

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Hemorragia
Classificação
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Saída de sangue através do local de rotura de um vaso sanguíneo. A perda


de quantidade superior a meio litro de sangue pode tornar-se grave.

• Capilar • Interna invisível

• Venosa • Interna visível

• Arterial • Externa

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Hemorragia
Classificação
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Hemorragia
Sinais e Sintomas
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▪ Taquicardia; ▪ Zumbidos;
▪ Hipersudorese; ▪ Gradual dificuldade de visão;
▪ Palidez; ▪ Pulso rápido e fraco;
▪ Dor local ou irradiante; ▪ Ventilação rápida e superficial;
▪ Sede exagerada; ▪ Pupilas dilatadas.

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Hemorragia
Primeiros Socorros
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HEMORRAGIA INTERNA INVISÍVEL

•Intervir sempre em função do abcde


•Arejar o local para a vítima poder ventilar de forma mais eficaz;
• Desapertar as roupas no pescoço, tórax e abdómen;
• Animar e moralizar;
• Se consciente, instalar a vítima numa posição de conforto, movimentando-a o
menos possível;
• Se inconsciente, posicionar em PLS;
• Manter a temperatura corporal;
• Não dar nada a beber.

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Hemorragia
Primeiros Socorros
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HEMORRAGIA INTERNA VISÍVEL

O sangue sai pelo nariz (Epistaxis)

• Caso haja suspeita de traumatismo craniano não tamponar nem fazer compressão
digital;
• Colocar a vítima com a cabeça direita no alinhamento do corpo;
• Incentivar a vítima a cuspir o sangue que possa ter na boca para evitar náusea e
vómitos;

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Hemorragia
Primeiros Socorros
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HEMORRAGIA INTERNA VISÍVEL

O sangue sai pelo nariz (Epistaxis)

• Pedir à vítima que respire pela boca;


• Fazer pressão com os dedos polegar e indicador em pinça, apertando as extremidades
das narinas, durante cerca de 10 minutos;
• Aplicar frio no local e na zona em redor;
• Caso o anterior não seja suficiente, pode fazer o tamponamento da narina sangrante
ou ambas, pinçando o nariz por mais 5 minutos;
• Se a hemorragia se mantém, encaminhar para o Hospital.
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Hemorragia
Primeiros Socorros
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HEMORRAGIA EXTERNA

• Compressão Manual Direta: aplicar sobre a ferida que sangra um penso comprimindo
a zona com a mão

•Elevação: sempre que possível elevar o local da hemorragia para um plano mais alto
do que o do coração, para reduzir o volume da hemorragia;

• Compressão Manual Indireta: comprimir a artéria responsável pela irrigação da zona


ferida que sangra, de encontro ao osso que lhe seja próximo.

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Hemorragia
Primeiros Socorros
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Hemorragia
Primeiros Socorros
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Garrote arterial: só deve ser aplicado quando o socorrista está só, perante duas

ou mais vítimas, uma das quais com hemorragia grave num membro e outras em

situação de socorro essencial (ACHET):

A-Asfixia/Obstrução das vias aéreas;

C- Choque;

H- Hemorragia;

E- Envenenamento/Intoxicação;

T- Traumatismos

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Hemorragia
Primeiros Socorros
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Garrote arterial: ou quando o socorrista se encontra só perante uma única vítima

que, além de uma hemorragia grave num membro, tenha também outra lesão de

extrema gravidade.

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Hemorragia
Primeiros Socorros
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No caso de se tratar de um traumatizado, é essencial ter cuidado com os


movimentos da cabeça e pescoço porque podem provocar lesões da
coluna cervical. Se a vítima não estiver em risco e respirar bem deixe-a na
posição em que a encontrou até chegar ajuda. Se a vítima estiver em risco
socorra-a sem se expor a riscos maiores do que ela corre.

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Vídeo - Hemorragias

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Vamos Praticar?

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4. Queimaduras

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Queimadura
Profundidade
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São lesões na pele provocadas pelo calor ou por outros agentes físicos ou químicos.

