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EDITORIAL

Diretoria da Fenacon
(Gestão 2007/2010)

Presidente
Valdir Pietrobon

Banalização
Vice-Presidente Institucional
Antonio Marangon

Vice-Presidente Região Sudeste


Guilherme Bottrel Pereira Tostes

Foto: Divulgação
da ética
Vice-Presidente Região Sul
Luiz Antonio Martello

Vice-Presidente Região Nordeste


Adelvani Braz da Silva

Vice-Presidente Região Centro-Oeste


Antonino Ferreira Neves

E
Vice-Presidente Região Norte
Carlos Alberto do Rego Correa
m época de eleição, fala-se muito em ética. Nas ruas, na televisão, nos
Diretor-Administrativo
Antonio Gutenberg Morais de Anchieta
jornais, em todos os lugares. Mas aí é que devemos nos questionar: o
que é ser “ético”? A palavra ética vem do grego “ethos”, que significa o
Diretor-Financeiro
Paulo Bento modo de ser, o caráter de cada indivíduo. Ser ético é agir com dignidade,
decoro, zelo, eficácia e consciência dos princípios morais.
Diretora de Eventos
Aparecida Terezinha Falcão Porém, infelizmente, é justamente ao oposto de todos esses princípi-
Diretor de Tecnologia e Negócios
os que costumamos ligar a imagem dos gestores públicos em nosso País.
Carlos Roberto Victorino Isso porque somos sobressaltados diariamente por notícias de corrupção e
Diretor de Assuntos desvio de dinheiro público. A falta de transparência com nossos bens está
Legislativos e do Trabalho na agenda da sociedade.
Fábio Oliveira Filho
Certo é que o Brasil é caracterizado por ter uma cultura política influ-
Diretor de Relações Institucionais
Urubatam Augusto Ribeiro
enciada pela herança colonial patrimonialista, ou seja, o nepotismo, o favo-
ritismo e o clientelismo são visíveis. E quais seriam os motivos para essa
Diretor-Adjunto de Comunicação
Maurício Melo conjuntura até os dias de hoje? Falta de fiscalização? Impunidade? Consci-
ência do eleitor?
Diretor-Adjunto Educacional
Renato Francisco Toigo A resposta pode ser ampla, complexa e, até, a junção de vários fatores.
Suplentes
Mas simplesmente apontar a causa do problema não resolve. Por isso, faço
Laércio José Jacomélli um apelo a todos: mais atenção e cuidado na hora de eleger seus candida-
José Geraldo Lins de Queirós
Pedro Ernesto Fabri tos! Vamos buscar informações, investigar, e, principalmente, assumir uma
Paulo César Terra postura pró-ativa de acompanhar nossos políticos eleitos e cobrar suas pro-
José Weber Oliveira de Carvalho
Auxiliadora Oliveira de Araújo messas.
Celestino Oscar Loro
Irineu Thomé Estamos a cerca de seis meses de ganharmos o poder de escolher nos-
Ana Lúcia Sales dos Santos sos representantes, de ser atores no palco da democracia. Serão eleitos aque-
João Carlos de Oliveira
les que irão lutar por nossas causas, por nossos anseios, que viabilizarão,
Conselho Fiscal enfim, a construção de um país mais justo e democrático para todos.
Efetivos
Patrícia Maria dos Santos Jorge Por isso, esta é a hora de começarmos a amadurecer nossas ideias, de
Flávio Jair Zanchin
Rider Rodrigues Pontes focar nossas atenções nas próximas eleições e procurar nos informar o máxi-
mo possível sobre os candidatos. A mudança tem de partir de nós eleitores.
Suplentes
Valdir Campos Costa E cada um deve fazer a sua parte. Afinal, que futuro queremos deixar para as
Maciel Breno Schiffler próximas gerações?
Gelásio Francener

Representação na CNC
Efetivos
Valdir Pietrobon
Carlos José de Lima Castro
Valdir Pietrobon
Suplentes
Pedro Coelho Neto Presidente da Fenacon
Renato Francisco Toigo presidente@fenacon.org.br

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 3


SUMÁRIO

Ano XIV - Ed. 138 - Março/Abril 2010

Contabilidade • Assessoramento
• Perícias • Informações • Pesquisas

OPINIÃO
Renato Toigo
Auditoria nas empresas de 6
contabilidade

TECNOLOGIA
Homolognet começa a funcionar em
maio e tornará procedimentos 18
trabalhistas mais ágeis e seguros
Redes Sociais
ARTIGO
20
De que maneira as ferramentas de
comunicação online podem

24
impulsionar as relações de trabalho Rafaela Domingos Lirôa
Prevenção evita mais custos
com o novo FAP
Entrevista
José Paulo Rocha CONVÊNIO
Portal do Empresário Contábil é
o novo espaço virtual para 26
auxiliar empresários contábeis

MUNDO
12
Sócio líder da Delloite no Brasil avalia
as principais expectativas e preocupações Pesquisa aponta peculiaridades na
do empresário brasileiro para 2010
cultura empresarial de diferentes países 28
Especial AC FENACON
A implantação de práticas sustentáveis

8
Novo contrato com a Certisign visa
pode ser diferencial competitivo
a micro e pequenas empresas a otimizar validação e emissão de 30
Certificados Digitais

Emprego SEÇÕES
O que é esperado com a redução da Cartas 5

16
jornada de trabalho de 44h para 40h
semanais, prevista em PEC
Fenacon 32
Regionais 33
Etiqueta Empresarial 40
4 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010
CARTAS

Atuação DACON
Parabenizo a Fenacon e seu incansável presidente, Val- Mais uma vez gostaria de parabenizar a Fenacon por
dir Pietrobon, por toda a movimentação e busca
sua atuação em prol dos empresários contábeis. Gos-
contínua em melhorar as atividades dos contabilistas.
Sabemos que esse profissional está sendo cada vez mais taria de passar para vocês que já estamos conseguin-
pressionado e, por que não dizer, além de seus limites do enviar tanto a Dacon quanto a DCTF de 1/2010
humanos, sobrecarregado de obrigações acessórias que sem o certificado digital.
amordaçam as genuínas obrigações contábeis para com
seus clientes. Além disso, ainda deve ter enorme capa- Atenciosamente,
cidade de trabalhar sob pressão, vinda tanto do poder
público quanto dos contribuintes. Obrigado por esse Wagner
desprendimento, que não vemos em outros órgãos, até
JPM Contabilidade
mais diretamente ligados a nossa classe, infelizmente.

Jorge L. Lima
Jcontas Accounting

Artigo
Muito bom o artigo A revolução do fim do caixa dois.
Sem sonegação e com redução da carga tributária até
eu vou ficar ao lado do Lula. Brincadeira à parte, gos-
tei muito da argumentação. Parabéns!

Jader Melo
Rio de Janeiro

Etiqueta
Li a coluna sobre da importância de falar bem (Edição
nº 136/nov/dez). Gostei das dicas, pois acho extrema-
mente valioso o domínio das palavras e o seu bom uso.

Fernanda Reis

Este espaço está reservado para publicação de cartas dos leitores, que poderão ser enviadas para o ende-
reço da Fenacon em Brasília, ou pelo e-mail comunica@fenacon.org.br.
Comentários, sugestões de pauta e críticas serão bem-vindos, mas a redação se reserva o direito de resumir as
correspondências, para efeito de adequação ao espaço, mantendo, porém, a fidelidade ao texto.
Escrevam para a Revista Fenacon em Serviços e transmitam sua opinião.

A Revista Fenacon em Serviços é uma publicação bimestral da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assesso-
Ano XIV - Ed. 138 - Março/Abril

ramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon).


EXPEDIENTE

Conselho Editorial: Diretoria-Executiva Jornalista Responsável: Vanessa Resende - DF2966/03DRT Equipe de jornalismo: Karen Portella
e Natasha Echavarría Revisão: Joíra Furquim Anúncios: Pedro A. de Jesus - Tel.: (11) 9137-7639/3875-0308 - pedrojesus@fenacon.org.br
Projeto Gráfico, Capa, Diagramação e Arte: Edimar T. Sousa (61) 8491-5960 Impressão e Acabamento: Prol Editora Gráfica
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Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 5


OPINIÃO

Auditoria nas empresas


de contabilidade
Por Renato Toigo

A complexidade da burocracia e Embora os serviços prestados

Foto: Divulgação
da legislação tributária brasi- pelas das empresas de contabilida-
leiras obriga as empresas em geral a de sejam executados por funcioná-
buscar auxilio técnico-profissional rios e colaboradores qualificados, é
para cumprir suas obrigações de con- de seus proprietários a responsabi-
tabilidade, tributação e de recursos lidade pelos possíveis erros. Afinal
humanos. Normalmente, quer seja são eles os responsáveis técnicos
por terceirização completa dessas pelos serviços executados.
áreas ou apenas por assessoramento, Para minimizar esses riscos os
as empresas de contabilidade são empresários da contabilidade têm
procuradas para executar tais servi- sido engenhosos, utilizando-se nor-
ços. A afirmação presume-se válida malmente de alguns destes proce-
pela analise da própria legislação, dimentos:
que obriga toda a pessoa jurídica a
“Criar um • Execução de serviços essenciais
ter um profissional da contabilida- programa pelos próprios proprietários.
de como responsável por seus da- • Atribuição de responsabilidades
dos contábeis e tributários.
eficiente de a funcionários mais graduados,
As empresas de serviços auditoria interna com a doação de partes das quo-
contábeis, além de se mostrar
nas organizações tas da organização, tornando-os
facilitadoras na execução desses tra- também responsáveis técnicos.
balhos burocráticos, conseguem contábeis é viável • Qualificação permanente da equi-
realizá-los com competência e me- e de baixo custo” pe por meio de cursos de aperfei-
nores custos, ao mesmo tempo que çoamento.
assumem, juntamente com os em- • Contratação de seguro de respon-
presários, responsabilidades, previs- sabilidade técnica como forma de
tas em lei. minimizar os efeitos de indenizações monetárias.
As responsabilidades assumidas por quem ori- • Rompimento de contrato com clientes considera-
enta e executa serviços contábeis e tributários podem, dos de alto risco tributário;
a qualquer momento ser exigidas, quer seja por falha Tais procedimentos podem se tornar eficien-
na orientação, quer seja pela má execução dos servi- tes na prevenção de erros, mas acarretam aumento
ços. Do erro, embora involuntário, surgem as multas no custo dos serviços e, de certa forma, são
e até denúncia ao Conselho de Contabilidade. As inibidores do desenvolvimento e do crescimento
multas são passíveis de indenização. A denúncia co- das empresas de contabilidade. Além do que, o erro,
loca em risco a própria profissão do denunciado. mesmo que indenizado, quase sempre abala a relação

6 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


OPINIÃO

de confiança entre o empresário da contabilidade e • atribuição de responsabilidades;


seu cliente. • facilidade na execução das tarefas;
O problema, embora complexo, pode encontrar • orientação a clientes sobre procedimentos que auxi-
na auditoria uma ferramenta eficiente para sua liem a execução dos serviços;
solução.A auditoria interna nas empresas de serviços • identificação fácil e ágil de possíveis erros;
contábeis tem por objetivo a prevenção de ocorrênci- • proposição de novos procedimentos internos para a
as que possam afetar o nome das organizações, seu execução dos serviços;
patrimônio, o patrimônio de seus sócios, administra- • acompanhamento da legislação pelos audi-
dores e responsáveis técnicos e a confiança de seus tores;
clientes. • minimização de erros e consequentes indeniza-
Criar um programa eficiente de auditoria in- ções;
terna nas organizações contábeis é viável e de bai- • motivação de colaboradores;
xo custo e, entre seus muitos benefícios, podem- • utilização como instrumento de marketing;
se listar: • facilidades na composição de custos;
• revisão de todos os procedimentos internos estabe- • controle geral da organização.
lecidos até então; Com tais argumentos pretende-se desenvolver a
• análise do fluxo de documentos; necessidade de implantação de um programa de au-
• análise do armazenamento de dados; ditoria interna nas empresas de serviços contábeis de
• análise da competência dos colaboradores; todo o Brasil.

