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Prefeitura Municipal de Ipatinga / MG

QUADRO III - PROCESSO DE TOMBAMENTO


PARQUE IPANEMA

dezembro 2015
exercício 2017
Processo de Tombamento: Parque Ipanema de Ipatinga
Página 2 de 244 Ano 2015 | Exercício 2017

Prefeitura Municipal de Ipatinga | Prefeita: Maria Cecília Ferreira Delfino


Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer | Chefe do Setor: Leila Aparecida da Cunha
Processo de Tombamento: Parque Ipanema de Ipatinga
Ano 2015 | Exercício 2017 Página 3 de 244

SUMÁRIO

PARTE TÉCNICA DO PROCESSO DE TOMBAMENTO DO BEM CULTURAL


PARQUE IPANEMA
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................. 5
2. HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE IPATINGA........................................................................................ 7
REFERÊNCIAS DOCUMENTAIS ................................................................................................... 31

3. HISTÓRICO DO BEM CULTURAL ....................................................................................................... 33


REFERÊNCIAS DOCUMENTAIS ........................................................................................................ 48

4. DESCRIÇÃO, ANÁLISE DETALHADA E DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA DO BEM


CULTURAL ........................................................................................................................................................ 50
ENTORNO ............................................................................................................................................. 50
PARQUE IPANEMA ......................................................................................................................... 63

5. TEXTO JUSTIFICATIVO, DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE TOMBAMENTO E DESCRIÇÃO DO


PERÍMETRO DE TOMBAMENTO ............................................................................................................... 129
JUSTIFICATIVA ............................................................................................................................. 129
DELIMITAÇÃO .............................................................................................................................. 132
DESCRIÇÃO.................................................................................................................................... 134

6. TEXTO JUSTIFICATIVO, DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE ENTORNO E DESCRIÇÃO DO


PERÍMETRO DE ENTORNO DO TOMBAMENTO ................................................................................... 136
JUSTIFICATIVA ............................................................................................................................. 136
DELIMITAÇÃO .............................................................................................................................. 138
DESCRIÇÃO.................................................................................................................................... 140

7. FICHAS DE INVENTÁRIO .................................................................................................................... 144


ESTRUTURAS ARQUITETÔNICAS E URBANÍSTICAS............................................................ 144

8. DOCUMENTAÇÃO CARTOGRÁFICA ............................................................................................... 159


LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE IPATINGA/MG .................................................................... 159
LOCALIZAÇÃO DO BEM CULTURAL ............................................................................................ 160
DESENHOS TÉCNICOS ..................................................................................................................... 161

9. DIRETRIZES DE INTERVENÇÃO E PLANO DE GESTÃO DAS MEDIDAS DE SALVAGUARDA


165
BEM TOMBADO ....................................................................................................................................... 165
ELEMENTOS QUE SE ENCONTRAM NO PERÍMETRO DE TOMBAMENTO ............................ 167
ELEMENTOS QUE SE ENCONTRAM NO PERÍMETRO DE ENTORNO DO BEM TOMBADO 170 9.4
PLANO DE GESTÃO DAS MEDIDAS DE SALVAGUARDA......................................................... 171

10. LAUDO TÉCNICO DE ESTADO DE CONSERVAÇÃO .................................................................... 179


11. REFERÊNCIAS ........................................................................................................................................ 214
12. DOCUMENTO CONCLUSIVO SOBRE O BEM TOMBADO ........................................................... 217
13. FICHA TÉCNICA .................................................................................................................................... 219
Equipe técnica ................................................................................................................................................ 219
Dados do município ....................................................................................................................................... 219

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PARTE ADMINISTRATIVA DO PROCESSO DE TOMBAMENTO DO BEM CULTURAL


PARQUE IPANEMA
14. ATAS DE REUNIÃO DO CONSELHO DE APROVAÇÃO PROVISÓRIA/RETIFICAÇÃO DO
TOMBAMENTO ............................................................................................................................................... 220
15. ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO APROVANDO OS PERÍMETROS DE TOMBAMENTO E
ENTORNO ......................................................................................................................................................... 225
16. ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO APROVANDO AS DIRETRIZES DE INTERVENÇÃO .... 227
17. NOTIFICAÇÃO DE TOMBAMENTO .................................................................................................. 228
18. RECIBO DA NOTIFICAÇÃO DE TOMBAMENTO ........................................................................... 229
19. ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE APROVAÇÃO DEFINITIVA DO TOMBAMENTO ... 230
20. PARECER DO CONSELHO SOBRE O TOMBAMENTO DEFINITIVO ........................................ 231
21. INSCRIÇÃO NO LIVRO DE TOMBO .................................................................................................. 232
22. PUBLICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO DO TOMBAMENTO DEFINITIVO ................................. 234
23. ANEXOS .................................................................................................................................................... 236
24. CD ROM COM FOTOGRAFIAS (CAPÍTULOS 4 E 10)..................................................................... 244

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PARTE TÉCNICA DO PROCESSO DE TOMBAMENTO DO BEM CULTURAL


PARQUE IPANEMA
1. INTRODUÇÃO

O Conjunto Paisagístico em estudo situa-se no Distrito Sede do Município de Ipatinga/MG,


erguido a partir dos anos finais da década de 1970. Seu projeto e construção ocorreram em
momento decisivo da história da cidade, com transformações determinantes que resultaram
numa reconfiguração de Ipatinga, alterando as relações sociais e culturais então existentes. O
Parque Ipanema revela-se mais que um belo parque com grande valor arquitetônico e
paisagístico, mas também como elemento simbólico no processo de construção da identidade
dos ipatinguenses.

O município foi por muito tempo segregado em duas realidades distintas: a do núcleo
espontâneo formado ao redor da antiga estação ferroviária, atualmente Estação Memória Zeza
Souto; e a da cidade planejada, a Vila Operária construída em função da instalação da Usiminas.
O contraste entre ambas era incontestável. A cidade planejada, obedecendo um planejamento
urbanístico fechado, foi idealizada para acomodar a força de trabalho da indústria. A outra
Ipatinga foi resultado de forças espontâneas, e com a chegada da indústria siderúrgica, em 1958,
passou por um grande aumento populacional, porém sem qualquer planejamento.

Essa dualidade foi fonte de muitos conflitos sociais, até que a partir do final da década de 1960,
o Poder Público passou a atuar com maior empenho na promoção de melhorias urbanas. A
instalação de um grande parque em Ipatinga é, portanto, resultado de um conjunto de forças
que envolveu diversos atores. Quando da sua elaboração, pesquisas identificaram que a maior
carência da população do município, especialmente das camadas de menor renda, era a ausência
de equipamentos públicos de lazer, e foi esse público alvo o grande incentivo do projeto.

O presente dossiê é, portanto, reconhecimento de sua importância histórica, paisagística,


cultural, urbanística e afetiva, bem como marco rememorativo, garantindo sua salvaguarda e
perpetuação para as demais gerações. Objetivando o registro e respaldo para o tombamento do
bem, além de sua evolução ao longo do tempo, o presente processo é a síntese de pesquisas e
estudos que abrangem aspectos históricos, arquitetônicos, urbanos, técnico-construtivos, relatos
orais, levantamentos de campo, entre outros. O processo é parte ainda das atividades
desenvolvidas pelo município de Ipatinga para registrar e proteger seu patrimônio cultural.
Iniciativa da Prefeitura Municipal, contou com auxílio da Secretaria de Cultura, Esporte e

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Lazer, assessorada pela equipe técnica especializada do grupo Memória Arquitetura Ltda. Tanto
que já havia sido aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico em
reunião datada de 14 de março de 2000, o tombamento do “Parque Ipanema”, por seu valor
histórico, cultural, paisagístico, arquitetônico e simbólico, cujo processo está sendo ratificado
no presente momento.

A elaboração do trabalho tem princípio com o levantamento de fontes bibliográficas gerais e


específicas como preparação para a pesquisa em campo, realizada pela equipe da Prefeitura
Municipal e por profissionais das áreas de arquitetura, paisagismo, geologia, biologia e história,
contando ainda com a colaboração da população. Foi realizada a coleta de informações e
documentação histórica, fotográfica e cartográfica. A etapa seguinte se baseou na análise dos
dados coletados e de bibliografia especializada para corroborar com as marcações da área a ser
resguardada, levando-se sempre em consideração a relação da comunidade local com o bem.

A partir da definição de perímetros, foi possível a elaboração das diretrizes, visando orientar a
proteção do bem a partir do presente momento, para que as próximas evoluções ocorram de
forma ordenada e coerente com seu valor cultural, sem agredir a atual conjuntura. O próximo
passo foi fazer uma análise acerca do estado em que se encontra o Parque, evidenciando
transformações e acréscimos ocorridos ao longo dos anos. O presente documento é, portanto, a
compilação da reunião e análise dos dados coletados. Ao final, está disposta a documentação
relativa à parte administrativa do tombamento, contando com documentos do Conselho
Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga, além das Leis Municipais referentes
ao Plano Diretor, Zoneamento e Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo.

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2. HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE IPATINGA


Ipatinga é um município localizado na Mesorregião do Vale do Rio Doce, leste de Minas
Gerais, com uma população estimada em 2015 pelo IBGE de 257.345 pessoas1, sendo a cidade
mais populosa da Região Metropolitana do Vale do Aço e a décima do estado. Dista cerca de
210 quilômetros da capital Belo Horizonte, e se localiza exatamente onde as águas do Rio
Piracicaba se encontram com as do Rio Doce. O município também é cortado pelo Ribeirão
Ipanema, que nasce e deságua em seu território, o qual compreende uma área de
aproximadamente 165.00 Km², sendo que cerca de 23.000 km² estão em perímetro urbano.

Localização de Ipatinga em relação a algumas capitais


Limites de Ipatinga com as cidades limítrofes bem
do Brasil. IMAGEM: Disponível em: https://
como a sua localização do Vale do Aço. IMAGEM:
ensfundamental1.wordpress.com/805-2/. Acesso em:
Presente em PAGNOSSA, Tadeu Pamplona.
02 nov. 2015.
Operários, padres e soldados no Vale do Aço: um
estudo das disputas de memória sobre conflitos de
outubro de 1963. Dissertação de Mestrado apresentada
ao Programa de Pós-Graduação em História da
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
(UFRRJ). Seropédica. 2013. p. 20.

Existem duas versões sobre a origem do nome do município. A primeira, mais popular, relata
que a palavra nasceu de um arranjo feito por Pedro Nolasco, engenheiro que projetou a Estrada
de Ferro Vitória-Minas (EFVM), que aproveitou o radical de duas localidades próximas à
estação construída na região: IPA (de Ipanema) e TINGA (de Caratinga). A segunda versão,
defendida pelo antropólogo Saul Alves Martins, sustenta que o termo em tupi significa “pouso
de água limpa” (I+PA+TINGA).2

1
Disponível em: http://cod.ibge.gov.br/233T1/. Acesso em: 06 nov. 2015.
2
Cf. DAMIÃO, 1977, p. 16-17; IPATINGA ANO 20, 1984, p. 2.
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Os primeiros habitantes da região do médio Rio Doce eram grupos pertencentes ao tronco
linguístico macro-jê, e considerados pelos agentes colonizadores como “índios ferozes” – muito
em função de serem “tapuias”, isto é, antagonistas dos Tupi que estabeleceram uma maior
ligação com os portugueses. Dentre esses grupos, destacavam-se os Aimoré, também
conhecidos como Botocudos. Estes, de acordo com Marco Antônio Tavares Coelho, eram tidos
como terríveis antropófagos, inclusive por serem adversários de tribos sediadas na orla
marítima, que amistosamente receberam os portugueses no século XVI. Esse retrato negativo
atribuído aos botocudos seria, segundo o autor, uma grande falácia inventada pelos agentes
colonizadores para legitimar o apossamento de uma imensa parcela do seu território e explorar
suas riquezas.3

Índios botocudos no Vale do Aço, década de 1940. IMAGEM: Representação de um


Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela. “Botocudo” por Rugendas.
asp?codigo=168. Acesso em: 02 nov. 2015. IMAGEM: Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/
Botocudos. Acesso em: 02
nov. 2015.

As primeiras incursões pela região em busca de metais e pedras preciosas datam do século XVI,
sendo a mais conhecida a bandeira liderada por Sebastião Fernandes Tourinho.4 Porém, após o
descobrimento das minas na região central de Minas Gerais, grande parte do leste da capitania,
rica em florestas fechadas e “índios ferozes”, ficou conhecida como “áreas proibidas”,
permanecendo isolada do processo colonizador do período.5 Tal fato está ligado à política fiscal
da Coroa Portuguesa de manter a ligação da região mineradora ao mar, apenas pela via que

3
COELHO, 2011, p. 12.
4
VASCONCELLOS, 1974, v. 1, p. 57; MERCADANTE, 1973, p. 17.
5
MERCADANTE, 1973, p. 23.
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dava acesso à cidade do Rio de Janeiro, culminando no alvará de 1733 que proibia o
povoamento dos “Sertões do Leste”.6

Todavia, a decadência do ouro em Minas Gerais, em meados dos Setecentos, fez com que na
prática entrasse em desuso o preceito do alvará de 1733, e foram estabelecidas algumas áreas
de ocupação na região do médio Rio Doce. A mineração não obteve, entretanto, grandes
avanços, e essas áreas recém-ocupadas giravam em torno da economia de subsistência.

Durante a segunda metade do século XVIII, a imagem dos Sertões do Leste sofreu um processo
de reelaboração, acelerado principalmente pelas discussões sobre as potencialidades de
exploração econômica do território, dando novo impulso ao processo de ocupação colonizadora
da região, mas apresentando pouco dinamismo e em ritmo muito mais lento se comparado a
outras regiões da capitania, especialmente o centro e o sul.7

Em 13 de maio de 1808, já no contexto de reordenamento do império português na América,


D. João VI dirigiu uma Carta Régia ao governador da capitania de Minas Gerais declarando
“guerra justa” aos Botocudos. Houve a criação da “Junta Militar da Civilização dos Índios,
Conquista, Colônia e Comércio do Rio Doce”, que tinha por escopo o devassamento das
margens da via fluvial. Também foram construídos quartéis para dar apoio à guerra contra os
gentios, cujo número diminuiu drasticamente, um processo que perdurou durante muitas
décadas. Deve-se destacar ainda a ação de catequese para a “civilizar” os indígenas, comandada
por Guido Marlière que, segundo a historiografia especializada, desempenhou papel importante
na defesa dos índios.8

Entretanto, essa política não foi suficiente para incentivar o estabelecimento de luso-brasileiros
no território, que até o final do século XIX permanecia ocupada apenas por alguns posseiros e
com a economia baseada na agricultura de subsistência. Além disso, não impulsionou a
formação de nenhum núcleo urbano de expressão na atual região do Vale do Aço.9

A efetiva ocupação dessa região ocorreria apenas no início do século XX, e o principal fator
que explica esse processo foi a construção da EFVM, inaugurada em 1904. Vale assinalar que

6
MERCADANTE, 1973, p.55
7
ESPÍNDOLA, 2005, p. 69-96.
8
MERCADANTE, 1973, p. 57; COELHO, 2011, p. 27 e seq.
9
SAMPAIO, 2008, p. 21.
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esse fato também acelerou o processo de dissolução e aculturação dos já poucos indígenas que
habitavam o vale do Rio Doce, como os Krenak, Maxacali e os próprios Aimoré.

Construção da Estrada de Ferro Vitória Minas. IMAGEM: Disponível em:


http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=742. Acesso em: 02 nov. 2015.

Em 1901, o já citado engenheiro Pedro Nolasco foi contratado para projetar uma ferrovia
margeando o Rio Doce, com o objetivo de favorecer o escoamento da produção agrícola –
sobretudo o café – da região norte mineira. O projeto inicial se iniciava no porto de Vitória e
alcançava o município de Peçanha, no médio Rio Doce, estendendo-se até Diamantina. 10

Já no final da década, estudos comprovaram a existência de jazidas de minério com alto teor de
ferro em Itabira, onde já havia a presença de empresas inglesas que atuavam na extração do
minério. Isso levou a uma mudança no trajeto da ferrovia, visando agora a região de Itabira e
estendendo-se até a capital Belo Horizonte. Essa mudança foi motivada pelo interesse do capital
estrangeiro, que adquiriu a linha para adequá-la para a extração do minério de ferro. Entretanto,
com a criação da Companhia Vale do Rio Doce, em 1942, a estrada foi adquirida pela empresa,
a qual a administra até hoje.11

10
Disponível em: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efvm/intendente.htm/. Acesso em: 06 nov. 2015.
11
Disponível em: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efvm/intendente.htm/. Acesso em: 06 nov. 2015.
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“As questões políticas sobre a exploração e a exportação do minério e o cenário


internacional de guerras mundiais (1914-1919; 1939-1945), dificultaram o processo
de expansão e modernização da Vitória a Minas, por isso o primeiro carregamento de
minério no Porto de Vitória só ocorreu no ano de 1940 e os trilhos só chegaram em
Itabira em 1942.”12

Em agosto de 1922, foi inaugurada a Estação Pedra Mole, a primeira de Ipatinga – que na época
pertencia ao município de Antônio Dias. Esse fato motivou a chegada de muitos migrantes,
incluindo operários que trabalhavam na construção da ferrovia e da estação, como também de
lavradores que viam a oportunidade de escoar a produção para centros mais desenvolvidos. Foi
também na plataforma desta estação que, segundo relata a tradição, foi celebrada a primeira
missa em Ipatinga, pelo Padre Abelardo – vigário da cidade de Joanésia – embora não se saiba
ao certo a data em que essa missa teria ocorrido.13

Ruínas da Estação Pedra Mole. IMAGEM: Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/pracas


/noticias.asp?codigo=14. Acesso em: 02 nov. 2015.

Até esse momento, “Ipatinga era uma pequena clareira aberta pela Companhia EFVM para
construção do acampamento de seus trabalhadores, distante da estação ferroviária, uma vez que
a área próxima dessa era considerada insalubre para a ocupação”.14 A fraca ocupação da área
atual do município se explica, entre outros fatores, pelas febres e pestes que assolavam a região,

12
Disponível em: http://museuvale.com/site/Website/Museu.aspx?id=5&tipo=3/. Acesso em: 05 nov. 2015.
13
DAMIÃO, 1977, p. 55; IPATINGA ANO 20, p. 25.
14
SAMPAIO, 2008, p. 21.
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como a malária, associadas à mata fechada e dificultaram o desenvolvimento do local nesses


primeiros anos.15

Nesse contexto, ocorreu o primeiro grande desmatamento da região de Ipatinga para a


implantação de fazendas que visavam atender os mercados de outras localidades que passavam
pela EFVM. Destaca-se nesse momento a fazenda implantada por José Fabrício Gomes, que se
apossou de uma grande área próxima à Pedra Mole, no intuito de explorar madeira. Esta é
considerada a primeira fazenda estabelecida na atual cidade de Ipatinga. 16

Foi também na década de 1920 que surgiu uma das mais antigas manifestações culturais do
município: o Congado do Ipaneminha, que durante muitos anos foi a principal referência
cultural de Ipatinga e do Vale do Aço, com a realização das festas do Divino Espírito Santo e
Nossa Senhora do Rosário. Registrado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e
Artístico de Ipatinga, ainda hoje o Congado do Ipaneminha continua de pé, contando com 25
integrantes, e recentemente teve a sua sede revitalizada pela prefeitura municipal.17

Em 1935, esta fazenda foi adquirida pela Companhia Belgo-Mineira, recém-instalada em João
Monlevade, no intuito de explorar madeira para produção de carvão vegetal de modo a
abastecer as suas usinas. Esse fato deu um novo impulso ao povoamento de Ipatinga, com a
chegada de um grande número de carvoeiros, alojados em acampamentos construídos pela
empresa nas margens do Ribeirão Ipanema, “ribeirão este que nas enchentes formava lagoas
onde o mosquito da febre imperava”.18 Além disso, o desmatamento da Mata Atlântica na região
acentuou-se sobremaneira nesse período.

Em 1930, o traçado da ferrovia foi alterado e uma nova estação foi erguida, ‘no centro do distrito
de Ipatinga, para substituir a antiga estação de Pedra Mole, que havia desabado devido à
instabilidade do terreno (entre os atuais bairros Cariru e Castelo), e cujas ruínas ainda
permanecem nas margens do Rio Piracicaba, como indicado na imagem acima. Essa nova
estação foi chamada de Estação de Ipatinga, atual Estação Memória Zeza Souto, um centro
cultural da cidade. Nos dias de hoje a edificação configura como um dos imóveis tombados
pelo Patrimônio Municipal. Para a sua construção, foram contratados muitos trabalhadores que

15
SILVA, 1963; IPATINGA ANO 20, 1984.
16
DAMIÃO, 1977, p. 22.
17
Disponível em: http://ipatinga.mg.gov.br/Materia_especifica/21293/Festa-do-Congado-resgata-tradicao-em-
Ipatinga. Acesso em: 23 nov. 2015.
18
SILVA, 1963, p.1.
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se estabeleceram em casas erigidas pela ferroviária. Algumas dessas edificações residenciais


ainda se encontra preservadas no entorno da estação.

Com a implantação da Companhia Aços Especiais de Itabira (Acesita), no distrito de Timóteo,


que pertence ao município de Antônio Dias, em 1944, houve um reforço significativo no
processo de povoamento do distrito. A chegada da siderurgia em Timóteo é “considerado marco
da formação do espaço urbano-industrial do Vale do Aço (o que posteriormente será
consolidado com a implantação da Usiminas, no distrito de Ipatinga)”19. A Acesita modificou
a estrutura econômica e intensificou a migração rural/urbano, especialmente em Timóteo e
Coronel Fabriciano, à época o principal centro urbano e comercial da região.

Chegada da Maria-Fumaça à Estação de Ipatinga, atual Estação Memória. IMAGEM: Disponível em:
http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=1200. Acesso em: 02/11/2015.

Enquanto isso, Ipatinga permaneceu apenas como o núcleo próximo à estação ferroviária,
voltada basicamente para a subsistência, além da exploração de carvão. Em 1944, o distrito foi
beneficiado com a construção da primeira escola para alfabetização, criada pela Cia. Belgo-
Mineira.20 Passou a distrito de Coronel Fabriciano em 1948, com uma população de 2.552
habitantes, dos quais apenas 5% residiam no núcleo urbano.21 Em 1949, foi instalada a primeira

19
SAMPAIO, 2008, p. 22.
20
DAMIÃO, 1977, p. 22.
21
SAMPAIO, 2008, p.22; IPATINGA ANO 20, 1984, p. 4.
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escola pelo poder municipal, a Escola Municipal Mário Casassanta, no atual bairro Ipaneminha
(zona rural da cidade), embora somente tenha sido registrada em 1975.22

Fazenda da Belgo-Mineira onde residiu o senhor Manoel Izídio Cardoso e serviu de escola, década de 1940.
IMAGEM: Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/causos/noticias.asp?codigo=282. Acesso em:
24/11/2015.

A essa altura, o povoado já tinha uma pequena capela erigida em 1929, e construída em pau-a-
pique pelos próprios moradores.23 Essa capela foi mais tarde derrubada para a construção de
uma capela maior, tudo com a iniciativa da própria comunidade, que foi dedicada a São Vicente
de Paulo, e popularmente conhecida como Igreja do Ipaneminha. Localizada na atual zona rural
do município, foi a primeira igreja erguida na atual sede do município de Ipatinga. Tombada
pelo Patrimônio Municipal, a Igreja do Ipaneminha foi recentemente restaurada e entregue à
comunidade em 2013.24

Ainda assim, o distrito de Ipatinga não contava ainda com um serviço religioso permanente, e
uma demanda importante dos moradores. Em meados da década de 1940, o senhor Manoel
Izídio Cardoso, que era encarregado dos serviços da Belgo-Mineira em Ipatinga, conseguiu com

22
Disponível em: http://www.euamoipatinga.com.br/linha_tempo/noticias.asp?codigo=44. Acesso em: 24 nov.
2015.
23
Também existia uma capela no distrito vizinho de Água Limpa, que também pertencia a Antônio Dias. Hoje,
esse povoado é denominado Barra Alegre, e atualmente é distrito de Ipatinga. Cf. IPATINGA, s.d., p. 29.
24
Disponível em: http://www.diariopopularmg.com.br/vis_noticia.aspx?id=4108. Acesso em: 24 nov. 2015.
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o padre Diolino Coelho, vigário de Coronel Fabriciano, uma missa mensal no distrito. No dia
da primeira missa foi sagrado o cemitério do lugarejo, próximo à Estação Pedra Mole.

Percebe-se que o crescimento de Ipatinga até esse momento se deu num ritmo bastante lento.
Mas o grande ponto de inflexão dessa história foi, sem dúvidas, a criação da Usinas Siderúrgicas
de Minas Gerais (Usiminas), em 1956. Após acirradas discussões políticas, Ipatinga foi
escolhida como o local onde seria instalada a usina em função de uma série de fatores, dos quais
se destacaram a topografia favorável, a proximidade com os centros produtores de matéria
prima e de outras indústrias siderúrgicas, a oferta de energia elétrica em função da proximidade
à usina hidrelétrica de Salto Grande, (cuja construção fora iniciada em 1949) e da existência de
malha férrea por onde seria escoada a produção. Em relação à proximidade com a linha férrea,
cabe ressaltar que foi no contexto da concepção da usina que a estrada de ferro foi afastada de
sua área de construção, sendo criada a Estação Intendente Câmara.25 Uma delegação japonesa,
composta por especialistas na área, ajudou a definir o local da usina, ainda hoje o maior
complexo siderúrgico de aços planos da América Latina.

Fazenda Ipanema, atual bairro Veneza, em 1948. Roupa sendo lavada em fonte de água no Centro de
IMAGEM: Disponível em: Ipatinga, década de 1950. IMAGEM: Disponível em:
http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo= http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=
525. Acesso em: 03 nov. 2015. 388. Acesso em: 03 nov. 2015.

25
RUEDA, 1991, p. 23.
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Mobilização para início das obras de construção da Usiminas, Visita da missão técnica japonesa a
1956. IMAGEM: Disponível em: Ipatinga. Amaro Lanari indica a área para a
http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=120. construção da Usiminas. 1959. IMAGEM:
Acesso em: 03 nov. 2015. Acervo da Prefeitura Municipal de
Ipatinga.

Lançamento da pedra fundamental da construção da Usiminas, em 1958. IMAGEM:


Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=133 Acesso em
02 nov. 2015.

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A instalação da Usiminas ocorreu no contexto do Plano de Metas do governo de Juscelino


Kubitscheck, e contou com a participação de capital nacional, estadual e japonês, que tinha
interesse em fortalecer a marca de sua tecnologia no mundo ocidental.26 Insere-se, portanto, no
contexto de um programa desenvolvimentista sintetizado no lema “50 anos em 5”, no interior
do qual a siderurgia ocupava lugar central. Deve-se assinalar também o contexto específico de
Minas Gerais, que após anos de estagnação econômica, via na siderurgia a possibilidade de
reorganizar o setor produtivo e iniciar uma nova etapa de seu desenvolvimento. “Assim sendo,
pode-se afirmar que a produção do espaço urbano de Ipatinga resultou da reordenamento e da
ampliação do poder político de Minas Gerais no cenário nacional”.27

De acordo com Lígia Diniz,


“(...) em qualquer documento referente à memória de Ipatinga, não há como desprezar
o aspecto da implantação da Usiminas, e, consequentemente, seu planejamento
enquanto cidade criada para a empresa”.28

A construção da usina começou em 1958 e o complexo industrial inaugurado em 1962,


contando com a presença do então presidente João Goulart, que veio a Ipatinga para acender o
primeiro alto forno da usina com uma tocha acendida em Ouro Preto e que percorreu várias
cidades mineiras, em alusão ao ideal dos inconfidentes.29

Percebe-se então que o efetivo povoamento de Ipatinga esteve, desde o início do século XX,
fortemente associado à presença de grandes empresas, e a chegada da Usiminas foi o grande
ponto de inflexão da história da cidade. Muitas pessoas de diversas regiões do país e inclusive
do exterior (sobretudo japoneses) emigraram para o distrito, e uma nova configuração espacial
e econômica se impôs, para atender às necessidades de produção e reprodução da força de
trabalho a ser usada na usina. Mas a construção dessa nova infraestrutura não acompanhou o
ritmo do crescimento populacional, e muitos barracões e alojamentos improvisados foram
erguidos para abrigar os trabalhadores responsáveis pela construção da empresa, sem o devido
acompanhamento por parte do Poder Público, o que aliás foi desencadeador de uma série de
conflitos sociais ocorridos em Ipatinga.30

26
Segundo Marilene Tuler, citada por PAGNOSSA, 2013, p.21, “o capital ficou assim distribuído: 40% com o
Governo Federal, 20% com o Governo de Minas Gerais e 40% com o grupo japonês”.
27
SAMPAIO, 2008, p. 24.
28
DINIZ, 1998, p. 30.
29
FJP, 1989, p. 83.
30
PAGNOSSA, 2013, p. 22.
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Construção de alojamentos para operários da Usiminas Construção do Bairro Cariru, em 1960. IMAGEM:
no bairro Horto, década de 1960. IMAGEM: Acervo da Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/fotos
/janela.asp?codigo=357. Acesso em: 03 nov. 2015.

A explosão demográfica ocorrida nesse período pode ser verificado pela tabela a seguir.
Tabela 1 – Crescimento da população total das cidades do Vale do Aço (1950-1991)
1940 1950 1960 1970 1980 1991
Coronel 3.791 10.373 16.949 41.120 75.709 87.439
Fabriciano
Ipatinga - - 9.114 47.882 150.322 180.069
Itabira 28.803 25.274 37.387 56.352 71.115 85.606
João Monlevade - 12.865 30.602 39.988 48.208 59.340
Timóteo 1.748 11.813 22.938 32.760 50.607 58.298
Fonte: Censos populacionais de 1940, 1950, 1960, 1970, 1980 e 1991 do IBGE, apud PAGNOSSA, 2013, p.22.

Bairro Castelo, destinado aos diretores da Usiminas, Bairro Bom Retiro, destinado aos operários da usina,
década de 1960. IMAGEM: Disponível em: década de 1960. À esquerda, a Usiminas IMAGEM:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=5 Disponível em: http://euamoipatinga.com.br
85491. Acesso em 03 nov. 2015. /fotos/janela.asp?codigo=710. Acesso em: 03 nov.
2015.

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Uma nova cidade, dirigida e controlada pela Usiminas, foi construída às pressas. Era necessário
criar uma nova estrutura urbana para assentar a força de trabalho, o que foi concretizado com a
implantação da Vila Operária, cujo plano urbanístico fora elaborado pelo arquiteto Raphael
Hardy Filho – que participara da equipe de arquitetos da concepção de Brasília – e aprovado
em 1958. Até esse momento, como relata o próprio Hardy Filho anos mais tarde, “Ipatinga era
uma pequena vila com pouco mais de 60 casas e 300 habitantes, distrito semiabandonado do
município de Coronel Fabriciano”.31 Já em 1963, a Usiminas contava com cerca de 15 mil
trabalhadores32, o que dá ideia da grandeza e velocidade da transformação de Ipatinga.

Em relação à Vila Operária da Usiminas, trata-se de um plano essencialmente funcional e


hierárquico, na medida em que visava atender às necessidades da usina e não dos moradores,
inclusive reproduzindo a hierarquia do quadro funcional da empresa: na escala mais alta, o
bairro Castelo, instalado em cima de um morro, foram estabelecidas residência para
funcionários da direção da usina. Os técnicos foram assentados nos bairros Horto e Cariru,
sendo o último caracterizado pela significativa presença de japoneses. Os operários não
especializados, foram postos nos demais bairros, como o Bom Retiro. As condições de
infraestrutura também variavam de acordo com a posição funcional dos moradores.

Resultou desse processo uma cidade geográfica e socialmente estratificada, com os diversos
bairros bem delimitados e ocupados de forma homogênea, segundo a hierarquia dos quadros da
empresa. De acordo com Tadeu Pagnossa,

“As construções projetadas pela empresa deixaram ainda mais claras as divisões entre
trabalhadores “não-fichados” e aqueles que haviam conseguido ser registrados com
carteira de trabalho pela siderúrgica. Além disso, essas estruturas acabavam por
ressaltar as próprias subdivisões existentes dentre o grupo de empregados da
empresa.”33

A construção da Vila Operária de Ipatinga repete, portanto, um processo de expansão urbana


acelerada e induzida por uma grande empresa, já verificado inclusive em Timóteo com a
Acesita, embora muito mais intenso que este, devido ao maior vulto do empreendimento.34 A
realização desse processo coube aos numerosos operários contratados por empreitas, muitas
vezes instalados em alojamentos precários. A empresa exercia um forte controle sobre os seus

31
HARDY FILHO apud DAMIÃO, 1977, p.25.
32
PAGNOSSA, 2013, p. 35.
33
PAGNOSSA, 2013, p. 33.
34
IPATINGA, 1978, p. 9.
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operários, dentro e fora do turno de trabalho, não permitindo a presença de um sindicato


autônomo na cidade.35

Ainda na Vila Operária, vale destacar a fundação, em 1959, da Associação Esportiva e


Recreativa da USIPA, clube originário para os funcionários da Usiminas, e até hoje uma
referência na área cultural e esportiva da região, tanto pela formação de atletas profissionais de
futebol, natação, atletismo, judô, como também pela sua atuação na área de preservação e
educação ambiental.36 Em 1961, foi fundada a primeira escola de nível secundário, o Colégio
São Francisco Xavier, no bairro Cariru.37

Ao mesmo tempo, verificou-se uma intensa migração para o núcleo original de Ipatinga, em
função da expectativa de empregos com a chegada da grande indústria. Entretanto, a cidade da
Usiminas fora planejada para acomodar a força de trabalho da empresa, sem abrigar no seu
projeto o núcleo espontâneo de Ipatinga. Muitos daqueles que não conseguiram trabalho
improvisavam barracos nas praças e vias públicas, pois excluídos da vila planejada. Assim, o
núcleo espontâneo também crescia de forma acelerada, embora sem contar com a mesma
infraestrutura, planejamento e controle por parte do Poder Público. De acordo com Raimundo
Anício, que chegara a Ipatinga em 1953,

“Chegava gente de toda parte do Brasil. O pessoal ficava entre Ipatinga e Salto Grande
procurando emprego. Os que voltavam não achavam emprego e ficavam espalhados
na praça de Ipatinga”.38

O grande crescimento demográfico de Ipatinga ultrapassou o ritmo da criação de empregos e


da construção de uma infraestrutura adequada para receber toda essa população. A ocupação
desordenada e a condição de vida precária do núcleo espontâneo era um aspecto bastante nítido,
que contrastava com a cidade planejada da Usiminas mesmo com todos os problemas
mencionados acima. A imagem abaixo ilustra bem a profunda discrepância entre as duas
realidades que coexistiam no distrito.

Iniciava-se, assim, uma dualidade que perpassou boa parte da história do município, presente
de forma implícita na própria fala de Raimundo Anício: a cidade planejada da Usiminas versus
o núcleo espontâneo de Ipatinga. A primeira dotada de infraestrutura básica como serviços de
água e energia, além de equipamentos urbanos essenciais como escola, era controlada de perto

35
COELHO, 2011, p. 107.
36
Disponível em: www.euamoipatinga.com.br/pracas/noticias.asp?codigo=12. Acesso em: 24 nov. 2015.
37
Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/pracas/noticias.asp?codigo=41. Acesso em: 24 nov. 2015.
38
RUEDA, 1991, p. 28-29.
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pela Usiminas, sendo ocupada pelos funcionários da empresa. A segunda, ligada ao


povoamento original do distrito, foi o resultado de uma ação de forças não precedidas por um
planejamento urbanístico, situada em território fora da propriedade e controle da empresa, com
infraestrutura precária, para onde chegavam empregados das empreitas e outros que buscavam
novas oportunidades de vida em Ipatinga. Por exemplo, até 1963, não havia luz elétrica para os
moradores de Ipatinga, em flagrante contraste com os bairros da Vila Operária.

Barracos improvisados no centro de Ipatinga. IMAGEM: Disponível em:


http://ptremdas13e13.blogspot.com.br/2011/11/1963-o-massacre-dos-trabalhadores-da.html. Acesso
em: 03 nov. 2015.

Essa dualidade se verificava não apenas no plano urbanístico e estrutural, mas também nos
diversos aspectos da vida cotidiana. É revelador o depoimento de Almir de Paula, engenheiro
contratado pela Usiminas em 1962, concedido a Rueda:

“Existia o restaurante central no Horto, chamado “Bandejão”, um restaurante


chamado “Número Três”, na Rua Eucalípto, e o “Número Quatro”. Esses dois últimos
eram para o pessoal mais graduado. (...) [O bandejão] era para os operários.
Engenheiros e japoneses não se alimentavam lá. Iam para os números Três e Quatro.
Lá, a comida era mais dosada, tinha garçons.”39

É importante acrescentar que muitos dos moradores recém-chegados com a construção da


Usiminas não rompiam os laços com os lugares de onde eram egressos – a maioria de origem
rural. Assim, era comum que nos dias de folga, muitas pessoas pegassem o trem para suas
localidades de origem.40 Esse aspecto, somado à rígida hierarquia social evidenciada pela

39
RUEDA, 1992, p. 118.
40
MORAES, v. 1, 2009.
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divisão dos bairros e reproduzida nas relações sociais, e também à própria dualidade cidade
espontânea/cidade planejada, dificultava a formação de um espaço público em Ipatinga no
interior do qual o exercício da cidadania se torna possível.41 Era notável a falta de integração
social e afetiva dos funcionários da empresa à cidade, que viam de outras regiões e percebiam
Ipatinga apenas como um lugar de trabalho momentâneo.42

Outro fator que contribuiu para o aprofundamento dessa dualidade era a manutenção de Ipatinga
na condição de distrito de Coronel Fabriciano. O processo de emancipação foi objeto de
inúmeros enfrentamentos políticos. No início da década de 1960, foi criada a Sociedade de
Amigos de Ipatinga, formada por um grupo de pioneiros com o objetivo de acelerar o processo
de emancipação da cidade.43 O crescimento acelerado era um dos principais argumentos
daqueles favoráveis à emancipação. Uma primeira tentativa de emancipação ocorreu em 1962,
mas a proposta fora vetada pelo então governador Magalhães Pinto, alegando que era necessário
manter a unidade político-administrativa do Vale do Aço.44

Comissão pró-emancipação de Ipatinga encontra com o governador de Minas Gerais, José de


Magalhães Pinto, 29 de abril de 1964. IMAGEM: Acervo da Prefeitura Municipal de Ipatinga.

Porém, em 29 de abril de 1964, houve uma nova iniciativa da Sociedade de Amigos de Ipatinga
(que transformou-se em Comissão Pró-Emancipação) conseguiu aprovar o projeto de criação

41
SAMPAIO, 2008; PAGNOSSA, 2013.
42
IPATINGA, 1978.
43
IPATINGA ANO 20, 1984, p. 6.
44
IPATINGA ANO 20, 1984, p. 6.
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do município. Novas circunstâncias políticas, entre elas o próprio Golpe de 1964, um processo
do qual Magalhães Pinto também desempenhou um papel decisivo, e o próprio crescimento de
Ipatinga, podem ser citados para explicar a aprovação da emancipação, não sem grandes
embates políticos, especialmente com as lideranças políticas de Coronel Fabriciano.45 Délio
Baeta Costa foi o primeiro chefe do poder executivo em Ipatinga, nomeado pelo governo do
estado na condição de intendente em 1964. A primeira eleição para prefeito em Ipatinga ocorreu
em 1965, e a vitória foi dada a Fernando Santos Coura (PSD), tendo como vice João Lamego
Netto, figura importante da história política ipatinguense.

