Você está na página 1de 132

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

ESCOLA DE MÚSICA
LICENCIATURA EM MÚSICA

PENSAR E AGIR:
O PERCURSO CONSTRUTIVO DE UM MÉTODO PARA O ENSINO DE
VIOLÃO POPULAR A PARTIR DA VIVÊNCIA DOCENTE

LILLIAN MIDIÃ TEIXEIRA DA SILVA DANTAS

NATAL/RN
2018
LILLIAN MIDIÃ TEIXEIRA DA SILVA DANTAS

PENSAR E AGIR:
O PERCURSO CONSTRUTIVO DE UM MÉTODO PARA O ENSINO DE VIOLÃO
POPULAR A PARTIR DA VIVÊNCIA DOCENTE

Monografia apresentada ao curso de Licenciatura


Plena em Música da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte – UFRN – como requisito
parcial para a obtenção do Grau de Licenciado em
Música.

Orientador: Prof.Ms. Erickinson Bezerra de Lima

NATAL/RN
2018
LILLIAN MIDIÃ TEIXEIRA DA SILVA DANTAS

PENSAR E AGIR:
O PERCURSO CONSTRUTIVO DE UM MÉTODO PARA O ENSINO DE VIOLÃO
POPULAR A PARTIR DA VIVÊNCIA DOCENTE

Monografia apresentada ao curso de Licenciatura


Plena em Música da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte – UFRN – como requisito
parcial para a obtenção do Grau de Licenciado em
Música.

Aprovado em: ____/____/____

BANCA EXAMINADORA:

______________________________________________________

Prof.Ms. Erickinson Bezerra de Lima


Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Orientador

______________________________________________________

Prof. Dr. Eugênio Lima


Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Membro da Banca

______________________________________________________

Prof.Ms. Edmarcos Pereira da Costa


Escola Estadual Antenor Navarro
Membro da Banca
Dedicatória

Dedico este trabalho aos meus ex-alunos de


violão, àqueles que ensinam e que pretendem
ser professores de violão e a todos os meus
amigos que desejam aprender a tocar violão.
Agradecimentos

Agradeço a DEUS por me conceder o dom da vida e por estar comigo durante o
percurso deste trabalho.
Aos meus pais, Dantas e Mical, os quais me educaram musicalmente e ao meu
irmão Matheus, pelas tardes que compomos e tocamos juntos.
A toda minha família, especialmente ao meu querido avô Chagas (in-memorian) e ao
meu tio Urias Teixeira, os quais me incentivaram na música.
Ao meu noivo Gideon Santos, pela companhia, carinho e apoio que me concedeu no
decorrer desse curso.
Ao meu Pastor Damião Pereira (Daminhãozinho), pela confiança e incentivo em
estudar música.
Ao meu primeiro professor de música, Canindé Sena e ao meu amigo Gersonny
Silva, os quais contribuíram significativamente para meu ingresso no curso de Licenciatura
em Música.
Resumo

Este trabalho descreve o processo construtivo de um método para o ensino de violão popular
vol. 1 a partir de minha vivência docente e traz a importância da utilização dos materiais
didáticos. Diante da escassez de materiais didáticos para violão popular que fossem práticos e
didáticos adequados às necessidades dos alunos, surgiram inquietações, as quais me fizeram
pensar e agir para possivelmente preencher parte dessalacuna. Dessa maneira, este trabalho
tenta contribuir com a opção da utilização do método para ensino de violão popular vol.
1,criado com um modelo artístico aberto (BARROS, 2015), no âmbito a favorecer ao
professor de violão adaptá-lo a sua metodologia de ensino.Permite o professor utilizá-lo
tantonos espaços de ensino especializado como em escolas da rede básica e que sua utilização
abrange desde a metodologia do ensino individual ao coletivo.O trabalho é de abordagem
qualitativo-quantitativo e teve como procedimentos técnicos 1) pesquisa bibliográfica através
de três métodos brasileiros de violão, buscando compreender o que caracteriza um material
didático ser considerado um método e; 2) pesquisa de levantamento (GIL, 2002), com a
aplicação de um questionário a professores de violão que utilizaram o método, buscando
compreender a eficácia do método e; entrevista semiestruturada com professores violonistas
da academia, avaliando o método em sua linguagem utilizada, conteúdos propostos e
estrutura.

Palavras-Chave: Materiais didáticos. Ensino de Violão. Método de Ensino de Violão


Popular.
Abstract

This work describes the constructive process of a method for the teaching of popular guitar
vol. 1 from my experience teaching and brings the importance of the use of teaching
materials. Facedwith the scarcity of didactic materials for popular guitar that were practical
and didactic suited to the needs of students, there were worries, which made me think and act
to possibly fill part of this gap. In this way, this work tries to contribute with the option of
using the method for teaching popular guitar vol. 1. Created with an open model (BARROS,
2015),allowing the guitar teacher to adapt it to his teaching methodology. Allows the teacher
to use in specialized teaching spaces and schools basic and its use is open to the methodology
of individual and collective education. The work is an approach qualitative-quantitative and
had as technical procedures 1) bibliographic research through three Brazilian methods of
guitar, seeking to understand what characterizes a didactic material to be considered a method
and; 2) survey research (GIL, 2002), with the application of a questionnaire to guitar teachers
who used the method, seeking to understand the efficacy of the method and; semistructured
interview with academy guitar teachers, evaluating the method in its used language, proposed
contents and structure.

Keywords: Didactic materials. Guitar Teaching.Teaching Method of Popular Guitar.


Lista de Exemplos

Exemplo 1 – Primeira parte do índice do método de Henrique Pinto .................................. 23


Exemplo 2 – Segunda parte do índice do método de Henrique Pinto .................................. 24
Exemplo 3 – Índice do método de Pedro Cameron ............................................................... 25
Exemplo 4 – Parte I do índice do método de Silvana Mariani ............................................. 26
Exemplo 5 – Parte II do índice do método de Silvana Mariani ............................................ 27
Exemplo 6 – Parte III do índice do método de Silvana Mariani .......................................... 28
Exemplo 7 – Parte IV do índice do método de Silvana Mariani .......................................... 29
Exemplo 8 – Parte V e VI do índice do método de Silvana Mariani ................................... 30
Exemplo 9 – Estruturação dos conteúdos da primeira versão do material didático de violão
para iniciantes ........................................................................................................................... 38
Exemplo 10 – Estruturação dos conteúdos da primeira versão do material didático de violão
para intermediários ................................................................................................................... 40
Exemplo 11 – Primeira atualização dos conteúdos do material didático de violão para
iniciantes ................................................................................................................................... 43
Exemplo 12– Segunda atualização dos conteúdos do material didático de violão para
iniciantes ................................................................................................................................... 45
Exemplo 13 – Terceira atualização dos conteúdos do material didático de violão para
iniciantes ................................................................................................................................... 46
Exemplo 14 – Primeira atualização dos conteúdos do material didático de violão para
intermediários ........................................................................................................................... 48
Exemplo 15 – Segunda atualização dos conteúdos do material didático de violão para
intermediários ........................................................................................................................... 51
Exemplo 16 – Terceira atualização dos conteúdos do material didático de violão para
intermediários ........................................................................................................................... 52
Lista de Tabelas

Tabela 1 – Panorama geral dos dados referentes à primeira parte do questionário ............ 57
Tabela 2 – Panorama geral dos dados referentes à segunda parte do questionário ............. 62
Lista de Gráficos

Gráfico 1 – Formação acadêmica dos professores de violão que utilizaram o método ...... 55
Gráfico 2 – Tempo dedicado ao ensino do violão ................................................................. 56
Gráfico 3 – Contextos de ensino que os professores de violão atuaram .............................. 58
Gráfico 4 – Cidade do local de ensino dos professores de violão ........................................ 58
Gráfico 5 – Quantidade dos alunos dos professores de violão ............................................. 59
Gráfico 6 – Nível das turmas de violão ................................................................................. 60
Gráfico 7 – Materiais didáticos utilizados pelos professores de violão ............................... 61
Gráfico 8 – Satisfação dos professores de violão com a utilização do método................... 63
Gráfico 9 – Satisfação dos alunos com a utilização do método ........................................... 64
Gráfico 10 – Tempo de uso do método por parte dos professores de violão ...................... 65
Gráfico 11 – Possibilidade da utilização do método durante o planejamento de aulas ...... 67
Gráfico 12 – Praticidade do método....................................................................................... 68
Gráfico 13 – Probabilidade da diminuição do tempo de aprendizagem com a utilização do
método....................................................................................................................................... 69
Gráfico 14 – Probabilidade de conteúdo desconhecido no método por parte dos professores
de violão .................................................................................................................................... 70
Gráfico 15 – Possibilidade de compreensão dos conteúdos sobre violão com a utilização do
método....................................................................................................................................... 71
Gráfico 16 – Possibilidade do professor de violão aprender com o método ....................... 71
Gráfico 17 – Quanto à linguagem utilizada no método ........................................................ 72
Gráfico 18 – Quanto à quantidade de tabelas no método ..................................................... 73
Gráfico 19 – Quanto à quantidade de imagens no método ................................................... 74
Gráfico 20 – Quanto à quantidade de exercícios no método ................................................ 75
Gráfico 21 – Aceitação dos conceitos e teorias no método .................................................. 76
Gráfico 22 – Possibilidade de aplicação do método a diferentes faixas etárias .................. 76
Gráfico 23 – Possibilidade de terno/conteúdo equivocado no método ................................ 77
Gráfico 24 – Aceitação da ordem dos conteúdos propostos no método .............................. 77
Gráfico 25 – Concepção dos professores de violão quanto ao método utilizado aos alunos do
contexto de ensino onde atuaram ............................................................................................ 78
Gráfico 26 – Possibilidade da continuação da utilização do método ................................... 79
Gráfico 27 – Panorama geral das respostas da terceira parte do questionário .................... 80
“Ninguém é tão grande que não possa
aprender nem tão pequeno que não possa
ensinar”.

Fabulista e antigo escritor grego Esopo


Sumário
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 14
1. MATERIAIS DIDÁTICOS .................................................................................................. 17
1.1. O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM COMO PONTO DE PARTIDA PARA A
CONSTRUÇÃO DE UM MATERIAL DIDÁTICO ..................................................... 19
1.2. ELEMENTOS QUE COMPÕE UM “MÉTODO”: UM LEVANTAMENTO A
PARTIR DE TRÊS MÉTODOS BRASILEIROS PARA ENSINO DO VIOLÃO ...... 22
1.2.1. Iniciação ao violão – Henrique Pinto ..................................................................... 22
1.2.2. Estudo programado de violão – Pedro Cameron ................................................. 25
1.2.3. O Equilibrista das Seis Cordas – Silvana Mariani .............................................. 26
1.3. ANÁLISE DOS MÉTODOS............................................................................................. 31
2. CONSTRUÇÃO DOS MATERIAIS DIDÁTICOS PARA VIOLÃO ............................ 33
2.1. SOBRE O “PORQUÊ” DA CONSTRUÇÃO .................................................................. 34
2.2. A RESPEITO DO “PARA QUÊ” DA CONSTRUÇÃO................................................. 35
2.3. DESCRIÇÃO SOBRE “COMO” FOI A CONSTRUÇÃO ............................................ 36
2.4. CARACTERÍSTICAS DA 1ª VERSÃO DO MATERIAL DIDÁTICO DE VIOLÃO
PARA INICIANTES ........................................................................................................ 37
2.5. CARACTERÍSTICAS DA 1ª VERSÃO DO MATERIAL DIDÁTICO DE VIOLÃO
PARA INTERMEDIÁRIOS ............................................................................................ 40
2.6. ATUALIZAÇÕES DOS CONTEÚDOS CONTIDOS NOS MATERIAIS DIDÁTICOS
DE VIOLÃO PARA INICIANTES E INTERMEDIÁRIOS ......................................... 43
3. O QUE PROFESSORES DE VIOLÃO PENSAM SOBRE O MÉTODO PARA
ENSINO DE VIOLÃO? ........................................................................................................ 54
3.1. AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DE VIOLÃO QUE UTILIZARAM O
MÉTODO .......................................................................................................................... 55
3.2. AVALIAÇÃO DO MÉTODO POR PROFESSORES VIOLONISTAS DA
ACADEMIA ..................................................................................................................... 85
3.2.1. Da linguagem utilizada ............................................................................................. 86
3.2.2. Dos conteúdos ............................................................................................................ 88
3.2.3. Da estrutura ............................................................................................................... 93
CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................................... 93
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 96
APÊNDICES ................................................................................................................................ 99
INTRODUÇÃO

Aprender a tocar violão é algo que continua sendo buscado constantemente pelas
pessoas de diferentes faixas etárias, religiões e culturas. Pode-se dizer que o violão é um
instrumento bastante conhecido pelos brasileiros. O acesso à aprendizagem do violão tem se
mostrado evidente por meio de muitas ferramentas, sites, redes sociais, apostilas online, além
dos materiais didáticos impressos. Entre essas diversas ferramentas utilizadas para aprender a
tocar violão, as didáticas, as quais dialogam com o leitor; as práticas, com exercícios práticos
ou teóricos e; as simplificadas, contendo uma linguagem menos complexa para compreensão
do leitor, geralmente são as mais buscadas pela maioria das pessoas que desejam aprender a
tocar violão.
A busca por ferramentas que auxiliem no ensino e na aprendizagem do violão, não
parte apenas de pessoas iniciantes, mas também por professores de música de escolas
especializadas ou da rede básica, professores de outras áreas, cantores, atores, entre outros
artistas. Seja para serem violonistas profissionais, aperfeiçoar seus conhecimentos em como
tocar violão, tocar nas igrejas ou em barzinhos, para o ensino de música nas escolas, para
auxílio do canto como acompanhamento ou apenas para tocar suas canções favoritas.
Dentre essas ferramentas, destaco o uso dos materiais didáticos para violão,os quais
estão disponíveis no mercado, mais conhecidos como apostilas, métodos, estudos, cursos. Em
sua maioria, visam a aprendizagem do aprendiz em como tocar violão sem o auxílio de um
professor. Por vezes, esses materiais didáticos apresentam os conteúdos em uma linguagem
um tanto complexas, com explicações que não chegam a ser tão claras e compreensíveis para
pessoas que estão aprendendo a tocar. Seja qual for o nível do aprendiz no instrumento, uma
aula exemplificada de maneira simples torna o processo ensino-aprendizagem entre professor-
aluno mais significativo.
Para os professores de violão que atuam em diversos contextos de ensino para alunos
iniciantes ou intermediários, o auxílio de um material didático prático contribui de maneira
significativa. Além da escassez de um material didático para violão popular com
conhecimentos básicos, que seja simplificado e didático, se desconhece algum material
didático para violão que seja especificamente para o professor. No entanto, muitos professores
de violão sentem a ausência desses materiais didáticos voltados para o ensino de violão
devido a muitos fatores existentes. Alguns desses fatores é que a maioria dos materiais
didáticos são voltados para o ensino de violão clássico ou erudito. Quando são voltados para o

14
ensino popular, possuem uma linguagem complexa com exemplificações pouco claras ou
apresentam apenas músicas cifradas, com a ausência dos conteúdos básicos necessários. Para
compreensão dos conteúdos propostos é necessário possuir certo domínio no violão e até
mesmo saber ler partitura. Com essa situação, Harder (2008) afirma que,

Professores de instrumento continuam se vendo obrigados a construir


individualmente, aos poucos, ao longo de sua carreira, suas próprias técnicas de
ensino, tentando a partir de sua própria intuição e experiência aliadas à influência de
seus modelos anteriores desenvolverem por si só metodologias muitas vezes
fundamentadas em tentativas e erros (p. 136).

Diante dessa situação, não só ocorre a escassez de materiais didáticos, mas também a
falta de publicações de materiais já existentes, onde a partir de sua divulgação se pode
contribuir de fato. Ao me deparar com a mesma situação, tomei essa iniciativa, por meio das
experiências empíricas, construí o próprio material didático com base nas tentativas e erros no
decorrer do percurso docente. Portanto, paralelo ao título deste trabalho, tive que pensar, por
estar inserida em uma realidade, e com este pensar, tive que agir e produzir esse material
didático a fim de preencher parte desta lacuna.
Esta pesquisa vem, justamente, falar de como construí dois materiais didáticos para
violão popular, sendo um para iniciantes e o outro para intermediários, através de minhas
experiências e vivências adquiridas como mediadora no ensino de violão. A partir de
inquietações que surgiram no decorrer dessas vivências como docente 1, com a escassez de
materiais didáticos para violão popular, com uma metodologia de ensino mais fácil, a
necessidade dos alunos e a busca pelo aperfeiçoamento de minha metodologia de ensino, me
fizeram agir para a elaboração dos materiais didáticos para violão. Diante de tal situação
ocorrente, Brazil e Tourinho (2013) afirmam que, “[...] a visível diversidade dos espaços
educativos de ensino coletivo acaba por dificultar a aplicação com sucesso de um material
pré-concebido, o que acaba levando os responsáveis a elaborar um material didático próprio
[...]”.
Tendo em vista essas inquietações, a qual contribui para a identificação do problema
e formação da minha problemática para esta pesquisa, sendo o motivo pelo ponto de partida
da elaboração da construção dos materiais didáticos, minha questão problema é: Diante da
ausência de materiais didáticos perante a realidade, como ministrar aulas de violão de
forma simplificada e didática e ao mesmo tempo contribuir para que a pessoa alcance o

1
Essas vivências como docente serão abordadas no capítulo 2.
15
aprendizado do violão popular? Pensando em responder a questão problema, com essa
pesquisa proponho um método para o ensino de violão popular a fim de ser utilizado por
professores de violão, com propostas de ensino mais didáticas e simplificadas que tem como
objetivo contribuir de forma acessível tanto para aquele que deseja ensinar a tocar violão,
exceto em contextos de profissionalização do instrumento, como para o que ainda vai
aprender a tocar violão.
A intenção desse trabalho não é propor que todos osmateriais didáticos para violão
sejam simplificados e didáticos, nem que todos os violonistas ensinem a tocar violão, nem
todos os métodos para violão tenham as mesmas finalidades. Em sua grande maioria, os
materiais didáticos serão elaborados conforme ao estilo/gênero de música do autor-violonista,
consequentemente, atenderá ao público que ouve/toca o mesmo gênero, pois como afirma
Queiroz (2004),

É evidente que nenhuma proposta de educação musical vai contemplar todos os


universos musicais existentes em uma cultura. No entanto, entender processos de
transmissão de música em diferentes situações, espaços e contextos culturais permite
a realização de propostas coerentes para o ensino musical (p. 103).

Dessa maneira, este trabalho tenta contribuir com algumas dessas situações onde
professores de violão se encontram com a opção da utilização do método para ensino de
violão popular vol. 1. Criado com um modelo artístico aberto (BARROS, 2015) no âmbito a
favorecer ao professor de violão adaptá-lo a sua metodologia de ensino, permite o professor
utilizá-lo desde os espaços de ensino especializados como em escolas da rede básica e que sua
utilização abrange desde a metodologia do ensino individual ao coletivo.
O presente trabalho, quanto a sua abordagem é de caráter qualitativo-quantitativo e
de natureza aplicada. Teve como procedimentos técnicos: a) pesquisa bibliográfica, para
abordar sobre quais elementos tornam um material didático ser considerado um método a
partir de três métodos brasileiros de violão e; b) pesquisa de levantamento (GIL, 2002),
apresentando dados de professores que utilizaram e avaliaram o material didático. Por
conseguinte, em ambos os procedimentos foram realizados a análise de conteúdo (BARDIN,
2011). Os instrumentos para a coleta de dados foram: questionário e entrevista
semiestruturada.
Este trabalho contém os respectivos capítulos: 1) materiais didáticos; 2) construção
dos materiais didáticos para violão e; 3) o que professores de violão pensam sobre o método
para ensino de violão? O capítulo um apresenta uma breve contextualização sobre materiais

16
didáticos a partir de uma revisão de literatura, dialogando acerca da importância dos materiais
didáticos para professores de instrumento, especificamente, para o professor de violão
popular. Em seu primeiro tópico será abordado o processo de ensino-aprendizagem, o qual,
por meio de inquietações no decorrer de minhas vivências como docente tornou -se um ponto
de partida para a construção de um material didático. O segundo tópico, a fim de trazer a
compreensão sobre que elementos compõem um método, foi realizado um levantamento a
partir de três métodos para violão. O terceiro tópico apresenta as análises dos métodos a partir
da organização e estrutura de cada sumário ou índice dialogando com a literatura onde se
destacam as peculiaridades e similaridades entre os métodos, observando possíveis
identidades para compreensão do porque são chamados métodos.
O capítulo dois apresenta o processo de construção dos materiais didáticos de violão
para iniciantes e intermediários, divididos em seis tópicos. Os três primeiros tópicos
descrevem o porquê da construção dos materiais didáticos para violão, para quê o material
didático foi construído e como foi construído o material didático para violão. Nos outros três
tópicos, são apresentadas características gerais quanto à estrutura dos materiais didáticos de
violão para iniciantes e intermediários e as atualizações dos materiais didáticos de violão para
iniciantes e intermediários entre os anos de 2008 a 2016, descrevendo as respectivas
alterações e o porquê dessas alterações.
O capítulo três contendo dois tópicos apresenta dados coletados a partir das
entrevistas e questionário realizados com professores de violão. Os professores que utilizaram
o material didático responderam ao questionário, onde falam da eficiência da utilização do
material didático no decorrer de suas aulas. E professores acadêmicos que avaliaram o
material didático por meio da entrevista semiestruturada, apresentando possíveis correções e
sugestões para lapidação do material didático, trazendo olhares significativos para tornar o
material didático sob uma perspectiva acadêmica.

1. MATERIAIS DIDÁTICOS

O uso de materiais para auxílio de ensino e aprendizagem do violão parece ser uma
das maneiras mais seguras e utilizadas nos dias atuais de como ensinar e aprender a tocar
violão. São apostilas, cadernos de ensino, abordagens e métodos usados por parte de
professores profissionais, não profissionais ou até mesmo autodidatas. Sendo útil para guiar o

17
professor em suas aulas, para direcionar o aprendiz sem o auxílio de um professor de violão
ou até mesmo para estudo do aprendiz e do profissional no instrumento.
Um determinado professor de violão, sendo admirado por sua metodologia de ensino,
em como transmitir os conteúdos de um determinado material de ensino com conteúdo x,
pode ser questionado por alguém que admire seu ensino sobre o material didático de ensino
que utiliza em suas aulas. Ou o mais comum, um número x de alunos, ao estudarem violão
por um material didático de ensino disponibilizado pelo professor também podem ser
questionados por quem está em busca do mesmo aprendizado sobre o material didático que
utilizam para aprender a tocar violão. Isso ocorre principalmente quando o aprendizado da
pessoa está sendo significativo ao ponto de outros perceberem seu progresso a partir da
utilização do material didático de ensino. Não justifico apenas o uso do material didático
sendo a razão da aprendizagem significativa, mas as propostas, ordem dos conteúdos,
linguagem utilizada do material junto à metodologia de ensino do professor, contribuem para
uma aprendizagem significativa e admirável por terceiros. Os materiais didáticos de ensino
são indispensáveis quando se quer ensinar ou aprender a tocar violão, pois,

Para um professor começar a dar aula é de fundamental importância ter um método


de ensino que se utilize uma referência bibliográfica (livro), para que possa embasar
melhor as suas metodologias de ensino, se baseando por esse material específico.
Esse material que acompanha o professor em suas aulas pode ser; uma apostila
própria ou não, um livro de técnicas para o violão ou outros materiais bibliográficos
que possa ser utilizado no auxílio de suas aulas (SILVA, 2013, p. 27).

Muitos professores de instrumento têm feito e ainda fazem uso de materiais didáticos
para guiar em seus planos de aula e auxiliar em suas metodologias de ensino. Silva (2013)
afirma que “existem professores que se baseiam em vários métodos de ensino do violão, e
isso só enriquece a aula e a aprendizagem do aluno”. Muitos desses materiais utilizados por
partes de professores, sejam nomeados por métodos, abordagens, apostilas, estudos, são
considerados importantes para a organização dos conteúdos a serem ministrados. O que
contribui para a aprendizagem de seus alunos.
Com a respectiva transformação de uma sociedade moderna, esses materiais vêm
cada vez mais ocupando diferentes ambientes de ensino. Uma importante função que os
materiais didáticos têm assumido é a de transmitir conhecimentos sem que o aprendiz se
locomova em busca de um curso para aprender a tocar um instrumento. Assim tem sido a
aprendizagem de muitos através de materiais didáticos disponíveis na internet.

18
Outro fator em que as pessoas adquirem materiais didáticos para auxílio da
aprendizagem do violão é devido o custo ser mais acessível. Sem contar que o interessado
pode tê-lo sempre, diferente de aulas com professores, as quais têm custo maior e duram por
tempo determinado. O acesso a um professor de violão reconhecido por sua performance e
ensino nem sempre estará ao alcance de quem deseja aprender a tocar um instrumento. Mas
apesar de propagar conhecimentos em tão pouco tempo e sem tanto investimento, um material
didático de ensino não substitui aulas com professores.
Além de esses materiais contribuírem no aprendizado de muitos, nota-se que tais
perpassam os próprios “métodos de ensino” do referido autor. A proposta de ensino aparenta
ser uma forma de o autor/instrumentista propagar sua metodologia de ensino ou como pensa
que deve ser a aprendizagem do aluno em relação ao instrumento, pretendendo contribuir de
maneira significativa a partir de conhecimentos adquiridos.
Se tratando da classificação do material didático de ensino, por que tais recebem
nomenclaturas diferentes? Por que uns são classificados por “método”, outros não? Se todos
aparentam ter a intenção de direcionar alguém ao aprendizado do instrumento, o que
caracteriza um material didático de ensino para que possamos o chamar de método?

