Você está na página 1de 53

Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia

Instituto Adventista de Ensino do Nordeste

PENTATEUCO

Apostila

Preparada nas aulas de Pentateuco

Ministradas por:

Pr. Carlos Camarena

Adriel Barreto Sales

1994
SEMINÁRIO ADVENTISTA DE TEOLOGIA

PENTATEUCO - Prof. Carlos Camarena.


_______________________________________________________

INTRODUÇÃO
3 de Agosto de 1994.

"Porque se de fato crêsseis em Moisés, também creríeis em mim;


porquanto ele escreveu a meu respeito."(João 5:22).

É interessante notarmos que muitos dizem que Jesus nunca foi


mencionado no Velho Testamento. A isso somos tentados a
acreditar. No estando, Moisés escreveu a respeito de Jesus, bem
como E.G.W também diz que "Jesus se encontra em cada passagem do
Velho Testamento".

Deus demonstra Seu amor através da Bíblia. Enunciamos a


seguir, cinco meios através dos quais Deus revela Seu amor; Sua
vontade:

1º)Revelou Sua vontade para o homem/mulher.


2º)Sua vontade foi registrada (na Bíblia).
3º)Nasceu no Oriente Médio e revestido de linguagem Oriental.
4º)É universal
5º)É progressiva
6º)Re-enfatizada em diferentes momentos da história, recebendo
novas interpretações.

Deus é um Deus que trabalha através de princípios, não de


detalhes. A Sua Lei é um princípio, não propriamente dita uma lei.

A exemplo poderíamos colocar as recomendações que temos


contra ir ao cinema. Mas o que você me diz da televisão?

As leis judaicas eram compostas de 613 artigos (Sim ou Não).


Cristo disse com relação a elas: Joga fora, minhas leis tem que
estar em teus corações para que sejam cumpridas por amor.

A mensagem dada no passado deve ser aplicada, através dos


princípios corretos da 'hermenêutica' para a nossa época e não
utilizadas no contexto em que foi escrita como idêntica para nós,
hoje. No entanto o princípio permanece.
DIVISÃO DO PENTATEUCO

O Velho Testamento está dividido em:

1- Pentateuco (TORÁ-LEI) - Gênesis à Deuteronômio = 5 livros


2- Livros Históricos - Josué à Ester = 12 livros
3- Livros Poéticos - Jó à Cantares = 5 livros
4- Livros Proféticos - Isaías à Malaquias = 17 livros
O Pentateuco é a primeira grande divisão do hebraico. Os
Judeus consideravam os livros de Moisés (Pentateuco) a parte mais
importante. Era considerada mais importante que as
"hagiografias"-livros sagrados (poesia, pois refletia
experiências espirituais). O Pentateuco era considerado mais
importante por ter sido recebido face-a-face com Deus.

O Pentateuco foi chamado de TORÁ (Lei) após o exílio do povo


de Israel em 516 AC. TORÁ vem da raiz hebraica "YARAH", que é igual a
"ensinar".

A Lei veio a ser o manual (de igreja) dos judeus, as


diretrizes que definiriam a vida judaica, no entanto, foi a
tradição, a ela atribuída que lhe deu conotação legal.

O TORÁ não era lei, mas deveria ser uma resposta ao que Deus
fez. Não é lei; não é mandamento; é manifestação de amor em resposta
ao Amor revelado.

A exemplo do Sábado, quando um "princípio" se torna "Lei"


(quando a observância do Sábado, dia de repouso e deleitoso no
Senhor, se torna "Lei"), deixa de ser deleitoso e passa a ser um
fardo.

AS QUINTAS DA LEI

A TORÁ foi chamada de Pentateuco pela primeira vez num


comentário de João escrito por Orígenes, embora o Talmude já tinha
dado uma idéia desse nome, fazendo a subdivisão do Livro em cinco e
chamando-o de "As quintas da Lei.

Pentateuco significa "cinco bainhas". ou seja, cinco


rolos.

Penta = cinco
Teuhos = volumes
TÍTULOS DOS LIVROS

Os títulos dos livros foram dados a partir das primeiras


palavras de cada livro, sendo feito pela septuaginta (LXX).

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DO PENTATEUCO

I-)Autor: Acreditamos ser Moisés, apesar de não em sua totalidade.


Ex. Gen. 31.

O testemunho interno do Pentateuco indicam que Moisés é o seu


autor: I Reis 2:3, II Reis 14:16, Esdr. 3:2, 6:18, Dan. 9:11-13. No
Novo Testamento: Mat. 8:4, 19:8, Marc. 7;10, Luc. 16:31, 24;27,44,
João 5:46, Atos 13:39, 15:5, II Cor 3:15, Hebr. 10:28. O próprio
Jesus testificou que Moisés foi o autor.

O testemunho externo - evidencias históricas.

1º)Moisés tinha a preparação e a experiência que o capacitava


para ser o autor.
2º)Foi criado no palácio do Faraó.
3º)Foi testemunha ocular dos eventos que ele narra (Ex. a
Deut.).
4º)Falou com Deus face-a-face.
5º)Como Hebreu e Judeu, tinha acesso as tradições do povo.
6º)Teve o tempo necessário para meditar e escrever (40 anos).
7º)Seu papel como líder e profeta deram-lhe as qualificações
para ser o autor.

No tempo de Esdras, falar de Moisés era quase como falar do


próprio Deus e quem o negasse sofreria pena de morte. Os
próprios Samaritanos achavam que Moisés era de origem divina, e
ainda aceitavam o Pentateuco.

Os historiadores do Judaísmo Filo e Josefo, aceitaram a


Moisés como autor do Pentateuco a ponto de dizer que ele mesmo foi o
autor da narração de sua morte.

DÚVIDAS

Foi mais ou menos no ano 200 AC que se introduziu a idéia que


Moisés não tinha sido o autor do Pentateuco, através dos
escritos de um falso Esdras. Este falso Esdras dizia, "eu ditei o
livro para cinco escribas em 40 dias".
Essa dúvida começou a se infiltrar, ao ponto que Jerônimo, ao
traduzir Bíblia na Vulgata Latina, começou por Josué e não por
Gênesis, pois hesitava sobre a autoria de Moisés ao Pentateuco.

Nos sermões "Homilias Clementina", de Clemente, aparece o


pensamento radical dizendo que o Pentateuco consistia de uma
coleção de transcrições corrompidas. Disse que quando Moisés
escreveu o Pentateuco, os escritos circularam de forma verbal e,
somente depois, escribas o escrevem, corrompendo-o ao fazê-lo.
Existe uma certa verdade neste pensamento, pois o povo no
passado dava-se muito a memória, passando as informações de pai
para filho. Isto aconteceu também com relação as escrituras, pois
era uma prática comum no V.T. No entanto, vários outros escritores
mostraram pontos de vistas referentes a Moisés mesmo ter escrito o
Pentateuco.

TEORIA DA CRÍTICA BÍBLICA SOBRE A ORIGEM DO PENTATEUCO

Esse sistema de crítica bíblica começou na França, por um


médico, João Hstruc, filho de um Luterano, que decidiu ir para um
seminário. Em 1753 publicou sua tese doutoral mostrando que o
livro do Gênesis, embora escrito por Moisés, tinha duas fontes, ou
seja, Moisés usou dois documentos diferentes para escrever o
livro. Dizia que Gen. 1 a 11, foi documentos de um autor e Gen. 12 a
50 de outro autor.

Gen. 1 a 11 = documento "E" = "Elohim"


Gen. 12 a 50 = documento "J" = "Jeová".

Desse trabalho, nasceram duas escolas.

1ª)Escola da Baixa Crítica - dedicou-se a 2 áreas de estudo:

a)Crítica textual - visa determinar a maior aproximação do


texto original.

b)Crítica lingüística - pesquisa as línguas originais e o


significado das palavras no contexto cultural e histórico.

2ª)Escola da Alta Crítica - subdivide-se em duas áreas:

a)Crítica literária - procura resolver os problemas de data e


autor.

b)Crítica histórica - pretendia investigar a


credibilidade dos escritos.
Ambas Escolas nasceram em torno do estudo do Pentateuco, sendo
que a Baixa Crítica é a que menos nos favorece. A alta crítica
considerou que o Pentateuco foi um documento escrito em 444 AC e
que o livro do Gênesis consiste de lendas nacionais de diferentes
povos.

TEORIAS DA ORIGEM DO PENTATEUCO


(desenvolveram-se após a introdução de Hstruc)

1ª)Primitiva - Suplementar - Começou com Hstruc em 1753. Hstruc


disse que o Gênesis é proveniente de 2 fontes:

a)Gên.1-11 _ "E" - Eloístico


b)Gên.12-50 _ "J" - Jeovístico

J.E.Eichhora foi o responsável pela divulgação da teoria de


Hstruc em 1780, criando uma guerra teológica.

2ª)Hipótese Fragmentária - Dizia que na realidade o Gênesis foi


formado de vários fragmentos. Isto aconteceu em 1792 por Alexandre
Geddes.

3ª)Teoria Suplementar - Dewette, em 1805, lançou esta teoria que


dizia que o Gênesis tem um esqueleto central que é de autoria de
Moisés, mais que foi suplementado por alguém, no entanto, o livro
deve ser atribuído a Moisés.

4ª)Teoria Moderna - Hupfeld, em 1853, disse que Hstruc estava


parcialmente correto, mostrando que, na realidade, o documento "E"
foi escrito e utilizado por centenas de autores, mais ou menos
200; e que o documento "J" foi escrito por cerca de 500 autores ou
mais.

É interessante notar que em 1853, as igrejas protestantes


estavam em declínio, mais Deus estava levantando uma igreja que
dizia: "Adorai àquele que fez os céus e a terra".
Só o protestantismo apostatado se envolveu com essa discussão e,
pouco depois, nasce o espiritismo.

OUTROS DOCUMENTOS PROPOSTOS

A teoria moderna, através de K.H.Graf em 1876, e Júlio


Wellhausen, não afetou apenas o Gênesis, mais também o restante do
Pentateuco. Chegaram a propor não somente os documentos "E" e
"J", mais também os documentos "D" - Deuteronômico (Números e
Deuteronômio) e o documento "P" - Sacerdotal (Priest)(Êxodo e
Levíticos). Estes foram os documentos básicos.

Além disto, proporam as seguintes datas para estes


documentos:

"J"-foi compilado por um profeta de Judá em 850 AC. (data


proposta por Graf), pois em Judá, nesta época, existia este
estilo.

"E"-foi compilado por um profeta da tribo de Efrain em 750 AC

"D"-foi compilado durante o reinado de Manassés em 612 AC.

"P" - foi compilado entre 500 e 450 AC. pelos sacerdotes.

Esta teoria Moderna passou a ser chamada de "Graf e


Wellhausen", permanecendo até cerca de 1940. A conclusão final
destes foi:

"O Pentateuco foi uma história forjada. O nome Jeová foi


inventado para dar força ao texto. O documento "P" (sacerdotal)
foi inventado pelos sacerdotes para que pudessem impor um sistema
rígido sobre o povo por eles. Negaram a revelação especial. O
Pentateuco é uma boa literatura antiga, apenas isso. O papel de
Moisés foi apenas uma figura para se dar autoridade, sendo
inventado, um boneco.

GOLPES Ù ALTA-CRÍTICA

O primeiro golpe contra a Alta-Crítica foi dado por um


alemão, Hengsterberg, em sua tese doutoral intitulada "Dissertação
sobre a genuinidade do Pentateuco", onde tentou mostrar que as
falsas diferenças não eram tão diferentes.

No entanto, a morte da Alta-Crítica só foi dada em 1940 pelo


alemão gunkel, no seu livro "Crítica da Forma", ele mostrou como na
literatura um autor poderia ter estilos diferentes dependendo
do conteúdo do seu material. Mostrou-se pela primeira vez que o
Pentateuco foi escrito de forma poética.

O Pentateuco sendo escrito de forma poética, implica que o


estilo, dentro da poesia, variava dependendo da emoção e a
mensagem transmitida. Com essa teoria, derrubou-se todos os outros
argumentos fragmentários, pois o Pentateuco tinha sido escrito
numa linguagem poética.
A intenção da Alta-Crítica, num espírito racionalista
(característica Européia e não emocionalista - Latina) era que
todo assunto complexo deve ter uma solução simples, de maneira
muito racional.

A igreja deveria atingir o coração das pessoas, levando a razão


a ser enternecida pelo outro lado.

Algumas descobertas arqueológicas significariam muito a favor


da veridicidade do Pentateuco, no entanto, a Alta-Crítica não as
levou em consideração, como:

1)"A Pedra da Roseta" em 1789 e em 1835 decifrada por Rawlison. A


Roseta mostrou, contrariamente ao que se pensava, que antes de
Moisés já existia escritos, como a língua Arcádia.

2)"O Obelisco Negro", em 1845, outra descoberta, que descrevia a


vida do palácio do rei Salmanasar.