Nesse ínterim, ocorreu um dos episódios mais marcantes e obscuros da história do município.
Na manhã de 07 de outubro de 1963, um violento confronto entre a polícia militar e operários
em greve, que manifestavam na porta da Usiminas contra as más condições de vida e trabalho,
a ausência de opções de lazer e a vigilância excessiva por parte da empresa, resultou na morte
de 33 operários e mais de 3 mil feridos. Tal episódio, conhecido como “Massacre de 1963”, é
revelador do acúmulo de contradições existentes em Ipatinga, inclusive o contraste existente
entre os hábitos e formas de sociabilidade da maioria da população, de um lado, e a rígida
disciplina e controle impostos dentro da fábrica e dos alojamentos, onde queixas de moradores
contra as más condições de vida e trabalho e os abusos de violência policial eram constantes.
Segundo Pagnossa,

“De qualquer forma, podemos considerar que, dos aproximadamente 15 mil


trabalhadores ligados à usina em 1963, apenas uma minoria teria acesso às condições
estruturais adequadas para enfrentar a rotina de trabalho da atividade siderúrgica
(alimentação, moradia, transporte e repouso). A direção da Usiminas reconhecia que
o clima era de tensão e, diante daquele quadro, era considerada grande a possibilidade
de ocorrerem greves e revoltas.”46

Vale assinalar que esse era um momento de forte polarização política, tanto no contexto
internacional, com a Guerra Fria, como no nacional (contexto conturbado do governo de João
Goulart). Aliás, a deflagração do Golpe civil-militar ocorreria pouco mais de cinco meses
depois do Massacre de 1963. Deve-se acrescentar ainda a ausência de representação sindical
em Ipatinga, forçando o operariado a se associar aos sindicatos sediados em Coronel Fabriciano
e Timóteo, o que impossibilitava uma maior intermediação das suas demandas junto aos
representantes da Usiminas. Estes, por sua vez, viram a necessidade de participar ativamente
do controle da ordem na região, através de acordos com as autoridades locais, contando

45
IPATINGA ANO 20, 1984, p. 6-8.
46
PAGNOSSA, 2013, p. 35.
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inclusive com o Regimento da Cavalaria da Polícia Militar de Minas Gerais e buscando intervir
na vida cotidiana de seus funcionários.47

As condições da tragédia já estavam dadas, e à medida em que o descontentamento dos


operários aumentava, os conflitos entre trabalhadores e vigilantes se tornavam mais frequentes.
No entardecer do dia 06 de outubro, o Regimento da Cavalaria Militar realizou uma patrulha
nos alojamentos dos bairros Horto e Santa Mônica, o que gerou conflitos entre a polícia e os
operários, resultando na prisão de aproximadamente 300 trabalhadores. Na manhã do dia
seguinte, um grande número de operários se reuniu na entrada da Usiminas para protestar contra
os eventos da noite anterior. O resultado foi a exacerbação da violência. A polícia foi convocada
para o local, que abriu fogo contra os manifestantes. “Vários indivíduos foram atingidos pelos
projéteis, muitos outros teriam sido pisoteados ou se ferido durante a fuga em massa”.48

Corpo de uma das vítimas do Massacre de 1963 sobre a mesa do chefe de relações industriais da
Usiminas, Gil Guatmosin. IMAGEM: Disponível em: O Globo, 08 de outubro de 1963, apud
PAGNOSSA, 2013, p. 44.

Após o Massacre, seguiu-se uma rebelião dos operários, que durou três dias. Casas e guaritas
da Usiminas foram apedrejadas, a cadeia pública foi invadida, e os edifícios e veículos
associados às repressões de revolta foram alvo de numerosos ataques. O governador Magalhães
Pinto interveio rapidamente, enviando o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais
e o secretário de Segurança Pública a Ipatinga, a fim de negociar com os trabalhadores. A

47
PAGNOSSA, 2013, p. 36.
48
PAGNOSSA, 2013, p. 42.
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imprensa, por sua vez, repercutiu o acontecimento destacando os graves episódios de violência
e as más condições de vida e trabalho dos operários.

Após a tragédia de 1963, uma nova cidade começou a surgir. Diversos fatores de ordem
econômica, política e social possibilitaram que as tensões e conflitos na região fossem
administradas em novas bases de atuação, abrandando os problemas estruturais aos olhos de
boa parte dos operários e habitantes de Ipatinga. Houve uma mudança de postura por parte da
direção da Usiminas com relação aos seus próprios trabalhadores, tentando se aproximar do
povo e investir na propaganda de que “o homem era o seu maior patrimônio” e divulgação da
“cultura Usiminas”.49

Todavia, o mais correto é considerar essa mudança de postura dentro do contexto de


reorientação de estratégia da empresa para manter o controle disciplinar sobre os seus
empregados.50 Os diretores da Usiminas empenharam-se em diminuir as desigualdades sociais
existentes no intuito de evitar novas tragédias como em Outubro de 1963. As obras de
construção e melhoria nos bairros dos operários foram aceleradas, novas residências foram
erguidas e abriu-se a possibilidade dos próprios trabalhadores as adquirirem (através do
financiamento do BNH). Uma nova política de assistência social foi delineada pela empresa
para atender os operários, inclusive com a criação de cooperativas de compra, escolas, hospitais
e clubes de esporte e lazer. Tais benefícios, de acordo com Rueda, “transformaram-se num
gigantesco mecanismo de controle de seus trabalhadores, envolvendo até mesmo sua vida
privada”. 51

Essas ações também foram importantes no sentido de superar a dualidade Ipatinga/Usiminas,


outra grande fonte de conflitos sociais, e assim contribuindo para promover uma ampliação do
espaço público na cidade. Novos espaços e práticas culturais surgiram na cidade, como a
fundação da Academia Zélia Olguin, em 1971, num antigo bandejão da Usiminas no bairro
Santa Mônica. Esse espaço era dedicado para a prática de dança, teatro e artes marciais, e é
considerado o primeiro teatro da região e ainda hoje uma referência cultural importante em
Ipatinga, sendo inclusive tombada pelo poder municipal.52

49
SAMPAIO, 2008, p.34; DINIZ, 1998, p. 65.
50
Essa posição também é defendida por PAGNOSSA, 2013; RUEDA, 1992; SAMPAIO, 2008.
51
RUEDA, 1992, p. 18.
52
Disponível em: www.diariodoaco.com.br/noticias.aspx?cd=59932. Acesso em: 24 nov. 2015.
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Conforme destacado por Tadeu Pagnossa, a introdução desses e outros “benefícios” favoreceu
a fixação dos trabalhadores em Ipatinga e aumentou a “satisfação” de muitos deles com relação
à empresa.53 Ao mesmo tempo em que a Usiminas realizava tais mudanças nos bairros da Vila
Operária, o núcleo espontâneo de Ipatinga também iniciava um processo de reconfiguração de
sua estrutura urbana.

A elevação de Ipatinga à condição de município, em 1964, bem como a criação do Imposto de


Circulação de Mercadorias (ICM), no ano de 1967, beneficiando a arrecadação das cidades-
sedes de complexos industriais, permitiram ao poder municipal atuar de forma mais consistente,
iniciando uma série de obras de melhoramentos urbanos que acabaram por dar à cidade uma
nova configuração e fisionomia. Foram estabelecidas regras de ocupação do solo, contratos de
fornecimento de luz com a CEMIG, calçamento de ruas e instalação de sistemas de água e
esgoto.54

No plano político, as relações de cunho paternalista foi a tônica durante muitos anos na história
da cidade, possibilitado pelo próprio processo de formação de Ipatinga. Um dos principais
nomes da política local foi Jamil Selim de Sales, eleito pela primeira vez como prefeito em
1967, e governando a cidade por mais três mandatos (1967/1969; 1973/1977; e 1983/1989).
Sales era um grande fazendeiro, nascido em Água Limpa (distrito de Ipatinga), pertencente a
uma família de pioneiros de Ipatinga cujas propriedades se estendiam onde hoje são muitos
bairros de Ipatinga, e iniciou sua carreira política pela UDN e depois na ARENA.

O principal antagonista de Jamil Selim de Sales na política ipatinguense era João Lamego Netto,
que foi vice-prefeito de Fernando Santos Coura (1965-1966) e depois prefeito (1977-1982).
Ambos os grupos se revezaram no poder municipal até a década de 1980, quando ocorreu a
ascensão do PT na cidade, fazendo surgir novas lideranças políticas como Chico Ferramenta e
João Magno, que governaram a cidade durante quinze anos ininterruptos (1989-2004), e ainda
hoje com forte presença no cenário político de Ipatinga.

As obras de melhoramentos urbanos no núcleo espontâneo de Ipatinga, fonte de prestígio


político para as lideranças locais, não foram realizadas no mesmo ritmo verificado nos bairros
da Vila Operária, e até meados da década de 1970, as condições gerais de infraestrutura e
serviços urbanos ainda eram insuficientes para atender toda a população. Isso era ainda mais

53
PAGNOSSA, 2013, p. 58-62.
54
IPATINGA ANO 20, 1984, p. 13.
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significativo quando se constata que, já no final da década de 1960, mais da metade da


população de Ipatinga vivia nas áreas de ocupação espontânea da cidade.55

Avenida 28 de Abril, Centro de Ipatinga, início da década de 1970. IMAGEM: Disponível em:
http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=610. Acesso em 04 nov. 2015.

Diante desse quadro, as autoridades responsáveis intensificaram o processo de integração entre


as duas Ipatingas. Além do maior volume de recursos provenientes do ICM e da expansão da
Usiminas, tal processo foi também favorecido pela venda das residências da Usiminas aos seus
moradores, como destaca o relatório do Programa CURA (Comunidade Urbana para
Recuperação Acelerada) de Ipatinga:

“Criam-se, assim, as primeiras condições para o início da miscigenação da população


residente nos bairros da Usiminas, na medida em que os novos proprietários, quando
desligados da empresa, o que via de regra implica em [sic] sua mudança de Ipatinga,
vendem ou alugam suas habitações a pessoas que nem sempre são funcionários da
Usiminas.”56

Como destaca Rueda, no curso da década de 1970 as receitas municipais foram oito vezes
maiores que na década anterior, o que foi ampliada ainda mais em 1977 com a vinda de verbas
federais do Programa CURA.57 Este programa de requalificação urbana de iniciativa do
governo federal (através do BNH – Banco Nacional de Habitação) foi responsável por obras
significativas no núcleo original, dando uma nova face às regiões ocupadas de forma
desordenada, construindo uma infraestrutura renovada com vários equipamentos e serviços
urbanos atenuando as carências extremas da população migrante e favorecendo a sua fixação

55
SAMPAIO, 2008, p. 50.
56
IPATINGA, 1978, p. 8.
57
RUEDA, 1992, v. 2, p. 20-21.
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em Ipatinga, além de prover grande prestígio às lideranças políticas locais. Seu objetivo
expresso era de promover a integração entre a cidade da Usiminas e o núcleo espontâneo de
Ipatinga, e desempenhou papel preponderante na revitalização do ambiente urbano do
município.58

A carência de infraestrutura urbana básica tornava o acesso a esses bens um sonho longamente
acalentado pela população de baixa renda de Ipatinga, e essas obras ajudaram a equiparar suas
condições de vida à dos operários da Usiminas.59 Destaca-se nesse momento a construção do
Parque Ipanema, a maior área verdade situada em perímetro urbano em Minas Gerais, e
importante centro cultural da cidade, não só por ser referência e ponto de encontro, mas também
palco de inúmeros eventos como shows, teatro e eventos esportivos. Nesse sentido, a melhoria
da infraestrutura e serviços urbanos contribuiu para a construção de novas identidades sociais,
além de consolidar a cidade como principal polo da Região do Vale do Aço, destacando-se em
relação às cidades vizinhas. Tal processo, contudo, não deixou de ser acompanhado por uma
forte especulação imobiliária.60

Implantação do Parque Ipanema e Bairro Veneza, início da década de 1980. IMAGEM: Disponível
em: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=585491. Acesso em: 04 nov. 2015.

58
IPATINGA, 1978.
59
RUEDA, 1992, v.2, p. 21.
60
ARAÚJO, 2004.
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Em meio a esse processo, emergiram novos movimentos sociais, que atuavam em articulação
com setores da Igreja Católica, a Universidade do Trabalho e os sindicatos. Esses movimentos
foram significativamente ampliados na década de 1980, com a criação de grupos culturais e
associações de moradores, além de uma renovação do quadro sindical, que favoreceram uma
maior participação dos cidadãos no espaço público da cidade, alterando as aspirações políticas
dos seus moradores – também em função do processo de abertura política pelo qual o país
passava nesse período. Esses movimentos representaram o deslocamento da luta de classes da
área do trabalho para o espaço da vida cotidiana, permitindo uma maior politização dos
cidadãos e ampliando suas demandas.61 Deve-se destacar o papel fundamental das pastorais que
influenciaram diretamente na organização dos movimentos populares.62 Tal processo
culminaria na eleição de Chico Ferramenta (PT), um ex-líder sindical para o cargo de prefeito
no ano de 1989, que pôs fim a uma longa hegemonia dos grupos de Jamil Selim de Sales e João
Lamego Netto.

Uma “Ipatinga Una” começou a ganhar concretude, especialmente a partir da década de 1980,
resultado de um processo de reorientação no modelo de produção social do espaço na cidade.63
Nesse período, acentuou-se uma inversão da dinâmica de crescimento econômico e
populacional na Região do Vale do Rio Doce, e Ipatinga tornou-se o principal polo dessa região
importante e estratégica para Minas e o Brasil, apresentando as maiores taxas de expansão
econômica e demográfica, com grande crescimento do setor terciário e de outras indústrias de
pequeno e médio porte. Um novo Plano Diretor foi criado em 1990 para orientar seu
desenvolvimento, e numerosos canteiros de obras são instalados por toda a cidade, que acaba
adquirindo uma fisionomia mais moderna e grande presença de áreas verdes.64 Destaca-se
também a instalação de várias instituições de ensino superior, outro aspecto que faz de Ipatinga
uma referência para a região.

Nos últimos anos, Ipatinga atravessou um período bastante conturbado politicamente. Em 2004,
foi eleito para prefeito Sebastião Quintão (PMDB), que derrotou Chico Ferramenta. Seu
governo foi marcado por grandes polêmicas, como a aprovação do Plano Diretor do município
em 2006 – que previa a derrubada de grandes áreas verdes para a construção civil, mas

61
SAMPAIO, 2008.
62
RUEDA, 1992, p. 21.
63
SAMPAIO, 2008.
64
DIAS, 2011. Atualmente, Ipatinga é uma das cidades com maiores taxas de área verde por habitante do Brasil.
Disponível em: http://www.otempo.com.br/capa/economia/com-127-m-por-pessoa-%C3%A1rea-verde-de-
ipatinga-%C3%A9-modelo-1.341874/. Acesso em: 05 nov. 2015.
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embargado pelo Ministério Público por conter uma série de irregularidades65 – e o teor
fortemente religioso presente em seus discursos e práticas – Quintão inclusive é conhecido
como líder e pregador evangélico no Vale do Aço, e durante o seu mandato substituiu boa parte
dos funcionários da prefeitura por evangélicos.66

Na eleição seguinte, em 2008, os dois voltaram a se candidatar e houve a vitória de Chico


Ferramenta, mas este teve seu diploma cassado pelo TSE por irregularidades no registro de
candidatura. Quintão, o segundo candidato mais votado, tomou posse, contudo já em fevereiro
de 2009 também teve o cargo de prefeito cassado por abuso de poder econômico. Ipatinga ficou
acéfala por um longo período, até assumir de forma interina Robson Gomes (PPS), então
presidente da Câmara Municipal. Uma eleição extemporânea foi realizada em 2010, com a
vitória de Robson Gomes.67 Atualmente, a cidade é governada por Cecília Ferramenta (PT),
esposa de Chico Ferramenta e primeira mulher eleita prefeita de Ipatinga.

Vista aérea da região de Ipatinga. Área central e Parque Ipanema à frente, Usiminas ao f;undo. Dezembro de 2012.
IMAGEM: Disponível em: http://www.euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=248. Acesso em: 05 nov.
2015.

65
Disponível em: http://noticias.ambientebrasil.com.br/exclusivas/2006/11/04/27604-exclusivo-areas-de-
expansao-urbana-do-plano-diretor-de-ipatinga-mg-sao-questionadas.html. Acesso em: 18 nov. 2015.
66
Disponível em: http://www.euamoipatinga.com.br/noticias/noticias.asp?codigo=2249. Acesso em: 18 nov.
2015.
67
Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2010/05/30/interna_politica,161980/robson-gomes-
pps-vence-eleicao-em-ipatinga.shtml. Acesso em: 18 nov. 2015.
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Apesar desse contexto político complicado, é inegável o desenvolvimento que a cidade vem
passado nas últimas décadas. Atualmente, Ipatinga se destaca não apenas pela presença da
Usiminas, como também pela ampliação do setor terciário e de indústrias de pequeno e médio
porte, além da infraestrutura moderna, que faz dela um dos principais centros urbanos de Minas
Gerais e do Brasil. Sua história, portanto, é bastante representativa da fase de industrialização
regional, eixo orientador das aspirações desenvolvimentistas que vigoravam no período,
gerando novas estruturas formas de sociabilidade e de relações políticas e econômicas que
marcam a formação histórica do Vale do Aço, que se insere como polo estratégico para o
desenvolvimento do estado e do país.

2.1 REFERÊNCIAS DOCUMENTAIS


BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTAIS

ARAÚJO, Hermínio Moura de. A emergência do planejamento estratégico situacional na


gestão dos governos locais: o caso de Ipatinga (1993-1996). Dissertação (Mestrado em Ciências
Sociais). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004.

COELHO, Marco Antônio Tavares. Rio Doce: a espantosa evolução de um vale. Belo
Horizonte: Autêntica, 2011.

DAMIÃO, Everaldo. Terra e gente de Ipatinga. Editora Comunicação, 1977.

DIAS, Fabiana Correia. O tratamento dos espaços livres em uma cidade planejada: o caso de
Ipatinga/MG. 2011. Dissertação (Mestrado em Arquitetura). Universidade Federal de Minas
Gerais, Belo Horizonte, 2011.

DINIZ, Lígia Garcia. Viver em Ipatinga: olhares de citadinos - cidadãos se fazendo na cidade -
(1958-1992). Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Universidade Federal de Minas
Gerais, Belo Horizonte, 1998.

ESPÍNDOLA, Haruf Salmen. Sertão do Rio Doce. Governador Valadares/MG: Editora


Univale; Bauru/SP: EDUSC, 2005.

FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Usiminas conta sua história. Belo Horizonte: FJP, 1989.

IPATINGA. Prefeitura Municipal. Programa CURA. Ipatinga/MG, 1978.

. Cartilha do Patrimônio Cultural de Ipatinga. Ipatinga/MG, s.d.

IPATINGA ANO 20. Ipatinga: Diário do Aço, 1984.

MERCADANTE, Paulo. Sertões do leste: estudo de uma região: a mata mineira. Rio de Janeiro:
Zahar, 1973.
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MORAES, José Augusto de. Ipatinga: cidade jardim. Ipatinga/MG: Art Publish, 2009. 9 v.

PAGNOSSA, Tadeu Pamplona. Operários, padres e soldados no Vale do Aço: um estudo das
disputas de memória sobre conflitos de outubro de 1963. Dissertação (Mestrado em História).
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Seropédica. 2013.

RUEDA, Lenira. Homens em série: a história de Ipatinga contada por seus próprios
personagens. Ipatinga: PMI, 1991 e 1992. 2v.

SAMPAIO, Aparecida Pires. A produção social do espaço urbano de Ipatinga-MG: da luta


sindical à luta urbana. 2008. Dissertação (Mestrado em Planejamento Regional e Gestão de
Cidades) – Universidade Candido Mendes, Campos dos Goytacazes/RJ, 2008.

SILVA, José Orozimbo. Ipatinga e sua História. O Ipatinga, Ipatinga, p. 1, jul. de 1963.

VASCONCELLOS, Diogo de. História antiga das Minas Gerais. 3. ed. Belo Horizonte:
Itatiaia, 1974. 2 v.

ELETRÔNICAS:

http://www.ibge.gov.br/. Acesso em: 05 nov. 2015.

http://www.diariodoaco.com.br/noticias.aspx?cd=59932. Acesso em: 24 nov. 2015.

http://www.diariopopularmg.com.br/. Acesso em: 24 nov. 2015.

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2010/05/30/interna_politica,161980/robson-
gomes-pps-vence-eleicao-em-ipatinga.shtml. Acesso em: 18 nov. 2015.

https://ensfundamental1.wordpress.com/805-2/. Acesso em: 05 nov. 2015.

http://www.estacoesferroviarias.com.br/efvm/intendente.htm. Acesso em: 05 nov. 2015.

http://www.euamoipatinga.com.br. Acesso em: 05 nov. 2015.

http://museuvale.com/site/Website/Museu.aspx?id=5&tipo=3. Acesso em: 05 nov. 2015.

http://noticias.ambientebrasil.com.br. Acesso em: 18 nov. 2015

http://www.otempo.com.br/capa/economia/com-127-m-por-pessoa-%C3%A1rea-verde-de-
ipatinga-%C3%A9-modelo-1.341874. Acesso em: 05 nov. 2015.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipatinga#cite_note-IBGE_Pop_2010-8. Acesso em: 05 nov. 2015.

http://ptremdas13e13.blogspot.com.br/2011/11/1963-o-massacre-dos-trabalhadores-da.html.
Acesso em: 05 nov. 2015.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=585491. Acesso em 05 nov. 2015.

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3. HISTÓRICO DO BEM CULTURAL


O Parque Ipanema é um amplo complexo de lazer aberto ao público e localizado às margens do
Ribeirão Ipanema, em Ipatinga, frequentado diariamente por milhares de pessoas. Compreende
uma área ampla, que faz dele não apenas o maior parque da cidade, mas também a maior área
verde situada em perímetro urbano de Minas Gerais, e uma das maiores do Brasil. A construção
desse parque iniciou-se em 1980, e seu projeto paisagístico foi elaborado por Roberto Burle
Marx.

Vista aérea do Parque Ipanema e seu entorno, início dos anos 2000. IMAGEM: Disponível em:
http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=81. Acesso em: 17/11/2015.

O Bairro Parque Ipanema possui uma série de equipamentos públicos e urbanos de lazer, tais
como: Estádio Municipal João Lamego Neto (Ipatingão); o Kartódromo Emerson Fittipaldi;
Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro (ginásio poliesportivo); Horto Municipal; Parque
da Ciência; pistas para caminhada, corrida e ciclovias; lago com ilha; anfiteatro; Maria Fumaça;
brinquedos; quadras poliesportivas e campos de futebol; além de áreas livres e cerca de 12 mil

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árvores plantadas, de variadas espécies.68 Com localização privilegiada, de fácil acesso e


próximo ao centro da cidade, o Parque Ipanema é frequentado diariamente por um grande
número de pessoas, inclusive provenientes das cidades vizinhas (devido à posição de Ipatinga
como principal polo da Região do Vale do Aço), razão pela qual se tornou um dos principais
pontos turísticos de Ipatinga, além de ser uma referência central na construção da sua imagem
de “cidade jardim”, apresentando uma área verde por habitante de 127 m², mais de dez vezes
superior ao índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).69

O projeto e a construção desse grande complexo paisagístico ocorreram num momento decisivo
da história da cidade, com transformações profundas que resultaram numa reconfiguração
radical da fisionomia de Ipatinga, alterando as relações sociais e culturais então existentes. A
história do Parque Ipanema revela que este não é apenas um belo parque com grande valor
arquitetônico, paisagístico e área de lazer, mas também possui uma forte significação simbólica
no processo de construção da identidade sociocultural dos ipatinguenses.

Vista área de parte do Parque Ipanema. Lago com ilha ao centro, Ribeirão Ipanema à direita e Estádio Ipatingão
à esquerda. IMAGEM: Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=75. Acesso em:
17 nov. 2015.

68
SIMÕES, 2012.
69
Disponível em: http://www.otempo.com.br/capa/economia/com-127-m-por-pessoa-%C3%A1rea-verde-de-
ipatinga-%C3%A9-modelo-1.341874/. Acesso em: 17 nov. 2015.
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Conforme relatado no histórico do município que acompanha este Dossiê de Tombamento,


Ipatinga foi por muito tempo cindida em duas realidades distintas e separadas entre si: por um
lado, o “núcleo espontâneo” formado basicamente ao redor da antiga estação ferroviária (hoje
Estação Memória Zeza Souto) no atual centro da cidade; por outro lado, a “cidade planejada”,
a Vila Operária construída em função da instalação da Usiminas. Tal dualidade era inclusive
identificada pela população, que chamava a primeira de “cidade de Ipatinga”, e a segunda como
“Usiminas”.70

O contraste entre essas duas “Ipatingas” era evidente. A cidade planejada, erguida em áreas de
propriedade da Usiminas e obedecendo um planejamento urbanístico fechado, foi pensada para
assentar a força de trabalho da indústria. Seu traçado obedecia inclusive a hierarquia funcional
da empresa, resultando numa cidade física e socialmente estratificada, com os bairros ocupados
de forma homogênea e contando com infraestrutura e serviços urbanos básicos, cujas condições
eram melhores nos bairros para diretores e técnicos do que nos bairros dos “peões”.

A outra Ipatinga foi resultado de uma ação de forças espontâneas, e com a chegada da Usiminas,
em 1958, passou por um grande aumento populacional, porém sem contar com o planejamento
urbano e o devido acompanhamento por parte do Poder Público. Formou-se como uma cidade
marginal, fora dos limites da propriedade e do controle da empresa, e ocupada de forma
desordenada, carente de equipamentos urbanos básicos. Muitas vezes, aqueles que não
conseguiam emprego na Usiminas – portanto excluídos da Vila Operária – improvisavam
barracos no núcleo espontâneo, algumas vezes no meio de praças e vias públicas. “A área
reconhecida como Ipatinga manifesta na sua paisagem a precariedade e a ‘desorganização’ de
uma cidade nova e improvisada, crescendo a altas taxas demográficas e tirando seu grande
dinamismo da esperança de sua população”.71 No final da década de 1960, e durante todo
decênio seguinte, a área urbana não planejada passou por uma grande expansão, ultrapassando
a cidade planejada em área e população, mas ainda sem apresentar condições mínimas de
infraestrutura urbana.72

70
IPATINGA, 1978, p. 1.
71
IPATINGA, 1978, p. 1.
72
IPATINGA, 1978, p. 7; PAGNOSSA, 2013, p. 22.
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Bairro Castelo, destinado aos diretores da Usiminas, Bairro Bom Retiro, destinado aos operários da usina,
década de 1960. IMAGEM: Disponível em: década de 1960. À esquerda, a Usiminas IMAGEM:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=585 Disponível em: http://euamoipatinga.com.br
491/. Acesso em 03 nov. 2015. /fotos/janela.asp?codigo=710/. Acesso em 03 nov.
2015.

Barracos improvisados no centro de Ipatinga evidenciam a precariedade das condições de vida dos moradores.
IMAGEM: Disponível em: http://ptremdas13e13.blogspot.com.br/2011/11/1963-o-massacre-dos-trabalhadores-
da.html/. Acesso em: 03 nov. 2015.

Vários fatores contribuíram para o surgimento dessa dualidade. Entre eles, pode-se citar a
situação secundária de Ipatinga, que permaneceu como distrito até 1964, o que dificultava a
atuação do Poder Público; a ausência de um mecanismo de arrecadação significativo do
município que pudesse financiar as suas ações, situação vigente até 1967 com a criação do ICM
(imposto sobre circulação de mercadorias); e o próprio fato do plano urbanístico da Vila
Operário da Usiminas ser estruturado de forma fechada, sem integrar o núcleo original na sua
concepção.

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Essa dualidade foi fonte de muitos conflitos sociais, sendo o mais dramático o Massacre de
1963. Como vimos no histórico do município, uma das consequências desse trágico episódio
foi a mudança nas relações entre os operários e os diretores da Usiminas. Os primeiros
intensificando suas lutas por melhores condições de vida e trabalho, e os segundos sentido a
necessidade de alterar os mecanismos de controle social promovendo melhorias urbanas nas
áreas de sua propriedade, visando diminuir a ocorrência desses conflitos. Nesse sentido, a
Usiminas, acompanhando o crescimento econômico verificado no período do “milagre”,
expandiu não apenas as suas atividades produtivas como também reorientou a sua política com
relação aos seus funcionários instalados na Vila Operária, empenhando-se na construção de
novas moradias, melhoramentos nos bairros dos operários, e formação de espaços de lazer, tudo
isso acompanhado de um discurso ideológico que projetava a “cultura Usiminas”. 73

Por sua vez, o núcleo espontâneo também recebia obras de melhoramentos urbanos, embora
nem de longe com o mesmo ritmo e intensidade verificado na cidade planejada. Esse
descompasso contribuiu para aprofundar o fosso existente entre as duas Ipatingas, um problema
grave que precisaria ser superado para atender os direitos fundamentais dos cidadãos, além de
evitar a eclosão de novos conflitos sociais.

A partir do final da década de 1960, novas condições históricas e políticas foram estabelecidas
no país, e Ipatinga insere-se nesse processo junto com as suas próprias peculiaridades. O núcleo
espontâneo passaria por uma ampla reformulação estrutural: o centro foi reurbanizado, novos
bairros e vias de acesso foram construídos, implantou-se serviços de tratamento de água e
esgoto, e o setor terciário vivenciou um expansão bastante significativa – especialmente na Rua
do Comércio, hoje Avenida Vinte Oito de Abril, no centro da cidade. O Poder Público passou
a atuar com maior escopo no sentido de promover essas melhorias. Tudo isso, entretanto, em
ritmo mais lento que exigia as demandas da população, que crescia exponencialmente.

73
SAMPAIO, 2008; PAGNOSSA, 2013.
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Avenida 28 de Abril, Centro de Ipatinga, início da década de 1970. IMAGEM: Disponível em:
http://euamoipatinga.com.br/fotos/janela.asp?codigo=610. Acesso em 04/11/2015.

Concomitantemente, os diversos problemas ambientais da cidade, cuja causa fundamental é a


atividade siderúrgica da Usiminas, foi um fator de mobilização popular que envolveu os
moradores das duas Ipatingas. Este aspecto foi um dos grandes motivadores para a construção
do Parque Ipanema. Conforme destaca Bastos:

Assim, com mudanças na sociedade como um todo, a partir de fins da década de 1970,
a população exerceu pressão pedindo melhorias nessas condições [de alta poluição
ambiental] e as políticas públicas da prefeitura e da indústria em questão tiveram que
mudar, transformando o cenário ambiental ipatinguense. Consequentemente, como
forma de amenizar os diversos problemas ambientais da cidade, inúmeras medidas
foram tomadas e empreendimentos instalados, tanto pela administração municipal
quanto pela usina, tais como, instalação de filtros nas chaminés da indústria, áreas de
preservação permanente, parques urbanos, entre outros. 74

Percebe-se portanto que a instalação de um grande parque em Ipatinga é resultado de um


conjunto de forças que envolveu diversos atores, que se movimentavam dentro de condições
históricas específicas. Deve-se acrescentar ainda a criação do Programa CURA (Comunidade
Urbana para Recuperação Acelerada), o qual desempenhou um papel essencial na refiguração
urbana de Ipatinga. Projetado em âmbito federal e viabilizado financeiramente pelo Banco
Nacional de Habitação (BNH), esse programa foi estruturado para possibilitar aos municípios
racionalizarem a ocupação e uso do espaço urbano. Criado em 1973, o CURA atuou em diversas
cidades e regiões do Brasil e foi responsável por mudanças significativas na fisionomia urbana
do país.75

74
BASTOS, 2006, p. 11.
75
Sobre a história do programa CURA, ver FEST, 2005.
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Em 1978, as verbas e a equipe técnica do programa chegaria a Ipatinga, iniciando os estudos


para a implantação de um grande número de obras, tais como: pavimentação de ruas,
reorientação das áreas de ocupação da cidade, instalação de serviços de água e esgoto, abertura
de novas vias de passagem, além do próprio Parque Ipanema. Tais obras também foram fonte
de grande prestígio para as lideranças políticas locais, em especial João Lamego Netto, então
prefeito de Ipatinga e figura destacada no cenário político da cidade, cujo nome inclusive batiza
atualmente o estádio Ipatingão.76

Foi nesse contexto de planejamento e execução do CURA que, em fins dos anos 1970, sob a
administração do prefeito João Lamego Netto, surgiu a ideia de se criar um grande parque
margeando o Ribeirão Ipanema, curso d´água que atravessa toda a cidade. Em Ipatinga, esse
programa foi projetado com a direção do arquiteto Alípio Pires Castelo Branco, coordenador
do projeto do Parque Ipanema. A equipe técnica do projeto do parque era composto pelo
filósofo José de Anchieta, o ecólogo Célio Murilo de Carvalho Vale, e três arquitetos, Cícero
Christófaro, Lélio Nogueira do Carmo e Lourival Caporale Penna.77

A equipe executora do programa CURA elaborou um extenso trabalho de pesquisa domiciliar


nos diversos bairros de Ipatinga, de modo a embasar as diretrizes do programa de implantação.
Essa pesquisa revelou a grande desproporção em relação à qualidade de vida entre o núcleo
espontâneo e a cidade planejada da Usiminas. Dessa constatação, o relatório do programa
CURA expõe o seu objetivo mais geral, como destacado pelo relatório de atividades do
programa composto no mesmo ano de 1978:

“O programa Cura tem como objetivo geral contribuir para a eliminação da dualidade
existente e a integração social, física e afetiva das duas Ipatingas numa cidade única.
Tal objetivo, parece-nos ser o problema mais importante da cidade.”78

O relatório deixa claro que o programa não almejava eliminar todos os conflitos e contradições
existentes em Ipatinga, como em qualquer outra cidade, já que são inerentes ao processo social.
Tratava-se, sobretudo, de reorientar a estrutura urbana visando corrigir problemas estruturais
ligados à formação histórica de Ipatinga, especificamente o núcleo espontâneo, promovendo
obras de revitalização em quase toda a área que se urbanizou fora da iniciativa e do controle da
Usiminas.

76
Inicialmente, o Ipatingão recebeu o nome de “Estádio Epaminondas Mendes Brito”, em homenagem a um ex-
vereador da cidade. Foi depois da morte de João Lamego Netto, em 2011, que houve a mudança do nome.
77
GRUPO..., 197- a.
78
IPATINGA, 1978, p. 4.
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A área de abrangência do programa CURA (a quase totalidade do núcleo espontâneo)


correspondia naquela época a 64% de toda a área urbana de Ipatinga, onde residiam
aproximadamente 84.000 pessoas, mais da metade da população do município.79 A ocupação
desordenada fez com que fossem formados núcleos de povoamento isolados entre si, nos locais
de topografia mais favorável, estando separadas por grandes espaços vazios. Tais áreas de
ocupação eram: o Centro, em primeiro plano; o bairro Iguaçu; o braço formado pelos bairros
Bom Jardim e Esperança; e o conjunto integrado pelos bairros Canaã, Vila Celeste e Bethânia.80

Limite dos bairros de Ipatinga. IMAGEM: Disponível em: https://ensfundamental1.wordpress.com/805-2/. Acesso


em: 17 nov. 2015.

Para a realização do objetivo geral do programa CURA (superar a dualidade interna e promover
a integração da cidade de Ipatinga) era necessário promover uma reorientação da ocupação
urbana de Ipatinga, e os espaços vazios deveriam desempenhar um papel essencial nesse
projeto. Nesse sentido, a equipe executora identificou no vale do Ribeirão Ipanema o centro de
suas atenções:

79
IPATINGA, 1978, p. 5.
80
IPATINGA, 1978, p. 7.
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“O Vale do Ribeirão Ipanema, cujo eixo coincide com o da expansão da cidade,


constitui o vazio que desarticula o tecido urbano de forma mais radical. Pode-se toma-
lo como referência quando se quer identificar um lugar; à esquerda ou à direita do
Ipanema. O saneamento desse Vale impõe-se não apenas como providência sanitária
inadiável mas também como requisito indispensável à articulação da cidade.”81

A área deveria ser integrada ao espaço urbano de Ipatinga de maneira estratégica, tendo em
vista o objetivo do próprio programa. Para tanto, era necessário considerar os anseios e
necessidades dos moradores, para se decidir então o que seria feito nessa grande área.

A pesquisa preliminar acima referida também identificou que a maior carência da população,
especialmente das camadas mais humildes, era a ausência de equipamentos públicos de lazer,
em flagrante contraste com a cidade planejada, que já contava com clubes esportivos como a
Usipa e o Cariru Esporte Clube. Conforme aponta o programa do Parque Ipanema, além do
pouco tempo livre dos trabalhos devido à intensidade de trabalho, “a disponibilidade de
equipamentos e as ofertas de lazer da cidade estão longe de satisfazerem as necessidades de
seus habitantes, sendo mesmo inexistentes para determinada faixa de trabalhadores”.82

O engenheiro José Maria Ferreira, então secretário de planejamento da PMI e que também
participou da equipe executora do CURA em Ipatinga, confirma em entrevista essa demanda
social: “Foi feito uma pesquisa na cidade, ouvindo as pessoas em todos os bairros, e a grande
demanda que existia na cidade, além de urbanização de ruas, era uma área de lazer. Lazer era
uma das grandes demandas da cidade na época”.83

Até então, apenas as pessoas de renda média e alta tinham acesso aos exíguos espaços de lazer
em Ipatinga – sobretudo os moradores dos bairros Castelo e Cariru. Decidiu-se então que um
grande parque aberto seria construído no espaço vazio que desarticulava a cidade espontânea,
no vale do Ipanema, visando atender tanto à demanda das classes de renda mais baixo, como
para promover a almejada integração da cidade. Inicialmente foi chamado de “Projeto Vale
Verde”, depois rebatizado como “Parque Ipanema”. O projeto de implantação do Parque
Ipanema, elaborada pela empresa Grupo de Arquitetos, de Belo Horizonte, coordenado por
Alípio Pires Castelo Branco, expõe a concepção subjacente à formulação do bem cultural:

“O Parque do Ipanema deve ser entendido como um complexo do qual a parte física
constitui apenas uma infraestrutura adequada para a realização de práticas de lazer,
espontâneas ou motivadas, que proporcionem tanto a satisfação ao nível pessoal como
a integração ao nível de sociabilidade dos indivíduos. Assim, o Parque será sempre um

81
IPATINGA, 1978, p. 7.
82
GRUPO..., 197- a., p. 2.
83
FERREIRA, 2015.
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acontecimento, um não acabado, um espaço de significados múltiplos e mutáveis no


tempo que lhes serão conferidos pela prática humana.”84

É interessante notar que desde o seu planejamento inicial, o Parque Ipanema foi concebido
como um bem histórico aberto à própria historicidade, que acompanha a dinâmica social em
que está inserida. Um espaço aberto, que favoreça a integração dos indivíduos em suas relações
de sociabilidade com o outro e com a cidade. O objetivo era de proporcionar aos cidadãos,
especialmente os de baixa renda, um espaço aberto de atividades de lazer, educativos e de
sociabilidade, além de espaço para prática de esportes.85

Para a implantação do Parque Ipanema, diversos obstáculos tiveram que ser vencidos. Um deles
era que parte da área onde o parque seria implantado já era ocupado como propriedade
particular, sendo uma área da Usiminas – que cedeu à prefeitura em regime de comodato – e
outra do senhor Pedro Linhares, o qual já iniciara o loteamento nas proximidades do bairro
Iguaçu.86 Em 1974, essa área loteada, então chamada de Novo Iguaçu, chegou a ter 460 lotes e
por volta de doze casas já estabelecidas.87 Houve certa resistência por parte dessas famílias já
estabelecidas ao receber a notícia de que seriam desapropriadas para a construção do parque.
Conforme relato de José Maria Ferreira, um morador japonês recém instalado no Novo Iguaçu
chegou a disparar tiros de arma de fogo contra as máquinas utilizadas para a terraplanagem da
área, que faziam muito barulho. Não houve feridos, e logo depois o morador cedeu e as obras
puderam ser executadas sem maiores problemas.88

Desde o início de sua implantação, o Parque Ipanema foi bem recebido e amplamente
frequentado pela população local. A percepção de que o se tratava de um benefício para a
qualidade de vida foi sentida por todos, como atesta a ex-professora de Ipatinga Maria Weber
de Oliveira, conhecida como Dona Bizuca, uma das primeiras professoras de Ipatinga, em
entrevista concedida a Bastos:

“Considero que o parque contribui para a qualidade de vida sim. Melhorou muito após
sua construção, porque temos local de lazer que é fundamental para todo ser humano,
não só saúde e educação são importantes. E um detalhe é que o parque atende aos menos
favorecidos, muitos não teriam como pagar e, em geral, não teriam outra opção de
lazer.”89

84
GRUPO..., 197- b, p. 4.
85
GRUPO..., 197- a.
86
IPATINGA, 199-, p. 9-10.
87
FERREIRA, 2015; IPATINGA, 199-, p. 9.
88
FERREIRA, 2015.
89
OLIVEIRA apud BASTOS, 2006.
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Implantação do Parque Ipanema, início da década de 1980. IMAGEM: Disponível em:


http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=585491/. Acesso em: 17 nov. 2015.

