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Língua Portuguesa

e Literatura
Professor(a)

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada – 01
8º Ano do Ensino Fundamental

Disciplina Curso Bimestre Ano


Português Ensino Fundamental 1° 8º

Habilidades Associadas

1. Identificar o tema, as ideias centrais e secundárias e as informações implícitas do texto.

2. Diferenciar relatório, fichamento e resumo.

3. Selecionar e empregar palavras adequadas em função da finalidade e do nível de formalidade


desejado.

4. Reconhecer e utilizar adequadamente as regras de concordância nominal e verbal.


Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o(a) aluno(a) já domina, será possível contribuir
para o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professor(a)es da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor(a).rj.gov.br, a
fim de que os professor(a)es de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e
complementação às suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

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Caro(a) Tutor(a),
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 1° Bimestre do Currículo Mínimo de Português, do 8º
Ano do Ensino Fundamental. Estas atividades correspondem aos estudos durante o
período de um mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, inicialmente, os alunos vão aprender a identificar o
tema, as idéias principais e secundárias e também as informações implícitas do texto.
Em seguida, vão aprender a diferenciar relatório, fichamento e resumo. Após,
aprenderão a selecionar e empregar palavras adequadas em função da finalidade e do
nível de formalidade desejado. E, por fim, vão aprender a reconhecer e utilizar
adequadamente as regras de concordância nominal e verbal.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor(a), fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico
para o Professor(a) Tutor.
Este documento apresenta 08 (oito) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.
Um abraço e bom trabalho!

Equipe de Elaboração

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Sumário

Introdução ............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico ............................................................... 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 1: Identificando o tema de um texto ............................................... 07
Aula 2: Diferenciando informação principal e secundária do texto ........ 16
Aula 3: Identificando as informações implícitas do texto ........................ 24
Aula 4: Diferenciando relatório, fichamento e resumo ........................... 33
Aula 5: Selecionando adequadamente o vocabulário .............................. 42
Aula 6: Utilizando adequadamente as regras de concordância verbal e
nominal .................................................................................................... 53
Avaliação .................................................................................................. 63
Pesquisa ................................................................................................... 68
Referências.............................................................................................. 70

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Objetivos Gerais

No 8º ano do Ensino Fundamental, o conteúdo abordado é o estudo dos


gêneros relatório, fichamento e resumo. Para atingir tal objetivo, vamos inicialmente
trabalhar a identificação do tema, das idéias principais e secundárias e das
informações implícitas do texto. Em seguida, vamos diferenciar relatório, fichamento e
resumo. Após, trabalharemos a seleção e o emprego de palavras adequadas em função
da finalidade e do nível de formalidade desejado. Encerraremos este caderno de
atividades trabalhando o reconhecimento e a utilização adequados das regras de
concordância nominal e verbal.
O estudo dessas habilidades foi contemplado neste caderno porque considera-se
que os gêneros relatório, fichamento e resumo perpassam a vida do(a) aluno(a), não só
na disciplina Língua Portuguesa, como também nas demais que compõem o currículo
escolar.
É frequente, por exemplo, o(a) professor(a) de Geografia, Ciências, História pedir
aos alunos a produção de um desses gêneros, a partir da leitura de diversos textos.
Portanto, faz-se necessário instrumentalizar o(a) aluno(a) para que ele possa se
apropriar de tais gêneros, no tocante a uma leitura eficiente, às características
estruturais, linguísticas e à sua produção escrita.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-lo(a). Vamos listar estes materiais a seguir:

http://www.conexaoprofessor(a).rj.gov.br/downl
Orientações Pedagógicas do CM
oads/cm/cm_11_9_8A_1.pdf

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http://www.conexaoprofessor(a).rj.gov.br/downl
Recursos Digitais
oads/cm/cm_12_9_8A_1.pdf
Reforço Escolar

Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do(a) aluno(a):
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o(a) aluno(a) possa
compreendê-lo sem o auxílio de um professor.
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3.
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla.
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o.
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base.
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES.
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.

Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

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AULA 1: Identificando o tema do texto

Nesta aula abordaremos como identificar o tema de um texto. Ao ler um texto,


você já deve ter percebido que ele se desenvolve a partir de um determinado tema,
que é responsável por lhe dar sentido.

O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia principal que o texto
será desenvolvido. Para identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as
diferentes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja, é preciso
relacionar as múltiplas partes que compõem um todo significativo, que é o texto.

Em muitas situações, por exemplo, somos estimulados a ler um texto por


sentir-nos atraídos pela temática resumida no título. O título é o nome que damos a
um determinado texto e está diretamente relacionado à sua temática. Desta forma, o
título mantém uma relação estreita com o tema, pois o título cumpre uma função
importante: antecipar informações sobre o assunto que será tratado no texto.

Em outras situações, pode-se abandonar a leitura de um artigo, de uma


reportagem, notícia ou entrevista porque o título parece pouco atraente ou, ao
contrário, sentir-se atraído pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É
muito comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, dependendo do
sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências pessoais e experiência de mundo,
entre outros fatores.

Pergunte aos alunos: sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro,
sexualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com o corpo,
formação profissional? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente infinitas
e saber reconhecer o tema de um texto é condição essencial para se tornar um leitor
proficiente.

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Propomos, inicialmente, que o(a) aluno(a) acompanhe um exercício bem
simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto: apreender seu sentido
global, ou seja, reconhecer sua temática.

Vamos ler o texto a seguir?

CACHORROS

Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma espécie de lobo que


vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos seres humanos e se espalharam por
quase todo o mundo. Essa amizade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as
pessoas precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que, se não
atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a comida que sobrava. Já os
homens descobriram que os cachorros podiam ajudar a caçar, a cuidar de
rebanhos e a tomar conta da casa, além de serem ótimos companheiros. Um
colaborava com o outro e a parceria deu certo.

Disponível em http://cienciasdeamanha.webnode.com.br/news/cachorro/ Acesso 18 jul. 2013.

Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o possível assunto


abordado no texto. Embora você imagine que o texto vai falar sobre cães, você ainda
não sabia exatamente o que ele falaria sobre cães. Repare que temos várias
informações ao longo do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a
associação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo mundo, as
vantagens da convivência entre cães e homens.

Às informações que se relacionam com o tema chamamos de subtemas. Essas


informações se integram, se associam, ou seja, todas elas caminham no sentido de
estabelecer um núcleo temático, uma unidade de sentido. Portanto, pense: sobre o
que exatamente esse texto fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você
chegou à conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães. Se foi
isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi capaz de identificar o tema
do texto! Sendo assim, você está preparado para exercitar de forma mais sistemática
essa habilidade.

Vamos aos exercícios?

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Atividades comentadas

1. Leia com atenção o texto a seguir.

DIÁLOGO

Há muitas famílias carecendo de diálogo, de princípios morais, religiosos e


humanos claros.
Sem poder dar a tão esperada educação aos filhos, os pais têm transferindo essas
incumbências às escolas, que ainda não estão preparadas para atender a essa
demanda. A consequência desse fenômeno, chamado de exclusão familiar, faz com que
os jovens fiquem à mercê da comunicação de massa, nem sempre saudável.

O tema desse texto é a

a) comunicação de massa.
b) educação escolar.
c) educação familiar.
d) exclusão social.
Disponível em http://www.saerjinho.caedufjf.net/diagnostica/ Acesso em 18 jul. 2013.

Resposta comentada:

Ao ler esse texto, o(a) aluno(a) deve ser capaz de perceber que há uma unidade
temática que lhe dá sentido, isto é, há uma idéia principal por meio da qual o texto é
desenvolvido. Para que o(a) aluno(a) consiga identificar o tema de um texto, é
necessário relacionar as diferentes informações de forma a construir o seu sentido
global, ou seja, ele precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo
significativo. Embora o texto apresente informações relacionadas à comunicação de
massa, à educação escolar, à exclusão familiar (subtemas), o tema central é a
educação familiar. Defende-se no texto o ideia de que a responsabilidade da

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educação familiar foi transferida à escola e isso acarreta prejuízos para a formação
do indivíduo. Portanto, a resposta correta é opção C.

2. Qual a relação entre o título do texto anterior e o seu tema?

Resposta comentada:

Professor(a)(a), nesta atividade, o(a) aluno(a) deve ser capaz de perceber que
existe uma relação estreita entre título e tema, uma vez que o título cumpre a
função de antecipar informações importantes sobre o assunto que será tratado no
texto. No caso do texto “Diálogo”, percebe-se que esse título não é tão óbvio a ponto
de indicar claramente a temática do texto. Sendo assim, somente a leitura integral
do texto poderá fornecer informações para a apreensão global do texto e para a
identificação de sua temática.
Para responder adequadamente à questão, o(a) aluno(a) precisa perceber que o
texto fala que a educação familiar está sendo transferida à escola (idéia principal). A
partir da leitura do texto, conclui-se que esse fenômeno está ocorrendo porque não
há diálogo suficiente na família. Assim, espera-se que o(a) aluno(a) aponte em sua
resposta que o diálogo é condição essencial para a promoção da educação familiar.
Por isso a idéia de diálogo foi contemplada no título, enfatizando sua importância
para a promoção de uma educação familiar eficiente.

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3. Analise a imagem a seguir:

Disponível em: http://portaldoprofessor(a).mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1465 Acesso em 19 jul. 2013.

Repare que a imagem problematiza uma questão importante. Qual o tema dessa
imagem?

Resposta comentada:
A imagem aborda um tema contemporâneo comumente veiculado nas diversas
mídias sociais (televisão, internet, jornais, revistas etc.) que é a questão relacionada
à preservação ambiental, neste caso, especificamente, remetendo ao
desmatamento. Desta forma, espera-se que o(a) aluno(a) seja capaz de perceber que
os personagens, a família de esquilos, lamentam a destruição do seu habitat: a
floresta.
Professor(a), é importante mostrar ao(a) aluno(a) que mesmo no caso de um
texto sem linguagem verbal, ou seja, sem palavras, a imagem constitui-se como um
texto porque apresenta uma unidade de sentido em que seus elementos pictóricos
associados estabelecem coesão e coerência.

4. Dê um título à imagem que seja coerente com a temática abordada.

Resposta comentada:

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Esta questão é bastante simples e certamente os alunos não apresentarão
dificuldades para elaborar um título adequado para a imagem. As possibilidades são
as mais diversas: Destruição da natureza/meio ambiente, Desmatamento, Destruição
de habitats, Uma família em risco, Espécies em risco de extinção, Não haverá futuro
para as novas gerações, O que será do futuro? Uma família desolada, Essa família
tem futuro? Atente apenas para o fato de que o título tem que ser coerente com a
temática da imagem. Portanto, opções como A família de esquilos, Esquilo chorão,
Família feliz, O passeio da família na floresta, Uma família separada... não são
adequadas, pois esses títulos não abordam o aspecto central da temática que diz
respeito à preocupação com a conservação do meio ambiente e que deve
necessariamente ser contemplada nos títulos criados.

►Leia o próximo texto para responder às atividades 5 e 6.

O meio ambiente e a sustentabilidade

Nunca antes se debateu tanto sobre o meio ambiente e sustentabilidade. As


graves alterações climáticas, as crises no fornecimento de água devido à falta de
chuva, a destruição dos mananciais e a constatação clara e cristalina de que, se não
fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a
conhecemos deixará de existir. (...)

Em paralelo às ações governamentais, todos os cidadãos devem ser


constantemente instruídos e chamados à razão para os perigos ocultos nas
intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta; e para a
adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. (...)

Assim, reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e


as demais práticas ambientais irresponsáveis; os danos causados ao meio ambiente
serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e
atividades econômicas de qualquer natureza estarão asseguradas.

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Estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o
aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas,
folhas e talos, assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que
informem e orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do
engajamento nesses projetos são soluções simples para fomentar a sustentabilidade e
a conservação do meio ambiente. (...)

O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda
que tudo o que ele faz ou fará, gerará um impacto no meio ambiente que o cerca.
Somente práticas e ações que visem à sustentabilidade poderão garantir uma vida
melhor e mais satisfatória para as gerações futuras.