Renato Francisco Toigo é diretor-adjunto educacional da Fenacon renato@toigo.com.br

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 7


ESPECIAL

Sua empresa é responsável


com o meio ambiente?
A questão ambiental está no foco das atenções mundiais e mobiliza
empresas a mostrar-se pró-ativas com a preservação do planeta. Para
especialistas, pequenas atitudes podem gerar grandes soluções

Por Karen Portella

A humanidade já consome 25% a mais de recur-


sos naturais do que a capacidade de renovação
da Terra, alerta o Instituto Akatu. Com o passar do
como uma re locação de equipamentos. “Pensando
no planeta e na sociedade, as vantagens podem não
ser perceptíveis quando analisadas isoladamente. Po-
tempo, jornais, revistas e televisão aumentam o espa- rém, se pensarmos que mais de 90% das empresas
ço em suas linhas editoriais sobre danos empresariais brasileiras são micro e pequenas, o efeito sinérgico
causados ao meio ambiente. Os benefícios advindos de práticas ambientalmente inadequadas pode ser de-
de cuidados ambientais estão na pauta mundial e, vastador em escala global. Portanto, é muito impor-
com isso, é cada vez mais comum ver estratégias cri- tante que cada um faça a sua parte”, ressalta.
ativas de grandes corporações que demonstram estar Foi compartilhando dessa consciência sobre a
atentas à qualidade de vida no futuro. Mas será que o importância do agir individual que Jorge Leite come-
conceito de ecoeficiência é aplicável também na pe- çou a implantar práticas e a mudar atitudes em sua
quena empresa? agência de publicidade e marketing, onde trabalham
“Pensar global e agir localmente é condição es- dez pessoas, em Brasília, visando à conservação do
sencial para a sobrevivência de qualquer organização, meio ambiente.
mesmo as micro e pequenas”, responde a consultora A partir de leitura, observação, estudo, reflexão
especializada em sustentabilidade, Christianne e, principalmente, experiências vivenciadas com re-
Maroun. Para ela, em certos casos, o processo de lação aos danos causados pelo homem à natureza,
aplicar práticas de responsabilidade socioambiental é sobretudo à Amazônia, Leite adequou o trabalho a
até mais bem-sucedido em empreendimentos de me- partir de uma visão ecoeficiente e mudou, inclusive,
nor porte pelo fato de as decisões serem mais rápidas a decoração da agência, criando uma “ambientação
e os resultados mais diretos do que em gran- própria, que estimule o verde”.
des corporações. O publicitário conta que, com simplicidade,
Além disso, segundo a consul- é possível implantar pequenas ações coletivas que
tora, as mudanças necessárias podem fazem a diferença. Ele cita a educação, o consumo
ser alcançadas, em muitos casos, com consciente, conservação e limpeza, ambiente de tra-
medidas simples e balho bem arejado, iluminação
Foto: Divulgação

até sem custo, adequada e o cumprimento das


obrigações mínimas com os
colaboradores. “Devagarzinho estou
percebendo uma atitude pró-ativa de todos.
O importante é que estamos construindo uma cons-
ciência mais ecológica”, diz Jorge Leite, que acredi-
ta, ainda, na capacidade das empresas em oferecer

8 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


ESPECIAL

“soluções micro e pequenas que, somadas, se trans-


formarão em macrossoluções”. Jorge Leite:
Maroun acredita que as empresas e os cidadãos pequenas
já estão conscientes da importância dessas questões atitudes para
para a manutenção da vida humana na Terra. O que contribuir
se verifica, porém, é uma lacuna entre a consciência com a
e a prática. “Principalmente em um país como o nos- preservação
so, no qual a concorrência é desleal, não há financia- do meio
mento a custo baixo para investimentos em meio ambiente
ambiente e os órgãos ambientais, em muitos casos,

Foto: Divulgação
atuam mais com punição do que com orientação e de
maneira não uniforme”, diz.
Por outro lado, o especialista em gestão de
marketing e estratégia organizacional, Gilson Borda,
sante para micro e pequenas empresas, pois o pro-
acredita que o incentivo está em crescimento. “Al-
cesso é rápido e pode ser o pontapé inicial para uma
guns bancos, principalmente estatais, desenvolveram
estratégia de longo prazo rumo à sustentabilidade.
linhas de crédito com juros melhores para organiza-
Os núcleos de P+L no Brasil podem ser encontra-
ções que desenvolvam a sustentabilidade”, ressalta.
dos em federações de indústrias ou em uma unidade
regional do Serviço Nacional de Aprendizagem In-
Primeiros passos dustrial (Senai).
Para quem pretende colocar a sustentabilidade Ao implantar práticas de responsabilidade
como parte das estratégias da empresa, há diversas socioambiental, a empresa poderá ganhar benefícios
maneiras de começar a implantar ações que visem à como: facilidade para adequação a mudanças na le-
conservação do meio ambiente. De acordo com Bor- gislação, economia de insumos, redução na geração
da, as pequenas empresas podem mostrar-se social e de rejeitos e seus respectivos custos de tratamento,
ambientalmente responsáveis, inicialmente, por meio melhoria no diálogo com órgãos ambientais, além de
de ações como racionalização do uso do papel e da dar mais visibilidade ao negócio perante os clientes.
tinta, redução de impressão desnecessária, além de “O principal beneficio é o aumento da relação de
uso de papel e materiais reciclados nos processos. “Já confiança e melhoria da imagem em relação aos três
em relação aos funcionários, é possível trabalhar de principais públicos da empresa: funcionários, clien-
forma mais justa e de acordo com a legislação, o que tes atuais e potenciais e a sociedade em geral”, diz
certamente reverterá em um bom atendimento ao cli- Gilson Borda, que ressalta, ainda, o fato de a
ente”, pontua. sustentabilidade ambiental, social, econômica e po-
A consultora Christianne Maroun sugere a im- lítico-institucional ser um diferencial competitivo
plantação de um programa de Produção Mais Limpa fundamental, uma vez que os clientes estão sendo
(P+L). Segundo ela, a proposta integra meio ambi- bastante seletivos na escolha das organizações das quais
ente com benefícios econômicos e é muito interes- adquirem bens e serviços.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 9


ESPECIAL

Quer saber se está no caminho


certo para a sustentabilidade?
Faça o teste a seguir, elaborado pela consultora Christianne Maroun, e descubra.
1. Sua empresa faz o acompanhamento dos volumes de 7. Quando a empresa opta por mudanças de matérias-
água utilizados na produção? primas, são avaliados os custos ambientais envolvidos?
a) Nunca. a) Apenas quando a matéria-prima será utilizada pela
b) Sempre, de forma periódica. área de meio ambiente da empresa.
c) Às vezes. b) Não. Avaliamos apenas o preço da matéria-prima.
c) Sim. Sempre avaliamos todos os custos envolvidos,
2. Sua empresa implementa ou já implementou ações inclusive os ambientais.
para a diminuição do volume de água utilizado na
produção e na organização como um todo - por exem- 8. De forma geral, quais departamentos da empresa ava-
plo, troca de torneiras que vazam e ajuste de descar- liam a possibilidade de mudanças no uso de matérias-
gas de vasos sanitários? primas?
a) Sim, de forma periódica. a) Compras.
b) Sim, já foi implementado. b) Compras e produção.
c) Nunca foi feito. c) Compras, produção e meio ambiente.

3. Em algum momento cogitou-se a possibilidade de a 9. Sua empresa tem licença ambiental?


empresa trocar a matriz energética atual por uma me- a) Sim, e dentro do prazo de validade.
nos poluente, como o gás natural em vez do óleo BPF b) Sim, mas fora do prazo de validade.
(combustível pesado)? c) Não sei/nunca tivemos.
a) Nunca.
b) Já fizemos os estudos, mas não é possível no momento. 10. Quem verifica se a empresa está cumprindo a legisla-
c) Já fizemos a troca. ção ambiental?
a) Nosso contador/advogado.
4. São implementadas ações para diminuir o consumo b) Um especialista em meio ambiente (consultor ou
de energia? funcionário).
a) Não, nunca. c) Não verificamos.
b) Sempre, de forma periódica.
c) Foi feito no passado, mas não fazemos mais. 11. A empresa tem programa de reutilização/reciclagem
de resíduos sólidos?
5. Existe treinamento dos funcionários nas questões a) Sim, separamos todo o lixo e o vendemos.
ambientais envolvidas no processo industrial? b) Não temos nenhum programa.
a) Sempre, para todos os funcionários da empresa. c) Sim, todos os nossos resíduos são estudados para
b) Somente para os funcionários envolvidos com o avaliar a melhor e mais lucrativa forma de
assunto. destinação.
c) Nunca fazemos.
12. O responsável pela produção questiona as etapas do
6. O mais alto executivo da empresa aprovou regras processo produtivo, a fim de reduzir a geração de
ambientais a serem seguidas por todos os empregados? rejeitos durante a fabricação?
a) O presidente não se envolve/não tem tempo para a) Sempre. Deixar de gerar rejeitos é muito mais lu-
esses assuntos. crativo do que tratá-los depois;
b) Sim, temos uma política ambiental a ser seguida por b) Não, pois não é possível fazer ajustes no nosso
todos. processo;
c) Sim, temos algumas regras básicas. c) Apenas em algumas etapas do processo.

10 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


ESPECIAL

Questões Sua pontuação é de: ______ pontos (marque as opções correspondentes às


suas respostas e depois some os pontos).
a b c
1 1 3 2 Resultado

2 3 2 1 De 31 a 36 pontos:
3 1 2 3
Parabéns! Você está no caminho certo para o alcance da ecoeficiência.
4 1 3 2
5 3 2 1 De 21 a 30 pontos:
6 1 3 2
Sua empresa já adota algumas medidas importantes para o alcance da eco-
7 2 1 3
eficiência, mas ainda precisa melhorar, se quiser ter ganhos efetivos, tanto do
8 1 2 3 ponto de vista econômico quanto ambiental. Não desista, vá em frente.
9 3 2 1
De 12 a 20 pontos:
10 2 3 1
11 2 1 3 É necessário dar mais atenção às questões ambientais em sua empresa. Com
certeza, você se surpreenderá com os resultados quando começar a encarar as
12 3 1 2
questões relativas ao meio ambiente como um negócio.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 11


ENTREVISTA

Panorama do setor
empresarial brasileiro
Sócio líder da Delloite no Brasil, José Paulo Rocha, avalia que as
maiores preocupações dos empresários nacionais estão centralizadas,
entre outras, na burocracia e na alta carga tributária

C om mais de 20 anos de experiência profissional


e 15 no mercado de corporate finance, José Pau-
lo Rocha é sócio líder desta área na Deloitte no Bra-
empresarial, outsourcing, para clientes dos mais di-
versos setores. A companhia possui ainda uma rede
global de firmas-membros em mais de 140 países,
sil, organização que oferece serviços nas áreas de au- empregando mais de 165 mil profissionais.
ditoria, consultoria tributária, consultoria em gestão Formado em engenharia de produção, com pós-
de riscos empresariais, corporate finance, consultoria graduação em finanças. Entre os principais projetos
elaborados estão na área de desenvolvimento de no-
vas linhas de serviço e pelo gerenciamento de diver-
sos projetos para clientes. Nesse último inclui ainda
transações de fusões e aquisições, estudos de avalia-
ção econômica, perícia contábil e investigação de
empresas, reestruturação financeira e due diligence.
Entre as principais linhas de projeto com que
atua estão perícia contábil e investigações de empre-
sas, reestruturação financeira, estratégia financeira e
avaliação econômica.
Em entrevista à Revista Fenacon em Serviços,
ele aborda temas como o otimismo dos empresários
brasileiros no desempenho de negócios para este ano,
além de comentar números de pesquisa recente sobre
panorama empresarial.
José Paulo Rocha fala também, sobre o
alto nível de tributação, apontando que o
empresariado acredita que também deve se man-
ter elevada nos próximos anos. “Os benefícios
de tal redução de tributos ficam evidentes ao se
constatar o impacto que a redução do Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI) produziu so-
bre as vendas no varejo em 2009. A alta carga
fiscal é consequência do nível de gastos do go-
verno. Em função dos compromissos já assumi-
Foto: Divulgação

dos e dos planos de investimentos, não há indi-


cação de que a carga fiscal possa ser reduzida

12 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


ENTREVISTA

significativamente no curto prazo. A recente crise A que o senhor atribui esse pensamento dos empre-
econômica global também aumentou a responsabi- sários?
lidade dos governos na ajuda em projetos anticíclicos JPR – Realmente, apenas 12% das respostas acre-
que aumentam os gastos”, avalia. ditam na queda do nível de burocratização no Brasil.
Segundo pesquisa do Banco do Mundial (Doing
Revista Fenacon em Serviços – Que perspectiva Business 2010), entre os 183 países, o Brasil ocupa a
de crescimento o empresariado brasileiro deve ter para 129º posição no ranking (atrás de países como Chi-
este ano de 2010? na, Paraguai, Butão...) devido ao alto nível de
José Paulo Rocha – Os empresários brasileiros burocratização, – desde tempo para abrir um negó-
estão otimistas com relação ao desempenho de seus cio (Brasil: 120 dias; na OCDE a média é 13 dias) e
negócios em 2010 e têm planos de ampliar seus in- tempo para encerrar um negócio (Brasil: 4 anos;
vestimentos, especialmente no lançamento de produ- OCDE: 1,7 ano). No entanto, a pesquisa não permite
tos e serviços. Essas são as principais conclusões da identificar os motivos que levaram os empresários a
pesquisa. De fato, das empresas entrevistadas, 95% ter essa opinião. Pode-se inferir que os empresários
esperam crescimento da receita em 14% no ano, con- não estão enxergando ações e projetos suficientes para
forme a mediana, e 90% das organizações preveem modificar significativamente esse quadro.
ampliar investimentos.
RFS – Qual seria a melhor alternativa para di-
RFS – A Deloitte publicou recentemente a pes- minuir a burocracia?
quisa Panorama Empresarial, em que mostra o oti- JPR – Em tese, a simplificação de processos, a
mismo dos empresários brasileiros para os próximos automação de atividades e a concentração de recur-
anos. Quais serão os setores mais promissores da sos poderiam ajudar na redução da burocracia.
economia?
JPR – De acordo com a pesquisa, as atividades RFS – Outro grande ponto defendido pela Fede-
com maior potencial de crescimento a partir de 2010 ração é a diminuição da carga tributária. O estudo
são “petróleo & gás”, “construção” e “turismo, também mostra que os empresários acreditam que
hotelaria e lazer” indicados por 19%, 17% e 9% dos ela deve aumentar mais ainda. Por quê?
respondentes, respectivamente. JPR – Com relação ao nível de tributação, os
empresários acreditam que a carga deve se manter ele-
RFS – Um das principais bandeiras da Fenacon vada nos próximos anos, mas 11% deles confiam em
é a desburocratização, por entender que ela é um uma redução. Os benefícios de tal redução de tributos
entrave a seu crescimento. Um dos pontos da pes- ficam evidentes ao se constatar o impacto que a redu-
quisa aponta que a burocracia não deve diminuir. ção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 13


ENTREVISTA

RFS – De que forma a adequação a melhores


Práticas de sustentabilidade e práticas de gestão podem influenciar no desenvolvi-
mento de empresas?
responsabilidade ambiental JPR – Os novos tempos da economia cobram
sugerem vantagens maior competitividade das empresas na gestão de suas
operações e atividades e maior agilidade no
competitivas às empresas redirecionamento de seus negócios, para que possam
se desenvolver e permanecer atuantes nos mercados.
produziu sobre as vendas no varejo em 2009. A alta Nesse sentido, as expectativas das empresas para os
carga fiscal é consequência do nível de gastos do próximos anos são bastante favoráveis e é nesse con-
governo. Em função dos compromissos já assumi- texto que as organizações procuram se antecipar aos
dos e dos planos de investimentos, não há indica- concorrentes por meio do lançamento de novos pro-
ção de que a carga fiscal possa ser reduzida signifi- dutos e serviços e da adoção e incentivos à inovação.
cativamente no curto prazo. A recente crise econô- Além disso, direcionam recursos para dar continuida-
mica global também aumentou a responsabilidade de a uma melhor gestão das atividades da empresa,
dos governos na ajuda em projetos anticíclicos que tais como programas de retenção de capital humano
aumentam os gastos. e desenvolvimento de talentos, além de outras medi-
das que buscam a excelência na capacidade de forne-
Foto: Divulgação cimento de produtos e serviços e no desempenho e
posicionamento das vendas.

