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Direito Ambiental

Material Teórico
Da Proteção Ambiental

Responsável pelo Conteúdo:


Profa. Ms. Solange Aparecida Guimarães

Revisão Textual:
Profa. Ms Rosemary Toffoli
Da Proteção Ambiental

• Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA)

• SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente

• Princípios Ambientais

• Proteção Administrativa do Meio Ambiente

• Sistema nacional de informação sobre o meio ambiente – SINIMA

··Estudaremos os mecanismos legais para a proteção do


Meio Ambiente, principalmente a Política Nacional do Meio
Ambiente. Não deixem de ler o texto teórico da Unidade, bem
como realizar todas as atividades solicitadas.

O objetivo desta unidade é mostrar como estamos trabalhando a questão da proteção do


meio ambiente. Através da implementação de uma política ambiental nacional, o Brasil
busca atingir o máximo da proteção ao meio ambiente, assim como evitar a ocorrência de
danos e grandes impactos ambientais. Instituída pela Lei 6938/81, a Politica Nacional do
Meio ambiente conta com vários instrumentos para atingir esses objetivos.
As atividades da unidade II constituem a leitura do material teórico e complementar,
na atividade de aprofundamento que propõe uma atividade reflexiva, na atividade de
sistematização do conhecimento, composta por seis questões de autocorreção.
Não se esqueça de acompanhar os prazos para entrega das atividades. Programe-se para a
leitura e anote suas dúvidas eventuais para levá-las ao professor tutor.

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Unidade: Da Proteção Ambiental

Contextualização

Veja essas imagens e leia os comentários:

Foto do site Último Segundo

“Os impactos ambientais causados pelo vazamento de petróleo no mar trará efeitos terriveis
ao meio ambiente nas áreas afetadas. O óleo deixa marcas por mais de vinte anos, a recuperação
da área atingida é muito longa e levará anos para se recompor. O contato do petróleo com
peixes, aves e plantas causa graves efeitos, devido o petróleo ser insolúvel em água e possuir
uma mistura venenosa. O óleo recobre as penas das aves, sufoca os peixes e acaba com toda
a vegetação marinha.” – Fonte: http://isaiasribeirojs.zip.net/arch2011-11-01_2011-11-30.html

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Nesta Unidade, veremos como se dá a proteção do meio ambiente no Brasil, seus principais
instrumentos e a legislação que trata dessa proteção. Além disso, também vamos conhecer os
princípios ambientais, que norteiam as ações para proteção do meio ambiente e a prevenção
dos danos ambientais.

1. Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA)


A Política Nacional do Meio Ambiente foi instituída pela Lei 6938/81, tendo sido
regulamentada posteriormente pelo Decreto 99.274/90, e seu objetivo geral é a preservação,
a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental adequada à vida. Seus princípios estão
elencados no artigo 2º da Lei:

“Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação,


melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando
assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos
interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana,
atendidos os seguintes princípios:
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando
o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente
assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente
poluidoras;
VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso
racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII - recuperação de áreas degradadas;
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da
comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do
meio ambiente.”

De acordo coma PNMA, o meio ambiente é um bem público, que pertence a todos. Essa
concepção foi recepcionada pela Constituição Federal , no artigo 225. Em função dessa
característica, o meio ambiente deve ser protegido e preservado, não apenas pelo Estado,mas
também pela coletividade. A educação ambiental, prevista na Constituição Federal , talvez seja
uma opção para que as metas da Política Nacional do Meio Ambiente sejam atingidas. A Lei
9795/99 instituiu uma Política Nacional de Educação Ambiental, para uma adequada difusão
das questões ambientais e da necessidade de proteção do meio ambiente.

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Unidade: Da Proteção Ambiental

1.1. Objetivos Específicos da PNMA


O art. 4º da Lei 6938/81 dispõe sobre os objetivos específicos da PNMA:

Art 4º - A Política Nacional do Meio Ambiente visará:


I - à compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a
preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico;
II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à
qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da União,
dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;
III - ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de
normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais;
IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas
para o uso racional de recursos ambientais;
V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação
de dados e informações ambientais e à formação de uma consciência
pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do
equilíbrio ecológico;
VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua
utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a
manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida;
VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou
indenizar os danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização
de recursos ambientais com fins econômicos.
Art 5º - As diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente serão
formuladas em normas e planos, destinados a orientar a ação dos
Governos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e
dos Municípios no que se relaciona com a preservação da qualidade
ambiental e manutenção do equilíbrio ecológico, observados os princípios
estabelecidos no art. 2º desta Lei.
Parágrafo único - As atividades empresariais públicas ou privadas serão
exercidas em consonância com as diretrizes da Política Nacional do Meio
Ambiente.”

