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GPEEx

Grupo de Pesquisa sobre Excesso de Exercício

Coordenador: Prof. Thiago Guimarães

Avaliação Física Antropométrica no


Padrão Internacional
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA

• O que é antropometria?
• antropo = ser humano
• metria = medição

É uma ciência muito antiga com suas raízes na Grécia antiga

Como surgiu?
Da necessidade de estudar e classificar o corpo humano em seus
diferentes aspectos
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
Podemos verificar essa necessidade por exemplo no esporte
Concorda que cada pessoa tem características diferentes?
Daí vem a necessidade de avaliar
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
O que diz a OMS sobre antropometria?

“Técnica portátil, aplicação universal, de baixo custo e


não-invasiva para avaliar o tamanho, as proporções e
a composição corporal.”

“É uma ferramenta valiosa, porém pouco utilizada,


para guiar as políticas da saúde e as decisões
clínicas.”
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
PORÉM...

Existia uma falta de padronização dos locais e nas


técnicas dificultando muito a comparação de
medições através do tempo e do espaço.

Surgiu a necessidade de uma organização das


normas para padronizar as técnicas de avaliação.
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
Nesse contexto surgiu na Escócia em 1986 a:

Sociedade Internacional Para o Avanço da Cineantropometria

Missão
Padronizar a Técnica de Avaliação no Mundo
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
ISAK PELO MUNDO
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
• Mais de 20 mil antropometrista pelo mundo
• Membros em mais de 50 países
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
ISAK NO BRASIL

Nível 1: 401

Nível 2: 63

Nível 3: 21

Nível 4: 1

Total: 486
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
NIVEL 1
Variáveis (17)
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA

CARGA HORÁRIA DOS CURSO

Nível 1: 16 horas (10 prática e 6 teoria)

Nível 2: 24 horas (14 prática 10 teórica)

Nível 3: 40 horas (22 prática e 18 teórica)


1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
QUALIDADE DAS MEDIÇÕES
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
QUANTAS VEZES DEVEMOS MEDIR?

- Medir em triplicata e usar a mediana


ou
- Medir em duplicata e usar a média

O que não devemos fazer em hipótese alguma?

Medir somente uma vez


1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
FONTES DE ERRO EM ANTROPOMETRIA
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
ANOTAÇÕES PROBLEMÁTICAS
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA

INÚMERAS POSSIBILIDADES DE ERRO

Se você medir 15 variáveis em 20 sujeitos em duplicata...

[(15 x 2) x 5] x 20 =
3.000 possibilidades de erro!!
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
TIPOS DE ERRO TÉCNICO DE MEDIDA ETM

O quão PRECISO e EXATO você é?

Intra-avaliador Inter-avaliador
Análise de medidas repetidas por 1 Análise de medidas repetidas entre 2
avaliador avaliadores, ou mais.
PRECISÃO EXATIDÃO
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA
TOLERÂNCIA DE ETM
Dobras: 10,0%
Outras: 2,0%
Precisão x Exatidão
Dobra Triciptal (mm) de um sujeito

Valor real 8,5


1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA

Valor real 8,5

Laura foi MUITO PRECISA porém POUCO EXATA


1) ASPECTOS HISTÓRICOS DA
ANTROPOMETRIA

COMO FAZER PARA QUE A ANTROPOMETRIA SEJA CONFIÁVEL?

Medir bem:

- Equipamento calibrado
- Técnica padronizada
2) A importância da avaliação física
• Medidas que auxiliam na “indicação” de possíveis síndromes e
problemas cardiometabólicos;
• Perímetros, índice de adiposidade (soma de dobras cutâneas),
massa óssea, IMC, RCQ, IC... ;
• Avaliação do estado nutricional;
• Composição corporal em atletas;
• Relação composição corporal e performance esportiva.
2) A importância da avaliação física
2) A importância da avaliação física
• Validade – medir aquilo se propõe;
• Fidedignidade – reprodutibilidade do teste;
• Objetividade – concordância de resultados Inter avaliadores.
3) Possibilidade de serviços com avaliação
física
• Como ganhar dinheiro;
• Sociedade em geral;
• Praticantes de exercícios físico;
• Atletas profissionais e amadores;
• Empresas (luta contra obesidade e sedentarismo).
4) Índices cardiometabólicos acessíveis
IMC – índice de massa corpórea
Níveis de obesidade, risco de mortalidade por doenças
cardíacas, avaliação de sobrepeso.
IMC = Peso corporal (kg) / estatura(m)²

