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Ministério da Educação

Secretaria de Educação Profissional e Tecnologia


Instituto Federal Catarinense
Campus Concórdia

ANA CATARINA GASPARETTO ROIESKI


CLÁUDIA NICOLAO PELISSER
MILENA ROSSETTO NICOLAO
VIVIANE PRESOTTO

RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS QUÍMICA GERAL II:


PREPARO DE SOLUÇÕES TAMPÃO, MEDIÇÕES DE pH E
DETERMINAÇÃO DO pH EM AMOSTRAS DE ALIMENTOS

CONCÓRDIA
2017
1
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................4
2 OBJETIVOS.............................................................................................................5
2.1 OBJETIVO GERAL................................................................................................5
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..................................................................................5
3 MATERIAIS E MÉTODOS........................................................................................6
3.1 AULA PRÁTICA 1- PREPARO DE SOLUÇÃO TAMPÃO E MEDIÇÕES DE
pH.................................................................................................................................6
3.1.1 Prática A- Calibração do pHmetro...................................................................6
3.1.1.1 Materiais...........................................................................................................6
3.1.1.2 Métodos............................................................................................................6
3.1.2 Prática B- Preparo da solução tampão............................................................6
3.1.2.1 Materiais...........................................................................................................6
3.1.2.2 Reagentes........................................................................................................6
3.1.2.3 Métodos............................................................................................................6
3.1.3 Prática C – Medições de pH..............................................................................7
3.1.3.1 Materiais...........................................................................................................7
3.1.3.2 Reagentes........................................................................................................7
3.1.3.3 Métodos...........................................................................................................7
3.1.4 Prática D- Uso de indicadores ácido/base.....................................................8
3.1.4.1 Materiais..........................................................................................................8
3.1.4.1 Métodos...........................................................................................................8
3.2 AULA PRÁTICA 2 – DETERMINAÇÃO DE pH EM AMOSTRAS DE
ALIMENTOS................................................................................................................8
3.2.1 Prática A- Calibração do pHmetro..................................................................8
3.2.1.1 Materiais..........................................................................................................8
3.2.1.2 Métodos..........................................................................................................8
3.2.2 Prática B – Determinação de pH....................................................................8
3.2.2.1 Materiais.........................................................................................................8
3.2.2.2 Métodos..........................................................................................................9
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES...........................................................................10
4.1 AULA PRÁTICA 1................................................................................................10
4.1.1 Prática B..........................................................................................................10

2
4.1.2 Prática C........................................................................................................10
4.1.3 Prática D........................................................................................................13
4.2 AULA PRÁTICA 2..............................................................................................14
5 CONCLUSÃO........................................................................................................17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................18

3
1 INTRODUÇÃO

4
2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
 Realizar medições de pH.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


 Calibração do pHmetro;
 Preparação de duas soluções tampão;
 Realizar a medição do pH de três soluções com diferentes concentrações
molares;
 Realizar a medição do pH da Coca-Cola em função do seu aquecimento;
 Observar e comparar o pH das soluções através do indicador universal e das
fitas de pH;
 Comparar resultados do pH de diferentes alimentos determinado com o
pHmetro e as fitas de pH.

5
3 MATERIAS E MÉTODOS

3.1 AULA PRÁTICA 1- PREPARO DE SOLUÇÃO TAMPÃO E MEDIÇÕES DE PH.


3.1.1 Prática A- Calibração do pHmetro
3.1.1.1 Materiais
 pHmetro;
 Solução tampão pH 4;
 Solução tampão pH 7;
 Solução tampão pH 10.

3.1.1.2 Métodos
O pHmetro foi calibrado, usando soluções tampão específicas (pH 4,0, pH 7,0
e pH 10,0), conforme instruções do fabricante.

3.1.2 Prática B- Preparo da solução tampão


3.1.2.1 Materiais
 2 pipetas graduadas de 10 e 20 mL;
 1 pipeta volumétrica de 50 mL;
 2 balões volumétricos de 100 mL;
 2 béqueres de 250 mL;
 pHmetro;
 Água destilada;
 Guardanapo ou papel higiênico;

3.1.2.2 Reagentes
 Fosfato de potássio 0,1 M;
 Hidróxido de sódio 0,1 M;
 Fosfato dissódico 0,2 M;
 Ácido cítrico 0,1 M;

3.1.2.3 Métodos
Foi preparada uma solução tampão pH 7,0 a partir de 50 mL de KH2PO4 (fosfato
de potássio) 0,1 M e 29,63 mL de NaOH (hidróxido de sódio) 0,1 M em um béquer. O
pH foi ajustado conforme necessário e completou-se o volume em um balão
volumétrico de 100 mL.
Novamente, uma solução tampão de pH 4,0 foi preparada, a partir de 7,71 mL
de Na2HPO4 (fosfato dissódico) 0,2 M e 12,29 mL de C5H8O7 (ácido cítrico) 0,1 M. O
6
pH foi acertado de acordo com a necessidade e o volume completado em um balão
volumétrico de 100 mL.