Disponível em : http://www.ecologiaurbana.com.br/conscientizacao/meio-ambiente-sustentabilidade/. Acesso em 18 jul. 2013.


Com adaptações.

5. Aponte os pontos em comum entre a temática do texto que você acabou de ler
e a temática da imagem do exercício 4.

Para responder a esta atividade, pressupõe-se que o(a) aluno(a) domine uma
habilidade importante: a comparação entre textos de diferentes gêneros. O(a)
aluno(a) deve perceber que, embora a imagem e o artigo de opinião sejam textos
diferentes em diversos aspectos (estrutural, linguístico, discursivo, pragmático), eles
apresentam algo em comum: a temática.

A imagem aborda a questão relacionada à destruição do meio ambiente. O


artigo aponta para a necessidade de práticas sustentáveis que garantam a
preservação ambiental. Portanto, a temática de ambos os textos convergem para um
ponto comum: a necessidade da preservação ambiental para a manutenção da vida
no planeta. Isso está bem claro no último parágrafo: “(...) fazer com que o cidadão
comum entenda que tudo o que ele faz ou fará, gerará um impacto no meio
ambiente que o cerca. Somente práticas e ações que visem à sustentabilidade
poderão garantir uma vida melhor e mais satisfatória para as gerações futuras.”

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6. Além do tema abordado no texto “O meio ambiente e a sustentabilidade”, há
também outros subtemas abordados ao redor do assunto central. Aponte um e
justifique-o com uma passagem do texto.

SUBTEMA: _________________________________
TEMA: ___________________________________________
__________________________
__________________________ JUSTIFICATIVA: ______________________________
__________________________ ___________________________________________
__________________________ ___________________________________________

Resposta comentada:

Ao responder à questão 5, o(a) aluno(a) já conseguiu identificar o tema central


do texto “O meio ambiente e a sustentabilidade” que é a necessidade de práticas
sustentáveis que garantam a preservação ambiental. Outros subtemas estão
presentes no texto e se associam de modo a estabelecer um núcleo temático, uma
unidade de sentido. Perceber como esses subtemas se articulam é condição essencial
para a apreensão do sentido global do texto.
Dessa forma, espera-se que o(a) aluno(a) aponte um dos seguintes subtemas e
transcreva partes do texto para comprová-lo:

Subtema 1: consequências da exploração ambiental (problemas de abastecimento de


água, destruição de mananciais...).

Justificativas: “(...) as crises no fornecimento de água devido à falta de chuva, a


destruição dos mananciais e a constatação clara e cristalina de que, se não fizermos

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nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos
deixará de existir.”(1º parágrafo)

Subtema 2: conscientização da população sobre a necessidade da preservação do


meio ambiente.

Justificativa: “(...) assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que


informem e orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do
engajamento nesses projetos são soluções simples para fomentar a sustentabilidade e
a conservação do meio ambiente.” (3º parágrafo)

Subtema 3: multiplicação de práticas ambientais responsáveis.

Justificativa: “(...) reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos


rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis (...)”(3º parágrafo)

“Estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o


aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas,
folhas e talos (...)” (4º parágrafo).

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Aula 2: Diferenciando informação principal e informação
secundária em um texto

Caro(a) Professor(a)(a),

Agora que o(a) aluno(a) já sabe identificar o tema de um texto, é necessário


que aprenda a diferenciar a informação principal e as informações secundárias no
texto.

Você já reparou que em um texto, nem todas as informações apresentam o


mesmo grau de importância para o seu entendimento global? Há informações que são
consideradas essenciais e que convergem para o núcleo temático. Outras informações,
no entanto, são apenas de caráter secundário, adicional ou acessório e têm função de
explicar ou ilustrar o que está sendo dito no texto. Perceber o nível de hierarquia entre
as informações veiculadas num texto constitui uma habilidade fundamental para a
formação de um leitor crítico.

O domínio dessa habilidade é muito importante para a elaboração de resumos,


fichamentos e relatórios, gêneros em estudo neste 1º bimestre. Esses gêneros
permeiam a vida escolar e, para serem produzidos com finalidades específicas,
necessitam de que se saiba diferenciar as partes principais das partes secundárias.

Essa é uma habilidade importante não só para as atividades que envolvem


textos, mas também para que se tenha condições de organizar melhor os estudos. Por
exemplo: caso se precise estudar todo o conteúdo de um bimestre, um resumo ou
fichamento dos principais tópicos da matéria ajuda a economizar tempo e esforço
durante os estudos, pois o volume de informações será menor, porque as informações
mais importantes já foram selecionadas.

Além disso, a qualquer momento pode-se retomar suas anotações para rever
algum item importante, sem ter o trabalho de pesquisar tudo de novo! Viu como essa
habilidade pode facilitar a sua vida?

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Vamos, então, inicialmente, pensar na seguinte situação: duas colegas de sala
de aula conversam pelo celular. Uma pergunta o motivo de a outra ter perdido a prova
de português e, assim, iniciam um diálogo:

─ Oi, Ana, por que você não foi na aula ontem?

─ Ah, Tati, nem te conto! Você não acredita o que aconteceu comigo?

─ Que foi, amiga? O que você aprontou?

─ Olha, foi loucura, eu achei que eu ia pirar...

─ Por quê? Fala, tô curiosa!

─ Escuta, então: eu acordei mega atrasada, meu celular não despertou!

─ Como é que é???

─ Foi isso mesmo! Eu pensei que tinha programado o celular pra despertar às 6h,
mas ele não despertou!

─ E, aí?

─ Tati, quando eu acordei já era 6h47min!

─ Nossa, véi, que vacilo!

─ Pois, é! Eu pulei da cama, coloquei a roupa de qualquer maneira, não penteei o


cabelo, não escovei os dentes e nem tomei café!

─ Mas, e aí, conseguiu pegar o ônibus?

─ Consegui, né!

─ Menos mal!

─ É, mas não adiantou nada!

─ Por quê?

─ Cara, quando eu entrei no ônibus e fui pegar a carteira pra pagar a passagem,
aí é que eu vi que tava sem a carteira! Ficou na outra bolsa!

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─ Nossa, Ana, você é pirada mesmo!

─ Nem me fale! Aí eu tive que voltar pra casa!

─ E, agora, como é que você vai fazer a prova? Você não tem atestado...

─ Ah, sei lá, vou ter que pedir pra minha mãe pra ir na escola conversar...

─ Cara, pelo que conheço da sua mãe, ela vai ficar uma fera!

─ Nem me fale! Ela vai me matar... O pior não é isso, o pior é que vai tirar o face!

─ O face, por que o face?

─ Ontem à noite já era tarde e eu tava no face. Aí ela me mandou desligar o


computador pra dormir...

─ Aposto que você não desligou!

─ Não! E ainda fingi que desliguei, mas não desliguei. Fiquei até de madrugada...

─ Caramba! Se ela só te tirar o face cê ainda tá no lucro...

(Diálogo fictício produzido para esta atividade)

Veja que se trata de uma conversa, de um diálogo informal entre duas amigas
adolescentes. Mas perceba que em determinados momentos do texto a personagem
Ana fornece à personagem Tati informações de pouca importância para a
compreensão global do texto.

Leia novamente a conversa e perceba, também, que muitas partes do diálogo


poderiam ser retiradas, sem prejudicar a compreensão geral do texto.

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Atividades comentadas

1. Nesta primeira atividade, propomos a você um desafio! Você é capaz de


resumir em apenas 20 palavras as informações mais importante do diálogo entre as
amigas? Lembre-se de que Tati liga para Ana para saber por que a colega faltou à aula.

Resposta comentada:

Professor(a)(a), espera-se que o(a) aluno(a) seja capaz de condensar ao máximo


as principais idéias presentes no texto. A resposta do(a) aluno(a) deve estar próxima a
esta: “Tati liga para saber por que Ana perdeu a prova e esta diz que acordou tarde e
perdeu o ônibus.” Caso o(a) aluno(a) ultrapasse 20 palavras, peça-o que repita a
atividade e procure auxiliá-lo, mostrando que, embora o diálogo seja extenso, há
algumas informações desnecessárias e que podem ser eliminadas, sem que se
prejudique a essência do texto.

2. Nesta próxima atividade, retiramos várias informações do texto. Algumas são


informações importantes (principais) e outras acessórias (secundárias). Marque (P)
para principal e (S) para secundária.

( ) “─ Oi, Ana, por que você não foi na aula ontem?”

( ) “─ Olha, foi loucura, eu achei que eu ia pirar...”

( ) “─ Escuta, então: eu acordei mega atrasada, meu celular não despertou!”

( ) “Eu pensei que tinha programado o celular pra despertar às 6h, mas ele não
despertou!”

( ) “Cara, quando eu entrei no ônibus e fui pegar a carteira pra pagar a passagem, aí
é que eu vi que tava sem a carteira! Ficou na outra bolsa!

( ) “─ Cara, pelo que conheço da sua mãe, ela vai ficar uma fera!”

( ) “─ Ontem à noite já era tarde e eu tava no face. Aí ela me mandou desligar o


computador pra dormir...”

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Resposta comentada:

Essa atividade é bem simples, uma vez que, na atividade 1, o(a) aluno(a) já
sinalizou as ideias principais do texto. Portanto, resta-lhe apenas comparar as
informações que foram contempladas em sua resposta à atividade 1 com as demais
informações que não constam em sua resposta. Essas serão as informações
secundárias. Esperamos que o(a) aluno(a) tenha respondido na seguinte sequência:
(P); (S); (P); (S); (P); (S); (S).

Até aqui, certamente o(a) aluno(a) não teve maiores dificuldades para resolver
as atividades. Entretanto, ele também aprender a diferenciar as ideias principais e as
idéias secundárias em textos mais trabalhosos. Leia o texto a seguir, para auxiliá-lo a
responder as questões de 3 a 5.

FELICIDADE EM EXCESSO PODE FAZER MAL

Ser feliz é uma das maiores preocupações de nossa sociedade hoje. Ela se
manifesta na cultura popular, em livros de autoajuda, terapias e palestras de
motivação. Não é para menos. Há fortes evidências sobre os benefícios de ter mais
emoções positivas, menos emoções negativas e de estar satisfeito com a vida ─ os 3
pilares da felicidade. No entanto, essa história também tem dois lados. Se for vivida em
excesso, na hora errada e no lugar errado, a felicidade pode levar a resultados
indesejados. E, inclusive, não ser saudável.

É o que indicam estudos recentes. Níveis moderados de emoções positivas


favorecem a criatividade, mas níveis altos não. Crianças altamente alegres estão
associadas com o maior risco de mortalidade na idade adulta por seu envolvimento em
comportamentos arriscados. Isso porque uma pessoa muito feliz teria menos
probabilidade de discernir as ameaças iminentes. Aqui, na Universidade de Yale, nos
Estados Unidos, fizemos uma pesquisa com 20 mil participantes saudáveis de 16
países. E encontramos os maiores níveis de bem-estar naqueles que tinham uma
relação moderada entre emoções positivas e negativas em sua vida diária. Também

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vimos que níveis moderados (não extremos) de sentimentos positivos estão ligados à
redução de sintomas de depressão e ansiedade, além do aumento da satisfação
pessoal. (...)

A própria busca por ser feliz também pode ser contraproducente. Muitas vezes,
aliás, quanto mais as pessoas procuram a felicidade, menos parecem capazes de obtê-
la. A razão é simples: elas concentram tanta energia e expectativa nesse esforço que os
eventos felizes, como festas e encontros com amigos, acabam sendo decepcionantes.
Em adultos jovens e saudáveis, essa busca incessante pela felicidade tem sido ligada ao
maior risco de mania e depressão.

O que fazer então? É impossível ser feliz o tempo todo ou em todo lugar. Não vale
a pena nem tentar. Pense na situação em que você deseja (ou é mais relevante para
você) ser feliz. E não se esqueça: não desmereça os sentimentos negativos. A tristeza,
por exemplo, é parte da experiência humana e não necessariamente é ruim. Ela até nos
ajuda a manter os pés no chão. (...)

