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IFAL

Auxiliar de Biblioteca

1. Biblioteca, centro de documentação e sistema de recuperação de informação. .............................. 1

2. Auxiliar de biblioteca: formação; atuação e legislação. .................................................................... 4

3. Bibliotecas acadêmicas, universitárias e especializadas: conceitos; finalidades; acervos; usuários;


mobiliários; materiais permanentes; materiais de consumo; e estruturas organizacionais. ..................... 10

4. Principais fontes de informação impressas e eletrônicas. .............................................................. 14

5. Formação e desenvolvimento de coleções: estudo de usuário; seleção; aquisição; avaliação e


desbastamento. ...................................................................................................................................... 17

6. Noções de tratamento da informação: registro; catalogação; classificação (Classificação Decimal de


Dewey e Classificação Decimal Universal); indexação; notação de autor; carimbo e etiquetagem......... 25

7. Noções de organização da informação: arranjos de estantes; armazenamento de fontes de


informação e arquivamento de fichas em catálogos (autor, título e assunto). ......................................... 46

8. Circulação de fontes de informação: empréstimo; devolução e reserva. ........................................ 54

9. Atendimento e orientação aos usuários. ........................................................................................ 61

10. Preservação e conservação de fontes de informação. ................................................................. 64

Candidatos ao Concurso Público,


O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas
relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom
desempenho na prova.
As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar
em contato, informe:
- Apostila (concurso e cargo);
- Disciplina (matéria);
- Número da página onde se encontra a dúvida; e
- Qual a dúvida.
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O
professor terá até cinco dias úteis para respondê-la.
Bons estudos!

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1. Biblioteca, centro de documentação e sistema de recuperação de
informação.

Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente
para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores @maxieduca.com.br

Contextualização1

A palavra BIBLIOTECA se origina do grego BIBLIOTHÉKE, que significa coleção pública ou privada
de livros e documentos congêneres, organizada para estudo, leitura e consulta.
No sentido contemporâneo, no entanto, engloba além dos livros, outros materiais como microfilmes,
revistas, gravações, slides, vídeo, cds, dvds, entre outros.
O material mais recente é o livro eletrônico – E-book.
O termo BIBLIOTECA também se refere às grandes coleções bibliográficas e por isto existem diversos
tipos de bibliotecas.

Segundo a UNESCO, biblioteca é uma coleção organizada de documentos de vários tipos, aliada a
um conjunto de serviços destinados a facilitar a utilização desses documentos, com a finalidade de
oferecer informações, propiciar a pesquisa e concorrer para a educação e o lazer.

Quanto aos objetivos, as bibliotecas podem ser divididas em duas partes:

- Bibliotecas de preservação: que guardam livros, manuscritos e outros documentos raros ou


acessíveis apenas a especialistas.
- Bibliotecas de circulação: abertas ao público em geral ou a um público específico e destinadas a
consultas e a empréstimos de obras.

A ciência da biblioteconomia é bastante abrangente e engloba muitos aspectos.

Ao se pensar na implantação de uma biblioteca, alguns aspectos precisam ser considerados. Dentre
eles, destacam-se:

ESPAÇO: refere-se geralmente a três aspectos: local destinado ao armazenamento da coleção ou


acervo; local destinado ao trabalho e local destinado ao atendimento e à consulta. A determinação correta
destes espaços exige a elaboração de fluxogramas que indiquem a circulação de pessoas, de obras,
percentagem de usuários simultâneos e a forma de utilização do acervo. Trata-se de um estudo e deve
ser pensado e desenvolvido como tal. O espaço deve ser sempre projetado para crescimento num prazo
de 10 anos. Em 10 anos a média de crescimento do acervo deve ser estimada em 50%.

LOCALIZAÇÃO: uma biblioteca deve ser localizada em área central com relação ao seu público. É
interessante levar-se em conta a necessidade de futuras ampliações. Recomenda-se que haja facilidade
de acesso e a biblioteca esteja em local longe de ruídos externos. MOBILIÁRIO: deve ser sólido, de fácil
manutenção e padronizado. É imprescindível a existência de balcões ou ilhas de atendimento, cadeiras,
mesas, estantes, fichários, balcões para terminais de consulta, vitrines para exposições, murais,
bibliocantos (suporte em L para segurar as obras nas prateleiras) e carrinhos para transporte das obras.
As estantes para o acervo geral devem possuir altura máxima de 1,80 m., largura de cerca de 1 m., cinco
a seis prateleiras reguláveis e removíveis. O espaço ideal entre as estantes é de 0,75 a 1m. As estantes
para o acervo de referência ou coleções de obras raras podem ter de 1 a 1,10 m. de altura, em virtude do
peso destas obras e as dificuldades de seu manuseio.

EQUIPAMENTOS: os principais são: ar condicionado (que deve ser dotado de compressor térmico
contra sobrecarga e superaquecimento, compressor lateral para diminuir o nível de ruído, timer

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SLEUTJES.M,H. NOÇÕES DE BIBLIOTECONOMIA. Biblioteca Virtual do NEAD/UFJF

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programável, 3 velocidades de refrigeração, um ventilador e um termostato), bebedouro, copiadora,
microcomputadores e impressoras, persianas, telefone, fax, TV, Vídeo, scanner.

ILUMINAÇÃO: a iluminação é importante tanto para as pessoas quanto para o acervo. A quantidade
máxima de radiação UV recomendada é de 75 UV (mm/lúmen). A luz solar direta deve ser evitada. O
ambiente deve ser claro e a iluminação compatível com a atividade de leitura impressa ou na tela.

PISOS E REVESTIMENTOS: a primeira recomendação é não esquecer que estantes e livros possuem
peso muito superior a uma pessoa e este peso é constante. Os seguintes fatores não podem deixar de
ser considerados: o piso ou revestimento deve ser capaz de absorver ruídos, não refletir luz, ser durável,
fácil de manter, atóxico e antiderrapante.

SINALIZAÇÃO: tem por objetivo orientar os usuários quanto aos serviços que a biblioteca oferece,
facilitando seu acesso, seu uso e dinamizando seu funcionamento. Chama-se sinalização direcional
aquela que tem por objetivo informar os pontos principais, materiais e serviços disponíveis, indicando o
caminho a seguir. A sinalização instrucional trabalha explicações de procedimentos, uso de materiais,
coleções, equipamentos. A sinalização reguladora demonstra o regulamento, fala do comportamento
adequado ou especifica horários. Existe também a sinalização de restrição, que é muito comum e, às
vezes, muito necessária (Não fume – Silêncio). Pode-se também utilizar uma sinalização de alerta para
chamar a atenção para alguma coisa.

SEGURANÇA: embora não exista uma estrutura de segurança completamente perfeita, alguns
aspectos precisam ser verificados. Numa biblioteca, paredes e portas corta-fogo são imprescindíveis,
assim como a presença de saídas de emergência. Os extintores de pó químico (para o acervo) e os usuais
são obrigatórios.

- Instalação elétrica: deve seguir as normas da NB –R 5410. A chave do serviço elétrico central deve
ser localizada de forma a permitir acesso fácil e imediato. Deve conter instruções para desligamento.

- Instalações hidráulicas: as tubulações de água não devem passar sobre as áreas de coleções e de
armazenamento de livros. As válvulas de fechamento de água devem estar indicadas. - Vigilância: hoje
se recomenda o uso de circuito fechado de TV para monitorar a biblioteca. Existem também diversos
sistemas antifurto disponíveis no mercado, semelhantes aos das lojas comerciais.

Os furtos de obras podem ser reduzidos pela proibição de entrada de usuários portando objetos
pessoais como livros, pastas, guarda-chuvas, cascos volumosos, etc.
O planejamento do guarda-volumes é uma exigência quando se quer ter bem organizadas as
condições de atendimento.

PRESERVAÇÃO DO ACERVO: denominamos de preservação do acervo toda ação que objetiva


salvaguardar as condições físicas dos materiais. Existe uma grande diferença entre preservação e
conservação de acervo. A preservação é a intervenção na estrutura dos materiais, visando conter a
deterioração dos mesmos. A conservação é preventiva e engloba melhorias no meio ambiente, nos meios
de acondicionamento e proteção das obras, visando retardar a degradação dos materiais.

Os agentes agressores mais comuns são: a acidez do papel; a poeira, a poluição atmosférica; a
umidade; a ação do tempo; os agentes biológicos (insetos, fungos e roedores); as variações de
temperatura ambiental; as radiações ultravioleta (UV); a ferrugem; o risco de incêndio e de inundações e
o próprio ser humano ainda bastante desinformado sobre as questões relativas à conservação do acervo
de uma biblioteca.
O expurgo de pragas deve ser feito periodicamente. Hoje se pode contar com o controle biológico de
pragas ou desinsetização atóxica, sem nenhum transtorno para a saúde humana. Recomendam-se
vistorias no acervo para manter a limpeza constante.

VENTILAÇÃO, UMIDADE E TEMPERATURA: Na biblioteca, a temperatura e a umidade do ar precisam


ser controladas. Segundo padrões internacionais, a temperatura ideal para conforto das pessoas é de 22
a 24º C.
Para os livros, a temperatura recomendada é de 16 a 19º C; para fotografias e filmes, é de 18 a 4º C.

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A duração média de um livro é diretamente ligada ao grau de temperatura ambiente. Estudos provaram
que a simples diminuição de 2º C na temperatura de alguns acervos resultou em longevidade sete vezes
maior para os livros.

Todas as oscilações de temperatura devem ser evitadas. A umidade é considerada inimiga das
coleções bibliográficas. Quando em excesso, propicia a formação de mofo. Quando muito baixa, produz
ressecamento do papel. O grau de umidade indicado é de 30% a 60%. Uma boa ventilação também é
imprescindível. O ar deve ser constantemente renovado.

Antes que um livro possa estar disponível para consulta numa biblioteca, ele passa por uma série de
setores ou etapas. Dependendo do tamanho da biblioteca, estes setores estarão funcionando mais
estreitamente ou mais separadamente; mas, funcionam sempre como um sistema, um organismo vivo,
no qual cada parte depende da outra para se alcançar os objetivos pretendidos. De um modo geral, os
setores principais são: Seleção, Aquisição e Registro; Processamento técnico; Serviço de
referência; Secretaria e Direção.

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO EXTERNO E INTERNO: A biblioteca nunca pode apresentar a


dinâmica de uma ilha. Os responsáveis pelo funcionamento de uma biblioteca têm por obrigação
desenvolver um sistema de comunicação externo e interno eficiente para permitir a realização das
atividades programadas para este espaço. Devem utilizar-se – para tal – do telefone, do fax, da Internet,
da Intranet (rede institucional), dos memorandos e das reuniões.

Vale acrescentar, no contexto atual que o volume de informações geradas e consumidas vêm
aumentando aceleradamente, o que torna a Tecnologia da Informação uma das principais ferramentas a
serem utilizadas para a biblioteca para obtenção de ganhos de qualidade e produtividade, considerando
sua rapidez e confiabilidade. Neste contexto, o Serviço de Recuperação da Informação (SRI) deve
atender às necessidades específicas dos usuários, permitindo ao máximo o acesso a informações
relevantes. Com a necessidade de colocar a informação ao alcance dos usuários e, aliado ao fato do
aumento do volume de publicações em todas as áreas, de maneira em geral, o Serviço de Informação da
Biblioteca torna-se indispensável para gerenciar, disseminar e recuperar toda informação solicitada em
tempo hábil.
Questões

01. (FUNDASUS - Assistente de Biblioteca – AOCP/2015) Preencha a lacuna e assinale a alternativa


correta.
De acordo com a UNESCO, _____________ é uma coleção organizada de documentos de vários
tipos, aliada a um conjunto de serviços destinados a facilitar a utilização desses documentos, com a
finalidade de oferecer informações, propiciar a pesquisa e concorrer para a educação e o lazer.
(A) Biblioteca.
(B) Biblioteca escolar.
(C) Biblioteca pública.
(D) Biblioteca nacional.
(E) Biblioteca universitária.

02. (IF-PB - Auxiliar de Biblioteca - IF-PB/2015) Não se constitui objetivo da biblioteca:


(A) Adquirir, organizar documentos e difundir as informações registradas, servindo, necessariamente,
de apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão da instituição.
(B) Promover programas de orientação ao usuário na busca da informação.
(C) Promover a leitura e o uso do livro.
(D) Proporcionar aos usuários materiais diversos e serviços bibliotecários adequados ao seu
aperfeiçoamento e desenvolvimento individual.
(E) Avaliar, selecionar e armazenar documentos, tendo em vista sua preservação.

Respostas
01. Resposta: A
Trata-se da definição da UNESCO para a biblioteca. Importante conhecer tal definição.

02. Resposta: E
A única assertiva que não se trata de um objetivo da biblioteca é a alternativa E.

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2. Auxiliar de biblioteca: formação; atuação e legislação.

A profissão do bibliotecário2

O bibliotecário é o profissional que administra uma biblioteca ou membro do corpo de profissionais de


uma biblioteca. São profissionais liberais, podendo ser bacharéis, mestres ou doutores; e possuem a
função é tratar a informação, tornando-a acessível em nas plataformas informatizadas. As áreas de
atuação dos bibliotecários abrangem bibliotecas públicas e privadas, centros de informação, redes de
dados e sistemas de informações. O bibliotecário é considerado um profissional da informação e, para
que exerça sua profissão legalmente, precisa de bacharelado em Biblioteconomia ou outros cursos como
Gestão da Informação, Documentação ou Ciência da Informação.
O bibliotecário domina técnicas de classificação, organização, conservação e divulgação do acervo de
bibliotecas ou centros de documentação. Este profissional trabalha como um administrador de dados, que
processa e divulga a informação. Ele cataloga e armazena as informações e orienta na busca e seleção.
Analisa e organiza livros, revistas, documentos, fotos, filmes e vídeos.
É de sua responsabilidade planejar, implementar e gerenciar sistemas de informação, além
de preservar os suportes (mídias) para que resistam ao tempo e ao uso. Trabalha em bibliotecas públicas,
escolares ou particulares, centros de documentação, arquivos, museus, centros culturais, editoras,
provedores de internet, ONGs, clubes e associações. Nos últimos tempos, a atuação do profissional de
biblioteconomia tem se voltado cada vez mais para a criação e a manutenção de arquivos digitais e para
a montagem de bancos de dados em computadores, empregando para isso os sistemas de informática e
a internet. O licenciado está apto a dar aulas no ensino técnico para formar bibliotecários.3

Auxiliar de Biblioteca4

O Auxiliar de Biblioteca é todo profissional que executa atividades de nível médio relativas à execução
de trabalhos de rotina de uma biblioteca, centro de documentação e/ou em setor similar. É a pessoa que
participa ativamente da vida da biblioteca, trabalhando em seus vários setores, realizando diferentes
tarefas, responsabilizando-se pela transmissão aos usuários das informações coletadas pelo
bibliotecário. O cargo de Auxiliar de Biblioteca, embora seja responsável por atividades importantes para
o funcionamento da Biblioteca, não requer formação de nível superior, ficando, no entanto o seu ocupante
sob a supervisão do Bibliotecário.

Principais Atividades5

As principais atividades do Auxiliar de Biblioteca podem ser classificadas da seguinte forma:

Aquisição
Um dos muitos trabalhos em uma biblioteca é adquirir material para que seu acervo esteja sempre
atualizado e que atenda às necessidades do leitor.
As tarefas do auxiliar de biblioteca para realização deste objeto são:
- manter catálogo de sugestão, preenchendo a ficha d aquisição;
- verificar se a obra a ser adquirida já existe na biblioteca;
- manter catálogo de editores e livrarias atualizados;
- receber e organizar as obras que são enviadas pelas editoras, as oferecidas para compra e as
recebidas por doação;
- organizar em arquivos as notas fiscais de material adquirido por compra;
- receber e verificar se as obras adquiridas não apresentam defeitos de impressão.

2
Infoescola. Disponível em: http://www.infoescola.com/profissoes/bibliotecario/
3
Manual do Estudante: Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/comunicacao-informacao/biblioteconomia-
684508.shtml
4
OLIVEIRA, A. A; OLIVEIRA, R. A; Silvana Regina MARTINS, S. R; ALVARENGA, V. C. III Simpósio de Formação de Professores de
Juiz de Fora - 22 a 24/09/2005 Mini-curso: Organizando e Ativando a Biblioteca Escolar: desafios e propostas para a escola contemporânea
5
CAIADO, B. C; ROCHA, E. G. Noções de Biblioteconomia.

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Registro
Os livros adquiridos, seja por compra, permuta ou doação, devem passar por um exame completo,
para verificar se estão em perfeitas condições. Após executar este exame, o auxiliar á poderá registrar o
material através:
- do lançamento no Livro de Tombo, ou sistema eletrônico da biblioteca, das informações que
identificam a obra e dar-lhe o número de registro ou tombo, que é crescente, contínuo e progressivo de
ano para ano.

Descarte
Tem como objetivo retirar, do acervo da biblioteca, os livros, folhetos e periódicos desatualizados, em
duplicatas ou danificados sem condições de recuperação.
São critérios para o descarte a atualização, a utilidade e o valor histórico.
Procede-se à baixa do material bibliográfico descartado fazendo-se as devidas anotações no livro de
registro ou no sistema eletrônico.

Processamento Técnico
O desenvolvimento das tarefas realizadas na Seção de Processamento Técnico é que tornará as
informações contidas em uma obra, recuperáveis; daí a necessidade de que essas tarefas sejam
realizadas com segurança. Sendo necessário conhecer o material que deverá compor o acervo, o qual
será trabalhado para o uso do leitor.

Pesquisa
Uma das solicitações do usuários de uma biblioteca é o pedido de que seja elaborada uma pesquisa
sobre determinado assunto. O bibliotecário, então, faz o levantamento bibliográfico, ou seja, reúne as
obras que tratam de um determinado assunto solicitado.
O auxiliar, por sua vez, listará essas obras que o bibliotecário reuniu em ordem alfabética do autor, e
seguindo as regras de referência bibliográfica definidas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas
Técnicas.

Preservação, Conservação e Restauração de Documentos


Aqueles que trabalham com documentos sabem que é necessário muitos cuidados para que não seja
preciso restaurá-los. Mas, o próprio manuseio constantes e o armazenamento de forma inadequada
acaba trazendo problemas para os documentos.

Podemos identificar os inimigos mais comuns dos materiais bibliográficos. São eles:
-Agentes físicos: temperatura, umidade e luz.
-Agentes químicos: poluição atmosférica, poeira e acidez.
-Agentes biológicos: microorganismo (fungos e bactérias), insetos, ação do homem, desastres, etc.
-A seção de preservação, conservação e restauração de documentos deve tomar medidas de controle
e prevenção, e atentar para o acondicionamento de ar, limpeza, controle de luz, insetos e microrganismos,
encadernar e armazenar adequadamente os documentos.

Automação
Atualmente, com a utilização do computador os serviços de tratamento, armazenagem e recuperação
de informações, facilitam agilizam o acesso à informação.
Nos dias de hoje o usuário não consulta a biblioteca, mas as bases de dados armazenadoras de
informações sobre determinado assunto ou área. O acesso pode ser feito da própria residência ou
escritório do usuário, não necessitando estar fisicamente presente no local onde está o acervo. São as
bibliotecas virtuais.
O acesso rápido, via computador, permite maior racionalização e agilização na recuperação de
informações, pois permite intercâmbio maior entre as bibliotecas.
A automação é uma ferramenta importante na biblioteca pois provoca maior eficiência e eficácia nos
serviços: desde o gerenciamento com programas específicos, desenvolvidos até o acesso a redes
nacionais e internacionais ou consultas a catálogos em linha e sistema de empréstimo e devolução de
documentos.
O avanço tecnológico e o uso do computador nos serviços de biblioteca não mudaram as funções
tracionais da biblioteca de reunir, organizar e difundir o conhecimento, mas, apresentaram uma nova
tendência: acervo pequenos, para uma clientela bem definida e a complementação de seus acervos com
recursos bibliográficos disponíveis em outras bibliotecas.

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LEI Nº 4.084, DE 30 DE JUNHO DE 1962.

Dispõe sobre a profissão de bibliotecário e regula seu exercício

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu


sanciono a seguinte Lei:
O CONGRESSO NACIONAL DECRETA:

Do Exercício da Profissão de Bibliotecário e das suas Atribuições

Art 1º A designação profissional de Bibliotecário, a que se refere o quadro das profissões liberais, grupo
19, anexo ao Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 (Consolidação das Leis do Trabalho), é privativa
dos bacharéis em Biblioteconomia, de conformidade com as leis em vigor.

Art 2º O exercício da profissão de Bibliotecário, em qualquer de seus ramos, só será permitido:


a) aos Bacharéis em Biblioteconomia, portadores de diplomas expedidos por Escolas de
Biblioteconomia de nível superior, oficiais, equiparadas, ou oficialmente reconhecidas;
b) aos Bibliotecários portadores de diplomas de instituições estrangeiras que apresentem os seus
diplomas revalidados no Brasil, de acordo com a legislação vigente.
Parágrafo único. Não será permitido o exercício da profissão aos diplomados por escolas ou cursos
cujos estudos hajam sido feitos através de correspondência, cursos intensivos, cursos de férias etc.

Art. 3º. Para o provimento e o exercício de cargos técnicos de Bibliotecários, Documentalistas e


Técnicos de Documentação, na administração pública federal, estadual ou municipal, autárquica,
paraestatal, nas empresas de economia mista ou nas concessionárias de serviços públicos, é obrigatória
a apresentação de diploma de Bacharel em Biblioteconomia, respeitados os direitos dos atuais ocupantes.
(Redação dada pela Lei nº 7.504, de 1986)

Art 4º Os profissionais de que trata o art. 2º, letras a e b desta lei, só poderão exercer a profissão após
haverem registrado seus títulos ou diplomas na Diretoria de Ensino Superior do Ministério da Educação
e Cultura.

Art 5º O certificado de registro ou a apresentação do título registrado, será exigido pelas autoridades
federais, estaduais ou municipais para assinatura de contratos, termos de posse, inscrição em concursos,
pagamentos de licenças ou imposto para exercício da profissão e desempenho de quaisquer funções a
esta inerentes.

Art 6º São atribuições dos Bacharéis em Biblioteconomia, a organização, direção e execução dos
serviços técnicos de repartições públicas federais, estaduais, municipais e autárquicas e empresas
particulares concernentes às matérias e atividades seguintes:
a) o ensino de Biblioteconomia;
b) a fiscalização de estabelecimentos de ensino de Biblioteconomia reconhecidos, equiparados ou em
via de equiparação.
c) administração e direção de bibliotecas;
d) a organização e direção dos serviços de documentação.
e) a execução dos serviços de classificação e catalogação de manuscritos e de livros raros e
preciosos, de mapotecas, de publicações oficiais e seriadas, de bibliografia e referência.

Art 7º Os Bacharéis em Biblioteconomia terão preferência, quanto à parte relacionada à sua


especialidade nos serviços concernentes a:
a) demonstrações práticas e teóricas da técnica biblioteconômica em estabelecimentos federais,
estaduais, ou municipais;
b) padronização dos serviços técnicos de biblioteconomia;
c) inspeção, sob o ponto de vista de incentivar e orientar os trabalhos de recenseamento, estatística e
cadastro das bibliotecas;
d) publicidade sobre material bibliográfico e atividades da biblioteca;
e) planejamento de difusão cultural, na parte que se refere a serviços de bibliotecas;
f) organização de congresso, seminários, concursos e exposições nacionais ou estrangeiras, relativas
a Biblioteconomia e Documentação ou representação oficial em tais certames.

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DOS CONSELHOS DE BIBLIOTECONOMIA

Art 8º A fiscalização do exercício da Profissão do Bibliotecário será exercida pelo Conselho Federal de
Biblioteconomia e pelos Conselhos regionais de Biblioteconomia, criados por esta lei.

Art 9º O Conselho Federal de Biblioteconomia e os Conselhos Regionais de Biblioteconomia são


dotados de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e patrimonial.

Art 10. A sede do Conselho Federal de Biblioteconomia será no Distrito Federal.

Art 11. O Conselho Federal de Biblioteconomia será constituído de brasileiros natos ou naturalizados
e obedecerá à seguinte composição:
a) um Presidente, nomeado pelo Presidente da República e escolhido dentre os nomes constantes da
lista tríplice organizada pelos membros do Conselho; (Vide Decreto nº 86.593, de 1981)
b) seis (6) conselheiros federais efetivos e três (3) suplentes, escolhidos em assembleia constituída
por delegados-eleitores de cada Conselho Regional de Biblioteconomia.
c) seis (6) conselheiros federais efetivos, representantes da Congregação das Escolas de
Biblioteconomia do Distrito Federal e de todo o Brasil, cujos nomes, serão encaminhados pelas Escolas
em listas tríplices, ao Conselho de Biblioteconomia.
Parágrafo único. O número de conselheiros federais poderá ser ampliado de mais de três, mediante
resolução do Conselho Federal de Biblioteconomia, conforme necessidades futuras.

Art 12. Dentre os seis conselheiros federais efetivos de que trata a letra b do art. 11 da presente Lei,
quatro devem satisfazer as exigências das letras a e b e dois poderão ser escolhidos entre os que se
enquadram no art. 4º desta mesma Lei.
Parágrafo único. Na escolha dos dois (2) conselheiros federais efetivos de que trata o art. 11 da
presente Lei, haverá preferência para os titulares que exerçam cargos de chefia ou direção.

Art 13. Os 3 suplentes indicados na letra b do art. 11, só poderão ser escolhidos entre os que se
enquadram nas letras a e b do art. 1º da presente Lei.

Art 14. O mandato do Presidente, dos Conselheiros federais efetivos e dos suplentes terá a duração
de 3 (três) anos.

Art 15. São atribuições do Conselho Federal de Biblioteconomia:


a) organizar o seu Regimento Interno;
b) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais, modificando o que se
tornar necessário, com a finalidade de manter a unidade de ação;
c) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais de
Biblioteconomia, promovendo as providências que se fizerem necessárias, tendentes a favorecer a
homogeneidade de orientação dos serviços de biblioteconomia;
d) julgar, em última instância os recursos das deliberações dos Conselhos Regionais de
Biblioteconomia;
e) publicar o relatório anual dos seus trabalhos e, periodicamente, a relação de todos os profissionais
registrados;
f) expedir as resoluções que se tornem necessárias para a fiel interpretação e execução da presente
Lei;
g) propor ao Governo Federal as modificações que se tornarem convenientes para melhorar a
regulamentação do exercício da profissão de Bibliotecário;
h) deliberar sobre questões oriundas do exercício de atividades afins à especialidade do bibliotecário;
i) convocar e realizar, periodicamente, congressos de conselheiros federais para estudar, debater e
orientar assuntos referentes a profissão.
Parágrafo único. As questões referentes às atividades afins com as de outras profissões serão
resolvidas através de entendimentos com as entidades reguladoras dessas profissões.

