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INTRODUÇÃO

A história da autora: a criação do Sistema de Memória da Alma

Durante toda a minha vida preparei-me para escrever este livro. Desde o dia em que nasci, todas as
minhas experiências psíquicas sempre apontaram nessa direção, embora eu nunca tivesse percebido,
pois eram acontecimentos aleatórios que não pareciam ter relação entre si. Nos últimos dez anos é
que as coisas começaram a fazer sentido, pois entendi que nossas experiências de vida não acontecem
por acaso. Há um plano divino por trás delas. E somente quando pude acessar meu subconsciente é que
vi isso com clareza.

O subconsciente tem o registro de todas as nossas lembranças e pode ser acessado por meio de
meditação ou de regressão. Com isso, pude me lembrar de toda a minha infância e fiquei surpresa com
o que descobri. As coisas eram bem diferentes do que eu imaginava. Quando revivi a sensação do
momento em que nasci, as lembranças presentes em meu subconsciente não eram minhas ao me ver na
sala fria de parto sob as luzes fortes e a agitação dos médicos e enfermeiros. Minha consciência
estava concentrada nas pessoas da sala, em sua dor emocional. Foi realmente uma surpresa. Mas se eu
levar em consideração minhas habilidades psíquicas, faz muito sentido. Sempre captei as emoções das
pessoas, desde a mais tenra idade. E não apenas as superficiais, como alegria ou tristeza, mas
também as mais profundas, que a maioria delas prefere ignorar.

Por causa disso, o mundo parecia muito confuso para mim.

Externamente, a vida parecia ser boa, mas não era isso que eu sentia. As pessoas se aproximavam de
mim com um sorriso nos lábios, mas estavam tristes por dentro. E logo descobriam que eu tinha o dom
de agradar-lhes. Eu queria aliviar suas dores e fazer com que se sentissem melhor. Não sabia que isso
era telepatia, mas ao ler seus pensamentos e perceber seus sentimentos eu acabava satisfazendo
suas necessidades. E não precisavam dizer nada; eu simplesmente sentia. Só comecei a perceber o
motivo de minha confusão e a separar as coisas quando fiquei adulta.

Também tinha outras habilidades psíquicas, como a de perceber o mundo em níveis diferentes. Tinha
sonhos incríveis com fatos que iriam acontecer no futuro e com "seres de luz". Esses eram mestres
espirituais que me transmitiam muito amor, ensinavam-me e diziam-me coisas que não faziam sentido
na época, mas que depois descobri serem muito importantes.

Eu saía de meu corpo quando entrava em relaxamento profundo e fazia viagens astrais. Durante a
infância, muitas vezes eu ia dormir e via o meu corpo quando eu estava fora dele, no outro lado do
quarto.

Mas a lembrança mais forte que tenho é daquilo que mais me assustava quando criança. Eu acordava
com uma energia vibrando por todo o corpo, como se estivesse ligada em uma tomada elétrica. Ouvia
um barulho ensurdecedor e me via girando em um túnel em direção a uma luz distante. Sentia que ia
morrer se continuasse nele.

Com o tempo, aprendi a fazer parar aquele fluxo de energia (soube mais tarde que pessoas que
estiveram próximas da morte dizem ter sentido isso também).

Mas naquela época ninguém me explicava o que eram todas aquelas experiências, nem meus pais nem a
religião. Acabei deixando de falar a respeito para evitar que alguém se assustasse e pensasse que eu
era maluca. Também aprendi a encobrir minhas emoções. Não queria mais sentir todo aquele
sofrimento ao meu redor.

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Quando eu tinha dezessete anos, minha mãe teve câncer no pulmão e entrou em um lento processo de
morte. Durante esse período, minha mãe e eu nos tornamos mais abertas ao mundo dos fenômenos.
Conversávamos sobre assuntos como reencarnação e paraíso. Ela comprou um livro de Edgar Cayce,
The sleeping prophet (O profeta do sono), que conta a história de um médium que curou centenas de
pessoas, quando em um profundo estado de transe, como se estivesse dormindo.

Ler esse livro me fez despertar para um mundo novo. Havia finalmente encontrado explicação para
algumas das sensações que eu tinha. Li todos os livros dele que consegui encontrar. Comecei a
pesquisar autores de linha metafísica e encontrei vários que descreviam as mesmas experiências.
Estava finalmente começando a entender o que se passava comigo.

Fui à faculdade, casei-me, tive filhos, mantendo o meu lado paranormal em segredo novamente. Mas
lia todos os livros de metafísica que encontrava. Os seres de luz apareciam cada vez mais em meus
sonhos e eu tinha visões do futuro. Via um novo mundo chegando, no qual as pessoas tinham amor e
paz no coração, como Jesus e Buda. Era como se estivéssemos novamente nos Jardins do Éden, sem
doenças, sem guerras, em que todos podiam ter tudo o que desejassem, apenas usando o poder do
pensamento. Antes de esse novo mundo chegar, porém, havia muitas mudanças e desgraças. Eu via um
grande caos, enchentes, ondas gigantes, terremotos, erupções vulcânicas e tempestades terríveis,
cidades cheias de perigo, guerras religiosas e gangues de jovens causando terror e obrigando as
Forças Armadas a estabelecer toques de recolher. A camada de ozônio estava sendo destruída,
tornando a luz do Sol letal e obrigando as pessoas a viver embaixo da terra para escapar dos raios
ultravioleta e do calor extremo. Crianças morriam deitadas no chão de ginásios por falta de leitos em
hospitais. Algumas dessas coisas já acontecem hoje; espero que o restante ainda possa ser impedido.

Em 1987, conheci meu mentor, Mafu, e Swami Paramananda Saraswatti, a mulher que servia de "canal
de comunicação" para ele. Esse fenômeno conhecido há séculos diz respeito a um ser humano que
serve de veículo para a transmissão de pensamentos de alguém do mundo espiritual. Os profetas já
utilizavam esse recurso, como descreve a Bíblia.

Como os "seres de luz" sempre estiveram ao meu redor desde a infância, era natural que eu acabasse
tendo um mentor espiritual e invisível. Mafu tinha uma grande aura de amor e eu o reconheci como um
desses "seres". Ele sabia tudo a meu respeito: minhas experiências de vida, meus pensamentos e meus
sentimentos mais profundos. Com ele, presenciei diversos milagres, aprendi a aceitar a mim mesma e
às minhas faculdades psíquicas e a utilizá-las para ajudar as pessoas. Boa parte do conteúdo deste
livro vem de seus ensinamentos. Ele me explicou tudo o que acontecia comigo usando termos
psicológicos correntes aqui na Terra.

Então pude anunciar às pessoas ao meu redor que era sensitiva e "diferente" delas. Guiada por uma
grande vontade de ajudar as pessoas a se prepararem para o novo mundo, abri uma livraria
especializada em livros metafísicos e comecei a dar aconselhamento espiritual. Durante as sessões,
eu também servia de canal, e muitas das informações que recebi constituíram a base deste livro,
particularmente quando falo sobre a alma, os chacras e o sistema de energia do corpo. Passei a
meditar diariamente e a receber todo tipo de inforrmação útil e importante.

Continuei a ter experiências fora do corpo, mas que então eram ainda mais incríveis porque
aconteciam durante a meditação. Eram como sonhos, só que bem mais vívidos. Às vezes me via falando
com pessoas desconhecidas que me diziam seus nomes e o que estava acontecendo em sua vida. Depois
de alguns dias, acabava me encontrando com elas. Antes que me dissessem qualquer coisa, eu dizia
seus nomes e repetia o que me haviam dito antes. É claro que ficavam impressionadas com isso, mas a
experiência acabava não me fazendo bem.

Com a meditação, aprendi como criamos o nosso futuro. Sempre que tinha visões, eu já sabia o que
esperar, pois cedo ou tarde acabariam ocorrendo.

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E ainda sentia aquelas ondas de energia em meu corpo, que eu não conseguia controlar. Aconteciam de
repente, durante o sono ou a meditação, e sempre da mesma maneira, como se eu estivesse ligada a
uma corrente elétrica.

A mais forte aconteceu pouco antes de eu conhecer Mafu.

Estava em férias com minha família em Porto Rico e uma noite acordei com o "interruptor" ligado.
Dessa vez, no entanto, a energia era mais intensa, e senti como se meu corpo estivesse sendo jogado
para longe e tivesse se dividido em dois, o físico e o espiritual; este pairava e zumbia acima daquele,
como se fosse eletricidade. Ouvi uma voz dizendo para não tocar em meu marido ou poderia machucá-
lo. E era tão forte o que eu sentia que não duvidei. Olhei para ele e me afastei o quanto pude na cama.

Fechei os olhos e me rendi ao furacão de energia, que fazia um barulho cada vez mais alto. Então, uma
coisa incrível aconteceu. Comecei a seguir em direção à luz; agora era uma experiência física e eu
conseguia entender o que estava acontecendo. A luz não me assustava mais. Era como se ela estivesse
atrás de meus olhos e, quando a alcancei finalmente, comecei a flutuar no ar e a sair do quarto. Dei
uma última olhada na cama e, em vez de ver meu marido e eu, havia duas esferas de uma luz branco-
dourada na região torácica de nossos corpos.

O que vi em seguida foi inacreditável. Parecia um estado expandido de consciência. Tudo era negro, e
as coisas que me eram mostradas apareciam como hologramas. Eu sentia cada pensamento como se
estivesse sendo "incutido" em minha mente. Estava vendo o paraíso, um rio pulsante com estrelas
douradas. "Sabia" que isso era Deus e que todas as pessoas, incluindo eu, éramos aquelas estrelas.
Somos átomos do corpo de Deus, independentes uns dos outros e ao mesmo tempo parte de um todo.
Também percebi que todas as noites Ele nos dá um céu estrelado para nos lembrarmos disso.

Vi então um holograma do que acontece nesse nível, quando desenvolvemos nossas atividades no plano
físico. Andar pelas ruas, por exemplo, é equivalente a uma estrela dourada cruzar o céu no meio de
milhões de outras, ou seja, meu ato de caminhar pela rua acontece com o consentimento de milhões de
estrelas; outras partes de Deus que me permitiram usá-las para criar em terceira dimensão a "cena"
de me ver caminhando.

O último holograma mostrava o que acontece no reino de "Deus" quando duas almas se unem pelo
amor. É uma explosão de êxtase, que reage como uma onda revolvendo-se por todo o rio de luzes
douradas, tocando e expandindo cada uma delas. Vi como o amor de uma pessoa se espalha para todas
as outras.

Então, em um choque de consciência física, vi-me entrando em meu corpo. Após ter experimentado
uma sensação de amplitude descomunal, foi difícil me acomodar novamente. O espaço parecia muito
pequeno. Levantei minha mão e olhei para ela, mas via apenas luzes douradas "pulsando" como átomos.
Olhei para a frente tentando ver a parede, mas só enxergava luzes douradas "pulsando". O barulho
em meus ouvidos ainda estava alto, e a sensação de energia era intensa, mas após alguns minutos
começaram a diminuir. Comecei a ver a parede tomando forma e as luzes douradas se transformando
em matéria, mas tudo ainda "pulsava".

Nem preciso dizer que levei dias para me recuperar e anos para entender tudo o que aconteceu.
Quando aprendi mais da filosofia oriental, descobri como funcionam os chacras e o sistema de
energia do corpo. A luz atrás de meus olhos vinha de meu chacra coronário. Na nuca, fica o chacra do
centro da Lua (é engraçado ver que a maioria das pessoas, quando vê ou sente a presença de espíritos,
fica com os cabelos da nuca arrepiados). Descobri também que as ondas de energia que senti a vida
toda são chamadas "subida do Kundalini". Muitos gurus, swamis e mestres que praticam meditação já
escreveram sobre isso. Todas as pessoas acabam tendo esse tipo de experiência de uma maneira ou
de outra.

Quando aceitei que era sensitiva, fiquei ainda mais sensível.

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Swami Paramananda Saraswatti me ensinou a falar com os animais durante um seminário no Oregon,
mas eu nunca havia pensado em utilizar a técnica até o dia em que uma mulher entrou em minha
livraria com um papagaio doente e muito triste no ombro. Ela estava com ele fazia dois meses e já
tinha tentado de tudo. Os veterinários não conseguiam descobrir por que o pássaro tinha parado de
comer e de falar. Ela não sabia mais o que fazer. Ele estava muito bem quando ela o adotou, mas agora
estava morrendo.

Foi muito fácil estabelecer um contato com o papagaio por meio da troca de imagens. E quando eu
disse que bastava levar a gaiola para perto da janela, pois ele sentia falta de ver as árvores lá fora,
ela começou a rir. "Só isso?". Não pareceu acreditar.

Ao me comunicar com o pássaro, tornei-me una com ele. Além das imagens e representações, pude
captar seus sentimentos e, por intermédio dele, os sentimentos da mulher. Vi novamente a criação
maravilhosa de Deus e a união entre todos os seres, apesar de nossa aparente independência. Percebi
como energias semelhantes se atraem. A mulher havia atraído o papagaio para sua vida para curar
uma mágoa de infância. O pássaro havia passado pela mesma dor em sua curta existência. Mesmo sem
saber, se curasse o pássaro, ela estaria curando a si mesma.

Ela me ligou eufórica na semana seguinte. Depois de passar uma noite inteira mudando a disposição
dos móveis em seu pequeno apartamento, conseguiu deixar a gaiola perto da janela. Assim que viu o
Sol, ele começou a falar e a comer. Ela ficou maravilhada. Parecia outro pássaro, de tão contente que
estava, e ela também.

A mulher era presidente de um clube de donos de pássaros e espalhou tão rápido a notícia para
outros clubes que comecei a receber ligações de toda parte para ajudar animais doentes. Quando dei
por mim, já tinha recebido um convite de Joan Rivers, produtora de um show na televisão, para
participar de seu programa e ser apresentada como uma sensitiva que ajuda os animais. Depois veio o
programa de Ricki Lake e o de Carnie Wilson. Para alguém que antes nem dizia às pessoas que era
sensitiva para não ser chamada de "esquisita", eu estava me tornando conhecida como a mais esquisita
de todos.

Uma das coisas mais difíceis para um sensitivo aceitar é o fato de que pode "assustar" as pessoas.
Ver mensageiros de espíritos ou ouvir informações mediúnicas deixa muitas pessoas de cabelo em pé.
Sempre me preocupou o fato de não saber qual seria a reação das pessoas. Além disso, sentir as
emoções das pessoas não é fácil, e muito menos ir até elas para transmitir mensagens que recebemos,
especialmente se são pessoas que não conhecemos. Mas os espíritos são bastante insistentes se nos
recusamos a passar as informações.

A primeira vez que isso me aconteceu foi por intermédio de um sonho muito vívido. Sonhei com um
homem que estava morrendo de Aids, tinha lesões no rosto e usava um cachecol para tentar esconder
algumas delas. Jesus aparecia atrás dele e me pedia para colocar a mão em sua testa e dizer que não
se preocupasse porque estava sob sua proteção. Acordei, mas não fiquei preocupada com o sonho,
pois, como sempre, sabia que se tratava de algo que iria aconntecer no futuro.

Três dias depois estava indo para Nova York de trem e vi o homem. Estava sentado dois bancos à
minha frente e tinha as lesões e o cachecol que vi em meu sonho. Sabia que deveria ir até ele e
transmitir a mensagem, mas não consegui. Ainda escondia meu poderes psíquicos e não tinha
consciência de que as mensagens poderiam ter um significado especial para as pessoas.

Mas a experiência me marcou e foi uma lição importante.

Afinal, não é comum uma menina judia sonhar com Jesus. E o homem poderia até se assustar e achar
que eu era maluca, mas hoje sei que aquelas palavras teriam feito muito bem a ele. Aos poucos,
percebi que estava lutando contra os planos que Deus havia estabelecido para mim. Não tinha nascido
sensitiva por acaso.

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Transmitir mensagens me ajudou a entender melhor a alma humana. Entendi as emoções, como se
concentram em cada chacra e a ligação delas com a alma.

E comecei a compreender o estado de "graça". Estar aberta às mensagens fez com que me abrisse
para receber o amor dos espíritos, o que me trouxe muita paz e a sensação de estar conectada com
todas as formas de vida, visíveis e invisíveis. Recebendo as mensagens daqueles que já se foram, pude
sentir Deus dentro de mim e ao meu redor.

Mafu me ensinou que por trás de toda doença ou ferimento existe uma emoção reprimida. E percebi
isso durante uma sessão de meditação. Estava em um retiro espiritual especial no Oregon e uma
manhã, enquanto meditava com o grupo, a imagem de um homem me veio à mente. Era um dos
participantes do retiro, mas eu não o conhecia. Ele me mostrou seu polegar, que estava machucado e
sangrando. Um pequeno pedaço de carne perto de sua unha havia sido arrancado. Parei de meditar
achando aquilo muito estranho. Quando a sessão terminou fui falar com ele e contei o que tinha visto.
Ele empalideceu e me mostrou seu dedo. "Era este?". Havia um machucado exatamente no mesmo
lugar, mas estava cicatrizado. "Aconteceu há dez anos", disse. "O que você acha que isso significa?".

"Não sei", respondi. Mas quando ele saiu entendi. Em meio a um emaranhado de emoções, havia nele
uma grande sensação de abandono. Senti que uma mulher era a causa do problema, o que ele não
percebia. Ele podia machucar novamente o dedo caso não percebesse.

Três meses depois eu estava conversando com sua esposa e ela me contou que dez anos antes ia
deixá-lo, por causa de problemas no relacionamento. Na mesma época, ele se machucou. Por sorte eles
se reconciliaram. Na semana do retiro espiritual, ela tinha de sair da cidade e não podia ficar com ele,
razão por que ele estava se sentindo abandonado outra vez. Em vez de perceber o que estava
sentindo, porém, ele estava prestes a se machucar novamente.

Tive esse tipo de experiência diversas vezes depois. Quando criança, essa sensibilidade me fazia
muito mal e por isso a bloqueei. E mesmo agora, adulta, em que me permitia sentir tudo isso
novamente, a sensação me assustava e incomodava.

Uma semana depois, um homem se machucou enquanto fazia consertos no escritório ao lado do meu.
Fez um corte profundo na canela e levou 22 pontos. Para mim, o acidente foi o resultado de uma
explosão de emoções. Senti todo o seu sofrimento, causado por um pai alcoólatra e violento, que o
espancava quando criança. Agora, tinha um chefe que também cometia excessos. Só não precisava que
batessem mais nele, pois aprendera isso muito bem na infância. Uma semana depois, falei com um
colega dele, que me confirmou esses detalhes.

No início, outros sensitivos me diziam para não me abrir tanto para as pessoas, pois isso me faria
muito mal. Tentei seguir seus conselhos e me fechar ao imenso fluxo de sensações, mas não consegui.
Era como se estivesse tirando energia de meu próprio corpo. Senti que me enfraquecia e me esgotava.
Era estranho, mas quando deixava as emoções das pessoas passarem por mim, sentia-me energizada.
A energia só ficava retida quando uma determinada emoção tocava em algum ponto não-resolvido
dentro de mim. Descobri que culpa, racionalização e autojulgamento também impediam o fluxo.

Então decidi ser eu mesma. Comecei a estudar a energia, as emoções e a perceber determinados
padrões. Emoções são uma forma de energia que deseja ser percebida, não importa por quem.

Se sinto a das pessoas, é como se elas mesmas a sentissem. Minha percepção abre as portas para elas
também. Hoje sei onde as emoçõe se concentram no corpo e aprendi muito sobre elas. Descobri que
os pensamentos não são gerados exatamente no cérebro, que o subconsciente não fica nele, mas
espalhado no corpo, e que nossos centros de energia são os chacras. E é disso que este livro trata.

Minha meditação também progrediu. Já não preciso ir até o Oregon para estudar com Swamiji e
Mafu. Posso estudar com eles durante a meditação. Meus amigos vão para o retiro e na volta digo a
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eles tudo o que aconteceu por lá antes que digam qualquer coisa. Hoje sei que, além de um corpo
físico, temos o corpo espiritual, chamado pelos espiritualistas de corpo astral. É a parte de nós que
sai à noite enquanto dormimos e que deixa definitivamente o corpo quando morremos. Sei também que
fazer viagens astrais durante a meditação é a mesma coisa que ter sonhos vívidos.

Às vezes, quando meus filhos vão dormir e me sento para meditar, vejo-os sair do corpo, passar pelo
teto e ir para suas aventuras noturnas. Um dia, uma coisa muito interessante aconteceu. Era de
manhã e eu estava meditando. De repente, vi-me dentro de uma nave espacial falando com uma
extraterrestre. Sentia que era uma velha amiga e estava muito feliz em revê-la. Ela me levou ao seu
quarto na nave e ficamos conversando. Quando saí da meditação, estava surpresa com o que tinha
visto. Ainda não tinha controle sobre minhas experiências astrais e nem desejava ter. Não me
lembrava a respeito do que tínhamos conversado, apenas de como era o interior da nave. Fiquei
somente com uma sensação de carinho.

Terminei a meditação e fui preparar o café-da-manhã para o meu filho tomar antes de ir à escola.
Quando ele entrou na cozinha, disse-me: "Mãe, tive um sonho tão estranho! Tão real! Vi uma
espaçonave pela janela do quarto, você entrando nela e fiquei com muito medo!".

Enquanto converso com as pessoas, muitas vezes consigo ouvir seu corpo astral. Elas me dizem uma
coisa, mas seu corpo astral me diz outra. Por isso eu ficava tão confusa quando era criança. Por
exemplo: um homem entrou em minha livraria um dia para vender espaço de propaganda em seu jornal.
Estava calmo e fez uma apresenntação bastante profissional, mas seu corpo astral gritava: "Me
ajude, me ajude, estou muito mal e vou me matar". É claro que eu tinha de dizer alguma coisa a ele.
Felizmente nessa época eu já havia aprendido a abordar o assunto de maneira mais delicada e a
perguntar se a pessoa tinha interesse em ouvir. Ele respondeu educadamente que não estava
interessado, pois não queria tratar de assuntos antigos. Ele morreu um ano depois em um acidente de
carro.

Uma história um pouco menos trágica é a de uma moça que costumava comprar na livraria. Passou um
tempo sem nos visitar, e então soubemos que estava tuberculosa. Ficou tão doente que teve de sair
de seu emprego e de seu apartamento e ir morar com os pais. Tinha até terminado o relacionamento
com o namorado. Alguns meses depois, apareceu na loja muito contente. Tinha acabado de sair do
consultório médico e recebido a notícia de que estava melhor e que não precisava mais tomar
remédios.

Mas seu espírito dizia o contrário, que ela não queria melhorar e que estava planejando sofrer um
acidente no trânsito. Por sorte, estava interessada em ouvir o que eu tinha a dizer.

Conversamos durante uma hora. Nessa época, eu já havia desenvolvido o Sistema de Memória da
Alma. A sessão foi maravilhosa e me fez bem. Trabalhar com o Sistema é como fazer cinco anos de
terapia em uma hora. Para ela, foi uma oportunidade de autodescoberta. Senti suas emoções, de onde
vinham, em que chacra estavam e pude identificar a época em que seus problemas de tuberculose
tinham começado.

Resumindo a história, quando ela tinha três anos de idade, seu irmão mais novo foi levado às pressas
ao hospital por causa de uma pneumonia. Morreu uma semana depois, e seus pais nunca mais foram os
mesmos. Ficaram distantes e menos carinhosos. Mas, como ela ainda era criança, não conseguiu
entender a mudança e começou a se sentir culpada. E só agora, aos 23 anos, é que percebia isso.
Quando conversamos, viu claramente que se sentiu rejeitada e que acabou criando uma doença nos
pulmões para receber dos pais a mesma atenção que seu irmão, bem como para se mudar para a casa
deles e ter proteção e carinho absolutos. Ao perceber tudo isso, chorou muito e deixou que viessem à
tona o desespero, a sensação de impotência e a rejeição. Saiu da loja como se tivesse tirado um
grande peso das costas. Telefonou algum tempo depois para me contar como sua vida estava
diferente. Tinha recebido duas ofertas de emprego e marcado um encontro com um rapaz com quem
queria sair havia muito tempo.

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Espero que o Sistema de Memória da Alma possa ser tão útil para você quanto foi para mim, pois me
ajudou a me conhecer melhor e a entender minhas atitudes. Será uma ferramenta cada vez mais
importante na nova era das luzes que está chegando. Vamos ter de livrar nosso corpo de antigos
bloqueios para que a nova energia, mais rápida e vibrante, possa circular e desenvolver cada vez mais
nossa intuição e capacidade de amar.

Em dezembro de 1995, durante uma sessão de meditação, senti o êxtase que é mencionado na Bíblia
como o sinal do Armagedon e da era da superconsciência. Como sempre tenho visões sobre o futuro
quando medito, percebo que não vai demorar a acontecer. Senti uma forma tão pura e indescritível de
amor que fiquei paralisada. Foi a experiência mais incrível que já tive, embora também a pior de
todas, pois destruiu toda a concepção que eu tinha a respeito de Deus e do amor. Percebi quanta
energia deixamos de ter em nosso planeta! Teríamos de vibrar em uma freqüência muito maior que
aquela em que vibramos hoje para poder sentir a energia, e para isso é necessário que haja uma
mudança tanto na Terra quanto no nosso corpo, ou seja, seria preciso tirar toda a energia velha e
bloqueada dos corpos e livrar a Terra de toda a poluição e energias negativas que deixamos acumular.
Não é uma tarefa tão difícil, se percebermos que tudo o que está acontecendo ao nosso redor é
apenas uma mudança que nos prepara para o grande fluxo do amor de Deus em nossa vida.

Vou terminar com uma sugestão que será muito útil nos próximos anos e quando for utilizar o Sistema
de Memória da Alma. As pessoas que me conhecem sempre brincam comigo porque não me canso de
repetir: observe seus sentimentos. Suas emoções são a parte mais importante de seu ser. São seu elo
com Deus. Essa é a principal mensagem deste livro.

SUSAN KERR

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1. O SISTEMA DE
ENERGIA DO CORPO

Após anos de meditação e trabalhando minhas habilidades psíquicas, comecei a entender mais o
sistema de energia do corpo. Não é muito diferente dos outros sistemas, o nervoso, o digestório e o
cardiovascular. Trabalha de maneira lógica e possui funções específicas. Mas, quando falo de energia,
não estou me referindo ao magnetismo do corpo, que está relacionado ao cérebro e ao sistema
nervoso central. Falo de uma força mais sutil, subatômica e invisível, que gera um campo de energia
em torno do nosso corpo, chamado aura. O cérebro reconhece e compreende esse campo ao nosso
redor, e às vezes podemos até senti-lo. Quem consegue avaliar bem as pessoas já na primeira vez que
as vê, está na verdade avaliando a energia delas.

A aura informa muito sobre uma pessoa. Mostra como ela se sente emocional e fisicamente. Pode
denunciar um vírus de doença dois dias antes que ele se manifeste no corpo. Além de doenças, mostra
também quando uma pessoa vai se ferir ou sofrer um acidente.

Traumas do passado ficam impressos na aura enquanto não são curados. O campo de energia também
mostra se a pessoa está mentindo, apaixonada, inspirada, feliz, com raiva ou com outra emoção
qualquer. Ao fazer uma leitura telepática ou do futuro de uma pessoa, vejo as informações contidas
nas partículas subatômicas de seu campo energético.

A Ciência ainda tem poucas informações a respeito desse sistema de energia tão sutil, mas os
chineses o conhecem e sabem que há centros de energia no corpo, os chamados chacras, distribuídos
ao longo de linhas ou meridianos. A acupuntura é baseada nesse sistema. A Ciência ainda trata tudo
isso como teoria, pois não dispõe de ferramentas para provar sua existência. Contudo, como sensitiva,
conheço essa energia, posso vê-la e ouvi-la em torno da aura das pessoas e sei o que podem esperar no
futuro de acordo com o tipo de energia que elas emitem. Por que consigo fazer isso e você não?
Porque nasci com essa parte do cérebro mais ativa. Todos temos essa habilidade e podemos
desenvolvê-la facilmente para usar no dia-a-dia, mas ela não está relacionada com os cinco sentidos
(tato, olfato, paladar, visão e audição) que usamos para captar as informações do mundo à nossa volta.
É uma parte do cérebro que trabalha com o lado emocional; porém, como não somos treinados para
perceber nossas emoções, raramente ela se desenvolve.

Este livro explica como funciona e como atua o sistema de energia do nosso corpo em nossa vida. Por
ser sensitiva, aprendi que a aura é composta de pensamentos e emoções, os quais, em conjunto com a
alma ou espírito, formam um sistema que opera de maneira lógica. Quando compreendemos o
funcionamento desse sistema, passamos a nos conhecer melhor e a entender nossas emoções e tudo o
que nos acontece. Podemos mudar completamente nossa vida.

A maioria de nossos pensamentos e emoções parece vir de algum lugar desconhecido e agir de
maneira aleatória e fora de controle. Muitos deles não chegam a afetar nosso dia-a-dia, mas alguns
têm tanto impacto que mudam radicalmente nossa existência. Então nos sentimos impotentes e não
entendemos como isso ocorre.

Quantas vezes nos perguntamos: "Por que estou sempre fazendo a mesma coisa? Por que não consigo
mudar de atitude? Por que não consigo me controlar? Por que isso acontece comigo?".

Vou explicar por que algumas coisas se repetem em sua vida e ajudá-lo a entender seu padrão de
pensamentos e sentimentos. Vou mostrar que não são aleatórios, mas obedecem a uma seqüência
lógica em um ciclo, dentro do sistema de energia, que pode ser facilmente entendido e modificado.
Também quero mostrar como funcionam as emoções. Por incrível que pareça, a maioria de nós não
sabe como tratá-las, apenas como escondê-las ou expressá-las.

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Portanto, vou pedir que preste bastante atenção a seus sentimentos enquanto lê o livro,
especialmente os três primeiros capítulos, que abordam uma maneira diferente de pensar. Vou
condensar dez anos de meditação, de psicoterapia e de estudo das teorias orientais sobre energia em
uma linguagem simples e lógica para que você comece a se ver sob um novo ângulo. Quanto terminar de
ler o último capítulo, terá maior compreensão de si mesmo, da razão de suas atitudes e de como
modificar aquilo que não lhe agrada.

Esse sistema funcionou bem para todas as pessoas que já o utilizaram. Algumas conseguiram mudar
radicalmente sua vida. Mas devo avisar que é muito poderoso. Caso não esteja pronto para as
mudanças, não o utilize. Ao fazê-lo, deixará de ser vítima das circunstâncias, pois verá que é você
mesmo quem as cria. Você pode criar um acidente de carro, uma demissão, uma traição por seu marido
ou esposa, por seu melhor amigo ou até mesmo um tumor no cérebro. Você é quem cria tudo !

Parece loucura? Sei que pode discordar, mas antes me deixe mostrar como funciona o ciclo de sua
vida e como você recicla a energia de seu corpo. Então verá que ela atrai determinados
acontecimentos e entenderá como alguns padrões são estabelecidos.

Chamemos essa energia invisível de subconsciente. A Ciência o considera algo misterioso,


desconhecido e assustador, mas não é bem assim. Não conhecemos o subconsciente porque não
prestamos muita atenção a ele. Na verdade, prestamos muito pouca atenção a nós mesmos, a nossos
pensamentos e a nossas emoções. Concentramos tudo no mundo exterior. Somos escravos dos cinco
sentidos e estamos programados para acreditar que as coisas que vemos, tocamos e cheiramos são
mais importantes do que o que nossa intuição nos diz. Afinal, é uma questão de sobrevivência.

Quero mostrar, contudo, que o subconsciente é a coisa mais importante de nossa vida. É o nosso
sexto sentido e gera todas as circunstâncias em que usamos os outros cinco. Ele é o sistema de
energia que engloba nossos sentimentos, pensamentos, emoções e alma e circunda e controla o nosso
corpo. É ele que cria nosso futuro. Ao focalizarmos a atenção em nosso subconsciente, passamos a
compreender seu funcionamento, e ele deixa de ser misterioso ou assustador, assim como nossos
sentimentos.

Imagine que existem duas partes em seu ser: o Ser Pequeno e o Ser Maior.

O Ser Pequeno é seu Eu normal e representa a maneira como você reage aos acontecimentos da vida.
Se fizer uma retrospectiva, vai perceber que a maioria de suas atitudes até hoje ocorreu como uma
reação às circunstâncias. E é essa reação que ativa os cinco sentidos.

O Ser Maior é seu Eu criador, formado por você e pelo campo de energia ao seu redor, que inclui seu
subconsciente, sua alma, seus pensamentos e suas emoções. É a parte de você que está sempre à
frente e que percebe tudo com antecedência, cria seu futuro e percebe a presença das pessoas e os
acontecimentos em torno. É a sua intuição. Esse campo de energia envia constantemente sinais e
informaçães sobre o que pode acontecer, mas se seu cérebro não estiver treinado para isso, você não
conseguirá recebê-los.

O Sistema de Memória da Alma pode ensiná-lo a captar esses sinais. E é tão simples que, quando eu
explicar, você vai dizer: "Ridículo, fácil demais! Isso não vai me ajudar a mudar minha vida Mas vai. Às
vezes, as ferramentas mais poderosas de mudança são as mais simples.

Como Funciona o Sistema de Energia

Os físicos explicam que, quando vemos um objeto através de um microscópio mais potente, ele parece
uma ilusão, pois é apenas um conjunto de espaço e de partículas subatômicas flutuando. Um pedaço de
madeira, que parece sólido e duro aos sentidos, se visto através de um microscópio, possui partículas
subatômicas flutuantes e espaço, ou seja, é energia pura. Quando entro em um estado mais profundo,
durante a meditação, vejo todos os objetos dessa maneira, tornando-se energia pura.
10
Quando me sinto como Deus, em algumas sessões de meditação, sinto também uma força
incomensurável de amor. É muito difícil pensar quando se está em estado de êxtase, por isso aprendi
que a emoção (o amor) é a força motriz de tudo, até mesmo de nossos pensamentos. Assim, por meio
da meditação, aprendi que tudo é energia e toda energia é constituída de pensamentos e de emoções,
que são a força motriz de tudo. As emoções são como um catalisador, produzindo o pensamento e
colocando em movimento a energia que gera a experiência física.

Se dividirmos a palavra emoção em e - moção (movimento), fica mais fácil nos lembrarmos de que
emoção é energia em movimento.

Emoção <> Pensamento <> Experiência

A emoção estimula o pensamento, que impulsiona o movimento da energia para criar os acontecimentos
no plano físico.

A alma reconhece pensamentos e sentimentos e grava a consciência e a sabedoria deles pela


experiência no mundo físico. Mas a matéria se manifesta de maneira diferente em cada dimensão. Os
seres que encontro durante a meditação constituem-se de luz. Converso com eles por intermédio de
imagens holográficas e de uma sensação de muito amor. Já em nossa dimensão, as experiências físicas
de sensitividade ocorrem por meio de nosso corpo, nos limites de tempo e espaço em que são
polarizadas (amor-ódio, felicidade-tristeza etc.).

Em espírito, registramos e sabemos tudo a nosso respeito, incluindo cada pensamento e cada emoção
que tivemos. Como um computador, arquivamos todos os detalhes de tudo o que já fomos ou viremos a
ser. Em termos de energia, quando estamos em contato com nosso Eu mais puro, que podemos
escolher chamar de Deus, de Eu superior ou de Espírito sagrado, nossas partículas subatômicas
vibram em uma freqüência muito mais rápida (não sou estudante de física, mas quando digo freqüência
estou me referindo às ondas das partículas subatômicas). Pude ver isso em outra dimensão, em uma
região dourada em que todos os habitantes são como sóis de luz. Os espíritos vibram tão rápido que
não conseguem adaptar seu corpo a outras dimensões. Em termos de emoção, essa vibração intensa
equivale ao êxtase. E o que acontece quando estamos nesse estado? Nada. O sentimento de amor é
tão grande que não desejamos fazer nada além de aproveitar a sensação poderosa e inacreditável que
nos invade. Nada existente na terceira dimensão pode ser comparado ao amor que existe nesse nível.

Imagine-se em Las Vegas, à noite, dirigindo em uma das ruas principais e admirando os hotéis com
seus imensos luminosos e néon. Se estiver a 10 quilômetros por hora, pode observar todos os
detalhes, ler os luminosos e ver as pessoas que andam nas ruas. Mas se acelerar um pouco ficará mais
difícil ver os detalhes. Se pudesse chegar a uma velocidade de 800 quilômetros por hora, por
exemplo, veria somente algumas luzes sob um céu escuro. As pessoas, o hotéis e os luminosos
desapareceriam completamente.

Da mesma maneira, como espíritos, sabemos que estam conectados com tudo, mas, quando baixamos
nosso padrão vibratório, perdemos o contato com o amor e a consciência de nossa conexão divina.
Passamos a sentir solidão e isolamento, mas assim aprendemos mais de nós mesmos. É o desejo de
sentirmos o amor universal e de estarmos conectados com ele novamente que impele a seguir em
frente, pois intimamente não nos esquecemos desse sentimento.

Agindo como um transformador, a alma controla e distribui a energia no corpo. E faz isso por um
sistema arterial que as religiões orientais chamam de NADIS. Temos milhares de nadis espalhados
por todo o corpo físico, conectados com centros de energia chamados chacras. Chacra significa roda
em sânscrito. Isso porque a energia se move pelo chacra como se fosse uma roda girando. Temos sete
chacras principais e dezenas de chacras menores. O nadis transfere a energia da alma para cada um
desses centros e a espalha pelo restante do corpo através de linhas chamadas meridianos. Cada
chacra utiliza e armazena a energia de uma maneira específica. Nos capítulos seguintes vou explicar
as funções de cada um dos chacras.

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Por enquanto, o corpo espiritual só é visto por sensitivos.

Quando a Ciência tiver domínio das técnicas para visualizar partículas subatômicas, ele poderá ser
visto também por equipamentos. A vivência de nossas emoções faz com que nosso corpo espiritual se
expanda ou se contraia.

A Ciência acredita que o sistema nervoso central controla todo o corpo levando mensagens do cérebro
para as glândulas. Mas na verdade o corpo recebe as informações da energia subatômica. Pense em
uma célula. Toda célula possui um núcleo de energia. Somente agora a Ciência está descobrindo que
dentro do núcleo está a fonte de energia de outras partículas ainda menores. E é essa a fonte a que
me refiro. Essas partículas formam o campo de energia espiritual.

A física quântíca está aos poucos descobrindo que as partículas Subatômicas podem se comunicar a
grandes distâncias e a uma velocidade maior que a da luz. Esse fenômeno é chamado "ligação
quântica". Por meio da meditação e de experiências psíquicas, aprendi que todas as partículas
subatômicas se comunicam.

Imagine-se novamente em espírito como um computador: uma fonte de energia transforma em você a
força espiritual. Uma memória armazena tudo aquilo que você foí e o que ainda poderá eventualmente
vir a ser. Você também tem um chip, programado por você mesmo, em espírito, que influencia suas
ações, seus passos, objetivos, aparência, sentimentos, e tudo mais - são suas predisposições.

Estamos aqui simplesmente para aprender. Quando descobrimos por que somos, pensamos e agimos de
certa maneira, descobrimo-nos espiritualmente e nos são revelados quais são os planos de Deus para
nós.

Criei o Sistema de Memória da Alma para ajudá-lo nessa tarefa de entender a energia e as
mensagens de seu corpo. Sua vida é um reflexo daquilo que você pensa e sente.

Mas para que serve tudo isso? Ajuda muito quando estamo doentes, infelizes ou quando algo está
dando errado e desejamos mudar a situação. Problemas indicam que há bloqueios em algum ponto do
sistema de energia e que estamos nos recusando a aprender algo importante.

Quando nosso sistema de energia fica bloqueado, fazemos tudo que é preciso para desbloqueá-lo.
Como? Criando dificuldades cada vez maiores até que acabemos "entendendo" sua mensagem. Ao ler,
isso, você pode estar entrando em pânico e imaginando uma maneira de começar a entender o que a
vida quer lhe dizer. Afinal, como todo mundo, você já passou por momentos em que tudo parece dar
errado como se estivesse envolto em uma grande espiral de acontecimentos ruins. Mas como impedir
isso?

Não se preocupe. O Sistema de Memória da Alma pode mostrar como superar essas dificuldades. Sua
vida pode se tornar bem mais fácil se você conhecer melhor a si mesmo e entender suas atitudes.

SUSAN KERR

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2. OS PRINCÍPIOS
DO SISTEMA

Para entender o Sistema de Memória da Alma, é importante compreender sua estrutura. O Sistema é
o resultado de uma série de conclusões a que cheguei em todos esses anos de observação e de
meditação, e que vieram de diferentes fontes.

Recebi as primeiras noções da teoria dos chacras de Swami Paramananda Saraswatti, o canal de
Mafu, quando participava do Programa de Estudos da Fundação de Estudos de Meditação de Eagle
Point, no Oregon.

Mafu apresenta os chacras de uma maneira diferente. Ele utiliza o símbolo do yin e yang, e as cores
que associa a cada um dos chacras não são as mesmas que a maioria das teorias menciona. Há muito
livros e opiniões diferentes sobre as cores de cada chacra, mas são todos válidos, pois para cada nível
de consciência há uma verdade equivalente. É por isso que temos uma diversidade tão grande de
religiões e sistemas de crença no mundo. Todos os caminhos levam a Deus. Cada um atrai para si um
sistema de chacras que esteja de acordo com suas necessidades e com seu nível de consciência. Eu
atraí a descrição de Mafu, que me levou a criar este sistema.

Também recebi informações sobre os chacras por meio da meditação. As informações vinham à minha
mente e eu as anotava. E alguns dias depois as pessoas e os acontecimentos me mostravam na prática
como tudo funcionava. Portanto, recebi os conhecimentos de maneira mental, emocional e física e
percebi o efeito profundo que causaram nas pessoas.

Quando fazia sessões de aconselhamento espiritual, muitas vezes eu "ouvia" as perguntas que devia
fazer aos meus clientes. Descobri que quase sempre as perguntas tinham o propósito de tocar em
mágoas profundas e esquecidas e retirar a energia bloqueada em seus chacras. E sentia que devia
observar suas reações e as minhas também, já que conseguia captar as emoções antes delas. E com
isso acabei conhecendo bastante a energia e a maneira como ela se aloja no corpo. Às vezes, a aura
das pessoas estava tão visível que eu podia ver como as emoções se espalhavam em seu campo de
energia. Se desejassem trabalhar suas emoções, seria fácil identificar onde energia estava
bloqueada. A simples identificação do problema quase sempre resultava em cura.

Comecei então a identificar padrões e aprendi a explicar às pessoas o que via e sentia, mesmo nas
situações mais complicadas Não é fácil traduzir sentimentos usando palavras. Quando tentava
explicar a importância das emoções, algumas pessoas me olhavam como se eu estivesse falando outra
língua. Algumas levavam anos para entender alguns conceitos. Quando percebi os obstáculos pequenos
mas difíceis que tinham de transpor para se curar e mudar sua vida, desenvolvi um método mais
simples para que pudesse aprender a perceber claramente seus sentimentos. E toda essa experiência
foi aos poucos se transformando em um sistema. Então um nome me veio à mente durante a
meditação: o Sistema de Memória da Alma, pois é a memória da alma que define nossa aparência,
nossas ações e nosso modo de vida. E os princípios seguintes são a base desse sistema.

1º Princípio

"Então disse o Senhor Deus:

Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal... " GÊNESIS 3:22

(DITO POR DEUS DEPOIS QUE ADÃO E EVA COMERAM O FRUTO DA ÁRVORE DO
CONHECIMENTO)

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A Terra é uma escola e uma aventura. Estamos aqui para aprender, obter experiências, sabedoria e
conhecimento. Quando vivemos como espíritos no chamado "paraíso", não temos como distinguir o bem
do mal. Existimos apenas como luz, e o único sentimento é um amor infinito. Para crescer e obter
conhecimento, precisamos ir para uma dimensão em que as energias sejam mais lentas e densas, os
corpos e objetos sejam independentes ou separados uns dos outros e até mesmo os sentimentos e o
amor possam ser percebidos como emoções distintas. E a Terra, que pertence à terceira dimensão, é
o lugar ideal para isso.

Aqui temos todos os ingredientes necessários para sentir e expressar nossas emoções. Temos o
tempo. O nascer e o pôr-da-Sol, os dias, as noites e as estações do ano dão a sensação de presente,
passado e futuro. As seis direções (norte, sul, leste e oeste, acima e abaixo) nos permitem ter a
sensação de espaço, de movimento e de que estamos nos movendo, indo de um lugar para outro. E, por
meio das polaridades, yin e yang, "bem e mal", podemos aprender a distinguir entre o que queremos e
o que não queremos.

O amor é uma emoção muito fácil de ser sentida porque é nosso estado natural. Já as emoções
opostas e distintas do amor, como ódio, traição e desamparo, são mais difíceis de sentir porque vão
contra nossa condição natural. Mas é para isso que estamos aqui. Para aprender o que não somos.

O primeiro princípio do Sistema de Memória da Alma estabelece que só existe uma maneira de
aprendermos: a transcendência. Esse é um termo muito utilizado em meditação. É um estado muito
elevado e, segundo os ensinamentos orientais, nele o homem deixa os limites da terceira dimensão e
tem a experiência de se sentir como Deus por intermédio do espírito.

