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Alysson Rodrigo Prioli Major

Estudo Relacionado ao Controle de Potência em Redes Móveis, com


Ênfase aos Esquemas Utilizados no LTE

Trabalho de Estudo Dirigido apresentado à


Disciplina TE-748 Estudo Dirigido, Setor de
Tecnologia, Universidade Federal do Paraná,
como requisito para a conclusão do curso de
Mestrado

Universidade Federal do Paraná – UFPR


Departamento de Engenharia Elétrica
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica

Orientador: Prof. Dr. Luis Henrique A. Lolis

Curitiba
2015

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Índice de Figuras
Figura 1 – Evolução da Tecnologia Móvel.................................................................8
Figura 2 – Disposição dos canais físicos.................................................................17
Figura 3 – Disposição dos canais físicos.................................................................19
Figura 4 – Controle de potência de malha aberta e malha fechada........................22
Figura 5 – Esquema de Controle de potência de malha aberta..............................23
Figura 6 – Esquema de Controle de potência de malha fechada............................24
Figura 7 – Sequência de Controle de Potência em Downlink..................................25
Figura 8 – Octeto MAC............................................................................................31
Figura 9 – Exemplo de mensagem de PRACH.......................................................35
Figura 10 – Fórmula de controle de potência em Uplink para PUSCH no LTE.......38
Figura 11 – Fórmula de controle de potência em Uplink para PUCCH no LTE.......40

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Índice de Tabelas
Tabela 1 – Tabela de nível de energia GSM para GSM 900....................................11
Tabela 2 – Tabela de nível de energia GSM para GSM 1800..................................12
Tabela 3 – Tabela de nível de energia GSM para GSM 1900..................................12
Tabela 4 – Tabela de classe de energia GSM..........................................................13
Tabela 5 – Potência Máxima de transmissão do UE...............................................28
Tabela 6 – Mapeamento do campo de comando TPC.............................................30
Tabela 7 – Campo de Power headroom...................................................................32
Tabela 8 – Mapeamento de relatório do Power Headroom.....................................32

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Sumário
1. Introdução....................................................................................................5
1.2. Breve Histórico da Telefonia Móvel.......................................................5
1.2.1. 1G...................................................................................................5
1.2.2. GSM (2G).......................................................................................5
1.2.3. GPRS..............................................................................................6
1.2.4. EDGE..............................................................................................6
1.2.5. 3G...................................................................................................6
1.2.6. HPSA (e HPSA+)............................................................................7
1.2.7. 4G...................................................................................................7
2. Controle de Potência....................................................................................9
2.1. Introdução.............................................................................................9
2.2. Controle de potência em redes 2G........................................................9
2.3. Controle de potência e agendamento em redes 3G / 4G....................13
2.4. Controle de potência no sistema WiMax.............................................14
3. Rede LTE...................................................................................................16
3.1. Conceitos da Rede LTE.......................................................................16
4. Controle de potência no LTE......................................................................20
4.1. Conceitos Básicos...............................................................................20
4.2. Esquemas de Controle de Potência....................................................21
4.2.1. Controles de potência Lentos e Rápidos (Slow e fast).................21
4.2.2. Controles de potência de malha aberta e fechada (OLPC e CLPC)
................................................................................................................21
4.2.3. Controles de potência Híbridos.....................................................21
4.3. Controle de Potência de Malha Aberta e fechada (Open-loop & Close-
loop power control).....................................................................................21
4.3.1. Considerações Gerais..................................................................21
4.3.2. Controle de potência de malha aberta (open loop).......................22
4.3.3. Controle de potência de malha fechada (closed loop)..................24
4.3.4. Consideração sobre as Fórmulas.................................................36
4.3.5. Efeito do controle de potência de malha fechada no UL RSSI.....37
4.3.5.1. No PUSCH.................................................................................37
4.3.5.2. No PUCCH.................................................................................39
5. Conclusão..................................................................................................41
6. Referências................................................................................................42

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1. Introdução

No trabalho de estudo dirigido focaremos em controle de potência do sistema de


telefonia móvel LTE (Long Term Evolution), mas para entendermos melhor a evolução,
inicialmente faremos um breve histórico sobre as tecnologias anteriores e seus métodos
de controle de potência, quando pertinentes.

1.2. Breve Histórico da Telefonia Móvel


1.2.1. 1G

O 1G se refere à primeira geração da tecnologia de telefonia móvel sem fio, analógica,


introduzida no começo dos anos oitenta por diversos fabricantes diferentes ao redor do
mundo. A tecnologia dependia de modems externos acoplados aos aparelhos para fazer a
troca de dados, e tinha velocidades de download que ficavam sempre abaixo dos 10 Kbits
por segundo.
Os primeiros aparelhos ligados a essa rede sofriam ainda com outro problema de
compatibilidade, já que as primeiras redes móveis de celular não possuíam uma
padronização, cada fabricante buscava uma forma de implantar sua rede de telefonia,
gerando um ônus muito grande para o usuário, pois os aparelhos eram incompatíveis,
com redes incompatíveis e muitas vezes com pessoas que migravam entre países.

1.2.2. GSM (2G)

Esta sigla significava Global System for Mobile Comunication (ou Sistema Global para
Comunicação Móvel, em tradução livre), o GSM, também conhecido como 2G, já mostra
logo de cara sua função: o protocolo foi o responsável pela padronização da telefonia
móvel. Uma das principais vantagens do 2G é que as conversas passaram de analógicas
para a criptografia digital, o que as tornava muito mais eficientes na ocupação do espectro
de telefonia, fato que colaborou para a expansão mobile.
O GSM começou a ser desenvolvido por países europeus que buscavam o fim dos
problemas de incompatibilidade do 1G ainda na década de 80, mas só entrou em
atividade em 1991, quando a primeira ligação na rede foi feita. Para que isso fosse
possível já estavam sendo criados padrões para todos os fabricantes se juntarem, para

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que falassem a mesma língua e tivessem compatibilidade de qualquer tipo de aparelho
em redes pelo mundo inteiro.
As primeiras experiências com a rede já mostravam taxas de transferência de até 97
Kbps (apesar de não ser a velocidade final vista pelo usuário), o que já permitiu pequenos
avanços, como o download de e-mails para o celular, por exemplo.

1.2.3. GPRS
Também chamada por alguns especialistas a rede "2,5G", o General Packet Radio
Service (ou Serviço de Rádio de Pacote Geral) trouxe uma melhora significativa para as
transmissões móveis, aumentando as taxas de transferência de dados em redes GSM –
apesar de ainda não chegar no patamar do conhecido 3G.
Com velocidades de cerca de 32 Kbps a 80 Kbps para o usuário final, o GPRS trouxe
algumas funcionalidades, como a utilização simultânea de dados e voz e o acesso
imediato e permanente à rede de dados, que não estavam presentes no GSM. As taxas
ainda não eram tão boas para a experiência de acesso à Internet, mas empresas de
Telecomunicações começaram a usar (a tecnologia) para caixas eletrônicos (ATMs), por
exemplo, como uma boa solução para montar uma ATM sem ter que conversar com a
prefeitura para levar cabos elétricos.

