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CURSO DE EXPOSIÇÃO ORAL

03. TÉCNICAS DE EXPOSIÇÃO ORAL

INDICE

I - G E N E R A L I D A D E S ............................................................................................................
I I - M É T O D O S D E A P R E S E N T A Ç Ã O D E U M A E X P O S I Ç Ã O O R A L ....................
II. 1 - LEITURA DE MANUSCRITO...............................................................................................................
II. 2 - FALAR DE MEMÓRIA..........................................................................................................................
II. 3 - FALAR DE IMPROVISO.......................................................................................................................
II. 4 - FALAR BASEADO EM UM SUMÁRIO.................................................................................................
III - PREPARAÇÃO DE UMA EXPOSIÇÃO (BASEADA EM SUMÁRIO).....................................
III. 1 - SELEÇÃO E LIMITAÇÃO DO ASSUNTO...........................................................................................
III. 2 - DETERMINAÇÃO DE OBJETIVOS.....................................................................................................
III. 3 - ANÁLISE DA AUDIÊNCIA E DA OCASIÃO........................................................................................
III. 4 - PREPARE INICIALMENTE, UM SUMÁRIO........................................................................................
• INTRODUÇÃO.........................................................................................................................................
• DESENVOLVIMENTO..............................................................................................................................
• CONCLUSÃO...........................................................................................................................................
III. 5 - PREPARE FONTES DE CONSULTA E DESENVOLVA O SUMÁRIO................................................
A - DEFINIÇÃO..............................................................................................................................................
B - EXEMPLOS..........................................................................................................................................11
C - COMPARAÇÕES.....................................................................................................................................
D - ESTATÍSTICAS.......................................................................................................................................
E - TESTEMUNHO........................................................................................................................................
F - AJUDAS...................................................................................................................................................
III.6 - EXPONHA SUAS IDÉIAS, VERBALMENTE, BASEADO NO SUMÁRIO DESENVOLVIDO.............
III.7 - PRATIQUE SUA APRESENTAÇÃO VERBAL.....................................................................................
IV - APRESENTAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ORAL.......................................................................15
IV.1 - TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO.........................................................................................................
A - O EXPOSITOR, PRIMEIRAMENTE, É VISTO....................................................................................16
B - O EXPOSITOR É OUVIDO..................................................................................................................17
C - O EXPOSITOR É COMPREENDIDO......................................................................................................
IV. 2 - COMO MANTER O INTERESSE DOS OUVINTES........................................................................20
V - CONCLUSÃO......................................................................................................................20
VI - REFERÊNCIAS...................................................................................................................20
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- GENERALIDADES

I. 1 - Tarefa primária de qualquer pessoa na transmissão de informações ou instruções, de um modo


claro e ordenado, visando permitir aos ouvintes uma completa compreensão do que foi informado ou daquilo que
deverá ser executado.

I. 2 - Esta apostila dever ser considerada, somente, como uma orientação a ser seguida na preparação e
apresentação de uma Exposição Oral. Para obtenção do objetivo proposto haverá necessidade de que sejam
proporcionadas ao aluno, oportunidades de aplicação dos conhecimentos adquiridos (Exercícios de Exposição Oral),
posteriormente seguidas de uma Crítica da Exposição Oral apresentada.

II - MÉTODOS DE APRESENTAÇÃO DE UMA EXPOSIÇÃO ORAL

Independente do Estilo ou da Técnica de apresentação, podemos reunir os Métodos de


Apresentação de uma Exposição Oral em quatro grupos distintos:

II. 1 - LEITURA DE MANUSCRITO

Este método pode ser considerado, em tese, como o mais ineficiente, devendo, porém ser seguido
quando, pelas circunstâncias e pela importância do assunto, um mal entendido possa trazer graves conseqüências ou
uma grande perda de eficiência na compreensão.

II. 2 - FALAR DE MEMÓRIA

Este método, assim como o anterior, tem a vantagem de permitir uma grande precisão na
transmissão das idéias. Tem, porém como inconveniente, o fato de destruir a espontaneidade, o senso de
comunicação e a flexibilidade. Falar de memória requer um grande trabalho de preparação, não devendo, também,
ser desprezada a possibilidade de um esquecimento, com resultados fáceis de compreender.