Emerson Fittipaldi comparece à inauguração do kartódromo em Ipatinga, novembro de 1983. IMAGEM:


Disponível em: http://euamoipatinga.com.br/pracas/noticias.asp?codigo=50/. Acesso em: 17 nov. 2015.

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Feitos os cálculos e amenizado os custos de desapropriação (que segundo Bastos continua até
hoje90) ao remodelar a área do atual parque, iniciou-se em 1980 as obras de terraplanagem,
drenagem e tratamento das margens do ribeirão, e posteriormente a instalação de grama, plantio
e das vias de acesso ao parque. Foram também instalados variados equipamentos públicos de
esportes, como os campos de futebol e o kartódromo Emerson Fittipaldi, pistas de caminhada
e o lago do parque – à época menor que as suas dimensões atuais. No projeto original o Parque
Ipanema continha 860.000 m² de área total, mas foi ampliado para 1 milhão de m² após a
expansão do novo centro de Ipatinga – área próxima à popular Rua do Buraco – que foi
integrada ao complexo do parque.91

Entretanto, o uso indevido das estruturas do Parque Ipanema não deixou de criar problemas ao
projeto, inclusive por parte das autoridades municipais. O despejo do lixo em suas
dependências, e inclusive dentro do próprio ribeirão, foi (e ainda é) um problema constante,
além da manutenção inapropriada e outros equívocos por parte dos administradores. O caso
mais emblemático foi a criação de uma pista de vaquejada, ainda no início da década de 1980,
que não constava no projeto original. Segundo José Maria Ferreira,

“Aproveitaram uma área vazia lá, que não tinha nada, então usaram pra isso (risos). Só
que eles começaram a transformar o Parque Ipanema num grande curral, uma pastagem.
Não cuidaram da grama, então o gado começou a tomar conta. E então nós conseguimos
(...) retomar essa área da vaquejada. E chamamos o Burle Marx, pra poder dar uma
repaginada no Parque Ipanema.”92

Roberto Burle Marx, renomado arquiteto-paisagista brasileiro, com trabalhos importantes em


diversas cidades do país, como Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, como
também em outros países, entre os quais Argentina, Estados Unidos, Inglaterra e Venezuela,
foi convidado pela prefeitura de Ipatinga para elaborar um novo plano paisagístico do Parque
Ipanema, que já havia visitado o entorno em 1985. O paisagista definiu as áreas de arborização,
selecionando espécies variadas, priorizando aquelas originais da região (Mata Atlântica), uma
característica do seu estilo de paisagismo, dando todo o colorido do parque ao longo do ano.
Esse projeto, que em linhas gerais permanece até hoje, foi uma das últimas obras de Burle Marx,
falecido em 1994.93 Após a instalação do novo projeto paisagístico, o Parque Ipanema foi
reinaugurado em 1992.

90
BASTOS, 2006, p. 28.
91
FERREIRA, 2015.
92
FERREIRA, 2015.
93
BASTOS, 2006, p. 69-74; DIAS, 2011, p. 133.
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Vista aérea do Parque Ipanema em 1985, antes do projeto paisagístico de Burle Marx.
IMAGEM: Acervo da Prefeitura Municipal de Ipatinga.

O fato do parque ser aberto o tornou um espaço democrático de sociabilidade e convivência


humana. Ao contrário de outros espaços com características semelhantes, o Parque Ipanema
não se constituiu em uma área “marginalizada”, isto é, frequentada apenas por pessoas de baixa
renda. Pelo contrário, pessoas de todos os estratos sociais e idades vão ao parque para fazer as
mais diversas atividades. Esse aspecto é ressaltado pelo morador Wagner Schuab Sales,
empresário que administra a rodoviária da cidade, fundada por seu pai, o senhor Walter de Lima
Sales, um dos primeiros habitantes do distrito e membro da Comissão Pró-Emancipação de
Ipatinga em 1964:

“Meu pai frequentava muito [o Parque Ipanema]. Ele fazia caminhada lá todo dia, às 5
horas da manhã. (...) Hoje tem os amigos dele que fazem caminhada lá. Então se você
passa ali de manhazinha e à tardinha, o dia todo né, o dia inteiro você vê pessoas
passeando ali. (...) Então claro que é motivo de orgulho para todos nós de Ipatinga ter
um parque como esse.”94

94
SCHAUB, 2015.
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Com o passar do tempo, novas instalações foram incluídas no complexo do Parque Ipanema.
Na área da vaquejada, foi instalado o Ginásio Sete de Outubro, um complexo poliesportivo.
Vale destacar também a implantação do Parque da Ciência, centro de educação livre elaborado
pela prefeitura em convênio com a Universidade Federal de Viçosa. Criado em 2003, seu
objetivo é fornecer ao público em geral, especialmente o público escolar, um espaço não formal
de ensino e divulgação científica, contribuindo para a democratização do conhecimento. De
acordo com Bastos, só no ano de 2004 o Parque da Ciência foi visitado por 20.000 pessoas, em
sua maioria estudantes do ensino básico de Ipatinga e cidades vizinhas do Vale do Aço.

Em 2000, o Parque Ipanema foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Municipal de
Ipatinga.95 Entretanto, ainda continua enfrentando inúmeras dificuldades, tais como o uso
inadequado por parte de alguns moradores, inclusive depositando lixo nas suas dependências,
e sua manutenção inadequada, especialmente nos períodos mais secos do ano. Por isso, é
necessário que o Parque Ipanema, entendido como um patrimônio vivo não só de Ipatinga, mas
também de moradores de cidades próximas que o frequenta, seja objeto de ações de preservação
e conscientização por parte do Poder Público, em todas as suas esferas.96

Detalhe do lago com ilha, no Parque Ipanema. IMAGEM: Disponível em:


http://euamoipatinga.com.br/pracas/noticias.asp?codigo=6/. Acesso em: 17 nov. 2015.

95
Lei Municipal nº 1.763, de 24 de março de 2000.
96
SIMÕES, 2012.
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Em suma, o Parque Ipanema ocupa um lugar central nas relações sociais e culturais não apenas
em Ipatinga, mas também toda a população da região metropolitana do Vale do Aço. Para além
de seu valor arquitetônico, paisagístico e de lazer, visível a todos que o visitam, esse bem
cultural também simboliza um momento decisivo na formação de uma nova Ipatinga, mais
unida e integrada após anos arcada pela dualidade núcleo espontâneo/cidade planejada. Trata-
se também de um importante lugar de memória para os ipatinguenses, pois a partir dele novos
significados foram incluídos na construção do imaginário e da identidade cultural da cidade.

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3.1 REFERÊNCIAS DOCUMENTAIS


BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTAIS
BASTOS, Letícia da Silva. Análise da percepção ambiental no Parque Ipanema para
compreensão do processo histórico da conscientização ecológica em Ipatinga-MG. 2006.
Monografia (Bacharelado em Geografia). Universidade Federal de Viçosa, Viçosa/MG, 2006.
DIAS, Fabiana Correia. O tratamento dos espaços livres em uma cidade planejada: o caso de
Ipatinga/MG. 2011. Dissertação (Mestrado em Arquitetura). Universidade Federal de Minas
Gerais, Belo Horizonte, 2011.
FEST, Fausto Delanne de Campos. Projeto Cura: complementação urbana e mudanças
espaciais. Dissertação (Mestrado em Urbanismo). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, 2005.
GRUPO DE ARQUITETOS LTDA. Parque Ipanema – Programa. Belo Horizonte, 197- a.
. Parque Ipanema – Projeto de Implantação. Belo Horizonte, 197- b.
IPATINGA. Prefeitura Municipal. Programa CURA de Ipatinga: relatório de viabilidade
financeira. Ipatinga/MG, 1978.
. Processo de tombamento do Parque Ipanema. Ipatinga/MG, 199-.
PAGNOSSA, Tadeu Pamplona. Operários, padres e soldados no Vale do Aço: um estudo das
disputas de memória sobre conflitos de outubro de 1963. 2013. Dissertação (Mestrado em
História). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/RJ, 2013.
SAMPAIO, Aparecida Pires. A produção social do espaço urbano de Ipatinga-MG: da luta
sindical à luta urbana. 2008. Dissertação (Mestrado em Planejamento Regional e Gestão de
Cidades) – Universidade Candido Mendes, Campos dos Goytacazes/RJ, 2008.
SIMÕES, Ellen Pires. Requalificação urbana e paisagística do Parque Ipanema: Ipatinga/MG.
[CD-ROM]. 2012. Monografia [Bacharelado em Arquitetura]. Escola de Arquitetura da
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2012.

ELETRÔNICAS:
https://www.ensfundamental1.wordpress.com/805-2/. Acesso em: 17 nov. 2015.
http://www.euamoipatinga.com.br/. Acesso em: 17 nov. 2015.
http://www.ptremdas13e13.blogspot.com.br/2011/11/1963-o-massacre-dos-trabalhadores-
da.html/. Acesso em: 17 nov. 2015.
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=585491/. Acesso em 17 nov. 2015.

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ORAIS:
SALES, Wagner Schuab. Ipatinga, Minas Gerais, Outubro de 2015. Entrevista concedida a
Walderez Simões Costa Ramalho.
FERREIRA, José Maria. Ipatinga, Minas Gerais, Outubro de 2015. Entrevista concedida a
Walderez Simões Costa Ramalho.

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4. DESCRIÇÃO, ANÁLISE DETALHADA E DOCUMENTAÇÃO


FOTOGRÁFICA DO BEM CULTURAL

ENTORNO
O Parque Ipanema – delimitado pelo perímetro de tombamento - faz divisa com outros cinco
bairros além do próprio Bairro Parque Ipanema: Jardim Panorama, Iguaçu, Novo Cruzeiro,
Centro e Veneza. Desse modo, certas áreas de todos esses bairros lindeiros foram incluídas no
perímetro de entorno e em alguns casos, inclusive no perímetro de tombamento. É importante
denotar, logo a princípio desta análise, as diferentes áreas abrangidas pela denominação ‘Parque
Ipanema’. Serão duas e sua menção nas próximas páginas será eventualmente acompanhada da
distinção entre ambas: o Bairro Parque Ipanema e o perímetro de tombamento proposto neste
dossiê. Quando não houver distinção, a descrição se enquadra em ambos. Nos capítulos 5 e 6
serão devidamente justificados os critérios para a delimitação dos perímetros e para as
convergências e divergências de traçado.

Em termos de acessibilidade, o Parque Ipanema se situa nas proximidades das rodovias BR-
381 e MG-425, importantes vias de ligação intermunicipal e de conexão entre diversos bairros.
A BR-381 perpassa ainda o interior do Parque, delimitando diferentes contextos de uso do
mesmo. Outros elementos de grande relevância são a Avenida Juscelino Kubitscheck e a
Avenida Marginal do Parque, sendo que esta última atravessa o Bairro longitudinalmente,
configurando simultaneamente acesso e barreira. Portanto, a localização do Parque é chave em
parâmetros multiescalares, do âmbito local ao intermunicipal.

Devido à extensão do território (o Bairro abrange área superior a um milhão de metros


quadrados), a análise e delimitação do perímetro de entorno foi realizada de acordo com as
visitas ao local, assim como através das diretrizes do Zoneamento e Plano Diretor e do
município - sancionados em 12 de junho de 2014 através da Lei nº 3.350/2014 – e da Lei de
Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, sancionada pela Lei nº 3.408/2014, de 27 de novembro
de 2014. Além disso, para a análise detalhada que aqui se pretende, foi realizada a separação
do território em quatro diferentes porções (A, B, C e D), cuja delimitação foi realizada de acordo
com o contexto que se inserem.

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LEGENDA
Perímetro de entorno de Tombamento
Perímetro de tombamento do Parque Ipanema
Mapa esquemático da categorização do entorno do Parque Ipanema.
Sem escala.
BASE: Imagem aérea. Google Earth, 2015.
FONTE: Google, 2015.
ELABORAÇÃO: Memória Arquitetura.
DATA: Novembro de 2015.
TÉCNICO RESPONSÁVEL: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista).

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LEGENDA
Recorte esquemático do Zoneamento Municipal de Ipatinga/MG
Sem escala.
BASE: Zoneamento Municipal de Ipatinga/MG.
FONTE: Anexo IX da Lei Municipal n°3404/2014.
ELABORAÇÃO: Memória Arquitetura.
DATA: Novembro de 2015.
TÉCNICO RESPONSÁVEL: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista).

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A porção A, na região norte do perímetro de entorno, é determinada por uma série de vias: Av.
Guido Marliere, Rua Tuparis, Rua Lazurita, Rua Tapirápés, um trecho da Av. Juscelino
Kubitscheck, Rua Serra do Mar, BR-381, Rua Novo Hamburgo, Rua Fortaleza, Rua João
Patrício Araújo, Rua Teresópolis e Rua Campinas. A via interna utilizada para delimitação
dessa porção é a Rua Nova Friburgo, onde tem início a área B, que veremos adiante. A Zona
de Centralidade II (ZC II) (Lei 3.350/2014, art. 69, Ib) é predominante nessa área, e configura
Zona de Alto Nível de Adensamento, tendo como objetivo o adensamento e o incentivo à
centralidade, priorizando a multiplicidade de usos a partir do estímulo às atividades comerciais
e a permissão do uso residencial.

Também no que tange ao Zoneamento, são presentes as demais Zonas de Centralidade (ZC I e
ZC III), Zonas de Proteção Ambiental (ZPAM II, III e IV), e Zona Especial de Interesse Social
IB (ZEIS IB), esta destinada a áreas cuja ocupação não é consolidável, onde há interesse público
em remover as edificações existentes, “em função de risco geológico, obra de interesse público
ou incidência de impedimento legal à permanência do assentamento” (Lei 3.350/2014, art. 69,
Ib). Acredita-se que no caso em questão, as três ZEIS - identificadas não somente na área A,
mas em todo o perímetro de entorno - tenham sido criadas por estarem situadas sobre área de
proteção ZPAM III, esta por sua vez coincidente com a Área de Proteção Ambiental Ipanema
(APA Ipanema), criada em 1997 e principal condicionante ambiental do Município. Em termos
gerais, portanto, nessa porção norte nota-se que quanto mais próximo do Parque, mais restritiva
é a ocupação, enquanto nas proximidades da delimitação de tombamento as diretrizes
relacionadas a centralidade e adensamento se intensificam.

Atualmente é predominante o uso residencial nessa região, com presença não rara de
estabelecimentos comerciais e institucionais. Exceto pelos trechos em que o perímetro alcança
a Av. Juscelino Kubitscheck e a BR-381, nas quais o tráfego de veículos de portes variados e a
concentração de atividades comerciais se intensificam, a área configura-se predominantemente
pela escala local, com concentração de uso misto em algumas ruas, como na Serra do Mar, por
exemplo. Todas as vias são asfaltadas, algumas com sinalização mais apropriada que outras. A
tipologia construtiva não recorre a nenhum estilo arquitetônico específico, sendo a maioria das
edificações de construção realizada a partir da segunda metade do século XX. A tendência à
verticalização é nítida, principalmente em vias como a Rua Nova Iguaçu, e alguns edifícios já
se tornam visíveis a longas distâncias.

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Figura 1. Vista de edificações à esquina da Rua Wilson Figura 2. Edificação à Rua Wilson Teixeira, n°860.
Teixeira com a Rua Ana de Oliveira. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 3. Edificação à Rua Dr. Serra Geral nº 810, em Figura 4. Edificação à Rua Dr. Serra Geral nº 660, em
estilo contemporâneo. estilo contemporâneo.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 5. Vista geral da Rua Serra Geral, próximo a Figura 6. Vista geral da Rua Serra do Mar, próximo à
esquina com a Rua Passo Fundo. esquina com Rua Passo Fundo.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 7. Presença de oficina de automóveis à Rua Passo Fundo, próximo à esquina com Av. Juscelino Kubitscheck.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, jul/2015.

A porção B, a leste da área de entorno tem como limites as Ruas Nova Friburgo, Belém, Maria
Silva, Magé, Av. Nelcy de Oliveira Silva, Rua Poços de Caldas - onde há uma ponte que
atravessa o Ribeirão Ipanema interligando o Bairro Veneza ao Centro - Av. Zita de Oliveira,
bem como as Ruas Ponte Nova, 28 de Abril, Uberlândia e trecho da MG-425. Entre a Rua Magé
e a Av. Nelcy de Oliveira inexistem cruzamentos, uma vez que na primeira extremidade se
encontra uma unidade do SENAI enquanto na outra, a Avenida termina em um cul-de-sac.
Desse modo, a delimitação do perímetro nesse trecho se deu por interligação dos eixos dessas
duas vias, perpassando área verde. Novamente, todas as vias são pavimentadas e de âmbito
local. Como via interna ao perímetro de tombamento, além da R. Nova Friburgo, também foi
utilizado trecho da Av. Marginal do Parque.

Com relação ao Zoneamento, na área existem três categorias de zonas: as de fim ambiental, as
de interesse social e as de incentivo às centralidades. As zonas ambientais (ZPAM III e IV e
ZRO) determinam, respectivamente, a APA Ipanema; áreas verdes municipais destinadas ao
uso de parques; e zonas que “por fatores geológicos, hidrológicos e geomorfológicos, ou por
degradação decorrente de ação antrópica” (Lei 3.350/2014, art. 77), devem ser preservadas e,
quando necessário, devem passar por Planos de Recuperação. Tendo isso em vista, se
concentram próximo ao Parque, ao Ribeirão Ipanema e sua mata ciliar, os quais representam
ampla relevância nessa porção leste do entorno.

As zonas de centralidade abrangem a área onde hoje se localiza o SENAI (ZC III) e a maior
parte da área urbana em questão (ZC I), cujo objetivo é o máximo nível de adensamento, o que
é justificável na medida em que essa zona se concentra no Centro do município. É diversa a

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altura das edificações, contando com a presença de edificações de apenas um pavimento a


pequenos edifícios, sendo que ainda não se percebe a tendência recente de verticalização mais
intensa, como na porção norte, no Bairro Jardim Panorama. Enquanto é predominante o uso
residencial na área em questão, há concentração de atividades comerciais na Rua Poços de
Caldas e na Av. Zita de Oliveira.

Em menor proporção, existem as Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS IA e IB), em dois
contextos, por vezes casos inter-relacionados: o de ocupação sobre área de proteção ambiental
e o de ocupação onde há moradias em condições precárias.

Figura 8. Edificação à Av. Marechal Cândido Rondon, Figura 9. Presença de lote vago à Av. Marechal Cândido
s/n°. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Rondon. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 10. Vista geral da Rua Macapá, detalhe para a Figura 11. Vista geral da Av. Zita de Oliveira, próximo
concentração de atividades comerciais. à esquina com a Rua Macapá.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 12. Edificação à R. Nossa Senhora das Graças, Figura 13. Presença de lote vago à Rua Nossa Senhora
n°128. das Graças, esquina com Rua Paracatu.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 14. Vista geral da Av. Marginal do Parque, próximo ao Corpo de Bombeiros.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

A porção C do perímetro de entorno, por sua vez, tem como limites a MG-425 e três das vias
periféricas ao trevo, coincidindo brevemente com a BR-381. As vias internas de delimitação
são a Avenida Marginal do Parque e a MG-452. Esse trecho abrange além de ampla área verde,
o Bairro Novo Cruzeiro em sua completude, um trevo de interligação das rodovias mencionadas
acima e o Estádio Municipal João Lamego Netto - conhecido como ‘Lamegão’, ‘Ipatingão e
‘Gigante do Parque Ipanema’ - e sua respectiva área de estacionamento. O Estádio foi
construído no início da década de 1980’, no mesmo período em que se dava início a criação do
Parque Ipanema, com o Projeto CURA.

O Zoneamento Municipal atribui à área Zonas de Proteção Ambiental, de Centralidade e


Residencial. As Zonas de Proteção Ambiental (ZPAM) II, III e IV e a Zona de Restrição à
Ocupação (ZRO) se encontram em áreas verdes adjacentes ao trevo e à Avenida Marginal do
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Parque, abrangendo o Estádio Municipal. A ZPAM II é constituída pela área de Cinturão Verde,
situada nas proximidades da Usiminas, e possui a função de interpor e minimizar os efeitos de
dispersão de poluentes advindos da atividade industrial siderúrgica.

A ocupação predominantemente residencial do Bairro Novo Cruzeiro, delimitada pela Rua


Santa Helena configura-se como Zona Residencial III (ZR III), área onde se pretende manter o
adensamento atual, restringir atividades econômicas de maior porte e abrigar usos de comércio
e serviço à população local e pequenas indústrias. Atualmente, não há padrão estilístico ou
volumétrico no Bairro, no qual a altura das edificações chega a cinco pavimentos, como pode
ser percebido, por exemplo, na Rua São Marcos.

A Zona de Centralidade II (ZC II) se encontra em faixa adjacente à MG-425 e ao trevo viário
e, como já mencionado anteriormente, estimula o fortalecimento das centralidades com controle
do adensamento, dando prioridade à multiplicidade de usos, incentivando, inclusive, o uso
misto. No Bairro Novo Cruzeiro, onde está inserida, essa área apresenta concentração de
atividades comerciais de grande porte, direcionados à circulação veicular, como supermercados
e concessionárias. Não foi observado alto adensamento ou tendência à verticalização.

A partir de vários pontos em toda a região sul do perímetro de tombamento é evidente a


verticalização na porção norte (abrangida aqui pela área A), isto é, a ocupação no Bairro Jardim
Panorama e sua expressividade visual são perceptíveis não somente do interior do Parque, como
também em seu entorno.

Figura 15. Construção do Estádio Municipal, década de Figura 16. Vista do Estádio a partir do topo da ilha do
1980. IMAGEM: Parque Ipanema.
http://leochain.blogspot.com.br/2010/05/fotos-de- IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
ipatinga-nos-primeiros-anos-de.html

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Figura 17. Vista geral da Rua São Gabriel, no Bairro Figura 18. Vista geral da Rua São Clemente, no Bairro
Novo Cruzeiro. IMAGEM: Google Maps, 2015. Novo Cruzeiro. IMAGEM: Google Maps, 2015.

Figura 19. Estádio Municipal João Lamego Neto, à Av. Figura 20. Vista de área verde e Estádio Municipal João
Marginal do Parque, s/n°. Lamego Neto, a MG-452, s/n°.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 21. Vista das entradas do Estádio Municipal João Figura 22. Vista geral de um supermercado à MG-425.
Lamego Neto, situado em aclive e com cercamento IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
completo. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 23. Vista de cinturão verde aos fundos, à MG- Figura 24. Vista da MG-425 e de cinturão verde aos
425. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. fundos.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 25. Vista geral da Av. Marginal do Parque. Figura 26. Vista de área verde e Bairro Novo Cruzeiro,
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. aos fundos. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 27. Vista do Bairro Jardim Panorama a partir da Figura 28. Vista de edifício no Bairro Jardim Panorama
Av. Marginal do Parque. a partir da Av. Marginal do Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Por fim, a porção D do perímetro de tombamento se encontra delimitada pelas Ruas Turmalina,
Águas Marinhas, Topázio e Maanaim e pela Avenida e Guido Marliere, quando então retorna-
se ao trecho A da nossa categorização. O trajeto entre uma das vias perimetrais do trevo e a Rua
Maanaim acontece através do traçado que acompanha a própria delimitação do Bairro Parque
Ipanema.

O Zoneamento Municipal determina a completude dessa área como Zona Proteção Ambiental
através das ZPAM III e IV. Como já mencionado anteriormente, ficam incluídos trechos da
APA Ipanema e áreas verdes municipais destinadas ao uso de parques. Atualmente, a porção D
é composta majoritariamente por área verde onde inexiste ocupação humana edificada. São
áreas que não se encontram incorporadas ao contexto de utilização do Parque, com presença de
animais de maior porte, como cavalos. De modo geral, a área é bastante arborizada e demarca
o limite com a ocupação do Bairro Iguaçu, esta caracterizada como Zonas de Centralidade I e
II pelo município. As vias apresentam diferentes níveis de tráfego, uma vez que foram incluídas
a rodovia MG-425, algumas avenidas de alto fluxo e ruas de circulação local. É perceptível
ainda a existência de estreitas trilhas de circulação de pedestres nas áreas verdes, o que se
justifica pela necessidade de conexão entre os bairros Iguaçu e Parque Ipanema e a ausência de
ruas nas áreas verdes lindeiras à Av. Marginal e à MG-425 que façam a ligação.

Na extremidade oeste, entre a Rua Maanaim e a Avenida Marginal do Parque, existe uma área
improvisada para a prática de futebol, situada após talude que demarca declive a partir da
Marginal, o que acentua também seu distanciamento com relação à área que será incluída pelo
perímetro de tombamento. Desse modo, a segregação desses diferentes contextos de uso se
intensifica, uma vez que a Marginal, por sua largura, alto tráfego de veículos e consequente
dificuldade de atravessamento, representa uma barreira aos pedestres. Essa área foi vislumbrada
nos projetos paisagísticos elaborados por Roberto Burle Marx como espaço para a implantação
de campos de futebol, equipamentos de ginástica, playground e área de jogos, entretanto essa
porção do projeto não chegou a ser edificada.

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Figura 29. Vista do Bairro Iguaçu e das trilhas de Figura 30. Vista da Av. Marginal do Parque.
pedestres. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 31. Princípio de ocupação residencial, à Av. Figura 32. Vista da Av. Marginal do Parque e da área
Marginal do Parque. verde com campo de futebol.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 33. Galpões e outdoors na Avenida Marginal do Figura 34. Vista da área entre a Rua Maanaim (ao
Parque. fundo) e a Av. Marginal do Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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PARQUE IPANEMA

O município de Ipatinga pertence à mesorregião e à microrregião do Vale do Rio Doce e possui


área de 164.884 km². Se localiza na porção leste do estado de Minas Gerais, a aproximadamente
215 km da capital Belo Horizonte. Em 1998 foi instituída a Região Metropolitana do Vale do
Aço, da qual Ipatinga faz parte, juntamente com Timóteo, Coronel Fabriciano e Santana do
Paraíso. Além das já mencionadas, também faz divisa com Ipatinga a cidade de Mesquita.
Outros 24 municípios compõem o colar metropolitano, evidenciando a relevância político-
econômica dessa região, a qual tem fortes laços com o início da prática industrial e siderúrgica.
O acesso viário se dá, principalmente pela rodovia federal BR-381 e pelas estaduais MG-425 e
MG-232. Conta com apenas dois distritos: Sede e Barra Alegre e alguns povoados importantes
como Ipaneminha e Tribuna.

O Parque Ipanema situa-se em bairro homônimo no Distrito Sede do município de Ipatinga. O


terreno é predominantemente plano, com o acréscimo artificial de aclives e declives em vários
pontos de sua extensão. Encontra-se inserido a uma elevação média de 230m, uma altitude
semelhante à do restante da área urbana do município, o qual não é marcado por declividade
acentuada. A Avenida Marginal do Parque foi interpretada como eixo longitudinal, em sentido
sudeste-oeste, e utilizada para análise de topografia, uma vez que conecta o Parque de uma
extremidade à outra. A Avenida, considerando-se a área coincidente com o perímetro de
tombamento, possui aproximadamente 1,75 km de extensão e declividade máxima de 6,197.

Figura 35. Perfil topográfico da Av. Marginal do Parque, com direção oeste-sudeste.
FONTE: Google Earth. ELABORAÇÃO: Ana Flávia Costa, out/2015.

97
Google Earth. Perfil de elevação.
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A ocupação da região - que desde o início do século XX vinha sendo modificada devido à
implantação da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) - a partir da implantação da Usiminas
no fim da década de 1950’ passa por transformação da configuração espacial, populacional e
econômica. Nos anos 1970’, época em que a paisagem de Ipatinga se encontrava já bastante
afetada pela atividade siderúrgica, surge a ideia de se construir um parque, de modo a adensar
a área verde e atender a demanda de equipamentos de lazer para a população mais pobre da
cidade.

As principais intervenções executadas em infra-estrutura pelo poder público municipal, no


período de 1973 a 1988, foram: criação do Código de Obras; início das atividades da Companhia
de Saneamento de Minas Gerais - COPASA, responsável pelo abastecimento de água e pela rede
de esgoto; criação da Companhia Urbanizadora do Vale do Aço – CURVA - responsável pelos
serviços de limpeza e pela urbanização da cidade; e o Programa CURA.

O CURA era um programa do governo federal destinado, inicialmente, à complementação de


infra-estrutura em áreas de “vazios urbanos”. Posteriormente, passou a atuar no reordenamento
de estruturas urbanas, financiando projetos que integravam obras urbanas com melhoria da
qualidade das condições ambientais.98

Figura 36. Parque Ipanema em princípios de Figura 37. Início da implantação do Parque Ipanema e
implantação, década de 80. vista do primeiro edifício de Ipatinga, no bairro Veneza.
IMAGEM: IMAGEM:
https://picasaweb.google.com/100355944811137061421/ https://picasaweb.google.com/100355944811137061421/
IpatingaFotosAntigasComLegenda. Acesso em out/2015. IpatingaFotosAntigasComLegenda. Acesso em out/2015.

O Projeto CURA (Companhia Urbanizadora da Região do Aço) foi realizado durante a


administração municipal de João Lamego Netto (1977 – 1982) e configura marco inicial da
ideia de se construir um parque de lazer em Ipatinga. Os estudos para a sua implementação

98
Aparecida Pires Sampaio. A Produção Social do Espaço Urbano de Ipatinga - MG: da Luta Sindical à Luta
Urbana. Disponível em:http://cidades.ucam-campos.br/images/arquivos/dissertacoes/2008/aparecida-pires-
2008.pdf
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foram realizados por uma equipe transdisciplinar de arquitetos, filósofo, ecólogo e engenheiros
e tiveram início em 1978, com terraplanagem na passagem de 1979 para 1980.

Após a terraplanagem do Parque Ipanema, é dado início às primeiras obras, as quais consistiam
na implantação do passeio de pedestres e ciclovias, seguida pelo Estádio Municipal, o
Kartódromo e a pista de bicicross. O Parque teve suas obras retomadas e concluídas pela
Prefeitura de Ipatinga na década de 1990, quando da contratação do projeto paisagístico de
Roberto Burle Marx. Esse foi um de seus últimos projetos e teve implementação apenas parcial.
O paisagista buscou utilizar, como era a sua prática usual, a maior quantidade possível de
vegetação nacional, com várias espécies originárias da Mata Atlântica.

O Bairro Parque Ipanema possui atualmente cerca de doze mil árvores plantadas e é o local de
maior concentração de equipamentos culturais, esportivos e de lazer da região. Seus visitantes
são moradores do próprio município e de cidades vizinhas, com elevada amplitude etária, e sua
frequência é alta, principalmente durante o dia e aos finais de semana. O espaço conta com pista
de caminhada e ciclovias, quadras poliesportivas, campos de futebol, lago artificial com ilha,
palco e cata-vento, anfiteatro, Horto Municipal, Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro,
Ginásio Poliesportivo Eli Amâncio, Parque da Ciência, playground e anfiteatro.

Figura 38. Continuação da implantação do Parque Figura 39. Vista do lago, da ilha e do cata-vento no
Ipanema, em 1996, com Bairro Iguaçu aos fundos. Parque Ipanema.
IMAGEM: IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
https://picasaweb.google.com/100355944811137061421/
IpatingaFotosAntigasComLegenda. Acesso em out/2015.

A maior área do Parque Ipanema é composta pela APA Ipanema, que foi criada para proteção
da biodiversidade do município de Ipatinga. A APA abrange a zona rural do município e as
margens do Ribeirão na área urbana até sua foz no Rio Doce. No que diz respeito à sua relação

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com o Parque, a APA acompanha o traçado do Ribeirão, sua mata ciliar e as áreas verdes
próximas. O Ribeirão Ipanema nasce e deságua no município de Ipatinga, atravessando-o por
toda a sua extensão. Sua nascente está na Serra dos Cocais, no Povoado do Ipaneminha, zona
rural da cidade. À margem norte do Ribeirão se encontram áreas verdes de lazer e permanência,
com lago e mobiliário urbano, o Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro, o Ginásio
Poliesportivo Eli Amâncio, o Horto Municipal, campos de futebol e a mata ciliar do Ribeirão
Ipanema.

No Bairro Veneza, entre a Av. Marechal Cândido Rondon e o Ribeirão Ipanema está a área
pública de lazer mencionada acima, destinada ao uso como espaço de recreação e permanência.
A partir da análise de imagens de satélite, percebe-se que a extensão da Avenida Mal. Rondon
até o cruzamento com a Avenida Macapá, assim como a criação desse espaço de lazer datam
da primeira década dos anos 2000’, se mostrando mais recentes que o restante do Parque. Trata-
se de área verde que se estende dos ginásios poliesportivos à ponte da Avenida Macapá sobre
o Ribeirão Ipanema, com lago artificial, playground de madeira, bancos revestidos em mosaico
e alto índice de iluminação pública. A utilização da área é frequente e de diversos pontos tem-
se a visada de elementos da margem sul do Ribeirão, como do Kartódromo, por exemplo,
compondo claramente o Conjunto do Parque. A presença de animais de maior porte também
acontece nessa porção do território. A arborização próxima ao Ribeirão nessa área apresenta
baixa densidade, apesar da existência de alguns pontos de maior massa volumar. A área verde
se localiza abaixo do nível da Rua, obstáculo que foi vencido através de taludes gramados de
baixa inclinação. As calçadas são largas e em piso cimentado, com trechos pintados, propícias
à pratica de caminhada e ciclismo.

Figura 40. Ribeirão Ipanema entre o Horto Municipal e Figura 41. Ribeirão Ipanema próximo à ponte da Av.
a linha férrea. Marginal do Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 42. Mata ciliar do Ribeirão Ipanema, em ponte Figura 43. Ribeirão Ipanema próximo a ponte da R. Ana
sobre a Av. Marginal do Parque. de Oliveira.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 44. Rotatória à Av. Marechal Cândido Rondon. Figura 45. Ampla área para permanência e descendo em
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. espaço público na porção leste do Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 46. Vista de lago artificial e área verde. Figura 47. Presença de cavalos em área verde, com a
Maria-Fumaça aos fundos.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 48. Vista do Kartódromo, aos fundos, a partir de Figura 49. Área verde de lazer e calçamento cimentado
espaço de lazer à Av. Marechal Cândido Rondon. na margem norte do Ribeirão.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 50. Presença de visitantes na área pública de Figura 51. Calçada em piso cimentado, Av. Marechal
lazer, à Av. Mal. Cândido Rondon. Cândido Rondon.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 52. Mobiliário urbano revestido com mosaico, Figura 53. Playground de madeira em espaço público de
em área verde, na porção leste do Parque. lazer.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Adiante no sentido leste-oeste da Av. Marechal Cândido Rondon, estão o Ginásio Poliesportivo
Ely Amâncio e o Centro Esportivo e Cultural (C.E.C.) Sete de Outubro, inaugurado em 1991,
do qual o Ginásio faz parte. Seu objetivo é socializar a prática de esporte para atender diversas
faixas etárias. Além do Ginásio Ely Amâncio, conta com quadras poliesportivas,
campos society gramados, quadras de malha, galpões cobertos para prática de artes marciais,
teatro e palco coberto. Uma vez de construção recente, as edificações apresentam estilo
contemporâneo, com a utilização de concreto e estrutura metálica. Visível à Av. Mal. Rondon
estão o muro de divisa do lote, algumas entradas evidenciadas por portões metálicos e a
cobertura metálica de algumas quadras e campos.

O Horto Municipal fica situado às margens do Ribeirão Ipanema, na Área de Preservação


Ambiental (APA) de mesmo nome. No viveiro são produzidas anualmente milhares de mudas
arbóreas, nativas e frutíferas, ornamentais e medicinais, que são destinadas às praças, áreas
verdes públicas ou são doadas aos moradores. Além das mudas, o composto orgânico utilizado
nos espaços públicos da cidade também é produzido no local. Toda a região é ocupada por
ampla vegetação e massa arbórea, inclusive, e principalmente, o trecho próximo à margem do
Ribeirão, compondo sua mata ciliar. Da margem sul do Ribeirão é visível uma placa indicativa
de ‘Pólo de Atração de Pássaros’, evidenciando o incentivo à preservação não somente da flora,
como também da fauna local. Os limites viários entre o Horto Municipal e a ocupação
residencial no seu entorno são a BR-381, e a Rua Argemiro de Melo, a leste; a Rua Serra Geral,
a norte; e a Rua Wilsom Teixeira, a oeste. A amarração entre as Ruas mencionadas acima se dá
por via de pedestres, a qual coincide também com os limites do Bairro Parque Ipanema.
Prosseguindo a oeste, existem dois campos de futebol e mata ciliar. Um deles se encontra em
meio à vegetação local e, desse modo, em área mais reservada, enquanto o outro se localiza na
esquina entre a Rua Wilsom Teixeira e a Rua Ana de Oliveira e possui arquibancada e espaço
para vestiários, semelhante à que será encontrada próximo a outro campo do Parque, compondo
arquitetonicamente o local.