Art 16. O Conselho Federal de Biblioteconomia só deliberará com a presença mínima de metade mais
um de seus membros.
Parágrafo único. As resoluções a que se refere a alínea f do art. 15, só serão válidas quando aprovadas
pela maioria dos membros do Conselho Federal de Biblioteconomia.

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Art 17. Ao Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia compete, até julgamento da direção do
Conselho, a suspensão de decisão que o mesmo tome e lhe pareça inconveniente.
Parágrafo único. O ato de suspensão vigorará até o novo julgamento do Conselho, caso para o qual
o presidente convocará segunda reunião no prazo de 30 (trinta dias) contados do seu ato. Se no segundo
julgamento o Conselho mantiver por dois terços de seus membros a decisão suspensa, esta entrará em
vigor imediatamente.

Art 18. O Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia é o responsável administrativo pelo


Conselho Federal de Biblioteconomia inclusive pela prestação de contas, perante o órgão competente.

Art 19. O Conselho Federal de Biblioteconomia fixará a composição dos Conselhos Regionais de
Biblioteconomia, procurando organizá-los à sua semelhança: promoverá a instalação de tantos órgãos
quantos forem julgados necessários fixando as suas sedes e zonas de jurisdição.

Art 20. As atribuições dos Conselhos Regionais de Biblioteconomias são as seguintes:


a) registrar os profissionais de acordo com a presente Lei e expedir carteira profissional;
b) examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações
desta Lei e decidir, com recurso, para o Conselho Federal de Biblioteconomia.
c) fiscalizar o exercício da profissão, impedindo e punindo as infrações à Lei, bem como enviando as
autoridades competentes, relatórios documentados sobre fatos que apurarem e cuja solução não seja de
sua alçada;
d) publicar relatórios anuais dos seus trabalhos, e periodicamente, relação dos profissionais
registrados.
e) organizar o regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal de Biblioteconomia.
f) apresentar sugestões ao Conselho Federal de Biblioteconomia;
g) admitir a colaboração das Associações de Bibliotecários, nos casos das matérias das letras
anteriores;
h) eleger um delegado-eleitor para a Assembleia, referida na letra b do art. 11.

Art 21. A escolha dos conselheiros regionais efetuar-se-á em assembleias realizadas nos Conselhos
Regionais, separadamente por delegados das Escolas de Biblioteconomia e por delegados eleitos pelas
Associações de Bibliotecários, devidamente registrados no Conselho Regional respectivo.
Parágrafo único. Os diretores de Escolas de Biblioteconomia e os Presidentes das Associações de
Bibliotecários são membros natos dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia.

Art 22. Todas as atribuições referentes ao registro, à fiscalização e à imposição de penalidades, quanto
ao exercício da profissão de Bibliotecários, passam a ser da competência dos Conselhos Regionais de
Biblioteconomia.

Art 23. Os Conselhos Regionais de Biblioteconomia poderão, por procuradores seus, promover perante
o Juiz da Fazenda Pública e mediante o processo de executivo fiscal, a cobrança das penalidades ou
anuidades previstas para a execução da presente Lei.

Art 24. A responsabilidade administrativa de cada Conselho Regional cabe ao respectivo presidente,
inclusive a prestação de contas perante o órgão federal competente.

Art 25. O Conselho federal ou regional que, durante um ano faltar, sem licença prévia dos respectivos
Conselhos, a seis (6) sessões consecutivas ou não, embora com justificação, perderão, automaticamente,
o mandato que passará a ser exercido, em caráter efetivo, pelo respectivo suplente.

AS ANUIDADES E TAXAS

Art 26. O Bacharel em Biblioteconomia, para o exercício de sua profissão é obrigatório ao registro no
Conselho Regional de Biblioteconomia a cuja jurisdição estiver sujeito, ficando obrigado ao pagamento
de uma anuidade ao respectivo Conselho Regional de Biblioteconomia até o dia 31 de março de cada
ano, acrescida de 20% (vinte por cento) de mora, quando for deste prazo.

Art 27. Os Conselhos Regionais de Biblioteconomia cobrarão taxas pela expedição ou substituição de
carteiras profissionais e pela certidão referente à anotação de função técnica.

. 8
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Art 28. O Poder Executivo proverá em decreto, a fixação das anuidades e taxas a que se referem os
artigos 26, 29 e 30 e sua alteração só poderá ter lugar com intervalos não inferiores a três anos, mediante
proposta do Conselho Federal de Biblioteconomia.

Art 29. Constitui renda do Conselho Federal de Biblioteconomia o seguinte:


a) 1/4 da taxa de expedição da carteira profissional;
b) 1/4 da anuidade de revogação do registro;
c) 1/4 das multas aplicadas de acordo com a presente Lei;
d) doações;
e) subvenções dos governos;
f) 1/4 da renda de certidões.

Art 30. A renda de cada Conselho Regional de Biblioteconomia será constituída do seguinte:
a) 3/4 da renda proveniente da expedição de carteiras profissionais;
b) 3/4 da anuidade de renovação de registro;
c) 3/4 das multas aplicadas de acordo com a presente lei;
d) doações;
e) subvenções dos governos;
f) 3/4 da renda das certidões.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art 31. Os presidentes dos Conselhos Federal e Regionais de Biblioteconomia prestarão anualmente
suas contas perante o Tribunal de Contas da União.
§ 1º A prestação de contas do presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia será feita
diretamente ao referido Tribunal, após aprovação do Conselho.
§ 2º A prestação de contas dos presidentes dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia, será feita
ao referido Tribunal por intermédio do Conselho Federal de Biblioteconomia.
§ 3º Cabe aos presidentes de cada Conselho a responsabilidade pela prestação de contas.

Art 32. Os casos omissos verificados nesta lei serão resolvidos pelo Conselho Federal de
Biblioteconomia.

DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art 33. A Assembleia que se realizar para a escolha dos seis (6) primeiros conselheiros efetivos e dos
três (3) primeiros conselheiros suplentes do Conselho Federal de Biblioteconomia, previsto na
conformidade da letra b do art. 11 desta Lei, será presidida pelo consultor técnico do Ministério do
Trabalho e Previdência Social e se constituirá dos delegados eleitores, dos representantes das
Associações de classe, das Escolas de Biblioteconomia, eleitos em assembleias das respectivas
instituições por voto secreto e segundo às formalidades estabelecidas para a escolha de suas diretorias
ou órgãos dirigentes.
§ 1º Cada Associação de Bibliotecários indicará um único delegado eleitor que deverá ser,
obrigatoriamente, sócio efetivo e no pleno gozo de seus direitos sociais, e profissional de biblioteconomia
possuidor de diploma de bibliotecário.
§ 2º Cada Escola ou Curso de Biblioteconomia se fará representar por um único delegado-eleitor,
professor em exercício, eleito pela respectiva congregação.
§ 3º Só poderá ser eleito na assembleia a que se refere este artigo, para exercer o mandato de
conselheiro federal de biblioteconomia o profissional que preencha as condições estabelecidas no art. 13
da presente Lei.
§ 4º As Associações de Bibliotecários, para obterem seus direitos de representação na assembleia a
que se refere este artigo, deverão proceder dentro do prazo de noventa (90) dias, a partir da data desta
Lei, ao seu registro prévio perante o consultor técnico do Ministério do Trabalho e Previdência Social,
mediante a apresentação de seus estatutos e mais documentos julgados necessários.
§ 5º Os seis conselheiros referidos na letra c) do art. 11 da presente lei, serão credenciados pelas
respectivas Escolas, junto ao consultor técnico do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

. 9
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Art 34. O Conselho Federal de Biblioteconomia procederá na sua primeira sessão ao sorteio dos
conselheiros federais de que trata a letra c do art. 11 desta Lei e que deverão exercer o mandato por três
(3) anos.

Art 35. Em assembleia dos conselheiros federais efetivos eleitos na forma do art. 11, presidida pelo
Consultor Técnico do Ministério do Trabalho e Previdência Social, serão votados os tríplices a que se
refere a letra a do art. 11, da presente Lei para escolha do primeiro presidente do Conselho Federal de
Biblioteconomia.

Art 36. Durante o período da organização do Conselho Federal de Biblioteconomia, o Ministro do


Trabalho e Previdência Social designará um local para sua sede, e, à requisição do presidente deste
Conselho fornecerá o material e pessoal necessários ao serviço.

Art 37. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 30 de junho de 1962; 141º da Independência e 74º da República.


JOÃO GOULART

Questão

01. (UEPB – Auxiliar de Biblioteca – Paq TcPB-4/2012) São tarefas do auxiliar de biblioteca:
(A) Realizar aquisição de acervos e equipamentos.
(B) Elaborar o regimento interno da biblioteca.
(C) Catalogar e normalizar os documentos.
(D) Não explicar o funcionamento da biblioteca aos usuários.
(E) Conferir os pedidos de aquisição de material bibliográfico chegado à biblioteca.

Resposta

01. Resposta: E.
Depois de feita a compra e dos livros adquiridos terem sido entregues à biblioteca com uma cópia da
nota fiscal, o encarregado da biblioteca deverá conferir se todos os livros que constam da nota foram
entregues, e se estão em perfeito estado.

3. Bibliotecas acadêmicas, universitárias e especializadas: conceitos;


finalidades; acervos; usuários; mobiliários; materiais permanentes;
materiais de consumo; e estruturas organizacionais.

Prezado candidato(a), informamos que bibliotecas universitárias e acadêmicas tratam-se de um


mesmo conceito. Sendo assim, trataremos das bibliotecas universitárias ou acadêmicas como um
primeiro tipo de biblioteca, e em seguida, abordaremos as bibliotecas especializadas.

Biblioteca Universitária ou acadêmica6


Tem por objetivo apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão científicas por meio de seu
acervo e dos seus serviços. Atende alunos, professores, pesquisadores e comunidade acadêmica em
geral. É importante ressaltar que as bibliotecas Universitárias públicas são de livre acesso por parte da
população. É vinculada a uma unidade de ensino superior, podendo ser uma instituição pública ou
privada. A Biblioteca Universitária dá continuidade ao trabalho iniciado pela Biblioteca Escolar.
As bibliotecas são equipamentos sociais de uso coletivo. Neste sentido, cresce a responsabilidade das
bibliotecas de garantir o acesso ao público, sendo 10 assim, tanto as bibliotecas como as universidades
são pontos de convergência de ideias e distribuição dos saberes, onde todas as formas de conhecimento
podem dialogar, desenvolvendo as peculiaridades de cada região onde estiverem estabelecidas. Na

6
SANTOS, M. B. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: ACESSO À INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO. XVII Seminário Nacional de bibliotecas
Universitárias, 2012.
Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Disponível em: http://snbp.culturadigital.br/tipos-de-bibliotecas/

. 10
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estrutura organizacional da biblioteca universitária, verifica-se que há significativa parcela de tarefas
repetitivas e monótonas.
A informatização resolve boa parte dos problemas, realizando de forma rápida e eficiente o trabalho
de rotina, liberando o bibliotecário para desenvolver outros serviços. Mas, quando a biblioteca é um
sistema ou uma rede normalmente gera centralização de processamento ou controle do acervo, conforme
a distribuição das responsabilidades; uma parte das bibliotecas reduz as atividades e outras acumulam
funções, principalmente as bibliotecas centrais.
Compartilha-se da ideia defendida por Miranda (1980, p.20) “A informatização na biblioteca, se não
tiver outros méritos, já vale apenas pela libertação do bibliotecário das tarefas burocráticas e rotineiras e
para que desenvolva seu potencial como agente disseminador da informação”. Diante desta realidade,
percebe-se que as bibliotecas universitárias detêm um papel essencial nos processos de pesquisa da
comunidade acadêmica, uma vez que a biblioteca tem a posse do conhecimento universitário; sua
principal função é ser intermediária entre o conhecimento científico e o tecnológico em apoio a seus
usuários. Desse modo, a biblioteca universitária deve estar preparada para atender a demanda de
pesquisas e levantamentos bibliográficos e técnicos, visando suprir os projetos em desenvolvimento na
universidade.
É necessário analisar o papel das bibliotecas universitárias, principalmente na sua inserção nos
projetos em desenvolvimento como um elemento de cooperação técnica e científica. Assim, os recursos
humanos e financeiros devem estar previstos nos projetos, visando principalmente à melhoria dos
acervos, para que possam responder as necessidades específicas de cada projeto. Entre as principais
funções da biblioteca universitária, podem ser mencionado, o repositório do acervo, a disseminadora de
informação e conhecimento e o elo de ligação entre o conhecimento e o usuário final; essas funções
continuam importantes mesmo depois da Internet, tecnologia que contempla pequena parte do
conhecimento especializado.
Nesse contexto, percebe-se que a biblioteca universitária é o principal recurso para facilitar o acesso
à informação. Assim, é visível a necessidade de inserir a biblioteca como coparticipante nos projetos da
universidade visando melhorar o acervo documental, as bases de dados e os demais serviços
indispensáveis à comunidade acadêmica. É preciso ressaltar, no âmbito das universidades públicas, a
necessidade do aperfeiçoamento da estrutura administrativa que influencia os serviços bibliotecários, a
fim de torná-los mais eficientes e ágeis atendendo as necessidades dos usuários.
Destaca-se que o Ministério da Educação recomenda a aquisição de 1 exemplar para 10 alunos
matriculados por disciplina. É importante acompanhar o crescimento da instituição, observando o
surgimento de novos cursos, como também a ampliação na oferta de vagas.

Quanto aos usuários da biblioteca universitária:


- Usuários regulares - professores (efetivos, substitutos, visitantes, adjuntos, etc.), estudantes de
graduação e de pós-graduação e funcionários técnico-administrativos da instituição.
- Usuários especiais - bolsistas da CAPES e do CNPq e pessoas ligadas a convênios executados pela
Universidade, assim considerados por solicitação de Diretor de Centro ou Faculdade, e alunos de cursos
especiais, por indicação dos respectivos coordenadores.
- Estudantes Estrangeiros

Quanto a seus setores (sua organização e estrutura)


Administração
É o setor da Biblioteca que planeja, organiza e gerencia todas as atividades, serviços e pessoal da
biblioteca. Define políticas, elabora planos e programas, articula com outras bibliotecas e representa a
biblioteca perante a comunidade. Responsável também pela aquisição dos acervos.

Processamento Técnico
É o setor responsável pela preparação dos materiais (livros, teses, anais, partituras) para serem
utilizados. Este processo define o lugar (endereço) dos livros nas estantes, agrupando-os por assunto, e
descreve os principais dados das obras (autor, título, edição, local, editora, ano).

Referência
Este setor orienta os leitores no uso dos serviços e materiais da biblioteca e auxilia o usuário na busca
de informações.
Oferece também serviços personalizados, como: levantamento bibliográfico, normalização
bibliográfica, sumários correntes e COMUT (Programa de Comutação Bibliográfica – COMUT é uma rede

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de serviços que permite a obtenção de cópias de documentos técnico-científicos disponíveis em acervos
de bibliotecas de todo o Brasil).

Circulação
Possibilita a consulta e o empréstimo de materiais de acordo com as normas estabelecidas. Mantém
a ordem no recinto e orienta usuários na busca de informações nas estantes e utilização de catálogos.

Biblioteca Especializada7

Falando do acervo como fator principal da diferença entre as bibliotecas especializadas e as demais
Ashworth (1967, p. 632 ) diz que: "A biblioteca especializada é uma biblioteca quase exclusivamente
dedicada a publicações sobre um assunto ou sobre um grupo de assuntos em particular. Inclui também
coleções de um espécie particular de documentos ".
Voltada a um campo específico do conhecimento. Seu acervo e seus serviços atendem às
necessidades de informação e pesquisa de usuários interessados em uma ou mais áreas específicas do
conhecimento. É vinculada a uma instituição pública, ou privada podendo também se caracterizar como
uma biblioteca universitária, quando vinculada a uma unidade de ensino superior.
Os bibliotecários especialistas precisam possuir o conhecimento na área específica a que se destina
a coleção, ou seja, qualificação profissional através de treinamentos específicos para a área de atuação,
bem como adequar suas ações ao contexto, visto que a grande maioria dos Cursos de Graduação em
Biblioteconomia forma bibliotecários generalistas
Miranda (2007, p. 92) indaga que “nas bibliotecas especializadas uma quantidade superior de
documentos não convencionais, exigindo dos bibliotecários um maior empenho na busca, obtenção e
processamento técnico desses materiais.”
Existem bibliotecas públicas especializadas em literatura infantil e, por isso, costumam ser
denominadas Bibliotecas Infantis. Outras especializadas no atendimento a pessoas com necessidades
especiais e por isso denominadas Bibliotecas Especiais.

A biblioteca especializada tem como finalidade o armazenamento, a organização e a disseminação


das informações afins do local onde esta biblioteca está inserida.
Rosseto (1994) alerta que para as bibliotecas conseguirem atingir seus objetivos é necessário a
automação dos serviços de circulação, catalogação e de referência visando agilidade e confiança dos
usuários. Burstein et ai. (1977) colocam que a biblioteca especializada tem funções mais específicas,
como recreação, educação continuada e aperfeiçoamento profissional, cultural e social dos seus usuários.
A biblioteca especializada tem ainda a função de investimento educacional, cultural e social, o qual é
um importante fator para a motivação individual do usuário.
Neste sentido, pode-se dizer que a Biblioteca especializada adota como funções:
-Aquisição de informações pertinentes à especialidade da biblioteca e a de seus pesquisadores;
-Organização do acervo e/ou as informações;
-Análise das informações quanto à pertinência e atualidade;
-Síntese e disseminação das informações;
-Criação e disponibilização de produtos e serviços.

Atualmente, existem bibliotecas tão especializadas que só concentram informação, por exemplo, sobre
determinado grupo de animais ou plantas. Para além disso, os bibliotecários encontram-se muitas vezes
agrupados em associações nas quais discutem as formas de melhorar a organização e classificação
científica dos documentos que se encontram à sua guarda.
As bibliotecas especializadas têm características peculiares, principalmente em relação ao acervo.
Este destaca-se, se comparado aos modelos de bibliotecas tradicionais (bibliotecas públicas e escolares),
e mesmo às bibliotecas universitárias, por revelar um carácter mais seletivo e atual, com seus acervos
mais diversificados em termos de áreas de conhecimento. As primeiras bibliotecas especializadas
organizaram-se nas universidades que, desde cedo, se organizaram em departamentos especializados
ou faculdades e, cada um destes iniciou a coleção de documentos relativos à sua área específica.
Provavelmente, as primeiras bibliotecas especializadas surgiram na área da medicina, uma vez que, por
exemplo a matemática se desenvolveu inicialmente ligada à filosofia, portanto com necessidade de
informações de vários campos do saber.

7
SALASÁRIO, M. G. C. BIBLIOTECA ESPECIALIZADA E INFORMAÇÃO: DA TEORIA CONCEITUAL À PRÁTICA NA BIBLIOTECA DO
LABORATÓRIO DE MECÂNICA DE PRECISÃO -LMP/UFSC. Biblioteconomia em Santa Catarina / v. 5 / n. 5 /2000.

. 12
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Questões

01. (TCE-GO - Analista de Controle Externo - Gestão do Conhecimento – FCC) A diferença maior
no desenvolvimento de acervos em bibliotecas especializadas, quando comparadas com outros tipos de
bibliotecas, é a
(A) ênfase no desbastamento e na avaliação da coleção, medida necessária para otimização do
acervo.
(B) disponibilidade de materiais ligados ao ensino e à pesquisa.
(C) existência de uma clientela mais dinâmica e diversificada.
(D) necessidade de dar suporte às atividades pedagógicas, integrando-se ao processo educacional
formal.
(E) presença, com muito maior frequência, de materiais não-convencionais.

02. (IF-PR - Auxiliar de Biblioteca – CETRO/2014) Sobre tipos de biblioteca, assinale a alternativa
correta.
(A) A biblioteca especializada tem por finalidade ampliar e completar os conhecimentos ministrados,
em aula, pelos professores.
(B) A biblioteca escolar continua o trabalho desenvolvido pela biblioteca universitária. Além disso, sua
coleção deve complementar os conhecimentos ministrados no currículo dos cursos.
(C) A biblioteca nacional está vinculada a alguma instituição, cuja área de atuação se envolve com
determinado assunto.
(D) A biblioteca universitária tem por missão apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão da
instituição em que ela está inserida.
(E) A biblioteca pública tem por finalidade atender às necessidades de estudos, consulta e recreação
de uma categoria especial de usuário.

03. (Correios – Analista de Correios – Bibliotecário – CESPE/2011) As bibliotecas universitárias


podem ser organizadas por meio do modelo de uma única unidade informacional, do tipo biblioteca
central.
( ) Certo ( ) Errado

04. (Correios – Analista de Correios – Bibliotecário – CESPE/2011) Na biblioteca universitária, a


prioridade de atendimento deve ser dada a docentes e alunos.
( ) Certo ( ) Errado

05. (Correios – Analista de Correios – Bibliotecário – CESPE/2011) Nas bibliotecas universitárias,


exige-se a aquisição máxima de três exemplares por título de livro que conste na bibliografia básica das
disciplinas dos cursos da universidade, ressalvados os casos previstos na política de seleção.
( ) Certo ( ) Errado

06. (UFRJ - Auxiliar em Administração/Biblioteca - PR-4 Concursos/2015) A Biblioteca do Instituto


de Microbiologia Paulo de Góes – IMPPG da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é uma das
bibliotecas que integra o Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ. De acordo com suas
características, trata-se de uma biblioteca do tipo:
(A) escolar.
(B) especializada.
(C) especial.
(D) universitária.
(E) pública.

Respostas

01. Resposta: E
Miranda (2007, p. 92) indaga que “nas bibliotecas especializadas uma quantidade superior de
documentos não convencionais, exigindo dos bibliotecários um maior empenho na busca, obtenção e
processamento técnico desses materiais.”

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02. Resposta: D
A biblioteca universitária tem por objetivo apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão
científicas por meio de seu acervo e dos seus serviços. Atende alunos, professores, pesquisadores e
comunidade acadêmica em geral.

03. Resposta “Certo”


A Biblioteca Universitária é aquela que serve aos propósitos das universidades e instituições de ensino
superior, estando ligada ao Ensino, Pesquisa e Extensão. Em universidades de grande porte, é comum
existir a Biblioteca Central e Bibliotecas Setoriais ligadas à ela, formando assim um Sistema de
Bibliotecas.

04. Resposta “Errado”


A biblioteca universitária não dá prioridade em atendimento. Ela simplesmente atende alunos,
professores, pesquisadores e comunidade acadêmica em geral.

05. Resposta “Errado”


O Ministério da Educação recomenda a aquisição de 1 exemplar para 10 alunos matriculados por
disciplina. É importante acompanhar o crescimento da instituição, observando o surgimento de novos
cursos, como também a ampliação na oferta de vagas.

06. Resposta: D
Vinculada a uma Instituição de Ensino Superior, a biblioteca universitária deve seguir suas diretrizes
administrativas e políticas tendo sua autonomia limitada. Sua missão é proporcionar apoio às atividades
de ensino, pesquisa e extensão, sendo que, sua estrutura e serviços prestados têm características
próprias.

4. Principais fontes de informação impressas e eletrônicas.

O ACESSO A INFORMAÇÃO: DIREITO DO USUÁRIO E DESAFIO DO BIBLIOTECÁRIO 8

A informação, estando contida no meio físico ou no eletrônico, não perde seu caráter de difusora do
conhecimento humano e, portanto, é um direito do usuário ter acesso a ela mesmo com todas as
dificuldades.
Certamente, ambos os meios informacionais têm suas vantagens e deficiências, o que reflete
diretamente no processo de pesquisa do usuário. Nesse contexto, vale ressaltar a necessidade de uma
nova postura do bibliotecário, como ponderam Carvalho e Reis (2007) em sua obra acerca do livro Missão
do Bibliotecário de autoria de José Ortega y Gasset:
Pode-se perceber as considerações de José Ortega y Gasset como sugestão de advertência aos
bibliotecários sobre a possibilidade de um novo perfil desses profissionais, em busca de novas
competências e habilidades se comparadas as ideologias em relação a realidade social, considerando
que na sociedade atual valores morais sofrem mudanças inesperadas e avanços científicos e
tecnológicos abrem possibilidades de inclusão e exclusão de indivíduos nas diferentes esferas sociais.

A informação enquanto patrimônio social, não deve estar condicionada somente aos meios
informacionais aos quais ela se encontra, pois dessa forma haverá restrição no acesso por parte dos
usuários, circunstanciada por: questões econômicas, familiaridade com o manuseio dos meios de
informação, entre outras.
O bibliotecário, portanto, além de trabalhar tecnicamente a informação, tem o desafio de atender às
expectativas dos usuários, trabalhando também as dificuldades e necessidades dos mesmos,
proporcionando assim, senão a inclusão digital ou a reconquista da supervalorização do livro impresso,
ao menos a inclusão informacional, o que refletirá positivamente no avanço da igualdade social.

8
SANTOS, C. T. C. ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL: comparação entre as fontes impressas e as eletrônicas. Encontro Regional de
Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação, 2012.
SOUZA, P. S. B. Fontes de informação científica em meio eletrônico. XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência
da Informação – Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

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Desse modo: O bibliotecário conquista o seu valor ao proporcionar ao leitor o acesso ao conhecimento,
como o auxílio para a tomada de decisão e, como educador porque, investe na educação do leitor, com
a finalidade de torná-lo cada vez mais independente, em busca da autonomia no acesso à informação.

Conhecendo as fontes de informação

Fontes de informação em meio eletrônico

As principais fontes de informação disponíveis em meio eletrônico são: os periódicos eletrônicos, as


bibliotecas digitais de teses e dissertações, as bases de dados, os repositórios institucionais e os e-books.

Periódico ou publicação periódica – “tipo de publicação seriada, que se apresenta sob a forma de
revista, boletim, anuário, etc. editada em fascículos com designação numérica e/ou cronológica, em
intervalos pré-fixados (periodicidade), por tempo indeterminado, [...] é objeto de número internacional
normalizado (ISSN)”. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2003a, p. 3).

Bibliotecas digitais de teses e dissertações é outro meio bastante utilizado pela comunidade
científica para a realização de suas pesquisas. De acordo com Cunha (2001) e Moreira (1998) as
bibliotecas digitais são uma coleção de documentos eminentemente digitais, independendo se forem
criados na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e permite, por meio do uso de
redes de computadores, compartilhar a informação instantânea e facilmente. É importante salientar que
as bibliotecas digitais de teses e dissertações dispõem de trabalhos relativos aos cursos de pós-
graduação stricto senso.

