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CAPÍTULO 24

Desenvolvendo um
ministério profissional

Em 1892, 0. A. 0lsen, presidente e, às vezes, depois do seu sucesso como


da Associação Geral, confessou a W C. colportores. Como um remédio para o
White suas dúvidas sobre a qualidade problema na América do Norte, 01sen
dos ministros adventistas, chamando-os introduziu "institutos ministeriais" com
de "excessivamente débeis''. Uma déca- o pefl'odo de aulas variando entre várias
da depois, A. G. Daniells fez eco a essa semanas e três meses. Com a ajuda do
opinião quanto declarou que `q questãQ_ Departamento de Educação da Associa- 3®®
ção Geral, Daniells desenvolveu uin cur-
d¥Eoç=n=eaqu#Eà,eap¥fi=|:àeàao:` so de leitura como um pfograma de au-
Pas±g±:Ê;s. Por mais forte que fosse sua tomelhoramento pafa pregadores, o qual `
convicção, como presidente da Associa- beneficiou primeiramente os obreiros
Ção Geral ele enftentou os problemas norte-americanos. L. H. Christian notou,
organizacionais e a derrianda imediata em 1928, que os obreiros em outros cam-
de obreiros tánto nos Estados Unidos pos precisavam de melhor preparo tanto
como fora do país, o que o impediu de quanto os da América do Nofte.
fazer muito a respeito. Os dirigentes da igreja nunca descarta-
Uma das razões para estábelecer fácul- ram o poder habilitador do Espírito Santo
ddades advenüstas do sétimo dia ria Amé- na vida e obra dos rninistros. Mas embora
rica do Norte foi a de pfepafaJ: ministros eles considerassem que a parte fiindamen-
q]alificados, porém a necessidade de pas- tal da profissão ministerial era um senddo
tores havia sido tão cri'tica que poucos es- de vocação pessoal para o ministério, tam-
tudantes terminavam seus cursos antes de bém chegaram a contemplar a prepafação
eiitrar no serviço aüvo. Em países situa- profissional como uma parçe implícita
dos fora da América do Nofte, os primei- dessa convicção. Sendo que o evangelis-
ros pastores eram missionários, mas com mo consütui'a um aspecto central do ad-
o tempo, os obreiros nacionais também venüsmo, o preparo rninisterial ãrava em
eiitraram na obra ministerial como resul- torno de técnicas eficientes no ganho de
tado de haver conduído uma preparação almas como também as técnicas para pas-
rudimentai: em escolas de treinamento, torear as congregações. A capacitação do
PORTADORES DE LUZ

ministério demandaria mais do que insti- ¢ogo rebatizada com o nome de Asso-
tutos e programas informativos; requere- ciação Mnisterial) era mais semelhante
ria que os adventistas estivessem dispostos a uma agência encarregada de fecolher e
a gastar quantias volumosas de dinheiro distribuir informação sobfe inquietudes
para desenvolver programas profissionais profissionais do ministério, e animava os
que se tornassem uma parte integrante jovens a entraf na profissão. A. G. Da-
da educação superiof da denominação, e, niells, que a duras penas pôde ver-se livre
com o tempo, a formação de um seminá- do cargo de presidente da Associação Ge-
rio com prograrna orientado a pardr da ral, encabeçou a nova comissão.
visão advenüsta, comparável em quaüda- Antes de iniciar essa nova tarefa, Da-
de acadêmica aos seminários protestantes niells examinou sua própria condição
bem estabelecidos. A fim de se tornarem espiritual. Estudou intensamente os es-
obreiros bem informados e hábeis em sua critos pubücados de Ellen G. White, es-
profissão, os ministros em perspecüva in- pecialmente seus artigos que apareciarn
vestiriam anos de sua vida no preparo, e, rLa R2úew and Hemw. SerLúu~se ím
à medida que a igreja crescesse em cam- sionado com os reDetidos chamados ao
pos fora da América do Norte, também reavivamento e à reforma.. e` pela primei-
se ofereceria uma educação superior com af eceu reah
programas adaptados ao lugar. Daniells ortância da men
e seus colegas visualizaram urn ni'vel de ustifica ela fé em
rendimento profissional compati'vel com de 1923,1924 e 1925 celebrou uma sé-
38g o poder fascinante da mensagem que os rie de institutos ministeriais na América
adventistas deveriam levar ao mundo. do Norte. Exaltou a ]esus e mostrou a
necessidade de uma relação pessoal com
A Associação Ministerial Ele. Enfatizou o amor de Cristo como
Embora abins dirigentes da igreja o ponto dominante de cada doutrina ad-
considerassem muito deficiente o rninisté- ventista e assinalou a necessidade de uma
rio advendsta fofa da América do Norte, justiça pela fé experimental antes da chu-
É2i da Austiáüa que chegou à Asjsmi.açiãrL va serôdia e do retorno de ]esus.
Geral_ ?_ idéia de uma associação rninistÊL- Os corações foram comovidos. L. E.
á±aj interessada primariamente nos pro- Froofn, ex-editor do 1%ÁCÁÃz7:cz# Pentinela] ,
blemas que enfritavam os pastores e se uniu a Daniens para ajudar no preparo
evangelistas. A. W Anderson. educador e de hteratura que desenvolvesse o rnaterial
ministro experiente, organizou em 1920 dos institutos. Ajudou a concluir o livro
urna associação ministerial para os obrei- de Daniells, £?7Ánf Oz#. R4bÃaazÁ£zzGfJ JÇÉg=
fos austraJianos. Instituiu um curso de lei- to Nossa Tustica], publicado em 1926, ao
turaeiniciouumarevista,.TÚGEz4z#zgia&Ârro qual seguiram-se fometos que continham
E]zaggelista], na qual os membros cori- nove estudos biblicos sobre a importân-
pardlhavam os resultados do seu estudo e cia da vida espiritml pessoal. No ano se-
experiência. Fói tão grande o entusiasmo guinte,1927, Meade MacGuire Droduzri_
pof essa nova organização que a Associa- Hzr C7tmr cz#ac7 A4Z¢zG rsua Cruz e Mnha],
Ção Geral decidiu adotá-la em 1922. €` em 1928. sob o titulo TIGe C:a#zá¢zg. y
Em vez de sef um departamento ad- Áõe Co%/o## rA Vrida do Consolador], +
ministradvo, a nova Comissão Mnisterial Fxoom Dublicou t)alestras sobre o Esoí-
DESENV®LVEND® ÜM MINBSHÉRB® Pffi®FissB®Nffiffiü

