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Marcel Sociologia 6,0

3º ano

Prova de Recuperação – 3º Bimestre

1. (Espm 2017) Cícero e os humanistas afirmavam que "nada é mais eficaz para
defender e manter o poder do que ser amado e nada é mais danoso do que ser temido”.
Um importante pensador moderno contrapôs: "Seria desejável ser uma coisa e outra
(amado e temido), mas, como é quase impossível obter ambas as coisas ao mesmo
tempo, é muito mais seguro ser temido que amado, quando se deve escolher uma dessas
condições."

Eugenio Garin. Dal Rinascimento all Illuminismo.

O importante pensador moderno mencionado no enunciado é:


a) Thomas Hobbes;
b) Nicolau Maquiavel;
c) Jean Bodin;
d) Jacques Bossuet;
e) John Locke.

2. (Enem 2013) Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou
temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é
difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma
das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos,
volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são
inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como
acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se.

MAQUIAVEL, N. O príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991.

A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e


políticas, Maquiavel define o homem como um ser
a) munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros.
b) possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.
c) guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.
d) naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos
naturais.
e) sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares.

3. (Enem PPL 2016) A importância do argumento de Hobbes está em parte no fato de


que ele se ampara em suposições bastante plausíveis sobre as condições normais da vida
humana. Para exemplificar: o argumento não supõe que todos sejam de fato movidos
por orgulho e vaidade para buscar o domínio sobre os outros; essa seria uma suposição
discutível que possibilitaria a conclusão pretendida por Hobbes, mas de modo fácil
demais. O que torna o argumento assustador e lhe atribui importância e força dramática
é que ele acredita que pessoas normais, até mesmo as mais agradáveis, podem ser
inadvertidamente lançadas nesse tipo de situação, que resvalará, então, em um estado de
guerra.

RAWLS, J. Conferências sobre a história da filosofia política. São Paulo: WMF, 2012
(adaptado).

O texto apresenta uma concepção de filosofia política conhecida como


a) alienação ideológica.
b) microfísica do poder.
c) estado de natureza.
d) contrato social.
e) vontade geral.

4. (Uema 2015) Para Thomas Hobbes, os seres humanos são livres em seu estado
natural, competindo e lutando entre si, por terem relativamente a mesma força. Nesse
estado, o conflito se perpetua através de gerações, criando um ambiente de tensão e
medo permanente. Para esse filósofo, a criação de uma sociedade submetida à Lei, na
qual os seres humanos vivam em paz e deixem de guerrear entre si, pressupõe que todos
renunciem à sua liberdade original. Nessa sociedade, a liberdade individual é delegada a
um só dos homens que detém o poder inquestionável, o soberano.

Fonte: MALMESBURY, Thomas Hobbes de. Leviatã ou matéria, forma e poder de um


estado eclesiástico e civil. Trad. João Paulo Monteiro; Maria Beatriz Nizza da Silva.
São Paulo: Editora NOVA Cultural, 1997.

A teoria política de Thomas Hobbes teve papel fundamental na construção dos sistemas
políticos contemporâneos que consolidou a (o)
a) Monarquia Paritária.
b) Despotismo Soberano.
c) Monarquia Republicana.
d) Monarquia Absolutista.
e) Despotismo Esclarecido.

5. (Unicamp 2015) A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui


suficiente prova de que não é inato.
LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural,
1988, p.13.

O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte,


a) afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.
b) é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.
c) aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.
d) defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.

6. (Enem PPL 2014) Sendo os homens, por natureza, todos livres, iguais e
independentes, ninguém pode ser expulso de sua propriedade e submetido ao poder
político de outrem sem dar consentimento. A maneira única em virtude da qual uma
pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil
consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se em comunidade para
viverem com segurança, conforto e paz umas com as outras, gozando garantidamente
das propriedades que tiverem e desfrutando de maior proteção contra quem quer que
não faça parte dela.

LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. Os pensadores. São Paulo: Nova
Cultural, 1978.

Segundo a Teoria da Formação do Estado, de John Locke, para viver em sociedade,


cada cidadão deve
a) manter a liberdade do estado de natureza, direito inalienável.
b) abrir mão de seus direitos individuais em prol do bem comum.
c) abdicar de sua propriedade e submeter-se ao poder do mais forte.
d) concordar com as normas estabelecidas para a vida em sociedade.
e) renunciar à posse jurídica de seus bens, mas não à sua independência.

7. (Pucpr 2015) Leia o fragmento a seguir, extraído do Discurso sobre a origem e os


fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau:

“É do homem que devo falar, e a questão que examino me indica que vou falar a
homens, pois não se propõem questões semelhantes quando se teme honrar a verdade.
Defenderei, pois, com confiança a causa da humanidade perante os sábios que a isso me
convidam e não ficarei descontente comigo mesmo se me tornar digno de meu assunto e
de meus juízes”.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da
desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p.159.

A partir da teoria contratualista de Rousseau, assinale a alternativa que representa aquilo


que o filósofo de Genebra pretende defender na obra.
a) Que a desigualdade social é permitida pela lei natural e, portanto, o Estado não é
responsável pelo conflito social.
b) Que a desigualdade social é autorizada pela lei natural, ou seja, que a natureza não se
encontra submetida à lei.
c) Que no estado natural existe apenas o direito de propriedade.
d) Que a desigualdade moral ou política é uma continuidade daquilo que já está presente
no estado natural.
e) Que há, na espécie humana, duas espécies de desigualdade: a primeira, natural, e a
segunda, moral ou política.

8. (Unicamp 2012)

“O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos
demais não deixa de ser mais escravo do que eles. (...) A ordem social, porém, é um
direito sagrado que serve de base a todos os outros. (...) Haverá sempre uma grande
diferença entre subjugar uma multidão e reger uma sociedade. Sejam homens isolados,
quantos possam ser submetidos sucessivamente a um só, e não verei nisso senão um
senhor e escravos, de modo algum considerando-os um povo e seu chefe. Trata-se, caso
se queira, de uma agregação, mas não de uma associação; nela não existe bem público,
nem corpo político.”

(Jean-Jacques Rousseau, Do Contrato Social. [1762]. São Paulo: Ed. Abril, 1973, p.
28,36.)
No trecho apresentado, o autor

a) argumenta que um corpo político existe quando os homens encontram-se associados


em estado de igualdade política.
b) reconhece os direitos sagrados como base para os direitos políticos e sociais.
c) defende a necessidade de os homens se unirem em agregações, em busca de seus
direitos políticos.
d) denuncia a prática da escravidão nas Américas, que obrigava multidões de homens a
se submeterem a um único senhor.

9. Explique o que é o contrato social e apresente os pontos de divergência e concordância


entre os três autores contratualistas.
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10. Explique os conceitos de fortuna e virtù.

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