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CAPÍTULO 26

A igreja se defronta com um


mundo secularizado

Os adventistas do sétimo dia diaria- Emmuitosdessesexemplos,ospontos


mente enfrentavam situações que, embo- de vista da América do Norte dominavam
ra seculares, entravam em conflito com as decisões da igreja. À medida que a co`
suas crenças na Biblia e com o estilo de munidade adventista circulava o globo, os
vida que derivava de seus ensinos. Era- dirigentes da igreja tinham que hdar com
1hes difícil separar essas circunstâncias condições diferentes e decidir sobre uma
em categorias seculares ou rehãosas._O posição denorinacional apropriada em
ê# ãã êaà conselho de Ellen G. W7hite condiciona- diferentes tempos e lugares. As vezes
roblemas em uma arte do mundo não
esses dversos assuntos como também eranl os mesmos em outra. Outras vezes,
. o fazia o ambie_qte florte-americanQjio se exiria a paciência de ]ó e a sabedoria
ual a i a Se Ofl ou e amadueceu. de Salornão para urir elementos díspares
Os próprios problemas eram com freqü- sem tropeçar em aparentes incompatibili-
ência confiitantes. As questões de maior dades. A|gumas vezes, a uíiidade da igreja
alcance inclu'am o trabalho organizado mundial estava em jogo; outras vezes, as
que impunha aos advenüstas problemas inconsistências não importavam.
de consciência pessoal e quanto à obser-
vânica do sábado; práúcas para o reco- Relações de trabalho
nhecimento das insütuições de ensino LTm ponto importante em questão
superior a respeito das quais os lídefes eraomovimentotrabalhistaqueemerãu
da igreja tinham dúvidas, especialmente no século 19 como uma força conside-
na América do Norte, por considerá-las rável nos pai'ses industriahzados. Embo-
um consentimento à pressão do secula- ra despontasse quase de forma paralela
rismo; e a luta incessante da igreja con- ao surãmento do adventismo do ponto
tra o evolucionismo como uma pretensa de irista cronológico, esse movimento
teoria cienti'fica que atacava a crença dos nem sempre coincidia geograficamente
advendstas no relato biblico da criação e com ele. A Revolucão lndustrial. que
a forçava a realização de um estudo pro- produziu urna nova classe trabalhado-
longado da relação entre fé e ciência na ra, e o aparecimento do socialismo com
educação superior advenüsta. suas predições de uma reação violenta
L` . -.1`: ;`. !.` .,,.` i` {.` .-, !-. `' ,-`' .-t N `,.,,-,` ,~`` ,.? !,', :J r``.' ,``. '., !`, ,_., t-`. . .' .. t ..,-., `:y` .h .

contra a riqueza desenfreada haviam [organizado] como um rimigo implacá-


tinãdo por anos a sociedade e a políti- veL Outros grupos protestantes iri.am os
ca européia antes que os Estados Uni- Estados Unidos como o modelo mun-
dos se vissem afetados seriamente. 0 did da filoÉQfia _não-intervenciQ±|ista_ que
que captou a atenção dos adventistas a encamava a liberdade de consciência e a
respeito do movimento sindicalista foi aüvidade reliãosa. Aig`ms teriam que as
uma série e greves particularmente greves violentas provocassem a interven-
repulsivas, pfincipalmente nos Estados Ção do estado, o que poderia produzir um
Unidos, começando na década de 1870, estado militar que suprimiria os direitos
mas que também inclui'am distúrbios na individuais. Para esse grupo, os sindicatos
Europa, como a tentativa truncada da eram uma ameaça sinistra.
Comuna de Paris de assumir o controle Os advenüstas do sétimo dia acha-
da França em 1871. Alguns desses even- varn-se desconfortavelmente em cima do
tos tiveram como conseqüênci'a mais do muro, mas obviamente se inclinavam para
que o caos; às vezes também se perdjam esse último grupQ Os editorialistas da Rf'-
vidas e propriedades. zÁgz» 1amentavam a pobreza e a sordidez
A comunidade cristã reaÉu de forma que caracterizavam a rida dos emprega-
desigual a esses acontecimentos. Em ter- dos das fábricas e das rinas e culpavam
mos gerais, gnto_ os catóEcos c_omo Qs as práücas sem restrições dos novos in-
metodista_ÊaÊgLi£±z2=+2Lsindicalism=9£± dustrialistas como a causa desses males
seu intento de reDarar os deseauilíbrios sociais. Da mesma maneira, senriam aver-
econornicos areciam estar fora de são pelaviolência e a fflta de respeito para £Êa
controle. Os imigrantes europeus dos Es- com as autoridades que eram evidentes
tados Unidos incluíám muitos católicos nas greves traba|histas. No p|ano teo|óã-
que traziam consÉo suas idéias e supriam co, os advenristas rejeitavam a utopia tem-
grande parte da vitalidade do movimento poral prometida pelo socialismo e a su-
operário no lado ocidental do Atlânrico posição básica do evangelho social como
Embora fora da comunidade cristã, os oposta às descrições bil]licas do destino
elementos judeus manünham um ponto humano. Embora cressem na atiridade
de vista similar e até formaram sindicatos ]]+]manitária çQmQ]]q±a ezçpre s s ão dQ_çrisL-
de judeus. A mefltalidade americana esta- É4pismo, não .ps±sairan quç er4PQssÍ`rç±
va dividida. 0 evariçrelho social. um modo construir uma ordem social politicamente
de pensar popular do final do século 19, iusta e equitadw anies dam `irinda de Cristo;
\ri o bem{star da sociedade como o alvo ortanto, em vez de tentar refazer a so-
primário ao qual se aphcavam os princi'- ciedade, deviam seconcentrar no
pios biblicos. Muitos pregadoíes protes- dg _pundç> para o regr_esso de _Ie_§H=s.
tantes dessa mensagem emprestavam sua Os advenüstas também viam os sin-
Toz em apoio ao sindicalismo como uma dic.4ip_s_£oi±Lo_e±gLOL±ÊLm_e_H_aptç_àssocie-
força que contrabalançava a riqueza. Por dades secretas, das quais se distanciavam.
outro lado, cristãos que haviam adotado Íj;riÉéiTEããri -r=ceios da forte pre-
o darwinismo social como uma explica- sença católica no movimento trabalhista,
ção para a nova ordem econômica viam temendo que o trabalho organizado con-
os h'deres industriais como um resultado tribu'sse para a observância do domingo,
natural das condições sociais, e o trabalho se é que não a forçaria.Q±±±=§9j£=±±Ê] .á

F"
L-r\ f: T ,! !:`. ::T i'{ €. íi L i:: :, : i ..

_Gompers_que por longo tempo foi presi- Essas circunstâncias mudaram dra-
dente da Federação Americana do Traba- maticamente em meados da década de
lho, endossou leis desünadas a assegurar 1930, quando a empresa fechada - a que
que o domingo seria um dia de "descan- emprega exclusivamente trabalhadores
so", os dirigentes advenústas viram que sindicalizados - transformou a questão
seus temores estavam se materiaHzando. de pertencer a um sindicato em um as-
Os editoriais da R£zÀ7.f?2# recomendavam sunto entusiástico nos Estados Unidos.
aos adventistas que não se unissem aos Na trilha da Grande Depressão, a leãs-
sindicatos e descreviam a discussão sobre 1ação que leãtimava os sindicatos e lhes
salários como um desvio do seu dever pri- concedia poder coletivo de negociação,
mário de propagar o evangelho. Depois combinada com o endosso às empresas
da virada do século, Ellen G. White refor- fechadas por parte de fúncionários ami-
Çou os pontos de vista da RG#.G2#, acusan- gáveis do governo, forçou os trabalha-
do os sindicatos de violência e opressão dores adventistas a enfrentar seu dilema
e de tentaüvas de monopolizar e forçar - ou se uniam ao sindicato onde traba-
os trabalhadores. Aconselhava os adven-' lhavam em contradi ão com o conselho
tistas a não se unirem aos sindicatos uma ` .denorinacionaLouDrocuravampÊjg}pre-
ue estes ne avam às essoas o seu o em outra arte. A tensão aumentou
direito dado or Deus de tomar decisões. quando os trabalhadores adventistas
Ela também criücava as táticas dos comer- procuraram a igreja em busca de ajuda e
ciantes que procuravam controlar a manu- conselho. Além da questão de como li-
fatura e venda de produtos para gararitir dar com o assunto da empresa fechada,
lucros excessivos. Tomados em conjunto, o problema também implicava em uma
seus comentários tipificavam o dilema do mudança da natureza dos membros ad-
pensamento adventista acerca de como ventistas na América do Nofte: estava se
relacionar-se com o capital e o trabalho. tornando mais urbana.
Nos Estados Unidos, os sindicatos A primeira reação dos dirigentes da
permaneceram relativamente pequenos igreja foi abordar os h'deres do trabalho
durante o século 19 e os primeiros anos orgaíiizado com uma declaração que de-
do século 20. Embora chamassem muita finia sua posição e solicitar uma conces-
atenção durante as greves, o humor poh'ü- são. Em 1940 a Comissão da Associa
co prevalecente os via como organizações Geral adotou uma breve declaração con-
ilegais, sem uma autoridade estabelecida. i=ando que os adventistas estavam de
Seus ganhos nas disputas não eram no- acordo com os objetivos dos sindicatos
táveis, o que confirmava o ponto de vista quanto ao horário de trabalho, salários
denominacional de que suas aüvidades apropriados e "decentes condições de
eram fiíteis. A maioria dos adventistas vida"; expressava, no entanto, seu pro-
norte-americanos eram trabalhadores testo quanto ao fato de que ser membro
agrícolas ou pequenos comerciantes e do sindicato comprometeria o alvo de-
assim permaneciam fora da disputa entre nominacional de pregar o evangelho ao
o capital e o trabalho. Em outros países forçarostrabalhadoresafazer;ÍÍÍÊÊÊi±Crimi-
industrializados o envolvimento adventis- nnacãodeclassessociais.
ta no moirimento trabalhista era mínimo A explicação teve pouco impactQ
porque a igreja era pequena. Quatro anos depois, a Comissão da As-
•`.` .--;;:-!`--,S. ,;.1,i.}i-`:?r.á,.` ..-..:;,,.`,: j.-'` .`' .,,, `;, - .`_ `=. .-S -lL.