ri±cL§antQjpresentadas durante os insri- tinuaram a enfatizar a necessidade de


tutos de 1927. Tinha-se tornado evidente que os ministros cultivassem sua vida
que Daniells estava tentando alcançar o espiritual. Em 1940. C. 8. Havnes de-
máximo possível dos 5 mil membros da \clarou que embora uma grande erudi-
Associação Ministerial com programas Ção seja útil se for coELs_agrada ra De±±§|2
de leitura, contatc>s pessoais e um volume não é necessária ara um rnirristério
crescente de literatura Para estimular uma bem-sucedido. Em contraste` é indis-
espiritualidade rnais profimda e mais efi- .pçnsável uma grar±dÊdÊ][QçãçL
ciente atividade ganhadora de almas. EL§sçs.dirigeq±Ês_da=jgÉÊja_±s±aszam
Danieus queria uma revista mensal tentando lidar com o roblema continuo

ja objetaram que isto custaria demasia-


do. Começou com um boletim mime-
ografado com diferentes versões para
e-
rçgular especialmente para pregadores, ±Lç±g!±j!ibrar a p±Êpa±e£Lã_Qnr_Qfi±§ig±aal__
porém os dirigentes financeiros da igre- formal ara o miflistério com o
A Biblia mostrava claramen-

mguem PO a negar que


distintas categorias de obreifos, mas ]oão, todos huriiildes pescadores galileus,
se deparou com problemas ao tentar forarn promulgadores ativos e eficien-
satisfázer a todos os assinantes. Final- tes do cristiarrismo primitivo, mas foi o
mente, aqueles que se haviam oposto à bem educado Saulo de Tarso quem es-
proposta oriSnal de Daniells se deram tava equipado para cristalizar os ensinos
por vencidos e chegaram à conclusão de ]esus em um corpo de crenças cristãs,
de que afiflal urna só fevista seria menos graças à sua friiliaridade com os matizes 3 ©g
dispendiosa. Como resultado` Tti A4z.7%+ dos escritos sagfados hebreus, bem como
m/ ro Ministériol. editada oor Froom, com a filosofia racional do mundo grego
risÉeu eriiáririo de i g2L e das classes eruditas de seus dias.
Daniells, seus contemporâneos e su-
Preparo profissional cessores perceberarn que o ministério
0 declínio da saúde de Daniells con- advenüsta carecia tipicamente do aspec-
duziu-o à jubilação em 1931, mas até a to formal, mensurável, da preparação
sua mortç, quatro anos mais tafde, ele profissionai, mas enquanto se corriãa
permaneceu bastante interessado em essa deficiência, eles insistiam com os
que o ministério adventista desenvol- ministros para que não negligenciassem
Tesse uma profúnda e crescente experi- a outra metade da fórmula, a saber, a
ência espiritual pessoal. Acreditava que espiritualidade pessoal. Compfeendiam
durante grande parte de sua carreira ele que os ministros não podiam passar
estivera tão ocupado que se descuidara todo o tempo em devoções pessoais.
da nutrição de sua própria vida espiri- No primeiro número de T¢G Mz.#¢.JZcy [0
tual. Passou seus últimos anos advef- Ministério Adventista], Daíriells ressal-
dndo seus colegas para que evitassem tou que a eficiência ministerial era ge-
"esse perigo de uma atividade absoluta ralmente julgada por:±|)_ o sucessQuQ_

Para Deus". 1. H. Evans sucedeu a Da- jranho de almas, (2) a eficiência em a-Ér-
niells como secretário da Associação mar os conversos nas doutrinas bibhcas
• ' t_; i-i r :\ t-j ., li !-,t; ::--r i 1 ?_