Pela meditação, descobri que a transcendência é um estado de total consciência. É uma condição de
extrema emoção, em que todos os pensamentos e movimentos são percebidos com grande intensidade.
Você já ouviu alguma música que o tocou tão profunndamente a ponto de fazê-lo chorar? Isso é o
estado de transcendência. Nas sessões de aconselhamento espiritual, descobri que temos de entrar
em um estado de transcendência para aprender da vida. Somente um estado fortemente emocional vai
permitir que os pensamentos e as sensações físicas de uma experiência que estejamos vivenciando,
sejam sentidos e observados com profundidade.

Para alcançarmos o conhecimento, temos de estar conscientes dele no corpo, na mente e na alma. O
corpo é necessário para a experiência física. Na mente, representamos os pensamentos ou a atenção
consciente da experiência e, na alma, a percepção emocional ou inconsciente/subconsciente.

Já atendi muitas pessoas que desejavam mudar algum padrão de experiências que se repetia
constantemente em sua vida. Algum já haviam feito terapia para tentar superar o problema, mas, uma
vez que não conseguiam fazer todas as mudanças necessárias, o padrão continuava a se repetir.
Conversando com elas, descobri que muitas possuíam a consciência mental do problema, mas não a
emocional, daí a repetição. Conseguiam até descrever a emoção, mas não sentiam profundamente.

Sem transcender nossas experiências, porém, não temos como modificar situações indesejáveis em
nossa vida. O Capítulo 13 descreve com detalhes como se pode sentir mais profundamente uma
emoção.

Em resumo, conforme o 1º Princípio do Sistema de Memória da Alma, a Terra é uma escola e estamos
aqui para aprender. E a única maneira de obtermos a sabedoria é mediante a transcendência,
vivenciando conscientemente as experiências nos níveis mental, físico e emocional.

2º Princípio

O Sistema de Memória da Alma parte também da premissa de que a linguagem da alma é a emoção, ou
seja, para nos comunicarmos com nós mesmos, essa é a linguagem que devemos usar. Se você já teve
alguma experiência espiritual, sabe do que estou falando. É uma experiência em que muitas vezes nos
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sentimos envolvidos em muito amor, que é a linguagem de Deus para se comunicar conosco. Para nós,
na terceira dimensão, onde a polaridade opera e separa todos os elementos, o amor se divide para
representar todas as emoções (amor, ódio, felicidade, tristeza, traição, confiança, abandono etc.).
Conforme já mencionei, a emoção é a válvula que desencadeia todas as nossas ações e os nossos
pensamentos. É assim que a energia age. Cada uma de nossas ações é gerada por uma emoção, mas às
vezes passamos a vida toda sem percebê-la em nossas atividades mais simples, como ir trabalhar,
jogar futebol, ir ao mercado ou interagir com as pessoas. Basta prestarmos atenção e perceberemos
que em tudo há emoção. Esta varia de pessoa para pessoa de acordo com suas experiências de vida.

Saber que as emoções são a linguagem da alma é o primeiro passo para fazermos mudanças em nossa
vida. O simples fato de percebermos nossos sentimentos diante de uma situação já é suficiente para
despertar nossa consciência física e mental. Nossos sentimentos nos permitem falar diretamente com
Deus e com nós mesmos. Desse modo, podemos mudar sem ter de esperar até que criemos
involuntariamente uma situação para só então reagirmos ou sentirmos alguma coisa. Descobrir qual
emoção está causando uma situação já ajuda a modiificá-la. Os aspectos mental e físico mudam
automaticamente em seguida. Não é preciso que a consciência ocorra nos níveis mental, emocional e
físico ao mesmo tempo para aprendermos uma lição.

Portanto, o 2º Princípio entende que a linguagem da alma é a emoção. Para nosso diálogo interior, e
para efetuar mudanças em nossa vida, devemos usar nossas emoções. Todas as experiências que
vivenciamos envolvem sentimentos.

3-º Princípio

Como saber quais são as lições que devemos aprender? Segundo o Sistema de Memória da Alma,
estamos aqui simplesmente para conhecer a nós mesmos. Carregamos conosco em espírito a
lembranças de toda a nossa experiência desde os mais remoto tempos. Nossa família na Terra foi
cuidadosamente escolhida par coincidir com as necessidades do nosso aprendizado e de nossa
evolução e com nossos objetivos. Se pensarmos em nossos pais e ancestrais, veremos que além dos
traços físicos, estamos unidos por elos de simpatia e afinidade para aprendermos e processarmos
eventualmente as mesmas emoções.

Os desejos e as metas que estabelecemos também se baseiam nas emoções que viemos aprender.
Artistas, músicos, escritores construtores ou professores, todos temos ancestrais que já exerceram
ou desejaram exercer nossa profissão. Mas podemos modificar pouco essas tendências. Em minha
família, por exemplo, ninguém teve o hábito de meditar, como eu, mas minha avó passava parte de
suas manhãs orando. A emoção por trás da meditação e da oração é a mesma.

As emoções e os desejos podem pular uma geração e se manifestar na geração seguinte. Chamo isso
de efeito bola de neve. você observar o que ocorre nas Olimpíadas, a cada geração, novos recordes
vão sendo quebrados. Os novos esportistas correm sempre mais rápido, saltam mais alto ou
demonstram mais habilidades.

Os traços genéticos estão em constante mutação O Sistema de Memória da Alma prevê que, quando
obtemos o conhecimento existente em uma experiência, mudamos interiormente. Doenças são alguns
dos recursos que utilizamos involuntariamente em último caso para nos fazer sentir determinada
emoção. Sentimentos guardados são a causa da maioria das enfermidades. E a cura definitiva só
ocorre quando nos permitimos senti-los e nos conscientizamos deles. Temos de transcender esses
sentimentos. Os genes modificados não se perdem, passam para as gerações futuras. Observe o que
acontece com seus pais ou seus filhos quando você aprende algo. Seu aprendizado modifica-os
também.

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O 3º Princípio do Sistema de Memória da Alma estipula que as lições que devemos aprender estão
registradas em nós mesmos. Nossa herança é o que viemos aprender.

4º Princípio

O Sistema de Memória da Alma estabelece que a energia em nosso corpo se desenvolve de chacra em
chacra durante os primeiros oito anos de nossa vida, ou seja, o campo de energia cresce juntamente
com o corpo. Cada chacra demora cerca de um ano para se desenvolver. A única exceção é o chacra
raiz, que começa a se desenvolver já a partir do nascimento e durante o primeiro ano de vida . Além
dos sete chacras principais, o Sistema de Memória da Alma inclui o chacra do centro da Lua na
estrutura de energia do corpo. Esse chacra fica na nuca (veja o Diagrama 1). Segundo os estudos
orientais, está conectado com o chacra do terceiro olho. Trabalhando com o público, percebi que é um
dos mais importantes no nosso deesenvolvimento espiritual e por isso o incluí no Sistema de Memória
da Alma.

Durante o ano em que um chacra se desenvolve, experimentamos pela primeira vez as lições
relacionadas a ele. Como a emoção é a linguagem da alma, cada lição é apresentada na forma de
sentimento. E são os sentimentos ou as emoções que fazem os acontecimentos físicos ocorrerem em
nossa vida.

O Sistema de Memória da Alma define que cada chacra corresponde a um tema ou grupo de emoções.
Todas as emoções do chacra cardíaco, por exemplo, estão associadas com amor e relacionamentos.

Como já mencionei, as emoções em cada chacra fazem com que determinados eventos ocorram, e isso
acontece no ano em que o chacra está se desenvolvendo. Tomemos o chacra cardíaco como exemplo
novamente. Ele se desenvolve quando a criança completa quatro anos. Visto que seu desenvolvimento
está relacionado ao amor e aos relacionamentos, se o abandono for uma das lições que a pessoa tiver
de aprender, algo ocorrerá em sua vida para lhe dar a sensação de estar sendo abandonada. Mais
detalhes sobre cada chacra serão apresentados entre os Capítulos 5 e 12.

As emoções que não sentimos durante os primeiros oito anos são armazenadas nos chacras na forma
de energia. Ao longo de nossa vida, continuamos a reciclar as emoções até que tenhamos vivenciado
todas elas, gerando situações que nos fazem reagir e trazer à tona sentimentos já esquecidos e a
habilidade de lidar com eles novamente.

Portanto, o 4º Princípio estabelece que vivemos nossas lições nos oito primeiros anos de vida, durante
o desenvolvimento de cada um dos chacras, quando as emoções correspondentes se manifestam. Cada
emoção prevista para nosso aprendizado é então apresentada e armazenada nos chacras até que seja
compreendida por meio da experiência.

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5º Princípio

A energia de uma emoção armazenada em um chacra pode ser liberada de duas maneiras. A primeira,
mais simples, é sentindo a emoção, adquirindo consciência transcendente sobre ela. Dessa forma, ela
é liberada como energia.

Mas a segunda maneira é a mais comum. Quando as emoções são constantemente reprimidas, a
energia dos chacras se torna cada vez mais densa e acaba se manifestando fisicamente, normalmente
na forma de doenças ou de problemas como câncer, fratura de ossos, queimaduras, cortes, arranhões,
distensões musculares etc. A seriedade do problema indica o nível de repressão da emoção e a
densidade a energia. Portanto, a segunda forma de liberarmos nossas emoções é pela manifestação
física.

E quando isso acontece existem duas formas de cura: a parte o corpo doente ou machucada pode ser
removida ou a energia reprimida pode ser sentida como emoção e então liberada. Tratarei disso com
mais detalhes no Capítulo 16.

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Mesmo após uma emoção ter se manifestado de maneira física, continuamos, em espírito, a criar
situações em nossa vida para que possamos liberá-la. E fazemos isso por meio do processo de cura.

A maneira como uma doença ou ferimento ocorre é importante.

Devemos prestar atenção a isso para identificar, sentir e liberar as emoções contidas por trás dessa
experiência. Podemos tomar como exemplo a experiência de Roger, que se sentia impotente perante
seu pai quando criança. Há algum tempo, começou a trabalhar para um homem que lhe lembra seu pai.
Toda vez que está com ele, tem a mesma sensação de impotência. Mas, em vez de se permitir sentir
essa emoção, buscou maneiras de evitá-la. Reprimiu tanto seus sentimentos que acabou criando um
acidente de trânsito. Um motorista avançou o sinal vermelho e bateu em seu carro. O veÍCulo foi
totallmente destruído e ele ficou preso no banco. Teve uma terrível sensação de impotência enquanto
aguardava socorro. Teve a perna direita fraturada e, durante o período de recuperação, sentiu-se
novamente impotente. Não podia andar e ficou várias semanas afastado do trabalho. Sua recuperação
vai depender do modo como lidar com essa emoção. Se tiver seqüelas, é sinal de que não se permitiu
sentir totalmente a emoção.

Quando uma emoção está muito reprimida e o trauma físico se manifesta de maneira mais séria, como
câncer ou doenças, ela é liberada mediante lento e difícil processo de cura. Se a cura não ocorre, a
emoção não é totalmente sentida, a pessoa morre. A energia foi tão bloqueada no corpo que a força
vital não consegue mais mantê-lo.

Mas quando alguém chega a esse estado é porque já esgotou todas possibilidades de sentir a emoção.

Um outro exemplo é o de Walter, que teve uma gripe e não sarava. Foi a um médico, que fez exames e
chapas de raios X, e nada descobriu. Ele também prescreveu antibióticos e pediu voltasse em algumas
semanas se não estivesse melhor. Cinco meses depois, Walter descobriu que tinha câncer no pulmão,
que estava em estado tão avançado que já circundava o coração e não era mais possível ser operado. A
única possibilidade era um tratamento com uma nova droga experimental muito cara, que seu plano de
saúde não cobria. Ele se sentiu enganado.

Utilizando o Sistema de Memória da Alma, Walter tentou se lembrar dos primeiros oito anos de sua
vida, mas não conseguiu. Lembrou-se apenas de uma situação em que se sentiu enganado e abandonado
na época do colégio. Estava com dificuldades em geometria e pediu ajuda aos seus pais, mas eles
estavam muito ocupados com o trabalho e com os irmãos dele que não tinham tempo para ele. Falou
com seu professor de matemática e pediu que o ajudasse depois da aula, mas ele não podia porque
estava treinando o time de futebol. Aconselhou Walter a contratar um professor particular, mas seus
pais não tinham dinheiro para isso. Como ninguém o ajudou, acabou repetindo o ano. E os mesmos
sentimentos de humilhação, de impotência e de abandono que sentiu na adolescência estavam
presentes agora que tinha problemas de saúde.

O 5 º Princípio estabelece que temos duas maneiras de liberar a energia de uma emoção. A primeira é
pelo sentimento, e a segunda por meio de doenças ou de ferimentos físicos.

6º Princípio

Quando uma lição se apresenta durante os nossos primeiros oito anos de vida, estabelece um padrão
de energia. O Sistema de Memória da Alma entende que o modo como uma emoção se apresenta pela
primeira vez é que determina como ela vai ser reciclada durante o resto da vida. As circunstâncias no
momento em que a sentimos criam um tipo específico de energia bem como padrões de pensamento e
de comportamento. Todos os detalhes, como o local em que estamos, o que estamos fazendo, vestindo,
comendo ou pensando são levados em consideração. Esse padrão de energia é que cria os
acontecimentos que nos fazem sentir as emoções. Dentro do Sistema de Memória da Alma isso se
chama padrão-semente.

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A mãe de Rosemary a espancava. A primeira vez que isso aconteceu foi durante o jantar do Dia de
Ação de Graças quando ela tinha quatro anos. Rosemary se sentiu desamparada. Depois disso, toda
vez que se sentia assim, descarregava sua raiva à mesa de jantar. Era onde havia sentido essa emoção
pela primeira vez e onde se sentia vulnerável. Foi sentada à mesa que pediu o divórcio ao marido. Era
durante o jantar que mais tinha vontade de bater em seus filhos. Mas tudo ocorria de maneira
inconsciente. Ela não percebia que as emoções estavam ligadas a um determinado local ou evento.
Curiosamente, ela também tinha alergia a carne de peru.

O caso de Henry também demonstra a ocorrência de um padrão.

Quando tinha sete anos, seus pais fizeram uma viagem à Europa e o deixaram com uma empregada.
Durante esse tempo, ele sofreu um pequeno acidente. Caiu da bicicleta e bateu a cabeça. Sentiu então
a falta dos pais e muita tristeza. Mais tarde, quando estava se divorciando de sua esposa, começou a
ter fortes dores de cabeça. Somente quando conversamos é que percebeu que seu subconsciente
havia associado a pancada na cabeça e as dores ao sentimento de abandone. Em vez de sentir a
emoção, porém, ele simplesmente revivia seu padrão-semente.

Outro exemplo é o caso de Jean. Quando tinha seis anos, seu pai a levou a uma loja de brinquedos
para usar um dinheiro que havia ganhado de presente no Natal. Quando estavam na fila do caixa, e não
conseguia encontrar o dinheiro. Seu pai fez um escândalo na loja, na frente de todas as pessoas da
fila e a chamou de burra por ter perdido o dinheiro. Depois disso, já adulta, Jean adorava fazer
compras. Chegou a ponto de ficar muito endividada com as empresas de cartões de crédito. Quando
perguntei o que achava disso, ela respondeu que se sentia uma burra. Quando começamos a trabalhar
suas emoção ela identificou facilmente a conexão entre seus problemas com dinheiro e o que
aconteceu quando tinha seis anos. Em seu subconsciente, ela havia associado lojas a estar em um lugar
onde sentia burra. E gastar em excesso era sua forma de provar isso. Mas quando percebeu qual era o
padrão-semente envolvido no processo e se permitiu sentir todas as emoções bloqueadas.

O Sistema de Memória da Alma nos permite aprender mais facilmente uma determinada lição se nos
lembrarmos do padrão-semente das emoções e tomarmos consciência delas e de como se
apresentaram pela primeira vez. Já percebi como foi fácil para alguns de meus clientes se lembrarem
de um determinado incidente de sua infância e da dor que sentiram. No mesmo instante passaram a
ter consciência de que isso havia criado um padrão em sua vida e o modificaram. Como? Simplesmente
se lembrando de sua existência. Se o mesmo tipo de incidente acontece novamente, eles o
reconhecem e superam sem maiores dificuldades.

Quando sentimos profundamente uma emoção, as situações que ela gera deixam de se repetir em
nossa vida e percebemos que aprendemos a lição. Podemos até sentir a mesma coisa no futuro, mas,
como passamos a vê-la de maneira diferente, ela já não representa um problema. Começamos a ter
mais compaixão de pessoas que passam pela mesma situação e perdoamos as que nos causaram mágoa.
Até nosso corpo físico fica diferente quando mudamos o padrão de energia.

Portanto, o 6º Princípio estabelece que um padrão de energia é criado quando uma lição nos é
apresentada pela primeira vez. Esse padrão nos faz pensar e agir de uma determinada maneira toda
vez que a emoção relacionada emerge. É o chamado padrão-semente, criado nos oito primeiros anos de
vida, que são a base subconsciente de nossas experiências futuras.

7º Princípio

Energias semelhantes se atraem. Atraímos pessoas que têm energia parecida com a nossa. Mas o que
é essa sintonia semelhante? É a energia de pessoas que estão aprendendo algo em comum. A alma é
como um imã. Atraímos as pessoas e as situações necessárias para percebermos o que temos de
aprender. Cada pessoa que entra em nossa vida é um espelho que reflete algumas das emoções que
estamos aqui para aprender a sentir. Nós as ajudamos no aprendizado e elas também nos ajudam. É
um consentimento inconsciente e mútuo que faz com que estejamos na vida uns dos outros.

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Espiritualmente, temos a tarefa de aprender e reciclar as emoções até entendermos todas as nossas
lições. E fazemos isso por meio do efeito bola de neve. No início, a lição é apresentada de maneira
mais leve, como um pequeno "floco de neve". Alguém nos ofende, dá-nos uma fechada no trânsito ou
rouba os créditos de nosso trabalho na empresa. São acontecimentos que geramos não
intencionalmente para sentirmos determinada emoção.

Se não a sentimos, colocamo-nos em situações mais difíceis, aumentando a bola de neve. Na próxima
vez, pode ser que cheguemos realmente a brigar com alguém, a ter um acidente em vez de ser
somente fechados ou a perder uma promoção no trabalho. Se ainda assim nos recusamos a sentir,
criamos, sempre sem nos dar conta, situações mais sérias, que vêm como verdadeiras avalanches e
mudam completamente nossa vida, como um divórcio, um problema de saúde ou a perda do emprego e
da estabilidade. Modificamos nossa vida até sermos forçados a enfrentar o que estamos sentindo. Já
passou por isso? Sempre aconselho meus clientes a perceberem suas emoções enquanto ainda são
flocos de neve para tornar sua vida mais fácil. Mas infelizmente a maioria só chega a mim quando já
sofreu uma avalanche.

Usando o Sistema de Memória da Alma, você pode evitar as avalanches. Treinando para harmonizar
suas emoções e senti-las enquanto ainda são pequenas, sua vida pode ficar bem mais fácil.

O 7º Princípio estabelece que a alma atrai pessoas com lições semelhantes para criar situações que
facilitem o aprendizado. As lições são recicladas e os acontecimentos se tornam cada vez mais
drásticos até aprendermos sobre aquela emoção.

8º Princípio

Para cada ação existe uma reação equivalente. Isso também se aplica às emoções. A polaridade é um
princípio básico quando se fala em energia emocional. Aprendemos a conhecer os dois lados de todos
os sentimentos, como amor e ódio, bondade e maldade, orgulho e humildade, ganância e generosidade,
felicidade e tristeza, e assim por diante. Até a Bíblia se refere a isso no Gênese, quando Deus diz a
Adão que ele aprenderia o "bem e o mal". Ter consciência de que temos de lidar com os dois lados de
cada emoção nos deixa mais bem preparados.

Sentir emoções boas é fácil. O difícil é lidar com as ruins.

São essas que enterramos e tentamos não sentir. Neste livro, trato principalmente das mais difíceis.

Gosto de usar a imagem de um pêndulo como exemplo. O pêndulo oscila igualmente para os dois lados,
assim como nós. Para obtermos o equilíbrio, precisamos permitir que os dois lados de cada emoção
venham à tona igualmente. Com isso, podemos viver com tranqüilidade e paz de espírito.

Quando tentamos controlar o vaivém do pêndulo, acabamos nos desequilibrando. E toda vez que
pensamos em uma maneira de evitar um sentimento ou uma emoção, estamos tentando controlar esse
balanço. Pensemos em termos de sucesso e fracasso. Para estarmos em equilíbrio temos de nos
conscientizar de que a vida é feita de altos e baixos.

Veja o exemplo de John. Seu pai era viciado em jogo e isso causou muitas dificuldades para a família.
Tiveram de se mudar várias vezes por causa de problemas financeiros. Quando John tinha dezessete
anos, seus pais finalmente se divorciaram. Ele odiava seu pai e jurou que nunca mais reataria ou
falaria com ele.

Mas John acabou polarizando o vício do pai. Decidido a jamais ser um fracassado como ele, tornou-se
um WORKAHOLIC, viciado em trabalho. Começou como eletricista, esforçou-se muito e conseguiu
abrir uma grande empresa de serviços elétricos. Mas isso teve um preço. Ele trabalhava tanto que não
tinha tempo para sua família. E de repente as coisas começaram a mudar. Por causa de uma recessão,
a área de novas construções parou de crescer e as vendas começaram a cair. Teve de tirar dinheiro
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do próprio bolso para pagar os empregados. Tentou tudo o que era possível e até pediu a orientação
de peritos do ramo, mas não adiantou. Estava indo à falência.

O estresse passou a tomar conta dele. Sua esposa começou a reclamar. Já bastava ter sido ignorada
por todos aqueles anos enquanto ele trabalhava sem parar. E agora ele estava cada vez mais distante
e absorto em seus próprios problemas. Ela ameaçou pedir o divórcio.

Até então, John não havia percebido que estava vivendo da mesma maneira que o pai. Afinal, tinha
passado a maior parte de sua vida tentando provar que era diferente dele. As circunstâncias podiam
variar, mas o objetivo era o mesmo. Em ambos os casos, pai e filho involuntariamente queriam saber
como era ser fracassado. No caso do pai, a obsessão pelo jogo e, no caso do filho, o excesso de
trabalho faziam com que eles apenas reagissem à emoção, em vez de senti-la de verdade. E o
resultado foi o mesmo fracasso.

Ao perceber isso, a primeira reação de John foi a revolta.

Parecia ter desperdiçado sua vida. A perspectiva de fracassar o aterrorizava. Associou tudo ao
sentimento de abandono e de solidão. E foi exatamente isso que seu pai sentiu quando sua esposa e
seu filhos o deixaram. E agora estava acontecendo a mesma coisa com John. Ele ignorou os "flocos de
neve" que havia posto sem reparar em seu caminho. Agora estava no meio de uma avalanche. Mas ainda
tinha a chance de perceber e de se permitir sentir suas emoções.

E levou um tempo para aprender a fazer isso. Toda vez que sentia o fracasso rondando, sua tendência
era trabalhar cada vez mais. Foi difícil para ele aprender a parar e perceber o que estava sentindo.
Mas, quando conseguiu, deixou de se preocupar com seus negócios passou a prestar mais atenção em
sua esposa e em sua famlia. Sentir o fracasso fez com que se conhecesse melhor e entendesse seu
pai. Agora podia esquecer o passado e perdoar o pai.

Logo em seguida, seus negócios começaram a melhorar. Ele não precisava mais sentir o fracasso e por
isso ele deixou de agir como um perdedor. Até as pessoas em torno começaram a notar a diferença
nele. J ohn aprendeu a lição e mudou seu sistema de energia. Seis meses depois, quando seus negócios
já estavam se estabilizando novamente, recebeu um telefonema de seu pai. Como já se havia curado e
compreendido o ensinamento, sua alma apresentou-lhe o capítulo final da lição: fazer as pazes com
seu pai.

O 8º Princípio diz que, quando aprendemos uma determinada emoção, conhecemos seus dois lados e
sua polaridade.

Susan Kerr

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3. O
FUNCIONAMENTO DO
SISTEMA

Nos últimos dez anos tenho estudado a alma, o sistema de energia do corpo e as nossas emoções.
Ainda estou aprendendo e acho tudo isso fascinante. As informações que seguem são o resultado de
todo o meu aprendizado até agora. Levei alguns anos para simplificá-las e resumí-las todas. No início,
algumas idéias conflitavam com minhas crenças anteriores e com o que eu havia lido à respeito de
chacras e de aura. Mas o que sei hoje faz muito mais sentido, pois envolve um conceito mais amplo de
corpo espiritual. Nele, a alma deixa de ser um conceito espiritual imaginário para se tornar uma
presença real, que, com a prática, pode ser totalmente sentida e compreendida. Compilei esses e
outros conceitos no Sistema de Memória da Alma, que explica por que a alma existe, como age no
sistema de energia de nosso corpo e como podemos melhorar nossa qualidade de vida por seu
intermédio. Reitero o que disse.

Como Adquirimos Conhecimento

Conforme havia explicado, viemos a este plano para aprender. Aprendemos por meio da
transcendência, que é a consciência mental, emocional e física de uma experiência.

Como a emoção é a linguagem de Deus, somos conduzidos para viver especificamente certas emoções.
Mas como ocorre o aprendizado? Por meio da vivência e do raciocínio. As emoções estão em nível
inconsciente. Instigam nossos pensamentos e criam os acontecimentos em nossa vida. E é por nossa
reação a esses acontecimentos que desenvolvemos a consciência das emoções, ou seja:

1 - Deus, por assim dizer, programa cada um de nós para viver determinadas emoções.

2 - Essas emoções criam os acontecimentos em nossa vida.

3 - Os acontecimentos nos fazem reagir. A reação atinge o subconsciente, transformando a


informação em fato consciente.

4 - Para aprender com os acontecimentos em nossa vida, devemos prestar atenção:

a) às circunstâncias físicas que envolvem o evento;

b) aos nossos pensamentos em relação a ele, e principalmente;

c) aos sentimentos que ele gera.

5 - Se esses três critérios não forem conscientemente satisfeitos, armazenamos as emoções nos
chacras e criamos mais situações no futuro para repeti-las.

Ou seja, cada vez que enfrentamos uma situação, estamos tentando trabalhar uma determinada
emoção. Se não a sentirmos profundamente, os acontecimentos se repetirão até que isso aconteça.

O Sistema de Energia do Corpo

A alma usa o sistema de energia do corpo para apresentar as lições. No Sistema de Memória da Alma,
isso ocorre nos oito principais centros de energia, chamados chacras. Neles existem canais ou
artérias chamados NADIS. Os nadis estabelecem a conexão entre os chacras e fazem a ligação entre
estes e as glândulas e os órgãos do corpo.

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E dos órgãos e glândulas partem outros canais de energia chamados meridianos, que se conectam com
o resto do corpo. É mais ou menos como imaginar o sistema nervoso, em que os nervos saem da coluna
e se espalham pelo corpo, ou o sistema circulatório, com as veias e artérias saindo do coração. O
sistema de energia circunda o nosso corpo e irradia força ao nosso redor ou mesmo a quilômetros de
distância, dependendo de nosso desenvolvimento espiritual e de como utilizamos nossa energia. A
distância média é de um pouco mais de um metro, mas já vi pessoas que falam em público treinarem
inconscientemente sua aura para se expandir pela platéia.

O sistema de energia é administrado espiritualmente. É um sistema subatômico, que recebe


constantemente informações de toda parte, seja do meio ambiente, dos animais, de pessoas ao nosso
redor ou de outro plano. Absorvemos as informações e as enviamos aos chacras, passando primeiro
pelas costas, entre as omoplatas. Das costas, as informações sobem pela nuca, passam pela cabeça e
chegam ao chacra coronário, de onde são enviadas através do SHUSHUMNA, a passagem principal do
nadis na espinha, para os demais chacras e seus respectivos nadis. Os chacras giram em sentido
horário, e os nadis tentam sincronizá-los para criar um equilíbrio perfeito entre todos. Digo que
tentam porque a emoções bloqueadas os impedem de girar todos os chacras de maneira uniforme.

Nesse nível, a energia subatômica é emocional. Cada emoção vibra em sua própria freqüência e
corresponde a um chacra específico. Quando essa energia passa pelo chacra coronário e segue em
direção aos outros chacras, a freqüência destes estabelece onde ela deve se instalar. Essa
freqüência também estabelece a cor de cada chacra e a da aura. Uma vez instalada em um chacra, a
energia absorvida pela glândula a que estiver ligado, que a envia então ao cérebro, aos demais órgãos
e ao corpo, por meio dos hormônios da freqüência elétrica do sistema nervoso. Percebemos essa
energia nos pensamentos, nas emoções e no impulso para reagir a elas.

O Desenvolvimento do Sistema de Energia

O sistema de energia se estabelece em nosso corpo nos primeiros oito anos de vida, simultaneamente
ao desenvolvimento dos chacras. O processo se inicia no chacra raiz e termina no chacra coronário.
Cada um deles leva aproximadamente um ano para se desenvolver, mas isso varia de pessoa para
pessoa. Assim como a puberdade, que ocorre mais cedo para uns e mais tarde para outros, os chacras
desenvolvem-se de acordo com o estágio evolutivo de cada um. Devo lembrar que o chacra raiz
desenvolve-se já a partir da concepção e durante o primeiro ano de vida.

No período de desenvolvimento de cada chacra, sentimos pela primeira vez as emoções que devemos
conhecer e trabalhar. Cada chacra armazena um grupo de emoções afins. Cada emoção apresentada no
processo de desenvolvimento estabelece um padrão de energia, reaparecendo durante toda a nossa
vida até que a aprendamos. É o chamado padrão-semente. Após os oito anos, cada vez que uma emoção
emerge, traz consigo a lembrança de como foi vivenciada pela primeira vez. Um padrão de pensamento
e de comportamento para aquela emoção também é estabelecido. Toda vez que ela ressurge, agimos e
pensamos da mesma maneira, mesmo que as circunstâncias sejam diferentes.

O Processo de Reciclagem

Após os oito anos, passamos a reciclar todas as emoções contidas nos chacras que não foram
totalmente vivenciadas. Cada uma delas é repetidamente apresentada, até que aprendamos a lidar
com todas elas.

Quando uma emoção é reapresentada, temos sete anos para senti-la e liberá-la. Se não a
trabalharmos nesse período, ela nos vai ser apresentada novamente no ciclo seguinte, mas sob
circunstâncias bem mais difíceis e traumáticas.

As doenças são normalmente uma combinação de emoções bloqueadas em vários chacras. Uma única
situação pode ser causada por emoções diferentes. Você se lembra da história de John, que se tornou
workaholie e tinha um pai que jogava? John estava trabalhando os aspectos sucesso e fracasso, mas o

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abandono também estava vinculado à situação. Quando conseguiu trabalhar o fracasso, John
encontrou o abandono, por meio do telefonema de seu pai. Falar com seu pai trouxe à tona esse
sentimento. Em nível energético, ambas as emoções ficam em chacras diferentes, mas o nadis os
interliga.

Há outros fatores que nos trazem à tona uma emoção esquecida e criam uma determinada situação:
um são nossos filhos. O desenvolvimento dos chacras nos filhos durante os oito primeiros anos pode
provocar as mesmas emoções nas pessoas que os cercam.

Tome como exemplo o caso de Jim. Quando ainda era criança. seus pais se mudaram. Como sua mãe
passou mais tempo desempacotando e organizando as coisas do que cuidando dele, não se sentiu
seguro na nova casa e começou a ter psoríase. Mas a doença só reapareceu quando ele se casou e sua
esposa ficou grávida. Ele queria se mudar, embora estivesse morando em uma casa de tamanho
suficiente para os três. Não se sentia bem nela. E só percebeu o que estava acontecendo quando
começou a falar a respeito. O desenvolvimento do chacra raiz em seu filho fez ressurgir o sentimento
de segurança bloqueado em seu chacra.

Traumas sofridos por amigos e pessoas que amamos também podem desencadear nossas emoções.
Lembre-se de que emoções parecidas se atraem. Grupos de amigos aprendem lições semelhantes.
Além disso, qualquer coisa que ative nossos cinco sentidos, a comida, cheiros, músicas etc., podem
trazer de volta mágoas antigas.

Até traumas vividos por um animal de estimação podem fazer isso. Como trabalhei com animais, vi
diversos casos em que o problema de um animal refletia o de seu dono. Tomo como exemplo, uma gata
chamada Chula, que morava em um apartamento em em York. Certo dia deixou de usar sua caixa de
higiene e começou a urinar pela casa toda. Seus donos, o senhor Fields e sua esposa, ficaram malucos.
Não conseguiam entender aquela mudança brusca de comportamento. Quando estabeleci contato com
a gata, vislumbrei por meio de imagens e de emoções o que estava acontecendo. Pela vidência,
compreendi que ela se sentia abandonada por seus donos, que trabalhavam e viajavam cada vez mais e
a ignoravam, e que sua dona também se sentia ignorada por sua mãe. Quando disse isso à senhora
Fields, ela começou a chorar. Ficou muito triste ao saber que sua gata estava tão triste e que ela era
a causa. E muito impressionada de saber que tinha captado seus sentimentos em relação à mãe.
Explicou que se sentia muito só e abandonada quando criança, pois sua mãe era uma advogada de
sucesso e trabalhava o dia todo. Mas por que esse problema havia aparecido de repente na gata? O
casal estava tentando ter um filho e não estava conseguindo. Chula percebeu isso e sabia que sua dona
não ficaria grávida enquanto não resolvesse a antiga mágoa do abandono pela mãe bem como o medo
de vir a fazer a mesma coisa com seu futuro filho.

Nossos desejos também despertam emoções antigas. Atraímos para nós tudo aquilo que desejamos e,
se temos uma dor relacionada a um desejo, criamos uma situação para nos mostrar isso. Antes de
obter aquilo que queremos, precisamos trabalhar primeiro os ressentimentos que podem estar
envolvidos. O Capítulo 15 trata desse assunto com mais detalhes.

Emoções que não foram totalmente exploradas são armazenadas nos chacras e no nadis, e as artérias
de energia, dentro dos chacras. São criados bolsos especialmente para essas emoções. Assim como no
caso em que há excesso de colesterol nas artérias e no sistema cardiovascular, o campo de energia
que contém um excesso de emoções acumuladas reduz a força vital e pode causar a morte. Isso
aparece na aura sob a forma de um furo, de um espaço vazio ou de uma mancha. Quanto mais tempo
uma emoção fica parada no chacra, mais densa e física se torna, quando então começa a sair dele e a
se espalhar pelos órgãos e meridianos, manifestando-se na forma de doenças ou de ferimentos.

Alguns chacras ficam mais bloqueados do que outros. Pode-se ter uma noção do que acontece em
nosso corpo pelo aspecto do tronco. As áreas em que há mais gordura ou excesso de carne são aquelas
em que os chacras estão bloqueados. Pessoas que têm o peito ou os seios grandes querem proteger
seu chacra cardíaco. As que têm estômago dilatado ou que fazem exercícios para deixá-lo rígido e

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musculoso se sentem impotentes e querem proteger seu chacra do plexo solar. Já aquelas que têm os
quadris ou nádegas grandes têm problemas com seus chacras raiz.

E onde se concentra o seu estresse? Pode ser que sentimentos antigos estejam tomando algumas
partes de seu corpo mais sensíveis. O estresse acumulado na parte inferior das costas indica
problemas relacionados a dinheiro ou à carreira. No estômago, indica sentimento de impotência
perante os acontecimentos. No intestino baixo, significa que nos sentimos vítimas de algo ou de
alguém. Na nuca, que estamos sofrendo pressão por acúmulo de responsabilidades ou pelo que as
pessoas dizem. E esses são apenas alguns exemplos. Os capítulos que tratam de cada um dos chacras
contêm mais informações, caso você deseje descobrir o que faz algumas das áreas de seu corpo
serem mais sensíveis.

A energia das emoções, como já disse, pode ser liberada de duas maneiras. A mais simples é senti-Ia
enquanto ainda é energia. A segunda é quando já se tornou mais densa e se manifestou no corpo físico
sob a forma de doenças.

Como o Sistema de Energia Cria os Acontecimentos

O sistema de energia pode antecipar o nosso futuro. Tudo o que está registrado em nossa alma e
armazenado em nossos chacras aponta probabilidades do que pode acontecer em nossa vida. O
sistema atrai para nossa companhia as pessoas que têm energia semelhante à nossa. Elas nos ajudam a
criar os acontecimentos que despertam nossa consciência para os sentimentos acumulados em nossos
chacras e em nossa alma.

Exercício:

Pense no sistema de energia de seu corpo.

1 - Até onde imagina que o sistema se estende ao seu redor?

2 - Quando está próximo de alguém, onde imagina que acaba seu campo de energia e começa o da
outra pessoa?

3 - Quando seu campo de energia entra em contato com o delas, o que acha que acontece? Um campo
de energia colide com o outro, como se fossem duas paredes se encontrando, ou ambos se misturam?

Na verdade, quando estamos próximos de alguém, nossos campos de energia se misturam e se


comunicam, enviando mensagens ao nosso cérebro. Às vezes captamos esses sinais pela intuição ou por
uma avaliação mais racional da pessoa. Entretanto, isso normalmente passa despercebido, embora
esses pequenos encontros possam ser o início de alguns acontecimentos.

Mary, por exemplo, tem problemas com "confiança". Está sempre se envolvendo com homens que a
traem. Conheceu Ron, que tem um problema com o mesmo tema. Ele sabe que não é confiável. Quando
suas energias se encontraram, suas almas souberam que formavam um par ideal. Mary sabe que Ron é
perfeito para ela e que não vai traí-la, Ron sabe que ela é a pessoa certa para ele e que dessa vez será
fiel. Toda vez que estão juntos, porém, suas almas conversam. A dela diz à dele: "Você deve me trair.
É a lição que tenho de aprender. Meu pai traiu minha mãe e você tem de me trair". Ron tem a mesma
lição e os mesmos genes, pois seu pai traía sua mãe. Em espírito, ele parece dizer a ela: "Não confie
em mim. Vou acabar traindo você".

Alguns meses depois, ele diz a ela que vai sair com alguns amigos. No começo, está mesmo apenas se
encontrando com seus amigos em um bar próximo. Mas depois de algum tempo seus olhos começam a
procurar outras mulheres. Ele acaba traindo Mary. A princípio, sente-se culpado, mas depois começa a
pensar que ela merece isso por acreditar que ele está apenas tomando uns drinques com os amigos. E

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o final da história já sabemos. Ela acaba descobrindo que ele a traía. E ele a culpa por tê-lo induzido a
isso. Suas almas estão dizendo:

"Como é ser traída? O que sente quem trai?".

Foi uma experiência dolorosa para Mary. Ela finalmente sentiu o que é ser traída. Chorou muito e
lamentou toda a sua vida amorosa. Parou de se envolver, pois sabia que não podia confiar em si mesma
com relação aos homens. Seis meses depois encontrou Ron novamente. Sua primeira reação foi
pensar: "Mas o que foi que vi nesse homem?". Não sentia mais a menor atração por ele. Ficou claro
para ela que ele não era confiável. Ela havia mudado. Ela não pedia mais que alguém a traísse. E agora
que tinha aprendido isso, percebia quais homens tinham esse perfil a quilômetros de distância.

Mas não precisamos estar no campo de energia de uma pessoa para que algo assim aconteça.
Pressentimos às vezes quando um desastre está para acontecer e, caso precisemos de um choque para
sentir uma emoção, colocamo-nos no lugar e momento exatos para sofrê-lo.

O padrão-semente repete sempre o que foi apresentado nos primeiros oito anos de vida. E isso ocorre
em nível subconsciente sem que percebamos.

Quando tinha cinco anos, Joe brigou com seu irmão, que bateu a cabeça em uma mesa por acidente.
Os médicos tiveram de dar alguns pontos no corte. Ele se sentiu muito culpado por isso. E seu pai lhe
deu uma surra. Seu subconsciente associou o ferimento seu irmão a ser ferido também, e isso
continuou durante a fase adulta. Sempre que dizia ou fazia algo que ferisse seu irmão ou qualquer
outra pessoa, acabava sofrendo um acidente e se machucava. Um dia prendeu o dedo em uma gaveta e
noutro cortou a mão enquanto fatiava o pão. Sempre se punia porque seu pai tinha lhe ensinado que, ao
machucar as pessoas, se machucaria também. E só conseguiria mudar esse padrão se permitindo
sentir a emoção por trás de suas atitudes.

Um Sistema Simples de Quatro Passos

Quando entendemos os chacras e a maneira como se desenvolvem, podemos localizar a fonte de


nossos problemas. Com essa informação, podemos sentir as emoções bloqueadas e "vivenciá-las" de
maneira transcendental, simplificando nossa vida. É possível evitar que involuntariamente criemos
situações para nos mostrar o que temos de aprender.

Os quatro passos indicados no Capítulo 4 mostram como se pode fazer isso. É preciso tirar a atenção
do que acontece ao nosso redor e focá-la em nosso interior, entendendo o que se passa dentro de nós
e em nosso subconsciente. A primeira coisa que devemos aprender é onde as emoções se alojam, para
poder acessar e sentir profundamente cada uma delas.

As emoções se localizam nos chacras de acordo com o tema regido por cada um. Os Capítulos de 5 a
12 explicam isso minuciosamente. O objetivo é tentar fazê-lo se lembrar dos acontecimentos
significativos em sua vida.

Esses capítulos também tratam dos bloqueios físicos criados quando as emoções não são totalmente
trabalhadas. Ter consciência disso pode ajudar no processo de desbloqueio. As energias concentradas
podem dificultar a cura de algumas doenças. Vejamos o caso de Bruce. Ele tinha um problema de
próstata, mas não sabia quais emoções bloqueadas estavam causando isso. Ao ler o Capítulo 5,
descobriu que a próstata está ligada ao chacra raiz, que se desenvolve entre o momento da concepção
e o primeiro ano de vida e está associado à segurança. Não se lembrava mais dessa fase de sua vida,
mas seus pais lhe haviam dito que ele nascera no momento mais difícil da vida deles, quando estavam
sem emprego e com muitas dívidas. Percebeu então que sua vida refletia esse padrão, pois estava
sempre lutando contra a falta de dinheiro. As prestações de sua casa estavam ficando muito altas,
devia vinte mil dólares às empresas de cartão de crédito e, por mais que trabalhasse, estava sempre

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sem dinheiro. Sentia-se fracassado perante sua esposa e sua família porque não conseguia
proporcionar-lhes segurança. Esses eram os sentimentos que tinha de trabalhar.

Também há casos em que as pessoas desejam modificar um ponto específico de sua vida.

Gina é cantora e está tentando fazer carreira, mas não consegue encontrar emprego. Leu sobre os
chacras e descobriu que o canto está associado ao chacra laríngeo. Não tinha nenhuma lembrança de
algo ter acontecido quando tinha cinco anos, enquanto o chacra se desenvolvia, mas se sentia muito
infeliz quando pensava nas dificuldades de sua carreira. Seguindo os passos do Capítulo 4, descobriu
que tem dificuldade para sentir profundamente suas emoções. Somente ao ler o Capítulo 13, ela
conseguiu liberar algumas delas e finalmente lembrou de algo que acontecera quando tinha cinco anos.
Queria fazer aula de dança com as amigas, mas sua mãe não permitiu. Disse que seria perda de tempo
e de dinheiro e que não serviria para nada. E agora estava provando que sua mãe estava certa, pois
inconscientemente passara a acreditar que o canto, assim como a dança, não tem valor.

Incluí, em cada capítulo, algumas perguntas para ajudá-lo a pensar em si mesmo e a descobrir a fonte
de seus problemas. As histórias que seguem, de alguns de meus clientes, também podem ajudar a
identificar emoções semelhantes em seu interior.

Após praticar os quatro passos, se ainda tiver dificuldades, leia o Capítulo 13, pois ele ensina como
podemos sentir mais profundamente nossas emoções. Desse modo, passamos a vê-las e a perceber a
sua energia de maneira diferente.

Os outros capítulos dão explicações sobre a energia, sobre como ela é utilizada em nível
subconsciente e como funciona o sistema energético do corpo.

Mudei os nomes dos clientes e simplifiquei um pouco as histórias para torná-las tão claras quanto
possível. O mais importante é que o ajudem a soltar e a curar as emoções bloqueadas em seu corpo.
Espero que encontre nelas um padrão similar ao seu e que, ao terminar de ler este livro, tenha
compreendido melhor a si mesmo.

SUSAN KERR

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4. O SISTEMA DE
MEMÓRIA DA ALMA

1 - Escolha um problema ou situação que deseja modificar. Recrie mentalmente as circunstâncias que
o cercam como se estivesse assistindo a um filme.

2 - Deixe que as emoções venham à tona. Em que parte corpo concentram-se com mais intensidade?
Veja no Diagrama 2 a qual chacra essa região pertence e em que idade o problema se iniciou. Tente se
lembrar de algo que te acontecido naquela época envolvendo esse sentimento.

3 - O que sente enquanto pensa no problema ou no acontecimento? Tente definir sua emoção.

4 - Permita-se senti-la profundamente.

Esses passos simples compõem o Sistema de Memória da Alma. Ao sentirmos de maneira


transcendental um acontecimento, compreendemos tudo o que necessitamos compreender dessa
experiência. Podemos usar o passado para aprender nossas lições sem precisar de novas situações
para reviver e reagir às emoções. Passamos então a controlar nossa vida e a ação espiritual.

