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Meu nome é Alisson Teles Cavalcanti, e sou proprietário e

moderador da lista Modelo dos 12, que creio ser a maior e mais
antiga lista sobre o G12 no Brasil. Eis alguns endereços:

http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12 (site da lista no


Yahoogrupos)
http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12-geral (site da
lista-irmã, para assuntos diversos)

Neste breve relato, tentarei retratar a crise dentro da estrutura


do G12 através do que presenciei, como moderador das listas
G12. Antes, um breve histórico meu.

Moro em Campina Grande na Paraíba, aonde pela graça e


misericórdia divinas sou presbítero da Igreja Evangélica
Congregacional de Alagoa Nova e dirigente em uma de suas
congregações, a IEC Semeando Vida, de linha reformada e
“renovada”.

Na época em que estávamos para iniciar os trabalhos da


congregação, à época, independente (chamada Comunidade
Cristã Semeando Vida), eu buscava aprender sobre os diversos
modelos de igrejas em células existentes. Isto foi em meados de
1999. Até que cheguei ao G12, mas por causa das mensagens e
denúncias que circulavam na época sobre a má fama do G12,
inicialmente posicionei-me contra. Mas após tomar
conhecimento de um documento escrito pela então Pra. Valnice
Milhomens refutando a maioria das acusações feitas, acabei
“aderindo” a este modelo. E por causa do intenso fogo cruzado
que havia nas listas de discussão na época, em abril de 2000
fundei a lista Modelo dos 12.

No início era tudo maravilhoso. Fui para a congregação local da


igreja da Valnice (INSEJEC-CG), sendo por causa disto expulso da
igreja na qual era líder. Lá na INSEJEC fiz pré-encontro, encontro,
iniciei o pós-encontro e a Escola de Líderes (estes dois últimos
sem concluir, contudo) e também o reencontro. Um ano depois,
minha igreja chamou-me de volta. Tentei durante quase três
anos, em vão, implantar o que havia aprendido na Insejec e pela
internet, com os materiais que eram trocados pelos líderes da
lista de comunhão. Mas algo não “encaixava”. Isso causou-me
uma grande confusão e decepção, porque havia sido doutrinado
a rejeitar todo fracasso e esperar pelas “multidões”, que viriam
atraídas pela “unção” que a dita “visão” traria sobre meu
ministério. Mas que nada! Elas não vieram.
Fiquei muito confuso, porque acreditava de todo coração
naquilo. Diante do “fracasso” (hoje sei que não houve fracasso
nenhum!), duvidei até do Chamado que o Senhor me fez para o
ministério pastoral, e pensei em liberar as ovelhas para irem
para outras igrejas, e extinguindo a congregação. Achava que as
estava privando de serem abençoadas. Convoquei uma reunião,
expus o que estava tencionando fazer, mas após uma comoção
geral os irmãos reafirmaram o amor e confiança que tinham por
mim e disseram que não iriam a lugar algum. Isto me animou a
buscar outras causas para o aparente “fracasso” em que me
encontrava.

Foi a partir daí que passei a questionar aquilo que os líderes do


G12 estavam de fato pregando. Na teoria, não havia muito do
que se questionar. O modelo dos 12, como me foi apresentado,
nada mais era que um modelo de estrutura para igrejas em
células como qualquer outro. Era algo como uma Escola
Dominical, que embora tenha sido “inventado” por
presbiterianos, foi adaptada e implantada em praticamente
todas as igrejas evangélicas. Não havia esse messianismo
exclusivista que hoje é tão comum. Embora já muitos diziam na
naquela época, nas entrelinhas, que quem não está na Visão
está fadado ao fracasso, havia um entendimento mais ou menos
geral de que a igreja em células no modelo dos 12 era uma
ferramenta para edificação de TODO o Corpo de Cristo. Aos
poucos, porém, a Visão tornou-se exclusivista e triunfalista, até
ao ponto de crerem que poderão, sozinhos, serem capazes de
evangelizar o Brasil todo e torná-lo um país totalmente cristão!
Isto é o que tenciona o René, com seus slogans “em 2008, o
Brasil será outro” e “2010, o Brasil a seus pés” (é claro que isto
não é dito a viva voz, porém é o que claramente se deduz a
partir das visões, revelações, ministrações, atos proféticos e
demais aberrações que são produzidas lá). Seria maravilhoso se
fosse verdade...

Então, aconteceu o improvável. No início de 2005, René


Terranova enviou uma carta ao César Castellanos e também
para seus discipulados comunicado o seu desligamento do
ministério de César. Transcrevo tudo o que circulou na net a
respeito do caso mais abaixo. Digo improvável porque a
principal “arma” de controle do monstro que se tornou o G12,
feita incansavelmente pelo próprio René, era a de que quem
quebra uma aliança está sob maldição. Todos devem estar
submissos ao seu discipulador, desde o novo convertido até os
mais altos “escalões”, formando uma pirâmide no topo da qual
estaria logicamente o César, tendo o René logo abaixo. Mas
parece que ele queria mesmo é estar por cima... Rompeu com o
César, e levou consigo todos os que estavam sob sua liderança,
provocando um racha totalmente inesperado na estrutura
mundial do G12.

Abaixo coloco minhas impressões sobre os rumos que o G12


tomou desde que o conheci, e que foram enviados à lista
modelo dos 12 logo que essa bomba estourou:

1. Quando abracei a visão no início de 2000, o que


mais me chamava a atenção era a cooperação e
comunhão que havia entre pastores de diferentes
denominações e linhas teológicas, sem no entanto haver
qualquer tipo de ligação formal entre eles. Era apenas o
engrandecimento da obra de Deus que os movia! O que
vejo hoje é uma imensa e intrincada "teia" de coberturas
e legitimações em forma de pirâmide que se assemelha e
muito à estrutura de Roma. Me perdoem pela franqueza,
mas é esta a impressão que tenho hoje. Vejo fogueira de
vaidades que inflamam os que querem galgar posições
dentro da pirâmide, mas muito pouco daquele frescor de
comunhão que é tão precioso para mim e creio que
muitos, senão todos, desta lista!

2. Já em 2000, no congresso do Ibirapuera, ouvi da


boca do próprio Pr. César, e foi confirmado pelos outros
presentes, que o problema que o G12 estava enfrentando
na época no Brasil fora gerado por um "espírito de
superstição" que se infiltrou na visão, e que provocou
todas aquelas aberrações que os opositores da visão
propagavam e ainda propagam para justificarem-se. Nem
convém lembrá-las. Todos sofremos na época. Me
perdoem por escrever isto amados, mas creio
FIRMEMENTE que este "espírito de superstição" tomou
conta da visão, ou de pelo menos a sua liderança, porque
desde então tenho visto todo tipo de coisas estranhas à
visão serem incorporadas à ela. Uma destas
superstições/misticismo, creio eu, está no abuso no uso
de símbolos e festas da cultura judaica (que são
sombras) e a quase adoração ao povo judeu que se faz
hoje em dia em muitos arraiais. Amo o povo judeu de
coração, mas não posso nunca concordar em adotar os
seus costumes, que em última análise são SOMBRAS do
que hoje temos de concreto, que é a pessoa de Cristo.
Prefiro Cristo, e só.
3. Desde o início, também, foi propagado aos quatro
ventos que a visão é de ESTRUTURA e não de DOUTRINA,
portanto perfeitamente adaptável a qualquer igreja. Hoje
tudo mudou, e incorporado ao G12 vem uma doutrina
bastante perigosa de submissão, que, temo eu, estará
transformando em breve o G12 num monstro
denominacional parecidíssimo com a Igreja Católica
Apostólica Romana. Repito - perdoem-me pela franqueza.
Repito e parafraseio o que alguém disse em um texto
escrito há mais de 5 anos: "Pra quê os títulos: apóstolo,
bispo, '12 nacional de fulano', '12 estadual de ciclano', se
todos são servos?" Hierarquizar só produz odres velhos. A
submissão é bíblica, mas submissão uns aos outros,
MUTUAMENTE, e não submissão a líderes onipotentes.

4. Outra vez, desde o início, havia aquele frescor da


operação do Espírito Santo; a Sua operação livre era
enfatizada. Falávamos que "os outros" pegavam o
Espírito Santo e O colocavam numa caixa de sapatos e o
diziam: "Fique aí!". Lembram? O que vejo hoje
é que quem está fazendo isso são as igrejas da visão.
Como? Vejo redes se formando e já formadas para envio
de materiais, de liturgias, de roteiros, de manuais, de
coisas do tipo "ei, como vocês fazem o encontro tal?" e
coisas semelhantes. Amados, me digam: O ESPÍRITO
SANTO PODE OPERAR LIVREMENTE COM UM
ENGESSAMETNO DESSES? Parece que, ao invés de buscar
na Palavra e no Espírito inspiração para pregarmos, é
bem mais fácil ler no Manual, não é? Por outro lado,
tenho visto a Palavra sendo torcida em seu sentido claro
e lógico em favor de devaneios criados para solidificar
algum "princípio" mirabolante e chamado de "rhema".
Amados, creio na lógica do rhema, mas lembro que o
rhema SEMPRE estará atrelado ao LOGOS. Aliás, sequer
existe rhema sem logos. Ninguém pode ir além do que a
Palavra diz e usar isso como fonte de doutrina e ensino
para ensinar a outros.

5. Tenho visto também um forte sentimento de


rejeição a toda igreja/pessoa que "não está na visão".
Neste erro confesso que caí também. Raras foram as
vezes em que, falando de outras igrejas, não nutria um
certo orgulho de pertencer à "visão dos últimos dias".
Hoje compreendo que o G12(pelo menos do que entendo
ser o núcleo atemporal e não doutrinário) é APENAS UMA
das muitas formas de Deus operar para se fazer cumprir
os Seus planos. Há muitas outras hoje e no passado, e
certamente poderão haver muitas mais no futuro. Há um
certo preciosismo em relação à visão, um certo orgulho
de "pertencer" à ela que só tem contribuído para a sua
própria queda. Lamento profundamente isto.

6. Também se falava nos tempos passados que é


humanamente impossível um pastor tomar conta de mais
de 100-120 pessoas ao mesmo tempo, sozinho, e com
isto concordo completamente. Com um G12, um pastor
poderia tomar conta de qualquer rebanho que o Senhor
lhe confiasse, mas NUNCA um grupo maior que 12. O que
ocorre hoje? Cada líder "grande" tem seu G12 local mas
também tem uma infinidade de G12's - 12 estaduais, 12
nacionais, 12 internacionais, etc. Bem, se é impossível
alguém "tomar conta" de 100-120 pessoas, digamos
assim, "normais", como é possível tomar conta de
múltiplos G12's compostos por outros pastores que têm
outros múltiplos G12's, cada um com necessidades
espirituais tremendas para serem supridas pelo seu líder?
Por outro lado, ter um G12 exige uma caminhada juntos
que não pode se resumir numa reunião semanal, muito
menos mensal ou anual. Como pode um ser humano
suprir necessidades de múltiplos G12's, muitos deles
distantes milhares de quilômetros uns dos outros? Como
ele aguenta? Obviamente, há algo extremamente errado
nisto.

7. Também tenho visto grandes ministérios sendo


levantados no Brasil, EUA, Colômbia, etc. Mas e países
que REALMENTE precisam desesperadamente de igrejas
como aqueles da Janela 10/40? Aonde entram as missões
dentro da visão? Me corrijam se estiver errado, mas não
vi ainda nenhum movimento dentro da visão de
plantação de igrejas em campos novos. Muito dinheiro é
gasto em incontáveis palestras, encontros, reencontros,
congressos regionais, nacionais e internacionais, mas
quanto dinheiro é EFETIVAMENTE empregado para o que
a Igreja tem de mais urgente hoje, que é a evangelização
de povos que NUNCA ouviram falar de Cristo, que não
tem NINGUÉM que pregue para eles? Por favor, ME
CORRIJAM SE EU ESTIVER ERRADO!!!

8. Diante de tudo que expus acima, depois de muito


meditar, pensar, orar, gemer, ler, analizar... Decidi cortar
toda e qualquer ligação da igreja aonde sirvo com o G12
"institucionalizado" que hoje existe. Isto ocorreu
gradativamente desde o início do ano passado. Aqui na
igreja tenho tentado apenas pregar "Cristo, e este
crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura
para os gregos".

Fonte:
http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12/message/
15116

Agora, vou passar a descrever a crise que tomou conta do G12.

Até o início de 2005, aqui no Brasil haviam três “apóstolos


legitimados” pelo pr. César Castellanos para liderarem o G12:
René Terranova de Manaus, Sinomar Fernandes de Goiânia e
Valnice Milhomens de São Paulo. Até onde sei, os dois últimos,
Sinomar e Valnice, especialmente esta última, nunca foram de
se envolver com política ou terem ministérios vistosos, ao
contrário do René, que apoiou Garotinho nas últimas eleições e
até “profetizou” que ele ganharia! (neste endereço há
informações sobre isto:
http://www.martelo.parbar.com.br/2006/06/profecia.html )
Também mantém uma estratégia de realizar todos os anos, em
Porto Seguro, na Bahia, um congresso nacional aonde, ano após
ano, “declara” que os demônios que regem o Brasil estão sendo
destronados para que a Igreja tome o lugar deles como
governante do País, e realiza diversos “atos proféticos” com esta
finalidade. Este congresso é recheado de práticas inúteis e
supersticiosas, porém carregadas de suposta “unção” e
“autoridade” que supostamente estariam “gerando nos céus um
novo país”. Para saber mais basta ir no site do MIR:
www.mir12.com.br.

