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A semana do Louco

Valéria Fernandes

Dica: ao consideramos o arcano 0 ou XXII como indicador dos caminhos durante uma semana ou
mês, somos naturalmente chamados a conduzir nossas jornadas diária pelas vias que dão acesso a
um horizonte ilimitado e com ares mais jovial, tendo a leveza como guia e a descontração como
companheira por um percurso que não precisa ter hora marcada para
um eventual ou possível fim. Trata-se de um reencontro necessário com a infância abafada e com os
instintos reprimidos que solicitam o livre transitar pela alma com a boa disposição de direcionar os
nossos futuros atos de maneira menos formal; agora sem as rédeas que a vida adulta e repleta de
obrigações fatigantes involuntariamente nos impôs. Um excelente convite a adentrar numa
instigante aventura interior que deverá retornar em reflexo através de um cotidiano
preferencialmente feliz.
Ponderação: quando bem aproveitada para o talento inventivo, a energia emitida por este arcano
ganha cunhos de criação, ajudando à expansão da mente no olhar habitual sobre o universo;
transformando à prosa em verso, o revés em sucesso com originalidade singular. O surgimento da
carta O Louco deve ser apreciado por olhares atentos para que não caiamos na mais completa
desatenção, nos deixando seduzir cegamente pela despreocupação exagerada ou pela impulsividade
contida que há tempos não ousávamos a nos aventurar. A dica para não cometer os excessos fica por
conta permanecermos abertos aos riscos e às novidades, sem esquecer de exercitar a coerência ao
ouvirmos a sábia voz do coração que em épocas inspiradas por esta lâmina ganha espaço maior.
Alerta: não raro, as influências deste arcano nos enchem de coragem e de predisposição para um
constante recomeço, não importando o ponto em que estamos em nossa caminhada ou quão
grandiosas é a estrada que teremos que desbravar. O risco de frearmos os intentos acontece quando
a passividade e a postura do não-fazer se sobrepõem à espontaneidade do momento, quebrando o

0 ou 22. O Loucoo - Il Matto - Tarocchi Classici


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elo com os novos rumos que escolhemos para uma vida de ânimo e ritmada pelo prazer.
Mãos à obra: permita-se sair dos limites da programação para extravasar juntamente com seu Eu
puro, aberto e infantil; recomece de onde desejar sua trajetória ao se ligar ao mundo fantástico da
alegria e da imaginação; aprenda a ser feliz em seu cotidiano de maneira responsável, mas sem que
seja necessário esquecer de colocar em prática a vivacidade e a jovialidade de espírito que
equilibram a rígida automatização das ações.
Meditação: tradicionalmente a carta O Louco apresenta um homem em pleno caminhar
acompanhado de um animal, trajando roupas coloridas e carregando uma pequena trouxa amarrada
em um bastão. Seu semblante e postura nos levam a entender que seu estágio é de desligamento
material e de soltura interior. Ao contemplar uma imagem com esta, desafie a si ao absolver a
sabedoria que a espontaneidade acrescentará em sua vida e aprenda viver um dia de cada vez.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: aberto, de preferência com música
Incensos: à vontade
Cores de velas: a que a intuição escolher
Símbolo: ausência de símbolo
Letra hebraica: Tau
Elementos da Natureza: Água e Fogo

A semana do Mago
Valéria Fernandes

Dica: quando para orientar a semana ou o mês sorteamos o arcano I, indica que é chegada a hora
de colocar em prática todo o potencial criador e criativo que há dentro nós, mas que deixamos
anular de algum modo, fechando passagens para as diversas formas de expressão que temos ao
nosso alcance.
O Mago aparece como indicador de nossos mais variados talentos, conscientizando-nos
que temos ao nosso dispor todas as aptidões necessárias para darmos início aos intentos desejados,
isto se aliarmos a agilidade mental à ação, rumo a concretização. Em primeiro momento é
aconselhável o centramento em um só foco, pois ao almejarmos a emancipação simultânea dos
projetos, corremos o risco de nos dispersarmos em meio a tantas idéias e perdermos a plenitude que
cada uma delas pode nos proporcionar.
Ponderação: a energia vinda deste arcano é de movimento, de destreza e dinamismo, um convite
mais do que notório para avançarmos em nossas pretensões com audácia e coragem. A habilidade de
comunicação e o poder de persuasão devem ser explorados e empregados sem medo de um possível
fracasso, pois sob a influência deste arcano temos a oportunidade de tornarmos credíveis os planos
traçados e convencermos quem nos cerca sobre as nossas capacidades de planejamento e de
realização. É importante demonstrarmos empenho e esforço para sabermos “vender” bem nossa
criatividade e versatilidade; o cuidado é para não nos perdemos com o excesso de imaginação.
Alerta: quando nas aspirações existe o contato direto com terceiros, a espontaneidade deve ser
apresentada de maneira autêntica e pura, isto porque a influência do Mago poder aflorar
visivelmente nosso Eu astucioso e manipulador. E mesmo que não intencionados, podemos passar a
imagem de que somente desejamos tirar vantagem da situação ou que estamos passando por um
período cheio de idéias fugazes, sem nenhum direcionamento sólido e verdadeiro, causando
interrogações a quem precisamos passar certezas.

1. 0 Mago - Il Bagatellieri em I Tarocchi Classici


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Mãos à obra: acredite em sua inteligência alerta, revele sua criatividade e originalidade, saia do
âmbito das idéias para o plano da efetivação, concentre-se nos limites que não devem ser
ultrapassados, e mostre a si mesmo o quão gratificante pode ser a autoconfiança. Feito sua parte
com dedicação e afinco, sinta-se orgulhosamente privilegiado com as qualidades que tem e com as
circunstâncias que poderá utilizá-las.
Meditação: ao desejar ser estimulado pela carta O Mago, vale a pena prestar atenção em sua
postura desenvolta e repleta de sagacidade, colocar-se no lugar dele e manusear os variados objetos
que estão em sua mão e sobre sua mesa; em seguida, veja-se dentro da carta desenvolvendo seus
talentos pessoais e tire o melhor proveito desta experiência.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo e aberto.
Incensos: Capim-Limão, Eucalipto e Mel.
Cores de velas: vermelha, azul, amarela e laranja
Símbolos: taça, moeda, bastão e espada
Letra hebraica: Aleph
Elementos da Natureza: Água, Ar, Terra e Fogo.
A semana da Sacerdotisa

Valéria Fernandes

Dica: ao retiramos o arcano II para orientar a semana ou o mês, pode ser um indicativo de que
chegou a hora de nos tornarmos mais integrados com o caráter íntimo de nosso ser, ouvindo
sabiamente a voz interior e assim, desenvolvermos habilidades e predicados adormecidos ou mesmo
velados, que precisam ganhar espaço para serem exteriorizados na
ocasião oportuna. A Sacerdotisa surge para lembrar sobre as nossas faculdades desconhecidas e
mostrar que é tempo de nos conectarmos com a sensibilidade e a capacidade de percepção, para que
assim possamos confiar nos potenciais iluminadores e sensitivos que se manifestam e que
aparentemente não sabemos explicar os seus motivos. Um convite para mergulhamos sem medo no
fascinante universo intuitivo que nos é inerente.
Ponderação: a energia que este arcano provoca é quase sempre de passividade, de maneira que
nos tornamos mais acolhedores e receptivos aos nossos dons inatos, para então amadurecer a
própria consciência em recolhimento. Através da prática da aceitação, do reconhecimento do que
precisamos dar mais atenção no momento, somos capazes de desvendar os segredos da alma com
real capacidade de clareza, o que de imediato cria uma ponte auxiliadora para montarmos o quebra-
cabeça do almejado auto-conhecimento, e saber discernir o que está dentro ou fora do nosso Eu.
Para estas ocasiões é aconselhável escutar o próprio silêncio, assumir uma postura contemplativa, se
possível meditativa.
Alerta: no momento em que temos a intuição aguçada e que paramos para escutar os sussurros
sedutores e enigmáticos da Sacerdotisa, convém atentar para não perdermos o foco e cairmos nas
fantasias desta dama. A sua dualidade nos oferta um “caminho sombra”, do tipo que nos leva a fugir
da realidade, provocando antagonismos, dúvidas, incertezas e, as forças inconscientes que deveriam
ser auxiliares, certamente poderão sofrer sua influência e mudar nossa rota sem nos darmos conta,
dificultando assim a distinção entre o real e o imaginário.

2. A Papisa - La Papessa em I Tarocchi Classici


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Mãos à obra: permita se deixar conduzir pelos instintos, aja com paciência e bom senso, alimente
o espírito instigando a autoconfiança. Preste atenção em seus sonhos, pois o elo lunar e noturno
pode ser a chave para abrir as portas dos mistérios da alma. Ao mundo exterior, ofereça tolerância,
compreensão, bondade e perdão, não raro, estes sentimentos estarão ressaltados em você como
conseqüência das próprias descobertas interiores.
Meditação: diante da carta A Sacerdotisa confesse todos os seus anseios e seus medos mais
profundos, imagine que ela está a sua frete para guardar seus segredos, e o faça sem temor. Prepare-
se para sentir a mente calma sem necessitar de policiamento constante, e lembre-se que este arcano
representa também a clarividência, e que os lampejos de nitidez podem acontecer a qualquer
instante.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo e fechado.
Incensos: Artemísia, Gardênia, Ipê Roxo e Tomilho
Cores de velas: azul, branca e lilás
Símbolos: Lua
Letra hebraica: Beth
Elementos da Natureza: Água.
A semana da Imperatriz

Valéria Fernandes

Dica: no momento em que sorteamos o arcano III para direcionar nossas ações por uma semana
ou por um mês, significa que temos a possibilidade de entrar em contato com a essência criadora e
fecunda em vários setores de nossas vidas.
A influência do arcano A Imperatriz indica que é uma boa ocasião para colocar em prática os
projetos de cunho artístico, pois seremos estimulados pelas principais energias vindas da
criatividade, tais como: abundância de emoções, expansão das idéias, intuição, imaginação,
percepção e outras manifestações instigantes. O que não reprime a viabilidade para os intentos de
outras ordens.
Ponderação: a carta da Imperatriz é um belo convite a entrar contato com próprios potencias e
aprender a desenvolvê-los de forma clara e até mesmo mais prazerosa. Visto cada pessoa tem um
ritmo que lhe é peculiar; ao observar o próprio tempo de idealização à concretização, as relutâncias
ocasionais e as aptidões naturais se tornam mais visíveis e, conseqüentemente, a produção ficará
mais aprimorada e frutífera quando se conhece exatamente os pontos fracos e fortes da capacidade
de realização.
Alerta: é uma carta que evoca carisma, magnetismo pessoal, boa comunicabilidade e
sociabilidade. No entanto, pode acontecer destas energias se tornarem tão latentes que, será
necessário uma pausa para dar atenção somente a si e “recarregar as baterias”. Neste momento o
contato com a natureza pode ser de grande valia para evocar bons fluidos, pois o arcano III sempre
mostra uma oportunidade a quem deseja criar a uma nova atmosfera para respirar profundamente e
revigorar a aura.
Mãos à obra: motive-se pelo fato de viver e puder fazer parte da multiplicação e distribuição dos
bons sentimentos. Não existe pré-requisito para expandir a alma e a generosidade. Assim como não
se pode medir a amplitude do céu e do mar, o espírito também não pode ser

3. A Imperatriz - L'Imperatrice em I Tarocchi Classici


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contido. Divida o que receber da vida, doe mais e espere menos do outro, a abundância está dentro
de seus desejos, permita-se senti-la.
Meditação: para absorver melhor os significados do arcano A Imperatriz, escolha a carta de um
tarô que lhe agrade e tente sentir a grandeza e força da natureza agindo em sua mente.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: atranqüilo, de preferência aberto
Incensos: Absinto, Floral e Erva doce
Cores de velas: Amarela, Vermelha e Verde
Símbolo: Campo de Trigo
Letra Hebraica: Ghimel
Elementos da Natureza: Terra, Fogo e Água
A semana do Imperador

Valéria Fernandes

Dica: Quando retiramos o arcano do Imperador para orientar uma semana ou um mês significa
que temos a oportunidade de concretizar nossos anseios e assegurar aquilo que já
temos, dando continuidade ao que se apresenta como positivo em nossas vidas.
Para tal, é necessário muito esforço, domínio das idéias e da prática conjuntamente, saber usar a
autoridade que carregamos dentro de nós, e, sobretudo, levantar a bandeira da disciplina e da
organização.
Sendo necessária, a severidade pode ser usada, pois contamos com a energia de controle para esse
tipo de ação. A objetividade é fundamental para garantir bons resultados e soluções viáveis para o
que se pretende. O momento é de ação e a passividade não cabe quando se deseja atingir resultados
definidos e veementes.
Reflexão: para quem está passando por um período de falta de ordem com as idéias ou mesmos
de caos filosófico, chegou o momento adequado para reestruturar seus conceitos e pré-conceitos,
devido à consciência racional do Imperador estar influenciando diretamente os próximos 30 dias.
Alerta: aos quem têm dificuldades na relação pai e filho é o momento adequado para tentar
“amolecer um coração”. O vigor deste arcano estará acentuado, e o senso de paternidade falará mais
alto durante este período.
Para as esposas, o melhor é evitar a abordagem da temática financeira com seus maridos, pois há
o risco de aborrecimentos indesejados.
Meditação: ao meditar diante da carta O Imperador, temos a oportunidade de nos espelharmos em
sua postura, de fazer um pequeno balanço do que ainda não está em ordem e de repensarmos sobre
a rigidez existente em nossos atos e pensamentos.
Dicas para preparar o ambiente