Disponível em: http://super.abril.com.br/cotidiano/felicidade-excesso-pode-fazer-mal-674821.shtml Acesso em 19 jul.


2013.

3. Após a leitura do texto, responda: qual a sua ideia principal?


Resposta comentada:

Professor(a), o(a) aluno(a) deverá ser capaz de perceber que o texto fala
exatamente sobre os prejuízos provocados pelo excesso de felicidade. Pode
eventualmente ocorrer que um aluno escreva em sua resposta o título do texto
(“Felicidade em excesso pode fazer mal”). Caso isso ocorra, procure esclarecê-lo de
que essa não é uma resposta totalmente adequada. Embora a temática do texto
possa estar condensada no título, isso não significa que eles sejam exatamente a
mesma coisa. Procure frisar que o tema permeia todo o texto, ao passo que o título,
na maioria dos casos, apenas menciona ou sugere o tema tratado.

Determinados títulos são mais diretos, constituindo uma síntese das ideias do
texto (como é o caso do texto em estudo); outros são mais sugestivos, de modo a

21
instigar a imaginação ou curiosidade do leitor. Portanto, enquanto o tema
compreende o assunto proposto para a discussão, o título sintetiza o conteúdo
discutido.

4. Qual dos parágrafos a seguir concentra a idéia principal do texto “Felicidade em


excesso pode fazer mal”?

a) “Há fortes evidências sobre os benefícios de ter mais emoções positivas, menos
emoções negativas e de estar satisfeito com a vida...”

b) “Se for vivida em excesso, na hora errada e no lugar errado, a felicidade pode levar a
resultados indesejados.”

c) “Crianças altamente alegres estão associadas com o maior risco de mortalidade na


idade adulta por seu envolvimento em comportamentos arriscados.”

d) “Em adultos jovens e saudáveis, essa busca incessante pela felicidade tem sido
ligada ao maior risco de mania e depressão.”

Resposta comentada:

Essa é outra questão que certamente o(a) aluno(a) não terá dificuldades para
responder, uma vez que a atividade anterior já trabalhou com a identificação do
tema. O diferencial é que essa questão requer que o(a) aluno(a) aponte, dentro do
texto, o trecho que concentra a idéia principal que, no caso, encontra-se na primeira
metade do primeiro parágrafo: “Se for vivida em excesso, na hora errada e no lugar
errado, a felicidade pode levar a resultados indesejados.” Portanto, alternativa B.

5. Transcreva do texto lido dois pequenos fragmentos que ilustrem ideias


secundárias.

1. _____________________________________________________________________
2. _____________________________________________________________________

22
Resposta comentada:

Professor(a), você deve ter percebido que, no texto em estudo, há várias


informações secundárias. Lembre-se de que as idéias secundárias são aqueles que
explicam ou ilustram o que está sendo dito e que, quando suprimidas, não
prejudicam a apreensão do sentido global do texto. Vamos apontar alguns
fragmentos do texto que apresentam ideias secundárias.

Ser feliz é uma das maiores preocupações de nossa sociedade hoje.

Ela se manifesta na cultura popular, em livros de autoajuda, terapias e palestras de


motivação.

Crianças altamente alegres estão associadas com o maior risco de mortalidade na


idade adulta por seu envolvimento em comportamentos arriscados.

Muitas vezes, aliás, quanto mais as pessoas procuram a felicidade, menos parecem
capazes de obtê-la.

É impossível ser feliz o tempo todo ou em todo lugar. Não vale a pena nem tentar.

A tristeza, por exemplo, é parte da experiência humana e não necessariamente é ruim.


Ela até nos ajuda a manter os pés no chão. (...)

ATENÇÃO: A única passagem que não poderia ser apontada é aquela que está na
primeira metade do primeiro parágrafo, porque constitui a idéia principal do texto.

AULA 3: Identificando as ideias implícitas do texto

Caro(a) Professor(a),

Chegamos à aula 3! Agora abordaremos um dos aspectos mais interessantes da


leitura que é a identificação de sentidos implícitos nos textos.

23
Você já teve a impressão de ler um texto e depreender dele algumas
informações que não estavam escritas? Pois é, essa situação é muito comum e ser
capaz de perceber as informações “escondidas”, subentendidas ou pressupostas nos
textos constitui uma habilidade essencial de leitura.

Para realizar uma leitura eficiente, o leitor deve captar tanto os dados explícitos
quanto os implícitos, uma vez que leitor perspicaz é aquele que consegue ler nas
“entrelinhas”. Muitos textos exploram de forma produtiva informações implícitas,
porque, de fato, para atingir os efeitos que se deseja, é necessário trabalhar num nível
mais profundo de leitura.

Em algum momento, ao ouvir uma piada, ler uma tirinha, uma charge ou uma
propaganda pode-se não compreender o que o texto pretendia veicular. Isso é muito
frequente e é exatamente pela importância de captar os sentidos implícitos para
compreender os textos é que estamos contemplando tal habilidade nesta aula.

A compreensão de implícitos é essencial para garantir um bom nível de leitura.


Em várias situações, aquilo que não é dito, mas apenas sugerido, importa muito mais
do que aquilo que é dito abertamente.

Vamos, então, ao trabalho?

Atividades comentadas

1. Vamos começar analisando um texto. Imagine a seguinte situação:

Um professor de matemática encontra um ex-aluno. Depois de conversarem um


pouco, o professor pergunta:

― Quem está dando Matemática para você este ano?

E o aluno responde:

― O professor Edson.

― Ah. O Edson também é um bom professor.


Disponível em http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Polissemia/729375.html Acesso em 19 jul.2013.

24
Repare que, ao ler esse texto, você pode tirar algumas “conclusões” que não aparecem
escritas, certo? Pois bem. Agora, responda:

a) Qual é a informação implícita presente no texto?

_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

b) Que palavra é responsável por veicular a informação implícita?

_______________________________________________________________________

c) Se o autor não tivesse utilizado essa palavra, o sentido do texto seria o mesmo?
Explique.

_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Resposta comentada:

Professor(a), esse texto ilustra de forma clara e objetiva como aquilo que não é
dito pode ser mais importante do que aquilo que foi dito explicitamente.

Veja que a atividade a) explora exatamente a informação implícita veiculada pelo


texto: o professor de matemática se julga mais competente do que o professor
Edson. Mostre ao(a) aluno(a) que essas são situações absolutamente cotidianas e
TODOS nós fazemos isso o tempo todo quando nos comunicamos. Tais informações
implícitas podem ser muito úteis, no sentido de que podemos evitar conflitos com as
pessoas ao deixarmos de explicitar tudo que pensamos. É uma ótima estratégia
linguístico-discursiva para o locutor não se comprometer com o conteúdo daquilo que
veicula. Quem pode afirmar que o professor de matemática disse que é mais
competente do que o professor Edson? Ninguém, pois isso não está escrito no texto!

2. Agora, identifique quais informações implícitas estão presentes em cada um dos

25
textos a seguir e circule a palavra que aponta para tais informações.

a) A professora ainda não entregou as notas das provas.

_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

b) O tempo continua chuvoso.

_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

c) Todos tiraram 10 na prova, até o Sérgio.

_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

d) Lourdes é a professora menos chata que eu tenho.

_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Resposta comentada:

Nesta atividade, propomos uma reflexão mais sistematizada sobre as


informações implícitas presentes nos textos, uma vez que, dependendo do gênero
textual, da complexidade da temática e dos objetivos de seu autor, essas
informações não são facilmente visíveis.

No texto a), a informação implícita é que já deviam ter sido devolvidas as provas
corrigidas, ou a professora vai entregar as notas ou a professora ainda não corrigiu as
provas ou a professora está atrasada em relação à devolução das provas (variações
de resposta são possíveis até certos limites). A palavra que deverá ser grifada é
“ainda”.

No texto b), a informação implícita é que o tempo já estava chuvoso antes. A palavra
que deverá ser grifada é “continua”. É um verbo cuja semântica indica uma ação que
teve início no passado e permanece no presente.

26
No texto c), a informação implícita é que Sérgio não costuma tirar 10 nas provas ou
porque é um aluno que apresenta dificuldades de aprendizagem ou porque não se
esforça o suficiente para tirar boas notas. A palavra que deverá ser grifada é “até” que,
no contexto em questão, indica “inclusão”, ou seja, Sérgio momentaneamente se
incluiu no grupo dos alunos que tiram boas notas.

No texto d), há duas informação implícitas que são:

1ª) Se a Lourdes é a professora menos chata que os alunos têm, significa que todos os
demais professores são chatos.

2ª) Se a Lourdes é a professora menos chata, significa que ela também é chata,
embora em menor grau.

A palavra que deverá ser grifada é “menos”.

Repare, professor(a), que um texto aparentemente simples, de pequena extensão,


pode apresentar várias informações implícitas ao mesmo tempo.

3. Agora você vai analisar uma propaganda bem interessante. Leia-a com
atenção.

Disponível em: http://zoandoaki.blogspot.com.br/2011/04/propagandas-engracadas-e-criativas.html. Acesso em 22 jul.


2013.

1) Na propaganda do dicionário Aurélio, a expressão “bom pra burro” é polissêmica,


ou seja, possui mais de um significado.

27
a) Explique quais são esses dois possíveis significados.
(1) “bom pra burro” significa: ______________________________________________
_______________________________________________________________________

(2) “bom pra burro” significa: ______________________________________________


______________________________________________________________________
2) As pessoas frequentemente costumam dizer que o dicionário é o “pai dos burros”.

a) Você acredita que essa é uma definição adequada para os dicionários? Por quê.
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

b) Agora vamos lhe propor um desafio: você é capaz de criar um outro slogan para
essa propaganda?

_________________
_________________
_________________
_________________
_________________

Resposta comentada:

1) Professor(a), aqui é importante mostrar ao(a) aluno(a) que as palavras possuem


vários significados, dependendo do contexto em que são utilizadas. A expressão “bom
pra burro” no contexto da propaganda pode significar que:
(1) algo é extremamente bom, positivo, interessante, legal...
(2) o dicionário é indicado para pessoas que desconhecem o significado ou a ortografia
correta das palavras e, por isso, são consideradas “burras”, desprovidas de

28
inteligência, ignorantes.

2) Espera-se que o(a) aluno(a) responda “não”, pois consultar um dicionário é uma
atitude bastante positiva, uma vez que se a pessoa tem dúvidas quanto ao significado
ou ortografia correta das palavra e deseja conhecer; isso demonstra inteligência,
interesse em obter conhecimento, o que é uma atitude muito louvável e jamais
“burrice”. Inteligente é aquele que não sabe, não se contenta com essa condição e
busca o saber.

3) Professor(a), inicialmente, explique ao(a) aluno(a) o que é um slogan: trata-se de


uma frase simples, curta e objetiva, mas impactante, apelativa e é muito utilizada em
propagandas para fazer com que o interlocutor a memorize e a associe
imediatamente ao produto. Lembre ao(a) aluno(a) alguns slogans muito conhecidos:
Bombril tem mil e uma utilidades; Tomou Doril, a dor sumiu; Vem pra Caixa você
também vem; Danone, sua dose diária de saúde; Sorriso saudável, sorriso Colgate;
Fale de perto com Close Up; Boa! Só se for Antártica; Casas Bahia, dedicação total a
você...

Perceba, professor(a), que a atividade 3 é um grande desafio, não só para o(a)


aluno(a), como para qualquer outra pessoa. Criar bons slogans para propagandas é
realmente difícil, porque demanda muita imaginação, criatividade e boa dose de
habilidade linguística para explorar ao máximo o significado das palavras.

As respostas poderão ser as mais variadas, mas sempre dentro de determinados


limites. Alguns exemplos: Aurélio, o amigo certo nas horas incertas; Melhor conselheiro
que esse não tem; Aurélio, esse cara sabe o que fala! Aurélio, o cara das palavras.
Quem segue esse cara, nunca erra.

29
4. Leia o texto para responder a questão.

