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ESTADO DE MATO GROSSO

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA


UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TANGARÁ DA SERRA

BRUNO SOARES FERREIRA DE SANTANA

ANÁLISE DO ICMS ECOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA –


MT.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em forma de artigo como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis da Universidade do Estado de Mato
Grosso – UNEMAT, conforme Instrução Normativa 001/2009- CIC de TCC do Curso de
Ciências Contábeis – Campus de Tangará da Serra MT.

A banca foi composta pelos professores abaixo relacionados

Prof.a - Ma – Fabiana P. L. Lancelotti de Oliveira


Orientador (a)

Prof.a - Drª – Maria Helena Rodrigues Paes


Curso de Letras - UNEMAT

Prof. - Me – Carlos Rezende de Pádua Júnior.


Curso de Ciências Contábeis - UNEMAT

Tangará da Serra MT, 2017.


2

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a Jesus que me ajudou e aos meus pais Dinalva e Erivaldo pelo
amor, apoio e paciência dispensados a mim sempre.

AGRADECIMENTOS
Agradeço ao meu Deus por estar comigo em todos os momentos e por me conceder
oportunidades de conhecimento, como a que este trabalho representou para minha vida.
Á minha família, meus pais Erivaldo e Dinalva e meus irmãos Fernando e Sara.
Aos amigos, as pessoas que conheci na UNEMAT, companheiros de trabalho, irmãos
da igreja. Todos representaram um importante papel na minha vida, seja me animando, me
aconselhando, orando por mim ou simplesmente me ouvindo.
Á minha orientadora, professora Fabiana, pela tamanha paciência e perseverança
investida em mim, pela disponibilidade que sempre demonstrou, por me fazer compreender na
fase de elaboração deste trabalho que não estava simplesmente realizando algo para cumprir
com uma obrigatoriedade exigida pelo curso, mas concluindo uma importante etapa da minha
vida enquanto estudante, fazendo ciência.
Aos docentes do curso de Ciência Contábeis, técnicos, pessoal de apoio e a todos que
direta ou indiretamente deixaram sua parcela de contribuição para que todos nós alunos
pudéssemos desfrutar de um ambiente propício ao aprendizado.
Muito obrigado UNEMAT!
3

RESUMO:

O ICMS Ecológico consiste basicamente numa compensação repassada pelos estados às


entidades municipais, que podem assim auferir ganhos com suas áreas de preservação e
também incentivá-las para que valorizem seus ativos ambientais estabelecidos por lei
estadual. O ICMS ecológico é distribuído aos municípios por meio de critérios ambientais.
Neste contexto, o presente trabalho buscou responder a seguinte questão problema: Quais são
as características do ICMS Ecológico em Tangará da Serra - MT? A abordagem da pesquisa é
predominantemente qualitativa de natureza descritiva, sendo que os procedimentos técnicos
utilizados foram: entrevistas com gestores do setor público e análise bibliográfica. Para
responder à questão problema foram utilizadas três variáveis: ICMS Ecológico, Legislação
Ambiental e Entidade Pública Municipal, de modo que seus resultados foram
respectivamente: Entidades públicas podem aumentar suas receitas através de suas Unidades
de Conservação; O Código Ambiental Municipal encontra-se desalinhado com a vinculação
do ICMS Ecológico; as Entidades Públicas Municipais recebem o repasse de 5% pelo critério
Unidades de Conservação/Terras Indígenas em Mato Grosso.

Palavras-chave: ICMS Ecológico. Legislação. Entidade Pública Municipal.

ABSTRACT:

The Ecological ICMS basically consists of a compensation passed on by the states to


municipal entities, which can thus earn gains from their preservation areas and also encourage
them to value their environmental assets. The ecological ICMS is distributed to municipalities
through environmental criteria. In this context, the present work sought to answer the
following problem question: What are the characteristics of Ecological ICMS in Tangará da
Serra - MT? The research approach is predominantly qualitative of a descriptive nature, and
the technical procedures used were: interviews with public sector managers and in-depth
bibliographic analysis. In order to answer the problem question, three variables were used:
Ecological ICMS, Environmental Legislation and Municipal Public Entity, so that their
results were respectively: Public entities can increase their revenues through their
Conservation Units; The Municipal Environmental Code is out of alignment with the binding
of the Ecological ICMS; The Municipal Public Entities receive the transfer of 5% by the
criterion of Conservation Units / Indigenous Lands in Mato Grosso.

Keywords: Ecological ICMS. Legislation. Municipal Public Entity.

1 INTRODUÇÃO

Para viabilizar suas necessidades socioeconômicas, os seres humanos provocam


impactos no meio ambiente que resultam em transformações positivas ou negativas
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(CARVALHO et al., 2010). As transformações negativas vêm sendo manifestadas pelos


fenômenos naturais, como tsunamis, terremotos, altas radiações solares, estações
desordenadas, resultado da exploração desordenada na natureza, tanto pelas pessoas como
pelas empresas (NAUJACK; FERREIRA; STELA, 2011). Tal situação tem despertado o
governo, as empresas e a sociedade para discutirem alternativas de preservação, recuperação e
reciclagem dos recursos naturais (CARVALHO et al., 2010).
Em tal contexto, Oliveira et al. (2010) afirma que, de certa forma, os seres humanos
estão despertando, dando lugar às discussões sobre o tema sustentabilidade, buscando
alternativas ao consumo dos recursos naturais de maneira responsável.
Foi a partir do século XX que a humanidade passou a se preocupar com o meio
ambiente, depois dos grandes impactos da colonização europeia no século XVI, marcado
pelas grandes devastações florestais oriundas das mudanças ocorridas no modo de produção e
no aumento da população nesse período. Foi neste período que se deu a promulgação de leis
ambientais que amparam medidas de preservação e proteção à natureza, como exemplo, a
criação do Código Florestal Brasileiro de 1994 por meio da Lei Federal nº 4.771 de 15 de
Setembro de 1995 (RIBEIRO, 2008).
Aliás, a Carta Magna em 1988 aborda sobre as questões ambientais no capítulo VI e
artigo 225, dando-nos o direito ao ambiente ecologicamente equilibrado e estabelecendo o
dever coletivo de defesa e preservação deste. Entretanto, as leis que tratam da preservação não
foram suficientes para barrar a onda de devastações florestais (KAMIMURA; FERNANDES,
2012; RIBEIRO, 2008).
Diante destes problemas ambientais mencionados por Ribeiro (2008) e Naujack,
Ferreira e Stela (2011), busca-se por soluções para um desenvolvimento sustentável, sendo
necessária a participação de todos os envolvidos no processo de preservação (HEMPEL,
2008). Gestores públicos criam medidas legais que resultam em mecanismos sustentáveis,
como por exemplo, no Brasil criou-se a Secretaria Especial do Meio Ambiente em 1972
(SEMA), que instituiu a base para o controle da poluição e a criação de unidades de
conservação da natureza (BOTELHO et al., 2007; OLIVEIRA; LEONARDO, 2007).
Uma das ações que visam o estímulo da utilização responsável dos recursos está no
desenvolvimento de políticas públicas que têm a finalidade de propiciar condutas
ambientalmente corretas, como os incentivos fiscais (FERREIRA et al., 2015).
Neste cenário, Ferreira e Vasconcellos Sobrinho (2011) afirmam que existem estudos
do Poder Legislativo dos estados que objetivam a criação de instrumentos que buscam
incentivar a preservação das áreas protegidas pelos municípios. Dessa forma, os entes
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municipais são vistos como aliados dos estados na gestão das áreas de preservação ambiental
amparadas pela federal Lei 9.985 de 18 de julho de 2000 (BRASIL, 2000), onde foi instituído
o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUCN), o qual regulamenta
as questões da utilização das áreas protegidas que são destinadas a preservação de
ecossistemas naturais.
Neste contexto, o ICMS ecológico (ICMS-E) foi criado para compensar
financeiramente os municípios que têm restrições para uso de áreas protegidas, além de
incentivar políticas públicas ambientais (FERREIRA; VASCONCELLOS SOBRINHO, 2011;
FERREIRA, 2015; VEIGA NETO, 2000; SOUZA; NAKAJIMA; OLIVEIRA, 2012).
O ICMS-E corrobora com a modernização das políticas públicas ambientais,
contribuindo para a “...gestão de ativos ambientais, públicos, particulares, indígenas,
comunidades tradicionais, entre outras prioridades ambientais, tais como a conservação dos
mananciais de abastecimento” (LOUREIRO, 2008, p. 10).
Conforme o exposto no decorrer deste estudo, observa-se que há uma relação de
proteção entre o ICMS-E para com as unidades de conservação (UC’s). Essa relação acontece
pelo fato das UC’s serem ativos ambientais de interesse público, assim sua existência
possibilita aos municípios o recebimento de recursos com ICMS-E. Consequentemente, a
relação entre o ICMS-E / UC’s ganha um aliado que é a contabilidade.
Neste sentido, entra em cena a contabilidade ambiental, que também se preocupa
com a preservação do meio ambiente e consequentemente com os ecossistemas naturais,
contribuindo neste sentido com relatórios que apresentam informações de sustentabilidade.
(OLIVEIRA et al., 2010). Nessa mesma linha, Brown e Fraser (2006) contribuem com o
entendimento de que a contabilidade social e ambiental tem como papel fornecer informações
para fins de prestação de contas.
Neste ponto, a contabilidade social e ambiental levará a informação tanto à
população quanto para a administração pública, evidenciando ativos e passivos ambientais nas
demonstrações contábeis e registrando o patrimônio público. Sendo necessário para isso, fazer
com que informações sobre o meio ambiente estejam presentes nos relatórios públicos.
(LIMA, 2004).
A cidade de Tangará da Serra foi o local de estudo da temática deste artigo. O
município está localizado no estado de Mato Grosso, com área total de 11.323,685 Km² e
população estimada, em 2016, de 96.932 mil habitantes (IBGE, 2016). A cidade é abrigo de
unidades de conservação e terras indígenas, que representam mais de 50% da área total do
município, pelas quais a cidade recebe ICMS Ecológico desde 2002 (SEMA, 2016).
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Diante do exposto, surge a questão problema: Quais as características do ICMS