remente os etos da i a com tem- g±qr}_Hel Mi_ssioFí±+r CQllçge oférecia um


_pg e dinheirQ. Eqi_tç>dos es_±Ê_s__ as_p_e,ct_os programa ministerial alternaüvo de dois
. _q_Lçduçação fórmal_jseria útiL anos, um curso de obreiros biblicos de
Enquanto arida era presidente da As- dois anos, um curso de "obreiros evan-
sociação Geral, Danieus disse aos profes- gélicos" de um ano, e um programa mis-
sores de Bil]Iia e de história que assistiam sionário do lar de seis meses. A igreja
à conferência biblica de 1919 que queria regularizou estes programas mais curtos
fiituros obreiros que fossem honestos e que condnuarain ao longo das décadas de
sinceros, que desenvolvessem hábitos de 1920 e 1930. Os estudantes que conclu-
regularidadeeautodisciphna,quecompre- íssem uma das opções mais curtas eram
endessem ós valores do estudo constante incendi7ados a segiir cursos suplementa-
e a importância de uma sistematização res no Home Study |g§tit`±te.. EflsÉfl+to de
diária. Em um aspecto mais pessod, de- Estudos no Lar|.
veriam vestir-se apropriadamente, rnanter NQÇopcfliQ da PrimasFera de 1929, foi
boa hÉene e usar bem seu idioma naüvo. dado urn passo adiante na profissionaüza-
Tódas estas preocupações estavam rela- Ção quando a Associação Geral aprovou
cionadas com a prática profissional; ele um plano urifome de aspirante ou práti-
parecia admitir como certo que os estu- ca para a América do Norte. Esse arranjo
dantes receberiam urna preparação com- procurava reabastecer o número de obrei-
pleta nas doutrinas biblicas. ros ao estabelecer um peri'ódo de prova
Na década de 1920, as faculdades no qual os jovens graduados poderiam
ãi güq começaram a aumentar a quantidade de demonstrar o caráter genuíno do seu cha-
experiência práüca nos currículos de teo- mado ao miristério a um custo mínimo
loãa. Por exemplo, no Emmanuel Missio- para as associações qiie os ernpregavam.
nary College o programa exiãdo incluía 0 plano demandava subsídios da Asso-
.:EÊipgmer±±o Esúoralii e `.Trabalho de ciação Geral para as associações locais
jappo Mini steriapi', além dos tradicionais onde serviriam os praücantes. Os subsí-
cursos doutrinários. Esperava-se que os dios estavam condicionados a um exame
estudantes participassem pelo menos em seleüvo dos pfaticantes para saüsfazer
duas cruzadas evangelísticas. T. M. e W? R. exigências de experiência prática, oratória
_Frep_ch, irmãos que diriãam com êxito o púbüca e saúde. A prática usual era desig-
Departamento de Teoloãa, tinham sido nar aos pradcantes os esforços evangeHs-
evangelistas de sucesso, e como diretores ticos, que eram considerados como uma
de departamento, despertaram o interesse iniciação ideal para o rinistério
por essa obra. Durante os sete anos em Embora o plano de aspirante es-
que W R French esteve à ftente, seus es- üvesse completamente estabelecido,
tudantes conduziram 53 campanhas evan- passou por ajustes. Quando as finanças
geli'sücas, e, às vezes, eram realizados baüs- da denominação sofferam urna tensão
mos depois das cerimônias de graduação. excepcional durante a década de 1930,
Apesar da énfase no preparo profis- somente um número limitado de jovens
sional do ministério, a necessidade pre- se tornou aspirante. A|gumas associa-
mente de obreiros influi'a para que muitos Ções providenciaram para os graduados
estudantes ministeriais não seguissem o em Teoloàa quarto e comida, mas ne-
curso completo de quatro anos. 0 Em- nhum salário, enquanto se empenhavam
gB Ê S E m %¢ ® ± *á# g ffi ES €# Ü m ," § m# ! .s H É ffi § © g R eÊ gg g ¢S .gá i ® ffi ffiü fi@

na obra evangelística. Os estudantes bém pudesse assistir. 0 corpo docente


promissores sob essas circunstâncias ao para esta nova iniciativa provinha de fa-
final se tornavam aspirantes. culdades adventistas.
Depois da Segunda Guerra Mundial, Começando em junho de 1934, 40
o plano inclu'a uma exposição mais equi- estudantes assistiram a uma ou duas ses-
librada para a carreira ministerial. Além sões. M. E. Kern secretário da Associa-
de pardcipar no evangelismo pelo me- ção Geral, foi o decano interino Outros
nos durante nove meses, os aspirantes nomes do pessoal docente foramçÊg±;gÊ
também recebiam treinamento pastoral Mccreadv Price, do Wálla Wálla, a prin-
adicional (üsitação aos lares, aconselha- cipal autoridade denominacioml sobre a
mento, etc.), e adquiriam experiência rio relação entre ciência e relÉão, e _y_HaLg},
trabalho com jovens, no desenvolvimen- _.|andçen, um erudito em história da Re-
to e administração de escolas paroquiais forma. Contrariamente ao p|ano o|iãna|,
e na obta Dromocional. Em 1956 as sessôes continuaram no Pacific Union
ão Geral raücamente exi College. 0 corpo docente de 1936 inclui'a
menos um verão de trabalho de tem teólogos de faculdades adventistas e urn
integral na colpQ±±agç_gLÇQ±9J2=ɱ:Ê9±±L- pessoal da Associação Gefal com experi-
ara ser um as ência perdnente.
A sessão de verão de 1936 resultou
0 Seminário Teológico ser a última no Pacific Union College.
No final da década de 1920, se co- Nesse ano, a Comissão da Associação
meçou a falar sobre as vantagens de uma Geralmudou seuparecerevotouorgani- ÊÊ®±
esco]a avançada de teoíoãa. [. H. Evans zar um seminário teoló co em Takoma
se interessou vivamente pela idéia, mas Pa±!s independente de qualquer faculda-
não foi senão até o Concflio Outonal de de advenrista, onde os administradores
.Ê222 que a Associação Geral votou ini- da Associação Geral pudessem ensinar
ciar um programa de pós-graduação em mais facilmente. 0 primeiro B#/7c'Á7.#
Teoloãa num dos coléãos da América H3Q±etim] da Escola_Avançada de Biíbliia
do Norte. Um ano de estudos avança- não oferecia aos estudantes nenhuma
dos em teoloria devia ser suplementado segurança de um ti'tulo de pós-gradu-
por cinco ou seis meses de trabalho prá- ação depois de completar o programa,
tico em evangelismo para os estudantes porém "esperava-se que seriam feitos
que careciam de uma experiência evan- arranjos para conceder o título de Mas-
gelística de sucesso. ter of Arts" rmestrado em humanidades
No verão de 1934, iniciou-se o pro- ou ciências Um programa de 30
posto programa de pós-graduação, mas horas oferecia a opção de duas especia-
de forma diferente. 0 Concflio Outonal lizações principais e três secundárias (in-
±çJ_.93£.qprovou uma série de sessões de cluindo opções em grego ou hebraico),
verão para que começassem no EaçiÉç. um componente de investigação com
Union College e seguissem em outros uma tese e outro com métodos em prá-
campi. As classes eram primariamente tica pastoral. Os estudantes tinham que
para professores de escolas secundárias ser aprovados em um exame escrito de
e de faculdades, embora um número capacitação no início e um exame oral
]imitado de ministros e redatores tam- mais abarcante para graduar-se.
r `.1 '=- ; .`.3 ,11 ,:` I`i L= !; .:.` r. L !- ;:.