História do Mapinguari
Dizem que no baixo Purus um seringueiro saiu para cortar seringa e não voltou.
No dia seguinte, o seringalista reuniu várias pessoas e saiu à procura do dito
seringueiro. Não encontraram um vestígio. À tarde, quando vinham de volta, dois
rapazes resolveram dar uma busca onde ainda não haviam andado. Subiram numa
terra alta e lá escutaram um grito longe. Veio se aproximando casa vez mais. Como
acharam o grito um tanto estranho, calaram-se e logo subiram numa árvore.
Certo é que o Mapinguari passou bem perto deles, levando os restos mortais do
seringueiro. Cada grito do bicho era uma dentada que dava no cadáver. Quando o
monstro já ia bem distante, eles então desceram e deram no pé.

Disponível em: http://www.saerjinho.caedufjf.net/diagnostica/paginas/protegidas/prova/configurarProva.faces Acesso em 19 jul.


2013.

De acordo com o texto, o que podemos entender da expressão “Não encontraram


nenhum vestígio”? Explique.

Resposta comentada:

Esta questão pressupõe conhecimento linguístico e, sobretudo, conhecimento


prévio ou conhecimento de mundo por parte do(a) aluno(a). “Não encontraram
nenhum vestígio” significa que não localizaram qualquer rastro, pista, marca do
seringueiro, nenhum tipo de evidência que sugerisse ou indicasse a localização do
homem.

5. Para finalizar essa aula, leia o texto a seguir e responda a questão proposta.

Coração de presidente

Do ponto de vista político, a grande prova de resistência de Lula foi chegar à


Presidência depois de três campanhas. Na vida pessoal, espetacular foi ganhar o coração
de Marisa, a viuvinha loura, de olhos esverdeados e lábios sedutores. Antes de conhecê-

30
la, o então dirigente sindical já sonhava com ela, embalado pelas descrições de um
motorista de táxi, que louvava a beleza da nora, viúva de seu filho. Os destinos se
cruzaram quando ele foi buscar um atestado no sindicato. Lula “grudou” até conquitá-la.

Nesse texto, o motorista de táxi era


a) cunhado de Marisa.
b) genro de Marisa.
c) sogro de Marisa.
d) irmão de Marisa.
Disponível em: http://www.saerjinho.caedufjf.net/diagnostica/paginas/protegidas/prova/configurarProva.faces Acesso em 19 jul.
2013.

Resposta comentada:

Esta questão trabalha com uma informação que, embora apareça de forma
implícita no texto, é bastante simples. Vamos analisar o seguinte trecho: “o então
dirigente sindical (Lula) já sonhava com ela (D. Marisa), embalado pelas descrições
de um motorista de táxi, que louvava a beleza da nora (D. Marisa), viúva de seu filho
(do motorista). Se D. Marisa era viúva do filho do motorista de táxi, três informações
implícitas podem ser depreendidas:

1ª) o filho do motorista estava morto.


2ª) se D. Marisa era viúva do filho do motorista, significa que ela foi casada com o fillho
do motorista.
3ª) se D. Marisa foi casada com o filho do motorista de táxi, então este era sogro dela e,
obviamente, ela era nora dele.
Assim, a resposta correta é a opção C.

Professor(a), converse com o(a) aluno(a), de modo que ele perceba que o jogo de
implícitos nos textos é útil porque agiliza a comunicação. Já pensou se tudo que falamos
precisasse ser dito “tintim por tintim”? A veiculação de implícitos é um princípio da
economia linguística, pois é possível veicular um número maior de informações em um
número menor de palavras

31
Aula 4: Diferenciando relatório, fichamento e resumo

Caro(a) Professor(a),

Nas aulas anteriores estudamos habilidades essenciais para que o(a) aluno(a)
tivesse, agora, condições de ler e produzir de forma eficiente gêneros escolares
importantes, como o relatório, o fichamento e o resumo. Para uma leitura eficaz
desses gêneros, foi necessário, inicialmente, que ele se apropriasse das habilidades
relacionadas à identificação do tema de um texto, à diferença entre informações
principais e secundárias e também às informações implícitas.
Agora que já desenvolvemos um pouco mais essas habilidades, passaremos,
então, ao estudo mais sistematizado desses gêneros que, embora sejam diferentes em
diversos aspectos, apresentam características em comum. Vamos começar fazendo a
distinção entre os três:

O relatório é um texto expositivo que tem por objetivo apresentar a investigação


de um fato em estudo, de um acontecimento ou de uma experiência científica.
Expõe uma sequência de trabalho e seus resultados. Sua finalidade principal,
portanto, é a exposição de saberes, de conhecimentos. Todos os dados observados
em um fenômeno, geralmente de natureza científica, devem ser registrados e
expostos. O(a) aluno(a) poderá produzir um relatório, por exemplo, de uma aula,
de uma palestra, de um evento de ciências da escola, de um passeio com sua
turma num museu, jardim botânico, zoológico. O relatório geralmente apresenta
três partes: introdução (indicação do assunto, experiência ou fato investigado e
seus objetivos), desenvolvimento (relato minucioso do fato investigado) e
conclusão (os ganhos extraídos da observação do fenômeno). Professor(a),
pergunte ao(a) aluno(a) se ele já produziu um relatório.

Fichamento é uma técnica de estudo que permite ao(a) aluno(a) registrar por
escrito as principais informações adquiridas por meio do exercício da leitura de um

32
texto. Essas informações são, sobretudo, citações, conceitos e temas que poderão
servir como uma posterior fonte bibliográfica para seus trabalhos escolares.
Portanto, quando o fichamento é bem elaborado, pode se tornar uma eficiente
ferramenta de estudos para o(a) aluno(a), pois possibilita a comparação com
outros textos que abordem o mesmo tema. Além disso, serve como material de
consulta, sem necessidade de refazer a pesquisa. Sua organização é feita por meio
de tópicos. Viu quantas vantagens há em aprender a fazer um bom fichamento? A
propósito, pergunte se o(a) aluno(a) já fez ou pelo menos já leu algum fichamento.

O resumo é um gênero mais comum na vida escolar. Costuma-se pedir aos alunos
que produzam resumos com o objetivo de sistematizar, de organizar o
conhecimento adquirido por meio da leitura. Ao contrário do fichamento, os
resumos apresentam uma estruturação diferenciada, uma vez que não há
separação em tópicos. É um texto estruturado em períodos e parágrafos. O
resumo tem por objetivo expor um conteúdo de forma abreviada, sintética,
destacando-se as informações mais importantes, por exemplo, de um texto, filme,
livro, peça teatral, etc. Para que tenham informações mais detalhadas sobre o
gênero resumo, sugira que acessem http://www.significados.com.br/resumo/

Todos os três gêneros apresentam características comuns quanto à linguagem.


Como se tratam de textos de natureza mais científica, exigem um grau de formalidade
maior. Isso significa que gírias, expressões populares e marcas de pessoalidade (exceto
nos relatórios) não são adequadas a esses gêneros, sem contar que é recorrente o uso
de um vocabulário diferenciado, conhecido como jargão (vocabulário específico de
algum campo científico).
Agora que vimos as principais diferenças entre um relatório, um fichamento e
um resumo, passemos ao comentário das atividades práticas!

33
Atividades comentadas

1. Vamos começar com uma tarefa bem simples. Faça o resumo do texto “Um
presente muito especial”. Lembre-se: você já domina a habilidade de identificar as
ideias principais e secundárias de um texto. Mas resumir um texto não se restringe
somente a separar essas ideias. Você vai elaborar um novo texto, que deve,
necessariamente, ser coerente e coeso. Vamos lá?

Um presente muito especial

João não via a hora que chegasse seu aniversário, no inicio do mês de agosto.
Contava os dias, as horas e os minutos, pois sabia que ganharia um jogo eletrônico,
pelo qual esperava com tanta ansiedade.

O tempo passou lentamente, mas finalmente chegou o dia tão esperado. Ao


acordar, olhou para o lado e junto à sua cama estava o brinquedo de seus sonhos.

Súbito saltou da cama, deu pulos de alegria e correu para chamar o irmão e
mostrar-lhe seu presente. Seus olhos brilhavam de satisfação quando, juntamente com
o irmãozinho, começou a brincar.

Durante toda a tarde não saíram de perto do novo brinquedo. Foi só quando já
estava quase escurecendo que lembraram de convidar um amigo de João, o qual
morava no mesmo prédio, para brincar com eles.

Assim que telefonou para o amigo, ele correu para o apartamento e os três
brincaram até a hora do jantar.

Disponível em: http://www.portaladm.adm.br/Portinstrumental/p7.htm Acesso em 19 jul. 2013.

Resposta comentada:
Professor(a), esta tarefa é muito simples. Basta que o(a) aluno(a) leia o texto
com atenção, selecione as ideias mais importantes e construa seu texto. Além disso,
chame a atenção dele para o fato de que, quando for produzir um resumo, o(a)

34
aluno(a) deve estar ciente de que seu novo texto é completamente independente do
texto fonte. Isso significa que ele deve construir um texto coerente e coeso.

Sugestão de resposta:

João aguardava ansiosamente pelo dia do seu aniversário, no inicio do mês de agosto,
pois ganharia um jogo eletrônico. Ao acordar, nesse dia, encontrou o presente. Foi correndo
mostrá-lo a seu irmão, com o qual brincou durante toda a tarde. Lembrou-se de telefonar para
um amigo que morava no mesmo prédio, chamando-o para brincar também. Os três se
divertiram muito com o jogo, até a hora do jantar.

2. Agora que o(a) aluno(a) já produziu um resumo simples, peça-o que leia o
texto a seguir e grife as informações mais importantes para a posterior elaboração de
um resumo.

Liberdade às cobaias

Robôs alimentados com células humanas podem substituir os animais de laboratório em testes
de cosméticos e outros produtos químicos

Boas novas para os ratinhos brancos, coelhinhos peludos e seus amiguinhos de


laboratório: o governo americano está desenvolvendo uma forma de acabar com a
crueldade com animais em testes químicos.

Para medir a toxicidade de produtos como pesticidas e cosméticos, pesquisadores


das agências ambiental e de saúde dos EUA criaram um método em que um robô
analisa os efeitos dessas substâncias em células humanas cultivadas em laboratório.

Os ativistas engajados na “promoção do bem-estar animal” já começaram a


comemorar. O Peta (“Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”, na sigla em inglês)
afirma que já é possível substituir muitos dos testes que são feitos em animais – e que
a pesquisa anunciada pelos americanos é muito mais confiável que muitos testes
realizados hoje em dia com cobaias. “Nesse sentido, muitas experiências ainda podem
ser designadas para, juntas, oferecer informações mais precisas que as geradas em

35
testes com animais”, afirma Catherine Willett, conselheira de políticas científicas da
entidade.

O problema é que os super-robôs que substituiriam as cobaias ainda estão em


fase preliminar de testes: devem demorar pelo menos 5 anos. Além disso, há
pesquisadores que sustentam que os estudos efetuados em animais ainda superam os
testes in vitro, já que permitem uma observação mais abrangente dos efeitos – que se
dão num organismo completo, não só em algumas células.

“É ótimo existir uma possibilidade de substituir os testes em animais, que estão


longe de ser ideais e que muitas vezes nos dão respostas erradas”, afirma Alan
Goldberg, diretor do Centro de Alternativas para Testes em Animais da Universidade
Johns Hopkins, nos EUA. “Mas só quando esses robôs estiverem prontos para
interpretar os resultados na saúde humana é que vamos poder, de fato, comemorar a
substituição completa deles. Até lá ainda temos um longo caminho”, completa.

Disponível em: http://super.abril.com.br/historia/liberdade-cobaias-447464.shtml Acesso em 19 jul. 2013.