1.2.4. EDGE
O EDGE, ou Enhanced Date Rates For GSM Evolution (Taxas de Dados Ampliadas
para a Evolução do GSM), é uma sigla bem mais conhecida por usuários atuais de
telefonia móvel, também conhecido como o próximo passo da evolução do GPRS. Apesar
de já ser considerado uma tecnologia de terceira geração (3G), o EDGE é chamado por
alguns especialistas de "2.75G", representando mais um degrau na escada de evolução
das redes móveis, com uma capacidade de banda de até 236 Kbps. O EDGE, na parte de
dados, foi o limítrofe entre o 2G e o 3G, foi a porta de entrada para as redes 3G.

1.2.5. 3G
O 3G marcou uma maneira mais eficiente de se navegar na internet em redes sociais e
utilizar o smartphone em tarefas do dia a dia como comunicação VoIP, em vídeo,
mensagens de e-mail e mensagens instantâneas. O 3G passou a ser oferecido em 2001
em regiões como Japão, China e Europa através do sistema UMTS (Universal Mobile
Telecommunications System, ou Sistema Móvel de Telecomunicações Universal),
oferecendo velocidades que pela primeira vez atingiam a casa dos megabits por segundo.
Como a rede não utilizava a mesma frequência de rádio da geração anterior, a adoção
do padrão foi mais lenta, já que as operadoras precisaram investir nas novas redes e
bandas.

6
1.2.6. HPSA (e HPSA+)
Da mesma maneira que algumas vezes passamos do 3G para o EDGE, é possível
navegar na rede HPSA, considerada uma evolução do 3G rumo ao 4G (algo como o
"3.5G"). Sua sigla significa High Speed Packet Access (ou Pacote de Acesso de Alta
Velocidade), que amplifica e melhora o desempenho do 3G através do uso dos protocolos
HSDPA e HSUPA. Lançado em 2008 e adotado mundialmente em 2010, o padrão permite
velocidades hipotéticas de até 84 Mbps de download em sua versão mais atual, o HPSA+.

1.2.7. 4G
A rede 4G, também conhecida como LTE, sigla para Long Term Evolution (ou Evolução
de Longo Prazo), é o padrão mais recente e ainda em implantação pelo mundo. A rede 4G
representa um momento importante na área das telecomunicações, no qual o usuário
deixa de aceitar uma banda de transmissão menor para se ganhar a mobilidade, o que
acontecia até a geração anterior, para passar a exigir ambos em seus dispositivos:
portabilidade e banda larga.
Em 2009, ficou claro que, em algum momento, as redes 3G ficariam sobrecarregadas
com o crescimento de aplicações que utilizam banda larga como a transmissão de mídia.
[10] Consequentemente, a indústria começou a procurar tecnologias de 4ª geração
otimizada em dados, com a promessa de melhorias de velocidade até 10 vezes em
relação às tecnologias 3G existentes. As duas primeiras tecnologias comercialmente
disponíveis faturadas como 4G foram o padrão WiMAX (oferecido nos EUA pela Sprint) e
o padrão LTE, oferecido pela primeira vez na Escandinávia pela TeliaSonera.
Uma das principais maneiras pelas quais a 4G diferiu tecnicamente da 3G foi a
eliminação da mudança de circuito, em vez disso, empregava uma rede de todos os IP.
Assim, o 4G inaugurou um tratamento de chamadas de voz, assim como qualquer outro
tipo de mídia de transmissão de áudio, utilizando a troca de pacotes através de redes de
Internet, LAN ou WAN via VoIP. [11]

Figura 1 – Evolução da Tecnologia Móvel

7
8
2. Controle de Potência

2.1. Introdução

Os mecanismos de controle de potência desempenham um papel importante no


sucesso da maioria dos sistemas celulares digitais. O controle de potência oferece
benefícios substanciais para a operação eficiente e justa do sistema móvel, suporta
adaptações de qualidade de serviços (QoS – Quality of Service) como controle de taxa e,
no entanto, os algoritmos básicos de controle de potência envolvem feedback com
apenas 1 bit e são simples de implementar. Isso motiva a maioria dos sistemas celulares
a incorporar o controle de potência na especificação da camada física do padrão.
As implementações de controle de potência em sistemas celulares geralmente
consistem em controle de potência de circuito aberto (OLPC – Open Loop Power Control)
e controle de potência de circuito fechado (CLPC – Close Loop Power Control).

2.2. Controle de potência em redes 2G

Os primeiros sistemas celulares digitais são tipicamente referidos como sistemas 2G


para separá-los dos sistemas celulares analógicos 1G. Os sistemas 2G foram projetados
principalmente para voz que é gerada a uma taxa de bits fixa, e os mecanismos de
controle de potência foram orientados para a segmentação de um SIR (Signal-to-
interference Ratio) fixo, determinado pela qualidade da voz que precisa ser suportada.
A Qualcomm propôs um esquema OLPC para um sistema celular baseado em CDMA,
onde a potência de transmissão é inversamente proporcional a potência recebida [4]. O
esquema OLPC foi melhorado por um esquema CLPC onde as potências de recebimento
foram igualados através de uma realimentação de 1 bit [6]. Esta solução de controle de
potência para o problema near-far foi fundamental para permitir o sucesso das redes
CDMA.
Algoritmos CLPC mais recentes implementam uma versão discretizada do algoritmo
DPC (Distributed Power Control) onde o feedback da BS (Base Station) é limitado a um
número finito de bits e a potência de transmissão no MS (mobile station) é alterada por
uma atualização de tamanho passo a passo com base no feedback. O feedback é
tipicamente de 1 ou 2 bits, e representa um incremento ou diminuição do nível de energia
em vez do nível de potência absoluta. Por exemplo, um feedback de controle de potência
de 1 bit com um tamanho de passo de δdB aumenta a potência de transmissão por δdB
se o feedback for "0" e diminui a potência de transmissão se o feedback for "1". É

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mostrado em [7] que esta implementação CLPC converge para dentro de 2δdB do alvo
SIR. Um feedback de dois bits (mais precisamente, um feedback de 3 ou 1.5 bits)
aumenta ou diminui o nível de potência de transmissão por δdB ou mantém a potência de
transmissão no mesmo nível com base no feedback. O resultado em [164] mostra que o
feedback de 3 níveis converge para dentro de δdB do alvo SIR.
A frequência de feedback apresenta um trade-off entre a sobrecarga de controle de
potência e a tolerância doppler. Por exemplo, é mostrado em [8] que o número de
usuários em um setor IS-95 que pode ser suportado diminui em 25% quando o doppler
muda de 25Hz para 50Hz com uma taxa de atualização de controle de potência de 800
por segundo. A escolha do tamanho do passo apresenta um trade-off entre tolerância
doppler, robustez e eficiência espectral.
Normalmente, o doppler superior requer tamanho de passo maior para poder
acompanhar os fades rápidos. Um cálculo aproximado mas útil dos níveis de tolerância
doppler com base na taxa de feedback CLPC e nos parâmetros do tamanho passo é o
seguinte. Se o feedback for na taxa de atualizações de F a cada segundo e o tamanho do
passo é δdB, então um fade de Rayleigh até 30dB requer 30 / (F δ) segundos para
retornar o nível de energia ao nominal. Isto implica que o tempo de coerência do canal
não pode ser inferior a 30 / (F δ) segundos ou equivalente ao doppler não superior a F δ /
30Hz. No entanto, os tamanhos de passo maiores resultam em maior variação do SIR no
estado estacionário e variações maiores quando os dopplers excedem o que pode ser
suportado. Portanto, os tamanhos de passo precisam ser escolhidos com cuidado.
O CLPC é um componente importante do sistema baseado em CDMA IS-95 [9] onde os
setores vizinhos usam a mesma frequência. Isso ajuda a minimizar a interferência
intersetorial e a reutilização de frequência de uma. Além disso, os MSs no mesmo setor
de um sistema IS-95 não são ortógenos na ligação ascendente, uma vez que é
proibitivamente caro manter a sincronização de nível de chip CDMA entre MSs. O CLPC
garante que as MSs mais próximas da BS não expulse os MSs mais longe da BS. O
esquema CLPC no uplink no IS-95 usa feedback de 1 bit a uma taxa de 800 por segundo.
A atualização de controle de energia é em etapas de 1dB com opções de etapas menores
permitidas em revisões posteriores do padrão. Na ligação descendente, o CLPC é menos
importante, uma vez que os sinais de downlink que emanam da mesma BS são
ortogonais e, como tal, a taxa de feedback é uma vez a cada 20ms relatando um erro de
quadro em 1 bit.
O padrão 2G baseado em GSM [5] é um esquema ortogonal em que os MSs dentro de
um setor são alocados para um intervalo de tempo e frequência separado para ligação
ascendente e downlink. Manter a ortogonalidade entre os PMs do mesmo setor implica
que o recurso tempo-frequência para cada MS é limitado e o requisito SIR para
comunicação de voz é maior em comparação com o IS-95. Isso exclui a reutilização de
frequência de um em sistemas GSM. A inexistência de interferência intersetorial dos