Base de dados - coleção de registros normalmente gerenciada por um sistema de busca. As bases
de dados variam em seu conteúdo (páginas Web, patentes, dados estatísticos, normas técnicas,
periódicos científicos, etc.)
As bases de dados nas duas últimas décadas apresentaram um crescimento significativo na indústria
da informação. Isso ocorre porque essas bases apresentam várias formas de pesquisa, com diferentes
pontos de acesso, proporcionando assim a busca por campos específicos, como autor, título, palavras-
chave, etc.
Sendo assim, temos que base de dados é:
Uma coleção de itens sobre os quais podem ser realizadas buscas com a finalidade de revelar aquelas
que tratam de um determinado assunto. A base de dados consiste em artefatos, como livros (o acervo de
uma biblioteca é uma base de dados com certeza), ou registros que representam os artefatos, como por
exemplo, registros bibliográficos constantes de páginas impressas, de fichas ou de meios eletrônicos.
(LANCASTER, 1993, p. 305).
Como exemplo, temos a SCIELO e a ELSEVIER que disponibiliza via Portal Capes, cerca de150 títulos
eletrônicos com texto completo, cobrindo todas as áreas do conhecimento.

Repositórios institucionais – são sistemas de informação que armazenam, preservam, divulgam e


dão acesso à produção intelectual de comunidades científicas. Características: acesso público, variedade
tipológica de documentos, multidisciplinaridade, preservação digital. Atualmente tem-se destacado e
tornou-se um auxiliar da comunicação cientifica, pois armazenam e promovem a produção científica e
sua divulgação. Alem de serem fontes de informações confiáveis. Segundo Thomaz (2007) os repositórios
são confiáveis, pois estes nos dão a garantia de que tanto os produtores enviam informações corretas
quanto seus usuários recebem a informação de forma correta. Como exemplo, podemos apontar o
Repositório Institucional de Santa Catarina.

Livros eletrônicos (e-books) - cada vez mais tomam espaço no ambiente virtual, isso porque dispõem
de custos reduzidos, além disso, não ocupam espaço físico. Essa fonte de informação eletrônica
apresenta várias nomenclaturas, as quais são e-book, eletronic book, livro digital, entre outros. Os e-
books surgiram para ampliar o acesso livre a informação, com o objetivo de propagá-la de forma mais
rápida. Conforme Benício (2003) o termo e-book (Electronic Book) está sendo utilizado para nomear o
livro em formato eletrônico, esse pode ser baixado via Internet (por meio de download) e para o aparelho
que permite a sua leitura fora do computador, possibilitando uma maneira mais simples de compor e
disponibilizar um livro para o leitor. Os e-books apresentam uma forma de leitura diferente da tradicional,
entretanto há pessoas que já estão aderindo a este novo formato e outras que ainda apresentam algumas
resistências.

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Desse modo verifica-se que o livro eletrônico é mais uma tecnologia de informação e comunicação
que veio agregar valor à leitura. Mediante tais considerações verifica-se que as fontes de informação
eletrônicas cada vez mais tornam-se atrativas aos usuários, visto que facilitam o acesso a informação,
derrubando barreiras geográficas e cooperando para a disseminação dessas.
Neste atual contexto insere-se o profissional bibliotecário, o qual tem o dever de intermediar o acesso
e o uso aos documentos produzidos pela comunidade científica e a sociedade em geral.

Podemos ainda acrescentar que existem Portais que são ambientes estruturados que reúnem e/ou
integram diversas fontes de informação, além das Ferramentas de busca – as quais se tratam de software
que efetua pesquisa simultaneamente em diversas fontes (como Google).

Nesse contexto, a disseminação da informação toma proporções incomensuráveis, no que diz respeito
à facilitação do acesso, supervalorizando o conceito de democratização da informação.
Desse modo, o computador torna-se fundamental, sendo o agente mediador sem precedentes na
história entre a informação contida na internet e o usuário, de modo que este está possibilitado a optar
por uma pesquisa prática e rápida em bibliotecas virtuais e livros eletrônicos, bancos de dados, entre
outras mídias eletrônicas.
É de suma importância que a sociedade acompanhe as evoluções tecnológicas no âmbito da
informação; no entanto, os meios impressos não podem ser menosprezados como observa Chartier
(2002):
Insistir na importância que manteve o manuscrito após a invenção de Gutemberg é uma forma de
lembrar que as novas técnicas não apagam nem brutal nem totalmente os antigos usos, e que a era do
texto eletrônico será ainda, e certamente por muito tempo, uma era do manuscrito e do impresso.

Fontes de informação impressas

O LIVRO IMPRESSO COMO FONTE DE PESQUISA E DE INFORMAÇÃO

O livro como fonte de registro e transmissão do conhecimento adquiriu grande representatividade


enquanto elemento de preservação e difusão da cultura, popularizando-a. Determinou novos paradigmas
que marcaram a história do pensamento humano. A circulação de ideias espalhou-se definitivamente,
atingindo um grande número de pessoas. O livro impresso foi considerado como um instrumento de
libertação do homem, democratizando o acesso ao conhecimento (BENICIO, 2003).
Portanto pode-se perceber a influência que o livro, na condição de meio impresso, teve e tem diante
da realidade intelectual e informacional das sociedades, contribuindo para a difusão e acesso ao
conhecimento e, por conseguinte, para a ascensão da produção de informação. No entanto, tais
constatações não devem fazer menção ao livro impresso como mero objeto do passado, mas sim como
ferramenta ainda indispensável para o acesso à informação, devido às barreiras que a era digital ainda
enfrenta no contexto social e econômico.
A internet, com os textos e livros eletrônicos, mesmo com toda a concentração de informação e
facilidades que possibilita, acarreta dificuldades diferentes das que enfrenta o livro impresso, devido o
problema de exclusão digital que ainda é uma realidade no Brasil.
Desse modo, percebe-se que o livro enquanto meio de pesquisa alcança e atende às necessidades
das camadas sociais que estão inseridas no cenário de exclusão digital, mas também se faz
constantemente presente no cotidiano dos pesquisadores que vivem e usufruem da realidade digital, dos
livros e textos eletrônicos.
"As fontes impressas geralmente são mais fáceis de descrever com precisão numa bibliografia. Elas
são tradicionalmente mais estáveis e sistemáticas do que as fontes eletrônicas ou digitais." (CUNHA,
Murilo Bastos da. Manual de fontes de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2010.

Questão

01. (Correios - Analista de Correios – Bibliotecário – CESPE/2011) Em relação à tipologia, à


conceituação e às características das fontes de informação, julgue os itens a seguir.

As fontes de informação impressas são, em geral, mais estáveis e sistemáticas que as fontes
eletrônicas ou digitais.
( ) Certo ( ) Errado

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Resposta

01. Resposta: Certo


As fontes impressas geralmente são mais fáceis de descrever com precisão numa bibliografia. Elas
são tradicionalmente mais estáveis e sistemáticas do que as fontes eletrônicas ou digitais. (CUNHA,
Murilo Bastos da. Manual de fontes de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2010).

5. Formação e desenvolvimento de coleções: estudo de usuário; seleção;


aquisição; avaliação e desbastamento.

Estudos de usuários

Os estudos de usuários9 têm sido, ao longo dos últimos anos, uma temática com presença significativa
no campo de Biblioteconomia e Ciência da Informação, constituindo, algumas vezes, a temática mais
estudada ou estando presente entre as temáticas mais importantes de estudos, em alguns programas de
pós graduação brasileiros (ARAÚJO, 2007). Os estudos de usuários visam analisar qualitativa e
quantitativamente os hábitos de informação dos usuários. Ressalta-se que os estudos de usuários são
também conhecidos como estudos de uso da informação.
A discussão a seguir apresenta o modo como a temática dos estudos de usuários aparece sob três
aspectos: planejamento, função social e prática profissional.

Planejamento de serviços

Para Almeida (2000), os estudos de usuários são essenciais para a avaliação dos serviços
desenvolvidos pela biblioteca e, como tal, fazem “parte do processo de planejamento e da tomada de
decisões”.
Para a autora, a partir dos dados coletados sobre serviços ou atividades:
- podem-se estabelecer critérios de mensuração do desempenho desses, determinando tanto a
qualidade do serviço ou atividade, quanto o grau de satisfação de metas e objetivos;
-avaliar as necessidades de informação dos usuários, bem como o índice de satisfação dos mesmos
com os serviços e produtos que lhes são oferecidos, visando ser fidelizados;
-desenvolver estudos relativos ao não público dessas unidades de informação, investigando as razões
de não utilizar serviços dos quais, teoricamente, seria considerado público-alvo.
A autora aponta algumas vantagens da incorporação do planejamento à prática profissional, já que
decisões planejadas produzem a melhoria da qualidade dos serviços e produtos, garantindo a realização
dos objetivos, pois o grau de incerteza é reduzido, as ações arbitrárias ficam limitadas, os riscos são
minimizados, a rentabilidade dos recursos é maximizada e as oportunidades são aproveitadas.
Resumindo, a autora considera que, o planejamento opera economicamente, pois: minimiza custos,
pela sua ênfase em operações eficientes e compatíveis com as condições existentes; substitui atividades
fragmentárias e não coordenadas por um esforço de grupo; substitui o fluxo desigual de trabalho por um
fluxo uniforme; substitui julgamentos bruscos e irrefletidos por decisões premeditadas; traz segurança e
favorece a produtividade; faz o tempo trabalhar a seu favor e facilita o controle (ALMEIDA, 2000, p. 4).
A avaliação dos serviços também faz “parte do processo de planejamento e da tomada de decisões”.
Conforme Almeida (2000, p. 14-15), essa etapa consiste em:
- Identificar e coletar dados sobre serviços ou atividades, estabelecendo critérios de mensuração do
desempenho desses e determinando tanto a qualidade do serviço ou atividade, quanto o grau de
satisfação de metas e objetivos;
- Avaliar as necessidades de informação dos usuários, bem como o índice de satisfação desses
usuários com os serviços e produtos que lhes são oferecidos;
- Desenvolver estudos relativos ao não público dessas unidades de informação, investigando as razões
de não utilizar serviços dos quais, teoricamente, seria considerado público-alvo.

9
SEPÚLVEDA; Maria Inês Moreira; ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE USUÁRIOS NA PRÁTICA
PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIA: ESTUDO DE CAMPO
NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFMG. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.17, n.2, p.269-287, jul./dez.,
2012.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
O estudo de usuários permite que os bibliotecários conheçam tanto as necessidades de informação
dos usuários quanto a satisfação desses com relação aos serviços e produtos fornecidos pela unidade
de informação. Almeida (2000, p. 74) ressalta que “o conhecimento do usuário é indispensável, tanto para
o planejamento de novos serviços de informação, como também para o aprimoramento dos serviços
existentes”.
Sobre a caracterização e a importância desses estudos, Dias e Pires (2004, p. 11) definem como “uma
investigação que objetiva identificar e caracterizar os interesses, as necessidades e os hábitos de uso de
informação de usuários reais e/ou potenciais de um sistema de informação”. Essa, também é a definição
utilizada por Figueiredo (1994, p. 7), que complementa: estes estudos são, assim, canais de comunicação
que se abrem entre a biblioteca e a comunidade a qual ela serve. São estudos necessários também para
ajudar a biblioteca na previsão da demanda ou da mudança da demanda de seus produtos ou serviços,
permitindo que sejam alocados os recursos necessários na época adequada.
Miranda (2007, p. 90) destaca que “as indicações recebidas daqueles que frequentam a biblioteca,
colhidas por meio do estudo de usuários, são relevantes na seleção do acervo”. Partindo do pressuposto
que a gestão da coleção é fator básico para que as bibliotecas alcancem seus objetivos, a autora explica
que: a formação, desenvolvimento e organização do acervo devem ser encarados como um processo
permanente no qual as atividades de seleção, aquisição e avaliação de materiais devem permanecer em
contínua sintonia com as necessidades de informação da comunidade de usuários (MIRANDA, 2007, p.
87).
Há que se considerar ainda a advertência feita por Lancaster (2004, p. 14) de que precauções devem
ser tomadas para evitar o risco de os serviços da biblioteca serem avaliados apenas em relação às
demandas feitas pelos usuários atuais, excluindo “material ou informações que, por uma razão ou outra,
nunca se transformam em demandas”, além disso, se “as necessidades potenciais dos atuais não
usuários” forem ignoradas.
Assim, a política de desenvolvimento de coleções estabelece as diretrizes para o processo de seleção
e aquisição do acervo da biblioteca, pretendendo atender aos interesses e necessidades de informação
de seus usuários, além de consistir num item fundamental para a tomada de decisões.

Dias e Pires (2004, p. 13) destacam como razões para a realização de estudo de usuários os
seguintes fatores:
- O usuário deve ser visto como a razão fundamental dos serviços de informação;
- Subsidiar o processo de planejamento e avaliação de sistemas de informação e a elaboração de
relatórios e projetos;
- Verificar a satisfação das necessidades dos usuários por parte do serviço de informação;
- Conhecer a natureza e o conteúdo da informação necessitada (variável e complexa; diferentes na
essência e na forma);
- Planejar adequadamente o desenvolvimento de coleções e o compartilhamento de recursos
informacionais;
- Dimensionar a demanda futura para diminuir o nível de incerteza bibliográfica no momento da seleção
do material.

A função social da biblioteca Rabello (1980, p. 30) enfatiza que, a biblioteca deve “ser considerada em
função do usuário”, lembrando que o papel social da biblioteca fundamenta-se em “atender às
necessidades dos usuários por conhecimentos, facilitando-lhes o seu acesso a esses”.
Para a autora (1980, p. 31), a interação entre o usuário e a biblioteca se cumpre quando existe uma
reciprocidade de ações entre ambos, ou seja, quando o usuário busca a biblioteca para atender a uma
necessidade e essa se prepara para atendê-lo, de forma que, ao atingir esse entendimento, a biblioteca
se justifica socialmente.
Essa interação, segundo a autora, pode ser visualizada na Figura 1

. 18
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Shera afirma que a biblioteconomia é constituída pela aquisição, organização e disseminação da
informação. Segundo ele, a biblioteconomia tem como conceitos básicos: indivíduos, registros gráficos e
organização técnica, sendo assim: esses conceitos podem ser representados sob a forma de um
triângulo, cujos lados seriam constituídos pelos indivíduos e registros gráficos e a base pela biblioteca e
suas formas de tornar os registros acessíveis aos leitores (RABELLO, 1980, p. 20).
Nitecki define a biblioteconomia relacionando livro, usuário e conhecimento. Sob seu ponto de vista, a
finalidade da biblioteconomia é: “permitir, de diferentes formas, que os leitores tenham acesso ao
conhecimento disponível através de bibliotecas” (RABELLO, 1980, p. 20).
A autora, baseando-se nesses autores, ressalta que a finalidade da biblioteca é transferir informação
ao usuário, apontando as três áreas fundamentais de conhecimento da biblioteconomia: materiais que
vão ser comunicados; métodos usados para sua organização e usuários.

Na prática profissional

A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) descreve, brevemente, os profissionais da informação


como aqueles que: disponibilizam informação em qualquer suporte; gerenciam unidades como
bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de
informação.
Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos informacionais; disseminam informação com o objetivo
de facilitar o acesso e a geração do conhecimento; desenvolvem estudos e pesquisas; realizam difusão
cultural; desenvolvem ações educativas. Podem prestar serviços de assessoria e consultoria (BRASIL,
2002).
A CBO (BRASIL, 2002) classificou as atividades intrínsecas ao profissional da informação em nove
classes, sendo que suas atividades principais podem ser divididas em duas áreas básicas de atuação, a
administrativa e a de organização, tratamento e disseminação da informação.
Portanto, gerenciar unidades, redes e sistemas de informação; desenvolver recursos informacionais;
desenvolver estudos e pesquisas; realizar difusão cultural; desenvolver ações educativas e prestar
serviços de assessoria e consultoria são atividades administrativas; e disponibilizar informação em
qualquer suporte, tratar tecnicamente recursos informacionais e disseminar informação podem ser
consideradas tarefas relativas à organização, tratamento e disseminação da informação.
A lista de atividades é bastante extensa e para conseguir cumprir com todos os requisitos necessários
ao bom funcionamento da unidade de informação, o profissional deve, necessariamente, apoiar-se em
estratégias que o auxiliem na tomada de decisões e na efetivação dos objetivos da biblioteca. Apesar da
importância desse tipo de estudo, Figueiredo (1994, p. 28) destaca que até recentemente, estudos de
usuários não eram ferramentas de planejamento bibliotecário, pois se constituíam mais de estudos
acadêmicos, conduzidos por não profissionais e sem a participação dos administradores de bibliotecas
(grifo nosso).
A autora se surpreende com a pouca frequência de realização de estudos com o intuito de verificar
como os serviços são utilizados e seu sucesso, o que pode se justificar pelo fato de o bibliotecário
acreditar que “pode fazer uma estimativa razoável de quem são os usuários, sem a necessidade de um
estudo formal.”
A autora cita Martin, que enumerou alguns motivos pelos quais não tem sido estudado o problema de
sucesso ou insucesso do usuário na obtenção de informação/documento da biblioteca, a saber:
- Indiferença dos bibliotecários em acompanhar o que sucede ao usuário na biblioteca, por não
considerar esta uma tarefa profissional;
- Os bibliotecários, na verdade, não desejam estudos que avaliam a adequação ou inadequação dos
seus serviços;
- Os problemas técnicos e o tempo envolvido num projeto de pesquisa para avaliação de serviços o
tornam de difícil execução;
- Do ponto de vista dos usuários, eles não desejam ser identificados como ineptos quanto ao uso da
biblioteca;
- Os usuários têm conhecimento vago quanto aos serviços providos pela biblioteca e, portanto, não
são capazes de fazer julgamento adequado;
- A condução de estudos para um nível mais adiante, ou seja, avaliar as mudanças ocorridas após
o uso da biblioteca, ou a avaliação dos benefícios gerados pelo uso da biblioteca envolvem
aspectos sociológicos e psicológicos, além da experiência dos bibliotecários (FIGUEIREDO, 1994,
p. 28).
Essa percepção é compartilhada por Almeida (2000, p. 2-3), relatando que, para o bibliotecário, o
planejamento é uma atividade eventual, justificada pela falta de tempo para tal. Percebe-se, assim, uma

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valorização dos estudos de usuários sobre a atuação profissional e as atividades de biblioteca, tanto na
pesquisa acadêmica quanto na literatura, embora se observe a pouca realização destes estudos no
contexto das práticas biblioteconômicas.
A percepção desta situação motivou, dessa forma, a realização de uma pesquisa, que busca ver, afinal,
como ocorrem os estudos de usuários na prática bibliotecária.

Seleção/Aquisição10

A seleção e aquisição do fundo documental, nos seus vários suportes, tenta responder ao interesse e
curiosidade dos utilizadores e à especificidade das diferentes Áreas Curriculares Disciplinares e não
Disciplinares. A seleção de livros é um trabalho importantíssimo na biblioteca e de extrema
responsabilidade. Precisamos estar cientes de que, ao selecioná-los, estaremos escolhendo os livros que
formarão osso acervo e que serão as fontes para atender às necessidades de informação do nosso leitor,
bem como de seus desejos de leituras recreativas.
Para bem selecionar é preciso conhecer muitíssimo bem as pessoas, os usuários a quem os livros se
destinam: quem são eles? o que fazem? onde trabalham? estudam? em que grau de ensino? gostam de
ler? que tipo de livros: aventura, romance ou ficção científica? livros com assuntos científicos? técnicos?
como ocupam suas horas de folga? a que lazer se dedicam: à leitura? a jogos? A passeios? a maioria
dos leitores reais são crianças? jovens? adultos? velhos? são homens ou mulheres? são donas de casa?
Estas e outras perguntas servirão de diretrizes na seleção dos livros, que vão formar ou integrar a coleção
da biblioteca. Quanto mais rigorosos formos na seleção de nossos acervos, mais chances teremos de
melhor atender às solicitações de nossos usuários, não esquecendo que a satisfação do usuário o trará
de volta à biblioteca, fazendo-o também recomendá-la aos seus colegas e amigos.
Outro aspecto importante e indispensável é a atualização das informações feita pelo responsável pela
seleção de livros. É preciso saber o que está sendo publicado, quais os últimos lançamentos das editoras
no mercado livreiro, o que os jornais estão publicando sobre o lançamento de livros etc. Aspecto muito
importante é saber quais os assuntos mais procurados na biblioteca (isto é verificado através dos dados
estatísticos relativos à frequência à biblioteca e às consultas feitas); a biblioteca tem livros suficientes
sobre esses assuntos ou é preciso adquirir mais? Devem-se verificar as anotações feitas sobre assuntos
procurados e que não existem na biblioteca; são falhas da coleção. As sugestões dos leitores são fator
importante na seleção de novos livros.

POLITICA DE SELEÇÃO

OBJETIVOS
A política de seleção tem os seguintes objetivos:
- atualizar permanentemente o acervo permitindo o crescimento racional e equilíbrio do acervo em
todos os campos do conhecimento;
- identificar os elementos adequados a formação da coleção; determinar critérios para a duplicação de
títulos;
- elaborar os programas cooperativos;
-estabelecer prioridades de aquisição de material;
-traçar diretrizes para o descarte de material.

CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO


Quando da formação do acervo, o material bibliográfico e audiovisual devem ser rigorosamente
selecionados, observando os seguintes critérios:
- adequação do material aos objetivos e nível educacional da instituição;
- autoridade do autor e/ou editor;
- atualidade técnica;
- escassez de material sobre o assunto na coleção da Biblioteca;
- aparecimento do título em bibliografias e índices;
- preço acessível
- linguagem acessível;
- número de usuários potenciais que poderão utilizar o material;
- reputação do publicador ou produtor

10
Manual de Orientações Básicas para Organização de Bibliotecas Públicas. Disponível em:
<http://www.cultura.mt.gov.br/download.php?id=256964 >. Acesso em: 15 mai. 2015.

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- condições físicas dos materiais;

Tipos de Aquisição e Formação do Acervo11

• Compra
Observados os aspectos da seleção expostos anteriormente, é então elaborada a lista dos livros a
serem adquiridos, e encaminhado para o departamento responsável, onde é feita uma análise
orçamentária, para verificar a disponibilidade de recursos para aquisição dos materiais requisitados. Se
a própria biblioteca é quem realiza a compra, é importante buscar livrarias que ofereçam descontos, a fim
de que os recursos sejam mais bem aproveitados. O que ocorre, mais comumente, é que a lista dos livros
seja encaminhada ao setor de compras da entidade à qual a biblioteca é vinculada. Nesse caso, depois
de feita a compra e dos livros adquiridos terem sido entregues à biblioteca com uma cópia da nota fiscal,
o encarregado da biblioteca deverá conferir se todos os livros que constam da nota foram entregues, e
se estão em perfeito estado.

• Doação
É a oferta gratuita de livros à biblioteca. As doações são provenientes dos próprios usuários, de
editoras, instituições, particulares etc. Todo o material doado à biblioteca deve passar por uma avaliação
prévia e ter anotados o nome do doador e a data da doação.
É importante que a biblioteca divulgue sua receptividade a doações, bem como promova campanhas
nesse sentido. Nestas, deverão se envolver tanto os responsáveis pela biblioteca como os usuários e a
comunidade em geral onde a biblioteca está situada.
O responsável pela biblioteca esclarecerá aos doadores que os materiais recebidos por doação, se
adequados (deverão ser submetidos aos mesmos critérios de seleção que orientam a aquisição), serão
incorporados ao acervo; se não, poderão ser usados para permuta ou mesmo para recortes,
enriquecendo a coleção de gravuras e recortes. A biblioteca deve sempre agradecer as doações
recebidas.

• Permuta
Permuta é a troca de obras entre bibliotecas, que se realiza utilizando obras sem utilidade ou com
número excessivo de exemplares presentes na biblioteca. Para permutar devem ser feitas listas contendo
o nome do autor e o título da obra, e estas divulgadas para outras bibliotecas. Com esse procedimento,
além de se ganhar mais espaço nas estantes, adquirem-se, gratuitamente, obras de interesse para os
leitores.

• O Descarte na formação do acervo


Para formar o acervo da biblioteca, precisamos ter sempre o cuidado de realizar minucioso e rigoroso
trabalho de seleção. Somente os livros e materiais que possuem valor quanto à informação que contêm
é que permanecem no acervo. Deve-se ressaltar, no entanto, que muitos livros, embora apresentando
informações já defasadas, são obras com informações sobre a localidade, históricos, ou contendo
aspectos que as tornam importantes e que deverão permanecer na biblioteca, pelo menos até que um
especialista possa examiná-las.
Nessa seleção, entretanto, deve-se ter um extremo cuidado, pois existem algumas obras literárias que,
embora antigas e sem muito uso, tem grande valor histórico. Como a biblioteca tem por função preservar
também a memória da comunidade, essas obras devem ser conservadas. Em se tratando de livros
tombados, ou seja, registrados como patrimônio municipal, a biblioteca poderá se desfazer dando baixa
no registro e colocando-os em algum depósito fora do acervo da biblioteca.

• Coleção básica e coleção de referência


Como vimos, a incorporação de livros ao acervo da biblioteca pode ser feita por três modalidades:
compra, doação e permuta. Ao tratarmos da estruturação do acervo, necessitamos ter presentes os
materiais que dele farão parte:
1. Livros informativos.
2. Livros de referência.
3. Livros recreativos.
4. Materiais especiais: discos, fitas cassete, filmes etc.

11
Manual de Orientações Básicas para Organização de Bibliotecas Públicas. Disponível em:
<http://www.cultura.mt.gov.br/download.php?id=256964 >. Acesso em: 15 mai. 2015.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Livros informativos são os que servem para consulta e estudo, que complementam as pesquisas,
sendo utilizados pelos professores para a elaboração de seus planos de aula e pelos alunos para
desenvolverem seus trabalhos.
Livros de referência são destinados a consulta e oferecem ao leitor informações resumidas e de caráter
rápido e imediato, servindo mesmo como ponto de partida para estudos mais completos.

• Coleção de periódicos, fascículos avulsos e jornais


Os periódicos ou revistas, como também são chamados, caracterizam-se por serem publicados em
intervalos regulares ou irregulares. O que se distingue neste tipo de publicação é a atualidade das
informações que contém. As bibliotecas, sempre que os recursos financeiros permitem, devem ter a
assinatura dos periódicos que contenham informações de maior importância para os seus usuários. As
revistas Veja, IstoÉ, Manchete, Globo Rural, Nova Escola, Terra, Superinteressante, dentre muitas outras,
são importantes na composição do acervo de bibliotecas públicas por possuírem assuntos de interesse
geral.
Os periódicos devem estar organizados em um local próprio nas estantes da biblioteca, dispondo-se
as coleções em ordem alfabética de título.
Considerando-se que os fascículos dos periódicos em geral não oferecem resistência, eles poderão
ser colocados em caixas próprias, que se encontram no comércio e que lhes permitem ficar em pé. Caso
isso não seja possível, poderão ser amarrados, formando blocos por mês, ou a cada seis meses,
dependendo da periodicidade de publicação e que mais ou menos fascículos sejam acumulados.
A biblioteca poderá também possuir fascículos avulsos (periódicos dos quais não possua a coleção
completa). Se os assuntos que eles contenham forem do interesse da biblioteca, poderão ser inseridos
na sequência das coleções de periódicos, compondo a mesma ordem alfabética de títulos.
Outro exemplo de periódico é o jornal, na maioria das vezes diário, mas também com periodicidade
diversa.
Ainda é reduzido o número de periódicos nas bibliotecas. Entretanto, principalmente em bibliotecas
especializadas, representam uma fonte de informação muito valiosa, uma vez que o livrotexto apresenta
processo de produção mais lento, chegando com demora à biblioteca. A produção de periódicos e sua
circulação ocorrem com maior rapidez.