3)"A Pedra Moabita", em 1868, já mostrava evidências da


existência da língua hebraica antes de Moisés.

4)Os descobrimentos de "Ras-shamra", a maior evidência e última, em


1959, encontrada par C.H. Gordon, arqueólogo norte-americano. Este
mostrou provas irrefutáveis da língua hebraica já
completamente desenvolvida antes de Moisés, podendo ele assim ser o
escritor do Pentateuco em boa porção.

Uma das importantes evidências arqueológicas que Ras-Shamra


evidenciou, foi que alguém já usava a dupla designação "Jeová-
Eloin". Alegavam que os hebreus nunca usaram a dupla
designação divina, no entanto, Ras-Shamra mostrou que eles já
usavam a expressão "El-Shaddai" (A dupla benção de Deus, que o
Senhor abençoa duas vezes), mostrando assim que não somente os
pagãos tinham este costume.

Outras designações foram usadas, por exemplos:

EL-ROI - O Deus vivo que sempre me vê - Gen.16:13.


EL-SHADDAI - - Gen.49:22-25.
EL-ELYON - O Altíssimo, o Onipotente - Gen.14:22.
EL-OLAM - O Deus eterno, sempiterno - Jer.10:10,
- Miq.5:1-2.

A maioria do povo de Israel dava o nome as crianças com o


significado relacionado com Deus:
ISMAEL - Deus que ouve - Gen.16:11.
ELIAS - Jeová é meu Deus -
ELIZEU (EL-ISHA) - Deus é minha salvação -
JOEL (JA-EL) - Jeová é Deus -

A designação que mais aparece no Velho Testamento para Deus


é YAWEH-SHABBAOTH - Deus dos exércitos, aparecendo 80 vezes em
Jeremias, 50 em Zacarias, 25 em Malaquias.

GÊNESIS

SUB-DIVISÕES

A tradição judaica dividiu o livro do Gênesis em 11


partes, 11 seções. Essas 11 partes foram chamadas pelos judeus de
"TOLDOT", sendo esta descoberta em 1950. No entanto, apesar das 11
divisões, só existem 9 reais, devido a existência de apenas 9
gerações ali descritas.

Os TOLDOTS são os seguintes:

1º)Gen.1:1 a 2:4 - Origem dos Cosmos.


2º)Gen.2:5 a 5:2 - Origem da humanidade.
3º)Gen.5:3 a 6:9a - Geração de Noé.
4º)Gen.6:9b a 10:1 - Geração dos filhos de Noé.
5º)Gen.10:2 a 11:10a - Geração de Sem.
6º)Gen.11:10b a 11:27a - Geração de Tera.
7º)Gen.11:27b a 25:12 - Geração de Ismael.
8º)Gen.25:13 a 25:19a - Geração de Isaque.
9º)Gen.25:19b a 36:1 - Geração de Esaú (1º filho).
10º)Gen.26:2 a 36:9 - Geração de Esaú (2º filho).
11º)Gen.36:10 a 37:2... - Geração de Jacó.

TÍTULO

A palavra "GÊNESIS" é uma palavra grega que a LXX deu ao 1º


livro da Bíblia, baseando-se no Cap.2:4. Foi uma palavra que foi
latinizada, mas manteve o mesmo significado - no latim
"ORIGEM". Na bíblia hebraica, o título, primeiras palavras do
livro, é "BERESHIT" = "NO PRINCÍPIO".

Antigamente, na era Gênesis, os escritos eram feitos em


"COLEF´ES", pequenas tabuletas. Para se marcar a seqüência dos
colefões, repetia-se as últimas linhas de uma tabuleta na tabuleta
seguinte.

O Talmude judaico atribuiu como título ao 1º livro da


Bíblia "O LIVRO DA CRIAÇÃO DO MUNDO", sendo este uma obra anônima.

IMPORTÂNCIA

A parte mais importante da Bíblia é Gênesis 1:1-11. Sem ela


não teríamos Bíblia, pois ela introduz a história do pecado no mundo
e, sem esta, não precisávamos de um Salvador.

De todos os livros da Bíblia, o Gênesis é o que mais


apresenta problemas filosóficos, textuais, morais e
interpretativos. Gênesis 1 e 2 não é uma história científica da
criação, não se apresenta o propósito da criação, não há evidência
dentro do texto, é um elemento de fé - Simplesmente fez.

ESTUDO DO TEXTO

GÊNESIS 1:1-2

"No princípio criou Deus"

Este evento inclui o cosmo e a terra em um período de 6 dias


ou 6.000 anos? A quanto tempo estamos aqui?

A cronologia passou a ser contada a partir da entrada do


pecado, pois não havia a necessidade de se marcar o tempo na
eternidade do Éden. Estávamos programados para viver eternamente.

Quanto tempo Adão e Eva viveram no Paraíso? Precisamos saber


qual cronologia usar para chegarmos a uma conclusão.

Ellen White usou a cronologia chamada USSHER, no entanto ela


fala de "6000 anos DE PECADO" - "Cristo levou sobre si 4000 anos de
pecado".

Existem várias outras cronologias que tem sido


consideradas na história.

1ª)Judaica

De acordo com o calendário judaico, o ano de 1994


corresponde à 5755 desde Adão (pós-pecado).
2ª)Massorética

O texto massorético diz que a história começou em 4179AC. Sendo


assim, estamos vivendo no ano 6171 (1994), levando-se em
consideração os anos "zeros".

3ª)Samaritana

O texto samaritano diz que a história começou em 4420AC.. Sendo


assim, 1994 de nossa era corresponde à 6412.

4ª)Septuaginta

A LXX calculou a história desde a criação de Adão, em


5665AC., chegando a uma data, correspondente à 1994, igual a
7657. Esta data é a apoiada pelos cientistas adventistas (Ver.
apostila sobre Criacionismo).

5ª)João-Pé-Leve

O bispo John Lightfoot (João-pé-leve), professor da


Universidade de Cambridge, fazendo cálculos em seu computador,
chegou a conclusão que a história da humanidade começou em
23/10/4004AC. às 9:00 da manha, no 45º grau do meridiano (região
atual do Iraque). Sendo assim estamos no ano 5996. Será que Cristo
volta no final do 6º milênio????

6ª)Young

A concordância analítica de Young (CAY) diz que a história da


humanidade começou entre 6894AC. a 3616AC. (Esta com certeza
acertou.)

A revista TIME, num de seus artigos, revelou a contagem


cronológica de várias culturas, com suas respectivas datas atuais:

NIPAL - 2051 DC. HINDUS - 1916 (ano Sakra)


DBETANOS - 2121 DC. CHINESES- 4692 (desta era)
JAPÃO - 6 HEISEI CORÉIA - 4327 (ano Tangun)
ETÍOPES - 11986 MUÇULMANOS - 1414.

Não podemos ser dogmáticos quanto à cronologia, pois esta


envolve apenas a cronologia do pecado.

De acordo com os cientistas adventistas, a história do homem


nesta terra (desde a criação) varia de 8.000 a 10.000 anos.

Descobrimentos arqueológicos na área da Mesopotâmia (na área


do Iraque principalmente), revelou uma população com uma
estrutura de vida muito superior as já encontradas. Sendo assim,
existe a possibilidade de Adão ter vivido 4000 anos antes de
pecar.

Esta evidência, como alegam alguns, não altera de forma


alguma o conceito do nosso Sábado ser o Sábado de outrora, antes do
pecado. (ver. Ministry - Abril de 1984 - "E.G.W. e a cronologia
bíblica").

O QUE OS ADVENTISTAS PENSAM

O mundo adventista está dividido em 2 porções:

1ª)Aqueles que consideram que toda a criação acontece nos 6 dias,


tanto a vida como a matéria.

2ª)Aqueles que dizem que no princípio Ele criou o Universo e a


Terra, e depois, no verso 3, criou vida na Terra.

ANALIZANDO

1ª)Tudo foi criado em 6 dias, vida e matéria.

A-)A bíblia K.J.V. (rei Thiago) faz uma leitura do hebraico


original usando frases curtas, querendo dizer que não existia nada
antes do 1º dia da criação - "EX-NIHILO" = do nada.

B-)A forma lexical da passagem de Gen.1:1, fala de um início,


processo inicial. Não se deveria dizer "No princípio criou Deus",
mas "Quando Deus começou a criar", enfatizando a palavra "quando",
determinando assim o verdadeiro princípio.

C-)A sintaxe, estrutura gramatical, faz dos primeiros 3


versículos uma unidade que não podem ser separadas. Sendo assim,
este princípio é no 1º dia da semana.
Portanto não se pode separar os 3 versículos, se não será
destruída a estrutura gramatical do Script do drama.

Uma tradução diretamente do original seria:

"Quando Deus começou a criar os céus e a terra; e a terra


estava em estado caótico e vazia; e a escuridão cobria as águas e os
mares profundos; e o espírito de Deus voava sobre a face das águas,
então Deus disse: 'Haja luz', e ouve luz".

D-)A analogia contextual - a partir de Gen.2:4b, aparece uma


construção gramatical idêntica aos primeiros 3 versos - "Quando o
Senhor Deus criou" - no início da criação (6 dias).

E-)O elemento comparativo - o Gênesis usa a mesma fórmula


literária do oriente próximo. Sua história é como a história da
criação do ENUMA ELISH, que assim diz: "Quando os céus e a Terra
não tinham sido chamados e embaixo a Terra não tinha sido nomeada,
Deus começou a criar.".

F-)O elemento "Céus" em Êxodo 20:8-11 se refere ao céu terráqueo ou


ao universo?

2ª)Teoria da "Brecha"

Esta é a teoria científica da IASD.

*Bibliografia de pesquisa:

-Arthur Ferch. In the Beging (No Princípio).


-Ministry/ março de 81. How old is the World?
- Decisão / fevereiro de 90. Qual a idade da Terra?
-R.A./ Janeiro de 73. Adão criado no ano 4026 AC.
-R.A./ Janeiro de 90. Podemos crer em milhões de anos?
- Ministry / março de 84. How aceurate is biblical chonology.

Esta teoria diz que a criação da massa, matéria, aconteceu num


período distante (Gen.1:1-2), num passado distante. Houve então
uma "Brecha" de tempo indeterminado. Após esta Brecha, aparece o
verso 3 - "E disse Deus:"

Desta forma, a criação da vida aconteceu de 8.000 a 10.000 anos


atrás, sendo que Adão viveu até Gen.3:3 (2.000 a 4.000 anos) sem
pecado. A partir de Gen.3:3, aparece a vida do homem no pecado -
6.000 anos.

Como se defende esta teoria?

A-)Ao contrário da leitura da K.J.V., a N.A.B. (New Americam


Bible), no hebraico original é de frases longas, que podem
implicar, representar a existência do planeta antes do 1º dia da
criação.

B-)A presença da palavra "Tehôm" = Abismo, no V.2, designa a


existência de algo já criado, de já existir alguma coisa. Por que
Deus primeiramente criaria o Caos, para depois dizer "Haja luz"?

C-)Gen.1 não diz nada em relação a "EX-NIHILO" - do nada, aliás,


Gen.1 apresenta o oposto, Deus criando a partir de alguma coisa.

Gen.1:1-2---------¦BRECHA+------------Gen..1:3

D-)Não há uma declaração categórica na bíblia, nem no Esp. de


Profecia, que confirme a criação toda em 6 dias. Os 10
mandamentos, neste caso, está falando da atividade criadora de
Deus, e não o como Ele o fez. É uma declaração de fé da atividade
criadora de Deus.

Cremos no Sábado não somente por causa da criação, mas


porque está constantemente apresentado na Bíblia.

Nenhum cientista pode explicar o fato da divisão dos meses em


semanas. As semanas fogem completamente ao sistema de divisão do
tempo. Ela não faz parte do sistema rotação-tempo da terra. Foi
apenas um capricho divino em instituí-la para que o homem pudesse
ter um dia separado para Ele.

E-)A mesma estrutura gramatical em Gen.1:1 aparece em João 1:1-3. Que


princípio era este? Deus não está limitado por tempo e espaço. A
mesma palavra utilizada em Gen.1:1, é também utilizada em
Isa.48:13, 45:7.

F-)O uso dos termos "Baráh" e "Asáh", em Gen.1:1 é: "No princípio


BARÁH Deus...".

BARÁH = EX-NIHILO = Criar do nada - Gen.1:1


ASÁH = Criar a partir da matéria preexistente - Gen.1:21...

Os cientistas da IASD tem adotado esta posição porque eles não


podiam explicar os resultados da ciência (C-14 e outros). A solução
é a teoria da BRECHA.
A palavra "HAJA" de Gen.1, é derivada de "ASÁH" - APAREÇA.
Então, quando Deus criou a luz; os luminares; etc., Ele apenas fez
com que aparecessem as coisas outrora criadas (luz, firmamento,
luzeiros). É necessário o sol para que se conte o tempo. Como
então houve o 1º dia sendo que Deus não havia criado ainda o sol,
bem como não opera nada fora de Suas leis?