Pois bem. O René, aparentemente, parece que foi meio como


um estorvo para o César. Como citei acima, César falou a todos
os presentes à Segunda Convenção das Igrejas em Células no
Modelo dos 12, em 2000, que um “espírito de superstição”
estava por trás da perseguição ao G12 que à época se fazia. Só
quem sabia dos bastidores saberia do que ele estava falando.

René foi a Bogotá e de lá trouxe o g12 ao Brasil junto com


Valnice em anos anteriores. Porém, ao contrário desta última,
tratou logo de editar livros e mais livros, inclusive o famigerado
“Manual do Encontro” tão falado, a titulo de facilitar o
aprendizado de novos seguidores. Em Bogotá não é assim, pois
tudo se aprende na prática, segundo se falava. Não se faziam
“manuais” tão queridos por nós, brasileiros. Sobre isto lemos a
própria Valnice falar na lista por várias vezes, pois tinha muita
dificuldade em captar as técnicas pois estava acostumada a ter
tudo escrito para poder aprender e aplicar convenientemente,
coisa que César era terminantemente contra. Algumas
mensagens da Valnice:

http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12/message/34
http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12/message/181

Renê, segundo o que se comentava, também foi o autor de


grande maioria das “novidades” feitas nos encontros, como o
segredo absoluto, a queima de papéis com os “pecados” das
pessoas escritos, a exacerbação das emoções e euforia coletiva,
etc. Segundo li, ele trouxe essas práticas dos Encontros de
Casais com Cristo, do qual era um “expert”. No congresso de
2000, estava sendo preparado o material oficial que deveria ser
adotado pelas igrejas do G12 no país, que até então só bebiam
da fonte do René, já que César não queria editar manual ou livro
didático algum. Valnice conseguiu convencê-lo a editar algo, e
então ele ouviu de René que este deixaria de editar os livros
próprios para adotar o que era a partir de então, “oficial”. Isto
também foi anunciado naquele congresso pelo próprio Renê. Me
parece que não foi bem isso que aconteceu na prática, já eu os
livros dele continuaram a serem vendidos e até outros livros
apareceram.

Quanto a este período que foi crucial para mim e tantos outros
líderes que ingressaram no então modelo dos 12, e para
entender melhor os questionamentos que faço neste relato, vale
a pena ler as mensagens trocadas pelos membros da lista
Modelo dos 12 em seu início:

http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12/messages/

As coisas continuaram andando normalmente a partir daí. Foram


realizados outras convenções em 2001, 2002, 2003 e 2004, das
quais não participei. Acompanhava tudo pela lista, já que alguns
irmãos postavam suas anotações pessoais das palestras que
ouviam. Valnice também participava da lista, tirando dúvidas
dos pastores que estavam implantando o G12 em suas igrejas e
nos informando das notícias em primeira mão. Depois retirou-se.

Recebíamos poucas notícias de Renê. Ele parecia ter tomado um


rumo ligeiramente diferente, embora participasse de todas as
convenções importantes do G12 e fosse um dos líderes da visão
no Brasil. Só que ele parecia distante... Não sabíamos, mas
como a Valnice deixa transparecer em sua carta que transcrevo
abaixo, havia desde 2003 um desejo de ruptura por parte do
René, que só não se concretizou logo naquela época porque
parece que colocaram panos quentes, demovendo-o. Só ficamos
sabendo disto porque a sua carta vazou pela internet, revelando
um pouco do que acontecia nos bastidores. Coloco-a também
mais a frente.

Porém, soube através de outros pastores em mensagens


particulares que já em 2004, no congresso de Porto Seguro, ele
havia avisado aos seus mais chegados que tencionava desligar-
se da cobertura de Castellanos, o que só aconteceu em 2005.

Minha fonte de informações sobre o G12 era a lista, e lá não se


comentava absolutamente nada até a “bomba” estourar. Não
sei se por falta de informação ou mesmo omissão, tudo ia às mil
maravilhas. Porém, no dia 22 de Março de 2005 foi postada pelo
Pr. Tony Silveira do Canadá a seguinte mensagem na lista:

Queridos fiquem orando pelas Igrejas da visão celular. Nos


Estados Unidos o pastor Larry Stockstill deixou de ser 12
do Pr Cesar, no Brasil há uma tendência semelhante e aqui
no Canadá as coisas estão indo na mesma direcção...
(...)
Fonte:
http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12/message/1
5101

No dia 24, ele postou esta outra mensagem:

Tudo indica que o Pastor Colin Dye está também em


mudanças...
O site do Kengsinton Temple (http://www.kt.org) tem o
anúndio da Conferência da Páscoa em

http://www.kt.org/site/dce/?PHPSESSID=7ebd346ffa465551
8a6e17a2612b3298

O Tema é: Dando um Novo Propósito á visão celular


(Construindo a Igreja em Células através do Modelo dos12)

O logotipo tem o número 12 mas não a letra "G" e um dos


artigos de fundo tem por título: "O Princípio de 12"
Nota: As Palavras "Modelo dos 12" e "Princípio de 12" estão
substituindo a sigla "G12" nas igrejas que continuam na
visão mas que se estão demarcando da liderança da
Colômbia. Todas estas igrejas estão dando crédito ao Pr
César Castellanos mas é claro que se estão demarcando.

Fonte:
http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12/message/1
5151

Isto causou certo frisson na lista, porque os dois pastores


citados eram, nada mais nada menos, que os líderes do G12 nos
EUA e Inglaterra.

Logo no dia seguinte o site www.g12harvest.org que era até


então o principal site G12 na Europa, ligado ao Pr. Larry
Stockstill, colocou esta nota em sua página inicial e que foi
traduzida por um pastor da lista:

Desenvolvimentos na visão G12

Em janeiro 2005 Pastor Cesar Castellanos anunciou que a


visão G12 estava organizada em uma única rede global,
para o mundo inteiro. Isto era para que aqueles que
querem seguir o G12 em sua pureza pudessem
ser acompanhados por Bogotá, e monitorados na visão.

Interesses Internacionais

Os vários líderes ao redor do mundo expressaram ao


Pastor Cesar Castellanos que esta nova organização do
G12 poderia excluir muitos pastors que quiseram continuar
a crescer na visão G12 mas que, para várias razões, não
poderiam se unir a nova rede. O nome G12 e o "logo"
seriam retirados daqueles que não eram parte da rede.

Porque seria difícil para alguns permanecerem na


nova rede:

Para muitos povos no G12, a rede global não apresentará


nenhuma dificuldade, mas alguns de nós não poderão se
juntar. Estão aqui algumas razões:

• a nova rede cortaria o vínculo denominacional hoje


existente;
• a nova rede porá eficazmente cada pessoa no G12
sob a autoridade direta de Pastor Cesar Castellanos;
• a nova rede significará que não pode haver nenhuma
outra rede oficial na visão G12;
• a nova rede limitará o G12 a uma expressão
"worldwide" que poderia conduzir a uma estrutura
global exclusiva.

O lugar para mais de uma expressão da visão

Pastor Cesar Castellanos fêz ao corpo de Cristo um serviço


enorme ao desenvolver a visão do modelo de 12.
Tem plantado com sucesso uma visão profética e
apostólica nova. É o pai desta visão, e é correto honrá-lo
no papel que o Espírito Santo lhe deu.

Agora, com muitos povos que estão sendo excluídos do


G12 face a nova rede, parece que o Espírito Santo estará
chamando para expressões diferentes da visão ao redor do
mundo. Estes devem ser verdadeiros à visão e aos valores
do G12 recebidos no caminho aberto pelo Pastor Cesar
Castellanos e devem ser fiéis aos princípios colocados por
ele, mas deve também haver uma liberdade para se
desenvolver esta visão na forma como o Espírito Santo
conduzir ao redor do mundo.

Fonte:
http://br.groups.yahoo.com/group/modelodos12/message/1
5152

Posteriormente o site foi desativado e em seu lugar está o site


“Cell Explosion” que divulga a nova rede formada após a ruptura
com César. Seria por utilizar a “marca G12”?

Neste mesmo dia, 24 de Março, finalmente tomamos


conhecimento do final da aliança entre René Terranova e César
Castellanos através desta carta escrita por René e enviada aos
seus discípulos e também ao Pr. César. Foi postada na lista
modelodos12-geral pelo Pr. Wagner Tenório de Brasília, ligado a
Renê:

Queridos discípulos no Brasil e exterior,

Hoje venho, respeitosamente, comunicar ao público


da Visão Celular no Governo dos Doze, que estamos
tomando decisões que, no futuro, serão melhores
esclarecidas pelo testemunho que nunca nos faltou. Não
queremos que ninguém seja desonrado, mas que a nossa
decisão seja considerada e respeitada pelo público que nos
acompanhou durante esses seis anos em todo o território
de maneira aberta, e durante os sete anos que estamos
mergulhados na visão G12 no Brasil.
A Visão é uma ferramenta poderosa de Deus – isso
é inegável – e fomos impactados e ampliados para novas
conquistas. Tão implementados estamos na consciência
de ampliar os territórios, que decidimos o que segue
abaixo. Obrigado a Colômbia, César e sua equipe; que o
Senhor os faça prosperar de maneira sobrenatural.
Segue a carta que foi enviada para o Rev. César
Castellanos Dominguez e, em seguida, o Documento Único
que é direcionado para você. Que sejamos abençoados e a
graça, que é maior que a vida, nos honre nesse momento
tão impoluto.

Apóstolo Terra Nova

___________________________________

Flórida (USA), 10 de Março de 2005.

"Publique (escreva) a visão para que aqueles que passem


possam ver e ler corretamente". (Hc 2:2)

Querido César Geraldo Castellanos Domingues,

Gostaria de começar declarando o meu amor,


admiração e profundo respeito pela sua pessoa e
ministério. Sei do tremendo homem de Deus que você é e
como Deus tem lhe honrado e abençoado.
Bem, César, na tentativa de falar com você
pessoalmente e obtendo todo o insucesso desses contatos,
sendo ignorado em cada um deles, e até mesmo indo ao
seu encontro com hora marcada e você não
comparecendo, como no encontro de São Paulo dia 28 de
fevereiro, decidi escrever esta carta.
Venho lhe fazer alguns pronunciamentos os quais
estarei pronto a relatar-lhe pessoalmente, quando houver
uma oportunidade, que certamente virá; estou a sua
disposição e crendo que o Senhor nos levará a bom termo.
Em Porto Seguro 2004, estive reunido com o G12
Nacional com a sua maioria absoluta presente, e
comuniquei que, se decisões fossem tomadas, como as
que esboçarei logo em seguida, eu decidiria por caminhar
com os discípulos que sustentam a mesma proposta inicial.
Na última reunião de Brasília, no Congresso da Visão
Celular no Governo dos Doze, dia 07 de julho de
2004, estive falando com você e em seguida com a nossa
equipe junto a você (na sua presença, dirigindo a palavra
diretamente ao amado irmão), sobre
algumas considerações no campo da Visão, sobre os céus
do Brasil e a postura do líder. Participei-lhe que
não compartilharia com um líder que andasse em tais
posturas, como por exemplo, anular o ministério de
colegas, ou denominacionalizar, ainda que desse um outro
nome as igrejas, mas extinguir o ministério de pastores
que foram chamados por Deus e não por nós. Tais
posturas estariam fora da ética e da proposta de conquista
de território, de tudo que nos tem sido apresentado
através de uma visão.
Gostaria de comunicar que devido a tais decisões
compartilhadas previamente, e que hoje são fato, ESTOU
OFICIALMENTE ME DESLIGANDO DA SUA COBERTURA.
Guardo no meu coração o amor e respeito por você e
pela Prª Claudia, tremenda mulher de Deus, juntamente
pelas suas filhas que são pérolas nessa geração. Reafirmo,
César, que nutro respeito e carinho pela sua pessoa e sei
que Deus o usará na terra em que estiver plantado,
desatando essa unção de fé e conquista, e cumprindo o
plano dEle na sua vida assim como na vida daqueles que
andam na presença dEle.
Como conheço essa nação dentro da Visão melhor que
qualquer outra pessoa (até mesmo você, com respeito
falo), pois por sete anos ininterruptos palmilhei os quatros
cantos da nação BRASILEIRA, encontrei jóias raras as quais
o mundo não é digno delas, e as consolidei. Gostaria que a
voluntariedade de cada uma delas decidisse essa
caminhada comigo, as quais já declinam esse desejo.
Trabalhei para que conhecessem você, sua equipe e
sua nação. Incentivei e levei esse povo, no Senhor, a amar
a Colômbia, que faz fronteira com meu estado, Amazonas.
Somos ligados na proximidade de território,
compartilhamos a mesma floresta e o mesmo rio (Negro),
e em fronteira (Tabatinga) compartilhamos dos mesmos
costumes e comércio. Estamos muito próximos, mas o que
mais nos ligou foi a Cruz do Calvário e o fato de servirmos
o mesmo Deus e compartilharmos os mesmos sonhos.
Você me estimulou em muitas coisas e respondi como bom
aliado aos sonhos de Deus.
Por estarmos vivendo em contextos diferentes e com
propostas que divergem da tônica da proposta inicial, com
temor no coração e profundo respeito a sua pessoa, equipe
e Nação, desligo-me da sua COBERTURA, sabendo que a
VISÃO é um estilo de vida e a tenho ABSORVIDO na sua
inteireza. Gostaria de comunicar que de forma irredutível,
irrevogável e sem retorno estarei caminhando com os
discípulos do Senhor, que querem conquistar essa nação,
na expressão da liberdade que o Senhor nos confiou, até
chegarmos aos confins da Terra como é a promessa
destilada aos que crêem.
Sou Visão Celular no Modelo dos Doze
inquestionavelmente, como Deus nos imprimiu desde o
início. Precisamos do resgate dessa vida que na sua
excelência, sem perder a simplicidade, continua efetivando
relacionamentos sólidos, pois o REINO pessoal destrói
relacionamentos. Eu sou a VISÃO pela unidade das
denominações e igrejas interdenominacionais não com a
proposta de um reino pessoal, pois os traumas já são
muitos nessa nação e eu não quero ser cúmplice de mais
um.
Obrigado pelo investimento que você me fez, ao qual
lhe ofereci satisfatório retorno, deixando a dívida
impagável que o Senhor nos ensinou: “A ninguém devais
coisa alguma a não ser o amor". Queira-me bem e deixe-
me ir. Amo você, pela Cruz, onde somos filtrados para a
novidade de vida, sem mácula alguma. Sua bênção, pelo
temor do Senhor e pelo Senhor Jesus, a quem devo a
minha vida e todo o meu tempo.