Tanto o objetivo geral quanto os objetivos específicos da PNMA nos levam a concluir que ao
tentar compatibilizar a defesa do meio ambiente com o desenvolvimento econômico , e ainda,
com a justiça social, sua maior preocupação é com o desenvolvimento sustentável, e de forma
geral, com a efetividade do princípio da dignidade da pessoa humana. Afinal, sem um meio
ambiente equilibrado e sustentável, é impossível a preservação da dignidade da pessoa humana
na forma prevista pela nossa Constituição Federal.

1.2. Conceitos fundamentais previstos na Lei 6938/81


Além dos princípios e objetivos gerais e específicos da Política Nacional do Meio Ambiente,
a Lei 6938/81 também trouxe conceitos essenciais para a compreensão do Direito Ambiental e
da proteção do meio ambiente. Esses conceitos estão dispostos no Art. 3º da Lei:

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Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:
I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações
de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida
em todas as suas formas;
II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das
características do meio ambiente;
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de
atividades que direta ou indiretamente:
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais
estabelecidos;
IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado,
responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de
degradação ambiental;
V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais
e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os
elementos da biosfera, a fauna e a flora. (Redação dada pela Lei nº
7.804, de 1989)”

Os conceitos dispostos na Política Nacional do Meio Ambiente são de grande importância


prática, pois é através destes conceitos que se estabelece se determinadas atividades são
ou não lícitas. Os conceitos dão efetividade à pretensão social de se preservar e proteger
o meio ambiente, conforme disposição do artigo 225 da Constituição Federal. Através dos
conceitos técnicos, científicos e jurídicos , os conceitos instrumentais da Política Nacional do
Meio Ambiente se materializam por meio das atividade normativas dos órgãos competentes
dentro da estrutura do SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente), criado pela PNMA, e
que será o objeto de estudo do tópico a seguir.

2. SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente

O SISNAMA foi criado pelo artigo 6º da Lei 6938/81, e detém a competência para
implementar a Política Nacional do meio Ambiente e, para tanto, congrega todos os entes
públicos que desempenhem funções ambientais, especialmente de proteção e melhoria da
qualidade do meio ambiente. Sua estrutura é a seguinte:
a) Órgão Superior: O Conselho de Governo (CG) . Sua função é assessorar a Presidência
da República na tomada de decisões e formulação de diretrizes de ação governamental
em matéria ambiental.

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b) Órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).


Também foi instituído pela Lei 6938/81,e é o órgão maior do Sistema.
c) Órgão Central: O Ministério do Meio Ambiente (MMA). É responsável pela coordenação,
supervisão, planejamento e controle da execução das políticas ambientais, e das diretrizes
governamentais fixadas para o meio ambiente.
d) Órgão Executor: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA)
e) Órgãos Seccionais: Os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de
programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a
degradação ambiental
f) Órgãos locais: os Órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e
fiscalização dessas atividades em suas respectivas jurisdições.

2.1 CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente


O CONAMA é considerado o coração do SISNAMA, em função da abrangência e relevância
de suas atribuições. É presidido pelo Ministro do Meio Ambiente e tem como principal finalidade
assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais
para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar,no âmbito de sua competência, sobre
normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à
sadia qualidade de vida,como dispõe a Constituição Federal.
A composição do CONAMA é definida pelos Decretos 3.942/2001 e 6.792/2009. As
competências do CONAMA estão dispostas no artigo 8º da Lei 6938/81, com as alterações
do Decreto 99.274/90 e da lei 11.941/2009. É importante fazer a leitura desses dispositivos
legais.(PRODUÇÃO: TEM COMO CHAMAR A ATENÇÃO PARA ESTE PONTO , COM UMA
ESPÉCIE DE AVISO OU CHAMADA?)
O CONAMA tem outras atribuições dadas pelo Decreto 99.274/90. De acordo com o art. 4º
do referido Decreto , o CONAMA tem a seguinte composição:
-Plenário
-Câmaras Técnicas
-Câmara Recursal
-Comitê de Políticas Ambientais
-Grupos de Trabalho
-Grupos Assessores
Apesar da polêmica que cerca os poderes atribuídos ao CONAMA,que emite resoluções com
verdadeira força de lei, este continua a atuar em prol da qualidade do meio ambiente e da
regulação de atividades potencialmente poluidoras, sendo seus atos normativos reconhecidos
como legítimos, e aplicáveis à toda a sociedade.

