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“Abençoando Crianças,

Abençoando Famílias”
“ABENÇOANDO CRIANÇAS, ABENÇOANDO FAMÍLIAS”
Categoria:
Educação
1ª edição – Agosto de 2011
Capa:
Kadir Zoccoler (kadir_designgrafico@hotmail.com)
Direção de Produção e Arte:
Marcio S. Pereira
Direção Geral:
Mirian Martins Dalli
Diagramação:
wanderley-santos@hotmail.com
Impressão e acabamento
Gráfica Imprensa da Fé
Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão
Almeida Revista e Atualizada (Sociedade Bíblica do Brasil).
Pedidos com:
AMAV (Associados e Ministérios Água Viva)
Rua Rio Branco, 985, centro. CEP 09310-110 - Mauá-SP
Telefone: (11) 3488-9381
faleconosco@ibavmaua.com
www.ibavmaua.com
http://miriangalli.blogspot.com/

ÍNDICE
PARTE I – Pais
A importância do Ensino Cristão............................................... 5
Abrindo o Coração das Crianças............................................... 11
Construindo a autoestima dos Filhos..................................... 31
Amar e Disciplinar......................................................................39
As Doze Combinações de Temperamentos........................... 61
PARTE II - LÍDERES
Amar as Crianças como Jesus..................................................83
Métodos para Contar Histórias...............................................95
Ensinando Versículos Brincando............................................103
40 Dicas para Acalmar os Pequenos.....................................109
PARTE III – Mais sobre as Crianças
Abençoadores de Crianças.....................................................125
Aprendendo com as Crianças sobre o Amor........................141
Frases sobre as Crianças........................................................145

Capítulo 1
A Importância do Ensino
Cristão na Infância
T odo adulto é fruto do que recebeu na infância.

Podemos dizer que seu físico, sua mente, suas


emoções, sua conduta, suas atitudes estão ligados ao
que ele recebeu nos primeiros anos de sua vida.
Ao contrário do que muitos pensam, a maior
influência na vida das crianças não é a Internet, a
Televisão ou a Escola, a maior influência na vida das
crianças continua sendo a dos pais.
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Uma dos papéis fundamentais de influência de
comportamento é a paternidade. Os pais cristãos têm
a responsabilidade não só de influenciar mas de inspirar
os seus filhos a seguir a Cristo e viver a vida que o
Senhor planejou para eles. A educação cristã deve ser
dada pelos pais e ser aplicada de forma intencional.
Daí a importância do ensino na vida da criança. A
Bíblia confirma isto: “Ensina a criança o caminho em que
deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará
dele” - Pv 22:6.” Este versículo é muito conhecido, mas
pouco praticado.
O verbo “ensinar”, neste versículo, está no
imperativo, portanto é uma ordem, não é uma escolha,
uma decisão, um sentimento ou um desejo, é um
mandamento! Toda pessoa que ler este versículo, deve
recebê-lo como uma ordem, e portanto, deve obedecêlo.
Ensinar significa instruir, habilitar, doutrinar,
anunciar. As crianças não aprendem só por imitação. É
necessário ensiná-los. Persista em ensinar a Verdade!
Não importa o que o mundo diga, os seus princípios
e valores, não são os nossos. O padrão que o cristão
segue é a Bíblia! O mundo diz: minta, seja desonesto,
A Importância do Ensino Cristão na Infância | 7 |
adultere, mas a Bíblia diz fale a verdade, seja honesto,
seja santo! Insista isso com suas crianças.
Os pais têm uma oportunidade única, seguidos
da igreja, de ensinarem e educarem os pequeninos.
A infância (período de vida que vai do nascimento à
adolescência) é o alicerce da vida inteira que a criança
terá. Qual tem sido o alicerce ou base que as nossas
crianças dispõem para a construção da sua vida, de toda
a sua existência? Em duas ocasiões, Jesus deu-nos o
exemplo, da importância de suprir as necessidades da
criança (Mc 10.14,16). E em João 21.16, Jesus, depois
de haver ressuscitado, ordenou a Pedro: “Apascenta as
minhas ovelhas”, isto é, “meus pequeninos” (de acordo
com o original). Este pastoreio da criança, visto como
prioridade, só será possível através do amor de Deus
para com elas.
