Você está na página 1de 16

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

CAMPUS CARAÚBAS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS

RELATÓRIO DE ENSAIO DE ANÁLISE TÁTIL-VISUAL

CARAÚBAS-RN

MARÇO/2017
DÉBORA LAISY PEREIRA ESTIGARRIGA MENESCAL

JOSÉ HENRIQUE DE CARVALHO LEITE

MARIA AMANDA DA SILVA SANTOS

MILIANE DE SOUZA MEDEIROS

SUZY AUCÊNIA DE OLIVEIRA

TALLYTA RAQUEL DE MORAIS DANTAS

RELATÓRIO DE ENSAIO DE ANÁLISE TÁTIL-VISUAL

Trabalho apresentado como forma de


requisito avaliativo da disciplina de
Mecânica dos Solos, referente a
composição da nota da segunda unidade
do semestre 2016.2 pela professora
Desireé Alves de Oliveira.

CARAÚBAS-RN

MARÇO/2017
RESUMO

Na engenharia civil a utilização do solo em obras é constante, seja como elemento


construtivo ou como agregado na fabricação de outros materiais de construção. Portanto,
para garantir a estabilidade da obra, bem como o seu correto comportamento funcional e
estético, é necessário conhecer minuciosamente o solo que será utilizado. Já que o solo é
um material heterogêneo, pois nenhum processo de controle ocorre durante a sua
formação. Devido a essa característica é que se pode afirmar serem os solos materiais
pontualmente diferentes. Diversos são os tipos de procedimentos disponíveis para o
estudo do solo, a determinação de suas características e propriedades. Neste relatório,
abordamos sobre a identificação tátil visual e a sua importância tanto nos ensaios in situ,
quanto em laboratório. No laboratório, fizemos a análise do solo utilizando na prática
todos os diversos métodos que foram vistos em sala de aula, verificando assim a
importância dos conceitos estudados.

PALAVRAS CHAVE: Engenharia civil, obras e solos.

SUMMARY

In civil engineering the use of the soil in works is constant, either as a


constructive element or as an aggregate in the manufacture of other building materials.
Therefore, to ensure the stability of the work, as well as its correct functional and aesthetic
behavior, it is necessary to know the soil that will be used in detail. Since the soil is a
heterogeneous material, because no control process occurs during its formation. Due to
this characteristic it is possible to affirm that the material soils are punctually different.
Several types of procedures are available for the study of soil, the determination of its
characteristics and properties. In this report, we discuss visual tactile identification and
its importance in both in situ and laboratory trials. In the laboratory, we performed the
soil analysis using in practice all the different methods that were seen in the classroom,
thus verifying the importance of the concepts studied.

KEY WORDS: Civil engineering, works and soils.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 5

2. ANÁLISE TÁTIL-VISUAL.........................................................................................5

2.1. Informações sobre a amostra ......................................................................... 5

2.2. Materiais utilizados. ....................................................................................... 5

2.3. Preparação do solo. ........................................................................................ 9

2.4. Procedimento experimental. ........................................................................ 10

2.5. Resultados. ................................................................................................... 10

3. CONCLUSÃO. ........................................................................................................... 20

4. REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 20
1. INTRODUÇÃO

As obras de engenharia civil necessitam do apoio do solo, seja de forma direta ou


indireta, para se erguer. Algumas utilizam o solo como um elemento construtivo e
também como composto para a fabricação de outros materiais de construção. Portanto,
conhecer o perfil geológico do terreno que será utilizado na construção, bem como suas
propriedades e características são de extrema importância.

Um método barato e prático de identificação de solo é o procedimento visual e


tátil. Sem utilização de equipamentos, é de grande importante para a engenharia
geotécnica, pois poderá ser realizado in situ sem necessidade de instalações de um
laboratório. Tal análise agrupa solos com características semelhantes permitindo definir
o tipo e número de ensaios necessários a sua caracterização de um modo mais correto.

Estes testes são simples e rudimentares, entretanto, nos trazem informações


importantes e devem ser feitos com critério. A classificação tátil-visual de solos é
baseado no tato e na visão. Essa técnica se baseia em alguns testes de classificação
como: resistencia a seco, Shaking Test, corte, desagegação do solo submerso, dentre
outros.
2. ANÁLISE TÁTIL-VISUAL

2.1. Informações sobre a amostra

Para o ensaio tátil-visual foi utilizada uma amostra de solo, a mesma foi retirada
em uma cerâmica localizada na BR-117 entre as cidades de Mossoró e Governador
dix-sept Rosado, Rio Grande do Norte.

