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PROJETO CEU E ÁGUA

Natação e Atividades Aquáticas nas Escolas:


adaptação e iniciação aos nados, uma relação
entre Esporte e Educação.

Tiago Aquino da Costa e Silva (Paçoca)


Jefferson Fiori Gomes
Mérie Hellen Gomes de Araujo da Costa e Silva
Kaoê Giro Ferraz Gonçalves
Agradecimentos especiais aos nossos familiares por estarem conosco até mesmo
nos momentos de ausência; aos nossos amigos e colegas de profissão que fazem
das nossas vidas um turbilhão de desejos, ideias e projetos; ao nosso guia lúdico
Prof. Maurício Duran Pereira que nos apresentou a Ludicidade como “ferramenta
para a vida”; e em especial aos nossos queridos alunos que passam e transformam
as nossas vidas num BOOM de ALEGRIA!
Que as aventuras lúdicas deste livro possam fazer parte do dia-a-dia dos
profissionais de Educação Física e Esportes do nosso Brasil!

Busquem a Inspiração, a Criação e a Transformação!

Tiago Aquino da Costa e Silva (Paçoca), Jefferson Fiori Gomes, Mérie Hellen Gomes
de Araujo da Costa e Silva e Kaoê Giro Ferras Gonçalves
PREFÁCIO

Ao ser convidado para a escrita deste prefácio, me vi em uma sensação de


felicidade, orgulho e responsabilidade para repassar a importância desta coleção e
do tema a que se propõe.
O mundo atual vive na expectativa de uma vida mais sadia e duradoura e
uma das opções para esta nova forma de viver é a prática da atividade física desde
as idades iniciais. Quando levamos um povo a esta mentalidade do exercício como
ferramenta para a aquisição de habilidades motoras, fortalecimento de
comportamentos sociais através da convivência com os demais, modificação de
hábitos e culturas, introduzimos um eixo norteador para o esporte como um fator de
auxílio à educação.
A ideia de iniciar com a natação me remete a uma linha de pensamento em
que o ser humano vem do líquido amniótico e, quando sai para o nosso convívio, já
teve esta pequena adaptação. Quando ingressa na prática da educação física
escolar, é como se fosse um retorno àquilo que já aconteceu em um momento
anterior à entrada na vida humana.
Tenho certeza dos caminhos pelos quais esta coleção pode levar a que a
prática da natação se incorpore ao currículo escolar, trazendo mais agilidade de
raciocínio, melhor aproveitamento nas aulas e a formação de uma geração
consciente da cultura esportiva. A Lei 689 do parlamento grego diz que “todo ser
humano educado deveria saber ler e nadar”.
Acredito que para a natação escolar será um marco histórico, e para os CEUs
de São Paulo a oportunidade de sair na frente para uma geração que será, a partir
deste momento, base de vários outros projetos que serão iniciados.
Vivemos uma época de esportes. Os Jogos olímpicos de 2016 acontecerão
no Brasil. O povo está deixando de ser “o país do futebol” para ser o país do
esporte.
Tenho a total convicção de que, apesar de não ter como proposta a detecção
de talentos, com certeza aparecerão possíveis nadadores que serão aproveitados
posteriormente em programas voltados para o alto rendimento, o que tornará este
projeto vital para a renovação aquática de nosso estado e país.
Esta publicação poderá, sem dúvida, ser o manual de cabeceira das escolas,
com uma metodologia suave e de fácil compreensão.
Saudações Aquáticas,
Alberto Klar
Professor Titular de Natação da FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas, SP. Técnico da Seleção Brasileira de
Natação nos Jogos Olímpicos de Barcelona – 1992 e Atlanta – 1996. Técnico Olímpico de Triathlon de Atenas –
2004. Autor do livro “365 dias nadando diferente” e da Coleção “Atividades Aquáticas – Pedagogia Universitária”.
Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Atividades Aquáticas – FMU e UGF. Técnico com recordes
mundiais, sulamericanos e brasileiros absolutos e de categoria.
NATAÇÃO E ATIVIDADES AQUÁTICAS

O esporte é um caminho educacional de muita relevância, pois pode ser


experimentado e vivenciado de diversas formas, da prática recreativa ao alto
rendimento, constituindo, portanto, um fenômeno cultural e social. O esporte atua
como um processo facilitador de estimulação do desenvolvimento corporal do
praticante. Nessa linha, a natação é considerada um dos esportes mais completos
por dinamizar todas as ações corporais e motrizes, para Silva et al (2011).
Atividades aquáticas são todas e quaisquer habilidades realizadas no meio
aquático. A Natação é a ação de autopropulsão e auto-sustentação que o homem
realiza no meio líquido com as estratégias do seu próprio corpo, desenvolvendo os
nados pré-estabelecidos, para FINA (s/d).
Já para Fernandes e Lobo da Costa (2006) a natação também é entendida
como um conjunto de habilidades motoras que proporcionam o deslocamento
autônomo, seguro e prazeroso no meio líquido, oportunizando as vivências corporais
aquáticas.
Por fim, para Velasco (1994) a natação deve proporcionar o prazer e gerar
boas experiências, além de desenvolver integralmente o indivíduo. Para que isso
seja possível, o professor deve ter uma boa relação com seu aluno, trabalhar de
forma lúdica e utilizar uma pedagogia que atenda às necessidades do aluno.

OS PRIMEIROS REGISTROS DA NATAÇÃO

Embora seja difícil analisar com precisão o começo do nadar, é fundamental


que tenhamos um ponto de partida para descobrir esse fenômeno.
Sendo o planeta Terra coberto por cerca de três quartos de água, o homem
em algum momento foi obrigado a se relacionar com o meio aquático, seja por
sobrevivência ou por diversão. Com esse relacionamento o homem foi criando
formas de locomoção na água que facilitassem suas necessidades básicas, para
Andries Junior et al (2002).
Nota-se que o nadar para o homem pré-histórico tinha função utilitária, seja
na busca de alimentos e/ou como forma de refúgio dos perigos terrestres.
Lewillie (1983) relata que os primeiros registos históricos que fazem
referência à natação aparecem no Egito, no ano 5.000 a.C. nas pinturas da Rocha
de Gilf Kebir, e a caracterizam como mera função de sobrevivência.
Já Bonacelli (2004) relata que no século XIII a.C. japoneses e chineses
praticavam exercícios físicos aquáticos como práticas médicas, aos moldes das
hidroterapias e das massagens.
No período clássico, de 500 a 338 a.C. o nadar era considerado de grande
utilidade, principalmente na Grécia, pois, para Platão, a inabilidade de ler, como a de
nadar, davam prova de uma educação ineficiente (ANDRIES JUNIOR et al, 2002).
Portanto, na Grécia, a ação do nadar era componente fundamental na educação dos
seus respectivos cidadãos, sendo um bom caminho para o desenvolvimento corporal
harmônico e social.
Já em Roma, a natação também assumia grande importância na educação
das crianças, bem como opção de treinamento físico aos soldados romanos, que
eram lançados à agua com suas armaduras e precisavam demonstrar destreza e
habilidade aquática.
Com o surgimento do Cristianismo, a mentalidade do povo foi sendo
direcionada para o culto excessivo da alma. O cultivo ou o tratamento do corpo foi
sendo renegado e com isso as atividades corporais, como o nadar, foram colocadas
em segundo plano. Na Idade Média acreditava-se que o contato constante com a
água poderia disseminar e proliferar epidemias, o que, consequentemente, retardou
o desenvolvimento da natação, para Andries Junior (2002). Então, devido aos
fatores anteriormente citados, o interesse pela natação decresce em grande parte, e
a prática de atividades corporais fica restrita à nobreza e aos militares.
No Renascimento, entre o fim do século XIII e meados do XVII, a prática da
natação volta a ressurgir do “período obscuro” a que esteve submetida durante a
Idade Média, e é considerada como uma matéria legítima dentro das atividades
físicas (REYES, 1998). Como fruto desta concepção, surgem os primeiros escritos
referentes à natação, tais como é o livro do alemão Nicholas Wymman (1538)
intitulado "Colymbetes, Sive de arti natandis dialogus et festivus et iucundus lectu" ,
cuja tradução livre é: "O nadador ou a arte de nadar, um diálogo festivo e divertido
de ler". O autor destacava que era necessário um instrutor na orientação da natação,
devido aos perigos do afogamento; e que a sustentação do corpo humano na água
era possível com a aprendizagem de movimentos específicos.
Assim, com o passar do tempo, a natação tornou-se substancial no
aproveitamento educacional nos países da Europa, como a França e Inglaterra.
É no século XIX, na Inglaterra, que a natação atinge seu maior apogeu.
Segundo Machado (1984), em Londres encontrou-se uma das primeiras formas de
aprendizagem da natação: “A execução dos gestos aprendidos era feita por etapas,
até que o todo fosse assimilado e compreendido, para depois ser fixado e
mecanizado. A aprendizagem era feita, sob o aspecto que ora abordamos, com o
aluno preso em haste de metal, seguro por cordas ou cabos e até mesmo ouvindo
gravações de ‘aprender a nadar’”.
Em 1828 se constrói em Londres a primeira piscina coberta, e no ano 1837
acontece a primeira organização competitiva da modalidade (REYES, 1998).
Com o início das competições surge a necessidade da criação de órgãos
institucionais e regulamentos que regem o esporte. Segundo a CBDA (2004) em
1837 foi fundada a Sociedade Britânica de Natação; e o nado peito ou “clássico” era
o adotado nas competições. Já em 1870, o instrutor inglês de natação J. Arthur
Trudgeon observou, na América do Sul, um novo estilo de nadar, o trudgeon, hoje
conhecido como nado crawl com pernada de tesoura.
Compreender e entender o processo histórico do fenômeno NADAR é
importante para a construção e desenvolvimento de novos processos pedagógicos
condizentes com a atual necessidade e realidade.

AS DIMENSÕES DO CONHECIMENTO DA NATAÇÃO E


ATIVIDADES AQUÁTICAS

A Natação deve garantir o desenvolvimento equilibrado da personalidade do


individuo, oferecendo-lhe os meios para que ele mesmo consiga atingir seus fins.
Auxilia na estruturação do esquema corporal, permitindo aos aprendizes adquirirem
noções perceptivas do próprio corpo, através da vivência em diferentes meios.
Permite também ampliar as noções espaciais vividas na exploração do meio
aquático com o corpo no mesmo lugar, em deslocamento, em grande ou pequena
profundidade; possibilita à criança elaborar estruturas fundamentais do pensamento
abstrato; ensina o comando voluntário da respiração e possibilita a visualização das
bolhas formadas no momento da expiração e, desta maneira, a criança pode ver,
ouvir e sentir sua respiração. Por meio de procedimentos pedagógicos deve-se
proporcionar a interação entre técnica e prazer (DAMASCENO, 1992).
Um dos principais motivos de aderência da natação e atividades aquáticas
junto aos programas pedagógicos são os benefícios que obtêm durante tais práticas.
Os benefícios atuam diretamente em diferentes âmbitos: físico, psíquico, social,
afetivo, emocional e fisiológico, e nos permite atingir, por fim, o desenvolvimento
integral do aluno.
Adaptado de Marin (2004) segue abaixo a relação dos objetivos aquáticos nas
suas mais diferentes concepções:

Objetivos Aquáticos Motrizes


• Desenvolver as habilidades aquáticas básicas: respiração, flutuação e propulsão;
bem como as habilidades específicas, como as técnicas dos nados, saídas e
viradas; e
• Favorecer aos alunos a possibilidade de desenvolverem as capacidades físicas,
como: velocidade, força, flexibilidade e resistência geral.

Objetivos Aquáticos Psíquicos


• Compreender e aceitar o próprio corpo e suas respectivas ações no meio aquático;
e
• Desenvolver as capacidades psicomotoras: ritmo, lateralidade, noção espaço-
temporal, esquema corporal e relaxação.

Objetivos Aquáticos Afetivo-Sociais


• Favorecer o contato e a integração entre os alunos da Escola/Academia,
contribuindo assim para a melhora do equilíbrio pessoal e estabilidade emocional; e
• Contribuir, através das vivências motoras, para o desenvolvimento de valores
como: fraternidade, igualdade, lealdade, amizade e outros.

Objetivos Aquáticos relacionados à Saúde


• Criar hábitos de vida saudáveis; e
• Conhecer, valorizar e utilizar o meio aquático para a melhora de determinadas
alterações do aparelho locomotor.

O professor deve ter clareza dos objetivos da aula e da importância dos novos
conhecimentos na sequência dos estudos, para que assim possa atender a
necessidades futuras, para Pereira (1999).
Os objetivos citados deverão ser contemplados nos planos de aulas de uma
eficiente Pedagogia de Natação.
PEDAGOGIA: Ensino e Aprendizagem da Natação e
Atividades Aquáticas

A aprendizagem existe na vida de uma pessoa desde o nascimento até a sua


morte, pois, nas experiências, sempre está aprendendo novas ações e interagindo
com o ambiente. Na natação é possível afirmar que os alunos terão a aprendizagem
motora. Schmidt e Wrisberg (2001) definem aprendizagem motora como mudanças
nos processos internos que determinam a capacidade do indivíduo para produzir
uma tarefa motora. Quanto mais o indivíduo pratica, mais ele aprende.
Schmidt e Wrisberg (2001) fazem diversas considerações acerca da prática de
habilidades motoras. Os autores subdividem a prática a partir das seguintes
características:

- Quantidade de prática: refere-se ao número de execuções motoras e período


de repouso durante o processo de aprendizagem de uma habilidade motora.
Existem dois tipos de prática: a maciça e a distribuída. A prática maciça consiste
numa maior quantidade de prática do que de repouso, enquanto que a prática
distribuída consiste numa maior quantidade de repouso do que de prática. Acredita-
se que muita prática e pouco repouso sobrecarregam o aluno física e mentalmente.
O professor deve adequar a prática e o repouso com o tempo disponível do aluno.

- Formas de prática: refere-se ao modo como as habilidades motoras são


aprendidas. Esse modo pode influenciar no aprendizado das mesmas. Existem duas
formas de prática muito comuns no ensino da Educação Física: a prática parcial e a
prática total. A prática parcial consiste em facilitar o aprendizado de uma tarefa,
subdividindo-a em várias partes e treinando-as separadamente para depois uni-las.
A prática total consiste em realizar a tarefa completa sem simplificação.

- Sequência de realização das tarefas: para se praticar diferentes tarefas pode-


se utilizar a prática em blocos ou a prática randômica. Na prática em blocos o
indivíduo tem um conjunto de diferentes tarefas a serem realizadas. A primeira tarefa
será repetida algumas vezes, para depois passar para a prática de outra habilidade,
e assim sucessivamente, até ter realizado todas as tarefas programadas. Na prática
randômica o indivíduo irá realizar as diferentes tarefas aleatoriamente, sem repetir
consecutivamente nenhuma tarefa. As práticas podem ser realizadas de forma
constante ou variadas. Na prática constante o indivíduo treina apenas uma tarefa
sem nenhuma variação de intensidade. Já na variada o indivíduo treina uma única
tarefa, porém com variações de intensidade.

- Diferenças individuais - objetivos do aluno: o professor deve respeitar os


objetivos e a individualidade de cada um de seus alunos, conhecendo então a
habilidade-alvo desejada pelos mesmos. Deve perceber o comportamento-alvo que
o aluno deve possuir, ou seja, quais ações são necessárias para a realização bem
sucedida da tarefa.