Deus deseja que os pais coloquem as palavras
dEle no coração dos filhos (Dt 11.18). O versículo 19
confirma isso. Os pais cristãos precisam não apenas
conhecer a Palavra de Deus, tendo-a na mente, mas
também necessitam guardá-la no coração com amor.
A criança passa a maior parte do tempo em
contato com as coisas do mundo, é verdade, mas
Aquele que reside “em nós é maior do que aquele que
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opera neste mundo” (I Jo 4:4). A Palavra do Senhor é
poder e transforma vidas! E nosso maior desafio é levar
a criança a guardar a Palavra no coração, pois isso fará
com que ela não peque (Salmo 119:11).
O ensino deve incentivar as crianças a desenvolver
uma sensibilidade espiritual e boa vontade diante de
Deus. As crianças devem pensar em Deus de uma
maneira natural, como parte integrante da sua vida
cotidiana. Para conseguir isso, os pais e líderes devem
falar das coisas de Deus com naturalidade, levar seus
filhos ou alunos a terem fé e confiança no Senhor; orar
com eles regularmente; contar-lhes histórias bíblicas.
Os adultos, ao conversarem com as crianças,
devem relatar situações vivenciadas por eles, momentos
de tristezas ou dor, e de como o Senhor cuidou e
amparou-os nas dificuldades. Compartilhar quando
sentiram medo e como o Senhor deu-lhes segurança.
O amor pela Palavra de Deus que os adultos
demonstram às crianças, o modo como eles se referem
a ela, citando-a com amor, com atenção e reverência,
marcará o coração das crianças por toda a vida, e elas
seguirão o seu exemplo: amando e lendo a Bíblia com
prazer.
Abençoando Crianças
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Os adultos devem ensinar ao coração da criança,
e não à sua mente, pois a Palavra de Deus não é pra ser
recebida no intelecto, como se ela se enquadrasse dentro
do aspecto cognitivo. Ela não é um simples conteúdo,
que utilizamos para um determinado momento em
nossas vidas e depois arquivamos. Ela não é fonte de
informação, ela é fonte de vida! Ela faz parte de nós.
Não devemos somente ensinar sobre o amor de
Deus, a sua onipotência ou falar sobre a Sua criação.
Devemos também anunciar as Boas Novas às crianças.
Elas precisam ser evangelizadas? Sim. A Bíblia está
repleta de passagens que comprovam isso!
A importância de evangelizar
“Ide, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos
16:15). Toda criatura, a criança é uma criatura, e,
portanto deve ouvir o evangelho também, e ter a
oportunidade para se arrepender e aceitar a vida de
Jesus.
“Deixai vir a mim os pequeninos” disse Jesus
(Marcos 10:14). A criança é um ser espiritual que anela
pela presença de Deus! O espírito não possui idade, o
espírito de uma criança é o mesmo de um adulto, possui
as mesmas necessidades!
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“Não é da vontade de Deus que uma criança se
perca” (Mateus 18:14). O Senhor ama as crianças, mas
elas podem se perder se não houver quem lhes anuncie
a salvação.
Na fase infantil, a criança está completamente
aberta para receber ensinamentos, tanto bons quanto
maus. Por isso é que temos que ensinar a Palavra de
Deus o mais cedo possível, para que ela conheça Jesus
como o seu Senhor, do contrário, o diabo será o seu
senhor. Nossa responsabilidade é imensa, porque é em
nós - pais, professores e líderes – que a criança vai se
espelhar, ela vai nos seguir como modelos, imitando as
nossas ações.
Abençoando Crianças

Capítulo 2
Abrindo o Coração
dos Filhos
A s pessoas no mundo inteiro sofrem de problemas

emocionais e muitos deles, bem graves. Nem todos


possuem doenças físicas ou mentais, mas TODOS, em
menor ou maior grau, possuem doenças emocionais.