Renê de Araújo Terra Nova


2008, o Brasil será outro!
2010, o Brasil aos Teus Pés!

__________________________________________

Manaus/AM, 16 de março de 2005.

Aos queridos discípulos,


Documento único

Amados, por muito tempo estava pensando como


chegar até vocês para lhes colocar a par de tudo o que
tem nos ocorrido nesses últimos meses.
Temos passado por um momento muito difícil nos
últimos dias... Depois de regar tudo em oração, por dez
dias nas madrugadas, buscando a Deus de formas
específicas, recebi da parte do Pai direções para o mover
de Deus na Visão Celular no Brasil que beneficiarão a todos
e não causarão nenhum prejuízo ou, pelo menos,
amenizarão alguns resultados. Tudo isso em nome de uma
grandiosa e completa conquista ainda maior a ser
estabelecida em nossa nação para a glória e honra do
Senhor Jesus Cristo.
Hoje eu quero entrar na cláusula da sabedoria dos
sábios e achar graça diante do Rei dos reis, pois é
demasiadamente doloroso e desconfortante o que deve ser
feito, mas se postergarmos tal ação poderemos somar
resultados que trarão dores e complexidades diante da
caminhada que fizemos ao longo de sete anos com alguns
e introduzida em menos tempo em outros.
Com isso, quero dizer que tenho a convicção de que
a Visão Celular no G12 é uma ferramenta indubitavelmente
dada por DEUS como instrumento de redenção das
nações e que o Senhor usará o Brasil para essa hora.
Deus nos chamou, enquanto Brasil, para uma
conquista no sobrenatural, a qual ninguém jamais poderá
anular ou desviar essa nação do propósito central. A Nação
Brasileira é carro chefe de um Mover que só o Trono de
Deus é testemunha.
Deus nos usou nessa nação na vida de muitos
líderes e sou grato ao meu Rei por tamanha honra.
Durante esses sete anos de caminhada por todo território
nacional e no estrangeiro, encontrei alguns homens cuja
terra não é digna deles. Homens santos, íntegros, fiéis em
detalhes e que não negociam as suas convicções por mais
que a proposta seja vantajosa, pois sabem o preço da
redenção de um território.
Conheci homens guerreiros da Última Hora, que me
estimularam e me deram ânimo novo para que
continuasse a conquista de estabelecimento da Visão
Celular por toda nossa nação, pois a vida deles refletia, de
fato, o caráter de Cristo e a sede de ver esta terra
redimida.
Todavia, encontrei também alguns líderes nessa
nação que trabalham e legislam em causa própria. Alguns
outros que a motivação era plenamente equivocada e
interesseira. Outros que não se pronunciam, mas agem no
silêncio, tanto para coisas boas, como para coisas ruins.
E em tudo isso algo ficava mais claro para mim que
era a extrema pressa do Espírito Santo de Deus em
estabelecer esta Visão gloriosa em nosso território para
ganhar, consolidar, discipular e enviar os líderes
restaurados, bem como ganhar, consolidar, discipular e
enviar os que precisavam de restauração para que
também, uma vez imergidos na Visão, pudessem utilizar
este mesmo instrumento de Deus em seus ministérios,
chegando a um fim comum, a saber, a redenção da nação
brasileira.
Diante de todo um contexto global e dos rumos da
Visão Celular, mediante tantos choques de decisões sobre
a Visão no Brasil e no mundo, além de tomadas de posição
e novas direções advindas do líder da Colômbia, Rev. César
Castellanos, durante estes últimos tempos, fomos levados
a tomar algumas decisões.
Ao perceber as novas direções impostas pela MCI e
ao analisarmos todos esses processos, debaixo de um
contexto de busca e oração na presença do Senhor e de
ouvir algumas pessoas (Conselho) em nível nacional e
internacional e em nosso próprio presbitério local, fomos
levados a passar 10 dias sem concluir nenhuma
madrugada de sono (sem dormir mesmo), diante de Deus
por tais situações. Pude conhecer de perto um
Getsemani, buscando a Deus em plena agonia de alma.
Decidi, então, pela boca do Senhor, falando-me
especificamente, da maneira que só Ele sabe falar para
que não tivesse dúvida alguma, a SAIR DA COBERTURA
DO REV. CÉSAR CASTELLANOS.
Tudo isso por perceber que a situação de caminhada
com o Rev. César Castellanos Dominguez, tornou-
se plenamente fora da proposta inicial de cobertura
espiritual em nossa caminhada de conquista de nossa
nação.
Embora consideremos e respeitemos os
pensamentos que o mesmo expressa no momento, não
nos convém concordar com os mesmos uma vez que
temos uma clara consciência de uma chamada para nós
enquanto nação.
Tudo isso porque ainda queima no nosso peito a
chamada para a conquista do Brasil e dos confins da Terra,
como é a chamada para todos os que crêem (Sl 2:8).
Deus tem planos para o Rev. César , não duvido
disso, mas como legítimos desta terra, ninguém tem
autoridade de nos impedir a colheita no território que o
Senhor nos entregou por herança. Falo isso com temor e
sabendo que o Senhor que perscruta todas as coisas está
nos observando.
Os discursos que estão sendo apregoados pelo Rev.
César assustam-me mais do que me ministram paz. Se
depender de mim, não teremos nenhuma igreja dividida,
nem fora da rota da liberdade a qual o Senhor nos confiou.
Sair da cobertura do Rev. César Castellanos não é
uma ruptura, é um direito de cidadania no Reino. Eu creio
que pela maturidade de ambos poderemos nos olhar nos
olhos, cumprimentarmo-nos e calorosamente nos
expressarmos em amor, pois para isso serve também a
Cruz do Calvário.
O que lhes participo através deste, já foi dito ao Rev.
César Castellanos, e da melhor maneira chegamos a essa
conclusão.
Os que são nossos discípulos e têm amor, peso e
carga por essa nação como legítimos desse território, em
se dispondo, poderão continuar avançando juntamente
conosco. Pois vocês, discípulos, nos conhecem e sabem
quem de fato somos pelo tempo que caminhamos juntos, e
que o nosso único interesse é ver nossa nação gritando
que Yeshua, Jesus, o Cristo, é o Senhor.
Diante desses dias difíceis algumas pessoas tocadas
por Deus vieram a minha casa na Flórida. Trouxeram-
me consolo e conforto em visitas que jamais esperava,
com palavras de Deus e ordenando no Senhor a minha
alma.Vi, compreendi e experimentei que quem faz
verdadeiros discípulos nunca fica só.
Agradeço desde já o que Deus colocou no coração
de cada um de vocês. Vamos estar orando juntos nesta
nova caminhada, pois a conquista da nação e dos confins
da Terra continuará.
E se você não puder cooperar conjuntamente
conosco, peço-lhe, encarecidamente, que também não nos
atrapalhe.
A serviço e no amor dAquele que nos uniu.
E como sempre me dirigi, e não será diferente,

Paipóstolo
Renê de Araújo Terra Nova
2008, o Brasil será Outro!
2010, o Brasil aos Teus Pés
BRASIL, o teu destino é O PORTO SEGURO!

Para duvidas e esclarecimentos favor escrever para:


documentounico12@yahoo.com
Atenciosamente,

Gabinete Apostólico
Elionaldo Costa / Luiz R Costa
92 - 8112-1312

(infelizmente este documento foi postado como axexo ao


email do Pr. Wagner, sendo descartado pelos servidores do
yahoo e impossibilitando a sua leitura.)

Este, sim, causou alvoroço geral. Seria como se o então Cardeal


Ratzinger falasse para o Papa que iria deixar o cardinalato e a
ICAR e ser missionário da Assembléia de Deus! Algo
inteiramente impensável, inesperado e de conseqüências
desastrosas.

Diante destas notícias, decidimos mudar o nome da lista


novamente para “modelo dos 12”, pois havíamos mudado no
passado deste nome para “governo dos 12” já que César havia
orientado aos seus para deixar de usar a palavra “modelo”
porque ele dizia que “modelos há vários, mas governo há um
só”!

Houve um grande alvoroço, como falei, pelas conseqüências que


este ato traria para a visão. René repetidamente reafirmava sua
aliança com Castellanos durante os anos anteriores. E quando
se fala em “aliança” no vocabulário dele, está-se falando de algo
inviolável e eterno, passível de maldição se quebrada, como
falei. Havia o ensino de que um discípulo deveria seguir todas as
orientações de seu discipulador e NUNCA, repito, NUNCA sequer
pensar em contrariá-lo, isto baseado em uma fraca e errônea
interpretação do que são autoridades na Bíblia. Imagine o que
causaria no “mundo” G12 se um dos líderes que mais enfatizava
este caráter eterno e inviolável da aliança de repente quebrasse
esta aliança, e ainda mais uma aliança com seu discipulador-
chefe, o líder supremo do G12 mundial, apóstolo da Visão?

No dia 04 de Abril, o ap. Sinomar Fernandes colocou esta outra


carta em seu site:

MINHA OPINIÃO

Queridos e demais pastores da Visão Celular no Brasil,


Recebi a poucos dias um telefonema do pastor César
Castellanos me pedindo o telefone do pastor Renê Terra
Nova, pois o mesmo havia lhe enviado uma
correspondência com acusações sem consistência - não
verdadeiras - e que ele, César, estava muito preocupado.

Orei a Deus, compartilhando com a minha esposa e fiquei


na expectativa de novas informações. Tentei falar com a
apóstola Valnice e com o apóstolo Márcio Valadão, mas não
consegui. Viajei. Quando chequei, hoje, dia 30 de março, o
circo estava pegando fogo. A notícia estava por todos os
lados: Renê Terra Nova rompeu a sua aliança com o Pr.
César Castellanos. Fiquei estupefato! Atônito, estarrecido!

Pensei: Isso não pode acontecer. Isso não procede de Deus.


Eu disse para o meu secretário: Isso está cheirando a
carne.

O que levaria um homem do calibre de Renê a tomar uma


decisão tão extremista e inoportuna?

• Seria vaidade? Não posso acreditar nisso.

• Estaria o Pr. César em pecado? Não. Não está.

• A presença do Pr. César seria uma ameaça para os seus


projetos? Me recuso a aceitar esta hipótese. Oxalá viessem
para o Brasil centenas de novos obreiros com uma visão de
conquista. O reino não é de ninguém. O reino é de Deus.
Outra coisa: O Pr. César é um homem simples com uma
grande visão e a sua presença em solo brasileiro é uma
benção para todos nós e jamais uma ameaça a quem quer
que seja.

• Estaria o Pr. César reivindicando coisas impossíveis? De


mim particularmente ele nunca pediu nada, exceto o amor
fraterno. Nunca pediu dinheiro. Nunca exigiu de mim
presença obrigatória em Bogatá. Aliás, em janeiro deste
ano eu não pude comparecer, mas ele compreendeu
perfeitamente e me abençoou. Pr. César sempre foi muito
ético.

• Seria uma rebelião declarada? Não acredito. O pastor


Renê confessou "ene" vezes que as equipes de doze
levantadas em outros estados brasileiros eram do pastor
César e que ele, com pressa de promover a visão na
nação, fazia essas coisas. Os discípulos, dizia Renê, devem
obedecer ao comando de Bogotá - da fonte. Renê sempre
atacou a infidelidade com veemência. Fez uma aliança
publica com o pastor César, deu-lhe um anel, fez cerimônia
do quebrar a taça, etc...etc...

• Renê disse muitas vezes: Brasil e Colômbia estão


aliançados pelo casamento de Eliemerson e Jolanne. Dizia:
Isso é profético - um brasileiro comanda a igreja em
Bogotá e um colombiano está no Brasil para organizar a
visão e consolidá-la.

• Estaria o pastor César manipulando pastores? Em


Brasília, com sua equipe nacional (Renê estava ausente), o
pastor César foi categórico em dizer que as ovelhas são
propriedades de Deus e que não devem ser manobradas
por nenhum líder, por mais convincente que seja.

• Seria uma questão de relacionamento? De andar juntos?


Disparidade de idéias? Eu entendo que muitas vezes
podemos encontrar pedras pelo caminho. Paulo e Barnabé
também tiveram opiniões diferentes sobre certo assunto e
"não houve entre eles pequena contenda", porém, sob o
comando do Espírito Santo, permitiram que o bom senso
prevalecesse. As flores existem para nos compensar dos
espinhos.

Raciocino da seguinte maneira: "Em qualquer coisa que


alguém faça, essa pessoa deve primeiro pensar se ela
própria concordaria em que todo mundo procedesse da
mesma maneira.

Ninguém tem o direito de fazer o que lhe apetece, se a sua


decisão vai causar escândalo e prejuízo para o Corpo de
Cristo. Precisamos ser constantes em nossos
compromissos, custe o que custar. Sem constância não
haverá amor, amizade, nem virtude no mundo.