1.1. O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM COMO PONTO DE PARTIDA PARA A


CONSTRUÇÃO DE UM MATERIAL DIDÁTICO

Para dialogarmos com autores sobre os materiais didáticos para o ensino de


instrumento, denominados de “métodos”, será discorrida uma breve contextualização sobre o
processo de ensino-aprendizagem. Processo pelo qual muitos professores sentem a
necessidade de construir seu próprio material didático de ensino para favorecer uma
aprendizagem significativa voltada para a necessidade de seus alunos. De acordo com Brazil
(2013),

Muito se discute atualmente sobre a necessidade do uso de material didático em


espaços coletivos de ensino/aprendizagem de instrumentos musicais, no entanto, as
perspectivas baseadas na realidade editorial brasileira apontam para a continuidade
da carência desse tipo de material no mercado e da continuidade da utilização de
materiais importados, distantes da nossa cultura e da nossa prática didática (p. 140).

Quando o professor de violão encontra-se sem opções, sua única alternativa é pensar,
formular, construindo e aplicando seus próprios materiais didáticos para o ensino de violão.
19
Para compreender a junção dessas duas palavras distintas “ensino” e
“aprendizagem”, se faz necessário buscar o significado de ambas. Segundo Scheffler (1973) o
ensino,“[…] pode ser caracterizado como uma atividade que visa promover a aprendizagem e
que é praticada de modo a respeitar a integridade intelectual do aluno e a sua capacidade para
julgar de modo independente”. De certo modo é o que esperamos de todo e qualquer ensino.
Mas, será que todo ensino poderá promover a aprendizagem do aluno? Passmore (1980) faz a
seguinte questão a respeito do conceito de ensino por Israel Scheffler, “não seria estranho
dizer que tínhamos ensinado alguém a nadar mesmo que, depois de todos os esforços, essa
pessoa não fosse capaz de nadar?”. Fazendo uma reflexão mais próxima do tema deste
trabalho, se substituirmos a palavra “nadar” por “tocar violão” na fala de John Passmore, a
questão se torna um tanto difícil de responder. Mas John Passmore responde a própria questão
afirmando que, “na maioria dos casos, ‘ensinar’ significa ‘tentar ensinar’” (PASSMORE,
1980).
O ensino por si só nem sempre irá promover uma aprendizagem bem sucedida. Por
mais que o concedente desse ensino seja o mais renomado, atualizado e admirado em sua área
de atuação, se não estiver à disposição do aprendiz para contribuir em sua aprendizagem
atendendo suas necessidades, só foi mais uma tentativa de ensino. Albuquerque (2010) afirma
que “um ensino de qualidade, um ensino eficaz, é aquele que oferece uma ajuda contingente,
sustentada e ajustada aos alunos durante o processo de aprendizagem”. Aquele que, a partir da
necessidade dos aprendizes, busca facilitar a forma de perpassar os conhecimentos.
De acordo com Santos (2001), “o agente da aprendizagem é o aluno, sendo o
professor um orientador e facilitador”. Entende-se a aprendizagem como “um processo de
construção de significados e atribuição de sentido” e o ensino como a “ajuda necessária para
que esse processo se realize na direcção desejada” (SCHEERENS, 2004). O ensino e a
aprendizagem sendo palavras distintas com significados distintos, nos deixa claro através das
falas dos autores que não se considera ensino se não houver aprendizagem significativa e não
há aprendizagem sem a transmissão de conhecimentos através do ensino. Dessa forma, o
ensino-aprendizagem é considerado um processo que ocorre entre quem está ensinando e
quem está aprendendo. Carneiro (2012) fala que,

Além do processo de ensino-aprendizagem se dar através de uma forma produtiva,


no qual o objeto de estudo encontra-se em sintonia com o educando, que tem ciência
da importância da sua aplicabilidade, é importante que professor e aluno
estabeleçam uma parceria de estudo. Essa relação dialógica torna-se fundamental
para o crescimento enquanto pessoa dos dois indivíduos (p. 08).

20
Entende-se então o porquê da junção das palavras ensino-aprendizagem como um
processo que ocorre entre o que ensina e o que aprende, onde ambos também ensinam e
aprendem entre si. Nesta busca pelo ensino que gere uma aprendizagem significativa, o
professor se depara com muitas dificuldades por parte dos alunos e com isso se baseia em um
método, um material didático, que oferece conteúdos e exercícios. Entretanto, os
procedimentos mecânicos, a maneira de empregar os movimentos e posturas para o devido
funcionamento do instrumento é de responsabilidade do professor. Tal método deve ser
dominado pelo professor para que a transmissão e introdução de tal habilidade seja
transmitida corretamente.
Mas trazendo novamente a questão a respeito do método, o que caracteriza um
método? Neste sentido, dialogo com os autores (BRAZIL, 2013; SILVA, 2017; SILVA, 2013;
ROQUE JUNIOR, 2015), na busca pela compreensão de como é construído um material
didático de ensino de instrumento que é denominado por método. E que elementos
caracterizam um material didático de ensino ser considerado um método.
A origem da palavra “Método” vem do grego, methodos, com a junção de “meta”,
que significa “através de” e “por meio de” à “hodos”, que significa “via” ou “caminho”. A
palavra tem como primeira definição, segundo Ferreira (1999), “caminho para chegar a um
fim”. De acordo com o dicionário Houaiss (2015), a palavra método tem como primeiro
significado um “procedimento, técnica ou meio para se atingir um objetivo”. Consta ainda
neste dicionário, como terceira definição, um “livro, apostila, etc. que apresenta esse
processo”. Mateiro e Ilari (2012) abordam que,

No cotidiano da área de música, o termo método muitas vezes refere-se


simplesmente ao material didático que traz uma série de exercícios – assim, por
exemplo, fala-se do “método x de flauta doce”, “tal método de violão popular” etc.
Voltados para o aprendizado de instrumentos, métodos desse tipo são constituídos
por uma sequenciação progressiva de exercícios e/ou de repertório que seus autores
têm usado com seus alunos e que tem dado certo, tem “funcionado” para o domínio
técnico de um fazer musical (p. 14).

Diante de tais definições e comparando-as, podemos perceber de modo claro e direto


que método é um meio de se chegar ao fim daquilo que se propõe ou pretende. A partir das
tais definições também é perceptível que os materiais didáticos se enquadram sob ambas,
quando fala que o método pode ser um livro, apostila, etc. que apresenta esse processo: um
caminho para se chegar a um fim. Sabemos que são muitos os métodos de ensino de
instrumento e que cada um deles tem suas características e peculiaridades conforme a maneira
de pensar o ensino do instrumento por parte do autor.
21
Apesar das definições sobre método antes citadas se assemelharem a um material
didático, a definição não descreve como devem ser esses “meios para se chegar a um fim”, ou
seja, dizem o que fazer, mas não ensinam como fazer. O que gera, ainda, uma relatividade
pela abrangência que a palavra “meios” nos permite imaginar. Essa abrangência é algo
positivo para quem vai elaborar o material, pois existem inúmeras possibilidades de se chegar
a um fim. E esse fim, objetivo do método, não será necessariamente ou deverá ser o mesmo
para todos. Há também o fato de que existem meios que seguem uma sequência progressiva
para ser chegar à aprendizagem do violão, e meios que não seguem esta sequência, mas que
também é possível obter essa aprendizagem.
A definição de um material didático denominado um método ainda é bastante
relativo e que há uma grande escassez acerca desses elementos que caracterizam um material
didático um método. Em relação ao ensino do violão, existem diversos materiais didáticos que
são considerados métodos – pois nem todos são considerados –, mas cada, com estruturas
totalmente diferentes de umas para as outras.

1.2. ELEMENTOS QUE COMPÕE UM “MÉTODO”: UM LEVANTAMENTO A PARTIR


DE TRÊS MÉTODOS BRASILEIROS PARA ENSINO DO VIOLÃO

Diante desse confronto sobre o que caracteriza um material didático de ensino ser um
método, busco entender essa estrutura a partir de um levantamento de três métodos para
ensino de violão de autores brasileiros, são eles: Henrique Pinto, Pedro Cameron e Silvana
Mariani.

1.2.1. Iniciação ao violão – Henrique Pinto

O método de ensino para violão de Henrique Pinto, Iniciação ao violão – princípios


básicos e elementares para principiantes tem como finalidade resolver de forma consciente
dificuldades com relação à postura sob o instrumento, tais como: onde sentar, como sentar,
colocação do violão, mão direita e mão esquerda. Tendo como foco, principalmente, na
técnica, em como manusear o instrumento de forma orgânica. Sobre a elaboração do método,
Pinto (1978) descreve,

22
Durante o desenvolver deste método, veremos toda uma explicação, que dará a
sensação do violão como uma continuidade de nosso ser, e não como um objeto
estranho e incômodo. Alguns aspectos técnicos devem ser abordados, como
generalidades, porém, dentro destas generalidades, existe a adaptação a cada
problema físico, digamos, orgânico (p. 05).

Com este o objetivo de solucionar cada etapa relacionada à postura e


posicionamentos das mãos e dedos, Henrique Pinto propõe o conteúdo de forma progressiva
quando afirma que tem “[...] sedimentado a base onde a evolução técnica e a musical terão um
paralelismo ascensional [...]”. Ele ainda afirma que “não é tão importante o exercício
melódico em si, como finalidade, mas sim como ele será encarado no plano técnico-
instrumental” (PINTO, 1978). Podemos perceber no índice como são dispostos os conteúdos
do método com suas respectivas etapas.

Exemplo 1 – Primeira parte do índice do método de Henrique Pinto.

Fonte: PINTO, 1978, p. 04.

Nas preliminares do método, o autor apresenta suas justificativas ao elaborar o


material, a partir de fatos vivenciados como professor de violão. Diante das problemáticas
apresentadas a respeito de “aprendizagens equivocadas no violão” por parte de muitos de seus
alunos, seu objetivo com o método é tentar solucionar esses “problemas”, parcelando-os e
trabalhando-os minuciosamente.

23
São apresentadas as técnicas iniciais, como a postura, como segurar o violão, da
utilização do banquinho, da colocação dos dedos da mão direita, e ainda exemplificadas,
escritas passo a passo, além de exemplificações pelas imagens. Dadas as informações
necessárias, são propostos quatro exercícios, sendo considerada parte de uma primeira fase, os
quais abordam detalhadamente cada técnica aplicada junto à teoria musical, além de
proporcionar um primeiro contato com a identificação das notas presentes no braço do violão.
Na segunda parte da primeira fase, o autor propõe exercícios combinados, onde o aluno
deverá praticar os exercícios no violão usando a mão direita e esquerda juntas.

Exemplo 2 – Segunda parte do índice do método de Henrique Pinto.

Fonte: PINTO, 1978, p. 04.

A seguir, dá-se inicio ao estudo das notas alteradas compostas no braço do violão. Os
conceitos sobre sustenido, bemol e bequadro são apresentados e exemplificados. Logo, é
disposta uma coletânea de peças de estudos melódicos usando as notas estudadas na primeira
fase do método. Na segunda fase do método são abordados exercícios os quais visam
promover um conhecimento amplo acerca de todas as notas dispostas em outras casas do
braço do violão. Na terceira parte do método o autor propõe uma coletânea de peças
progressivas contendo todos os elementos trabalhados em capítulos anteriores, voltados para o
crescimento do aluno em performance, como também acerca de repertório musical.
24
1.2.2. Estudo programado de violão – Pedro Cameron

O método Estudo Programado de Violão do autor Pedro Cameron propõe um ensino


da técnica junto à escrita convencional por meio de informações que visam explicitar ao leitor
como compreender tais dificuldades durante a aprendizagem do instrumento. O autor
descreve que,

O método foi planejado em função de uma nova metodologia em que o aluno inicia
a teoria e o instrumento ao mesmo tempo, ou seja, a teoria esclarecendo os
fenômenos que surgem na prática do instrumento e no avanço do conhecimento
musical (CAMERON, 19?? 2, p. 05).

O autor tem como objetivo a aprendizagem do instrumento e fazê-lo conhecer


elementos na construção musical. Sua finalidade com o método é fazer com que o aprendiz
execute as lições propostas sabendo o porquê que está estudando determinada lição. Dentre os
objetivos sobre conhecer elementos na construção musical, o autor propõe familiarizar o
aluno com as dissonâncias, onde ele afirma que é “a base comum da música atual”
(CAMERON, 19??). A parte técnica do método busca desenvolver a leitura da escrita
convencional. O índice do método apresenta-se da seguinte forma:

Exemplo 3 – Índice do método de Pedro Cameron.

Fonte: CAMERON, 19??,p. 01.

No primeiro tópico, que trata sobre o guia de aplicação do método, o autor apresenta
um plano geral de aula para exemplificar a abordagem técnica do instrumento e como esta
deve ser utilizada. O autor enfatiza a utilização do método com o auxílio de um professor de
violão para que o a aprendizagem seja realizada. Logo em seguida é apresentado o plano de

2
No método Estudo Programado de Violão não consta o ano de publicação.
25
aula de forma não convencional e convencional a ser utilizada para o professor. E uma
contextualização pormenorizada da utilização dos exercícios propostos do plano de aula.
Na primeira parte do método são propostos 22 exercícios melódicos com cordas
soltas, ou seja, trabalhando, primeiramente, a mão direita e a leitura da partitura. Os exercícios
melódicos seguem uma ordem progressiva, partindo do mais simples ao mais difícil. E a cada
grau de complexidade dos exercícios melódicos com as cordas soltas, são apresentadas
informações que exemplificam cada símbolo posto da pauta. Essas informações também
seguem uma ordem progressiva.
A segunda parte do método é composta por 68 exercícios, onde a cada atividade
proposta trabalha as notas contidas nas casas no braço do violão, fazendo o aluno conhecer
nota por nota em uma corda de cada vez. Os elementos da partitura continuam sendo inseridos
a cada peça, dependendo do grau de dificuldade que ela exige. Conforme o grau de
dificuldade das peças, mais incrementadas as melodias são, alternando entre melodia,
intervalos harmônicos e acordes.
No ultimo tópico, Apêndice Teórico, é apresentando de forma mais detalhada sobre a
teoria musical, ou melhor, é mais bem exemplificado acerca dos elementos da partitura que
foram compostas no decorrer dos exercícios.

1.2.3. O Equilibrista das Seis Cordas – Silvana Mariani

O método de violão para crianças de Silvana Mariani propõe um ensino bastante


lúdico por meio de atividades e exemplificações através de imagens ilustrativas. A autora
deixa explícito em seu método que o mesmo deve ser utilizado por um professor de violão. O
método aborda o ensino da técnica erudita, além do auxílio da teoria musical, desde os
exercícios mais simples até os mais complexos. É um método muito prático e didático que
tem sua teoria e técnica de forma implícita pelas ilustrações e definições de forma claras,
facilitando a aprendizagem da criança.

Exemplo 4 – Parte I do índice do método de Silvana Mariani.

26
Fonte: MARIANI, 2010, p. 13.

Na parte I do método o objetivo mostra-se claro a partir do título do capítulo


“conhecendo o violão”, onde a autora propõe uma série de ilustrações com os respectivos
conhecimentos. O uso de metáforas é predominante no decorrer do método, fazendo uma
assimilação mais próxima com coisas do cotidiano das crianças e fazendo-as compreenderem
de maneira simples. Por se tratar de ensino de violão e de música, há conceitos que são mais
complexos e exigem uma exemplificação concisa. É o caso dos assuntos “toque com apoio” e
“pulsação”. A autora propõe, além das ilustrações, pequenos textos, ainda usando metáforas,
que exigem um pouco mais da imaginação das crianças, fazendo-as refletirem e assimilarem
com as práticas.

Exemplo 5 – Parte II do índice do método de Silvana Mariani.

Fonte: MARIANI, 2010, p. 13.

Na parte II, são abordados conteúdos que favoreçam a leitura e a escrita da partitura,
onde o foco é fazer a criança aprender e praticar, principalmente, a teoria musical do que
conhecimentos sobre o violão ou com o violão. De início, autora expõe algumas figuras,
exemplificando os valores positivos e negativos e antes que a criança leia as figuras musicais,
27
são propostos exercícios com ilustrações, fazendo analogia com a duração das figuras
musicais. Por conseguinte, a criança deve executar os solfejos rítmicos e após são trabalhados
os elementos de uma partitura por completo, sendo adicionados símbolos da escrita
convencional pouco a pouco.

Exemplo 6 – Parte III do índice do método de Silvana Mariani.

Fonte: MARIANI, 2010, p. 13-14.

A parte III do método está voltada para uma prática mais sólida do instrumento junto
à leitura da partitura. Dando continuidade a aprendizagem do instrumento de forma gradativa.
São exercícios e canções que partem do simples até as mais complexas. Primeiramente são
dispostos exercícios melódicos com as cordas soltas, trabalhando a mão direita. A autora não
descreve a respeito da técnica para a mão direita, mas é abordado literalmente de forma
implícita quando propõe a alternância dos dedos da mão direita nos exercícios propostos.

28
A cada exercício, novos elementos usados da partitura são adicionados, tais como:
ritornelo, anacruse, etc. e depois exercícios para a mão esquerda. A cada exercício ou canção
são abordados elementos musicais mais complexos, tanto em leitura da partitura, como da
prática no violão. Durante a série de atividades expostas neste capítulo, o intuito do método
não se resume a apenas promover a aprendizagem do violão junto à teoria musical, mas tenta
desenvolver outras habilidades em composição, prática de conjunto e alguns conhecimentos
acerca de instrumentos de percussão.
Após abordar todos os elementos anteriores com a mão direita, são aplicadas
algumas técnicas para a mão esquerda, trabalhando o apoio do polegar atrás do braço do
violão, a colocação e agilidade dos dedos e o uso dos dedos sem apoio. Para a prática das
técnicas, são dispostas canções de um grau mais elevado, onde sugere a execução da mão
direita com apoio e sem apoio ao mesmo tempo, e o uso da mão esquerda para a execução das
notas.
O último tópico da parte III introduz o estudo de escalas, a começar pela escala de
Dó maior, exemplificando-a disposta na partitura. Para exercício, são propostas algumas
canções com tonalidade em Dó maior.

Exemplo 7 – Parte IV do índice do método de Silvana Mariani.

Fonte: MARIANI, 2010, p. 14.

29
Na parte IV do método se inicia o estudo dos acordes, onde o principal objetivo é
proporcionar a acompanhar as canções através das cifras. São apresentados gráficos
ilustrativos do braço do violão, exemplificando como devem ser feitos os acordes. Nos
exercícios a seguir, há um gráfico para cada novo acorde e uma demonstração de como pode
ser o acompanhamento escrita na partitura.
No tópico “alterações”, a autora propõe o estudo do “sustenido” e “bemol”,
trabalhando por partes, inicialmente a armadura da clave nas tonalidades de Sol maior, Ré
maior e Lá maior para estudo dos sustenidos. São apresentadas as armaduras de clave das
tonalidades de Fá maior e Si bemol. Percebe-se que o estudo das alterações neste capítulo é
fazer a criança entender como são dispostas na partitura, além de complemento para o estudo
das demais escalas. Sendo o objetivo central acompanhar as melodias através das cifras.

Exemplo 8 – Parte V e VI do índice do método de Silvana Mariani.

Fonte: MARIANI, 2010, p. 14-15.

30
Na parte V do método, o principal objetivo é entender e exercitar as escalas maiores.
Por ser um estudo mais complexo a autora propõe a prática de forma gradativa, trabalhando
inicialmente com cinco notas da escala, acrescentando uma por vez até ser a escala completa s
das tonalidades. São adicionadas notas conforme a presença delas nas canções. Também são
adicionadas sugestões de acompanhamento em cada canção. No tópico “Tirando música”, a
partir do estudo de algumas escalas vistas no método, a criança deverá preencher as notas que
faltam na partitura “tirando” as notas de ouvido. Exercitando a percepção da criança, além da
noção da escrita na partitura e a prática de escalas maiores estudadas.
A parte VI do método, anexo para professores, trata-se de como o professor de violão
deverá conduzir suas aulas para seus alunos. Para cada conteúdo proposto junto aos
exercícios, a autora propõe sugestões de como podem ser trabalhados os conteúdos.

1.3. ANÁLISE DOS MÉTODOS

Os motivos pelos quais escolhi os métodos foram, principalmente, por serem


métodos brasileiros de ensino para violões elaborados por violonistas renomados. Dentre
muitos, um dos mais conhecidos é o de Henrique Pinto sobre Iniciação ao violão – princípios
básicos e elementares para principiantes, considerado um método de referência quando se
pretende iniciar os estudos para violão erudito, além de ser um dos métodos mais utilizados
em unidades acadêmicas de ensino. O método Estudo Programado de Violão de Pedro
Cameron, violonista e considerado um dos principais compositores brasileiros. Teve sua obra
composta para violão solo, “Repentes”, premiado no concurso Funarte – Vitale. O equilibrista
das seis cordas escrito por Silvana Mariani é um método para violão erudito voltado para
crianças. Um método de violão para crianças de referência. A autora obteve seus estudos em
violão erudito pelo Conservatório Superior de Música em Schaffhausen-Suíça.
Os métodos apresentados possuem estruturas literalmente opostas, tanto na escrita e
organização do material, como na metodologia sugerida pelos autores. No entanto, os três
apresentam uma similaridade, o ensino aplica-se ao estudo do violão erudito junto à teoria
musical. Para o aluno que deseja iniciar seus estudos em violão utilizando um desses métodos,
deverá aprender junto aos conhecimentos do instrumento, a teoria musical. Segundo Silva
(2017), os métodos Iniciação ao violão de Henrique Pinto e O Equilibrista das Seis Cordas de
Silvana Mariani também apresentam uma similaridade,

31
Esses métodos trazem os conteúdos gradativamente para que o aluno aprenda de
forma clara e natural, eles abordam o desenvolvimento motor e a leitura musical,
além de ser introduzido o ensino técnico do instrumento, e assim utiliza os
princípios básicos para o progresso do aluno (SILVA, 2017, p. 23).

Os métodos apresentam um ensino de violão de forma gradativa, onde se entende


que se parte de técnicas mais simples às complexas. Mesmo que um tenha uma metodologia
de ensino mais lúdica, por ser dedicado a crianças. Brazil (2013) afirma que “o método O
equilibrista das seis cordas, de autoria de Silvana Mariani, traz um material bem
direcionadoao aprendizado de crianças”. Enquanto que o método Iniciação ao violão é
dedicado a qualquer pessoa que já aprendeu ou ainda irá aprender a tocar violão, sendo
necessário o aluno ter conhecimentos em leitura de partitura, pois diferente dos métodos,
Estudo programado de violão e O equilibrista das seis cordas, não ensina teoria musical, mas
apenas as técnicas aplicadas ao estudo do violão erudito. Roque Junior (2015), afirma que o
método de autores como Henrique Pinto entre outros autores relatados em sua monografia,
“abordam os conteúdos de forma sequencial, o que a meu ver facilita o aprendizado do
discente, uma vez que trata o conteúdo de um modo gradativo e didático para melhor
compreensão do aluno, além de trabalhar um repertório acessível e atrativo”.
Isso demonstra que em suas aulas não utiliza apenas o método Iniciação ao violão de
Henrique Pinto, mas o tem como método primordial para condução de suas aulas de violão.
Roque Júnior (2015) descreve que utiliza o método em suas aulas “como forma de iniciar um
trabalho um pouco mais técnico com os alunos, onde começa a revisar e corrigir a postura do
aluno com o instrumento”. Roque Júnior (2015) ainda afirma que o método Iniciação ao
Violão de Henrique Pinto,

Aborda o conteúdo técnico do violão de forma clara e sequencial corrigindo assim a


postura dos alunos e demonstrando a forma correta para um bom desenvolvimento
técnico. Além de ser um método brasileiro onde o próprio aluno pode ter acesso à
explicação contida no nele sem precisar recorrer a traduções. Neste contexto tenho
como finalidade o desenvolvimento técnico violonista, bem como o
desenvolvimento e contato com a leitura de música convencional (p. 32).

A maneira como ambos os métodos têm seus “meios” elaborados não apresentam
nenhum aspecto em comum. Mas diante das falas dos autores Silva (2017) e Roque Júnior
(2015), podemos perceber que os mesmos afirmam os métodos seguirem uma sequência que
expõe conteúdos gradativos, do mais simples ao complexo. Silva (2013) afirma que o método
de Henrique Pinto, “é recomendado para iniciantes ao violão e que tenha noção de teoria

32
musical, para facilitar o trabalho do professor, que nesse caso vai ser direcionado á
aprendizagem apenas do violão”.
Henrique Pinto, em seu método deixa claro seu objetivo, onde tenta solucionar ou
resolver esses problemas percebidos durante anos em sua experiência como professor de
violão. Trazendo a definição de método novamente, “um meio para se chegar ao fim”, nos
parece que o “fim” do método Iniciação a Violão de Henrique Pinto é fazer com que o aluno
tenha o violão como parte de si, onde nenhuma postura ou colocação das mãos atrapalhe a
performance do violonista.
O método Estudo Programado de Violão de Pedro Cameron em seu breve índice
demonstra a estrutura do material em partes, não deixando tão explícito para que finalidade os
estudos terão, além de apenas tocar violão. Diferente do método de Henrique Pinto, Pedro
Cameron também não apresenta um objetivo explícito, ou melhor, um “fim” a se chegar com
os estudos. No entanto, para se chegar a II parte do método, se o aluno for iniciante ou não
conhece a técnica erudita para violão, é necessário que ele passe por etapa, cumprindo cada
exercício contido na parte I.
Ao fim da parte II do método há peças que exigem do violonista bastante técnica e
boa leitura da partitura. Isso mostra que na parte I, é proposto exercícios para domínio das
notas no braço do violão, quanto à aprendizagem da teoria musical, sendo inseridos os
elementos pouco a pouco. Na parte II podemos perceber peças de alto nível escritas na
partitura composta por todos os elementos trabalhados no método. O aluno que o segue passo
a passo pode chegar a um nível bastante significativo, em execução, como em domínio da
leitura convencional. No entanto, por conter uma metodologia de ensino mais técnica, o
próprio autor do método Estudo programado de violão indica a utilização do mesmo com
auxílio de um professor.
Por meio dessa pesquisa, conforme a análise dos dados se pretende observar o
percurso construtivo dos materiais didáticos construídos por mim e seus objetivos. Diante
dessa observação e avaliação por parte dos professores perante a pesquisa de levantamento, se
pretende considerar os materiais didáticos de violão para iniciantes e intermediários como
método.