ÇI

Quapdo o novo Semináfio ._Teo|_é_ri- Antigüidade, Biblia e Teoloãa Sistemá-


co Advenüsta foi inau rado em Tako- tica, Ijínguas Biblicas, História da lgreja
ma Park Dara a sessão de verão de 1937` e Teoloãa Prática. Este último depar-
estava temporariamente alojado no re- tamento oferecia classes sobre atuação
feitório da antiga R£z{í\g# c7#c7 HGrj7#. Pas- ministerial, entre as quais se inclu'am
saram-se quase quatro anos antes que se arividades e administração da igreja, ho-
levantasse um edificio novo, provendo milética e oratória pública.
espaço para 150 estudantes, uma biblio- OriSnalmente, o senrinário Se parecia
teca e escritórios administrativos. mais com outras faculdades adventistas
0 seminário amadureceu rapidamen- do que com o seminário protestante usu-
te. D. E. Rebok. diretor do seminário a d, porém este caráter começou a mudar
ppartirde1943,adicionouumadirisãode na década de 1950. Para consternação
Missões e ljiderança Cristã, e classes de residentes de associa
árabe, ftancês, alemão e russo, que pre- acreditavam ue demasiada educa
paravam obreiros para novos esforços mitava a eficiência de um ministro como
missionários depois da Segunda Guerra _evangehsta. a Associação Geral acrescen-
Mundial. 0 programa, que já se havia tou mi ano de treinamento no seminário
expandido a um trimestre de invemo ráüca dos ministros em
além de uma sessão de verão, se trans- pÇ=_r_spe_çÉ][a. Para atenuar os temores das
formou em um programa do atio todo associações, o Seminário expandiu suas
em 1944-1945. Os 18 cursos disponíveis ofertas acadêmicas em matéria de teolo-
` em 1936 se expandiram, dentro de uma ãa prática. As classes de pregação bibüca
década, para 95, abrangendo os Depar- dç Charles WeniQrer. os cursos de aconse-
tamentos de ArqueoloSa e História da 1hamento pastoral de C.___E. Wittscrriebe,

0 Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia da Andreujs Uniuersítü, Berrien Sprimgs, Mtchi-
gan. DUTcmte os aiios posteriores a ig75, o seminàrio se trcmsfiormou em uma instituição inler-
nacional, com doceiiies do m:umdo adveTttista e progrc[mas de exíensão emfaculdades denoTrina-
cionais ao redor do mundo.
•`.-*: ;-:,-D. '.' .` . , i. [,. :: Í) .., r`,i i`,.`i ,: `€ : `; `! * :,,' , ..'-' -` ;à ,_,: 1 ; ;: !É .-_: L i i.

|çiaLêpfÊise__deLMiL±SçnçFftJard das associações tão limitado, que nem


todos os miristros em perspecüva que se
dosbem±cfb:dto¥LS=bLL:hé¥=¥: graduaram em um programa de bachare-
para os líderes relutantes das associações lado freqüentaram o Seminário antes de
saberem que esses professores do semi- assumir seus deveres pastorais.
nário outrora tinham sido pastores que
haviam füto com êxito a transição para Escolas práticas de evangelismo
o mundo erudito sem limitar seu apreço A relutância de alguns aspirantes em
pelo aspecto práüco do ministério. freqüentar o Seminário era atribuível a
Concomitante com estas mudanças, outras razões além dos fiindos limitados
fàlava-se em fimdir o Seminário com o e da necessidade imediata de pastores.
Washrigton Missionary College para criar
uma universidade. 0 Conaflo Outonal de
J2ɧ aprovou o conceito, mas ao enftentar
os temores de algms líderes da igreja sobre
a idéia de fimdar uma universidade em um os presidentes das associações üveram
ambiente u£bano, mudaram o plano dois uma atitude receptiva para com o novo
anos depois concordando em transférir arranjo devido à popularidade crescen-
o Seminário para o±±ppianuel Missiom- te das escolas práticas de evangelismo.
rv CoHeQ-e em Berrien SDrinçrs. Michig=an` A participação dos estudantes em cam-
Durante~o ano acadêmiÉo dé 1959-1560, panhas evangelísticas não era uma idéia
o seminário fiincionou em Tákoma Parií nova, porém foi _Edward Ba_r±!±s. quem 3©=
sob o título de Potomac Univetsitv:; en- regularizou essas experiências. Como
quanto isto, subvenções da Assoéiação mristro jovem, havia trabalhado com
Geral preparavam o campus de Mchi- dificuldade como evangehsta até que as-
gan com edificios de apartamentos, uma sistiu a uma escola prática conduzida por
bibrioteca amphada e um edificio para o .]. Ií,. Shulçr em 1938. Depois de apren-
seminário. Finalmente, depois de consi- der métodos eficientes de evangelização,
derável hesitação quanto a dar a uma ins- Banks se uniu ao Departamento de Re-
ütuição o nome de um indivi'duo, a junta hgião do Southern Missionary College
diretora da nova entidade rebatizou a es- onde organizou uma escola prática pró-
coki com o nome de Andrews Uriversitv pria que consisü.a de classes pela manhã
em homenagem a Tohn Nevins Andrews. e visitações à tarde.
WI G. C. Murdoch tornou-se o decano Banks levou consÉo suas técnicas
do seminário transplantado. Sob sua üde- quando se uniu ao pessoal da Andrews
rança, uma nova era de desenvolvimento e conduziu sua primeira escola práti-
iriciou-se tão convincentemente que por ca do seminário em .Roclçfórd`„..I1±Í±Qis_
volta de 1964 os dirigentes da igreja vota- Suas dasses ensinavam aos estudantes a
ram que os estudantes miristeriais passas- importância da localização de uma cam-
sem dois de seus três anos de aspirante no panha evangelísüca, sua publicidade, um
Seminário, estudando para obter o ti'tulo plano organizado de visitação, adaptação
de bacharel em drindades. Apesar desse dos temas das conferências aos interesses
voto, a necessidade de pastores era ainda correntes, e tomada de decisões dos ou-
tão premente e o orçamento da maioria vintes em cada reunião. Como os pedi-
t: !`, ':2 --.'`, i: =. i; ._.: S :) É: _ L: _:

dos das associações locais dessas escolas Dois programas de doutorado tor-
práücas se mulüplicaram além da capaci- riaram-se urna parte das ofertas acadê-
dade de Banks de saüsfazê-los, convidou micas do Seminário durante a década de
evangelistas de sucesso para se unirem 1970. Um ti'tulo de doutor em ministé-
ao seu programa de ensino. 0 resultado |o, planejado primariamente para pes-
foi um número crescente de campanhas soas interessadas em atividades pastorais
evangeh'sticas de verão. e evangeh'sticas, conduzia os estudantes
As modificações no Seminário du- ao longo de uma seqüência prática de
rante a década de 1960 refledam as mu- cursos que relacionavam os princi'pios
danças sociais que os niinistros enfrenta- bil]licos com problemas e assuntos con-
riam em seus distritos. 0 Departamento temporâneos. 0 segundo programa, que
de Teoloãa Aplicada recebeu um novo oferecia o ti'tulo de doutor em Teolo-
nome, Igreja e Ministério, e reduziu as Ép, pretendia preparar mestres-eruditos
classes tradicionais de oratória e música em estudos biblicos e em TeoloSa para
sacra em favor de cursos sobre liderança prestar serviços em coléãos adventistas,
juvenjl, aconselhamento em acampamen- e exiria dois anos de estudo depois do
tos de jovens e preparação de leigos para mestrado em Divindade.
o ministério. Os seininaristas eram mais Tornou-se mais fácil obter o reconhe-
expostos a urm ênfase na relação da igre- cimento oficial dos estudos pela Associa-
ja com os afro-americanos, o ambiente ção Central Norte de Coléãos e Escolas
ufbano, o abuso de drogas, o divórcio e a Secundárias e pela Associação Americana
mudança dos costumes sexuais. de Escolas Teolóãcas, em parte devido ao
crescente reconhecimento que o pessoal
do seminário havia granjeado em círcu-
los não-adventistas. Dois professores que
estiveram entre os primeiros a obter esse
reconhecimento foram ,Siegfried Horn É~
Daniel Wáldier. Como membro do De-
partamento de Antigo Testamento, Hom
iniciou em 1963 a publicação de Á#c7n#+
U%.z%f:z} J€zzzz.#c7{); JÁZÁczgJ EEs±Q_s do
SejpináriodaAndrewsUniversit}],uma
revista bienal que induía pesquisas de
professores, estudantes e outros eruditos
adventistas sobre uma variedade de te-
mas. 0 próprio Hom era um experiente
arqueólogo e levou em 1968 a primeira
expedição da Andrews University para a
Hesbom biblica. Wálther como diretor
Siegfied H. Horn nascido na Ale- dQ _Departamento _ ç|_e__História da lg!:çj_a]~
mcmha, foi o primeíTo U+e#o:rgn°caodnvfiee:tF:t£ ganhou uma reputação indiscuti'vel em
com formação profissi história da igreja medieval e da Reforma,
classes de antigüidades do Semíttário Teológi-
co Adüentista dos Estados Unidos u-`¥Ii- e manteve uma quantidade de contatos
dade prof issional sem precedeiTles . `+ pessoais com preeminentes teólogos eu~

.: .Í,
!` ,,-., \ t t, \--, :` .,.. : .``, !: .', i`. -`.`.1 ,.`., : .., ; `, , i- `i i r, '' t`l '-. '.. ,: :.. :` ! , ` . ,s -

ropeus. Tanto Hom como Wálther com- te o estabelecimento de um seminário,


pilaram bibhografias impressionantes de Daniells nunca teve a ritenção de que o
obras publicadas. Seguiu-se uma quanti- programa que ele pôs em movimento se
dade crescente de eruditos com realiza- limitasse à Divisão Norte-Americana. Vi-
ções profissionais que louvavam a estatu- sualizou a necessidade como algo global.
ra acadêmica do Seminário. Durante um ano e nove meses que prece-
A Associação Mnisterial continuou deu o Concflo Outonal de 1929, ele e sua
promovendo os materiais profissiomis esposa viajaram pela Austrália e outras
e a literatura para os obreiros denomina- partes do Pacífico, diriÉndo reuniões em
cionais.ELg±|9±6±Pa±çççH__¥_q}.JL¥_£9_d_e colaboração com obreiros locais. Com
74_7 _páiɱas,_F.4¢z2gç.Á+!z7_¢. _qLUÊ`c. =ç_Qqüah_a_. pouco tempo para descansar de suas via-
manuscritos e materiais ç_Sgg.t_?dQ§_d_e__F± gens, o casal Daniells preparou novamen-
ienG.WflitereferentesLàj2£oLgLulgaçirLÇLdo te sua maleta em dezembro de 1929 para
ev4_pgelho. Em vez de depender de livros iniciar um iünerário de quatro meses pelo
disponi`veis, a Associação comissionou Brasil, Argentina, Chile e Peru na Divisão
escritores adventistas a produzir mono- Sul-Americana, a fim de driSr novamen-
grafias sobre temas necessários. Também te sessões de treinamento para obreiros.
apareceuG±/.__A4JgÉÇZ£_£JMTç_l_Q.diasEvan- Antes dessa excursão pela América
gÉ!Ísa§], um hinário para ser usado em do Sul, o presidente da divisão, Oliver
campanhas evangelísticas, e outros au- e P. E. Brodersen haviam
xflios audiovisuais para serem utilizados se referido ao problema de melhorar as
em apresentações públicas. Na década normas de rendimento do ministério ã©g
de 1960, começou um programa da fita adventista, mas foi C. 8. Havnes` como
cassete do mês, que apresentava oradores presidente da divisão de 1926-1930,
adventistas preeminentes que proviam quem organizou uma série de institutos
inspiração e idéias valiosas para a melho- a cargo de Daniells. As reuniões duraram
ria dos métodos de pregação. de dez dias a duas semanas, nas quais o
Também ocorreram mudanças na diretor da Associação Ministerial enfa-
revista.TLlkLMLZÁZ);[OMinistérioAdven- tizou dois temas essenciais: o ministério
üsta]. Por volta de 1940, foi aumentado como uma profissão e as qualificações
o seu tamanho e foi ampliada a sua co- pessoais do próprio ministro. Um pon-
bertura ao incluir em cada número uma to forte nessas discussões foi o papel de
seção médico-missionária. Ao melhoraí- a E11en G. White na igreja.
qualidade profissional da revista, a Asso- Apesar da grande necessidade de um
ciação inaugurou um programa na década programa de profissionalização para o
de 1970 para alcançar clérigos de outras ministério adventista, os reveses financei-
denomriações enviando-lhes uma assina- ros ao redor do mundo impediram uina
tura grátis da T/7G A4z.#z.J¢cy. forte participação das divisões fora da
América do Norte no movimento para
Estende-se a profissionalização estabelecer um seminário. Em seguida à
Embora os ministros adventistas nos primeria sessão de verão de estudos avan-
Estados Unidos e no Canadá fossem os çados em 1934, a Divisão Sul-Americana
primeiros a beneficiar-se do movimento votou patrocinar dois ministros para fre-
de profissionalizar o ministério median- qüentar um coléão superior nos Estados
.-1, `` .? 1. !`1.,-. ` .`.' `,? '- ` ;:1 : ...- ` ,` í.