3. Agora vamos ler um relatório elaborado por um aluno do Ensino Médio.


Atente para a forma como ele expõe os fatos observados. Após, peça ao(a) aluno(a) que
responda as questões de 1 a 3.
Relatório

Na aula prática de laboratório analisei o caráter ácido de algumas substâncias de


uso cotidiano através da coloração assumida pelo indicador.
Antes de iniciar a análise, levantei a seguinte hipótese: todas as substâncias têm
comportamento semelhante quando misturadas com um mesmo reagente, a
fenolftaleína.
Em seguida, reuni o material necessário e segui as instruções dadas no
procedimento sugerido na atividade experimental – acidez e basicidade.
Observei o que ocorreu em cada tubo de ensaio e elaborei a tabela abaixo para
facilitar a visualização dos dados e posterior conclusão:

36
SOLUÇÃO COLORAÇÃO CARÁTER ÁCIDO-BASE
HCL Incolor ácido
NaOH Vermelho base
solução de cal Vermelho base
suco de limão Incolor ácido
Vinagre Incolor ácido
Sabão Vermelho base

Ao analisar os dados obtidos, verifico que as substâncias ácidas, como o ácido


clorídrico, permanecem incolores, enquanto as substâncias básicas, como o hidróxido de
sódio, passam a ter uma coloração avermelhada.
Concluo, então, que o suco de limão e o vinagre têm comportamento de substância
ácida e que o sabão e a solução de cal têm comportamento de substâncias básicas.

1. A atividade proposta relaciona-se com uma área específica da ciência.

a) Qual é essa área? ______________________________________________________

b) Que palavras ou expressões do texto confirmam sua resposta anterior?

_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

2. No relatório lido, que parágrafo(s) do texto corresponde(m):

a) à introdução? _________________________________________________________

b) ao desenvolvimento? ___________________________________________________

c) à conclusão? __________________________________________________________

37
3) No último parágrafo do texto, o(a) aluno(a) expõe a conclusão a que chegou depois
de realizado o experimento. A conclusão confirma a hipótese inicial? Explique.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e interação. São Paulo: Atual, 2009. p. 59.

Resposta comentada:

1) a) Espera-se que o(a) aluno(a) responda que essa área da Ciência é a Química.

b) Podem-se destacar vários termos ou expressões que são característicos do jargão


próprio da Química: caráter ácido/básico; substâncias, indicador; reagente;
fenolftaleína; acidez; basicidade; ácido clorídrico; tudo de ensaio; hidróxido de sódio;
solução de cal; HCL, NaOH.

2) Professor(a), inicialmente, peça aos alunos que numerem os parágrafos, pois esse
procedimento facilita a busca por informações no texto.
Espera-se que o(a) aluno(a) perceba que o 1º e 2º parágrafos correspondem à
introdução. Neles, o autor da experiência fornece ao leitor as informações relativas ao
assunto da experiência (análise do caráter ácido de algumas substâncias), expõe os
objetivos da pesquisa, a hipótese que será investigada (se todas as substâncias têm
comportamento semelhante quando misturadas com um mesmo reagente, a
fenolftaleína?).
O 3º, 4º, e 5º parágrafos correspondem ao desenvolvimento. Neles, o autor relata
pormenorizadamente as etapas da experiência (seleção dos materiais, observação das
reações nos tubos de ensaio, análise dos resultados).
O 6º parágrafo corresponde à conclusão, em que o autor expõe os resultados do
experimento e os ganhos da pesquisa (o suco de limão e o vinagre têm comportamento
de substância ácida e que o sabão e a solução de cal têm comportamento de substâncias
básicas).

38
3) Professor(a), para responder a essa questão, o(a) aluno(a) não precisa ter um
conhecimento prévio de Química. Ele deve apenas observar a hipótese lançada pelo
autor e a conclusão a que este chegou. A partir dessa análise, verifica-se que a hipótese
do autor da experiência não se confirma, pois ele acreditava que todas as substâncias
(HCL, NaOH, solução de cal, suco de limão, vinagre e sabão) tinham comportamento
semelhante quando misturadas com a fenolftaleína, ou seja, todas essas substâncias
teriam comportamento somente de substância ácida ou somente de substância básica.
O experimento comprovou, entretanto, que dessas algumas substâncias apresentaram
caráter ácido (HCL, suco de limão e vinagre) e outras caráter básico (NaOH, solução de
cal e sabão).

4. Por fim, vamos realizar uma atividade relacionada ao gênero fichamento.

Releia o texto da atividade 2 intitulado “Liberdade às cobaias”. Depois leia o


modelo de fichamento reproduzido a seguir.

Disponível em: http://comofas.com/como-fazer-fichamento/ Acesso em 19 jul. 2013.

Agora é a sua vez! O fichamento que convidamos você a fazer é chamado de


fichamento de conteúdo. Você vai sintetizar com suas palavras as principais idéias
expostas pelo autor.
Para preencher a ficha de forma correta, primeiramente, você vai escrever o título

39
do texto no espaço reservado. Em seguida, escreva a fonte (referência bibliográfica) de
onde o texto foi retirado (essa informação você encontrará após o último parágrafo do
texto base). Por fim, resuma, em tópicos, as principais idéias do texto. Viu como é
simples?
Bom trabalho!

(Título do texto)

“Liberdade às cobaias”
(Referência bibliográfica)

http://super.abril.com.br/historia/liberdade-cobaias-447464.shtml

•O autor afirma que o governo americano está desenvolvendo uma

forma de acabar com testes químicos em animais.

•Segundo o autor, os EUA criaram um método para medir a

toxidade de produtor em que um robô analisa os efeitos dessas

substâncias em células humanas cultivadas em laboratório.

•Mas o autor diz que esses robôs permanecerão em fase de teste por

pelo menos 5 anos. Além disso, há pesquisadores que acreditam

que os estudos efetuados em animais são mais eficientes que os testes

realizados in vitro, pois permitem uma observação mais abrangente

dos efeitos.

Resposta comentada:

Professor(a), para preencher o fichamento de maneira correta, oriente o(a)


aluno(a) a seguir o passo a passo que está no comando da tarefa. Aqui o(a) aluno(a)
exercitará a habilidade de distinguir entre idéias principais e secundárias. O
fichamento do texto “Liberdade às cobaias” é apenas um modelo de como a ficha
deve ser preenchida. Outras possibilidades poderão surgir.

40
AULA 5: Selecionando e empregando adequadamente o
vocabulário

Caro(a) Professor(a),

Na aula 5 abordaremos como selecionar e empregar adequadamente as


palavras, em função da finalidade e do nível de formalidade desejado. Essa é outra
habilidade extremamente importante de que os alunos precisarão em diversos
momentos de sua vida, dentro e fora da escola.
Pergunte-lhes: você já parou para pensar como as pessoas são diferentes umas
das outras? É claro! As pessoas são diferentes em diversos aspectos e você deve ter
pensado primeiramente nas características físicas: algumas são altas, outras baixas,
magras, gordinhas, brancas, morenas, negras, cabelos curtos, longos, loiros, pretos,
ruivos. Enfim, somos muitos diferentes mesmo. Mas, na realidade, há outros aspectos
que também nos diferenciam uns dos outros: a idade, a escolaridade, a profissão, o
nível sócio-cultural, o lugar de origem... Se somos tão singulares, se há tantas
características que nos diferenciam uns dos outros, pense: todos falamos da mesma
forma? É claro que não! E todos falamos a mesma língua? Sim, é claro! Todos falamos
o português. Mas a maneira como falamos é a mesma para todos? Ou, todas as
pessoas utilizam a língua da mesma forma? Certamente você respondeu que “não” e
você tem toda razão! Embora quase todos os brasileiros utilizem o português nas
situações de comunicação e interação social, a maneira como utilizamos a língua varia
bastante em função de diversos fatores que já mencionamos: o sexo, a idade, a
escolaridade, a profissão, o nível sócio-cultural, os papéis sociais, o lugar de origem,
entre outros. Para ser um competente usuário da língua, o falante deve
necessariamente saber utilizar as diversas possibilidades que a língua oferece. Sugira,
por exemplo, pensarem na seguinte situação: suponhamos que você precise de algum
favor. Você pediria isso da mesma forma para seu colega de sala de aula, para sua
mãe, para o diretor da sua escola e para o prefeito de sua cidade? Claro que não! E por
que não? Por que cada uma dessas pessoas, por mais que você conheça e conviva com
elas, tem um papel social diferente e, por isso, o tipo de linguagem que você vai usar

41
para se reportar a cada uma delas também deverá ser diferente. E imagine se você
utilizar com o prefeito a mesma linguagem que você utiliza com seu colega, você
conseguiria o que você tanto deseja? É provável que não! Essa mesma situação
acontece também nos textos escritos.
Para cada texto há uma linguagem própria. Pense: uma piada, um bilhete, um
SMS, uma reportagem e um artigo de divulgação científica terão a mesma linguagem?
O mesmo vocabulário? Evidente que não! E por que não? Por que são gêneros textuais
diferentes, com estruturas e finalidades bem distintas. Se uma revista publica uma
descoberta científica, suponhamos, uma nova vacina contra alguma doença, esse texto
teria credibilidade se utilizasse, por exemplo, a linguagem que você utiliza no face com
seus amigos? Para algumas pessoas, esse texto da revista seria até incompreensível!
Por isso existe uma linguagem padronizada para os textos falados e escritos que
damos o nome de linguagem formal ou norma culta.
Dependendo do objetivo e da sua formalidade, precisamos ter a preocupação
em selecionar e empregar palavras adequadas ao contexto de produção dos textos. É
claro que as outras formas de falar também são válidas, mas precisamos ter bom senso
e saber em que situação devemos ou não usá-las. Sempre que houver dúvidas a esse
respeito, oriente-os a lembrarem-se da seguinte analogia: quantas roupas você possui
em seu guarda-roupa? Muitas, certo? Você usa qualquer tipo de roupa em qualquer
evento social? Por exemplo: você usa o uniforme da escola para ir a uma balada?
Utiliza um traje social para dormir? Você, rapaz, vai ao seu templo religioso de
bermuda, camiseta e chinelos de borracha? Você, menina, vai ao seu templo religioso
de biquíni? Ou ambos costumam ir à praia de pijama? Seria no mínimo estranho, não é
verdade? Da mesma maneira que existe uma roupa adequada para cada situação
social, também existe uma variedade de fala e escrita adequada para cada situação
social.
Saber adequar a linguagem tanto falada quanto escrita ao contexto de produção
e circulação dos textos é uma condição fundamental para se tornar um proficiente
usuário da língua nas mais diversas situações sociais de interação comunicativa.
Percebeu como o domínio dessa habilidade é importante?

42
A partir de agora, ressalte que eles já têm condições de selecionar e utilizar
adequadamente as palavras, levando em conta a finalidade dos textos e o nível de
formalidade que precisa ser empregado.

Atividades comentadas

1. Nesta tarefa, você será desafiado a escrever um pedido simples para cinco
pessoas bem diferentes. Imagine a seguinte situação: você foi convidado a vender rifas
para o sorteio de um carro zero. Todo o dinheiro arrecadado será doado para um
orfanato que passa por dificuldades financeiras. Quem conseguir vender o maior
número de rifas ganhará um prêmio: terá direito a ir a uma pizzaria com dois
acompanhantes e todas as despesas pagas!
Suponhamos que você quer muito ganhar esse prêmio e vai tentar vender todas
as rifas que puder. Para isso, você precisa convencer as pessoas a comprar. E uma das
formas que temos de convencer alguém é usando uma linguagem adequada para a
situação. Pense, então: como você se dirigiria e o que você diria às seguintes pessoas
para conseguir vender as rifas? Considere os papéis sociais, a idade, o sexo, a maior ou
menor familiaridade que você tem com elas.

PESSOAS PEDIDO
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________

seu melhor amigo _____________________________________


_____________________________________

43
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
sua mãe _____________________________________
_____________________________________

_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________

sua professor(a)a
_____________________________________
_____________________________________

_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________

o prefeito da sua cidade _____________________________________


_____________________________________

_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
um senhor desconhecido
_____________________________________

Resposta comentada:

Professor(a), mostre ao(a) aluno(a) que o amigo, a mãe, a professora, o prefeito e


o senhor desconhecido são pessoas que apresentam características muito distintas e,
para se dirigir a cada uma dessas pessoas, o(a) aluno(a) deverá utilizar uma linguagem
diferente em cada situação.