II. 3 - FALAR DE IMPROVISO

Do extremo de uma laboriosa preparação o expositor pode ser obrigado a passar a outro extremo,
isto é, à apresentação da Exposição Oral, sem nenhuma preparação. Este método é usado algumas vezes, por
expositores experimentados. Nestes casos o que comumente acontece é o expositor empregar no improviso, frases,
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exemplos, etc., já empregados anteriormente. Na realidade, muito tempo e trabalho foi empregado na preparação do
improviso, sem que isso se perceba, à primeira vista.

II. 4 - FALAR BASEADO EM UM SUMÁRIO

Este método é o mais comumente usado por expositores eficientes. Normalmente, é o que
melhores resultados propicia. A base do método repousa em uma lógica e completa preparação, seguida de uma
adequada prática. O único guia para o expositor é um sumário que poderá ser guardado na memória. Podemos dizer
que é uma memorização por idéia, em vez de uma perniciosa memorização de palavra por palavra.

Vantagens deste método:

a) Liberdade de adaptação às reações da audiência;

b) Tem um vívido senso de comunicação; e

c) Dá mais sinceridade ao expositor.

III - PREPARAÇÃO DE UMA EXPOSIÇÃO (BASEADA EM SUMÁRIO)


Na preparação de uma Exposição Oral, tendo por base um Sumário, não há, propriamente, uma
regra ou uma ordem fixa, porém, é de todo aconselhável que o expositor prepare sua Exposição Oral de modo a
abranger todo o assunto a ser apresentado, mantendo-a, porém, flexível ao máximo. Por flexibilidade queremos
dizer adaptação às reações da audiência.
Em cada momento, durante a preparação, o expositor deve ter em mente que está se preparando
para falar para uma audiência que irá reagir, a cada palavra, idéia ou gesto, de uma determinada maneira. Sete
Pontos recomendados, como “Lista de Verificações” na preparação de uma Exposição Oral:

III. 1 - SELEÇÃO E LIMITAÇÃO DO ASSUNTO

Caso o expositor possa escolher o Assunto a Expor, é de bom alvitre que a escolha recaia num
assunto sobre o qual o expositor tenha sólidos conhecimentos e convicções definidas. É, ainda, recomendável que o
assunto escolhido seja do interesse da audiência.
No referente à limitação , deve o expositor, ter em mente que alguns assuntos são de tal modo
extensos ou complexos que é impossível esgotá-los no tempo previsto para a apresentação. Neste caso caberá ao
expositor limitar o assunto em termos de:

• Tempo disponível;
• Qualificação do expositor;
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• Interesse da audiência e ocasião.

É conveniente esclarecer que RESUMIR e LIMITAR, tem sentidos completamente diferentes.

Exemplo: Limitação do Assunto

Suponhamos que o assunto a expor é Família. Este assunto poderá ser limitado:

a) Pela divisão do assunto em partes e pela apresentação de uma destas partes. Assim o Expositor dividirá a
“Família” em Relacionamento entre Pais e Filhos, relacionamento entre os cônjuges, Educação dos filhos e etc.,
escolhendo um destes temas para a apresentação.

b) Pela seleção de um tema único e dominante e pelo agrupamento de todo o conhecimento do assunto em
torno deste tema. “A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual” ou “A importância da Família no mundo atual”.

III. 2 - DETERMINAÇÃO DE OBJETIVOS

As necessidades da audiência irão determinar o objetivo da Exposição Oral.


A resposta à pergunta: “O que espero c/a apresentação desta Exposição Oral?” (objetivo)
“O que necessita a audiência? (fornecerá o objetivo)

Quando um expositor apresenta uma Exposição Oral, ele busca por certas reações da audiência.
Normalmente, uma Exposição Oral tem em vista: Informar, Persuadir, nestes casos a reação esperada ( objetivo)
será, respectivamente: Compreensão, Concordância ou Ação.
Exemplos:
01 Tema ou assunto: Reencarnação: importância da reencarnação no processo evolutivo da
humanidade.
Objetivos: Persuadir o auditório da importância da vida no corpo e do aproveitamento do
tempo na tarefa de auto-aperfeiçoamento.
Despertar a atenção do auditório para os problemas decorrentes do não
aproveitamento da reencarnação para o progresso do Espírito.
02 Tema ou assunto: Reencarnação: fatos comprobatórios
Objetivos: Convencer o auditório, através de fatos devidamente comprovados, da
veracidade da reencarnação.
03 Tema ou assunto: Reencarnação: argumentos filosóficos, morais e religiosos a favor
da reencarnação.
Objetivos: Despertar no auditório reflexões de ordem filosófica, moral e religiosa acerca da
reencarnação.
04 Tema ou assunto: A reencarnação através do tempo.
Objetivos: Informar o auditório sobre:
.surgimento da idéia da reencarnação nos povos antigos;
.razões de sua inclusão nos fundamentos da codificação da Doutrina Espírita por
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Kardec.
III. 3 - ANÁLISE DA AUDIÊNCIA E DA OCASIÃO