- Transferência de aprendizagem: refere-se ao aproveitamento das experiências


anteriores que os indivíduos possuem na prática de outras habilidades motoras para
auxiliar no aprendizado de uma nova habilidade. Se as experiências anteriores
contribuem para o aprendizado de uma nova tarefa, essa transferência é positiva; se
as experiências anteriores não contribuem para o aprendizado de uma nova tarefa,
essa transferência é negativa. Ocorrendo transferência positiva, ela pode ser
considerada próxima ou para longe. A transferência próxima é quando um indivíduo
adapta uma única tarefa a diferentes situações. A transferência para longe é quando
o indivíduo aprende uma gama de habilidades motoras que poderão ser utilizadas
futuramente em um tipo de esporte.

Nas Escolas de Natação nota-se que o ensino é organizado e sistematizado


por “sequências pedagógicas” compostas por conteúdos pré-determinados para o
aprendizado dos quatro nados.
A Pedagogia mais utilizada, atualmente, nas aulas de natação, lança mão de
recursos técnicos específicos, baseados na repetição de movimentos, separação de
sequências, enfim, um instrumental que poderia ser classificado como tradicional,
com o objetivo de conseguir o domínio do meio liquido, dos movimentos e da
aprendizagem o mais rápido possível (PEREIRA,1999).
Segundo Fernandes e Lobo da Costa (2006), quando o ensino é focado no
produto, aspectos como a etapa de desenvolvimento da habilidade do nadar em que
o aluno se encontra, sua faixa etária, seus interesses e possibilidades físicas
particulares não são considerados, o que pode tornar a aprendizagem da natação
um processo monótono e insignificante para quem aprende e repetitivo e
desinteressante para quem ensina.
Complementado por Langendorfer & Bruya (1995), o nadar aprendido pelo
modelo, orientado somente pelos quatro nados, resultaria num aprendizado pobre
devido à baixa competência aquática que esse tipo de prática propicia. A adequação
das tarefas de prática com os níveis de desenvolvimento motor aquático cria
condições ótimas para o progresso na aprendizagem, incluindo-se, ainda, nesse
modelo, os estilos formais e avançados de natação.
Algo que merece atenção no que diz respeito à concepção de uma Pedagogia
da Natação, para Freudenheim (1995), é a observação dos movimentos
culturalmente determinados, como os quatro nados formais de natação que
emergem da combinação de habilidades básicas. Portanto, é importante diferenciar
o nadar fruto da combinação de movimentos fundamentais e a natação, que é um
conjunto de habilidades resultantes da especialização dessa combinação.
A Pedagogia da Natação Moderna racionaliza entre as pedagogias analítica e
global. As atividades no meio aquático são organizadas a partir de uma sequência
pedagógica do simples para o complexo, atendendo os diversos níveis pedagógicos
encontrados nas aulas.
Dentro dessa proposta pedagógica, a primeira atividade a ser ensinada na
piscina é a sobrevivência. Para Palmer (1990), é preciso identificar o nadar como a
locomoção com segurança no meio líquido a partir de diferentes formas.
É primordial que a criança seja estimulada a deslocar-se de diferentes formas
na água, para que depois possa aprender os nados culturalmente determinados.
Essas primeiras experiências corporais são fundamentais para a fase de
especialização técnica dos nados, constituindo assim uma proposta atual de
aprendizagem.
A Pedagogia da Natação é entendida como um conjunto de ideias e vivências
aplicadas e organizadas para a aprendizagem das atividades aquáticas e da
natação, a fim de que os alunos possam atingir os objetivos propostos em relação
aos conteúdos, resultando na sua respectiva assimilação.
Para Corrêa e Massaud (2007), a organização de uma Pedagogia da Natação
apresenta boas vantagens, como:
• Uso racional dos equipamentos esportivos na busca da construção do cidadão;
• Fidelidade dos alunos na frequência das aulas, uma vez que suas expectativas e
necessidades se tornam alvos de tal organização;
• Redução dos cursos decorrentes da racionalização de processos;
• Criação de novos negócios decorrentes e qualificação profissional, ampliando sua
percepção para novas oportunidades; e
• Clima de incentivo e participação da comunidade escolar.
Optou-se por reconhecer, para esta Pedagogia da Natação, as ações da
natação e o domínio das habilidades aquáticas básicas, sendo-as: adaptação ao
meio líquido, respiração, flutuação, propulsão e mergulho elementar; e as primeiras
vivências dos nados crawl, costas, borboleta e peito, bem como as saídas, viradas e
chegadas.
Para que os objetivos propostos em cada aula sejam alcançados de forma
satisfatória e segura, o profissional de Educação Física deverá planejar de forma
inteligente e antecipada as suas respectivas aulas, conhecendo assim seus
conteúdos e métodos.
O professor deverá se comunicar com os seus alunos de forma participativa,
respeitosa e com responsabilidade. A forma como ele se comunica com seus alunos
é fundamental para uma aprendizagem significativa. Segundo Schmidt e Wrisberg
(2001), existem duas técnicas diferentes de apresentação das habilidades motoras:
instrução e demonstração. A instrução é verbal e nela o professor deve dar as
principais características da tarefa. Já a demonstração baseia-se nas tarefas
realizadas pelo professor, onde o gesto motor apresentado será referência para a
execução do aluno.
A forma de demonstrar o movimento deverá ser de escolha do professor.
Palmer (1990) defende que a demonstração realizada fora da piscina pode contribuir
para a aprendizagem do aluno, as qual os alunos posteriormente imitarão.
Conflitando com tal ideia, Velasco (1994) afirma que é fundamental, para a
demonstração do movimento, que o professor esteja junto ao seu aluno, dentro da
água, como modelo.
Nota-se que para o sucesso da aprendizagem da natação é fundamental a
participação do professor. O professor deve ser firme, sem ser exigente e sem
desprezar seus alunos, deve encorajar, elogiar, brincar, tornar a aula divertida e
agradável e repreender quando necessário (PALMER, 1990).
Para Corrêa e Massaud (2004), o professor deve criar situações de desafio e
superação para que possa alcançar o objetivo do aluno. O professor deve criar
atividades lúdicas que auxiliem na socialização dos alunos e deve oportunizar
vivências aquáticas que são importantes para facilitar o domínio da modalidade
esportiva.
O professor de natação deverá ter conhecimentos prévios para a elaboração
de suas aulas. Para Fernandes e Lobo da Costa (2006) os professores devem ter
conhecimento sobre:
• O indivíduo: que se altera, se modifica e se desenvolve com o tempo;
• O ambiente: como o local da aula (piscina funda ou rasa, rio, mar e outros), o tipo
de instrução dada (demonstração e/ou instrução verbal) e o método de ensino (por
exploração, descoberta guiada ou comando); e
• A tarefa: como as características de espaço (direção, níveis de profundidade da
piscina e planos de movimento), do tempo (lento, rápido, acelerando ou
desacelerando), do nível de esforço (alto, médio ou baixo), do uso ou não de
materiais pedagógicos, dos relacionamentos (tarefas em duplas, trios ou em grupos
maiores). Indica-se a variação das ações a fim de se proporcionar diversidade de
experiências na água.
Para Baggini (2008) a não aptidão resulta das características do próprio
indivíduo. Quando o indivíduo ainda não atingiu a maturação necessária, ele não
será capaz de realizar uma determinada tarefa. O ambiente também pode influenciar
na realização de uma tarefa. A tarefa, quando comparada com os outros dois
fatores, é o agente que causa maior dificuldade na aprendizagem. Quanto mais
complexa é a tarefa, mais difícil é aprendê-la. Portanto, o professor deve considerar
os princípios da aprendizagem motora e utilizar estratégias para organizar a prática
de modo coerente com a aptidão dos alunos.
Os erros são considerados fatores importantes para o diagnóstico da
aprendizagem, e é através deles que deve se fazer as correções e possíveis novos
caminhos pedagógicos.
Quando se fala em erros, é preciso mencionar o feedback. Uma das principais
funções é de fornecer ao aprendiz informações sobre o padrão de movimento que
realizou, ou seja, através dele o aluno pode saber como executou o movimento e vai
obter do professor a informação sobre como deveria ter feito, para Schmidt e
Wrisberg (2001).
Para Baggini (2008) existem dois tipos de feedback: o intrínseco e o extrínseco.
O feedback intrínseco origina-se de fontes internas ao corpo e é o meio pelo qual o
indivíduo consegue detectar e talvez corrigir seu próprio erro. O feedback extrínseco
origina-se de fontes externas ao corpo e é o meio pelo qual o professor detecta e
corrige o erro do aluno.
O feedback extrínseco é o mais utilizado em aprendizagem motora, pois o
professor tem mais facilidade do que o aluno em detectar o erro. Porém, deve-se ter
cuidado com a frequência de utilização desse método, pois a dependência dele faz
com que o aluno nunca seja capaz de detectar seus erros, o que é prejudicial para a
aprendizagem. O professor deve estimular seu aluno a utilizar o feedback intrínseco.
Quando o aluno errar o professor deve perguntar onde foi que ele errou e fazê-lo
propor uma possível correção (BAGGINI, 2008).
Por fim, a prática da natação tem alcançado papel importante na promoção de
um melhor desenvolvimento humano. Com o objetivo de satisfazer as necessidades
de uma população geral, a Pedagogia da Natação tem diversas possibilidades de
aplicação, como: a manutenção das condições físico-motoras, a prevenção de
doenças, a reabilitação terapêutica e médica, a iniciação de uma prática desportiva e
física, e como opção de lazer.
Ao entendermos aprendizagem numa perspectiva ampla, as aulas de natação
deixam de ser simplesmente o ensino do gesto natatório e passam a atentar para a
formação integral da pessoa. Porém, seja numa visão restrita de ensino-
aprendizagem, seja com este posicionamento mais abrangente, o percurso da
proposta de ensino deve ser constantemente revisitado a fim de mantê-lo ou
aprimorá-lo, tornando a aprendizagem eficiente em diversos sentidos (OLIVEIRA,
2011).
Numa Pedagogia de Natação o planejamento e a avaliação assumem ações
importantes para a construção de bons resultados. Para Luckesi (2005) o
planejamento traça previamente os caminhos, a avaliação subsidia os
redirecionamentos que venham a se fazer necessários no percurso da ação.
Avaliar o processo de ensino-aprendizagem da natação é ainda uma prática
incomum, com pouca literatura que atente especificamente para o tema. A maioria
das iniciativas propõe ferramentas e momentos avaliativos, mas não contempla um
plano de ensino com objetivos pré-definidos, para Oliveira (2011).
Segue abaixo a esquematização do processo avaliativo para alunos, tanto
para as avaliações dos níveis pedagógicos quanto para a primeira aula.

Início

Aluno solicita alteração de Avaliação Pedagógica do


horário/ período aluno

O aluno está
apto a evoluir

Alteração do de nível?

aluno para a
nova turma

Não Sim

Continua no mesmo
nível pedagógico

Os principais instrumentos avaliativos são as fichas de observação que são


realizadas através do relato verbal, desenhos, filmagens e fotografias, e a
participação em festivais e competições (SANTOS, 1996). Quanto ao aspecto motor,
devem ser avaliados o gesto técnico e a coordenação motora, por exemplo. Quanto
ao desenvolvimento psíquico, indica-se a avaliação da motivação e proatividade. Já
no campo social, avalia-se as atitudes e condutas dos alunos.
A avaliação realizada pelo professor em festivais e competições deverá
observar o desenvolvimento técnico dos alunos, e posteriormente, apresentar os
pontos negativos e positivos dos nados.
A avaliação pode ser realizada com periodicidade mensal, principalmente
para alunos no período de adaptação, já que os resultados mudam com rapidez de
nível; bimestral, para alunos nas demais etapas de aprendizagem; ou trimestral para
alunos de aperfeiçoamento, para Oliveira (2011).
DICAS E ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

1. Respeitar o nível pedagógico e de desenvolvimento motor do aluno.

2. O professor deverá adotar postura construtiva e participativa frente à


aprendizagem significativa dos seus alunos.

3. Dar valores e consistência ao ensino-aprendizagem aplicado em aula.

4. O professor deverá ser incentivador de ações críticas e reflexivas dos alunos.

5. Propor, aos alunos, situações de auto-superação e esforço pessoal, gerando


confiança e segurança.

6. Criar rotinas aos alunos desde o momento que adentrem o recinto de aula até a
sua respectiva saída.

7. O professor deverá usar uma linguagem pedagógica a todos os alunos.

8. As explicações das atividades devem ser simples, objetivas e breves.

9. Que a proposta pedagógica não se limite apenas à melhora de habilidades


motrizes, mas que também possa desenvolver as capacidades psíquicas, as
relações interpessoais, etc.

10. Que os valores das experiências e vivências corporais sejam maiores do que os
resultados técnicos.

11. Que a aula possa se desenvolver entre a criatividade e felicidade.

12. Que, perante atividades competitivas, prevaleçam sempre as ações cooperativas


e éticas.

13. Que seja ponto inspirador para uma prática saudável de atividade física.
NATAÇÃO PARA CRIANÇAS

A partir do contexto do Esporte, a natação encontra-se como uma prática


corporal vivenciada pelos seres humanos desde a antiguidade, com fins de
sobrevivência, até a atualidade, tendo o lazer, a saúde e a educação como principais
finalidades (REIS, 1982). Dessa forma, a natação, na esteira de sua rica evolução
histórica, permeia elementos essenciais da Cultura Corporal de Movimento, sendo
de grande relevância sua exploração nas mais diversificadas atividades no meio
líquido, sobretudo com crianças, segundo Nakano et al (2011).
Essa relevância parece ser maior no período compreendido entre 3 e 6 anos,
compreendendo o final da primeira ao fim da segunda infância, pois nesse período
as experiências aquáticas adquiridas através da intervenção dos professores são de
fundamental importância para o desenvolvimento infantil, nos campos motor,
cognitivo, afetivo e social. Isso se fundamenta, para Le Boulch (1987) citado por
Nakano et al (2011).
Oferecer atividades aquáticas adequadas às crianças consiste em um dos
fatores mais importantes que contribuem para o desenvolvimento das suas
capacidades, segundo Nakano et al (2011). É preciso fazer com que as crianças
desenvolvam o gosto pela prática da natação por meio das atividades lúdicas, com
objetivos claros e coerentes, fazendo com que elas possuam uma longa vida junto à
prática da modalidade.
Já para alunos dos 6 aos 12 anos, é importante que as aulas não sejam
focadas “apenas” nos objetivos específicos da natação, mas sim que busquem como
alvo todas as potencialidades da criança no novo ambiente, para Corrêa e Massaud
(2003).
Para Palmer (1990) as crianças se imitam aos movimentos que observam,
portanto, o professor deve ser visual e oralmente correto para que os alunos
entendam perfeitamente o que ele diz e executem os movimentos corretamente, da
forma como observaram.
O ato de nadar, para uma criança, é muito mais perceptível do que em
qualquer outra faixa etária, pois ela está em constante movimentação e descobre
diferentes formas de deslocamento. A técnica ocorrerá posteriormente, para Velasco
(1994).
O professor motiva uma aula pela sua disposição, pelo seu relacionamento
com os alunos e pela sugestão de atividades adequadas ao nível de seus alunos. A
motivação dos alunos se dá de forma intrínseca, pelo seu próprio prazer de realizar
a atividade, ou de forma extrínseca, quando aspectos como a importância e a
necessidade de aprender estão envolvidas, para Benda (1999).
Por fim, o aluno deverá ser foco constante da aprendizagem da natação, com
aulas ativas e motivadoras, proporcionando ações prazerosas e de boa aderência
social e esportiva.

