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Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT

Faculdade de Ciências da Saúde


Campus Universitário de Cáceres Jane Vanini
Departamento de Enfermagem

BIOSSEGURANÇA

Enf. Vivian Thais Tiecher Simião.

Cáceres-MT
2019
INTRODUÇÃO

• Radical Grego Bios = Vida + palavra SEGURANÇA =


segurança de vida ou para a vida.
• Tem como base o Respeito a vida, responsabilidade social
e aos valores éticos.
• Esta ciência estuda acerca do manuseio de substâncias
biológicas e avalia as condições necessárias para o
serviço de enfermagem.
• Formando assim um conjunto de condutas diretas ou
indiretas para uma prática profissional segura.
Conceito

• É o conjunto de ações voltadas para a prevenção,


minimização ou eliminação de riscos inerentes às
atividades de pesquisa, produção, ensino,
desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que
podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do
meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos
desenvolvidos (FIOCRUZ, 2010).
Tipos de Riscos Profissionais: Aprovados pela
Portaria Ministério do Trabalho nº 3.214/78.
• Risco Físico: Ruídos, calor, frio, radiação ionizante ou
não, vibração, perfuro-cortantes entre outros.
• Risco Químico: Poeiras, fumos, gases, vapores, névoas,
etc.
• Risco Biológico: Secreções com Bactérias, Vírus, Fungos
protozoários e insetos.
• Risco Ergonômico e Emocional: Má postura, ritmo
excessivo de trabalho, trabalhos em turnos, monotonia,
depressão, estresse etc.
• Risco de Acidente: Equipamentos sem proteção,
armazenamento inadequados, não adoção das medidas de
precaução padrão.
Classes de riscos

• Risco 1- Baixo risco individual e para a comunidade. Não


causam doenças em animais e pessoas sadias. Ex:
Lactobacillus Sp e Bacillus Subtilis.

• Risco 2- Moderado risco individual e limitado risco para


a comunidade, existe medidas profiláticas e terapêuticas.
Ex: Echistossoma mansoni e vírus da rubéola.
• Risco 3- Alto risco individual e moderado risco para a
comunidade ou meio ambiente. Ex: HIV.

• Risco 4- Alto risco individual e para a comunidade;


grande poder de transmissíbilidade. Ex. Vírus Ebola.
NR 32.Aplicação nos Serviços de Saúde.

• Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços


de saúde qualquer edificação destinada à prestação de
assistência à saúde da população e todas as ações de
promoção recuperação de assistência, pesquisa e ensino a
saúde em qualquer nível de complexidade.
• Onde os profissionais estão expostos:

• Riscos Biológicos;
• Riscos Químicos;
• Radiação Ionizante.
• Toda ocorrência envolvendo riscos biológicos com ou
sem afastamento do trabalhador deve ser emitida uma
CAT (Comunicação de acidente de trabalho) e adotado
medidas profiláticas de acordo com o evento.

• Todo trabalhador deve estar devidamente imunizado


conforme o calendário ocupacional.

• Todo local onde exista a possibilidade de exposição a


agentes biológicos deve ter lavatório exclusivo para
higiene das mãos.
• O uso de luvas não substitui a lavagem das mãos.
Tipos de Precaução.
• Precaução Padrão:

• Devem ser adotadas no cuidado a todo e qualquer


paciente para reduzir o risco de transmissão de
microrganismos para prevenir infecções cruzadas.

• Estão indicadas na presença de sangue, fluídos corporais,


secreções e excreções (exceto suor) e em mucosas e pele
não íntegras.
Medidas de Precaução Padrão.

• Higienização das mão;

• Uso de (EPI);

• Cuidado no descarte de objetos perfurocortantes;

• Cuidados com artigos, como roupas equipamentos e


superfícies.
Higienização das mãos. Padrão: Utiliza-se no contato com
todos os pacientes.

Luvas e avental: Pacientes com infecções na pele.

Óculos de Proteção: Risco de contato com sangue ou


secreções.

Máscara Comun: Transmissão Gotículas > 5 micra

Máscara PFF N95 – Partículas < 5 micra.


Gerenciamento de Resíduos de Saúde-
(GRSS):

• Conjunto de procedimentos de gestão, planejados e


implementados a partir, bases cientificas, normativas e
legais com o objetivo de minimizar a geração de resíduos
e proporcionar um encaminhamento seguro e eficiente
com vistas na proteção dos trabalhadores, dos recursos
naturais e do meio ambiente.
Manejo dos resíduos de serviços de
Sáude
• Etapas:
• Segregação;
• Acondicionamento;
• Identificação;
• transporte interno,
• armazenamento temporário;
• armazenamento externo;
• coleta interna;
• transporte externo;
• destinação e disposição final ambientalmente adequada.
RDC 222/2018

• Dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de


Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde. (art.
1º)

• A norma pretende minimizar os riscos inerentes ao


gerenciamento de resíduos no País no que diz respeito à
saúde humana e animal, bem como na proteção ao meio
ambiente e aos recursos naturais renováveis.
• Abrangência:

• Geradores de resíduos de serviços de saúde – RSS cujas


atividades envolvam qualquer etapa do gerenciamento
dos RSS, sejam eles públicos e privados, filantrópicos,
civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações
de ensino e pesquisa.

• Serviços cujas atividades estejam relacionadas com a


atenção à saúde humana ou animal.
Classificação dos Resíduos de Serviços
de Saúde.

• Resíduos de Serviços do Grupo A: resíduos com a


possível presença de agentes biológicos que, por suas
características, podem apresentar risco de infecção.

• Resíduos de Serviços de Saúde do Grupo B: resíduos


contendo produtos químicos que podem apresentar risco à
saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas
características de inflamabilidade, corrosividade,
reatividade e toxicidade.
• Resíduos de Saúde do Grupo C: Rejeitos Radioativos.

• Resíduos de Saúde do Grupo D: resíduos que não


apresentam risco biológico, químico ou radiológico à
saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos
resíduos domiciliares.

• Resíduos de Saúde do Grupo E: resíduos perfuro


cortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear,
agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas
endodônticas, fios ortodônticos cortados, próteses bucais
metálicas inutilizadas, pontas diamantadas, lâminas de
bisturi, lancetas, tubos capilares, micropipetas, lâminas e
lamínulas, espátulas e todos os utensílios de vidro
quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta
sanguínea e placas de Petri.
Identificação por meio de Símbolos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Referencias Bibliográficas:
•Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. ANVISA. Resolução da Diretoria Colegiada. RDC Nº
222/2018 .Comentada. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento de Resíduos de Serviços
de Saúde e dá outras providencias. Disponível em:
<http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/3427425/RDC_222_2018_.pdf/c5d3081d-b331-
4626-8448-c9aa426ec410>. Acesso em: 08 mai .2019.

•Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. ANVISA. NR 32. Segurança e Saúde do Trabalho em


Serviços de Saúde. Atualizada. 31/08/2011. Disponível
em:<http://www.trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR32.pdf>.Acesso em 08
mai.2019.

•BRASIL, Ministério da Saúde. Biossegurança em saúde: Prioridades e Estratégias de Ação.


Brasília DF. 2010. Disponível em:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/biosseguranca_saude_prioridades_estrategicas_aca
o_p1.pdf>. Acesso em: 07 mai.2019.

•BRASIL, Ministério da Saúde. Classificação de Risco dos Agentes Biológicos. Brasília. Distrito
Federal. 2006. Disponível
em:<http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/classificacaoderiscodosagentesbiologicos
.pdf>.Acesso em 08 mai.2019.