2. CONSTRUÇÃO DOS MATERIAIS DIDÁTICOS PARA VIOLÃO

33
2.1. SOBRE O “PORQUÊ” DA CONSTRUÇÃO

Durante minha adolescência me dediquei ao ensino do violão, sendo a pioneira em


minha Cidade3, principalmente, pela idade e gênero. Aos onze anos pude dedicar meu tempo
aos estudos no violão sem, no entanto, contar com a orientação de um professor de violão.
Entretanto, não aprendi por si só, mas com auxílio de materiais didáticos, dicas por amigos da
igreja e da família. Em um curto período de três meses, tomei conhecimento de práticas
básicas no violão – os 12 acordes maiores, menores e com sétima, com e sem pestana;
algumas batidas, mais precisamente, palhetadas de balada e leitura de cifras. Com apenas
esses conhecimentos, estudava muitas horas ao dia e tocava com os amigos.
Por habitar em uma Cidade pequena, alguns tomaram conhecimento desse meu
aprendizado e vinham solicitar aulas de violão. Como mediadora no ensino do violão entre os
meus 12 aos 20 anos de idade, além de minhas experiências musicais, surgiu a ideia da
construção de um material didático para violão. Antes de me interessar pelo violão, cantava
nos conjuntos da igreja, participava de ensaios com instrumentistas da igreja e tive aulas de
teclado e baixo elétrico com meu tio Urias Teixeira. Havia tido algumas experiências
musicais na igreja e com a família, pois cresci em um lar de músicos.
Comecei a receber convites para tocar em datas comemorativas nas escolas de minha
Cidade, um motivo pelo qual as pessoas tomaram conhecimento e vinham solicitar aulas de
violão. Propus a me organizar, pois havia aceitado as propostas para ensinar a tocar violão. As
aulas aconteciam em minha casa, duas vezes na semana e em 1 h cada aula. Ministrava
assuntos aleatórios, de acordo com o que os alunos pediam. Geralmente as aulas se baseavam
no repertório dos alunos, eram ensaios de suas canções favoritas e solos introdutórios de
canções. Ensinava da forma como pensava que seria melhor e mais fácil para os alunos. As
aulas de violão também não tinham previsão para terminar. Para mim, o aluno concluiria
quando aprendesse a tocar o básico no violão. Mesmo assim, sem previsões, o período de
aulas não durava mais que seis meses.
A construção de um material didático para violão surgiu pela necessidade dos alunos
e em ministrar aulas de violão a partir dos meus 12 anos de idade. Diante de tal
responsabilidade, precisava de um material didático que me concedesse auxílio, além de me
proporcionar praticidade em minhas aulas para que eu pudesse contribuir para a aprendizagem
dos alunos. O qual cuja linguagem escrita e conceitual fosse simples e compreensível. Sem

3
Riachuelo, à aproximadamente 80 km de Natal.
34
pré-requisitos. Pelo fato de não ter tido acesso a métodos que correspondesse as minhas
expectativas, como aprendiz e mediadora. Alguns métodos que conheci tinham uma ideia
sobre violão mais aprofundada, mais técnica.
Com um conhecimento sobre violão meramente básico, tanto em minha performance
quanto ao o ensino, a ideia da construção de um material didático, inicialmente, teria como
objetivo mediar minha prática e didática em minhas aulas, tornando-se uma guia em meus
planos de aula para que a transmissão do meu ensino fosse significativo para os alunos.
Apesar da pouca experiência, a vontade em querer ajudar aos alunos era maior. Perante a
minha fala, Brazil e Tourinho (2013) abordam que,

No campo da criação de materiais didáticos, acreditamos que os processos


vivenciados possam contribuir para a criação de novos parâmetros de elaboração,
onde as reais necessidades do grupo a ser atendido estejam contempladas. Isso,
certamente, nos levará a repensar as habilidades necessárias para o profissional que
atua em ensino coletivo de instrumentos musicais (p. 06).

Em poucos meses, com muitos alunos, tudo estava ficando dificultoso para mim,
principalmente com a ausência de um material didático que me desse auxílio e direção dos
conteúdos a serem ensinados. As aulas estavam ficando repetitivas, me sentia despreparada e
alguns alunos desistiam em menos de dois meses. Tais acontecimentos me incomodaram
muito a ponto de querer construir um material com objetivos focados no querer dos alunos,
em que eu pudesse me guiar e ensinar por ele, de forma prática, simples e descomplicada.

2.2. A RESPEITO DO “PARA QUÊ” DA CONSTRUÇÃO

A partir dessa minha dificuldade em ministrar as aulas de violão e em propor um


ensino satisfatório aos meus alunos, me veio a necessidade de buscar um material que
complementasse minha metodologia e minha prática como mediadora e ainda, aprendiz.
Como ainda estava descobrindo e aprendendo novos conhecimentos sobre o violão, me
propus a escrever o material com o intuito de ser utilizado, inicialmente, apenas por mim, no
qual eu pudesse consultar sempre que necessário, dando consistência e continuidade as aulas
de violão para meus alunos.
Conforme a experiência com o ensino do violão, o material didático estava tomando
forma. E com esse aprimoramento do material didático para violão, passei a usá-lo passo a
passo em minhas aulas para com meus alunos, desde seguir a ordem dos conteúdos, como
35
utilizar a linguagem informal nele contida. Os alunos começaram a solicitar o material
didático no intuito de entender melhor sobre os conceitos e teorias. Imprimi várias cópias e
disponibilizei aos meus alunos para seus estudos diários.
Em poucos meses, alguns alunos relataram que a utilização do material didático em
seus estudos diários tinha facilitado a compreenderem alguns conceitos complexos, outros
vinham com a aula do dia estudada. Ao fim do curso queriam tirar cópias para si, e ainda
traziam para as aulas no intuito de que eu utilizasse o material didático durante as aulas, onde
o aluno pudesse acompanhar cada assunto proposto naquele momento. Foi quando percebi
que o material estava sendo útil e satisfatório para mim e meus alunos.
Em utilizar o método nas aulas de violão e disponibilizá-lo para os alunos, pude
perceber outras possibilidades do material didático. A ideia do “para quê” da construção do
material didático teve algumas modificações durante o processo de ensino-aprendizagem
entre meus alunos e minha pessoa. Onde a busca pelo ensino satisfatório de violão para os
alunos e o auxílio para minha metodologia de ensino, foram o ponto de partida para tal
construção. Inicialmente para capacitar e melhorar minha metodologia de ensino, apenas
como um guia para minhas aulas à tentar promover um ensino satisfatório e por conseguinte,
ser utilizado pelos alunos.

2.3. DESCRIÇÃO SOBRE “COMO” FOI A CONSTRUÇÃO

A construção do primeiro material didático para de violão teve o ponto de partida em


2008. Para iniciar a escrita de um material didático, tive de buscar informações essenciais em
outros materiais didáticos, livros, revistas, na internet e com meus amigos instrumentistas.
Minha maior fonte de informações foram os músicos da igreja em que congrego e um material
didático para violão que meu pai possuiu. Nesse processo de novas aprendizagens e coleta de
informações, escrevia textos com minhas palavras da forma mais simples possível, usando
uma linguagem bastante informal.
O material didático foi construído com o uso de um computador, usando a principal
ferramenta para redigir os textos e as tabelas, o Word. Além dessa importante ferramenta,
também usei um software editor de fotos, o Photoscape, o qual foi bastante útil para
construção das imagens e ilustrações que estão contidas nos materiais didáticos.
A princípio, Foram construídos dois materiais didáticos: 1) Tocar Violão –
Acompanhamento para iniciantes e; 2) Tocar Violão: Acompanhamento para Intermediários.
36
O primeiro material didático foi finalizado no início de 2009, logo, no ano seguinte o segundo
material didático foi construído, sendo finalizado no fim do mesmo ano. Do ano de 2008,
construção da primeira, até 2016, esses dois materiais didáticos para violão foram atualizados
em quatro versões, cada. As atualizações ocorriam diante das necessidades dos alunos, de
novos conhecimentos a serem inseridos e de novas propostas de exercícios.
As versões atualizadas dos materiais didáticos estavam sendo construídos
semanalmente ou mensalmente ou até anualmente. Se os alunos estavam obtendo resultados a
partir da versão que estava sendo utilizada, não fazia atualizações. Variava de acordo com as
necessidades dos alunos, além das estratégias que ia adquirindo com o hábito do ensino,
principalmente em como expor aos alunos assuntos/conceitos complexos de uma maneira
mais simples.

2.4. CARACTERÍSTICAS DA 1ª VERSÃO DO MATERIAL DIDÁTICO DE VIOLÃO


PARA INICIANTES

O primeiro material didático para violão, nomeado como “Tocar Violão” –


acompanhamento para iniciantes foi construído contendo conteúdos além das essenciais para
que eu pudesse ensinar aos alunos a tocar músicas no violão. E que teve como intuito auxiliar
em minhas aulas, em como ensinar. O material didático tinha como objetivo o ensino de
violão popular, tendo como finalidade a execução de acordes, ou melhor, do acompanhamento
da melodia cantada. O material didático foi estruturado da seguinte forma: capa, índice,
conteúdos, exercícios, músicas cifradas, dicionário de acordes e espaço para anotações.
Os conteúdos contidos na apostila foram organizados por capítulos e em alguns dos
capítulos havia subtópicos. Os textos referentes aos conteúdos foram escritos de maneira mais
resumida possível e em uma linguagem informal, de modo a me proporcionar explicar os
assuntos aos alunos de forma direta, além de me possibilitar exemplificar o determinado
assunto usando o instrumento, predominando mais a prática durante as aulas.
Dentre esses conteúdos, as imagens e tabelas foram postas para uma melhor
representação do assunto, proporcionando uma rápida compreensão do conceito apresentando.
As propostas de exercícios eram tanto práticos como teóricos. As músicas cifradas faziam
parte dos exercícios dos conteúdos “Cifras” e “Pestana”. Nos anexos constava, o dicionário
com os acordes maiores e menores e espaço para anotações dos respectivos planejamentos.

37
Exemplo 9 – Estruturação dos conteúdos da primeira versão do material didático de violão para Iniciantes.

Fonte: do autor.

Esta estrutura da apostila me proporcionou dar aulas de violão de forma mais segura.
Com o uso de um material didático, as aulas estavam mais organizadas devido aos
planejamentos. Ainda sentia dificuldade em ordenar os conteúdos, pois dependendo dos
alunos, para alguns a ordem proposta era aceitável, para outros, um tanto complexo. Percebi
que com o uso desta primeira versão do material didático para iniciantes, as aulas estavam
tendo um sentido, com metas a serem atingidas.
Seguindo a ordem proposta no índice, como mostra o exemplo 9, alguns dos alunos
que estavam aprendendo a tocar violão, estavam dominando os assuntos e as práticas em
poucas semanas, três meses, no máximo. Por esta razão, com o auxílio do material didático
para iniciantes e a partir do período de aprendizagem dos alunos, nomeei esses encontros de
“curso básico de violão para iniciantes”. O curso passou a ter três meses de duração com
direito de duas horas semanais, podendo ser aulas individuais ou coletivas. As aulas ocorriam
em minha casa ou na casa do aluno. Não haviam recursos apropriados para as aulas, apenas os
violões de ambos, cadeiras não adequadas e a força de vontade para ensinar e aprender.
Como primeira experiência na elaboração de um material didático para violão, a
escolha dos conteúdos da primeira versão da apostila foram selecionadas conforme um
levantamento geral em outros materiais didáticos de violão. Conforme essa observação geral
de materiais disponíveis, o índice foi feito com os conteúdos mais citados e conhecidos, além
de outros assuntos solicitados pelos alunos durante minha primeira experiência como

38
mediadora no ensino do violão. Havia selecionado conteúdos além do que precisava para
ensinar com o intuito de ter o material como guia. Quando necessário, os teria disponível.
O índice da primeira versão do material didático para violão Tocar violão –
acompanhamento para iniciantes mostra explicitamente que os conteúdos não estão em uma
ordem lógica de ensino gradativo, mas em ordem aleatória. O primeiro capítulo por nome
“Definições” contém os subtópicos “Música” e “Conhecendo o violão”, os quais tratam das
definições básicas da música e descreve as partes do violão. No subtópico “Música”, foi
inserido em poucas palavras o que é: melodia, harmonia, ritmo, timbre, notas e acordes. Cada
item descrito em uma a duas frases. Dificilmente utilizava esse subtópico, dependia mais do
aluno, quando tinha dúvidas frequentes sobre de quê se trata a música.
O capítulo dois, por nome “Cordas” mostra especificamente a quantidade, os nomes
e a numeração das cordas do violão. Em tais assuntos introdutórios, evidenciava ser muito
importante, onde o aluno deve conhecer os nomes das partes do instrumento que almeja
aprender. No terceiro capítulo é abordado especificamente sobre o posicionamento e
numeração dos dedos da mão esquerda e direita. O quarto capítulo, por título “Cifras” contém
tabelas com as letras e símbolos que representam os acordes. Ambas as definições claras e
objetivas.
O capítulo cinco aborda sobre “Pestana”, neste, mostra como executar os acordes
maiores, menores e com sétima em pestana. No sexto capítulo é abordado apenas sobre a
escala cromática sob o título “Escala das notas”, subtópico criado para exemplificar e facilitar
o aprendizado dos acordes em pestana. Esses capítulos citados, apesar de estarem dispostos
aleatoriamente no índice, têm uma relação entre si. Pois para acompanhar as músicas cifradas
é necessário posicionar bem os dedos das mãos, executando os acordes e as batidas (os quais
não foram inseridos na primeira versão).
Por fim, o último capítulo do material didático para iniciantes tem por nome
“Afinação do violão”, onde mostra passo a passo como afinar as cordas do violão. O qual é
conteúdo que, raramente consta em outros materiais didáticos para violão. Inseri como
conteúdo essencial, principalmente para mim como mediadora, mas a pedido dos alunos que
desejavam aprender afinar o próprio instrumento, passou a ser assunto indispensável.
Esses conteúdos, os quais foram selecionados para compor o primeiro material
didáticode violão para iniciantes, os considerei introdutórios e essenciais para as aulas de
violão aos alunos iniciantes. É fato faltaram outros conteúdos, e por esse motivo, o material

39
precisou passar por atualizações. Mesmo com a ausência de conteúdos como: batidas, acordes
sem pestana, durante as aulas não anulava as práticas destes.

2.5. CARACTERÍSTICAS DA 1ª VERSÃO DO MATERIAL DIDÁTICO DE VIOLÃO


PARA INTERMEDIÁRIOS

A ideia de construir um material didático com um nível mais elaborado surgiu,


principalmente, da necessidade dos alunos. Alguns dos alunos que tiveram aulas de violão no
curso básico de violão para iniciantes e que alcançaram suas metas no curso me perguntavam
o que deveriam fazer para “tirar músicas de ouvido” ou como tocar a “música favorita” na
tonalidade de suas vozes. Para eles, executar acordes e batidas (acompanhamento) lendo
cifras não era o suficiente.
A primeira versão do material didático de violão para intermediários foi construída um
ano após a conclusão do material didático de violão para iniciantes, contendo conteúdos um
pouco mais complexos. Sua construção ocorreu de um modo diferente, esta, partiu da
necessidade dos alunos que já haviam obtido aulas anteriormente e de minha experiência
musical como violonista na igreja em que congrego. A princípio estava neste processo de
aprendizagem sobre os campos harmônicos e transposição de tonalidades das músicas. A
partir do que os alunos solicitavam e de minhas práticas adquiridas, defini que conteúdos
seriam postos no material didático de violão para intermediários.
Dessa forma, o objetivo deste, seria aperfeiçoar os conhecimentos já adquiridos com o
curso básico de violão para iniciantes. Apesar dos conteúdos em ordem aleatória em ambos os
materiais, comparando-os em questão da seleção dos conteúdos, percebe-se uma ordem
gradativa, onde na primeira parte contém conteúdos mais simples que a segunda, como se
pode observar no exemplo 10.

Exemplo 10 – Estruturação dos conteúdos da primeira versão do material didático de violão para intermediários.

40
Fonte: do autor.

O material didático de violão para intermediários foi estruturado com as mesmas


características do primeiro, voltado para iniciantes, seguindo a ordem numérica dos capítulos.
E no intuito de seguir esta ordem, preferi juntar os dois materiais em um só caderno. Mesmo
sendo utilizados separados. Do mesmo modo, também foram utilizadas tabelas e figuras e
textos mais resumidos.
Os conteúdos deste material, voltado para intermediários, serviram mais como
suporte, apresentando alguns truques ao violonista iniciante em como transpor tonalidades,
identificar acordes do campo harmônico das tonalidades, “tirar músicas de ouvido”, etc. E
para conseguir executar bem tais atividades, o aluno deveria dominar bem os acordes, as
batidas (uso da mão direita) e cifras. E após a construção deste material didático, o qual ficou
nomeado por “Tocar violão – acompanhamento para intermediários”, do mesmo modo foi
criado o curso de violão para intermediários. Ambos os cursos com ênfase em harmonia, ou
acompanhamento para melodia cantada. Este também passou a ser em um período de três
meses.
Na busca pelo aperfeiçoamento dos assuntos já estudados por parte dos alunos, os
conteúdos do material didático de violão para intermediários deveriam proporcioná -los “tirar
músicas de ouvido” e saber tocar músicas em outras tonalidades. Foram selecionados
conteúdos além do os alunos queriam aprender, por ser tratar, ainda, de um material guia para
planejamentos e consultas.

41
No mesmo índice foi dada continuidade aos conteúdos, a começar pelo capítulo oito,
por nome “Relativos”, onde descreve em uma breve frase o que são e exemplificações através
de tabelas, mostrando os relativos dos tons maiores e dos tons menores. Sendo uma forma de
preparação para o aluno para assuntos posteriores e com o objetivo de fazer ao aluno entender
o campo harmônico de cada tonalidade, nada mais simples do que conhecer os relativos de
cada tonalidade.
Logo em seguida, o capítulo nove aborda sobre o campo harmônico dos tons com o
título “Sequências harmônicas”. O capítulo apresenta algumas características e as tabelas
contendo os acordes mais tocados de cada tonalidade. Esses dois capítulos, considerados os
mais importantes do material para intermediários, eram trabalhados em dois meses do curso
de violão para intermediários. Para que o aluno conseguisse “tirar músicas de ouvido” era
necessário, antes, dominar o campo harmônico de vinte e quatro tonalidades.
No capítulo dez, por nome “Diminutas”, apresenta em breves palavras a formação
dos acordes diminutos. Esse conteúdo foi posto no âmbito a ter as informações quando
necessário. Mas durante as aulas de violão, dificilmente ensinei acordes diminutos aos alunos.
O capítulo onze, “Transposição de acordes”, foi um dos assuntos solicitados pelos
alunos que haviam concluído o curso básico de violão para iniciantes. Dessa forma, o capítulo
descreve alguns truques de como fazer uma transposição de tonalidade. Foi uma das formas
que busquei ensiná-los, já que transportar mentalmente é mais difícil.
O último capítulo por nome “Batidas e dedilhados” foi posto neste material didático
para intermediários devido à ausência do mesmo no material voltando para iniciantes. O
domínio das batidas e dos dedilhados são essenciais para um violonista, o domínio dos dedos
da mão direita. Como havia concluído o material didático de violão para iniciantes e não
pretendia em modificá-lo, foi incluso neste.
Os alunos almejavam muito “tirar músicas de ouvido”. Inserido no último capítulo,
foi posto o subtópico “Como descobrir harmonias que você não conhece”. O assunto exigia
maior domínio sobre os campos harmônicos, por isso preferi deixá-lo por último. A partir de
minha prática cotidiana na igreja pude compartilhar algumas experiências que me ajudaram a
desenvolver essa percepção, em como “descobrir” a tonalidade do cantor, que passos tomava
para fazê-lo da maneira mais simples e rápida. Neste subtópico descrevo alguns truques como
descobrir a tonalidade de uma música, principalmente quando não a conhecemos.

42
2.6. ATUALIZAÇÕES DOS CONTEÚDOS CONTIDOS NOS MATERIAIS DIDÁTICOS
DE VIOLÃO PARA INICIANTES E INTERMEDIÁRIOS

Diante das experiências e mediante o ensino do violão com o uso dos materiais
didáticos de violão para iniciantes e intermediário, fui percebendo o que estava sendo útil no
decorrer de minhas aulas. Alguns conteúdos que estavam em ambos os materiais não eram
necessários, outros que eram necessários, não constavam. A razão das possíveis alterações de
conteúdos dos materiais didáticos foi, principalmente, devido às necessidades dos alunos. E o
que estivesse ao meu alcance conforme minhas práticas cotidianas no violão, acrescentava nas
atualizações.

 Atualização 1 – material didático de violão para iniciantes

A primeira atualização do material didático de violão para iniciantes teve mudanças


significativas, tanto em organização dos capítulos e subtópicos, como dos conteúdos por
ordem gradativa. A capa foi modificada, sendo criada por um design profissional. Nos anexos
foram retirados os exercícios, pois os que continham na primeira versão eram considerados
limitados pelos alunos. Por este motivo, preferi aplicar exercícios conforme o
desenvolvimento de cada aluno. As músicas cifradas foram mantidas e no dicionário de
acordes foram acrescentados acordes maiores e menores com sétima, sétima maior e
diminutos.
Diferente da primeira versão que foi inserido um conteúdo por capítulo, a segunda
versão tem o primeiro capítulo por nome “Princípios Básicos” contendo os conteúdos: O que
é música?, Conhecendo as partes do violão, Tipos de violões, Acordes x notas, Cordas, Cifras
e Como cifrar uma música.

Exemplo 11 – Primeira atualização dos conteúdos do material didático de violão para iniciantes.

43
Fonte: do autor.

Respectivamente, foram incluídos os mesmos conteúdos da primeira versão, sendo


retirado o capítulo “Emprego das mãos e dedos” e acrescentando apenas “Tipos de violões” a
pedido dos alunos. O nome dado ao capítulo refere-se exatamente aos conteúdos básicos
sobre o violão, os quais são essenciais para o instrumentista iniciante. Além disso, nos
conteúdos já existentes foram inseridas outras informações consideradas importantes
conforme as experiências adquiridas no decorrer das aulas de violão.
O capítulo dois por nome “Pestana” contendo os conteúdos “Aprendendo acordes em
pestana” e “Escala de notas”, estes também foram incluídos da primeira versão. Em “escala
de notas”, o objetivo era facilitar o aprendizado dos acordes em pestana e não aprender
“escalas” de fato. Por este motivo ficou no mesmo capítulo.
No último capítulo, por nome “Afinação do Violão” foram acrescentadas outras
informações a respeito da afinação. Com isto foram criados dois subtópicos, os quais são:
Primeiro passo à afinação – onde descreve passo a passo como afinar as cordas – e Detalhes
ligados à afinação – com algumas informações básicas em manter o instrumento afinado.

 Atualização 2 – material didático de violão para iniciantes

44
Com a utilização dos materiais didáticos durante as aulas de violão, os alunos
passaram a solicitá-los para estudar em casa. Com essa nova proposta, de disponibilizar o
material didático de violão para os alunos, as partes, iniciante e intermediário, ficaram
separadas de um só caderno. Ambas passam a ter mudanças tanto em estrutura como em
ordem de conteúdos.

Exemplo 12 – Segunda atualização dos conteúdos do material didático de violão para iniciantes.

Fonte: do autor.

A segunda atualização do material didático de violão para iniciantes recebe mais uma
nomenclatura, “Volume 1”. Em sua estrutura, passa a ter direito de uso, introdução,
agradecimentos e biografia. À pedido dos alunos, as músicas cifradas são modificadas para
músicas mais midiáticas, apresentando acordes e acompanhamentos mais fáceis.
O primeiro capítulo continuou com o nome “Princípios Básicos”, sendo que alguns
conteúdos foram retirados, como: O que é música? – como a apostila estava voltada para o

45
ensino do violão, era opcional falar sobre os elementos da música – e Acordes x notas – como
o objetivo do ensino está voltado ao aprendizado de acordes, desse modo, a explicação de
ambos os termos é um tanto complexo para alunos iniciantes. Permaneceram apenas os
subtópicos “Conhecendo as partes do violão”, “Tipos de violões” e “Nomenclatura das
cordas” que antes era nomeado por “Cordas”. Os subtópicos “Cifras” e “Como cifrar uma
música foram” que constavam no primeiro capítulo passam a fazer parte do capítulo três.
O capítulo dois, por nome “Notas musicais” é definido logo após os conteúdos
introdutórios, com o objetivo de facilitar a compreensão por parte dos alunos nos conteúdos
posteriores. Neste capítulo, é abordada a escala natural e a escala cromática, além de uma
breve explanação sobre o que é “Sustenido” e “Bemol”.
O capítulo três aborda sobre “Cifras” e tem os subtópicos “Nomenclatura universal
das notas” e “Como cifrar uma música”. O capítulo quatro tem o conteúdo “Afinação”, o qual
foi posto antes do estudo da pestana devido as dificuldades que os alunos apresentavam.
Foram acrescentados novos conteúdos no capítulo referente à afinação do violão, onde
apresenta outras maneiras de afinar o violão. No capítulo cinco, referente a “Pestana”, o
subtópico “Escalas das notas” foi transposto para o capítulo dois e acrescentado o subtópico
“Método simples de como aprender pestanas”, onde descreve passo a passo como dominá -las
em pouco tempo. No último capítulo, por nome “Anexos”, é composto pelos subtópicos:
Dicionário de acordes, Músicas cifradas, Agradecimentos e Biografia.

 Atualização 3 – material didático de violão para iniciantes

Finalizada em abril de 2016, a terceira atualização do material didático de violão


para iniciantes foi modificada de “Acompanhamento” para “Curso Básico”. Durante as aulas
de violão do curso básico de violão para iniciantes, o material estava dando todo o suporte que
precisava. Além disso, os alunos também a usava para os exercícios cotidianos e durante as
aulas de violão. Em cada capítulo foi inserido o objetivo do assunto a ser estudado e um
subtópico contendo exercícios de fixação de conteúdos, inicialmente como uma proposta.

Exemplo 13 – Terceira atualização dos conteúdos do material didático de violão para iniciantes.