• Materiais não livro, multimeios ou materiais especiais


Integrando o acervo geral da biblioteca, os multimeios são materiais não bibliográficos e audiovisuais.

O crescente desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação impulsionou a existência e a


inclusão de multimeios nos acervos das bibliotecas.
Dentre esses materiais que integram o acervo da biblioteca, além dos documentos impressos,
podemos citar: slides, discos, filmes, fitas, mapas, fitas de vídeo, fitas cassete, disquetes, gravuras,
plantas, fotos aéreas, imagens de satélite, objetos referenciais.

• Divulgação de novas aquisições da biblioteca


A chegada de novos livros na biblioteca deverá ser amplamente divulgada. O responsável usará, para
isso, de todos os meios a seu alcance. Sugerimos algumas modalidades:
- divulgação da lista das novas aquisições aos usuários em geral, comunidade escolar etc.;
- exposição da lista no recinto da biblioteca ou em lojas, clubes, supermercados, farmácias etc., e todos
os locais públicos possíveis.

Essa divulgação poderá também ser feita através de cartazes, do boletim da escola, da
Associação de Pais e Mestres, do jornal da cidade, de serviços de alto-falantes, da rádio local etc.

Avaliação da coleção e Desbastamento

Depois de desenvolvida e incorporada à política e desenvolvimento de coleções, é necessário agora


fazer uma avaliação dos métodos de seleção, a fim de analisar se os materiais que compõem o acervo
da biblioteca atenderam aos interesses dos usuários e da instituição.
Para se realizar a avaliação, necessário utilizar algumas técnicas de pesquisa como: entrevistas,
observações, questionários etc. A avaliação deve ocorrer em períodos definidos de forma bem planejada.
Terminada a avaliação da coleção, ocorre o desbastamento que consiste em deslocar ou extrair materiais
da coleção. Esses materiais podem ser remanejados, que tem a finalidade de deslocar alguns materiais

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para locais menos acessíveis, ou descartá-los que consiste na retirada definitiva de materiais para
doações ou para eliminação.
Quando alguns títulos estão em péssimas condições de uso, mas que possuem um conteúdo
importante e atualizado, esses materiais podem ir para o processo de restauração e conservação, a fim
de retornar para o acervo e serem utilizados novamente.

Questões

01. (TJ-AP - Analista Judiciário - Biblioteconomia – FCC) Estudos de usuários buscam


(A) transformar usuários potenciais em reais.
(B) reforçar os laços entre os bibliotecários e os usuários.
(C) divulgar os serviços da biblioteca.
(D) analisar qualitativa e quantitativamente os hábitos de informação dos usuários.
(E) obter apoio do público aos projetos e iniciativas da unidade de informação.

02. (Transpetro - Bibliotecário Júnior – CESGRANRIO/2012) Os estudos de satisfação de usuários


de informação, diante do crescimento de suas necessidades e da ampliação e especialização de estoques
de informação, vêm constatando que as unidades de informação utilizam sistemas cada vez mais
similares competitivamente.
Nesse contexto, cabe às unidades de informação, potencializadas por recursos tecnológicos, investir
esforços na(o)
(A) motivação de usuários
(B) educação de usuários
(C) formação de usuários
(D) fidelização de usuários
(E) treinamento de usuários

03. (CPRM - Analista em Geociências - Biblioteconomia – CESPE/2013) Os estudos de usuários


são também conhecidos como estudos de uso da informação.
( ) Certo ( ) Errado

04. (TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Biblioteconomia FCC/2016) Conhecer as situações e


o contexto em que surge uma necessidade de informação, as barreiras físicas e psicológicas que podem
existir, as estratégias seguidas no momento de buscar informação e o uso que se faz da informação
obtida são atividades compreendidas
(A) pelo estudo de usuários.
(B) pela educação de usuários.
(C) pelo serviço de alerta.
(D) pelo estudo de comportamento informacional.
(E) pelo treinamento de usuários.

05. (UFAL - Bibliotecário Documentalista – COPEVE-UFAL/2011) Em uma biblioteca, estabelecer


critérios para seleção de materiais; efetuar compras dos materiais selecionados; avaliar o uso dos
materiais para orientar as tomadas de decisões; fazer contato com editores, livreiros e fornecedores;
receber e conferir os materiais adquiridos; elaborar listas para troca de materiais obsoletos; e controlar e
conferir os materiais adquiridos são atividades de
(A) desenvolvimento de coleções.
(B) seleção da informação.
(C) aquisição.
(D) processamento técnico.
(E) comutação bibliográfica.

06. (IR/PI – Auxiliar de Biblioteca - FUNRIO/2014) O processo de aquisição de material bibliográfico,


que depende de critérios de seleção específicos e de disponibilidade orçamentária, denomina-se
(A) compra.
(B) doação.
(C) intercâmbio.
(D) permuta.
(E) remanejamento.

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07. (UEPB – Auxiliar de Biblioteca – Paq TcPB-4/2012) O serviço que tem como objetivo, retirar do
acervo, livros, folhetos e periódicos desatualizados, danificados, duplicados, sem condições de
recuperação, chama-se:
(A) Empréstimo.
(B) Aquisição.
(C) Descarte.
(D) Circulação.
(E) Catalogação.

08. (Faceli - Auxiliar de Biblioteca – FUNCAB/2015) As bibliotecas podem aumentar, completar ou


atualizar suas coleções por meio da doação, compra e:
(A) coleta.
(B) remanejamento.
(C) empréstimo.
(D) permuta.
(E) assinatura.

Respostas

01. Resposta: D
O intuito dos estudos dos usuários é analisar qualitativa e quantitativamente os hábitos de informação
dos usuários. “O conjunto de estudos que trata de analisar, qualitativa e quantitativamente, os hábitos de
informação dos usuários, através da aplicação de diferentes métodos, entre estes os matemáticos,
principalmente estatísticos, ao uso da informação”. Figueiredo (1979, p. 79)

02. Resposta: D
Cabe às unidades de informação, potencializadas por recursos tecnológicos, investir esforços na
fidelização de usuários.

03. Resposta: Certo.


Afirmativa correta, os estudos de usuários são também conhecidos como estudos de uso da
informação.

04. Resposta: A
Estas atividades referem-se ao estudo de usuários.

05. Resposta A
Para organização de um acervo é preciso ter critérios para seleção, aquisição e avaliação. Além disso,
Numa biblioteca bem organizada é possível responder-se com rapidez às seguintes perguntas:
-Que obras de determinado autor a biblioteca possui?
-A biblioteca possui determinada obra?
-O que existe, na biblioteca, sobre determinado autor ou assunto?
-Que obras existem, na biblioteca, de um autor, sobre certo assunto, em tal língua?

06. Resposta: A.
Observados os aspectos da seleção expostos anteriormente, é então elaborada a lista dos livros a
serem adquiridos, e encaminhado para o departamento responsável, onde é feita uma análise
orçamentária, para verificar a disponibilidade de recursos para aquisição dos materiais requisitados. Se
a própria biblioteca é quem realiza a compra, é importante buscar livrarias que ofereçam descontos, a fim
de que os recursos sejam mais bem aproveitados. O que ocorre, mais comumente, é que a lista dos livros
seja encaminhada ao setor de compras da entidade à qual a biblioteca é vinculada. Nesse caso, depois
de feita a compra e dos livros adquiridos terem sido entregues à biblioteca com uma cópia da nota fiscal,
o encarregado da biblioteca deverá conferir se todos os livros que constam da nota foram entregues, e
se estão em perfeito estado.

07. Resposta: C.
Para formar o acervo da biblioteca, precisamos ter sempre o cuidado de realizar minucioso e rigoroso
trabalho de seleção. Somente os livros e materiais que possuem valor quanto à informação que contêm
é que permanecem no acervo. Deve-se ressaltar, no entanto, que muitos livros, embora apresentando

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informações já defasadas, são obras com informações sobre a localidade, históricos, ou contendo
aspectos que as tornam importantes e que deverão permanecer na biblioteca, pelo menos até que um
especialista possa examiná-las.
Nessa seleção, entretanto, deve-se ter um extremo cuidado, pois existem algumas obras literárias que,
embora antigas e sem muito uso, tem grande valor histórico. Como a biblioteca tem por função preservar
também a memória da comunidade, essas obras devem ser conservadas. Em se tratando de livros
tombados, ou seja, registrados como patrimônio municipal, a biblioteca poderá se desfazer dando baixa
no registro e colocando-os em algum depósito fora do acervo da biblioteca.

08. Resposta: D
Como visto, as bibliotecas podem aumentar, completar ou atualizar suas coleções por meio da doação,
compra e permuta. Existem estas três formas da biblioteca adquirir coleções.

6. Noções de tratamento da informação: registro; catalogação;


classificação (Classificação Decimal de Dewey e Classificação Decimal
Universal); indexação; notação de autor; carimbo e etiquetagem.

Primeiramente, veremos o que é acervo, antes de abordarmos as noções de tratamento da


informação:

ACERVO

Conjunto de documentos, devidamente selecionados, adquiridos e organizados tendo em vista a


natureza de seus objetivos. Esse conjunto forma a coleção da biblioteca que se constitui na memória
cultural da humanidade. Essa coleção é formada por diversos tipos de documentos.

Composição
O acervo documental da biblioteca pode ter vários tipos de documentos:

Bibliográficos:
Livros;
Folhetos;
Periódicos;
Separatas;
Patentes;
Teses;
Normas técnicas;
Relatórios.

Não bibliográficos:
Múltimeios;
Arquivos de computador (disquetes, CD-ROM);
Documentos iconográficos (gravuras, desenhos, cartões postais, slides, fotografias, cartazes selos,
transparências);
Filme cinematográficos e gravações de vídeo;
Microformas (rolos de microfilmes, microfichas);
Plantas gráficas;
Documentos tridimensionais (maquetes, jogos, brinquedos);
Materiais cartográficos (mapas, cartas, atlas, globos terrestres);
Partitura musical;
Documentos eletrônicos (documentos produzidos e localizados em meio eletrônico). Ex.: textos
disponíveis em sítios (sites) institucionais, em sítios (sites) pessoais ou de editoras de publicações.

A biblioteca terá a disposição de sua clientela, vários tipos de acervo: o acevo geral que circula, isto
é, para empréstimos domiciliar – compreendendo livros, folhetos, monografias, teses, separatas, e outros
que possam ser emprestados; o acervo de referência – composto por obras de referência; dicionários,
enciclopédias, guias e outros, e que não é emprestado, mas consultado apenas no recinto da biblioteca;

. 25
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
o acervo de periódicos – incluindo as revistas, boletins, jornais, informativos, diários, e outros, a coleção
multimídia – incluindo os materiais não bibliográficos: vídeos, Cd’s, mapas, filmes e outros e a memória
institucional – incluindo as publicações oficiai, produzidas pelos órgãos públicos e as publicações
produzidas por determinada instituição.
Algumas bibliotecas têm acervos considerados especiais, como por exemplo: o de obras raras,
teses, recortes de jornais (hemetoteca) gibis e revistas em quadrinhos (gibiteca), publicações oficiais de
órgãos internacionais, tais como OIT, UNESCO, FAO, OMS, OPAS e outros.
A biblioteca reúne o seu acervo por compra, doação ou permuta (troca) e hoje com os recursos
tecnológicos arquivos baixados pela internet.
No caso da compra, a seção de aquisição se encarregará de encomendar às livrarias e editoras o
material bibliográfico ( ou especial) sugerido por usuários e pelo bibliotecário, por meio de requisição de
compra.
No caso de doação, a biblioteca selecionará os documentos doados por autores, editoras, instituições
públicas, usuários e outras bibliotecas (muitas mantêm listas de doação, também chamadas de lista de
duplicatas).
No caso de permuta ou intercâmbio, são feitas trocas de material menos requisitado pela clientela, ou
por serem duplicatas do acervo por outros mais úteis ao usuários

Tratamento da Informação12

Registro

Como registrar livros e folhetos13


Registrar é atribuir um número, em ordem sequencial, por ordem de chegada, a qualquer material
bibliográfico ou não, incorporando-o, assim, ao acervo da biblioteca. Antes de registrar-se uma obra, deve
verificar-se, no catálogo, se ela já existe ou não na biblioteca. Caso exista, verificar seu grau de utilização,
pois não vale a pena incorporar ao acervo obras repetidas de pouca demanda, mas nem toda duplicação
é desnecessária. Os materiais podem e devem ser duplicados desde que visem atender às demandas
dos usuários. Outro fator que leva à duplicação é a necessidade de preservar a memória local. No entanto,
é importante observar-se a disponibilidade de espaço físico.
Os dados necessários para efetuar o registro de livros são encontrados em suas diferentes partes.
Para melhor orientá-lo neste trabalho veja o Anexo 13 – Partes do livro.
Normalmente, os registros são feitos no livro de tombo, também conhecido como livro de registro. Na
sua falta, porém, pode-se improvisar, utilizando-se um caderno ou fichas numeradas, formando estas, o
fichário de registro. Qualquer que seja sua forma, estes registros das publicações pertencentes à
biblioteca são de uso exclusivo dos funcionários.
Se preenchido devidamente, forma-se um instrumento de trabalho muito útil, pois:
• Auxilia no inventário do acervo;
• Fornece o número de baixas durante o ano e o motivo das mesmas;

Ano
Forma de
Nº. Data Autor Título Ex. Vol. Local Editora de Obs.
aquisição
public.
VERÍSSIMO, Porto
01 22/10/97 Tibiquera Globo 1982 Compra
Érico Alegre
Instituto
Manual para O
02 22/10/97 Nacional do Brasília 1982 Doação
bib. públicas Instituto
Livro
SCHAFF, História e São Martins
03 22/10/97 1991 Permuta
Adam verdade Paulo Fontes
Curso de
PAES, P. R. São R. dos
04 22/10/97 Direito 02 1985 Compra
Tavares Paulo Tribunais
Comercial
VERÍSSIMO, Porto
05 22/10/97 Tibiquera 02 Globo 1982 Compra
Érico Alegre

12
Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.
13
Ibidem.

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23/10/97 MELO, Maia Curso de
06 Fortaleza 1984 Doação
23/10/97 de Lourdes Comunicação
BARBOSA, Um encontro Rio de José
07 24/10/97 1985 Doação
Mareão com Deus Janeiro Olympio
Os
AMADO, Rio de
09 24/10/97 Subterrâneos 01 02 Record 1987 Doação
Jorge Janeiro
da Liberdade
Os
AMADO, Rio de
10 24/10/97 Subterrâneos 03 Record 1987 Doação
Jorge Janeiro
da Liberdade
Curso de
PAES, P. R. São R. dos
11 24/10/97 Direito 01 1985 Doação
Tavares Paulo Tribunais
Comercia
Curso de
PAES, P. R. São R. dos
12 24/10/97 Direito 02 02 1985 Doação
Tavares Paulo Tribunais
Comercial
13
Figura – Livro de tombo

Campos ou itens de um registro (seja em livro de tombo ou em fichas):


• NÚMERO: número de registro da obra, ordem crescente e infinita.
• DATA: dia, mês e ano em que o registro é feito.
• AUTOR: inicia-se o registro pelo último sobrenome do autor, vírgula, prenome.
• TÍTULO: poderá ser abreviado se for muito extenso.
• EXEMPLAR: caso exista mais de um exemplar da mesma obra anota-se a quantidade. Caso haja
obra com mais de um volume ou exemplar, cada um receberá seu próprio número. Assim, em hipótese
alguma o número de registro deve ser repetido, mesmo se um deles tiver sido retirado definitivamente da
coleção.
• VOLUME E TOMO: anotar o número do volume que está sendo registrado, e do tomo, quando existir.
• LOCAL: local de publicação da obra.
• EDITORA: nome da editora que publicou a obra.
• ANO DE PUBLICAÇAO: em geral este dado encontra-se na folha-de-rosto, às vezes na ficha de
catalogação na fonte. Infelizmente, algumas editoras não colocam data.
• FORMA DE AQUISIÇÃO: anotar se a obra foi adquirida por compra, doação ou permuta.

Observações
O número de registro de cada obra deve ser anotado no verso da sua folha de rosto.
Existe um carimbo próprio de registro. Pode-se, também, como alternativa, utilizar etiquetas gomadas
numeradas sequencialmente.

Como registrar periódicos14


Revistas e jornais devem ser registrados em fichas apropriadas, por serem materiais diferentes dos
livros e folhetos, tanto pela periodicidade como pela apresentação gráfica.
As fichas de registro dos periódicos (tamanho 20,5 x 12,5cm) são arrumadas em ordem alfabética de
títulos. Há dois tipos de fichas de registro de periódicos: um para revistas e outro para jornais. Em ambas
aparece o termo periodicidade que é o intervalo de tempo em que a publicação periódica é editada.
Podendo ser:
• DIÁRIO (todos os dias).
• SEMANAL (uma vez por semana).
• QUINZENAL OU BIMENSAL (duas vezes por mês).
• MENSAL (uma vez por mês).
• BIMESTRAL (de dois em dois meses).
• TRIMESTRAL (de três em três meses).
• QUADRIMESTRAL (de quatro em quatro meses).
• SEMESTRAL (de seis em seis meses).
• ANUAL (uma vez ao ano).
• IRREGULAR (sem periodicidade certa).

14
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

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FICHA DE REGISTRO DE REVISTAS
TÍTULO
CIDADE: PERIODICIDADE:
FORNECEDOR:
Ano Volume N° do fascículo Ano Volume N° do fascículo

Modelo no. /00


Figura – Ficha de registro de revistas

Descrição da ficha de registro de revistas (campos ou itens):


• Título da revista que se está registrando;
• Cidade / estado da publicação da revista;
• Periodicidade (se é mensal, bimestral, semanal, etc.);
• Fornecedor
• Ano de publicação da revista;
• Volume;
• Número do fascículo;

Escrevem-se nos espaços os volumes e números recebidos. Deixa-se em branco as falhas.

FICHA DE REGISTRO DE JORNAIS


Título:
Cidade: UF:
Ano: Periodicidade: Fornecedor:
J Fe Ma Ab Ma J Ju Ag Se Ou No De
an v r r i un l o t t v z
1
2
3
Modelo no. /00
Figura – Ficha de registro de jornais

Descrição da ficha de registro de jornais (campos ou itens):


• TÍTULO: do jornal.
• ANO: de publicação.
Nos quadrinhos, marcar, com X, os dias correspondentes aos números do jornal que compõem o
acervo da biblioteca.

Outros materiais15

Para o registro de outros materiais como mapas e materiais audiovisuais, usa-se o mesmo modelo
sugerido para livros, acrescentando-se ou substituindo dados, se necessário:
• no registro de diapositivos/slides, acrescentar uma coluna para a quantidade de diapositivos que
compõe a coleção;
• no registro de discos compactos (CD), em lugar de editora anotar gravadora.
Acrescentar uma coluna para intérprete ou compositor ou utilizar a coluna de autor;
• os mapas também poderão ser carimbados com o Carimbo de Registro da biblioteca.
O carimbo deve ser batido no verso da obra ou na margem, para não cobrir dados importantes;
• como os livros, o registro dos materiais não-bibliográficos (audiovisuais, eletrônicos, objetos) pode
ser feito em um caderno ou em fichas separadas, datando e numerando o material por ordem de entrada.

15
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Inventário16

O inventário é o cotejo das estantes com o catálogo topográfico (fichas principais na mesma ordem
em que os livros se encontram na estante). Além de gerar um dado valioso para a biblioteca, por
relacionar, com precisão, a quantidade de volumes existentes no acervo, o inventário tem também a
vantagem de mostrar a situação em que se acham as publicações; se há danos, se houve extravios.
O inventário dever ser realizado anualmente, podendo ser feito através de amostragem.

Acervo total17

Para conhecer o número total de títulos de uma biblioteca, conta-se apenas cada título existente e não
o número de exemplares ou volumes. Para conhecer o volume total de livros, conta-se todos os livros,
incluindo exemplares, volumes, tomos, folhetos etc.; o mesmo se faz em relação aos periódicos.
Normalmente, o termo usado é peças pois inclui todo tipo de material.

Noções de catalogação

A catalogação é um dos processos técnicos usados para permitir a recuperação das informações quer
por meio dos catálogos em fichas, bases de dados eletrônicos, bancos de dados bibliográficos e tem
como fundamento a análise da publicação e de sua descrição, de acordo com regras padronizadas.
Atualmente são adotadas as normas do Código de Catalogação Anglo-americano (AACR2) e o formato
MARC.
A catalogação de um item do acervo é de responsabilidade do bibliotecário ou executado sob sua
supervisão. O auxiliar de biblioteca precisa ter noções de catalogação, pois constantemente estará em
contato com a ficha catalográfica para executar seu desdobramento, alfabetar tendo em vista o arranjo
dos catálogos e orientar os usuários no entendimento da ficha catalográfica.
A principal fonte de informação para a catalogação de livros é a folha de rosto da publicação, onde
devem estar os principais elementos para a identificação e descrição da obra. São eles: o autor, o título,
a cidade, o editor e a data de publicação do documento.

Decompondo o número do ISBN:


85 = Brasil
7062 = número do editor: Thesaurus
351 = identificador do título: Auxiliar de Biblioteca. 4. Ed.
8 = dígito de controle automático

Vantagens do ISBN

-identifica o livro em uma determinada edição;


-facilita o controle de estoques;
-facilita o controle de vendas;
-padroniza os pedidos de livro às editoras;
-facilita a interligação de arquivos, a recuperação e a transmissão de dados em sistemas
automatizados;
-facilita o intercâmbio bibliográfico nacional e internacional.

Os editores devem solicitar a Agência Brasileira do ISBN, o formulário próprio e preenchê-lo, em duas
vias (www.bn.br).

Todos esses dados obedecem a uma disposição, isto é, a ordem e a pontuação entre uma informação
e outra.
Para realizar a descrição bibliográfica, como já foi dito, usa-se o Código de Catalogação Anglo-
Americano que adota a Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Monografias-ISBD(M),
também conhecido como AACR2. Essas normas foram difundidas com a entrada da automação nas
bibliotecas. Os sistemas de catalogação cooperativa adotam esse Código. A AACR2 padroniza além da

16
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.
17
Ibidem.

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disposição dos elementos de cada documento, a forma como cada informação deverá ser escrita em sua
respectiva área.
Qualquer programa de informatização de bibliotecas deve prever campos que permitam a alimentação
das informações acima descritas e também deve possibilitar, no mínimo, a recuperação do documento
igual ao sistema manual.
Qualquer usuário de biblioteca procura um documento, basicamente, pelo autor, pelo título e pelo
assunto. Portanto, qualquer sistema adotado pela biblioteca seja manual ou informatizado terá que
fornecer, ao usuário, resposta para essas três perguntas básicas, isto é, oferecer pontos de acesso que
permitam recuperar o documento desejado e que esteja no acervo na biblioteca.
Com os recursos tecnológicos à disposição das bibliotecas e a necessidade do compartilhamento dos
acervos, as bibliotecas, cada vez mais, começaram a participar de redes nacionais e internacionais de
catalogação cooperativa.
Isso determinou a necessidade da criação de um registro catalográfico legível por computador.
Assim surgiu o formato bibliográfico USMARC, desenvolvido pela biblioteca do Congresso Norte
Americano para a comunicação de descrições bibliográficas em formato legível por computador: O MARC
é definido como Registro Catalográfico Legível por Computador.
A catalogação em USMARC contém informações de uma ficha catalográfica, descrita segundo as
regras do AACR2. Utilizando USMARC o catalogador estará definindo para uma identificação por
computador os elementos da ficha catalográfica como: autor, título, edição, local, editor, data, assunto, e
outros.
As bases de dados cooperativas são na verdade,
“a reunião do acervo de várias bibliotecas, em meio magnético, constituindo-se em um catálogo
coletivo cujos registros podem ser consultados, ou copiados por qualquer uma das bibliotecas
cooperantes da base” (Ferreira, [1998?])

Partes da ficha catalográfica


Número de chamada: composto de número de classificação, do número de Cutter, volume, edição,
data e exemplar. Colocado no canto esquerdo superior da ficha. O número de chamada corresponde ao
endereço do livro na estante;
Entrada: é o acesso principal para recuperação do documento, podendo ser um autor pessoal,
entidade, evento, cabeçalho uniforme ou pelo título do documento;
Corpo da ficha: é a parte da ficha que traz os principais dados da publicação: área de título, área de
responsabilidade, área de edição, área de local, editora e data (imprenta), área de descrição física ou
número de páginas (colação), se tem ilustrações, características físicas, se possui mapas, tabelas, fotos,
etc.) e área de série;
Notas: esse campo serve para se colocar toda a informação que não possui campo específico, mas
que pode ser importante para esclarecimento do usuário;
Pista: esse campo é imprescindível para as bibliotecas não informatizadas, pois é nele que estarão
registrados os cabeçalhos sob os quais um documento está representado no catálogo. Na pista estarão
relacionadas entradas secundárias e acessos secundários. As secundárias de assunto são numeradas,
consecutivamente, com números arábicos e as demais secundárias, consecutivamente, em números
romanos.
Faz parte do processo de catalogação a indexação dos documentos:
“A indexação é uma operação que consiste em extrair os conceitos que caracterizam o conteúdo de
um texto para se obter uma síntese, mediante a representação da informação relevante através de
descritores” (VIEIRA, 1996).

Para manter a qualidade na indexação os catalogadores usam vocabulários controlados e tesouros.


O tesouro é utilizado pelas bibliotecas, que adotam uma linguagem controlada de indexação. São listas
de descritores recomendados, na ordem alfabética, estabelecendo as relações entre os termos. Pode
aparecer sob a forma impressa ou em meio eletrônico, em linha (on-line).