O GÊNESIS, A CRIAÇÃO E AS HISTÓRIAS BABILÞNICAS

Claus Westermann identifica 4 formas que os povos antigos


consideravam de como aconteceu a criação:

1ª)CRIAÇÃO ATRAVÉS DE GERAÇÃO

Esta é aceita principalmente entro o povo Sumério, em sua


mitologia. Nesta teoria, os deuses davam à luz, e de sua barriga
nascia o universo.

2ª)CRIAÇÃO COMO RESULTADO DE UMA LUTA

Esta é basicamente a narrativa da famosa epopéia


babilônica chamada "ENUMA ELISH". De acordo com Enuma Elish, o
deus TIAMAT e o deus MARDOK brigaram. O MARDOK venceu a TIAMAT e
com as partes do corpo de TIAMAT formou o universo, e com o seu
sangue formou as águas salgadas.

3ª)CRIAÇÃO ATRAVÉS DE FORMAÇÃO

Esta história era dos Egípcios. O deus KHUM formou, com suas
próprias mãos, num torno de oleiro, todos os astros e
planetas, o universo.

4ª)A CRIAÇÃO ATRAVÉS DE UMA ORDEM OU MANDATO

Esta teologia também é dos Egípcios, originada na cidade de


Mênfis, sendo esta a que se aproxima mais dos escritos de
Moisés.

Alexander Heidel, da Universidade de Chicago, colecionou 10


histórias diferentes da criação em seu livro "O Gênesis
Babilônico". Estas histórias aparecem no livro de Siegfried Horn
(maior teólogo e arqueólogo Adventista), "Antecedentes do Velho
Testamento", vol.1.
SIMILARIDADES ENTRE AS HISTÓRIAS BABILÞNICAS E O GÊNESIS
(de acordo com Siegfried Horn)

1-)O estado primitivo do mundo consistia de água.

2-)Os deuses babilônicos e os anjos do Gênesis foram criados


antes do homem.

3-)Os grandes luminares foram criados para determinar as estações do


ano.

4-)Os deuses tiveram um concílio para determinar qual seria o


processo criativo.

5-)O homem foi criado de barro e sangue na história babilônica,


enquanto no Gênesis, de barro e hálito, sopro de vida.

6-)A vida deve sua existência aos deuses.

7-)Os seres criados foram feitos para administrar a terra.

8-)Em Gen.1:2, a palavra abismo, TEHON no hebraico e ABUSSOS no


grego, é etimológicamente idêntica à palavra ACÁDIA no Tiamut, que
também significa abismo, ou expansão imensa de água.

9-)Em Gen.2:6 aparece em português a palavra "VAPOR". Em


hebraico, a palavra vapor é "ED". Acontece que na mitologia
Suméria, cuja língua é o Acádio, existe uma palavra, "ID", que
significa "a reserva cósmica subterrânea que molhava a terra". Não
existe apenas a similaridade das palavras, mas de significados
também, mostrando a aproximação da mitologia.

10-)Gen.1:2 diz que a terra estava em Caos e envolvida em trevas, e


Deus ordena à terra: "Haja luz". Os próprios babilônicos tinham o
mesmo conceito que antes da criação da vida, existia a Gema
(terra) e esta Gema estava envolvida em clara (atmosfera, estado
caótico) o que não permitia os raios solares penetrarem na terra.
Mardok apaga esta clara e dá vida a esta gema.

11-)O homem foi criado do barro no Gênesis. Dentre os babilônicos e


os egípcios, a palavra "HOMEM" ou "HUMANIDADE", se for
traduzida literalmente para o português, significa "Argila ou
Barro preto que possui vida".

12-)Em Gen.1:2, diz que o Espírito de Deus voava, pairava ou se


movia sobra a superfície do abismo. A palavra que aparece
traduzida como espírito é a palavra "RUASH", traduzida como
espírito. A palavra hebraica "HUASH" é na realidade o "RUASH DE
VIDA", o sopro de vida. Então a tradução deveria ser: "O sopro de
Deus pairava sobre as águas". Se considerarmos este espírito como
sendo o Espírito Santo, estamos despersonalizando-o.
Nas lendas babilônicas aparece o "RUASH"' que pairava sobre
a "GEMA".

Obs. A melhor tradução possível para "RUASH", seria "a energia


proveniente de Deus.

CONTRASTES ENTRE AS NARRATIVAS BABILÞNICAS E DE MOISÉS

Embora a Bíblia use imagens e ocasionalmente o mesmo


vocabulário, permanece totalmente diferente, distinta e única
dentro da literatura antiga do oriente próximo.

GÊNESIS

1)Deus criou com Sua palavra, mandou e tudo existiu.

2)Apresenta um Deus sem princípio nem fim, eterno. Um ser não


criado, inédito na literatura antiga.

3)A criação da vida na terra foi completada em 7 dias.

4)Existe uma mente superior, preocupada com o homem, em lhe dar um


descanso semanal.

5)Apresenta um único Deus criador.

6)Apresenta uma divisão sistemática dos grupos criados nos


diferentes dias da criação.

7)O homem é a coroa da criação.

8)Introduz um dia de descanso semanal.

9)Apresenta um Deus onipotente, onisciente, onipresente, sem estar


limitado por tempo e espaço.
*Moisés não apenas aperfeiçoou ou melhorou as histórias babilônicas,
pois fala de um Deus não apenas no princípio, mas eternamente.

10)Apresenta um Deus que ergue-se em total contraste nas áreas da


ética e da moral.
BABILÔNICO

1)Mardok teve que matar para poder criar.

2)Todos os deuses foram criados e seus deuses devem sua existência a


alguma substância preexistente.

3)Não apresenta período de tempo nenhum.

4)Não existe nenhuma mente superior.

5)Apresentam uma pluralidade de deuses individuais, independentes.

6)Não apresenta ordem alguma, nem formação de grupos.

7)A terra é a coroa, já que os deuses fazem parte da terra, procedem


da terra.

8)Não existe contagem de tempos e dias, mas dependem dos astros, são
eles que definem a vida (daí a expressão "Baixo astral").

9)Os deuses estavam limitados em seu alcance e em seu poder. Não


tinham liberdade absoluta. Tinham que lutar e vencer para poder obter
autoridade.

10)Entre os deuses existia uma pluralidade de normas "éticas e


morais" (nada de ético ou moral), múltiplas normas.

11)Apresenta um Deus justo, santo e bom. Qualidades que fazem parte


de sua natureza.

12)Seu Deus é por cima da natureza. Embora não controle a natureza,


Ele demonstra profundo cuidado para com os seus adoradores. Não
controla a natureza, pois ainda estamos num mundo de causa-efeito. As
desgraças que acontecem são o aproveitamento de Satanás para poder
acusar a Deus (Ver G.C.,64)

13)Seu Deus proclama uma mente inteligente que está por traz de tudo
o que acontece e vai em direção a um final feliz.
O Deus proclama que a escolha da criatura pela vida tem
significado; o Deus que mesmo com poder ilimitado, não tem o poder
para forçar alguém, pois não o quer.

*Esta foi a maior tentação de Cristo. Ao homem é permitido discordar


do seu Criador, por outro lado quem se conformar com os propósitos
divinos acha paz e satisfação, alegria e vida eterna.

O Deus do Gênesis valoriza a Sua criatura; dá significado e


importância a ela.
11)Apresenta deuses assassinos, indiferentes, teimosos e de
caprichosos.

12)Os deuses faziam parte da natureza. Esse fato trazia profundas


implicações negativas para seus adoradores. A exemplo, a deusa das
águas derrepente fica furiosa e mata os seus adoradores, pescadores.
O deus do vento, o deus do fogo, tudo o que eles adoram é
imprevisível. Os adoradores desses deuses não tinham segurança para
com eles.

13)As religiões pré-hebraicas (babilônicas), identificavam o tempo e


a história com o ciclo da natureza, e, já que as estações dos anos
são repetitivas, a história vinha a ser um ciclo sem fim. Diante
dessa teoria, nasceu a teoria da reencarnação.

A humanidade é levada por uma onda segundo os caprichos dos


deuses. Os astros definem a vida da humanidade.

Isto tem se infiltrado em todos os setores da sociedade moderna.


A expressão: "Estou de baixo astral" e "Alto astral", já faz parte do
cotidiano de cada um, como se fosse os astros que determinassem a sua
condição psicossocial, levando a pessoa a um estado deprimido ou
alegre.

GÊNESIS 6:1-2

A CORRUPÇÃO DO GENERO HUMANO

"Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes


nasceram filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram
formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes
agradaram."

Existem 5 possibilidades de quem eram estes filhos de Deus:

1ª)Príncipes - teoria dos judeus.

2ª)Anjos - teoria de muitos, baseada nas passagens: Jó 1:6, 2:1, 38:7,


Dan.3:25, Salm.29:1, 89:7, I Ped.3:19-20, IIPed.2:4,6.

3ª)Filhos de Sete.
4ª)Todos os piedosos, tementes a Deus.
5ª)Filhos de Adão antes da queda.
As filhas dos homens seriam:

1ª)Todas as pessoas da classe baixa


2ª)Todos os ímpios corruptos
3ª)Humanidade em forma geral
4ª)Filhos de Caim
5ª)Filhos de Adão após a queda.

Sobre a hipótese de os filhos de Deus serem os anjos, notem o


seguinte:

Um dia os saduceus chegaram para Cristo e lhe laçaram a questão


do ceribato, e Jesus lhes respondeu: "Não sabeis que lá seremos como
anjos que não se casam nem se dão em casamento?" (Mat.22:23-33).

Gen.4 fala da descendência de Caim, e, Gen.5 da


descendência de Sete. Mediante o contexto, o texto é definido como
sendo a união das 2 descendência (ver. Deut.29:29).

O DILÚVIO

O dilúvio ocupa uma parte central, divide o livro do Gênesis


em 2 histórias, "Pré-diluviana" e "Pós-diluviana" do homem, assim
como Cristo dividiu a nossa história em Velho-Testamento e Novo-
Testamento.

Deus sabia que Noé iria fracassar na formação de uma nova


humanidade temente à Deus, mas acreditou nele.

O que representa o dilúvio em relação à Deus?

Ao Deus começar criar a terra, começou do caos para a ordem.


Após o dilúvio, da ordem para a desordem.

A palavra "Arrependimento" no Velho-Testamento,


literalmente significa "Respirar profundamente". Deus preferiu
acreditar que a humanidade daria certo, mesmo sabendo que o não
daria, mas respirou profundamente nesta esperança.

O que Deus faz conosco é justamente isso, prefere


acreditar que você vai dar certo. Prefere arriscar seu caráter em
você. Ele sabe se você vai ou não aceitá-Lo, mas prefere optar pela
hipótese de que você vai aceitá-Lo. Mesmo sabendo que você vai se
apostatar no futuro, Ele ainda dá a Sua Justiça.
O EVANGELHO NA CONSTRUÇÃO DA ARCA

O convite de Noé era para todos, mas apenas um


remanescente ficou.

Este remanescente não pode ser comparado ao remanescente final,


pois, de acordo com a filosofia da época, se o chefe da família se
salvasse, todos os seus membros se salvariam consigo. Os filhos de
Noé, foram forçados a entrar na Arca.

Nesta história existem 2 classes de pessoas:

1ª)Aqueles que zombaram da construção da arca (Igreja).


2ª)Aqueles que participaramn da construção da arca (Pastores).

No entanto nenhum deles se salvou.

Deus pelo Seu poder nunca força ninguém a aceitá-Lo. Se você


quer se prostituir, vá, Ele não vai te impedir.

HISTÓRIAS DE UM DILÚVIO

O dilúvio, de acordo com os críticos, é mais uma façanha da


falsidade do Gênesis, já que existem histórias semelhantes à narrada
por Moisés, e que precederam a esta, como:

1-)Encontradas em tabuletas na língua ACADIA na cidade de NIPPUR (Ur


dos Caldeus), datam de 2.000AC (600 anos antes de Moisés).

A tabuleta descreve um rei e sacerdote sumério chamado


ZIUSUNDRA, o qual é advertido pelos deuses a construir um navio para
se salvar de um iminente dilúvio.

2-)A mais conhecida, foi encontrada na 11ª tabuleta de GILGAMESH,


famoso épico. Nesta história, o deus das águas (EA) comunica ao deus
UTNAPISHTIM para que ele comunica-se ao rei GILGAMESH acerca de um
dilúvio que estava para acontecer.

GILGAMESH era o legendário rei de URUK, a mesma NIPPUR. Então


GILGAMESH constrói um navio para que se salve.

----------------------------------------------------------------

COMPARAÇÃO ENTRE A NARRATIVA BÍBLICA E A BABILÞNICA DO DILÚVIO

******** Ver apêndice 01 ********


COMO RESPONDER A ESSAS SEMELHANÇAS

1º)É verdade que as tabuletas cuneiformes exibem pontos de


contato entre a narrativa bíblica e a babilônica. No entanto os
povos antigos usavam um método comum para descrever eventos tanto
reais como mitológicos.