46
Fonte: do autor.

Foram inseridos outros conteúdos, os quais eram ensinados durante as aulas de forma
prática. O primeiro capítulo que antes tinha por nome Princípios Básicos passou a ser “Sobre
o Violão”, contendo conteúdos introdutórios sobre o violão. Os subtópicos permaneceram,
tendo apenas a nomenclatura alterada.
Durante as aulas de violão, logo após aplicar conteúdos do primeiro capítulo,
ensinava como usar a mão direita, que se refere as batidas. No intuito de seguir a ordem dos
assuntos ministrados nas aulas de violão, o segundo capítulo, por nome “Batidas/Bases” foi
adicionado. O qual também nas versões anteriores fez falta.
O capítulo três, nomeado por “Acordes” também foi adicionado na apostila, com o
objetivo de ensinar os acordes mais simples, sem o uso da pestana. Os subtópicos inseridos no

47
capítulo foram: O que é um acorde? – onde descreve em poucas palavras como são formados
os acordes (não se trata de formação de acordes) –, Detalhes relacionados aos acordes – o qual
descreve a numeração dos dedos da mão esquerda e como devem ser posicionadas para
execução dos acordes – e Simbologia – com ilustrações de acordes.
Os capítulos quatro e cinco, “Notas musicais” e “Cifras” permaneceram na apostila,
acrescentando apenas o subtópico “Sustenido e Bemol” no capítulo quatro, onde foram
adicionadas novas informações.
O capítulo seis, sobre Pestana, volta a ser antes de Afinação e tem o subtópico
“Método simples de como aprender pestana” retirado. Onde todas as informações passam a
fazer parte do subtópico inicial. Por fim, o capítulo sete, por nome “Afinação” permanece na
apostila, sendo apenas acrescentadas novas maneiras de afinação do violão. O capítulo
“Anexos” é retirado e as músicas cifradas também, devido ao repertório diversificado dos
alunos, pois preferiam trazer suas músicas favoritas cifradas para aprender durante as aulas.
Por último, restou apenas o tópico “Dicionário de acordes”.

 Atualização 1 – material didático de violão para intermediários

Escrita com a mesma estrutura da atualização 1 do material didático de violão para


iniciantes, ambos faziam parte de um só caderno, utilizando o mesmo sumário. Mas cada um
distinto, usados conforme o curso para iniciantes ou para intermediários.

Exemplo 14 – Primeira atualização dos conteúdos do material didático de violão para intermediários.

48
Fonte: do autor.

As primeiras mudanças a serem feitas, em ralação à primeira versão foram a


quantidade de capítulos. Na primeira versão, cada conteúdo era um capítulo. Nesta versão, os
conteúdos que se conectavam caracterizavam um capítulo.
O capítulo quatro, que corresponde ao primeiro assunto do material didático de
violão para intermediários, por nome “Sequências Harmônicas” apresenta como subtópicos
“Relativos dos tons maiores” e “Principais sequências”. O objetivo do estudo dos relativos na
apostila estava ligado, principalmente, ao aluno ter domínio sobre o campo harmônico da
determinada tonalidade ao invés de entender que entre o tom e o relativo existem semelhanças
em sua formação.
No subtópico “Principais sequências” trata de acordes mais tocados em cada
tonalidade. O nome dado ao subtópico se caracterizou por haver mais acordes que podem ser
executados, do que apenas os que constituem o campo harmônico da tonalidade. Não que eu
tenha alterado o campo harmônico das tonalidades, mas durante minha prática cotidiana fui
percebendo que os acordes do campo harmônico não são suficientes para executar um
acompanhamento harmônico de determinadas músicas.
No capítulo cinco, o que antes era o capítulo dez por nome “Diminutas” foi alterado
para “Acordes Diminutos”. O conteúdo não foi alterado em seu contexto, apenas acrescentado
os acordes diminutos. No capítulo seis, “Transposição de acordes” é adicionado dois

49
subtópicos apresentando duas maneiras de fazê-la. Em “Transportando pela tabela” são
dispostos os acordes em cifras e em escala cromática numa tabela. Essa tabela é um primeiro
passo para quem nunca fez uma transposição. Onde o aluno transpõe, primeiramente, no papel
e depois executa. Até ele se adaptar e memorizar os campos harmônicos e os graus. A outra
forma de transposição é “Como transportar usando o capotaste?”, apresentando algumas dicas
de como realizar este procedimento.
O capítulo sete por nome “Batidas e dedilhados” ganhou outros subtópicos, “E a tal
da palheta?”e “Dedilhados”. Durante as aulas de violão, os alunos desejavam muito usar suas
palhetas por diversas questões. A principal delas era pela sonoridade que a palheta
proporciona e porque não utiliza os dedos da mão direita um por vez. Sempre buscavam
práticas mais fáceis. Por este motivo, este subtópico sobre a palheta, traz algumas dicas de
como usá-la, sobre o tamanho e formato, entre outros detalhes. Já no subtópico “dedilhados”,
foram adicionados outros ritmos para acompanhamento.

 Atualização 2 – material didático de violão para intermediários

Na segunda atualização dos materiais didáticos para iniciantes e intermediários,


ambos são direcionados aos alunos. Com isto, o material didático de violão para
intermediários em sua segunda atualização também é separada em um caderno único. O
motivo da divisão surgiu por parte dos alunos, pois na busca por adquirir mais conhecimentos
e para ter acesso aos conteúdos para um melhor aproveitamento dos estudos, passaram a
solicitar o material.
As mudanças que foram realizadas nesta apostila em comparação à anterior são
inúmeras. Em sua estrutura, é organizado contendo: 1) direitos de uso; 2) apresentação; 3)
capítulos 1, 2, 3 e 4; 4) dicionário de acordes. Diferente também da versão anterior, não havia
a necessidade de exercícios devido o material ser utilizado apenas por mim. Nesta versão, os
exercícios passam a fazer parte novamente, após cada subtópico, fazendo o aluno pôr em
prática o assunto específico estudado.
O conteúdo “Acordes Diminutos” e as músicas que constavam na versão anterior
foram retirados desta versão. O conteúdo não era utilizado no dia a dia dos alunos, segundo
eles, não havia a necessidade de aprender sobre. Já as músicas não atendiam a todos os gostos,
eles preferiam trazer suas músicas para aula, tirar dúvidas e estudá-las em casa.

50
Exemplo 15 – Segunda atualização dos conteúdos do material didático de violão para intermediários.

Fonte: do autor.

Os demais conteúdos foram mantidos, mas atualizados. No capítulo um, “Sequências


harmônicas” foram acrescentados os subtópicos “Acordes mais tocados em cada tom” e
“Músicas iniciadas com acordes menores, qual o tom?”. Além de exercícios após cada
subtópico. No decorrer das aulas, percebia que os alunos tinham muita dificuldade em
aprender o campo harmônico das tonalidades. Não é algo que se aprende em um período
curto, mas em longo prazo. Apesar disso, muitos queriam ver resultados imediatos. E na
busca por caminhos ou atalhos, acrescentei os dois subtópicos junto aos exercícios. Dentro
desses subtópicos seleciono algumas músicas com as mesmas tonalidades, maiores ou
menores. Cuja proposta era, durante as aulas, fazermos análises dos acordes mais repetidos
nas músicas. Isso facilitava a compreensão do aluno e ajudava na prática do aluno,
principalmente quando pretendia “tirar músicas de ouvido”.

51
Em “Transposição de Acordes”, são mantidos os subtópicos “Transportando pela
tabela de escalas cromáticas” e “Como transportar usando o capotaste?”. É acrescentado o
subtópico “Usando o capotaste, como identificar o som do acorde original?”, além de
exercícios após cada subtópico. Este último subtópico foi adicionado a pedido dos alunos.
Com o uso do capotaste, muitas “dificuldades” (acordes em pestana, campo harmônico) ditas
por eles tornavam-se mais simples. Para que o uso do capotaste não se tornasse um hábito,
dentro do subtópico é apresentado algumas dicas de como saber em que tonalidade se está ao
usar o capotaste, fazendo-o ter consciência do por que reproduzir outras posições de acordes.
No capítulo três por nome “Batidas, palhetadas e dedilhados” são acrescentados os
subtópicos “Batidas”, “Palhetadas” e “Dedilhados” de forma mais detalhada, com mais
exemplos e com exercícios. O último capítulo “Descobrindo harmonias” foi adicionado nesta
apostila com o intuito de aprofundar os conhecimentos dos alunos sobre como “tirar músicas
de ouvido”. Este era subtópico do capítulo sete na apostila anterior. Como é um assunto
complexo e amplo, nesta apostila é abordado com mais detalhes. São acrescenta dos os
subtópicos “Como descobrir harmonias?” - onde apresenta os conhecimentos necessários que
o aluno precisa ter para exercer tal função; “Apreciação” – o subtópico apresenta alguns
caminhos que podem facilitar a descobrir algumas harmonias e; “Encontrando acordes no
violão” - onde descreve passo a passo como encontrar a tonalidade da música e acompanhá-la
com os seus respectivos acordes.

 Atualização 3 – material didático de violão para intermediários

Finalizada em agosto de 2016, a quarta versão da apostila de violão para


intermediários teve poucas mudanças comparada à anterior. Sua estrutura foi, exatamente, a
mesma da anterior, contendo: 1) direitos de uso; 2) apresentação; 3) quatro capítulos e; 4)
dicionário de acordes. As mudanças foram feitas após a finalização da quarta versão da
apostila de violão para iniciantes com o objetivo de organizá-las em ordem gradativa.

Exemplo 16 – Terceira atualização dos conteúdos do material didático de violão para intermediários.

52
Fonte: do autor.

No primeiro capítulo, antes do subtópico “Relativos” é adicionado um novo


subtópico, “O que é harmonia?”. Como a versão para intermediários é totalmente voltada para
o aprimoramento da execução de acordes, seja o campo harmônico, transpor tonalidades e
“tirar músicas de ouvido”, se fez necessário apresentar em breves palavras o que significa
harmonia. Já que os materiais didáticos de violão para iniciantes e intermediários têm como
objetivo ensinar ao aluno executar acompanhamento da melodia com uso de acordes. Os
demais subtópicos com os exercícios são mantidos.
O capítulo dois, “Transposição de acordes” não sofre nenhuma alteração. O capítulo
três tem seu título alterado para “Palhetadas e dedilhados” contendo os subtópicos e
exercícios referentes a estes. O único conteúdo retirado foi “Batidas”, pois o mesmo já havia
sido adicionada na versão mais atualizada para iniciantes.
No capítulo quatro, “Descobrindo harmonias” os subtópicos são mantidos, sendo
acrescentado “Vamos exercitar seu ouvido?”. Este novo subtópico é mais uma proposta de
53
ajudar o aluno a desenvolver uma percepção musical, apresentando passo a passo exercícios
para exercitar e sensibilizar o ouvido. Nos exercícios que faz referência a este capítulo,
contém uma lista com dez músicas midiáticas de nível básico, onde o aluno deverá estudar
passo a passo cada música trabalhando semanalmente.

3. O QUE PROFESSORES DE VIOLÃO PENSAM SOBRE O MÉTODO PARA


ENSINO DE VIOLÃO?

Este material didático, contendo inicialmente, dois volumes (iniciante e


intermediário), os nomeei por Método para ensino de violão. Conforme minhas experiências
como mediadora no ensino de violão, as últimas versões dos dois volumes foram usadas
seguindo a ordem dos conteúdos e exercícios nele propostos. As versões mais atualizadas do
material didático, durante as aulas de violão que ministrei foram sendo disponibilizadas
gratuitamente a alguns alunos. A partir deles, muitas pessoas tomaram conhecimento do
método e também solicitavam para ensinar outras pessoas a tocar violão.
Ao ingressar no curso de Licenciatura em Música no ano de 2016, alguns colegas
que também já ensinavam violão relatavam da mesma dificuldade em suas aulas: um material
mais simples com ênfase em harmonia para violão popular, para ensinar aos alunos iniciantes.
Com isso, tive a oportunidade de disponibilizar o método para ensino de violão a alguns.
Após alguns anos do material didático disponibilizado, o principal objetivo é saber se estes
têm sido eficientes para os professores de violão.
Cada professor de violão possui peculiaridades em suas metodologias de ensino, em
como planejar suas aulas e, principalmente, em como passar os conteúdos aos alunos usando
um material didático. Qualquer professor de violão pode optar por seguir ou não o método
passo a passo. O que não só depende de como o professor deseja ensinar, mas também em
como os alunos estão se desenvolvendo e quais suas expectativas durante as aulas do
professor.
Com esse diálogo, minha maior intenção é saber se a utilização deste método para
ensino de violão por parte de professores de violão que ensinaram violão tem contribuído de
alguma forma durante suas aulas ou em seus planos de aula. Se os conteúdos e exercícios
propostos têm sido significante para a aprendizagem dos alunos desses professores. Para isso,
é de grande relevância e se faz necessário trazer esses olhares sobre o método para ensino de
violão. Olhares estes de professores que utilizaram o método disponibilizado e que atuaram
54
em diferentes lugares e contextos de ensino. E não apenas sobre a eficiência do método, mas
em sua estrutura, linguagem, escrita, organização como um todo. Essas novas informações,
sendo positivas ou negativas, considero como importantíssimas para uma lapidação do
método de ensino para violão.

3.1. AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DE VIOLÃO QUE UTILIZARAM O MÉTODO

Para se obter informações acerca da eficiência do método foi realizada uma pesquisa
de levantamento. Para a coleta dos dados foi elaborado um questionário para ser respondido
por professores que utilizaram o método entre os anos de 2016, 2017 e 2018. Defini alguns
critérios que, a meu ver, permitem uma análise mais consistente do método: a) professores de
violão que utilizaram um dos volumes do método; b) que atuam/atuaram em contextos de
ensino contrastantes e; c) em ambientes de ensino localizados em Bairros ou Cidades
contrastantes.
O questionário foi elaborado com 30 questões, organizada em três partes: a) parte 1,
contendo 05 questões para coleta de dados pessoais; b) parte 2, contendo questões referentes
ao ambiente de ensino de forma geral e que volume do método foi utilizado; c) parte 3,
contendo 20 questões referente a eficiência do método durante sua aplicabilidade.
O questionário foi elaborado pela ferramenta Google formulários do gmail e a forma
de envio do link referente ao questionário para os professores se deu a partir da criação de um
grupo pelo aplicativo WhatsApp. Utilizei esse aplicativo por proporcionar um contato mais
próximo, rápido e prático. O grupo pelo WhatsApp foi criado na data 09/08/18. O questionário
foi enviado a 05 professores de violão, destes, apenas 04 professores responderam ao
questionário.
O título do questionário foi: Questionário sobre o Método de Violão da autora Lillian
Midiã. Na parte 1 do questionário, a primeira e a segunda questão solicita o nome completo e
o email, dados que optei por questões de identificação e que não serão apresentadas durante as
análises. Dessa forma, cada professor será representado por: professor A, professor B,
professor C e professor D, mantendo assim, o sigilo dos professores. Dos professores de
violão que responderam ao questionário, o professor A é do gênero feminino e os professores
B, C e D, do gênero masculino.

Gráfico 1 – Formação acadêmica dos professores de violão que utilizaram o método.


55
Formação Acadêmica

25%

Superior incompleto
Ensino Médio completo

75%

Fonte: Elaborada pelo autor.

Como terceira questão da parte 1 do questionário, quanto à formação acadêmica dos


professores, conforme o gráfico entende-se que 03 dos professores de violão encontram-se
com a formação superior incompleta. Onde Indica que 75% dos professores, que equivalem a
03 deles, podem estar cursando atualmente. Nesta questão, a opção de resposta estava livre
para os professores descreverem sua formação acadêmica. Com isso, dois professores de
violão declararam estar cursando Licenciatura em música. Apesar de não ter sido a intenção
da questão, saber sobre que curso os professores de violão estariam estudando, podemos
afirmar que dois deles encontra-se em um curso voltado para o ensino da música e pretendem
atuar na área, como professor.
A quarta questão da parte 1 do questionário foi: que instrumento(s) você toca? Todos
os professores de violão disseram tocar violão. Apenas dois deles disseram tocar outros
instrumentos, além do violão. O professor B declarou tocar outros instrumentos além do
violão, tais como: guitarra, saxofone e baixo elétrico. O professor C também declarou que
toca guitarra, além do violão.

Gráfico 2 – Tempo dedicado ao ensino de violão.

56
Há quanto tempo ensina?
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
Professor A Professor B Professor C Professor D

Fonte: Elaborada pelo autor.

A quinta e última questão da parte 1 do questionário foi a seguinte: há quanto tempo


ensina? O professor de violão A declarou haver ministrado aulas de violão durante um ano e
quatro meses. O professor de violão B declarou que ensina violão há nove anos. O professor
de violão C disse ter ministrado aulas de violão por sete anos e o professor de violão D, por
dois anos.
Diante das informações apresentadas, de modo geral e resumido, se pode observar as
respostas dos professores de violão individualmente conforme a tabela abaixo:

Tabela 1 – Panorama geral dos dados referentes à primeira parte do questionário


Professores de Gênero Formação Instrumentos que toca, além do Tempo de
Violão Acadêmica violão ensino
Professor A F Ensino Médio 0 1 ano e 4 meses
completo
Professor B M Superior incompleto 3 9 anos
Professor C M Superior incompleto 2 7 anos
Professor D M Superior incompleto 0 2 anos
Fonte: Elaborada pelo autor.

Nesta tabela são evidentes alguns dados, onde se percebe um ponto muito
significante, entre os professores de violão, a maioria tem buscado uma formação superior. E
podemos afirmar que dois deles já cursam na área que já atuam. No entanto, apenas o
professor A, sendo do gênero feminino, com ensino médio completo. O que ainda nos
transparece mulheres como minoria assumindo a função de professora de violão.

57
Nota-se com clareza, a quantidade de instrumentos que os professores B e C tocam,
além do violão, diferente dos professores A e D. Dando-nos a pensar na probabilidade que o
tempo de ensino pode estar relacionado à quantidade de instrumentos que os professores
tocam. Apesar dos professores A e D apresentarem o tempo de ensino próximos, o professor
A ainda apresenta o menor tempo de ensino. Sendo que o professor A possui ensino médio
completo comparado ao professor D, que se encontra na academia.

Gráfico 3 – Contextos de ensino que os professores de violão atuaram.

Em que contexto de ensino você atua/atuou?

12,50%
25,00%

12,50% Projeto Social


Igreja
Escola
Aulas Particulares

50,00%

Fonte: Elaborada pelo autor.

O gráfico acima faz referência a parte 2 do questionário, a qual tem como primeira
questão: em que contexto de ensino você atua/atuou? Conforme mostra o gráfico, o método
para ensino de violão foi utilizado pelos professores de violão em contextos de ensino
diferentes. Um número significativo para a quantidade de professores que responderam ao
questionário. 50% desses contextos de ensino caracterizam-se por igrejas, sendo representado
pelos professores B e D; 25% é caracterizado por projeto social, onde, respectivamente, o
professor C atuou e; 12,5% caracterizado por Escola e 12,5% caracterizado por aulas
particulares, que o professor A não especifica onde ocorreram as aulas particulares, mas há a
probabilidade de que tenham ocorrido em um desses contextos citados no gráfico, além da
própria residência do professor ou do aluno.

Gráfico 4 – Cidade do local de ensino dos professores de violão.

58
Qual a Cidade do local de ensino?

25%

Natal
50% Nísia Floresta
Riachuelo

25%

Fonte: Elaborada pelo autor.

Um dos pontos a serem considerados na parte 2 do questionário é a Cidade do local


de ensino que os professores de violão atuaram. Onde se pode tomar alguns conhecimentos
acerca da eficiência do método para ensino de violão a partir da aplicação do método para
alunos de Cidades ou até culturas diferentes. O que considero como um ponto bastante
positivo, por estar sendo utilizado em mais de uma Cidade, além de que os resultados, a partir
da utilização do método em diferentes realidades, podem contribuir para a finalização do
método.
50% das respostas foram representadas pelos professores B e C, declarando que a
Cidade dos locais de ensino foram em Natal. O professor D teve seu ambiente de ensino na
Cidade de Nísia Floresta, representando 25% das respostas, de igual modo com o professor A,
na Cidade de Riachuelo, representando 25% das respostas.
Das três Cidades citadas pelos professores de violão, cada, contém uma quantidade de
pessoas, literalmente, diferente de uma para outra. Todas as Cidades fazem parte do Rio
Grande do Norte. Dentre elas, Natal, Capital do Estado; Nísia Floresta, cidade com cerca de
26.606 habitantes e; Riachuelo, interior do Estado, contendo respectivamente cerca de 8.000
habitantes.

Gráfico 5 – Quantidade dos alunos dos professores de violão.

59
Quantos alunos você ensina/ensinou?
25

20

15

10

0
Professor A Professor B Professor C Professor D

Fonte: Elaborada pelo autor.

Além do contexto de ensino e da Cidade onde os professores de violão atuaram, a


terceira questão da parte 2 do questionário foi: quantos alunos você ensina/ensinou? Alguns
professores apresentaram números de alunos bem próximos. O professor A declarou haver
ensinado violão a 07 alunos, mas o professor não especifica quais dos alunos tiveram aulas
individuais e quais tiveram aulas coletivas. O professor B declarou ter ministrado aulas de
violão a um número bem próximo da quantidade de alunos do professor A, o qual declarou ter
sido entre 06 a 08 alunos. O professor D também apresentou um número de alunos próximo a
quantidade de alunos dos professores A e B, declarando ter ensinado tocar violão a 08 alunos.
Apenas o professor C mostrou ter ensinado a um número bastante considerável de alunos
diferente dos demais professores de violão, declarando serem 20 alunos. Ou seja, mais da
metade da quantidade de alunos dos professores A, B e D.

Gráfico 6 – Nível das turmas de violão.

60
Qual foi o nível da turma?

100%

Iniciante
Intermediário
Avançado

Fonte: Elaborada pelo autor.

Dentre o número de alunos que os professores de violão apresentaram terem


ensinado, todos declararam que suas turmas foram de nível iniciante, representando 100% das
respostas. Isso mostra que a busca pela aprendizagem do violão, por pessoas que se
consideram como iniciantes é bastante evidente.

Gráfico 7 – Materiais didáticos utilizados pelos professores de violão.

Que apostilas do método para ensino de violão você


utiliza/utilizou?

100%

Vol. 1 (iniciante)
Vol. 2 (intermediário)

Fonte: Elaborada pelo autor.

Na última questão da parte 2 do questionário, os professores de violão declararam ter


utilizado apenas o volume 1 do método para violão, o que também equivale 100% das
respostas e comprova-nos a partir do nível das turmas dos professores de violão, as quais

61
foram turmas iniciantes em violão. A tabela a seguir apresenta as informações coletadas
referentes a parte 2 questionário.

Tabela 2 – Panorama geral dos dados referentes à segunda parte do questionário.


Professores de Contexto de ensino Cidade Quantidade de Nível da Vol.
violão alunos turma utilizado
Professor A Escola e Aulas Riachuelo 07 Iniciante Vol. 1
particulares
Professor B Igreja Natal 06 a 08 Iniciante Vol. 1
Professor C Projeto Social Natal 20 Iniciante Vol. 1
Professor D Igreja Nísia 08 Iniciante Vol. 1
Floresta
Fonte: Elaborada pelo autor.

Conforme os dados contidos na tabela, percebe-se que o método para ensino de


violão foi utilizado pelos professores de violão, principalmente, às turmas, prevalecendo o
ensino coletivo do que o ensino particular. Apenas o professor A que declarou ter ministrado
aulas de violão particulares, mas não especificou a quantidade de alunos por aulas particulares
ou coletivas, apenas declara que a quantidade de alunos foram sete. Entende-se então que os
demais professores de violão utilizaram a metodologia do ensino coletivo (CRUVINEL,
2003; TOURINHO, 1995 E 2007; BARBOSA, 2004), uma importante ferramenta para a
inicialização instrumental. Sabe-se que a metodologia tem vantagens que proporcionam uma
aprendizagem mais dinâmica e didática, e diante dessa metodologia de ensino coletivo, é
perceptível o quanto a utilização do método foi válida para os professores de violão.
A quantidade de alunos na turma do professor C é um número inesperado quanto ao
número de alunos que, normalmente, se espera em relação ao ensino de violão. No entanto, o
professor C declara que ministrou suas aulas de violão em um projeto social e que o ambiente
localiza-se na Cidade de Natal. Ou seja, quando se trata de turmas de ensino de instrumento
em projetos sociais, o número considerável de alunos por turma é o que, geralmente, se
espera. Principalmente por ser na Capital do Estado, onde comumente, os projetos sociais
atendem muitas crianças e jovens carentes e até mesmo com faixas etárias diferentes.
O professor C também declara que utilizou o método para ensino de violão vol. 1 a
esses vinte alunos iniciantes. Desse modo, há probabilidades de que esses alunos deveriam
estar obtendo aulas coletivas e até mesmo um primeiro contato com as aulas de violão. As
respostas do professor C, quanto à eficácia da utilização do método para ensino de violão será
62
um ponto importante a ser observado. De que forma e até que ponto o método contribuiu para
sua realidade de ensino cotidiana.
Os professores B e D atuaram em contextos de ensino iguais, mais precisamente em
igrejas, sendo que ambas as igrejas em Cidades diferentes. No entanto, apresentaram a
quantidade de alunos bem próximos. O professor B, que ministrou aulas de violão em uma
igreja de Natal, declarou que em sua turma de violão o número de alunos foi entre 06 e 08, o
que nos dá a probabilidade de pensar que houve desistências ou novatos na turma. Enquanto
que o número de alunos na turma de violão do professor D não apresentou rotatividade.
O professor A, diferente dos demais, atuou em Escola e ministrou aulas particulares.
Não se sabe de que forma foram as aulas de violão na Escola ou se o professor A aderiu a
metodologia de ensino coletivo. Os dados indicam que entre as Cidades citadas no
questionário, a menor foi, exatamente, a Cidade do professor A. Por ser interior do Estado e
com a população, respectivamente, pequena, onde geralmente as pessoas se conhecem. O que
nos dá a entender que o professor A, por suas habilidades no violão, tenha sido convocado por
alguém conhecido da Escola para ministrar aulas de violão a alunos iniciantes.
A quantidade de contextos de ensino onde o método para ensino de violão vol. 1 foi
aplicado é consideravelmente válido, principalmente por ter sido utilizada pelos professores
de violão em Cidades diferentes. Isso indica que a utilização do método para ensino de violão,
pode ser aplicada nos contextos de ensino, a princípio, com base nos dados obtidos. Esses
dados se resumem apenas a ao vol. 1 do método para ensino de violão. Diante das
informações coletadas, entende-se que o vol. 2 do método para ensino de violão não foi
utilizado por esses professores, mas, utilizaram apenas o vol. 1 do método para ensino de
violão, devido o nível de suas turmas também serem iniciantes.
Os dados coletados da parte 1 e 2 do questionário apontam que o método para ensino
de violão foi utilizado por professores de violão em diferentes contextos de ensino, em
Cidades, literalmente, diferentes de uma para a outra. O método para ensino de violão foi
aplicado tanto ao ensino coletivo, com turmas entre 06 e 20 alunos, como ao ensino particular.
As vinte questões a seguir fazem parte da parte 3 do questionário, onde, a partir dos
dados pode-se afirmar que o método para ensino de violão foi ou não significativo para a
aprendizagem dos alunos e eficaz durante a utilização por parte dos professores de violão.