Em sendo assim, quero deixar clara a minha posição, pois


muitos sem a minha autorização, estão liberando
inverdades a meu respeito:

Primeiro: Sou um homem de aliança. Tenho profundo amor


pelo Renê - Deus é testemunha - e profunda admiração,
mas não concordo com a sua decisão de afastar-se e não
recomendo a ninguém que cometa essa imprudência. Eu,
particularmente, não tenho nenhum motivo para romper
com o pastor César e com Claudia Castellanos.
Segundo: Sou pela unidade. Prego esta mensagem tão
enfatizada por Jesus, em todo o mundo. Não posso ser
incoerente. Creio que a unidade é a força da Igreja. A visão
G-12 veio para aproximar líderes e ministérios. Fazer o
contrário é estar na contra-mão.

Terceiro: Li as razões do pastor Renê e não me convenci de


que a Visão Celular no Brasil tenha que passar por essa
vergonha por causa de colocações desencontradas e por
causa de informações duvidosas precipitadas.

Algumas inverdades a respeito do pastor César têm sido


disseminadas pelo Brasil por pessoas maldosas,
"pastores", inclusive, mas nada melhor do que um dia após
o outro. Deus é fiel e jamais deixará seus servos
envergonhados.

Fico deveras preocupado com alguns líderes que acusam e


atacam a autoridade espiritual. Temos exemplos de sobra
na Bíblia para mostrar que os que praticam tais coisas
ficarão sob o juízo divino.

Quarto: Sou a favor da fidelidade. Creio que essa decisão


do apóstolo Renê, precioso homem de Deus, pode abrir
uma brecha para a infidelidade na Igreja brasileira. Quem é
fiel o é em qualquer situação. Jesus foi fiel até à morte e
hoje se veste com um manto de fidelidade (fiel e
verdadeiro) e com ele voltará para a sua noiva. Alguém
disse que a lança do soldado romano não feriu tanto a
Jesus como o beijo de Judas.

Quinto: Penso que a nossa dívida com o pastor César é


impagável. Devemos a ele uma gratidão eterna. A
visão que recebeu de Deus, compartilhou-a conosco.
Nada exigiu. Não procurou honra e nem glória para si.Acho
que a gratidão é o maior de todos os mandamentos. J.
Setanti disse: "A quem te der a mão para subir, beija-a a
cada instante". Aos discípulos sempre digo: Ao beber água,
lembra-te da fonte.

Sexto: Pergunto: Quem vai levar vantagem com tudo isso?


Deus está sendo glorificado? Penso que o inferno está em
festa. Caso tudo isso se materialize, as palavras: amor,
humildade, obediência e fidelidade devem ser riscados da
nossa Bíblia.
Sétimo: Pergunto: A Visão Celular não gerou uma só
linguagem? Então porque usar a mesma linguagem com
outro sotaque? G-12, M-12 ? Isso é uma vergonha!

Oitavo: Definitivamente não concordo com o Apóstolo


Renê, embora tenha por ele um profundo amor. Acho que
sua motivação não está coerente; sua decisão irrevogável
e inegociável (texto enviado ao pastor César) impede
qualquer ação do Espírito Santo nesta questão.

Oro para que o Deus da Paz interfira de algum modo nessa


desastrada iniciativa, para que os corações de milhares de
obreiros não sejam seduzidos por uma proposta que, com
certeza, não nasceu no Coração de Deus.

Creio no Ministério do apóstolo Renê, creio que o seu


projeto de conquistar a nação brasileira está em
consonância com a vontade de Deus; creio que é correto o
seu amor por Jerusalém e creio que o seu coração pulsa
pelas almas, mas não creio que o seu rompimento com o
Pai da Visão Celular no mundo tenha o "sim" de Deus. O
pastor César abriu para todos nós uma nova perspectiva
de crescimento e frutificação. Penso que podemos ter uma
floresta, mas não podemos nos esquecer de quem nos deu
as sementes.

Amados, a grandiosidade não depende da importância do


comando de um homem, mas da maneira pela qual esse
homem o exerce.

Esta é a minha opinião

Com amor fraterno,

Sinomar F. Silveira

Vosso servo

Fonte:
<http://www.mlp.org.br/index_noticias_destaques/index_ca
rta_sinomar.php> (Não mais disponível)

Estávamos a esta altura esperando a posição de Valnice. Ela


finalmente chegou de forma indireta no dia 08 de Abril através
de um “vazamento”, já que ela posteriormente falou que esta
carta jamais deveria ter sido divulgada. Porém, graças a esta
carta soubemos um pouco do que estava acontecendo nos
bastidores, como já falei. Ei-la:

Amados companheiros no Reino e na perseverança! Graça,


paz e misericórdia lhes sejam acrescentadas. Estamos em
meio a um período especial de jejum e oração para que
Deus nos livre de "queda do teto moral." A palavra
profética é que temos vencido por não ultrapassar a linha.
Perguntamo-nos: "Que linha?" "Enganoso é o coração;
desesperadamente corrupto. Quem o conhecerá?" Deus
envia "uma palavra de sabedoria," "uma palavra de
conhecimento." Nunca todo o conhecimento, nem toda a
sabedoria. Ele nos conservará na dependência do Seu
Espírito, que nos guiará um passo de cada vez.

Um dos pastores chamou-me a atenção para o fato de que


a INSEJEC é um sinal profético na nação e isso poderia ser
relacionado com o Corpo de Cristo. Nestes últimos 13 dias
tenho refletido sobre a palavra profética, relacionando dois
incidentes: um passado, já consumado e outro um projeto
futuro.

Teto do templo em Brasília. O que aquele templo


representava? Eu sempre disse: "Faremos um memorial do
triunfo da visão celular, onde a grande perseguição
começou." Tudo naquele templo se relacionava com 12 e
144. Era o período em que eu estava no jejum de um ano
pelo triunfo da visão no Brasil. Foram construídos 12
círculos para neles plantar 12 palmeiras reais. Havia 11
colunas na frente, com tochas e o lugar para a décima
segunda. O teto caiu e não foi mais levantado. O projeto foi
interrompido. Mas era algo pequeno, apesar do significado.
Quais as conseqüências? Vidas ceifadas (3) e algumas
feridas. Processos jurídicos, indenizações, etc. Assunto da
mídia local por um ano.

Dois anos depois os pastores Castellanos chegam a


Brasília. Pra. Cláudia numa função de governo e Pr. César
para fortalecer a visão, assistindo aos pastores. O que tem
a INSEJEC (IMSEJEC) a ver com isso? Tudo.

A IMSEJEC foi o instrumento de Deus para trazer os


pastores Castellanos ao Brasil para as Convenções anuais
e divulgar os valores da igreja celular no modelo dos doze
na nação;
A IMSEJEC foi responsável por traduzir e publicar todo o
material em português. Hoje são 31 publicações;

A IMSEJEC entrou nos altos níveis de guerra espiritual,


jejum e voto pelo triunfo da visão, e o Espírito do Senhor
me falou no dia em que pessoalmente completava 9
meses de jejum que estávamos gerando-a não apenas no
Brasil, mas no mundo todo.

Anos atrás fiz algumas sugestões aos pastores Castellanos,


do que nasceu em meu espírito. Considerando que o Brasil
foi a nação primogênita, que abraçou de uma forma
expressiva a visão celular:

• Que enviasse um casal de discípulos seus, para


representá-los no Brasil;
• Que registrassem oficialmente a MCI no Brasil;
• Que abrissem a editora a fim de manter a
neutralidade (enquanto isso não acontecesse, nós
publicaríamos os livros);
• Que morassem um tempo no Brasil para organizar os
pastores.

Pr. César nada fez à respeito, talvez tenha até se


esquecido, mas as circunstâncias foram surgindo nessa
direção e hoje todas são um fato. Que parte teve a
IMSEJEC? Grande. Logo na primeira vinda da família, a
primogênita se apaixonou por um brasileiro, casaram-se
(fui uma das madrinhas) e hoje Eliemerson e Johanna
presidem a Igreja em Bogotá. As nações aliançadas pelo
casamento. Nós trouxemos toda a família e pagamos suas
passagens.

Franck e Patrícia terminaram vindo para São Paulo. Para


terem residência no Brasil, a INSEJEC fez o convite oficial e
se responsabilizou pela família. Hoje já adquiriram a
residência porque tiveram um filho brasileiro. Eles têm
ajudado muitos pastores em todo o Brasil, além de terem
iniciado uma igreja local, seguindo os passos e princípios
da visão.

Um outro casal para Curitiba está com o visto de


missionário também mediante convite e responsabilidade
da IMSEJEC, pois como ocorre com outros países, para um
estrangeiro ter visto, uma igreja nacional deve se
responsabilizar. Foi assim que Raquel conseguiu visto para
entrar no Japão e ali tem permanecido sob
responsabilidade de Igreja japonesa.

A editora G12 está sendo aberta em São Paulo e passará a


publicar todo o material, como já o faz nas demais línguas.
Estamos na fase de transição do material da Palavra da Fé
para a G12.

A MCI apoiou o candidato Álvaro Uribe à presidência da


Colômbia, o que resultou em sua eleição. Este ofereceu
uma embaixada à Pra.Cláudia, dando-lhe a liberdade de
escolher a nação. O Brasil foi escolhido. O casal deverá
morar em Brasília por um ano.

Apesar de eu me ter esforçado para que a sexta


convenção fosse promovida pelos doze nacionais, na
última hora voltou para as mãos da IMSEJEC e eu fui a
tesoureira. A conta teve que ser no nome da INSEJEC de
Brasília. Mas eu disse ao Pr. César: "Seis dias trabalharás, e
ao sétimo descansarás." Ele agora está promovendo as
convenções regionais e o fará através da Editora G12.

Pr. César teve um encontro com pastores em Brasília, no


qual havia mais de 600. Desafiou a todos com uma
mensagem muito inspiradora. Ali fez declarações que
denunciavam certas posturas, enfatizando o fato de que
ele nunca pediu que as igrejas na visão dessem 10% ou
ofertas para a MCI e que havia gente no Brasil fazendo
isso; disse que só Jesus morreu pelas ovelhas e não somos
donos delas; combateu o espírito de controle e a tentativa
de dobrar a vontade das pessoas.

Ao chegarem no Brasil reuniram logo a equipe para


apresentá-la à diplomacia colombiana e compartilhar. A
equipe tem tido bastante ocasião de estar especialmente
com o Pr. César, numa boa comunhão. Apenas Ap. René
tem estado ausente por se encontrar estudando inglês no
EE.UU.

Há exatamente duas semanas Pr. César telefonou-me e


perguntou-me se tinha notícias de Renê. Disse que não.
Informou-me, então, que recebera uma carta dele com
acusações infundadas e não parecia Renê. No mesmo dia
falei com Renê em Manaus. Vi o quadro de um escândalo
formado e me perguntei se esse não era o projeto do
inimigo para desacreditar a visão. "Desliguei-me" por
alguns dias a fim de encontrar serenidade, pois veio sobre
mim uma terrível opressão. Parecia que no mundo
espiritual eu estava sendo puxada para um lado e para
outro. Fui lançada numa situação extremamente delicada.
Pr. César tem confiado em mim de forma inequívoca. Seu
respeito e consideração são sempre manifestos. Ele
ressalta de público a forma como tratei Franck como
verdadeira marca de um apóstolo, que tem a visão do
Reino e não se sente ameaçado por outro ministério. Renê,
naturalmente gostaria que eu o seguisse no seu
rompimento.

Voltando da minha auto-reclusão, encontrei vários e-mail


de pastores nossos. Para dar uma visão mais clara do que
se passa, enviarei a correspondência que Renê mandou
para o Pr. César e distribuiu pelo Brasil, juntamente com o
que escrevi, na tentativa de aconselhar a ambos.

Fiquei estarrecida com um e-mail recebido de Alfran, que


diz:

"Soube ontem em Recife que o Ap. Renê Terra Nova


rompeu com o Pr. César Castellanos, em função do Pr.
César querer tornar as Igrejas em células no Brasil uma
grande MCI, sendo ele o Presidente e tendo o controle de
tudo, inclusive o financeiro. A não aceitação desta idéia
pelo Ap. Renê e o fato do Pr. César se negar a ouvi-lo é que
terminou com o rompimento. O Bispo Marcel foi quem
reuniu os pastores de Recife e terminou a reunião
perguntando quem iria ficar com o Ap. Renê ou com o Pr.
César e a resposta quase unânime foi com o Ap. Renê.
Gostaria de que me fosse confirmada essa informação e,
se verdadeira, com quem a Igreja Mundial está? Acho essa
informação muito importante e delicada para a visão
celular no Brasil, por isso minha preocupação com a
veracidade dela."

Não quero acreditar que Marcel tenha dito isto. Todavia aí


está uma amostra de que teremos danos morais terríveis.
O inferno deve estar em festa. Estou sabendo que a equipe
de Renê, que está tendo reuniões em diversos lugares,
para arrebanhar os pastores a fim de que fiquem com René
da divisão, insinuam que eu estou com ele. Mas não
concluirei nada, sem ouvir da primeira fonte. Os próximos
dias prometem muito desgaste para mim, o que quer
dizer, para a IMSEJEC. Rogo as suas orações. O mês de
abril do nosso jejum deverá ser devotado à Guerra
Espiritual, segundo nosso programa inicial. Que Deus nos
dê estratégias nessa guerra e nos conduza em triunfo.