ecológico no município de Tangará da Serra? Amparando a problemática, está o objetivo
geral com o critério de analisar as características do ICMS ecológico no município de Tangará
da Serra, priorizando as unidades de conservação.
Os objetivos específicos foram: Analisar o ICMS ecológico no município Tangará da
Serra - MT, amparando-se em leis, por meio de entrevistas com gestores públicos do
município e por meio de pesquisa bibliométrica aprofundada.
Dessa forma, a escolha do tema tratado neste trabalho se justifica pela grande
repercussão do ICMS-E nos estados brasileiros (FERREIRA; VASCONSELLOS
SOBRINHO, 2011; VEIGA NETO, 2000), além de ser um tema de interesse comum aos
cidadãos tangaraenses por esclarecer sobre um recurso arrecadado pelos cofres públicos
estaduais, sendo em parte distribuído aos cofres públicos municipais. A pesquisa contribui
para a contabilidade ambiental ao aprofundar-se sobre um mecanismo de defesa dos ativos
ambientais, a fim de direcionar futuras pesquisas sobre o tema. (LOUREIRO, 2008).
A estrutura deste artigo foi organizada da seguinte forma: a seção 2, intitulada
Referencial Teórico, trata das questões relacionadas a aspectos históricos e conceituais do
ICMS ecológico, sua natureza compensatória e incentivadora, as contradições apresentadas
por alguns autores sobre a aplicação desse recurso nos diferentes estados brasileiros bem
como a legislação e os critérios de distribuição nos estados.
A seção 3, Metodologia, tratará dos procedimentos usados na elaboração do trabalho.
A seção 4 abordará os Resultados e Discussões das entrevistas realizadas com gestores
ambientais em Tangará da Serra, bem como os dados obtidos por meio de recuperação
documental dos valores repassados pelo estado desde o início do recebimento do ICMS
ecológico pelo município. A seção 5 apresentará as considerações finais do trabalho, com
observações sobre os resultados encontrados e demais apontamentos.
Na sequência trata-se as referências bibliográficas que ampararam a pesquisa.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

Nesta seção serão abordados alguns conceitos sobre ICMS-E, sua origem e
características, tendo como base trabalhos relacionados ao tema proposto.
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2.1 ASPECTOS HISTÓRICOS E CONCEITUAIS DO ICMS ECOLÓGICO.

O Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre a


Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS)
tem como base legal o art. 155, II, da Constituição Federal do Brasil, além da Lei
Complementar 87/96, constituindo o principal tributo de competência estadual. A propósito, a
função predominante do ICMS é fiscal, servindo para arrecadar recursos financeiros ao estado
(MENDES, 2009).
A título de exemplo, Mato Grosso em 2015 obteve as seguintes arrecadações de
impostos estaduais: ICMS - R$ 7.876.823.866,01; IPVA - R$ 537.157.904,80; e ITCD - R$
79.025.344,34; sendo que o ICMS teve a participação de 83% na receita própria do Estado de
Mato Grosso (MATO GROSSO, 2015).
A Constituição de 1988 determina que 25% das receitas com ICMS devem ser
repassadas pelos estados aos municípios, sendo que ¾ dos 25% sejam repassados conforme o
critério do valor adicionado gerado em cada município. (FERNANDES et al., 2011). O valor
adicionado corresponde à participação do município na arrecadação do imposto (ALMEIDA,
2009). Para melhor compreensão segue exemplificado na Fig. 1:

Figura 1 – Divisão Constitucional dos repasses do ICMS aos municípios

PARTE A PARTE B

Fonte: Adaptado de Faria (2016).

Como demonstra a Fig. 1, ¼ dos 25% de ICMS que pertencem aos municípios,
representado pela cor laranja, será distribuído pelos critérios que os estados determinarem em
lei. Quando um estado inclui critérios ambientais para fazer esta distribuição, tal critério é
denominado ICMS-E. Dependendo do estado também pode ser chamado de ICMS Verde,
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ICMS Socioambiental ou critério ecológico de distribuição. O estado do Paraná foi o pioneiro


no Brasil a considerar o critério ambiental na Constituição Estadual em 1989 (MENDES,
2009; MOURA, 2015).
Neste contexto, o ICMS Ecológico foi proposto primeiramente no Paraná em 1991,
devido alguns de estes municípios alegarem que suas economias estavam sendo prejudicadas
pelas restrições de uso do solo. Isto pelo fato destes municípios possuírem mananciais de
abastecimento para cidades vizinhas ou por fazerem parte das áreas de Unidades de
Conservação, não podendo realizar grandes investimentos nestes locais (FERNANDES et al.,
2011; LOUREIRO, 1994).
Diante disso, Fernandes et al. (2011) afirma que o Governo do Paraná optou por
reformular os critérios de distribuição do ICMS, beneficiando os municípios com recursos
adicionais. Neste contexto, Zaparoli et al. (2014) afirma que essa nova maneira de
distribuição ficou conhecida como ICMS ecológico, tendo como objetivo incentivar os
estados brasileiros a participar cada vez mais na preservação do meio ambiente.
Em síntese, Gomes (2012) afirma que o ICMS ecológico não se trata de um novo
tributo, nem ônus financeiro ao estado e muito menos aumento da tributação aos
contribuintes, pois consiste na adoção de critérios envolvendo o meio ambiente para a
distribuição do que já é arrecadado pelos cofres públicos estaduais. Além disso, observa-se
que cada estado estabelece seus critérios para rateio do ICMS ecológico. (MENDES, 2009).
Atualmente são 17 estados brasileiros que aderiram ao critério ecológico de repasse do ICMS.
(ICMS ECOLÓGICO, 2016).
Em seguida será abordado sobre a natureza compensatória e incentivadora do ICMS-
E como instrumento de preservação ambiental.

2.2 NATUREZA COMPENSATÓRIA, INCENTIVADORA E CONTRADIÇÕES.

De acordo com Oliveira e Leonardo (2007), o objetivo do ICMS ecológico é


compensar os municípios por terem a sua possibilidade de gerar receita reduzida, devido à
impossibilidade de explorar economicamente áreas legalmente destinadas a unidades de
conservação, como exemplo. A propósito, a base para essa compensação está na Constituição
Federal, que nomeia os Estados e os Municípios como responsáveis pela preservação e
proteção das florestas, não devendo constituir um empecilho para o crescimento econômico
dos municípios (RIBEIRO, 2008). Esta é uma característica dos chamados instrumentos de
política pública, que segundo Nascimento et al. (2014), fornecem incentivos ao controle da
9

poluição ou outros danos ambientais, permitem que o custo social de controle ambiental seja
menor e podem fornecer aos cofres do governo local a receita de que tanto necessitam.
Além da característica compensatória, Loureiro (1994), um dos principais
pesquisadores sobre o tema, observou que no Paraná muitos municípios que não tinham UC’s
começaram a se preocupar em criá-las. Diante disso, tanto Loureiro (1994) como Paula (2013)
consideram que o ICMS-E atue como incentivo à preservação ambiental, direcionando os
municípios a assumirem condutas de preservação ao se preocuparem em ampliar e melhorar a
qualidade da preservação das unidades de conservação para auferirem mais recursos com
ICMS-E. Nesta mesma linha, Merlin e Oliveira (2016) afirmam que o instituto do ICMS
ecológico funciona como incentivador de comportamentos. Isso quando os municípios
procuram adequar-se aos requisitos socioambientais obrigatórios para o recebimento do
recurso.
Some-se a isso, a legislação do ICMS ecológico e a sua prática pelos estados vem
sendo usada como modelo internacional de instrumento de incentivo à preservação,
contribuindo para o crescimento das unidades de conservação, áreas geográficas destinadas à
preservação de recursos naturais (GOMES, 2012; RIBEIRO, 2008).
Tomando como exemplo o estado do Paraná, observa-se um crescimento em hectares
em sua Área de Preservação Ambiental após o recebimento do ICMS-E, fato que comprova
que além de trabalhar como uma compensação para os municípios paranaenses, o recurso
também atuou como incentivo para a criação de novas Unidades de Preservação no estado
(ROSSI; MARTINEZ; NOSSA, 2011). O que também foi observado em Minas Gerais,
destacando-se com o Paraná como estados que obtiveram resultados positivos com a
aplicação do ICMS ecológico (BORGES, 2015).
Contudo, apesar de a literatura até então apresentada atribuir ao ICMS-E a
características positivas, há quem discorde do fato. O quadro abaixo apresenta um rol de
autores que questionam a aplicação dos recursos com ICMS Ecológico:

Quadro 1 – Autores que questionam a aplicação e as características incentivadora e compensatória do


ICMS Ecológico.
Autor Argumentos contraditórios a aplicação/distribuição do ICMS Ecológico.
Euclydes Questiona a distribuição do ICMS Ecológico em Minas Gerais para custear instalações de sistemas de
(2013) saneamento ambiental, o que seria parte das obrigações dos municípios previstas por Lei.
Qualifica o critério de unidades de conservação como de pequena expressividade pelos valores pagos por
área protegida serem ínfimos se comparando a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos
Minerais (CEFEM), recursos recebidos pela atividade mineradora presente em alguns municípios.
Costa et al. Constataram que os benefícios obtidos pelo no Município de Guajará-Mirim-RO com relação aos recursos
(2015) de ICMS ecológico foi apenas o aumento expressivo da arrecadação municipal, não contribuindo
significativamente para a sustentabilidade ambiental.
(Continua...)
10

(Continuação...)
Mendes Afirma que em 12 anos de existência, o recurso não promoveu a criação de novas unidades de conservação
(2009) no Amapá. Além disso, o autor também menciona que a situação gera desestímulo pelo baixo percentual
recebido pelos municípios, causando desinteresse dos gestores municipais em auferir recursos gerados para
preservação do meio ambiente.
Silva e Lima Verificaram que durante os anos de 2007 a 2011 o ICMS ecológico em Pernambuco, não desempenhou o
(2014) seu papel de estimular municípios a participarem de políticas ambientais, consideradas pelos pesquisadores
como importantes para preservação do meio ambiente.
Queiroz, A receita oriunda do ICMS socioambiental não é totalmente aproveitada na conservação do meio ambiente,
Oliveira e uma vez que, não se consideram os critérios de recebimento dos recursos ambientais deliberados em lei
Silva, (2015) quando da distribuição dos valores e inexistência de políticas contínuas de preservação nos municípios.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Como observado no Quadro 1, os autores se opõem a ideia de conservação e
incentivo promovidos pelo ICMS Ecológico. A propósito, Costa et al. (2015); Euclydes
(2013); Leonardo e Oliveira (2007); Paula (2013) e Queiroz, Oliveira e Silva (2015)
esclarecem sobre a impossibilidade de se determinar que a utilização dos recursos de ICMS
ecológico sejam somente gastos com questões ambientais, por ser constitucionalmente
proibido o vínculo de impostos a despesas específicas, ou seja, o ICMS ecológico pode ser
gasto em qualquer área do município, não exclusivamente com meio ambiente.
Por outro lado, Ferreira et al. (2015) contribui que apesar de não existir impedimento
de que tais recursos sejam aplicados em qualquer área, o seu repasse está condicionado à
existência de investimentos ambientais. Este entendimento esclarece que o ICMS-E constitui
uma forma de incentivo para se investir em meio ambiente, mesmo que indiretamente,
qualquer gasto do município com questões ambientais é estimulado pelo recebimento do
recurso, ainda que o ICMS ecológico na sua totalidade não seja destinado a esse fim.
No próximo tópico serão apresentadas as normas que regem o ICMS-E.

2.3 LEGISLAÇÃO E CRITÉRIOS DE DISTRIBUIÇÃO EM OUTROS ESTADOS.

A proteção do meio ambiente está diretamente ligada a Constituição Federal, no Art.


225, onde afirma que: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem
de uso comum do povo, e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e
à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. ”
(BRASIL, 1988).
Neste sentido, conforme o art. 158 da Constituição Federal, a criação do ICMS
ecológico se dá por meio da lei, posta em discussão e aprovada nas assembleias legislativas
estaduais. A primeira lei instituída nesse sentido foi a Lei Complementar nº 59/91 no Paraná.
(MENDES, 2009).
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Os estados pioneiros que seguiram o exemplo do Paraná na criação implantação do


ICMS Ecológico foram: São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. (MOURA, 2015).
Na Fig. 2 são demonstrados os critérios de repasse do ICMS Ecológico adotados pelos
estados brasileiros, bem como os respectivos percentuais de repasse:

Figura 2 – Estados brasileiros que distribuem ICMS por critérios ambientais aos municípos (ICMS
ecológico) com seus respectivos percentuais de repasse.
AC UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. LEI 1.530
AP UNIDADES DE CONSERVAÇÃO LEI 322
ÍNDICE MUNICIPAL DE QUALIDADE LEI 14.023
CE 8%
DO MEIO AMBIENTE,
FISCALIZAÇÃO, DEFESA, LEI
GO RECUPERAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO COMPLEMENTAR 5%
MEIO AMBIENTE. 90
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E
3%
MG LEI 12.040
TRATAMENTO RESÍDUO SÓLIDO 2%
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
LEI
MS COMPLEMENTAR
MANANCIAIS DE ABASTECIMENTO
57 5%
PÚBLICO
LEI
MT
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E
COMPLEMENTAR
5%
TERRAS INDÍGENAS
73
PB UNIDADES DE CONSERVAVÇÃO LEI 9.600 5%
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO, 13%
RESÍDUOS SÓLIDOS, USINAS DE
1% 5%
PE LEI 11.899 1%
RECICLAGEM DE LIXO E PROTEÇÃO
DE MANANCIAIS, 5%
FORTALECIMENTO DA GESTÃO
PI AMBIENTAL — SELO AMBIENTAL LEI 5.813 5%
(CATEGORIAS A; B; C). 1,8%
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E 0,5%
PR MANANCIAIS DE ABASTECIMENTO LEI 9.491
PÚBLICO 5%
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
(45%), ÍNDICE DE QUALIDADE, 7%
RJ AMBIENTAL DOS RECURSOS LEI 5.100
HÍDRICOS (30%), RESÍDUOS
Estados que possuem ICMS Ecológico.
SÓLIDOS (25%).
LEI
RO UNIDADES DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTAR Percentuais de repasse total do ICMS Ecológico aos
147 municípios.
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
AMBIENTAL; TERRAS INDÍGENAS E
RS LEI 11.038
ÁREAS INUNDADAS POR
BARRAGENS.
SP UNIDADES DE CONSERVAÇÃO LEI 8.510
POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO
AMBIENTE, UNIDADES DE
CONSERVAÇÃO E TERRAS
TO INDÍGENAS, CONTROLE E COMBATE LEI 1.323
A QUEIMADAS E SANEAMENTO
BÁSICO E CONSERVAÇÃO E
MANEJO DO SOLO.

Fonte: Elaborado pelo autor com base nas informações do Portal ICMS Ecológico (ICMS ECOLÓGICO, 2016),
legislações Estaduais e IBGE (2016).
12

Conforme a Fig. 2, cada estado possui critérios ecológicos específicos, e percentuais


distintos de distribuição. Destaca-se o Tocantins (13%) e o Rio Grande do Sul (7%), como os
estados com os maiores percentuais e São Paulo com o menor percentual (0,5%).
Na próxima seção serão abordados os procedimentos metodológicos utilizados para o
desenvolvimento deste trabalho.

3 METODOLOGIA

A presente pesquisa possui característica descritiva, com abordagem qualitativa,


buscando responder a seguinte questão problema: Quais as características do ICMS ecológico
no município de Tangará da Serra? Teve como objetivo geral: analisar as características do
ICMS ecológico no município de Tangará da Serra - MT. Os objetivos específicos foram:
analisar o ICMS no município de Tangará da Serra - MT, amparando-se em leis, por meio de
entrevistas ao setor público e pesquisa bibliométrica aprofundada.
Para a coleta de dados foi elaborado um protocolo de estudo de caso aplicado por
entrevista com representantes dos órgãos municipais, sendo eles: O Secretário do Meio Ambiente,
o Prefeito Municipal e o Contador do Município. O roteiro de entrevista contém três variáveis:
ICMS Ecológico, Legislação Ambiental, Entidade Pública Municipal.
A fim de demonstrar a relevância do tema a nível internacional foi realizada uma
pesquisa bibliométrica. Para escolha dos artigos objeto da análise utilizou-se os dados dos
periódicos do Google Acadêmico. A pesquisa percorreu os seguintes passos: i) utilização das
ferramentas de busca por trabalhos que tivessem a expressão “icms ecológico” na ferramenta de
busca do Google Acadêmico, o que retornou 2.190 resultados; ii) publicações internacionais
com a expressão “ICMS ecológico” no corpo do trabalho, que apresentou 133 resultados; iii)
posteriormente os artigos foram selecionados considerando a afinidade com o tema, sendo
descartados os resultados que tratavam do “ICMS ecológico” de forma pouco abrangente,
desta seleção obteve-se uma amostra de 27 artigos.
A literatura foi sustentada pela Constituição Federal em seus artigos 158 e 167, as
Leis Complementares Estaduais nº 73/2000 e nº 157/2004, o Decreto Estadual nº 2.758, a Lei
Complementar Nº 149, de 03 de novembro De 2010. Na sequência a Fig. 3 ressalta os
critérios para seleção das fontes de dados.
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Figura 3 – Critérios para seleção das fontes de dados.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Observa-se na Fig. 3, que a seleção das fontes de dados para entrevista focou as
questões ambientais. No mesmo sentido, o referencial teórico foi desenvolvido
predominantemente por publicações que abordassem o tema ICMS ecológico, estas buscas
literárias foram realizadas por meio de: sites governamentais, livros, artigos publicados em
periódicos, dissertações, vinculando nas buscas as variáveis metodológicas.
As fontes de evidências da pesquisa, com relação aos valores de ICMS-E repassados
a Tangará da Serra, foram coletadas no portal da SEFAZ-MT. Logo, os dados foram
tabulados e comparados com as entrevistas e legislações vigentes que regem o ICMS-E em
Mato Grosso.
Na próxima secção serão apresentados os resultados encontrados pela execução da
pesquisa.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A presente pesquisa realizada no setor público, seguindo o protocolo de estudo de


