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Livro Eletrônico

Aula 00

Passo Estratégico de Auditoria p/ ISS-Campinas (Auditor Fiscal) -


Pós-Edital
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira

05922278398 - Patricio Ferreira


Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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Noções gerais sobre auditoria: conceituação e


objetivos. Diferenças entre Auditoria Interna e
Externa

APRESENTAÇÃO .................................................................................... 2
1 – INTRODUÇÃO ................................................................................... 4
2 – ANÁLISE ESTATÍSTICA ........................................................................ 5
696196
3 – CONTEXTUALIZAÇÃO ........................................................................ 6
4 – ANÁLISE DAS QUESTÕES .................................................................. 11
5 – ORIENTAÇÕES DE ESTUDO E CONTEÚDO ........................................... 38
6 – QUESTIONÁRIO DE REVISÃO ............................................................ 41

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APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal!

Meu nome é Guilherme Sant’Anna, sou Auditor Fiscal da Secretaria


de Fazenda do Estado do RJ (ICMS-RJ) – aprovado no concurso de 2014
na 8ª colocação (antes disso, fui aprovado no ICMS-SP/2013, no ISS-
SP/2012 e na CVM/2010). Tenho a responsabilidade e a satisfação de ser
o analista da disciplina de Auditoria no Passo para o cargo de Auditor
Fiscal do ISS Campinas! Dividirei esse trabalho com o professor
Tonyvan Carvalho (Auditor de Controle Externo do Tribunal de
Contas do Estado do Piauí).

O Edital, que acaba de ser publicado, trouxe a VUNESP como


organizadora do certame. Essa, portanto, será nossa banca de referência.

Vamos falar um pouco sobre o nosso projeto do Passo Estratégico. Já


adianto que não tenho dúvidas de que o “Passo” será uma importante
ferramenta para seus estudos, tornando mais próximo o seu sonho de
ocupar o almejado cargo público.

Vejamos de antemão alguns dos objetivos de nosso projeto:

 Expor – por meio de análise estatística – os assuntos com maior


incidência de cobrança nas provas do seu cargo (e, por
consequência, banca) de interesse;

 Apresentar, dentro de cada assunto, os pontos mais recorrentes


e que, por isso, merecem toda sua atenção;

 Servir como um roteiro de revisão, por meio de apresentação de


questões selecionadas e de um checklist (questionário) de estudo;

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 Treiná-lo através de simulados periódicos de questões inéditas,


elaboradas bem no estilo da sua banca.

Atualmente, encontramos no mercado uma infinidade de materiais e


fontes de estudo, alguns de excelente qualidade, outros nem tanto . Por
conta da evolução das bancas e do próprio conteúdo das disciplinas
cobradas nos concursos públicos, os materiais tornaram-se – muitas
vezes – extensos e de difícil conclusão. Não quero dizer que isso é algo
necessariamente ruim. As bancas vêm se reinventando para cobrar cada
vez mais detalhes e o autor/professor se sente na obrigação de trazer
tudo a seus leitores.

Nosso objetivo aqui é trazer relatórios concisos, de aproximadamente 30


páginas cada. Vamos sempre direto ao ponto! Não é nossa função
substituir suas fontes primárias de estudo (livros, PDFs, aulas em vídeo,
etc.). Para aqueles que já vêm estudando de maneira regular a disciplina,
nos propomos a ser um diferencial, um complemento, ajudando a
revisar de forma consistente e a manter o nível já atingido. Por
outro lado, para quem está iniciando, atuamos como uma espécie de
farol, iluminando os pontos nos quais deverá ser dispensada maior
atenção, permitindo alocar de maneira mais eficiente seu precioso tempo.

Dificilmente você vai achar por aí algo que se proponha a trazer o tipo de
informação de qualidade aqui encontrada .

Assim sendo, meus amigos, vamos juntos nessa dura – porém


recompensadora – batalha rumo à aprovação para o cargo de Auditor
Fiscal do ISS Campinas.

Vamos em frente!

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1 – INTRODUÇÃO
Nosso primeiro relatório aborda os assuntos Noções gerais sobre
auditoria: conceituação e objetivos. Diferenças entre Auditoria Interna e
Externa.

Não se trata de temas previstos de forma expressa no Edital, mas


que são fundamentais para a compreensão geral de nossa
disciplina.

Veremos que, tomados em conjunto, esses pontos representam 18% das


questões de Auditoria cobradas em todas as provas de Auditoria
elaboradas pela VUNESP de que se tem histórico.

Uma coisa que vale a pena destacar nesse início de jornada é que nossa
disciplina tem por característica ser de escopo bem amplo e – em certa
medida – possuir tópicos genéricos. Nossa matéria não está codificada
em uma única norma (como, por exemplo, o CTN e a Constituição
Federal, nos casos de Direito Tributário e Constitucional).
Diferentemente, são muitas as normas que regem os trabalhos de
Auditoria e do Auditor. Falaremos mais sobre algumas dessas normas à
frente no nosso relatório.

Outra característica que destaco acerca da nossa disciplina é certo grau


de generalidade que ela possui. Não raramente, os Editais trazem
tópicos como “normas aplicadas à auditoria”. Ora, um tema como esse
pode – em tese – dizer respeito a toda e qualquer questão da matéria.

Uma consequência direta do aspecto da generalidade é a dificuldade em


classificar as questões nesse ou naquele assunto. Na maioria das vezes
podemos fazer a associação de forma direta. Em outras ocasiões,
dificilmente há consenso nessa classificação mesmo entre os mais
consagrados autores e professores da disciplina. Neste e nos demais
relatórios, procuramos fazer a classificação da melhor maneira possível,

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visando sempre facilitar a explanação e a assimilação do conteúdo


apresentado.

2 – ANÁLISE ESTATÍSTICA
Antes de nos aprofundarmos em nossa análise propriamente, vamos
apresentar algumas premissas e critérios adotados.

Nosso universo de análise compreende todas questões de Auditoria


presentes nas provas aplicadas pela VUNESP de que se tem histórico. A
análise foi feita no primeiro semestre de 2019, o que nos deu um total
de 177 questões.

Vamos então à nossa análise propriamente dita:

* Provas objetivas VUNESP

 Objetivos Gerais da Auditoria e do Auditor; Auditoria


Interna: 18% das questões analisadas (sendo 5% referente à
parte de Objetivos Gerais e 13% auditoria interna).

*Conclusão*

Pelo exposto, vimos que os temas deste nosso relatório são bem
explorados pela VUNESP.

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3 – CONTEXTUALIZAÇÃO
A NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução
da Auditoria em Conformidade com Normas - trata das responsabilidades
gerais do auditor independente na condução da auditoria de
demonstrações contábeis em conformidade com as normas brasileiras e
internacionais de auditoria. Ela pode ser considerada como nossa norma
“mãe”. Especificamente, ela expõe os objetivos gerais do auditor
independente e explica a natureza e o alcance da auditoria para
possibilitar ao auditor independente o cumprimento desses
objetivos.

De acordo com a norma supracitada:

3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas


demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é
alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor
sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos
os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de
relatório financeiro aplicável. [...] [grifo nosso]

No mesmo sentido, ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis,


os objetivos gerais do auditor são:

(a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis


como um todo estão livres de distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando assim
que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis

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foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade


com a estrutura de relatório financeiro aplicável; e

(b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e


comunicar-se como exigido pelas NBC TAs, em conformidade com
as constatações do auditor.

Para cumprir seus objetivos, o auditor deve definir e executar


procedimentos de auditoria que sejam apropriados às circunstâncias
com o objetivo de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente.

A NBC TA 200 traz ainda um item com diversas definições importantes


para o estudo da Auditoria. Vejamos algumas delas.