Terei, naturalmente, de me pronunciar diante da nação à


respeito dessas coisas. Mas que situação mais delicada!!!
O Pr. César no Brasil, René na América e essa confusão
louca "eu de César" e "eu de Renê." Há muita coisa que
vejo, sei quais as raízes, mas tenho que me manter calada
à respeito. Nossas armas são espirituais. Como IMSEJEC
temos pago um alto preço pela redenção desta nação e
sofremos com o que mancha o bom nome da liderança na
nação. Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

Os motivos invocados por Renê infundados. Pr. César não


vai fazer nada disso. Quanto mais conheço os Castellanos,
mais aprecio sua simplicidade, humildade, generosidade e
integridade. Certamente Pr. César é duro no ataque a
questões de caráter e disciplina, o que choca. Mas não se
pode dizer que tenha ambição ao dinheiro ou ao poder. Ele
não vai atacar, não vai brigar. Disse à equipe que cada um
estava livre para sair, se o quisesse. Sente que o amor que
Renê sempre confessou a ele se transformou em ódio. O
que ele fará durante este ano? Dedicar-se-á a fortalecer os
pastores que quiserem, ajudará a MCI em São Paulo e em
Curitiba e realizará as convenções regionais e nacional.

Pr. César nunca nos pediu nada. Nunca tentou nos


controlar. Nunca exigiu o que quer que seja. Mantemos
excelente relacionamento com Franck e Patrícia. Já
realizaram seus cultos em nosso templo por um período,
mas nunca houve uma única atitude que ferisse a ética.
Dentro de um ano, quando os Castellanos deixarem o
Brasil, ficará demonstrado que a calúnia é falsa. No
entanto seu nome estará maculado pelos muitos
comentários negativos que foram liberados. Oremos e
vigiemos. Que o Pai, em Sua graça e misericórdia nos
preserve de todo o mal.

Naturalmente Renê tem uma série de frustrações em


relação ao Pr. César, que não me compete mencionar. Pr.
César também tem suas razões para não satisfazer certas
expectativas de Renê, que não compete também julgar.
Deixei claro que minha discordância não se refere ao
deixar a cobertura do Pr. César, até porque ele nunca
seguiu as orientações do Pr. César em grande parte. Minha
discordância tem a ver com a forma. Mobilizar os pastores
em nome do Pr. César e romper com ele, chamando-os
para segui-lo sob a mesma bandeira da visão celular no
modelo dos doze é que me parece extremamente
perigosa. É um golpe em sua autoridade espiritual. É um
precedente para um espírito de divisão e infidelidade. Mas
só podemos orar.

Amo Renê e amo Pr. César. Já lhes disse que os dois são
muito parecidos no temperamento. Que poderiam ser bons
amigos ou não.

A despeito de tudo, prossigamos. Nosso alvo é Cristo.


Evitemos a todo custo entrar em discussões, julgamentos e
críticas. O diabo quer que canalizemos nossas energias
para essas coisas a fim de embaraçar nossos passos.

Em temor e tremor, gemendo por uma nação abalada,

Com muito amor,

Valnice

CARTA A RENÊ

Querido filho Renê,

Depois de ouvi-lo ao telefone e ler seu documento


endereçado ao Pr. César, fiquei meditativa. Perdi o sono
nas madrugadas e passei a orar. Depois veio o documento
endereçado aos que estão sob sua cobertura. Dois dias
após nossa conversa, à noite, em quietude, veio uma visão
espiritual. Um temor se apoderou de mim. O temor do
Senhor. Nenhum de nós está livre das astutas ciladas do
inimigo que nos faz camuflar nossas motivações reais, que
só Deus pode perscrutar. O que me veio foi bastante claro
e compartilharei com temor e tremor. Amo-o como filho e
quero o seu bem. Como mãe, falarei. Com muito amor,
mas também com muita transparência.

BANDEIRA DA VISÃO CELULAR NO MODELO DOS DOZE

Profecias - Fui testemunha das profecias liberadas pelo Pr.


César sobre sua vida. Fui testemunha do cumprimento de
muitas delas, atestando que de fato ele é um profeta de
Deus. Além das profecias de crescimento, que um dia seria
como um mês e um mês como um ano, que Deus lhe daria
doze que o ajudariam a edificar o ministério que Ele lhe
confiou. Isso se cumpriu em sua vida e mais poderá se
cumpri. Nada é automático.

Comissionamento - Você foi comissionado pelo Pr. César,


como membro de sua equipe, recebendo generosamente a
visão. Viajou o Brasil representando a visão e o Pr. César,
deixando claro por onde passou que você era discípulo
dele e agia como representante da visão, sob sua bênção.
Não era a visão de Manaus, mas a de Colômbia. Há um
líder natural dessa visão. Descartá-lo e ostentar a mesma
bandeira não será uma rebelião?

Mobilização - Quando você começou a organizar a visão no


Brasil, formando grupos de doze nos Estados, sempre
ressaltou diante do Pr. César e dos pastores que eles
estavam sob a cobertura do Pr. César. Em outras palavras,
você reconhecia publicamente que não se tratava de algo
que nasceu com você, mas que recebeu dele e agia em
seu nome, não fazendo questão, portanto, de passar para
sua cobertura direta quem ele escolhesse para tanto.
Arrebanhar esses líderes sob sua cobertura não seria no
mínimo uma postura espiritualmente perigosa?

Desencontros - Acompanhei suas lutas com Pr. César. Vi


seu descontentamento quando você passou a publicar
seus próprios livros, lutei, orei, intervim, fiz tudo para que
você e ele se entendessem e estivessem juntos. Alianças
foram feitas. Compromissos foram assumidos à Mesa do
Senhor. Para mim na Convenção de 2003, tudo tinha ficado
bem entre vocês, até que em abril você falou do desgaste
em relação à Bolívia e estava pronto para romper. Mas na
conversa no Hotel, depois da sexta convenção, pensei que
dúvidas quanto à vinda do Pr. César foram sanadas. E
quando você enviou aquele e-mail justificando sua
ausência da Conferência Profética, entendi que seu
coração estava tranqüilo. Lembra-se do seu sonho do
trem? Você estava numa rota de colisão. Tomava o trem
para Bogotá e os que estavam atrás de você terminavam
chegando e agradeciam porque você os esperava. Será
que você não está entrando em rota de colisão?

Unção de Bogotá - Após a última Convenção você escreveu


um artigo no seu site atacando a "convenção paralela" e
defendendo as medidas tomadas em Bogotá, vendo
grande significado na liderança de um brasileiro
(Eliemerson) em Bogotá e de um colombiano (Pr. César) no
Brasil. Você declarou que o motivo do crescimento do seu
ministério eram as constantes idas a Bogotá. Não me
lembro quantas dezenas de vezes. Que sua igreja era a
maior igreja celular no mundo (se bem que Bogotá é maior
e há várias na Coréia também de grande porte). Mas
entendi que você queria dizer depois de Bogotá e no
modelo dos doze. Suas declarações recentes, portanto,
apontavam para um posicionamento ao lado do apóstolo
da visão e a bênção de este hoje se encontrar na nação. Se
você honestamente atribui seu crescimento ao beber da
fonte, você poderia estar entrando numa rota de declínio?
Que questionamentos se levantarão na mente do povo?

Motivações de rompimento - Você invocou na carta ao Pr.


César dois motivos para romper com ele:

-"Anular el ministério de los colegas (otros pastores que


tuviesen entrado en la Visión)

-Y denominacionalizar, aun que diese otro nombre a las


iglesias, mas extinguir el ministerio de los pastores que
fueron llamados por Dios y no por nosotros."
Meu filho, você não acha que é uma grave acusação? Onde
estão os pastores cujos ministérios foram anulados pelo Pr.
César? Você o ouviu sobre o incidente de São Paulo a fim
de conhecer suas reais motivações? Costumo dizer que
corremos sempre o risco de ser injustos quando julgamos
sem o devido conhecimento de causa. Tenho uma leitura
diferente, ouvindo quem estava presente. Acho que aqui
há de se considerar tratar-se de um caso isolado e não
uma política de ação. Vendo o tamanho de São Paulo ele
manifestou a visão de que forças se unissem para edificar
uma grande igreja celular que impactasse São Paulo.
Conversou com Júlio, esposo da advogada que tem
trabalhado com Franck e agora Pr. César. Perguntou ao Pr.
Júlio qual outro pastor que poderia fazer isso. Pr. Júlio
sugeriu Pr. Abude, o que Franck depois condenou, por
tratar-se de alguém que está sob sua cobertura. Diante da
proposta do Pr. César ele disse que iria orar. Pr. César não
forçou, nem insistiu, nem ficou tentando aliciar os
pastores. Ele nunca me fez tal proposta e o que Roberto
disse no e-mail que você me reenviou é uma aberração.
Quando estivemos para perder a Igreja? Por que ele disse
isso? Porque se reuniam em nosso templo? Nunca faltaram
com a ética. Justiça seja feita. Pr. César nunca me exigiu
nada. Não seria melhor não generalizar as coisas? Ficará
demonstrado que ele não está fazendo isso. Se pastores
em São Paulo quiserem se unir, porventura o fariam
forçados? Acho que conhecemos o Pr. César o suficiente
para saber que hoje ele está ajudando o Brasil, mas
amanhã, quando sair, não ficará querendo controlar o
ministério de ninguém. Alguém que deixa a Igreja em
Bogotá e vai começar tudo de novo em Miami; deixa tudo
em Miami e vem para o Brasil, não está apegado a nada.

Querido, vejo tudo isso como uma tremenda guerra, neste


momento em que Pr. César está na nação, para que a
visão seja desacreditada e você também. A imagem mais
ferida em tudo isso será a sua. Como justificar todas as
suas confissões anteriores com as de agora? Parecerá uma
grande ambigüidade. Seria mais sábio você sentar-se com
o Pr. César e conversar sobre o incidente antes de fazer
dele uma bandeira. Podemos pecar por julgamentos
distantes da realidade.
O direito de romper e o modo de fazê-lo - Jamais discutiria
algo que você me afirma ser uma palavra do Senhor para
você. O que me veio na noite a que me referi é isto: Por
seis anos (você fala de sete, mas a primeira convenção
aconteceu em junho de 1999, depois da qual você passou
a aceitar os convites. Em junho completar-se-ão seis anos).
Sim, por seis anos você percorreu o Brasil empunhando
uma visão que você representava, em nome do apóstolo
que Deus levantou. Você reuniu os que haviam já abraçado
a visão, embora muitos a conhecessem através de você,
outros através das convenções anuais e outros através de
Bogotá. Mas não importa como a conheceram, a fonte era
Bogotá, e o líder o Pr. César. Se você chegou à conclusão
de que seu tempo sob sua cobertura terminou, a forma de
sair sem pendências espirituais seria liberando os pastores
que abraçaram a visão de Bogotá para que
permanecessem sob a cobertura do líder que você apenas
representava.

Meu querido filho Renê, veio claro ao meu espírito que a


atitude que você está tomando de querer continuar
comandando a visão celular no modelo dos doze, rompido
com Pr. César, é o espírito de Absalão. Você não precisa
disso e está se metendo num caminho perigoso. Um dia
você declarou (mais que um dia) que Deus lhe falara que
não podia ficar com o bóton da visão porque ela fora
confiada ao Pr. César. Ele não está aqui para construir um
reino pessoal. Você sabe muito bem que ele tem um
coração generoso e nunca exerceu um controle sobre nós.
Temo por você. A maneira como você está saindo é grave.
É um escândalo. O reino não terá lucro disso. Deixe os
pastores livres. São de Jesus. Cumpra seu ministério
profético na nação e deixe que Pr. César cumpra o seu com
a visão dos doze. Você, para mobilizar a nação, não tem
que ser com a bandeira que foi confiada a outro que por
um tempo você representou. Se você agir de forma correta
e não deixar-se levar por conselhos imaturos, nem atacar
quem você tanto exaltou, Deus o honrará.

Naquela noite veio ao meu coração como saí da Junta de


Missões Mundiais. Entendi que a obra levantada através da
minha instrumentalidade não era minha. Era de Deus, sim,
mas através dos batistas brasileiros. Eles me enviaram. Fui
em seu nome. Se tive uma experiência que me levou a
mudar minha posição teológica, por uma questão de
integridade, fidelidade e honestidade, compartilhei com o
"chefe" o que Deus fez em minha vida, disse que não me
considerava melhor, apenas que era responsável por andar
na luz que tinha. Jamais critiquei a Junta. O amor, a honra
e o respeito foram preservados. Passei tudo para os que
me foram me substituir no mais profundo respeito, e recebi
despedida honrosa. Saí sozinha e nunca sequer respondi
uma carta para não ferir a ética. Pastores que foram
batizados no Espírito Santo e saíram da Convenção,
fizeram-no sem a minha influência e bem depois de minha
saída.

Meu querido Renê, o temor do Senhor caiu sobre mim e


percebo forças das trevas tentando lançar fundamentos
por terra. O momento é de serenidade. Mas meu filho,
feche os seus ouvidos às críticas e evite julgar o Pr. César
com palavras pesadas, porque ele é servo de Deus. Veja os
resultados de uma visão que Deus lhe confiou em sua
própria vida, do seu ministério e de tantos outros. Para
você sair não tem que atacar. Isso só prejudicará a sua
imagem. Todos temos defeitos, mas Deus tem misericórdia
de nós.

Vou "sumir" por uns dias. Lutei para que nunca houvesse
uma divisão. Você já pensou que coisa mais trágica você
cobrindo um grupo e o Pr. César, na nação, cobrindo outro?
O filho da visão em confronto com o pai? Sinto a guerra
nos ares. Estou triste. Temo por você. Temo os prejuízos
para o Reino. Que Deus tenha misericórdia de todos nós e
nos livre do mal.