Unidos. A divisão pagaria as despesas de rante a sessão de verão de 1941,16 dos


viagem dos ministros, e as uniões empre- 46 estudantes vinham de outras divisôes
gadoras deviam pagar seus gastos de sub- mundiais. China e América do Sul su-
sistência. Não iriam mais de dois obreiros priam quatro cada uma; Europa Central
por ano, um do sul do Brasil e o outro da e lnter-América dois cada uma; e um de
União Austral, composta por Argenüna, cada uma das seguintes divisões: Extre-
Paraguai e Uruguai. Os homens deveriam mo Oriente, Norte-Européia, Sul-Afri-
estar dispostos a regressar para a América cana e Sul-Asiática. Ao examinar essa
do Sul depois de completar o seu curso. matrícula tão variada, L.
• 0 acordo da América do Sul ilustrava viu o seminário denominacional como
o dilema que a igreja enfrentava em quase uma influência unificadofa em teologia
toda parte. 0 preparo teolósto na Amé- adventista e também como o agente de
rica do Norte havia se tornado, ao menos profissionalização do ministério. Em
idealmente, uma experiência de nível aca- suas palavras, o Seminário era um dos
dêmico superior, cujos estudantes saíam
"traços de união" entre a obra mundial
tão bem preparados quanto possível na e a Associação Geral.
arte da profissão como também na subs- Depois da interrupção causada pela
tância dos ensinos adventistas. Em con- Segunda Guerra Mundial, o ano escolar
traste, quando se iniciaram as sessões de de 1945-1946 teve um notável sabor in-
verão para estudos avançados no Pacific ternacional no Seminário. Vieram estu-
Union College, em 1934, só um centro dantes da China, Eãto, Finlândia, Índia,
âã`Eáã€; educacional na Divisão Sul-Americana Filipinas e de diversas partes das Divi-
oferecia classes depois do nível secundá- sões Sul-Americana e lnter-Americana.
rio. Além di§so, Ç>s drigentes__d±LApé±iça_ Mais da metade do corpo docente não
do Sul não viam a nece±dadç_ _d_ç ±iip. ÇQ- era americana ou havia trabalhado em
erior num fiituro róximo. campos fora dos Estados Unidos.
A situação da América do Sul não era A matrícula total do seminário dupli-
única. Em 1930, só umas poucas insü- cou durante a década de 1950, em parte
tuições adventistas fora da América do porque os aspirantes norte-americanos
Norte ofereciam cursos pós-secundários. tinham que assistir um ano de forma
Traduzidas em termos práücos, estas cir- obrigatória, e em parte devido às esco-
cunstâncias significavam que a maioria es- las de extensão em outras divisões. A
magadora da preparação teolóãca nesses idéia de escolas de extensão provinha da
campos teria lugar no ni'vel secundário da nova responsabilidade de L. E.
educação. Embora os estudantes minis- em 1941 como secretário da
teriais fossem mais do que adolescentes, Mi±i±±Ê=ÉalnÊ£±a±±Êga4a±ü¥E±!+!±Ír±gto_n
com freqüência sua formação educacio- do australiano R. A. Anderson como
nal deixava muito a desejar. Não é de es- secretário-associa-dF=eT=el5Tmà- Pe-
tranhar-se que a visão de Daniells abran- ríodo. Anderson era um evangrelista de
gesse o campo mundial 3=ãÉãso e Froom havia Desquisado ex-
Embora a maioria dos estudantes tensamente ara escrever sua obra de
que se matriculavam no Seminário fos- auzrtro vo+nmes Prntihetii: Tltiith tif Our Ei
se norte-americana, obreifos de outros ÍúG_rr [A Fé Prç)fética de No_ssos Pais| |±g|
campos conseguiam freqüentá-1o. Du- estudo do desenvolvimento histórico da
8 Ê 8 g sffi %# ® k k# Ê ffiffi ® ® bffl ü#ffi ffi#ffi i ffi g § ffi É m # ® ffB ff# ® g © S qg § ## gãw  âr

in=±Ê±P±Ê±±sãgkí±!±çaq+±Ê_±aiÉa±dQ_._TÍÉlr estimular o interesse em servir à igreja

dÊP9-
Ra_r4_reL|j_Q_nder às idéias de L. R Conradi

Embora houvesse passado cerca de


em qualquer parte do globo. Oferecia
preparo formal para fúturos obreiros
que viveriam em culturas não cristãs e,
uma década do fálecimento de Conradi, a pedido da Associação Geral, oferecia
os dirigentes adventistas na Grã-Breta- programas de orientação especial para
nha, depois da Segunda Guerra Mun- novos obreiros de interdivisões.
dial, achavam necessário não somente Ao final da década de 1960 era evi-
continuar refi]tando-o como também dente que os esforços para preparar um
mélhorar as técnicas evangelísticas de ministério profissional estavam tendo um
que dispunham. Em resposta a essas ne- impacto expressivo sobre as divisões fora
cessidades, o seminário concordou em da América do Norte.LEnta e nove esco=
ajudar mediante uma escola de extensão |±§J±§estqvamoférecendoprc>gramaspós=
na lqglaterra. Froom lecionou um curso
sobre interpretação profética, __T. L. Shu_=
±ÊLr oféreceu instrução em evangelismo e
-=t==+9E±F=
ç çDZ±n4á]jQ s defipidos diversamente co±no