3.1.3 Prática C – Medições de pH


3.1.3.1 Materiais
 6 béqueres de 100 mL
 2 pipetas volumétricas de 20 mL
 2 pipetas volumétricas de 50 mL
 2 pipetas volumétricas de 10 mL
 2 pipetas volumétricas de 2 mL
 pHmetro
 termômetro
 chapa de aquecimento
 tenaz

3.1.3.2 Reagentes
 NaOH 0,5 M
 NH4OH 0,5 M
 HNO3 0,5 M
 Amostra de coca-cola

3.1.3.3 Métodos
Transferiu-se uma pequena quantidade de solução NaOH 0,5 M para um
béquer de 100 mL e a medição do pH foi feita com o pHmetro. Em seguida, realizou-
se uma série de diluições dessa solução, atingindo as concentrações 0,1; 0,01; 0,001
M. Logo em seguida, as medições do pH foram novamente realizadas.
Transferiu-se uma pequena quantidade da solução de NH4OH 0,5 M para um
béquer de 100 mL e foi realizada as medições do pH com o pHmetro. Em seguida, foi
feita uma série de diluições dessa solução atingindo as concentrações de 0,1; 0,01;
0,001 M, com repetição das medições do pH.
Uma pequena quantidade da solução HN03 0,5 M foi transferida para um béquer
de 100 mL e realizou-se as medições do pH com o pHmetro. Em seguida, foi feita uma
série de diluições dessa solução atingindo as concentrações de 0,1; 0,01; 0,001 M,
repetindo as medições do pH.
Foi transferida uma pequena quantidade da amostra de coca-cola para um
béquer de 100 mL e mediu-se sua temperatura. Logo após, realizou-se a medição do

7
pH com o pHmetro. Em seguida, foi aquecida a solução na chapa de aquecimento e
foi feita a medição do pH e da temperatura de 20 em 20ºC até atingir a ebulição.

3.1.4 Prática D- Uso de indicadores ácido/base


3.1.4.1 Materiais
 8 béqueres de 100 mL
 Indicador universal
 Fitas de pH
3.1.4.2 Métodos
Foram utilizadas algumas gotas do indicador universal nas amostras de água
da torneira, HNO3, NaOH e NH4OH e observou-se a reação. Os procedimentos foram
repetidos com fitas de pH, comparando-se os resultados.

3.2 AULA PRÁTICA 2 – DETERMINAÇÃO DE PH EM AMOSTRAS DE ALIMENTOS


3.2.1 Prática A- Calibração do pHmetro
3.2.1.1 Materiais
 pHmetro;
 Solução tampão pH 4;
 Solução tampão pH 7.
 Solução tampão pH 10.

3.2.1.2 Métodos
O pHmetro foi calibrado, usando soluções tampão específicas (pH 4,0, pH 7,0
e pH 10,0), conforme instruções do fabricante.

3.2.2 Prática B – Determinação de pH


3.2.2.1 Materiais
 béqueres de 50/ 100/ 250 mL;
 proveta de 100 mL;
 pHmetro;
 balança analítica;
 espátula;
 agitador magnético;
 refresco MID® morango (em pó);
 patê de peito de peru;
 banana;
 pimenta do reino;
8
 ovo;
 café;
 doce de uva;
 doce de figo;
 doce de goiaba;
 doce de leite;
 suco Maguary® maçã;
 suco Maguary® abacaxi com hortelã;
 suco Maguary® laranja;
 refrigerante Soda®;
 refrigerante guaraná;
 refrigerante Sukita® laranja;
 leite em pó;

3.2.2.2 Métodos
Pesou-se 10g de cada uma das amostras de alimentos em um béquer e a
diluição das amostras sólidas foi feita com o auxílio de 100 mL de água destilada.
O conteúdo foi agitado para a uniformização das partículas. O pH foi medido por
dois métodos para comparação posterior, com o pHmetro e com as fitas
indicadoras.

9
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 AULA PRÁTICA 1


4.1.1 Prática B
Após preparar a solução tampão de pH 7,0 a partir de 50 mL de fosfato de
potássio 0,1 M e 29,63 mL de hidróxido de sódio 0,1 M o resultado final do pH tampão
que obtivemos foi de 7,05. E com a solução de tampão de pH 4,0 a partir de 7,71 mL
de fosfato dissódico e 12,29 mL de ácido cítrico o resultado que obtivemos foi um
tampão de pH de 4,00.