TCHIBUM: A LUDICIDADE E A CRIANÇA

“Nos caminhos da aprendizagem, encontramos duas cidades: a Rigorocidade e a


Ludicidade. Ao optarmos pelo caminho da Ludicidade o processo ensino-
aprendizagem ocorre de maneira mais relaxada” (Maurício Duran Pereira, 2006)

Como ocorre com qualquer outra conceituação, será difícil apontar o significado
do termo “ludicidade” com precisão, o que chamamos ludicamente de “acertar na
mosca”. Ao buscar o entendimento do termo lúdico encontramos diversas definições.
Para Marcellino (1990) o mais razoável é aceitar a imprecisão e abrangência do
termo, relacionado às palavras: brinquedo, festa, jogo e brincadeiras como possíveis
sinônimos para lúdico.
O lúdico abrange os jogos infantis, a recreação, as competições, as
representações litúrgicas, teatrais e simbólicas, e os jogos de azar. A origem da
palavra é grega – ludus – que significa brincar. O jogo está vinculado ao divertimento
(prazer e alegria) e independe da cultura, da época e classe social. As atividades
lúdicas fazem parte da vida da criança, presente na formação do pensamento e na
descoberta de si (HUIZINGA, 1996).
O lúdico é essencial no crescimento saudável e harmônico das crianças. É
importante para sua formação crítica e criativa, pois, embora rotulado como perda de
tempo, é extremamente importante, já que a criança é naturalmente lúdica
(CORTEZ, 1996).
As atividades lúdicas incorporam a alegria e o prazer na realização das
atividades propostas, como o jogo e a brincadeira, para Silva et al (2008).
A criança que brinca e que vive a sua infância tornar-se-á um adulto muito mais
equilibrado física e emocionalmente, suportando as pressões das responsabilidades
adultas e com mais criatividade para solucionar os problemas que lhe surgirão
(VELASCO, 1996). Nota-se então que o ato de brincar é fundamental na vida da
criança, e é por essa ação que a criança “adquire” as habilidades para se tornar um
adulto produtivo.
A brincadeira proporciona momentos de novas descobertas, representando um
fator de grande importância no desenvolvimento e socialização da criança. A
atividade lúdica compreende os conceitos de que a brincadeira refere-se ao
comportamento espontâneo ao realizar as atividades (ALMEIDA e SHIGUNOV,
2000).
As atividades lúdicas aquáticas, permeadas por um eficiente Sistema
Pedagógico, devem proporcionar a comunicação do conteúdo a ser aprendido à
criança, e isso acontece quando a linguagem pedagógica adotada pelo professor
atinge a essência da criança – O MUNDO DA IMAGINAÇÃO.
Alguns estudos, referentes à influência da ludicidade no aprendizado da
natação com crianças, mostram que o ensino e a aprendizagem tornam-se mais
alegres e prazerosos. Pereira (2001) aponta a relação entre o "faz-de-conta" e as
aulas temáticas de natação, criando um ambiente “lúdico-educativo”. Assim, contam-
se histórias às crianças envolvendo-as em um mundo de fantasia e realizações.
Por meio das atividades lúdicas, a criança reproduz muitas situações vividas
em seu cotidiano, as quais, pela imaginação e pelo faz de conta, são reelaboradas.
Esta representação do cotidiano se dá por meio da combinação entre experiências
passadas e novas possibilidades de interpretações e reproduções do real, de acordo
com suas afeições, necessidades, desejos e paixões. Estas ações são fundamentais
para a atividade criadora do homem, segundo Vygotsky (1984).
As brincadeiras e a fantasia permitem também que a criança execute algumas
atividades que são pré-determinadas, relacionadas a alguns movimentos básicos e
fundamentais da natação enquanto atividade esportiva. Porém, não deixando de
lado o prazer e a criatividade das aulas de natação, tanto para aquela criança menos
hábil, com maiores dificuldades, quanto para aquela que tem maior facilidade na
aprendizagem. As brincadeiras têm como objetivo ressaltar a importância do
processo motivacional da criança para o aprendizado da natação, não enfatizando
simplesmente a performance técnica, mas proporcionando também oportunidades e
situações de lazer, recreação, saúde e segurança, para Venditti Junior e Santiago
(2008).
O brincar favorece os participantes a desenvolverem confiança em si mesmos
e nas suas respectivas capacidades, além de criar situações sociais e favorecer que
as crianças sejam empáticas umas com as outras. Ele tem por objetivo direcionar as
crianças e os adultos a desenvolver percepções sobre as outras pessoas e a
compreender as exigências bidirecionais de expectativa e tolerância,
complementado por Moyles (2002).
As atividades lúdicas que favorecem a socialização podem ser encontradas na
forma de jogos, brincadeiras, danças e lutas, que envolvem o pegar, o agarrar, o
palmear, o puxar, o empurrar, o sustentar, o carregar, o transportar, o rolar, o
sacudir, o conduzir, o defender, o atacar, o coçar e o massagear. O lúdico nos
condena à vida (LORENZETTO, 1996).
O lúdico passa a ser fator contextual para a aprendizagem de qualquer
habilidade motora da criança. As atividades lúdicas aplicadas à natação baseiam-se
na construção do pensamento criativo, pois o indivíduo terá oportunidade de
elaborar diferentes situações motoras para diversos meios de atingir o objetivo final,
para Silva et al (2008).
Além de ser uma atividade agradável em si, a atividade lúdica proporciona um
prazer físico proveniente da sua capacidade funcionalista.
“Quando exercitam o corpo, as crianças não conseguem ficar quietas, e
expressam em altos brados a alegria pelo que seu corpo pode fazer, sem
saber que este é o motivo (....) o prazer que tiramos da experiência de que
nossos corpos e mentes estão operando e servindo-nos bem constitui a
base de todas as situações de bem-estar” (BETTELHEIM 1990, p.42)

Ao realizar a prática aquática de forma saudável e com prazer, o aluno


estabelece uma melhor relação e comunicação com o seu professor, resultando num
vínculo harmônico e produtivo.

A cada papo, um caso:

Na adaptação ao meio líquido o professor deve buscar a familiarização do


aluno junto ao novo ambiente: o aquático, a fim de possibilitar maior segurança e
confiança. É normal encontrar, nessa fase, alunos com fobia à água. Assim, o
professor deverá adotar diversas estratégicas ludo-pedagógicas, como, por
exemplo: posicionar uma “banheirinha” na beira da piscina e fazer com que a criança
encha-a de água com ajuda de um balde; ou fazer de um regador de jardim um belo
“chuveirinho”, e assim molhar a criança de forma saborosa e lúdica. Canta-se
“cantando no chuveiro tomo um banho gostoso, vou lavando o meu cabelo pra ficar
limpo e cheiroso”, facilitando assim a interação da criança ao ambiente, à atividade e
ao professor.

O prazer do lúdico como experiência demonstra ser uma excelente forma de


estabelecer uma comunicação, do professor com a criança, da criança com o jovem,
do jovem com o adulto, do adulto com o idoso, trabalhando harmoniosamente nas
necessidades diárias, da aprendizagem à dualidade comparação/competição
(RETONDAR, 1996).
Para Silva et al (2008) as crianças são motivadas a participar das atividades
lúdicas estabelecendo relação entre a experiência vivida e a solução do problema
proposto. E “usufruem” do lúdico quando se sentem na possibilidade de resolver
seus conflitos em meio aquático, como, por exemplo, o medo de imergir o rosto na
água.
A criança, durante as aulas de natação, é estimulada a explorar o seu
repertório motor em busca de uma solução criativa e adequada para atingir o
objetivo proposto no plano pedagógico. A vivência aquática realizada de forma
lúdica faz com que o aluno aprenda brincando.
Para Pereira (1999) a estrutura de uma aula lúdica é dividida em 3 fases:
As ações simbólicas vivenciadas nas atividades lúdicas durante a experiência
motora dispõem de uma linguagem mágica que atua no universo motor, psíquico e
afetivo-social. O universo lúdico permite ao aluno escapar da realidade, mas
também propiciará um pensamento construtivo para si e suas ações (SILVA et al,
2008).
Nadar é uma atividade saudável e prazerosa, se bem conduzida pelo
professor.
E o inverso também é verdade: se rotinas pedagógicas, propostas com pouca
criatividade, são repetidas incansavelmente pelos alunos, esta vivência corporal
ocorre em função apenas diretiva, e não construtiva.
A criança explora as formas e ações pelas quais os contos de fadas e/ou
estórias ajudam a lidar com suas desordens psicológicas, ao identificarem nos
personagens seus conflitos internos entre o bem e o mal.
As estórias lúdicas, através da identificação da criança com as personagens
infantis, cenários e enredos, permite à criança lidar simbolicamente com o seu
mundo interno, estreitando a relação entre o real e o imaginário,
Por fim, a ludicidade nas aulas de atividades aquáticas e natação infantil
envolve a personificação do professor, a criação do ambiente lúdico e a tematização
dos exercícios pedagógicos, criando assim um elo entre a ação motora no mundo
imaginário e o resultado observado no mundo real (SILVA et al, 2008).
PEDAGOGIA DA NATAÇÃO: ORGANIZAÇÃO E
SISTEMATIZAÇÃO

A organização pedagógica deste livro situa-se em dois blocos essenciais:


Adaptação ao meio líquido e Iniciação aos Nados. Em linhas gerais o nível
pedagógico “Adaptação” prioriza a autonomia do aprendiz no meio aquático, bem
como o domínio dos gestos natatórios. Já a segunda fase, a Iniciação dos Nados,
compreende a aprendizagem e os primeiros contatos com os nados culturalmente
determinados.

FASE 1 - ADAPTAÇÃO

Compreende a fase inicial do aprendizado, sendo a adaptação à água


unidade precursora deste período. Esta fase, quando bem desenvolvida, é capaz de
promover a interação e harmonia do praticante com o meio em questão, permitindo,
numa fase posterior, que as técnicas padronizadas da natação sejam apreendidas
de forma eficiente. Quanto mais experiências forem vivenciadas nesta fase, maiores
serão as possibilidades de desenvolvimento da técnica desportiva ou simplesmente
de relação de prazer com a água saudável e satisfatória. (ANDRIES JÚNIOR et al,
2002).
É nessa fase que o professor deverá oferecer, com prioridade, segurança aos
seus alunos durante a prática, pois existem muitos deles com temor e medo da
água.
Para a fase da Adaptação existem cinco unidades pedagógicas, sendo elas:
adaptação ao meio líquido, respiração, flutuação, propulsão e mergulho elementar.
Após aprendidos esses conteúdos, segue-se para a fase de Iniciação aos nados.
O objetivo principal dessa fase é oferecer uma proposta pedagógica baseada
na aprendizagem significativa diversificada, com estímulos às diferentes e novas
habilidades motoras, não sendo restritas aos padrões técnicos da modalidade.
Os conteúdos desenvolvidos na fase de Adaptação serão vivenciados, para
cada turma de alunos, com diferentes procedimentos pedagógicos, pois existe uma
interdependência em relação aos resultados alcançados a cada aula.
Um dos conteúdos fundamentais a ser vivenciado na fase de Adaptação é a
respiração. Nesta fase, é notável a importância do domínio respiratório adequado,
pois sua ausência impede a aquisição da mecânica natatória eficiente, para Castro
(1979).
As aulas são envolvidas pela Ludicidade, através dos jogos, exercícios e
brincadeiras. Segundo Pereira (1999), o aluno, por estar envolvido com a atividade
lúdica, não ficará preocupado com os receios e os traumas que o meio líquido pode
representar e, dessa forma, desenvolve-se e interage com o novo ambiente.
Para as aulas de natação infantil, diferentes estratégias são adotadas para os
mesmos fins, recorrendo-se a artifícios como brincadeiras e aulas temáticas. Nestas,
os objetivos propostos pelos professores são estruturados por elementos lúdicos e
da fantasia, pois quando o aluno vivencia essa fase com prazer seu
desenvolvimento acontece de forma natural, sem grandes resistências (PEREIRA,
1999).
As aulas de natação infantil têm duração de 45 minutos, com até 8 alunos por
professor, e devem ser planejadas semanalmente, considerando as necessidades e
o perfil da turma, bem como o Cronograma de Conteúdos – Organização e
Sistematização. As aulas são divididas em:
- Parte Inicial: o aquecimento deverá conter diferentes exercícios (brincadeiras e
jogos) visando a integração dos alunos e a preparação fisiológica do corpo para
a parte principal da aula. Representa 20% do volume nadado ou do tempo de
aula.
- Parte Principal: essa fase contempla o objetivo específico da aula, dada pelo
Cronograma de Conteúdos. Tais conteúdos devem priorizar as mais diversas
vivências e experiências das habilidades motoras aquáticas. Representa 60% do
volume nadado ou do tempo de aula.
- Parte Final: na volta à calma é fundamental que aconteçam dinâmicas em
pequenos grupos, como duplas e trios, causando relaxamento e descontração.
Representa 20% do volume nadado ou do tempo de aula.
OBJETIVOS GERAIS

 Adaptar e ambientar o aluno ao meio aquático;

 Dar base motora para a aprendizagem dos nados, na próxima fase


pedagógica;

 Dar subsídios para o aprendiz desenvolver e aprimorar o controle respiratório


e o domínio do corpo no meio aquático;

 Possibilitar a vivência dos diversos tipos de flutuação; e

 O aluno deverá realizar, de forma segura e autônoma, o Nado de


Sobrevivência (Nado Cachorrinho).

CONTEÚDOS

 Diferentes formas de deslocamento no meio aquático;

 Respiração: inspiração (boca) e expiração na água (boca/nariz);

 Flutuação: grupada, ventral, dorsal, vertical e horizontal com e sem materiais;

 Deslizes: deslizar com auxílio ou não dos materiais, alternando as posições


corporais;

 Propulsão: deslocar-se utilizando, de forma rudimentar, os movimentos


alternados de membros inferiores e superiores dos nados crawl e costas;

 Nado de Sobrevivência: deslocar-se com o rosto “fora d´água” realizando


movimentos livres alternados de membros inferiores e superiores;

 Nado Submerso;

 Mergulho: realizar a imersão total do corpo, permanecendo por 5 segundos; e

 Saltos: saltar, com segurança, em diversas posições e formas com e sem


auxílio do professor e/ou material.
AMBIENTAÇÃO, FAMILIARIZAÇÃO E ADAPTAÇÃO AO
MEIO LÍQUIDO

O primeiro passo para o aprendizado da natação se constitui na familiarização


ao meio líquido. É nesse período que o aprendiz explora o novo meio, buscando
segurança, autonomia e também uma relação afetiva com o ambiente em que se
está inserindo, sendo que um bom processo de familiarização irá influenciar no
sucesso e continuidade da prática da natação, segundo Corazza et al (2005).
Nesta perspectiva, a aprendizagem da natação, mais especificamente a fase
de familiarização a este meio ambiente, deve promover o autoconhecimento,
autodomínio e construção da própria imagem do indivíduo praticante em relação ao
meio líquido, atingindo uma verdadeira autonomia pessoal, passível de transferência
para outros segmentos e dimensões da vida humana (COUNSILMAN, 1980).
Para Velasco (1994) a adaptação ao meio líquido é uma fase importante que
deverá respeitar o desenvolvimento do aluno, iniciando pela ambientação e
seguindo para a adaptação polissensorial, feita através da boca, nariz, olhos e
ouvidos.
A primeira fase de aprendizagem da natação parece ressaltar a questão de
segurança e de adaptação a um novo meio, reforçando o papel da mediatização nas
primeiras experiências de aprendizagem na água. Não basta que as crianças
estejam em segurança, é preciso que se sintam seguras; a este pressuposto de
estabilidade emocional é indispensável a autonomia afetiva, antecipadora da
autonomia motora, para Velasco (1994).
As unidades pedagógicas da Adaptação ao Meio Líquido são: ambientação,
respiração geral, flutuação, propulsão e mergulho elementar.
Por fim, esta fase deve englobar o domínio das possibilidades de movimento
no meio líquido, a fim de que o indivíduo possa desenvolver a autonomia corporal
nesse novo ambiente e o domínio sobre uma possível fobia existente.

