Você está na página 1de 39

www.diamba4e20.

org
Versão 1- 2018
Sumário

02
Introdução
O conteúdo da presente obra está amparado pela liberdade
de expressão prevista no artigo 5º, IX da Constituição Federal do Brasil.
Todas as informações aqui contidas são derivadas de estudos sobre o
vegetal canábis, sendo sua difusão um reflexo do direito à informação.
Também não tem o intuito de estimular o consumo ou cultivo de
maconha, mas sim informar sobre o estado atual do conhecimento
sobre o assunto.
Crescemos ouvindo diversas mentiras sobre a maconha.
Propagadas por de décadas, se tornaram tão enraizadas que ainda é
difícil convidar alguém a se questionar sobre o assunto. A maconha, ou
canábis, ao longo da maior parte da história da humanidade foi
considerada de grande valia. Sua importância durou até o último
século, quando se tornou alvo de leis racistas que visavam limitar a
liberdade de minorias étnicas.
Ainda hoje sofremos as mazelas desta guerra contra a
planta e, infelizmente, os que mais sofrem são as mesmas minorias
cujas liberdades foram cerceadas por essa guerra!
A justiça brasileira não reconhece o direito individual de
cultivar a canábis para consumo, seja para uso medicinal ou
terapêutico. Recentemente a ANVISA classificou a canábis como planta
medicinal e estudos mundo afora, cada vez mais amplos e recorrentes,
continuam a expandir os benefícios da canábis.
Este livreto é uma maneira de compartilhar um pouco que
aprendi sobre a maconha lendo e conhecendo melhor essa planta
maravilhosa e apaixonante.

Fale conosco: diamba4e20

www.diamba4e20.org

03
HISTÓRIA DA CANÁBIS

NO MUNDO
O primeiro uso registrado da canábis data de mais de
10.000 anos, uma corda feita de cânhamo (canábis de uso industrial)
encontrada num vilarejo onde hoje fica Taiwan. Desde o primeiro
contato, a relação entre a canábis e o ser humano estreitou. Em 2700
a.C o imperador Shen Nung (pai da medicina Chinesa) já conhecia as
propriedades medicinais da canábis. Os primeiros registros de uso
recreativo datam de 500 a.C, mesma época em que o cânhamo chegou
à Europa. Seu uso como fibra foi se espalhando pelo planeta devido à
sua alta resistência. A criação e uso do haxixe se espalhou pela Arábia
pelo ano 900 d.C, e só chegou à Europa por volta de 700 anos depois,
na antiga Constantinopla.
O uso medicinal, recreativo e industrial continuaram se
espalhando, porém em 1798 Napoleão proíbe seus soldados de
consumir haxixe, hábito herdado dos Egípcios.
Nos EUA a maconha foi usada como erva medicinal,
recreacional e para fins industriais durante todo o século XIX, até que
em 1906, com a implantação do Pure Food and Drug Act, o uso de
Canábis começou a ser fortemente controlada. A lei cerceou a
liberdade de imigrantes Mexicanos fugidos da revolução de 1910, que
tinham o costume de fumar a erva. Até 1935 a proibição já ocorria em
várias partes do mundo. Com o final da proibição do álcool em 1933
nos EUA o atual DEA (drug enforcement agency) focou seus
investimentos no combate a canábis. Esse combate manteve-se sem
muitos investimentos até 1986, quando o presidente Reagan inicia a
empreitada internacional da “Guerra às drogas”.

04
HISTÓRIA DA CANÁBIS

NO MUNDO
Como já sabemos, a chamada “Guerra às drogas” agravou o
problema de abuso de drogas, e além disso criou um mercado ilícito
que hoje é um dos maiores e mais lucrativos do mundo.
Nesse período, três convenções da ONU foram dirigidas ao
combate às drogas: a Convenção única sobre entorpecentes (1961), o
Convênio sobre substâncias psicotrópicas (1971) e a Convenção das
Nações Unidas contra o tráfico ilícito de entorpecentes e substâncias
psicotrópicas (1988). Tornava-se cada vez mais severa a repressão.
Apesar das duras sanções, inclusive sobre as pesquisas
sobre a planta, estudos científicos mostravam repetidamente seus
benefícios medicinais e afastavam cada vez mais as mentiras
propagadas sobre os falsos malefícios da canábis (quem não lembra da
história de que fumar maconha mata seus neurônios?).
Cada vez mais pacientes solicitavam pelo uso da canábis
pelos seus benefícios. A pressão para a liberação foi aumentando, até
que em 1996 a Califórnia reconheceu o uso medicinal da canábis no
auxilio a pacientes com AIDS.
A partir daí, cresceu o movimento para colocar a maconha
na sua posição histórica de nos ajudar. Atualmente muitos países já
flexibilizaram suas leis sobre a maconha, principalmente sobre o
caráter medicinal. Em 2018, além do Uruguai e Canadá, a África do Sul
e a Georgia já legalizaram o uso recreativo.
Desde 1996, diversos estados seguiram o exemplo da
Califórnia. Atualmente Colorado, Alaska, Oregon e outros estados
americanos também já reconhecem o uso recreativo como legal!