44
Com o melhor amigo, o(a) aluno(a) poderá utilizar uma linguagem bastante solta,
informal, com o uso de expressões populares e gírias próprias do universo jovem.
Já com a mãe, embora a relação seja de intimidade, mas em razão das convenções
sociais e culturais, convencionou-se que não é adequado usar com a mãe a mesma
linguagem que se usaria com um amigo da mesma idade. Pressupõe-se que se use com
a mãe não uma linguagem formal, mas uma linguagem mais cortês e respeitosa.
Com relação à professora, embora também se possa ter uma relação próxima, o(a)
aluno(a) deve estar ciente de que não cabe uma linguagem demasiadamente informal e
com expressões de baixo calão.
O prefeito é uma autoridade pública e como tal deve ser respeitado. Portanto,
espera-se que o(a) aluno(a) reporte-se a ele também de maneira respeitosa e cortês.
Já com uma pessoa desconhecida, a linguagem deve ser ainda mais cuidada, pois
não se conhece nada a seu respeito, sobretudo se for uma pessoa idosa que, em termos
de linguagem, geralmente é muito conservadora, pouco aberta às inovações linguísticas.
Utilizar gírias e palavras de baixo calão com uma pessoa idosa geralmente produz
efeitos indesejados. Dessa forma, espera-se que se utilize com um idoso uma linguagem
respeitosa e cortês.
A seguir, um modelo de resposta do qual se espera que o texto do(a) aluno(a) se
aproxime. É claro que variações dentro de determinados limites são possíveis.

PESSOAS PEDIDO
Pô, véi, tenho que vendê um monte de rifa.

Compra aí, cara? Olha, se você comprá e eu

consegui vendê mais que todo mundo, te

levo na pizzaria e a gente ainda pegá umas


seu melhor amigo menina. Vai, cara, dá uma força aí pro seu

parcero!

Mãezinha, querida, preciso vender um

monte de rifas pra ajudar o orfanato.

Compra, mãe, por favor! Já pensou se a

senhora ganhar um carro novo? Vai ser


sua mãe
muito legal! E se eu conseguir vender mais

que todo mundo, te levo na pizzaria!

45
Professor(a)a, estou vendendo rifas pra

ajudar o orfanato. A senhora não quer

comprar algumas para ajudar também? Já

pensou se a senhora ganhar um carro novo?

Vai ser muito legal! A senhora vai andar de

sua professor(a)a carro zero e as crianças vão estar mais

felizes!

Prefeito, estou vendendo rifas pra ajudar o

orfanato. O senhor não quer comprar

algumas para ajudar também? Já pensou se

a senhor ganhar um carro novo? Vai ser


o prefeito da sua cidade muito bom! O senhor vai ter mais um carro

zero e as crianças vão ficar mais felizes!

Senhor, com licença. Estou vendendo rifas

pra ajudar o orfanato. O senhor não quer

comprar algumas para ajudar também? Já

pensou se o senhor ganhar um carro novo?

Vai ser muito bom! O senhor vai ter um


um senhor desconhecido
carro novo e as crianças vão ficar mais

felizes!

2. Agora você vai ler um texto que fala sobre um assunto do universo da Ciência,
para, então, responder às questões propostas.

Plantas possuem memória e raciocínio


Experiência mostra que as folhas são capazes de se lembrar de eventos passados, aprender e
trocar informações entre si

Quem tem plantas em casa costuma tratá-las com carinho – existe até quem
converse com as suas. Não é para tanto. Mas uma experiência feita pela Universidade
de Varsóvia constatou que as plantas são mais sofisticadas do que parecem– elas têm
formas primitivas de memória, raciocínio e aprendizado. Ou seja, inteligência. Os
cientistas poloneses colocaram uma planta da espécie Arabidopsis thaliana (parente da

46
mostarda) num ambiente escuro. Em seguida, um feixe de luz foi projetado sobre uma
folha.

Os cientistas descobriram que essa folha era capaz de enviar instruções para as
demais – que, apesar de não estarem recebendo nenhuma luz, imediatamente
começaram a se preparar para isso. As plantas também são capazes de se lembrar, por
até 4 dias, quando foi que receberam luz pela última vez – e até a tonalidade exata
dessa luz. Os cientistas supõem que as plantas usem essa informação para saber em
qual época do ano estão. “Isso poderia ajudá-las a se preparar contra doenças típicas
de cada estação”, dizem os autores do estudo.

A memória e a comunicação das folhas usam um sistema de enzimas, que são


armazenadas e transportadas pela planta. É o mesmo princípio que permite que as
plantas “conversem”. Em 2007, cientistas holandeses descobriram que os indivíduos de
uma espécie de trevo, o Trifolium repens, estão interconectados e alertam uns aos
outros da presença de lagartas parasitas – ameaça à qual as plantas reagem deixando
suas folhas mais duras e menos apetitosas.

Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/experiencia-folhas-


lembrar-eventos-passados-memoria-594244.shtml Acesso em 19 jul. 2013.

1) Qual o assunto principal desse texto?

a) a capacidade que as plantas têm de conversar.


b) a capacidade que as plantas têm de evitar futuras doenças.
c) a capacidade que as plantas têm de se proteger de parasitas.
d) a capacidade que as plantas têm de possuir memória e raciocínio.

2) Esse texto possui características de

a) resumo.
b) relatório.

47
c) fichamento.
d) artigo de divulgação científica.

3) A linguagem apresentada nesse texto é

a) informal.
b) coloquial.
c) regional.
d) culta.

4) Um exemplo de termo que caracteriza o discurso científico, presente no texto é

a) doenças.
b) tonalidade.
c) Trifolium repens.
d) interconectados.

Resposta comentada:
1) Essa questão retoma a habilidade de saber identificar o tema de um texto. No caso
do texto em estudo, o próprio título – Plantas possuem memória e raciocínio – aponta
para temática abordada: “a capacidade que as plantas têm de possuir memória e
raciocínio”. Portanto, a resposta correta é a opção D.

2) “A habilidade trabalhada nesta questão diz respeito ao reconhecimento do gênero a


que pertence o texto fornecido. Para que o(a) aluno(a) reconheça-o como um Artigo
de Divulgação Científica (opção D), ter em mente um traço característico desse
gênero, relativo ao seu conteúdo temático, que é o de divulgar pesquisas realizadas
por estudiosos ou especialistas em determinado assunto. Deve perceber que, no texto,
é relatada a descoberta de que as plantas têm memória, mediante diversos
procedimentos científicos. Além disso, o campo semântico ligado às ciências e a
presença de depoimento de especialista são pistas a serem seguidas pelo(a) aluno(a),
para identificar o gênero textual mais adequado ao texto em questão.”

48
(Orientações Pedagógicas 8º ano do Ensino Fundamental – 1º bimestre, pág 39)

3) Espera-se que o(a) aluno(a) seja capaz de perceber que se o texto é um artigo de
divulgação científica, que divulga pesquisas e estudos realizadas em alguma área da
ciência, a linguagem mais adequada para a divulgação da pesquisa científica é a culta
(opção D), que conquista a credibilidade e a adesão do leitor.

4) Nesta questão, o(a) aluno(a) deverá reconhecer que cada campo científico
apresenta um jargão próprio. No caso do texto em análise, há palavras que pertencem
ao campo semântico das ciências botânicas e uma delas é o nome científico de uma
espécie de trevo, o Trifolium repens (letra C).

3. Você deve ter percebido que, mesmo se tratando de um texto de


divulgação científica, o artigo lido não apresenta uma linguagem rebuscada, ou seja,
extremamente formal, uma vez que o texto foi publicado numa revista de ampla
circulação nacional, a Superinteressante. Com base nessas considerações, responda:

a) O que você acha que aconteceria se o texto fosse redigido numa linguagem muito
formal e técnica? Explique.
b) Retire do texto uma expressão que você considera característica de uma variedade
linguística próxima da fala informal.

c) Explique o uso das aspas no trecho É o mesmo princípio que permite que as plantas
“conversem”.

Resposta comentada:

a) Professor(a), mostre ao(a) aluno(a) que quanto mais formal e técnica for a
linguagem de um texto, mais restrito será seu público. Como a Superinteressante é
uma revista de circulação nacional e divulga assuntos relacionados ao universo
científico para pessoas de faixas etárias, escolaridade e níveis sociais distintos, o

49
nível de linguagem não pode ser extremamente formal e técnico, pois se assim o
fosse, não conquistaria a adesão do público-alvo.

b) A única expressão mais próxima da linguagem informal presente no texto é “Não é


para tanto”, no 1º parágrafo.

c) As aspas foram usadas na palavra “conversam” para destacar que o termo foi
empregado figurativamente, metaforicamente, pois, segundo os cientistas, há
alguma semelhança entre o que as plantas são capazes de fazer e aquilo que
conhecemos como comunicação. Mas, de fato, as plantas não falam.

4. Compare, agora, os textos a seguir. O primeiro é um fragmento retirado do


texto “Plantas possuem memória e raciocínio”. O segundo é o mesmo texto do
primeiro, porém, com uma linguagem diferenciada. Confira:

I – “Os cientistas poloneses colocaram uma planta da espécie Arabidopsis thaliana


(parente da mostarda) num ambiente escuro. Em seguida, um feixe de luz foi projetado
sobre uma folha.”

II – “Os carinhas da Polônia botaram uma planta que eles deram um nome sinistro de
Arabidopsis thaliana num lugar que tava no maior breu. Aí, meterem uma luz em cima
duma folha.”

Você percebeu que, embora o tipo de linguagem seja bem diferente nos dois
fragmentos, ambos transmitem basicamente a mesma idéia? Pois bem! Mas será que
num texto de divulgação científica os dois tipos de linguagem são adequados? Reflita e
logo após, responda:

a) Qual dos dois fragmentos está mais adequado ao texto de divulgação científica,
considerando sua temática, finalidade e público leitor? Por quê?

50
b) Qual dos trechos confere mais credibilidade às informações veiculadas e ao autor do
artigo? Explique.

Resposta comentada:

1) É evidente que o fragmento II apresenta uma linguagem demasiadamente


informal e, portanto, inadequada ao gênero de texto em estudo.
Professor(a), procure discutir com o(a) aluno(a) que em linguagem o que vale é
o bom senso. Vimos na questão a) que em um artigo de divulgação científica
publicado numa revista popular, a linguagem muito formal não é adequada, da
mesma forma que uma linguagem muito informal também não é. Nesse caso, o ideal
é que a linguagem do artigo de divulgação científica ─ considerando sua temática,
estrutura composicional e público-alvo ─ reproduza o padrão da língua, mas essa
linguagem precisa ser acessível aos leitores.

2) O trecho I. A terminologia utilizada é mais apropriada ao gênero textual e à


temática (Arabidopsis thaliana, feixe de luz, projetado) e, por isso, confere maior
autoridade e credibilidade ao texto e, consequentemente, ao seu autor. Como se
sabe, expressões vagas, indefinidas e muito próximas à linguagem coloquial são mais
próprias de pessoas que desconhecem o assunto de que estão falando.