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2.2. IBAMA
O IBAMA – Instituto brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, é uma
autarquia federal em regime especial, e foi criado pela Lei 7.735/89. É vinculado ao MMA, e sua
função é exercer o poder de polícia ambiental federal, executar ações da Política Nacional do
Meio Ambiente na esfera federal e trabalhar em outras ações supletivas de fiscalização.
Apesar de não constar do art. 6º, inc. IV da Lei 6.938/81, o Decreto 99.274/90, alterado pelo
Decreto 6792/2009, instituiu um outro órgão executor do SISNAMA, além do IBAMA: O Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO, uma autarquia federal, criada pela
Lei 11.516/2007, e que passou a gerir as Unidades de Conservação Ambientais.

3. Princípios Ambientais

Os princípios ambientais fundamentam o sistema jurídico ambiental,e diferem das regras,


das leis por terem maior grau de abstração, de indeterminabilidade e por serem mais genéricos.
Os princípios, de forma geral, servem para auxiliar os operadores do Direito, seja para
interpretação, seja para a compreensão de institutos jurídicos. Não é diferente com os princípios
ambientais. Os princípios ambientais representam um papel extremamente importante, pois
definem a postura do cidadão com relação ao meio ambiente, assim como delimitam a posição
das decisões do poder judiciário em matéria ambiental.
Existe uma extensa relação de princípios ambientais em nosso ordenamento, e cada
doutrinador ou autor trabalha com aqueles que considera realmente relevantes. Essa enorme
variedade de princípios demonstra que não há uma uniformização desses princípios pela
doutrina, e nem pela legislação. Mas todos são a favor do meio ambiente.
Em razão dessa variedade, estudaremos os princípios mais relevantes e populares, presentes
em praticamente todas as doutrinas de direito ambiental, mencionados inclusive por diversas
leis e por decisões do judiciário em matéria ambiental.

3.1. Princípio do Desenvolvimento Sustentável


O princípio do desenvolvimento sustentável contempla as dimensões humana, física,
econômica, política, cultural e social em harmonia com a proteção ambiental.
O princípio foi consagrado no Relatório Brundtland, que o definiu assim:
“O desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades”
A importância desse princípio fica ainda mais clara no texto constitucional, art. 225:

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“Art. 225 Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,


bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-
se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
para as presentes e futuras gerações”(grifo nosso)

A base do princípio do desenvolvimento sustentável é, portanto, encontrar o equilíbrio


entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental, com o uso racional dos recursos
naturais, a fim de que sejam preservados também os direitos das gerações futuras. Produção e
consumo devem ser sustentáveis, pois os recursos naturais são escassos, e seu uso desenfreado
trará consequências dramáticas para o planeta.

3.2. Princípio do poluidor-pagador


O princípio do poluidor-pagador está previsto na Declaração do Rio (ECO-92), no 16º
princípio:

“As autoridades nacionais devem procurar assegurar a internalização dos


custos ambientais e o uso dos instrumentos econômicos, levando em conta
o critério de que quem contamina deve, em princípio, arcar com os custos
da contaminação, levando-se em conta os interesse público sem distorcer o
comércio e os investimentos internacionais”

O objetivo desse princípio é responsabilizar o poluidor com o custo da degradação ambiental,


seja esse custo preventivo ou reparatório. Mas a principal ideia é evitar o dano ambiental, pois
em geral, esse dano é de difícil reparação ou mesmo irreparável , já que o valor do prejuízo é
inestimável. Tome-se como exemplo, o derramamento de óleo em arquipélago onde existam
espécimes raros da fauna e da flora, inclusive ameaçados de extinção. Qual seria o preço
dessa reparação?
A Lei 6938/81 no artigo 4º , inc. VII também tratou do princípio do poluidor-pagador. Também
na Lei 6938/81, no artigo 14 encontramos a penalização para aqueles que não cumprirem
com as medidas necessárias à preservação ambiental ou reparação dos danos causados pela
degradação da qualidade ambiental.O parágrafo 1º é fundamento legal para o princípio do
poluidor-pagador e para a responsabilidade objetiva:

“Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor


obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou
reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua
atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade
para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados
ao meio ambiente” (grifo nosso)

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3.3. Princípio do usuário- pagador
Esse princípio está bastante ligado ao princípio do poluidor-pagador. Refere-se ao indivíduo
que se utiliza de um determinado recurso natural, mesmo que na qualidade de consumidor
final, e que deve arcar com os custos necessários a fim de tornar possível esse uso, evitando que
seja suportado pelo Poder Público ou por terceiros.
Esse princípio tem natureza meramente remuneratória, diferentemente do princípio do
poluidor-pagador, que tem natureza reparatória e punitiva

3.4. Princípio da função sócio ambiental da propriedade


O Código Civil de 2002 atribuiu à propriedade, além da função social, também a função
ambiental. Essa é a determinação do Art. 1228, par. 1º:

“Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa,


e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua
ou detenha.
§ 1o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as
suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de
conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas
naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como
evitada a poluição do ar e das águas.

Alguns estudiosos denominam apenas de princípio da função social da propriedade, porque a


função social já englobaria a preocupação com a preservação do meio ambiente, de acordo com
o texto constitucional. Cabe ao proprietário atender a função social da sua propriedade , seja
urbano ou rural, preservando os recursos naturais que estão presentes ou incorporados nele, bem
como utilizar a propriedade de forma a não prejudicar o meio ambiente e os recursos naturais.

3.5 Princípio da informação


A informação de caráter ambiental tem seu fundamento na Declaração do Rio/92, em seu
artigo 10:
“no nível nacional, cada indivíduo deve ter acesso adequado a informações
relativas ao meio ambiente de que disponham as autoridades públicas, inclusive
informações sobre materiais e atividades perigosas em suas comunidades”

O objetivo desse princípio é estimular o processo de educação individual e da comunidade,


possibilitando à pessoa informada,tomar posição ou mesmo manifestar-se a respeito da matéria
da qual foi informada.Esse princípio representa o acesso às informações ambientais e estimula
a implementação da educação ambiental.
Os órgãos públicos têm fundamental importância nesse processo, pois têm o dever de
repassar para a sociedade as informações recebidas,exceto aquelas que se refiram a segredos
industriais ou de Estado .

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Unidade: Da Proteção Ambiental

A Lei 6938/81 ,em seu artigo 9º, fez previsão de um sistema nacional de informação sobre o
meio ambiente, o SINIMA, do qual trataremos mais adiante.
A Lei Federal 9.605/98, faz expressa previsão sobre a não divulgação de informações sobre
danos ambientais, dispondo como crime tal negligência de quem tinha o dever de informar e
notificar.
O princípio da informação constitui um dever imposto ao poluidor de notificar (avisar) o
Poder Público e a coletividade em caso de ocorrência ou risco de danos ambientais.

3.6 Princípio da reparação integral


A reparação integral do dano ambiental encontra previsão na Declaração do Rio/92, em seu
Princípio 13:

“ Princípio 13- Os Estados devem desenvolver legislação nacional


relativa a responsabilidade e indenização das vítimas de poluição
e outros danos ambientais. Os estados devem ainda cooperar de forma
expedita e determinada para o desenvolvimento de normas de direito
ambiental internacional relativas a responsabilidade e indenização por efeitos
adversos de danos ambientais causados, em áreas fora de sua jurisdição, por
atividades dentro de sua jurisdição ou sob seu controle.” (grifo nosso)

Portanto, havendo degradação ambiental ou poluição, o autor fica obrigado a reparar o dano
ocorrido, pois a nossa legislação atual sobre a matéria não admite que a degradação ambiental
subsista sem a devida reparação.
A lei 6938/81 separou o princípio da responsabilidade do princípio do poluidor-pagador.
O princípio da responsabilidade (art. 4º da Lei 6938/81) determina que aquele que causa o
dano é obrigado a repará-lo.Observe-se que, de acordo com a referida lei, a obrigação de
indenizar é secundária em relação à obrigação de recuperar o dano, somente sendo exigível se
a recomposição não for possível .

