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CAP.

2 EQUAÇÕES LIMITES DE TENSÃO


Dimensionamento do pré-esforço em vigas isostáticas

Ancoragem activa

?
Ancoragem passiva
Dimensionamento do pré-esforço em vigas
isostáticas

Sumário:

• Dimensionamento do pré-esforço em vigas isostáticas – considerações


gerais;
• Equações limites de tensão - Estados limites de utilização:
Descompressão; Largura de Fendas; Compressão máxima do Betão.
• Algumas considerações sobre disposições construtivas;
Dimensionamento do pré-esforço em vigas isostáticas

 Para projectar uma viga de betão pré-esforçado é necessário:


• Definir as propriedades dos materiais e determinar as dimensões da
secção transversal;
• Definir o traçado do cabo;
• Determinar a força de pré-esforço, a quantidade de armadura a ser
utilizada e os detalhes sobre a sua colocação no elemento → objecto
de estudo
 O objectivo do dimensionamento consiste em garantir que os limites
de tensões vão ser cumpridos, as peças apresentam características
de resistência e de durabilidade adequadas.
 É prática corrente proceder ao dimensionamento com base nas
cargas de serviço (E.L. de Utilização) analisando as tensões na
secção em fase elástica. A lógica disso parte da ideia de que a
função principal do pré-esforço consiste em melhorar o
comportamento em serviço dos elementos estruturais.
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Dimensionamento do pré-esforço em vigas isostáticas
FORÇA DE PRÉ-ESFORÇO
A força máxima a aplicar num cabo de pré-esforço ( ′) é dada pela
seguinte expressão:

é o pré-esforço máximo (pré-esforço na origem/força do Puxe)


é a área da armadura do pré-esforço
´ representa a tensão máxima a aplicar nos cabos na altura
da aplicação do pré-esforço.

 De acordo com REBAP – art. 36

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Dimensionamento do pré-esforço em vigas isostáticas
FORÇA DE PRÉ-ESFORÇO
 Perdas de pré-esforço
• Perdas instantâneas/imediatas “∆ ” (tempo t=0): perdas de tensão que
ocorrem imediatamente após a aplicação do pré-esforço (8% – 15% de ′)
O pré-esforço após estas perdas é = (1 − ∆ ) × ´

• Perdas diferidas "∆ " (tempo t=∞): perdas de tensão ao longo do


tempo (12% – 15%)
O pré-esforço após estas perdas é = (1 − ∆ ) ×

= 1−∆ × ´

∆ ∆

= 1−∆ ×
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Equações Limites de Tensão

 A distribuição de tensões numa secção de betão pré-esforçado, ao


longo da altura da secção é dada por:

× ×
=− ± ± =− ± ±

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Equações Limites de Tensão

 As tensões admissíveis no betão em elementos flectidos pré-


esforçados segundo ACI e o CSA (regulamentos Americano e Canadiano) são:
1. Tensões no betão imediatamente após a aplicação do pré-esforço,
após perdas instantâneas e antes das perdas diferidas (perdas de
tensão ao longo do tempo), não devem exceder:
⇒ a) Tensão na fibra extrema em compressão: 0.6 ;

⇒ b) Tensão na fibra extrema em tracção: 0.25 ;


;

⇒ c) Tensão na fibra extrema em tracção nas extremidades de vigas


simplesmente apoiadas: 0.50 ;

 Quando as tensões de tracção excederem os limites especificados


deve ser colocada armadura ordinária de forma a absorver a
totalidade das tracções suportadas pelo betão
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Equações Limites de Tensão

2. Tensões no betão para cargas de serviço, depois de deduzidas todas


as perdas (iniciais + diferidas), não devem exceder:

⇒ a) Tensão na fibra extrema em compressão: 0.45 ;

⇒ b) Tensão na fibra extrema traccionada préviamente em compressão:


0.50 ;