Querido, não falo de discordância. Há modo correto de se


discordar. Não falo de saída; há modo correto de se sair.
Que o Pai lhe dê graça, sabedoria e humildade para
discernir todas as coisas.
Gemendo pela nação e a Igreja de Cristo nela,

Valnice

Como falei, recebi a carta acima indiretamente, através de outra


lista. Entrei em contato com Valnice para que ela confirmasse se
foi ela mesma quem escreveu o texto, já que não se pode
confiar em tudo o que se recebe por email, e ainda mais quando
a mensagem é passada e repassada “ad infinitum”. Eis a sua
resposta:

Querido Alisson,
Graça e paz!

Sim, a correspondência é autêntica, mas sua divulgação


fugiu totalmente à ética. Fiquei abismada quando soube de
sua divulgação. Sou transparente no trato pessoal, mas
muito discreta em comunicações públicas, porque gosto de
preservar ao máximo as pessoas. Daí meu silêncio público
a respeito dos acontecimentos. Pedi minha assistente
pessoal, Pra. Anacharlene, para investigar e pedir ao
moderador da lista a sua remoção. Hoje sei que tal
correspondência circula pelo Brasil, como fogo que se
alastra sem controle. Nada mais posso fazer, a não ser
lamentar que correspondência pessoal tenha se tornado
pública.

Havia três apóstolos brasileiros na equipe internacional do


pastor César,
incluindo ap. Renê e eu. Sempre compartilhamos tudo,
como bons companheiros. Ambos nutrimos carinho
especial por Renê. Ele como um pai, e eu como uma mãe.
Quando ele tomou conhecimento do ocorrido, procurou-
me, mas não me encontrou. Passei uma semana "sumida."
NINGUÉM sabia onde eu estava. Que queria estar longe de
tudo, aquietar meu coração porque a situação para mim
era de um nível de guerra muito alto. Não queria atender
ninguém. Sabia que teria de me pronunciar oficialmente,
mas antes de fazê-lo teria de buscar muito a face do Pai.
Até agora estou calada e chocada com o mundo de
mentiras a respeito do Pr. César que estão sendo
divulgadas, dentro e fora da visão.

Quando o outro companheiro me localizou ao telefone,


conversamos. Ele sugeriu que trocássemos a
correspondência. Assim sendo, ele enviou-me a carta que
escreveu para o ap. Renê e eu enviei-lhe a que escrevi,
juntamente com a que enviei para o pr. César e para meus
pastores da INSEJEC. Mas pedi aos meus que não
passassem nada adiante, não criticassem, não julgasse,
apenas orassem. Enviei várias correspondências aos meus
e sei que seguiram minhas instruções. Como resultado da
pesquisa feita por minha assistente, fiquei sabendo que
meu colega passou a correspondência para seus pastores.
Certamente algum deles passou para um amigo e, já
sabemos: foi parar na internet. O que fazer? Creio não ter
havido má fé. Senti-me constrangida, pois não gostaria
que se tornasse pública uma conversa franca com alguém
tão próximo e que tenho como filho. Mas repouso em
Romanos 8:28.

Diante do exposto, dou-lhe liberdade de compartilhar esta


nota com o grupo, acrescentando que teremos uma
reunião com a equipe nacional na próxima semana,
quando elaboraremos um documento oficial da equipe.
Como Pr. César estava fora da nação, esperei que ele
retornasse a fim de o ouvirmos acerca de algumas
questões colocadas no comunicado do ap. Renê. Só
gostaria de pedir aos amados para evitassem a todo custo
colocar combustível na fogueira. Os críticos da visão já
estão escrevendo aberrações. Calúnias sem fim contra o
pr. César estão sendo espalhadas. Será que esta é a forma
de a Igreja Brasileira recompensar aos pastores
Castellanos o que deram graciosamente à nação?
Exatamente quando se encontram no Brasil? Dar ocasião
para que seu bom nome seja maculado, quando estão aqui
numa função governamental?

Temos que orar e jejuar muito. Que Deus nos dê olhos para
ver e coração para discernir todas as coisas. Esta divisão é
uma brecha irreparável em nossas fileiras. Essas calúnias
uma legalidade terrível para o inimigo atuar. O MELHOR
QUE FAZEM OS É FALAR POUCO E ORAR MUITO!

No amor de Cristo,
Valnice

Como ela relatou, César e o que sobrou da sua equipe se


reuniram para discutir a situação e escrever um documento
oficial, que transcrevo abaixo:

Diante de graves calúnias e boatos espalhados pela nação


a respeito do perfil de liderança do Pr. César Castellanos,
líder espiritual do mover de Igreja em Células no Modelo
dos Doze, conhecido como G12, além de inúmeros pedidos
de esclarecimento sobre uma baixa em suas fileiras,
reuniu-se a equipe nacional em Brasília, no dia 18 do mês
em curso, com o propósito de manifestar ao seu líder
natural solidariedade e, ao mesmo tempo, ouvi-lo sobre as
questões contra ele levantadas, bem como elaborar um
documento que reflita a posição oficial do grupo sobre as
questões em pauta.

PERFIL - Quanto mais convivemos com este servo de


Deus, mais apreciamos sua simplicidade, humildade,
integridade e generosidade. Humano, como todos nós,
mas indubitavelmente um líder quebrantado diante de
Deus, de caráter ilibado e coração de servo, com uma
visão de conquista de perdidos do mundo inteiro através
de uma simples visão que busca restaurar o papel de
ganhador de almas de todos os discípulos e o discipulado
contínuo através de grupos pequenos, no máximo doze, o
tamanho do grupo que Jesus discipulou, entendendo que
este é o máximo que se pode manejar para um discipulado
eficaz. Para ele as multidões não superam o valor de uma
verdadeira equipe e é isto que o grupo de doze representa.
Com ela as multidões poderão ser conquistadas, mas sem
ela não haverá como consolidá-las.

POSTURA EM RELAÇÃO A MINISTÉRIOS DISTINTOS -


Nenhum de nós jamais se sentiu ameaçado a ter seu
ministério por ele anulado. Pelo contrário, estimulado e
motivado ao crescimento, sem importar qual seja nossa
denominação. Em tempo algum houve qualquer
interferência em nossas igrejas locais ou domínio sobre
nós. Nenhuma imposição ou controle sobre nossas vidas.
Nenhuma atitude de "ou você faz isto ou não é meu
discípulo".Nenhum tipo de tratamento como se fôssemos
ovelhas do rebanho que Deus lhe confiou (a MCI). A
relação com pastores de ministérios distintos é mais no
nível de servir com os princípios e valores de uma visão de
discipulado revestida de uma simplicidade assombrosa,
mas de eficácia comprovada, do que de controle de suas
ações. Ele certamente nos tem tratado como líderes
maduros, com ministérios distintos, de características
próprias. Repetidamente tem dito: "Tudo que trata de
dobrar a vontade das pessoas, é diabólico".Ele é avesso ao
controle dos discípulos, dizendo que "só Jesus morreu por
eles"; é partidário da humildade, ensinando que "quando
subimos um degrau na unção, devemos descer dois na
humildade"; é inimigo da pressa na implementação da
visão, repetindo constantemente: "não é por se correr mais
depressa, que se chega mais longe, mas por se correr
estrategicamente".Vemo-lo como um grande motivador,
conduzindo-nos a alvos corretos e não como um
dominador.

PROVEITO FINANCEIRO - O nível de cobertura que


temos recibo é dentro do modelo celular por ele
experimentado, e só, sem qualquer intromissão nas
questões internas das igrejas locais. Por crer tratar-se de
uma estratégia bíblica com frutos comprovados,
apaixonado por Jesus e pelas almas perdidas, imbuído de
um espírito missionário, quer naturalmente dar de sua
experiência aos pastores que o buscam, sem interessar-lhe
qual a denominação a que pertencem, nem cobrar-lhes um
centavo. Em tempo algum foi imposta ou mesmo sugerida
qualquer contribuição financeira de nossas igrejas ao seu
ministério. Se alguma igreja porventura desejar fazer uma
oferta, é expressão de sua voluntariedade e não de um
pedido, muito menos uma exigência. Ganância, ostentação
e busca de vantagens financeiras certamente são
estranhas ao seu perfil.

PRESENÇA NO BRASIL - Vemos a presença dos


Castellanos no Brasil como um presente e não como uma
ameaça. Uma oportunidade de ouro para receber mais de
perto de sua experiência e ministração, que só enriquece.
Somos gratos a Deus por sua presença entre nós porque,
como diz um dos companheiros da equipe, "você pode hoje
ter uma floresta, mas nunca se esqueça de quem lhe deu
as sementes".Sua vinda não fazia parte dos planos do
casal. Havia três anos estavam em Miami e solidificavam
ali a Igreja, após adquirir novas instalações, quando o
Presidente Uribe ofereceu à Pra. Cláudia o cargo de
embaixadora da Colômbia no Brasil. Dra. Cláudia, formada
em ciências políticas, recebeu um chamado de Deus para
influenciar sua nação no campo político, quando nenhum
evangélico havia chegado lá, e foi a primeira senadora
evangélica. Fundou um partido político que tem elegido
representantes tanto para a Câmara de Vereadores quanto
deputados e senadores. Nas últimas eleições presidenciais,
o apoio do Partido ao Dr. Uribe levou-o à vitória, o que toda
a imprensa reconheceu. Na Convenção anual do ano
passado foi comovente ouvir o testemunho do Presidente a
respeito do caráter dos discípulos da MCI e sua influência
na paz nacional, além de sua disposição de receber
semanalmente os pastores Fajardo para ministrar-lhe a
Palavra de Deus e orar por ele. Portanto, a presença do
casal no Brasil deve-se a uma missão diplomática. E esta é
uma oportunidade que Deus lhe concede para influenciar o
governo com o Evangelho de Jesus Cristo. Entraram na
nação pela porta da legalidade diplomática, por
providência Divina, e recebemos essa bênção como
presente do Pai.

PAPEL NA NAÇÃO - O casal Castellanos compreendeu


que essa porta inesperada tinha um propósito Divino.
Portanto deixou Miami e, desde dezembro passado,
encontra-se em Brasília, como sua base. Enquanto a
Embaixadora Cláudia cumpre seu papel de diplomata, Pr.
César serve aos pastores que buscam seu auxílio na
nação, para além de suas constantes viagens
internacionais. Estando no Brasil, pela primeira vez a
equipe nacional, como um todo, tem tido a oportunidade
de privar mais do convívio com ele, sendo sempre
enriquecida e abençoada com suas ministrações e
influenciada pela simplicidade que orna o caráter dos
verdadeiros servos, que não deixaram o sucesso subir-lhes
à cabeça. Não temos qualquer sombra de dúvida sobre sua
honestidade e motivação de servir de forma
desinteressada aos pastores

brasileiros que desejam receber do que Deus lhe confiou.


Somar foi e continua a ser sua atitude, alegrando-se
sempre com as conquistas de cada um de nós e
motivando-nos a outras maiores, pois "o conquistado não é
desafio." Temos crescido como equipe e estado mais
juntos, sendo abençoados pelo seu modo humilde de agir.
Atestamos, tanto os que caminham com ele já por anos,
quanto os mais novos, que ele é um santo homem de
Deus, com uma visão e autoridade espiritual
incontestáveis e estamos felizes com sua presença na
nação e gratos a Deus pela cooperação que nos tem dado
para melhor conquistarmos nosso território para Cristo.

POSIÇÃO - Foi mais uma vez ratificada sua posição de


serviço aos pastores e não de domínio ou controle de seus
ministérios, o que certamente todos poderão ver
comprovado, quando findar sua missão em nosso País.
Manifestamos nosso apreço, gratidão e amor por tudo
quanto através deste humilde servo de Deus temos
recebido, desejando que seus dias em nosso meio sejam
de enriquecimento mútuo. Estamos unidos, pois, como um
só corpo, sem levar em conta nossas diferenças
denominacionais, teológicas ou nacionais, movidos por
uma só paixão de ver a nação aos pés de Cristo, sem
competições ou tentativa de domínio sobre o rebanho de
Cristo ou seus líderes, dentro dos princípios de respeito
pela nossa diversidade, mas unidos numa visão de fazer
de cada discípulo um líder e em cada oikós (casa, nível de
relacionamento) uma célula, buscando motivar todos os
discípulos de Jesus Cristo a ganhar vidas para Ele,
consolidá-las na fé, discipulá-las através de um
treinamento que faça deles discipuladores, enviando-os a
reproduzir a missão, de geração em geração, até que
Cristo volte, no espírito de 2 Timóteo 2:2.

PERDÃO - Reconhecemos que é na crise que o que de


fato está dentro de nós se manifesta. Conviver, portanto,
com o Pastor César e ver como reage diante das críticas,
das calúnias, das distorções de suas palavras e dos juízos,
é uma lição prática de humildade, perdão e respeito que só
encontramos nos servos forjados no meio de muitas
batalhas e quer buscar refletir o caráter de Cristo. O
espírito de perdão aos ofensores, que gera a sobriedade, é
evidente em seu caráter. Pudemos ler por trás de suas
palavras emocionadas, o nível do perdão de quem já foi
vítima até de ataque fatal: "depois de sofrer a humilhação
de receber cinco tiros e estar às portas da morte..."
porventura não suportará todas as coisas em humildade e
perdão?

PROPOSTA - A visão celular no modelo dos doze (G12)


continuará sua trajetória na nação com a mesma proposta
inicial. Embora um dos nossos amados e nobre
companheiro, Renê Terra Nova, tenha deixado a equipe,
invocando razões para as quais não encontramos respaldo
em nossa experiência com o Pr. César, entendemos que o
Reino de Deus está acima de todos nós, que cada um de
nós dará contas ao Senhor de suas próprias atitudes, que
não nos compete julgá-lo ou emitir sentença. Reafirmamos
nosso amor e respeito por ele, desejando que os eternos
propósitos de Deus sejam cabalmente cumpridos em sua
vida e ministério, mas diante do Senhor, em sã
consciência, depois de analisar exaustivamente todas as
coisas e ouvir as partes envolvidas, nossa leitura dos fatos
difere da sua. Prosseguiremos a missão a nós confiada, no
temor do Senhor, servindo os irmãos mais novos, como
representantes do Pr. César, com aquilo que, por sua
instrumentalidade, temos recebido. A proposta de ontem,
é a mesma de hoje: equipar pastores para um maior nível
de crescimento na conquista da nação, respeitando sua
identidade denominacional, administrativa e doutrinária.