Para fazer o exercício corretamente, é necessário ter privacidade. Sugiro fazê-lo à noite, em casa e
em um horário em que não seja interrompido. Não pode haver pessoas, telefonemas, crianças, animais
de estimação nem coisa alguma que atrapalhe a concentração. O objetivo do exercício é fazê-lo
perceber seus sentimentos, chorar, ficar com raiva etc. Para transcendê-los, deve permitir que
aflorem com intensidade. Qualquer interrupção atrapalha o fluxo de energia.

Prepare-se para o exercício. Lembre-se de que esse é um momento especial para você. Esteja
consciente do que deseja mudar em sua vida e de eliminar tudo o que o incomoda. Use roupas
confortáveis, vá a um lugar aconchegante onde se sinta seguro. Tenha um copo-d'água e uma caixa de
lenços de papel por perto. Se houver outras pessoas envolvidas no problema, tenha também uma foto
delas, se possível. Use todos os objetos disponíveis para se lembrar claramente da situação. Relaxe e
deixe aflorar tudo aquilo que normalmente evita sentir.

O exercício envolve o sistema de energia do corpo, ou seja, apenas pensamentos e sentimentos. Não
existe ação física ou representação externa. É um processo totalmente interno. Não desanime se não
obtiver os melhores resultados já na primeira vez. Pode ser que não esteja acostumado a sentir suas
emoções. Percebi que muitas pessoas não sabem como fazer isso. Se for o seu caso, leia o Capítulo 13
e continue praticando. Aprender a lidar com nossas emoções é como aprender a andar ou a fazer
levantamento de peso. Não se pode participar de uma maratona ou levantar cem quilos no início.

Primeiro Passo. Escolher o Problema ou Situação que Deseja Mudar

Escolha uma situação ou problema que deseja resolver ou modificar. Pode ser algo que já tenha
acontecido mas que ainda o incomoda ou sempre se repete em sua vida. Pode ser qualquer coisa: um
problema de trabalho, de relacionamento, a maneira como as pessoas o tratam etc. Na primeira vez
que for utilizar o Sistema de Memória da Alma, recomendo que escolha algo que traga emoções mais
fortes e que mexa bastante com o seu interior. Isso ajuda a compreender melhor o sistema e facilita
o processo.

Sente-se confortavelmente e relaxe. Feche os olhos e respire profundamente. Mantenha os olhos


fechados e recrie a situação em sua mente. Visualize tudo como se estivesse assistindo a um filme em
uma grande tela. Veja-se na situação e preste atenção ao que sente.

Segundo Passo. Permitir que as Emoções Aflorem

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Quando estiver bem envolvido na cena, deixe todas as emoções virem à tona. Quando começar a
senti-las, preste atenção e não se permita afastá-las ou ignorá-las. Deixe-as vir com toda a força.
Comece a focar sua atenção mais nas emoções e menos no que acontece na "tela". Vai perceber que se
acumulam em alguma parte de seu corpo. Observe onde se acumulam, se no pescoço, na cabeça, no
abdome, no coração etc. Veja no Diagrama 2 qual chacra corresponde a essa parte. O coração
pertence ao chacra cardíaco, o abdome ao do plexo solar, a barriga ao chacra umbilical e assim por
diante. Veja também em que idade o chacra se desenvolveu.

Tente se lembrar de quando tinha aquela idade. Algum acontecimento em particular lhe vem à mente?
O subconsciente normalmente nos traz a cena correta. Se não conseguir se lembrar, vá ao Passo Três.
Se conseguir, reproduza-a na tela em sua mente como se estivesse acontecendo agora. Permita que as
emoções se manifestem. Se seguir corretamente os passos, sentirá as mesmas emoções e nos mesmos
chacras em que as sentiu no momento em que aconteceram.

Ao ver e perceber a conexão com os acontecimentos do passado, você compreende imediatamente a


emoção. A sensação se parece com uma pequena explosão de energia e uma "luz saindo de sua cabeça".
É como se um grande peso tivesse sido tirado de seu peito ou do local onde as emoções se
concentravam. Isso é a transcendência. E você percebe quando ela realmente acontece, recebendo a
informação de que necessita. Lembrar o passado e ir diretamente ao padrão-semente toma o
aprendizado das lições muito mais simples. E não é algo muito difícil de fazer. Basta seguir os passos
do exercício.

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Mas se não conseguiu estabelecer a conexão com o passado, há mais algumas coisas que pode fazer.
Passe para o próximo item.

Passo Três. Identificar as Emoções

Volte à situação que visualizou e permita que as emoções surjam novamente. Observe em qual chacra
se manifestam. Quais são as emoções? Tente definir. Se tiver dificuldade em reconhecer ou nomear
o que sente, leia o Capítulo 13. Se já fez isso mas ainda não está conseguindo, mantenha a atenção em
tudo o que puder perceber na região do chacra. Continue fazendo isso todos os dias até identificar
corretamente as emoções.

Passo Quatro. Sentir a Emoção

Ao perceber a emoção, simplesmente sinta. Concentre-se somente nela e chore, sinta raiva e faça
tudo o que tiver vontade, envolvendo-se profundamente com ela. Deixe que aflore com toda a
intensidade. Se perceber que está se distraindo e perdendo o foco do sentimento, traga de volta a
cena ou a situação até sentir a emoção retornar. Faça isso até não restar mais nada para sentir.

Os Quatro Passos

Como já mencionei em várias passagens do livro, para que possamos adquirir os conhecimentos e
aprender as lições, temos de estar conscientes de nossa vida em nível físico, mental e emocional. No
primeiro passo, ao nos lembrarmos da situação que nos incomoda e trazermos a cena à nossa mente,
estabelecemos a consciência física do acontecimento.

No segundo passo, temos de nos lembrar de uma experiência semelhante em nossa infância, descobrir
em qual chacra está armazenada e em que idade a emoção nos foi apresentada pela primeira vez. Isso
faz com que nos lembremos do padrão-semente. É bem mais fácil sentirmos uma emoção quando nos
lembramos dela em uma situação de nossa infância. Esse é o trabalho de nossa "criança interior". Se
conseguirmos nos lembrar do padrão-semente, aprenderemos nossas lições de maneira mais rápida e
fácil.

O terceiro passo envolve a consciência mental da emoção e do acontecimento, ou seja, passamos a nos
concentrar em nós mesmos e não no que acontece ao redor. Percebemos então que, quando um evento
ocorreu em nossa vida, agimos de certa maneira e estabelecemos um padrão para pensar e sentir a
respeito dele. Mas, quando tudo aconteceu, estávamos tão ocupados reagindo que não prestamos
atenção a nós mesmos.

O quarto passo traz a consciência emocional. Sentimos a emoção até esgotá-la. Ao completarmos
todos os passos, temos o conhecimento de que necessitamos e a experiência transcendental das
lições programadas para nós.

SUSAN KERR

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5. O CHACRA RAIZ
ZONA 0-1 (COR
PRETA)

Idade de Desenvolvimento

O chacra raiz se desenvolve desde o momento da concepção durante o primeiro ano de vida. No
momento da concepção, a alma toma conta do corpo. Tudo o que acontece durante a gestação, no
útero, fica registrado na alma, incluindo os pensamentos e os sentimentos dos pais.

Tema

O chacra raiz lida com a sobrevivência do Eu usando as pessoas ao seu redor. Pense em um bebê.
Enquanto está no útero, é com parasita que se alimenta do corpo da mãe. Quando nasce, continua a
exigir toda a atenção dela e se concentra apenas em suas necessidades básicas, ou seja, abrigo,
alimento e cuidados. O bebê se preocupa apenas com a própria sobrevivência.

O Chacra

Qualquer tipo de trauma ou de acontecimento negativo que ocorra entre a concepção e o primeiro ano
se manifesta durante o resto da vida da pessoa na forma de problemas relacionados à sobrevivência.
Isso envolve itens físicos como casa, trabalho, alimentação, carreira, dinheiro, prosperidade e
segurança ou a falta deles. É como no caso do bebê, que precisa de cuidados e proteção. É difícil nos
lembrarmos de fatos que ocorreram durante nosso primeiro ano de vida, e principalmente no interior
do útero. Mas o subconsciente tem todas as lembranças registradas. Hipnose ou meditação podem nos
ajudar a lembrar quando o padrão-semente foi estabelecido. E nossos pais e familiares podem se
lembrar de fatos importantes.

No chacra raiz também estão todos os fatores vinculados à sexualidade. A literatura a esse respeito
sempre associa a sexualidade masculina e a feminina ao chacras raiz e umbilical. Em meus estudos e
no atendimento de pessoas percebi que a sexualidade masculina está ligada ao chacra raiz, e a
feminina ao umbilical. E assim os arrolei no Sistema de Memória da Alma. As forças de energia
masculina e feminina são diferentes. A masculina se move, é agressiva e voltada à ação. A feminina é
receptora, passiva, protetora e estabilizadora. A masculina é guerreira. A feminina é negociadora.
Basta observarmos a anatomia dos dois sexos para percebermos isso. Mas cada indivíduo,
independentemente de sexo, é masculino e feminino e tem os dois tipos de energia. Nosso lado
masculino pede ação e movimento. É o lado físico, que nos faz construir e consertar as coisas, e
também o aspecto agressivo, que nos protege quando estamos em perigo. O lado feminino é o que
deseja manter, nutrir, compreender e receber. É o nosso instinto de abrigar.

Mas, nos homens, a sexualidade se desenvolve no chacra raiz. Quem tem problemas de impotência
deve tentar se lembrar de traumas no primeiro ano de vida. Bloqueios de energia neste chacra causam
problemas de impotência ou excesso de energia e de atividade sexual.

Homens que têm aspectos não resolvidos com o pai podem vir a ter problemas de próstata ou nos
testículos.

Manifestações da Energia Bloqueada

A energia bloqueada no chacra raiz se manifesta por meio de problemas nas seguintes áreas:

• Trabalho

• Carreira

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• Finanças

• Lar

• Situação de vida

• Segurança

• Alimentos (falta de alimentos ou deficiência nutricional)

• Sexualidade masculina

Emoções

As emoções relacionadas ao chacra raiz são:

• Confiança em si mesmo (sensação de segurança em seu próprio mundo)

• Auto-estima (valorizar a si mesmo)

• Orgulho

• Vaidade

• Desejo e sensualidade

• Paixão

• Agressividade

Possíveis Problemas de Saúde Decorrentes do Bloqueio Prolongado de Energia

• Problemas de bexiga

• Problemas masculinos, como impotência ou excesso de energia e de atividade sexual

• Problemas de próstata ou nos testículos

• Problemas na parte inferior da coluna

• Problemas no cólon e nos intestinos

• Problemas no reto

• Problemas nas pernas, nos joelhos, tornozelos ou pés (- Consulte um mapa do sistema nervoso
central para descobrir qual chacra está envolvido. Observe onde está o ferimento e siga o nervo mais
próximo até a coluna. Essa parte da coluna deve estar no chacra raiz, no umbilical ou no do plexo
solar. Saber qual é o chacra correto lhe dará uma idéia de qual pode ser a base emocional do
ferimento).

Possíveis Traumas da Fase Embrionária


Perguntas que Devemos nos Fazer

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VOCÊ FOI UM BEBÊ DESEJADO? SUA MÃE CHEGOU A PENSAR EM FAZER UM ABORTO?

A alma começa a registrar todos os acontecimentos desde o momento da concepção, até mesmo o que
seus pais sentiam. Enquanto estamos no útero, a alma sente tudo o que ocorre ao redor. E um bebê
sabe quando não é desejado. Se isso acontece, podemos ter problemas de auto-estima e dificuldade
em reivindicar nossos direitos. Algumas pessoas com esse tipo de problema chegam a acreditar que
não têm o direito de existir.

Veja o seguinte exemplo. A mãe de Sally ficou muito chateada ao saber que estava grávida dela. Já
havia problemas demais em sua vida e ter de cuidar de mais uma criança era a última coisa que
desejava. Sally cresceu sofrendo com esse sentimento e passou a maior parte de sua vida tentando
agradar à sua mãe, sem nunca conseguir. A emoção bloqueada a faz achar que não tem valor e que "não
merece" as coisas em sua vida. E isso se refletiu em sua profissão de decoradora. Toda vez que os
projetos começam a dar certo, algo acontece e estraga tudo. Sua carreira nunca deslancha.

COMO FOI A GRAVIDEZ? ALGUM PROBLEMA DE SAúDE? PROBLEMAS NO PARTO?

Problemas nessa fase são muito traumáticos para a criança e causam dificuldade durante a vida toda.

O cordão umbilical em torno do pescoço, por exemplo, pode fazer com que a pessoa tenha
constantemente a sensação de estar sendo "estrangulada" pela vida:

O nascimento de RacheI foi traumático. Quase morreu quando o cordão umbilical se enrolou ao redor
de seu pescoço durante o parto. Sua mãe sempre falava disso, mas ela nunca teve noção do impacto
desse acontecimento sobre sua vida. Nenhum emprego dava certo. Não conseguia guardar dinheiro
para sair da casa dos pais e ir morar sozinha. Sempre que tinha uma quantia reservada algo acontecia
e ela era obrigada a gastar. Sua vida não progredia.

Inconscientemente, ainda sentia o trauma de seu nascimento Ter ficado presa no canal pensando que
ia morrer a deixou com medo de seguir em frente. Quando perguntei o que achava de sair da casa dos
pais, ela entrou em pânico e disse que tinha medo de acabar morrendo. As emoções guardadas ainda
são muito fortes e estão guiando sua vida. Enquanto não encarar esse trauma ela não ficará livre
delas.

Possíveis Problemas no Primeiro Ano

COMO ERA A SAúDE DE SEUS PAIS? EM ALGUM MOMENTO SUA FICOU DOENTE E NÃO PÔDE
CUIDAR DE VOCÊ? SEUS PAIS TIVERAM ALGUM ABORRECIMENTO DURANTE ESSE PERÍODO?

Um bebê se sente abandonado quando está sob os cuidados de alguém que não seja sua mãe ou mesmo
quando ela se distrai e não presta atenção às suas necessidades.

Um exemplo: a avó de John morreu em um acidente um mês depois de ele ter nascido. Sua mãe ficou
muito deprimida e teve dificuldade para aceitar o fato. Tentava cuidar do bebê, mas à vezes a dor
era tão grande que tinha de deixá-lo com outras pessoas. Como era muito pequeno para entender o
sofrimento de sua mãe e o que estava acontecendo, ele absorveu o sentimento de perda. Até hoje
tem um medo irracional de perdê-la. A energia bloqueada se manifestou mais tarde na forma de
impotência sexual.

ONDE VOCÊ DORMIA? VEJA SE CONSEGUE SE LEMBRAR DE SEU BERÇO. ERA


ACONCHEGANTE? E o LUGAR, ERA TRANQÜILO OU HAVIA BARULHO?

A resposta a essas perguntas nos dá uma idéia do que aprendemos de espaço individual. O ambiente
físico em que vivemos durante o nosso primeiro ano de vida estabelece as crenças e as condições que

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inconscientemente buscamos quando somos mais velhos. Se você dividia a cama com um irmão quando
era pequeno, por exemplo, pode sentir que não tem direito a um espaço só seu.

Um bom exemplo é o dos irmãos Frank e Sybil. Como um nasceu logo após o outro, a mãe usou o mesmo
berço para os dois. E isso se refletiu de maneira diferente em cada um. Frank nunca comprou um
imóvel. Morava sempre em casas alugadas, normalmente em locais perigosos e em ruínas.

Já Sybil reagiu de outra maneira. Conseguiu ter sua própria casa, mas nunca tinha seu espaço nela ou
um quarto em que pudesse ficar sozinha. E isso também aconteceu em seu trabalho. Sempre acabava
tendo de dividir sua mesa com alguém.

O QUE ACONTECIA QUANDO VOCÊ CHORAVA PARA COMER? ALGUÉM VINHA PEGÁ-LO LOGO
OU TINHA DE ESPERAR? NESSE CASO, ISSO AINDA ACONTECE EM SUA VIDA? AlNDA TEM
DE ESPERAR PARA CONSEGUIR O QUE DESEJA? E TINHA DE CHORAR MUITO PARA ALGUÉM
LHE DAR COMIDA?

Todos esses aspectos definem o nosso comportamento. Antony era o quinto filho em uma família de
seis irmãos. Como havia muita atividade na casa, tinha de chorar muito para ser ouvido quando era
bebê e aprendeu que precisa lutar muito para satisfazer suas necessidades básicas. Enquanto não
liberar esses sentimentos de abandono e luta, ele vai continuar acreditando que nada é obtido com
facilidade.

VOCÊ FOI AMAMENTADO OU ERA ALIMENTADO COM MAMADEIRA ?

É natural para um bebê ser amamentado no peito e aprender a agir como parasita das pessoas,
recebendo favores gratuitamente. Crianças que mamam na mamadeira podem ter problemas com
esses conceitos mais tarde, querendo viver à custa de outras pessoas ou que alguém tome conta delas.
Podem se casar com pessoas que as sustentem ou depender da ajuda do governo para desemprego ou
problemas físicos, por exemplo.

COMO ERA SEU RITMO DE ALIMENTAÇÃO? TINHA DE COMER RÁPIDO PORQUE SUA MÃE
ESTAVA OCUPADA COM OUTRAS TAREFAS?

Se isso acontecia, você pode ter dificuldade em pedir favores às pessoas por medo de incomodá-las.

RECEBIA MAIS COMIDA DO QUE QUERIA OU MENOS DO QUE PRECISAVA? OBSERVE SUA
VIDA MATERIAL. TEM TUDO O QUE PRECISA OU MUITO POUCO PARA SOBREVIVER?

Tom era sempre obrigado a comer toda a comida em seu prato. Mesmo quando já estava satisfeito,
não podia deixar restos, porque isso o fazia se sentir muito culpado. Sua mãe ensinou-o desde cedo a
tomar todo o leite da mamadeira. Hoje ele tem muito pouco vida. Compra apenas o suficiente para
suas necessidades básicas só coisas que tem certeza de que vai usar. Não sabe como lidar com a
abundância.

QUANDO NASCEU, VOCÊ TINHA OUTROS IRMÃOS PEQUENOS? QUAL ERA À ORDEM DAS
NECESSIDADES? QUANDO CHORAVAM, OS OUTROS ERAM ATENDIDOS PRIMEIRO?

Jill é a mais nova de três irmãos. Como todos tinham quase a mesma idade, ela aprendeu a esperar até
que a mãe cuidasse primeiro de seus irmãos mais velhos. Hoje ela mesma se coloca como última da
lista. É casada e tem dois filhos, mas só compra alguma coisa para si mesma quando os filhos e o
marido já têm tudo o que precisam.

COMO FOI A VIDA DE SUA FAMÍLIA EM SEU PRIMEIRO ANO DE VIDA? MUDARAM DE
RESIDÊNCIA? MUDANÇAS PODEM SER TRAUMÁTICAS PARA CRIANÇAS PEQUENAS. SEUS

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PAIS TRABALHAVAM? SEU PAI OU SUA MÃE PRECISAVAM VIAJAR A TRABALHO? A
AUSÊNCIA DE UM DOS PAIS FAZ O BEBÊ SE SENTIR ABANDONADO.

O pai de Stan era vendedor e tinha de viajar muito. Na época em que ele nasceu seu pai estava
sempre fora. Hoje ele é casado com uma mulher que viaja muito a trabalho. Detesta que ela viaje
tanto, mas seu salário é o maior da família e por isso ele não reclama.

HOUVE ALGUM DESASTRE NATURAL OU GRANDES TEMPESTADES EM SEU PRIMEIRO ANO DE


VIDA?

Quando George tinha um ano, sua farmília visitou a Califórnia.

Durante a visita, houve um grande terremoto. Quando terminou a faculdade, ele se mudou para a
Califórnia para trabalhar como terapeuta. Em seu subconsciente, ali ele se sente impotente. E
demonstra isso em sua carreira, pois ganha muito pouco e tem dificuldade para manter a família.

SUSAN KERR

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6. O CHACRA
UMBILICAL
ZONA 2
(COR:VERMELHA)

Idade de Desenvolvimento

O chacra umbilical se desenvolve durante o segundo ano de vida.

Tema

Assim como o chacra raiz, o chacra umbilical está relacionaaà sobrevivência. A diferença é que este
lida com a nossa importância para a sobrevivência das outras pessoas. Aos dois anos, o bebê começa a
perceber a existência e as necessidades daqueles ao seu redor. O modo como vai satisfazê-las
depende das circunstâncias que vive e de seu mapa genético. Esse é o momento em que a criança
aprende o que deve fazer para satisfazer às pessoas e com isso ter as próprias necessidades
satisfeitas. Aprende também a tomar decisões e a cooperar com o meio em que vive.

O Chacra

O chacra raiz lida com o aspecto físico da sobrevivência, ou seja, o modo como a criança é abrigada,
alimentada, vestida e protegida.

O chacra umbilical também envolve sobrevivência, só que em um nível mais emocional e psicológico.
Está relacionado à maneira como a criança pensa e como se sente a respeito do alimento, do abrigo e
dos cuidados que recebe. Alguns autores de livros consideram o chacra umbilical o centro emocional
do corpo. O Sistema de Memória da Alma trata todos os chacras como centros de emoções. O chacra
umbilical também é um centro de emoções, mas somente daquelas relacionadas aos aspectos
emocionais e psicológicos da sobrevivência. Nele são armazenadas as sensações de que somos vítimas
e de nos sentirmos magoados e de culparmos quem nos fere ou quem não nos ama e não cuida bem de
nós.

Tanto o chacra raiz quanto o umbilical estão vinculados à nossa maneira de ser e de tratar o ambiente
ao redor e à nossa própria vida. A energia do chacra raiz é agressiva, guerreira e ativa nosso instinto
de defesa. A do chacra umbilical é passiva e nos faz querer que cuidem de nós.

A glândula supra-renal está associada a esse chacra. Ela libera o hormônio adrenalina quando o
cérebro avisa que estamos em perigo. Temos então a escolha de ficar e lutar ou de fugir. Os chacras
raiz e umbilical é que determinam a escolha. O raiz é o lado masculino que fica e luta. Já o umbilical,
por estar relacionado à sobrevivência das outras pessoas com a nossa ajuda, deseja a fuga.

Nas mulheres, o chacra umbilical é onde a sexualidade se desenvolve. As que têm problemas com
menstruação, ovários, colo do útero, mamas, dificuldade para engravidar etc. devem tentar se
lembrar ou se informar dos traumas que possam ter sofrido quando tinham dois anos de idade. Raiva
ou ressentimento de suas mães também resulta em bloqueios de energia nesse chacra.

Manifestações da Energia Bloqueada

Todos os traumas ou incidentes ocorridos em nossa vida aos dois anos de idade se manifestam pelas
seguintes emoções:

• Co-dependência

• Culpar pessoas

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• Tomada de decisões

• Isolamento (sentimento de solidão e de carência de atenção)

• Problemas emocionais e psicológicos com os alimentos

• Problemas femininos

Emoções Relacionadas ao Chacra

• Solidão

• Sentir-se isolado

• Necessidade de isolamento

• Sentir-se sem apoio

• Sentir-se invadido

• Sentir-se atacado

• Sentir-se injustiçado

• Necessidade de atenção

• Sentir-se sufocado pelo excesso de atenção

• Sentir-se acalentado/necessidade de cuidados

• Empatia

• Necessidade de ajudar as pessoas

• Sentir-se como um mártir

• Sentir-se fazendo sacrifícios

• Amargura

• Insegurança

• Insatisfação e sensação de que não tem o suficiente

Problemas Relacionados com a Energia Bloqueada no Chacra Umbilical

• Rins

• Glândula supra-renal

• Intestino

• Alteração de peso (acima ou abaixo do normal)

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• Distúrbios alimentares

• Base da coluna

• Problemas nos pés, nas pernas e nos tornozelos (Localize seu ferimento em um mapa do sistema
nervoso central e siga o nervo mais próximo até o final, na coluna. Observe o Diagrama 2 para ver em
que chacra da espinha está localizado).

• Problemas femininos:

• Amenorréia

• Fibroma

• Problemas menstruais

• Vaginite

• Cistos e tumores

• Concepção

• Gravidez

• Ovários

Perguntas que Devemos nos Fazer

VOCÊ SE LEMBRA DE ALGUM TRAUMA DA ÉPOCA EM QUE TINHA DOIS ANOS?

Alguém em sua família ficou doente ou sofreu algum acidente?

Alguém morreu? Houve alguma tragédia ou calamidade? Sua familia mudou de residência ou fez
alguma viagem longa? Seus pais passaram por algum tipo de estresse? Algum de seus irmãos nasceu?
Qualquer tipo de trauma aos dois anos de idade pode causar os problemas anteriormente
mencionados.

SUA MÃE O AMAVA O BASTANTE? VOCÊ VEIO PARA PREENCHER UM VAZIO NA VIDA DELA?
ELA SE SENTIA POUCO AMADA?

O início da co-dependência está relacionado ao papel dos pais ou de quem cuida do bebê. Se existe
algum caso de dependência química na família, essa é a fase em que a criança sente isso por meio das
emoções da mãe. Se ela não se sente amada, o bebê também percebe e tenta compensar a carência. A
necessidade de amor é demonstrada por atitudes compulsivas, e o bebê as associa à sua própria
sobrevivência. É por isso que mais tarde, quando cresce e estabelece um relacionamento de co-
dependência, sente-se ameaçado se o marido ou a esposa deseja ir embora.

RECEBIA ATENÇÃO SUFICIENTE QUANDO TINHA DOIS ANOS?

Quando completa dois anos, a criança começa a se socializar e a perceber que existem outras pessoas
no mundo. Você recebeu bastante atenção nessa fase? Havia outros irmãos na família, que se
preocupavam e brincavam com você? Ou passava mais tempo sozinho? Nesse caso, sente-se muito
solitário hoje, ou deseja ser mais sociável e não consegue?

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Ou o CONTRÁRIO? VocÊ QUER ESTAR SOZINHO MAS NÃO CONSEGUE.

A quantidade de atenção que alguém recebe na infância pode determinar seu peso. Pessoas que
receberam muita atenção são mais magras e as que eram ignoradas têm tendência a engordar. A
atenção dos pais estabelece a maneira como comem. As que prestam atenção ao que comem e como
comem são mais magras. Geralmente comem devagar e prestam atenção a seu estômago e à
mastigação.

Quem não presta atenção à sua maneira de comer acaba engordando. São as pessoas que conversam,
lêem ou assistem à televisão enquanto comem, procurando se distrair e não pensar em seu estômago e
corpo.

Tanto o excesso quanto à falta de atenção para com o bebê podem causar distúrbios alimentares. E
esse é o chacra em que problemas se iniciam.

EM QUE IDADE VOCÊ FOI DESMAMADO?

Enquanto é amamentado ou toma mamadeira, o bebê é carregado no colo. Sente o calor do corpo da
mãe, seu amor e carinho.

Quando é desmamado e passa a ter de comer ou tomar leite em outros recipientes, sente muita falta
de amor. Para o subconsciente, essa fase de transição representa um trauma. Dependendo da idade
em que ocorre, pode afetar o chacra raiz no primeiro ano ou o chacra umbilical no segundo. Os efeitos
disso estão no item "Manifestações da Energia Bloqueada" de cada chacra.

EM QUE IDADE COMEÇOU A USAR O BANHEIRO?

O treinamento para o uso do banheiro pode causar traumas.

Se hoje você tem problemas de estômago, de intestino ou relacionados à utilização do banheiro, tente
se lembrar se houve qualquer situação traumática durante essa fase.

CONHECENDO SEUS PAIS HOJE, O QUE ACHA QUE TINHA DE FAZER PARA TER ATENÇÃO
QUANDO ERA BEBÊ? TINHA DE SE COMPORTAR BEM ou MAL, FAZER MUITO BARULHO OU
SEGUIR AS REGRAS?

Veja o exemplo de Elizabeth. Sua mãe trabalhava fora e ela passava o dia em uma creche com várias
atendentes que iam e vinham e não lhe davam atenção suficiente. Aprendeu então que, quando se
comportava bem, sem chorar muito e esperando pacientemente, as atendentes cuidavam melhor dela
e lhe davam mais atenção. E fazia a mesma coisa em casa com sua mãe. Hoje ela cuida muito bem de
seus filhos, dando-lhes mais atenção e mais apoio emocional do que recebeu quando criança. Mesmo
trabalhando em tempo integral, consegue cuidar bem da família. É o tipo que podemos chamar de
super-mãe. Mas acabou tendo câncer de mama. Isso não reduziu seu ritmo de vida, pois mesmo
fazendo quimioterapia e tendo mal-estar, ela ainda tenta ser eficiente e faz tudo sozinha. É isso que
a está matando. Ela não sabe pedir ajuda e apoio emocional, pois aprendeu quando criança que isso é
inútil. E enquanto não extirpar o ódio que sente por ter sido abandonada não vai se curar. Como não
recebeu proteção quando era bebê, agora tem de aprender a se proteger, tratando a si mesma com
mais atenção e como prioridade.

A ATENÇÃO DE SEUS PAIS ERA FOCADA SOMENTE EM VOCÊ?

Quando recebia atenção de seus pais alguém interferia? Tinha de dividir a atenção com algum irmão
ou parente quando eles o pegavam no colo ou brincavam com você? Analise sua vida hoje. Alguém
interfere em seus relacionamentos? Seu marido ou esposa passa mais tempo com os amigos do que na
sua companhia? Os parentes dele(a) ou os seus interferem na relação? E quanta atenção deseja
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receber? Se sente que está recebendo demais, atrai inconscientemente alguém para "dividir" essa
atenção?

A ATENÇÃO QUE RECEBIA ERA POSITIVA OU NEGATIVA? QUANDO CHORAVA MUITO, COMO
SEUS PAIS REAGIAM? DEMONSTRAVAM PACIÊNCIA OU A PUNIAM?

Pense em como recebe a atenção das pessoas hoje e vai descobrir como era tratado quando criança.
Se era punido ou criticado quando pequeno, ainda recebe esse tipo de tratamento? E quanto a
castigos físicos? Era surrado ou espancado? Nesse caso, seu subconsciente ainda pode estar fazendo
isso, se você tem tendência a acidentes.

RECEBIA MAIS ATENÇÃO NA RUA DO QUE EM CASA?

Se recebia, deve adorar se relacionar, pois seu primeiro contato em nível inconsciente com as pessoas
deve ter se estabelecido ambientes sociais. Gosta de estar em grupos de pessoas? Prefere na rua ou
em casa? Tente se recordar do passado e identificar o momento em que essa tendência se
estabeleceu. Se gosta de ficar só hoje é porque passava mais tempo só quando criança.

QUANDO CHORAVA PORQUE SE SENTIA SOZINHO, COMO SE SUA MÃE, OU ALGUÉM QUE
ESTIVESSE CUIDANDO DE VOCÊ, REAGIA?

Imagine-se com dois anos de idade novamente. Está no começa a se sentir sozinho e chora. Qual é a
reação de sua mãe?

Stan tem problemas de peso e sua mãe também. Quando era bebê, toda vez que ele chorava sua mãe
achava que era de fome. Como ela adorava comer, não imaginava que ele podia simplesmente querer
que ela o pegasse no colo e repetia o padrão que a fazia engordar. Oferecia comida, mas, se ele
recusava, colocava-o de volta no berço ou na cadeirinha sem sequer imaginar que ele queria
companhia. Assim, ele aprendeu que só teria companhia se comesse. Associou alimentos a carinho e
amor. Hoje, toda vez que se sente sozinho ele vai até a geladeira. Se percebesse o que sente, em vez
de reagir fisicamente à emoção, deixaria de ter problemas com peso.

FICOU DOENTE, SOFREU ALGUM ACIDENTE OU PASSOU POR ALGUMA SITUAÇÃO EM QUE
ACHOU QUE IA MORRER QUANDO TINHA DOIS ANOS?

Parece estranho, mas todas as pessoas obesas que já atendi passaram por alguma dificuldade séria
aos dois anos de idade e pensaram que iam morrer. Quem carrega muitas informações desse tipo no
subconsciente deseja muita atenção, mesmo que seja atenção negativa. E isso está associado à
questão da sobrevivência. Pessoas "grandes" são sempre notadas. E, se são notadas, quando algo
acontece têm mais chance de sobreviver.

Sherry teve uma gripe forte quando tinha dois anos. Seus pais não prestaram muita atenção e a gripe
piorou. Só perceberam quando uma tia foi visitá-los e viu que ela estava ardendo em febre. Correram
então para o hospital e isso salvou sua vida. Ela estava com pneumonia.

Esse trauma e os sentimentos de impotência e abandono só se manifestaram quando ela se tornou


mãe. Quando seu filho completou dois anos, ela desenvolveu uma bronquite e não conseguia se curar,
ficou muito deprimida e não entendia por que se sentia tão só, engordou bastante também. E, quando
seu filho pegou um resfriado, começou a se preocupar em excesso, indo ao berço a todo instante para
ver se ele ainda estava vivo. Somente quando se lembrou do que acontecera em sua infância conseguiu
entender seus sentimentos e suas reações.

SUSAN KERR

40
7. O CHACRA DO
PLEXO SOLAR
ZONA 3
(COR:VERM/ALAR)

Idade de Desenvolvimento

O chacra do plexo solar se desenvolve aos três anos de idade.

Tema

Esse chacra está relacionado ao poder. Aos três anos, a criança começa a explorar melhor o mundo ao
seu redor. Tudo o que durante esse ano determina a maneira como vai lidar com o poder em sua vida.

O Chacra

Segundo a tradição oriental, o plexo solar é onde fica nado o nosso CHI. Aprendi com a meditação que
o chi é espiritual que recebemos de Deus por meio de nossa alma. A energia é então armazenada em
nosso chacra do plexo solar e depois distribuída pelo corpo.

A energia pode penetrar nosso corpo de várias maneiras. Uma delas é na forma de emoções. Da
próxima vez que sentir um afluxo de emoções, preste atenção e vai perceber a força que têm.
Quando nos entregamos a um sentimento, aumentamos o nível de energia em nosso corpo. Já vi isso
acontecer diversas vezes na aura das pessoas quando choram ou deixam aflorar sentimentos mais
fortes. A aura duplica de tamanho e de intensidade, com cores brilhantes e mais luz.

As religiões orientais explicam que também recebemos energia do ar na forma de PRANA. O prana
representa para o chi o mesmo que o oxigênio para o sangue. Segundo Swami Muktananda, o prana é a
"respiração da vida, a força vital que nos mantém. É o poder que nos anima". É por isso que os iogues
fazem exercícios de respiração. Consideram o prana uma poderosa ferramenta de cura e de
meditação, que traz boa saúde e percepção espiritual. Também pode ser visto como a energia
subatômica ou a "consciência de Deus" presente no ar que respiramos.

A outra maneira de recebermos energia é por meio das pessoas ao nosso redor, por exemplo. No
Oriente, os devotos se sentam aos pés de seus gurus para receber a energia espiritual chamada
Shaktipat. Swami Muktananda diz que há quatro maneiras de receber o Shaktipat: Sparsha diksha,
pelo toque físico do guru; mantra diksha, por meio de suas palavras; drik diksha, por seu olhar e
manasa diksha, por meio de seus pensamentos. Mas não precisamos necessariamente de um guru para
receber energia, pois a trocamos com as pessoas o tempo todo. Se prestarmos atenção e
observarmos o que ocorre ao nosso redor, poderemos facilmente perceber quem nos faz sentir bem e
quem nos suga energia. Quem nos faz sentir bem nos envia energia. Já as pessoas que nos sugam
estão literalmente drenando nossa energia. Chamo-as de vampiros. Não conseguem e não se permitem
sentir as emoções, restringem seu fluxo de energia e ficam enfraquecidas. Necessitam
desesperadamente de energia e começam a absorver a de outras pessoas. Toda vez que se sentir
cansado na presença de alguém, pode ter certeza de que se trata de um vampiro energético.

Podemos receber energia também por meio do ambiente e da natureza. Quando sentir que precisa de
energia, experimente abraçar uma árvore, sentar-se em uma praia, na montanha ou na neve. Ao
entrarmos em contato físico com a natureza, recebemos energia. As civilizações indígenas sempre
souberam disso. Observando seus locais sagrados, pode-se perceber que são áreas de grande
concentração energética.

Os animais também são fonte de energia, especialmente os de estimação. Tratando de animais,


descobri que também podem curar Eles se ajustam à nossa vibração. Sabem quando estamos

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estressados ou deprimidos e agem como esponjas, retirando todos os sentimentos que estão nos
fazendo mal. Veja o caso do papagaio Peter. Georgia, sua dona, veio falar comigo porque ele começou a
bicá-la e ela percebeu que isso acontecia sempre que seu namorado estava por perto. Quando me
comuniquei com o papagaio, porém, ele me contou uma história diferente. Disse que Georgia ficava
triste e estressada toda vez que estava com o namorado. E a bicava porque os papagaios fazem isso
àqueles a quem amam para alertá-los quando estão perigo e assim protegê-los. Quando expliquei isso,
ela ficou chocada e não quis acreditar. Mas, depois, enquanto conversávamos, começou a perceber que
estava muito infeliz naquela relação. Negava sentimentos por medo de ter mais um relacionamento
fracassado.

Três semanas depois, veio me visitar e trouxe o papagaio. Disse que ele estava mais feliz, assim como
ela, pois havia terminado o namoro e se sentia muito bem.

O chacra do plexo solar é onde a energia é captada e direcionada para o resto do corpo. As glândulas
e os órgãos encontrados nesse chacra são o estômago, o fígado, o baço e o pâncreas, que também
enviam energia às outras partes do corpo.

Manifestações da Energia Bloqueada

Todos os traumas e eventos que acontecem aos três anos de idade se manifestam mais tarde na
forma de sensação de impotência, especialmente na área em que o choque se deu. Se alguém passou
por um terremoto quando tinha três anos, por exemplo, sempre se sentirá impotente no lugar em que
isso aconteceu. Se nossos pais se divorciaram nessa época, sentimo-nos impotentes perante o amor.
Se houve uma mudança de residência, vamos nos sentir sempre impotentes diante de novas situações
ou condições de vida, e assim por diante.

Quem sofre de alergia deve tentar se lembrar ou se informar sobre o que aconteceu que o fez
sentir-se impotente, e quais as condições do ambiente ou mesmo quais os alimentos presentes na
situação. Tom, por exemplo, estava dirigindo em uma estrada escorregadia após uma chuva forte
quando perdeu o controle da direção e bateu em uma árvore. Depois disso, começou a ter alergia a
pólen. Terri estava comendo pipoca no cinema quando um homem sentado atrás dela tentou apalpá-la.
Ela passou a ter alergia a milho. O caso de Phil também ilustra bem isso. Estava comendo lagosta com
sua namorada em um restaurante quando ela terminou o relacionamento. Tornou-se alérgico a
crustáceos e peixes.

Quando descobrimos o primeiro incidente com a alergia, podemos curá-la vivenciando novamente a
cena e sentindo as emoções que surgem.

Emoções Relacionadas

• Raiva

• Desesperança

• Desespero

• Sensação de impotência

• Sensação de fracasso

• Depressão

• Pessimismo

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• Sentir-se desencorajado

• Desânimo

• Apatia

• Sensação de bloqueio e de impedimento

• Sentir-se derrotado

• Frustração

Possíveis Áreas com Problemas Causados pelo Bloqueio Prolongado da Energia

• Fígado

• Estômago

• Pâncreas

• Vesícula biliar

• Baço

• Diabete

• Hipoglicemia

• Alergia

• Parte central da coluna

• Joelhos, pernas, pés ou tomozelos

Perguntas que Devemos nos Fazer

HOUVE ALGUM TRAUMA EM SUA VIDA QUANDO TINHA TRÊS ANOS? Mudou de residência?
Alguém morreu? Algum de seus irmãos ou irmãs nasceu nessa época?

Presenciou desastres naturais ou calamidades? Sofreu algum acidente? Seus pais saíram de casa por
algum motivo, mesmo que em férias? Como era a situação de trabalho deles? Ficou doente? Teve de
ser levado ao hospital? Fez alguma viagem? Qualquer tipo de trauma nessa idade surge mais tarde na
forma de sensação de impotência diante do que o causou.

Veja o exemplo de Gail. É a filha mais velha de uma família tradicional, em que o pai era a autoridade
máxima. Ele desejava ter muitos filhos homens e, quando ela nasceu, ficou desapontado. Mas, quando
tinha três anos, sua mãe deu à luz um menino, para a alegria do pai. Gail sentiu imediatamente uma
mudança em suas atitudes e percebeu que ele gostava mais de seu irmão. Quando ela tinha doze anos,
sua mãe morreu. Mas esses sentimentos só emergiram quando estava casada e tinha um filho.
Trabalhava em uma empresa de produtos químicos, onde a maioria dos empregados era homem e, de
repente, começou a sentir que não agradava a seu chefe. Teve medo de perder seu cargo para um
rapaz que estava na empresa fazia seis meses. Somente quando conversamos e ela se lembrou de seu
passado é que entendeu a ligação. Os sentimentos eram os mesmos. Quando seu irmão nasceu, ela se
sentiu menos valorizada por ser menina. Jamais conseguiu ter do pai o mesmo apoio que o irmão tinha.
43
E seu chefe lembrava seu pai. Como trabalhava em uma empresa onde todos eram homens, sentia-se
impotente e colocada de lado. Analisando seu passado, ela entendeu que havia reprimido seu lado
feminino, para agir como homem, pensando que assim teria a aprovação do pai. Quando percebeu isso,
deixou a empresa. Não desejava mais reprimir-se ou provar que era tão boa quanto um homem
trabalhando em uma área predominantemente masculina.

ANALISE SUA VIDA HOJE. EXISTEM ÁREAS EM QUE SE SENTE IMPOTENTE? OBSERVE O
QUE VOCÊ FAZ PARA ADQUIRIR PODER.

Os casos que apresento são meras generalizações para fazê-lo pensar em sua vida e naquilo que faz
para evitar sentir-se impotente.

Pessoas que praticam levantamento de peso, lutam caratê ou se envolvem outras técnicas de
autodefesa de maneira compulsiva sentem-se impotentes fisicamente ou perante o ambiente em que
vivem. Analise sua infância. Era espancado ou ameaçado? Alguém o fazia sentir-se inseguro? Morava
em local perigoso?

Pessoas que passam muito tempo em frente ao espelho, e se preocupam demais com sua roupa, cabelo
etc., sentem-se impotentes diante de seu corpo e sua aparência. Algumas não conseguem sair à rua
sem estar muito bem-vestidas. Também é comum vermos os rapazes usando cabelos longos ou
penteados exóticos. Tentam aparentar ser machões usando piercing, tatuagem e maquiagem forte.
Estão, na verdade, tentando disfarçar sua grande sensibilidade.

Quem passa muito tempo estudando, lendo, tentando aprender coisas novas e se aprimorar sente-se
impotente com relação à inteligência. Observe as pessoas ao seu redor e veja quais delas o fazem
sentir-se mentalmente inferior. Ellen, por exemplo, tinha três mestrados, mas não se contentava.
Dizia que era uma eterna estudante. Um de seus diplomas era na área de trabalho social. Quando
analizou isso, descobriu o motivo de sua compulsão para os estudos. Enquanto estava vivo, seu pai não
cansava de lhe dizer que era mentalmente inferior por ser mulher. Dizia que todos os gênios da
história e homens como Aristóteles, Platão, Newton e Einstein. Ela nunca teve apoio. Mas, em vez de
se sentir impotente diante do preconceito, reagiu à emoção estudando e aprendendo cada vez mais.

JÁ TEVE PROBLEMAS COM A LEI, COM O GOVERNO OU COM GRANDES INSTITUIÇÕES?

A lei, o governo e as grandes instituições normalmente representam alguma figura de referência em


nossa infância, como nosso pai ou alguém que o representava. Já atendi diversas pessoas com
dificuldade desse tipo. Amam tanto seus pais que atraem problemas com instituições governamentais
ou de grande porte, pois fácil sentirem-se impotentes diante da lei do que da figura paterna.

Analise coisas simples em sua vida, como ser parado por um guarda de trânsito. Tente se lembrar o
que estava pensando ou o que havia acontecido alguns minutos antes. Provavelmente algo que lhe
trouxe uma sensação de impotência e fez com que tivesse problemas ou uma multa de trânsito para
parar e perceber a emoção.

Veja um exemplo: Jeffrey foi parado por um policial de trânsito e recebeu uma multa por ultrapassar
a velocidade permitida. Ficou muito zangado, pois sabia que não merecia ser multado. Estava dirigindo
à mesma velocidade que os outros motoristas ao seu redor, mas nenhum deles foi parado. Quando
conversamos, ao identificar e sentir a emoção, percebeu que era a mesma que tinha em relação a seu
chefe. E me ligou algum tempo depois para contar o que aconteceu então. Após perceber suas
emoções, voltou ao escritório, e as atitudes de seu chefe mudaram completamente. Jeffrey passou a
tratá-lo melhor sem que seu chefe tivesse dito nada. O simples fato de acessar e sentir suas
emoções já modificou a situação em seu trabalho, o que lhe causou muita surpresa. Algum tempo
depois, teve mais uma prova de que sua vida havia mudado. Quando foi recorrer da multa que havia
recebido, o juiz o isentou do pagamento.

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VOCÊ TEM DEPRESSÃO?

