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“E toda língua confesse que Jesus

Cristo é o Senhor, para glória de


Deus Pai.”
Fp 2.11
O conhecimento claro e seguro de
quem o Senhor Jesus e, através dos seus
vários títulos, tem o poder de trazer a luz
à solução para vários aspectos relevantes
da pessoa do Salvador do mundo.
I – FILHO DO HOMEM
II – FILHO DE DAVI
III – MESSIAS
• REFLETIR sobre a denominação de Filho do Homem;
• ASSOCIAR O titulo "Filho de Davi" a natureza
profética e majestática do ministério de Cristo;
• APRESENTAR O conceito de messianeidade como
central no Cristianismo.
Grande parte dos problemas com que nos deparamos em sala de aula tem
basicamente duas origens falta de preparação prévia e ausência de autoavaliação.
Com o devido preparo antecipado conseguimos minimizar os efeitos negativos de
eventuais contratempos que venhamos a enfrentar em sala de aula, por isso, estude
regularmente as lições, prepare seu roteiro particular de exposição do conteúdo -
tendo em vista que a Lição Bíblica é um norte, um possível caminho de abordagem,
jamais uma camisa-de-força didático-pedagógica. Já a autoavaliação é importante na
medida em que nos permite adequar rotinas e estratégias à realidade vigente. Talvez
um método utilizado por você antes, neste semestre não está sendo eficaz, ou ainda,
ocorreram mudanças no contexto de suas aulas que exigem - também - mudanças da
sua parte. Assim, uma autoavaliação durante o processo pedagógico poderá
enriquecer suas aulas e evitar insucessos.
Aproveitando todo o ambiente de descontração que deve ser uma sala de
jovens, inicie sua aula perguntando a seus alunos se eles conseguem perceber a
diferença entre um apelido e um nickname. Ao pé-da-letra, ambas palavras significam a
mesma coisa, na prática, todavia, há uma sutil e relevante diferença: o apelido
geralmente é uma designação atribuída por outras pessoas a um indivíduo no mundo
real, já o nickname é a maneira pela qual um indivíduo escolhe ser chamado no mundo
virtual (internet). Ao final das "apresentações. discuta com seus educandos o fato de
também terem sido atribuídos a Jesus alguns títulos e dEle ter escolhido ser chamado de
alguns nomes em especial Demonstre a seus alunos que a maneira pela qual somos
definidos pelos outros ou definimo-nos diz muito sobre nós. Apresente então alguns
nomes que se relacionam diretamente a Jesus e demonstre o nível de revelação e
caracterização da pessoa de Jesus em cada um deles.
Filipenses 25.11
5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em
Cristo Jesus.
6 que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se
semelhante aos homens.
8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo
obediente até à morte, e morte de cruz
9 Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome
que e sobre todo o nome,
10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos
céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 e toda a língua confesse que Jesus Cristo e o Senhor, para glória de
Deus Pai.
A vinda do filho de Deus ao mundo é o clímax de
uma série de promessas anunciadas no Antigo
Testamento. Em virtude disto, a Escritura denomina Jesus
com um conjunto de títulos e adjetivos, buscando dessa
maneira apresentá-lo da melhor forma possível àqueles
que não tiveram o privilégio de conviver diretamente com
o Salvador. Pensar sobre cada uma das designações de
Jesus nos ajudará a compreender melhor a totalidade da
obra, do Salvador.
1. O uso e a origem do conceitodo "Filho do Homem" no Antigo
Testamento. Numa tradução, "Filho do homem" em Hebraico é
"bem'adam". Este detalhe linguístico-etimológico demonstra a
associação do conceito, a principio, com o caráter adâmico do
personagem a quem ela refere-se. Esta expressão está presente no
Antigo Testamento em quase 100 versículos. Há, no entanto, uma
característica muito peculiar da presença deste termo no Antigo
Testamento, ele aparece, em noventa por cento dos casos, no livro de
Ezequiel - onde há mais de 90 registros. Em Ezequiel a locução sempre
se refere diretamente a pessoa do profeta. Assim, a expressão, num
primeiro sentido, corresponde a imagem de um legitimo "Filho de
Adão", um "Filho da Humanidade" ou um humano de verdade.
2. A autorreferenciação de Jesus como "Filho do Homem".
Este é um dos títulos mais recorrentes do Novo Testamento -
aparecendo mais de 80vezes. Com raras exceções, o titulo que Jesus
atribui a si mesmo nos três Evangelhos sinóticos é sempre "Filho do
Homem" No Novo Testamento além da expressão também carregar
uma possível conotação apocalíptica (Ap 113: 14,14), é relevante o
fato dela não estar presente na vasta literatura de Paulo. O termo
pode ser entendido como uma autorreferência de Jesus a sua
humanidade e um esforço de esclarecer sua vocação espiritual, e não
política (Mc 9-31: Lc 12.40), especialmente como uma possível
indicação do cumprimento profético de Gênesis 3.15.