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Figura 54. Entrada para o Centro Esportivo e Cultural Figura 55. Muro de divisa e cobertura de quadra no
Sete de Outubro, à Av. Mal. Cândido Rondon. Centro Esportivo e Cultural.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 56. Entrada para o Ginásio Ely Amâncio. Figura 57. Vista do Horto Municipal, próximo à esquina
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. da Rua Wilsom Teixeira com a Rua Vitória.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 58. Placa indicativa e entrada do Horto Figura 59. Placa indicativa de ‘Pólo de Atração de
Municipal, à Rua Passo Fundo. Pássaros’ na área do Horto Municipal.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 60. Visada à porção sul do Ribeirão, relativa à Figura 61. Mata ciliar e Ribeirão Ipanema nas
vegetação no Horto. proximidades do Horto.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 62. Vista de campo de futebol na esquina da Rua Figura 63. Arquibancada de campo de futebol em
Wilsom Teixeira com Ana de Oliveira. estrutura metálica.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 64. Cercamento e área verde nas proximidades Figura 65. Vista oeste-leste de campo de futebol, com
da linha férrea. Bairro Jardim Panorama à esquerda.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 66. Mata ciliar à Rua Wilson Teixeira, com Figura 67. Trecho cercado de mata ciliar, à Rua Wilson
telefone público e poste de iluminação. Teixeira.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 68. Vegetação densa nas proximidades do Figura 69. Placa de trânsito em frente a massa arbórea.
Ribeirão Ipanema. IMAGEM: Ana Flávia Costa, IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
out/2015.

No perímetro de tombamento existem cinco pontes de atravessamento da margem norte a sul


do Ribeirão Ipanema, as quais serão descritas em detalhe posteriormente. A partir daqui terá
início a análise da porção sul. É nessa porção do Parque que se tem acesso à Avenida Roberto
Burle Marx, via interna principal, onde inexiste circulação de veículos. Próximo à sua
extremidade oeste, tem-se acesso a um complexo de campos de futebol e quadras
poliesportivas, a maioria deles cercados por alambrado. São quatro campos de futebol, duas
quadras maiores e quatro menores. Tiveram início na segunda metade de 2015 a realização de
obras, aprovadas em ata, para a contíguo aos campos e a construção de vestiários e banheiros.

Essa área possui aclives artificiais, como por exemplo, um pequeno morro gramado próximo
aos campos de futebol e outro, próximo à calçada da Av. Marginal, em cujo topo está estrutura

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permanente de madeira de 16m² instalada em 2013. Em dezembro, é acrescentada a vedação e


o local se torna a “Casa do Papai Noel”, em réplica do estilo colonial.

As duas entradas existentes para o Parque da Ciência - situado no interior do Parque Ipanema -
acontecem pela Avenida Marginal. A primeira apresenta placa indicativa de atrações próximas
para a orientação dos visitantes. Logo a princípio encontra-se uma academia a céu aberto, com
equipamentos metálicos e pintados, que foram ali instalados pelos governos estadual e
municipal através do projeto “Ginástica Para Todos”. Ao longo da Avenida Burle Marx, assim
nomeada em homenagem ao arquiteto paisagista que participou do projeto do Parque, ocorre
diariamente uma série de diferentes atividades que mantém essa área sempre dinâmica. Há
sobre as calçadas da Av. Marginal, barracas e quiosques onde são realizadas atividades
comerciais, principalmente lanchonetes. As barracas tem diferentes formatos, mas geralmente
possuem estrutura de aço e cobertura de polietileno, enquanto os quiosques exibem cobertura
de fibrocimento. Algumas dessas instalações dispuseram mesas e cadeiras plásticas em espaço
aberto do Parque para os clientes ou visitantes que desejarem permanecer no local. Atividades
comerciais são realizadas por ambulantes também no decorrer da Avenida Burle Marx e em
alguns pontos existem brinquedos ou aparelhos para exercícios físicos.

A norte da Avenida está o lago artificial do Parque Ipanema, um dos principais marcos do
município de Ipatinga. Com o traçado orgânico e sinuoso típico das obras de Roberto Burle
Marx, o lago conta ainda com uma ilha com palco, área coberta de lazer e permanência, e um
cata-vento. Além de seu caráter estético compositivo da imagem do Parque e da sua função
como espaço público, o lago é central ainda para a ocorrência de eventos, como o “Pescando
no Parque”, que atrai anualmente milhares de pescadores amadores e visitantes. No interior do
lago estão pequenos abrigos de madeira destinados a patos, gaivotas e outras aves.

O acesso à ilha se dá através de duas pontes de madeira, ambas com suaves aclives e declives,
contribuindo para seu aspecto bucólico. Associado à ilha existe um palco, também em assoalho
de madeira, assemelhando-se a um deck que avança sobre o lago. No topo há um espaço coberto
de formato circular, cuja estrutura foi feita em pilares metálicos, ao redor dos quais sobem
plantas trepadeiras cuja vegetação materializa-se em cobertura. No centro desse elemento,
existe um cata-vento, com torre e pás metálicas. A ilha apresenta-se em nível elevado com
relação ao restante do Parque e seu formato circular é marcado por taludes em todo seu entorno.
Do ponto mais elevado, é possível vislumbrar largas extensões do Parque, assim como certas
porções dos bairros do entorno. Para a drenagem das águas pluviais, além do próprio formato
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da ilha, que tende a escoar as águas de volta para o lago, e da cobertura vegetal do terreno,
foram elaboradas canaletas cimentadas de formato curvilíneo.

Figura 70. Placa indicativa para orientação de visitantes. Figura 71. Academia instalada pelo governo municipal.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 72. Barras de madeira e metal para a prática de Figura 73. Vista da ilha e do lago.
exercícios. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 74. Fim do cercamento metálico na Av. Marginal Figura 75. Bares e lanchonetes em barracas, com mesas
do Parque. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. dispostas pelo Parque. IMAGEM: Ana Flávia Costa,
out/2015.

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Figura 76. Ponte de madeira sobre o lago. Figura 77. Abrigo de madeira para aves.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 78. Vista do palco de madeira associado à ilha. Figura 79. Vista do Parque Ipanema, a partir da ilha,
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. com Estádio Municipal ao fundo.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 80. Ponte de madeira realizando o acesso à ilha. Figura 81. Aclive gramado em área verde.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 82. Sistema de drenagem Figura 83. Cata-vento e espaço Figura 84. Placa indicando o risco
pluvial na ilha. coberto para lazer e permanência. relativo à entrada no lago.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, IMAGEM: Ana Flávia Costa, IMAGEM: Ana Flávia Costa,
out/2015. out/2015. out/2015.

Figura 85. Alambrado de um dos campos de futebol. Figura 86. Área de obra para construção de vestiários.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 87. Jardins internos desenhados por Burle Marx. Figura 88. Quadra poliesportiva.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 89. Via interna ao longo de área verde. Figura 90. Estrutura permanente da Casa do Papai Noel.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015

Figura 91. Placa indicando obras no Parque. Figura 92. Vista da Marginal do Parque e da Casa do
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Papai Noel, à distância.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Próximo à primeira entrada do Parque da Ciência, onde se concentram as barracas e quiosques,


tem início um cercamento metálico parcial do Parque Ipanema, o qual se prolonga até a ponte
sobre a BR-381. O cercamento é parcial, pois não contorna nenhuma área específica,
funcionando como barreira linear.

Os dois acessos existentes ao Parque da Ciência acontecem pela Avenida Marginal. Logo à
segunda entrada existem uma gama de placas indicativas, referentes às restrições de circulação
(os horários permitidos a ciclistas e a proibição da entrada de animais) e à orientação de
visitantes. Ainda próximo a essa entrada há um amplo bicicletário disponível para a população
e quatro elementos padronizados, semelhantes a galpões, que espacializam diferentes usos,
edificados em estrutura e cobertura metálica, com ou sem vedação.

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No primeiro galpão, a estrutura (comum a todos) possui pilares trapezoidais, com cobertura e
rufos metálicos. O piso é cimentado e em uma das extremidades foi erguido um palco em
concreto, com revestimento em madeira na porção que vai do palco ao chão e com revestimento
em camada pictórica no restante. O segundo e o terceiro galpões, por sua vez, baseiam-se
somente na estrutura metálica básica a todos. O segundo, quando da visita, apresentava a
montagem de estrutura provisória metálica para a realização de um evento, o que evidencia a
utilização frequente desta área do Parque Ipanema. O último desses galpões conta com estrutura
associada de concreto e alvenaria, com revestimentos em pintura e placas cerâmicas. Em seu
interior existem uma cozinha para funcionários e sanitários feminino e masculino para
utilização dos visitantes. Adjacentes a ele, em seu exterior, encontram-se telefones públicos e
elementos hidráulicos, como pias e ducha.

Nas proximidades do quarto galpão situa-se uma estrutura de madeira, realizada através da
colocação de diversos pilares em pequenos canteiros, associados a árvores, cujas copas dão
forma à cobertura. Desse modo foi gerada ampla área coberta, sob a qual existem bancos de
concreto disponíveis para a permanência de visitantes. Ambulantes circulam pela área,
comercializando diferentes produtos.

O Parque da Ciência de Ipatinga foi inaugurado em 2000 e recebe milhares de visitantes por
ano. É um espaço informal de educação e conta com diversas montagens que apresentam
princípios ou fenômenos físicos, biológicos, químicos ou astronômicos. A edificação que abriga
essas instalações e objetos foi levantada em estrutura metálica semelhante à dos galpões
mencionados anteriormente, isto é, pilares trapezoidais e cobertura em telhas e rufos. Os
fechamentos foram feitos em alvenaria, dando origem a dois pavimentos, e o revestimento foi
realizado com reboco e camada pictórica. Anexo a esse elemento-base existe um outro, também
de dois pavimentos, porém de caráter mais aberto, contando com menos vedações. Desse modo,
a composição arquitetônica dessa área do Parque Ipanema apresenta-se coesa, incorporando e
reproduzindo elementos semelhantes para apropriações diversas.

Em frente à edificação está a Praça dos Brinquedos, que conta com dois diferentes modelos de
playground. Um deles é o tradicional de madeira e corda, enquanto o outro associa a brincadeira
ao aprendizado através de atividades lúdicas relativas à elementos científicos. Em meio à área
verde arborizada encontra-se uma área em aclive artificial suave, acessível através de escadas
em largos degraus de concreto. No topo tem início a arquibancada de um anfiteatro, cujo fim
alcança o palco. Todo o piso é cimentado, com revestimento em pintura.
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Figura 93. Fechamento parcial do Parque da Ciência. Figura 94. Modelo de barraca para fins comerciais, à
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Av. Marginal do Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 95. Entrada do Parque da Ciência. Figura 96. Placa indicativa à entrada do Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 97. Bicicletário próximo à Av. Marginal do Figura 98. Estrutura metálica próximo à entrada.
Parque. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 99. Edificação com cozinha para funcionários e Figura 100. Instalação hidráulica próxima aos sanitários.
sanitários. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 101. Estrutura metálica com palco ao fundo. Figura 102. Palco sob estrutura metálica.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 103. Montagem de estrutura para realização de Figura 104. Sanitários químicos para utilização dos
evento visitantes.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 105. Mobiliário em concreto com revestimento Figura 106. Área de descanso feita em madeira.
pictórico. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 107. Mata ciliar do Ribeirão Ipanema. Figura 108. Praça dos brinquedos próxima ao Parque da
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Ciência.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 109. Relógio de sol na Praça dos Brinquedos. Figura 110. Playground de madeira.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 111. Fachada principal do Parque da Ciência. Figura 112. Fachada lateral do Parque da Ciência.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 113. Placa indicativa da inauguração do Parque Figura 114. Área de lazer e descanso próxima ao Parque
da Ciência e da Praça dos Brinquedos, realizada no ano da Ciência.
2000. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 115. Escadaria de concreto que dá acesso ao Figura 116. Vista do anfiteatro.
anfiteatro. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Após o atravessamento da BR-381, a qual estabelece nesse ponto a divisão entre duas áreas
distintas do Parque, encontram-se dois campos de futebol, ambos gramados. O primeiro deles
é cercado por alambrado e a entrada somente é permitida após autorização da Associação
Esportiva e Recreativa (A.E.R.) Novo Cruzeiro, originada no Bairro de mesmo nome, o qual se
situa à outra margem da Av. Marginal. Há ainda uma arquibancada metálica com revestimento
pictórico e assentos em madeira próxima à Avenida Marginal do Parque; dois bancos para os
jogadores reservas na lateral oposta, com as devidas coberturas; além de uma edificação de dois
pavimentos, construída em alvenaria cerâmica e estrutura de concreto, que funciona como
vestiário. Em todo o entorno do Parque existem outdoors publicitários de diferentes empresas.
A presença de um campo em posição semelhante já se encontrava no projeto original de Burle
Marx - referenciado como “Campo de Várzea” - todavia, o entorno traçado pelo arquiteto
paisagista não condiz com os elementos atuais.

O campo seguinte não apresenta cercamento, baseando-se no traçado padrão desse modelo de
campo e na existência de dois gols laterais feitos em madeira. No seu entorno ocorre
crescimento de vegetação, ainda em baixa proporção. Entre os dois campos perpassa a Rua São
Pedro, a qual dá acesso à ponte exclusiva para pedestres e ciclistas que atravessa o Ribeirão
Ipanema para dar acesso ao Bairro Veneza.

A área que se segue é de livre acesso, baseando-se em uma densa massa arbórea de
aproximadamente 80 metros de largura (acompanhando a Av. Marginal) e 90 metros de
profundidade, de modo a ter um extremo na Avenida e outro próximo em Estrada de Ferro que
atravessa toda a extensão longitudinal do Parque e que será descrita posteriormente. A mata,
além de ampla variedade de espécies vegetais, funciona ainda como atrativo para animais de
pequeno porte, especialmente pássaros. O projeto inicial de Burle Marx para o Parque tem início
também nessa área limítrofe, seguindo a oeste. Entretanto, nessa extremidade existe uma série
de diferenças entre o desenho original e a realidade aplicada.

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Figura 117. Vista de massa arbórea através do Figura 118. Limite entre o cercamento do Kart Clube e
Kartódromo. o início da área de mata.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 119. Forração em terra, folhas secas e galhos. Figura 120. Declive suave na mata do Parque, próximo
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. à Av. Marginal.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 121. Calçada próxima à mata, adjacente À Av. Figura 122. Presença de animais de pequeno porte,
Marginal do Parque. como pássaros, por exemplo.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 123. Vista de um dos campos de futebol. Figura 124. Traves de madeira no campo próximo à
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. mata.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 125. Vista noroeste-sudeste do campo. Figura 126. Vista do campo cercado, próximo à ponte
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. da BR-381.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 127. Arquibancada metálica com assentos em Figura 128. Banco de reservas e edificação lateral, com
madeira. outdoors publicitários.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 129. Fachada lateral dos vestiários. Figura 130. Placa indicativa de acesso restrito.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

A inauguração do Kartódromo Municipal Emerson Fittipaldi aconteceu em 1983, após a


fundação do Kart Clube de Ipatinga e alcançou destaque nacional. As corridas atraíam grande
público, chegando a receber o recorde de 50.000 pessoas para uma disputa em 1985. Antes
mesmo da inauguração, já aconteciam corridas de kart, ainda em espaço improvisado no Parque
Ipanema. O Primeiro Campeonato Ipatinguense acontece em março de 1983 e tem início ainda
em pista improvisada até a construção da atual, que conta com 1.200 metros de extensão, 8 de
largura e 38 opções de traçados. Desde então, o Kartódromo já foi sede de diversos
campeonatos mineiros e nacionais.

A entrada se localiza na esquina entre a Rua Nossa Senhora das Graças e a Rua João Napoleão
da Cruz, onde há portão metálico e muros em tijolos de concreto e revestimento pictórico. Após
alguns metros, o fechamento do terreno passa a ser de estacas de madeira, com alambrado e
fios de arame farpado na parte superior. Encontram-se na pista boxes - espaços para a
manutenção e reparo dos veículos – além de arquibancadas metálicas semelhantes às presentes
em outras áreas do Parque, como nos campos de futebol, pneus pintados dispersos pela pista e
acumulados em pilhas às laterais para contenção de impactos e dois postos elevados de
observação. O primeiro deles se situa nas proximidades do cercamento e foi concebido em sua
completude através da utilização de elementos metálicos: estrutura, cobertura e vedação,
majoritariamente revestidos com camada pictórica. O outro, por sua vez, se situa dentro da área
da pista sobre superfície gramada. Tem formato cilíndrico e foi edificado em concreto e tijolos
cerâmicos maciços, revestidos com camada pictórica. Na arquibancada há ainda placas de
publicidade de empresas variadas. À entrada principal do Kartódromo encontram-se alguns

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galpões, erigidos majoritariamente com pilares de concreto e cobertura metálica, sendo que
alguns apresentam vedação e alvenaria e outros não. À lateral oeste da pista existe ainda uma
área verde com vegetação baixa.

Figura 131. Entrada do Kartódromo, à esquina da R. Figura 132. Vista sudeste-noroeste do Kartódromo, da
Nossa Senhora das Graças e R. João Napoleão da Cruz, Rua João Napoleão da Cruz. IMAGEM: Ana Flávia
n°255. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Costa, out/2015.

Figura 133. Arquibancada do Kartódromo, em estrutura Figura 134. Pista de 1.200 m do Kart Clube Ipatinga.
metálica. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 135. Posto elevado de observação situado em Figura 136. Posto elevado de observação, situado à
área central da pista. IMAGEM: Ana Flávia Costa, lateral da pista. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
out/2015.

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Figura 137. Cercamento da pista de Kart. Figura 138. Portão metálico de acesso à pista.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 139. Pista de Kart, com pneus dispersos e laterais Figura 140. Galpões próximos à entrada do Kartódromo.
gramadas. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Localizada à margem direita do Ribeirão Ipanema está a Estação Pouso de Água Limpa,
complexo turístico tombado pela Lei n° 1727, de 04 de novembro de 1999. O Complexo
“compreende a composição ferroviária locomotiva a vapor, denominada Maria Fumaça, e seus
carros de passageiros, o prédio da Estação Pouso de Água Limpa e a Estrada de Ferro Caminho
das Águas.” (Lei 1727/1999, art. 1°). A locomotiva existente no local é de origem alemã e sua
construção data de 1937, funcionando através de combustível de lenha e bagaço de cana. Sua
inauguração aconteceu em 1999 e seu objetivo era o de relembrar a população dos costumes do
início da ocupação do município.

A Maria-Fumaça foi doação feita ao município por um particular e reformada, após anos de
abandono, para se tornar atração turística. A Estrada de Ferro percorre 2,6 km pelo Parque
Ipanema, acompanhando a margem do Ribeirão, com dois vagões e capacidade total para 68
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passageiros. No decorrer do trajeto, está a Parada Horto, a qual consiste em pórtico simples de
madeira, com plataforma elevada do piso gramado, com cobertura em duas águas de telhas
cerâmicas. Próximo a essa área há um cercamento ao longo de trecho da linha férrea e placas
de sinalização sobre a sua existência. A oficina da Estação e o início da Estrada estão nas
proximidades da Ponte sobre a Av. Macapá e a rotunda final se encontra em área verde próxima
à Ponte sobre a Av. Marginal do Parque. A Estação é uma réplica das edificações ferroviárias
do início do século XX, referência ao marco inicial de Ipatinga. Em frente à sua entrada
principal há ampla área de estacionamento em piso cimentado. Jardins realizam a separação
entre o estacionamento e a Rua Nossa Senhora das Graças.

Em frente à oficina da Estação, na esquina entre a Av. Macapá e a R. Nossa Senhora das Graças,
verifica-se uma ampla área livre e descoberta em piso cimentado, onde acontecem atividades
itinerantes, de acordo com aprovação do COMPHAI, como a montagem de circos e parques de
diversão. As calçadas da Rua são em pedra portuguesa. Há presença de lixeiras, postes de
eletricidade e iluminação, além de sistema de drenagem baseado em sarjetas e bocas de lobo.

Figura 141. Vista da oficina da Estação sobre ponte da Figura 142. Oficina da Estação e Parque de diversões ao
Av. Macapá. fundo.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 143. Cercamento do Parque de Diversões com Figura 144. Vista do Parque de Diversões a partir da
placas metálicas, à Rua Nossa Senhora das Graças. Av. Marechal Cândido Rondon.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 145. Estação Pouso de Água Limpa e Figura 146. Estação Pouso e Água Limpa, à Rua Nossa
estacionamento na sua área frontal. Senhora das Graças.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 147. Parada Horto, no interior do Parque, Figura 148. Placa de sinalização próxima à Estrada.
próxima ao Ribeirão Ipanema. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 149. Estrada de Ferro, na porção leste do Parque, Figura 150. Rotunda da extremidade oeste da Estrada de
próxima à campos de futebol. Ferro.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Vias: usos e pavimentação

No perímetro de tombamento existem cinco pontos de atravessamento da margem norte à sul


do Parque. De leste a oeste, são elas: a ponte da Av. Macapá, que possibilita a interligação entre
o Centro e o Bairro Veneza; a ponte sobre a R. Nova Iguaçu, de acesso destinado somente a
pedestres e ciclistas, que conecta o Bairro Novo Cruzeiro à Av. Marechal Cândido Rondon,
próximo ao Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro, passando por área de campos de
futebol do Parque; a BR-381, esta delimitando contextos diferenciados de utilização do Parque
e cuja função é de ligação intermunicipal; ponte sobre a Rua Ana de Oliveira, também exclusiva
a pedestres e ciclistas, conectando o Bairro Jardim Panorama à porção oeste de campos
esportivos; e, por fim, a Avenida Marginal do Parque em área próxima à sua extremidade oeste.
As pontes para veículos automotivos são asfaltadas, com espaços laterais para o atravessamento
de pedestres e fluxo que varia de média a alta intensidade. Os guarda-corpos nesse caso são de
concreto ou metálicos. As demais tem piso cimentado, com guarda-corpos metálicos pintados,
e o fluxo de pedestres e ciclistas se mostra baixo.

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Figura 151. Ponte sobre a Av. Macapá, com guarda- Figura 152. Ponte interna ao Parque sobre a Rua Nova
corpo metálico e vista para Parque de Diversões. Iguaçu.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 153. Via interna ao Parque, na porção ao sul do Figura 154. BR-381 sobre a Av. Marginal do Parque,
Ribeirão, de acesso à ponte da Rua Nova Iguaçu. após sobreposição do Ribeirão.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 155. Ponte da BR-381 sobre o Ribeirão Ipanema. Figura 156. Placa indicativa de ponte exclusiva a
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. pedestres e ciclistas, na R. Ana de Oliveira.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 157. Vista sobre a ponte da Rua Ana de Oliveira. Figura 158. Acesso à porção sul ao Ribeirão Ipanema,
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. após cruzamento da ponte.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 159. Vista para o Bairro Iguaçu a partir de ponte Figura 160. Guarda-corpo em concreto sobre ponte.
sobre a Av. Marginal do Parque. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 161. Calçada para pedestres em ponte na Av. Figura 162. Acesso à ponte através de área verde.
Marginal do Parque. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Em toda a área do Parque Ipanema, variados modelos de pavimentação foram utilizados, a


serem descritos a seguir. As gramíneas realizam a maior parte do revestimento do terreno, sendo
encontradas por toda a área em abundância. Dito isso, o restante dos pisos se divide em quatro
categorias: terra batida, pedra, cimentados e madeira.

As calçadas adjacentes à Ruas Wilsom Teixeira, Serra Geral, Argemiro de Melo, BR-381, Av.
Mal. Cândido Rondon, Av. Macapá, Rua Viçosa e Avenida Marginal do Parque são em piso
cimentado, enquanto as referentes às Ruas Nossa Senhora das Graças e João Napoleão da Cruz
- próximas à Estação Pouso de Água Limpa e à entrada principal do Kart Clube Ipatinga –
apresentam-se calçadas em pedra portuguesa, em terra compactada com forração de folhas
secas ou gramíneas.

À entrada do Kartódromo foi utilizado o bloco de concreto sextavado, e em outras áreas em seu
interior foi utilizado o cimentado, como é o caso mesmo da pista. A Estrada de Ferro possui,
como já mencionado anteriormente, 2,6 km de extensão e o acesso a ela se dá de diferentes
formas ao longo desse trajeto. Nas proximidades da ponte de acesso à Rua Nova Iguaçu, no
Bairro Veneza, por exemplo, esse acesso se dá por curto trecho de terra compactada, ladeada
por vegetação rasteira.

A Avenida Marginal configura o principal eixo de acesso ao Parque, atravessando-o


longitudinalmente. Por toda a sua extensão existe alto tráfego de veículos, entretanto,
excetuando o uso automotivo, as formas de apropriação da via se diferem. Em alguns pontos a
arborização confere microclima agradável à permanência e ao descanso, como é o caso, por
exemplo, da área próxima ao Kartódromo. Em outros casos, como na área que começa após a
BR-381 e segue até as proximidades do Estádio Municipal João Lamego Netto, há a ocupação
das calçadas por uma série de barracas e quiosques que realizam atividades comerciais no local,
realizando principalmente a venda de comida e bebida.

Com relação às vias internas próximas ao Parque da Ciência, foram utilizados os blocos de
concreto drenante com furos preenchidos com grama, que contribuem para a drenagem das
águas pluviais. Nas áreas lindeiras ao Parque da Ciência e à Praça de Brinquedos, o piso é
cimentado, contando com o acréscimo de elementos feitos em mosaico cerâmico, de acordo
com projeto realizado em 1999. A Avenida Burle Marx, principal via interna ao Parque, é
asfaltada e é ponto de concentração de atividades comerciais realizadas por vendedores

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ambulantes e de circulação de visitantes, principalmente nas imediações do lago, cujo acesso


se dá através de duas pontes construídas completamente em madeira. A madeira também será
presente na ilha, em tábuas avulsas situadas sobre a grama; no palco sobre o lago; nas
proximidades da Parada Horto da Estrada de Ferro; e em associação com piso cimentado, em
forma de seções transversais, próximo aos campos e quadras, a oeste do Parque.

Quanto ao paisagismo, foi analisada a área incluída pelos projetos de Roberto Burle Marx na
década de 1990, na qual foram identificados elementos vegetais como forração, árvores
ornamentais ou não e palmeiras. Dentre as espécies de maior destaque estão a Archontophoenix
cunninghamii (Seafórtia), a Cocos nucifera (Coqueiro-da-bahia), a Drymophloeus pachycladus
(Palmeira-rabo-de-peixe), a Roystonea oleracea (Palmeira-real), a Syagrus romanzoffiana
(Coco-babão), a Tabebuia sp.(Ipê), a Tipuana tipu (Tipuana, Amendoim-acácia), a Duranta
erecta (Pingo-de-ouro), a Plumeria rubra (Jasmin-manga) e a Licania tomentosa (Oiti).

Figura 163. Calçada à Av. Marechal Rondon, em piso Figura 164. Calçada da Av. Marginal do Parque,
cimentado. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. próxima ao Kartódromo, em piso cimentado. IMAGEM:
Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 165. Forração de folhas secas e grama na Rua Figura 166. Terra compactada na Rua João Napoleão da
João N. da Cruz. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Cruz. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 167. Pista do Kartódromo, em piso cimentado. Figura 168. Transição entre piso gramado e Rua Nova
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Iguaçu em porção interna ao Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 169. Via de terra compactada nas proximidades Figura 170. Placa indicativa na Av. Marginal relativa à
da Estrada de Ferro. proibição de venda de hortifrutigranjeitos.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 171. Via para pedestres entre o cercamento do Figura 172. Barraca de polietileno na Av. Marginal do
Parque da Ciência e canteiro lateral. Parque.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 173. Presença de ambulantes próximo ao Parque Figura 174. Presença de ambulantes na Avenida
da Ciência. Roberto Burle Marx.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 175. Via interna de acesso ao Parque da Ciência. Figura 176. Ampla presença de visitantes durante o dia.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 177. Blocos drenantes intertravados de concreto. Figura 178. Piso em tabuado de madeira para acesso à
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Parada Horto da Estrada de Ferro.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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Figura 179. Piso cimentado com elementos em mosaico, Figura 180. Piso com rosa-dos-ventos em mosaico em
próximo à Praça dos Brinquedos. frente ao Parque da Ciência.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 181. Escadaria de acesso ao anfiteatro. Figura 182. Pedestres em circulação na Avenida Burle
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. Marx. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Figura 183. Via em cimentado de acesso à ponte do Figura 184. Ponte de madeira.
lago. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015

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Figura 185. Tábuas de madeira para caminhada na ilha. Figura 186. Piso cimentado com implementação de
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. seções transversais de troncos.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

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N
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20
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16

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22 37
21/38 40
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18
35 05
06
17 26 07
23
25
14 36
24 27/28

08

13 09

12
10
11

Perímetro de Tombamento
Perímetro de Entorno
Croqui de localização das imagens 01 a 40.
Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede Ipatinga/MG.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

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41/42

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43 65 62/63
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77
67
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73 78/79
74/75 57
70/71
60
72
59/61

58

54
49 55
56
48 50/51

47 47
44

52 45

53
46

Perímetro de Tombamento
Perímetro de Entorno

Croqui de localização das imagens 41 a 80.


Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede Ipatinga/MG.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
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94 98/99/100
97/103
93 101/102
105

Perímetro de Tombamento
Perímetro de Entorno

Croqui de localização das imagens 81 a 105.


Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede Ipatinga/MG.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
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115 116

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108/109 106
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123/124
120
119 125
118
121
117 122

Perímetro de Tombamento
Perímetro de Entorno

Croqui de localização das imagens 106 a 127.


Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede Ipatinga/MG.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
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160
150
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162
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158

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138/139 130 129


137 152
140 149
136
134
133 135
132
131

145
146 144
143
151
142
141

Perímetro de Tombamento
Perímetro de Entorno

Croqui de localização das imagens 128 a 162.


Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede Ipatinga/MG.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
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174

172 175
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170 176

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166 165 163

Perímetro de Tombamento
Perímetro de Entorno

Croqui de localização das imagens 163 a 176.


Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede Ipatinga/MG.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
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186

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179
178

180

Perímetro de Tombamento
Perímetro de Entorno

Croqui de localização das imagens 177 a 186.


Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede Ipatinga/MG.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
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Relatório Biológico e Ecológico


O Parque Ipanema está localizado às margens do Ribeirão Ipanema em uma área urbana de
Ipatinga, Minas Gerais. Cerca de cinco quilômetros à jusante do Parque Ipanema, o ribeirão
que o limita ao norte e possui o mesmo nome, deságua no Rio Doce, acerca de um quilômetro
após a foz do Rio Piracicaba também no Rio Doce (fig. 1). O Rio Piracicaba, nesta região é o
limite norte no Parque Estadual do Rio Doce, o maior remanescente de Mata Atlântica no estado
de Minas Gerais (fig. 2).

A Mata Atlântica é extremamente degradada no Brasil e neste estado não é diferente. Sendo um
dos hot spots mundiais, devido à sua altíssima biodiversidade e altas taxas de perda de habitat,
espera-se que os estados e municípios dediquem uma atenção especial as áreas ocupadas por
Mata Atlântica, tanto protegendo o pouco que restou quanto promovendo ações que visem a
um aumento das áreas de mata ao longo do tempo.

O Parque Ipanema está situado a menos de três quilômetros e duzentos metros do Parque
Estadual do Rio Doce, uma distância que pode ser considerada muito curta para uma série de
espécies. Tanto as áreas com pouco adensamento de construções observadas na figura 1, quanto
o próprio Ribeirão Ipanema podem auxiliar no deslocamento de diversos indivíduos de uma
ampla gama de espécies de todos os grupos de seres vivos.

Figura 1: Visão obtida a partir do software Google Earth mostrando em A o parque municipal Ipanema
em Itabira, Minas Gerais. O parque Ipanema é limitado ao norte pelo ribeirão Ipanema que na figura
descreve uma trajetória em diagonal entre os pontos A e B. Em B, observa-se a foz do ribeirão Ipanema
no rio Doce. Em C, observa-se a foz do rio Piracicaba no rio Doce. Em D, observa-se o norte do Parque
estadual do Rio Doce.

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Figura 2: Visão obtida a partir do software Google Earth do Parque Estadual do Rio Doce em Minas
Gerais com destaque para a área urbana de Ipatinga ao norte, de Coronel Fabriciano à Noroeste e o rio
Doce à leste do Parque Estadual do Rio Doce. Os balões em vermelho observados acima correspondem
aos mesmos observados na figura 1, ou seja: em A o parque municipal Ipanema em Itabira, Minas
Gerais. Em B, a foz do ribeirão Ipanema no rio Doce. Em C, a foz do rio Piracicaba no rio Doce. Em
D, o norte do Parque estadual do Rio Doce, limite com o perímetro urbano de Ipatinga.

Parques Urbanos – Parque Ipanema

Os parques urbanos, como é o caso do Parque Ipanema em Ipatinga, possuem a dupla


importância de melhorar a qualidade de vida das pessoas que o cercam e, contribuir com a
conservação da biodiversidade regionalmente. São inúmeros na literatura os trabalhos voltados
para estes dois temas, ora associando a presença de áreas verdes em locais urbanos à uma
melhor qualidade de vida, ora associando estas áreas à um incremento na biodiversidade e ao
uso como refúgio ecológico para uma série de espécies.

Porém é também sabido que áreas verdes urbanas possuem um adensamento de espécies
comuns e espécies não nativas, muitas vezes com um alto potencial invasor e que de certa
maneira se beneficiam das mudanças causadas no ambiente devido à ocupação humana. Desta
forma as espécies mais restritivas quanto ao habitat e mais sensíveis à mudanças ambientais,
tendem a ser excluídas não conseguindo competir com as chamadas espécies oportunistas que
veem nas alterações ambientais possibilidades de expansão de suas distribuições geográficas.
Nestas situações, os grupos biológicos mais comumente observados são as plantas vasculares e
as aves, embora todos os grupos sejam afetados pelas mudanças ocasionadas pelo adensamento
urbano.
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Um fator que agrava a situação observada acima é que muitas vezes os parques urbanos ao
redor do mundo, e no parque em questão não é diferente, a ornamentação é realizada com
espécies exóticas devido principalmente à características estéticas. Caso os gestores destes
parques tivessem um cuidado em arborizá-los e decorá-los com espécies nativas, o número de
espécies de outros grupos de seres vivos certamente iria aumentar contribuindo assim com uma
das principais funções destes ambientes, auxiliar na conservação da biodiversidade. No grande
parque da arborização e composição dos jardins é realizada com indivíduos de espécies exóticas
com destaque para o Flanboiyant (Fabaceae) e Mangueira (Anacardiaceae) (fig. 3), embora
haja também muitas espécies nativas da mata atlântica como o Ipê-roxo (Bignoniaceae) e a
paineira (Bombacaceae) (fig 4).

Figura 3: Exemplo de espécies arbóreas exóticas utilizadas na arborização do Parque Ipanema, em Ipatinga, MG.
À esquerda uma mangueira (Mangifera sp.- Anacardiaceae) em destaque em uma área com vários indivíduos do
mesmo grupo a oeste do Parque Ipanema. À direita indivíduos de Flanboyant (Delonix regia - Fabaceae).
IMAGENS: Leonardo Cotta, nov/2015.

Entende-se que em áreas urbanas a questão da segurança deva ser levada em consideração ao
se manejar áreas verdes. A visibilidade é extremamente importante para uma vigilância eficaz,
e um considerável espaçamento entre as árvores é fundamental para tal (fig 3). No entanto nem
todas as áreas do parque são destinadas à atividades de pessoas e nestas áreas a mata poderia
ser mais densa sem comprometer a segurança daqueles que visitam o Parque. A área em questão
trata-se de toda a extensão do limite norte do parque correspondente à margem esquerda do
Ribeirão Ipanema. Neste local a mata ciliar é extremamente frágil e espaçada em grande parte
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tomada por capim colonião (Panicum maximum – Poaceae) uma gramínea exótica com alto
potencial invasor considerada praga em várias regiões do mundo tropical (fig. 5).

Figura 4: Espécies arbóreas nativas encontradas no Parque Ipanema em Ipatinga, Minas Gerais. À esquerda uma
paineira (Bombacacea) e a direita uma série de Ipê-roxo (Tabebuia sp. – Bignoniaceae) no limite do Parque.
IMAGENS: Leonardo Cotta, nov/2015.

Figura 5: Mata ciliar do ribeirão Ipanema à altura do Parque Ipanema em Ipatinga, MG. À esquerda é possível
verificar uma cerca e uma antiga linha de trem a poucos metros do rio. Nota-se a presença de pouquíssimas árvores
para ser uma mata ciliar de um ribeirão dentro dos limites da Mata Atlântica. À direita é possível observar o
ribeirão Ipanema de sua margem direita, dentro do Parque Ipanema. Nota-se a ausência a escassez de árvores em
contraste com uma densa ocupação por capim Colonião (Panicum maximum – Poaceae), gramínea exótica e
invasora. IMAGENS: Leonardo Cotta, nov/2015.

Várias espécies de aves, tanto nativas quanto exóticas, são observadas no Parque Ipanema, e
algumas delas estão representadas na figura 6. O site voltado para a o registro amador de aves,
wikiaves.org, traz um registro de 180 espécies de aves no município de Ipatinga, no entanto

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registros sistematizados em diferentes ambientes devem elevar ainda mais esta lista. Devido a
presença de um pequeno lago que é alimentado pelo ribeirão Ipanema (fig. 7), também há a
presença de várias espécies de peixes nativos da bacia do rio Doce, embora estes não tenham
sido devidamente amostrados (fig. 8), peixes estes que podem ter um papel decisivo na
recolonização da calha principal do rio Doce, após a grande catástrofe ocorrida devido ao
rompimento das barragens de rejeito de minério de ferro da mineradora SAMARCO.

Figura 6: Aves encontradas no Parque Ipanema em Ipatinga, MG. A, um pato, representante da família Anatidae.
B, Butorides striata ou Socozinho. C, Colaptes campestres ou Pica-pau-do-campo. D, Columbina talpacoti
Rolinha-roxa. E, Crotophaga ani ou Anu-preto (a esquerda) e Columba livia ou Pombo-doméstico. F, Fluvicola
nengeta ou Lavadeira-mascarada. G, Gnorimopsar chopi ou Pássaro-preto. H, Guira guira ou Anu-branco. I,
Mimus saturninus ou Sabiá-do-campo. J, Pitangus sulphuratus ou Bem-te-vi. K, Psittacara leucophthalma ou
Periquitão-maracanã. L, Sicalis flaveola ou Canário-da-terra. M, Tyrannus savana ou Tesourinha. N, Vanellus
chilensis ou Quero-quero. IMAGENS: Leonardo Cotta, nov/2015.

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Figura 7: Ducto de água que abastece a lagoa no interior do Parque


Ipanema com água proveniente do córrego homônimo.
IMAGEM: Leonardo Cotta, nov/2015.

Figura 8: Butorides striata ou Socozinho ingerindo um peixe pescado


na lagoa do Parque Ipanema em Ipatinga, MG.
IMAGEM: Leonardo Cotta, nov/2015.

Considerações ecológicas e sugestões de manejo

Uma vez que a mata ciliar é muito ineficaz para cumprir suas funções ecológicas na região é
fundamental que haja um esforço de recomposição da mesma. Esforço este que precisa ser
constantemente monitorado e avaliado a fim de se obter resultados concretos. Existe uma placa
de divulgação de um projeto que se mostrou ineficaz pois mesmo após o esforço divulgado a
mata ciliar continua minguada e com usos não desejáveis como por exemplo pastagem para

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animais domésticos (fig. 9). Sugere-se que toda a área compreendida entre o ribeirão Ipanema
e a cerca que acompanha o trilho do trem (fig. 5) sejam totalmente destinadas à recomposição
da mata ciliar. Recomposição esta que deve ser realizada de maneira planejada com a utilização
de espécies de vários estágios sucessionais diferentes com ênfase naquelas geralmente
encontradas nas matas ciliares preservadas da região. Nesta área sugere-se que não haja outras
atividades excluindo-a dos visitantes e dos animais domésticos. Sugere-se ainda que sempre
que novas árvores forem ser plantadas no Parque Ipanema, sejam utilizados indivíduos de
espécies nativas da Mata-Atlântica, dando preferência à espécies ameaçadas e/ou que possuam
utilização pela espécie humana, encontradas nas matas preservadas da região.