Hoker ljindsio diririu classes em histó- de bachareL Cada djvisão tinha pelo me-
ria da igreja. Sessenta e sete estudantes nos um programa de quatro anos.
se inscreveram. A experiência teve tanto Esse progresso chegou exatamente a
sucesso que no ano seguinte o semriário tempo Os aumentos assinalados no nú-
ofereceu um programa semelhante no mero de membros que começaram na
Uruguai para 80 estudantes da Divisão década de l970 tornaram ainda mais vi-§®ff
Sul-Americana. Durante a década de tais os estudos teolóàcos e colocaram
1950, essas escolas de extensão torna- uma severa tensão sobre os prograrnas de
ram-se uma parte do esforço do seminá-
rio para servir o campo mundial. àrse;+i:®d:Xiàti:,Ê:#n¥eft£
As escolas práticas de evangelismo mais pfonunciado o crescimento da igreja.
de Banks também foram interriacionais. Também fáziam parte as reãões onde a
Com a ajuda de evangelistas experien- igreja havia dependido por rnais tempo de
tes, ele foi capaz de atender a pedidos programas de nível secundário ria prepafa-
para conduzir seu programa de treina- Ção dos ministros. A expansão dos cursos
mento evangeHsüco na lnglaterra, País teolóãcos de nível terciário durante a dé-
de Gales e Escócia. A visão que+± cada de 1960 apenas preparou o caminho
MCElhanv tinha do seminário como um para a tendência, nas décadas de 1970 e
traço de união com outras divisões esta- |2§QLde prover ministros para o número
va se materializando de maneiras que ele crescente de congregações. Durante essas
não havia previsto. duas décadas o seminário continuou suas
Em harmonia com esse espírito, escolas de extensão` algumas das a.uaiss€
na década de 1960 apareceu um novo çransformaram em associadas. o que pͱ
DeDartamento de Missões. Primeiro mitiu aue a educacão de Dós-Çraduacão
sob Mvd Manlev e, depois` Gottfried se trasladasse do Mchi ara os cam
Oosterwa±, ambos com muitos anos de ue não eram norte-americanos. 0
serviço no Oriente, esse departamen- docente do seminário viajava para outras
to era mais do que uma tentativa para escoias a fim de diriàr cursos condensa-
;- ,_i ,, _: ,.1 `y, ,'- -t i. `= _) Í : ; ,:

dos em breves segmentos de tempo, o teve seu primeiro candidato ao ti'tulo


que permiüa aos estudantes, a maioria dos de doutor em Filosofia. 0 sucesso da
quais já estava empregada, inscrever-se em AIIAS tinha sido rápido e eficiente. No
programas de pós-graduação sem ffltar ao Conci'lio Anual de 1996, em Costa Rica,
seu trabalho por um tempo prolongado. a Comissão da Associação Geral votou
Foi no Phili ine Union Colle reclassificar a escola de pós~graduação
que começou o primeiro programa de das Filipinas como uma instituição da
pós-graduação independente em teolo- Associação Geral "vinculada especial-
ãa. Depois de iniciar cursos ministeriais mente à Ásia e às reãões do Pacífico".
posteriores ao bacharelado, a administra- Por volta de 1995, o número de fa-
ção do coléão organizou um serinário culdades e universidades fora da América
e, em 1977, outorgou seus primeiros tí- do Norte que oféreciam programas de
tulos de mestrado. Tendo bem presente teoloãa de quatro anos chegava a 73. A
essa reaüzação, os obreiros da Divisão Andrews Universiq7 mantinha filiações
do Extremo Oriente fimdaram nas Ffli- com cinco insütuições na Áffica, Europa
Pinas, em 1989, o lnstituto lnternacional e no Caribe para ieãtimizar programas
de Estudos Avan ma para estudantes não graduados, incluin-
escola de pós-graduação sem uma base do tl'tulos em Teoloãa. Em quatro desses
de graduação, que oferecia programas em campi e em outros sete, o seminário, sob
teoloãa, como também em outras áreas. o guaida-chuva da Andrews Universiqr,
Essa nova entidade, conhecida por seu mantinha filiações para cursos de mestra-
acrônimo em inglês, AIIAS, concedeu do em reüãão ou ministério pastoral.
em 1992 seus primeiros doutorados Esses números conduziram a várias
em Teologia Prática, e três anos depois conclusões. A maioria das escolas fora

Durcmie n"iios ci:mos o Spi_ceT College perto de Poona, India, foi a ímica instituição na Diuisão
Sul-Asiática que outorgcwa títulos acadêmicos. Durcmte a década de iggo, ofierecia educação de
pós-graduação em capacitação miTristerial.
g E 㥠ff: ffi Ã¥í ® nd ffi%À Ê ãÀti ÊS ® g# müffl mffl E m i S ¥ É ffi ffi ® Hü ffi g# E ! =a S E ® FffiR #Q k