O expositor deve ter em mente o tipo de audiência que defrontará a fim de estar preparado para as
reações às suas palavras.
Alguns pontos a considerar:

Ocasião Interesse da audiência Provável atitude da audiência


(em relação ao assunto / expositor)
Data e hora Idade Favorável

Local Sexo Oposição


Tipo de reunião Estado civil Desinteressada

Programa que será executado Situação econômica Indecisa


Cultura;
Tipo de vida ou trabalho
Religião
Cor
Política.

III. 4 - PREPARE INICIALMENTE, UM SUMÁRIO

a) Antes de procurar fontes de consulta, o expositor deve tentar fazer um Sumário, baseado em seu

conhecimento do assunto. Neste sumário deverão estar assinalados todos aqueles pontos (idéias principais) que o

expositor julga necessários à obtenção do seu objetivo.

b) É tradicionalmente aceito dividir a Exposição Oral em três partes:

• Introdução;

• Desenvolvimento; e

• Conclusão.

• INTRODUÇÃO

A Introdução tem funções básicas:

a) Despertar a atenção, criar curiosidade e mostrar a necessidade;

b) Criar uma atmosfera permissível; e


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c) Introduzir o assunto propriamente dito.

Quanto mais árduo e sem interesse aparente o assunto, tanto mais cuidadosamente deve ser
preparada a Introdução.

Tema: A Caridade Verdadeira


Objetivo Introdução
Persuadir o público quanto a importância do uso da razão Contar a estória “Em nome do coração” do livro Bem
aliada ao sentimento para a prática da verdadeira Aventurados os Simples de Vinícius e psicografia de
caridade. Waldo Vieira - FEB

• DESENVOLVIMENTO

O Desenvolvimento pode ser considerado como a parte mais importante. Nele as idéias principais
devem ser apresentadas em transição perfeita. Há diferentes modos de apresentar o Desenvolvimento, tais como:

a) Apresentar o assunto do presente para o passado, ou vice-versa. Nessa apresentação podem ser abordados
assuntos como “O Posto de Assistência atual e a Casa do Caminho dos primeiros cristãos”, locais onde se
pode praticar a verdadeira caridade ensinada por Jesus.

b) Apresentar o assunto partindo do mais simples para o mais complexo.

Exemplo: No caso do tema em questão tratar inicialmente do amor ao próximo (familiar, parente, amigo,
vizinho, colega de trabalho, etc.), para posteriormente tratar do amor aos inimigos (aqueles que nos prejudicaram
efetivamente).

c) Apresentar o assunto partindo do conhecido para o desconhecido. Neste modo, em primeiro lugar são
abordadas idéias relativas a área em que vivem ou trabalham os elementos do auditório, partindo, em seguida para
fatos pertencentes a outras áreas ou setores.

Exemplo: A caridade no dia a dia com os familiares, com os colegas de trabalho ou escola, com os vizinhos
e a caridade praticada em determinados dias no Centro Espírita ou instituições diversas.

d) Apresentar o assunto partindo do mais freqüente para o menos freqüente. Neste tipo os elementos do
auditório tomam conhecimento dos fatos mais freqüentes e, após haver sido estabelecido uma base, os casos menos
freqüentes passam a ser alvo de atenção. Apresentar uma regra e, em seguida analisar as exceções, ilustrar este tipo.

Exemplo: Tratando da questão da reencarnação e das tendências do novo ser, citar inicialmente a regra, que
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é o esquecimento temporário, para depois falar sobre a questão dos gênios ou dos superdotados, que são exceções.

∗CONCLUSÃO

Uma Exposição Oral com o Objetivo de Persuadir deverá ser concluída com um Efetivo Apelo
para que os ouvintes Ponham em Ação o que foi exposto.

Com o Objetivo de Informar deverá ser concluída recordando-se as idéias importantes


apresentadas, para que estas idéias sejam ligadas, compreendidas, memorizadas, etc.