RFS – No ambiente das micro e pequenas em-


presas como devem ser aplicadas ferramentas de ges-
tão que otimizem a prestação de serviços?
JPR – Em geral as ferramentas de automação de
processos e o aprofundamento de entendimento do
mercado e clientes podem ajudar na otimização de
recursos.

RFS – Quais a principais ações de estratégias


que empresas de todos os portes devem seguir para
este ano?
JPR – As grandes estratégias a serem
priorizadas a partir de 2010 enfatizam o desenvol-
vimento e o fornecimento de novos produtos e ser-
viços (64% dos respondentes), a gestão adequada
do capital humano (46%) e a adoção de incentivos
à inovação (45%).
Adicionalmente, foram apontadas as práticas de
sustentabilidade e responsabilidade ambiental (38%
RFS – Os resultados dessa pesquisa podem ser dos respondentes) e os investimentos em novas
aplicados ao dia a dia das micro e pequenas empre- tecnologias de produção e de comunicação – indica-
sas? Por quê? dos por 35% e 24% dos respondentes, respectivamen-
JPR – Sim, a pesquisa aponta os fatores críti- te. A indicação das práticas de sustentabilidade e res-
cos para o sucesso das empresas que mais crescem e ponsabilidade ambiental sugere que as empresas per-
os desafios e estratégias para manter o crescimento cebem que tais ações podem apresentar reais vanta-
sustentado das operações. Embora não seja possível gens competitivas. O desenvolvimento de novos pro-
planejar as operações apenas com base no histórico dutos e serviços também recebe especial destaque
das empresas que mais crescem, a análise dos fatores quando o foco são os investimentos, pois a grande
críticos de sucesso fornecem ideias para reflexão e maioria dos empresários pretende realizar gastos
análise das pequenas empresas quando envolvidas no direcionados à implantação e quase 80% destes
processo de planejamento estratégico. priorizam Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

14 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


EMPREGO

Redução de jornada é
boa alternativa?
PEC que prevê a redução de jornada de 44 para 40 horas semanais é
tema de grande discussão. Principal temor de empresários é que medida
aumente a informalidade e reduza número de postos de trabalho

Por Vanessa Resende

E m ano eleitoral uma proposta muito polêmica está


em discussão na Câmara dos Deputados e promete
ser alvo de muitos debates. Trata-se da Proposta de emen-
informalidade, visto o alto custo da folha de paga-
mento existente hoje. Dados do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no
da à Constituição nº 231, de 1995, que prevê a redução Brasil, dos 192 milhões de habitantes, pouco mais
da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 da metade da população economicamente ativa atua
horas e o aumento da hora extra de 50% para 75%. na economia formal.
Se por um lado as centrais sindicais argumentam “As pequenas e as microempresas, que já en-
que está na hora de aprovar essa proposta, visto que a frentam sérias barreiras fiscais e burocráticas que difi-
última vez que houve redução da jornada de trabalho cultam seu crescimento e sua sustentação, possuem
(de 48h para 44h semanais) foi em 1988, por outro, também custos pelos trabalhadores que empregam e
empresários mostram preocupação com os efeitos que por isso não suportariam a redução da jornada. Essa
tal medida poderá ocasionar caso seja aprovada. medida impactaria até mesmo a produção dessas em-
Recentemente, o presidente da Fenacon, Valdir presas. Se uma pequena fábrica de calçados produz
Pietrobon, esteve reunido, juntamente com representan- 500 pares por semana, por exemplo, com a redução
tes de várias entidades nacionais, com o líder do Partido da jornada de trabalho, essa produção poderia cair
da República (PR) na Câmara dos Deputados, deputado entre 10% e 20%, influenciando nas vendas para o
Sandro Mabel (GO) para tratar sobre esse assunto. mercado e no faturamento da empresa”, diz
No encontro foram abordados os reflexos ne- Pietrobon.
gativos que ocorrerão caso a proposta seja aprovada. América Latina – Publicação produzida em con-
Um dos maiores temores dos que estiveram presentes junto pela Fenacon, Confederação Nacional do Co-
ao encontro é de que essa decisão não apenas dimi- mércio (CNC), Federação Nacional das Empresas de
nua o poder de compra do brasileiro, como também Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac) e Federação
os postos de trabalhos formais no País. Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de
“A mudança na jornada de trabalho refletirá em Valores (Fenavist) mostram dados, da Organização In-
todo o cenário atual dos empregos formais no País. ternacional do Trabalho (OIT), que apontam que a
Primeiro, ela é equivocada e não levará a nenhum jornada de trabalho praticada hoje no Brasil é a me-
lugar, pois quem mais emprega no Brasil são as micro nor da América Latina. Em países como Argentina
e as pequenas empresas, que têm papel fundamental (48h), Bolívia (48h), Chile (45h) e Peru (48h) traba-
na economia nacional, representando atualmente 60% lha-se mais.
da mão de obra no País, o que sustenta a geração de Comparado a países de outros continentes, o estu-
empregos”, avalia o presidente da Fenacon. do de 2003 mostrou, por exemplo, que em 1999 os
Outra preocupação de empresários é a de que brasileiros trabalharam em média 1.689 horas, enquan-
reduzir a jornada de trabalho traga o aumento da to os norte-americanos trabalharam 1.847 horas e os

16 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


EMPREGO

japoneses, 1.810 horas. No


ano passado, para dar mais
competitividade a sua eco-
nomia, a França pôs fim ao
limite de 35 horas semanais.
Soluções – Um pon-
Cartaz produzido pela
to parece ser unânime para
Fenacon e distribuído no
todos: que a melhor saída
Congresso Nacional e em
é que haja a negociação
outras entidades
entre empresários e traba-
lhadores. “Definir a redu-
ção da jornada semanal de “Acredito que a úni-
trabalho para 40 horas de ca saída para gerar mais
forma compulsória, sem empregos e combater a
levar em consideração as informalidade seja uma
particularidades de cada ampla e efetiva reforma
setor, é desprezar a capa- trabalhista no País, que,
cidade que empresários e entre outras coisas, de-
trabalhadores têm de bus- sonere a folha de pagamen-
car juntos acordos realis- tos e crie uma livre nego-
tas, baseados no mercado ciação entre a classe em-
em que atuam”, aponta o presarial e laboral”. Ele
texto da publicação. lembra ainda que aprovar
O documento mos- um tema como este em
tra ainda que a geração de ano eleitoral pode prejudi-
empregos depende de fa- cial, uma vez que não há
tores como: expansão da atividade econômica, com tempo para debate maior. “Precisamos avançar, sim,
fortalecimento do mercado; aumento do consumo; mas com medidas que incentivem a geração de em-
redução da carga tributária e dos juros; estímulo às pregos formais e renda ao trabalhador brasileiro. O
exportações e aos investimentos, desoneração da melhor caminho seria o da livre negociação entre sin-
folha de pagamento, educação de qualidade, desburo- dicatos empresariais e de trabalhadores, como já acon-
cratização nas contratações e flexibilização das nor- tece na maioria dos países emergentes e em desenvol-
mas trabalhistas. vidos”, finaliza.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 17


TECNOLOGIA

Homolognet será
lançado em julho
O novo sistema pretende padronizar o cálculo de rescisão,
diminuir as demandas trabalhistas e reduzir as fraudes no seguro
desemprego e FGTS, além de diminuir o custo no Brasil

Por Natasha Echavarría

O projeto piloto do Homolognet, desenvolvido


pelo Ministério do Trabalho e Emprego, está
previsto para entrar em vigor em julho deste ano. Se-
informatizado das rescisões contratuais, integrar eletro-
nicamente a liberação do seguro-desemprego e do FGTS,
aumentando assim a segurança contra fraudes.
gundo o ministério, em meados de 2010 o novo sis- Para Fábio Oliveira outro avanço do Homolognet
tema será lançado e implantado em todas as Superin- será a possibilidade de o MTE, ao receber a transmis-
tendências Regionais do Trabalho (SRTEs). são dos dados, fornecer uma senha ao sindicato de
O Homolognet vai realizar conferência dos cál- classe do trabalhador, que será acionado para fazer a
culos da rescisão de trabalho e a elaboração do Ter- homologação desse direito. Isso desde que a entidade
mo de Rescisão do Contrato de Trabalho de acordo já tenha sido conferida e conciliada pelo órgão
com a legislação trabalhista. O software para o cálcu- fiscalizador, que, nesse caso, é o próprio MTE. Tal
lo foi desenvolvido para utilização em ambiente web/ ação evitará que as mesmas verbas rescisórias sejam
internet e ficará disponível no site do ministério. motivo de ações na Justiça do Trabalho, sob pena de
De acordo com o diretor de Assuntos Legislativos litigância de má fé pelo trabalhador que já a recebeu.
e Trabalho da Fenacon, Fábio Oliveira, o objetivo do Para tanto, as entidades sindicais terão de aderir
sistema é trazer segurança jurídica e agilidade aos traba- a Certificação Digital para ingressar no sistema, pro-
lhadores e empregadores, fornecer às SRTEs o controle vavelmente a partir do segundo semestre. Após todos
os testes de implantação será necessário também que
Foto: Divulgação

o usuário o faça via Certificação Digital.


Durante a fase de implementação do Homolognet,
a Fenacon e outras entidades representativas, como o
Conselho Federal de Contabilidade, participam, por
meio da Comissão formada por técnicos do Ministé-
Admilson rio do Trabalho, da adequação do sistema as suas re-
dos Santos ais necessidades.
e Fábio Para o diretor, a atuação das entidades de clas-
Oliveira se nesse processo é essencial. “A importância das
entidades representativas será fundamental, uma vez
que somos os executores desse sistema. Nossa fun-
ção é aplicá-lo no dia a dia”, afirmou.
De acordo com o assessor Técnico do MTE,
Admilson dos Santos, o sistema está preparado para
ser alimentado de forma manual (digitação de todos

18 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


TECNOLOGIA

O que o Homolognet executará?


- Módulo de cálculo da rescisão do contrato de trabalho.
- Transmissão dos dados da rescisão contratual pelo empregador para o MTE, via internet.
- Recebido o arquivo, o MTE verifica se existem competências do FGTS do trabalhador não recolhidas,
informando às partes e ao agente homologador.
- Módulo de consulta pelo trabalhador na home-page do MTE relativo a todos os dados e pendências da
sua rescisão, apontadas pelo Homolognet.
- Módulo Intranet/MTE de agendamento e homologação das rescisões contratuais que serão homologa-
das nas SRTEs.
- Módulo Internet/MTE de informação pelos demais agentes homologadores das rescisões realizadas.
- Funcionalidade no Módulo Internet para que as empresas informem a quitação de rescisão de menos de
um ano de contrato de trabalho e que não estejam sujeitas a homologação.
- Compartilhamento com o seguro-desemprego e o FGTS das informações das rescisões homologadas ou
quitadas via Homolognet.

os dados necessários) ou via transmissão de arquivo cial/Incompleto” e complementar as informações


(com a empresa ou escritório de contabilidade envi- manualmente no sistema.
ando via Homolognet, no layout previamente defini- Recentemente, o Departamento de Infor-
do, os dados necessários). mática da Fenacon recebeu do Ministério do Tra-
Na modalidade “transmissão de arquivo”, res- balho uma prévia da ferramenta para efetuação
peitados os dados mínimos estabelecidos no layout, de testes. De acordo com a avaliação sobre o
caso a empresa não tenha como informar todas as software, o sistema possui boa funcionalidade,
informações exigidas, ela poderá enviar “Arquivo Par- podendo ser implantado.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 19


CAPA

Redes sociais expandem


comunicação empresarial

20 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


CAPA

Espaço online para troca de ideias, ampliar os contatos e ouvir


o público de forma instantânea desperta cada vez mais
interesse, não apenas no meio social, como nos negócios

