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A VERDADEIRA ADORAÇÃO TEM CRISTO COMO FUNDAMENTO

EFÉSIOS – 2ª parte
1.15-23
INTRODUÇÃO
Temos vividos terríveis de entretenimento onde é proibido chorar, se acabrunhar ou mesmo
sentir tristezas profundas. A TV não cessa de promover inúmeros programas para a alegria dos
telespectadores, são já um por noite e em todos os canais. Mas, o problema não está no fato
de alguém se entreter, mas sim no estado de total alienação da realidade para onde todos têm
sido empurrados. O problema então se agrava quando isso tem sido levado para dentro das
igrejas, dos cultos, nos louvores, na pregação e em outras áreas de nossa vida. A igreja não
existe para entreter as pessoas, mas para conceder a elas uma oportunidade de arrependidas
ou gratas manifestar louvor sincero a Deus que as tem conservado com vida e esperança. Tudo
na nossa vida deve redundar em glória para o Pai, Filho e Espírito Santo. Assim nossa vida será
se tivermos a Cristo como fundamento de nossa adoração em quem fomos abençoados com
toda sorte de bênçãos nas regiões celestiais, mas também em quem podemos ter mais
conhecimento, esperança, herança, sentindo mais o seu poder.
1- PAULO TEM SABIDO DA VIDA DE ADORAÇÃO QUE OS EFÉSIOS TÊM MANIFESTADO E ORA POR
ELES, 15,16
Entristecemo-nos quando nos vemos em um estado de fraqueza com respeito a nossa adoração
e também quando vemos outros nessa mesma situação. Isso acontece principalmente quando
nos lembramos das bênçãos inefáveis que Deus em Cristo tem dispensado a nós. No entanto,
não era tristeza que Paulo sentia em relação aos Efésios, mas satisfação. Ele havia passado por
lá e fundado aquela igreja a mais ou menos quatro anos atrás em relação ao momento em que
escrevia essa carta. Estava preso, porém, a livre passagem e a grande atividade marítima
naquela época promoviam a oportunidade de que pessoas viajassem para visitá-lo e alegrá-lo
com boas notícias pelo menos, no geral, em relação àqueles irmãos de Êfeso. O coração do
apóstolo está repleto de gozo o que leva a se encher de gratidão a Deus por saber que a vida
promissora daqueles irmãos na prática da fé em Cristo e do amor entre eles, tem sido fruto das
bênçãos celestiais cujo efeito fora de fazer com que vivessem para glória de Deus. O apóstolo
diz não cessar de dar graças a Deus por eles e não deixar jamais de mencioná-los em suas
orações. Mas, essa atitude do apóstolo em relação aqueles irmãos tinha uma razão e objetivos.
A razão era porque estavam fundamentados em Cristo e os objetivos eram vários como
veremos.
2- PARA QUE COMO VERDADEIROS ADORADORES PUDESSEM TER MAIS SABEDORIA E
CONHECIMENTO DE DEUS PARA SÓ ASSIM GLORIFICAREM A ELE. 17
Para alcançarmos a cada dia o nosso alvo de glorificar a Deus em uma manifestação verdadeira
em nossa adoração precisamos ser acrescidos dia a dia em muitas coisas que nos conduzirão
certamente ao propósito de vivermos para louvor de Deus. Paulo diz que um dos objetivos que
o levava a orar pelos efésios era para que eles tivessem mais sabedoria e mais conhecimento
de Deus (de Cristo). Os efésios com já vimos já haviam sido abençoados com toda sorte de
bênçãos (eleição, redenção, adoção, selo ou certificação), ou seja, já conheciam a Cristo e já
tinham o Espírito Santo, mesmo assim o apóstolo ver como sendo necessário um acréscimo na
sabedoria e no conhecimento deles. Conhecer mais e saber mais sempre é melhor,
principalmente quando se refere a Deus e tem como alvo sua glória. Ter mais sabedoria e
conhecimento significa ter uma maior penetração do significado do evangelho e um
entendimento mais claro da vontade de Deus para suas vidas o que capacitá-los-á ainda mais e
em todo o tempo a fazer uso dos melhores meios para alcançarem o alvo mais elevado que é
glorificar a Deus. Todo esse saber é dado pelo Espírito e não espírito com letra minúscula. Essas
coisas não serão alcançadas apenas pelo nosso espírito.