Quem sofre de depressão não se permite sentir suas emoções e elas ficam tão reprimidas que
acabam afetando sua qualidade de vida. Analise seus sentimentos e verifique por que os ignora.
Sente-se impotente diante deles? A impotência perante os sentimentos é um traço genético
reforçado por nossos pais enquanto crescemos ao nos incutirem medo de senti-las. Analise sua
infância e veja como isso ocorria. O que seus pais diziam ou faziam a ponto de lhe causar esse medo?
Alguém em sua família era muito emotivo ou instável?

COMO VOCÊ LIDA COM A RAIVA?

O que faz quando está zangado? O que seus pais faziam quando ficavam com raiva? Você reage da
mesma maneira que eles ou faz justamente o contrário para evitar a dor que a raiva deles causava?

Os pais de Ira, por exemplo, sempre gritavam quando estavam zangados. Ele odiava isso. Era um
garoto muito inteligente e se tornou médico. Mas nunca gritava e era muito suave ao falar. Tanto que
as pessoas tinham de ficar próximas dele para ouví-lo bem ou pedir-lhe que repetisse o que havia dito.
Em seu subconsciente, ele sentia que tinha mais poder ao manipular as pessoas por meio da voz.

Aprendeu também a racionalizar a raiva, enterrando-a em vez de sentí-la. Quando tinha 65 anos, teve
câncer de fígado e morreu. Veja mais detalhes de como se pode sentir a raiva no capítulo 13.

SENTE-SE FRUSTRADO?

Frustração, normalmente, significa que nos sentimos impotentes diante de algo. Observe o que ocorre
em sua vida e identifique as situações que o fazem sentir-se frustrado.

Jodi, por exemplo, estava sempre atrasada. Quando sua chefe pediu que começasse a chegar no
horário, passou a se esforçar mais para não se atrasar, mas não conseguia. Mesmo que se levantasse e
fizesse tudo mais cedo, algo sempre a fazia chegar tarde. Ficou frustrada em não conseguir mudar o
hábito. Ao conversarmos, ela descobriu o motivo. Quando era criança, dava trabalho à sua mãe para
se levantar e ir para a escola. Analisando isso, percebeu que era a única maneira de ter algum poder
sobre ela. Sua chefe era parecida com sua mãe, pois não ouvia sugestões e também a fazia se sentir
impotente. Atrasar-se, então, era sua maneira de tentar ter poder sobre ela, como tentava com sua
mãe.

SUSAN KERR

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8. O CHACRA
CARDÍACO
ZONA 4
(COR:AZUL)

Idade de Desenvolvimento

4 anos.

Tema

Todas as emoções relacionadas ao amor.

O Chacra

Aos quatro anos, a criança descobre o que é o amor no ambiente em que vive e em seu lar. Aprende
com seus pais a amar, percebe como eles interagem e amam um ao outro e o quanto é amada.

Analise os primeiros oito anos de sua vida e tente se lembrar de como seus pais se amavam e como lhe
davam amor. Descobrirá o que aprendeu. Se gostou do exemplo deles, provavelmente seguirá o mesmo
caminho. Mas se sentiu que não havia amor suficiente, sua reação será tentar algo diferente.

Espiritualmente, sabemos que o amor é que mantém a vida.

E queremos aprender como é sermos amados e como é não ser. Sabemos também que, quanto mais
amamos, melhor vivemos. Não é de surpreender que o chacra cardíaco esteja relacionado ao coração e
aos pulmões, que são os principais órgãos de manutenção da vida.

Além deles, o timo, relacionado ao sistema imune do corpo, também está associado a este chacra. É
interessante notar que, quando o organismo é invadido por um germe ou corpo estranho, o sistema
imune entra em ação para expeli-lo. O sistema de energia é o primeiro a detectar essa invasão em
nível emocional. Se você analisar os momentos em que teve alguma infecção ou virose, vai perceber
que alguém ou alguma coisa estava invadindo o seu espaço. Pode ter sido um estranho que agiu de
maneira hostil, alguém de seu relacioomento que tentava controlá-lo, um chefe que acompanhava de
perto todos os seus passos no trabalho, alguma situação que requer muita atenção ou muitas coisas
acontecendo ao mesmo tempo e dispersando sua mente.

Manifestações da Energia Bloqueada

Todos os tipos de trauma ocorridos durante essa fase se manifestam em problemas relacionados ao
amor e aos relacionamentos.

EMOÇÕES

• Amor por si mesmo

• Compaixão (e amor pelas outras pessoas)

• Gratidão

• Sensação de abandono

• Traição

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• Rejeição

• Alegria

• Tristeza

• Desejo

• Desconfiança

• Ânsia/vontade

• Amor não-correspondido

• A dor de magoar quem amamos

Possíveis Problemas de Saúde Decorrentes do Bloqueio Prolongado da Energia

• Pulmões

• Coração

• Sangue ou veias

• Parte superior da coluna

• Sistema imune

Perguntas que Devemos nos Fazer

SOFREU ALGUM TRAUMA AOS QUATRO ANOS DE IDADE?

Mudou de residência? Alguém morreu? Algum de seus irmãos ou irmãs nasceu nessa época?
Presenciou desastres naturais ou calamidades? Sofreu algum acidente? Seus pais saíram de casa por
algum motivo, mesmo que em férias? Eles brigaram ou se divorciaram? Você ou alguém na família ficou
doente? Fez alguma viagem ou presenciou algum acontecimento chocante? Qualquer tipo de trauma
nessa idade afeta mais tarde os relacionamentos e a maneira como amamos ou somos amados.

SEUS PAIS SE AMAVAM?

A maneira como nossos pais se tratavam nos ensinou a amar. Havia respeito entre eles? Tratavam-se
mal? Comunicavam-se bem? Eram carinhosos? Havia generosidade, abnegação, sacrifício,
comprometimento e responsabilidade no relacionamento? Eram felizes, deprimidos, amargos ou se
culpavam pelos acontecimentos? Passavam bastante tempo juntos, procuravam a companhia um do
outro ou estavam sempre fora com outras pessoas?

QUANTO AMOR VOCÊ RECEBEU DURANTE A INFÂNCIA?

Inconscientemente, queremos ser amados pelas pessoas da mesma maneira que nossos pais nos
amavam. Seus pais o tratavam com respeito ou o maltratavam? Tratavam-no como igual? Eles o
ouviam? Eram carinhosos? Eram generosos, egoístas ou se sacrificavam por você? Demonstravam
responsabilidade e se preocupavam? Faziam com que se sentisse especial? Passavam bastante tempo
com você? Ficavam felizes em estar na sua companhia?

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SEUS PAIS SE DIVORCIARAM?

Quando isso acontece, nosso conceito de amor se torna confuso. Divórcio significa que a maneira que
nossos pais se amavam não funcionou. E isso nos ensina que o amor fere e que sempre acaba em
fracasso. Daí, como o modelo que seguimos não funcionou não sabemos que tipo de amor procurar.

Trabalhando com meus clientes, percebi que se os pais nunca trabalharam as emoções que causaram o
divórcio, os filhos provavelmente também não vão fazê-lo. Ao se divorciarem um do outro, divorciam-
se dos filhos. É um processo doloroso para todos e traz a sensação de morte da família e do
aprendizado do amor. É necessário um período de luto, em que todas as emoções devem ser sentidas,
incluindo a rejeição, a sensação de abandono, de fracasso ou de traição.

SEUS PAIS TIVERAM UM CASAMENTO BEM-SUCEDIDO, MAS VOCÊ PROBLEMAS DE


RELACIONAMENTO?

Se nossos pais tiveram um casamento estável, a tendência é de termos bons relacionamentos também.
Mas às vezes as aparências se enganam. O fato de duas pessoas estarem juntas há muito tempo, não
brigarem, serem responsáveis, atenciosas e dedicadas uma com a outra não significa que tenham um
bom relacionamento. Pode parecer ser um casamento estável mas não ser. Se você foge do amor, da
intimidade ou tem problemas de relacionamento, isso indica que havia alguma coisa errada no
casamento de seus pais. Normalmente o que existe é muita dor reprimida. Seu subconsciente se
lembra dela, impedindo-o de ter relacionamentos satisfatórios. Se seus pais escondiam as emoções,
você provavelmente aprendeu a fazer isso também.

Bill e Alice Leonard foram casados durante 42 anos e tiveram três filhos. Todos diziam que eles
tinham um bom relacionamento, mas ele morreu de ataque cardíaco, e isso abalou toda a família.
Ângela, a filha mais velha, está em seu terceiro casamento. Doug, o filho do meio, está no segundo, e
Jonathan, o mais novo, nunca se casou. É um exemplo de casamento precário que teve efeito sobre as
cnanças.

ALGUM DOS PAIS TINHA RELACIONAMENTOS EXTRA CONJUGAIS?

Se um deles fazia isso e não trabalhou as emoções envolvidas, há possibilidade de que você não
consiga ser fiel ou se envolva com pessoas que não sejam fiéis. Espiritualmente, a traição é uma
experiência muito dolorosa. Mesmo em relacionamentos abertos, em que existe permissão explícita
para que os dois se relacionem com terceiros, no íntimo você sente essa dor. Quem tem o hábito de
trair só consegue parar quando sente o sofrimento que causa a quem ama.

VOCÊ ESTABELECE RELACIONAMENTOS EM QUE HÁ TERCEIROS ENVOLVIDOS?

Aqueles com quem se relaciona passam mais tempo ocupados com outras pessoas do que com você?
Existe algum(a) amante, um(a) ex - mesmo morto(a), alguém da famíia, um filho ou um amigo que ocupe
mais tempo? Se isso acontece, analise seus oito primeiros anos e vida e a maneira como seus pais lhe
davam amor. Alguma coisa o fez aprender a aceitar um relacionamento desse tipo. Seu pai ou sua mãe
brincavam mais com algum de seus irmãos? Passavam mais tempo com a própria família ou com amigos
do que com você? Isso o fazia se sentir relegado a segundo plano?

Veja o exemplo de Jim, que reclamava do fato de sua esposa passar muito tempo com a família.
Sentia-se colocado de lado, especialmente quando alguma coisa acontecia, e ela pedia ajuda somente a
eles. Quando conversamos, ele percebeu que tinha aprendido a ter esse tipo de relacionamento com
sua mãe. Seu pai era um homem severo e rígido. Sempre que tinha algum problema, com a mãe
recorria à família para ajudá-la e confortá-la, pois não recebia amor e apoio suficientes do marido.
Jim entendeu que, em nível subconsciente, induzia sua esposa a fazer o mesmo, pois não sabia dar-lhe
o apoio de que precisava. Não havia aprendido a fazer isso. Começou a chorar. Sentiu toda a falta de

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carinho e a dor de infância. Depois disso, seu relacionamento mudou e os dois ficar bem mais
próximos.

A PESSOA COM QUEM SE RELACIONA TEM SENTIMENTOS QUE NÃO DIVIDE COM VOCÊ?

Tente se lembrar de como seus pais se amavam. Era um tão forte que você se sentia excluído?

Um deles perdeu alguém, antes de se casar novamente, sem ter trabalhado essas emoções? Eles
tinham outros filhos? Se fecharam o coração para não sentir dor, você pode ter captado isso como
falta de amor por você. E hoje atrai pessoas que o amam, mas que mantêm uma parte de seus
sentimentos para mais alguém. Se esse é o tipo de amor que aprendeu a sentir, também é o que vai
procurar.

Lila se casou com Gil, que perdeu sua primeira esposa ela ainda era jovem, vítima de câncer no seio.
Quando se Lila sabia que ele ainda nutria sentimentos pela outra. Tinha fotografias dela pela casa
toda. No início, achou que poderia fazê-lo feliz e que ele se esqueceria do passado, mas três anos
depois nada havia mudado. Parecia haver um fantasma entre os dois. Então ela veio falar comigo.
Perguntei se algum de seus pais havia tido alguém antes de se casar. Ela disse que seu pai já tinha
sido casado e que sua ex-esposa ainda estava viva. Sabia disso porque toda vez que ele ligava para ela,
sua mãe reclamava. E, ao dizer isso, entendeu a conexão com sua vida. Percebeu que se sentia
rejeitada pelo pai, pois algo lhe dizia que ele amava mais a outra esposa do que a ela mesma ou à sua
mãe. E acabou tendo o mesmo problema. Sentia que o marido amava mais a esposa falecida do que a
ela. Começou a chorar e a curar a velha ferida. Telefonou na semana seguinte para me contar o que
aconteceu. Não comentou com o marido que havia conversado comigo, mas três dias depois o viu pegar
todas as fotos da falecida e guardar em uma caixa. Quando perguntou por que estava fazendo aquilo,
ele explicou que era hora de esquecer o passado e seguir em frente.

RECEBE APOIO DELE(A)?

Quando era criança e reclamava de alguém para seus pais, como eles reagiam? Ouviam, acreditavam
em você e tentavam ajudar ou se colocavam do outro lado, tentando explicar de maneira lógica as
atitudes da pessoa? Ou diziam que você merecia o que tinha acontecido? Seu marido ou esposa faz a
mesma coisa hoje?

HOUVE ALGUÉM DOENTE OU COM PROBLEMAS DE DEFICIÊNCIA FÍSICA EM SUA FAMÍLIA


QUANDO ERA CRIANÇA?

Nesse caso, devemos observar qual é o nosso papel nos relacionamentos que temos hoje. Se tivemos
algum desses casos em nossa família, devemos tentar entender como isso afetou nossa maneira de
amar.

Se você cresceu com alguém deficiente, pode ter tendência a cuidar das pessoas. Sente que recebeu
menos atenção na infância por causa disso? Ainda tem ressentimento ou ciúme por achar que era
menos amado? Ou isso o tornou mais sensível às necessidades alheias?

O fato de haver alguém doente ou com dificuldade de locomoção fez com que você tivesse mais
responsabilidade? Pense em seus relacionamentos hoje. Acumula mais tarefas ou responsabilidades do
que seu par?

É apaixonado por alguém que está sempre doente? Tente se lembrar se havia alguém doente em sua
casa durante sua infância. Se cresceu com esse problema na família, inconscientemente acabará
atraindo pessoas com esse perfil. Nós as atraímos espiritualmente mesmo que no início não
percebamos as doenças delas.

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O pai de Joanna, por exemplo, sofria do coração. Ela se lembra das várias vezes em que tiveram de
levá-lo às pressas ao hospital. Ele morreu quando ela tinha vinte anos. Depois que se casou, Joanna
descobriu que o marido sofria de diabete desde jovem. Ele disse que não conseguiu contar antes.
Visto que amar alguém doente era normal para ela, nunca se arrependeu de ter se casado, mesmo
quando ele faleceu com apenas quarenta anos de idade.

UM DE SEUS PAIS TINHA DISTÚRBIOS EMOCIONAL, FÍSICO, SEXUAL, OU ERA DEPENDENTE


QUÍMICO?

Quem aprende a ter esse tipo de amor na infância tem uma vida difícil pela frente. Ao se tornar
adulto, seguirá o padrão. E muito difícil modificá-lo, pois está enraizado na alma. Quem tem esse
problema tende a se punir com muita intensidade. Mas os que conseguem superar as dificuldades e
sentir todas as emoções envolvidas tornam-se extremamente caridosos e espiritualizados.

Como nesses casos há um número muito grande de emoções a serem trabalhadas, recomendo
tratamento terapêutico profissional, que também não é fácil e envolve muita dor e medo. Treinar-se
para não reagir aos sentimentos ou à dependência requer bastante determinação, paciência e ajuda
médica.

O AMOR QUE RECEBEU DURANTE SUA INFÂNCIA ERA ESTÁVEL OU DEPENDIA DAS
CIRCUNSTÂNCIAS?

Que tipo de amor você recebe hoje? É um sentimento confiável, calmo e estável ou vocês estão
sempre discutindo e criando situações difíceis? Você ou seu par têm tendências autodestrutivas e se
colocam em situações de perigo? Isso pode ocorrer por motivo de doença, dinheiro etc. Observe sua
vida. Quando as coisas estão calmas, procura motivos para torná-las mais complicadas? Se foi criado
em um ambiente instável, você vai procurar o mesmo tipo de relacionamento que teve durante a
infância.

UM DE SEUS PAIS VIAJAVA MUITO OU MORAVA EM OUTRA CASA?

Quem passa por essa experiência aprende a amar a distância.

Algumas pessoas não se incomodam em ficar longe por algum tempo.

Mas há também o lado oposto. Se estar longe da pessoa que ama o incomoda muito, analise sua
infância e veja o que acontecia. Seu pai ou sua mãe podem ter deixado a família, de uma maneira que
causou muita dor. Ou você pode ter ido morar em outro lugar.

Também já vi casos em que uma pessoa viaja e a outra fica sozinha e sofre algum tipo de trauma,
sentindo-se então desprotegida e abandonada.

Um caso: quando Esther tinha quatro anos, seus pais viajaram para a Europa e a deixaram com os
avós. Durante esse tempo, foi picada por uma abelha e teve uma forte reação alérgica. Depois disso,
sempre que se sentia abandonada, tinha crises de alergia. Pensava que era apenas um caso de
hipersensibilidade, até o dia em que percebeu a conexão entre seu padrão-semente e a sensação de
abandono. Ao sentir as emoções e se conscientizar do que havia acontecido, deixou de ter alergia.

VOCÊ RECEBIA MUITO CARINHO? SEUS PAIS O TOCAVAM E ABRAÇAVAM SEMPRE? OU ERAM
MAIS DISTANTES E RESERVADOS?

Está satisfeito com a quantidade de carinho que recebe hoje?

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Se não, analise seu passado e vai perceber que seu companheiro hoje lhe dá o mesmo tipo de atenção
que seus pais lhe davam. Mas, se eles eram muito mais carinhosos, tente identificar algum
acontecimento negativo da infância que possa estar causando a falta de amor e carinho em sua vida no
presente. Lembre-se de que seu subconsciente diz às pessoas que não lhe dêem carinho. Se houver
alguma dor antiga concernente a toque físico, você não se permite ser acariciado.

SUSAN KERR

51
9. O CHACRA
LARÍNGEO
ZONA 5
(COR:VERDE)

Idade de Desenvolvimento

Cinco anos.

Tema

O chacra laríngeo diz respeito à consciência do Eu nos relacionamentos. Aos cinco anos, a criança se
torna consciente de si mesma perante as pessoas, a família e os amigos. Aprende a se comunicar e a
se expressar. Começa a perceber como as pessoas mais próximas a tratam e se gostam dela ou não.
Por intermédio das atitudes delas, começa a desenvolver as suas próprias. É nesta fase que a criança
desenvolve a auto-estima, e neste chacra ela estabelece "quem é" perante o mundo.

O Chacra

O chacra laríngeo é o nosso centro de auto-conhecimento e onde se desenvolvem a inteligência e a


criatividade e se dá o início de aprendizado. Então começamos a ter consciência de certo e errado e
noção de integridade.

A glândula associada a este chacra é a tireóide, que controla o metabolismo e a maneira como o corpo
utiliza a energia. Seu funcionamento está associado à opinião que temos a nosso próprio respeito. O
corpo de quem tem boa auto-estima utiliza adequadamente a energia e tem um metabolismo
equilibrado. Já uma baixa auto-estima causa diversos problemas.

Manifestação da Energia Bloqueada

Traumas nessa idade se manifestam por problemas relacionados a:

• Comunicação

• Expressão por meio da criatividade, da inteligência e talentos

• Relacionamento com as pessoas mais próximas

• Dificuldades de fala ou de audição

• Auto-estima

• Integridade

• Dificuldade de aprendizado

Emoções

• Inveja

• Aprovação/desaprovação

• Ser criticado/criticar

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• Sentir-se inteligente/néscio

• Sentir-se inferiorizado

• Ser simpático/maldoso

• Ser ofendido/ofender

• Ser ignorado

• Ser mal-interpretado

• Relativas à integridade:

• Bondade/maldade

• Honestidade/mentira

• Enganar/ser enganado

• Roubar/ser roubado

Possíveis Problemas de Saúde Causados pelo Bloqueio Prolongado da Energia

• Problemas de tireóide

• Dificuldade de aprendizado

• Problemas de garganta

• Dificuldade de fala

• Dificuldade de audição

• Problemas nos ouvidos (em geral)

• Doenças na laringe e no esôfago

• Problemas de fístula

• Problemas na área do pescoço

• Problemas com ombros, braços, cotovelos, pulsos e mãos.

Perguntas que Devemos nos Fazer

Tente se recordar de todos os acontecimentos diferentes, marcantes ou traumáticos em sua vida aos
cinco anos de idade. Alguma coisa diferente aconteceu em sua família, como mudança de residência,
morte, doença, acidente ou tragédia? Se aconteceu, veja como o fato o afetou nos itens da lista
mencionada anteriormente.

Quando Arthur tinha cinco anos, sua mãe ficou doente e seu pai o levou para uma escola paroquial,
sem dar muitas explicações sobre o que estava acontecendo. Ele acabou se enturmando com cinco

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garotos bastante indisciplinados. Não aprendeu a se expressar nem a se defender. Sempre escolhia
colegas que se comportavam mal e que não o respeitavam. Quando era maltratado, não conseguia
reagir ou tomar uma atitude. Odiava seu pai por tê-lo enviado ao colégio interno sem lhe dar
explicações. Somente quando se permitiu sentir toda a dor que isso lhe causou é que começou a se
expressar adequadamente, a perceber suas necessidades e a ter amigos mais atenciosos.

VOCÊ COMEÇOU A FREQÜENTAR A ESCOLA AOS CINCO ANOS?

Quando a criança começa a ir para a escola, ela interpretou essa experiência espiritualmente como
abandono, principalmente se a mãe não trabalha e fica em casa nesse período. Ao ser privado de
carinho e companhia, a criança pode ter os problemas mencionados no início do capítulo.

ALGUMA COISA MARCANTE ACONTECEU COM VOCÊ NA ESCOLA DURANTE ESSA FASE?

Tente se lembrar. Se algo ocorreu, qual padrão pode ter se estabelecido em seu subconsciente? E
qual efeito teve em sua fase adulta?

Um dia, quando Ellen tinha cinco anos e estava no jardim-de-infância, levou dinheiro para a escola em
sua mochila. No horário do lanche, foi pegá-la, mas não o encontrou. Seu colega Tommy apareceu
sacudindo a nota na sua frente para mo tinha pegado o dinheiro e quis provocá-la, dizendo para ir
atrás dele se tivesse coragem. Ela foi pedir ajuda à professora, simplesmente acariciou seus cabelos
e lhe disse que ela teria de resolver a questão sozinha. Depois de adulta, Ellen abriu seu próprio
negócio.

Um dia, descobriu que um dos empregados a estava roubando. Foi até a polícia, mas lhe disseram que
não podiam ajudar porque ela não tinha provas. O incidente no jardim-de-infância ensinou a Ellen que
as pessoas podiam roubá-la e sair ilesas e que não adiantava pedir ajuda .

COMO SUA FAMÍLIA REAGIA AOS PROBLEMAS?

Falavam abertamente sobre eles ou tudo era escondido e resolvido em sigilo? As questões emocionais
eram tratadas da mesma maneira que as situações materiais? Em circunstâncias mais complicadas,
sua família procurava a ajuda de pessoas de fora? Como você trata seus problemas hoje? Segue o
mesmo padrão?

COMO SEUS PAIS REAGIAM A SEUS PROBLEMAS?

Seus pais lhe davam apoio? Ajudavam quando tinha algum problema? E hoje, como as pessoas reagem
diante de suas dificuldades? Consegue falar com elas e pedir ajuda? Ou espera que alguém perceba o
que está acontecendo e leia seus pensamentos? Quando ninguém nota que você está com um problema,
fica desapontado, imaginando que, se o amassem de verdade, perceberiam? Ou tenta resolver seus
problemas sozinho por achar que não adianta pedir ajuda?

SEUS PAIS LHE DAVAM ATENÇÃO QUANDO VOCÊ FALAVA COM ELES?

A atenção deles se concentrava em você ou pareciam estar ocupados com outras coisas? As pessoas o
ouvem hoje?

Um dia, uma mulher veio à minha livraria com sua filha pequena para comprar um livro de medicina
alternativa para uma amiga que estava com câncer. Quando ia me explicar o que queria, a criança
começou a fazer barulho. Peguei alguns brinquedos que guardava na loja para essas ocasiões e a
menina foi brincar com eles. Quando a mãe começou a falar novamente, a criança começou a gritar.
Percebi que a mulher estava no meio de uma lição espiritual importante e que estava tentando
esconder sua raiva. Perguntei-lhe se podia verificar o que estava acontecendo em seu interior e ela
concordou. Enquanto isso, sua filha agarrava suas pernas e fazia um grande estardalhaço. Perguntei à
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mulher o que sentia quando a filha se comportava dessa maneira. Respondeu que sentia muita raiva e
que ficava infeliz porque nunca tinha tempo para si mesma. A criança exigia sua atenção em tempo
integral. Pedi-lhe que fechasse os olhos, se concentrasse naquelas emoções e a fui guiando no
processo. Assim que a mãe começou a liberar suas emoções, menina voltou para onde estavam os
brinquedos, sentou-se e finalmente começou a brincar. Comentei o fato e pedi que se lembrasse de
alguma situação parecida que tivesse vivido em sua infância. Ela se concentrou e então começou a
chorar. Lembrou-se de que sua mãe falava durante horas ao telefone com as amigas e que e se sentia
abandonada. Um dia não conseguiu se controlar e teve um acesso de raiva enquanto a mãe conversava.
Foi castigada e outras coisas horríveis.

- Que idade você tinha quando isso aconteceu? - perguntei.

- Devia ter uns cinco anos - ela disse.

- E quantos anos tem sua filha? - eu perguntei.

- Cinco - ela respondeu.

Pedi-lhe que começasse a observar as reações da filh que estava brincando tranqüilamente. Expliquei
que as crianças são sensíveis à nossa energia. Quando têm reações daquelas é porque estão sentindo a
instabilidade de nossos sentimentos bloqueados. Disse ainda que, se prestasse atenção às suas
energias, que as liberasse antes de reagir à agitação da filha, não haveria mais problemas.

SEUS PAIS ERAM MUITO SEVEROS OU EXIGENTES? FORÇAVA-NO A SEGUIR SUAS REGRAS?

Havia muitas regras em sua casa? Você tinha liberdade de se expressar ou tinha de se moldar aos
padrões?

Qual era o castigo quando não os seguia? Alguém batia em você ou o mandava para o seu quarto? Ou a
punição era emocional? Passavam a tratá-lo com frieza? Diziam palavras rudes ou insultos? Deixavam
de falar com você?

Se seus pais o reprimiam ou eram muito exigentes, como você compensava esse problema? Ia mal na
escola? Aprendeu a deixar de ouvi-los desenvolvendo problemas de audição ou dificuldades de
aprendizado? Tentava se rebelar ou fugir?

E como você é hoje? Ainda segue inconscientemente as regras deles e se pune por não ser como
desejavam?

Uma senhora me contou um dia que seu neto tinha dificuldade de aprendizado. Estava muito triste
porque seu filho, o pai da criança, não estava ajudando muito. Trabalhava o dia todo e não tinha tempo
para ele. Pedi-lhe que descrevesse seus sentimentos em relação à situação. Disse-me que não se
achava uma boa mãe. Seu filho nunca a ouvia. Perguntei então como eram os pais dela e como a
tratavam quando criança. Explicou que tinham vindo da Europa e não eram atenciosos com ela. Não
tinham tempo para ouvi-la porque estavam o tempo todo trabalhando para melhorar seu padrão de
vida. Quando teve um filho, tentou agir de maneira diferente e estar disponível para ele sempre que
precisasse.

Trabalhamos um pouco mais seus sentimentos, e expliquei-lhe que nos quatro casos as emoções eram
visivelmente as mesmas e haviam se transformado em um problema físico. Os pais dela não a ouviam
nem conversavam com ela, que acabou não percebendo suas emoções. Em vez disso, tentou polarizá-las
conversando muito com seu filho, que se sentia sufocado e começou a não prestar mais atenção a ela
nem a seu próprio filho mais tarde. A criança transformou toda aquela emoção reprimida em uma
dificuldade física de audição. Não compreendia os sons corretamente. Por meio da dificuldade de
aprendizado, o neto encontrou um meio de receber mais atenção.
55
SEUS PAIS O REPRIMIAM PELA VOZ, POR ATITUDES OU PELA PRESENÇA FÍSICA?

Seu pai ou sua mãe o assustavam com seu tamanho, comportamento ou voz? Você tinha medo de falar
com eles? Se sofre de gagueira ou tem problemas de fala, tente se lembrar se era reprimido quando
criança.

ALGUÉM O USAVA PARA CHAMAR A ATENÇÃO?

Seu pai ou sua mãe gostavam de ser o centro das atenções? Nas reuniões de família quem se
sobressaía? Sentia-se usado por alguém que quisesse chamar a atenção? Tinha medo de falar na
frente das pessoas? Sentia-se colocado contra a parede, humilhado ou envergonhado? Ou era
ignorado e posto de lado?

E hoje, quem se sobressai? Você aprendeu a agir como eles?

Ou faz justamente o contrário, por achar que isso causa muita dor às pessoas?

TINHA O DIREITO DE EXPRESSAR SUAS OPINIÕES?

Podia expressá-las abertamente ou era preciso seguir algumas regras? Para serem aceitas, suas
idéias tinham de ser lógicas, científicas, isentas de emoção, criativas, apresentadas discretamente de
alguma maneira específica? Caso contrário, eram rejeitadas transformavam em motivo de chacota?

SEUS PAIS O CONSIDERAVAM INTELIGENTE?

Você se sentia inteligente quando criança? Havia competição entre irmãos com relação ao rendimento
escolar? Era valor era desprezado por seu nível de inteligência? Quais eram os da família sobre
educação? Homens eram considerados mais inteligentes que mulheres? Achava-se que o lugar delas
era em casa? Como tudo isso o afetou? Subestima sua inteligência e por isso: está sempre estudando,
lendo, começando cursos novos e se atualizando com notícias e acontecimentos no mundo?

SEUS PAIS o PRESSIONAVAM PARA ESTUDAR E SER MAIS INTELIGENTE?

Eles o faziam achar que não era inteligente o suficiente? Hoje você tem problemas de auto-estima?
Tem de se esforçar muito para conseguir as coisas que deseja? Sente que tem tarefas difíceis
demais para cumprir?

COMO ERA O RELACIONAMENTO ENTRE OS MEMBROS DE SUA FAMÍLIA?

Eram ensinados a se respeitar? Ou havia permissão para se maltratarem emocionalmente e rirem um


do outro?

Aprendeu a pensar que só se deve confiar em membros da família e excluir as pessoas de fora? Não
confia muito na família de seu marido ou de sua esposa porque não tem o seu "sangue"? Ou se sente
excluído quando está com eles justamente por isso?

As pessoas em sua família eram jogadas umas contra as outras?

As informações eram escondidas para criar discórdia?

Tom tinha dois irmãos um pouco mais velhos que ele. Seu pai era muito exigente e difícil de agradar.
Os três competiam e sabotavam um ao outro para serem notados. Depois de adulto, Tom tinha
dificuldade para se manter nos empregos que arrumava. Todos os seus chefes diziam que ele tinha
problemas com os colegas e que ele não sabia trabalhar em equipe.

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VOCÊ ERA MUITO CRITICADO?

Se tem problemas de tireóide hoje, isso pode ter origem na sua infância. Se criticar e ser criticado
era um comportamento considerado normal em sua família, você tem tendência a repetir o mesmo
padrão.

Pense no que isso pode acarretar em termos de energia. Imagine que você recebe uma carga de
crítica todos os dias. Onde se acumula? Se você não dissipa a energia negativa sentindo e trabalhando
a dor que a crítica causa, ela continua em seu corpo, mais especificamente na tireóide.

Lembra-se de ter a aprovação deles? Como a demonstravam?

Verbalmente, fisicamente ou falando bem de você para os outros e isso acabava chegando aos seus
ouvidos? Recebe apoio e aprovação das pessoas atualmente?

Se não recebia aprovação na infância, como isso afeta sua vida?

Atrai pessoas com as mesmas características que seus pais e que também não aprovam suas atitudes?

AS PESSOAS INTERPRETAM MAL O QUE DIZ?

Você tenta ajudar as pessoas e só recebe ingratidão? Eles interpretam de maneira errada o que você
diz? Se isso acontece tente se lembrar de um momento de sua infância em que tenha sido mal
interpretado.

COMO ERAM TRATADAS AS QUESTÕES MORAIS EM SUA E O QUE ACONTECIA COM OS QUE
MENTIAM OU ROUBAVAM, POR EXEMPLO?

Se sua família tinha valores morais elevados, qual era a punição para quem agia de maneira errada?
Você ainda se pune?

O senso de moralidade e as regras eram tão rígidas? hoje você quase não se diverte? Ou ocorria
justamente o contrário?

As questões morais eram tão ignoradas que hoje você age de maneira oposta para não se parecer com
seus pais? Se for esse o caso, por que o medo de ter as mesmas atitudes?

SEUS PAIS ESTIMULAVAM SUA CRIATIVIDADE E SEU TALENTO?

Aprendeu a expressá-los livremente e a valorizá-los? Ou foi ensinado a reprimir e a ignorar seu


potencial?

Quando usa sua criatividade no trabalho agora, como as pessoas o interpretam? Você é um
profissional de sucesso? Se não for e estiver lutando muito para se manter, tente se lembrar das
atitudes de seus pais em face do trabalho e de você quando tinha cinco anos. Diziam que não
conseguiria sobreviver tornando-se um cantor, pintor, escritor ou exercendo atividades que exigem
criatividade?

SUSAN KERR

57
10. O CHACRA DO
CENTRO DA LUA
ZONA 6 (COR:
ALARANJADA)

Idade de Desenvolvimento

Seis anos.

Tema

O chacra do centro da Lua está ligado à consciência que de nós mesmos perante a sociedade. Aos
cinco anos, a criança a se relacionar com a família e com as pessoas mais próximas. Aos seis, começa a
observar o mundo fora de sua casa e a interagir com os estranhos e com a sociedade. Ao observar as
pessoas, compara-se a elas e estabelece critérios de avaliação delas e de si msma. E a auto-estima,
que começou a se desenvolver aos cinco anos no chacra laríngeo, nessa fase se expande totalmente.

O chacra do centro da Lua está vinculado à nossa função na sociedade, à maneira como seguimos as
regras, à moral, como julgamos e somos julgados, como nos adaptamos a tudo isso e às
responsabilidades que adquirimos. Nessa fase, também se estabelecem as tendências sexuais. Quem
é homossexual começa a perceber nesta idade que é diferente das outras pessoas. O hipotálamo é a
glândula associada a este chacra e uma de suas funções é estabelecer a sexualidade. Recentes
descobertas científicas mostram que os homossexuais têm essa glândula mais desenvolvida.

O Chacra

Ainda há pouca informação sobre o chacra do centro da Lua, mas o considero um dos mais
importantes. É o chacra que evoca a vida, pois está associado à medula, um centro de manutenção do
organismo que controla as batidas do coração e a respiração. Além disso, também está associado a
uma das principais glândulas do corpo, o hipotálamo, que envia à pituitária mensagens do corpo sobre
os hormônios que devem ser produzidos.

Nas religiões orientais, este chacra não é considerado tão importante, mas em meu trabalho pude
observar que ele tem um papel fundamental. Acredito que não seja mencionado pelos gurus orientais
por causa de seu poder. Liberar as energias deste chacra é uma das últimas coisas que as pessoas
fazem antes de atingirem a iluminação. Segundo a filosofia oriental, a iluminação é um estado
absoluto de felicidade obtido por meio da conscientização do poder divino. É quando nos sentimos
unidos a Deus e alcançamos o nível mais alto da existência. Buda, Jesus, Elias, Moisés e Maomé são
alguns dos mestres espirituais que se tornaram iluminados.

Hoje sabemos que o conceito de iluminação está associado à utilização do cérebro. Esta ocorre
quando passamos a utilizar cem por cento de sua capacidade, mas a maioria das pessoas usa apenas
uma pequena parte dela. Acredito que o chacra do centro da Lua seja um instrumento para ativar as
partes do cérebro que não utilizamos e que envolvem o conhecimento da energia subatômica mais
sutil.

O estado mais elevado que se pode atingir durante a meditação é a transcendência, que corresponde
ao estado mais profundo do sono, o delta. É quando o corpo fica receptivo à cura e temos uma grande
sensação de bem-estar. Os cientistas descobriram que a parte traseira inferior do cérebro é ativada
durante o estado delta de sono. E essa parte está ligada ao chacra do centro da Lua.

Em minhas experiências, percebi que este chacra permite conhecimento das energias mais sutis ou
subatômicas. É a porta de entrada para outros mundos e para o acesso ao nosso espírito. Você, nunca
sentiu os pêlos de sua nuca se arrepiando na presença de "fantasmas" e espíritos ou ao ouvir falar de

58
coisas desse tipo? O mundo espiritual ocupa exatamente o mesmo espaço que o mundo físico, mas,
como seus átomos vibram em uma freqüência diferente, não conseguimos vê-lo. Mediante o chacra do
centro da Lua, podemos entrar em contato com esse outro nível.

Quando os espíritos se comunicam comigo, sinto uma onda de amor vindo de meu interior e também ao
meu redor. Às vezes, chego a me arrepiar e tenho a sensação de estar ao mesmo tempo dentro e fora
de meu corpo. Chamo isso de estado de graça. Quando comecei a ter essas experiências, percebi que
somos todos espíritos e ao mesmo tempo seres humanos e que ambos os estados estão em constante
comunicação.

Sempre que penso no chacra do centro da Lua, vem-me à mente a passagem de Adão e Eva na Bíblia. A
história do Jardim do Éden é muito rica em simbolismos. Quando eles comeram a maçã e foram
expulsos do Paraíso, sua primeira emoção foi a vergonha. Sentiram-se envergonhados de sua nudez e
do que haviam feito.

Atendendo pessoas, descobri que a vergonha é a emoção mais difícil de ser trabalhada. Mas também
é uma das mais importantes e de maior carga energética. Ela nos ensina a nos comunicar conosco e a
iniciar o contato com outros níveis e com Deus. Em outras palavras, leva-nos de volta ao Jardim do
Éden e nos faz perceber que existe um campo de energia à nossa volta. Todas as emoções, quando as
sentimos, são sentidas em nosso interior, com exceção da vergonha, que se manifesta também fora do
corpo. Da próxima vez que ficar envengonhado, observe como essa emoção é diferente. Além de se
sentir comprimido por dentro, sua pele fica quente e vermelha. Captar as emoções dentro e fora de
nosso corpo é o primeiro passo no processo de nos tornarmos conscientes de nosso Eu maior ou
espírito.

Desse modo, as emoções do chacra do centro da Lua nos ensinam a entrar em contato com nosso
campo de energia assim como a nos comunicar com o inconsciente profundo. Quando estabelecemos
essa comunicação, passamos a usar nossa intuição, a perceber quais são nossos desejos e entramos
finalmente em contato com Deus. Começamos a acessar também os campos de energia dos seres dos
dois planos da vida ao nosso redor. Este chacra é a passagem para o mundo subatômico.

Para acessar esse mundo, porém, nossos campos de energia devem estar livres de bloqueios
emocionais. A culpa e o julgamento que fazemos a nosso próprio respeito são, portanto, os aspectos
mais importantes deste chacra. Toda vez que nos julgamos ou sentimos culpa, estamos impedindo que
uma emoção seja expressa. Cada vez que uma energia deixa de ser liberada, o fluxo de energia do
corpo é interrompido e se estabelece um bloqueio em um dos chacras.

Cada bloqueio de energia, e cada emoção que deixamos de sentir, é mais um obstáculo à nossa entrada
no mundo espiritual. Quanto mais eliminamos a culpa e o autojulgamento, mais fácil será a nossa
comunicação com esse mundo. O chacra do centro da lua tem o registro de bloqueios de todos os
outros chacras e o envia ao nosso corpo espiritual. É mais ou menos como o hipotálamo, que registra
as informações de tudo o que o corpo precisa e transmite à pituitária.

Este chacra é um conduto para o mundo da energia e dos espíritos. Pude perceber isso em minhas
experiências. Da primeira vez, estava fora do corpo e vi que tudo no mundo material é pura energia
que pulsa, como comentei no início do livro.

A aura das pessoas que oram muito têm uma luz branca intensa na região do chacra do centro da Lua.
Mesmo que não percebam, elas possuem uma comunicação muito forte com Deus.

Quem atua como canal de comunicação de espíritos também tem este chacra desenvolvido. O chacra
do centro da Lua é utilizado para receber as informações do mundo espiritual.

Além de ser uma passagem para o mundo espiritual, este chacra estabelece a maneira como nos
sentimos em relação ao mundo físico. Os padrões morais e a preocupação com o que é certo ou errado
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são aspectos relacionados ao chacra do centro da Lua, que rege nossa conexão com a sociedade e com
as regras sociais.

O conceito de responsabilidade também está ligado a esse chacra. Quando digo responsabilidade,
estou me referindo ao fato de termos de responder por nossas ações, de fazermos coisas porque
somos obrigados e não por livre e espontânea vontade. Em minha opinião, o julgamento que fazemos a
nosso próprio respeito e a responsabilidade estão no mesmo nível. Na verdade, acreditoque o
julgamento seja o pretérito da responsabilidade, pois, como já mencionei, ele estabelece os bloqueios
que nos impedem de acessar o nosso campo de energia e o mundo espiritual. Quando nos julgamos,
estamos analisando algo que aconteceu no passado e que não nos agradou. Quando pensamos algo como
"eu não deveria ter agido daquela maneira", estamos racionalizando o fato, em vez de sentir a emoção
que nos impeliu a agir. Na verdade, tentamos encontrar desculpas para justificar nossos atos e culpar
outras pessoas, e imaginamos maneiras diferentes de agir da próxima vez.

A responsabilidade é a autocrítica no tempo presente. Sempre que agimos de maneira responsável,


estamos dizendo a nós mesmas: "Devo fazer isso". Em vez de nos concentramos na emoção que nos
faz ser responsáveis, forçamo-nos a pensar em compromissos e no que deve ser feito. Tanto a
responsabilidade quanto a autocrítica nos fazem racionalizar e evitar nossos sentimentos. Pessoas
que pensam demais e não sentem suas emoções acabam ficando paralisadas e deixam de agir. Os
sentimentos é que movimentam a energia. Sem eles, tudo pára.

É no chacra do centro da Lua que a vida e a morte são decididas e onde estão localizados os centros
de manutenção da medula. Da primeira à última respiração, tudo é controlado por ele. Se sentirmos
muitos bloqueios emocionais nos pressionando, podemos decidir abandonar a vida. O desejo de
cometer suicídio é uma emoção relacionada a este chacra. Se você sente isso, verifique se sofreu
algum tipo de trauma aos seis anos de idade.

Manifestações da Energia Bloqueada

As lições da vida trabalham com a autocrítica, a culpa, a auto-estima, a sensação de sermos


diferentes e o desejo de morrer ou de viver. Quem sofre traumas nesse período da infância pode se
sentir responsável em excesso ou irresponsável, ter um padrão moral muito elevado ou inexistente, ou
mesmo agir de maneira muito rígida com as pessoas e consigo mesmo.

A nuca é a parte da coluna relacionada a este chacra. Qualquer trauma durante a fase de seu
desenvolvimento pode resultar em problemas com hipotálamo, parte inferior do cérebro, dentes,
ossos, pele, cabelos, juntas, músculos, ligamentos e com todo o sistema imunológico mais tarde.

Durante a descrição do chacra cardíaco, expliquei que ele está associado ao sistema imunológico e ao
timo. Trabalhando com pessoas que tinham problemas de deficiência imunológica, porém, percebi que
o problema era a energia bloqueada no chacra do centro da Lua. Pesquisando sobre o sistema
imunológico, descobri que o timo começa a se degenerar após a puberdade e que a medula óssea se
torna a fonte principal de imunidade no organismo. E uma vez que o esqueleto está relacionado ao
chacra do centro da Lua, faz todo sentido a energia ficar bloqueada nessa região. Portanto, este
chacra é o principal centro de energia do sistema imunológico. O chacra coronário tem uma
participação secundária nesse caso.

Emoções

• Autocrítica

• Culpa

• Responsabilidade/irresponsabilidade

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• Vergonha

• Nojo, revolta

• Humilhação

• Constrangimento

• Sensação de ser diferente

• Sentir-se rejeitado

• Agir com bondade ou maldade

• Vontade de morrer

• Sensação de inferioridade

Possíveis Problemas de Saúde Associados ao Bloqueio da Energia por Longos Períodos

• Problemas no hipotálamo

• Paralisia

• Problemas de dentição e nas gengivas

• Problemas de pele ou nos cabelos

• Problemas nas juntas, nos ossos ou nos músculos

• Artrite

• Problemas no sistema imunológico

• Asma

• Fibrose cística

• Enfisema

• Aids

• Infecções, viroses

• Problemas na parte inferior do cérebro

• Problemas na nuca

• Problemas nos ombros, braços, cotovelos, na cintura ou nas mãos1o

Perguntas que Devemos nos Fazer

VOCÊ SOFREU ALGUM TRAUMA QUANDO TINHA SEIS ANOS?