05
HISTÓRIA DA CANÁBIS

NO BRASIL
No Brasil, o que se acredita hoje é que a canábis chegou
pelos escravos africanos, que já fumavam a erva no seu continente
original por muitas centenas de anos para rituais, recreação e até
mesmo para o combate. Também tiveram papel importante os
marinheiros portugueses consumidores e conhecedores do bhang da
índia.
Com a tráfico massiva de africanos, o uso da maconha
chegou pelo litoral e foi se espalhando por todo Brasil, sendo esse
costume adotado por diversas tribos indígenas e incorporado as suas
tradições. Os índios espalharam o uso principalmente para o Norte e
Nordeste do país costume que foi sendo passado de geração para
geração. Foi assim largamente difundido também para as vilas de
pescadores, ajudando muito no ofício monótono da pescaria. O
costume foi passado tanto as comunidades litorâneas, como no
interior, como por exemplo no vale do baixo São Francisco, onde hoje é
a região conhecida como polígono da maconha.
A proibição da maconha nasce das contradições sociais do
processo de abolição em 1888. Desde o século XIX, já haviam leis nas
cidades do Rio de Janeiro e Campinas proibindo o uso da maconha,
porém não eram rigidamente seguidas. A partir da conturbada década
de 20 a repressão aumentou e em 1932 surge a criminalização oficial e
nominal do Pito de Pango, ou Fumo de Angola como era conhecido na
época. Não por coincidência foi criado em 1934 a Delegacia de
Costumes, Tóxicos e Mistificações (DCTM). Criada dois anos após a
proibição definitiva da canábis, a delegacia que verificava o uso da
planta era a mesma encarregada de controlar e reprimir rodas de
samba, a prática de capoeira e ritos de umbanda.

06
HISTÓRIA DA CANÁBIS

NO BRASIL
Merece ser destacado o Decreto-Lei 891/38 que
estabeleceu a possibilidade de internação compulsória para os
usuários classificados como taxicômanos.
Durante o Estado Novo, em 1944, o governo Vargas inclui a
DCTM como parte do Departamento Federal de Segurança Pública, e a
Delegacia passa a atuar no país todo. Aos poucos, houve a liberação,
do samba, da capoeira, da umbanda e de outras práticas. Não da
maconha , cuja repressão evoluiu e foi se tornando cada vez mais
violenta.
Em 1968, durante a ditadura militar, um decreto altera o
antigo artigo 281 do Código Penal igualando as penas de usuários e
traficantes. Em 1971 instalam-se medidas cada vez mais repressivas
como o oferecimento de denúncia mesmo sem a existência de prova
material. Ou então, prender uma pessoa e deixá-la incomunicável com
sua família ou advogado por trinta dias, renováveis através apenas de
uma comunicação ao juiz, por mais trinta.
Só em 1976 entra a histórica Lei 6368 que separa usuário
de traficante, porém ainda mantinha o encarceramento dos usuários.
Essa posição ante a canábis se manteve e somente em 2006 é
sancionada a Lei 11.343 que extingue a pena de prisão pra usuário e
pra quem plantar pequena quantidade de maconha para uso próprio.
Essa lei vigora até hoje, e apesar de ter-se aumentado a
discussão sobre isso no legislativo do país, ainda temos muito que
batalhar para que o governo esteja disposto a flexibilizar essas leis,
mesmo com maior parte dos seus gastos em segurança pública sendo
desperdiçado nessa “guerra as drogas”.

07
SEGURANÇA NO CULTIVO

Segurança
em primeiro
lugar!!
Infelizmente
muitas partes do mundo
ainda proíbem o cultivo
da canábis, e assim muito
cuidado deve ser tomado.
A prioridade
sempre deve ser a
segurança do grow. Não adianta ter todos os fatores em perfeitas
condições, mas colocar tudo a perder por não ser infalível com a
segurança. Quanto menos pessoas souberem sobre o seu projeto mais
seguro será. O risco cresce exponencialmente com o número de
pessoas que ficam sabendo. O segredo do sucesso é o segredo!
O local escolhido deve ter o mínimo de circulação de
pessoas e de visibilidade, isso evitará que curiosos acabem
encontrando. Se morar em apartamento isso significa um cômodo
meio escondido, um armário, CPU ou outros, mas sempre com tranca.
No outdoor, numa parte pouco acessada da casa, ou entre outras
plantas para disfarçar num canto do canteiro. Na guerrilha também,
num local de difícil acesso, com pouca circulação.
É sempre bom atentar também para vazamento de luz,
barulho e o cheiro na floração.

08
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA
A canábis ou cannabis sativa é uma erva anual , ou seja
segue um ciclo e morre ao final (como o tomate). É uma planta dioica,
assim, há plantas macho e plantas fêmea, ocasionalmente há plantas
hermafroditas, ou intersexuais que seria o termo botânico. São
angiospermas, onde há polinização e sua reprodução em ambiente
natural se dá normalmente pelo vento.