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vizinhos imediatos de um setor e a inexistência de interferências intracelulares devido à
ortogonalidade dos SMs em um setor implicam que a necessidade de CLPC no padrão
GSM é menor em relação à IS-95. Como tal, o GSM implementa um esquema CLPC tanto
no uplink quanto no downlink com atualizações a cada 480ms com base em dois
parâmetros referidos como “RxLev” e "RxQual". O "RxLev" é o nível de potência de
recepção e o "RxQual" é a qualidade do sinal de recepção em termos de SIR ou BER (Bit
Error Rate).
As precisões necessárias para o controle de potência GSM são relativamente
rigorosas. Nos níveis máximos de potência, normalmente é necessário que sejam
controlados dentro de +/- 2 dB, enquanto isso relaxa para +/- 5 dB nos níveis mais baixos.
Os números de nível de potência variam de acordo com a banda GSM em uso. Os
números das três principais bandas em uso são dados a seguir:

Tabela 1 – Tabela de nível de energia GSM para GSM 900

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Tabela 2 – Tabela de nível de energia GSM para GSM 1800

Tabela 3 – Tabela de nível de energia GSM para GSM 1900

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Nem todos os celulares têm o mesmo nível de potência máxima. Para que a estação
base conheça o número de nível de potência máximo que pode enviar ao celular, é
necessário que a estação base conheça a potência máxima que pode transmitir. Isto é
conseguido alocando um número de classe de energia GSM para um celular. Este
número de classe de energia GSM indica à estação base a potência máxima que pode
transmitir e, portanto, o número máximo de energia da estação base pode instruí-la a
usar.
Mais uma vez, as classes de potência GSM variam de acordo com a banda em uso:

Tabela 4 – Tabela de classe de energia GSM

2.3. Controle de potência e agendamento em redes


3G / 4G

Além de voz, os sistemas celulares 3G e 4G suportam dados de taxas variáveis e


necessidades de QoS. Em vez de formular o controle de potência como um problema de
viabilidade SIR fixo, a atribuição de SIR e o controle de potência precisam ser projetados
em conjunto. A distribuição de tempo e frequência para cada MS, ao contrário do caso em
um sistema 2G, não é estática, mas depende do tráfego de chegada, das condições do
canal e das classes QoS. O agendamento refere-se à alocação de slots no tempo e
frequência para o MSs. O controle de potência determina a potência de transmissão

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alocada aos links. O controle de potência e o agendamento são, portanto, realizados em
conjunto em sistemas 3G para maximizar a eficiência do sistema.
Os recursos de tempo e frequência são divididos em pedaços que formam os blocos de
tempo-freqüência. Para cada bloco de tempo-frequência, o algoritmo de agendamento
decide o conjunto de MSs que podem participar da transmissão de dados no bloco e a
parte de controle de potência determina a taxa de transmissão de dados alocando níveis
de energia apropriados para as MS participantes através de uma potência - algoritmo de
controle. O objetivo final, seja a estabilização de filas resultantes de um conjunto de
chegadas ou a maximização de critérios em toda a rede, seja realizado através de
programação e seleção de taxa através do controle de potência.
O mecanismo de agendamento requer um canal de controle sobre o qual a alocação
dos MSs para um determinado intervalo de tempo-frequência é indicada para os MSs.
Este overhead é um fator importante a considerar no projeto do agendador. Se o padrão
de tráfego sobre os links for previsível, pode ser benéfico pré-alocar recursos de tempo-
frequência e reduzir este overhead associado com uma implementação explicita no
agendador. Esse sistema é então um sistema não programado que suporta taxas de
dados mais uniformes em comparação com um sistema agendado. Por exemplo, o
sistema 1xEVDO é um sistema agendado no downlink, mas um sistema não programado
no uplink. Um sistema não programado ainda foi projetado para suportar diferentes taxas
de dados de acordo com os requisitos de tráfego, mas seria eficiente apenas para
suportar taxas de dados uniformes.
Um fator importante que determina a capacidade total de ligação ascendente em redes
comerciais é o limite de interferência, frequentemente indicado em termos de fatores IOT
(Interference over Thermal) e ROT (Raise over Thermal). Os limites IOT limitam a
interferência à célula garantindo a estabilidade da alocação de taxa na Uplink e, além
disso, limita a energia necessária para novos celulares para acessar a rede. Os valores
típicos de IOT em redes comerciais variam de 3 a 10 dB.

2.4. Controle de potência no sistema WiMax


O controle de potência no sistema sem fio WiMax de banda larga [1] baseia-se num
processo de sincronização inicial de uplink pelo qual as estações de assinantes (RSSs)
variáveis ajustam seus instantes de tempo de transmissão e potência transmitida de modo
que, a BS faça correções de energia e temporização. As correções de potência em
downlink, no entanto, não são definidas como parte do padrão e deixadas para a
implementação para serem enviadas como controles por pacotes. Espera-se que o
mecanismo de controle de potência suporte flutuações de 30dB por segundo com quedas
de pelo menos 10dB. O WiMax define um uplink agendado e a BS escolhe os MSs que

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podem transmitir em qualquer parâmetro de freqüência-tempo. O MS mantém o mesmo
nível de potência de transmissão por tom e a potência total transmitida depende do
número de tons de tráfego transmitidos.