caso, analisou as legislações que apresentam as características do ICMS ecológico com as
particularidades da aplicação desse critério pelo Estado de Mato Grosso, definindo: data de
implantação, critérios de repasse, valores recebidos e demais características do ICMS
ecológico em Tangará da Serra.
As primeiras questões elencadas no protocolo de estudo de caso tratam da variável
ICMS ecológico, nos principais achados das entrevistas foi confirmado que a origem do
critério ambiental está prevista na Constituição Federal, estabelecendo que um percentual de
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25 % de todo ICMS arrecadado por cada estado deve ser distribuídos aos seus municípios,
porém há regras para essa distribuição, por exemplo: representado o percentual de 25% do
ICMS Ecológico, como se fosse um percentual igual a 100%, obteremos a seguinte
distribuição no Gráf. 1:

Gráfico 1 – Critérios de Rateio do ICMS aos municípios de Mato Grosso.

Fonte: Elaborado pelo autor com base na Lei Estadual nº 157 de 20 de janeiro de 2004.

Observa-se no Gráf. 1, que Mato Grosso distribui a cota parte do ICMS aos
municípios por 5 critérios, dentre eles, o ICMS ecológico refere-se aos critérios ambientais,
que são: Unidades de Conservação e Terras indígenas, pontos abordados por todos
entrevistados. As respostas do prefeito e do secretário acrescentaram que Tangará da Serra
possui aproximadamente 51% de seu território formado por Terras Indígenas e ainda algumas
poucas Unidades de Conservação.
Nos achados das entrevistas, identificou-se que a implantação desse critério em um
estado inicia-se com a promulgação de Lei Estadual, sendo o Deputado Gilney Viana quem
propôs a Lei Estadual nº 73 de 7 de dezembro de 2000, que implantou o ICMS Ecológico em
Mato Grosso.
Conforme as análises das entrevistas, os entrevistados afirmaram que a aplicação do
ICMS Ecológico acontece em todos os setores do município. O recurso é gasto de acordo com
o orçamento municipal, não contribuindo apenas na Secretaria do Meio Ambiente, ou seja,
não é recurso exclusivo, sua aplicação é ampla. Esta informação foi justificada pelos
entrevistados devido à proibição constitucional de vincular a destinação do ICMS ecológico
para fins ambientais por ser uma receita de imposto, amparados pelo artigo 167 da
Constituição Federal, onde menciona que os únicos setores passiveis de vínculo são: a
educação, a saúde, o custeio dos empréstimos e o custeio da máquina fazendária,
15

entendimento que se assemelha ao de Costa et al. (2015); Euclydes (2013); Leonardo e


Oliveira (2007); Paula (2013) e, Queiroz, Oliveira e Silva (2015).
As respostas também esclareceram que os recursos que atualmente mantêm o Fundo
Municipal do Meio Ambiente em Tangará da Serra (FMDA) são basicamente captados de
multas, que constituem valores não muito expressivos e assim como Mendes (2009), o
secretário e o prefeito municipal apesar de considerarem que o recurso advindo pelas unidades
de conservação e terras indígenas contribua para o município, eles o consideram de pouca
expressividade.
Porém, tendo em vista que Tangará da Serra dentro do seu orçamento realiza
investimentos ambientais, o contador municipal mencionou em suas respostas que o ICMS
ecológico contribui de forma indireta para o meio ambiente, resultado que se assemelha com o
encontrado da pesquisa de Ferreira et al. (2015). Dentre os principais achados das entrevistas
estão os projetos que Tangará da Serra possui que hoje envolvem a Secretaria Municipal do
Meio Ambiente, demonstrados no Quadro 2:

Quadro 2 – Projetos de Tangará da Serra envolvendo o Meio Ambiente abordados nas entrevistas.
O Pagamento de Serviços Ambientais do Queima Pé: Um projeto que tem parceria da Universidade do Estado de Mato
Grosso de Tangará da Serra (UNEMAT), a WWF, Agencia Nacional das Águas, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e
da Assistência e Extensão Rural (Empaer). Esse projeto envolve a área do rio que abastece o município o “Queima Pé”
que envolverá cerca de 5.000 hectares objetivando a conservação, manutenção, a ampliação da nascente deste rio e seus
afluentes até a barragem e captação do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Tangará da Serra (SAMAE). O
projeto Produtor de Água prevê pagamentos aos proprietários rurais que preservarem ou reflorestarem áreas em torno de
nascentes e leitos de cursos d’água, bem como em toda a micro bacia do Queima Pé. Os recursos para os pagamentos
virão do fundo especial para a recuperação hidrográfica do município, administrado pelo SAMAE, com valores
arrecadados por uma taxa de 1,5% s/ o valor do consumo de água cobrado por meio das faturas;
O Fundo Municipal do Meio Ambiente até a data da entrevista possuía em média R$ 200.000,00 que seriam aplicados
em um projeto de cerceamento das áreas de preservação permanente que se encontram dentro da área urbana que até a data
da pesquisa estava em processo de licitação, são cerca de 30 quilômetros de área.
O município assinou o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal com apoio da WWF, a SEMA implantou o projeto
onde 25 municípios assinaram esse pacto para assumirem 34 desafios em favor da preservação. Tangará terá de realizar a
manutenção conservação e adequação das estradas rurais que esta sendo feito, o PSA também é um deles, a adequação das
áreas de preservação permanente urbanas sem contar com outras adequações como o Bosque Municipal.
Parque Linear às Margens do Córrego Figueira: as ações em 2017 trabalharão em prol de acelerar os contratos de
repasse junto a Caixa Econômica Federal. O município tem assegurado ações do programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) do Parque Figueira, que está na fase de reprogramação com a Caixa, com algumas adequações de metas, correção
de algumas situações que dependem de aprovação da Caixa para conclusão das obras no local.
Revitalização do Parque Municipal Ilto Ferreira Coutinho: Pavimentação das pistas de caminhada, desassoreamento
do córrego, identificação de animais e aves, bem como das árvores, que terão identificação com placas ao longo das pistas
em parceria com acadêmicos da Unemat, serão catalogadas, está a instalação de um novo parque infantil no local, com
brinquedos em madeira para crianças menores e instalação de uma academia da terceira idade.
Fonte: Elaborado pelo autor com informações das entrevistas.

O Código Ambiental do Município de Tangará da Serra, Lei Complementar


Municipal nº 149, de 03 de novembro de 2010, em seu Art. 33, trata das competências do
Poder Público Municipal, estabelecendo pontos afins aos temas levantados em discussão neste
trabalho. Dentre os quais, se destaca: “É de competência da Entidade Pública Municipal
16

destinar recursos específicos que se fizerem necessários para a implantação das Unidades de
Conservação” (TANGARÁ DA SERRA, 2010) e que a Entidade Pública Municipal deve dar
preferência dos recursos de ICMS Ecológico para manter as Unidades de Conservação já
existentes bem como o processo de criação das que forem destinadas a esse fim (TANGARÁ
DA SERRA, 2010).
O Código Ambiental Municipal estabelece em seu art. 84, inciso IV, que fazem parte
das Receitas do Fundo Municipal do Meio Ambiente: “o produto de arrecadações de tributos,
tais como do repasse do ICMS Ecológico, taxas de licenciamento, parecer técnico, multas e
juros de mora sobre atos e infrações cometidas, do ponto de vista ambiental” (TANGARÁ
DA SERRA, 2010). O parágrafo único do mesmo artigo ampara que: “A totalidade dos
valores arrecadados relativos ao ICMS Ecológico, bem como às taxas de licenciamentos
ambientais, multas e taxas administrativas oriundas da fiscalização ambiental serão destinados
ao FMDA” (TANGARÁ DA SERRA, 2010).
Ou seja, a pesquisa apontou que o entendimento dos entrevistados esta desalinhado
com a legislação municipal, e este se encontra em desacordo com a Constituição Federal.
As análises ainda demonstraram que os entrevistados consideram que caso fosse
possível realizar a vinculação do ICMS Ecológico, não seria possível verificar o valor
recebido exclusivamente por esse critério, visto que quando do recebimento do recurso não há
uma discriminação do valor recebido por cada critério, pois o valor vem embutido no total do
ICMS recebido pelo município sem discriminar os valores. Foi mencionado nas entrevistas
que o repasse do ICMS Ecológico do Estado aos municípios acontece semanalmente, o
montante é registrado na receita denominada de "Cota Parte do Imp. S/ a Circ. de Merc. –
ICMS”, posteriormente, é debitada a dedução ao FUNDEB.
A pesquisa identificou que é possível que cada município verifique o valor recebido
de ICMS-E, mesmo que o valor não venha discriminado no montante, basta calcular os
valores seguindo a fórmula demonstrada no próprio portal da Sefaz – MT conforme o Quadro
3:

Quadro 3 – Fórmula utilizada para cálculo do ICMS ecológico.