sociação Geral repetiu o seu apelo através seus lugares de trabalho e dariam a proje-
de uma carta abei-ta aos diiigentes dos tos de caridade urna quanúa equivalente à
sindicatos, fortalecendo seus argumentos cota dos membros do sindicato. A decla-
ao admitir a legalidade dos sindicatos, mas ração exiãa a assinatiira do empregado, do
defendendo a escolha dos adventistas de empregador e de um representante do sin-
não se unirem a eles como um direito dicato afetado. Se fosse aceito por todas as
constitucional. Esse assunto de proteger partes, o acordo permiüria aos adventistas
um direito dominaria a posição da igreja trabalhar em uma empresa fechada sem
em todas as suas ações fúturas. A igreja_ softer penalidade.
não condenava os ue se uniam A reação dos líderes dos sindicatos
aos sindicatos ue tratassem da mesma variou. 0 maior sindicato dos Estados
maneira a ue não o faziam. Unidos, os Operários Unidos do Au-
Logo depois de despachar essa car- tomóvel, aceitou o acordo em 1948, e,
ta, a Associação Geral estabeleceu duas no prazo de um ano, 1.100 instituições
novas organizações: o Concflio sobre sindicais locais nos Estados Unidos e no
Relações lndustriqis e a Comissão sobre Canadá fizefam o mesmo. Outros o rejei-
a Vida m C,ampo. A primeira deveria aju- taram completamente. Alguns dos pró-
dar os membros a evitar o problema de prios adventistas fizeram objeções a ele
pertencer aos sindicatos e às empresas fe- com a observação de que era uma con-
chadas, e a segunda visava animar os ad- cessão à prática das empresas fechadas.
ventistas a considerar a possibihdade de Todavia, no final, habilitou centenas de
abandonar as cidades devido, em parte, adventistas a continuar trabalhando sem ffiâÊ §
aos problemas com os sindicatos, a fim realmente se únir a um sindicato.
de viver em pequenos povoados e áreas Ao menos para o momento, alguns
rurais. Carlvle 8. Ha\7nes foi o membro dirigentes trabalhistas podiam permitir-
mais vigoroso de ambas as organizações. se desconsiderar o documento Bczfcüpc7%
Recolhia e disseminava informação sobre #Ã77Áco#í7o. A legislação dos Estados Uni-
oportunidades de trabalho no campo, e dos, em 1947, legalizou as leis do direi-
nas colunas da Rgztiigzy explicava repetida- to ao traÉalho, que proteãam o direito
mente a posição da igreja em matéria de dos trabalhadores de se ocupar sem se
relações trabanristas. unir a uma organização trabalhista. Ape-
Haynes também elaborou um docu- sar das aplicações dessas oportunidades
mento que esperava saüsfazer tanto aos do direito ao trabalho em 19 estados,
trabalhadores advendstas como aos diri- os sindicatos se tornaram mais fortes
gentesdossindicatos,intituladoLpfT_€L£jz¢Z3LZ7 do que nunca na década de 1950, mas
''m Acordo. ElenãoexplicavaarTãzãõ--fün- antes que o período terminasse ocorreu
damental da posição advenüsta para com um declínio do sindicalismo:|±vÊ_sÉga=
o trabalho, organizado, mas simplesmente cões no modo de oDerar dos sindicatos
promeda que os trabalhadores adventistas _ revelaram_ _u_ma coríupçã_o_ geneÉaLizada.
nâo romperiam uma greve ao seguir traba- Muitos dirigentes trabalhistas ficaram
lhando, e nem adtariam a opinião pública desacreditados. Com essas revelações,
durante as greves parücipando em pique- veio uma mudança no sentimento popu-
tes de protesto. Além disso, os operários lar. o prestíão dos sindicatos caiu. Leis
adventistas acatariam os regulamentos de adicionais acrescentaram mais restrições
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a eles. Fracassou o intento de opor-se às um direito humano básico que necessitava


leis em favor do direito ao trabalho. Ao de proteção, o que rinha sido o argumento
iniciar-se a década de 1970, os empre- da sta por duas décadas.
gadores foram encorajados a substituir Apesar do seu declínio, o sindicalismo
permanentemente os trabalhadores gre- havia alcançado muitos dos seus objeüvos.
vistas. A nocão de uma emDresa fechada Nos Estados Unidos, bem como noutros
ou sindicalizada erdeu sua for a. Desde países industriaJjzados, a lçS.slação sociall
a década de 1970 em diante, aumentou o que controlava o movimento e outros
número de membros dos sindicatos, em aspectos da sociedade tomou-se uma
parte por estender-se do setor privado instituição em si mesma. Essa tendên-
ao público, incluindo professores e em- cia também concentrou sua atenção nos
pregados do governo. Contudo, a força empregadores, bem como nos sindicatos,
relativa do sindicalismo não se manteve como culpados de violações dos direitos
a par do crescimento econômico geral. humanos. Ao tratar com os advenüstas
Entretanto, os acontecimentos esta- que se achavam em dificuldadeç, os líde-
vam conduzindo a igreja por outro cami- res de liberdade reliãosa da denomina-
nho nas relações trabalhistas. Em 1954, a ção se achavam protestando mais e mais
Associação Geral dissolv€u o Conselho contra empregadores e seus regulamentos
sobre Relações lndustriais e designou ao de emprego de acordo com as bases dos
Departamento de ljberdade Rehãosa a princípios de consciência e discriminação.
tarefa de defender os adventistas que ti- Em outubro de 1980, depois de uma se-
*ffiÉ@? fflú vessem problemas com os sindicatos por
qúência de audiências em três importantes
causa de seus escrúpulos reliãosos. Em cidades norte-americanas, a=Çomissão de
1961, sete anos mais tarde, a Associação kual ODortunidade de EmDrego subme-
Geral tornou oficial o que já era óbvio e teu diretrizes que delineavam expectativas
abandonou as Bczjt?rpcz% #/7zÁco„Jo como a para os empregadores. Entfe elas, hairia
posição advenüsta do sédmo dia "exclusi- provisões para acertar as disputas com tra-
va" em relação ao sindicaJismo. Os traba- balhadores, cujas crenças reliãosas oS im-
lhadores advenüstas foram aconselhados pediam de trabalhar em dias específicos.
a neçrociar suas próprias relações com os Os advenüstas hairiam tesüficado diante
empregadores. Em 1 964, a l.ei de Driitos da comissãQ Menos de dois meses depois,
Gvis desfiériu um severo golpe na aüvida- a cláusula sobre princípios de consciência
de discririnatória. A essa altura, a maio- que concedia hberdade no lugar de traba-
ria dos americanos percebia essa nova lei 1hotornou-seumapartedaleidosEstados
como ledslação histórica que lidava com Unidos. Essa nova provisão não somente
problemas raciais, mas as aplicações am- acabou com a empresa féchada, rnas tam-
pliavam conünuamente seu sistficado bém declarou ilçgal a atividade discrimina-
para incluir também questões reliriosas. tória por parte dos empregadores.
Confome aplicado aos sindicatos, esse Esses eventos não deixaram de ter urn
avanço sistficava que as empresas ftcha- impacto internacional. Na Grã-Bretanha,
das discriminavam trabalhadores, cujas o poder do Parüdo Traba]hista depois da
crenças por motivos de consciência os im- Segmda Guerra Mundial causou preo-
pediam de unir-se às instituições sindicais. cupação quanto ao impacto da empresa
A implicação era a de que o trabalho era féchada. Os di]jgentes da igreja na União
õâ B ffãS ffi fi jffBff .#À ã E ES g F m ® " #Â ®m ® ffiffl # ff#ffl ff#B Ü 8W 8 ® S 8g ® " BÀ Â mr 8 ã ffiÀ ffis ®

Britânica responderam semeHiantemente nal reconheceu que uma sociedade que


aos seus irmãos norte-americanos publi- promove princípios de hberdade relião-
cando panfletos que encorajavam os ad- sa e dignidade humana não pode forçar a
venüstas a não se unirem aos sindicatos, os consciência de uma pessoa.
quais esperavam que seus membros atuas- Durante essa longa luta, grande parte
sem solidariamente, isto é, sem discordar. do mundo adventista não foi afetada. Nos
Unindo-se aos mo\rimentos de soridarieda- pai'ses socialistas, os síndicatos erarn prati-
de, os adventistas poderiam facilmente ter camente um braço do estado e os traba-
que violar sua consciência tanto no caso lhadores tinham pouca escoma no assunto.
de violência como de le ão dominical. Nos pai'ses industrializados, fora da Améri-
Na Divisão Australasiana, de fála riiglesa, ca do Norte, o sindicalismo desempenhou
que consistia principaJmente do território um papel diferente em comparação com
da Comunidade Britânica, os dirigentes da o que ocorreu nos Estados Unidos. Pro-
igreja copiaram a reação britânica. vavelmente, uma das razões importantes
A influência dos sindicatos nos Esta- para que nesses lugares as relações traba-
dos Unidos também se havia estendido lhistas não se convertessem em um grande
ao Canadá com algumas insütuições sin- problema da igre).a foi uma atitude mais
dicais que recrutavam membros ao norte tolerante entre os adventistas para com o
da ffonteira. A observância do sábado trabalho organizado. Por definição, a so-
também se transformou em um proble- ciedade européia era mais ubanizada do
ma de emprego. Casos preeminentes de que a sociedade americana, e os advends-
1984, que envolviam ajustes para os ad- tas estavam acostumados a um ambiente #ãã g
ventistas do sédmo dia estavam na lista no qual os problemas urbanos ocupavam
das causas a serem julgadas ante a Corte um lugar central no debate poh'üco. Antes
Suprema do Canadá e cortes provinciais que o movimento trabalhista se convertes-
em Manitoba. Em julho, antes que as se em uma força nos Estados Unidos, se
cortes entregassem suas decisões, o Par- tornara politizado em muitos pai'ses euro-
lamento Canadense aprovou o novo CÓ- peus. Exisüam parüdos trabalhistas coni
digo Trabalhista do Ganadá que inclu'a candidatos que solicitavam a eleição, com
uma cláusula sobre princípios de consci- agendas que eram parte integrante do pro-
ência para proteger as crenças reliãosas grama do movimento sindicalista. Nesses
dos trabalhadores. Q iulgamento dacoi- paí,ses, os Leãs[adores promu[garam uma
rema, em dezembro de 1985, não leãslação social una, e, às vezes, duas gera-
someflte defendeu os direitos de Theresa Ções antes qi±ç nos Estados Unidos exisüs-
Q:Mg!±Ê}! trabalhadora adventista cana- sem ordenanças símilares. Em a|guns pa-
dense cujos direitos eram questionados, íses, os governos estabeleceram tribunais
mas também sustentou que a discrimina- de trabalho para arbitrar as disputas. Muita
Ção não tinha que ser intencional para ser dessa aüvidade ocorreu antes que existisse
ilegal. Na Bélãca, o Tribunal do Traba- uma forte presença adventista.
lho de Mons determinou que um traba- Uma onda de leãslação americana na
lhador adventista do sétimo dia poderia década de 1930, e outra que começou na
reclamar os beneficios de desemprego década de 1960 conduziram os Estados
mesmo depois de recusar um emprego Unidos a uma posição mais comparável
que exiãa o trabalho no sábado. 0 tribu- com a de outros pai'ses industrializados. j_
•; .-,1 - \-` i' :,: !: -- ._: :_ -.-., _.; .