Gráfico 8 – Satisfação dos professores de violão com a utilização do método.

63
1. Você se encontra totalmente satisfeito com a utilização do
método para ensino de violão da autora Lillian Midiã?
2,5

1,5

0,5

0
Totalmente Totalmente
insatisfeito satisfeito

Fonte: Elaborada pelo autor.

Dentre os professores de violão que responderam a primeira questão, 50% das


respostas foram avaliadas com nota 5 pelos professores A e C, os quais declararam estarem
totalmente satisfeitos com a utilização do método para ensino de violão. O professor A,
escolheu a nota 4 para avaliar sua satisfação com a utilização do método, declarando estar
satisfeito. O professor D avaliou sua satisfação com a utilização do método com a nota 3,
declarando estar parcialmente satisfeito.
A partir dos resultados do gráfico 8 se percebe que o uso do método para ensino de
violão pelos professores os ajudou de alguma maneira, pois declaram que sentiram-se
satisfeitos. Os professores A e D, os quais avaliaram com as menores notas, pelos dados,
mostra que o método deveria ter algo a mais para que pudessem se sentir totalmente
satisfeitos. Sabendo que nem todos os métodos satisfazem a todos os professores, se faz
necessário refletir sobre o que pode propor de melhor para o público alvo que irá utilizar o
método.

Gráfico 9 – Satisfação dos alunos com a utilização do método.

64
2. Você percebeu que seus alunos se sentiram satisfeitos com a
utilização do método para ensino de violão?
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
Totalmente Totalmente
imperceptível perceptível

Fonte: Elaborada pelo autor.

Não basta apenas que o professor sinta-se satisfeito com a utilização do método para
ensino de violão, mas se, a partir da utilização do método, os alunos estão obtendo resultados
ou adquirindo aulas significativas que atendam às suas expectativas ou necessidades, o
método não está sendo eficiente para um público de determinado contexto de ensino. Desse
modo, os professores também tiveram que responder se seus alunos se sentiram satisfeitos
com a utilização do método para ensino de violão. 75% das respostas, que equivalem a 03
professores de violão, responderam que foi totalmente perceptível que seus alunos se sentiram
satisfeitos com a utilização do método. Apenas um professor avaliou com a nota 4,
considerando a satisfação de seus alunos com a utilização do método como perceptível.
No gráfico 8, anterior a este, os professores declaram que se sentiram satisfeitos com
a utilização do método para ensino de violão. No gráfico 9, os professores de violão também
declaram ter percebido que seus alunos também se sentiram satisfeitos. Talvez não por parte
dos alunos, mas a maneira de ensino proposta no método pode ter sido uma das razões que
levaram os professores de violão a se sentirem satisfeitos com a utilização do método. Esta
satisfação por parte dos professores talvez os tenha feito proporcionar aulas de violão de
forma significativa para os alunos.

Gráfico 10 – Tempo de uso do método por parte dos professores de violão.

65
3. Há quanto tempo usa o método?
2,5

1,5

0,5

0
Professor A Professor B Professor C Professor D

Fonte: Elaborada pelo autor.

A terceira questão e suas respostas representada no gráfico acima apresenta a


quantidade de meses e anos que os professores de violão utilizaram o método para ensino de
violão. Com as determinadas respostas, há probabilidades de saber em quais anos entre 2016 e
2018 o método foi utilizado pelos professores de violão. O questionário foi aplicado na data
09 do mês de agosto de 2018, a partir dessa data há probabilidades de saber em que mês do
ano o professou passou a utilizar o método.
Com a pergunta: há quanto tempo usa o método? Os professores apresentaram as
seguintes respostas: O Professor A declarou ter utilizado o método durante 05 meses, o que
dá-se a compreender que o professor A ministrou as aulas de violão no início do ano de 2018.
O professor B declarou ter utilizado o método durante 01 ano, onde se percebe que ministrou
suas aulas de violão em 2017, respectivamente, iniciando nos meses centrais do ano. O
professor C declarou ter utilizado o método para ensino de violão durante 02 anos, onde
entende-se que passou a utilizá-lo a partir de 2016, também iniciando nos meses centrais do
ano. E o professor D, declarou ter utilizado o método para ensino de violão durante 02 meses,
onde indica que passou a usá-lo em 2018.
Apesar de que alguns professores de violão terem apresentado períodos mais curtos
que outros, se pode afirmar que o método para ensino de violão vem sendo utilizado desde a
sua última atualização na data 16 de abril de 2016. Comparando o dia em que os professores
de violão responderam o questionário com os anos que vêm utilizando o método, nota-se
claramente que alguns professores de violão que utilizam o método para ensino de violão no
ano desde 2016, o utilizou até início de 2018. Assim como os professores que passaram a
utilizar o método em 2017, também utilizou até poucos meses anterior à data em que
66
responderam o questionário. Isso indica que o método tem sido um guia útil para os
professores de violão, segundo suas falas apresentadas no gráfico 8, os quais declaram
estarem satisfeitos com a utilização do método.

Gráfico 11 – Possibilidade da utilização do método durante o planejamento de aulas.

4. É possível utilizar este método durante todo o seu


planejamento de aulas?
4,5
4
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
Totalmente Totalmente
impossível possível

Fonte: Elaborada pelo autor.

Em uma escala de 1 a 5, os professores de violão tiveram que avaliar se é possível


utilizar o método durante seus planejamentos de aulas. 100% das respostas foram avaliadas
com nota 5, o que significa que todos os professores de violão afirmam que é totalmente
possível. Isso mostra o quanto o método de violão tem auxiliado os professores de violão
durante suas aulas e durante os planos de aula. Além disso, percebe-se um ponto bastante
relevante sobre as falas dos professores, por utilizar também para esse fim, proporcionando
planejar suas aulas, é possível que o método, com um modelo aberto, tenha incitado os
professores poderem acrescentar outras idéias conforme suas maneiras de ensinar ou
adequado às necessidades dos alunos.
Isso é ponto muito relevante para a caracterização do método de violão, diferente de
outros métodos que sugerem a utilização de forma a seguir cada passo. Onde professores
reproduzem os conteúdos sem, necessariamente planejar as aulas. Cunha (2009) afirma
conforme os dados de sua pesquisa sobre compreender a Escola de Música como uma
instituição que,

Enquanto que o trabalho de certos professores possuía uma estrutura previamente


definida, seguindo metodologias específicas, com objetivos, conteúdos, estratégias
de ensino e procedimentos de avaliação preestabelecidos, outros professores
67
pareciam desenvolver seu trabalho sem metodologias predefinidas, com uma
organização que se constituía na medida em que o curso ocorria e sem planejamento,
aparentemente, explicitado (p. 3).

Devido os espaços não formais não serem regidos por leis, o professor de
instrumento tem a autonomia e a opção de planejar suas aulas. Que não considero como
incerto, mas que cabe ao professor. Tais métodos que exigem sua utilização passo a passo,
geralmente, são a maioria que se encontram disponíveis. Entretanto, este método para violão
que proponho, também é voltado para um determinado público, mas com uma proposta de
ensino aberto.

Gráfico 12 – Praticidade do método.

5. Você considera este método prático?


2,5

1,5

0,5

0
Discordo Concordo
totalmente totalmente

Fonte: Elaborada pelo autor.

Na questão cinco, os professores de violão tiveram que responder, em uma escala de


1 a 5 se concordam ou não, com o método para ensino de violão ser prático. Onde a nota 1
representa discordo totalmente e 5, concordo totalmente. 50% das respostas foram avaliadas
pelos professores A e B, com a nota 4, concordando que o método utilizado é considerado
prático. O professor C declarou concordar totalmente, avaliando com a nota 5. E o professor
D avaliou com nota 3, considerando o método ser prático parcialmente.
Um material prático, geralmente, facilita a maneira de pensar, de executar algo que é
comumente complexo. Neste sentido, de acordo com os dados no gráfico 12, entende-se que o
método para ensino de violão, pensado para facilitar a maneira de ensinar a tocar violão, ainda
não está totalmente preciso. Apenas um professor está totalmente de acordo que o método é
prático. É válido ressaltar que o contexto de ensino e a metodologia do professor contribuem

68
para a praticidade de uma aula de violão. Avaliando com a menor nota, concordando
parcialmente com a praticidade do método, o professor D deixa evidente que 50% do método
precisa mostrar essa praticidade em relação ao ensino de um instrumento tão complexo que é
o violão.

Gráfico 13 – Probabilidade da diminuição do tempo de aprendizagem com a utilização do método.

6. A utilização deste método diminui o tempo de


aprendizagem de forma prática e consistente?
2,5

1,5

0,5

0
Discordo Concordo
totalmente totalmente

Fonte: Elaborada pelo autor.

Sobre a utilização de o método ter a possibilidade de diminuir o tempo de


aprendizagem dos alunos de forma prática e consistente, os professores tiveram que avaliar
em uma escala de 1 a 5, onde 1 representa discordar totalmente e 5, concordar totalmente. De
acordo com os dados no gráfico, 50% dos professores avaliaram com a nota 4, indicando que
concordam que seus alunos aprenderam de forma prática e consistente em um período menor
do que um período estipulado. Esses dois foram os professores A e D. Avaliando com a nota
3, o professor B concorda parcialmente que o método diminui o tempo de aprendizagem dos
alunos. Apenas o professor C, o qual avaliou com nota 5, concorda totalmente que a utilização
do método diminui o tempo de aprendizagem de forma prática e consistente.
Conforme os dados do gráfico 13 o professor C foi o único que concordou totalmente
com a utilização do método diminuir o tempo de aprendizagem por parte dos alunos.
Comparando com o gráfico anterior a este, o qual concordou totalmente que o método é
prático, percebe-se que o método para ensino de violão utilizado no contexto de ensino,
projeto social, pelo professor C contribuiu de forma significativa, de modo a atender o
professor e aos alunos. O professor de violão que também avaliou com a nota 4 nos gráficos 5
e 6 foi o professor A, o qual apenas concorda com a praticidade do método e que diminui o
69
tempo de aprendizagem dos alunos. Diferente dos demais professores, o professor A declarou
atuar em Escola e por meio de aulas particulares.
Comparando esses contextos de ensino, projeto social e Escola, é perceptível que a
maioria dos alunos desses ambientes não tem tanto acesso à aprendizagem de instrumentos
como o violão, diferente do contexto de ensino que os professores B e D atuaram, nas igrejas
é mais fácil o acesso à música ou instrumentos. Isso indica que o método obteve resultados
significantes em contextos de ensino contidos por alunos com pouco acesso à aprendizagem
de instrumentos.

Gráfico 14 – Probabilidade de conteúdo desconhecido no método por parte dos professores de violão.

7. Você desconhecia algum conteúdo no método?

25%

Sim
Não

75%

Fonte: Elaborada pelo autor.

Na sétima questão, os professores de violão tiveram que responder se desconheciam


algum conteúdo no método. 75% das respostas foram não, ou seja, os professores B, C e D
afirmaram conhecer todos os conteúdos propostos no método para ensino de violão.
Representando 25% das respostas, o professor A afirmou que desconhecia algum conteúdo
contido no método.
São evidentemente claros os dados do gráfico 7, quando o professor A afirma sua
experiência ao ensino do violão e sua formação acadêmica. Comparando aos demais
professores de violão, que já cursam ensino superior em música, posso afirmar ao menos dois
deles, o professor A tem ensino médio completo e também é o que apresenta o menor tempo
dedicado ao ensino. Isso é algo literalmente natural quando se está adquirindo experiências
em algo novo.

70
Gráfico 15 – Possibilidade de compreensão dos conteúdos sobre violão com a utilização do método.

8. Este método o ajudou a compreender algum conteúdo


relacionado ao instrumento?
4,5
4
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
Atrapalha Ajuda
totalmente totalmente

Fonte: Elaborada pelo autor.

Em uma escala de 1 a 5, onde 1 representa a resposta atrapalha totalmente e 5


representa ajuda totalmente, os professores de violão tiverem que responder se método os
ajudaram a compreender algum conteúdo relacionado ao instrumento. 100% das respostas
foram avaliadas com nota 5, onde todos os professores afirmam que o método ajuda
totalmente a compreender conteúdos relacionados ao violão.
Pelos dados obtidos, conforme mostra o gráfico 8, a afirmação dos professores sobre
o método para ensino de violão, indica que o método cumpre com seu objetivo. A partir dos
conteúdos, fazer o leitor entender sobre o instrumento, seja em como tocar ou conhecê-lo.
Comparando o gráfico 8, o qual aponta dados sobre a satisfação dos professores de
violão em utilizar o método, com o gráfico 15, se percebe que por o método ter ajudado
totalmente aos professores de violão a conhecer os conteúdos relacionados ao instrumento, os
professores declaram sua satisfação. Quando se passa a utilizar um método, geralmente se
espera que este possa ajudar, no mínimo, a compreender o instrumento.
Dessa forma, esses dados mostram que o método para ensino de violão cumpriu em
fazer aos professores compreenderem os conteúdos acerca do instrumento.

Gráfico 16 – Possibilidade do professor de violão aprender com o método.

71
9. Como professor (a), é possível aprender com este método?
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
Não é possível É totalmente
possível

Fonte: Elaborada pelo autor.

Na questão nove, em uma escala de 1 a 5, onde 1 representa não é possível e 5 é


totalmente possível, 75% das respostas foram avaliadas com nota 5, onde os professores A, B
e C afirmam que é totalmente possível aprender com este método. Apenas o professor D
avaliou com a nota 4, onde considera que é possível aprender com método.
Com os respectivos dados, se nota que a utilização do método para ensino de violão
por parte dos professores apresenta resultados significantes. Relacionando os dados
apresentados no gráfico 16 e comparando com os dados dos gráficos 08 e 15, se observa
claramente que o método foi ou está sendo útil para os professores de violão com turmas
iniciantes dos contextos de ensino apresentados.

Gráfico 17 – Quanto à linguagem utilizada no método.

10. Como você considera a linguagem usada neste método?


2,5

1,5

0,5

0
Totalmente Totalmente
inacessível acessível

Fonte: Elaborada pelo autor.

72
Em uma escala de 1 a 5, onde 1 representa, totalmente inacessível e 5, totalmente
acessível, os professores de violão tiveram que avaliar a linguagem utilizada no método. 50%
das respostas foram avaliadas com a nota 5 pelos professores A e C, declarando que
consideram a linguagem utilizada no método como totalmente acessível. Os outros dois
professores de violão apresentaram respostas pouco distantes. O professor B avaliou a
linguagem utilizada no método com nota 1, considerando a linguagem utilizada totalmente
inacessível. Enquanto que o professor D avaliou a linguagem utilizada no método com nota 3,
a considera parcialmente acessível.
A linguagem utilizada no método para ensino de violão é totalmente informal. Para
os professores A e C, onde um ensinou em projeto social e o outro em Escola, entende-se que
a linguagem utilizada no método tenha contribuído mais para esses professores. Uma
linguagem mais acessível para os contextos de ensino com pessoas que tenham menos acesso
à música e ao ensino do violão.
Os professores B e D, que atuaram em igreja, avaliaram a linguagem utilizada no
método com as menores notas. Avaliando com a nota 1, considerando totalmente inacessível,
o professor B declarou ter ministrado aulas de violão no contexto de ensino igreja, um
ambiente que, geralmente, proporciona às pessoas o acesso à música e à instrumentos. Para o
professor B, talvez a linguagem utilizada no método não tenha contribuído para as pessoas do
ambiente. Enquanto que o professor D, avaliou com nota 3, considerando a linguagem
utilizada no método como parcialmente acessível. Não há como saber se, a linguagem
utilizada no método de acordo com as concepções dos professores B e D foimuito informal
para o público do ambiente.

Gráfico 18 – Quanto à quantidade de tabelas no método.

73
11. Como você considera a quantidade de tabelas contidas
neste método?
2,5

1,5

0,5

0
Totalmente Totalmente
Irrelevante Relevante

Fonte: Elaborada pelo autor.

Quanto à quantidade de tabelas contidas no método, 50% das respostas foram


avaliadas com a nota 5 pelos professores B e C, declarando serem totalmente relevantes no
método. Os outros 50% das respostas foram avaliadas com a nota 4 pelos professores A e D,
considerando ser apenas relevante a quantidade de tabelas contidas no método.
As tabelas contidas no método para ensino de violão servem para facilitar a
compreensão de alguns conteúdos. Dessa forma, entende-se que as tabelas são importantes no
método e que foram avaliadas pelas professores de violão como fundamentais. Como a
questão se trata, principalmente, da quantidade de tabelas, os professores B e C deixam
evidente que é suficiente, enquanto que, a partir da avaliação do professores A e D, entende-
se que deveria conter mais tabelas.

Gráfico 19 – Quanto à quantidade de imagens no método.

12. Como você considera a quantidade de imagens contidas


neste método?
2,5

1,5

0,5

0
Totalmente Totalmente
Irrelevante Relevante

74
Fonte: Elaborada pelo autor.

Quanto à quantidade de imagens contidas no método, 50% dos professores avaliaram


com a nota 4, considerando a quantidade de imagens relevante. Esses foram os professores B
e D. O professor A, representando 25% das respostas, avaliou a quantidade de imagens
contidas no método com a nota 3, considerando ser parcialmente relevante. Considerando
totalmente relevante a quantidades de imagens, o professor C avaliou com nota 5.
Com as diferentes avaliações por parte dos professores de violão a essa questão, com
a menor nota, considerando parcialmente relevante, entende-se que o professor A desejaria
ver mais imagens no método. De igual modo, os professores B e D, os quais consideram ser
relevantes a quantidades de imagens, onde entende-se que poderia ser melhor essa quantidade,
mas não é desfavorável. Apenas o professor C, por sua avaliação, essa quantidade de imagens
é suficiente.

Gráfico 20 – Quanto à quantidade de exercícios no método.

13. Como você considera a quantidade de exercícios propostos


neste método?
2,5

1,5

0,5

0
Totalmente Totalmente
Irrelevante Relevante

Fonte: Elaborada pelo autor.

Na questão treze, os professores de violão tiveram que avaliar a quantidade de


exercícios propostos no método. Em uma escala de 1 a 5, de totalmente irrelevante a
totalmente relevante, 50% dos professores consideraram a quantidade de exercícios como
relevante, avaliando com nota 4. Os professores que representam os 50% foram os professores
A e D. Avaliando com nota 3, quanto aos exercícios no método para ensino de violão, o
professor B considerou parcialmente relevante. Considerando a quantidade de exercícios
como totalmente relevante, o professor C avaliou com nota 5.
75
Observando inicialmente a menor nota, avaliada pelo professor B, a quantidade de
exercícios não é suficiente. Assim como os professores A e D, que também consideram que a
quantidade de exercícios não é suficiente, mas relevante.

Gráfico 21 – Aceitação dos conceitos e teorias no método.

14. Sobre os conceitos e teorias contidas neste método, você


está de acordo?

100%

Sim
Não

Fonte: Elaborada pelo autor.

Quanto aos conceitos e teorias contidas no método, os professores tiveram que


responder se estavam de acordo. Como apresenta o gráfico 21, todos os professores estão de
acordo com os conceitos e conteúdos abordados no método.

Gráfico 22 – Possibilidade da aplicação do método à diferentes faixas etárias.

15. Em sua concepção, é possível aplicar este método a


diferentes faixas etárias?
2,5

1,5

0,5

0
Totalmente Totalmente
impossível possível

Fonte: Elaborada pelo autor.

76
Na questão quinze, os professores tiveram que avaliar a possibilidade do método ser
utilizado a diferentes faixas etárias, mas de acordo com a concepção individual de cada. Os
professores C e D, representando 50% das respostas, afirmaram que é totalmente possível
aplicar o método para ensino de violão a diferentes faixas etárias, avaliando com nota 5. O
professor B avaliou a possibilidade da aplicação do método a diferentes faixas etárias com a
nota 3, considerando ser parcialmente possível. Avaliando com a nota 4, o professor A
considera possível a aplicação do método a diferentes faixas etárias.
Inicialmente, se observa que o professor C disse ter ministrado aulas de violão em
projeto social, onde geralmente têm pessoas de diferentes faixas etárias em uma mesma
turma. Para que os professores C e D tenham concordado que é totalmente possível aplicar o
método a diferentes faixas etárias, provavelmente, em suas turmas tiveram pessoas com
idades distantes. Considerando o método ser aplicável à diferentes faixas etárias, o professor
B acredita ser parcialmente possível, diferente do professor A, que também acredita que é
possível.

Gráfico 23 – Possibilidade de termo/conteúdo equivocado no método.

16. Você considera algum termo/conteúdo contido neste


método equivocado?

100%

Sim
Não

Fonte: Elaborada pelo autor.

Na questão dezesseis, os professores de violão tiveram que responder se encontraram


algum termo ou conteúdo equivocado no método. Conforme apresenta o gráfico 23, 100% dos
professores de violão responderam que não consideraram termo ou conteúdo de forma
equivocada.

Gráfico 24 – Aceitação da ordem dos conteúdos propostos no método.

77
17. Você está de acordo com a ordem dos conteúdos propostos
neste método?
2,5

1,5

0,5

0
Discordo Concordo
totalmente totalmente

Fonte: Elaborada pelo autor.

Sobre a ordem dos conteúdos propostos no método para ensino de violão, os


professores de violão tiveram que responder se estavam de acordo ou não. Representando
50% das respostas, os professores B e C avaliaram com nota 5, onde concordam totalmente
com a ordem dos conteúdos. Avaliando com a nota 3, o professor D concorda parcialmente
com a ordem dos conteúdos, enquanto que o professor A apenas concorda, avaliando com a
nota 4.
A ordem dos conteúdos propostas no método tem uma estrutura que inicia com
conteúdos mais fáceis que apresentam um grau de dificuldade a cada novo conteúdo. Os
professores B e C concordam totalmente com essa ordem. O professor A concorda com a
ordem dos conteúdos, avaliando com nota 4, onde entende-se que essa ordem poderia ser
melhor. Já o professor D está parcialmente de acordo com a ordem dos conteúdos, o qual
demonstra claramente que a ordem dos conteúdos poderia ser de outra maneira.

Gráfico 25 – Concepção dos professores de violão quanto ao método utilizado aos alunos do contexto de ensino
onde atuaram.

78
18. Em sua concepção, este método atende aos alunos do
contexto de ensino que você atua?
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
Discordo Concordo
totalmente totalmente

Fonte: Elaborada pelo autor.

A questão dezoito, um tanto pessoal, os professores tiveram que responder conforme


suas concepções individuais se o método atende aos seus alunos. Os professores A, B e C,
representando 75% das respostas, avaliaram com nota 5, onde concordam totalmente que o
método atende à seus alunos. Representando 25% das respostas, o professor D apenas
concorda que o método atende aos seus alunos, avaliando com nota 4.
Cada turma apresenta necessidades em aprender de forma diferente, de acordo com o
contexto de ensino, o bairro, a Cidade onde se situa. De igual modo com os professores de
violão, cada um apresenta uma metodologia de ensino, uns têm o ensino voltado mais à
prática, outros, à teoria. Dessa maneira, se observa que as respostas apresentadas neste gráfico
são parcialmente válidas. No entanto, são respostas positivas, as quais indicam que o método
para ensino de violão foi aplicável às turmas dos contextos de ensino das determinadas
Cidades.

Gráfico 26 – possibilidade da continuação da utilização do método.

79
19. Você pretende continuar usando este método em suas
aulas?

100%

Sim
Não

Fonte: Elaborada pelo autor.

Na questão dezenove os professores de violão tiveram que responder se pretendiam


continuar usando o método para ensino de violão. Como apresenta o gráfico 26, 100% das
respostas dos professores de violão foram sim. Nota-se que o método foi útil aos professores
de violão e que os ajudaram de alguma maneira para o ensino de violão às turmas iniciantes.
Observando essas respostas individualmente em um panorama geral, se pode notar
quais dos professores obtiveram maior satisfação e quais foram suas avaliações como um todo
com a utilização do método para ensino de violão.

Gráfico 27 – Panorama geral das respostas da terceira parte do questionário.

Panorama geral das respostas por professor


5

1
1 2 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 17 18 19

Prof A Prof B Prof C Prof D

Fonte: Elaborada pelo autor.