Essas doenças têm acarretado danos irreparáveis na
vida de um adulto, atingindo uma ou mais áreas da sua
vida como: física, social, intelectual e espiritual.
As emoções exercem um papel de grande influência
em nossas vidas. Os próprios médicos afirmam que
85% das nossas doenças são psicossomáticas, ou seja,
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de origem emocional. As nossas emoções são capazes
de nos elevar nas alturas em êxtases de alegria ou nos
jogar numa cama e nos paralisar. A própria ação maligna
na vida das pessoas, muitas vezes acontece através das
emoções, a ira, a tristeza profunda, a raiva, a inveja,
o medo são brechas abertas para a manifestação das
obras do inferno sobre a vida da pessoa que alimenta
tais emoções. As emoções negativas são um verdadeiro
veneno na vida das pessoas e vai matando aos poucos.
Nos Encontros com Deus, percebemos na hora da
cura da alma, como as pessoas (e crianças) sofrem,
e sofrem muito nessa hora em que a ministração é
feita, porque foram anos e anos sendo envenenados
pela raiva, mágoa, frustração e o pior, essas emoções
endureceram o coração, por isso é tão difícil tratar
das feridas emocionais porque o coração se petrificou,
transformaram-no numa pedra, e isso não aconteceu
em dias, mas ao longo dos anos e precisa ser amolecido,
mas o tratamento, nem sempre pode ser realizado a
curto prazo.
Na verdade o melhor tratamento é o preventivo,
ou seja, evitar que o coração se petrifique, que se torne
um pedra, que se feche como uma concha. E quando
é o momento de iniciar o tratamento? Isso mesmo,
você acertou: na Infância! Na infância, o coração da
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criança é mais flexível nos primeiros anos de vida e
ela está prontamente disposta a perdoar e a esquecer,
rapidamente, as ofensas recebidas.
É já na infância que as crianças começam a ser
feridas com flechas venenosas (palavras de madição,
ofensas, todo o tipo de violência verbal e física) e o seu
coração começa a se fechar para os pais, para Deus e
para o mundo!
Quais os sintomas de alguém que está com o
coração fechado?
- Uma criança com o coração fechado evita
comunicação.
- Ela pode discutir e resistir quando você lhe pede
para fazer alguma coisa.
- Pode ser do contra, recusando-se a gostar de
qualquer coisa que você goste.
- Cultivar o sentimento de medo.
- Viver triste e melancólico, sempre a murmurar.
- Em casos extremos, pode fugir de casa ou tentar
o suicídio.
- Pode se recolher e, normalmente não
corresponder bem ao afeto.
- Quando um pouco maior, pode escolher amigos
que você não goste.
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- Pode te desrespeitar com ofensas e insultos.
- Acreditar nas críticas dos outros.
- Ter pensamentos negativos.
- Ser muito crítico.
- Iniciar o uso de drogas e álcool.
- Perverter-se sexualmente.
Como fechar o coração dos nossos filhos?
- Um pai áspero e rude com sua filha, fechará o seu
coração. Mas ela ainda sente necessidade de carinho,
de ser tocada, mas não aceitando ser tocada por seu
pai, ela procurará em outros lugares, e temendo ser
novamente rejeitada, ela se joga facilmente nos braços
de outros rapazes.
- Algo semelhante pode acontecer com os garotos,
que também sentem falta de afeto, e não sendo satisfeito
as suas necessidades, alguns deles pode enveredar para
o relacionamento homossexual.
- Dr Ross Campbell, psiquiatra de crianças, através
de suas experiências, afirma que nunca encontrou uma
pessoa sexualmente desorientada que tivesse um pai
amoroso e afetuoso. Isto é muito sério!
- Atitudes hostis e rudes são como uma grande
vareta espetando o coração da criança, e ela para se
defender vai fechando o coração.
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O que fazer para abrir o coração
dos seus filhos?
Certa vez, uma mulher contou como descobriu
o “princípio da banana”, com sua filha adolescente.