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3. Rede LTE

3.1. Conceitos da Rede LTE


O LTE (Long Term Evolution) foi padronizado pelo 3GPP e inicialmente projetado para
prover serviços de dados, esperava-se que esta rede melhorasse substancialmente o
throughput do usuário, a capacidade do setor e reduzisse a latência do plano do usuário
trazendo uma nova experiência com total mobilidade. Esta tecnologia foi programada para
fornecer suporte ao tráfego baseado em IP com QoS fim a fim.
Ao contrário do HSPA, que foi acomodado dentro da arquitetura UMTS Release 99, o
3GPP especificou um novo núcleo baseado em comutação por pacotes, o EPC (Evolved
Packet Core), para apoiar a E-UTRAN através de uma redução no número de elementos
de rede, melhorar a redundância e permitir conexões com outros serviços.
Os principais objetivos da tecnologia LTE foram o esforço para minimizar a
complexidade do sistema e dos equipamentos dos usuários, permitirem a distribuição
flexível do espectro através de novas frequências ou das faixas já utilizadas e permitirem
a coexistência desta rede com outras redes já implantadas como o GSM e o WCDMA
além de oferecer altas taxas de downlink e uplink.
Outro ponto interessante para entender melhor onde o controle de potência atual, é
necessário falar um pouco sobre Canais e Sinalizações do LTE.
Canais Físicos
Segundo Anritsu (2010) o E-UTRAN foi desenvolvido com o conceito de rede baseada
totalmente em IP. Uma das principais consequências desta mudança é a substituição dos
elementos que utilizam a comutação por circuito por elementos baseados na comutação
por pacote. No entanto, o uso de canais compartilhados e canais de broadcast que já
foram introduzidos pelo 3GPP nas releases anteriores (ex: HSDPA, HSUPA e MBMS) são
reutilizados no LTE. Esta tecnologia não faz uso dos canais dedicados, cuja função é
transportar os dados de um usuário específico. Isto incrementa eficiência na interface
aérea, pois a rede pode controlar a utilização dos recursos em tempo real de acordo com
a demanda, e não há mais necessidade de se definir níveis fixos de recursos para cada
usuário.
Os canais de rádio do LTE estão separados em dois tipos, os canais físicos e os sinais
físicos. Os canais físicos correspondem a um conjunto de elementos que transportam as
informações provenientes das camadas mais altas (NAS). Os sinais físicos são utilizados
somente pela camada física (PHY) e não carregam nenhum tipo de informação das
camadas mais altas. (Anritsu, 2010).

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Os canais físicos podem ser classificados como canais de downlink ou uplink e estão
dispostos conforme apresentado abaixo:

Figura 2 – Disposição dos canais físicos

Downlink
Os canais físicos do downlink são apresentados a seguir:
• Physical Broadcast Channel (PBCH): A cada 40 ms o canal PBCH envia
informações sobre o sistema para que o UE possa se conectar a rede.
• Physical Control Format Indicator Channel (PCFICH): Informa para o UE o
número de símbolos OFDM utilizados para transmitir o canal de controle PDCCH.
Este canal é transmitido em todos os quadros e utiliza modulação QPSK.
• Physical Downlink Control Channel (PDCCH): Os UEs obtêm os recursos de
alocação para o uplink e downlink através deste canal.
• Physical Downlink Shared Channel (PDSCH): É mapeado no canal de
transporte DL-SCH e contêm os dados dos usuários.
• Physical Multicast Channel (PMCH): Carrega informações de multicast que
são enviadas a múltiplos UEs simultaneamente. Assim como o PDSCH, este canal
possui várias opções de modulação incluindo QPSK, 16-QAM ou 64-QAM.
Sinais Físicos
Os sinais físicos do downlink são apresentados a seguir:
• Reference Signal (RS): Os UEs utilizam o RS para estimar o canal de downlink.
O RS é o produto de uma sequência ortogonal e uma sequência pseudoaleatória. A
especificação do 3GPP identifica 504 possibilidades de sequência para este sinal.

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• Synchronization Signal (P-SS e S-SS): Os UEs utilizam o Primary
Synchronization Signal (P-SS) e o Secondary Synchronization Signal (S-SS) para
sincronizar os quadros e para requisitar informações como frequência e ID da
célula.
Uplink
Os canais físicos do uplink são apresentados a seguir:
• Physical Uplink Control Channel (PUCCH): Este canal transporta informações
de controle como o CQI, ACK/NACK em resposta as transmissões de downlink e
agendamentos de pedidos de uplink.
• Physical Uplink Shared Channel (PUSCH): É mapeado no canal de transporte
UL-SCH e contêm os dados dos usuários.
• Physical Hybrid ARQ Indicator Channel (PHICH): Carrega as informações
ACK/NACK em resposta as transmissões de uplink.
• Physical Random Access Channel (PRACH): Este canal é utilizado para
funções de acesso aleatório.
Sinais Físicos
Os sinais físicos do uplink são:
• Demodulation Reference Signal (DRS);

• Sounding Reference Signal (SRS).

Canais de Transporte
Há um esforço significativo por parte dos órgãos reguladores do LTE para simplificar o
mapeamento dos canais de transportes e canais lógicos. Os canais de transporte se
distinguem pelas características com o qual os dados são transmitidos através da
interface rádio. A camada MAC é responsável por mapear os canais de transporte nos
canais lógicos e seleciona o formato de transporte mais adequado (Motorola, 2009).
Assim como os canais físicos os canais de transporte podem ser classificados como
canais de downlink ou uplink conforme apresentados a seguir:

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Figura 3 – Disposição dos canais físicos

A definição formal da célula de serviço (“célula servidora”) a partir de 36.331 é a


seguinte:
Para um UE em RRC_CONNECTED não configurado com CA (Carrier Aggregation),
existe apenas uma célula de serviço que compreende a célula primária. Para um UE em
RRC_CONNECTED configurado com CA, o termo “células de serviço” é usado para
denotar o conjunto de uma ou mais células que compõem a célula primária e todas as
células secundárias.

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4. Controle de potência no LTE

4.1. Conceitos Básicos


Para alcançar os objetivos de melhora da velocidade de trafego de dados no LTE, a
melhora dos mecanismos de controle de potência foi de suma importância, e adequados à
nova realidade. Também teve o objetivo de melhorar a capacidade do sistema, a
cobertura e o nível de sinal (maior taxa de dados e melhor qualidade de voz), além de
reduzir o consumo de potência [13]. Este mecanismo de controle de potência
normalmente tenta maximizar a potência dos sinais recebidos pelo UE, gerando o mínimo
de interferência possível nas células adjacentes. Geralmente, quanto mais próximo um
UE estiver da borda de uma célula vizinha, maior será a interferência.o
A melhora do controle de potência buscaram muitos benefícios para o sistema, tais
como:
– O ajuste da potência de transmissão do UE para compensar o desvanecimento do
canal;
– A redução da interferência entre células;
– Evitar que o UE transmita energia excessiva;
– O eNB manter uma melhor relação sinal/ruido na recepção;
– Prolongar a vida da bateria do UE;
Em versões anteriores do sistema, baseadas na tecnologia WCDMA, era necessário
um controle rápido de potência em malha fechada com taxa de atualização
aproximadamente constante para se suportar serviços de comutação por circuito [12].
O controle de potência de downlink determina o elemento de energia por recurso
(EPRE – Energy Per Resource Element). O termo energia do recurso do elemento indica
a energia antes da inserção do CP. O termo energia do recurso do elemento também
denota a energia média tomada sobre todos os pontos de constelação para o esquema de
modulação aplicado. O controle de potência de uplink determina a potência média sobre
um símbolo SC-FDMA no qual o canal físico é transmitido.

4.2. Esquemas de Controle de Potência


Conforme a necessidade de controlar a potência entre os usuários (UE) e a estaçao
servidora (NodeB) por diversos motivos que são comentados neste documento, existem
alguns tipos de esquemas, por exemplo:

20
4.2.1. Controles de potência Lentos e Rápidos (Slow e fast)
Baseado em variação de canais para compensar as variações do mesmo.

4.2.2. Controles de potência de malha aberta e fechada (OLPC e


CLPC)
Estes esquemas estão relacionados ao conteúdo das informações que são enviadas ao
UE para configurar sua potência (feedbacks) e merecem destaque à frente neste trabalho,
uma vez que são os principais e comumente utilizados esquemas de controle.