(ICMS do mês x Índice UC/TI)
ICMS Ecológico =
IPM
ICMS do mês Valor total de ICMS do respectivo período recebido pelo município
Índice UC/TI Índice relativo às unidades de conservação e terras indígenas
O Índice de Participação dos Municípios (IPM) representa um percentual pertencente a cada
IPM
município a ser aplicado em 25% do montante da arrecadação do ICMS.
Fonte: Elaborado pelo autor com base nas informações do portal Sefaz – MT em 2016.
17

Na sequência, o Quadro 4 demonstra o cálculo dos valores de ICMS ecológico


repassados ao município de Tangará da Serra em 12/2016.

Quadro 4 – Demonstração do Cálculo do ICMS para valores distribuídos ao Município de Tangará da


Serra - MT em 12/2016.
(R$ 36.586.572,24 x 0,169909)
ICMS Ecológico =
1,756914
ICMS Ecológico = R$ 3.538.242,57
Fonte: Elaborado pelo autor com base nas informações do portal Sefaz – MT.

Com base nos dados disponíveis no site da SEMA (2016) elaborou-se o Gráf. 2. Os
valores de ICMS Ecológico até 2015 foram calculados pelo Analista de Meio Ambiente
Alexandre Millaré Batistella. Os valores referente a 2016 foram calculados utilizando a
fórmula demonstrada no Quadro 3, porém os cálculos ainda não foram divulgados pela
SEMA até a data da pesquisa.

Gráfico 2 –Valores de ICMS Ecológico repassados ao município de Tangará da Serra, do ano de 2002 até
o ano de 2016.

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nas informações dos portais da SEMA-MT e da Sefaz –MT.

O Gráf. 2 demonstra que, ao longo de 15 anos, houve um aumento nos recebimentos


de ICMS Ecológico por Tangará da Serra. A pesquisa apontou que de 2002 para 2016 há um
crescimento de aproximadamente 397% no recebimento do ICMS Ecológico, que se
assemelha a análise realizada por Almeida (2009) que identificou um aumento dos recursos
com ICMS ecológico no município de Juína - MT desde sua implantação.
18

A pesquisa identificou nos principais achados das entrevistas que as Leis que hoje
regem a o ICMS ecológico no Estado de Mato Grosso são: a Lei Estadual nº 73 de 7 de
dezembro de 2000, sendo o Decreto Estadual Nº 2.758, de 16 de julho de 2001, que
regulamenta o artigo 8 da lei Estadual 73 de 07 de dezembro de 2000, posteriormente alterada
pela Lei Complementar Estadual nº 157 de 20 de janeiro de 2004 (MATO GROSSO, 2009).
Um ponto pouco abordado pelos identificado no portal da SEMA em 2016 foi sobre
a fiscalização que ocorre nas UC’s, pois para receber o ICMS ecológico não é suficiente a
existência de Unidade de Conservação no Município. Para identificar essas áreas a SEMA
fará algumas verificações afim de que cada unidade de conservação seja registrada no
respectivo cadastro que irá proporcionar os créditos ao município. Diante da caracterização da
determinada Unidade de Conservação ou Terra Indígena como tais, o município passará a
receber automaticamente a parcela devida do ICMS (MATO GROSSO, 2009).
De acordo com a Cartilha do ICMS ecológico disponibilizada no site da SEMA -
MT, documento que se baseia nas leis que tratam do ICMS Ecológico em Mato Grosso, serão
realizadas avaliações da área preservada, que receberá uma espécie de nota, que caso seja
positiva, representará um incremento financeiro ao município. Caso contrário, na hipótese da
qualidade dos critérios ambientais sejam diminuídos, além de ter o recurso reduzido o
município pode inclusive perder o repasse (MATO GROSSO, 2009).
Com relação às Unidades de Conservação Federais, a SEMA irá procurar
informações junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio,
procedendo automaticamente seu Registro no Cadastro Estadual de Unidade de Conservação
(MATO GROSSO, 2009). Para as áreas Estaduais, as informações se encontram junto ao
Banco de Dados mantido pela SEMA. Com relação às Terras Indígenas, as informações serão
coletadas diretamente junto a FUNAI e à Superintendência Estadual de Assuntos Indígenas
(MATO GROSSO, 2009). Para o reconhecimento de Unidade de Conservação Municipal, as
prefeituras precisam realizar um procedimento administrativo solicitado a SEMA através de
requerimento próprio, esse requerimento se encontra disponível no próprio órgão (MATO
GROSSO, 2009).
Dos principais achados nas entrevistas, destaca-se também uma relação
disponibilizada pelo secretário do meio ambiente registrando todas as Unidades de
Conservação/Terras indígenas que fazem parte do território de Tangará da Serra com as quais
se elaborou a Fig. 4:
19

Figura 4 – Unidades de Conservação/Terras Indígenas (UC’s/TI) de Tangará da Serra-MT.

UNIDADE DE CONSERVAÇÃO/ TERRA


ÁREA (HA)
INDIGENA
TERRA INDÍGENA RIO FORMOSO 20.174,14
TERRA INDÍGENA ESTIVADINHO 2.035,59
TERRA INDÍGENA FIGUEIRAS 5.783,09
TERRA INDÍGENA PARESI 562.433,60
PARQUE NATURAL ILTO FERREIRA
11,36
COUTINHO
PARQUE NATURAL ALTO DA BOA VISTA 1,39
PARQUE DO DISTRITO DE PROGRESSO 1,18
RPPN FAZ. VALE DO SEPOTUBA 1.089,18
APA CACHOEIRA SALTO DAS NUVENS 250
APA CACHOEIRA SALTO MACIEL 4.573,30
TOTAL DAS UC/TI 596.352,83
TERRITÓRIO TOTAL DE TANGARÁ DA
SERRA 1.159.861,81

Fonte: Elaborado pelo autor com dados das entrevistas.

Na Fig. 4 observa-se o total em hectares de UC’s/TI registradas no município. Da


listagem apresentada, as áreas de preservação ambiental Cachoeira Salto das Nuvens e
Cachoeira Salto Maciel não são consideradas para o cálculo do ICMS Ecológico distribuído
para Tangará da Serra, por serem áreas de preservação municipais que ainda não possuem
cadastro junto no Sistema Estadual de Unidades de Conservação, também observado na
pesquisa de Evangelista (2016). Acrescenta-se ainda que, do total de unidades de
conservação, apenas a Reserva Particular do Patrimônio Natural Vale do Sepotuba é estadual,
sendo o restante de competência municipal. O Graf. 3 apresenta o crescimento das UC’s em
Tangará da Serra, ao longo do tempo em que o município recebe ICMS Ecológico.

Gráfico 3 – Aumento das Unidades de Conservação em Tangará da Serra em Hectares – 2001 a 2016.

Fonte: Adaptado de Evangelista (2016).


20

Como demonstrou o Gráf. 3 Evangelista (2016) identificou que houve uma evolução
no número de Unidades de Conservação em Tangará até 2016, não ocorrendo mais criação
dessas unidades após o período de 2014.
No Gráf. 3, ainda pode-se observar que, o aumento no número de Unidades de
Conservação em Tangará da Serra deste 2001, praticamente coincide com o período em que o
município passou a receber recursos com ICMS-E, ou seja, em 2002. Este mesmo resultado
foi identificado por outros estudos em outros locais, como o de Loureiro (1994); Paula (2015)
e Rossi, Martinez e Nossa (2011) que constataram que o recurso atuou como incentivo para a
criação de novas Unidades de Preservação em suas pesquisas. Borges (2015) também
verificou que os estados de Minas Gerais e o Paraná obtiveram resultados positivos com a
aplicação do ICMS ecológico. Droste (2015) menciona que houve um aumento no número de
unidades de conservação no Brasil, proporcionado pelo incentivo do ICMS-E.
O aumento das Unidades de Conservação observado no Gráfico 3 trouxe ao
município um incremento dos recebimentos de recursos de ICMS-E demonstrados no Gráfico
2, resultado que condiz com o que Merlin e Oliveira (2016) identificaram em sua pesquisa,
afirmando que o recurso atua como incentivador de comportamentos. Isso quando os
municípios procuram adequar-se aos requisitos socioambientais obrigatórios para o
recebimento, ou seja, passam a constituir mais Unidades de Conservação para o recebimento
de ICMS-E e consequentemente preservam o meio ambiente.
Há repercussão no meio científico internacional sobre o ICMS-E, dados que foram
evidenciados na pesquisa bibliométrica que subsidiou os procedimentos metodológicos. A
amostra da pesquisa bibliométrica está demonstrada no Apêndice A, com os 27 artigos sobre
temas ambientais. Em seguida, no Quadro 5 são listados os artigos internacionais que
avaliaram positivamente o tema.