Figura 9: À esquerda, placa divulgando projeto, iniciado em 2006, de revegetação da mata ciliar do ribeirão
Ipanema no parque homônimo, onde 12.500 mudas foram plantadas. Ao centro a presença de um cavalo às
margens do ribeirão Ipanema pastando em áreas tomadas pelo capim colonião (Panium maximum Poaceae). À
direita o contraste entre o que a placa anuncia e o que é encontrado. É possível observar o cavalo branco abaixo
da ponte. IMAGENS: Leonardo Cotta, nov/2015.

Considerando o contexto atual de degradação extrema da bacia do Rio Doce, após o


rompimento das barragens de rejeito de minério de ferro da mineradora SAMARCO, com
destaque para a calha principal do rio em questão é de fundamental importância que medidas
sejam tomadas a fim de minimizar os impactos e acelerar uma possível recuperação da bacia.
Para tal, é necessário que os municípios pertencentes à bacia do Rio Doce cuidem bem dos seus
cursos d’água, uma vez que são afluentes do Rio Doce e são fundamentais em sua recuperação.

Após a grande mortandade de peixes no Rio Doce é esperado que outros rios e córregos que
estejam saudáveis funcionem como fonte de indivíduos para a comunidade piscívora. Este fato
é ainda mais relevante quando tratamos de espécies endêmicas desta bacia. As matas ciliares
em torno dos cursos d’água, dentre outras funções, são responsáveis por ajudar a proteger os
mesmos uma vez que seguram grande parte dos sedimentos e impurezas que seriam carreados
durante as chuvas, além de oferecerem recursos preciosos à cadeia trófica aquática. A mata
ciliar na borda do Ribeirão Ipanema, da forma como está hoje, se mostra bastante ineficaz para
desempenhar suas funções ecológicas uma vez que o espaço existente entre as árvores é muito

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grande e o solo em muitas vezes está exposto. As matas ciliares também desempenham um
reconhecido papel de corredores ecológicos para uma série de espécies de mata, dentre
mamíferos, aves, répteis e anfíbios, o que neste caso ganha uma importância especial devido à
proximidade com o Parque Estadual do Rio Doce.

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Relatório Geológico

Este relatório tem o objetivo de relatar os aspectos geológicos da região onde está inserido o
Parque Ipanema, considerando suas características geomorfológicas, hidrográficas e
pedológicas. Para tanto foi realizado um trabalho de compilação regional com ênfase na folha
Ipatinga do Projeto leste, CODEMIG, além de visita em campo pra reconhecimento in situ das
atuais condições do parque.

Contexto Geológico Regional

A região em estudo está inserida no domínio do Cinturão Araçuaí, Brasiliano, integrante da


porção setentrional da província estrutural ou geotectônica Mantiqueira (ALMEIDA &
LITWINSKI, 1984; ALMEIDA & HASUI, 1984; PADILHA et al., 1991). Terrenos antigos
retrabalhados, remanescentes das províncias estruturais ou geotectônicas São Francisco ou
Mantiqueira, estão representados pelos núcleos de Guanhães, Pocrane e Gouveia. Esses núcleos
congregam rochas arqueanas a paleoproterozóicas, deformadas nos eventos Transamazônico e
Brasiliano.

No Neoproterozóico implantou-se o Cinturão Araçuaí - Oeste Congo, durante o Ciclo


Brasiliano, com geração de crosta oceânica (PEDROSA-SOARES et al., 1992a, b; 1998b),
sedimentação, metamorfismo e deformação. Toda a região foi retrabalhada, incluindo os
embasamentos Transamazônico e Arqueano. Este orógeno evoluiu confinado pelos crátons do
São Francisco e Congo.

PINTO et al. (1997) dividiram, informalmente, o Cinturão Araçuaí entre Padre Paraíso e
Aimorés em um domínio oriental e outro ocidental. PINTO et al. (1998) discutiram a evolução
do Cinturão Araçuaí compartimentado em um domínio tectônico externo e outro interno. O
domínio externo, como concebido por aqueles autores, bordejaria o cráton do São Francisco,
conformando uma estrutura em arco na periferia do cráton. O domínio interno ocuparia o
restante do território, indo do meridiano 42o30’W à costa atlântica e do paralelo 16 oS ao
paralelo 21 oS.

O limite entre os domínios, interno e externo, está representado por uma zona de cisalhamento
de baixo ângulo (ou contracional), de posição meridiana, segmentada pelos batólitos graníticos
cálcio-alcalinos de alto-K (Suíte Intrusiva Aimorés, G5) em sua porção central. O extremo norte
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dessa zona de cisalhamento perde-se em meio aos granitos peraluminosos das suítes G2 e G3,
no vale do rio Jequitinhonha.

Esta zona de cisalhamento mediana marca uma importante descontinuidade metamórfica. Os


metassedimentos de oeste e norte, próximas ao cráton do São Francisco e representantes do
domínio externo, estão metamorfizados nas fácies xisto verde a anfibolito. Os metassedimentos
de leste, distais ao cráton e representantes do domínio interno, mostram metamorfismo nas
fácies anfibolito alto a granulito, com importantes fusões graníticas tipo-S (suítes G2 e G3).
Granitos peraluminosos (suíte G4), cambrianos, ocorrem no domínio externo, desde a região
ao norte de São José da Safira até as proximidades de Novo Cruzeiro e são a fonte de pegmatitos
mineralizados em turmalina.

Estratigrafia

Poucos estudos são encontrados sobre a folha Ipatinga na literatura geológica. As referências
remetem a ESCHWEGE (1833), que relata a produção de ouro aluvionar no Rio Guanhães. No
final dos anos quarenta, o Governo do Estado iniciou um projeto para o aproveitamento de
energia hidrelétrica na região da foz do rio Guanhães. Naquela oportunidade, BARBOSA
(1949) desenvolveu um trabalho de tese onde propôs a denominação Formação Rio Guanhães
para os gnaisses aflorantes na região.

BARBOSA & COELHO (1949) reconheceram ortognaisses na região de Dores de Guanhães,


possivelmente as rochas da Suíte Borrachudos e descreveram as características dos gnaisses
conglomeráticos da Formação Rio Guanhães. PFLUG (1965) integrou os dados da porção
meridional da Serra do Espinhaço e tratou as formações ferríferas que ocorrem na folha
Guanhães como Fácies Guanhães da Série Minas e as considerou como itabiritos associados a
gnaisses e mica xistos.

As unidades reconhecidas durante o mapeamento geológico da Folha Ipatinga serão


apresentadas na ordem cronológica conforme a coluna estratigráfica proposta.

- Complexo Mantiqueira

O termo Complexo Mantiqueira é aqui utilizado para denominar as rochas gnáissicas, da região
em destaque. São essencialmente ortognaisses do tipo tonalito-granodioriogranito, unificados
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com as rochas denominadas na literatura como Complexo Basal na região de Guanhães


(GROSSI SAD et al., 1990a), Marilac (RIBEIRO, 1997) e Santa Maria do Suaçuí (SILVA,
1997) devido as suas similaridades composicionais e estruturais.

- Super Grupo Rio das Velhas

O Supergrupo Rio das Velhas é composto por formações ferríferas, quartzitos, xistos e
paragnaisses. A formação ferrífera é de aspecto friável e grão grosso, intercalando-se níveis
quartzosos a níveis com especularita e magnetita. Os xistos são compostos por quartzo, biotita,
sillimanita, mica branca e opacos, enquanto os paragnaisses ocorrem extremamente
decompostos, alternando níveis silte-arenosos a níveis arenosos, sobre o Complexo
Mantiqueira, como pôde ser observado na região de Coité (extremo sudoeste da área).

- Suíte Borrachudos

O Maciço Granítico Açucena ocupa a porção nordeste da Folha Ipatinga e estende-se para as
folhas Dom Cavati, a leste, Guanhães, ao norte e Coronel Fabriciano, ao sul, além de ilhas em
meio aos gnaisses do Complexo Mantiqueira. Morfologicamente, constitui uma área
montanhosa bastante dissecada, com vales condicionados pela estruturação, com destaque para
as formas de pão-de-açúcar. As melhores exposições localizam-se na estrada de Açucena para
Aramirim.

- Grupo Rio Doce

O Grupo Rio Doce estende-se por uma faixa de direção NE-SW, restringindo-se a porção leste
da folha, abrangendo, aproximadamente, 7% da área mapeada. O relevo é levemente ondulado,
marcado por forte intemperismo das unidades geológicas e com poucos afloramentos. É
composto por rochas xistosas aflorantes na região de Governador Valadares, rochas gnáissicas
da região de Barra do Cuieté, e por quartzo-biotita gnaisses.

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- Formações Superficiais

Colúvio

Material inconsolidado com granulometria variando de fina até matacão. Tende a desenvolver-
se na média à baixa encosta e, por vezes, interdigita-se com depósitos aluviais nas baixas
encostas.

Terraços Aluvionares

Ocorrem em cotas superiores às das planícies aluviais recentes, ao longo do curso do Rio Santo
Antônio, na porção leste da Folha Ipatinga. São constituídos, predominantemente, de material
arenoso relativamente selecionado, com níveis de seixos e intercalações irregulares de
sedimentos finos.

Aluvião

É representado por sedimentos relacionados a atual rede de drenagem. Incluem cascalho, areia
e argila. Os depósitos mais expressivos ocorrem ao longo do Rio Santo Antônio e seus
tributários.

Geologia Estrutural

A região leste de Minas Gerais foi afetada por um intenso retrabalhamento crustal relacionado
à Orogênese Brasiliana. O orógeno, que bordeja o Cráton do São Francisco, divide-se em Faixa
Araçuaí, imediatamente a leste do cráton; seguida do Cinturão Atlântico, que se desenvolve
paralelamente à mesma, até o litoral. Ambos são limitados por uma notável anomalia Bouguer
positiva e um significativo salto metamórfico (fácies xisto verde e anfibolito), passando ao
predomínio da fácies granulito a leste (HARALYI et al., 1985).

Embora o arcabouço estrutural, estratigráfico e geofísico desta passagem esteja, de certa forma,
bem documentado (por exemplo nas proximidades da cidade de Rio Casca, ao longo da BR-
262), em outras, há absoluta carência de dados geológicos que tornam, de certa forma obscura,
a definição e mesmo até o significado, não só desta passagem, bem como o próprio caráter do
orógeno neste setor. Por exemplo, na região imediatamente a oeste de Governador Valadares e
Ipatinga, a conceituação, a estratigrafia e extensão do denominado “Bloco Guanhães”
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(TEIXEIRA et al., 1990 apud DUSSIN, 1994), pouco detalhado na literatura, é um problema
ainda em foco.

Na área investigada, as principais estruturas de escala regional são os cavalgamentos de


orientação NNE-SSW, com componente oblíqua dextral, que afetam rochas do Granito
Açucena (Suíte Borrachudos) no contato com o Grupo Rio Doce e no interior do próprio
granito. A disposição E-W dos corpos menores pertencentes à Suíte Borrachudos é uma
característica marcante na porção norte da folha. Falhamentos de empurrão com transporte para
SE foram cartografados na porção oeste da folha.

A fase de deformação mais antiga, reconhecível na região, é de idade pré-brasiliana responsável


pelo desenvolvimento do bandamento gnáissico e por processos de migmatização, observado
no Complexo Mantiqueira e Supergrupo Rio da Velhas. Ao Evento Transamazônico é atribuída,
regionalmente, uma foliação leste/oeste e vergência para SE.

O Evento Brasiliano descrito regionalmente como uma compressão com vetores tectônicos para
W é bem marcado na porção leste da área estudada.

Figura 1 - Mapa geológico regional, Projeto Leste com localização da folha Ipatinga.
IMAGEM: Projeto Leste, 2000.

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Geologia Local

O Parque Ipanema está inserido dentro dos depósitos quaternários aluvionares de sedimentação
mais recente. Esses depósitos estão relacionados com as drenagens atuais e são compostos por
sedimentos arenosos com níveis de cascalho associados e material inconsolidado de granulação
fina.

Nas proximidades do parque não se observam afloramentos rochosos, apenas material


consolidado derivado de aterramento. No extremo sul do entorno, na linha férrea afloram rochas
do embasamento gnáissico e xistos do Grupo Rio Doce. A norte do parque observam-se
pequenos morrotes onde afloram os xistos do Grupo Rio Doce.

As melhores exposições dos depósitos quaternários estão nas margens do Rio Ipanena e são
representados por sedimentos arenosos com variação granulométrica de silte a cascalho,
presença de argilo-minerais e minerais micáceos, representam o assoreamento dos xistos
aflorantes no entorno.

Figura 2 - Área plana em aterro.


IMAGEM: Gilberto Luiz, nov/2015.

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Figura 3 - No entorno sul do parque - Solo bem consolidado.


IMAGEM: Gilberto Luiz, nov/2015.

Figura 4 - Limite norte do parque, solo arenoso de granulometria grossa.


IMAGEM: Gilberto Luiz, nov/2015.

Figura 5 - Sedimentos quaternários silto-arenoso nas margem do Ribeirão Ipanema.


IMAGEM: Gilberto Luiz, nov/2015.

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Figura 6 - Mapa Geológico da área do Parque.


IMAGEM: Projeto Leste, 2000.

Geomorfologia

A área de interesse está inserida dentro da Bacia do Rio Doce e constitui um domínio
morfológico que vem sendo retrabalhado pelo ciclo atual da bacia. Trata-se de uma área
amplamente rebaixada cujas cotas oscilam entre 250 e 350m com picos que chegam a 450m.
Apresenta um modelado bem característico que aparece orlando os principais afluentes do Rio
Doce tais como os rios Itambacuri, Urupuca, Suaçuí Grande, além do Ribeirão Ipanema.
Adentram as folhas Governador Valadares, Marilac, Ipatinga, Coronel Fabriciano e Santa
Maria do Suaçuí.

Essa feição deve ter-se iniciado no ciclo Velhas (KING, 1956) e vem passando por um intenso
processo de retrabalhamento no ciclo atual. São incisões em forma de saliências e reentrâncias
que os principais afluentes do Rio Doce vêm provocando em toda região e que estão
amplamente condicionadas ao tipo rochoso existente. Nota-se que o processo fica mais vigoroso
no âmbito das rochas xistosas, caso do Rio Ipanema, e atenuado nas porções mais graníticas.

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Todas as feições encontradas são reflexo da atividade dos ciclos geomorfológicos sobre os
diferentes litótipos, imprimindo-lhes características diferentes, com formas próprias de relevo.
Os vários modelados são, portanto produto da devastação da floresta sub-higrófila que introduz
profundas modificações no equilíbrio morfogenético; da exposição e ressecamento dos solos
durante os períodos de estiagem que modificam a sua textura e capacidade de retenção d’água,
acarretando maior facilidade de ação sobre o modelado.

Todo o sistema é formado por uma densa rede de drenagens dendrítico retangulares que vai
elaborando cristas e cumeadas, modulando o relevo deste domínio. Esta paisagem está de certo
modo condicionada aos lineamentos que são observados na região. Quando se desloca para
leste a dissecação aumenta e o relevo vai assumindo formas mais suaves aonde os cursos d’água
vão tomando aspectos meandriformes como os do Rio Doce e seus tributários.

Figura 7 - Mapa Geomorfológico de Ipatinga.


IMAGEM: Vasconcelos, 2002.

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Figura 8 - Detalhe da geomorfologia local com morrotes ao fundo.


IMAGEM: Gilberto Luiz, nov/2015.

Recursos Hídricos

O Parque Ipanema está localizado na Sub-bacia do Ribeirão Ipanema que por sua vez faz parte
da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, que está localizada na Região Sudeste do Brasil entre os
estados de Minas Gerais e Espírito Santo nos paralelos 17°45’ e 21°15’ de latitude sul e os
meridianos 39°55’ e 43°45’ de longitude oeste. Possui uma extensão total de 853 km e uma
área de drenagem com cerca de 83.465 km² (COELHO, 2007), dos quais 86% pertencem ao
Estado de Minas Gerais e o restante (14%) ao Estado do Espírito Santo sendo, portanto, uma
bacia de domínio federal.

No que se refere aos aspectos físicos, o Rio Doce é caracterizado como um extenso rio que
penetra profundamente no planalto mineiro. Seu traçado a partir de sua formação copia mais
ou menos a forma do litoral e, em Governador Valadares, o rio toma a direção leste a caminho
do oceano. Este traçado do rio é explicado pelas características morfoestruturais variadas que
ocorrem no interior da bacia, podendo ser dividida em três Unidades Regionais: Alto, Médio e
Baixo Rio Doce (COELHO, 2007).

A Unidade Alto Rio Doce localiza-se a montante da confluência dos rios Doce e Piracicaba.
Envolve parte das nascentes/bacias que vertem do Espinhaço escoando de O para L com
altitudes que variam de 300 a 2.600m. É marcado por serras e cristas em domínio do complexo
Gnáissico-Magmático ocorrendo falhamentos nas direções NO-SE e NE-SO, os quais

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influenciaram também a direção dos rios principais como o Piracicaba que segue a direção SO-
NE; no rio do Peixe segue a direção NO-SE (COELHO, Op. cit.).

A Unidade Médio Rio Doce possui seus limites à jusante da confluência dos rios Doce e
Piracicaba até a divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Abrange parte do oeste e
noroeste da bacia com elevações predominantes entre 200 e 500m, situados sobre o domínio do
complexo Gnáissico-MagmáticoMetamórfico com o predomínio de BiotitaGnaisse, estando
dispostas na direção preferencial NE-SO, caracterizada por pontões graníticos e colinas com
topos nivelados e vales ora fechado, ora abertos. Em ambas as margens do rio Doce, grande
parte dos cursos d`água segue a mesma direção das estruturas. As exceções ficam para os
setores inferiores dos rios Manhuaçu e José Pedro, ambos seguindo a direção O-E.

A Unidade Baixo Rio Doce abrange a porção capixaba caracterizado por uma morfologia
variando de O para E de colinas, tabuleiros e planície costeira. É delimitada a Oeste pelas
colinas baixas próximo a Colatina e por um importante falhamento com direção NNO-SSE, o
qual exerce influência sobre a direção principal dos cursos d`água nessa área. Fato semelhante
se repete entre os tabuleiros terciários do Grupo Barreiras com o destaque para inúmeras lagoas
de barragem natural alongadas na direção NO/SE, a exemplo, a Lagoa Juparanã, Lagoa Grande,
Lagoa Nova em Linhares, sendo marcado também por uma extensa planície costeira
quaternária. As altitudes são variadas decrescendo em direção ao canal principal e, em direção
à planície costeira (COELHO, Op. cit.).

A bacia do Ribeirão Ipanema cobre 146,8 km2 ou 88 % do município de Ipatinga (166 km2)
(http://www.ibge.gov.br). Em 2009 segundo o IBGE viviam cerca de 244 508 pessoas no
município, sendo que 2000 na zona rural, principalmente na bacia do Ribeirão Ipanema
(www.ibge.gov.br). Entre sua nascente 30 (1000 m de altitude) e sua foz no Rio Doce, (219 m)
o desnível médio é de 0,030 m/m. São 26 km de curso, em um gradiente crescente de uso do
solo, com 8,5 km aproximadamente dentro da área urbana.

Na área do parque observa-se um grande potencial de assoreamento causado principalmente


pela ocupação do território, onde observam-se morrotes dissecados e sofrendo processos
erosivos.

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Figura 9 - Bacia hidrográfica do Rio Doce.


IMAGEM: Agência Nacional de Águas (ANA). Disponível em: www.ana.gov.br. Acesso em: 20 nov. 2015.

Figura 10 - Sub Bacia do Ribeirão Ipanema.


IMAGEM: Oliveira, 2010.

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Figura 11 - Ribeirão Ipanema no Parque.


IMAGEM: Gilberto Luiz, nov/2015.

Pedologia

O solo que desenvolve nas porções mais rebaixadas é profundo e formado por material de
coloração amarela. Quando se ascende às partes mais elevadas, principalmente nas encostas, o
solo apresenta já com porções coluvionares onde se têm restos de rochas não alteradas e mesmo
matacões de tipos mais frescos. Nas porções mais elevadas das encostas, em geral, há a presença
de maciços rochosos que sustentam um solo onde a contribuição orgânica é elevada, de
coloração cinza, de vegetal saprolitizado. Quando se atinge o topo dos morros, já nos
interflúvios, tem-se um solo espesso amarelo-ocre rico em alumínio, fruto de uma exposição
prolongada onde a contribuição orgânica é também expressiva.

Nas faixas de ocorrência de rochas anfibolíticas, pertencentes ainda a estas unidades, há


desenvolvimento de um solo avermelhado escuro que é utilizado na agricultura de subsistência.
Os solos hidromórficos são raros e localizados principalmente nas aluviões do Rio Santo
Antônio e de seus tributários, o Ribeirão Ipanema é também um exemplo dos mesmos. Os solos
que recobrem os micaxistos, aflorantes no extremo norte do entorno do parque, constituem uma
estreita faixa de direção nordeste, que aparece no canto sudeste da folha, sendo definido como
podzólico vermelho-escuro e que poderá ser utilizado com sucesso na agricultura, entretanto
neste domínio há desenvolvimento de solo hidromórfico que ocupa as zonas mais rebaixadas
do terreno em forma de aluviões.

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Ainda no extremo sudeste, o Complexo Mantiqueira ocupa uma pequena área bastante
dissecada onde o solo dominante é o tipo podzólico avermelhado que poderá ser usado na
agricultura, embora toda a área seja utilizada como pastagem. Neste domínio do Mantiqueira,
todos os cursos d’água encerram expressivas aluviões onde o solo é hidromórfico.

Conclusões e discussões

O Parque Ipanema se encontra numa área onde foi feito um aterramento que se encontra bem
consolidado. Não foi observado pontos de erosão que possam comprometer as instalações nas
proximidades do parque, porém mais a norte, já no entorno do parque, observa-se morrotes com
vasta ocupação humana onde se pode notar o decapeamento da vegetação com exposição do
solo. Essa exposição acelera o processo de intemperismo no solo causando o assoreamento das
drenagens a jusante, nesse caso, é um grande contribuinte para o assoreamento presente no
Ribeirão Ipanema. O assoreamento dos rios é um processo recorrente em todas as regiões
brasileiras onde a ocupação humana acontece de forma descontrolada. Nesse caso há
necessidade de trabalho em conjunto de prefeituras e governo do estado no sentido de
minimizarem esses processos atuando de forma mais eficaz no desenvolvimento urbano.

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5. TEXTO JUSTIFICATIVO, DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE


TOMBAMENTO E DESCRIÇÃO DO PERÍMETRO DE
TOMBAMENTO

JUSTIFICATIVA
Segundo Carneiro e Mesquita (2000, apud Bovo e Conrado 2012) parque urbano se configura
como espaço livre público com função predominante de recreação, que ocupe na malha urbana
área em grau de equivalência superior a uma quadra típica urbana, apresentando em geral
componentes da paisagem natural, vegetação, topografia, elemento aquático, assim como
edificações direcionadas a atividades recreativas, culturais e/ou administrativas. Por sua vez,
Kliass (1993, apud Jonas, 2012) afirma que “os parques urbanos são espaços públicos com
dimensões significativas e predominância de elementos naturais, principalmente cobertura
vegetal, destinado à recreação”.

Com base nessas e outras definições similares de Parque Urbano é traçado o perímetro de
tombamento do Parque Ipanema, isto é, de acordo com a importância não somente simbólica e
histórica do bem para o município de Ipatinga, mas também, e principalmente, de acordo com
a utilização cotidiana voltada para o lazer e recreação dos habitantes locais.

É relevante reiterar a coexistência de ambos, o Bairro Parque Ipanema e o parque urbano


homônimo, e o que compete a cada um deles, determinando suas zonas de convergência e
divergência. Para tanto, torna-se fundamental a revisão do processo cronológico que
possibilitou a criação do contexto atual, multivalente e extenso, de utilização da área em
questão. O Projeto CURA (Companhia Urbanizadora da Região do Aço) foi realizado durante
a administração municipal de João Lamego Netto (1977 – 1982) e configura marco inicial da
ideia de se construir um parque de lazer em Ipatinga, sendo que os estudos para a sua
implementação tiveram início em 1978. Como parte da gama de obras realizadas no Bairro
durante esse momento estão também grandes obras viárias, como os viadutos da Rodovia BR-
381, e o Estádio João Lamego Netto, no qual tem lugar eventuais partidas de futebol.

O Estádio se localiza à Avenida Marginal, no lado oposto ao Parque Ipanema e, exceto em dias
de eventos esportivos, apresenta utilização reduzida, com pouco trânsito de pedestres ou
presença de visitantes. Devido a isso, fica incluído no perímetro de entorno, uma vez que

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compõe o conjunto do Bairro como elemento histórico das décadas de 1970’ e 1980’, mas não
se inclui no uso diário do Parque.

Após a terraplanagem do Parque Ipanema, é dado início às primeiras obras, as quais consistiam
na implantação do passeio de pedestres e ciclovias, seguidas pelo Kartódromo e a pista de
bicicross. O Parque teve suas obras retomadas pela Prefeitura de Ipatinga na década de 1990’,
quando da contratação do projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. Esse foi um de seus
últimos projetos e teve implementação apenas parcial, especialmente a oeste da BR-381, nas
proximidades do Parque da Ciência, do lago artificial e das quadras poliesportivas e do campo
de futebol.

A Avenida Marginal do Parque, como já evidenciado pela denominação da via, realiza papel
delimitador. A Avenida cumpre função ambivalente de acesso e segregação, uma vez que a sua
largura, somada à escassez de faixas de travessia torna-se elemento dificultador para o acesso
de pedestres que venham dos Bairros do lado oposto ao do Parque e para a compatibilização de
usos em ambas as laterais da via. Portanto, será esse elemento viário o nítido critério para o
traçado do perímetro de tombamento a sul do Parque Ipanema, a começar pelo seu cruzamento
com a Rua Viçosa, a leste, até o atravessamento da ponte sobre o Ribeirão Ipanema.

O entroncamento viário a sul do Bairro entre as rodovias BR-381 e BR-458, possui ampla
relevância como área verde, considerando-se a demanda municipal por massas de vegetação
que amorteçam os efeitos das plumas de dispersão de poluentes advindas da atividade industrial
da siderurgia. Todavia, não foi observada a presença ou circulação de pedestres na área ou a
sua utilização como espaço de lazer, aspecto compreensível uma vez considerada a
predominância do fluxo rápido de veículos.

A norte do Ribeirão Ipanema, a partir da Avenida Marechal Cândido Rondon nas adjacências
do Kart Clube Ipatinga, passando pelo Horto Municipal até alcançar a mata ciliar próxima à
ponte da Av. Marginal do Parque, o perímetro de tombamento acompanha o do Bairro Parque
Ipanema, devido à sua importância como elemento de conservação ambiental do Ribeirão
Ipanema e à sua utilização como espaço de recreação e prática de esportes nos campos próximos
ao Horto Municipal, no Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro e no Kartódromo.

Apesar de não estarem incluídas nos desenhos originais do Parque Ipanema, de se localizarem
em Bairros distintos e serem de implantação mais recente, foram incluídas no perímetro de
tombamento a praça pública construída quando do projeto de urbanização da Avenida Marechal
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Rondon realizado no início dos anos 2000’, assim como a Estação Pouso de Água Limpa,
inaugurada em 1999, juntamente com a sua Oficina e a Estrada de Ferro Caminho das Águas,
a qual atravessa longitudinalmente o Parque com seus 2,6 km de extensão. A inclusão desses
elementos se justifica pelos critérios mencionados anteriormente: são espaços públicos
destinados à recreação e com predominância de elementos naturais que, além disso,
complementam o contexto e o dinamismo da utilização do Parque.

O perímetro visa, portanto, garantir a integridade e a salvaguarda das características


paisagísticas, arquitetônicas, e de implantação que o Parque exibe atualmente, amparado por
diretrizes para intervenção e conservação, culminando na perpetuação do bem, de sua memória
e de sua utilização para as futuras gerações.

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DELIMITAÇÃO
MAPA A1
Perímetro de Tombamento do Parque Ipanema.
Escala 1:4000
Área Tombada: 61,81 ha.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede de Ipatinga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

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DESCRIÇÃO
O perímetro de tombamento do Parque Ipanema corresponde à poligonal fechada P1P13,
representada graficamente na página anterior, compreendendo uma área total de 618.139,46 m2
ou 61,81 ha, e descrito a seguir:

P01 representa o ponto de latitude - 19.466744 e longitude - 42.541276, sendo a interseção do


eixo da Rua Vitória com o prolongamento da delimitação do Bairro Parque Ipanema, a partir
do lote da esquina entre a Rua Vitória com a Rua Wilsom Teixeira, no quarteirão a oeste, e
segue por 657,15 metros leste, com um ângulo de 90°, pelo limite do Bairro até P02.

P02, com coordenadas de latitude - 19.466834 e longitude - 42.536249, representa o encontro


entre o prolongamento da delimitação do Bairro Parque Ipanema a partir da esquina entre a Rua
Argemiro de Melo e a BR-381, com o eixo da Rodovia, seguindo a sudoeste por 86,14 metros,
com um ângulo de 85°, até P03.

P03 representa o ponto de latitude - 19.467422 e longitude - 42.536627, sendo o encontro do


eixo da BR-381 com o prolongamento do limite do Bairro Parque Ipanema - a partir do encontro
da divisa Centro Esportivo e Cultura com a BR-381. Segue o limite do Bairro por 109,06
metros, em sentido sudeste, com um ângulo de 57°, até P04.

P04, com coordenadas de latitude - 19.468019 e longitude - 42.535740, representa o encontro


do limite do Bairro Parque Ipanema (em sua interseção com o alinhamento da calçada da Av.
Mal. Cândido Rondon) com linha imaginária que parte do eixo da Avenida, seguindo a nordeste
por 4,6 metros, com um ângulo de 91°, até P05.

P05 representa o ponto de latitude - 19.467998 e longitude 42.535690, sendo o encontro da reta
imaginária perpendicular ao seu próprio eixo com o eixo da Av. Marechal Cândido Rondon,
seguindo a sudeste por aproximadamente 980,48 metros, com um ângulo de 92°, até P06.

P06 ponto de coordenadas latitudinais - 19.472391 e longitudinais - 42.529375, representa o


encontro dos eixos das Avenidas Mal. Cândido Rondon e Macapá, seguindo a sudeste por
202,04 metros, com um ângulo de 97°, no eixo da última via até P07.

P07 representa o encontro do eixo da Avenida Macapá com a Rua Nossa Senhora das Graças,
com coordenadas geográficas de - 19.474128 e - 42.528720. Segue em sentido oeste, por 427,20
metros, com um ângulo de 87°, pelo eixo da última até P08.

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P08, representa o encontro dos eixos das ruas Nossa Senhora das Graças com a João Napoleão
da Cruz, com coordenadas de latitude - 19.473951 e longitude - 42.532778, e segue a sul por
93,9 metros, com um ângulo de 95°, até P09.

P09 é o ponto com latitude - 19.474745 e longitude - 42.533029, sendo ele o encontro dos eixos
das ruas João Napoleão da Cruz e Viçosa, seguindo a oeste por 135,28 metros, com um ângulo
de 97° até P10.

P10 representa as coordenadas de latitude - 19.474650 e longitude - 42.534301, sendo o


encontro do eixo da Rua Viçosa com o eixo da Avenida Marginal do Parque, seguindo a
noroeste pelo eixo da última por aproximadamente 1696 metros, com um ângulo de 119°, até
P11.

P11 se delimita por ser o ponto de encontro do eixo da Avenida Marginal do Parque com o
prolongamento do limite entre a mata ciliar e a ocupação urbana, com latitude - 19.470570 e
longitude -42.546931, segue a nordeste por 318,18 metros com um ângulo de 93°, até P12.

P12, ponto de coordenadas - 19.467980 e - 42.545348, representa o encontro do limite entre a


mata ciliar e a ocupação edificada com o prolongamento do eixo da Rua Wilsom Teixeira,
seguido em direção nordeste por aproximadamente 471 metros, com um ângulo de 112° até
P13.

P13 = P01.

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6. TEXTO JUSTIFICATIVO, DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE


ENTORNO E DESCRIÇÃO DO PERÍMETRO DE ENTORNO DO
TOMBAMENTO

JUSTIFICATIVA

De acordo com a Carta de Burra (ICOMOS, 1980), “entorno é a área visual que exige
manutenção de suas formas, escala, cores, textura, materiais, e onde não deverão ser permitidas
novas construções nem qualquer demolição ou modificação susceptíveis de causar prejuízo à
apreciação ou fruição do bem cultural tombado.”

Com base nessa definição, o perímetro de entorno de tombamento do Parque Ipanema é


definido pela poligonal P1P30, abrangendo as quadras próximas ao Parque, o Bairro Novo
Cruzeiro, bem como as margens do Ribeirão Ipanema, áreas verdes sem ocupação urbana e o
Estádio Municipal João Lamego Netto, sendo determinado pelo eixo uma série de vias: Av.
Guido Marliere, ruas Tuparis, Lazurita, Tapirapés, Av. Juscelino Kubitscheck, Rua Serra do
Mar, BR-381, ruas Novo Hamburgo, Fortaleza, João Patrício Araujo, Teresópolis, Campinas,
Nova Friburgo, Maria Silva, Magé, Avenida Nelcy de Oliveira Silva, ruas Poços de Caldas,
Zita de Oliveira, Ponte Nova, Vinte e Oito de Abril, Uberlândia, MG-425, vias perimetrais do
entroncamento viário, ruas Turmalina, Águas Marinhas, Topázio e Maanaim. Entre a Rua Magé
e a Avenida Nelcy de Oliveira Silva não existe conexão direta tendo sido utilizada como critério
para o perímetro a área verde entre as vias. Em diversos trechos a delimitação do Bairro Parque
Ipanema também serviu de critério delimitador.

O perímetro abrange construções que datam de época próxima à do Conjunto, isto é, tem início
a partir da segunda metade do século XX. Desde então as edificações vem passando por
eventuais modificações, e seu uso tem predominantemente fim residencial, com ocorrência de
atividades comerciais e institucionais, principalmente em vias lineares que configuram
centralidades locais. Devido à sua construção recente, não há estilo arquitetônico evidente nas
edificações.

A área do perímetro justifica-se por abranger espaço pertencente ao contexto ambiental,


urbanístico e histórico de implantação do Parque, assim como por exercer e sofrer influência
do Conjunto e das diversas fases de evolução das últimas décadas. O principal objetivo é
proteger os elementos fundamentais para a integridade paisagística do Conjunto,

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salvaguardando a ambiência urbana, as características de implantação, volumetria e visadas,


elementos esses necessários para o acautelamento da paisagem. Desse modo, deseja-se proteger
o entorno da ocupação predatória, contribuindo para a perpetuação da história, do imaginário,
do dinamismo e utilização atual como espaço público de lazer e recreação. Contribui-se então
para a construção da qualidade socioambiental da comunidade e a continuidade do simbolismo
já consolidado. As diretrizes para intervenção e conservação do entorno do bem estão descritas
no Capítulo 9 deste trabalho.

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DELIMITAÇÃO
MAPA A1
Perímetro de Entorno do Parque Ipanema.
Escala 1:4000
Área Tombada: 191,49 ha.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede de Ipatinga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

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DESCRIÇÃO
A poligonal fechada P1P30 delimita o perímetro do entorno de tombamento do Parque
Ipanema, representando no diagrama da página anterior, compreendendo uma área total de
1.914.933, m2 ou 191,5 ha, e descrito abaixo:

P01 é o ponto de coordenadas- 19.467920 e - 42.548524. Ele representa o encontro do eixo da


Avenida Guido Marliere com o prolongamento do eixo da Rua Tuparis, seguindo em sentido
sudeste, por 211,36 metros, com um ângulo de 81º, até P02.

P02 representa o ponto de latitude - 19.468997 e longitude - 42.546905, que é o encontro dos
eixos das ruas Tuparis e Lazurita, seguindo a nordeste, pelo eixo da última, por 214,51 metros,
com um ângulo de 92º, até P03.

P03, com latitude - 19.467465 e longitude - 42.545742, representa o encontro dos eixos das
ruas Lazurita e Tapirapés, a noroeste por 200,41 metros, com um ângulo de 93º, até P04.

P04 representa o ponto de encontro do prolongamento do eixo da Rua Tapirapés com o eixo da
faixa de rolagem da Avenida Guido Marliere a sul do canteiro, possui latitude - 19.466388 e
longitude - 42.547251, e segue em sentido noroeste por 155,21 metros, com um ângulo de 72º,
até P05.

P05 representa o ponto de latitude - 19.465591 e longitude - 42.545942, com um ângulo de


149º, sendo o encontro do eixo da faixa de rolagem da Avenida Guido Marliere a sul do canteiro
com o prolongamento da Rua Serra do Mar, seguindo em sentido leste pelo eixo da última por
1115,42 metros, até P06.

P06 representa o encontro do eixo da Rua Serra do Mar com o eixo da BR-381, com latitude -
19.465628 e longitude - 42.535448, segue em sentido sudoeste, por 73,03 metros, com um
ângulo de 84º, até P07.

P07 de coordenadas - 19.466188 e - 42.535801, é o encontro do eixo da BR-381 com o eixo da


Rua Novo Hamburgo, seguindo a sudeste por 173,34 metros, com um ângulo de 85º, pelo eixo
da última, até P08.

P08 representa o ponto de latitude - 19.467215 e longitude - 42.534514, sendo o ponto de


encontro do eixo das ruas Novo Hamburgo e Fortaleza, segue pelo eixo da última a sudoeste
por 75,28 metros, com um ângulo de 84º, em sentido sul até P09.
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P09 ponto de latitude - 19.467608 e longitude - 42.535137, representa o encontro dos eixos das
ruas Fortaleza e João Patrício Araújo, seguindo pelo eixo da última em sentido sudeste por
571,79 metros, com um ângulo de 90°, ate P10.

P10 é o ponto de coordenadas- 19.472093 e - 42.532189. Ele representa o encontro dos eixos
das ruas João Patrício Araújo e Teresópolis, seguindo em sentido nordeste, por 311,16 metros,
com um ângulo de 124°, até P11.

P11 representa o ponto de latitude - 19.470582 e longitude - 42.529656, que é o encontro dos
eixos das ruas Teresópolis com Campinas, seguindo a sudeste, por 197,33 metros, com um
ângulo de 94º, até P12.

P12, com latitude - 19.472062 e longitude - 42.528654, representa o encontro dos eixos das
ruas Campinas com Nova Friburgo, seguindo a nordeste, pelo eixo da última, por 75,26 metros,
com um ângulo de 89º, até P13.

P13 representa o ponto de encontro dos eixos das rus Nova Friburgo com Maria Silva, possui
latitude - 19.471643 e longitude - 42.528061, segue em sentido nordeste por 136,74 metros,
com um ângulo de 96°, até P14.

P14 representa o ponto de latitude - 19.470741 e longitude - 42.527351, sendo o encontro do


eixo da Rua Maria Silva com o prolongamento da Rua Magé, seguindo em sentido sudeste por
166,31 metros, com um ângulo de 49º, até P15.