Catálogo
Catálogo é um meio de comunicação, que veicula mensagens sobre os registros do conhecimento, de
um ou vários acervos, reais ou ciberespaciais, apresentando-as com sintaxe e semântica próprias e

. 30
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
reunindo os registros do conhecimento por semelhanças, para os usuários desse acervo. O catálogo
explicita por meio das mensagens, os atributos das entidades e os relacionamentos entre elas.18
O catálogo deve informar, portanto, sobre as obras de determinado autor, tendo como ponto de aceso
o sobrenome: se há determinada obra, pelo seu título, mesmo que não se conheça o autor; que obras,
existem de determinado assunto.
No processo de catalogação, atribuem-se aos documentos números ou códigos que servirão para
definir sua localização em acervos que podem ser formados desde algumas centenas até alguns milhões
de volumes, como acontece nas grandes bibliotecas nacionais. Essa localização pode ser fixa, sem levar
em conta o assunto do documento; simplesmente, no exemplo mais simples, é como se se colocasse o
documento mais recente no final de uma fila que começou com o documento de número um. O novo
documento receberá o número que lhe cabe na sequência e será colocado no lugar correspondente.
Esses números ou códigos de localização fixa são chamados às vezes de cotas. Esta solução é adotada
por bibliotecas que não permitem o acesso do público ao acervo.19
Normalmente, a forma de localização dos materiais é feita por meio de códigos (numéricos, alfabéticos
ou alfanuméricos) de algum esquema de classificação previamente definido. Isto é, os documentos são
ordenados segundo a sucessão lógica (ou convencionada) desses códigos, de modo que serão colocados
juntos os documentos que possuem códigos de localização iguais, quer dizer, que tratam dos mesmos
assuntos.20
Esse código é conhecido como número de chamada, contendo muitas vezes um nível adicional de
ordenação que permite a reunião de obras de um mesmo autor dentro da classificação respectiva. As
classificações de âmbito geral mais usados são a Classificação Decimal Universal – CDU, a Classificação
Decimal de Dewey – CDD – e a classificação da Library of Congress, dos Estados Unidos. No Brasil
predominam as duas primeiras.21

As funções do catálogo são:


• encontrar: encontrar conjuntos de recursos representando:
- todos os recursos que pertencem à mesma obra;
- todos os recursos que representam a mesma expressão;
- todos os recursos que exemplificam a mesma manifestação;
- todos os recursos associados a determinada pessoa, família ou coletividade (entidade);
- todos os recursos sobre um determinado assunto;
- todos os recursos definidos por outros critérios (língua, lugar de publicação, data de publicação, tipo
de conteúdo, tipo de suporte, etc.), normalmente como uma delimitação secundária de um resultado de
pesquisa.

• identificar: identificar um recurso bibliográfico ou agente (ou seja, confirmar que a entidade descrita
corresponde à entidade procurada ou distinguir entre duas ou mais entidades com características
similares).

• selecionar: selecionar um recurso bibliográfico que seja apropriado às necessidades do utilizador


(usuário), (ou seja, escolher um recurso que esteja de acordo com as necessidades do utilizador (usuário),
no que diz respeito ao conteúdo, suporte, etc. ou rejeitar um recurso que seja inadequado às
necessidades do utilizador (usuário).

• obter recursos bibliográficos: adquirir ou obter acesso a um item descrito (ou seja, fornecer
informação que permitirá ao utilizador (usuário) adquirir um item por meio de compra, empréstimo, etc.
ou aceder (acessar) eletronicamente a um item por meio de uma ligação em linha a uma fonte remota);
ou acessar (aceder), adquirir ou obter dados bibliográficos ou de autoridade.

• navegar um catálogo: navegar num catálogo ou para além dele (quer dizer, através da organização
lógica dos dados bibliográficos e de autoridade e da apresentação de formas claras de se navegar,

18
SILVEIRA, N. O catálogo como instrumento de mediação, administração e memória. 2014. Disponível em:
<https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&ved=0CDEQFjAD&url=http%3A%2F%2Fwww.ifsuldeminas.edu.br
%2Fbibliotecarios%2Fapresentacao%2Fcatalogoinstrumento.pptx&ei=aMhkVdvtO8ajgwSg8IH4DA&usg=AFQjCNFByLBfJ0Qqgexbepmmj9WNt
sulDg&sig2=A7qJVNgv_abWbbNjFcjQ6Q&bvm=bv.93990622,d.eXY&cad=rja>. Acesso em: 26 mai. 2015.
19
CAMPELLO, Bernadete Santos; CALDEIRA, Paulo da Terra (Organizadores). Introdução às fontes de informação. 2. ed. – Belo Horizonte:
Autêntica Editora, 2008.
20
Ibidem.
21
Ibidem.

. 31
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
incluindo a apresentação de relações entre obras, expressões, manifestações, itens, pessoas, famílias,
entidades (coletividades), conceitos, objetos, eventos e lugares).

Internos
Os catálogos podem ser:
Externos

Catálogos Internos22

Catálogos internos ou auxiliares são àqueles destinados aos profissionais, aos serviços bibliotecários.
Esses catálogos são indispensáveis para o controle dos cabeçalhos, dos acervos e dos catálogos
externos, permitindo a continuidade e padronização do trabalho. Sempre deve-se fazer remissivas das
formas não autorizadas para as formas autorizadas.

Os Catálogos internos abrangem:


• Catálogo de identidade (ou de autoridade)
• Catálogo de assunto (ou autoridade de assunto)
• Catálogo de número de classificação
• Catálogo de títulos
• Catálogo decisório
• Catálogo de registro
• Catálogo oficial
• Catálogo topográfico

Catálogos Externos23

Catálogos externos são os destinados ao público, são um produtos dos catálogos internos ou
auxiliares, àqueles destinados aos profissionais, aos serviços bibliotecários.

Os Catálogos externos possuem três tipos de acesso:


• responsabilidade
• título
• assunto

Podem ser organizados:


- alfabeticamente – como um todo (todos os tipos de acesso), denominado catálogo-dicionário ou
com as entradas separadas, denominado catálogo dividido
- sistematicamente – com entradas de assuntos organizadas pelo número de classificação

Noções de classificação

A Classificação documentária tem como principal objetivo organizar os documentos nas bibliotecas e
centros de documentação e informação segundo os assuntos de que tratam.
Em uma definição mais didática classificar é o processo de reunir coisas, ideias ou seres, em grupos,
de acordo com seu grau de semelhança.
Os sistemas de classificação documentária mais conhecidos são: o de Dewey (CDD) e a CDU. Os dois
sistemas dividem o conhecimento em dez grandes classes de zero a nove, que por sua vez são
subdivididas em outras dez subclasses. Por isso são conhecidos como: Classificação Decimal de Dewey
(CDD) e Classificação Decimal Universal (CDU).

22
SILVEIRA, N. O catálogo como instrumento de mediação, administração e memória. 2014. Disponível em:
<https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&ved=0CDEQFjAD&url=http%3A%2F%2Fwww.ifsuldeminas.edu.br
%2Fbibliotecarios%2Fapresentacao%2Fcatalogoinstrumento.pptx&ei=aMhkVdvtO8ajgwSg8IH4DA&usg=AFQjCNFByLBfJ0Qqgexbepmmj9WNt
sulDg&sig2=A7qJVNgv_abWbbNjFcjQ6Q&bvm=bv.93990622,d.eXY&cad=rja>. Acesso em: 26 mai. 2015.
23
Ibidem.

. 32
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Classificação

Classificação Decimal de Dewey – CDD24

O sistema de classificação decimal de Dewey (CDD) é uma ferramenta organizacional de


conhecimento geral que é continuamente revisada para acompanhar o conhecimento. O sistema foi
concebido por Melvil Dewey em 1873 e foi publicado pela primeira vez em 1876. A CDD é publicada pela
OCLC (Online Computer Library Center), Inc. A OCLC possui todos os direitos autorais da classificação
decimal de Dewey e licencia o sistema para uma série de usos.
A CDD é o sistema de classificação mais amplamente usado no mundo. Bibliotecas em mais de 135
países usam a CDD para organizar e oferecer acesso a suas coleções, e os números da CDD estão
presentes nas bibliografias nacionais de mais de 60 países. Bibliotecas de todos os tipos aplicam números
Dewey diariamente e compartilham esses números por uma série de meios (inclusive o WorldCat ®, o
Catálogo de Grupo de Bibliotecas On-line da OCLC). Dewey também é usado para outros propósitos, por
exemplo, como mecanismo de navegação para recursos na Web.
A CDD já foi traduzida para mais de 30 idiomas. Traduções das edições mais recentes e abreviadas
da CDD estão concluídas, planejadas ou em andamento em árabe, chinês, francês, alemão, grego,
hebraico, islandês, italiano, coreano, norueguês, russo, espanhol e vietnamita.
A CDD foi construída sobre princípios sólidos que a tornam ideal como ferramenta geral de
organização do conhecimento: notação significativa em numerais arábicos universalmente reconhecidos,
categorias bem definidas, hierarquias bem desenvolvidas e uma rica rede de relacionamentos entre
tópicos. Na CDD, as classes básicas são organizadas por disciplinas ou campos de estudo. No nível mais
amplo, a CDD é dividida entre dez classes principais, que, juntas, abrangem o escopo inteiro do
conhecimento. Cada classe principal é subdividida em dez divisões, e cada divisão em dez seções (nem
todos os números para as divisões e seções foram usados). A estrutura principal do CDD é apresentada
nos sumários do CDD. Os cabeçalhos associados aos números nos sumários foram editados para fins
de navegação e não necessariamente correspondem aos cabeçalhos completos encontrados nas
programações.
O primeiro sumário contém as dez classes principais. O primeiro dígito em cada número de três dígitos
representa a classe principal. Por exemplo, 600 representa tecnologia.
O segundo sumário contém as divisões das centenas. O segundo dígito em cada número de três
dígitos indica a divisão. Por exemplo, 600 é usado para obras gerais sobre tecnologia, 610 para medicina
e saúde, 620 para engenharia e 630 para agricultura.
O terceiro sumário contém as seções dos milhares. O terceiro dígito em cada número de três dígitos
indica a seção. Desta forma, 610 é usado para obras gerais sobre medicina e saúde, 611 para anatomia
humana, 612 para fisiologia humana e 613 para saúde e segurança pessoal.
Numerais arábicos são usados para representar cada classe na CDD. Um ponto decimal segue o
terceiro dígito em um número de classe, após o qual a divisão por dez continua até o grau específico de
classificação necessário.
Um assunto pode aparecer em mais de uma disciplina. Por exemplo, "vestuário" tem aspectos que se
encaixam em várias disciplinas. A influência psicológica do vestuário pertence a 155.95, como parte da
disciplina de psicologia; costumes associados ao vestuário pertencem a 391, como parte da disciplina de
costumes; e vestuário no sentido de moda pertence a 746.92, como parte da disciplina das artes.

A hierarquia na CDD é expressa por estrutura e notação. Hierarquia estrutural significa que todos os
tópicos (exceto as dez classes principais) são parte dos tópicos mais amplos acima deles. Qualquer nota
referente à natureza de uma classe se mantém verdadeira para todas as classes subordinadas, inclusive
tópicos logicamente subordinados classificados em números coordenados.
A hierarquia de notação é expressa pelo comprimento da notação. Números em um determinado nível
são geralmente subordinados a uma classe cuja notação tem um dígito a menos; coordenados com uma
classe cuja notação tem o mesmo número de dígitos significativos; e superordenados a uma classe com
números com um ou dois dígitos a mais. Os dígitos sublinhados no exemplo a seguir demonstram essa
hierarquia de notação:

600 Tecnologia
630 Agricultura e tecnologias relacionadas

24
OCLC. Sumários da Classificação decimal de Dewey®: Uma breve introdução ao sistema de Classificação decimal de Dewey. Disponível
em: <https://www.oclc.org/pt-americalatina/dewey/features/summaries.html#ten>. Acesso em: 14 jan. 2016.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
636 Pecuária
636.7 Cães
636.8 Gatos

“Cães” e “Gatos” são mais específicos do que (isto é, são subordinados a) "Pecuária"; são igualmente
específicos (isto é, são coordenados com) entre si; e "Pecuária" é menos específico do que (isto é, é
superordenado a) “Cães” e “Gatos”. Às vezes, outros dispositivos devem ser usados para expressar a
hierarquia quando não for possível ou desejável fazê-lo por notação. Cabeçalhos especiais, notas e
entradas indicam relações entre tópicos que violam a hierarquia de notação.

Principais Classes

O sistema decimal de Dewey é composto por dez classes principais:

000 Generalidades
100 Filosofia
200 Religião
300 Ciências sociais
400 Línguas
500 Ciências puras
600 Ciências aplicadas
700 Artes
800 Literatura
900 História e geografia

No segundo sumário temos:

000 Ciência da computação, conhecimento e sistemas


010 Bibliografia
020 Ciência da informação e bibliotecas e Biblioteconomia
030 Enciclopédia e anuário
040 Coleções gerais de Ensaios
050 Revistas, jornais e séries
060 Associações, organizações e museus
070 Mídia informativa, jornalismo e publicações
080 Citações
090 Manuscritos e livros raros
100 Filosofia
110 Metafísica
120 Epistemologia
130 Parapsicologia e ocultismo
140 Escolas filosóficas de pensamento
150 Psicologia
160 Lógica
170 Ética
180 Filosofia antiga, medieval e oriental
190 Filosofia ocidental moderna
200 Religião
210 Filosofia e teoria da religião
220 Bíblia
230 Cristandade e teologia cristã
240 Práticas e hábitos cristãos
250 Prática pastoral cristã e ordens religiosas
260 Organização cristã, trabalho social
270 História do cristianismo
280 Denominações cristãs
290 Outras religiões
300 Ciências sociais, sociologia e antropologia
310 Estatística

. 34
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
320 Ciência política
330 Economia
340 Direito
350 Administração pública e ciência militar
360 Problemas sociais e serviço sociais
370 Educação
380 Comércio, comunicação e transportes
390 Costumes, etiqueta e folclore
400 Línguas
410 Linguística
420 Língua inglesa e inglês antigo
430 Língua alemã e afins
440 Língua francesa e afins
450 Italiano, romeno e línguas afins
460 Português e espanhol
470 Latim
480 Grego clássico e moderno
490 Outras línguas
500 Ciências
510 Matemática
520 Astronomia
530 Física
540 Química
550 Ciências da terra e geologia
560 Fósseis e vida pré-histórica
570 Ciências da vida, biologia
580 Plantas (botânica)
590 Animais (zoologia)
600 Tecnologia
610 Medicina e saúde
620 Engenharia
630 Agricultura
640 Administração do lar e familiar
650 Administração e relações públicas
660 Engenharia química
670 Indústria
680 Indústria para usos específicos
690 Construção
700 Artes
710 Jardinagem e paisagismo
720 Arquitetura
730 Escultura, cerâmica e metalurgia
740 Desenho e artes decorativas
750 Pintura
760 Artes gráficas
770 Fotografia e arte de computador
780 Música
790 Esportes, jogos e diversão
800 Literatura, retórica e crítica
810 Literatura estadunidense em inglês
820 Literatura inglesa em inglês
830 Literatura alemã e afins
840 Literatura francesa e afins
850 Literatura italiana, romena e afins
860 Literatura portuguesa e espanhola
870 Literatura latina
880 Literatura grega clássica e moderna
890 Outras literaturas
900 História

. 35
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
910 Geografia e viagem
920 Biografia e genealogia
930 História do mundo antigo
940 História da Europa
950 História da Ásia
960 História da África
970 História da América do Norte
980 História da América do Sul
990 História de outras áreas

Terceiro sumário (na casa dos milhares).

000 Ciência da computação, informação e obras gerais


001 Conhecimento
002 O livro
003 Sistemas
004 Processamento de Dados e Ciência da Computação
005 programação de computadores, programas e dados informáticos
006 métodos especiais
010 Bibliografia
011 Bibliografia
012 Bibliografias de indivíduos
014 de anônimos e pseudônimos funciona
015 bibliografias de obras a partir de locais específicos
016 bibliografias de trabalhos sobre temas específicos
017 assunto Geral Catálogo
018 Catálogos organizados por autor, data, etc
019 Dicionário Catálogo As
020 Library & Information Sciences
021 Biblioteca relacionamentos
022 Administração da planta física
023 Gestão de pessoal
025 operações de biblioteca
026 Bibliotecas para assuntos específicos
027 bibliotecas Gerais
028 Leitura e utilização de outro meio de informação
030 Geral enciclopédico funciona
031 Enciclopédias em Inglês Americano
032 Enciclopédias em Inglês 033 Em outras línguas germânicas
034 Enciclopédias em francês, occitano e catalão
035 Em, Romeno e afins italiana
036 Enciclopédias em Espanhol e Português
037 Enciclopédias em línguas eslavas
038 Enciclopédias em línguas escandinavas
039 Enciclopédias em outros idiomas
050 publicações gerais de série
051 Seriados em Inglês Americano
052 Seriados em inglês
053 Seriados em outras línguas germânicas
054 Seriados em francês, occitano e catalão
055 Em italiano, romeno e idiomas relacionados
056 Seriados em espanhol e português
057 Seriados em línguas eslavas
058 Seriados em escandinavo línguas
059 Seriados em outros idiomas
060 organizações Gerais e ciência museu
061 organizações na América do Norte
062 Organizações em Ilhas Britânicas, na Inglaterra;
063 organizações na Europa central; na Alemanha

. 36
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
064 Organizações em França & Mónaco
065 Organizações em Itália e ilhas adjacentes
066 Na Península Ibérica e ilhas adjacentes
067 Organizações na Europa Oriental, na Rússia
068 Organizações em outras áreas geográficas
069 Science Museum
070 Notícias da mídia, jornalismo & publicação
071 jornais na América do Norte
072 jornais em Ilhas Britânicas, na Inglaterra
073 Jornais na Europa central; na Alemanha
074 Jornais na França & Mônaco
075 jornais na Itália e ilhas adjacentes
076 Na Península Ibérica e ilhas adjacentes
077 Jornais na Europa Oriental, na Rússia
078 Jornais na Escandinávia
079 Jornais em outras áreas geográficas
080 coleções gerais
081 coleções em Inglês Americano
082 Coleções em Inglês
083 coleções em outras línguas germânicas
084 Coleções em francês, occitano e catalão
085 Em italiana, romenos e relacionados
086 Coleções em espanhol e português
087 Coleções em línguas eslavas
088 Coleções em línguas escandinavas
089 coleções em outros idiomas
090 Manuscritos e livros raros manuscritos
092 Bloco Livros
093 Incunabula
094 livros
095 livros notáveis para ligações
096 livros notáveis para ilustrações
097 livros notáveis para a posse ou origem
098 Funcionamento proibido, falsificações e embustes
099 livros notáveis para o formato

Classificação Decimal Universal – CDU25

O caráter universal da CDU baseia-se na cobertura da totalidade do conhecimento humano dentro de


um sistema de classificação.
É apropriado para uma gama variada de objetivos, desde a organização e especificação detalhada de
grandes coleções de documentos ou realia, até a organização de listas que documentam a existência
destes itens e sua recuperação por assunto.
Sua flexibilidade de classificação possibilita agrupar todas as referências de um assunto particular,
auxiliando o especialista na busca de informações relacionadas a seus interesses (geralmente restritos),
colocando-as no contexto mais amplo de campos afins.
A CDU é frequentemente descrita como um esquema de classificação geral, como a Classificação
Decimal Dewey, a Classificação da Library of Congress e a Classificação Bibliográfica de Bliss. O termo
geral pode ser aplicado de duas maneiras, significando que a classificação incorpora todos os campos do
conhecimento ou que pode ser aplicado em coleções que cobrem a totalidade do conhecimento.
O conceito de universalidade contido no nome da CDU inclui estes mesmos objetivos, mas também
sugere que sua utilização é apropriada em todo o mundo. Sua tradicional dependência da cooperação
internacional em relação à sua revisão e administração a fortalece como um esquema bibliográfico geral
universal. Reforçando este fato, está sua aplicação prática em um grande número de países,
especialmente naqueles do mundo não anglófono.

25
I.C. Mcllwaine GUIA PARA UTILIZAÇÃO DA CDU. 1998

. 37
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Índice geral da CDU

0 Generalidades. Ciência e conhecimento. Organização. Informação. Documentação.


Biblioteconomia. Instituições. Publicações.

00 Prolegómenos. Fundamentos da ciência e da cultura.


001 Ciência e conhecimento em geral. Organização do trabalho intelectual.
002 Documentação. Documentos em geral.
004 Ciência e tecnologia dos computadores. Informática.
006 Normalização. Normas.
007 Atividade e organização. Informação. Teoria da comunicação e do controlo em geral (Cibernética).

01 Bibliografias. Catálogos. Listas de livros.


02 Biblioteconomia
030 Obras gerais de referência. Enciclopédias, Dicionários, etc.
04 Ensaios, panfletos e brochuras.
05 Publicações periódicas. Periódicos.
06 Coletividades. Organizações e outras formas de cooperação. Associações, Congressos.
Sociedades.
069 Museus
070 Jornais. Jornalismo
08 Poligrafias. Obras coletivas
09 Manuscritos. Livros raros e preciosos.

1 Filosofia. Psicologia.
1(091)História da filosofia
1(3) Filosofia da antiguidade
101 Natureza e papel da filosofia.
11 Metafísica.
13 Filosofia da mente e do espírito.
14 Sistemas filosóficos.
159.9 Psicologia.
16 Lógica. Epistemologia. Teoria do conhecimento.
17 Moral. Ética. Filosofia.

2 Religião. Teologia
21 Religiões históricas e primitivas
22 Religiões do extremo oriente
23 Hinduísmo. Jainismo. Sikhismo
24 Budismo
25 Religiões da antiguidade. Religiões e seitas menores
252 Religiões da Mesopotâmia
254 Religiões do Irã
257 Religiões da Europa
26 Judaísmo
27 Cristianismo
271 Igreja Oriental
272 Igreja Católica
274/278 Igrejas protestantes
28 Islã
282 Sunismo
284 Xiismo
285 Fé Bahá'í
29 Novos movimentos religiosos

3 Ciências Sociais.
30 Ciências sociais em geral. Teorias, metodologia e métodos em Ciências Sociais. Sociografia.
304 Questões sociais. Prática social.
308 Sociografia. Estudos descritivos da sociedade.

. 38
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
31 Estatística. Demografia. Sociologia.
311 Estatística
314 Demografia
316 Sociologia
32 Política. Ciência política.
321 Formas de organização política. Teoria do Estado
323 Assuntos internos. Política interna.
324 Eleições. Plebiscitos. Referendos
327 Relações internacionais
328 Parlamentos. Congressos. Governos.
329 Partidos e movimentos políticos
33 Economia. Ciência económica.
330 Economia em geral.
331 Trabalho. Emprego. Economia do trabalho. Organização do trabalho.
334 Formas de organização e de cooperação na atividade económica. Sistemas cooperativos.
336 Finanças. Finanças públicas. Impostos. Sistema monetário e bancário.
338 Situação económica. Política económica. Administração, gestão da economia. Planeamento
económico.
339 Comércio. Relações económicas internacionais. Economia mundial. Economia global.
34 Direito. Jurisprudência. Legislação.
340 Teoria geral do direito.
341 Direito internacional
342 Direito público. Direito constitucional. Direito administrativo
343 Direito penal
343.9 Criminologia. Criminalística.
346 Direito económico. Direito da condução estatal da economia.
347 Direito civil
348 Direito eclesiástico. Direito canónico.
349 Ramos especiais do direito
35 Administração pública. Governo. Assuntos militares.
351 Atividades da Administração Pública.
352 Administração local. Autoridades locais.
353 Administração regional.
354 Administração central. Governo nacional.
355/359 Assuntos militares.
36 Assistência social. Previdência Social. Seguros.
364 Bem-estar social
366 Proteção ao consumidor
368 Seguros
369 Segurança Social.
37 Educação. Ensino. Pedagogia.
371 Organização do ensino. Sistemas educativos.
373 Ensino escolar em geral.
377 Ensino técnico-profissional. Institutos politécnicos.
378 Ensino superior. Universidades.
379.8 Lazer
389 Metrologia. Pesos e medidas.
39 Etnologia. Etnografia.
391 Vestuário. Traje. Traje folclórico. Moda e adorno.
392 Usos e costumes na vida privada
393 Morte. Cerimónias fúnebres. Ritos mortuários
394 Visa pública. Vida popular.
395 Cerimonial. Etiqueta. Protocolo.
396 Feminismo. Situação e condição das mulheres.
397 Povos primitivos. Nómadas. Ciganos.
398 Folclore. Tradição popular.

. 39
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
4 Classe vaga

5 Matemática e Ciências Naturais.


510 Matemática
520 Astronomia
528 Geodésia, Cartografia
529 Cronologia
530 Física
540 Química
548 Categoria:Cristalografia
549 Mineralogia
550 Ciências da terra
551.5 Meteorologia. Climatologia
551.7 Estratigrafia
552 Petrologia
553 Geologia econômica
556 Hidrologia
560 Paleontologia
570 Ciências biológicas
572 Antropologia
573 Biologia geral
574 Ecologia
575 Genética
576 Citologia
577 Bioquímica. Biofísica
578 Virologia
579 Microbiologia
580 Botânica
590 Zoologia

6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.