ALGUMAS PARTES DA PLANTA


flor principal flor fêmea,
(topbud, main cola)
camarão(bud)

caule
(stalk) pistilos folhas tricomas
resinadas
haste (sugar leaves)

(stem)

folhas
principais
(fan leaves)

08
09
HORTICULTURA CANÁBICA

BOTÂNICA
CICLO DE VIDA
O ciclo de vida da planta de canábis se inicia na germinação
da semente (7-10 dias), segue a fase incial de plântula (2 semanas)
onde o crescimento radicular é mais intenso que o foliar, e a planta
está em estado frágil. A partir de aproximadamente 2 semanas a planta
já entra na fase vegetativa de crescimento vigoroso e vertical, o
período dado a essa fase vai ser determinado pela origem genética e
ambiente onde a planta cresce. Se forem plantas regulares, então é
necessário pelo menos 12 horas de escuridão total para induzir a
entrada na floração, caso sejam plantas automáticas entraram na
floração mesmo sem mudança de fotoperíodo. A floração dura de 2 a 4
meses a depender da genética. Sativas tem florações mais longas que
cepas Indicas.
germinação
plântula
(seedling)
~7 a 10 DIAS

~2-3 SEMANAS

10
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

GERMINAÇÃO E CLONAGEM
Há duas maneiras de se iniciar um ciclo com uma planta de
canábis: pelo processo natural usando uma semente, ou pela
propagação assexuada, chamada de clonagem. Cada uma tem sua
peculiaridade, vantagens, desvantagens e deve ser usada de acordo
como tal. Vamos falar separadamente de cada processo.
Quando se inicia o cultivo com semente, o primeiro fator a
se analisar é sua origem e perfil genético. Assim, o ideal é consegui-las
de uma banco de sementes confiável, deve-se analisar bem a descrição
do criador e críticas de outros cultivadores para assim selecionar uma
genética que se adapta ao seu clima e estratégia de cultivo. Há um
infinidade de sementes de bancos bem antigos e confiáveis na
internet. Apesar disso qualquer semente pode germinar, mas alguns
sinais indicam as que tem maior chance.

Partes da Caliptra Cálice


Perianto
Semente Radícula Cotilédone

Meristema apical

Folhas Embrionárias

Visão lateral Corte Visão lateral

11
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

GERMINAÇÃO E CLONAGEM
As sementes com maior chance de germinação são as que
passaram pelo processo de maturação e de secagem. As sementes de
melhor qualidade normalmente apresentam coloração marrom, claro a
escuro, tem algumas pintas ou listras escuras e são resistentes a leve
pressão entre os dedos. Em geral sementes ruins são mais
esbranquiçadas, menores e frágeis a leve pressão (essas sementes
podem dar uma ótima temperada na sua salada, as sementes de
canábis são muito nutritivas).

bigbudsmag.com

Existem várias maneiras de se germinar uma semente e


cada cultivador acaba encontrando a sua técnica ideal. Para germinar,
as sementes precisam somente de água, calor e ar. Não precisam de
hormônios ou nutrientes e com os devidos cuidados germinam de 2 a
7 dias, e estarão prontas para o solo. Já no solo o ideal é manter a
temperatura entre 21 e 32 graus. De 4 a 7 dias deve aparecer a
radícula para fora do solo. Apresento na próxima página um passo-a-
passo de uma técnica muito conhecida e eficiente para a germinação.

12
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

GERMINAÇÃO PASSO-A-PASSO:

Dica: para automáticas plante a


semente no último pote que for usar. 13
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

GERMINAÇÃO E CLONAGEM
Quando se inicia o ciclo com clones, o primeiro passo é ter
uma planta mãe com as características que prefere, ou alguma outra
fonte da qual possa realizar a propagação assexuada. Uma planta mãe,
é uma planta exclusivamente fêmea, com pelo menos 2 meses de
idade da qual se quer manter a genética. Assim o ideal é se conhecer o
sexo da planta para se ter certeza que é fêmea antes de clona-la.
Com o acesso a uma planta mãe você precisará dos
seguintes itens para fazer a clonagem:

-Gel enraizador;
-Tesoura;
-Vasos para os clones;
-Lâmina de barbear;
-Prato para cortar os clones;
-Estufa para germinação;
-Copo com água fria;
-Palito de churrasco ou fósforo.

Separe todos os equipamentos antes de iniciar o


procedimento! Os clones devem ficar o mínimo de tempo possível fora
de um substrato.
Assim como na germinação, cada cultivador acaba
desenvolvendo uma forma pessoal com maior sucesso. Utilizei no
exemplo substrato composto de 50% de perlita e 50% de turfa, porém
é muito comum a utilização de lã de rocha e cubos jiffy.
Na próxima página ilustro um passo-a-passo de como
costumo realizar as clonagens.

14
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

CLONAGEM PASSO-A-PASSO:

15
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

CLONAGEM PASSO-A-PASSO:

Tecnicamente os clones tem a idade da mãe, assim têm características


de plantas maduras. Eles já podem mostrar as pré-flores, já crescem
com bastante vigor desde o enraizamento e podem ser colocados para
florescer pouco tempo depois do enraizamento.