4. O Imperador - L'Imperatore no I Tarocchi Classici


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Local: tranqüilo, podendo ser aberto
Incensos: Alecrim, Guiné e Lavanda
Cores de velas: Branca, Azul e Amarela
Símbolo: Ankh (cruz ansata)
Letra hebraica: Daleth
Elementos da Natureza: Terra e Fogo
A semana do Hierofante

Valéria Fernandes

Dica: quando para orientar a semana ou o mês sorteamos o arcano V, significa que temos a
oportunidade de aprofundar todo e qualquer conhecimento que desejamos, com perspectivas de
bons resultados. Aprender e ensinar podem ser palavras-chave durante os 30 dias seguintes.
Portanto, é um período favorável para mestres e alunos em quaisquer áreas de ensino, inclusive no
universo místico.
O conhecimento transmitido pelo Papa não está arraigado necessariamente ao mundo acadêmico,
pode surgir naquela sabedoria magistral que algumas pessoas têm e sabem transmitir em uma
simples conversa. Também pode aparecer em forma de um bom conselho a quem procura, basta
estarmos atentos a quem nos rodeia e sabermos ouvir sem intolerância ou pré-conceitos.
Os princípios e convicções não devem ser transmitidos de forma autoritária, e sim através da
bondade, compreensão e compaixão, dessa forma encontrarão maior receptividade.
Ponderação: excelente oportunidade de conhecer melhor a si mesmo, essencialmente para quem
passa por um momento de busca, seja de ordem filosófica, religiosa ou moral.
Vale considerar que, por vezes, para chegarmos ao autoconhecimento é necessário um
“intermediário”, seja através de uma pessoa física, como a figura de um psicólogo, terapeuta, guia e
mentor espiritual, ou mesmo um santo que temos devoção.
O importante é olhar para dentro de si e visualizar as diversas facetas da alma e suas
possibilidades de expansão.
Alerta: é uma carta de bênçãos, que favorece as uniões nos mais diversos aspectos de nossas
vidas, tais como: casamentos, sociedades, acordos políticos, etc; no entanto, é preciso uma
constante vigília para tais alianças continuarem estáveis e com progressos permanentes.
Mãos à obra: partilhe seu saber com benevolência, tenha humildade para questionar o que ainda
faz falta em seu espírito de busca, use da flexibilidade que está ao seu

5. O Papa - Il Papa no I Tarocchi Classici


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alcance e faça de conta que em seu dicionário não existem as palavras: “rigorosidade e severidade”,
desta forma, todas as questões interiores e exteriores tendem a fluírem naturalmente.
Meditação: A pratica da meditação com uma carta de tarô é muito frutífera para assimilar seu
conteúdo simbólico de forma aprazível e sem grandes subterfúgios, para tal, é aconselhável criar um
clima adequado com elementos ligados ao arcano em questão.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: ambiente tranqüilo, podendo ser fechado
Incensos: Cravo-da-Índia, Mirra e Templum
Cores de velas: Branca, Azul e Violeta
Símbolo: Pentagrama
Letra Hebraica: He
Elementos da Natureza: Ar e Água
Lua favorável à meditação prolongada: Crescente
A semana dos Amantes

Valéria Fernandes

Dica: ao sortear o arcano VI como guia para o mês ou para a semana, pode significar que nos
confrontaremos com nossos anseios e aspirações mais latentes em vários níveis, o que implica
naturalmente em alguns dilemas. A influência do arcano Os Amantes atenta para que saibamos
encarar de frente os conflitos relativos às opções que faremos nos
próximos dias, pois, ao decidirmos por um caminho, o outro, que também está ao nosso alcance,
terá que ser abdicado conscientemente.
A questão do livre-arbítrio aparece para mostrar nossa responsabilidade diante das escolhas,
muito embora, a mente chegue a indagar: até que ponto posso traçar meu percurso livremente?
Nada mais natural que as sensações de ansiedade, dúvidas e hesitações façam parte desta fase, visto
que, a maior parte das soluções advém de conflitos.
Ponderação: a carta dos Amantes traz a temática do amor, dos anseios românticos e da atração
mútua. É salutar fazer um balanço das próprias relações afetivas e amorosas, considerando tudo que
é positivo e o que é negativo, desta forma, com os sentimentos “passados a limpo”, a visão do
desejado fica mais próxima de ser trabalhada, e assim, mais facilmente ser de defrontada nas horas
das difíceis decisões. O resultado do que é pensado com clareza pode ser surpreendente, acarretando
em amadurecimento das idéias.
Alerta: quando os ânimos sexuais e amorosos ficam sobressaltados, vale lembrar que, o arcano VI
revela que o amor e a paixão nem sempre estão ligados unicamente a um casal, os triângulos
amorosos existem e não podemos negá-los. Para estes casos, todo cuidado é pouco; não raro, neste
tipo de encruzilhada, uma das partes da geometria triangular pode ficar em evidência, precipitando
um desfecho indesejado.
Mãos à obra: uma boa forma confrontar as dificuldades é assumi-las prontamente, usando da
sensatez e do equilíbrio interior, o que não invalida uma boa reflexão para

6. Os Amantes - Gli Amanti no I Tarocchi Classici


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conhecer melhor os vieses dos instintos e ouvir o que o coração realmente almeja.
Meditação: contemplar uma carta de tarô por algum tempo, pode trazer grandes revelações sobre
seus possíveis saídas para o momento que estamos passando. A carta “Os Amantes ou Os
Enamorados”, na grande maioria dos tarôs, aparece representada por um casal de namorados, uma
terceira pessoa e um Cupido. Através de uma imagem como esta, tente ver o dilema contido na
lâmina e encontrar uma solução viável. A partir daí, se desejar, compare com sua problemática
pessoal. Não se assuste se tiver lampejos de “verdades”.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: o mais próximo da natureza
Incensos: Orquídea, Rosas e Sândalo
Cores de velas: Amarela, Rosa e Vermelha
Símbolo: Estrela de Salomão (composta por dois triângulos)
Letra hebraica: Vau
Elementos da Natureza: Água e Fogo.
A semana do Carro

Valéria Fernandes

Dica: ao sortear o arcano VII como conselheiro para a semana ou para o mês, convém atentar
para a possibilidade de desenvolver alguns potenciais que por ventura estejam adormecidos, e
lembrar que a coragem, a determinação e a perseverança fazem a diferença quando estão em estado
de alerta e dão grande impulso para seguir com os intentos, sejam estes antigos ou recentes.
A influência do arcano O Carro desperta não só a vontade de alcançar propósitos, mas também a
pretensão de obter os recursos para chegar ao êxito desejado, e para isto, é necessário esforço,
vontade e algumas habilidades para reconhecer os próprios talentos e aptidões, então, saber usá-los
em benefício particular. Para este momento não é recomendável pensamentos dispersos e incertezas,
o domínio das forças instintivas é fundamental.
Ponderação: a energia vinda deste arcano tem quase sempre um “sabor antecipado de vitória”, o
que pode ser benéfica para restaurar a autoconfiança, a independência psíquica, o equilíbrio interior,
e desse modo fortalecer a personalidade livrando-a de conflitos que vêm se prolongando.
É aconselhável aproveitar o ensejo e considerar o verdadeiro sentido da vida, analisar a
responsabilidade em guiar a mesma e saber usufruir os resultados obtidos com todo louvor que esta
carta insinua. O Carro também dá dicas de passeios e viagens, que bem aproveitados, podem ser
excelentes aliados para relaxar o corpo e a mente e restabelecer o vigor.
Alerta: a carta de O Carro alertapara possíveis discordâncias, seja do consciente com o
inconsciente, seja do plano material com o espiritual, ou mesmo da relação entre os sexos opostos e
até em casos de hierarquia no setor profissional. Em quaisquer dos casos e outros não citados, é
preciso ter pulso forte, controlar estas divergências, usar a diplomacia e evitar o choque das
polaridades. A segurança no modo de agir pode ser um fator decisório para manter sob controle as
diferentes facetas que se chocam no curso natural dos fatos.

7. O Carro - Il Carro no I Tarocchi Classici


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Mãos à obra: siga em frente com seus projetos por menores que sejam, use de toda a
determinação e garra que for capaz. Mantenha em vista as metas e os meios para alcançar seus
objetivos e saiba superar com firmeza os eventuais obstáculos. A força de vontade e a agilidade são
de grande valia para uma evolução progressiva e fazem ponte para alcançar o sucesso.
Meditação: ao desejar trazer a consciência os antagonismos do dia-a-dia, refletir diante da carta O
Carro ajuda no encaixe das idéias. Escolher um tarô que a imagem dos animais que puxam a
carruagem sejam de cores diferente e direções opostas, já é um começo para espelhar o que não tem
tido boa conciliação na mente ou na prática. A partir deste ponto é só deixar fluir os pensamentos
inspirados pela lâmina e sentir como pode controlar as mais variadas situações.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo, de preferência com música suave
Incensos: Cipreste, Hortelã e Sândalo
Cores de velas: Amarela e Marrom, Prata e Dourada, Vermelha e Azul
Símbolos: Sol e Lua
Letra hebraica: Dsain
Elementos da Natureza: Terra, Fogo, Água e Ar
A semana da Justiça

Valéria Fernandes

Dica: ao retiramos o arcano VIII para orientar a semana ou o mês, podemos considerar como
indicativo da ocasião adequada para realizar nossos objetivos que requerem planejamento e método,
mesmo quando ainda não foram expostos aa terceiros ou não estão ordenados fora da mente. É o
momento em que o uso da lógica e da racionalidade ficam latentes, favorecendo os propósitos de
cunho prático.
Com a influência da carta da Justiça, até aquela papelada de caráter extremamente burocrático, há
muito guardada, deve ser considerada como uma prazerosa aliada, devido sua real serventia para
tempos utilitários. A organização e a disciplina são fundamentais quando saímos do âmbito das
idéias para o universo da praticidade.
Ponderação: uma boa oportunidade para exercitar a flexibilidade, seja com nós mesmos ou com
quem nos cerca, visto ser uma carta que revela muito rigor e, por vezes, traz a tona todo o
autoritarismo que nos é inerente. Não raro, o encontro com a Justiça vem nos lembrar que somos os
únicos responsáveis pelos nossos atos, e nos leva a repensar até que ponto o que chamamos de
“convicção” já é fato consumado, ou seja, se é realmente algo concreto e bem trabalhado, ou ainda
pode ser lapidado.
O distanciamento do sentimentalismo ajuda bastante a encontrar a compreensão para obter dados
objetivos, muito embora a razão e a emoção devam trabalhar conjuntamente para se chegar ao bom
senso.
Alerta: a energia que emana deste arcano deve ser considerada como uma faca de dois gumes,
pois quando conseguimos equilibrar pensamentos, fatos e situações gerais de dualidades, a
sensação de severidade quase sempre se faz presente. É o momento em que nos tornamos críticos
e exigentes demais, e esquecemos que a harmonia das forças conflituosas é fundamental para
alcançar o desejado.
Mãos à obra: seja qual for o propósito, mantenha suas virtudes sobre alcance, pois a força moral e
a integridade são de grande valia para fortalecer o espírito e combater

8. A Justiça - La Giustizia no I Tarocchi Classici


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qualquer adversário externo. Agir com firmeza, responsabilidade e imparcialidade é meio caminho
andado para controlar os pesos diferentes que nos são impostos durante nossa caminhada na terra.
Meditação: ao desejar refletir sobre uma situação que requer uma decisão imparcial e um
julgamento equilibrado, a carta da Justiça pode ajudar na leitura das proporções de cada ponto de
vista. O ideal é ficar diante de uma imagem de tarô mais tradicional, em que aja a balança com os
dois pratos vazios, dessa forma, tente visualizar cada aspecto da questão nos pratos da balança e
veja o que acontece.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo, de preferência fechado
Incensos: Cânfora, Cedro, Flor de Laranjeira e Menta
Cores de velas: Azul e Branca
Símbolos: Balança
Letra hebraica: Chet
Elementos da Natureza: Ar e Terra
A semana do Eremita

Valéria Fernandes

Dica: ao sortear o arcano IX como conselheiro para a semana ou para o mês, devemos considerar
como uma oportunidade de escutar a voz interior, buscando em nós mesmos as respostas que, na
maioria das vezes, esperamos ouvir do mundo exterior.
É um período propício para ficarmos mais íntimos de nossos potenciais e possibilidades há muito
adormecidos, porém existentes e aptos a serem explorados.
A aparição do arcano O Eremita soa como um convite silencioso para escutarmos todos os
“instrumentos” que tocam dentro de nós e, assim, sintonizarmos com estes acordes tão preciosos
que nos são característicos, deixando aflorar a afinada orquestra que nos habita, mas que no corre-
corre do cotidiano, não temos tempo suficiente para ouvi-la atentamente.
Ponderação: a energia que emana deste arcano é de auto-análise, de trazer à consciência os
recônditos da alma, para então chegarmos ao conhecimento; o que requer afastamento da vida
mundana, barulhenta e hiperativa que, normalmente inviabiliza a quietude necessária para um
encontro com nosso Eu.
Contudo, para facilitar tal distanciamento, é aconselhável fazer uso da paciência, da prudência e
da resignação, sob risco de não nos centrarmos como devido e perdermos desse modo a
tranqüilidade imprescindível para nos desligarmos de tudo que possa atrapalhar este momento de
maturidade e de busca individual.
Alerta: mesmo quando temos a intenção de viver as ocasiões de recuo, de isolamento e até de
solidão, a carta do Eremita pode surgir como advertência para não excluirmos de todo a
comunicação com quem nos cerca, pois o aprendizado pode se tornar ainda mais rico se tivermos
lampejos de autoconhecimento convivendo em plena harmonia com o oposto do desejado. É
importante ter sabedoria para não se importunar com facilidade e controlar a irritabilidade contida
nesta lâmina.