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Alguém morreu? Houve mudança de residência? Algo difeerente aconteceu na escola? Presenciou
algum tipo de catástrofe? Sofreu algum tipo de acidente? Alguém na família se feriu ou ficou
doente? Fez alguma viagem? Seus pais viajaram sem você? Como era a situação financeira de sua
família? O casamento de seus pais era estável? Traumas sofridos nessa idade afetam nossa auto-
estima e a maneira como nos relacionamos com a sociedade. Verifique na parte de "Manifestações da
Energia Bloqueada" como você pode ter sido afetado.

VOCÊ É UMA PESSOA RESPONSÁVEL?

Pense em suas responsabilidades. Quais lhe agradam? Com quais você acha que tem obrigação de
arcar? Se está cumprindo algumas porque se sente forçado, pode ser que haja emoções blooqueadas
com relação ao assunto. Enquanto pensa nisso, deixe seus sentimentos aflorarem. Siga os passos do
Sistema de Memória da Alma para liberá-los.

O pai de Sandy a fez prometer que iria cuidar da nova esposa dele quando ele estava prestes a
morrer. Ela concordou e, durante dois anos, ligava sempre para sua madrasta para saber se estava
tudo bem. Mas detestava ter de fazer isso e adiava as ligações sempre que podia. Não gostava dela e
a achava egoísta. Um dia a madrasta lhe pediu para não ligar novamente porque isso a incomodava e a
fazia se sentir como um peso. Sandy ficou chocada e se sentiu culpada ao ouvir a verdade. Era como
se estivesse traindo seu pai ao deixar de cumprir a promessa que fez a ele em seu leito de morte.

Quando conversamos e ela sentiu suas emoções, percebeu quanto odiava falar com sua madrasta, que
era uma pessoa crítica e mordaz. Mas colocou de lado seus sentimentos para atender ao pedido de
seu pai e ser uma boa filha. Fazer Sandy perceber suas emoções foi bastante difícil porque ela sentia
muita culpa. Mas, quando conseguiu, lembrou-se de uma situação que vivenciou quando tinha seis anos.
Uma prima que morava longe veio visitá-los e ela foi forçada a dormir em outra cama e ceder a sua.
Quando reclamou com seu pai, ele disse a ela que deixasse de ser tão egoísta e isso lhe trouxe uma
grande sensação de culpa.

VOCÊ COSTUMA PENSAR MUITO NOS ACONTECIMENTOS DE SUA VIDA?

Você fica pensando nas coisas que acontecem em seu dia-a-dia?

Se passa muito tempo pensando em alguma coisa é porque existe alguma emoção bloqueada em relação
a ela. Pare e pense nisso.

Preste atenção a seus pensamentos. Preocupar-se demais com determinadas situações, como pagar
suas contas, por exemplo, é sinal de que existe algum sentimento reprimido em relação ao assunto. A
pobreza também é uma emoção bloqueada.

DEPOIS QUE ALGUMA COISA ACONTECE, VOCÊ FICA PENSANDO COMO DEVERIA TER AGIDO?

Se estiver fazendo isso, está julgando a si mesmo. Em vez de ficar pensando a respeito, tente sentir
suas emoções. É a única maneira de mudar suas atitudes no futuro.

VOCÊ RACIONALIZA OU TENTA JUSTIFICAR SUAS ATITUDES?

Passa muito tempo tentando entender e resolver seus problemas? Provavelmente dirá que sim, pois é
uma atitude normal. Mas, da próxima vez, observe se não está deixando de lado os sentimentos.
Percebi que pessoas muito inteligentes tendem a racionalizar e a justificar tudo. Confiam mais na
própria inteligência do que nos sentimentos. Com isso, acabam tendo problemas de coluna ou ficam
sem poder andar durante algum tempo.

Os pais de Brian eram professores. Eles eram muito inteligentes e o ensinaram desde cedo a ser
racional e a discutir tudo abertamente. Quando Brian tinha seis anos, divorciaram-se. Foi um divórcio
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amigável e eles falaram abertamente a respeito com ele sem ter medo de explicar o que havia
acontecido. Até hoje comentam a maneira madura como ele reagiu durante todo o processo.

Aos trinta e nove anos, Brian caiu de um cavalo. Ficou quadriplégico, totalmente paralisado, e não
conseguia mais respirar sem a ajuda de aparelhos. Os primeiros dois meses foram muito difíceis e ele
esteve diversas vezes à beira da morte. Linda, sua esposa, estava com ele o tempo todo e o
encorajava a ser forte.

Antes de se casar com ela, Brian já havia tido diversos relacionamentos sérios, mas nenhum deles
havia dado certo. Linda era a primeira com quem realmente se sentia bem. Lembrava sua mãe.
Estavam casados havia um ano quando ele sofreu o acidente.

Pela primeira vez, teve de enfrentar seus sentimentos, mas não sabia como lidar com eles, somente
racionalizar. Eram os mesmos que tivera aos seis anos quando seus pais se divorciaram. Ainda está
lutando para sobreviver, mas tem vontade de desistir e morrer. Por causa de Linda, recusa-se a
sentir suas emoções: todos os dias ela o incentiva a ser forte. Apesar de se sentir terrivelmente
impotente diante da situação, esconde isso e tenta mostrar a todos que é persistente. Sente muita
vergonha quando as enfermeiras lhe dão banho e cuidam de sua higiene, mas, mesmo assim, ele evita
as emoções, rindo e brincando com elas. Os médicos dizem que não têm esperanças de que ele
melhore. Enquanto Brian não se permitir sentir plenamente suas emoções, isso não vai começar a
acontecer.

VOCÊ SE SENTE DESLOCADO?

Em algum momento de sua vida você se sentiu deslocado. Lembre-se de sua infância e tente
identificar em que momento aprendeu a sentir isso.

Jeff tinha quatro irmãs. Seu pai era médico e não parava em casa. Ele era o único garoto na família e
todas as mulheres decidia sempre o que deveria ser feito, mesmo contra a vontade dele. Sentia-se
totalmente deslocado. Quando adulto, nunca se sentiu à vontade nos lugares em que morava. O
ambiente em que cresceu o condiciou a viver dessa maneira. Só conseguiu se livrar do problema
quando percebeu que se sentiu anulado e rejeitado durante toda a infância.

VOCÊ SE COMPARA AOS OUTROS?

Assiste à televisão, a filmes, lê sobre pessoas famosas, livros e revistas e deseja ser como elas? Se
faz isso é porque rejeita a si mesmo. Tente identificar em que aspectos essa rejeição acontece e
quais emoções estão reprimidas.

VOCÊ TENTA SE PROTEGER DAS PESSOAS?

Da próxima vez que um estranho se aproximar de você, observe as suas reações. Você estabelece
inconscientemente uma barreira de proteção? Que mecanismos de defesa utiliza? Sua pele é a maior
superfície de proteção de seu corpo. Se tem problemas de pele, ela pode estar sendo usada como um
escudo de proteção. Quais sentimentos estão escondidos atrás disso?

VOCÊ SE SENTE DIFERENTE DAS PESSOAS AO SEU REDOR? HÁ ALGUMA COISA EM VOCÊ
QUE O FAÇA SENTIR-SE DIFERENTE COMO DEFICIÊNCIA FÍSICA, DOENÇAS, TALENTOS
ESPECIAIS, ETC?

Que emoções estão causando isso? Aconteceu alguma coisa quando você tinha seis anos que possa ter
iniciado o processo?

E como reage a ele? Tenta realçar as diferenças? Ou reprime seus sentimentos e tenta se
conformar?
63
LEMBRA-SE DE ALGUMA SITUAÇÃO HUMILHANTE OU TRAUMÁTICA QUE TENHA LHE
CAUSADO MUITA VERGONHA?

Somente aos seis anos começamos a sentir vergonha. Mesmo que situações traumáticas ou
humilhantes tenham ocorrido antes ou depois dessa idade, é somente nesse período, enquanto se
desenvolve o chacra do centro da Lua, que passamos a ter a capacidade de sentir vergonha.

Rosemary não consegue se lembrar muito de sua infância, mas lembra-se de ter sido molestada
sexualmente por um chefe de acampamento quando era adolescente. Manteve isso em segredo. Nunca
trabalhou a vergonha, a raiva e a sensação de impotência que sentiu. Quando estava na faculdade, saiu
com um colega e ele a estuprou. Mais uma vez não comentou o fato e reprimiu tudo o que sentia. Tinha
muita vergonha do que aconteceu. Seis meses depois, começou a ter problemas nos dentes. Quando
conversei com ela, já era casada e tinha uma filha de seis anos, mas tinha medo de deixá-la em uma
creche. Naquele dia, tinha acabado de sair do consultório do dentista. Enquanto falava, cobria a boca
com a mão para que eu não visse que um de seus dentes tinha sido extraído. Pedi-lhe que se
observasse. Estava reagindo automaticamente às situações embaraçosas em sua vida, em vez de
sentir as emoções que as causavam. Quando percebeu a vergonha que sentia, deixou de ter problemas
com seus dentes.

ALGUM TIPO DE PESSOA O ENOJA?

Se isso acontece, tente se lembrar de algum fato que tenha ocorrido quando tinha seis anos e que o
fez associar nojo a um determinado tipo de pessoa.

Exemplo: Ann não conseguia entender por que Joe, seu marido, era tão crítico com ela em relação ao
seu peso. Estava sempre dizendo ter nojo de mulheres gordas. Ao trabalhar suas emoções, Joe
percebeu o que estava associado ao nojo. Um dia, quando tinha seis anos e estava com seus colegas de
classe na lanchonete da escola, derrubou sem querer um copo de leite no chão. A professora
responsável pela turma naquele horário, que era bastante gorda, gritou com ele e disse que tinha sido
descuidado. Não ficou feliz em ter de limpar sozinho toda a sujeira. Joe jamais esqueceu o incidente.
Odiava aquela professora por tê-lo feito passar vergonha na frente de seus amigos.

SUSAN KERR

64
11. O CHACRA DO
TERCEIRO OLHO
ZONA 7 (COR:
AMARELA)

Idade de Desenvolvimento

Sete anos.

Tema

O chacra do terceiro olho está vinculado às nossas convicções e à maneira como reagimos a elas. Aos
sete anos, a criança se torna mais consciente de seu universo. Começa a refletir e a pensar sobre sua
existência, suas origens e seu propósito de vida. Estabelece crenças ou convicções a respeito de
Deus, da religião, da ciência, das leis e da ética. Traumas durante essa fase afetam o desenvolvimento
desses conceitos e nossa postura diante deles.

O Chacra

Nossa vida é criada por nossas crenças. A energia armazenada no chacra do plexo solar é extraída
através do shushumna, a passagem do nadis na espinha, e levada ao chacra do terceiro olho, para
estabelecer nosso universo de convicções. Para descobrir quais são elas, basta observarmos nosso
modo de vida, nossos relacionamentos e a maneira como lidamos com dinheiro, com saúde etc.

O Sistema de Memória da Alma estabelece dois tipos de convicções. O primeiro é o das convicções
conscientes, que sabemos ter. São os projetos que criamos, planejamos e as intenções que temos de
colocá-los em prática, e que podem ser modificados à qualquer momento.

O segundo tipo é o das convicções subconscientes, que se dividem em emoções já sentidas e ainda não
sentidas e os padrões-semente desenvolvidos em nosso primeiro contato com as emoções.

Criam os acontecimentos diários em nossa vida e passam despercebidas como os demais sistemas
nervosos autônomos do corpo até que uma situação seja criada para trazê-las à tona. Os padrões de
energia estabelecidos por convicções subconscientes somente podem ser modificados quando
trabalhamos as emoções reprimidas.

A glândula associada ao chacra do terceiro olho é a pituitária que estabelece a ligação entre o
sistema nervoso central e o sistema endócrino. Ela produz e armazena os hormônios de que o corpo
necessita, além de trabalhar em conjunto com as demais glândulas para manter o funcionamento de
todo o organismo. Está conectada com o hipotálamo e recebe dele as instruções para a produção de
hormônios necessários.

O chacra do terceiro olho trabalha com a energia de maneira que a pituitária trabalha com o corpo
físico. Está ligada aos demais chacras para manter a vida e para criar nosso sistema de crenças. Ele
recebe do chacra do centro da Lua as informações do nosso corpo espiritual e de nosso campo de
energia.

Enquanto o chacra do centro da Lua abre as portas do mundo subatômico dos campos de energia, o
chacra do terceiro olho nos permite vê-las. É onde se desenvolvem nossa intuição e habilidades
psíquicas, assim como a capacidade de imaginar, de criar e de visualizar tudo em nossa mente.

Visualizar também é uma maneira de modificar nosso futuro e o primeiro passo para a criação. Tudo o
que imaginamos pode ser criado mediante a determinação e o poder da vontade, emoções importantes
que também estão associadas a este chacra (o Capítulo 15 trata disso com mais detalhes).

65
O chacra do terceiro olho está ligado ao sistema nervoso central e a todos os seus distúrbios.

Manifestações da Energia Bloqueada

As lições de vida do chacra do terceiro olho envolvem vontade, orgulho, vaidade, pretensão,
hipocrisia, fanatismo, preconceito, perseguição, superstição, obsessão, condenação e fervor religioso,
áreas em que os traumas sofridos aos sete anos de idade se manifestam mais tarde .

Emoções

• Determinação

• Orgulho/humildade

• Presunção

• Pretensão

• Mania de perseguição

• Sentir-se acusado injustamente

• Obsessão

• Hipocrisia

• Sentir-se submetido a lavagem cerebral

• Teimosia

• Mente estreita e intolerante

• Ser prático e idealista

• Sentir-se desgastado e entediado

Possíveis Problemas de Saúde Gerados pelo Bloqueio Prolongado da Energia

• Problemas no sistema nervoso central

• Problemas na glândula pituitária

• Problemas nos olhos

• Problemas de visão

• Problemas no cérebro causados por lesões, derrames ou tumores

Perguntas para Fazermos a Nós Mesmos

SOFREU ALGUM TRAUMA AOS SETE ANOS?

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Mudou-se? Alguém morreu? Sofreu algum acidente ou fico doente? Como era a vida em família? Como
era sua rotina na escola? Algum fato marcante ocorreu? Se algo aconteceu e causou emoções mais
fortes, isso pode ter causado os problemas mencinados anteriormente.

SUAS CONVICÇÕES NORMALMENTE SÃO BEM ACEITAS PELAS PESSOAS?.

O que acontece quando você expressa suas opiniões? Os outros as aceitam, rejeitam ou
menosprezam? Se tem problema nessa área, tente se lembrar de possíveis traumas que tenha sofreu
aos sete anos.

Arlene está com problemas de trabalho. Sente que seu chefe não está satisfeito, pois nunca faz
comentários a respeito. Mas tem consciência de que está fazendo um bom trabalho. Quando perguntei
o que se lembrava de seus sete anos de idade, ela disse que foi quando seus pais se separaram e
depois se divorciaram. Durante esse período, ficaram tão absorvidos em seus próprios problemas que
não tinham tempo para ela. Lembrar-se disso traz à tona algumas emoções antigas. Ela ficou muito
surpresa no dia seguinte, seu chefe a chamou em seu escritório para dizer que estava desempenhando
muito bem suas tarefas e que ia receber um aumento.

VOCÊ FORÇA AS PESSOAS A ACEITAREM SUAS VONTADES? TENTA CONTROLÁ-LAS? Ou


PERMITE QUE O CONTROLEM E MANIPULEM?

Usar nossa vontade e determinação para controlar nossa vida ou a de outras pessoas tem um preço.
Consome uma grande quantidade de energia e pode causar problemas no cérebro e no sistema nervoso
central. Tentar controlar pessoas ou situações indica que estamos fugindo de sentimentos que não
queremos encarar. E cedo ou tarde vamos involuntariamente tomar atitudes mais drásticas para
impedir que continuemos fazendo isso. Analise sua vida e veja quais áreas você tenta controlar.

Karen é jogadora profissional de golfe. Desenvolveu essa habilidade ainda bem jovem para não ter de
se concentrar em sua vida familiar, que era muito difícil. Seus pais estavam sempre discutindo e sua
mãe acusava seu pai da situação financeira difícil em que viviam. Para escapar disso, ela se
concentrava no esporte. Com muito esforço e determinação, tornou-se profissional, mas quase não
tinha dinheiro para se manter nos torneios. Quando seu pai ia assistir às partidas, ela não jogava bem.
Somente quando o enfrentou e sentiu todas as emoções que reprimia em seu interior é que começou a
jogar melhor e a ganhar mais dinheiro.

Se você permite que as pessoas o controlem, pergunte-se qual é a razão. Algo aconteceu em sua
infância e o ensinou a abdicar de suas vontades ou a reprimi-las?

Julie veio se consultar comigo. Disse que sentia sua vida estagnada e queria saber quais as suas
possibilidades no futuro. Depois que fiz a leitura de seus problemas, ela reclamou que eu havia
mencionado todos em sua família, menos ela e seu futuro. Expliquei que esse tipo de resultado era
bastante comum em minhas leituras para pessoas que não exercem sua vontade e perguntei o que
poderia ter acontecido em sua infância para causar isso. Ela se lembrou de que, quando tinha sete
anos, convenceu sua amiga Margie a ir de bicicleta até a mercearia para comprar doces, apesar de
seus pais não terem permitido. No caminho, um carro atropelou sua amiga, que foi levada às pressas
para o hospital, onde ficou três meses internada. Julie nunca se perdoou por isso. Se não tivesse
forçado a amiga a ir com ela, o acidente não teria acontecido. Daquele dia em diante, passou a deixar
que as pessoas controlassem sua vida, mas sofria muito com isso.

VOCÊ SE ENTREGA AOS DEVANEIOS?

Falamos com nós mesmos quando sonhamos acordados. Mas temos de prestar atenção ao que se passa
em nossa mente. Comece observar o que ela quer lhe dizer. Entregar nossa mente ao devaneio
também é uma boa maneira de desenvolvermos nossa criatividade e a habilidade de visualização.

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VOCÊ SE PERMITE SER CRIATIVO?

Como se sente em relação à sua criatividade? Permite-se criar livremente ou trata as coisas de
maneira mais lógica? Como era a expressão da criatividade em sua família? Encorajada ou ignorada?
Atividades como esporte, aprendizado e uso da inteligência e considerados mais importantes?

Se você não se considera muito criativo hoje, faça uma avaliação de sua infância e tente descobrir o
que o ensinou a ignorar essa habilidade. Isso também vale caso seja uma pessoa criativa, mas seu
talento não esteja sendo reconhecido.

SENTE-SE DISCRIMINADO POR SUA RAÇA, RELIGIÃO OU COR DE PELE?

Caso se sinta discriminado, tente se lembrar das atitudes que aprendeu a ter com seus pais ou com a
sociedade. Lembre-se de que em nível inconsciente você pede às pessoas que o discriminem. Descubra
o que existe por trás dessa atitude.

Esther é judia. Aprendeu desde criança a acreditar que os judeus são o povo escolhido por Deus e
como sempre foram perseguidos. Lembra-se de ter sido repreendida por uma professora aos sete
anos de idade porque faltava às aulas nos feriados judaicos e sempre passou por situações em que era
discriminada. Quando conversamos e ela sentiu suas emoções a respeito, descobriu que pedia para ser
perseguida daquela maneira. Depois disso, nunca mais teve esse problema.

VOCÊ TEM SUAS PRÓPRIAS CONVICÇÕES OU ELAS LHE FORAM IMPOSTAS?

Analise suas crenças e veja se alguma delas o incomoda. Se lhe faz mal acreditar em um conceito,
deve descobrir quais emoções estão bloqueadas em relação a ele. Pergunte-se: "Acredito mesmo
nisso?". Tente se lembrar de alguma coisa que aconteceu em sua infância que abalou essa crença ou se
algo lhe mostrou que ela não era verdadeira mas mesmo assim você continuou acreditando .

TEM MEDO DE SOFRER LAVAGEM CEREBRAL OU DE SER HIPNOTIZADO?

Caso tenha, analise sua infância e descubra onde esse medo se originou. Alguma coisa diferente
aconteceu quando tinha sete anos? Mas considere todos os fatos, mesmo os que não tenham sido tão
traumáticos. Você pode ter assistido a algum filme ou programa de televisão que o assustou ou
participado de algum jogo que trouxe à tona algum medo escondido.

COMO SE SENTE A RESPEITO DA INTUIÇÃO?

A intuição é nossa alma falando conosco. Você tem consciência disso? Aceita e ouve o que ela diz ou
simplesmente a ignora? Tem medo dela ou a reprime porque sua religião a considera perigosa ou
maligna? Talvez ache que não tem intuição porque nunca teve experiências desse tipo.

Na verdade, somos todos intuitivos, mas lidamos com essa habilidade de acordo com o que
aprendemos na infância. Ela está sempre nos dizendo alguma coisa, mesmo que não prestemos
atenção. Se você quer ser mais intuitivo, basta dizer isso a você mesmo. Se tem traumas que o
impedem de se relacionar bem com sua intuição, você vai criar inconscientemente as circunstâncias
para curá-los. Mas você tem de ter atenção e sentir cada emoção. Quanto mais sentir, mais intuitivo
se tornará.

VOCÊ ACEITA MUDANÇAS COM FACILIDADE? OU É MUITO PRESO À SUAS CONVICÇÕES?

Cada vez que aprendemos alguma coisa, nossos conceitos se modificam. Ou melhor, toda vez que nos
permitimos sentir uma emoção, mudamos nosso sistema de crenças. Ao modificarmos o sistema de
energia de nosso corpo, modificamos nossa vida. Se você é do tipo que se adapta facilmente às

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mudanças é porque existe bastante energia de movimento em sua vida e você não tem medo de sentir
suas emoções.

SUSAN KERR

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12. O CHACRA
CORONÁRIO
ZONA 8
(COR:BRANCA)

Idade de Desenvolvimento

Oito anos.

Tema

O chacra coronário está relacionado à nossa verdade, ou seja, a nos conhecermos e nos aceitarmos da
maneira que somos. Isso implica aceitar e amar todas as nossas emoções, ações e pensamentos e
também aquilo que somos, que já fomos e o que fazemos.

O Chacra

O chacra do centro da Lua é a porta para o mundo espiritual, o do terceiro olho nos permite vê-lo e
ouvi-lo, e o coronário nos une a ele. Por intermédio deste chacra podemos experimentar o êxtase, a
felicidade e o amor que estão além de qualquer forma de entendimento humano. Com ele, aprendemos
que somos mais que um simples corpo físico, que podemos nos unir às outras pessoas e perceber que
não existe individualidade. Podemos ver como os cientistas vêem, através de seus poderosos
microscópios, que tudo não passa de energia e que, em nível subatômico, tudo se conecta. Costumo me
referir ao chacra coronário como o chacra de Deus, pois nos permite aprender que toda energia vem
Dele e que todas as coisas têm vida, pensam e sentem exatamente como nós.

Quando a energia de todos os chacras do corpo é desbloqueada e o chacra coronário fica totalmente
aberto, a iluminação acontece e passamos a utilizar cem por cento da capacidade de nosso cérebro.
Depois que nos tornamos iluminados, permitimo-nos sentir livremente todas as emoções e nos amamos
e aceitamos exatamente como somos. Percebemos que é esse o plano de Deus para nós e que somos
perfeito apesar de todas as imperfeições. Quando nos sentimos assim, amamos e reverenciamos tudo
o que existe no universo. Somos parte de todas as coisas. Passamos a utilizar todas as nossas
faculdades psíquicas e somos mais sensíveis às emoções das outras pessoas. Ficamos sabendo como é
estar no lugar delas, o que pensam e aprendem com suas experiências. Começamos a amá-las mais e a
perceber que são parte de Deus e de nós também. Não sentimos mais as diferenças nem as
separações. Lembremo-nos de que tudo está registrado em nosso espírito. Quando aprendemos a nos
amar e aceitar, começamos a amar e a aceitar os outros também.

A glândula pineal, que fica no centro do cérebro, está relacionada a este chacra. Os cientistas ainda
não sabem muito a respeito dela, apenas que se retrai quando chegamos à puberdade e que pode
afetar os ciclos de sono, o ritmo circadiano, o relógio biológico e o processo de envelhecimento.
Descobriram que produz o hormônio melatonina, cujos efeitos estão pesquisando. Sabem, entretanto,
que alivia a insônia, o cansaço e a depressão.

Aos oito anos, a criança começa a perceber que suas convicções não contam muito, já que vive de
acordo com as crenças de outras pessoas e adapta-se ao que seus pais querem, ao que a religião prega
e a sociedade deseja. Não quer saber da verdade de si mesma e sim da verdade das outras pessoas.

Coincidentemente, esta é a fase em que a glândula pineal deixa de se desenvolver e começa a se


retrair. Imagino que exista uma relação entre os fatos. Os cientistas suspeitam que ela seja afetada
por mensagens endógenas como as emoções, por exemplo. Mas não há como avaliar as emoções quando
nossa atenção está totalmente voltada para o mundo exterior. Acredito que quando começamos a
olhar para dentro de nós e a perceber tudo o que sentimos, desencadeamos algumas reações que a
fazem se restabelecer. Quando a glândula pineal começa a funcionar normalmente, passamos a ter

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estados de consciência mais elevados, sensações de felicidade e de êxtase. A ciência está
descobrindo que as substâncias produzidas nessa glândula causam, indiretamente, experiências
psicodélicas e bem-estar.

Há um duto que corre da glândula pineal para o hipotálamo, que envia a ela as instruções para a
produção da melatonina. Portanto, as glândulas pineal, pituitária e hipotálamo trabalham em conjunto
para manter o organismo funcionando perfeitamente. O mesmo ocorre em nível energético. Os
chacras coronário, do terceiro olho e do centro da Lua também operam juntos para manter a energia
do corpo. Integram emoções, pensamentos e experiências para nos transmitir espiritualmente novos
conhecimentos.

Manifestações da Energia Bloqueada

Traumas ocorridos aos oito anos de idade se refletem em nossa maneira de aceitarmos as pessoas e
de sermos aceitos.

As lições de vida estão ligadas a perdão, a negação, a recebermos aprovação e a questões que
envolvem verdade, decepção e falsidade.

Emoções

• Veneração

• Felicidade/êxtase

• Sentir-se aceito

• Receber aprovação

• Imitação

• Perdão

• Dúvida

Possíveis Problemas de Saúde Gerados pelo Bloqueio Prolongado da Energia

• Problemas na glândula pineal

• Problemas no cérebro, como derrame, tumores e lesões

• Problemas mentais

• Depressão

• Mal de Alzheimer

• Demência

• Epilepsia

• Distúrbios ocasionais

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• Problemas de sono

Perguntas que Devemos nos Fazer

TEVE ALGUM TRAUMA OU CHOQUE EMOCIONAL AOS OITO ANOS?

Quaisquer problemas ocorridos nessa idade se manifestam mais tarde como problemas anteriormente
mencionados.

HÁ EMOÇÕES QUE VOCÊ NÃO SE PERMITE SENTIR?

Existe algum sentimento tão forte que você o evita? E qual a razão?

Jay sempre teve medo de locais pequenos e escuros. Sempre que lia um livro ou assistia a um filme em
que alguém ficava aprisionado em um local assim, começava a entrar em pânico e bloqueava a sensação
de claustrofobia que sentia. Não conseguia descobrir a causa do problema até que se permitiu sentir
as emoções que reprimia. Quando tinha oito anos, estava brincando de esconde-esconde com seu
irmão e se escondeu no guarda-roupa. Querendo pregar-lhe uma peça, seu irmão trancou a porta e ele
ficou preso por mais de meia hora, até sua mãe encontrá-lo. Sempre se lembrava da história, mas
nunca havia relacionado isso ao medo de ficar preso. Depois de perceber essa relação, nunca mais
teve claustrofobia.

VOCÊ PRESTA ATENÇÃO AOS SEUS PENSAMENTOS?

Tem consciência do que se passa em sua mente? Pensa em um assunto com mais freqüência do que em
outros? Tente descobrir que emoção bloqueada o faz pensar nele.

Preste atenção para ver se há pensamentos que você interrompe e se recusa a terminar. Eles lhe
causam medo? Assim como qualquer outra emoção, o medo indica que há alguma situação não resolvida
no passado.

Rick tem aversão a mendigos. Detesta olhar ou mesmo pensar neles. Sempre que encontra um na rua,
desvia-se e passa longe. Apesar disso, é uma pessoa caridosa. Não entende por que se sente assim.
Rick seguiu os passos do Sistema de Memória da Alma e se concentrou na imagem de um morador de
rua. Ficou surpreso quando sentiu uma grande tristeza. Extravasou todo o sentimento até esgotá-lo.
No dia seguinte, descobriu qual era a origem de sua aversão. Lembrou-se de um incidente que havia
ocorrido quando tinha oito anos. Sua família estava se mudando para outro Estado. No dia da
mudança, seu pai abandonou o cachorro na beira da estrada antes de saírem da cidade. Não queria
levá-lo para a casa nova. Rick sentiu uma dor terrível ao deixá-lo, pois sabia que não ia sobreviver
sozinho nas ruas. Analisando seus sentimentos, percebeu que sua aversão a moradores de rua era uma
maneira de encobrir a dor de ter abandonado seu cão.

VOCÊ GOSTA DE SI MESMO?

Se alguém lhe perguntar isso agora, qual será sua resposta?

Se for "não", descubra o motivo. Faça uma lista. Para cada item, vai descobrir um trauma do passado
e uma emoção reprimida.

EXISTE ALGO EM VOCÊ QUE GOSTARIA DE MUDAR?

Pense nas mudanças que gostaria de fazer e nos motivos. O que aconteceu em sua infância e que o faz
se sentir assim? Quer mudar para agradar a si mesmo ou aos outros?

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Andréa tem excesso de peso e quer emagrecer. Está sempre tentando, mas nunca consegue. Diz que
quer diminuir seu peso para se sentir melhor, mas o motivo real é a opinião de seus pais. Eles são
magros e muito preocupados com a saúde. Ficam dizendo a ela que se continuar gorda pode acabar
ficando doente.

Depois que conversamos, ela percebeu que estava usando excesso de peso para agredir seus pais.
Inconscientemente, tinha muita raiva deles porque nunca a aceitaram. Sempre havia algo a ser
melhorado. A raiva se acumulou em forma de gordura. Enquanto não sentir toda a sua raiva e tristeza,
não vai conseguir emagrecer

COMO AS PESSOAS SE SENTEM A SEU RESPEITO?

Elas o aceitam com facilidade? Quando não é aceito, que mensagem inconsciente imagina estar
enviando aos outros para que o rejeitem?

Cecilia sempre se sentiu excluída, principalmente quando os seus colegas de trabalho saíam para
beber e não a convidavam. Não entendia por que nunca era chamada.

Mas, quando conversamos e ela utilizou o Sistema de Memória da Alma, percebeu qual era o motivo.
Aos oito anos, foi convidada para a festa de aniversário de uma colega de classe. Não estava se
sentindo bem, mas quis ir mesmo assim porque a colega era uma das meninas mais populares da escola
e era uma honra ser convidada ela. Quando estava sentada à mesa comendo o bolo de aniversário
começou a se sentir muito mal e vomitou sobre o bolo e a colega do seu lado. Até hoje se lembra da
expressão de horror e de nojo das garotas, mas nunca havia trabalhado os sentimentos que isso
causou. Uma vez que tem nojo de si mesma, pede inconscientemente as pessoas ao seu redor que a
excluam.

COMO SEUS PAIS SE SENTIAM A SEU RESPEITO QUANDO ERA CRIANÇA? QUE MENSAGENS
LHE TRANSMITIAM?

Steve sempre ouviu seus pais dizerem que tiveram de se casar por culpa dele. Não tinham um bom
relacionamento, e desde pequeno ele sentia que a mãe o culpava por sua infelicidade. Afinal, se ele não
tivesse nascido, ela não teria de se casar. E isso se manifestou mais tarde, pois sua família e amigos o
tratavam da mesma maneira. Dizia que todos o culpavam por tudo. Quando desconfiou que a esposa de
seu melhor amigo estava tendo um caso, não comentou com ele, mas, mais tarde, seu amigo o acusou
de ter se divorciado por sua culpa. Steve jamais havia pensado nessa conexão com sua infância, mas
depois que sentiu suas emoções reprimidas, as pessoas pararam de culpá-lo. O seu campo de energia
não pedia mais que fizessem isso.

VOCÊ PERDOA A SI MESMO E AOS OUTROS COM FACILIDADE?

É muito crítico consigo mesmo? É o último a se perdoar quando comete um erro?

O perdão só acontece de verdade quando todas as emoções causadas pela situação são resolvidas.
Não podemos simplesmente dizer que perdoamos alguém. Se na alma o perdão ainda não ocorreu, ela
nos faz sentir a nossa dor e a dor que causamos à pessoa. Culpa e autocrítica podem nos impedir de
sentir todas as emoções envolvidas. Para entender melhor como isso funciona, leia o Capítulo 14.

VOCÊ OUVE A OPINIÃO DAS PESSOAS ANTES DE OUVIR AS SUAS PRÓPRIAS?

A opinião dos outros é mais importante que a sua? Eles podem estar captando isso inconscientemente.
Uma boa maneira de testar isso é quando está em um grupo de pessoas. Observe se suas opiniões são
mais ou menos valorizadas que as outras. Se você mesmo não as valoriza, as pessoas também não vão
valorizá-las. Observe em que situações isso ocorre com mais freqüência. Pode ser em seu trabalho,

73
em casa, com seu marido ou esposa, com seus pais, seus filhos etc. O local em que isso acontece é
onde você se sente mais vulnerável e impotente.

Karen trabalhava como professora em uma escola elementar e foi demitida. O supervisor disse que
ela não estava seguindo a metodologia. Ela explicou que os alunos em sua classe tinham necessidades
diferentes e que precisou adaptar as regras para trabalhar melhor com eles. Sentia que suas opiniões
sobre metodologia estavam corretas e estava prestes a processar a escola para conseguir de volta
seu emprego, quando veio falar comigo. Ao seguir os passos do Sistema de Memória da Alma,
lembrou-se de um incidente que ocorreu em sua infância. Seu irmão nasceu com um problema no pé.
Precisava usar uma tala especial à noite enquanto dormia. Um dia, enquanto sua mãe tinha saído e eles
ficaram com uma babá, Karen tirou a tala para que o irmão parasse de chorar. Sua mãe chegou em
casa e a castigou, dizendo que precisava aprender a seguir regras. Ela tentou convencer a mãe de que
às vezes é necessário quebrá-las, mas não conseguiu. Agora estava tentando convencer o diretor da
escola a resolver os sentimentos do passado.

VOCÊ ESCOLHE SUA MANEIRA DE SER OU AGE ASSIM PARA AGRADAR AOS OUTROS?

Toda vez que negamos uma parte de nós mesmos para agradar a alguém estamos sendo falsos. Percebi
que, se fazemos isso, acabamos atraindo para nossa vida pessoas que agem da mesma maneira e que
cedo ou tarde vão nos enganar. Involuntariamente fazemos isso conosco para nos mostrar o que
estamos fazendo a nós mesmos.

Darren, por exemplo, é gay, mas vive como heterossexual.

É casado e tem dois filhos. Sua vida sexual é quase inexistente e sua esposa sempre reclama disso.
Ele se desculpa dizendo que é o trabalho de advogado é muito desgastante e que não lhe sobra
energia. Sabe que está levando uma vida falsa, especialmente quando vê seu cunhado e se sente mais
atraído por ele que por sua esposa. Mas ama seus filhos e não tem intenção de "sair do armário".

No trabalho, tem sempre o mesmo problema: uma grande quantidade de clientes que não lhe pagam.
Conversando comigo, sentiu que existe uma conexão entre seu casamento e seu trabalho. Sente-se
culpado por não agir corretamente com sua esposa e acaba se punindo pelo trabalho, atraindo para si
clientes que não agem de maneira correta com ele.

VOCÊ VIVE DA MANEIRA COMO DEVERIA?

Analise sua vida e veja as oportunidades que surgiram em seu caminho. Quantas delas aceitou? E
quantas recusou por não fazerem sentido, por não poder corresponder às expectativas ou porque
teria de deixar de lado suas responsabilidades?

George era um garoto muito bonito. As pessoas sempre paravam sua mãe na rua para dizer isso. Um
dia, o dono de uma agência de modelos lhe deu seu cartão e pediu que entrasse em contato, se
quisesse que o filho trabalhasse em comerciais. Eles aceitaram a oferta e George começou a
trabalhar meio-período e a ganhar um bom dinheiro. Mais tarde, entrou para o Grêmio de Atores e
teve acesso a diversas oportunidades na área. Quando terminou a faculdade, não sabia o que queria
realmente fazer. Adorava ser ator, mas achava que não era uma profissão estável. Apesar de receber
constantemente ofertas de trabalho, deixou a carreira artística para ser corretor. Não gostava
muito da atividade, mas tinha uma renda estável. Isso era mais importante para ele que correr os
riscos de ser ator e fazer algo que lhe desse prazer.

VOCÊ COSTUMA DUVIDAR DE SI MESMO OU DE SUA CAPACIDADE?

Quem o fez duvidar de si mesmo? Analise sua infância. Alguém o deixou inseguro ou sem saber como
agir? Disse alguma coisa que o fez se sentir inferior? Quando duvidamos de nossa capacidade é

74
porque acreditamos em quem duvidou de nós. Tentamos nos convencer de que a pessoa nos conhece
melhor que nós mesmos.

Charlotte se lembra de que teve muita dificuldade quando tentou aprender a andar de bicicleta. Tinha
muito medo de cair e de se machucar e com isso ficava cada vez mais retraída. Isso irritava
profundamente seu pai, que ficava dizendo o tempo todo que ela era covarde e que não chegaria a
lugar algum agindo daquela maneira. Charlotte nunca aprendeu a andar de bicicleta.

Esse trauma se manifestou mais tarde na forma de medo de dirigir. Era tão forte que ela nem quis
tentar, e sempre acabava pegando carona. Quando conversamos, percebeu que estava tentando
provar que seu pai estava certo. Acreditava que era covarde e criava a realidade de "não chegar a
lugar algum".

VOCÊ SE PERMITE VIVER COMO GOSTA?

Arthur adorava devanear quando criança. Ficava imaginando estórias e se perdia em seus
pensamentos, especialmente na sala de aula. Por isso não era bom aluno. Seus professores sempre
diziam que poderia melhorar se prestasse mais atenção. Lembrava-se de um incidente que ocorreu
quando tinha oito anos. A professora percebeu que estava sonhando acordado e resolveu usá-lo como
exemplo. Colocou-o sentado em um banquinho na frente da classe e pediu a colegas que ficassem de
olho nele e que não o deixassem se distrair. Sentiu-se muito humilhado. Tanto que, depois desse dia,
não se permitiu mais fantasiar. Trabalha como cozinheiro em um restaurante que está sempre cheio e
tem de ficar o tempo todo concentrado no que está fazendo. Reprime o prazer de devanear e de criar
estórias em sua mente para ser mais responsável. Nunca permitiu que sua verdadeira personalidade
aflorasse nem descobriu as oportunidades que perdeu por causa disso.

As pessoas que se permitem ser elas mesmas são as mais felizes e as que têm mais sucesso.

Veja o exemplo de Chris. Quando criança, adorava computadores e passava horas jogando. Gostava de
informática. Quando foi para a faculdade, não pensou em fazer do hobby uma profissão.

Escolheu um curso de administração. Mas, quando começou a tirar notas muito baixas, percebeu que
essa não era realmente a sua área. Seus pais o aconselharam a trocar de curso e ir para a área de
informática. O psicólogo do campus, porém, lhe disse que suas notas eram muito baixas e que o curso
de computação era muito difícil. Se mudasse de área, jamais iria conseguir se graduar. Tentou
continuar no curso de administração mais um semestre, mas começou a prestar atenção ao que o
incomodava e em como se sentia. Mudou de curso e se graduou mesmo tendo de estudar alguns anos a
mais. Terminou a faculdade e logo em seguida encontrou emprego em uma grande empresa e na área
de que mais gostava. Hoje ele é um homem realizado e de sucesso.

SUSAN KERR

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13. COMO SENTIR
AS EMOÇÕES

O que mais me impressionou até hoje em meu trabalho com o público foi o fato de muitas pessoas não
saberem lidar com as emoções. Este capítulo fala sobre como podemos perceber melhor o que
sentimos para satisfazer nossas necessidades espirituais.

Emoções são pura energia. Toda vez que sentimos uma emoção o nível de energia em nosso corpo
aumenta, especialmente quando essa emoção está reprimida há muito tempo. Quando desobstruímos o
NADIS e aumentamos nossa força, o corpo passa a armazenar energia e começa a se modificar.
Ficamos mais felizes, mais saudáveis e começamos a utilizar outras áreas do cérebro que, além de
lidar com as emoções, permitem a compreensão e a leitura da energia. Estas outras áreas nos
permitem usar a telepatia para ler o campo de energia das pessoas e das coisas ao nosso redor e até
mesmo saber o que estamos atraindo para a nossa vida. Chamam isso de habilidades psíquicas. Eu
chamo de instinto. Os animais com os quais me comunico utilizam essa habilidade. Deus nos deu o
instinto para garantir nossa sobrevivência, mas infelizmente somos educados desde a infância a não
utilizar nossas ações instintivas. Mas crianças que têm pais violentos ou que vivem em ambientes
instáveis são estimuladas a exercitar seu instinto com freqüência.

Para sentir totalmente nossas emoções, temos de mudar nosso nível de consciência, aceitar que elas
existem e procurar observar e sentir cada uma delas. Quando um determinado acontecimento nos
aborrece, devemos parar e nos perguntar o que estamos sentindo. Percebi que, no início, isso é
bastante difícil para as pessoas que não estão acostumadas a observar seus sentimentos.

Concentrar nossa atenção em uma emoção é como focar uma determinada parte da musculatura
durante uma sessão de exercícios. A atenção deve estar voltada para tudo o que se passa em nosso
interior, sejam sensações físicas sejam emocionais. É preciso treinar nossa concentração para fazer
isso. Uma vez que estamos sempre voltados para o mundo exterior observando os acontecimentos e
nos preparando para reagir a eles, dividir a atenção ao mesmo tempo entre o que acontece no
exterior e o que sentimos exige uma boa dose de concentração e de prática.

No início, enquanto estamos nos acostumando a focar as emoções, percebemos a energia como se
fosse uma sensação física. Com o passar do tempo, contudo, aprendemos a distinguir entre as
energias mais carregadas e as mais leves. Com a prática, começamos a sentir todas as emoções. Isso
acontece quando ativamos as áreas do cérebro que nos permitem captar variações mais sutis.

Por exemplo: quando ainda estamos aprendendo a concentrar a atenção nas emoções e conhecemos
alguém de quem não gostamos, se o encontrarmos novamente poderemos acabar percebendo o motivo.
A energia da pessoa pode estar bloqueada ou negativa. À medida que desenvolvemos nossas
habilidades emocionais, começamos a entender por que esse tipo de energia nos incomoda. Poderemos
sentir a presença de doenças ou mesmo das emoções que as causaram.

Se continuarmos o processo e desenvolvermos outras áreas de nosso cérebro, perceberemos que a


energia contém informações que ele é capaz de processar. Já sabemos que ele processa informações
de todas as células e moléculas de nosso corpo e também da energia subatômica ao nosso redor,
trabalhando com todos os tipos de energia, desde a molecular, mais grosseira, até a mais sutil ou
subatômica.

Podemos perceber que já desenvolvemos essa parte do cérebro quando reencontramos uma pessoa de
quem não gostamos e, por meio de imagens mentais, descobrimos por que ela tem esse tipo de energia
ou mesmo se está atraindo algum acontecimento para seu futuro.

Quando apuramos nossa consciência e nossa sensibilidade, começamos a perceber a existência de


energias ainda mais sutis. São as energias dos espíritos, que podem ser de parentes já falecidos, de

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anjos da guarda ou mesmo de nossos instrutores espirituais. Algumas pessoas me dizem que esse tipo
de contato é contra seus princípios religiosos ou que temem atrair espíritos negativos. Isso é uma
questão de ponto de vista. Mas sempre digo que as pessoas só devem fazer aquilo que lhes faz bem.
Acredito que há bons motivos para entrarmos em contato com os espíritos. Aprendi por experiência
própria que somos como espelhos, e que energias semelhantes se atraem. Se atraímos espíritos
negativos para nossa vida é porque existe algo em nós que precisa ser curado. É como atrair ladrões,
estupradores ou assassinos para a nossa vida. Ou se atraímos energia negativa, de ódio, ciúme, inveja,
egoísmo, porque temos uma emoção bloqueada que precisamos liberar. Quando isso acontece, ela vai
embora.

O contato com o mundo espiritual me permitiu sentir-me conectada a Deus e a todas as formas de
vida. Enriqueceu minha vida e me trouxe muito amor. Esse amor me ajudou a ter grandes experiências
e a superar os períodos mais difíceis de minha existência.

A princípio, sentir as emoções pode ser um tanto difícil, mas tudo é assim no começo. Usar o
computador ou dar um passo mais avançado de dança pode parecer complicado, mas com preparação
fica fácil.

Quando focamos nossa atenção em um determinado sentimento, pensamentos absurdos começam a


passar por nossa mente, causando ansiedade e medo. Chamo esses pensamentos irracionais de
conexões. As conexões podem ser tão fortes a ponto de nos recusarmos a sentir a emoção. Já ouvi
comentários do tipo: "Se eu sentir isso vou morrer ou acabarei sendo abandonado. Vou perder tudo o
que tenho e viver na rua. Vou matar alguém ou cometer suicídio. Acabarei louco e trancado em um
hospício ou posso ter um ataque nervoso e perder meu equilíbrio mental". Se analisarmos esses
pensamentos de maneira lógica, veremos que são totalmente irracionais. Sofremos com eles sem
saber de onde vêm ou por que existem. Todos temos pensamentos desse tipo. Faz parte de nosso
processo natural de sentir as emoções.