Valores de IMC kg/m² Índice de mortalidade Classificação da


obesididade
20 – 24,9 BAIXO Limite desejável

25 – 29,9 MODERADO Grau 3 de obesidade

30 – 40 ALTO Grau 3 de obesidade

➢ 40 MUITO ALTO Grau 3 de obesidade

Quadro de índice de mortalidade (Guedes & Guedes, 1998).


4) Índices cardiometabólicos acessíveis
RCQ – relação cintura quadril
Pretende estimar riscos de saúde associados a obesidade.
Cintura = menor circunferência da região abdominal.
Quadril = maior circunferência dos glúteos.
RCQ = Perímetro da cintura(cm) / perímetro quadril(cm)

Tabela de enquadramento (Machado & Abad, 2012)


4) Índices cardiometabólicos acessíveis
Índice de adiposidade e soma das dobras
Σ das dobras cutâneas

Tabela de enquadramento (Durnin & Womersley, 1974)


5) Grupos e fórmulas para cálculo de
composição corporal (cálculos específicos)
6) Equipamentos antropométricos
• Estadiômetro
• Balança
• Trena antropométrica
• Plicômetro ou compasso
• Antrôpometro
• Paquímetro
• Segmômetro
• Banco antropométrico
7) Pontos anatômicos
Acromial
Ponto mais lateral na margem superior do acrômio.

Radial
Ponto na margem proximal e lateral da cabeça do rádio.

Ponto médio acromial-radial


Ponto médio da linha reta que une os pontos acromial e radial.

Local dobra de tríceps


Ponto na face posterior do braço, na linha média, no nível do ponto acromial-radial médio
marcado.

Local dobra de bíceps


Ponto na face anterior do braço, o nível do ponto de referência acromial-radial médio, no meio do
ventre muscular do bíceps braquial.
7) Pontos anatômicos
Estiloide
Ponto mais distal na margem lateral do processo estiloide do rádio.

Subescapular
Ponto marcado 2 cm abaixo do ângulo inferior da escápula em um ângulo de 45°.

Crista ilíaca
Ponto mais superior da crista ilíaca, onde uma linha traçada a partir da linha axilar média, no eixo
longitudinal do corpo encontra o ílio.

Local da dobra da crista ilíaca


Local do centro da dobra cutânea que se forma imediatamente acima da marcação do ponto da
crista ilíaca

Espinha ilíaca anterossuperior


Ponto mais inferior da espinha ilíaca anterossuperior.
7) Pontos anatômicos
Local da dobra supraespinal
Ponto resultante da intersecção de duas linhas: linha desde o local de marcação da espinha ilíaca
até a margem axilar anterior e a linha horizontal no nível do local de marcação da crista ilíaca.

Local da dobra abdominal


Ponto marcado 5 cm horizontalmente à direita do ponto médio da cicatriz umbilical.

Patela
Ponto médio da margem superior posterior da patela.

Local da dobra da coxa anterior


Ponto médio de uma linha entre os pontos patelares e inguinal.

Local da dobra da panturrilha


Ponto na face mais medial da panturrilha no nível do perímetro máximo.
8) REFERÊNCIAS
• MUKUDDEM-PETERSEN, J., SNIJIDER, M.B., DAM, R., DEKKER, J.M., BOUTER, L.M., STEHOUWER, C.D., HEINE, R.J., NIJPELS, G.,
SEIDELL, J.C. Sagittal Abdominal Diameter: No Advantage Compared With Other Anthropometric Measures As A Correlate Of Components Of
The Metabolic Syndrome In Elderly From The Hoorn Study. The American Journal of Clinical Nutrition. 2006; 84:995-1002.