P15 representa o encontro do eixo da Rua Magé com o limite da via, com latitude - 19.471820
e longitude - 42.526588, em sentido sul pela linha imaginária de interligação entre a rua Magé
e a Av. Nelcy de Oliveira Silva, que perpassa área verde municipal, por 73,10 metros, com um
ângulo de 147º, até P16.

P16 de coordenadas - 19.472609 e - 42.526500, é o encontro do eixo da Avenida Nelcy de


Oliveira Silva com o limite da via, representando simultaneamente o fim da linha imaginária
de interligação com a Rua Magé, seguindo a sudeste pelo eixo da Avenida por
aproximadamente 543 metros, com um ângulo de 174º.

P17 representa o ponto de latitude - 19.476095 e longitude - 42.523369, sendo o ponto de


encontro do prolongamento do eixo da Avenida Nelcy de Oliveira com a Rua Poços de Caldas,
seguindo a sul por 183,09 metros, com um ângulo de 98º, em sentido sul até P18.
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P18 ponto de latitude - 19.477727 e longitude - 42.523624, representa o encontro do eixo da


Rua Poços de Caldas com o prolongamento da Avenida Zita Soares de Oliveira, seguindo pelo
eixo da última em sentido noroeste por 376,83 metros, com um ângulo de 76º, ate P19.

P19 é o ponto de coordenadas - 19.476170 e - 42.526755. Ele representa o encontro do eixo da


Avenida Zita Soares de Oliveira com a o prolongamento do eixo da Rua Ponte Nova, seguindo
em sentido sudoeste, por 104,96 metros, com um ângulo de 144º, até P20.

P20 representa o ponto de latitude - 19.476586 e longitude - 42.527678, que é o encontro do


eixo da Rua Ponte Nova com o eixo da Avenida Vinte e Oito de Abril seguindo pelo eixo da
última a noroeste, por 272,22 metros, com um ângulo de 90º, até P21.

P21, com latitude - 19.474721 e longitude - 42.529382, representa o encontro do


prolongamento do eixo da Av. Vinte e Oito de Abril com o eixo da Rua Uberlândia, seguindo
a sudoeste, pelo eixo da Rua Uberlândia, por aproximadamente 453 metros, com um ângulo de
167º, até P22.

P22 representa o encontro do prolongamento da Rua Uberlândia com o eixo da faixa de rolagem
da MG-425 a sul do canteiro central. Possui latitude -19.477401 e longitude - 42.531061, e
segue pelo eixo da Rodovia até seu encontro com o eixo da via perimetral sudeste do trevo
viário e adiante nessa mesma via sem nome, em sentido oeste por 1028,45 metros, com um
ângulo de 117°, até P23.

P23 representa o ponto de latitude - 19.475763 e longitude - 42.542454, sendo o encontro do


eixo da via perimetral sudeste do trevo viário com a delimitação do Parque Ipanema na porção
leste da BR-381, seguindo em sentido oeste por 28,08 metros, com um ângulo de 104º, até P24.

P24 representa o encontro da delimitação do Bairro Parque Ipanema, na porção oeste da BR-
381, com o eixo da via perimetral sudoeste, sem nome, do trevo viário, com latitude - 19.475684
e longitude - 42.542702, segue em sentido noroeste, pelo eixo da via perimetral, por 219,99
metros, com um ângulo de 95º, até P25.

P25, de coordenadas - 19.473546 e - 42.542849, é o encontro do eixo da via perimetral sudoeste


do trevo com o prolongamento da delimitação do Bairro Parque Ipanema a partir do
alinhamento da calçada da Rua Brilhante, seguindo a noroeste por 6,33 metros, com um ângulo
de 150º até P26.

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P26 representa o ponto de latitude - 19.473461 e longitude -42.542880, sendo o vértice entre o
prolongamento do Bairro do Parque Ipanema, mencionado na descrição do ponto P25, com a
delimitação em si, e segue em limite coincidente ao do Bairro a noroeste por 927,32 metros,
com um ângulo de 156º até P27.

P27 ponto de latitude -19.471144 e longitude -42.548599, representa o encontro do


prolongamento da delimitação do Bairro Parque Ipanema com o eixo da Rua Ouro, seguindo
em sentido nordeste no eixo da mesma por 15,95 metros, com um ângulo de 131º, ate P28.

P28 representa o ponto de latitude - 19.471007e longitude - 42.548491, sendo o encontro do


prolongamento da Rua Ouro com o eixo da Rua Maanaim, seguindo em sentido noroeste pelo
eixo da última por aproximadamente 215,34 metros, com um ângulo de 92º, até P29.

P29 representa o encontro do eixo da Rua Maanaim com o eixo da Avenida Guido Marliere,
com latitude - 19.469770 e longitude - 42.550075, segue em sentido nordeste, pelo eixo da
Avenida por 275,76 metros, com um ângulo de 87°, até P30.

P30 = P01.

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7. FICHAS DE INVENTÁRIO

ESTRUTURAS ARQUITETÔNICAS E URBANÍSTICAS


Ficha de inventário do bem cultural Parque Ipanema

FICHA 01
1. MUNICÍPIO: Ipatinga.
2. DISTRITO/POVOADO: Sede.
3. DESIGNAÇÃO: PARQUE IPANEMA.
4. ENDEREÇO: Av. Marginal do Parque, s/n°. Bairro Parque Ipanema.
5. PROPRIEDADE/SITUAÇÃO DE PROPRIEDADE: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
6. RESPONSÁVEL: Prefeita Maria Cecília Ferreira Delfino.
7. SITUAÇÃO DE OCUPAÇÃO: Próprio.
8. ANÁLISE DE ENTORNO:

No entorno do Parque Ipanema encontram-se seis bairros: Jardim Panorama, Iguaçu, Novo
Cruzeiro, Centro, Veneza e o próprio Bairro Parque Ipanema, cujos limites ora coincidem ora
divergem do perímetro de tombamento. O Parque se situa nas proximidades das rodovias BR-
381 e MG-425, as quais cumprem função de conexão intermunicipal e entre diversos bairros.
A BR-381 é ainda transversal ao interior do Parque e delimita diferentes contextos de utilização
do mesmo. Outro elemento de grande relevância é a Avenida Marginal do Parque, que apresenta
função de acesso e segregação, devido a fatores como sua largura e a escassez de faixas de
travessia. Desse modo, a localização do Parque é destaque em termos multiescalares, da local
à intermunicipal.

O Parque Ipanema situa-se no Distrito Sede do município de Ipatinga, em terreno


predominantemente plano, exceto pelos aclives e declives artificiais em alguns pontos de sua
extensão. O Estádio João Lamego Netto se localiza à Avenida Marginal, no lado oposto ao
Parque Ipanema e é onde acontecem partidas regulares de futebol. Existe ainda um
entroncamento viário a sul do Bairro entre as rodovias BR-381 e MG-425, local recoberto por
ampla área verde, mas com ausência de pedestres, uma vez que na área é predominante o fluxo
rápido de veículos.

As edificações do entorno formam um conjunto homogêneo, com altura variada, que tende a
crescer em bairros como o Jardim Panorama. Não há estilo arquitetônico evidente, já que a
maior parte da ocupação urbana data da segunda metade do século XX. Há predominância

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residencial, mas não é rara a existência de edifícios mistos e atividades comerciais ou


institucionais. O estado geral de conservação das edificações é bom, com danos comuns
provenientes de intempéries e da ação do tempo.
9. DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA:

Vista do Kartódromo. Vista do anfiteatro.


IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

Lago e ilha artificiais, ponte de madeira e cata- Campo de futebol próximo à Rua Wilsom
cata-vento. Teixeira.
IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015. IMAGEM: Ana Flávia Costa, out/2015.

10. HISTÓRICO:

O Parque Ipanema é um amplo complexo de lazer aberto ao público e localizado às margens do


Ribeirão Ipanema, em Ipatinga, frequentado diariamente por milhares de pessoas. Sua
construção iniciou-se em 1980, e seu projeto paisagístico foi elaborado por Roberto Burle Marx
na década de 1990. O projeto e a construção desse complexo paisagístico ocorreram num
momento decisivo da história da cidade, com transformações profundas que resultaram numa

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refiguração radical da fisionomia de Ipatinga, alterando as relações sociais e culturais então


existentes. Deve-se mencionar a criação do Programa CURA (Comunidade Urbana para
Recuperação Acelerada), o qual desempenhou um papel essencial na refiguração urbana de
Ipatinga. Projetado em âmbito federal e viabilizado financeiramente pelo Banco Nacional de
Habitação (BNH), esse programa foi estruturado para possibilitar aos municípios
racionalizarem a ocupação e uso do espaço urbano. Em 1978, as verbas e a equipe técnica do
programa chegariam a Ipatinga, iniciando os estudos para a implantação de um grande número
de obras. Em Ipatinga, esse programa foi projetado com a direção do arquiteto Alípio Pires
Castelo Branco. A equipe técnica do projeto do parque era composta ainda pelo filósofo José
de Anchieta, o ecólogo Célio Murilo de Carvalho Vale, e três arquitetos, Cícero Christófaro,
Lélio Nogueira do Carmo e Lourival Caporale Penna. Até então, apenas as pessoas de renda
média e alta tinham acesso aos exíguos espaços de lazer em Ipatinga – sobretudo os moradores
dos bairros Castelo e Cariru. Decidiu-se então que um grande parque aberto seria construído no
espaço vazio que desarticulava a cidade espontânea, no vale do Ipanema, visando atender tanto
à demanda das classes de renda mais baixa, como para promover a almejada integração da
cidade. Inicialmente foi chamado de “Projeto Vale Verde”, depois rebatizado como “Parque
Ipanema”.

Para a implantação do Parque Ipanema, diversos obstáculos tiveram que ser vencidos. Um deles
era que parte da área onde o parque seria implantado já era ocupado como propriedade
particular, sendo uma área da Usiminas – que cedeu à prefeitura em regime de comodato – e
outra do senhor Pedro Linhares, o qual já iniciara o loteamento nas proximidades do bairro
Iguaçu. Em 1974, essa área loteada, então chamada de Novo Iguaçu, chegou a ter 460 lotes e
por volta de doze casas já estabelecidas. Houve certa resistência por parte dessas famílias já
estabelecidas ao receber a notícia de que seriam desapropriadas para a construção do parque.
Feitos os cálculos e amenizados os custos de desapropriação ao remodelar a área do atual
parque, iniciou-se em 1980 as obras de terraplanagem, drenagem e tratamento das margens do
ribeirão, e posteriormente a instalação de grama, plantio e das vias de acesso ao parque. Foram
também instalados variados equipamentos públicos de esportes, como os campos de futebol e
o kartódromo Emerson Fittipaldi, pistas de caminhada e o lago do parque – à época menor que
as suas dimensões atuais. No projeto original o Bairro Parque Ipanema continha 860.000 m² de
área total, mas foi ampliado para 1 milhão de m² após a expansão do novo centro de Ipatinga.

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Entretanto, o uso indevido das estruturas do Parque Ipanema não deixou de criar problemas ao
projeto, inclusive por parte das autoridades municipais. O despejo do lixo em suas
dependências, e inclusive dentro do próprio ribeirão, foi (e ainda é) um problema, além da
manutenção inapropriada e outros equívocos por parte dos administradores. O caso mais
emblemático foi a criação de uma pista de vaquejada, ainda no início da década de 1980, que
não constava no projeto original.

Roberto Burle Marx, renomado arquiteto-paisagista brasileiro foi convidado pela prefeitura de
Ipatinga para elaborar um novo plano paisagístico do Parque Ipanema. O paisagista definiu as
áreas de arborização, selecionando espécies variadas, priorizando aquelas originais da região
(Mata Atlântica), uma característica do seu estilo de paisagismo, dando todo o colorido do
parque ao longo do ano. Esse projeto, que em linhas gerais permanece até hoje, foi uma das
últimas obras de Burle Marx, falecido em 1994. Após a instalação do novo projeto paisagístico,
o Parque Ipanema foi reinaugurado em 1992.

Com o passar do tempo, novas instalações foram incluídas no complexo do Parque Ipanema.
Na área da vaquejada, foi instalado o Ginásio Sete de Outubro, um complexo poliesportivo.
Vale destacar também a implantação do Parque da Ciência, centro de educação livre elaborado
pela prefeitura em convênio com a Universidade Federal de Viçosa. Criado em 2003, seu
objetivo é fornecer ao público em geral, especialmente o público escolar, um espaço não formal
de ensino e divulgação científica, contribuindo para a democratização do conhecimento. De
acordo com Bastos, só no ano de 2004 o Parque da Ciência foi visitado por 20.000 pessoas, em
sua maioria estudantes do ensino básico de Ipatinga e cidades vizinhas do Vale do Aço. Em
2000, o Parque Ipanema foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Municipal de
Ipatinga.

Localizada à margem direita do Ribeirão Ipanema está a Estação Pouso de Água Limpa,
complexo turístico tombado pela Lei n° 1727, de 04 de novembro de 1999. A Estação e sua
oficina não se localizam dentro do traçado original do Bairro Parque Ipanema, mas compõem
o Conjunto, uma vez que sua Estrada de Ferro o atravessa longitudinalmente. O Complexo
compreende a locomotiva a vapor, denominada Maria Fumaça, e seus carros de passageiros, o
prédio da Estação Pouso de Água Limpa e a Estrada de Ferro Caminho das Águas. A locomotiva
existente no local é de origem alemã e sua construção data de 1937, funcionando através de
combustível de lenha e bagaço de cana. Ainda no início da década de 2000, foi realizado um
projeto de urbanização da Avenida Marechal Cândido Rondon, o qual deu origem ao
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prolongamento da Avenida e a uma praça pública, com lago artificial, arborização e playground.
Tal área também não se encontra nos limites do Bairro, mas é evidente elemento de integração
do uso cotidiano do local como espaço de lazer e descanso.

11. USO ATUAL: Misto.


12. DESCRIÇÃO:

O Parque Ipanema apresenta ampla variedade de contextos de utilização e, devido à sua


extensão, a descrição de sua área deve ser feita por trechos, utilizando o Ribeirão Ipanema como
critério delimitador entre as porções norte e sul. A começar pela área oeste, a sul do Ribeirão,
se situam quadras poliesportivas, campos de futebol e a casa do Papai Noel, cuja estrutura é
permanente, com acréscimo de vedação anualmente em dezembro. A Avenida Burle Marx, o
lago e ilha artificiais se encontram na sequência e configuram área de concentração do fluxo de
visitantes e comerciantes (ambulantes e barracas), que tem prosseguimento no anfiteatro, no
Parque da Ciência e na Praça dos Brinquedos, onde existem brinquedos de madeira para fim
recreativo e outros com teor educacional. Também nessa porção estão galpões de apoio e um
pergolado com cobertura em trepadeira Congeia. Na Avenida Marginal, existe uma sequência
de quiosques e barracas, que funcionam principalmente como lanchonetes e que, em alguns
casos, dispõem mesas e cadeiras plásticas em área gramada do Parque. A BR-381 perpassa o
Parque transversalmente nesse ponto, conduzindo o visitante a outra área de campos de futebol,
somada a massa arbórea e ao Kart Clube Ipatinga. Em sequência estão a Estação Pouso de Água
Limpa, com sua Oficina e Estrada de Ferro, a qual atravessa longitudinalmente o Parque, com
seus 2,6 km de extensão. A nordeste do Ribeirão, existe um espaço público de lazer e recreação
com lago artificial de traçado orgânico e playground, seguido pelo Centro Esportivo e Cultural
Sete de Outubro e o Ginásio Poliesportivo Eli Amâncio. O Horto Municipal, dois outros campos
de futebol e faixa de mata ciliar se situam após o atravessamento da BR-381, ainda a norte do
Ribeirão.

No Parque ocorrem diversos eventos significativos para o município de Ipatinga, como por
exemplo, a Pescaria e do Sesc no Parque e o Festival Viola dos Gerais. O local abriga também
o Parque da Ciência, já mencionado anteriormente, que recebe anualmente milhares de
visitantes em suas exposições direcionadas às diferentes áreas do saber, com o objetivo de
incentivar a educação científica. Na década de 1990’ Roberto Burle Marx foi contratado para
elaborar um projeto paisagístico para o Parque. Portanto, especialmente nas proximidades da

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Avenida que leva o nome do projetista e do Parque da Ciência, é perceptível o traçado orgânico
das áreas ajardinadas preenchidas por árvores nativas brasileiras.
13. PROTEÇÃO LEGAL EXISTENTE: Área de Proteção Ambiental (APA) Ipanema e
Tombamento Municipal.
14. PROTEÇÃO LEGAL PROPOSTA: Tombamento Municipal.
15. ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom.
16. ANÁLISE DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
É bom o estado de conservação do bem, que não conta com danos estruturais e físicos que
possam comprometer a sua estabilidade ou integridade. As vias urbanas de maior largura e
tráfego, como a Avenida Marginal do Parque e a rodovia BR-381 delimitam contextos
diferenciados de utilização do Parque, configurando ora barreira, ora acesso. Nem todas as áreas
possuem uso frequente e, portanto, há algumas áreas mais ermas e degradadas que outras. O
paisagismo do Parque se encontra também em boas condições, com alguns pontos de
ressecamento nas folhagens, principalmente da área gramada, além do crescimento vegetal
descontrolado. Elementos de mobiliário e algumas edificações exibem pontos de oxidação e
pichações. Os galpões de apoio e demais instalações apresentam pleno funcionamento, exibindo
avarias como pontos de oxidação, sujidades aderidas e pichações. Os playgrounds de madeira
mostram ressecamento e deformação de peças. Os demais brinquedos, a academia a céu aberto
e o anfiteatro apresentam danos leves como perda ou desbotamento de camada pictórica. A
sinalização do Parque está em boas condições gerais, todavia, é perceptível a ocorrência de
sujidades superficiais e pontos de oxidação. Além disso, em algumas áreas há escassez de
placas, o que pode dificultar o acesso de visitantes. Há número suficiente de lixeiras públicas
nas proximidades do Parque da Ciência, enquanto outras em áreas elas se mostram ausentes, o
que favorece o acúmulo de lixo exposto.
17. FATORES DE DEGRADAÇÃO:
Os principais fatores de degradação estão diretamente relacionados com a ação de intempéries,
ocasionando acúmulo de umidade, ressecamento e desgaste; assim como a falta de manutenção
e conservação constantes, o que contribui para o acúmulo de sujidades; pichações; quebra de
mobiliário urbano; ruptura na pavimentação e deterioração temporal.
18. MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO:
Para a conservação e solução dos problemas detectados é sugerida a limpeza das superfícies;
impermeabilização, se necessário, das áreas que sofrem com o acúmulo de umidade;
recomposição das trincas; evitar fixar quadros informativos, objetos e equipamentos com
permanência constante que possam interferir na composição estética do bem; imunização dos
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elementos em madeira; periodicidade da pintura; realizar podas, irrigação e manutenção dos


jardins, mata ciliar e composição vegetal; fiscalizar esporadicamente a qualidade da água dos
lagos artificiais e cursos d’água; manutenção constante dos aspectos físicos, estruturais e
compositivos da edificação; não substituir, modificar ou instalar qualquer elemento de
composição e/ou estrutural sem antes a avaliação de um técnico especializado; inspecionar
constantemente as áreas de risco e os ambientes para verificação de curtos e focos de incêndio;
não realizar ligações elétricas improvisadas e, quando necessário, consultar um técnico
especializado.
19. INTERVENÇÕES:

Como já mencionado no histórico do presente dossiê, para a implantação do Parque Ipanema,


alguns contratempos tiveram que ser vencidos. Parte da área onde o bem seria implantado já se
encontrava ocupada como propriedade particular, sendo parcialmente da Usiminas, que cedeu
à prefeitura em regime de comodato, e outra do senhor Pedro Linhares, que já havia iniciado o
loteamento nas proximidades do bairro Iguaçu, sendo que em 1974, essa área loteada chegou a
ter por volta de doze casas já estabelecidas. Após a desapropriação, tiveram início as obras de
terraplanagem, drenagem e tratamento das margens do ribeirão, e posteriormente a instalação
de grama, plantio e das vias de acesso ao parque. Foram também instalados variados
equipamentos públicos de esportes, como os campos de futebol e o Kartódromo Emerson
Fittipaldi, pistas de caminhada e o lago do parque.

Na década de 1980, houve a criação de uma pista de vaquejada, a qual não constava no projeto
original e que foi posteriormente substituída pelo Ginásio Sete de Outubro, um complexo
poliesportivo. Para elaborar um novo plano paisagístico do Parque Ipanema Roberto, foi
contratado o arquiteto paisagista Roberto Burle Marx. Após uma série de projetos e alterações
realizados entre 1990 e 1992, o paisagista definiu as áreas de arborização, priorizando as
espécies originais da região. Após a instalação do novo projeto paisagístico, o Parque Ipanema
foi reinaugurado em 1992. Em 2000, o Parque Ipanema foi tombado pelo Patrimônio Histórico
e Artístico Municipal de Ipatinga.

A Estação Pouso de Água Limpa encontra-se à margem sul do Ribeirão Ipanema, foi
inaugurada em 1999 e compõe um complexo turístico tombado em novembro do mesmo ano.
A Estação e sua oficina não se fazem parte do traçado original do Bairro Parque Ipanema, mas
estruturam o Conjunto, uma vez que sua Estrada de Ferro o Parque atravessa longitudinalmente.
No início da década de 2000, foi realizado um projeto de urbanização da Avenida Marechal
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Cândido Rondon, o qual deu origem ao prolongamento da Avenida e a uma praça pública, com
lago artificial, arborização e playground. Tal área também não se encontra nos limites do Bairro,
mas é elemento de integração do uso cotidiano do local como espaço de lazer e descanso. Com
o passar do tempo, novas instalações foram acrescentadas ao complexo do Parque Ipanema,
como a academia a céu aberto, a Praça de Brinquedos e o Parque da Ciência, criado em 2003,
com o objetivo de fornecer ao público em geral um espaço não formal de ensino e divulgação
científica.

20. MOTIVAÇÃO DO INVENTÁRIO:


Proteção do patrimônio cultural do município de Ipatinga, de alto valor para a história e cultura
local, que identifica e revela uma época que contribuiu para a conformação da cidade. É ainda
marco paisagístico, lugar rememorativo, imaginativo, e afetivo.
21. REFERÊNCIAS:
BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTAIS:
IPATINGA ANO 20. Ipatinga: Diário do Aço, 1984.
SILVA, José Orozimbo. Ipatinga e sua História. O Ipatinga, Ipatinga, p. 1, jul. de 1963.
ORAIS
Luciene Faico. Entrevista, out, 2015.
Raquel Christofaro. Entrevista, nov/2015.
22. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
O município de Ipatinga possui medidas adicionais de proteção e salvaguarda destinadas à
preservação do bem cultural inventariado, a exemplo do Zoneamento e do Plano Diretor
Municipal, sancionado pela Lei Municipal n°3.350/2014 de 12 de junho de 2014,e da Lei de
Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, sancionada pela Lei Municipal n°3.408/2014, de 27 de
novembro de 2014. De acordo com esses documentos, o perímetro de tombamento está
sobreposto por Zonas de Proteção Ambiental (ZPAM) III e IV e Zona Especial de Interesse
Social (ZEIS) IB. Além disso, é coincidente com a extensão da APA Ipanema, que tem como
eixo o Ribeirão homônimo, e foi criada para a conservação e preservação de áreas de relevante
valor ambiental, fundamentais na melhoria da qualidade de vida da população e na manutenção
dos recursos naturais.

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23. FICHA TÉCNICA:


RESPONSÁVEL PELAS INFORMAÇÕES: PREFEITURA MUNICIPAL DE
IPATINGA/MG.

Levantamento (out/2015): Ana Flávia Costa (estagiária de arquitetura) / Walderez Simões C.

R. (Historiador) / Leonardo Cotta (Biólogo) / Gilberto Luiz Silva (geólogo) / Leila Aparecida

da Cunha (chefe do setor responsável).

Elaboração (out a nov/2015): Ana Flávia Costa (estagiária de arquitetura) / Hugo Rocha

(Historiador) / Walderez Simões C. R. (Historiador) / Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

/ Leonardo Cotta (Biólogo) / Gilberto Luiz Silva (geólogo)

Revisão (nov/2015): Memória Arquitetura.

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Ficha de inventário do bem cultural Complexo Turístico Estação Pouso de Água


Limpa

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8. DOCUMENTAÇÃO CARTOGRÁFICA

LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE IPATINGA/MG

Localização do Município de Ipatinga no Estado de Minas Gerais.


Sem escala.
Fonte: Wikipédia. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipatinga>.
Elaboração: Memória Arquitetura, out/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

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LOCALIZAÇÃO DO BEM CULTURAL

Arruamento da área urbana de Ipatinga com a Localização da Área Tombada.


Sem escala.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede de Ipatinga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

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DESENHOS TÉCNICOS
MAPA A1
Perímetro de Entorno do Parque Ipanema.
Escala 1:4000
Área Tombada: 191,49 ha.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede de Ipatinga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

MAPA A1
Perímetro de Tombamento do Parque Ipanema.
Escala 1:4000
Área Tombada: 61,81 ha.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede de Ipatinga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

MAPA A1 estendido
Mapeamento Florístico do Parque Ipanema.
Escala 1:1000
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede de Ipatinga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Elaboração: Ana Flávia Costa, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)

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9. DIRETRIZES DE INTERVENÇÃO E PLANO DE GESTÃO DAS


MEDIDAS DE SALVAGUARDA

BEM TOMBADO
Para garantir o bom estado de conservação e orientar o desenvolvimento do Conjunto
Paisagístico do Parque Ipanema para que este ocorra de forma ordenada e coerente com seu
valor paisagístico, cultural e simbólico, foram definidas algumas diretrizes que serão elencadas
a seguir. Os parâmetros abaixo estabelecidos foram elaborados com o objetivo de resguardar a
integridade e harmonia arquitetônica e paisagística do Parque, e para propiciar uma melhor
qualidade de uso do mesmo, em termos de área verde destinada ao lazer e à recreação.

 O Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga deve avaliar e


aprovar qualquer intervenção que o bem venha a sofrer (como manutenção, reforma,
conservação, restauração, reconstituição), a fim de impedir modificações
descaracterizantes, podendo ocorrer reformas para revertê-las quando necessário;
 As novas edificações dentro do perímetro de tombamento e a construção de
equipamentos necessários para a utilização do bem deverão ser submetidas à aprovação
do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga/MG e do Setor
de Patrimônio (Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer);

 Submeter, mediante apresentação de projeto, a substituição de uso à aprovação prévia


pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga/MG e do Setor
de Patrimônio (Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer);

 Qualquer intervenção nos elementos paisagísticos e ambientais deve ser avaliada e


aprovada previamente pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de
Ipatinga, de modo a evitar ações descaracterizantes - procurando manter os aspectos e
espécies vegetais do projeto original - e a vulnerabilização do curso d’água estabelecido
pelo Ribeirão Ipanema, da fauna e flora locais;

 Reconstituir a mata ciliar ao longo do curso d’água de modo a evitar assoreamento do


corpo hídrico por carreamento de matéria terrosa quando da ocorrência de chuva. Essas
medidas também visam conter o início ou avanço de processos erosivos do solo nas
margens deste curso;

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 Atuar nas áreas invadidas do perímetro de tombamento, que descaracterizem o bem


tombado, visando à restauração das características anteriores a partir de negociações
com a população atingida;

 Instalação de um sistema adequado de prevenção e combate a incêndio e de um sistema


de segurança preventivo;
 Preservar a morfologia urbana, em especial a relação entre os espaços construídos e
livres;
 Inspeção e manutenção periódica nos coletores de água pluvial para o impedimento de
obstruções e acúmulo de água, principalmente nos períodos chuvosos;
 Manter ou recuperar, em caso de intervenção sem aprovação prévia do Conselho
Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga/MG, a escala volumétrica do
Parque da Ciência e dos quatro equipamentos de apoio (com sanitários, palco, etc.),
preservando o destaque conferido à ilha no interior do lago artificial;

 Qualquer alteração ou intervenção deve ser acompanhada por técnico especializado;

 Anualmente a Prefeitura Municipal de Ipatinga deve avaliar o estado de conservação do


bem cultural tombado, com a ajuda de técnicos especialistas (arquiteto urbanista e
paisagista);
 Devem ser fixadas placas informativas da condição de bem tombado do imóvel, assim
como as informações históricas e paisagísticas;
 Padronizar as placas indicativas e turísticas, localizando-as em locais adequados desde
que não sejam afixadas nas edificações de interesse de preservação;
 Promover ações, palestras e atividades educativas que envolvam toda a comunidade a
fim de difundir a memória e identidade da localidade para todo o município e região,
com o propósito de evitar atos de depredação e vandalismo;
 Apoiar e estimular a produção cultural existente, latente e/ou potencial, no que tange
aos bens naturais, paisagísticos, simbólicos e históricos;

 Preservar a topografia existente, garantindo a preservação dos aspectos paisagísticos,


necessários à manutenção da ambiência da área;
 Regulamentar o uso dos elementos de comunicação visual para garantir a boa qualidade
da paisagem urbana;
 A implantação de uso comercial e de serviços que produzam ruídos, gases, poeira ou
outras exalações nocivas ou incômodas à saúde e bem-estar dos visitantes do Parque e

Prefeitura Municipal de Ipatinga | Prefeita: Maria Cecília Ferreira Delfino


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Ano 2015 | Exercício 2017 Página 167 de 244

da população em geral devem passar por aprovação prévia do Conselho Municipal do


Patrimônio Artístico e Cultural de Ipatinga/MG.

Por fim, a análise de quaisquer intervenções que o bem venha a sofrer devem também passar
pelo crivo das Unidades de Conservação, do Zoneamento Municipal e do Plano Diretor,
sancionado de acordo com a Lei Municipal n°3.350/2014 de 12 de junho de 2014 e da Lei de
Uso e Ocupação do Solo, sancionada através da Lei Municipal n° 3. 408 de 27 de novembro de
2014.

ELEMENTOS QUE SE ENCONTRAM NO PERÍMETRO DE


TOMBAMENTO
 Qualquer operação de manutenção, conservação, restauração ou reconstituição do
Parque ou de uma de suas partes deve considerar simultaneamente todos os seus
elementos, sejam eles construídos e/ou espécies vegetais;
 Todos os elementos encontrados no perímetro de tombamento não devem sofrer
intervenções descaracterizantes, podendo passar por restauros para reverter
descaracterizações se necessário, de acordo com aprovação prévia do Conselho
Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga/MG e do Setor de Patrimônio
(Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer).

Realização de eventos
 Para os eventos de média e grande mobilização popular, o responsável do mesmo deverá
encaminhar no prazo de no mínimo 30 dias de antecedência um projeto com situação
dos equipamentos necessários (banheiros químicos, palco, praça de alimentação, entre
outros) para prévia autorização pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e
Artístico de Ipatinga/MG;
 O Parque, enquanto espaço público poderá receber eventos de diversas naturezas,
porém deve-se avaliar, previamente, se há o risco de impactos negativos que possam
depreciar os equipamentos, edificações, e jardins. Fica o Conselho Municipal do
Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga responsável por esta avaliação e parecer.

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Plantio e manutenção do paisagismo e da flora local


 Impedir o plantio de árvores de grande porte, que obstruam as visadas dos elementos
arquitetônicos e paisagísticos presentes no Parque e/ ou que impeçam a circulação de
pedestres;
 Quando for necessária a substituição de alguma espécie vegetal, os novos exemplares
devem ser da mesma espécie. Caso não seja possível, a substituição deve ser feita por
plantas com características similares, para que a concepção paisagística do Parque seja
preservada. Em caso de plantio de novas espécies, comunicar previamente o Conselho
Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga/MG;
 Realizar podas e irrigação regularmente, de acordo com análise de demanda explicitada
por técnico capacitado;
 Avaliar as espécies vegetais periodicamente, buscar auxílio especializado para a
inspeção, sanar possíveis danos e eliminar pragas e agentes nocivos;
 Incentivar, por meio de campanhas educativas e anúncios, a preservação e o cuidado
com os jardins, não jogando lixo nem arrancando mudas indevidamente;
 Elaborar sistema de manutenção e coleta lixo direcionado à mata ciliar adjacentes ao
Ribeirão Ipanema;
 Realizar vistorias esporádicas no curso d’água e nos lagos artificiais para a averiguação
do seu estado ambiental.

Pisos, caminhos e acessos


 Trocar peças deterioradas de revestimento de piso, além de realizar sua manutenção
periódica e preservação dos caminhos;
 Recuperar pisos fissurados, deteriorados, desbotados e danificados pelo desgaste
superficial ou pela ação do tempo.

Equipamentos, mobiliário urbano e iluminação


 Recuperar bancos de concreto que apresentem manchas de escurecimento pelo acúmulo
de umidade, pichações ou perda de fragmentos;
 Instalar lixeiras com localização e espaçamento adequados entre unidades, com
implementação de um modelo padronizado, podendo ser criadas através de concurso
público e adequado à composição estética do Parque, sendo o concurso responsabilidade
do Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga, convidando a banca em
parceria com o CAU e o IAB;
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Ano 2015 | Exercício 2017 Página 169 de 244

 Recuperar postes de iluminação que apresentem peças quebradas ou sem


funcionamento;
 Elaborar e submeter para aprovação do Conselho Municipal do patrimônio Histórico e
Artístico de Ipatinga, projeto luminotécnico para o Parque, com jardins com iluminação
de efeito com objetivo de valorizar o paisagismo e demais instalações do logradouro e
incentivar a visitação noturna;
 Realizar um Plano de Prevenção e Combate ao Incêndio que permita a aproximação do
veículo de bombeiro (auto-bomba), para a pressurização da água de combate ao fogo.

Edificações
 Preservar a volumetria das edificações e impedir acréscimos em suas projeções
horizontais ou verticais;
 Preservar o desenho original das fachadas e estruturas, prevendo a permanência dos
elementos existentes;
 Conservar os materiais de revestimento externo existentes;
 Recuperar e conservar componentes arquitetônicos que apresentem manifestações
patológicas, como as coberturas e estruturas metálicas, os elementos estruturais em
concreto, as alvenarias e os revestimentos;
 Realizar a limpeza periódica das áreas internas e externas;
 Incentivar o comprometimento da população com a manutenção da integridade física
dos componentes arquitetônicos;
 Inspeção e imunização periódica dos elementos de madeira das edificações. Quando
necessário, realizar a substituição dos elementos danificados por outros novos, de
acordo com as características originais;
 Revisão de toda a instalação elétrica do Parque por profissional especializado e
adequação dentro das normas exigidas para seu perfeito funcionamento e segurança das
edificações;
 Inspeção e avaliação detalhada das tubulações hidráulicas e sanitárias da edificação.

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ELEMENTOS QUE SE ENCONTRAM NO PERÍMETRO DE ENTORNO


DO BEM TOMBADO
Para a área definida como perímetro de entorno de tombamento do Conjunto Paisagístico do
Parque Ipanema, são determinadas as seguintes diretrizes de intervenção:

 É admitido o uso residencial, comercial (comércio e serviços), e institucional, ficando


vetado o uso industrial que possa prejudicar a preservação do bem tombado;
 Preservar a topografia e a vegetação existentes neste entorno, garantindo os aspectos
paisagísticos, necessários à manutenção da ambiência da área;
 Padronizar as placas indicativas de trânsito e turísticas;
 Coibir as ocupações de altos gabaritos;
 Elementos de comunicação visual, para garantir qualidade e uniformidade à paisagem,
devem ser regulamentados;
 Manutenção periódica da infraestrutura urbana (iluminação pública, por exemplo);
 Realizar ações de educação patrimonial e ambiental conscientizando a comunidade, a
fim de evitar atos de depredação e vandalismo;
 Buscar a preservação da morfologia urbana atual, em especial a relação entre os espaços
construídos e livres através da fixação da taxa de ocupação, coeficiente de
aproveitamento e taxa de permeabilização;
 Neste entorno, se verificam imóveis de interesse de preservação, como o Estádio
Municipal João Lamego Netto. Portanto, os projetos de reforma e intervenção no
entorno da área tombada, bem como casos de desmembramento e remembramentos de
lotes, deverão ser analisados por órgão municipal competente, pelo Conselho Municipal
do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga/MG e do Setor de Patrimônio (Secretaria
de Cultura, Esporte e Lazer), com o objetivo de evitar alterações na conformação das
visadas e na ambiência urbana e paisagística;
 As árvores situadas neste entorno devem receber podas periódicas sendo proibido o seu
corte, exceto mediante parecer da Secretaria do Meio Ambiente justificando a
necessidade de sua retirada;
 Regulamentar o uso dos elementos de comunicação visual para garantir a boa qualidade
da paisagem urbana;
 Incrementar a sinalização de trânsito com a colocação de placas de regulamentação, de
advertência, de indicação e de atrativos turísticos, além de faixas de pedestres e
definição de áreas para estacionamento.
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PLANO DE GESTÃO DAS MEDIDAS DE SALVAGUARDA


De acordo com os danos e deficiências observados, sugere-se como ações permanentes, temporárias e/ou periódicas de proteção do patrimônio
cultural do município de Ipatinga, propiciando ações para sua salvaguarda:

AÇÕES A SEREM ARTICULADAS ENTRE OS PARTÍCIPES EXECUÇÃO


MEDIDAS DE SALVAGUARDA E Conselho Municipal de 2016 2017
OBJETIVO Setor responsável da Outros órgãos e/ou
VALORIZAÇÃO Patrimônio Histórico e
Prefeitura representações 1º sem 2º sem 1º sem 2º sem
Artístico
Incentivar maior apropriação dos Criação e implementação de Validação do projeto e Escolas públicas do município:
Implantação de Programa de Educação bens tombados pela comunidade projeto de Educação aprovação, se necessário, de mobilização de diretores e
X X
Patrimonial com foco nos bens tutelados e inibir possíveis ações de Patrimonial com foco nos subsídios com verba do coordenadores das escolas para
depredação/ vandalismo bens culturais FUMPAC adesão ao projeto
Promover a integração entre as Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
Avaliação e aprovação de qualquer ações da administração competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
intervenção em bens tutelados por parte do municipal e de todos os órgãos reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: indicação de
reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
Conselho Municipal do Patrimônio públicos e colegiados envolvidos deliberações que envolvem representantes para reuniões que
participação de outras instâncias demanda
Histórico e Artístico de Ipatinga/MG direta e indiretamente na direta e indiretamente bens envolvem competência de outros
de governança
proteção do patrimônio tutelados no município conselhos
Avaliação e aprovação de novas
edificações dentro do perímetro de Promover a integração entre as Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
tombamento e da construção de ações da administração competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
equipamentos necessários para a utilização municipal e de todos os órgãos reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: indicação de
reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
do bem por parte do Conselho Municipal públicos e colegiados envolvidos deliberações que envolvem representantes para reuniões que
participação de outras instâncias demanda
do Patrimônio Histórico e Artístico de direta e indiretamente na direta e indiretamente bens envolvem competência de outros
de governança
Ipatinga/MG e do Setor de Patrimônio proteção do patrimônio tutelados no município conselhos
(Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer);
Avaliação e aprovação da substituição ou Promover a integração entre as Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
inserção de novo uso por parte do ações da administração competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
Conselho Municipal do Patrimônio municipal e de todos os órgãos reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: indicação de
reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
Histórico e Artístico de Ipatinga/MG e do públicos e colegiados envolvidos deliberações que envolvem representantes para reuniões que
participação de outras instâncias demanda
Setor de Patrimônio (Secretaria de Cultura, direta e indiretamente na direta e indiretamente bens envolvem competência de outros
de governança
Esporte e Lazer); proteção do patrimônio tutelados no município conselhos
Manutenção integral da arborização e Preservar a fauna e flora do Interlocução com o Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
paisagismo existente no perímetro perímetro de tombamento e Departamento e/ou Conselhos relacionados ao Meio Ambiente
COMPHAI para participação em
tombado e recomposição com as mesmas promover a valorização do bem de Meio Ambiente e e ao Turismo: indicação de
reuniões que envolvem Ação permanente
espécies ou com similares de elementos tombado como patrimônio manutenção do canal de representantes para reuniões que
participação de outras instâncias
que estiverem permanentemente paisagístico e ambiental. denúncia de danos contra o envolvem competência de outros
de governança.
danificados. patrimônio. conselhos

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Evitar assoreamento do corpo


Interlocução com o Indicação de membros do Departamentos e/ou Conselhos
hídrico por carreamento de
Departamento e/ou Conselhos COMPHAI para participação em relacionados ao Meio Ambiente
matéria terrosa quando da
Reconstituição da mata ciliar ao longo de de Meio Ambiente e reuniões que envolvem e ao Turismo: indicação de
ocorrência de chuva e conter o X X
ambas as margens do Ribeirão Ipanema. manutenção do canal de participação de outras instâncias representantes para reuniões que
início ou avanço de processos
denúncia de danos contra o de governança. envolvem competência de outros
erosivos do solo nas margens
patrimônio. conselhos
deste curso;
Usuários dos bens incluídos
Contratação de profissional
dentro do perímetro de
capacitado (arquiteto Acompanhamento do
Elaboração anual de Laudo de Estado de Monitorar o estado de tombamento: colaboração na
urbanista e paisagista) para desenvolvimento do trabalho e X X
Conservação do bem tombado conservação do bem tombado prestação de informações sobre
elaboração de laudo técnico visitas ao bem tombado
as avarias e intervenções
de estado de conservação
realizadas
Departamento de Obras,
Fiscalizar se as obras e Interlocução com o Departamentos e/ou Conselhos
Fiscalização dos imóveis incluídos dentro intervenções realizadas atendem Departamento de Obras Acompanhamento do relacionados ao Meio Ambiente
do perímetro de tombamento a fim de as diretrizes determinadas nas Municipal e manutenção do desenvolvimento do trabalho e e ao Turismo: informar ao Ação permanente
evitar alterações irregulares leis e no processo de canal de denúncia de danos visitas ao bem tombado COMPHAI e setor responsável
tombamento do bem tutelado contra o patrimônio qualquer intervenção
identificada no bem tombado;

Departamento de Obras,
Preservar a morfologia urbana do Para reconstrução, restauração e Departamentos e/ou Conselhos
Fiscalização do perímetro de entorno do Interlocução com o
perímetro de entorno no que diz reforma das edificações relacionados ao Meio Ambiente
bem tombado a fim de evitar alterações Departamento de Obras
respeito às características existentes deverão ser e ao Turismo: informar ao
irregulares que possam comprometer a Municipal e manutenção do Ação permanente
estilísticas e formais das observados parâmetros COMPHAI e setor responsável
visibilidade do bem e sua ambiência canal de denúncia de danos
edificações, índice de ocupação, urbanísticos a juízo do qualquer intervenção
paisagística contra o patrimônio
altura e afastamento. COMPHAI. identificada no perímetro de
entorno.