13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados
atribuídos a seguir:
(f) Demonstrações Contábeis são a representação estruturada de
informações financeiras históricas, incluindo divulgações, com a
finalidade de informar os recursos econômicos ou as obrigações da
entidade em determinada data no tempo ou as mutações de tais recursos
ou obrigações durante um período de tempo em conformidade com a
estrutura de relatório financeiro. O termo “demonstrações contábeis”
refere-se normalmente ao conjunto completo de demonstrações
contábeis como determinado pela estrutura de relatório financeiro
aplicável, mas também pode referir-se a quadros isolados das
demonstrações contábeis (...).

(h) Administração é a pessoa com responsabilidade executiva pela


condução das operações da entidade. Para algumas entidades, como no
Brasil, a administração inclui alguns ou todos os responsáveis pela
governança, por exemplo, membros executivos de um conselho de
governança, ou sócio-diretor.

(i) Distorção é a diferença entre o valor, a classificação, a apresentação


ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada e o valor, a

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classificação, a apresentação ou a divulgação que é exigida para que o


item esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável.
As distorções podem originar-se de erro ou fraude (...).

(k) Julgamento profissional é a aplicação do treinamento,


conhecimento e experiência relevantes, dentro do contexto fornecido
pelas normas de auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões
informadas a respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias
do trabalho de auditoria.

(l) Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente


questionadora e alerta para condições que possam indicar possível
distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências
de auditoria.

(m) Asseguração razoável é, no contexto da auditoria de


demonstrações contábeis, um nível alto, mas não absoluto, de
segurança.

Vamos apresentar, nesse momento, a definição e os objetivos


(finalidades) da auditoria interna, descritos na NBC TI 01 – Da Auditoria
Interna. Trata-se de conceitos muito importantes e que devem estar bem
fixados para sua prova. Vejamos:

A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações,


levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a
avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e
economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de
controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de
riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no
cumprimento de seus objetivos (NBC TI 01 item 12.1.1.3).

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A atividade da Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com


enfoque técnico, objetivo, sistemático e disciplinado, e tem por finalidade
agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios
para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles
internos, por meio da recomendação de soluções para as não-
conformidades apontadas nos relatórios. (NBC TI 01 item 12.1.1.4).

Percebam que o objetivo final da auditoria interna é auxiliar a


administração da entidade no cumprimento de seus objetivos, agregando
valor ao resultado da organização! Para isso, é papel da auditoria interna
RECOMENDAR soluções para problemas apontados nos relatórios, além
de apresentar subsídios para aperfeiçoamento dos PROCESSOS, da
GESTÃO e dos CONTROLES INTERNOS.

Diferentemente do auditor independente, o auditor interno, via de regra,


é funcionário da entidade, e está subordinado diretamente à
Administração (mais alto nível). É errado, portanto, afirmar que a
Auditoria Interna está subordinada à Controladoria ou a qualquer outro
órgão que não a Administração/Presidência/Conselho de Administração
(trata-se de uma pegadinha clássica aplicada pelas bancas). O auditor
interno, não obstante sua posição funcional, deve preservar sua
autonomia profissional.

Diante do exposto, podemos apresentar o seguinte esquema:

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Auditor Interno Auditor Independente


- É funcionário da entidade (em regra),
subordinado diretamente à - Não é funcionário da entidade auditada.
Administração.
- Assiste a Administração da entidade no - Não responde à Administração da
cumprimento de seus objetivos. entidade.
- Deve preservar sua autonomia - Possui independência* em relação à
profissional. entidade.

- Sua finalidade é agregar valor ao - Seu objetivo é obter segurança razoável


resultado da organização, apresentando de que as demonstrações estão livres de
subsídios para o aperfeiçoamento dos distorção relevante e apresentar relatório
processos, da gestão e dos controles sobre a adequação das demonstrações
internos. contábeis.
- Trabalho contínuo. - Trabalho periódico/pontual.

*as normas Internacionais de Auditoria Interna (IIA) também incluem a


Independência como atributo do Auditor Interno. Se alguma questão fizer
algum tipo de comparação, podemos dizer que o Auditor Externo é “mais
independente” em relação ao Auditor Interno.

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4 – ANÁLISE DAS QUESTÕES


1. (VUNESP / Contador – DESENVOLVE – 2014) O objetivo geral
de uma auditoria independente é

a) apresentar as demonstrações contábeis de acordo com as normas


contábeis do país.

b) determinar bases sólidas de consolidação das demonstrações


contábeis.

c) assegurar que os controles internos possam produzir informações


confiáveis.

d) informar a alta administração quanto aos princípios contábeis


utilizados em suas demonstrações.

e) aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por


parte dos usuários.

Comentários: o caminho para o gabarito é pela literalidade da norma,


especialmente do item 3 da NBC TA 200 - Objetivos Gerais do
Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com
as Normas de Auditoria, alterada e consolidada em 05.09.2016 como
NBC TA 200 (R1). Trata-se de uma definição importantíssima e que
você deve levar para sua prova. Vejamos abaixo:
3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas
demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é
alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se
as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro
aplicável (...).
Cumpre ressaltar que a responsabilidade pela elaboração e
apresentação das demonstrações contábeis (balanço patrimonial, etc.)
é da administração da entidade e, quando apropriado, dos responsáveis

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pela governança. As bancas gostam de confundir o candidato atribuindo


tal responsabilidade ao auditor externo. Isso não é verdade. Com isso
eliminamos as assertivas A e B. A administração da entidade (e os
responsáveis pela governança, quando apropriado) é ainda responsável
pelo controle interno da entidade – com isso eliminamos a letra C. A
letra D carece de qualquer previsão normativa.

Gabarito: E

2. (VUNESP / Controlador Interno – PAULIPREV – 2018) Sobre


o objetivo e o alcance da auditoria de demonstrações contábeis, é
correto afirmar que

a) o objetivo da auditoria é confirmar que as informações apresentadas


pelos administradores nas demonstrações financeiras são verdadeiras,
sem espaço para dúvidas.

b) o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas


demonstrações contábeis por parte dos usuários, mediante a expressão
de uma opinião pelo auditor.

c) a auditoria das demonstrações contábeis exime de responsabilidades


a administração ou os responsáveis pela governança da entidade
auditada.

d) as normas brasileiras aplicáveis aos trabalhos de auditoria exigem,


como base para a opinião do auditor, que ele obtenha segurança
absoluta de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres
de distorção relevante.

e) a maioria das evidências de auditoria em que o auditor baseia suas


conclusões e sua opinião é de natureza conclusiva e não persuasiva.

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Comentários: questão muito parecida com a anterior, em que o


examinador cobra a literalidade do item 3 da NBC TA 200 (R1). Vejamos
mais uma vez:

3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas


demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é
alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se
as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro
aplicável (...).

Gabarito, portanto, letra B. Vamos analisar as demais assertivas.

Letra A – destoa totalmente do objetivo da auditoria presente na norma


NBC TA 200.

Letra C – a responsabilidade pela elaboração das demonstrações


contábeis é da administração da entidade e dos responsáveis pela
governança. A auditoria dessas demonstrações não os exime de
nenhuma responsabilidade nesse aspecto.

Letra D – desconfiem do termo “segurança absoluta”. Em auditoria


geralmente trabalhamos com uma “segurança razoável”, que é
justamente um nível alto – mas não absoluto – de segurança. O motivo
disso é que a auditoria sempre possui uma chamada “limitação
inerente”. Isso porque o auditor não é obrigado e não pode reduzir o
risco de auditoria a zero, e, portanto, não pode obter segurança
absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção
relevante devido a fraude ou erro.

Letra E – como dissemos acima, a auditoria tem limitações inerentes.


Como resultado, a maior parte das evidências de auditoria que
propiciam ao auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua
opinião são persuasivas ao invés de conclusivas. A assertiva inverteu
os conceitos.