da América do Norte estava assumjndo norte-americana. As conexões oficiais en-


a responsabflidade de preparar ministfos tre a escola de Michigan e outras institui-
com um apoio diferenciado do Seminá- Ções dnham se tornado uma questão de
rio da Andrews Universiqr. A escola de leãtimizar programas de pós-graduação
Michigan havia se transformado em uma em vez de ti'tulos de bachafel.
escola internacional em que as noções de Desde sua origem, em meados da
globalizaçâo eram parte do programa for- década de 1930, o Seminário Teolóãco
mal, como também do ambiente do cam- dnha servido como o centro de prepara-
pus. Em 1984,19 dos 45 docentes regu- ção teolóàca e de erudição para a igreja
lares tinham origem não norte-americana, mundial. 0 crescimento dos programas
e mais três haviam passado a infância fora educativos ministeriais ao redor do mun-
dos Estados Unidos. Somente 12 dos do não mudou esse papel, porém, tendo
norte-americanos não tinham üdo expe- mais de 7. 500 estudantes ministeriais fora
riência fora dos Estados Unidos antes de da América do Norte em meados da dé-
se unirem ao corpo docente do seminá- cada de 1990, a igreja não podia esperar
rio. Ao mesmo tempo,150 dos 413 estu- que o Seminário da Andrews Universiqr
dantes não eram naüvos da América do fosse o único provedor de treinamento
Norte. Nas décadas de 1980 e 1990, dois profissional para o ministério. Em vez
decanos do seminário, Gerhard Hasel e de manter a exclusividade no campus
]¥É|LPʱ+Tvhme_i±±Le`r, eram de origem não da Andrews, o surSmento da educação
profissional para pregadores e professo-
res de teoloãa adventistas ao redor do €©gBg
globo era um sinal de que o seminário
havia feito bem o seu trabalho.
Em sua nova função, o seminá-
rio continuou liderando, mas também
compartilhando a tarefa de treinar pro-
fissionalmente os ministros. Sem dimi-
nuir seu ritmo ou deixar de influir so-
bre o ministério da denominação, ainda
atrai'a uma grande matrícula de estudan-
tes interdjvisionais. A sessão de verão
de 12 semanas de 1934 havia crescido
para seis departamentos além, de uma
galáxia de classes de instrução geral. Os
estudantes, inseguros em 1936 quanto
a se os seus esforços terminariam em
um ti'tulo de pós-graduação, em 1997
podiam escolher entre cinco títulos de
Werner VyhmeisteT fala à classe de gT.aduação mestrado e três de doutorado. Dos seus
do Colégio Adventista del Plata em ig7o. Vuh- 50 professores regulares, aproximada-
meister, um i)roduto da educação adventista
mente um terço se originava fora da Di-
da América do Sul, prosseguiu até se tornaT
o deccmo do Serrinário Teológico da Andrews visão Norte-Americana, primariamente
Uriversity, Berrie:n Springs, Michigcm. Europa e América Latina. ±
..t;.:: :`L-:,`t.`r_i i::.!: ...1

Entre os programas do Seminário muito além do que ele antecipara. Preo-


que conünuavam atraindo a atenção in- cupado principalmente com os aspectos
ternacional, estavam os estudos arqueo- espirituais e práücos da profissionaliza-
lóãcos que, Siegffied Horn havia come- Ção, parecia não questionar a integridade
çado 30 anos antes. Lawrence T. Gefatv. essencial dos programas ministeriais de
um professor que ãeixou o Seminário treinamento, mas o transcorrer do tempo
para servir sucessivamente como dire- trouxe uma assinalada ênfase também so-
tor-geral do Atlantic Union College e da bre a erudição. Com o aumento contin
Universidade de La Sierra, herdou extra- dos níveis de alfabeüzação no mundo e a `
oficialmente o manto de Horn. Depois abundância de material de leitura
de começar o Projeto arqueoLóãco das membros tinham diante de si
Plani'cies de Madaba em Tell el-Umeiri, í' ventistas ao redor do mundo sem dúvida
]ordânia, em 1984, Geraqr supervisionou r:estavam muito teoló
to às minú-cias melhor informados
escavações em 1987, 1989, 1991, 1992 ue seus an-
e 1994. Embora ele considerasse suas
expedições um projeto adventista, am-
pliou a participação para incluir dezenas
de não-adventistas. Em 1992, participa- um ministério melhor preparado era algo
ram cerca de 80 arqueólogos, estudantes natural. Por mais importante que tenha
e leigos; a escavação seguinte, em 1994, se tornado esse aspecto da profissionali-
envolveu 120 participantes, dos quais em zação, os debates doutrinários ind_uzidos
ã®® tomo da metade eram adventistas. Gera- elos irmãos Brinsmead e Desmond Ford
q7 delegou a|gumas das tarefas adrinis- na década de 1950 e anos osteriores só
trativas do projeto a assistentes de outras serviram ara enfatizar o conselho i al-
faculdades adventistas e recrutou ajuda mente im ortante de Dariiells e outros
de universidades não-adventistas bem olaram ersistentemente a
como de jordanianos locais. p±Qfission4!jzaçãg:j±;\±mçp_çprnpromisso+es-
Provavelmente, a visão de Danieus de bem fimdamentado é básico ara
um ministério profissional tinha evolu'do um ministério bem-sucedido.

Leitura temátioa sugerida:

S e7minário Teológico e antecedentes:

L. E. Froom, Mo#c?Â#c7#/ o/ Déu#.#j/ (1971), p. 392~408 dá uma visão personalizada


da Associação Ministerial em seus primórdios.
E. K. Vandevere, rúG IJ7lz.jiz7oz22 JGGÁ3e~ (1972), p. 243-251, é uma exposição da
mudança do Semriário para Berrien Springs.
Russel Staples e Madelerie ]ohnston, "The Sevenh-day Advendst Seminary lnte-
grating Globalizaüon lnto the Total ljfe of the lnsütution", em Tlú%À2g.Íjz/Ec7#ftz#.o#, pri-
mavera de 1986, p. 109-117, descreve o caráter internacional do Seminário Adventista.
Rf'#.G2# éz#c7 HGÍzzÁJ, 3 e 10 de abril; 1, 8 e 15 de maio, 1930, provê uma série de rela-
tórios sobre o itinerário de A. G. Daniells em reuniões com obreiros sul-americanos.
4#47n%r U#z.#GÍT?.9J JGz%z.%cy J/z/c7z.GJ, outono de 1983, p. 205-238, descreve achados
arqueolóãcos na ]ordâria.