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FACULDADE CASTRO ALVES

CIÊNCIAS CONTÁBEIS

LEONARDO DE ANDRADE RIBEIRO

ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL DAS DEMONSTRAÇÕES


CONTÁBEIS
Salvador, abril de 2009

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LEONARDO DE ANDRADE RIBEIRO

ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL DAS DEMONSTRAÇÕES


CONTÁBEIS

Trabalho de avaliação da disciplina


de Análise das Demonstrações
Contábeis do curso de Graduação
em Ciências Contábeis da Faculdade
Castro Alves.
Prof. José Carlos

Salvador, abril de 2009

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"O espírito empresarial se traduz por uma vontade
constante de tomar as iniciativas e de organizar os
recursos disponíveis para alcançar resultados
concretos.”
Jasse

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO............................................................................................................... 5
2. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL................................................................... 6
2.1. Objetivos Da Análise
Vertical/Horizontal..................................................................... 7
2.2. Relação Entre Análise Vertical E Análise
Horizontal................................................... 7
3. ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.................................................. 9
3.1. Balanço Patrimonial – Análise
Vertical........................................................................... 9
3.2. Balanço Patrimonial – Análise Horizontal 1
Anual............................................................ 0
3.3. Balanço Patrimonial – Análise Horizontal 1
Encadeada.................................................... 1
3.4. Demonstração Do Resultado Do Exercício – Análise 1
Vertical....................................... 3
3.5. Demonstração Do Resultado Do Exercício – Análise Horizontal 1
Anual........................ 4
3.6. Demonstração Do Resultado Do Exercício – Análise Horizontal 1
Encadeada................. 5
1
4. CONCLUSÃO DAS ANÁLISES................................................................................... 6
4.1. Balanço 1
Patrimonial......................................................................................................... 6
4.1.1. Ativo.................................................................................................................. 1
.......... 6
4.1.2. Passivo.............................................................................................................. 1
........... 7
4.2. Demonstração do Resultado do 1
Exercício....................................................................... 7

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1. INTRODUÇÃO

A análise das demonstrações financeiras possibilita aos usuários importantes


informações sobre a entidade, levando aos acionistas e investidores a
composição lucro líquido, desempenho das ações no mercado e dividendos,
risco financeiro e liquidez no pagamento de dividendos e aos credores
informações sobre capacidade de honrar os compromissos assumidos,
resultados econômicos como fatores determinantes da continuidade da
empresa.

Efetuaremos a seguir as análises das demonstrações financeiras da BRASKEN


S.A. nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008, 2007 e 2006 para
demonstrar o acompanhamento do desempenho retrospectivo e prospectivo
das decisões tomadas pela administração interna.

A BRASKEN S.A. é líder do mercado latino-americano de resinas


termoplásticas e combina operações da primeira e da segunda geração da
cadeia produtiva do plástico. Resinas termoplásticas tais como polietileno,
polipropileno e PVC, constituem o foco dos negócios da empresa.

A sociedade em tela está sujeita as atuais e futuras normatizações da CVM de


natureza estritamente contábil e as suas demonstrações financeiras estão
dujeitas à auditoria independente.

Tomaremos como fonte de informação o Balanço Patrimonial e a


Demonstração de Resultado do Exercício.

Para a análise das demonstrações financeiras utilizaremos uma técnica mais


simples, entretanto entre as mais importantes, a avaliação do desempenho
empresarial, através da análise vertical e horizontal.

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2. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL

Análise Vertical - Permite mostrar o percentual de participação relativa de cada


item do Balanço Patrimonial e da demonstração de Resultado do Exercício, em
relação ao seu respectivo grupo e ao total a que pertence.

No caso do Ativo e do Passivo é obtido através do coeficiente do valor de cada


item pelo seu respectivo referencial, qual seja, Ativo Total ou Passivo Total.

Na DRE, a Receita Líquida é o referencial básico para cálculo do coeficiente de


participação percentual de cada item.

Análise Horizontal - Baseia-se na evolução de cada conta de uma série de


demonstrações financeiras em relação à demonstração anterior e/ou em
relação a uma demonstração financeira básica, geralmente a mais antiga da
série.

Limitações:

1.Item do exercício base igual a zero, índice-base não serve de padrão pois os
itens dos exercícios subseqüentes são indivisíveis;

2. Item do exercício base igual a número negativo, variando para positivo no


exercício seguinte e vice-versa.

A Análise Horizontal pode ser efetuada através do cálculo das variações em


relação a um ano-base – quando será denominada Análise Horizontal
encadeada – ou em relação ao ano anterior – quando será denominada Análise
Horizontal anual.

Esta última, embora possa trazer algumas informações úteis, deve ser feita
com certo cuidado e nunca em substituição ao processo encadeado, mas em
complemento ao mesmo, a fim de evitar possíveis confusões.

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2.1. Objetivos Da Análise Vertical/Horizontal

Análise Vertical: mostrar a importância de cada conta em relação à


demonstração financeira a que pertence e, através da comparação com
padrões do ramo ou com percentuais da própria empresa em anos anteriores,
permitir concluir se há itens fora das proporções normais.

Análise Horizontal: mostrar a evolução de cada conta das demonstrações


financeiras e, pela comparação entre si, permitir tirar conclusões sobre a
evolução da empresa.

2.2. Relação Entre Análise Vertical E Análise Horizontal

É recomendável que estes dois tipos de análise sejam usados conjuntamente.


Não se deve tirar conclusões exclusivamente da Análise Horizontal, pois
determinado item, mesmo apresentando variação de 2.000%, por exemplo,
pode continuar sendo um item irrelevante dentro da demonstração financeira a
que pertence. Por exemplo, uma conta de Investimentos que representa 0,2%
do Ativo de uma empresa cresce 2.300% em dois anos ao final dos quais
passa a representar 0,7%, ou seja, nada significava para a análise no primeiro
balanço e continua a não significar nada no terceiro balanço, apesar do enorme
crescimento.