Por Vanessa Resende

Q ual é a primeira coisa que você faz quando che-


ga ao trabalho? Se a resposta for acessar suas
informações pessoais saiba que você faz parte de um
Segundo Bito, o Twitter e muitas outras redes, como
Orkut, Facebook, Linkedin e MySpace podem ser consi-
deradas “ferramentas ou plataformas que potencializam
universo de 47% dos internautas brasileiros. Surgidas a formação de redes sociais por meio da internet”.
a partir dos anos 2000, as redes sociais conquistam A aproximação entre os funcionários mais
um público cada vez maior, sendo a principal utiliza- “operacionais” com o alto escalão é uma das princi-
ção da web no País. pais vantagens proporcionadas por essas ferramentas,
Blog, Orkut, Youtube, Facebook, Twitter, en- como avalia Fabio Baptista, diretor da Gonow
tre outras, são palavras que compõem o universo das Tecnologia, empresa especializada no desenvolvimen-
mídias sociais e já fazem parte do dia a dia das pesso- to de redes sociais corporativas. “Dependendo do ta-
as. Essas ferramentas oferecem a seus usuários a pos- manho da empresa, sabemos que não é nada comum
sibilidade de se conectar com amigos, firmar conta- ver uma equipe receber um elogio ou uma mensagem
tos profissionais e, por que não, aproximar totais des- motivacional do presidente e, com a rede social, uma
conhecidos para compartilhar informações, trocar ex- simples mensagem pode ser postada a todos em ques-
periências e descobrir afinidades. Historicamente, o tão de segundos”, afirma.
período de maior acesso acontece no horário comer- Ele afirma, ainda, que as redes sociais desper-
cial – entre 8h e 18h – o que significa que a maioria tam no funcionário o sentimento de participação ati-
das pessoas visita esses sites do local de trabalho. va na empresa, ou seja, ainda que em áreas e assuntos
Diante dessa conjuntura, é cada vez maior o restritos, ele ganha um canal para apresentar suas ideias
interesse de companhias brasileiras pela criação de ou críticas, o que pode alavancar o negócio ou aper-
suas próprias redes sociais, que podem trazer grandes feiçoar um produto.
benefícios, mas que também exigem precauções quan- Os benefícios de usar os tão procurados espaços
to ao uso. Monitorar essas ferramentas já é realidade digitais, de acordo com Bito, são diversos, tais como:
na maioria das grandes empresas. A novidade é a cri-
ação da chamada Rede Social Corporativa (RSC), Aproximação – No dia a dia das corporações, é
como ‘substituta’ da Intranet, para uso interno dos comum que pessoas de diferentes áreas não troquem
funcionários. idéias e impressões sobre determinados produtos ou
Para o coordenador de Redes Sociais da Talk clientes. Muitas vezes as pessoas desses setores nem
Interactive, Fábio Bito, RSC pode ser entendida como se conhecem. E, a partir de conversas entre perfis
ferramenta para conectar pessoas de uma mesma or- multidisciplinares, podem surgir soluções inovadoras
ganização. Dessa maneira, os funcionários de uma para problemas que antes pareciam insolúveis.
empresa já constituem uma rede social e, como tais,
são considerados grupos de indivíduos com interes- Espaço democrático – Uma rede bem estruturada
ses, valores e objetivos comuns para compar- e distribuída supera um dos grandes entraves
tilhamento de informações. “Não existe rede social organizacionais, que é o da síndrome do organograma.
sem duas coisas fundamentais: pessoas e fluxo de Cada grupo de indivíduos, ou até indivíduos sozi-
informação”, avalia. nhos, tendem a se esconder atrás da sua caixinha do

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 21


CAPA

organograma e só se conectam e se interessam por


seus pares próximos ou por quem está acima. Já em
uma rede social, com infinitas conexões possíveis,
tanto um programador júnior quanto um gerente de Armadilhas da rede
vendas sênior têm o mesmo espaço e liberdade para
opinar e expor experiências. Recentemente, uma polêmica en-
volvendo comentários no Twitter ex-
Feedback instantâneo – Além de demarcar ter- pôs os cuidados que as empresas de-
reno nas redes sociais, as companhias buscam saber vem tomar quando funcionários utili-
sobre o que seus públicos estão falando delas nesses zam redes sociais. A má utilização da
ambientes. Ouvir o que os clientes falam sobre mar- rede custou o emprego de um diretor
cas, produtos e serviços, torna mais fácil a comunica- da Locaweb, patrocinadora do São Pau-
ção, criação de campanhas, gestão de crise, investi- lo Futebol Clube, que, após clássico
contra o Corinthians, postou comen-
mentos futuros e inovação. E um empresário atento
tários provocadores pelo Twitter citan-
não deixará de dar atenção ao que essas pessoas têm a
do a empresa, cujo logotipo estampa-
dizer. Quem for sagaz, responderá a essas pessoas
va o uniforme do time. “Infelizmente,
iniciando um diálogo e as colocará como peças fun-
o Alex Glikas torcedor se sobrepôs ao
damentais na construção de novos produtos e servi-
profissional e, com isso, não se deu
ços. Por outro lado, há ainda dúvidas quanto à rele-
conta de que fazia suas declarações em
vância dessas redes de relacionamento como meio de
um espaço público, dando a muitas pes-
comunicação para os negócios.
soas a impressão de que a sua opinião
pessoal era a opinião institucional da
Cuidados – Como na aplicação de qualquer empresa”, afirmou a Locaweb em nota.
novidade no regimento de uma empresa, os respon-
sáveis pela implementação da rede social devem to-
mar alguns cuidados, principalmente com ações
indevidas dos usuários, como conversas nada pro-
veitosas, fofocas, discussões e intrigas, que devem
ser fiscalizadas. Redes sociais mais populares
Fábio Baptista lembra que, em redes sociais
púbicas, são comuns experiências negativas como a Comunicadores instantâneos:
criação de perfis falsos e, no meio corporativo, quan- O comunicador instantâneo se tornou
do não se toma o cuidado necessário, isso também um serviço indispensável na atualida-
pode acontecer. de, tanto na vida pessoal quanto no
Outro cuidado necessário é o de restringir al- mundo corporativo.
gumas informações ou conversas, dependendo do pú- Com ele é possível manter, em tempo real, con-
blico que realmente precisa e pode ver determinada versas em texto, áudio e vídeo. Se usada corretamen-
mensagem. Em uma Rede Social Corporativa, tudo te, a ferramenta auxilia na produtividade (já que você
pode ser organizado de acordo com a hierarquia da não perde tempo escrevendo uma mensagem mais
empresa, lembra Fábio Baptista. “O presidente da formal e aguardando pela resposta), gera economia
(pode substituir a tradicional ligação telefônica) e
companhia obviamente terá acesso a todas as infor-
poupa seu tempo (com o recurso de vídeo você pode,
mações compartilhadas, mas nem por isso o
de certa forma, estar em diversos lugares ao mesmo
operacional poderá acessar a troca de ideias entre o
tempo, sem precisar sair da frente do seu PC).
presidente e seus diretores”, conclui.
Ele destaca que o conteúdo das discussões e
Skype: seu funcionamento é
fóruns que a ferramenta proporciona são de proprie-
similar ao dos comunicadores ins-
dade da empresa, podendo inclusive conter informa-
tantâneos, com mensagens de tex-
ções sigilosas. “Dessa forma, um ambiente controla-
to, áudio e vídeo. Entretanto o
do e uma política bem definida trazem benefícios de programa foi um dos pioneiros na função e ficou famoso
intercambiar informações, agregar conhecimento, por incomodar a vida de muitas operadoras de telefonia
podendo restringir o acesso conforme o interesse da com a possibilidade de o usuário fazer ligações, gratui-
empresa”. tas, utilizando o sistema VoIP. Ao longo dos anos, foram

22 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


CAPA

lançadas diversas extensões que acrescentaram novas


funções ao programa, como gravação de chamadas em
aúdio, secretária eletrônica e até mesmo aprendizado de Algumas dicas
idiomas.
para o uso corporativo
Twitter: o mais novo fenômeno das redes sociais:
da internet é um serviço de micro-
blogging que permite ao usuário com- 1. Planejamento
partilhar com os seus seguidores Antes de entrar na rede social, é preciso
(followers) notícias, informações e tri- reavaliar a presença digital da empresa como
vialidades, em 140 caracteres. Empresas, sites e um todo. “A utilização de redes sociais
blogueiros têm usado a ferramenta para divulgar links corporativas é uma das formas de promover a
de suas páginas na web. Além disso, campanhas pu- troca de conhecimento entre funcionários, for-
blicitárias inteiras já foram desenvolvidas, pensando necedores, clientes, etc., estimulando a pró-ati-
apenas nesse tipo de público. A instantaneidade da vidade coletiva e conseguindo divulgar rapida-
ferramenta é outro ponto positivo. As notícias circu- mente uma informação relevante para determi-
lam entre os usuários com tamanha velocidade que é nada área”, analisa Fábio Baptista.
comum você ficar sabendo de alguma coisa antes mes-
mo de sites, emissoras de rádio e televisão levarem a 2. Pessoal x Profissional
informação até o seu público. Não existe a separação entre o pessoal e o
profissional, principalmente em cargos de con-
YouTube: Mais do que an- fiança e chefia.
tecipar tendências, o YouTube se
tornou a tendência. Em outras pa- 3. Iniciativa
lavras: se o seu objetivo é maior A empresa deve tomar a iniciativa e co-
visibilidade, fique de olho no site. Quem sabe o seu meçar a discussão sobre os fatos importantes
vídeo não se torna o próximo webhit da rede. No site do setor, por meio das mídias sociais, não ape-
os usuários podem enviar as suas próprias criações e nas observar. “Não adianta nada ter uma ferra-
também assistir a alguns dos milhares de vídeos menta e ter as pessoas se não se estimula a co-
disponibilizados na rede. Os vídeos, que antes se tor- municação entre essas pessoas. A cultura da
navam populares apenas após ser exibidos na telinha conversa, da colaboração e cooperação devem
da TV, passaram a chegar primeiro ao usuário pelas ser trabalhadas nos mínimos detalhes do dia a
páginas do YouTube (além de outros serviços de hos- dia do funcionário”, afirma Fábio Bito.
pedagem e exibição de vídeos).
4. Ações
Redes sociais: aqui encon- O objetivo de participar das redes é forne-
tram sites de relacionamento, cer conteúdo interessante ao usuário, não ape-
como Orkut e Facebook, por nas tentar vender seu produto. As redes não são
exemplo. Mais que diversão, es- o melhor canal para fazer uma venda ou pro-
ses tipos de redes permitem o moção imediata para quem nunca fez.
compartilhamento de conheci-
mentos e experiências. Existem comunidades úteis, 5. Danos
específicas para quem está procurando emprego, ou
Tentar remover as pistas e os comentários
canais de comunicação para empresas. Tudo depende
negativos sobre a empresa pode criar um proble-
do bom uso que você fizer da sua rede de contatos.
ma ainda maior, assim como ignorar a polêmica.
A informação é replicada rapidamente, em diver-
Blogs: essas ferramentas vi-
sas plataformas, “apagar” tudo seria impossível.
eram facilitar a vida de usuários
leigos – ou menos familiarizados
com design e programação web – mas que nem por
6. Transparência
A principal responsabilidade de uma em-
isso tinham menos conteúdo ou informações para
presa é ser autêntica e sincera na comunicação
mostrar. Serviços como o Blogger e o Wordpress
em mídias sociais.
são as maiores referências nesse quesito.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 23


ARTIGO

Prevenção evita mais


custos com o novo FAP
Rafaela Domingos Lirôa

Foto: Divulgação
esde janeiro de 2010 estão dendo do FAP apurado pelo INSS, o
em vigor as disposições aumento brusco da alíquota sobre a
trazidas pelo Decreto n.º 6.957/ folha de salário pode causar até
2009, que trata do novo Fator mesmo a quebra da empresa.
Acidentário de Prevenção (FAP), Pouquíssimas CNAEs (Clas-
permitindo a redução ou majoração sificação Nacional de Atividades
das alíquotas do SAT/RAT, reco- Econômica) mantiveram-se em 1%.
lhidas mensalmente pelas empre- A grande maioria das empresas na-
sas sobre a folha de pagamento de cionais foi reenquadrada em alí-
seus empregados. quotas de 2% e 3%, sendo mais da
O FAP é apurado pelo INSS metade no maior percentual. É so-
de acordo com o número de regis- bre esse novo enquadramento que
tro de acidentes do trabalho na em- vai incidir o FAP.
presa, ou seja, conforme a quanti- Portanto, é imprescindível
dade de funcionários afastados de “Dependendo que a empresa acompanhe os pro-
suas atividades, recebendo benefí-
cio previdenciário acidentário (au-
do FAP, o aumento cedimentos de concessão dos be-
nefícios acidentários, fazendo, re-
xílio-acidente, auxílio-doença brusco da alíquota gularmente, programas de preven-
acidentário ou aposentadoria por
invalidez acidentária), cadastrado
sobre a folha de ção, tendo em vista que o INSS
considera todos os casos de acidente
na Previdência Social sob o códi- salário pode do trabalho para a apuração do FAP,
go B90 e suas variações.
Embora os dados estejam causar até mesmo elevando assim a alíquota do SAT/
RAT. Nem todos os casos registra-
disponibilizados no site da Previ- a quebra da dos, porém, deveriam ser incluídos
dência Social, sua complexidade
impossibilitou as empresas de se empresa” no cálculo, já que existem situa-
prepararem para a nova realidade. ções que não podem ser considera-
O FAP é o que vai balizar a alíquota das para fins de apuração do FAP
do SAT/RAT a ser paga pelas empresas em 2010. A pela Previdência Social.
alíquota pode saltar dos atuais 1%, 2% ou 3% da Outro elemento que traz muitas divergências na
folha para até 5,25%. Pesquisas indicam que em apuração do FAP é o NTEP (Nexo Técnico Epide-
2011 a alíquota pode atingir os 6%, o que represen- miológico Previdenciário). Por meio dele, o empre-
ta impacto financeiro muito grande. gado pode receber auxílio acidentário em situações
As alíquotas de 1%, 2% e 3%, conforme o risco de doenças ou de acidente do trabalho que anterior-
de atividade proporcionado pela empresa, podem ser mente não eram relacionadas com a atividade desem-
reduzidas pela metade ou aumentadas até em dobro, penhada na empresa.
gerando enorme elevação de custos ao empregador na Dessa forma, é importante que o empregador se
hora de recolher a contribuição previdenciária. Depen- previna, realizando desde o início da contratação de

24 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


ARTIGO

seus funcionários exames de admissão completos, empregados.


considerando o ambiente de trabalho como um Também será essencial a agilidade na gestão
todo, o que certamente vai contribuir ao longo do dos negócios, com trabalhos intensos de prevenção,
tempo para a minimização dos casos de afastamen- revisão e controle do passivo previdenciário, apli-
to e de redução da capacidade laborativa de seus cando-se novas técnicas de gestão aliadas a ferra-
mentas tecnológicas para obter sucesso diante da nova
realidade.
Para saber mais...
Efeitos tributários do FAP RAT – Riscos Ambientais de Trabalho
A partir da competência 01/2010, ou seja, o O que muda a partir de janeiro de 2010?
FAP que está sendo divulgado desde setembro/2009 Por meio do Decreto nº 6.957 de 9/9/09 – que
produzirá efeitos tributários durante todo o ano alterou o Decreto nº 3.048/99, que é o Regulamento
de 2010. da Previdência Social, várias atividades tiveram alte-
Anualmente o FAP será divulgado sempre no ração de alíquota e 67% delas tiveram aumento para
mês de setembro e valerá para todo o ano seguinte. maior.
As alíquotas básicas para custeio do RAT tive-
Demonstrativo sobre o FAP ram alteração?
Calcule o aumento que uma empresa com Não, as alíquotas básicas continuam 1%, 2% e
RAT que mudou de 1% em 2009 para 3% em 3%, dependendo do grau de risco da atividade econô-
2010 e ainda teve FAP de 1,75, em folha de mica. Porém, houve mudança de grau de risco e conse-
R$ 100 mil: qüente alíquota para diversas atividades econômicas.