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Gabarito: B.

3. (VUNESP / An. Legislativo – CMSJC / Contador – 2018) A


auditoria independente

a) observa as normas escritas por especialistas internos da entidade


auditada, que são considerados parte da equipe de trabalho.

b) aumenta a credibilidade das demonstrações contábeis.

c) atua conforme as diretrizes estabelecidas pela administração da


entidade auditada.

d) atua em conjunto com a administração da entidade para o


cumprimento dos seus objetivos, garantindo a sua viabilidade futura.

e) implementa os controles internos necessários pelo fato de ser um


trabalho contínuo.

Comentários: questão fresquinha (2018) em que, mais uma vez, é


cobrado entendimento do item 3 da NBC TA 200 (R1). Vejamos mais
uma vez:

3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas


demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é
alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se
as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro
aplicável (...).

Pelo exposto, o gabarito é a letra B. Dessa vez a cobrança não foi tão
literal. As demais assertivas estão muito mais relacionadas ao auditor
interno (e não ao auditor independente). Veremos os conceitos acerca
da auditoria interna em relatórios futuros. Vamos, nesse momento,

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apresentar alguns conceitos importantes para contextualização do


tema.

A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações,


levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para
a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e
economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de
controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de
riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no
cumprimento de seus objetivos.

Gabarito: B.

4. (VUNESP / Contador Jurídico – TJSP – 2015) É responsabilidade


do auditor

a) prevenir e detectar erros e fraudes.

b) identificar e avaliar os riscos de distorções relevantes, exceto se


houver fraude.

c) jamais se retirar do trabalho, mesmo se houver suspeita de fraude.

d) em caso de suspeita de fraude, comunicar-se com acionistas ou


contratantes da auditoria, mas nunca com as autoridades reguladoras,
tendo em vista o sigilo do trabalho.

e) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis não


contêm distorções relevantes.

Comentários: vimos nas questões anteriores o objetivo da AUDITORIA


de demonstrações contábeis. Veremos agora os objetivos gerais do
AUDITOR (trazido pelo item 11 da NBC TA 200 - R1). Trata-se de
conceito importantíssimo e que também deve ficar muito bem
guardado. Vejamos:

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11. Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos


gerais do auditor são:
(a) obter segurança razoável de que as demonstrações
contábeis como um todo estão livres de distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro,
possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro
aplicável; e
(b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e
comunicar-se como exigido pelas NBCs TA, em conformidade com as
constatações do auditor.

Ora, pelo exposto acima o gabarito só pode ser a letra E. Vamos avaliar
as demais assertivas:

Letra A – trata-se de pegadinha clássica. Guardem isso: a


responsabilidade primária pela prevenção de fraudes e erros é da
administração da entidade, e não do auditor!

Letra B – o erro encontra-se na parte final, uma vez que a identificação


dos riscos de distorção relevante deve ser feita independentemente se
ocasionados por fraude ou erro.

Letra C – há algumas situações que envolvem fraude em que o auditor


pode sim considerar retirar-se do trabalho, quando essa saída é
permitida por lei/regulamento. Tais condições envolvem circunstâncias
excepcionais que coloquem em dúvida a capacidade do profissional de
continuar a realizar a auditoria.

Letra D – mais uma pegadinha que é esclarecida pelos ensinamentos


da NBC TA 240 (R1) – Responsabilidades do auditor em relação à
fraude, vejamos:

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43. Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude, deve


determinar se há responsabilidade de comunicar a ocorrência ou
suspeita a um terceiro fora da entidade. Embora o dever profissional do
auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente possa
impedir que tais informações sejam dadas, as responsabilidades legais
do auditor podem sobrepor-se ao dever de confidencialidade em
algumas situações.

Logo, vemos que há casos em que se deve sim comunicar fraude ou


suspeita de fraude às autoridades reguladoras, a despeito do dever de
confidencialidade.

Gabarito: E.

5. (VUNESP / Gestor Público – Pref. São José dos Campos –


2012) De acordo com as normas técnicas de auditoria independente,
o(s) objetivo(s) do auditor é(são):

I. obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão


livres de distorção;

II. apresentar relatórios sobre as demonstrações contábeis;

III. atender aos interesses do auditado.

Está correto o contido em

a) I, apenas.

b) II, apenas.

c) I e II, apenas.

d) I e III, apenas.

e) I, II e III.

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Comentários: questão parecida com a anterior, em que é cobrada a


literalidade do item 11 da NBC TA 200 (R1). Vejamos mais uma vez:

11. Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos


gerais do auditor são:
(a) obter segurança razoável de que as demonstrações
contábeis como um todo estão livres de distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro,
possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro
aplicável; e
(b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e
comunicar-se como exigido pelas NBCs TA, em conformidade com as
constatações do auditor.

Pelo exposto, os itens I e II estão corretos. O item III é absurdo, dado


que a atuação do auditor é independente, jamais devendo atender pura
e simplesmente aos interesses da entidade auditada.

Gabarito: C (I e II corretos).

Vejamos agora questões que tratam das características do auditor


independente, bem como de outros conceitos importantes trazidos pela
NBC TA 200.

6. (VUNESP / APOFP – SEFAZ SP – 2013) Dentre as atribuições de


um auditor, estar alerta a evidências de auditoria que contradigam
outras evidências obtidas; informações que coloquem em dúvida a
confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem
usadas como evidências de auditoria; condições que possam indicar

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possível fraude; e circunstâncias que sugiram a necessidade de


procedimentos de auditoria, além dos exigidos pelas NBC TAs, significa

a) autoridade delegada.

b) ceticismo profissional.

c) aplicação de procedimentos prévios.

d) julgamento profissional.

e) procedimento de auditoria.

Comentários: conforme vimos na seção Contextualização, a NBC TA


==a9f84==

200 traz uma séria de definições importantes, algumas delas dizem


respeito às características inerentes do auditor independente. São elas
o ceticismo e o julgamento profissional. Vejamos o que diz a norma:
13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados
atribuídos a seguir:
(k) Julgamento profissional é a aplicação do treinamento,
conhecimento e experiência relevantes, dentro do contexto fornecido
pelas normas de auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões
informadas a respeito dos cursos de ação apropriados nas
circunstâncias do trabalho de auditoria.
(l) Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente
questionadora e alerta para condições que possam indicar possível
distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências
de auditoria.
O item A20 da NBC TA 200 (R1) complementa:
A20. O ceticismo profissional inclui estar alerta, por exemplo, a:
 Evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas;
 Informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos
documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências
de auditoria;
 Condições que possam indicar possível fraude;

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 Circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de


auditoria além dos exigidos pelas NBCs TA.
Portanto, percebe-se que o enunciado traz a literalidade do item A20
supramencionado. Estamos diante do ceticismo profissional.
Gabarito: B.

7. (VUNESP / Controlador Interno – PAULIPREV – 2018)


Conforme as normas brasileiras aplicáveis ao trabalho dos auditores
independentes, assinale a alternativa que apresenta a definição correta.

a) Evidências de auditoria – são a representação estruturada de


informações financeiras históricas, incluindo divulgações, com a
finalidade de informar os recursos econômicos ou as obrigações da
entidade em determinada data no tempo.

b) Informação contábil histórica – é a informação utilizada pelo auditor


para fundamentar suas conclusões e na qual se baseia a sua opinião.

c) Distorção – é a diferença entre o valor, a classificação, a


apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada
e o valor, a classificação, a apresentação ou a divulgação que é exigida
para que o item esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro
aplicável.

d) Ceticismo profissional – é a aplicação de treinamento, conhecimento


e experiência relevantes, dentro do contexto fornecido pelas normas de
auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões informadas a
respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho
de auditoria.

e) Auditor – é a pessoa ou a organização com a responsabilidade de


supervisionar, de forma geral, a direção estratégica da entidade e as
obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade.