2º)O crescimento do pecado distorceu o relato original, e, embora a


gistória babilônica precedesse a Moisés, como alguns críticos
afirmam, foram encontradas cópias que revelam uma estrutura de
escrita e gramatical, muito avançada para a época de Moisés.

3º)Nas lendas babilônicas, apresenta-se um deus que destrói por


vingança, enquanto no Gênesis, um Deus que destrói por amor.

4º)No Gênesis aparece um condicionalismo à vida. Nos babilônicos, os


viventes são eternos.

5º)O Gênesis apresenta o conceito de responsabilidade individual. O


babilônico apresenta um capricho dos deuses em salvar a quem
quisessem.

----------------------------------------------------------------

PERÍODO DE DURAÇÃO DO DILÚVIO

******** Ver apêndice 02 *******

----------------------------------------------------------------

Gênesis 9

A MALDIÇÃO

Paulo Hoff no seu livro Pentateuco, diz que uma vida justa,
uma vida pura durante a maior parte da vida, não é garantia de
salvação, mas sim o que você faz até o fim de sua vida é o que garante
ou não sua salvação..

Encontramos em Gen.6:9, em relação à Noé, a fraze: "Noé andava


com Deus". Infelizmente está no passado.

No cap. 9:20-29 é descrita a besteira que Noé fez. Noé ficou


realmente bêbado. Então perguntamos: "Como um homem justo e reto
durante toda a sua vida cometer tamanha ofença?" - Mesmo diante
deste fato, Noé será salvo, diz Ellen White.

Ao estudarmos as escrituras, podemos notar que a luz de Deus é


progressiva, de maneira que a luz que temos hoje é maior que
outrora. O vinho não tinha a conotação prejudicial, não era proibido
na época. Eles não tinham luz completa, assim quanto ao vinho bem como
à carne.

No entanto, o fato de não terem luz, não escusa o ato. Ellen


White diz: "Qualquer desvio da integridade acarreta
consequências de seus atos." - Então Noé teve que pagar a
consequência.

Este único ato de Noé trouxe consequências, através das


gerações, que repercutem até hoje.

O SADABC diz que Cão, filho de Noé, simplesmente viu o pai nú


quando bêbado. No entanto, isto não responde o porque da maldição
sobre uma geração, a ponto de os Cananitas viverem na desgraça até
agora.

O que estamos tentando resolver é o grau da maldade de "ver"


o pai nú, a ponto de atingir gerações e gerações naquele período.

Em que consistiu a maldição?

A maldição de Noé contra CanaÔ consistiu de:

1º)Os cananeus foram parcialmente exterminados;


2º)Os cananeus foram sujeitos à forma mais baisa de escravidão.

Os cananeus foram os primeiros moradores de CanaÔ. Os


Semitas, filhos de Abrão subjugaram-nos na escravidão até a era
Salomão (I Reis 9:20-21).

Os Fenícios, os Egípcios e os Cartagenos, todos


descendentes de CanaÔ, foram escravos dos Persas, Macedônios e
Romanos (decendentes de Jafé, e os Israelitas de Sem).

3º)O próprio nome CanaÔ era motivo de ódio em todo o lugar.


Sempre foram uma raça odiada.

4º)Os Cananeus foram os primeiros a se envolverem em


prostituição cúlticas (prostituição na hora do culto).

5º)Os Cananeus praticaram sacrifícios humanos, sendo eles que


ensinaram os Israelitas a sacrificarem seus filhos.

6º)Os Cananeus foram os fundadores de Sodoma e Gomorra, bem como


as cidades perdidas.
7º)Os Cananeus foram conhecidos como uma raça de homossexuais.

A própria palavra em português "Sodomia", tem a ver com


homossexualismo. Esta prática veio dos Cananeus.

8º)De acordo com outros comentaristas, a maldição de Noé sobre CanaÔ


produziu a raça negra. (ver próximo tópico)

Será que foi apenas um olhar de Cão que causou tanto estrago
na vida dos Cananeus? Será que os decendentes de CanaÔ, filho de
Cão, mereciam tamanha maldição? Havia alguma coisa que Moisés não
quis relatar.

*Passagens para se avaliar:

Levíticos 18:6-9, 20:17-21,11


Lamentações 1:8
Ezequiel16:8,36; 23:9-10
Apocalipse3:18

No hebraico, VER = CONHECER


VER A NUDEZ = TER RELAÇÃO SEXUAL

Gênesis 9:24

"Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho


mais moço,"

Se Noé ficou sabendo, logo que acordou, do que lhe fizera o


filho, houve algo muito mais sério do que simplesmente "VER", ter
"OLHADO". Cão estrupou o seu pai, esta é a realidade. As maldições
foram de acordo com o ato feito.

O ato de seus irmãos cobrirem o pai, é um ato de


reverênia, de se tentar encobrir a vergonha passada, o ato
cometido para com seu pai.

Se por acaso não foi o ato sexual, então o que foi que poderia
ter causado tão grande maldição sobre uma decendência inteira?

A MALDIÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES

1º)E.G.W. aponta a regra básica da herança: "Os pecados dos pais


herdados pelos filhos e transmitidos de geração em geração.
2º)E.G.W. diz que era um a proficia, um micróbio, um germe do
pecado da raça humana atravéz da história.

3º)CanaÔ já caminhava nos passos perdidos de seu pai. Neste caso não
seria nem uma profecia, mas algo que já acontecia antes do dilúvio

O que a profetiza aqui nos diz é que os descendentes de Cão já


viviam nesta vida de perdição.

4º)O pecado de Cão foi contado entre os Semitas (descendentes de Sem),


e quando Israel entrou em CanaÔ e viram a vida perdida dos Cananeus,
relacionaram: "CANAÚ - MALDIÇÃO DE NOÉ".

Cananeu, literalmente significa: "ESTES SÃO AMALDIÇOADOS" - uma


descrição após o fato.

A RAÇA NEGRA

Existe base histórica, bíblica e do Esp. de Profecia para afirmar


a posição de que os negros não são descendentes dos Cananeus:

1º)Essa teoria pressup¨e a inferioridade da raça negra, sendo que Deus


fez a todos os homens iguais e Deus não faz acepção de pessoas.

Se o fato é verídico, como classificaríamos os índios,


japoneses, chineses, etc.? Será que apenas a raça branca é
abençoada por Deus?

2º)A Bíblia desconhece a superioridade de uma raça sobre a outra,


especealmente o Novo-Testamento.

Este elemento, o preconceito de cor, foi o que causou o


genocídio no passado.

O termo raça é alheio ao conceito bíblico. Esta é uma


conotação moderna.

3º)O evangelho é para todos os homens, sem distinção racial. Se assim


não fora, os negros estariam excluídos da promessa.

Se a cor da pele tem a ver com a maldição, será que Deus vai
mudar a nossa cor antes de entrarmos nos céus? Como ficaría a
passagem: "Toda tribo, língua, e povo"?

4º)O conceito da escravidão dos cananeus direcionada em termos da reça


negra para a escravidão, não conhece a história, pois estes vieram ser
escravos somente após a navegação inte-continental.

5º)Nenhum dos decendentes dos cananeus eram de raça negra. - A


questão das raças continua sendo uma grande incógnita.

6º)A Bíblia e o Esp. de Profecia guardam silêncio a respeito deste


assunto.

7º)Sob o novo pacto, a Bíblia condena a escravidão. Deus permitiu


escravos no passsado, nos chamados tempos da ignorância.

8º)A palavra traduzida por maldição, é na LXX = "PAIS OIKETES", que


por sua vez significa "HERANÇA PERMANENTE".

CANAÚ = O que serve ou Servidor


CANANEUS = Estes são os amaldiçoados.

Foi em base a essa interpretação da LXX que se colocou a


maldição sobre a raça negra. Biblicamente não se pode provar que a
maldição se recaiu somente sobre a raça negra.

A raça negra não é encontrada no Oriente Médio e norte da África,


como então os cananitas poderíam ser negros?

Essa interpretação surgiu com protestantes Norte-


Americanos no século XIX, no auge da escravidão negra. A igreja
tentou combater a filosofia de Linconn, com relação à escravatura, com
uma falsa interpretação da maldição.

Devemos notar que não é somente a cor negra que é


subjugada à escravidão, mas isto é um mal do ser humano. Homens
brancos e pretos hoje são submetidos à escravidão. Aquele que se
utiliza desse argumento não conhece a história nem tão pouco o
Evangelho.

Este problema do preconceito racial, é algo que está no coração


do homem. Enquanto Cristo não habitar no coração, este continuará
lá.

A ERA PRATRIARCAL

A vida dos patriarcas (Gen.12 a 50) formam o primeiro grande


capítulo da história teológica das origens de Israel.

Séculos antes que Israel tomasse posse de CanaÔ, seus


antepassados já tinham morado lá. Os antepassados de Israel
viveram uma vida nômade antes de ocupar a terra prometida,
povoando toda a Mesopotâmia, sustentados por esperanças de herdar a
terra.

Moisés escreve a história dos Patriarcas baseando-se nas


tradições orais de seu povo, mas de grande fidedignidade.

Embora não temos a história completa de Israel, temos grandes


pinceladas, dadas por Moisés, que são perfeitas para termos uma
visão global do que aconteceu. Os detalhes desta história podemos
saber hoje através da arqueologia, que vem preencher os espaços e
detalhes deixados por Moisés.

O objetivo de Moisés não era relatar a "história" do povo de


Israel, mas contar fatos que demonstrassem a condução divina aos
Patriarcas. Deus não revelou tudo para Moisés, mas revelou o
necessário para nós, hoje. Foi a inspiração divina que assegurou a
exatidão do que Moisés registrou, mesmo não sendo contemporâneo dos
fatos relatados.

A VIDA DE ABRAÃO - O PAI DA FÉ

A pergunta que fazemos é: Em que base Abraão é chamado o Pai da


Fé? Seria pela prova do sacrifício? Teria Abraão suportado a mesma
prova se esta lhe fosse dada em UR? Quando é que Abraão é chamado o
Pai da Fé?

Ver Hebreus 11:8-19.

Abraão é chamado o Pai da Fé não por um único ato de sua vida,


mas porque iniciou sua vida e a concluiu olhando o Invisível,
um ato de fé.

Na parábola do juiz iníquo (Luc.18:1-8), Cristo pergunta:


"Contudo, quando vier o Filho do homem, achará porventura fé na
terra?"

Somos adventistas não pela fé, mas por convicção.


Convicção não tem nada a ver com fé, e é pela fé que sois salvos.

PORQUE ABRAÃO FOI CHAMADO O "PAI DA FÉ"

******* Ver APÊNDICE 03 *******

Observemos a constante decadência da vida de Abraão. No


entanto, ele sempre alimentava a promessa.
Somente no final de sua carreira é que ele é chamado o "Pai da
Fé". Todas as provas pelas quais passou prepararam Abraão para a
prova máxima que passaría. De igual forma, se não formos refinando-
nos desde já, no final não suportaremos a última prova.

A TEOLOGIA DO GÊNESIS

O Gênesis apresenta 4 áreas teológicas:

1ª)Deus o criador;
2ª)O problema do pecado;
3ª)O juízo sobre o pecado;
4ª)A graça sestentadora de Deus.

1)Deus como Criador

Sem explicação alguma, Moisés apresenta Deus criando através


de Sua soberania. Ao introduzir essa questão - Deus Criador - no
tempo em que o fez, era como se pegasse um carro e entrasse em
contra-mão na avenida mais movimentada. Era fatal.

Moisés disse: "E disse Deus e foi feito". Essa declaração ia


completamente contra o conceito do tempo de como é que o homem veio a
existência. Diz também que a história desse Deus é linear, e tem um
fim. Dessa forma também entrava em choque com o conceito de época de
que tudo era circular.

O mundo antigo não fazia diferença entre o animado e o


inanimado, Deus estava presente em ambos. Esta é a teologia da Nova
Era, deus está em tudo, até numa mesa. Será que a vida pode existir
numa mesa? - Vida só em Deus.

Moisés desespiritualiza o cosmo porque isso leva a pessoa a


adorar o cosmo em vez de à Deus. O cosmo é uma criação divina, e não
foi criado para ser adorado, diz Moisés.

Moisés tira Deus da natureza, pois esta é sujeita e depende


do verdadeiro Deus. De acordo com Moisés, tudo que Deus fez era
estremamente bom.

O conceito daquela época era de progressão, evolução. Moisés


fala que o homem foi perfeito e está degradando-se.

Moisés fala que um dia Deus vai acabar com tudo


(Gen.3:15).

Com isoo, Moisés introduz a gravidade do pecado, indicando o que


este causaria, dizendo que no princípio tudo estava perfeito e decaiu
com a introdução do pecado.

Somente na cruz começamos a recrescer.