61 Medicina
619 Medicina veterinária
62 Engenharia. Tecnologia em geral.
621 Engenharia mecânica
621.3 Engenharia elétrica
621.38 Eletrônica
622 Mineração
623 Engenharia militar
624 Engenharia civil
625.1/.5 Engenharia ferroviária
625.7/.8 Engenharia rodoviária
626/627 Engenharia hidráulica
628 Engenharia da saúde pública
629 Categoria:Engenharia de veículos
63 Ciências agrárias
630 Engenharia florestal
631/634 Administração de fazendas.
635 Horticultura
636/638 Criação de animais
639 Caça e pesca.
64 Economia do lar
641/642 Culinária
643/649 Administração e equipamentos do lar
651 Administração de escritório
654 Telecomunicações
655 Impressão. Publicação. Mercado editorial.
656 Transporte e serviços postais
657 Contabilidade

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
659 Categoria:Publicidade. Marketing. Relações públicas.
66 Tecnologia química.
669 Metalurgia
67/68 Indústria e artesanato
69 Construção

7 Arte. Belas-artes. Lazer. Música. Design. Jogos. Desporto.


71 Planejamento regional
72 Arquitetura
73 Artes plásticas
74 Desenho
75 Pintura
76 Artes gráficas
77 Fotografia
78 Música
79 Recreação. Entretenimento. Jogos. Esportes.
791 Cinema
792 Teatro
793 Dança
794 Jogos de mesa e tabuleiro
796/799 Esportes

8 Linguagem. Linguística.
80 Filologia
81 Linguística
811 Línguas individuais
811.111 Inglês
811.112.2 Alemão
811.134.2 Espanhol
811.134.3 Português
82.02 Escolas literárias
82.09 Critica literária
82-1 Poesia
82-2 Drama
82-3 Ficção
82-4 Ensaios
82-5 Oratória, Fala
82-6 Cartas
82-7 Sátiras
82-8 Seleções, Combinações
82-9 Outras formas literárias
82-94 Escritos históricos
821.11 Literatura em línguas germânicas
821.112.2 Literatura alemã
821.12 Literatura em línguas itálicas
821.13 Literatura em línguas românicas
821.133.1 Literatura francesa
821.134.2 Literatura espanhola
821.134.3 Literatura portuguesa
821.14 Literatura grega (helenica)

9 Geografia. Biografia. Historia


900 História
910 Geografia e viagens
920 Biografia e genealogia
930 História do mundo antigo (para ca. 499)
940 História da Europa
950 História da Ásia
960 História da África

. 41
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
970 História da América do Norte
980 História da América do Sul
990 História de outras áreas

Lista 2 (Áreas geográficas, períodos históricos, Pessoas)


-1 Lugar em geral
-2 Designação fisiográfico
-3 Mundo antigo
-4 Europa
-41 Ilhas britânica (inteiro geográfica)
-410 Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda N
-410.1 Inglaterra
-410.3 Gales
-410.5 Escócia
-410.7 Irlanda do Norte
-415 Irlanda (todo geográfica)
-417 República da Irlanda
-430 Alemanha
-436 Áustria
-437.1 República Checa
-437.6 República Eslovaca
-438 Polónia
-439 Hungria
-44 França
-450 Itália
-4549 San Marino
-45634 Cidade do Vaticano
-4585 Malta
-460 Espanha
-469 Portugal
-47 Antiga URSS Europeia
-470 Rússia
-48 Escandinávia
-480 Finlândia
-481 Noruega
-485 - Suécia
-489 Dinamarca
-492 Holanda
-493 Bélgica
-494 Suíça
-495 Grécia
-497 Estados dos Balcãs
-5 Ásia
-61 Tunísia, Líbia
-7 North and Central America
-71 Canadá
-72 México
-728 Central America
-729 Índias Ocidentais
-73 Estados Unidos
-74 Estados N E
-75 Estados S E
-76 Estados S Central
-77 Estados N Central
-78 Estados W
-79 Estados do Pacífico
-8 América do Sul
-9 Pacífico Sul e Austrália. Ártico. Antártida
902 Arqueologia

. 42
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
903 Pré-história
908 Estudos de área
91 Geografia
929 Categoria:Biografias
929.5 Genealogia
929.6 Heráldica
93/99 História
930 Ciência da História.
930.1 Teoria e filosofia da história
930.25 Arquivologia. Arquivos. Registros públicos.
930.27 Epigrafia. Paleografia.
94 História geral
94(100) História mundial
94(3) História do mundo antigo
94(4) História da Europa
94(5) História da Ásia
94(6) História da África
94(7/8) História das Américas
94(9) História da Oceania e regiões polares

Indexação

Indexar26 vem do termo Index, que significa índice. Índice é “Lista dos elementos identificadores de um
documento, (autor, assunto, titulo, etc.) dispostos em determinada ordem para possibilitar seu acesso. ”
(Marisa Bräscher Basílio Medeiros).
Aqui vale dizer a diferença entre indexação e catalogação. A indexação representa o conteúdo, o tema,
a catalogação representa a parte física, ela descreve.

Em termos práticos, indexar é representar o documento por meio de palavras.


O indexador irá decidir quais palavras serão usadas com base na política de indexação da biblioteca,
no público-alvo da indexação, e nos instrumentos que tiver em mãos (vocabulários controlados).
A indexação é a operação que consiste em recuperar, selecionar e exprimir — por meio de termos
pertencentes a uma ou várias linguagens documentais — as informações contidas nos documentos.
Trata-se de uma operação de descrição interna, cujo objeto é o conteúdo intelectual dos documentos.
As principais etapas são a determinação do assunto ou assuntos fundamentais do documento — por meio
dos cabeçalhos de assuntos e/ou tesauros da área específica —; a identificação dos elementos do
conteúdo a descrever; a extração dos termos correspondentes; a verificação da pertinência dos termos;
a sua tradução em linguagem documental; a verificação da adequação da descrição feita; e a formalização
dessa descrição, de acordo com as regras a seguir (FARIA; PERICÃO, 2008).

Critérios de indexação

Geralmente as agências produtoras de bases de dados estabelecem critérios para uniformizar a


indexação, por meio dos elementos essenciais da constituição de uma publicação periódica. Como
exemplo, citamos a Edubase, produzida na Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP desde
1994, que adota os seguintes critérios para indexação de publicações científicas no campo da Educação:
- Resumo dos artigos em português 
- Palavras-chave dos artigos em português
- Abstract ou resumen (em espanhol) dos artigos
- Keywords (palavras-chave, em inglês) dos artigos
- Legenda bibliográfica (ID com as informações sobre o periódico no rodapé das páginas)
- Indicação de normas para as referências e as citações bibliográficas
- Indicação de contribuição de autores com artigos
- Ficha catalográfica e expediente da revista (conselho editorial, comissão editorial, etc.)
- Informação da periodicidade do periódico
- Divisão física: introdução, desenvolvimento e conclusão
26
Fujita, Mariângela Spotti Lopes (Organizador). Indexação de livros, a percepção de catalogadores e usuários de bibliotecas. São Paulo:
Ed. Unesp, 2009.
SANTOS, Gildenir Carolino. Fontes de Indexação para Periódicos Científicos. Editora: E-color, 2011.

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- Referências bibliográficas dos artigos, segundo a ABNT (NBR6023/2002)
- Citações bibliográficas dos artigos, de acordo com a ABNT (NBR10520/2002). Conforme citado no
início, as normas adotadas nos critérios de indexação podem variar de uma publicação científica para
outra, a depender do que se estabelece em cada país (AFNOR, ABNT, DIN, MLA, ISO, etc.), para tais
publicações.

O processo de indexação é composto de várias etapas. Os autores divergem quanto ao número de


etapas de indexação, porém elas versam sobre as mesmas operações, as quais são:
-análise: leitura e segmentação do texto para identificação e seleção de conceitos. A análise deverá
ser norteada por princípios da política de indexação que devem fazer parte de um manual de indexação
da instituição e sobre a qual o bibliotecário deverá ter domínio e conhecimento.
-síntese: construção de texto documentário com os conceitos selecionados. Está relacionada
especificamente com a elaboração de resumos;
-Representação – por meio de linguagens documentárias.

Carimbos27
São usados dois carimbos para identificar a obra que está sendo incorporada ao acervo: o de
identificação da biblioteca e o de registro da obra.
• o carimbo de identificação da biblioteca deve ser colocado no corte do livro ou em páginas pré-
determinadas. É costume carimbar, para fins de segurança, uma ou duas páginas previamente escolhidas
sempre as mesmas, em todas as publicações de determinada biblioteca. Exemplo: a biblioteca tal, põe o
seu carimbo de identificação na página 3 e na página 31
• o carimbo de registro é colocado no verso da folha-de-rosto, no canto esquerdo inferior ou o mais
próximo possível deste local, mas sempre no mesmo local. Esse carimbo deve ter os seguintes dados:
nome da biblioteca/número de registro/data (dia, mês e ano).

Exemplos:

Figura - Carimbos de identificação da biblioteca e de registro de livros

NOTAS: nunca o carimbo deve ser colocado em cima de uma imagem ou em página que possa lesar
ou ofender a mancha de informação. Os referidos carimbos são apostos em todos os documentos. Devem
respeitar-se as zonas específicas ou recomendadas para a carimbagem.
No caso dos audiovisuais, obras com folhas plastificadas ou material em que a tinta não adere, o
carimbo é efetuado numa etiqueta autocolante que é colocada no local estabelecido para carimbar.

Cada livro será devidamente etiquetado com o número de chamada e carimbado, antes de ir para o
acervo. Isso irá ajudar a identificar a propriedade do livro em caso de extravio. Nas bibliotecas que
possuem sistemas de segurança, cada livro receberá um alarme.
A maioria das bibliotecas costuma colocar o número do tombo no exemplar, em alguns casos, ainda
se coloca data de aquisição. Além dos carimbos e etiquetas, também podem ser colocados bolso e uma
“folha de devolução”, onde é carimbada a data em que o livro deve ser entregue. Tanto um quanto outro
são mais comuns em sistemas não automatizados.

Número de chamada de uma obra28


O número de chamada é um código, formado por números e letras, que identificam a obra e a localizam
nas estantes e prateleiras; é, portanto, o endereço de um livro nas estantes. Compõe-se de símbolos: na
primeira linha, o número de classificação e, na segunda linha, códigos correspondentes à autoria do livro.

27
Ibidem.
2828
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

. 44
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
O modo mais fácil de simbolizar a autoria é pelas três primeiras letras do sobrenome do autor. O número
de chamada aparece nas etiquetas colocadas nas lombadas dos livros.
Em bibliotecas de grande porte usa-se uma tabela com números correspondentes aos sobrenomes
dos autores. O sobrenome é simbolizado por sua inicial e pelos números a ele correspondentes; a estes
números segue-se, em letra minúscula, a primeira inicial do título (último exemplo acima). A tabela mais
conhecida e utilizada para simbolizar, em números, os sobrenomes, é a tabela de Cutter. Existe uma
tabela mais simples, incluindo sobrenomes em português, elaborada por Heloisa Almeida Prado, a tabela
PHA.

R
Fi Fj 036.9 Fa 658.1
LOB MAR ENC RAM 048p
v1

Questões

01. (TRT - 18ª Região (GO)- Analista Judiciário – Biblioteconomia – FCC) A indexação
(A) constitui um macrouniverso no qual as atividades de representação descritiva e temática
encontram-se inseridas.
(B) surgiu da necessidade da elaboração de índices e, atualmente, está vinculada à análise de assunto.
(C) é a área que mais evoluiu com as tecnologias, sendo todos os seus processos amplamente
automatizados.
(D) forma um campo de conhecimento consistente, cuja prática resulta de uma única corrente teórica.
(E) carece ainda de paradigmas e instrumental, comportando vários significados, bastante conflitantes
entre si.

02. (UFRJ - Auxiliar em Administração – Biblioteca - PR-4 Concursos/2015) Desde que chegam à
biblioteca até serem disponibilizados aos usuários, os livros são submetidos a procedimentos técnicos
específicos. Uma das etapas desse processo é:
(A) a catalogação.
(B) o empréstimo.
(C) a arrumação.
(D) a doação.
(E) a encadernação.

03. (UEPB - Auxiliar de Biblioteca – PaqTcPB/2012) São considerados acervos da biblioteca:


(A) Bibliografias elaboradas pelos usuários.
(B) Livros, estantes e bibliocantos.
(C) Número de usuários da biblioteca.
(D) Livros, folhetos e periódicos.
(E) Bibliocantos, revistas e estantes.

04. (IFC-SC Auxiliar de Biblioteca -IESES) Dos itens abaixo qual NÃO faz parte do acervo de uma
biblioteca:
(A) Acervo de periódicos.
(B) Acervo geral.
(C) Coleção de multimídias.
(D) Acervo de quadros.

Respostas

01 Resposta: B
O conceito de indexação surgiu a partir da elaboração de índices e atualmente está mais vinculado a
análise de assunto. Com a evolução da prática, em decorrência da necessidade de recuperação das
informações cada vez mais rápido, por parte de todos os que trabalham com a informação, os
profissionais passaram a contar com um aparato lógico e metodológico diversificado e voltado para o
contexto de cada documento, conforme citam Silva e Fujita (2004).

. 45
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
02. Resposta: A
Uma das etapas desse processo é a catalogação.

03. Resposta: D
Livros, folhetos e periódicos.

04. Resposta: D
Quadros não faz parte de um acervo de biblioteca.

7. Noções de organização da informação: arranjos de estantes;


armazenamento de fontes de informação e arquivamento de fichas
em catálogos (autor, título e assunto).

Catalogação29

É a transcrição dos elementos que identificam uma obra ou outro material em uma ficha catalográfica.
Os elementos que compõem a ficha encontram-se no início da obra, antes do texto, na chamada “folha
de rosto” ou “página de rosto”. O quadro abaixo apresenta os elementos que compõem a ficha
catalográfica, sua definição e representação.

Título Palavra ou frase que dá nome à obra. Ex.: A mudança da capital


Palavra ou frase que complementa ou
Subtítulo
explica o título.
Todos os exemplares produzidos da Registra-se de maneira
Edição
mesma matriz abreviada. Ex.: 2. ed.
Local geográfico no qual foi publicada a
Lugar de Publicação Ex.: Brasília
obra (Usa-se a cidade e não o país)
Registra-se a empresa sem se
levar em conta palavras tais
como editora, editores, editorial,
Editor Entidade responsável pela edição da obra. etc. salvo quando necessárias
para evitar interpretações
errôneas do nome. Ex.: Ed.
Salvador, Ed. Do Brasil
Data Ano de publicação da obra Ex.: 1978
Número de Páginas Número total de páginas de uma obra. Ex.: 375p.
Dados
Complementares: 68.940/86 58.623/98ex.2 Brasil
Número de registro da – Capital – Transferência.
Como descrito anteriormente
obra. Indicação dos Brasília (DF) – História 981.74
assuntos da obra V331m
Número de Chamada
Figura: Elementos de um livro

A ficha principal reúne um conjunto de informações que possibilitam a identificação e a localização da


obra no acervo (nº. de chamada, autoria, título, descrição física e pista). É utilizada como base para
elaboração das demais fichas secundárias. Quando a obra não tiver autor, a ficha principal terá entrada
pelo título.

29
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

. 46
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Definição dos elementos30

Elementos ou campos Definição Representação e exemplos


Escreve-se primeiro o
Pessoa ou entidade
sobrenome e logo depois o
responsável pelo conteúdo de
nome, separados por vírgula.
uma obra (pode haver mais de
AUTOR Em sendo possível determinar-
um autor), Marques, Fábio,
se, colocam-se as datas de
1937 – (pessoa) Fundação
nascimento e morte. Ex.:
Getúlio Vargas (entidade
Vasconcelos, Adirson, 1936
Nome que se dá a uma
TÍTULO Ex.:A mudança da capital
publicação ou nome da obra
Título auxiliar ou secundário da
Subtítulo
obra (não é obrigatório)
Conjunto de exemplares de uma Registrar de maneira abreviada
EDIÇÃO obra impressa de uma só vez a partir da Segunda edição de
(1ª edição, 2ª edição, etc). uma obra. Ex.: 2. ed.
Local geográfico no qual se
LUGAR DE PUBLICAÇÃO publicou uma obra (Usa-se a Ex.:Brasília
cidade e não o país)
Registra-se a empresa sem se
levar em conta palavras tais
como editora, imprenta, etc.
Empresa responsável pela
EDITOR salvo quando necessárias para
edição da obra
se evitar interpretações
errôneas do nome da empresa
Ex.: Ed. Independência
DATA Ano de publicação da obra Ex.: 1978
Número total de páginas de
NÚMERO DE PÁGINAS Ex.:375p.
uma obra
DADOS COMPLEMENTARES: 6.8940/86; 58.623/98 ex.2 Brasil
Como descrito anteriormente
Número de registro da obra; – Capital – Transferência.

30
Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

é um termo usado para designar lugar de publicação de uma obra, casa editora e data da publicação e/ ou direito autoral

. 47
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Indicação dos assuntos da obra; Brasília (DF) – História 981.74
NÚMERO DE CHAMADA V331m

Catálogos31

O conjunto de fichas ou registros (no fichário manual, listagem ou base de dados) que representam as
publicações do acervo de uma biblioteca, ordenadas de acordo com um plano definido.
• Ficha de autor normalmente é a ficha principal. É alfabetada pelo sobrenome do autor.
• Ficha de título, igual à principal, mas com o título em destaque na parte superior da ficha. É alfabetada
pelo título.
• Ficha de assunto, também igual à ficha principal, mas com o assunto escrito na parte superior da
ficha. É alfabetada pelo assunto. Atenção: deverá ser feita uma ficha para cada assunto. Assim, se um
livro trata de três assuntos, terá uma ficha para cada um dos três assuntos.
• Ficha topográfica, igual à matriz, armazenada pelo número de chamada.

31
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

. 48
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
As fichas que compõem os catálogos das bibliotecas são padronizadas. Feitas de cartolina ou outro
tipo de cartão delgado, medem 12,5 x 7,5 cm. No centro da parte inferior das fichas faz-se um furo onde
se passa uma haste, para que elas não saiam da ordem, na gaveta ou caixa onde são guardadas.

Tipos de Catálogos32

São quatro os catálogos que representam o acervo bibliográfico. Catálogo Topográfico, Catálogo de
autor, Catálogo de título e Catálogo de assunto.
Em bibliotecas de grande porte, as fichas irão formar os três Catálogos do público (Figuras 23, 24 e
25)
• Catálogo de título: o leitor consulta caso só tenha conhecimento do título da obra.
• Catálogo de autor: o leitor consulta quando só conhece o nome do autor. Deve ser arrumado, em
ordem alfabética, pelo último sobrenome do autor. As fichas principais ou matrizes são arquivadas neste
catálogo.

Figura – Catálogo de autor

Figura – Catálogo de título

• Catálogo de assunto: o leitor consulta quando não souber que obra deseja, nem tiver ideia do nome
do autor. Ou deseje ler sobre determinado assunto.
É constituído das fichas de assunto. Seu arquivamento obedece unicamente ao termo que determina
o assunto e são arquivadas em ordem alfabética.

32
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

. 49
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Figura – Catálogo de Assunto

Algumas bibliotecas utilizam o Catálogo-dicionário: onde se colocam todas as fichas (de autor, de título
e de assunto), arrumadas em uma única ordem alfabética como em um dicionário (Anexo 15 –
Alfabetação). Recomendado para bibliotecas pequenas.
Os catálogos destinados a auxiliar os funcionários no seu trabalho de organização do acervo são os
Catálogos internos auxiliares:
Catálogo topográfico: é um catálogo que mostra como as obras se localizam nas estantes. É formado
pelas fichas principais que são arrumadas de acordo com a classificação das obras, em ordem numérica
crescente. Nelas deve-se ainda anotar o número de registro de cada obra (ou números de registros para
obras em mais de um volume) e os assuntos da mesma. Neste catálogo não é necessário ter mais de
uma ficha, mesmo se a obra tiver mais de um volume ou mais de um exemplar. Uma única ficha é
suficiente, contanto que, após o seu número de registro, acrescente-se o número do volume ou exemplar.
Exemplo de sequência de ordenação de fichas no catálogo topográfico:
621
621.02
621.3
622
623.001
623.5
624

É formado pelas fichas topográficas também chamadas matrizes, principais ou básicas. As fichas
topográficas são organizadas no fichário seguindo a ordem numérica de classificação, isto é, pelo número
de chamada. Este catálogo é indispensável para a realização anual do inventário do acervo, uma vez que
o arquivamento no fichário segue a mesma ordem dos livros nas estantes. Logicamente dentro de cada
classe – 100, 200, 300, etc. e suas subclasses; é respeitada ainda a ordem alfabética.

. 50
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Figura – Catálogo topográfico

• Catálogo de registro: substitui o livro de registro ou de tombo. Consequentemente, onde existe esse
tipo de livro, o catálogo de registro é dispensável. Suas fichas são as de autores, com uma única
diferença: coloca-se, no alto, o ano, dia e número de registro, nessa ordem.
• Outros catálogos: catálogo de aquisição, catálogo de editoras, de nome certo de autores, de controle
de assuntos, etc.

Ordenação física do acervo33

O acervo de uma biblioteca deve ser organizado de modo que os livros e demais materiais que o
compõem possam ser facilmente localizados pelos leitores, uma vez que numa biblioteca pública os
leitores têm livre acesso às estantes.
A arrumação deve ser feita obedecendo a critérios previamente estabelecidos que agrupem na estante
as obras de um mesmo assunto, geralmente usando-se o sistema de Classificação Decimal de Dewey
(CDD). Na impossibilidade de usar esse sistema, por falta de bibliotecário, outra organização pode ser
criada, como por exemplo, agrupar os livros nas estantes identificados por etiquetas coloridas que
corresponderão a determinados assuntos. A arrumação de obras depende também do tipo do material,
por exemplo, as fitas de vídeo podem ter o mesmo arranjo das locadoras, isto é, por grandes assuntos;
os recortes de jornal, por ordem alfabética dos assuntos tratados; os discos compactos, por tipo de
música, etc.
Outro cuidado a ser tomado na organização do acervo: acostumar os leitores a nunca recolocarem as
obras nas estantes. Cada livro, cada revista, cada jornal têm o seu lugar certo; e, uma obra colocada no
lugar errado dificilmente será reencontrada. Depois de utilizá-las, os leitores devem deixar as obras sobre
a mesa de leitura ou no balcão de entrada, para que os funcionários as arrumem, após a coleta da
estatística diária.

Livros34

Cada livro já registrado e catalogado tem na parte inferior da lombada a ETIQUETA DE LOMBADA,
da qual consta o código do seu lugar nas estantes e prateleiras da biblioteca, ou seja, o número de
chamada. Assim, a sequência dos livros na estante segue a mesma ordem do catálogo topográfico, como
descrito acima.

33
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.
34
Ibidem.

. 51
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Alguns pontos devem ser observados em relação à organização dos livros:
• Estantes: devem ser abertas para facilitar a ventilação e de preferência metálicas pois facilitam a
limpeza. É fundamental a sinalização das estantes para orientar na localização dos assuntos.
• Prateleiras: não devem ficar inteiramente ocupadas e ter espaço para novas obras do mesmo
assunto. Com isso, evita-se o constante remanejamento de toda a estante. Essa folga nas prateleiras tem
outra utilidade além da reserva de crescimento, pois permite que os livros sejam puxados pela parte
mediana da lombada, e jamais pela sua borda superior.

As prateleiras devem ter etiquetas com o número de classificação e o assunto dos livros nelas
colocados. É aconselhável, sempre que possível, que numa mesma prateleira fiquem todas as obras
sobre um mesmo assunto. Quando isto não for possível devido à grande quantidade de publicações sobre
o mesmo assunto, colocar um aviso bem visível, indicando onde fica a sua continuação.
Posição dos livros nas estantes: os livros são colocados da esquerda para a direita e devem ser
mantidos na posição vertical. Para não caírem, usam-se cantoneiras especiais denominadas bibliocantos
(peças em forma de L, de metal ou de madeira). Na falta de bibliocantos e quando há espaço suficiente
na prateleira, pode-se usar um peso para manter os livros na posição vertical.
Alguns tipos de livros necessitam um arranjo especial (veja também acima o item Classificação –
Número de Chamada para os tipos de material, seus códigos e seu arranjo):
• As obras de referência devem ficar em estantes separadas, uma vez que são utilizadas com maior
frequência.
• Para incentivar e aprofundar o conhecimento dos jovens, os livros informativos apropriados a leitores
acima de 12 anos podem ser colocados ao lado dos livros dos adultos.

Uma outra alternativa é destacar na área destinada aos jovens ou adolescentes (outro local de convívio
na biblioteca), as obras de especial interesse desta faixa etária, como esporte, amor, corpo e saúde,
educação sexual, etc.
• É muito utilizado, na área infantil, o código de cores para diferenciar os livros sem texto, histórias de
nível elementar, poesia, canções, e outros. A separação dos livros de ficção infantil por assuntos (histórias
de bichos, contos de fada e outros) é um outro modo de arranjo de livros infantis.
• Os livros para crianças até 4 anos podem ser colocados em caixotes de madeira com base
antiderrapante. A criança vai brincar com o livro e irá então se familiarizando com este outro brinquedo,
até se habituar e considerar como algo muito especial.
• Também a ficção para jovens ou adultos pode ser dividida em: aventura, clássicos, crime, ficção
científica, mistério, romances, romances históricos, terror etc.

Figura - Organização de livros nas estantes

. 52
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Para facilitar a localização dos assuntos, coloca-se ao alto de cada estante indicações com o número
de classificação seguido do nome da classe em letras maiúsculas.

Periódicos35

Não devem ficar nas mesmas estantes onde se guardam os livros. A biblioteca deve ter estantes
separadas, exclusivamente para os periódicos.
Quando soltas (não encadernadas), as revistas serão guardadas em posição vertical, em caixas
especiais de madeira, metal ou papelão, por ordem alfabética de títulos.
Na falta dessas caixas, as revistas, bem como os jornais, podem ser guardados em posição horizontal
nas estantes. Neste caso, cada pilha não deve ultrapassar a altura de 22,5 centímetros, pois, se a pilha
for mais alta, dificultará tanto a retirada quanto a posterior arrumação dos fascículos.
As revistas e livros em quadrinhos podem ser destinados tanto para adultos como jovens e crianças.
Podem ser organizados em caixas ou em gôndolas.
Sugestão: os fascículos de um determinado título, podem ser colocados em uma caixa de papelão –
desde que as dimensões da caixa utilizada permitam que fiquem adequadamente acomodados. O
conteúdo destas caixas deve ser devidamente identificado por etiqueta colocada de forma bem visível.
Estas caixas, dependendo do público-alvo (crianças, jovens ou adultos) e do local da biblioteca onde
serão disponibilizadas aos leitores, podem ser colocadas no chão, ou dispostas separadamente, nas
estantes.

Material audiovisual / Multimeios36

As fitas de vídeo e os discos compactos (CDs) devem ter um tratamento especial: as capas originais
ficam em estantes ou caixas de madeira (como lojas de música) e os vídeos e os CDs ficam estocados
em estantes atrás da mesa de atendimento do setor de música. Neste local também ficam os
equipamentos, com saída de som através de fones de ouvidos próximos a poltronas ou cadeiras
confortáveis. O leitor não manuseia estes materiais e o equipamento de som, somente aqueles destinados
ao estudo de línguas.
As fitas cassetes ou de vídeo e CD-ROMs para estudo de línguas, bem como o material gráfico que
os acompanham podem também ficar estocados no atendimento do setor de música. Esse material é
colocado à disposição dos leitores para que possam retornar e/ou avançar as fitas, nos aparelhos de
vídeos ou toca-fitas destinados a esse fim.
As fitas de vídeo podem ter o mesmo arranjo utilizado nas locadoras de vídeo: aventuras,
documentários, temas de livros, esportes, infantis e outros.
Os CDs podem ter o mesmo arranjo das lojas: música clássica, MPB, músicas regionais, etc,
dependendo da criatividade dos responsáveis pela biblioteca.

Questão

01. (UEPB – Auxiliar de Biblioteca – Paq TcPB-4/2012) O número de chamada é importante para:
(A) Localizar obras nas estantes.
(B) Facilitar a reserva.
(C) Auxiliar no empréstimo domiciliar.
(D) Catalogar os livros.
(E) Renovar o empréstimo de livros.

Resposta

01. Resposta: A.
O número de chamada é um código, formado por números e letras, que identificam a obra e a localizam
nas estantes e prateleiras; é, portanto, o endereço de um livro nas estantes. Compõe-se de símbolos: na
primeira linha, o número de classificação e, na segunda linha, códigos correspondentes à autoria do livro.

35
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.
36
Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25 mai. 2015.

. 53
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
O modo mais fácil de simbolizar a autoria é pelas três primeiras letras do sobrenome do autor. O número
de chamada aparece nas etiquetas colocadas nas lombadas dos livros.