9. 0 Eremita - L'Eremita em I Tarocchi Classici


I Tarocchi Classici
Rocca e Gumppenberg - 1835
Alligo e Spadoni - 2006
Mãos à obra: desligue-se por um tempo das atividadesque exijam agitação, concentre-se no
essencial, tire um tempo para si e descubra as próprias potencialidades. Através da prática da
calmaria ou da meditação, fica mais fácil desenvolver os dons que estão adormecidos, e assim,
pode-se trazer à luz a essência perdida, por mais longínqua que pareça de ser alcançada.
Meditação: ao contemplar a carta O Eremita por algum tempo, é provável nos despertarmos para
alguns fatores que por ventura estejam encobertos ou nebulosos aos olhos. A dica é deixar-se
inundar pela luz carregada pelo Velho Sábio, respirar fundo e mergulhar em profunda introspecção.
Pouco a pouco, ao observar os inevitáveis insight’s durante a meditação, as respostas para várias das
interrogações ocultas vão aparecendo de forma clara e cristalina.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo e fechado
Incensos: Cipreste, Eucalipto e Sálvia
Cores de velas: Amarela, Dourada e Branca
Símbolos: Luz
Letra hebraica: Theth
Elementos da Natureza: Ar e Água
A semana da Roda da Fortuna

Valéria Fernandes

Dica: quando sorteamos o arcano X para nos direcionar durante uma semana ou um mês, é
possível nos depararmos com sucessões de acontecimentos que não esperávamos e começam a fazer
visíveis nossas problemáticas de ordem interior e exterior. Existe a probabilidade de nos
confrontarmos com os extremos das nossas emoções, ressaltando-as e fazendo-nos questionar todas
as nossas certezas e incertezas mais íntimas, bem como há a
probabilidade de termos da abundância à carência material, estas, na maioria das vezes, não estarão
sob o nosso controle.
A Roda da Fortuna anuncia um período de altos e baixos e sugere jogo de cintura para controlar
tais variantes de estágios.
Ponderação: a energia vinda deste arcano traz a chance de aprendermos a valorizar o aqui e
agora, o que já temos e podemos explorar. Mostra que a adaptabilidade às situações é um
aprendizado para se levar por toda vida, isto se soubermos enxergar como os ciclos acontecem e
acompanhá-los de modo sutil. A aparição da Roda da Fortuna nos ensina que período algum é longo
demais ou tão curto quanto imaginávamos, pois, se estamos arrastados por um momento de
profunda tristeza, a qualquer hora a alegria efusiva pode aparecer inesperadamente, sem data prévia
para se afastar. O mesmo vale para os tempos de escassez de idéias, de projetos e privações
financeiras, que de repente, desaparecem, cedendo espaço para a criatividade, para um bom
planejamento e para a fartura.
Alerta: não é recomendável a acomodação quando a Roda estiver girando a nosso favor, ao
contrário, é quando devemos trabalhar para prevenir dias menos afortunados e fortalecer nossa
psique para ocasiões que precisem de total equilíbrio. A Roda da Fortuna doa, mas também nos tira
se não estivemos preparados prontamente para suas súbitas mudanças, e a atividade em prol de nós
mesmos é uma aliada quando ainda temos a capacidade de nos mover por iniciativa própria.
Mãos à obra: preste atenção no momento atual, no que está sendo vivido, e o faça de forma a
extrair não só o

10. Roda da Fortuna - Ruota della Fortuna em I Tarocchi Classici


I Tarocchi Classici
Rocca e Gumppenberg - 1835
Alligo e Spadoni - 2006
desejável, e sim o melhor. Lembre-se que é agora que pode prevenir seu futuro a curto, médio e
longo prazo em muitos aspectos e que suas atuais atitudes são, de alguma maneira, um refúgio
seguro do amanhã. Saiba transitar pelas diferentes fases que a vida oferece e não se deixe
envaidecer, que dirá esmorecer.
Meditação: diante da carta A Roda da Fortuna, preste atenção nos seus personagens, analise quem
está subindo, quem está descendo e a tranqüilidade de quem está em cima, e, através destas
posturas, tente visualizar os possíveis fatalismos, o reinício e a estabilidade. Espelhe em algumas
possibilidades de acordo com seu modo de vida, e inspire o melhor para si.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: aberto e com música ao longe.
Incensos: Arruda, Canela, Capim-Limão e Noz Moscada
Cores de velas: amarela, dourada, laranja e vermelha
Símbolos: Roda
Letra hebraica: Jod
Elementos da Natureza: Água, Ar, Fogo e Terra.
A semana da Força

Valéria Fernandes

Dica: no momento em que sorteamos o arcano XI para direcionar nossas ações por uma semana
ou por um mês, somos instigados a vivenciar toda disposição e vigor que existe em nós, com o
desafio de intuirmos e captarmos a intensidade melhor suportada pelo corpo físico, de forma que
possamos aliar com nossas capacidades psíquicas do momento, a fim de
que não haja prejuízo no equilíbrio da saúde em sua totalidade.
Quando A Força surge para nos reger, pode ser um sinal que precisamos unir os diferentes pólos
que habitam em nosso ser, trabalhá-los, sintonizá-los, para usufruirmos então com confiança e
segurança destes opostos, sem os temores das disparidades nos rondando desordenadamente.
Ponderação: a vibração emitida por este arcano é de luta entre espírito e matéria, razão e instinto,
força e delicadeza; trata-se de um excelente desafio que devemos nos permitir para exercitar nossa
suposta estabilidade emocional, no qual temos oportunidade de testar o autocontrole, a
autoconfiança e a autodisciplina.
O arcano A Força faz um convite a nos confrontamos com o espelho de nossa alma, mostrando-
nos as impulsividades contidas, os anseios reprimidos e os desejos abafados. Durante este período é
aconselhável tentarmos nos manter como boa companhia de nós mesmos, pois ao nos redescobrir,
algumas características que nos são desconhecidas costumam se apresentar de modo mais
acentuado, e até nos apropriarmos deste novo Eu, é essencial mantermos o foco em nosso próprio
ser.
Alerta: esta carta anuncia uma fase de grande magnetismo pessoal, no qual o carisma, a
sensualidade e as impressões da aura ficam mais evidentes, atraindo mais facilmente aqueles que
nos rodeiam. E quem deseja levar a sério esta prática de equilíbrio emocional, terá que usar de
muita sutileza e perspicácia para na hora que precisar, ter facilidade de neutralizar o poder de
atração e de encantamento nitidamente realçados pela energia deste arcano, e assim voltar-se
somente para as questões peculiares desta experiência.

11. A Força - La Forza em I Tarocchi Classici


I Tarocchi Classici
Rocca e Gumppenberg - 1835
Alligo e Spadoni - 2006
Mãos à obra: arme-se de coragem, não use de resistência para se descobrir tal como é, permita-se
ficar à vontade diante de suas dualidades, deixe a intuição e a sensibilidade serem as guias desta
pequena viagem ao seu âmago. Em casos de grande acumulo de raiva e rancores adormecidos, é
bom lembrar que está a sós, e que pode manifestar ou mesmo extrapolar seus sentimentos sem
medo de censuras, e assim aprender sabiamente como controlá-los.
Meditação: diante da carta A Força, preste atenção na sutileza com que uma mulher domina uma
fera e reflita sobre seu comportamento prático quando as situações emocionais fogem totalmente de
controle, tente dominar a situação sem perturbar seu corpo e sua mente, e faça o possível para
abstrair um bom resultado deste exercício, repetindo quantas vezes for necessário.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: aberto e tranqüilo.
Incensos: Jasmim, Lírio e Pêssego.
Cores de velas: vermelha e azul, amarela e marrom.
Símbolos: Leão ou Dragão
Letra hebraica: Kaph
Elementos da Natureza: Fogo e Água.
A semana de O Enforcado

Valéria Fernandes

Dica: ao sortearmos o arcano XII como conselheiro para uma semana ou mês, devemos
considerar a possibilidade de renunciarmos ao tipo de vida que estamos levando e não temos obtido
os resultados satisfatórios, para então ceder espaço a outros e importantes pontos de vista que, por
ventura, não estejam sendo devidamente considerados, mas que podem
de alguma forma nos ajudar a sairmos de situações aparentemente estagnadas ou sem uma nítida
visão necessária para progredirmos. É um período propício para fazemos dos impedimentos um
grande aliado para fortalecer quaisquer objetivos, e provarmos a nós mesmos que a impossibilidade
de ação muitas vezes surge somente para testar a verdadeira capacidade de superação que nos é
peculiar.
Ponderação: a energia vinda deste arcano pode ser bastante pesada quando deixamos a
autopiedade se apoderar da nossa mente, pois ao nos acharmos vítimas das circunstâncias, tendemos
a fugir da realidade por meio da passividade, da inatividade, e desta forma nos enfraquecemos
diante dos obstáculos que, provavelmente, a vida sempre vai nos colocar. O Enforcado surge como
alerta de que a agilidade mental, junto com a faculdade de discernimento em tempos difíceis para
atuação, sejam excelentes cúmplices dos aprendizados que tentamos adquirir em diversos períodos
de nossa caminhada pela Terra. A adaptação às circunstâncias é uma sabedoria que nem todos
conseguem despertar em si, porém, quando conscientes, o fazemos dignamente ou até com
perfeição.
Alerta: este arcano sugere um certo sacrifício para alcançarmos as metas traçadas, mas se
enxergamos esta abdicação em favor do próprio crescimento, teremos como conseqüência um
futuro muito mais bem planejado e distante das armadilhas do destino. O cuidado deve ser o de
considerar o que é prioridade e não tentarmos resolver ao mesmo tempo todos os empecilhos
somente para nos mostrarmos superior as eventuais crises, e, impulsionados por algum tipo de
estímulo heróico, desejarmos servir de exemplo para quem nos cerca.

12. O Pendurado - "L'Appeso" no I Classici Tarocchi


I Tarocchi Classici
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Mãos à obra: saiba distinguir o que é impotência e o que é apatia, não permita que as dificuldades
momentâneas ditem às regras do seu dia-a-dia, e lembre-se que, se por algum motivo de for
impedido de dar um passo à frente, a pisque é capaz de transpor qualquer barreira no tempo e no
espaço, e agindo assim, jamais deixará de atuar ativamente. A dica é para repelir o medo de errar e
não se submeter à resignação na hora indevida.
Meditação: a carta O Enforcado é simbolizada por um homem pendurado pelo pé de forma que o
imobiliza para ações de ordem prática, contudo, este mesmo indivíduo encontra a chance de
visualizar as coisas por um ângulo deveras privilegiado. Através desta imagem tente por alguns
minutos sentir as infinitas capacidades de encontrar soluções viáveis para seu momento usando
salutarmente a imaginação.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo, seja aberto ou fechado
Incensos: Algas, Eucalipto e Madeira
Cores de velas:amarela e dourada
Símbolo: Cruz Tau
Letra hebraica: Lamed
Elementos da Natureza: Água e Ar
A semana da Morte (ou do Arcano Sem Nome)

Valéria Fernandes

Dica: ao considerarmos o arcano XIII como indicador dos caminhos durante uma semana ou um
mês, somos convidados a nos desprendermos do que não é mais necessário em nosso cotidiano e a
acreditarmos na transição com um modelo de postura saudável e eficaz para evoluirmos.
Reconheceremos que é chegada à hora de nos abrirmos a novos e esperançosos
horizontes para uma vida diferente da que estávamos levando até agora. É um momento adequado
para eliminarmos os pensamentos e os hábitos que, eventualmente, não tenham nos feito progredir
como merecíamos, e possam estar nos mantendo indevidamente arraigados aos padrões
comportamentais que não cabem mais no atual modo de lidarmos com o universo, no qual estamos
magnificamente inseridos.
Ponderação: a vibração emitida através desta carta deve ser eficientemente bem conduzida, pois
assinala um período favorável para nos despedirmos de tudo que já não acrescenta boas nem
produtivas energias, e assim virarmos uma página na nossa história. Contudo, para fazermos
alterações renovadoras de forma vantajosa e benéfica, temos que ter em mente precisas e
minuciosas conclusões do que não queremos mais para conduzir o nosso futuro a partir da aparição
deste arcano. A Morte pode surgir para pontuar e tornar claro o encerramento de um ciclo, seja este
doloroso ou não; e cabe a quem decidir fazer modificações no próprio caminho, lhe dar boas-vindas
neste rito de passagem, como forma de auto-ajuda para selar o desapego, soltar as amarras e renovar
as idéias, agora, com uma perspectiva jamais vista anteriormente.
Alerta: esta carta evidência o submundo de nossas emoções, visto permitir viajarmos pelas
profundas e obscuras estradas da alma. Também nos possibilita enxergarmos com transparência as
várias faces de nossos sentimentos feridos e fragmentados, o que requer sabedoria e sensatez para
não nos aprisionarmos no saudosismo de maneira inoportuna ou insalubre. A dica é para priorizar as
metas nas transformações restauradoras e revigorantes,