Quadro 5 – Constatações positivas sobre o ICMS de acordo com autores internacionais.


Mumbunan, Ring
Um terço da Indonésia se beneficiaria com um novo regime de transferências fiscais gerando um
e Lenk
efeito equalizador das transferências à medida que a proporção da área ecológica aumenta.
(2012)
Leipzig et al.
Podem fornecer aos governos os fundos (adicionais) que necessitam para atividades de conservação.
(2014)
Borie et al. Introduzir um parâmetro ecológico na transferência fiscal existente pode ser mais eficiente do que
(2014) criar uma nova lei para avaliar e compensar os custos associados à conservação da biodiversidade.
A nova Lei de Finanças Local portuguesa (LFL) proporciona um incentivo financeiro para as
Santos. autoridades locais, criando uma mentalidade mais favorável para a conservação da biodiversidade ao
(2010) compensar municípios para restrições de uso da terra impostas pela designação de áreas protegidas
ou sítios.
(Continua...)
21

(Continuação...)
A introdução do ICMS ecológico nos estados brasileiros proporcionou o surgimento de uma elevada
Droste.
quota de Unidades de Conservação no país e as transferências fiscais podem ajudar a implementação
(2015)
de metas nacionais de biodiversidade.
Féres, Marchand
e Sauquet O ICMS-E tem permitiu aumentar o número de Unidades de Conservação no Paraná
(2011)
O ICMS ecológico pode ser uma importante contribuição para a consecução das metas do Aichi,
Bassani.
gerando novas formas de financiamento da conservação da biodiversidade e uso sustentável, sem
(2015)
criar novos impostos e encargos financeiros sobre os contribuintes.
O ICMS-E parece ter promovido um aumento no número de Unidades de Conservação no Paraná
Gramkow.
nos últimos 20 anos e deve ser visto como uma ferramenta interessante para financiar a provisão de
(2015)
bens públicos locais.
Fonte: Elaborado pelo autor com base nas amostras da pesquisa bibliométrica.

Na sequência, será tratado sobre as considerações finais deste trabalho.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para responder à questão problema: Quais as características do ICMS Ecológico no


município de Tangará da Serra? Foi desenvolvida uma análise do ICMS Ecológico no
município de Tangará da Serra por meio de entrevista com gestores públicos e pesquisa
bibliométrica aprofundada.
Nas análises das respostas dos entrevistados e da legislação, identificou-se que a
implantação do ICMS-E em Mato Grosso ocorreu por meio da Lei Estadual 73/2000, criada
pelo Deputado Estadual Gilney Viana, onde foram determinados os critérios ambientais para
distribuição do ICMS aos municípios.
Mato Grosso distribui 25% do total do ICMS arrecadado aos municípios, conforme
determina a Lei. Considerando 25% como 100%, 75 é distribuído conforme o valor que cada
município adicionou de ICMS ao estado, sendo o restante distribuído pelos seguintes
critérios: receita bruta própria (4%), população (4%), Área (1%), coeficiente social (11%),
Unidades de Conservação/Terras indígenas (5%).
O valor recebido de ICMS Ecológico por Tangará da Serra pode ser utilizado pela
gestão municipal em qualquer área do município, e não é destinado exclusivamente para o
meio ambiente como se espera, devido ao veto constitucional previsto no artigo 167 da Carta
Magna, que estabelece a proibição da vinculação de receita com impostos, ressalvando as
questões de saúde, educação e fiscalização tributária, sendo assim, as prefeituras podem
destinar recursos com ICMS ecológico para quaisquer área em que esteja previsto no
orçamento público.
22

Sugere-se que o entendimento dos entrevistados apesar de estar de acordo com a


constituição, não esteja alinhado com o Código Florestal de Tangará da Serra, que em seu art.
84 e inciso IV determina que dos valores arrecadados relativos ao ICMS Ecológico, bem
como às taxas de licenciamentos ambientais, multas e taxas administrativas oriundas da
fiscalização ambiental serão destinados ao FMDA.
O recebimento do ICMS pelo critério ambiental, além de estar condicionado a
existência de UC’s/TI em Mato Grosso, também está condicionado ao cadastro das Unidades
de Conservação em seus respectivos órgãos. Para as Unidades de Conservação Federais a
SEMA – MT procurará por informações no ICMBio, para as estaduais as informações já se
encontram na base de dados da SEMA, já para as unidades municipais os municípios
solicitarão a SEMA o cadastro das áreas por meio de formulário específico disponível no
portal deste órgão, onde serão feitas vistorias nas devidas áreas para que sejam verificadas se
as mesmas apresentam as características de unidades de conservação.
Os percentuais pagos do ICMS ecológico se baseiam em fórmulas lógicas, que
consideram o tamanho das Unidades de Conservação presentes em cada município. Os
critérios para determinar o recebimento do recurso se baseiam também nas características
qualitativas das unidades de conservação, que serão avaliadas por meio de visitas feitas por
agentes da SEMA que atribuirão uma nota para a unidade de conservação que pode
representar um incremento no recebimento do recurso e caso contrário o município pode ter o
recurso diminuído, podendo até mesmo perde-lo.
As Leis que regem o ICMS ecológico atualmente em Mato Grosso são: a Lei
Estadual nº 73 de 07 de dezembro de 2000 sendo o Decreto Estadual Nº 2.758, de 16 de julho
de 2001, que regulamenta o artigo 8 desta lei, posteriormente alterada pela Lei Complementar
Estadual nº 157 de 20 de janeiro de 2004 (MATO GROSSO, 2009).
Apesar das entrevistas apontarem não ser discriminado, no recebimento do ICMS
total, os valores referentes ao critério ambiental, é possível realizar o cálculo dos valores com
base nas informações dos relatórios disponibilizados pela Sefaz – MT, como foi demonstrado
no cálculo dos recursos recebidos em novembro de 2016.
Comparando os dados disponíveis pela SEMA, o município de Tangará da Serra no
período de 2002, data de quando começou a receber o ICMS ecológico, até o ano de 2016
teve um aumento de aproximadamente 397% no recebimento do recurso. Sendo que em 2002
recebeu R$ 890.262,47 e em 2016 R$ 3.538.242,57.
As análises demonstram que os municípios são compensados e incentivados pelo
ICMS Ecológico, ainda que não possa haver vinculo a gastos ambientais e que projetos
23

ambientais dependam de muito mais recursos do que os captados com o critério ambiental de
recebimento do ICMS , pois, o município de Tangará da Serra possuí projetos relacionados ao
meio ambiente, como apresentado nas entrevistas. Desta forma, os recursos contribuem,
mesmo que parcialmente e de forma indireta junto com os outros recursos para os projetos
ambientais.
Comparando a pesquisa à de Evangelista (2016), observou-se que do início do
período de arrecadação de ICMS ecológico até 2016 houve um aumento na quantidade de
unidades de conservação em hectares. Isso acontece desde o ano em que Tangará da Serra
começou a receber o recurso, em 2002, até 2016. Em 2001 as unidades de conservação em
hectares somavam 13,2 ha, já em 2016 chegaram a 5.926,4 ha. Logo, ao identificar esses
dados pode-se inferir que o ICMS-E atua como mecanismo de defesa dos ativos ambientais,
incentivando a sua criação e proteção, o que converge com os resultados de Loureiro (2008).
Os resultados obtidos com a pesquisa bibliométrica apontam que o tema tem sido
tratado internacionalmente como transferências fiscais. A nível internacional, as
transferências fiscais como o ICMS-E têm sido tratadas como uma importante contribuição
para o financiamento de investimentos em meio ambiente.

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30

APÊNDICE A

QUALIS
*WEB
ANO/
TÍTULO SINTESE DO RESUMO E DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS.
AUTOR

Resumo: Este artigo propõe um indicador baseado na área protegida como meio de
Ecological Fiscal Transfers at
distribuição de transferências fiscais. Os resultados apontam que um terço do país se
Mumbuna the Provincial Level in
beneficiaria com um novo regime de transferências gerando um efeito equalizador das
n, Ring Indonesia.