Aspectos pedagógicos da Ambientação, Familiarização e Adaptação ao Meio


Líquido
 A adaptação deverá ser realizada na parte rasa da piscina, em área restrita.
Caso seja mais profunda, deve-se colocar plataformas que diminuam a
profundidade e que deixem o aluno mais seguro e relaxado.
 As primeiras vivências deverão ser realizadas de forma gradual, partindo de
deslocamentos com apoios para os sem.
 A exploração do ambiente deverá ser realizada andando pelo espaço,
segurando as bordas e, posteriormente, movimentando-se os braços,
permitindo maior autonomia.
 Gradualmente, varia-se as formas, a velocidade e a direção dos
deslocamentos no meio líquido.

Elementos educativos envolvidos


Concomitantemente ao desenvolvimento da adaptação ao meio líquido,
percebe-se que o aprendiz passa a conhecer e aceitar o próprio corpo, bem como
suas possibilidades de movimento no meio aquático, e o explora buscando
segurança e uma relação afetiva com o ambiente em que se está inserindo. Este
processo resulta na melhora da autoestima, harmonia/interação com o meio em
questão e na adaptação polissensorial, desmistificando a sensação do temor
propiciada pela água.

RESPIRAÇÃO GERAL

Uma dificuldade com a qual o aprendiz se depara nos primeiros contatos com
o meio aquático relaciona-se à respiração. A impossibilidade de utilizar o mecanismo
respiratório habitual no meio aquático, pois a face se encontra temporariamente
imersa, especialmente quando se encontra em decúbito ventral, implica a
necessidade de aquisição de novos automatismos.
A inspiração no meio aquático é realizada pela boca para otimizar a
quantidade de ar captada e evitar irritação da mucosa nasal por partículas de água
inspiradas com o ar. Já a expiração, mais prolongada, pode ser feita pela boca e
nariz, que terão que vencer a resistência da água, para Lotufo (s/d). Esse processo
acontece para prevenção de perturbações nos seios nasais e nas mucosas nasais,
pois se impede a passagem de água pelas vias respiratórias, as quais são
facilmente irritáveis.
A respiração assume um duplo papel. Um papel fisiológico, relacionado à
atividade corporal e à necessidade de efetuar trocas gasosas; e um mecânico, em
virtude de influenciar diretamente a flutuabilidade do corpo.
Para a respiração acontecer haverá necessidade de conscientização desse
novo processo, onde a expiração é predominantemente oral, a inspiração breve e há
um maior controle da glote (VELASCO, 1994).
Na construção de novos esquemas para o meio aquático, devem ser
respeitados todos os aspectos psicomotores do próprio corpo e do “novo” mundo
exterior. São importantes alguns fatores de execução, como força, resistência,
flexibilidade e velocidade, que estão intimamente relacionados à condição muscular
e cardiovascular respiratória do aluno. E, acima de tudo, à maturidade das funções
neurológicas e do grau de desenvolvimento, para Velasco (1994).

Meio Terrestre Meio Aquático


Dominância nasal Dominância bucal
Ato reflexo Ato voluntário
Inspiração reflexa Inspiração automática
Expiração passiva Expiração ativa
Comparação das principais características do mecanismo respiratório no meio terrestre e no meio
aquático (adaptado de Mota, 1990).

Por fim, Carvalho (1994) propõe uma sequencia pedagógica para a


abordagem da habilidade motora aquática básica – a respiração. Suas fases são:
 Molhar a Face: o aluno deverá, desde cedo, não sentir reticências em manter
a face molhada;
 Imergir e abrir os olhos: tem por objetivo promover a imersão da cabeça, de
forma parcial ou totalmente mergulhada. As primeiras imersões devem ser de curta
duração (2 a 4 segundos), e conforme adquira maior confiança, o aluno irá prolongar
o seu respectivo tempo;
 Expiração na água: o aluno deverá realizar a expiração de forma ativa,
vencendo a pressão exercida pela água;
 Expiração Ritmada: consiste na criação de um ritmo respiratório, onde a fase
inspiratória será realizada em intervalos temporais constantes;
 Expiração Ritmada Associada ao Batimento Alternado dos Membros
Inferiores: visa associar e sincronizar a função respiratória com a função propulsiva,
deve-se apresentar tarefas que solicitem a sincronização entre o ato inspiratório e a
ação dos membros inferiores.
 Controle Respiratório: é efetuado frontalmente ou lateralmente, sendo
realizado nos nados culturalmente determinados.
Nota-se a importância de uma boa proposta pedagógica para a respiração,
sendo esta essencial para o sucesso da aprendizagem da natação e atividades
aquáticas.

Elementos educativos envolvidos


A respiração geral aplicada ao meio aquático desenvolve um novo
automatismo fisiológico e mecânico, possibilitando o controle respiratório do
aprendiz no novo meio. A aprendizagem dessa habilidade favorece a melhora da
atenção e concentração, bem como as atitudes de cooperação e respeito aos
amigos do grupo, uma vez que todos estão na mesma proposta pedagógica e
integrados.

EQUILÍBRIO E FLUTUAÇÃO
No meio aquático, o equilíbrio de um corpo depende da inter-relação das
forças de Impulsão, Hidrostática e de Gravidade, sendo assim, é alterável através da
respiração e da posição corporal. Ou seja, ao aumentar o volume de ar inspirado,
aumenta-se o volume corporal imerso, pelo que também se aumenta o volume de
água deslocada e, portanto, a intensidade da Força de Impulsão Hidrostática. Por
outro lado, alterando a posição relativa dos diversos segmentos corporais, altera-se
a localização do centro de massa e do centro de impulsão e, portanto, a relação
entre as forças envolvidas na determinação do equilíbrio.
O domínio do equilíbrio no meio aquático está intimamente ligado com o
domínio da propulsão, pois a posição mais vantajosa para o deslocamento neste
meio é a horizontal. Portanto será necessário que o indivíduo refaça um conjunto de
referências, procurando adaptar-se à nova posição, para Mota (1990).

Meio Terrestre Meio Aquático


Posição Vertical Posição Horizontal
Cabeça Vertical Cabeça Horizontal
Olhar Horizontal Olhar vertical
Apoios plantares Perda de apoios plantares
Ação exclusiva da força da Ação das forças da gravidade e
gravidade empuxo hidrostático
Comparação das alterações de comportamentos no meio terrestre e no meio aquático, em termos de
equilíbrio (adaptado de Mota, 1990).

Intimamente ligado ao fenômeno equilíbrio está a flutuação. A flutuação,


sendo exclusiva ao meio aquático, decorre da relação entre a densidade de um
corpo e a do líquido onde esse se encontra.
A Flutuação é a habilidade de equilíbrio estático sem apoio na piscina ou de
materiais flutuantes.
Arquimedes, em seu Princípio, afirma que: “Todo corpo mergulhado num
fluido sofre uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido
deslocado pelo corpo”. Tal princípio é fundamental para o entendimento geral da
flutuação.
Quando um corpo está flutuando em um líquido, ele está sujeito à ação de
duas forças de mesma intensidade, mesma direção (vertical) e sentidos opostos: a
força-peso e o empuxo. Os pontos de aplicação dessas forças são, respectivamente,
o centro de gravidade do corpo G e o centro de empuxo C, que corresponde ao
centro de gravidade do líquido deslocado ou centro de empuxo.

Projeções das Forças atuantes no corpo


Situação 01
Se o corpo permanece imóvel no ponto onde foi colocado, a intensidade da
força de empuxo é igual à intensidade de força peso (E = P);

Situação 02
Se o corpo afundar, a intensidade da força de empuxo é menor do que a
intensidade da força peso (E < P);

Situação 03
Se o corpo for levado à superfície, a intensidade da força de empuxo é maior
do que a intensidade da força peso (E > P) .

A flutuação pode ser realizada em diferentes posições, seja dorsal, ventral,


lateral ou diagonal. Existem alguns fatores que influenciam na flutuabilidade, são
eles: composição corporal, faixa etária, gênero e nível de relaxamento muscular.

Aspectos pedagógicos para a Flutuação


 Inicia-se com o corpo do aprendiz apoiado em diversos pontos, geralmente
auxiliado pelos materiais flutuantes. A primeira posição a ser vivenciada é a
flutuação dorsal, onde o aluno estará com a respiração facilitada.
 O aluno deverá realizar a flutuação com o “apoio psicológico” do professor.
 À medida que o aprendiz se acostume com a flutuação, diminui-se a
quantidade de apoio e varia-se a ação em diferentes posições.
 Realizar o deslize (posição de flecha).

Elementos educativos envolvidos


A aprendizagem da flutuação mostra o domínio profundo do empuxo e pode
ser medida pelo tempo em que a pessoa fica na posição.
A adaptação e a transformação do equilíbrio corporal passam por uma
consciencialização dos mecanismos que o orientam e pela percepção voluntária de
inúmeras informações motoras que, em conjunto, permitem a aquisição de um “novo
esquema corporal” devidamente enquadrado com o meio aquático, além de
potencializar a confiança das possibilidades em cada aprendiz, contribuindo para o
desenvolvimento e afirmação da própria personalidade.

PROPULSÃO
Nadar é deslocar-se na água, e o deslocamento está diretamente relacionado
com as ações propulsivas.
Na propulsão existe correlação direta e proporcional entre a qualidade
respiratória e equilíbrio ótimo, que influi significativamente na aquisição dos gestos
técnicos e na eficácia motora. Da sua correlação depende a quantidade e qualidade
do repertório motor do aprendiz e a base das performances desportivas da natação.

Meio Terrestre Meio Aquático


Membros Dominantemente Dominantemente
superiores equilibradores propulsivas
Membros Dominantemente Dominantemente
inferiores propulsivas equilibradores
Comparação das alterações de comportamentos no meio terrestre e no meio aquático, em termos de
propulsão (adaptado de MOTA, 1990).

A propulsão, em linhas gerais, acontece da seguinte forma: quanto menor for


a intensidade da Força de Arrasto oposta à direção de deslocamento do nadador,
maior será a sua velocidade em nado. Portanto, quanto maior a intensidade da
Força Propulsiva e menor das Forças Opositoras, maior a propulsão.
A 3ª. Lei de Newton, conhecida como “Ação e Reação”, explica a formação
das formações propulsivas: "A toda ação corresponde uma reação de mesmo
módulo (intensidade), mesma direção (reta suporte) e sentidos (setas) contrários."
Se um nadador traciona ou empurra a água com seus membros inferiores e
superiores, ele se moverá ou tenderá a se mover (reação) na direção oposta à ação
de tracionar ou empurrar.
Existem três formas de Propulsão:
 Movimentos de braçada: uma ação de braçada pode ser criada por ações de
tração e empurre de mãos e braços na direção oposta ao movimento corporal
(reação);
 Movimentos de Remada: é através da rotação e/ou movimentos oscilatórios
dos membros superiores (remada) que é gerada a força propulsiva.
 Movimentos de Pernada ou Nadadeira: a força de reação age em oposição
direta à força de ação ou geradora e é exatamente igual em magnitude.
Por fim, nota-se que a propulsão, através de suas forças, apresenta grande
importância para a autonomia do aluno no meio aquático e no desenvolvimento dos
nados.

Aspectos pedagógicos para a Propulsão


 Após o aprendiz ser capaz de se manter suspenso no meio líquido (flutuação)
e ter o controle respiratório, é propício que o mesmo se desloque pela piscina
livremente e em curto espaço;
 Com o apoio do professor, o nadador deverá realizar movimentos de pernada,
objetivando o equilíbrio, sustentação e propulsão da ação;
 Com o apoio dos materiais flutuantes, repete-se a ação do item anterior. Os
materiais oferecem mais estabilidade ao aprendiz;
 Instiga-se o aprendiz a realizar movimentos de braçadas, de forma alternada
e que direcionem a água deslocada para trás, assim, sua ação corporal será
para frente;
 Através de orientações parciais e de demonstração do exercício, o aluno
deverá estar na “máxima” posição horizontal, e realizar os movimentos
propulsivos de forma alternada; e
 Realização do nado de sobrevivência, mais conhecido como “nado
cachorrinho”, de forma satisfatória (segura e eficiente).

Elementos educativos envolvidos


A vivência do nadador, a partir das ações propulsivas, traz a ele não somente
a experiência motriz, mas também a possibilidade de conhecer e reconhecer os
limites do seu corpo frente ao novo ambiente, bem como suas facilidades e
dificuldades de ação. Desenvolve as capacidades psicomotoras, como: lateralidade,
ritmo, percepção espacial e temporal, desenvolvimento do próprio esquema
corporal, relaxação, etc.

SALTOS
A aprendizagem do salto e do mergulho é o último “momento pedagógico”
antes da iniciação da vivência dos nados culturalmente determinados. Como já
vimos, o controle respiratório está presente em todas as habilidades aquáticas.
Quando se fala em salto e/ou mergulho, foca-se a capacidade de bloquear a
respiração de forma voluntária.
Além de ter aspectos lúdicos, o salto deve ser estimulado a fim de criar novas
situações de mergulho. É preciso organizar a rotina pedagógica dos saltos, bem
como do espaço. Para oferecer maior segurança, é essencial organizar a vivência
para que não ocorram saltos perto de brinquedos, outros materiais e pessoas, para
Figueiredo (2011).
Os saltos são considerados como o método de deslocamento de um indivíduo
que está no meio terrestre para o meio aquático. Incluir os saltos na fase de
Adaptação ao meio líquido é possibilitar a máxima autonomia e independência do
aluno junto ao meio aquático.

Aspectos pedagógicos para os Saltos


 Partindo da posição de sentado no tapete flutuante ou borda da piscina,
próximo da lâmina da água, faz salto com o apoio do professor;
 O aluno deverá realizar o mergulho, sentado no tapete flutuante ou borda da
piscina sem o apoio do professor;
 O salto deverá ser realizado a partir da borda e com o aprendiz ajoelhado
(joelho e pé) com o auxílio do professor;
 O salto deverá ser realizado a partir da borda e com o aprendiz ajoelhado
(joelho e pé) sem o auxílio do professor; e o aluno com os braços na posição
de flecha;
 O aluno deverá realizar o mergulho, em pé, com o auxílio do professor;
 O aluno deverá realizar o mergulho, em pé, sem o auxílio do professor e com
os braços em flecha; e
 Realizar o mergulho na posição de “partida do atletismo”.

Elementos educativos envolvidos


Paralelamente à aprendizagem do salto e mergulho, o nadador desenvolve o
respeito pela água e pelas regras impostas para essa prática, onde o mesmo não
poderá saltar sem a permissão do professor, sendo fator fundamental de segurança
e de salvamento. Essa vivência e convivência com essas ações permite que a
criança assimile e aceite as regras da sociedade, bem como os seus limites e
desafios.
Permite desenvolver as funções de análise da situação e ação, o
entendimento e previsões de possíveis resultados, o poder de decisão e a melhora
da autoconfiança.
FASE 1 - ADAPTAÇÃO
CRONOGRAMA DOS CONTEÚDOS

CRONOGRAMA DOS CONTEÚDOS – ORGANIZAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO

1a. Semana 2a. Semana 3a. Semana 4a. Semana

Entrada na Deslizes Flutuações


Deslocamentos
Água
Mergulho Deslizes com
Respiração
1o. Mês Deslocamentos Propulsão
Geral Propulsão de
Respiração Pernada e Deslocamentos
Ambientação
Geral Braçada Submersos

Propulsão de
Pernada com
Deslocamentos materiais Deslizes
Submersos Submersos
Respiração Impulsão +
2o. Mês Deslizes com Geral Propulsão de Deslizes +
Propulsão Pernada com Propulsão Geral
Nado de
Flutuações Sobrevivência materiais

em curta
distância

Propulsão de Nado de Propulsão de Saltos com


Braçada Sobrevivência Pernada e
3o. Mês auxílio
Saltos com em curta Braçada com
distância materiais Respiração Geral
auxílio

Saltos sem Deslize com Nado de


auxílio Impulso Sobrevivência Crawl
o
4 . Mês
Nado de Propulsão de em médias Rudimentar

Sobrevivência Pernada distâncias


Aplicação da Avaliação Pedagógica - Quadrimestral

FASE 1 - ADAPTAÇÃO
AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA

Critérios de Avaliação

ÓTIMO BOM REGULAR RUIM

Itens a serem avaliados

 Respiração

 Realizar a Respiração Geral: Inspirar pela boca e expirar pelo nariz ou


nariz/boca na água – repetir 8 vezes, permanecendo submerso por 3 segundos.