Até dez/09 A partir de jan/2010


Cálculo do RAT em 13 contribuições: Valor da Folha = R$ 100.000,00
Valor da Folha = R$ 100.000,00 X 3% do RAT = R$ 3.000,00
X 1% do RAT = R$ 1.000,00 X 1,75 FAP = R$ 5.250,00
X 13 contribuições = R$ 13.000,00 X 13 contribuições = R$ 68.250,00

= AUMENTO DE 425%

Rafaela Domingos Lirôa é advogada das áreas de Direito Tributário


e Previdenciário – rafaela.liroa@innocenti.com.br

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 25


CONVÊNIO

Empresário contábil
ganha novo espaço virtual
Novo canal de comunicação pretende capacitar e assessorar micro e
pequenos empresários e empreendedores individuais. Objetivo é,
ainda, facilitar cada vez mais o acesso a informações

Por Natasha Echavarría

E m busca de solução para as principais dúvidas en-


contradas pelos empresários contábeis em relação
ao Empreendedor Individual, a Fenacon e o Sebrae
de discussão sobre temas previamente determinados.
Para isso, basta se cadastrar gratuitamente na comu-
nidade do portal.
Nacional, em mais uma ação prevista no convênio, De acordo com o presidente da Fenacon, Val-
lançaram o Portal do Empresário Contábil para apoio a
dir Pietrobon, o intuito da criação do portal é fa-
um atendimento profissional a nova categoria.
cilitar cada vez mais a vida do empresário contábil.
Desenvolvido pelas duas instituições, o site con-
ta com diversos tipos de conteúdos, que vão desde “Esta é mais uma importante ferramenta de apoio
informações de caráter contábil, legislação, até ori- a esses profissionais, no sentido de oferecer todas
entações para atendi- as informações possí-
mento consultivo nas veis para o atendimen-
mais variadas áreas de to ao empresário de pe-
negócios. quenos negócios e ao
O ambiente virtu- empreendedor indivi-
al disponibiliza diversos dual”, disse.
tipos de conteúdos, so- Participe ativa-
bre os mais diversos te- mente desse ambiente,
mas, que facilitam seu que foi desenvolvido
atendimento ao referido pensando em nos os
público são artigos, empresários contábeis,
apostilas, treinamentos enviando sugestões,
presenciais e a distância, bem como indicando
links úteis, notícias, conteúdos de interesse
eventos, etc. do usuário que possam
O empresário contábil poderá participar de sa- ser disponibilizados. O Portal do Empresário
las de bate-papo, abertas pelos usuários ou pelos ad- Contábil é acessado por meio do endereço
ministradores do portal, bem como participar de fóruns www.portaldoempresariocontabil.com.br.

26 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


CONVÊNIO

Ritual simplificado No momento inicial, é feita uma lista de árbi-


A Revista Fenacon em Serviços traz para co- tros, com currículo resumido, para escolha e aprova-
nhecimento de todos mais um tema previsto para ção das partes. Depois da seleção, os árbitros assina-
rão o termo de compromisso.
ser divulgado pelo convênio com o Sebrae: o proce-
É importante enfatizar que o fato de o árbitro ser
dimento arbitral.
um especialista no assunto do conflito ajuda a redu-
O procedimento arbitral oferece um rito ao
zir o tempo processual, já que a figura do perito a
processo decisório que escapa do formalismo–
princípio é desnecessária. Na Justiça comum, o lau-
muitas vezes exagerado – do processo tradicional,
do pericial serve de base para a decisão do juiz, en-
procurando mecanismo mais ágil para a resolução
quanto que na arbitragem o responsável pelo proces-
dos problemas. O fato de que o árbitro pode ser
so decisório já é especialista na questão.
pessoa de outra área, que não a jurídica, pode con-
Na sessão inicial na qual se chega um acordo,
tribuir para que se obtenha decisão mais adequada já é emitida a sentença com os termos acordados.
e com maior precisão. Enquanto que, na sessão inicial não exitosa, é feito
O procedimento arbitral pode ser adotado de um procedimento de ouvir alegações e fixar os pon-
duas formas. A primeira é pela assinatura da cláu- tos controvertidos para a emissão da sentença. Outro
sula compromissória, ou seja, uma convenção as- fator que facilita o procedimento é que não cabe re-
sinada pelas partes compromete-as a submeter a curso à decisão arbitral. A única medida que a Justiça
questão à arbitragem em possíveis futuros litígios. pode tomar é a anulação do processo por vício pro-
A outra é o compromisso arbitral, que ocorre quan- cessual. Essa impossibilidade de interposição de re-
do surge um conflito, não há cláusula, e as partes cursos torna o procedimento mais rápido e a decisão
decidem pela arbitragem. arbitral única e definitiva.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 27


MUNDO

Um toque cultural no modo


de gerenciar negócios
Pesquisa analisa as características da cultura empresarial de
diferentes países e aponta perfis em comum. No Brasil, uso da
persuasão e da comunicação é frequente no dia a dia do empresário

Por Karen Portella

D iferentes histórias, valores, culturas, linguísticas,


sistemas econômicos, políticos, meios sociais.
Tudo isso é possível identificar conhecendo mais a
santes entre os perfis gerenciais vigentes em países da
América, Europa e Ásia”, ressalta.
Dos resultados da pesquisa, pode-se destacar a
fundo as especificidades de distintas nações. Mas o semelhança do perfil brasileiro com os modelos de
que muitas vezes não é colocado em foco é que todos gerenciamento adotados pela sociedade norte-ameri-
esses fatores influenciam, também, os princípios de cana e, sobretudo, pelo modelo do Reino Unido, onde
organização da atividade empresarial, delimitando, o uso da persuasão e da comunicação é parte inte-
para cada região do planeta, um jeito próprio de grante da cultura. Rodrigues explica que, nos Estados
gerenciar negócios. Unidos, a cultura gerencial é focada no resultado, nos
Pensando nisso, a Thomas International, empre-
sa especializada em sistemas de análise de perfil pes-
soal, realizou pesquisa que permitiu avaliar pontos Brasil – Uso da persuasão e da comunicação
relevantes das culturas empresariais de alguns países é parte integrante da cultura. De modo geral, en-
e identificar o perfil de gestão comum a cada nação. contra-se baixa estabilidade no modelo empresari-
Para o estudo, foram utilizados os critérios de al do País, o que é justificado pela flexibilidade
dominância, influência, estabilidade e conformidade, dos gerentes brasileiros, além da capacidade em se
grupos de características comportamentais que com- adaptar e em manter altos ritmos de trabalho.
põem o DISC, criado pelo professor William Mouton
Marston em 1928 (veja conceitos). Além do Brasil, os Estados Unidos – A cultura gerencial dos nor-
países analisados foram Reino Unido, Estados Unidos, te-americanos é focada no resultado, nos lucros,
Alemanha, Malásia, Índia e Dinamarca. na competitividade, na capacidade de assumir mu-
A análise possibilitou a identificação tanto de danças e de provocá-las. A investigação, o foco nos
pontos convergentes nos perfis de gerentes de sucesso fatos e o senso de realidade também aparecem como
como de variações quanto às culturas gerenciais vi- requisitos desejados.
gentes nesses países, como explica o vice-presidente
da Thomas Brasil, Edson Rodrigues. “Com essas in- Reino Unido – Aqui o foco está nos resultados.
formações, foi possível um cruzamento de dados que A comunicação e a persuasão aparecem em segundo
resultou nas características consistentes de cada per- plano, o que aponta para uma sociedade um pouco
fil, o que possibilitou avaliar diferenças bem interes- mais preocupada com os fatores humanos.

28 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


MUNDO

Para facilitar a compreensão dos critérios uti- com os próximos e prefere persuadir em vez de con-
lizados na pesquisa, seguem as principais caracte- frontar agressivamente.
rísticas comportamentais de cada estilo. Estabilidade: Indivíduos com esse quesito ten-
Dominância: Um indivíduo com essa caracterís- tarão analisar os procedimentos e, provavelmente,
tica tentará comandar o encontro, ditando o ritmo. Pes- precisarão de tempo para aceitar novas idéias.
soas de alta dominância tendem a tomar decisões rápi- Conformidade: Um interlocutor com essa ca-
das por si mesmas, o que facilita o relacionamento. racterística tende a questionar detalhes e prefere ver
Influência: A pessoa que tem alta influência algo por escrito. Além disso, essas pessoas são rígi-
tentará liderar a conversa e ser o centro das aten- das em processos decisórios e extremamente
ções. Estabelecerá também uma relação interpessoal detalhistas e lógicas.

lucros, na competitividade, na capacidade de assu- o bem ou para o mal”, retrata o especialista em rela-
mir mudanças e mesmo de provocá-las. ções internacionais, Gabriel Kohlmann.
Já no Reino Unido, embora o foco seja em re- Ele destaca também algumas curiosidades que
sultados, a comunicação e a persuasão aparecem de não constam na pesquisa, como no Japão, por exem-
forma constante, o que aponta para uma sociedade plo, onde dificilmente haverá mulher em posições de
também preocupada com o fator humano e as rela- direção em uma empresa, uma vez que, pela crença
ções de trabalho. “Isso se traduz em uma cultura que local, as mulheres são consideradas incapazes. “Já em
busca o resultado por meio de negociações, conversa- países da religião muçulmana, as pausas para orações
ções e, eventualmente, pressão”, completa. fazem parte do expediente”, completa.
Outra questão relevante sobre o estudo diz res- O vice-presidente da Thomas Brasil ressalta, en-
peito a um ponto em comum encontrado entre Bra- tretanto, que, independentemente de se chegar a carac-
sil, Reino Unido, EUA e Alemanha: todos primam terísticas gerais em relação à cultura empresarial de cada
pela flexibilidade dos gerentes, além da capacidade país, o ideal é avaliar cada caso, cada organização, como
em se adaptar e em manter altos ritmos de trabalho. uma entidade única “Uma empresa tem as característi-
A cultura empresarial brasileira, assim como a cas de seus donos, seus controladores, e as pessoas são
cultura geral do País, é, ainda, caracterizada pela for- diferentes umas das outras. Identificar qual o modelo de
te miscigenação de influências, pela própria varieda- gestão está mais alinhado à cultura de cada empresa, à
de de culturas e povos que formam o País. “É possível forma como ela quer ser percebida no mercado, é sem-
destacar aspectos da informalidade e cooperativismo pre um exercício muito interessante”, finaliza Rodrigues.
no ambiente de trabalho, além de boa capacidade de O infográfico a seguir apresenta, de forma
resolver situações sob pressão por maneiras inovado- resumida, as principais características de cada país
ras, o famoso ‘jeitinho brasileiro’, que pode ser para estudado.

Alemanha – Altamente focada em qualida-


de, uma vez que sua cultura gerencial aponta para
a alta conformidade como segundo grupo de ca-
racterísticas desejadas nos seus perfis gerenciais.

Dinamarca – Cultura voltada à diplomacia,


cuidado nos processos decisórios e no trato com
as pessoas, na comunicação, na disposição em
ouvir e na previsibilidade de comportamentos.

Malásia – A preocupação com a qualidade e


a ortodoxia nos procedimentos aparentemente são
preponderantes.

Índia – Forte propensão à delegação e à ca-


pacidade de correr riscos e agir de forma inde-
pendente.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 29


AC FENACON

Parceria para disseminar


a Certificação Digital
Contrato com a Certisign possibilita mais autonomia à Autoridade
Certificadora da Federação para emitir e validar documento
eletrônico. Celebração reúne autoridades em Brasília

Por Karen Portella

A busca pela melhoria de serviços que visem a


diminuir a burocracia de processos é ponto em
comum entre as metas da Fenacon e da Certisign
Martini. Representando o ministro da Previdência
Social, José Pimentel, compareceu o assessor Manoel
Lucena dos Santos, e o vice-presidente de fiscaliza-
Certificadora Digital. Parceiras na oferta de soluções ção, ética e disciplina do Conselho Federal de Conta-
integradas que permitam transações em meio digital bilidade, Sérgio Prado de Mello, em nome da presi-
com garantia de identificação, sigilo, autoria e inte- dência do CFC, entre outras autoridades. Também par-
gridade, por meio da Certificação Digital, as duas ticiparam do evento a diretoria da Fenacon, os presi-
entidades assinaram novo contrato no dia 23 de feve- dentes dos sindicatos filiados e o ex-presidente da
reiro deste ano. Federação, Pedro Coelho.
A ideia é otimizar o modelo de validação e O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, agra-
emissão da Certificação Digital entre as duas entida- deceu a presença de todos no evento e enfatizou a
des visando a intensificar o uso de Certificados Digi- importância da nova parceria, ressaltando o compromisso
tais no País. De acordo com o diretor de Tecnologia e das empresas de serviços contábeis para a moderniza-
Negócios, Carlos Roberto Victorino, no modelo an- ção dos processos. “A Certificação Digital é o maior
terior, a Autoridade Certificadora – AC Fenacon atu- instrumento de desburocratização do País. Chega de vi-
ava com a validação dos Certificados adquiridos da ver de filas, nosso trabalho será para simplificar cada
Certisign. Agora, com a nova proposta, a AC Fenacon vez mais a vida do cidadão brasileiro”, ressaltou.
passa a adquirir os dispositivos de hardware (parte
física do computador) e software (parte lógica) dire-
tamente da Certisign para disseminação do documento
eletrônico. “Com isso, toda a gestão operacional e a
logística passam a ser da Autoridade Certificadora da
Federação”, enfatiza.