80
Neste panorama geral estão apresentadas apenas as respostas das questões objetivas,
as quais os professores de violão tiveram de avaliar de 1 a 5, onde a nota 1 equivale a
reprovação total e 5, aprovação total. Os números abaixo correspondem às questões da
terceira parte do questionário, as quais possibilitaram aos professores de violão avaliar com
nota de 1 a 5. Os números à esquerda, de 1 a 5, representam as notas avaliadas pelos
professores de violão.
As notas de avaliação dos professores de violão estiveram, principalmente, entre as
notas 3, 4 e 5, considerando aprovação parcial, aprovação e aprovação total. Apenas o
professor B, em uma das questões que trata da linguagem utilizada no método, avaliou com
nota 1. Observando o gráfico 27, pode-se dizer que o método para ensino de violão teve uma
contribuição significativa para os professores de violão dos contextos de ensino apresentados.
Considerando todas as respostas a respeito do método, foram realizadas algumas mudanças no
método para ensino de violão a partir das análises feitas.
Os professores de violão também acrescentaram suas opiniões com suas palavras,
referente à questão vinte da parte 3 do questionário. Uma questão aberta, na qual os
professores pudessem dar sugestões para que o método pudesse ter uma aplicabilidade ainda
melhor. Dentre as sugestões, se destacam as dos professores A e B, apresentando ideias
diferentes um do outro. O professor A faz o seguinte comentário: “acho que só um pouco
mais de músicas e batidas diferentes para que o aluno tenha o conhecimento em outros ritmos
e tenham músicas para tocar no início da aprendizagem. Eu sei que já tem, mas é só uma
sugestão.” (PROFESSOR A, 2018).
O professor A apresenta sua sugestão sobre aumentar o repertório e acrescentar mais
ritmos de gêneros musicais, conhecidos como “batidas”, para que seus alunos iniciantes
tenham mais opções. Pela fala do professor A, dá-se a entender que o mesmo utilizou o
método para ensino de violão constantemente, pois sentiu necessidade de haver mais músicas
e mais “batidas”, esperando mais do método.
No entanto, o método para ensino de violão propõe um modelo de ensino aberto e foi
pensado para atender, ao máximo, professores de contextos de ensino diferentes de lugares
diferentes. Abrindo espaço aos professores de violão que irão fazer uso, podendo acrescentar
o repertório que deseja. E quando o método apresenta um repertório específico, há grandes
chances de não se ter um proveito do material utilizado por um professor de outra cultura ou
costumes musicais. Quanto aos ritmos de gêneros musicais contidos no método, foi algo que

81
ficou muito aberto ao ponto do professor de violão ter que buscar em outras fontes para
complementar o determinado assunto.
Quando um professor de violão passa a utilizar um método, se espera ao máximo que
esse método seja “completo”, sem que o professor precise buscar em outras fontes. É o que se
percebe na fala do professor B, onde apresenta muitas sugestões que, talvez tenha esperado
ver no método para ensino de violão. Ele fala que,

O mesmo poderia sugerir mais formas de aplicação do conteúdo, seja através de


músicas aleatórias, por exemplo, pelos gêneros. Poderia haver falas de diálogo, tipo,
conversação entre aluno e professor tirando dúvidas. Poderia trazer imagens reais do
instrumento para exemplificar postura, posições adversas e cronograma de estudos.
(PROFESSOR B, 2018).

O professor B considera que o método contém formas de aplicação dos conteúdos,


que é o exemplo de alguns textos introdutórios nos capítulos de cada conteúdo. Esses textos
são, geralmente, uma descrição resumida numa linguagem informal que simula a fala de um
professor, de como ele “poderia” explicar o conteúdo. No entanto, o professor B sugere que
deveria haver mais formas de aplicação desses conteúdos contidos no método, sendo
exemplificadas através de gêneros. A partir dessa sugestão, o professor B não deixa claro
como poderia ser realizada as formas de aplicação por gêneros.
Ainda sobre as formas de aplicação dos conteúdos, o professor B também sugere que
poderia haver diálogos escritos simulando a fala do aprendiz com suas dúvidas e a fala do
professor apresentando uma resposta. Geralmente, se vêem esses diálogos escritos, simulando
falas, em materiais didáticos aplicados no ensino à distância, no qual o diálogo se assemelha
uma conversa entre um professor e aluno para tentar suprimir a ausência do professor
presencial.
O professor B, em sua fala demonstra que o método para ensino de violão deveria ser
mais didático, podendo contribuir mais para o aprendiz, sem, necessariamente, ter o professor
para explicar ou tirar todas as dúvidas dos alunos. Pela necessidade que o professor B teve no
método para ensino de violão, dá-se a entender que seus alunos receberam o método para
estudo individual e talvez não tenham se identificado com a maneira de aplicação dos
conteúdos propostos.
O método para ensino de violão, ainda em suas primeiras versões foi utilizado como
guia para planejamentos de aula, passando a ser utilizado durante as aulas e posteriormente
sendo disponibilizado aos alunos que tive. Sendo assim, o método para ensino de violão deve
ser utilizado por um professor, o auxiliando com conteúdos direcionados às pessoas que
82
pretendem aprender a tocar violão popular de uma maneira menos descomplicada,
favorecendo uma aprendizagem mais significativa.
O professor B sugere para o método imagens reais que exemplifiquem como segurar
o violão, o posicionamento dos dedos e um cronograma de estudos. Sobre a quantidade de
imagens contidas no método para ensino de violão, o professor B considerou ser relevante,
avaliando com nota 4 em uma escala de 1 a 5. Sobre a sugestão de um cronograma de estudos,
considero algo importante a ser feito, principalmente pelo professor que irá ministrar as aulas
de violão, do que inserir no método. O método tem como foco o ensino de violão popular,
propondo ao aluno o domínio do acompanhamento da melodia cantada ou tocada de forma
descomplicada. Cabe ao professor de violão, que conhece as necessidades e disponibilidades
de sua turma, definir um cronograma de estudos voltado no âmbito a contribuir para esses.
Os professores C e D não apresentaram sugestões para o método, mas opiniões gerais
sobre a utilização do método durante o período declarado. O professor C, o qual declarou ter
utilizado o método para ensino de violão durante dois anos em uma turma iniciante de um
projeto social, afirmou; “ótimo método para iniciantes ao estudo do violão, utilizo ele como
guia para minhas aulas e posso afirmar que me ajuda bastante! (PROFESSOR C, 2018).
Observa-se que, com os sete anos de experiência do professor C no ensino de violão, antes da
utilização do método para ensino de violão, possivelmente conheceu e utilizou outros
métodos.
No entanto, é evidente que todos os professores pretendem continuar utilizando o
método em suas aulas de violão. O professor também deixa claro em sua fala que o método
para ensino de violão não é o melhor e que há limitações, quando fala que é um “ótimo
método para iniciantes ao estudo do violão”, evidenciando que deve ser somente utilizado
para alunos que não tiveram aulas de violão. Outro detalhe importante destacado pelo
professor C ao afirmar que utiliza o método como guia, declara que o ajuda bastante em suas
aulas. Isso indica que o método para ensino de violão cumpre com seu objetivo de ser um guia
ao professor de violão e ajudou o professor em suas aulas de violão para seus alunos. É válido
destacar que sem esse levantamento de dados realizado com professores de violão que
utilizaram o método, seria impossível ter conhecimento acerca do objetivo do método, se de
fato, estaria sendo cumprido.
O professor D também apresenta suas opiniões acerca do método para ensino de
violão, no qual afirma que,

83
O método foi muito bem organizado e pensado para ser aplicado em certos tipos de
contexto, porém para projetos que se espera resultados mais imediatos, a utilização
dele precisa ser mediada pelo professor que esteja aplicando, adiantando certos
conteúdos e enfatizando algumas coisas dependendo do ritmo de aprendizagem da
turma e o nivelamento da idade. Dificilmente um método será seguido em seu passo
a passo, pois o professor precisa estar atento ao desenvolvimento da turma, se não
fosse assim, o método ensinaria por si só e não precisaríamos mais de professor.
Parabéns! (PROFESSOR D, 2018).

Foram destacados muitos pontos relevantes pelo professor D, onde deixa evidente
que o método para ensino de violão está voltado para determinados contextos de ensino. É
interessante quando o professor D afirma que, um professor de violão que esteja mediando as
aulas de violão, aplicando um método, será responsável pelo “ritmo” da aprendizagem de seus
alunos e não o método em si. Pois “se não fosse assim, o método ensinaria por si só”, afirma o
professor D.
O professor D, diferente do professor C, utilizou o método para ensino de violão
durante dois meses a uma turma iniciante no contexto de ensino igreja na Cidade de Nísia
Floresta. Apesar de realidades contrastantes, o professor D tem uma visão similar ao professor
C quando declara que, a aprendizagem dos alunos depende mais da atitude do professor de
violão do que a utilização do método para violão. Ou seja, o método será um guia para o
professor e vai ajudá-lo em como passar os conteúdos, em como ministrar suas aulas de
violão aos seus alunos.
Nota-se que o método para ensino de violão para os professores C e D teve a função
de dar um suporte, propondo os conteúdos, os exemplos, as explicações, os exercícios,
mediada por eles. Que é um dos objetivos do método, voltado para o ensino de violão, ou
seja, deve ser sim, utilizada por um professor de violão. O professor D deixa claro que o
método foi bem organizado, o que provavelmente facilita a utilização por parte dos
professores, seja para o planejamento ou durante o momento da aula.
O professor D também ressalta que, “dificilmente um método será seguido em seu
passo a passo [...]”. Geralmente, um método não chega a ser utilizado passo a passo devido as
necessidades da turma, seja pela complexidade do conteúdo e o professor terá que adaptar
para explicações mais claras; pelos saberes já adquiridos por parte dos alunos e não será
necessário seguir determinado conteúdo do método; talvez não seja interesse da turma
aprender certos conteúdos, etc. Por isso considero importante e acredito que se faz necessário
haver mais métodos, não só voltados para o ensino de violão popular, mas para outros
instrumentos, que tenham um modelo de ensino aberto, onde o professor pode adaptar a

84
maneira de transmitir os saberes para alunos conforme a necessidade de cada contexto de
ensino, Cidade, faixa etária, entre outras realidades distintas.

3.2. AVALIAÇÃO DO MÉTODO POR PROFESSORES VIOLONISTAS DA ACADEMIA

Para avaliação da estrutura do método, da organização dos conteúdos, da linguagem


e escrita utilizada, foram convidados cinco professores que não conheciam o método. Defini
como critérios: a) professores violonistas da academia e; b) professores do Técnico,
Bacharelado ou da Licenciatura em Música.
A coleta dos dados foi realizada de duas maneiras: a) entrevista e; b) anotações dos
professores. Foram impressas 05 cópias de cada volume (iniciante e intermediário) e
distribuída aos 05 professores. O motivo das cópias foi solicitar aos professores uma
avaliação geral, possibilitando quaisquer correções que achassem necessárias contidas no
método. E conforme tais correções, o método poderia sofrer alterações. O objetivo não seria
mudar a estrutura do método conforme as correções, mas evitar que o método fosse
apresentado com equívocos ou erros.
Os volumes 1 e 2 (iniciante e intermediário) do método para ensino de violão foram
entregues aos professores a partir da data 13/08, onde tiveram até a data 10/10 de 2018 para
fazerem possíveis anotações no material impresso. As entrevistas ocorreram individualmente
entre as datas 09/10 a 15/10 de 2018. Após cada professor ter finalizado as correções e
entregado o material, na entrevista deveriam apresentar um feedback geral do método,
pontuando principalmente, a linguagem utilizada no método; os conteúdos e; a estrutura
do método.
Dentre os cinco professores convidados para avaliar o método de violão, apenas três
deles entregaram as avaliações no prazo. Os três professores violonistas da academia serão
representados pelas letras do alfabeto E, F e G. O professor E é efetivo na Escola de Música
da UFRN, onde leciona nos Cursos Técnico, Bacharelado e Licenciatura em Música. O
professor F é efetivo na Escola de Música da UFRN. Quanto aos cursos que leciona, não
declarou. Quanto à formação no violão, os professores E e F não declararam. E o professor G,
também efetivo na Escola de Música da UFRN, leciona dos Cursos Técnico e Bacharelado.
Sua formação é em violão clássico (Bacharelado).

85
3.2.1. Da linguagem utilizada

A linguagem utilizada no método para ensino de violão, desde sua primeira versão
foi escrita de modo informal, de modo a facilitar a compreensão dos conteúdos. Com uma
linguagem utilizada popularmente, o método poderá ser utilizado por pessoas que estão
iniciando suas experiências no ensino de violão, como a professores de violão que já contém
experiências neste ensino. A linguagem informal, utilizada no método, não somente tenta
atender a professores, mas propõe aos professores ensinar a tocar violão aos seus alunos
utilizando uma linguagem mais compreensível.
Dessa maneira, os professores da academia tiveram que avaliar a linguagem utilizada
no método para ensino de violão, apresentando suas sugestões com argumentos aplausíveis
visando contribuir com a eficiência do método, sem que este perca seu objetivo.
A primeira entrevista foi realizada na data 09/10/18 com o professor G, o qual
leciona disciplinas do curso de bacharelado em música. A segunda entrevista foi realizada na
data 10/10/18 com o professor F, o qual também é violonista e leciona disciplinas do curso de
Licenciatura em Música da UFRN e a terceira entrevista foi realizada na data 15/10/18 com o
professor E, professor violonista e leciona disciplinas dos cursos, técnico, licenciatura e
bacharelado na Escola de Música da UFRN. O professor G entendeu que a linguagem
utilizada no método é informal com o objetivo de torná-lo mais didático e acessível. Declarou
o professor G,

Quando a gente vai fazer um método com um objetivo como o seu, iremos fazer por
seções. Você vai abrir mão de uma complexidade em troca de uma praticidade. Mas
essa abertura tem que ser muito criteriosa, no sentido de você usar termos corretos.
Por que quando se atropela uma etapa, isso trás consequências para os alunos
também (PROFESSOR G, 2018).

A fala do professor G, quanto à linguagem utilizada, ressalta que deve ser sucinta e
preventiva de termos que sejam equivocados. Muitos conceitos e termos na música são
bastante complexos e no âmbito a facilitar a emissão dos conteúdos com seus respectivos
conceitos, seus significados não podem ser alterados. Se faz necessário planejar e organizar,
como fala o professor G, “fazer por seções”.
Quando o professor G fala que “quando se atropela uma etapa, isso traz
consequências para os alunos também”, entende-se de sua parte que não basta utilizar uma
linguagem informal para que os conteúdos sejam mais claros e melhor exemplificados, mas

86
ter cautela com as palavras que substituirão as definições mais complexas, para que os alunos
não aprendam distorcidamente o conteúdo de seu verdadeiro significado.
O professor F, em sua opinião expressou que “na linguagem oral a gente fica mais a
vontade para ensinar, mas quando a gente vai colocar o ensino no papel, os conceitos devem
ser revistos”. Com uma opinião similar ao professor G, o professor F deixa claro que para
usar a linguagem informal em um método deve-se ter um preparo, uma revisão. No início da
sua fala ele evidencia que “na linguagem oral a gente fica mais a vontade para ensinar”, o que
indica que podemos usar a linguagem informal livremente quando se está ministrando uma
aula presencialmente, como se fazem comumente. No entanto, pôr essa linguagem oral,
bastante similar à informal em um material didático, faz-se necessário tomar decisões certas,
além de muitas revisões, como fala o professor F. Ele ainda afirma que,

Você não pode dizer que a música é bela, nem que a música é feia, você vai dizer
que a música é uma linguagem universal que segue a expressão de cada cultura. Na
escrita, as palavras não podem ser as mesmas que se conversam. Sugiro definir os
conceitos musicais com teóricos (PROFESSOR F, 2018).

O professor F deixa claro em seu exemplo que medir as palavras não é uma tarefa
fácil, e sugere que a melhor maneira de evitar que as palavras não transpareçam o que se quer
dizer é buscando teóricos que dominem o mesmo conteúdo proposto no método. Acerca dos
exercícios propostos, onde algumas das questões aparentavam confusas, o professor F fala
que, uma maneira de propor uma questão clara sobre o determinado conteúdo ou conceito
estudado é se perguntar “o que você quer que o aluno faça?”.
Na terceira entrevista, a linguagem utilizada no método para ensino de violão foi
bastante comentada, além das sugestões apresentadas pelo professor E. Sua primeira fala ao
iniciar a gravação, acerca dessa linguagem utilizada foi,

Eu acho que a primeira coisa que você precisa fazer, que é o exercício mais difícil, é
você tentar ler desde a capa como se você não tivesse escrito. Muita coisa já está na
sua cabeça, porque você já sabe, você já toca, você já conhece o instrumento, sabe
como afinar. Então o passo a passo, a maneira como você vai entender o conceito
não é tão fácil quando você já sabe (PROFESSOR E, 2018).

O professor E, assim como os professores G e F, declara a mesma preocupação


acerca da linguagem utilizada no método, a qual torna-se mais difícil de explicar da maneira
correta. Na primeira frase da sua fala, sugere uma leitura do método como um leitor que não
sabe sobre o que é tocar violão. Ou seja, para quem já possui os significados dos conceitos ou

87
conteúdos sobre violão internalizados, é mais fácil compreender outras explicações, por mais
diferentes que sejam as palavras utilizadas.
O professor E destaca a definição de sustenido contida no capítulo 4 do método e
evidencia exemplificando da seguinte maneira: “você vai explicar: sustenido é uma alteração
que eleva meio tom uma nota. O que é meio tom? Se você não explicar o que é tom, meio
tom, o que é nota e o que eleva, vai parecer uma porção de palavras vazias”. O professor E
deixa claro que para utilizar a determinada linguagem, deve-se pensar em cada palavra e,
sobretudo, no público que fará uso do método.

3.2.2. Dos conteúdos

Os conteúdos propostos no método para ensino de violão foram pensados de modo a


possibilitar ao aprendiz executar o acompanhamento da melodia cantada ou tocada. Para isso,
o método apresenta sete capítulos com conteúdos primordiais para a execução do
acompanhamento, são eles: a) capítulo 1, sobre o violão, apresentando características gerais
sobre o violão, os quais todo aprendiz deve tomar conhecimento; b) capítulo 2, batidas/bases,
onde permitem conhecer os movimentos realizados com a mão direita; c) capítulo 3, acordes,
onde permite conhecer a disposição dos dedos da mão esquerda para a execução dos acordes;
d) capítulo 4, notas musicais, com o objetivo de fazer o aprendiz tomar conhecimento das
notas dispostas no braço do violão; e) capítulo 5, cifras, permite o conhecimento e a leitura
das cifras; f) capítulo 6, pestana, permite ao aprendiz a execução dos acordes maiores,
menores e com sétima com o uso da pestana; g) capítulo 7, afinação, apresenta três formas de
como afinar o violão.
Durante as entrevistas individuais, os professores de violão da academia deveriam
avaliar os conteúdos propostos no método para ensino de violão. Quanto à ordem dos
conteúdos proposta no método, os professores E, F e G não declararam possíveis alterações.
No entanto, alguns dos conteúdos obtiveram correções em diferentes vertentes: significado de
termos, ilustração ou imagem representativa, exercícios e conteúdos excessivos.
Inicialmente, o professor E fez correções nos seguintes conteúdos dos respectivos
conteúdos:
 Capítulo 1 – sobre o violão – no tópico “nome das cordas”, a única sugestão
de alteração dada pelo professor E foi adicionar um esquema visual da
numeração das cordas e seus nomes, além da tabela existente.
88
 Capítulo 2 – batidas/bases – nos exercícios são apresentadas ilustrações
gráficas dos movimentos alternado por setas para cima e para baixo. Para o
professor E o modelo gráfico não ficou claro sobre os seguintes aspectos: o
que as setas representam,como se usam os dedos, quais são as cordas, o tempo
de cada movimento, como repetir cada batida, por que algumas têm 4, outras 5
e outras 6?
 Capítulo 3 – acordes – no tópico “simbologia” são apresentadas ilustrações
gráficas de como devem ser posicionados os dedos no braço do violão. A
sugestão do professor E foi substitui o nome “simbologia” por “legenda”,
além de indicar outra maneira de representar os gráficos no âmbito a
proporcionar menos detalhes para o aprendiz decodificar.
 Capítulo 4 – notas musicais – no tópico “sustenido e bemol”, acerca das cinco
notas que soam equivalente a outras 5 notas com bemol, o professor sugere
acrescentar um tópico sobre “notas enarmônicas”, onde poderá ser melhor
exemplificado ao leitor do método.
 Capítulo 5 – cifras – ao apresentar diferentes exemplos de cifras no intuito de
demonstrar que existem outras possibilidades de grafia do mesmo acorde, que
é o exemplo de dó com baixo em mi, dó diminuto, etc., o professor E sugere
explicar os conceitos ou retirá-los do capítulo, por se tratar de conteúdos
voltados para alunos iniciantes.

O professor F realizou as correções nos seguintes capítulos:

 Capítulo 2 – batidas/bases – no primeiro tópico do capítulo, por nome “o que


são batidas/bases?” o professor sugere retirar o nome “bases”. A base está
relacionada ao acompanhamento, enquanto que as batidas é um elemento da
base ou do acompanhamento. Nos exercícios o professor sugeriu definir os
compassos de cada modelo gráfico que representam as batidas, apresentando
de forma mais clara como devem ser executadas as batidas.
 Capítulo 4 – notas musicais – no tópico “sustenido e bemol”, o professor F
sugere substituir o termo “alterações e acidentes musicais” por semitons. E
sugere uma exemplificação clara do que é enarmonia.

89
 Capítulo 6 – pestana – no primeiro tópico, “como fazer acordes em pestana”, o
professor F declara que o texto explica sobre o conceito e não sobre como fazer
acordes em pestana. o professor F sugere que o conceito deve ser revisto e o
título ser alterado por “o que é pestana?”.
 Capítulo 7 – afinação – no primeiro tópico, “o que é afinação”, ocorre o
contrário do que o professor F evidencia. O texto fala sobre como afinar. Do
mesmo modo, o professor sugere reorganizar o texto conforme o título.

O professor G, por sua vez, fez as correções nos capítulos:

 Capítulo 1 – sobre o violão – no tópico “as partes do violão”, o professor G


sugere adicionar uma imagem exemplificando as três partes principais do
violão tradicional, os quais são: corpo, braço e mão. E que esta imagem faça
sentido com a descrição do texto, facilitando a compreensão do leitor.
 Capítulo 3 – acordes – no tópico “detalhes relacionados aos acordes”, onde
trata da disposição dos dedos da mão esquerda. No entanto, a imagem proposta
não condiz com o que o texto exemplifica. O professor G chama atenção para
inserção de uma imagem que represente, exatamente o que o texto fala. “Se
você mostrar uma imagem de frente com cada número no seu dedo, você
estaria ilustrando o que o texto está dizendo”, afirmou o professor G.
 Capítulo 4 – notas musicais – no tópico “sustenido e bemol”, quando é
apresentado que as algumas notas alteradas, possuem o som equivalente a
outras notas, o professor G sugere uma exemplificação mais clara. O qual
afirma que, seria correto abordar os acidentes informando o efeito de cada um,
e mostrando que podem ser aplicados em qualquer nota natural. Assim como
os professores E e F, o professor G também sugere adicionar um tópico para
melhor exemplificar sobre notas enarmônicas.
 Capítulo 5 – cifras – Em cifras, o professor G chama atenção para o excesso
de conteúdos acerca dos acordes invertidos, diminutos etc. O professor afirma
que é muita informação para processar de uma só vez, e sugere retirar do
capítulo.

90
Diante das correções apresentadas e sugestões dadas pelos professores violonistas da
academia, as quais considero contribuintes para a finalização do volume 1 do método para
ensino de violão popular. Algumas das sugestões apresentadas foram aderidas para compor a
quinta atualização do método. Todos os capítulos sofreram alterações e a maioria dos
conteúdos sofreram modificações no âmbito a propor um método mais didático e claro em
seus objetivos. As respectivas modificações foram: na substituição de palavras, maior
quantidade de exemplificações, exercícios práticos e teóricos, inserção de imagens gráficas
ilustrativas e fotos. Quanto à estrutura e ideia do método, estas foram mantidas.

 Capítulo 1 – o título do capítulo é mantido, “sobre o violão”, no qual apresenta


informações essenciais sobre o violão. O objetivo do capítulo é conhecer os
modelos de violões de seis cordas, suas partes e funções. O título do primeiro
tópico, “tipos de violões” é substituído por “modelos de violões”, o qual passa
a ser mais objetivo, quando “tipos” se refere à diversidade de violões (violões
de seis cordas, violões de sete cordas, violões de seis cordas, etc.). Dentre os
modelos de violões de seis cordas propostos, foram adicionados apenas quatro
deles: clássico com cordas de nylon, folk, jumbo e dallas. No tópico “as partes
do violão” e “nome das cordas” as modificações foram as inserções de imagens
ilustrativas, fazendo alusão aos textos, a pedido das sugestões dadas pelo
professor G.
 Capítulo 2 – no capítulo “batidas” não ocorre modificações, mas são
adicionadas imagens e fotos que exemplificam os textos, além de uma maneira
de decodificar o ritmo ilustrado, com os movimentos alternados que são
executados com a mão direita. O objetivo do capítulo é conhecer e executar
ritmos para acompanhamento, conhecidos como batidas. No capítulo são
adicionados tópicos com os nomes dos ritmos de alguns gêneros musicais,
contendo exercícios para estudo da mão direita e oito ritmos de gêneros
musicais. Tais modificações foram realizadas de acordo com as sugestões
feitas pelos professores violonistas da academia e pelos professores de violão
A e B.
 Capítulo 3 – No título do capítulo houve alteração, a qual de, “acordes” passa
a ser “acordes I” conforme a mudança do capítulo seis, onde o título “pestana”
passa a ser “acordes II”. O primeiro sendo o estudo de acordes simples, sem o

91
procedimento da pestana e o segundo, o estudo dos acordes com o
procedimento da pestana. O objetivo do capítulo é conhecer os acordes
maiores, menores e com sétima. Na quinta atualização do método, no capítulo
3, o título do tópico “detalhes relacionados aos acordes” é modificado para
“mão esquerda”, com explicações mais claras e imagens ilustrativas. O tópico
“simbologia” é retirado e são adicionados mais três tópicos: acordes maiores,
acordes menores e acordes com sétima, além de uma série de exercícios
práticos e teóricos.
 Capítulo 4 – No capítulo ocorre uma troca de capítulos, onde na atualização 4
o capítulo 4 do método tem por título “notas musicais” e o capítulo 5, “cifras”.
Na atualização 5 do método essa ordem é invertida, onde o capítulo 4 passa a
ter por título “cifras”. Como os capítulos anteriores, 2 e 3, são bastante
práticos, o estudo das cifras complementaria logo em seguida, fazendo o
aprendiz se adaptar com a decodificação ao mesmo tempo em que executa os
acordes junto às batidas. O objetivo do capítulo é compreender e ler cifras.
Como foi observado pelos professores E e G, havia excesso de conteúdos
acerca das cifras, as quais seriam muita informação para alunos iniciantes em
violão. Como foi sugerido retirar uma parte desses conteúdos, o título do
capítulo passou a ser chamado por “cifras I”.
 Capítulo 5 – sendo modificado para “notas musicais”, o objetivo do capítulo é
conhecer os sons musicais que utilizamos, ouvimos e cantamos. Neste capítulo
foram realizadas observações por parte dos professores E, F e G, nos quais
sugeriram adicionar um tópico para a compreensão de “notas enarmônicas”. O
tópico “sustenido e bemol” é modificado para “notas alteradas”, mas mantém
os mesmos assuntos. Foram adicionados dois tópicos: “tom e semitom” e
“notas enarmônicas”.
 Capítulo 6 – o título do capítulo “pestana” foi substituído por “acordes II”,
pois o objetivo é executar acordes maiores, menores e com sétima com o uso
da pestana. O professor F sugeriu algumas modificações, já que o capítulo
aparentava se tratar do procedimento da pestana, especificamente. O primeiro
tópico “como fazer acordes em pestana?” foi modificado para “o que é uma
pestana?” com o intuito de apresentar uma breve conceituação sobre o
procedimento. Para exemplificação do procedimento da pestana, foram

92
adicionadas imagens reais como executá-la. No capítulo, também foram
inseridos três tópicos: acordes maiores, acordes menores e acordes com sétima.
 Capítulo 7 – o título “afinação” teve duas palavras adicionadas, passando a ser
“afinação do violão”, cujo objetivo é aprender a afinar as cordas do violão. O
primeiro tópico “o que é afinação?” é substituído por “por que afinar as cordas
do violão?”, segundo as observações feitas pelo professor F, o objetivo é
aprender a afinar e não se aprofundar sobre o que é afinação, tornando o
conteúdo complexo para o aprendiz iniciante. O segundo tópico também foi
substituído de “como afinar usando o afinador?” para “o que é um afinador e
como utilizá-lo?”. O terceiro tópico o título também é modificado de “usando
cordas afinadas como referência” para “usando as cordas afinadas do próprio
violão como referência”. E o último tópico também teve o título modificado de
“afinando pelo ouvido” por “afinando por um violão afinado”. Ambos os
textos tratados em cada tópico foram mantidos. Por questões de subjetividade
nos títulos, como observou o professor F.