Ótimo Bom Regular Ruim

7 e 8 vezes 5 e 6 vezes 3 e 4 vezes 0, 1 e 2 vezes

 Flutuação

 Flutuar em decúbito ventral, dorsal ou agrupado mantendo-se na posição por 5


segundos.

Ótimo Bom Regular Ruim

Exercício Realizado ------- ---------- Exercício Não-Realizado

 Deslize

 Realizar o deslize na “posição de flecha” mantendo-se na posição por 6m.

Ótimo Bom Regular Ruim

Realizou totalmente o Realizou 4m o Realizou 2m o Não realizado


percurso percurso percurso

Obs: Marcar o percurso com o auxílio das pranchas/ cones.

 Propulsão

 Realizar a propulsão de pernada e braçada de forma alternada no percurso de


12,5m.

Ótimo Bom Regular Ruim

Realizou totalmente o Realizou 10m do Realizou 6m do Realizou abaixo


percurso percurso percurso de 6m o percurso

Obs: Marcar o percurso com o auxílio das pranchas/ cones.

 Mergulho

 Bloquear a respiração e realizar o deslocamento submerso por 8 segundos.

Ótimo Bom Regular Ruim

Entre 6 e 8 seg. ------- ---------- Não realizado

 Saltos

 Realizar os saltos com entrada na água na posição sentada por 2 vezes, e mais
2 vezes na posição em pé, totalizando assim 4 execuções.

Ótimo Bom Regular Ruim

4 execuções 3 execuções 2 execuções 1 execuções


FICHA DE AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA – ADAPTAÇÃO

Escola: ____________________________________ Professor Avaliador:____________________________

Aluno: ___________________________________________________ Turma: _________________________

Conteúdo Exercício Ótimo Bom Regular Ruim


Realizar a Respiração Geral:
Inspirar pela boca e expirar
pelo nariz ou nariz/boca na ( ) ( ) ( ) ( )
Respiração
água – repetir 8 vezes,
permanecendo submerso por 7 e 8 vezes 5 e 6 vezes 3 e 4 vezes 0, 1 e 2 vezes
3 segundos.

Flutuação Flutuar em decúbito ventral, ( ) ( )


dorsal e agrupado mantendo-
se na posição por 5 segundos. Exercício
Exercício Realizado
Não-Realizado

( ) ( ) ( )
Realizar o deslize na “posição ( )
Deslize de flecha” mantendo-se na Realizou
posição por 6m. Realizou 4m o Realizou 2m o
totalmente o Não realizado
percurso percurso
percurso

Realizar a propulsão de ( ) ( ) ( ) ( )
membros inferiores e
Propulsão Realizou
superiores de forma alternada Realizou 10m do Realizou 6 m do Realizou abaixo de
no percurso de 12,5m. totalmente o
percurso percurso 6m o percurso
percurso

Bloquear a respiração e ( ) ( )
Mergulho permanecer submerso durante
8 segundos. Entre 6 e 8 seg. Não Realizado

Realizar os saltos com


entrada na água na posição
sentada por 2 vezes, e mais 2 ( ) ( ) ( ) ( )
Saltos
vezes na posição em pé,
totalizando assim 4 4 execuções 3 execuções 2 execuções 1 execução
execuções.

( ) ( ) ( ) ( )
Total de Pontuação por Item
x 4 pontos x 3 pontos x 2 pontos 0 ponto

Somatória de Pontos

Total de Pontos _____________


O avaliador deverá aplicar a ficha de avaliação na sua totalidade, aferindo os itens de cada conteúdo através dos exercícios selecionados, e
assim completar de acordo com os critérios. Deve-se fazer a somatória de pontos por item e multiplicar pelos valores pré-estabelecidos,
obtendo o Total de Pontos. Para esta ficha de avaliação, o aluno deverá obter a pontuação igual ou superior a 17 pontos para passar ao
próximo nível pedagógico (Iniciação).
FASE 2 – INICIAÇÃO

Após a Fase 1 – Adaptação, segue-se a Fase 2 – Iniciação, ou seja,


aprendizagem dos nados crawl, costas, borboleta e peito. Para Andries Junior et al
(2002) na iniciação à natação não se deve objetivar a melhoria técnica dos nados
determinados pela FINA (Federação Internacional de Natação), e sim centrar a
atenção nas diversas formas e estilos de se nadar os nados técnicos.
Enquanto na Adaptação o objetivo principal era oferecer autonomia e
independência do aluno junto ao meio aquático, na Iniciação é oferecer as primeiras
experiências e aprendizagem dos nados competitivos, especificando o processo de
ensino dos mesmos.
Na iniciação da prática desportiva de natação, busca-se explorar a eficiência
das ações motoras para a propulsão, segundo Figueiredo (2011). Para
aprendizagem dos nados pode-se estabelecer a seguinte ordem: crawl, costas,
borboleta e peito, atendendo a certa lógica sequencial que facilita a aprendizagem,
para Andries Junior et al (2002).
Para Mansoldo (1996), a ordem em que os nados são ensinados deve levar
em consideração o grau de dificuldade e a faixa etária que será trabalhada, para
assim definir a ordem pedagógica que será utilizada.
A natação está estruturada, basicamente, por quatro nados determinados
culturalmente: livre (crawl), costas, borboleta e peito. A aprendizagem dos nados
deve respeitar a ordem já citada, pois segundo Mansoldo (1996) esta sequência é a
mais apropriada porque se assemelha às habilidades básicas do andar e correr, e
aproveita-se as experiência já vivenciadas no meio aquático.
Coerentemente, inicia-se a aprendizagem pelo nado Crawl (Livre), onde os
movimentos coordenativos são semelhantes aos realizados no andar, e a criança já
apresenta tal experiência motora. A próxima etapa é a aprendizagem do nado
Costas, onde os movimentos são próximos do nado crawl, alterando a posição
corporal do aluno para o decúbito dorsal. As crianças, a partir de 5 e 6 anos, têm o
processo maturacional adequado para o início da aprendizagem dos nados.
Ao se lançar a Teoria de Aprendizagem por Aproveitamento Motor, o terceiro
nado sugerido é o Borboleta. Mesmo exigindo mais força do que o nado Peito
aproveita-se nessa fase todo o repertório motor do aluno desenvolvido nas vivências
de aprendizagem dos nados Crawl e Costas. Por fim, acontece a aprendizagem do
nado peito, que em nada se assemelha aos anteriores.
As aulas de Iniciação aos Nados têm duração de 45 minutos, com até 10
alunos por professor, e devem ser planejadas semanalmente, considerando as
necessidades e o perfil da turma, bem como o Cronograma de Conteúdos –
Organização e Sistematização. As aulas são divididas em:
- Parte Inicial: com exercícios e dinâmicas deve-se preparar, fisiologicamente, o
corpo do nadador para a Parte Principal. Representa 20% do volume nadado ou
do tempo de aula.
- Parte Principal: essa fase contempla o objetivo específico da aula, dada pelo
Cronograma de Conteúdos. Tais conteúdos devem priorizar a aprendizagem dos
nados, através dos exercícios educativos, corretivos e os sensoriais, bem como
os exercícios de saídas e viradas. Os exercícios, no início do programa, devem
ser de fácil execução e realizados em menores distâncias, e, posteriormente,
realiza-se exercícios mais complexos e em médias/longas distâncias.
Representa 60% do volume nadado ou do tempo de aula.
- Parte Final: é fundamental que a volta à calma aconteça de forma relaxada,
através de exercícios de recuperação ativa. Representa 20% do volume nadado
ou do tempo de aula.
Com o objetivo de dinamizar as aulas de natação, contrapondo os processos
pedagógicos monótonos e não desafiadores, é fundamental que o foco do ensino
passe a ser o processo do aprender a nadar, e não somente o domínio biomecânico
dos nados já citados.
A aprendizagem da natação sofre interferência direta e indireta dos fatores
extrínsecos, como o ambiente, a escola, os materiais e o professores; e os
intrínsecos, como a maturação e as vivências motrizes anteriores.
Para a Fase 2 – Iniciação: o processo ensino-aprendizagem dos nados será
baseado em sucessão de elos, ou seja, cada etapa deverá ser cumprida para iniciar
outra nova. O processo ensino-aprendizagem é:
1. Adaptação ao meio líquido;
2. Respiração geral;
3. Tipos de flutuação;
4. Propulsão (pernada, braçada e remada);
5. Saltos e Mergulhos;
6. Coordenação de membros;
7. Respiração específica;
8. Coordenação geral; e
9. Nado completo.

A Fase 2 – Iniciação irá concentrar os seus conteúdos nos itens 6, 7, 8 e 9 do


Processo Ensino-Aprendizagem citado acima.

OBJETIVOS GERAIS
 Coordenação de pernada e braçada dos nados crawl e costas com respiração
específica; e
 Primeiras vivências dos nados peito e borboleta.

CONTEÚDOS
 Respiração: realizar a específica do nado crawl com auxílio do rolamento dos
ombros e rotação lateral de cabeça;
 Deslizes: realizar com boa posição hidrodinâmica por longo percurso; e com
impulso na borda;
 Propulsão: domínio da pernada e braçada dos nados crawl e costas, nadando
25m com boa técnica;
 Mergulho: realizar mergulho com deslocamento submerso com mudanças de
direção;
 Saltos: saltar em pé, na posição de cabeça com os braços estendidos à frente
(Mergulho Elementar);
 Ondulações: movimentos simultâneos de membros inferiores com os braços
posicionados no prolongamento do corpo, realizado de forma submersa; e
 Nado peito: início da aprendizagem da pernada e braçada do nado peito.

NADO LIVRE
ERA UMA VEZ...
Um jovem australiano chamado Harry Wickham, em 1893, introduziu nas
competições de natação um nado com batimento de pernas alternado. Esse nado já
existia entre os nativos da Ilha Rubiana, no Pacífico. Neste mesmo ano, Wickham
perfez 66 jardas (60,35m) nos incríveis 44 segundos. Ao ver isso seu técnico
australiano exaltado falou – Veja que forte rastejar na água! Daí o batismo do nome
crawl ao nado, que em inglês significa rastejar.

O nado crawl, conhecido também como livre, evoluiu para ser o mais rápido
dos quatro nados competitivos.

Posição corporal: a análise da posição do corpo do nadador baseia-se em: posição


da cabeça, posição horizontal do corpo e rotação do corpo sobre o eixo longitudinal,
para Arellano (2001).
O nadador deverá posicionar-se em decúbito ventral, mantendo um bom
alinhamento horizontal e lateral, a fim de obter uma melhor hidrodinâmica e
eficiência do nado. Qualquer posição “não alinhada” reduz a velocidade do nadador.

Principais falhas técnicas: baseado no alinhamento horizontal, adotar uma posição


do corpo muito elevada e executar pernadas muito profundas. No alinhamento
lateral o principal erro é projetar a cabeça para trás durante a respiração
(MAGLISCHO, 1993).

Movimentação da Pernada: A ação dos membros inferiores apresenta três funções:


equilíbrio, sustentação e propulsão.
O movimento global da pernada é alternado no plano vertical. Na fase
descendente do batimento, o quadril e o joelho se flexionam para depois fazer um
movimento de extensão total das pernas para baixo, como uma chicotada,
resultando numa maior utilização de força. A pernada do nado crawl é utilizada como
forma de propulsão, correspondendo a 25% do nado. A sua movimentação deverá
ser realizada com maior intensidade nas provas de velocidade, e meia distância e
menor nas maiores distâncias.
Existem algumas classificações quanto a movimentação da pernada, para
Corrêa e Massaud (2007):
 Crawl dois tempos – para cada ciclo de braçada*, correspondem dois
movimentos de pernada;
 Crawl quatro tempos – para cada ciclo de braçada, correspondem quatro
movimentos de pernada; e
 Crawl seis tempos – para cada ciclo de braçada correspondem seis
movimentos de pernada
* Ciclo de braçada – correspondente a um movimento completo de ambos os
braços, em suas fases aquáticas, e de recuperação.

Principais falhas técnicas: batimento alto de pernada, com os pés a saída água;
batimento demasiado profundo; flexão exagerada do joelho; e reduzida extensão
dos tornozelos (MAGLISCHO, 1993).

Movimentação da braçada: Por meio de movimentos cíclicos, a braçada é


responsável pela maior força propulsiva no nado crawl, sendo uma circundução
alternada anteroposterior. Considera-se um ciclo quando acontece a execução
completa da braçada direita e da esquerda. Para Andries Junior et al (2002), a
movimentação da braçada do nado crawl apresenta 4 fases, são elas:
- Entrada: deve ser feita perfurando-se a água num único ponto, à frente do corpo,
entre o deltoide e a linha sagital. O cotovelo deverá estar ligeiramente flexionado. O
momento da entrada na água será executado pelos dedos, seguidos pela mão,
punho, pelo antebraço e braço. A mão deverá estar em pronação, ligeiramente
inclinada para fora;
- Apoio: Durante essa fase busca-se um ponto de apoio para iniciar a tração do
movimento eficiente;
- Tração: É o momento em que se efetiva a maior propulsão do nado. Partindo do
ponto de apoio, o cotovelo começa a ser flexionado até atingir aproximadamente
90º, fazendo-se este movimento até a linha dos ombros. Ultrapassada a linha do
ombro, o cotovelo deve ser estendido gradualmente; e
- Recuperação: sua função é completar o ciclo da braçada e iniciar outra. Essa fase
não é propulsiva, portanto a musculatura precisa estar relaxada. O cotovelo é o
primeiro segmento a sair da água, em seguida o braço, antebraço e a mão. O
cotovelo deixa a água com uma pequena flexão e continua flexionado até a primeira
metade. Acontece a extensão da braçada no início da segunda metade até a
extensão total.
Apresenta também 2 tipos de braçada: simples, onde o cotovelo do nadador
deve estar na primeira metade da recuperação, em relação à linha do ombro, no
momento de apoio do braço que está à frente; e dupla, onde o cotovelo do nadador
deve estar na segunda metade da recuperação, em relação à linha do ombro, no
momento de apoio do braço que está à frente.

Principais falhas técnicas: realizar a recuperação com demasiado esforço; durante o


movimento de tração manter os cotovelos numa posição baixa e deslizar em
demasia a mão para fora; e no momento de finalização da braçada realizar a
extensão demasiada do cotovelo, empurrando a água só para cima (MAGLISCHO,
1993).

Movimentação respiratória: Os movimentos da cabeça devem ser coordenados


com o rolamento do corpo, para que seja reduzida a tendência que os nadadores
têm de elevar sua cabeça para fora d´água para realizar uma respirada. A inspiração
é feita pela boca e a expiração é feita pelo nariz e/ou boca. Corrêa e Massaud
(2007) afirmam que a inspiração deverá ser feita pela boca, mantendo-a o mais
próxima possível da água e no momento em que um dos braços estiver realizando o
apoio, e o outro a finalização da braçada.
A movimentação pode ser realizada de forma lateral ou bilateral. Para Corrêa
e Massaud (2007) a respiração pode ser classificada em:
 2 x 1 (Lateral) – respiração na segunda braçada, para o lado direito ou
esquerdo;
 3 x 1 (Bilateral) – respiração na terceira braçada, para o lado direito ou
esquerdo; e
 4 x 1 (Lateral) – respiração na quarta braçada, para o lado direito ou
esquerdo.