Em 1984, a Organização lnternacional mais para alguns adventistas tolerar, e se


do Trabalho pôde relatar que a seguri- uniam aos sindicatos. EL=bQLra_ajgreja_ _s_e_
dade social, interpretada de forma ampla usesse ao sindicaüsmo pgr._up]a _Vafle-
para incluir, entre outras coisas, condi- dade de razões, também havia sustentado
ções de trabalho, renda de jubilação, be- consistentemente ue tornaf-se membro
neficios para a famflia e seguro público, dos sindicatos era um assunto de consci-
era uma forma de vida nas áreas indus- ênciaindividual,emesmg=g±±çps.trabzt|ha-
trializadas do mundo. dores advenüstas se unissem a eles contra
Nos pai'ses pré-industrializados, o .r=`io_nselhodç=TiQ_ria±iigf±a±d_a_Çram
problema dos sindicatos era irrelevante. cor±siderados memLb±g§£±ajgÉçjaÊ_Pi. boa
Essa situação mudou à medida que as iLrçgi±|ar situação: Os dirigentes adventis-
conquistas das associações sindicais se tas se sentiam consternados pela violência
refletiam na leãslação social e produziam e radicalismo do movimento trabalhista
mais beneficios para os trabalhadores onde quer que isso ocorresse, contudo
e contribuíam para custos de produção não intervieram até que o govemo com-
mais elevados. Os fabricantes, ao virem binou sua influência com o trabalho orga~
seus interesses afetados, reaáram trans- nizado e formaram a empresa fechada ou
ferindo algumas de suas operações dos sindica]izada, que a igreja via como uma
mercados tradicionais norte-americanos ameaça à liberdade de consciência. Assim,
e europeus para fontes de trabalho mais tornar-se membro dos sindicatos perma-
econômicas, em partes distantes do mun- necia um assunto individual.
íi¥ és do. 0 movimento sindicalista, às vezes, Os adventistas também considera-
seguia para esses novos centros indus- vam a empfesa fechada como inerente-
triais, mas a violência que havia caracte- mente contraditória aos princípios de
rizado o movimento trabalhista no século liberdade expressos na Consütuição dos
1 9 não reapafeceu. e do movimento Estados Unidos, e finalmente a luta de-
sindicalista claramente ha\úa assado, mas nominacional che`gou a materializar-se
ermaneceu cautelosa. Em uma em uma cláusula sobre os princípios da
declaração formal, em 1989, a Dirisão consciência, expressando o direito da
do Sul do Pacífico declarou que a igreja classe trabalhadora de ganhar o seu sus-
apoiava objeüvos legi'timos como salários tento sem sofrer penalidades por causa
justos e condições de trabalho saudáveis, de suas crenças. Era irônico que à medida
mas lamentava a coerção que, às vezes, que essa questão se tornava mais estrei-
os sindicatos empregavam. Os membros tamente defiirida como um princípio de
_qa igreia erarn aconselhados a não se unir consciência em vez de uma defesa dos di-
Êgis Sindicatos, mas podiam esco_Hier. reitos de propriedade contra a violência,
Durante sua luta contra a sindicaliza- os trabalhadores adventistas se achavam
Ção, os advenüstas tiveram que suportar em posição de defesa contra emprega-
repetidas acusações de que desejavam os dores, em um tipo de confronto muito
beneficios pelos quais a classe operária es- semelhante ao que hariam experimenta-
tava batalhando, mas não queriam unir-se do com o movimento sindicahsta. Tinha
ao movimento ou contribuir com dinheiro sido uma luta longa e árdua, mas a deno-
a fim de capacitá-lo para que üvesse êxito. minação estava satisfeita porque os prin-
Às vezes, essa acusação parecia dificfl de- cípios da consciência haviam vencido.
'.. :',-í,. `.` , , ,=' :`.i-t :',(.1i í.! ,-`_ t.`I`.,, \,:``.', ü,r..l,:-` i\,..: ` -: - .: --.: ',

Reconhecimento oficial das escolas ções de acreditação independentes nâo


Uma das principais razões para que os conectadas aos governos estaduais. No
adventistas desenvolvessem seu próprio inído, a primeira \ria afetava principalmen-
t=e as escolas elementares e secundárias, e,
sistema de educação foi seu temor de que
as influências seculares debilitassem a fé posteriormente, as instituições de ensino
de seus filhos. Além disso, o principal superior; a segunda iria pressionava princi-
objetivo da educação superiof adventista pa]mente a educação superior, mas, com o
era prov€r obreiros para os mútos ramos decorrer do tempo, as escolas elementares
da igreja, principalmente ministros, pro- e secundárias. Também o reconhecimento
fessores e trabalhadores na área da saú- estatal das escolas privadas, que inclu'am
assunto da acredita as escolas adventistas, tornou-se Óbvio de-
cimento oficial das escolas adventidas pois da Primeira Guerra Mundial quando
não era tão dramático como a auestão um movimento aborüvo entre alguns es-
das rela ões trabalhistas mas ainda tinha tados tentou obrigar todos os estudantes
ortância lanos de a do ciclo primário a assistir às escolas es-
denominação no tocante a um mundo tatais. Embora esse movimento fracassas-
se, os adventistas do sétimo dia viram-no
£Êç]±[ar Novamente, como descobriram
os dirigentes da igreja, as políücas nacio- como uma advertência de que suas escolas
nai.s ao redor do mundo desempenharam primárias e secundárias deviam satisfazer
um papel importante em modelar as prá- as normas estabelecidas pelos estados, ou
ticas relacionadas com a condução e a correriam o risco de ser fechadas.
Os coléãos denominacionais já esta- # ãâ¥
qualidade das escolas denominacionais.
A necessidade de prover escohs vam sentindo a pressão de normas pro-
com um sistema operacional que asse- cedentes de associações de acreditação
reãonaís e de grupos profissíonaís. Os
gurasse aos estudantes e aos pais que
eles receberiam o que as escolas prome- coléãos privados dos Estados Unidos
teram, tornou-se cada vez mais evidente operavam com base na autoridade de
à medida que aparecia uma quantidade e uma permissão legal do Estado, a qual
variedade de instituições. Foi nos Esta- lhes dava o direito de fiincionar, mas a
dos Unidos ue come ou o movimento conjuntura não controlava a qualidade do
da educação denominacional. A política que eles realmente faziam. Embora os ad-
nacional colocou o controle da educa- ministradores dos coléãos privados, espe-
Ção nas mãos dos estados antes que pu~ cialmente as instituições relacionadas com
sessem em um organismo nacional Ao a igreja, apreciassem essa independência,
longo do século 19, e no início do sécu- tomavam-se mais sensíveis à necessidade
1o 20, todos os níveis das escolas adven- de medír a quaüdade do seu desempenho.
tistas fúncioriaram praticamente sem A expressão "acreditação voluntária"
interferência, mas essa situação mudou surãu no final do século 19 para descre-
durante a década de 1920, quando o re- ver a formação voluntária de associações
conhecimento se tornou um problema. de coléãos e universidades em uma am-
0 moirimento de acreditação sçguia pla redão dos Estados Unidos, sob cujo
por uma iria dupla nos Estados Unidos; patrocínio estabeleceram critérios para
a prrieira lçãsiada peios estados e a se- assegufar a qualidade acadêmica de suas
gunda organizada e mantida por associa- propostas. Quase ao mesmo tempo apa- ,á
!-, :`. ;:. ! `: _1 :`, -.: ;: !`. i`. ;- . _; .'