3- PARA QUE POSSAM COMO VERDADEIROS ADORADORES SER MAIS ILUMINADOS E ASSIM;
a) SABER MAIS DA SUA ESPERANÇA, 18
Paulo fala de iluminação dos olhos do coração. Certamente porque esse órgão seja tido como
o centro de tudo, dos sentimentos e da fé, a fonte das palavras e das ações do homem (Rm
10.10; Mt 12.34; 15.19; 22.37; Jo 14.1; Pv 4.23; I Sm 16.17; Is 9.2; Jo 9.39-4; I Co 2.14-16). Sem
a obra do Espírito Santo os olhos de qualquer coração são cegos de forma a precisarem de duas
coisas: do evangelho e da percepção espiritual para entendê-lo. Assim quem ilumina os olhos
do coração é o Espírito Santo dissipando a neblina da ignorância, as nuvens de sua
concupiscência, e suas disposições para o egocentrismo e inveja, lhe imprimido tristeza pelo
pecado e a fé que opera pelo amor. Essa esperança que o apóstolo se refere, é justamente a
espera pelo cumprimento das ricas promessas de Deus numa absoluta confiança centralizada
em Cristo (Cl 1.27) e sendo uma força viva e santificante (1 pe 1.3; 1 Jo 3.3).
b) SABER MAIS DA SUA HERANÇA, 18
Mas o verdadeiro adorador precisa ainda de ver também a herança que o aguarda. A essa
herança Paulo quer dizer das gloriosas riquezas, das maravilhosas magnitudes e de todas as
bênçãos que acompanham a salvação, particularmente aquelas que ainda vão se cumprir na
ocasião da consumação de todas as coisas. É herança, porque são dons de Deus, vem por meio
da graça depois da manifestação da fé que nos torna filhos de Deus. E que jamais será tomada
por ninguém. Quando a esperança do crente é correta ele jamais correrá atrás de uma outra
herança e apenas para si mesmo. O que dá um caráter ainda mais glorioso a essa herança é que
ela será desfrutada juntamente com todos que amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.8). Precisamos
enxergar de uma vez por todas que a herança mais valiosa não é dinheiro.
c) SABER SOBRE A SUPREMA GRANDEZA DO PODER DE DEUS PARA COM ELES, 19
Os efésios e nós precisamos aprender, no entanto, que para que essa esperança seja cumprida
e essa herança alcançada, é necessário da operação do poder de Deus em favor exclusivamente
dos crentes e de ninguém mais. É preciso ter olhos esclarecidos também para verem quão
grandioso poder Deus emprega para a realização dessas coisas, poder semelhante ao que usou
para a ressurreição de seu filho dentre os mortos (20) e o sentou a sua destra. Esse poder que
a que Paulo se refere é um mistura de poder, energia e uma grande força inerente. Todos
sinônimos, mas que torna esse poder exclusivo. Eles não deviam se desesperar porque o poder
que Deus empregará será mais do que suficiente para fazer com que recebam a herança
guardada para eles no último dia.
COCLUSÃO
Será que temos dado as pessoas que gostam de nós razão para se sentirem gratas a Deus por
nossas vidas? Qual tem sido a nossa esperança nesse mundo? Ou em que ou quem temos
esperado? Qual herança tem despertado mais o nosso empenho e esforço? A nossa adoração
está fundamentada em Cristo? Estamos vindo a igreja com o propósito imutável de cultuá-lo ou
temos vindo para quebrar a rotina da semana, ou aliviar o stress do trabalho secular? Essas
perguntas são importantes e devem ser refletidas por nós porque elas responderão com
respeito a nossa fé e adoração e dependendo delas saberemos dizer que graças se tem dado a
Deus por nós. Pr. Wellington