4.2.3. Controles de potência Híbridos


Estes esquemas são provenientes da combinação entre os demais.
Podemos citar o Fast Close Loop Power Control, que gera um certo overhead no
sistema, mas permite compensar as interferências e as condições do canal com mais
precisão.
O oposto desse exemplo é o Slow Open Loop Power Control, que não exige muita
banda do sistema, pois evita o overhead de informação da eNodeB. Esse método é
simples, porém, não é apropriado para compensar variações rápidas de canal que
possam ser ocasionadas pela alta mobilidade do usuário.

4.3. Controle de Potência de Malha Aberta e fechada


(Open-loop & Close-loop power control)
4.3.1. Considerações Gerais
O controle de potência em uplink do LTE é uma combinação de mecanismos de malha
aberta e malha fechada (open-loop e closed-loop).
O exemplo mais comum do controle de potência de malha aberta (OLPC – Open Loop
Power Control) é a potência PRACH inicial. Uma vez detectado o PRACH inicial, a
potência do UE é controlada dinamicamente pelo comando TPC (Controle de Potência de
Transmissão) (campo MAC CE ou TPC em DCI 0), ou seja, a Potência de Transmissao do
UE é controlada por alguma entrada de feedback do eNB. Desta forma, o processo geral
de controle de potência forma uma malha fechada (loop fechado), isto é, CLPC (Closed
Loop Power Control).

21
Figura 4 – Controle de potência de malha aberta e malha fechada

4.3.2. Controle de potência de malha aberta (open loop)


A potência de transmissão do terminal (UE – User Equipment) depende da estimativa
da perda de percurso (path-loss) descendente (downlink) da configuração do canal. O UE
determina a sua potência de transmissão pelo seu próprio algoritmo de configuração de
potência. Este algoritmo incorpora muitas entradas, mas todas estas entradas são
provenientes de dados de medição ou de configuração interna do UE pelo UE. Não há
entrada de realimentação (feedback) da estação controladora (eNB).
Os canais comumente utilizados são:
– PRACH no acesso aleatório inicial (Random Access).
– PUSCH e PUCCH como parte do controle de potência UL.
De uma forma mais sucinta, podemos descrever o funcionamento do controle de
potência de malha aberta da seguinte forma:
- (eNodeB → UE): um bloco de informação de sistema (System Information Block –
SIB) com informações de controle de potência do enlace de subida é enviado para
especificar os parâmetros de controle de potência do enlace de subida;

22
- (UE): o terminal estima a perda de percurso do enlace de descida e a potência de
transmissão do enlace de subida;
- (UE → eNodeB): a transmissão é realizada pelo terminal.
O UE (terminal) estimará a perda de percurso do enlace de descida e se baseará na
perda de percurso e nos parâmetros lidos no canal do enlace de descida (broadcast
channel) para calcular a potência de transmissão do enlace de subida. Os parâmetros
(controle de potência do enlace de subida no SIB 2), enviados no canal de descida
(broadcast channel), incluem parâmetros específicos da célula (alpha, tamanho do passo
TPC ou Transmitter Power Control, P0NominalPUSCH, PzeroNominalPUCCH).

Figura 5 – Esquema de Controle de potência de malha aberta

4.3.3. Controle de potência de malha fechada (closed loop)

A rede pode, além disso, controlar diretamente a potência de transmissão do terminal


por meio de comandos explícitos do PC transmitidos no DL. São utilizados:
– PUSCH e PUCCH como parte do controle de potência UL.

23
O funcionamento do controle de potência de malha fechada é feito do seguinte modo:
- (UE → eNodeB): o terminal transmite dados no enlace de subida no canal PUSCH
- (eNodeB): a eNodeB mede a potência recebida dos UEs e a compara com a
referência
- (UE): o terminal ajusta a potência baseado na realimentação.
O controle de potência de malha fechada requer realimentação da eNodeB. Quando o
UE transmite, a eNodeB mede cada potência dos terminais. São feitas comparações com
uma referência, e um comando é enviado para o UE. Os comandos são enviados em um
parâmetro TPC no canal PDCCH. Comandos TPC no canal PDCCH (Physical Downlink
Control Channel): ajuste de potência - ∆PUSCH.

Figura 6 – Esquema de Controle de potência de malha fechada

4.3.3.1. Controle de Pontência em Downlink


O controle de potência de downlink determina o elemento de energia por recurso
(EPRE – Energy Per Resource Element). O termo energia do recurso do elemento indica
a energia antes da inserção do CP. O termo energia do recurso do elemento também
denota a energia média tomada sobre todos os pontos de constelação para o esquema de
modulação aplicado. Alguns Algoritmos de Reutilização de Freqüência requerem este tipo
de Controle de Potência.

24
A Figura da Sequência de Controle de Potência em Downlink mostra o diagrama de
seqüência de configuração do valor P_A de downlink para UE, destacando as interações
entre o RRC e as outras entidades.

Figura 7 – Sequência de Controle de Potência em Downlink

O algoritmo FR desencadeia RRC para alterar os valores de P_A para o UE. Em


seguida, o RRC inicia a função RrcConnectionReconfiguration para informar a UE sobre a
nova configuração. Após a configuração RrcConnectionReconfiguração bem-sucedida,
RRC pode definir o valor P_A para o UE chamando a função SetPa do CphySap, o valor é
salvo no novo mapa m_paMap que contém valores P_A para cada UE servido pelo eNb.
Quando LteEnbPhy inicia a nova subtrama, as mensagens de controle DCI são
processadas para obter o vetor de RBs usados. A função GeneratePowerAllocationMap
verifica o valor P_A para o UE, gera energia para cada RB e armazena-o em
m_dlPowerAllocationMap. Então este mapa é usado pela função
CreateTxPowerSpectralDensityWithPowerAllocation para criar Ptr txPsd.
Obs: PdschConfigDedicated (TS 36.331, 6.3.2 PDSCH-Config) foi adicionado na
estrutura e é usada no processo RrcConnectionReconfiguration.

4.3.3.2. Controle de Pontência em Uplink


O Controle de Pontência em Uplink controla a potência de transmissão dos diferentes
canais físicos ascendentes (Uplink).

25
Obs: Esta funcionalidade é descrita na seção 3GPP TS 36.213, seção 5.
Dois mecanismos do Controle de Pontência em Uplink são implementados:
– Uplink Power Control de loop aberto: a potência de transmissão do UE depende da
estimativa da perda de caminho de downlink e da configuração do canal.

– Uplink Power Control de Loop fechado: como em Open Loop, além disso, o eNB
pode controlar a potência de transmissão do UE Por meio de comandos de TPC (controle
de potência de Transmissão) explícitos transmitidos no downlink.

Para o Controle de Potência de Loop fechado temos dois modos disponíveis:

– Modo absoluto: TxPower é calculado com valores absolutos de TPC (Transmit Power
Control).
– Modo acumulativo: TxPower é calculado com valores de TPC acumulados.
Um conceito importante é a definição formal da célula de serviço ("célula servidora").
A partir da TS 36.331 é a seguinte:
- Para um UE em RRC_CONNECTED não configurado com CA (Carrier Aggregation),
existe apenas uma célula de serviço que compreende a célula primária. Para um UE em
RRC_CONNECTED configurado com CA, o termo “células de serviço” é usado para
denotar o conjunto de uma ou mais células que compõem a célula primária e todas as
células secundárias.
A agregação de portadora (CA – Carrier Aggregation) é usada em LTE-Advanced para
aumentar a largura de banda, aumentando assim a taxa de bits. A agregação de
portadora pode ser usada tanto para FDD como para TDD.