Reparar danos existentes que Deptos. e/ou Conselhos


Interlocução com o
afetam a composição Validação do projeto e relacionados ao Meio Ambiente
Recuperação da pavimentação das vias Departamento de Obras
arquitetônica e paisagística do aprovação, se necessário, de e ao Turismo: indicação de
para pedestres/ciclistas e calçadas, com Municipal e manutenção do X X
Parque, assim como o trânsito de subsídios com verba do representantes para reuniões que
manutenção estilística. canal de denúncia de danos
pedestres, principalmente os de FUMPAC envolvem competência de outros
contra o patrimônio
mobilidade reduzida. conselhos

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Processo de Tombamento: Parque Ipanema de Ipatinga
Ano 2015 | Exercício 2017 Página 173 de 244

Reparar danos existentes que Deptos. e/ou Conselhos


Interlocução com o Validação do projeto e
afetam a composição relacionados ao Meio Ambiente
Recuperação da pavimentação das vias Departamento de Obras aprovação, se necessário, de
arquitetônica e paisagística do e ao Turismo: indicação de
para pedestres/ciclistas e calçadas, com Municipal e manutenção do subsídios com verba do X X
Parque, assim como o trânsito de representantes para reuniões que
manutenção estilística. canal de denúncia de danos FUMPAC
pedestres, principalmente os de envolvem competência de outros
contra o patrimônio
mobilidade reduzida. conselhos

Deptos. e/ou Conselho


Aprovar projeto executivo da relacionados ao Turismo: emitir
Instalação de placas interpretativas Subsidiar a ação do
Promover a valorização do bem placa de sinalização parecer sobre o projeto
padronizadas com dados históricos, COMPHAI na elaboração do
tombado como patrimônio interpretativa e deliberar sobre a executivo de sinalização; e X
arquitetônicos e indicação da condição de projeto executivo da placa de
cultural do município utilização de verbas do Depto. de Obras: subsidiar mão
patrimônio tombado; sinalização interpretativa
FUMPAC de obra e autorização para
instalação das placas.

Depto. de Obras, Depto. e/ou


Conselhos relacionados ao Meio
Interlocução com o
Promover a restauração das Validação do projeto e Ambiente e ao Turismo:
Atuação nas áreas invadidas do perímetro Departamento de Obras
características anteriores a partir aprovação, se necessário, de informar ao COMPHAI e setor
de tombamento, que descaracterizem o Municipal e manutenção do X X X
de negociações com a população subsídios com verba do responsável qualquer
bem tombado; canal de denúncia de danos
atingida; FUMPAC intervenção identificada no
contra o patrimônio.
perímetro de tombamento do
bem.
Evitar a ocorrência de desastres e Depto.de Obras, Depto. e/ou
Contratação de profissional
Instalação de um sistema adequado de possibilitar, quando da sua Acompanhamento do Conselhos relacionados ao Meio
capacitado para realização de
prevenção e combate a incêndio e de um ocorrência, a pronta resolução desenvolvimento do trabalho e Ambiente: acompanhar o X X
vistoria e, se necessário,
sistema de segurança preventivo; para que sejam reduzidos ao visitas ao bem tombado processo e intervir quando
projeto.
máximo os danos. necessário.
Interlocução com o Depto. de Obras, Depto. e/ou
Preservação da morfologia urbana, em Promover a valorização do bem Departamento de Obras Acompanhamento do Conselhos relacionados ao
especial a relação entre os espaços tombado como patrimônio Municipal e manutenção do desenvolvimento do trabalho e Turismo: acompanhar o Ação permanente.
construídos e livres; cultural do município. canal de denúncia de danos visitas ao bem tombado processo e intervir quando
contra o patrimônio. necessário.
Deptos. e/ou Conselhos
Indicação de membros do
Contratação de profissional relacionados ao M. Ambiente e
Impedir obstruções e acúmulo de COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
Inspeção e manutenção periódica nos capacitado para realização de ao Turismo: indicação de
água, principalmente nos reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
coletores de água pluvial vistoria e, se necessário, representantes para reuniões que
períodos chuvosos; participação de outras instâncias demanda
projeto. envolvem competência de outros
de governança.
conselhos

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Processo de Tombamento: Parque Ipanema de Ipatinga
Página 174 de 244 Ano 2015 | Exercício 2017

Manutenção ou recuperação de Departamento de Obras,


equipamentos, em caso de intervenção sem Departamentos e/ou Conselhos
Interlocução com o Validação do projeto e
aprovação prévia do Conselho Municipal relacionados ao Meio Ambiente
Departamento de Obras aprovação, se necessário, de
do Patrimônio Histórico e Artístico de Preservar o destaque conferido à e ao Turismo: informar ao
Municipal e manutenção do subsídios com verba do Ação permanente.
Ipatinga/MG, a escala volumétrica do ilha no interior do lago artificial; COMPHAI e setor responsável
canal de denúncia de danos FUMPAC
Parque da Ciência e dos quatro qualquer intervenção
contra o patrimônio
equipamentos de apoio (com sanitários, identificada no perímetro de
palco, etc.), entorno do bem tombado

Apoio e estímulo à produção cultural Incentivar maior apropriação dos Criação e implementação de Validação do projeto e Escolas públicas do município:
existente e/ou potencial, no que tange aos bens tombados pela comunidade projeto de Educação aprovação, se necessário, de mobilização de diretores e
X X
bens naturais, paisagísticos, simbólicos e e inibir possíveis ações de Patrimonial com foco nos subsídios com verba do coordenadores das escolas para
históricos; depredação/ vandalismo bens culturais FUMPAC adesão ao projeto
Interlocução com o Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
Garantir a preservação dos Departamento e/ou Conselhos relacionados ao Meio Ambiente
COMPHAI para participação em
Preservação da topografia existente no aspectos paisagísticos, de Meio Ambiente e e ao Turismo: indicação de
reuniões que envolvem Ação permanente.
perímetro de tombamento e de entorno, necessários à manutenção da manutenção do canal de representantes para reuniões que
participação de outras instâncias
ambiência da área; denúncia de danos contra o envolvem competência de outros
de governança.
patrimônio. conselhos
Encaminhamento no prazo de no mínimo
30 dias de antecedência de um projeto com
Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
os equipamentos necessários (banheiros Permissão e estímulo ao Indicação de membros do
competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
químicos, palco, praça de alimentação, dinamismo do Parque através da COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: indicação de
entre outros) para prévia autorização de realização de eventos, com reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
deliberações que envolvem representantes para reuniões que
eventos de média e grande mobilização cautela preventiva para a participação de outras instâncias demanda
direta e indiretamente bens envolvem competência de outros
popular pelo Conselho Municipal do manutenção do mesmo. de governança
tutelados no município conselhos
Patrimônio Histórico e Artístico de
Ipatinga/MG;
Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
Avaliação prévia dos impactos negativos competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
Promover a valorização do bem COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
que possam depreciar os equipamentos, reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: indicação de
tombado como patrimônio reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
edificações, e jardins em caso de eventos deliberações que envolvem representantes para reuniões que
cultural do município participação de outras instâncias demanda
no Parque. direta e indiretamente bens envolvem competência de outros
de governança
tutelados no município conselhos
Departamentos e/ou Conselhos
Preservar a fauna e flora do Indicação de membros do
relacionados ao Meio Ambiente
perímetro de tombamento e Contratação de profissional COMPHAI para participação em
e ao Turismo: indicação de
Realização de podas e irrigação regulares; promover a valorização do bem capacitado para realização de reuniões que envolvem Ação permanente.
representantes para reuniões que
tombado como patrimônio vistoria. participação de outras instâncias
envolvem competência de outros
paisagístico e ambiental. de governança.
conselhos

Prefeitura Municipal de Ipatinga | Prefeita: Maria Cecília Ferreira Delfino


Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer | Chefe do Setor: Leila Aparecida da Cunha
Processo de Tombamento: Parque Ipanema de Ipatinga
Ano 2015 | Exercício 2017 Página 175 de 244

Interlocução com o Indicação de membros do


Preservar a fauna e flora do Depto. e/ou Conselho
Departamento e/ou Conselhos COMPHAI para participação em
Elaboração de sistema de manutenção e perímetro de tombamento e relacionados ao Meio Ambiente:
de Meio Ambiente e reuniões que envolvem
coleta lixo direcionado à mata ciliar promover a valorização do bem indicação de representantes para X
manutenção do canal de participação de outras instâncias
adjacente ao Ribeirão Ipanema; tombado como patrimônio reuniões que envolvem
denúncia de danos contra o de governança.
paisagístico e ambiental. competência de outros conselhos
patrimônio.
Interlocução com o Depto.
e/ou Conselhos de M. Deptos. e/ou Conselhos
Preservar a fauna e flora do Indicação de membros do
Ambiente e manutenção do relacionados ao Meio Ambiente
Realização de vistorias esporádicas no perímetro de tombamento e COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
canal de denúncia de danos e ao Turismo: indicação de
curso d’água e nos lagos artificiais para a promover a valorização do bem reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
contra o patrimônio e representantes para reuniões que
averiguação do seu estado ambiental; tombado como patrimônio participação de outras instâncias demanda
contratação de profissional envolvem competência de outros
paisagístico e ambiental. de governança.
capacitado para realização de conselhos
vistoria.
Deptos. e/ou Conselhos
Recuperação de bancos de concreto que Aprimorar a ambiência Contratação de profissional Validação do projeto e relacionados a Obras e ao
apresentem manchas de escurecimento paisagística e urbanística do capacitado para realização de aprovação, se necessário, de Turismo: indicação de
X X
pelo acúmulo de umidade, pichações ou Parque, de modo a estimular a vistoria e elaboração de subsídios com verba do representantes para reuniões que
perda de fragmentos; sua visitação frequente. projeto. FUMPAC envolvem competência de outros
conselhos
Elaboração de concurso público
Interlocução com o para a escolha de modelo Depto. de Obras, Deptos. e/ou
Instalação de lixeiras com localização e
Promover a valorização do bem Departamento e/ou de Meio padronizado de lixeiras Conselhos relacionados ao
espaçamento adequados entre unidades,
tombado como patrimônio Ambiente e manutenção do adequadas à composição estética Turismo: acompanhar os X X
com implementação de um modelo
cultural do município canal de denúncia de danos do Parque, com realização de processos de elaboração e
padronizado;
contra o patrimônio. banca avaliadora em parceria avaliação do concurso.
com o CAU e o IAB;

Depto. de Obras, Deptos. e/ou


Conselhos relacionados ao
Interlocução com o
Preservar a morfologia urbana do Validação do projeto e Turismo: informar ao
Recuperação de postes de iluminação que Departamento de Obras
perímetro de tombamento no que aprovação, se necessário, de COMPHAI e setor responsável
apresentem peças quebradas ou sem Municipal e manutenção do X X
diz respeito às características subsídios com verba do qualquer intervenção
funcionamento; canal de denúncia de danos
estilísticas e formais. FUMPAC identificada no perímetro de
contra o patrimônio
entorno do bem tombado

Prefeitura Municipal de Ipatinga | Prefeita: Maria Cecília Ferreira Delfino


Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer | Chefe do Setor: Leila Aparecida da Cunha
Processo de Tombamento: Parque Ipanema de Ipatinga
Página 176 de 244 Ano 2015 | Exercício 2017

Depto. de Obras, Deptos. e/ou


Conselhos relacionados ao Meio
Avaliação e aprovação de projeto Validação do projeto e
Interlocução com a secretaria Ambiente e ao Turismo:
luminotécnico para o Parque, com jardins Valorizar o paisagismo e demais aprovação, se necessário, de
de Obras e manutenção do informar ao COMPHAI e setor
com iluminação de efeito por parte do instalações do logradouro e subsídios com verba do X X
canal de denúncia de danos responsável qualquer
Conselho Municipal do patrimônio incentivar a visitação noturna; FUMPAC
contra o patrimônio intervenção identificada no
Histórico e Artístico de Ipatinga;
perímetro de entorno do bem
tombado

Departamento de Obras,
Preservar a morfologia urbana
Departamentos e/ou Conselhos
do perímetro de tombamento Para reconstrução, restauração e
Preservação da volumetria das edificações Interlocução com a secretaria relacionados ao Meio Ambiente
no que diz respeito às reforma das edificações
e impedimento da realização de de Obras e manutenção do e ao Turismo: informar ao
características estilísticas e existentes deverão ser Ação permanente.
acréscimos em suas projeções horizontais canal de denúncia de danos COMPHAI e setor responsável
formais das edificações, índice observados parâmetros de
ou verticais; contra o patrimônio qualquer intervenção
de ocupação, altura e Ipatinga/MG
identificada no perímetro de
afastamento
entorno do bem tombado

Departamento de Obras,
Preservar a morfologia urbana
Recuperação e conservação de Departamentos e/ou Conselhos
do perímetro de tombamento Para reconstrução, restauração e
componentes arquitetônicos que Interlocução com a secretaria relacionados ao Meio Ambiente
no que diz respeito às reforma das edificações
apresentem manifestações patológicas, de Obras e manutenção do e ao Turismo: informar ao
características estilísticas e existentes deverão ser X X
como as coberturas e estruturas metálicas, canal de denúncia de danos COMPHAI e setor responsável
formais das edificações, índice observados parâmetros de
os elementos estruturais em concreto, as contra o patrimônio qualquer intervenção
de ocupação, altura e Ipatinga/MG
alvenarias e os revestimentos; identificada no perímetro de
afastamento
entorno do bem tombado
Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
Preservação da ambiência do competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
COMPHAI para participação em
Realização de limpeza periódica das áreas Parque e inibição da sensação de reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: indicação de
reuniões que envolvem Ação permanente.
internas e externas; abandono causada pelo acúmulo deliberações que envolvem representantes para reuniões que
participação de outras instâncias
de lixo e sujidades. direta e indiretamente bens envolvem competência de outros
de governança
tutelados no município conselhos
Departamento de Obras,
Inspeção e imunização periódica dos Departamentos e/ou Conselhos
Preservar a morfologia urbana do Interlocução com o
elementos de madeira das edificações. Validação do projeto e relacionados ao Meio Ambiente
perímetro de tombamento no que Departamento de Obras Ação temporária sem definição
Quando necessário, realizar a substituição aprovação, se necessário, de e ao Turismo: informar ao
diz respeito às características Municipal e manutenção do periódica. Realizada conforme
dos elementos danificados por outros subsídios com verba do COMPHAI e setor responsável
estilísticas e formais das canal de denúncia de danos demanda
novos, de acordo com as características FUMPAC qualquer intervenção
edificações. contra o patrimônio
originais; identificada no perímetro de
entorno do bem tombado

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Departamento de Obras,
Departamentos e/ou Conselhos
Interlocução com o Validação do projeto e
Adequação dentro das normas relacionados ao Meio Ambiente
Departamento de Obras aprovação, se necessário, de
Revisão de toda a instalação elétrica do exigidas para seu perfeito e ao Turismo: informar ao
Municipal e manutenção do subsídios com verba do X
Parque por profissional especializado. funcionamento e segurança das COMPHAI e setor responsável
canal de denúncia de danos FUMPAC
edificações; qualquer intervenção
contra o patrimônio
identificada no perímetro de
entorno do bem tombado
Departamento de Obras,
Departamentos e/ou Conselhos
Interlocução com o
Adequação dentro das normas Validação do projeto e relacionados ao Meio Ambiente
Inspeção e avaliação detalhada das Departamento de Obras
exigidas para seu perfeito aprovação, se necessário, de e ao Turismo: informar ao
tubulações hidráulicas e sanitárias da Municipal e manutenção do X
funcionamento e segurança das subsídios com verba do COMPHAI e setor responsável
edificação. canal de denúncia de danos
edificações; FUMPAC qualquer intervenção
contra o patrimônio
identificada no perímetro de
entorno do bem tombado
Departamento de Obras,
Departamentos e/ou Conselhos
Interlocução com o Indicação de membros do
relacionados ao Turismo:
Garantir os aspectos paisagísticos Departamento de Obras COMPHAI para participação em
informar ao COMPHAI e setor
Coibição das ocupações de altos gabaritos; necessários à manutenção da Municipal e manutenção do reuniões que envolvem Ação permanente.
responsável qualquer
ambiência da área; canal de denúncia de danos participação de outras instâncias
intervenção identificada no
contra o patrimônio de governança
perímetro de entorno do bem
tombado
Interlocução com o Departamentos e/ou Conselhos
Indicação de membros do
Garantir qualidade e Departamento e/ou relacionados ao Meio Ambiente
COMPHAI para participação em
Regulamentação de elementos de uniformidade à paisagem urbana, Conselhos de Meio Ambiente e ao Turismo: indicação de
reuniões que envolvem X X
comunicação visual; reduzindo a incidência de e manutenção do canal de representantes para reuniões que
participação de outras instâncias
poluição visual; denúncia de danos contra o envolvem competência de outros
de governança.
patrimônio. conselhos
Análise e aprovação dos projetos de Evitar alterações na conformação
Departamento de Obras,
reforma e intervenção no entorno da área das visadas e na ambiência
Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
tombada, bem como casos de urbana e paisagística; e promover Indicação de membros do
competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
desmembramento e remembramentos de a integração entre as ações da COMPHAI para participação em Ação temporária sem definição
reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: informar ao
lotes por órgão municipal competente, administração municipal e de reuniões que envolvem periódica. Realizada conforme
deliberações que envolvem COMPHAI e setor responsável
pelo Conselho Municipal do Patrimônio todos os órgãos públicos e participação de outras instâncias demanda
direta e indiretamente bens qualquer intervenção
Histórico e Artístico de Ipatinga/MG e do colegiados envolvidos direta e de governança
tutelados no município identificada no perímetro de
Setor de Patrimônio (Secretaria de Cultura, indiretamente na proteção do
entorno do bem tombado
Esporte e Lazer); patrimônio

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Preservar a fauna e flora do Indicação de membros do Departamentos e/ou Conselhos


Realização de podas periódicas das
perímetro de tombamento e Contratação de profissional COMPHAI para participação em relacionados ao Meio Ambiente
árvores situadas neste entorno, sendo Ação temporária sem definição
promover a valorização do bem capacitado para realização de reuniões que envolvem e ao Turismo: indicação de
proibido o seu corte, exceto mediante periódica. Realizada conforme
tombado como patrimônio vistoria e elaboração de participação de outras instâncias representantes para reuniões que
parecer da Secretaria do Meio Ambiente demanda
paisagístico e ambiental. projeto. de governança. envolvem competência de outros
justificando a necessidade de sua retirada;
conselhos
Solicitar aos conselhos Departamentos e/ou Conselhos
Incremento da sinalização de trânsito com Indicação de membros do
Aperfeiçoar em todo o entono o competentes a realização de relacionados ao Meio Ambiente
a colocação de placas de regulamentação, COMPHAI para participação em
acesso ao Parque por pedestres e reuniões inter-conselhos para e ao Turismo: indicação de
de advertência, de indicação e de atrativos reuniões que envolvem X X
a facilitar a orientação de deliberações que envolvem representantes para reuniões que
turísticos, além de faixas de pedestres e participação de outras instâncias
possíveis visitantes. direta e indiretamente bens envolvem competência de outros
definição de áreas para estacionamento. de governança
tutelados no município conselhos

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10. LAUDO TÉCNICO DE ESTADO DE CONSERVAÇÃO

RESPONSÁVEL TÉCNICO
Alexandre Borim Coda Dias - CAU A36591-2
BEM TOMBADO Parque Ipanema.
DATA DO LAUDO 02 e 03 de outubro de 201599.
Avenida Marginal do Parque, s/n°. Parque Ipanema.
LOCALIZAÇÃO
Ipatinga/MG.
Latitude: -19.468362
GEORREFERENCIAMENTO
Longitude: -42.538725
TOMBAMENTO Inscrição Municipal nº XIV, de 30 de novembro de 2015.
DOSSIÊ ENVIADO AO IEPHA
Ano 2015 / Exercício 2017.
EM
FOTÓGRAFO Ana Flávia Costa / Leila Aparecida da Cunha.
HÁ OBRAS DE RESTAURAÇÃO EM ANDAMENTO? ( ) sim ( x ) não
HÁ PROJETO APROVADO POR LEI DE INCENTIVO À CULTURA? ( ) sim ( x ) não
EM CASO POSITIVO: ( ) lei federal ( ) lei estadual ( ) outra

Rua Wilsom Teixeira, Rua Ana de Oliveira, Rua Serra Geral,


Rua Argemiro de Melo, BR-381, Av. Marechal Cândido
NOMES DOS LOGRADOUROS
Rondon, Rua Nova Iguaçu, Rua São Pedro, Av. Macapá, Rua
PÚBLICOS
Nossa Senhora das Graças, Rua João Napoleão da Cruz, Rua
Viçosa, Av. Roberto Burle Marx, Av. Marginal do Parque.

Figura 1. Vista geral do Parque Ipanema.


Área tombada = 61,81 ha

99
Data do levantamento fotográfico.
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Figura 2. Perímetro de tombamento do Parque Ipanema.


Escala 1:10.000
Área Tombada: 61,81 ha.
Base Cartográfica: Planta de arruamento do distrito sede de Ipatinga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga.
Elaboração: Memória Arquitetura, nov/2015.
Técnico Responsável: Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
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ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
01 VIA bom regular (necessitando
intervenção)
80% 10% 10%

1.1 PAVIMENTAÇÃO DA VIA


PÉ-DE-MOLEQUE
PARALELEPÍPEDO
BLOCO INTERTRAVADO
PAVIMENTAÇÃO ORIGINAL ( X ) sim ( ) não
ASFALTO X
DATA DA MODIFICAÇÃO DA PAVIMENTAÇÃO:
TERRENO COMPACTADO
COBERTURA VEGETAL
MADEIRA
DESCRIÇÃO

Todas as ruas, rodovias e avenidas, que dão acesso veicular ao Parque são asfaltadas, sendo que
algumas se encontram em melhores condições de conservação que outras. Essas vias passam
por ou são lindeiras a cinco bairros diferentes, o que evidencia os diferentes contextos urbanos
em que estão incluídas.

DANOS VERIFICADOS

As vias de acesso ao Parque exibem bom estado geral de conservação. Em alguns casos,
apresentam pequenos buracos e perda de partes, como na Rua Ana de Oliveira e na Rua João
Napoleão da Cruz, além de trincas e manchas, as quais são visíveis na maioria das vias,
especialmente na Rua Wilsom Teixeira e na pista do Kartódromo. Observam-se ainda sujidades
e resíduos vegetais advindos de arborização próxima, como na Avenida Marginal do Parque e
em trechos da Avenida Marechal Cândido Rondon, a qual possui ainda reparos relativos a
avarias anteriores. Lixo exposto foi identificado pontualmente em várias ruas.

1.2 SINALIZAÇÃO
PLACAS INDICATIVAS X
PLACAS TURÍSTICAS
(interpretativas) PADRONIZAÇÃO ( ) sim ( x ) não
PLACAS DE LOGRADOURO X
PLACAS DE TRÂNSITO X
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DESCRIÇÃO

Em vários pontos, principalmente nas proximidades das entradas à Avenida Marginal e do


Parque da Ciência existem placas indicativas para a orientação de visitantes com relação às
possíveis atividades a serem realizadas em seu interior. Há também sinalização referente às
restrições de uso do local, compondo a padronização desses elementos na porção oeste à BR-
381. Ainda nessa área, há sinalização próxima à Parada Horto, adjacente à Estrada de Ferro,
com advertências relativas à proximidade dos trilhos.

Existem também placas indicativas em frente à entrada para o Horto Municipal, na Rua
Argemiro de Melo, e à margem do Ribeirão, referente a um polo de atração de pássaros. Outras
duas placas da Prefeitura Municipal foram verificadas: uma delas referente a área de
reflorestamento e manutenção da mata ciliar do Ribeirão Ipanema, situada nas proximidades da
Rua São Pedro, e outra sobre as reformas para melhorias nos campos e construção de vestiário
a oeste do Parque.

Placas de logradouro e de trânsito estão dispersas pelas vias urbanas de acesso à área. Na
Avenida Marginal do Parque, foi observada também sinalização proibitiva ao comércio
hortifrutigranjeiro.

DANOS VERIFICADOS
Várias áreas do Parque Ipanema não possuem sinalização indicativa. É o caso principalmente
da área a leste da BR-381, que abrange os dois campos de futebol, a massa arbórea, o Kart
Clube e a Estação Pouso de Água Limpa, assim como da maior parte da porção norte do
Ribeirão Ipanema, esta composta por outros dois campos, pelo Centro Esportivo e Cultural Sete
de Outubro e área pública de lazer próxima à Av. Mal. Rondon. Algumas placas exibem ainda
pontos de deformação, oxidação e pichação. Com relação às placas de logradouro e de trânsito,
não foram observados danos significativos, além de pontos e oxidação e sujidades.

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ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
1.3 DRENAGEM PLUVIAL bom regular (necessitando
intervenção)
95% 5% -
SUPERFICIAL (sarjeta) X SUBTERRÂNEA (boca de lobo) X
DESCRIÇÃO

Tanto nas vias internas ao Parque, de acesso restrito a veículos, quanto nas vias urbanas
verificou-se a existência de sarjetas e bocas de lobo. Além disso, a maior parte do Parque é
composta por área permeável recoberta por grama, o que contribui para o processo de
escoamento de águas e drenagem pluvial.

DANOS VERIFICADOS

Nenhum dano relevante foi observado. Em alguns casos verificou-se a oxidação de peças
metálicas das bocas de lobo e a obstrução parcial das mesmas por resíduos vegetais oriundos
da arborização próxima, mas sempre em proporções reduzidas. Entretanto, caso não haja
manutenção desses elementos, torna-se possível o agravamento desse estado.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
1.4 CONDIÇÃO DE bom regular (necessitando
CIRCULAÇÃO DA VIA intervenção)
100% - -

1.4.1 tipo de veículo


ÔNIBUS 5% MOTOCICLETA 20%
MICRO-ÔNIBUS 1% BICICLETA 17%
CAMINHÃO 10% CARROÇA 2%
CARRO DE PASSEIO 40% KOMBI / VAN 5%

1.4.2 trânsito (intensidade de fluxo)


INTENSO
IMPACTOS NEGATIVOS DO TRÂNSITO SOBRE O
MODERADO X BEM TOMBADO: ( x ) sim ( ) não
Quais: O trânsito no entorno gera poluição sonora.
PEQUENO

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DESCRIÇÃO
O fluxo de veículos nas vias de acesso ao Parque varia de pequeno a intenso, a depender da via
analisada e do horário do dia. A rodovia BR-381 e a Avenida Marginal do Parque apresentam
a maior circulação, sendo que nessa última a concentração se dá na área que se estende do
Estádio e segue no sentido do cruzamento com a Avenida Guido Marliere. As demais vias
possuem caráter local, com tráfego de baixa intensidade. Os portes dos veículos são variados e
é notável a existência de bicicletas em todo o perímetro viário.

DANOS VERIFICADOS
A circulação de veículos, principalmente na Avenida Marginal gera ruído de fundo audível de
vários pontos do Parque. Além disso, os gases emitidos podem ser danosos à composição
vegetal do bem em questão.

1.5 ARBORIZAÇÃO DAS VIAS


INTENSA X
OBSTRUÇÃO DA VISIBILIDADE DOS IMÓVEIS:
REGULAR
( x ) sim ( ) não
NENHUMA
DESCRIÇÃO

A arborização é abundante na maioria das vias urbanas, aspecto característico do município de


Ipatinga. Quando do projeto paisagístico realizado por Roberto Burle Marx, houve grande
incentivo ao aumento de massa vegetal na área, a qual existe atualmente através da mata ciliar
do Ribeirão Ipanema, do Horto Municipal (que se encontra próximo a algumas ruas), da área
pública próxima à Av. Marechal Rondon, dos canteiros centrais, do próprio Parque e das
rotatórias das Avenidas Marechal Rondon e Marginal do Parque e demais áreas verdes. As
espécies são diversas, de porte variado e compõem ambiência agradável a quem transite pelo
lugar, principalmente durante o dia.

DANOS VERIFICADOS
Devido ao alto número de árvores nas proximidades das vias, é comum a ocorrência de resíduos
vegetais nos pisos, como flores e partes de galhos. Além disso, em alguns casos observa-se que
a sequência linear de árvores dificulta a visualização do entorno e pode prejudicar a iluminação
local à noite. A via Nossa Senhora das Graças e trechos da Avenida Marechal Cândido Rondon
apresentaram menor densidade vegetal.
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Figura 3. Rua Ana de Oliveira com perdas de partes do Figura 4. Avenida Macapá em bom estado de
asfalto, mas em boas condições gerais e sombreamento conservação.
gerado por arborização.

Figura 5. Rua Nossa Senhora das Graças, com sujidades Figura 6. Avenida Marginal do Parque, sem danos
superficiais e lixo exposto. aparentes.

Figura 7. Trincas na pista do Kart Clube. Figura 8. Vegetação rasteira ressecada em canteiro
central da Avenida Marginal.

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Figura 9. Placa indicativa em ótimo estado. Figura 10. Placa de advertência próxima à entrada, sem
danos aparentes.

Figura 11. Áreas de oxidação em placa no Horto Figura 12. Manchas de oxidação e sujidades em placa
Municipal. próxima à Estrada de Ferro.

Figura 13. Sinalização referente às reformas em curso Figura 14. Placa de trânsito, em bom estado de
no Parque, em ótimas condições. conservação.

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Figura 15. Bocas de lobo na Rua Wilsom Teixeira, com Figura 16. Boca de lobo com obstrução superficial por
pontos oxidados, mas em pleno funcionamento. resíduos vegetais.

Figura 17. Rotatória à Avenida Marechal, com Figura 18. Mata ciliar compondo a arborização das vias
vegetação rasteira ressecada devido à ação do clima. urbanas.

Figura 19. Arborização pontual na Avenida Marechal Figura 20. Canteiro central com árvores de folhagem
Rondon. ausente.

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Figura 21. Flores em copa de árvores na Avenida Figura 22. Resíduos vegetais sobre Avenida.
Marginal do Parque.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
02 PASSEIO bom regular (necessitando
intervenção)
80% 10% 10%

2.1 PAVIMENTAÇÃO
CIMENTADO X PEDRA
CALÇADA PORTUGUESA X TERRA COMPACTADA X
LADRILHO HIDRÁULICO OUTROS (madeira) X
CERÂMICA X
DESCRIÇÃO

Além das vias urbanas asfaltadas mencionadas acima, existem vias de acesso ao Parque que são
exclusivas de pedestres, como as que dão acesso ao Bairro Jardim Panorama, situadas entre a
Avenida Marginal do Parque e a Rua Wilsom Teixeira na porção oeste do Parque, assim como
as que são lindeiras ao Horto Municipal, na porção norte. Tais vias apresentam trechos em
cimentado e trechos em terra compactada. Existem ainda as pontes sobre as ruas Ana de
Oliveira (a oeste) e Nova Iguaçu (a leste), as quais são exclusivas para pedestres e ciclistas e
contam com o piso cimentado, assim como a área pública de lazer adjacente à Av. Mal. Cândido
Rondon.

Além das vias urbanas de acesso ao Parque, existem também vias internas exclusivas para
pedestres e ciclistas (estes de acordo com os horários permitidos pela administração), nas quais
se encontram modelos variados de pavimentação. O piso cimentado é encontrado nas calçadas
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da maior parte das vias urbanas, no estacionamento em frente à Estação Pouso de Água Limpa,
no Kart Clube Ipatinga, no Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro, no Parque da Ciência
(neste caso, foram acrescidos elementos em mosaico cerâmico) e nas proximidades do lago
artificial e dos campos e quadras poliesportivas, tanto a leste quanto a oeste do Parque, sendo
que neste último algumas vias foram acrescidas de elementos em madeira, na forma de seção
transversal de troncos.

Os blocos intertravados de concreto foram encontrados na entrada principal do Kartódromo -


na esquina entre a Rua Nossa Senhora das Graças e João Napoleão da Cruz - assim como por
ampla extensão do Parque da Ciência. No primeiro caso, os blocos são sextavados, enquanto
no segundo eles são blocos furados com crescimento de vegetação nos interstícios. Nas
proximidades da Estrada de Ferro, próximo à Rua São Pedro, há ainda uma curta via em terreno
compactado, assim como nas calçadas das Ruas Wilsom Teixeira e João Napoleão da Cruz. A
pedra portuguesa pode ser verificada nas calçadas da Rua Nossa Senhora das Graças. Por sua
vez, a madeira foi utilizada em curta via de acesso à Parada Horto, relativa à Estrada de Ferro;
nas pontes de acesso à ilha no interior do lago artificial; e nas vias sobre a ilha. A maior parte
do Parque, entretanto, é recoberta por área gramada.

DANOS VERIFICADOS

O piso cimentado exibe trincas em grande parte das vias de pedestres do Parque da Ciência e
das calçadas do entorno; perda de partes, como na via entre a BR-381 e a Av. Marginal do
Parque; e desbotamento de camada pictórica em vários pontos. Algumas das vias em cimentado
com acréscimo de seções transversais de troncos exibem estado precário de conservação, com
ampla perda de peças e quebra de pavimentação. Na entrada do Kart Clube, os blocos
intertravados de concreto apresentam desníveis, enquanto no Parque da Ciência, nota-se a
ocorrência de resíduos vegetais, presença pontual de umidade oriunda de instalações hidráulicas
e perda de peças com o consequente crescimento de vegetação nos intervalos.

A área gramada exibe sujidades superficiais e acúmulo de lixo exposto, como nas proximidades
do Kartódromo e da Estrada de Ferro; ressecamento em várias áreas, devido à ausência recente
de chuvas no município; perda de revestimento vegetal nas proximidades das barracas e
quiosques; e crescimento descontrolado nas proximidades da ponte sobre a Rua Ana de Oliveira
e de trechos de mata ciliar, por exemplo. Quanto às calçadas de terreno compactado, observa-

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se presença de lixo exposto e irregularidades de nível, o que pode dificultar o trânsito de


pedestres. Quebra e pedra de peças, além de sujidades, foram observadas nas calçadas de pedra
portuguesa. As vias de madeira apresentam ressecamento de peças devido à ação eventual de
intempéries e ao desgaste pelo uso, assim como quebra e perda de fragmentos.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
2.2 CIRCULAÇÃO DE bom regular (necessitando
PEDESTRES intervenção)
90% 10% 10%

2.2.1 condições de circulação


ACESSIBILIDADE POR
X SINALIZAÇÃO (para pedestres) X
RAMPAS
OBSTÁCULOS (à passagem de
FAIXAS DE TRAVESSIA X
pedestres)
DESCRIÇÃO

Todo o terreno em questão encontra-se em área plana com pouca declividade além da
encontrada na Rua João Napoleão da Cruz e da adicionada artificialmente em alguns pontos do
Parque. Existe sinalização para pedestres próxima às pontes sobre as Ruas Ana de Oliveira e
Nova Iguaçu indicando a restrição ao acesso de veículos. Pintadas sobre várias vias urbanas
estão sinalizações de “Devagar”, “Radar’ e “Escola”. Obstáculos à passagem de pedestres não
foram identificados. Faixas de travessia foram observadas na Rua Nossa Senhora das Graças,
na Rua Viçosa e, em maior número, na Avenida Marechal Rondon. Rampas foram identificas
nas proximidades das faixas de travessia, principalmente na Avenida Marechal Cândido
Rondon.

DANOS VERIFICADOS

A escassez de faixas de travessia – e, portanto também de rampas - e de sinalização para


pedestres dificulta o trânsito de pedestres, principalmente nas vias mais movimentadas, como
a Avenida Marginal do Parque. A sinalização pintada sobre as vias apresenta-se desbotada em
vários pontos, devido ao desgaste pelo uso. Nas ruas locais, onde o tráfego de veículos é
bastante reduzido, esse aspecto não configura dano. Não foram verificadas rampas.

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2.3 MOBILIÁRIO URBANO


ILUMINAÇÃO PÚBLICA X TELEFONE PÚBLICO X
BANCO X PARADA DE ÔNIBUS COM ABRIGO
LIXEIRA X MONUMENTO
CAIXA DE CORREIO CHAFARIZ
DESCRIÇÃO
Há iluminação nas vias de entorno e dentro do Parque a partir de postes de iluminação, cujos
modelos são em concreto ou metálicos. Os bancos foram identificados predominantemente na
área do Parque da Ciência, por vezes acompanhados por mesas. Nas proximidades dos campos,
quadras e da pista de Kart existem também arquibancadas metálicas, por vezes acompanhadas
de assentos em madeira. Lixeiras plásticas também existem majoritariamente na porção a oeste
da BR-381, nas proximidades do Parque da Ciência. As caixas de correio inexistem, uma vez
que não há edificações no perímetro considerado. Telefones públicos também foram verificados
tanto no interior do Parque quanto em vias do entorno, como na Rua Wilsom Teixeira.