1ºgrau: a pele está vermelha,


quente, seca, dolorosa e sente-se
ardor; é uma lesão à superfície da
pele;

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Queimadura
Profundidade
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São lesões na pele provocadas pelo calor ou por outros agentes físicos ou químicos.

2ºgrau: maior profundidade; pele


vermelha; quente; seca com ardor e
dor; com bolha de água (flitena);

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Queimadura
Profundidade
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São lesões na pele provocadas pelo calor ou por outros agentes físicos ou químicos.

3ºgrau: há destruição da pele e de


outros tecidos adjacentes, podendo
chegar à carbonização.

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Queimadura
Profundidade
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Queimadura
Extensão
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A extensão mede-se em função da percentagem do corpo afetada.

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Queimadura
Primeiros Socorros
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Pouco extensas – 1ºgrau e 2ºgrau

•Intervir sempre em função do abcde;

•Arrefecer a zona da queimadura: com água corrente, emergindo a zona queimada

em água fria;

• Após o arrefecimento, secar o local queimado;

• Realizar um penso frouxo;

• Não colocar gorduras;

• Pode, depois, colocar-se um creme hidratante, neutro e sem corantes.


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Queimadura
Primeiros Socorros
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Queimaduras muito extensas – 3º grau

•Intervir sempre em função do abcde;

• Despir roupas apertadas e joias que não estejam queimadas, caso contrário, não

despir nem arrancar a roupa;

• Arrefecer imediatamente para aliviar a dor e parar o processo da queimadura;

• Cobrir a zona ou toda a vítima com um lençol limpo sem pêlos, levemente

humedecido e depois tapá-la com um cobertor;

• Prevenir o choque e a hipotermia;

• Promover o transporte para o hospital.


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Queimadura
Primeiros Socorros – Casos Especiais
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Queimaduras nos olhos

• Lavar demoradamente com um fio de água corrente/soro fisiológico, do canto

interno para o externo;

• Deixar o globo ocular humedecido;

• Colocar a vítima num ambiente com pouca luz, a fim de evitar a colagem das

pálpebras;

• Não fazer penso oclusivo.

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Queimadura
Primeiros Socorros – Casos Especiais
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Queimaduras solares

• Ingestão adequada de água;

• Aplicar compressas ou toalhas embebidas em água ou tomar banho de imersão;

• Depois de secar aplicar creme apropriado para queimaduras solares;

• Se surgir bolhas, cobrir com pensos para evitar infeção.

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Queimadura
Primeiros Socorros – Casos Especiais
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Queimaduras por produtos químicos

• Colocar a vítima rapidamente debaixo de água corrente vestida;

• Retirar roupa durante o duche, o qual deve demorar de 15 a 20 min;

• Aliviar a dor através da utilização de compressas húmidas e frias;

• Cobrir a zona queimada com um penso de compressas humedecido com soro

fisiológico ou água;

• Cobrir a vítima e promover o seu transporte ao hospital independentemente do

tamanho da área afetada.


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Vídeo - Queimaduras

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5. Ferimentos

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Feridas
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Podem ser:

Superficiais : Simples

Complexas

Penetrantes

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Feridas
Complicações
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Infecção

Contaminação Hemorragia

Lesões Choque

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Feridas
Primeiros Socorros
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Limpeza e
Parar a Hemorragia Penso
Desinfecção

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Feridas
Primeiros Socorros
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Feridas superficiais simples:

•Intervir sempre em função do abcde;

•Acalmar a vítima falando com ela, saber como se feriu e se tem a vacina contra o

tétano;

•Expor a zona da ferida para se poder observar cuidadosamente;

•Se necessário retirar adornos (anéis, fios, relógio, etc.);

•Nunca falar, tossir ou espirrar para cima de uma ferida ou penso;

•Ter mãos e unhas lavadas com água e sabão (usar luvas preferencialmente);

•Lavar a ferida com água corrente/soro fisiológico (se possível) e sabão;

•Colocar um penso e fazer a sua fixação com uma cobertura/ligadura.