8. Circulação de fontes de informação: empréstimo; devolução e reserva.

Circulação e Empréstimo

A circulação corresponde a toda e qualquer movimentação física de materiais emprestados a usuários.


Compreende materiais bibliográficos do acervo e equipamentos.
A circulação do material bibliográfico pode ocorrer pela simples retirada da prateleira, seja para seu
manuseio no local ou em outro espaço da Biblioteca, seja para sua retirada por empréstimo fora da sede.
Já a circulação de equipamentos, normalmente ocorre apenas nas dependências da Biblioteca.

Coleções bibliográficas

A coleção da Biblioteca contém diferentes tipos de materiais de informação, os quais devem ser
distribuídos e organizados conforme suas características físicas, forma ou suporte, compondo uma, duas,
três ou mais coleções bibliográficas, geralmente as bibliotecas dividem suas coleções em Coleção Geral
e Coleção Memória.
Os maiores conjuntos de documentos da Coleção Geral são os livros e os periódicos, ambos
organizados em blocos compactos de estantes, não viabilizando áreas de estudo entre elas. Ao usuário
deve ser solicitado a não reposição dos materiais em seu lugar, para fins de coleta de dados e evitar
equívocos na organização, deixando-os nos locais indicados.
Pode-se permitir livre acesso a coleção, e sua localização adequada consiste no local cuja a incidência
solar seja menor. É aconselhável detalhar sua organização em um manual de rotinas e procedimento e,
se necessário afixar cartazes informativo com informações pertinentes.
A responsabilidade pela manutenção destas coleções é do Setor de Circulação. Assim, a partir da
entrada na coleção e respectiva disponibilização ao usuário, o cuidado com o documento é deste Setor,
cabendo-lhe as alterações de status de circulação, sempre que necessário.
Todos os tipos de documentos podem ser emprestados para uso na sede e fora dela, com exceção
das normas técnicas, que devem permanecer na Biblioteca, por questões de direito autoral e por serem
obras de referência. O Regulamento de Circulação de Materiais Bibliográficos detalha as especificidades
e prazos de cada tipo de material e coleção.

Já para a Coleção Memória, pode-se restringir o acesso, por isso, esta coleção pode ser abrigada em
um ambiente único e fechado, com acesso para consulta mediante solicitação/

No que concerne à circulação, os objetivos específicos são:


a) viabilizar o uso racional e equilibrado do acervo da biblioteca;
b) identificar os materiais de informação adequados ao desenvolvimento da coleção;
c) propor prioridades para aquisição de material bibliográfico;
d) sugerir diretrizes para avaliação da coleção;
e) permitir maior rotatividade do material bibliográfico com maior demanda;
f) facilitar o empréstimo fora da sede para os itens menos procurados;
g) determinar princípios de organização e manutenção adequadas ao acervo e ambientes de leitura
da biblioteca;
h) nortear os procedimentos de circulação, independentemente de sua implementação.

Equipamentos

Os equipamentos destinados aos usuários da biblioteca podem ser fixos ou móveis. Entretanto mesmo
aqueles que têm total mobilidade na Biblioteca não podem ser retirados para uso fora de suas
dependências. Seu detalhamento e funcionalidade são objeto do manual de rotinas e procedimentos.
O empréstimo pode variar conforme o tipo de equipamento. A depender da demanda, a biblioteca pode
requisitar que o usuário faça uma reserva para uso. A biblioteca deve também estipular o tempo e forma
de utilização que podem ser agrupados em um regulamento de circulação de equipamentos.

. 54
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Por exemplo: para o usuário utilizar um notebook da biblioteca, ele precisa fazer uma reserva, dessa
forma, ele dirigir-se-á ao atendimento da biblioteca pessoalmente ou se a biblioteca oferecer atendimento
pela internet, e fará a reserva. O auxiliar de biblioteca deve verificar a disponibilidade do equipamento e
agendar um horário. Na disponibilização do equipamento, o auxiliar de biblioteca deverá informar o
usuário de suas responsabilidades para com o equipamento. É realizada uma conferência do notebook e
equipamentos como mouse e adaptador de tomada, case, etc. E o usuário se compromete a entregar o
material com as mesma integridade e no horário combinado. O usuário também deve ser informado dos
locais onde o uso do equipamento é permitido, bem como, das senhas de acesso para fazer o login do
equipamento. O usuário assina um termo e/ou utiliza-se de cartão ou reconhecimento de usuário pela
digital. Um comprovante pode ser emitido, e se a biblioteca disponibilizar perfil para o usuário, fica em
seu registro que este realizou o empréstimo do equipamento tal, como prazo tal.

O armazenamento dos equipamentos móveis pode situa-se no em um setor de circulação, onde são
controlados e preservados em local seguro e chaveado.

No que concerne à circulação, os objetivos específicos são:


a) ampliar a disponibilização de recursos tecnológicos aos usuários;
b) viabilizar acesso monitorado à localização de documentos bibliográficos dentro e fora da Biblioteca;
c) facilitar a movimentação dos equipamentos em locais que não possuem desktops;
d) fomentar a utilização de e-readers e tablets para leitura de e-books, com vistas à redução de espaço
físico nas estantes com títulos em vários exemplares.

O espaço de armazenamento do material bibliográfico é totalmente de livre acesso ao usuário. Com


vistas a manter o ambiente agradável e induzir o usuário a manter a ordem, é recomendado que o acervo
seja constantemente examinado, a fim de assegurar sua organização, com os livros e demais materiais
devidamente alinhados e sem material depositado fora da posição adequada.

Além dessa área do acervo, podem existir ambientes com finalidades específicas para leitura, uso de
computadores com prioridade para assuntos acadêmicos, salas de estudo em grupos, sala de
videoconferência e área de convivência. A ordem nesses ambientes é de responsabilidade do setor de
circulação, que ao constatar problemas de limpeza e/ou higiene em qualquer dessas áreas, ou mesmo
em seus móveis ou equipamentos, deve comunicar à Secretaria, responsável pela manutenção da
limpeza na Biblioteca. Isso significa que, ao menos ao final de cada turno, os livros deixados para serem
guardados sejam recolhidos, bem como as mesas e cadeiras sejam realinhadas.

Leitura

A biblioteca universitária deve propiciar ambientes de estudo individual distintos de outros para
atividades em grupos. Para tanto, a biblioteca pode disponibilizar mesas de trabalho individuais em
ambiente reservado e com preservação do silêncio, salas de estudo em grupo, mesas para atividades
individuais e/ou em grupos, onde o silêncio absoluto não é uma contingência. A leitura de lazer ou de
simples informação rotineira inclui a possibilidade de assistir TV (sem som, apenas com legendas).

Salas de estudo em grupo

A biblioteca pode disponibilizar salas para estudos em grupo que se destinam, preferencialmente, a
atividades acadêmicas em grupos de duas ou mais pessoas. Para ter acesso às salas de estudo, o
usuário, normalmente deve fazer a reserva, embora também possa utilizá-las sem essa condição,
dependendo da sua disponibilidade.

Área de convivência

Ambiente que se configura como um espaço de convívio para a comunidade usuária da biblioteca, não
necessariamente para estudo ou pesquisa. Trata-se de um espaço para descanso com a possibilidade
de assistir televisão com legendas, leitura de lazer, periódicos recentes ou de jornais diários com a
possibilidade de apreciar um cafezinho nessa ocasião.

. 55
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Sala de videoconferência

Destinada a reuniões por videoconferência, sessões de ensino à distância, produção de conteúdo de


vídeo e outras atividades acadêmicas que exijam a utilização dos equipamentos disponíveis na sala. Para
ter acesso à sala de videoconferência, o usuário deverá fazer reserva, podendo utilizá-la sem prévia
reserva, dependendo da sua disponibilidade.

Espaço para guarda de volumes

A fim de viabilizar livre trânsito aos usuários nas dependências da Biblioteca, esta pode disponibilizar
armários com compartimentos individuais para depositarem seus pertences com segurança, através de
fechaduras com senhas ou chave, podendo o ambiente ser monitorado por câmeras de vídeo. Dessa
forma, pode-se vedar a entrada de usuários na biblioteca com objetos pessoais dispensáveis para as
atividades que estão em busca.

Sinalização

A sinalização ambiental tem papel importante para os usuários e visa facilitar-lhes a localização dos
produtos e serviços oferecidos, bem como a prestação de informações gerais para a locomoção das
pessoas.

O sistema de sinalização tem como objetivo identificar, ambientar e qualificar os espaços da Biblioteca,
oferecendo também conforto físico e visual aos seus frequentadores. Para orientar os usuários pode ser
utilizadas placa locacional, placa direcional, placa informacional, placa direcional geral, conjunto de
adesivos e adesivos informacionais, totem direcional e totem informativo. Todos esses elementos e outros
que se venham implementar, devem seguir uma orientação específica, que pode ser
elaborado/encontrado em um manual de sinalização.

Comunicação

Além da comunicação visual estabelecida na sinalização dos ambientes, a comunicação com o usuário
da biblioteca pode ser realizada por diversos meios, sempre preservando a sobriedade dos espaços, sem
torná-los poluídos ou sobrecarregados, cultivando uma estética vibrante, objetiva, alegre, atrativa e
aconchegante. São recursos como:
a) folders: materiais de divulgação impressa com informações relevantes sobre o funcionamento e
regras de utilização da Biblioteca e demais recursos da Instituição;
b) site: divulgação através da internet, contendo informações institucionais (administrativas e
históricas), disponibilizando documentos (técnicos e administrativos) úteis à comunidade, tutoriais de
serviços bibliográficos, formulários para solicitação de serviços diversos, links para produtos e serviços
externos a instituição.
c) painéis e murais: para colocação de cartazes, avisos, e informações de interesse aos usuários
produzidos pela Biblioteca. Os de outra origem são de livre utilização dos usuários, mas com localização
no saguão externo à entrada da Biblioteca;
d) expositores: módulo para colocação de periódicos recentes e totens para colocação de folders
diversos;
e) outros materiais de divulgação, como marcadores de livros, sacolas para transportar livros, canetas,
etc.

Os conteúdos disponibilizados através desses meios são provenientes, principalmente, do setor de


referência e do núcleo de informática, porém a operacionalidade, produção, manutenção e atualização
dos que são em meio eletrônico ou digital são de responsabilidade deste último.

Os Serviços correspondem às atividades ou série de atividades tangíveis ou não, realizadas pelos


funcionários. A fim de atender demandas realizadas ou futuras, com base em recursos físicos ou sistemas
de informação, gerando produtos ou informações para solução do(s) problema(s) do usuário. Portanto,
a informação é a base do serviço oferecido e trabalhar com a informação requer, além de sua organização
e disponibilização, sua comunicação entre quem atende e seu cliente, de forma que essa interação seja
ótima e sincronizada. O valor desse atendimento também consiste em compreender o usuário e
ambientes apropriados para construir relacionamentos duradouros.

. 56
1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
A qualidade do serviço, como é percebida pelo usuário, é a mais importante força impulsionadora do
desenvolvimento de um sistema de informação ou da biblioteca. Os recursos humanos assumem o papel
de intermediários responsáveis pela satisfação ou não do usuário pela imagem boa ou ruim do serviço
oferecido.

Os serviços oferecidos aos usuários possuem objetivos específicos, entre eles:


a) instruir no uso da Biblioteca;
b) auxiliar na resolução de suas questões de referência;
c) ajudar na seleção e localização de livros e outras fontes de informação;
d) promover o uso da Biblioteca;
e) ampliar o espectro de buscas da informação.

O atendimento ao usuário, na maioria das vezes, ainda é feito da própria biblioteca, contudo pode se
dar também fora dela. Assim são caracterizados três tipos de atendimento:
a) na sede: qualquer interação atendente/usuário que se efetivar na biblioteca durante todo seu horário
de expediente externo. No balcão de empréstimos são realizadas as transações de empréstimos,
devoluções e reservas de itens; no plantão de referência o atendente auxilia e orienta o usuário quanto
aos recursos da Biblioteca; e a sala de atendimento personalizado serve para atender solicitações mais
complexas, como orientações sobre normalização de documentos, utilização de bases de dados e
questões referentes a pendências dos usuários;

b) no prédio Centenário da Escola de Engenharia: para consulta da Coleção Memória da Engenharia,


feita sob agendamento no plantão de referência. Deve ser realizado por membro da equipe da Divisão de
Atendimento ao Usuário, que se deslocará até aquele prédio;

c) virtual: refere-se ao contato telefônico ou através da internet, denominado Serviço Referência Virtual
Assíncrono – SRVA, que atende usuários remotos de forma efetiva, utilizando a ferramenta e-mail.

Acessibilidade

Como o próprio nome já diz, a acessibilidade, deve dar acesso a todas as pessoas à biblioteca,
adaptando a biblioteca para dar acesso a pessoas com dificuldades físicas como locomoção ou
dificuldades visuais ou quais sejam as suas dificuldades.

Empréstimos e Reservas

Para cadastrar o usuário e atribuir-lhe uma a senha de acesso ao empréstimo e aos serviços
disponíveis via Internet, ao usuário é requisitado:
1. Que se dirija a biblioteca, apresentando documento de identidade com foto e documento de
confirmação do vínculo com a universidade (comprovante de matrícula, ou declaração com tempo de
vigência do convênio/projeto e assinatura do professor responsável);
2. Confirmação dos dados disponíveis na rede.
3. Cadastrar senha de usuário.

Atenção: Nas bibliotecas automatizadas, é necessário manipular equipamentos como computadores,


leitores óticos, aparelhos de reconhecimento digital, etc. Por isso, a senha de usuário deve ser
solicitada sempre.

EMPRÉSTIMO DOMICILIAR37

Considerações gerais

-Para o bom funcionamento deste serviço é recomendável estabelecer-se um regulamento onde


estejam definidos claramente: prazo de empréstimo por tipo de material, quantidade de obras
emprestadas por leitor, renovação, penalidades ao leitor faltoso (suspensão temporária, suspensão
definitiva, multa em moeda corrente e outras), sistema de reserva e outros que o responsável pela

37
Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. –
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. 160p.: il; 26 cm. – (Documentos técnicos; 6).

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
biblioteca julgar convenientes. O número de volumes a ser emprestado para crianças deve ser superior
ao que normalmente as bibliotecas adotam (2 volumes/pessoa, por 2 semanas). O regulamento deve ser
afixado em lugar visível, perto do balcão de empréstimo. (Anexo 6 – Modelo de regulamento da biblioteca).
-Nem todas as obras da biblioteca podem ser emprestadas. As obras que são constantemente
consultadas ou de consulta local (dicionários, enciclopédias, atlas etc.), as obras raras, as obras em mal
estado de conservação, as obras preciosas – eis algumas que não saem do recinto da biblioteca, e que,
portanto, não precisam de bolso, nem do “cartão do livro”. Em caso de muita demanda de uma obra
didática, com poucos exemplares, pode-se restringir seu empréstimo por um período de tempo. Os
recortes de jornal não são emprestados.
-Aconselha-se cuidado especial com o empréstimo de periódicos pois, dificilmente, podem ser
repostos, quando se estragam ou se perdem: em geral um periódico não é reeditado e é raro as editoras
o terem em estoque. 0 caso dos jornais é ainda mais alarmante, uma vez que são impressos em papel
de pouca durabilidade. As revistas consideradas de lazer e não de informação podem ser emprestadas
após determinado tempo de sua publicação, com exceção das revistas do mês corrente. No caso de
empréstimo domiciliar dos periódicos, o funcionário anotará em uma ficha avulsa o seu título e data, nome
e nº de usuário já inscrito para empréstimo e dia para a devolução. A data da publicação será completa,
anotando-se ano, mês e dia (se for diário).
-Empréstimo interbibliotecas. É o recurso para atender sempre ao leitor. O bibliotecário responsabiliza-
se pelo empréstimo através de formulários apropriados que vêm sendo usados já há algum tempo. Para
localizar um livro ou periódico, pode-se recorrer aos catálogos coletivos: de livros, como por exemplo, o
da Universidade de São Paulo ou de periódicos, em base de dados do IBICT.

Preparo do livro para empréstimo

Para o empréstimo domiciliar são necessários alguns impressos que asseguram a devolução da obra
em bom estado e em tempo hábil:

O leitor deve assinar na coluna “Assinatura do leitor”, de acordo com sua assinatura no cartão de
inscrição. O cartão do livro deve ser guardado em fichário bem visível, organizado por data de devolução,
para controle da coleção. Em algumas bibliotecas, os livros têm dois cartões que são preenchidos quando

. 58
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do empréstimo, o primeiro para arquivamento por data de devolução (controle de obras em atraso) e o
segundo, por ordem alfabética de sobrenome do autor, possibilitando responder ao leitor se uma obra
está emprestada e a data prevista de sua devolução.

Bolso do livro

Trata-se de um suporte colado na face interna da contracapa da obra. Nele se guarda o Cartão do livro
acima descrito. Quando a obra é emprestada, o Cartão do livro é retirado do bolso devidamente anotado
e guardado num fichário, para controle. A sua simples presença nesse fichário, significa que a obra está
emprestada. Após a devolução da obra, o Cartão é novamente colocado no bolso do livro.

Rotina para o empréstimo e devolução de obras Empréstimo:


-solicitar ao leitor a apresentação do seu cartão;
-anotar, no seu cartão, a data da devolução (ou carimbar, caso a biblioteca tenha um carimbo datador).
No caso de mais de uma obra sendo emprestadas, colocar duas ou mais datas;
-retirar os cartões do livro do seu bolso e anotar o número de registro de leitor e a data de devolução
(ou carimbar, caso a biblioteca tenha um carimbo datador);
-solicitar ao leitor que assine seu nome nos cartões;
-anotar ou carimbar, na papeleta de devolução de cada livro, a data da mesma.
-devolver o cartão do leitor e o(s) livro(s) ao leitor, reiterando a data de devolução;
-arquivar os dois cartões do livro, um por ordem alfabética de sobrenome de autor (para em caso de
pedido do mesmo livro, verificar se está emprestado e a data de sua devolução) e o outro por ordem
cronológica crescente, usando para isso fichas guia numeradas de 1 a 31 (é aconselhável que sigam,
para cada dia, a ordem de sobrenome do autor facilitando sua retirada na hora da devolução);
-ao fim do dia, anotar o total de livros emprestados por assunto, no formulário de controle de uso da
coleção, utilizando para a contagem os cartões do livro inseridos atrás da ficha-guia correspondente ao
dia da devolução, das obras emprestadas naquele dia.

Devolução:
-verificar na papeleta de devolução (colada no livro), se a obra está sendo devolvida no dia certo e
verificar o estado da mesma;
-retirar as duas fichas do livro (da ordem alfabética e da cronológica), conferir e recolocar no livro;
-cancelar o empréstimo, no cartão do leitor, com a rubrica do funcionário que recebeu a obra;
-caso o leitor queira renovar o empréstimo, verificar se não há reservas e emprestá-lo novamente;
-colocar o(s) livro(s) num carrinho para reposição ou prateleira no balcão de empréstimo;
-recolocar o(s) livro(s) nas estantes.

Controle do empréstimo:
-verificar, periodicamente, os livros em atraso e efetuar a cobrança por carta modelo ou telefone.
-verificar, quando os livros forem devolvidos, se existem reservas e, em caso afirmativo, avisar as
pessoas que efetuaram reservas que o livro já se encontra disponível.

Renovação: renove os materiais emprestados, antes ou na data prevista para a devolução, desde que
não estejam atrasados ou reservados para outros usuários. Cada obra pode ser renovada até N vezes (a
quantidade N de vezes que uma obra pode ser renovada é estipulada pelo regulamento de empréstimo
da biblioteca)

Reserva: caso não haja nenhum exemplar da obra de seu interesse disponível, é possível fazer uma
reserva na Biblioteca. Consulte suas reservas diariamente, pois o tempo de disponibilidade do material
após a devolução é de 24 horas.

Material pendente: verifique quais as datas de devolução dos materiais que estão em seu poder.

Dados pessoais: mantenha seu e-mail atualizado para receber os avisos da Biblioteca.

Histórico de empréstimos: consulte os empréstimos que realizou no intervalo de datas desejado.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Questões

01. (UFPE - Bibliotecário Documentalista – COVEST/COPSET/2010) A função responsável pelo


controle de movimentação das coleções dentro e fora da biblioteca é conhecida como:
(A) empréstimo.
(B) circulação.
(C) reprodução.
(D) divulgação.
(E) orientação ao usuário.

02. (TCE/GO – Analista de Controle Externo – FCC/2009) Visando melhorar o atendimento do


usuário e, ao mesmo tempo, promover o uso extensivo dos recursos da biblioteca, o serviço de informação
e referência deve concentrar esforços
(A) no serviço de empréstimo domiciliar.
(B) na educação do usuário.
(C) na divulgação da biblioteca.
(D) no treinamento do bibliotecário.
(E) na comunicação visual do espaço.

03. (IF-RJ - Auxiliar de Biblioteca - BIO-RIO/2015) São atividades relacionadas a empréstimo,


EXCETO:
(A) digitar o número do tombo da publicação a ser emprestada.
(B) verificar se os livros precisam ser encadernados.
(C) efetivar ou gravar o empréstimo.
(D) orientar sobre o funcionamento da biblioteca.
(E) digitar o código do usuário no sistema utilizado.

04. (IF-PI - Auxiliar de Biblioteca – FUNRIO/2014) Em bibliotecas não informatizadas, depois de


consultar e ver que todos os exemplares de uma determinada obra encontram-se emprestados, preenche-
se uma papeleta de
(A) empréstimo.
(B) atendimento.
(C) solicitação.
(D) circulação.
(E) reserva.

Respostas

01. Resposta: B.
A circulação corresponde a toda e qualquer movimentação física de materiais emprestados a usuários.
Compreende materiais bibliográficos do acervo e equipamentos.
A circulação do material bibliográfico pode ocorrer pela simples retirada da prateleira, seja para seu
manuseio no local ou em outro espaço da Biblioteca, seja para sua retirada por empréstimo fora da sede.
Já a circulação de equipamentos, normalmente ocorre apenas nas dependências da Biblioteca.

02. Resposta: B.
Os conteúdos disponibilizados através desses meios são provenientes, principalmente, do setor de
referência e do núcleo de informática, porém a operacionalidade, produção, manutenção e atualização
dos que são em meio eletrônico ou digital são de responsabilidade deste último.
Os Serviços correspondem às atividades ou série de atividades tangíveis ou não, realizadas pelos
funcionários. A fim de atender demandas realizadas ou futuras, com base em recursos físicos ou sistemas
de informação, gerando produtos ou informações para solução do(s) problema(s) do usuário. Portanto,
a informação é a base do serviço oferecido e trabalhar com a informação requer, além de sua organização
e disponibilização, sua comunicação entre quem atende e seu cliente, de forma que essa interação seja
ótima e sincronizada. O valor desse atendimento também consiste em compreender o usuário e
ambientes apropriados para construir relacionamentos duradouros.
No plantão de referência o atendente auxilia e orienta o usuário quanto aos recursos da Biblioteca, no
sentido de ensinar/educar o usuário.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
03. Resposta: B
No momento do empréstimo não é atribuição do bibliotecária verificar qualquer coisa com relação à
encadernação. Os demais itens devem ser realizados para o bom andamento do procedimento de
empréstimo.

04. Resposta: E
Caso não haja nenhum exemplar da obra de seu interesse disponível, é possível fazer uma reserva
na Biblioteca. Deve ser consultada as reservas diariamente, pois o tempo de disponibilidade do material
após a devolução é de 24 horas.

9. Atendimento e orientação aos usuários.

Geralmente as bibliotecas consideram o Atendimento ao Usuário como as atividades e serviços


oferecidos à comunidade acadêmica (alunos, professores, funcionários e visitantes) e ao público em geral
(comunidade), bem como à movimentação e ocorrências nos ambientes a ela disponibilizados. Trata do
processo de trabalho que permeia o atendente e o usuário, com foco na qualidade, utilizando a
capacitação, planejamento e eficiência no atendimento.
O bom atendimento é o elemento mais importante para promover o alto conceito da Biblioteca, que
foca o usuário como seu objeto principal. A busca da qualidade em satisfazê-lo está em atendê-lo como
pessoa e não como produto. Assim, mesmo que o cliente cometa erros, isso não deve pautar o diálogo
com o atendente, quando a destreza desse último deverá prevalecer de maneira a deixar o usuário a
vontade.

Para conceituar a qualidade no Atendimento ao Usuário, algumas características significativas, como


habilidades e atitudes, são considerados:

a) tangibilidade: aparência;
b) confiabilidade: capacidade de realizar serviços confiáveis e precisos, conforme o pactuado;
c) aptidão para responder ao usuário: boa vontade, disponibilidade, saber ouvir e expressar-se
corretamente;
d) segurança / confiança: conhecimento e habilidade profissional dos atendentes;
e) empatia: cuidado e atenção individualizada ao usuário, cortesia;
f) comprometimento: individual e em equipe.

Considera-se que a qualidade está sendo alcançada, na medida em que existir uma demanda
crescente de usuários, e/ou expectativas crescentes por parte da comunidade em relação à biblioteca

Serviços aos usuários: Orientação, consulta e referências.38

Serviços aos usuários são os serviços prestados pelas bibliotecas às pessoas que usam a biblioteca,
os usuários. Os usuários são basicamente de 2 (dois) tipos: os reais, que efetivamente usam a biblioteca
e seus serviços; e os potenciais, que podem vir a usar a biblioteca. Cabe a biblioteca atender as
demandas tanto dos usuários reais quanto dos potenciais. Para isso, ela oferece vários serviços, a saber.

Treinamento, orientação e consulta39

Quando o usuário chega à biblioteca, principalmente aqui no Brasil, é um alumbramento, um espanto.


Ainda tem muita gente, mesmo em cidades grandes, que nunca foi em uma biblioteca. Por isso, a maior
parte da atenção de treinamento, orientação e consulta é voltada para ensinar essas pessoas a utilizar
os recursos e serviços da biblioteca da forma mais completa possível. Isso vai desde de ensinar como
encontrar um dicionário na organização das estantes da biblioteca até ensinar como fazer uma busca por
ordem alfabética de uma palavra em um dicionário.

Bibliotecas universitárias se deparam com a necessidade constante de treinar e orientar os usuários,


especialmente os calouros (muitos dos quais estão indo pela primeira vez em uma biblioteca na

38
HENN, G. Apostila de Auxiliar de Biblioteca – Livro Post. Biblioteconomia para concursos, 2010.
39
HENN, G. Apostila de Auxiliar de Biblioteca – Livro Post. Biblioteconomia para concursos, 2010.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
universidade), no uso do sistema de gerenciamento de livros (como fazer uma busca por título, por autor,
por assunto, como identificar a data, como saber se o livro está disponível, etc.) e depois de encontrar o
livro no sistema, como encontrá-lo nas estantes.
É comum as bibliotecas oferecerem visitas guiadas, para uma ambientação inicial com os novos
alunos.
Nas bibliotecas que não possuem sistemas informatizados, o treinamento para o uso do catálogo é
essencial.