O ato do juízo de Deus é apagar os pecados do crente, e, um


dia, não muito longe, Deus restaurará o homem inicial,
perfeito, o que Ele dissera ser muito bom.

O fato de maiou importância nos escritos de Moisés é o homem


à imagem de Deus (Gen.1:27). A proibição de Exo.20:1-2 - "Não farás
para ti imagem de escultura... - é dada porque no princípio Deus
já fizera algo à Sua imagem. Quando fazemos "imagens de Deus",
estamos tomando o que pertence à Deus.

Essa declaração também tem um propósito de distinguir a criação


do homem do resto da criação, indo também de encontro à Nova-Era.
Quando Deus faz o homem à Sua imagem, Ele faz distinção entre o
homem e o resto da criação. Só o homem merece toda a atenção de
Deus - "Quem é o homem para que Deus se lembre dele? (Salmos)".

Um outro fato que deve ser ressaltado é que o homem foi criado
do barro. O homem não pode se esquecer que é barro, frágil, e que sua
vida continua nas mãos de Deus.

2) O problema do pecado

A frase "E viu Deus que tudo quanto fizera era muito bom", não é
apenas para mostrar o poder de Deus para criar coisas boas, mas para
mostrar o poder criativo bom de Deus e o pecado.

DEUS-->BOM

PECADO-->RUIM

Este é o grande contraste de Gen.3, pela entrada do pecado.

Pela desobediência o mundo cai sob soberania do Diabo. O homem


fica a mercê do mal, moral e fisicamente. A corrupção fica fora de
controle; o homem deixa de lutar contra a semente do pecado e
descobre o pior dos fantasmas - a morte.

Moisés narra como Deus não podia permitir que este mundo
continuasse. Se Deus não tivesse trazido um dilúvio universal
naquele tempo, com estaria o mundo hoje?

Não foi Deus que introduziu o fantasma da morte, mas o pecado.


O homem habitava em plena harmonia, vivia em paz com si próprio e com
Deus.
O outro extremo do Gênesis é a restauração do que se perdeu
no princípio.

Não podemos fazer interpretações bíblicas com base ao que


acontece no princípio. Toda interpretação que fizermos deve ter a cruz
como centro. Toda posição que tomarmos deve ter um ponto em que se
relacionar, a cruz de Cristo. A cruz é o centro, e tudo deve
convergir para ela e dela proceder.

Deus então coloca 2 árvores no meio do horto. Estas


indicavam o completo direito de liberdade de escolha do ser
humano. Não foram colocadas para tentar a Adão, mas representam o
completo dereito que Deus dá para escolher.

Seria muito mais simples se Deus não o fizesse assim, mas o fez.
Adão quiz determinar por si mesmo o que era bom e o que era ruim, ele
quiz esperimentar. Ao desobedecerem, estabeleceram sua própria
autonomia moral, usurpando a prerrogativa divina. Moisés diz que Adão
se fez para se próprio lei, ao assumir para si esta autonomia moral.

"E ela tomou do fruto e comeu" (Gen.3:6). Este ato,


aparentemente simples, fez com que a humanidade toda perdesse a
inocência. Duas simples formas verbais - TOMOU, COMEU - arruinou a
nossa vida e continua arruinando. Não é o pecado que nos arraza, mas
a sua consequência.

Depois de ter comido, Moisés descreve em forma gráfica, o que


aconteceu com aquela perfeita harmonia, a nova dimensão:

FOI VOCÕ -> FOI A SERPENTE -> FOI DEUS

1)Onde existia harmonia, vergonha e nudez;

2)Onde existia perfeita união com Deus, agora se escondem de Deus;

3)A própria instituição do matrimônio começa a sentir os efeitos do


pecado.

O EVANGELHO VIVO EM GÊNESIS

O ato de TOMAR e COMER (Gen.3:6) trouxe a condenação. Agora,


Jesus utilizando-se dos mesmos verbos, diz: "TOMAI e COMEI do Meu
corpo para a vida eterna" (Mar.14:22). Ela arruinou a minha vida
TOMANDO e COMENDO, Ele restabelece a minha vida TOMANDO e COMENDO, e
quem não o fizer, não terá vida.

O ato de TOMAR e COMER trouxe a nudez para nós, mas o TOMAR


e COMER de Cristo, traz o vestido das vestes brancas, da justiça de
Cristo.

Todo aquele que sente o desejo de participar da ceia, de TOMAR


e COMER de Cristo, pode fazê-lo. "Ninguém tem o direito de decidir
quem deve ou não participar da ceia", diz a profetiza. O meu dever é
o de apontar a Cristo como salvador do pecado. Jesus ofereceu a ceia
para Judas para que se arrependesse.

O ato do Lava-pés após a ceia, ou durante a mesma, é


indicado em João 13 (o único texto que fala sobre lava-pés). O
crente primeiro recebe poder para se reconciliar com o irmão, para
depois fazê-lo. Jesus fez isso com Judas. É Ele quem dá o poder para
lavar os pés do inimigo e se reunir com Ele.

A ceia é um rebatismo; é o perdão de novo, e não


apresentação de ofertas a Deus. A adoração deve preceder um bom
relacionamento com o próximo. No entanto, a apresentação de
ofertas não é Santa-Ceia, não é um rebatismo.

Para mostra até onde o mundo tinha chegado por aquele ato de
Adão de TOMAR e COMER, Moisés começa a narrar história por
história. Descreve o pecado como uma avalanche, nada poderia dete-lo,
nem o próprio esforço de Adão em se cobrir com folhas de figueiras
(o símbolo eterno de salvação pelas obras) poderia deter o pecado.

O JUÍZO DE DEUS SOBRE O PECADO

Em cada uma das histórias narradas por Moisés, o juizo divino


se confronta com o pecado.

O juízo de Deus, desde o Gênesis, se manifesta de 2 formas:

O juízo é uma atividade divina, não um atributo divino.

- Salva para quem responde em amor


- Condena para quem não aceita.

No caso do Gênesis, o juízo condena.

No Gênesis, a Serpente, o Homem e a Mulher são julgados e


setenciados. O homem recebe o juízo antes da mulher, por ser o
representante.

Moisés indica que os decendentes da mulher não poderiam vencer


o poder do mal. Não há forma humana para vencer o pecado. Mesmo após
uma oração para receber forças para vencer o pecado, logo caimos em
pecado ao abrir os olhos.
A única solução é uma vida consistente em oração com Deus, e não
apenas na hora da tentação. O poder que Deus manda é aquele que o
homem pede todos os dias, em constância. Daniel tinha uma prática de
oração.

O fruto do pecado nunca é consequência de um ato feito na hora,


mas é fruto de um processo acariciado. O colocar-se à proximidade
da tentação acaricia o desejo de pecar.

O JUÍZO CONTRA O HOMEM E A MULHER

Eles são penalizados, mas não foram amaldiçoados. Somente a


serpente foi amaldiçoada. Não foram amaldiçoados porque a nossa
maldição recaiu sobre Cristo, o Cordeiro imolado desde a fundação do
mundo (Gen.3:15). Ele levaria a nossa maldição. Sendo sem pecado
levou os nossos pecados, por isso, nenhuma condenação há para àqueles
que estão em Cristo.

O primeiro Adão introduz o pecado e traz a desigualdade humana;


o segundo Adão introduz a salvação e igualdade. No primeiro
Adão, a mulher passa a ser submissa, inferior, a seu marido, mas
o segundo Adão exalta-a e a traz ao mesmo nível do homem.

O cristianismo se manifesta através de misericóridia,


justiça, amor ao próximo, benevolência. No reino da graça todas
somos iguais.

Deus considerou o pecado tão severo a ponto de expulsa-los do


jardim. A perfeição não poderia conter a imperfeição, por isso Deus dá
a glrificação, para que possamos entrar no Novo Édem.

O maior exemplo desse paradíguima, acontece no dilúvio, onde


Deus tenta aniquilar o pecado. Aí está a justiça divina que salva
baseada na resposta do homem. Ele acredita que você vai aceitar a
salvação, Ele confiou em Noé.

Deus sabe da decisão das pessoas, mas prefere acreditar na sua


decisão. O juízo investigativo não é para a condenação.

Em 1844, Jesus passou do Santo para o Santíssimo, símbolo da


expiação. O trabalho de Cristo no Santíssimo é de apagar pecados.
Cristo não condena no lugar santíssimo, mas salva. Se formos à
Ele, sairemos de sob a condenação. A salvação ou condenação é
uma decisão humana e não divina.

O homem se confronta com Deus por causa de sua decisão. A própria


torre de Babel é símbolo do homem querendo chegar ao céu por seus
próprios esforços. O pecado trouxe desunião e confusão.

Deus não aplica o juízo executivo em uma pessoa ainda viva,


estamos confusos quanto a isto. O juízao divino é baseado na nossa
decisão. Por mais que façamos obras, ainda estamos aquém da salvação,
nada pagará o que Cristo fez na cruz.

A GRAÇA SUSTENTADORA DE DEUS

Deus poderia ter começado de novo após o pecado de Adão e Eva,


mas não o fez, apesar que seria mais fácil para Ele. Deus não criou o
homem para pecar, mas fez provisão pela Sua graça para caso ele
caísse em pecado.

Cristo veio em humanidade para aniquilar o sacrifício de uma vez


para todas, mesmo que somente uma pessoa o aceitasse. Não tinha mais
solução para o homem, ele precisava desse amor e graça que estavam
presentes em cada ato do juízo divino. Deus não matou ninguém pelo
pecado, mas o homem se matou.

Adão precisava ver os resultados do pecado, e pode fazê-lo ao ver


seu filho Abel morto. Ao pecar, tentou se cobrir com folhas de
figueira para esconder os resultados do pecado, mas Cristo disse
que ele precisava se cobrir com as vestiduras de Cristo.

================================================================

ÊXODO
O êxodo é o evento principal da história da redenção no Velho
Testamento. Foi o meio que Deus usou para cumprir aquela promessa
feita a Abraão da grande nação e da terra, e finalmente a promessa é
cumprida, após 500 anos, mostrando que o que Deus fala, Ele cumpre.
Deus disse que voltará e voltará.

Apesar de tão grandioso evento, não temos uma data de quando


se deu o Êxodo. Moisés não se importou em mencionar nem se quer o
nome de um único Faraó, para que pudessemos ter uma data aproximada.
Existem 2 possibilidades de época para o acontecimento do êxodo, mas
não temos nada confirmado.

Diz a história da arqueologia que durante o período do apogeu


egípicio houve uma grande movimentação de povo. A maioria dele se
estabeleceu no Oriente-Médio (Jordânia, Palestina, Síria, Líbano - a
meia lua ou fértil crescente).

De fato, durante este período o Egito controlava o mundo, e 3


dinastias egípicias foram as que tomaram controle da história naquele
período.
----------------------------------------------------------------

AS 3 MAIORES DINASTIAS EGÍGICIAS

XVIII DINASTIA -1580-1314. XIX DINASTIA 1314-1194

Amosis 1580-1558 Ransés I 1314-1312


Amenophis I 1558-1539 Seti I 1312-1289
Tutmosis I 1539-1520 Ransés II 1289-1224
Tutmosis II 1520-1504 Merneptá 1224-1214
Hatshepsut 1504-1482 Seti II 1214-1208
Tutmosis III 1482-1450 Siptá 1208-1202
Amenophis II 1450-1426 Twosrá 1202-1194
Tutmosis IV 1426-1408
Amenophis III 1408-1372 XX DINASTIA 1194-1085
Amenophis IV * 1372-1358
Sekenenrá 1358-1354 Setinak 1194-1170
Tutankamón 1354-1346 Ransés III 1170-1153
Ay 1346-1343 Vários Faraós 1153-1085
Horemeb 1343-1314 Menores

* Trocou de nome para Akenatén = "O esplendor de Atén". Atén era um


dos maiores deuses egípicios.
----------------------------------------------------------------

Sob a liderança de Tutmosis I (1539-1520), os egípicios se


lançaram numa companha de reconstrução nacional para consertar a
destruição que os Hícsos fizeram. Os Hícsos foi um povo que tomou o
Egito pela força entre 1730-1580.

O SADABC diz que os Hícsos governaram entre a XV e a XVII


dinastías, sendo expulsos por Amosis em 1580.

Tutmosis I não tinha herdeiro para o trono, não tinha um filho


legítimo para herdar o trono do Egito. O próximo nalinha de sucessão
era uma filha, mulher, e esta não poderia assumir o trono (Hatshepsut).

A igreja e o comentário bíblico coloca Moisés neste período


por termos práticos, não arqueológicos, pois ele não tendo filho homem,
o Deus do Nilo dera um filho a sua filha.

MOISÉS --> Salvo das Águas

O sucessor havia sido dado. No entanto, ao Moisés matar um


egípicio e fugir, novamente o trono egípicio fica sem sucessor.

Faraó então casa a filha com um "filho memor" (filho de


concunbina e não filho legitimo), para que este fosse o herdeiro de
trono. Este foi Tutmosis II, marido de Hatshepsut e meio irmão seu,
assumindo o trono.