• VIEITEZ, J.A., WILSON, L.W., CUESTA, J.A. Validez del Método de Rolland-Cachera en la Estimácio de las Áreas Musculares del Muslo y la
Pierna. Rev. Cubana Aliment Nutr. 2001;15(2):109-14.

• POMPEU, F.A.M.S., GABRIEL, D., PENA, B.G., RIBEIRO, P. Áreas de Secção Transversa do Braço: Implicações Técnicas e Aplicações Para
Avaliação da Composição Corporal e da Força Dinâmica Máxima. Rev Bras Med Esporte. Vol. 10, Nº 3 Mai/Jun, 2004.

• SAMPAIO, L.R., SIMÕES, E.J., ASSIS, A.M.O., RAMOS, L. R. Validity and Reability of the Sagittal Abdominal Diameter as a Predictor of
Visceral Abdominal Fat. Arq Bras Endocrinol Metabol. 2007;51/6.

• PERINI, T.A., OLIVEIRA, G.L., ORNELLAS, J.S., OLIVEIRA, F.P. Cálculo do Erro Técnico de Medição em Antropometria. Rev Bras Med
Esporte. Vol. 11, Nº 1 Jan/Fev, 2005.

• DAHLÉN, M.E., BJARNEGARD, N., LÄNNE, T., NYSTROM, F.H., ÖSTGREN, C.J. Sagittal Abdominal Diameter is a More Independent
Measure Compared With Waist Cricumference to Arterial Stiffiness in Subjects With Type 2 Diabetes - a Prospective Observational Cohort
Study. Cardiovascular Diabetology. 2013, 12:55

• FLEGAL, K.M., GRAUBARD, B.I., WILLIAMSON, D.F., GAIL, M.H. Cause-Specific Excess Deaths Associated With Underweight, Overweight,
and Obesity. Jounal of American Medical Association. 2007;298(17):2028-2037.

• DANIELL, N., OLDS, T., TOMKINSON, G. The Importance of Site Location For Girth Measurements. Journal of Sports Sciences. DOI:
10.1080/02640411003645703
8) REFERÊNCIAS
• FRAINER, D.E.S., ADAMI, F., VASCONCELOS, F.A.G., ASSIS, M.A.A., CALVO, M.C.M., KERPEL, R. Padronização e Confiabilidade das
Medidas Antropométricas Para Pesquisa Populacional. Archivos Latino Americanos de Nutricion. Vol.57 Nº4, 2007.

• BERGMAN, R.N., STEFANOVISKI, D., BUCHANAN, T.A., SUMNER, A.E., REYNOLDS, J.C., SEBRING, N.G., XIANG, A., WATANABE, R.M.
A better Index of Body Adiposity. NIH Public Access. 2011 May; 19(5): 1083-1089.

• LEE, R.C., WANG, Z., HEO, M., ROSS, R., JANSSEN, I., HEYMSFIELD, S.B. Total-body Skeletal Muscle Mass: Develepment and Cross-
Validation of Anthropometric Prediction Models. Am J Clin Nutr. 2001 May:73(5): 995.

• HUME, P., MARFELL-JONES, M. The Importance of Accurate Site Location for Skinfold Measurement. Journal of Sports Sciences. 26:12,
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• LICHTENBELT, W.D.V.M., HARTGENS, F., VOLLAARD, N.B.J., EBBING, S., KUIPERS, H. Body Composition Changes in Bodybuilders: A
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• KIM, J., WANG, Z., HEYMSFIELD, S.B., BAUMGARTNER, R.N., GALLAGHER, D. Total-body Skeletal Muscle Mass: Estimation by a New
Dual-Energy X-ray Absorptiometry Method. Am J Clin Nutr. 2002; 76:378-83.

• MACHADO, A., ABAD, C. Manual de Avaliação Física. 2ª. ed., Ícone, 2012.

• MILLER, T. National Strength Conditioning Association (NSCA) - Guia Para Avaliações do Condicionamento Físico. 1ª. ed., Manole,
2015.
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