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Comentários: mais uma questão que aborda importantes definições


trazidas pelo item 13 da NBC TA 200 (R1). Vamos avaliar cada
assertiva:

a) Evidências de auditoria – são a representação estruturada de


informações financeiras históricas, incluindo divulgações, com a
finalidade de informar os recursos econômicos ou as obrigações da
entidade em determinada data no tempo. Estamos diante do
conceito de Informação contábil histórica.

b) Informação contábil histórica – é a informação utilizada pelo auditor


para fundamentar suas conclusões e na qual se baseia a sua opinião.
Estamos diante do conceito de evidências de auditoria.

c) Distorção – é a diferença entre o valor, a classificação, a


apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada
e o valor, a classificação, a apresentação ou a divulgação que é exigida
para que o item esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro
aplicável. Alternativa correta.

d) Ceticismo profissional – é a aplicação de treinamento, conhecimento


e experiência relevantes, dentro do contexto fornecido pelas normas de
auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões informadas a
respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho
de auditoria. Trata-se do conceito de julgamento profissional.

e) Auditor – é a pessoa ou a organização com a responsabilidade de


supervisionar, de forma geral, a direção estratégica da entidade e as
obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade. Trata-se
do conceito de Administração.

Gabarito: letra C.

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8. (VUNESP / Contador – PAULIPREV – 2018) “A diferença entre


o valor, a classificação, a apresentação ou a divulgação de uma
demonstração contábil relatada e o valor, a classificação, a
apresentação ou a divulgação que é exigida para que o item esteja de
acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável, segundo as
Normas Brasileiras de Contabilidade”.

O texto refere-se à definição de

a) risco de auditoria.

b) distorção.

c) materialidade em auditoria.

d) risco de detecção.

e) valor mínimo para divulgação.

Comentários: questão mais uma vez traz uma definição importante,


presente na NBC TA 200. O enunciado apresenta a literalidade do
conceito da Distorção. As demais assertivas não serão comentadas na
aula de hoje, uma vez que seus conceitos serão tratados em relatórios
futuros.

Gabarito: letra B.

9. (VUNESP / Auditor – DESENVOLVE – 2014) De acordo com a


legislação contábil vigente – NBC TA 200 –, demonstrações contábeis
são

a) a representação balanço patrimonial, demonstração do resultado do


exercício, fluxo de caixa em substituição à DOAR (demonstração das
origens e aplicações de recursos), relatório da administração e relatório
da auditoria, com a finalidade de informar os recursos econômicos ou
obrigações da entidade em determinada data no tempo ou as mutações

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de tais recursos ou obrigações durante um período de tempo, em


conformidade com a estrutura de relatório financeiro.

b) o conjunto de informações que devem ser obrigatoriamente


divulgadas, anualmente, segundo a Lei n.º 6.404/76, pela
administração de uma sociedade por ações, e representa a sua
prestação de contas para os sócios e acionistas.

c) a representação estruturada de informações contábeis históricas,


incluindo notas explicativas relacionadas, com a finalidade de informar
os recursos econômicos ou obrigações da entidade em determinada
data no tempo ou as mutações de tais recursos ou obrigações durante
um período de tempo, em conformidade com a estrutura de relatório
financeiro. As notas explicativas relacionadas geralmente
compreendem um resumo das políticas contábeis significativas e outras
informações. O termo “demonstrações contábeis” geralmente se refere
a um conjunto completo de demonstrações contábeis, como
determinado pela estrutura de relatório financeiro aplicável, mas
também pode se referir a uma única demonstração contábil, que seria
um quadro isolado.

d) conjunto de informações que devem ser obrigatoriamente divulgadas


em jornais e mídias de grande circulação, anualmente, segundo a Lei
n.º 11.637/08, pela administração de uma sociedade por ações, e
representa a sua prestação de contas para os sócios e acionistas.

e) conjunto de informações que devem ser obrigatoriamente divulgadas


em jornais e mídias de grande circulação, periodicamente, segundo as
Leis n.º 6.404/76 e n.º 11.637/08 e sua alterações, pela administração
de uma sociedade por ações, e representa a sua prestação de contas
para os sócios e acionistas e também para os demais usuários da
contabilidade.

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Comentários: questão aborda a definição exata das “Demonstrações


Contábeis”, nos termos da NBC TA 200. Ressalte-se que tal definição
foi modificada recentemente, ocasião em que se substituiu o termo
“notas explicativa” por “divulgações”. Vejamos:

13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados
atribuídos a seguir:

[...]

Demonstrações contábeis são a representação estruturada de


informações financeiras históricas, incluindo divulgações, com a
finalidade de informar os recursos econômicos ou as obrigações da
entidade em determinada data no tempo ou as mutações de tais
recursos ou obrigações durante um período de tempo em conformidade
com a estrutura de relatório financeiro. O termo “demonstrações
contábeis” refere-se normalmente ao conjunto completo de
demonstrações contábeis como determinado pela estrutura de relatório
financeiro aplicável, mas também pode referir-se a quadros isolados
das demonstrações contábeis. As divulgações compreendem
informações explicativas ou descritivas, elaboradas conforme
requeridas, permitidas expressamente ou de outra forma pela estrutura
de relatório financeiro aplicável, incluídas nas demonstrações
contábeis, ou nas notas explicativas, ou incorporadas por referência
cruzada (ver itens Al e A2). (Alterado pela NBC TA 200 (R1)). [...]

Gabarito: C.

10. (VUNESP/ ISS São José dos Campos – ATM – 2018) Uma
autarquia municipal recebe uma verba destinada a construir um novo
prédio. No intuito de avaliar a correta aplicação dos recursos públicos,
foi estabelecida, como procedimento, a constatação da existência física
desse prédio. Esse tipo de auditoria pública é denominado auditoria

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a) contábil.

b) especial.

c) de sistemas.

d) terceirizada.

e) de avaliação de gestão.

Comentários: essa questão foge um pouco ao que costumamos


apresentar em um relatório como esse (conceitos gerais de auditoria,
objetivos, características, etc.), até por tratar de um tópico usualmente
cobrado em provas de auditoria governamental. Optamos por trazê-la
ao relatório, uma vez que o tema foi objeto da recente prova do ISS
São José dos Campos.

Pois bem, estamos diante de uma das classificações de auditoria mais


cobradas em provas (especialmente naquelas que trazem Auditoria
Governamental em seu conteúdo programático – não foi o caso do ISS
São José dos Campos), prevista na Instrução Normativa da Secretaria
Federal de Controle Interno (atual Controladoria Geral da União) nº
01/2001. Vejamos o que diz a norma:

I. Auditoria de Avaliação da Gestão: esse tipo de auditoria objetiva


emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas,
verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a
probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou
administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados,
compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: exame das peças
que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; exame
da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos;
verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e
contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e
avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de
governo quanto à economicidade, eficiência e eficácia dos mesmos.

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II. Auditoria de Acompanhamento da Gestão: realizada ao longo


dos processos de gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real
sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e
negativos de uma unidade ou entidade federal, evidenciando
melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos
ao desempenho da sua missão institucional.
III. Auditoria Contábil: compreende o exame dos registros e
documentos e na coleta de informações e confirmações,
mediante procedimentos específicos, pertinentes ao controle do
patrimônio de uma unidade, entidade ou projeto. Objetivam obter
elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os
registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios
fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias
refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes, a
situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período
administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas.
Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de
recursos externos, oriundos de agentes financeiros e organismos
internacionais, por unidades ou entidades públicas executoras de
projetos celebrados com aqueles organismos com vistas a emitir
opinião sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações
financeiras.
IV. Auditoria Operacional: consiste em avaliar as ações gerenciais
e os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou
parte dele, das unidades ou entidades da administração pública federal,
programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com
a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos
aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando
auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio de
recomendações, que visem aprimorar os procedimentos, melhorar os

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controles e aumentar a responsabilidade gerencial. Este tipo de


procedimento auditorial, consiste numa atividade de assessoramento
ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos
administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto
do setor público, atuando sobre a gestão, seus programas
governamentais e sistemas informatizados.