16
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

PLÂNTULA (Seedling)
Depois de cerca de 10 dias todas as recém plantadas
sementes já são pequenas plantinhas com os cotiledónes a mostra.
Com cerca de 15 dias as jovens plantas já começam a apresentar suas
primeiras folhas de verdade, inicialmente com 3 pontas.
Assim que as raízes estiverem saindo por baixo do pote
inicial de germinação é hora de transplantá-lo para um maior.

Regue bem o vaso para o substrato


ficar coeso; TORRÃO
Prepare o vaso maior para receber
o torrão com a jovem planta (use o
vvaso menor como molde);
Use uma faca ou régua para soltar
os lados do vaso menor;
Com a mão aberta, posicione o
caule entre os dedos e vire o vaso
como na figura ao lado. >>
Com cuidado coloque o torrão no
vaso maior e cubra com um pouco
mais de substrato.

17
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

PLÂNTULA (Seedling)
A fase de plântula se define no período em que a jovem
planta de canábis tem um crescimento radicular muito mais intenso do
que o crescimento foliar. É uma fase onde a planta está muito sensível
e suscetível a erro dos cultivadores, assim deve-se ter muito cuidado
para não encharcar nas regas e causar falta de oxigênio para as raízes.
Espere de uma a duas semanas da germinação para iniciar a
fertilização e comece com soluções de baixa concentração.
Nessa fase a planta requer luz menos intensa, uma
fluorescente compacta (CFL) a cerca de 10 a 15 cm de distância é o
suficiente para mantê-la crescendo com saúde.
A fase de plântula fase costuma durar entre 2-3 semanas.
Ela termina quando é possível notar crescimento foliar vigoroso, a
partir da qual as plantas começam a pedir mais espaço, nutrientes, luz,
água etc.
Nessa fase a planta está ainda frágil e erros podem ser
fatais. É bom evitar fertilizar e regar demais.

18
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

VEGETATIVO
O período vegetativo é quando a planta “pega no tranco” e
o crescimento foliar fica bastante vigoroso. Nessa etapa, a necessidade
nutricional, de luz, de CO2 e água cresce vertiginosamente, e cabe ao
cultivador suprir as condições ideais para as plantas e suas raízes.
Assim terá o crescimento mais rápido e plantas mais saudáveis.
A taxa de transpiração da planta aumenta requisitando cada
vez mais água. Altos níveis de Nitrogênio são necessários nessa fase,
assim caso use solo orgânico, para essa fase torta de mamona é um
bom aditivo. Caso use substrato inerte é necessário a suplementação
com altos teores de N (os fertilizantes apresentam os valores N-P-K na
embalagem indicando o teor de Nitrogênio, Fósforo e Potássio). Abaixo
alguns fertilizantes bastante utilizados nessa fase e os respectivos
valores de N-P-K:

BIOGROW TOPVEG

Fabricante: Fabricante:
Biobizz Top Crop

Tipo: Tipo:
Orgânico Organomineral

N-P-K: N-P-K:
3-0-8 9-4-8

Obs: Os fertilizantes foram desenvolvidos para serem utilizados junto com o restante da linha,
muitas vezes sendo complementares, assim o ideal é utilizar toda a linha de um fabricante só.

Os nutrientes de fertilizantes orgânicos são


oriundos da decomposição de matéria orgânica. 19
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

VEGETATIVO
Quando a genética da canábis é de período regular, ou seja
sensível a mudança de fotoperíodo, o período vegetativo é mantido
enquanto a planta estiver sob pelo menos 14hrs de luz (teoricamente
pode ser mantida nessa fase infinitamente). Estudos indicam que a
planta cresce com mais rapidez sob 24hrs de luz. Para sementes
germinadas no outdoor , no caso do Brasil (um país onde a duração do
dia varia relativamente pouco) ela já é submetida a menos de 16 hrs
de luz, então em geral a planta cresce cerca de 1-1.5 mês em período
vegetativo e depois entra na floração. Clones tem a mudança de fase é
mais rápida.
Caso a genética seja automática (característica originária da
Cannabis Ruderalis) ela não responde a mudança de fotoperíodo e
manterá a fase vegetativa pelo tempo definido na sua genética. Vale
salientar que as genéticas automáticas, em geral, são sensíveis a
estresse, o que pode desencadear a floração precoce.
Essa fase definirá como será a entrada e a evolução da
floração, e influencia bastante no resultado da sua colheita.
As podas, dobras, LST e Main Lining devem ser iniciados na
fase vegetativa.
As clonagens também devem acontecer nessa fase e o ideal
é que seja clonada uma planta com pelo menos 2 meses de vega.

20
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

FLORAÇÃO
Para completar o ciclo de vida, a planta de canábis deve
florescer, ser polinizada e produzir sementes. Porém para o
canabicultor o principal objetivo é uma flor bem resinada e sem
sementes, a famosa Sinsemilla. Isso por que ao ser polinizada a planta
concentra sua energia na produção de sementes, resultando em flores
menos potentes em THC. Assim para flores bem resinadas e com
potente conteúdo de THC, o cultivador deve manter a planta na
floração, sem ser polinizada até a colheita.
Nas plantas de genética regular, a floração é induzida
quando a submetemos a pelo menos 12 horas ininterruptas de
escuridão, simulando os dias mais curtos do ano. Isso desencadeia na
planta a mudança de distribuição hormonal e nos nós dos galhos
começam as crescer as flores. Como a canábis é uma planta dioica,
podem ser flores macho ou flores fêmea. Caso não tenha intuito de
produzir sementes, elimine as plantas macho no primeiro sinal, para
não correr o risco de polinizar as fêmeas.