Principais falhas técnicas: rotação da cabeça antes do ponto ideal; entrada muito
lenta do rosto na água; e dirigir o olhar para trás durante a respiração (MAGLISCHO,
1993).
NADO COSTAS

ERA UMA VEZ...

Uma das hipóteses para a origem do nado costas, é que em 1794, Oronzio de
Bernadi descreveu um estilo “mais tranquilo” e “fácil” para nadar – O nado costas.

Somente a partir de 1912 os nadadores começaram a praticar o nado com


mais frequência. O mérito dessa evolução cabe ao nadador norte americano Harry
Hebner, que venceu os 100m nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, na Suécia. O
nado de costas, ao contrário do que se imaginava, não era algo fácil de se aprender.

Posição corporal: O nadador deve estar em decúbito dorsal, com a cabeça apoiada
na água e entre os braços, mantendo um bom alinhamento, tanto horizontal (o corpo
em extensão total) como lateral, a fim de obter uma melhor hidrodinâmica.

Principais falhas técnicas: cabeça muito alta durante o nado; e cintura muito baixa
(MAGLISCHO, 1993).

Movimentação da Pernada: A pernada do nado costas, realizada na posição


dorsal, é muito semelhante à do nado crawl. Consiste na alternância de impulsos
diagonais das pernadas denominados pernadas para cima e pernadas para baixo.
Os estudos mostram que, provavelmente, a pernada para baixo é propulsiva; a
pernada para cima, não (MAGLISCHO, 1999).
A pernada para cima é uma extensão “em chicotada” da perna, que começa
com a flexão do quadril, seguida pela extensão do joelho e terminando com a flexão
parcial do pé, com os dedos do pé alcançando a superfície. A pernada para baixo é
uma ação similar a um repique, que começa quando a pernada para cima
precedente está prestes a terminar (MAGLISCHO, 1999).

Principais falhas técnicas: flexão exagerada do joelho, resultando na ação de


“pedalar”; e efetuar batimentos com os pés profundos (MAGLISCHO, 1993).
Movimentação da Braçada: A movimentação da braçada representa,
aproximadamente, 75% da força propulsiva de todo o nado costas. Para Corrêa e
Massaud (2007) apresenta-se nas fases:
- Entrada: deve ser realizada com a braçada à frente da cabeça e na direção do
ombro. O braço deve estar em extensão, com a palma da mão voltada para fora, de
modo que o dedo mínimo seja a primeira parte a entrar na água;
- Apoio: consiste em uma puxada para baixo e para o lado, em direção ao fundo da
piscina e com o braço estendido;
- Tração: é a fase mais propulsiva, onde existe a flexão do cotovelo em 90 o
assegurando assim maior força. Fase em que a mão, cotovelo e ombro deverão
estar alinhados com o braço perpendicular ao corpo, e cotovelo apontando para o
fundo;
- Empurrão final: é a aproximação do braço e cotovelo ao tronco, com a extensão do
braço, projetando a mão em direção ao fundo; e
- Recuperação: é feita com a retirada do braço estendido e “relaxado” da água e
com o polegar saindo primeiro, dando início a um novo ciclo de braçada.

Principais falhas técnicas: entrada da mão na água com grande afastamento fora do
ponto correto (na linha dos ombros); na fase de tração realizar o movimento com o
braço em extensão; durante a saída da mão na água, sair com a mão voltada para
baixo; e durante a fase de recuperação o nadador não realizar a deambulação do
ombro e do quadril (MAGLISCHO, 1993).

Movimentação de ombros e quadril: A ação alternada dos braços no nado de


costas faz com que um dos braços esteja movimentando-se para baixo, enquanto o
outro está se movendo para cima. O tronco naturalmente seguirá esses movimentos
dos braços. Consequentemente, é importante que os nadadores rolem seu corpo
nas mesmas direções em que os braços estão se movendo, permitindo assim um
nado eficiente e com bom alinhamento lateral.

Principais falhas técnicas: durante a fase de recuperação da braçada o nadador não


realizar a deambulação do ombro e do quadril (MAGLISCHO, 1993).
Movimentação respiratória: Deve ser o mais natural possível, podendo haver
pequenos bloqueios respiratórios coordenados com o ciclo de braçadas.

NADO BORBOLETA

Na década de 1930, alguns nadadores verificaram que podiam praticar o


nado de peito ainda mais rápido, fazendo a recuperação da braçada fora d’água, o
que apresentava menor resistência frontal. Assim, surgiu um novo nado a partir da
década de 50.

Posição corporal: No nado borboleta o corpo assume posição ventral. Embora seja
desejável um ou outro movimento no plano vertical, como a ondulação, para facilitar
a respiração, o corpo deve permanecer em boa posição hidrodinâmica.

Principais falhas técnicas: não realizar o movimento ondulatório de forma satisfatória


(MAGLISCHO, 1993).

Movimentação da Pernada: É também conhecida como “golfinho”. Sua ação parte


da articulação coxofemural, realizando os movimentos de forma ascendente e
descendente. É importante na aprendizagem do nado borboleta pedir aos alunos
que relaxem os quadris.
Embora a variação da posição do corpo se alterne em horizontal/vertical,
devido à ondulação da pernada e do quadril, a continuidade do movimento é
importante para a velocidade e aprendizagem do nado.

Principais falhas técnicas: inexistência da extensão dos tornozelos na fase


descendente da pernada; e flexão exagerada dos joelhos na fase ascendente da
pernada (MAGLISCHO, 1993).

Movimentação da Braçada: São simultâneos, com uma fase subaquática e outra


aérea. As mãos devem estar ligeiramente inclinadas para fora, entra na água à
frente do corpo, na linha dos ombros. Em seguida, é realizado o afastamento lateral
dos braços para auxiliar o apoio, as mãos se aproximam do tórax, coincidindo com a
respiração específica e a pernada. A finalização do movimento é feita empurrando a
água pra trás, com as mãos próximas às coxas, dando início à fase de recuperação.
Durante a recuperação (fase aérea), a braçada se desloca para cima, para
fora e para frente, até que estejam à frente dos ombros. Após a respiração,
primeiramente colocamos a cabeça de volta na água e, posteriormente, as mãos,
para iniciarem um novo ciclo.

Principais falhas técnicas: durante a fase de recuperação da braçada, realizar a


ação com os cotovelos baixos, encostando-os na água; e realizar o movimento da
braçada para fora com força demasiada; (MAGLISCHO, 1993).

Coordenação do nado e movimentação respiratória: A coordenação é realizada


através de 2 pernadas para cada ciclo de braçadas. Normalmente os nadadores
realizam o movimento da pernada mais forte no momento da respiração, mantendo
movimentações de forma contínua. Podemos ter 3 tipos de bloqueios respiratórios:
1x1, 2x1 e 3x1.

Principais falhas técnicas: realizar a segunda pernada sem sincronia com a


movimentação de braçada; e efetuar a respiração específica sem fase propulsiva da
braçada (MAGLISCHO, 1993).

NADO PEITO

Foi o primeiro nado utilizado em competições e, a partir dele, todos os outros


se desenvolveram. Os praticantes de peito realizam uma braçada semicircular curta
e uma pernada em chicotada, que encontramos com vários outros nomes. É o nado
competitivo mais lento.

Posição corporal: A posição do nado é ventral e horizontal, com os quadris


próximos à superfície, apresentando variações nas posições: vertical e horizontal. O
momento de maior resistência frontal é o da respiração, portanto deverá ser o mais
breve possível. A aceleração do cotovelo, no momento do início da recuperação da
braçada, auxilia o nadador a incrementar a velocidade.
Principais falhas técnicas: o corpo do nadador apresentar, nas fases propulsivas do
nado, má condição hidrodinâmica (MAGLISCHO, 1993).

Movimentação da Pernada: Deve-se flexionar o quadril e joelhos, aproximando os


calcanhares às nádegas; manter os joelhos um pouco afastados e para baixo, com
os pés executando um movimento circular para fora, para trás e para dentro, como
uma hélice. A movimentação da pernada é dividida em:
- Recuperação: aproximação dos pés até o quadril.
- Varredura para fora: movimento circular para fora e para trás até o agarre, havendo
flexão da coxa, estando os pés flexionados e voltados para fora (Fase não
propulsiva e de baixa velocidade).
- Varredura para dentro: movimento para baixo, para trás e para dentro até que
estejam completamente estendidas e unidas (Fase propulsiva e de velocidade alta).
- Sustentação e deslize.

Principais falhas técnicas: executar o movimento de pernada com pouca amplitude;


efetuar a extensão e elevação dos pés antes dos seus encontros na finalização da
pernada; e na fase de recuperação afastar de forma exagerada os joelhos e pés
(MAGLISCHO, 1993).

Movimentação da Braçada: A braçada do nado peito consiste de uma varredura


para fora, uma para dentro e da recuperação, para Maglischo (1999).
- Varredura para fora: não propulsiva. Objetivo: colocar os braços em posição de
gerar força propulsiva. Trajeto semicircular para fora ultrapassando a linha dos
ombros, mãos voltadas para baixo no início e giram para fora até os braços
ultrapassarem a linha dos ombros.
- Varredura para dentro: fase propulsiva. Grande trajeto semicircular para fora, para
trás, para baixo e para dentro, sendo que os cotovelos permanecem elevados.
Finaliza quando as mãos se aproximam e se unem abaixo do peito.
- Recuperação: não propulsiva. Mãos movimentam-se para cima e para frente até
que estejam próximas à superfície e são empurradas para frente, logo acima ou
abaixo da superfície em forma de seta.
Principais falhas técnicas: executar o movimento de varredura para fora de forma
exagerada; durante a fase de recuperação, realizá-los com os cotovelos muito
afastados (MAGLISCHO, 1993).

Coordenação do nado e movimentação respiratória: A coordenação é o ponto


mais importante do nado peito. A ordem dos movimentos na aprendizagem é:
braçada, respiração e pernada, dando um intervalo para realizar o deslize com o
corpo estendido, braços unidos e estendidos à frente e pernas unidas.
Na fase de aperfeiçoamento técnico, o aluno deverá realizar a Filipina.

Principais falhas técnicas: realizar um deslize muito prolongado entre os movimentos


propulsivos de pernada e braçada; iniciar a respiração durante a varredura para fora
da braçada; e elevar muito a cabeça, direcionando-a para trás e não para frente
(MAGLISCHO, 1993).

Aspectos pedagógicos para os Nados Livre (Crawl), Costas, Borboleta e Peito


 Após o domínio corporal no meio líquido e a execução elementar do nado de
sobrevivência, o aprendiz deverá realizar o nado crawl e costas com o auxílio
dos materiais flutuantes, como a prancha ou aquatubo (espaguete), por
exemplo;
 Com o auxílio do material flutuante, realiza-se a movimentação da braçada e
pernada do nado crawl e costas com respiração específica;
 Sem auxílio do material, o aprendiz deverá realizar o nado crawl e costas de
forma rudimentar;
 O aprendiz deverá realizar os nados livre e costas, de forma satisfatória e
equilibrada;
 Após a aprendizagem dos nados livre e costas, o aluno deverá executar os
exercícios de movimentação da pernada dos nados borboleta e peito, bem
como o inicio os da braçada;
 Realizar o nado crawl, costas, borboleta e peito de forma satisfatória; e

Elementos educativos envolvidos


Concomitantemente à aprendizagem dos nados livre, costas, borboleta e
peito, o nadador passa a conhecer e aceitar o próprio corpo bem como suas
possibilidades de movimento no meio aquático. Para isso o aluno estreita uma
relação de confiança com o meio aquático, com o professor e seus amigos de aula,
motivando-os para a continuação da prática desportiva. Perceber e respeitar as
diferenças de cada aluno e socializar-se (Ética).

SAÍDAS

A saída na natação é a perda de contato que o nadador tem com o solo, no


momento de início do nado. Para os nados livre, borboleta e peito as saídas são
realizadas sobre a borda da piscina ou sobre o bloco de partida. Existem três tipos
de saídas: saída simples, a saída com giro e a de agarre.
Pouco utilizada, a saída simples é executada por iniciantes, pela facilidade na
assimilação do conteúdo técnico. Nos revezamentos, a saída mais utilizada é a de
Giro, com exceção dos primeiros nadadores, pois proporciona aos praticantes
movimentações sobre a plataforma antes do toque do companheiro, conseguindo,
com isto, boa impulsão sem perda de tempo.
A saída mais eficiente é a de agarre, pois proporciona uma entrada rápida na
água e diminui o risco de saídas falsas.
Para o nado costas, a saída é realizada de dentro d´água.

Proposta Pedagógica
1 – Sentado à borda da piscina, braços estendidos, flexionar o tronco à frente,
aproximar o queixo do joelho, respiração bloqueada, pés da parede e deixar o corpo
cair à frente.
2 – Sentado à borda da piscina, com a cabeça entre os braços estendidos para
baixo (posição de flecha), flexionar o tronco à frente com pequeno impulso na
parede.
3 – Na borda da piscina, uma perna flexionada num angulo de 90 o com o pé na
borda, outra com o joelho e o pé no solo, braços na posição de flecha. Flexionar o
corpo à frente impulsionando-o com o pé que está na borda.
4 – Com as pernas semi-flexionadas, os pés juntos à borda e os braços em posição
de flecha. Dar impulso com o corpo para cima e frente com extensão da perna de
impulso.
5 – Em pé, pernas semi-flexionadas, na posição antero-posterior e os braços na
posição de flecha. Deixar o corpo cair à frente com pequeno impulso a borda.

Proposta pedagógica adaptado de Severo e Chagury (1992).

Aspectos pedagógicos para a Saída dos nados Livre, Borboleta e Peito


 O aluno deverá posicionar-se de forma segura e firme para a realização da
saída;
 Posicionar-se na posição da saída de atletismo (posição de agarre);
 Ao comando, o nadador deverá perder o contato com o solo ou bloco de
partida, e realizar o voo;
 No momento do voo, os braços deverão estar na posição de streamline
(posição de flecha) antes da entrada na água; e
 Entrada na água deverá ser feita de forma limpa e eficiente.

Aspectos pedagógicos para a Saída do nado Costas


 Posição preparatória: Pés afastados na largura dos ombros - dedos de ambos
os pés agarram a borda dianteira e dedos das mãos seguram a borda;
 Empurrada: Empurrar o bloco de partida projetando o quadril e o centro de
gravidade para baixo e para frente = além da borda dianteira. Nadador
começa a cair na água;
 Impulso do bloco: Nadador solta a frente do bloco – começa a cair, quando os
joelhos flexionam e após inicia-se a sua extensão impulsionando contra o
bloco de partida;
 Voo: Deslocamento pelo ar com o corpo em posição carpada, braços na
posição de flecha e cabeça entre os mesmos;
 Entrada na água: O corpo deve entrar no mesmo ponto estando alinhado =
braços estendidos e juntos, uma mão sobre a outra, cabeça entre os braços
pernas estendidas e unidas com pés estendidos: e
 Saída para o nado
Elementos educativos envolvidos
Além da aprendizagem da saída dos nados, o aprendiz adquire mais
autoconfiança na realização de novas ações corporais, seja no ambiente de aula ou
não. O aluno também aprende a respeitar normas de segurança tais como:
reconhecimento de brincadeiras e atitudes perigosas dentro e na borda da piscina.
Tem por objetivo também o equilíbrio pessoal e estabilidade emocional.