receu a acreditação profissional, que era obter acre tação como instituições de dois
um movimento de especialistas em um anos, em vez de coléãos de quatro anos.
dado campo, tal como o ensino, pafa im- Ao examinar essa situação, BJLMagap, de-
por normas acadêmicas a todos os pro- cano e, mais tarde, diretor do College of
gramas de preparação para sua carreira. Medical Evangehsts (cuja sida em inglês é
Foi como o resultado de uma com- CME), conduiu que a £álta de acreditação
binação da acreditação voluntária e da como insütuições de quatro anos entre os
profissional que os coléãos advenüstas coléãos adventistas estgva praticamente
começaram a sentir a pressão para obter forçando os estudantes adventistas a ad-
credibfldade. Na primeira parte do século quirir parte de sua educação profissional e
20, a Associação Médica Americana come- pré-profissional em escolas não adventistas.
Çou a exist dos estudantes que se gradu- Ele argumentou que a classificação "A" do
assem em escolas acreditadas a fim de se CME requeria, de fato, que os coléãos ad-
inscrever em programas médicos, caso a ventistas cumprissem os critérios de acredi-
escoh de medicina desejasse manter uma tação como coléãos superiores.
classificação "A''. 0 College of Medical A escola de medicina da igreja não
Evangelists havia obüdo sua classificação havia obüdo uma classificação "A" calma-
"A" em 1922, mas a maioria dos seus es- mente, sem debates; a polêmica continuou
tudantes de medicina procedia de coléãos quando Magan enfitizou as implicações da
adventistas que não estavam acreditados reputação do Couege of Medical Evang£-
ou de programas pré-médicos de dois J±§±i para o~s coléãos adventistas. Desde o
áE Êgã anos em coléãos adventistas. Nesse úlü- ini'cio, a|guns círculos da igreja se opuseram
mo caso, as escolas adventistas poderiam à acreditação procedente de associações se-
culares. Em 1923, ¥_E. Howell, secretário
de educação da Associação Gera| disse aos
educadores adventistas que a idenüficação
com organismos que conferiam a acredita-
Ção comprometeria o caráter disünüvo da
educação superior advenüsta.
A demanda de um reconhecimento ofi-
cial dos estudos se estendeu da medicina
pafa outros campos acadêmicos. A con-
ft)rmidade com os rçgulamentos do estado
que rçãam a certificação do educador para
professores de escolas elementares e secun-
dárias dependia de programas de iristrução
acreditados. As escolas de enfermagem
também se tornaram mais restridvas. A4a-

Como decano do recém-estabelecido College of gan, como uma voz domimnte que promo-
Medical Evcmgelists, P. T. Magcm (i867-1947) vri a acreditação, não cria que o processo
insistiuftrmememte para que houvesse um i)la- inerentemente traria bênçãos, rnas não que-
no denominacional de acreditação das escolas ria ver estudantes advenüstas fteqüentando
adüentistas de acordo com as normas estabe-
colégios não-adventistas a fim de receberem
lecidas pelos orgcLnismos de acTeditação dos
Estados Unidos. a educaçâo que os estados e outros organis-
'1` ' :i à, t --.., `-..._ '-- _., ;-:-L. -: :`; . `. ;-. `-, .\,J .: ,\'i ,t., :-. `` '_-. + ,'. :_. -,`, t..,.. \_ 1` \ JZ` ..\ ,_.', .,

mos estavam demandando; nem queria ver instituições continuariam tendo acredita-
o fechamento dos coléãos advenüstas. ção de seus estudos só para os primeiros
Porumbrevetempo,nadécadade1920, dois anos. Nos meses segiiintes, tornou-
a contenda sobre a acreditação suscitou es- se evidente que os colérios adventistas
peranças de que a igreja pudesse saüsfazer não podiam conünuar fimcionando com
as autoridades médicas e educacionais ao programas de quatro anos quando suas
desenvolver uma associação denominacio- propostas de acreditação se limitavam aos
nal de acreditação. Essa esperança moüvou primeiros dois anos. Em vista dos argu-
a decisão do Concflio Outonal de 1928 de mentos de Magan e de outros administra-
organizar o .ÇQp±elho Un ivf`.rsitá iifl A£1Hen~ dores de escola, a Comissão da Associação
tista do Sétimo Dia o que fária com que Geral capitulou no Concflio da Primavera
todas as escolas secundárias e coléãos de- de 1936, rescindindo seu voto anterior e,
norinacionais prestassem contas a uma só assim, abrindo a porta para a acreditação
autoridade. No ano seguinte, nasceu a A± de todos os coléãos advenústas da Amé-
sociacão de Colédos e Escolas Secundárias rica do Norte. já o Pacific Union Conege
Advenüstas. tendo o Conselho Universitá- em1932,eoWáuaWàllaCollege,em1935,
rio como seu bfaço executivo Embora es- hariam obtido a aprovação de seus orga-
sas organizações fossem úteis para animar nismos reãonais de acreditação.
as juntas direúvas e o professorado dos Um dos problemas mais sérios que as
coléãos a melhorar as instalações, o coÍpo associaçõesacreditadorasencontraramnos
docente e o curri'culo, elas não substituíam campi adventistas foi a fflta de professo-
as associações rerionais de acreditação ou res com ti'tulos de pós-graduação. Formar #Ê gs
o reconhecimento de grupos profissionais um copo docente reconhecido academi-
como a Associação Médica Americana. camente não somente era dispendioso;
Com exceção de um punhado de esco- também significava que os professores de-
ias primárias e secundárias redonaJmente viam fteqúentar univ€rsidade s não-adven-
acreditadas, o Conselho Ufriversitário era a tistas. Durante a década de 1920, a|guns
única agência de acreditação para as insütui- educadores de coléãos se inscreveram em
Çóes adventistas abaixo do nível Colçãal programas de pós-graduação e, em casos
A Grande Depressão também influiu limitados, receberam ajuda financeira de
sobre os educadores adventistas. Tendo a suas instituições patrocriadoras, mas a
restrição financeira reduzido o número de prática não se haüa estendido. 0 temor
`iagas de trabalho na igreja, uma proporção ue a ex osição a flosofias an
mais elevada de estudantes adventistas bus- cas ao adventismo de reciasse sutilmente
cou emprego fora da denominaçãQ Em a fé dos rofessores roduzisse uma
muitos casos, tornou-se necessária para eles ostasia aberta ue os diri
uma educação oficialmente reconhecida. tes denominacionais rornovessern com
0 debate entfe os dirigentes da igreja. ÊEE±asmQ estudos de pós-graduação.
chegou ao seu Ponto cu]minante no Conci'- Por mais que os dirigentes adventis-
hoOutomlde1935,quandournvotooficial tas fossem relutantes em aceitar o mo-
reconheceu a leÉümidade da acreditação, vimento de acreditação da América do
mas determinou que somente dois coléãos Norte, não podiam passar por rito sua
norte-americanos de quatro anos podiam persistência. Depois da decisão de 1936
sohcitar esse reconhecimentQ As outras de rescindir as restrições da igreja em

F
:: í: .--.: 1` ` i?-' i ;,, !`. S; i` ,-_ ; : ,_,:

matéria de acreditação, todos os coléãos Um dos casos foi o aumento excep-


adventistas buscaram esse reconheci- cional da educação advenüsta em todo o
mento até que tivessem obtido a apro- mundo durante a década de 1920. Quan-
vação de suas associações acreditadoras do a década começou, 716 das 928 escolas
reãonais. Em 1945, a última insütuição adventistas estavam na América do Norte,
de quatro anos obteve a acreditação. mas dentro de dez anos, os campos mun-
A__resistênc_iaadve_p]úsJÍLà_acrçd±±eçiãaQ diais estavam operando 1.297 escolas, en-
era uma atitude ue desconcertava os edu- quanto que o total na América do Norte
cadores fora da i a. Um membro não- havia baixado para 680. Essa enorme mu-
adventista de uma comissão de acreditação dança no equilíbrio das escolas adventistas
que avaliava urn coléão advenüsta obser- ocorreu durante os mesmos anos em que
vou que a oposição denominacional emer- ünha lugar na América do Norte o debate
ãa de pontos de vista conffitantes entre fé sobre a acreditação. Era óbvia a necessi-
e prática reliãosa por uh lado, e objedvos dade de sistematizar os esforços educacio-
e métodos de educação superior por outro. nais da denominação.
Os adventistas criam em demandas pesso- Em campos onde existiam escolas
ais rigorosas, na dignidade do trabalho e a adventistas, os educadores já estavam ten-
motivação pela fé em vez de remuneração. tando desenvolver um sistema. Em 1920,
Embora as agências acreditadoras manti- W! E. Howell visitou a Divisão Sul-Ameri-
vessem critérios mínimos, o peso do seu cana para driÉr um concflio educacional
julgamento repousava sobre quão eficien- para o qual convidou a todos os diretores
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tes eram as escolas em cumprir os propósi- de escolas preparatórias e a dirigentes do
tos que ehs mesmas haviam formulado. Depaitamento de Educação. Entre suas
Muitos dirigentes adventistas não decisões, estava a de oferecer classes além
captararn esse ponto e perceberam que do nível secundário e de classificar como
a acreditação podia ameaçar os valores outras alternativas os cursos de prepafa-
denominacionais. Os critérios que os Ção do obreiro. Essas reuniões não cons-
organismos de acfeditação estavam incli- tituíam uma acreditação, mas impunham
nados a enfatizar envolviarn uma prepa- normas denominacionais.
ração profissional superior por parte do A aprovação oficial das escolas ad-
corpo docente e um melhoramento das ventistas fora da América do Norte efa
instalações fisicas. A prática denomina- geralmente uma questão de cumprir as
cional de pagar salários baixos também normas estabelecidas pelo governo, um
atraiu a atenção. Durante o tempo em exemplo disso foi o .Çg|Égio Adv_çg!ɧ-
que o dinheiro não era abundante e as ta del Plata na Ar entina. Essa institui-
instituições adventistas estavam lutando ção começou suas advidades em 1899
contra problemas financeiros, a perspec- como uma combinação de escola primá-
dva de gfandes desembolsos de driheiro ria e centro de preparação dos obreiros.
para satifazer esses critérios dificilmente Quando a escola completou seu 18.° ano
era atrativa para a liderança da igreja. Por de vida H. U. Stevens seu diretor, obser-
mais reticentes que tenham sido alguns vou que uma das grandes necessidades da
dirigentes da igreja em aceitar a acredita- América do Sul efa a de escolas e profes-
Ção das escohs, as circunstâncias estavam sores. Em 1920, apesar da decisão da Di-
conduzindo inexoravelmente para isso. visão Sul-Americana de limitar as escolas
.`. : `` `.: .'. j h` :.` r : .:, :` ;` ,..` À` : ,`. r .`! =\` 1``! -`,i `+= `.i ``` t:Í. `:: 1, ! t.` 1` ..\ .`: ; .: -,``., !`\