FLOR FÊMEA FLOR MACHO

21
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

FLORAÇÃO
Na floração a planta pode aumentar em até 200% o seu
tamanho, então fique atento com o espaço. As primeiras flores devem
aparecer em torno de 2 a 3 semanas após a mudança de fotoperíodo.
No caso de plantas automáticas, a floração é iniciada
conforme sua genética, assim como o período de floração é definida
pela mesma.
Durante a fase de floração a necessidade nutricional da
planta muda. Com a mudança de fase o Potássio (K) começa a ser mais
requisitado. Apesar de ter um papel fundamental nas outras fases, é
na floração que o K fará a diferença e incentivará sua planta a formar
flores maiores e mais pesadas. A planta continua necessitando de
Nitrogênio, porém numa proporção menor. Abaixo alguns fertilizantes
bastante utilizados na floração e os seus respectivos valores de N-P-K:

BIOBLOOM TOPBLOOM

Fabricante: Fabricante:
Biobizz Top Crop

Tipo: Tipo:
Orgânico Organomineral

N-P-K: N-P-K:
1-1-2 4-8-8

22
HORTICULTURA CANÁBICA
BOTÂNICA-CICLO DE VIDA

FLORAÇÃO
O tempo de floração é definido pela genética da planta,
sendo que as variedades sativas tem uma floração bem mais longa que
a canábis indica, variando de 2-4 meses de floração no total.
A maturação da flor é um fator essencial para se identificar
o ponto da colheita. Alguns sinais que indicam a maturaçào: a
diminuição do crescimento das flores, redução no consumo de água e
os pistilos ficam marrons para o final da floração. Todos esses sinais
indicam a maturidade, mas para ter certeza deve-se analisar os
tricomas das flores. Os tricomas são glândulas resinares onde se
encontra a maior parte do THC da planta, tem forma de cogumelo, e
são visíveis com pouco detalhe a olho nu, sendo necessário uma lupa
para analisar com melhor eficiência.
Os tricomas jovens são transparentes, com a maturação
tornam-se esbranquiçados e por fim começam a entrar em
decomposição ficando em cor âmbar.

MATURAÇÃO DOS TRICOMAS www.cactusmartorell.com

Quando usar sementes de genética conhecida


veja as informações de floração do criador 23
COLHEITA
A etapa mais esperada do cultivo é a colheita! Quando todo
o amor e carinho que você dedicou a suas plantas são devidamente
retribuídos.
As plantas que se mantiveram saudáveis durante todo o
ciclo são as que produzem a melhor colheita. Além disso uma colheita
bem planejada e executada é essencial para preservar a qualidade das
flores. Uma má colheita pode colocar todo seu esforço a perder! Então
é necessário o mesmo nível de dedicação que as etapas anteriores.
O processo de colheita e pré-colheita têm algumas etapas
importantes: flush, colheita em si, manicura, secagem e cura. Todos
desempenham papeis cruciais na qualidade final do produto.

Flush

Existe um debate sobre a necessidade do flush antes da


colheita, porém a maioria dos cultivadores concordam que o flush
afeta bastante o sabor final do produto. Durante o ciclo, as plantas
“guardam” o excesso dos nutrientes. Quando não se propicia o
ambiente para o uso de toda essa reserva, o produto final tende a ter
um sabor mais amargo e com um gosto desagradável .
Deve-se realizar o flush de uma a duas semanas antes da
colheita planejada (até 2-3 dias antes no caso de cultivo hidronpônico),
a partir de quando deve-se parar de fertilizar. Com isso a planta usa o
restante dos nutrientes até a colheita. Assim o cultivador assegura o
sabor desejado.
Indica-se usar de 3-4 vezes o volume do vaso em que está a
planta, e muitos cultivadores realizam mais de um flush antes da
colheita.
A tendência é que as folhas comecem a amarelar, como
sinal de que não há mais nutrientes no solo.

24
COLHEITA
Colheita em si

Com o flush feito corretamente, e a maturação dos tricomas


no ponto ideal chega a hora de passar a faca. Com plantas muito
grandes cortam-se os galhos e os pendura separadamente. Nesses
casos, pode-se compartimentar a colheita em alguns dias. Com plantas
pequenas pode-se cortar no caule principal para pendurá-la por
inteiro.
Um ou dois dias antes de cortar as plantas, remova as
folhas principais, as grandes, que não possuem efeito psicoativo, mas
podem ser lavadas e consumidas pois são muito nutritivas. Com um
azeite fica muito bom!

Manicura

Consiste no processo de remoção das folhas mais próximas


aos camarões, que tem menor teor de THC, para que assim fiquem só
as flores no produto final. É necessário uma boa tesoura e luvas, para
evitar que a gordura da mão dissolva o THC das flores.
Pode ser feita logo após a colheita em si, ou após a
secagem, sendo que o primeiro é muito menos trabalhoso que o
segundo.
Guarde as folhas removidas pela manicura para fazer
extração, ou manteiga canábica!