V. Auditoria Especial: objetiva o exame de fatos ou situações


consideradas relevantes, de natureza incomum ou
extraordinária, sendo realizadas para atender determinação expressa
de autoridade competente. Classifica-se nesse tipo os demais trabalhos
auditoriais não inseridos em outras classes de atividades.

A chave para o gabarito está na expressão do enunciado “avaliar a


correta aplicação dos recursos públicos”. Vejam que a Auditoria de
Avaliação da Gestão visa, dentre outros, verificar a probidade na
aplicação dos dinheiros públicos. Pelo exposto, estamos diante da
Auditoria de Avaliação da Gestão.

Gabarito: E.

Veremos nesse momento questões a respeito da Auditoria Interna.

11. (VUNESP / APOFP – SEFAZ SP – 2013) Um dos principais


objetivos do auditor interno ou da auditoria interna é:

a) auditar, acompanhar e fiscalizar as operações de uma companhia e


reportar exclusivamente ao conselho fiscal.

b) avaliar com controles no sentido de identificar roubos ou extravio


realizados.

c) avaliar a integridade, adequação e eficiência dos processos, dos


sistemas de informações e de controles internos, com vistas a assistir
à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.

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d) examinar os sistemas de controles internos e as contas contábeis


patrimoniais e de resultado a fim de emitir uma opinião sobre elas.

e) avaliar a integridade, adequação e eficiência dos processos, sistemas


de informações e controles internos, fixar normas e procedimentos a
serem cumpridos pela administração da empresa.
Comentários:
Questão tranquilíssima, facilmente resolvível com base no que vimos
na seção de contextualização a respeito da definição e das finalidades
da auditoria interna, descritos na NBC TI 01. Ressaltamos que são
conceitos muito importantes e que devem estar bem fixados. Vejamos:
12.1.1.3 – A Auditoria Interna compreende os exames, análises,
avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente
estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia,
eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações
e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de
riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no
cumprimento de seus objetivos.
Gabarito, portanto, letra C. Comentaremos a seguir as demais
assertivas:
Letra A – o auditor interno não reporta exclusivamente ao conselho
fiscal. Ele reporta à Administração da entidade (presidência, diretoria,
etc.).
Letra B – a responsabilidade primária pela prevenção de fraudes (roubo
ou extravio, por exemplo) e erros é da administração da entidade, não
do auditor interno. O Auditor Interno deve assessorar a administração
da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se
a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre
quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no
decorrer de seu trabalho.

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Letra D – quem emite opinião sobre as demonstrações contábeis por


meio de relatório é o auditor independente. Não o auditor interno.
Letra E – parte final está errada. O Auditor Interno não fixa normas a
serem cumpridas pela Administração da entidade. Ele simplesmente
auxilia a administração no cumprimento de seus objetivos.
Gabarito: C.

12. (VUNESP / Contador Judiciário – TJ SP – 2008) A Auditoria


Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e
comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da
integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos
processos, dos sistemas de informações e de controles internos
integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos, com vistas a
a) auxiliar a administração da entidade na busca de fraudes,
exclusivamente.
b) assistir a administração da entidade no cumprimento de seus
objetivos.
c) assistir o governo na redução da sonegação fiscal.
d) assistir a administração da empresa na redução de custos.
e) assistir a administração da entidade no fortalecimento dos
processos.
Comentários: questão parecida com a anterior. O examinador mais
uma vez cobra a definição da auditoria interna prevista na NBC TI 01.
Vejamos mais uma vez:
12.1.1.3 – A Auditoria Interna compreende os exames, análises,
avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente
estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia,
eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações
e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de

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riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no


cumprimento de seus objetivos.
Gabarito, portanto, letra B.
Aqui o examinador foi “maldoso”, uma vez que – com exceção da letra
C – as demais assertivas não estão exatamente erradas. Vamos
comentá-las:
Letra A: erro está na expressão exclusivamente. O auditor deve, de
fato, assessorar a administração da entidade na prevenção e detecção
de fraudes. Ocorre que seu objetivo é mais amplo.
Letra C: absurda e sem previsão nas normas.
Letras D e E: eu diria que estão conceitualmente corretas, no entanto
não estão de acordo com a literalidade da norma (o que ocorre somente
na letra B, nosso gabarito).
Gabarito: B.

13. (VUNESP / Contador Judiciário – TJ SP – 2013) A atividade da


Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com enfoque
técnico, objetivo, sistemático e disciplinado, e tem a finalidade
a) exclusiva de atender aos objetivos do conselho de administração e
do conselho fiscal, em busca de eficiência dos controles internos.
b) de reduzir custos com os riscos operacionais, bem como tornar os
processos mais otimizados, ganhando em tempo e desempenho.
c) de agregar valor ao resultado financeiro de qualquer organização,
reduzindo o número de controles num processo de forma a torná-lo
mais eficaz frente à atual busca de rapidez e eficiência de mercado, por
meio de recomendação de soluções para as não conformidades
apontadas nos relatórios.
d) de agregar valor ao resultado da organização, apresentando
subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos

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controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não


conformidades apontadas nos relatórios.
e) de agregar valor ao resultado da organização, apresentando
subsídios para o aperfeiçoamento dos controles internos, por meio da
recomendação de soluções, bem como da eficiência dos trabalhos da
auditoria externa de demonstrações financeiras.
Comentários: mais uma questão acerca da conceituação e objetivos
da Auditoria Interna. Nos termos do item 12.1.1.4 da NBC TI 01, a
Auditoria Interna “tem por finalidade agregar valor ao resultado da
organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento
dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da
recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas
nos relatórios”.

Gabarito, portanto, letra D! As assertivas A e B são por demais


restritivas e carecem de previsão normativa. As assertivas C e E tentam
confundir o candidato menos atento ao trocar expressões e palavras
previstas originalmente na norma.
Gabarito: D.

14. (VUNESP / Contador Judiciário – TJ SP – 2015) Quanto às


diferenças entre auditoria externa e interna, é correto afirmar:
a) a auditoria interna é feita, necessariamente, por um empregado da
empresa.
b) o auditor externo não pode ter vínculo empregatício com a empresa.
c) enquanto a auditoria externa deve ser realizada por contador com
registro no CRC, o Conselho Federal de Contabilidade não exige o
mesmo na auditoria interna.
d) a auditoria externa é desenvolvida continuamente ao longo do
tempo.

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e) o objetivo da auditoria externa é assistir à administração no


cumprimento dos seus objetivos.
Comentários: questão bacana que trata das principais diferenças
entre a Auditoria Interna e a Auditoria Independente. Vamos analisar a
seguir cada alternativa:
Letra A: como vimos na seção contextualização, a Auditoria Interna –
via de regra – é sim efetuada por funcionário da entidade. Isso é
amplamente trazido pela doutrina. Ocorre que não há, nas normas de
auditoria, tal obrigatoriedade. Por esse motivo, a questão está ERRADA.
Não fosse a expressão “necessariamente” a assertiva poderia estar
correta.
Letra B: CORRETA. Em virtude da independência requerida no trabalho
de auditoria externa, não pode o auditor ser funcionário da entidade.
Letra C: ERRADA, pois a necessidade de registro no CRC se dá tanto
para o auditor externo (independente) quanto para o auditor interno.
Com relação à auditoria interna, essa exigência de registro no CRC
constava na já revogada NBC T 12. No entanto, a doutrina (e as bancas
de concurso) ainda discorrem sobre essa necessidade.
Letra D: ERRADA. A auditoria interna que é desenvolvida
continuamente ao longo do tempo. A auditoria externa é desenvolvida
de forma pontual ou periódica.
Letra E: ERRADA. Esse é o objetivo da auditoria interna.
Gabarito: B.

15. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2019) A respeito


das espécies de auditoria, é correto afirmar que
a) a atividade da auditoria interna tem por finalidade agregar valor ao
resultado da organização, apresentando subsídios para o
aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos.

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b) a auditoria interna trata de procedimentos aplicáveis apenas às


empresas privadas, não se aplicando no âmbito do controle interno de
entidades públicas.
c) a auditoria interna e a auditoria externa cumprem a mesma função,
respondendo ambas à administração da entidade contratante.
d) a auditoria externa poderá ser representada pelos órgãos de
administração tributária, sendo exercida pelo profissional auditor fiscal.
e) a auditoria independente não se confunde com a auditoria externa,
podendo ser exercida por órgão interno vinculado ao setor financeiro
da entidade auditada.

Comentários: questão muito fresquinha e, de certa forma, tranquila.


Vamos analisar cada assertiva:

Letra A: CORRETA. Essa é de fato a finalidade da Auditoria Interna, nos


termos do item 12.1.1.4 da NBC TI 01.

Letra B: INCORRETA. A Auditoria Interna é exercida (“se aplica”) nas


pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito
privado.

Letra C: INCORRETA. Vimos já que os objetivos das auditorias interna


e externa (independente) são distintos.

Letra D: INCORRETA. Auditoria Externa (Independente) das


Demonstrações Contábeis não se confunde com Auditoria Fiscal.

Letra E: INCORRETA. Auditoria Externa e Independente são a mesma


coisa.

16. (VUNESP / Pref. São Bernardo do Campo – Agente de


Controladoria – 2018) É correto afirmar que a auditoria
a) interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público e de direito
privado.

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b) interna compreende exames, análises, avaliações, levantamentos e


comprovações, dispensando-se o registro em meio físico ou eletrônico.
c) externa deve ser estruturada em procedimento amplo e abrangente,
não podendo restringir-se a quadros isolados das demonstrações
contábeis ou elementos, contas ou itens específicos das demonstrações
contábeis.
d) interna e externa não têm finalidade preventiva, mas objetiva
identificar, a posteriori, erros, omissões, inadequações e
intempestividade da informação contábil.
e) interna não abrange análise de riscos da própria auditoria, reservada
essa análise à auditoria externa ou independente, à qual compete
verificar a possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o
objetivo dos trabalhos.
Comentários: mais uma que puxa conceitos e diferenças entre as
Auditorias Interna e Externa (Independente). Vamos avaliar cada
assertiva:
Letra A – CORRETA, de acordo com a literalidade do item 12.1.1.2 da
NBC TI 01. Vejamos:
12.1.1.2 – A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de
direito público, interno ou externo, e de direito privado.
Letra B – INCORRETA. A parte inicial está ok, estando o erro na parte
que diz que é dispensado o registro da Auditoria Interna em meio físico
ou eletrônico. De acordo com a NBC TI 01:
12.1.2.1 – A Auditoria Interna deve ser documentada por meio
de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico,
que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e
racional.
Letra C – INCORRETA. Como vimos anteriormente, é objetivo do
Auditor Independente apresentar relatório sobre as demonstrações
contábeis e comunicar-se como exigido pelas normas (NBC TA 200 R1,

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item 11 “b”)). O termo “demonstrações contábeis” refere-se


normalmente ao conjunto completo de demonstrações contábeis como
determinado pela estrutura de relatório financeiro aplicável, mas
também pode referir-se a quadros isolados das demonstrações
contábeis (NBC TA 200 R1, item 13 “f”).
Letra D – INCORRETA. Assertiva carece totalmente de previsão
normativa. Em comparação com a auditoria independente, a auditoria
interna possui um caráter mais preventivo, uma vez que se trata de um
trabalho contínuo, cuja finalidade é agregar valor ao resultado
da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento
dos processos, da gestão e dos controles internos.
Letra E – INCORRETA. Uma das etapas da execução do trabalho do
Auditor Interno é justamente a Análise de Riscos, que deve ser feita na
fase do Planejamento dos Trabalhos. Vejamos o que diz a norma:
12.2.2.1 – A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser
feita na fase de planejamento dos trabalhos; estão relacionados à
possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos
trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente,
os seguintes aspectos:
a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance
dos procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados,
considerando o volume ou a complexidade das transações e das
operações;
b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos
trabalhos de especialistas.
Gabarito: A.

17. (VUNESP / Contador Judiciário – TJM – 2011) Os


procedimentos que compreendem os exames preliminares das áreas,
atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do

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trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela


administração da entidade, referem-se
a) ao planejamento do trabalho de auditoria independente.
b) aos procedimentos de auditoria de pré-qualificação do balanço.
c) aos testes substantivos de auditoria.
d) aos procedimentos de revisão analítica.
e) ao planejamento do trabalho de auditoria interna.
Comentários: vimos até o momento a conceituação e os objetivos da
Auditoria Interna previstos na NBC TI 01. Esse normativo traz também
diversos outros pontos acerca da execução de trabalho do auditor
interno (papéis de trabalho, planejamento, riscos, procedimentos,
relatório, etc.).
O enunciado da questão traz justamente a definição do planejamento
da auditoria interna, previsto no item 12.2.1.1 da norma. Vejamos:
12.2.1.1 – O planejamento do trabalho da Auditoria Interna
compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e
processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser
realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração
da entidade.
Gabarito: E.

18. (VUNESP / Auditor – DESENVOLVE – 2014) Os(as)


______________ constituem exames e investigações, incluindo testes
de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno
obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e
recomendações à administração da entidade.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do texto.
a) testes de auditoria independente
b) procedimentos da auditoria
c) relatórios de auditoria

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d) evidências de auditoria
e) programas de auditoria
Comentários: questão acerca dos procedimentos de auditoria interna.
Vejamos o que diz a NBC TI 01:

12.2.3.1 – Os procedimentos da Auditoria Interna constituem


exames e investigações, incluindo testes de observância e testes
substantivos, que permitem ao auditor interno obter subsídios
suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à
administração da entidade.

12.2.3.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável


segurança de que os controles internos estabelecidos pela
administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu
cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Na sua
aplicação, devem ser considerados os seguintes procedimentos:

a) inspeção – verificação de registros, documentos e ativos tangíveis;

b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento


quando de sua execução;

c) investigação e confirmação – obtenção de informações perante


pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das
operações, dentro ou fora da entidade.

12.2.3.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência


quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos
sistemas de informação da entidade.
Pelo exposto, e com base no item 12.2.3.1 da NBC TI 01, nosso gabarito
é a letra B (procedimentos de auditoria). O mais correto seria dizer
“procedimentos da Auditoria Interna”. A omissão da expressão
“interna”, nesse caso, não invalida a questão.
Gabarito: B.

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5 – ORIENTAÇÕES DE ESTUDO E CONTEÚDO


Caros alunos, pela resolução das questões comentadas no tópico
anterior, percebemos claramente que a grande maioria das questões
trazidas pela banca, senão todas, testam conhecimentos sobre a
literalidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. Vamos falar um
pouco sobre essas Normas.