O Arcano sem Nome ou a Morte no I Classici Tarocchi


I Tarocchi Classici
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enveredar pelas vias da consciência desperta e tomar às rédeas dos pensamentos e das ações.
Mãos à obra: comece sua nova trajetória com pequenos gestos que requerem atitude de fato.
Sugiro jogar fora ou doar para reciclagem papeis, revistas, jornais que não estejam em uso, ou seja,
coisas que estão mortas e completamente paradas ocupando espaço e gerando energia parasitária.
Modifique algo no visual, altere as posições dos móveis de seu quarto ou casa, compre uma ou duas
peças de roupa nova ou tire do guarda-roupa aquelas que há muito não as utiliza e reformule-as.
Seja qual for seu modo de exteriorizar sua transição, fique certo que estará modificando
simultaneamente seu interior.
Meditação: a carta A Morte é simbolizada por um esqueleto manuseando uma foice, e este corta
drasticamente os obstáculos, impedimentos e empecilhos que estão na esfera de seu território,
viabilizando seu livre caminhar. Com esta imagem na sua frente, pratique este ato mentalmente de
acordo com sua vivência, repita quantas vezes achar que deve, e se estruture para agir quando bem
entender.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo, seja aberto ou fechado
Incensos: Almíscar, Gardênia e Madressilva
Cores de velas: branca, azul e amarela
Símbolo: Foice
Letra hebraica: Memm
Elemento da Natureza: Água
A semana da Temperança

Valéria Fernandes

Dica: ao sortearmos o arcano XIV como um indicador de caminhos durante uma semana ou um
mês, nos deparamos com a real possibilidade de agirmos com flexibilidade e moderação,
conciliando os divergentes pólos que habitam em nosso ser, bem como ficamos mais atentos ao que
podemos unir no mundo exterior; quase sempre realça uma maneira que
encontraremos para ajudar quem nos cerca. Não raro, ao mergulhar nesta carta, as qualidades de
positivo e negativo, ativo e passivo, consciente e inconsciente vêm à tona, o que solicita a procura
pela medida adequada para solucionarmos os conflitos sem desperdiçarmos as forças geradoras do
equilíbrio e da sensatez. Trata-se de um período em que a estabilidade emocional pode ser vivida
com mais plenitude, assegurando resultados satisfatórios em diferentes planos do cotidiano
Ponderação: a energia vinda deste arcano revela características de amor e de benevolência que
são essenciais para o desenvolvimento da alma humana. Indica que devemos primeiramente praticá-
las em nós mesmos, alimentando o próprio espírito, nos alinhando com nosso Eu, nos descobrindo
com indivíduos altruístas e repletos de compaixão que somos e, por vezes, nem percebemos por
falta de ocasiões em que a tranqüilidade deveria ser fator primordial para entrarmos em contato com
o nosso íntimo. A Temperança nos convida a pensarmos minuciosamente em tudo que está a favor
ou contra nas circunstâncias em que precisamos atuar, para então nos dedicarmos a terceiros não só
com boa vontade, mas também com conhecimento de causa. Vale lembrar que não devemos deixar
escapar a percepção intuitiva que fica mais aguçada com as elevadas vibrações emitidas por meio
desta carta.
Alerta: é um arcano que permite nos sintonizarmos com a sabedoria eficaz da paciência e da
calma, deixando fluir os acontecimentos para não forçarmos o fluxo natural dos pensamentos e,
conseqüentemente das ações. O alerta é para não jogarmos os problemas de um lado paro outro e,

A Temperança no I Tarocchi Classici


I Tarocchi Classici
Rocca e Gumppenberg - 1835
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desta forma, nos deixarmos levar pela passividade demasiada e pecarmos pela ausência de
iniciativas; agindo deste modo, perdemos os reflexos e lampejos que a mente dispõe para nos
orientar a qualquer hora, seja dia ou seja noite.
Mãos à obra: saiba transmutar as energias inferiores para superiores e tente vislumbrar mais
profundamente seu universo interior, de maneira que encontre paz e conforto para o espírito. Como
conseqüência de seu centramento, aja com solidariedade espalhando concórdia, apoio e bem-estar
para todas as pessoas ao seu redor. Se necessário, fique neutro sem se distanciar, pois quando menos
esperar, estará fazendo circular as virtudes harmoniosas da mediação e da diplomacia
Meditação: a carta A Temperança é representada por um anjo, que sem esforço, passa um líquido
cuidadosamente de um jarro para outro sem derramar uma única gota. Podendo representar neste
momento o fluxo incessante das dualidades que há em cada indivíduo, procurando seu devido
ajustamento. Ao se espelhar nesta imagem, tente imaginar suas diferenças em plena harmonia, para
então desfrutar das influências pacificadoras nos mais diferentes ambientes de seu dia-a-dia.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo, seja aberto ou fechado
Incensos: Alfazema, Bálsamo, Sândalo e Violeta
Cores de velas: vermelha, azul e violeta
Símbolo: Arco-íris
Letra hebraica: Num
Elementos da Natureza: Fogo e Água
A semana do Diabo

Valéria Fernandes

Dica: ao considerarmos o arcano XV como indicador dos caminhos durante uma semana ou um
mês, temos a oportunidade de confrontarmos prontamente com os demônios interiores que
eventualmente nos habitam e que, propositadamente ou não, os alimentamos
todos os dias; seja por meio de certas fragilidades que não dominamos ou não enxergamos, ou ainda
por nos deixarmos envolver pela negatividade que a mente nebulosa consegue nos induzir. Trata-se
de uma benéfica ocasião para enfrentarmos com coragem às fraquezas que persistem em nos
atormentar, nos enchendo de vigor para lutar contra os temores que aprisionam a psique, e,
automaticamente freiam os possíveis atos. Como não poderia deixar de ser, é também um excelente
momento para eliminar os rancores e remorsos que corroem os corações inseguros e que se
permitem destruir.
Ponderação: a energia emitida por este arcano pode ser altamente destrutiva para aqueles que se
abstêm de combatê-la e deixam que as frustrações ganhem espaço no intelecto, no corpo e no
espírito. Não raro, isto acontece quando as cadeias interiores se sobressaem diante da vontade de
superação, gerando imobilidade e dependência do atual estágio de obscuridade. A aparição do
Diabo, mesmo parecendo inoportuna e constrangedora, traz consigo a provação de nossas
convicções; é quando podemos mostrar a nós mesmos que somos capazes de visualizar a luz e,
através desta clareza, sairmos gradativamente de situações sombrias em que estamos submetidos.
Esta carta solicita de imediato uma avaliação dos recalques velados, dos complexos de
superioridade e inferioridade que tendemos a escamoteá-los, visto serem aliados entre si e inimigos
ferrenhos de quem os conduz.
Alerta: as influências ocultas e misteriosas do Diabo tornam-se transparentes para quem bem sabe
descortinar as diversas janelas da alma sem medo de visualizar a si tal como é; conhecendo e
reconhecendo a própria desordem

O Diabo no I Classici Tarot


I Tarocchi Classici
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através do espelho da personalidade. O segredo para não mergulhar na escuridão está em não tratar
a si mesmo como um adversário mascarando os medos, e sim em aceitar que é humano, inserido em
um universo onde existem tons claros e escuros que se alternam.
Mãos à obra: saiba dispor da grande força interior que este arcano revela; quebre as barreiras do
negativismo, saia da superficialidade que em nada ajuda a ter uma boa visão interna; concentre-se
na liberdade e permita-se acessar o âmago causador das sombras. Jamais culpe terceiros por seu
mergulho no escuro, pois o caminho das trevas é construído pelo próprio indivíduo e cada um sabe
que tem a total liberdade de escolher pela luminosidade quando bem entender.
Meditação: na maioria dos Tarôs a carta Diabo está longe de ser agradável aos olhos, isto por
apresentar uma imagem de estética agressiva e desordenada, revelando assim o caos íntimo inerente
ao homem. Inspire-se em uma destas gravuras e enfrente-a de igual para igual, construa em sua
mente a imagem ideal para ser apreciada; feito isto, “brinque” com a sua problemática tentando
deixá-la amena aos seus sentidos e faça bom proveito dos resultados.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranqüilo e fechado
Incensos: Arruda, Césamo, Floral e Lírio do Vale.
Cores de velas: branca, amarela, dourada.
Símbolo: Pentragrama invertido
Letra hebraica: Samech
Elementos da Natureza: Terra e Fogo
A semana da Torre

Valéria Fernandes

Dica: quando consideramos o arcano XVI como indicador de caminhos durante um mês ou uma
semana, somos motivados a transitar sem temores pelos corredores tortuosos e mal estruturados de
nossa psique e a tentarmos reconstruir passo a passo seus alicerces, fundamentando nossas ações
por meio da reestruturação e reorganização dos pensamentos,
para então descobrirmos qual é a verdadeira base de sustentação de nossa personalidade que poderá
nos guiar mais firmemente. Uma ocasião singular para descobrimos o que nos atormenta e nos
aprisiona, para superamos os obstáculos que nos cercam, e nos libertarmos de vez das paredes
úmidas e frias que, porventura, estreitam os muros de nossas inseguranças e fragilidades.
Ponderação: a energia lançada por este arcano é de grande valia quando realmente existe a
predisposição de abandonarmos o antigo e rígido modo vida, para cedermos espaço para a
maleabilidade como via de acesso ao universo interior. O surgimento da Torre anuncia um momento
oportuno em que se faz necessário deixar cair por terra o orgulho, o egocentrismo ou mesmo a
indisfarçável presunção, que instigados de alguma maneira, tornam-se tijolos rachados de uma
íntima construção que requer uma edificação contínua e bastante consolidada. Esta carta também
aparece como forma de aguçar nossa percepção para que evitemos boa parte dos obstáculos e
tropeços diários; quase sempre causados pela ausência de atenção aos sinais emitidos pelos súbitos
e iluminados canais intuitivos.
Alerta: este arcano sugere que lidemos de forma mais fortalecida com as restrições, as frustrações
e as rupturas que, naturalmente, fazem parte de nossa fugaz, mas elaborada trajetória de
sobrevivência, enquanto moradores deste planeta. O perigo de não conseguirmos sair vitoriosos de
tais batalhas internas fica por conta das subversões do espírito, das vaidades inoportunas e das
desesperanças alimentas. Nestes momentos, a dignidade, o amor próprio e o brilho pessoal fazem a
diferença para uma boa harmonia

A Torre no I Tarocchi Classi


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contra os impulsos escorregadios que nos afastam dos bons intuitos.
Mãos à obra: não permita que a rigidez de suas crenças seja mais forte que a capacidade de
abertura para o novo; liberte-se das idéias padronizadas que em nada ajudam na evolução interior;
construa seu caráter nas pequenas edificações do cotidiano, mas que, podem o levar ao mais alto
grau de discernimento durante toda uma vida. A dica é ter humildade, reconhecer que as barreiras
existem e saber driblá-las através de uma postura genuinamente positiva.
Meditação: na maioria dos tarôs a carta A Torre é simbolizada por uma construção atingida por
um raio, sem porta, e somente com uma janela pela qual dois homens saem de dentro dela,
independente de ser ou não de suas vontades. Inspirei-se em uma imagem como esta, faça sua
própria ruptura com o que não cabe mais na sua atual forma de viver e procure ser mais doce e
flexível consigo mesmo a partir desta reflexão.

Dicas para preparar o ambiente:


Local: tranqüilo e aberto
Incensos: Camomila, Floral, Maracujá e Menta
Cores de velas: branca, azul celeste e amarela
Símbolo: Raio
Letra hebraica: Ain
Elementos da Natureza: Fogo
A semana da Estrela

Valéria Fernandes

Dica: motivados pelo sorteio do arcano XVII para nos orientar durante o período de uma semana
ou de um mês, ficamos diante da possibilidade de buscarmos em nós mesmos toda a beleza e a
sensibilidade que norteiam a autoconfiança de nosso caráter, para que então
possamos repassá-las em forma de vibrações positivas para aqueles que nos são caros e,
incontestavelmente, merecem receber sempre o que de melhor temos para lhes ofertar.
A Estrela surge ressaltando que a ocasião é oportuna para nos ligarmos às profundezas do reino
encantado que nos habita e tão fascinantemente abriga os sentimentos nobres, as ações altruístas e o
amor incondicional que construímos suave e delicadamente de modo quase atemporal;
independente de estarmos ou não cientes da potencialidade que temos para fazer o proveito
adequado destas qualidades mágicas que nos caracterizam.
Ponderação: a energia emitida por este arcano é de fé e proteção, e para acentuar este tênue e
envolvente momento, somos despertados a vivenciar com dedicação e entusiasmo as agradáveis
manifestações advindas do universo místico e sobrenatural. Nesta temporada prazerosa de luz
celeste devemos ficar atentos aos sinais emitidos por meio da natureza e da intuição, e, desta forma,
alimentarmos a alma e expandirmos a nossa consciência cósmica que o espírito evolutivo tanto
busca e requer.
Esta carta também tem suas expressões contemplativas e poéticas, que para muitos pode ser uma
rica fonte criadora de inspiração, mas para outros pode ser uma via de acesso ao mundo das ilusões
e dos devaneios que podam o crescimento interior. Este arcano revela lampejos de magnetismo e
sedução a tudo que ainda está por acontecer, gerando certa angústia ao não vermos em formas bem
delineadas os prontos resultados que a mente repleta de quimeras deseja alcançar.
Alerta: as influências idealistas da Estrela transcendem

A Torre no I Tarocchi Classi


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quaisquer pensamentos negativos ou de desolação, criando emoções puras que resplandecem em
tons cintilantes e suaves nos corações puros, românticos e apaixonados. O risco de nos excedermos
nas convicções emocionais ficam por conta da expectativa fantasiosa que nutrimos em relação ao
futuro, das imagens utópicas que cultivamos sem nos dar conta da realidade ao redor, e da
insaciável vontade pela existência de um país imaginário repleto de magia e de encanto que
almejamos residir.
Mãos à obra: confie na sua capacidade de conceber e conceder afeto, e o a faça com alegria e
emoção todos os dias se preciso for; dispa-se dos medos e das vergonhas de fazer circular as
vibrações harmônicas que seu âmago tem vontade de doar; deixe brilhar a estrela que guia seus
passos em direção a quem precisa de iluminação. O importante é ser afável e benevolente sem
temer as ações e as reações das pessoas que o cercam.
Meditação: a carta A Estrela normalmente é representada por uma jovem nua, à margem de um
rio ou lago, sob um céu estrelado. A moça tem em mãos duas jarras pelas quais entrega a natureza
um liquido que parece ser precioso. Ao olhar uma imagem como esta tente visualizar sua dedicação
e devotamento aos outros, de forma atenta, sem se perder em possíveis sonhos. E se puder, tente
fortalecer ainda mais seu espírito de dádiva.