Imagem 1- Retirada do solo

Materiais Utilizados

 Bandeja
 Colher de pedreiro
 Folha de papel
 2 vasilhas
 Lâmina
 Balde
 Água

2.2. Procedimento Experimental

- Solo
1) Oso solo em uma bandeja e espalhamos de forma a analisar visualmente o
tamanho dos grãos presentes na amostra;
2) Posteriormente, friccionamos o solo em uma folha de papel para perceber a
porcentagem de finos que ficam grudados na amostra;
3) Analisamos o solo depois dos dois procedimentos citados e definimos se era
solo grosso ou solo fino;
4) Em seguida, foram realizados os testes para estimar se os finos apresentavam
características de silte ou argila;
5) O primeiro desses testes foi o de Resistência a Seco, nele umedecemos a
amostra de solo, moldamos uma pequena pelota irregular, e deixamos secar
ao ar;
6) O segundo teste foi o Shaking Test, onde formamos uma pasta úmida e
moldamos na mão, em seguida, batemos a palma da outra mão na mão que
estava com a pasta úmida e anotamos o que foi observado;
7) O terceiro teste realizado foi o de Velocidade de Secagem, onde colocamos
uma parcela de solo úmido na palma das mãos e friccionamos até passar do
limite de liquidez para o limite de plasticidade;
8) O quarto teste foi o do corte, onde consiste em cortar um torrão com uma
lâmina, observar a superfície do corte;
9) O quinto foi o de desagregação do solo submerso, um torrão do solo é
colocado dentro de um recipiente com água, onde verifica o tempo que o
torrão demora para se desagregar;
10) O Sexto teste foi o de sujar as mãos, consiste em umedecer uma amostra de
solo, amassá-la fazendo uma pasta e esfregá-la na palma da mão, colocando,
em seguida, sob água corrente, classificando o solo pela dificuldade ou
facilidade de se desprender da mão quando adicionado a água.
11) O sétimo teste é o de dispersão em água, desagregamos completamente uma
amostra de solo e colocamos em um recipiente transparente contendo água.
12) Por último o teste de plasticidade (ou da "cobrinha"), umedecemos uma
amostra de solo, e depois manipulamos bastante essa massa entre os dedos e
moldamos formando uma “cobrinha”.
2.3. Resultados.

- Amostra

1) Primeiramente depositamos o solo em uma bandeja e o espalhamos de forma


a analisar visualmente o tamanho dos grãos presentes na amostra;

Analisando o solo apenas de forma visual, percebemos que este apresenta


uma considerável quantidade de solo fino, que se apresentava na forma de
torrões e alguns pedregulhos bem isolados.

2) Posteriormente, friccionamos o solo em uma folha de papel para perceber a


porcentagem de finos que ficam grudados na folha;

Imagem 2- Teste da folha, o solo sendo friccionado sobre a folha .


Imagem 3- Teste da folha, resultado obtido.

As partículas finas (siltes e argilas) impregnam-se no papel ficando


isoladas das partículas arenosas. Através desse procedimento, podemos
verificar que a amostra usada, sujou bastante a folha, devido à grande
quantidade de finos, caracterizamos por um solo fino.

3) Analisamos o solo depois dos dois procedimentos citados e definimos se era


solo grosso ou solo fino;

Durante a realização do ensaio, analisamos que a amostra era de um solo


fino.

4) Em seguida, foram realizados os testes para estimar se os finos apresentavam


características de silte ou argila;

A argila e o silte apresentam-se de formas e características diferentes no


solo, seu comportamento, resistência, plasticidade, vão variar, e tais
características podem ser observadas seguindo os testes abaixo:
5) O primeiro desses testes foi o de Resistência a Seco, nele umedecemos a
argila, moldamos uma pequena pelota irregular, e deixamos secar ao ar;

Imagem 4-Teste de resistência à seco.

A pelota formada pelo solo, quando seco apresentou considerável


resistência e ao ser pressionada se partiu em pedaços grandes, caracterizamos
de solo argiloso.

6) O segundo teste foi o Shaking Test, onde formamos uma pasta úmida e
moldamos na mão, em seguida, batemos a palma da outra mão na mão que
estava com a pasta úmida e anotamos o que foi observado;
Imagem 5- Shaking Test.
Ao bater a palma da mão contra a outra, observamos que não houve
aparecimento de água na superfície, caracterizando como solo argiloso.