PLURALIDADE - Compreendemos que a redenção do


Brasil não virá por um só homem ou um ministério, mas
pela instrumentalidade de todos os ministérios que Deus
levantou nesta nação, pelo que a unidade bíblica que tem
Cristo como o ponto de convergência, deverá ser
preservada acima de nossas diferenças. Que a visão
celular não é um "Messias," mas apenas uma ferramenta
que nos equipa a uma ofensiva evangelística e
discipuladora, com o propósito de cumprir a grande
comissão em nossa geração. Como diz Paulo, "um planta,
outra rega, mas Deus dá o crescimento" e só Ele deve
levar a glória. Clamamos, pois, para que Deus nos ajude a
andar no espírito de amor e humildade, reconhecendo em
cada ministério seu valor e contribuição para a redenção
da nossa Pátria, usando a visão celular como estratégia,
mas não fazendo dela um ídolo ou motivo de suposta
superioridade ou vanglória. Na pluralidade dos ministérios
levantados é que está o TODO que Deus tem para a
conquista da nação.

POSICIONAMENTO - Sob a liderança internacional dos


pastores Castellanos, que reconhecemos como apóstolos
da Visão Celular no Modelo dos Doze (G12);
compreendendo que sua maior contribuição na nação é o
adestramento de lideranças brasileiras nos valores e
princípios da visão; mas compete a nós a conquista do seu
povo para Cristo, estendemos nossas mãos a todos, como
companheiros entre iguais, para servir-nos uns aos outros
naquilo que temos, buscando a glória de Cristo, o Senhor,
unidos em torno da visão de conquista desta nação para
Cristo.

PROCLAMAÇÃO - Comprometemo-nos a trabalhar pela


unidade do Corpo de Cristo na nação, em amor e respeito,
proclamando sobre nós e toda a Igreja do Senhor a oração
de Jesus: "A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó
Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para
que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho
transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um,
como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que
sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo
conheça que tu me enviaste e os amaste, como também
amaste a mim" (João 17:21-23).

PRÓXIMA CONVENÇÃO - Conclamamos a todos para a


sétima Convenção Anual, a ter lugar em Brasília, de 6 a 8
de Julho (a confirmar), cujo tema é: TOCANDO O CORAÇÃO
DO PAI. Isto sugere que a visão celular no modelo dos doze
é UM MODELO DE PATERNIDADE/MATERNIDADE e não de
domínio ou controle. Um ciclo se encerra (7) e um novo
tem início. Busquemos revestir-nos das armas espirituais e
comecemos a jejuar e orar para que o Espírito do Senhor
nos marque, capacitando-nos a uma grande colheita de
almas, até que vejamos o Brasil rendido aos pés do Senhor
Jesus.

Por uma nação Redimida e uma Igreja triunfante,


irmanados no amor de Cristo, Senhor de todos, e a serviço
do Seu Reino,

(Dois casais da equipe não aparecem na foto, por não


poderem estar presentes, mas também subscrevem o
documento que lhes foi submetido para apreciação).

Delmir Bolzan e Mara Zani Bolzan


Porta da Paz
São Paulo - www.portadapaz.com.br

Franck e Patrícia Gonzáles


Missão Carismática Internacional
São Paulo

João Batista e Gissele da Silva


Igreja Batista Missionária Internacional)
Feira de Santana – BA

Joaquim e Dalva Antunes


Igreja do Evangelho Quadrangular
Belo Horizonte - www.g12brasil.com.br

Laudjair e Eline Guerra


Igreja Batista Celular Internacional
Brasília

Márcio e Renata Valadão


Igreja Batista da Lagoinha
Belo Horizonte - www.lagoinha.org.br

Moisés e Cristina Romero


Ministério Internacional Abundante
Anápolis

Sinomar e Elizabeth Fernandes Silveira


Luz Para os Povos)
Goiânia - www.luzparaospovos.org.br

Valnice Milhomens Coelho


Igreja Mundial do Senhor Jesus Cristo)
São Paulo e Brasília - www.insejec.com.br

TESTEMUNHO DOS PASTORES DELMIR E MARA


BOLZAN

Pastoreamos a Igreja Porta da Paz há nove anos. Em 2000


tivemos o nosso primeiro contato com a Visão Celular no
Modelo dos Doze, diretamente em Bogotá-Colômbia,
durante a V Convenção Internacional. Fomos
completamente impactados e transformados pela Unção
desta Visão. Foram dois anos em busca de esclarecimentos
e apoio para transicionarmos toda a igreja de uma visão
convencional para a Visão Celular. Muitos foram os acertos,
mas muitos foram também os erros pela precipitação e até
pela falta de uma visão clara de todo o processo.

Participamos de todas as Convenções Internacionais em


Bogotá, bem como todas as nacionais, fizemos o Encontro
e Reencontro de Jovens em Bogotá. Algo sempre bateu
muito forte no nosso coração desde o princípio, que foi
abraçar a Visão que Deus entregou aos nossos Pastores
Castellanos, com inteireza e fidelidade para que a sua
pureza fosse preservada. Comprometemo-nos diante do
Senhor a não acrescentar e nem tirar nada daquilo que tão
graciosamente recebemos dos nossos pais espirituais.
Aprendemos pela própria experiência, que o crescimento
não é imediato e o resultado corresponde à espécie da
semente. Podemos dizer que já os primeiros frutos
começaram a surgir.

Sentimo-nos privilegiados e enriquecidos por termo sido


convidados pelo Pr. César a fazer parte dos seus doze no
Brasil. Desde então temos sido agraciados por um
discipulado em Amor, honestidade e transparência, muito
peculiar a líderes comprometidos com o Reino. A
admiração tem sido crescente, a cada abraço, a cada olhar
e a cada oração e ensino. Temos nos sentido agraciados de
tamanha vocação no Senhor, não porque somos quem
somos, mas porque nossos Pastores César e Cláudia, são
quem são nas mãos do Senhor!

Somos testemunhas oculares da retidão, integridade e


santidade deste casal que, providos de uma ética
impecável, nos tem conduzido na direção dos perdidos
para a conquista da nossa nação!

Temos muito que caminhar e aprender sobre a Visão


Celular no Modelo dos Doze, mas como nos ensina a
Palavra "Pagai a todos o que lhes é devido:... a quem
respeito, respeito; a quem honra, honra". Temos uma
dívida de respeito e honra para com os Pastores
Castellanos, com sua casa, com MCI e a própria Colômbia.

Que o Senhor seja, ainda mais gracioso e exalte o Seu


Santo Nome sobre eles. Na unidade do Espírito Santo.

Delmir e Mara Bolzan.

TESTEMUNHO DOS PASTORES LAUDJAIR E ELINE


GUERRA

Há sete anos somos pastores da IGREJA BATISTA CELULAR


INTERNACIONAL. Começamos a aplicar a visão no ano
2000 com uma célula e chegamos a 972 células em
Dezembro 2004. Nós últimos meses tivemos o privilégio de
receber várias vezes os pastores César e Cláudia
Castellanos em nossa igreja.

Em todos estes anos aplicando a visão celular, nunca nos


cobraram um centavo para estar conosco, nunca nos
constrangeram ou obrigaram a usar seus livros. Jamais
insinuaram de longe que nos tornássemos MCI. Em nada
anularam nosso ministério ou nossa identidade. Pelo
contrário; têm sido instrumentos de Deus para nosso
crescimento. Tudo que pudemos receber deles e de sua
família foi por amor e auxílio desinteressado. Ampliaram
nosso horizonte, levaram-nos a sonhar mais alto e mais
longe. O fruto de suas visitas e ministrações logo se
constatou.

Agradecemos a Deus pelos nossos pastores César e


Cláudia Castellanos que com tanto amor deixaram tudo
que tinham para vir ao Brasil nos ajudar. Eles têm sido
profetas de Deus nesta nação, trazendo avivamento e
multiplicação. A Deus, nossa gratidão por enviá-los a nós.

Laudjair e Eline Guerra.

TESTEMUNHO DOS PASTORES JOÃO BATISTA E


GISSELE DA SILVA

Somos pastores na Igreja Batista Missionária Internacional,


em Feira de Santana, BA. Na 5ª Convenção G12 de São
Paulo, fomos convidados a participar de uma reunião
juntamente com outros Pastores, cujo motivo era levantar
no Brasil a equipe de Doze. Depois de explicar a todos os
líderes presentes a finalidade da reunião com bastante
clareza, e tendo como resposta um "SIM" de cada presente
convidado, participamos de uma CEIA, que selava a
unidade do grupo e o reconhecimento dos Pastores César e
Cláudia como nossos líderes no G12. Foi uma reunião
muito especial. "DEUS ESTAVA PRESENTE SELANDO
AQUELE PACTO".

Tendo, desde então, andado com o Pastor César,


juntamente com os demais da Equipe. Por conhecê-lo e
saber ser um homem de Deus de grande envergadura e
humildade, destituído de vaidade e glória humana,
continuaremos debaixo de sua cobertura espiritual como
nosso líder, não vendo jamais nele nada que nos leve a
quebrar com ele a aliança firmada em São Paulo. Como foi
dito, se Bogotá é a fonte, não quero sair dela.

Pastor César, confirmamos nossa aliança contigo nestes


momentos difíceis por que passa a Visão. Conte conosco, e
com todos aqueles que estão sob a nossa cobertura. Eles
não são nossos. São seus discípulos, pois foram gerados
dentro do contexto da Visão Celular.

Há uns oito anos atrás, antes de conhecermos a Visão


Celular, estávamos envolvidos nos Grupos de Crescimento,
quando poucos estavam em "Evidência" na Nação.
Chegamos a ter 130 Grupos. Levamos à Nação Coreana,
em Seul, caravanas por três anos para atenderem ao CGI
(Church Growth International), onde havia Pastores de
muitas Nações. Até hoje recebemos correspondências da
Coréia com assinaturas do Pastor Cho e sua Equipe, pois
éramos líderes de caravana e intérprete. Uma coisa
Excelente no Pastor César é vê-lo expressando seu amor,
admiração e reconhecimento ao Pastor Cho, de quem
recebeu a tocha da visão celular, e isto diante das Nações
do Mundo, em Bogotá.

Pastor César, o senhor é realmente um Líder de


Excelência. Deus o abençoe.

TESTEMUNHO DE SINOMAR E ELIZABETH


FERNANDES SILVEIRA

Conheci a visão Celular em 1999, mas me envolvi nessa


estratégia gloriosa a partir do ano 2000. Não fui
convencido por ninguém, mas ouvi o Espírito Santo me
dizer: "Este é o meu mover para esta última hora; entre
nele e não faça adaptações". Obedeci.

Hoje todas as igrejas do Ministério "Luz Para os Povos", no


Brasil e no exterior, operam na visão G12. A nossa história
mudou. Hoje ouço todos os nossos pastores brasileiros e
estrangeiros dizerem com convicção: "Nós vamos
conquistar nossas cidades".

Deus levantou o Pr. César e Pra. Cláudia para liderar esse


poderoso mover do Espírito Santo em todo o mundo. Deus
escolheu um casal simples, humilde e que não procura
para si nenhuma honra ou glória. Deus sabia que a visão
Celular aglutinaria milhares de pastores, e Deus precisava,
então, de um casal maduro, simples, equilibrado e íntegro
para não se aproveitar da "Visão" ou tirar proveito próprio.

Pr. César nunca exigiu nada da sua equipe Internacional, a


não ser um crescimento explosivo, fidelidade e o amor de
cada um.

Quando nos reunimos, somos ministrados, somos


motivados ao crescimento e ele sempre pede para que
cada um de nós estabeleça suas próprias metas para o ano
em curso. E, em sendo assim, ele ora por todos nós.

Três coisas que sempre me impressionaram no Pr. César:

1- Seu caráter irrepreensível;

2- Sua visão de conquista;

3- Sua disposição para servir sem nada reivindicar.

Embora tenha dificuldades para achá-lo, isso não diminui


ou abala a minha fidelidade a ele. Hoje, graças a Deus,
formamos uma grande equipe brasileira e, unidos em torno
de uma grande visão, conquistaremos o Brasil de norte a
sul, de leste a oeste.

A presença do Pr. César e da Pra. Claúdia em solo brasileiro


é profética: A visão aqui se consolida definitivamente.
Perdemos um companheiro – Renê Terra Nova – homem
precioso, mas a igreja celular no país continua rompendo
barreiras, quebrando os grilhões e se multiplicando a cada
dia.

Dou graças a Deus, todos os dias, pela fonte de onde


jorram as águas desse maravilhoso mover.

TESTEMUNHO DE VALNICE MILHOMENS

Desde que fui a Bogotá, por uma expressa palavra do


Espírito Santo, em junho de 1998, minha visão de Igreja
local passou por uma revolução. Algumas coisas em
especial, que testemunhei, tocaram o meu coração, e com
elas me identifiquei prontamente:

- A intensidade da oração, começando às 5h da manhã e


permeando todas as reuniões em todos os lugares. O dia
todo, por onde se passava, o glorioso som de pessoas
orando com intenso fervor. Os programas de jejum coletivo
que precederam a explosão de crescimento. O nível de
guerra espiritual e dependência do Espírito Santo. Quanta
ênfase a deixar que o Espírito Santo seja o pastor da Igreja
e nós apenas seus auxiliares!