Assinatura
Para celebrar o novo contrato, Fenacon e Certisign
ofereceram um coquetel no Kubitschek Plaza Hotel,
em Brasília-DF. Os presidentes das duas entidades
receberam convidados como os deputados federais
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Edinho Bez (PMDB-SC)
e Pedro Eugênio (PT-PE) e o presidente do Instituto
Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Renato
Valdir Pietrobon e José Luiz
30 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010
Poço assinam contrato
AC FENACON

Para o presidente da Certisign, José Luiz Poço, a


representatividade à frente das empresas do setor de
serviços faz da Fenacon uma parceira estratégica para
a massificação da Certificação Digital. “Esperamos
que a entidade consiga pulverizar ainda mais sua atu-
ação como certificadora no País”, disse.
Em seu discurso, o presidente do ITI, Renato
Martini, destacou o dinamismo e a disposição da
Fenacon na luta pela “revolução silenciosa” da troca
do papel pelo documento eletrônico. “Esse trabalho
da Fenacon é essencial para nós do governo”, enfatizou.
Ao lembrar a importância da Certificação Digi-
tal no combate a fraudes e falsificações, o deputado dos serviços. “Com relação à desburocratização, a Evento
Arnaldo Faria de Sá também ressaltou a atuação da Fenacon está anos luz na frente e o governo deve muito celebra
Federação em prol da simplificação e da agilidade a ela por isso”, destacou. parceria
entre
Fenacon e
Expansão Certisign
A Certificação Digital pelas empresas. “Além disso, a entra-
tem crescido de forma signifi- da da nova identidade civil do brasi-
cativa nos últimos anos, tanto leiro, conhecida como Registro de
na área privada como no setor Identidade Civil (RIC), também deve
público. Essa é a constatação trazer impacto na adoção de Certifi-
do presidente do ITI, Renato cados Digitais para pessoa física, já
Martini. Ele avalia que, nos úl- que a proposta é que o RIC venha com
timos meses, houve grande a identidade eletrônica também inclu-
impulso dado às empresas pe- Renato Martini, ída”, lembra.
las iniciativas da Receita Fede- presidente do ITI Por fim, o presidente do ITI,
ral, cuja pretensão é estabele- enfatiza que parcerias como a da
cer que seus trâmites com as corporações privadas Fenacon com a Certisign Autoridade Certificadora
sejam todos feitos via internet. “Dessa forma, a são fundamentais para expandir a base instalada de
certificação passa a ser peça fundamental do pro- emissão de Certificados. “À medida que a
cesso”, pontua. Certificação Digital vai se transformando em uma
Segundo Martini, nos últimos meses, as Au- ferramenta de segurança para o dia a dia das empre-
toridades Certificadoras emitiram mais de 50 mil sas e dos cidadãos, tornam-se fundamentais alterna-
certificados por mês. Para este ano, a expectativa é tivas que ofereçam atendimento aos clientes cada
seguir com o crescimento do uso dos certificados vez mais perto e de forma mais ágil”, ressalta.

Certificação Digital – Benefícios


O Certificado Digital é um documento que iden- Autenticidade de autoria: com o objetivo de com-
tifica uma entidade, seja empresa, pessoa física, má- bater a fraude e os crimes digitais, os Certificados ga-
quina ou portal na web. Por meio da ferramenta, o rantem a identificação do autor de uma transação, men-
usuário ganha em benefícios na hora de se comunicar sagem ou documento e asseguram que nenhuma infor-
e efetuar transações na internet, entre os quais: mação foi alterada, garantindo a sua integridade.
Redução de custos operacionais – o usuário ganha
Agilidade – permite efetuar transações online, sem em economia não apenas financeira, mas de espaço
necessidade de deslocamento e com mais rapidez. físico e tempo.
Sigilo – com uso do Certificado Digital, o usuário Contenção de papel – o que proporciona otimização
tem a certeza de que suas informações e transações do tempo, mais agilidade e competitividade, além de
estarão guardadas e protegidas. contribuir para a preservação do meio ambiente.
Validade jurídica – possibilita mobilidade ao usu- Aumento da Produtividade – por meio da moder-
ário para efetuar transações online com regulamenta- nização de processos e diminuição da burocracia com
ção do governo federal. a eliminação de papéis.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 31


FENACON

Instituto Fenacon já é uma realidade


ção do Instituto Fenacon chegamos a mais uma
etapa importante. Além de lutarmos pelas cau-
sas de nossos filiados agora poderemos contri-
buir também com a formação de uma socieda-
de melhor com as ações sociais que vamos pro-
mover”, disse.
O Conselho de Administração do Institu-
to é constituído pelos sindicatos filiados à
Fenacon e a diretoria executiva será comanda-
da pelo próprio presidente da Federação. Have-
rá ainda a escolha de um vice-presidente e dire-
Valdir tor-secretário.
Pietrobon Nova sede – Para atendimento das ati-
nas novas vidades do Instituto, a Fenacon adquiriu sete
instalações salas no Centro de Convenções Brasil 21, num
total de 300 metros quadrados. Nesse novo es-
Atender a sociedade por meio de ações que vi- paço também será instalada a AC Fenacon. “Ampliar
sem a beneficência, filantropia e assistência social é as instalações físicas da Fenacon tornou-se fundamen-
a mais nova bandeira do Sistema Fenacon. Isso por- tal para atender às demandas originadas com a atua-
que, recentemente, foi aprovado, por unanimidade a ção da entidade. São inúmeros projetos institucionais,
criação do Instituto Fenacon, em Assembleia do Con- técnicos, políticos e tecnológicos que exigem maior
selho de Representantes (ACR) extraordinária, em espaço e estrutura”, avalia Valdir Pietrobon.
Brasília-DF.
O Instituto terá por objetivo prestar as-
sistência social por meio de educação, cultura,
estudo, tecnologia e pesquisa, visando à defesa
e à proteção de crianças, adolescentes, jovens e
adultos. Tudo em consonância com a Lei Orgâ-
nica da Assistência Social (Loas), a Lei de Dire-
trizes e Bases da Educação Nacional (LBD) e o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Sem fins econômicos e lucrativos, o Ins-
tituto será um meio para implementar políticas
setoriais de governo, promover o desenvolvimen-
to econômico, social e o combate à pobreza,
prestar assistência jurídica gratuita, fomentar Assembleia que criou o Instituto Fenacon
pesquisas científicas e buscar a inserção e a
integração de pessoas no mercado de trabalho,
entre outras finalidades. O presidente da Fenacon ressalta ainda que
Para cumprimento de sua finalidade o Institu- graças a essa conquista será possível instalar adequa-
to visa, ainda, a formalizar parcerias com o governo e damente diretores e colaboradores, além de priorizar
com a sociedade civil organizada. Segundo o presi- o melhor atendimento aos representados e diversos
dente da Fenacon, Valdir Pietrobon, esse é mais um segmentos da sociedade. “Essa ampliação reflete o
grande passo do Sistema no sentido de cumprir o seu crescimento da entidade e o intenso trabalho realiza-
papel perante a sociedade. “Agora, com a constitui- do para tornar-la uma referência nacional”.

32 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


REGIONAIS

REGIÃO SUL
Sescon-Serra Gaúcha

Nova diretoria é empossada


O empresário contábil Tiago De Boni Dal Corno,

Foto: Divulgação
eleito pelos associados presidente para o triênio 2010/
2012 do Sescon-Serra Gaúcha, tomou posse, em evento
festivo, no dia 4 de março. Juntamente com Tiago, fo-
ram diplomados os demais integrantes da diretoria.
Em seu discurso de posse, Tiago explicou que en-
tre os planos para os próximos três anos, a diretoria pre- Tiago De
tende dar sequência aos objetivos traçados no planeja- Boni Dal
mento estratégico formulado em 2005, que desde então Corno,Valdir
está em constante aperfeiçoamento. “Vamos dar conti- Pietrobon e
nuidade à realização dos cursos de aperfeiçoamento, Marco
seminários e centros de estudos, para promover o desen- Antônio
volvimento da categoria”, explica o novo presidente. Dal Pai

Sescon-Blumenau

Contadora assume presidência de sindicato


A contadora Daniela Zimmermann Schmitt será a
Foto: Divulgação

primeira mulher a presidir o Sescon Blumenau, sindica-


to que representa as empresas de serviços contábeis de
Blumenau e região. Ela substitui Leomir Minozzo, que
deixa o cargo depois de três anos. A cerimônia de posse
aconteceu no dia 25 de março, no Teatro Carlos Go-
mes. Daniela vai comandar a entidade até 2013.
Leomir Minozzo e Daniela Zimmermann

Mutirão esclarece sobre os benefícios do EI


Cerca de 300 pessoas passaram pelo mutirão O presidente do Sescon Blumenau, Leomir Minozzo,
promovido pelo Sescon-Blumenau entre os dias 19 e considerou o número de pessoas que estiveram no local
20 de março para esclarecer os benefícios da lei que expressivo. Para a presidente eleita Daniela Zimmermann
cria a figura do Empreendedor Individual (EI). Conta- Schmitt, iniciativas como essa reforçam o compromisso
dores de empresas associadas à entidade estiveram à em atender os interesses da comunidade local. “Mais uma
disposição do público e prestaram orientações gratui- vez os profissionais contábeis mostraram que estão
tas em uma estrutura montada no Centro da cidade. engajados com as causas sociais”, destaca.

Sescap-Paraná

Toledo tem sede própria


Foto: Divulgação

A cidade de Toledo ganhou sede própria do Sescap-


Paraná, inaugurada em 31/3/2010. Na foto os presi-
dentes do Sescap-PR, Mário Berti, da Fenacon, Valdir
Pietrobon, e demais representantes do setor.

Cerca de 300 pessoas foram


atendidas gratuitamente

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 33


REGIONAIS

Sescon-Grande Florianópolis

Confirmadas as datas para a Campanha Declare Certo


Deixar por algumas horas no mês de abril o es-

Foto: Divulgação
critório de contabilidade muitas vezes é um transtor-
no na vida dos profissionais contábeis, mas não na
dos associados do Sescon-Grande Florianópolis.
A Campanha Declare Certo aconteceu neste ano
nos dias 14, 15 e 16 de abril no calçadão da Felipe
Schmidt, Centro de Florianópolis. O Declare Certo
trata-se de uma ação social, reunindo dezenas de as-
sociados em sistema de rodízio de plantão, que aten-
derão em uma tenda a população que tenha dúvidas
Associados atenderam o público nos com relação à declaração de Imposto de Renda. Os
três dias em sistema de revezamento esclarecimentos são gratuitos.

Sescon-Santa Catarina

Seminário Sped foi aprovado pelos participantes


O Sescon- Santa Catarina promoveu no final entre o fisco e os contribuintes e discutiu a respon-
de fevereiro o Seminário SPED – Responsabilidade sabilidade do empresário na nova ordem fiscal.
do Empresário na Nova Ordem Fiscal, em Joinville Segundo os palestrantes Roberto Aurélio Merlo,
(SC). O evento esclareceu o novo relacionamento José Julberto Meira Jr. e Janilson Antonio Baierski, o
principal objetivo do Sped é evitar a sonegação, mas
Juliano Schmidt/Divulgação

o novo sistema exige uma mudança de comportamento


dos empresários.
Para o presidente do Sescon-SC, Elias Nicolleti
Barth, o seminário foi fundamental para os empresári-
os conhecerem as alterações que o Sped e a Nota Fis-
cal Eletrônica (NF-e) vão provocar no controle e no
planejamento tributário de seus empreendimentos.

Elias Nicoletti Barth, com


os palestrantes do evento

Sescap-Campos Gerais

Homenagem às mulheres por seu dia


O Sescap Campos Gerais realizou,
Foto: Divulgação

no dia 8 de março, uma Homenagem


pelo Dia Internacional das Mulher a to-
das mulheres que integram as empre-
sas e escritórios associados ao sindica-
to. Além de saborear um delicioso café
da manhã, elas participaram de sorteio
e ganharam diversos brindes.
Representando as mulheres do
Sescap-CG estava a presidente, Elisete
Prestes, e as diretoras Jane Matozo, Pa-
Sescap-CG promove homenagem trícia Tozetto, Regina Trierweiler e Rita
ao Dia Internacional da Mulher Gomes.

34 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


REGIONAIS

REGIÃO SUDESTE
Sescon-Rio de Janeiro

Esforços para a Qualidade


Desde o início do ano, o Sescon-RJ já abordou três nador do projeto Sped Contábil, Márcio Tonelli, atendeu à
grandes temas em palestras, com públicos superior a 250 demanda por mais informações. No mesmo mês, o audi-
pessoas, e entrevistas transmitidas via web – em parceria tor fiscal Leônidas Quaresma ministrou sobre o Imposto
com a TV CRC-RJ. Em janeiro, o secretário executivo do de Renda de Pessoa Física 2010. Confira o que foi debati-
Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, abor- do em todos esses encontros e a agenda de cursos e pales-
dou as mudanças do SN para 2010. Em março, o coorde- tras no site www.sescon-rj.org.br.