4.1.2 Prática C
Depois de transferir uma pequena quantidade de NaOH 0,5 M para um béquer
foi realizada a medição do pH, que obtivemos como resultado desta solução 12,94.
Em seguida uma série de diluições dessa solução foi realizada com o objetivo de
atingir as concentrações de 0,1; 0,01 e 0,001 M, a cada concentração foi realizada
uma nova medição do pH que foi de 12,48; 11,31; 10,81 respectivamente. Observe o
gráfico 1 que apresenta a variação do pH.
Gráfico 1: Variação do pH.

Variação do pH
13.5
12.94
13
12.48
12.5
12
11.5 11.31

11 10.81

10.5
10
9.5
pH

0,5 M 0,1 M 0,01 M 0,001 M

Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.


Notamos que houve uma diferença bem considerável de pH entre as diferentes
concentrações molares, pois quando a concentração molar da solução de NaOH é
menor o pH vai diminuindo.

10
O mesmo experimento foi realizado para a solução de NH 4OH 0,5 M, sendo
que, a medição de pH desta solução foi de 11,21. E após as séries de diluições
atingindo as concentrações de 0,1; 0,01 e 0,001 M a medição de pH foi de 11,08;
10,62 e 10,06 respectivamente. Observe o gráfico 2 que apresenta a variação do pH.
Gráfico 2: Variação do pH.

Variação do pH
11.4 11.21
11.2 11.08
11
10.8 10.62
10.6
10.4
10.2 10.06
10
9.8
9.6
9.4
pH

0,5 M 0,1 M 0,01 M 0,001 M

Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.


Observando o pH da solução de NH4OH em função da diferença da sua
concentração molar, à medida que a molaridade era menor o pH também foi menor.
Comparando os resultados com os da solução anterior há uma diferença nítida
de pH, porém as duas soluções quando submetidas a uma concentração diferente de
molaridade se comportaram de maneira igual, sendo que as duas decresceram o seu
valor de pH. Observe o gráfico 3 que apresenta a comparação entre as soluções
NaOH e NH4OH.
Gráfico 3: Comparação entre as soluções NaOH e NH 4OH.

11
Comparação entre as soluções NaOH e
NH4OH
12.94 12.48
14 11.31
11.21 11.08 10.62 10.81
12 10.06
10
8
6
4
2
0
0,5 M 0,1 M 0,01 M 0,001 M

pH do NaOH pH do NH4OH

Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.


Novamente o mesmo experimento foi realizado para uma solução diferente,
desta vez o HNO3 0,5 M, o resultado da medição do pH foi de 0,64. Após as diluições
da solução atingindo 0,1; 0,01; 0,001 M repetiu-se a medição do pH para cada
concentração e os resultados obtidos foram de 1,23; 1,98 e 3,22 respectivamente.
Observe o gráfico 4 que apresenta a variação do pH.
Gráfico 4: Variação do pH.

Variação do pH
3.5 3.22
3

2.5
1.98
2

1.5 1.23

1 0.64
0.5

0
pH

0,5 M 0,1 M 0,01 M 0,001 M

Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.


Havendo uma diferença de pH maior entre as diferentes concentrações
molares, o HNO3 se difere das duas soluções anteriores, pois ao contrário delas, em
vez de diminuir seu pH conforme a concentração molar era diminuída o seu pH

12
aumentou a cada concentração molar menor, chegando na última concentração
quintuplicando seu valor em relação a primeira medição de pH.
Após transferir uma pequena quantidade de Coca-Cola foi medida a
temperatura de 24°C e pH de 2,47. Logo a seguir a solução foi aquecida em uma
chapa de aquecimento, sendo retirada da mesma a cada aumento de 20°C para
realizar a medição do pH. Os resultados obtidos foram de 2,47 pH á 44°C, 2,47 pH á
64°C e por fim 2,31 pH á 84°C. Observe o gráfico 5 que apresenta a variação do pH
da Coca-Cola em relação a temperatura.
Gráfico 5: Variação do pH da Coca-Cola em relação a temperatura.

Variação do pH e relação a temperatura


2.5 2.47 2.47 2.47

2.45

2.4

2.35
2.31
2.3

2.25

2.2
pH

24°C 44°C 64°C 84°C

Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.