3.7 Princípio da cooperação


Cooperação significa soma de esforços.É essencial para o combate aos problemas envolvendo
o meio ambiente, como a poluição, a degradação, a pobreza, a seca etc. O princípio da
cooperação está previsto em tratados e acordos internacionais, e,no ordenamento pátrio,de
forma genérica, na Constituição Federal, art. 225
A Conferência de Estocolmo/72 fez previsão sobre o princípio da cooperação em dois
dispositivos: um tratando da cooperação no que tange à efetiva responsabilização por danos e
um outro que trata da necessidade da cooperação para ações conjuntas em matéria ambiental.O
princípio 22 da Conferência deixa clara a obrigação de se criar regras de direito internacional
a fim de facilitar a responsabilização e as eventuais indenizações por danos ambientais que
um Estado venha a causar a outro.O princípio 24 trata das ações conjuntas, que deverão ser
desenvolvidas pelos Estados.

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A Conferência Rio/92 também tratou do princípio da cooperação, assim como a Convenção
sobre Diversidade Biológica (CDB), de 1992.Nessas conferências, ficou claro que o dever de
cooperar não é exequível, pois representam a vontade genérica das nações. São diretrizes a
serem seguidas, tão somente. O que se espera da comunidade internacional é um esforço para
que tais diretrizes sejam seguidas, a bem do meio ambiente.
O princípio da cooperação dá o rumo para a efetivação de outras políticas referentes à
finalidade do bem comum .Fundamenta a legislação que tem por objetivo aumentar a informação
e a participação nos processos que envolvem decisões na política ambiental.

3.8 Princípio da precaução e da prevenção


Esses princípios representam um dos mais importantes norteadores do Direito Ambiental, e
um dos mais efetivos na tutela do meio ambiente.
Uma observação que se deve fazer no estudo desses princípios é com relação a similaridade
terminológica dos termos “prevenção” e “precaução”. Antes da Declaração Rio/92, o termo
prevenção era usado continuamente, tendo sido substituído após a ECO/92 pelo termo precaução.
Entretanto, nenhum dos termos deixou de existir, o que criou uma certa confusão entre alguns
autores, e fez com que várias opiniões surgissem a respeito. Apesar das duas expressões possuírem
significados semelhantes, é preciso que se faça a distinção, para que os dois princípios sejam
corretamente entendidos, embora na prática, as expressões sejam usadas indistintamente.
O princípio da precaução encontra seu fundamento no princípio 15 da Declaração Rio de
1992:

“Para proteger o meio ambiente medidas de precaução devem ser largamente


aplicadas pelos Estados segundo as suas capacidades. Em caso de risco
de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica absoluta
não deve servir de pretexto para procrastinar a adoção de medidas efetivas
visando a prevenir a degradação do meio ambiente.”

O princípio da prevenção está expressamente previsto na Constituição Federal de 1988, em


seu artigo 225, caput, e § 1º, inc.V, ao estabelecer o dever do Poder Público e da coletividade
de proteger e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações.
O princípio da prevenção está alicerçado em medidas que evitem o surgimento de danos
ao meio ambiente, e atua sobre fatores,ações e empreendimentos já existentes, e que não
foram impedidos quando em estágio inicial por falta de legislação específica que permitisse
a precaução, ou que mudaram sua potencialidade para o dano após a sua constituição no
meio ambiente.
O princípio da precaução tem por objetivo impedir o surgimento de condutas que possam
culminar em prejuízo para o meio ambiente, a partir de instrumentos efetivos de avaliação do
impacto ambiental e de sua potencialidade danosa ao meio ambiente.
O sistema jurídico pátrio estabeleceu mecanismos de prevenção de danos ambientais através
de Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA),e do licenciamento ambiental, que serão tratados
em tópico próprio.

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Unidade: Da Proteção Ambiental

4. Proteção Administrativa do Meio Ambiente

O Estado , de acordo com a CF de 1988, tem o dever de proteger o meio ambiente. Cabe
à Administração Pública, através de seus agentes, que atuam sob o regime jurídico de Direito
Público, a atividade concreta e imediata voltada à consecução dos interesses de toda a sociedade .
A PNMA criou alguns importantes instrumentos para efetivação dessa proteção administrativa.
Vamos estudar os mais significativos desses instrumentos de proteção.

