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RESUMO: VIRUS

HISTÓRICO – A DESCOBERTA DOS VÍRUS PRIMEIRAS REFERÊNCIAS


AOS VÍRUS:
 Acredita-se que a obra contendo um homem com a perna atrofiada seja
o primeiro registro da poliomielite - 1400 AC
O faraó Ramsés V que morreu por volta de 1500 a.C., sobreviveu à varíola, o
que é sugerido pelas marcas das lesões deixadas em sua pele e preservadas
pela mumificação.
O estudos dos vírus é chamado VIROLOGIA. Os primeiros estudos em virologia
começaram em 1796 por Edward Jenner, que injetou em um menino material de
lesão da mão de um leiteiro que estava com varíola bovina. O menino foi, mais
tarde, inoculado com pus de uma pessoa com varíola e não desenvolveu a
doença, provando que estava imune.
O material injetado era de origem bovina (em latim: vaca), originando o termo
VACINAÇÃO
Jenner, porém, não fazia ideia sobre o agente causador da varíola. Louis Pasteur
também desenvolveu experimento com a vacinação de animais contra a raiva,
sem saber que o agente causador era diferente do que se conhecia na época
(bactérias, fungos e protozoários).

Outro pesquisador descobriu que o agente causador da raiva era muito menor
que as bactérias, pois passava em filtros que as bactérias não passavam. Estes
vírus filtráveis, por suas dimensões diminutas, também não podiam ser vistos ao
microscópio da época. A palavra vírus deriva do Latim e significa fluido venenoso
ou toxina (Lembre-se que os pesquisadores nada viam ao microscópio).
Outro fato importante foi o domínio da técnica de atenuação dos vírus. (atenuar
= tornar menos virulento). Isso ocorreu em 1951, com o vírus da febre amarela
sendo replicado sucessivamente em tecidos de embriões de galinha.
ESTRUTURA DOS VÍRUS:
A estrutura dos vírus só pode ser observada com o desenvolvimento do
microscópio eletrônico.

O vírus é composto por um ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por uma capa
proteica (capsídio), composta de subunidades de proteínas (capsômeros). O
ácido nucleico é o que confere a sua infectividade. Os capsômeros são
responsáveis pela especificidade viral. Os envoltórios/cápsulas/envelopes
(quando existem) são semelhantes às membranas das células hospedeiras.

Vírus que infectam bactérias são os bacteriófagos (ou fagos).


Vírus que infectam fungos são os micófagos.
Vírus que infectam plantas são vírus de plantas.
Vírus que infectam animais são os vírus de animais.

CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS

Há vários modos de se classificar os vírus, como, por exemplo, pelo seu


ácido nucleico: DNA ou RNA / uma ou duas fitas / fita contínua ou fita
segmentada.
Há, porém, outros modos de classificação / denominação:

Retrovírus: possui uma enzima que permite a formação de DNA a partir do


RNA viral (ex.: HIV).

Adenovírus: possui DNA que serve de molde para a formação de RNA no


interior da célula hospedeira e, a partir do RNA, forma-se novo DNA viral.

Arbovírus: vírus transmitidos aos humanos por artrópodes (ex.: mosquitos).


Ex.: vírus da dengue, febre amarela, zika, chicungunya.

Vírus são parasitas moleculares e intracelulares obrigatórios, microscópicos,


sem estrutura celular (sua estrutura não é uma célula!) e contêm ácido nucleico
(RNA ou DNA). São formados por ácido nucleico e proteínas e sua replicação é
dependente das atividades de uma célula viva.

Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios: a falta de elementos


citoplasmáticos como ribossomos impede que eles tenham metabolismo próprio.
Assim, para executar o seu ciclo de vida, o vírus precisa de um ambiente que
tenha tais componentes citoplasmáticos. Esse ambiente é o interior de uma
célula que, contendo ribossomos e outras substâncias (ex.: enzimas), efetuará a
síntese das proteínas dos vírus e, também, permitirá que ocorra a multiplicação
do material genético viral.
Em muitos casos os vírus modificam o metabolismo da célula que
parasitam, podendo provocar a sua degeneração e morte. Para isso, é
preciso que o vírus inicialmente entre na célula: muitas vezes ele adere à parede
da célula e "injeta" o seu material genético ou então entra na célula por
englobamento - por um processo que lembra a fagocitose - a célula o introduz
no seu interior.

ALGUMAS DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS e seus agentes etiológicos:


 AIDS (HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana)
 Catapora (Varicella-zoster)
 Caxumba (Paramyxovirus)
 Chicungunya (Vírus Chicungunya)
 Condiloma acuminado (HPV – Papiloma vírus humano)
 Dengue (Vírus da Dengue)
 Febre amarela (Vírus da Febre Amarela)
 Gripe (Influenza)
 Hepatites (Vírus da Hepatite A, B, C, D, E)
 Herpes simples (HSV-1 – Vírus Herpes Simples tipo 1)
 Herpes zoster (HSV-2 – Vírus Herpes Simples tipo 2)
 Poliomielite (Poliovírus)
 Raiva (Vírus da Raiva)
 Resfriado (Rinovírus e outros tipos)
 Rubéola (Vírus da Rubéola)
 Sarampo (Vírus do Sarampo)
 Varíola (exterminada) (Vírus da Varíola)
 Zica (Zicavírus)

REPLICAÇÃO VIRAL (FORMAÇÃO DE DESCENDENTES)


Como vírus não são células e, portanto não tem elementos citoplasmáticos
necessários à sua multiplicação, não apresentam atividade quando estão
longe de uma célula.

REPLICAÇÃO VIRAL (FORMAÇÃO DE DESCENDENTES)


Como vírus não são células e, portanto não tem elementos citoplasmáticos
necessários à sua multiplicação, não apresentam atividade quando estão longe
de uma célula. Porém, ao entrarem em contato com uma célula hospedeira
específica, um único vírus é capaz de originar milhões de novos indivíduos em
algumas horas

A infecção viral em uma célula hospedeira segue algumas etapas:


 Adsorção
 Penetração e desnudamento
 Replicação bioquímica
 Montagem ou maturação
 Liberação

ADSORÇÃO: Ligação do vírus à célula hospedeira. Depende da existências de


receptores na célula para as moléculas presentes na superfície do vírus.
PENETRAÇÃO: Pode ocorrer por mecanismo de endocitose (com vírus sem
envoltório) ou fusão do envelope com a membrana da célula hospedeira.

No DESNUDAMENTO ocorre a remoção do capsídeo no meio intracelular.

REPLICAÇÃO: A replicação do ácido nucleico (DNA ou RNA) e a síntese de


proteínas virais dependem da energia (ATP), dos ribossomos e das enzimas da
célula hospedeira.

MONTAGEM: Junção dos materiais sintetizados para formar novos vírus.

LIBERAÇÃO: A liberação dos novos vírus pode ocorrer com ou sem a destruição
da célula hospedeira.

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