da América do Sul ao ni'vel secundário, programa de preparação de professores


em 1924, os dirigentes da igreja começa- como profissionais competentes.
ram a fálar seriamente em transformar a Não era o propósito da escola compe-
instituição da Argentina em um coléão ür com os sistemas do estado na prepa-
de dois anos de estudo, mas os planos ração de professores ou em algum outro
se materializaram lentamente. Quando a programa. Não obstante, haria se desen-
possibilidade se transformou em realida- volvido ao ponto de que estava prepa-
de, T. S. Marshall, o novo diretor, inaugu- rando profissionais tanto para o mercado
rou a avahação formal dos estudantes por de trabalho secular como também para
inspetores do governo. 0 procedimento a igreja. Se a submissão de Marshall aos
se aplicou somente aos estudantes do examinadores do governo foi voluntária
programa de preparação de professores. ou exiãda, não parece que tenha sido fei-
Se esses mestres em perspectiva fossem ta com relutância; ao contrário, demons-
aprovados com êxito nos exames, obte- trou a boa vontade da Éreja em aderir a
riam um certificado de ensino vitalício. regulamentos padronizados, além daque-
Em 1934, Marshall informou que du- 1es impostos pela igreja. A experiência
rante os sete anos de inspeção oficial do do Coléão Advenüsta del Plata também
programa de preparação de professores, mostrou que o programa estava produ-
a instituição havia graduado 62 possui- zindo graduados competentes para as
dores dessa presüãosa disünção. Desse escolas primárias adventistas e que a qua-
modo, os regulamentos denominacionaj.s 1idade da educação denominacional era
fimcionavam no contexto da leãslação profissionalmente satisfatória tanto pelas #® É
regulamentar argentina. normas da igreja como pelas do Estado.
A experiência argenüna ilustra uma Mesmo antes que os inspetores do
situação semelhante à das escolas norte- governo examinassem o programa de
americanas. Quando os inspetores do preparação dos professores, o Coléão
governo começaram a examinar os gra- Adventista del Plata havia ganho prestí-
duados do programa de preparação de ão por seu programa de agricuitura. O
professores, o Coléão Adventista del governo nacional proveu equipamento e
Plata era a quarta maior escola adventista publicidade favorável para a instituição.
fofa da América do Norte. Os 62 possui- Esse reconhecimento não era uma acre-
dores dos certificados vitalícios de ensino ditação oficial, mas era uma aprovação
representavam mais do que o dobro do imph'cita para fi]ncionamento, proceden-
número de professores adventistas na Ar- te da mais alta autoridade nacional.
genrina, Uruguai, Paraguai e Chile juntos. Nem sempre o controle do govemo
Não existem dados para verificar onde foi tão favorável às escolas advenüstas
estavam trabalhando esses professores como tinha sido na Argentina. Em 1928,
com certificados vitali'cios, mas é seguro seguiu um cufso oposto no Peru. Preocu-
eipecular que a|guns deles eram empre- pados com o currículo e outros assuntos
gados de escolas públicas. Se bem que o da Essg!Lla Normal de Tiricaca=j> presi-
propósito principal do Colégio Adventis- dente peruano e o ministro da Educação
ta del Plata fosse preparar obreiros deno- emitiram um decreto conjunto declaran-
minacionais, os números sugerem que o do ilegal a instrução sectária que se opu-
setor púbhco reconhecia os graduados do nha à rehrião prevalecente. A declaração
•:, t.: :;` -,-`\ i_\ --1 Í<, í-. ,' f. '1 , ; c_

também expressava que era responsabi- Universitário a fim de sisternaüzar sua


lidade do governo aprovar os livros es- própria avaJiação das escolas. Embora
colares, a natureza da instrução moral e benéfica, essa aprovação concedida pela
reliãosa e o estabelecimento de escolas agência da igreja não trouxe consigo ne-
do estado para executar a ordem. A Es- nhum reconhecimento oficial, embora os
cola Normal de Titicaca fechou em 1928, educadores advenüstas chegassem a qua-
contudo, reabriu em dezembro de 1930, lificar a avaliação denominacional como
depois de uma revolução que subsútuiu o um sistema de acreditação. Mas como es-
presidente peruano por um mais favorá- tavam sujeitos à regulamentação governa-
vel à escola preparatória adventista. mental, os professores adventistas fora da
aJ. diferen a entre o sistema América do Norte tendiam a considerar o
norte-americano de acreditação e o de Conselho Universitário como um arrificio
al'ses era a resença de associa- norte-americano de pouca relevância.
çÊÊip_ç)dç£9Sas_P9Ê_.EL|taLÇ!8§___`U±TLg±___g±£ Não foi senão em 1970 que o |±[Ê]y-
a educa erior inde- bold College da lndaterí.a se tornou a
endentemente do estado. Existia POu- primeira escola educativa superior fora
quíssima educação superior advenústa da América do Norte a receber acredita-
fora da América do Norte durante a déca- ção do Conselho Universitário. Depois
da de 1920, mas os educadores progres- disso, as insütuições pós-secundárias dos
sistas podiam ver que no final se desen- campos mundiais buscararn a aprovação
volveriam os programas pós-secundários. denorninacional como também o melhor
;`_ 0 rápido aumento no número de escolas nível possível de reconhecimento do es-
advenüstas ao redor do mundo ajudou a tado. Comumente, o nível mais baixo de
animar a igreja a estabelecer o Consemo aprovaçâo do estado era simplesmente a

Em ig7o, o Neu)bold Colleg e da lnglc[ierr'afoi a primelra imstiíuição educacional superior fora da


América do Norte a cumprir as normas de qualidade denominacional estabelecidas pelo Conse-
lho Untversitário. Porfim, todas as escolas adventistas ao redor do mundo se tomarcm parte da
Associação Aduentista de Acredítação .
i , .`i h' !` j ;!` ':, L '.T, !: ;.: ':i 1:, ., `! ,`. t-,, :` i\4 :,! r .,..1 `,..1 |,i `t i.j (,` :: !. .,`` .L~ \`.1`^ í :,`. :` |,, .``

aprovação para diriSr uma escola. Os es- ciação reãonal norte-americana de acre-
tudantes obtinham certificados de estudo ditação, e o Coléão da União do Caribe
e corriam -o risco de não serem validados. em Trinidad estava afiliado à Andrews
Às vezes, os estados davam um passo a Universiqr. As sete restantes possuíam
mais aprovando programas individuais a reconhecimento de seus governos.
fim de permidr aos estudantes que rece- Omos exemplos de autorização para
bessem licença em uma dada profissão. outorgar ti'tulos induíam o_Ç_a±}_adia±}_ _Uni=
A aprovação do estado para programas yersitv Colleçie que, em 1995, recebeu
especializados não significava que toda a aprovação do govemo provincial de A1-
ristituição era aprovada. Ocasionalmen- berta para oferecer quatro programas com
te, em vez de receber o reconhecimento ti'tulos. Planos estavam em andamento
estatal, uma universidade no mesmo pai's, para oferecer um ti'tulo em educação que
como uma instituição advenüsta, leãtima- subsütuiria o programa afiJiado com o
va um programa especial com sua própria Union College dos Estados Unidos. No
aprovação. 0 ni'vel mais elevado de reco- ano seguinte, o Avondale College, ria Aus-
nhecimento estatal era conceder a uma tráJia, recebeu reconhecimento oficial de
instituição a autoridade de outorgar ti'tulos. seus programas para títulos de comércio
Lugumas organizações adventistas fora da e de administração de escritório por parte
América do Norte compensavam sua fálta da ]unta de Acreditação Vócacional, Edu-
de autoridade para outorgar títulos estabe- cação e Capacitação de Nova Gales do Sul.
lecendo acordos de afiliação com escolas Por volta da década de 1 990, as instituições
advenüstas dos Estados Unidos. Sob a co- em quase cada divisão mundal da igreja 4ig#Ê
bertura de reconhecimento oficial norte- haviam obüdo autoridade similar
americano, os estudantes em muitos países Depois da Assembléia da Associação
podiam obter ti'tulos reconhecidos. Geral de 1990, a denominação substituiu
Quanto aos ti'tulos locais, a partir da o Conselho Universitário pela ±§±ç2çia-
década de 1970, as instituições advenüs- ão de Acredita ão de Escolas, Colé
tas fora dos Estados Unidos começaram e Universidades Adventistas do Sérimo
a receber o priviléào de outorgá-los. Esse .PLia, às vezes reduzida para Associação
reconhecimento foi lento, a princípio, ,mas Adventista de Acreditaçâo. Tornou-se a
ganhou impulso. Em 1996, a Divisão Asia- autoridade acreditadora de todas as ins-
Pacífico informou que tinha 1 3 instituições ütuições advenüstas de ensino superior e
autorizadas a conceder títulos. A Divisão dos programas e instituições de pós-gra-
lnter-Americana tinha nove e a Sul-Ameri- duação, e também a autoridade que apro-
cana oito. Em alguns casos, essa autorida- vava a acfeditação das escolas secundá-
de se aplicava somente a programas espe- rias, de acordo com o que recomendavam
ci'ficos. Em 1992, HerbertFletcher2 diretor as Comissões de Acreditação das djvisões
de educação da Divisão lnter-Americana, do mundo. A Tunta lnternacionaal de Edu-
informou que as nove instituições de ni'- çação supervisionava essa atividade.
`-el superior sob sua responsabilidade ou- Na década de 1990, os administrado-
[orgavam ti'tulos. Devido à sua conexão res de escolas deixaram que transcorresse
com os Estados Unidos, a Universidade pouco tempo antes de buscar a apfovação
_ldventista Antilhana de Porto Rico foi denominacional para suas instituições.
oficialmente reconhecida por uma asso- Somente cinco anos depois da sua fiinda-
:: 1';.p-! ',.t.`.-,'!.': Í.:; 1 ..,- : Lli,_:

Ção, o Mission College in Thafland passou toda parte assimlar as instalações fisicas,
pelo exame do Conselho Universitário. o preparo profissional do pessoal, a pro-
Três anos depois de ter sido elevada de dutividade erudita e outros critérios para
escola secundária para instituição de ni'vel medr as escolas em todos os níveis como
superior, fixou-se uma data para que a es- evidência de uma educação de qualidade.
cola da Venezuela fosse examinada pela A±ém des ses aspecto s mtçriai§_daj!çgÊL-
agência denominacional. diLta_çãQ± podemos atribuir a mudançade
recisou de meio século aÉg±dç._ da denominação_pa±=a+Qmaac£e= _
desenvolver urn sistema lobal de acredi- diJtação a um entendimemo de que comQ
ão denominacional. Mesmo antes .çjsçãos, os advenüstas .e]:am obrigadQsu
L{ retirassem as resrições contra a acre- .±í±pter sua ritçgridade Êp. assuntQs. rnua-
ditacão secular. em 1936. os educadores danj±g§tãobemcomomevangelhcomo
adventistas haviam a rendido a ada tempo, essa atitude maniíéstada nos níveis
q_0r±_as deno_minacionais às muitas fo_±mas onde se forjam as norrnas e rçgulamentos
dÊ_a_DrovaçãooficialaQredordomunLQdg da igreja levou os h'deres denominacionais a
e, por volta da década de 1990, o sistema aceitar a noção da acreditação A igreja dai7a
adventista era um dos vínculos unificado- as boas-vindas como membros tanto aos
res da igreja mundial. Para sua decepção, educados como aos ricultos, todaria, sua
alguns admiristradores escolares viram ênfáse sobre o profissionaüsmo no proces-
que o complexo sistema de acreditação so educacional em si revela`7a a convicção
dentro da igreja podia ser mais exigente de que o profissional bem preparado e o
# ã`# doque odas associações privadas dos Es- membro de igreja altamente instruído não
tados Unidos, temidos pelos dirigentes da eram ameaças inerentes aos propósitos de-
denominação na década de 1920. nominacionais. A s consecuções intelectuais
Provavelmente, a principal lição da e ocupacionais nunca foram confimdidas
experiência por que passou a denomi- como critérios para medir a consagração
nação com a acreditação foi seu reco- espiritual, mas não obstante seus primeiros
nhecimento das crescentes expectativas temores, a denorinação tinha chegado a
de alfabetização e normas profissionais. compreender que essas qualidades não
Essa tendência era um fenômeno global eram mutuamente exclusivas.
qual ninguém estava imune. A educação
adventista, se bem que permeada de va- Evolucionjsmo
1ores reliãosos, encarnava também outras Um desafio especialmente problemá-
qualidades. Em um sentido mais amplo, üco, que exiãa que a denorinação de-
as habilidades práticas e intelectuais não pendesse de uma instrução cuidadosa, foi
eram rehdosas nem irreüãosas, somen- o debate interminável sobre a origem da
te a aplicação das habilidades tornava o vida no planeta e a idade da Terra em si.
assunto reliãoso. Os estudantes que fre- Em 1859, a comunidade cristã saudou o
qüentavam as escolas denomriacionais livro 4 073!ggzz7 czzr E¢áriaf de Charies Da-
tinham todo o direito de esperar que sua j]§Ép com reações mistas; a|guns viam o
instrução os capacitasse para competir lrio como uma explicação científica de
na vida depois da escola tão bem como um mito cristão e outros o consideravam
qualquer outra pessoa. Havia se tornado como um severo ataqu€ às crenças fimda-
comum para as escolas adventistas em mentais.Conquantoairmandadecientifica
A ! 1; ,'i i j Á\ :; 1:. Ei r {: i`` Lt r',; i ,` ;.``. t` M i; I\ti ,w Ll t.1.+ .'`: ``; 1:. t i, í .`` <.2 í L tl` £'. `..`:

em ambos os hdos do Atlântico adotasse plamente para encontrar altemativas às


em termos gerais as teorias darwinianas, a exphcações geolóãcas para a origem da
aceitação geral por parte do assim chama- vida. No âmago do seu argumento esta-
do público cristão foi muito mais lenta. Foi va a convicção de que uma catástrofe ha-
somente na década de 1930 que os livros via produzido as camadas de fósseis que
de texto dos coléãos dos Estados Unidos os evolucionistas afirmavam que eram
incluíram explicações evolucionistas para a uma evidência de um desenvolvimen-
origem da vida. Não obstante a aceitação da to natural das formas de vida. Ele cria
evolução por cienüstas, a crença fimdamen- que nos estratos da Terra havia suficente
talista ria criação não morreu facilmente. evidência para fefútar as asserções dos
A reação adventista inical foi rechaçar evolucionistas e que os estudos geolóri-
a evolução com fúndamentos teolóãcos. cos encerraram a chave da controvérsia
Não foi senão em 1902, 43 anos depois criacionista-evolucionista. Tanto ciuanto»
do livro de Darwin, que Georçre Mccre- sabemos ele fói o rimeiro a lan
Êd¥_P±e publicou sua primeira resposta Ç|=_ç_safio ao s _evolucioni_s_t_as_+._tefl±andQ£n-
adventista séria, não-teolóãca, à evolução, .fren_tá=los em seu pró.Drio terreno.
Qptlln_es of Modem ChTi£Íiayiip and Mod&rfl_ Price causou um impacto, mas não
14Ézzz4gprincíp±Qs_Ge±aisdQ£f±sÉanismc± imediatamente. Dezenove anos depois
M_odç_r_no e a Ci_ên_Ç_i_a _MQ_d_ema]|'rice era da publicação do seu livro, ele iniciou
canadense, professor em New Bmswi- uma carreira como docente em coléàos
ck, e não dispunha de credenciais formais superiores que o levou a cinco campi ad-
sobre as quais basear sua refútação a Da- ventistas como ptofessor de geoloria. Já 435
rwin, mas havia lançado sua carreira como haria se tornado urna figura conhecida
criacionista depois de ler e pesquisar am- nos círculos fúndamentalistas, e, durante
a década de 1920, sua reputação se elevou
ao apaíecer suas obras tanto em pubhca-
Ções protestantes como católicas. Nesse
riterim, de sua pena brotou uma corrente
constante de escritos, tendo finalmente
publicado uma multidão de arügos e mais
de 20 livros. Travou verbalmente urna luta
com homens da ciência, que às vezes o ig-
noravam ou o repreendiam devido à sua
fàlta de preparo formal para lidar com a
profimdidade do assunto. Entretanto, ele
manteve resolutamente seus temas cen-
trais, sem jamais se apartar do seu ponto
de rista oriSnal de que a geoloãa encer-
rava a chave para uma refiitação bem-su-
cedida da evolução. Nunca se iludiu com a
esperança de que destruiria as teorias evo-
George Mccready Price (i87o-ig63), geólogo
lucionistas, mas esperava validar o relato
a que ten- biblico da criação e do dilúvio com expli-
:::rde]#af°#oipuE:ecT::adda%onsS"úficos:`®b cações facionais. 0 impacto dessa postura
i`. t`, .j -;--',11.) ;T-::' :; !_?. ,:. 1 U .'

sobre a doutrina do sábado do sétimo dia do Pacific Union College que se mudasse
não se perdeu entre os advenüstas. da química para estudar paleonfolo§a.
Nas quatro décadas que segiriram à Desses primeiros arranjos, surãu pos-
de 1920, os evolucionistas compilaram teriormente o Geoscience Reseafdi lstitute
argumentos impressionantes a favor do Hns_tituto de lnvestigação _d_Ç_ GeQçijêgçias] .
evolucionismo como a explicação cienti'fi- Abrigado inicialmente na Andrews Univer-
ca da origem da vida. siqr, ele se mudou mais tarde para a Univer-
io .Tukamento de Sco_Des` em 1925_em sidade de l.oma ljnda. Em 1965, para be-
D_aL±z±Qn` Tennessee` caricaturado como g_ neficio dos dirigentes da igreja sem preparo
amento do macaco". não a udou os nas ciências, o instituto deu ini'cio a excur-
criaciorrista9,Lq±±ç_ _dÉante as décadas_ _de sões geolóãcas anuais para locais especiais
lL93Q e 1 940 foram f£eg.ü_e_ntem_efltLÊLridiq+- dos Estados Unidos, a fim de demonstrar
larizaL±Ze±gçposçfi:culosacadêmiços,Osestu- tanto os problemas como as explicações
dantes das escolas adventistas se tomaram que o pessoal do lnsütuto de lnvestigação
mais audazes, com perguntas dificeis. A de Geociências estava estudando. Desde
ínsegmança dos seus professores de ciên- sua fimdação, o GRI [sua sigla em inglês]
cia revelava sua fálta de preparo Paricular- desenvolveu a reputação de ser um dos
mente lesivas para os criacionistas foram as principais centros para a defesa do criacio-
técnicas para a datação mediante o fadio- nismo. Em 1 974, ele começou a publicação
carbono procedentes da Uriversidade de de_O_77S.#rrorigen_s].]irnarevistatécnicaque
Chicago, no ini'cio da década de 1950. Esse contém artigos eruditos apoiando os pon-
É© #© método parecia colocar o ponto de vista tos de vista criacionistas. Além de suas ex-
dos evolucionistas sobre a idade da Terra
fora do alcance de nossos pensadores. Na
época em que apareceu a datação com o
radiocarbono, fázia tempo que Price havia
se redíado do ensino, mas não antes de
inspirar alguns j.ovens cientistas adventistas
aseuriirnadefesadaeiphcaçãobil]licadas
origens. Os mais notáveis entre eles foram
Harold Claric e Frink Marsh. ambos estu-
diosos das ciências biolóãcas.
Os esforços desses dois homens fo-
ram produtivos para a igneja, mas não em
um 8rau suficiente. Em 1956. Richard