É desejável que as conclusões baseadas na Análise Vertical sejam


complementadas pelas da Análise Horizontal. Na Demonstração do Resultado
pequenos percentuais podem ser significativos, visto que o lucro líquido
costuma representar também percentual muito pequeno em relação as vendas.
Assim, pode ocorrer, por exemplo, que determinadas despesas administrativas,
que representam no primeiro ano 12% nas vendas, passem para 18% daí a
dois anos. A variação de 12% para 18% não chama a atenção do analista,

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porém uma Análise Horizontal poderia revelar ter havido variação de 50%
(além do crescimento de vendas).

Se as vendas tiverem crescimento de 140% no período, as despesas


administrativas terão crescido 210%. Ao chamar a atenção do analista para um
item que pode estar fora de controle, a Análise Horizontal estará cumprindo o
seu papel.

Em resumo, a Análise Vertical e a Análise Horizontal devem ser usadas como


uma só técnica de análise.

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3. ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

3.1. Balanço Patrimonial – Análise Vertical


3.2. Balanço Patrimonial – Análise Horizontal Anual

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3.3. Balanço Patrimonial – Análise Horizontal Encadeada

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3.4. Demonstração Do Resultado Do Exercício – Análise Vertical
3.5. Demonstração do Resultado do Exercício – Análise
Horizontal Anual

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3.6. Demonstração do Resultado do Exercício – Análise
Horizontal Encadeada

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4. CONCLUSÃO DAS ANÁLISES

Diante das analises efetuadas nas demonstrações financeiras, observando a


relevância das contas, e podemos tecer os seguintes comentários sobre a
evolução patrimonial da BRASKEN S.A. nos exercícios findos em 31 de
dezembro de 2008, 2007 e 2006:

4.1. Balanço Patrimonial

4.1.1. Ativo

• Ativo Circulante: Verificamos uma evolução positiva das Disponibilidades


tendo na sua rubrica mais relevante - Caixa e Equivalentes de Caixa – um
crescimento em 2008 de 126% em relação ao exercício de 2006. Os
estoques também apresentaram um aumento representativo de 96,94%
seus saldos.

• Ativo Realizável a Longo Prazo: As rubricas de Tributos a Recuperar e


Créditos com Pessoas Ligadas foram as que apresentaram a maior
flutuação do período apresentando os percentuais de aumento e dininuição
em 2008 de 71,79% e (62,53%), respectivamente, em relação ao exercício
de 2006. Vale salientar que no exercício de 2007 os Créditos com
Controladas apresentavam um saldo de R$ 830.461.000,00, que, conforme
podemos verificar no Balanço Patrimonial, foram realizados em 2008, que
podem explicar em parte o crescimento do grupo de Disponibilidades.

• Ativo Permanente: As contas de Imobilizado e Intangível são de maior


representatividade dentro deste grupo e representam aproximadamente

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65% do total dos Ativos da Entidade em 2008; percentual que em 2006
montava 46% aproximadamente. Essa evolução pode ser explicada pela
aplicação de recursos na aquisição de Imobilizado e pela reavaliação
desses ativos, conforme podemos perceber na conta de Ajustes de
Avaliação Patrimonial no Patrimônio Líquido.

4.1.2. Passivo

• Passivo Circulante: As rubricas de Empréstimos e Financiamentos e


Fornecedores tem maior relevância dentro deste grupo. A evolução dos
saldos destas contas no exercício de 2008 explica a contrapartida do
crescimento dos Estoques e o saldo aumentado das Disponibilidades, o
que demonstra uma maior dependência, no exercício citado, do capital de
terceiros.

• Passivo Exigível a Longo Prazo: Representa aproximadamente 51% do


total do Passivo, sendo a conta Empréstimos e Financiamentos a de maior
relevância dentro do grupo. O crescimento, no exercício de 2008, de
aproximadamente 151% em relação a 2006 sugere que a origem do
incremento no Ativo Imobilizado provém de recursos de terceiros.

• Patrimônio Líquido: Verificamos que apesar do Patrimônio Líquido


apresentar um declínio no último exercício avaliado, que é resultado de um
prejuízo acumulado da ordem de R$ 1.989.785.000, temos uma
integralização do Capital Social que monta um valor superior em
aproximadamente 53% em relação a o exercício de 2006. Esse aporte de
Capital do exercício de 2007 e 2008 tem como provável contrapartida a
Reserva de Lucro dos exercícios financeiros imediatamente anteriores.

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4.2. Demonstração do Resultado do Exercício

Conforme a Demonstração do Resultado do Exercício A BRASKEN S.A.,


destina em média, 82% de sua produção para o mercado interno. Os Custos de
Bens ou Serviços Vendidos montam, em média, 84% da Receita Líquida de
Vendas e geram em média um Resultado Bruto da ordem de 16%.

Analisando a Demonstração dos Resultados do triênio, podemos perceber que


as Despesas Financeiras no exercício findo em 31 de dezembro de 2008 foram
a principal razão pelo prejuízo apurado neste exercício. Estas Despesas, da
ordem de R$ 4.057.166.000 elevaram as Despesas Operacionais de uma
média de 13% em relação à Receita Líquida de 2007 e 2006 para,
aproximadamente, 38% em 2008.

Observamos ainda em relação ao Resultado, que apesar dos prejuízos obtidos


no exercício de 2008, um incremento de aproximadamente 34% nos
Honorários foi distribuído aos administradores da Companhia.

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