Na Conclusão deve-se evitar introduzir novas idéias que venham a confundir o raciocínio dos
ouvintes.
Exemplo:
Tema: A Caridade Verdadeira
Objetivo Conclusão
Persuadir o público quanto a importância do uso da razão Do que acabamos de ouvir, podemos agora compreender
aliada ao sentimento para a prática da verdadeira o que é a caridade verdadeira e concluir que ela é o
caridade, esclarecendo sobre o modo correto de praticá- caminho (pode-se citar Jesus, Kardec, etc.) que está ao
la, os seus benefícios para nós mesmos e mostrando que nosso alcance, desde que aliemos a inteligência ao
está ao alcance de todos. sentimento e a razão ao amor.
Reiniciemos pois, esta caminhada com Jesus.

III. 5 - PREPARE FONTES DE CONSULTA E DESENVOLVA O SUMÁRIO

Pela aquisição de novos dados, fatos, exemplos, etc., o expositor poderá desenvolver o Sumário
com o fito de esclarecer, convenientemente, os ouvintes. Nesta fase a visita às Bibliotecas e consultas ao Vade
Mecum Espírita, é de grande valor. É facilmente observado que os ouvintes compreendem e fixam com maior
facilidade as idéias apresentadas sempre que estas são relacionadas a exemplos, comparação, estatísticas, etc., ou
quando o testemunho de elementos altamente capacitados é trazido para apoiar ou provar idéias apresentadas.
Este apoio ou prova deverá aparecer em segundo lugar seguindo a idéia inicialmente apresentada.

Exemplo:
A Caridade Tema: Verdadeira
Idéia Principal Apoio ou Prova
Aliar a razão ao sentimento faz-se necessário para que A razão sem o sentimento leva o coração ao
auxiliemos verdadeiramente (citar lição “Em nome do endurecimento (citar lição 35, “Recusar” do livro “Bem-
coração” do livro Bem-Aventurados os Simples – Aventurados os Simples” Vinícius / W. Vieira)
Vinícius / W. Vieira)

A - DEFINIÇÃO

O expositor deverá definir e explicar a significação dos termos utilizados. Estes termos deverão
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ser definidos o mais cedo possível, de maneira a que seja assegurada a compreensão do assunto a ser exposto.

B - EXEMPLOS

Servem de um modo geral, para ilustrar, provar ou apoiar uma idéia apresentada. São
particularmente efetivos em se tratando de assuntos abstratos e de difícil visualização. Deve-se evitar usar exemplos
por serem somente originais ou porque irão provocar risos. O exemplo deve ter uma função definida devendo
interessar a todos sem ofender ou ridicularizar alguns. Dois tipos de exemplos são comumente utilizados:

B.1 - Exemplos Específicos

Os exemplos específicos são pequenos exemplos que, normalmente, devem ser empregados em
quantidade para apoiar a idéia apresentada; assim, para apoiar a idéia de que “a idade não é requisito fundamental
para se atingir um grau de cultura ou perfeição elevado”, o expositor poderá apresentar exemplos específicos
como:

• Willian Pitt foi Primeiro Ministro da Inglaterra aos vinte e quatro anos de idade.
• Mozart aos quatro anos já compunha.

B.2 - Exemplos Longos

Os exemplos longos, pela riqueza de detalhes e fatos apresentados, são capazes de, isoladamente,
provar a idéia apresentada. Os exemplos longos poderão ser descrições de fatos reais ou de situações imaginárias
citadas pelo expositor.
Em ambos os casos eles necessitam ser realísticos, vividos e lógicos.

Exemplo: Para defender a tese de que vale a pena fazer o bem ao próximo, até mesmo com grande sacrifício
pessoal, podemos relatar a estória “Auxílio Mútuo” do livro Jesus no Lar de Néio Lúcio / FC Xavier.

C - COMPARAÇÕES

A comparação é uma ponte que liga o conhecido ao desconhecido. O expositor pode tornar clara
uma nova idéia, mostrando sua semelhança com outras idéias já conhecidas pelos alunos.

C.1 - Comparação Real

É a comparação que trata de assuntos semelhantes; assim a comparação de um livro com outro; a
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comparação de um trabalho assistencial com outro e a comparação de uma personalidade ilustre com outra são
comparações reais.

Exemplo: Tratando da nossa conversão ao bem e para demonstrar que, por mais que sejamos viciosos temos
condições de vencer os obstáculos íntimos, podemos relatar a estória de Maria Madalena.