Dicas para preparar o ambiente:


Local: tranquilo e aberto
Incensos: Bálsamo, Flor de Lótus, Gardênia e Jasmim
Cores de velas: branca, azul, prata e violeta
Símbolo: Estrela
Letra hebraica: Pe
Elemento da Natureza: Água

A semana da Lua

Valéria Fernandes

Dica: no momento em que sorteamos o arcano XVIII para direcionar nossas ações por um mês ou
uma semana, devemos vê-lo como um alerta para entrar em contato com a natureza selvagem e
instintiva do nosso ser que, muitas vezes, obscurece os caminhos da
alma e da mente através das angústias, das incertezas e dos pensamentos de insegurança que
constantemente persistem em nos enredar; para então adentramos nas profundezas da sensibilidade
e da percepção que nos são peculiares, e assim, sairmos da limitação que entorpece os sentidos e
barra a postura positiva interior. A Lua surge como uma magnífica advertência para não cairmos nas
fantasias e nas imaginações de meia-luz, criadas pelas influências que sofremos dos reflexos de
irracionalidade que costumamos nos submeter, mesmo sem desejá-los ou buscá-los de forma
racional.
Ponderação: a vibração exalada por este arcano pode ser bastante atordoante e conturbada para
quem não tiver o despojamento interno adequado e se dispuser a vivenciá-la sem medo de se
autoconhecer. O aparecimento da Lua anuncia um período apropriado para mergulharmos nas águas
límpidas e cristalinas de nossa psique, ultrapassando de vez quaisquer impedimentos alimentados
durante nossa caminhada de hesitações íntimas. Esta carta nos desperta tanto para as penumbras
fantasmagóricas que construímos por meio das fantasias, como aguça os sentidos para entendermos
mais claramente as manifestações do auto-saber. Entretanto, para evitarmos a dualidade das vias de
acesso a este universo de riquezas ainda não exploradas, devemos atentar a todos os sinais que a
intuição nos fornecer; pois ao lidarmos com A Lua, as experiências não se revelam de imediata
prontidão.
Alerta: este arcano sugere ficarmos atentes aos sonhos noturnos, sem deixarmos de dormir com a
segurança e a tranquilidade merecidas. Não raro, as forças inconscientes predominam neste
período para nos instigar as visões que

A carta da Lua no Tarô Clássico


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precisam vir à tona e serem decodificadas em seu devido tempo. O cuidado dever ser com o
romantismo em excesso e com os rompantes de ciúmes; estes ganham maior espaço quando esta
carta está por perto e podem provocar grandes e embaraçosas confusões. Muito embora também
seja um convite explicito a vivenciarmos a paixão ou o amor em sua real plenitude.
Mãos à obra: abra-se para si mesmo e permita-se conhecer os mistérios que só o espírito em
busca do aprimoramento é capaz de perceber; distancie-se dos medos de encontra-se consigo
mesmo, pois o espelho é o melhor amigo que podemos ter; siga em frente e atravesses os mares e as
marés internas com a certeza de que encontrará um pequeno rio ou lago particular. Jamais duvide da
sua capacidade de enxergar além do óbvio e do notório; e aproveite a energia romântica para agir
apaixonadamente.
Meditação: a carta A Lua normalmente é representada por dois cães que, supostamente, guardam
os caminhos ocultos até uma torre vista ao longe, onde as águas no chão encobrem as possíveis
ciladas de quem por elas passar, e ao mesmo tempo retêm os reflexos do luar. Inspirado em uma
gravura como esta, fique diante de um recipiente com água ou um espelho e permita-se conduzir
pelas surpreendentes imagens que sua alma vai mostrar.

Dicas para preparar o ambiente:


Local: tranquilo e aberto
Incensos: Acácia, Absinto, Bálsamo e Lírio
Cores de velas: branca, azul e prata
Símbolo: Lua
Letra hebraica: Tsade
Elemento da Natureza: Água

A semana do Sol

Valéria Fernandes

Dica: ao sortearmos o arcano XIX com direcionador dos caminhos durante o período de um mês
ou de uma semana, convém repensarmos se estamos nos mantendo focados nos referenciais que
traçamos para nós próprios de acordo com a consciência pessoal, para que
o processo de maturidade íntima não venha mais tarde intervir negativamente em questões e
questionamentos com terceiros que fazem parte de nosso convívio social. Quando O Sol aparece
com todo o seu esplendor, pode ser um aviso que é chegado o momento de fazermos resplandecer a
luz interior que outrora escolhemos como guia, para que desta forma possamos seguir com
identidade própria, alimentando a auto-estima e a autovalorização, sem o risco de inflarmos
desnecessariamente o ego e, nos afastarmos sem perceber dos propósitos já tão bem delineados
anteriormente.
Ponderação: a vibração emitida por este arcano é de individualidade acrescidade intensa
autoconfiança, estas que por sua vez, favorecem o melhor conhecimento das nuances que a
personalidade possa a qualquer hora projetar. No entanto, para que tais predicados pessoais se
sobressaiam sem ferir ou anular as qualidades de quem nos cerca, o ideal é compreendermos de que
somos apenas parte de um todo, e que o brilho de cada ser é que faz realçar o arco-íris da
coletividade. A aparição do Sol surge como um singelo convite fraterno a vivenciarmos em perfeita
comunhão com o amor-próprio e com as boas relações; ativando em nossa volta a generosidade, a
concórdia, o companheirismo a as alianças saudáveis que tanto contribuem para uma boa harmonia
no universo em que estamos positivamente inseridos.
Alerta: as influências solares fazem resgatar as descobertas diárias pelas coisas simples, genuínas
e desprovidas de segundas intenções. Trata-se da ocasião indicada para reavermos com entusiasmo
os sentimentos de alegria, de vigor e disposição para enfrentarmos o cotidiano

19. O Sol - Il Sole em I Tarocchi Classici


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como uma verdadeira ressurreição de otimismo e claridade que certamente nos farão muito bem. O
perigo de não conseguirmos levar em frente os intentos ficam por conta da auto-suficiência, da
presunção, do egoísmo, da vaidade excessiva e da necessidade de aparentar bem além do que tem;
ressaltando assim as energias inferiores que também podem ser despertadas por meio deste arcano.
Mãos à obra: saiba discernir o que é ser um indivíduo centrado em si ou ser alguém egocêntrico;
permita-se envaidecer-se com a nobreza das eventuais atitudes tomadas tanto com a razão como
pelo coração; use a vitalidade momentânea para semear calor-humano para com aqueles que lhes
são caros, sem esquecer de manter viva e acesa às chamas de luz que habitam dentro de seu espírito
gerador de energias superiores.
Meditação: ao ter em vista a carta O Sol, seja com duas crianças ou com um casal em plena dança
abençoada pelo astro-rei, coloque-se no lugar de um deles e visualize um outro alguém com quem
deseja se harmonizar, e passe boas vibrações energéticas que exalam com facilidade se seu estado
atual de expansão. Lembre de colher um tempo depois os bons frutos da solidariedade que sua
mente desperta pôde reavivar.

Dicas para preparar o ambiente:


Local: aberto e com música ao gosto
Incensos: Absinto, Cravo e Canela , Jamim e Sândalo
Cores de velas: amarela, dourada e laranja
Símbolo: Sol
Letra hebraica: Koph
Elemento da Natureza: Fogo

A semana do Julgamento

Valéria Fernandes

Dica: quando consideramos o arcano XX como indicador de caminhos durante uma semana ou
mês, somos instantaneamente seduzidos pela melodia da aurora que desperta a consciência
individual de um excessivo e profundo sono, talvez essencial, para motivarmos a

nossa natureza interior a ultrapassar os possíveis bloqueios que não têm nos deixado ouvir os mais
diversos tons de lucidez emitidos repetidamente dia após dia pelos ecos advindos do nosso ser. A
aparição do Julgamento deve ser considerada como uma ocasião favorável para sairmos de um
estágio de letargia e torpor e, assim, cedermos passagem para reabilitação e restauração da
personalidade que, desejando ou não, deixamos adormecê-la durante uma considerável temporada.
Ponderação: a energia emitida por meio deste arcano tem forte poder de provocar mudanças que
nos libertam da forma como vínhamos conduzindo o cotidiano, nos dando novos e alentadores
rumos ao que nos propusermos fazer; isso sem que seja necessário vivenciarmos dolorosas
experiências para redescobrirmos dias mais estimulantes e salutares tão indispensáveis para
confortar o espírito em busca de constantes ressurreições. O surgimento desta carta em primeiro
instante pode até assustar, pois vem carregada de novidades das quais mexem não somente com o
nosso presente, mas também nos faz enveredar pelos sons esquecidos no passado que ainda causam
ressonância em nosso atual momento de vida. Oportunidade benéfica para acertarmos contas e
quebrarmos de vez os elos com o que já passou, ficando na memória apenas os registros dos
experimentos e dos aprendizados que contribuem efetivamente.
Alerta: as influências do Julgamento nos levam de imediato a avaliar em que ponto nos
encontramos, o que ainda precisamos fazer e, sobretudo, nos revela o quão é importante
examinarmos os nossos próximos passos ao vislumbramos um outro modelo de vida que abre
espaço para a clareza da mente sã.

20. O Julgamento - Il Giudizio em I Tarocchi Classici


I Tarocchi Classici
Rocca e Gumppenberg - 1835
Alligo e Spadoni - 2006
O risco de não enxergarmos os horizontes vindouros ficam a mercê da covardia, do medo de
falharmos e sermos alvo de críticas alheias, e das ligações enraizadas com as fronteiras que a essas
alturas já deveríamos ter cruzado.
Mãos à obra: comece do zero sua nova trajetória canalizando seus esforços para que seu despertar
diário seja um renascimento positivo sem impressões ocultas com ares de provação; não julgue a si
mesmo e nem se deixe julgar, uma vez que estamos no mundo apenas de passagem, tanto para
aprender com os erros como para evoluir com os acertos; e permita-se atentar para as vibrações e
para os ritmos que a alma liberta é capaz de produzir e de sentir.
Meditação: na grande maioria dos Tarôs a imagem que estampa a lâmina O Julgamento é de um
anjo envolto por nuvens e raios de sol que faz soar sua trombeta nobremente. Diante de uma carta
como esta tente escutar o que este ser de luz tem a dizer, e ao ouvir a resposta reconheça que nada
mais escutou que sua própria voz ecoando dentro de você em sua real jornada de sentidos despertos.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: aberto, tranquilo e sem som
Incensos: Bálsamo, Lírio e Raízes
Cores de velas: branca e amarela
Símbolo: Anjo
Letra hebraica: Resch
Elemento da Natureza: Fogo

A semana do Mundo

Valéria Fernandes

Dica: quando para orientar a semana ou o mês sorteamos o arcano XXI, vislumbrarmos a real
capacidade de lançarmos mão dos Quatro Elementos da Natureza em nosso cotidiano sem a
necessidade de esforços mirabolantes ou magísticos para um resultado satisfatório e
eficaz. Naturalmente, a Água contida nesta lâmina aflora os sentimentos de amor e beleza que
temos para ofertar, a Terra faz lembrar que a concretização dos anseios acontece por meio da prática
diária da dedicação, o Fogo instiga a força criadora e a imaginação emanando energias revigorantes
para o nosso ser, e o Ar não nos deixa esquecer do equilíbrio e da objetividade que precisamos para
manter a mente em estado de alerta. A aparição do Mundo soa como um generoso convite a nos
movimentarmos pelo Universo no qual estamos inseridos, repleto de riquezas a serem exploradas
em prol do crescimento pessoal.
Ponderação: a vibração emitida por este arcano revela leveza, soltura e ânsia por exteriorização,
em razão de muitas vezes termos nos habituado a transitar em um único mundinho fechado e
particular gerado em torno de nós, cheio de autodefesas e de redomas que só atrapalham o convívio
com a realidade que está ao redor. Trata-se de um momento não só oportuno, mas também favorável
para colocarmos o “pé na estrada” e enfrentarmos a vida com a predisposição de amadurecer;
dominando passo a passo a evolução individual, sem castrar a autonomia que a alma em seu estágio
de desenvolvimento solicita para manter os anseios de intensidade e de liberdade que fazem parte
de um caminhar saudável e nutrido pelo vigor.
Alerta: este arcano sugere que o espírito inquieto em busca de sua frenética independência pode
mansamente se equilibrar e que, através da aceitação, os opostos que nos povoam se integrem
harmonicamente em união. A dica é para estabelecer plena comunicação afetiva entre nosso

21. O Mundo - Il Mondo - Tarocchi Classici


I Tarocchi Classici
Rocca e Gumppenberg - 1835
Alligo e Spadoni - 2006
corpo e mente, consciente e inconsciente, lógica e intuição; visando alcançar toda a plenitude que o
positivo e o negativo têm para nos proporcionar no instante em que as polaridades deixam de se
confrontarem.
Mãos à obra: acredite que pode dispor de todas as forças que a natureza reserva para o
aperfeiçoamento individual; receba de bom grado as variadas vibrações desta carta para desenvolver
os potenciais de descobertas que por hora estão mais latentes; valorize o seu lugar ao sol, sem
ansiedade ou temor; e não esqueça de confiar na força originada pelo Cosmo como fonte geradora
de sabedoria e de recomposição.
Meditação: na ao desejar ser estimulado pela carta O Mundo, preste atenção na delicada e sutil
dança da figura central da lâmina e coloque-se no lugar dela na tentativa de desvendar seus próprios
desejos de ir além do previsível, permitindo-se seduzir por todos os encantos que a cercam. Siga
primeiramente sua intuição, veja as possibilidades reais do que pode acontecer, inspire-se na
experiência que está vivenciando, para então ter uma boa capacidade de julgamento quando for
fazer suas conclusões.
Dicas para preparar o ambiente:
Local: tranquilo e aberto
Incensos: Alfazema, Hortelã, Jasmim e Lírio
Cores de velas: branca, azul, vermelha e amarela
Símbolo: Guirlanda
Letra hebraica: Shin
Elementos da Natureza: Água, Terra, Fogo e Ar.
O TARÔ DAS ERVAS
em dezembro 27, 2010

imagem: Herbal Tarot


O Herbal Tarot criado pelo herbalista Michel Tieris e ilustrado por Candice Cantin, tem
como base o Tarô Rider-Waite, (aquele em que as posições da Justiça e da Força foram
modificadas. A Força aparece como Arcano VIII e A Justiça como Arcano XI).
Fiquei curiosa para conhecer o que pode estar num tarô que mistura a simbologia dos
arcanos com o poder das ervas medicinais.
Mas além do baralho ser caro DEMAIS, ele só está disponível em inglês.
Fica a curiosidade de saber sob quais aspectos as ervas foram relacionadas ao
arcanos. Será que neste tarô as plantas, assim como acontece na terapia dos florais e na
homeopatia, refletem nosso estado de espírito durante a consulta?