Cada sentimento em nossa vida tem uma história. O subconsciente arquiva todas essas histórias e
associa-as às emoções. Infelizmente, porém, as informações não são arquivadas em seqüência lógica e,
por isso, quando vêm à tona parecem ser irracionais e nos assustam.

A primeira vez que Melissa se sentiu abandonada foi quando tinha quatro anos. Seus pais viajaram
durante as férias e a deixaram com uma tia que tinha um cachorro grande e preto. Ele a mordeu, e a
experiência de ficar com sua tia acabou sendo terrível. A segunda vez foi quando era adolescente e
estava com o namorado. Estavam assistindo a uma partida de futebol na escola quando ele ficou
zangado com ela e terminou o namoro. Como era noite, ela teve muita dificuldade para conseguir
carona para casa. Foi outra experiência traumática. Por isso, quando estava casada e seu marido
ameaçou pedir o divórcio, a conexão imediata e irracional com o sentimento de ser abandonada a fez
pensar: "Se me divorciar, vou acabar tendo de morar nas ruas, morrer em um beco escuro e ser
devorada por cães famintos".

Exercício:

Pare um instante e observe seu raciocínio. Pense em uma coisa qualquer, como o último livro que leu, a
última pessoa com quem falou pelo telefone ou o que fez no final de semana. Veja como isso acontece.
A energia é fluida e os pensamentos vêm e vão com facilidade.

Observe agora o processo emocional. Sinta uma emoção.

Lembre-se de um acontecimento recente que ainda o incomode e que envolva algum sentimento. Veja o
que acontece quando a emoção aflora e como a energia dos sentimentos é diferente da dos
pensamentos. É bem mais forte. Perceba o que acontece em seu corpo e o que se passa em sua mente
quando permite que a emoção venha à tona.

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Emoções são a energia espiritual mais forte que existe. Manifestam-se como explosões por todo o
corpo e podem nos fazer chorar, criar muco em nosso nariz ou garganta, nos fazer engasgar, provocar
náuseas, palpitação, respiração mais rápida, formigamento na pele, suor ou rubor nas faces. Mas,
principalmente, interrompem nossos pensamentos. Quando as emoções tomam conta do corpo, o
cérebro pára e se concentra nelas.

E qual é a reação dele a um afluxo tão grande de energia. Sua primeira ação é impedir que continue. O
cérebro é programado para reprimir o fluxo de energia emocional para nos proteger. Pensamentos
têm uma energia muito mais suave e mais segura uma explosão de sentimentos.

Então, quando a emoção aflora, a reação do cérebro é bloqueá-la. Durante uma fração de segundo,
nossa atenção se concentra na explosão de energia, mas o cérebro a leva de volta aos pensamentos.
São mais seguros. Com os pensamentos, podemos racionalizar os fatos, entendê-los e nos defender
pensando "Não devia ter feito isso" ou "Não devo fazer mais isso para não sentir de novo essas
emoções". Damos ao cérebro a tarefa de nos proteger.

Ao racionalizarmos os acontecimentos, sentimo-nos culpados, julgamos a nós mesmos ou culpamos


alguém. Mas não sentimos as emoções; nossa atenção está concentrada em nossos pensamentos. Para
sentir as emoções, temos de nos concentrar em nosso corpo e em nossos chacras.

Portanto, para sentir uma emoção, você tem de parar de pensar e se concentrar apenas nela. Sua
consciência tem de deixar o cérebro e focar apenas o chacra em que a energia está sendo liberada.

Mas isso exige prática. Estamos tão acostumados a parar o fluxo de energia emocional e deixar que o
cérebro assuma o comando que temos de nos concentrar muito para nos fixar apenas nos sentimentos.
Portanto, não desista se tiver dificuldades no início. Reconheça o fato de que dessa vez você bloqueou
o fluxo de emoções, mas que da próxima vai conseguir prestar mais atenção e se permitir sentir mais.
Mas, se enviar esse comando ao cérebro, ele vai obedecer e lhe permitir acessar mais profundamente
seus sentimentos.

Os Estágios da Emoção

Trabalhando com as pessoas e observando minhas próprias reações, descobri que seguimos os
seguintes passos ao sentirmos profundamente uma emoção:

1 - Medo

2 - Consciência

3 - Raiva

4 - Sentimento

5 - Percepção

6 - Alívio

7 - Confusão

8 - Vulnerabilidade

9 - Aceitação

10 - Superação

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11 - Autoconfiança

Medo

Quando pensamos nas emoções como uma forma de energia, fica mais fácil entender como as
sentimos. Medo é o primeiro sinal de que uma determinada emoção está aflorando. Sentimos
espiritualmente que nosso campo de energia está se expandindo. Desobstruímos um nadis, facilitamos
o fluxo de energia pelo corpo e modificamos nossa vida. Muitas pessoas não gostam de mudanças.
Sentem-se mal com elas. Essa sensação de incômodo acontece quando sentem que há algo diferente
em seu campo de energia.

O medo também surge quando conexões emocionais vêm à tona. Lembre-se de que uma conexão
emocional é uma composição não seqüencial de emoções que já afloraram algum dia. Quando o medo
surge, o cérebro reage e pensa: "Oh, não. Lá vem o sofrimento de novo!". E entra em ação para
dominar a emoção e fazer parar o medo. Se você tem facilidade para controlar seus pensamentos e
enterrar suas emoções, consegue refreá-las, até que um novo acontecimento criado por você
involuntariamente vai fazê-las vir à tona novamente. Mas a cada vez que faz isso, cria um bloqueio
ainda maior de energia. E eventos mais trágicos têm de acontecer no futuro para desbloqueá-la.

Não é fácil enfrentar o medo. Pergunte a si mesmo: "Qual é o problema de eu me permitir sentir essa
emoção?". Pode acabar descobrindo que é um medo irracional ou totalmente sem sentido. Ou pior,
pode ser que já esteja vivenciando a situação sem perceber.

Tina estava infeliz em seu casamento e queria se divorciar, mas estava com medo. Quando perguntei
de que tinha medo, ela disse que era de ficar sozinha. Perguntei também quanto tempo seu marido
passava com ela e se lhe dava atenção. Ela viu que ele nãe lhe dava apoio emocional e que se sentia
muito só. Ou seja, já estava vivenciando seu maior medo; só não havia notado. Negando a atuação em
que vivia e se recusando a perceber sua solidão, Tina concluiu que devia se divorciar.

Eu lhe disse então o que poderia acontecer. Se ela sentisse sua solidão e a desbloqueasse, poderia
modificar seu casamento e a maneira como seu marido a tratava. Mas, se não trabalhasse seus
sentimentos e apenas pedisse o divórcio, manteria o mesmo padrão emocional e continuaria se
sentindo sozinha. Inconscientemente, ela mesma faria com que vivesse assim até que percebesse suas
emoções. Atrairia para sua vida o tipo de amor que aprendeu a ter, ou seja, homens exatamente iguais
ao seu marido e que não lhe dariam atenção.

Algumas pessoas me dizem que, ao se entregarem às emoções, podem acabar sofrendo com elas para
o resto de sua vida. O que não percebem é que já estão vivendo a emoção que tanto temem. Questões
relacionadas à sobrevivência, como a sensação de fracasso, por exemplo, podem causar esse tipo de
reação. As pessoas têm medo de admitir para si que fracassaram e de acabar transformando isso em
realidade em todas as áreas de sua vida. Ou de se entregarem à sensação de pobreza e de serem
pobres para sempre.

Se você tem esse tipo de medo, não se deixe enganar pelo "jogo de pensar" que o cérebro cria para
não deixá-lo acessar seus sentimentos. Você trabalha com o presente e não com o futuro. Não pense,
simplesmente sinta. Concentre-se apenas no fato de que, neste momento, está se sentindo
fracassado, por exemplo. Lembre-se do pêndulo e das regras da energia. Cada ação provoca uma
reação. Quando está em equilíbrio, o pêndulo balança para os dois lados. Em um deles está o fracasso
e no outro o sucesso. Neste momento, sua vida está no lado do fracasso. Enquanto não se permitir
sentir o que está acontecendo, o pêndulo vai ficar parado na mesma posição. Jamais irá saber como é
o sucesso se não se permitir sentir o fracasso.

Consciência

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O estágio seguinte ao do medo é o da consciência da emoção que causa uma situação em nossa vida.
Consciência significa simplesmente que você pode dar nome à emoção que você está sentindo.

Raiva

Quando nos conscientizamos de uma emoção, a raiva toma conta de nós. Ou pode acontecer o
contrário: sentimos raiva antes de perceber qual é a emoção. Em ambos os casos, a raiva é a mola
propulsora que nos ajuda a sentir a emoção que está causando uma situação. Pense na emoção em
termos de energia bloqueada: ela fica parada em nosso nadis da mesma maneira que uma partícula de
colesterol bloqueia uma artéria. A raiva é uma dose de estímulo que nosso campo de energia necessita
para remover a energia bloqueada do nadis, dissolvê-la e liberá-la quando a sentimos. Considero a
raiva uma emoção de superfície, pois está ligada a quase todas as outras. O Capítulo 14 explica isso
com mais detalhes.

Como Sentir a Raiva

Sentir a raiva é importante para podermos acessar a emoção que está por trás dela. Para senti-la
totalmente, devemos permanecer imóveis, sem falar ou fazer nenhum movimento físico, como se
nosso corpo estivesse paralisado. Não podemos confundir os conceitos de sentir e de exprimir a raiva.
Exprimir envolve gritar, bater portas, atirar objetos, bater em alguma coisa. Enquanto estamos
expressando a raiva, não percebemos o que sentimos. O cérebro impede o fluxo de emoções e nos faz
participar de seu jogo, que é focar a atenção em nossos movimentos físicos em vez de nas emoções.

Para sentir a raiva, você deve focalizar a atenção em seu interior e sentir a energia dela. É como
prestar atenção a um determinado músculo ao fazer levantamento de peso ou exercícios. Foque sua
atenção e observe em que região do corpo ela se concentra e o que o faz sentir. É uma energia muito
intensa, como a explosão de um vulcão. No começo, a idéia de liberar tanta energia sem fazer
movimento físico algum assusta. Mas deixe que seu fluxo prossiga e pense na raiva apenas como
energia.

Sentimento

Quando permitimos que a energia da raiva siga seu fluxo em nosso corpo, nossas emoções reprimidas
começam a surgir. Sabemos que a raiva está terminando quando as emoções começam a ficar mais
fortes e nos fazem chorar, ficar tristes etc. Então, conseguimos perceber exatamente se o que
sentimos é solidão, sensação de abandono ou de termos sidos traídos, por exemplo.

Mas pense nessas sensações como energia também. Deixe que fluam naturalmente e não permita que o
cérebro as bloqueie. Para fazer isso, evite ter qualquer pensamento. Focalize toda a sua atenção no
que estiver sentindo e no chacra em que a emoção estiver. Faça a mesma coisa que fez com a raiva.
Não mova um músculo sequer. Concentre toda a atenção em seu interior.

Como Sentir Totalmente uma Emoção

1 - Concentre-se na emoção que deseja sentir.

2 - Observe em qual chacra ela se encontra.

3 - Pense na emoção como uma energia. Permita-se senti-la ao máximo. Imagine que o chacra onde ela
está é um balão e encha-o com toda a dor e a angústia do sentimento. Veja-o se encher e se expandir
cada vez mais.

4 - Imagine uma faca e abra o balão com ela. Deixe toda a dor sair. A dor emocional é energia que
está saindo de seu corpo. Imagine-se empurrando toda ela para fora pela abertura que fez com a
faca.
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5 - O processo estará terminado quando não restar mais dor no interior do balão.

Se a emoção estiver muito bloqueada, pode ser necessário repetir esses passos várias vezes até que
esteja totalmente trabalhada. Lembre-se da imagem da artéria bloqueada. O nadis funciona da mesma
maneira. Pode levar algum tempo até que se retire toda; energia estagnada.

Percepção

Depois de sentirmos completamente uma emoção, devemos nos lembrar do padrão-semente que a
estabeleceu em nossa infância. Mas não se preocupe se não se lembrar exatamente do incidente.
Outras situações que causaram a emoção lhe virão à mente e no futuro você poderá reconhecê-la com
facilidade. Não estará mais escondida em seu subconsciente para criar novas situações.

Mas se começarem a ocorrer novamente é sinal de que emoção não foi totalmente sentida. O que
costuma acontecer é um outro aspecto do mesmo sentimento ainda necessitar ser trabalhado. Ser
abandonado pelos pais, por exemplo, é diferente de ser abandonado por um amigo, apesar de se
tratar da mesma emoção. O que ocorre quando uma determinada emoção é a principal lição de vida da
pessoa, o que não é incomum. Um único sentimento pode ter tantas facetas que acabamos levando a
vida inteira para trabalhá-lo. Mas, uma vez iniciado o processo, fica mais fácil identificar e sentir a
emoção quando ela surge, pois já nos sentimos mais confiantes com relação aos outros aspectos dela.

Alívio

Quando uma emoção é totalmente trabalhada, sentimos um grande alívio por nos livrarmos da energia
bloqueada. E, depois disso, uma espécie de reverência. Quanto mais aprendemos a nosso respeito,
mais modestos nos tornamos.

Confusão

Não fique surpreso se estiver confuso após liberar uma emoção. Isso ocorre porque nossa energia
fica diferente e estranha. Como o campo de energia se modificou e se expandiu, você já não é mais
como antes. Está recebendo energias novas e enquanto seu corpo aprende a trabalhar com elas, fica
um pouco confuso. Pode sentir também uma espécie de vazio, pois é uma nova parte de seu ser que
ainda não foi preenchida.

Vulnerabilidade

Durante certo período, enquanto se acostuma com as novas energias em seu corpo, você se sentirá
vulnerável. Suas limitações anteriores não existem mais e você precisa se ajustar às novas. Em seu
subconsciente, ainda não sabe como estabelecer suas novas defesas. Ainda não confia totalmente no
que sente. Pode pensar: "Se estiver na mesma situação no futuro, como irei lidar com ela?". Mas dê
um tempo a si mesmo. Demora um pouco até nos acostumarmos com nosso novo campo de energia.

Aceitação

Quando se acostumar com o seu novo campo de energia, verá que sua vida se modificou. Os velhos
padrões já não existirão mais. Terão sido substituídos por outros. Mas no início é normal sentirmos
falta dos que tínhamos antes.

Tina queria muito se casar, mas sempre se interessava por homens que não queriam compromisso.
Brincava com suas amigas dizendo que se precisassem de homens para um relacionamento rápido era
só pedir ajuda a ela, pois sempre os encontrava.

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Quando conheceu Martin, apaixonou-se perdidamente por ele, mas descobriu que não era
correspondida. O relacionamento terminou assim que ele soube que ela pretendia se casar. Dessa vez,
finalmente, ela conseguiu sentir profundamente a rejeição. Chorou e reclamou, dizendo que os homens
sempre a desapontavam. Enquanto sentia toda a dor, lembrou-se do padrão-semente e de quando ele
surgiu. Tinha quatro anos e seu pai havia prometido levá-la ao cinema, mas na última hora trocou o
passeio por uma reunião importante de negócios. Sempre fazia isso. Então, ela aprendeu desde cedo a
ser rejeitada e a se desapontar.

Dois meses depois de trabalhar essas emoções, um rapaz chamado Jerry a convidou para sair. Como
havia gostado dele e já havia tomado consciência do padrão que tinha em sua vida, achou que ia ser
novamente rejeitada. Três meses depois, enquanto ainda esperava ser abandonada, ele a pediu em
casamento. Ficou muito surpresa. Percebeu que havia mudado seu campo de energia ao se permitir
sentir as emoções de rejeição e de desapontamento.

Superação

Quando enfrentamos uma situação em que uma emoção já conhecida ressurge, ela não nos atinge mais
com tanto impacto. Inicia-se então o processo de superação. Se sabemos que já passamos por essa
situação uma vez e sobrevivemos, vamos conseguir superá-la se a passarmos de novo.

Usando o mesmo exemplo do caso anterior: quando Jerry cancelou um compromisso que tinha com
Tina porque tinha uma reunião de trabalho, ela não se sentiu tão rejeitada quanto se sentia no
passado Isso já não a afetava tanto.

Autoconfiança

Ao perceber isso, Tina sentiu que podia confiar em Jerry como nunca havia confiado em outros
homens e também nela mesma. Sentia suas emoções sem ser dominada por elas.

Quando trabalhamos uma emoção e deixamos de ter medo dela passamos a confiar em nossa
capacidade de perceber o que se passou em nosso interior.

Mas o verdadeiro teste para sabermos se aprendemos mes nossa lição sobre essa emoção é senti-la
em alguém que esteja passando pela mesma dificuldade. Começamos a sentir compaixão pelas pessoas,
por nós mesmos e a nos amar mais. Passamos a perceber quem trabalha certas emoções e quem as
reprime. Aqueles que reprimem começam a se afastar de nós. Lembre-se de que energias semelhantes
se atraem. Começamos a conhecer pessoas novas e percebemos o quanto nossa vida se modificou.

Isso aconteceu com Tina. Ela começou a observar quais de seus amigos tinham problema com rejeição
e já sabia diferenciar quem reconhecia o sentimento e quem se recusava a trabalhá-lo. Os que não se
permitiam sentir essa emoção acabaram ficando com inveja de seu relacionamento. Ela ficou triste
por eles. Começaram a se afastar e deixaram de ter contato com ela. Mas novos amigos vieram e ela
percebeu que todos tinham relacionamentos estáveis. Aos poucos, sua vida se modificou. Sua auto-
estima ficou mais elevada e ela passou a ser mais feliz.

As pessoas sentem as emoções das mais diversas maneiras.

Algumas confundem as sensações táteis com as emocionais. No início, ao sentir uma energia, podemos
realmente ter a impressão de que se trata de uma sensação física em vez de uma emoção. Já
perguntei a clientes que foram abandonados o que sentiam. Alguns descreveram uma pressão no peito
em vez de um sentimento; outros, que ficaram tensos, agitados, com enjôo ou com uma sensação
estranha na boca do estômago, sufocados ou com dores na parte do corpo em que a emoção se
localiza. Nesse caso, estavam mais concentrados no resultado do bloqueio da energia do que na
energia. Se isso acontece com você, há uma maneira de resolver o problema. Focalize sua atenção na
sensação física. Depois de alguns minutos, você vai perceber a emoção que ela esconde. Isso pode
82
demorar algum tempo se não estiver acostumado a perceber suas emoções, mas você pode aprender
facilmente.

Outra coisa que muitas pessoas fazem é descrever suas emoções como se fossem ações. Em vez de
dizerem que se sentem rejeitadas, por exemplo, dizem algo como: "Foi como se ele tivesse me enfiado
uma faca no peito". Ou quando se sentem abandonadas, dizerem:

"Tenho vontade de sair correndo e nunca mais voltar". Essas expressões descrevem a reação à
emoção, mas não o sentimento em si. Se você tem esse perfil, analise seu discurso. Por trás daquilo
que descreve é que está a verdadeira emoção.

Este capítulo descreve a importância de prestarmos atenção que ocorre em nosso interior. Para nos
acostumarmos a identificar nossas emoções, temos de estar conscientes disso. Concedemos muita
atenção ao que acontece ao nosso redor, mas sabemos muito pouco sobre nós mesmos. Leva algum
tempo para aprender, mas, quando conseguimos observar simultaneamente o que acontece dentro e
fora de nós, assumimos o controle de nossa vida e começamos a reagir aos acontecimentos de maneira
diferente. Começamos a associar algumas atitudes e emoções e a perceber o tipo de acontecimento
que atraem. Aprendemos a ter responsabilidade perante tudo o que nos acontece e,
conseqüentemente, a mudar nossa vida para esteja de acordo com nossos desejos. E podemos fazer
isso espiritualmente mediante nossos pensamentos e nossas emoções.

SUSAN KERR

83
14. COMO
TRABALHAR A
ENERGIA

Mesmo sem perceber, trabalhamos o tempo todo com nosso campo de energia. Ele pulsa como o
coração, expande-se e contrai-se. Os pensamentos e as emoções o fazem aumentar ou diminuir de
tamanho, mudar de formato e de cor. Neste capítulo, vou explicar algumas das ações subconscientes
que ampliam, perturbam, manipulam e modificam nosso campo de energia e também como utilizar
todos os seus recursos.

Utilização Máxima do Campo de Energia e de seu Fluxo Natural

Em meu trabalho com as pessoas, descobri uma maneira de viver que melhora o fluxo de energia em
nosso corpo e pode nos levar ao despertar espiritual. Apesar de ser simples, infelizmente é pouco
usada. Basta dizermos "sim" a tudo o que nos acontece.

Dizer "sim" à vida nos permite ficar em harmonia conosco e com as ferramentas que temos desde o
nosso nascimento. Segundo o Sistema de Memória da Alma, utilizamos a energia do corpo para
direcionar nossa vida, nossos pensamentos e sentimentos e atrair as pessoas e os acontecimentos
ideais para adquirirmos mais conhecimento e nos compreendermos melhor. Quando concordarmos
conosco, estamos confirmando que entendemos nossos propósitos e assumindo o comando. Estamos
nos abrindo para aprender mais de nós mesmos e permitindo que a energia de Deus flua livremente
por nosso intermédio. Aceitamos plenamente os fatos sem tentar controlar, impedir, racionalizar ou
criar desculpas.

É simples, mas não é assim tão fácil. Dizer "sim" significa dizer que estamos disponíveis para sentir as
emoções no momento em que surgem e que para nós isso é mais importante do que reagir aos fatos ou
nos defender. Deixamos de lado nosso ego para dar prioridade ao desenvolvimento espiritual.

Vejamos um exemplo.

Imagine que seu marido, sua esposa ou alguém com quem esteja se relacionando o acuse de ter ferido
seus sentimentos. A maioria das pessoas responde a isso dizendo que não é verdade ou imaginando
como poderiam ter feito algo assim. Estão simplesmente reagindo à situação e pensando no que podem
ter feito e no que irão responder, seja em forma de defesa, de crítica, seja ignorando o comentário
do parceiro. Ao reagirmos assim, não estamos dizendo "sim" à situação, mas apenas respondendo a
uma acusação.

Mas se, por outro lado, respondermos algo do tipo "Sim, se você diz que eu o feri, devo ter feito
alguma coisa", permitimos que a energia do incidente seja liberada. Ao fazer isso, temos a
oportunidade de explorar a situação e de observar o que estamos sentindo.

Dizer "sim" significa dizer que aceitamos a situação que criamos inadvertidamente para sentirmos
uma determinada emoção. Ao nos defrontarmos com a dor que causamos, conseguimos perceber a
nossa. Sentir as emoções resulta em transcendência imediata, ou seja, permite termos no mesmo
instante a consciência do motivo de nossas ações, pensamentos e sentimentos. E isso nos dá os
conhecimentos de que necessitamos. No exemplo dado, é possível reconhecer as emoções de nosso
parceiro e as que estavam bloqueadas em nós mesmos e que criaram a situação. Ferimos os
sentimentos de nosso par para reviver emoções que tivemos em diversos momentos de nossa vida
desde a infância. Se pararmos para sentir o que se passa em nosso interior, vamos descobrir quais
são.

Quando entendemos quais são nossos sentimentos e as razões subconscientes do que fizemos,
podemos dizer: "Você está certo. Eu quis feri-lo porque também estou magoado. O que sinto é ... ".

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Dizer "sim" às emoções da pessoa amada nos permite dizer "sim" às nossas também. Quando os dois
descobrem suas emoções, algo muito interessante acontece. Um simples acontecimento se torna uma
experiência espiritual. O campo de energia de ambos se expande e o amor toma conta de tudo.

Quando concordamos com nossos atos e percebemos as nossas tendências espirituais, criamos um
fluxo de energia adequado e dentro dos planos divinos. Ao fazer isso, devemos observar o que
acontece não apenas em nossos relacionamentos, mas na vida em geral. Uma energia de cura passa a
permear nosso dia-a-dia e também as pessoas com quem temos contato. Dizer "sim" à vida
desencadeia uma força de amor tão grande que passamos a sentir uma sensação de bem-estar e até
mesmo de êxtase.

As pessoas sempre me perguntam: "Mas como você consegue parar no meio de uma atividade para
tentar descobrir o que está sentindo?". É claro que nem sempre é possível ficarmos sozinhos durante
alguns minutos para processar nossas emoções. Mas podemos observar o que se passa em nosso
interior enquanto os acontecimentos se desenrolam e mais tarde, com calma, analisar o que sentimos.
As lembranças ainda estarão recentes e poderemos reativar tudo usando os passos do Sistema de
Memória da Alma. Se nos concentrarmos no que sentimos enquanto as coisas acontecem será bem
mais fácil perceber nossas emoções por trás delas.

Manipulação de Energias no Contrafluxo

Sempre que interrompemos nosso fluxo de emoções para reagir a um acontecimento, estamos
manipulando a energia. Usamos a força de vontade para manipular, reprimir, impulsionar ou alterar o
fluxo de energia em nossos chacras e ao nosso redor. Fazemos quando desejamos dominar uma
situação.

Tudo é energia e está em constante movimento. As emoções como sabemos, são a força propulsora.
Os acontecimentos geram uma grande onda no movimento da energia, e nosso cérebro avalia a
situação em todos os níveis, incluindo as informações que nossos sentidos captam, como sons, cheiros,
imagens, sensações táteis e gustativas. Analisa também as emoções e a intuição que identificam nosso
campo de energia, mas normalmente ignora-as e processa-as em nível subconsciente. A única indicação
consciente que recebemos é da sensação de que perdemos o controle, o que só ocorre quando o fluxo
de energia é tão forte que nos desequilibra, distorcendo e modificando nosso centro de energia de tal
maneira que levamos algum tempo para voltar ao normal. Quando conseguimos avaliar a situação sob o
ponto de vista emocional, o fluxo de energia segue seu curso normal, ou seja, podemos nos
reequilibrar diretamente por meio de nosso campo de energia. Quando reagimos física ou
mentalmente porém, acabamos reprimindo ou manipulando o fluxo de energia. Usamos apenas os cinco
sentidos e ignoramos a verdadeira tempestade de energia que acontece ao nosso redor e que pode
nos fornecer muito mais informações.

Se pudéssemos observar nossa aura nesse momento, ver que suas cores brilham como luz de néon e
seu tamanho duplica quando deixamos fluir as emoções. Já quando manipulamos a energia raciocinando
e reagindo fisicamente, as cores e as luzes diminuem de intensidade e o campo de energia se reduz.

Exercício:

Para observar como a energia ao seu redor consegue afetá-lo, faça uma experiência. Antes de entrar
em uma sala cheia de pessoas, pare um instante e preste atenção ao que sente. Está feliz, triste, bem
consigo mesmo, inseguro? E fisicamente? Então entre na sala e observe o que acontece. Não use seus
olhos, pois as imagens podem atrapalhar! Deixe seus chacras e seu campo de energia avaliarem o
ambiente. Ficará surpreso ao perceber como a energia dos lugares bem como a das pessoas nos
afetam. Algumas projetam suas energias em nós e outras sugam nossas energias. Se estamos bem
quando entramos em uma sala e de repente ficamos tristes, por exemplo, é porque captamos a energia
das pessoas dentro dela.

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Os objetos, que na verdade são corpos com energia viva, consciência, pensamentos e sentimentos
próprios, também absorvem a energia ao redor, exatamente como nós. Um bom exemplo é a diferença
entre entrar em uma grande loja de brinquedos, onde as crianças se sentem felizes e deixam
registrada essa energia, e em um hospital, no qual percebemos a tristeza, a raiva e as emoções
reprimidas de centenas de pessoas.

Pode-se manipular a energia de diversas maneiras. Vou descrever algumas que já observei. Sinto que
alguém está fazendo isso porque parte de sua energia fica represada.

De certo modo, herdamos até mesmo as formas de controlar a energia e as desenvolvemos desde a
infância, seguindo muitas vezes o padrão de nossos pais. Se eram viciados em álcool ou em outras
substâncias para evitar sentir suas emoções, aprendemos a fazer isso também. O mesmo acontece
com os filhos de pais que tentam conter seus sentimentos racionalizando tudo o que acontece ao seu
redor.

Manipular energia gera estresse e é fácil entender por quê. A energia pulsa e flui naturalmente pelos
chacras e pelo corpo. Quando tentamos impedir que um pensamento ou sentimento aflore, estamos
lutando contra o seu fluxo. Imagine uma represa construída para inverter a correnteza de um rio.
Toda vez que represamos ou controlamos nossa corrente de energia, geramos tensão no fluxo da água
ou seja, ficamos estressados. Nós criamos estresse.

Armazenamos o estresse geralmente nas mesmas partes do corpo que nossos pais. Conheci um homem
que concentrava toda a tensão no chacra umbilical. Soube disso porque senti uma pressão no mesmo
chacra em meu corpo enquanto estava perto dele, que disse que sua filha tinha um problema
intestinal. Ela aprendeu armazenar a energia no mesmo local, mas já na forma de doença, seja, estava
um passo adiante. Crianças são muito sensíveis ao que acontece no ambiente e imitam seus pais ou as
pessoas mais próximas no modo de manejar a energia.

É fácil descobrir onde seu fluxo de energia está sendo represado. Observe qual parte de seu corpo
acumula mais estresse. Pode ser na base da coluna (chacra raiz), provocado por problemas
monetários, na nuca (chacra do centro da Lua), por excesso de responsabilidades, no chacra do plexo
solar por se sentir impotente diante de algum situação. Sinta a área mais tensa do corpo e verá em
qual chacra e refreando a energia. Para diminuir o estresse, analise sua vida par descobrir quais
situações e emoções tenta evitar e controlar.

Manipulação de Energias pela Estratégia de Defesa

Uma das maneiras de manipular energia é por meio da estratégia de defesa.

Estratégia de defesa é um mecanismo que criamos para evitar sentir uma determinada emoção. É uma
seqüência de ações que desenvolvemos para nos concentrarmos apenas nos acontecimentos e não
senti-los.

Esse tipo de defesa é criado quando existem emoções muito fortes em nível inconsciente, que nos
levam a tomar determinadas atitudes sem saber por quê. Utilizo o termo "defesa" porque em nível
consciente as pessoas acreditam que precisam se defender umas das outras. Mas em nível
subconsciente estão se defendendo de suas próprias emoções.

A melhor maneira de explicar a estratégia de defesa é por meio de exemplos. Allison tem vinte e
cinco anos. Seus pais se divorciaram quando ela tinha dezesseis e até hoje ela usa a estratégia de
defesa que criou na época. Toda vez que se sente rejeitada, ativa o sistema para se proteger porque
ainda não trabalhou esse sentimento. Sua estratégia consiste em jogar as pessoas umas contra as
outras.

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Um dia, marcou um almoço com seu pai, que o cancelou por causa de uma reunião de negócios. Em vez
de se sentir rejeitada, disse que entendia e que não havia problema. Naquela noite, enquanto
conversava com sua mãe, contou o que havia acontecido e também que seu pai havia comprado um
casaco de pele para sua segunda esposa. Em seu subconsciente, sabia o que isso iria provocar, pois os
problemas financeiros tinham sido uma das principais causas do divórcio de seus pais. Algumas
semanas depois, tiveram uma séria discussão. A estratégia de defesa de Allison funcionou
perfeitamente. Em vez de sentir a emoção, ela fez com que sua mãe agisse no seu lugar, punindo seu
pai.

Mas Allison não percebe o que faz e age assim em todas as áreas de sua vida. Se sente que alguns de
seus amigos estão estreitando relações entre si e se afastando dela, cria uma situação para colocá-
los um contra o outro. No trabalho, quando sente que um colega está sendo favorecido, tenta criar
atrito entre ele e seu chefe. Mas tudo isso é feito inconscientemente. Aprendeu com sua mãe a
manipular a energia dessa maneira.

A fobia e o ataque de pânico também são usados como estratégia de defesa. São causados por
situações de medo extremo ou de terror que a criança vivenciou aos oito anos de idade. A sensação é
armazenada, distorcida e manipulada e, mais tarde, manifesta-se como estratégia de defesa na forma
de fobia ou de ataque de pânico. Veja o caso de Suzanne: quando tinha cinco anos, seus pais a levaram
a um parque de diversões e à montanha russa. Ela passou a ter medo de altura. Não conseguia sequer
atravessar uma ponte sem suar e entrar em pânico. Quando enfrentou seu medo, descobriu o padrão-
semente da emoção e onde ela se originou. Já percebi que parques de diversão muitas vezes geram
emoções que se transformam em ataques de pânico e fobia em adultos.

Hábitos obsessivos ou compulsivos também são estratégia de defesa que desenvolvemos para nos
proteger das emoções. Para quem aprendeu a ter medo das emoções quando criança é mais fácil lavar
as mãos trinta vezes por dia, por exemplo, do que enfrentá-las.

Manipulação de Energias por meio da Projeção

Outra maneira de manipularmos a energia é projetá-la em outra pessoa para fazê-la sentir a emoção
que evitamos. Veja o caso de Burt. Quando criança, achava que seus irmãos eram mais esperto do que
ele. Os três competiam para ver quem tirava as melhores notas na escola. Seu pai sempre comparava
os boletins, mas quase nunca o elogiava. Mesmo um mestrado em Literatura não foi suficiente.
Continuou estudando até ter mestrado em Assistência Social e se tornou professor. Quando
conheceu Elizabeth, que começou a lecionar na mesma escola, apaixonou-se por ela. Namoraram
durante algum tempo, mas ela não quis continuar. "Você me faz sentir incapaz", disse a ele. "Tenho
muita cultura, mas quando estou com você me sinto como se fosse analfabeta".

Se alguém projeta emoções reprimidas em nós é porque temos o mesmo tipo de emoção ainda não
trabalhada. Afinal, energias semelhantes se atraem. Mas só percebemos isso algum tempo depois . Se
a pessoa costumava dizer alguma coisa que continua a nos vir à mente mesmo quando deixamos de ter
contato com ela, isso é sinal de que tínhamos o mesmo tipo de energia bloqueada.

Manipulação de Energias e Problemas Físicos

Para evitar sentir uma emoção, algumas pessoas manejam seu campo de energia até gerar problemas
físicos. Já vi isso acontecer de diversas formas e por motivos graves, como violência ou abuso
sofridos na infância, mas também por coisas simples, como a recusa em obedecer aos pais, por
exemplo. Em alguns casos, a força de vontade acaba gerando conseqüências drásticas no corpo para
proteger a pessoa das emoções que deseja evitar.

Quando eu tinha a livraria, uma psicóloga veio encomendar um livro sobre múltiplas personalidades.
Conversamos um pouco sobre o assunto, que era sua especialidade. Três semanas depois, li em um
jornal que o número de casos da doença havia aumentado na cidade. O artigo descrevia

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detalhadamente o problema e seus sintomas. Naquela tarde, uma jovem entrou na livraria com
algumas amigas e me perguntou sobre experiências fora do corpo. Disse-me que nunca se recordava
do que acontecia durante o dia desde o momento em que acordava até o início da tarde. Se saía com
as amigas, por exemplo, não se lembrava de ter estado com elas. Mencionou algumas outras situações.
Queria saber se poderia estar tendo experiências fora do corpo. Assim que a vi, senti que tinha
sofrido maus-tratos na infância. Percebi então que não havia sido coincidência conhecer a psicóloga e
ter lido sobre o assunto de manhã. Perguntei que outros nomes usava. Quando ela e suas amigas me
disseram quais eram, senti como ela manipulava as ondas de energia em seu cérebro para evitar sentir
suas emoções. Fazia isso para mudar de personalidade quando os sentimentos afloravam. Era como se
acionasse uma chave para desviar as informações, como se faz com as linhas de trem para os vagões
seguirem outro caminho. Dei a ela o artigo de jornal e o cartão da psicóloga que havia me visitado. Um
mês depois, ela me disse que sentia muito melhor agora que sabia de seu problema. Mas infelizmente
não tinha como pagar o tratamento e visitou a psicóloga apenas uma vez.

Conheci também um homem que sofria de esgotamento nervoso. Veio à minha livraria porque queria se
consultar com um sensitivo. Já percebi que em muitos casos as pessoas preferem continuar negando
seus sentimentos e procuram um sensitivo em vez de um terapeuta. Ele tinha ataques de pânico e
pensamentos estranhos que não desejava mais ter. Queria saber se estava possuído por espíritos.
Minha intuição me dizia que estava com esgotamento nervoso. Sentia um excesso de energia em seu
cérebro. Percebi que os pensamentos indesejados eram lembranças guardadas de algum trauma
relacionado a muito medo e abuso sexual, o que ele confirmou depois. Seu cérebro se esforçava ao
máximo para encobrir as lembranças e ele tentava reprimir o imenso fluxo de emoções e de horror
que sentia. Concentrava todos os esforços em seu cérebro que estava sobrecarregado e já não
funcionava normalmente, tentando liberar as lembranças que guardava. Pude sentir todo o se medo e
a ausência de estabilidade em sua mente. Parecia que ele estava se desintegrando. Disse que devia ir
a um médico. Voltou alguns meses depois e disse que realmente estava com esgotamento nervoso e
que estivera internado em um hospital psiquiátrico. Foi um tratamento com medicação para diminuir o
fluxo excessivo emoções que tinha.

Nos dois casos, as emoções foram apenas suprimidas e não-trabalhadas. Tentaram manter sob
controle todas as energias e pensamentos. Mas, como isso exige uma quantidade imensa de
determinação e de força de vontade, a sobrecarga no cérebro deles se manifestou na forma de
problemas mentais.

Muitas pessoas que usaram o Sistema de Memória da Alma para trabalhar seus traumas de infância e
se concentrar em suas emoções e nos chacras em vez de no cérebro conseguiram superar seus
problemas sem a necessidade de medicamentos. Quando resgatamos um trauma do passado, as
lembranças e os sentimentos que afloram são exatamente os mesmos de nossa infância, quando não
tínhamos a experiência e o conhecimento que temos hoje e que nos permitiriam superá-lo facilmente.
São as lembranças distorcidas de nossa mente infantil e que não fazem sentido hoje que nos causam
tanto medo. Podem ser imagens um tanto apagadas e não muito precisas, mas os sentimentos são
reais. Quando um trauma ressurge, o corpo todo pode ser afetado. Podemos ter sintomas de uma
gripe forte, inquietação, náuseas e até vômitos. Já vi muitas pessoas sentindo tudo isso e eu mesma
já senti.

Importante! Quero deixar muito claro que se você tem esses sintomas, deve procurar ajuda médica.
Algumas pessoas conseguem trabalhar sozinhas suas emoções, outras não. Mas, ainda que use
medicamentos, terá de sentir todas as emoções de um trauma para poder se curar totalmente dele.

Outro exemplo de manifestação física da manipulação de energias são as dificuldades de aprendizado.


Isso normalmente acontece com pessoas que usam o cérebro para bloquear alguma coisa que as faz
sentir-se impotentes. Em vez de sentirem a emoção, alteram a química cerebral para criar uma
barreira de proteção. Isso acontece com alguns de meus clientes. As sessões com RacheI, uma de
minhas clientes, iam muito bem, até que abordamos um trauma de infância. Como não queria lidar com
aquela emoção, sua dificuldade de aprendizado entrou em ação. Ela tinha dificuldade em processar as

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informações que recebia. Quando comecei a sentir suas energias tentando restringir meus
pensamentos, percebi que ela as estava manipulando para não ouvir o que eu dizia. Expliquei o que
aconteceu e ela disse que não tinha a mínima idéia de como poderia ter criado aquela dificuldade. Mas,
quando entendeu o que estava fazendo, conseguiu mudar seu padrão energético.

Algumas pessoas manipulam a energia do corpo para causar doenças. Quando Jane tinha cinco anos e
começou a freqüentar a escola, sua mãe arrumou um emprego em período integral. A falta de amor
que sentiu foi tão forte que acabou ficando gripada. A mãe teve de ficar em casa e lhe dar toda a
atenção. Para ela, foi muito tê-la por perto novamente. Em nível inconsciente, associou a doença a
receber atenção e estabeleceu um padrão. Mais tarde, sentiu ignorada quando o marido trabalhava
muito e por isso ficava doente. Conscientemente, não percebia a associação que fez durante infância
e que desejava mascarar a solidão que sentia. Quando o marido se acostumou a vê-la sempre doente e
já não lhe dava atenção, ela ficou ainda mais doente. A emoção já estava tão reprimida que ela teve
câncer e só então encarou seus sentimentos.

Manipulação de Energias e o Uso de Substâncias e de Sensações Físicas para Causar Emoções

A forma mais comum de manipulação da energia é o VÍCIO. Pessoas dependentes de substâncias


químicas ou de sensações físicas as utilizam para acessar seus sentimentos. Viciados não sabem sentir
suas emoções. Na verdade, mantêm seus sentimentos tão distantes mesmo utilizando o Sistema de
Memória da Alma, descobri que podem levar até um ano para começarem a senti-los novamente. São
pessoas extremamente sensíveis e intuitivas. Crescer em um ambiente instável as faz utilizar todos
os seus recursos. Alguns me dizem que sentem emoções em excesso e que buscam alívio no vício.
Quando converso com elas e os sentimentos vêm à tona, não sabem como agir. Descrevem tudo como
sensações físicas. Em vez de dizer que sentem abandonadas, por exemplo, dizem sentir uma forte
pressão no peito. Confundir emoções com sensações é um dos motivos que fazem usar o vício para
esconder o que sentem.

Quando alguém na família é viciado, as crianças podem aprender a amar de maneira obsessiva e a
oscilar entre extremos.

Não há como confiar em um tipo de amor que é pleno durante alguns instantes mas simplesmente
desaparece logo em seguida ou que passa de carinho e aconchego para ódio e violência em questão de
minutos. Também é comum sentirem-se controladas em excesso pelos pais ou viverem em um
ambiente instável e caótico. A maneira como a criança sente a perda ou a falta de amor de um pai ou
mãe dependente durante os primeiros oito anos de vida poderá ocasionar uma dependência futura. O
padrão de dependência já estará registrado em um de seus chacras, e o tipo de vício que poderá ter
vai depender da idade em que sofreu o trauma de um amor inconstante.

Se a falta de amor ocorreu nos dois primeiros anos de vida e do desenvolvimento dos chacras raiz e
umbilical, a pessoa tende a se tornar viciada em jogo, sexo, comida ou trabalho.

Se ocorreu entre os quatro e cinco anos, enquanto se desenvolviam os chacras do coração e o


laríngeo, pode se tomar alcoólatra ou fumante.

Já o chacra do plexo solar funciona como ponte. Se a criança não se sentia amada quando tinha três
anos, enquanto ele se desenvolvia, seu vício pode tanto estar ligado aos chacras de cima quanto aos de
baixou, ou seja, pode desenvolver vícios relacionados tanto a jogo, sexo, trabalho em excesso ou
comida quanto alcoolismo ou tabagismo. (Veja o Diagrama 3.)

Quando a falta de amor ocorre entre os sete e oito anos, durante o desenvolvimento do chacra do
terceiro olho e o do coronário, há tendência para o uso de substâncias químicas, como maconha, crack,
cocaína, heroína e medicamentos vendidos sob prescrição médica.

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O chacra do centro da Lua também funciona como ponte. Se a criança tem carência de amor aos seis
anos, enquanto ele se desenvolve, sua dependência pode estar relacionada tanto aos chacras de baixo
quanto aos de cima, ou seja, pode fumar, beber e também ser usuário de drogas.

Infelizmente, porém, o amor que as crianças recebem nesse tipo de lar é tão instável que a maior
parte desenvolve vários tipos de vício. É comum vermos pessoas abandonando um para logo iniciar
outro vício. Tudo isso por não se sentirem amadas. Mas, como disse, essas pessoas têm dificuldade em
identificar isso. Não sabem como sentir, apenas como vivenciar as emoções. Precisam provar que não
merecem ser amadas. Ferem a si mesmas pelo vício e atraem pessoas que também as magoam.
Aprenderam com os pais que o amor machuca e utilizam suas estratégias de defesa paro continuar se
ferindo.

Estimuladores de Energia

Por meio de meu trabalho, percebi que três emoções têm muita força: a raiva, o desejo e a vontade.
Chamo-as de estimulador de energia.

Também costumo me referir a elas como emoções de superfície porque formam uma "camada" que
encobre as demais. Apesar de serem a mola propulsora de todas elas, quando vêm à tona são as
primeiras que sentimos.

Quando queremos fazer mudanças em nossa vida, são essas três emoções que nos ajudam a iniciar o
processo. Localizam-se em chacras diferentes, e sua forma de ação também é diferente.

Raiva

Quando queremos modificar alguma coisa, é porque algo não está dando certo. Raiva é a primeira
emoção que sentimos nesse caso. Ela se concentra no chacra do plexo solar, onde as energias são

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criadas e têm origem as emoções mais fortes. No Capítulo 12, expliquei que é difícil nos mantermos
imóveis quando estamos com raiva, porque ela incita o movimento.

Sentimos raiva quando somos magoados ou quando ficamos passivos diante de alguma situação mesmo
contra a nossa vontade. Isso ocorre porque nossa tendência natural ao sofrer um ataque de energia
externa é reagir imediatamente.