Acontece que o matrimônio de Hatshepsut com Tutmosis não


produziu um filho homem, continuando o trono sem herdeiro.

Tutmosis II então fez a mesma coisa que o pai fez. Pegou um


filho de um matrimônio menor e casou-o com uma filha legítima. Quando
Tutmosis II morreu, Hatshepsut, não querendo repetir o feitio do
pai, assume o trono, sendo mulher, não passando o trono ao herdeiro do
filho menor, e o faz assumindo a posição de homem. O povo não sabia do
fato devido ao desaparecimemto dela.

O casamento de Hatshepsut com Tutmosis II, resultou em


Tutmosis III. Este espera 22 anos até Hatshepsut morrer para
assumir o trono.

O comentário bíblico introduz Moisés nalgum período dessa


história. Aqui entra o êxodo (1447-1445 - de acordo com o
comentário bíblico). No entanto, Moisés tinha nesta data 80 anos,
sendo assim, quando ele nasceu, quem estaria no poder era Tutmosis I.

Tutmosis III assume o trono em 1482-1450. De acordo com o


comentário bíblico, nesse período de seu reinado, ocorre a maior
opressão sobre o povo de Israel. Este era o Faraó opressor.

Flávio Josefo identifica os Hicsos como sendo os


Israelitas. Tutmosis III expulsou definitivamente os Icsos, e a data
é bastante aproximada (1468-1447), por isso ele afirma que os Icsos são
os Israelitas.

Tutmosis III controlou a Ásia, todo o Médio Oriente. Cidades


importantees da palestina foram controladas por Tutmosis, sendo
colocadas guarnições militares nestas cidades:

- DotÔ - Damasco - Carmelo


- Cales - Gebá - Gate
- Megido - Gerar - Ecron, etc.

todas estas foram controladas por Tutmosis III.

Tutmosis III também foi considerado um dos mais


capacitados Faraós. Além de suas conquistas bélicas, construiu
várias cidades e monumentos.

Os achados arqueológicos de RAS-SHANRA (séc. XIX), dizem que


durante o reinado de Tutmosis III foi escravizado um grupo de
Asiáticos chamados HABIRÚ (HEBREUS - notar as consoantes). Por isso
que o SADABC adota a posição de que o êxodo se localiza no reinado
de Tutmosis III, apesar de não aceitarem os ICSOS como sendo os
HEBREUS.

Exodo 2:23 diz que moisés esperou o Faraó morrer para poder
voltar para o Egito. Tutmosis morre em 1450 e é sucedido por Amenophis
II, que seria o Faraó do êxodo, das pragas, do coração duro.

No entanto, durante o período de Amenophis II, a história egípcia


não registra nenhuma praga. Um fator importante entra em evidência: Os
egípcios nunca relatavam seus desastres e derrotas.

Outra questão é a data de Amenophis II - 1450-1426.

O próximo Faraó de importância é Amenophis III (1408-1372).


Vendo que não tinha mais terra para conquistar, se deu a uma vida
de luxos e prazeres e se lançou numa campnha de construção sem
antecedentes na história. Foi nesse período que foram construidas as
pirâmides do Egito, uma das 7 maravilhas do mundo, todas construidas
por Amenophis III.

O próximo Faraó de importância é o Amenophis IV, que teve um


característica interessante - foi o único Faraó monoteísta na história
do Egito. Ele proclamou o deus do disco solar. Este também trocou
de nome para Akénaten = o esplendor de Atén.

Este começa a receber press¨es dos sacerdotes do deus Amom sobre


a adoração monoteísta. Aborrecido com eles, Amenophis abandonou a
capital Egípcia TEBAS e funda, estabelece sua própria cidade sede -
AKENATÉN.

TEBAS ---> AKENATÉN

Toda esta história foi descoberta em 1887, o que os


arqueólogos hoje conhecem como as Cartas de Ell-El-Amorna. A
arqueologia mostra que uma velhinha que estava remexendo o lixo,
encontra 370 tabuletas que narravam a história egípcia e
correspondências da época.

TELL ==> Morro artificial (escombros de cidades que foram


soterradas pelo tempo.

WADI ==> Leito seco de um rio ou riacho (escavações em leito de rios


secos.

Por causa da extravagância de vida de Amenophis IV, e com a saida


deste, só entravam Faraós que se interessavam apenas em se enriquecer,
como Tutankamón, o mais rico dos Faraós. Por essa causa, o Egito
entrou em decadência.

A XVIII Dinastia termina então na desgraça, com um fraco Faraó,


Horemeb, e desconhecido, sendo derrocado (tirado do trono) por um de
seus generais. Este general dá início à XIX Dinastia - Ransés I. Este
era um Hicso.

Ransés I assume o trono e cedeu (fundou) a capital egípcia para a


cidade de Avaris.

O seu filho Sete I, se lançou numa companha militar de


recuperação da palestina (pois se havia perdido), da Ásia e outros
povos, procurando recuperar a hegemonia.

O próximo Faraó, Ransés II, de acordo com a história, dedicou


toda a sua atenção à construção de cidades e monumentos. Diz a
história arqueológica que durante este período foram usados um grande
número de escravos provenientes da Ásia.

Este se interessou tanto por assuntos internos, que no 5º ano de


seu reinado perdeu o controle dos povos que Sete I havia recuperado.
No 25º ano, assinou um contrato de paz, jurando que não mais seriam
conqueistados.

O próximo Faraó de importância foi Merneptá, filho de Ransés


II. Em 1220, Merneptá foi atacado por uma colegação de todos os
povos Asiáticos. Esses povos são chamados de "POVOS DO MAR"(pois
vinham do outro lado do mar), sendo oprimidos pelos egípcios e
incluindo Israel.

UMA PROVA

Após o tratado de paz, atacam a Merneptá, mas foram


derrotados por eles.

Em 1895 DC. foi encontrado o famoso templo egípcio


Merneptá. Dentro das ruinas deste templo foi encontrada uma pedra com
inscrições. Esta pedra ficou conhecida como "ESTELA DE
MERNEPTÁ".

ESTELA = Monumento (a bíblia identifica como um altar.

O que acontecia era que no passado, após uma vitória, era erigido
um altar-monumento, e neste escriviam o que Deus fizera por eles até
ali. Nesta ESTELA, o Merneptá descreve a sua vitória sobre o Povo do
Mar, esta chamada "Cântico de Vitória". Note que em 1220 Israel já
estava na palestina.

IMPORTÂNCIA DESTA PROVA

Esta foi a 1ª vez na história em que foi encontrado num


documento estra-bíblico a menção do nome de Israel, conforme
pequeno trecho abaixo:

"Os principes estão prostrados, dizem Saalan (Shalon - pedindo


paz). Não há um só que erga a cabeça dentre os nove arcos. Os líbios
estão derrotados. A terra dos Hititas está em paz (morreram
todos). CanaÔ foi saqueada com todo o tipo de mal. Asquelon
(cidade filistéia) foi conquistada. Geiser é cativa e Ieonan foi
feita nada.
Israel está destruido, não ficou semente alguma. A
palestina ficou viuva para o Egito. Todas as terras estão unidas e em
paz."

A DATA DO ÊXODO

INTRODUÇÃO

O êxodo é um fato histórico que ninguém pode negar. Embora não


exista evidência arqueológica em relação à saída de Israel, existem
evidências indiretas:

1ª)A história de José no Gênesis reflete costumes autênticos da vida


egípcia e os títulos oficiais da corte do Faraó.

2ª)Muitos dos nomes dos Israelitas são autênticamente egípcios,


incluindo a família do próprio Moisés. Moisés era um nome egípcio.

3ª)O método de fuga que Israel usou era comum entre os povos
cativos da época. A arqueologia prova que muitos povos que fugiram do
Egito, utilizaram os métodos de fuga narrado por Moisés.

4ª)Através da história de Israel, o povo de Deus sempre olhou em


retrospectiva ao Êxodo como o evento constitutivo do que Deus fez.

5ª)A maior explicação de todos os fatos relacionados com o Êxodo


apresenta a Deus intervindo na salvação de um povo que Ele
escolheu.

Nota: A partir de 34 DC., Deus não escolhe mais um povo específico.


Agora a circuncisão, que identifica o povo de Deus, é algo feito no
coração.
O ÊXODO DO SÉCULO XV

O êxodo do século XV é o êxodo que a IASD aceita.

O ponto de partida ara essa interpretação está em I Reis 6:1,


sendo esta a única data que poderemos utilizar.

480 anos após o Êxodo, no 4º ano do reinado de Salomão, o templo


começou a ser reconstruido. Esta data já foi identificada pela
história, 917 AC.. 4 anos após, comeca a construção do templo (967
AC.).

967 + 480 = 1447 (480 anos antes)

Temos estão 1447/6. Israel deveria estar entrando em CanaÔ em


1407/6. Então o Êxodo do século XV ocorreu em 1447/6.

Exo.12:40-41 e Gal.3:16-17. Os Israelitas foram escravos 430


anos:

1447/6 + 430 = 1877/6

O chamado de Abraão então se deu em 1877/6.

Israel não ficou 430 anos como escravos, mas os


comentaristas colocar que desde o tempo de Abraão, os Egípcios já
dominavam o mundo. Então, Abraão, desde que foi chamado para o
Egito, já era escravo.

Há um versículo (Gen.15:13) que diz que a geração de Abraão


seria escrava 400 anos. Então, ao Isaque nascer (1847/6) Abraão já
era escravo.

Em Gen15:13, Abraão já estava com 105 anos, e Deus já o havia


testado, provando assim que Isaque já nascera.

De acordo com o SADABC, 1662/1 é a metade dos 430 anos. Nesta


data, Jacó desce para o Egito. De fato, eles seriam escravos no Egito
apenas 215 anos, as descerem para o Egito para buscar comida.

O verdadeiro período de escravidão é no último período de 215


anos. A data de 1662/1 foi estabelecida pois se encaixa com o período
dos Hicsos. Em 1850 entrou o Faraó que não conhecia a
José,começando o grande tempo de opressão.
O Exodo de século XV
As Evidências

1.A "Estela do Sonho" de Tutmosis IV na esfinge egípcia,


mostra que o sucessor de Amenophis II; Tutmosis IV, não era o
primogênito. Isto confirma a Exo. 12:29; a morte dos primogênitos da
10ª praga.

2.Os contatos entre o Egito e Jericó cessaram depois de 1405.


De 1930-1936 João Garstang fez duas expedições. Excavações mostram
que Jericó sofreu uma violenta destruição como o relata Josué 6.
Pouco mais de 40 anos após o Exodo.

3.Em Juízes 11:26, Jeftá fixa um total de 300 anos entre ele
(ca. 1100) e a conquista de CanaÔ. Isso nos leva a um Exodo no
século XV.

4.Tutmósis III é a figura ideal para o Faraó da opressão.


Moisés volta para o Egito (Exo. 2:23) após sua morte para "negociar"
a saída de Israel. Essas "negociações" durante de 2-3 anos.
1447/1446, Deus liberta Israel.

5.Na tumba de Rekhmire, vizir de Tutmosis IV foi encotrada uma


pintura a qual retrata cortadores de pedra, escultores e
fabricantes de tijolos trabalhando. Uma parte dessa pintura
mostra o trabalho de pedreiros asiáticos.

6.As evidências da destruição de Hazor por Débora e


Baraque. Os jarros de cerâmica achados no local pertencem ao
peíodo Miceno; século XIII; mostrando que o Exodo deveu ter
acontecido no mínimo 200 anos atrás.

7.A menção de Israel na Estela de Merneptá (1220). Israel


deveu ter estado muito tempo em Israel para ser aceito como
nação.

8.As cartas de Tell el Amarna (1400-1366) descobertas


em 1887, relatam a invasão de estrangeiros da Palestina: Os
Habiru.

9.Abdi-Hiba, governador de Jerusalém, entre 1372-1358,


escreveu várias cartas ao Faraó (Amenophis IV), implorando
ajuda conta os invasores Habiru que invadiram sua terra.

"Os babiru saquearam todas as terras do rei.


Se os arqueiros estiverem aqui este ano,
Então as terras do rei, o senhor permanecerão;
Mas se os arqueiros não estiverem aqui, então,
As terras do rei, meu senhor, estão perdidas."
As Objeções

1.I Reis 6:1: Os 480 não podem ser tomados literalmente.


480 é o múltiplo de 12 gerações de 40 anos. Os massoretas
assinavam 40 anos para cada geração. W.F. Albright considera que
o A.T., um livro do Oriente Próximo não usa os números da mesma
forma que a cronologia moderna. 480 é um número redondo, pois
uma geração nunca seria exatamente 40 anos, e sim entre 20-30,
dando uma média de 25x12=300.

2.Contradiz a cronologia massoreta: Os massoretas


colocaram a entrada de Jacó no Egito em 1877/1876 (430 anos) e não
o chamado de Abraão, o qual aparece em 2091, 214 anos antes da
cronologia do CBA.