⇒ c) Tensão na fibra extrema traccionada préviamente em compressão


exposta a ambiente agressivo: 0.25

 No seu art. 71, o REBAP limita a tensão de compressão no betão para


0,8fcd

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Equações Limites de Tensão

DIMENSIONAMENTO DO PRÉ-ESFORÇO COM BASE NOS LIMITES DE TENSÕES


DE TRACÇÃO

 Pode-se simplificar a determinação do pré-esforço considerando na


análise apenas os limites de tensões de tracção

 Os limites de compressão podem assim constituírem verificações


adicionais que geralmente são satisfeitas nos casos correntes. No
seu art. 71, o REBAP limita a tensão de compressão no betão para
0,8fcd. Para o estado de serviço, a verificação do nível de tensões de
compressão, deve ser feita para combinações raras das acções

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Equações Limites de Tensão
DIMENSIONAMENTO DO PRÉ-ESFORÇO COM BASE NOS LIMITES DE TENSÕES DE TRACÇÃO
A) CASO GERAL:
⇒ i) Fase inicial (instante de aplicação do pré-esforço, = , após perdas
instantâneas) - fibra superior
- valor inicial de pré-esforço, quando da aplicação
× do pré-esforço (após perdas instantâneas);
− + − ≤ - Momento flector associado ás acções actuantes,
quando da aplicação do pré-esforço
- representa a tensão limite de tracção (igual a
zero para E.L. de Descompressão)

(= × )
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Equações Limites de Tensão
DIMENSIONAMENTO DO PRÉ-ESFORÇO COM BASE NOS LIMITES DE TENSÕES DE TRACÇÃO

A) CASO GERAL:
⇒ ii) Fase final (estado de serviço, = , após deduzidas todas perdas) -
fibra inferior
- valor final do pré-esforço
× - Momento flector associado ás combinações de
− − + ≤
acções regulamentares
- representa a tensão limite de tracção (igual a
zero para E.L. de Descompressão)

(= × )
: ( )< − á
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Equações Limites de Tensão
DIMENSIONAMENTO DO PRÉ-ESFORÇO COM BASE NOS LIMITES DE TENSÕES DE TRACÇÃO
B) PRÉ-DIMENSIONAMENTO COM BASE EM LIMITES DE TRACÇÃO IGUAIS
A ZERO (DESCOMPRESSÃO)

 Esta análise, que simplifica ainda mais a determinação do pré-esforço é a


não permissão de tracções na secção ( = = )

⇒ i) Fase inicial (instante de aplicação do pré-esforço, = ), - fibra superior

×
− + − ≤
=

(= × )
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Equações Limites de Tensão
DIMENSIONAMENTO DO PRÉ-ESFORÇO COM BASE NOS LIMITES DE TENSÕES DE TRACÇÃO

⇒ ii) Fase final (estado de serviço, = ) - fibra inferior

×
− − + ≤

=
(= × )

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Equações Limites de Tensão

DIMENSIONAMENTO DO PRÉ-ESFORÇO COM BASE NOS LIMITES DE TENSÕES DE TRACÇÃO

 Quanto ao momento actuante aquando da aplicação do pré-esforço ( )


importa destacar:

Md = M2 14
Equações Limites de Tensão
ESTADO LIMITE DE FENDILHAÇÃO E DESCOMPRESSÃO PARA ARMADURA DO PRÉ-
ESFORÇO – REBAP art. 68

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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE DISPOSIÇÕES
CONSTRUTIVAS
REBAP. Art. 77; 78
 Distância entre armaduras do pré-esforço

 Recobrimento
No caso de armaduras pré-esforçadas, o recobrimento mínimo não deve também,
para as armaduras pós-tensionadas, ser inferior ao diâmetro das bainhas com o
mínimo de 4,0 cm e, para as armaduras pré-tensionadas, ser inferior a 2 vezes o
diâmetro das armaduras com o mínimo de 2,0 cm
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE DISPOSIÇÕES
CONSTRUTIVAS
EUROCÓDICO

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