4.3.3.2.1. Controle de Pontência em Uplink para PUSCH (Canal


físico compartilhado de uplink)

A configuração da potência de Transmissão do UE para uma transmissão do Canal


Compartilhado Físico (PUSCH) é definida da seguinte forma:

26
4.3.3.2.1.1. Se o UE transmite PUSCH sem um PUCCH
simultâneo para a "célula servidora" c

A potência de transmissão do UE P_ {PUSCH, c} (i) para a transmissão PUSCH na


subtrama i para a "célula servidora" c é dada por:

4.3.3.2.1.2. Se o UE transmite PUSCH com um PUCCH


simultâneo para a "célula servidora" c

A potência de transmissão do UE P_ {PUSCH, c} (i) para a transmissão PUSCH na


subtrama i para a "célula servidora" c é dada por:

4.3.3.2.1.3. Se o UE não estiver transmitindo PUSCH para a


"célula servidora" c

Para o acúmulo de comando TPC recebido com o formato DCI 3 / 3A para PUSCH, o
UE deve assumir que a potência de transmissão do UE P_ {PUSCH, c} (i) para o PUSCH
a transmissão na subtrama i para a "célula servidora" c é calculada por:

Onde:

27
- é a potência de transmissão do UE configurada definida no 3GPP 36.101.
Tabela 6.2.2-1 na subtrama i para “célula servidora” c e é o valor linear de
. O valor padrão para é de 23 dBm.

Tabela 5 – Potência Máxima de transmissão do UE

- é a largura de banda da atribuição de recursos PUSCH expressa em


número de blocos de recursos válidos para subtrama i e “célula servidora” c.
- - é um parâmetro composto pela soma de um
componente e fornecido a partir de camadas superiores para j =
{0,1} e um componente fornecido por camadas mais altas para j = {0,1} para a "célula

28
servidora" c. A mensagem SIB2 precisa ser estendida para transportar esses dois
componentes.
- é um parâmetro de 3 bits fornecido por camadas mais altas para a "célula
servidora" c. Para j = 0,1, Para j = 2, .

- é a estimativa pathloss downlink calculada no UE para servir a célula c em dB e


= filtrada em camada superior, onde
referenceSignalPower é fornecida por camadas superiores e RSRP.
ReferenceSignalPower é fornecido na mensagem SIB2.

é um componente do controle de potência de loop fechado. É o estado atual do


ajuste do controle de potência PUSCH para servir a célula c.

Se o modo de acumulação estiver habilitado, é dado por:

Onde:
é um valor de correção, também conhecido como um comando TPC e está
incluído no PDCCH com DCI; foi sinalizado em PDCCH /
EPDCCH com DCI para "célula servidora" c na subtrama
para FDD.

SE UE atingiu para "célula servidora" c, não são acumulados comandos


TPC positivos para a "célula servidora" c. SE o UE tiver atingido a potência mínima, os
comandos TPC negativos não serão acumulados. A potência mínima da UE é definida na
seção 6.2.3 do TS36.101. O valor padrão é -40 dBm.

Se o modo de acumulação não estiver habilitado, é dado por:

29
Onde:
é um valor de correção, também conhecido como um comando TPC e está
incluído no PDCCH com DCI; foi sinalizado em PDCCH /
EPDCCH com DCI para servir a célula c na subtrama para
FDD.
O mapeamento do campo de comando TPC no formato DCI 0/3/4 para valores
absolutos e acumulados é definido no TS36.231 seção 5.1.1.1 Tabela 5.1.1.1-2.

Tabela 6 – Mapeamento do campo de comando TPC

4.3.3.2.2. Power headroom


O Power Headroom indica a quantidade de energia de transmissão que sobra para um
UE, além da potência que está sendo utilizada pela transmissão atual. Simplificando,
pode ser descrito por uma fórmula simples como abaixo:

Ou de uma forma mais completa, temos:

Se o valor Power Headroom for (+), ele indica “Eu ainda tenho algum espaço sob a
potência máxima”, o que implica “Eu posso transmitir mais dados se você permitir”.
Se o valor de Headroom do poder for (-), ele indica “Eu já estou transmitindo a potência
maior que o que eu tenho permissão para transmitir”.
Existem dois tipos de relatórios de Headroom de energia do UE definidos. Um do UE
PH é válido para o subtrama i para celula servidora c. Se o UE estiver configurado com

30
um Grupo Secundário de Células (SCG - Secondary Cell Group) e se o parâmetro de
camada superior phr-ModeOtherCG-r12 para um Grupo de Células (CG - Cell Group)
indicar 'virtual', para relatórios de headroom de potência transmitidos nesse CG, o UE
deve calcular o PH assumindo que ele não transmite PUSCH / PUCCH em qualquer
célula de serviço do outro CG.
Se o UE estiver configurado com um SCG:
- Para calcular o power headroom para células pertencentes a um Grupo Principal de
Células (MCG - Master Cell Group), o termo "célula de serviço" nesta subcláusula refere-
se a uma célula de serviço pertencente ao MCG.
- Para calcular o power headroom para células pertencentes a SCG, o termo "célula de
serviço" nesta subcláusula refere-se a célula de serviço pertencente ao SCG. O termo
'célula primária' nesta subcláusula refere-se ao PSCell do SCG.
Se o UE estiver configurado com um PUCCH-Scell:
– Para calcular o power headroom para células pertencentes ao grupo PUCCH primário, o
termo “célula de serviço” nesta subcláusula refere-se a uma célula de serviço pertencente
ao grupo PUCCH primário.
– Para calcular o power headroom para células pertencentes ao grupo PUCCH
secundário, o termo “célula de serviço” nesta subcláusula refere-se a uma célula de
serviço pertencente ao grupo PUCCH secundário. O termo “célula primária” nesta
subcláusula refere-se ao PUCCH-SCell do grupo PUCCH secundário.
O elemento de controle do MAC é de um único octeto longo. Tem três campos com os
dois bits mais reservados à esquerda. Os 6 bits mais à direita são definidos como campo
PH.

Figura 8 – Octeto MAC

O PH do campo de Power headroom corresponde ao nível definido na tabela a seguir.

Tabela 7 - Campo de Power headroom

31
Mapeamento de relatório do Power Headroom
O intervalo de relatório de potência do espaço livre é de -23 ... + 40 dB c om passos de
1 dB e é entregue pela camada física para camadas mais altas.