3.2.3. Da estrutura

A estrutura do método foi pensada para ser o mais claro possível. As informações
básicas no início do método como: Apresentação e como utilizar o método, com o objetivo de
deixar compreensível ao leitor uma das maneiras de sua utilização. Em cada capítulo há o
objetivo geral dos conteúdos que constam no método, servindo como um guia ao professor e
facilitando no momento do planejamento de suas aulas. Dentro dos capítulos são distribuídas
algumas partes rápidas com a descrição inicial: Para o professor: [...], as quais apresentam
sugestões de como explicar certos conceitos ou propostas de exercícios.
Diante de tais elementos, a organização do sumário do método, dicionários de
acordes, exercícios, etc., os professores E, F e G não apresentaram correções ou sugestões. O
que considerei como algo positivo e que foi mantido no método.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

93
Este trabalho mostrou como é importante para o professor de violão pensar e agir em
meio às dificuldades encontradas no percurso das aulas ministradas, principalmente porque o
papel do professor é tornar o ensino significativo na para seus alunos resultando em uma
aprendizagem efetiva. Com a realização de um produto final, considerada a quinta versão,
nomeada por “Pensar e agir: o processo construtivo de um Método para ensino de violão
popular vol. 1 a partir da vivência docente”, este trabalho é um fruto de minha experiência
como docente reforçada por acadêmicos. O qual antes, criado a partir da necessidade e da
experiência empírica, fazia parte apenas de minhas aulas de violão, mas agora o material
encontra-se estruturado e fundamentado.
A construção do material didático, nomeado por método para ensino de violão vol. 1
pode continuar a contribuir para professores de violão, profissionais ou não, que atuam em
contextos de ensino diversificados, os quais se preocupam com a realidade em que seus
alunos se encontram e com a aprendizagem significativa destes. O método para ensino de
violão popular vol. 1 possui uma metodologia de ensino aberto, a qual permite que o
professor que irá utilizá-lo como guia, possa acrescentar exercícios, exemplificações,
conteúdos em suas aulas, não sendo obrigatório o seu uso passo a passo. No entanto, para o
professor que deseja utilizá-lo passo a passo ou durante as aulas de violão, o método apresenta
sugestões para a condução dos conteúdos. E ainda para o professor que pretende utilizar o
método apenas para construir o plano de aula (anual, semestral, trimestral, bimestral e
mensal), os conteúdos são sucintos e apresentam seus objetivos gerais.
Com a preocupação da disponibilização de um material já experimentado e bem
avaliado pela academia, de acordo com os dados obtidos por meio da aplicação do
questionário aos professores e das avaliações dos professores violonistas da academia, se
chegou à decisão de que apenas o material didático para iniciantes está pronto para sua
publicação neste trabalho. Pois os dados apontam que os professores de violão utilizaram em
suas aulas apenas o material didático para iniciantes, devido suas turmas terem sido para
alunos iniciantes.
O que não torna o material didático de violão para intermediários inválido, mas
fundamental para dar prosseguimento a esta coleção composta por quatro métodos para
ensino de violão popular (vol. 1, 2 3 e 4). Dos quais, apenas o vol. 1 considera-se apto, para
ser publicado neste trabalho. E os volumes 3 e 4 que estão em construção.

94
O trabalho apresentou em seus respectivos capítulos: 1) foi discorrida uma breve
contextualização sobre materiais didáticos a partir de uma revisão de literatura, onde se
buscou apresentar a importância dos materiais didáticos. Foi discutido o processo ensino-
aprendizagem a partir de diálogos com autores, apresentando sua definição e importância. O
qual, quando exercido em sua totalidade, o professor sai da zona de conforto e age a fim de se
obter resultados satisfatórios entre professor-aluno. Se buscou compreender quais os
elementos que compõe um material didático ser considerado um método através de uma
pesquisa bibliográfica, analisando três métodos brasileiros para violão fundamentado na
literatura em educação musical.
2) apresentou de maneira minuciosa como foi o processo de construção dos materiais
didáticos de violão para iniciantes e intermediários, descrevendo o porquê da construção dos
materiais didáticos através de minhas vivências; descrito para quê os materiais didáticos
foram construídos, quais foram suas finalidades no decorrer da utilização de minha parte,
como dos alunos e quais foram os procedimentos para a elaboração dos materiais didáticos,
iniciante e intermediário. As características gerais quanto à estrutura dos materiais didáticos
de violão para iniciantes e intermediários mostraram minuciosamente cada versão entre os
anos de 2008 a 2016.
3) foi abordado sobre a importância de outros professores de violão contribuírem
com o aprimoramento do material didático para violão, onde trouxeram suas avaliações e
sugestões. A partir da aplicação de um questionário a professores que utilizaram o material
didático de violão em suas aulas e das entrevistas a professores violonistas da academia,
foram feitas as análises desses dados, mostrando a eficiência, relevância do material didático a
partir dos professores. No âmbito a tornar o material didático mais compreensível ao leitor.
A participação dos professores contribuiu significativamente para a lapidação do
material didático em si. Segundo os dados obtidos pelo questionário, considero que o objetivo
do material didático foi cumprido. Que o material didático contribuiu significativamente em
suas aulas, em seus planejamentos de aula e, segundo as falas dos professores, desejam
continuar utilizando-o em suas aulas de violão. Tais resultados foram obtidos dos professores
por meio da quarta versão do material didático, finalizada em 2016, o qual ainda não havia
sido alterado conforme o levantamento realizado.
Depois das respectivas alterações realizadas, conforme as correções e sugestões
apresentadas pelos professores violonistas da academia espera-se que a quinta versão,
nomeada por Método Para Ensino de Violão Vol. 1, atualizada no decorrer da escrita desse

95
trabalho, venha atender mais professores de violão popular e suas turmas com alunos
iniciantes em diferentes contextos de ensino.

REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, C. Processo Ensino-Aprendizagem: Características do Professor Eficaz.


Millenium, 39: 55-71, 2010.

BARBOSA, Joel. Da Capo: método elementar para o ensino coletivo e/ou individual de
instrumentos de banda. Jundiaí: Ed. Keyboard, 2004.

BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Edições 70, Ltda, Outubro, 2011.

BARROS, Fábio Carrilho Santos.O ensino do violão para iniciantes dialogando com o
modelo artístico aberto de musicalização: estratégias possíveis. XXII Congresso nacional da
associação brasileira de educação musical. Educação musical: formação humana, ética e
produção do conhecimento. 05 a 09 de outubro de 2015.

BRAZIL, Marcelo. Ensino de violão para iniciantes: uma reflexão sobre o uso das
tonalidades. VII Simpósio Acadêmico de Violão da EMBAP – Curitiba, 2013.

_________. O material didático em aulas coletivas de violão como fonte de motivação e de


crença de autoeficácia. Anais do XIII SEMPEM, Pôsters, 2013.

BRAZIL, Marcelo; TOURINHO, Cristina. As crenças de autoeficácia e a criação de arranjos


para aulas coletivas de violão.V Simpósio Sergipano de Pesquisa e Ensino em Música –
SISPEM Núcleo de Música da Universidade Federal de Sergipe – NMU/UFS São Cristóvão –
03 a 06 de setembro de 2013.

CAMERON, Pedro. Estudo programado de violão.Vitale, ano?.

CARNEIRO, Roberta Pizzio. Reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem na


perspectiva freireana e biocêntrica. Revista Thema, 09 (02), 2012.

CRUVINEL, Flávia Maria. Efeitos do Ensino Coletivo na Iniciação Instrumental em Cordas:


A educação musical como meio de transformação social. Dissertação apresentada no
Programa de Pós-Graduação stricto sensu Mestrado em Música da Escola de Música e Artes
Cênicas da Universidade Federal de Goiás. Goiânia: UFG, 2003. 380p.

CUNHA, Elisa da Silva e. Compreender a escola de música como uma instituição: um estudo
de caso em Porto Alegre-RS. Porto Alegre, 2009. 244 f. Tese (Doutorado em Música).
UFRGS.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, 1910-1989. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário
da língua portuguesa. – 3.ed. totalmente revista e ampliada. – Rio de Janeiro : Nova
Fronteira, 1999.
96
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

HARDER, Rejane. Algumas considerações a respeito do ensino de instrumento: Trajetória e


realidade.Opus, Goiânia, v. 14, n. 1, p. 127-142, jun. 2008.

MARIANI, Silvana. O equlibrista das seis cordas. 3a.ed. Curitiba: Editora da UFPR, 2010.

MATEIRO, Teresa; ILARI, Beatriz, (Org.). Pedagogias em educação musical. Curitiba:


InterSaberes, 2012.

Origem da palavra método. Disponível em:


https://www.dicionarioetimologico.com.br/metodo/ Acesso em: 14/09/18.

PASSMORE, John. The Philosophy of Teaching, London: Duckworth, 1980, pp. 19-33.
Tradução de Olga Pombo.

Pequeno dicionário Houaiss da língua portuguesa. Instituto Antônio Houaiss de


Lexicografia, [organizador]; [diretores Antônio Houaiss, Mauro de Salles Villar, Francisco
Manoel de Mello Franco]. – 1. ed. – São Paulo : Moderna, 2015.

PINTO, Henrique. Iniciação ao Violão (princípios básicos e elementares para


principiantes).São Paulo: Ricordi, 1978.

QUEIROZ, Luis Ricardo Silva. Educação musical e cultura: singularidade e pluralidade


cultural no ensino e aprendizagem da música.Revista daABEM, Porto Alegre, V. 10, 99-107,
mar. 2004.

ROQUE JÚNIOR, Sévio Fernandes. Ensino coletivo de violão: relato de experiência no


projeto Escola de Música Severino Cordeiro – EMUSCO. Natal, 2015.

SANTOS, Sandra Carvalho dos. O processo de ensino-aprendizagem e a relação professor-


aluno: aplicação dos “sete princípios para a boa prática na educação de ensino superior”.
Caderno de pesquisas em administração, São Paulo, v. 08, nº 01, janeiro/março, 2001.

SCHEFFLER, Israel. Reason and Teaching, London, 1973.

SCHEERENS, J. Melhorar a eficácia das escolas. Porto: Edições ASA. 2004.

SILVA, Ana Paula Dantas da. O ensino de violão infantil através do Método Suzuki. Natal,
2017.

SILVA, Antônio Renato da. O ensino particular de violão: relatos de experiências. Natal,
2013.

TOURINHO Cristina. A motivação e o desempenho escolar na aula de violão em grupo:


influência do repertório de interesse do aluno. Salvador: Dissertação de Mestrado, Escola
de Música, Universidade Federal da Bahia, 1995.

_________. Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais:


97
crenças, mitos, princípios e um pouco de história. Trabalho apresentado no XVI Encontro
Nacional da ABEM e no Congresso Regional da ISME, América
Latina, 2007.

98
APÊNDICES

Método para ensino de violão vol. 1, quinta atualização do material didático de


violão para iniciantes. Atualizado conforme as correções e sugestões apresentadas pelos
professores violonistas da academia.

99
MÉTODO PARA ENSINO DE VIOLÃO POPULAR VOL. 1

Autora: Lillian Midiã T. S. Dantas


Capa: Gersonny Silva
Fotos: Johnatas Levi
Modelo: Iara Patrícia
Exemplos Ilustrativos: Lillian Midiã T. S. Dantas
Instrumentos: Ibanez

Natal, 2018
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO, 4 CAPÍTULO 5 – NOTAS MUSICAIS, 21


COMO UTILIZAR O MÉTODO, 5 Escala natural, 21
Legenda do braço do violão ilustrado, 6 Tom e semitom, 21
Notas alteradas, 21
CAPÍTULO 1 – SOBRE O VIOLÃO, 8 Notas enarmônicas, 22
Modelos de violões, 8 Escala cromática, 22
As partes do violão, 8 Vamos praticar?, 23
Nome das cordas, 9
Vamos praticar?, 10 CAPÍTULO 6 – ACORDES II, 24
O que é uma pestana?, 24
CAPÍTULO 2 – BATIDAS, 12 Acordes maiores, 25
O que são batidas?, 12 Acordes menores, 26
Mão direita, 12 Acordes com sétima, 26
Vamos praticar?, 13 Vamos praticar?, 26
Ritmos ternários, 14
Vamos praticar?, 14 CAPÍTULO 7 – AFINAÇÃO DO VIOLÃO, 28
Ritmos quaternários, 14 Por que afinar as cordas do violão?, 28
Vamos praticar?, 14 O que é um afinador e como utilizá-lo?, 28
Usando as cordas afinadas do próprio
CAPÍTULO 3 – ACORDES I, 16 violão como referência, 29
O que é um acorde?, 16 Afinando por um violão afinado, 29
Mão esquerda, 16
Acordes maiores, 17 DICIONÁRIO DOS ACORDES
Acordes menores, 17 ESTUDADOS, 31
Acordes com sétima, 17 Acordes maiores, 31
Vamos praticar?, 17 Acordes menores, 31
Acordes com sétima, 32
CAPÍTULO 4 – CIFRAS I, 19
O que é cifra?, 19
Vamos praticar?, 19
APRESENTAÇÃO

Este método propõe uma metodologia de ensino voltado, principalmente, para o


professor de violão que atua ou deseja atuar em diferentes contextos de ensino. O
principal objetivo do método é trabalhar as habilidades do aprendiz sobre o
acompanhamento em violão, tendo como foco a execução e o domínio de acordes
maiores, menores e com sétima junto aos ritmos das batidas e a leitura de acordes
cifrados de forma simples e didática.
Propõe ao professor de violão uma sequência de conteúdos compostos por
sugestões de aplicação e exercícios teóricos e práticos para fixação dos conteúdos,
podendo ser utilizado para o ensino individual ou coletivo.
O método possui um modelo de ensino aberto, onde o professor de violão,
durante suas aulas ou planejamento de aula pode acrescentar seu repertório, criar e
produzir exercícios, além dos que estão contidos no método.
Desejo que todos tenham êxito em suas aulas e em seus estudos e que possam
sempre buscar conhecimentos nesta área.

Lillian Midiã T. S. Dantas

4
COMO UTILIZAR O MÉTODO

Caro (a) professor (a) de violão, este método dispõe de algumas sugestões a fim de
contribuir para realização de suas aulas com mínimo esforço de sua parte. O método
possui um modelo de ensino aberto, onde você poderá utilizá-lo adequando-o a sua
metodologia de ensino. Pois foi pensado para facilitar ao máximo a aprendizagem de
seus alunos iniciantes ao violão popular.

Como professor (a) de violão, você ficará responsável pela escolha do repertório,
adequando-o conforme o contexto de ensino (Escola, igreja, projeto social...) ou
mediante o seu gosto musical e dos alunos e; pelo cronograma de estudos, adequando-
o ao tempo de aprendizagem do ambiente de ensino que lhe permite ou ao tempo de
aprendizagem do (s) aluno (s).

Em cada capítulo consta o objetivo geral dos conteúdos específicos que serão
ministrados. Os objetivos têm o intuito de facilitar o planejamento de suas aulas. Ao
planejar as aulas de violão, ficará ao seu critério definir os objetivos específicos. Os
objetivos estão destacados em lilás e da seguinte maneira:

Objetivo: Conhecer modelos de violões de seis cordas [....]

Você tem a opção de seguir o método passo a passo durante as aulas. A maioria dos
capítulos apresentam partes rápidas com sugestões de explicações, exercícios que
podem ser realizados no âmbito ao ensino coletivo e individual. Cabe ao professor de
violão a opção da utilização. As partes rápidas estão destacadas em azul claro e da
seguinte maneira:

Para o professor: você poderá criar outros movimentos alternados para o exercício da mão
direita ou até determinar o treino com o uso de acordes ou do metrônomo, dependendo do
nível dos alunos. [...]

Como a utilização deste método, você deverá alcançar os seguintes objetivos de seus
alunos:

1. No capítulo 1 – Sobre o violão, os alunos precisam conhecer o modelo do violão


que utilizam e saber os nomes das partes do instrumento, como também o nome
das cordas, possibilitando-o autonomia para escolher o violão ideal para seu
gosto musical;
2. No capítulo 2 – Batidas, os alunos precisam, principalmente, desenvolver a
coordenação motora da mão direita antes de utilizá-la junto à mão esquerda.
Além do domínio de alguns ritmos de gêneros musicais.

5
3. No capítulo 3 – Acordes I, os alunos devem aprender a posicionar e executar,
inicialmente, acordes sem a utilização da pestana junto à mão direita que executa
os movimentos alternados, que são as batidas.
4. No capítulo 4 – Cifras I, os alunos devem aprender e ter a prática da leitura de
cifras, principalmente, dos acordes que estão sendo estudados.
5. No capítulo 5 – Notas Musicais, os alunos devem saber identificar o que é Tom e
Semitom ao executar os acordes; saber identificar os acordes sustenidos e bemóis;
as notas enarmônicas, facilitando a aprendizagem dos acordes com nomes
diferentes e mesmo som e; principalmente, aprender a Escala cromática, a qual
irá facilitar a aprendizagem de outros conteúdos.
6. No capítulo 6 – Acordes II – os alunos devem posicionar e executar os acordes
com o procedimento da pestana, junto às batidas e à leitura de cifras.
7. No capítulo 7 – Afinação do Violão, os alunos devem entender por que afinar o
violão e aprender como afinar o próprio instrumento.

As imagens abaixo representam duas possibilidades de como posicionar o violão


sentado, conhecidas como posição popular.

Com o violão sobre a perna direita cruzada Com o violão sobre a perna direita

LEGENDA DO BRAÇO DO VIOLÃO ILUSTRADO


Abaixo está apresentada a legenda com o esquema do posicionamento dos dedos da mão
esquerda ilustrado, contendo informações necessárias sobre o braço do violão para a
execução dos acordes. Ao ensinar acordes diferentes em cada aula, você tem a opção de
desenhar a ilustração ou disponibilizá-lo impresso. As ilustrações dos demais acordes
encontram-se no dicionário de acordes.

6
1. Primeira e segunda casa do braço do violão;
2. Trastes;
3. Marcadores;
4. Bordões, cordas Ré, Lá e Mi;
5. Primas, cordas Mi, Si e Sol.

1. Cifra do acorde Lá maior;


2. O dedo 1 da mão esquerda deve ser posicionado
na corda Ré e na segunda casa;
3. O dedo 3 da mão esquerda deve ser posicionado
na corda Si e na segunda casa;
4. O dedo 2 da mão esquerda deve ser posicionado
na corda Sol e na segunda casa;
5. A corda Mi não deve ser tocada.

1. Cifra do acorde de Lá maior;


2. O acorde deve iniciar na quinta casa;
3. Pestana feita com o dedo 1 na quinta casa;
4. O dedo 2 da mão esquerda deve ser posicionado
na corda Sol e na sexta casa;
5. O dedo 3 da mão esquerda deve ser posicionado
na corda Lá e na sétima casa;
6. O dedo 4 da mão esquerda deve ser posicionado
na corda Ré e na sétima casa.

7
CAPÍTULO1 – SOBRE OVIOLÃO

Objetivo: Conhecer modelos de violões de seis cordas, suas partes e funções.

MODELOS DE VIOLÕES
Existem vários modelos para o violão de seis cordas, para cada estilo e gosto. É
importante conhecermos o modelo de violão ideal, de acordo com o gênero musical que
mais gostamos ou tocamos. Iremos conhecer alguns modelos de violão de seis cordas,
apresentando os mais conhecidos, para nós, brasileiros.

Violão Clássico com Cordas de Nylon


Este violão, geralmente é macio, leve e
oferece um fácil aprendizado. Eles são
universalmente indicados para iniciantes,
como também são utilizados por
violonistas profissionais.

Violão Folk
Ideal para acompanhamentos, o violão
folk é muito utilizado na música sertaneja,
nos acústicos de MPB e pop/rock.
Geralmente é elétrico e com cordas de aço,
ideal para apresentações ao vivo, em
igrejas, bares ou palco

Violão Jumbo
O violão jumbo possui um timbre mais
brilhante do que o folk. Geralmente é
elétrico com cordas de aço,
proporcionando solos com sons bem mais
envolventes.

Violão Dallas
O violão Dallas é bem parecido com o
violão jumbo, mas com o corpo do violão
bem menor. As cordas podem ser de aço
como de nylon.

AS PARTES DO VIOLÃO
O Violão tradicional é dividido em três partes principais: Corpo, Braço e Mão. Nessas três
partes é onde se encontram os outros itens importantes na construção do instrumento.
Veja abaixo o nome de cada parte e suas funções.

8
Mão, parte que contém:
1. Tarraxas: prendem e afinam as cordas;

Braço, onde se encontram os respectivos


itens:
2. Pestana do braço: para apoiar e guiar
as cordas;
3. Trastes: partes que separam as casas
no braço do violão;
4. Casas: espaços entre os trastes;

Corpo, caixa de ressonância onde se


encontram os respectivos itens:
5. Tala: lateral do violão;
6. Boca: orifício que propaga o som,
gerado pela vibração das cordas e
amplificado na caixa de ressonância;
7. Tampo: parte frontal e principal da
caixa de ressonância;
8. Cavalete: onde se prende as cordas no
corpo do violão e segura a pestana do
cavalete;
9. Pestana do cavalete: parte para apoiar
as cordas;

NOME DAS CORDAS


Você sabia que a parte mais importante em um violão são as cordas e que elas têm nome?
É necessário que as cordas sejam apropriadas para o modelo do seu violão e estejam
sempre afinadas.

9
As cordas do violão são:
1. Divididas em bordões e primas;
2. Contadas a partir de baixo para
cima;
3. Numeradas de 01 a 06 e;
4. Afinadas em seus respectivos
nomes.

VAMOS PRATICAR?
Escreva os respectivos nomes de cada parte do violão conforme o que você aprendeu.

Relacione as colunas numerando os nomes das partes às suas respectivas funções.

(1) Cavalete (6) Para apoiar e guiar as cordas


(2) Pestana do Cavalete (6) Parte para apoiar as cordas
(3) Corpo (6) Prendem e afinam as cordas
(4) Pestana do Braço (3) Parte que abriga as casas, trastes e pestana do braço
(5) Tarraxas (3) Parte que abriga as tarraxas
(6) Tala (3) Onde se prende as cordas no corpo do violão e segura a
pestana do cavalete
(7) Braço (3) Caixa de ressonância, onde contém os itens: cavalete,
pestana do cavalete, tala, tampo e boca.
(8) Mão (6) Lateral do violão

Escreva os nomes das partes do violão referentes às funções.

Prendem e afinam as cordas


Espaços entre os trastes
Parte frontal e principal da caixa de ressonância
Orifício que propaga o som, gerado pela vibração das cordas e
amplificado na caixa de ressonância
Lateral do violão
Partes que separam as casas no braço do violão

10
Parte para apoiar as cordas
Para apoiar e guiar as cordas

Preencha a tabela com os nomes, a numeração e a classificação das cordas do violão.

Numeração Nome Classificação


4ª corda
Primas
2ª corda
Bordões
Mi (mais aguda)

11
CAPÍTULO2 – BATIDAS

Objetivo: Conhecer e executar ritmos para acompanhamento, conhecidos como batidas.

OQUE SÃO BATIDAS?


São os movimentos alternados (para cima e para baixo) ritmicamente executados com a
mão direita. Para a realização de um ótimo acompanhamento é necessário dominar bem
as batidas. Neste capítulo serão apresentados alguns ritmos para execução das batidas.

MÃO DIREITA
Para executar os movimentos alternados, que fazem parte das batidas, iremos antes
conhecer o nome dos dedos que utilizamos com a mão direita. Veja na imagem a seguir:

Os movimentos alternados serão representados por setas: no movimento para baixo, a


seta será para baixo; no movimento para cima, a seta será para cima. Nas imagens abaixo
estará apresentada uma das maneiras de executar os movimentos alternados.

Para baixo Para cima

Utilizando o dedo i para descer sobre as Os dedos i, m e a podem ser utilizados juntos
cordas, apoie o dedo p sobre o dedo i; para executar o movimento para cima;
Os dedos m e a junto com o mindinho devem O uso do dedo p para apoiar sobre os bordões
estar relaxados. é opcional.