3.Não existe nenhum registro da morte do primogênito de


Amenophis II sob qualquer maldição ou praga.

4.O Faraó que segundo o Sal. 136:15 morreu junto com seu
exército, continua vivo mais 20 anos depois do Exodo.

5.A declaração de Jeftá em Juízes 11:26 são cálculos sem


fundamento. Jeftá não tinha acesso a registros históricos.

6.Excavações mais recentes (1957) Kathleen kanyon


descobriu que a cidade antigamente identificada como
Jericó por João Garstang, foi destruida algum tempo depois de
1300.

7.A identificação dos Habiru das "cartas" de Amarna com os


hebreus é improvável neste período. Embora Tutmósis III tenha
levado avante grandes projetos de construção, suas
atividades se centralizaram no Alto Egito. Não foi até a XIX
dinastia que os faraós residiram no Delta e dirigiram maior
atenção a operação de construção lá. Foi no Delta onde os
israelitas trabalharam construindo as cidades de Exo. 1:11, Pitom e
Ramsés construídas depois de 1400.

8.Jos. 10:32,38 afirma ter capturado as cidades de Laquis e


Debir. Laquis (Tell el-Deweir) foi destruída no reinado de
Merneptah (1224-1214).

9.De acordo com Núm. 20:14-21, Edom não permitiu a Israel


passar por sua terra. Acontece que Edom, Moab e Amón, não se
estabeleceram ao Leste do Jordão senão depois do ano 1300. Um Exodo
em 1447 não teria encontrado a Edom no seu caminho.
O ÊXODO DO SÉCULO XV

O ponto de partida é o mesmo, de acordo com I Reis 6:1, no entanto


muda-se a sua interpretação.

A nossa Bíblia é de interpretação massorética e no


original não se encontra 480 anos, mas sim 12 gerações. Os
massoretas então fizeram:

12 gerações X 40 anos/geração = 480 anos

Este número 40 foi atribuido devido a uma fixação judaica no


número 40, no entanto, de acordo com W.F.Albright, uma geração começa
dos 20 aos 25 anos (capacidade de gerar). Desta forma chegamos a
300 anos:

12 gerações X 25 anos/geração = 300 anos

o que se firma em Juizes 11:26.

Então:

967/6 + 300 = 1217/6

data calculada por Albright.

Da mesma forma, o início da escravidão 1697/6.


O Êxodo do século XIII

As Evidências

1.Gleason Archer em seu livro "Old Testament. & Recent


Arqueology" afirma que uma geração se aproxima mais aos 25 anos
do que os 40. Os 480 anos de I Reis 6:1 não são literais. Somam 12
gerações de 40 anos cada uma. 12 gerações de 25 anos cada uma
daria 300 anos = 1267/1266. Isto faria a Seti I o Faraó da
opressão e a Ransés II o Faraó do Exodo.

2.A Estela de Merniptá mostra Merneptá invadindo a Palestina e


derrotando a Israel no 5º ano do seu reinado (1220/1219). O Exodo
acontece apenas 40 e poucos anos antes.

3.Segundo as "cartas" de Amarna, as cidades de Pitóm e


Ramsés (Exo. 1:11) foram construidas por escravos semitas durante o
reinado de Seti I (1312-1289) e Ransés II (1289-1224). Essas cidades
ficam a poucos Kms. de Gosen, de onde a Bíblia identifica a saída de
Israel e a poucos Kms. de Tebas. Israel não poderia ter estado
perto de Avaris (Tânis dos Hicsos), a centenas de Kms. de Gosen.
4.Israel foi forçado a se desviar das comarcas de Edom e
Moab (Num. 20:14-21), povos que se estabeleceram lá nalgum
período de pois de 1300. As excavações de Tel el-Hesi demonstram
muitas comarcas sendo destruídas por um povo nômade dirigidos por um
tal Yeshua a meados do século XIII.

5.Documentos contemporâneos propiciam paralelos históricos.


Textos desde o tempo de Merneptá e Ransés II documentam o uso
de semits como escravos nos seus projetos de construção. Outros
textos mostram povos nômades de Shasu Bedouin e de Edom cruzando
a fronteira e trabalhando em Pitom.

6.Este período se encaixa bem com o período dos Hicsos para a


descida de José. Os Hicsos invadiram as fronteiras egípcias em
1730 e o tomaram pela força, reinaram de 1662-1580. José desce
para o Egito ca. 1521/1520. 40 anos mais tarde desceu Jacó e
família (ca. 1481/1480). Ransés I (1314-1312) seria o Faraó que
"não conhecia a José" (Exo. 1:8).

7.W.F. Albright escreve que ca.1282 houve jum levantamento


contra o Faraó e muita revolta no Egito. Bem perto do período do
Exodo deste século.
O Exodo do século XIII

As Objeções

1.Juízes 11:26 não faz alusão aos 300 anos para o período dos
juízes. Paulo, em Atos 13:19,20 diz que foram 450 anos desde o
início dos juízes até Samuel. Se somarmos a 450 anos, 40 anos de
Eli, + 40 anos de Samuel, + 40 anos de Saul, + 40 anos de Davi,
+ 4 anos Salomão = 614 anos, sem contar os 40 anos no deserto; + 25
anos de Josué. O período desde o Exodo até Salomão pode ter sido
entre 300 e 600 anos dependendo como interpretamos a
cronologia bíblica.

2.Se Merneptá identificou a Israel na Palestina ca. 1220,


Israel não teria nem começado a conquistar a terra como apenas 45
anos desde o Exodo. Israel precisou de mais de 300 anos para se
estabelecer como nação.

3.A antiga cidade de Tânis dos Hicsos (Avaris para os Faraós


egípcios), recebeu o nome de Ramsés 200 anos após a morte de Ramsés
II, o suposto Faraó do Exodo deste período.

4.Se o Exodo aconteceu em 1267/1266, Moisés fugiu para o


deserto de MidiÔ em 1307/1306. Seti I, o suposto Faraó opressor,
estava começando a reinar morrendo apenas 15 anos depois, porém
Moisés ficou 40 anos no deserto esperando a morte do Faraó. Nem
Ramsés I, nem Seti I cobrem o tempo suficiente para Moisés ficar
tanto tempo fora.

5.1697/1696 é cedo de mais para o chamado de Abraão.

6.Achados no Templo de Tirmá indicam que as civilizações


ao redor do Neguev já existiam no século XIV, dando a
possibilidade que os amonitas e moabitas já perambulavam no
território que Moisés narra no Exodo.
A ROTA DO ÊXODO

A mesma certeza que temos para a data do êxodo, temos para a rota
do êxodo.

*******Ver mapa da rota do Êxodo *******

O ponto de partida para o Êxodo é Exo.12:37

Ransés -> Succoth (+ ou - 80 Kms.)


Succoth -> EtÔ (Exo.13:20)
Etã -> Pi-Hairote (Exo.14:2,9)

Aqui reina a questão que neste ponto não existe mar para se
atravessar. Como então Israel teria atravessado um mar neste local?
Atualmente neste locar fica o atual canal de Suez.

Existem 3 rotas para a palestina as quais Israel podería ter


percorrido:

1ª)O caminho dos filisteus, contornando o mar mediterrâneo.

2ª)Pelo deserto de Shur.

3ª)Pelo deserto de Sin (Sinai), o indicado pela Bíblia.

Após a travessia do mar, vão para Baal Sefon

Esta rota é definida por Exo.15:22-23

Se o cruzamento ocorreu na parte superior do Mar, entre o Mar


Vermelho e os Lagos Amargos, estes não teriam chegado a Marah em 3
dias devido à grande distância. A maior possibilidade é de o
cruzamento do mar é no Mar Vermelho.

Exo.13:18 apresenta uma possibilidade contra a 1ª rota


(caminho do mar ou dos filisteus:

"Porém Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto


do Mar Vermelho;..."
O próximo ponto de parada, de acordo com Exo. 15:27, foi Elim,
onde se encontraram com 12 fontes de água doce
(possivelmente um oasis).

A próxima parada, de acordo com Exo.16:1, está entre Sim e Elim,


conhecido como o Acampamento Beira-Mar. Neste locar Israel venceu a
batalha e pediram carne.

Logo em seguida, viajaram até Refidim (Exo.17:1), que é


conhecido como o Monte Orebe. Em Refidim Deus deu água para o
povo, e foi aí que Moisés bateu na rocha, desobedecendo uma ordem
divina. De acordo com Exo.17:7, Moisés chamou este lugar de Massá e
Meribá, que significa "contenda e tentação".
De acordo com Exo.19:1-2, a próxima parada se deu no Monte Sinai,
após 60 dias desde a saída do Egito. Mais 2 meses e meio de
peregrinação, estes poderíam chegar à CanaÔ.

Permaneceram no Sinai 40 dias e após estes, levantaram as


barracas e seguiram para Cades-Berneia, chegando lá 40 dias depois
(Num.13:3,26, 33:36 tráz a rota correta do êxodo). Está área é
chamado de Grande Deserto, e foi nela que Moisés foi pastorear as
Ovelhas.

No Monte Hor, Arão foi sepultado. Foi nesse monte que Moisés
recebe os conselhos de seu sogro para que se distribuisse as tarefas,
pois este não aguentava mais tudo sozinho.

O ÊXODO E A MANIFESTAÇÃO DO PODER DE DEUS

A palavra "EXODUS" é uma palavra latinizada pela Vulgata Latina a


partir do grego "EXODUS", que significa saída, partida, ou até
caminho de saída.

O propósito do livro é nos expor a maravilhosa intervensão divina


a um povo que não merecia. Nos ensina a depositar a nossa confiança em
Deus e seguir-Lhe onde quer que nos dirija.

Uma questão que poderia ser levantada é o porque Deus esperou


tanto tempo para levar o Seu povo e ainda disse para Abraão que
seu povo seria escravo 430 anos? Como interpretar a Deus em toda
essa história? - Deus trabalha assim e não temos o porque questionar
a Deus.

Apesar do aparente esquecimento de Seu povo, Deus usa Moisés


como instrumento para libertar o Seu povo. Toma-o e prepara-o
durante 40 anos, para que o seu orgulho fosse morto e para que,
assim, pudesse dele se utilizar.
MOISÉS -> MOSHÁ -> FILHO

Este nome foi hebraizado, e de MASHÁ passou para MOSSÁ. MOSSÁ é


da raiz hebraica MASSÁ = extrair, tirar, sacar.

MOISÉS -> MOSSÁ = extrair, tirar

MOSSÁ (particípio ativo hebraico) =


"um que foi tirado, um que foi extraido ou sacado"

A interpretação "tirado das águas", não tem no original, mas lhe


foi atribuída devido a seu livramento das águas.

A mÔe adotiva lhe deu onome de FILHO (possivelmente um título


alado de um deus); a mÔe natural lhe deu o nome de "QUEIRA DEUS TIRAR
O SEU POVO".

Moisés, portanto, é uma figura de Cristo:

1.Ambos tem adolescência desconhecida;

2.Ambos foram escolhidos para libertar o povo de Deus, um da


escravidão física e o outro da escravidão espiritual.

Moisés era da tribo de Levi (Exo.2:1). A família de Levi estava


dividida em 3 sub-famílias (Exo.6:16-20):

1ª)Meraritas
2ª)Gersonitas
3ª)Coatitas

Os pais de Moisés eram Anram e Joquebede.

De acordo com a história egípcia, as princesas e mulheres de


Faraó tomavam banho num lugar reservado do rio Nilo.

Existem histórias que narram que as crianças indesejadas eram


deixadas dentro do rio e em cestos. Esta era uma prática comum na
época, principalmente com crianças bastardas, filhas de profetizas do
templo. Essas crianças eram oferecidas ao deus das águas.

Joquebede descobre que o único meio seguro para se salvar a


criança, era soltá-la no Nilo, e a conduz justamente á area de banho
das princesas.

Moisés passou a ser um HARIM. Estes eram os filhos de Faraó,


legais ou de concumbinas. Geralmente um Faraó possuia um HARIM.
Estes HARIM era educados pelos secerdócios egípcios sob os
cuidados da princesa mais velha, no entanto, essas crianças não
podiam começar a ser educadas antes dos 13 anos de idade. Antes
disso eram deixadas sob os cuidados de babás.

Os HARIM eram educado na leitura; escritura; na


transcrição de obras clássicas; na administração civil;
habilidades manuais; defesa pessoal e estratégias militar. Após
completar seu curso, serviam em todas essas atividades como
administradores, engenheiros, etc.

Moisés, mesmo sendo um HARIM, identificou-se com o povo hebreu


a ponto de matar um egípcio para defende-lo. No entanto, parece que o
povo hebreu não tinha a Moisés como um hebreu, pois o questionaram se
mataria também um deles quando tentava apasiguar uma discussão.

Os midianitas era um povo semi-nômade, pois, de acordo com a


Bíblia, moravam em vários lugares:

Moabe (Gen.30:15)
Palestina (Gen.37:28)
Sul da Península do Sinai (Num.10:29-32).