C.2 - Comparação Imaginária

É a comparação que trata de assuntos não semelhantes. Este tipo de comparação adiciona realismo
e entusiasmo à idéias simples e pouco atrativas. Assim, como:

• Os obsessores pareciam um rolo compressor;

• A morte foi o abandono de uma pesada armadura;

• A reunião era uma chuva de bênçãos

D - ESTATÍSTICAS

As estatísticas vêm, pela apresentação de fatos reais, conclusivos e lógicos, apoiar as idéias
apresentadas.

Exemplo: Apresentar dados estatísticos sobre o uso do álcool, drogas ou do número de abortos entre jovens e
as suas conseqüências para a família e a sociedade.

Usando estatísticas é recomendável citar claramente a fonte e a utilização de números inteiros,


sempre que não for obrigatória a apresentação de dados exatos.

Exemplo: Em vez de 449 ou 533 pratos de sopa distribuídos diariamente, será preferível dizer meio milhar
de pratos. No caso de ser necessária a apresentação de dados é conveniente usar ajudas de
instrução, gráficos, tabelas, etc, sem esquecer de registrar a fonte da pesquisa.

D.1 - Memorização por Referência

Os dados estatísticos devem, muitas vezes, ser traduzidos em termos do conhecimento dos
ouvintes. De modo geral a simples apresentação de números e cifras é insuficiente para manter os alunos
interessados.
Há necessidade que os dados estatísticos recebam vida pela comparação com fatos familiares.
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Exemplo: Um automóvel pode circular o Globo Terrestre 16 vezes com a quantidade de gasolina de um
Boeing.

E - TESTEMUNHO

Algumas vezes a simples opinião do expositor, não é suficiente para provar uma determinada
idéia, sendo necessário fazer menção a elementos altamente conceituados que já tenham expressado a mesma idéia.
Esses elementos poderão ser pessoas reconhecidas como autoridade no assunto ou organização (Allan Kardec,
André Luiz, Emmanuel, Chico Xavier, Divaldo P. Franco, Madre Teresa de Calcutá, FEB, etc.). Na escolha deste
tipo de apoio a idéia apresentada, é recomendável verificar se a autoridade escolhida tem, realmente significação ou
é conhecida dos ouvintes.

F - AJUDAS

O uso das ajudas permite que outros sentidos, além da audição sejam ativados. Dada a extensão e
importância do assunto, o mesmo será abordado em outras exposições.

Pesquisas feitas pela Socondy-Vacuum Oil Co. Studies (*) relativas ao aprendizado constataram
que:

Aprendemos Retemos
1 % através do gosto 10 % do que lemos
1,5 % através do tato 20 % do que escutamos
3,5 % através do olfato 30 % do que vemos
11 % através da audição 50 % do que vemos e escutamos
83 % através da visão 70 % do que ouvimos e logo discutimos
90 % do que ouvimos e logo realizamos

Métodos de Dados retidos Dados retidos


Ensino Após 3 horas Após 3 dias
Somente oral 70 % 10 %
Somente visual 72 % 20 %
Oral e visual simultaneamente 85 % 65 %

(*) CARVALHO, Antônio Vieira de. In: Treinamento de Recursos Humanos. SP: Pioneira, 1988, pag. 76-77

III.6 - EXPONHA SUAS IDÉIAS, VERBALMENTE, BASEADO NO SUMÁRIO DESENVOLVIDO

Não escreva sua Exposição Oral e tente decorá-la. O expositor deve ter em mente que
está se preparando para falar e não escrevendo uma Exposição Oral.
Baseado no Sumário o expositor deve “falar” sua Exposição Oral se o expositor “escreve” sua
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Exposição Oral ele se sentirá estranho quando tiver que “falar” para a audiência. Do mesmo modo que um
indivíduo só aprenderá a nadar quando colocado dentro d’água, o expositor só se sentirá preparado para apresentar a
Exposição Oral quando “falar” e “praticar” devidamente. Somente quando da exposição verbal é que o expositor
poderá identificar os pontos em que necessitará de ajudas para dar apoio, provar ou esclarecer suas idéias à
audiência.

III.7 - PRATIQUE SUA APRESENTAÇÃO VERBAL

Finalmente, após planejar o emprego das Ajudas, deverá o expositor praticar a apresentação da
Exposição Oral. Para esse fim é recomendável que o expositor consiga uma pequena audiência a fim de poder
avaliar a eficiência da transmissão das idéias e do tempo realmente gasto na apresentação.