- A paixão com que todos - crianças, adolescentes, jovens


e adultos - se referiam aos perdidos como alvo do nosso
amor. Até hoje guardo o rosto de um menino de nove anos
dizendo-me: "Sabe qual o segredo, pastora? O amor!" E
com que fervor falava sobre ganhar almas, começando
com seu pai, que era um "bêbado." O resultado disso é a
impressionante quantidade de pessoas se entregando a
Jesus em todos os cultos. Todos ganham vidas. A cada ano,
um crescimento assombroso.

- A unidade em torno de uma visão estratégica. Todos


descreviam o programa de ação em quatro palavras:
ganhar, consolidar, discipular e enviar. Uma visão tão
clara, tão simples e tão transferível!

- A simplicidade e ausência de afetação por parte dos


presidentes César e Cláudia Castellanos, refletida em toda
a liderança. Quase sete anos depois, tendo acompanhado
o crescer da influência do avivamento colombiano em todo
o mundo; depois de tanta convivência com os Castellanos,
continuo a ser abençoada por seu jeito tão simples de ser,
tão humilde, generoso, avesso a títulos e quebrantado
diante de Deus. A cruz é seu assunto preferido, e levar
todos a uma experiência com o significado da cruz o
coração de suas ministrações.

- A simplicidade das ministrações. Tanta simplicidade em


tudo, que confunde! Simplicidade no falar, no pregar, no
ministrar... Mas quanto resultado!

- A linguagem da fé e sua manifestação. Uma visão clara.


Metas específicas. "At'q onde queres chegar?" E poderia
prosseguir, mas isto basta.

Vi em Bogotá muitos dos ensinos bíblicos que enfatizo


aplicados no contexto da Igreja local e dando fruto
abundante. Apaixonei-me por esse mover tão simples e
sobrenatural. Mas logo desesperei-me. Não havia materiais
escritos. Pr. César insistia: "Essa visão é captada no
espírito. Não é uma técnica".Mas como entender essa
estrutura? Como transferi-la? "É no espírito que ela é
entendida".Cedo descobri que é uma questão de valores e
não de estrutura; é um ser guiado pelo Espírito e não uma
técnica. Pesquisei bastante, entrevistei bastante gente até
entender a estrutura e colocá-la no papel, mas a cada
encontro, a cada visita, topo com valores que ainda não
havia percebido. É um desafio constante.

Como tenho uma aliança com o Pai: "tudo que deres à tua
serva ela dará à tua Igreja"; vinha trabalhando no que
chamo de estratégia da "força aérea" para a conquista da
nação; entendendo que Deus confiara uma tremenda
estratégia de "infantaria" ao Pr. César, quis que ela fosse
passada para as igrejas do Brasil, como ferramenta para
acelerar a evangelização da nossa Pátria. Como estou
convicta de que é a totalidade dos ministérios que Deus
levantou, cada um fazendo a parte que lhe cabe, que Deus
usará para a redenção do Brasil, meu coração desejou que
os pastores brasileiros fossem abençoados pela
experiência de Bogotá. Convidamos, então, o casal
Castellanos para vir ao Brasil, em junho de 1999 e, desde
então, promovemos a Convenção Anual com o propósito
de que os que o desejassem pudessem ser ministramos
diretamente por eles. Na quinta Convenção, um sonho se
cumpriu: nasceu a equipe nacional e a sexta Convenção foi
promovida pela mesma.

Devotei-me ainda à tradução em português e publicação


dos materiais que foram surgindo ao longo dos anos. Hoje
já somam 31. Entendi que poderia servia a nação,
sobretudo, promovendo as convenções e publicando a
literatura, até que a editora oficial fosse instalada na nação
e houvesse uma equipe que desse continuidade às
Convenções. Desejei, orei e sugeri que os Castellanos
passem um tempo no Brasil. Sua primogênita apaixonou-
se por um brasileiro na primeira Convenção. Casaram-se e
esperam o primeiro filho. Meus sonhos foram se cumprindo
e hoje, por um milagre de Deus, eles se encontram no
Brasil e sei que a unção de Deus sobre suas vidas será
uma bênção para tantos quantos queiram receber do
espírito desses humildes servos de Deus.

Em todos estes anos fui tratada com o máximo respeito e


consideração. Absolutamente nada jamais me foi exigido.
Fizemos o convite oficial ao casal Gonzáles, seus
discípulos, para servirem no Brasil. Responsabilizamo-nos
por ele na obtenção do visto. Oferecemos nosso templo
para suas reuniões. Por um tempo seus cultos eram em
nosso templo. Dele saíram para as ruas a fim de ganhar
perdidos. A primeira fonovisita aos frutos foi feita usando
nossos telefones. Nunca faltaram com a ética. Nenhum dos
membros de nossa igreja foi levado por eles e jamais Pr.
César pediu ou insinuou pedir que nos tornássemos MCI.
Sempre disseram e demonstraram que não importa qual a
denominação do pastor. A visão celular é para todos. E eu
poderia escrever um tratado de testemunho pessoal
demonstrando tratar-se de boato o que corre a nação,
acusando-o de exigir "royalties" das igrejas sob sua
cobertura e querer fazer delas uma MCI sob sua
presidência. Até os direitos autorias dos seus livros têm
sido aplicados no Brasil. É um desinteresse financeiro total.
Quanto mais os conheço, mais os admiro. Nunca
esquecerei o quadro testemunhado no último encontro da
equipe: esse humilde servo de Deus prostrado em pranto,
em oração a favor da nossa Pátria, de sua equipe brasileira
e do companheiro que partiu.

Achei que minha missão, como membro da equipe, já


havia terminado; que meus sonhos tinham todos se
cumprido; que já fizera minha parte, tendo deixando meu
próprio ministério de lado para servir ao Corpo. Com o
nascimento da equipe e a vinda do casal, proclamei: "Seis
dias trabalharás, mas ao sétimo descansarás." No entanto,
diante dos últimos acontecimentos, reafirmo aos pastores
Castellanos e à equipe nacional que me disponho a servir
no que estiver ao meu alcance, rogando ao Pai que
conceda a todos nós a graça da humildade e do amor
cristão que nos leva a caminhar em respeito pelas
diferenças sem agressões verbais ou de qualquer sorte.
Temos um único Senhor e uma Igreja. Embora tenhamos
temperamentos e estilos diferentes, temos a consciência
de que servimos ao mesmo Reino, sob a liderança suprema
do mesmo Senhor a Quem representamos.

No espírito de amor, respeito e unidade forjada na


diversidade, a serviço da Igreja de Cristo, por um Brasil aos
Seus pés.

Valnice Milhomens

Fonte: http://www.g12brasil.com.br/oficial_g12.htm
Posteriormente, alguns ministérios também se separaram do
Renê, a exemplo da Comunidade Cristã de Ribeirão Preto,
presidida pelo Pr. Danilo Figueira. Recentemente ele comunicou
seu desligamento da cobertura do MIR através deste
documento:

DESLIGAMENTO DO "GOVERNO DOS DOZE"


Ribeirão Preto, 12 de junho de 2006.

Queremos comunicar aos amados que acompanham


nossa caminhada na visão celular, o desligamento
do nosso ministério do chamado “Governo dos
Doze” e da cobertura do Ap. René Terra Nova.

Deste o início, quando aceitamos o convite para fazer


parte desta aliança, deixamos claro que permaneceríamos
nela enquanto princípios inegociáveis para o nosso
ministério fossem guardados, entre eles, o respeito à
autonomia de cada igreja local e o compromisso de não se
usar a visão como instrumento de imposição de doutrinas,
métodos e materiais.

Para nosso desapontamento esses princípios foram


quebrados recentemente em Porto Seguro, quando nos
vimos impedidos de divulgar e fornecer nosso material de
Escola de Líderes, que tem sido benção para muitas igrejas
no Brasil e exterior, sob a alegação de que o Ap. René
estaria apresentando o seu e a exposição do nosso poderia
causar algum tipo de “confusão de entendimento” e
“desconforto”, em que pese ele mesmo tê-lo qualificado
como “muito bom, simples e sem contradição teológica”.

Nas comunicações trocadas com o Ap. René após esse


incidente, ele explicitou sua intenção de fazer com que o
material produzido em Manaus seja adotado por todos os
ministérios que andam sob sua cobertura, intenção que
julgaríamos legítima, desde que não fosse imposta e não
ultrapassasse as raias da nossa liberdade, constrangendo-
nos a não divulgar e fornecer o material que produzimos.

Por entendermos que a visão não deva se tornar


argumento de imposição ou monopólio do que quer que
seja e que o chamado “Governo dos Doze” evidencia cada
vez mais um tipo de hierarquização e centralização de
poder que não vemos como saudável, sentindo-nos
impotentes para mudar esse curso e temendo deteriorar
relacionamentos que prezamos muito, decidimos que a
atitude mais coerente da nossa parte seria desligar-nos,
coisa que já fizemos definitiva e oficialmente.

Ressaltamos que não estamos rompendo relacionamentos,


mas apenas deixando a estrutura chamada “Governo dos
Doze”, por percebermos nela sinais de desvirtuamento. De
nossa parte, desejamos manter o companheirismo e não
temos porque negar o respeito ao Ap. René Terra Nova e
sua equipe ministerial, reconhecendo que têm sido um
tremendo instrumento de Deus para o crescimento do
nosso ministério. A discordância em relação a princípios e
posturas que se evidenciam não roubará nosso sentimento
de gratidão.

Fique claro que estamos deixando uma estrutura de apoio


e não a essência da visão celular no modelo dos doze, que
seguirá sendo uma forte ênfase no nosso ministério. Nossa
decisão tem o propósito de manter-nos livres para seguir
nesta visão da maneira como cremos, simples e sem
amarras. Ousamos oferecer nossa vida e serviço para
provar que é possível conquistar sem abrir mão da
simplicidade de Cristo, da liberdade do Espírito, do respeito
à autonomia de cada igreja. Desejamos ser modelo de uma
visão que não se torne instrumento de manipulações, de
monopólios, de interesses financeiros, onde os pastores se
relacionam e cooperam por inspiração, obedecem e
adotam materiais e métodos porque os avaliaram e
concluíram que são bons, e não porque estão
constrangidos ou sem direito de escolher. É nisto que
cremos, é nisto que investiremos!

Aos ministérios que nos entenderem como bom referencial,


continuaremos dando o nosso melhor. Aos pastores que
desejarem seguir-nos, julgando-nos como um modelo
inspirador, procuraremos não decepcionar, embora não
tenhamos nenhuma intenção ou ação no sentido de
persuadir quem quer que seja a seguir-nos nesta decisão
de deixar a cobertura do Ap. René Terra Nova. Se alguém o
fizer, será por decisão e motivos próprios. Obviamente as
portas no nosso ministério estarão sempre abertas para
todos os que quiserem aprender da visão, ser discipulados
ou simplesmente manter a comunhão fraternal.
Nossos materiais e experiências continuarão disponíveis ao
Corpo de Cristo. Ninguém nos tirará essa liberdade e dever
de repartir aquilo que nos abençoa, assim como não
abdicaremos da responsabilidade de escolher o que é
melhor e mais adequado para nosso rebanho. Somos
livres, graças a Deus, e aos que são livres serviremos com
todo recurso que tivermos.

Não estaremos descobertos. Além da pluralidade de nosso


ministério local e de mantermos uma rede de
relacionamentos santos e saudáveis com tantos outros
ministérios, temos em Harry Scates um apóstolo que nos
inspira, conhece e a quem nos submetemos há anos. Não
ficaremos órfãos! Acima de tudo isto, confiamos na graça
do nosso Pai Celestial, que por um motivo incompreensível
e soberano, decidiu nos abençoar até aqui.

No temor de Cristo,

Prs. Danilo e Mônica Figueira

Pelo Presbitério da Comunidade Cristã de Ribeirão


Preto

Fonte:
http://www.comcrist.org/mensagens/desligamento.asp

Estas são as informações relevantes até o momento (Julho de


2006).

Uma última palavra.

Se formos analisar o G12 a partir da prática de seus líderes


como César Castellanos ou Valnice Milhomens ou René
Terranova teremos motivos de sobra para rejeitar tudo. Porém,
digo como alguém que conheceu a fundo a questão: é possível
separar o joio do trigo. Chamo-o de modelo dos 12(com “M”
minúsculo) para diferenciar do G12 de Castellanos ou da visão
dos 12 de Renê e cia. Há elementos úteis para o Corpo de Cristo,
que não são parte de uma nova revelação mirabolante e
apocalíptica, mas simplesmente uma ênfase em áreas que não
são muito desenvolvidas em algumas de nossas igrejas como o
discipulado pessoal (e bíblico!) o companheirismo, os pequenos
grupos como ferramenta de evangelização, cuidado e
despertamento mútuos, etc.

Pode-se dizer: “na minha igreja há tudo isto e muito mais, e não
somos uma igreja celular nem muito menos estamos
implantando o modelo dos 12”. Glória a Deus por isso, mas há
muitas outras igrejas aonde as pessoas não participam do culto,
mas assistem ao culto. Há outras, ainda, aonde não há uma
preocupação em cuidar das pessoas; apenas em ganhá-las para
Cristo. Nestas igrejas, o modelo dos 12 ou qualquer outro
“modelo” que seja bíblico pode ser útil, não como misticismo
evangélico, mas como uma boa estratégia para suprir
necessidades e mostrar o rumo certo, sem jamais perder de
vista o Senhor Jesus, a quem qualquer modelo DEVE se ajustar.

Em Cristo, que é nosso Supremo e Infalível Modelo,


Alisson Teles Cavalcanti