As Normas Brasileiras de Contabilidade dividem-se em Normas


Técnicas e Profissionais (essas que são objeto de nosso estudo em
auditoria), interpretações técnicas e comunicados técnicos. As normas de
auditoria independente são aprovadas pelo CFC por meio de Resoluções,
e classificadas em normas profissionais (NBC PA) e normas técnicas (NBC
TA).

Ao longo dos últimos anos, as Normas Técnicas e Profissionais de


Auditoria Independente sofreram uma série de mudanças e atualizações,
notadamente para se adequar às normas internacionais da IFAC
(International Federation of Accountants). Tal processo teve início em
2010 e perdura até os dias de hoje. A tradução e adequação das
normas internacionais é responsabilidade do Conselho Federal de
Contabilidade (CFC) e do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
(Ibracon) – isso já foi objeto de questào do CESPE. Vale a pena destacar
que houve alterações muito recentes (2017, por exemplo) em algumas
das normas que utilizamos em nosso estudo.

Como orientação geral, quero dizer que o candidato só deve partir para
a leitura “seca” das normas se já estiver muito seguro com o conteúdo
geral da disciplina. Todos os livros, cursos e aulas de auditoria procuram
trazer os principais conceitos incutidos nessas normas. Aqui no Passo não
é diferente. Vejam que comentamos vários itens de diversas normas no
relatório de hoje, alguns até recorrentes em questões de prova. Os

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conceitos mais importantes serão trazidos ainda em nosso questionário


de revisão.

Nesta seção, destacarei as principais normas estudadas em nosso


relatório, além de enumerar seus principais itens (a grande maioria já
vista na análise das questões).

Pois bem, neste primeiro relatório tratamos das seguintes normas:

 NBC TA 200 - Objetivos Gerais do Auditor Independente e a


Condução da Auditoria em Conformidade com as Normas de
Auditoria, alterada e consolidada em 05.09.2016 como NBC TA 200
(R1). Sem dúvidas uma das mais importantes para o estudo e
compreensão da nossa matéria. Se fosse para optar por uma das
normas para ler “na fonte” essa seria a escolhida! No relatório de
hoje no prendemos mais à parte dos objetivos propriamente ditos
(do auditor, da auditoria, da entidade, etc.) e a algumas
características do auditor e do trabalho da auditoria independente.
Há várias outras partes da norma que dizem respeito a outros
temas que veremos em relatórios futuros.

Itens de destaque: 3, 4, 5, 6, 7, 11, 13, 14, 15, 16, 23, A3, A4,
A15, A17, A20, A21, A25, A29, A47, A49, A54

 NBC TI 01 – Auditoria Interna. Esta norma é bem curta e, de


certa maneira, muito explorada pela VUNESP. Por isso sua leitura
é fortemente recomendada. Além de trazer a conceituação e os
objetivos da auditoria interna propriamente ditos, o normativo traz
diversos outros pontos que coincidem com temas que veremos no
futuro na parte da auditoria independente (risco, papéis de
trabalho, planejamento, relatório, etc.). É quase como se
tivéssemos uma amostra, muito menor em conteúdo e conceitos,

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de tudo o que estudamos na auditoria independente. Por esse


motivo reforço sua importância. A VUNESP particularmente
adora a parte que trata do dos procedimentos de auditoria
interna. Destacamos abaixo alguns dos itens mais cobrados.

Itens de destaque
Conceituação e Objetivos da Auditoria Interna: 12.1.1.2; 12.1.1.3; 12.1.1.4
Papéis de trabalho: 12.1.2.2; 12.1.2.3
Fraude e erro: 12.1.3.1; 12.1.3.2 e 12.1.3.3
Planejamento: 12.2.1.1; 12.2.1.2; 12.2.1.4
Riscos: 12.2.2.1
Procedimentos: todos os subitens do 12.2.3 (em especial 12.2.3.1 e 12.2.3.2)
Relatório: 12.3.1; 12.3.2; 12.3.3 e 12.3.4

Link para baixar as normas atualizadas (sítio do CFC):

Normas Técnicas: https://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-


contabilidade/nbc-ta-de-auditoria-independente/

Normas Profissionais: https://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-


contabilidade/nbc-pa-do-auditor-independente/

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6 – QUESTIONÁRIO DE REVISÃO
Nesse momento trazemos um questionário com o intuito de efetuar uma
revisão dos principais pontos da nossa disciplina. Essa prática se repetirá
em todos nossos relatórios.

Inicialmente apresentaremos o questionário sem respostas.

***Questionário - somente perguntas:***

1) Quais os objetivos da Auditoria Independente?

2) Quais os objetivos do Auditor Independente?

3) Quais os objetivos da Administração da Entidade?

4) Quais os requisitos de ética relacionados à auditoria de


demonstrações contábeis?

5) O que é ceticismo profissional?

6) O que é julgamento profissional?

7) Qual a função e o objetivo da Auditoria Interna?

8) Em que entidades é exercida a Auditoria Interna?

9) O Auditor Interno possui autonomia?

10) A auditoria interna se confunde com controle interno?

11) Quais as principais diferenças entre o Auditor Interno e o Auditor


Independente?

***Questionário: perguntas com respostas***

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1) Quais os objetivos da Auditoria Independente?

Nos termos da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de


confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é
alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro
aplicável*.

*conjunto completo das demonstrações contábeis.

2) Quais os objetivos do Auditor Independente?

Ainda de acordo com a NBC TA 200, o objetivo do auditor é obter segurança


razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de
distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro.

Destacamos aqui o termo “segurança razoável”. Esse tipo de expressão é


recorrente em nossa disciplina. De acordo com a NBC TA 200, asseguração
razoável é um nível elevado de segurança. Esse nível é conseguido quando
o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a
um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria. Sempre que você, aluno
atento, se deparar com expressões do tipo “nível absoluto de segurança”,
“absoluta certeza”, etc., DESCONFIE! Isso porque “há limitações inerentes
em uma auditoria, as quais resultam do fato de que a maioria das evidências
de auditoria em que o auditor baseia suas conclusões e sua opinião é
persuasiva e não conclusiva.”.

São ainda objetivos do Auditor: i) expressar sua opinião sobre se as


demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro
aplicável; ii) Apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e

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comunicar-se como exigido pelas NBC TA, em conformidade com as suas


constatações.

Cuidado!

Vimos acima quais os objetivos primordiais do Auditor Independente.


Vejamos abaixo o que NÃO é objetivo do Auditor:

 Elaborar demonstrações contábeis;

 Assegurar a viabilidade futura da entidade;

 Atestar a eficiência/eficácia dos negócios;

 Identificar erros e fraudes;

 Auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus


objetivos.

3) Quais os objetivos da Administração da Entidade?

Elaboração das demonstrações Contábeis em conformidade com a


estrutura de relatório financeiro aplicável;
Controle Interno: permitir a elaboração de demonstrações contábeis
livres de distorções relevantes;
Fornecer ao auditor acesso irrestrito às pessoas e a todas as
informações.

4) Quais os requisitos de ética relacionados à auditoria de demonstrações


contábeis?

O auditor está sujeito a exigências éticas relevantes, inclusive as relativas à


independência, no que diz respeito a trabalhos de auditoria de
demonstrações contábeis.

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Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor


quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis são:

(a) Integridade (direito, franco e honesto);

(b) Objetividade (não comprometer seu julgamento profissional);

(c) Competência e zelo profissional (atingir e manter o conhecimento e


habilidade e agir de forma cuidadosa, exaustiva e tempestiva);

(d) Confidencialidade – ou sigilo (respeitar o sigilo, não divulgar


informação a terceiros nem usar para obtenção de vantagem ilícita);

(e) Comportamento – ou conduta – profissional (cumprir as leis e os


regulamentos, evitar ação para desacreditar profissão)

5) O que é ceticismo profissional?

É a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que
possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação
crítica das evidências de auditoria.