Estes eram filhos de Abraão com Quetura, 2ª mulher (após a morte


de Sara).

O sogro de Moisés, Getro, era um sacerdote midianita (pagão)


(Gen.3:1), também identificado como RAGÜEL (de acordo com a LXX) =
"Amigo de Deus".

Moisés casou-se com a filha mais velha de Getro, Zípora


(Exo.3:28).

O CHAMADO DE MOISÉS

O rude pastor é convidade a assumir o papel de líder. O chamado


era tão radical que Moisés responde com uma certa objeção.

O diálogo entre Deus e Moisés

O diálogo entre Deus e Moisés apresenta vários temas


teológicos:

A REVELAÇÃO DO NOME DIVINO

Deus convida a Moisés para libertar o Seu povo, mas Moisés levanta
a primeira objeção. Esta foi causada pela incongurência (2 coisas que
não batem) entre a posição de Moisés e a tarefa ocupada,
assinada nele. Era dois extremos, chamar um boiadeiro para falar com
o presidente.

Moisés, diante dessa incongruência responde com objeções:

1ª)QUEM SOU EU PARA ESSA TAREFA? (Exo.3:11)

Deus escolhe a Moisés, independentemente de quem ele era. Deus


já vê a grandeza do homem quando este reconhece suas limitação.
É exatamente aí que Deus pode usar a pessoa, pois ela depende de Deus.

Esse insignificante "QUEM SOU EU?" precisava depender do "GRANDE


EU SOU".

Deus responde a Moisés com uma promessa incondicional (v.12)


- "Certamente eu serei contigo". Não era o pastorzinho de ovelhas que
iria diante de Faraó, mas Deus em sua pessoa.

Moisés, ainda não satisfeito, coloca uma segunda objeção:

2ª)O QUE LHES DIREI diante de Seu nome? (v.13).

Deus então revela para Moisés um tríplice nome (v.14-15)

1º)EU SOU O QUE SOU


2º)EU SOU ME EVIOU A VÓS
3º)O DEUS DE ABRAÃO, DE ISAQUE E DE JACÓ

O NOME DE DEUS

Por que era necessário que Deus se manifestasse a Moisés nessa


tríplice menção do Seu nome? O que está implícito?

O nome e Deus é muito profundo, e para entendê-lo


precisamos saber o que implica um nomem no V.T.. No V.T. o nome
representava a própria existência, caráter, personalidade do
indivíduo. O pai não dava um nome a seu filho apenas por dar, mas
orava para que o significado desse nome refletisse o caráter
representado no nome. Portanto, a revelação do nome de Deus, era
muito mais profunda que apenas o conhecimento desse nome, mais
implicava a revelação de Seu caráter, Sua personalidade.

Conhecer o nome de alguém significa entrar num


relacionamento intimíssimo. Era participar da vida desse
indivíduo.

O conhecer o nome de Deus para Moisés implicava entrar num íntimo


relacionamento com Deus. O que o povo de Israel, bem como Moisés
queria saber é o quem era Deus naquele presente, e não o Deus
passado, que se ouvia dizer. Moisés não conhecia ao Deus do presente,
mas O conhecia apenas de falar, e desejava conhece-Lo pessoalmente

Tem muita gente que fala do Jesus dos outros e não o seu Jesus.

Exo.23:20-21 - A importância do próprio nome de Deus estava


presente no Anjo que foi enviado adiante de Moisés.

Exo.3:18-23 - Deus revelava para Moisés quem realmente Ele era.


Ao nome de Deus ser apregoado, Deus manifestaria quem realmente
Ele era.

Aqui entra a questão do não tomar o nome de Deus em vão. O


desconhecimento de Deus leva a desagradar a Seu nome. Irreverência deve
ser o seu comportamento unipresente diante de Deus, e a
irreverência é uma atitude do coração humano e não apenas uma
forma exterior.

Moisés finalmente, após essa manifestação divina, chega a


conhecer o nome de Deus. Este parece ser o único ser a conhecer o nome
de Deus como O conhecemos na era cristÔ. Deus limitou o
conhecimento de homem para com Ele e tolerou o homem em seus
pecados, devido a falta de visão do homem. É uma limitação do
povo. A única linguagem falada pelo V.T. era "pedra", castigo, e não
amor.

Exo.34:5-7 parece falar de Jesus Cristo e Moisés


conhecendo verdadeiramente a Deus. Moisés viu, pela primeira vez o Deus
aqui descrito, o qual o povo de Israel nunca O conheceu. Quando o
nome de Deus foi apregoado a Moisés, ele passa a ter uma visão clara
de quem era Deus. Deus começou a se revelara à Moisés na sarça
ardente e, somente no Sinai (Exo.34:3-7) é que terá uma visão de quem
realmente era Deus.

Enquanto não se tem um encontro pessoal com Cristo, de nada


adianta conhece-Lo, apenas de falar. Só os amigos de Deus, que
tiveram um encontro pessoal com Ele, é que já estão nos céus, ou foram
arrebatados.

Moisés estava disposto a dar sua vida para que Deus


salvasse o povo, refletindo assim o Deus que conhecia. Moisés
tipifica claramente, aqui, a Cristo e Sua obra. Este é o
relacionamento horizontal do cristianismo.

Foi em base a essa amizade de Moisés e Deus que ele pode falar
da maneira como falava com Ele.
O tetragrama YHWH

Os hebreus não pronunciavam o nome de Deus. Por isso, os


copistas recusavam-se a copiar as vogais de Seu nome. Somente os
massoretas é que reincluiram as vogais neste nome.

A tradução "EU SOU O QUE SOU" não aparece no texto


original, é uma interpretação dos massoretas do tetragrama YHWH.
Estes, não querendo traduzir e nem colocar vogais no nome de Deus,
traduziram "EU SOU O QUE SOU", mas o nome que Deus pronunciou para
Moisés no Sinai foi Y_H_W_H.

Cristo, conhecendo o conceito hebraico do "EU SOU", se


identifica como o "EU SOU". Por isso, o título está "correto",
apesar de não ter nenhuma ligação com Y_H_W_H.

MOISÉS - O PROFETA

3ª)EU NÃO SEI FALAR

Na sequência do chamado divino (Exo.4:10), Moisés levanta uma


nova objeção - "Eu não sei falar" - No entanto Deus,
maravilhosamente, diz que lhe ensinaria o haveria de falar.

Mais uma fez, no 4:13, Moisés tenta recusar, apesar de tantas


evidências.

O verso 4:14, apresenta o caráter humano sendo aplicado à Deus no


fato de Deus se irar contra Moisés.

A relutancia de Moisés para aceitar o chamado, evidencia as


características ou posição assumida por um verdadeiro profeta ao
receber o chamado divino:

1.)Geralmente o profeta é relutante para aceitar o chamado.

2.)Não é a mensagem do homem que se dará, mas a mensagem de Deus,


apesar da relutância do enviado. O verdadeiro profeta submete suas
idéias, seus interesses e seus desejos para aquele que o enviou.
Quando Deus manda ele vai, mesmo sem querer (v.16)

Moisés foi comissionado na forma característica do profeta


bíblico:
1.)E disse Deus;
2.)E disse o Senhor.

AS PRAGAS DO EGITO

Por causa da relutância de Faraó em deixá-los ir, aparecem as


pragas do Egito. Esta estão divididas em 3 grupos:

*A 10ª praga não aparece porque Moisés e o povo já estavam se


preparando para sair. Moisés não estava presente quando o anjo
exterminador passou.

As pragas tinham como propósito atingir alguma deidade divina,


como quadro a seguir:

AS PRAGAS E OS DEUSES DO EGITO

CONTRADIÇÕES

Em 1958, o Dr. Alexandre, em suas pesquisas, diz que cada uma das
pragas do Egito, na realidade, foram eventos naturais que ainda hoje
acontecem na região do Nilo.

1ª PRAGA - Rio em Sangue

Todo ano, na área do delta do Egito, o Nilo transborda por causa


das chuvas torrenciais no deserto. Na região de Abisínia, no alto
Egito, a terra é vermelha. Com essas chuvas do deserto, os chamados
MANSSON (chuvas torrenciais no deserto) fazem a água parecer
sangue, vermelha, e quando isso acontece, morre a vida da água devido
à perda do oxigênio.

Quando a água do Nilo entra em contato com essa terra


vermelha, microorganismos, chamados flagelíferos, tornam o rio
vermelho e fedorento, dando condições para matar todos os peixes. Isso
acontece em Junho a Agosto (verão).

2ª PRAGA - RÔs

Aparecem como um acontecimento natural da 1ª praga. Quando os


peixes do rio morrem e apodrecem, as rÔs saem da água e invadem as
cidades em número de milhares de milhares.

As rÔs então levam um organismo chamado Bacillus Andrasis -


bactéria fatal, que ao entrar em contado com os animais os matam,
causando assim a 5ª praga.
3ª e 4ª PRAGAS - Piolhos, Mosquitos e Moscas

As moscas e mosquitos são produzidos pelas condições


putrefatas do rio e de milhares de rÔs mortas, fato que ainda
acontece no Egito.

5ª PRAGA - Pestes dos animais

Com a contaminação das rÔs e não se tendo mais o que comer,


passam a ingerir as rÔs e com ela se contaminam.

6ª PRAGA - Úlceras ou sarnas

Causadas pelas picadas dos mosquitos.

7ª PRAGA - Granizo

Quando o MANSSON termina, o outono começa a chegar. Com o choque


de ar frio e quente, produz-se granizos (agosto-setembro), e estes
acabam com a plantação de trigo.

8ª PRAGA - Gafanhotos

O granizo geralmente destruia as plantações de cevada, mas não o


trigo. No entanto, o trigo ficava verdinho e com a falta do alimento
no deserto, os gafanhotos iam em busca do trigo.

9ª PRAGA - Trevas

De acordo com o Dr. Alexandre, que descreve


apropriadamente o HAMSIN - tormenta de areia (desértica) (palavra
egípcia. Os árabes chamam estes HAMSINS de XIROCO). Quando esta
tempestade chega, o dia fica escuro como a noite. Estas pragas
geralmente batem no mês de Fevereiro e Março, no Egito, segundo
Alexandre, e dura de 2 a 3 dias.

10ª PRAGA - Morte dos primogênitos

Não tem nenhuma explicação natural.

Este é o posicionamento da ciência.

O ENDURECIMENTO DO CORAÇÃO DE FARAÓ

Oito vezes no livro de Exodo é encontrada a fraze: "E


endureceu Deus o coração de Faraó" (Exo.4:21, 7:3, 9:12, 10:1, 20, 27,
11:10, 14:8).
Sete vezes aparece a frase: "O Faraó endureceu seu próprio
coração" (Exo.7:13, 22, 8:15, 19, 32, 9:34, 35).

Duas vezes aparece a frase neutra: "O coração de Faraó era duro"
(Exo.7:14, 9:7).

Como nós devemos interpretar se por um lado o coração de Faraó


já era duro; Faraó endureceu o seu coração e Deus endureceu o coração
de Faraó.

Existe uma linha de comentaristas que dizem que Faraó


endureceu seu próprio coração. Estes alegam dizendo que Deus não
poderia nunca ter endurecido o coração de Faraó, pois estaria indo
contra a Sua própria vontade. Ainda dizem que toda vez que aparece esta
frase que Deus endureceu o coração de Faraó, é questão se semântica,
de linguagem. Ainda acrescentam que se Deus tivesse endurecido o
coração de Faraó, estaria negando a questão deo livre arbítrio.

A outra posição que Deus estava envolvido endurecendo o coração


de Faraó, dizem eles: "Havia um propósito pelo qual Deus precisava
endurecer o coração de Faraó. Exo. 10:1-2 é um dos motivos:
Mostrar para Israel quem os tinha tirado com mão forte. O segundo
motivo (Exo. 7:1-5) era mostrar para os Egípcios quer era Javé.

Romanos 9:14-18 diz que Deus endurece a quer quizer.

A 3ª posição diz que o endurecimento do coração de Faráo foi


tanto um ato individual quanto um decreto divino. Na mente semítica,
tudo o que acontece nesta vida, quer bom, quer mal, foi Deus quem o
fez.

Moisés não via nenhum problema se foi Faraó que endureceu o seu
coração ou se foi Deus que o endureceu. Eles aceitavam a guia divina
e pronto.

Para Israel e para Moisés, Deus sempre é a primeira causa de tudo


o que acontece e não nega a realidade da responsabilidade moral
individual.

Uma vez que o Espírito de Deus se afastou, o coração de Faraó


ficou duro, mas para os antepassados, tudo era causado por Deus.

* "O meio pelo qual Deus endureceu o coração do homem não é


necessáriamente uma intervenção extraordinária de Sua parte. Pode ser
através das experiências ordinárias da vida operando através dos
princípios e caráter da natureza humana, os quais são desígnios
divinos".