EFã%tã£sF%:ew¥uica£¢±
crescente, começou a ter intercâmbios de
idéias com professores de Ciência adven-
Ri.chc[Td Hc[mm+Il (igi3-1 97), teólogo e edu-
üstas, que inspiraram um voto durante o cador, também sustentou interesses na
Concflio Anual de 1957 para formar a Co- relação da ciência com a Escriíuras e a fé.
missão sobre GeolQda e PaleontolQda. 0 Principalmente como resul do de seu estímu-
lo, a igreja lançou um pro ama permcmente
voto também pedia a Frank Marsh que Se de pesquisa que f tnalmeiTle tornou o lnstitu-
reciclasse como geólogo e a P. Edçr\ar Hare to de I"estigação de Geociê cias.
•`` ` '.:. :? i`; J -.`. ._`-!` ,'-`. , ,` !--' .,_, ,.'`1 .-.., ` ?.1,-."`, ,`.-:\'. i\,; t_, ,``! ;` .', 'i í .._: t . ._ .í i .,.--í .-4.1,.; ,.-,

cursões e de escritos eruditos, os membros que se conhece, fora dos Estados Unidos.
do lnstituto apfesentavam conferências em Despertado de sua ]etarãa pe[o ressurã_
centros advenüstas e produziam outros ma- mento do criacionismo depois que esse
teriais de leitura para leÉos. cruzou o Atlântico a parür dos Estados
As aüvidades do GRl coincidirarn com Unidos, o Movimento de Protesto contra
um sendmento geral a favor do criacioíiis- a Evolução entregou uma honrosa vice-
mo. As pesqüsas de opinião pública nos presidência ao adventista_ Frank Maf_s_h e,
Estados Unidos, em 1974, e novarnente em em 1980, mudou seu nome para MLg]É-
1981 e 1982, ridicavam uma crença surpre- gçQ±o de Ciência dq_ Criação... Parte deste
endentemente persistente na criação. Em modesto rearivamento foi o resultado de
1979, um professor da urriversidade estadu- sua adoção da geolQSa do dilúvio como
al de Ohio, curioso sobre como os fiituros um aspecto legi'timo do criacionismo.
educadores se senüam acerca do ensino Por \7olta da década de 1990, o movi-
sobre a evolução e a criação nas escolas, mento criacionista dentro do advenüsmo
descobriu que desejavam predominante- havia alcançado níveis que Price, seu pre-
mente que ambos os pontos de vista esti- cursor, provavelmente não havia previstQ
Tessem no currículo. Nas décadas de 1970 :A±ç|..RQth diretor do GRl durante as dé-
e 1980, chegaram aos tribunais dos Estados cadas de 1980 e 1990, sustentou coeren-
Unidos pedidos dos criacionistas para se ter temente que a manutenção da integridade
nas escolas urn tempo igual ao que tinham dos primeiros capítulos da Biblia era deci-
os evolucionistas. Urn recedente le sii7a para a doutrina do sábado e, portanto)
ÇahL§::=ͱLn_ão4cançouesseobieüvo`mLas vital pafa a igreja. Para algunç, Paíiecia que #3 #
Com base nas revisões dos livros de text a fiinção prioritária do GRl deveria ser
ue a evolu ão era reconhecida preservar um dos aspectos distinüvos do
como uma teoria em vez de um fato cienti- ad7€ntismo, em vez de invesdgar as evi-
ue o mundo acadêmico dências concernentes à idade da Terra e à
se discutisse ambas as e origcm da vida. Roth e seui cj2legas ccm-
Os adventistas ajudaram a digiificar fÊÊLar_a±±}__a_ber!aqi_entequenãí)_ti:riha_m___tn=
o criacionismo, mas não estiveram a sós í_das as respostas para as perguntas que ]hÊs_
nesse esforço. Muitas vozes se uriram na _ lançavam os evolucionistas. ma§_ ç_r]._ticava. a
defesa dos primeiros 11 capítulos do li- Le=±±gJição descuidada de_ _alguɱ§ ctiaciotiisL-
`-ro de Gênesis. Mais conhecido do que o tas como al afa sua causa.
GRl foi o lnstitute for Creation Resear- .Quç_fq cophecer os _faLt_çt§__tql como e_ra±n.~
ch nstituto em Prol da lnvesti ação da Mas os acontecimentos estavam su-
Crjaçãg| com escritórios ern San Diego, jeitos à intepretação. Mesmo entre os
Califórnia, uma organização internacio- cienüstas advenüstas surSam diferenças
nal conduzida pelos batistas. Entre as surpreendentes, e na década de 1990, mui-
denominações cujos membros pefmane- tos cienüstas adventistas estavam ques-
ceram firmes em favor da história bil]1ica üonando a interpretação denominacional
das origens estavam os Batistas do Sul, o tradicional do relato de Gênesis. Um dos
Luterano de Missouri. a 1 primeiros exemplos de desacordo entre
a de Cristo e os Nazarenos. eles foi a aceitação de Harold Clark da as-
Foi na Grã-Bretanha que existiu o severação dos cienüstas de que os fósseis ,
maior moirimento contrário à evolução da camada geolóàca representavam uma
P t! Í{` T it. i:! {:` ,ii E S L-} £ 1. L. ;':

ordem cronolóáca, uma condusão que gFç ¥. haviam i¥inuado em scus ]ivE Al-
Price haria rejeitado coerentemente. Des- guns perguntavam se_ Q uso que elajàziada
de o início da carreira de Price, ele havia croLpppQ|QSadeUsshernãoerauín..exçmplo
argumentado que os fósseis apareciam em da necessidade de uma correção
urna ordem casual e não eram nenhuma Nirgiém nçgava que exisüssem inda-
base para o estabelecimento de eras evo- gações. Mas permanecia o fato de que os
1uüvas. Nem todos os cienüstas adquiriam evolucionistas estavam suscitando as inter-
conhecimento no mesmo ritmo, e ao des- rogações e que o GRl só estava tentando
cobrir mais informação era inevitável que respondeL Também persisüa o ÉLto de que
se produzissem mudanças em suas conclu- os criacionistas que existiam em todas as
sões, mas a|gumas de suas diferenças eram comunhões cristãs, além dos advmtistas, es-
de cunho filosófico. tariam enfi]entando problemas mais sérios
ns viam ue essa divisão se sem os esforços dos Price, dos Marsh e sua
duzia q_uando se devia provar a ciência posteridade ritelectual. Desde o começo, o
ela Bil)lia ou a Bil]lia ela ciência. Ou- evolucionismo pretendia ser uma ciência;
tros argumentavam ser impossi'vel que a em contraste, os criacionistas emerriam de
ciência e a Bil]lia se contradissessem uma antecedentes teolóãcos e nunca romperam
vez que Deus era o autor de ambas. Para essa conexão. Durante o caso da Califórnia,
eles, era uma questão de se invesügar até na década de 1980, no qual se examriava a
que pudessem reconciliar as duas fontes proposta de dar ao criacionismo o mesmo
de autoridade. A fálta de unidade entre os tempo nas escolas, o juiz decidiu que o cria-
#3s cientistas advenústas alarmou alguns diri- cionismo era in,erentemente uma crença
ãentes da igreja que pediam aos professo- relÉosa e, portanto, não podia ser exÉdo
res dos coléãos adventistas que fizessem emescolaspúbhcas.UL±ma.,dasip±pgíítap_t_es)
suas averiguações mais cuidadosamen- reahzacões dos criacionistas foi demo
te. Outros üam o roblema como um tanto a evolucâo como o criacio
1o da luta entre a ciência e a Bibüa e ç±ap£SSÊgç±a±ia±±_ente__HeJffi_ç!±LOLi£ia_d_Ç>
ueixavam ue o GRl havia roduzido de aDoio derivavam
céücos ao ter-se aventurado a entrar em Ín±ÊQ±çLtados_ _±Ê acordo_ cori} TP£e_ss_upo.i
aüvidades rofiindas de conhecimento. siçêLes estab_elecidas por esco!ha_i2Le,§§o*:
A|gumas das indagações nas quais se Nenhum sistema era verificável. Ambos
debatiam os advenüstas ãravam em tomo afetavam a rajz da interpretação biblica e da
da aceitação por parte de Ellen G. White crença teolóãca, e foi essa cafactefl'stica a
da cronoloSa de Ussher sobre a idade do que provavelmente gerou grande parte da
planeta e as evidências provenientes de emoção que rodeou o debate.
projetos aíqueolóãcos que sugeriam uma Se os criacionistas se encontravam
Terra mais velha do que ele admiüa, em- separados em grupos de acordo com a
bora ajnda fosse uma idade curta. Muitos interpretação de seus dados, os evolucio-
cientistas adventistas aceitavam uma idade nistas também estavam experimentando
da Terra mais longa do que os tradicionais uma ftagmentação semelhante. Por volta
da década de 1990, os evolucionistas esta-
vam mostrando uma crescente disposição
de considerar causas catastróficas pafa a
çsritQs_.pa±+=Q±rigi±jnÊ2=aÉdãÊsriisÉóricas_ camada geo]óàca. Embora o estudo cíen_
A , ::: C{ i` i +` 5 != i`} ç :i. rt (` ii '! ^ i:: C` ,`.` i.. ,`V r,i! ! '. ..í !.,i `t =` : i` i ! i :i }.;{ t -v í.` !`, f.`