O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional,


reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam distorção
relevante nas demonstrações contábeis.

O ceticismo profissional inclui estar alerta, por exemplo, a:


 Evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas;
 Informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos
documentos e respostas a indagações a serem usadas como
evidências de auditoria;
 Condições que possam indicar possível fraude;
 Circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de
auditoria além dos exigidos pelas NBCs TA.

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6) O que é julgamento profissional?

É a aplicação do treinamento, conhecimento e experiência relevantes,


dentro do contexto fornecido pelas normas de auditoria, contábeis e éticas,
na tomada de decisões informadas a respeito dos cursos de ação apropriados
nas circunstâncias do trabalho de auditoria.

O julgamento profissional precisa ser exercido ao longo de toda a auditoria.


Ele também precisa ser adequadamente documentado

7) Qual a função e o objetivo da Auditoria Interna?

A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações,


levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a
avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e
economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles
internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos, com vistas a
assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.

A atividade de Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com


enfoque técnico, objetivo sistemático e disciplinado, e tem por
finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios
para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos,
por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades
apontadas nos relatórios.
Percebe-se que o auditor interno é diretamente subordinado à Administração
da Entidade (nível mais alto). É errado, portanto, afirmar que a Auditoria
Interna está subordinada à Controladoria ou a qualquer outro órgão que não
a Administração/Presidência/Conselho de Administração.

De acordo com a NBC TA 610, que dispõe sobre a utilização do trabalho de


auditoria interna pelo auditor independente, os objetivos e o alcance da
função de auditoria interna geralmente incluem as atividades de asseguração

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e consultoria planejadas para avaliar e aprimorar a eficácia dos processos de


governança, gestão de risco e controle interno da entidade tais como:

Atividades relacionadas à governança

A auditoria interna pode avaliar o processo de governança na concretização


dos seus objetivos éticos e valores, na gestão do desempenho e prestação
de contas (ou accountability) da administração, comunicação de risco e
controle de informação para as áreas apropriadas da organização e eficácia
da comunicação entre os responsáveis pela governança, auditores internos,
auditores independentes e a administração.

Atividades relacionadas à gestão de risco

 A auditoria interna pode auxiliar a entidade identificar e avaliar exposições


significativas ao risco e contribuir no aprimoramento da gestão de risco e do
controle interno (incluindo a eficácia do processo das demonstrações
contábeis).

 A auditoria interna pode executar procedimentos para auxiliar a entidade


na detecção de fraude.

Atividades relacionadas ao controle interno

 Avaliação do controle interno. A auditoria interna pode ter responsabilidade


específica para revisar controles, avaliar o seu funcionamento e recomendar
melhorias a esses controles. Ao fazê-las, a auditoria interna fornece
segurança sobre o controle. Por exemplo, a auditoria interna pode planejar
e executar testes ou outros procedimentos para fornecer segurança à
gerência e aos responsáveis pela governança relativos ao planejamento,
implantação e eficácia operacional do controle interno, incluindo os controles
que sejam relevantes para a auditoria.

 Análise da informação operacional e financeira. A auditoria interna pode ser


designada para revisar os meios usados para identificar, reconhecer,
mensurar, classificar e reportar as informações financeiras e operacionais e

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realizar investigação específica de itens individualizados, incluindo testes


detalhados de transações, saldos e procedimentos.

 Revisão das atividades operacionais. A auditoria interna pode ser designada


para revisar a economicidade, a eficiência e a eficácia das atividades
operacionais, incluindo as atividades não financeiras de uma entidade.

 Revisar a observância das legislações e regulamentações. A auditoria


interna pode ser designada para revisar a observância das legislações e
regulamentações, outros requisitos externos, além das políticas e diretrizes
da administração e outros requisitos internos.

Embora os objetivos da auditoria interna da entidade e do auditor


independente se diferenciem, a auditoria interna pode executar
procedimentos semelhantes aos realizados pelo auditor independente na
auditoria de demonstrações contábeis. O auditor independente pode ainda
utilizar-se da auditoria interna para os fins da auditoria.

8) Em que entidades é exercida a Auditoria Interna?

A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público,


interno ou externo, e de direito privado.

9) O Auditor Interno possui autonomia?

Sim. Diferentemente do auditor independente, o auditor interno geralmente


é funcionário da entidade, ligado diretamente à sua Administração Há que se
observar no entanto, um grau de autonomia entre o trabalho do auditor e a
administração da entidade. É o que diz a NBC PI 01: “O auditor interno, não
obstante sua posição funcional, deve preservar sua autonomia profissional”.
As normas Internacionais de Auditoria Interna (IIA) também incluem a
Independência e a Objetividade como atributo do Auditor Interno (trecho
da norma abaixo).

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A atividade de auditoria interna deve ser independente e os auditores


internos devem ser objetivos ao executar seus trabalhos.
Independência é a imunidade quanto às condições que ameaçam a
capacidade da atividade de auditoria interna de conduzir as
responsabilidades de auditoria interna de maneira imparcial. Para atingir o
grau de independência necessário para conduzir eficazmente as
responsabilidades da atividade de auditoria interna, o executivo chefe de
auditoria tem acesso direto e irrestrito à alta administração e ao conselho.
Isto pode ser alcançado através de um relacionamento de duplo reporte. As
ameaças à independência devem ser gerenciadas nos níveis do auditor
individual, do trabalho da auditoria, funcional e organizacional.
A objetividade é uma atitude mental imparcial que permite aos auditores
internos executarem os trabalhos da auditoria de maneira a confiarem no
resultado de seu trabalho e que não seja feito nenhum comprometimento da
qualidade. A objetividade requer que os auditores internos não subordinem
a outras pessoas o seu julgamento em assuntos de auditoria. As ameaças à
objetividade devem ser gerenciadas nos níveis do auditor individual, do
trabalho da auditoria, funcional e organizacional.
Se alguma questão fizer algum tipo de comparação, podemos dizer que o
Auditor Externo é “mais independente” em relação ao Auditor Interno.

10) A auditoria interna se confunde com controle interno?

Os conceitos não são equivalentes. O controle interno é um processo muito


mais abrangente (definição abaixo). A auditoria interna faz parte do controle
interno, uma vez que um de seus objetivos é apresentar subsídios para
aperfeiçoamento dos controles internos.

Controle interno é o processo planejado, implementado e mantido pelos


responsáveis pela governança, administração e outros empregados para
fornecer segurança razoável quanto à realização dos objetivos da entidade
no que se refere à confiabilidade dos relatórios financeiros, efetividade e

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eficiência das operações e conformidade com leis e regulamentos


aplicáveis.

11) Quais as principais diferenças entre o Auditor Interno e o Auditor


Independente?

Auditor Interno Auditor Independente


- É funcionário da entidade (em regra),
subordinado diretamente à - Não é funcionário da entidade auditada.
Administração.
- Assiste a Administração da entidade no - Não responde à Administração da
cumprimento de seus objetivos entidade.
- Deve preservar sua autonomia - Possui independência em relação à
profissional entidade.
- Sua finalidade é agregar valor ao - Seu objetivo é obter segurança razoável
resultado da organização, apresentando de que as demonstrações estão livres de
subsídios para o aperfeiçoamento dos distorção relevante e apresentar relatório
processos, da gestão e dos controles sobre a adequação das demonstrações
internos. contábeis.
- Trabalho contínuo. - Trabalho periodico/pontual.

É isso, pessoal. Chegamos ao final do nosso primeiro relatório. Espero


que tenham gostado.

Lembrando que qualquer crítica, elogio ou sugestão pode e deve ser feita!

Saudações, bons estudos e fiquem com Deus!

Guilherme Sant’Anna

Prof. Guilherme Sant’Anna (@prof.guilhermesantanna)

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