N.E.
transferências à medida que a proporção da área ecológica aumenta.
e Lenk (Transferências Fiscais
Considerações Finais: Regiões de maior importância ecológica na Indonésia têm maior
(2015). Ecológicas a Nível Provincial
necessidade fiscal. A adequação de um modelo transferências fiscais como os modelos
na Indonésia).
de Portugal e Brasil com base em critérios ecológicos compensariam estas regiões.
Assessment of the Role of Resumo: Este artigo analisou as transferências fiscais ecológicos e medidas agro–
Economic Instruments in the ambientais, concentrando-se em seu papel e interações com outros instrumentos de

N.E.
Portuguese Conservation política, e na avaliação do seu (potencial) impacto sobre as florestas e a conservação da
Policymix ‐ A National Coarse biodiversidade.
Santos et
Grain Analysis.
al
(Avaliação do Papel dos
(2012).
Instrumentos Econômicos na
Política de Conservação
Considerações Finais: As análises mostraram que as transferências fiscais ecológicos

N.E.
Portuguesa - Uma Análise
Nacional De Cereais (EFT) e medidas agro – ambientais (AEM) são de baixa eficácia a nível local.
Secundários).

International Obligations of Resumo: Este artigo analisou os compromissos assumidos pelo Brasil
Brazil in Nature Conservation internacionalmente comparando a sua legislação nacional e apontando as deficiências
With Emphasis on The que levaram à sua ineficiência.
Jónsson Amazon Area.

N.E.
(2016). (Obrigações Internacionais do Considerações Finais: A análise proposta pelo presente artigo apontou que a legislação
Brasil Na Conservação da do Brasil está incoerente com as obrigações internacionais ou com disposições da
Natureza com Ênfase na Área Constituição Federal para o meio ambiente.
Amazônica).
Resumo: Desmatamentos como os que ocorrem na América Latina são uma das
principais contribuições para o aquecimento global, além do que a área tem sofrido
Getting Redd-Y Conservation
com o subfinanciamento, porém há possibilidades de captação de novos recursos
and Glimate Change in Latin
através de uma compensação financeira para resolver o problema.
Hall America.

B2
Considerações Finais: Em conclusão, há pouca dúvida de que as políticas de Redução
(2011) (Conservação Pronta e
de Emissões por Desmatamento e Degradação oferecem o potencial para mobilizar
Mudança Climática na América
novos fundos substanciais para apoiar a conservação, para combater as mudanças
Latina).
climáticas, e para melhorar as condições de vida das populações dependentes da
floresta na América Latina.
Green Growth and Social Resumo: O objetivo deste estudo é analisar os principais argumentos a favor de uma
Inclusion: Possibilities and transição para uma economia verde no Brasil, enfatizando os benefícios potenciais nos
Challenges for the Brazilian três Níveis exigidos: econômico, social e ambiental.
Young Economy
N.E.

Considerações Finais: O sistema de proteção social pode ser considerado relativamente


(2015). (Crescimento Verde e Inclusão
avançado se comparado com outros sistemas americanos, porém questões importantes
Social: Possibilidades e
ainda não foram resolvidas e os indicadores de qualidade ambiental no Brasil ainda
Desafios para a Economia
estão bem abaixo do satisfatório.
Brasileira).
Síntese do Resumo: Este artigo apresenta uma justificativa para a inclusão de
Intergovernmental Fiscal indicadores ecológicos nas transferências fiscais intergovernamentais que redistribuem
Transfers to Support Local as receitas públicas dos governos estaduais nacionais e regionais para os governos
Schröter-
Conservation Action in Europe. descentralizados.
Schlaack
N.E.

(Transferências Fiscais Considerações Finais: As transferências fiscais podem fornecer aos governos
et al
Intergovernamentais para subnacionais, cidades e outras autoridades locais os fundos (adicionais) que necessitam
(2014).
Apoiar a Ação Local De para atividades de conservação. Além disso, a EFT também pode ajudar a integrar a
Conservação Na Europa). conservação da biodiversidade nas políticas regionais de desenvolvimento estadual e
local.
Determining When Payments Resumo: Neste artigo apresentamos uma breve introdução aos serviços ecossistêmicos
are an Effective Policy e discutimos as ferramentas políticas disponíveis para fornecê-los, juntamente com as
Approach To Ecosystem dimensões, viabilidade política e adequação de cada ferramenta.
Kemkes,
Service Provision.
Farley
A1

(Determinando Quando os
e Koliba. Considerações Finais: Os pagamentos são mecanismos importantes para sustentar o
Pagamentos São uma
(2009). capital natural que fornece serviços dos ecossistemas dos quais depende nosso bem-
Abordagem de Política Eficaz à
estar e meios de subsistência.
Disposição de Serviço do
Ecossistema).
(Continua...)
31

(Continuação...)
Resumo: Este artigo examinou dois métodos de transferência fiscal: primeiro, “por
Exploring the Contribution of
Hectare”, com base na superfície da área protegida dentro dos limites do município e
Fiscal Transfers to Protected
segundo uma “população Equivalente”, no qual convertemos a superfície das áreas
Borie et al area Policy.

A1
protegidas em número relativo de habitantes.
(2014). (Exploração da Contribuição
Considerações Finais: Introduzir um parâmetro ecológico na transferência fiscal
das Transferências Fiscais para
existente pode ser mais eficiente do que criar uma nova lei para avaliar e compensar os
a Política da Área Protegida).
custos associados à conservação da biodiversidade.
Resumo: Neste artigo é discutido como a perspectiva dos serviços dos ecossistemas
Ecosystem Service Evaluation
podem contribuir para desenvolver politicas sustentáveis para proteção dos ativos
to Support Land-Use Policy
Viglizzo ambientais.

A1
(Avaliação do Serviço de
(2011). Considerações Finais: Dado que o tema governança ambiental tem se expandido entre
Ecossistemas Para O Apoio De
os gestores públicos, observa-se a necessidade que os serviços de ecossistemas sejam
Políticas).
mais considerados, pois futuramente serão o centro de políticas de uso da terra
Electrical Energy Generation in Resumo: Este artigo propõe a adoção de mais um critério para repasse do ICMS
Small Hydroelectric Power ecológico em Minas Gerais, a geração de energia elétrica em pequenas centrais
Plant as a New Criterion for the hidrelétricas.
Ecological Sale Tax– Case
Study for Minas Gerais State,
Oliveira Brazil.

N.E.
Considerações Finais: O critério para a produção de energia eléctrica para distribuição
(2012). (Geração de Energia Elétrica do ICMS ecológico em Minas gerais compensaria os municípios que contribuem com
em uma Pequena Central o desenvolvimento sustentável. Com a adoção do novo critério ecológico, as cidades
Hidroelétrica Como Novo que possuem áreas de proteção poderiam ter um aumento médio de imposto recebido
Critério para o Estudo Fiscal de 1-23%.
Venda Ecológica para o Estado
De Minas Gerais, Brasil).
Fiscal Transfers for Resumo: Este artigo descreve os fundamentos teóricos de transferências fiscais nas
Biodiversity Conservation: the políticas de conservação e também oferece uma conta concisa de experiência
Portuguese Local Finances internacional e as perspectivas futuras existente com base no regime de transferência
Law. fiscal Português.
Santos

N.E.
(Transferências Fiscais para a
(2010). Considerações Finais: A nova Lei de Finanças Local portuguesa (LFL) proporciona
Conservação da
um incentivo financeiro para as autoridades locais, criando uma mentalidade mais
Biodiversidade: A Legislação
favorável para a conservação da biodiversidade ao compensar municípios para
Portuguesa de Finanças
restrições de uso da terra impostas pela designação de áreas protegidas ou sítios.
Locais).
Resumo: Este artigo discute o papel da política fiscal como um potencial catalisador
Fiscal Policy Towards Green para o crescimento verde nas economias emergentes, usando o Brasil como um estudo
Growth in Emerging de caso e suas politicas com os instrumentos fiscais de longo prazo que promovam o
Economies: The Case of Brazil. crescimento verde.
Gramkow

N.E.
(Política Fiscal para o Considerações Finais: A principal conclusão é que vários casos da implantação bem-
(2015).
Crescimento Verde Em sucedida de impostos verdes podem ser encontrados no nível subnacional, enquanto
Economias Emergentes: O iniciativas a-nível federal parecem encontrar desafios. No geral, estes resultados
Caso do Brasil). sugerem que a política fiscal tem um papel fundamental na promoção do crescimento
verde no Brasil, podendo servir de lições valiosas para outros países emergentes.
Ecological Fiscal Transfers in Resumo: O ICMS ecológico no Brasil consiste na distribuição de receitas fiscais para
Brazil – Incentivizing for os governos locais com base em indicadores ecológicos, este artigo buscou analisar se
Compensating Conservation? esta política contribuiu para a conservação com a criação de mais áreas protegidas.
Droste
N.E.
(Transferências Fiscais Considerações Finais: A introdução do ICMS ecológico nos estados brasileiros
(2015).
Ecológicas no Brasil - proporcionou o surgimento de uma elevada quota de Unidades de Conservação no país
Incentivar ou Compensar para e as transferências fiscais podem ajudar a implementação de metas nacionais de
Conservação?). biodiversidade.
Resumo: Estratégias alternativas que poderiam melhorar o sucesso da gestão de áreas
Federal Protected Areas
protegidas ainda estão em estágio nascente. Para avaliar essas estratégias, construímos
Management Strategies in
um questionário on-line para ser respondido por todas as áreas protegidas federais no
Brazil: Sustainable Financing,
Brasil. Apenas 12,8% confirmaram e explicaram as estratégias buscadas.
Staffing, and Local
Chiaravall
Development.
B1

oti
(Estratégias Federais de Gestão Considerações Finais: Para concluir, Unidades de Proteção é a principal ação da
(2015).
Das Áreas Protegidas no Brasil: biologia da conservação e provavelmente continuará a ser; No entanto, haverá
Financiamento Sustentável, necessidade de haver uma grande mudança no investimento e um avanço na
Pessoal e Desenvolvimento conservação de políticas para ser bem sucedido.
Local).
“The ‘Ecological’ Value Added Resumo: Este trabalho tem como objetivo fornecer uma análise política do ICMS-E no
Tax (Icms-Ecológico) in Brazil Brasil em relação à sua eficácia ambiental, impactos distributivos e os requisitos
and its Effectiveness in State institucionais para a sua melhoria.
Biodiversity Conservation: A
Comparative Analysis”.
May et al
B3