Medindo o pH de 20 em 20°C observamos que até a temperatura de 64°C o pH
se manteve 2,47 e somente quando atingiu os 84°C decaiu seu pH para 2,31. Quando
um alimento é submetido a algum processo seu pH é afetado diretamente, decaindo
seu valor, se tornando consequentemente mais ácido, sendo assim se tornando cada
vez mais impróprio para a proliferação de bactérias.
Não foi possível encontrar na literatura experimentos semelhantes para a
comparação de resultados.

4.1.3 Prática D
Nas soluções de água da torneira, HNO3, NaOH e NH4OH foram colocadas
algumas gotas do indicador universal para observarmos a reação. Observando as
cores obtidas foi possível concluir que a água de torneira de coloração esverdeada é
neutra com o valor do pH de 7, o HNO3 de coloração vermelha é um ácido forte com
13
pH de 0 a 2, o NH4OH de coloração lilás é uma base forte de pH 11 a 14 e que o
NaOH também de coloração lilás é uma base forte de pH 11 a14. É possível ter um
valor aproximado do pH com o indicador universal, mas não um resultado mais preciso
pois as cores representam números inteiros. Após repetir o procedimento com as fitas
de pH os resultados para as soluções da água de torneira, NaOH, NH 4OH e HNO3
foram de 7, 14, 14 e 0 respectivamente. Observe a tabela 2 que apresenta a
comparação das medições de pH entre as fitas de pH e o indicador universal.
Tabela 2: Comparação de resultados das medições de pH.
Solução Indicador Fitas de pH
Universal
Água de torneira 7 7
NaOH 11 à 14 14
NH4OH 11 à 14 14
HNO3 0à2 0
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
Observando pode-se notar que as fitas de pH indicam um valor inteiro e mais
aproximado do que o indicador, sendo que o indicador universal indica um valor
aproximado dentre um intervalo de números.

4.2 AULA PRÁTICA 2


Na segunda aula prática, as determinações de pH foram em amostras de
alimentos. Após pesar 10g da amostra e dilui-la com 100mL de água destilada, o
conteúdo foi agitado até que as partículas ficassem uniformemente suspensas. Com
as amostras prontas determinou-se o pH com o pHmetro, previamente calibrado, e
também realizou-se a leitura com fitas indicadoras de pH, podendo assim comparar
os resultados que estão apresentados na tabela 1.
Tabela 1: Comparação de resultados de pH dos alimentos.
Alimentos pHmetro Fitas indicadoras
Refresco em pó MID® 3,32 2
sabor morango
Café fraco 5,32 5
Café forte 4,95 4
Suco de laranja 3,78 3
industrializado
Maguary®