4.1. Zoneamento Ambiental


O zoneamento ambiental , também chamado de zoneamento ecológico-econômico (ZEE),
é um dos instrumentos para a efetivação da Política Nacional do Meio Ambiente, de acordo
com a previsão do inc. II, do art. 9º da Lei 6938/81. Foi regulado bem depois pelo Decreto
4.297/2002, que traça o perfil dessa importante ferramenta de planejamento ambiental, que
infelizmente ainda é pouco usada pelo Poder Público.
O zoneamento ambiental é uma espécie de intervenção estatal sobre o território, com a
finalidade de reparti-lo em zonas de acordo com o melhor interesse na preservação ambiental
e no uso sustentável dos recursos naturais. Para sua implementação, deverão ser consideradas
a importância ecológica, as limitações e as fragilidades dos ecossistemas, estabelecendo-se
vedações, restrições e alternativas de exploração do território e determinando-se, conforme o
caso, também o remanejamento de atividades incompatíveis com suas diretrizes gerais.
Um outro decreto, n.º 99.540 de 28/12/01, estabeleceu a Comissão Coordenadora
de Zoneamento Ecológico – Econômico do Território Nacional, responsável por planejar,
coordenar, acompanhar e avaliar a execução dos ZEEs, apoiando os Estados em seus trabalhos;
e o Grupo de Trabalho Permanente para a Execução do zoneamento, responsável por assessorar
a Comissão e os Estados da Federação, executar trabalhos de ZEE e elaborar metodologias e
orientar a elaboração do termo de referência do ZEE.
Em seu Artigo 8º o decreto que estabelece as diretrizes para o zoneamento ambiental
lista alguns pontos importantes. Segundo o referido artigo, os “… executores de ZEE
deverão apresentar: termo de referência detalhado, equipe de coordenação habilitada,
produtos gerados por GIS (Sistemas de Informações Geográficas – exemplo: mapas),
projeto específico de mobilização social e envolvimento de grupos sociais interessados, e
outras considerações”.
Ao impor restrições, o zoneamento ambiental configura o direito de propriedade e o direito de
seu uso, conformando-os com a função social da propriedade prevista na Constituição Federal.
No âmbito municipal, a Constituição Federal de 1988 conferiu ao Poder Público competência
para, através do Plano Diretor, promover o adequado ordenamento territorial (zoneamento
urbano) mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo
urbano, visando a proteção da qualidade de vida da população. As decisões sobre zoneamento
ambiental podem ser tomadas nos vários níveis, ou seja, municipal, regional, estadual ou federal.

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Ocorre que havendo zoneamento na esfera federal, os demais, ou seja, os zoneamentos estaduais,
regionais e municipais, se elaborados, deverão se ajustar àquele, prevalecendo as normas de
proteção ambiental que sejam mais restritivas. Isso quer dizer que o zoneamento deve buscar a
repartição do território e a regulação dos usos dos recursos naturais que possibilitem a melhor
composição dos conflitos socioambientais.
O zoneamento ambiental age principalmente como instrumento de planejamento
territorial com vistas ao desenvolvimento sustentável. Isso porque a divisão de
determinado território em zonas com diferentes regimes de uso será resultado de estudos
ambientais e sócio-econômicos e de negociações democráticas entre o governo, o setor
privado e a sociedade civil, a respeito de estratégias e alternativas que serão adotadas
para que se alcance o objetivo maior desse instrumento, que é a proteção ambiental e o
desenvolvimento sustentável.

4.2 Estudos de impacto ambiental


Os Estudos de impacto ambiental são considerados como os mais importantes instrumentos
de prevenção de danos ambientais na atualidade. O CONAMA regulamentou o Estudo de
Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo Relatório de Impacto no Meio Ambiente (RIMA) através
da Resolução 01/1986, posteriormente alterada pela Resolução CONAMA 11/1986.
Na Resolução 01/86, o CONAMA elencou , no artigo 2º, as hipóteses de realização obrigatória
do Estudo de Impacto Ambiental, apontando as atividades em que deveria ser realizado
compulsoriamente o EIA.
A CF de 1988, no art. 225, inc.IV, referendou a previsão do art. 10, § 3º da Lei 6938/81,
exigindo o Estudo Prévio de Impacto Ambiental para a instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de significativa degradação ambiental.
Para que o EIA tenha validade, é necessário o preenchimento de certos requisitos formais
e materiais, explicitados nas Resoluções 01/86 e 01/88 do CONAMA.Como o EIA envolve
a análise de várias áreas do conhecimento, é fundamental que o estudo seja feito por vários
profissionais, de diversas áreas, que trabalhem em conjunto.Estes profissionais formarão
o grupo denominado Equipe Multidisciplinar, que permitirá que o Estudo se realize de
forma completa e eficaz, sanando todas as dúvidas sobre o empreendimento analisado.O
art. 6º da Resolução 01/86 do CONAMA estabelece os requisitos técnicos para a realização
do Estudo de Impacto Ambiental. É importante a leitura destes requisitos!
A Resolução 237/97 do CONAMA ampliou o rol das atividades sujeitas ao EIA/RIMA.
Entretanto, é bom que se diga que tanto a Resolução 01/86 quanto 237/97 trazem um rol
exemplificativo, não taxativo. Isso significa que o EIA poderá ser exigido ainda que a atividade
não faça parte do texto das Resoluções .
O EIA ocorre normalmente no âmbito do processo de licenciamento ambiental. A partir da
realização do EIA, deve ser elaborado um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que constitui
um resumo do EIA, e aborda os pontos fundamentais do Estudo, com linguagem acessível.A
finalidade do RIMA é facilitar o acesso à informação sobre o projeto proposto .