Secagem

Após cortar os ramos ou a planta inteira e manicurá-la é


necessário pendurar e colocar num ambiente de menor umidade para
que a água ainda presente nas flores evaporem.

Dica: a melhor hora para a colheita é pela


manhã quando o teor de THC está no pico 25
COLHEITA
A umidade ideal para a cura fica em torno de 40-50% e temperatura
entre 18-24 ° C. Em até 9 dias as flores já devem estar secas o
suficiente.
Para saber se já está suficientemente seca deve-se dobrar
um galho se partir ao meio é por que está na hora!
Um desumidificador será
muito útil nessa fase para que
a umidade se mantenha nos
valores ideais, principalmente
em climas úmidos.
É importante que seja um
local bem ventilado.

Cura

A cura é um processo para aperfeiçoar o produto final. Essa


etapa propicia que as flores fiquem uniformemente secas e reduz a
chance do desenvolvimento de mofo.
Assim que secada a flor da canábis já pode ser consumida,
porém manté-las na cura por pelo menos 15 a 30 dias melhora o sabor
e protege do mofo.

Dica: na cura, pode adicionar pedaços de casca


de limão ou laranja pra dar um sabor cítrico 26
COLHEITA
Corte as flores dos galhos e guarde elas em potes de vidro
herméticos, encha pelo menos ¾ do pote. Durante a cura abra o pote
todos os dias por 5 a 10 minutos e de uma a duas vezes por dia, para
sair o excesso de umidade.

27
PLANEJANDO UM CULTIVO
LOCAL E ESTRATÉGIA
O local é o principal determinante para se iniciar um cultivo.
Todo o planejamento depende das características do local e algumas
questões devem ser respondidas para se planejar a estratégia de
cultivo:
-O ambiente é externo (outdoor) ou interno (indoor)?
-Quantos ambientes separados é possível estabelecer?
-Quanto espaço que tem?
-Há acesso a água?
-Há circulação de ar suficiente?
-Qual a temperatura e umidade nos ambientes?
-Há circulação de pessoas ou risco do cultivo ser visto?
-Há frestas que possam vazar luz?
-Acha que o barulho da ventilação dentro do local de cultivo pode ser
escutado por curiosos?
-etc
Além dessas questões, deve-se analisar o local do cultivo
com todo o cuidado possível. Sempre tente levantar todas as possíveis
falhas de segurança ou que possam comprometer o cultivo para
solucioná-las e manter seu projeto infalível e duradouro.
O ideal é se ter dois ambientes para cultivo, um para
manter no período vegetativo e outro na floração. Esse tipo de
disposição propicia uma produção perpétua de canábis!!
Lembre-se que cada planta precisa de espaço para crescer,
e que muitas plantas em local apertado dificulta o cultivo e facilita o
desenvolvimento e propagação de pragas e doenças.

28
CONTROLE CLIMÁTICO

LUZ
A iluminação é um dos fatores que mais influenciam no
rendimento do seu cultivo. A medida mais comum para avaliar uma
lâmpada é sua potência medida em Watts (a medida mais correta para
luz emitida é dada em lúmens). São necessários pelo menos 125W/m²
durante o período vegetativo e pelo
menos 400W/ m² durante a floração.
Além da quantidade de VEGETATIVO
luz emitida, outro fator importante TEMP. DE COR IDEAL:
para se analisar quando definir a 5000-6500K
Iluminação é o espectro de luz certo
para cada fase do ciclo da canábis.
Para o vegetativo a planta precisa
mais da faixa azul do espectro, já na www.hortadacouve.com
floração ela precisa da faixa de cor
vermelha do espectro.
Entendendo a necessidade FLORAÇÃO
das plantas, o próximo passo é definir TEMP. DE COR IDEAL:
o tipo de lâmpada que vai optar para o 2000-3000K
seu grow, e ela vai depender do local
do cultivo.
Existem muitas lâmpadas e
nem todas apresentam características ideais par o cultivo da canábis.
A luz mais completa e também a mais barata é a do Sol,
necessita-se de pelo menos 6 hrs diretas de sol para que a planta
cresça com vigor. O cultivo outdoor pode requerer regas mais
frequentes.

29
CONTROLE CLIMÁTICO

LUZ
Para o cultivo indoor as lâmpadas mais utilizadas são de
três tipos principais: LEDs, Fluorescentes compactas (CFL) as lâmpadas
HID (high intensity discharge) das quais as mais comuns para o cultivo
de canábis a de vapor metálico (metal halide) ou de HPS (high pressure
sodium).