Sescon-São Paulo

Sindicato celebra seus 61 anos e empossa nova diretoria


Foto: Divulgação

Cerca de 800 pessoas prestigiaram o 61º aniversário e posse das diretorias para o próximo triênio

No dia 26 de fevereiro foi comemorado no Presenças ilustres relembraram os momentos de


Clube Monte Líbano o 61º aniversário do Sescon- luta na trajetória de mais de seis décadas do sindicato.
SP, completados em 12 de janeiro. “São muitas Estiveram presentes o secretário de Modernização, Ges-
pessoas em prol do bem comum, na defesa das tão e Desburocratização, Rodrigo Garcia, o secretário es-
categorias representadas e do empreendedorismo”, tadual, Guilherme Afif Domingos, o empresário contábil,
afirmou o líder setorial José Maria Chapina Pedro Ernesto Fabri, os deputados Arnaldo Faria de Sá e
Alcazar, reconduzido oficialmente durante a ceri- Célia Leão, o presidente do CRC-SP, Domingos Orestes
mônia ao cargo de presidente do Sindicato e tam- Chiomento, o presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon e
bém da Aescon-SP. o empresário contábil Francisco Antonio Feijó.

Sescon-Minas Gerais

Sindicato promove encontro “Minas Mais Mulher”


Valorizar a presença feminina no cenário mi- ponsabilidade social, política, artes, direito da mu-
neiro, possibilitar a troca de conhecimentos e expe- lher e o universo feminino com todas as suas com-
riências e estimular a união da classe. Esses foram plexidades.
os principais propósitos do encontro “Minas Mais Para o presidente do Sescon-MG, Luciano de
Mulher” realizado pelo Sescon-Minas Gerais no úl- Almeida, o encontro foi um sucesso e a expectativa é
timo dia 5 de março. Coroado de êxito, o evento que se torne periódico e posteriormente seja realiza-
propiciou um agradável dia de muita informação e do em âmbito nacional. “Nossa intenção é inserir a
descontração para a mulher mineira reunindo cerca mulher cada vez mais em nosso segmento e convívio,
de 80 participantes que discutiram temas como: res- dando voz a suas ações”, declarou.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 35


REGIONAIS

Sescon-Espírito Santo

Capacitação sobre EI para Contabilista


Em parceria com o Conselho Regional de Con- categoria de empresário poderá trazer muitas opor-
tabilidade (CRC-ES) e o Sebrae, o Sescon- Espírito tunidades para o contabilista.
Santo realizou, durante todo o mês de março, cur- Denomina-se como empreendedor individual o pro-
sos de capacitação sobre o Empreendedor Indivi- fissional que tenha recebido uma receita bruta, no ano
dual para contabilistas. O projeto visa a melhorar anterior, de até R$36 mil, com até um empregado, que
a vida de quem trabalha por conta própria ou tem não possua mais de um estabelecimento e nem participe
um pequeno negócio. Aprovada a lei, essa nova de outra empresa como titular, sócio ou administrativo.

REGIÃO CENTRO-OESTE
Sescon-Mato Grosso do Sul

NFS-e é tema de curso


O Sescon-Mato Grosso do Sul realizou cursos
Foto: Divulgação
sobre Nota fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) mi-
nistrados pela instrutora Marley Lima de Oliveira,
juntamente com a parceria fiel do CRC-MS.
O evento transmitiu o que todos esperavam
visões objetivas das regras estabelecidas na legislação
Evento do município de Campo Grande para a emissão da
tirou NFS-e, para o recebimento pelos adquirentes/
dúvidas tomadores dos serviços, bem como demonstrou o
sobre impacto nas rotinas do sistema de processamento de
legislação dados para a geração e transmissão.

Sescon-Distrito Federal

Governador recebe líderes contábeis


No dia 18 de março, o governador interino do relacionamento já consolidado com o GDF para as
Distrito Federal, Wilson Lima (PR), recebeu no Palá- discussões relativas à atividade empresarial.
cio do Buriti, em Brasília, grupo de lideranças das A presidente do Sescon-DF, Simone da Costa
entidades de representação de profissionais e organi- Fernandes, aproveitou a ocasião para solicitar ao go-
zações contábeis do DF. O objetivo do encontro foi vernador maior agilidade na resolução de problemas
reafirmar o interesse das entidades na manutenção do na emissão de alvarás de funcionamento e também a
retirada do artigo 10-B da Lei nº 4.159/08, que criou o
Foto: Divulgação

Programa Nota Legal no DF. Segundo a legislação, o


responsável contábil do contribuinte responde solida-
riamente pela multa aplicada, no valor de R$ 50,00,
por documento fiscal que não apresente os dados ne-
cessários à identificação do adquirente.
Wilson Lima, que assumiu o cargo no dia 23 de
fevereiro, demonstrou disposição em manter o diálogo
com a classe. Além da presidente, o Sescon-DF foi repre-
sentado pelo diretor administrativo, Cláudio Júnior.

Simone Fernandes, Wilson


Lima e Cláudio Júnior

36 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


REGIONAIS

Sescon-Goiás

Certificado Digital para Prefeitura


O ex-governador do estado de Goiás e atual pre- regulamenta a utilização, pelos entes federativos,
feito da cidade de Aparecida de Goiânia, Luiz Alberto de certificação digital para acesso à base de dados
Maguito, atendeu em seu gabinete a supervisora da do Simples Nacional.
Certificação Digital, Moria Hummel, juntamente

Foto: Divulgação
com, a superintendente de Receitas Tributárias de
Aparecida de Goiânia, Nélia Melo e a gerente admi-
nistrativa do Sescon-Goiás, Sucena Hummel.
O prefeito assinou os termos para solicitação
do Certificado Digital da Prefeitura de Aparecida
de Goiânia, a utilização do certificado é uma exi-
gência do Comitê Gestor do Simples Nacional que

Maguito,
Sucena e Nélia

REGIÃO NORTE
Sindicatos-Região
Atividade Norte
Em importante ini-
ciativa dos sindicatos
da Região Norte, já foi
publicada a segunda
edição do jornal Ativi-
dade Norte. Com tira-
gem de 3 mil exempla-
res e periodicidade
bimestral, o informati-
vo tem por objetivo di-
vulgar as ações dos sin-
dicatos da região.

Sescap-Acre

Curso sobre Nota Fiscal Eletrônica


O Sescap-Acre promoveu nos dias 3 e 4 de
Foto: Divulgação

março o curso prático Nota Fiscal Eletrônica. Com


duração de 8 horas, o objetivo foi levar informações
sobre o correto preenchimento das notas fiscais mo-
delo 55 – Notas Fiscais Eletrônicas, nas operações
mais comuns.

Curso oferecido
pelo sindicato

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 37


REGIONAIS

Sescap-Rondônia

Contadores são treinados para atender ao EI


O Sescap-Rondônia, em parceria com o Sebrae,

Foto: Divulgação
ministrou treinamento aos profissionais da contabili-
dade com objetivo de melhor atendimento aos em-
preendedores individuais. O treinamento ocorreu em
Porto Velho e nos maiores municípios do interior.
Ronaldo Hella, pesidente do Sescap, foi o
palestrante e explicou os benefícios da lei e os proce-
dimentos para a formalização do empreendedor indi-
Treinamento vidual. “As empresas de contabilidade firmaram um
em Vilhena, compromisso para prestar os serviços contábeis gra-
no sul de tuitamente por um ano aos empreendedores indivi-
Rondônia duais” lembra Hella.

Sescap-Tocantins
Maior qualificação aos associados
No dia 10 de fevereiro de 2010, o Sescap-
Foto: Divulgação

Tocantins assinou convênio com a Fundação Universa


para concessão de 30% de desconto aos associados e
funcionários de empresas associadas e 20% aos fami-
liares dependentes destes, sobre o valor integral dos
cursos de pós-graduação, de educação executiva e
soluções empresariais. Além disso, também serão
concedidos descontos em inscrições de concursos,
administrados e ministrados pela Fundação, e
chancelados pela Faculdade Católica do Tocantins.
A primeira turma que utilizará deste beneficio,
será a de MBA em Planejamento Tributário, que ini-
ciou suas aulas em março, e já conta com expressiva
Assinatura participação de empresário contábeis e colaboradores
do convênio de empresas contábeis.

REGIÃO NORDESTE
Sescap-Alagoas

Presidente do sindicato assume também direção do CRC


O presidente do Sescap-Alagoas, Carlos
Foto: Divulgação

Henrique do Nascimento, assumiu também a presi-


dência do Conselho Regional de Contabilidade (CRC)
do Estado. A solenidade festiva de posse ocorreu no
último dia 27 de fevereiro, contando com a presença
de cerca de 200 convidados.
O empossado agradeceu, em tom emocionado,
Carlos o apoio amplo e irrestrito da Fenacon em sua gestão à
Henrique do frente do Sescap-AL e ressaltou ser presidente de um
Nascimento, CRC envolve uma missão muito abrangente e nobre,
em seu que é a de agregar relações e conquistar novas amiza-
discurso des, até internacionalmente.

38 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


REGIONAIS

Sescon-Rio Grande do Norte


Ciclo de eventos
O Sescon-Rio Grande do Norte realizou no dia Digital. No período de 24 a 26 de março Sescon-RN
16/3 Café com Palestra em que foi abordado o tema realizou ainda curso sobre Legislação do ICMS.
Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Já no

Foto: Divulgação
dia 17, o sindicato, em parceira com a SET/RN, realizou
Ciclo de Treinamentos com o tema Sped Fiscal na Práti-
ca. Nos dias 19 e 20 de março o Sescon/RN realizou
dois cursos sobre a Atualização da Legislação do Impos-
to de Renda Pessoa Jurídica e A Nova Lei das S.A.s. Evento reuniu
Em 23 de março foi realizado o primeiro Almo- grande público
ço de Negócios do ano para falar sobre a nova Jucern

Sescap-Ceará

Sindicato vai ao shopping prestar informações sobre IRPF e EI


Durante a segunda quinzena de março, os con- facilidade aos contribuintes que vão ao shopping”, ex-
tribuintes cearenses ganharam um ponto de informa- plica o presidente do Sescap-Ceará, Cassius Coelho.
ções sobre Imposto de Renda 2010 e o Empreendedor
Foto: Divulgação

Individual, no Shopping Del Paseo, em Fortaleza.


O estande funcionou até o dia 31 de março, às
terças e quintas, aos sábados e domingos e o público
que esteve no centro de compras, teve a oportunidade Cassius Coelho
de tirar dúvidas sobre os temas. Contadores estiveram à ao lado de um
disposição prestando informações e distribuindo mate- dos plantonistas
riais explicativos. “A ideia foi dar mais comodidade e no estande

Sescap-Bahia
Treinamento para melhor prestação de contas
O Sescap-Bahia deve iniciar breve, a promoção percepção da atual diretoria é que o segmento contábil
de treinamentos gratuitos para gestores de ONGs, deve ser uma importante ferramenta de transformação
Oscips e fundações baianas parceiras da Secretaria de social”, afirma Dorywillians Azevedo.
Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Es-
Foto: Divulgação

tado (Sedes/BA). A intenção é orientar os administra- André


dores dessas entidades a prestar contas com mais efi- Martinez, José
ciência aos organismos financiadores. Carlos Silveira,
O diretor Administrativo do Sescap Bahia, André Dorywillians
Martinez, relatou que há algum tempo o sindicato Azevedo e
motiva os associados a orientar seus clientes sobre Valmir
doações para programas de desenvolvimento social. ”A Assunção

Sescap-Pernambuco

Capacitação sobre o Empreendedor Individual


Para atender os futuros Empreendedores Indi- “Foi realizada também a conscientização dos
viduais, durante os meses de março e abril, os conta- participantes sobre importância desse trabalho que,
bilistas e as empresas de serviços contábeis do estado por força da lei, é gratuito. Teremos no futuro a
receberam o curso de Formalização do Empreendedor maior demanda de profissionais interessados na
Individual. O objetivo da capacitação foi preparar as formalização, mesmo sem receber, no momento, nada
empresas de contabilidade para o atendimento, ori- em troca”, explica o presidente do Sescap-
entação e registro da categoria. Pernambuco, José Félix de Souza Júnior.

Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010 39


ETIQUETA

Você é o seu

Foto: Divulgação
produto!
Por Natasha Echavarría

V ocê às vezes se pergunta por que algumas pesso-


as, apesar de ser muito competentes, não se des-
tacam em seu meio profissional? É que para sobrevi-
você é bom. Mas cuidado para não se desviar do bom
caminho e se transformar em um propagandista pessoal.
O sucesso de sua carreira depende de como você
ver em um mundo extremamente competitivo é pre- lida com você mesmo, como cuida da ‘embalagem’,
ciso chamar a atenção. da apresentação. E aí entra o diferencial de quem tem
É preciso lembrar o seguinte: não basta que você sucesso: saber planejar sua imagem e expor seu pro-
seja bom, mas é preciso que muitas pessoas saibam que duto de conhecimento e habilidades para o mercado.

Mas como fazer isto?