7) O terceiro teste realizado foi o de Velocidade de Secagem, onde colocamos


uma parcela de solo úmido na palma das mãos e friccionamos até passar do
limite de liquidez para o limite de plasticidade.

Quanto mais rápido esse intervalo mais características de um solo siltoso,


observaremos que o solo demora para sair do limite de liquidez, característica
de um solo argiloso.

8) O quarto teste foi o do corte, consiste em cortar um torrão com uma lâmina.

Observando a superfície do corte, sendo "polida" (ou lisa), trata-se de um


solo de comportamento argiloso; sendo "fosca" (ou rugosa), trata-se de um
solo de comportamento arenoso, nossa amostra comportou-se como um solo
argiloso.

9) O quinto é a desagregação do solo submerso, um torrão do solo é colocado


dentro de um recipiente com água, onde o torrão não deve ficar imerso
completamente.
Imagem 6 – Teste de desagregação do solo submerso.
Desagregação da amostra é rápida quando os solos são siltosos e lenta quando
são argilosos. O torrão passou muito tempo para se desagregar, sendo
caracterizado como solo argiloso.

10) Sexto teste é o de sujar as mãos, consiste em umedecer uma amostra de solo,
amassá-la fazendo uma pasta e esfregá-la na palma da mão, colocando, em
seguida, sob água corrente.

Imagem 7– Teste de sujar as mãos.


A amostra teve dificuldade de se desprender da palma da mão, porque os grãos
muito finos impregnam-se na pele, sendo necessário friccionar para a palma
da mão limpar, concluímos que é um solo argiloso.
11) Sétimo é o de dispersão em água, consiste em desagregar completamente uma
amostra de solo e colocar uma porção num recipiente contendo água.

Imagem 8 – Teste de dispersão em água.


O solo passou horas para se depositar no fundo do recipiente, devido a grande
quantidade de finos, caracterizando como solo argiloso.
12) Por último o Teste de plasticidade (ou da "cobrinha"), onde deve-se umedecer
uma amostra de solo, manipular bastante essa massa entre os dedos e tentar
moldar e fazer uma “cobrinha".

Imagem – Teste de plasticidade.

A cobrinha ao se tentar fazer um círculo se quebrou, então é um solo argilo-


arenoso

Ao final da realização de todos os testes citados, analisamos o que foi observado


e classificamos o solo como argilo-arenoso.
5. CONCLUSÃO

Os ensaios in situ e em laboratório apresentam vantagens e desvantagens. No


ensaio in situ, o resultado leva em consideração as características estruturais do solo,
suas eventuais descontinuidades, o que pode não acontecer em um ensaio realizado em
laboratório, onde teremos dimensões reduzidas dos corpos de prova. Porém, no
laboratório pode-se ter um controle maior das condições limites do ensaio, do material
e da precisão das medidas realizadas, além da possibilidade de se repetir aqueles ensaios
cujos resultados forem considerados não satisfatórios. Um outro fator importantíssimo
que deve ser levado em conta é o econômico, com os ensaios in situ sendo mais caros
do que os correspondentes ensaios de laboratório, mesmo com o custo adicional de
obtenção de amostras indeformadas.

Com base nos testes de identificação tátil-visual, verificamos que a maioria dos
testes de solos finos, apresentou características de um solo argiloso-arenoso. Devido ao
tamanho dos grãos finos, a textura lisa, a plasticidade, facilidade de se moldar, a
dificuldade de sair da superfície da mão, de desagregar o torrão e de o pó se depositar.
6. REFERÊNCIAS

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Classifica%C3%A7%C3%A3o_t%C3%A1til-visual>
Acesso em 19 de março de 2017.

<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfBzUAI/relatorio-geotecnia-
analisevisualtactil> Acesso em 19 de março de 2017.

<http://licenciadorambiental.com.br/wp-content/uploads/2015/01/NBR-7.250-
Indentifica%C3%A7%C3%A3o-e-descri%C3%A7%C3%A3o-de-amostras-de-
solo.pdf> Acesso em 19 de março de 2017.

<https://ecivilufes.files.wordpress.com/2012/03/02-caractezic3a7c3a3o-tc3a1ctil-visual-
granulometria-e-determinac3a7c3a3o-do-teor-de-umidade.pdf> Acesso em 19 de março
de 2017.