IV - APRESENTAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ORAL

Uma Exposição Oral pode ser comparada, sem grandes exageros, à exibição de um bom
espetáculo, não no sentido de “drama”, mas no sentido de “desempenho”, no qual os ouvintes representam a platéia
e o expositor o artista.
Um indivíduo dotado de pouca experiência verificará que a arte de falar a um grupo se torna mais
fácil à proporção que ele adquire experiência e confiança em sua capacidade e, assim, o medo da plataforma vai
diminuindo, progressivamente.
O “medo do palco” ou o “medo da plataforma”, constitui a causa mais freqüente do insucesso dos
expositores: cerca de 80% é atacado desse mal, sempre que inicia uma exposição.
Normalmente, o medo da plataforma é provocado pela pouca experiência do expositor, mas isso,
se bem que natural, não deve ser considerado como desculpa para a má Exposição Oral.
O medo da plataforma pode ser reduzido, desde que seja observado o seguinte:
• O expositor deve realizar um planejamento e uma preparação cuidadosos da exposição, de maneira que

domine, perfeitamente o assunto;

• Ele deve iniciar a exposição de maneira calma e deliberada;

• Finalmente, deve conservar em mente a finalidade da exposição que é comunicar e transmitir uma idéia, e

lembrar-se de que os ouvintes ali se encontram para aprender e não para criticá-lo ou observá-lo.

IV.1 - TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO


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A reação dos ouvintes a uma Exposição Oral depende, principalmente, do que eles vêm, do que
ouvem e do que compreendem.
Quando estiver falando, o expositor deve olhar, diretamente, para os ouvintes, não ficar olhando
pelas janelas, para o fundo da plataforma, ou, constantemente, para suas notas. Ele deve, durante a exposição dirigir
o olhar à sua audiência, sem favorecer um setor ou outro do auditório.

A - O EXPOSITOR, PRIMEIRAMENTE, É VISTO

A maneira pela qual o expositor se apresenta, causa uma impressão duradoura nos ouvintes. Ele
deve procurar satisfazer os seguintes requisitos:

a) Atitude

Uma postura correta e uma atitude de confiança em si mesmo são requisitos essenciais ao expositor.
b) Apresentação e Limpeza

O expositor deve ser muito cuidadoso com a limpeza, correção e ajuste do vestuário, pois
só assim, poderá sair-se, airosamente, da inspeção a que é, constantemente submetido pelos ouvintes.

c) Coordenação Física

O expositor deve demonstrar entusiasmo e vivacidade e nunca parecer que está tenso ou nervoso.
Movimentos adequados, durante a exposição darão ênfase aos pontos mais importantes.
• Gesticulação e movimentos são muito importantes. Ambos dão grande variedade e vitalidade à exposição; não os
empregando, o expositor poderá parecer constrangido e desprovido de naturalidade. Há, apenas, uma regra
importante a observar: fazer com que a gesticulação e movimento tenham significação, isto é, usá-los, apenas,
quando necessários. A gesticulação deve chamar a atenção do ouvinte para o assunto e não para os gestos que
estão sendo feitos. Cada expositor verificará que certos gestos e movimentos lhe são próprios e naturais; são
estes os que ele deve utilizar;
• Deve-se evitar os maneirismo, isto é, os movimentos que desviam a atenção dos ouvintes do assunto explicado, e
fixam-se nos gestos, ou movimentos; e

• Os tiques nervosos e os cacoetes devem ser corrigidos, especialmente se a sala for pequena e os ouvintes
puderam observá-los com facilidade.

B - O EXPOSITOR É OUVIDO
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A voz do expositor é o melhor recurso de que ele dispõe para a transmissão de idéias, por ser o
meio de comunicação mais direto com os ouvintes. Alguns indivíduos são expositores natos, mas a maioria precisa
cultivar a voz para apresentar boas exposições. Os seguintes fatores influem na formação de um bom expositor:

a ) Qualidade da Voz

Cada indivíduo tem um timbre de voz que é de seu dever tornar o mais agradável possível a seus ouvintes.