12
Para o professor: você pode demonstrar o movimento alternado para seus alunos,
pedindo para que tentem realizar o procedimento.

Para entendermos como se executa cada um dos ritmos, iremos nos basear pela
contagem dos segundos de um relógio,Conte agora, naturalmente de 1 a 4 (um, dois, três,
quatro) e a cada número execute o movimento apenas para baixo conforme a seta:

VAMOS PRATICAR?
Exercite os movimentos alternados sempre contando de 1 a 4. Quando terminar a
contagem, inicie novamente sem interrupções (um, dois, três, quatro, um, dois, três,
quatro...).

Movimento 1 Movimento 2 Movimento 3 Movimento 4 Movimento 5

a) |Movimento 1|Movimento 1|Movimento 3|Movimento 3|Movimento 1|


b) |Movimento 1|Movimento 5|Movimento 1|Movimento 5|Movimento 1|
c) |Movimento 2|Movimento 2|Movimento 2|Movimento 2|Movimento 2|
d) |Movimento 1|Movimento 2|Movimento 1|Movimento 4|Movimento 5|
e) |Movimento 3|Movimento 2|Movimento 3|Movimento 5|Movimento 4|

Para o professor: você poderá criar outros movimentos alternados para o exercício da mão
direita ou até determinar o treino com o uso de acordes ou do metrônomo, dependendo do
nível dos alunos. Se possível, desenhar representações usando setas no quatro para uma
melhor visualização de todos.

Após exercitar bastante os movimentos alternados com a mão direita, você irá conhecer
alguns ritmos de gêneros musicais. Da mesma maneira que você contou de 1 a 4 para
executar os movimentos alternados, você irá agora, contar os segundos acrescentando a
pronúncia e entre cada número (um e dois e três e...). Para executar você terá que tocar
na contagem do número e na pronúncia do e. Por exemplo:

13
RÍTMOS TERNÁRIOS

Valsa Guarânia

VAMOS PRATICAR?
Execute os ritmos um por vez e repita muitas vezes até sentir que domina. Lembre-se
que contar ajuda bastante.

a) |Valsa| 16x
b) |Guarânia| 16x
c) |Valsa|Guarânia| 8x

RÍTMOS QUATERNÁRIOS

Balada Pop Rock Reggae

Reggae II Rock

VAMOS PRATICAR?
Agora vamos exercitar os ritmos quaternários, alternando-os até total domínio. Execute
os ritmos um por vez e repita muitas vezes até sentir que domina. Não se esqueça de
contar!

a) |Balada| 16x

14
b) |Pop Rock| 16x
c) |Balada|Pop Rock| 8x
d) |Rock| 16x
e) |Rock|Pop Rock| 8x
f) |Reggae| 16x
g) |Reggae II| 16x
h) |Reggae|Reggae II| 8x
i) |Balada|Reggae| 8x
j) |Reggae II|Rock| 8x

Para o professor: você pode utilizar outros ritmos em suas aulas, esses são apenas algumas
das inúmeras possibilidades. Quanto aos exercícios, fica o seu critério determinar o uso do
metrônomo, como também o andamento. Alguns dos ritmos quaternários podem ser
executados em compasso binário dependendo das batidas por minutos (BPM) do metrônomo.

Para conhecer outras batidas, o ideal é ouvir músicas de diversos gêneros musicais e
com seu violão tentar acompanhar até total domínio.

15
CAPÍTULO3 – ACORDES I

Objetivo: conhecer os acordes maiores, menores e com sétima.

O QUE É UM ACORDE?
Acordes é o que chamamos quando executamos três notas ou mais, simultaneamente. Ou
seja, as notas que formam o acorde devem ser tocadas ao mesmo tempo.

Para o professor: você pode demonstrar algumas notas tocadas simultaneamente, para seus
alunos internalizarem melhor a respeito dos acordes.

MÃO ESQUERDA
Cada dedo da mão esquerda tem uma função. O polegar terá a função de apoiar a mão,
sem que esta fique solta, mas bem segura atrás do braço do violão. Os demais dedos
recebem uma numeração. Essa numeração irá facilitar a disposição dos dedos nas cordas
e casas correspondentes ao acorde. Veja na imagem a seguir:

O polegar deve estar sempre posicionado atrás do braço do violão, sem estar exposto
para quem está a sua frente. É importante que o polegar não se mova tanto, pois ele irá
apoiar a mão e facilitar a colocação dos demais dedos. Veja na imagem a seguir:

Dedos 1, 2 e 3 Dedo polegar

16
Para o professor: antes de ensinar aos seus alunos, lembre-se que é importante propor
exercícios, inicialmente, com dois acordes. De preferência, acordes que tenham um dos
dedos como referência, conhecido como dedo “pivô”.

ACORDES MAIORES

Dó maior Ré maior Mi maior Sol maior Lá maior

ACORDES MENORES

Mi menor Lá menor Ré menor

ACORDES COM SÉTIMA

Dó com sétima Ré com sétima Mi com sétima Sol com sétima Lá com sétima

Para o professor: não é necessário ensinar os acordes aos seus alunos na ordem
apresentada. Você pode ensinar um acorde maior e outro menor, por exemplo: Dó maior e
Lá menor. E ir trabalhando aos poucos no decorrer das aulas.

VAMOS PRATICAR?

17
Exercite os acordes abaixo, respeitando as batidas propostas. Inicialmente, o objetivo é
exercitar a alternância de acordes que têm um ou mais dedos como referência.

a) |Dó maior|Lá menor| Movimento 1 4x


b) |Ré menor|Sol com sétima| Movimento 5 4x
c) |Mi menor|Sol com sétima| Movimento 3 4x
d) |Ré maior|Sol maior| Movimento 4 4x
e) |Lá menor|Ré com sétima| Movimento 2 4x
f) |Ré com sétima|Dó maior| Movimento 3 4x
g) |Mi menor|Mi maior| Movimento 5 4x
h) |Lá maior|Lá com sétima| Movimento 2 4x
i) |Dó maior|Dó com sétima| Movimento 4 4x
j) |Mi maior|Mi com sétima| Movimento 1 4x

Agora vamos exercitar dois acordes por vez que não têm dedo como referência.

a) |Sol maior|Mi menor| Valsa 4x


b) |Mi maior|Lá maior| Valsa 4x
c) |Ré maior|Lá maior| Guarânia 4x
d) |Dó maior|Sol maior| Guarânia 4x
e) |Ré menor|Dó maior| Guarânia 4x
f) |Lá menor|Mi maior| Valsa 4x
g) |Lá menor|Sol maior| Guarânia 4x
h) |Dó maior|Sol com sétima| Balada 4x
i) |Ré maior|Lá com sétima| Balada 4x
j) |Sol maior|Ré com sétima| Balada 4x

Exercite agora, três acordes por vez, respeitando as repetições.

a) |Lá menor 2x|Ré menor|Mi com sétima| Guarânia 2x


b) |Mi menor|Ré maior|Dó maior 2x| Rock 2x
c) |Ré maior 2x|Sol maior|Lá com sétima| Valsa 4x
d) |Dó maior 2x|Ré menor|Sol com sétima| Balada 4x
e) |Sol maior|Dó maior|Ré com sétima 2x| Balada 4x
f) |Lá maior|Ré maior|Mi com sétima 2x| Reggae 4x
g) |Mi maior 2x|Lá maior|Lá menor| Balada 4x
h) |Dó maior|Lá menor|Sol maior 2x| Rock 4x
i) |Ré maior 2x|Mi menor 2x|Lá maior 2x| Guarânia 2x
j) |Sol maior|Ré maior|Dó maior 2x| Reggae 2 4x

Para o professor: Você pode propor inúmeros exercícios para seus alunos com a variedade
de acordes e batidas propostas no método.

Preencha os esquemas como máximo de acordes que você estudou. (pág. 33).

18
CAPÍTULO 4 – CIFRAS I

Objetivo: compreender e ler cifras.

O QUE É CIFRA?
Cifra é uma codificação usada para representar acordes. Usamos cifras por que elas
facilitam a identificação dos acordes, principalmente durante um momento de execução
de uma música.

Os acordes são representados pelas sete primeiras letras do alfabeto. Essas letras (cifras)
podem ser acompanhadas por outras letras, por sinais e números 1.

Lá  A
Si  B Sustenido  #
Dó  C Bemol  b
Ré  D Menor  m
Mi  E Sétima  7
Fá  F
Sol  G

Veja agora como escrevemos as cifras junto aos símbolos e como devemos ler.

Cifra Como ler


C Dó maior
Cm Dó menor
C# Dó sustenido
Cb Dó bemol
C7 Dó com sétima

Para o professor: Mostre aos seus alunos exemplos de como as cifras são postas sobre as
letras das músicas, através de músicas impressas ou projetadas em slide. A cifra deve ser
colocada, exatamente, acima da sílaba da palavra, onde o acorde é tocado.

VAMOS PRATICAR?
Preencha a tabela abaixo escrevendo como devemos ler as cifras. Logo em seguida,
preencha a segunda tabela colocando as cifras correspondentes.

Cifra Como ler


A ______________________________________________
Bm

1Observação: existem outros símbolos, números e letras que podem ser utilizado junto às letras que
representam os acordes. No entanto, o objetivo deste material é aplicar a cifra apenas para o estudo dos
acordes maiores, menores e com sétima.

19
D#
F7
Eb
G
C

Como ler Cifra


Fá menor............................................................... A#
Sol sustenido
Ré maior
Mi menor
Dó com sétima
Lá bemol
Si maior

Execute os acordes abaixo identificando-as pelas cifras.

a) |Em|Em|D|D| Movimento 2 4x
b) |A|E|D|A| Movimento 5 4x
c) |C|Am|C|Am| Balada 4x
d) |E|A|E|A| Reggae 4x
e) |G|C|G|C| Guarânia 4x
f) |D|G|D|A| Balada 4x
g) |Em|C|G|D| Rock 4x
h) |G|D|Em|D|G|D|Em|C| Pop Rock 2x
i) |Dm|C|Dm|C| Rock 4x
j) |D|D|Em|Em|A|A|D|D| Valsa 2x
k) |D|A|G|D|D|Em|A|D| Reggae 2 2x
l) |Am|E|Am|E| Balada 4x
m) |Am|Am|G|G| Guarânia 4x

Para o professor: explique ao aluno que, para cada acorde ele deverá tocar, contando de 1
a 4. Você pode escolher qualquer um dos movimentos ou um dos ritmos estudados no
capítulo 2 para executar os acordes neste exercício. Você também pode criar outras
combinações de acordes.

20
CAPÍTULO5 – NOTAS MUSICAIS2

Objetivo: Conhecer os sons musicais que utilizamos, ouvimos e cantamos.

ESCALA NATURAL
As notas musicais são alturas que podem variar entre graves (som da 6ª corda do violão)
ou agudas (som da 1ª corda do violão).Quando cantamos ou tocamos a escala natural a
começar por Dó, partimos do grave que vai ficando mais agudo. Veja como é disposta a
escala natural:

O conjunto das sete notas sempre se repete, assim como os degraus de uma escada.
Depois da nota Si a sequência é repetida novamente, só que as notas vão ficando mais
aguda.

TOM E SEMITOM
Todas as notas no braço do violão são dispostas em semitom, por exemplo: temos um
semitom quando voltamos ou adiantamos uma casa. Temos um tom no braço do violão
quando voltamos ou adiantamos duas casas. Dentro de um tom existem dois semitons.
No braço do violão os tons e os semitons são da seguinte maneira:

Para o professor: É importante tocar as notas em semitom e tom exemplificando para


seus alunos.

NOTAS ALTERADAS

2Observação: este capítulo não se aplica ao estudo da escala natural, nem das demais escalas. Mas como
assunto introdutório para o aluno conhecer a escala cromática e entender como a escala está disposta no
braço do violão.

21
Quando uma das sete notas musicais é alterada em meio tom acima ou abaixo, ficando
mais grave ou mais aguda que a natural, a nota recebe outro nome e outro som.

Sustenido Bemol
Quando alterada um semitom acima, a nota fica Quando alterada um semitom abaixo, a nota
mais aguda. fica mais grave.

Para o professor: para estudo das notas alteradas, você precisará exemplificar no violão
aos seus alunos. Se necessário pedir para que eles repitam no instrumento para que o
assunto fique claro. Seus alunos devem perceber a diferença entre notas naturais e
alteradas.

NOTAS ENARMÔNICAS 3
Quando as sete notas sofrem alterações de um semitom acima ou abaixo, nos levam a
pensar que são vinte e um sons (7 naturais + 7 em sustenido + 7 em bemol). Mas, na
verdade são apenas doze sons musicais (veremos mais à frente). Sendo assim, algumas
notas ou acordes irão soar o mesmo som, sendo que têm nomes diferentes. Pode parecer
algo confuso, mas trata-se de uma organização de nomenclatura das sequências das
tonalidades.

Alteração Notas enarmônicas


Sustenido C# D# E# F# G# A# B#
Bemol Db Eb F Gb Ab Bb C

Alteração Notas enarmônicas


Bemol Cb Db Eb Fb Gb Ab Bb
Sustenido B C# D# E F# G# Ab

ESCALA CROMÁTICA
Esta é a escala composta por doze notas musicais que está disposta no braço do violão. A
escala cromática é disposta em semitom e se repete várias vezes no braço do violão. A

3Observação: este capítulo não tem a intenção de aplicar o estudo da teoria musical. Também não é foco do
capítulo o aprofundamento de notas enarmônicas. Se for o caso de ensinar juntamente com a partitura, aí há
a necessidade do aprofundamento deste assunto.

22
Escala cromática é muito importante, pois nela estão contidos os sons musicais que
ouvimos no dia a dia, que executamos com os instrumentos e cantamos. A escala é
disposta da seguinte maneira:

No braço do violão a escala cromática se repete mais de uma vez. Veja no exemplo abaixo:

Corda solta 1ª casa 2ª casa 3ª casa 4ª casa 5ª casa 6ª casa 7ª casa 8ª casa
E F F# G G# A A# B ...
B C C# D D# E F F# ...
G G# A A# B C C# D ...
D D# E F F# G G# A ...
A A# B C C# D D# E ...
E F F# G G# A A# B ...

VAMOS PRATICAR?
Marque um X na imagem que melhor representa a Escala Natural.

(0) (0)

(0) (0)

Preencha a tabela com as notas da Escala Cromática e acrescente as notas enarmônicas.

C D D# E F G A B C
- Db - - - - - Bb - -

Preencha os espaços abaixo com os nomes Tom e Semitom, correspondente à distância


entre as notas.

C ____________________ D Bb ____________________ C B ____________________ C#


C ____________________ Db Db ____________________ Eb A ____________________ B
D ____________________ Eb Eb ____________________ F F ____________________ G
E ____________________ F G# ____________________ A D ____________________ E
A ____________________ Bb F# ____________________ G B ____________________ C

23
CAPÍTULO6 – ACORDES II

Objetivo: executar acordes maiores, menores e com sétima com o uso da pestana.

O QUE É UMA PESTANA?


Pestana é um procedimento feito com o dedo indicador (dedo 1) da mão esquerda. O
qual permite que as cordas sejam pressionadas dentro de uma casa. Veja nos exemplos
abaixo:

Exemplo de pestana inteira Exemplo de meia pestana

Para executar acordes em pestana, não basta o dedo indicador da mão esquerda, mas
também os dedos médio, anular e mindinho (dedos 2, 3 e 4) da mão esquerda. Executar
acordes em pestana tem mais vantagens do que desvantagens. Requer um pouco mais de
paciência do aprendiz. No entanto, podemos executar vários acordes em pestana
aprendendo apenas uma das posições de acordes em pestana, podendo ser executado
em qualquer casa do braço do violão. Veja um exemplo de um acorde com pestana e de
como os dedos da mão esquerda devem estar posicionados:

Dedos 1, 2, 3 e 4 Dedo polegar

24
Neste capítulo, você irá aprender a executar 36 acordes em pestana utilizando apenas
seis posições de acordes em pestana. Para tal exercício iremos utilizar a Escala
Cromática para identificação dos demais acordes.

ACORDES MAIORES

F A#

Siga o passo a passo atentamente.

1. Escolha um dos acordes maiores (fá maior ou lá sustenido maior) e posicione


bem os dedos, conforme mostra a ilustração;
2. Agora, escreva a escala cromática em um papel ou no quadro, como desejar e
identifique o nome do acorde que você escolheu na escala cromática, circulando-o;
3. Até aqui, confirme se você está posicionando os dedos de forma correta e se está
na primeira casa, certo? Se você confirmou, está executando um fá maior ou lá
sustenido;
4. Observe bem o acorde novamente e faça o mesmo na segunda casa. Executando o
acorde, você irá perceber que é outro som, certo?
5. Agora identifique o nome do acorde que você executou consultando a escala
cromática. Lembra que você circulou o nome do primeiro acorde que fez? Qual é o
próximo nome do acorde na escala cromática? Se você escolheu o fá maior, na
segunda casa você terá um Fá sustenido maior, certo? Mas, se escolheu um lá
sustenido maior, na segunda casa terá um si maior. Por exemplo:

1ª casa 2ª casa 3ª casa 4ª casa 5ª casa


A# B C C# D
F F# G G# A

6. Se você executar o mesmo modelo do acorde de fá maior na terceira casa, que


acorde será? Um sol maior, certo? Basta que execute o modelo do acorde correto,
em todas as casas;
7. Se você conseguiu entender e executar o próximo acorde, repita o mesmo
processo, de casa em casa e consultando a escala cromática para saber os nomes
dos acordes. Se você não conseguiu entender e executar, leia atentamente o passo
a passo, você consegue!

25
8. Entendeu a fórmula? Agora é só praticar! Repita o mesmo com os acordes
menores e com sétima. Esteja sempre atento quanto à posição do acorde, se o
modelo do acorde for maior, ele continuará sendo maior, irá mudar apenas o som
e o nome do acorde com a mudança da casa.

ACORDES MENORES

Fm A#m

ACORDES COM SÉTIMA

F7 A#7

Esta tabela abaixo irá auxiliar em seu aprendizado, logo você estará executando os
acordes maiores, menores e com sétima em pestana.

1ª casa 2ª casa 3ª casa 4ª casa 5ª casa 6ª casa 7ª casa 8ª casa 9ª casa ...
A# B C C# D D# E F F# ...
F F# G G# A A# B C C# ...

VAMOS PRATICAR?
Execute os acordes abaixo. Você pode variar entre os modelos de acordes sem pestana.

a) |C|C|F|F| Movimento 1 2x
b) |F|F|Dm|Dm| Movimento 1 2x
c) |B|B|E|E| Movimento 3 2x
d) |A|A|F#m|F#m| Movimento 2 2x
e) |D|D|Bm|Bm| Movimento 1 2x
f) |F#|F#|B|B| Movimento 4 2x

26
g) |G|G|Cm|Cm| Movimento 5 2x
h) |E|E|Cm|Cm| Movimento 1 2x
i) |G#|G#|C#|C#| Movimento 3 2x
j) |A#m|A#m|G#|G#| Movimento 4 2x

Agora, você deverá executar os acordes apenas em pestana.

a) |C|G7| Movimento 5 4x
b) |A|D| Movimento 5 4x
c) |F|Bb| Movimento 2 4x
d) |Bb|Eb| Movimento 1 4x
e) |Dm|C| Movimento 3 4x
f) |Am|G| Movimento 4 4x
g) |Em|D| Movimento 4 4x
h) |E|B| Movimento 2 4x
i) |B|F#| Movimento 1 4x
j) |G|C| Movimento 3 4x

27
CAPÍTULO7 – AFINAÇÃO DO VIOLÃO

Objetivo: aprender a afinar as cordas do violão.

POR QUE AFINAR AS CORDAS DO VIOLÃO?


Afinar as cordas do violão é colocar as cordas do instrumento em sua devida organização.
Um violão com cordas desafinadas ou fora de sua afinação tradicional, ao executar
acordes, resultará em uma sonoridade diferente da comum. É importante que o
violonista perceba quando está desafinado e que deve mantê-lo sempre afinado. Lembra
que estudamos sobre o nome das cordas? Os nomes são Mi, Si, Sol, Ré, Lá e Mi, não é?
Sendo assim, as cordas devem ser afinadas em seus respectivos nomes. Vamos relembrar
os respectivos nomes e numeração:

Existem diversas maneiras de afinar as cordas de um violão. Quando estamos


aprendendo, é interessante utilizar alguma referência. Neste capítulo iremos aprender a
afinar as cordas do violão de três maneiras: utilizando um afinador, pelas cordas
afinadas do próprio violão e por um violão já afinado.

O QUE É UM AFINADOR E COMO UTILIZÁ-LO?


O afinador é um objeto que vai identificar em que nota a corda está ao tocá-la. Ao tocar a
1ª corda, Mi, se a corda estiver afinada, irá aparecer na tela do afinador a letra E, cifra de
Mi. Caso não apareça a letra E, a 1ª corda do violão encontra-se desafinada.

Para o professor: você pode solicitar a turma, caso tenham o aplicativo do afinador no
celular, para conferir a afinação da 1ª corda. Caso, apenas você tenha o aplicativo do
afinador no seu celular, toque a 1ª corda do seu violão e mostre a turma o que aparece na
tela do afinador.

Ao afinar as cordas do violão utilizando o afinador, podemos utilizar a escala cromática


como referência. No momento em que a corda E está em D, você terá que girar a tarraxa,
tencionando a corda. Enquanto você tenciona a corda, a afinação vai subindo, passando
pelas notas D, D# e, finalmente chega em E.

Lembra da fórmula que utilizamos para aprender os acordes em pestana? Iremos utilizá-
la novamente para aprender a afinar as cordas do violão por um afinador.

28
1. Escreva a escala cromática em um papel ou no quadro, como desejar e identifique
o nome da 1ª corda na escala cromática, circulando-o;
2. Aproxime o afinador do seu violão e toque a 1ª corda. Se apareceu E e o ponteiro
do afinador está centralizado, a 1ª corda está afinada. Retorne ao passo tentando
afinar as demais cordas. Se estiver desafinada prossiga para o passo 3;
3. Se apareceu outra nota, você deverá observar na escala cromática se esta nota
está antes ou depois de E. Se estiver antes, você deve tencionar a tarraxa para que
a afinação chegue em Mi. Se estiver depois, você deve afrouxar a tarraxa até a
afinação chegar em Mi. Sempre visualizando a tela do afinador;
4. Se você não conseguiu afinar, leia atentamente os passos. Se você conseguiu, tente
afinar as demais cordas.

Para o professor: você deve ter todo cuidado com o processo de afinação por parte de seus
alunos. Peça-os para girarem as tarraxas com cuidado. Caso tenha muitos alunos, chame
um por vez para tentar afinar uma corda.

USANDO AS CORDAS AFINADAS DO PRÓPRIO VIOLÃO COMO REFERÊNCIA


Para tal exercício, seu violão deve estar, ao menos, com uma corda afinada.

1. Para afinar a 1ª corda, podemos compará-la com a 6ª corda solta, que também é
Mi ou então pressionara 2ª corda na quinta casa, onde teremos o mesmo som;
2. Para afinar a 2ª corda, pressione a 3ª corda na QUARTA casa.
3. Para afinar a 3ª corda, pressionamos a 4ª corda na quinta casa;
4. Para afinar a 4ª corda, pressione a 5ª corda na quinta casa e compare com o da 4ª
corda solta;
5. Para afinar a 5ª corda, pressione a 6ª corda na quinta casa e compare o som com a
5ª corda solta, girando a tarraxa, afrouxando ou tencionando, até o som ficar igual.
6. Para afinar a 6ª corda, você pode se basear pela 1ª corda solta, que também é Mi.

Afinar dessa maneira, pode levar algum tempo de dedicação e treinos para que a
execução seja perfeita. A vantagem dessa forma de afinação é que todas as vezes que
executá-la estará treinando sua percepção.

Para o professor: Este exercício é um pouco complexo para os alunos iniciantes. Você deve
aplicar cada passo acima explicando de maneira minuciosa, propondo aos alunos
aprenderem um passo por vez. Mas não deixe de ensiná-los, pois a cada vez que tiverem
que tocar músicas, deverão, antes afinar o violão. Consequentemente estarão praticando a
afinação do violão e treinando a percepção auditiva.

AFINANDO POR UM VIOLÃO AFINADO


Afinar o violão tendo como referência um violão com as cordas já afinadas requer mais
dedicação e a utilização da percepção do aprendiz.

29
Para a realização dessa tarefa, será necessário o uso de um violão já afinado. Siga
atentamente aos passos:

1. Enquanto o professor toca a 1ª corda do violão afinado, os alunos, com seus


violões devem ouvir atentamente e perceber se a corda está com a afinação baixa
ou alta;
2. Se houver muitos alunos na turma, a afinação deverá ser feita por um de cada vez;
3. Se o aluno achar que está igual à corda afinada, deverá aguardar para afinar as
demais. Se o professor de violão perceber que não está afinado, pode sugerir
usando os seguintes exemplos: confira novamente! Falta pouco! Está melhorando!
E deixar o aluno trabalhar sua percepção auditiva, mesmo que a afinação não
fique perfeita;
4. Repita esse procedimento com todos os alunos, se possível.

Para o professor: Você pode explorar ao máximo esses exercícios sobre a afinação do
violão com seus alunos. Durante os exercícios realizados por cada aluno, seus alunos
podem participar sugerindo sobre a afinação do colega: A corda do colega está igual a do
violão afinado? Todos concordam que está afinada a corda do colega? Fazendo com que
eles interajam entre si.

30
DICIONÁRIO DOS ACORDES ESTUDADOS

ACORDES MAIORES

C C C C# C# D

D D# E E F F

F# F# G G G# A

A A# A# B B

ACORDES MENORES

Cm Cm C#m C#m Dm Dm

D#m Em Em Fm Fm F#m

F#m Gm G#m Am Am A#m

31
A#m Bm Bm

ACORDES COM SÉTIMA

C7 C7 C7 C7 C#7 C#7

C#7 D7 D7 D#7 F7 F7

F7 F#7 F#7 F#7 G7 G7

G7 G#7 G#7 A7 A7 A7

A#7 A#7 A#7 B7 B7 B7

32
Exercício referente à página 18.

33

Você também pode gostar