VIRADAS

Ao aproximar-se da borda, o nadador deve executar um rolamento com o


corpo procurando manter certa distância da parede, deixando um dos braços ao
lado, enquanto o outro realiza a puxada em direção à coxa, facilitando, com isto, o
rolamento e, consequentemente, a projeção das pernas, completando a rotação até
o impulso.
A aprendizagem da virada é dividida em 4 fases. São elas: a aproximação, o
giro (a cambalhota), o contato com a parede e o empurrão.

Aspectos pedagógicos para a Virada


 Realizar rolamentos no colchão, que deverá estar fora d´água;
 Realizar cambalhota na água com auxílio de bastão, bolas de ar, flutuadores
ou companheiro;
 Realizar cambalhota na água, após impulso na parede e em deslocamento;

Elementos educativos envolvidos


O aprendiz, ao realizar os exercícios da virada, adquire autoconfiança, pois
está diante de uma proposta desafiadora, já que o movimento da virada exige uma
noção espaço-temporal apurada, pois a execução do movimento acontece sem o
auxílio da visão. O gesto motor a ser realizado não é usual em seu cotidiano,
trabalhando dessa forma, autocontrole, convicção e coragem. Assim como na vida, o
cidadão se depara com dificuldades a serem superadas e, para a obtenção do
sucesso, deve-se confrontar tais situações, criando soluções e assim reiniciar o
processo evolutivo em que se encontra.
FASE 2 - INICIAÇÃO
CRONOGRAMA DOS CONTEÚDOS

CRONOGRAMA DOS CONTEÚDOS – ORGANIZAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO

1a. Semana 2a. Semana 3a. Semana 4a. Semana

Nado de
Ondulações
Deslizes Sobrevivência Deslizes com
subaquáticas
1o. Mês Propulsão
Nado de Propulsão de
Propulsão de
Sobrevivência Pernada sem Saltos
braçada
materiais

Mergulho
Pernada – Deslizes
Ondulações submerso
Crawl e Costas
2o. Mês Propulsão de
Braçada - Nado Crawl em
Nado de braçada – Crawl
Costas pequenas
Sobrevivência e Costas
distâncias

Pernada - Crawl Crawl e Costas


Braçada – Pernada – Peito
o.
3 Mês e Costas em pequenas
Crawl e Costas Braçada - Peito
Saídas distâncias

Saltos
Nado Completo Nados Completos
Nados Pernada e - Peito – Crawl, Costas,
o
4 . Mês Completos – Braçada – Peito Propulsão de Ondulações e
Crawl, Costa e Peito
Pernada
Ondulação

Aplicação da Avaliação Pedagógica - Quadrimestral


FASE 2 - INICIAÇÃO
AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA

Critérios de Avaliação

ÓTIMO BOM REGULAR RUIM

Itens a serem avaliados

 Respiração Específica

 Realizar o nado crawl com respiração unilateral ou bilateral, com auxilio da


prancha, por 25m sem interrupção.

Ótimo Bom Regular Ruim

Exercício Realizado ------- ------- Exercício Não-realizado

 Deslizes

 Realizar deslizes longos com impulsão na borda e propulsão da pernada dos


nados crawl e costas em 25m.

Ótimo Bom Regular Ruim

Realizou a Realizou somente Realizou 12,5m Realizou 12,5m do


totalidade do o percurso do dos percursos dos percurso de um dos
percurso e nados nado crawl ou nados crawl e nados; ou
costas costas
Exercício Não-Realizado

 Propulsão

 Realizar os nados crawl e costas no percurso de 25m cada; exibindo-os com boa
técnica.
Ótimo Bom Regular Ruim

Realizou, de forma Realizou o nado Realizou 12,5m Realizou 12,5m do


satisfatória, os crawl ou costas, dos percursos dos percurso de um dos
nados crawl e de forma nados crawl e nados; ou
costas em 25m. satisfatória, no costas
Exercício Não-
percurso de 25m.
Realizado

 Mergulho

 Bloquear a respiração e deslocar-se, de forma submersa, em 12,5m.

Ótimo Bom Regular Ruim

Realizou o Realizou o Realizou o Realizou o


exercício em exercício em exercício em exercício abaixo
12,5m. 10m. 6m. de 6m.

 Saltos

 Saltar da borda realizando o mergulho elementar completo.

Ótimo Bom Regular Ruim

Exercício Realizado ------- ------- Exercício Não-realizado

 Ondulações

 Realizar ondulações submersas por 12,5m.

Ótimo Bom Regular Ruim

Realizou o Realizou o Realizou o Realizou o


exercício em exercício em exercício em exercício abaixo
12,5m. 10m. 6m. de 6m.
FICHA DE AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA – INICIAÇÃO

Escola: _______________________________ Professor Avaliador:___________________ _

Aluno: _________________________________________ Turma: ______________________

Conteúdo Exercício Ótimo Bom Regular Ruim


Realizar o nado crawl com ( ) ( )
respiração unilateral ou
Respiração bilateral, com auxílio da Exercício Realizado Exercício Não-Realizado
Específica
prancha, por 25m sem
interrupção.

Realizar deslizes longos ( ) ( ) ( ) ( )


Deslizes com impulsão na borda e
propulsão da pernada dos Realizou a Realizou somente Realizou 12,5m Realizou 12,5m do percurso
nados crawl e costas em totalidade do o percurso do dos percursos dos de um dos nados; ou
25m percurso e nados nado crawl ou nados crawl e
costas costas Exercício Não-Realizado

( ) ( ) ( ) ( )
Realizar os nados crawl e
Realizou, de forma Realizou o nado Realizou 12,5m Realizou 12,5m do percurso
costas no percurso de
Propulsão satisfatória, os crawl ou costas, dos percursos dos de um dos nados; ou
25m cada; exibindo-os
nados crawl e de forma
com boa técnica nados crawl e
costas em 25m. satisfatória, no
costas Exercício Não-Realizado
percurso de 25m.

Bloquear a respiração e ( ) ( ) ( ) ( )
Mergulho deslocar-se, de forma
submersa, em 12,5m. Realizou o exercício Realizou 10m do Realizou o Realizou o exercício abaixo
em 12,5m. percurso exercício em 6m. de 6m.

Saltar da borda realizando ( ) ( )


Saltos o mergulho elementar
completo. Exercício Realizado Exercício Não-realizado

Realizar ondulações
( ) ( ) ( ) ( )
Ondulações
submersas por 12,5m. Realizou o exercício Realizou 10m do Realizou o Realizou o exercício abaixo
em 12,5m. percurso exercício em 6m. de 6m.

( ) ( ) ( ) ( )
Total de Pontuação por item
x 4 pontos x 3 pontos x 2 pontos x 1 ponto

Somatória de Pontos

Total de Pontos _____________

O avaliador deverá aplicar a ficha de avaliação na sua totalidade, aferindo os itens de cada conteúdo através dos exercícios selecionados, e
assim completar de acordo com os critérios. Deve-se fazer a somatória de pontos por item e multiplicar pelos valores pré-estabelecidos,
obtendo o Total de Pontos. Para esta ficha de avaliação, o aluno deverá obter a pontuação igual ou superior a 19 pontos para passar ao
próximo nível pedagógico (Aprimoramento).
MATERIAIS PEDAGÓGICOS: IMPORTANTES, MAS NÃO
FUNDAMENTAIS

O bom e correto uso dos materiais pedagógicos nas aulas poderá ser uma
estratégia eficiente, com o objetivo de correção e educação do movimento a ser
alcançado.
Velasco (1994) aponta que nada é mais importante que o professor junto ao
aluno, na água, como modelo. Dessa forma ele terá a oportunidade de apresentar o
movimento, criar desafios, auxiliar e incentivar o aluno, mantendo contato físico e
relacional com ele. Essa atitude, além de gratificante, será muito valiosa para o
processo de aprendizagem do aluno e trabalho do professor.
É importante deixar que o aluno crie uma forma diferente de usar cada
material, e por fim, apresente as possibilidades pedagógicas para aquele exercício
proposto.
Por fim, Velasco (1994) afirma que os materiais pedagógicos são importantes,
mas não são fundamentais. Fundamental é a água, o corpo do aluno e o professor.
Os materiais pedagógicos têm os seguintes objetivos:
 Aperfeiçoamento da técnica;
 Auxílio no desenvolvimento da força;
 Possibilidade lúdica nas aulas; e
 Auxílio na manutenção da posição hidrodinâmica.
Portanto, crie e recrie suas aulas com ou sem os materiais!

ALGUNS MATERIAIS, ALGUMAS VANTAGENS

FLUTUADOR
 Eficiente para isolar a movimentação da braçada.
 Prioriza o trabalho de força e Resistência Muscular Localizada (RML).
 Promove flutuação na região do quadril.
 Promove, junto com o uso do palmar, uma sobrecarga nas braçadas com o
objetivo de aumentar a potência do exercício.
 Promove o desequilíbrio do nado, pois existe pouca ação dos membros
inferiores.

PALMARES
 São materiais resistidos.
 Material com vários tamanhos e formas.
 Ideal para crianças entre a iniciação e o aprimoramento.
 Apresenta opção de percepção corretiva da braçada.
 Facilita o movimento de finalização da braçada.
 Promove o fortalecimento dos músculos do peitoral, ombros e dorsais, pois
opera com maior resistência à fase de tração da braçada.

PRANCHAS
 Promove o auxílio da aprendizagem da movimentação da pernada.
 Promove o isolamento na movimentação da pernada do nado, desenvolvendo
o aspecto força.
 Propicia a posição corporal eficiente.

ESPAGUETE
 Material flutuante que permite ajuda na sustentação do corpo na água.
 Atua como isolador de membros inferiores ou superiores.
 Adaptado a todas as faixas etárias.

ARGOLAS
 São materiais utilizados nos níveis de Adaptação e Iniciação
 Material com peso.
 São ideais para atividades lúdicas de mergulho e ações submersas.
ATIVIDADES EDUCATIVAS

ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO

1. Sentado à borda da piscina, chutar a água para cima, alternando as pernas.


2. Deslocar-se no ambiente aquático em forma de “trenzinho”, cantando uma
música.
3. Todos em círculo, realizar brincadeiras de roda, cantadas e representadas,
podendo utilizar objetos, tais como: bolas, balões, arcos, etc.
4. Batata quente aquática. Os alunos são dispostos em roda e passam a bola de
mãos em mãos, e quando a música parar, o aluno que estiver com a bola
realiza uma tarefa motora, como dar 3 saltos.
5. Andar pela piscina apoiando as mãos na borda, e cantarolando.
6. Os alunos sentados na borda da piscina, e o professor com um pequeno
regador, despejando água sobre a cabeça do aluno.
7. Formar duas ou mais colunas, para realizar corridas de estafetas, quando só
será válido andar, podendo transportar objetos. Vencerá a coluna que
terminar primeiro.
8. Os alunos “amarrados” ao aquatubo (espaguete) na forma de boia, andarão
pela piscina na forma de trenzinho, e assim conhecerão todo o ambiente
aquático.

RESPIRAÇÃO GERAL

1. Em pé, na água, ensinar o exercício respiratório, ou seja, inspirar pela boca


(rapidamente), afundar a cabeça, expirar pela boca e nariz (fortemente), até
que a cabeça saia totalmente fora da água.
2. Assoprar a bolinha de isopor na superfície da água por uma determinada
distância.
3. Os alunos deverão adentrar no bambolê que estará posicionado na posição
horizontal com relação à agua.
4. Realizar exercícios de respiração com o uso do canudo plástico.
5. Realizar a respiração e permanecer por 5 segundos. Aumenta-se o tempo de
permanência durante as aulas.
6. Pegar um objeto submerso com ou sem auxílio do professor.
7. Os alunos dispostos em duplas, um de frente ao outro. Um aluno fica
submerso e o outro em pé. Este baterá na água como se fosse um tambor; o
aluno que adivinhar qual foi o número de batidas na água, será o vencedor.
Trocar os pares.
8. Imergir e cantarolar de forma submersa.

EQUILÍBRIO E FLUTUAÇÃO

1. Na água, em pé, seguro no quebra-ondas, inspirar pela boca, fazer apneia


colocando o rosto na água com uma das mãos no nariz, variando com
bloqueio mais prolongado.
2. Realizar a flutuação ventral e/ou dorsal com o auxílio dos materiais flutuantes,
como espaguetes, pranchas e bexigas.
3. Realizar a flutuação medusa ou tartaruga (abraçar as pernas) com o auxílio
do professor.
4. Executar a medusa, estendendo os braços e as pernas; quando o corpo
flutuar, voltar à posição de medusa para se posicionar em pé.
5. O aluno irá caminhar submerso, com apoios palmares no solo da piscina
(posição “bananeira”).
6. Realizar as flutuações ventral e dorsal de forma alternada (estrelinha).
7. Andar pela piscina de diferentes formas: ponta do pé, calcanhar, para frente,
para trás, lento e rápido, com o objetivo de acionar o equilíbrio dinâmico.
8. Quando o aluno estiver com o corpo estendido e em flutuação, o professor
deverá empurrá-lo à frente para um deslize (torpedo).

PROPULSÃO
1. No seco, deitado em decúbito ventral, sobre um banco ou plataforma,
executar trabalho de pernas alternadas, com as correções necessárias.
2. Segurando na cintura do companheiro, executar o trabalho alternado e/ou
simultâneo das pernadas, deslocando-se na água.
3. Deslocar-se com as mãos sobrepostas e braços estendidos, e realizar a
pernada do nado escolhido.
4. Na água, em pé, fixo, corpo flexionado à frente, executar a movimentação de
um braço; trocar (fases aérea e aquática; o braço contrário permanece à
frente, fixo na água).
5. O aluno sentado sobre um material flutuantes (espaguete) executará
movimentos “de cavoca” e “de pedalar” no espaço delimitado pelo professor.
6. Ao comando do professor, o aluno modificará o decúbito de dorsal para
ventral sem interromper a movimentação de pernada.
7. Deslocar-se, em posição de flecha, com propulsão de pernada e, ao respirar,
realizar a movimentação alternada de braçada.
8. Debruçado sobre um espaguete, o aluno deverá realizar o movimento
rudimentar do nado de sobrevivência.

SALTOS E MERGULHO

1. Saltar para frente com os pés “fixos” à borda.


2. Na borda da piscina, sentado e com os braços estendidos à frente, realizar o
salto.
3. Em pé na borda, realizar o salto “Bomba” (braços envolvendo as pernas
encolhidas).
4. Saltar de ponta e passar por dentro do espaguete;
5. O aluno deverá escorregar sentado no tapete, que estará na borda da piscina.

NADO LIVRE
1. Segurando na borda da piscina, rosto na água, executar o trabalho alternado
de pernada e o trabalho de um dos braços (alternar).
2. Sem o uso da prancha, executar o trabalho de um dos braços, mantendo o
outro estendido à frente, juntamente com a movimentação alternada da
pernada.
3. Na água, em pé, fixo, rosto submerso, executar o trabalho de um dos braços,
fase aquática e aérea e a respiração lateral com bloqueio.
4. Executar um trabalho alternado de pernada e braçada, e fazer a respiração
lateral a cada 5 (cinco) braçadas.
5. Executar a movimentação de pernada em ritmos variados e diferentes
amplitudes.
6. Executar a pernada do nado crawl com os dois braços estendidos à frente e
na “posição de flecha”, e fazer respiração frontal a cada 5 segundos.
7. Nadar 25m nado crawl, sendo 12,5m com as duas mãos fechadas (punhos
cerrados) e 12,5m nado “normal”.
8. Vivenciar os exercícios de palmateios. Com boa movimentação de pernada,
deverá realizar os palmateios com os braços estendidos à frente do corpo,
afastando lateralmente e aproximando as mãos espalmadas.