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Feridas
Primeiros Socorros
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Feridas superficiais complicadas:

•Intervir sempre em função do abcde;

•Acalmar a vítima, saber como se feriu e se tem a vacina contra o tétano;

•Expor a zona da ferida (tirar a roupa ou descoser);

•Se necessário, retirar adornos (anéis, fios, relógio, etc.);

•Nunca falar, tossir ou espirrar para cima de uma ferida ou penso;

•Lavar a ferida em água corrente/soro fisológico;

•Proteger a ferida com compressas ou panos limpos e secos - efetuar cobertura;

•Promover transporte para o hospital


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Feridas
Primeiros Socorros
Switch On · Janeiro 2016

Casos especiais

Se existe objeto estranho encravado (faca, punhal, vidros, arpão, etc…) nunca

se retira. Fazer uma proteção com rodilha(s), para que o objeto não alargue

os bordos da ferida ou se afunde mais e fixar com cobertura.

Se o objeto estranho está nos olhos, tentar retirá-lo com um fio de água

corrente, do canto interno para o externo. Se não sair, fazer um penso

oclusivo e vendar os dois olhos.


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Vídeo - Feridas

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Vamos Praticar?

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6. Suporte Básico de Vida

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PCR - Paragem Cardiorrespiratória
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Interrupção da circulação sanguínea – ocorre como consequência da


paragem súbita e inesperada dos batimentos cardíacos ou presença de
batimentos cardíacos ineficazes.

Consequentemente há paragem dos movimentos respiratórios


(inspiração e expiração).

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PCR - Paragem Cardiorrespiratória
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A
Porinterrupção
Se a cada da for
reanimação
minuto circulação
passasanguínea
queatrasada, sem
o cérebro sofre 5
se durante
iniciar min.a
SBV,
lesões
probabilidade
irreparáveis
implica mais
lesões de sucesso
rapidamente
cerebrais, diminui
que do em
podemqueser
7oapróprio
10%. coração.
irreversíveis.

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PCR - Paragem Cardiorrespiratória
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“O Direito a ser reanimado conquista-se pelo dever de saber reanimar!”


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SBV – Suporte Básico de Vida
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Conjunto de procedimentos e atitudes, sem recurso a outro


equipamento para além do de proteção, e que têm por objetivo:

▪ Reconhecer as situações em que há perigo de vida iminente;

▪ Pedir ajuda quando justificado;

▪ Iniciar de imediato as intervenções que permitem manter a circulação e


oxigenação dos órgãos nobres (cérebro, coração), até à chegada de ajuda
especializada.

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SBV – Suporte Básico de Vida
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Anatomia: algumas noções

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SBV – Suporte Básico de Vida
Etapas do Suporte Básico de Vida
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Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda
Desobstrução da Via Aérea
Pesquisa Respiração
2º Pedido de Ajuda
30 Compressões Torácicas
2 Ventilações
70
SBV – Avaliação Inicial
Etapas do Suporte Básico de Vida
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IMPORTANTE verificar as CONDIÇÕES DE


SEGURANÇA da vítima, do reanimador e de
possíveis observadores, antes de iniciar qualquer
procedimento, para que se evite colocar mais vidas
em risco.
Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
71
SBV – Avaliação Inicial
Etapas do Suporte Básico de Vida
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Abanar suavemente os ombros

Perguntar à vítima, em voz alta:


“O Sr.(a). está bem?”
“Sente-se bem?”

Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
72
SBV – Avaliação Inicial
Etapas do Suporte Básico de Vida
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Se responde
▪ Deixar a vítima como a encontrou;
▪ Perguntar se tem queixas;
▪ Procurar lesões;
▪ Se necessário, ir pedir ajuda;
▪ Vigiar regularmente.
Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
73
SBV – 1º Pedido de Ajuda
Etapas do Suporte Básico de Vida
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Se não responde

▪ Gritar de imediato por ajuda “Preciso de ajuda,


tenho aqui uma pessoa desmaiada”

▪Não abandonar a Vítima

Segurança Local

AJUDA!!! Abordagem da Vítima


1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
74
SBV – Manutenção da Via Aérea
Etapas do Suporte Básico de Vida
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▪ Desapertar a roupa à volta do pescoço;

▪ Verificar se existem corpos estranhos dentro da


boca;

▪ Remover os corpos estranhos, mas apenas se os


visualizar. Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
75
SBV – Manutenção da Via Aérea
Etapas do Suporte Básico de Vida
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▪ Fazer extensão da cabeça;

▪ Elevar o maxilar inferior.

Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
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SBV – Avaliação da Repiração
Etapas do Suporte Básico de Vida
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Aproximar a sua face da face da vítima e olhando


para o tórax, procurar até 10 segundos:

V – Ver os movimentos torácicos;


O – Ouvir os ruídos da saída de ar, pela boca e nariz;
S – Sentir na sua face a saída de ar.
Segurança Local
Abordagem da Vítima
1, 2, 3, 4, …, 9, 10 1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
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SBV – Avaliação da Repiração
Etapas do Suporte Básico de Vida
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Se a vítima respira

▪ Colocar em Posição Lateral de Segurança (PLS);

▪ Pedir ajuda (112);

▪ Voltar para junto da vítima e reavaliar frequentemente.


Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
78
SBV – 2º Pedido de Ajuda
Etapas do Suporte Básico de Vida
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Se a vítima não respira

▪ Pedir ajuda diferenciada - 112

Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
79
SBV – Compressões torácicas
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

▪ Ajoelhar-se junto à vítima;

▪ Colocar a base de uma mão no centro do tórax;

▪ Colocar a outra mão sobre a primeira;


Segurança Local
Abordagem da Vítima
▪ Entrelaçar os dedos e levantá-los;
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
80
SBV – Compressões torácicas
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
81
SBV – Compressões torácicas
Etapas do Suporte Básico de Vida
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▪ Manter os braços bem esticados;

▪ Os ombros perpendiculares ao esterno da vítima;

▪ Pressionar verticalmente com uma frequência de


100 a 120/min (2 compressões/seg.);

▪ Gesto firme; Segurança Local


Abordagem da Vítima
▪ Aliviar a pressão, sem perder contacto com o
1º Pedido de Ajuda
esterno;
Desobstrução da Via Aérea

▪ 30 Compressões. Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
82
SBV – Compressões torácicas
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
83
SBV – Permeabilizar a via aérea
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

▪ Fazer extensão da cabeça e elevação do maxilar inferior;

▪ Pinçar o nariz;

▪ Encher o peito de ar;

▪ Colocar os lábios sobre a boca da vítima;


Segurança Local
▪ Insuflar até o tórax expandir (1 seg.) Abordagem da Vítima

▪ Permitir o relaxamento do tórax; 1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea


▪ Efectuar a 2ª Insuflação;
Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
84
SBV – Permeabilizar a via aérea
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
85
SBV – Continuar manobras
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

▪ Depois das insuflações reposicionar rapidamente


as mãos e iniciar um novo ciclo 30 compressões;

▪ Manter a relação 30:2;

▪ Se estiverem dois reanimadores, devem trocar


entre si para prevenir a fadiga. Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
86
SBV – Continuar manobras
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

Segurança Local
Abordagem da Vítima
1º Pedido de Ajuda

Desobstrução da Via Aérea

Pesquisa Respiração

2º Pedido de Ajuda

30 Compressões Torácicas

2 Ventilações
87
SBV – Quando parar?
Etapas do Suporte Básico de Vida
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▪ Quando a vítima iniciar respiração espontânea normal;

▪ Quando chegar ajuda diferenciada, que tome conta da ocorrência;

▪ Quando o reanimador entrar em exaustão.

88
SBV – Algoritmo
Etapas do Suporte Básico de Vida
Switch On · Janeiro 2016

89
Vídeo – Suporte Básico de Vida

90
Vamos Praticar?

91
Dúvidas?

92
Realização da Ficha de avaliação

93
OBRIGADA

94
Z. industrial, 2ª fase, lote 11
4935-232 São Romão do Neiva (VCT)
T [+351] 258 320 250
F [+351] 258 351 804
painhas@painhas.pt
www.painhas.pt

95