51
Aula 6: Utilizando adequadamente as regras de concordância
nominal e verbal

Caro(a) Professor(a),
Finalmente chegamos à última aula do 1º bimestre! Para concluir essa etapa,
abordaremos como utilizar adequadamente as regras de concordância nominal e
verbal.
Para que você possa entender mais facilmente o tópico dessa aula, vamos
retomar a analogia da aula anterior. Lembra-se de quando falamos que os usos da
linguagem se assemelham ao uso que fazemos das nossas roupas? Pois bem. Há
situações em que colocamos uma roupa legal, apropriada à situação, mas, às vezes, a
combinação dos acessórios não fica boa. Quem nunca errou num acessório? Em
algumas situações, a meia, ou o sapato ou o cinto não combinavam, no caso dos
meninos. No caso das meninas o problema é ainda maior, pois há uma infinidade de
acessórios para se usar. Às vezes não se tem certeza se os brincos, a pulseira, os
sapatos, a maquiagem combinam ou não com a roupa. E essa incerteza sempre traz
alguma insegurança e coloca em risco a imagem da pessoa. É exatamente isso que
ocorre com a linguagem, tanto na sua modalidade escrita quanto falada. Será que
sempre combinamos as palavras em nossos enunciados de maneira adequada? Ou às
vezes algumas palavras não combinam, ou melhor, não estão de acordo umas com as
outras? Da mesma maneira que um visual desarmônico desfavorece a pessoa, deslizes
de concordância também criam uma imagem desfavorável do falante.
Pergunte-lhes: você já reparou que, ao criarmos uma frase, nós sempre
obedecemos a uma ordem? Nós não podemos colocar as palavras em qualquer
posição na frase, de forma aleatória. Quer um exemplo? Tente compreender isso: *
final no eu semana família próximo de e viajaremos minha. Conseguiu compreender?
Certamente não! E por que não? Simplesmente porque as palavras na ordem em que
apareceram não formam um enunciado coerente e coeso! Se você fizer um grande
esforço cognitivo, conseguirá reordenar as palavras de modo a produzir um enunciado
compreensível. Vamos fazer esse exercício? Tente reorganizar as palavras e formar

52
uma frase típica do português. Imaginamos que você tenha produzido o seguinte
enunciado: “Eu e minha família viajaremos no próximo final de semana”. Com isso,
você pode concluir que mesmo que as palavras pertençam ao vocabulário do
português, elas precisam ser organizadas de modo a obedecer a uma hierarquia
dentro da frase. Em português, chamamos de ordem direta da frase quando seus
temos aparecem na seguinte sequência: sujeito + verbo + complementos. Até é
possível haver uma quebra dessa ordem padrão, mas sempre dentro de determinados
limites.
Sendo assim, para haver ordem direta, os termos precisam estar harmonizados,
combinados, uns de acordo com os outros para que os enunciados apresentem a
coesão e coerência necessárias a fim de que nossos propósitos comunicativos sejam
alcançados com eficiência. Para promover essa “harmonia” nos textos, precisamos
conhecer e saber empregar adequadamente as regras de concordância verbal e
nominal.
Inicialmente você deverá saber que o princípio básico de concordância verbal é:
o verbo concorda com o sujeito em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). Por
exemplo, o que você tem a dizer a respeito desta frase: “Pedro cheguei atrasado à
escola”? Há algo estranho, algo que não combina, não é verdade? De fato, aqui houve
um desvio de concordância, pois o verbo NÃO concordou, ou seja, não está de acordo
com as características do sujeito. Perceba que o verbo está flexionado na 1ª pessoa do
singular (“eu” cheguei), mas o sujeito “Pedro” (“ele”) corresponde à 3ª pessoa do
singular. Para haver concordância, o verbo deveria estar flexionado na 3ª pessoa do
plural, assim como o sujeito está. Como, então, deveria ser reescrita a frase de modo a
adequá-la às regras de concordância verbal? Se você respondeu “Pedro chegou
atrasado à escola”, você acertou!
Além da concordância do verbo com o sujeito, há também a concordância dos
numerais, pronomes e adjetivos com os substantivos em gênero (masculino/feminino)
e em número (singular/plural). Chamamos essa concordância de nominal.
Vamos fazer a mesma reflexão anterior. Veja: “Minha casa é espaçoso”. Há algo
na frase que não combina e, por isso, causa estranhamento. Aqui também houve um
problema de concordância, só que nominal. Repare que entre os termos “minha” e
“casa” há concordância, pois o pronome “minha” está no feminino singular,

53
concordando com o substantivo “casa”, também no feminino singular. Porém, o
adjetivo “espaçoso” não concorda adequadamente com o substantivo “casa”. Embora
esteja no singular, faltou um detalhe para a concordância ser perfeita: “espaçoso”
deveria estar no feminino e não no masculino. Como seria, então, a concordância mais
adequada? Minha casa é espaçosa.
Note como o uso adequado da concordância é importante para a qualidade dos
enunciados que produzidos, tanto na modalidade escrita quanto falada da linguagem.
Além de soarem “mal”, os deslizes relacionados à concordância podem colocar em
risco a eficiência da comunicação.
Para que seja possível utilizar a concordância verbal e nominal com segurança,
duas condições são essenciais: exercício constante de leitura e escrita, pois, somente
dessa forma é possível internalizar as estruturas próprias da linguagem padrão e
reproduzi-las nos textos.

Atividades comentadas

1. Nesta atividade, você deverá preencher os espaços em branco com as palavras


flexionadas da forma adequada, considerando-se as particularidades da concordância
verbal e nominal que estudamos anteriormente e o contexto em que as palavras
aparecem no texto. Entre parênteses, estão as palavras que você deverá usar para cada
espaço. Os verbos aparecerão no infinitivo. Os adjetivos e substantivos, no masculino
singular.

Naturais e bem cultivados


Orgânicos chegam às mercearias de bairro e impulsionam exportações para
países que valorizam a vida saudável
Os alimentos (livre) ___________ de agrotóxicos e aditivos (químico)
____________, cultivados através de técnicas agrícolas que não degradam o ambiente,
(estar) __________ cada vez mais (presente) ____________ na mesa de milhões de
(consumidor) ________________ em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, o

54
mercado mundial desses (produto) (duplicar) ____________ ____________,
atingindo 40 bilhões de dólares em 2003, segundo dados da Agência de Promoção e
Exportação do Brasil (Apex), do governo federal. No Brasil, a produção de orgânicos
(crescer) ___________ em média 30% ao ano, desde 2001, alcançando hoje 300
(milhão) ____________ de dólares anuais.
Soja, hortaliças e café (ser) ____________ os (principal) ______________
orgânicos (produzido) ______________ no Brasil. “Produtos voltados para a saúde e o
bem-estar são a bola da vez no mercado europeu, americano e japonês”, afirma Liliane
Rank, gerente de projetos da Apex. Desde 1999, os produtos que (possuir)
_____________ o selo de qualidade fornecido por uma certificadora credenciada pelo
Ministério da Agricultura (ser) _____________ (produzir) ____________ sem aditivos
(químico) ______________. Em geral, eles são acompanhados desde a origem até a
comercialização para o consumidor final. O termo orgânico se refere à maneira como
os produtores (cultivar) ______________ e (processar) _____________ produtos,
como frutas, verduras, cereais, laticínios e carnes. As (técnica) ________________de
produção orgânica são (destinada) _______________ a incentivar a conservação do
solo e da água e reduzir a poluição. Os alimentos (poder) _____________ apresentar
rótulos com (descrição) _______________ como 100% natural ou “sem hormônios”,
mas apenas aqueles (cultivado) _______________ e (processado) _______________
segundo (padrão) _____________ estabelecidos (poder) ___________ ser
considerados (orgânico) _______________.
Disponível em: http://horizontegeografico.com.br/exibirMateria/285/brasil-sustentavel Acesso em 21 jul. 2013.

Resposta comentada:

Professor(a), essa atividade é bem simples. Basta que o(a) aluno(a) leia o texto
com atenção, para, automaticamente, perceber que as palavras entre parênteses
precisam se combinar com as outras nas frases de forma harmoniosa para estabelecer
uma comunicação de qualidade.

55
Naturais e bem cultivados

Orgânicos chegam às mercearias de bairro e impulsionam exportações para


países que valorizam a vida saudável
Os alimentos livres de agrotóxicos e aditivos químicos, cultivados através de
técnicas agrícolas que não degradam o ambiente, estão cada vez mais presentes na
mesa de milhões de consumidores em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, o
mercado mundial desses produtos duplicou, atingindo 40 bilhões de dólares em 2003,
segundo dados da Agência de Promoção e Exportação do Brasil (Apex), do governo
federal. No Brasil, a produção de orgânicos cresce em média 30% ao ano, desde 2001,
alcançando hoje 300 milhões de dólares anuais.
Soja, hortaliças e café são os principais orgânicos produzidos no Brasil. “Produtos
voltados para a saúde e o bem-estar são a bola da vez no mercado europeu,
americano e japonês”, afirma Liliane Rank, gerente de projetos da Apex. Desde 1999,
os produtos que possuem o selo de qualidade fornecido por uma certificadora
credenciada pelo Ministério da Agricultura são produzidos sem aditivos químicos. Em
geral, eles são acompanhados desde a origem até a comercialização para o
consumidor final. O termo orgânico se refere à maneira como os produtores cultivam
e processam produtos, como frutas, verduras, cereais, laticínios e carnes. As técnicas
de produção orgânica são destinadas a incentivar a conservação do solo e da água e
reduzir a poluição. Os alimentos podem apresentar rótulos com descrições como 100%
natural ou “sem hormônios”, mas apenas aqueles cultivados e processados segundo
padrões estabelecidos podem ser considerados orgânicos.
Disponível em: http://horizontegeografico.com.br/exibirMateria/285/brasil-sustentavel Acesso em 21 jul. 2013.

2. Agora que você já realizou a concordância verbal e nominal no texto, é


possível lê-lo e compreendê-lo. Leia novamente o texto completo para responder às
seguintes questões:

1. Esse texto trata principalmente de


a) alimentos saudáveis.
b) comércio de alimentos.

56
c) conservação do solo.
d) selo de qualidade.

2. Há no texto uma expressão comumente utilizada na linguagem informal.


Transcreva-a.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

3. Explique o significado dessa expressão no contexto do texto.


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Resposta comentada:

1) Essa questão retoma a habilidade de saber identificar o tema de um texto. O texto


em estudo fala sobre o aumento da produção e venda de alimentos saudáveis, os
orgânicos. Portanto, a resposta correta é a opção A.

2) Trata-se da expressão “bola da vez”. Provavelmente os alunos não apresentarão


grandes dificuldades para identificar no texto, já que essa expressão faz parte da
variedade linguística que eles próprios utilizam.

3) De acordo com o texto, a expressão “bola da vez” quer dizer que os produtos para
saúde e bem estar são os mais cotados, procurados, os que estão em maior evidência,
em alta no momento.

3. Nesta atividade, você encontrará algumas frases em que a concordância


verbal utilizada está em desacordo com a linguagem formal. Sua tarefa será reescrever
essas frases, adequando-as à norma culta.

57
1. Atualmente não existe lugares seguros nas grandes cidades.

2. Dentro de algumas semanas será divulgado os novos resultados da pesquisa.

3. Todas as reivindicações foram incorporados ao documento enviado para o gerente


da empresa.

4. Ainda não foi avaliado as vantagens e desvantagens da utilização do átomo como


fonte de energia.

5. O prefeito confirmou que ouvirá os manifestantes, mesmo que surja problemas


considerados incontornável.

6. A direção da maior empresa de softwares do mundo descobriram que invasores


tiveram acesso aos códigos produzidos pela companhia e chamaram a polícia para
ajudar nas investigações.

Resposta comentada:

1. Atualmente não existem lugares seguros nas grandes cidades.


Existem concorda com lugares seguros.

2. Dentro de algumas semanas serão divulgados os novos resultados da pesquisa.


Serão divulgados concorda com resultados da pesquisa.

3. Todas as reivindicações foram incorporadas ao documento enviado para o gerente


da empresa.
Incorporadas concorda com todas as reivindicações.

4. Ainda não foram avaliadas as vantagens e desvantagens da utilização do átomo


como fonte de energia.

58
Foram avaliadas concorda com as vantagens e desvantagens.

5. O prefeito confirmou que ouvirá os manifestantes, mesmo que surjam problemas


considerados incontornáveis.

Surjam e incontornáveis concordam com problemas.

6. A direção da maior empresa de softwares do mundo descobriu que invasores


tiveram acesso aos códigos produzidos pela companhia e chamou a polícia para ajudar
nas investigações.

Descobriu e chamou concordam com a direção da maior empresa de softwares do


mundo.

4. Falamos na introdução desta aula que a importância da concordância está no


fato de estabelecer coesão e coerência entre as partes do período, o que permite uma
comunicação mais eficiente. Em alguns casos, porém, a concordância é tão importante
que, dependendo do modo como é feita, pode até produzir mais de um efeito de
sentido. É o que acontece, por exemplo, nas frases abaixo. Leia-as com atenção:

I - Após a batida, desceram do ônibus o motorista e os passageiros.

II - Após a batida, desceu do ônibus o motorista e os passageiros.