b ) Volume de Voz

O expositor deve falar de maneira que seja ouvido por todos os ouvintes presentes, mas não deve aumentar
o volume de sua voz além desse ponto senão para dar ênfase a uma frase. Em uma sala pequena, será possível falar
da mesma maneira que em uma conversação; à medida, porém, que as dimensões da sala aumentem, ele terá de usar
um maior volume de voz.
Como a variedade é um requisito indispensável à toda Exposição Oral, o expositor deve saber variar o volume de
sua voz, ora diminuindo-o, nos períodos de transição, ora aumentando-o, quando um ponto importante esta sendo
apresentado.

c ) Velocidade da Oração

Mudanças freqüentes na velocidade da oração são tão importantes quanto as mudanças do volume de voz.
Se o expositor fala com demasiada velocidade, os ouvintes não conseguem acompanhar; se, ao contrário, fala muito
devagar, poderá trazer monotonia à sua exposição. Excesso de velocidade confunde, e uma exposição lenta e
arrastada normalmente irrita.
A variação da velocidade deve ter um propósito definido.

d ) Pausa

Devem ser definidas e planejadas. Pausas bem caracterizadas são elementos de variedade e interesse. Elas
não devem, todavia, ser confundidas com a hesitação provocada pela incerteza.

e ) Dicção

As palavras resmungadas ou mal pronunciadas não serão ouvidas, ou serão mal entendidas, redundando
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numa perda, para os ouvintes, no que se refere à eficiência da transmissão das idéias.

f ) Naturalidade

Tanto quanto possível, o expositor deve dar à sua exposição um aspecto de conversação, evitando parecer
que está doutrinando. Isso faz com que os ouvintes se coloquem no mesmo nível em que se encontra o expositor,
adquiram confiança nele e aceitem seus ensinamentos.

C - O EXPOSITOR É COMPREENDIDO

Para que qualquer exposição tenha êxito, é imprescindível que aquilo que o expositor diz, seja
perfeitamente compreendido pelos ouvintes. Sem compreensão, haverá pouco ou nenhum aproveitamento.
a ) Com a prática, será possível verificar, pela expressão fisionômica e pelo grau de atenção dos ouvintes até que
ponto estão acompanhando a exposição. O bom expositor não tenta, nunca, deslumbrar o auditório; mostra, pelo
contrário, que embora senhor do assunto, seu maior interesse é ajudar a compreendê-lo. Para isso, ele liga tudo o que
diz respeito aos interesses, às necessidades e aos conhecimentos dos ouvintes.

b ) As exposições devem progredir sem atritos ou interrupções. Uma vez despertado o interesse dos ouvintes, a
melhor maneira de conservá-lo é desenvolver o raciocínio numa seqüência lógica. Cada ponto deve ter uma relação
definida com o assunto da palestra e com os pontos anteriores. O orador deve ter habilidade de não se perder, ou
deixar que os ouvintes se percam, num emaranhado de idéias, aparentemente sem relação umas com as outras.

c ) O expositor deve falar de maneira clara e direta; para ser bem compreendido, o expositor deve escolher,
cuidadosamente, as palavras que vai empregar e construir suas frases de maneira clara e lógica.
V. 2 - COMO MANTER O INTERESSE DOS OUVINTES

Qualquer expositor, a despeito da boa organização que tenha dado à exposição, não executará, a
contento, sua missão se não conseguir focalizar e manter a atenção dos ouvintes durante todo o tempo da
apresentação.
a) O grau de atenção, com que os ouvintes seguem os ensinamentos transmitidos por um expositor, pode
depender da maneira pela qual ele fala, da sua técnica da apresentação, ou de seu tom de voz. A reputação e o
prestígio individuais do expositor podem influir também, no grau de atenção com que é ouvido. É, entretanto, a
maneira pela qual o expositor apresenta as suas idéias, isto é, as qualidades intrínsecas de sua apresentação,
chamadas fatores de interesse, que focalizam e mantém a atenção dos ouvintes.

Fatores de Interesse
Ação Realismo Proximidade
Familiaridade Novidade Expectativa
Controvérsia Espírito Importância Vital
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V - CONCLUSÃO

Esta apostila foi organizada para representar uma autêntica “Lista de Verificações” e
poder ser útil para qualquer tipo de Exposição Oral em qualquer época.

VI - REFERÊNCIAS

1 - Manuscritos e Súmulas da ECEMAR


2 - Principles and types of Speech - Monroe.
3 - Apostilas da EAOAR.
4 - Manual de Aplicação - Ciclo Introdutório - Ed. Auta de Souza/1997