14
Suco de maça 3,32 2
industrializado
Maguary®
Suco de abacaxi com 3,63 3
hortelã industrializado
Maguary®
Refrigerante de laranja 3,55 3
Refrigerante de limão 3,33 3
Refrigerante de 3,24 3
guaraná
Gema de ovo de 6 6
galinha
Clara de ovo de galinha 10,16 10
Ovo de galinha 7,73 7
Doce de leite 7,59 5
Doce de uva 4,30 4
Doce de figo 4,48 4
Doce de goiaba 3,68 4
Leite em pó 6,43 6
Banana 4,42 5
Patê de peito de peru 6,70 5
Pimenta do reino 5,89 4
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
Segundo Jay (1927), o pH da banana fica em torno de 4,5-4,7. Observando os
valores da tabela, nota-se que foi encontrado valores aproximados.
Em relação ao refresco em pó, Almeida (2016), relata que o pH varia conforme
o sabor, ficando em uma média de 2,8. Em nossas analises foram encontrados valores
3,32 com o pHmetro e 2 com a fita indicadora. Já sobre os sucos industrializados,
Almeida (2016), mostra que o pH é de 3,6, e em nossas amostras foi registrado um
pH de 3,32 a 3,78 variando conforme o sabor.
Já os refrigerantes de guaraná, laranja e limão apresentaram valores de pH
próximos a 3 observados nas fitas indicadoras, e de 3,24 a 3,55 no pHmetro, Almeida
(2016), registra um valor próximo sendo de 3,3.
Segundo Peisino (2015), o pH do café pode variar de 4,92 a 5,13. Nossas
amostras de café diferiram uma da outra na quantidade de café solúvel adicionado em
100mL de água, onde a amostra com menos café (café fraco) apresentou índices de
pH 5,32 e o café forte de 4,95.
Em relação ao ovo de galinha Jay (1927) esclarece que a clara do ovo tem um
valor de pH elevado, cerca de 9,3 e a gema do ovo de galinha tem um pH aproximado
15
de 6,8, em nossas amostras foi observado um valor maior, de 10,16 para a clara do
ovo e a gema apresentou-se um valor de pH 6. Já para o ovo de galinha foi registrado
um valor de pH 7,3 em nossa amostra.
Oliveira (2010), registrou valores de pH entre 6,57 a 6,88 para o doce de leite
em nossa amostra foi registrado um valor de 7,59 com o pHmetro e 5 com as fitas
indicadoras. Já para o doce de figo Oliveira (2013), relatou valor de pH próximo a 4,76,
parecido com os valores encontrados em nossa amostra que foram de 4,48 e 4 com
o pHmetro e fita indicadora respectivamente.
Fernandes (2013), registra valores de pH em torno de 4,54 para o doce de
goiaba, compara-se com os dados da tabela que tiveram valores de 3,68 e 4 com o
pHmetro e com a fita indicadora respectivamente. Já para o doce de uva Torrezan
(1998), explica que o pH se encontra em torno de 3,0 a 3,2. Com o pHmetro foi
registrado um valor de 4,30 e com a fita indicadora 4,0, em nossa amostra.
Foppa (2009), esclarece que o pH do leite em pó pode variar entre 6,4 a 6,8
ficando próximo ao valor relatado em nossa amostra que foi de 6,43.
Já a pimenta do reino teve pH de 5,89 com o pHmetro, e de 4 com as fitas
indicadoras. No patê de peito de peru foi registrado um pH de 6,70 e 5 com o phmetro
e a fita indicadora respectivamente. Para esses dois alimentos não foram encontrados
valores de pH registrados na literatura, sendo assim faz-se a comparação apenas
pelas duas alternativas realizadas em aula prática.
A partir da tabela e dos resultados encontrados na literatura e em artigos
científicos, podemos observar que há diferença de valores do pH. Isso pode ser
explicado pelo fato de que em nossas experiências foram usados o pHmetro e a fita
indicadora, onde o pHmetro não estava exatamente calibrado, podendo assim
informar valores não exatos. Também é valido lembrar que a leitura das fitas
indicadoras de pH, consiste em números inteiros, que devem ser analisados logo após
ser introduzido no alimento. Na maioria das vezes não é possível ter certeza do valor
de pH por meio das fitas, uma vez que as cores da tabela são parecidas, conseguindo-
se apenas valores aproximados.

16
5 CONCLUSÃO
Ao término destas aulas, percebe-se a importância do pHmetro e sua
calibração em estudos analíticos de amostras químicas e biológicas, e como ele é um
claro exemplo de instrumento criado para responder às necessidades da ciência em
geral, visando buscar medidas confiáveis para determinação do pH nas mais variadas
substâncias.
Nota-se ainda, a maior precisão do pHmetro em comparação às fitas e o
indicador universal de pH. Vê-se que são obtidos números decimais, com mais
exatidão e controle quando comparados com as cores obtidas nas fitas e com o
indicador universal, que são analisadas de acordo com uma escala previamente
fornecida de pH, dada em números inteiros.
Durante os experimentos, percebe-se a variação do potencial Hidrogeniônico
de acordo com a natureza, temperatura e concentração da amostra, fatores estudados
em teoria e comprovados na prática que provocam alterações.

17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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A.D.C.S, CARDOSO A .S; Análise de sólidos solúveis totais e pH em
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 FERNANDES, L. G. V. et al. Caracterização físico-química e sensorial de


geleias de goiaba preparadas com açúcar mascavo. Revista Brasileira de
Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.15, n.2, p.167-172, 2013.
Disponível em < http://www.deag.ufcg.edu.br/rbpa/rev152/Art1528.pdf>
Acesso em: 02 nov 2017.

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 OLIVEIRA R.M.E., OLIVEIRA A. R.C. et al. Caracterização química de doces


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 OLIVEIRA Thayná; DE SOUZA Bianca S. et al. Qualidade química do doce


de figo maduro em calda. 5ª Jornada Científica e Tecnológica e 2º Simpósio
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Inconfidentes/MG. 6 p. Disponível em
<https://jornada.ifsuldeminas.edu.br/index.php/jcinc/jcinc/paper/viewFile/332/1
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18
 PEISINO, Flávia Magnago; PEREIRA, Lucas Louzada. et al. Caracterização e
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estratos de altitude. IX Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil. Junho de
2015, Curitiba – PR. 5 p. Disponível em
<http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/spcb_anais/simposio9/193.p
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 TORREZAN, Renata. Manual para a produção de geléias de frutas em


escala industrial. Embrapa Agroindústria de Alimentos, Rio de Janeiro – RJ,
1998. p. 27 Disponível em <
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/doc29-
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2017.

19