Porque Jesus optaria por atribuir a si mesmo, tantas vezes, este título
em específico? São várias as possibilidades de respostas, dentre
algumas conotação de humildade es dentre algumas: Por sua
conotação de humildade e simplicidade; em momento algum do
Evangelho vemos Jesus exigindo para si mesmo, com arrogância,
tratamento por meio de títulos. Ao contrário, o Salvador sempre
portou-se como um de nós; e como bem fala o escritor aos Hebreus
Ele não se envergonha de chamar-nos de seus irmãos (Hb 2.11).
3. O paradigma de Jesus para nossas autoavaliações. Jesus não
incomodou-se em ser reconhecido a partir da sua humanidade, mesmo
sabendo de todas as limitações que tal condição lhe acarretava Por que
nós deveríamos dar crédito a qualquer tipo de movimento religioso,
evangélico ou não, que defende - aberta ou dissimuladamente -uma
divinização da humanidade? Deste modo, é necessário denunciarmos
e/ou abandonarmos todo modelo de falso Cristianismo que procura
endeusar pessoas, inflacionando seus egos e entorpecendo suas
autopercepções. Quanto mais próximos de Deus, mais humanos nos
reconheceremos (Lc 5.8). Nunca será prejudicial, antes, será um ótimo
antidoto contra todo tipo de soberba e insensatez.
1. A realeza de Jesus. Este é o título que se refere diretamente a
realeza de Jesus. É assim que Mateus apresenta-nos Jesus, logo na
primeira frase do seu Evangelho (Mt 1.1). A associação do Mestre da
Galileia com o rei Davi concede-lhe o status de personagem que
cumpre importantes promessas do Altíssimo feitas ao grande rei de
Israel (1 Rs 8.25; 2 Rs 8.19; 2 Cr 21.7; Is 9.7: Jr33.17). Há um forte
caráter messiânico nesse titulo, uma vez que – num tempo de opressão
e controle do Império Romano - somente um legítimo descendente da
casa de Davi poderia trazer esperança de cumprimento das profecias
sobre a libertação dos filhos de Israel de toda e qualquer opressão.
É a partir deste título, inclusive, que a fraudulenta acusação dos líderes
religiosos contra Jesus ganha algum tipo de fundamento (Lc 23.2), pois
em momento algum dos Evangelhos – senão na crucificação - vemos o
título de "Rei dos Judeus" associado ao Mestre, porém, ao ser chamado
filho de Davi, este outro título ficava implícito. Ao contrário da
designação "Filho do Homem", Jesus nunca se denomina como "Filho
de Davi". São basicamente três os episódios no Novo Testamento nos
quais o Senhor é nomeado com esse titulo: A cura da filha da mulher
cananeia (Mt15.22), a cura de Bartimeu (Mc 10.47) e na estrada
triunfal em Jerusalém (Mt21.9-15). Analisemos então,
pormenorizadamente, estes três episódios para que possamos
mensurar a importância deste título de Jesus.
2. O poder de cura do Filho de Davi. A mulher estrangeira e o
deficiente visual clamarem por cura, chamando Jesus de "Filho de
Davi", é um indicio de que até as pessoas mais simples e
desprestigiadas socialmente tinham plena consciência da magnitude e
grandeza de Jesus nos dias de seu ministério. Diferente de César, que
percorria seus territórios rodeado de pompa e glamour, o Filho de Davi,
verdadeiro e único herdeiro de um trono eterno, caminhava pelos mais
inexpressivos rincões, levando consigo saúde e esperança (LC132,33).
Em nada Jesus diminuiu-se por dar atenção a pessoas marginalizadas,
indivíduos que não eram - em virtude das condições biossociais –
respeitados naquela comunidade.
Um rei acolhendo o clamor de uma mãe estrangeira e o pedido
insistente de um doente marginalizado e uma prova inconteste de que
não são coroas, súditos outro nos que indicam a realeza de alguém e
sim. o conjunto de ações, uma postura ética, um coração de rei. E tudo
isto Jesus tinha Estes dois milagres de Jesus demonstram uma verdade
inquestionável poder de trazer a morte e a dor qualquer déspota
enlouquecido tem, contudo, autoridade sobre demônio e enfermidade
- isto é, poder de dar vida- somente Jesus, o "Filho de Davi", tem.
3. O anúncio do rei em sua entrada triunfal. A imagem de Mateus
21.9 é um momento único nos Evangelho: Jesus adentra Jerusalém
aclamado pelo povo não apenas como profeta, mas também como real
herdeiro do trono. O clamor da multidão provavelmente inspirado nos
Salmos 20.9 e 118.26, descreve a chegada de uma autoridade na
cidade. Era assim que os colonizados por Roma deveriam proceder
quando da visita oficial de um senador ou mesmo do imperador. No
entanto, quem entrava na cidade era o Salvador, o prometido de Israel,
o Filho de Davi.
Apenas Mateus, o escritor cuja influência da tradição judaica é mais
forte, registra o titulo atribuído a Jesus, enquanto que os demais
evangelistas destacam a realeza do Mestre, sem contudo, associá-la a
sua origem davídica (MC 11.9.10; Lc 19 3738; Jo 12.13). Como
sabemos, pelo menos parte da multidão que celebrou a chegada do Rei
dos reis, em uma semana, seria manipulada para pedir a crucificação
do Salvador. Desta repentina mudança de comportamento fica um
indicio: se a mentira e maldade dos religiosos induziram a multidão ao
erro, a espontaneidade do povo levou-o à adoração. Por isso, menos
protocolos religiosos, mais liberdade para a adoração.