Tabela 8 – Mapeamento de relatório do Power Headroom

4.3.3.2.3. Controle de Pontência em Uplink para PUCCH (Canal


físico de controle de uplink)
Se o UE estiver configurado com um SCG, o UE deve aplicar os procedimentos
descritos nesta subcláusula tanto para MCG quanto para SCG.
- Quando os procedimentos são aplicados para o MCG, o termo "célula de serviço" nesta
subcláusula refere-se à célula de serviço pertencente ao MCG.
Quando os procedimentos são aplicados para SCG, o termo "célula de serviço" nesta

32
subcláusula refere-se a uma célula de serviço pertencente ao SCG. O termo "célula
primária" nesta subcláusula refere-se ao PSCell do SCG. Se o UE estiver configurado
com um PUCCH-SCell, o UE deve aplicar os procedimentos descritos nesta subcláusula
tanto para o grupo PUCCH primário como para o grupo PUCCH secundário.
- Quando os procedimentos são aplicados para o grupo PUCCH primário, o termo "célula
de serviço" nesta subcláusula refere-se a uma célula de serviço pertencente ao grupo
PUCCH primário.
- Quando os procedimentos são aplicados para o grupo PUCCH secundário, o termo
"célula de serviço" nesta subcláusula refere-se a uma célula de serviço pertencente ao
grupo PUCCH secundário. O termo "célula primária" nesta subcláusula refere-se ao
PUCCH-SCell do grupo PUCCH secundário.
Se a célula de serviço c for a célula primária, para o formato PUCCH 1 / 1a / 1b / 2 /
2a / 2b / 3, a configuração da potência de transmissão do UE P PUCCH para a
transmissão do canal de controle de ligação física (PUCCH) no subtrama i para servir A
célula c é definida por:

Se a célula de serviço c for a célula primária, para o formato PUCCH 4/5, a


configuração da potência de transmissão do UE P_PUCCH para a transmissão do canal
de controle de ligação física (PUCCH) no subtrama i para servir a célula c é definida por:

Se o UE não estiver transmitindo PUCCH para a célula primária, para o acúmulo de


comando TPC para PUCCH, o UE deve assumir que a potência de transmissão do UE P
PUCCH para PUCCH no subtrama i é calculada por:

33
4.3.3.2.4. Controle de Pontência em Uplink para SRS (Sounding
Reference Signal)

Literalmente, SRS diz que é uma espécie de "Sinal de referência" para o eNodeB
descobrir a qualidade do canal do caminho de uplink para cada subseção da região de
frequência, enviado pelo UE transmitindo SRS no último símbolo de um slot.
A configuração do UE Transmit power P_ {SRS} para o SRS transmitido na subtrama i
para servir a célula c é definida por:

Onde:
- é a potência de transmissão do UE configurada definida no 3GPP 36.101.
Tabela 6.2.2-1. O valor padrão para é de 23 dBm.

- é semi-estaticamente configurado por camadas mais altas para


para a "célula servidora" c. Para a transmissão SRS com o tipo de gatilho 0,
então e para a transmissão SRS com o tipo de gatilho 1, em seguida, .
Para é calculado com a equação:

- é a largura de banda da transmissão SRS na subtrama i para servir a célula c


expressa em número de blocos de recursos. Na implementação atual, o SRS é enviado
por toda a largura de banda da UL.

- é o estado de ajuste do controle de potência PUSCH atual para a "célula


servidora" c, conforme definido no controle de potência de uplink para PUSCH

34
- e são parâmetros como definidos em Uplink Power Control para
PUSCH, onde j = 1.

4.3.3.2.5. Controle de Pontência para PRACH

Ao contrário do UMTS, o PRACH no LTE é usado apenas para a transmissão de pré-


ajustes de acesso aleatório. Estes são usados quando o UE quer acessar o sistema do
RRC (Radio Resource Control) inativo, como parte do procedimento de restauração do
RRC após uma falha do link de rádio, durante a transferência ou quando ele se encontra
fora de sincronia.

Figura 9 – Exemplo de mensagem de PRACH

Como parte do procedimento PRACH, o UE precisa determinar a potência para usar na


transmissão do preâmbulo e, para isso, ele examina SIB2 para o
preâmbuloInitialReceivedTargetPower IE. Conforme mostrado a partir do extrato acima
(tirado de uma rede viva), isso é expresso no dBm e neste caso específico é definido
como -104dBm. Então, este é o nível de potência esperado do preâmbulo PRACH quando
atinge o eNodeB.
O que também é transmitido é a potencia do sinal de referência, que em nosso caso é
definido como 18dBm. Com base nisso e uma medida atual do RSRP, o UE pode

35
determinar o pathloss. Uma vez que conhece a perda do caminho (pathloss), então, pode
determinar a quantidade de energia necessária para alocar o preâmbulo PRACH para
alcançar o eNodeB em -104dBm.

Então, digamos que o UE mede um RSRP de -80dBm. Com base no poder de sinal de
referência transmitido, ele pode calcular o pathloss, . Isso
significa que, para um preâmbulo para alcançar o eNodeB em -104dBm, ele precisa ser
transmitido em .

4.3.4. Consideração sobre as Fórmulas


O Controle de Potência em LTE pode ser resumido pelas seguintes equações:

Das 5 fórmulas acima, 4 tem a seguinte estrutura:


P_{Channel} (i) = min {P_{CMAX}, Formula}
0nde:
P_Channel (i) significa "Potência do Canal para cada subtrama", implicando que essa
potência de canal é calculada e definida para cada subtrama.
Min {P_CMAX, Formula} significa "Pegue o valor mínimo (valor menor) entre P_CMAX,"
Formula "".
Isso significa..
I) se a fórmula der um valor menor que P_CMAX, o P_Channel (i) assume o valor dado
pela fórmula.
II) se a fórmula der um valor maior que P_CMAX, o P_Channel (i) assume o valor
P_CMAX.

36
Ou seja, o P_Channel (i) não pode ser maior que P_CMAX.
A fórmula de PH (i) tem outro formato:
PH (i) = P_CMAX - Fórmula
Neste caso, também o valor máximo possível que PH (i) pode ser P_CMAX, supondo
que a "Fórmula" lhe dê apenas valor positivo. Considerando tudo isso, em qualquer caso,
qualquer potência de Uplink para qualquer canal específico não pode ser maior do que
P_CMAX.
P_CMAX é a potência máxima de transmissão do UE especificada no 3GPP 36.101
("6.2.5 Configured transmitidos Power"). UE tem de se certificar de que o UE não
transmite nenhuma potência superior a esta. Na prática esse valor de potência é de 23
dBm para um UE classe 3.

4.3.5. Efeito do controle de potência de malha fechada no UL


RSSI

O Indicador de Força de Sinal Recebido (RSSI – Received Signal Strength Indicator) na


no Uplink também é afetado pelas configurações de parâmetros que regem o controle de
potência de malha fechada no LTE.
Imediatamente após o UE completar uma conexão RRC (Radio Resource Control) com
o eNodeB, o UE usa o controle de potência de malha fechada em ambos, no PUCCH e no
PUSCH.

4.3.5.1. No PUSCH

Em particular, a potência que o aparelho (UE) transmite com o PUSCH é dado por:

37
Figura 10 – Fórmula de controle de potência em Uplink para PUSCH no LTE

A fórmula de controle de potência em Uplink para PUSCH no LTE pode ser dividida em
cinco partes-chave.
A primeira parte é a quantidade de potência adicional que é necessária com base no
tamanho da alocação RB (Resource Block). Quanto maior o número de RBs, maior a
potência necessária.
A segunda parte é chamada de P0. É basicamente a interferência presumida que o UE
deve superar. P0 é composta por dois subcomponentes. O primeiro é chamado
P0_Nominal_PUSCH e é comunicado sobre o Bloco de informações do sistema – Tipo 2
(SIB2 – System Information Block). É válido para todos os UEs na célula. O segundo
componente é chamado P0_UE_PUSCH e é um valor específico do UE. Este é opcional.
A terceira parte desta equação é a perda do caminho (PL – Path Loss) e o impacto do
PL ou Alfa. A perda do caminho (PL) é calculado, mas o valor Alfa foi comunicado ao UE
no SIB2. Se o valor Alfa for definido como 1, então toda a PL deve ser levada em
consideração na fórmula de controle de energia. Alguns fornecedores podem não permitir
que você altere esse valor (como é codificado).
A quarta parte é um componente específico do Esquema de Modulação e Código (MCS
– Modulation and Coding Scheme). Se o eNB quiser que o UE ajuste sua energia com
base no MCS atribuído, será levado em consideração aqui.