Os links que estão ao lado de cada carta são APENAS e tão SOMENTE para ilustrar
(para o curiosos, assim como eu, que querem saber como é a planta de verdade, ligar o
nome a "pessoa") não estou indicando remédio algum e por favor se você se sentir tentado
a utilizar uma destas plantas consulte alguém com muita experiência no assunto. As ervas
são naturais, lindinhas e tudo mais, porém, nem todas são para o nosso consumo.

Arcanos Maiores - Ervas correspondentes


O Louco - Ginseng
O Mago -Astragalus
A Papisa - Peônia
A Imperatriz - Dong Quai
O Imperador - Atractylodes
O Papa - Sálvia
Os Enamorados - Parsley (Salsa)
O Carro - Cyperus
A Força - Cayenne (Pimenta caiena)
O Eremita - Licorice
A Roda da Fortuna - Sllipery Elm
A Justiça - Platain (Tanchagem)
O Pendurado - Kelp (Algas)
A Morte - Elder Flowers
A Temperança - Echinacea
O Diabo - Lobélia
A Torre - Garlic (Alho)
A Estrela - Skullcap
A Lua - Lemon Balm (Erva Cidreira/Melissa)
O Sol - (Angélica)
O Julgamento - Goldenseal
O Mundo - Confrey
Arcanos Menores - Ervas correspondentes
Naipe de Ouros

Ás de Ouros - Whole Grains


Dois de Ouros - Yellow Dock
Três de Ouros - Gentian
Quatro de Ouros - Cascara Bark (Cáscara sagrada)
Cinco de Ouros - Mugwort (Artemísia)
Seis de Ouros - Hops (Lúpulo)
Sete de Ouros - Rhubarb (Ruibarbo)
Oito de Ouros - Ginger (Gengibre)
Nove de Ouros - Dark Grapes
Dez de Ouros - Wild Yam (Inhame Selvagem)
Valete de Ouros - Blue flag (Íris)
Cavaleiro de Ouros - Elecampane
Rainha de Ouros - Marshmallow (Althaea)
Rei de Ouros - Alfafa
Naipe de Espadas

Ás de Espadas - Camomila
Dois de Espadas - Passiflora
Tres de Espadas - Pleurisy Root
Quatro de Espadas - Mullein (Verbascum)
Cinco de Espadas - Mistletoe
Seis de Espadas - Vervain (Verbena)
Sete de Espadas - Wood Betony
Oito de Espadas- Black cohosh
Nove de Espadas - Valerian
Dez de Espadas - Ephedra
Valete de Espadas - Dill (Endro)
Cavaleiro de Espadas - Wild Cherry Bark
Rainha de Espadas - Lady's Slipper
Rei de Espadas - St. Johnswort (Erva de São João)
Naipe de Copas

Ás de Copas - Lótus
Dois de Copas -Uva Ursi
Tres de Copas - Trillium
Quatro de Copas - Burdock
Cinco de Copas - Horsetail (Cavalinha)
Seis de Copas - Watermelon (Melancia)
Sete de Copas - Juniper Berries (Junípero)
Oito de Copas - Gravel Root
Nove de Copas - Squawvine
Dez de Copas - Marijuana
Valete de Copas - Damiana
Cavaleiro de Copas - Salsaparrilha
Rainha de Copas - Lady's Mantle
Rei de Copas - Saw Palmetto
Naipe de Paus

Ás de Paus - Yarrow
Dois de Paus - Basil - (Manjericão)
Três de Paus - Açafrão
Quatro de Paus - Fennel Seed (Funcho)
Cinco de Paus - Turmeric (Cúrcuma)
Seis de Paus - Hawthorn
Sete de Paus - Wild Ginger
Oito de Paus - Sassafrás
Nove de Paus - Bayberry Bark
Dez de Paus - Prickly Ash Bark
Valete de Paus - Shepherd's-purse (Bolsa de Pastor)
Cavaleiro de Paus - Acônito erva venenosa
Rainha de Paus - Raspberry Leaf - folhas de(Framboesa)
Rei de Paus - (Canela)
https://get.google.com/albumarchive/112868448452435024861/album/AF1QipMrgi0tJg79ahlPdF2
zvzdE-_twuieppa6tX8Eb

Tarô Rider-Waite
Lívia Krassuski

Arthur Edward Waite (02.10.1857 – 19.05.1942), místico e ocultista inglês, apesar de ter
nascido em Nova Iorque, EUA, viveu em Londres, Inglaterra, a partir da idade de dois anos. Foi
um grande estudioso e renomado escritor nos campos do esoterismo e da maçonaria. Escreveu,
traduziu ou contribuiu para mais de setenta livros, além de ter publicado um número ainda
indeterminado de artigos e estudos. Dentre estes, destacam-se Os Mistérios da Magia (1886,
edição revista em 1897), resumo da produção literária do renomado ocultista francês Eliphas
Lévi; A Verdadeira História dos Rosa-Cruzes (1887, revisado em 1924 sob o título de A
Irmandade Rosacruz; Compêndio de Cartomancia, Quiromancia e Adivinhação (1889). Foi
membro da maçonaria, da Societas Rosicruciana in Anglia e da Ordem Hermética da Aurora
Dourada (Hermetic Order of the Golden Dawn), uma das mais importantes fraternidades
ocultistas do século XX. Após a dissolução desta ordem, Waite constituiu uma outra em 1915,
Fellowship of the Rosy Cross, que perdurou por cerca de cinco anos, apenas.
O Tarô de Arthur Waite
Em 1910, Waite publicou um baralho de tarô que se tornou amplamente difundido até os dias
de hoje, conhecido como
Rider-Waite, por causa de
seu primeiro editor,
William Rider & Son.
Waite concebeu-o para
uso prático e orientou um
outro membro de sua
confraria, a artista
Pamela Colman Smith
(16.02.1878 –
18.09.1951) para que o
ilustrasse. Este conjunto
de cartas foi
originalmente produzido
por ocasião da publicação
de seu livro A Chave para
o Tarô (The Key to the
Tarot), 1909-10.
Este tarô obedece à
Pamela C. Smith estrutura de 78 cartas que Waite, em 1911
se convencionou desde o
[U.S. Games] [freemasonry. bcy.ca]
século XVII.
Esteticamente, aproxima-
se do padrão de Marselha;
não houve atualização
cultural para a época em
que foi desenhado
(Europa do início do
século XX).
Por isso, as figuras estão trajadas à moda medieval, com algumas referências clássicas, a
exemplo da coroa de louros, que aparece em diversas figuras. As cartas têm cerca de 7x12cm e
os cantos arredondados. Todas são assinadas no canto inferior direito com o monograma da
artista, as iniciais P.C.S.
Na versão original, todas as inscrições foram feitas à mão por Pamela C. Smith.
As cartas foram impressas em uma gama limitada de
cores, devido às condições técnicas de impressão da
época, e o verso das cartas possuía um desenho em estilo
Tudor de rosas e lírios em azul pálido. As pranchas
originais, infelizmente, foram destruídas por um
bombardeio durante a 2ª Guerra Mundial, e o baralho não
foi mais editado até a década de 70, quando a editora US
Games, de Stuart Kaplan, comprou seus direitos. Kaplan
recoloriu as lâminas a partir dos desenhos a traço,
procurando restaurar a suposta vivacidade original das
cores. Substituiu a caligrafia por fonte padronizada, para
que o baralho tivesse a mesma identidade nas versões
Dorso original Dorso refeito traduzidas para outros idiomas, e também substituiu o
[Rider & Son] [US Games] desenho do verso por um padrão tarotée azul e preto.

Este trabalho resultou na edição 1971, produzida pela U.S. Games Systems/AGM Muller. Por
ter sido autorizada pela filha de Waite, Sybil, é considerada a versão “oficial”. Devido à grande
popularidade deste tarô, nas décadas seguintes foram produzidos inúmeros “clones” dele,
inclusive uma versão pintada com uma gama maior de cores, conhecida como Universal Waite.
Mais recentemente, a US Games, em associação com a Rider & Co, lançou uma versão
denominada The Original Rider-Waite, fac-símile retocada de um dos primeiros exemplares,
com as cores esmaecidas pelo tempo e caligrafia original da artista.

Três diferentes edições: "Original", à esquerda, publicada pela US Games (1993);


"Oficial", ao centro, publicada pela AGM Muller, em 1971;
"Universal", à direita, redesenhada e publicada pela US Games (1990).

Arcanos Maiores
Se considerarmos o tarô de Marselha como referência, verificamos que os 22 arcanos maiores
foram cuidadosamente redesenhados neste baralho e algumas alterações importantes foram
feitas. Confiram as principais na seqüência.
O Louco, no tarô de Marselha, não possui numeração, característica que lhe permite transitar e
situar-se em qualquer posição entre os demais arcanos. Waite acrescentou-lhe o número “0”,
determinando sua posição como inicial, anterior ao arcano I, O Mago. Tanto isto não é consenso
que alguns baralhos reservam a’O Louco a penúltima posição (arcano XXI), antes de O Mundo,
o último dos arcanos maiores. Outra alteração importante: o personagem volta-se para a
esquerda, e não para a direita, como ocorre no desenho de Marselha. Esta mudança de posição
na figura aparece em vários outros arcanos.

O Louco O Louco O Mago O Mago


Marselha Waite Marselha Waite
Para ver ampliações e percorrer a Galeria Rider-Waite clique sobre a carta.

No caso do arcano I, O Mago, Waite vestiu o saltimbanco como sacerdote e “limpou” sua mesa,
deixando sobre ela, de modo bem claro, somente os símbolos dos quatro naipes das séries
menores. O bastão, que originalmente estava em sua mão esquerda, passou para a direita. Esta
inversão entre esquerda e direita também observamos em outros arcanos. O chapéu de abas
moles, que sugeriam o desenho da lemniscata, símbolo do infinito, foi substituído pelo símbolo
propriamente dito. O mesmo foi feito no arcano XI, A Força.
Quanto ao arcano II, A Papisa: Waite retirou-lhe a conotação católica, denominando-a A
Grande Sacerdotisa. O símbolo de Ísis, deusa egípcia, coroa-a em lugar da mitra. Em suas
laterais, acrescentou as duas colunas do Templo de Salomão, Jaquim e Boaz e, a seus pés, a lua,
símbolo do feminino e também uma correlação astrológica.
A Imperatriz (arcano III): para mais claramente expressar os atributos de fertilidade e geração
deste arcano, a paisagem à volta da figura central, que usualmente é representada grávida,
remete a essas qualidades: um riacho, um bosque, uma plantação de trigo. Em seu escudo, ao
invés da águia, o símbolo do feminino ou de Vênus. O Imperador (arcano IV) de Waite está
sentado num trono adornado com cabeças de carneiro, em alusão ao signo de Áries.
A Grande
O Imperador Os Enamorados Os Enamorados
Sacerdotisa
Waite Marselha Waite
Waite
Para ver ampliações e percorrer a Galeria Rider-Waite clique sobre a carta.

O Papa, arcano V, também perdeu sua denominação católica: foi chamado O Hierofante. No
entanto, o desenho permaneceu bastante fiel ao de Marselha.
Em Os Enamorados, arcano VI, uma modificação muito importante: ao invés de um homem e
duas mulheres, vemos, sob o anjo, as figuras de Eva e Adão no Jardim do Éden.
Em O Carro, arcano VII, a alteração mais perceptível é a substituição dos cavalos por esfinges.
O arcano X, A Roda da Fortuna, foi substancialmente modificado: ao centro, pairando entre
nuvens, vemos a roda de Ezequiel, tal como foi desenhada por Eliphas Lévi. Em sua inscrição
as letras T, A, R, O foram associadas a símbolos astrológicos e às letras hebraicas do
tetragrammaton (yod, he, vav, he), o nome impronunciável de Deus que teria sido revelado a
Moisés no monte Horeb. Esta palavra, para os cabalistas e ocultistas, é a mais sagrada que
existe; encerra todo o saber divino e humano, o poder gerador de todo o universo. Três seres
alegóricos giram à sua volta: uma esfinge, uma serpente e um demônio. Nos quatro cantos da
carta, os quatro animais arquetípicos, águia, homem divino, touro e leão, que também se
correspondem a yod, he, vav, he.