Fiquei pensando: “O que será esse “princípio da
banana”?” Ela explicou. Percebera que a filha sempre
se retraía quando tinham alguma discussão. A garota
simplesmente não expressava o que de fato sentia. Um
dia, ela pegou uma banana, sentou-se ao lado da filha
e lhe fez uma pergunta. Enquanto a moça respondia,
a mãe descascou a banana e lhe deu uma mordida.
Depois de mastigar aquele pedaço, fez outra pergunta,
deu nova mordida, e assim sucessivamente. Então
notou que a filha conversava mais à vontade. O que
acontecera? Enquanto a garota respondia à pergunta,
a mãe não podia fazer qualquer comentário; apenas
mastigava e ouvia. Este é o “princípio da banana”:
disposição para ouvir. Pergunte e, depois, ouça. Jesus
era Mestre em fazer perguntas e ouvir pacientemente.
Ele Se concentrava nos outros. Muitas pais centralizamse
em si mesmas. Para elas, ouvir é apenas uma pausa.
Mal podem esperar que o interlocutor pare de falar, para
que digam o que pensam. Estão mais interessadas em
expor suas idéias do que ouvir as dos outros. Mas, se
uma pessoa fala sozinha, nunca pode saber o que vai na
mente de outra. A essência do cristianismo é o interesse
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por outros. “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos.
Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para
falar, tardio para se irar. (Tiago. 1:19)”
O amor permite liberdade de expressão dos pensamentos
e sentimentos mais íntimos. Amar uma pessoa é
importar-se genuinamente com ela. João escreveu:
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor
procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de
Deus e conhece a Deus.” I João 4:7.
Você não pode me amar se não me conhecer. E não
pode me conhecer se não ouvir meu coração. Portanto,
pegue uma banana. Descasque-a, faça uma pergunta e
morda a banana. Depois, ouça com o ouvido e o coração.
- Pais atenciosos se importam com o choro do
seu filho, e procuram descobrir o que o incomoda ou o
aborrece, e não simplesmente, (e mais cômodo), dizer
“é manha vai pra lá.”
- Demonstre gentileza – o carinho e a delicadeza
derretem qualquer ira, e começa a abrir o coração.
- Diga que você se preocupa com ele, e não quer
vê-lo triste, porque ele é alguém muito especial pra
você.
- Diga que você deseja ouvi-lo e não vai ficar
bravo.
- Tente compreender a dor que a sua criança está
sentindo, entre no mundinho dela.
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Um menino, cujo pai o criticava constantemente
contou a ele o seguinte: “Às vezes me sinto como um
pássaro num ninho. Você voa para o ninho e eu me
sinto feliz em vê-lo, porque você vai me dar comida ou
algum estímulo, mas, ao contrário, você arranca um dos
galhos ou algumas pequenas fibras que mantém o ninho
inteiro e vai embora. E eu começo a pensar: ‘Espere
um pouco. Ele está desmanchando o ninho e eu ainda
não sei voar.’ Sempre me sinto inseguro quando você
se aproxima porque você está sempre me alfinetando,
me anulando, é exatamente como arrancar os fios e
destruir aquele ninho.” A figura de linguagem ajudou
aquele pai a reduzir drasticamente as suas críticas.
Outro, cujo o pai viajava muito lhe disse: “Papai,
você tem me evitado de tal maneira ultimamente, que
me sinto como um pano de prato esquecido embaixo da
pia constantemente molhado por um pingo d’água nos
últimos dois meses. Como ninguém percebeu, ele agora
está podre e mofado.”A maioria dos pais pode entender
o que significa a dor de sentir-se mofado.
- Com crianças menores é bom utilizar figuras
de linguagem, os próprios brinquedos das crianças, ou
animais e cores para entender os sentimentos que elas
estão vivendo. Exemplo: Pegar um boneco e representálo
como se estivesse desanimado , muito triste e
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perguntar à criança falando o nome do boneco se tiver,
“porque o teco está tão triste hoje, o que podemos fazer
para ajudá-lo”?