1. Agora, responda: qual a diferença de sentido entre essas frases? Explique.

Resposta comentada:

No texto I, não há uma sequência indicando quem desceu primeiro. A frase


parece sugerir que o motorista e os passageiros desceram juntos, ao mesmo tempo.
Pode-se depreender esse sentido porque o verbo foi flexionado no plural,
concordando com os dois núcleos do sujeito, simultaneamente.

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O texto II sugere uma sequência na descida do ônibus: primeiramente, desceu o
motorista e, em seguida, os passageiros. Esse sentido pode ser atribuído à frase
porque o verbo está no singular, seguido do núcleo do sujeito, que também está no
singular.

5. Nesta próxima atividade, o texto que você vai ler é um anúncio fúnebre, ou
seja, anúncio da morte de alguém, publicado em um jornal.

“É com prazer que a Diretoria e Funcionários da Terrafoto S/A comunicam o


falecimento do seu colega engenheiro Sérgio...”
Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/comuniquese--31712 Acesso em 21 jul.
2013.

1. Ao ler o texto, não lhe parece que há algo estranho? Explique o que é.
2. Como o texto deveria ter sido escrito?
3. Por que “comunicam” está plural? Explique.

Resposta comentada:

a) Foi empregada de forma equivocada a palavra “prazer”. Certamente pretendia-se


dizer “pesar”, uma vez que é muito estranho imaginar que alguém tenha prazer em
anunciar o falecimento de outra pessoa.

b) “É com PESAR que a Diretoria e Funcionários da Terrafoto S/A comunicam...”

c) “Comunicam” concorda com o termo Diretoria e Funcionários da Terrafoto S/A.

Caro(a), professor(a), as aulas deste caderno com tópicos teóricos e exercícios


terminam aqui. Esperamos que nosso material tenha sido esclarecedor para você e
bem aproveitado pelos alunos.

Obrigado pela parceria! Um abraço!

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Avaliação

Caro(a), Professor(a) Aplicador(a), sugerimos algumas diferentes formas de avaliar


as turmas que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, pode-se utilizar
a seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.

Descoberta de espécie de dinossauros surpreende cientistas


Cientistas anunciaram a identificação de uma nova espécie de dinossauro, a
partir da descoberta de um fóssil no estado americano de Dakota do Sul. O animal, que
era herbívoro, tinha o tamanho de um cavalo, a cabeça achatada e chifres bem
pontudos sobre ela. “Quando meus colegas viram os exames por imagem do fóssil,
rasgaram seus diagramas com a ordem da evolução e disseram: de volta à prancheta.
Nunca suspeitamos que tal criatura existisse” - disse o paleontólogo Robert Bakker,

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comentarista popular em documentários sobre animais pré-históricos, consultor do
filme Parque dos Dinossauros e autor de um livro que, nos anos 60, apresentava os
dinossauros como animais ágeis e bastante inteligentes, não os lagartos preguiçosos
que se imaginava até então.
A descoberta do animal de cabeça achatada, na família dos paquicefalossauros
muda a visão da história dos dinossauros no fim do período Cretáceo, 66 milhões de
anos atrás, mostrando que as “genealogias” ainda estavam evoluindo, mesmo bem
perto de esses animais enfrentarem a extinção. A descoberta foi anunciada pelo Museu
Infantil de Indianápolis, onde Bakker proferiu uma palestra ontem, e apresentada no
domingo, na reunião anual da Associação Americana de Museus.

Disponível em:
http://www.miguelcouto.com.br/curso/portal/resources/ver_clipping.asp?id=24069&tipo=MesmaJanela&hide_le=1&hide_ld=1
Acesso 21 jul.2013.

1) A alternativa que resume o texto “Descoberta de espécie de dinossauros surpreende


cientistas” é:
a) Cientistas identificaram uma nova espécie de dinossauro, que veio a modificar a
visão da história desses animais no período cretáceo, mostrando que houve evolução
de espécies mesmo perto de sua extinção.
b) O animal descoberto era herbívoro, e tinha o tamanho de um cavalo. A descoberta
foi anunciada pelo Museu infantil de Indianápolis.
c) Robert Bakker é paleontólogo, comentarista popular de documentários sobre
animais, consultor do filme O Parque dos Dinossauros e autor de um livro. Foi ele
quem deu a palestra sobre a descoberta de um novo fóssil.
d) Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta. O paleontólogo Robert Bakker foi
quem deu a palestra sobre o achado.

Resposta comentada:
“A habilidade trabalhada nesta questão é a identificação das informações
principais e secundárias dos textos. No caso do texto lido, há dois fatos importantes: o
primeiro diz respeito à descoberta da nova espécie de dinossauro, o assunto principal
do texto; o segundo diz respeito às implicações dessa descoberta para a ciência, pois

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veio a modificar teorias até então eram aceitas como verdadeiras. Portanto, é a
alternativa A é aquela que contém esses dois fatos, as ideias em torno das quais o
texto se estrutura.”
(Orientações Pedagógicas 8º ano do Ensino Fundamental – 1º bimestre, p. 46)

2) Marque (P) para informação principal e (S) para informação secundária.


a. ( ) “Cientistas anunciaram a identificação de uma nova espécie de dinossauro, a
partir da descoberta de um fóssil no estado americano de Dakota do Sul.”
b. ( ) “O animal, que era herbívoro, tinha o tamanho de um cavalo, a cabeça achatada
e chifres bem pontudos sobre ela.”
c. ( ) “Robert Bakker, comentarista popular em documentários sobre animais pré-
históricos, consultor do filme 'Parque dos Dinossauros' e autor de um livro...”
d. ( ) “A descoberta do animal de cabeça achatada, na família dos paquicefalossauros
muda a visão da história dos dinossauros no fim do período Cretáceo...”
e. ( ) “A descoberta foi anunciada pelo Museu Infantil de Indianápolis, onde Bakker
proferiu uma palestra.”

Resposta comentada:
Novamente a habilidade trabalhada na questão é a identificação das informações
principais e secundárias dos textos. Como as informações principais dizem respeito à
descoberta da nova espécie de dinossauro às implicações dessa descoberta para a
ciência, todas as demais informações são secundárias. Portanto, a resposta correta é:
a. (P); b. (S); c.(S); d.(P); e.(S);

3) No fragmento “‘Nunca suspeitamos que tal criatura existisse’ - disse o paleontólogo


Robert Bakker, comentarista popular em documentários sobre animais pré-históricos,
consultor do filme Parque dos Dinossauros e autor de um livro que, nos anos 60,
apresentava os dinossauros como animais ágeis e bastante inteligentes (...)”, o verbo
sublinhado concorda com qual termo expresso anteriormente? Explique.

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Resposta comentada:

O verbo “apresentava” concorda em pessoa (3ª) e número (singular) com o


sujeito “livro”. Professor(a), o(a) aluno(a) poderá confundir o sujeito gramatical com
sujeito sinônimo de pessoa, ser humano. Explique que são duas categorias
completamente diferentes. O sujeito é uma categoria gramatical e qualquer ser pode
ser o sujeito de uma frase, pessoa ou não, vivo ou não. Segundo o texto, como foi o Dr.
Robert Bakker quem escreveu o livro, o(a) aluno(a) poderá pensar que foi ele a pessoa
quem apresentava os dinossauros como animais ágeis. De fato, não está totalmente
errado, visto que foi o Dr. Robert Bakker que apresentou suas ideias no livro. Mas
devemos considerar a estrutura gramatical da frase para determinar o sujeito. Releia o
trecho: “...autor de um livro que (...) apresentava os dinossauros como animais
ágeis..”. Perceba que o pronome “que” retoma o sujeito “livro”, com o qual o termo
“apresentava” concorda.

4. Observe esta passagem do texto: “O animal, que era herbívoro, tinha o


tamanho de um cavalo, a cabeça achatada e chifres bem pontudos sobre ela.”

Reescreva esse trecho substituindo as palavras destacadas pelas palavras indicadas


nos parênteses. Atente para as mudanças relacionadas à concordância.

“O animal (a fera), que era herbívoro, tinha o tamanho de um cavalo (uma vaca), a
cabeça (o focinho) achatada e chifres (a pele) bem pontudos (espesso) sobre ela.”

Resposta comentada:

Essa questão avalia a habilidade de uso das regras de concordância nominal.


Resposta correta: “A fera, que era herbívora, tinha o tamanho de uma vaca, o focinho
achatado e a pele bem espessa sobre ele. Repare no último termo da frase: “ele”.
Algum aluno poderá manter o pronome no feminino porque distraidamente não
percebeu que “ela”, no texto original, retoma a expressão “a cabeça”. Como a questão
pede que o(a) aluno(a) substitua “cabeça” por “focinho”, o “ela” deverá
necessariamente ser trocado por “ele”.

64
5. Releia a passagem a seguir: “Quando meus colegas viram os exames por
imagem do fóssil, rasgaram seus diagramas com a ordem da evolução e disseram: de
volta à prancheta.” De acordo com o texto, o que podemos entender desse trecho?
Explique.

Resposta comentada:
Todas as hipóteses e análises realizadas antes da descoberta da nova espécie
de dinossauro estavam erradas. Os pesquisadores deveriam fazer tudo novamente.

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Pesquisa

Caro(a) professor(a), agora que já abordamos todos os principais assuntos


relativos ao 1° bimestre, você vai auxiliar os alunos a realizar uma pesquisa bem
simples. Leia a história em quadrinhos a seguir. O(a) aluno(a) deverá escrever um texto
de, no máximo, 6 linhas, no qual apresente o tema do texto, resuma as principais
idéias da personagem e, para finalizar, crie uma frase interessante, de impacto,
chamando a atenção do leitor para a importância do tema abordado na história.
Lembre ao(a) aluno(a) que o texto deve ser redigido em linguagem formal. Portanto,
oriente-o a usar adequadamente a concordância e as palavras no texto. Peça para o(a)
aluno(a) utilizar um rascunho. Depois, peça que ele passe a limpo o texto na folha
apropriada com caneta azul ou preta e com letra legível.
Bom trabalho para vocês!

Disponível em: http://escolaagostinhomistura.blogspot.com.br/2011/08/httpilustraacaofileswordpresscom200810m.html Acesso


em 21 jul. 2013.

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Professor(a), de acordo com o comando da tarefa, no texto do(a) aluno(a)
deverão obrigatoriamente constar três informações: tema do texto; resumo das
principais idéias da personagem e frase de impacto. Se o(a) aluno(a) não atender a
esses três quesitos, deverá ser orientado a fazer as alterações adequadas ao
propósito da atividade. Os demais critérios de avaliação dizem respeito ao
atendimento à norma culta, sobretudo à concordância, já este que foi o tópico de
nossa última aula. Outros deslizes gramaticais também deverão ser assinalados,
como os problemas ortográficos, por exemplo. Entretanto, professor(a), procure
analisar se o texto do(a) aluno(a) atendeu integralmente, parcialmente ou não
atendeu minimamente o objetivo da pesquisa.

Bom trabalho para vocês!

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Referências

[1] Brasil, Ministério da Educação. PDE: Plano de Desenvolvimento da educação:


SAEB: ensino médio: matrizes de referência, tópicos e descritores. Brasília: MEC,
SAEB; Inep, 2008.

[2] CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e interação. São
Paulo:
Atual, 2009.

[3] ILARI, Rodolfo. Introdução à semântica: brincando com a gramática. 5 ed. São
Paulo: Contexto, 2004.

[4] INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione,
1997.

[5] KOCH, Ingedore. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto,
2006.

[6] Rio de Janeiro. Secretaria de Estado de Educação. Orientações Pedagógicas para o


8º ano do Ensino Fundamental – 1º bimestre. Rio de Janeiro, 2012.

[7] Portal do Professor. Ministério da Educação.


http://portaldoprofessor(a).mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1465

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Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Andréia Alves Monteiro de Castro


Aline Barcellos Lopes Plácido
Flávia dos Santos Silva
Gisele Heffner
Lívia Cristina Pereira de Souza
Leandro Nascimento Cristino
Rosa Maria Ferreira Correa
Tatiana Jardim Gonçalves

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