CFL (compact
fluorescent lamp)
Temp. de cor: ~
~2700 ou ~6400k
P/ todo o ciclo.
As lâmpadas fluorescentes compactas são de bastante
utilidade. São baratas, gastam pouca energia. Acha-se comumente de
até 100W, e podem ser encontradas de cor branca, temperatura de cor
6400k ou de cor amarela, temperatura de cor 2700k. Pode ser usada
em todo o ciclo, principalmente para pequenos espaços.
Elas são especialmente
úteis nas fases iniciais da
planta e para clonagem.
São ideais para quem
quer começar e não pode
gastar muito.

www.groweedeasy.com

30
CONTROLE CLIMÁTICO

LUZ
No caso das lâmpadas de vapor de alta pressão, ou HID
(high intensity discharde) elas são principalmente HPS (high pressure
sodium) ou de vapor metálico (metal halide). A HPS sendo uma das
favoritas de muitos cultivadores experientes é excelente na floração.
A de vapor metálico é ideal para a fase vegetativa.

HPS (high pressure sodium):


Temp. de cor: ~2000-2900k HPS
Ideal na flora

MH MH (metal halide):
Temp. de cor: ~5200-5900k
Ideal na vega

Ambas são lâmpadas muito eficientes e produzem muita


luz, mas gastam mais energia e esquentam mais, o que torna-se um
grande problema em locais mais quentes.

HPS é a favorita de
muitos dos
melhores growers!
www.groweedeasy.com

31
CONTROLE CLIMÁTICO

LUZ
A LED é a mais nova de todas, traz muitos benefícios porém
são caras e requerem um alto investimento inicial. As LEDs atuais são
normalmente full spectrum, então emitem o espectro completo da luz,
dando o necessário para todo o ciclo.

LED (light emitting diode)


Temp. de cor: full
spectrum
P/ todo o ciclo.

Gastam relativamente menos energia e os novos chips


trazem cada vez mais eficiência para as lâmpadas. É importante
encontrar fabricantes confiáveis, pois não há uma padronização sobre
a confecção. Desconfie de preços muito abaixo do comum.

São muito úteis por que esquentam pouco, sendo de muita


valia em climas quentes.

32
CONTROLE CLIMÁTICO

SOLO E SUBSTRATO
A definição do substrato é de grande importância para o
sucesso de todas as fases do cultivo. Você pode optar por um substrato
inerte, ou seja sem nutrientes. Nesse caso toda a nutrição da planta
será controlada por você com o uso de fertilizantes, ou aditivos. Ou
pode optar por um solo, ou seja um substrato que já possui material
rico em minerais e nutrientes para as plantas, para isso usa-se adubos
e aditivos na confecção do solo, esses podem ser de origem orgânica e
inorgânica.
Em ambos os casos uma característica muito importante é a
aeração do substrato, ou seja a capacidade de reter ar e de drenar o
excesso de água. O excesso de água asfixia as raízes e é um dos
maiores causadores de mortes das jovens plantas de canábis.
Para o solo inerte, o principal objetivo é encontrar a taxa de
retenção de água e nutrientes pela drenagem e aeração do solo. Os
componentes mais usados nos substratos inertes são são: Turfa;
Perlita; Vermiculita e Fibra de côco. Uma receita muito usada e
bastante eficiente para a canábis é o substrato 50% turfa e 50% de
perlita.
Para a canábis o ideal é sempre optar por adubos e aditivos
orgânicos. Alguns dos mais comuns para solos orgânicos são: Terra
Vegetal, Húmus de minhoca, Calcário Dolomítico, Torta de Mamona e
Composto orgânico. Uma boa receita de solo orgânico pode te fazer
economizar bastante, existem várias receitas conhecidas na internet!
Alguns adubos inorgânicos podem ser muito úteis em certos casos,
como o exemplo do Osmocote, que libera lentamente os nutrientes e é
muito útil em cultivos de guerrilha.

33
CONTROLE CLIMÁTICO

TEMPERATURA E UMIDADE
As diferentes variedades da canábis cresciam naturalmente
em uma grande variedade de climas. E com a evolução do
conhecimento dos bancos de sementes hoje existem variedades que
se adaptam muito bem a vários ambientes diferentes.
Entretanto para crescer bem a canábis deve estar num
certo espectro de temperatura e umidade.
As temperaturas ideiais para a o crescimento da canábis
são entre 22-26°C. Abaixo dos 16°C e acima dos 36°C pode ser fatal.
Procure genéticas preparadas para o seu clima e tenha melhores
resultados.
A faixa de umidade ideal varia de 40-60% , sendo que na
fase da floração uma umidade mais baixa é necessária. Uma genética
bem escolhida pode evitar dores de cabeça por mofo ou fungos na
floração, especialmente em ambientes muito úmidos.

TEMPERATURA:
22-26°C
UMIDADE:
40-60%

UM TERMO-HIGRÔMETRO É
ESSENCIAL!

34
CONTROLE CLIMÁTICO

CIRCULAÇÃO DE AR
As folhas da canábis, diferente de nós, respiram CO2 e o
absorvem pelos estômatos localizadas na parte de baixo da folha.
Assim é necessário que esse ar seja trocado regularmente para que a
folha tenha mais CO2 para respirar.
É necessário trocar todo o ar do grow pelo menos a cada 5
minutos. Para saber qual a vazão necessária, calcule o volume do grow,
usando Altura X Largura X Comprimento em m3 e veja quantos
exaustores serão necessários.