- Um outro recurso muito bom para descobrir o
que a criança está passando é o desenho. Certa vez ao
atender uma criança que tinha sido abusada pelo irmão,
ela na hora de desenhar a família desenhou o irmão
sem mãos.
- Podemos ajudar os nossos filhos a expressar os
seus sentimentos, fazendo perguntas sobre experiências
anteriores: “Lembra quando o seu colega te bateu, e
você ficou muito chateado, agora você está sentindo a
mesma coisa quando gritei com você?”
- Tenha paciência, talvez a criança não queira
conversar no momento, não force, espere esfriar os
ânimos.
- Os pais erram também e devem reconhecer suas
falhas e injustiças diante dos filhos. Isso não é sinal de
fraqueza mas sinal de bom caráter.
Um erro fatal nos relacionamentos, de um modo
geral, é que quando uma pessoa ofende a outra, ela
costuma pedir perdão se acha que magoou, do contrário
diz: “não quis magoar, não tive a intenção...” mas aí é
que está, não é a opinião do ofensor que importa, e
sim a do ofendido, se o outro ficou magoado, o ofensor
tem que ir e pedir perdão.
Abrindo o Coração dos Filhos | 19 |
Nas relações, sempre devemos levar em conta o
que o outro está pensando e sentindo, como o outro
vai ver minha atitude, como vai receber as minhas
palavras. Se agíssimos assim, muitos conflitos e atritos
seriam eliminados. O segredo dos relacionamentos bem
sucedidos é um entrar na mente do outro, é a chamada
empatia. Em outras palavras: “se eu ouvisse isso
não ficaria magoada mas se a outra pessoa ouvisse,
certamente se aborreceria, então preciso descobrir
uma outra maneira para dizer isso.” Dá trabalho? Claro
que dá trabalho, mas os resultados valem totalmente a
pena. O maior problema das pessoas hoje e sempre no
mundo se chama “relacionamentos” doentes.
Que bom se vivêssemos isolados em pequenas
ilhas, não teríamos esse trabalho. Até acho muito
estranho quando ouço pessoas dizendo que gostam mais
de bichos que de gente, mas é compreensível, porque
há pessoas que não querem trabalho, não querem
dialogar, elas só mandam e os bichos obedecem sem
mágoas ou aborrecimentos - puro egoísmo.
Mas vivemos rodeados de pessoas todos os dias,
o tempo todo, então não temos escapatória, a não ser
viver bem e feliz com todos! Você ama a Deus então
tem que amar a sua criação também, amar e cuidar,
essa é a nossa macro missão aqui nesta terra! Aleluia!
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Mas voltando aos nossos pequenos: nós temos
muito ainda o que aprender sobre as emoções das
crianças e também ensiná-las a lidar com as suas
emoções. Mais algumas dicas:
- A partir do momento que a criança ouve seus
pais admitirem que erraram, e que se importam com os
seus sentimentos, ela adquire um senso de importância
e valor, ou seja ela descobre que é importante e valiosa
para os seus pais.
- O toque é essencial para abrir o coração da
criança. Toque gentil e suave, um abraço terno, é o
remédio eficaz para curar feridas emocionais.
- E por fim, é necessário o pedido de perdão.
- “Confissão + Perdão = Restauração” Portanto
não adianta apenas reconhecer o erro mas verbalizar
o arrependimento. Esta é a melhor forma de ensinar
os seus filhos a se retratarem quando ofenderem os
outros: é o seu próprio exemplo.
- Mas pode acontecer da criança não aceitar o
perdão. Os pais terão que ter paciência e se manterem
gentis e ternos, até o momento em que ela tiver
preparada para liberar perdão.
Abrindo o Coração dos Filhos | 21 |
Como está o coração do seu filho?
Faça este pequeno teste, e para cada pergunta
responda SIM, NÃO e REGULAR . E descubra como está
o seu relacionamento emocional com os seus filhos.
1. Meu filho gosta de conversar comigo?
2. Ele gosta que fico perto dele, quando assiste
televisão?
3. Ele conta o que acontece na escola?
4. Ele gosta de receber meu abraço e retribui?
5. De modo geral, o meu filho demonstra
amor por mim?