A raiva é considerada uma emoção destrutiva. Contudo, o que conhecemos como raiva hoje em dia tem
uma conotação diferente. Não sentimos a raiva; reagimos a ela. Saímos batendo portas, quebrando
tudo, gritando, ou fazendo algo bem pior: ferimos as pessoas. Grande parte da violência no mundo é
gerada pela raiva. Mas, quando ela é usada de maneira positiva, ajuda a operar grandes mudanças em
nossa vida.

Por ser uma forma de energia muito poderosa, quando é reprimida, causa distorções em nosso campo
de energia. Tem um tom vermelho-terra na aura das pessoas. Já percebi que o excesso de raiva
acumulada pode resultar em câncer.

Vontade

Vontade é outra emoção que impulsiona as mudanças. Concentra-se no chacra do terceiro olho, o
centro de nossas convicções. É a emoção que utilizamos quando desejamos reprimir nossos
sentimentos e também a que nos faz pôr em prática uma idéia ou criar algo novo. A energia emocional
da vontade transforma nossos pensamentos em ação: permite-nos superar obstáculos e operar
milagres. É a ação da mente sobre a matéria.

Mas o poder da vontade também tem desvantagens, especialmente quando é muito usado para evitar
emoções. Dá uma falsa sensação de estarmos no controle de nossa vida porque nos permite fazer
tudo o que desejamos. Mas quando modificamos as coisas para ficarem da maneira que pensamos
desejar, em espírito mostramos nós mesmos o que realmente queremos emocionalmente.

Ficamos com raiva quando alguém nos fere e usamos a vontade para ferir, impondo nossa energia
sobre as pessoas para conseguir o que queremos, ou seja, manipulamos a nossa energia e a delas
também.

Mas o uso excessivo da vontade causa problemas na energia do cérebro. Pessoas que tentam usar a
força de vontade para controlar seu mundo e suas emoções o tempo todo acabam tendo dores de
cabeça, enxaqueca, tumores e derrame.

Desejo

O desejo manifesta-se no chacra cardíaco, onde também está o amor. Deus nos permite manipular a
energia do desejo para obter aquilo que queremos.

Quanto mais amamos a nós mesmos, mais facilmente temos o que desejamos. Mas o que significa amar
a nós mesmos? Significa sentir nossas emoções, pois quando fazemos isso concordamos com Deus e
nos aceitamos exatamente como somos. E criamos um fluxo de energia tão grande ao nosso redor que
passamos a atrair todas as coisas. Imagine um grande ímã. Tudo o que é bom é atraído pela força do
amor.

Registramos todos os nossos objetos de desejo e os atraímos para nós, mas também lembramos de
todos os estigmas e mágoas que associamos a esses desejos. Então, se não trabalharmos todas as
dores do passado, não teremos o que desejamos, pois a energia bloqueada nos impede de alcançá-los.
E quanto mais adiarmos esse processo, mais tempo nossos desejos levarão para se realizar.

Técnicas para Aumentar a Energia do Corpo


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Por intermédio de meu contato com as pessoas e com seu campo de energia, descobri algumas
técnicas para aumentar o alcance da aura e fazê-la brilhar com mais intensidade. Isso ajuda a nos
sentir melhor, faz com que nossa vida flua com mais facilidade e permite que manifestemos nossos
desejos.

A lista seguinte não tem todas as atividades que elevam o nível de energia da aura, somente as mais
comuns, que agem sobre o campo de energia, para que você possa se conscientizar e aumentar seu
nível de bem-estar.

1 - Sinta as emoções

2 - Ore

3 - Medite

4 - Respire profundamente

5 - Exerça a criatividade

6 - Cante

7 - Faça o que lhe dá prazer

8 - Ria

9 - Faça exercícios

10 - Passe mais tempo em contato com a natureza e com os animais

Atividades que Bloqueiam o Fluxo de Energia no Corpo

Fiz também uma lista das ações que impedem o fluxo normal de energia no corpo. A aura das pessoas
que as praticam com freqüência diminui, perde luz e fica com a cor apagada e opaca. Além disso,
acabam ficando fracas e deprimidas. O bloqueio constante das energias causa acidentes e doenças. A
interrupção total de seu fluxo leva à morte.

1 - Evitar sentir as emoções

2 - Reagir automaticamente aos sentimentos sem tentar perceber quais são

3 - Racionalizar tudo e Sentir-se culpado

4 - Autocrítica: mentir, enganar, roubar, ir contra os princípios da moral e da ética, considerar-se


indigno etc.

5 - Julgar as pessoas

6 - Agir contra a própria vontade

7 - Ser responsável quando não se deseja ser.

Exercício:

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Observe sua vida e releia a lista de atividades que aumentam fluxo de energia. Quantas delas pratica
e com que freqüência? Agora leia novamente a lista de atividades que diminuem a energia. Quantas
delas estão presentes em seu dia-a-dia? Infelizmente, a maioria das pessoas diminui sua energia ao
invés de aumentá-la.

SUSAN KERR

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15. COMO USAR A
ENERGIA

Quando entendemos o funcionamento da energia, podemos usá-la a nosso favor para obter o que
desejamos. Este capítulo revê os princípios da energia com base no Sistema de Memória da Alma e
ensina a aplicá-los para manifestar nossas vontades. É uma revisão do que vimos até agora sobre
energia.

Os Princípios da Energia segundo o Sistema de Memória da Alma

1 - Para cada ação há uma reação. Portanto, quando criamos a energia que desejamos, criamos também
a que não desejamos.

2 - Energias semelhantes se atraem. Atraímos para nós tudo o que queremos. Se não temos alguma
coisa que desejamos é porque inconscientemente não a queremos de verdade.

3 - Cada chacra tem um tema e uma função específica. Conhecendo o tipo de energia relacionada a
cada um deles, podemos entender o que acontece em nossa vida.

4 - Nosso sistema de crenças se estabelece durante os primeiros oito anos de vida, enquanto os
chacras e os padrões-semente se desenvolvem. O sistema de crenças determina a maneira como
manifestamos nossos desejos.

5 - Para manifestar o que desejamos e modificar a energia ao nosso redor, temos de usar a
transcendência, que combina recursos físicos, emocionais e mentais para obtermos conhecimento no
nível subatômico, compreensível para o espírito. Mas para isso temos de saber fisicamente o que
desejamos e usar as emoções para desencadear a energia e o processo para sua obtenção. Além disso,
é necessário ter consciência mental do processo de manifestação dos desejos.

Sabemos que cada ação provoca uma reação. Isso se aplica aos nossos desejos. Toda vez que
decidimos que "queremos" alguma coisa, criamos também impedimentos para sua realização.

Em termos de manifestação, não temos como saber o que queremos enquanto não definirmos o que
não queremos. Precisamos das duas informações para compará-las e aprender a diferença entre elas.
É assim que obtemos conhecimento.

Se pararmos para pensar, podemos estar vivendo em um estado de "não querer". Se não temos aquilo
que desejamos é porque vivemos de acordo com o que "não queremos". Manifestamos algo que está
escondido em nosso subconsciente. Para mudar esse padrão de energia, precisamos primeiro
confirmá-lo, descobrir por que não o desejamos e sentir a emoção por trás dele.

Saber por que desejamos alguma coisa é fácil. Difícil é saber por que não desejamos. Mas há alguns
métodos que podemos utilizar para descobrir esses motivos.

Observe suas convicções. O que pensa sobre as coisas que deseja ter? Quais são suas crenças a
respeito de bens materiais. Absorvemos as opiniões de nossos pais enquanto crescemos.

Algumas crenças muito comuns:

1 - Nada neste mundo é de graça.

2 - Se quiser ter alguma coisa precisa trabalhar muito.

3 - Dinheiro não cresce em árvores.


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4 - Não jogue dinheiro fora.

5 - O que é bom custa caro.

6 - Tudo tem seu preço.

Crescemos ouvindo essas e outras coisas que acabaram sendo interiorizadas e passaram a guiar
nossos passos. Analise sua vida e veja quantas delas estão presentes em seu dia-a-dia. São essas
crenças que criam nossas dificuldades, pois se transformam em realidade.

Quando Keith tinha cinco anos, queria ganhar uma bicicleta no Natal. Pediu a seus pais e, como não
disseram nada, presumiu que haviam concordado. Na manhã de Natal, correu até a árvore para ver
seus presentes, mas no lugar de uma bicicleta encontrou um par de tênis novos, uma malha de lã e uma
jaqueta. Ficou muito desapontado e brigou com os pais. "Por que não compraram uma bicicleta? Eu
queria uma bicicleta e não estes presentes idiotas." Seus pais estavam tendo problemas financeiros e
não podiam gastar além do necessário. Sentiram-se humilhados com a situação e com a reação do filho
e responderam: "Dinheiro não cresce em árvores! Dê graças a Deus por ter ganhado alguma coisa". Ele
sempre se sentia culpado e humilhado quando se lembrava disso. Em seu subconsciente, associou que
"como dinheiro não cresce em árvores, pedir é humilhante". Depois de adulto, isso se manifestou em
seu trabalho. Em todas as empresas em que trabalhava, quando pedia um aumento era maltratado
pelos chefes. Diziam que a fase não era boa e que deveria ficar feliz por ter um emprego.

Um outro caso interessante é o de Joey. Quando tinha cinco anos, a igreja que freqüentava com a
família anunciou um sorteio. O prêmio mais alto era uma bicicleta. Sua mãe comprou um número para
ele e disse: "Você pode ganhar se quiser. Quando desejamos alguma coisa de verdade, ela acontece".

Nossos padrões e crenças se desenvolvem nos primeiros oito anos de vida de acordo com o que
pensamos e sentimos. Para modificá-los, é necessário penetrar em nosso subconsciente e descobrir os
motivos que nos levam a pensar e a agir de determinada maneira. Temos de retroceder até aquela
idade e nos lembrar do que ouvimos, fizemos e sentimos para entender o que aconteceu. Há uma
explicação lógica para todos os nossos padrões.

Mas às vezes é difícil descobrir os motivos subconscientes que nos impedem de manifestar nossos
desejos. A lembrança pode estar tão profundamente escondida ou ser tão óbvia que não conseguimos
vê-la. Mas há um "truque" que podemos utilizar para descobrir o motivo real daquilo que nos falta.
Esse truque faz baixar o muro de defesa da mente consciente e permite que o subconsciente se
manifeste e nos mostre a verdade.

Exercício:

Diga em voz alta: "Não quero ... (aquilo que mais deseja: porque ... ". Liste todas as razões para isso.
Sua mente consciente vai reagir imediatamente dizendo que você está sendo ridículo e que nada disso
é verdade, porque deseja muito tudo o que mencionou. No começo será um jogo de "mentir" para si
mesmo com os motivos que inventar. Mas, para que funcione, você precisa criar razões absurdas e
engraçadas. Quanto mais ridículas forem as respostas mais relaxada sua mente consciente vai ficar.

A parte esquerda do cérebro comanda nossa mente consciente.

É o lado que pensa e processa as informações. O lado direito é intuitivo e criativo. É onde surge nossa
inspiração e onde está nossa ligação com a alma. Ao inventarmos os motivos, acionamos o lado direito
do cérebro e o contato com o subconsciente. As coisas mais absurdas podem acontecer quando
fazemos esse jogo. As razões escondidas vêm todas à tona na forma de uma emoção ou uma idéia
repentina.

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É como se tivéssemos uma revelação. E acabamos descobrindo por que não temos as coisas que mais
desejamos na vida.

Melissa queria um carro novo. O dela tinha mais de dez anos e ela não tinha dinheiro para comprar
outro. Quando me ouviu verbalizar que ela não queria outro carro porque não tinha como pagar, entrou
em um processo de negação. Completei então o pensamento dizendo que se ela realmente quisesse, já
o teria. A maioria das pessoas não entende esse conceito. Mas é um bom exemplo do funcionamento
da energia. Energias semelhantes se atraem. Se Melissa irradiasse a energia do desejo de ter um
carro novo, certamente o atrairia para sua vida. Se pensarmos sob o aspecto espiritual, na verdade
Melissa não quer o carro novo. Descrevi-lhe o jogo para baixar a resistência de sua mente consciente
e pedi que começasse. Ela criou os seguintes motivos:

"Não quero um carro novo porque teria medo de estacioná-lo na rua.

Não quero um carro novo porque qualquer batida ou risco na lataria me deixariam muito irritada.

Não quero um carro novo porque o meu ainda está bom e eu me sentiria culpada se me desfizesse
dele."

Perguntei então de onde vinha essa última idéia. Ela respondeu que seu pai havia trabalhado a vida
toda para manter a família. Pedi que observasse se isso lhe causava alguma emoção e em que parte do
corpo a sentia e ela indicou o chacra do centro da Lua. Pedi que se concentrasse no que sentia e ela se
lembrou de uma coisa que aconteceu quando tinha seis anos. Ia jogar fora uma mochila que ainda
estava boa, mas que não queria mais. O pai a viu fazendo isso e ficou muito irritado. Disse que ela
estava ficando muito mimada e que não merecia ter coisas boas. Sentiu-se culpada e com vergonha.
Ela chorou até desbloquear toda a emoção e percebeu que seu pai havia sido muito severo com ela.
Afinal, tinha apenas seis anos. Mas finalmente havia entendido por que se recusava a ter um carro
novo. Ainda se sentia culpada e achava que não merecia ter algo melhor.

Telefonou algum tempo depois para dizer que tinha trocado de carro. Seus pais haviam se mudado
para a Flórida e deixado com ela o carro novo que haviam comprado porque não iam precisar mais dele.

Às vezes, pensamos que queremos alguma coisa, mas quando paramos para pensar percebemos que não
a desejamos de verdade. Isso ocorre quando uma emoção antiga é involuntariamente desenterrada.

Um bom exemplo é o de Roger. Conheceu Ellen e queria sair com ela. Mas cada vez que a convidava, ela
recusava o convite. Não quis acreditar quando eu disse que seu subconsciente estava dizendo a ela
que o rejeitasse. Pedi a ele que usasse o jogo. Criou as seguintes razões para não querer sair com
Ellen:

"Não quero sair com ela porque teria de lavar e encerar meu carro.

Não quero sair com ela porque teria de comprar roupas novas para o encontro.

Não quero sair com ela porque teria de ir ao cinema e ficar duas horas sentado assistindo a algum
filme sem graça.

Não quero sair com ela porque terei de gastar dinheiro.

Não quero sair com ela porque se parece com Jill, uma vizinha que tínhamos quando eu era criança."

Quando disse isso, pedi que parasse. Ficou chocado ao perceber o que tinha dito. Perguntei quem era
Jill e quais lembranças negativas ela trazia. Ele me explicou que o pai dela era alcoólatra Sempre
ouvia discussão e gritos vindos da casa deles. Tinha pena dela, mas não podia ajudar. Todos os garotos

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da vizinhança a tratava mal e riam dela. Ele também fazia isso. Depois de adulto, arrependeu-se de
ter tratado sua vizinha assim porque sabia que ela tinha uma vida difícil. Analisando as semelhanças,
percebeu que talvez se subconsciente tivesse captado que Ellen teve os mesmos problemas na
infância. Algumas semanas depois ele me telefonou para contar que descobriu que ela havia sofrido
muito quando criança e que na verdade não queria sair com ela. Havia atraído Ellen para sua vida
simplesmente para se curar da culpa de ter maltratado sua vizinha.

Tudo o que desejamos acaba se manifestando em nossa vida, mesmo que leve algum tempo. Cada
pensamento, sentimento e desejo que temos ficam registrado em nós, e nossa alma os acaba atraindo
para nossa vida.

Quando nosso campo de energia estiver totalmente ativo e sem bloqueios emocionais, poderemos ter
tudo o que desejarmos no mesmo instante. Essa é a principal característica dos grandes mestres
como Jesus, por exemplo. São os bloqueios emocionais que não nos permitem obter o que queremos. O
tempo que nossos desejos levam para se manifestar varia de acordo com a quantidade de energia
bloqueada que temos em relação a eles. Se demorarmos um ano para realizar um desejo, por exemplo,
é porque levamos todo esse tempo para sentir as emoções que causaram o bloqueio. Quando obtemos
algo rapidamente, é sinal de que o padrão de energia estava livre. Para termos o que desejamos,
temos de estar dispostos a lidar com os bloqueios quando eles nos são revelados.

Pela meditação, descobri como a energia funciona. O amor é como um grande ímã. Tudo no universo
necessita dele. Quem se ama profundamente atrai tudo o que deseja para a sua vida. Mas o que
significa se amar? É não se criticar e se permitir sentir livremente as emoções que Deus coloca em
seu caminho. Pessoas que se amam de verdade já sentiram sua própria dor e por isso não temem
sentir a das outras pessoas. Sentir o sofrimento alheio é a maior demonstração de amor que existe. E
quem já atingiu esse nível não julga os atos alheios, muito pelo contrário. Entende o que estão
sentindo. Por isso atrai todos para si. Jesus é o exemplo perfeito desse tipo de pessoa, pois todos
queriam ser tocados por seu amor, e o universo obedecia aos seus desejos mais sutis. Quando curava
e retirava os pecados de seus seguidores, na verdade estava sentindo as vergonhas, a culpa e as
emoções que eles tinham medo de sentir.

Todas as formas de energia têm necessidade de ser reconhecidas. Quando rejeitamos uma de nossas
emoções, nos chamamos a atenção criando situações recorrentes, até que paremos para senti-la. Por
isso devemos estar sempre atentos ao que se passa em nossa vida para ver aquilo que estamos
atraindo. Enquanto não aceitarmos toda a negatividade que criamos, não poderemos mudá-la.

Transcendência e o Processo de Realização dos Desejos

Desejos podem se realizar de duas maneiras. A primeira é pelo processo comum, em que imaginamos o
que desejamos e saímos em busca dele.

A segunda é por meio da energia. Desejamos algo e, sem qualquer esforço físico, o objeto do desejo
vem até nós. Como já havia mencionado, esse método utiliza apenas a energia para se manifestar. Para
isso, é necessário utilizarmos a transcendência. As religiões orientais pregam que, nesse estado
elevado de consciência, estabelecemos contato direto com Deus, e que somente durante a
transcendência é possível mudar a energia e a nossa vida.

Há, porém, três coisas que devemos fazer para nossos desejos se realizarem:

1 - Ter uma imagem mental bem clara do que desejamos.

2 - Usar as emoções para movimentar a energia e materializá-lo.

O desejo, que vem do amor, é a emoção mais forte que temos. Mas todas as outras emoções podem
ser utilizadas.
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3 - Estar mentalmente conscientes do processo. Cada passo deve ser acompanhado e confirmado.
Temos de saber o que queremos e também ter consciência dos motivos pelos quais não o queremos.
Cada pensamento, sentimento e sistema de crenças que estiver entre nós e nosso objeto de desejo
deve ser analisado.

É interessante mencionar que a maioria das pessoas não sabe o que quer; apenas o que não quer. Por
isso, antes de usar o sistema de energia, recomendo avaliar cuidadosamente seus desejos. Faça uma
lista de pelo menos dez itens. Faça também uma lista das coisas que deseja modificar em sua vida.
Isso o fará pensar claramente naquilo que deseja e para onde dirigir as energias.

O primeiro passo é estar consciente e ter uma imagem mental muito clara do que deseja. Não adianta
dizer que quer ter dinheiro. Ele é apenas uma ferramenta para se obter algo, assim como as emoções.
O dinheiro movimenta as coisas no mundo físico, e as emoções movimentam a energia. Jamais teremos
o que desejamos se pedirmos apenas dinheiro. Temos de nos concentrar em algo mais específico.

Se você já sabe exatamente o que quer, concentre-se em sua vontade. Se deseja relacionar-se com
alguém, imagine-se com a pessoa, sinta sua paixão por ela e que está sendo correspondido. Ou se quer
um novo emprego, imagine-se fazendo algo que lhe dê prazer e sinta-se feliz. Isso dá início ao
processo de realização. Quando usa a linguagem das emoções, você fala diretamente consigo mesmo e
se diz o que deseja. E mostramos por que não desejamos o que pedimos criando situações e trazendo
de volta mágoas e lembranças antigas até percebermos que nossas convicções interferem em nossos
desejos. Portanto, quando o processo de realização começar, esteja preparado. Você deve estar muito
consciente daquilo que criou e de seus motivos. Terá de sentir todas as emoções que surgirem e estar
pronto para modificar as atitudes que impedem seus desejos de se realizarem.

O uso dos Chacras para Ajudar os Desejos a se Realizarem

Alguns livros recomendam meditar nos chacras para fazer com que os desejos se realizem. Não
recomendo isso a quem ainda está começando a sentir totalmente suas emoções. Meditar diretamente
sobre os chacras pode desencadear um fluxo de lembranças fortes demais e que ainda não estamos
prontos para trabalhar. Isso pode gerar doenças repentinas ou situações que modificam radicalmente
a nossa vida. Já vi isso acontecer muitas vezes, especialmente com pessoas que usam os chacras para
trabalhar com energias de cura. Se você usa essas energias e sua vida está um caos é porque não as
utiliza corretamente.

Não é preciso meditar sobre os chacras. Basta mentalizar o que desejamos e vamos descobrir o que
está bloqueado nos chacra Sabemos exatamente o que podemos e o que ainda não podemos suportar.
Portanto, temos de ter paciência. Quem prefere negar suas emoções e senti-las mais lentamente leva
muito mais tempo para conseguir o que deseja.

Mas podemos usar as informações sobre os chacras para conhecer melhor a nós mesmos e entender
por que não conseguimos as coisas que desejamos. Como já mencionei, cada chacra tem tema e função
específicos. Conhecendo cada um deles podemos identificar nossos padrões-semente e também
nossas crenças.

Segue um resumo das funções de cada chacra.

O chacra raiz está relacionado à sobrevivência e à satisfação de nossas necessidades. É o chacra que
ajuda a criar nosso mundo. Nossos bens materiais são gerados por ele: casa, carro e tudo o que
dinheiro pode comprar. O Capítulo 5 explica que tudo o que ocorre em nosso primeiro ano de vida
determina o nosso padrão de vida.

O chacra umbilical é o chacra da decisão, usado apenas nos casos em que temos uma escolha a fazer.
Sua energia é passiva e receptiva. Não serve para realizar desejos. É o chacra em que se concentram
as sensações que nos fazem sentir vítimas das situações e desejamos culpar as pessoas. Se você é co-
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dependente, vive em função das necessidades de alguém ou se sacrifica demais pelas pessoas, é sinal
de que passa muito tempo concentrado neste chacra. Quando usamos nossa energia em função dos
outros e nos esquecemos de nós mesmos, distorcemos nosso campo de energia. Inconscientemente
nos convencemos de que os outros são mais importantes que nós. Então, toda vez que desejamos algo,
apercebemo-nos de que os outros podem consegui-lo primeiro. Se isso acontece com você, sugiro
começar a agir de maneira mais egoísta. Mas para quem tem essa tendência, isso é muito difícil de
fazer. Seu campo de energia está tão deformado que considera egoísmo o que para os outros é
generosidade.

O chacra do plexo solar é o centro de nosso poder e onde é gerada toda a nossa energia. Quanto mais
energia criamos, mais desenvolvemos a habilidade de obter o que desejamos. Podemos criá-la de
várias maneiras. A primeira e mais poderosa é sentindo todas as nossas emoções e o amor. A segunda
é por meio do prana, a energia subatômica do ar que respiramos. Diversas tradições orientais, como a
ioga, têm excelentes técnicas de respiração que fazem aumentar a quantidade de energia do corpo.

A terceira maneira é por intermédio do mundo exterior, das pessoas, dos animais e da natureza. Se
estamos carentes de energia, atraímos aquilo de que necessitamos. Sentimos vontade de comer
determinados alimentos, sentimo-nos atraídos por alguns tipos de pedra e queremos caminhar em
florestas ou praias. Atraímos alguns animais e podemos encontrar bichos em casa ou passarinhos
fazendo ninhos por perto.

Preste atenção a seu campo de energia. Perceba o que traz amor e força e o que o enfraquece. Devo
lembrar que quando menciono o termo energia não estou me referindo ao vigor físico, e sim à aura e
ao campo de energia que circunda nosso corpo.

Exercício:

Uma boa maneira de medir seu campo de energia é encostar as palmas das mãos à sua frente como se
estivesse orando e depois as afastar bem lentamente, o máximo que conseguir. Depois, mantendo a
atenção nelas, comece a reaproximá-las novamente, bem devagar. Em um ponto irá sentir uma pequena
resistência. É onde o campo de energia ao redor delas se inicia. Quando aprendemos a criar mais
energia, o espaço entre as mãos se torna maior.

O chacra cardíaco é onde se forma a energia do desejo. Movido pelo amor, ele é a ferramenta mais
poderosa que temos para realizar nossos desejos. Como já disse, tudo o que desejamos (de verdade) é
atraído para nós, mas temos de estar preparados para enfrentar a maneira como as coisas são
apresentadas. Se temos grandes expectativas, o processo de manifestação se torna mais longo. Cada
expectativa é como uma crença e interfere no processo. Temos de removê-las para poder realizar
nosso desejo.

O chacra laríngeo e o do centro da Lua estão relacionados à consciência do Eu. Ajudam a estabelecer
nossa auto-estima. Se não nos sentimos merecedores de alguma coisa, não conseguimos obtê-la ou
mantê-la quando a tivermos. O chacra laríngeo diz respeito à comunicação em todos os níveis. Se você
deseja cantar ou se comunicar melhor, concentre-se neste chacra e descubra quais são seus
bloqueios.

O chacra do centro da Lua é onde estão armazenadas a auto-crítica e a culpa, responsáveis pela
redução de nossa energia. Portanto, se deseja alguma coisa, observe se sente culpa ou se critica a si
mesmo por querer. Quanto mais isso acontecer, menor será o seu fluxo de energia e mais dificuldade
terá para obter.

A responsabilidade também fica alojada neste chacra. Se você e muito responsável, ou seja, se
detesta ter de fazer algumas coisas mas seu senso de responsabilidade o obriga, deve ter bastante
dificuldade em obter o que deseja. Antes de nascermos, Deus estabeleceu as lições que devemos
aprender, os nossos desejos e as nossas habilidades. Tudo isso está registrado na forma de

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tendências naturais, mas se não seguirmos esse plano e não fizermos aquilo que mais amamos,
sentiremos que falta algo. E nossa vida se tornará mais difícil.

A maioria das pessoas não seguem suas inclinações naturais. A influência da família, os
acontecimentos e a sociedade as afastam de si mesmas. Cada influência que sofrem é uma lição a ser
aprendida para manifestar mais facilmente seus desejos.

O chacra do terceiro olho é onde se concentram nossas convicções. Analise sua vida e você
descobrirá quais são as suas. Se as pessoas não aceitam facilmente suas idéias, use este chacra para
descobrir o motivo. Neste chacra também se concentram a força de vontade e a determinação.

O chacra coronário é o chacra divino. Por seu intermédio aceitamos que somos Deus na vida das
pessoas. Quando aceitamos essa lição que Ele nos confiou, nossa vida passa a ser fácil e feliz.
Eliminamos todos os bloqueios de nosso campo de energia e passamos a nos comunicar diretamente
com Ele.

Quando pensar neste chacra, lembre-se do símbolo do yin e yang (Diagrama 4). A parte branca do
chacra coronário, que é nosso lado divino, une suas forças às da parte negra do chacra raiz, que é
nosso lado humano. Essa união nos permite obter qualquer coisa que desejemos. Mas para isso é
necessário nos aceitarmos totalmente, à maneira como Deus nos criou. Enquanto não aceitarmos nosso
lado humano na prática espiritual, não conheceremos a Deus.

Crenças Relacionadas ao Dinheiro

A maioria das pessoas acredita que o dinheiro é a ferramenta para ter tudo o que desejam. Mas é
importante verificar quais são as convicções a respeito. Responder às perguntas seguintes pode
ajudar.

1 - De onde vem o dinheiro?

De seu trabalho, de seu chefe, de Deus, de seus pais, de seu marido ou esposa, do Universo ou de
você? Observe o que criou em sua vida e verá quais são suas crenças. Ou seja, se acredita que o
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dinheiro vem apenas de seu trabalho, viverá de acordo com esse princípio e só assim ganhará dinheiro.
Pode descartar a possibilidade de ganhar na loteria ou de conseguir alguma coisa de graça!

Veja o exemplo de Naomi. Tem vinte e oito anos, é solteira e vive com os pais, judeus convictos. Veio
se consultar comigo para saber se conseguiria um bom emprego. Estava desempregada fazia seis
meses e não conseguia encontrar um trabalho que lhe pagasse o suficiente para manter um
apartamento próprio. Disse a ela que eu não via esse emprego e perguntei de onde ela achava que o
dinheiro vinha para as pessoas. Ela respondeu imediatamente: "de Deus". Fiz mais algumas perguntas,
para mostrar-lhe a realidade em que vivia, e ela percebeu que, inconscientemente, acreditava que o
dinheiro vinha de seu pai. Isso trouxe algumas emoções bastante forte. Quando terminamos, ela
estava consciente de que vivia de acordo com essas crenças, pois dependia então exclusivamente do
dinheiro do pai. Sabia que não ia encontrar um bom emprego enquanto nã trabalhasse todos aqueles
sentimentos não resolvidos. Somente um ano depois conseguiu liberá-los totalmente. Seu
relacionamento com o pai melhorou bastante.

2 - Quais são suas crenças a respeito de dinheiro?

Em que aprendeu a acreditar durante a infância? Releia a lista de crenças no início deste capítulo e
veja quais deles lhe causam reação. Anote tudo o que lembrar e veja como isso afeta seu padrão de
vida hoje.

George era empreiteiro. Seus negócios mantinham-se estáveis, mas não progrediam muito. Atraía
muitas obras de grande porte, mas na última hora algo sempre dava errado. Quando analisou seu
passado, descobriu o que criava essa situação. Teve um tio chamado Rudy. Todos o amavam porque ele
era um homem feliz, generoso e de muito sucesso. Gostava de jogar e tinha muita sorte. Quando
morreu em um acidente de carro, ao sair de Las Vegas, George tinha sete anos. Foi um choque para
ele, que tinha uma relação muito próxima com o tio, e também para toda a família. Até hoje ele se
lembra de sua mãe dizendo que ter muito dinheiro não é bom e que isso havia matado seu tio. Ele
absorveu essas palavras e passou a viver de acordo com elas. Tinha medo de ganhar muito dinheiro
porque achava que isso poderia matá-lo também. Mas permitiu-se sentir todas as emoções e a perda
do tio, como não pôde fazer na época em que ele morreu. Desde então sua vida se modificou.

3 - Como seus pais lidavam com dinheiro?

Acreditavam que se deve economizar para o futuro? Ou gastavam sem pensar? Que importância o
dinheiro tinha para eles? Falavam muito a respeito? Quando falavam, o que diziam: que nunca tinham o
suficiente ou que dinheiro não é bom por motivos religiosos? Ou mesmo que é coisa do demônio e que
só causa problemas? Tentavam controlar ou manipular você por meio do dinheiro? Como o
comportamento deles a esse respeito o afetou? Você é como eles ou polarizou suas atitudes?

O pai de Stewart era um homem bem-sucedido. Em razão de trabalhar o dia todo, passava pouco
tempo com ele. Stewart sabia que quem cuidava dele era sua mãe. Nunca reclamou da ausência do pai,
afinal ele mantinha a família em um bom padrão de vida e demonstrava que o amava dando-lhe tudo o
que pedia. Mas, quando cresceu e se tornou pai, a sensação de ser ignorado veio à tona. Uma vez que
tinha horários fixos de trabalho, podia passar mais tempo com seu filho que seu pai havia passado
com ele, mas não tinha dinheiro para dar a ele tudo o que teve. Seus empregos nunca lhe dava dinheiro
suficiente para manter sua família. Quando conversamos percebeu que seguia o exemplo do pai.
Achava que só poderia ter dinheiro trabalhando muitas horas por dia, mas tinha consciência de que
isso o impediria de participar mais da vida do filho. Sentiu então toda a dor que as crenças de seu pai
lhe haviam causado. Não queria ser como ele deixando seu filho se sentir abandonado. Quando
trabalhou toda a dor, conseguiu mudar seus conceitos sobre dinheiro.

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16. COMO USAR A
ENERGIA
DO CORPO PARA
SE CURAR

Podemos usar nosso sistema de energia tanto para obter o que desejamos quanto para nos curarmos.
Neste capítulo, revisarei todos os princípios de energia do corpo com base no Sistema de Memória da
Alma para serem aplicados à cura.

Os Princípios do Sistema de Energia do Corpo de acordo com o Sistema de Memória da Alma

1 - Por trás de toda doença há uma emoção não resolvida.

2 - A origem da doença está nos primeiros oito anos de idade, quando a emoção é apresentada pela
primeira vez e reprimida.

3 - Todas as emoções estão relacionadas aos chacras, pontos centrais de energia do corpo.

4 - Existem dois métodos para liberar a energia de uma emoção. A primeira é senti-la simplesmente,
na forma de energia. A segunda é represá-la até se manifestar como doença física, quando é
finalmente liberada.

5 - O princípio da transcendência deve ser utilizado para mover energia e promover a cura. A
transcendência é uma combinação dos estados físico, emocional e mental de que resulta sabedoria,
que se converte em energia subatômica que podemos compreender espiritualmente. Para obter a cura,
o aspectos físicos a serem analisados são a data (ou época), o local e a maneira como o problema de
saúde ocorreu. Quando a energia se manifesta em nível físico, fortes emoções são liberadas.
Permitir-se senti-las é trabalhar o aspecto emocional. Quanto ao aspecto mental, deve-se estar
consciente do processo de cura, ou seja, saber como a doença se iniciou, por que ocorreu e identificar
a emoção que a causou.

A base do Sistema de Memória da Alma é a idéia de que a emoção movimenta a energia e causa os
pensamentos, os quais nos levam às experiências. Cada experiência é gerada por uma emoção. Criamos
inconscientemente as situações em nossa vida para nos fazer "conhecer" nossos sentimentos de
maneira transcendental. Precisamos saber como é cada um deles em nível emocional, físico e mental.
As emoções ficam armazenadas em nosso campo de energia. mais especificamente em nossos chacras,
que são administrados espiritualmente. Como a emoção pode ser sentida tanto na forma de energia
quanto na de doenças, quando não é totalmente liberada na primeira vez que se apresenta, fica
armazenada nos chacras para ser reciclada. Temos sete anos para fazer isso, caso contrário ela surge
novamente, porém de maneira mais intensa e dramática. Quanto mais tempo ficar parada nos chacras,
mais densa e compacta vai se tornando até tomar forma física. Manifesta-se primeiro nas glândula
depois nos órgãos e então se espalha pelo corpo. O chacra onde ficou armazenada estabelece a
maneira como irá se manifestar. Os Capítulos 5 a 12 trataram do assunto detalhadamente.

Em nível energético, as doenças e os ferimentos surgem nos primeiros oito anos de vida, quando as
emoções são apresentadas pela primeira vez por meio dos chacras. Para saber quais as experiênncias
ou as doenças que teremos em nossa vida, basta conhecer nosso histórico familiar. Ele mostra como
lidamos com as energias, pois a tendência geralmente é vivenciarmos as mesmas dificuldades, ou seja,
se o diabete é comum entre seus parentes, isso é sinal de que têm dificuldades em lidar com a falta
de esperança. Talvez reajam indo a festas, bebendo ou se distraindo para esquecer os sentimentos.
Ou lutam para mostrar que as coisas não são assim tão ruins. Mas não se permitem sentir as emoções.

O Processo de Cura

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O Sistema de Memória da Alma estabelece que podemos trabalhar uma emoção na forma de energia
ou de doenças. Os sentimentos reprimidos vão se tornando cada vez mais densos até se manifestarem
fisicamente por meio de doenças ou de ferimentos.

Quando se manifestam fisicamente, há duas formas de curá-los.

A primeira é sentir a emoção na forma de energia e liberá-la. Nesse processo, a energia condensada é
desfragmentada e absorvida pelo corpo, permitindo que a área afetada seja curada. A outra maneira
é removê-la cirurgicamente. Mas isso obviamente apresenta grandes desvantagens e só pode ser
realizado em membros ou órgãos que não sejam vitais. Nesse caso, corre-se também o risco de
remover apenas uma parte da emoção não processada. Os sentimentos podem ter ramificações e
estar ligados a outros órgãos. Quando isso ocorre, a pessoa continua com a doença mesmo após o
membro ou órgão afetado ser removido.

Quando nos recusamos terminantemente a processar nossas emoções, chega o momento em que o
corpo não consegue mais suportar, sucumbindo, ou seja, acabamos morrendo.

Auxílio no Processo de Cura

Percebi que a maioria das pessoas tem dificuldade em aceitar sua responsabilidade sobre as doenças
ou os acidentes que sofrem. Recusam-se a olhar para dentro e sentir as emoções que causam tantos
problemas. Entregam a responsabilidade da cura aos médicos, esperando que os remédios resolvam
tudo. Na verdade, é preciso fazer as duas coisas simultaneamente. Quando dizemos a nós mesmo que
queremos trabalhar as emoções que causam nossos problemas de saúde e começamos a senti-las,
atraímos os médicos e os medicamentos corretos para que nos curemos.

Veja o exemplo de Tamara, que freqüentava minha livraria.

Tinha 28 anos e estava ficando cega. Os médicos já haviam dito que não havia mais o que fazer. Veio
então à minha loja procurar métodos alternativos para tentar se curar. Passou a meditar e a utilizar
técnicas de respiração. Sua vida começou a se modificar quando prestou mais atenção a si mesma e
quis se conhecer melhor. Vinha com freqüência à livraria e me contava o que estava acontecendo.
Mostrei-lhe como se concentrar e sentir suas emoções. Um dia ela me disse que estava se mudando
para a África do Sul. Sentia uma necessidade inexplicável de ir para lá. Três meses depois me enviou
uma carta. Havia descoberto na África um médico que desenvolvera uma nova técnica cirúrgica e que
poderia curá-la. Senti que ela estava pronta para isso. Fez sua parte processando várias emoções
reprimidas. Agora ela estava encaminhando-se para a recuperação.

Para usar o sistema de energia do seu corpo e se curar, siga estes passos:

1 - Aceite sua doença ou ferimento.

E também o fato de que criou a situação. A mesma força que utilizou para criar a doença pode ser
utilizada para a cura. Se admitir que criou essa situação e se harmonizar com ela, descobrirá
maneiras de se curar.

Aceitando a doença, deve aceitar tudo o que ela envolve, inclusive o fato de que, em algum momento,
desejou estar assim. Se aceitar isso, uma grande tristeza pode vir à tona, resultado de todas as
vezes que lutou e ignorou a si mesmo e a suas emoções. Descobriu que não ama e não aceita uma parte
de si mesmo. Ter consciência dessas emoções inicia o processo de cura.

Se tem alguma doença fatal, deve aceitar que uma parte de você deseja morrer. Analise sua vida e
descubra qual é o motivo. Deve sentir o que o faz desejar a morte. As pessoas ficam horrorizadas
quando eu digo isso e me respondem: "Mas, se eu sentir vontade de morrer, acabarei morrendo

103
mesmo". O problema é que já estão vivendo essa emoção. Ao senti-la, podem desbloquear a energia
que gera ameaça à sua vida e obter a cura. A doença é o sinal de que se recusa a sentir essa emoção.

Querer morrer é um sentimento normal em muitas crianças.

Quando se sentem maltratadas ou indefesas, acabam desejando isso. Sofrer acidentes mais sérios,
como de automóvel ou de perigo de afogamento, pode desenvolver um padrão-semente que se repete
na fase adulta. Examine sua infância e tente se lembrar de alguma fase em que esteve muito
deprimido ou de algum acidente que quase lhe tirou a vida, para descobrir qual a origem dessas
emoções.

2 - Assuma a responsabilidade sobre a doença.

Você tem de assumir que é responsável pelo que criou em sua vida. Não pode se considerar
simplesmente uma vítima. Jamais vai se curar se acreditar que isso aconteceu por culpa de alguém ou
por causas externas, ou seja, se acha que tem câncer de pulmão por ter fumado demais ou problemas
no coração por ter uma alta taxa de colesterol, como o restante de sua família, nunca irá se curar.
Você não pode ser uma vítima se deseja realmente se recuperar. Para usar o sistema de energia de
seu corpo, você tem de assumir a responsabilidade por sua doença. Tem de aceitar que você mesmo a
criou para encarar as emoções que evita sentir desde a infância. Você atraiu o cigarro e a alimentação
rica em colesterol para sua vida porque se negou a sentir o que se passava em seu interior.

Também não pode permitir que as pessoas decidam sozinhas qual a melhor maneira de curá-lo. Deve
participar do processo e das decisões sobre o seu tratamento, mantendo uma atitude equilibrada. A
doença é ruim, mas também tem aspectos positivos. Você recebe mais atenção, cuidado e amor.
Quando se cura, tudo isso desaparece. Portanto, se está doente e não consegue melhorar, esse pode
ser um motivo. Não quer sentir solidão ou carência.

3 - Utilize o princípio da transcendência para se curar.

A cura só ocorre quando o corpo, a mente e a alma são usados ativamente no processo. A alma
representa o aspecto emocional. Para se curar, você precisa sentir as emoções que causaram a
doença. O corpo representa os aspectos físicos. Você deve estar consciente de qual órgão ou membro
foi afetado, das circunstâncias que causaram o problema e de como está sendo fisicamente tratado.
A mente representa seus pensamentos e intenções durante o processo de cura. Para ficar totalmente
curado, você deve se concentrar em seu interior e prestar atenção também no que ocorre ao seu
redor.

Durante a meditação, quando estamos em transcendência, as ondas de nosso cérebro entram em


estado delta, o mais profundo. É quando ocorre a cura do corpo. Quanto mais tempo permanecermos
nesse estado, mais tempo daremos ao corpo para se recuperar, ou seja, quando estamos em
transcendência, conscientes de nossos pensamentos, emoções e estado físico, estamos nos curando.

4 - Use as emoções para movimentar as energias e obter a cura.

Sinta as emoções reprimidas que estão causando o seu problema de saúde. Você pode usar um
estimulador de energia par apressar o processo. No Capítulo 14, apresento o uso de três
estimuladores que agem rápido sobre a energia. São a vontade, o desejo e a raiva. Qualquer um deles
ajuda a mover as energias estagnadas para podermos senti-las. Ao utilizá-las, criamos a intenção de
cura. É similar a utilizar a prece, a visualização criativa ou as afirmações, em que dirigimos nossa
vontade e nosso desejo para realizar aquilo que desejamos.

É importante destacar, porém, a diferença entre intenção e atitude. Já vi muitas pessoas que estão
doentes manterem uma atitude positiva. O problema é que isso só faz piorar as coisas, pois impede
que sintam as emoções que necessitam conhecer para que possam se curar. Não adianta pensar
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positivamente se isso nos impede de saber como nos sentimos. Quando nos ferimos ou ficamos
doentes, queremos sentir a depressão, a tristeza, a impotência, a raiva ou a maldade que existe
dentro de nós. Não desejamos mascarar nossos sentimentos quando estamos assim, principalmente
nossas mágoas de infância. Quando você era criança, seus pais exigiam que tivesse uma atitude
equilibrada e positiva? O que acontecia quando se recusava a agir assim? Era punido ou rejeitado?

A doença nos faz ter intenções em vez de atitudes. Queremos usar a criatividade para melhorar
nossa saúde, nossa vontade, raiva e desejo para mudar nosso estado físico e nos concentrarmos
apenas em nós mesmos. Estamos dispostos a nos dar mais atenção e prazer que agradar ou nos
defender dos outros. De certo modo, criamos a doença para nos forçar a olhar para dentro de nós
mesmos. Por isso, para ficarmos completamente curados, precisamos de tempo e de descanso.

5 - Permita que a cura mude sua vida.

Quando começar a sentir as emoções que causaram a doença, sua vida vai se modificar. Para se curar
totalmente, você deve permitir que as mudanças ocorram. Antes de ficar doente, algo em sua vida não
estava dando certo e lhe causava estresse. É importante descobrir qual era o sentimento envolvido,
para liberá-lo. Se aceitar as muudanças, você estará dizendo a si mesmo que quer ter boa saúde.

Como Descobrir a Emoção Bloqueada que Causou a Doença ou o Ferimento

Se neste momento você tem algum problema de saúde é porque não está se permitindo sentir alguma
emoção que carrega desde a infância. Identificar e sentir essa emoção permitirá a cura.

Mas se não consegue descobrir o que sente, há algumas técnicas que podem ajudar.

1 - O QUE ACONTECEU EM SUA VIDA ANTES DE FICAR DOENTE?

Tente lembrar o que estava vivendo quando adoeceu. Alguma coisa deve ter acontecido e trazido à
tona uma emoção mais forte. Como você não sentiu essa emoção na forma de energia, surgiu um
problema físico para que isso acontecesse.