úfico em si houvesse contribuído para essa opinião do m:undo. 0 progresso demo-


inudaiiça na maneira. de peiisar dos evolu- rou parcialínente por causa dos protestos
cioristas, era evidente a influêncía de Geor- contra a proposta. Os advenüstas hariam
ge Mccready Price, £á]ecido em 1 962. se unido à oposjção paí.a proteger a rite-
gridade do sábado. Os fi-ustrados refor-
Reforma do calendárjo madores do calendário tiveram êxito em
As batalhas denominacionais sobre as incluir a questão diretamente na agenda
relações trabalhistas e a acreditação esco- do ano de 1931, embora sem os relatórios
lar mostraram como setofes diferentes da formais das comissões nacionais, passan-
igreja mundial podiam reaàr diversamen- do por alto os protestos. Para expressar
te ante as questões seculares, enquanto o uma oposição global, os dirigentes da As-
problema da evolução transcendia tanto os sociação Gefal reaàram formando uma
limites do tempo como os geográficos, em- delegação internacional para visitar Gene-
bora primariamente fosse uma luta travada bra, que consistia do norte-americanoJ|
na América do Norte. Outra questão que il.QqgLa_ÇÇÇ,dobritânicoAr_±.#MaxH.
demonstrou a interdependência das partes do australiano B±A_±±nd££sQn, e Én`
divergentes da igreja mundial foi a refórma N±s_í§ba±±g±um médico suíÇo que traba-
do calendário, um problema que inquietou lhava em Paris e amigo pessoal do minis-
:onsideravelmente os dirigentes adventistas tro das relações exteriores da lugoslávia.
iurante a década de 1 930. Em Genebra fizeram contatos produ-
Sugestões para modemizar o calen- üvos com membros das delegações britâ-
iário gregoriano surãram durante a dé- nica, ffancesa e iugoslava para unificar sua ffl âi ®
=ada de 1920, mas foi Moses Cotsworth oposição. Os dias de adoração dos judeus
]uem desenvolveu o plano mais popular e muçulmanos dentro desses pai'ses tam-
]ue propunha um ano de 13 meses iguais bém estavam em jogo. Uma necessidade
:ompostos de quatro semanas de sete dias. do grupo era neutralizar a influência do dr.
=sse calendário dava conta de 364 dias, Charles h4arvin daAgênciaMeteofolóàca
) que deixava um dia extra pendente no dos Estados Unidos que, temiam eles, se
inal de cada ano e dois dias durante os apresentaria enganosamente como o por-
Lnos bissextos, aos quais Cotsworth cha- ta-voz desse pai's. Seus temores eram bem
nou de "Dia em Branco". Esses deriam fimdados. Depois de vários ataques contra
er feriados não inclu'dos na folhinha, o o elemento relÉoso da oposição, indusive
iue significaria que embora o calendário a|gumas reftrências específicas aos adven-
nanüvesse as estações regulares, o sábado tistas do séümo dia por Marvin e outros
ragaria ao longo da semana, cajndo em delegados, Nussbaum pôde fálar à assem-
m dia diferente cada ano, e em dois dias bléia, apesaf de os rçgulameritos proibirem
hferentes durante os anos bissextos. Os que os ddçgados não-oficiais fálassem
dvenüstas de todas as partes se sentiram depois que haviam féito suas apresenta-
orrorizados ante o estrago que esse plano Ções iniciais. Ao refiitar os aígumentos de
ausaria à observância do sábado. Marvin, _o doutor suíço apelou para a ljga.
Em 1923, a ljga da Nações estabeleceu ões a fim de ue não -in-ɱgis-se
ma comissão intemacional para estudar a os escru ulos de consciência
3forma do calendário. 0 plano era adotar ter-Ou os dele irrompe-
m novo programa depois de escutar a Éaf±rlnLs±±ur±ÊÇÊglp_r.. j
i:, ,:`, r` i` ,t ;-' '` Ci r: S í_-! i; i_ 1`, .;.

Os advenüstas suspiraram àhviados amizade com dirigentes de uma vintena de


quando a crise que ameaçava uma das países em três conünentes, indusivej2upapa
marcas mais distintivas da igreja passou. PiQ__XIleEleanorRQ_Q_sÊ¥e±LEleusousuas
No momento, a coluna do morimento conexões para o beneficio de outros adven-
de reforma do calendário estava quebra- tistas a quem se nçgava hberdade relÉosa.
da. Longacre acreditava que foi o discurso
de Nussbaurn que fez com que a opinião Sumário
do mundo se voltasse contra a proposta Os problemas múltiplos derivados do
de Cotsworth. Mas os parüdários da mu- secularismo que os advenüstas tiveram de
dança do calendário não se deram por enftentar encontrafam um terreno comum
vencidos. Durante a década de 1940, eles no desafio que delineava a dependência in-
condnuaram com sua propaganda a fim flexível da igreja com respeito à Bil]ha como
de alirihar os Estados Unidos em favor de a fonte de fé e de crença. Por exemplo, os
uma mudança semelhante ao do plano de problemas nas relações traba]histas, a con-
Cotswordi. Duas resoluções apresentadas trovérsia entre criacionismo e evolucionis-
ao Congresso dos Estados Unidos em mo e a reforma do calendário eram todos
1947 fracassaram; em 1954, um questio- uma ameaça ao sábado, uma das doutrinas
nário das Nações Unidas revelou que so- caracterísdcasdaigreja.OuantomaisaiQieia
mente cinco dos quarenta e urn governos 4efendia _suas posições em matéria de inter-_
favoreciam a mudança. Mais murmúrios ão biblica mais necessário se tornava
que promoviam uma mudança do calen- profissionalizar sua resposta. Isso oriãnava
ffi ffl © dário perturbaram os líderes advenüstas de a tendência na direção da imagem de uma
liberdade relÉosa na década de 1960; um denominação oposta a uma seita, que era o
deles foi uma experiência do governo de ponto de vista que grande parte da comuni-
Sri Lanka para substituir os feriados luna- dade cristã sustentava com respeito ao ad-
res budistas pelos domingos. A semana de ventismo. Um dos resultados dessa inclina-
trabalhc> variava entre quatro e sete dias e ção foi o reconhecimento de que em algms
os trabalhadores advendstas soffiam por- casos permaneciam interrogações sérias
que não cederiam. Em vários países in- que exiãam respostas, ou, se necessário, ad-
dustrializados, urna práüca ilegal de pôr a mitir que no momento não havia respostas,
segunda-feira, o primeiro dia de trabalho disponíveis. Outro foi a admissão de__qu_e__Q
da semana, como o verdadeiro primeiro mundo ri roduzia conflitos com-
dia, confimdia o calendário tradicional. ue desafiavam res ostas daras eque
Uma das conseqüências dignas de os adventistas tinham ue viver com Con-
nota do debate na l.iga das Nações foi o erfeitas e ¥çzes, arriscadas,.
ini'cio da carreira de 35 anos deJÊÊEʱSS- tanto em assuntos ratlcos como em ques-
TQ)gLULmcomoumativistaemquestõesdeli- t:§Ê§L±ÊjÉàApesar do seu apoio à invesdga-
berdade reliãosa. Durante seu trabalho na Ção cienti'fica e à educação superior, a igreja
Primeira Guerra Mundial como um oficial retinha uma posição em geral conservado-
médico voluntário, conheceu urm mulher ra, mas no final do século 20 havia evidên-
iugoslava com quem se casou, cujo ami- cia de que existia mais liberdade de opinião
go mais próximo tornou-se ministro das para os adventistas quando tomavam deci-
relações exteriores. A parür desse contato sões ao traçar o roteiro de sua vida pessoal
na ljiga das Nações, Nussbaum culüvou em face de muitos problemas secularesr
.` ` : Í`: r ` ``!. €; {-: +1 à`, í-` :? í.` iv |Z ,..`. (.` `,.t .r`,.r i i' .`.. ':.,'? :.`` ,` í.,`. .`.: .`.` . `. }` ' .: `` .` -..} .` .:?

Leitura temática sugerida:

Fáb{~oeffrc/ád/bjftc"

Caflos Schwantes, "Labor Urijons and Seventh-day Advenrists", em Í4ó7z+jíj%jztzfzG7zL


ázzge> vol. 4, n° 2, inverno de 1977, p. 11 -19, resuine o contexto da,s relações advenústas
de trabamo.
"Ihe Rise of Urban-Industrial America", em rúG ÍE7ío## o/ E/ú# G. L71%g

(1987), Gary Land, ed., p. 79-94, cobre grande parte do mesmo terreno que o arrigo da
AH.
Robert C. Kistler, j4c7#g#¢.j./r c7#Jlzz¢or U%/.o#r z.# ÁÚG U#z./gc7 Lf/zz/Gr (1984), é uma sinopse
da história das relações adventistas com os sridicatos.
Gordon Engen, "U. S. Congress enacts conscience clause", em ÁJz/€#zZ.j/ R£zz.Gzy, 7 de
maio de 1981, p. 4-8, celebra um marco miliário nas relações trabalhistas adventistas.
D. Douglas Devnich, "Adventists lnfluence Parhament", em Ccz#czóZ.cz# Í4/#Éi##.j`/j\4ri-
jió)#ggr, agosto de 1984, p. 3-5, relata o envolvimento advenüsta no novo Código Traba-
msta para o Canadá.
Acreditcição de escohs:

William G. White, "Flirting With the World, How Advendst Coueges in North
America Got Accredited", em Ác7#e##.r/HG7z./zzg€, vol. 10, n° 2, primavera de 1983, p. 40-
51, descreve as lutas filosóficas dos adventistas na saga da acreditação.
]oseph G. Smoot, "Accreditation: Qualiq7 in the sDA College", em/o#r7z4/o/j4c7#€# # # ffl
#.í/EJ#Íjz¢.o% fevereiro-março de 1983, p.10,11, 44 e 45, revela como o moirimento de
acreditação se estendeu por toda a denominação.

Ciêyidci, crici{ão e euolu{áo:

Robert E. D. Clark, Jcz.wG e> CÁ#.f/z.¢#/.9/ -cz Pz7r/7wíÁi¢ (1972), expressa em


termos não técnicos a opinião de que a ciência e o cristianismo não são mutua-
mente exclusivos.
Ijeo Van Dolson, Oz# Rfzz/ Roo/r (1979), é urna compüação de artigos criacionistas
que têm aparecido na rerista A4lz.#z.+@' a partir de 1973.
Ariel A. Roth, "Why ls Creation lmportant?", em A4lz.#7.f@, junho de 1983, p. 24-27,
exphca a relação da criação com o adventismo.
O#É.#J (1998), combria as explicações técnicas e a linguagem comum
para explicar a c.rença adventista no criacionismo.
]ames L. Hayward, `The Many Faces of Advenitst Creationism: '80-'95", em Lfp%
¢z/Ã#, vol. 26, n° 1, março de 1996, p.16-34, examina as diferentes tendências e persona-
1idades no movimento advenüsta paí.a compreender a criação bil)1ica.
Ronald L. Numbers, TÚG CrÉ?4¢.o#z.j`/r (1992), traça a história da participação adventista
no mo\rimento criaciorrista.

Mudan{a do cabndário:

Gertrude Loewen, Cmtzc7Gr/z7r F%c7ozz7 (1969), é um cativante relato da contribuição


de ]ean Nussbaum na luta contra a mudança do calendário.