38
Por último, é o valor f (i), que é simplesmente o feedback em malha fechada. Este é a
potência adicional que o UE adicionará à transmissão com base numa realimentação
específica pelo eNB.
Por isso, para o PUSCH, dois parâmetros afetam a potência de transmissão do UE e,
portanto, o nosso UL RSSI:
A) PO_nominal_PUSCH
B) Alfa.

4.3.5.2. No PUCCH

A fórmula de controle de potência para o uplink para o PUCCH no LTE pode ser
dividida em quatro partes principais.
A primeira parte é chamada de P0. É basicamente a interferência assumida (ou
presumida) que o UE deve superar. P0 é composto por dois subcomponentes. O primeiro
é chamado P0_Nominal_PUCCH e é comunicado sobre SIB2. É válido para todos os UEs
na célula. O segundo componente é chamado P0_UE_PUSCH e é um valor específico do
UE. Este é opcional.
A segunda parte desta equação é a perda do caminho (PL – Path Loss) e o impacto do
PL ou Alfa (o mesmo valor usado para o PUSCH – item anterior).
A terceira parte é um componente específico do MCS. Se o eNB quiser que o UE ajuste
sua potência com base no MCS atribuído, será levado em consideração aqui.
A quarta e última parte, é o valor f (i), que é simplesmente a realimentação da malha
fechada. Este é a potência adicional que o UE adicionará à transmissão com base em
realimentações específicas pelo eNB. Esse valor é diferente para cada tipo de formato do
PUCCH. Um valor diferente é dado ao UE em SIB2 para formatos 1, 1a, 1b, 2, 2a e 2b.

39
Figura 11 – Fórmula de controle de potência em Uplink para PUCCH no LTE

Portanto, os parâmetros que controlam a potência de transmissão no PUCCH são:


A) PO_nominal_PUCCH
B) alfa
Quanto maior o valor de PUCCH e quanto maior o valor de PUSCH, quanto mais
potência o UE transmitirá, melhor será o UL BLER, quanto maior a taxa de transferência e
maior o UL SINR. No entanto, em células de alta capacidade, isso pode não ser verdade e
os efeitos opostos podem ser encontrados. Exemplos de tais situações são: Aeroportos,
eventos, centros de convenções, etc. Recomenda-se analisar o UL RSSI nesses tipos de
locais durante cenários de alta capacidade e ajustar adequadamente. Tenha em mente
que o valor Alpha afeta tanto o PUCCH quanto o PUSCH.

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5. Conclusão
O controle de potência do Uplink é a chave do gerenciamento de recursos de rádio. É
tipicamente usado para maximizar a potência dos sinais recebidos desejados enquanto limita a
interferência gerada. Ele é flexível, simples e robusto. Permite uma variedade de
implementações com diferentes objetivos que suportam diferentes cenários de
implantação e serviços. A taxa de controle de rede do terminal (UE) pode ser de uma
única solução de malha aberta simples (Open Loop) para um controle rápido de malha
fechada (Closed Loop) de um milissegundo.
O Controle de Potência de Malha Aberta (OLPC) é um esquema simples que permite
que o transmissor escolha o potencial de transmissão otimamente, explorando a
similaridade do canal de uplink e downlink em propriedades incluindo atenuação
dependente da distância e desvanecimento lento independente da freqüência. Para
propriedades de canais assimétricos como o desvanecimento rápido, um esquema de
Controle de Potência de Malha Fechada (CLPC) é mais apropriado. Os esquemas CLPC
são mais caros de implementar e são mais benéficos na comunicação de uplink ou para
um sistema de Divisão de frequência duplex (FDD – Frequency Division Duplex), onde os
links ascendentes e descendentes estão em diferentes freqüências e o canal nos dois
links não está correlacionado em relação ao desvanecimento rápido. Os sistemas Duplex
por Divisão de Tempo (TDD – Time Division Duplex), por outro lado, vêem o canal
correlacionado na ligação ascendente e descendente, mesmo para o desvanecimento
rápido e podem ajustar a potência de transmissão em qualquer link, medindo diretamente
a potência do receptor e a qualidade do canal no outro link. Como tal, o CLPC tende a
prevalecer nas ligações ascendentes de sistemas FDD e menos ainda nos sistemas
downlink ou TDD. Normalmente, os níveis de tolerância para OLPC estão no intervalo 9-
12dB e os níveis de tolerância para CLPC no intervalo de 1 a 2dB.

41
6. Referências
[1] Air interface for fixed and mobile broadband wireless access systems. Technical report, IEEE
802.16e Working Group, URL: http://standards.ieee.org/getieee802/download/802.16e-2005.pdf,
December 2005.

[2] 3rd Generation Partership Project 2 (3GPP2). CDMA2000 high rate packet data air interface
specification. Technical Report C.S20024 v2.0, URL: http://www.3gpp2.org, October 2000.

[3] 3rd Generation Partership Project 2 (3GPP2). CDMA2000 high rate packet data air interface
specification revision a. Technical Report C.S20024-A, URL: http://www.3gpp2.org, March 2004.

[4] S. Soliman, C. E. Wheatley, and R. Padovani. CDMA reverse link open loop power control.
Proceedings of IEEE Globecom, December 1992.

[5] 3rd Generation Partership Project (3GPP) TS 45.008. Radio access network; radio subsystem
link control. Technical Report version 5.3.0, Release 5, URL: http://www.3gpp.org, 2001.

[6] S. K. Gilhousen, R. Padovani, and C. E. Wheatley. Method and apparatus for controlling
transmission power in a CDMA cellular mobile telephone system. United States Patent 5,056,109,
October 1991.

[7] D. Kim. On the convergence of fixed-step power control algorithms with binary feedback for
mobile communicattion systems. IEEE Transactions on Communications, 49(2):249–252, February
2001.

[8] A. Chockalingam, P. Dietrich, L. B. Milstein, and R. R. Rao. Performance of closed-loop power


control in DS-CDMA cellular systems. IEEE Transactions on Vehicular Technology, 47(3):774–
789, August 1998.

[9] I. TINEINIS-95. Mobile Station-base Station Compatibility Standard for Dual-Mode Wideband
Spread Spectrum Cellular System. Telecommunication Industry Association, 1993.
https://canaltech.com.br/o-que-e/telecom/gsm-edge-hpsa-lte-entenda-as-siglas-de-conexao-mobile/

[10] Fahd Ahmad Saeed. "Capacity Limit Problem in 3G Networks". Purdue School of
Engineering. Retrieved 23 April 2010.

[11] “VoIP Support in Nokia Devices”. Archived from the original on 28 May 2009.
Retrieved 16 August 2009.

[12] Detalhamento do controle de potência em LTE na 3GPP: "TS 36.213 - 5. Power Control".
Experiência prática alguns itens de teste em 36.521. Para a alimentação PRACH, consulte "TS
36.213 - 6.1 Procedimento de acesso aleatório não sincronizado físico".

[13] Dahlman, E., et al. (2008) 3G Evolution: HSPA and LTE for Mobile Broadband. 2nd Edition,
Academic Press.

42