Referência (ou serviço de referência) 40

É o intermediário entre o acervo e o usuário. O usuário quando se depara com a biblioteca precisa de
referência, por isso esse nome. (Para alguns autores, e eu concordo com essa linha de pensamento,
todos os serviços voltados para os usuários estão dentro do serviço de referência. Mas isso é apenas a
minha visão.) Afinal de contas, como encontrar a informação que você quer diante de um mundo de
documentos? É preciso de ajuda.

O serviço de referência tem por base a 4ª lei de Ranganathan, e aproveito para colocar todas aqui:

1 – Os livros são para usar


2 – A cada leitor o seu livro
3 – A cada livro o seu leitor
4 – Poupe o tempo do leitor
5 – A biblioteca é um organismo em crescimento

Por poupar o tempo do leitor, entende-se se esforçar para que o tempo entre a solicitação do usuário
ao sistema e a sua resposta seja mínimo. Para tanto, as bibliotecas cada vez mais investem em sistemas
automatizados, por um lado, e em treinamento de pessoal, por outro.
O serviço de referência também pode ser feito à distância. O que dá mais comodidade ao usuário. Em
geral, as bibliotecas oferecem telefone, para receber críticas e sugestões e tirar dúvidas, e e-mail ou
formulários web para solicitações mais detalhadas. Neste caso, pode ser chamado de serviço de
referência virtual ou digital.
Serviço de referência é o serviço responsável pelo atendimento do usuário na biblioteca. É, de forma
simples, a ponte entre o acervo informacional da biblioteca e o usuário que pretende encontrar alguma
informação ali. O primeiro trabalho sobre serviço de referência data de 1876, nos EUA. A origem do
Serviço de Referência está diretamente ligada à urbanização e à industrialização, que fez com que as
grandes cidades recebessem pessoas sem o mesmo grau de cultura e letramento daquelas que
frequentavam bibliotecas até então. Isso fez com que os bibliotecários passassem a se preocupar em
como atender melhor pessoas que muitas vezes sequer sabiam ler.

O problema: o processo é iniciado com um problema que atrai a atenção de um usuário;


A necessidade de informação: explicitação do problema pelo usuário, seja por necessidade de
conhecer e compreender, seja por curiosidade ou qualquer outro motivo;
A questão inicial: o usuário formula a questão e solicita auxílio do bibliotecário; inicia-se o
processo de referência, que compreende duas fases: a análise do problema e a localização das
respostas às questões;(grifo nosso)
A questão negociada: o bibliotecário solicita esclarecimentos sobre a questão inicial para
atender satisfatoriamente a necessidade do usuário;
A estratégia de busca: o bibliotecário analisa minuciosamente a questão, identificando seus
conceitos e suas relações, para traduzi-la em um enunciado de busca apropriado à linguagem de
acesso ao acervo de informações; a seguir, são escolhidos os vários caminhos possíveis para o
acesso às fontes especificas para responder a questão apresentada.
O processo de busca: estabelecimento de estratégias flexíveis que comportem mudança de
curso para otimizar a busca;
A resposta: para a maioria dos casos será encontrada uma resposta, porém isso não constitui
o fim do processo, pois a resposta encontrada pode não ser a esperada;
A solução: o bibliotecário e o usuário devem avaliar se o resultado obtido é suficiente para
finalizar o processo de busca.

40
HENN, G. Apostila de Auxiliar de Biblioteca – Livro Post. Biblioteconomia para concursos, 2010.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Pesquisas e levantamentos bibliográficos41

É uma das atribuições mais importantes da biblioteca e, mais nas bibliotecas especializadas, constitui
boa parte das solicitações. Consiste em executar pesquisas para os usuários sobre temas específicos
nas fontes de informação disponíveis às bibliotecas. Levantamento bibliográfico é um sinônimo para “o
que tem sobre determinado assunto” ou “o que tem de determinado autor” na biblioteca. Isso é muito
comum. O que tem sobre história do Brasil? Então será feito um levantamento bibliográfico a fim de
identificar a bibliografia disponível na biblioteca sobre o tema, incluindo não apenas livros, mas artigos de
periódicos e demais documentos.

Disseminação seletiva da informação

É o serviço que leva a informação ao usuário, ou seja, dissemina a informação selecionada para a
pessoa que precisa/deseja receber a informação.
Em geral, o usuário tem um cadastro na biblioteca em que indica seus interesses, e a biblioteca envia
informações selecionadas para ele.

Circulação (Empréstimo)42

É o serviço de circulação dos exemplares (documentos) do acervo. Em geral, toda biblioteca tem um
balcão de empréstimo/devolução, com sistema automatizado ou não, em que o usuário leva o livro que
quer levar, preenche as informações necessárias, e leva o livro para casa durante o período permitido de
empréstimo.
Caso o usuário deseja ficar mais tempo com o livro, poderá renová-lo caso não esteja reservado, no
caso de sistemas automatizados é possível fazer isso sem ir presencialmente na biblioteca. E caso o
usuário queira pegar um livro que está emprestado, poderá fazer a reserva do livro. Também aqui, em
caso de sistema automatizado, a reserva pode ser feita pelo próprio sistema.

Circulação do material bibliográfico: empréstimo, devolução, consulta, etc.

Circulação do material bibliográfico entende-se como a circulação do acervo da biblioteca entre a sua
comunidade. Essa circulação se dá através do empréstimo de livros aos indivíduos da comunidade, com
tempo estipulado para ser devolvido para que outros possam tomá-lo emprestado. Existe uma sequência
lógica aqui.
1 – O usuário irá fazer uma consulta ao catálogo da biblioteca. As bibliotecas universitárias, quase
sempre, possuem um sistema de bibliotecas para gestão de seus catálogos, e oferecem um catálogo em
linha (OPAC).
2 – Após encontrar o livro na base, o usuário irá verificar se o livro está disponível para empréstimo.
Se o livro estiver disponível, o usuário irá localizá-lo nas estantes para realizar o empréstimo (caso o
acervo da biblioteca seja fechado, ou seja, sem acesso para os usuários, o livro deverá ser solicitado no
balcão). Se o livro não estiver disponível o usuário deve identificar a razão. Se o livro não puder ser
emprestado, pode ser feita uma consulta local. Se o livro estiver passando por reparos, o usuário deverá
retornar em outro momento. Se o livro estiver emprestado, o usuário poderá fazer uma reserva do livro.
3 – Com o empréstimo realizado, o usuário deverá ficar atento ao prazo para devolução. Ao fim do
prazo, caso o usuário queira permanecer com o livro, deverá consultar o sistema para saber se há
reservas. Se houver reservas, deverá devolver o livro.

Caso não haja reservas, o usuário poderá renovar o empréstimo e permanecer com o livro.
É importante saber que existem diferentes prazos de empréstimo a depender do material a ser
emprestado (livros com grande rotatividade geralmente tem menor prazo de empréstimo), e do tipo de
usuário (professores e alunos de pós-graduação normalmente tem um prazo maior do que alunos de
graduação, por exemplo). Também vale lembrar que é bastante comum a aplicação de multas diárias
para os atrasados na devolução e, em muitos casos, a multa é mais alta para livros que estão com
reservas.

41
HENN, G. Apostila de Auxiliar de Biblioteca – Livro Post. Biblioteconomia para concursos, 2010.
42
HENN, G. Apostila de Auxiliar de Biblioteca – Livro Post. Biblioteconomia para concursos, 2010.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
10. Preservação e conservação de fontes de informação.

Armazenagem e Reposição do material

A armazenagem em depósito da biblioteca do material bibliográfico retirado do acervo ativo, com o


objetivo de abrir espaços para materiais novos. Este material ficará organizado e à disposição da
comunidade quando solicitado.
Critérios para se remanejar materiais bibliográfico:

- Títulos históricos e não utilizados durante os últimos 5 (cinco) anos;


- Coleção de periódicos correntes, anteriores aos últimos 3 (três) anos;
- Coleções de periódicos de compra encerrada e que tenham possibilidade de serem reativados;
- Coleções de periódicos de valor histórico.

Reposição do Material

Os materiais desaparecidos não serão repostos automaticamente.


A reposição deverá ser baseada nos seguintes critérios:
- Demanda do título;
- Número de exemplares existentes;
- Relevância do título para a área;
- Existência de outro título mais atualizado.

Conservação e Preservação de Fontes de informação43

O desgaste dos livros de uma biblioteca é inevitável, devido ao seu uso contínuo, e isso é normal
porque demonstra que o material está sendo utilizado. Por outro lado é o dano mais frequente causado
pelo uso inadequado do livro. Um livro danificado, na maioria dos casos, pode ser recuperado com bons
resultados, porém seu aspecto original jamais lhe será devolvido.
A recuperação de livros danificados exige técnicas e procedimentos especiais, que prolongue sua vida
útil e garanta a permanência do conteúdo da obra.
Como o material danificado é, via de regra, o mais requisitado, deixá-lo muito tempo fora da estante
causa muitos transtornos e gera reclamações dos usuários.
A maior parte das grandes bibliotecas possui seu próprio setor de recuperação de material utilizando-
se de técnicas artesanais apropriadas para consertá-los propiciando um tempo de vida maior ao livro.
No SIBI/PUCPR vêm sendo feitas experiências com essas técnicas artesanais de recuperação de
livros, demonstrando as seguintes vantagens: melhor qualidade da recuperação, com maior tempo de
vida útil do livro; maior rapidez e, consequentemente, menos tempo do livro fora da estante; menor custo;
recuperação preventiva de material com pequenos danos, evitando a ocorrência de danos mais sérios.
O objetivo do curso é oferecer informações básicas sobre preservação de acervos bibliográficos aos
profissionais que atuam em bibliotecas, pois conhecendo os tipos de materiais que formam o acervo e
seus principais danos, será possível mudar o comportamento dos colaboradores diante de fatores de
degradação.
Consertar um material danificado tem custo e leva tempo, dessa maneira investindo no cuidado
preventivo evita-se que documentos se percam por causa da degradação.
Inicialmente, cabe fazer a distinção entre preservação e conservação do acervo.

Existem várias definições sobre preservação, conservação e restauração, embora sejam similares há
algumas diferenças entre elas, as definições e termos adotados neste trabalho é de CARVALHO.
Preservação é conjunto de medidas e estratégias administrativas, políticas, e operacionais que
contribuem direta ou indiretamente para a preservação da integridade dos materiais.
Já a conservação preventiva engloba as melhorias do meio ambiente e dos meios de armazenagem
e proteção, visando retardar a degradação dos materiais. Conservação curativa aplica-se a um elemento
do acervo em vias de desaparecimento devido à ação de um agente ativo de deterioração neste elemento,
como por exemplo, insetos ou fungos no papel, lombada danificada, etc.

43
RODRIGUES, M. S. P. Preservação e Conservação de Acervos Bibliográficos. IX Encontro Nacional dos Usuários da Rede Pergamum.
Sistema Integrado de Bibliotecas da Pontifícia Universidade do Paraná, abril de 2007.

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1214678 E-book gerado especialmente para SAMUEL DE SOUZA FRANCA
Restauração toda intervenção humana direta que tem por objetivo restituir o aspecto original de um
objeto do acervo danificado, mais utilizado para obras raras (no caso de livros).

Plano de Conservação Preventiva


Foi definida em Havana em 2000:
“É a concepção, coordenação e execução de um conjunto de estratégias sistemáticas organizadas no
tempo e no espaço, desenvolvidas por uma equipe interdisciplinar com o consenso da comunidade a fim
de preservar, resguardar e difundir a memória coletiva no presente e projetá-la para o futuro para reforçar
a sua identidade cultural e elevar a qualidade de vida”.

Papel
O papel é composto por fibras unidas tanto fisicamente (por estarem entrelaçadas a modo de malha)
como quimicamente (por pontes de hidrogênio).
Acredita-se que tenha sido inventado na China por Ts'ai Lun no ano 105 a.C.
As fibras para sua fabricação requerem algumas propriedades especiais, como alto conteúdo de
celulose, baixo custo e fácil obtenção: razões pelas quais as mais comumente usadas são as vegetais. O
material mais comumente usados é a polpa de madeira de árvores, principalmente pinheiros (pelo preço
e pela qualidade da fibra, muito larga) e eucaliptos (muito barata e resistente).
Outros materiais como o algodão e o cânhamo também podem ser utilizados na confecção do papel.
A celulose é a principal substância usada para fabricar papel. É insolúvel em água, sua composição é de
fibras vegetais, carboidratos, amido e lignina. A lignina é um polímero de ácido e de natureza orgânica,
que impregna as fibras da celulose e diminui a resistência do papel, ela é a causadora do amarelecimento
do papel.

Fatores de Degradação do Papel


O papel como matéria orgânica e vulnerável a diversos processos de degradação. São divididos em:
Fatores intrínsecos: estão ligados na própria fabricação e composição do papel tais como, tipo de
fibras, resíduos químicos não eliminados e partículas metálicas. Qualidade dos elementos na constituição
do papel e peculiaridade do processo de fabricação
Fatores extrínsecos: estão ligados ao meio ambiente em que esse papel está, tais como fatores
ambientais, agentes biológicos, ação do homem e circunstanciais como, incêndios, inundações e
catástrofes naturais radiação ultravioleta, temperatura, umidade, poluentes atmosféricos,
microorganismos, insetos e roedores. No caso de volumes que são muito utilizados frequentemente,
recomenda-se que sejam encapados, a fim de preservarem mais por estarem mais vulneráveis (Luccas
e Seripierri, 1995).

Agentes Físicos
Consideram-se agentes físicos, os efeitos ambientais e os climáticos.

Iluminação
As radiações ultravioletas (UV) presentes na luz solar e nas lâmpadas fluorescentes causam oxidação
da celulose, isso contribui para degradação do papel e do couro, principalmente os de cores vermelha e
azul. Para evitar esse dano recomenda-se a utilização de filtros nas lâmpadas e bloqueios aos raios
solares com persianas e cortinas. A recomenda que o limite de radiação ultravioleta tanto para acervos
quanto para leitura seja de 75UV (m w/ lúmen).

Temperatura e umidade
A temperatura e a umidade são fatores climáticos cujas oscilações provocam no acervo uma dinâmica
de contração e alongamento dos elementos que compõem o papel, além de facilitar o desenvolvimento
de microrganismos, insetos e até roedores. A temperatura ideal para acervos é de 12ºc. Para áreas de
consultas com grandes volumes de usuários, deve-se manter a temperatura entre 19º a 23º centígrados
e a umidade relativa do ar entre 50% a 60% (ideal 55%). Variações não são toleráveis. O controle da
umidade e temperatura nos locais de guarda de acervo deve ser medido através de aparelhos específicos
como:
O aparelho de ar-condicionado que ajuda o controle de temperatura do ambiente;
O higrômetro, que mede a umidade relativa do ar,
O termo higrômetro, que mede a temperatura e a umidade,
O desumidificador, que retira a umidade do ambiente.

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O calor danifica os materiais e a umidade facilita a proliferação de fungos e de insetos, por isso o ar
deve ser constantemente renovado, com janelas amplas e posicionadas adequadamente, sem corrente
direta nos materiais, mas proporcionando a devida movimentação do ar. Deve ser evitada a conjunção
temperatura elevada/umidade.

A ventilação natural ou forçada com ventiladores controla simultaneamente a temperatura e a umidade


e deve ser usada na falta dos equipamentos recomendados.
Para documentos guardados em arquivos é recomendado o uso de sílica gel em forma de pedra.
Segundo Lucas e Seripierri (1995, p. 20), “Pesquisas e experiências indicam que quanto mais baixa for a
temperatura maior será a permanência e durabilidade do papel.”

Poluição atmosférica
Entre os poluentes mais reativos e agressivos aos acervos em papel estão a poeira e os gases que
tornam-se ácidos quando há queima de combustível A poeira sobre os documentos prejudica a estética
além de favorecer o aparecimento de microrganismos como os fungos, o que pode causar aceleração da
deterioração dos documentos. Como medida profilática, a adoção de filtros nos sistemas de ventilação é
recomendada.

Agentes Biológicos
Os agentes biológicos constituem ameaça mais sérias devido os danos que podem causar nos acervos

Fungos
Os fungos comumente conhecidos como “mofo” ou “bolor” ataca todos os tipos de acervos e são
identificados no papel por manchas amarela. Isentos de clorofila e incapazes de assimilar o gás carbônico,
surgem em ambientes de umidade alta.
Medidas preventivas: A higienização do acervo, manter a temperatura adequada através do uso de
desumidificador em ambientes úmidos.
Medidas de erradicação: são utilizados produtos químicos como o timol. Para combater os fungos
existem empresas especializadas no tratamento dos documentos.

Insetos
São cinco os principais insetos que atacam os acervos, divididos em roedores de superfície e roedores
internos:
a) Insetos roedores de superfície atacam externamente os documentos, baratas, traças e piolho de
livros,
b) Insetos roedores internos de documentos, cupins e brocas.

Baratas (Blattarias)
Atacam papéis gomados, capas de documentos encadernados com tecidos. Alimentam-se do amido
presente em colas. Medidas preventivas: Manter fechados ralos e aberturas de paredes e pisos. Evitar
deixar o lixo permanecer na biblioteca no período noturno, assim como levar alimentos para os ambientes
que contém documentos.
Métodos de erradicação: Recomenda-se uso de inseticidas aplicados em iscas. Pode-se realizar um
tratamento localizado ou dedetização de todo o ambiente com empresa especializada.

Traças (Tisanuros)
Escondem-se dentro de papéis velhos enrolados, mapas, arquivos ou sobre superfícies de papéis
gomados. Atacam a celulose do papel ou amido da cola da lombada dos livros ou das etiquetas.
Medidas preventivas: Limpeza semestral dos arquivos, mapotecas e evitar manter documentos em
caixas.
Medidas de erradicação: as mesmas medidas dotadas para combater as baratas.

Piolhos de livros (Corrodentia)


Alimentam-se dos fungos existentes no papel. Conseguem sobreviver dentro das páginas dos livros.
Só causam danos se estiverem em grande número, fazem pequenos furos irregulares nos documentos.
Medidas preventivas: Limpeza rotineira dos documentos e controle de temperatura e umidade.
Medidas de erradicação: Uso de termonebulização ou fumigação.

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Brocas (Anobiideos)
Alimentam-se da celulose e do couro existem nos livros, chegam a varar um volume, deixando uma
espécie de rendilhado, passando de um volume para outro se estiver apertados nas estantes. São
descobertos porque deixam uma poeira fina no local de atuação.
Medidas preventivas: inspecionar periodicamente as coleções antigas encadernadas em couro.
Encadernações modernas em brochura, papel cuchê e capas plastificadas não são atacadas. A rotina de
verificação da coleção deve ser realizada pelo menos uma vez por ano entre os meses de julho e outubro,
quando as larvas alcançam de 3 a 5 milímetros antes da fase adulta.
Medidas de erradicação: Existem vários métodos de erradicação. No SIBI/PUCPR é utilizado o sistema
de congelamento.

Cupins (Térmitas)
Entre os meses de setembro a dezembro os cupins alados partem em revoada entrando nos edifícios.
Ficam voando em torno das lâmpadas até perderem suas asas, quando procuram madeiras para formar
novas colônias. Em bibliotecas atacam livros.
Medidas preventivas: utilizar sempre madeiras tratadas, evitar deixar móveis encostados em paredes.
Medidas de erradicação: Aplicando inseticidas em suas colônias por intermédio de seringas. Aplicar
nos móveis 15 mãos de cupinicida ou querosene, depois de seco passar verniz.

Roedores
Os roedores preferem os ambientes quentes, úmidos e escuros causam grandes estragos aos acervos
e transmitem doenças fatais ao homem. Medidas preventivas: Deve-se evitar que os acervos sejam
próximos de lugares onde se encontram alimentos.
Medidas de erradicação: utilizar iscas raticidas. Esse serviço deve ser feito por empresas
especializadas.

Ação do Homem – Manuseio e Acondicionamento

Os critérios para manusear um documento são determinantes para uma maior vida útil e de sua
permanência no acervo. Recomenda-se, portanto, a adoção de normas e procedimentos básicos, como
por exemplo, uma postura institucional por parte dos funcionários e dos usuários para evitar a negligência
e o vandalismo. A conscientização do valor das coleções e da importância de sua conservação devem
ser fatores permanentemente apresentados em treinamentos de pessoal. Os usuários devem estar
permanentemente informados sobre as normas e procedimentos quanto ao uso das coleções, isso
contribui consideravelmente para a conservação preventiva do acervo.

Outros procedimentos devem ser seguidos, como:


- Manter sempre as mãos limpas.
- Usar ambas as mãos ao manusear gravuras, impressos, mapas, etc. sempre sobre uma superfície
plana.
- Documentos, gravuras, partituras, etc. nunca devem ser guardados diretamente uns sobre os outros
sem proteção. Recomenda-se o uso de algum papel neutro para separá-los, pois os aditivos químicos de
um poderão atingir o outro pelo enfeito da migração.
- Nunca usar fitas adesivas em virtude de composição química da cola
- Evitar o uso de colas plásticas (PVA).
- Evitar enrolar documentos, mapas gravuras, etc.
- Nunca umedecer os dedos com saliva ou qualquer outro tipo de líquido para virar as páginas de um
livro.
- Nunca efetuar marcas nos livros, seja com dobras ou tintas, usar marcadores de páginas.
- Não apoiar os cotovelos sobre os volumes de médio e grande porte durante leituras ou pesquisas.
- Nunca fazer anotações particulares em papéis avulsos colocados sobre as páginas de um livro.
- Quanto à colocação de carimbos de propriedade da instituição, seção etc. em obras do acervo,
observar as seguintes normas;
- Aplicar o carimbo no verso da folha de rosto dos volumes;
- dentro do volume o local de carimbagem deve ser o espaço da margem fora do texto;
- Utilizar carimbos em tamanhos e formas padronizados pela instituição;
- Certificar-se da qualidade química da tinta e precaver-se com a qualidade excessiva ao uso nestas
tarefas;

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- Em gravuras, impressos, manuscritos etc. utilizar o verso na parte inferior esquerda dos mesmos,
jamais carimbar sobre ilustrações e/ou textos;
- Certificar-se da posição correta do carimbo na hora do uso para não incorrer em ações inversas
(carimbo de cabeça para baixo).
- Evitar o uso de grampos e clipes metálicos nos documentos;

ALIMENTOS: Evitar trazer qualquer tipo de alimento e realizar refeições dentro das áreas destinadas
ao trabalho e manuseio de obras, evitar guardar qualquer tipo de guloseimas dentro de gavetas e armários
em áreas destinadas ao acondicionamento de obras. Não circular com líquidos pelo acervo.
TRANSPORTE: utilizar carrinhos adequados sem, no entanto, superlotá-los no ato do transporte.

ESTANTES: O ideal para armazenamento de coleções bibliográficas é o mobiliário em aço com


tratamento antiferruginoso e pintura epóxi-pó. Para melhor areação é recomendado que se tenha um
afastamento de 80 cm entre as paredes e as estantes, última prateleira para o chão deve ter 20 cm,
devem ser abertas para facilitar a ventilação e metálicas para facilitar a limpeza. Os livros devem ser
acondicionados nas estantes em posição vertical; nunca acondicionar os livros com a lombada voltada
para cima e o corte lateral voltado para baixo, pois esta posição acarreta o enfraquecimento das costuras.

PRATELEIRAS: Utilizar bibliocantos para evitar o tombamento dos livros.

NUNCA MANTER AS ESTANTES COMPACTADAS. Os livros não podem ser guardados empilhados,
superlotando as prateleiras das estantes porque podem causar danos físicos aos mesmos que, durante
sua retirada e reposição, sofrem rasgos e facilitam a proliferação de microorganismos e insetos. O limite
de livros de tamanho comum (21cm) por prateleira, é de 30 livros. Os in-fólios devem ser guardados na
horizontal, em estantes especiais (de almoxarifado, por exemplo).

NUNCA RETIRAR um livro da estante puxando-o pela borda superior da lombada (cabeça do livro).
Retirar pelo meio.
Questões

01. (Câmara Municipal de São Miguel do Oeste – Bibliotecário - Prefeitura de São Miguel do
Oeste – SC/2015) Com relação a preservação do acervo bibliográfico é incorreto afirmar que:
(A) A posição do livro interfere na sua preservação devendo-se assim, evitar dispô-los de modo que
fiquem inclinados ou em posições em que suas lombadas não permaneçam totalmente na vertical.
(B) Uma ligeira folga entre os livros auxilia a ocasionar danos a encardenação e a circulação do ar,
facilitando a ação de fatores biológicos.
(C) O uso de dispositivos como desumidificadores, esterilizadores de ar, condicionadores de ar e
termômetros auxiliam no controle de fatores ambientais ou físico-químicos.
(D) A qualidade do papel e da tinta, bem como a temperatura e a umidade são fatores que interferem
no desgaste do livro.

02. (IFN-MG -Auxiliar de Biblioteca – FUNDEP/2014) Luccas e Seripierre (1995), ao tratarem da


preservação de documentos em bibliotecas e da armazenagem do acervo, recomendam
(A) encapar com plástico os volumes de muito uso.
(B) guardar os volumes em armários bem fechados e sem ventilação.
(C) organizar o acervo de modo a não receber luz solar direta.
(D) utilizar lâmpadas fluorescentes para iluminação.

03. (UNIUV - Bibliotecário UNIUV/2015) Para a boa preservação do acervo é necessário o controle
de temperatura e umidade relativa do ar no espaço físico da biblioteca. Assinale a afirmação correta.
(A) A temperatura deve ser entre 15 graus e 20 graus e a umidade relativa do ar superior a 50% para
equilibrar;
(B) A temperatura e a umidade relativa do ar devem ser controladas automaticamente pelo setor de
manutenção e o bibliotecário não pode interferir;
(C) A temperatura e a umidade relativa do ar devem ser ambiente, ou seja, de acordo com a
temperatura do clima;
(D) A temperatura deve ser mantida entre 19 graus e 23 graus e a umidade relativa do ar inferior a
55%;
(E) A temperatura deve ser 25 graus e a umidade relativa do ar acompanhando.

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Respostas

01. Resposta: B
Uma ligeira folga entre os livros auxilia a ocasionar danos a encardenação e a circulação do ar é uma
afirmativa incorreta, pois a folga não causa dano algum, pelo contrário, até ajuda na circulação de ar.

02. Resposta: A
Tais autores recomendam encapar volumes que são muito utilizados frequentemente, a fim de
preservarem mais por estarem mais vulneráveis (Luccas e Seripierri, 1995).

03. Resposta: D
A temperatura ideal para acervos é de 12ºc. Para áreas de consultas com grandes volumes de
usuários, deve-se manter a temperatura entre 19º a 23º centígrados e a umidade relativa do ar entre 50%
a 60% (ideal 55%). Variações não são toleráveis.

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