Cathy discutiu com sua amiga Cheryl. Depois disso, não se falaram mais. Um ano depois, as duas se
encontraram em um supermercado. Cathy cumprimentou Cheryl, que passou reto sem responder. Isso
trouxe de volta a Cathy algumas emoções que tentava evitar. No dia seguinte, atrasou-se para o
trabalho. Estava correndo do carro para o escritório quando escorregou, caiu no estacionamento e
machucou as costas. Quando lhe pedi que tentasse se lembrar o que sentiu quando isso aconteceu,
descreveu várias emoções. Ficou com raiva na hora em que caiu, sentiu-se impotente porque teve de
esperar alguém aparecer para ajudá-la a se levantar e culpada porque se não estivesse atrasada e
correndo, não teria se machucado. Comparando as emoções, percebeu que eram as mesmas que sentiu
quando viu Cheryl novamente. Ficou zangada porque, mesmo depois de tanto tempo a amiga ainda a
ignorava. Sentiu-se impotente diante da situação e também culpada por achar que tinha feito algo tão
errado ponto de perder sua amizade. E acabou se lembrando de um fato que ocorreu quando tinha
cinco anos. Estava na mercearia com sua mãe no dia de Halloween e queria ver a prateleira de doces,
mas ela disse que estava com pressa e não permitiu. Cathy teve um acesso de raiva, conseguiu escapar
e correu para a prateleira, mas acabou derrubando todos os doces. Sua mãe ficou tão furiosa que
nunca mais a deixou esquecer o que fez.

Curou-se imediatamente quando percebeu as emoções que carregava consigo e conseguiu transcendê-
las.

2 - SE VOCÊ ESTÁ DOENTE NESTE MOMENTO, PENSE NO QUE ACONTECEU EM SUA VIDA UM
POUCO ANTES DE A DOENÇA SE MANIFESTAR E TENTE IDENTIFICAR ALGUM EVENTO QUE
POSSA TER CAUSADO TRAUMAS.

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Pode ter sido um acontecimento importante, mas que você não tratou de maneira emocional. Algo
físico, como uma mudança de vida ou de residência, perda ou mudança de emprego, um divórcio,
problemas de relacionamento, um falecimento ou algo que o tenha magoado.

Um bom exemplo é o de Betsy. Seu marido Bernie e o irmão dele tinham uma empresa. Quando Bernie
descobriu que o irmão estava roubando dinheiro da companhia, a vida do casal mudou completamente.
Ele saiu da cidade, deixou dívidas, distribuidores descontentes e uma empresa falida. Bernie e Betsy
tiveram de vender a casa para pagar as dívidas e mudar de cidade para que ele pudesse trabalhar.
Três meses depois, ela ficou doente. Os médicos descobriram um tumor em seu rim direito, que
precisou ser operado. Analisando o que aconteceu, Betsy percebeu que se sentiu vítima de seu
cunhado e, pior, ficou ressentida com o marido por não tê-la protegido.

3 - VOCÊ CONSEGUE SE LEMBRAR DE QUANDO SE FERIU?

Lembra-se do que sentiu quando se machucou? Permitiu que o sentimento se manifestasse ou


simplesmente o ignorou?

Quando nos ferimos, há uma grande expressão de emoção no machucado. Se observarmos o


sentimento que vem à tona e nos permitirmos senti-lo, o processo de cura é mais rápido e fácil. As
crianças se curam mais rápido porque choram e expressam imediatamente suas emoções sem reprimi-
las. Também podemos fazer isso simplesmente dando vazão às emoções no momento em que surgem.

4 - VOCÊ SE LEMBRA DO QUE SENTIU QUANDO SOUBE DE SUA DOENÇA?

Saber que temos uma doença séria causa choque. Pode levar dias até que as emoções mais profundas
se manifestem. Tente se lembrar do momento em que recebeu a notícia e de sua reação. Conseguiu
aceitar o que ouvia ou se colocou em posição defensiva? Ficou chocado? Permitiu-se sentir as emoções
que surgiram ou as reprimiu?

Carl teve um ataque do coração e os médicos concluíram que precisava ser operado. Sempre levou uma
vida agitada, trabalhando muito, praticando jogging e aproveitando a noite. Os médicos disseram-lhe
que teria de mudar seus hábitos, mas ele não permitiu que isso o deprimisse. Queira continuar com o
estilo de vida a que estava acostumado. Embora seu corpo não acompanhasse mais o ritmo, ele se
recusou a encarar seus sentimentos. Não conseguia enfrentar a sensação de impotência que teve ao
saber que seu corpo jamais seria o mesmo. Um ano depois, começou a ter diabete e sua saúde se
complicou ainda mais.

5 - PENSE EM SEU PROCESSO DE CURA. ALGUMA COISA DIFERENTE ACONTECEU? CONSEGUE


DESCREVER AS EMOÇÕES QUE SENTIU?

Algo aconteceu enquanto estava doente? Algum tipo de complicação ou reação a medicamentos?
Alguma coisa causou-lhe estresse, como problemas com a empresa de seu plano de saúde em família?

Tudo o que acontece quando estamos em processo de recuperação de doenças é criado por nós
mesmos para sentirmos emoções que ainda evitamos. Enquanto não as enfrentarmos, continuaremos
doentes. O processo de cura é um mapa que mostra todas as emoções que nos recusamos a trabalhar .

Ginger, por exemplo, teve câncer de mama. Os médicos a operaram e disseram que teria de fazer
quimioterapia. Ela tem duas filhas e gerenciava o escritório da empresa de cortinas de seu marido.
Achou que não tinha tempo para ficar doente, pois acumulava muitas responsabilidades, coisas a fazer
e não tinha quem a ajudasse. Voltou ao trabalho algumas semanas depois da cirurgia e, mesmo fazendo
quimioterapia, não reduziu seu ritmo. Não se permitia chorar quando se sentia mal ou cansada nem
pensava em sua doença. Muitas pessoas dependiam dela. Acabou desenvolvendo uma reação à
quimioterapia, que afetou seu coração e a forçou a ficar de cama durante alguns meses. Sua mãe veio
de outra cidade para ficar com ela, e o marido contratou outra pessoa para ficar no escritório.
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Espiritualmente, ela administrou sua situação de vida para forçar-se a parar e a aceitar ajuda, pois
somente assim teria tempo para trabalhar suas emoções.

6 - A DOENÇA ou o FERIMENTO AINDA O INCOMODA? FICOU ALGUMA SEQÜELA? E ISSO


CAUSOU ALGUMA MUDANÇA EM SUA VIDA?

Você não vai voltar à vida normal enquanto não lidar com as emoções que ainda tenta reprimir.

Pense nas mudanças que ocorreram em sua rotina. O que sente com relação a elas? Algum pensamento
vem à mente com mais freqüência? Lembra-se sempre de alguma situação ou período de sua vida, ou
mesmo de alguém?

Veja o exemplo de Eric. Trabalhava em uma empresa de embalagens de carne. Um dia, escorregou em
um pedaço de gelo enquanto limpava a frente da porta e machucou o cotovelo. Ficou com seqüelas e
teve de arranjar outro emprego, mas ficava o tempo todo se lembrando de seu ex-chefe, que o
tachava de incompetente. Estava feliz por procurar trabalho em outro lugar e não ter mais de vê-lo.

Mas, ao se lembrar do chefe, Eric sentia involuntariamente baixa auto-estima, que se manifestava por
meio do ferimento em seu cotovelo. Teria de atrair um outro chefe tão desaforado quanto o anterior
para se permitir sentir as emoções que evitava.

7 - Às VEZES, SACRIFICAMOS UMA PARTE DO CORPO PARA NOS CURARMOS DE UMA


EMOÇÃO. SE ISSO ACONTECEU COM VOCÊ, COMO AFETOU SUA VIDA?

Joan foi casada com um homem que a traía, mas nunca o confrontou. Evitava pensar no assunto,
exatamente como fazia sua mãe quando era enganada por seu pai. Começou então a ter problemas com
menstruação, hemorragias e tumores. Um dia, Arthur, seu marido, disse-lhe que estava apaixonado
por outra mulher e que queria o divórcio. Depois da separação, sua saúde piorou ainda mais e o médico
disse que ela deveria se submeter a uma histerectomia. Um ano depois de se divorciar, conheceu
outro homem, que era gentil, fiel e totalmente diferente de seu ex-marido. Fez a histerectomia na
mesma época. Quando alguém lhe pergunta o motivo da cirurgia ela diz que foi para se livrar de
Arthur.

8 - QUAL CHACRA É A FONTE DE SUA DOENÇA OU FERIMENTO?

Se está doente ou ferido e não sabe quais emoções reprimidas estão causando o problema, leia os
Capítulos 5 a 12 para descobrir em quais chacras se concentram. Descobrir os chacras corretos vai
ajudá-lo a voltar até sua infância e descobrir o padrão-semente e que a dor se iniciou.

Lisa tinha um tumor no cérebro. A cirurgia para retirá-lo foi tranqüila e o tumor era benigno. Ela tem
apenas trinta e três anos, não consegue imaginar como pôde ter essa doença. Quando leu capítulos
sobre os chacras, viu que tanto o do terceiro olho quanto do coronário, que estão ligados ao cérebro,
desenvolvem-se aos seis e oito anos. Lembrou-se de que seus pais se separaram e se divorciaram
quando ela tinha essa idade. Fazendo a associação, percebeu quais sentimentos estava reprimindo.
Quando analisou o que estava acontecendo em sua vida antes de ficar doente, lembrou-se de que sua
mãe lhe havia dito que ia se divorciar novamente.

9 - SE VOCÊ ESTÁ DOENTE, ISSO É SINAL DE QUE ALGO NÃO ESTÁ BEM EM SUA VIDA E
ESTÁ LHE CAUSANDO PROBLEMAS. CONSEGUE IDENTIFICAR O MOTIVO?

Pense em algum aspecto de sua vida que deteste e que gostaria de mudar. Tudo o que nos faz ficar
irritados, mal-humorados ou não queremos fazer esconde uma emoção. Caso não a processemos, não
nos livraremos do que sentimos. E mudanças físicas podem ajudar.

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Darren tinha câncer na próstata. Quando parou para pensar no que odiava em sua vida, percebeu que
não estava contente com o modo como a levava. Tinha de tudo: uma bela casa, um carro novo e
estabilidade financeira. Mas, para manter tudo isso, tinha de trabalhar muito. Sentia-se um escravo
de seu trabalho e de seus bens. Depois de sair do hospital, deixou seu emprego e pôs a casa à venda.
Sua esposa achou que estava agindo irracionalmente e isso despertou nele diversas emoções, as
mesmas que causaram a doença. Mas, com as mudanças, finalmente poderia se curar.

10 - TODA DOR FÍSICA REPRESENTA UMA EMOÇÃO QUE NÃO PERCEBEMOS. SE TIVESSE DE
ADIVINHAR, QUAL EMOÇÃO DIRIA SER A CAUSA DA SUA? ALGUÉM EM SUA VIDA A FAZ
PIORAR? ALGUMA SITUAÇÃO O FAZ SOFRER? DESCOBRIR ISSO TRAZ À TONA O MOTIVO DE
NOSSO SOFRIMENTO E AJUDA A ENTENDER QUAL EMOÇÃO ESTAMOS TENTANDO
ENCOBRIR.

Preste atenção à primeira coisa que lhe vem à mente quando pensa nessas perguntas.

Veja o exemplo de Jeremy, que sofreu um acidente de carro.

Machucou o pescoço e teve de usar um aparelho de imobilização por algum tempo. Um ano depois,
ainda sentia dores. Foi forçado a parar de praticar esportes com os amigos e brincava dizendo:
"Minha namorada me proibiu". Todos riam porque sabiam que seu relacionamento com ela era muito
bom e isso não podia ser verdade.

Mas, no fundo, ele estava certo. Sua namorada o irritava em alguns aspectos, exatamente como sua
mãe. Isso trouxe diversos sentimentos de volta à sua vida. Ficou surpreso ao perceber que o
problema em seu pescoço estava relacionado à maneira com que a namorada o tratava.

11 - TENTE SE LEMBRAR DE COMO ERA SUA VIDA SETE ANOS ATRÁS. ACONTECEU ALGUMA
COISA QUE POSSA TER CAUSADO UM TRAUMA OU DIFICULDADES EMOCIONAIS?

As emoções retornam após sete anos. Se não as sentimos enquanto se manifestam, como "floquinhos
de neve", acabam tornando-se verdadeiras "avalanches". Perceba qual é o padrão que se repete em
sua vida. Se nenhum incidente traumático ocorreu pouco antes de sua doença ou ferimento, tente se
lembrar de algo que possa ter acontecido sete anos antes.

Marlene tinha vinte e seis anos e estava tentando engravidar.

O médico lhe disse que seria difícil porque ela tinha tumores em seu útero. Submeteu-se a medicação
e cirurgias, mas também não adiantou. Não conseguia pensar em razões que pudessem causar esse
tipo de problema em sua vida. Examinou então sua adolescência, e o que poderia ter acontecido sete
anos antes, e descobriu algo importante. Quando estava no colegial, tinha sido estuprada por um de
seus colegas. Estavam passeando de carro quando ele começou a molestá-la e ignorou seus pedidos
para que parasse.

Lembrando-se disso, percebeu imediatamente a ligação que tinha com seu problema atual. Seu marido
estava sendo insensível à sua vontade de engravidar.

12 - O QUE VOCÊ ACREDITA QUE O LEVOU A QUERER ESTAR FERIDO OU DOENTE?

Não pense em uma resposta específica. Deixe que as idéias surjam espontaneamente, por mais
estranhas que pareçam.

Jason, por exemplo, estava em férias da faculdade, no final do ano, e decidiu esquiar com os amigos.
Estava praticando snowboard quando caiu e machucou o joelho. Precisou se submeter a uma cirurgia e
fazer fisioterapia durante algum tempo para poder voltar a andar normalmente. Perdeu um semestre

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de estudos. Quando lhe perguntei por que se machucara, sua resposta foi: "Estava tão cansado que
precisava passar um mês na cama".

Enquanto se recuperava, percebeu que não estava contente na faculdade e que estava envolvido com
diversas atividades em sua fraternidade que não lhe agradavam, embora não percebesse. Ficar de
cama por um mês lhe deu tempo para perceber suas emoções e avaliar a situação.

Câncer

O câncer é causado pelo ódio. Amar faz com que nossas células funcionem normalmente, mas odiar as
desregula. Quem sofre de câncer odeia algum aspecto ou acontecimento em sua vida, mas não se
permite mudar as circunstâncias que o incomodam. O ódio começa nos oito primeiros anos de vida
quando vivenciamos nossas lições. Sofrer de câncer é sinal de que esse sentimento é um dos que
viemos aqui para aprender. O ódio é o oposto do amor. Sem odiar, não aprendemos a amar. Quando
acreditamos nos termos que descrevem esse sentimento como algo ruim e que deve ser evitado, não
nos permitimos senti-lo. Se pensarmos no ódio simplesmente como um sentimento, igual a qualquer
outro, podemos admiti-lo com mais facilidade.

Se você tem câncer, é sinal de que reprimiu seu ódio a tal ponto que deseja morrer. É uma doença
grave e, se pensarmos em nível espiritual, estamos escolhendo entre a vida e a morte. E só vivemos
quando nos permitimos desbloquear o ódio.

Mas se você não consegue identificar o que odeia, a parte do corpo onde desenvolveu câncer pode
ajudar a identificar qual chacra está envolvido. Vamos a alguns exemplos.

O CHACRA RAIZ. Se você sofre de câncer na próstata, na bexiga, no testículo ou no reto, seu ódio
está se manifestando neste chacra, que se desenvolve entre o momento da concepção e o final do
primeiro ano de vida. Alguma coisa aconteceu durante esse período que possa ter causado ódio? O
chacra raiz trabalha com aspectos relacionados ao nosso pai, ao local onde moramos, à maneira que
vivemos, ao trabalho, à carreira e ao meio ambiente. Observe sua vida nessas áreas e descubra o que
odeia. Pode ser alguma característica de seu pai que o irrita. Ou o fato de se sentir tão inseguro no
bairro em que vive, a ponto de odiá-lo. Também pode ser que esteja tão desapontado com sua carreira
que deteste trabalhar.

O CHACRA UMBILICAL. Se você tem câncer de cólon, de rim, de mama, cervical ou uterino, seu ódio
está concentrado no chacra umbilical, que se desenvolve aos dois anos de idade. Sabe se aconteceu
algo nessa época que o tenha feito sentir ódio? Este chacra também está ligado a eventos envolvendo
nossa mãe, a nos sentirmos vítimas, sem apoio, a sacrifícios e ao martírio. Analise essas áreas em sua
vida e descubra nelas o que lhe causa ódio. Pode tanto ser um aspecto da personalidade de sua mãe
que o irrita bem como algo ou alguém em sua vida que o faz sentir-se vítima e ter ódio. Talvez não
tenha apoio suficiente daqueles a quem ama ou então fez algum sacrifício e se arrependeu depois.

O CHACRA DO PLEXO SOLAR. Se tem câncer no estômago, no fígado ou no pâncreas, seu ódio pode
estar concentrado neste chacra. E, se desenvolve aos três anos de idade. Você consegue se lembrar
descobrir se aconteceu algo que o tenha feito sentir ódio nessa fase. Este chacra também se refere
a sentimentos de impotência e de inutilidade, além de ser o centro de concentração da raiva. Faça
uma análise desses aspectos em sua vida para descobrir o que odeia. Algo pode estar causando-lhe
uma sensação tão grande de impotência que você acaba odiando a si mesmo por não reagir ou sentindo
muito ódio da situação. Talvez sinta que está lutando sem chegar a resultado algum. Há pessoas que
odeiam o próprio ódio. Você se irrita ao ouvir falar de violência? Odeia seus pais quando se lembra
dos momentos em que descarregaram a raiva em você?

O CHACRA CORONÁRIO. Câncer de pulmão, de timo ou problemas relacionados ao coração são


indicações de ódio concentrado neste chacra, que se desenvolve aos quatro anos. Algo aconteceu em
sua vida nessa época que lhe tenha causado ódio? Este chacra também rege assuntos relativos a

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amor, rejeição e traição. Analise sua vida nesses aspectos e veja se algum deles causa-lhe ódio. Você
também pode odiar a si mesmo por ter traído ou rejeitado alguém que ama ou sentir algum tipo de
rejeição.

O CHACRA LARÍNGEO. Câncer na garganta, na boca, no esôfago, na laringe ou na tireóide é resultado


do ódio concentrado no chacra laríngeo, que se desenvolve quando temos cinco anos de idade. Tente
se lembrar de acontecimentos que possam ter lhe causado ódio nessa fase. Este chacra também diz
respeito à nossa convivência com as pessoas mais próximas. A auto-estima se desenvolve juntamente
com o chacra laríngeo. Descubra quais desses aspectos em sua vida você odeia. Alguém pode tê-lo
criticado ou deprimido muito. Você pode até mesmo odiar algo que tenha dito. Como se sente em
relação a si próprio? Talvez odeie o fato de não se achar muito bom ou de que alguém que ama pense
isso a seu respeito. Sente ódio quando sua capacidade é desperdiçada ou não é reconhecida? Ou não
consegue exprimir abertamente suas opiniões e se odeia por isso?

O CHACRA CENTRO DA LUA. Se você sofre de câncer nos ossos, leucemia, Aids, câncer de pele ou
no hipotálamo, seu ódio está concentrado neste chacra, que se desenvolve aos seis anos. Tente se
lembrar de algo que lhe possa ter causado ódio nessa idade. O chacra está relacionado ao modo como
nos relacionamos com o mundo e, assim como o chacra laríngeo, concentra a auto-estima. Analise sua
vida para descobrir quais experiências lhe causam ódio. Sente-se diferente ou, por algum motivo, que
não se encaixa nos padrões? Odeia quem o fez ou faz sentir vergonha com freqüência? Talvez haja
alguém em sua vida que está sempre julgando suas ações. Odeia-se por ser muito duro consigo
mesmo? Detesta as responsabilidades que lhe foram atribuídas? Odeia viver? Ou se odeia por algo
que fez?

O CHACRA DO TERCEIRO OLHO. Este chacra, que se desenvolve aos sete anos, tem que ver com o
câncer no cérebro, na glândula pituitária e nos olhos. Lembra-se de algo lhe ter causado ódio nessa
idade? O chacra do terceiro olho trata de nossas crenças e da maneira como são aceitas. Faça uma
análise de sua vida e descubra que odeia nesses aspectos. Você pode odiar alguém porque rejeita seus
conceitos ou porque sente rejeição da parte dele em relação aos seus. Odeia quando alguém tenta
impor suas crenças ou conceitos a você ou às pessoas? Talvez odeie a Igreja, a religião ou mesmo a
Deus porque fizeram alguma coisa a você em nome dele?

Alguém com problemas mentais o maltratou e você passou a sentir ódio dele? Isso o fez temer a si
mesmo e odiar suas próprias instabilidades mentais?

O chacra coronário. Desenvolve-se aos oito anos e está vinculado ao câncer da glândula pineal ou no
cérebro. Tente se lembrar algo nessa idade lhe causou ódio. Como este chacra trata da maneira de
aceitarmos e de sermos aceitos pelas pessoas, analise esse campo de sua vida para descobrir o que
odeia. Pode acabar descobrindo que não só não aceita mas também odeia algo em si mesmo, nos outros
ou em sua própria maneira de viver. Já pensou que pode odiar tanto seus próprios pensamentos e
sentimentos a ponto de sobrecarregar seu cérebro tentando controlá-los? Considera-se emocional em
excesso? Odeia a si mesmo? Ou a alguém que nunca o aceitou?

O Significado de Algumas Doenças

A lista seguinte de doenças descreve o que tenho visto com mais freqüência nas pessoas que atendo.
Seu campo de energia me permite captar as emoções reprimidas. A maioria das doenças é uma
combinação de bloqueios emocionais em diversos chacras. Quando tentamos controlar ou suprimir uma
emoção, acabamos usando outras de outro chacra para mascará-la ou manipulá-la. E a maneira de
manipular a energia ou as emoções bloqueadas determina o tipo de doença que se manifesta.

A. Esclerose múltipla. É causada por duas emoções principais. A primeira é a vergonha, que tem
origem no chacra do centro da Lua e controla os músculos do corpo e os movimentos. A segunda é a
sensação de impotência, que se localiza no plexo solar e controla o nível de energia do corpo. Mas o
que gera a doença é a manipulação de uma terceira emoção, o orgulho, para mascarar as duas outras.

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O orgulho tem origem no chacra do terceiro olho, que controla o sistema nervoso central. Quando
usado para refrear a energia da vergonha e do sentimento de impotência, acaba causando falha nas
terminações nervosas do cérebro e, como conseqüência, paralisia e incapacidade física.

B. Asma. Em crianças, normalmente é sinal de que um dos pais impede que sua índole se manifeste.
Sufoca o filho com instruções sobre o que "deve" ou "não deve ser" para tentar melhorá-lo. Se sua
tendência é ser sonhador, por exemplo, e um dos pais o força a ser mais atento, isso vai lhe causar
estresse, pois vai tentar ser algo que não faz parte de sua natureza. Isso acaba causando asma, mas
somente durante a infância. Na fase adulta, quando já está livre da influência direta deles, pode
manifestar livremente sua personalidade. Mas, se a asma persistir, é porque a pessoa ainda não se
sente livre para agir de acordo com sua natureza. A doença se concentra no chacra do centro da Lua,
onde também fica a medula oblongata, o centro de controle da respiração.

C. Problemas de tireóide. Indicam que a pessoa recebe críticas em excesso. A auto-estima cai e ela
não se sente bem consigo mesma. Você sabe se algo diferente aconteceu quando tinha cinco anos? Era
muito criticado? E hoje, isso continua acontecendo ou agora é você quem extravasa seus sentimentos
criticando as pessoas? A tireóide fica no chacra laríngeo.

D. Aids. Vergonha e sensação de ser diferente são duas emoções que causam esta doença. E não se
restringem ao público homossexual. Partem do chacra do centro da Lua, onde fica o hipotálamo. A
doença enfraquece o sistema imunológico do corpo, e quem a contrai se sente atacado por se sentir
diferente.

E. Colite. Concentra-se principalmente no chacra umbilical e é causada pela sensação de insegurança e


de ter seu ambiente invadido. Isso normalmente acontece quando um dos pais da criança é muito
autoritário. Mas, como as ações ocorrem em um ambiente de amor e a criança é muito sensível, logo
aprende a reprimir sua agressividade. A aura de quem tem esta doença é amarelada come a das que
sofrem de doenças viróticas ou bacterianas. Outro chacra envolvido nesta doença é o do centro da
Lua, responsável pelo sistema imunológico, o que sempre indica que a pessoa se sente invadida ou
atacada.

F. Doença de Addison (ou doença bronzeada): doença da glândula supra-renal ligada ao chacra
umbilical e que também tem origem na infância. Está relacionada à amargura e aos ressentimentos,
especialmente com relação a um dos pais, muito carente e superprotetor. A criança sente que é a
única razão de vida do pai ou da mãe e o motivo de todos os seus sacrifícios. Isso lhe causa um grande
estresse. Mas, como há muito amor envolvido, sente-se culpada e aprende a esconder o
ressentimento.

G. Diabete. A emoção que causa esta doença é a falta de esperança. Atinge as pessoas adultas quando
sentem que a vida as desapontou. Está ligada ao chacra do plexo solar.

H. Problemas ou câncer na próstata. Os homens que têm essas doenças normalmente sofrem pressão
em suas carreiras profissionais ou estão preocupados com o pagamento de suas contas. Sentem que
sua masculinidade está relacionada ao salário que recebem. São problemas que começam na infância e
no relacionamento com o pai. Se você sofre de câncer ou de problemas na próstata, observe se sente
ou sentia ódio ao seu pai. A próstata fica na região do chacra raiz.

I. Problemas cardíacos. A maioria dos problemas de colesterol, ataques cardíacos ou endurecimento


das artérias está relacionada ao sentimento de abandono. O chacra é o cardíaco.

J. Artrite. Está relacionada ao chacra do centro da Lua, que controla as articulações. Quem sofre de
artrite não se sente valorizado. Faz tudo pelas pessoas, mas seu trabalho nunca é reconhecido, muito
pelo contrário. Chega a encontrar resistência. É o tipo de pessoa que faz trabalhos voluntários, de
caridade ou que ajuda as pessoas em sua família, mas não recebe sequer agradecimento. Ou que
trabalha em uma empresa ou organização e encontra muitos obstáculos para vencer em sua carreira.

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K. Câncer de mama. Atinge mulheres que não sabem receber cuidados ou ser sustentadas. São
normalmente supermães ou muito independentes. Não costumam pedir ou mesmo obter ajuda, pois
aprenderam com a mãe a não esperar recebê-la. Este tipo de câncer é causado por ódio não resolvido
em relação à mãe. Pode ser algo que esta tenha dito, feito ou mesmo uma característica de sua
personalidade que irrita ou estressa a filha.

L. Amigdalite. Ocorre dentro de um período de seis meses após uma situação de alto estresse
emocional. Alguma coisa aconteceu e sentimentos foram feridos, mas nada foi dito. Essas emoções
não expressas causaram bloqueios de energia e irritação na garganta. As amígdalas ficam na região do
chacra laríngeo.

M. Alergias. Ser alérgico a alguma substância significa que nos sentimos impotentes diante dela.
Quando um incidente traumático nos acontece, passamos a nos sentir vulneráveis e impotentes diante
de todos os aspectos envolvidos. Isso inclui o ambiente, o que estávamos fazendo ou até mesmo
comendo. Se alguém estava comendo frango quando seu marido ou esposa informou que desejava o
divórcio, a pessoa pode passar a ter alergia a frango. Se estava subindo em uma árvore no jardim e
sua mãe saiu e gritou, humilhando-o na frente dos amigos, pode desenvolver alergia a póler. Se você
tem algum tipo de alergia, aproxime-se da substância que causa a alergia e tente se lembrar de algum
incidente traumático que tenha sofrido em que ela estivesse presente. Sentir a emoção que o
incidente causou irá curar a alergia.

N. Problemas odontológicos ou nas gengivas. Quem tem problemas deste tipo está se recusando a
sentir vergonha. Os dentes estão relacionados ao chacra do centro da Lua. Tente se lembrar de algo
que tenha ocorrido durante sua infância e que o fez sentir vergonha. Ou de alguém que tenha lhe
causado uma situação embaraçosa. O chacra do centro da Lua se desenvolve aos seis anos, mas isso
não significa que o incidente tenha ocorrido exatamente nesta idade. Pode ser uma emoção ligada a
outras que estão em chacras diferentes. Sempre que tiver algum problema em seus dentes ou em
suas gengivas, analise os meses anteriores. Alguma coisa o fez sentir-se envergonhado? Ao se
permitir sentir a vergonha, poderá prevenir problemas dentais.

O. Resfriados. Muitas coisas acontecendo em nossa vida ao mesmo tempo podem nos fazer pegar um
resfriado. É a maneira de nos dizermos de outro modo que precisamos reduzir nosso ritmo e
processar todas as informações que chegam. O resfriado é um vírus, e toda vez que pegamos um
deles nos sentimos atacados. Esse sentimento chega ao sistema imunológico, que fica na região do
chacra do centro da Lua, e que reage imediatamente.

P. Vírus de gripe, de problemas estomacais e gerais. Como mencionado acima, o sistema imune, ligado
ao chacra do centro da Lua, responde a qualquer ataque desse tipo. Analise os últimos meses de sua
vida. Alguém o tratou mal ou duramente? Forçou-o a aceitar opiniões? Sentiu-se ameaçado ou de
alguma maneira atacado? Ou tem estado muito emotivo e se sente ameaçado por diversas emoções?

Q. Cortes, arranhões e ferimentos leves. Se sofreu algum corte, machucado ou queimadura leve; isso
é sinal de que não estava processando as emoções que teve alguns momentos antes. Pense no que
estava sentindo e vai descobrir o que causou o acidente.

R. Cálculo biliar. Quem tem este problema se sente impedido de tomar decisões ou não sabe como
agir. Pode estar tanto representando como repreendendo a si mesmo por ser indeciso. Seja como for,
porém, não está se permitindo sentir a emoção. O cálculos biliares estão ligados ao chacra do plexo
solar.

S. Hemorróidas. Indicam preocupação com o rumo que nossa vida está tomando. As atividades
parecem não fazer sentido e no sentimos inúteis. Isso pode ocorrer em sua carreira se você sente
que está apenas desperdiçando tempo e que não produz algo importante. As hemorróidas estão
ligadas ao chacra raiz.

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17. PERGUNTAS
MAIS FREQUENTES

As pessoas que começam a utilizar o Sistema costumam me fazer algumas perguntas. Listei as mais
freqüentes.

1 - COMO SABER SE UMA EMOÇÃO REALMENTE FOI DESBLOQUEADA?

Quando não vivemos mais o sentimento, sabemos que se esgotou.

Se sentíamos muita solidão, por exemplo, mas isso não parece mais fazer parte de nossa vida, e
começamos a atrair novas pessoas para a nossa convivência, é sinal de que já trabalhamos a emoção.
Problemas monetários também são facilmente perceptíveis quando diminuem ou desaparecem, pois
novas situações surgem e nos trazem novas fontes de renda. Carência de amor é outra emoção que,
uma vez esgotada, nos faz perceber que não somos mais maltratados. Ou seja, as situações em nossa
vida mostram-nos que a emoção que sentíamos não existe mais.

Outro caso em que percebemos claramente a mudança é quando sentimos hostilidade para com
alguém. O sentimento desaparece totalmente quando esgotamos as emoções com relação à pessoa.
Passamos a sentir compaixão por ela.

Algumas emoções, entretanto, são tão fortes e profundas que levam anos ou diversos estágios para
serem totalmente superadas. Podem até se esgotar em um determinado momento, mas retornam mais
tarde para serem mais bem trabalhadas. Como sabemos em espírito exatamente qual carga emocional
podemos suportar, apresentamos o sentimento em pequenas doses para que possamos lidar com ele
mais facilmente.

2 - COMO TRABALHAR UMA EMOÇÃO EM AMBIENTES COMO O DE TRABALHO OU ESTANDO


RODEADO DE PESSOAS?

Se não temos como sentir totalmente uma emoção por estarmos em ambiente de trabalho ou muito
concentrados reagindo a uma situação, podemos fazer isso mais tarde quando estivermos em casa ou
sozinhos. Precisamos apenas prestar atenção ao que sentimos no momento em que as coisas
acontecem e mentalizar que iremos sentir tudo novamente mais tarde quando tivermos tempo para
trabalhar cada emoção com calma. Quando uma emoção surge, normalmente temos alguns dias para
senti-la. É mais forte no começo e vai se dissipando aos poucos, mas se durante esse período focamos
nossa atenção nela, ressurge facilmente.

3 - SINTO QUE, SE ME PERMITIR CHORAR, NUNCA MAIS VOU PARAR. COMO LIDAR COM
ISSO?

Trabalhar todas as emoções de algo realmente profundo e que tem origem em nossa infância pode
levar meses. Várias pessoas já reclamaram comigo dizendo que só conseguem chorar. Mas, se
analisarmos o processo de maneira lógica, fica fácil de entender. É algo perfeitamente compreensível
em pessoas que tiveram uma infância muito difícil e sofreram durante muito tempo. São muitas
emoções acumuladas nos chacras. Quando finalmente vêm à tona, o choro equivale a muitos anos de
repressão. Obviamente não se pode esperar que tanto sentimento se esgote em apenas alguns dias.
Se alguém diz que tem a impressão de que irá chorar para sempre, está na verdade dizendo que a
emoção é muito profunda. Mas alguns meses de choro podem ser necessários para aliviar anos de
sofrimento quando nunca se permitiu extravasá-los.

Quanto a chorar para sempre, não se preocupe. Choramos apenas pelos sentimentos que já
conhecemos e que carregamos conosco desde a infância. Continue a sentir todas as emoções que
surgirem. Não nos daremos uma quantidade maior do que podemos suportar.

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Aliás, a impressão de que iremos chorar para sempre também é um sentimento. Iniciou-se em algum
momento de nossa infância em que nos sentimos impotentes. Se nos concentrarmos nisso, vamos
descobrir qual emoção nos traz. E ao trabalhá-la, poderemos conhecê-la e superá-la.

Mas já percebi que algumas pessoas choram sem estar sentindo uma emoção. Na verdade, estão mais
concentradas no ato em si do que naquilo que sentem. Por outro lado, é certo que há emoções
presentes quando choramos. Do contrário, seria apenas uma representação de defesa e um ato físico,
que acabaria ocultando mais ainda a emoção em vez de liberá-la.

4 - POR QUE ALGUMAS EMOÇÕES QUE SINTO JÁ TER LIBERADO RETORNAM?

Às vezes, quando se trata de algo muito profundo e doloroso, inconscientemente liberamos o processo
aos poucos. Mas fazemos isso para nos proteger. Sentimos a emoção pouco a pouco em um período de
meses ou até mesmo de anos. Da primeira vez que surge, o sentimento é mais difícil de ser encarado.
À medida, porém, que vai se repetindo e nos aprofundamos mais na dor, vai ficando mais fácil. Quando
o atingimos totalmente, já o conhecemos muito bem. Estando conscientes do processo, ele não nos
assusta tanto.

5 - TENHO SENTIDO TANTAS EMOÇÕES QUE NÃO CONSIGO MAIS CONTINUAR. O QUE
ACONTECE SE EU PARAR?

Temos sete anos para trabalhar uma emoção que surge. Caso contrário, quando a liberarmos
novamente, será sob condições mais difíceis. É uma questão de livre-arbítrio. Podemos fazer com as
emoções aquilo que decidirmos. Se quisermos deixar para mais tarde não há problema. Devemos
apenas nos lembrar de que ela retornará. Evitar um sentimento não o elimina, apenas o leva de volta
ao nosso campo de energia. Pense nele como um excesso de bagagem. Um dia a mala terá de ser
aberta novamente.

6 - FUI ADOTADO E NÃO CONHEÇO MEUS PAIS BIOLÓGICOS. COMO ISSO AFETA O
SISTEMA DE MEMÓRIA DA ALMA?

Não há diferença. O sistema funcionará da mesma maneira, pois espiritualmente você atraiu as
pessoas que o criaram. Para saber quais características herdou de seus pais naturais, observe suas
experiências de vida e suas emoções durante os primeiros oito anos. A adoção logo após o nascimento
está relacionada ao chacra raiz e ao estilo de vida, ao trabalho e ao dinheiro. O sentimento de
desamparo está ligado ao chacra coronário e pode ser algo predominante em sua vida.

7 - NÃO FUI CRIADO POR MEUS PAIS. COMO ISSO AFETA O SISTEMA?

Energias semelhantes se atraem. Quem quer que tenha exercido influência em sua vida durante seus
oito primeiros anos também o ajudará a aprender suas lições. Espiritualmente, você atraiu as pessoas
que o criaram. Portanto, isso não afeta o Sistema de Memória da Alma, apenas lhe dá algumas
informações. Não ter sido criado por seus pais envolve aspectos de abandono ou desamparo e
emoções relacionadas à auto-estima e valor próprio, que devem ser trabalhados.

8 - NÃO CONSIGO ME LEMBRAR DE MINHA INFÂNCIA E DE MEUS PADRÕES-SEMENTE. O


QUE DEVO FAZER?

Quando não consegue se lembrar de sua infância, na verdade você prefere não se lembrar dela. O
medo está bloqueando sua memória, mas por quê? O que aconteceu de tão grave que você tenta se
esconder? Seu subconsciente, contudo, lembra-se de tudo. Se desejar mesmo que todas as emoções
venham à tona, vai conseguir.

Quando aprendemos a sentir plenamente as emoções, lembramo-nos dos padrões-semente. Às vezes,


a lembrança é vaga e os detalhes não parecem fazer sentido, mas a emoção está sempre correta.
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Trabalhar os sentimentos é a coisa mais importante espiritualmente. Se quando perguntamos a nossos
pais eles nos contam uma história diferente daquela de que nos lembramos, não devemos nos deixar
influenciar pelo que ouvimos. Pode ser que se lembrem do que aconteceu, mas vejam o assunto sob
seus próprios pontos de vista. Devemos confiar sempre naquilo que lembramos e sentimos, pois nossos
sentimentos não podem ser mudados.

No início, enquanto você ainda não é um especialista em utilizar o Sistema de Memória da Alma e em
sentir totalmente suas emoções, não se preocupe, pois você pode não se lembrar dos padrões-
semente dos primeiros oito anos de vida. Qualquer acontecimento, mesmo que recente, trará de volta
as mesmas emoções. O mais importante é que elas surjam e que passem do nível inconsciente para o
consciente. Os acontecimentos são o próprio padrão-semente se repetindo. Obviamente, se há alguma
semelhança entre eles, podemos deduzir o que houve em nossa infância.

Vamos a um exemplo. Mary não consegue se lembrar de seus primeiros oito anos, mas tem certeza de
que sofreu algum tipo de abuso sexual. Sabe apenas que:

• Aos doze anos de idade, estava fazendo uma apresentação oral na escola quando o zíper na frente
de sua blusa se abriu e deixou seu peito exposto. Os colegas riram muito e ela se sentiu péssima.

• Aos vinte, quase foi estuprada por um colega de faculdade que lhe deu uma carona para casa após
uma festa. Ele abriu sua blusa à força e acariciou seus seios antes que ela conseguisse escapar e
saísse do carro.

• Aos vinte e um, teve sua primeira experiência sexual. O hímen foi perfurado e ela teve um
sangramento leve. Gostou da experiência e não teve problemas em atingir o orgasmo.

• Aos vinte e seis se casou. Tem uma vida sexual satisfatória com seu marido, mas não gosta quando
ele toca seus seios, pois tem sensibilidade excessiva na região. Detesta quando tem de ir ao
ginecologista fazer exames de prevenção de câncer de mama.

Todos esses detalhes foram levantados por meio de muita análise e de questionamento baseados nos
dois principais acontecimentos de que ela se lembra, aos doze e aos vinte anos. Ambos envolveram a
área do peito e dos seios, o que a levou a concluir que o abuso sexual que sofreu tem relação com essa
parte do corpo. Como sangrou em sua primeira relação sexual, concluiu que não sofreu um estupro.
Outra coincidência foi o fato de os dois fatos terem ocorrido na presença de pessoas que conhecia
mas que não eram de sua família. Portanto, o abuso deve ter ocorrido fora de casa. Pedi a Mary que
me falasse sobre a tentativa de estupro no carro do colega e sobre as emoções que sentiu. Descreveu
uma grande humilhação e vergonha, idênticas à experiência na escola. Quando perguntei em que
chacra sentia tudo isso, apontou para o alto da cabeça, o que sugere ter sido aos oito anos de idade.
Com essas indicações, conseguiu se lembrar do que aconteceu. Tinha um vizinho que estava sempre
bêbado. Um dia, quando passava de bicicleta pela porta, ele a segurou. Estava alcoolizado e ela sentiu
o cheiro desagradável que exalava. Começou a elogiar sua beleza e tentou tocar seus seios. Sua blusa
rasgou enquanto se desvencilhava dele para fugir. Estava se sentindo tão humilhada quando chegou
em casa que não teve coragem de contar aos pais o que havia acontecido. Quando se lembrou de tudo
isso, chorou e liberou as emoções que guardava, incluindo a sensibilidade excessiva nos seios.

Se você tem dificuldade para se lembrar de algum evento mesmo depois de comparar as analogias com
acontecimentos mais recentes, recomendo procurar ajuda profissional. Um hipnoterapeuta habilitado
pode fazê-lo retornar à infância e trazer à tona um padrão-semente que esteja oculto.

9 - A EMOÇÃO QUE ACABEI DE SENTIR FOI TERRÍVEL. VAI SER SEMPRE ASSIM?

Quando sentimos uma emoção e percebemos que se trata de pura energia, sentir o restante já não é
tão difícil. Quanto mais nos permitirmos sentir, mais fácil ficará. Além disso, compreender o

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processo nos dá maior controle sobre ele. O resultado de liberar as emoções é tão benéfico para a
nossa vida que acabamos desejando liberar todas elas.

10 - POR QUE NOTEI CERTO AUMENTO DE PESO APÓS COMEÇAR A UTILIZAR O SISTEMA DE
MEMÓRIA DA ALMA?

Já percebi que isso acontece com algumas pessoas, e por diversas razões. Quando nos permitirmos
sentir totalmente as emoções, atraímos mais energia e força de vida, mas nosso subconsciente não
sabe o que fazer com ela. O corpo também pode querer preencher o espaço que foi liberado com uma
camada de gordura. Às vezes, tanta energia traz mais emoções do que conseguimos suportar e
acabamos armazenando tudo isso na forma de gordura até podermos absorver com mais calma. Mas é
um ganho de peso temporário, pois quem começa a utilizar o Sistema de Memória da Alma se modifica
e passa a ter mais autoconfiança. O brilho nos olhos aumenta e começamos a irradiar paz, mesmo que
estejamos no meio de um turbilhão. O campo de energia flui de maneira suave e brilhante, como
realmente deve ser.

11 - POR QUE CONSIGO IR ATÉ CERTO PONTO EM UMA EMOÇÃO E DEPOIS PARO? O QUE ME
IMPEDE DE AVANÇAR?

O medo nos impede de avançar em relação às emoções por diversos motivos. O primeiro é não
querermos sentir ainda mais dor. Os pensamentos ligados ao sentimento podem assustar porque não
desejamos relembrar alguns acontecimentos. Nossa vida começa a se modificar quando alteramos
nosso campo de energia e às vezes temos medo dessas mudanças. Algumas pessoas podem acabar se
afastando e podemos mudar de residência ou de emprego. Inconscientemente, sabemos de tudo o que
irá ocorrer, mas nem sempre queremos aceitar.

Mas há diversas outras razões. Algumas pessoas se viciam em sofrimento. Acredita que isso pode
estar acontecendo com você? Avalie sua vida e vai descobrir o motivo de não se permitir sentir
totalmente suas emoções.

12 - MEU CHEFE É O GRANDE PROBLEMA EM MINHA VIDA, POIS FAZ TODAS AS MINHAS
EMOÇÕES NEGATIVAS VIREM À TONA. SE MUDAR DE EMPREGO, NÃO ESTAREI DEIXANDO
TODAS ELAS PARA TRÁS?

Nossas emoções vêm de nosso interior e de nosso inconsciente profundo, não de fontes externas.
Portanto, vão conosco aonde vamos. São partes de nosso campo de energia, que atrai energias
similares. Tudo em nossa vida é um espelho dos aspectos de nossa personalidade.

Se seu chefe ou qualquer outra pessoa o faz sentir determinadas emoções, você deve tentar
descobrir quem ele representa na história de sua infância. Está simplesmente refletindo algo que
aconteceu em seus primeiros oito anos de vida e que lhe causou algum tipo de sofrimento.

Mesmo que mude de emprego, seu campo de energia ainda continuará atraindo pessoas parecidas com
seu chefe para sua vida. Energias semelhantes se atraem. A única maneira de mudar isso é trazer
todas as emoções à tona e senti-las para mudar o tipo de energia que você transmite. Se fizer isso,
passará automaticamente a identificar e a evitar esse tipo de chefe, pois jamais será atraída para
pessoas assim novamente.

13 - UMA PESSOA EM MINHA FAMÍLIA ESTÁ PASSANDO POR UMA SITUAÇÃO MUITO
DIFÍCIL. COMO POSSO AJUDAR?

Lendo este livro, você sabe que quando alguém passa por uma situação difícil é porque tem alguma
emoção que precisa ser trabalhada. O que você pode fazer para ajudar é tentar identificar o que
sente quando está na presença dela. Ao fazer isso, estará enviando sinais do seu campo de energia
para o dela e trabalhando os sentimentos. O subconsciente fará o resto.
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Em nível mais profundo, sabemos que todos somos partes de Deus e que todas as formas de energia
estão conectadas. Suas emoções poderão refletir as da pessoa com quem estiver.

SUSAN KERR

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