Roda da Fortuna O Sol O Sol O Sol


Waite Jean Noblet (1650) J. Viéville (1650) Waite
Para ver ampliações e percorrer a Galeria Rider-Waite clique sobre a carta.

Desde o séc. XVIII o arcano XIII não tem seu nome escrito na carta, (fato que se observa em
alguns baralhos mais antigos, como o de Jean Noblet, de 1650), mas Waite fez questão de
escrever: A Morte, que chega a cavalo, implacável. Ao fundo, porém, vemos o sol nascer no
horizonte, simbolizando que a vida se renova continuamente.
Para o arcano XIX, O Sol, Waite resgatou uma representação de antigos tarôs em que se via uma
criança ou jovem nua montada em um cavalo, ao invés do desenho de duas crianças, como
podemos ver no baralho de Jacques Viéville, de 1650.

Os Arcanos Menores
Os arcanos menores são estruturados em quatro séries (naipes) de catorze arcanos, sendo dez
numerados de 1 (ás) a 10 mais as quatro cartas da “corte”, sem número: pajem, cavaleiro, rainha
e rei. Os quatro objetos representados por cada naipe correspondem aos quatro elementos e
relacionam-se aos quatro planos da manifestação humana: moeda-terra (aspecto material);
espada-ar (aspecto mental); taça-água (aspecto afetivo/sentimental) e bastão-fogo (aspecto
espiritual/intuitivo).
Nas ilustrações das figuras da corte há referências mais
explícitas ao elemento que diz respeito a cada naipe.
Os demais arcanos menores possuem cenas ilustrativas que
imprimem um significado mais específico às cartas que eram
originalmente cifradas, sem nenhuma referência para
interpretação (dois de espadas, três de copas, e assim por
diante). Waite não foi o primeiro a lançar mão desse recurso;
a partir do séc. XVIII, Etteilla e Mlle. Lenormand já o haviam
feito para facilitar a leitura, numa época em que a
cartomancia já era muito popular.
Exemplificando: a carta Dez de Copas, para Waite, significa
“contentamento, descanso do coração por inteiro; a
perfeição da amizade e do amor humano”. No baralho de Tarô de
Marselha encontramos o desenho de dez taças (copas) Tarô Waite
Marselha
perfiladas.
No baralho de Waite, as dez taças estão num arco-íris sobre um casal abraçado e crianças
brincando, ou seja, uma cena do cotidiano que ilustra sua interpretação para a carta.
Apesar de não se tratar propriamente de uma inovação, o baralho Rider-Waite teve impacto
revolucionário, tendo sido por muitos considerado o primeiro tarô moderno. Inúmeros autores
basearam-se em seu modelo para a criação de outros tarôs.

Simbologia e Estética
Todos os baralhos produzidos com a mesma estrutura do tarô de Marselha têm basicamente a
mesma simbologia. Entretanto, cada baralho possui uma apresentação estética que lhe é
característica, dada pelo trabalho de um certo indivíduo, numa determinada época e local, dentro
de um certo contexto sócio-cultural. As diferenças no desenho de um mesmo arcano em baralhos
diferentes revelam uma determinada intenção de significado que, em alguns casos, resultam
numa variação muito grande. Cabe aqui uma crítica aos redesenhos modernos do tarô, como o
de Waite: são comparáveis a “fotos com legendas”, onde cada autor “explica” os arcanos
segundo sua interpretação pessoal, reduzindo drasticamente as múltiplas significações que
poderiam ser a eles originalmente atribuídas. Ainda que baseados numa interpretação
tradicional, não existe consenso a respeito do significado divinatório das cartas, principalmente
os arcanos menores. Por este motivo, a leitura do jogo, nos tarôs modernos, fica totalmente
condicionada às suas ilustrações.

A Doutrina da Golden Dawn


Apesar do fato de os tarôs mais antigos não serem numerados nem trazerem nomes nas cartas,
exceção feita ao baralho de Mantegna-Dürer, observa-se que desde o início do séc. XVII fixou-
se um padrão de ordenação que permanece até a atualidade.
Em vista disso, outra crítica pode ser feita ao trabalho de Waite na concepção deste tarô. Trata-
se, a meu ver, de uma alteração ainda mais séria, pois incorreu numa deturpação do sistema: a
posição estrutural do arcano 8. A Justiça foi trocada pelo arcano 11. A Força, embora
mantendo a simbologia clássica de cada arcano. Por que ele teria feito isso?
Na Ordem Hermética da Aurora Dourada, na qual Waite ocupou os mais altos postos
hierárquicos, havia um caminho iniciático a ser trilhado por seus discípulos por meio de estudos,
meditações e rituais de magia. Dentro da proposta meditativa e ritualística desta ordem, os
arcanos do tarô foram associados às letras hebraicas e aos caminhos da árvore da vida
cabalística de uma certa maneira. A posição dos arcanos 8 e 11 ficou invertida por causa da
correlação seqüencial do alfabeto hebraico com as letras que foram atribuídas a cada arcano para
representar a formulação doutrinária da referida ordem.
Para saber mais a respeito, veja Tarô e Qabbalah, por Rui Sá Silva Barros e
Tarot & Kabbalah – Os Caminhos da Árvore da Vida, por Constantino K. Riemma.

Tarô, Cabala e Astrologia


O primeiro estudioso a associar o tarô com a cabala foi Eliphas Lévi (Paris, 1857). S.L.
MacGregor Mathers, William Wynn Westcott e W.R. Woodman, fundadores da Ordem da
Aurora Dourada (Londres, 1888), também o fizeram, mas situando os arcanos em posições
distintas das propostas por Lévi. Traçaram, também, correspondências astrológicas com o tarô.
Sustento, porém, que a correlação do tarô com esses sistemas serve a fins mágicos e ritualísticos
dentro de escolas específicas e nada tem a ver com a simbologia convencional do tarô.
É importante destacar que os textos cabalistas tradicionais não estabelecem qual dos 22
caminhos da árvore da vida é detentor de determinada letra hebraica, nem determinam qual é
sua seqüência numerada correta. Apenas revelam que a evolução espiritual deve percorrer 32
degraus (22 caminhos + 10 sephirot) e o percurso a ser trilhado faz parte deste aprendizado. Por
isso, dezenas de modelos foram traçados, que resultaram em diversas escolas que se orientam
por estruturas divergentes entre si. Cada letra que é escolhida é potencializada num caminho de
acordo com o interesse em desenvolver a força de atração ou repulsão de sua energia. É devido a
este fato a proliferação de tantas escolas cabalísticas (e tantas outras ocultistas) e de tantos tarôs
que relacionam um mesmo arcano a diferentes letras hebraicas.
Por isso, faço minhas as palavras de Nei Naiff (2002, pág. 240), ao se referir ao tarô como
oráculo: “... o tarô se adapta a qualquer sistema, mas não podemos fazer uso do sistema
adaptado, pois limitaremos a ação dos arcanos e entraremos em outra egrégora ou situação
arquetípica. Todo o trabalho destes mestres em ocultismo foi digno para sua época e seus
valores, mas hoje só causa confusão nos estudantes de tarô, tanto no aprendizado quanto na
prática.”

Referências bibliográficas e créditos

NAIFF, Nei, Tarô, ocultismo & modernidade – estudos completos do tarô, volume I. São Paulo,
Elevação,
2002.
NICHOLS, Sallie, Jung e o Tarô – Uma Jornada Arquetípica. São Paulo, Cultrix, 1997.
MEBES, G. O., Os arcanos maiores do tarô. São Paulo, Pensamento.
WAITE, Arthur Edward, As ciências ocultas – compêndio de doutrina e experimentação
transcendental.
Rio de Janeiro, Ediouro, 1985.
WANG, Robert, O tarô cabalístico – um manual de filosofia mística. São Paulo, Pensamento,
1998.
Consultas na Internet:
http://www.controverscial.com/Arthur_Edward_Waite.htm, acesso em 07.04.2007.
http://www.aeclectic.net/tarot/cards/original-rider-waite/review.shtml, acesso em 10.04.2007.
Ilustrações:
The Rider-Waite Tarot. U.S. Games Systems, Inc., USA
www.letarot.com - site do restaurador Jean-Claude Flornoy;
http://www.camoin.com/pt/look/look.asp - do restaurador P. Camoin e A. Joddorowsky
www.trionfi.com - site-museu de baralhos.
I
Os Arcanos Maiores no Tarô de Arthur Waite & Pamela Smith

O dorso das cartas


A caixa do baralho
O Louco 1. O Mago

2. A Sacerdotisa (A Papisa) 3. A Imperatriz


4. O Imperador 5. O Hierofante (Papa)

6. Os Namorados 7. O Carro
11 (8). A Justiça 9. O Eremita

10. A Roda da Fortuna 8 (11). A Força


12. O Pendurado 13. A Morte

14. Temperança 15. O Diabo


16. A Torre 17. A Estrela

18. A Lua 19. O Sol


20. Julgamento 21. O Mundo

As imagens desta galeria são reproduções do exemplar de propriedade


de Constantino K. Riemma responsável pelo site Clube do Tarô.
reeditato em março.12

Para continuar a percorrer a Galeria dos Naipes clique nas opções abaixo:

Tiny Waite Tarot - Significado das cartas


O Tiny Waite Tarot é uma reprodução miniatura do Rider-Waite Tarot. Vem acompanhado de um
manual com o resumo dos significados de cada carta.
Jorge Purgly fez a tradução do manual e colocou disponível para os amigos do Clube do Tarô,
trranscrito abaixo.

O mini Waite Tarot: Tiny

Arcanos Maiores
0. O Louco: inconsequência, extravagância, frivolidade, imaturidade.
1. O Mago: criatividade, originalidade, talento, autoconfiança, flexibilidade.
2. A Sacerdotisa: sabedoria, serenidade, julgamento sadio, bom senso, intuição.
3. A Imperatriz: ação, desenvolvimento, progresso, fertilidade, praticidade.
4. O Imperador: potência, saúde, estabilidade, realização, resistência.
5. O Hierofante: piedade, gentileza, bondade, compaixão, servidão.
6. Os Enamorados: harmonia, atração, perfeição, beleza, amor, união.
7. O Carro: problemas, dificuldades, guerra, triunfo, vingança, conquista.
8. A Força: força, potência, determinação, energia, coragem, resolução, desafio.
9. O Eremita: prudência, cautela, reserva, cuidado, solicitude, circunspeção.
10. A Roda da Fortuna: destino, determinação, probabilidade, sorte, felicidade, presente de
Deus, fortuna.
11. A Justiça: justiça, razoabilidade, virtude, compaixão, balanço adequado, equilíbrio, honra.
12. O Pendurado: transição, sacrifício, escravidão, abandono, renúncia, entrega.
13. A Morte: transformação, mudança repentina, falha, perda, destruição, perda financeira,
doença.
14. A Temperança: paciência, acomodação, moderação, amizade.
15. O Diabo: violência, subordinação, vingança, escravidão, má influência, desastre.
16. A Torre: rompimento, adversidade, decepção, termino, imprevistos.
17. A Estrela: esperança, fé, boas perspectivas, bom presságio, amor espiritual.
18. A Lua: desilusão, escândalo, falsos amigos, obscuridade, erro.
19. O Sol: satisfação, sucesso, felicidade, contentamento, segurança.
20. O Julgamento: determinação, resultado, decisão, promoção, expiação.
21. O Mundo: conclusão, perfeição, mudança de ultima hora, cumprimento.

Arcanos Menores: Naipe de Espadas


Rei: determinação, controle, experiência, profissionalismo, superioridade.
Rainha: sutileza, percepção, rapidez, privação, solidão.
Cavaleiro: honra, habilidade, talento, impetuosidade, heroísmo, vigoroso, ousado.
Pajem: vigilante, ágil, ativo, jovem, capacidade de discernimento.
10: ruina, parada, aflição, infortúnio, angústia mental, desapontamentos.
9: preocupação, ansiedade, desespero, melancolia, sadismo.
8: crise, conflito, dominação, turbulência, más notícias, crítica.
7: novos planos, empreendedorismo, esperança, fantasia, perseverança.
6: jornada, judicioso, maneira habilidosa, superação de dificuldades.
5: derrota, degradação, desonra destruição.
4: descanso, repouso, solicitude, retiro, abandono.
3: ausência, dispersão, tristeza, desapontamento, contenda.
2: harmonia, firmeza, concórdia, equilíbrio, afeição.
Ás de Espadas: iniciativa, força, potência, poder.