("O Imposto" Sobre Valor Considerações Finais: Conclui-se que não é possível afirmar que a promulgação do
(2012).
Agregado Ecológico (ICMS- ICMS-E tem sido mais eficaz na promoção da criação de Unidades de Conservação do
Ecológico) no Brasil e Sua que sua ausência entre os estados comparados no estudo, sendo o Paraná o local onde a
Eficácia Na Conservação da iniciativa teve maior êxito.
Biodiversidade do Estado: Uma
Análise Comparativa").
(Continua...)
32

(Continuação...)
Ecological Fiscal Incentives Resumo: Este artigo investiga a eficiência do ecológico ICMS (ICMS-E), testando a
And Spatial Strategic presença de interações espaciais entre municípios brasileiros em sua propensão para
Féres, Interactions: The Case of criar Unidades de Conservação no estado do Paraná entre 2000 e 2010
Marchand ICMS-E in Paraná.

B4
Considerações Finais: O ICMS-E tem permitiu aumentar o número de Unidades de
e Sauquet (Incentivos Fiscais Ecológicos
Conservação no Paraná. Esta experiência deve ser visto como uma ferramenta nova e
(2011). e Interações Estratégicas
interessante para financiar bem público local a partir de financiamento interno, mas
Espaciais: O Caso do ICMS-E
tendo em conta os potenciais interações espaciais negativos.
no Paraná).
The Brazilian ‘Ecological- Resumo: O escopo deste trabalho é analisar a legislação brasileira relativa à
ICMS’: A Pes Scheme Based 'Ecológico-ICMS ", o imposto sobre valor agregado Estado« ecológica »imposta à
on Distribution of Tax circulação de mercadorias e serviços - ICMS.
Bassani Revenue.

B3
Considerações Finais: O ICMS ecológico pode ser uma importante contribuição para a
(2015). (O "ICMS" Ecológico
consecução das metas do Aichi, gerando novas formas de financiamento da
Brasileiro: Um Plano Baseado
conservação da biodiversidade e uso sustentável, sem criar novos impostos e encargos
na Distribuição da Receita
financeiros sobre os contribuintes.
Tributária).
Las Reservas Particulares do Resumo: A partir da década de 1980 instaurou-se no Brasil um importante marco
Patrimonio Natural (Rppn) de jurídico que viabilizou uma série de instrumentos de proteção e controle ambiental,
Brasil y la Xarxa De Custòdia uma delas é a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com o grande desafio
del Territori (Xct) De de preservar a biodiversidade.
Catalunya Como Herramientas
Comunes Para El Desarrollo
Prado

B2
Sostenible. Considerações Finais: As RPPNs são instrumentos que se destinam a manter os
(2011).
(As Reservas Particulares Do recursos naturais relacionados à biodiversidade local, o instrumento no Brasil
Patrimônio Natural (Rppn) do apresenta dificuldades pela resistência dos proprietários pela sua gestão ser exclusiva
Brasil e Ferramentas de Manejo dos proprietários. Recomenda-se um maior controle e alguns progressos no domínio da
da Terra Rede Comuns quanto administração pública brasileira.
ao Desenvolvimento
Sustentável.)
Evaluating The Impact Of A Resumo: Em 2007, o estado brasileiro do Ceará mudou sua lei de ICMS para
Change In The Icms Tax Law compartilhar recursos através de indicadores de resultados em saúde, educação e meio
In The State Of Ceará In ambiente. Este artigo avalia e discute o impacto desta mudança.
Municipal Education And
Petterini Health Indicators.

B5
& Irffi (Avaliação Do Impacto De
Considerações Finais: A avaliação do impacto da alteração da legislação tributária do
(2013). Uma Alteração Da Lei
ICMS no Estado do Ceará resultou num impacto positivo de magnitude considerável
Tributária Do Icms No Estado
apenas na proficiência estudantil para os alunos do sistema educativo municipal.
De Ceará Em Educação
Municipal E Indicadores De
Saúde).
Assessment Of Existing And Resumo: Este relatório traz as conclusões de uma análise sobre um estudo de caso da
Proposed Policy Instruments Mata Atlântica que dentre seus objetivos está o de revisar os principais instrumentos
For Biodiversity Conservation regulatórios e econômicos em vigor cujos objetivos são a conservação da
In São Paulo - Brazil: A Coarse biodiversidade e a preservação dos serviços dos ecossistemas.
Grain Analysis.
(Assessment Of Existing And
Proposed Policy Instruments
Romeiro For Biodiversity Conservation
N.E.

Considerações Finais: Os instrumentos avaliados pelo estudo (PSA – Pagamento por


(2012). In São Paulo - Brazil: A Coarse
Serviços Ambientais e DDC - Direitos de Desenvolvimento Comercializáveis)
Grain Analysis).
mostram um grande potencial como instrumentos complementares dentro do mix mais
(Avaliação De Instrumentos
amplo de políticas de conservação em São Paulo e no Brasil, porém esse potencial é
Políticos Existentes E
pouco explorado.
Propostos Para A Conservação
Da Biodiversidade Em São
Paulo - Brasil: Uma Análise De
Grãos)
Resumo: A partir da década de 1980 instaurou-se no Brasil um importante marco
Policy Instruments For
jurídico que viabilizou uma série de instrumentos de proteção e controle ambiental,
Promoting A Green Urban
uma delas é a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com o grande desafio
Economy: The Changing Role
de preservar a biodiversidade.
Rasul Of The State.
B2

Considerações: As RPPNs são instrumentos que se destinam a manter os recursos


(2013). (Instrumentos Políticos Para A
naturais relacionados à biodiversidade local, o instrumento no Brasil apresenta
Promoção De Uma Economia
dificuldades pela resistência dos proprietários pela sua gestão ser exclusiva dos
Urbana Verde: O Cambio Do
proprietários. Recomenda-se um maior controle e alguns progressos no domínio da
Papel Do Estado).
administração pública brasileira.
Resumo: Os sistemas agrícolas precisam ser redesenhados afins de que não continue
How Valuing Nature Can
representando uma ameaça aos ecossistemas, isso pode acontecer por meio dos
Farley et Transform Agriculture.
pagamentos por serviços ambientais.
N.E.

al (Como O Valor Da Natureza


Considerações: Para a implantação de mecanismos que melhorem os sistemas
(2012). Pode Transformar A
agrícolas uma das ferramentas essenciais seria o ICMS ecológico por representar um
Agricultura).
pagamento por serviços ecossistêmicos
(Continua...)
33

(Conclusão...)
Biodiversity Conservation And Resumo: Instrumentos econômicos podem desempenhar um importante papel para a
Climate Mitigation: What Role conservação da biodiversidade, porém estes servem como complemento e não como
Can Economic Instruments substitutos para o planejamento do uso do solo, dado que sua aplicabilidade é limitada.
Play? Conclusão: As licenças negociáveis e as transferências fiscais intergovernamentais têm
Ring et al

A1
(Conservação Da sido sugeridas como novos instrumentos nas políticas de biodiversidade, porém poucos
(2010).
Biodiversidade E Mitigação Do países os utilizam na prática, embora estes instrumentos tornem as políticas de
Clima: Que Papel Os conservação mais rentáveis: tratam efetivamente das externalidades negativas do
Instrumentos Econômicos desenvolvimento da terra e internalizam as externalidades positivas das medidas de
Têm?). conservação e das áreas protegidas.
Protected Areas, Local Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do ICMS ecológico.
Governments, And Strategic Testamos a presença de interações entre os municípios brasileiros em suas decisões
Interactions: The Case Of The sobre a criação ou não de unidades de conservação no estado de Paraná entre 2000 e
Sauquet, ICMS-Ecológico In The 2010 através da estimação de um modelo bayesiano espacial
Marchand Brazilian State Of Parana.

A.2
e Feres (Áreas Protegidas, Governos Considerações: O ICMS-E parece ter promovido um aumento no número de Unidades
(2014). Locais E Interações de Conservação no Paraná nos últimos 20 anos e deve ser visto como uma ferramenta
Estratégicas: O Caso Do interessante para financiar a provisão de bens públicos locais. No entanto, o objetivo
ICMS-Ecológico No Estado do ICMS-E é preservar a biodiversidade.
Brasileiro De Paraná).
Nota: Na coluna Web Qualis, N.E são os artigos não encontrados.

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