DANOS VERIFICADOS

Algumas peças dos postes de iluminação do interior do Parque encontram-se quebradas e,


portanto, com funcionamento comprometido. Outras tiveram globo de vidro substituído por
modelo diferente, o que gera rompimento na padronização, mas não configura dano grave.
Alguns bancos apresentam sujidades e pichações, principalmente na área pública adjacente à
Av. Marechal Cândido Rondon. A ausência de lixeiras em várias partes do Parque contribui
para o acúmulo de lixo exposto, principalmente nas proximidades da Estrada de Ferro, na
porção leste do Parque. Nenhum dano foi identificado no que diz respeito aos telefones
públicos. Como não são muito utilizados, sua baixa quantidade não geram demanda.

2.4 USOS DO PASSEIO


VENDEDORES EXPOSIÇÃO DE MERCADORIAS NA
X X
AMBULANTES CALÇADA
MESAS E CADEIRAS
X OUTROS X
(bares, lanchonetes e similares)
VEÍCULOS NA CALÇADA

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DESCRIÇÃO

A maior concentração de atividades e do fluxo de visitantes acontece na área do Parque da


Ciência e nas proximidades do lago artificial, principalmente durante o dia. Nessa área estão
também os vendedores ambulantes e aqueles que ficam à Avenida e que vendem produtos
variados. Na Avenida Marginal do Parque, existe uma série quiosques e barracas, que
funcionam especialmente como lanchonetes e que, em alguns casos, dispõem mesas e cadeiras
plásticas em área gramada do Parque para os visitantes que quiserem permanecer no local. Na
Praça da Avenida Marechal Rondon, nota-se ainda a presença de moradores que levam suas
próprias cadeiras para o lazer e descanso no local. As calçadas são utilizadas ainda para a prática
de esportes, como a caminhada e o ciclismo - as calçadas da Avenida Marginal também
possuem ciclovia - e para o passeio. Não foi identificada a ocorrência de veículos nas calçadas.

DANOS VERIFICADOS

Os diversos usos das calçadas conferem dinamismo à certa porção do Parque, entretanto, outras
ficam ermas e sem utilização, o que contribui para o surgimento de danos, como os
mencionados em itens anteriores. É o caso, por exemplo, das Ruas Wilsom Teixeira e trechos
da Avenida Marechal Cândido Rondon, na porção adjacente ao Centro Esportivo Cultural, o
qual se encontra cercado por muro de aproximadamente 400 metros de extensão no alinhamento
da calçada.

Figura 23. Calçada de terra compactada com telefone Figura 24. Ponte em piso cimentado para ciclistas e
público na Rua Wilsom Teixeira. pedestres, em boas condições.

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Figura 25. Calçada em piso cimentado, com fissuras, Figura 26. Trincas e crescimento de vegetação em
mas em bom estado geral de conservação. calçada com vista para o Kartódromo.

Figura 27. Passeio recoberto por grama e folhagem seca, Figura 28. Calçada portuguesa na Rua Nossa Senhora
sem danos significativos. das Graças, com peças faltantes e crescimento de
vegetação.

Figura 29. Trincas, sujidades e perda de partes em piso Figura 30. Calçada recoberta por resíduos vegetais
cimentado na Avenida Marginal do Parque. advindos da urbanização próxima.

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Figura 31. Piso em blocos intertravado de concreto nas Figura 32. Quebra e perda de partes em via de piso
proximidades do Parque da Ciência, em boas condições. cimentado com elementos em madeira.

Figura 33. Desbotamento de camada pictórica em via de Figura 34. Piso e madeira próximo à Parada Horto com
acesso à ponte de madeira. ressecamento de peças e perda de fragmentos.

Figura 35. Mobiliário urbano recoberto por mosaico Figura 36. Sinalização de trânsito para pedestres em
cerâmico, em ótimas condições. ponte sobre a Rua Ana de Oliveira.

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Figura 37. Exposição de mercadorias à Avenida Burle Figura 38. Barracas e quiosque na Avenida Marginal do
Marx. Parque e mesas plásticas dispostas sobre área gramada.

Figura 39. Mobiliário urbano em ótimas condições de Figura 40. Lixeira plástica à entrada do Parque.
uso.

Figura 41. Arquibancada metálica com assentos em Figura 42. Quebra de globo de vidro em poste de
madeira, com sujidades e pontos de oxidação e iluminação.
ressecamento.

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ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
03 IMAGEM URBANA bom regular (necessitand
o
95% 5% intervenção)
-

3.1 POLUIÇÃO AMBIENTAL


3.1.1 poluição visual
OUTDOOR X PICHAÇÃO X
PAINEL ELETRÔNICO POSTES E FIAÇÃO APARENTE X
PLACAS DE PROPAGANDA X OUTROS
FAIXAS OU CARTAZES

DESCRIÇÃO

Outdoors foram identificados em algumas vias do perímetro urbano, como na Avenida


Marginal do Parque. Há placas de propaganda em alguns campos de futebol, com destaque para
o campo alambrado próximo à Rua São Pedro. Vários dos comerciantes que trabalham na área
(entre ambulantes, barracas e quiosques) também exibem placas referentes ao seu
estabelecimento ou aos produtos que vendem. Pichações pontuais foram identificadas, como é
o caso do mobiliário urbano em área pública próxima à Av. Marechal Cândido Rondon. Nas
vias urbanas adjacentes ao Parque, é comum a presença de postes da rede elétrica com fiação
aparente.

DANOS VERIFICADOS
Devido à ampla extensão do Parque Ipanema e ao aspecto pontual dos elementos mencionados
anteriormente, os danos identificados não representam gravidade. Entretanto, caso tenham
prosseguimento, podem vir a gerar áreas degradadas e de abandono.

3.1.2 poluição atmosférica


EMISSÃO DE GASES
X OUTROS
(veículos e/ou indústrias)
EMISSÃO DE PARTÍCULAS

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DESCRIÇÃO
O Conjunto em questão apresenta-se incluído em área urbana de Ipatinga, com proximidade à
área central do município e à importantes avenidas e rodovias de acesso intermunicipal. Desse
modo, a circulação de automóveis pode chegar a níveis elevados, ainda que esse fluxo seja
predominantemente local. Inexistem indústrias ou quaisquer outras fontes de emissão de
partículas nas proximidades do Parque.

DANOS VERIFICADOS
A circulação constante de veículos de diferentes portes pode ser fonte de danos à composição
natural e paisagística do Parque, assim como para os próprios visitantes enquanto circulam pelas
vias lindeiras ao mesmo.

3.1.3 poluição sonora


RUÍDO DE FUNDO X OUTROS
RUÍDOS INTERMITENTES
DESCRIÇÃO
A maior parte do tráfego viário acontece em vias lindeiras ao Parque, de modo que em seu
interior circulam predominantemente pedestres. Entretanto, o já mencionado fluxo de veículos
nas vias próximas dá origem também a ruídos de fundo que alcança várias partes do Parque.

DANOS VERIFICADOS
A BR-381, por exemplo, atravessa o Parque na direção norte-sul e apresenta alto tráfego de
veículos de portes variados. O mesmo acontece com a Avenida Marginal do Parque, que
delimita o Parque longitudinalmente. Os ruídos advindos de ambas chegam a longas distâncias.

3.1.4 lixo / resíduos sólidos


DOMÉSTICO X ACONDICIONADO X
INDUSTRIAL EXPOSTO X
HOSPITALAR OUTROS
ENTULHO X
DESCRIÇÃO

Nas proximidades do Parque da Ciência e da Avenida Burle Marx, nota-se a presença de alto
número lixeiras plásticas. Desse modo, não há acúmulo de lixo nessa porção do Parque. No
restante da área analisada elas se mostram mais escassas ou até mesmo ausentes. Foram
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observados pontos de acúmulo de lixo exposto, como nas proximidades da Estrada de Ferro e
da Rua São Pedro; na Avenida Marechal Cândido Rondon, próximo ao Centro Esportivo e
Cultural Sete de Outubro; e em alguns pontos da Avenida Marginal do Parque. Nas
proximidades da praça de lazer na Av. Mal. Rondon foi identificado ainda o acúmulo de
entulho. Lixo acondicionado doméstico foi observado pontualmente nas vias urbanas, como na
Rua Nossa Senhora das Graças.

DANOS VERIFICADOS
Algumas das regiões em que se encontrou acúmulo de lixo exposto e/ou entulho configuram
mata ciliar do Ribeirão Ipanema ou área verde. A decomposição desses materiais e sua
consequente eliminação de compostos químicos prejudicam a manutenção da flora local e, mais
do que isso, os resíduos podem alcançar o curso d’água, alastrando os efeitos da poluição. Além
disso, a ocorrência desse acúmulo pode atrair animais indesejados ou ocasionar o aspecto de
abandono em algumas áreas.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
3.2 EDIFICAÇÕES bom regular (necessitando
intervenção)
90% 10% -
DESCRIÇÃO
Existem edificações de apoio que se localizam nas proximidades do Parque da Ciência, no
Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro e no Kart Clube Ipatinga. São construções como
sanitários, vestiários (próximo às quadras e campos em todo o território), galpões de usos
diversos (no Kart Clube Ipatinga e nas proximidades do Parque da Ciência) e a edificação em
que funciona o Parque da Ciência. Sob os galpões existem área administrativa, sanitários,
cozinha, palco, bebedouro, áreas de permanência, entre outras atividades. Há ainda a Estação
Pouso de Água Limpa na porção leste do perímetro e a oficina, próxima a ela, referente à
Estrada de Ferro e à locomotiva da década de 30, que circula longitudinalmente pela área. Na
Avenida Macapá, no Bairro Veneza, percebe-se ainda em breve trecho algumas edificações até
três pavimentos e de fim misto, comercial e residencial.

DANOS VERIFICADOS

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Os galpões de apoio, assim como o Parque da Ciência e as coberturas de quadras e campos,


foram edificados em estrutura e cobertura metálica com pilares trapezoidais. Desse modo, é
perceptível a ocorrência de oxidação em alguns pontos causada pela presença de umidade. A
Estação Pouso de Água Limpa e a sua oficina foram construídas com estrutura em madeira e
tijolos cerâmicos maciços. Nenhum dano relevante foi identificado. As demais edificações,
como os vestiários e sanitários e aquelas da Avenida Macapá foram principalmente realizados
em concreto e alvenaria, a qual foi, em maior parte, revestida em reboco e camada pictórica.
Quanto a elas, foi identificada a ocorrência de perda e desbotamento de camada pictórica,
marcas da afixação de cartazes, pichações, manchas escurecidas de umidade e demais sinais da
ação do tempo e de eventuais intempéries. Sujidades aderidas são comuns a todas as
edificações, com proporções variadas.

3.2.1 estilo
COLONIAL ECLÉTICO
ART-NOVEAU ART-DECÓ
MODERNO OUTROS X
PÓS-MODERNO ( x ) íntegro ( ) modificado
DESCRIÇÃO
As edificações não possuem estilo arquitetônico característico de época, o que pode ser
justificado pelo fato de que a maior parte das construções data da segunda metade do século
XX. A Estação Pouso de Água Limpa, por sua vez, foi inaugurada em 1999 e é réplica de uma
estação de 1917. Todavia, não há estilo arquitetônico evidente em sua composição.

DANOS VERIFICADOS
Não foram verificados problemas relativos ao estilo das edificações.

3.2.2 volumetria / altura das edificações


CONJUNTO HOMOGÊNEO X ALTURA E VOLUMETRIA VARIADAS
DESCRIÇÃO
As edificações próximas ao Parque da Ciência, a começar pelo próprio, somado aos galpões de
apoio criam conjunto homogêneo de estruturas metálicas similares. Cada um deles recebeu uma
função diferente e disposição harmônica e a alguns, foram adicionados diferentes elementos,
como um palco ou paredes de alvenaria. Os vestiários também apresentam semelhanças
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arquitetônicas entre si, edificados com cobertura de uma água, com inclinação voltada aos
fundos do bem, com revestimentos análogos. As edificações da Avenida Macapá compõem o
conjunto do Bairro Veneza, isto é, estão voltadas para a via e possuem fins diversos aos das
construções mencionadas anteriormente. Entretanto, como trata-se de área urbana, não há
ruptura compositiva devido a essa alteração volumétrica.

DANOS VERIFICADOS
Não são observados danos na volumetria e altura das edificações.

3.2.3 ocupação do lote: posição das edificações (%)


NO ALINHAMENTO 10% COM QUINTAL -
COM AFASTAMENTO
90% LOTES VAGOS -
FRONTAL
COM AFASTAMENTOS
90%
LATERAIS
DESCRIÇÃO

As edificações da Avenida Macapá representam as únicas exceções neste item, uma vez que se
apresentam no alinhamento da calçada sem quaisquer afastamentos. As demais possuem, em
geral, afastamentos frontais, posteriores e laterais. Nota-se que algumas delas tem alguma
proximidade às vias de pedestres que perpassam o Parque, mas esse fator não foi critério
prioritário para a disposição das edificações.

DANOS VERIFICADOS
Não foram verificados danos referentes à ocupação do lote.

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Figura 43. Vista de outdoor na Avenida Marginal, sem Figura 44. Placas de propaga em campo de futebol
grandes impactos visuais ao conjunto do Parque. próximo à Rua São Pedro.

Figura 45. Elevado número de postes de iluminação, em Figura 46. Presença de lixo exposto em massa arbórea.
boas condições.

Figura 47. Acúmulo de lixo exposto nas proximidades Figura 48. Entulho e lixo exposto em área pública na
da Estrada de Ferro. Avenida Marechal Cândido Rondon.

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Figura 49. Vista lateral de edificação adjacente a um dos Figura 50. Parque da Ciência, em estrutura metálica,
vários campos de futebol. com sujidades aderidas e manchas de oxidação.

Figura 51. Pichações em parede do Parque da Ciência. Figura 52. Palco em um dos galpões de apoio, com
pichações, mas boas condições gerais de conservação.

Figura 53. Galpão de apoio, em bom estado geral. Figura 54. Manchas de oxidação e umidade em
cobertura de quadra no Centro Esportivo e Cultural Sete
de Outubro.

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Figura 55. Vista lateral da oficina relacionada a Estação Figura 56. Vista de galpões de apoio do Kart Clube
Pouso de Água Limpa. Ipatinga.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
04 PRAÇAS E PARQUES bom regular (necessitando
intervenção)
80% - -
DESCRIÇÃO

O Parque Ipanema apresenta gama diversa de usos e contextos e, devido à sua extensão, a
análise de sua área deve ser feita por trechos. A começar pela área sul do Ribeirão Ipanema, a
oeste estão as quadras e campos para a prática de esportes e a casa do Papai Noel, montada
anualmente em dezembro. A seguir, tem início a Avenida Burle Marx e o lago e ilha artificiais,
área onde há grande fluxo de visitantes e comerciantes (ambulantes e barracas), que tem como
continuidade o anfiteatro, o Parque da Ciência com a Praça dos Brinquedos (com brinquedos
de madeira para fim recreativo e outros com teor educacional), os galpões de apoio e o
pergolado com cobertura em trepadeira. Esse trecho é delimitado pela BR-381, cujo
atravessamento conduz o visitante a outra área de campos de futebol, somada a massa arbórea
e ao Kart Clube Ipatinga. Em sequência estão a oficina e a Estação Pouso de Água Limpa, cuja
Estrada de Ferro atravessa longitudinalmente o Parque. Na margem norte do Ribeirão Ipanema,
a leste, há uma área pública de lazer e permanência com lago artificial e playground, seguida
pelo Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro e o Ginásio Poliesportivo Eli Amâncio. Após
novamente o atravessamento da BR-381 encontram-se o Horto Municipal, dois outros campos
de futebol e faixa de mata ciliar.

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DANOS VERIFICADOS
É perceptível como as vias urbanas de maior largura e tráfego, como é o caso da Avenida
Margina do Parque e a rodovia BR-381 delimitam diferentes contextos de utilização formas de
ingresso ao Parque, configurando ora barreira, ora acesso. Além disso, uma vez que nem todas
as áreas possuem uso frequente, principalmente à noite, há algumas porções mais ermas e
degradadas que outras. Entretanto, por mais que o território em questão tenha ampla extensão
e que diferentes partes tenham uso e datas de implementação diversas, nota-se grande coerência
compositiva, de forma que nenhum dano grave foi verificado.

4.1 TIPO DE USO


LAZER X ESPORTE X
EVENTOS CÍVICOS X OUTROS X

DESCRIÇÃO
O Parque abriga diversos eventos significativos para o município de Ipatinga. É o caso, por
exemplo, da Pescaria e do Sesc no Parque e do Festival Viola dos Gerais. Durante todo o ano
fica montada a estrutura da casa do Papai Noel, cuja vedação é feita em dezembro e que
funciona durante todo o mês. O local abriga também o Parque da Ciência, que recebe milhares
de estudantes e interessados por ano em suas exposições nas diversas áreas do saber, com o
objetivo de popularizar a ciência e incentivar a educação científica. Além disso, há diversas
quadras poliesportivas e campos de futebol (acompanhados ou não de vestiários e
arquibancadas), kartódromo, playgrounds para as crianças, e ampla área para permanência e
lazer. Nas proximidades da Estação Pouso de Água Limpa, a qual realiza o trajeto de 2,6km
através do Parque com locomotiva da década de 30, há área livre em piso cimentado que recebe
diferentes eventos ou atividades itinerantes, como circos e parques de diversão.

DANOS VERIFICADOS
Como já mencionado anteriormente, o maior dano relativo ao uso do Parque é a díspar
concentração de uso em alguns espaços, em comparação à pouca utilização de outros. Áreas
próximas ao Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro e ao Horto Municipal, por exemplo,
apresentam baixa presença de pedestres e visitantes.

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4.2 COBERTURA VEGETAL (%)


GRAMÍNEA 65% ARBUSTO 5%
ÁRVORE 20% TREPADEIRA 10%
DESCRIÇÃO
Na área incluída pelos projetos paisagísticos de Roberto Burle Marx na década de 1990 foram
identificados elementos vegetais como forração, árvores ornamentais ou não e palmeiras.
Dentre as espécies de maior destaque estão a Archontophoenix cunninghamii (Seafórtia), a
Cocos nucifera (Coqueiro-da-bahia), a Drymophloeus pachycladus (Palmeira-rabo-de-peixe),
a Roystonea oleracea (Palmeira-real), a Syagrus romanzoffiana (Coco-babão), a Tabebuia
sp.(Ipê), a Tipuana tipu (Tipuana, Amendoim-acácia), a Duranta erecta (Pingo-de-ouro), a
Plumeria rubra (Jasmin-manga) e a Licania tomentosa (Oiti).

DANOS VERIFICADOS
Nenhum dano significativo foi identificado.

4.3 PAISAGISMO
JARDIM / VEGETAÇÃO X PÉRGOLA X
CHAFARIZ ILUMINAÇÃO X
MONUMENTOS OUTROS (ilha, cata-vento, palco) X
FONTE
DESCRIÇÃO

O paisagismo do Parque é composto pelo gramado e áreas ajardinadas, em parte idealizado por
Roberto Burle Marx. Desse modo, principalmente nas proximidades da Avenida que leva o
nome do projetista e do Parque da Ciência, nota-se a presença do traçado orgânico dos jardins
preenchidos por árvores nativas brasileiras. O mesmo vale para o lago artificial situado em área
central do Parque, no interior do qual, há uma ilha recoberta por grama, com estrutura coberta
por trepadeira e um cata-vento de estrutura metálica no topo, além de um palco de madeira em
traçado curvilíneo conectado à base.

Nas adjacências dos galpões de apoio, existe ainda uma estrutura em pérgola elaborada de
forma que os pilares de sustentação servem como suporte para o crescimento da trepadeira
Congéia, a qual realiza a cobertura de todo o elemento. Sob o pergolado existe mobiliário
urbano para que a área seja utilizada para descanso dos visitantes. Com relação à praça situada
à Avenida Marechal Rondon, a oeste da área analisada, há também lago artificial de formato

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orgânico, com área recoberta por grama e arborização pontual. Postes de iluminação foram
utilizados por toda a área, alguns em concreto de altura e dimensões de maior abrangência e
outros metálicos ou de madeira, de menor altura, voltados aos pedestres.

DANOS VERIFICADOS

Em termos gerais, o paisagismo do Parque se encontra em boas condições. Todavia, em alguns


pontos nota-se ressecamento das folhagens, principalmente da área gramada, além do
crescimento vegetativo descontrolado. Também foram identificados pontos de oxidação em
estruturas metálicas (tanto em postes de iluminação quanto no cata-vento, por exemplo) e
pichações.

4.4 EQUIPAMENTOS E MOBILIÁRIO URBANO


ESTACIONAMENTO X GUARITA
SINALIZAÇÃO
X INSTALAÇÃO DE APOIO X
(placas e letreiros)
INSTALAÇÕES
X RECREAÇÃO X
SANITÁRIAS PÚBLICAS
CORETO BANCO X
LIXEIRA X PARADA DE ÔNIBUS COM ABRIGO
CORREIO OUTROS (anfiteatro, academia, bicicletário) X
TELEFONE PÚBLICO X
DESCRIÇÃO
A sinalização do Parque é composta por placas indicativas de sanitários, de restrições relativas
ao acesso (algumas áreas só permitem o acesso de ciclistas em horários específicos e em alguns
campos o acesso demanda autorização), de sinalização referente às atividades do Parque ou
relativas a projetos governamentais (como o ‘Ginástica para Todos) e obras em andamento.
Existem vestiários, sanitários diferenciados por gênero (banheiros químicos e edificados),
lixeiras espalhadas por parte do perímetro do conjunto, bancos em concreto, com revestimento
em pintura ou em mosaico cerâmico, anfiteatro, academia a céu aberto e elementos pontuais
para o exercício físico, telefones públicos próximos a vias urbanas e ao complexo de sanitários,
galpões de apoio, playgrounds (na Praça dos Brinquedos e no espaço de lazer da Avenida
Marechal Cândido Rondon). Próximo a uma das entradas do Parque está um amplo bicicletário
para uso dos visitantes.

DANOS VERIFICADOS

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A sinalização do Parque apresenta boas condições gerais, entretanto, é perceptível a ocorrência


de pichações, sujidades superficiais e oxidação em alguns pontos. Além disso, em algumas
áreas há escassez desse elemento, o que pode dificultar o acesso de visitantes. As instalações
sanitárias públicas também exibem bom estado de conservação, sem grandes danos além de
sujidades e quebra de partes. Como já mencionado anteriormente, há número suficiente de
lixeiras públicas nas proximidades do Parque da Ciência, enquanto outras áreas elas se mostram
ausentes, o que contribui para o acúmulo de lixo exposto. Nenhum dano foi identificado quanto
aos telefone públicos além de sujidades aderidas e pontos de oxidação. Os galpões e apoio e
demais instalações apresentam pleno funcionamento, exibindo avarias como manchas de
umidade, pontos de oxidação, sujidades aderidas e pichações. Os playgrounds de madeira
apresentam ressecamento e deformação de peças devido à ação do tempo, além da perda de
partes e oxidação de elementos metálicos. Os demais brinquedos, a academia a céu aberto e o
anfiteatro apresentam danos leves como perda ou desbotamento de camada pictórica. Os bancos
e mesas verificados na área também exibem bom estado. Todavia, pichações, sujidades,
desbotamento da pintura e quebra e perda de partes foram verificados em pequena proporção.

Figura 57. Vista de área gramada do Parque, próxima à Figura 58. Campo de futebol e arquibancada, com
Avenida Burle Marx. manchas de oxidação.

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Figura 59. Área de permanência na Avenida Marechal Figura 60. Vista da maria-fumaça e de cavalos pastando
Cândido Rondon, a norte do Ribeirão Ipanema. em área próxima ao Ribeirão Ipanema.

Figura 61. Área de lazer e playground na Avenida Figura 62. Vista do Kartódromo, com fissuras e trincas
Marechal Rondon, com ressecamento e desgaste na pista, mas bom estado geral.
superficial da madeira.

Figura 63. Massa arbórea em boas condições, com Figura 64. Campo de futebol, em bom estado de
presença pontual de lixo exposto. conservação.

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Figura 65. Pichação em placa interna ao Parque. Figura 66. Complexo de banheiros químicos, em boas
condições.

Figura 67. Sujidades aderidas e manchas de oxidação Figura 68. Bicicletário para visitantes, próximo à
em sinalização do Parque. Avenida Marginal do Parque e aos galpões de apoio, em
bom estado de conservação e plena utilização.

Figura 69. Visitantes em passeio pelo Parque. Figura 70. Praça dos Brinquedos, em ótimas condições.

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Figura 71. Anfiteatro em boas condições, com Figura 72. Academia a céu aberto, próxima à Avenida
desbotamento de camada pictórica. Burle Marx.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
05 CURSOS D’ÁGUA bom regular (necessitando
intervenção)
- - -
NATURAL X VEGETAÇÃO CILIAR (margens) X
CANAL ABERTO - LIMPEZA DAS MARGENS X
CANAL FECHADO - LANÇAMENTO DE ESGOTOS -
DESCRIÇÃO

O Ribeirão Ipanema percorre toda a área do Parque Ipanema (e em realidade, todo o município)
longitudinalmente. Suas margens são sempre recobertas por áreas verdes que configuram mata
ciliar, com alguns trechos de maior densidade arbórea que outros. No perímetro de tombamento
existem cinco pontes, duas exclusivas para pedestres e ciclistas, as demais direcionadas também
a veículos automotivos.

DANOS VERIFICADOS

Atualmente o Ribeirão apresenta poluição oriunda da ocupação urbana que o cerca. Também
há, em alguns trechos, assoreamento das margens e erosão, o que o que pode prejudicar a
biodiversidade local e regional. Em longos períodos secos as águas tornam-se mais escura e
poluídas e durante o período chuvoso, que geralmente vai de outubro a abril, são comuns
registros de enchentes nas áreas mais baixas, como no próprio Parque Ipanema e bairros
próximos, como o Veneza.

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ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
06 ANÁLISE DO ENTORNO
bom regular (necessitando
intervenção)
BENS IMÓVEIS E
ESTRUTURAS DO 90% 10% -
ENTORNO
EXISTÊNCIA DE INTERVENÇÕES ( ) sim ( x ) não
DESCRIÇÃO DAS INTERVENÇÕES

O entorno do Parque abrange seis diferentes bairros, sendo eles: Jardim Panorama, Veneza,
Iguaçu, Centro, Novo Cruzeiro e o próprio Bairro Parque Ipanema. Devido à amplitude da área
em questão, a análise do entorno foi realizada em conjunto com o Zoneamento Municipal e o
Plano Diretor, sancionados em 12 de junho de 2014 através da Lei nº 3.350/2014. Foram
verificadas zonas ambientais, de centralidade e de interesse social na área.

As edificações do entorno formam um conjunto homogêneo sem que seja possível definir um
estilo arquitetônico, uma vez que a construção da maior parte delas data da segunda metade do
século XX. No Bairro Jardim Panorama percebe-se maior tendência à verticalização. Em sua
maioria, as edificações são residenciais, mas a existência de atividades comerciais ou
institucionais é recorrente. O estado geral de conservação das edificações é bom, apresentando
danos comuns provenientes de intempéries.

Existe também no entorno, principalmente a sul e a leste, ampla presença de área verde,
arborizada ou não, que funciona como mata ciliar, cinturão verde ou elemento estético-
paisagístico. O Estádio Municipal João Lamego Netto situa-se a sul do Parque e tem
importância histórica e simbólica para a cidade.

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Figura 73. Mata ciliar do Ribeirão Ipanema. Figura 74. Ribeirão Ipanema e mata ciliar contida no
Horto Municipal.

Figura 75. Vista de mata ciliar a partir da Rua Wilsom Figura 76. Edificação residencial de dois pavimentos no
Teixeira. entorno do Parque, sem danos significativos.

Figura 77. Depósito de entulho e obstrução de calçada Figura 78. Vista da ponte sobre Av. Macapá, com
em edificação no entorno do Parque, à Avenida tráfego baixo de veículos.
Marechal Cândido Rondon.

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Figura 79. Vista de área verde no entorno do Parque, Figura 80. Início de área residencial logo após ponte da
lindeira à Av. Marginal. Av. Marginal.

07 CONCLUSÃO
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
ruim
BEM CULTURAL
bom regular (necessitando
intervenção)
CONJUNTO
PAISAGÍSTICO PARQUE 85% 15% -
IPANEMA

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11.REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTAIS

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Economics Volume 29, Issue 2, May 1999, Pages 293–301.

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Planning, 68, 129-138.

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(1958-1992). Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Universidade Federal de Minas
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http://www.otempo.com.br/capa/economia/com-127-m-por-pessoa-%C3%A1rea-verde-de-
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http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=585491. Acesso em 05 nov. 2015.

CARTOGRÁFICAS:
Google Earth. Acesso em nov/2015.
Planta Cadastral do Distrito Sede de Ipatinga/MG. Prefeitura Municipal de Ipatinga/MG.
Nov/2015.

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12. DOCUMENTO CONCLUSIVO SOBRE O BEM TOMBADO

A partir do presente Dossiê de Tombamento, foi pretendida a realização de uma análise técnica,
pautada em aspectos ligados à importância urbanística do Parque Ipanema, associado à análise
da importância sociocultural do bem cultural para a cidade de Ipatinga.

Munidos destes objetivos, pôde ser aferido que o bem cultural trata-se de um espaço
fundamental à continuidade e desenvolvimento das relações sociais, essencialmente pelo
caráter democrático que simbolizam os espaços públicos para as grandes cidades.

O contexto de conformação do Parque Ipanema tem como pano de fundo a necessidade da


população de contar com um espaço público ao ar livre em contrapartida ao impacto industrial
causado pela Usiminas na cidade de Ipatinga.

A partir desta demanda, principiada a partida da década de 1970, deu-se início à movimentação,
acionada essencialmente pelo poder público, no sentido de transformar a região conformada às
margens do ribeirão Ipanema, no maior espaço de sociabilidade de Ipatinga. Efetivado o
primeiro objetivo, o parque passou então a ser interpretado ao longo das décadas seguintes
como um espaço com um potencial maior do que o planejado em um primeiro momento.

A partir daí, ocorreu o processo de implantação de estruturas de grande relevância,


essencialmente no tocante ao desenvolvimento da pratica esportiva na cidade. A construção do
Estádio Municipal João Lamego Neto (Ipatingão), do Kartódromo Emerson Fittipaldi e do
Centro Esportivo e Cultural Sete de Outubro (ginásio poliesportivo) são três dessas estruturas
que conferem importância à cidade de Ipatinga como preparada para sediar eventos esportivos
de grande porte, a exemplo do constante uso do Estádio Ipatingão como estrutura de apoio aos
clubes de futebol da cidade de Belo Horizonte na última década.

Outras estruturas estabelecidas no parque, como o Horto Municipal, o Parque da Ciência,


ciclovias e pista de caminhada são responsáveis pelo aumento das formas de uso do bem
cultural, ampliando assim a capacidade de realização de atividades esportivas e de
entretenimento, essenciais a melhoria da qualidade de vida nas grandes cidades.

Como apontado no histórico do bem cultural, o Parque Ipanema concentra o título de maior
área verde situada em perímetro urbano do estado de Minas Gerais. Título esse que é motivo
de orgulho para cidade de Ipatinga, confirmando assim a centralidade do Parque Ipanema como
bem cultural com grande interesse de preservação.

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Pelos motivos apresentados de forma sucinta no presente texto e essencialmente por meio das
informações apresentadas ao longo de todo o Dossiê de Tombamento, afirma-se a importância
do Parque Ipanema como uma das regiões de maior importância do plano urbanístico da cidade
de Ipatinga, afirmando assim a necessidade do desenvolvimento de medidas protetivas do ponto
de vista patrimonial.

Ipatinga, 24 de novembro de 2015.

Leila Aparecida da Cunha


Diretora do Departamento de Cultura

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13.FICHA TÉCNICA

Equipe técnica

MEMÓRIA ARQUITETURA LTDA


Rua Grão Pará, 85/1301 ‫ ׀‬Santa Efigênia ‫ ׀‬Belo Horizonte/MG
CEP: 30.150-340 ‫ ׀‬Tel. (fax): (31) 3241.5594
e-mail: memoria@memoriaarquitetura.com.br ‫ ׀‬web site: www.memoriaarquitetura.com.br

Sócios-diretores (Arquitetos Urbanistas) Lara Secchin


Alexandre Borim Coda Dias Gabriel Braga
Patrícia Soares Pereira Gabriela Vilas Boas
Maíra Oliveira
Coordenador
Rafael de Araújo Teixeira (Turismólogo) Colaboradores
Hugo Rocha (Historiador)
Estagiários (Arquitetura e Urbanismo) Walderez Simões C. R. (Historiador)
Ana Flávia Costa Leonardo Cotta (Biólogo)
Camila Morais Gilberto Luiz Silva (Geólogo)

Dados do município

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA/MG


Prefeita: Maria Cecília Ferreira Delfino
Setor Responsável: Departamento de Cultura
Responsável: Leila Aparecida da Cunha
Av. Maria Jorge Selim de Sales, nº 100 | Centro ‫ ׀‬CEP: 35.160-011‫ ׀‬Tel: (31) 3829.8268
e-mail: esportelazer@ipatinga.mg.gov.br

EXECUÇÃO
Levantamento (out/2015): Ana Flávia Costa (estagiária de arquitetura) / Walderez Simões C.
R. (Historiador) / Leonardo Cotta (Biólogo) / Gilberto Luiz Silva (Geólogo) / Leila Aparecida
da Cunha (chefe do setor responsável).
Elaboração (out a nov/2015): Ana Flávia Costa (estagiária de arquitetura) / Hugo Rocha
(Historiador) / Walderez Simões C. R. (Historiador) / Alexandre Borim (Arquiteto Urbanista)
/ Leonardo Cotta (Biólogo) / Gilberto Luiz Silva (Geólogo)
Revisão (nov/2015): Memória Arquitetura.

Leila Aparecida da Cunha Alexandre Borim Coda Dias

Hugo Rocha Gilberto Luiz Silva

O grupo Memória Arquitetura agradece a gentileza da comunicação de possíveis falhas e/ou omissões
verificadas neste documento.

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PARTE TÉCNICA DO PROCESSO DE TOMBAMENTO DO


BEM CULTURAL PARQUE IPANEMA

14.ATAS DE REUNIÃO DO CONSELHO DE APROVAÇÃO


PROVISÓRIA/RETIFICAÇÃO DO TOMBAMENTO

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15.ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO APROVANDO OS


PERÍMETROS DE TOMBAMENTO E ENTORNO

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16.ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO APROVANDO AS


DIRETRIZES DE INTERVENÇÃO

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17. NOTIFICAÇÃO DE TOMBAMENTO

Conselho Municipal do
Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga/MG

NOTIFICAÇÃO DE TOMBAMENTO Nº 02/2015

À MARIA CECÍLIA FERREIRA DELFINO

Proprietário/Responsável pelo bem cultural:


Parque Ipanema
Situado à Avenida Marginal do Parque s/nº

Venho comunicar a V.S.ª, para os fins estabelecidos na Lei Municipal nº 689 de 02 de outubro
de 1980, que foi aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico deste
município em reunião datada de 14 de março de 2000 e ratificada em reunião do dia 12 de
novembro de 2015, o tombamento do “Parque Ipanema” situado à Avenida Marginal do
Parque, s/nº, Bairro Parque Ipanema – Ipatinga/MG, por seu valor histórico, cultural,
paisagístico, arquitetônico e simbólico.

Solicito, pois, a V. Sª o obséquio de acusar o recebimento da presente Notificação, assinando


o recibo anexo e devolvendo-o a este Conselho, bem como anuir ao tombamento ou oferecer,
se o quiser, as razões de sua impugnação no prazo de 15 (quinze) dias corridos a partir da
data de recebimento desta correspondência.

Ipatinga, 23 de novembro de 2015.

Angélica de Castro Campideli


Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio
Histórico e Artístico de Ipatinga/MG

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18.RECIBO DA NOTIFICAÇÃO DE TOMBAMENTO

TERMO DE ANUÊNCIA

Eu, Maria Cecília Ferreira Delfino, na qualidade de Prefeita do Município de Ipatinga,


responsável pelo bem cultural “Parque Ipanema”, expresso a anuência quanto aos
procedimentos de Tombamento do referido conjunto paisagístico, abstendo-me do prazo
recursal de 15 (quinze) dias, que é conferido ao Município, para quaisquer manifestações
contrárias a este ato.

Ipatinga, 23 de novembro de 2015.

Maria Cecília Ferreira Delfino


Prefeita Municipal de Ipatinga/MG

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19.ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE APROVAÇÃO


DEFINITIVA DO TOMBAMENTO

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20.PARECER DO CONSELHO SOBRE O TOMBAMENTO


DEFINITIVO

Conselho Municipal do Patrimônio


Histórico e Artístico de Ipatinga/MG

O Parque Ipanema é um complexo de lazer aberto ao público e localizado às margens do


Ribeirão Ipanema, em Ipatinga. Trata-se da maior área verde situada em perímetro urbano de
Minas Gerais. A construção desse parque iniciou-se em 1980, e seu projeto paisagístico foi
elaborado por Roberto Burle Marx.

Trata-se da união de diversos equipamentos e possibilidades de lazer, descanso, cultura,


contato com a natureza e prática de esportes possibilitados a todos os Ipatinguenses, e ainda
mais, aos moradores do Vale do Aço e Colar Metropolitano como um todo.

O Parque Ipanema não é somente uma área de importante e exuberante estrutura


arquitetônica, urbanística e natural, é também uma área de encontros e de grande referência
para a memória coletiva da cidade, portanto o COMPHAI julga imprescindível a preservação
e a proteção deste bem, que é, a cima de tudo, um símbolo da resistência à industrialização
e rápido crescimento da cidade. É um oásis natural em meio a loucura da modernidade.

Ipatinga, 30 de novembro de 2015.

Angélica de Castro Campideli


Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio
Histórico e Artístico de Ipatinga/MG

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21.INSCRIÇÃO NO LIVRO DE TOMBO

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22.PUBLICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO DO TOMBAMENTO


DEFINITIVO

PUBLICAÇÃO

Certifica-se, para todos os fins que se fizerem necessários, a Inscrição nº XIV de 30 de

novembro de 2015, referente ao tombamento do “Parque Ipanema” situado à Avenida

Marginal do Parque, s/nº, Bairro Parque Ipanema – Ipatinga/MG foi devidamente publicada

no Quadro de Avisos localizado no hall de entrada do prédio sede desta Prefeitura, destinado

à publicação dos atos oficiais do Poder Executivo Municipal.

Ipatinga, 30 de novembro de 2015.

Maria Cecília Ferreira Delfino


Prefeita Municipal de Ipatinga/MG

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23.ANEXOS
- Anexos da Lei nº 3.350, de 12 de junho de 2014, que institui o Plano Diretor do Município de Ipatinga.

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- Projeto Burle Marx, 1990.

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- Projeto Burle Marx, 1992.

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24.CD ROM COM FOTOGRAFIAS (CAPÍTULOS 4 E 10)

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