Exemplo: Um grow de 0,9m de


comprimento x 0,9m de largura e
2,30m de altura.
Volume V= 0,9*0,9*2,3≈1,9m³
do Grow
A cada 5 minutos 1,9m³ de ar deve ser
V=a*b*c trocado, assim a vazão deve ser de
pelo menos 23m³/h . Esse cálculo não
leva em conta perdas no processo,
então use pelo menos o dobro desse
valor.

A ventilação direta (não muito intensa) nas plantas ainda


estimula o fortalecimento dos caules e evita a criação de mofo durante
a floração.

35
CONTROLE CLIMÁTICO

ÁGUA, NUTRIENTES, EC e pH
A água é essencial no processo de produção celular, e assim
para o crescimento da planta. Porém, a água em excesso pode asfixiar
as raízes e ser até mesmo fatal. Uma boa drenagem no solo ajuda a
combater o risco de rega em excesso. E espere o substrato secar um
pouco antes de regar
Além da quantidade, a qualidade e os sais dissolvidos na
água são de extrema importância pra o crescimento saudável da planta
de canábis. Para analisar esses fatores duas medidas são importantes:
o EC e o pH.
O EC ou eletric condutivity
TIPO DE
CULTIVO
HIDROPÔNICO SOLO mensura a quantidade de sais
SEMANA VEGA FLORA VEGA FLORA
dissolvidos na água, e assim a
quantidade de nutrientes. A
quantidade de nutrientes
absorvida pela planta depende
do pH do solo, e de outros
fatores genéticos e climáticos.
Porém existe uma faixa que é
aceitável para a canábis.

36
CONTROLE CLIMÁTICO

ÁGUA, NUTRIENTES, EC e pH
O controle do pH da água e do substrato também é
indispensável para o sucesso do cultivo. Esses vão definir a
disponibilidade dos nutrientes para as raízes. O pH é dado em uma
escala de 4 a 9, onde 4 é um pH ácido e 9 um pH básico.
Quanto mais nutrientes em solução maior menor tende a
ser o pH, ou mais ácido.
Para solo é recomendado manter na faixa de pH de 6,3 a
6,8, sendo 6,5. No caso da hidroponia a faixa fica no pH de 5,5 a 6,1,
sendo o ideal 5.,8.

www.hortadacouve.com

Meça o valor de pH da água da torneira da sua casa, para


saber se é necessário corretivos. A água da chuva tem o melhor pH e
EC para a rega!

37
a universidade da canábis

VOCÊ FARIA UM CURSO


ONLINE SOBRE CANÁBIS?
Apesar de termos cada vez mais acesso às informações,
existe relativamente pouco sobre a maconha disponível,
principalmente em português. Durante décadas de repressão a
evolução do conhecimento sobre canábis foi sabotada, assim como a
divulgação desse.
Apesar disso, devido à resistência da espécie e à paixão de
muitos maconheiros, hoje temos cada vez mais informações sobre a
nossa amada planta.
A idéia da UniDiamba4e20 é a de disponibilizar cursos e
materiais online para o aprendizado sobre a maconha. Você teria
interesse num curso online sobre cultivo de canábis? E sobre história
da canábis?
Sim?

Então cadastra seu e-mail no nosso site e divulgaremos as novidades!


www.diamba4e20.org/unidiamba4e20

38
GLOSSÁRIO
a.C – Antes de Cristo;
d.C – depois de Cristo;
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária;
Haxixe – concentrado feito com os tricomas da flor da maconha;
Pure Food and Drug Act - foi a primeira de uma série de leis significativas de
proteção ao consumidor que foi promulgada pelo Congresso no século 20 e
levou à criação da Food and Drug Administration;
DEA (drug enforcement agency) - A Drug Enforcement Administration é um
órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos
encarregado da repressão e controle de narcóticos.;
Bhang – bebida típica da índia feita com leite e canábis;
Grow – cultivo em inglês;
Hermafroditas– ou intersexuai, é uma planta que apresenta flores de ambos os
sexos;
Angiospermas – hierarquia texonomica, representa plantas que tem sementes
protegidas;
Fotoperíodo – regime de incidência de luz
Cepas – variedades da canábis;
Radícula – primeira parte da raiz que aparece no inicio da germinação;
Cotiledones – primeiras par de folhas que nasce, são arredondatos e precedem
as primeiras folhas de três pontas na canábis.;
CO2-dióxido de carbono;
LST –low stress training, técnica de usar amarras para ramificar a planta;
Main Lining – forma de lst que usa amarras simétricas para a ramificação;
Sinsemilla – termo espanhol sin-sem semillas-sementes;
Canabicultor – cultivador de canábis;
Automática – variedade de canábis que não depende de mudança de
fotoperíodo para florescer, característica herdada da cannabis ruderalis;
Flush – técnica usada para limpar sais em excesso do solo antes da colheita
Hidroponia – cultivo que não usa solo;
W/m² - Watts por metro quadrado;
Cultivo de Guerrilha – cultivo feito em terrenos públicos e baldios.
Estômatos - estruturas microscópicas que se encontram na epiderme dos órgãos
aéreos das plantas, esp. das folhas, através das quais ocorre a troca gasosa entre
a planta e a atmosfera.

39

Você também pode gostar