1. Messias-Cristo-Ungido. Sem dúvida alguma, o titulo mais
importante de Jesus era "Messias" /"Cristo"/ "Ungido"(é importante
lembrar que estas três palavras tem o mesmo significado, sendo
apenas de idiomas diferentes, respectivamente, hebraico, grego e
português). Em momentos marcantes do Evangelho Ele é reconhecido
como Cristo, já como Ungido, temos a referencia de Atos 4.26. E,
porém, como o Cristo que os escritores do Novo Testamento mais se
referem a Jesus de Nazaré.
O uso do termo justifica-se pela centralidade da obra redentora do
Senhor, isto é, falar de Jesus Cristo é apresentar ao mundo o plano da
salvação. O Novo Testamento começa (Mt 1.1) e conclui (Ap 22.21) com
a referência de Jesus como o Cristo. A ideia da "unção" está, no Antigo
Testamento, diretamente associada a realização de uma missão
especial (Sl 105.15) e especifica (consagração de reis - 1 Sm 10.1:16.1:
1 Rs 1.39: de sacerdotes – Lv 8.12e profetas - 1 Rs 19.16).
2. Tu és o Cristo! Num dos momentos mais emblemáticos do
Evangelho, o Mestre faz uma pergunta aos seus discípulos acerca da
compreensão de sua identidade por parte da comunidade daquela
época (Mt 16.13). Os seus amigos apresentam-lhe o diagnóstico deque
a multidão não possui ainda uma percepção límpida de quem Jesus é.
De um modo geral, confundem-no com uma figura do profetismo do
Antigo Testamento. Depois desta problemática constatação, Jesus
direciona a mesma pergunta para seus apóstolos.
A resposta de Pedro é simplesmente uma das afirmações centrais da
história do Cristianismo: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt
16.16), numa ressonância da imagem do Deus que age na historiada
humanidade, muito presente em momentos decisivos da história de
Israel (Js 3.10; 15m 17.36; 2Rs 19.16: Os 1.10.11). Pedro também
enaltece de forma pública Jesus como o Cristo. A resposta do apóstolo
é tão categórica que o próprio Jesus afirma que ela não pode ser fruto
de uma elaboração humana, antes, produto da revelação divina (Mt
16.17).
3. Quem é Jesus para nos hoje? Em que parte da historia
estaríamos hoje se a pergunta fosse feita a nós? Seríamos como a
multidão que, ávida por bênção e benefícios, via o Senhor apenas
como mais um profeta que realizava atos poderosos, ou teríamos a
sensibilidade de Pedro e reconheceríamos Jesus como o Cristo?
Infelizmente, em muitos lugares, Jesus não passa de alguém
equivalente a um remédio para dores de cabeça, a quem recorremos
em momentos específicos. Já em outras comunidades Jesus é um
trunfo na manga, alguém através de quem demonstra-se poder e gloria
pessoais. Passa longe, em muitas Igrejas, a percepção de Jesus como o
Cristo.
Na verdade, se Jesus for "apenas" o Cristo, a estratégia de marketing
midiático não funciona. Falar da cruz da necessidade de confissão de
pecados e arrependimento não dá "ibope" por isso, em muitos lugares,
Jesus é apenas uma marca, quase uma palavra magica. Precisamos
voltar à essência do Evangelho, e concentrarmo-nos em pregar a Jesus
Cristo, e este como o crucificado (1Co 2.2).
Jesus é tão maravilhoso que definir quem Ele é em uma
só palavra ou expressão é impossível, por isso, aprendamos
mais e mais sobre quem é o nosso Salvador e como devemos
chamá-lo. A indagação paulina ainda tem total razão de ser
entre nós, em nossos dias (Rm 10.13,14). O verdadeiro
Evangelho somente será anunciado às nações de modo eficaz,
quando aqueles que pregam tiverem plena consciência de
quem o Senhor Jesus Cristo é.
1. A que se refere prioritariamente a expressão "Filho do homem"?
Aos aspectos humanos dos individuos, isto é, a humanidade destes.
2. No Antigo Testamento, que personagem mais utiliza para referir-se a si
mesmo a expressão "Filho do homem"?
Profeta Ezequiel.
3. Quais as principais diferenças entre os três eventos registrados no Novo
Testamento em que Jesus é tratado de 'Filho de Davi"?
Em dois dele (a mulher cananeia e o deficiente visual trata-se de pessoas
reconhecendo em Jesus seu poder para sarar, já na entrada triunfal na
cidade, refere-se ao reconhecimento do cumprimento de profecias
declaradas a Davi.
4. De que modo o Evangelho é afetado em virtude da falta de centralidade da
pregação na imagem de Jesus como Cristo?
Temos cada vez mais mensagens vazias de conteúdo e pessoas muito
religiosa se pouco cristãs.
5. Que característica do principal titulo de Jesus, "Messias" você destacaria?
Resposta pessoal.