Naipe de Paus
Rei: honestidade, maturidade, simpatia, amizade, educação, paternidade, devotamento.
Rainha: compreensão, amor, castidade, praticidade, graça, sinceridade.
Cavaleiro: avanço no desconhecido, alteração, excursão, voo.
Pajem: lealdade, representação, amigo leal, constância, portador de boas noticias.
10: pressão excessiva, uso de poder para satisfação de fins egoístas.
9: antecipação, inimigos ocultos, decepção, disciplina.
8: progresso repentino, velocidade, atividade rápida, avanço rápido.
7: superação das probabilidades, vantagem, ganhos, vitória, sucesso.
6: expectativa, esforços concretizados, boas notícias, triunfo.
5: desejos insatisfeitos, contenda, luta, trabalho, obstáculos.
4: romance, tranquilidade, repouso após o dever cumprido.
3: experiência, conhecimento prático, comércio, negociações.
2. Maturidade, limites, personalidade dominante, coragem.
Ás de Paus: criação, nascimento, nova aventura, invenção, empreendimento, ganho, inovação.
Naipe de Copas
Rei: instruído, profissional, liberal, artístico, gentil, confiável criativo.
Rainha: amada, adorada, devotada, pratica, honesta, inteligente, esclarecida, de boa intenção.
Cavaleiro: desafio, ousadia, proposta, atração, chegada, oportunidade.
Pajem: estudioso, intensivo, confiável, ajudante, útil, reflexivo, meditativo.
10: prazer, paz, boa família, honra, prazer, amor, contentamento.
9: abundância, boa saúde, bem estar, sucesso, realização.
8: desapontamento, timidez, modéstia, sucesso abandonado.
7: pensamento cheio de desejos, sonhando acordado, devaneio, fantasia, caprichos tolos.
6: influências do passado, memorias, nostalgia, imagens se dissolvendo.
5: arrependimento, perda parcial, amor sem sinceridade, herança.
4: desgaste, aversão, experiência amarga, desapontamento.
3: solução, conclusão, cura, consolação, compromisso.
2: amor, amizade renovada, paixão, união, cooperação.
Ás Copas: opulência, bem estar, situação favorável, abundância, prosperidade.
Naipe de Ouros
Rei: líder, parceiro para casamento, sábio investidor, pessoa de negócios, consultor.
Rainha: graça, liberdade, magnificência, generosidade, segurança.
Cavaleiro: responsável, confiável, metódico, paciente, persistente, organizado.
Pajem: estudante, reflexivo, organizado, pessoa de boas ideias, concentração.
10: riqueza, herança, lar, genealogia, assuntos de família.
9: discrição, discernimento, previsão, prosperidade, bem estar material, prudência.
8: candura, velocidade, aprendizado, modéstia, esforço pessoal.
7: ingenuidade, crescimento, trabalho duro, prosperidade, dinheiro, fortuna.
6: caridade, filantropia, gratificação, generosidade, gentileza, ganho material.
5: desilusão, perda, falha, erro, engano, perda.
4: egoísmo, pele grossa, materialismo, amor às coisas materiais. Falta de capacidade para
compartilhar ou dividir.
3: domínio de habilidades artísticas. Perfeição, dignidade, renovação, poder.
2: situação difícil: novas dificuldades. Obstáculos.
Ás de Ouros: renda, prosperidade, realização, felicidade, perfeição, tesouros.

Jorge Purgly atende com Tarot Egípcio, leitura de mãos,


Terapia Floral, em Indaial - SC : www.facebook.com/purgly
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
O peso da Espada
As cartas numeradas do naipe de Espadas no tarô Waite-Smith
Emanuel J Santos

As cartas numeradas do tarô Waite-Smith oferecem-nos uma perspectiva nova frente ao Tarô.
Apesar de já terem completado um século, só recentemente essas cartas caíram no gosto dos
brasileiros. [Inclusive, foi produzida em 2009 uma versão comemorativa por Stuart Kaplan, que contém o baralho, o livro The Pictorial
Key to the Tarot, alguns cartões e um livro sobre o trabalho de Pamela Colman Smith.] Talvez pela aparente facilidade que
suas lâminas teriam de ser interpretadas, por terem sido devidamente ilustradas. Não existe erro
maior; caçar um caminho curto por essas cartas nos leva a interpretações tão curtas quanto.

Infelizmente, a correspondência
entre Smith e Waite, assim como os
originais da pintora, foram perdidos
em um incêndio. Nossas únicas
fontes para o estudo desse baralho
são suas próprias lâminas e o livro
The Pictorial Key to the Tarot. Se
por um lado, isso nos oferece um
limite à pesquisa, por outro, oferece
um universo de possibilidades no
que concerne à inter-relação imagem
de Smith/texto de Waite. E é nesse
sentido que seguiremos com o texto.
Nas cartas numeradas do Waite-
Smith, os símbolos dos naipes estão
intimamente ligados ao cotidiano,
sendo aplicados pelos personagens
em diversas situações corriqueiras.
O simbolismo implícito é alcançado
pela referência cotidiana. As
imagens, embora tendencialmente
medivevalescas, ainda nos são
familiares. Diante disso, não é difícil
O livro de Waite entender o sentido dado por Waite ao
conjunto de textos. Mas,
interpretarmos as imagens sem
termos lido os originais de Waite é
perder, e muito, o acesso à
intencionalidade da imagem. Dessa
forma, leremos o texto e
contraporemos a imagem, para
tentarmos nos aproximar da ideia de
Waite do significado das Espadas.

As dez cartas numeradas


Dez de Espadas
“Uma figura prostrada, na qual estão crivadas todas as espadas pertencentes à carta.”
Essa carta é terrível de se ver, justamente por sua imagem de crueldade e desfaçatez. Seria
mesmo necessário crivar um corpo com dez espadas? Nas significações divinatórias, Waite diz
que o significado corresponde a “tudo o que se relaciona com o desenho”, ainda que diga que
“não é especialmente uma carta indicando morte violenta”. Senão morte violenta, o que? Tal
como chutar cachorro morto, seria o choque de ver um corpo tão dilacerado maior dor para
quem observa do que para o personagem que sofre a ação?
Nove de Espadas
“Uma mulher sentada em sua cama, lamentando-se, com as espadas acima dela. Ela é uma que
não conhece sofrimento igual ao seu. É uma carta de completa desolação.”
Paradoxalmente, essa carta aponta para um terror maior que a carta precedente. Mas fica-nos a
reflexão: Seria sua dor, tão grande, real? Ainda que os terrores de cavalgar a égua noturna (night
mare) sejam tenebrosos, acordar não é uma bênção?
Oito de Espadas
“Uma mulher, amarrada e com os olhos vendados, tendo em torno as espadas da carta. É,
contudo, mais uma carta de encarceramento temporário que de cativeiro irreversível.”
Essa é uma das cartas que, sem as ressalvas do texto, soa mais capciosa que de fato é; o
sofrimento dessa carta é real, mas reversível ou superável. Ainda que vendada, ainda que
amarrada, a mulher não está amordaçada e pode pedir por socorro. Não há quem a vigie ou
prenda, na carta – a situação é difícil, mas não é irremediável.

O Dez, o Nove, o Oito, o Sete, o Seis e o Cinco de Espadas no tarô de Waite-Smith


Para ver ampliações e percorrer a Galeria Rider-Waite-Smith clique sobre a carta.

Sete de Espadas
“Um homem caminhando depressa e carregando cinco espadas; as duas outras da carta estão
fincadas no chão. Perto avista-se um acampamento.”
Além dos significados óbvios de roubo, furto, furtividade, intencionalidade velada, punga, Waite
aponta que “o desenho é incerto em sua expressão, pois as significações são muito variadas em
relação umas com as outras”. Para essa carta, ele também aponta os significados de “desejo,
esperança, confiança”, o que de fato não dialoga imediatamente com a imagem. Mas, não
teríamos aqui um ponto de desacordo entre a artista e o idealizador? Entre a obra pronta e o
desejo primevo?
Seis de Espadas
“Um barqueiro levando passageiros em sua balsa para a outra margem. O trajeto é tranquilo e
vê-se que a carga é leve, podendo-se notar que o trabalho não está além das suas forças.”
Aqui, vemos as espadas fincadas no barco. Posição confusa diante da função de uma espada...
Relacionada a um barco. Furar o casco não afundaria a embarcação?
Cinco de Espadas
“Um homem olha com desdém para dois outros que se afastam, visivelmente abatidos. As suas
espadas foram deixadas no chão. O outro carrega duas espadas no ombro esquerdo e segura uma
terceira com a mão direita, tendo a ponta no chão. É o senhor que está na posse do terreno.”
Essa carta não possui referência direta à ideia de perda que os significados divinatórios sugerem,
a menos que se entenda que a perda aqui indica o ganho de outrem. Há alguém interessado na
perda. O paradoxo aqui é que o personagem principal da cena é, conforme haurimos do texto,
aquele que obtém vantagem mas, para o observador, é aquele que merece reprovação.

O Cinco, o Quatro, o Três, o Dois e o Ás de Espadas no tarô de Waite-Smith


Para ver ampliações e percorrer a Galeria Rider-Waite-Smith clique sobre a carta.

Quatro de Espadas
“A estátua de um cavaleiro rezando, em toda a extensão, sobre seu túmulo.”
Vemos novamente o desenho corresponder a um limite interpretativo. Waite, nas significações
divinatórias, assim postula: “vigilância, retiro, solidão, repouso do ermitão, exílio, túmulo e
féretro. A questão do desenho é nesses últimos sentidos.” Seria, novamente, uma questão de
desencontro entre o interesse do idealizador e o resultado obtido pela artista? Ou o limite da
imagem aponta justamente para a expansão de significados proposta pelo texto?
Três de Espadas
“Três espadas trespassando um coração; nuvens e chuva atrás”.
Dentre as cartas numeradas, excetuando os Ases, essa é a única que possui uma imagem
alegórica óbvia, não correspondendo a uma cena do cotidiano. Ao invés de uma cena passível no
cotidiano, vemos o coração, como símbolo, sendo trespassado pelo emblema do naipe. Talvez
por isso, Waite diga que a imagem representa “tudo que o desenho significa naturalmente, sendo
muito simples e evidente para que se torne necessário fazer a numeração específica”.
Dois de Espadas
“Uma mulher com os olhos vendados equilibra duas espadas nos seus ombros.”
Nessa carta, que é uma das chaves para a interpretação que proponho a seguir, peço que preste
atenção à dimensão das espadas e ao fato da personagem apoiá-las em seus ombros, conforme o
texto. Uma outra questão interessante emerge da fala de Waite nas significações divinatórias:
apesar de ser relacionada com a ideia de paz e concórdia, a “sugestão de harmonia e outros
significados favoráveis deve ser encarada com critério, pois Espadas em geral não simbolizavam
forças benéficas nos assuntos humanos.”
Ás de Espadas
“A mão que sai das nuvens empunha uma espada, cuja ponta é rodeada por uma coroa.”
A utilização da iconografia do Tarô de Marselha, nesse caso, é evidente.

Questões
Agora, ladeando as dez Cartas Numeradas, após a leitura do texto, temos uma questão
específica: com exceção do Ás, por que as espadas não estão alinhadas para cima? Vemos
espadas em todas as direções, menos alinhadas para cima. Outra questão: com exceção daqueles
que portam a espada no cinco e no sete – o primeiro duas ao ombro, o segundo cinco
acumuladas – nenhuma espada permite que vejamos sua ponta.
Essa questão fica evidente no dois, onde, pela própria proporção entre a personagem e o
atributo, a ponta poderia sim ficar evidente, ou mesmo no nove, onde as espadas no ar não
precisavam trespassar a borda. Apontar-se-iam o três e o quatro, como exceções: mas, no
primeiro caso, a imagem é alegórica do significado simbólico que contém, e, no segundo caso,
as espadas são ornamentos. E, ainda assim, apontam para baixo. A idéia de apontar para baixo
fica evidente no seis, onde, pela lógica, as espadas fincadas afundariam a embarcação. Temos
assim que no três, quatro, seis, sete, oito e dez as espadas apontam para baixo, mesmo que não
em sua totalidade; o oposto ao proposto pelo Ás. No quatro e no nove, evidentemente mais
nesse último que no primeiro, as espadas horizontalizam o olhar do observador. No quatro, para
a esquerda, no nove, para a direita. Não há um posicionamento agradável ao olhar quando as
espadas estão em uso.
Perceba que há uma intencionalidade no direcionamento proposto pelas espadas na imagem.
Elas não estão apenas atribuindo quantidades, como estão participando ativamente da cena na
elaboração de sentidos divinatórios. E, mesmo diante da possibilidade de harmonizar a cena, por
que determinadas espadas não mostram suas pontas? Contrapondo o dois ao ás, perceba que, no
primeiro, diminuir as lâminas das espadas harmonizaria a cena; no segundo, estender obteria o
mesmo efeito.
Não é a intenção imediata de esse texto obter respostas ou oferecer interpretações para o que foi
observado. Temos, ainda, na iconografia do Waite-Smith, mais sete cartas que possuem o
emblema do naipe de Espadas expresso em sua iconografia, a saber: o Mago (sobre a mesa,
apontando para a esquerda do observador), a Roda da Fortuna (apoiada sobre o ombro da
Esfinge), a Justiça (sendo elevada por sua mão direita) e as quatro cartas da Corte de Espadas –
Rei, Rainha, Cavaleiro e Pajem. Outras correlações emergem da contraposição dessas sete
lâminas às dez já referenciadas.
Espero, contudo, ter despertado o desejo de, para além do representado, para além do evidente,
para além do visível nas lâminas, encontrar significações nas intencionalidades que emergem do
texto proposto pelo idealizador das imagens assim como da contraposição e diálogo entre as
imagens que compõe o conjunto analisado.

Bibliografia das obras originais de Waite traduzidas para


o português
WAITE, Arthur Edward. Tarô: a sorte pelas cartas.
Tradução de David Jardim Júnior. Ediouro, s/d.
___. O Tarô ilustrado de Waite. Tradução de Cleyde
Helena Monteiro Steigleder. Porto Alegre: Kuarup, 1999.
___. The pictorial key to the Tarot. Stamford: U.S.
Games, 2009.
março.12
Contato com o autor:

Emanuel J Santos - Historiador e Cartomante


Responsável pelo blog Conversas Cartomânticas:
www.conversascartomanticas.blogspot.com
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