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Unidade: Da Proteção Ambiental

O RIMA integra o EIA e vai refletir todas as conclusões nele apresentadas. Sua elaboração
deve ser objetiva, respeitando o sigilo industrial ( se for solicitado) e deve ser acessível ao público.
São requisitos do RIMA:
a) Elencar os objetivos e justificativas do projeto e a sua relação com políticas setoriais e
planos governamentais;
b) Descrever e apresentar alternativas tecnológicas do projeto (fontes de energia,matéria-
prima etc.);
c) Resumo dos diagnósticos ambientais da área de influência do projeto;
d) A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação da atividade e dos métodos,
técnicas e critérios usados para a sua identificação;
e) Apresentar as características da futura qualidade ambiental da área, comparando
as diferentes situações de implementação do projeto e até a possibilidade de sua não
concretização;
f) Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras em relação aos impactos negativos
e grau de alteração esperado;
g) Conclusão e comentários
Pelas razões e características apresentadas, concluímos que o EIA (EPIA) e o RIMA são
mecanismos constitucionais fundamentais à tutela do meio ambiente.

4.3 Licenciamento ambiental


O licenciamento ambiental é um procedimento administrativo através do qual o órgão
ambiental competente outorga uma licença de localização, instalação, ampliação e operação
de empreendimentos e atividades que utilizam recursos ambientais direta ou indiretamente, e
que são consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, de algum modo,
possam degradar o meio ambiente, levando-se em conta as disposições legais e as normas
técnicas aplicáveis a cada caso. A Resolução 237/97 é a que regula o licenciamento ambiental.
No processo de licenciamento dos empreendimentos, que é feito por órgãos e entidades de
controle ambiental, são discutidas todas as questões relativas ao uso dos recursos naturais, à
poluição e à degradação ambiental, assim como as medidas mitigadoras e compensatórias dos
impactos identificados como passíveis de ocorrer.
Segundo Maria Luiza Machado Granziera, “o licenciamento ambiental decorre do exercício
do poder de policia, fundamentado nos princípios da prevenção e da supremacia do interesse
público sobre o particular. Como manifestação do exercício desse poder , o licenciamento
ambiental é mecanismo de controle e restrição da atividade humana e tem por fundamento
impedir que esta venha a ser danosa ao meio ambiente. ”
Cabe ao Poder Público Federal e ao CONAMA, independentemente da competência de órgãos
estaduais, a fixação dos critérios para o licenciamento. O principal agente para a outorga das
licenças ambientais é o órgão estadual integrante do SISNAMA, de acordo com o art. 10 da Lei
9638/81, que estabeleceu competência aos Estados e supletivamente à União através do IBAMA.

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O Processo de licenciamento compreende as seguintes etapas:

I. Requerimento dos interessados, com todos os documentos exigidos (art. 17, Decreto
99.274/91);

II. Despacho determinando seu processamento, com ordem de publicação no Diário Oficial
(art. 10,§ 1º, lei 6938/81);

III. Examinada a documentação, decide-se a próxima etapa de acordo com as peculiaridades


do empreendimento, ou seja, com ou sem a realização do EIA/RIMA e seus ajustes;

IV. Apresentação pelo órgão licenciador das medidas mitigadoras para o empreendimento.
Aqui podem ocorrer duas situações:
a) Não aceitação das medidas mitigadoras: nesse caso, o pedido de licença será indeferido,
cabendo recurso nos termos do art.20 do Decreto 99.274/91.Se o recurso for favorável
ao requerente, o processo seguirá com a outorga da licença prévia; se a decisão
do recurso for desfavorável, mantém-se o indeferimento da licença e o processo é
encerrado.
b) Aceitação das medidas mitigadoras: o processo seguirá nos termos do art. 19 do
Decreto 99.274/91, com a outorga da licença prévia (LP); da licença de instalação (LI),
que autoriza o início da implantação de acordo com o projeto aprovado; e da licença
de operação (LO), que autoriza , após as verificações necessárias, o início da atividade
licenciada e o funcionamento de seus equipamentos de controle de poluição, de acordo
com o previsto nas licenças prévia e de instalação.

