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1.

Seria Karl Popper, uma vez que este defende a tese continua na passagem do conhecimento vulgar ao
conhecimento científico. Na sua perspetiva, a ciência é “senso comum esclarecido” ou criticado, corrigido,
contestado. Para Popper, a criação da ciência e o seu desenvolvimento representam um processo de constante
eliminação de erros.
Gaston Bachelard, pelo contrário, diz que o senso comum é um obstáculo epistemológico com o qual importa
romper para que se possa criar conhecimento científico. A sua tese não admite a existência de um conhecimento
vulgar porque não se limita a ser provisório: o senso comum opõe-se à construção do conhecimento científico.
2. O senso comum apesar de não ser explicativo não que dizer que esta errado. Em último caso é que se
poderia afirmar que ele seria desnecessário. A experiência do dia a dia também dá a conhecer a relação com o
mundo, e é com base nela que se fazem múltiplas escolhas. Tal não significa, de modo algum, que se possa
dispensar este último, porque só ele dá a conhecer, com prova, essas e muitas outras opções, bem mais exigentes.
Do facto de o conhecimento científico ser explicativo deduz-se a sua necessidade, mas do facto de não ser
explicativo não se conclui a falta de necessidade do conhecimento vulgar.
3. As críticas de que foi objeto a conceção indutivista do método são: a observação não é o ponto de
partida do método científico e ainda que o cientista recorra a observação, ela não é totalmente neutra e isenta e a
segunda é o raciocínio indutivo não confere o rigor logico necessário as teorias científicas.
Relativamente à primeira podemos dizer que a observação pura não existe, os conhecimentos anteriores do
cientista, as teorias com que contactou, determinam a observação que efetuará. A segunda crítica é de índole
lógica, o raciocínio indutivo não o enumerativo, constitui um salto lógico, que leva do particular ao geral. A sua
validade está comprometida. David Hume afirmou que a generalização indutiva é uma mera crença ou expectativa,
impossibilitando o rigor logico necessário para as teorias científicas.
4. A primeira etapa do método hipotético-dedutivo (ou conjetural) consiste na formulação de uma hipótese
ou conjetura a partir de um facto-problema. Constatando-se que existe um problema que não encontra explicação
satisfatória no contexto de uma dada teoria, formula-se uma hipótese provisória para o mesmo, a qual carece
ainda de comprovação empírica. Trata-se de um momento criativo da atividade científica, associado à intuição e
imaginação. A segunda etapa é a da dedução das consequências, formulada a hipótese, são deduzidas as suas
principais consequências, depreende-se o que poderá acontecer se a hipótese ou conjetura for verdadeira.
A terceira etapa corresponde à experimentação, testa-se a hipótese, confronta-se a conjetura com a experiência
para apurar a sua veracidade. Sendo validada pela experiência, a teoria é corroborada; não o sendo, a teoria é
refutada, isto é, terá de ser reformulada ou, no limite, abandonada.