1 Encontre gente 5 Seja agradável
Encontre pessoas. Converse com as pessoas. Faça Pratique as expressões polidas, como ‘por
contato, onde quer que vá e seja lá o que estiver fa- favor’, ‘obrigado’ e ‘com licença’. Pratique seu
zendo. Todas as pessoas são importantes ou um dia aperto de mão. Deve ser firme, sem ser agressi-
serão importantes. vo, e com três sacudidas compassadas. Olhe nos
olhos da pessoa enquanto a cumprimenta, sorria
2 Adapte-se e ouça. Está sem assunto? Leia jornais, acompa-
Agir é sempre melhor solução do que esperar as nhe o noticiário de televisão. A pessoa sem as-
coisas acontecerem. Se você não agir, se não anunciar sunto é chata.
o produto que você é, como as pessoas vão conhecer
você? No mercado profissional não basta sobreviver. 6 Dedique tempo
É preciso se destacar. Sempre que puder, participe de reuniões, happy
hours, passeios com os colegas do trabalho ou do
3 Faça o seu comercial clube e pratique esportes coletivos
O primeiro trabalho é definir uma espécie de
anúncio para você mesmo. Um resumo que você pode 7 Promova-se
passar para as pessoas informalmente em uma con- Modéstia à parte. Isso mesmo: ponha a modés-
versa. Pense que está fazendo um comercial de 30 tia à parte e fale dos projetos que você está desenvol-
segundos sobre si mesmo, com ênfase em seus pon- vendo, das conquistas que obteve. Apareça.
tos fortes.
8 Vista-se bem
4 Tente não cometer erros Bom senso é uma qualidade na apresentação
Se você está indo para um congresso, uma reu- pessoal. Não descuide da aparência. A pessoa elegan-
nião ou um encontro mais informal, procure saber quem te é bem-vista e bem-lembrada.
vai estar lá. É uma forma de preparar o discurso que vai
praticar. Não se esqueça de levar cartões de visita! Sugestões pelo email: comunica@fenacon.org.br

40 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010


SINDICATOS FILIADOS
SESCAP - ACRE SESCON - GRANDE FLORIANÓPOLIS SESCON - RIO DE JANEIRO
Presidente: José Maurício Batista do Prado Presidente: Augusto Marquart Neto Presidente: Lindberger Augusto da Luz
Rua Marechal Deodoro 197 - Galeria - 1° Andar, Sala 02 End.: Rua Felipe Schmidt, 303, 9º andar, Ed. Dias Velho, End.: Av. Passos, 120, 7° andar, Centro
Centro - CEP: 69900-210 - Rio Branco/AC Centro - CEP: 88010-903 Florianópolis/SC CEP: 20051-040 – Rio de Janeiro/RJ - Tel.: (21) 2233-8899
Tel.: (68) 3244-1005 - sescapac@hotmail.com Tel.: (48) 3222-1409 - sescon@sesconfloripa.org.br sesconrj@sescon-rj.org.br - www.sescon-rj.org.br
www.sescap-ac.org.br - Cód. Sindical: 002.365.97974-7 www.sesconfloripa.org.br Cód. Sindical: 002.365.86767-1
Cód. Sindical: 002.365.88511-4
SESCAP - ALAGOAS SESCON - RIO GRANDE DO NORTE
Presidente: Carlos Henrique do Nascimento SESCON - GOIÁS
Presidente: José Weber Oliveira de Carvalho
Rua Rivadávia Carnaúba, 880, Empresarial Belo Horizonte, Presidente: Edson Cândido Pinto
End.: Rua Romualdo Galvão, 986 - Lagoa Seca
Sala 107 - Pinheiro. Maceió/AL - CEP: 57057-260 End.: Rua 107, nº 23, Qd. F22, Lote 03 - Setor Sul
CEP: 59056-100 - Natal/RN - Tel.: (84) 3201-0708
Tel: (82) 3223-2503 - sescap.al@hotmail.com CEP: 74.085-060 - Goiânia/GO - Tel.: (62) 3091-5051
sescongoias@sescongoias.org.br - www.sescongoias.org.br sescon@sescon-rn.com.br - www.sescon-rn.com.br
Cód. Sindical: 002.365.89638-8
Cód. Sindical: 002.365.05474-3 Cód. Sindical: 002.365.91069-0
SESCAP - AMAPÁ
SESCAP - LDA SESCON - RIO GRANDE DO SUL
Presidente: Wilma Servat
End.: Rua Jovino Dinoá n° 1770 Presidente: Marcelo Odeto Esquiante Presidente: Luiz Carlos Bohn
Centro - Cep: 68.900-075 - Macapá/AP End.: Rua Senador Souza Naves, 289, sobreloja, End.: Rua Augusto Severo, 168, São João
Tel.: (96) 3222-9604 - secretaria@sescapap.org.br Ed. Euclides Machado - CEP: 86010-914 - Londrina/PR CEP: 90240-480 – Porto Alegre/RS - Tel.: (51) 3343-2090
www. sescapap.com.br - Cód. Sindical: 002.365.00000-7 Tel.: (43) 3329-3473 - sescapldr@sescapldr.com.br sescon-rs@sescon-rs.com.br - www.sescon-rs.com.br
www.sescapldr.com.br - Cód. Sindical: 002.365.90169-1
SESCON - AMAZONAS SESCAP - RONDÔNIA
Presidente: José Luiz Silva SESCAP - MARANHÃO Presidente: Ronaldo Marcelo Hella
End.: Av. Joaquim Nabuco, 1626 , 3º Andar, Presidente: Gilberto Alves Ribeiro End.: Av. Carlos Gomes, 1223 - Porto Shopping
Sala 304, Bairro Central - CEP: 69.020-031 - Manaus/AM End.: Av. dos Holandeses, QD. 09 n° 02 Salas 02/03 sala 414, 4° andar - Porto Velho - RO - CEP: 76801-123
Tel.: (92) 3233-2336 - sesconam@vivax.com.br Calhau - CEP: 65071-380 - São Luiz/ MA - Tel.: (98) 3236-1402 Tel.: (69) 3223-7577 - sescaprondonia@amazonspeed.com
www.sesconam.org.br - Cód. Sindical: 002.365.91072-0 sescapma@sescapma.org.br - www.sescapma.org.br www.sescap-ro.com.br - Cód. Sindical: 002.365.91126-3
Cód. Sindical: 002.365.90023-7
SESCAP - BAHIA SESCON - RORAIMA
SESCON - MATO GROSSO
Presidente: Dorywillians Botelho de Azevedo Presidente: José Soares Belido
Presidente: Adão Alonço dos Reis
End.: Av. Antonio Carlos Magalhães, 2.573, End.: Rua Jair Alves dos Reis, 118 - Jardim Floresta
Av. Miguel Sutil, 9170 - Santa Rosa
sala 1.205/6, Ed. Royal Trade, Candeal de Brotas CEP: 69312-148 - Boa Vista/RR - Tel.: (95) 3624-4588
CEP: 78040-365 - Cuiaba/MT - Tel.: (65) 3634-8371
CEP: 40289-900 - Salvador/BA - Tel.: (71) 3452-9945 sesconrr@hotmail.com - www.sesconrr.org.br
sesconmt@terra.com.br - www.sescon-mt.org.br
sescapba@sescapbahia.org.br - www.sescapbahia.org.br Cód. Sindical: 002.365.04959-6
Cód. Sindical: 002.365.86025-1
Cód. Sindical: 002.365.90858-0
SESCON - MATO GROSSO DO SUL SESCON - SANTA CATARINA
SESCON - BAIXADA SANTISTA
Presidente: Ruberlei Bulgarelli Presidente: Elias Nicoletti Barth
Presidente: Ariovaldo Feliciano
End.: Rua Maracaju, 13, sala 01 End.: Av. Juscelino Kubitschek, 410,
End.: Av. Conselheiro Nébias, 592, Boqueirão
(esquina com a Av. Presidente Ernesto Geisel) 3º andar, Bloco B, salas 306/308 - CEP: 89201-906
CEP: 11045-002 - Santos/SP - Tel.: (13) 3222-4839
CEP: 79002-214 - Campo Grande/MS - Tel.: (67) 3029-6094 Joinville/SC - Tel.: (47) 3433-9849 - sesconsc@sesconsc.org.br
sesconbs@sesconbs.org.br - www.sesconbs.org.br
sesconms@sesconms.org.br - www.sesconms.org.br www.sesconsc.org.br - Cód. Sindical: 002.365.02808-4
Cód. Sindical: 002.365.97194-0
Cód. Sindical: 002.365.87924-6
SESCON - BLUMENAU SESCON - SÃO PAULO
SESCON - MINAS GERAIS Presidente: José Maria Chapina Alcazar
Presidente: Daniela Zimmermann Schmitt Presidente: Luciano Alves de Almeida
End.: Rua 15 de Novembro, 759, Ed. Hering, Shopping H, End.: Av. Tirandentes, 960, Luz
End.: Av. Afonso Pena, 748, 24° andar, Centro
4° andar, Sl. 403 a 405 - CEP: 89010-902 - Blumenau/SC CEP: 01102-000 - São Paulo/SP - Tel.: (11) 3304-4400
CEP: 30130-003 Belo Horizonte/MG - Tel.: (31) 3273-7353
Tel.: (47) 3326-0236, sesconblumenau@sesconblumenau.org.br sesconsp@sescon.org.br - www.sescon.org.br
sescon@sescon-mg.com.br - www.sescon-mg.com.br
www.sesconblumenau.org.br - Cód. Sindical: 002.365.89502-0 Cód. Sindical: 002.365.86257-2
Cód. Sindical: 002.365.04937-5

SESCON - CAMPINAS SESCON - PARÁ SESCAP - SERGIPE


Presidente: José Homero Adabo Presidente: Paulo Otávio Bastos Baker Presidente: José Cicinato Vieira Mello
End.: Av. Irmã Serafina, 863, 2° andar, sala 21/22, End.: Av. Presidente Vargas, 640, 5º andar, sala 01, End.: Rua Terencio Sampaio, 309 - Grageru
Ed. Sada Jorge, Centro - CEP: 13015-201 - Campinas/SP Ed. Selecto, Campina - CEP: 66017-000 – Belém/PA CEP: 49.025-700 - Aracaju/SE - Tel.: (79) 3221-5058
Tel.: (19) 3239-1845 - sesconcampinas@uol.com.br Tel.: (91) 3212-2558 - secretaria@sescon-pa.org.br sescapse@infonet.com.br - www.sescap-se.org.br
www.sesconcampinas.org.br - Cód. Sindical: 002.365.97193-2 www.sescon-pa.org.br - Cód. Sindical: 002.365.90145-4 Cód. Sindical: 002.365.04999-5

SESCAP - CAMPOS GERAIS SESCON - PARAÍBA SESCON - SERRA GAÚCHA


Presidente: Elisete Aparecida Schoemberger Prestes Presidente: José Roberto Gomes Cavalcanti Presidente: Tiago De Boni Dal Corno
End.: Rua XV de Novembro, 301, 6º andar, sala 67/68, Rua Dom Carlos de Gouveia Coelho, 335 - Sala 102, End.: Rua Ítalo Victor Bersani, 1.134, Jardim América
Ed. Dr. Elyseu - CEP: 84010-020 - Ponta Grossa/PR Trincheiras (Centro) - CEP: 58.011-130 - João Pessoa/PB CEP: 95050-520 - Caxias do Sul/RS - Tel.: (54) 3228-2425
Tel.: (42) 3028-1096 - contato@sescapcg.com.br Tel.: (83) 3221-4202 - sesconfiliadopb@hotmail.com administrativo@sesconserragaucha.com.br
Cód. Sindical: 002.365.91178-6 www.fenacon.org.br/sescon-pb - Cód. Sindical: 002.365.90755-0 www.sesconserragaucha.com.br
Cód. Sindical: 002.365.87490-2
SESCAP - CEARÁ SESCAP - PARANÁ
Presidente: Cassius Regis Antunes Coelho Presidente: Mauro César Kalinke SESCON - SUL FLUMINENSE
End.: Av. Washington Soares, 1.400, sala 401, Edson End.: Rua Marechal Deodoro, 500, 11° andar, Presidente: William de Paiva Motta
Queiróz - CEP: 60811-341 - Fortaleza/CE Edifício Império, Centro - CEP: 80010-911 - Curitiba/PR End.: Rua Orozimbo Ribeiro, 14 - 2º andar,
Tel.: (85)3273-2255 - sescapce@sescapce.org.br Tel.: (41) 3222-8183 - sescap-pr@sescap-pr.org.br
Centro - Barra Mansa-RJ - CEP: 27330-420
www.sescapce.org.br - Cód. Sindical: 002.365.88157-7 www.sescap-pr.org.br - Cód. Sindical: 002.365.88248-4
Tel.: (24)3323-5627 - sesconsul@sesconsul.com.br
www.sesconsul.com.br - Cód. Sindical: 002.365.05022-5
SESCON - DISTRITO FEDERAL SESCAP - PERNAMBUCO
Presidente: Simone da Costa Fernandes Presidente: Alba Rosa Nunes Ananias
End.: SHCS CR, Qd. 504, Bl. C, subsolo, Lj. 60/64, SESCAP - TOCANTINS
End.: Rua José Aderval Chaves, 78, 4° andar,
Asa Sul, Entrada W2 - CEP: 70331-535 - Brasília/DF salas 407/8, Boa Viagem - CEP: 51111-030 - Recife/PE Presidente: Marcos Armino Koche
Tel.: (61) 3226-1269 - sescondf@sescondf.org.br Tel.: (81) 3327-6324 - sescappe@sescappe.org.br End.: QD. 206 Sul AV. LO 05 Lt 19, Salas 01. Plano Diretor Sul
www.sescondf.org.br - Cód. Sindical: 002.365.04303-2 www.sescappe.org.br - Cód. Sindical: 002.365.88145-3 Palmas/TO - CEP: 77.020-504 - Tel.: (63) 3026-1671
sescapto@uol.com.br - Cód. Sindical: 002.365.91124-7
SESCON - ESPÍRITO SANTO SESCON - PIAUÍ
Presidente: Jacintho Soella Ferrighetto Presidente: Raimundo Nonato filho SESCON - TUPÃ
End.: Av. Princesa Isabel, 15, 11º andar - Ed. Martinho End.: Av. José dos Santos e Silva, 2.090 - sala 102 Presidente: José do Carmo Bastos
de Freitas - sala 1105/11 - Centro - CEP: 29010-361 - Vitória/ES Centro, Teresina/PI - CEP: 64001-300 - Tel.: (86) 3221-9557 End.: Rua Carijós, 481, Centro - CEP: 17601-010
Tel.:(27) 3434-4052 - sescon@sescon-es.org.br sescon.pi@hotmail.com - www.sesconpiaui.org Tupã/SP - Tel.: (14) 3496-6820 - sescontupan@unisite.com.br
www.sescon-es.org.br - Cód. Sindical: 002.365.04904-9 Cód. Sindical: 002.365.90801-7 www.sescontupa.org.br - Cód. Sindical: 002.365.90844-0

Empresário de serviços, entre em contato com seu sindicato por e-mail.


É mais rápido e econômico. Critique, reivindique, opine, faça sugestões aos seus
dirigentes. Eles querem trabalhar por você, em defesa de sua empresa.

42 Fenacon em Serviços – Março/Abril 2010