NADO COSTAS

1. Posição dorsal, braços no prolongamento do corpo, braços estendidos e


unidos na “posição de flecha” e a cabeça “encaixada” e “apoiada” nos braços,
realizar a movimentação da pernada.
2. Posição dorsal, flutuador entre as pernas, ação simultânea dos braços,
manter posição horizontal com o rosto fora da água.
3. Posição dorsal, pernada, braço direito executa braçada, mão esquerda segura
prancha sobre os joelhos, observar o papel estabilizador e propulsor da
pernada, cuidar do retorno aéreo do braço - trocar de braço a cada piscina.
4. Executar o nado de costas, somente com um dos braços, até uma
determinada distância.
5. Realizar a pernada do nado costas com a cabeça apoiada em algum material
flutuante.
6. Realizar a braçada do nado costas de forma simultânea.
7. Executar a pernada do nado costas com um dos braços estendidos no
prolongamento do corpo e outro atrás cabeça.
8. Realizar a movimentação da pernada do nado costas com os braços junto ao
prolongamento do corpo, “exagerando” na deambulação de ombros e
permanecendo na posição por 3 segundos.

NADO BORBOLETA

1. Realizar a propulsão da pernada do nado com o apoio de materiais flutuantes


à frente do corpo.
2. Realizar os movimentos ondulatórios e com os ombros no prolongamento do
corpo, e em apneia por certo tempo.
3. Realizar a movimentação de pernada e ondulação passando por 4 bambolês
submersos.
4. Realizar o nado borboleta com ondulação e apenas a fase subaquática da
braçada.
5. O aluno em pé e parado deverá realizar a movimentação da braçada.
6. Com o apoio na prancha o aluno deverá realizar a pernada do nado borboleta
lateralmente.
7. Executar a propulsão das pernadas na posição dorsal por 6 metros.
8. Nadar borboleta e respirar a cada 3 braçadas.

NADO PEITO

1. Realizar a movimentação da pernada do peito segurando na barra e com o


professor conduzindo o movimento.
2. Andar na piscina com os calcanhares juntos e pontas dos pés afastados (a lá
Chaplin).
3. Andar na piscina movimentando a braçada para trás (simulação da braçada
do nado peito).
4. Na posição dorsal, o aluno deverá realizar a movimentação da pernada do
peito, encostando os calcanhares no glúteo.
5. Com o espaguete apoiado nas axilas, executar a pernada do nado crawl e
realizar o movimento da braçada do peito com o rosto submerso. Realizar a
respiração quando houver necessidade.
6. Executar o nado peito “exagerando” o deslize após os ciclos propulsivos.
7. Nadar o peito com a utilização de um flutuador.
8. Realizar a filipina do nado peito por entre três bambolês.

SAÍDAS

1. Realizar 5 saídas (saltos) da borda, visando a percepção do movimento.


2. A cada chegada, subir e realizar a saída da borda.
3. Vivenciar os tipos de saída: simples e de agarre.
4. O aluno deverá saltar sobre uma corda. Este material será colocado mais
distante a cada sucesso do salto.

A VIRADA

1. Realizar o movimento de cambalhota sobre o tapete dentro e/ou fora da


piscina.
2. Executar o movimento de cambalhota na água com apoio da raia ou de algum
material, como uma bola por exemplo.
3. Nadando o crawl, a cada 2 ciclos de braçadas, o aluno deverá realizar o
rolamento.
4. Executar o deslize ventral e na “posição de flecha”, e ao perder a velocidade
de deslocamento, puxar os dois braços simultaneamente para trás e realizar o
rolo.
5. No meio da piscina realizar o rolamento da virada.
6. Sair de uma distância de 6m da borda, nadar o crawl em direção a esta e
realizar a virada, somente com intenção de ajustar o movimento do giro,
tocando os pés na parede.
JOGOS E BRINCADEIRAS AQUÁTICAS

ENCHER O BALDE
Materiais: objetos de diferentes cores, tamanhos e formas.
É um jogo de estafetas.
Divide-se o grupo em duas equipes. São colocados dois baldes em lados
opostos do campo de jogo. As equipes estarão formatadas em colunas.
O primeiro de cada equipe levará um copo de água em direção ao balde e
despejará no mesmo, passando o corpo para o segundo jogador e assim
sucessivamente. Aquela equipe que alcançar a marca proposta com água será
declarada a vencedora.

JOGO DO BOB ESPONJA


Materiais: esponjas e duas tigelas.
É um jogo de estafetas.
O grupo é dividido em duas equipes, dispostas em colunas.
O primeiro jogador deverá estar com uma esponja na mão, posicionado de
frente a uma tigela que estará na borda da piscina.
Ao sinal do recreador, o jogador levará a esponja molhada até a tigela,
apertando-a e desejando toda a água nela contida. Passa-se a esponja para o
próximo jogador, e assim sucessivamente.
Quando todos os jogadores das equipes passarem pela esponja, verifica-se
qual tigela tem mais água. E assim declara-se a vencedora.
Como variação, podem ser utilizadas camisetas ao invés das esponjas.

O GARÇON
Materiais: prancha e copos com água.
Divide-se a turma de participantes em três equipes com números iguais de
jogadores.
É um jogo de estafeta, portanto dispostos em colunas. Cada jogador deverá
estar com uma prancha na mão e um copo de água sobre ela.
Ao sinal do recreador os jogadores deverão transportar a prancha, andando,
até o outro lado da piscina. É considerada vencedora a equipe que acumular mais
água na tigela após todos os jogadores das respectivas equipes realizarem o trajeto
e despejarem a água contida no copo sobre a prancha.

JOGO DO BALDE
Materiais: um balde, um aparelho de som e CD com músicas animadas.
Os jogadores estarão dispostos na posição sentada na borda da piscina. Um
ao lado do outro, ombro a ombro.
É uma adaptação do jogo Batata-quente. Ao início da música, os jogadores
passarão de mão em mão um balde cheio de água. Quando parar a música, aquele
jogador que estiver com o balde em suas mãos deverá banhar-se da água que está
no recipiente e é eliminado do jogo.
O jogador vitorioso é aquele que ficar por último no jogo.

ASSOPRANDO VELINHAS
O dedo do professor será, simbolicamente, uma vela de aniversário. Os
alunos cantam “Parabéns” e o professor pede às crianças para ajudarem a apagar a
velinha.

PÁSSAROS SOLTOS
O professor contará que existe uma família de pássaros solta sobre a piscina.
Para que todos os alunos possam visualizá-la o professor pede que os mesmos
fiquem deitados (decúbito dorsal) e com a cabeça apoiada ao braço do educador.
E num determinado momento, o professor pedirá que joguem água para o
banho dos pássaros, ou seja, realizar o “batimento de pernas”.

SALTOS OLÍMPICOS
Materiais: bambolês (arcos).
A criança fica sentada ou em pé, próxima à borda da piscina. O professor,
segurando os bambolês (arcos), pedirá que os alunos saltem de forma segura e
criativa por dentro dos materiais.

PEGA-PEGA TUBARÃO
Define-se quem será o Tubarão (pegador) e este deverá ficar próximo à borda
da piscina. Os demais alunos são os fugitivos e deverão estar dispostos em outra
extremidade. Combina-se uma forma de deslocamento (nadar) para o pegador e os
fugitivos.
Ao sinal, o Tubarão vai à caça dos fugitivos. Aquele que for pego vira o novo
pegador e escolherá a nova forma de deslocamento.

QUEIMADA CARIMBO
Materiais: 1 bola leve,
É um jogo adaptado do famoso “Carimbo”. Os jogadores ficarão dispostos de
forma aleatória pela piscina. Uma bola é colocada em jogo e os jogadores deverão
tentar arremessá-la para “queimar” alguém.
O jogador que estiver de posse da bola não poderá sair do lugar, deverá
arremessá-la em alguém. O fugitivo poderá afundar para não ser “queimado”.
O aluno que for “queimado” no jogo deverá inventar um novo modo de nadar.

RIO DAS TAREFAS AQUÁTICAS


Este é um jogo de pega-pega em que a única forma de não ser pego é
realizar a tarefa aquática solicitada pelo pegador.

Para iniciar o jogo, os fugitivos devem perguntar ao pegador: “Queremos


realizar uma bela tarefa aquática. Qual será?” e o pegador responderá uma
determinada tarefa. Quem realizar tal tarefa passará tranquilamente para o lado
oposto da piscina. Os que não conseguirem poderão fugir até o lado oposto,
desviando do pegador.
Aquele que for pego será o novo pegador e o jogo prosseguirá.
MÚSICAS PEDAGÓGICAS

MARCHA SOLDADO
Marcha soldado, cabeça de papel
quem não marchar direito, vai preso no quartel
o quartel pegou fogo, Francisco deu sinal
acode, acode, acode, a bandeira nacional.

BATER A PERNINHA
Bate a perninha, bate sem parar
Bate a perninha, pra poder nadar.

ZIG, ZAG, ZUM


Zig, zag, zum... vou fazer mais um
Zig, Zag, Zum.... vou fazer tchi buuuummm.

BORBOLETINHA
Borboletinha está na cozinha
fazendo chocolate para a madrinha
Potí Potí, perna de pau
olho de vidro e nariz de pica-pau, pau!

A JANELINHA
A janelinha abre, o sol está aparecendo
a janelinha fecha, o sol está se escondendo
Abriu, Fechou. (3x)
O SAPO NÃO LAVA O PÉ
O sapo não lava o pé, não lava porque não quer
ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer,
mas que chulé.

CARRAPATO AQUÁTICO
Carrapato da piscina, vai e volta sem parar
gira e sobe lá atrás, pra bem juntinho brincar.

PULA-PULA SAPÃO
Pula sapinho, pula sapão
pula bem alto, pra dar um mergulhão.

ENROLA
Enrola, enrola, enrola
puxa, puxa, puxa
faz uma bagunça!

O PATINHO
Eu tenho um patinho lá em casa que me ensinou a nadar
Um passinho pra lá, um passinho pra cá
bamboleio tchá tchá tchá...queen queen (2x)
Mas meu patinho eu não dou e não empresto pra ninguém
Um passinho pra lá, um passinho pra cá
bamboleio tchá tchá tchá...queen queen. (2x)

PERIQUITO
Periquito, periquito pareces com papai (2x)
Pra cima, pra baixo, pra frente e para trás. (2x)
ESCRAVOS DE JÓ
Escravos de jó, jogavam cachangá
Tira, põe, deixa ficar
Guerreiros com guerreiros fazem zig zig zag. (2x)

UM, DOIS FEIJÃO COM ARROZ


Um, dois, feijão com arroz
três, quatro, feijão no prato
cinco, seis, molho inglês
sete, oito, comer biscoito
nove, dez, comer pastéis.

DONA ARANHA
A dona aranha subiu pela parede, veio a chuva forte e a derrubou
ela é teimosa e desobediente, sobe, sobe, sobe, nunca está contente
Tchibum!

EU VOU, EU VOU
Eu vou, eu vou, passear agora eu vou
parará tchibum, parará tchibum
eu vou, eu vou, eu vou.

A CANOA VIROU
A canoa virou, quem deixou ela virar
foi por causa do (nome do aluno) que queria só brincar.

MERGULHÃO
Bate palminha, bate palmão
bate palminha para dar um mergulhão.
SE ESTA ÁGUA FOSSE MINHA
Se esta água, se esta água fosse minha
Eu mandava, eu mandava rechear
Com peixinhos, com peixinhos coloridos
Só pro meu, só pro meu bebê nadar.
O PROFESSOR AQUÁTICO

O Profissional de Educação Física que atua com natação e atividades


aquáticas é fundamental no SUCESSO do processo ensino-aprendizagem das
habilidades aquáticas e na qualidade de vida dos seus alunos.

O que ser?
 Pontual  Empreendedor  Organizado
 Polivalente  Líder  Responsável

O que ter?
 Bom Relacionamento Interpessoal  Cultura Geral
 Boa Aparência  Talento
 Carisma

O que fazer?
 Trabalhar em Equipe  Integrar-se à escola
 Delegar funções  Marketing Pessoal
 Planejar metas

Conduta dos Professores:


 Caso esteja fora da piscina, acompanhar o aluno na lateral da piscina,
oferecendo-lhe atenção e segurança.
 Apresentar corretamente os exercícios, brincadeiras e jogos.
 Planejar e elaborar as aulas com antecedência.
 Criar e dinamizar estratégias lúdicas de acordo com o objetivo das aulas.
 Conhecer os alunos e familiares.
 Estar com roupa adequada para o recinto da piscina: chinelo, sunga/maiô e
touca.
 Observar hábitos de higiene.
 Estar atento aos alunos e nunca dar-lhes as costas.
 Diversificar a utilização diária e semanal dos materiais pedagógicos.
 Observar com atenção possíveis “problemas” do ambiente de aula – a piscina,
como, por exemplo, azulejo quebrados.
 Evitar atrasos e faltas.
 Respeitar e acompanhar as propostas pedagógicas de sua Escola.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, A.C.P.C.; SHIGUNOV, V. A Atividade Lúdica e suas possibilidades.


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Esp. Tiago Aquino da Costa e Silva (Paçoca)
Membro do LEL - Laboratório de Estudos do Lazer. Member of the Organization
World Leisure. Prêmio TOP FIEP BRASIL “Melhor Profissional de Educação Física” -
2011. Especialista em Educação Física Escolar – FMU, em Administração e
Marketing Esportivo – UGF, e Recreação e Lazer – FMU. Docente Universitário
UNIBAN/ANHANGUERA. Coordenador da Pós-Graduação em Lazer e Recreação –
FMU e UGF. Coordenador de Educação Física e Esportes da Green Book School.
Presidente da ABRE (Associação Brasileira de Recreadores) e Vice-presidente da
ABRAPEFE (Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Física e
Esportes). Co-autor dos livros “Manual do Lazer e Recreação” Phorte Editora, e
“Esporte Escolar” – Ícone Editora. Apresentador do Programa “Lazer em Ação:
Criatividade & Negócio” – PhorteTV. Diretor da ENTRETER Consulting & Analysis. É
o “Dr. Brincar” da REDE RECORD. Colunista do Portal da Educação Física. Diretor
de Natação da Federação do Desporto Escolar do Estado de São Paulo.

Esp. Jefferson Fiori Gomes


Especialista em Iniciação Desportiva - FEFISA. Graduado em Educação Física -
FMU. Criador da Metodologia Aquática “AQUADREAMS – Natação Divertida e
Eficiente”. Professor de Natação e Hidroginástica da Academia Bodytech – Shopping
Eldorado. Docente em vários cursos de especialização e de extensão em todo o
Brasil. Professor Capacitador em Natação para professores da Prefeitura de São
Paulo.

Esp. Mérie Hellen Gomes de Araujo da Costa e Silva


Pós-Graduanda em Educação Física Escolar – FMU. Graduada em Educação Física
– UNISANTANNA. Professora de Educação Física e Esportes da Green Book
School. Professora de Natação e Hidroginástica da Academia Bodytech (2007 a
2009) e Clube A. D. C. Mercedes Benz (2009 – 2010).

Esp. Kaoê Giro Ferraz Gonçalves.


Especialista em Administração e Marketing Esportivo – UGF. Coordenador da Pós-
Graduação em Lazer e Recreação – FMU e UGF. Diretor da ABRE (Associação
Brasileira de Recreadores) e Diretor da ABRAPEFE (Associação Brasileira dos
Profissionais de Educação Física e Esportes). Co-autor dos livros “Manual do Lazer
e Recreação” Phorte Editora, e “Esporte Escolar” – Ícone Editora. Diretor da
ENTRETER Consulting & Analysis. Diretor de Natação da Federação do Desporto
Escolar do Estado de São Paulo.