6. Meu filho conta o que ele fez, mesmo
sabendo que pode levar uma bronca?
7. Meu filho respeita aquilo que eu respeito na
vida?
8. Normalmente meu filho me obedece?
9. Meu filho gosta de passear comigo?
10.Meu filho se preocupa comigo?
Se você respondeu sim para a maioria das
perguntas, então o seu filho, provavelmente não possui
um coração fechado, o seu emocional está saudável.
Agora, se para a maioria das perguntas você respondeu
não ou regular, é hora de tomar uma decisão e salvar
o relacionamento com os seus filhos.
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Como podemos magoar os nossos filhos?
Talvez você sinta dificuldade por onde começar.
Você sabe que tem magoado os seus filhos mas não sabe,
especificamente, quais as atitudes que têm contribuído
para isso. Pesquisa feita com crianças apontaram as
razões que as crianças ficam magoadas com os seus
pais. Eis a relação:
1. Dizer palavras grosseiras .
2. Não passar um tempo junto comigo.
3. Fazer um sermão e não entender que tudo do
que eu preciso é algum apoio.
4. Nunca demonstrar afeição física.
5. Permitir que o meu irmão ou irmã me
humilhem.
6. Não entender as minhas razões.
7. Falar impensadamente.
8. Castigar por uma coisa que eu já tinha sido
castigado.
9. Dizer que as minhas opiniões não interessam.
10. Não ser delicados quando apontam minhas
fraquezas e falhas.
11. Dar a impressão de que eles nunca cometem
erros.
12. Nunca me dizer: “Eu te amo.”
13. Ser insensível às minhas dificuldades.
Abrindo o Coração dos Filhos | 23 |
14. Não cumprir as promessas.
15. Ser insensíveis, grosseiros.
16. Ser desinteressado.
17. Nunca dizer “muito obrigado” ou “por favor.”
18. Falta de interesse naquilo que é importante
para mim.
19. Fazer críticas injustas.
20. Ser inconsistente, ora diz sim ora diz não,
ora permite ora não permite a mesma coisa.
21. Admitir as coisas como devidas sem nenhuma
apreciação. Ainda que seja um dever é bom
ouvir uma apreciação.
22. Dizer como devo fazer algo que já estava
fazendo sozinho.
23. Irritar-me.
24. Fazer-me sentir um João-Ninguém ou sem
nenhum valor.
25. Não ser considerado.
26. Não ser tido como uma pessoa que pensa e
sente.
27. Estar sempre muito ocupado para me ouvir ou
cuidar de mim.
28. Descartar minhas necessidades como sem
importância, especialmente quando colocam
seu trabalho ou divertimento como mais
importante.
29. Relembrar velhos erros do passado p a r a
tentar resolver algum problema atual.
| 24 | Abençoando Crianças
30. Provocar excessivamente.
31. Não reconhecer minhas realizações.
32. Fazer comentários inconvenientes.
33. Gostar de mim apenas por causa dos meus dotes
físicos, em lugar daquilo que sou internamente.
34. Não ser elogiado ou apreciado.
35. Ser estimulado e depois humilhado.
36. Despertar minhas esperanças de fazer algo
como família e depois não dar prosseguimento
ao plano.
37. Ser corrigido sem a reafirmação que sou
amado.
38. Ser disciplinado com aspereza e raiva.
39. Não esclarecer e nunca me dar explicação do
porquê de estar sendo disciplinado.
40. Usar a força bruta de modo equivocado.
41. Reagir para comigo do modo oposto àquele
que um cristão deveria tratar-me.
42. Levantar a voz uns com os outros.
43. Não estar interessado em quem eu sou.
44. Interromper algo que eu esteja fazendo, ou
alguém com quem estou, como se eu fosse tolo
ou ignorante, ou como se fosse uma máquina
que pode parar a qualquer hora.
45. Usar linguagem imoral quando estão irritados
comigo.
46. Tornar-se impacientes.
47. Dizer “não” sem me dar uma razão.