V. Encerramento do processo.

As licenças concedidas têm prazo de validade. A licença prévia tem prazo de cinco anos;
a de instalação, seis anos; e a licença de operação, quatro a dez anos.O empreendimento
estará plenamente licenciado quando alcançar a licença de operação. As licenças outorgadas
são passíveis de suspensão e cancelamento, caso o empreendedor cometa grave violação dos
dispositivos de proteção ao meio ambiente.

5. Sistema nacional de informação sobre o meio ambiente – SINIMA

O Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (SINIMA) é um dos instrumentos


da Política Nacional da Meio Ambiente, previsto no inciso VII do artigo 9º da Lei nº 6.938/81.
O referido sistema é considerado pela Política de Informação do Ministério do Meio Ambiente
como a plataforma conceitual baseada na integração e compartilhamento de informações entre
os diversos sistemas existentes ou ainda em construção no âmbito do SISNAMA

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Unidade: Da Proteção Ambiental

O SINIMA é o instrumento responsável pela gestão da informação no âmbito do Sistema


Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), de acordo com a lógica da gestão ambiental
compartilhada entre as três esferas de governo, tendo como forma de atuação três eixos
estruturantes:
Eixo 1 - Desenvolvimento de ferramentas de acesso à informação;
Eixo 2 - Integração de bancos de dados e sistemas de informação. Esses dois eixos são
interligados e tratam de ferramentas de geoprocessamento, em consonância com diretrizes
estabelecidas pelo Governo Eletrônico - E-gov, que permitem a composição de mapas
interativos com informações provenientes de diferentes temáticas e sistemas de informação.
São desenvolvidos com o apoio da Coordenação Geral de Tecnologia da Informação e
Informática - CGTI do MMA;
Eixo 3 - Fortalecimento do processo de produção, sistematização e análise de estatísticas e
indicadores relacionados com as atribuições do MMA. Este é o eixo estratégico do SINIMA
cuja função precípua é fortalecer o processo de produção, sistematização e análise de
estatísticas e indicadores ambientais; recomendar e definir a sistematização de um conjunto
básico de indicadores e estabelecer uma agenda com instituições que produzem informação
ambiental; propiciar avaliações integradas sobre o meio ambiente e a sociedade .

O acesso pleno á informação ambiental é um dos princípios ambientais previstos na Lei


6938/81, e por essa razão, é de extrema importância o papel do SINIMA na difusão das Políticas
Ambientais.

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Material Complementar

Além do texto teórico, base de nossa unidade, recomendamos que você assista aos vídeos
abaixo indicados, bem como faça a leitura dos artigos propostos. Essa atividade vai ajudá-lo
na elaboração do texto na Atividade de aprofundamento proposta. Programe-se e aproveite!
1) Carta fictícia sobre um futuro possível , onde se esgotaram muitos dos Recursos Naturais :
http://www.youtube.com/watch?v=8SCm4sMG6yc
2) Desenvolvimento Sustentável – Vídeo Educacional da BBC : http://www.youtube.com/
watch?v=qMKvDbnqZBw
3) Programa Cidades Sustentáveis: http://www.youtube.com/watch?v=5sTDik3rUug
4) Hidrelétrica: principal fonte de energia do Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=Ljlxsef_
hFw
5)
Desafio logístico: a Hidrelétrica de Belomonte : http://www.youtube.com/
watch?v=ZVlvcD7NLN4
6) TV Senado debate Belomonte: http://www.youtube.com/watch?v=Q9361uQOQlk

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Unidade: Da Proteção Ambiental

Referências

AMADO, Frederico Augusto Di Trindade. Direito Ambiental Esquematizado, p.11. São


Paulo: Editora Gen- Método, 2011.

GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito Ambiental. 2ª Ed. , São Paulo: Atlas,2011.

MILARE, E. Direito do Ambiente: Doutrina, Jurisprudência, Glossario. 6. ed. Sao


Paulo: Revistas dos Tribunais, 2009.

SILVA, J. A. Direito Ambiental Constitucional. 8. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2010.

SIRVINSKAS, L. P. Manual de Direito Ambiental. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

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Anotações

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